inteiro_teor
stringlengths
3.33k
1.08M
url_download
stringlengths
75
76
dataDecisao
timestamp[ns]
dataPublicacao
timestamp[ns]
decisao
stringlengths
131
1.66k
descricaoClasse
stringclasses
94 values
ementa
stringlengths
121
8.74k
id
stringlengths
10
21
jurisprudenciaCitada
stringlengths
46
2.97k
ministroRelator
stringclasses
12 values
nomeOrgaoJulgador
stringclasses
3 values
numeroProcesso
stringlengths
2
7
referenciasLegislativas
listlengths
1
23
siglaClasse
stringclasses
94 values
tipoDeDecisao
stringclasses
1 value
titulo
stringlengths
7
38
acordaosSimilares
listlengths
1
1
partes_lista_texto
stringlengths
58
3.19k
temaProcs
listlengths
1
1
inteiro_teor_regex
stringlengths
3.39k
1.09M
NER
dict
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) :RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) :BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA PAULA BUONOMO MACHADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA LIT.PAS.(A/S) :DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) :WINICIUS MASOTTI E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) :MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR LIT.PAS.(A/S) :CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) :PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO MANDADO DE SEGURANÇA. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. DESNECESSIDADE DE ENFRENTAR TODOS OS ARGUMENTOS DEDUZIDOS, MAS SOMENTE AQUELES CAPAZES DE INFIRMAR, CONCRETAMENTE, A CONCLUSÃO ADOTADA PELO JULGADOR. ART. 1º DA RESOLUÇÃO STF 278/2003. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS COM VOTO-VISTA. DISPENSA REPUBLICAÇÃO DE PAUTA DE JULGAMENTO. AUSÊNCIA DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729932. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão MS 33527 ED / RJ NULIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729932. Supremo Tribunal Federal MS 33527 ED / RJ NULIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) :RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) :BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA PAULA BUONOMO MACHADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA LIT.PAS.(A/S) :DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) :WINICIUS MASOTTI E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) :MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR LIT.PAS.(A/S) :CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) :PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. RESOLUÇÃO CNJ 81/2009. PROVA DE TÍTULOS. PONTUAÇÃO. EXERCÍCIO DA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) :RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) :BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA PAULA BUONOMO MACHADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA LIT.PAS.(A/S) :DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) :WINICIUS MASOTTI E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) :MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR LIT.PAS.(A/S) :CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) :PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. RESOLUÇÃO CNJ 81/2009. PROVA DE TÍTULOS. PONTUAÇÃO. EXERCÍCIO DA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MS 33527 ED / RJ ATIVIDADE DE NOTÁRIO OU REGISTRADOR PELO PERÍODO MÍNIMO DE 10 ANOS. ATIVIDADE NÃO PRIVATIVA DE BACHAREL EM DIREITO. TENTATIVA DE CONFRONTAR ATO NORMATIVO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INVIABILIDADE. PRECEDENTES. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. O embargante alega, em síntese, que: (a) não houve a publicação da pauta de julgamento da sessão em que foi proferido o voto-vista do Ministro LUIZ FUX, o que teria violado a parte final do § 1º do art. 940 do CPC; (b) “além de obscuro, o v. acórdão embargado violou o disposto no inciso V, do §1º, do artigo 489, do CPC11, na medida em que o r. voto divergente do e. Min. Alexandre de Moraes não declinou os fundamentos de fato e de direito que o autorizaram concluir que, “na divulgação do resultado provisório do exame de títulos, os impetrantes não obtiveram a pontuação, tendo a Banca concedido a mesma interpretação dada posteriormente pelo CNJ e impugnada pelo presente mandado de segurança, pois já era o entendimento pacificado por essa interpretação pelo CNJ”, sem que apresentasse um julgado sequer do e. CNJ que corroborasse o afirmado”; (c) “é de se levar em consideração o entendimento mais do que sedimentado do e. Conselho Nacional de Justiça, no sentido de que qualquer alteração à altura em que se encontrava o concurso do Estado do Rio de Janeiro, que já contava com a divulgação das notas de todas as etapas do concurso, não havendo mais fase recursal alguma, geraria inequívoco maltrato aos primados constitucionais da Isonomia, Segurança Jurídica, Proporcionalidade, Impessoalidade, Vinculação ao Instrumento Convocatório e Proteção da Confiança”; e (d) “ademais, uma vez que as omissões aqui apresentadas se referiram a questões nucleares para a decisão da causa, impõe-se o acolhimento do presente recurso, sob pena de violação ao princípio do devido processo legal (art. 5º, LIV, CF)12, negativa de prestação jurisdicional (art. 5º, XXXV)13, e consequente mal-ferimento ao princípio da motivação das decisões judiciais (art. 93, IX, CF)14, o qual assegura a fundamentação como condição de validade do decisum” (doc. 261). Requer, ao final, “a anulação da sessão de julgamento em que foi proferido o voto-vista do e. Min. Luiz Fux para que seja 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Supremo Tribunal Federal MS 33527 ED / RJ ATIVIDADE DE NOTÁRIO OU REGISTRADOR PELO PERÍODO MÍNIMO DE 10 ANOS. ATIVIDADE NÃO PRIVATIVA DE BACHAREL EM DIREITO. TENTATIVA DE CONFRONTAR ATO NORMATIVO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INVIABILIDADE. PRECEDENTES. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. O embargante alega, em síntese, que: (a) não houve a publicação da pauta de julgamento da sessão em que foi proferido o voto-vista do Ministro LUIZ FUX, o que teria violado a parte final do § 1º do art. 940 do CPC; (b) “além de obscuro, o v. acórdão embargado violou o disposto no inciso V, do §1º, do artigo 489, do CPC11, na medida em que o r. voto divergente do e. Min. Alexandre de Moraes não declinou os fundamentos de fato e de direito que o autorizaram concluir que, “na divulgação do resultado provisório do exame de títulos, os impetrantes não obtiveram a pontuação, tendo a Banca concedido a mesma interpretação dada posteriormente pelo CNJ e impugnada pelo presente mandado de segurança, pois já era o entendimento pacificado por essa interpretação pelo CNJ”, sem que apresentasse um julgado sequer do e. CNJ que corroborasse o afirmado”; (c) “é de se levar em consideração o entendimento mais do que sedimentado do e. Conselho Nacional de Justiça, no sentido de que qualquer alteração à altura em que se encontrava o concurso do Estado do Rio de Janeiro, que já contava com a divulgação das notas de todas as etapas do concurso, não havendo mais fase recursal alguma, geraria inequívoco maltrato aos primados constitucionais da Isonomia, Segurança Jurídica, Proporcionalidade, Impessoalidade, Vinculação ao Instrumento Convocatório e Proteção da Confiança”; e (d) “ademais, uma vez que as omissões aqui apresentadas se referiram a questões nucleares para a decisão da causa, impõe-se o acolhimento do presente recurso, sob pena de violação ao princípio do devido processo legal (art. 5º, LIV, CF)12, negativa de prestação jurisdicional (art. 5º, XXXV)13, e consequente mal-ferimento ao princípio da motivação das decisões judiciais (art. 93, IX, CF)14, o qual assegura a fundamentação como condição de validade do decisum” (doc. 261). Requer, ao final, “a anulação da sessão de julgamento em que foi proferido o voto-vista do e. Min. Luiz Fux para que seja 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório MS 33527 ED / RJ reincluído em pauta com a consequente publicação da pauta. No mérito, requerem os embargantes seja a via recursal eleita recebida e acolhidos os presentes embargos para, inclusive lhes conferindo efeitos suspensivo e infringente, reformar o v. acórdão ora embargado para conceder a ordem pleiteada no presente mandado de segurança”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Supremo Tribunal Federal MS 33527 ED / RJ reincluído em pauta com a consequente publicação da pauta. No mérito, requerem os embargantes seja a via recursal eleita recebida e acolhidos os presentes embargos para, inclusive lhes conferindo efeitos suspensivo e infringente, reformar o v. acórdão ora embargado para conceder a ordem pleiteada no presente mandado de segurança”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com a finalidade de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos. Com efeito, evidencia-se que o intuito dos presentes embargos não é o saneamento de erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 1.022 do CPC), mas, certamente, a rediscussão da decisão agravada. Não é dever do julgador rebater todos os fundamentos apresentados pela parte, mas somente aqueles que, concretamente, sejam capazes de afastar a conclusão adotada na decisão, o que não é o caso do argumento referido nos aclaratórios. Além disso, nos casos de devolução espontânea dos autos, como ocorre na presente hipótese, aplica-se a previsão constante no art. 1º da Resolução STF 278/2003, segundo a qual o julgamento prosseguirá na segunda sessão ordinária que seguir à devolução, independentemente da publicação em nova pauta. Dessa forma, uma vez que a devolução dos autos ocorreu em 5/3/2018 e o julgamento sobreveio somente em 20/3/2018; é dizer, na terceira sessão após a devolução, não há falar em nulidade. Diante do exposto, REJEITO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000525. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com a finalidade de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos. Com efeito, evidencia-se que o intuito dos presentes embargos não é o saneamento de erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 1.022 do CPC), mas, certamente, a rediscussão da decisão agravada. Não é dever do julgador rebater todos os fundamentos apresentados pela parte, mas somente aqueles que, concretamente, sejam capazes de afastar a conclusão adotada na decisão, o que não é o caso do argumento referido nos aclaratórios. Além disso, nos casos de devolução espontânea dos autos, como ocorre na presente hipótese, aplica-se a previsão constante no art. 1º da Resolução STF 278/2003, segundo a qual o julgamento prosseguirá na segunda sessão ordinária que seguir à devolução, independentemente da publicação em nova pauta. Dessa forma, uma vez que a devolução dos autos ocorreu em 5/3/2018 e o julgamento sobreveio somente em 20/3/2018; é dizer, na terceira sessão após a devolução, não há falar em nulidade. Diante do exposto, REJEITO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000525. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) :RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) :BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA PAULA BUONOMO MACHADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA LIT.PAS.(A/S) :DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) :WINICIUS MASOTTI E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) :MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR LIT.PAS.(A/S) :CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) :PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A prestação jurisdicional pressupõe o enfrentamento de todas as causas de pedir veiculadas pelas partes, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo os declaratórios para que a impetração tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747663983. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) :RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) :BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA PAULA BUONOMO MACHADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA LIT.PAS.(A/S) :DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) :WINICIUS MASOTTI E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) :MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR LIT.PAS.(A/S) :CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) :PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A prestação jurisdicional pressupõe o enfrentamento de todas as causas de pedir veiculadas pelas partes, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo os declaratórios para que a impetração tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747663983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) : RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) : BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA PAULA BUONOMO MACHADO (112160/RJ) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (10441/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) : SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA (18712A/DF) E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) : PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) : SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA (18712A/DF) LIT.PAS.(A/S) : DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) : WINICIUS MASOTTI (12721/ES) E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) : SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) : MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR (268721/SP) LIT.PAS.(A/S) : CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) : PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA (018114/DF) Decisão: A Turma, por maioria, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735059 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) : RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) : BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA PAULA BUONOMO MACHADO (112160/RJ) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (10441/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) : SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA (18712A/DF) E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) : PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) : SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA (18712A/DF) LIT.PAS.(A/S) : DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) : WINICIUS MASOTTI (12721/ES) E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) : SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) : MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR (268721/SP) LIT.PAS.(A/S) : CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) : PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA (018114/DF) Decisão: A Turma, por maioria, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735059 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747854404
2018-06-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por maioria, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO MANDADO DE SEGURANÇA. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. DESNECESSIDADE DE ENFRENTAR TODOS OS ARGUMENTOS DEDUZIDOS, MAS SOMENTE AQUELES CAPAZES DE INFIRMAR, CONCRETAMENTE, A CONCLUSÃO ADOTADA PELO JULGADOR. ART. 1º DA RESOLUÇÃO STF 278/2003. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS COM VOTO-VISTA. DISPENSA REPUBLICAÇÃO DE PAUTA DE JULGAMENTO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
sjur388263
Número de páginas: 8. Análise: 07/08/2018, MAD.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
33527
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01022\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RES-000278 ANO-2003\n ART-00001\n RESOLUÇÃO" ]
MS-ED
acordaos
MS 33527 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) : RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) : BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA PAULA BUONOMO MACHADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) : SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) : PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) : SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA LIT.PAS.(A/S) : DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) : WINICIUS MASOTTI E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) : SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) : MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR LIT.PAS.(A/S) : CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) : PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) :RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) :BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA PAULA BUONOMO MACHADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA LIT.PAS.(A/S) :DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) :WINICIUS MASOTTI E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) :MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR LIT.PAS.(A/S) :CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) :PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS NO MANDADO DE SEGURANÇA. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS DE FUNDAMENTAÇÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO. DESNECESSIDADE DE ENFRENTAR TODOS OS ARGUMENTOS DEDUZIDOS, MAS SOMENTE AQUELES CAPAZES DE INFIRMAR, CONCRETAMENTE, A CONCLUSÃO ADOTADA PELO JULGADOR. ART. 1... DA RESOLUÇÃO Supremo Tribunal Federal 278/2003. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS COM VOTO-VISTA. DISPENSA REPUBLICAÇÃO DE PAUTA DE JULGAMENTO. AUSÊNCIA DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729932. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão MS 33527 ED / RJ NULIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729932. Supremo Tribunal Federal MS 33527 ED / RJ NULIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria de votos, acordam em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) :RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) :BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA PAULA BUONOMO MACHADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA LIT.PAS.(A/S) :DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) :WINICIUS MASOTTI E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) :MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR LIT.PAS.(A/S) :CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) :PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. RESOLUÇÃO CNJ 81/2009. PROVA DE TÍTULOS. PONTUAÇÃO. EXERCÍCIO DA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) :RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) :BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA PAULA BUONOMO MACHADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA LIT.PAS.(A/S) :DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) :WINICIUS MASOTTI E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) :MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR LIT.PAS.(A/S) :CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) :PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO PÚBLICO. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. RESOLUÇÃO CNJ 81/2009. PROVA DE TÍTULOS. PONTUAÇÃO. EXERCÍCIO DA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório MS 33527 ED / RJ ATIVIDADE DE NOTÁRIO OU REGISTRADOR PELO PERÍODO MÍNIMO DE 10 ANOS. ATIVIDADE NÃO PRIVATIVA DE BACHAREL EM DIREITO. TENTATIVA DE CONFRONTAR ATO NORMATIVO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INVIABILIDADE. PRECEDENTES. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. O embargante alega, em síntese, que: (a) não houve a publicação da pauta de julgamento da sessão em que foi proferido o voto-vista do Ministro LUIZ FUX, o que teria violado a parte final do § 1... do art. 940 do Código de Processo Civil; (b) “além de obscuro, o v. acórdão embargado violou o disposto no inciso V, do §1..., do artigo 489, do CPC11, na medida em que o r. voto divergente do e. Min. Alexandre de Moraes não declinou os fundamentos de fato e de direito que o autorizaram concluir que, “na divulgação do resultado provisório do exame de títulos, os impetrantes não obtiveram a pontuação, tendo a Banca concedido a mesma interpretação dada posteriormente pelo CNJ e impugnada pelo presente mandado de segurança, pois já era o entendimento pacificado por essa interpretação pelo CNJ”, sem que apresentasse um julgado sequer do e. CNJ que corroborasse o afirmado”; (c) “é de se levar em consideração o entendimento mais do que sedimentado do e. Conselho Nacional de Justiça, no sentido de que qualquer alteração à altura em que se encontrava o concurso do Estado do Rio de Janeiro, que já contava com a divulgação das notas de todas as etapas do concurso, não havendo mais fase recursal alguma, geraria inequívoco maltrato aos primados constitucionais da Isonomia, Segurança Jurídica, Proporcionalidade, Impessoalidade, Vinculação ao Instrumento Convocatório e Proteção da Confiança”; e (d) “ademais, uma vez que as omissões aqui apresentadas se referiram a questões nucleares para a decisão da causa, impõe-se o acolhimento do presente recurso, sob pena de violação ao princípio do devido processo legal (art. 5..., LIV, Constituição Federal de 1988)12, negativa de prestação jurisdicional (art. 5..., XXXV)13, e consequente mal-ferimento ao princípio da motivação das decisões judiciais (art. 93, IX, Constituição Federal de 1988)14, o qual assegura a fundamentação como condição de validade do decisum” (doc. 261). Requer, ao final, “a anulação da sessão de julgamento em que foi proferido o voto-vista do e. Min. Luiz Fux para que seja 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Supremo Tribunal Federal MS 33527 ED / RJ ATIVIDADE DE NOTÁRIO OU REGISTRADOR PELO PERÍODO MÍNIMO DE 10 ANOS. ATIVIDADE NÃO PRIVATIVA DE BACHAREL EM DIREITO. TENTATIVA DE CONFRONTAR ATO NORMATIVO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INVIABILIDADE. PRECEDENTES. MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. O embargante alega, em síntese, que: (a) não houve a publicação da pauta de julgamento da sessão em que foi proferido o voto-vista do Ministro LUIZ FUX, o que teria violado a parte final do § 1... do art. 940 do Código de Processo Civil; (b) “além de obscuro, o v. acórdão embargado violou o disposto no inciso V, do §1..., do artigo 489, do CPC11, na medida em que o r. voto divergente do e. Min. Alexandre de Moraes não declinou os fundamentos de fato e de direito que o autorizaram concluir que, “na divulgação do resultado provisório do exame de títulos, os impetrantes não obtiveram a pontuação, tendo a Banca concedido a mesma interpretação dada posteriormente pelo CNJ e impugnada pelo presente mandado de segurança, pois já era o entendimento pacificado por essa interpretação pelo CNJ”, sem que apresentasse um julgado sequer do e. CNJ que corroborasse o afirmado”; (c) “é de se levar em consideração o entendimento mais do que sedimentado do e. Conselho Nacional de Justiça, no sentido de que qualquer alteração à altura em que se encontrava o concurso do Estado do Rio de Janeiro, que já contava com a divulgação das notas de todas as etapas do concurso, não havendo mais fase recursal alguma, geraria inequívoco maltrato aos primados constitucionais da Isonomia, Segurança Jurídica, Proporcionalidade, Impessoalidade, Vinculação ao Instrumento Convocatório e Proteção da Confiança”; e (d) “ademais, uma vez que as omissões aqui apresentadas se referiram a questões nucleares para a decisão da causa, impõe-se o acolhimento do presente recurso, sob pena de violação ao princípio do devido processo legal (art. 5..., LIV, Constituição Federal de 1988)12, negativa de prestação jurisdicional (art. 5..., XXXV)13, e consequente mal-ferimento ao princípio da motivação das decisões judiciais (art. 93, IX, Constituição Federal de 1988)14, o qual assegura a fundamentação como condição de validade do decisum” (doc. 261). Requer, ao final, “a anulação da sessão de julgamento em que foi proferido o voto-vista do e. Min. Luiz Fux para que seja 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório MS 33527 ED / RJ reincluído em pauta com a consequente publicação da pauta. No mérito, requerem os embargantes seja a via recursal eleita recebida e acolhidos os presentes embargos para, inclusive lhes conferindo efeitos suspensivo e infringente, reformar o v. acórdão ora embargado para conceder a ordem pleiteada no presente mandado de segurança”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Supremo Tribunal Federal MS 33527 ED / RJ reincluído em pauta com a consequente publicação da pauta. No mérito, requerem os embargantes seja a via recursal eleita recebida e acolhidos os presentes embargos para, inclusive lhes conferindo efeitos suspensivo e infringente, reformar o v. acórdão ora embargado para conceder a ordem pleiteada no presente mandado de segurança”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000526. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com a finalidade de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos. Com efeito, evidencia-se que o intuito dos presentes embargos não é o saneamento de erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 1.022 do Código de Processo Civil), mas, certamente, a rediscussão da decisão agravada. Não é dever do julgador rebater todos os fundamentos apresentados pela parte, mas somente aqueles que, concretamente, sejam capazes de afastar a conclusão adotada na decisão, o que não é o caso do argumento referido nos aclaratórios. Além disso, nos casos de devolução espontânea dos autos, como ocorre na presente hipótese, aplica-se a previsão constante no art. 1... da Resolução Supremo Tribunal Federal 278/2003, segundo a qual o julgamento prosseguirá na segunda sessão ordinária que seguir à devolução, independentemente da publicação em nova pauta. Dessa forma, uma vez que a devolução dos autos ocorreu em 5/3/2018 e o julgamento sobreveio somente em 20/3/2018; é dizer, na terceira sessão após a devolução, não há falar em nulidade. Diante do exposto, REJEITO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000525. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O Código de Processo Civil prevê o recurso de embargos de declaração para fins de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Trata-se de instrumento colocado à disposição das partes com a finalidade de eliminar do julgado omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais. No presente caso, contudo, o acórdão embargado não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos. Com efeito, evidencia-se que o intuito dos presentes embargos não é o saneamento de erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 1.022 do Código de Processo Civil), mas, certamente, a rediscussão da decisão agravada. Não é dever do julgador rebater todos os fundamentos apresentados pela parte, mas somente aqueles que, concretamente, sejam capazes de afastar a conclusão adotada na decisão, o que não é o caso do argumento referido nos aclaratórios. Além disso, nos casos de devolução espontânea dos autos, como ocorre na presente hipótese, aplica-se a previsão constante no art. 1... da Resolução Supremo Tribunal Federal 278/2003, segundo a qual o julgamento prosseguirá na segunda sessão ordinária que seguir à devolução, independentemente da publicação em nova pauta. Dessa forma, uma vez que a devolução dos autos ocorreu em 5/3/2018 e o julgamento sobreveio somente em 20/3/2018; é dizer, na terceira sessão após a devolução, não há falar em nulidade. Diante do exposto, REJEITO OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15000525. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) :RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) :BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA PAULA BUONOMO MACHADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA LIT.PAS.(A/S) :DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) :WINICIUS MASOTTI E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) :MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR LIT.PAS.(A/S) :CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) :PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A prestação jurisdicional pressupõe o enfrentamento de todas as causas de pedir veiculadas pelas partes, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo os declaratórios para que a impetração tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747663983. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) :BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) :RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) :BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA PAULA BUONOMO MACHADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) :MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) :SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA LIT.PAS.(A/S) :DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) :WINICIUS MASOTTI E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) :SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) :MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR LIT.PAS.(A/S) :CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) :PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - A prestação jurisdicional pressupõe o enfrentamento de todas as causas de pedir veiculadas pelas partes, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo os declaratórios para que a impetração tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747663983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) : RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) : BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA PAULA BUONOMO MACHADO (112160/RJ) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (10441/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) : SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA (18712A/DF) E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) : PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) : SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA (18712A/DF) LIT.PAS.(A/S) : DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) : WINICIUS MASOTTI (12721/ES) E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) : SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) : MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR (268721/SP) LIT.PAS.(A/S) : CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) : PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA (018114/DF) Decisão: A Turma, por maioria, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735059 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.527 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES EMBTE.(S) : BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO EMBTE.(S) : RAFAEL GIATTI CARNEIRO EMBTE.(S) : BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA PAULA BUONOMO MACHADO (112160/RJ) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOELSON DIAS (10441/DF) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO LIT.PAS.(A/S) : MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES ADV.(A/S) : SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA (18712A/DF) E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) : PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA ADV.(A/S) : SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA (18712A/DF) LIT.PAS.(A/S) : DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI ADV.(A/S) : WINICIUS MASOTTI (12721/ES) E OUTRO(A/S) LIT.PAS.(A/S) : SERGIO AVILA DORIA MARTINS ADV.(A/S) : MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR (268721/SP) LIT.PAS.(A/S) : CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA ADV.(A/S) : PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA (018114/DF) Decisão: A Turma, por maioria, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735059 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE SEGURANÇA 33 . 527", "MS 33527 ED / RJ", "MS 33527 ED / RJ", "MS 33527 ED /", "MS 33527 ED / RJ", "MS 33527 ED / RJ", "MS 33527 ED / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RESOLUÇÃO", "CNJ 81 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 .", "inciso V , do § 1 . . . , do artigo 489 , do CPC11", "art . 5 . . . , LIV , Constituição Federal de 1988", "art . 93 , IX , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 940 do Código de Processo Civil", "inciso V , do § 1 . . . , do artigo 489 , do CPC11", "art . 5 . . . , LIV , Constituição Federal de 1988", "art . 93 , IX , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "art . 1 . . . da", "Resolução Supremo Tribunal Federal 278 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "art . 1 . . . da Resolução Supremo Tribunal Federal 278 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "CNJ", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "CNJ", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO", "RAFAEL GIATTI CARNEIRO", "BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS", "ANA PAULA BUONOMO MACHADO", "JOELSON DIAS", "MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA", "PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA", "DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI", "WINICIUS MASOTTI", "SERGIO AVILA DORIA MARTINS", "MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR", "CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA", "PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO", "RAFAEL GIATTI CARNEIRO", "BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS", "ANA PAULA BUONOMO MACHADO", "JOELSON DIAS", "MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE", "DINO DE CASTRO E COSTA", "PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E", "DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI", "WINICIUS MASOTTI", "SERGIO AVILA DORIA MARTINS", "MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR", "CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA", "PAULO MAURÍCIO BRAZ", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO", "RAFAEL GIATTI CARNEIRO", "BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS", "ANA PAULA BUONOMO MACHADO", "JOELSON DIAS", "MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA", "PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA", "DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI", "WINICIUS MASOTTI", "SERGIO AVILA DORIA MARTINS", "MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR", "CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA", "PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO", "RAFAEL GIATTI CARNEIRO", "BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS", "ANA PAULA BUONOMO MACHADO", "JOELSON DIAS", "MARILIS SANTIAGO", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA", "PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA", "DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI", "WINICIUS MASOTTI", "SERGIO AVILA DORIA MARTINS", "MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR", "CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA", "PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO", "RAFAEL GIATTI CARNEIRO", "BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS", "ANA PAULA BUONOMO MACHADO", "JOELSON DIAS", "MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA", "PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA", "DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI", "WINICIUS MASOTTI", "SERGIO AVILA DORIA MARTINS", "MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR", "CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA", "PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO", "RAFAEL GIATTI CARNEIRO", "BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS", "ANA PAULA BUONOMO MACHADO", "JOELSON DIAS", "MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA", "PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E", "DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI", "WINICIUS MASOTTI", "SERGIO AVILA DORIA MARTINS", "MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR", "CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA", "PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "BRUNO MANGINI DE PAULA MACHADO", "RAFAEL GIATTI CARNEIRO", "BRUNO ROBERTO DE OLIVEIRA RAMOS", "ANA PAULA BUONOMO MACHADO", "JOELSON DIAS", "MARILIS SANTIAGO BRUM MARQUES", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA", "PAULO ROBERTO OLEGÁRIO DE SOUSA", "SANDRA FROTA ALBUQUERQUE DINO DE CASTRO E COSTA", "DANIELLE MORAES LEITE PULCHERI", "WINICIUS MASOTTI", "SERGIO AVILA DORIA MARTINS", "MANOEL TOBAL GARCIA JUNIOR", "CARLOS AUGUSTO MACÊDO SILVA", "PAULO MAURÍCIO BRAZ SIQUEIRA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "3", "/", "2018", "20", "/", "3", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "3", "/", "2018", "20", "/", "3", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Embargos protelatórios. 3. Ausência de omissão, contradição ou obscuridade. 4. Acórdão embargado suficientemente motivado. 5. Ausência de preliminar formal de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 6.9.2007. 6. Petição de recurso extraordinário que não indica quais dispositivos constitucionais teriam sido violados pelo acórdão recorrido. Súmula 284/STF. 7. Embargos de declaração não conhecidos. 8. Baixa imediata dos autos, independentemente da certificação do seu trânsito em julgado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, não conhecer dos embargos de declaração e determinar a baixa imediata dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de junho de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747675758. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda Turma do STF que negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. (eDOC 12) Em 23.10.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário do ora embargante, por duas razões: ausência de preliminar de repercussão geral e não indicação dos dispositivos constitucionais supostamente tido por violados. (eDOC 7) Irresignada, a defesa interpôs agravo regimental o qual foi rejeitado, por unanimidade, pela Segunda Turma em Sessão Virtual de 8.12.2017 a 15.12.2017, em acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. 2. Ausência de preliminar formal de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 6.9.2007. 3. Petição de recurso extraordinário que não indica quais dispositivos constitucionais teriam sido violados pelo acórdão recorrido. Súmula 284/STF. 4. Descabimento. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 12) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632021. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda Turma do STF que negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. (eDOC 12) Em 23.10.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário do ora embargante, por duas razões: ausência de preliminar de repercussão geral e não indicação dos dispositivos constitucionais supostamente tido por violados. (eDOC 7) Irresignada, a defesa interpôs agravo regimental o qual foi rejeitado, por unanimidade, pela Segunda Turma em Sessão Virtual de 8.12.2017 a 15.12.2017, em acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. 2. Ausência de preliminar formal de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 6.9.2007. 3. Petição de recurso extraordinário que não indica quais dispositivos constitucionais teriam sido violados pelo acórdão recorrido. Súmula 284/STF. 4. Descabimento. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 12) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1079858 AGR-ED / SP É desta decisão colegiada que agora foram opostos os presentes embargos de declaração, sustentando-se que o embargante faz jus ao regime semiaberto para cumprimento da pena que lhe foi imposta pelo cometimento dos crimes dos artigos 157, parágrafo 2º, inciso I, do Código Penal e 244-B do ECA (condenação final: 5 anos e 6 meses no regime inicial fechado). Requer o provimento dos presentes embargos para que se assegure ao embargante o direito de iniciar o cumprimento de sua pena no regime semiaberto. (eDOC 13, p. 6) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632021. Supremo Tribunal Federal ARE 1079858 AGR-ED / SP É desta decisão colegiada que agora foram opostos os presentes embargos de declaração, sustentando-se que o embargante faz jus ao regime semiaberto para cumprimento da pena que lhe foi imposta pelo cometimento dos crimes dos artigos 157, parágrafo 2º, inciso I, do Código Penal e 244-B do ECA (condenação final: 5 anos e 6 meses no regime inicial fechado). Requer o provimento dos presentes embargos para que se assegure ao embargante o direito de iniciar o cumprimento de sua pena no regime semiaberto. (eDOC 13, p. 6) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Eder Pereira de Souza Libretti, contra acórdão da Segunda Turma que negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, e que restou assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. 2. Ausência de preliminar formal de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 6.9.2007. 3. Petição de recurso extraordinário que não indica quais dispositivos constitucionais teriam sido violados pelo acórdão recorrido. Súmula 284/STF. 4. Descabimento. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 12) Os embargos de declaração repisam as razões do extraordinário e do agravo regimental interpostos, não demonstrando em que ponto a decisão embargada teria sido omissa, contraditória ou obscura, condição necessária ao seu conhecimento. Desta forma, os fundamentos do não conhecimento do recurso extraordinário, deduzidos por mim na decisão que fora objeto de agravo regimental ora embargado, permanecem inalterados, quais sejam, ausência de preliminar de repercussão geral e não indicação dos dispositivos constitucionais supostamente tidos por violados. Tenho assim como protelatórios os presentes embargos, os quais não conheço, com a imediata baixa dos autos à origem, independentemente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632022. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Eder Pereira de Souza Libretti, contra acórdão da Segunda Turma que negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, e que restou assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. 2. Ausência de preliminar formal de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 6.9.2007. 3. Petição de recurso extraordinário que não indica quais dispositivos constitucionais teriam sido violados pelo acórdão recorrido. Súmula 284/STF. 4. Descabimento. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 12) Os embargos de declaração repisam as razões do extraordinário e do agravo regimental interpostos, não demonstrando em que ponto a decisão embargada teria sido omissa, contraditória ou obscura, condição necessária ao seu conhecimento. Desta forma, os fundamentos do não conhecimento do recurso extraordinário, deduzidos por mim na decisão que fora objeto de agravo regimental ora embargado, permanecem inalterados, quais sejam, ausência de preliminar de repercussão geral e não indicação dos dispositivos constitucionais supostamente tidos por violados. Tenho assim como protelatórios os presentes embargos, os quais não conheço, com a imediata baixa dos autos à origem, independentemente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632022. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1079858 AGR-ED / SP da certificação do seu trânsito em julgado. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632022. Supremo Tribunal Federal ARE 1079858 AGR-ED / SP da certificação do seu trânsito em julgado. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632022. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI ADV.(A/S) : ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES (221336/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata baixa dos autos à origem, independentemente da certificação do seu trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669431 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI ADV.(A/S) : ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES (221336/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata baixa dos autos à origem, independentemente da certificação do seu trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669431 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747704775
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata baixa dos autos à origem, independentemente da certificação do seu trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Embargos protelatórios. 3. Ausência de omissão, contradição ou obscuridade. 4. Acórdão embargado suficientemente motivado. 5. Ausência de preliminar formal de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 6.9.2007. 6. Petição de recurso extraordinário que não indica quais dispositivos constitucionais teriam sido violados pelo acórdão recorrido. Súmula 284/STF. 7. Embargos de declaração não conhecidos. 8. Baixa imediata dos autos, independentemente da certificação do seu trânsito em julgado.
sjur387972
- Acórdão(s) citado(s): (PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL) AI 664567 QO (TP). Número de páginas: 6. Análise: 03/08/2018, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1079858
[ "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 1079858 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI ADV.(A/S) : ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Embargos protelatórios. 3. Ausência de omissão, contradição ou obscuridade. 4. Acórdão embargado suficientemente motivado. 5. Ausência de preliminar formal de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 6.9.2007. 6. Petição de recurso extraordinário que não indica quais dispositivos constitucionais teriam sido violados pelo acórdão recorrido. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 7. Embargos de declaração não conhecidos. 8. Baixa imediata dos autos, independentemente da certificação do seu trânsito em julgado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, não conhecer dos embargos de declaração e determinar a baixa imediata dos autos à origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de junho de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747675758. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. (eDOC 12) Em 23.10.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário do ora embargante, por duas razões: ausência de preliminar de repercussão geral e não indicação dos dispositivos constitucionais supostamente tido por violados. (eDOC 7) Irresignada, a defesa interpôs agravo regimental o qual foi rejeitado, por unanimidade, pela Segunda Turma em Sessão Virtual de 8.12.2017 a 15.12.2017, em acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. 2. Ausência de preliminar formal de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 6.9.2007. 3. Petição de recurso extraordinário que não indica quais dispositivos constitucionais teriam sido violados pelo acórdão recorrido. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 4. Descabimento. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 12) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632021. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI ADV.(A/S) :ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão proferido pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. (eDOC 12) Em 23.10.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário do ora embargante, por duas razões: ausência de preliminar de repercussão geral e não indicação dos dispositivos constitucionais supostamente tido por violados. (eDOC 7) Irresignada, a defesa interpôs agravo regimental o qual foi rejeitado, por unanimidade, pela Segunda Turma em Sessão Virtual de 8.12.2017 a 15.12.2017, em acórdão assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. 2. Ausência de preliminar formal de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 6.9.2007. 3. Petição de recurso extraordinário que não indica quais dispositivos constitucionais teriam sido violados pelo acórdão recorrido. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 4. Descabimento. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 12) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1079858 AGR-ED / SP É desta decisão colegiada que agora foram opostos os presentes embargos de declaração, sustentando-se que o embargante faz jus ao regime semiaberto para cumprimento da pena que lhe foi imposta pelo cometimento dos crimes dos artigos 157, parágrafo 2..., inciso I, do Código Penal e 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (condenação final: 5 anos e 6 meses no regime inicial fechado). Requer o provimento dos presentes embargos para que se assegure ao embargante o direito de iniciar o cumprimento de sua pena no regime semiaberto. (eDOC 13, p. 6) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632021. Supremo Tribunal Federal ARE 1079858 AGR-ED / SP É desta decisão colegiada que agora foram opostos os presentes embargos de declaração, sustentando-se que o embargante faz jus ao regime semiaberto para cumprimento da pena que lhe foi imposta pelo cometimento dos crimes dos artigos 157, parágrafo 2..., inciso I, do Código Penal e 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (condenação final: 5 anos e 6 meses no regime inicial fechado). Requer o provimento dos presentes embargos para que se assegure ao embargante o direito de iniciar o cumprimento de sua pena no regime semiaberto. (eDOC 13, p. 6) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Eder Pereira de Souza Libretti, contra acórdão da Segunda Turma que negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, e que restou assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. 2. Ausência de preliminar formal de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 6.9.2007. 3. Petição de recurso extraordinário que não indica quais dispositivos constitucionais teriam sido violados pelo acórdão recorrido. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 4. Descabimento. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 12) Os embargos de declaração repisam as razões do extraordinário e do agravo regimental interpostos, não demonstrando em que ponto a decisão embargada teria sido omissa, contraditória ou obscura, condição necessária ao seu conhecimento. Desta forma, os fundamentos do não conhecimento do recurso extraordinário, deduzidos por mim na decisão que fora objeto de agravo regimental ora embargado, permanecem inalterados, quais sejam, ausência de preliminar de repercussão geral e não indicação dos dispositivos constitucionais supostamente tidos por violados. Tenho assim como protelatórios os presentes embargos, os quais não conheço, com a imediata baixa dos autos à origem, independentemente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632022. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por Eder Pereira de Souza Libretti, contra acórdão da Segunda Turma que negou provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, e que restou assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. 2. Ausência de preliminar formal de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, DJ 6.9.2007. 3. Petição de recurso extraordinário que não indica quais dispositivos constitucionais teriam sido violados pelo acórdão recorrido. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 4. Descabimento. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (eDOC 12) Os embargos de declaração repisam as razões do extraordinário e do agravo regimental interpostos, não demonstrando em que ponto a decisão embargada teria sido omissa, contraditória ou obscura, condição necessária ao seu conhecimento. Desta forma, os fundamentos do não conhecimento do recurso extraordinário, deduzidos por mim na decisão que fora objeto de agravo regimental ora embargado, permanecem inalterados, quais sejam, ausência de preliminar de repercussão geral e não indicação dos dispositivos constitucionais supostamente tidos por violados. Tenho assim como protelatórios os presentes embargos, os quais não conheço, com a imediata baixa dos autos à origem, independentemente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632022. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1079858 AGR-ED / SP da certificação do seu trânsito em julgado. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632022. Supremo Tribunal Federal ARE 1079858 AGR-ED / SP da certificação do seu trânsito em julgado. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747632022. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI ADV.(A/S) : ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES (221336/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata baixa dos autos à origem, independentemente da certificação do seu trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669431 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.079.858 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI ADV.(A/S) : ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES (221336/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata baixa dos autos à origem, independentemente da certificação do seu trânsito em julgado, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669431 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 079 . 858", "AI", "-", "QO 664 . 567", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "QO 664 . 567", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "QO 664 . 567", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1079858 AGR - ED / SP", "ARE 1079858 AGR - ED / SP", "AI", "-", "QO 664 . 567", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "QO 664 . 567", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1079858 AGR - ED / SP", "ARE 1079858 AGR - ED / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 079 . 858" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 157 , parágrafo 2 . . . , inciso I , do Código Penal", "244", "-", "B do Estatuto da Criança e do Adolescente", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 157 , parágrafo 2 . . . , inciso I , do Código Penal", "244", "-", "B do Estatuto da Criança e do Adolescente", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "Sepúlveda Pertence", "Edson Fachin", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "GILMAR MENDES", "Sepúlveda Pertence", "EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "GILMAR MENDES", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Eder Pereira de Souza Libretti", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "Eder Pereira de Souza Libretti", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "EDER PEREIRA DE SOUZA LIBRETTI", "ANDERSON DOS SANTOS DOMINGUES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "6", ".", "9", ".", "2007", "15", "21 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "23", ".", "10", ".", "2017", "8", ".", "12", ".", "2017", "15", ".", "12", ".", "2017", "6", ".", "9", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "23", ".", "10", ".", "2017", "8", ".", "12", ".", "2017", "15", ".", "12", ".", "2017", "6", ".", "9", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "6", ".", "9", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "6", ".", "9", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PARCELA AUTÔNOMA: SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 789). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691970. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1077636 AGR / RS Brasília, 22 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691970. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS Brasília, 22 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 22/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 28.9.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Rio Grande do Sul por incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal e aplicação da sistemática da repercussão geral na origem (Tema 789, doc. 4). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.10.2017, o Rio Grande do Sul interpôs, em 21.11.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 6). 3. O agravante alega que “a presente controvérsia reside na violação ao disposto nos §§ 3° e 17 do artigo 40 da CRFB em razão da indevida concessão de reajustes vencimentais à recorrida, cujo ato de jubilação perfectibilizou-se em conformidade com o regramento instituído pela EC n° 41/2003” (fl. 1, doc. 6). Argumenta que “a hipótese dos autos não guarda identidade com tema n° 789 do ementário da repercussão geral, uma vez que se trata, em verdade, de discussão quanto à violação ao regramento dos nos §§ 3° e 17 do artigo 40 da CRFB em razão da inativação da parte autora, ora recorrida, ter se perfectibilizado pela média das maiores remunerações de contribuição ” (fl. 2, doc. 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 28.9.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Rio Grande do Sul por incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal e aplicação da sistemática da repercussão geral na origem (Tema 789, doc. 4). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.10.2017, o Rio Grande do Sul interpôs, em 21.11.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 6). 3. O agravante alega que “a presente controvérsia reside na violação ao disposto nos §§ 3° e 17 do artigo 40 da CRFB em razão da indevida concessão de reajustes vencimentais à recorrida, cujo ato de jubilação perfectibilizou-se em conformidade com o regramento instituído pela EC n° 41/2003” (fl. 1, doc. 6). Argumenta que “a hipótese dos autos não guarda identidade com tema n° 789 do ementário da repercussão geral, uma vez que se trata, em verdade, de discussão quanto à violação ao regramento dos nos §§ 3° e 17 do artigo 40 da CRFB em razão da inativação da parte autora, ora recorrida, ter se perfectibilizado pela média das maiores remunerações de contribuição ” (fl. 2, doc. 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1077636 AGR / RS Assevera que “não se discute aqui então o ato de aposentadoria em si, ou os reajustes decorrentes da parcela autônoma, o que acarretaria a necessidade de se analisar a legislação local, mas, isso sim, a imposição de tais reajustes diretamente sobre os proventos percebidos pela servidora inativa, os quais foram calculados em parcela única, nos termos do texto constitucional” (fl. 3, doc. 6). Salienta que “[se] cuida, portanto, de discussão de natureza eminentemente constitucional, tanto assim que já enfrentada por este pretório Excelso sob a sistemática da repercussão geral no bojo do Recurso Extraordinário n° 590.260, no qual se assentou que só possuem direito à integralidade e à paridade os servidores que, tendo ingressado no serviço público antes da EC n° 41/2003, preencherem os requisitos para se aposentar com fundamento em uma das regras transitórias (artigos 2° e 3° da EC n° 47/2005), o que inequivocamente não é o caso da autora” (fl. 4, doc. 6). Requer “seja o presente agravo interno conhecido e provido, reconsiderando-se/reformando-se a decisão monocrática, de modo a, após ultrapassar a barreira de conhecimento do recurso, dar integral provimento ao recurso extraordinário em seus exatos termos ” (fl. 6, doc. 6). 4. Em 22.11.2017, determinei a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 8). A agravada sustenta que “não há como se afastar, portanto, a incidência do óbice previsto na Súmula nº 280/STF, daí por que a r. decisão agravada harmoniza-se com o posicionamento sedimentado no âmbito desse C. STF” (fl. 3, doc. 13). Argumenta que “a ratio do precedente acima [ARE 849.397 RG, Tema 789] se aplica, na medida em que a questão decidida nos autos gira em torno da ‘incidência dos reajustes previstos na Lei estadual n. 10.395/95 sobre parcela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS Assevera que “não se discute aqui então o ato de aposentadoria em si, ou os reajustes decorrentes da parcela autônoma, o que acarretaria a necessidade de se analisar a legislação local, mas, isso sim, a imposição de tais reajustes diretamente sobre os proventos percebidos pela servidora inativa, os quais foram calculados em parcela única, nos termos do texto constitucional” (fl. 3, doc. 6). Salienta que “[se] cuida, portanto, de discussão de natureza eminentemente constitucional, tanto assim que já enfrentada por este pretório Excelso sob a sistemática da repercussão geral no bojo do Recurso Extraordinário n° 590.260, no qual se assentou que só possuem direito à integralidade e à paridade os servidores que, tendo ingressado no serviço público antes da EC n° 41/2003, preencherem os requisitos para se aposentar com fundamento em uma das regras transitórias (artigos 2° e 3° da EC n° 47/2005), o que inequivocamente não é o caso da autora” (fl. 4, doc. 6). Requer “seja o presente agravo interno conhecido e provido, reconsiderando-se/reformando-se a decisão monocrática, de modo a, após ultrapassar a barreira de conhecimento do recurso, dar integral provimento ao recurso extraordinário em seus exatos termos ” (fl. 6, doc. 6). 4. Em 22.11.2017, determinei a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 8). A agravada sustenta que “não há como se afastar, portanto, a incidência do óbice previsto na Súmula nº 280/STF, daí por que a r. decisão agravada harmoniza-se com o posicionamento sedimentado no âmbito desse C. STF” (fl. 3, doc. 13). Argumenta que “a ratio do precedente acima [ARE 849.397 RG, Tema 789] se aplica, na medida em que a questão decidida nos autos gira em torno da ‘incidência dos reajustes previstos na Lei estadual n. 10.395/95 sobre parcela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1077636 AGR / RS autônoma em favor dos servidores, a refletir na aposentadoria proporcional de servidor integrante do magistério estadual’” (fl. 4, doc. 13). Requer o não provimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS autônoma em favor dos servidores, a refletir na aposentadoria proporcional de servidor integrante do magistério estadual’” (fl. 4, doc. 13). Requer o não provimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. No Recurso Extraordinário n. 590.260 este Supremo Tribunal assentou ter repercussão a controvérsia sobre a “extensão da Gratificação por Atividade de Magistério aos servidores inativos que ingressaram no serviço público até a publicação da Emenda Constitucional nº 41/2003” (Tema 139, DJe 21.11.2008). Não é o caso, contudo, de se devolverem estes autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral, pois na espécie o Tribunal de Justiça assentou: “Os reajustes previstos na Lei Estadual nº 10.395/95 incidem sobre o vencimento básico e demais reflexos que tenham como case de cálculo o vencimento básico, além de, é claro, das parcelas que tenham sido expressamente contempladas pela referida lei. A circunstância de a parte autora ter se aposentado após a Emenda Constitucional nº 41/2003, com base no art. 40, § 1º, da Constituição Federal não afasta o seu direito aos referidos reajustes, que, após a aposentadoria, incidirão naturalmente sobre os proventos proporcionais que a parte autora passou a receber em razão do disposto no artigo supracitado” (fl. 86, vol. 1). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual n. 10.395/1995). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. No Recurso Extraordinário n. 590.260 este Supremo Tribunal assentou ter repercussão a controvérsia sobre a “extensão da Gratificação por Atividade de Magistério aos servidores inativos que ingressaram no serviço público até a publicação da Emenda Constitucional nº 41/2003” (Tema 139, DJe 21.11.2008). Não é o caso, contudo, de se devolverem estes autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral, pois na espécie o Tribunal de Justiça assentou: “Os reajustes previstos na Lei Estadual nº 10.395/95 incidem sobre o vencimento básico e demais reflexos que tenham como case de cálculo o vencimento básico, além de, é claro, das parcelas que tenham sido expressamente contempladas pela referida lei. A circunstância de a parte autora ter se aposentado após a Emenda Constitucional nº 41/2003, com base no art. 40, § 1º, da Constituição Federal não afasta o seu direito aos referidos reajustes, que, após a aposentadoria, incidirão naturalmente sobre os proventos proporcionais que a parte autora passou a receber em razão do disposto no artigo supracitado” (fl. 86, vol. 1). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual n. 10.395/1995). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1077636 AGR / RS inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie vertente, a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PARCELA AUTÔNOMA: REAJUSTES. LEIS ESTADUAIS NS. 10.395/1995, 12.443/2006 E 13.733/2011. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 845.462-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.12.2014). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Aposentadoria proporcional. Servidora pública estadual. 3. Incidência dos reajustes previstos na Lei estadual n. 10.395/95 sobre parcela autônoma em favor dos servidores, a refletir na aposentadoria proporcional de servidor integrante do magistério estadual. Omissão estatal em implementar o reajuste. Necessidade de revolvimento de legislação local. Súmula 280. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 798.731-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 31.10.2014). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. APOSENTADORIA. CÁLCULO DOS PROVENTOS. LEI ESTADUAL 10.395/95. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2006. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie vertente, a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PARCELA AUTÔNOMA: REAJUSTES. LEIS ESTADUAIS NS. 10.395/1995, 12.443/2006 E 13.733/2011. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 845.462-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.12.2014). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Aposentadoria proporcional. Servidora pública estadual. 3. Incidência dos reajustes previstos na Lei estadual n. 10.395/95 sobre parcela autônoma em favor dos servidores, a refletir na aposentadoria proporcional de servidor integrante do magistério estadual. Omissão estatal em implementar o reajuste. Necessidade de revolvimento de legislação local. Súmula 280. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 798.731-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 31.10.2014). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. APOSENTADORIA. CÁLCULO DOS PROVENTOS. LEI ESTADUAL 10.395/95. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2006. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1077636 AGR / RS do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 820.901-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Segunda Turma, DJe 31.10.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. PRETENSÃO AO REAJUSTE PREVISTO NA LEI ESTADUAL N. 10.395/1995. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 689.769-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 13.3.2009). 3. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescente-se que, no julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário com Agravo n. 849.397-RG, Relator o Ministro Teori Zavascki, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na controvérsia sobre a “incorporação do percentual de 50% da parcela autônoma ao vencimento básico de professores estaduais” (Tema 789): “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. SERVIDORES PÚBLICOS. VENCIMENTO BÁSICO. INCORPORAÇÃO DE 50% DA PARCELA AUTÔNOMA. OCORRÊNCIA DE DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação de 50% da “parcela autônoma” ao vencimento básico dos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul, por demandar a interpretação das Leis Estaduais 10.395/95 e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 820.901-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Segunda Turma, DJe 31.10.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. PRETENSÃO AO REAJUSTE PREVISTO NA LEI ESTADUAL N. 10.395/1995. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 689.769-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 13.3.2009). 3. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescente-se que, no julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário com Agravo n. 849.397-RG, Relator o Ministro Teori Zavascki, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na controvérsia sobre a “incorporação do percentual de 50% da parcela autônoma ao vencimento básico de professores estaduais” (Tema 789): “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. SERVIDORES PÚBLICOS. VENCIMENTO BÁSICO. INCORPORAÇÃO DE 50% DA PARCELA AUTÔNOMA. OCORRÊNCIA DE DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação de 50% da “parcela autônoma” ao vencimento básico dos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul, por demandar a interpretação das Leis Estaduais 10.395/95 e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1077636 AGR / RS 13.733/11, é de natureza infraconstitucional. 2. É pacífico na jurisprudência desta Corte o entendimento de que é inviável, em sede de recurso extraordinário, a verificação, caso a caso, de decesso remuneratório decorrente de alteração no regime jurídico de servidores públicos, já que indispensável seria a reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC” ( DJe 25.2.2015). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS 13.733/11, é de natureza infraconstitucional. 2. É pacífico na jurisprudência desta Corte o entendimento de que é inviável, em sede de recurso extraordinário, a verificação, caso a caso, de decesso remuneratório decorrente de alteração no regime jurídico de servidores públicos, já que indispensável seria a reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC” ( DJe 25.2.2015). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (13372/DF) ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15136608 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (13372/DF) ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15136608 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747727643
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PARCELA AUTÔNOMA: SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 789). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur388015
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, PARCELA AUTÔNOMA) AI 689769 AgR (1ªT), ARE 798731 AgR (2ªT), ARE 820901 AgR (1ªT), ARE 845462 AgR (2ªT), ARE 849397 RG. Número de páginas: 10. Análise: 16/08/2018, MAD.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
1077636
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-010395 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1077636 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PARCELA AUTÔNOMA: SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 789). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691970. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1077636 AGR / RS Brasília, 22 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691970. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS Brasília, 22 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691970. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 22/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 28.9.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Rio Grande do Sul por incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal e aplicação da sistemática da repercussão geral na origem (Tema 789, doc. 4). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.10.2017, o Rio Grande do Sul interpôs, em 21.11.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 6). 3. O agravante alega que “a presente controvérsia reside na violação ao disposto nos §§ 3... e 17 do artigo 40 da CRFB em razão da indevida concessão de reajustes vencimentais à recorrida, cujo ato de jubilação perfectibilizou-se em conformidade com o regramento instituído pela EC n 41/2003” (fl. 1, doc. 6). Argumenta que “a hipótese dos autos não guarda identidade com tema n 789 do ementário da repercussão geral, uma vez que se trata, em verdade, de discussão quanto à violação ao regramento dos nos §§ 3... e 17 do artigo 40 da CRFB em razão da inativação da parte autora, ora recorrida, ter se perfectibilizado pela média das maiores remunerações de contribuição ” (fl. 2, doc. 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 28.9.2017, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Rio Grande do Sul por incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal e aplicação da sistemática da repercussão geral na origem (Tema 789, doc. 4). 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.10.2017, o Rio Grande do Sul interpôs, em 21.11.2017, tempestivamente, agravo regimental (doc. 6). 3. O agravante alega que “a presente controvérsia reside na violação ao disposto nos §§ 3... e 17 do artigo 40 da CRFB em razão da indevida concessão de reajustes vencimentais à recorrida, cujo ato de jubilação perfectibilizou-se em conformidade com o regramento instituído pela EC n 41/2003” (fl. 1, doc. 6). Argumenta que “a hipótese dos autos não guarda identidade com tema n 789 do ementário da repercussão geral, uma vez que se trata, em verdade, de discussão quanto à violação ao regramento dos nos §§ 3... e 17 do artigo 40 da CRFB em razão da inativação da parte autora, ora recorrida, ter se perfectibilizado pela média das maiores remunerações de contribuição ” (fl. 2, doc. 6). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1077636 AGR / RS Assevera que “não se discute aqui então o ato de aposentadoria em si, ou os reajustes decorrentes da parcela autônoma, o que acarretaria a necessidade de se analisar a legislação local, mas, isso sim, a imposição de tais reajustes diretamente sobre os proventos percebidos pela servidora inativa, os quais foram calculados em parcela única, nos termos do texto constitucional” (fl. 3, doc. 6). Salienta que “[se] cuida, portanto, de discussão de natureza eminentemente constitucional, tanto assim que já enfrentada por este pretório Excelso sob a sistemática da repercussão geral no bojo do Recurso Extraordinário n 590.260, no qual se assentou que só possuem direito à integralidade e à paridade os servidores que, tendo ingressado no serviço público antes da EC n 41/2003, preencherem os requisitos para se aposentar com fundamento em uma das regras transitórias (artigos 2... e 3... da EC n 47/2005), o que inequivocamente não é o caso da autora” (fl. 4, doc. 6). Requer “seja o presente agravo interno conhecido e provido, reconsiderando-se/reformando-se a decisão monocrática, de modo a, após ultrapassar a barreira de conhecimento do recurso, dar integral provimento ao recurso extraordinário em seus exatos termos ” (fl. 6, doc. 6). 4. Em 22.11.2017, determinei a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 8). A agravada sustenta que “não há como se afastar, portanto, a incidência do óbice previsto na Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal, daí por que a r. decisão agravada harmoniza-se com o posicionamento sedimentado no âmbito desse C. Supremo Tribunal Federal” (fl. 3, doc. 13). Argumenta que “a ratio do precedente acima [ARE 849.397 RG, Tema 789] se aplica, na medida em que a questão decidida nos autos gira em torno da ‘incidência dos reajustes previstos na Lei estadual n. 10.395/95 sobre parcela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS Assevera que “não se discute aqui então o ato de aposentadoria em si, ou os reajustes decorrentes da parcela autônoma, o que acarretaria a necessidade de se analisar a legislação local, mas, isso sim, a imposição de tais reajustes diretamente sobre os proventos percebidos pela servidora inativa, os quais foram calculados em parcela única, nos termos do texto constitucional” (fl. 3, doc. 6). Salienta que “[se] cuida, portanto, de discussão de natureza eminentemente constitucional, tanto assim que já enfrentada por este pretório Excelso sob a sistemática da repercussão geral no bojo do Recurso Extraordinário n 590.260, no qual se assentou que só possuem direito à integralidade e à paridade os servidores que, tendo ingressado no serviço público antes da EC n 41/2003, preencherem os requisitos para se aposentar com fundamento em uma das regras transitórias (artigos 2... e 3... da EC n 47/2005), o que inequivocamente não é o caso da autora” (fl. 4, doc. 6). Requer “seja o presente agravo interno conhecido e provido, reconsiderando-se/reformando-se a decisão monocrática, de modo a, após ultrapassar a barreira de conhecimento do recurso, dar integral provimento ao recurso extraordinário em seus exatos termos ” (fl. 6, doc. 6). 4. Em 22.11.2017, determinei a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 8). A agravada sustenta que “não há como se afastar, portanto, a incidência do óbice previsto na Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal, daí por que a r. decisão agravada harmoniza-se com o posicionamento sedimentado no âmbito desse C. Supremo Tribunal Federal” (fl. 3, doc. 13). Argumenta que “a ratio do precedente acima [ARE 849.397 RG, Tema 789] se aplica, na medida em que a questão decidida nos autos gira em torno da ‘incidência dos reajustes previstos na Lei estadual n. 10.395/95 sobre parcela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1077636 AGR / RS autônoma em favor dos servidores, a refletir na aposentadoria proporcional de servidor integrante do magistério estadual’” (fl. 4, doc. 13). Requer o não provimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS autônoma em favor dos servidores, a refletir na aposentadoria proporcional de servidor integrante do magistério estadual’” (fl. 4, doc. 13). Requer o não provimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691971. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 22/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. No Recurso Extraordinário n. 590.260 este Supremo Tribunal assentou ter repercussão a controvérsia sobre a “extensão da Gratificação por Atividade de Magistério aos servidores inativos que ingressaram no serviço público até a publicação da Emenda Constitucional n 41/2003” (Tema 139, DJe 21.11.2008). Não é o caso, contudo, de se devolverem estes autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral, pois na espécie o Tribunal de Justiça assentou: “Os reajustes previstos na Lei Estadual n 10.395/95 incidem sobre o vencimento básico e demais reflexos que tenham como case de cálculo o vencimento básico, além de, é claro, das parcelas que tenham sido expressamente contempladas pela referida lei. A circunstância de a parte autora ter se aposentado após a Emenda Constitucional n 41/2003, com base no art. 40, § 1..., da Constituição Federal não afasta o seu direito aos referidos reajustes, que, após a aposentadoria, incidirão naturalmente sobre os proventos proporcionais que a parte autora passou a receber em razão do disposto no artigo supracitado” (fl. 86, vol. 1). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual n. 10.395/1995). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 RIO GRANDE DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. No Recurso Extraordinário n. 590.260 este Supremo Tribunal assentou ter repercussão a controvérsia sobre a “extensão da Gratificação por Atividade de Magistério aos servidores inativos que ingressaram no serviço público até a publicação da Emenda Constitucional n 41/2003” (Tema 139, DJe 21.11.2008). Não é o caso, contudo, de se devolverem estes autos à origem para observância da sistemática da repercussão geral, pois na espécie o Tribunal de Justiça assentou: “Os reajustes previstos na Lei Estadual n 10.395/95 incidem sobre o vencimento básico e demais reflexos que tenham como case de cálculo o vencimento básico, além de, é claro, das parcelas que tenham sido expressamente contempladas pela referida lei. A circunstância de a parte autora ter se aposentado após a Emenda Constitucional n 41/2003, com base no art. 40, § 1..., da Constituição Federal não afasta o seu direito aos referidos reajustes, que, após a aposentadoria, incidirão naturalmente sobre os proventos proporcionais que a parte autora passou a receber em razão do disposto no artigo supracitado” (fl. 86, vol. 1). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei estadual n. 10.395/1995). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1077636 AGR / RS inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie vertente, a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PARCELA AUTÔNOMA: REAJUSTES. LEIS ESTADUAIS NS. 10.395/1995, 12.443/2006 E 13.733/2011. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 845.462-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.12.2014). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Aposentadoria proporcional. Servidora pública estadual. 3. Incidência dos reajustes previstos na Lei estadual n. 10.395/95 sobre parcela autônoma em favor dos servidores, a refletir na aposentadoria proporcional de servidor integrante do magistério estadual. Omissão estatal em implementar o reajuste. Necessidade de revolvimento de legislação local. Súmula 280. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 798.731-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 31.10.2014). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. APOSENTADORIA. CÁLCULO DOS PROVENTOS. LEI ESTADUAL 10.395/95. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2006. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incide, na espécie vertente, a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PARCELA AUTÔNOMA: REAJUSTES. LEIS ESTADUAIS NS. 10.395/1995, 12.443/2006 E 13.733/2011. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 845.462-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.12.2014). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Aposentadoria proporcional. Servidora pública estadual. 3. Incidência dos reajustes previstos na Lei estadual n. 10.395/95 sobre parcela autônoma em favor dos servidores, a refletir na aposentadoria proporcional de servidor integrante do magistério estadual. Omissão estatal em implementar o reajuste. Necessidade de revolvimento de legislação local. Súmula 280. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 798.731-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 31.10.2014). “DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. APOSENTADORIA. CÁLCULO DOS PROVENTOS. LEI ESTADUAL 10.395/95. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 19.12.2006. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 280 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1077636 AGR / RS do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 820.901-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Segunda Turma, DJe 31.10.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. PRETENSÃO AO REAJUSTE PREVISTO NA LEI ESTADUAL N. 10.395/1995. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 689.769-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 13.3.2009). 3. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescente-se que, no julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário com Agravo n. 849.397-RG, Relator o Ministro Teori Zavascki, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na controvérsia sobre a “incorporação do percentual de 50% da parcela autônoma ao vencimento básico de professores estaduais” (Tema 789): “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. SERVIDORES PÚBLICOS. VENCIMENTO BÁSICO. INCORPORAÇÃO DE 50% DA PARCELA AUTÔNOMA. OCORRÊNCIA DE DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação de 50% da “parcela autônoma” ao vencimento básico dos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul, por demandar a interpretação das Leis Estaduais 10.395/95 e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n. 820.901-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Segunda Turma, DJe 31.10.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. PRETENSÃO AO REAJUSTE PREVISTO NA LEI ESTADUAL N. 10.395/1995. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 689.769-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 13.3.2009). 3. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescente-se que, no julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário com Agravo n. 849.397-RG, Relator o Ministro Teori Zavascki, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na controvérsia sobre a “incorporação do percentual de 50% da parcela autônoma ao vencimento básico de professores estaduais” (Tema 789): “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. SERVIDORES PÚBLICOS. VENCIMENTO BÁSICO. INCORPORAÇÃO DE 50% DA PARCELA AUTÔNOMA. OCORRÊNCIA DE DECESSO REMUNERATÓRIO. NECESSIDADE DE REEXAME DA LEGISLAÇÃO ESTADUAL PERTINENTE E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A controvérsia relativa à incorporação de 50% da “parcela autônoma” ao vencimento básico dos servidores públicos do Estado do Rio Grande do Sul, por demandar a interpretação das Leis Estaduais 10.395/95 e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1077636 AGR / RS 13.733/11, é de natureza infraconstitucional. 2. É pacífico na jurisprudência desta Corte o entendimento de que é inviável, em sede de recurso extraordinário, a verificação, caso a caso, de decesso remuneratório decorrente de alteração no regime jurídico de servidores públicos, já que indispensável seria a reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil” ( DJe 25.2.2015). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Supremo Tribunal Federal ARE 1077636 AGR / RS 13.733/11, é de natureza infraconstitucional. 2. É pacífico na jurisprudência desta Corte o entendimento de que é inviável, em sede de recurso extraordinário, a verificação, caso a caso, de decesso remuneratório decorrente de alteração no regime jurídico de servidores públicos, já que indispensável seria a reapreciação do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279). 3. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, DJe de 13/03/2009). 4. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil” ( DJe 25.2.2015). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 4. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747691972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (13372/DF) ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15136608 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.077.636 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (13372/DF) ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15136608 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 077 . 636", "SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1077636 AGR / RS", "ARE 1077636 AGR / RS", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1077636 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 590 . 260", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 849 . 397 RG", "ARE 1077636 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 590 . 260", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 849 . 397 RG", "ARE 1077636 AGR / RS", "ARE 1077636 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n . 590 . 260", "Recurso Extraordinário n . 590 . 260", "ARE 1077636 AGR / RS", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS NS . 279", "ARE n . 845 . 462 - AgR", "ARE n . 798 . 731 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 2", "ARE 1077636 AGR / RS", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS NS . 279", "ARE n . 845 . 462 - AgR", "ARE n . 798 . 731 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 2 Supremo Tribunal Federal", "ARE 1077636 AGR / RS", "ARE n . 820 . 901 - AgR", "ARE n . 689 . 769 - AgR", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 849 . 397 - RG", "ARE 1077636 AGR / RS do", "ARE n . 820 . 901 - AgR", "ARE n . 689 . 769 - AgR", "Recurso Extraordinário com Agravo n . 849 . 397 - RG", "ARE 1077636 AGR / RS 13 . 733 / 11", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "ARE 1077636 AGR / RS 13 . 733 / 11", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG" ], "LEGISLACAO": [ "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§", "EC n 41 / 2003", "§", "§ 3 . . . e 17 do artigo 40 da CRFB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 3 . . . e 17 do artigo 40 da CRFB", "EC n 41 / 2003", "nos", "§", "§ 3 . . . e 17 do artigo 40 da CRFB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 41 / 2003", "artigos 2 . . . e 3 . . . da EC n 47 / 2005", "Lei estadual n . 10 . 395 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200", "EC n 41 / 2003", "artigos 2 . . . e 3 . . . da EC n 47 / 2005", "Lei estadual n . 10 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 41 / 2003", "Lei Estadual n 10 . 395 / 95", "Emenda Constitucional n 41 / 2003", "Constituição Federal", "Lei estadual n . 10 . 395 / 1995", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 41 / 2003", "Lei Estadual n 10 . 395 / 95", "Emenda Constitucional n 41 / 2003", "Constituição Federal", "Lei estadual n . 10 . 395 / 1995", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS", "ESTADUAIS NS . 10 . 395 / 1995", "12", ".", "443", "/", "2006", "13", ".", "733", "/", "2011", "Lei estadual n . 10 . 395 / 95", "LEI ESTADUAL 10 . 395 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS ESTADUAIS NS . 10 . 395 / 1995", "12", ".", "443", "/", "2006", "13", ".", "733", "/", "2011", "Lei estadual n . 10 . 395 / 95", "LEI ESTADUAL 10 . 395 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL N . 10 . 395 /", "Leis Estaduais 10 . 395 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL N . 10 . 395", "Leis Estaduais 10 . 395 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "art . 543 - A do Código de", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do art . 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . ,", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "ALEXANDRE SIMOES LINDOSO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "ALEXANDRE SIMOES LINDOSO", "LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "ALEXANDRE SIMOES LINDOSO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "ELLEN GRACIE", "ELLEN GRACIE", "LUIZA TERESINHA PONTEL", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "ALEXANDRE SIMOES LINDOSO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "LUIZA TERESINHA PONTEL CORONA", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "ALEXANDRE SIMOES LINDOSO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "28", ".", "9", ".", "2017", "6", ".", "10", ".", "2017", "21", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "28", ".", "9", ".", "2017", "6", ".", "10", ".", "2017", "21", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "21", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "21", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "12", ".", "2014", "31", ".", "10", ".", "2014", "19", ".", "12", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "12", ".", "2014", "31", ".", "10", ".", "2014", "19", ".", "12", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "10", ".", "2014", "1995", "13", ".", "3", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "10", ".", "2014", "13", ".", "3", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "25", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "25", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. Acórdão em consonância com o entendimento consolidado no julgamento do RE 563.965-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 41), no qual foi sedimentado que não há direito adquirido a regime jurídico, sempre respeitado o princípio da irredutibilidade de vencimentos. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652147. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 568 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com a jurisprudência consolidada desta Corte. Sustenta a parte agravante, em suma, que o acórdão recorrido viola dispositivos constitucionais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652148. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com a jurisprudência consolidada desta Corte. Sustenta a parte agravante, em suma, que o acórdão recorrido viola dispositivos constitucionais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 569 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Acórdão assim ementado, na parte que interessa (fls. 426): “DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO CONSTITUCIONAL – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE REVISÃO DE VENCIMENTOS E PROVENTOS – POLICIAIS CIVIS – GRATIFICAÇÃO ESPECIAL POR TRABALHOS POLICIAIS (RETP) – ÍNDICE DIMINUÍDO ATRAVÉS DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N° 63/1992 – CONSTITUCIONALIDADE – INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBIIDADE DOS VENCIMENTOS – AUSÊNCIA DE EFETIVA REDUÇÃO DO VALOR NOMINAL DOS RENDIMENTOS – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO NÃO PROVIDO.” 2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação aos incisos X, XV, XVI e § 6° do art. 37 da Magna Carta de 1988. 3. Tenho que o recurso não merece acolhida. É que a matéria em questão foi apreciada pelo Plenário do STF, no julgamento do RE 563.965, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. Ocasião em que foi confirmado o entendimento de que não existe direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração de servidores públicos, ou seja, não há direito adquirido a regime jurídico. Também não cabe falar em ofensa à garantia da irredutibilidade de vencimentos se preservado o valor nominal da remuneração do servidor. Na oportunidade, fiquei vencido, na companhia do ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652149. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Acórdão assim ementado, na parte que interessa (fls. 426): “DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO CONSTITUCIONAL – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE REVISÃO DE VENCIMENTOS E PROVENTOS – POLICIAIS CIVIS – GRATIFICAÇÃO ESPECIAL POR TRABALHOS POLICIAIS (RETP) – ÍNDICE DIMINUÍDO ATRAVÉS DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N° 63/1992 – CONSTITUCIONALIDADE – INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBIIDADE DOS VENCIMENTOS – AUSÊNCIA DE EFETIVA REDUÇÃO DO VALOR NOMINAL DOS RENDIMENTOS – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO NÃO PROVIDO.” 2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação aos incisos X, XV, XVI e § 6° do art. 37 da Magna Carta de 1988. 3. Tenho que o recurso não merece acolhida. É que a matéria em questão foi apreciada pelo Plenário do STF, no julgamento do RE 563.965, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. Ocasião em que foi confirmado o entendimento de que não existe direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração de servidores públicos, ou seja, não há direito adquirido a regime jurídico. Também não cabe falar em ofensa à garantia da irredutibilidade de vencimentos se preservado o valor nominal da remuneração do servidor. Na oportunidade, fiquei vencido, na companhia do ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652149. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 570 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 615340 AGR / PR 4. De mais a mais, ressalto que, para divergir do adotado pela Instância Judicante de origem, no tocante à não- configuração de decréscimo remuneratório nos vencimentos da parte recorrente, se faz necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279/STF). Providência vedada neste momento processual. Ante o exposto, rendo-me, democraticamente, ao pensar majoritário dos eminentes ministros do Supremo Tribunal Federal e, frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652149. Supremo Tribunal Federal RE 615340 AGR / PR 4. De mais a mais, ressalto que, para divergir do adotado pela Instância Judicante de origem, no tocante à não- configuração de decréscimo remuneratório nos vencimentos da parte recorrente, se faz necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279/STF). Providência vedada neste momento processual. Ante o exposto, rendo-me, democraticamente, ao pensar majoritário dos eminentes ministros do Supremo Tribunal Federal e, frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652149. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 571 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA (18793/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735477 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA (18793/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735477 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5 572
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747747139
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. Acórdão em consonância com o entendimento consolidado no julgamento do RE 563.965-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 41), no qual foi sedimentado que não há direito adquirido a regime jurídico, sempre respeitado o princípio da irredutibilidade de vencimentos. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.
sjur387884
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO) 563965 RG (TP). Número de páginas: 5. Análise: 12/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
615340
null
RE-AgR
acordaos
RE 615340 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. Acórdão em consonância com o entendimento consolidado no julgamento do Recurso Extraordinário 563.965-RG (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tema 41), no qual foi sedimentado que não há direito adquirido a regime jurídico, sempre respeitado o princípio da irredutibilidade de vencimentos. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652147. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 568 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com a jurisprudência consolidada desta Corte. Sustenta a parte agravante, em suma, que o acórdão recorrido viola dispositivos constitucionais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652148. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com a jurisprudência consolidada desta Corte. Sustenta a parte agravante, em suma, que o acórdão recorrido viola dispositivos constitucionais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 569 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Acórdão assim ementado, na parte que interessa (fls. 426): “DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO CONSTITUCIONAL – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE REVISÃO DE VENCIMENTOS E PROVENTOS – POLICIAIS CIVIS – GRATIFICAÇÃO ESPECIAL POR TRABALHOS POLICIAIS (RETP) – ÍNDICE DIMINUÍDO ATRAVÉS DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 63/1992 – CONSTITUCIONALIDADE – INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBIIDADE DOS VENCIMENTOS – AUSÊNCIA DE EFETIVA REDUÇÃO DO VALOR NOMINAL DOS RENDIMENTOS – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO NÃO PROVIDO.” 2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação aos incisos X, XV, XVI e § 6... do art. 37 da Magna Carta de 1988. 3. Tenho que o recurso não merece acolhida. É que a matéria em questão foi apreciada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 563.965, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. Ocasião em que foi confirmado o entendimento de que não existe direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração de servidores públicos, ou seja, não há direito adquirido a regime jurídico. Também não cabe falar em ofensa à garantia da irredutibilidade de vencimentos se preservado o valor nominal da remuneração do servidor. Na oportunidade, fiquei vencido, na companhia do ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652149. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Acórdão assim ementado, na parte que interessa (fls. 426): “DIREITO ADMINISTRATIVO E DIREITO CONSTITUCIONAL – APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE REVISÃO DE VENCIMENTOS E PROVENTOS – POLICIAIS CIVIS – GRATIFICAÇÃO ESPECIAL POR TRABALHOS POLICIAIS (RETP) – ÍNDICE DIMINUÍDO ATRAVÉS DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 63/1992 – CONSTITUCIONALIDADE – INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBIIDADE DOS VENCIMENTOS – AUSÊNCIA DE EFETIVA REDUÇÃO DO VALOR NOMINAL DOS RENDIMENTOS – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO NÃO PROVIDO.” 2. Pois bem, a parte recorrente sustenta violação aos incisos X, XV, XVI e § 6... do art. 37 da Magna Carta de 1988. 3. Tenho que o recurso não merece acolhida. É que a matéria em questão foi apreciada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 563.965, da relatoria da ministra Cármen Lúcia. Ocasião em que foi confirmado o entendimento de que não existe direito adquirido à manutenção da forma de cálculo da remuneração de servidores públicos, ou seja, não há direito adquirido a regime jurídico. Também não cabe falar em ofensa à garantia da irredutibilidade de vencimentos se preservado o valor nominal da remuneração do servidor. Na oportunidade, fiquei vencido, na companhia do ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652149. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 570 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 615340 AGR / PR 4. De mais a mais, ressalto que, para divergir do adotado pela Instância Judicante de origem, no tocante à não- configuração de decréscimo remuneratório nos vencimentos da parte recorrente, se faz necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Providência vedada neste momento processual. Ante o exposto, rendo-me, democraticamente, ao pensar majoritário dos eminentes ministros do Supremo Tribunal Federal e, frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652149. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 615340 AGR / PR 4. De mais a mais, ressalto que, para divergir do adotado pela Instância Judicante de origem, no tocante à não- configuração de decréscimo remuneratório nos vencimentos da parte recorrente, se faz necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Providência vedada neste momento processual. Ante o exposto, rendo-me, democraticamente, ao pensar majoritário dos eminentes ministros do Supremo Tribunal Federal e, frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652149. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 571 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA (18793/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735477 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615.340 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA (18793/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735477 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5 572
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615 . 340", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615 . 340", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615 . 340", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615 .", "Recurso Extraordinário 563 . 965", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615 . 340", "Recurso Extraordinário 615340 AGR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 615340 AGR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615 . 340", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 615 . 340" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 63 / 1992", "incisos X , XV , XVI e § 6 . . . do art . 37 da Magna Carta de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 63 / 1992", "incisos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD", "LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD", "LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD", "LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD", "LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALICE MARIA TURCHEN GUIRAUD", "LEONTAMAR VALVERDE PEREIRA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :USINA ESTRELIANA LTDA - EPP ADV.(A/S) :LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843179. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RE 1080790 AGR / PE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843179. Supremo Tribunal Federal RE 1080790 AGR / PE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :USINA ESTRELIANA LTDA - EPP ADV.(A/S) :LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 28 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA ANÁLISE DE NORMAS LEGAIS - INVIABILIDADE NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Regional Federal da 5ª Região confirmou o entendimento do Juízo quanto à data de início da incidência de juros moratórios. No extraordinário, o recorrente aponta violado o artigo 100, § 5º, da Constituição Federal. Aduz a inexistência de mora pela autarquia. Sustenta a não incidência dos juros moratórios. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :USINA ESTRELIANA LTDA - EPP ADV.(A/S) :LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 28 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA ANÁLISE DE NORMAS LEGAIS - INVIABILIDADE NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Regional Federal da 5ª Região confirmou o entendimento do Juízo quanto à data de início da incidência de juros moratórios. No extraordinário, o recorrente aponta violado o artigo 100, § 5º, da Constituição Federal. Aduz a inexistência de mora pela autarquia. Sustenta a não incidência dos juros moratórios. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 1080790 AGR / PE Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho da decisão recorrida os seguintes trechos: 11. No que tange ao termo inicial dos juros de mora, fixados na sentença em 01°/ 01/2015, não vislumbro possibilidade de alteração. Explico. 12. Em um primeiro momento o Superior Tribunal de Justiça havia consolidado entendimento de que sua incidência contava-se a partir do trânsito em julgado da sentença que os fixou. Tal tese está esposada na Súmula 70 da Corte:”Súmula 70. Os juros moratórios, na desapropriação direta ou indireta, contam-se desde o trânsito em julgado da sentença.” 13. Entretanto, o Decreto-Lei 3.365/41 foi alterado, pela Medida Provisória 1.901-30/99 e suas posteriores reedições no tocante à sistemática de incidência de juros moratórios. Foi incluído o artigo 15-B, que determina que os juros moratórios são devidos a partir de 1° de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ter sido feito. (…) 16. É importante mencionar que o termo inicial para a contagem dos juros é diferente para cada espécie em razão de sua natureza e finalidade. Como visto, como os juros compensatórios são devidos pela perda da posse e propriedade do bem, nada mais justo de passem a correr desde a emissão na posse ou ocupação do imóvel. Por outro lado, como os juros moratórios prescindem de mora e são devidos por conta do atraso no pagamento da justa indenização, também se mostra bastante razoável que sua incidência se torne exigível a partir do momento em que de fato tal mora foi reconhecida, o que se dá por meio de coisa julgada formada pela sentença que fixou o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Supremo Tribunal Federal RE 1080790 AGR / PE Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho da decisão recorrida os seguintes trechos: 11. No que tange ao termo inicial dos juros de mora, fixados na sentença em 01°/ 01/2015, não vislumbro possibilidade de alteração. Explico. 12. Em um primeiro momento o Superior Tribunal de Justiça havia consolidado entendimento de que sua incidência contava-se a partir do trânsito em julgado da sentença que os fixou. Tal tese está esposada na Súmula 70 da Corte:”Súmula 70. Os juros moratórios, na desapropriação direta ou indireta, contam-se desde o trânsito em julgado da sentença.” 13. Entretanto, o Decreto-Lei 3.365/41 foi alterado, pela Medida Provisória 1.901-30/99 e suas posteriores reedições no tocante à sistemática de incidência de juros moratórios. Foi incluído o artigo 15-B, que determina que os juros moratórios são devidos a partir de 1° de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ter sido feito. (…) 16. É importante mencionar que o termo inicial para a contagem dos juros é diferente para cada espécie em razão de sua natureza e finalidade. Como visto, como os juros compensatórios são devidos pela perda da posse e propriedade do bem, nada mais justo de passem a correr desde a emissão na posse ou ocupação do imóvel. Por outro lado, como os juros moratórios prescindem de mora e são devidos por conta do atraso no pagamento da justa indenização, também se mostra bastante razoável que sua incidência se torne exigível a partir do momento em que de fato tal mora foi reconhecida, o que se dá por meio de coisa julgada formada pela sentença que fixou o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 1080790 AGR / PE pagamento dos juros moratórios, respeitada a disposição do artigo 15B do Decreto -Lei 3.365-41. 17. No caso em análise, a ação de desapropriação n° 0026548-81 transitou em julgado em 25/05/2009 (conforme certidão de fl. 209). Contudo, a usina Estreliana, ora apelada, somente ingressou com o pedido de execução em 14/08/2012, mesmo tendo sido intimada em 22/06/2009 (conforme certidão de fl. 210). 18. Por força do art. 100,§ 5° da CF/88 e do art. 15-B do Decreto lei 3.365/1941, o precatório seria incluído o orçamento até julho de 2013 e pago até o final do exercício seguinte, isto é, em 2014, donde se conclui que o termo a quo para a incidência dos juros de mora seria 01°/01/2015, exatamente como entendeu o Douto Magistrado. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Nego seguimento ao extraordinário. Ante o disposto no artigo 85, §11, do Código de Processo Civil de 2015, fica afastada, no julgamento do recurso, a majoração de honorários advocatícios quando ausente fixação de verba sucumbencial na origem. 4. Publiquem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Supremo Tribunal Federal RE 1080790 AGR / PE pagamento dos juros moratórios, respeitada a disposição do artigo 15B do Decreto -Lei 3.365-41. 17. No caso em análise, a ação de desapropriação n° 0026548-81 transitou em julgado em 25/05/2009 (conforme certidão de fl. 209). Contudo, a usina Estreliana, ora apelada, somente ingressou com o pedido de execução em 14/08/2012, mesmo tendo sido intimada em 22/06/2009 (conforme certidão de fl. 210). 18. Por força do art. 100,§ 5° da CF/88 e do art. 15-B do Decreto lei 3.365/1941, o precatório seria incluído o orçamento até julho de 2013 e pago até o final do exercício seguinte, isto é, em 2014, donde se conclui que o termo a quo para a incidência dos juros de mora seria 01°/01/2015, exatamente como entendeu o Douto Magistrado. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Nego seguimento ao extraordinário. Ante o disposto no artigo 85, §11, do Código de Processo Civil de 2015, fica afastada, no julgamento do recurso, a majoração de honorários advocatícios quando ausente fixação de verba sucumbencial na origem. 4. Publiquem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 1080790 AGR / PE O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA insiste no processamento do extraordinário. Sustenta violado o artigo 100, cabeça e § 5º, da Constituição Federal. Afirma não pretender o reexame de matéria fática nem de legislação infraconstitucional. Alega a inconstitucionalidade da incidência de juros para período anterior à própria expedição do precatório consoante assentado no acórdão recorrido. Aduz que tal ato determina a aplicação dos juros, a partir de 1º/1/2015, sem analisar a ocorrência ou não da mora do ente público. A agravada, apesar de intimada, deixou de apresentar contraminuta (certidão emitida em 11 de maio de 2018). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Supremo Tribunal Federal RE 1080790 AGR / PE O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA insiste no processamento do extraordinário. Sustenta violado o artigo 100, cabeça e § 5º, da Constituição Federal. Afirma não pretender o reexame de matéria fática nem de legislação infraconstitucional. Alega a inconstitucionalidade da incidência de juros para período anterior à própria expedição do precatório consoante assentado no acórdão recorrido. Aduz que tal ato determina a aplicação dos juros, a partir de 1º/1/2015, sem analisar a ocorrência ou não da mora do ente público. A agravada, apesar de intimada, deixou de apresentar contraminuta (certidão emitida em 11 de maio de 2018). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Federal, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo, novamente, trechos do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região: [...] 11. No que tange ao termo inicial dos juros de mora, fixados na sentença em 01°/01/2015, não vislumbro possibilidade de alteração. Explico. 12. Em um primeiro momento, o Superior Tribunal de Justiça havia consolidado entendimento de que sua incidência contava-se a partir do trânsito em julgado da sentença que os fixou. Tal tese está esposada na Súmula 70 da Corte: ”Súmula 70. Os juros moratórios, na desapropriação direta ou indireta, contam-se desde o trânsito em julgado da sentença.” 13. Entretanto, o Decreto-Lei 3.365/41 foi alterado, pela Medida Provisória 1.901-30/99 e suas posteriores reedições no tocante à sistemática de incidência de juros moratórios. Foi incluído o artigo 15-B, que determina que os juros moratórios são devidos a partir de 1° de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ter sido feito. (…) 16. É importante mencionar que o termo inicial para a contagem dos juros é diferente para cada espécie em razão de sua natureza e finalidade. Como visto, como os juros compensatórios são devidos pela perda da posse e propriedade do bem, nada mais justo de passem a correr desde a emissão na posse ou ocupação do imóvel. Por outro lado, como os juros moratórios prescindem de mora e são devidos por conta do atraso no pagamento da justa indenização, também se mostra Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Federal, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo, novamente, trechos do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região: [...] 11. No que tange ao termo inicial dos juros de mora, fixados na sentença em 01°/01/2015, não vislumbro possibilidade de alteração. Explico. 12. Em um primeiro momento, o Superior Tribunal de Justiça havia consolidado entendimento de que sua incidência contava-se a partir do trânsito em julgado da sentença que os fixou. Tal tese está esposada na Súmula 70 da Corte: ”Súmula 70. Os juros moratórios, na desapropriação direta ou indireta, contam-se desde o trânsito em julgado da sentença.” 13. Entretanto, o Decreto-Lei 3.365/41 foi alterado, pela Medida Provisória 1.901-30/99 e suas posteriores reedições no tocante à sistemática de incidência de juros moratórios. Foi incluído o artigo 15-B, que determina que os juros moratórios são devidos a partir de 1° de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ter sido feito. (…) 16. É importante mencionar que o termo inicial para a contagem dos juros é diferente para cada espécie em razão de sua natureza e finalidade. Como visto, como os juros compensatórios são devidos pela perda da posse e propriedade do bem, nada mais justo de passem a correr desde a emissão na posse ou ocupação do imóvel. Por outro lado, como os juros moratórios prescindem de mora e são devidos por conta do atraso no pagamento da justa indenização, também se mostra Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 1080790 AGR / PE bastante razoável que sua incidência se torne exigível a partir do momento em que de fato tal mora foi reconhecida, o que se dá por meio de coisa julgada formada pela sentença que fixou o pagamento dos juros moratórios, respeitada a disposição do artigo 15B do Decreto -Lei 3.365-41. 17. No caso em análise, a ação de desapropriação n° 0026548-81 transitou em julgado em 25/05/2009 (conforme certidão de fl. 209). Contudo, a usina Estreliana, ora apelada, somente ingressou com o pedido de execução em 14/08/2012, mesmo tendo sido intimada em 22/06/2009 (conforme certidão de fl. 210). 18. Por força do art. 100, § 5° da CF/88 e do art. 15-B do Decreto lei 3.365/1941, o precatório seria incluído no orçamento até julho de 2013 e pago até o final do exercício seguinte, isto é, em 2014, donde se conclui que o termo a quo para a incidência dos juros de mora seria 01°/01/2015, exatamente como entendeu o Douto Magistrado. […] Ao contrário do alegado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. O Tribunal conformou o entendimento constante da sentença em relação à data de início da incidência de juros moratórios. Somente pelo reexame do quadro fático e da legislação aplicável à espécie seria dado concluir de modo diverso do assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Supremo Tribunal Federal RE 1080790 AGR / PE bastante razoável que sua incidência se torne exigível a partir do momento em que de fato tal mora foi reconhecida, o que se dá por meio de coisa julgada formada pela sentença que fixou o pagamento dos juros moratórios, respeitada a disposição do artigo 15B do Decreto -Lei 3.365-41. 17. No caso em análise, a ação de desapropriação n° 0026548-81 transitou em julgado em 25/05/2009 (conforme certidão de fl. 209). Contudo, a usina Estreliana, ora apelada, somente ingressou com o pedido de execução em 14/08/2012, mesmo tendo sido intimada em 22/06/2009 (conforme certidão de fl. 210). 18. Por força do art. 100, § 5° da CF/88 e do art. 15-B do Decreto lei 3.365/1941, o precatório seria incluído no orçamento até julho de 2013 e pago até o final do exercício seguinte, isto é, em 2014, donde se conclui que o termo a quo para a incidência dos juros de mora seria 01°/01/2015, exatamente como entendeu o Douto Magistrado. […] Ao contrário do alegado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. O Tribunal conformou o entendimento constante da sentença em relação à data de início da incidência de juros moratórios. Somente pelo reexame do quadro fático e da legislação aplicável à espécie seria dado concluir de modo diverso do assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 1080790 AGR / PE inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Supremo Tribunal Federal RE 1080790 AGR / PE inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : USINA ESTRELIANA LTDA - EPP ADV.(A/S) : LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO (01845/PE) ADV.(A/S) : ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA (19464/PE, 320368/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980041 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : USINA ESTRELIANA LTDA - EPP ADV.(A/S) : LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO (01845/PE) ADV.(A/S) : ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA (19464/PE, 320368/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980041 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747860701
2018-05-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur388308
Número de páginas: 10. Análise: 07/08/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1080790
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00100 PAR-00005\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-003365 ANO-1941\n ART-0015B\n LDUP-1941 LEI DE DESAPROPRIAÇÃO POR UTILIDADE PÚBLICA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1080790 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : USINA ESTRELIANA LTDA - EPP ADV.(A/S) : LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO ADV.(A/S) : ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :USINA ESTRELIANA LTDA - EPP ADV.(A/S) :LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843179. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843179. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843179. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :USINA ESTRELIANA LTDA - EPP ADV.(A/S) :LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 28 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA ANÁLISE DE NORMAS LEGAIS - INVIABILIDADE NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Regional Federal da 5... Região confirmou o entendimento do Juízo quanto à data de início da incidência de juros moratórios. No extraordinário, o recorrente aponta violado o artigo 100, § 5..., da Constituição Federal. Aduz a inexistência de mora pela autarquia. Sustenta a não incidência dos juros moratórios. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :USINA ESTRELIANA LTDA - EPP ADV.(A/S) :LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO ADV.(A/S) :ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 28 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA ANÁLISE DE NORMAS LEGAIS - INVIABILIDADE NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Regional Federal da 5... Região confirmou o entendimento do Juízo quanto à data de início da incidência de juros moratórios. No extraordinário, o recorrente aponta violado o artigo 100, § 5..., da Constituição Federal. Aduz a inexistência de mora pela autarquia. Sustenta a não incidência dos juros moratórios. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho da decisão recorrida os seguintes trechos: 11. No que tange ao termo inicial dos juros de mora, fixados na sentença em 01.../ 01/2015, não vislumbro possibilidade de alteração. Explico. 12. Em um primeiro momento o Superior Tribunal de Justiça havia consolidado entendimento de que sua incidência contava-se a partir do trânsito em julgado da sentença que os fixou. Tal tese está esposada na Súmula 70 da Corte:”Súmula 70. Os juros moratórios, na desapropriação direta ou indireta, contam-se desde o trânsito em julgado da sentença.” 13. Entretanto, o Decreto-Lei 3.365/41 foi alterado, pela Medida Provisória 1.901-30/99 e suas posteriores reedições no tocante à sistemática de incidência de juros moratórios. Foi incluído o artigo 15-B, que determina que os juros moratórios são devidos a partir de 1... de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ter sido feito. (…) 16. É importante mencionar que o termo inicial para a contagem dos juros é diferente para cada espécie em razão de sua natureza e finalidade. Como visto, como os juros compensatórios são devidos pela perda da posse e propriedade do bem, nada mais justo de passem a correr desde a emissão na posse ou ocupação do imóvel. Por outro lado, como os juros moratórios prescindem de mora e são devidos por conta do atraso no pagamento da justa indenização, também se mostra bastante razoável que sua incidência se torne exigível a partir do momento em que de fato tal mora foi reconhecida, o que se dá por meio de coisa julgada formada pela sentença que fixou o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Colho da decisão recorrida os seguintes trechos: 11. No que tange ao termo inicial dos juros de mora, fixados na sentença em 01.../ 01/2015, não vislumbro possibilidade de alteração. Explico. 12. Em um primeiro momento o Superior Tribunal de Justiça havia consolidado entendimento de que sua incidência contava-se a partir do trânsito em julgado da sentença que os fixou. Tal tese está esposada na Súmula 70 da Corte:”Súmula 70. Os juros moratórios, na desapropriação direta ou indireta, contam-se desde o trânsito em julgado da sentença.” 13. Entretanto, o Decreto-Lei 3.365/41 foi alterado, pela Medida Provisória 1.901-30/99 e suas posteriores reedições no tocante à sistemática de incidência de juros moratórios. Foi incluído o artigo 15-B, que determina que os juros moratórios são devidos a partir de 1... de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ter sido feito. (…) 16. É importante mencionar que o termo inicial para a contagem dos juros é diferente para cada espécie em razão de sua natureza e finalidade. Como visto, como os juros compensatórios são devidos pela perda da posse e propriedade do bem, nada mais justo de passem a correr desde a emissão na posse ou ocupação do imóvel. Por outro lado, como os juros moratórios prescindem de mora e são devidos por conta do atraso no pagamento da justa indenização, também se mostra bastante razoável que sua incidência se torne exigível a partir do momento em que de fato tal mora foi reconhecida, o que se dá por meio de coisa julgada formada pela sentença que fixou o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE pagamento dos juros moratórios, respeitada a disposição do artigo 15B do Decreto -Lei 3.365-41. 17. No caso em análise, a ação de desapropriação n 0026548-81 transitou em julgado em 25/05/2009 (conforme certidão de fl. 209). Contudo, a usina Estreliana, ora apelada, somente ingressou com o pedido de execução em 14/08/2012, mesmo tendo sido intimada em 22/06/2009 (conforme certidão de fl. 210). 18. Por força do art. 100,§ 5... da Constituição Federal de 1988/88 e do art. 15-B do Decreto lei 3.365/1941, o precatório seria incluído o orçamento até julho de 2013 e pago até o final do exercício seguinte, isto é, em 2014, donde se conclui que o termo a quo para a incidência dos juros de mora seria 01.../01/2015, exatamente como entendeu o Douto Magistrado. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Nego seguimento ao extraordinário. Ante o disposto no artigo 85, §11, do Código de Processo Civil de 2015, fica afastada, no julgamento do recurso, a majoração de honorários advocatícios quando ausente fixação de verba sucumbencial na origem. 4. Publiquem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE pagamento dos juros moratórios, respeitada a disposição do artigo 15B do Decreto -Lei 3.365-41. 17. No caso em análise, a ação de desapropriação n 0026548-81 transitou em julgado em 25/05/2009 (conforme certidão de fl. 209). Contudo, a usina Estreliana, ora apelada, somente ingressou com o pedido de execução em 14/08/2012, mesmo tendo sido intimada em 22/06/2009 (conforme certidão de fl. 210). 18. Por força do art. 100,§ 5... da Constituição Federal de 1988/88 e do art. 15-B do Decreto lei 3.365/1941, o precatório seria incluído o orçamento até julho de 2013 e pago até o final do exercício seguinte, isto é, em 2014, donde se conclui que o termo a quo para a incidência dos juros de mora seria 01.../01/2015, exatamente como entendeu o Douto Magistrado. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Nego seguimento ao extraordinário. Ante o disposto no artigo 85, §11, do Código de Processo Civil de 2015, fica afastada, no julgamento do recurso, a majoração de honorários advocatícios quando ausente fixação de verba sucumbencial na origem. 4. Publiquem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA insiste no processamento do extraordinário. Sustenta violado o artigo 100, cabeça e § 5..., da Constituição Federal. Afirma não pretender o reexame de matéria fática nem de legislação infraconstitucional. Alega a inconstitucionalidade da incidência de juros para período anterior à própria expedição do precatório consoante assentado no acórdão recorrido. Aduz que tal ato determina a aplicação dos juros, a partir de 1.../1/2015, sem analisar a ocorrência ou não da mora do ente público. A agravada, apesar de intimada, deixou de apresentar contraminuta (certidão emitida em 11 de maio de 2018). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA insiste no processamento do extraordinário. Sustenta violado o artigo 100, cabeça e § 5..., da Constituição Federal. Afirma não pretender o reexame de matéria fática nem de legislação infraconstitucional. Alega a inconstitucionalidade da incidência de juros para período anterior à própria expedição do precatório consoante assentado no acórdão recorrido. Aduz que tal ato determina a aplicação dos juros, a partir de 1.../1/2015, sem analisar a ocorrência ou não da mora do ente público. A agravada, apesar de intimada, deixou de apresentar contraminuta (certidão emitida em 11 de maio de 2018). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843180. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Federal, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo, novamente, trechos do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região: [...] 11. No que tange ao termo inicial dos juros de mora, fixados na sentença em 01.../01/2015, não vislumbro possibilidade de alteração. Explico. 12. Em um primeiro momento, o Superior Tribunal de Justiça havia consolidado entendimento de que sua incidência contava-se a partir do trânsito em julgado da sentença que os fixou. Tal tese está esposada na Súmula 70 da Corte: ”Súmula 70. Os juros moratórios, na desapropriação direta ou indireta, contam-se desde o trânsito em julgado da sentença.” 13. Entretanto, o Decreto-Lei 3.365/41 foi alterado, pela Medida Provisória 1.901-30/99 e suas posteriores reedições no tocante à sistemática de incidência de juros moratórios. Foi incluído o artigo 15-B, que determina que os juros moratórios são devidos a partir de 1... de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ter sido feito. (…) 16. É importante mencionar que o termo inicial para a contagem dos juros é diferente para cada espécie em razão de sua natureza e finalidade. Como visto, como os juros compensatórios são devidos pela perda da posse e propriedade do bem, nada mais justo de passem a correr desde a emissão na posse ou ocupação do imóvel. Por outro lado, como os juros moratórios prescindem de mora e são devidos por conta do atraso no pagamento da justa indenização, também se mostra Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador Federal, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo, novamente, trechos do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região: [...] 11. No que tange ao termo inicial dos juros de mora, fixados na sentença em 01.../01/2015, não vislumbro possibilidade de alteração. Explico. 12. Em um primeiro momento, o Superior Tribunal de Justiça havia consolidado entendimento de que sua incidência contava-se a partir do trânsito em julgado da sentença que os fixou. Tal tese está esposada na Súmula 70 da Corte: ”Súmula 70. Os juros moratórios, na desapropriação direta ou indireta, contam-se desde o trânsito em julgado da sentença.” 13. Entretanto, o Decreto-Lei 3.365/41 foi alterado, pela Medida Provisória 1.901-30/99 e suas posteriores reedições no tocante à sistemática de incidência de juros moratórios. Foi incluído o artigo 15-B, que determina que os juros moratórios são devidos a partir de 1... de janeiro do exercício seguinte àquele em que o pagamento deveria ter sido feito. (…) 16. É importante mencionar que o termo inicial para a contagem dos juros é diferente para cada espécie em razão de sua natureza e finalidade. Como visto, como os juros compensatórios são devidos pela perda da posse e propriedade do bem, nada mais justo de passem a correr desde a emissão na posse ou ocupação do imóvel. Por outro lado, como os juros moratórios prescindem de mora e são devidos por conta do atraso no pagamento da justa indenização, também se mostra Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE bastante razoável que sua incidência se torne exigível a partir do momento em que de fato tal mora foi reconhecida, o que se dá por meio de coisa julgada formada pela sentença que fixou o pagamento dos juros moratórios, respeitada a disposição do artigo 15B do Decreto -Lei 3.365-41. 17. No caso em análise, a ação de desapropriação n 0026548-81 transitou em julgado em 25/05/2009 (conforme certidão de fl. 209). Contudo, a usina Estreliana, ora apelada, somente ingressou com o pedido de execução em 14/08/2012, mesmo tendo sido intimada em 22/06/2009 (conforme certidão de fl. 210). 18. Por força do art. 100, § 5... da Constituição Federal de 1988/88 e do art. 15-B do Decreto lei 3.365/1941, o precatório seria incluído no orçamento até julho de 2013 e pago até o final do exercício seguinte, isto é, em 2014, donde se conclui que o termo a quo para a incidência dos juros de mora seria 01.../01/2015, exatamente como entendeu o Douto Magistrado. […] Ao contrário do alegado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. O Tribunal conformou o entendimento constante da sentença em relação à data de início da incidência de juros moratórios. Somente pelo reexame do quadro fático e da legislação aplicável à espécie seria dado concluir de modo diverso do assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE bastante razoável que sua incidência se torne exigível a partir do momento em que de fato tal mora foi reconhecida, o que se dá por meio de coisa julgada formada pela sentença que fixou o pagamento dos juros moratórios, respeitada a disposição do artigo 15B do Decreto -Lei 3.365-41. 17. No caso em análise, a ação de desapropriação n 0026548-81 transitou em julgado em 25/05/2009 (conforme certidão de fl. 209). Contudo, a usina Estreliana, ora apelada, somente ingressou com o pedido de execução em 14/08/2012, mesmo tendo sido intimada em 22/06/2009 (conforme certidão de fl. 210). 18. Por força do art. 100, § 5... da Constituição Federal de 1988/88 e do art. 15-B do Decreto lei 3.365/1941, o precatório seria incluído no orçamento até julho de 2013 e pago até o final do exercício seguinte, isto é, em 2014, donde se conclui que o termo a quo para a incidência dos juros de mora seria 01.../01/2015, exatamente como entendeu o Douto Magistrado. […] Ao contrário do alegado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. O Tribunal conformou o entendimento constante da sentença em relação à data de início da incidência de juros moratórios. Somente pelo reexame do quadro fático e da legislação aplicável à espécie seria dado concluir de modo diverso do assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : USINA ESTRELIANA LTDA - EPP ADV.(A/S) : LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO (01845/PE) ADV.(A/S) : ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA (19464/PE, 320368/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980041 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.080.790 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : USINA ESTRELIANA LTDA - EPP ADV.(A/S) : LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO (01845/PE) ADV.(A/S) : ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA (19464/PE, 320368/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980041 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 080 . 790", "Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1080790 AGR", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "RECURSO", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE", "Súmula 70 da Corte", "Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE", "Súmula 70 da Corte", "ação", "Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1080790", "Recurso Extraordinário 1080790 AGR", "Súmula 70 da Corte", "Súmula 70 da Corte", "Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE", "ação de desapropriação n 0026548 - 81", "Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE", "ação", "Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1080790 AGR / PE", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 080 . 790" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 100 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 100 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei 3 . 365 / 41", "Medida Provisória 1 . 901 - 30 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei 3 . 365 / 41", "Medida Provisória 1 . 901 - 30 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 15B do Decreto - Lei 3 . 365 - 41", "art . 100 , § 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 15 - B do Decreto lei 3 . 365 / 1941", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 15B do Decreto - Lei 3 . 365 - 41", "art . 100 , § 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 15 - B do Decreto lei 3 . 365 / 1941", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 100 , cabeça e § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "artigo 100 , cabeça e § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei 3 . 365 / 41", "Medida Provisória 1 . 901 - 30 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei 3 . 365 / 41", "Medida Provisória 1 . 901 - 30 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 15B do Decreto - Lei 3 . 365 - 41", "art . 100 , § 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 15 - B do Decreto lei 3 . 365 / 1941", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória", "artigo 15B do Decreto - Lei 3 . 365 - 41", "art . 100 , § 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 15 - B do Decreto lei 3 . 365 / 1941", "§", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "USINA ESTRELIANA LTDA - EPP", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "USINA ESTRELIANA LTDA", "Tribunal de Regional Federal da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "USINA", "Tribunal de Regional Federal da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "PE", "usina Estreliana", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "usina Estreliana", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PE", "Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "usina Estreliana", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "usina Estreliana", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "USINA ESTRELIANA LTDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "USINA ESTRELIANA LTDA", "EPP", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO", "ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO", "ARISTOTELES DE QUEIROZ", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO", "ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO", "ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "LUCIANO CALDAS PEREIRA DE CARVALHO", "ARISTOTELES DE QUEIROZ CAMARA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "28 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "28 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "/", "01", "/", "2015", "1", ".", ".", ". de janeiro", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", ".", ".", "/", "01", "/", "2015", "1", ".", ".", ". de janeiro", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "05", "/", "2009", "14", "/", "08", "/", "2012", "22", "/", "06", "/", "2009", "julho de 2013", "2014", "01", ".", ".", ".", "/", "01", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "05", "/", "2009", "14", "/", "08", "/", "2012", "22", "/", "06", "/", "2009", "julho de 2013", "2014", "01", ".", ".", ".", "/", "01", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "1", "/", "2015", "11 de maio de 2018", "2", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "1", "/", "2015", "11 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "01", ".", ".", ".", "/", "01", "/", "2015", "1", ".", ".", ". de janeiro", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "01", ".", ".", ".", "/", "01", "/", "2015", "1", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "05", "/", "2009", "14", "/", "08", "/", "2012", "22", "/", "06", "/", "2009", "julho de 2013", "2014", "01", ".", ".", ".", "/", "01", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "05", "/", "2009", "14", "/", "08", "/", "2012", "22", "/", "06", "/", "2009", "julho de 2013", "2014", "01", ".", ".", ".", "/", "01", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 121.798 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESCAMINHO – PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – DESNECESSIDADE. Sendo o crime de descaminho formal, inadequado é assentar a necessidade de procedimento administrativo fiscal com a constituição do crédito tributário. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955019. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 121.798 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina: O Juízo da Segunda Vara Especializada Criminal da Seção Judiciária do Estado da Bahia, no processo nº 0008279- 86.2009.4.01.3300, recebeu denúncia na qual imputada ao paciente a prática da infração versada no artigo 334, cabeça (descaminho), do Código Penal. A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, à unanimidade, indeferiu ordem de habeas corpus no qual requerido o trancamento do processo-crime. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus nº 30.715/BA, inadmitido pelo Relator. Interposto agravo interno, a Quinta Turma negou-lhe provimento. A Defensoria Pública da União aduz que o delito de descaminho é similar ao descrito no artigo 1º, inciso I (crime contra a ordem tributária), da Lei nº 8.137/1990. Diz indispensável para a consumação do descaminho o dano à Fazenda Pública, apurado por meio de procedimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955020. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 121.798 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina: O Juízo da Segunda Vara Especializada Criminal da Seção Judiciária do Estado da Bahia, no processo nº 0008279- 86.2009.4.01.3300, recebeu denúncia na qual imputada ao paciente a prática da infração versada no artigo 334, cabeça (descaminho), do Código Penal. A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, à unanimidade, indeferiu ordem de habeas corpus no qual requerido o trancamento do processo-crime. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus nº 30.715/BA, inadmitido pelo Relator. Interposto agravo interno, a Quinta Turma negou-lhe provimento. A Defensoria Pública da União aduz que o delito de descaminho é similar ao descrito no artigo 1º, inciso I (crime contra a ordem tributária), da Lei nº 8.137/1990. Diz indispensável para a consumação do descaminho o dano à Fazenda Pública, apurado por meio de procedimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 121798 / BA administrativo fiscal, bem como a constituição do crédito tributário. Postula o trancamento da ação penal, apontando a ausência de condição objetiva de punibilidade. Não houve pedido formal de liminar. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, argumentando tratar-se de substitutivo de recurso extraordinário. Assevera ser o descaminho crime formal. Observa que os bens jurídicos protegidos, diferentemente dos delitos contra a ordem tributária, são a Administração e a fé pública. Consulta ao sítio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em 3 de maio de 2018, revelou a condenação do paciente a 2 anos de reclusão, em regime aberto, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 334, § 3º (descaminho com causa de aumento de pena em razão da prática em transporte aéreo), do Código Penal, assim como a interposição, pela defesa, de apelação, pendente de análise. Lancei visto no processo em 7 de maio de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955020. Supremo Tribunal Federal HC 121798 / BA administrativo fiscal, bem como a constituição do crédito tributário. Postula o trancamento da ação penal, apontando a ausência de condição objetiva de punibilidade. Não houve pedido formal de liminar. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, argumentando tratar-se de substitutivo de recurso extraordinário. Assevera ser o descaminho crime formal. Observa que os bens jurídicos protegidos, diferentemente dos delitos contra a ordem tributária, são a Administração e a fé pública. Consulta ao sítio do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em 3 de maio de 2018, revelou a condenação do paciente a 2 anos de reclusão, em regime aberto, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 334, § 3º (descaminho com causa de aumento de pena em razão da prática em transporte aéreo), do Código Penal, assim como a interposição, pela defesa, de apelação, pendente de análise. Lancei visto no processo em 7 de maio de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 121.798 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede o óbice apontado pela Procuradoria-Geral da República. Observem ser a via do recurso extraordinário das mais estreitas, pressupondo transgressão à Constituição Federal, repercussão geral do tema veiculado nas razões e observância do prazo recursal. Como então dizer que, desafiando o ato, em tese, recurso extraordinário, incabível é o habeas corpus? É esvaziar totalmente essa ação constitucional. Rejeito a preliminar. Eis a colocação, em segundo plano, do fato de o crime de descaminho ser formal. Pretende-se transportar para o campo da apuração o que assentado sobre a necessidade, relativamente à sonegação de impostos, de constituição do crédito tributário. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955021. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 121.798 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede o óbice apontado pela Procuradoria-Geral da República. Observem ser a via do recurso extraordinário das mais estreitas, pressupondo transgressão à Constituição Federal, repercussão geral do tema veiculado nas razões e observância do prazo recursal. Como então dizer que, desafiando o ato, em tese, recurso extraordinário, incabível é o habeas corpus? É esvaziar totalmente essa ação constitucional. Rejeito a preliminar. Eis a colocação, em segundo plano, do fato de o crime de descaminho ser formal. Pretende-se transportar para o campo da apuração o que assentado sobre a necessidade, relativamente à sonegação de impostos, de constituição do crédito tributário. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 121.798 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980008 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 121.798 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980008 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15000192
2018-05-29T00:00:00
2018-06-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
HABEAS CORPUS
DESCAMINHO – PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – DESNECESSIDADE. Sendo o crime de descaminho formal, inadequado é assentar a necessidade de procedimento administrativo fiscal com a constituição do crédito tributário.
sjur386480
Número de páginas: 5. Análise: 18/06/2018, MAD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
121798
null
HC
acordaos
HC 121798
[ "" ]
PACTE.(S) : DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 121.798 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESCAMINHO – PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL – DESNECESSIDADE. Sendo o crime de descaminho formal, inadequado é assentar a necessidade de procedimento administrativo fiscal com a constituição do crédito tributário. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955019. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 121.798 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina: O Juízo da Segunda Vara Especializada Criminal da Seção Judiciária do Estado da Bahia, no processo n 0008279- 86.2009.4.01.3300, recebeu denúncia na qual imputada ao paciente a prática da infração versada no artigo 334, cabeça (descaminho), do Código Penal. A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1... Região, à unanimidade, indeferiu ordem de habeas corpus no qual requerido o trancamento do processo-crime. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus n 30.715/BA, inadmitido pelo Relator. Interposto agravo interno, a Quinta Turma negou-lhe provimento. A Defensoria Pública da União aduz que o delito de descaminho é similar ao descrito no artigo 1..., inciso I (crime contra a ordem tributária), da Lei n 8.137/1990. Diz indispensável para a consumação do descaminho o dano à Fazenda Pública, apurado por meio de procedimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955020. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 121.798 BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina: O Juízo da Segunda Vara Especializada Criminal da Seção Judiciária do Estado da Bahia, no processo n 0008279- 86.2009.4.01.3300, recebeu denúncia na qual imputada ao paciente a prática da infração versada no artigo 334, cabeça (descaminho), do Código Penal. A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1... Região, à unanimidade, indeferiu ordem de habeas corpus no qual requerido o trancamento do processo-crime. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o recurso em habeas corpus n 30.715/BA, inadmitido pelo Relator. Interposto agravo interno, a Quinta Turma negou-lhe provimento. A Defensoria Pública da União aduz que o delito de descaminho é similar ao descrito no artigo 1..., inciso I (crime contra a ordem tributária), da Lei n 8.137/1990. Diz indispensável para a consumação do descaminho o dano à Fazenda Pública, apurado por meio de procedimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório HC 121798 / BA administrativo fiscal, bem como a constituição do crédito tributário. Postula o trancamento da ação penal, apontando a ausência de condição objetiva de punibilidade. Não houve pedido formal de liminar. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, argumentando tratar-se de substitutivo de recurso extraordinário. Assevera ser o descaminho crime formal. Observa que os bens jurídicos protegidos, diferentemente dos delitos contra a ordem tributária, são a Administração e a fé pública. Consulta ao sítio do Tribunal Regional Federal da 1... Região, em 3 de maio de 2018, revelou a condenação do paciente a 2 anos de reclusão, em regime aberto, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 334, § 3... (descaminho com causa de aumento de pena em razão da prática em transporte aéreo), do Código Penal, assim como a interposição, pela defesa, de apelação, pendente de análise. Lancei visto no processo em 7 de maio de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955020. Supremo Tribunal Federal HC 121798 / BA administrativo fiscal, bem como a constituição do crédito tributário. Postula o trancamento da ação penal, apontando a ausência de condição objetiva de punibilidade. Não houve pedido formal de liminar. A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, argumentando tratar-se de substitutivo de recurso extraordinário. Assevera ser o descaminho crime formal. Observa que os bens jurídicos protegidos, diferentemente dos delitos contra a ordem tributária, são a Administração e a fé pública. Consulta ao sítio do Tribunal Regional Federal da 1... Região, em 3 de maio de 2018, revelou a condenação do paciente a 2 anos de reclusão, em regime aberto, ante o suposto cometimento da infração descrita no artigo 334, § 3... (descaminho com causa de aumento de pena em razão da prática em transporte aéreo), do Código Penal, assim como a interposição, pela defesa, de apelação, pendente de análise. Lancei visto no processo em 7 de maio de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a ciência da impetrante. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 121.798 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede o óbice apontado pela Procuradoria-Geral da República. Observem ser a via do recurso extraordinário das mais estreitas, pressupondo transgressão à Constituição Federal, repercussão geral do tema veiculado nas razões e observância do prazo recursal. Como então dizer que, desafiando o ato, em tese, recurso extraordinário, incabível é o habeas corpus? É esvaziar totalmente essa ação constitucional. Rejeito a preliminar. Eis a colocação, em segundo plano, do fato de o crime de descaminho ser formal. Pretende-se transportar para o campo da apuração o que assentado sobre a necessidade, relativamente à sonegação de impostos, de constituição do crédito tributário. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955021. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 121.798 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Improcede o óbice apontado pela Procuradoria-Geral da República. Observem ser a via do recurso extraordinário das mais estreitas, pressupondo transgressão à Constituição Federal, repercussão geral do tema veiculado nas razões e observância do prazo recursal. Como então dizer que, desafiando o ato, em tese, recurso extraordinário, incabível é o habeas corpus? É esvaziar totalmente essa ação constitucional. Rejeito a preliminar. Eis a colocação, em segundo plano, do fato de o crime de descaminho ser formal. Pretende-se transportar para o campo da apuração o que assentado sobre a necessidade, relativamente à sonegação de impostos, de constituição do crédito tributário. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14955021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 121.798 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980008 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 121.798 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980008 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 121 . 798 BAHIA", "HABEAS CORPUS 121 . 798 BAHIA", "processo n 0008279 - 86 . 2009 . 4 . 01 . 3300", "habeas corpus n 30 . 715 / BA", "HABEAS CORPUS 121 . 798 BAHIA", "processo n 0008279 - 86 . 2009 . 4 . 01 . 3300", "habeas corpus n 30 . 715 / BA", "HC 121798 / BA", "HC 121798 / BA", "HABEAS CORPUS 121 . 798", "HABEAS CORPUS 121 . 798", "HABEAS CORPUS 121 . 798", "HABEAS CORPUS 121 . 798" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 334 , cabeça (", "artigo 1", "Lei n 8 . 137 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 334 , cabeça", "artigo 1 . . . , inciso I", "Lei n 8 . 137 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 334 ,", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara Especializada Criminal da Seção Judiciária do Estado da Bahia", "Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Defensoria Pública da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Vara Especializada Criminal da Seção Judiciária do Estado da Bahia", "Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Defensoria Pública da União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "DIEGO AGUIAR DE OLIVEIRA CORREIA", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de maio de 2018", "7 de maio de 2018", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de maio de 2018", "7 de maio de 2018", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DENISE LUZ PINKOSKI ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de junho de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873426. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DENISE LUZ PINKOSKI ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873427. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DENISE LUZ PINKOSKI ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em questão foi interposto pelo Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPERGS contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça local, está assim ementado: “AGRAVO. DECISÃO MONOCRÁTICA. POSSIBILIDADE. Ausência de ilegalidade na decisão que dá provimento a recurso, tratando-se de faculdade conferida ao relator por força do disposto no artigo 557 do Código de Processo Civil. Ratificação da decisão pelo Colegiado. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. NOTÁRIOS E REGISTRADORES. AÇÃO DECLARATÓRIA. RESTABELECIMENTO DO VÍNCULO PREVIDENCIÁRIO COM O IPERGS. REQUISITOS IMPLEMENTADOS ANTES DA VIGÊNCIA DA EC Nº 20/98. DIREITO ADQUIRIDO QUE PODE SER RECONHECIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em questão foi interposto pelo Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPERGS contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça local, está assim ementado: “AGRAVO. DECISÃO MONOCRÁTICA. POSSIBILIDADE. Ausência de ilegalidade na decisão que dá provimento a recurso, tratando-se de faculdade conferida ao relator por força do disposto no artigo 557 do Código de Processo Civil. Ratificação da decisão pelo Colegiado. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. NOTÁRIOS E REGISTRADORES. AÇÃO DECLARATÓRIA. RESTABELECIMENTO DO VÍNCULO PREVIDENCIÁRIO COM O IPERGS. REQUISITOS IMPLEMENTADOS ANTES DA VIGÊNCIA DA EC Nº 20/98. DIREITO ADQUIRIDO QUE PODE SER RECONHECIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1068393 AGR / RS Notários e registradores, consoante a redação conferida pela Emenda Constitucional nº 20/98 ao art. 40, § 1º, inciso II, da CRFB, não são titulares de cargo público, de forma que se submetem ao regime geral da previdência social, inexistindo direito adquirido à manutenção do vínculo com o IPERGS. Todavia, nos casos em que o então servidor público já havia implementado os requisitos para aposentadoria antes do início da vigência da Emenda Constitucional nº 20/98, há efetivo direito adquirido à manutenção do vínculo com o regime próprio de previdência. Precedentes. Apelante que até o advento da referida Emenda já havia preenchido os requisitos para a aposentadoria proporcional, tendo direito a ser mantido no regime jurídico próprio. RECURSO DESPROVIDO.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, observo que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Supremo Tribunal Federal RE 1068393 AGR / RS Notários e registradores, consoante a redação conferida pela Emenda Constitucional nº 20/98 ao art. 40, § 1º, inciso II, da CRFB, não são titulares de cargo público, de forma que se submetem ao regime geral da previdência social, inexistindo direito adquirido à manutenção do vínculo com o IPERGS. Todavia, nos casos em que o então servidor público já havia implementado os requisitos para aposentadoria antes do início da vigência da Emenda Constitucional nº 20/98, há efetivo direito adquirido à manutenção do vínculo com o regime próprio de previdência. Precedentes. Apelante que até o advento da referida Emenda já havia preenchido os requisitos para a aposentadoria proporcional, tendo direito a ser mantido no regime jurídico próprio. RECURSO DESPROVIDO.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, observo que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1068393 AGR / RS A mera análise do acórdão em referência demonstra que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “Tal situação é diversa, todavia, quando o então servidor público preenche os requisitos para aposentadoria antes do início da vigência da Emenda Constitucional nº 20/98, caso em que há efetivo direito adquirido ao benefício e consequentemente, à manutenção do vínculo com o regime próprio de previdência social. …................................................................................................... Na espécie, considerando que a autora havia implementado os requisitos para a aposentadoria proporcional conforme o art. 40, III, ‘c’, da CRFB, com redação anterior à EC nº 20/98, uma vez que completados 25 anos de serviço público até 16/12/1998, há de ser reconhecido direito adquirido à manutenção no regime previdenciário próprio (fls. 78-9).” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida, em sede recursal extraordinária, pela parte ora recorrente revela-se processualmente inviável, pois o recurso extraordinário não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, se mostram condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Não foi por outro motivo que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, opinou contrariamente à parte ora recorrente, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Supremo Tribunal Federal RE 1068393 AGR / RS A mera análise do acórdão em referência demonstra que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “Tal situação é diversa, todavia, quando o então servidor público preenche os requisitos para aposentadoria antes do início da vigência da Emenda Constitucional nº 20/98, caso em que há efetivo direito adquirido ao benefício e consequentemente, à manutenção do vínculo com o regime próprio de previdência social. …................................................................................................... Na espécie, considerando que a autora havia implementado os requisitos para a aposentadoria proporcional conforme o art. 40, III, ‘c’, da CRFB, com redação anterior à EC nº 20/98, uma vez que completados 25 anos de serviço público até 16/12/1998, há de ser reconhecido direito adquirido à manutenção no regime previdenciário próprio (fls. 78-9).” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida, em sede recursal extraordinária, pela parte ora recorrente revela-se processualmente inviável, pois o recurso extraordinário não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, se mostram condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Não foi por outro motivo que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, opinou contrariamente à parte ora recorrente, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1068393 AGR / RS apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer assim ementado: “Recurso extraordinário. Notários e Registradores. Manutenção de vínculo com o Regime Próprio de Previdência. Requisitos para a aposentadoria preenchidos antes da promulgação da EC 20/98. Exame de fato das peculiaridades do caso insindicável em face da Súmula 279. Parecer pelo não seguimento do extraordinário.” Cumpre assinalar, de outro lado, que, mesmo que superado o óbice apontado, ainda assim não assistiria razão à parte ora agravante, eis que a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 701.207-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. VÍNCULO COM PREVIDÊNCIA PÚBLICA. CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/1998. ‘TEMPUS REGIT ACTUM’. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” O exame da presente causa evidencia que o acórdão ora impugnado ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Supremo Tribunal Federal RE 1068393 AGR / RS apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer assim ementado: “Recurso extraordinário. Notários e Registradores. Manutenção de vínculo com o Regime Próprio de Previdência. Requisitos para a aposentadoria preenchidos antes da promulgação da EC 20/98. Exame de fato das peculiaridades do caso insindicável em face da Súmula 279. Parecer pelo não seguimento do extraordinário.” Cumpre assinalar, de outro lado, que, mesmo que superado o óbice apontado, ainda assim não assistiria razão à parte ora agravante, eis que a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 701.207-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. VÍNCULO COM PREVIDÊNCIA PÚBLICA. CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/1998. ‘TEMPUS REGIT ACTUM’. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” O exame da presente causa evidencia que o acórdão ora impugnado ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1068393 AGR / RS os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Supremo Tribunal Federal RE 1068393 AGR / RS os limites estabelecidos nos §§ 2º e 3º desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DENISE LUZ PINKOSKI ADV.(A/S) : DÉCIO ANTÔNIO ERPEN (0049151/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669424 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DENISE LUZ PINKOSKI ADV.(A/S) : DÉCIO ANTÔNIO ERPEN (0049151/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669424 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747888767
2018-06-22T00:00:00
2018-08-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur388592
- Acórdão(s) citado(s): (VÍNCULO COM PREVIDÊNCIA PÚBLICA) RE 701207 AgR (2ªT). (MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS) AO 2063 AgR (TP). Número de páginas: 8. Análise: 22/08/2018, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1068393
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1068393 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DENISE LUZ PINKOSKI ADV.(A/S) : DÉCIO ANTÔNIO ERPEN
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DENISE LUZ PINKOSKI ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3... DO Código de Processo Civil – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 15 a 21 de junho de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873426. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DENISE LUZ PINKOSKI ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873427. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DENISE LUZ PINKOSKI ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873427. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em questão foi interposto pelo Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPERGS contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça local, está assim ementado: “AGRAVO. DECISÃO MONOCRÁTICA. POSSIBILIDADE. Ausência de ilegalidade na decisão que dá provimento a recurso, tratando-se de faculdade conferida ao relator por força do disposto no artigo 557 do Código de Processo Civil. Ratificação da decisão pelo Colegiado. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. NOTÁRIOS E REGISTRADORES. AÇÃO DECLARATÓRIA. RESTABELECIMENTO DO VÍNCULO PREVIDENCIÁRIO COM O IPERGS. REQUISITOS IMPLEMENTADOS ANTES DA VIGÊNCIA DA EC n 20/98. DIREITO ADQUIRIDO QUE PODE SER RECONHECIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário em questão foi interposto pelo Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPERGS contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça local, está assim ementado: “AGRAVO. DECISÃO MONOCRÁTICA. POSSIBILIDADE. Ausência de ilegalidade na decisão que dá provimento a recurso, tratando-se de faculdade conferida ao relator por força do disposto no artigo 557 do Código de Processo Civil. Ratificação da decisão pelo Colegiado. PREVIDÊNCIA PÚBLICA. NOTÁRIOS E REGISTRADORES. AÇÃO DECLARATÓRIA. RESTABELECIMENTO DO VÍNCULO PREVIDENCIÁRIO COM O IPERGS. REQUISITOS IMPLEMENTADOS ANTES DA VIGÊNCIA DA EC n 20/98. DIREITO ADQUIRIDO QUE PODE SER RECONHECIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS Notários e registradores, consoante a redação conferida pela Emenda Constitucional n 20/98 ao art. 40, § 1..., inciso II, da CRFB, não são titulares de cargo público, de forma que se submetem ao regime geral da previdência social, inexistindo direito adquirido à manutenção do vínculo com o IPERGS. Todavia, nos casos em que o então servidor público já havia implementado os requisitos para aposentadoria antes do início da vigência da Emenda Constitucional n 20/98, há efetivo direito adquirido à manutenção do vínculo com o regime próprio de previdência. Precedentes. Apelante que até o advento da referida Emenda já havia preenchido os requisitos para a aposentadoria proporcional, tendo direito a ser mantido no regime jurídico próprio. RECURSO DESPROVIDO.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, observo que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS Notários e registradores, consoante a redação conferida pela Emenda Constitucional n 20/98 ao art. 40, § 1..., inciso II, da CRFB, não são titulares de cargo público, de forma que se submetem ao regime geral da previdência social, inexistindo direito adquirido à manutenção do vínculo com o IPERGS. Todavia, nos casos em que o então servidor público já havia implementado os requisitos para aposentadoria antes do início da vigência da Emenda Constitucional n 20/98, há efetivo direito adquirido à manutenção do vínculo com o regime próprio de previdência. Precedentes. Apelante que até o advento da referida Emenda já havia preenchido os requisitos para a aposentadoria proporcional, tendo direito a ser mantido no regime jurídico próprio. RECURSO DESPROVIDO.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, observo que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS A mera análise do acórdão em referência demonstra que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “Tal situação é diversa, todavia, quando o então servidor público preenche os requisitos para aposentadoria antes do início da vigência da Emenda Constitucional n 20/98, caso em que há efetivo direito adquirido ao benefício e consequentemente, à manutenção do vínculo com o regime próprio de previdência social. …................................................................................................... Na espécie, considerando que a autora havia implementado os requisitos para a aposentadoria proporcional conforme o art. 40, III, ‘c’, da CRFB, com redação anterior à EC n 20/98, uma vez que completados 25 anos de serviço público até 16/12/1998, há de ser reconhecido direito adquirido à manutenção no regime previdenciário próprio (fls. 78-9).” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida, em sede recursal extraordinária, pela parte ora recorrente revela-se processualmente inviável, pois o recurso extraordinário não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, se mostram condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Não foi por outro motivo que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, opinou contrariamente à parte ora recorrente, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS A mera análise do acórdão em referência demonstra que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “Tal situação é diversa, todavia, quando o então servidor público preenche os requisitos para aposentadoria antes do início da vigência da Emenda Constitucional n 20/98, caso em que há efetivo direito adquirido ao benefício e consequentemente, à manutenção do vínculo com o regime próprio de previdência social. …................................................................................................... Na espécie, considerando que a autora havia implementado os requisitos para a aposentadoria proporcional conforme o art. 40, III, ‘c’, da CRFB, com redação anterior à EC n 20/98, uma vez que completados 25 anos de serviço público até 16/12/1998, há de ser reconhecido direito adquirido à manutenção no regime previdenciário próprio (fls. 78-9).” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida, em sede recursal extraordinária, pela parte ora recorrente revela-se processualmente inviável, pois o recurso extraordinário não permite que se reexaminem, nele, em face de seu estrito âmbito temático, questões de fato ou aspectos de índole probatória (RTJ 161/992 – RTJ 186/703), ainda mais quando tais circunstâncias, como sucede na espécie, se mostram condicionantes da própria resolução da controvérsia jurídica, tal como enfatizado no acórdão recorrido, cujo pronunciamento sobre matéria de fato reveste-se de inteira soberania (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.). Não foi por outro motivo que o Ministério Público Federal, em manifestação do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, opinou contrariamente à parte ora recorrente, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer assim ementado: “Recurso extraordinário. Notários e Registradores. Manutenção de vínculo com o Regime Próprio de Previdência. Requisitos para a aposentadoria preenchidos antes da promulgação da EC 20/98. Exame de fato das peculiaridades do caso insindicável em face da Súmula 279. Parecer pelo não seguimento do extraordinário.” Cumpre assinalar, de outro lado, que, mesmo que superado o óbice apontado, ainda assim não assistiria razão à parte ora agravante, eis que a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 701.207-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. VÍNCULO COM PREVIDÊNCIA PÚBLICA. CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/1998. ‘TEMPUS REGIT ACTUM’. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” O exame da presente causa evidencia que o acórdão ora impugnado ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS apoiando-se, para tanto, em fundamentos evidenciadores da inviabilidade processual do recurso extraordinário em questão, em parecer assim ementado: “Recurso extraordinário. Notários e Registradores. Manutenção de vínculo com o Regime Próprio de Previdência. Requisitos para a aposentadoria preenchidos antes da promulgação da EC 20/98. Exame de fato das peculiaridades do caso insindicável em face da Súmula 279. Parecer pelo não seguimento do extraordinário.” Cumpre assinalar, de outro lado, que, mesmo que superado o óbice apontado, ainda assim não assistiria razão à parte ora agravante, eis que a colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 701.207-AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento consubstanciado em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. VÍNCULO COM PREVIDÊNCIA PÚBLICA. CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA ANTES DA EMENDA CONSTITUCIONAL N. 20/1998. ‘TEMPUS REGIT ACTUM’. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” O exame da presente causa evidencia que o acórdão ora impugnado ajusta-se à diretriz jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em referência. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, a verba honorária anteriormente arbitrada nestes autos, observados 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS os limites estabelecidos nos §§ 2... e 3... desse mesmo art. 85 do referido estatuto processual civil e considerada a orientação que culminou por prevalecer no Plenário desta Suprema Corte no julgamento da AO 2.063-AgR/CE, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DENISE LUZ PINKOSKI ADV.(A/S) : DÉCIO ANTÔNIO ERPEN (0049151/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669424 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.068.393 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DENISE LUZ PINKOSKI ADV.(A/S) : DÉCIO ANTÔNIO ERPEN (0049151/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669424 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 068 . 393", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 068 . 393", "Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS", "RTJ 161 / 992", "RTJ 152 / 612", "Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 701 . 207 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 701 . 207 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 1068393 AGR / RS", "AO 2 . 063 - AgR / CE", "AO 2 . 063 - AgR / CE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 068 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 068 . 393" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "ART . 85 , § § 2 . . . E 3 . . . DO", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "EC n 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "EC n 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 20 / 98", "art . 40 , § 1 . . . , inciso II , da CRFB", "Emenda Constitucional n 20 / 98", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 20 / 98", "§ 1 . . . , inciso II , da CRFB", "Emenda Constitucional n 20 / 98", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , III , ‘ c ’ , da CRFB", "EC n 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 20 / 98", "art . 40 , III , ‘ c ’ , da CRFB", "EC n 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 20 / 98", "EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 1998", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 20 / 98", "EMENDA CONSTITUCIONAL N . 20 / 1998 .", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul", "IPERGS", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul", "IPERGS", "Tribunal de Justiça", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "’", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "DENISE LUZ PINKOSKI", "DÉCIO ANTÔNIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DENISE LUZ PINKOSKI", "DÉCIO ANTÔNIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DENISE LUZ PINKOSKI", "DÉCIO ANTÔNIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "PAULO GUSTAVO GONET BRANCO", "PAULO GUSTAVO GONET BRANCO", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "DENISE LUZ PINKOSKI", "DÉCIO ANTÔNIO ERPEN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "DENISE LUZ PINKOSKI", "DÉCIO ANTÔNIO ERPEN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MIRO TEIXEIRA ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE SEGURANÇA. PROJETOS DE LEI. PEDIDO DE RETIRADA PELO PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. ORDEM CONCEDIDA PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO (MS 0021202-52.2016.5.00.0000). ATO ADMINISTRATIVO DO PRESIDENTE DAQUELE TRIBUNAL CASSADO. DETERMINAÇÃO DE REGULAR TRAMITAÇÃO DOS PROJETOS DE LEI. INSUBSISTÊNCIA DO ATO QUE ENSEJARIA A SUPOSTA ILEGALIDADE. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO DESTE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência da Senhora Ministra CÁRMEN LÚCIA, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747719138. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MIRO TEIXEIRA ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão monocrática que julgou prejudicado o presente mandado de segurança por perda superveniente do objeto, em razão do exame, pelo Tribunal Superior do Trabalho, do MS 0021202-52.2016.5.00.0000, em que restou concedida a segurança para “cassar o ato administrativo de que resultaram os Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR nºs 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, expedidos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Ministro Ives Gandra Martins Filho, a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”(Dje de 3/2/2017). O agravante sustenta, em síntese, que a decisão do TST não ocasionou a perda de objeto deste mandado de segurança. Argumenta, para tanto, que: “(...), como se pode ver das informações prestadas pelo Presidente da Câmara dos Deputados, ELE já conferia validade ao ato monocrático do Presidente do TST (desprovido da prova de que seria um ato do Plenário do TST), tanto antes de ser impetrado o MS que veio a ser julgado procedente, como após a liminar que fora deferida para suspender a eficácia dos Ofícios do Presidente do TST. De acordo com o Presidente da Câmara dos Deputados ‘não há mandamento legal que imponha ao Presidente da Câmara dos Deputados o dever de exigir comprovante correlato’ pertinente a existência de ato do Tribunal e não de ato monocrático do Presidente do TST. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026006. Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MIRO TEIXEIRA ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão monocrática que julgou prejudicado o presente mandado de segurança por perda superveniente do objeto, em razão do exame, pelo Tribunal Superior do Trabalho, do MS 0021202-52.2016.5.00.0000, em que restou concedida a segurança para “cassar o ato administrativo de que resultaram os Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR nºs 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, expedidos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Ministro Ives Gandra Martins Filho, a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”(Dje de 3/2/2017). O agravante sustenta, em síntese, que a decisão do TST não ocasionou a perda de objeto deste mandado de segurança. Argumenta, para tanto, que: “(...), como se pode ver das informações prestadas pelo Presidente da Câmara dos Deputados, ELE já conferia validade ao ato monocrático do Presidente do TST (desprovido da prova de que seria um ato do Plenário do TST), tanto antes de ser impetrado o MS que veio a ser julgado procedente, como após a liminar que fora deferida para suspender a eficácia dos Ofícios do Presidente do TST. De acordo com o Presidente da Câmara dos Deputados ‘não há mandamento legal que imponha ao Presidente da Câmara dos Deputados o dever de exigir comprovante correlato’ pertinente a existência de ato do Tribunal e não de ato monocrático do Presidente do TST. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório MS 34454 AGR / DF Para o Presidente da Câmara dos Deputados ‘há, nesse sentido, uma presunção de legitimidade do ato praticado pelo Presidente do Tribunal’ a despeito de ele, Presidente da Câmara dos Deputados, ter sido comunicado oficialmente da liminar que fora deferida nos autos do mandado de segurança que tramitou no TST. Disse ainda o Presidente da Câmara dos Deputados, que a ele ‘não caberia outra postura senão dar seguimento aos ofícios subscritos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho em que requeria a retirada de tramitação de projetos de lei de iniciativa daquele Tribunal’. E conclui o Presidente da Câmara dos Deputados por afirmar que ‘na fictícia hipótese de se estar perante o descumprimento de ordem judicial emanada de membro do Tribunal Superior do Trabalho, competiria ao próprio Tribunal garantir a autoridade da sua decisão, na forma do art. 111-A, § 3º, da CF/88 e seguramente não ao supremo Tribunal Federal’. Como se pode ver, para o Presidente da Câmara dos Deputados é irrelevante que (a) a solicitação feita pelo Presidente do TST de retirada dos projetos de lei, tenha se dado sem deliberação do Tribunal, (b) que a solicitação feita pelo Presidente do TST tenha tido sua eficácia suspensa por uma liminar em sede de mandado de segurança. Logo, para o Presidente da Câmara dos Deputados será irrelevante – como se verificou mesmo – que tenha sido concedida segurança para cassar o ato do Presidente do TST. Ele considerou válido e suficiente, para promover a retirada dos projetos de lei, o ofício que fora encaminhado pelo Presidente do TST”. Na sequência, repisa as razões veiculadas na manifestação apresentada por ocasião do indeferimento da medida liminar requerida (doc. 26). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026006. Supremo Tribunal Federal MS 34454 AGR / DF Para o Presidente da Câmara dos Deputados ‘há, nesse sentido, uma presunção de legitimidade do ato praticado pelo Presidente do Tribunal’ a despeito de ele, Presidente da Câmara dos Deputados, ter sido comunicado oficialmente da liminar que fora deferida nos autos do mandado de segurança que tramitou no TST. Disse ainda o Presidente da Câmara dos Deputados, que a ele ‘não caberia outra postura senão dar seguimento aos ofícios subscritos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho em que requeria a retirada de tramitação de projetos de lei de iniciativa daquele Tribunal’. E conclui o Presidente da Câmara dos Deputados por afirmar que ‘na fictícia hipótese de se estar perante o descumprimento de ordem judicial emanada de membro do Tribunal Superior do Trabalho, competiria ao próprio Tribunal garantir a autoridade da sua decisão, na forma do art. 111-A, § 3º, da CF/88 e seguramente não ao supremo Tribunal Federal’. Como se pode ver, para o Presidente da Câmara dos Deputados é irrelevante que (a) a solicitação feita pelo Presidente do TST de retirada dos projetos de lei, tenha se dado sem deliberação do Tribunal, (b) que a solicitação feita pelo Presidente do TST tenha tido sua eficácia suspensa por uma liminar em sede de mandado de segurança. Logo, para o Presidente da Câmara dos Deputados será irrelevante – como se verificou mesmo – que tenha sido concedida segurança para cassar o ato do Presidente do TST. Ele considerou válido e suficiente, para promover a retirada dos projetos de lei, o ofício que fora encaminhado pelo Presidente do TST”. Na sequência, repisa as razões veiculadas na manifestação apresentada por ocasião do indeferimento da medida liminar requerida (doc. 26). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada foi assim fundamentada: O objeto deste mandado de segurança está circunscrito à verificação de eventual ilegalidade decorrente de atos praticados pelo Exmo. Sr. Presidente da Câmara dos Deputados, de acolher monocraticamente ou de submeter ao Plenário da Câmara dos Deputados, solicitação do Presidente do TST de retirada de 32 Projetos de Lei, sem que houvesse deliberação do próprio TST (fl. 1). Ocorre, entretanto, que segundo informação contida no sítio eletrônico do Tribunal Superior do Trabalho – TST, os ofício expedidos pelo Presidente do TST à Câmara dos Deputados, foram impugnados por meio do MS 0021202- 52.2016.5.00.0000, impetrado naquele Tribunal, em que resultou concedida a segurança para “cassar o ato administrativo de que resultaram os Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR nºs 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, expedidos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Ministro Ives Gandra Martins Filho, a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”(Dje de 3/2/2017). Como no presente mandado de segurança o que o impetrante pretende, ao final, é garantir a tramitação de projetos de lei aos quais o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho solicitou retirada por meio do Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, evidencia-se, portanto, a perda superveniente do objeto. Diante do exposto, nos termos no art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, julgo PREJUDICADO O MANDADO DE SEGURANÇA. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026007. Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada foi assim fundamentada: O objeto deste mandado de segurança está circunscrito à verificação de eventual ilegalidade decorrente de atos praticados pelo Exmo. Sr. Presidente da Câmara dos Deputados, de acolher monocraticamente ou de submeter ao Plenário da Câmara dos Deputados, solicitação do Presidente do TST de retirada de 32 Projetos de Lei, sem que houvesse deliberação do próprio TST (fl. 1). Ocorre, entretanto, que segundo informação contida no sítio eletrônico do Tribunal Superior do Trabalho – TST, os ofício expedidos pelo Presidente do TST à Câmara dos Deputados, foram impugnados por meio do MS 0021202- 52.2016.5.00.0000, impetrado naquele Tribunal, em que resultou concedida a segurança para “cassar o ato administrativo de que resultaram os Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR nºs 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, expedidos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Ministro Ives Gandra Martins Filho, a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”(Dje de 3/2/2017). Como no presente mandado de segurança o que o impetrante pretende, ao final, é garantir a tramitação de projetos de lei aos quais o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho solicitou retirada por meio do Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, evidencia-se, portanto, a perda superveniente do objeto. Diante do exposto, nos termos no art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, julgo PREJUDICADO O MANDADO DE SEGURANÇA. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 34454 AGR / DF Conforme asseverei na decisão agravada, o acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho (MS 0021202-52.2016.5.00.0000) cassou o ato administrativo da Presidência daquele Tribunal, que determinou a expedição dos ofícios pedindo a retirada dos projetos de lei de autoria do TST, “a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”. Como neste mandado de segurança o que se pretende, ao final, é “que os projetos de lei tenham curso regular no Congresso Nacional para que possa exercer sua competência constitucional, dentro do seu juízo político de oportunidade e conveniência para a apreciação dos referidos projetos”, fica evidente, portanto, a perda do objeto desta ação, dada a superveniente insubsistência do ato que ensejaria a suposta ilegalidade. Cumpre ressaltar, por fim, que, na hipótese de eventual descumprimento da decisão proferida no MS 0021202-52.2016.5.00.0000, compete ao próprio Tribunal Superior do Trabalho, nos termos do § 3º do art. 111-A da CF/1988, zelar pela garantia da autoridade de seus julgados. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026007. Supremo Tribunal Federal MS 34454 AGR / DF Conforme asseverei na decisão agravada, o acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho (MS 0021202-52.2016.5.00.0000) cassou o ato administrativo da Presidência daquele Tribunal, que determinou a expedição dos ofícios pedindo a retirada dos projetos de lei de autoria do TST, “a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”. Como neste mandado de segurança o que se pretende, ao final, é “que os projetos de lei tenham curso regular no Congresso Nacional para que possa exercer sua competência constitucional, dentro do seu juízo político de oportunidade e conveniência para a apreciação dos referidos projetos”, fica evidente, portanto, a perda do objeto desta ação, dada a superveniente insubsistência do ato que ensejaria a suposta ilegalidade. Cumpre ressaltar, por fim, que, na hipótese de eventual descumprimento da decisão proferida no MS 0021202-52.2016.5.00.0000, compete ao próprio Tribunal Superior do Trabalho, nos termos do § 3º do art. 111-A da CF/1988, zelar pela garantia da autoridade de seus julgados. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MIRO TEIXEIRA ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357A/GO) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682399 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MIRO TEIXEIRA ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357A/GO) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682399 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747740414
2018-06-29T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE SEGURANÇA. PROJETOS DE LEI. PEDIDO DE RETIRADA PELO PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. ORDEM CONCEDIDA PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO (MS 0021202-52.2016.5.00.0000). ATO ADMINISTRATIVO DO PRESIDENTE DAQUELE TRIBUNAL CASSADO. DETERMINAÇÃO DE REGULAR TRAMITAÇÃO DOS PROJETOS DE LEI. INSUBSISTÊNCIA DO ATO QUE ENSEJARIA A SUPOSTA ILEGALIDADE. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO DESTE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur388059
Número de páginas: 6. Análise: 11/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Tribunal Pleno
34454
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-0111A PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
MS-AgR
acordaos
MS 34454 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MIRO TEIXEIRA ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MIRO TEIXEIRA ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO MANDADO DE SEGURANÇA. PROJETOS DE LEI. PEDIDO DE RETIRADA PELO PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. ORDEM CONCEDIDA PELO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO (MS 0021202-52.2016.5.00.0000). ATO ADMINISTRATIVO DO PRESIDENTE DAQUELE TRIBUNAL CASSADO. DETERMINAÇÃO DE REGULAR TRAMITAÇÃO DOS PROJETOS DE LEI. INSUBSISTÊNCIA DO ATO QUE ENSEJARIA A SUPOSTA ILEGALIDADE. PERDA SUPERVENIENTE DO OBJETO DESTE MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência da Senhora Ministra CÁRMEN LÚCIA, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747719138. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MIRO TEIXEIRA ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão monocrática que julgou prejudicado o presente mandado de segurança por perda superveniente do objeto, em razão do exame, pelo Tribunal Superior do Trabalho, do MS 0021202-52.2016.5.00.0000, em que restou concedida a segurança para “cassar o ato administrativo de que resultaram os Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR ns 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, expedidos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Ministro Ives Gandra Martins Filho, a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”(Dje de 3/2/2017). O agravante sustenta, em síntese, que a decisão do Tribunal Superior do Trabalho não ocasionou a perda de objeto deste mandado de segurança. Argumenta, para tanto, que: “(...), como se pode ver das informações prestadas pelo Presidente da Câmara dos Deputados, ELE já conferia validade ao ato monocrático do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho (desprovido da prova de que seria um ato do Plenário do Tribunal Superior do Trabalho), tanto antes de ser impetrado o MS que veio a ser julgado procedente, como após a liminar que fora deferida para suspender a eficácia dos Ofícios do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho. De acordo com o Presidente da Câmara dos Deputados ‘não há mandamento legal que imponha ao Presidente da Câmara dos Deputados o dever de exigir comprovante correlato’ pertinente a existência de ato do Tribunal e não de ato monocrático do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026006. Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MIRO TEIXEIRA ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão monocrática que julgou prejudicado o presente mandado de segurança por perda superveniente do objeto, em razão do exame, pelo Tribunal Superior do Trabalho, do MS 0021202-52.2016.5.00.0000, em que restou concedida a segurança para “cassar o ato administrativo de que resultaram os Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR ns 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, expedidos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Ministro Ives Gandra Martins Filho, a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”(Dje de 3/2/2017). O agravante sustenta, em síntese, que a decisão do Tribunal Superior do Trabalho não ocasionou a perda de objeto deste mandado de segurança. Argumenta, para tanto, que: “(...), como se pode ver das informações prestadas pelo Presidente da Câmara dos Deputados, ELE já conferia validade ao ato monocrático do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho (desprovido da prova de que seria um ato do Plenário do Tribunal Superior do Trabalho), tanto antes de ser impetrado o MS que veio a ser julgado procedente, como após a liminar que fora deferida para suspender a eficácia dos Ofícios do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho. De acordo com o Presidente da Câmara dos Deputados ‘não há mandamento legal que imponha ao Presidente da Câmara dos Deputados o dever de exigir comprovante correlato’ pertinente a existência de ato do Tribunal e não de ato monocrático do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório MS 34454 AGR / DF Para o Presidente da Câmara dos Deputados ‘há, nesse sentido, uma presunção de legitimidade do ato praticado pelo Presidente do Tribunal’ a despeito de ele, Presidente da Câmara dos Deputados, ter sido comunicado oficialmente da liminar que fora deferida nos autos do mandado de segurança que tramitou no Tribunal Superior do Trabalho. Disse ainda o Presidente da Câmara dos Deputados, que a ele ‘não caberia outra postura senão dar seguimento aos ofícios subscritos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho em que requeria a retirada de tramitação de projetos de lei de iniciativa daquele Tribunal’. E conclui o Presidente da Câmara dos Deputados por afirmar que ‘na fictícia hipótese de se estar perante o descumprimento de ordem judicial emanada de membro do Tribunal Superior do Trabalho, competiria ao próprio Tribunal garantir a autoridade da sua decisão, na forma do art. 111-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e seguramente não ao supremo Tribunal Federal’. Como se pode ver, para o Presidente da Câmara dos Deputados é irrelevante que (a) a solicitação feita pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho de retirada dos projetos de lei, tenha se dado sem deliberação do Tribunal, (b) que a solicitação feita pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho tenha tido sua eficácia suspensa por uma liminar em sede de mandado de segurança. Logo, para o Presidente da Câmara dos Deputados será irrelevante – como se verificou mesmo – que tenha sido concedida segurança para cassar o ato do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Ele considerou válido e suficiente, para promover a retirada dos projetos de lei, o ofício que fora encaminhado pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho”. Na sequência, repisa as razões veiculadas na manifestação apresentada por ocasião do indeferimento da medida liminar requerida (doc. 26). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026006. Supremo Tribunal Federal MS 34454 AGR / DF Para o Presidente da Câmara dos Deputados ‘há, nesse sentido, uma presunção de legitimidade do ato praticado pelo Presidente do Tribunal’ a despeito de ele, Presidente da Câmara dos Deputados, ter sido comunicado oficialmente da liminar que fora deferida nos autos do mandado de segurança que tramitou no Tribunal Superior do Trabalho. Disse ainda o Presidente da Câmara dos Deputados, que a ele ‘não caberia outra postura senão dar seguimento aos ofícios subscritos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho em que requeria a retirada de tramitação de projetos de lei de iniciativa daquele Tribunal’. E conclui o Presidente da Câmara dos Deputados por afirmar que ‘na fictícia hipótese de se estar perante o descumprimento de ordem judicial emanada de membro do Tribunal Superior do Trabalho, competiria ao próprio Tribunal garantir a autoridade da sua decisão, na forma do art. 111-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e seguramente não ao supremo Tribunal Federal’. Como se pode ver, para o Presidente da Câmara dos Deputados é irrelevante que (a) a solicitação feita pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho de retirada dos projetos de lei, tenha se dado sem deliberação do Tribunal, (b) que a solicitação feita pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho tenha tido sua eficácia suspensa por uma liminar em sede de mandado de segurança. Logo, para o Presidente da Câmara dos Deputados será irrelevante – como se verificou mesmo – que tenha sido concedida segurança para cassar o ato do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Ele considerou válido e suficiente, para promover a retirada dos projetos de lei, o ofício que fora encaminhado pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho”. Na sequência, repisa as razões veiculadas na manifestação apresentada por ocasião do indeferimento da medida liminar requerida (doc. 26). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada foi assim fundamentada: O objeto deste mandado de segurança está circunscrito à verificação de eventual ilegalidade decorrente de atos praticados pelo Exmo. Sr. Presidente da Câmara dos Deputados, de acolher monocraticamente ou de submeter ao Plenário da Câmara dos Deputados, solicitação do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho de retirada de 32 Projetos de Lei, sem que houvesse deliberação do próprio Tribunal Superior do Trabalho (fl. 1). Ocorre, entretanto, que segundo informação contida no sítio eletrônico do Tribunal Superior do Trabalho – Tribunal Superior do Trabalho, os ofício expedidos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho à Câmara dos Deputados, foram impugnados por meio do MS 0021202- 52.2016.5.00.0000, impetrado naquele Tribunal, em que resultou concedida a segurança para “cassar o ato administrativo de que resultaram os Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR ns 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, expedidos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Ministro Ives Gandra Martins Filho, a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”(Dje de 3/2/2017). Como no presente mandado de segurança o que o impetrante pretende, ao final, é garantir a tramitação de projetos de lei aos quais o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho solicitou retirada por meio do Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, evidencia-se, portanto, a perda superveniente do objeto. Diante do exposto, nos termos no art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, julgo PREJUDICADO O MANDADO DE SEGURANÇA. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026007. Supremo Tribunal Federal AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão agravada foi assim fundamentada: O objeto deste mandado de segurança está circunscrito à verificação de eventual ilegalidade decorrente de atos praticados pelo Exmo. Sr. Presidente da Câmara dos Deputados, de acolher monocraticamente ou de submeter ao Plenário da Câmara dos Deputados, solicitação do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho de retirada de 32 Projetos de Lei, sem que houvesse deliberação do próprio Tribunal Superior do Trabalho (fl. 1). Ocorre, entretanto, que segundo informação contida no sítio eletrônico do Tribunal Superior do Trabalho – Tribunal Superior do Trabalho, os ofício expedidos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho à Câmara dos Deputados, foram impugnados por meio do MS 0021202- 52.2016.5.00.0000, impetrado naquele Tribunal, em que resultou concedida a segurança para “cassar o ato administrativo de que resultaram os Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR ns 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, expedidos pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, Ministro Ives Gandra Martins Filho, a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”(Dje de 3/2/2017). Como no presente mandado de segurança o que o impetrante pretende, ao final, é garantir a tramitação de projetos de lei aos quais o Presidente do Tribunal Superior do Trabalho solicitou retirada por meio do Ofícios CSJT.GP.SG.ASSPAR 281/2016 a 311/2016 e 315/2016, evidencia-se, portanto, a perda superveniente do objeto. Diante do exposto, nos termos no art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, julgo PREJUDICADO O MANDADO DE SEGURANÇA. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES MS 34454 AGR / DF Conforme asseverei na decisão agravada, o acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho (MS 0021202-52.2016.5.00.0000) cassou o ato administrativo da Presidência daquele Tribunal, que determinou a expedição dos ofícios pedindo a retirada dos projetos de lei de autoria do Tribunal Superior do Trabalho, “a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”. Como neste mandado de segurança o que se pretende, ao final, é “que os projetos de lei tenham curso regular no Congresso Nacional para que possa exercer sua competência constitucional, dentro do seu juízo político de oportunidade e conveniência para a apreciação dos referidos projetos”, fica evidente, portanto, a perda do objeto desta ação, dada a superveniente insubsistência do ato que ensejaria a suposta ilegalidade. Cumpre ressaltar, por fim, que, na hipótese de eventual descumprimento da decisão proferida no MS 0021202-52.2016.5.00.0000, compete ao próprio Tribunal Superior do Trabalho, nos termos do § 3... do art. 111-A da Constituição Federal de 1988/1988, zelar pela garantia da autoridade de seus julgados. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026007. Supremo Tribunal Federal MS 34454 AGR / DF Conforme asseverei na decisão agravada, o acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho (MS 0021202-52.2016.5.00.0000) cassou o ato administrativo da Presidência daquele Tribunal, que determinou a expedição dos ofícios pedindo a retirada dos projetos de lei de autoria do Tribunal Superior do Trabalho, “a fim de que os projetos de lei ali referidos permaneçam com a tramitação normal na Câmara dos Deputados”. Como neste mandado de segurança o que se pretende, ao final, é “que os projetos de lei tenham curso regular no Congresso Nacional para que possa exercer sua competência constitucional, dentro do seu juízo político de oportunidade e conveniência para a apreciação dos referidos projetos”, fica evidente, portanto, a perda do objeto desta ação, dada a superveniente insubsistência do ato que ensejaria a suposta ilegalidade. Cumpre ressaltar, por fim, que, na hipótese de eventual descumprimento da decisão proferida no MS 0021202-52.2016.5.00.0000, compete ao próprio Tribunal Superior do Trabalho, nos termos do § 3... do art. 111-A da Constituição Federal de 1988/1988, zelar pela garantia da autoridade de seus julgados. Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MIRO TEIXEIRA ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357A/GO) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682399 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 34.454 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MIRO TEIXEIRA ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357A/GO) AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682399 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 0021202 - 52 . 2016 . 5 . 00 . 0000", "MANDADO DE SEGURANÇA 34 . 454", "MS 0021202 - 52 . 2016 . 5 . 00 . 0000", "MS 0021202 - 52 . 2016 . 5 . 00 . 0000", "MS 34454 AGR / DF", "MS 0021202 - 52 . 2016 . 5 . 00 . 0000", "MS 0021202 - 52 . 2016 . 5 . 00 . 0000", "MS 34454 AGR / DF", "MS 0021202 - 52 . 2016 . 5 . 00 . 0000", "MS 0021202 - 52 . 2016 . 5 . 00", "MS 34454 AGR / DF", "MS 0021202 - 52 . 2016", "MS 0021202 - 52 . 2016 . 5 . 00 . 0000" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 111 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 111 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , IX , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 111 - A da Constituição Federal de 1988 / 1988", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "§ 3 . . . do art . 111 - A da Constituição Federal de 1988 / 1988", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "CÂMARA DOS DEPUTADOS", "UNIÃO", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CÂMARA DOS DEPUTADOS", "UNIÃO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Conselho Superior da Justiça do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Plenário do Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CÂMARA DOS DEPUTADOS", "UNIÃO", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Conselho Superior da Justiça do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Plenário do Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Câmara dos Deputados", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Câmara dos Deputados", "Plenário da Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Conselho Superior da Justiça do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Plenário da Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Conselho Superior da Justiça do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Congresso Nacional", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Câmara dos Deputados", "Congresso Nacional", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "CÂMARA DOS DEPUTADOS", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CÂMARA DOS DEPUTADOS", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MIRO TEIXEIRA", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MIRO TEIXEIRA", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ives Gandra Martins Filho", "ALEXANDRE DE MORAES", "MIRO TEIXEIRA", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ives Gandra Martins Filho", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ives Gandra Martins Filho", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ives Gandra Martins Filho", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MIRO", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "ALEXANDRE DE MORAES", "MIRO TEIXEIRA", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :AEROCLUBE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. PROGRAMA DE PARCELAMENTO INCENTIVADO - PPI ATRASO NO PAGAMENTO DE PARCELA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, condenar a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907233. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1103141 AGR / SP em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907233. Supremo Tribunal Federal ARE 1103141 AGR / SP em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :AEROCLUBE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 2.2.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Aeroclube de São Paulo sob os fundamentos de incidência das Súmulas 279 e 280 deste Supremo Tribunal e de ausência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660, doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.2.2018, Aeroclube de São Paulo interpõe, em 1º.3.2018, tempestivamente, agravo regimental (doc. 6). O agravante alega ser “imprescindível a indicação precisa dos fundamentos que supostamente demonstram que o presente caso se ajusta às hipóteses das Súmulas 279 e 280 (...) e ao Tema 660 ” (fl. 2 , doc. 6). Assevera que “não há qualquer justificativa para incidência da Súmula nº 279 no caso em tela, já que a questão suscitada pelo agravante é puramente de direito: impossibilidade de se suprimir direitos e garantias fundamentais por meio de interpretação (deturpada) de princípio constitucional” (fl. 2, doc. 6). Argumenta que, “conforme se verifica pela leitura do acórdão recorrido, a questão relativa à inconstitucionalidade não foi decidida com base em direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907234. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :AEROCLUBE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 2.2.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Aeroclube de São Paulo sob os fundamentos de incidência das Súmulas 279 e 280 deste Supremo Tribunal e de ausência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660, doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.2.2018, Aeroclube de São Paulo interpõe, em 1º.3.2018, tempestivamente, agravo regimental (doc. 6). O agravante alega ser “imprescindível a indicação precisa dos fundamentos que supostamente demonstram que o presente caso se ajusta às hipóteses das Súmulas 279 e 280 (...) e ao Tema 660 ” (fl. 2 , doc. 6). Assevera que “não há qualquer justificativa para incidência da Súmula nº 279 no caso em tela, já que a questão suscitada pelo agravante é puramente de direito: impossibilidade de se suprimir direitos e garantias fundamentais por meio de interpretação (deturpada) de princípio constitucional” (fl. 2, doc. 6). Argumenta que, “conforme se verifica pela leitura do acórdão recorrido, a questão relativa à inconstitucionalidade não foi decidida com base em direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1103141 AGR / SP local” (fl. 3, doc. 6). Salienta que “o Tema 660 não guarda nenhuma relação com a matéria suscitada pelo agravante, que é exclusivamente constitucional” (fl. 4, doc. 6). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 3. Em 1º.3.2018, determinou-se a manifestação do agravado sobre este recurso (doc. 9), o qual não apresentou contrarrazões (doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907234. Supremo Tribunal Federal ARE 1103141 AGR / SP local” (fl. 3, doc. 6). Salienta que “o Tema 660 não guarda nenhuma relação com a matéria suscitada pelo agravante, que é exclusivamente constitucional” (fl. 4, doc. 6). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 3. Em 1º.3.2018, determinou-se a manifestação do agravado sobre este recurso (doc. 9), o qual não apresentou contrarrazões (doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Não prospera a alegação de ausência de fundamentação na decisão judicial. Nela foram apresentadas as razões de impossibilidade jurídica de seguimento do recurso de forma tão clara que o agravante exerceu o seu direito constitucional de defesa rebatendo exatamente o que afirmado. 3. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “Apelação — Ação ordinária — Pedido de reinclusão no Programa de Parcelamento Incentivado - PPI — Lei municipal n ° 14.129/06 — Contribuinte que atrasou pagamento de parcela por mais de 60 dias - Infringência ao art. 91, inc. II, da referida lei Culpa do contribuinte em relação ao descumprimento do acordo de parcelamento — Obrigação de pagar no prazo estipulado no acordo - Ausência de prova em sentido contrário - Ônus que lhe incumbia - Inteligência do art. 333, inc. I, do CPC - Sentença que manteve a exclusão do PPI mantida - Aplicação do art. 252, do RITJSP - Recurso desprovido” (fl. 52, vol. 2). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei municipal n. 14.129/2006) e o reexame do conjunto fático-probatório do processo, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas 279 e 280 do Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Não prospera a alegação de ausência de fundamentação na decisão judicial. Nela foram apresentadas as razões de impossibilidade jurídica de seguimento do recurso de forma tão clara que o agravante exerceu o seu direito constitucional de defesa rebatendo exatamente o que afirmado. 3. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “Apelação — Ação ordinária — Pedido de reinclusão no Programa de Parcelamento Incentivado - PPI — Lei municipal n ° 14.129/06 — Contribuinte que atrasou pagamento de parcela por mais de 60 dias - Infringência ao art. 91, inc. II, da referida lei Culpa do contribuinte em relação ao descumprimento do acordo de parcelamento — Obrigação de pagar no prazo estipulado no acordo - Ausência de prova em sentido contrário - Ônus que lhe incumbia - Inteligência do art. 333, inc. I, do CPC - Sentença que manteve a exclusão do PPI mantida - Aplicação do art. 252, do RITJSP - Recurso desprovido” (fl. 52, vol. 2). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei municipal n. 14.129/2006) e o reexame do conjunto fático-probatório do processo, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas 279 e 280 do Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1103141 AGR / SP Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVDADE EM EXECUÇÃO FISCAL. DESISTÊNCIA DE DEMANDAS EM CURSO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.080.425-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 1º.2.2018). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. Pagamento de ICMS. Substituição Tributária. Possibilidade. 3. Matéria infraconstitucional. Fatos e provas. Súmulas 279 e 280 desta Corte. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 965.132-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 8.11.2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CRÉDITOS FISCAIS. NOTAS FISCAIS E MERCADORIAS DECLARADAS INIDÔNEAS. APROVEITAMENTO. BOA-FÉ E RECOLHIMENTO DE IMPOSTOS PELO ADQUIRENTE. 1. A controvérsia referente à incidência em fundos de investimentos da Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos cinge-se ao âmbito infraconstitucional, porquanto se resolve a partir de legislação local e do acervo fático-probatório relacionado à existência de estabelecimento. Precedentes. Súmulas 279 e 280. 2. O agravo interno interposto em face da negativa de seguimento a recurso extraordinário possui o ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Supremo Tribunal Federal ARE 1103141 AGR / SP Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVDADE EM EXECUÇÃO FISCAL. DESISTÊNCIA DE DEMANDAS EM CURSO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.080.425-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 1º.2.2018). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. Pagamento de ICMS. Substituição Tributária. Possibilidade. 3. Matéria infraconstitucional. Fatos e provas. Súmulas 279 e 280 desta Corte. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 965.132-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 8.11.2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CRÉDITOS FISCAIS. NOTAS FISCAIS E MERCADORIAS DECLARADAS INIDÔNEAS. APROVEITAMENTO. BOA-FÉ E RECOLHIMENTO DE IMPOSTOS PELO ADQUIRENTE. 1. A controvérsia referente à incidência em fundos de investimentos da Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos cinge-se ao âmbito infraconstitucional, porquanto se resolve a partir de legislação local e do acervo fático-probatório relacionado à existência de estabelecimento. Precedentes. Súmulas 279 e 280. 2. O agravo interno interposto em face da negativa de seguimento a recurso extraordinário possui o ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1103141 AGR / SP de inadmissibilidade. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC” (ARE n. 1.031.337-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 21.9.2017). “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO QUE NÃO VIOLA O ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. TAXA DE PARCELAMENTO DO SOLO. ILEGALIDADE RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão é harmônica com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais. Precedentes. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 3. Para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte ora agravante, seria indispensável o reexame da legislação infraconstitucional e do acervo fático-probatório, providências vedadas em sede de recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 280/STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 929.224-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.9.2017). 4. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescento que, ainda que fosse possível superar esse óbice, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Supremo Tribunal Federal ARE 1103141 AGR / SP de inadmissibilidade. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC” (ARE n. 1.031.337-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 21.9.2017). “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO QUE NÃO VIOLA O ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. TAXA DE PARCELAMENTO DO SOLO. ILEGALIDADE RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão é harmônica com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais. Precedentes. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 3. Para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte ora agravante, seria indispensável o reexame da legislação infraconstitucional e do acervo fático-probatório, providências vedadas em sede de recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 280/STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 929.224-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.9.2017). 4. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescento que, ainda que fosse possível superar esse óbice, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1103141 AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Supremo Tribunal Federal ARE 1103141 AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1º.8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : AEROCLUBE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO (41732/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890143 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : AEROCLUBE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO (41732/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890143 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14908444
2018-05-18T00:00:00
2018-05-30T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. PROGRAMA DE PARCELAMENTO INCENTIVADO - PPI ATRASO NO PAGAMENTO DE PARCELA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur385742
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279 E 280) ARE 929224 AgR (1ªT), ARE 965132 AgR (2ªT), ARE 1031337 AgR (2ªT), ARE 1080425 AgR (TP). (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 9. Análise: 04/06/2018, MJC.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
1103141
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-014129 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1103141 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : AEROCLUBE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :AEROCLUBE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. PROGRAMA DE PARCELAMENTO INCENTIVADO - PPI ATRASO NO PAGAMENTO DE PARCELA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, condenar a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907233. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1103141 AGR / SP em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicar a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907233. Supremo Tribunal Federal ARE 1103141 AGR / SP em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicar a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :AEROCLUBE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 2.2.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Aeroclube de São Paulo sob os fundamentos de incidência das Súmulas 279 e 280 deste Supremo Tribunal e de ausência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660, doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.2.2018, Aeroclube de São Paulo interpõe, em 1....3.2018, tempestivamente, agravo regimental (doc. 6). O agravante alega ser “imprescindível a indicação precisa dos fundamentos que supostamente demonstram que o presente caso se ajusta às hipóteses das Súmulas 279 e 280 (...) e ao Tema 660 ” (fl. 2 , doc. 6). Assevera que “não há qualquer justificativa para incidência da Súmula n 279 no caso em tela, já que a questão suscitada pelo agravante é puramente de direito: impossibilidade de se suprimir direitos e garantias fundamentais por meio de interpretação (deturpada) de princípio constitucional” (fl. 2, doc. 6). Argumenta que, “conforme se verifica pela leitura do acórdão recorrido, a questão relativa à inconstitucionalidade não foi decidida com base em direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907234. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :AEROCLUBE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 2.2.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto pelo Aeroclube de São Paulo sob os fundamentos de incidência das Súmulas 279 e 280 deste Supremo Tribunal e de ausência de repercussão geral da matéria veiculada no recurso extraordinário (Tema 660, doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.2.2018, Aeroclube de São Paulo interpõe, em 1....3.2018, tempestivamente, agravo regimental (doc. 6). O agravante alega ser “imprescindível a indicação precisa dos fundamentos que supostamente demonstram que o presente caso se ajusta às hipóteses das Súmulas 279 e 280 (...) e ao Tema 660 ” (fl. 2 , doc. 6). Assevera que “não há qualquer justificativa para incidência da Súmula n 279 no caso em tela, já que a questão suscitada pelo agravante é puramente de direito: impossibilidade de se suprimir direitos e garantias fundamentais por meio de interpretação (deturpada) de princípio constitucional” (fl. 2, doc. 6). Argumenta que, “conforme se verifica pela leitura do acórdão recorrido, a questão relativa à inconstitucionalidade não foi decidida com base em direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1103141 AGR / SP local” (fl. 3, doc. 6). Salienta que “o Tema 660 não guarda nenhuma relação com a matéria suscitada pelo agravante, que é exclusivamente constitucional” (fl. 4, doc. 6). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 3. Em 1....3.2018, determinou-se a manifestação do agravado sobre este recurso (doc. 9), o qual não apresentou contrarrazões (doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907234. Supremo Tribunal Federal ARE 1103141 AGR / SP local” (fl. 3, doc. 6). Salienta que “o Tema 660 não guarda nenhuma relação com a matéria suscitada pelo agravante, que é exclusivamente constitucional” (fl. 4, doc. 6). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 3. Em 1....3.2018, determinou-se a manifestação do agravado sobre este recurso (doc. 9), o qual não apresentou contrarrazões (doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907234. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Não prospera a alegação de ausência de fundamentação na decisão judicial. Nela foram apresentadas as razões de impossibilidade jurídica de seguimento do recurso de forma tão clara que o agravante exerceu o seu direito constitucional de defesa rebatendo exatamente o que afirmado. 3. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “Apelação — Ação ordinária — Pedido de reinclusão no Programa de Parcelamento Incentivado - PPI — Lei municipal n 14.129/06 — Contribuinte que atrasou pagamento de parcela por mais de 60 dias - Infringência ao art. 91, inc. II, da referida lei Culpa do contribuinte em relação ao descumprimento do acordo de parcelamento — Obrigação de pagar no prazo estipulado no acordo - Ausência de prova em sentido contrário - Ônus que lhe incumbia - Inteligência do art. 333, inc. I, do Código de Processo Civil - Sentença que manteve a exclusão do PPI mantida - Aplicação do art. 252, do RITJSP - Recurso desprovido” (fl. 52, vol. 2). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei municipal n. 14.129/2006) e o reexame do conjunto fático-probatório do processo, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas 279 e 280 do Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Não prospera a alegação de ausência de fundamentação na decisão judicial. Nela foram apresentadas as razões de impossibilidade jurídica de seguimento do recurso de forma tão clara que o agravante exerceu o seu direito constitucional de defesa rebatendo exatamente o que afirmado. 3. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “Apelação — Ação ordinária — Pedido de reinclusão no Programa de Parcelamento Incentivado - PPI — Lei municipal n 14.129/06 — Contribuinte que atrasou pagamento de parcela por mais de 60 dias - Infringência ao art. 91, inc. II, da referida lei Culpa do contribuinte em relação ao descumprimento do acordo de parcelamento — Obrigação de pagar no prazo estipulado no acordo - Ausência de prova em sentido contrário - Ônus que lhe incumbia - Inteligência do art. 333, inc. I, do Código de Processo Civil - Sentença que manteve a exclusão do PPI mantida - Aplicação do art. 252, do RITJSP - Recurso desprovido” (fl. 52, vol. 2). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei municipal n. 14.129/2006) e o reexame do conjunto fático-probatório do processo, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Incidem, na espécie, as Súmulas 279 e 280 do Supremo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1103141 AGR / SP Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVDADE EM EXECUÇÃO FISCAL. DESISTÊNCIA DE DEMANDAS EM CURSO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.080.425-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 1....2.2018). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. Pagamento de ICMS. Substituição Tributária. Possibilidade. 3. Matéria infraconstitucional. Fatos e provas. Súmulas 279 e 280 desta Corte. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 965.132-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 8.11.2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CRÉDITOS FISCAIS. NOTAS FISCAIS E MERCADORIAS DECLARADAS INIDÔNEAS. APROVEITAMENTO. BOA-FÉ E RECOLHIMENTO DE IMPOSTOS PELO ADQUIRENTE. 1. A controvérsia referente à incidência em fundos de investimentos da Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos cinge-se ao âmbito infraconstitucional, porquanto se resolve a partir de legislação local e do acervo fático-probatório relacionado à existência de estabelecimento. Precedentes. Súmulas 279 e 280. 2. O agravo interno interposto em face da negativa de seguimento a recurso extraordinário possui o ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Supremo Tribunal Federal ARE 1103141 AGR / SP Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVDADE EM EXECUÇÃO FISCAL. DESISTÊNCIA DE DEMANDAS EM CURSO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 1.080.425-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 1....2.2018). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. Pagamento de ICMS. Substituição Tributária. Possibilidade. 3. Matéria infraconstitucional. Fatos e provas. Súmulas 279 e 280 desta Corte. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 965.132-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 8.11.2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CRÉDITOS FISCAIS. NOTAS FISCAIS E MERCADORIAS DECLARADAS INIDÔNEAS. APROVEITAMENTO. BOA-FÉ E RECOLHIMENTO DE IMPOSTOS PELO ADQUIRENTE. 1. A controvérsia referente à incidência em fundos de investimentos da Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos cinge-se ao âmbito infraconstitucional, porquanto se resolve a partir de legislação local e do acervo fático-probatório relacionado à existência de estabelecimento. Precedentes. Súmulas 279 e 280. 2. O agravo interno interposto em face da negativa de seguimento a recurso extraordinário possui o ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1103141 AGR / SP de inadmissibilidade. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil” (ARE n. 1.031.337-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 21.9.2017). “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO QUE NÃO VIOLA O ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. TAXA DE PARCELAMENTO DO SOLO. ILEGALIDADE RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão é harmônica com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais. Precedentes. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 3. Para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte ora agravante, seria indispensável o reexame da legislação infraconstitucional e do acervo fático-probatório, providências vedadas em sede de recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 929.224-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.9.2017). 4. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescento que, ainda que fosse possível superar esse óbice, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Supremo Tribunal Federal ARE 1103141 AGR / SP de inadmissibilidade. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil” (ARE n. 1.031.337-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 21.9.2017). “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO QUE NÃO VIOLA O ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. TAXA DE PARCELAMENTO DO SOLO. ILEGALIDADE RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. REEXAME DE PROVAS E DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão é harmônica com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais. Precedentes. 2. O acórdão recorrido está devidamente fundamentado, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 3. Para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte ora agravante, seria indispensável o reexame da legislação infraconstitucional e do acervo fático-probatório, providências vedadas em sede de recurso extraordinário. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 929.224-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 6.9.2017). 4. Para evitar a tramitação de recursos totalmente improcedentes neste Supremo Tribunal, acrescento que, ainda que fosse possível superar esse óbice, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na alegação de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando necessário o exame da legislação infraconstitucional. Assim, por exemplo: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1103141 AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Supremo Tribunal Federal ARE 1103141 AGR / SP “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (ARE n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Plenário Virtual, DJe 1....8.2013, Tema 660). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos Relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 5. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14907235. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : AEROCLUBE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO (41732/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890143 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.103.141 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : AEROCLUBE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO (41732/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890143 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 103 . 141", "SÚMULAS 279", "ARE 1103141 AGR / SP", "ARE 1103141 AGR / SP", "Súmulas 279", "ARE 1103141 AGR / SP", "ARE 1103141 AGR / SP", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Supremo Tribunal Federal", "ARE 1103141", "SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULAS 279", "ARE n . 1 . 080 . 425 - AgR", "ARE n . 965 . 132 - AgR", "ARE 1103141 AGR / SP", "SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULAS 279", "ARE n . 1 . 080 . 425 - AgR", "ARE n . 965 . 132 - AgR", "ARE 1103141 AGR / SP", "ARE n . 1 . 031 . 337 -", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 929 . 224 - AgR", "ARE 1103141 AGR / SP", "ARE n . 1 . 031 . 337 - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 929 . 224 - AgR", "ARE 1103141 AGR / SP", "ARE n . 748 . 371", "ARE 1103141 AGR / SP", "ARE n . 748 . 371" ], "LEGISLACAO": [ "§ 4 . . . DO ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . .", "§ 4 . . . do", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei municipal n 14 . 129 / 06", "art . 333 , inc . I , do Código de Processo Civil", "art . 252 , do RITJSP", "Lei municipal n . 14 . 129 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei municipal n 14 . 129 / 06", "art . 333 , inc . I , do Código de Processo Civil", "art . 252 , do RITJSP", "Lei municipal n . 14 . 129 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 .", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "AEROCLUBE DE SAO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "AEROCLUBE", "MUNICÍPIO", "Aeroclube de São Paulo", "Aeroclube de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "AEROCLUBE", "Aeroclube de São Paulo", "Aeroclube de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "AEROCLUBE", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "VALDENEI FIGUEIREDO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "VALDENEI FIGUEIREDO", "CÁRMEN LÚCIA", "VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "AEROCLUBE DE SAO PAULO", "VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "VALDENEI FIGUEIREDO ORFAO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "2", ".", "2", ".", "2018", "7", ".", "2", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "2", ".", "2", ".", "2018", "7", ".", "2", ".", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2018", "8", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", ".", ".", "2", ".", "2018", "8", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "9", ".", "2017", "6", ".", "9", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "9", ".", "2017", "6", ".", "9", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS - ANAMAGES ADV.(A/S) :CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental em ação originária. Procedimento de controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Insurgência contra resoluções expedidas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. PCA não acolhido, na parte da insurgência, pelo CNJ. Deliberação negativa. Não conhecimento da ação originária. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar a ação originária. Fixação de honorários advocatícios com base no art. 85, § 8º, do atual Código de Processo Civil. Critérios de equidade previstos no § 2º do art. 85 do mesmo Codex. Agravo regimental não provido. 1. Ação originária contra deliberação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nos autos de procedimento de controle administrativo em face de resoluções expedidas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. PCA não acolhido pelo Conselho, na parte em que solicitada a reclassificação dos magistrados nas entrâncias. Deliberação negativa. Ação originária da qual não se conhece. 2. Pronunciamento do CNJ que consubstancie recusa de intervir em determinado procedimento ou, então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência ou, ainda, que nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua não faz instaurar a competência originária do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968089. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Ementa e Acórdão AO 1991 AGR / DF Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. A fixação de honorários advocatícios se deu com base no art. 85, § 8º, do atual Código de Processo Civil, por apreciação equitativa, observando-se os critérios previstos no § 2º do mesmo art. 85, notadamente a natureza e a importância da causa. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 11 a 17/5/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968089. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. A fixação de honorários advocatícios se deu com base no art. 85, § 8º, do atual Código de Processo Civil, por apreciação equitativa, observando-se os critérios previstos no § 2º do mesmo art. 85, notadamente a natureza e a importância da causa. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 11 a 17/5/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Relatório 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS - ANAMAGES ADV.(A/S) :CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES), contra decisão monocrática pela qual não conheci da ação originária. Eis o conteúdo do decisum impugnado: “Vistos. A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS – ANAMAGES ajuizou ação originária, com pedido de tutela antecipada, em face do CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA e UNIÃO FEDERAL, alegando que nos autos do Procedimento de Controle Administrativo nº 200710000015600, que tramitou pelo referido Conselho, contra atos do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reclassificaram as entrâncias e, por conseguinte, a lista de antiguidade dos magistrados daquele Estado, não foi observada a necessária paridade entre a carreira da magistratura e do Ministério Público, o que redundou em prejuízo quanto à antiguidade na carreira, para diversos magistrados. Acrescentou que tais desigualdades decorreram da edição das Leis Complementares Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS - ANAMAGES ADV.(A/S) :CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES), contra decisão monocrática pela qual não conheci da ação originária. Eis o conteúdo do decisum impugnado: “Vistos. A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS – ANAMAGES ajuizou ação originária, com pedido de tutela antecipada, em face do CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA e UNIÃO FEDERAL, alegando que nos autos do Procedimento de Controle Administrativo nº 200710000015600, que tramitou pelo referido Conselho, contra atos do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reclassificaram as entrâncias e, por conseguinte, a lista de antiguidade dos magistrados daquele Estado, não foi observada a necessária paridade entre a carreira da magistratura e do Ministério Público, o que redundou em prejuízo quanto à antiguidade na carreira, para diversos magistrados. Acrescentou que tais desigualdades decorreram da edição das Leis Complementares Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF Estaduais nºs 980/05 e 991/06, implementadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por meio de resolução, cuja alteração postulou junto ao CNJ, para que os magistrados da terceira entrância fossem classificados na lista de entrância final, regra essa adotado por aquela Corte, quanto à organização da carreira dos magistrados da segunda entrância, agora classificados na lista de entrância intermediária. A decisão proferida pelo Conselho, apesar de reconhecer as apontadas ilegalidades, apenas determinou o pagamento da diferença remuneratória de entrância aos magistrados nessa situação, sem, no entanto, sanar as apontadas distorções e sem oferecer razão plausível, para tanto. Discorreu, a seguir, sobre a maneira como efetuada tal reclassificação, para aduzir que essa representou quebra de paridade entre os magistrados até então classificados em terceira entrância, bem como desigualdade de tratamento entre magistrados e promotores de justiça que atuavam nessas Comarcas. Ademais, magistrados que se encontravam em Comarcas agora classificadas em entrância final, passaram automaticamente a receber remuneração equivalente a essas entrâncias e puderam desfrutar da possibilidade de optar por permanecer na Comarca, quando de nova promoção, podendo, assim, inscrever-se para qualquer vaga, visto que não iriam ter que se deslocar para essa nova Comarca, dado esse referido direito de opção. Destacou que o tratamento diferenciado supra referido, entre juízes e promotores de justiça, dentro de uma mesma Comarca, viola o disposto no artigo 129, § 4º, da Constituição Federal, conforme, aliás, já reconhecido por esta Suprema Corte, nos autos da AO 1773, ressaltando que isso poderia ter sido evitado, se tivesse sido adotada regra de transição, da forma como efetuado pelo Ministério Público estadual paulista. Também ocorreu desigualdade de tratamento entre magistrados das antigas segunda e terceira entrâncias, em prejuízo desses últimos, porque, muito embora apenas poucas Comarcas de segunda entrância tenham sido reclassificadas em entrância intermediária, todos os magistrados de segunda entrância 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Estaduais nºs 980/05 e 991/06, implementadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por meio de resolução, cuja alteração postulou junto ao CNJ, para que os magistrados da terceira entrância fossem classificados na lista de entrância final, regra essa adotado por aquela Corte, quanto à organização da carreira dos magistrados da segunda entrância, agora classificados na lista de entrância intermediária. A decisão proferida pelo Conselho, apesar de reconhecer as apontadas ilegalidades, apenas determinou o pagamento da diferença remuneratória de entrância aos magistrados nessa situação, sem, no entanto, sanar as apontadas distorções e sem oferecer razão plausível, para tanto. Discorreu, a seguir, sobre a maneira como efetuada tal reclassificação, para aduzir que essa representou quebra de paridade entre os magistrados até então classificados em terceira entrância, bem como desigualdade de tratamento entre magistrados e promotores de justiça que atuavam nessas Comarcas. Ademais, magistrados que se encontravam em Comarcas agora classificadas em entrância final, passaram automaticamente a receber remuneração equivalente a essas entrâncias e puderam desfrutar da possibilidade de optar por permanecer na Comarca, quando de nova promoção, podendo, assim, inscrever-se para qualquer vaga, visto que não iriam ter que se deslocar para essa nova Comarca, dado esse referido direito de opção. Destacou que o tratamento diferenciado supra referido, entre juízes e promotores de justiça, dentro de uma mesma Comarca, viola o disposto no artigo 129, § 4º, da Constituição Federal, conforme, aliás, já reconhecido por esta Suprema Corte, nos autos da AO 1773, ressaltando que isso poderia ter sido evitado, se tivesse sido adotada regra de transição, da forma como efetuado pelo Ministério Público estadual paulista. Também ocorreu desigualdade de tratamento entre magistrados das antigas segunda e terceira entrâncias, em prejuízo desses últimos, porque, muito embora apenas poucas Comarcas de segunda entrância tenham sido reclassificadas em entrância intermediária, todos os magistrados de segunda entrância 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF foram incluídos na lista de antiguidade da entrância intermediária. Aduziu que o efeito prático das correções que ora se postulam, será a mera inclusão desses magistrados na lista de antiguidade de entrância final, sem prejuízo aos magistrados que já se promoveram para aquela entrância, cujas promoções não serão afetadas. Postulou, assim, a procedência da presente ação, para que os magistrados da terceira entrância sejam classificados em entrância final, deduzindo pedido de tutela antecipada, para que essa correção seja imediatamente implementada. O requerente postulou a distribuição da ação, por direcionamento, à eminente Ministra Cármen Lúcia, relatora dos MS nº 28.932, impetrado com vistas a impugnar, embora com fundamentos diversos, a mesma parte da decisão proferida nos autos do referido PCA. Sua Excelência, contudo, refutou a alegada conexão, determinando a remessa dos autos ao Ministro Presidente, para redistribuição, o que foi feito, tocando a mim sua relatoria, conjuntamente com o MS nº 29.077. Pela decisão reproduzida no item eletrônico nº 55, indeferi o pedido de tutela antecipada e determinei a citação dos requeridos. Contra essa decisão, a requerente interpôs agravo regimental. Embora excluído da lide, o Estado de São Paulo acabou por apresentar contestação nestes autos, em que manifestou concordância com tal exclusão, defendendo, quanto ao mérito, a regularidade do ato ora impugnado. A União, em sua contestação, arguiu a incompetência desta Suprema Corte para apreciar deliberação negativa do CNJ, pois o acórdão proferido por aquele Conselho, acolheu parte da pretensão então deduzida, mas é contra a parte rejeitada que se volta esta impetração. Bem por isso, não há decisão proferida pelo CNJ para ser analisada, o que acarreta, também, sua ilegitimidade para figurar no polo passivo desta ação. Por fim, aduziu que a questão foi devidamente analisada pelo CNJ, que proferiu, acerca do tema, decisão devidamente 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF foram incluídos na lista de antiguidade da entrância intermediária. Aduziu que o efeito prático das correções que ora se postulam, será a mera inclusão desses magistrados na lista de antiguidade de entrância final, sem prejuízo aos magistrados que já se promoveram para aquela entrância, cujas promoções não serão afetadas. Postulou, assim, a procedência da presente ação, para que os magistrados da terceira entrância sejam classificados em entrância final, deduzindo pedido de tutela antecipada, para que essa correção seja imediatamente implementada. O requerente postulou a distribuição da ação, por direcionamento, à eminente Ministra Cármen Lúcia, relatora dos MS nº 28.932, impetrado com vistas a impugnar, embora com fundamentos diversos, a mesma parte da decisão proferida nos autos do referido PCA. Sua Excelência, contudo, refutou a alegada conexão, determinando a remessa dos autos ao Ministro Presidente, para redistribuição, o que foi feito, tocando a mim sua relatoria, conjuntamente com o MS nº 29.077. Pela decisão reproduzida no item eletrônico nº 55, indeferi o pedido de tutela antecipada e determinei a citação dos requeridos. Contra essa decisão, a requerente interpôs agravo regimental. Embora excluído da lide, o Estado de São Paulo acabou por apresentar contestação nestes autos, em que manifestou concordância com tal exclusão, defendendo, quanto ao mérito, a regularidade do ato ora impugnado. A União, em sua contestação, arguiu a incompetência desta Suprema Corte para apreciar deliberação negativa do CNJ, pois o acórdão proferido por aquele Conselho, acolheu parte da pretensão então deduzida, mas é contra a parte rejeitada que se volta esta impetração. Bem por isso, não há decisão proferida pelo CNJ para ser analisada, o que acarreta, também, sua ilegitimidade para figurar no polo passivo desta ação. Por fim, aduziu que a questão foi devidamente analisada pelo CNJ, que proferiu, acerca do tema, decisão devidamente 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF fundamentada, a não merecer reparos. Replicou a requerente, a seguir, refutando as alegações da requerida e reiterando suas posições iniciais. Instadas a especificar provas, a requerente pleiteou a produção de provas documental e oral, ao passo que a requerida postulou o julgamento antecipado da lide. Pela decisão reproduzida no item eletrônico nº 87, indeferi a produção das pretendidas provas e determinei a intimação da União para que se manifestasse acerca do interesse deduzido pela requerente em composição amigável, ao que essa aduziu que o CNJ é que deveria ser assim intimado, o que foi feito, na sequência, mas sem resposta. É o relatório. DECIDO: Trata-se de ação originária, por meio da qual a requerente se insurgiu contra parte da decisão proferida pelo CNJ, nos autos do mencionado Procedimento de Controle Administrativo nº 0001560-60.2007.2.00.0000, que não acolheu seu pleito de inclusão dos magistrados de terceira entrância, do Estado de São Paulo, na lista de antiguidade de entrância final, por ocasião da reestruturação das entrâncias, decorrente da aplicação da Lei Complementar Estadual nº 980/05, implementada pelas resoluções nºs 257/05 e 296/07, do Tribunal de Justiça daquele Estado. Constata-se, portanto, que a insurgência, ora deduzida pela requerente, contra esse estado de coisas, vigente na carreira da magistratura do Estado de São Paulo, foi anteriormente submetida à apreciação do CNJ, que a acolheu apenas em parte, para determinar que referidos magistrados passassem a receber remuneração equivalente àquela dos magistrados de entrância final. Assim, tem-se que a presente ação se volta contra deliberação negativa do CNJ e, nesse passo, tem-se que falece a esta Suprema Corte competência para apreciá-la, originariamente. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF fundamentada, a não merecer reparos. Replicou a requerente, a seguir, refutando as alegações da requerida e reiterando suas posições iniciais. Instadas a especificar provas, a requerente pleiteou a produção de provas documental e oral, ao passo que a requerida postulou o julgamento antecipado da lide. Pela decisão reproduzida no item eletrônico nº 87, indeferi a produção das pretendidas provas e determinei a intimação da União para que se manifestasse acerca do interesse deduzido pela requerente em composição amigável, ao que essa aduziu que o CNJ é que deveria ser assim intimado, o que foi feito, na sequência, mas sem resposta. É o relatório. DECIDO: Trata-se de ação originária, por meio da qual a requerente se insurgiu contra parte da decisão proferida pelo CNJ, nos autos do mencionado Procedimento de Controle Administrativo nº 0001560-60.2007.2.00.0000, que não acolheu seu pleito de inclusão dos magistrados de terceira entrância, do Estado de São Paulo, na lista de antiguidade de entrância final, por ocasião da reestruturação das entrâncias, decorrente da aplicação da Lei Complementar Estadual nº 980/05, implementada pelas resoluções nºs 257/05 e 296/07, do Tribunal de Justiça daquele Estado. Constata-se, portanto, que a insurgência, ora deduzida pela requerente, contra esse estado de coisas, vigente na carreira da magistratura do Estado de São Paulo, foi anteriormente submetida à apreciação do CNJ, que a acolheu apenas em parte, para determinar que referidos magistrados passassem a receber remuneração equivalente àquela dos magistrados de entrância final. Assim, tem-se que a presente ação se volta contra deliberação negativa do CNJ e, nesse passo, tem-se que falece a esta Suprema Corte competência para apreciá-la, originariamente. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF E isso porque a presente demanda volta-se exatamente contra a parte da pretensão deduzida em face do CNJ e que não foi acolhida por aquele órgão e, então, e em última análise, a insurgência é deduzida precipuamente contra decisões administrativas tomadas pelo Tribunal de Justiça paulista. Ao tentar refutar tal assertiva, deduzida pela requerida em contestação, asseverou a requerente, na sequência, que a decisão proferida pelo CNJ reconheceu expressamente a ilegalidade das referidas resoluções do Tribunal de Justiça de São Paulo, muito embora a solução de mérito então proferida não tivesse determinado a tomada de nenhuma providência concreta para sanar as ilegalidades e inconstitucionalidades reconhecidas como praticadas. Ora, tal afirmação implica no reconhecimento de que, de fato, o CNJ não acolheu a pretensão que então lhe fora apresentada (até porque, se assim o tivesse feito, não teria a requerente necessidade de ajuizar a presente ação, com esse mesmo objetivo) e, então, tem-se que a presente ação foi proposta contra deliberação negativa daquele Conselho, fato a desautorizar a instauração da jurisdição originária desta Suprema Corte acerca do tema. Esse entendimento foi firmado a partir de brilhante pronunciamento do eminente Ministro Sepúlveda Pertence, o qual, ao apreciar Questão de Ordem, nos autos do MS nº 26.749/DF, assim se pronunciou, em sessão Plenária ocorrida no dia 2/8/07: ‘A EC 45/04 instituiu o Conselho Nacional de Justiça e o inseriu na estrutura orgânica do Poder Judiciário, entre o Supremo Tribunal Federal e os demais órgãos da função jurisdicional da União e dos Estados (CF, art. 92, 1–A). Ao definir-lhe, porém, as atribuições – CF, art. 103-B, § 4º –, a Emenda deixou inequívoco que não outorgou ao CNJ poderes jurisdicionais, mas, apenas, atribuições de ‘controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes’, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF E isso porque a presente demanda volta-se exatamente contra a parte da pretensão deduzida em face do CNJ e que não foi acolhida por aquele órgão e, então, e em última análise, a insurgência é deduzida precipuamente contra decisões administrativas tomadas pelo Tribunal de Justiça paulista. Ao tentar refutar tal assertiva, deduzida pela requerida em contestação, asseverou a requerente, na sequência, que a decisão proferida pelo CNJ reconheceu expressamente a ilegalidade das referidas resoluções do Tribunal de Justiça de São Paulo, muito embora a solução de mérito então proferida não tivesse determinado a tomada de nenhuma providência concreta para sanar as ilegalidades e inconstitucionalidades reconhecidas como praticadas. Ora, tal afirmação implica no reconhecimento de que, de fato, o CNJ não acolheu a pretensão que então lhe fora apresentada (até porque, se assim o tivesse feito, não teria a requerente necessidade de ajuizar a presente ação, com esse mesmo objetivo) e, então, tem-se que a presente ação foi proposta contra deliberação negativa daquele Conselho, fato a desautorizar a instauração da jurisdição originária desta Suprema Corte acerca do tema. Esse entendimento foi firmado a partir de brilhante pronunciamento do eminente Ministro Sepúlveda Pertence, o qual, ao apreciar Questão de Ordem, nos autos do MS nº 26.749/DF, assim se pronunciou, em sessão Plenária ocorrida no dia 2/8/07: ‘A EC 45/04 instituiu o Conselho Nacional de Justiça e o inseriu na estrutura orgânica do Poder Judiciário, entre o Supremo Tribunal Federal e os demais órgãos da função jurisdicional da União e dos Estados (CF, art. 92, 1–A). Ao definir-lhe, porém, as atribuições – CF, art. 103-B, § 4º –, a Emenda deixou inequívoco que não outorgou ao CNJ poderes jurisdicionais, mas, apenas, atribuições de ‘controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes’, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF dentre as quais são de realçar as previstas nos incisos II e III da mesma disposição constitucional: ‘II) – zelar pela observência do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário (...) III – receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares (...)’. Sob essa perspectiva é que se há de entender a alínea r do art. 102, I, da Constituição - também aditada pela EC 45-04 -, que conferiu ao Supremo Tribunal a competência originária de ‘processar e julgar as ações contra o Conselho Nacional de Justiça’. Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal, de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança, em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça. É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que impliquem intervenção na órbita da competência ordinária confiada, em princípio, aos juízes ou tribunais submetidos ao seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de intervir. Quanto as primeiras, as positivas, não há dúvida de que o CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameça de lesão a direito consequentes, submetidas ao controle jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo, as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais, apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam decisões deles ou lhes ordene providências. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF dentre as quais são de realçar as previstas nos incisos II e III da mesma disposição constitucional: ‘II) – zelar pela observência do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário (...) III – receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares (...)’. Sob essa perspectiva é que se há de entender a alínea r do art. 102, I, da Constituição - também aditada pela EC 45-04 -, que conferiu ao Supremo Tribunal a competência originária de ‘processar e julgar as ações contra o Conselho Nacional de Justiça’. Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal, de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança, em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça. É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que impliquem intervenção na órbita da competência ordinária confiada, em princípio, aos juízes ou tribunais submetidos ao seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de intervir. Quanto as primeiras, as positivas, não há dúvida de que o CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameça de lesão a direito consequentes, submetidas ao controle jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo, as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais, apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam decisões deles ou lhes ordene providências. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas, o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte, remanescem na esfera de competência ordinária destes. Assim, o ato ora questionado. Nele, o CNJ, ao recusar o pedido do interessado de ordenar ao TRF que não instaurasse o processo disciplinar cogitado, nada decidiu quanto a sua instauração ou não, que deixa simplesmente à deliberação do órgão judicial reclamado. Sequer a motivação da decisão negativa do CNJ vinculará o Tribunal Federal, que, assim, está livre para acolher qualquer das alegações do interessado, seja mediante decisão administrativa de não instaurar o processo disciplinar, seja, a fortiori, no exercício do controle jurisdicional de deliberação administrativa em sentido contrário, o qual, mediante mandado de segurança, é de sua competência originária (LOMAN, art. 21, VI). Desse modo, a ameaça de abertura do processo disciplinar contra a qual se insurge o impetrante continua imputável exclusivamente ao Tribunal a que está subordinado. Esse o quadro, estou convencido de que carece o Supremo Tribunal de competência originária para conhecer do pedido de mandado de segurança (...)’. Inúmeras decisões se seguiram, no mesmo sentido, firmando-se, de forma segura, a jurisprudência desta Suprema Corte no mesmo sentido daquela pioneira decisão, podendo ser citadas as seguintes: ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas, o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte, remanescem na esfera de competência ordinária destes. Assim, o ato ora questionado. Nele, o CNJ, ao recusar o pedido do interessado de ordenar ao TRF que não instaurasse o processo disciplinar cogitado, nada decidiu quanto a sua instauração ou não, que deixa simplesmente à deliberação do órgão judicial reclamado. Sequer a motivação da decisão negativa do CNJ vinculará o Tribunal Federal, que, assim, está livre para acolher qualquer das alegações do interessado, seja mediante decisão administrativa de não instaurar o processo disciplinar, seja, a fortiori, no exercício do controle jurisdicional de deliberação administrativa em sentido contrário, o qual, mediante mandado de segurança, é de sua competência originária (LOMAN, art. 21, VI). Desse modo, a ameaça de abertura do processo disciplinar contra a qual se insurge o impetrante continua imputável exclusivamente ao Tribunal a que está subordinado. Esse o quadro, estou convencido de que carece o Supremo Tribunal de competência originária para conhecer do pedido de mandado de segurança (...)’. Inúmeras decisões se seguiram, no mesmo sentido, firmando-se, de forma segura, a jurisprudência desta Suprema Corte no mesmo sentido daquela pioneira decisão, podendo ser citadas as seguintes: ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não lhe compete julgar, em caráter originário, o mandado de segurança que impugne deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. 2. Na hipótese dos autos, a parte Agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a defender genericamente a Competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar feitos propostos contra o Conselho Nacional de Justiça. 3.Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC’ (MS nº 27.378-AgR/DF, Rel. Min. Edson Fachin, 1ª Turma, DJe de 1/2/17). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CNJ QUE NÃO ALTERA DECISÃO DE TRIBUNAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INTERDIÇÃO DE ESTABELECIMENTO PRISIONAL. NATUREZA ADMINISTRATIVA. 1. Inexistência de competência originária do Supremo Tribunal Federal, no caso, dada a inocorrência de atuação positiva do Conselho Nacional de Justiça, no sentido de determinar, invalidar ou substituir ato imputável a tribunal de jurisdição inferior. Precedentes. 2. A interdição de estabelecimento prisional (art. 66, VIII, LEP), embora exarado por autoridade judiciária, encerra medida de natureza administrativa passível de controle hierárquico pelos órgãos competentes. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’ (MS nº 27.397-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe de 7/11/16). ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não lhe compete julgar, em caráter originário, o mandado de segurança que impugne deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. 2. Na hipótese dos autos, a parte Agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a defender genericamente a Competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar feitos propostos contra o Conselho Nacional de Justiça. 3.Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC’ (MS nº 27.378-AgR/DF, Rel. Min. Edson Fachin, 1ª Turma, DJe de 1/2/17). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CNJ QUE NÃO ALTERA DECISÃO DE TRIBUNAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INTERDIÇÃO DE ESTABELECIMENTO PRISIONAL. NATUREZA ADMINISTRATIVA. 1. Inexistência de competência originária do Supremo Tribunal Federal, no caso, dada a inocorrência de atuação positiva do Conselho Nacional de Justiça, no sentido de determinar, invalidar ou substituir ato imputável a tribunal de jurisdição inferior. Precedentes. 2. A interdição de estabelecimento prisional (art. 66, VIII, LEP), embora exarado por autoridade judiciária, encerra medida de natureza administrativa passível de controle hierárquico pelos órgãos competentes. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’ (MS nº 27.397-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe de 7/11/16). ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO DE CARTÓRIO DA BAHIA. EDITAL. PRAZO. TÍTULOS. DECISÃO NEGATIVA DO CNJ. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não compete ao STF julgar, em caráter originário, as ações que impugnem decisões negativas do CNJ i.e., aquelas que, mantendo ato proferido por outro órgão, não agravam a situação dos interessados. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação de multa de um salário mínimo, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, arts. 81, § 2º, e 1.021, §§ 4º e 5º), em caso de unanimidade da decisão’ (MS nº 34.302-AgR/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe de 3/10/16). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE ARQUIVAMENTO DE PROCESSO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. DELIBERAÇÃO NEGATIVA. ATO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O art. 102, I, d, da Constituição da República é bastante claro ao limitar a competência do Supremo Tribunal Federal ao julgamento de mandados de segurança ‘contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal.’ 2. In casu, este writ volta-se contra decisão colegiada do Conselho Nacional de Justiça que manteve a decisão de arquivamento de procedimento de controle administrativo. Entretanto, em uma leitura atenta da petição vestibular, constata-se que a real e única intenção da impetrante é a de impugnar decisão proferida pelo 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO DE CARTÓRIO DA BAHIA. EDITAL. PRAZO. TÍTULOS. DECISÃO NEGATIVA DO CNJ. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não compete ao STF julgar, em caráter originário, as ações que impugnem decisões negativas do CNJ i.e., aquelas que, mantendo ato proferido por outro órgão, não agravam a situação dos interessados. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação de multa de um salário mínimo, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (CPC, arts. 81, § 2º, e 1.021, §§ 4º e 5º), em caso de unanimidade da decisão’ (MS nº 34.302-AgR/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe de 3/10/16). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE ARQUIVAMENTO DE PROCESSO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. DELIBERAÇÃO NEGATIVA. ATO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O art. 102, I, d, da Constituição da República é bastante claro ao limitar a competência do Supremo Tribunal Federal ao julgamento de mandados de segurança ‘contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal.’ 2. In casu, este writ volta-se contra decisão colegiada do Conselho Nacional de Justiça que manteve a decisão de arquivamento de procedimento de controle administrativo. Entretanto, em uma leitura atenta da petição vestibular, constata-se que a real e única intenção da impetrante é a de impugnar decisão proferida pelo 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. 3. Evidente, assim, a incompetência desta Corte para a apreciação do mandamus impetrado. 4. Ademais, as deliberações do CNJ que não substituem o ato inicialmente questionado não podem se sujeitar ao controle desta Suprema Corte na via do mandado de segurança, sob pena de se transformar o STF em instância revisional dos todos os atos administrativos praticados pelo CNJ. Precedentes: MS 31.453-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 10/2/2015; MS 29.153-segundo AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, 12/6/2015. 5. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO’ (MS nº 32.431- AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 27/4/16). ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Procedimento de controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça. Decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Artigo 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal. Deliberação negativa. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido. 1. Interpretação restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, incluída pela EC nº 45/2004, a fim de que o Supremo Tribunal Federal não atue, em mandado de segurança originário como instância ordinária revisora de toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS nº 26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, noticiado no Informativo do STF nº 474, Brasília, 1º a 3 de agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de sua competência ordinária de ‘controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes’ (art. 103- B, § 4º, da Constituição Federal) - que não consista em intervenção na atuação dos tribunais ou que não 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. 3. Evidente, assim, a incompetência desta Corte para a apreciação do mandamus impetrado. 4. Ademais, as deliberações do CNJ que não substituem o ato inicialmente questionado não podem se sujeitar ao controle desta Suprema Corte na via do mandado de segurança, sob pena de se transformar o STF em instância revisional dos todos os atos administrativos praticados pelo CNJ. Precedentes: MS 31.453-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 10/2/2015; MS 29.153-segundo AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, 12/6/2015. 5. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO’ (MS nº 32.431- AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 27/4/16). ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Procedimento de controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça. Decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Artigo 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal. Deliberação negativa. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido. 1. Interpretação restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, incluída pela EC nº 45/2004, a fim de que o Supremo Tribunal Federal não atue, em mandado de segurança originário como instância ordinária revisora de toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS nº 26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, noticiado no Informativo do STF nº 474, Brasília, 1º a 3 de agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de sua competência ordinária de ‘controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes’ (art. 103- B, § 4º, da Constituição Federal) - que não consista em intervenção na atuação dos tribunais ou que não 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF determine qualquer providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental não provido’ (MS nº 29.153-AgR-terceiro/PR, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe de 12/6/15). Assim, ante a inexistência de deliberação positiva do CNJ, que houvesse agravado a situação daqueles magistrados paulistas aqui referidos pela requerente, falece competência a esta Suprema Corte para o processamento originário desta ação. Ante o exposto, com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF e na esteira dos precedentes citados, não conheço da presente ação originária, dada a incompetência desta Suprema Corte para seu julgamento, prejudicada a análise do agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu o pedido de tutela antecipada. Por força do princípio da sucumbência, condeno a requerente no pagamento das custas processuais, bem como em honorários de advogado, que arbitro, nos termos do artigo 85, § 8º, do CPC, em R$ 5.000,00.” A agravante sustenta que, ao contrário do que se entendeu na decisão agravada, houve clara deliberação positiva do Conselho Nacional de Justiça, uma vez que “(...) o item 5 do v. Acórdão objeto da presente Ação Originária, reconheceu expressamente a procedência dos argumentos defendidos pelos requerentes no PCA, ora representados pela Autora, e DECLAROU expressamente a ilegalidade das Resoluções nº 257/05 (lista de antiguidade) e 296/07 (critério para elevação de comarcas) do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que regulamentaram a reestruturação das entrâncias em razão da não criação de REGRA DE TRANSIÇÃO para arredar as desigualdades oriundas dos atos administrativos que regulamentaram a reestruturação das entrâncias, o que, aliás, motivou a impetração do MS 29.077 (ação conexa) pelo representante legal 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF determine qualquer providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental não provido’ (MS nº 29.153-AgR-terceiro/PR, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe de 12/6/15). Assim, ante a inexistência de deliberação positiva do CNJ, que houvesse agravado a situação daqueles magistrados paulistas aqui referidos pela requerente, falece competência a esta Suprema Corte para o processamento originário desta ação. Ante o exposto, com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF e na esteira dos precedentes citados, não conheço da presente ação originária, dada a incompetência desta Suprema Corte para seu julgamento, prejudicada a análise do agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu o pedido de tutela antecipada. Por força do princípio da sucumbência, condeno a requerente no pagamento das custas processuais, bem como em honorários de advogado, que arbitro, nos termos do artigo 85, § 8º, do CPC, em R$ 5.000,00.” A agravante sustenta que, ao contrário do que se entendeu na decisão agravada, houve clara deliberação positiva do Conselho Nacional de Justiça, uma vez que “(...) o item 5 do v. Acórdão objeto da presente Ação Originária, reconheceu expressamente a procedência dos argumentos defendidos pelos requerentes no PCA, ora representados pela Autora, e DECLAROU expressamente a ilegalidade das Resoluções nº 257/05 (lista de antiguidade) e 296/07 (critério para elevação de comarcas) do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que regulamentaram a reestruturação das entrâncias em razão da não criação de REGRA DE TRANSIÇÃO para arredar as desigualdades oriundas dos atos administrativos que regulamentaram a reestruturação das entrâncias, o que, aliás, motivou a impetração do MS 29.077 (ação conexa) pelo representante legal 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF do Tribunal de Justiça de São Paulo, em trâmite perante essa Colenda Corte Constitucional”. Prossegue argumentando que somente o Supremo Tribunal Federal teria competência para julgar ação em que se questiona ato com o qual o Conselho Nacional de Justiça, ao declarar a ilegalidade das Resoluções nºs 257/05 e 296/07, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, trouxe efetivo prejuízo à magistratura paulista. Avança a agravante na discussão da matéria constante do Procedimento de Controle Administrativo para aduzir que “não há como conceder o direito a remuneração sem ajustar a ordem de classificação”, sob a seguinte argumentação: “O direito a remuneração ‘de modo idêntico aos magistrados de 3ª entrância que se encontram na comarca elevada para entrância final, com as mesmas prerrogativas’, aqui, imbrica-se com outro direito de ajuste da ordem de classificação entre os magistrados de 3ª entrância, uma vez que a classificação deriva das mesmas ‘inconsistências observadas com a reestruturação das entrâncias nas comarcas do Estado de São Paulo, a partir da edição da Resolução nº 257/2005 e agravada com a edição da Resolução nº 296/2007 do Órgão Especial do TJSP’, resulta necessidade de tratamento de simetria entre remuneração e classificação com base nos mesmos dispositivos que foram declarados inconstitucionais pelo CNJ.” Alega, ademais, a parte que “o Acórdão publicado pelo CNJ, em 23/4/2010, objeto da presente ação, não contêm a mesma redação do voto do ilustre Relator, aprovado, por unanimidade, durante a Sessão do julgamento do PCA, ocorrida em 20/4/2010”, o que reforçaria o grande impacto da decisão do Conselho Nacional de Justiça para seus associados. Defende, ainda, ser indevida a condenação de associação civil ao pagamento de honorários de sucumbência, salvo quando comprovada má-fé. Caso não seja revista a condenação em honorários, pugna pela redução do valor fixado, “tendo em vista que o valor atribuído à causa 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF do Tribunal de Justiça de São Paulo, em trâmite perante essa Colenda Corte Constitucional”. Prossegue argumentando que somente o Supremo Tribunal Federal teria competência para julgar ação em que se questiona ato com o qual o Conselho Nacional de Justiça, ao declarar a ilegalidade das Resoluções nºs 257/05 e 296/07, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, trouxe efetivo prejuízo à magistratura paulista. Avança a agravante na discussão da matéria constante do Procedimento de Controle Administrativo para aduzir que “não há como conceder o direito a remuneração sem ajustar a ordem de classificação”, sob a seguinte argumentação: “O direito a remuneração ‘de modo idêntico aos magistrados de 3ª entrância que se encontram na comarca elevada para entrância final, com as mesmas prerrogativas’, aqui, imbrica-se com outro direito de ajuste da ordem de classificação entre os magistrados de 3ª entrância, uma vez que a classificação deriva das mesmas ‘inconsistências observadas com a reestruturação das entrâncias nas comarcas do Estado de São Paulo, a partir da edição da Resolução nº 257/2005 e agravada com a edição da Resolução nº 296/2007 do Órgão Especial do TJSP’, resulta necessidade de tratamento de simetria entre remuneração e classificação com base nos mesmos dispositivos que foram declarados inconstitucionais pelo CNJ.” Alega, ademais, a parte que “o Acórdão publicado pelo CNJ, em 23/4/2010, objeto da presente ação, não contêm a mesma redação do voto do ilustre Relator, aprovado, por unanimidade, durante a Sessão do julgamento do PCA, ocorrida em 20/4/2010”, o que reforçaria o grande impacto da decisão do Conselho Nacional de Justiça para seus associados. Defende, ainda, ser indevida a condenação de associação civil ao pagamento de honorários de sucumbência, salvo quando comprovada má-fé. Caso não seja revista a condenação em honorários, pugna pela redução do valor fixado, “tendo em vista que o valor atribuído à causa 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF foi de apenas R$1.000,00 e, nos termos da regra antiga que vigorava à época do art. 20, parágrafo 3º, do CPC, os honorários advocatícios serão fixados entre o mínimo de 10% e o máximo de 20% sobre o valor da causa”. Ao final, requer a agravante, “quer por reconsideração, quer através do colegiado, para reconhecendo que a presente ação se volta contra deliberação positiva do CNJ, que criou a contradição sobredita, porque a análise da legalidade da remuneração imbrica-se, necessariamente, com o direito à ordem de classificação de promoções (Resolução 257/05 declarada ilegal), para que os magistrados de terceira entrância sejam classificados na lista de entrância final, tal como já determinado pelo CNJ no referido PCA com relação a remuneração, em tudo semelhante, também seja na classificação”. É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF foi de apenas R$1.000,00 e, nos termos da regra antiga que vigorava à época do art. 20, parágrafo 3º, do CPC, os honorários advocatícios serão fixados entre o mínimo de 10% e o máximo de 20% sobre o valor da causa”. Ao final, requer a agravante, “quer por reconsideração, quer através do colegiado, para reconhecendo que a presente ação se volta contra deliberação positiva do CNJ, que criou a contradição sobredita, porque a análise da legalidade da remuneração imbrica-se, necessariamente, com o direito à ordem de classificação de promoções (Resolução 257/05 declarada ilegal), para que os magistrados de terceira entrância sejam classificados na lista de entrância final, tal como já determinado pelo CNJ no referido PCA com relação a remuneração, em tudo semelhante, também seja na classificação”. É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Rememoro que a ação originária foi ajuizada com o objetivo de reformar decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), proferida no PCA nº 0001560-60.2007.2.00.0000, assim ementada, na parte de interesse: “1. RECURSO ADMINISTRATIVO. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. Reclassificação de comarcas. TJSP. Resoluções nos 257/2005 e 296/2007 do TJSP. Inconstitucionalidade e ilegalidade. Tratamento anti- isonômico a magistrados de ‘terceira entrância’. Pagamento da diferença de entrância a todos os magistrados de ‘terceira entrância’ como sendo de ‘entrância final’ e concessão de prerrogativas decorrentes da diferença de entrância. Pedido parcialmente procedente. Deve ser corrigido o tratamento anti- isonômico conferido aos magistrados de terceira entrância que ocupam vaga em comarcas reclassificadas como de entrância intermediária, estabelecido pelas Resoluções nos 257/2005 e 296/2007, para que passem a perceber remuneração idêntica à de entrância final (diferença de entrância), com as prerrogativas dos demais magistrados de terceira entrância que tiveram suas comarcas reclassificadas para entrância final” (fl. 1 documento eletrônico nº 24). A autora, ora agravante, busca obter a procedência da ação, para “alterar a Resolução nº 257/05 do Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo e determinar a inclusão dos magistrados de terceira entrância na lista de antiguidade de entrância final”. Ocorre que o CNJ, na parte em que se insurge a autora, não acolheu o pedido, tendo consignado o seguinte: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Rememoro que a ação originária foi ajuizada com o objetivo de reformar decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), proferida no PCA nº 0001560-60.2007.2.00.0000, assim ementada, na parte de interesse: “1. RECURSO ADMINISTRATIVO. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. Reclassificação de comarcas. TJSP. Resoluções nos 257/2005 e 296/2007 do TJSP. Inconstitucionalidade e ilegalidade. Tratamento anti- isonômico a magistrados de ‘terceira entrância’. Pagamento da diferença de entrância a todos os magistrados de ‘terceira entrância’ como sendo de ‘entrância final’ e concessão de prerrogativas decorrentes da diferença de entrância. Pedido parcialmente procedente. Deve ser corrigido o tratamento anti- isonômico conferido aos magistrados de terceira entrância que ocupam vaga em comarcas reclassificadas como de entrância intermediária, estabelecido pelas Resoluções nos 257/2005 e 296/2007, para que passem a perceber remuneração idêntica à de entrância final (diferença de entrância), com as prerrogativas dos demais magistrados de terceira entrância que tiveram suas comarcas reclassificadas para entrância final” (fl. 1 documento eletrônico nº 24). A autora, ora agravante, busca obter a procedência da ação, para “alterar a Resolução nº 257/05 do Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo e determinar a inclusão dos magistrados de terceira entrância na lista de antiguidade de entrância final”. Ocorre que o CNJ, na parte em que se insurge a autora, não acolheu o pedido, tendo consignado o seguinte: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF “ (…) [J]ulgo pela procedência parcial do pedido inicial, no sentido de que se proceda à imediata correção do pagamento dos magistrados, em virtude das inconsistências observadas com a reestruturação das entrâncias nas comarcas do Estado de São Paulo, a partir da edição da Resolução nº 257/2005 e agravada com a edição da Resolução nº 296/2007 do Órgão Especial do TJSP, de tal maneira que os magistrados de terceira entrância, à época da reclassificação, enquadrados em lista de entrância intermediária, cujas comarcas foram reclassificadas como de entrância intermediária, sejam remunerados de modo idêntico aos magistrados de terceira entrância, também enquadrados em lista de entrância intermediária, mas cujas comarcas foram reclassificadas como de entrância final, passando todos a perceber a diferença de entrâncias e gozar das respectivas prerrogativas. Com isso, esclareço que esse ajuste não atinge, entre os magistrados de terceira entrância, a ordem de classificação de promoções já realizadas e ainda a ocorrerem, pois se trata apenas do direito de perceberem a diferença de entrância, como também eventuais benefícios concedidos aos demais magistrados de terceira entrância que tiveram suas comarcas reclassificadas em entrância final. Daí decorre que, para fins de promoção, não pode ser sanada mediante o presente julgamento a vantagem prática dos magistrados de terceira entrância, estabelecida pelo parágrafo único do art. 13 da Lei Complementar Estadual nº 980/2005, que dispõe: ‘O juiz de comarca, cuja entrância tiver sido elevada, quando promovido poderá requerer ao Presidente do Tribunal, no prazo de 5 (cinco) dias, contado da publicação do ato, que sua promoção se efetive na comarca ou vaga de que era titular, cabendo a deliberação ao Órgão Especial, ouvido o Conselho Superior da Magistratura’. No entanto, o requerente trouxe a notícia de que esta regra não está sendo obedecida pelo próprio TJSP, por entendê-la injusta, e que já há projeto de lei em tramitação buscando corrigir o privilégio (vide item 27 do relatório)” (fl. 21 documento eletrônico nº 24). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF “ (…) [J]ulgo pela procedência parcial do pedido inicial, no sentido de que se proceda à imediata correção do pagamento dos magistrados, em virtude das inconsistências observadas com a reestruturação das entrâncias nas comarcas do Estado de São Paulo, a partir da edição da Resolução nº 257/2005 e agravada com a edição da Resolução nº 296/2007 do Órgão Especial do TJSP, de tal maneira que os magistrados de terceira entrância, à época da reclassificação, enquadrados em lista de entrância intermediária, cujas comarcas foram reclassificadas como de entrância intermediária, sejam remunerados de modo idêntico aos magistrados de terceira entrância, também enquadrados em lista de entrância intermediária, mas cujas comarcas foram reclassificadas como de entrância final, passando todos a perceber a diferença de entrâncias e gozar das respectivas prerrogativas. Com isso, esclareço que esse ajuste não atinge, entre os magistrados de terceira entrância, a ordem de classificação de promoções já realizadas e ainda a ocorrerem, pois se trata apenas do direito de perceberem a diferença de entrância, como também eventuais benefícios concedidos aos demais magistrados de terceira entrância que tiveram suas comarcas reclassificadas em entrância final. Daí decorre que, para fins de promoção, não pode ser sanada mediante o presente julgamento a vantagem prática dos magistrados de terceira entrância, estabelecida pelo parágrafo único do art. 13 da Lei Complementar Estadual nº 980/2005, que dispõe: ‘O juiz de comarca, cuja entrância tiver sido elevada, quando promovido poderá requerer ao Presidente do Tribunal, no prazo de 5 (cinco) dias, contado da publicação do ato, que sua promoção se efetive na comarca ou vaga de que era titular, cabendo a deliberação ao Órgão Especial, ouvido o Conselho Superior da Magistratura’. No entanto, o requerente trouxe a notícia de que esta regra não está sendo obedecida pelo próprio TJSP, por entendê-la injusta, e que já há projeto de lei em tramitação buscando corrigir o privilégio (vide item 27 do relatório)” (fl. 21 documento eletrônico nº 24). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF Assim, ao contrário do que alega a ora agravante, não houve no caso prolação de ato positivo pelo referido Conselho que atraísse a competência originária desta Suprema Corte para o processamento e julgamento da presente ação originária. Deveras, conforme destacado no decisum singular, o ato concreto praticado pelo referido Conselho relativamente à agravante consiste em deliberação negativa, não tendo o condão de determinar, ordenar, invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões eventualmente praticados pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Reitere-se que, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte, “o pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça que consubstancie recusa de intervir em determinado procedimento ou, então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência ou, ainda, que nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua não faz instaurar, para efeito de controle jurisdicional, a competência originária do Supremo Tribunal Federal”. Nesse sentido vão os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. NÃO CABIMENTO DA IMPETRAÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que a previsão constitucional estabelecida no art. 102, I, “r”, da Constituição Federal exclui os casos em que a deliberação proferida pelo CNJ ou CNMP, dentro das competências de tais órgãos, resulta na manutenção dos provimentos administrativos oriundos das instâncias fiscalizadas pelos Conselhos. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, por se tratar de recurso interposto em mandado de segurança (art. 25 da Lei nº 12.016/2009). 3. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Assim, ao contrário do que alega a ora agravante, não houve no caso prolação de ato positivo pelo referido Conselho que atraísse a competência originária desta Suprema Corte para o processamento e julgamento da presente ação originária. Deveras, conforme destacado no decisum singular, o ato concreto praticado pelo referido Conselho relativamente à agravante consiste em deliberação negativa, não tendo o condão de determinar, ordenar, invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões eventualmente praticados pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Reitere-se que, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte, “o pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça que consubstancie recusa de intervir em determinado procedimento ou, então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência ou, ainda, que nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua não faz instaurar, para efeito de controle jurisdicional, a competência originária do Supremo Tribunal Federal”. Nesse sentido vão os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. NÃO CABIMENTO DA IMPETRAÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que a previsão constitucional estabelecida no art. 102, I, “r”, da Constituição Federal exclui os casos em que a deliberação proferida pelo CNJ ou CNMP, dentro das competências de tais órgãos, resulta na manutenção dos provimentos administrativos oriundos das instâncias fiscalizadas pelos Conselhos. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, por se tratar de recurso interposto em mandado de segurança (art. 25 da Lei nº 12.016/2009). 3. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF interno conhecido e não provido, com imposição, no caso de votação unânime, da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (MS nº 35.141/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/3/18). “DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não lhe compete julgar, em caráter originário, o mandado de segurança que impugne deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS nº 34.213/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 1º/2/17) “MANDADO DE SEGURANÇA – DELIBERAÇÃO NEGATIVA EMANADA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE QUALQUER RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA QUE HAJA DETERMINADO, ORDENADO, INVALIDADO, SUBSTITUÍDO OU SUPRIDO ATOS OU OMISSÕES EVENTUALMENTE IMPUTÁVEIS A TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR – NÃO CONFIGURAÇÃO, EM REFERIDO CONTEXTO, DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSUMAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL DE CENTO E VINTE (120) DIAS (LEI Nº 12.016/2009, ART. 23) – CONSEQUENTE EXTINÇÃO DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA – HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DA AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA – PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. – O pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça que consubstancie recusa de intervir em determinado 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF interno conhecido e não provido, com imposição, no caso de votação unânime, da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (MS nº 35.141/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/3/18). “DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não lhe compete julgar, em caráter originário, o mandado de segurança que impugne deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS nº 34.213/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 1º/2/17) “MANDADO DE SEGURANÇA – DELIBERAÇÃO NEGATIVA EMANADA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE QUALQUER RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA QUE HAJA DETERMINADO, ORDENADO, INVALIDADO, SUBSTITUÍDO OU SUPRIDO ATOS OU OMISSÕES EVENTUALMENTE IMPUTÁVEIS A TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR – NÃO CONFIGURAÇÃO, EM REFERIDO CONTEXTO, DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSUMAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL DE CENTO E VINTE (120) DIAS (LEI Nº 12.016/2009, ART. 23) – CONSEQUENTE EXTINÇÃO DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA – HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DA AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA – PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. – O pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça que consubstancie recusa de intervir em determinado 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF procedimento, ou, então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência, ou, ainda, que nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua, não faz instaurar, para efeito de controle jurisdicional, a competência originária do Supremo Tribunal Federal. – O Conselho Nacional de Justiça, em tais hipóteses, considerado o próprio conteúdo negativo de suas resoluções (que nada proveem), não supre, não substitui nem revê atos ou omissões eventualmente imputáveis a órgãos judiciários em geral, inviabilizando, desse modo, o acesso ao Supremo Tribunal Federal, que não pode converter-se em instância revisional ordinária dos atos e pronunciamentos administrativos emanados desse órgão de controle do Poder Judiciário. Precedentes. – Revela-se insuscetível de conhecimento a ação de mandado de segurança que foi ajuizada tardiamente, em momento no qual já se achava consumado o prazo decadencial de 120 dias a que se refere o art. 23 da Lei nº 12.016/2009, que reproduziu, fielmente, o art. 18 da revogada Lei nº 1.533/51, cuja validade jurídica foi reconhecida, pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ 142/161 – RTJ 145/186 – RTJ 156/506, v.g.), em face da vigente Constituição da República. Precedentes” (MS nº 31.453-AgR/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 10/2/15 – grifei). “Agravo regimental em ação originária. Revisão de procedimento disciplinar. Deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. 1. No presente caso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em processo de revisão disciplinar, julgou, por maioria, improcedente o pedido, mantendo a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o qual aplicara ao autor pena de censura. Precedentes. 2. Em relação à competência para a apreciação das causas envolvendo o Conselho Nacional de Justiça, a jurisprudência do Supremo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF procedimento, ou, então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência, ou, ainda, que nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua, não faz instaurar, para efeito de controle jurisdicional, a competência originária do Supremo Tribunal Federal. – O Conselho Nacional de Justiça, em tais hipóteses, considerado o próprio conteúdo negativo de suas resoluções (que nada proveem), não supre, não substitui nem revê atos ou omissões eventualmente imputáveis a órgãos judiciários em geral, inviabilizando, desse modo, o acesso ao Supremo Tribunal Federal, que não pode converter-se em instância revisional ordinária dos atos e pronunciamentos administrativos emanados desse órgão de controle do Poder Judiciário. Precedentes. – Revela-se insuscetível de conhecimento a ação de mandado de segurança que foi ajuizada tardiamente, em momento no qual já se achava consumado o prazo decadencial de 120 dias a que se refere o art. 23 da Lei nº 12.016/2009, que reproduziu, fielmente, o art. 18 da revogada Lei nº 1.533/51, cuja validade jurídica foi reconhecida, pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ 142/161 – RTJ 145/186 – RTJ 156/506, v.g.), em face da vigente Constituição da República. Precedentes” (MS nº 31.453-AgR/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 10/2/15 – grifei). “Agravo regimental em ação originária. Revisão de procedimento disciplinar. Deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. 1. No presente caso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em processo de revisão disciplinar, julgou, por maioria, improcedente o pedido, mantendo a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o qual aplicara ao autor pena de censura. Precedentes. 2. Em relação à competência para a apreciação das causas envolvendo o Conselho Nacional de Justiça, a jurisprudência do Supremo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF Tribunal Federal tem afastado sua atuação jurisdicional quando a deliberação atacada é de caráter negativo, já que essa é desprovida de efeito modificativo ou agravante das posições jurídicas contidas no objeto da apreciação administrativa. 3. Agravo regimental não provido” (AO nº 1.741/SP-AgR, Tribunal Pleno, minha relatoria, DJe de 24/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO NO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA CONTRA DECISÃO DA PRESIDÊNCIA E DA CORREGEDORIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO. REUNIÃO DE EXECUÇÕES EM UM ÚNICO JUÍZO CENTRALIZADOR E ARRECADADOR. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REDUÇÃO TELEOLÓGICA DA PROTEÇÃO PREVISTA NO ART. 102, INC. I, ALÍNEA R, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ATO COATOR PROFERIDO POR AUTORIDADE NÃO PREVISTA NO ROL DO ART. 102, INC. I, ALÍNEA D, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. SÚMULA N. 624 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A competência originária do Supremo Tribunal para processar e julgar ações contra o Conselho Nacional de Justiça não o transforma em instância revisora de toda e qualquer decisão desse órgão administrativo. 2. As decisões do Conselho Nacional de Justiça que não interferem nas esferas de competência dos tribunais ou dos juízes não substituem aquelas decisões por eles proferidas, pelo que não atraem a competência deste Supremo Tribunal. 3. A Constituição da República prevê, no art. 102, inc. I, alínea “d”, as competências originárias do Supremo Tribunal para conhecer de mandado de segurança, entre as quais não consta a possibilidade de impetração contra ato de outro tribunal (Súmula n. 624). 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS nº 28.345-AgR/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/2/13). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Tribunal Federal tem afastado sua atuação jurisdicional quando a deliberação atacada é de caráter negativo, já que essa é desprovida de efeito modificativo ou agravante das posições jurídicas contidas no objeto da apreciação administrativa. 3. Agravo regimental não provido” (AO nº 1.741/SP-AgR, Tribunal Pleno, minha relatoria, DJe de 24/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO NO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA CONTRA DECISÃO DA PRESIDÊNCIA E DA CORREGEDORIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO. REUNIÃO DE EXECUÇÕES EM UM ÚNICO JUÍZO CENTRALIZADOR E ARRECADADOR. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REDUÇÃO TELEOLÓGICA DA PROTEÇÃO PREVISTA NO ART. 102, INC. I, ALÍNEA R, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ATO COATOR PROFERIDO POR AUTORIDADE NÃO PREVISTA NO ROL DO ART. 102, INC. I, ALÍNEA D, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. SÚMULA N. 624 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A competência originária do Supremo Tribunal para processar e julgar ações contra o Conselho Nacional de Justiça não o transforma em instância revisora de toda e qualquer decisão desse órgão administrativo. 2. As decisões do Conselho Nacional de Justiça que não interferem nas esferas de competência dos tribunais ou dos juízes não substituem aquelas decisões por eles proferidas, pelo que não atraem a competência deste Supremo Tribunal. 3. A Constituição da República prevê, no art. 102, inc. I, alínea “d”, as competências originárias do Supremo Tribunal para conhecer de mandado de segurança, entre as quais não consta a possibilidade de impetração contra ato de outro tribunal (Súmula n. 624). 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS nº 28.345-AgR/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/2/13). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REVISÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CNJ. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO DESPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal Federal. II - A Constituição Federal não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de modo claro e conciso as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (MS nº 28.202-AgR/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/11). Não vislumbro, portanto, qualquer razão a ensejar a reforma da decisão ora agravada, porquanto prolatada em consonância com a jurisprudência desta Corte acerca das impetrações voltadas contra deliberações negativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)). Melhor sorte não socorre a agravante no tocante ao arbitramento dos honorários advocatícios. Conforme consignado na decisão ora agravada, a condenação da autora ao pagamento de honorários advocatícios restou fundamentada no art. 85, § 8º, do atual Código de Processo Civil, o qual dispõe, in verbis: “Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. (…) § 8º Nas causas em que for inestimável ou irrisório o proveito econômico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo, o juiz fixará o valor dos honorários por 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REVISÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CNJ. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO DESPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal Federal. II - A Constituição Federal não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de modo claro e conciso as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (MS nº 28.202-AgR/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/11). Não vislumbro, portanto, qualquer razão a ensejar a reforma da decisão ora agravada, porquanto prolatada em consonância com a jurisprudência desta Corte acerca das impetrações voltadas contra deliberações negativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)). Melhor sorte não socorre a agravante no tocante ao arbitramento dos honorários advocatícios. Conforme consignado na decisão ora agravada, a condenação da autora ao pagamento de honorários advocatícios restou fundamentada no art. 85, § 8º, do atual Código de Processo Civil, o qual dispõe, in verbis: “Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. (…) § 8º Nas causas em que for inestimável ou irrisório o proveito econômico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo, o juiz fixará o valor dos honorários por 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF apreciação equitativa, observando o disposto nos incisos do § 2º” (destaquei). Cumpre observar que a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES), ora agravante, atribuiu à causa o valor de R$ 1.000,00 (mil reais) na petição inicial (fl. 35 – documento eletrônico nº 2). Assim, considerando o reduzido valor da causa, os honorários foram fixados por apreciação equitativa, observando os critérios previstos no § 2º do mesmo art. 85 do CPC, notadamente a natureza e a importância da causa. É o teor do citado dispositivo: “§ 2º Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos: I - o grau de zelo do profissional; II - o lugar de prestação do serviço; III - a natureza e a importância da causa; IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço” (grifei). Saliente-se que não se desconhece a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça no sentido de se isentar as associações civis da condenação em honorários de sucumbência (aplicando-se o art. 87 da Lei nº 8.078/90). Entretanto, nesta Suprema Corte, há decisões no sentido da possibilidade do arbitramento dos honorários quando for parte associação representativa de categoria. Nesse sentido, vide: AO nº 764/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio (DJe de 13/12/13); AO nº 1.459/ES, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski (DJe de 2/5/17); e AO nº 1.786/DF, Relator o Ministro Luiz Fux (DJe de 17/6/14). Com efeito, a parte agravante não aduz qualquer argumento suficiente para ensejar a minoração dos honorários fixados na decisão impugnada, razão pela qual mantenho o arbitramento em quantia certa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF apreciação equitativa, observando o disposto nos incisos do § 2º” (destaquei). Cumpre observar que a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES), ora agravante, atribuiu à causa o valor de R$ 1.000,00 (mil reais) na petição inicial (fl. 35 – documento eletrônico nº 2). Assim, considerando o reduzido valor da causa, os honorários foram fixados por apreciação equitativa, observando os critérios previstos no § 2º do mesmo art. 85 do CPC, notadamente a natureza e a importância da causa. É o teor do citado dispositivo: “§ 2º Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos: I - o grau de zelo do profissional; II - o lugar de prestação do serviço; III - a natureza e a importância da causa; IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço” (grifei). Saliente-se que não se desconhece a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça no sentido de se isentar as associações civis da condenação em honorários de sucumbência (aplicando-se o art. 87 da Lei nº 8.078/90). Entretanto, nesta Suprema Corte, há decisões no sentido da possibilidade do arbitramento dos honorários quando for parte associação representativa de categoria. Nesse sentido, vide: AO nº 764/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio (DJe de 13/12/13); AO nº 1.459/ES, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski (DJe de 2/5/17); e AO nº 1.786/DF, Relator o Ministro Luiz Fux (DJe de 17/6/14). Com efeito, a parte agravante não aduz qualquer argumento suficiente para ensejar a minoração dos honorários fixados na decisão impugnada, razão pela qual mantenho o arbitramento em quantia certa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF Mantenho, assim, a conclusão adotada no decisum monocrático pelo não conhecimento da ação originária. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Mantenho, assim, a conclusão adotada no decisum monocrático pelo não conhecimento da ação originária. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Extrato de Ata - 18/05/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS - ANAMAGES ADV.(A/S) : CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR (0130440/MG) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889630 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS - ANAMAGES ADV.(A/S) : CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR (0130440/MG) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889630 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14992628
2018-05-18T00:00:00
2018-06-12T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA
EMENTA Agravo regimental em ação originária. Procedimento de controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Insurgência contra resoluções expedidas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. PCA não acolhido, na parte da insurgência, pelo CNJ. Deliberação negativa. Não conhecimento da ação originária. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar a ação originária. Fixação de honorários advocatícios com base no art. 85, § 8º, do atual Código de Processo Civil. Critérios de equidade previstos no § 2º do art. 85 do mesmo Codex. Agravo regimental não provido. 1. Ação originária contra deliberação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nos autos de procedimento de controle administrativo em face de resoluções expedidas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. PCA não acolhido pelo Conselho, na parte em que solicitada a reclassificação dos magistrados nas entrâncias. Deliberação negativa. Ação originária da qual não se conhece. 2. Pronunciamento do CNJ que consubstancie recusa de intervir em determinado procedimento ou, então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência ou, ainda, que nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua não faz instaurar a competência originária do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. A fixação de honorários advocatícios se deu com base no art. 85, § 8º, do atual Código de Processo Civil, por apreciação equitativa, observando-se os critérios previstos no § 2º do mesmo art. 85, notadamente a natureza e a importância da causa. 4. Agravo regimental não provido.
sjur386387
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF, DELIBERAÇÃO NEGATIVA, CNJ) MS 28345 AgR (TP), MS 28202 AgR (TP), AO 1741 AgR (TP), MS 31453 AgR (2ªT), MS 34213 AgR (1ªT), MS 35141 AgR (1ªT). (HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS) AO 764 AgR (1ªT), AO 1786 CumpSent-AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS) AO 1459. Número de páginas: 25. Análise: 12/07/2018, KBP.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1991
[ "LEG-FED LEI-008078 ANO-1990\n ART-00087\n CDC-1990 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 INC-00001 INC-00002 \n INC-00003 INC-00004 PAR-00008\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
AO-AgR
acordaos
AO 1991 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS - ANAMAGES ADV.(A/S) : CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS - ANAMAGES ADV.(A/S) :CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental em ação originária. Procedimento de controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Insurgência contra resoluções expedidas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. PCA não acolhido, na parte da insurgência, pelo CNJ. Deliberação negativa. Não conhecimento da ação originária. Incompetência do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar a ação originária. Fixação de honorários advocatícios com base no art. 85, § 8..., do atual Código de Processo Civil. Critérios de equidade previstos no § 2... do art. 85 do mesmo Codex. Agravo regimental não provido. 1. Ação originária contra deliberação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nos autos de procedimento de controle administrativo em face de resoluções expedidas pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. PCA não acolhido pelo Conselho, na parte em que solicitada a reclassificação dos magistrados nas entrâncias. Deliberação negativa. Ação originária da qual não se conhece. 2. Pronunciamento do CNJ que consubstancie recusa de intervir em determinado procedimento ou, então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência ou, ainda, que nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua não faz instaurar a competência originária do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968089. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Ementa e Acórdão AO 1991 AGR / DF Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. A fixação de honorários advocatícios se deu com base no art. 85, § 8..., do atual Código de Processo Civil, por apreciação equitativa, observando-se os critérios previstos no § 2... do mesmo art. 85, notadamente a natureza e a importância da causa. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 11 a 17/5/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968089. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. A fixação de honorários advocatícios se deu com base no art. 85, § 8..., do atual Código de Processo Civil, por apreciação equitativa, observando-se os critérios previstos no § 2... do mesmo art. 85, notadamente a natureza e a importância da causa. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 11 a 17/5/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Relatório 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS - ANAMAGES ADV.(A/S) :CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES), contra decisão monocrática pela qual não conheci da ação originária. Eis o conteúdo do decisum impugnado: “Vistos. A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS – ANAMAGES ajuizou ação originária, com pedido de tutela antecipada, em face do CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA e UNIÃO FEDERAL, alegando que nos autos do Procedimento de Controle Administrativo n 200710000015600, que tramitou pelo referido Conselho, contra atos do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reclassificaram as entrâncias e, por conseguinte, a lista de antiguidade dos magistrados daquele Estado, não foi observada a necessária paridade entre a carreira da magistratura e do Ministério Público, o que redundou em prejuízo quanto à antiguidade na carreira, para diversos magistrados. Acrescentou que tais desigualdades decorreram da edição das Leis Complementares Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS - ANAMAGES ADV.(A/S) :CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR AGDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pela Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES), contra decisão monocrática pela qual não conheci da ação originária. Eis o conteúdo do decisum impugnado: “Vistos. A ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS – ANAMAGES ajuizou ação originária, com pedido de tutela antecipada, em face do CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA e UNIÃO FEDERAL, alegando que nos autos do Procedimento de Controle Administrativo n 200710000015600, que tramitou pelo referido Conselho, contra atos do Tribunal de Justiça de São Paulo, que reclassificaram as entrâncias e, por conseguinte, a lista de antiguidade dos magistrados daquele Estado, não foi observada a necessária paridade entre a carreira da magistratura e do Ministério Público, o que redundou em prejuízo quanto à antiguidade na carreira, para diversos magistrados. Acrescentou que tais desigualdades decorreram da edição das Leis Complementares Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF Estaduais ns 980/05 e 991/06, implementadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por meio de resolução, cuja alteração postulou junto ao CNJ, para que os magistrados da terceira entrância fossem classificados na lista de entrância final, regra essa adotado por aquela Corte, quanto à organização da carreira dos magistrados da segunda entrância, agora classificados na lista de entrância intermediária. A decisão proferida pelo Conselho, apesar de reconhecer as apontadas ilegalidades, apenas determinou o pagamento da diferença remuneratória de entrância aos magistrados nessa situação, sem, no entanto, sanar as apontadas distorções e sem oferecer razão plausível, para tanto. Discorreu, a seguir, sobre a maneira como efetuada tal reclassificação, para aduzir que essa representou quebra de paridade entre os magistrados até então classificados em terceira entrância, bem como desigualdade de tratamento entre magistrados e promotores de justiça que atuavam nessas Comarcas. Ademais, magistrados que se encontravam em Comarcas agora classificadas em entrância final, passaram automaticamente a receber remuneração equivalente a essas entrâncias e puderam desfrutar da possibilidade de optar por permanecer na Comarca, quando de nova promoção, podendo, assim, inscrever-se para qualquer vaga, visto que não iriam ter que se deslocar para essa nova Comarca, dado esse referido direito de opção. Destacou que o tratamento diferenciado supra referido, entre juízes e promotores de justiça, dentro de uma mesma Comarca, viola o disposto no artigo 129, § 4..., da Constituição Federal, conforme, aliás, já reconhecido por esta Suprema Corte, nos autos da AO 1773, ressaltando que isso poderia ter sido evitado, se tivesse sido adotada regra de transição, da forma como efetuado pelo Ministério Público estadual paulista. Também ocorreu desigualdade de tratamento entre magistrados das antigas segunda e terceira entrâncias, em prejuízo desses últimos, porque, muito embora apenas poucas Comarcas de segunda entrância tenham sido reclassificadas em entrância intermediária, todos os magistrados de segunda entrância 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Estaduais ns 980/05 e 991/06, implementadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo por meio de resolução, cuja alteração postulou junto ao CNJ, para que os magistrados da terceira entrância fossem classificados na lista de entrância final, regra essa adotado por aquela Corte, quanto à organização da carreira dos magistrados da segunda entrância, agora classificados na lista de entrância intermediária. A decisão proferida pelo Conselho, apesar de reconhecer as apontadas ilegalidades, apenas determinou o pagamento da diferença remuneratória de entrância aos magistrados nessa situação, sem, no entanto, sanar as apontadas distorções e sem oferecer razão plausível, para tanto. Discorreu, a seguir, sobre a maneira como efetuada tal reclassificação, para aduzir que essa representou quebra de paridade entre os magistrados até então classificados em terceira entrância, bem como desigualdade de tratamento entre magistrados e promotores de justiça que atuavam nessas Comarcas. Ademais, magistrados que se encontravam em Comarcas agora classificadas em entrância final, passaram automaticamente a receber remuneração equivalente a essas entrâncias e puderam desfrutar da possibilidade de optar por permanecer na Comarca, quando de nova promoção, podendo, assim, inscrever-se para qualquer vaga, visto que não iriam ter que se deslocar para essa nova Comarca, dado esse referido direito de opção. Destacou que o tratamento diferenciado supra referido, entre juízes e promotores de justiça, dentro de uma mesma Comarca, viola o disposto no artigo 129, § 4..., da Constituição Federal, conforme, aliás, já reconhecido por esta Suprema Corte, nos autos da AO 1773, ressaltando que isso poderia ter sido evitado, se tivesse sido adotada regra de transição, da forma como efetuado pelo Ministério Público estadual paulista. Também ocorreu desigualdade de tratamento entre magistrados das antigas segunda e terceira entrâncias, em prejuízo desses últimos, porque, muito embora apenas poucas Comarcas de segunda entrância tenham sido reclassificadas em entrância intermediária, todos os magistrados de segunda entrância 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF foram incluídos na lista de antiguidade da entrância intermediária. Aduziu que o efeito prático das correções que ora se postulam, será a mera inclusão desses magistrados na lista de antiguidade de entrância final, sem prejuízo aos magistrados que já se promoveram para aquela entrância, cujas promoções não serão afetadas. Postulou, assim, a procedência da presente ação, para que os magistrados da terceira entrância sejam classificados em entrância final, deduzindo pedido de tutela antecipada, para que essa correção seja imediatamente implementada. O requerente postulou a distribuição da ação, por direcionamento, à eminente Ministra Cármen Lúcia, relatora dos MS n 28.932, impetrado com vistas a impugnar, embora com fundamentos diversos, a mesma parte da decisão proferida nos autos do referido PCA. Sua Excelência, contudo, refutou a alegada conexão, determinando a remessa dos autos ao Ministro Presidente, para redistribuição, o que foi feito, tocando a mim sua relatoria, conjuntamente com o MS n 29.077. Pela decisão reproduzida no item eletrônico n 55, indeferi o pedido de tutela antecipada e determinei a citação dos requeridos. Contra essa decisão, a requerente interpôs agravo regimental. Embora excluído da lide, o Estado de São Paulo acabou por apresentar contestação nestes autos, em que manifestou concordância com tal exclusão, defendendo, quanto ao mérito, a regularidade do ato ora impugnado. A União, em sua contestação, arguiu a incompetência desta Suprema Corte para apreciar deliberação negativa do CNJ, pois o acórdão proferido por aquele Conselho, acolheu parte da pretensão então deduzida, mas é contra a parte rejeitada que se volta esta impetração. Bem por isso, não há decisão proferida pelo CNJ para ser analisada, o que acarreta, também, sua ilegitimidade para figurar no polo passivo desta ação. Por fim, aduziu que a questão foi devidamente analisada pelo CNJ, que proferiu, acerca do tema, decisão devidamente 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF foram incluídos na lista de antiguidade da entrância intermediária. Aduziu que o efeito prático das correções que ora se postulam, será a mera inclusão desses magistrados na lista de antiguidade de entrância final, sem prejuízo aos magistrados que já se promoveram para aquela entrância, cujas promoções não serão afetadas. Postulou, assim, a procedência da presente ação, para que os magistrados da terceira entrância sejam classificados em entrância final, deduzindo pedido de tutela antecipada, para que essa correção seja imediatamente implementada. O requerente postulou a distribuição da ação, por direcionamento, à eminente Ministra Cármen Lúcia, relatora dos MS n 28.932, impetrado com vistas a impugnar, embora com fundamentos diversos, a mesma parte da decisão proferida nos autos do referido PCA. Sua Excelência, contudo, refutou a alegada conexão, determinando a remessa dos autos ao Ministro Presidente, para redistribuição, o que foi feito, tocando a mim sua relatoria, conjuntamente com o MS n 29.077. Pela decisão reproduzida no item eletrônico n 55, indeferi o pedido de tutela antecipada e determinei a citação dos requeridos. Contra essa decisão, a requerente interpôs agravo regimental. Embora excluído da lide, o Estado de São Paulo acabou por apresentar contestação nestes autos, em que manifestou concordância com tal exclusão, defendendo, quanto ao mérito, a regularidade do ato ora impugnado. A União, em sua contestação, arguiu a incompetência desta Suprema Corte para apreciar deliberação negativa do CNJ, pois o acórdão proferido por aquele Conselho, acolheu parte da pretensão então deduzida, mas é contra a parte rejeitada que se volta esta impetração. Bem por isso, não há decisão proferida pelo CNJ para ser analisada, o que acarreta, também, sua ilegitimidade para figurar no polo passivo desta ação. Por fim, aduziu que a questão foi devidamente analisada pelo CNJ, que proferiu, acerca do tema, decisão devidamente 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF fundamentada, a não merecer reparos. Replicou a requerente, a seguir, refutando as alegações da requerida e reiterando suas posições iniciais. Instadas a especificar provas, a requerente pleiteou a produção de provas documental e oral, ao passo que a requerida postulou o julgamento antecipado da lide. Pela decisão reproduzida no item eletrônico n 87, indeferi a produção das pretendidas provas e determinei a intimação da União para que se manifestasse acerca do interesse deduzido pela requerente em composição amigável, ao que essa aduziu que o CNJ é que deveria ser assim intimado, o que foi feito, na sequência, mas sem resposta. É o relatório. DECIDO: Trata-se de ação originária, por meio da qual a requerente se insurgiu contra parte da decisão proferida pelo CNJ, nos autos do mencionado Procedimento de Controle Administrativo n 0001560-60.2007.2.00.0000, que não acolheu seu pleito de inclusão dos magistrados de terceira entrância, do Estado de São Paulo, na lista de antiguidade de entrância final, por ocasião da reestruturação das entrâncias, decorrente da aplicação da Lei Complementar Estadual n 980/05, implementada pelas resoluções ns 257/05 e 296/07, do Tribunal de Justiça daquele Estado. Constata-se, portanto, que a insurgência, ora deduzida pela requerente, contra esse estado de coisas, vigente na carreira da magistratura do Estado de São Paulo, foi anteriormente submetida à apreciação do CNJ, que a acolheu apenas em parte, para determinar que referidos magistrados passassem a receber remuneração equivalente àquela dos magistrados de entrância final. Assim, tem-se que a presente ação se volta contra deliberação negativa do CNJ e, nesse passo, tem-se que falece a esta Suprema Corte competência para apreciá-la, originariamente. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF fundamentada, a não merecer reparos. Replicou a requerente, a seguir, refutando as alegações da requerida e reiterando suas posições iniciais. Instadas a especificar provas, a requerente pleiteou a produção de provas documental e oral, ao passo que a requerida postulou o julgamento antecipado da lide. Pela decisão reproduzida no item eletrônico n 87, indeferi a produção das pretendidas provas e determinei a intimação da União para que se manifestasse acerca do interesse deduzido pela requerente em composição amigável, ao que essa aduziu que o CNJ é que deveria ser assim intimado, o que foi feito, na sequência, mas sem resposta. É o relatório. DECIDO: Trata-se de ação originária, por meio da qual a requerente se insurgiu contra parte da decisão proferida pelo CNJ, nos autos do mencionado Procedimento de Controle Administrativo n 0001560-60.2007.2.00.0000, que não acolheu seu pleito de inclusão dos magistrados de terceira entrância, do Estado de São Paulo, na lista de antiguidade de entrância final, por ocasião da reestruturação das entrâncias, decorrente da aplicação da Lei Complementar Estadual n 980/05, implementada pelas resoluções ns 257/05 e 296/07, do Tribunal de Justiça daquele Estado. Constata-se, portanto, que a insurgência, ora deduzida pela requerente, contra esse estado de coisas, vigente na carreira da magistratura do Estado de São Paulo, foi anteriormente submetida à apreciação do CNJ, que a acolheu apenas em parte, para determinar que referidos magistrados passassem a receber remuneração equivalente àquela dos magistrados de entrância final. Assim, tem-se que a presente ação se volta contra deliberação negativa do CNJ e, nesse passo, tem-se que falece a esta Suprema Corte competência para apreciá-la, originariamente. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF E isso porque a presente demanda volta-se exatamente contra a parte da pretensão deduzida em face do CNJ e que não foi acolhida por aquele órgão e, então, e em última análise, a insurgência é deduzida precipuamente contra decisões administrativas tomadas pelo Tribunal de Justiça paulista. Ao tentar refutar tal assertiva, deduzida pela requerida em contestação, asseverou a requerente, na sequência, que a decisão proferida pelo CNJ reconheceu expressamente a ilegalidade das referidas resoluções do Tribunal de Justiça de São Paulo, muito embora a solução de mérito então proferida não tivesse determinado a tomada de nenhuma providência concreta para sanar as ilegalidades e inconstitucionalidades reconhecidas como praticadas. Ora, tal afirmação implica no reconhecimento de que, de fato, o CNJ não acolheu a pretensão que então lhe fora apresentada (até porque, se assim o tivesse feito, não teria a requerente necessidade de ajuizar a presente ação, com esse mesmo objetivo) e, então, tem-se que a presente ação foi proposta contra deliberação negativa daquele Conselho, fato a desautorizar a instauração da jurisdição originária desta Suprema Corte acerca do tema. Esse entendimento foi firmado a partir de brilhante pronunciamento do eminente Ministro Sepúlveda Pertence, o qual, ao apreciar Questão de Ordem, nos autos do MS n 26.749/DF, assim se pronunciou, em sessão Plenária ocorrida no dia 2/8/07: ‘A EC 45/04 instituiu o Conselho Nacional de Justiça e o inseriu na estrutura orgânica do Poder Judiciário, entre o Supremo Tribunal Federal e os demais órgãos da função jurisdicional da União e dos Estados (Constituição Federal de 1988, art. 92, 1–A). Ao definir-lhe, porém, as atribuições – Constituição Federal de 1988, art. 103-B, § 4... –, a Emenda deixou inequívoco que não outorgou ao CNJ poderes jurisdicionais, mas, apenas, atribuições de ‘controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes’, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF E isso porque a presente demanda volta-se exatamente contra a parte da pretensão deduzida em face do CNJ e que não foi acolhida por aquele órgão e, então, e em última análise, a insurgência é deduzida precipuamente contra decisões administrativas tomadas pelo Tribunal de Justiça paulista. Ao tentar refutar tal assertiva, deduzida pela requerida em contestação, asseverou a requerente, na sequência, que a decisão proferida pelo CNJ reconheceu expressamente a ilegalidade das referidas resoluções do Tribunal de Justiça de São Paulo, muito embora a solução de mérito então proferida não tivesse determinado a tomada de nenhuma providência concreta para sanar as ilegalidades e inconstitucionalidades reconhecidas como praticadas. Ora, tal afirmação implica no reconhecimento de que, de fato, o CNJ não acolheu a pretensão que então lhe fora apresentada (até porque, se assim o tivesse feito, não teria a requerente necessidade de ajuizar a presente ação, com esse mesmo objetivo) e, então, tem-se que a presente ação foi proposta contra deliberação negativa daquele Conselho, fato a desautorizar a instauração da jurisdição originária desta Suprema Corte acerca do tema. Esse entendimento foi firmado a partir de brilhante pronunciamento do eminente Ministro Sepúlveda Pertence, o qual, ao apreciar Questão de Ordem, nos autos do MS n 26.749/DF, assim se pronunciou, em sessão Plenária ocorrida no dia 2/8/07: ‘A EC 45/04 instituiu o Conselho Nacional de Justiça e o inseriu na estrutura orgânica do Poder Judiciário, entre o Supremo Tribunal Federal e os demais órgãos da função jurisdicional da União e dos Estados (Constituição Federal de 1988, art. 92, 1–A). Ao definir-lhe, porém, as atribuições – Constituição Federal de 1988, art. 103-B, § 4... –, a Emenda deixou inequívoco que não outorgou ao CNJ poderes jurisdicionais, mas, apenas, atribuições de ‘controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes’, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF dentre as quais são de realçar as previstas nos incisos II e III da mesma disposição constitucional: ‘II) – zelar pela observência do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário (...) III – receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares (...)’. Sob essa perspectiva é que se há de entender a alínea r do art. 102, I, da Constituição - também aditada pela EC 45-04 -, que conferiu ao Supremo Tribunal a competência originária de ‘processar e julgar as ações contra o Conselho Nacional de Justiça’. Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal, de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança, em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça. É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que impliquem intervenção na órbita da competência ordinária confiada, em princípio, aos juízes ou tribunais submetidos ao seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de intervir. Quanto as primeiras, as positivas, não há dúvida de que o CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameça de lesão a direito consequentes, submetidas ao controle jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo, as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais, apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam decisões deles ou lhes ordene providências. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF dentre as quais são de realçar as previstas nos incisos II e III da mesma disposição constitucional: ‘II) – zelar pela observência do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário (...) III – receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares (...)’. Sob essa perspectiva é que se há de entender a alínea r do art. 102, I, da Constituição - também aditada pela EC 45-04 -, que conferiu ao Supremo Tribunal a competência originária de ‘processar e julgar as ações contra o Conselho Nacional de Justiça’. Estou em que é de proceder a uma redução teleológica da letra dessa nova cláusula de competência do Supremo Tribunal, de modo a não convertê-lo, mediante o mandado de segurança, em verdadeira instância ordinária de revisão de toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça. É preciso distinguir entre as deliberações do CNJ que impliquem intervenção na órbita da competência ordinária confiada, em princípio, aos juízes ou tribunais submetidos ao seu controle daquelas que, pelo contrário, traduzam a recusa de intervir. Quanto as primeiras, as positivas, não há dúvida de que o CNJ se torna responsável pela eventual lesão ou ameça de lesão a direito consequentes, submetidas ao controle jurisdicional do Supremo Tribunal Federal: assim, por exemplo, as que avoquem processos disciplinares em curso nos tribunais, apliquem sanções administrativas, desconstituam ou revejam decisões deles ou lhes ordene providências. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas, o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte, remanescem na esfera de competência ordinária destes. Assim, o ato ora questionado. Nele, o CNJ, ao recusar o pedido do interessado de ordenar ao TRF que não instaurasse o processo disciplinar cogitado, nada decidiu quanto a sua instauração ou não, que deixa simplesmente à deliberação do órgão judicial reclamado. Sequer a motivação da decisão negativa do CNJ vinculará o Tribunal Federal, que, assim, está livre para acolher qualquer das alegações do interessado, seja mediante decisão administrativa de não instaurar o processo disciplinar, seja, a fortiori, no exercício do controle jurisdicional de deliberação administrativa em sentido contrário, o qual, mediante mandado de segurança, é de sua competência originária (LOMAN, art. 21, VI). Desse modo, a ameaça de abertura do processo disciplinar contra a qual se insurge o impetrante continua imputável exclusivamente ao Tribunal a que está subordinado. Esse o quadro, estou convencido de que carece o Supremo Tribunal de competência originária para conhecer do pedido de mandado de segurança (...)’. Inúmeras decisões se seguiram, no mesmo sentido, firmando-se, de forma segura, a jurisprudência desta Suprema Corte no mesmo sentido daquela pioneira decisão, podendo ser citadas as seguintes: ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Diversamente, com as da segunda categoria, as negativas, o Conselho não substitui por ato seu o ato ou omissão dos tribunais, objeto da reclamação, que, por conseguinte, remanescem na esfera de competência ordinária destes. Assim, o ato ora questionado. Nele, o CNJ, ao recusar o pedido do interessado de ordenar ao TRF que não instaurasse o processo disciplinar cogitado, nada decidiu quanto a sua instauração ou não, que deixa simplesmente à deliberação do órgão judicial reclamado. Sequer a motivação da decisão negativa do CNJ vinculará o Tribunal Federal, que, assim, está livre para acolher qualquer das alegações do interessado, seja mediante decisão administrativa de não instaurar o processo disciplinar, seja, a fortiori, no exercício do controle jurisdicional de deliberação administrativa em sentido contrário, o qual, mediante mandado de segurança, é de sua competência originária (LOMAN, art. 21, VI). Desse modo, a ameaça de abertura do processo disciplinar contra a qual se insurge o impetrante continua imputável exclusivamente ao Tribunal a que está subordinado. Esse o quadro, estou convencido de que carece o Supremo Tribunal de competência originária para conhecer do pedido de mandado de segurança (...)’. Inúmeras decisões se seguiram, no mesmo sentido, firmando-se, de forma segura, a jurisprudência desta Suprema Corte no mesmo sentido daquela pioneira decisão, podendo ser citadas as seguintes: ‘DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não lhe compete julgar, em caráter originário, o mandado de segurança que impugne deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. 2. Na hipótese dos autos, a parte Agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a defender genericamente a Competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar feitos propostos contra o Conselho Nacional de Justiça. 3.Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil’ (MS n 27.378-AgR/DF, Rel. Min. Edson Fachin, 1... Turma, DJe de 1/2/17). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CNJ QUE NÃO ALTERA DECISÃO DE TRIBUNAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INTERDIÇÃO DE ESTABELECIMENTO PRISIONAL. NATUREZA ADMINISTRATIVA. 1. Inexistência de competência originária do Supremo Tribunal Federal, no caso, dada a inocorrência de atuação positiva do Conselho Nacional de Justiça, no sentido de determinar, invalidar ou substituir ato imputável a tribunal de jurisdição inferior. Precedentes. 2. A interdição de estabelecimento prisional (art. 66, VIII, LEP), embora exarado por autoridade judiciária, encerra medida de natureza administrativa passível de controle hierárquico pelos órgãos competentes. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’ (MS n 27.397-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe de 7/11/16). ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não lhe compete julgar, em caráter originário, o mandado de segurança que impugne deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. 2. Na hipótese dos autos, a parte Agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a defender genericamente a Competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar feitos propostos contra o Conselho Nacional de Justiça. 3.Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil’ (MS n 27.378-AgR/DF, Rel. Min. Edson Fachin, 1... Turma, DJe de 1/2/17). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CNJ QUE NÃO ALTERA DECISÃO DE TRIBUNAL ESTADUAL. AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INTERDIÇÃO DE ESTABELECIMENTO PRISIONAL. NATUREZA ADMINISTRATIVA. 1. Inexistência de competência originária do Supremo Tribunal Federal, no caso, dada a inocorrência de atuação positiva do Conselho Nacional de Justiça, no sentido de determinar, invalidar ou substituir ato imputável a tribunal de jurisdição inferior. Precedentes. 2. A interdição de estabelecimento prisional (art. 66, VIII, LEP), embora exarado por autoridade judiciária, encerra medida de natureza administrativa passível de controle hierárquico pelos órgãos competentes. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’ (MS n 27.397-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe de 7/11/16). ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO DE CARTÓRIO DA BAHIA. EDITAL. PRAZO. TÍTULOS. DECISÃO NEGATIVA DO CNJ. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não compete ao Supremo Tribunal Federal julgar, em caráter originário, as ações que impugnem decisões negativas do CNJ i.e., aquelas que, mantendo ato proferido por outro órgão, não agravam a situação dos interessados. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação de multa de um salário mínimo, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (Código de Processo Civil, arts. 81, § 2..., e 1.021, §§ 4... e 5...), em caso de unanimidade da decisão’ (MS n 34.302-AgR/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe de 3/10/16). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE ARQUIVAMENTO DE PROCESSO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. DELIBERAÇÃO NEGATIVA. ATO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O art. 102, I, d, da Constituição da República é bastante claro ao limitar a competência do Supremo Tribunal Federal ao julgamento de mandados de segurança ‘contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal.’ 2. In casu, este writ volta-se contra decisão colegiada do Conselho Nacional de Justiça que manteve a decisão de arquivamento de procedimento de controle administrativo. Entretanto, em uma leitura atenta da petição vestibular, constata-se que a real e única intenção da impetrante é a de impugnar decisão proferida pelo 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF EM MANDADO DE SEGURANÇA. CONCURSO DE CARTÓRIO DA BAHIA. EDITAL. PRAZO. TÍTULOS. DECISÃO NEGATIVA DO CNJ. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Não compete ao Supremo Tribunal Federal julgar, em caráter originário, as ações que impugnem decisões negativas do CNJ i.e., aquelas que, mantendo ato proferido por outro órgão, não agravam a situação dos interessados. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação de multa de um salário mínimo, ficando a interposição de qualquer recurso condicionada ao prévio depósito do referido valor (Código de Processo Civil, arts. 81, § 2..., e 1.021, §§ 4... e 5...), em caso de unanimidade da decisão’ (MS n 34.302-AgR/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe de 3/10/16). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. DETERMINAÇÃO DE ARQUIVAMENTO DE PROCESSO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. DELIBERAÇÃO NEGATIVA. ATO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O art. 102, I, d, da Constituição da República é bastante claro ao limitar a competência do Supremo Tribunal Federal ao julgamento de mandados de segurança ‘contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal.’ 2. In casu, este writ volta-se contra decisão colegiada do Conselho Nacional de Justiça que manteve a decisão de arquivamento de procedimento de controle administrativo. Entretanto, em uma leitura atenta da petição vestibular, constata-se que a real e única intenção da impetrante é a de impugnar decisão proferida pelo 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. 3. Evidente, assim, a incompetência desta Corte para a apreciação do mandamus impetrado. 4. Ademais, as deliberações do CNJ que não substituem o ato inicialmente questionado não podem se sujeitar ao controle desta Suprema Corte na via do mandado de segurança, sob pena de se transformar o Supremo Tribunal Federal em instância revisional dos todos os atos administrativos praticados pelo CNJ. Precedentes: MS 31.453-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 10/2/2015; MS 29.153-segundo AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, 12/6/2015. 5. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO’ (MS n 32.431- AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 27/4/16). ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Procedimento de controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça. Decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Artigo 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal. Deliberação negativa. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido. 1. Interpretação restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, incluída pela EC n 45/2004, a fim de que o Supremo Tribunal Federal não atue, em mandado de segurança originário como instância ordinária revisora de toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS n 26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, noticiado no Informativo do Supremo Tribunal Federal n 474, Brasília, 1... a 3 de agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de sua competência ordinária de ‘controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes’ (art. 103- B, § 4..., da Constituição Federal) - que não consista em intervenção na atuação dos tribunais ou que não 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. 3. Evidente, assim, a incompetência desta Corte para a apreciação do mandamus impetrado. 4. Ademais, as deliberações do CNJ que não substituem o ato inicialmente questionado não podem se sujeitar ao controle desta Suprema Corte na via do mandado de segurança, sob pena de se transformar o Supremo Tribunal Federal em instância revisional dos todos os atos administrativos praticados pelo CNJ. Precedentes: MS 31.453-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 10/2/2015; MS 29.153-segundo AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, 12/6/2015. 5. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO’ (MS n 32.431- AgR/MG, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 27/4/16). ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Procedimento de controle administrativo no Conselho Nacional de Justiça. Decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Artigo 102, inciso I, alínea r, da Constituição Federal. Deliberação negativa. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido. 1. Interpretação restritiva da alínea r do inciso I do art. 102 da Constituição Federal, incluída pela EC n 45/2004, a fim de que o Supremo Tribunal Federal não atue, em mandado de segurança originário como instância ordinária revisora de toda e qualquer decisão do Conselho Nacional de Justiça (MS n 26.749/DF-QO, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, noticiado no Informativo do Supremo Tribunal Federal n 474, Brasília, 1... a 3 de agosto de 2007). 2. Não dá ensejo à impetração de mandado de segurança originário no Supremo Tribunal Federal a decisão do Conselho Nacional de Justiça - proferida nos estritos limites de sua competência ordinária de ‘controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes’ (art. 103- B, § 4..., da Constituição Federal) - que não consista em intervenção na atuação dos tribunais ou que não 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF determine qualquer providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental não provido’ (MS n 29.153-AgR-terceiro/PR, de minha relatoria, 1... Turma, DJe de 12/6/15). Assim, ante a inexistência de deliberação positiva do CNJ, que houvesse agravado a situação daqueles magistrados paulistas aqui referidos pela requerente, falece competência a esta Suprema Corte para o processamento originário desta ação. Ante o exposto, com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF e na esteira dos precedentes citados, não conheço da presente ação originária, dada a incompetência desta Suprema Corte para seu julgamento, prejudicada a análise do agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu o pedido de tutela antecipada. Por força do princípio da sucumbência, condeno a requerente no pagamento das custas processuais, bem como em honorários de advogado, que arbitro, nos termos do artigo 85, § 8..., do Código de Processo Civil, em R$ 5.000,00.” A agravante sustenta que, ao contrário do que se entendeu na decisão agravada, houve clara deliberação positiva do Conselho Nacional de Justiça, uma vez que “(...) o item 5 do v. Acórdão objeto da presente Ação Originária, reconheceu expressamente a procedência dos argumentos defendidos pelos requerentes no PCA, ora representados pela Autora, e DECLAROU expressamente a ilegalidade das Resoluções n 257/05 (lista de antiguidade) e 296/07 (critério para elevação de comarcas) do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que regulamentaram a reestruturação das entrâncias em razão da não criação de REGRA DE TRANSIÇÃO para arredar as desigualdades oriundas dos atos administrativos que regulamentaram a reestruturação das entrâncias, o que, aliás, motivou a impetração do MS 29.077 (ação conexa) pelo representante legal 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF determine qualquer providência lesiva do direito vindicado. 3. Agravo regimental não provido’ (MS n 29.153-AgR-terceiro/PR, de minha relatoria, 1... Turma, DJe de 12/6/15). Assim, ante a inexistência de deliberação positiva do CNJ, que houvesse agravado a situação daqueles magistrados paulistas aqui referidos pela requerente, falece competência a esta Suprema Corte para o processamento originário desta ação. Ante o exposto, com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF e na esteira dos precedentes citados, não conheço da presente ação originária, dada a incompetência desta Suprema Corte para seu julgamento, prejudicada a análise do agravo regimental interposto contra a decisão que indeferiu o pedido de tutela antecipada. Por força do princípio da sucumbência, condeno a requerente no pagamento das custas processuais, bem como em honorários de advogado, que arbitro, nos termos do artigo 85, § 8..., do Código de Processo Civil, em R$ 5.000,00.” A agravante sustenta que, ao contrário do que se entendeu na decisão agravada, houve clara deliberação positiva do Conselho Nacional de Justiça, uma vez que “(...) o item 5 do v. Acórdão objeto da presente Ação Originária, reconheceu expressamente a procedência dos argumentos defendidos pelos requerentes no PCA, ora representados pela Autora, e DECLAROU expressamente a ilegalidade das Resoluções n 257/05 (lista de antiguidade) e 296/07 (critério para elevação de comarcas) do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo que regulamentaram a reestruturação das entrâncias em razão da não criação de REGRA DE TRANSIÇÃO para arredar as desigualdades oriundas dos atos administrativos que regulamentaram a reestruturação das entrâncias, o que, aliás, motivou a impetração do MS 29.077 (ação conexa) pelo representante legal 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF do Tribunal de Justiça de São Paulo, em trâmite perante essa Colenda Corte Constitucional”. Prossegue argumentando que somente o Supremo Tribunal Federal teria competência para julgar ação em que se questiona ato com o qual o Conselho Nacional de Justiça, ao declarar a ilegalidade das Resoluções ns 257/05 e 296/07, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, trouxe efetivo prejuízo à magistratura paulista. Avança a agravante na discussão da matéria constante do Procedimento de Controle Administrativo para aduzir que “não há como conceder o direito a remuneração sem ajustar a ordem de classificação”, sob a seguinte argumentação: “O direito a remuneração ‘de modo idêntico aos magistrados de 3... entrância que se encontram na comarca elevada para entrância final, com as mesmas prerrogativas’, aqui, imbrica-se com outro direito de ajuste da ordem de classificação entre os magistrados de 3... entrância, uma vez que a classificação deriva das mesmas ‘inconsistências observadas com a reestruturação das entrâncias nas comarcas do Estado de São Paulo, a partir da edição da Resolução n 257/2005 e agravada com a edição da Resolução n 296/2007 do Órgão Especial do TJSP’, resulta necessidade de tratamento de simetria entre remuneração e classificação com base nos mesmos dispositivos que foram declarados inconstitucionais pelo CNJ.” Alega, ademais, a parte que “o Acórdão publicado pelo CNJ, em 23/4/2010, objeto da presente ação, não contêm a mesma redação do voto do ilustre Relator, aprovado, por unanimidade, durante a Sessão do julgamento do PCA, ocorrida em 20/4/2010”, o que reforçaria o grande impacto da decisão do Conselho Nacional de Justiça para seus associados. Defende, ainda, ser indevida a condenação de associação civil ao pagamento de honorários de sucumbência, salvo quando comprovada má-fé. Caso não seja revista a condenação em honorários, pugna pela redução do valor fixado, “tendo em vista que o valor atribuído à causa 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF do Tribunal de Justiça de São Paulo, em trâmite perante essa Colenda Corte Constitucional”. Prossegue argumentando que somente o Supremo Tribunal Federal teria competência para julgar ação em que se questiona ato com o qual o Conselho Nacional de Justiça, ao declarar a ilegalidade das Resoluções ns 257/05 e 296/07, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, trouxe efetivo prejuízo à magistratura paulista. Avança a agravante na discussão da matéria constante do Procedimento de Controle Administrativo para aduzir que “não há como conceder o direito a remuneração sem ajustar a ordem de classificação”, sob a seguinte argumentação: “O direito a remuneração ‘de modo idêntico aos magistrados de 3... entrância que se encontram na comarca elevada para entrância final, com as mesmas prerrogativas’, aqui, imbrica-se com outro direito de ajuste da ordem de classificação entre os magistrados de 3... entrância, uma vez que a classificação deriva das mesmas ‘inconsistências observadas com a reestruturação das entrâncias nas comarcas do Estado de São Paulo, a partir da edição da Resolução n 257/2005 e agravada com a edição da Resolução n 296/2007 do Órgão Especial do TJSP’, resulta necessidade de tratamento de simetria entre remuneração e classificação com base nos mesmos dispositivos que foram declarados inconstitucionais pelo CNJ.” Alega, ademais, a parte que “o Acórdão publicado pelo CNJ, em 23/4/2010, objeto da presente ação, não contêm a mesma redação do voto do ilustre Relator, aprovado, por unanimidade, durante a Sessão do julgamento do PCA, ocorrida em 20/4/2010”, o que reforçaria o grande impacto da decisão do Conselho Nacional de Justiça para seus associados. Defende, ainda, ser indevida a condenação de associação civil ao pagamento de honorários de sucumbência, salvo quando comprovada má-fé. Caso não seja revista a condenação em honorários, pugna pela redução do valor fixado, “tendo em vista que o valor atribuído à causa 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Relatório AO 1991 AGR / DF foi de apenas R$1.000,00 e, nos termos da regra antiga que vigorava à época do art. 20, parágrafo 3..., do Código de Processo Civil, os honorários advocatícios serão fixados entre o mínimo de 10% e o máximo de 20% sobre o valor da causa”. Ao final, requer a agravante, “quer por reconsideração, quer através do colegiado, para reconhecendo que a presente ação se volta contra deliberação positiva do CNJ, que criou a contradição sobredita, porque a análise da legalidade da remuneração imbrica-se, necessariamente, com o direito à ordem de classificação de promoções (Resolução 257/05 declarada ilegal), para que os magistrados de terceira entrância sejam classificados na lista de entrância final, tal como já determinado pelo CNJ no referido PCA com relação a remuneração, em tudo semelhante, também seja na classificação”. É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF foi de apenas R$1.000,00 e, nos termos da regra antiga que vigorava à época do art. 20, parágrafo 3..., do Código de Processo Civil, os honorários advocatícios serão fixados entre o mínimo de 10% e o máximo de 20% sobre o valor da causa”. Ao final, requer a agravante, “quer por reconsideração, quer através do colegiado, para reconhecendo que a presente ação se volta contra deliberação positiva do CNJ, que criou a contradição sobredita, porque a análise da legalidade da remuneração imbrica-se, necessariamente, com o direito à ordem de classificação de promoções (Resolução 257/05 declarada ilegal), para que os magistrados de terceira entrância sejam classificados na lista de entrância final, tal como já determinado pelo CNJ no referido PCA com relação a remuneração, em tudo semelhante, também seja na classificação”. É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968086. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Rememoro que a ação originária foi ajuizada com o objetivo de reformar decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), proferida no PCA n 0001560-60.2007.2.00.0000, assim ementada, na parte de interesse: “1. RECURSO ADMINISTRATIVO. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. Reclassificação de comarcas. TJSP. Resoluções nos 257/2005 e 296/2007 do TJSP. Inconstitucionalidade e ilegalidade. Tratamento anti- isonômico a magistrados de ‘terceira entrância’. Pagamento da diferença de entrância a todos os magistrados de ‘terceira entrância’ como sendo de ‘entrância final’ e concessão de prerrogativas decorrentes da diferença de entrância. Pedido parcialmente procedente. Deve ser corrigido o tratamento anti- isonômico conferido aos magistrados de terceira entrância que ocupam vaga em comarcas reclassificadas como de entrância intermediária, estabelecido pelas Resoluções nos 257/2005 e 296/2007, para que passem a perceber remuneração idêntica à de entrância final (diferença de entrância), com as prerrogativas dos demais magistrados de terceira entrância que tiveram suas comarcas reclassificadas para entrância final” (fl. 1 documento eletrônico n 24). A autora, ora agravante, busca obter a procedência da ação, para “alterar a Resolução n 257/05 do Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo e determinar a inclusão dos magistrados de terceira entrância na lista de antiguidade de entrância final”. Ocorre que o CNJ, na parte em que se insurge a autora, não acolheu o pedido, tendo consignado o seguinte: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Rememoro que a ação originária foi ajuizada com o objetivo de reformar decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), proferida no PCA n 0001560-60.2007.2.00.0000, assim ementada, na parte de interesse: “1. RECURSO ADMINISTRATIVO. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. Reclassificação de comarcas. TJSP. Resoluções nos 257/2005 e 296/2007 do TJSP. Inconstitucionalidade e ilegalidade. Tratamento anti- isonômico a magistrados de ‘terceira entrância’. Pagamento da diferença de entrância a todos os magistrados de ‘terceira entrância’ como sendo de ‘entrância final’ e concessão de prerrogativas decorrentes da diferença de entrância. Pedido parcialmente procedente. Deve ser corrigido o tratamento anti- isonômico conferido aos magistrados de terceira entrância que ocupam vaga em comarcas reclassificadas como de entrância intermediária, estabelecido pelas Resoluções nos 257/2005 e 296/2007, para que passem a perceber remuneração idêntica à de entrância final (diferença de entrância), com as prerrogativas dos demais magistrados de terceira entrância que tiveram suas comarcas reclassificadas para entrância final” (fl. 1 documento eletrônico n 24). A autora, ora agravante, busca obter a procedência da ação, para “alterar a Resolução n 257/05 do Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo e determinar a inclusão dos magistrados de terceira entrância na lista de antiguidade de entrância final”. Ocorre que o CNJ, na parte em que se insurge a autora, não acolheu o pedido, tendo consignado o seguinte: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF “ (…) [J]ulgo pela procedência parcial do pedido inicial, no sentido de que se proceda à imediata correção do pagamento dos magistrados, em virtude das inconsistências observadas com a reestruturação das entrâncias nas comarcas do Estado de São Paulo, a partir da edição da Resolução n 257/2005 e agravada com a edição da Resolução n 296/2007 do Órgão Especial do TJSP, de tal maneira que os magistrados de terceira entrância, à época da reclassificação, enquadrados em lista de entrância intermediária, cujas comarcas foram reclassificadas como de entrância intermediária, sejam remunerados de modo idêntico aos magistrados de terceira entrância, também enquadrados em lista de entrância intermediária, mas cujas comarcas foram reclassificadas como de entrância final, passando todos a perceber a diferença de entrâncias e gozar das respectivas prerrogativas. Com isso, esclareço que esse ajuste não atinge, entre os magistrados de terceira entrância, a ordem de classificação de promoções já realizadas e ainda a ocorrerem, pois se trata apenas do direito de perceberem a diferença de entrância, como também eventuais benefícios concedidos aos demais magistrados de terceira entrância que tiveram suas comarcas reclassificadas em entrância final. Daí decorre que, para fins de promoção, não pode ser sanada mediante o presente julgamento a vantagem prática dos magistrados de terceira entrância, estabelecida pelo parágrafo único do art. 13 da Lei Complementar Estadual n 980/2005, que dispõe: ‘O juiz de comarca, cuja entrância tiver sido elevada, quando promovido poderá requerer ao Presidente do Tribunal, no prazo de 5 (cinco) dias, contado da publicação do ato, que sua promoção se efetive na comarca ou vaga de que era titular, cabendo a deliberação ao Órgão Especial, ouvido o Conselho Superior da Magistratura’. No entanto, o requerente trouxe a notícia de que esta regra não está sendo obedecida pelo próprio TJSP, por entendê-la injusta, e que já há projeto de lei em tramitação buscando corrigir o privilégio (vide item 27 do relatório)” (fl. 21 documento eletrônico n 24). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF “ (…) [J]ulgo pela procedência parcial do pedido inicial, no sentido de que se proceda à imediata correção do pagamento dos magistrados, em virtude das inconsistências observadas com a reestruturação das entrâncias nas comarcas do Estado de São Paulo, a partir da edição da Resolução n 257/2005 e agravada com a edição da Resolução n 296/2007 do Órgão Especial do TJSP, de tal maneira que os magistrados de terceira entrância, à época da reclassificação, enquadrados em lista de entrância intermediária, cujas comarcas foram reclassificadas como de entrância intermediária, sejam remunerados de modo idêntico aos magistrados de terceira entrância, também enquadrados em lista de entrância intermediária, mas cujas comarcas foram reclassificadas como de entrância final, passando todos a perceber a diferença de entrâncias e gozar das respectivas prerrogativas. Com isso, esclareço que esse ajuste não atinge, entre os magistrados de terceira entrância, a ordem de classificação de promoções já realizadas e ainda a ocorrerem, pois se trata apenas do direito de perceberem a diferença de entrância, como também eventuais benefícios concedidos aos demais magistrados de terceira entrância que tiveram suas comarcas reclassificadas em entrância final. Daí decorre que, para fins de promoção, não pode ser sanada mediante o presente julgamento a vantagem prática dos magistrados de terceira entrância, estabelecida pelo parágrafo único do art. 13 da Lei Complementar Estadual n 980/2005, que dispõe: ‘O juiz de comarca, cuja entrância tiver sido elevada, quando promovido poderá requerer ao Presidente do Tribunal, no prazo de 5 (cinco) dias, contado da publicação do ato, que sua promoção se efetive na comarca ou vaga de que era titular, cabendo a deliberação ao Órgão Especial, ouvido o Conselho Superior da Magistratura’. No entanto, o requerente trouxe a notícia de que esta regra não está sendo obedecida pelo próprio TJSP, por entendê-la injusta, e que já há projeto de lei em tramitação buscando corrigir o privilégio (vide item 27 do relatório)” (fl. 21 documento eletrônico n 24). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF Assim, ao contrário do que alega a ora agravante, não houve no caso prolação de ato positivo pelo referido Conselho que atraísse a competência originária desta Suprema Corte para o processamento e julgamento da presente ação originária. Deveras, conforme destacado no decisum singular, o ato concreto praticado pelo referido Conselho relativamente à agravante consiste em deliberação negativa, não tendo o condão de determinar, ordenar, invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões eventualmente praticados pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Reitere-se que, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte, “o pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça que consubstancie recusa de intervir em determinado procedimento ou, então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência ou, ainda, que nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua não faz instaurar, para efeito de controle jurisdicional, a competência originária do Supremo Tribunal Federal”. Nesse sentido vão os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. NÃO CABIMENTO DA IMPETRAÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que a previsão constitucional estabelecida no art. 102, I, “r”, da Constituição Federal exclui os casos em que a deliberação proferida pelo CNJ ou CNMP, dentro das competências de tais órgãos, resulta na manutenção dos provimentos administrativos oriundos das instâncias fiscalizadas pelos Conselhos. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, por se tratar de recurso interposto em mandado de segurança (art. 25 da Lei n 12.016/2009). 3. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Assim, ao contrário do que alega a ora agravante, não houve no caso prolação de ato positivo pelo referido Conselho que atraísse a competência originária desta Suprema Corte para o processamento e julgamento da presente ação originária. Deveras, conforme destacado no decisum singular, o ato concreto praticado pelo referido Conselho relativamente à agravante consiste em deliberação negativa, não tendo o condão de determinar, ordenar, invalidar, substituir ou suprir atos ou omissões eventualmente praticados pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Reitere-se que, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte, “o pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça que consubstancie recusa de intervir em determinado procedimento ou, então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência ou, ainda, que nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua não faz instaurar, para efeito de controle jurisdicional, a competência originária do Supremo Tribunal Federal”. Nesse sentido vão os seguintes julgados: “AGRAVO INTERNO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. NÃO CABIMENTO DA IMPETRAÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que a previsão constitucional estabelecida no art. 102, I, “r”, da Constituição Federal exclui os casos em que a deliberação proferida pelo CNJ ou CNMP, dentro das competências de tais órgãos, resulta na manutenção dos provimentos administrativos oriundos das instâncias fiscalizadas pelos Conselhos. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, por se tratar de recurso interposto em mandado de segurança (art. 25 da Lei n 12.016/2009). 3. Agravo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF interno conhecido e não provido, com imposição, no caso de votação unânime, da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (MS n 35.141/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/3/18). “DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não lhe compete julgar, em caráter originário, o mandado de segurança que impugne deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS n 34.213/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 1.../2/17) “MANDADO DE SEGURANÇA – DELIBERAÇÃO NEGATIVA EMANADA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE QUALQUER RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA QUE HAJA DETERMINADO, ORDENADO, INVALIDADO, SUBSTITUÍDO OU SUPRIDO ATOS OU OMISSÕES EVENTUALMENTE IMPUTÁVEIS A TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR – NÃO CONFIGURAÇÃO, EM REFERIDO CONTEXTO, DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSUMAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL DE CENTO E VINTE (120) DIAS (LEI n 12.016/2009, ART. 23) – CONSEQUENTE EXTINÇÃO DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA – HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DA AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA – PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. – O pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça que consubstancie recusa de intervir em determinado 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF interno conhecido e não provido, com imposição, no caso de votação unânime, da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa” (MS n 35.141/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 14/3/18). “DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que não lhe compete julgar, em caráter originário, o mandado de segurança que impugne deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS n 34.213/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 1.../2/17) “MANDADO DE SEGURANÇA – DELIBERAÇÃO NEGATIVA EMANADA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) – INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE QUALQUER RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA QUE HAJA DETERMINADO, ORDENADO, INVALIDADO, SUBSTITUÍDO OU SUPRIDO ATOS OU OMISSÕES EVENTUALMENTE IMPUTÁVEIS A TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR – NÃO CONFIGURAÇÃO, EM REFERIDO CONTEXTO, DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSUMAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL DE CENTO E VINTE (120) DIAS (LEI n 12.016/2009, ART. 23) – CONSEQUENTE EXTINÇÃO DO DIREITO DE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA – HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DA AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA – PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – RECURSO DE AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. – O pronunciamento do Conselho Nacional de Justiça que consubstancie recusa de intervir em determinado 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF procedimento, ou, então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência, ou, ainda, que nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua, não faz instaurar, para efeito de controle jurisdicional, a competência originária do Supremo Tribunal Federal. – O Conselho Nacional de Justiça, em tais hipóteses, considerado o próprio conteúdo negativo de suas resoluções (que nada proveem), não supre, não substitui nem revê atos ou omissões eventualmente imputáveis a órgãos judiciários em geral, inviabilizando, desse modo, o acesso ao Supremo Tribunal Federal, que não pode converter-se em instância revisional ordinária dos atos e pronunciamentos administrativos emanados desse órgão de controle do Poder Judiciário. Precedentes. – Revela-se insuscetível de conhecimento a ação de mandado de segurança que foi ajuizada tardiamente, em momento no qual já se achava consumado o prazo decadencial de 120 dias a que se refere o art. 23 da Lei n 12.016/2009, que reproduziu, fielmente, o art. 18 da revogada Lei n 1.533/51, cuja validade jurídica foi reconhecida, pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ 142/161 – RTJ 145/186 – RTJ 156/506, v.g.), em face da vigente Constituição da República. Precedentes” (MS n 31.453-AgR/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 10/2/15 – grifei). “Agravo regimental em ação originária. Revisão de procedimento disciplinar. Deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. 1. No presente caso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em processo de revisão disciplinar, julgou, por maioria, improcedente o pedido, mantendo a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o qual aplicara ao autor pena de censura. Precedentes. 2. Em relação à competência para a apreciação das causas envolvendo o Conselho Nacional de Justiça, a jurisprudência do Supremo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF procedimento, ou, então, que envolva mero reconhecimento de sua incompetência, ou, ainda, que nada determine, que nada imponha, que nada avoque, que nada aplique, que nada ordene, que nada invalide, que nada desconstitua, não faz instaurar, para efeito de controle jurisdicional, a competência originária do Supremo Tribunal Federal. – O Conselho Nacional de Justiça, em tais hipóteses, considerado o próprio conteúdo negativo de suas resoluções (que nada proveem), não supre, não substitui nem revê atos ou omissões eventualmente imputáveis a órgãos judiciários em geral, inviabilizando, desse modo, o acesso ao Supremo Tribunal Federal, que não pode converter-se em instância revisional ordinária dos atos e pronunciamentos administrativos emanados desse órgão de controle do Poder Judiciário. Precedentes. – Revela-se insuscetível de conhecimento a ação de mandado de segurança que foi ajuizada tardiamente, em momento no qual já se achava consumado o prazo decadencial de 120 dias a que se refere o art. 23 da Lei n 12.016/2009, que reproduziu, fielmente, o art. 18 da revogada Lei n 1.533/51, cuja validade jurídica foi reconhecida, pelo Supremo Tribunal Federal (RTJ 142/161 – RTJ 145/186 – RTJ 156/506, v.g.), em face da vigente Constituição da República. Precedentes” (MS n 31.453-AgR/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 10/2/15 – grifei). “Agravo regimental em ação originária. Revisão de procedimento disciplinar. Deliberação negativa do Conselho Nacional de Justiça. Incompetência do Supremo Tribunal Federal. 1. No presente caso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em processo de revisão disciplinar, julgou, por maioria, improcedente o pedido, mantendo a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o qual aplicara ao autor pena de censura. Precedentes. 2. Em relação à competência para a apreciação das causas envolvendo o Conselho Nacional de Justiça, a jurisprudência do Supremo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF Tribunal Federal tem afastado sua atuação jurisdicional quando a deliberação atacada é de caráter negativo, já que essa é desprovida de efeito modificativo ou agravante das posições jurídicas contidas no objeto da apreciação administrativa. 3. Agravo regimental não provido” (AO n 1.741/SP-AgR, Tribunal Pleno, minha relatoria, DJe de 24/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO NO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA CONTRA DECISÃO DA PRESIDÊNCIA E DA CORREGEDORIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO. REUNIÃO DE EXECUÇÕES EM UM ÚNICO JUÍZO CENTRALIZADOR E ARRECADADOR. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REDUÇÃO TELEOLÓGICA DA PROTEÇÃO PREVISTA NO ART. 102, INC. I, ALÍNEA R, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ATO COATOR PROFERIDO POR AUTORIDADE NÃO PREVISTA NO ROL DO ART. 102, INC. I, ALÍNEA D, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. SÚMULA N. 624 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A competência originária do Supremo Tribunal para processar e julgar ações contra o Conselho Nacional de Justiça não o transforma em instância revisora de toda e qualquer decisão desse órgão administrativo. 2. As decisões do Conselho Nacional de Justiça que não interferem nas esferas de competência dos tribunais ou dos juízes não substituem aquelas decisões por eles proferidas, pelo que não atraem a competência deste Supremo Tribunal. 3. A Constituição da República prevê, no art. 102, inc. I, alínea “d”, as competências originárias do Supremo Tribunal para conhecer de mandado de segurança, entre as quais não consta a possibilidade de impetração contra ato de outro tribunal (Súmula n. 624). 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS n 28.345-AgR/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/2/13). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Tribunal Federal tem afastado sua atuação jurisdicional quando a deliberação atacada é de caráter negativo, já que essa é desprovida de efeito modificativo ou agravante das posições jurídicas contidas no objeto da apreciação administrativa. 3. Agravo regimental não provido” (AO n 1.741/SP-AgR, Tribunal Pleno, minha relatoria, DJe de 24/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO NO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA CONTRA DECISÃO DA PRESIDÊNCIA E DA CORREGEDORIA DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO. REUNIÃO DE EXECUÇÕES EM UM ÚNICO JUÍZO CENTRALIZADOR E ARRECADADOR. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REDUÇÃO TELEOLÓGICA DA PROTEÇÃO PREVISTA NO ART. 102, INC. I, ALÍNEA R, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ATO COATOR PROFERIDO POR AUTORIDADE NÃO PREVISTA NO ROL DO ART. 102, INC. I, ALÍNEA D, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. SÚMULA N. 624 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A competência originária do Supremo Tribunal para processar e julgar ações contra o Conselho Nacional de Justiça não o transforma em instância revisora de toda e qualquer decisão desse órgão administrativo. 2. As decisões do Conselho Nacional de Justiça que não interferem nas esferas de competência dos tribunais ou dos juízes não substituem aquelas decisões por eles proferidas, pelo que não atraem a competência deste Supremo Tribunal. 3. A Constituição da República prevê, no art. 102, inc. I, alínea “d”, as competências originárias do Supremo Tribunal para conhecer de mandado de segurança, entre as quais não consta a possibilidade de impetração contra ato de outro tribunal (Súmula n. 624). 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (MS n 28.345-AgR/DF, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/2/13). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REVISÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CNJ. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO DESPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal Federal. II - A Constituição Federal não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de modo claro e conciso as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (MS n 28.202-AgR/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/11). Não vislumbro, portanto, qualquer razão a ensejar a reforma da decisão ora agravada, porquanto prolatada em consonância com a jurisprudência desta Corte acerca das impetrações voltadas contra deliberações negativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)). Melhor sorte não socorre a agravante no tocante ao arbitramento dos honorários advocatícios. Conforme consignado na decisão ora agravada, a condenação da autora ao pagamento de honorários advocatícios restou fundamentada no art. 85, § 8..., do atual Código de Processo Civil, o qual dispõe, in verbis: “Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. (…) § 8... Nas causas em que for inestimável ou irrisório o proveito econômico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo, o juiz fixará o valor dos honorários por 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REVISÃO DE PROCESSO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DELIBERAÇÃO NEGATIVA DO CNJ. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO. AGRAVO DESPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que as deliberações negativas do Conselho Nacional de Justiça não estão sujeitas a revisão por meio de mandado de segurança impetrado diretamente no Supremo Tribunal Federal. II - A Constituição Federal não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador informe de modo claro e conciso as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (MS n 28.202-AgR/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 11/4/11). Não vislumbro, portanto, qualquer razão a ensejar a reforma da decisão ora agravada, porquanto prolatada em consonância com a jurisprudência desta Corte acerca das impetrações voltadas contra deliberações negativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)). Melhor sorte não socorre a agravante no tocante ao arbitramento dos honorários advocatícios. Conforme consignado na decisão ora agravada, a condenação da autora ao pagamento de honorários advocatícios restou fundamentada no art. 85, § 8..., do atual Código de Processo Civil, o qual dispõe, in verbis: “Art. 85. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. (…) § 8... Nas causas em que for inestimável ou irrisório o proveito econômico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo, o juiz fixará o valor dos honorários por 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF apreciação equitativa, observando o disposto nos incisos do § 2...” (destaquei). Cumpre observar que a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES), ora agravante, atribuiu à causa o valor de R$ 1.000,00 (mil reais) na petição inicial (fl. 35 – documento eletrônico n 2). Assim, considerando o reduzido valor da causa, os honorários foram fixados por apreciação equitativa, observando os critérios previstos no § 2... do mesmo art. 85 do Código de Processo Civil, notadamente a natureza e a importância da causa. É o teor do citado dispositivo: “§ 2... Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos: I - o grau de zelo do profissional; II - o lugar de prestação do serviço; III - a natureza e a importância da causa; IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço” (grifei). Saliente-se que não se desconhece a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça no sentido de se isentar as associações civis da condenação em honorários de sucumbência (aplicando-se o art. 87 da Lei n 8.078/90). Entretanto, nesta Suprema Corte, há decisões no sentido da possibilidade do arbitramento dos honorários quando for parte associação representativa de categoria. Nesse sentido, vide: AO n 764/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio (DJe de 13/12/13); AO n 1.459/ES, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski (DJe de 2/5/17); e AO n 1.786/DF, Relator o Ministro Luiz Fux (DJe de 17/6/14). Com efeito, a parte agravante não aduz qualquer argumento suficiente para ensejar a minoração dos honorários fixados na decisão impugnada, razão pela qual mantenho o arbitramento em quantia certa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF apreciação equitativa, observando o disposto nos incisos do § 2...” (destaquei). Cumpre observar que a Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES), ora agravante, atribuiu à causa o valor de R$ 1.000,00 (mil reais) na petição inicial (fl. 35 – documento eletrônico n 2). Assim, considerando o reduzido valor da causa, os honorários foram fixados por apreciação equitativa, observando os critérios previstos no § 2... do mesmo art. 85 do Código de Processo Civil, notadamente a natureza e a importância da causa. É o teor do citado dispositivo: “§ 2... Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos: I - o grau de zelo do profissional; II - o lugar de prestação do serviço; III - a natureza e a importância da causa; IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço” (grifei). Saliente-se que não se desconhece a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça no sentido de se isentar as associações civis da condenação em honorários de sucumbência (aplicando-se o art. 87 da Lei n 8.078/90). Entretanto, nesta Suprema Corte, há decisões no sentido da possibilidade do arbitramento dos honorários quando for parte associação representativa de categoria. Nesse sentido, vide: AO n 764/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio (DJe de 13/12/13); AO n 1.459/ES, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski (DJe de 2/5/17); e AO n 1.786/DF, Relator o Ministro Luiz Fux (DJe de 17/6/14). Com efeito, a parte agravante não aduz qualquer argumento suficiente para ensejar a minoração dos honorários fixados na decisão impugnada, razão pela qual mantenho o arbitramento em quantia certa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AO 1991 AGR / DF Mantenho, assim, a conclusão adotada no decisum monocrático pelo não conhecimento da ação originária. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Supremo Tribunal Federal AO 1991 AGR / DF Mantenho, assim, a conclusão adotada no decisum monocrático pelo não conhecimento da ação originária. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14968087. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Extrato de Ata - 18/05/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS - ANAMAGES ADV.(A/S) : CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR (0130440/MG) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889630 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO ORIGINÁRIA 1.991 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS - ANAMAGES ADV.(A/S) : CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR (0130440/MG) AGDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889630 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 991", "Procedimento", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 991", "AO 1773", "AO 1773", "MS n 28 . 932", "MS n 29 . 077", "MS n 28 . 932", "MS n 29 . 077", "Procedimento de", "Procedimento de Controle Administrativo n 0001560 - 60 . 2007 . 2 . 00 . 0000", "MS n 26 . 749 / DF", "MS n 26 . 749 / DF", "MS n 27 . 378 - AgR / DF", "MS n 27 . 397 - AgR / DF", "MS n 27 . 378 - AgR / DF", "MS n 27 . 397 - AgR / DF", "MS n 34 . 302 - AgR / DF", "MS n 34 . 302 - AgR / DF", "MS 31 . 453 - AgR", "MS 29 . 153 - segundo AgR", "MS n 32 . 431 - AgR / MG", "MS n 26 . 749 / DF - QO", "MS 31 . 453 - AgR", "MS 29 . 153 - segundo AgR", "MS n 32 . 431 - AgR / MG", "MS n 26 . 749 / DF - QO", "MS n 29 . 153 - AgR - terceiro / PR", "MS 29 . 077", "MS n 29 . 153 - AgR - terceiro / PR", "MS 29 . 077", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 991", "PCA n 0001560 - 60 . 2007 . 2 . 00 . 0000", "PCA n 0001560 - 60 . 2007 . 2 . 00 . 0000", "Resoluções nos", "MS n 35 . 141 / DF - AgR", "MS n 34 . 213 / DF - AgR", "MS n 35 . 141 / DF - AgR", "MS n 34 . 213 / DF - AgR", "MS n 31 . 453", "AgR", "RTJ 142 / 161", "RTJ 145 / 186", "MS n 31 . 453 - AgR / DF", "AO n 1 . 741 / SP - AgR", "SÚMULA N . 624 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula n . 624", "MS n 28 . 345 - AgR / DF", "AO n 1 . 741 / SP - AgR", "SÚMULA N . 624 DO SUPREMO", "MS n 28 . 345 - AgR / DF", "MS n 28 . 202 - AgR / DF", "MS n 28 . 202 - AgR / DF", "AO n 764 / DF", "AO n 1 . 459 / ES", "AO n 1 . 786 / DF", "AO n 764 / DF", "AO n 1 . 459 / ES", "AO n 1 . 786 / DF", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 991", "AÇÃO ORIGINÁRIA 1 . 991" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 8 . . . , do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 8 . . . , do atual", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 8 . . . , do atual", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "AGR", "/", "991", "/", "06", "artigo 129 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estaduais ns 980 / 05", "991", "/", "06", "artigo 129 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "Lei Complementar Estadual n 980 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual n 980 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 45 / 04", "Constituição Federal de 1988 , art . 92 , 1 – A", "Constituição Federal de 1988 , art . 103 - B , § 4 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 45 / 04", "Constituição Federal de 1988 , art . 92 , 1 – A", "Constituição Federal de 1988 , art . 103 - B , § 4 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea r do art . 102 , I , da Constituição", "EC 45 - 04", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea r do art . 102 , I , da Constituição", "EC 45 - 04", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LOMAN ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "art . 66 , VIII , LEP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "art . 66 , VIII , LEP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , arts . 81 ,", "art . 102 , I , d , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , arts . 81 , § 2 . . . ,", "art . 102 , I , d , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 102 , inciso I , alínea r , da Constituição Federal", "alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal", "EC n 45 / 2004", "art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 102 , inciso I , alínea r , da Constituição Federal", "alínea r do inciso I do art . 102 da Constituição Federal", "EC n 45 / 2004", "art . 103 - B , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF", "artigo 85 , § 8 . . . , do Código de Processo Civil", "Resoluções n 257 / 05", "296", "/", "07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF", "artigo 85 , § 8 . . . , do Código de Processo Civil", "Resoluções n 257 / 05", "296", "/", "07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resoluções ns 257 / 05", "296", "/", "07", "Resolução n 257 / 2005", "Resolução n 296 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resoluções ns 257 / 05", "296", "/", "07", "Resolução n 257 / 2005", "Resolução n 296 / 2007 do Órgão Especial do TJSP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 20 , parágrafo 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Resolução 257 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 20 , parágrafo 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resoluções nos 257 / 2005", "296", "/", "2007", "Resoluções nos 257 / 2005", "296", "/", "2007", "Resolução", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "296", "/", "2007", "Resoluções nos 257 / 2005", "296", "/", "2007", "Resolução n 257 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 257 / 2005", "Resolução n 296 / 2007", "art . 13 da Lei Complementar Estadual n 980 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 257 / 2005", "Resolução n 296 / 2007 do Órgão Especial do TJSP", "parágrafo", "art . 13 da Lei Complementar Estadual n 980 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ r ” , da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ r ” , da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEI n 12 . 016 / 2009 , ART . 23", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEI n 12 . 016 / 2009 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 18 da revogada", "Lei n 1 . 533 / 51", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Lei n 1 . 533 / 51", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , INC . I , ALÍNEA R , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 102 , INC . I , ALÍNEA D , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição da República", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 102 , INC . I , ALÍNEA R , DA", "CONSTITUIÇÃO", "ART . 102 , INC . I , ALÍNEA D , DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 85 , § 8 . . . , do atual Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 85 , § 8 . . . , do atual Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 do Código de Processo Civil", "art . 87 da Lei n 8 . 078 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 do Código de Processo Civil", "art . 87 da Lei n 8 . 078 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "São Paulo", "Estado de São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS", "ANAMAGES", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1991", "AGR", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1991", "AGR", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "AÇÃO", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS", "ANAMAGES", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Associação Nacional dos Magistrados Estaduais", "ANAMAGES", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS", "ANAMAGES", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA e", "UNIÃO FEDERAL", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS", "ANAMAGES", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Associação Nacional dos Magistrados Estaduais", "ANAMAGES", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS", "ANAMAGES", "CONSELHO", "UNIÃO FEDERAL", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "CNJ", "Suprema", "Ministério Público estadual paulista", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "CNJ", "Suprema", "Ministério Público estadual paulista", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "União", "CNJ", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1991", "AGR", "/", "DF", "União", "CNJ", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "DF", "União", "CNJ", "CNJ", "Tribunal de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "CNJ", "CNJ", "Tribunal de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "CNJ", "Tribunal de Justiça paulista", "CNJ", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "União", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Tribunal de Justiça paulista", "CNJ", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "União", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AO", "1991", "AGR", "/", "DF", "Supremo Tribunal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CNJ", "TRF", "CNJ", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "CNJ", "TRF", "CNJ", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "1", ".", ". . Turma", "CNJ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "2", ".", ". . Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CONSELHO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "1", ".", ".", "CNJ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "2", ".", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "BAHIA", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "1", ".", ".", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Senado Federal", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "BAHIA", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "1", ".", ".", "CONSELHO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Senado Federal", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "DF", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "2", ".", "1", ".", ".", "1", ".", ".", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Mato Grosso", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AO", "1991", "AGR", "/", "DF", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ". Turma", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Mato Grosso", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CNJ", "Suprema", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "CNJ", "Suprema Corte", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Órgão Especial do TJSP", "CNJ", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "CNJ", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "TJSP", "TJSP", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "TJSP", "TJSP", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Órgão Especial do TJSP", "Conselho Superior da Magistratura", "TJSP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Superior da Magistratura", "TJSP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "DF", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNMP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1991", "AGR", "/", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "CNMP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Primeira Turma", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Conselho Nacional de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Primeira Turma", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "CONSELHO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Conselho Nacional de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AO", "1991", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1991", "AGR", "/", "DF", "Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "CONSELHO NACIONAL DE", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1", "Supremo Tribunal", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal", "Tribunal Pleno", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1991", "AGR", "/", "DF", "Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "CONSELHO", "CORREGEDORIA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO", "1", "CONSELHO", "Supremo", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "DF", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Conselho Nacional do Ministério Público", "CNMP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Conselho Nacional de Justiça", "CNJ", "Conselho Nacional do Ministério Público", "CNMP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Associação Nacional dos Magistrados Estaduais", "ANAMAGES", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1991", "AGR", "/", "DF", "Associação Nacional dos Magistrados Estaduais", "ANAMAGES", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS", "ANAMAGES", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS MAGISTRADOS ESTADUAIS", "ANAMAGES", "CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA", "CNJ", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Sepúlveda Pertence", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI AO 1991", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI AO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Marília Montenegro", "DIAS TOFFOLI", "CRISTOVAM DIONÍSIO DE BARROS CAVALCANTI JUNIOR", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Marília Montenegro" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "17", "/", "5", "/", "2018", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "17", "/", "5", "/", "2018", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "8", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "8", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "2", "/", "17", "7", "/", "11", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "2", "/", "17", "7", "/", "11", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "10", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "10", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "2", "/", "2015", "12", "/", "6", "/", "2015", "27", "/", "4", "/", "16", "1", ".", ".", ".", "3 de agosto de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "2", "/", "2015", "12", "/", "6", "/", "2015", "27", "/", "4", "/", "16", "1", "3 de agosto de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "6", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "6", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "4", "/", "2010", "20", "/", "4", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "4", "/", "2010", "20", "/", "4", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "3", "/", "18", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "3", "/", "18", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "2", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "2", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "10", "/", "13", "25", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "10", "/", "13", "25", "/", "2", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "4", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "4", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "12", "/", "13", "2", "/", "5", "/", "17", "17", "/", "6", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "12", "/", "13", "2", "/", "5", "/", "17", "17", "/", "6", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE REVISÃO CRIMINAL. IMPOSSIBILIDADE. TRÂNSITO EM JULGADO. PRECLUSÃO DA MATÉRIA. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. VEREADOR. FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO. REGRA SOBRE COMPETÊNCIA FIXADA PELA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE 1. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL “não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal” (HC 136.245-AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017), como se pretende na presente hipótese, em que protocolada a impetração 3 anos depois do trânsito em julgado, pelo mesmo advogado que atuou na via recursal. 2. O provimento judicial, proferido há mais de dez anos, afastou a prerrogativa de foro dos vereadores do município do Rio de Janeiro alicerçado em entendimento firmado pelo próprio Tribunal de Justiça estadual, que, na Arguição Incidental de Inconstitucionalidade lançada na Apelação Criminal 126/93, nos termos do art. 97 da Constituição Federal, já preconizava que "qualquer ampliação ou acréscimo à norma constitucional maior cogitada pelo poder constituinte derivado dos Estados, para criar novo caso de competência especial por prerrogativa de função está eivada de inconstitucionalidade". Na linha desse entendimento já havia manifestação anterior daquele Egrégio Órgão Especial, logo após a promulgação da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em 1989. 3. Aplicada a legislação de regência que determina a observância de decisão reiterada sobre tema constitucional, não cabe falar, nesse contexto, de flagrante ilegalidade praticada pelas instâncias antecedentes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667412. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 134691 AGR / RJ Por idênticas razões, em caso análogo, que também veiculava matéria atinente à constitucionalidade do art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, a Segunda Turma do STF proferiu decisão que se amolda à espécie e mantém plena validade processual (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013). 4. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667412. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ Por idênticas razões, em caso análogo, que também veiculava matéria atinente à constitucionalidade do art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, a Segunda Turma do STF proferiu decisão que se amolda à espécie e mantém plena validade processual (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013). 4. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667412. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental contra decisão pela qual neguei seguimento a Habeas Corpus impetrado contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, proferido nos autos do Recurso Especial 1.199.243/RJ, submetido à relatoria da Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. Consta dos autos, em síntese, que o ora agravante foi condenado ao cumprimento de pena de 24 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de peculato, por 64 vezes, em continuidade delitiva (art. 312, na forma do art. 327, § 2º, e 71, todos do Código Penal) (Doc. 3). Irresignada, a defesa apresentou Apelação Criminal ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao recurso para reduzir a sanção ao patamar de 15 anos de reclusão (Doc. 4) e, na sequência, rejeitou os Embargos de Declaração opostos (Doc. 5). Sucedeu-se a interposição Recurso Especial, ao qual o Superior Tribunal de Justiça deu parcial provimento para reduzir a pena-base, tornando a condenação definitiva em 10 anos de reclusão, mantidas as demais disposições da sentença, nos termos do acórdão assim ementado (Doc. 7): PROCESSO PENAL. RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE VIGÊNCIA À LEI FEDERAL. (1) VIOLAÇÃO DO ART. 381, III, E 386, VII, DO CPP. CONDENAÇÃO SEM MOTIVAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental contra decisão pela qual neguei seguimento a Habeas Corpus impetrado contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, proferido nos autos do Recurso Especial 1.199.243/RJ, submetido à relatoria da Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. Consta dos autos, em síntese, que o ora agravante foi condenado ao cumprimento de pena de 24 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de peculato, por 64 vezes, em continuidade delitiva (art. 312, na forma do art. 327, § 2º, e 71, todos do Código Penal) (Doc. 3). Irresignada, a defesa apresentou Apelação Criminal ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao recurso para reduzir a sanção ao patamar de 15 anos de reclusão (Doc. 4) e, na sequência, rejeitou os Embargos de Declaração opostos (Doc. 5). Sucedeu-se a interposição Recurso Especial, ao qual o Superior Tribunal de Justiça deu parcial provimento para reduzir a pena-base, tornando a condenação definitiva em 10 anos de reclusão, mantidas as demais disposições da sentença, nos termos do acórdão assim ementado (Doc. 7): PROCESSO PENAL. RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE VIGÊNCIA À LEI FEDERAL. (1) VIOLAÇÃO DO ART. 381, III, E 386, VII, DO CPP. CONDENAÇÃO SEM MOTIVAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 134691 AGR / RJ INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. DEPOIMENTO INIDÔNEO (REFERÊNCIA, DENTRE OUTRAS, A PROVA COLHIDA NA FASE POLICIAL). REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ. (2) VIOLAÇÃO DO ART. 84 DO CPP. RÉU VEREADOR. COMPETÊNCIA DO TJRJ. SUSPENSÃO DA EFICÁCIA, PELO STF, DE COMANDO DA CARTA POLÍTICA DO RJ. ILEGALIDADE. AUSÊNCIA. (3) VIOLAÇÃO DO ART. 59 DO CP. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. (A) MAUS ANTECEDENTES. REFERÊNCIA A FEITOS EM CURSO. SÚMULA 444/STJ. (B) PERSONALIDADE MENÇÃO A ELEMENTOS GENÉRICOS. IMPROPRIEDADE. EXISTÊNCIA DE OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. REDUÇÃO DA EXASPERAÇÃO. PROCEDÊNCIA, EM PARTE, DO RECURSO. 1. Não há falar em violação do art. 381, III, e do art. 386, VII, do CPP, dada suposta condenação sem motivação ou insuficiência de provas, em razão de indigitado depoimento inidôneo, dado que a pretensão recursal perpassa juízo eminentemente fático-probatório. Súmula 7/STJ. 2. A incompetência do juízo de primeiro grau não pode ser acolhida, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal determinou a suspensão da eficácia do comando da Carta Política fluminense que equipara, em prerrogativas, os vereadores aos deputados estaduais. Nesse esteira, assentou esta Corte: "O art. 349 da Carta Política Fluminense, que estende aos Vereadores do Estado do Rio de Janeiro as prerrogativas processuais de Deputado Estadual previstas no art. 102, § 1º da mesma Carta, acha-se com a sua eficácia suspensa (ADIN 558/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJU 26.03.1993), daí não poder ser invocado para regular casos concretos, dada a força vinculante da decisão do Colendo STF" (HC 99.773/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA, julgado em 04/03/2008, DJe 17/03/2008). 3. Tem-se por violado o art. 59 do Código Penal, porquanto desrespeitado o enunciado 444 da Súmula desta Corte, dado que foram utilizados feitos em curso para incrementar a pena-base. Para idêntico propósito foram 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. DEPOIMENTO INIDÔNEO (REFERÊNCIA, DENTRE OUTRAS, A PROVA COLHIDA NA FASE POLICIAL). REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ. (2) VIOLAÇÃO DO ART. 84 DO CPP. RÉU VEREADOR. COMPETÊNCIA DO TJRJ. SUSPENSÃO DA EFICÁCIA, PELO STF, DE COMANDO DA CARTA POLÍTICA DO RJ. ILEGALIDADE. AUSÊNCIA. (3) VIOLAÇÃO DO ART. 59 DO CP. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. (A) MAUS ANTECEDENTES. REFERÊNCIA A FEITOS EM CURSO. SÚMULA 444/STJ. (B) PERSONALIDADE MENÇÃO A ELEMENTOS GENÉRICOS. IMPROPRIEDADE. EXISTÊNCIA DE OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. REDUÇÃO DA EXASPERAÇÃO. PROCEDÊNCIA, EM PARTE, DO RECURSO. 1. Não há falar em violação do art. 381, III, e do art. 386, VII, do CPP, dada suposta condenação sem motivação ou insuficiência de provas, em razão de indigitado depoimento inidôneo, dado que a pretensão recursal perpassa juízo eminentemente fático-probatório. Súmula 7/STJ. 2. A incompetência do juízo de primeiro grau não pode ser acolhida, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal determinou a suspensão da eficácia do comando da Carta Política fluminense que equipara, em prerrogativas, os vereadores aos deputados estaduais. Nesse esteira, assentou esta Corte: "O art. 349 da Carta Política Fluminense, que estende aos Vereadores do Estado do Rio de Janeiro as prerrogativas processuais de Deputado Estadual previstas no art. 102, § 1º da mesma Carta, acha-se com a sua eficácia suspensa (ADIN 558/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJU 26.03.1993), daí não poder ser invocado para regular casos concretos, dada a força vinculante da decisão do Colendo STF" (HC 99.773/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA, julgado em 04/03/2008, DJe 17/03/2008). 3. Tem-se por violado o art. 59 do Código Penal, porquanto desrespeitado o enunciado 444 da Súmula desta Corte, dado que foram utilizados feitos em curso para incrementar a pena-base. Para idêntico propósito foram 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 134691 AGR / RJ empregados elementos genéricos para justificar personalidade negativa do paciente - daí também ser decotada tal circunstância. Não obstante, remanescem dados aptos a lastrear a exasperação acima do mínimo, como a culpabilidade, motivos, consequências e circunstâncias. 4. In casu, o Tribunal local reduziu a pena-base para sete anos e seis meses de reclusão, tendo em vista o princípio da proporcionalidade. Todavia, não afastou as componentes do art. 59: culpabilidade, antecedentes, personalidade, motivos, circunstâncias e consequências. Nessa ocasião, são afastados os antecedentes e a personalidade, remanescendo, então, as demais circunstâncias, a totalizar a pena-base cinco anos de reclusão, mais 17 dias-multa. Ainda incidem as majorantes do § 2º do art. 327 (1/3) e da continuidade (1/2), totalizando dez anos de reclusão, e 31 dias- multa. 5. Recurso provido, em parte, para reduzir a pena-base para cinco anos de reclusão, mantendo-se, no mais, a condenação, que se torna definitiva em dez anos de reclusão, e 31 dias-multa, no valor de cinco vezes o maior salário mínimo vigente ao tempo do fato. (REsp 1.199.243/RJ, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, DJe de 17/12/2012) Na exordial da impetração, o agravante alegou, em suma, que: (a) a ação penal foi processada por juízo incompetente, tendo em vista que dispunha de foro especial por prerrogativa de função durante o período em que ocupava o cargo de vereador municipal, correspondente a janeiro de 1999 a janeiro de 2003 (Doc. 1 – fl. 9); (b) “após o julgamento da MC na ADI 558, em 26/03/1993, quando, segundo o v. acórdão combatido o STF teria suspendido a eficácia do art. 349, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, atingindo o foro por prerrogativa de função para vereador instituído pela Carta Fluminense, o próprio STF produziu vários entendimentos no sentido da plena aplicação da norma da Constituição Estadual que institui foro por prerrogativa de função ao vereador” (Doc. 1 – fls. 9-10); (c) a eficácia do art. 161, IV, d, 3, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ empregados elementos genéricos para justificar personalidade negativa do paciente - daí também ser decotada tal circunstância. Não obstante, remanescem dados aptos a lastrear a exasperação acima do mínimo, como a culpabilidade, motivos, consequências e circunstâncias. 4. In casu, o Tribunal local reduziu a pena-base para sete anos e seis meses de reclusão, tendo em vista o princípio da proporcionalidade. Todavia, não afastou as componentes do art. 59: culpabilidade, antecedentes, personalidade, motivos, circunstâncias e consequências. Nessa ocasião, são afastados os antecedentes e a personalidade, remanescendo, então, as demais circunstâncias, a totalizar a pena-base cinco anos de reclusão, mais 17 dias-multa. Ainda incidem as majorantes do § 2º do art. 327 (1/3) e da continuidade (1/2), totalizando dez anos de reclusão, e 31 dias- multa. 5. Recurso provido, em parte, para reduzir a pena-base para cinco anos de reclusão, mantendo-se, no mais, a condenação, que se torna definitiva em dez anos de reclusão, e 31 dias-multa, no valor de cinco vezes o maior salário mínimo vigente ao tempo do fato. (REsp 1.199.243/RJ, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, DJe de 17/12/2012) Na exordial da impetração, o agravante alegou, em suma, que: (a) a ação penal foi processada por juízo incompetente, tendo em vista que dispunha de foro especial por prerrogativa de função durante o período em que ocupava o cargo de vereador municipal, correspondente a janeiro de 1999 a janeiro de 2003 (Doc. 1 – fl. 9); (b) “após o julgamento da MC na ADI 558, em 26/03/1993, quando, segundo o v. acórdão combatido o STF teria suspendido a eficácia do art. 349, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, atingindo o foro por prerrogativa de função para vereador instituído pela Carta Fluminense, o próprio STF produziu vários entendimentos no sentido da plena aplicação da norma da Constituição Estadual que institui foro por prerrogativa de função ao vereador” (Doc. 1 – fls. 9-10); (c) a eficácia do art. 161, IV, d, 3, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 134691 AGR / RJ da Constituição Estadual não foi objeto da ADI 558, de modo que subsistem os precedentes desta Corte acerca da legitimidade de a Constituição Estadual instituir foro por prerrogativa de função para vereador perante o respectivo Tribunal de Justiça. Requer, liminarmente, a suspensão “dos efeitos da condenação, até o julgamento de mérito da impetração” (Doc. 1 – fl. 15). No mérito, pleiteia a concessão da ordem, a fim de que seja “anulada a ação penal desde a data em que [...] tomou posse no cargo de Vereador do Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo” (Doc. 1 – fl. 16). Meu antecessor, o Ministro TEORI ZAVASCKI, deferiu o pedido de liminar para suspender, “até o julgamento final desta impetração, os efeitos da condenação do paciente Cláudio Heleno dos Santos Lacerda nos autos do processo 1.998.538.014853-2 (1ª Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti/RJ)” (Doc. 14). Instada a se manifestar, a Procuradoria-Geral da República ofereceu parecer assim sumariado (Doc. 29): HABEAS CORPUS. PECULATO. NULIDADE PROCESSUAL POR INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO HÁ MAIS DE TRÊS ANOS. PRECLUSÃO DA MATÉRIA. INADMISSIBILIDADE DE HC SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL MANIFESTO. PERDA DO FORO PRIVILEGIADO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO ANTES DA PROLAÇÃO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. INEQUÍVOCA FALTA DE COMPETÊNCIA ATUAL DA CORTE ESTADUAL. PRETENSÃO DE RENOVAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS JÁ PRATICADOS PELO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU. INUTILIDADE DA MEDIDA. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO WRIT E, NO MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. Por meio da Petição 20171/2017 (Doc. 32), a defesa sustentou que a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ da Constituição Estadual não foi objeto da ADI 558, de modo que subsistem os precedentes desta Corte acerca da legitimidade de a Constituição Estadual instituir foro por prerrogativa de função para vereador perante o respectivo Tribunal de Justiça. Requer, liminarmente, a suspensão “dos efeitos da condenação, até o julgamento de mérito da impetração” (Doc. 1 – fl. 15). No mérito, pleiteia a concessão da ordem, a fim de que seja “anulada a ação penal desde a data em que [...] tomou posse no cargo de Vereador do Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo” (Doc. 1 – fl. 16). Meu antecessor, o Ministro TEORI ZAVASCKI, deferiu o pedido de liminar para suspender, “até o julgamento final desta impetração, os efeitos da condenação do paciente Cláudio Heleno dos Santos Lacerda nos autos do processo 1.998.538.014853-2 (1ª Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti/RJ)” (Doc. 14). Instada a se manifestar, a Procuradoria-Geral da República ofereceu parecer assim sumariado (Doc. 29): HABEAS CORPUS. PECULATO. NULIDADE PROCESSUAL POR INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO HÁ MAIS DE TRÊS ANOS. PRECLUSÃO DA MATÉRIA. INADMISSIBILIDADE DE HC SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL MANIFESTO. PERDA DO FORO PRIVILEGIADO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO ANTES DA PROLAÇÃO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. INEQUÍVOCA FALTA DE COMPETÊNCIA ATUAL DA CORTE ESTADUAL. PRETENSÃO DE RENOVAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS JÁ PRATICADOS PELO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU. INUTILIDADE DA MEDIDA. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO WRIT E, NO MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. Por meio da Petição 20171/2017 (Doc. 32), a defesa sustentou que a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 134691 AGR / RJ Segunda Turma do STF, da qual fazia parte o Ministro TEORI ZAVASCKI ao tempo de seu falecimento, estaria preventa para o julgamento desta impetração. Explicou que a “prevenção [...] decorreu do julgamento do HC nº 93.921/RJ, relatado pelo i. Ministro Celso de Mello, que indeferiu aquele writ no mérito”. Afastada a alegação de prevenção da Segunda Turma em razão do julgamento do HC 93.921/RJ, neguei seguimento ao Habeas Corpus pelos seguintes motivos (Doc. 34): (a) o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL “não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal” (HC 136.245-AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017); (b) a presente impetração só foi protocolada 3 anos depois do trânsito em julgado, pelo mesmo advogado que atuou na via recursal, o que resulta na preclusão da matéria; (c) o provimento judicial proferido há mais de dez anos, afastou a alegada incompetência do Juízo de 1º grau alicerçado na jurisprudência então vigente sobre o tema no próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Arguição Incidental de Inconstitucionalidade lançada na Apelação Criminal 126/93, Ação Penal 01/90, Queixa Crime 35); (d) há precedente, em caso análogo, proferido pela Segunda Turma do STF (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013); (e) o juízo sentenciante somente aplicou a norma do artigo 103 do Regimento Interno do Tribunal local que determina a observância de decisão reiterada sobre tema constitucional, de modo que não há se falar, nesse contexto, de flagrante ilegalidade; (f) o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre a matéria, ao conceder liminar em controle concentrado (ADI 558/RJ, rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, 16/08/91). No presente recurso (Doc. 41) alega-se que: (a) o STF admite a mitigação do entendimento acerca da inadmissão de Habeas Corpus substitutivo de recurso, desde que demonstrada manifesta ilegalidade, no caso, a “incompetência absoluta de Juízo para processar e julgar o agravante que ocupava, à época do feito, o cargo de vereador”; (b) deve ser anulada a “ação penal desde a data em que [o agravante] tomou posse no cargo de Vereador do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ Segunda Turma do STF, da qual fazia parte o Ministro TEORI ZAVASCKI ao tempo de seu falecimento, estaria preventa para o julgamento desta impetração. Explicou que a “prevenção [...] decorreu do julgamento do HC nº 93.921/RJ, relatado pelo i. Ministro Celso de Mello, que indeferiu aquele writ no mérito”. Afastada a alegação de prevenção da Segunda Turma em razão do julgamento do HC 93.921/RJ, neguei seguimento ao Habeas Corpus pelos seguintes motivos (Doc. 34): (a) o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL “não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal” (HC 136.245-AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017); (b) a presente impetração só foi protocolada 3 anos depois do trânsito em julgado, pelo mesmo advogado que atuou na via recursal, o que resulta na preclusão da matéria; (c) o provimento judicial proferido há mais de dez anos, afastou a alegada incompetência do Juízo de 1º grau alicerçado na jurisprudência então vigente sobre o tema no próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Arguição Incidental de Inconstitucionalidade lançada na Apelação Criminal 126/93, Ação Penal 01/90, Queixa Crime 35); (d) há precedente, em caso análogo, proferido pela Segunda Turma do STF (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013); (e) o juízo sentenciante somente aplicou a norma do artigo 103 do Regimento Interno do Tribunal local que determina a observância de decisão reiterada sobre tema constitucional, de modo que não há se falar, nesse contexto, de flagrante ilegalidade; (f) o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre a matéria, ao conceder liminar em controle concentrado (ADI 558/RJ, rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, 16/08/91). No presente recurso (Doc. 41) alega-se que: (a) o STF admite a mitigação do entendimento acerca da inadmissão de Habeas Corpus substitutivo de recurso, desde que demonstrada manifesta ilegalidade, no caso, a “incompetência absoluta de Juízo para processar e julgar o agravante que ocupava, à época do feito, o cargo de vereador”; (b) deve ser anulada a “ação penal desde a data em que [o agravante] tomou posse no cargo de Vereador do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório HC 134691 AGR / RJ Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo, na forma do art. 567 do Código de Processo Penal”; (c) “a norma que institui o foro por prerrogativa de função do vereador perante o TJ do Rio de Janeiro é o art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, norma que não foi SEQUER QUESTIONADA JUNTO A ADI 558”. Requer-se o conhecimento deste Agravo, com o restabelecimento da medida liminar anteriormente deferida, “para que sejam obstados os efeitos da condenação, até o julgamento de mérito da impetração, por estarem presentes os elementos autorizadores da medida de urgência, o fumus bonis iuris e o periculum in mora”, e, no mérito, a concessão da ordem com a consequente anulação da ação “desde a data em que o agravante tomou posse no cargo de Vereador do Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo, tudo na forma do art. 567 do Código de Processo Penal”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo, na forma do art. 567 do Código de Processo Penal”; (c) “a norma que institui o foro por prerrogativa de função do vereador perante o TJ do Rio de Janeiro é o art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, norma que não foi SEQUER QUESTIONADA JUNTO A ADI 558”. Requer-se o conhecimento deste Agravo, com o restabelecimento da medida liminar anteriormente deferida, “para que sejam obstados os efeitos da condenação, até o julgamento de mérito da impetração, por estarem presentes os elementos autorizadores da medida de urgência, o fumus bonis iuris e o periculum in mora”, e, no mérito, a concessão da ordem com a consequente anulação da ação “desde a data em que o agravante tomou posse no cargo de Vereador do Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo, tudo na forma do art. 567 do Código de Processo Penal”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão ora atacada não merece reparos, uma vez que a controvérsia foi resolvida nos termos da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. No presente caso, o agravante foi denunciado em 1998 (Doc. 2) e condenado em 2006 (Doc. 3) pela prática do crime de peculato, por 64 vezes, em continuidade delitiva. Segundo apurado no sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, a condenação transitou em julgado em março de 2013. Inicialmente, ressalto que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL “não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal” (HC 136.245-AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017), como se pretende na presente hipótese. Não bastasse isso, como salientado no parecer ministerial, a presente impetração só foi protocolada 3 anos depois do trânsito em julgado, pelo mesmo advogado que atuou na via recursal, o que resulta na preclusão da matéria. Com efeito, este TRIBUNAL também já decidiu que, “Independentemente da discussão a respeito de tratar-se de nulidade relativa ou absoluta, esta Corte vem insistentemente rechaçando pretensões tardiamente veiculadas, por isso preclusas: RHC 83.770, Relator Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJ de 12/03/2004; HC 112.360, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 18/05/2012; e HC 110.603, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª Turma, DJe de 24/02/2012.” (HC 107.711, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/11/2012). Sobre o tema confiram-se, ainda: RHC 124.041, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Relator p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 1º/12/2016; RHC Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão ora atacada não merece reparos, uma vez que a controvérsia foi resolvida nos termos da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. No presente caso, o agravante foi denunciado em 1998 (Doc. 2) e condenado em 2006 (Doc. 3) pela prática do crime de peculato, por 64 vezes, em continuidade delitiva. Segundo apurado no sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, a condenação transitou em julgado em março de 2013. Inicialmente, ressalto que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL “não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal” (HC 136.245-AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017), como se pretende na presente hipótese. Não bastasse isso, como salientado no parecer ministerial, a presente impetração só foi protocolada 3 anos depois do trânsito em julgado, pelo mesmo advogado que atuou na via recursal, o que resulta na preclusão da matéria. Com efeito, este TRIBUNAL também já decidiu que, “Independentemente da discussão a respeito de tratar-se de nulidade relativa ou absoluta, esta Corte vem insistentemente rechaçando pretensões tardiamente veiculadas, por isso preclusas: RHC 83.770, Relator Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJ de 12/03/2004; HC 112.360, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 18/05/2012; e HC 110.603, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2ª Turma, DJe de 24/02/2012.” (HC 107.711, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/11/2012). Sobre o tema confiram-se, ainda: RHC 124.041, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Relator p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 1º/12/2016; RHC Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 134691 AGR / RJ 114.890, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013; HC 107.711, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/11/2012; HC 96.777, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2010; HC 96.804, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 1º/10/2010; HC 86.128, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, de DJe de 25/4/2008; HC 89.709, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 21/9/2007. Ressalto, ainda, que o provimento judicial, proferido há mais de dez anos, afastou a alegada incompetência do Juízo de 1º grau alicerçado na jurisprudência então vigente no próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que, na Arguição Incidental de Inconstitucionalidade lançada na Apelação Criminal 126/93, nos termos do art. 97 da Constituição Federal, já preconizava que "qualquer ampliação ou acréscimo à norma constitucional maior cogitada pelo poder constituinte derivado dos Estados, para criar novo caso de competência especial por prerrogativa de função está eivada de inconstitucionalidade". Na linha desse entendimento já havia manifestação anterior daquele Egrégio Órgão Especial, logo após a promulgação da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em 1989, tanto na ação penal 01/90, quanto na Queixa Crime 35. Por idênticas razões, em caso análogo, que também veiculava matéria atinente à constitucionalidade do art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, a Segunda Turma do STF proferiu decisão que se amolda à espécie e mantém plena validade processual: (...) 3. Controvérsia sobre a possibilidade de a Constituição estadual do Rio de Janeiro (art. 161, IV, d, “3”) estabelecer regra de competência da Justiça Federal quando fixa foro por prerrogativa de função. 4. À época dos fatos, o tema relativo à prerrogativa de foro dos vereadores do município do Rio de Janeiro era bastante controvertido, mormente porque, em 28.5.2007, o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ 114.890, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013; HC 107.711, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/11/2012; HC 96.777, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2010; HC 96.804, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 1º/10/2010; HC 86.128, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, de DJe de 25/4/2008; HC 89.709, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 21/9/2007. Ressalto, ainda, que o provimento judicial, proferido há mais de dez anos, afastou a alegada incompetência do Juízo de 1º grau alicerçado na jurisprudência então vigente no próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que, na Arguição Incidental de Inconstitucionalidade lançada na Apelação Criminal 126/93, nos termos do art. 97 da Constituição Federal, já preconizava que "qualquer ampliação ou acréscimo à norma constitucional maior cogitada pelo poder constituinte derivado dos Estados, para criar novo caso de competência especial por prerrogativa de função está eivada de inconstitucionalidade". Na linha desse entendimento já havia manifestação anterior daquele Egrégio Órgão Especial, logo após a promulgação da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em 1989, tanto na ação penal 01/90, quanto na Queixa Crime 35. Por idênticas razões, em caso análogo, que também veiculava matéria atinente à constitucionalidade do art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, a Segunda Turma do STF proferiu decisão que se amolda à espécie e mantém plena validade processual: (...) 3. Controvérsia sobre a possibilidade de a Constituição estadual do Rio de Janeiro (art. 161, IV, d, “3”) estabelecer regra de competência da Justiça Federal quando fixa foro por prerrogativa de função. 4. À época dos fatos, o tema relativo à prerrogativa de foro dos vereadores do município do Rio de Janeiro era bastante controvertido, mormente porque, em 28.5.2007, o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 134691 AGR / RJ TJ/RJ havia declarado sua inconstitucionalidade. 5. Embora o acórdão proferido pelo Pleno da Corte estadual na Arguição de Inconstitucionalidade n. 01/06 não tenha eficácia erga omnes, certamente servia de paradigma para seus membros e juízes de primeira instância. Dentro desse contexto, não é razoável a anulação de provas determinadas pelo Juízo Federal de primeira instância. (...) (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013). Nesse mesmo sentido, confira-se o RHC 108.496, Relatora Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 10/3/2014. Portanto, o que fez o juízo sentenciante, como bem retratado nos autos, foi tão somente aplicar a norma do artigo 103 do Regimento Interno do Tribunal local que determina a observância de decisão reiterada sobre tema constitucional, de modo que não cabe falar, nesse contexto, de flagrante ilegalidade praticada pelas instâncias antecedentes. Observe-se, ainda, que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre a matéria, ao conceder liminar em controle concentrado (ADI 558/RJ, rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, 16/08/91), onde, embora não tenha sido abordada especificamente a regra prevista no referido art. 161, IV, d, 3, da Constituição Estadual, assentou, que “silente a Constituição Federal sobre prerrogativas processuais penais dos integrantes das Câmaras Municipais, plausível é a conclusão de que não se deixou espaço à inserção de normas constitucionais locais”. Em conclusão, não se apresenta hipótese de ilegalidade, de modo que a decisão ora agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ TJ/RJ havia declarado sua inconstitucionalidade. 5. Embora o acórdão proferido pelo Pleno da Corte estadual na Arguição de Inconstitucionalidade n. 01/06 não tenha eficácia erga omnes, certamente servia de paradigma para seus membros e juízes de primeira instância. Dentro desse contexto, não é razoável a anulação de provas determinadas pelo Juízo Federal de primeira instância. (...) (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013). Nesse mesmo sentido, confira-se o RHC 108.496, Relatora Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 10/3/2014. Portanto, o que fez o juízo sentenciante, como bem retratado nos autos, foi tão somente aplicar a norma do artigo 103 do Regimento Interno do Tribunal local que determina a observância de decisão reiterada sobre tema constitucional, de modo que não cabe falar, nesse contexto, de flagrante ilegalidade praticada pelas instâncias antecedentes. Observe-se, ainda, que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre a matéria, ao conceder liminar em controle concentrado (ADI 558/RJ, rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, 16/08/91), onde, embora não tenha sido abordada especificamente a regra prevista no referido art. 161, IV, d, 3, da Constituição Estadual, assentou, que “silente a Constituição Federal sobre prerrogativas processuais penais dos integrantes das Câmaras Municipais, plausível é a conclusão de que não se deixou espaço à inserção de normas constitucionais locais”. Em conclusão, não se apresenta hipótese de ilegalidade, de modo que a decisão ora agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 134691 AGR / RJ É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15096362. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15096362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735451 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735451 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753423
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE REVISÃO CRIMINAL. IMPOSSIBILIDADE. TRÂNSITO EM JULGADO. PRECLUSÃO DA MATÉRIA. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. VEREADOR. FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO. REGRA SOBRE COMPETÊNCIA FIXADA PELA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE 1. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL “não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal” (HC 136.245-AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017), como se pretende na presente hipótese, em que protocolada a impetração 3 anos depois do trânsito em julgado, pelo mesmo advogado que atuou na via recursal. 2. O provimento judicial, proferido há mais de dez anos, afastou a prerrogativa de foro dos vereadores do município do Rio de Janeiro alicerçado em entendimento firmado pelo próprio Tribunal de Justiça estadual, que, na Arguição Incidental de Inconstitucionalidade lançada na Apelação Criminal 126/93, nos termos do art. 97 da Constituição Federal, já preconizava que "qualquer ampliação ou acréscimo à norma constitucional maior cogitada pelo poder constituinte derivado dos Estados, para criar novo caso de competência especial por prerrogativa de função está eivada de inconstitucionalidade". Na linha desse entendimento já havia manifestação anterior daquele Egrégio Órgão Especial, logo após a promulgação da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em 1989. 3. Aplicada a legislação de regência que determina a observância de decisão reiterada sobre tema constitucional, não cabe falar, nesse contexto, de flagrante ilegalidade praticada pelas instâncias antecedentes. Por idênticas razões, em caso análogo, que também veiculava matéria atinente à constitucionalidade do art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, a Segunda Turma do STF proferiu decisão que se amolda à espécie e mantém plena validade processual (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013). 4. Agravo Regimental a que se nega provimento.
sjur387743
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUBSTITUIÇÃO, REVISÃO CRIMINAL) HC 136245 AgR (1ªT). (HC, MATÉRIA PRECLUSA) RHC 83770 (1ªT), HC 86128 (2ªT), HC 89709 (2ªT), HC 96777 (2ªT), HC 96804 (2ªT), HC 107711 (1ªT), HC 110603 (2ªT), HC 112360 (1ªT), RHC 114890 (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 07/08/2018, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
134691
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00161 INC-00004 LET-D\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, RJ" ]
HC-AgR
acordaos
HC 134691 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE REVISÃO CRIMINAL. IMPOSSIBILIDADE. TRÂNSITO EM JULGADO. PRECLUSÃO DA MATÉRIA. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA. VEREADOR. FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO. REGRA SOBRE COMPETÊNCIA FIXADA PELA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE 1. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL “não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal” (HC 136.245-AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017), como se pretende na presente hipótese, em que protocolada a impetração 3 anos depois do trânsito em julgado, pelo mesmo advogado que atuou na via recursal. 2. O provimento judicial, proferido há mais de dez anos, afastou a prerrogativa de foro dos vereadores do município do Rio de Janeiro alicerçado em entendimento firmado pelo próprio Tribunal de Justiça estadual, que, na Arguição Incidental de Inconstitucionalidade lançada na Apelação Criminal 126/93, nos termos do art. 97 da Constituição Federal, já preconizava que "qualquer ampliação ou acréscimo à norma constitucional maior cogitada pelo poder constituinte derivado dos Estados, para criar novo caso de competência especial por prerrogativa de função está eivada de inconstitucionalidade". Na linha desse entendimento já havia manifestação anterior daquele Egrégio Órgão Especial, logo após a promulgação da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em 1989. 3. Aplicada a legislação de regência que determina a observância de decisão reiterada sobre tema constitucional, não cabe falar, nesse contexto, de flagrante ilegalidade praticada pelas instâncias antecedentes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667412. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 134691 AGR / RJ Por idênticas razões, em caso análogo, que também veiculava matéria atinente à constitucionalidade do art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal proferiu decisão que se amolda à espécie e mantém plena validade processual (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013). 4. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667412. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ Por idênticas razões, em caso análogo, que também veiculava matéria atinente à constitucionalidade do art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal proferiu decisão que se amolda à espécie e mantém plena validade processual (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013). 4. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667412. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental contra decisão pela qual neguei seguimento a Habeas Corpus impetrado contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, proferido nos autos do Recurso Especial 1.199.243/RJ, submetido à relatoria da Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. Consta dos autos, em síntese, que o ora agravante foi condenado ao cumprimento de pena de 24 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de peculato, por 64 vezes, em continuidade delitiva (art. 312, na forma do art. 327, § 2..., e 71, todos do Código Penal) (Doc. 3). Irresignada, a defesa apresentou Apelação Criminal ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao recurso para reduzir a sanção ao patamar de 15 anos de reclusão (Doc. 4) e, na sequência, rejeitou os Embargos de Declaração opostos (Doc. 5). Sucedeu-se a interposição Recurso Especial, ao qual o Superior Tribunal de Justiça deu parcial provimento para reduzir a pena-base, tornando a condenação definitiva em 10 anos de reclusão, mantidas as demais disposições da sentença, nos termos do acórdão assim ementado (Doc. 7): PROCESSO PENAL. RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE VIGÊNCIA À LEI FEDERAL. (1) VIOLAÇÃO DO ART. 381, III, E 386, VII, DO CPP. CONDENAÇÃO SEM MOTIVAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental contra decisão pela qual neguei seguimento a Habeas Corpus impetrado contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, proferido nos autos do Recurso Especial 1.199.243/RJ, submetido à relatoria da Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. Consta dos autos, em síntese, que o ora agravante foi condenado ao cumprimento de pena de 24 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de peculato, por 64 vezes, em continuidade delitiva (art. 312, na forma do art. 327, § 2..., e 71, todos do Código Penal) (Doc. 3). Irresignada, a defesa apresentou Apelação Criminal ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que deu parcial provimento ao recurso para reduzir a sanção ao patamar de 15 anos de reclusão (Doc. 4) e, na sequência, rejeitou os Embargos de Declaração opostos (Doc. 5). Sucedeu-se a interposição Recurso Especial, ao qual o Superior Tribunal de Justiça deu parcial provimento para reduzir a pena-base, tornando a condenação definitiva em 10 anos de reclusão, mantidas as demais disposições da sentença, nos termos do acórdão assim ementado (Doc. 7): PROCESSO PENAL. RECURSO ESPECIAL. NEGATIVA DE VIGÊNCIA À LEI FEDERAL. (1) VIOLAÇÃO DO ART. 381, III, E 386, VII, DO CPP. CONDENAÇÃO SEM MOTIVAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 134691 AGR / RJ INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. DEPOIMENTO INIDÔNEO (REFERÊNCIA, DENTRE OUTRAS, A PROVA COLHIDA NA FASE POLICIAL). REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. (2) VIOLAÇÃO DO ART. 84 DO CPP. RÉU VEREADOR. COMPETÊNCIA DO TJRJ. SUSPENSÃO DA EFICÁCIA, PELO Supremo Tribunal Federal, DE COMANDO DA CARTA POLÍTICA DO RJ. ILEGALIDADE. AUSÊNCIA. (3) VIOLAÇÃO DO ART. 59 DO Código Penal Brasileiro. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. (A) MAUS ANTECEDENTES. REFERÊNCIA A FEITOS EM CURSO. SÚMULA 444/Superior Tribunal de Justiça. (B) PERSONALIDADE MENÇÃO A ELEMENTOS GENÉRICOS. IMPROPRIEDADE. EXISTÊNCIA DE OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. REDUÇÃO DA EXASPERAÇÃO. PROCEDÊNCIA, EM PARTE, DO RECURSO. 1. Não há falar em violação do art. 381, III, e do art. 386, VII, do CPP, dada suposta condenação sem motivação ou insuficiência de provas, em razão de indigitado depoimento inidôneo, dado que a pretensão recursal perpassa juízo eminentemente fático-probatório. Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. 2. A incompetência do juízo de primeiro grau não pode ser acolhida, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal determinou a suspensão da eficácia do comando da Carta Política fluminense que equipara, em prerrogativas, os vereadores aos deputados estaduais. Nesse esteira, assentou esta Corte: "O art. 349 da Carta Política Fluminense, que estende aos Vereadores do Estado do Rio de Janeiro as prerrogativas processuais de Deputado Estadual previstas no art. 102, § 1... da mesma Carta, acha-se com a sua eficácia suspensa (ADIN 558/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJU 26.03.1993), daí não poder ser invocado para regular casos concretos, dada a força vinculante da decisão do Colendo Supremo Tribunal Federal" (HC 99.773/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA, julgado em 04/03/2008, DJe 17/03/2008). 3. Tem-se por violado o art. 59 do Código Penal, porquanto desrespeitado o enunciado 444 da Súmula desta Corte, dado que foram utilizados feitos em curso para incrementar a pena-base. Para idêntico propósito foram 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. DEPOIMENTO INIDÔNEO (REFERÊNCIA, DENTRE OUTRAS, A PROVA COLHIDA NA FASE POLICIAL). REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. (2) VIOLAÇÃO DO ART. 84 DO CPP. RÉU VEREADOR. COMPETÊNCIA DO TJRJ. SUSPENSÃO DA EFICÁCIA, PELO Supremo Tribunal Federal, DE COMANDO DA CARTA POLÍTICA DO RJ. ILEGALIDADE. AUSÊNCIA. (3) VIOLAÇÃO DO ART. 59 DO Código Penal Brasileiro. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. (A) MAUS ANTECEDENTES. REFERÊNCIA A FEITOS EM CURSO. SÚMULA 444/Superior Tribunal de Justiça. (B) PERSONALIDADE MENÇÃO A ELEMENTOS GENÉRICOS. IMPROPRIEDADE. EXISTÊNCIA DE OUTRAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. REDUÇÃO DA EXASPERAÇÃO. PROCEDÊNCIA, EM PARTE, DO RECURSO. 1. Não há falar em violação do art. 381, III, e do art. 386, VII, do CPP, dada suposta condenação sem motivação ou insuficiência de provas, em razão de indigitado depoimento inidôneo, dado que a pretensão recursal perpassa juízo eminentemente fático-probatório. Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. 2. A incompetência do juízo de primeiro grau não pode ser acolhida, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal determinou a suspensão da eficácia do comando da Carta Política fluminense que equipara, em prerrogativas, os vereadores aos deputados estaduais. Nesse esteira, assentou esta Corte: "O art. 349 da Carta Política Fluminense, que estende aos Vereadores do Estado do Rio de Janeiro as prerrogativas processuais de Deputado Estadual previstas no art. 102, § 1... da mesma Carta, acha-se com a sua eficácia suspensa (ADIN 558/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJU 26.03.1993), daí não poder ser invocado para regular casos concretos, dada a força vinculante da decisão do Colendo Supremo Tribunal Federal" (HC 99.773/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, QUINTA TURMA, julgado em 04/03/2008, DJe 17/03/2008). 3. Tem-se por violado o art. 59 do Código Penal, porquanto desrespeitado o enunciado 444 da Súmula desta Corte, dado que foram utilizados feitos em curso para incrementar a pena-base. Para idêntico propósito foram 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 134691 AGR / RJ empregados elementos genéricos para justificar personalidade negativa do paciente - daí também ser decotada tal circunstância. Não obstante, remanescem dados aptos a lastrear a exasperação acima do mínimo, como a culpabilidade, motivos, consequências e circunstâncias. 4. In casu, o Tribunal local reduziu a pena-base para sete anos e seis meses de reclusão, tendo em vista o princípio da proporcionalidade. Todavia, não afastou as componentes do art. 59: culpabilidade, antecedentes, personalidade, motivos, circunstâncias e consequências. Nessa ocasião, são afastados os antecedentes e a personalidade, remanescendo, então, as demais circunstâncias, a totalizar a pena-base cinco anos de reclusão, mais 17 dias-multa. Ainda incidem as majorantes do § 2... do art. 327 (1/3) e da continuidade (1/2), totalizando dez anos de reclusão, e 31 dias- multa. 5. Recurso provido, em parte, para reduzir a pena-base para cinco anos de reclusão, mantendo-se, no mais, a condenação, que se torna definitiva em dez anos de reclusão, e 31 dias-multa, no valor de cinco vezes o maior salário mínimo vigente ao tempo do fato. (REsp 1.199.243/RJ, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, DJe de 17/12/2012) Na exordial da impetração, o agravante alegou, em suma, que: (a) a ação penal foi processada por juízo incompetente, tendo em vista que dispunha de foro especial por prerrogativa de função durante o período em que ocupava o cargo de vereador municipal, correspondente a janeiro de 1999 a janeiro de 2003 (Doc. 1 – fl. 9); (b) “após o julgamento da MC na ADI 558, em 26/03/1993, quando, segundo o v. acórdão combatido o Supremo Tribunal Federal teria suspendido a eficácia do art. 349, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, atingindo o foro por prerrogativa de função para vereador instituído pela Carta Fluminense, o próprio Supremo Tribunal Federal produziu vários entendimentos no sentido da plena aplicação da norma da Constituição Estadual que institui foro por prerrogativa de função ao vereador” (Doc. 1 – fls. 9-10); (c) a eficácia do art. 161, IV, d, 3, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ empregados elementos genéricos para justificar personalidade negativa do paciente - daí também ser decotada tal circunstância. Não obstante, remanescem dados aptos a lastrear a exasperação acima do mínimo, como a culpabilidade, motivos, consequências e circunstâncias. 4. In casu, o Tribunal local reduziu a pena-base para sete anos e seis meses de reclusão, tendo em vista o princípio da proporcionalidade. Todavia, não afastou as componentes do art. 59: culpabilidade, antecedentes, personalidade, motivos, circunstâncias e consequências. Nessa ocasião, são afastados os antecedentes e a personalidade, remanescendo, então, as demais circunstâncias, a totalizar a pena-base cinco anos de reclusão, mais 17 dias-multa. Ainda incidem as majorantes do § 2... do art. 327 (1/3) e da continuidade (1/2), totalizando dez anos de reclusão, e 31 dias- multa. 5. Recurso provido, em parte, para reduzir a pena-base para cinco anos de reclusão, mantendo-se, no mais, a condenação, que se torna definitiva em dez anos de reclusão, e 31 dias-multa, no valor de cinco vezes o maior salário mínimo vigente ao tempo do fato. (REsp 1.199.243/RJ, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, DJe de 17/12/2012) Na exordial da impetração, o agravante alegou, em suma, que: (a) a ação penal foi processada por juízo incompetente, tendo em vista que dispunha de foro especial por prerrogativa de função durante o período em que ocupava o cargo de vereador municipal, correspondente a janeiro de 1999 a janeiro de 2003 (Doc. 1 – fl. 9); (b) “após o julgamento da MC na ADI 558, em 26/03/1993, quando, segundo o v. acórdão combatido o Supremo Tribunal Federal teria suspendido a eficácia do art. 349, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, atingindo o foro por prerrogativa de função para vereador instituído pela Carta Fluminense, o próprio Supremo Tribunal Federal produziu vários entendimentos no sentido da plena aplicação da norma da Constituição Estadual que institui foro por prerrogativa de função ao vereador” (Doc. 1 – fls. 9-10); (c) a eficácia do art. 161, IV, d, 3, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 134691 AGR / RJ da Constituição Estadual não foi objeto da ADI 558, de modo que subsistem os precedentes desta Corte acerca da legitimidade de a Constituição Estadual instituir foro por prerrogativa de função para vereador perante o respectivo Tribunal de Justiça. Requer, liminarmente, a suspensão “dos efeitos da condenação, até o julgamento de mérito da impetração” (Doc. 1 – fl. 15). No mérito, pleiteia a concessão da ordem, a fim de que seja “anulada a ação penal desde a data em que [...] tomou posse no cargo de Vereador do Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo” (Doc. 1 – fl. 16). Meu antecessor, o Ministro TEORI ZAVASCKI, deferiu o pedido de liminar para suspender, “até o julgamento final desta impetração, os efeitos da condenação do paciente Cláudio Heleno dos Santos Lacerda nos autos do processo 1.998.538.014853-2 (1... Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti/RJ)” (Doc. 14). Instada a se manifestar, a Procuradoria-Geral da República ofereceu parecer assim sumariado (Doc. 29): HABEAS CORPUS. PECULATO. NULIDADE PROCESSUAL POR INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO HÁ MAIS DE TRÊS ANOS. PRECLUSÃO DA MATÉRIA. INADMISSIBILIDADE DE HC SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL MANIFESTO. PERDA DO FORO PRIVILEGIADO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO ANTES DA PROLAÇÃO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. INEQUÍVOCA FALTA DE COMPETÊNCIA ATUAL DA CORTE ESTADUAL. PRETENSÃO DE RENOVAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS JÁ PRATICADOS PELO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU. INUTILIDADE DA MEDIDA. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO WRIT E, NO MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. Por meio da Petição 20171/2017 (Doc. 32), a defesa sustentou que a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ da Constituição Estadual não foi objeto da ADI 558, de modo que subsistem os precedentes desta Corte acerca da legitimidade de a Constituição Estadual instituir foro por prerrogativa de função para vereador perante o respectivo Tribunal de Justiça. Requer, liminarmente, a suspensão “dos efeitos da condenação, até o julgamento de mérito da impetração” (Doc. 1 – fl. 15). No mérito, pleiteia a concessão da ordem, a fim de que seja “anulada a ação penal desde a data em que [...] tomou posse no cargo de Vereador do Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo” (Doc. 1 – fl. 16). Meu antecessor, o Ministro TEORI ZAVASCKI, deferiu o pedido de liminar para suspender, “até o julgamento final desta impetração, os efeitos da condenação do paciente Cláudio Heleno dos Santos Lacerda nos autos do processo 1.998.538.014853-2 (1... Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti/RJ)” (Doc. 14). Instada a se manifestar, a Procuradoria-Geral da República ofereceu parecer assim sumariado (Doc. 29): HABEAS CORPUS. PECULATO. NULIDADE PROCESSUAL POR INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO HÁ MAIS DE TRÊS ANOS. PRECLUSÃO DA MATÉRIA. INADMISSIBILIDADE DE HC SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL MANIFESTO. PERDA DO FORO PRIVILEGIADO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO ANTES DA PROLAÇÃO DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. INEQUÍVOCA FALTA DE COMPETÊNCIA ATUAL DA CORTE ESTADUAL. PRETENSÃO DE RENOVAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS JÁ PRATICADOS PELO JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU. INUTILIDADE DA MEDIDA. PARECER PELO NÃO CONHECIMENTO DO WRIT E, NO MÉRITO, PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. Por meio da Petição 20171/2017 (Doc. 32), a defesa sustentou que a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 134691 AGR / RJ Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, da qual fazia parte o Ministro TEORI ZAVASCKI ao tempo de seu falecimento, estaria preventa para o julgamento desta impetração. Explicou que a “prevenção [...] decorreu do julgamento do HC n 93.921/RJ, relatado pelo i. Ministro Celso de Mello, que indeferiu aquele writ no mérito”. Afastada a alegação de prevenção da Segunda Turma em razão do julgamento do HC 93.921/RJ, neguei seguimento ao Habeas Corpus pelos seguintes motivos (Doc. 34): (a) o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL “não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal” (HC 136.245-AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017); (b) a presente impetração só foi protocolada 3 anos depois do trânsito em julgado, pelo mesmo advogado que atuou na via recursal, o que resulta na preclusão da matéria; (c) o provimento judicial proferido há mais de dez anos, afastou a alegada incompetência do Juízo de 1... grau alicerçado na jurisprudência então vigente sobre o tema no próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Arguição Incidental de Inconstitucionalidade lançada na Apelação Criminal 126/93, Ação Penal 01/90, Queixa Crime 35); (d) há precedente, em caso análogo, proferido pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013); (e) o juízo sentenciante somente aplicou a norma do artigo 103 do Regimento Interno do Tribunal local que determina a observância de decisão reiterada sobre tema constitucional, de modo que não há se falar, nesse contexto, de flagrante ilegalidade; (f) o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre a matéria, ao conceder liminar em controle concentrado (ADI 558/RJ, rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, 16/08/91). No presente recurso (Doc. 41) alega-se que: (a) o Supremo Tribunal Federal admite a mitigação do entendimento acerca da inadmissão de Habeas Corpus substitutivo de recurso, desde que demonstrada manifesta ilegalidade, no caso, a “incompetência absoluta de Juízo para processar e julgar o agravante que ocupava, à época do feito, o cargo de vereador”; (b) deve ser anulada a “ação penal desde a data em que [o agravante] tomou posse no cargo de Vereador do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, da qual fazia parte o Ministro TEORI ZAVASCKI ao tempo de seu falecimento, estaria preventa para o julgamento desta impetração. Explicou que a “prevenção [...] decorreu do julgamento do HC n 93.921/RJ, relatado pelo i. Ministro Celso de Mello, que indeferiu aquele writ no mérito”. Afastada a alegação de prevenção da Segunda Turma em razão do julgamento do HC 93.921/RJ, neguei seguimento ao Habeas Corpus pelos seguintes motivos (Doc. 34): (a) o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL “não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal” (HC 136.245-AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017); (b) a presente impetração só foi protocolada 3 anos depois do trânsito em julgado, pelo mesmo advogado que atuou na via recursal, o que resulta na preclusão da matéria; (c) o provimento judicial proferido há mais de dez anos, afastou a alegada incompetência do Juízo de 1... grau alicerçado na jurisprudência então vigente sobre o tema no próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (Arguição Incidental de Inconstitucionalidade lançada na Apelação Criminal 126/93, Ação Penal 01/90, Queixa Crime 35); (d) há precedente, em caso análogo, proferido pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013); (e) o juízo sentenciante somente aplicou a norma do artigo 103 do Regimento Interno do Tribunal local que determina a observância de decisão reiterada sobre tema constitucional, de modo que não há se falar, nesse contexto, de flagrante ilegalidade; (f) o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre a matéria, ao conceder liminar em controle concentrado (ADI 558/RJ, rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, 16/08/91). No presente recurso (Doc. 41) alega-se que: (a) o Supremo Tribunal Federal admite a mitigação do entendimento acerca da inadmissão de Habeas Corpus substitutivo de recurso, desde que demonstrada manifesta ilegalidade, no caso, a “incompetência absoluta de Juízo para processar e julgar o agravante que ocupava, à época do feito, o cargo de vereador”; (b) deve ser anulada a “ação penal desde a data em que [o agravante] tomou posse no cargo de Vereador do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório HC 134691 AGR / RJ Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo, na forma do art. 567 do Código de Processo Penal”; (c) “a norma que institui o foro por prerrogativa de função do vereador perante o TJ do Rio de Janeiro é o art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, norma que não foi SEQUER QUESTIONADA JUNTO A ADI 558”. Requer-se o conhecimento deste Agravo, com o restabelecimento da medida liminar anteriormente deferida, “para que sejam obstados os efeitos da condenação, até o julgamento de mérito da impetração, por estarem presentes os elementos autorizadores da medida de urgência, o fumus bonis iuris e o periculum in mora”, e, no mérito, a concessão da ordem com a consequente anulação da ação “desde a data em que o agravante tomou posse no cargo de Vereador do Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo, tudo na forma do art. 567 do Código de Processo Penal”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo, na forma do art. 567 do Código de Processo Penal”; (c) “a norma que institui o foro por prerrogativa de função do vereador perante o TJ do Rio de Janeiro é o art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, norma que não foi SEQUER QUESTIONADA JUNTO A ADI 558”. Requer-se o conhecimento deste Agravo, com o restabelecimento da medida liminar anteriormente deferida, “para que sejam obstados os efeitos da condenação, até o julgamento de mérito da impetração, por estarem presentes os elementos autorizadores da medida de urgência, o fumus bonis iuris e o periculum in mora”, e, no mérito, a concessão da ordem com a consequente anulação da ação “desde a data em que o agravante tomou posse no cargo de Vereador do Município de São João de Meriti, em janeiro de 1999, até o mês de janeiro de 2003, em razão de não ter sido atendido o foro por prerrogativa de função que aquele dispunha ao tempo do processo, tudo na forma do art. 567 do Código de Processo Penal”. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667413. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão ora atacada não merece reparos, uma vez que a controvérsia foi resolvida nos termos da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. No presente caso, o agravante foi denunciado em 1998 (Doc. 2) e condenado em 2006 (Doc. 3) pela prática do crime de peculato, por 64 vezes, em continuidade delitiva. Segundo apurado no sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, a condenação transitou em julgado em março de 2013. Inicialmente, ressalto que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL “não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal” (HC 136.245-AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017), como se pretende na presente hipótese. Não bastasse isso, como salientado no parecer ministerial, a presente impetração só foi protocolada 3 anos depois do trânsito em julgado, pelo mesmo advogado que atuou na via recursal, o que resulta na preclusão da matéria. Com efeito, este TRIBUNAL também já decidiu que, “Independentemente da discussão a respeito de tratar-se de nulidade relativa ou absoluta, esta Corte vem insistentemente rechaçando pretensões tardiamente veiculadas, por isso preclusas: RHC 83.770, Relator Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJ de 12/03/2004; HC 112.360, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 18/05/2012; e HC 110.603, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2... Turma, DJe de 24/02/2012.” (HC 107.711, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/11/2012). Sobre o tema confiram-se, ainda: RHC 124.041, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Relator p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 1.../12/2016; RHC Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): A decisão ora atacada não merece reparos, uma vez que a controvérsia foi resolvida nos termos da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. No presente caso, o agravante foi denunciado em 1998 (Doc. 2) e condenado em 2006 (Doc. 3) pela prática do crime de peculato, por 64 vezes, em continuidade delitiva. Segundo apurado no sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, a condenação transitou em julgado em março de 2013. Inicialmente, ressalto que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL “não tem admitido a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal” (HC 136.245-AgR, Relator Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017), como se pretende na presente hipótese. Não bastasse isso, como salientado no parecer ministerial, a presente impetração só foi protocolada 3 anos depois do trânsito em julgado, pelo mesmo advogado que atuou na via recursal, o que resulta na preclusão da matéria. Com efeito, este TRIBUNAL também já decidiu que, “Independentemente da discussão a respeito de tratar-se de nulidade relativa ou absoluta, esta Corte vem insistentemente rechaçando pretensões tardiamente veiculadas, por isso preclusas: RHC 83.770, Relator Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJ de 12/03/2004; HC 112.360, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 18/05/2012; e HC 110.603, Rel. Min. GILMAR MENDES, 2... Turma, DJe de 24/02/2012.” (HC 107.711, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/11/2012). Sobre o tema confiram-se, ainda: RHC 124.041, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Relator p/ Acórdão: Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 1.../12/2016; RHC Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 134691 AGR / RJ 114.890, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013; HC 107.711, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/11/2012; HC 96.777, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2010; HC 96.804, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 1.../10/2010; HC 86.128, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, de DJe de 25/4/2008; HC 89.709, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 21/9/2007. Ressalto, ainda, que o provimento judicial, proferido há mais de dez anos, afastou a alegada incompetência do Juízo de 1... grau alicerçado na jurisprudência então vigente no próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que, na Arguição Incidental de Inconstitucionalidade lançada na Apelação Criminal 126/93, nos termos do art. 97 da Constituição Federal, já preconizava que "qualquer ampliação ou acréscimo à norma constitucional maior cogitada pelo poder constituinte derivado dos Estados, para criar novo caso de competência especial por prerrogativa de função está eivada de inconstitucionalidade". Na linha desse entendimento já havia manifestação anterior daquele Egrégio Órgão Especial, logo após a promulgação da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em 1989, tanto na ação penal 01/90, quanto na Queixa Crime 35. Por idênticas razões, em caso análogo, que também veiculava matéria atinente à constitucionalidade do art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal proferiu decisão que se amolda à espécie e mantém plena validade processual: (...) 3. Controvérsia sobre a possibilidade de a Constituição estadual do Rio de Janeiro (art. 161, IV, d, “3”) estabelecer regra de competência da Justiça Federal quando fixa foro por prerrogativa de função. 4. À época dos fatos, o tema relativo à prerrogativa de foro dos vereadores do município do Rio de Janeiro era bastante controvertido, mormente porque, em 28.5.2007, o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ 114.890, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013; HC 107.711, Relator Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/11/2012; HC 96.777, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2010; HC 96.804, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 1.../10/2010; HC 86.128, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, de DJe de 25/4/2008; HC 89.709, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 21/9/2007. Ressalto, ainda, que o provimento judicial, proferido há mais de dez anos, afastou a alegada incompetência do Juízo de 1... grau alicerçado na jurisprudência então vigente no próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que, na Arguição Incidental de Inconstitucionalidade lançada na Apelação Criminal 126/93, nos termos do art. 97 da Constituição Federal, já preconizava que "qualquer ampliação ou acréscimo à norma constitucional maior cogitada pelo poder constituinte derivado dos Estados, para criar novo caso de competência especial por prerrogativa de função está eivada de inconstitucionalidade". Na linha desse entendimento já havia manifestação anterior daquele Egrégio Órgão Especial, logo após a promulgação da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, em 1989, tanto na ação penal 01/90, quanto na Queixa Crime 35. Por idênticas razões, em caso análogo, que também veiculava matéria atinente à constitucionalidade do art. 161, IV, d, 3, da Constituição do Estado do Rio de Janeiro, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal proferiu decisão que se amolda à espécie e mantém plena validade processual: (...) 3. Controvérsia sobre a possibilidade de a Constituição estadual do Rio de Janeiro (art. 161, IV, d, “3”) estabelecer regra de competência da Justiça Federal quando fixa foro por prerrogativa de função. 4. À época dos fatos, o tema relativo à prerrogativa de foro dos vereadores do município do Rio de Janeiro era bastante controvertido, mormente porque, em 28.5.2007, o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 134691 AGR / RJ TJ/RJ havia declarado sua inconstitucionalidade. 5. Embora o acórdão proferido pelo Pleno da Corte estadual na Arguição de Inconstitucionalidade n. 01/06 não tenha eficácia erga omnes, certamente servia de paradigma para seus membros e juízes de primeira instância. Dentro desse contexto, não é razoável a anulação de provas determinadas pelo Juízo Federal de primeira instância. (...) (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013). Nesse mesmo sentido, confira-se o RHC 108.496, Relatora Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 10/3/2014. Portanto, o que fez o juízo sentenciante, como bem retratado nos autos, foi tão somente aplicar a norma do artigo 103 do Regimento Interno do Tribunal local que determina a observância de decisão reiterada sobre tema constitucional, de modo que não cabe falar, nesse contexto, de flagrante ilegalidade praticada pelas instâncias antecedentes. Observe-se, ainda, que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre a matéria, ao conceder liminar em controle concentrado (ADI 558/RJ, rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, 16/08/91), onde, embora não tenha sido abordada especificamente a regra prevista no referido art. 161, IV, d, 3, da Constituição Estadual, assentou, que “silente a Constituição Federal sobre prerrogativas processuais penais dos integrantes das Câmaras Municipais, plausível é a conclusão de que não se deixou espaço à inserção de normas constitucionais locais”. Em conclusão, não se apresenta hipótese de ilegalidade, de modo que a decisão ora agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ TJ/RJ havia declarado sua inconstitucionalidade. 5. Embora o acórdão proferido pelo Pleno da Corte estadual na Arguição de Inconstitucionalidade n. 01/06 não tenha eficácia erga omnes, certamente servia de paradigma para seus membros e juízes de primeira instância. Dentro desse contexto, não é razoável a anulação de provas determinadas pelo Juízo Federal de primeira instância. (...) (HC 110.496, Relator Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 4/12/2013). Nesse mesmo sentido, confira-se o RHC 108.496, Relatora Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 10/3/2014. Portanto, o que fez o juízo sentenciante, como bem retratado nos autos, foi tão somente aplicar a norma do artigo 103 do Regimento Interno do Tribunal local que determina a observância de decisão reiterada sobre tema constitucional, de modo que não cabe falar, nesse contexto, de flagrante ilegalidade praticada pelas instâncias antecedentes. Observe-se, ainda, que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre a matéria, ao conceder liminar em controle concentrado (ADI 558/RJ, rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, 16/08/91), onde, embora não tenha sido abordada especificamente a regra prevista no referido art. 161, IV, d, 3, da Constituição Estadual, assentou, que “silente a Constituição Federal sobre prerrogativas processuais penais dos integrantes das Câmaras Municipais, plausível é a conclusão de que não se deixou espaço à inserção de normas constitucionais locais”. Em conclusão, não se apresenta hipótese de ilegalidade, de modo que a decisão ora agravada deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao Agravo Regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 134691 AGR / RJ É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Supremo Tribunal Federal HC 134691 AGR / RJ É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667414. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15096362. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DA SILVA NETO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15096362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735451 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 134.691 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DA SILVA NETO (58804/DF, 071111/RJ) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735451 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 134 . 691", "HC 136 . 245 - AgR", "HC 134691 AGR / RJ", "HC 110 . 496", "HC 134691 AGR / RJ", "HC 110 . 496", "HABEAS CORPUS 134 . 691", "Recurso Especial 1 . 199 . 243 / RJ", "HABEAS CORPUS 134 . 691", "Recurso Especial 1 . 199 . 243 / RJ", "HC 134691 AGR / RJ", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA 444 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "ADIN 558 / RJ", "HC 99 . 773 / RJ", "HC 134691 AGR / RJ", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA 444 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "ADIN 558 / RJ", "HC 99 . 773 / RJ", "HC 134691 AGR / RJ", "REsp 1 . 199 . 243 / RJ", "ADI 558", "HC 134691 AGR / RJ", "REsp 1 . 199 . 243 / RJ", "ADI 558", "HC 134691 AGR / RJ", "ADI 558", "processo 1 . 998 . 538 . 014853 - 2", "HC 134691 AGR / RJ", "processo 1", ".", "998", ".", "538", ".", "014853", "-", "2", "HC 134691 AGR / RJ", "HC n 93 . 921 / RJ", "HC 93 . 921 / RJ", "HC 136 . 245 - AgR", "Apelação Criminal 126 / 93", "HC 110 . 496", "ADI 558 / RJ", "HC 134691 AGR / RJ", "HC n 93 . 921 / RJ", "HC 93 . 921 / RJ", "HC 136 . 245 - AgR", "Apelação Criminal 126 / 93", "HC 110 . 496", "ADI 558 / RJ", "HC 134691 AGR / RJ", "HC 134691 AGR / RJ", "ADI 558 ”", "HABEAS CORPUS 134 . 691", "HC 136 . 245 - AgR", "RHC 83 . 770", "HC 112 . 360", "HC 110 . 603", "HC 107 . 711", "RHC 124 . 041", "HABEAS CORPUS 134 . 691", "HC 136 . 245 - AgR", "RHC 83 . 770", "HC 112 . 360", "HC 110 . 603", "HC 107 . 711", "RHC 124 . 041", "HC 134691 AGR / RJ 114 . 890", "HC 107 . 711", "HC 96 . 777", "HC 96 . 804", "HC 86 . 128", "HC 89 . 709", "Apelação Criminal 126 / 93", "HC 134691 AGR / RJ 114 . 890", "HC 107 . 711", "HC 96 . 777", "HC 96 . 804", "HC 86 . 128", "HC 89 . 709", "Apelação Criminal 126 / 93", "HC 134691 AGR / RJ", "Arguição de Inconstitucionalidade n . 01 / 06", "HC 110 . 496", "RHC 108 . 496", "ADI 558 / RJ", "HC 134691 AGR / RJ", "Arguição de Inconstitucionalidade n . 01 / 06", "HC 110 . 496", "RHC 108 . 496", "ADI 558 / RJ", "HC 134691 AGR / RJ", "HC 134691 AGR / RJ", "HABEAS CORPUS 134 . 691", "HABEAS CORPUS 134 . 691", "HABEAS CORPUS 134 . 691", "HABEAS CORPUS 134 . 691" ], "LEGISLACAO": [ "art . 97 da Constituição Federal", "Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 161 , IV , d , 3 , da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 161 , IV , d , 3 , da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 , na forma do art . 327 , § 2 . . . , e 71 , todos do Código Penal", "ART . 381 , III , E 386 , VII , DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 , na forma do art . 327 , § 2 . . . , e 71 , todos do Código Penal", "ART . 381 , III , E 386 , VII , DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 84 DO CPP", "ART . 59 DO Código Penal Brasileiro", "art . 381 , III , e do art . 386 , VII , do CPP", "Carta Política fluminense", "art . 349 da Carta Política Fluminense", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 84 DO CPP", "ART . 59 DO Código Penal Brasileiro", "art . 381 , III , e do art . 386 , VII , do CPP", "Carta Política fluminense", "art . 349 da Carta Política Fluminense", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 349 , da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Carta Fluminense", "Constituição Estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 349 , da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Carta Fluminense", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 do Regimento Interno do Tribunal local", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 567 do Código de Processo Penal", "art . 161 , IV , d , 3 , da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "art . 567 do Código de Processo Penal ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 567 do Código de Processo Penal ”", "art . 161 , IV , d , 3 , da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "art . 567 do Código de Processo Penal ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Constituição Federal", "Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "art . 161 , IV , d , 3 , da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Constituição estadual do Rio de Janeiro (", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Constituição Federal", "Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "art . 161 , IV , d , 3 , da Constituição do Estado do Rio de Janeiro", "Constituição estadual do Rio de Janeiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 do Regimento Interno do Tribunal local", "art . 161 , IV , d , 3 , da Constituição Estadual", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 do Regimento Interno do Tribunal local", "art . 161 , IV , d , 3 , da Constituição Estadual", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "município do Rio de Janeiro", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do", "Rio de Janeiro", "Município de São João de Meriti", "Município de São João de Meriti", "Município de São João de Meriti", "Município de São João de Meriti", "Município de São João de Meriti", "Município de São João de Meriti", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "município do Rio de Janeiro", "município do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "CONSTITUIÇÃO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TJRJ", "Supremo Tribunal Federal", "CARTA POLÍTICA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "QUINTA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TJRJ", "Supremo Tribunal Federal", "CARTA POLÍTICA DO RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "QUINTA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEXTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEXTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti / RJ", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti / RJ", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TJ do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TJ do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "2", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "2", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TJ", "/", "RJ", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "RJ", "Pleno", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "ALEXANDRE DE MORAES", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "ELLEN GRACIE", "NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO", "ELLEN GRACIE", "NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "TEORI ZAVASCKI", "Cláudio Heleno dos Santos Lacerda", "TEORI ZAVASCKI", "Cláudio Heleno dos Santos Lacerda", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "CLÁUDIO HELENO DOS SANTOS LACERDA", "LUIZ CARLOS DA SILVA NETO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "14", "/", "11", "/", "2017", "1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "12", "/", "2013", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "12", "/", "2013", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "03", ".", "1993", "04", "/", "03", "/", "2008", "17", "/", "03", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "03", ".", "1993", "04", "/", "03", "/", "2008", "17", "/", "03", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "12", "/", "2012", "janeiro de 1999", "janeiro de 2003", "26", "/", "03", "/", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "12", "/", "2012", "janeiro de 1999", "janeiro de 2003", "26", "/", "03", "/", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de 1999", "janeiro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de 1999", "janeiro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "2017", "4", "/", "12", "/", "2013", "16", "/", "08", "/", "91", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "2017", "4", "/", "12", "/", "2013", "16", "/", "08", "/", "91", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de 1999", "janeiro de 2003", "janeiro de 1999", "janeiro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro de 1999", "janeiro de 2003", "janeiro de 1999", "janeiro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "1998", "2006", "março de 2013", "14", "/", "11", "/", "2017", "12", "/", "03", "/", "2004", "18", "/", "05", "/", "2012", "24", "/", "02", "/", "2012", "19", "/", "11", "/", "2012", "1", ".", ".", ".", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "1998", "2006", "março de", "2013", "14", "/", "11", "/", "2017", "12", "/", "03", "/", "2004", "18", "/", "05", "/", "2012", "24", "/", "02", "/", "2012", "19", "/", "11", "/", "1", ".", ".", ".", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "8", "/", "2013", "19", "/", "11", "/", "2012", "22", "/", "10", "/", "2010", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "2010", "25", "/", "4", "/", "2008", "21", "/", "9", "/", "2007", "1989", "28", ".", "5", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "8", "/", "2013", "19", "/", "11", "/", "2012", "22", "/", "10", "/", "2010", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "2010", "25", "/", "4", "/", "2008", "21", "/", "9", "/", "2007", "1989", "28", ".", "5", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "12", "/", "2013", "10", "/", "3", "/", "2014", "16", "/", "08", "/", "91", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "12", "/", "2013", "10", "/", "3", "/", "2014", "16", "/", "08", "/", "91", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :ANDRE HENRIQUE MAUAD ADV.(A/S) :GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE AGDO.(A/S) :MANOEL MESSIAS MACENA ADV.(A/S) :DALTRO MARCELO MARONEZI AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :FERNANDA ANDREAZZA EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652031. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1124018 AGR / PR para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR- segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). 3. O debate atinente ao divisor aplicado no cálculo de horas extras estipulado em acordo coletivo demanda exame de provas e das cláusulas do pacto laboral, medidas inviáveis, nos termos das Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 454 (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário) desta CORTE. 4. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652031. Supremo Tribunal Federal ARE 1124018 AGR / PR para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR- segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). 3. O debate atinente ao divisor aplicado no cálculo de horas extras estipulado em acordo coletivo demanda exame de provas e das cláusulas do pacto laboral, medidas inviáveis, nos termos das Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 454 (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário) desta CORTE. 4. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652031. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :ANDRE HENRIQUE MAUAD ADV.(A/S) :GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE AGDO.(A/S) :MANOEL MESSIAS MACENA ADV.(A/S) :DALTRO MARCELO MARONEZI AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :FERNANDA ANDREAZZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob os argumentos de (a) demonstração deficiente da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) aplicação das vedações expressas nas Súmulas 279 e 454 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a matéria em debate é de extrema relevância; e (b) os óbices constantes dos Enunciados 279 e 454 do STF não podem ser aplicados ao caso. Intimada para se manifestar, a parte contrária permaneceu silente. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652032. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :ANDRE HENRIQUE MAUAD ADV.(A/S) :GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE AGDO.(A/S) :MANOEL MESSIAS MACENA ADV.(A/S) :DALTRO MARCELO MARONEZI AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :FERNANDA ANDREAZZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob os argumentos de (a) demonstração deficiente da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) aplicação das vedações expressas nas Súmulas 279 e 454 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a matéria em debate é de extrema relevância; e (b) os óbices constantes dos Enunciados 279 e 454 do STF não podem ser aplicados ao caso. Intimada para se manifestar, a parte contrária permaneceu silente. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652032. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado no que interessa ao presente (Doc. 13); DIVISOR DE HORAS EXTRAS. A decisão regional está em consonância com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que o empregado submetido ao regime de 40 horas semanais, ou seja, a mesma situação fática narrada pelo Regional, tem direito à utilização do divisor 200 para o cálculo do salário-hora. Nesse sentido, o teor da Súmula 431 desta Corte. Recurso de revista não conhecido. Nas razões recursais iniciais, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, apontou-se violação ao art. 7º, III e XXVI, da CF/88, pois mesmo estando prevista no Acordo Coletivo de Trabalho a utilização do divisor 220 (duzentos e vinte) para a jornada de trabalho de trabalho, o Colendo Tribunal do Trabalho entende que o divisor correto é 200 duzentos (Doc. 15). É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado no que interessa ao presente (Doc. 13); DIVISOR DE HORAS EXTRAS. A decisão regional está em consonância com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que o empregado submetido ao regime de 40 horas semanais, ou seja, a mesma situação fática narrada pelo Regional, tem direito à utilização do divisor 200 para o cálculo do salário-hora. Nesse sentido, o teor da Súmula 431 desta Corte. Recurso de revista não conhecido. Nas razões recursais iniciais, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, apontou-se violação ao art. 7º, III e XXVI, da CF/88, pois mesmo estando prevista no Acordo Coletivo de Trabalho a utilização do divisor 220 (duzentos e vinte) para a jornada de trabalho de trabalho, o Colendo Tribunal do Trabalho entende que o divisor correto é 200 duzentos (Doc. 15). É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1124018 AGR / PR puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do recurso extraordinário. Ademais, o debate atinente ao divisor aplicado no cálculo de horas extras estipulado em acordo coletivo demanda exame de provas e das cláusulas do pacto laboral, medidas inviáveis, nos termos das Súmulas 279 ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ) e 454 ( Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário ). desta CORTE. Nesse sentido: ARE 1.080.689, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, DJe de 26/3/2018); ARE 1.080.725, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 11/10/2017); ARE 738.854, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, DJe de 25/3/2013) e ARE 1.035.259, de minha relatoria, DJe de 2/08/2017. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Supremo Tribunal Federal ARE 1124018 AGR / PR puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do recurso extraordinário. Ademais, o debate atinente ao divisor aplicado no cálculo de horas extras estipulado em acordo coletivo demanda exame de provas e das cláusulas do pacto laboral, medidas inviáveis, nos termos das Súmulas 279 ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ) e 454 ( Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário ). desta CORTE. Nesse sentido: ARE 1.080.689, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, DJe de 26/3/2018); ARE 1.080.725, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 11/10/2017); ARE 738.854, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, DJe de 25/3/2013) e ARE 1.035.259, de minha relatoria, DJe de 2/08/2017. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1124018 AGR / PR Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Supremo Tribunal Federal ARE 1124018 AGR / PR Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) : ANDRE HENRIQUE MAUAD (53119/PR) ADV.(A/S) : GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE (760/AC, 10747/PR, 89233A/RS, 35850/SC) AGDO.(A/S) : MANOEL MESSIAS MACENA ADV.(A/S) : DALTRO MARCELO MARONEZI (27008/PR) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) : FERNANDA ANDREAZZA (22749/PR, 21460/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735556 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) : ANDRE HENRIQUE MAUAD (53119/PR) ADV.(A/S) : GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE (760/AC, 10747/PR, 89233A/RS, 35850/SC) AGDO.(A/S) : MANOEL MESSIAS MACENA ADV.(A/S) : DALTRO MARCELO MARONEZI (27008/PR) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) : FERNANDA ANDREAZZA (22749/PR, 21460/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735556 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753468
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). 3. O debate atinente ao divisor aplicado no cálculo de horas extras estipulado em acordo coletivo demanda exame de provas e das cláusulas do pacto laboral, medidas inviáveis, nos termos das Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 454 (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário) desta CORTE. 4. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur387787
- Acórdão(s) citado(s): (PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL) AI 717821 AgR (2ªT), ARE 696263 AgR (1ªT), ARE 696347 AgR-segundo (2ªT), ARE 691595 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 13/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1124018
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-00454s \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1124018 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) : ANDRE HENRIQUE MAUAD ADV.(A/S) : GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE AGDO.(A/S) : MANOEL MESSIAS MACENA ADV.(A/S) : DALTRO MARCELO MARONEZI AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) : FERNANDA ANDREAZZA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :ANDRE HENRIQUE MAUAD ADV.(A/S) :GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE AGDO.(A/S) :MANOEL MESSIAS MACENA ADV.(A/S) :DALTRO MARCELO MARONEZI AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :FERNANDA ANDREAZZA EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652031. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1124018 AGR / PR para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR- segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). 3. O debate atinente ao divisor aplicado no cálculo de horas extras estipulado em acordo coletivo demanda exame de provas e das cláusulas do pacto laboral, medidas inviáveis, nos termos das Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 454 (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário) desta CORTE. 4. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652031. Supremo Tribunal Federal ARE 1124018 AGR / PR para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR- segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). 3. O debate atinente ao divisor aplicado no cálculo de horas extras estipulado em acordo coletivo demanda exame de provas e das cláusulas do pacto laboral, medidas inviáveis, nos termos das Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 454 (Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário) desta CORTE. 4. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652031. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :ANDRE HENRIQUE MAUAD ADV.(A/S) :GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE AGDO.(A/S) :MANOEL MESSIAS MACENA ADV.(A/S) :DALTRO MARCELO MARONEZI AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :FERNANDA ANDREAZZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob os argumentos de (a) demonstração deficiente da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) aplicação das vedações expressas nas Súmulas 279 e 454 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a matéria em debate é de extrema relevância; e (b) os óbices constantes dos Enunciados 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal não podem ser aplicados ao caso. Intimada para se manifestar, a parte contrária permaneceu silente. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652032. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) :ANDRE HENRIQUE MAUAD ADV.(A/S) :GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE AGDO.(A/S) :MANOEL MESSIAS MACENA ADV.(A/S) :DALTRO MARCELO MARONEZI AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) :FERNANDA ANDREAZZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao Agravo sob os argumentos de (a) demonstração deficiente da repercussão geral da matéria constitucional; e (b) aplicação das vedações expressas nas Súmulas 279 e 454 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) a matéria em debate é de extrema relevância; e (b) os óbices constantes dos Enunciados 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal não podem ser aplicados ao caso. Intimada para se manifestar, a parte contrária permaneceu silente. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652032. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado no que interessa ao presente (Doc. 13); DIVISOR DE HORAS EXTRAS. A decisão regional está em consonância com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que o empregado submetido ao regime de 40 horas semanais, ou seja, a mesma situação fática narrada pelo Regional, tem direito à utilização do divisor 200 para o cálculo do salário-hora. Nesse sentido, o teor da Súmula 431 desta Corte. Recurso de revista não conhecido. Nas razões recursais iniciais, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, apontou-se violação ao art. 7..., III e XXVI, da Constituição Federal de 1988/88, pois mesmo estando prevista no Acordo Coletivo de Trabalho a utilização do divisor 220 (duzentos e vinte) para a jornada de trabalho de trabalho, o Colendo Tribunal do Trabalho entende que o divisor correto é 200 duzentos (Doc. 15). É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado no que interessa ao presente (Doc. 13); DIVISOR DE HORAS EXTRAS. A decisão regional está em consonância com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que o empregado submetido ao regime de 40 horas semanais, ou seja, a mesma situação fática narrada pelo Regional, tem direito à utilização do divisor 200 para o cálculo do salário-hora. Nesse sentido, o teor da Súmula 431 desta Corte. Recurso de revista não conhecido. Nas razões recursais iniciais, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, apontou-se violação ao art. 7..., III e XXVI, da Constituição Federal de 1988/88, pois mesmo estando prevista no Acordo Coletivo de Trabalho a utilização do divisor 220 (duzentos e vinte) para a jornada de trabalho de trabalho, o Colendo Tribunal do Trabalho entende que o divisor correto é 200 duzentos (Doc. 15). É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1124018 AGR / PR puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do recurso extraordinário. Ademais, o debate atinente ao divisor aplicado no cálculo de horas extras estipulado em acordo coletivo demanda exame de provas e das cláusulas do pacto laboral, medidas inviáveis, nos termos das Súmulas 279 ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ) e 454 ( Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário ). desta CORTE. Nesse sentido: ARE 1.080.689, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, DJe de 26/3/2018); ARE 1.080.725, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 11/10/2017); ARE 738.854, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, DJe de 25/3/2013) e ARE 1.035.259, de minha relatoria, DJe de 2/08/2017. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Supremo Tribunal Federal ARE 1124018 AGR / PR puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do recurso extraordinário. Ademais, o debate atinente ao divisor aplicado no cálculo de horas extras estipulado em acordo coletivo demanda exame de provas e das cláusulas do pacto laboral, medidas inviáveis, nos termos das Súmulas 279 ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ) e 454 ( Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário ). desta CORTE. Nesse sentido: ARE 1.080.689, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, DJe de 26/3/2018); ARE 1.080.725, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 11/10/2017); ARE 738.854, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, DJe de 25/3/2013) e ARE 1.035.259, de minha relatoria, DJe de 2/08/2017. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1124018 AGR / PR Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Supremo Tribunal Federal ARE 1124018 AGR / PR Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) : ANDRE HENRIQUE MAUAD (53119/PR) ADV.(A/S) : GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE (760/AC, 10747/PR, 89233A/RS, 35850/SC) AGDO.(A/S) : MANOEL MESSIAS MACENA ADV.(A/S) : DALTRO MARCELO MARONEZI (27008/PR) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) : FERNANDA ANDREAZZA (22749/PR, 21460/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735556 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.124.018 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA - COPEL ADV.(A/S) : ANDRE HENRIQUE MAUAD (53119/PR) ADV.(A/S) : GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE (760/AC, 10747/PR, 89233A/RS, 35850/SC) AGDO.(A/S) : MANOEL MESSIAS MACENA ADV.(A/S) : DALTRO MARCELO MARONEZI (27008/PR) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL ADV.(A/S) : FERNANDA ANDREAZZA (22749/PR, 21460/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735556 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 124 . 018", "SÚMULAS 279", "ARE 1124018 AGR / PR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmulas 279", "Enunciados 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Enunciados 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "RECURSO", "Súmula 431 desta Corte", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1 . 080 . 689", "ARE 1 . 080 . 725", "ARE 738 . 854", "ARE 1 . 035 . 259", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1 . 080 . 689", "ARE", "ARE 738 . 854", "ARE 1 . 035 . 259" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 7 . . . , III e XXVI , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 7 . . . , III e XXVI , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ".", "1 .", "035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA", "COPEL", "FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA", "FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA", "TURMA", "COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA", "COPEL", "FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA", "COPEL", "FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA", "COPEL", "FUNDAÇÃO COPEL DE PREVIDÊNCIA", "Primeira Turma", "Primeira", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "ANDRE HENRIQUE MAUAD", "GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE", "MANOEL MESSIAS MACENA", "MARCELO MARONEZI", "FERNANDA ANDREAZZA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANDRE HENRIQUE MAUAD", "GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE", "MANOEL MESSIAS MACENA", "DALTRO", "MARCELO MARONEZI", "FERNANDA ANDREAZZA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANDRE HENRIQUE MAUAD", "GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE", "MANOEL MESSIAS MACENA", "MARCELO MARONEZI", "FERNANDA ANDREAZZA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "EDSON FACHIN", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "EDSON FACHIN", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANDRE HENRIQUE MAUAD", "GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE", "MANOEL MESSIAS MACENA", "MARCELO MARONEZI", "FERNANDA ANDREAZZA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "ANDRE HENRIQUE MAUAD", "GENESIO FELIPE DE NATIVIDADE", "MANOEL MESSIAS MACENA", "FERNANDA ANDREAZZA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "26", "/", "3", "/", "2018", "11", "/", "10", "/", "2017", "25", "/", "3", "/", "2013", "2", "/", "08", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "26", "/", "3", "/", "2018", "11", "/", "10", "/", "2017", "25", "/", "3", "/", "2013", "2", "/", "08", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO MAIMONE NETO IMPTE.(S) :CARLOS ROBERTO ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A ORDEM ECONÔMICA E CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO. TEMPESTIVIDADE DE RECURSO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA, ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. O acolhimento da pretensão defensiva, tal como explicitada na impetração, demandaria revolvimento de fatos e provas, procedimento incompatível com a via processual restrita do habeas corpus. 2. A matéria suscitada na impetração não foi submetida a exame prévio do Superior Tribunal de Justiça. De modo que a imediata análise dessa matéria por esta Corte acarretaria indevida supressão de instância. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em não conhecer da impetração, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 998D-EE33-90F8-54A4 e senha B50D-1074-9C9F-8692 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO MAIMONE NETO IMPTE.(S) :CARLOS ROBERTO ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Limeira/SP, no processo nº 0020784-04.2006.8.26.0320, condenou o paciente a 1 ano de detenção, em regime aberto, ante o cometimento da infração prevista no artigo 1º, inciso I (aquisição e revenda de derivado de petróleo em desacordo com as exigências legais), da Lei nº 8.176/1991, e a 2 anos e 4 meses de detenção, em regime aberto, em virtude da prática do delito versado no artigo 7º, inciso IX (vender ou possuir em depósito destinado à venda mercadoria em condições impróprias ao consumo), da Lei nº 8.137/1990. Substituiu a sanção privativa de liberdade por restritivas de direito, consubstanciadas em prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária no valor de 20 salários mínimos. A Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, ao prover parcialmente apelação interposta pela defesa, afastou a condenação pelo crime da Lei nº 8.176/1991, mantendo a sentença no mais. Recurso especial foi inadmitido. Protocolado agravo de instrumento, o Presidente da Seção de Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO MAIMONE NETO IMPTE.(S) :CARLOS ROBERTO ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Limeira/SP, no processo nº 0020784-04.2006.8.26.0320, condenou o paciente a 1 ano de detenção, em regime aberto, ante o cometimento da infração prevista no artigo 1º, inciso I (aquisição e revenda de derivado de petróleo em desacordo com as exigências legais), da Lei nº 8.176/1991, e a 2 anos e 4 meses de detenção, em regime aberto, em virtude da prática do delito versado no artigo 7º, inciso IX (vender ou possuir em depósito destinado à venda mercadoria em condições impróprias ao consumo), da Lei nº 8.137/1990. Substituiu a sanção privativa de liberdade por restritivas de direito, consubstanciadas em prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária no valor de 20 salários mínimos. A Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, ao prover parcialmente apelação interposta pela defesa, afastou a condenação pelo crime da Lei nº 8.176/1991, mantendo a sentença no mais. Recurso especial foi inadmitido. Protocolado agravo de instrumento, o Presidente da Seção de Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 124030 / SP Criminal assentou a impossibilidade de peticionamento eletrônico, determinando, em 28 de janeiro de 2014, a regularização no prazo de 5 dias. O recurso foi processado em 17 de março seguinte. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial nº 497.842. O Relator, aludindo à intempestividade, dele não conheceu. Ressaltou que, iniciado o prazo recursal em 22 de janeiro de 2014, manifestou-se inconformismo em 5 de fevereiro imediato, tendo como inobservado o prazo assinalado no artigo 28 da Lei nº 8.038/1990. A Quinta Turma não conheceu de agravo interno, afirmando-o formalizado um dia após o fim do prazo. O acórdão transitou em julgado em 23 de setembro de 2014. O impetrante sustenta haver sido o agravo de instrumento interposto dentro do prazo legal. Assevera publicada a decisão em que obstado o trânsito do recurso especial no Diário da Justiça eletrônico, em 21 de janeiro de 2014, iniciado o prazo no dia subsequente e encerrado em 27 seguinte, data de protocolação, via digital, do recurso. Noticia que a peça física foi apresentada em 5 de fevereiro de 2014, dois dias antes do término do prazo, considerada a publicação, em 31 de janeiro daquele ano, do ato mediante o qual determinada a regularização. Articula com a ofensa aos incisos XXXIV, alínea “a”, e LV do artigo 5º da Constituição Federal. Aduz a obrigatoriedade do peticionamento eletrônico no Superior Tribunal de Justiça, reportando-se ao artigo 10, inciso XX, da Resolução nº 14/2013. Requereu, no campo precário e efêmero, a suspensão do processo-crime. A medida não chegou a ser apreciada por Vossa Excelência. No mérito, busca seja a ordem deferida para que o Superior Tribunal de Justiça proceda ao julgamento do agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Supremo Tribunal Federal HC 124030 / SP Criminal assentou a impossibilidade de peticionamento eletrônico, determinando, em 28 de janeiro de 2014, a regularização no prazo de 5 dias. O recurso foi processado em 17 de março seguinte. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial nº 497.842. O Relator, aludindo à intempestividade, dele não conheceu. Ressaltou que, iniciado o prazo recursal em 22 de janeiro de 2014, manifestou-se inconformismo em 5 de fevereiro imediato, tendo como inobservado o prazo assinalado no artigo 28 da Lei nº 8.038/1990. A Quinta Turma não conheceu de agravo interno, afirmando-o formalizado um dia após o fim do prazo. O acórdão transitou em julgado em 23 de setembro de 2014. O impetrante sustenta haver sido o agravo de instrumento interposto dentro do prazo legal. Assevera publicada a decisão em que obstado o trânsito do recurso especial no Diário da Justiça eletrônico, em 21 de janeiro de 2014, iniciado o prazo no dia subsequente e encerrado em 27 seguinte, data de protocolação, via digital, do recurso. Noticia que a peça física foi apresentada em 5 de fevereiro de 2014, dois dias antes do término do prazo, considerada a publicação, em 31 de janeiro daquele ano, do ato mediante o qual determinada a regularização. Articula com a ofensa aos incisos XXXIV, alínea “a”, e LV do artigo 5º da Constituição Federal. Aduz a obrigatoriedade do peticionamento eletrônico no Superior Tribunal de Justiça, reportando-se ao artigo 10, inciso XX, da Resolução nº 14/2013. Requereu, no campo precário e efêmero, a suspensão do processo-crime. A medida não chegou a ser apreciada por Vossa Excelência. No mérito, busca seja a ordem deferida para que o Superior Tribunal de Justiça proceda ao julgamento do agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 124030 / SP em recurso especial. A Procuradoria-Geral da República frisou necessária a intimação do impetrante para manifestar interesse no prosseguimento do habeas, apontando a possibilidade de ter havido o cumprimento da pena. Sucessivamente, opina pelo indeferimento da ordem, consignando a inadequação da via para reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais. Acrescenta não analisada a questão pelo Superior, apontando não conhecido, mediante decisão monocrática, o agravo em recurso especial e assentada, em seguida, a intempestividade do agravo interno. Em resposta a despacho formalizado por Vossa Excelência no dia 21 de junho de 2018, o impetrante, por meio da petição/STF nº 45.447/2018, disse persistir o interesse no julgamento do processo. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 26 de julho de 2018, revelou ter o Juízo determinado a expedição de guia de recolhimento definitivo em 2 de outubro de 2014. O processo de execução, de nº 7000430-52.2014.8.26.0320, encontra-se concluso para despacho. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Supremo Tribunal Federal HC 124030 / SP em recurso especial. A Procuradoria-Geral da República frisou necessária a intimação do impetrante para manifestar interesse no prosseguimento do habeas, apontando a possibilidade de ter havido o cumprimento da pena. Sucessivamente, opina pelo indeferimento da ordem, consignando a inadequação da via para reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais. Acrescenta não analisada a questão pelo Superior, apontando não conhecido, mediante decisão monocrática, o agravo em recurso especial e assentada, em seguida, a intempestividade do agravo interno. Em resposta a despacho formalizado por Vossa Excelência no dia 21 de junho de 2018, o impetrante, por meio da petição/STF nº 45.447/2018, disse persistir o interesse no julgamento do processo. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 26 de julho de 2018, revelou ter o Juízo determinado a expedição de guia de recolhimento definitivo em 2 de outubro de 2014. O processo de execução, de nº 7000430-52.2014.8.26.0320, encontra-se concluso para despacho. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): RECURSO – OPORTUNIDADE. Uma vez constatada a oportunidade do recurso, cabe o deferimento da ordem para que ocorra a continuidade do julgamento. O Relator no Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial nº 497.842/SP, ante a intempestividade. Surge impróprio agasalhar a óptica. O agravo de instrumento voltado a destrancar o recurso especial inadmitido na origem, mediante decisão do Presidente da Seção de Direito Criminal publicada no Diário da Justiça de 21 de janeiro de 2014 (terça-feira), foi interposto, eletronicamente, no dia 27 de janeiro seguinte (segunda-feira), atendendo-se ao prazo de 5 dias previsto no artigo 28 da Lei nº 8.038/1990, vigente à época, consoante recibo de protocolo juntado ao processo. O Tribunal de Justiça, assentado não ser possível o peticionamento eletrônico para o pronunciamento judicial almejado, determinou fosse promovida a regularização, em 5 dias, sob pena de não conhecimento. Publicou-se o despacho no Diário da Justiça de 31 de janeiro de 2014 (sexta-feira), ocorrendo a manifestação do recorrente no dia 5 de fevereiro posterior (quarta-feira), dentro do prazo legal, conforme revelou consulta ao andamento processual da apelação no sítio do Tribunal estadual. Defiro a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça o exame do agravo em recurso especial nº 497.842, uma vez insubsistente a premissa de não conhecimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004269. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): RECURSO – OPORTUNIDADE. Uma vez constatada a oportunidade do recurso, cabe o deferimento da ordem para que ocorra a continuidade do julgamento. O Relator no Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial nº 497.842/SP, ante a intempestividade. Surge impróprio agasalhar a óptica. O agravo de instrumento voltado a destrancar o recurso especial inadmitido na origem, mediante decisão do Presidente da Seção de Direito Criminal publicada no Diário da Justiça de 21 de janeiro de 2014 (terça-feira), foi interposto, eletronicamente, no dia 27 de janeiro seguinte (segunda-feira), atendendo-se ao prazo de 5 dias previsto no artigo 28 da Lei nº 8.038/1990, vigente à época, consoante recibo de protocolo juntado ao processo. O Tribunal de Justiça, assentado não ser possível o peticionamento eletrônico para o pronunciamento judicial almejado, determinou fosse promovida a regularização, em 5 dias, sob pena de não conhecimento. Publicou-se o despacho no Diário da Justiça de 31 de janeiro de 2014 (sexta-feira), ocorrendo a manifestação do recorrente no dia 5 de fevereiro posterior (quarta-feira), dentro do prazo legal, conforme revelou consulta ao andamento processual da apelação no sítio do Tribunal estadual. Defiro a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça o exame do agravo em recurso especial nº 497.842, uma vez insubsistente a premissa de não conhecimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004269. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir vênia ao eminente Relator, não estou conhecendo do habeas corpus que é impetrado em substitutivo de revisão criminal. Os alegados problemas verificados na origem não foram submetidos a exame do Superior Tribunal de Justiça. E contra a decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio Bellizze, que não conheceu pela intempestividade, a Defesa apresentou agravo regimental igualmente intempestivo. Eu não conheço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D14C-EC3F-A301-F00A e senha 705D-3A7F-4D61-0A5B Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir vênia ao eminente Relator, não estou conhecendo do habeas corpus que é impetrado em substitutivo de revisão criminal. Os alegados problemas verificados na origem não foram submetidos a exame do Superior Tribunal de Justiça. E contra a decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio Bellizze, que não conheceu pela intempestividade, a Defesa apresentou agravo regimental igualmente intempestivo. Eu não conheço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D14C-EC3F-A301-F00A e senha 705D-3A7F-4D61-0A5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.030 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : FERNANDO MAIMONE NETO IMPTE.(S) : CARLOS ROBERTO ROCHA (114471/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046290 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.030 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : FERNANDO MAIMONE NETO IMPTE.(S) : CARLOS ROBERTO ROCHA (114471/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046290 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748098130
2018-08-14T00:00:00
2018-08-31T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018.
HABEAS CORPUS
Ementa: Processual Penal. Habeas Corpus substitutivo de revisão criminal. Crime contra a ordem econômica e contra as relações de consumo. Tempestividade de recurso. Inadequação da via eleita. Ausência de teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. 1. O acolhimento da pretensão defensiva, tal como explicitada na impetração, demandaria revolvimento de fatos e provas, procedimento incompatível com a via processual restrita do habeas corpus. 2. A matéria suscitada na impetração não foi submetida a exame prévio do Superior Tribunal de Justiça. De modo que a imediata análise dessa matéria por esta Corte acarretaria indevida supressão de instância. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Habeas corpus não conhecido.
sjur389951
Número de páginas: 7. Análise: 24/09/2018, ER.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
124030
[ "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00028\n LEI ORDINÁRIA" ]
HC
acordaos
HC 124030
[ "" ]
PACTE.(S) : FERNANDO MAIMONE NETO IMPTE.(S) : CARLOS ROBERTO ROCHA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO MAIMONE NETO IMPTE.(S) :CARLOS ROBERTO ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A ORDEM ECONÔMICA E CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO. TEMPESTIVIDADE DE RECURSO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA, ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. O acolhimento da pretensão defensiva, tal como explicitada na impetração, demandaria revolvimento de fatos e provas, procedimento incompatível com a via processual restrita do habeas corpus. 2. A matéria suscitada na impetração não foi submetida a exame prévio do Superior Tribunal de Justiça. De modo que a imediata análise dessa matéria por esta Corte acarretaria indevida supressão de instância. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em não conhecer da impetração, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 998D-EE33-90F8-54A4 e senha B50D-1074-9C9F-8692 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO MAIMONE NETO IMPTE.(S) :CARLOS ROBERTO ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Limeira/SP, no processo n 0020784-04.2006.8.26.0320, condenou o paciente a 1 ano de detenção, em regime aberto, ante o cometimento da infração prevista no artigo 1..., inciso I (aquisição e revenda de derivado de petróleo em desacordo com as exigências legais), da Lei n 8.176/1991, e a 2 anos e 4 meses de detenção, em regime aberto, em virtude da prática do delito versado no artigo 7..., inciso IX (vender ou possuir em depósito destinado à venda mercadoria em condições impróprias ao consumo), da Lei n 8.137/1990. Substituiu a sanção privativa de liberdade por restritivas de direito, consubstanciadas em prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária no valor de 20 salários mínimos. A Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, ao prover parcialmente apelação interposta pela defesa, afastou a condenação pelo crime da Lei n 8.176/1991, mantendo a sentença no mais. Recurso especial foi inadmitido. Protocolado agravo de instrumento, o Presidente da Seção de Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) :FERNANDO MAIMONE NETO IMPTE.(S) :CARLOS ROBERTO ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Limeira/SP, no processo n 0020784-04.2006.8.26.0320, condenou o paciente a 1 ano de detenção, em regime aberto, ante o cometimento da infração prevista no artigo 1..., inciso I (aquisição e revenda de derivado de petróleo em desacordo com as exigências legais), da Lei n 8.176/1991, e a 2 anos e 4 meses de detenção, em regime aberto, em virtude da prática do delito versado no artigo 7..., inciso IX (vender ou possuir em depósito destinado à venda mercadoria em condições impróprias ao consumo), da Lei n 8.137/1990. Substituiu a sanção privativa de liberdade por restritivas de direito, consubstanciadas em prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária no valor de 20 salários mínimos. A Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, ao prover parcialmente apelação interposta pela defesa, afastou a condenação pelo crime da Lei n 8.176/1991, mantendo a sentença no mais. Recurso especial foi inadmitido. Protocolado agravo de instrumento, o Presidente da Seção de Direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 124030 / SP Criminal assentou a impossibilidade de peticionamento eletrônico, determinando, em 28 de janeiro de 2014, a regularização no prazo de 5 dias. O recurso foi processado em 17 de março seguinte. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial n 497.842. O Relator, aludindo à intempestividade, dele não conheceu. Ressaltou que, iniciado o prazo recursal em 22 de janeiro de 2014, manifestou-se inconformismo em 5 de fevereiro imediato, tendo como inobservado o prazo assinalado no artigo 28 da Lei n 8.038/1990. A Quinta Turma não conheceu de agravo interno, afirmando-o formalizado um dia após o fim do prazo. O acórdão transitou em julgado em 23 de setembro de 2014. O impetrante sustenta haver sido o agravo de instrumento interposto dentro do prazo legal. Assevera publicada a decisão em que obstado o trânsito do recurso especial no Diário da Justiça eletrônico, em 21 de janeiro de 2014, iniciado o prazo no dia subsequente e encerrado em 27 seguinte, data de protocolação, via digital, do recurso. Noticia que a peça física foi apresentada em 5 de fevereiro de 2014, dois dias antes do término do prazo, considerada a publicação, em 31 de janeiro daquele ano, do ato mediante o qual determinada a regularização. Articula com a ofensa aos incisos XXXIV, alínea “a”, e LV do artigo 5... da Constituição Federal. Aduz a obrigatoriedade do peticionamento eletrônico no Superior Tribunal de Justiça, reportando-se ao artigo 10, inciso XX, da Resolução n 14/2013. Requereu, no campo precário e efêmero, a suspensão do processo-crime. A medida não chegou a ser apreciada por Vossa Excelência. No mérito, busca seja a ordem deferida para que o Superior Tribunal de Justiça proceda ao julgamento do agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Supremo Tribunal Federal HC 124030 / SP Criminal assentou a impossibilidade de peticionamento eletrônico, determinando, em 28 de janeiro de 2014, a regularização no prazo de 5 dias. O recurso foi processado em 17 de março seguinte. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o agravo em recurso especial n 497.842. O Relator, aludindo à intempestividade, dele não conheceu. Ressaltou que, iniciado o prazo recursal em 22 de janeiro de 2014, manifestou-se inconformismo em 5 de fevereiro imediato, tendo como inobservado o prazo assinalado no artigo 28 da Lei n 8.038/1990. A Quinta Turma não conheceu de agravo interno, afirmando-o formalizado um dia após o fim do prazo. O acórdão transitou em julgado em 23 de setembro de 2014. O impetrante sustenta haver sido o agravo de instrumento interposto dentro do prazo legal. Assevera publicada a decisão em que obstado o trânsito do recurso especial no Diário da Justiça eletrônico, em 21 de janeiro de 2014, iniciado o prazo no dia subsequente e encerrado em 27 seguinte, data de protocolação, via digital, do recurso. Noticia que a peça física foi apresentada em 5 de fevereiro de 2014, dois dias antes do término do prazo, considerada a publicação, em 31 de janeiro daquele ano, do ato mediante o qual determinada a regularização. Articula com a ofensa aos incisos XXXIV, alínea “a”, e LV do artigo 5... da Constituição Federal. Aduz a obrigatoriedade do peticionamento eletrônico no Superior Tribunal de Justiça, reportando-se ao artigo 10, inciso XX, da Resolução n 14/2013. Requereu, no campo precário e efêmero, a suspensão do processo-crime. A medida não chegou a ser apreciada por Vossa Excelência. No mérito, busca seja a ordem deferida para que o Superior Tribunal de Justiça proceda ao julgamento do agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 124030 / SP em recurso especial. A Procuradoria-Geral da República frisou necessária a intimação do impetrante para manifestar interesse no prosseguimento do habeas, apontando a possibilidade de ter havido o cumprimento da pena. Sucessivamente, opina pelo indeferimento da ordem, consignando a inadequação da via para reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais. Acrescenta não analisada a questão pelo Superior, apontando não conhecido, mediante decisão monocrática, o agravo em recurso especial e assentada, em seguida, a intempestividade do agravo interno. Em resposta a despacho formalizado por Vossa Excelência no dia 21 de junho de 2018, o impetrante, por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 45.447/2018, disse persistir o interesse no julgamento do processo. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 26 de julho de 2018, revelou ter o Juízo determinado a expedição de guia de recolhimento definitivo em 2 de outubro de 2014. O processo de execução, de n 7000430-52.2014.8.26.0320, encontra-se concluso para despacho. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Supremo Tribunal Federal HC 124030 / SP em recurso especial. A Procuradoria-Geral da República frisou necessária a intimação do impetrante para manifestar interesse no prosseguimento do habeas, apontando a possibilidade de ter havido o cumprimento da pena. Sucessivamente, opina pelo indeferimento da ordem, consignando a inadequação da via para reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais. Acrescenta não analisada a questão pelo Superior, apontando não conhecido, mediante decisão monocrática, o agravo em recurso especial e assentada, em seguida, a intempestividade do agravo interno. Em resposta a despacho formalizado por Vossa Excelência no dia 21 de junho de 2018, o impetrante, por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 45.447/2018, disse persistir o interesse no julgamento do processo. Consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, em 26 de julho de 2018, revelou ter o Juízo determinado a expedição de guia de recolhimento definitivo em 2 de outubro de 2014. O processo de execução, de n 7000430-52.2014.8.26.0320, encontra-se concluso para despacho. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004268. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): RECURSO – OPORTUNIDADE. Uma vez constatada a oportunidade do recurso, cabe o deferimento da ordem para que ocorra a continuidade do julgamento. O Relator no Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial n 497.842/SP, ante a intempestividade. Surge impróprio agasalhar a óptica. O agravo de instrumento voltado a destrancar o recurso especial inadmitido na origem, mediante decisão do Presidente da Seção de Direito Criminal publicada no Diário da Justiça de 21 de janeiro de 2014 (terça-feira), foi interposto, eletronicamente, no dia 27 de janeiro seguinte (segunda-feira), atendendo-se ao prazo de 5 dias previsto no artigo 28 da Lei n 8.038/1990, vigente à época, consoante recibo de protocolo juntado ao processo. O Tribunal de Justiça, assentado não ser possível o peticionamento eletrônico para o pronunciamento judicial almejado, determinou fosse promovida a regularização, em 5 dias, sob pena de não conhecimento. Publicou-se o despacho no Diário da Justiça de 31 de janeiro de 2014 (sexta-feira), ocorrendo a manifestação do recorrente no dia 5 de fevereiro posterior (quarta-feira), dentro do prazo legal, conforme revelou consulta ao andamento processual da apelação no sítio do Tribunal estadual. Defiro a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça o exame do agravo em recurso especial n 497.842, uma vez insubsistente a premissa de não conhecimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004269. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): RECURSO – OPORTUNIDADE. Uma vez constatada a oportunidade do recurso, cabe o deferimento da ordem para que ocorra a continuidade do julgamento. O Relator no Superior Tribunal de Justiça não conheceu do agravo em recurso especial n 497.842/SP, ante a intempestividade. Surge impróprio agasalhar a óptica. O agravo de instrumento voltado a destrancar o recurso especial inadmitido na origem, mediante decisão do Presidente da Seção de Direito Criminal publicada no Diário da Justiça de 21 de janeiro de 2014 (terça-feira), foi interposto, eletronicamente, no dia 27 de janeiro seguinte (segunda-feira), atendendo-se ao prazo de 5 dias previsto no artigo 28 da Lei n 8.038/1990, vigente à época, consoante recibo de protocolo juntado ao processo. O Tribunal de Justiça, assentado não ser possível o peticionamento eletrônico para o pronunciamento judicial almejado, determinou fosse promovida a regularização, em 5 dias, sob pena de não conhecimento. Publicou-se o despacho no Diário da Justiça de 31 de janeiro de 2014 (sexta-feira), ocorrendo a manifestação do recorrente no dia 5 de fevereiro posterior (quarta-feira), dentro do prazo legal, conforme revelou consulta ao andamento processual da apelação no sítio do Tribunal estadual. Defiro a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça o exame do agravo em recurso especial n 497.842, uma vez insubsistente a premissa de não conhecimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004269. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir vênia ao eminente Relator, não estou conhecendo do habeas corpus que é impetrado em substitutivo de revisão criminal. Os alegados problemas verificados na origem não foram submetidos a exame do Superior Tribunal de Justiça. E contra a decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio Bellizze, que não conheceu pela intempestividade, a Defesa apresentou agravo regimental igualmente intempestivo. Eu não conheço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D14C-EC3F-A301-F00A e senha 705D-3A7F-4D61-0A5B Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 124.030 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir vênia ao eminente Relator, não estou conhecendo do habeas corpus que é impetrado em substitutivo de revisão criminal. Os alegados problemas verificados na origem não foram submetidos a exame do Superior Tribunal de Justiça. E contra a decisão monocrática do Ministro Marco Aurélio Bellizze, que não conheceu pela intempestividade, a Defesa apresentou agravo regimental igualmente intempestivo. Eu não conheço. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D14C-EC3F-A301-F00A e senha 705D-3A7F-4D61-0A5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.030 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : FERNANDO MAIMONE NETO IMPTE.(S) : CARLOS ROBERTO ROCHA (114471/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046290 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 124.030 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO PACTE.(S) : FERNANDO MAIMONE NETO IMPTE.(S) : CARLOS ROBERTO ROCHA (114471/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu da impetração, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046290 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 124 . 030", "HABEAS CORPUS 124 . 030 SÃO PAULO", "processo n 0020784 - 04 . 2006 . 8 . 26 . 0320", "HABEAS CORPUS 124 . 030 SÃO", "processo n 0020784 - 04 . 2006 . 8 . 26 . 0320", "HC 124030 / SP", "HC 124030 / SP Criminal", "HC 124030 / SP", "-", "52", ".", "2014", ".", ".", "HC 124030 / SP", "7000430", "-", "52", ".", "2014", ".", "8", ".", "26", "HABEAS CORPUS 124 . 030", "recurso especial n 497 . 842 / SP", "recurso especial n 497 . 842", "HABEAS CORPUS 124 . 030", "recurso especial n 497 . 842 / SP", "recurso especial n 497 . 842", "HABEAS CORPUS 124 . 030", "HABEAS CORPUS 124 . 030", "HABEAS CORPUS 124 . 030", "HABEAS CORPUS 124 . 030" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , inciso", "Lei n 8 . 176 / 1991", "Lei n 8 .", "Lei n 8 . 176 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , inciso I", "Lei n 8 . 176 / 1991", "artigo 7 . . . , inciso IX", "Lei n 8 . 137 / 1990", "Lei n 8 . 176 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 28 da Lei n 8 . 038 / 1990", "incisos XXXIV , alínea “ a ” , e LV do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "artigo 10 , inciso XX , da Resolução n 14 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 28 da Lei n 8 . 038 / 1990", "incisos XXXIV , alínea “ a ” , e LV do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "artigo 10 , inciso XX , da Resolução n 14 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 28 da Lei n 8 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 28 da Lei n 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Terceira Vara Criminal da Comarca de Limeira / SP", "Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Terceira Vara Criminal da Comarca de Limeira / SP", "Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça", "Seção", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO MAIMONE NETO", "CARLOS ROBERTO ROCHA", "Alexandre de Moraes", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO MAIMONE NETO", "CARLOS ROBERTO ROCHA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO MAIMONE NETO", "CARLOS ROBERTO ROCHA", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio Bellizze", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio Bellizze", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO MAIMONE NETO", "CARLOS ROBERTO ROCHA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO MAIMONE NETO", "CARLOS ROBERTO ROCHA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "14", "de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de janeiro de 2014", "17 de março seguinte", "22 de janeiro de 2014", "5 de fevereiro imediato", "23 de setembro de 2014", "21 de janeiro de 2014", "27", "5 de fevereiro", "2014", "31 de janeiro daquele ano", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de janeiro de 2014", "17 de março seguinte", "22 de janeiro de 2014", "5 de fevereiro imediato", "23 de setembro de 2014", "21 de janeiro de 2014", "27", "5 de fevereiro de 2014", "31 de janeiro daquele ano", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de junho de 2018", "26 de julho de 2018", "2 de outubro de 2014", "4 de agosto de 2018", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de junho de 2018", "26 de julho de 2018", "2 de outubro de 2014", "4 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "21 de janeiro de 2014", "terça", "-", "27 de janeiro seguinte", "segunda", "-", "feira", "31 de janeiro de 2014", "sexta", "-", "feira", "5 de fevereiro", "quarta", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "21 de janeiro de 2014", "terça", "-", "feira", "27 de janeiro", "segunda", "-", "feira", "31 de janeiro de 2014", "sexta", "5 de fevereiro", "quarta", "-", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :OLICIO AVELINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA POR INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL. DISCRICIONARIEDADE. SISTEMA DE PERSUASÃO RACIONAL. MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. ILEGALIDADE DA DECRETAÇÃO DE PERDA DE CARGO PÚBLICO. MATÉRIA NÃO ENFRENTADA NO ACÓRDÃO DO STJ. 1. A atuação monocrática, com observância das balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1°, e 192, caput, do RISTF, não traduz violação ao Princípio da Colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. Precedentes. 2. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 3. A discricionariedade associada ao deferimento da produção probatória decorre implicitamente do sistema de persuasão racional, em que o Estado-Juiz figura como destinatário do conjunto probatório e atua, mediante critérios de liberdade regrada, nas etapas de admissão e valoração da prova. Eventual divergência com entendimento adotado pelo Juízo de origem, em relação à relevância da produção da prova técnica, demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável na via estreita do habeas corpus. 4. O não enfrentamento da matéria no acórdão recorrido impede o conhecimento da questão por esta Suprema Corte neste recurso ordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651846. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RHC 142982 AGR / MG constitucional. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 15 a 21 de junho de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651846. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG constitucional. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 15 a 21 de junho de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :OLICIO AVELINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ausência de constrangimento ilegal, negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se que o art. 21, §1º, do RISTF não confere ao Relator a prerrogativa de, monocraticamente, negar provimento a recurso. No mais, alega-se nulidade processual absoluta, por cerceamento de defesa, ante o indeferimento de produção de prova técnica imprescindível à comprovação da sua inocência. Requer o provimento do recurso a fim de que seja declarada a nulidade processual. Alternativamente, pede a reforma do acórdão do TJMG na parte em que declarou a perda da função pública. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651847. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :OLICIO AVELINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ausência de constrangimento ilegal, negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se que o art. 21, §1º, do RISTF não confere ao Relator a prerrogativa de, monocraticamente, negar provimento a recurso. No mais, alega-se nulidade processual absoluta, por cerceamento de defesa, ante o indeferimento de produção de prova técnica imprescindível à comprovação da sua inocência. Requer o provimento do recurso a fim de que seja declarada a nulidade processual. Alternativamente, pede a reforma do acórdão do TJMG na parte em que declarou a perda da função pública. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): De início, importa ressaltar que atuação monocrática do Relator, com observância das balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1°, e 192, caput, do RISTF, não traduz violação ao Princípio da Colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA PELO ORDENAMENTO POSITIVO BRASILEIRO (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 30/2009) – […]” (HC 140.629 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 30.06.2017) “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO COM EMPREGO DE ARMA DE FOGO. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. 1. Inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 21, § 1º, do RI/STF para negar seguimento ao habeas corpus. 2. […]” (HC 129.677 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 07.06.2016) AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FORMAÇÃO DE QUADRILHA. CORRUPÇÃO ATIVA E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): De início, importa ressaltar que atuação monocrática do Relator, com observância das balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1°, e 192, caput, do RISTF, não traduz violação ao Princípio da Colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA PELO ORDENAMENTO POSITIVO BRASILEIRO (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 30/2009) – […]” (HC 140.629 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 30.06.2017) “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO COM EMPREGO DE ARMA DE FOGO. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. 1. Inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 21, § 1º, do RI/STF para negar seguimento ao habeas corpus. 2. […]” (HC 129.677 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 07.06.2016) AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FORMAÇÃO DE QUADRILHA. CORRUPÇÃO ATIVA E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RHC 142982 AGR / MG PASSIVA. USO DE DOCUMENTO PÚBLICO IDEOLOGICAMENTE FALSO. DESCAMINHO. EVASÃO DE DIVISAS. LAVAGEM E OCULTAÇÃO DE VALORES. PRISÃO PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO DE MÉRITO DO WRIT IMPETRADO NA CORTE SUPERIOR. PERDA DE OBJETO. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. OFENSA NÃO CARACTERIZADA. 1. […] 2. Na dicção dos arts. 21, § 1º, e 192, do RISTF, que conferem ao Relator a faculdade de decidir monocraticamente o habeas corpus, inexiste ofensa ao princípio da colegialidade. Precedente. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC 128.274 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 24.05.2016). Conforme anteriormente explicitado, o habeas corpus impetrado no STJ não merecia conhecimento, na medida em que o writ não se presta a rescindir provimento condenatório acobertado pelo manto da coisa julgada. Dessa forma, a análise do recurso ordinário não desbordou as balizas fixadas pelo não conhecimento, de modo que a concessão da ordem reclamaria ilegalidade manifesta ou teratologia, o que não ocorre na hipótese dos autos. Observo que o recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada. A decisão recorrida consignou: 2.1. No tocante ao alegado cerceamento de defesa, o STJ assentou (eDOC 03, p. 932/935, grifei ): No que que se refere ao aventado cerceamento do direito de defesa do paciente ante o indeferimento da realização de perícia por ele requerida, sabe-se que, embora o acusado, no processo penal, tenha o direito à produção da prova necessária a dar embasamento à tese defensiva, ao magistrado é facultado o indeferimento, de forma motivada, das providências que julgar protelatórias, irrelevantes ou impertinentes, devendo a sua imprescindibilidade ser devidamente justificada pela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG PASSIVA. USO DE DOCUMENTO PÚBLICO IDEOLOGICAMENTE FALSO. DESCAMINHO. EVASÃO DE DIVISAS. LAVAGEM E OCULTAÇÃO DE VALORES. PRISÃO PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO DE MÉRITO DO WRIT IMPETRADO NA CORTE SUPERIOR. PERDA DE OBJETO. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. OFENSA NÃO CARACTERIZADA. 1. […] 2. Na dicção dos arts. 21, § 1º, e 192, do RISTF, que conferem ao Relator a faculdade de decidir monocraticamente o habeas corpus, inexiste ofensa ao princípio da colegialidade. Precedente. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC 128.274 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 24.05.2016). Conforme anteriormente explicitado, o habeas corpus impetrado no STJ não merecia conhecimento, na medida em que o writ não se presta a rescindir provimento condenatório acobertado pelo manto da coisa julgada. Dessa forma, a análise do recurso ordinário não desbordou as balizas fixadas pelo não conhecimento, de modo que a concessão da ordem reclamaria ilegalidade manifesta ou teratologia, o que não ocorre na hipótese dos autos. Observo que o recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada. A decisão recorrida consignou: 2.1. No tocante ao alegado cerceamento de defesa, o STJ assentou (eDOC 03, p. 932/935, grifei ): No que que se refere ao aventado cerceamento do direito de defesa do paciente ante o indeferimento da realização de perícia por ele requerida, sabe-se que, embora o acusado, no processo penal, tenha o direito à produção da prova necessária a dar embasamento à tese defensiva, ao magistrado é facultado o indeferimento, de forma motivada, das providências que julgar protelatórias, irrelevantes ou impertinentes, devendo a sua imprescindibilidade ser devidamente justificada pela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RHC 142982 AGR / MG parte. Confira-se, a propósito, a lição de Eugênio Pacelli de Oliveira, para quem " embora se cuide de direito, isso não impede que o juiz da causa examine a pertinência da prova requerida (ver, por exemplo, art. 400, §1º, CPP), tendo em vista que cabe a ele a condução do processo, devendo, por isso mesmo, rejeitar as diligências manifestamente protelatórias. " (Curso de processo penal. 10ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008. p. 294). Não destoa a jurisprudência desta Corte Superior de Justiça: [...] O Supremo Tribunal Federal também adota o mesmo entendimento: [...] Na hipótese em apreço, o togado de origem entendeu que a prova requerida pelo acusado não teria o condão de dirimir dúvida alguma sobre algum ponto relevante, salientando que saber " se o acusado Olício recebeu ou não alguma ligação de terceiro na manhã do dia dos fatos, é irrelevante no contexto probatório, de modo que não demonstrada sua necessidade, muito menos o prejuízo por sua ausência nos autos " (e-STJ fl. 505), o que foi confirmado pela autoridade impetrada (e- STJ fls. 707/709). Verifica-se, assim, que foram declinadas justificativas plausíveis para a negativa de produção do exame requerido acusado, o que afasta o constrangimento ilegal suscitado na impetração. Ademais, é imperioso salientar que, para se concluir que a prova em questão seria indispensável para a comprovação das teses defensivas, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, providência incompatível com a via eleita, consoante vem decidindo este Sodalício: [...] 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG parte. Confira-se, a propósito, a lição de Eugênio Pacelli de Oliveira, para quem " embora se cuide de direito, isso não impede que o juiz da causa examine a pertinência da prova requerida (ver, por exemplo, art. 400, §1º, CPP), tendo em vista que cabe a ele a condução do processo, devendo, por isso mesmo, rejeitar as diligências manifestamente protelatórias. " (Curso de processo penal. 10ª ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008. p. 294). Não destoa a jurisprudência desta Corte Superior de Justiça: [...] O Supremo Tribunal Federal também adota o mesmo entendimento: [...] Na hipótese em apreço, o togado de origem entendeu que a prova requerida pelo acusado não teria o condão de dirimir dúvida alguma sobre algum ponto relevante, salientando que saber " se o acusado Olício recebeu ou não alguma ligação de terceiro na manhã do dia dos fatos, é irrelevante no contexto probatório, de modo que não demonstrada sua necessidade, muito menos o prejuízo por sua ausência nos autos " (e-STJ fl. 505), o que foi confirmado pela autoridade impetrada (e- STJ fls. 707/709). Verifica-se, assim, que foram declinadas justificativas plausíveis para a negativa de produção do exame requerido acusado, o que afasta o constrangimento ilegal suscitado na impetração. Ademais, é imperioso salientar que, para se concluir que a prova em questão seria indispensável para a comprovação das teses defensivas, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, providência incompatível com a via eleita, consoante vem decidindo este Sodalício: [...] 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RHC 142982 AGR / MG Observo que o acórdão recorrido se alinha com a jurisprudência desta Suprema Corte. Com efeito, a discricionariedade associada ao deferimento da produção probatória, em verdade, decorre implicitamente do sistema de persuasão racional, em que o Estado-Juiz figura como destinatário do conjunto probatório e atua, mediante critérios de liberdade regrada, nas etapas de admissão e valoração da prova. Ademais, a teor do artigo 251 do CPP, incumbe ao juiz prover a regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos, bem como o indeferimento de medidas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias (art. 400, §1°, CPP). Nesse sentido: Não há um direito absoluto à produção de prova, facultando o art. 400, § 1.º, do Código de Processo Penal ao juiz o indeferimento de provas impertinentes, irrelevantes e protelatórias. Cabíveis, na fase de diligências complementares, requerimentos de prova cuja necessidade tenha surgido apenas no decorrer da instrução. Em casos complexos, há que confiar no prudente arbítrio do magistrado, mais próximo dos fatos, quanto à avaliação da pertinência e relevância das provas requeridas pelas partes, sem prejuízo da avaliação crítica pela Corte de Apelação no julgamento de eventual recurso contra a sentença. (HC 100.988, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 15.05.2012, grifei ). O princípio do livre convencimento racional, previsto no § 1º do art. 400 do CPP, faculta ao juiz o indeferimento das provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias. (RHC 126.853 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 25.08.2015). É legítimo o indeferimento de diligências requeridas pelas partes, quando consideradas irrelevantes, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG Observo que o acórdão recorrido se alinha com a jurisprudência desta Suprema Corte. Com efeito, a discricionariedade associada ao deferimento da produção probatória, em verdade, decorre implicitamente do sistema de persuasão racional, em que o Estado-Juiz figura como destinatário do conjunto probatório e atua, mediante critérios de liberdade regrada, nas etapas de admissão e valoração da prova. Ademais, a teor do artigo 251 do CPP, incumbe ao juiz prover a regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos, bem como o indeferimento de medidas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias (art. 400, §1°, CPP). Nesse sentido: Não há um direito absoluto à produção de prova, facultando o art. 400, § 1.º, do Código de Processo Penal ao juiz o indeferimento de provas impertinentes, irrelevantes e protelatórias. Cabíveis, na fase de diligências complementares, requerimentos de prova cuja necessidade tenha surgido apenas no decorrer da instrução. Em casos complexos, há que confiar no prudente arbítrio do magistrado, mais próximo dos fatos, quanto à avaliação da pertinência e relevância das provas requeridas pelas partes, sem prejuízo da avaliação crítica pela Corte de Apelação no julgamento de eventual recurso contra a sentença. (HC 100.988, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 15.05.2012, grifei ). O princípio do livre convencimento racional, previsto no § 1º do art. 400 do CPP, faculta ao juiz o indeferimento das provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias. (RHC 126.853 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 25.08.2015). É legítimo o indeferimento de diligências requeridas pelas partes, quando consideradas irrelevantes, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RHC 142982 AGR / MG impertinentes ou protelatórias. Inteligência do art. 400, § 1º, do CPP. Precedentes. (HC 116.989, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 03.03.2015) O indeferimento da diligência pelo magistrado de primeiro grau não configura cerceamento de defesa, uma vez que o próprio Código de Processo Penal prevê, no § 1º do art. 400, a possibilidade de o juiz indeferir as provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias, sem que isso implique em nulidade da respectiva ação penal. (RHC 120.551, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 08.04.2014) Ademais, como bem mencionado pelo STJ, eventual divergência com entendimento adotado pelo Juízo de origem, em relação à relevância da produção da prova técnica, demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável na via estreita do habeas corpus. Nessa linha: O habeas corpus não comporta reexame de fatos e provas para chegar-se à absolvição, consoante remansosa jurisprudência desta Corte. (HC 124.479, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 18.11.2014) É consolidado nesta Corte o entendimento de que não se admite o reexame de fatos e provas em sede de habeas corpus: é inviável a utilização do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que ampararam a conclusão das instâncias ordinárias . (HC 137.695, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 10.10.2016, grifei ). No mesmo sentido: RHC nº 105.150, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 04.05.12; RHC nº 121.092/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12.05.14; HC nº 118.602/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11.03.14; e o HC nº 111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 03.05.12. 2.2 . No tocante ao pedido de desclassificação da conduta para o tipo do art. 349 do CP, com os consequentes 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG impertinentes ou protelatórias. Inteligência do art. 400, § 1º, do CPP. Precedentes. (HC 116.989, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 03.03.2015) O indeferimento da diligência pelo magistrado de primeiro grau não configura cerceamento de defesa, uma vez que o próprio Código de Processo Penal prevê, no § 1º do art. 400, a possibilidade de o juiz indeferir as provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias, sem que isso implique em nulidade da respectiva ação penal. (RHC 120.551, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 08.04.2014) Ademais, como bem mencionado pelo STJ, eventual divergência com entendimento adotado pelo Juízo de origem, em relação à relevância da produção da prova técnica, demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável na via estreita do habeas corpus. Nessa linha: O habeas corpus não comporta reexame de fatos e provas para chegar-se à absolvição, consoante remansosa jurisprudência desta Corte. (HC 124.479, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 18.11.2014) É consolidado nesta Corte o entendimento de que não se admite o reexame de fatos e provas em sede de habeas corpus: é inviável a utilização do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que ampararam a conclusão das instâncias ordinárias . (HC 137.695, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 10.10.2016, grifei ). No mesmo sentido: RHC nº 105.150, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 04.05.12; RHC nº 121.092/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12.05.14; HC nº 118.602/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11.03.14; e o HC nº 111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 03.05.12. 2.2 . No tocante ao pedido de desclassificação da conduta para o tipo do art. 349 do CP, com os consequentes 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RHC 142982 AGR / MG redimensionamento da pena e reintegração ao cargo público, ressalto que não compete a esta Corte apreciar o pleito, tendo em vista que o seu acolhimento, da mesma forma que alegação anterior, dependeria de valoração probatória e, como se sabe, as instâncias ordinárias são soberanas nessa análise. Além disso, o delito em apreço tem como elemento típico tornar seguro o proveito do crime, de modo que não incide na hipótese em que a conduta é anterior e contribui para a subtração, como reconheceram as instâncias próprias. Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Por fim, no tocante ao pedido alternativo de anulação parcial da decisão, especificamente quanto à perda da função pública, observo que o acórdão do STJ não analisou esse pedido, porque já teria sido objeto de apreciação no julgamento do HC 277.504/MG. Desse modo, considerando que a questão não foi tratada no acórdão recorrido, inviável o conhecimento da matéria por esta Corte neste recurso ordinário. Nesse particular, caberia à defesa impugnar o acórdão proferido no HC 277.504/MG. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG redimensionamento da pena e reintegração ao cargo público, ressalto que não compete a esta Corte apreciar o pleito, tendo em vista que o seu acolhimento, da mesma forma que alegação anterior, dependeria de valoração probatória e, como se sabe, as instâncias ordinárias são soberanas nessa análise. Além disso, o delito em apreço tem como elemento típico tornar seguro o proveito do crime, de modo que não incide na hipótese em que a conduta é anterior e contribui para a subtração, como reconheceram as instâncias próprias. Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Por fim, no tocante ao pedido alternativo de anulação parcial da decisão, especificamente quanto à perda da função pública, observo que o acórdão do STJ não analisou esse pedido, porque já teria sido objeto de apreciação no julgamento do HC 277.504/MG. Desse modo, considerando que a questão não foi tratada no acórdão recorrido, inviável o conhecimento da matéria por esta Corte neste recurso ordinário. Nesse particular, caberia à defesa impugnar o acórdão proferido no HC 277.504/MG. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : OLICIO AVELINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO (94357/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669384 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : OLICIO AVELINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO (94357/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669384 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747676729
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA POR INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL. DISCRICIONARIEDADE. SISTEMA DE PERSUASÃO RACIONAL. MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. ILEGALIDADE DA DECRETAÇÃO DE PERDA DE CARGO PÚBLICO. MATÉRIA NÃO ENFRENTADA NO ACÓRDÃO DO STJ. 1. A atuação monocrática, com observância das balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1°, e 192, caput, do RISTF, não traduz violação ao Princípio da Colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. Precedentes. 2. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 3. A discricionariedade associada ao deferimento da produção probatória decorre implicitamente do sistema de persuasão racional, em que o Estado-Juiz figura como destinatário do conjunto probatório e atua, mediante critérios de liberdade regrada, nas etapas de admissão e valoração da prova. Eventual divergência com entendimento adotado pelo Juízo de origem, em relação à relevância da produção da prova técnica, demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável na via estreita do habeas corpus. 4. O não enfrentamento da matéria no acórdão recorrido impede o conhecimento da questão por esta Suprema Corte neste recurso ordinário constitucional. 5. Agravo regimental desprovido.
sjur387913
- Acórdão(s) citado(s): (DECISÃO MONOCRÁTICA, PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE) HC 129677 AgR (1ªT), HC 128274 AgR (1ªT), HC 140629 AgR (2ªT). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: HC 277504. Número de páginas: 10. Análise: 05/10/2018, JRS.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
142982
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001 ART-00192 \"CAPUT\"\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 142982 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : OLICIO AVELINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :OLICIO AVELINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA POR INDEFERIMENTO DE PROVA PERICIAL. DISCRICIONARIEDADE. SISTEMA DE PERSUASÃO RACIONAL. MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. ILEGALIDADE DA DECRETAÇÃO DE PERDA DE CARGO PÚBLICO. MATÉRIA NÃO ENFRENTADA NO ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. 1. A atuação monocrática, com observância das balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1..., e 192, caput, do RISTF, não traduz violação ao Princípio da Colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. Precedentes. 2. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 3. A discricionariedade associada ao deferimento da produção probatória decorre implicitamente do sistema de persuasão racional, em que o Estado-Juiz figura como destinatário do conjunto probatório e atua, mediante critérios de liberdade regrada, nas etapas de admissão e valoração da prova. Eventual divergência com entendimento adotado pelo Juízo de origem, em relação à relevância da produção da prova técnica, demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável na via estreita do habeas corpus. 4. O não enfrentamento da matéria no acórdão recorrido impede o conhecimento da questão por esta Suprema Corte neste recurso ordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651846. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RHC 142982 AGR / MG constitucional. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 15 a 21 de junho de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651846. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG constitucional. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 15 a 21 de junho de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :OLICIO AVELINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ausência de constrangimento ilegal, negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se que o art. 21, §1..., do RISTF não confere ao Relator a prerrogativa de, monocraticamente, negar provimento a recurso. No mais, alega-se nulidade processual absoluta, por cerceamento de defesa, ante o indeferimento de produção de prova técnica imprescindível à comprovação da sua inocência. Requer o provimento do recurso a fim de que seja declarada a nulidade processual. Alternativamente, pede a reforma do acórdão do TJMG na parte em que declarou a perda da função pública. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651847. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :OLICIO AVELINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que, forte na ausência de constrangimento ilegal, negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. Nas razões recursais, sustenta-se que o art. 21, §1..., do RISTF não confere ao Relator a prerrogativa de, monocraticamente, negar provimento a recurso. No mais, alega-se nulidade processual absoluta, por cerceamento de defesa, ante o indeferimento de produção de prova técnica imprescindível à comprovação da sua inocência. Requer o provimento do recurso a fim de que seja declarada a nulidade processual. Alternativamente, pede a reforma do acórdão do TJMG na parte em que declarou a perda da função pública. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651847. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): De início, importa ressaltar que atuação monocrática do Relator, com observância das balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1..., e 192, caput, do RISTF, não traduz violação ao Princípio da Colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA PELO ORDENAMENTO POSITIVO BRASILEIRO (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER n 30/2009) – […]” (HC 140.629 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 30.06.2017) “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO COM EMPREGO DE ARMA DE FOGO. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. 1. Inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal para negar seguimento ao habeas corpus. 2. […]” (HC 129.677 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 07.06.2016) AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FORMAÇÃO DE QUADRILHA. CORRUPÇÃO ATIVA E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): De início, importa ressaltar que atuação monocrática do Relator, com observância das balizas estabelecidas nos arts. 21, § 1..., e 192, caput, do RISTF, não traduz violação ao Princípio da Colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS” – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA PELO ORDENAMENTO POSITIVO BRASILEIRO (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER n 30/2009) – […]” (HC 140.629 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 30.06.2017) “PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO COM EMPREGO DE ARMA DE FOGO. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. 1. Inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal para negar seguimento ao habeas corpus. 2. […]” (HC 129.677 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 07.06.2016) AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FORMAÇÃO DE QUADRILHA. CORRUPÇÃO ATIVA E Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RHC 142982 AGR / MG PASSIVA. USO DE DOCUMENTO PÚBLICO IDEOLOGICAMENTE FALSO. DESCAMINHO. EVASÃO DE DIVISAS. LAVAGEM E OCULTAÇÃO DE VALORES. PRISÃO PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO DE MÉRITO DO WRIT IMPETRADO NA CORTE SUPERIOR. PERDA DE OBJETO. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. OFENSA NÃO CARACTERIZADA. 1. […] 2. Na dicção dos arts. 21, § 1..., e 192, do RISTF, que conferem ao Relator a faculdade de decidir monocraticamente o habeas corpus, inexiste ofensa ao princípio da colegialidade. Precedente. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC 128.274 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 24.05.2016). Conforme anteriormente explicitado, o habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça não merecia conhecimento, na medida em que o writ não se presta a rescindir provimento condenatório acobertado pelo manto da coisa julgada. Dessa forma, a análise do recurso ordinário não desbordou as balizas fixadas pelo não conhecimento, de modo que a concessão da ordem reclamaria ilegalidade manifesta ou teratologia, o que não ocorre na hipótese dos autos. Observo que o recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada. A decisão recorrida consignou: 2.1. No tocante ao alegado cerceamento de defesa, o Superior Tribunal de Justiça assentou (eDOC 03, p. 932/935, grifei ): No que que se refere ao aventado cerceamento do direito de defesa do paciente ante o indeferimento da realização de perícia por ele requerida, sabe-se que, embora o acusado, no processo penal, tenha o direito à produção da prova necessária a dar embasamento à tese defensiva, ao magistrado é facultado o indeferimento, de forma motivada, das providências que julgar protelatórias, irrelevantes ou impertinentes, devendo a sua imprescindibilidade ser devidamente justificada pela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG PASSIVA. USO DE DOCUMENTO PÚBLICO IDEOLOGICAMENTE FALSO. DESCAMINHO. EVASÃO DE DIVISAS. LAVAGEM E OCULTAÇÃO DE VALORES. PRISÃO PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO DE MÉRITO DO WRIT IMPETRADO NA CORTE SUPERIOR. PERDA DE OBJETO. PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. OFENSA NÃO CARACTERIZADA. 1. […] 2. Na dicção dos arts. 21, § 1..., e 192, do RISTF, que conferem ao Relator a faculdade de decidir monocraticamente o habeas corpus, inexiste ofensa ao princípio da colegialidade. Precedente. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC 128.274 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 24.05.2016). Conforme anteriormente explicitado, o habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça não merecia conhecimento, na medida em que o writ não se presta a rescindir provimento condenatório acobertado pelo manto da coisa julgada. Dessa forma, a análise do recurso ordinário não desbordou as balizas fixadas pelo não conhecimento, de modo que a concessão da ordem reclamaria ilegalidade manifesta ou teratologia, o que não ocorre na hipótese dos autos. Observo que o recorrente não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada. A decisão recorrida consignou: 2.1. No tocante ao alegado cerceamento de defesa, o Superior Tribunal de Justiça assentou (eDOC 03, p. 932/935, grifei ): No que que se refere ao aventado cerceamento do direito de defesa do paciente ante o indeferimento da realização de perícia por ele requerida, sabe-se que, embora o acusado, no processo penal, tenha o direito à produção da prova necessária a dar embasamento à tese defensiva, ao magistrado é facultado o indeferimento, de forma motivada, das providências que julgar protelatórias, irrelevantes ou impertinentes, devendo a sua imprescindibilidade ser devidamente justificada pela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RHC 142982 AGR / MG parte. Confira-se, a propósito, a lição de Eugênio Pacelli de Oliveira, para quem " embora se cuide de direito, isso não impede que o juiz da causa examine a pertinência da prova requerida (ver, por exemplo, art. 400, §1..., CPP), tendo em vista que cabe a ele a condução do processo, devendo, por isso mesmo, rejeitar as diligências manifestamente protelatórias. " (Curso de processo penal. 10... ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008. p. 294). Não destoa a jurisprudência desta Corte Superior de Justiça: [...] O Supremo Tribunal Federal também adota o mesmo entendimento: [...] Na hipótese em apreço, o togado de origem entendeu que a prova requerida pelo acusado não teria o condão de dirimir dúvida alguma sobre algum ponto relevante, salientando que saber " se o acusado Olício recebeu ou não alguma ligação de terceiro na manhã do dia dos fatos, é irrelevante no contexto probatório, de modo que não demonstrada sua necessidade, muito menos o prejuízo por sua ausência nos autos " (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 505), o que foi confirmado pela autoridade impetrada (e- Superior Tribunal de Justiça fls. 707/709). Verifica-se, assim, que foram declinadas justificativas plausíveis para a negativa de produção do exame requerido acusado, o que afasta o constrangimento ilegal suscitado na impetração. Ademais, é imperioso salientar que, para se concluir que a prova em questão seria indispensável para a comprovação das teses defensivas, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, providência incompatível com a via eleita, consoante vem decidindo este Sodalício: [...] 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG parte. Confira-se, a propósito, a lição de Eugênio Pacelli de Oliveira, para quem " embora se cuide de direito, isso não impede que o juiz da causa examine a pertinência da prova requerida (ver, por exemplo, art. 400, §1..., CPP), tendo em vista que cabe a ele a condução do processo, devendo, por isso mesmo, rejeitar as diligências manifestamente protelatórias. " (Curso de processo penal. 10... ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008. p. 294). Não destoa a jurisprudência desta Corte Superior de Justiça: [...] O Supremo Tribunal Federal também adota o mesmo entendimento: [...] Na hipótese em apreço, o togado de origem entendeu que a prova requerida pelo acusado não teria o condão de dirimir dúvida alguma sobre algum ponto relevante, salientando que saber " se o acusado Olício recebeu ou não alguma ligação de terceiro na manhã do dia dos fatos, é irrelevante no contexto probatório, de modo que não demonstrada sua necessidade, muito menos o prejuízo por sua ausência nos autos " (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 505), o que foi confirmado pela autoridade impetrada (e- Superior Tribunal de Justiça fls. 707/709). Verifica-se, assim, que foram declinadas justificativas plausíveis para a negativa de produção do exame requerido acusado, o que afasta o constrangimento ilegal suscitado na impetração. Ademais, é imperioso salientar que, para se concluir que a prova em questão seria indispensável para a comprovação das teses defensivas, seria necessário o revolvimento de matéria fático-probatória, providência incompatível com a via eleita, consoante vem decidindo este Sodalício: [...] 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RHC 142982 AGR / MG Observo que o acórdão recorrido se alinha com a jurisprudência desta Suprema Corte. Com efeito, a discricionariedade associada ao deferimento da produção probatória, em verdade, decorre implicitamente do sistema de persuasão racional, em que o Estado-Juiz figura como destinatário do conjunto probatório e atua, mediante critérios de liberdade regrada, nas etapas de admissão e valoração da prova. Ademais, a teor do artigo 251 do CPP, incumbe ao juiz prover a regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos, bem como o indeferimento de medidas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias (art. 400, §1..., CPP). Nesse sentido: Não há um direito absoluto à produção de prova, facultando o art. 400, § 1., do Código de Processo Penal ao juiz o indeferimento de provas impertinentes, irrelevantes e protelatórias. Cabíveis, na fase de diligências complementares, requerimentos de prova cuja necessidade tenha surgido apenas no decorrer da instrução. Em casos complexos, há que confiar no prudente arbítrio do magistrado, mais próximo dos fatos, quanto à avaliação da pertinência e relevância das provas requeridas pelas partes, sem prejuízo da avaliação crítica pela Corte de Apelação no julgamento de eventual recurso contra a sentença. (HC 100.988, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 15.05.2012, grifei ). O princípio do livre convencimento racional, previsto no § 1... do art. 400 do CPP, faculta ao juiz o indeferimento das provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias. (RHC 126.853 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 25.08.2015). É legítimo o indeferimento de diligências requeridas pelas partes, quando consideradas irrelevantes, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG Observo que o acórdão recorrido se alinha com a jurisprudência desta Suprema Corte. Com efeito, a discricionariedade associada ao deferimento da produção probatória, em verdade, decorre implicitamente do sistema de persuasão racional, em que o Estado-Juiz figura como destinatário do conjunto probatório e atua, mediante critérios de liberdade regrada, nas etapas de admissão e valoração da prova. Ademais, a teor do artigo 251 do CPP, incumbe ao juiz prover a regularidade do processo e manter a ordem no curso dos respectivos atos, bem como o indeferimento de medidas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias (art. 400, §1..., CPP). Nesse sentido: Não há um direito absoluto à produção de prova, facultando o art. 400, § 1., do Código de Processo Penal ao juiz o indeferimento de provas impertinentes, irrelevantes e protelatórias. Cabíveis, na fase de diligências complementares, requerimentos de prova cuja necessidade tenha surgido apenas no decorrer da instrução. Em casos complexos, há que confiar no prudente arbítrio do magistrado, mais próximo dos fatos, quanto à avaliação da pertinência e relevância das provas requeridas pelas partes, sem prejuízo da avaliação crítica pela Corte de Apelação no julgamento de eventual recurso contra a sentença. (HC 100.988, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, julgado em 15.05.2012, grifei ). O princípio do livre convencimento racional, previsto no § 1... do art. 400 do CPP, faculta ao juiz o indeferimento das provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias. (RHC 126.853 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 25.08.2015). É legítimo o indeferimento de diligências requeridas pelas partes, quando consideradas irrelevantes, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RHC 142982 AGR / MG impertinentes ou protelatórias. Inteligência do art. 400, § 1..., do CPP. Precedentes. (HC 116.989, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 03.03.2015) O indeferimento da diligência pelo magistrado de primeiro grau não configura cerceamento de defesa, uma vez que o próprio Código de Processo Penal prevê, no § 1... do art. 400, a possibilidade de o juiz indeferir as provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias, sem que isso implique em nulidade da respectiva ação penal. (RHC 120.551, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 08.04.2014) Ademais, como bem mencionado pelo Superior Tribunal de Justiça, eventual divergência com entendimento adotado pelo Juízo de origem, em relação à relevância da produção da prova técnica, demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável na via estreita do habeas corpus. Nessa linha: O habeas corpus não comporta reexame de fatos e provas para chegar-se à absolvição, consoante remansosa jurisprudência desta Corte. (HC 124.479, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 18.11.2014) É consolidado nesta Corte o entendimento de que não se admite o reexame de fatos e provas em sede de habeas corpus: é inviável a utilização do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que ampararam a conclusão das instâncias ordinárias . (HC 137.695, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 10.10.2016, grifei ). No mesmo sentido: RHC n 105.150, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 04.05.12; RHC n 121.092/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12.05.14; HC n 118.602/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11.03.14; e o HC n 111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 03.05.12. 2.2 . No tocante ao pedido de desclassificação da conduta para o tipo do art. 349 do Código Penal Brasileiro, com os consequentes 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG impertinentes ou protelatórias. Inteligência do art. 400, § 1..., do CPP. Precedentes. (HC 116.989, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 03.03.2015) O indeferimento da diligência pelo magistrado de primeiro grau não configura cerceamento de defesa, uma vez que o próprio Código de Processo Penal prevê, no § 1... do art. 400, a possibilidade de o juiz indeferir as provas consideradas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias, sem que isso implique em nulidade da respectiva ação penal. (RHC 120.551, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 08.04.2014) Ademais, como bem mencionado pelo Superior Tribunal de Justiça, eventual divergência com entendimento adotado pelo Juízo de origem, em relação à relevância da produção da prova técnica, demandaria o reexame de fatos e provas, o que seria inviável na via estreita do habeas corpus. Nessa linha: O habeas corpus não comporta reexame de fatos e provas para chegar-se à absolvição, consoante remansosa jurisprudência desta Corte. (HC 124.479, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 18.11.2014) É consolidado nesta Corte o entendimento de que não se admite o reexame de fatos e provas em sede de habeas corpus: é inviável a utilização do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova que ampararam a conclusão das instâncias ordinárias . (HC 137.695, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, julgado em 10.10.2016, grifei ). No mesmo sentido: RHC n 105.150, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 04.05.12; RHC n 121.092/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12.05.14; HC n 118.602/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 11.03.14; e o HC n 111.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 03.05.12. 2.2 . No tocante ao pedido de desclassificação da conduta para o tipo do art. 349 do Código Penal Brasileiro, com os consequentes 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RHC 142982 AGR / MG redimensionamento da pena e reintegração ao cargo público, ressalto que não compete a esta Corte apreciar o pleito, tendo em vista que o seu acolhimento, da mesma forma que alegação anterior, dependeria de valoração probatória e, como se sabe, as instâncias ordinárias são soberanas nessa análise. Além disso, o delito em apreço tem como elemento típico tornar seguro o proveito do crime, de modo que não incide na hipótese em que a conduta é anterior e contribui para a subtração, como reconheceram as instâncias próprias. Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Por fim, no tocante ao pedido alternativo de anulação parcial da decisão, especificamente quanto à perda da função pública, observo que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça não analisou esse pedido, porque já teria sido objeto de apreciação no julgamento do HC 277.504/MG. Desse modo, considerando que a questão não foi tratada no acórdão recorrido, inviável o conhecimento da matéria por esta Corte neste recurso ordinário. Nesse particular, caberia à defesa impugnar o acórdão proferido no HC 277.504/MG. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Supremo Tribunal Federal RHC 142982 AGR / MG redimensionamento da pena e reintegração ao cargo público, ressalto que não compete a esta Corte apreciar o pleito, tendo em vista que o seu acolhimento, da mesma forma que alegação anterior, dependeria de valoração probatória e, como se sabe, as instâncias ordinárias são soberanas nessa análise. Além disso, o delito em apreço tem como elemento típico tornar seguro o proveito do crime, de modo que não incide na hipótese em que a conduta é anterior e contribui para a subtração, como reconheceram as instâncias próprias. Destarte, como não se trata de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, não é o caso de concessão da ordem de ofício. Verifico que os argumentos apresentados no agravo não alteram as conclusões da decisão recorrida. Por fim, no tocante ao pedido alternativo de anulação parcial da decisão, especificamente quanto à perda da função pública, observo que o acórdão do Superior Tribunal de Justiça não analisou esse pedido, porque já teria sido objeto de apreciação no julgamento do HC 277.504/MG. Desse modo, considerando que a questão não foi tratada no acórdão recorrido, inviável o conhecimento da matéria por esta Corte neste recurso ordinário. Nesse particular, caberia à defesa impugnar o acórdão proferido no HC 277.504/MG. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651848. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : OLICIO AVELINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO (94357/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669384 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142.982 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : OLICIO AVELINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO (94357/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669384 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 142 . 982", "HABEAS CORPUS 142 . 982", "HC 140 . 629 AgR", "HC 129 . 677 AgR", "HC 140 . 629 AgR", "HC 129 . 677 AgR", "HC 128 . 274 AgR", "HC 128 . 274 AgR", "HC 100 . 988", "RHC 126 . 853 AgR", "HC 100 . 988", "RHC 126 . 853 AgR", "RHC 142982 AGR / MG", "HC 116 . 989", "RHC 120 . 551", "HC 124 . 479", "HC 137 . 695", "RHC n 105 . 150", "RHC n 121 . 092 / SP", "HC n 118 . 602 / SP", "HC n 111 . 398 / SP", "RHC 142982", "HC 116 . 989", "RHC 120 . 551", "HC 124 . 479", "HC 137 . 695", "RHC n 105 . 150", "RHC n 121 . 092 / SP", "HC n 118 . 602 / SP", "HC n 111 . 398 / SP", "HC 277 . 504 / MG", "HC 277 . 504 / MG", "RHC 142982 AGR / MG", "HC 277 . 504 / MG", "HC 277 . 504 / MG", "HABEAS CORPUS 142 . 982", "HABEAS CORPUS 142 . 982" ], "LEGISLACAO": [ "arts . 21 , § 1 . . . , e 192 , caput , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ER n 30 / 2009", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 21 , § 1 . . . , e 192 , caput , do RISTF", "ER n 30 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 400 , § 1 . . . , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 400 , § 1 . . . , CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 251 do CPP", "art . 400 , § 1 . . . , CPP", "art . 400 , § 1 . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 251 do CPP", "art . 400 , § 1 . . . , CPP", "art . 400 , § 1 . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 400 , § 1 . . . , do CPP", "Código de Processo Penal", "art . 349 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 400 , § 1 . . . , do CPP", "Código de Processo Penal", "art . 349 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "MINAS GERAIS", "MINAS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "TJMG", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "TJMG", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "RHC", "AGR", "/", "MG", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Lumen Juris", "Supremo Tribunal Federal", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Lumen Juris", "Supremo Tribunal Federal", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "OLICIO AVELINO DOS SANTOS", "ISAAC", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "OLICIO AVELINO DOS SANTOS", "ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "OLICIO AVELINO DOS SANTOS", "ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "EDSON FACHIN", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO BARROSO", "EDSON FACHIN", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "EDSON FACHIN", "Eugênio Pacelli de Oliveira", "Olício", "Eugênio Pacelli de Oliveira", "Olício", "EDSON FACHIN", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "LUIZ FUX", "EDSON FACHIN", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "OLICIO AVELINO DOS SANTOS", "ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "EDSON FACHIN", "OLICIO AVELINO DOS SANTOS", "ISAAC MINICHILLO DE ARAUJO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "21 de junho de 2018", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "30", ".", "06", ".", "2017", "07", ".", "06", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "30", ".", "06", ".", "2017", "07", ".", "06", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "05", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "05", ".", "2012", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "05", ".", "2012", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "03", ".", "2015", "08", ".", "04", ".", "2014", "18", ".", "11", ".", "2014", "10", ".", "10", ".", "2016", "04", ".", "05", ".", "12", "12", ".", "05", ".", "14", "11", ".", "03", ".", "14", "03", ".", "05", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "03", ".", "2015", "08", ".", "04", ".", "2014", "18", ".", "11", ".", "2014", "10", ".", "10", ".", "2016", "04", ".", "05", ".", "12", "12", ".", "05", ".", "14", "11", ".", "03", ".", "14", "03", ".", "05", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :VALDEMIR NUNES DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 11.10.2017. ADMINISTRATIVO. POLICIAIS MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. PROMOÇÃO POR MERECIMENTO E ANTIGUIDADE. VERIFICAÇÃO DE REQUISITOS. REEXAME DE PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o exame prévio das provas dos autos, bem como da legislação local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 15 a 21 de junho de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, observado o disposto no § 5º do mesmo dispositivo legal e, nos termos do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667277. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 1001934 AGR / PE artigo 85, § 11, CPC, majorou em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667277. Supremo Tribunal Federal RE 1001934 AGR / PE artigo 85, § 11, CPC, majorou em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :VALDEMIR NUNES DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 7): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face do acórdão da Segunda Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Pernambuco, assim ementado (eDOC 3, p. 25): ‘EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL RECURSO DE AGRAVO, APLICAÇÃO DA TEORIA DO FATO CONSUMADO. EXCEPCIONALIDADE. RECURSO IMPROVIDO POR UNANIMIDADE, 1. Não obstante a discussão passível de ser travada nos autos a respeito da matéria de fundo versada no feito, qual seja, a existência de direito à promoção por antiguidade por parte dos autores, vislumbrou-se que a situação jurídico- funcional dos mesmos já se encontrava consolidada pelo decurso do tempo, haja vista ter sido exarada desde 21/09/2009 a decisão antecipatória de tutela que lhes garantiu a matrícula no curso de formação, assegurando ainda a posterior promoção. 2, Em tais casos excepcionais, é admitida a aplicação da Teoria do Fato Consumado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :VALDEMIR NUNES DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 7): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face do acórdão da Segunda Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Pernambuco, assim ementado (eDOC 3, p. 25): ‘EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL RECURSO DE AGRAVO, APLICAÇÃO DA TEORIA DO FATO CONSUMADO. EXCEPCIONALIDADE. RECURSO IMPROVIDO POR UNANIMIDADE, 1. Não obstante a discussão passível de ser travada nos autos a respeito da matéria de fundo versada no feito, qual seja, a existência de direito à promoção por antiguidade por parte dos autores, vislumbrou-se que a situação jurídico- funcional dos mesmos já se encontrava consolidada pelo decurso do tempo, haja vista ter sido exarada desde 21/09/2009 a decisão antecipatória de tutela que lhes garantiu a matrícula no curso de formação, assegurando ainda a posterior promoção. 2, Em tais casos excepcionais, é admitida a aplicação da Teoria do Fato Consumado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 1001934 AGR / PE como imperativo da segurança jurídica e da necessidade de se conferir estabilidade às relações sociais, em face da força constitutiva do tempo, quando em consideração situação que, amparada por decisão judicial não causadora de prejuízo à Administração, tenha atingido nível de estabilidade que torne desaconselhável a sua desconstituição. 3. Recurso de Agravo improvido por unanimidade de votos . Os embargos de declaração opostos foram desprovidos (eDOC 4, pp. 17-22). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, ‘a’, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5º e 37 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma: ‘Com efeito, não se vislumbra da análise dos autos a existência de fundamentos a lastrear a pretensão deduzida em juízo, visto que a regulamentação à promoção dos militares estaduais pautaram-se pelos critérios constitucionais e pela legislação própria, requisitos estes exigidos uniformemente de todos os demais servidores militarem que almejam a ascensão na corporação. Dessa forma, alega-se, desde já, a violação aos princípios da isonomia (art. 5°, da CF) e da impessoalidade (art. 37, da CF), merecendo o acórdão integral reforma. Ademais, o acórdão de encontro com o ordenamento jurídico, pois nenhum direito assiste aos recorridos, porquanto não há, no texto da lei Estadual nº 12.344/2003 (Lei de Promoção das Praças da PMPE) qualquer dispositivo autorizando a promoção automática de militares após determinado tempo serviço ou na graduação, e tampouco a forçosa convocação para curso de formação, mesmo a despeito da ausência de vagas suficientes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal RE 1001934 AGR / PE como imperativo da segurança jurídica e da necessidade de se conferir estabilidade às relações sociais, em face da força constitutiva do tempo, quando em consideração situação que, amparada por decisão judicial não causadora de prejuízo à Administração, tenha atingido nível de estabilidade que torne desaconselhável a sua desconstituição. 3. Recurso de Agravo improvido por unanimidade de votos . Os embargos de declaração opostos foram desprovidos (eDOC 4, pp. 17-22). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, ‘a’, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5º e 37 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma: ‘Com efeito, não se vislumbra da análise dos autos a existência de fundamentos a lastrear a pretensão deduzida em juízo, visto que a regulamentação à promoção dos militares estaduais pautaram-se pelos critérios constitucionais e pela legislação própria, requisitos estes exigidos uniformemente de todos os demais servidores militarem que almejam a ascensão na corporação. Dessa forma, alega-se, desde já, a violação aos princípios da isonomia (art. 5°, da CF) e da impessoalidade (art. 37, da CF), merecendo o acórdão integral reforma. Ademais, o acórdão de encontro com o ordenamento jurídico, pois nenhum direito assiste aos recorridos, porquanto não há, no texto da lei Estadual nº 12.344/2003 (Lei de Promoção das Praças da PMPE) qualquer dispositivo autorizando a promoção automática de militares após determinado tempo serviço ou na graduação, e tampouco a forçosa convocação para curso de formação, mesmo a despeito da ausência de vagas suficientes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 1001934 AGR / PE É que o tempo de serviço ou tempo na graduação, previsto como requisito para a promoção de militares ativos à graduação superior por antiguidade (Lei Estadual nº 12.344/2003, art. 16), não pode ser considerado isoladamente, sobretudo porque a referida lei prevê outras condições necessárias para as promoções das Praças, como, por exemplo, a existência de vagas nas graduações superiores (arts. 2°, 4°, 6°, 7° e 8°, IV), conclusão com aproveitamento nos cursos de formação de cabo, para a promoção à graduação de cabo, e de formação de sargento, para a promoção à graduação de 3° sargento, além de outras exigências previstas no referido art. 16.’ (eDOC 4, pp. 67/68, grifos no original) ‘Ora, os recorridos não comprovaram a existência de vagas suficientes para que, observada a antiguidade na graduação que ocupam, pudessem ser convocados para o respectivo curso de formação e promovidos. Aliás, é pacífico o entendimento do Superior Tribunal de Justiça que a promoção de militares depende, necessariamente, de vagas abertas.’ (eDOC 4, p. 69) ‘Destarte, não há ‘fato consumado’, na exata acepção técnico-jurídica, capaz de alicerçar a situação recorrida.’ (eDOC 4, p. 72) Em juízo de admissibilidade, a Vice-Presidência TJ/PE determinou o sobrestamento do recurso, nos termos do arts. 543-B do CPC/1973 e 328 do RISTF, em face do RE 608482/RN, em tramitação nesta Corte sob a sistemática da repercussão geral, Tema 476 (eDOC 4, p. 114). Após a apreciação do precedente pelo Supremo Tribunal Federal, os autos retornaram à Segunda Câmara de Direito Público, a fim de que o órgão pudesse exercer o juízo de retratação ou reafirmar o julgado recorrido. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal RE 1001934 AGR / PE É que o tempo de serviço ou tempo na graduação, previsto como requisito para a promoção de militares ativos à graduação superior por antiguidade (Lei Estadual nº 12.344/2003, art. 16), não pode ser considerado isoladamente, sobretudo porque a referida lei prevê outras condições necessárias para as promoções das Praças, como, por exemplo, a existência de vagas nas graduações superiores (arts. 2°, 4°, 6°, 7° e 8°, IV), conclusão com aproveitamento nos cursos de formação de cabo, para a promoção à graduação de cabo, e de formação de sargento, para a promoção à graduação de 3° sargento, além de outras exigências previstas no referido art. 16.’ (eDOC 4, pp. 67/68, grifos no original) ‘Ora, os recorridos não comprovaram a existência de vagas suficientes para que, observada a antiguidade na graduação que ocupam, pudessem ser convocados para o respectivo curso de formação e promovidos. Aliás, é pacífico o entendimento do Superior Tribunal de Justiça que a promoção de militares depende, necessariamente, de vagas abertas.’ (eDOC 4, p. 69) ‘Destarte, não há ‘fato consumado’, na exata acepção técnico-jurídica, capaz de alicerçar a situação recorrida.’ (eDOC 4, p. 72) Em juízo de admissibilidade, a Vice-Presidência TJ/PE determinou o sobrestamento do recurso, nos termos do arts. 543-B do CPC/1973 e 328 do RISTF, em face do RE 608482/RN, em tramitação nesta Corte sob a sistemática da repercussão geral, Tema 476 (eDOC 4, p. 114). Após a apreciação do precedente pelo Supremo Tribunal Federal, os autos retornaram à Segunda Câmara de Direito Público, a fim de que o órgão pudesse exercer o juízo de retratação ou reafirmar o julgado recorrido. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RE 1001934 AGR / PE O Tribunal de origem, em juízo de retratação, proferiu acórdão assim ementado (eDOC 2, pp. 173/174): ‘EMENTA: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA DECIDIDA PELO STF SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. POSSIBILIDADE DE RETRATAÇÃO. ART. 543-B, §3°, DO CPC. PMPE 2001- CURSO DE FORMAÇÃO DE CABOS. DIREITO À MATRÍCULA E À PROMOÇÃO RECONHECIDOS EM SENTENÇA. AUSÊNCIA DE LIMINAR. INAPLICABILIDADE DO ENTENDIMENTO QUE AFASTA A APLICAÇÃO DA TEORIA DO FATO CONSUMADO ÀS HIPÓTESES EM QUE O CANDIDATO ASSUME O CARGO POR FORÇA DE LIMINAR. DECISÃO REAFIRMADA. APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. Destacou-se que o presente caso não atrai o entendimento sedimentado no STF no que diz respeito à inaplicabilidade da Teoria do Fato Consumado às hipóteses em que o candidato assume o cargo por força de liminar. 2. O magistrado a quo em nenhum momento deferiu a antecipação de tutela postulada na inicial (fls.63/64), apenas concedendo o direito pleiteado quando da prolação da sentença (fls. 273/275). 3. Ocorre que, às fls. 278/284, os autores requereram o cumprimento da sentença, o que foi deferido pelo magistrado à fl. 287, o qual antecipou incidentalmente os efeitos da tutela para determinar a imediata inscrição dos autores no próximo Curso de Formação de Cabos da PMPE. 4. Contra a referida decisão, o Estado embargou (fls. 293/294), oportunidade em que o magistrado a quo reconheceu a impossibilidade de antecipação dos efeitos da tutela após a prolação da sentença, razão pela qual revogou a decisão de fls.287. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal RE 1001934 AGR / PE O Tribunal de origem, em juízo de retratação, proferiu acórdão assim ementado (eDOC 2, pp. 173/174): ‘EMENTA: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA DECIDIDA PELO STF SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. POSSIBILIDADE DE RETRATAÇÃO. ART. 543-B, §3°, DO CPC. PMPE 2001- CURSO DE FORMAÇÃO DE CABOS. DIREITO À MATRÍCULA E À PROMOÇÃO RECONHECIDOS EM SENTENÇA. AUSÊNCIA DE LIMINAR. INAPLICABILIDADE DO ENTENDIMENTO QUE AFASTA A APLICAÇÃO DA TEORIA DO FATO CONSUMADO ÀS HIPÓTESES EM QUE O CANDIDATO ASSUME O CARGO POR FORÇA DE LIMINAR. DECISÃO REAFIRMADA. APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. Destacou-se que o presente caso não atrai o entendimento sedimentado no STF no que diz respeito à inaplicabilidade da Teoria do Fato Consumado às hipóteses em que o candidato assume o cargo por força de liminar. 2. O magistrado a quo em nenhum momento deferiu a antecipação de tutela postulada na inicial (fls.63/64), apenas concedendo o direito pleiteado quando da prolação da sentença (fls. 273/275). 3. Ocorre que, às fls. 278/284, os autores requereram o cumprimento da sentença, o que foi deferido pelo magistrado à fl. 287, o qual antecipou incidentalmente os efeitos da tutela para determinar a imediata inscrição dos autores no próximo Curso de Formação de Cabos da PMPE. 4. Contra a referida decisão, o Estado embargou (fls. 293/294), oportunidade em que o magistrado a quo reconheceu a impossibilidade de antecipação dos efeitos da tutela após a prolação da sentença, razão pela qual revogou a decisão de fls.287. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RE 1001934 AGR / PE 5. Diante deste quadro, percebeu-se que: (i) houve um equívoco quanto à antecipação de tutela proferida após o esgotamento da jurisdição de primeiro grau; (ii) a referida tutela apenas determinou que fosse dado cumprimento ao direito já reconhecido na sentença anteriormente proferida. 6. Com a revogação da referida decisão, toda esta discussão perde a razão de ser, devendo ser sobrelevado, apenas, o fato de que em nenhum momento aos autores foi concedida uma liminar que lhes garantisse o direito à matrícula no curso de formação. respectivo ou o direito à promoção pleiteada. 7. Flagrante, portanto, a inaplicabilidade, in casu, da jurisprudência em referência, posto que não houve assunção ‘de cargos por força de liminar’. 8. Além disso, é certo que o próprio Estado, após a revogação da antecipação de tutela concedida, continuou a dar cumprimento ao comando sentencial, motivo pelo qual a situação dos autores apelantes deverá ser preservada. 9. Apelo improvido. Decisão unânime.’ Em novo juízo de admissibilidade, a Segunda Vice- Presidência do TJ/PE admitiu o processamento do presente recurso extraordinário (eDOC 4. p, 198). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Conforme depreende-se leitura do acórdão resultante do exercício de juízo de retratação, o Colegiado local aponta a existência de distinção entre o paradigma representado pelo RE 608482/RN e o caso por ele analisado, do qual originou-se o presente recurso extraordinário, asseverando que: 7. Flagrante, portanto, a inaplicabilidade, in casu, da jurisprudência em referência, posto que não houve assunção ‘de cargos por força de liminar’. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal RE 1001934 AGR / PE 5. Diante deste quadro, percebeu-se que: (i) houve um equívoco quanto à antecipação de tutela proferida após o esgotamento da jurisdição de primeiro grau; (ii) a referida tutela apenas determinou que fosse dado cumprimento ao direito já reconhecido na sentença anteriormente proferida. 6. Com a revogação da referida decisão, toda esta discussão perde a razão de ser, devendo ser sobrelevado, apenas, o fato de que em nenhum momento aos autores foi concedida uma liminar que lhes garantisse o direito à matrícula no curso de formação. respectivo ou o direito à promoção pleiteada. 7. Flagrante, portanto, a inaplicabilidade, in casu, da jurisprudência em referência, posto que não houve assunção ‘de cargos por força de liminar’. 8. Além disso, é certo que o próprio Estado, após a revogação da antecipação de tutela concedida, continuou a dar cumprimento ao comando sentencial, motivo pelo qual a situação dos autores apelantes deverá ser preservada. 9. Apelo improvido. Decisão unânime.’ Em novo juízo de admissibilidade, a Segunda Vice- Presidência do TJ/PE admitiu o processamento do presente recurso extraordinário (eDOC 4. p, 198). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Conforme depreende-se leitura do acórdão resultante do exercício de juízo de retratação, o Colegiado local aponta a existência de distinção entre o paradigma representado pelo RE 608482/RN e o caso por ele analisado, do qual originou-se o presente recurso extraordinário, asseverando que: 7. Flagrante, portanto, a inaplicabilidade, in casu, da jurisprudência em referência, posto que não houve assunção ‘de cargos por força de liminar’. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RE 1001934 AGR / PE 8. Além disso, é certo que o próprio Estado, após a revogação da antecipação de tutela concedida, continuou a dar cumprimento ao comando sentencial, motivo pelo qual a situação dos autores apelantes deverá ser preservada.’ Divergir do entendimento manifestado pela instância a quo, contudo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, bem como o exame da legislação local aplicável à espécie (Portaria 703/2001, Decreto Estadual 17.163/93 e Lei Estadual nº 12.344/2003), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, ‘a’, do CPC. Publique-se.” Sustenta-se, em síntese, a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 280 do STF, visto que não se pretende o reexame de matéria fática ou de legislação infraconstitucional, mas a valoração das provas dos autos e o exame da alegada ofensa à Constituição Federal (eDOC 8). A parte Agravada apresentou manifestação (eDOC 12). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal RE 1001934 AGR / PE 8. Além disso, é certo que o próprio Estado, após a revogação da antecipação de tutela concedida, continuou a dar cumprimento ao comando sentencial, motivo pelo qual a situação dos autores apelantes deverá ser preservada.’ Divergir do entendimento manifestado pela instância a quo, contudo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, bem como o exame da legislação local aplicável à espécie (Portaria 703/2001, Decreto Estadual 17.163/93 e Lei Estadual nº 12.344/2003), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, ‘a’, do CPC. Publique-se.” Sustenta-se, em síntese, a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 280 do STF, visto que não se pretende o reexame de matéria fática ou de legislação infraconstitucional, mas a valoração das provas dos autos e o exame da alegada ofensa à Constituição Federal (eDOC 8). A parte Agravada apresentou manifestação (eDOC 12). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Inicialmente, observa-se que o Supremo Tribunal Federal, ao analisar o RE 608.482-RG, Rel. Ministro Teori Zavascki, DJe 30.10.2014 (tema 476), reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia referente à manutenção em cargo público, com base na teoria do fato consumado, de candidato investido por força de decisão judicial de caráter provisório. A ementa desse julgado tem o seguinte teor: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO REPROVADO QUE ASSUMIU O CARGO POR FORÇA DE LIMINAR. SUPERVENIENTE REVOGAÇÃO DA MEDIDA. RETORNO AO STATUS QUO ANTE. teoria DO fato consumado, DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA LEGÍTIMA E DA SEGURANÇA JURÍDICA. INAPLICABILIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Não é compatível com o regime constitucional de acesso aos cargos públicos a manutenção no cargo, sob fundamento de fato consumado, de candidato não aprovado que nele tomou posse em decorrência de execução provisória de medida liminar ou outro provimento judicial de natureza precária, supervenientemente revogado ou modificado. 2. Igualmente incabível, em casos tais, invocar o princípio da segurança jurídica ou o da proteção da confiança legítima. É que, por imposição do sistema normativo, a execução provisória das decisões judiciais, fundadas que são em títulos de natureza precária e revogável, se dá, invariavelmente, sob a inteira responsabilidade de quem a requer, sendo certo que a sua revogação acarreta efeito ex tunc, circunstâncias que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Inicialmente, observa-se que o Supremo Tribunal Federal, ao analisar o RE 608.482-RG, Rel. Ministro Teori Zavascki, DJe 30.10.2014 (tema 476), reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia referente à manutenção em cargo público, com base na teoria do fato consumado, de candidato investido por força de decisão judicial de caráter provisório. A ementa desse julgado tem o seguinte teor: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO REPROVADO QUE ASSUMIU O CARGO POR FORÇA DE LIMINAR. SUPERVENIENTE REVOGAÇÃO DA MEDIDA. RETORNO AO STATUS QUO ANTE. teoria DO fato consumado, DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA LEGÍTIMA E DA SEGURANÇA JURÍDICA. INAPLICABILIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Não é compatível com o regime constitucional de acesso aos cargos públicos a manutenção no cargo, sob fundamento de fato consumado, de candidato não aprovado que nele tomou posse em decorrência de execução provisória de medida liminar ou outro provimento judicial de natureza precária, supervenientemente revogado ou modificado. 2. Igualmente incabível, em casos tais, invocar o princípio da segurança jurídica ou o da proteção da confiança legítima. É que, por imposição do sistema normativo, a execução provisória das decisões judiciais, fundadas que são em títulos de natureza precária e revogável, se dá, invariavelmente, sob a inteira responsabilidade de quem a requer, sendo certo que a sua revogação acarreta efeito ex tunc, circunstâncias que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1001934 AGR / PE evidenciam sua inaptidão para conferir segurança ou estabilidade à situação jurídica a que se refere. 3. Recurso extraordinário provido. “ O Tribunal de origem reafirmou o acórdão recorrido que manteve a sentença por entender que o caso em análise é diverso da hipótese versada no mencionado recurso paradigma, visto que, na espécie, os candidatos foram inscritos no Curso de Formação de Cabos da Polícia Militar do Estado de Pernambuco, com direito à promoção, após a conclusão com aproveitamento, por força da sentença que julgou procedente o pedido inicial, e não em virtude de decisão judicial de caráter provisório (eDOC 2, p. 175). Verifica-se que, nas razões do recurso extraordinário, alegou-se que a Lei 12.344/2003 não prevê a promoção automática de militares após determinado tempo de serviço ou na graduação, tampouco a forçosa convocação para curso de formação. O Recorrente asseverou que “o tempo de serviço ou tempo na graduação, previsto como requisito para a promoção de militares ativos à graduação superior por antiguidade … não pode ser considerado isoladamente, sobretudo porque a referida lei prevê outras condições necessárias para as promoções das Praças, como, por exemplo, a existência de vagas nas graduações superiores (arts. 2º, 4º, 6º, 7º e 8º, IV), conclusão com aproveitamento nos cursos de formação de cabo, para a promoção à graduação de cabo, e de formação de sargento, para a promoção à graduação de 3º sargento, além de outras exigências previstas no referido art. 16”. O Recorrente acrescentou que “os recorridos não comprovaram a existência de vagas suficientes para que, observada a antiguidade na graduação que ocupam pudessem ser convocados para o respectivo curso de formação e promovidos” (eDOC 4, p. 68/69). Assim, o ora Agravante pugnou pela reforma do acórdão recorrido, em face da alegada ofensa aos arts. 2º, 5º e 37 da Constituição Federal. Tal como posto na decisão ora agravada, a análise das questões apresentadas dependeria do reexame das provas dos autos, bem como da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual 12.344/2003 - Lei de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Supremo Tribunal Federal RE 1001934 AGR / PE evidenciam sua inaptidão para conferir segurança ou estabilidade à situação jurídica a que se refere. 3. Recurso extraordinário provido. “ O Tribunal de origem reafirmou o acórdão recorrido que manteve a sentença por entender que o caso em análise é diverso da hipótese versada no mencionado recurso paradigma, visto que, na espécie, os candidatos foram inscritos no Curso de Formação de Cabos da Polícia Militar do Estado de Pernambuco, com direito à promoção, após a conclusão com aproveitamento, por força da sentença que julgou procedente o pedido inicial, e não em virtude de decisão judicial de caráter provisório (eDOC 2, p. 175). Verifica-se que, nas razões do recurso extraordinário, alegou-se que a Lei 12.344/2003 não prevê a promoção automática de militares após determinado tempo de serviço ou na graduação, tampouco a forçosa convocação para curso de formação. O Recorrente asseverou que “o tempo de serviço ou tempo na graduação, previsto como requisito para a promoção de militares ativos à graduação superior por antiguidade … não pode ser considerado isoladamente, sobretudo porque a referida lei prevê outras condições necessárias para as promoções das Praças, como, por exemplo, a existência de vagas nas graduações superiores (arts. 2º, 4º, 6º, 7º e 8º, IV), conclusão com aproveitamento nos cursos de formação de cabo, para a promoção à graduação de cabo, e de formação de sargento, para a promoção à graduação de 3º sargento, além de outras exigências previstas no referido art. 16”. O Recorrente acrescentou que “os recorridos não comprovaram a existência de vagas suficientes para que, observada a antiguidade na graduação que ocupam pudessem ser convocados para o respectivo curso de formação e promovidos” (eDOC 4, p. 68/69). Assim, o ora Agravante pugnou pela reforma do acórdão recorrido, em face da alegada ofensa aos arts. 2º, 5º e 37 da Constituição Federal. Tal como posto na decisão ora agravada, a análise das questões apresentadas dependeria do reexame das provas dos autos, bem como da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual 12.344/2003 - Lei de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1001934 AGR / PE Promoção das Praças da PMPE), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do STF. Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Supremo Tribunal Federal RE 1001934 AGR / PE Promoção das Praças da PMPE), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do STF. Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : VALDEMIR NUNES DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA (28376/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, observado o disposto no § 5º do mesmo dispositivo legal e, nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majorou em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669413 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : VALDEMIR NUNES DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA (28376/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, observado o disposto no § 5º do mesmo dispositivo legal e, nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majorou em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669413 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747676725
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, observado o disposto no § 5º do mesmo dispositivo legal e, nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majorou em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 11.10.2017. ADMINISTRATIVO. POLICIAIS MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. PROMOÇÃO POR MERECIMENTO E ANTIGUIDADE. VERIFICAÇÃO DE REQUISITOS. REEXAME DE PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o exame prévio das provas dos autos, bem como da legislação local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo.
sjur387909
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, TEORIA DO FATO CONSUMADO, INVESTIDO NO CARGO, CARÁTER PROVISÓRIO) RE 608482 AgR (TP). Número de páginas: 12. Análise: 07/08/2018, BMP.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1001934
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-012344 ANO-2003\n LEI ORDINÁRIA, PE" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1001934 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : VALDEMIR NUNES DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :VALDEMIR NUNES DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 11.10.2017. ADMINISTRATIVO. POLICIAIS MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. PROMOÇÃO POR MERECIMENTO E ANTIGUIDADE. VERIFICAÇÃO DE REQUISITOS. REEXAME DE PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o exame prévio das provas dos autos, bem como da legislação local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 15 a 21 de junho de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, observado o disposto no § 5... do mesmo dispositivo legal e, nos termos do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667277. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majorou em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667277. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majorou em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667277. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :VALDEMIR NUNES DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 7): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face do acórdão da Segunda Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Pernambuco, assim ementado (eDOC 3, p. 25): ‘EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL RECURSO DE AGRAVO, APLICAÇÃO DA TEORIA DO FATO CONSUMADO. EXCEPCIONALIDADE. RECURSO IMPROVIDO POR UNANIMIDADE, 1. Não obstante a discussão passível de ser travada nos autos a respeito da matéria de fundo versada no feito, qual seja, a existência de direito à promoção por antiguidade por parte dos autores, vislumbrou-se que a situação jurídico- funcional dos mesmos já se encontrava consolidada pelo decurso do tempo, haja vista ter sido exarada desde 21/09/2009 a decisão antecipatória de tutela que lhes garantiu a matrícula no curso de formação, assegurando ainda a posterior promoção. 2, Em tais casos excepcionais, é admitida a aplicação da Teoria do Fato Consumado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :VALDEMIR NUNES DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 7): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face do acórdão da Segunda Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Pernambuco, assim ementado (eDOC 3, p. 25): ‘EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL RECURSO DE AGRAVO, APLICAÇÃO DA TEORIA DO FATO CONSUMADO. EXCEPCIONALIDADE. RECURSO IMPROVIDO POR UNANIMIDADE, 1. Não obstante a discussão passível de ser travada nos autos a respeito da matéria de fundo versada no feito, qual seja, a existência de direito à promoção por antiguidade por parte dos autores, vislumbrou-se que a situação jurídico- funcional dos mesmos já se encontrava consolidada pelo decurso do tempo, haja vista ter sido exarada desde 21/09/2009 a decisão antecipatória de tutela que lhes garantiu a matrícula no curso de formação, assegurando ainda a posterior promoção. 2, Em tais casos excepcionais, é admitida a aplicação da Teoria do Fato Consumado, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE como imperativo da segurança jurídica e da necessidade de se conferir estabilidade às relações sociais, em face da força constitutiva do tempo, quando em consideração situação que, amparada por decisão judicial não causadora de prejuízo à Administração, tenha atingido nível de estabilidade que torne desaconselhável a sua desconstituição. 3. Recurso de Agravo improvido por unanimidade de votos . Os embargos de declaração opostos foram desprovidos (eDOC 4, pp. 17-22). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, ‘a’, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5... e 37 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma: ‘Com efeito, não se vislumbra da análise dos autos a existência de fundamentos a lastrear a pretensão deduzida em juízo, visto que a regulamentação à promoção dos militares estaduais pautaram-se pelos critérios constitucionais e pela legislação própria, requisitos estes exigidos uniformemente de todos os demais servidores militarem que almejam a ascensão na corporação. Dessa forma, alega-se, desde já, a violação aos princípios da isonomia (art. 5..., da Constituição Federal de 1988) e da impessoalidade (art. 37, da Constituição Federal de 1988), merecendo o acórdão integral reforma. Ademais, o acórdão de encontro com o ordenamento jurídico, pois nenhum direito assiste aos recorridos, porquanto não há, no texto da lei Estadual n 12.344/2003 (Lei de Promoção das Praças da PMPE) qualquer dispositivo autorizando a promoção automática de militares após determinado tempo serviço ou na graduação, e tampouco a forçosa convocação para curso de formação, mesmo a despeito da ausência de vagas suficientes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE como imperativo da segurança jurídica e da necessidade de se conferir estabilidade às relações sociais, em face da força constitutiva do tempo, quando em consideração situação que, amparada por decisão judicial não causadora de prejuízo à Administração, tenha atingido nível de estabilidade que torne desaconselhável a sua desconstituição. 3. Recurso de Agravo improvido por unanimidade de votos . Os embargos de declaração opostos foram desprovidos (eDOC 4, pp. 17-22). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, ‘a’, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5... e 37 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma: ‘Com efeito, não se vislumbra da análise dos autos a existência de fundamentos a lastrear a pretensão deduzida em juízo, visto que a regulamentação à promoção dos militares estaduais pautaram-se pelos critérios constitucionais e pela legislação própria, requisitos estes exigidos uniformemente de todos os demais servidores militarem que almejam a ascensão na corporação. Dessa forma, alega-se, desde já, a violação aos princípios da isonomia (art. 5..., da Constituição Federal de 1988) e da impessoalidade (art. 37, da Constituição Federal de 1988), merecendo o acórdão integral reforma. Ademais, o acórdão de encontro com o ordenamento jurídico, pois nenhum direito assiste aos recorridos, porquanto não há, no texto da lei Estadual n 12.344/2003 (Lei de Promoção das Praças da PMPE) qualquer dispositivo autorizando a promoção automática de militares após determinado tempo serviço ou na graduação, e tampouco a forçosa convocação para curso de formação, mesmo a despeito da ausência de vagas suficientes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE É que o tempo de serviço ou tempo na graduação, previsto como requisito para a promoção de militares ativos à graduação superior por antiguidade (Lei Estadual n 12.344/2003, art. 16), não pode ser considerado isoladamente, sobretudo porque a referida lei prevê outras condições necessárias para as promoções das Praças, como, por exemplo, a existência de vagas nas graduações superiores (arts. 2..., 4..., 6..., 7... e 8..., IV), conclusão com aproveitamento nos cursos de formação de cabo, para a promoção à graduação de cabo, e de formação de sargento, para a promoção à graduação de 3... sargento, além de outras exigências previstas no referido art. 16.’ (eDOC 4, pp. 67/68, grifos no original) ‘Ora, os recorridos não comprovaram a existência de vagas suficientes para que, observada a antiguidade na graduação que ocupam, pudessem ser convocados para o respectivo curso de formação e promovidos. Aliás, é pacífico o entendimento do Superior Tribunal de Justiça que a promoção de militares depende, necessariamente, de vagas abertas.’ (eDOC 4, p. 69) ‘Destarte, não há ‘fato consumado’, na exata acepção técnico-jurídica, capaz de alicerçar a situação recorrida.’ (eDOC 4, p. 72) Em juízo de admissibilidade, a Vice-Presidência TJ/PE determinou o sobrestamento do recurso, nos termos do arts. 543-B do Código de Processo Civil/1973 e 328 do RISTF, em face do Recurso Extraordinário 608482/RN, em tramitação nesta Corte sob a sistemática da repercussão geral, Tema 476 (eDOC 4, p. 114). Após a apreciação do precedente pelo Supremo Tribunal Federal, os autos retornaram à Segunda Câmara de Direito Público, a fim de que o órgão pudesse exercer o juízo de retratação ou reafirmar o julgado recorrido. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE É que o tempo de serviço ou tempo na graduação, previsto como requisito para a promoção de militares ativos à graduação superior por antiguidade (Lei Estadual n 12.344/2003, art. 16), não pode ser considerado isoladamente, sobretudo porque a referida lei prevê outras condições necessárias para as promoções das Praças, como, por exemplo, a existência de vagas nas graduações superiores (arts. 2..., 4..., 6..., 7... e 8..., IV), conclusão com aproveitamento nos cursos de formação de cabo, para a promoção à graduação de cabo, e de formação de sargento, para a promoção à graduação de 3... sargento, além de outras exigências previstas no referido art. 16.’ (eDOC 4, pp. 67/68, grifos no original) ‘Ora, os recorridos não comprovaram a existência de vagas suficientes para que, observada a antiguidade na graduação que ocupam, pudessem ser convocados para o respectivo curso de formação e promovidos. Aliás, é pacífico o entendimento do Superior Tribunal de Justiça que a promoção de militares depende, necessariamente, de vagas abertas.’ (eDOC 4, p. 69) ‘Destarte, não há ‘fato consumado’, na exata acepção técnico-jurídica, capaz de alicerçar a situação recorrida.’ (eDOC 4, p. 72) Em juízo de admissibilidade, a Vice-Presidência TJ/PE determinou o sobrestamento do recurso, nos termos do arts. 543-B do Código de Processo Civil/1973 e 328 do RISTF, em face do Recurso Extraordinário 608482/RN, em tramitação nesta Corte sob a sistemática da repercussão geral, Tema 476 (eDOC 4, p. 114). Após a apreciação do precedente pelo Supremo Tribunal Federal, os autos retornaram à Segunda Câmara de Direito Público, a fim de que o órgão pudesse exercer o juízo de retratação ou reafirmar o julgado recorrido. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE O Tribunal de origem, em juízo de retratação, proferiu acórdão assim ementado (eDOC 2, pp. 173/174): ‘EMENTA: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA DECIDIDA PELO Supremo Tribunal Federal SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. POSSIBILIDADE DE RETRATAÇÃO. ART. 543-B, §3..., DO Código de Processo Civil. PMPE 2001- CURSO DE FORMAÇÃO DE CABOS. DIREITO À MATRÍCULA E À PROMOÇÃO RECONHECIDOS EM SENTENÇA. AUSÊNCIA DE LIMINAR. INAPLICABILIDADE DO ENTENDIMENTO QUE AFASTA A APLICAÇÃO DA TEORIA DO FATO CONSUMADO ÀS HIPÓTESES EM QUE O CANDIDATO ASSUME O CARGO POR FORÇA DE LIMINAR. DECISÃO REAFIRMADA. APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. Destacou-se que o presente caso não atrai o entendimento sedimentado no Supremo Tribunal Federal no que diz respeito à inaplicabilidade da Teoria do Fato Consumado às hipóteses em que o candidato assume o cargo por força de liminar. 2. O magistrado a quo em nenhum momento deferiu a antecipação de tutela postulada na inicial (fls.63/64), apenas concedendo o direito pleiteado quando da prolação da sentença (fls. 273/275). 3. Ocorre que, às fls. 278/284, os autores requereram o cumprimento da sentença, o que foi deferido pelo magistrado à fl. 287, o qual antecipou incidentalmente os efeitos da tutela para determinar a imediata inscrição dos autores no próximo Curso de Formação de Cabos da PMPE. 4. Contra a referida decisão, o Estado embargou (fls. 293/294), oportunidade em que o magistrado a quo reconheceu a impossibilidade de antecipação dos efeitos da tutela após a prolação da sentença, razão pela qual revogou a decisão de fls.287. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE O Tribunal de origem, em juízo de retratação, proferiu acórdão assim ementado (eDOC 2, pp. 173/174): ‘EMENTA: ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA DECIDIDA PELO Supremo Tribunal Federal SOB A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. POSSIBILIDADE DE RETRATAÇÃO. ART. 543-B, §3..., DO Código de Processo Civil. PMPE 2001- CURSO DE FORMAÇÃO DE CABOS. DIREITO À MATRÍCULA E À PROMOÇÃO RECONHECIDOS EM SENTENÇA. AUSÊNCIA DE LIMINAR. INAPLICABILIDADE DO ENTENDIMENTO QUE AFASTA A APLICAÇÃO DA TEORIA DO FATO CONSUMADO ÀS HIPÓTESES EM QUE O CANDIDATO ASSUME O CARGO POR FORÇA DE LIMINAR. DECISÃO REAFIRMADA. APELAÇÃO CÍVEL. RECURSO IMPROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. 1. Destacou-se que o presente caso não atrai o entendimento sedimentado no Supremo Tribunal Federal no que diz respeito à inaplicabilidade da Teoria do Fato Consumado às hipóteses em que o candidato assume o cargo por força de liminar. 2. O magistrado a quo em nenhum momento deferiu a antecipação de tutela postulada na inicial (fls.63/64), apenas concedendo o direito pleiteado quando da prolação da sentença (fls. 273/275). 3. Ocorre que, às fls. 278/284, os autores requereram o cumprimento da sentença, o que foi deferido pelo magistrado à fl. 287, o qual antecipou incidentalmente os efeitos da tutela para determinar a imediata inscrição dos autores no próximo Curso de Formação de Cabos da PMPE. 4. Contra a referida decisão, o Estado embargou (fls. 293/294), oportunidade em que o magistrado a quo reconheceu a impossibilidade de antecipação dos efeitos da tutela após a prolação da sentença, razão pela qual revogou a decisão de fls.287. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE 5. Diante deste quadro, percebeu-se que: (i) houve um equívoco quanto à antecipação de tutela proferida após o esgotamento da jurisdição de primeiro grau; (ii) a referida tutela apenas determinou que fosse dado cumprimento ao direito já reconhecido na sentença anteriormente proferida. 6. Com a revogação da referida decisão, toda esta discussão perde a razão de ser, devendo ser sobrelevado, apenas, o fato de que em nenhum momento aos autores foi concedida uma liminar que lhes garantisse o direito à matrícula no curso de formação. respectivo ou o direito à promoção pleiteada. 7. Flagrante, portanto, a inaplicabilidade, in casu, da jurisprudência em referência, posto que não houve assunção ‘de cargos por força de liminar’. 8. Além disso, é certo que o próprio Estado, após a revogação da antecipação de tutela concedida, continuou a dar cumprimento ao comando sentencial, motivo pelo qual a situação dos autores apelantes deverá ser preservada. 9. Apelo improvido. Decisão unânime.’ Em novo juízo de admissibilidade, a Segunda Vice- Presidência do TJ/PE admitiu o processamento do presente recurso extraordinário (eDOC 4. p, 198). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Conforme depreende-se leitura do acórdão resultante do exercício de juízo de retratação, o Colegiado local aponta a existência de distinção entre o paradigma representado pelo Recurso Extraordinário 608482/RN e o caso por ele analisado, do qual originou-se o presente recurso extraordinário, asseverando que: 7. Flagrante, portanto, a inaplicabilidade, in casu, da jurisprudência em referência, posto que não houve assunção ‘de cargos por força de liminar’. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE 5. Diante deste quadro, percebeu-se que: (i) houve um equívoco quanto à antecipação de tutela proferida após o esgotamento da jurisdição de primeiro grau; (ii) a referida tutela apenas determinou que fosse dado cumprimento ao direito já reconhecido na sentença anteriormente proferida. 6. Com a revogação da referida decisão, toda esta discussão perde a razão de ser, devendo ser sobrelevado, apenas, o fato de que em nenhum momento aos autores foi concedida uma liminar que lhes garantisse o direito à matrícula no curso de formação. respectivo ou o direito à promoção pleiteada. 7. Flagrante, portanto, a inaplicabilidade, in casu, da jurisprudência em referência, posto que não houve assunção ‘de cargos por força de liminar’. 8. Além disso, é certo que o próprio Estado, após a revogação da antecipação de tutela concedida, continuou a dar cumprimento ao comando sentencial, motivo pelo qual a situação dos autores apelantes deverá ser preservada. 9. Apelo improvido. Decisão unânime.’ Em novo juízo de admissibilidade, a Segunda Vice- Presidência do TJ/PE admitiu o processamento do presente recurso extraordinário (eDOC 4. p, 198). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Conforme depreende-se leitura do acórdão resultante do exercício de juízo de retratação, o Colegiado local aponta a existência de distinção entre o paradigma representado pelo Recurso Extraordinário 608482/RN e o caso por ele analisado, do qual originou-se o presente recurso extraordinário, asseverando que: 7. Flagrante, portanto, a inaplicabilidade, in casu, da jurisprudência em referência, posto que não houve assunção ‘de cargos por força de liminar’. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE 8. Além disso, é certo que o próprio Estado, após a revogação da antecipação de tutela concedida, continuou a dar cumprimento ao comando sentencial, motivo pelo qual a situação dos autores apelantes deverá ser preservada.’ Divergir do entendimento manifestado pela instância a quo, contudo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, bem como o exame da legislação local aplicável à espécie (Portaria 703/2001, Decreto Estadual 17.163/93 e Lei Estadual n 12.344/2003), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, ‘a’, do Código de Processo Civil. Publique-se.” Sustenta-se, em síntese, a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal, visto que não se pretende o reexame de matéria fática ou de legislação infraconstitucional, mas a valoração das provas dos autos e o exame da alegada ofensa à Constituição Federal (eDOC 8). A parte Agravada apresentou manifestação (eDOC 12). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE 8. Além disso, é certo que o próprio Estado, após a revogação da antecipação de tutela concedida, continuou a dar cumprimento ao comando sentencial, motivo pelo qual a situação dos autores apelantes deverá ser preservada.’ Divergir do entendimento manifestado pela instância a quo, contudo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, bem como o exame da legislação local aplicável à espécie (Portaria 703/2001, Decreto Estadual 17.163/93 e Lei Estadual n 12.344/2003), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, ‘a’, do Código de Processo Civil. Publique-se.” Sustenta-se, em síntese, a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal, visto que não se pretende o reexame de matéria fática ou de legislação infraconstitucional, mas a valoração das provas dos autos e o exame da alegada ofensa à Constituição Federal (eDOC 8). A parte Agravada apresentou manifestação (eDOC 12). É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Inicialmente, observa-se que o Supremo Tribunal Federal, ao analisar o Recurso Extraordinário 608.482-RG, Rel. Ministro Teori Zavascki, DJe 30.10.2014 (tema 476), reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia referente à manutenção em cargo público, com base na teoria do fato consumado, de candidato investido por força de decisão judicial de caráter provisório. A ementa desse julgado tem o seguinte teor: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO REPROVADO QUE ASSUMIU O CARGO POR FORÇA DE LIMINAR. SUPERVENIENTE REVOGAÇÃO DA MEDIDA. RETORNO AO STATUS QUO ANTE. teoria DO fato consumado, DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA LEGÍTIMA E DA SEGURANÇA JURÍDICA. INAPLICABILIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Não é compatível com o regime constitucional de acesso aos cargos públicos a manutenção no cargo, sob fundamento de fato consumado, de candidato não aprovado que nele tomou posse em decorrência de execução provisória de medida liminar ou outro provimento judicial de natureza precária, supervenientemente revogado ou modificado. 2. Igualmente incabível, em casos tais, invocar o princípio da segurança jurídica ou o da proteção da confiança legítima. É que, por imposição do sistema normativo, a execução provisória das decisões judiciais, fundadas que são em títulos de natureza precária e revogável, se dá, invariavelmente, sob a inteira responsabilidade de quem a requer, sendo certo que a sua revogação acarreta efeito ex tunc, circunstâncias que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PERNAMBUCO V O T O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Inicialmente, observa-se que o Supremo Tribunal Federal, ao analisar o Recurso Extraordinário 608.482-RG, Rel. Ministro Teori Zavascki, DJe 30.10.2014 (tema 476), reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia referente à manutenção em cargo público, com base na teoria do fato consumado, de candidato investido por força de decisão judicial de caráter provisório. A ementa desse julgado tem o seguinte teor: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CANDIDATO REPROVADO QUE ASSUMIU O CARGO POR FORÇA DE LIMINAR. SUPERVENIENTE REVOGAÇÃO DA MEDIDA. RETORNO AO STATUS QUO ANTE. teoria DO fato consumado, DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA LEGÍTIMA E DA SEGURANÇA JURÍDICA. INAPLICABILIDADE. RECURSO PROVIDO. 1. Não é compatível com o regime constitucional de acesso aos cargos públicos a manutenção no cargo, sob fundamento de fato consumado, de candidato não aprovado que nele tomou posse em decorrência de execução provisória de medida liminar ou outro provimento judicial de natureza precária, supervenientemente revogado ou modificado. 2. Igualmente incabível, em casos tais, invocar o princípio da segurança jurídica ou o da proteção da confiança legítima. É que, por imposição do sistema normativo, a execução provisória das decisões judiciais, fundadas que são em títulos de natureza precária e revogável, se dá, invariavelmente, sob a inteira responsabilidade de quem a requer, sendo certo que a sua revogação acarreta efeito ex tunc, circunstâncias que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE evidenciam sua inaptidão para conferir segurança ou estabilidade à situação jurídica a que se refere. 3. Recurso extraordinário provido. “ O Tribunal de origem reafirmou o acórdão recorrido que manteve a sentença por entender que o caso em análise é diverso da hipótese versada no mencionado recurso paradigma, visto que, na espécie, os candidatos foram inscritos no Curso de Formação de Cabos da Polícia Militar do Estado de Pernambuco, com direito à promoção, após a conclusão com aproveitamento, por força da sentença que julgou procedente o pedido inicial, e não em virtude de decisão judicial de caráter provisório (eDOC 2, p. 175). Verifica-se que, nas razões do recurso extraordinário, alegou-se que a Lei 12.344/2003 não prevê a promoção automática de militares após determinado tempo de serviço ou na graduação, tampouco a forçosa convocação para curso de formação. O Recorrente asseverou que “o tempo de serviço ou tempo na graduação, previsto como requisito para a promoção de militares ativos à graduação superior por antiguidade … não pode ser considerado isoladamente, sobretudo porque a referida lei prevê outras condições necessárias para as promoções das Praças, como, por exemplo, a existência de vagas nas graduações superiores (arts. 2..., 4..., 6..., 7... e 8..., IV), conclusão com aproveitamento nos cursos de formação de cabo, para a promoção à graduação de cabo, e de formação de sargento, para a promoção à graduação de 3... sargento, além de outras exigências previstas no referido art. 16”. O Recorrente acrescentou que “os recorridos não comprovaram a existência de vagas suficientes para que, observada a antiguidade na graduação que ocupam pudessem ser convocados para o respectivo curso de formação e promovidos” (eDOC 4, p. 68/69). Assim, o ora Agravante pugnou pela reforma do acórdão recorrido, em face da alegada ofensa aos arts. 2..., 5... e 37 da Constituição Federal. Tal como posto na decisão ora agravada, a análise das questões apresentadas dependeria do reexame das provas dos autos, bem como da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual 12.344/2003 - Lei de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE evidenciam sua inaptidão para conferir segurança ou estabilidade à situação jurídica a que se refere. 3. Recurso extraordinário provido. “ O Tribunal de origem reafirmou o acórdão recorrido que manteve a sentença por entender que o caso em análise é diverso da hipótese versada no mencionado recurso paradigma, visto que, na espécie, os candidatos foram inscritos no Curso de Formação de Cabos da Polícia Militar do Estado de Pernambuco, com direito à promoção, após a conclusão com aproveitamento, por força da sentença que julgou procedente o pedido inicial, e não em virtude de decisão judicial de caráter provisório (eDOC 2, p. 175). Verifica-se que, nas razões do recurso extraordinário, alegou-se que a Lei 12.344/2003 não prevê a promoção automática de militares após determinado tempo de serviço ou na graduação, tampouco a forçosa convocação para curso de formação. O Recorrente asseverou que “o tempo de serviço ou tempo na graduação, previsto como requisito para a promoção de militares ativos à graduação superior por antiguidade … não pode ser considerado isoladamente, sobretudo porque a referida lei prevê outras condições necessárias para as promoções das Praças, como, por exemplo, a existência de vagas nas graduações superiores (arts. 2..., 4..., 6..., 7... e 8..., IV), conclusão com aproveitamento nos cursos de formação de cabo, para a promoção à graduação de cabo, e de formação de sargento, para a promoção à graduação de 3... sargento, além de outras exigências previstas no referido art. 16”. O Recorrente acrescentou que “os recorridos não comprovaram a existência de vagas suficientes para que, observada a antiguidade na graduação que ocupam pudessem ser convocados para o respectivo curso de formação e promovidos” (eDOC 4, p. 68/69). Assim, o ora Agravante pugnou pela reforma do acórdão recorrido, em face da alegada ofensa aos arts. 2..., 5... e 37 da Constituição Federal. Tal como posto na decisão ora agravada, a análise das questões apresentadas dependeria do reexame das provas dos autos, bem como da legislação local aplicável à espécie (Lei Estadual 12.344/2003 - Lei de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE Promoção das Praças da PMPE), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE Promoção das Praças da PMPE), o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747667279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : VALDEMIR NUNES DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA (28376/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, observado o disposto no § 5... do mesmo dispositivo legal e, nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majorou em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669413 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.001.934 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : VALDEMIR NUNES DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA (28376/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, observado o disposto no § 5... do mesmo dispositivo legal e, nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majorou em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669413 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 001 . 934", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 001 . 934", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 001 . 934", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 608482 / RN", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 608482 / RN", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 608482 /", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Súmulas 279", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 608 . 482 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 001 . 934", "Recurso Extraordinário 608 . 482 - RG", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 1001934 AGR / PE", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 001 . 934", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 001 . 934" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . e 37 da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988", "art . 37 , da Constituição Federal de 1988", "lei Estadual n 12 . 344 / 2003", "Lei de Promoção das Praças da PMPE", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . e 37 da Constituição Federal", "art . 5 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 37 , da Constituição Federal de 1988", "lei Estadual n 12 . 344 / 2003", "Lei de Promoção das Praças da PMPE", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n 12 . 344 / 2003 , art", "arts", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil / 1973", "328 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n 12 . 344 / 2003 , art . 16", "arts . 543 - B do Código de Processo Civil / 1973", "328 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 543 - B , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 543 - B , § 3 . . . , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria 703 / 2001", "Decreto Estadual 17 . 163 / 93", "Lei Estadual n 12 . 344 / 2003", "art . 932 , IV , ‘ a ’ , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria 703 / 2001", "Decreto Estadual 17 . 163 / 93", "Lei Estadual n 12 . 344 / 2003", "art . 932 , IV , ‘ a ’ , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 12 . 344 / 2003", "arts . 2 . . . , 5 . . . e 37 da Constituição Federal", "Lei Estadual 12 . 344 / 2003", "Lei", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 12 . 344 / 2003", "arts . 2 . . . , 5 . . . e 37 da Constituição Federal", "Lei Estadual 12 . 344 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 ,", "Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Brasília", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado do Pernambuco", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Câmara de Direito Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Vice", "-", "Presidência", "TJ", "/", "PE", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Câmara de Direito Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Vice", "-", "Presidência", "TJ", "/", "PE", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Câmara de Direito Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PMPE", "Supremo Tribunal Federal", "PMPE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PMPE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Vice - Presidência do TJ / PE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Vice - Presidência do TJ / PE", "RN", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Polícia Militar do Estado de Pernambuco", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PMPE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PMPE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "VALDEMIR NUNES DE SOUZA", "MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "VALDEMIR NUNES DE SOUZA", "MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "VALDEMIR NUNES DE SOUZA", "MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "VALDEMIR NUNES DE SOUZA", "MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "EDSON FACHIN", "VALDEMIR NUNES DE SOUZA", "MARGARIDA BUARQUE DE MACEDO GADELHA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "11", ".", "10", ".", "2017", "15", "21 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "21", "/", "09", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "21", "/", "09", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "30", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "30", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EMILE DAUD SARRUF IMPTE.(S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas Corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado (art. 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal). Alegação de cerceamento de defesa. Inocorrência. 3. Indeferimento de pedido de exame pericial. Irrelevância. Prova pericial contábil incapaz de afastar o motivo torpe. Princípio do iudex est peritus peritorum (juiz é o perito dos peritos), previsto no art. 182, do CPP. 4. Habeas corpus denegado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995856. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Relatório 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EMILE DAUD SARRUF IMPTE.(S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus com pedido de medida liminar, impetrado por Alberto Zacharias Toron e outros, em favor de Emile Daud Sarruf, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nos autos do RHC 64.595/SP, Rel. Min. Felix Fischer. Eis a ementa desse julgado: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. ART. 121, § 2º, INCISOS I E IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE EXAME PERICIAL. DISCRICIONARIEDADE REGRADA DO MAGISTRADO. RECURSO DESPROVIDO. I - Preceitua o art. 423 do CPP que ‘deliberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou exibidas no plenário do júri, e adotadas as providências devidas, o juiz presidente: I – ordenará as diligências necessárias para sanar qualquer nulidade ou esclarecer fato que interesse ao julgamento da causa;’ II - O deferimento de diligências é ato que se inclui na esfera de discricionariedade regrada do Magistrado processante, que poderá indeferi-las de forma fundamentada, quando as julgar protelatórias ou desnecessárias e sem pertinência com a instrução do processo, não caracterizando, tal ato, cerceamento de defesa (precedentes do col. STF e do STJ). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EMILE DAUD SARRUF IMPTE.(S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus com pedido de medida liminar, impetrado por Alberto Zacharias Toron e outros, em favor de Emile Daud Sarruf, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nos autos do RHC 64.595/SP, Rel. Min. Felix Fischer. Eis a ementa desse julgado: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. ART. 121, § 2º, INCISOS I E IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE EXAME PERICIAL. DISCRICIONARIEDADE REGRADA DO MAGISTRADO. RECURSO DESPROVIDO. I - Preceitua o art. 423 do CPP que ‘deliberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou exibidas no plenário do júri, e adotadas as providências devidas, o juiz presidente: I – ordenará as diligências necessárias para sanar qualquer nulidade ou esclarecer fato que interesse ao julgamento da causa;’ II - O deferimento de diligências é ato que se inclui na esfera de discricionariedade regrada do Magistrado processante, que poderá indeferi-las de forma fundamentada, quando as julgar protelatórias ou desnecessárias e sem pertinência com a instrução do processo, não caracterizando, tal ato, cerceamento de defesa (precedentes do col. STF e do STJ). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório HC 135269 / SP Recurso desprovido”. (eDOC 5, p. 91) Segundo os autos, a paciente foi presa em flagrante e denunciada pela suposta prática do crime de homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e pelo emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (artigo 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal). (eDOC 2, p. 17-18) Colhe-se dos autos que a vítima e a denunciada eram casados, sendo que até a data dos fatos (30 de outubro de 2002) possuíam um relacionamento harmônico. No entanto, na semana anterior ao crime, a vítima começou a apresentar sintomas de intoxicação, sendo inclusive encaminhada para o hospital, comprovando-se, posteriormente, que a denunciada ao preparar o café da vítima teria acrescido um pó azulado, provavelmente veneno de rato, tentando matá-la. Já, na data dos fatos, a denunciada, após a premeditação do crime na semana anterior, enquanto dois filhos do casal encontravam-se dormindo, armou-se e foi ao encontro da vítima, matando-a com disparo de arma de fogo. A violência se deu por motivo torpe, consistente no abjeto sentimento de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, uma vez que vinha enfrentando sérias dificuldades financeiras e via na morte de seu marido a solução para estes problemas. O crime se consumou com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, porquanto o ofendido encontrava-se em estado de recuperação da intoxicação anterior, além de não esperar tal atitude da denunciada, sua esposa, sendo, pois, surpreendido no quarto onde o casal dormia. A denúncia foi recebida no dia 12 de novembro de 2002, tendo sido proferida decisão de pronúncia em 22 de julho de 2003, a qual foi anulada pelo Tribunal de origem por ausência de fundamentação relativa às qualificadoras. Novamente pronunciada, em 4 de fevereiro de 2004, a nova decisão também foi objeto de anulação em razão da ausência de correlação fática entre denúncia e pronúncia. Em 23 de março de 2005, foi proferida a terceira decisão de pronúncia. Por força de decisão liminar proferida nos autos do HC 38.619/SP, do STJ, foi relaxada a prisão em flagrante por excesso de prazo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP Recurso desprovido”. (eDOC 5, p. 91) Segundo os autos, a paciente foi presa em flagrante e denunciada pela suposta prática do crime de homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e pelo emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (artigo 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal). (eDOC 2, p. 17-18) Colhe-se dos autos que a vítima e a denunciada eram casados, sendo que até a data dos fatos (30 de outubro de 2002) possuíam um relacionamento harmônico. No entanto, na semana anterior ao crime, a vítima começou a apresentar sintomas de intoxicação, sendo inclusive encaminhada para o hospital, comprovando-se, posteriormente, que a denunciada ao preparar o café da vítima teria acrescido um pó azulado, provavelmente veneno de rato, tentando matá-la. Já, na data dos fatos, a denunciada, após a premeditação do crime na semana anterior, enquanto dois filhos do casal encontravam-se dormindo, armou-se e foi ao encontro da vítima, matando-a com disparo de arma de fogo. A violência se deu por motivo torpe, consistente no abjeto sentimento de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, uma vez que vinha enfrentando sérias dificuldades financeiras e via na morte de seu marido a solução para estes problemas. O crime se consumou com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, porquanto o ofendido encontrava-se em estado de recuperação da intoxicação anterior, além de não esperar tal atitude da denunciada, sua esposa, sendo, pois, surpreendido no quarto onde o casal dormia. A denúncia foi recebida no dia 12 de novembro de 2002, tendo sido proferida decisão de pronúncia em 22 de julho de 2003, a qual foi anulada pelo Tribunal de origem por ausência de fundamentação relativa às qualificadoras. Novamente pronunciada, em 4 de fevereiro de 2004, a nova decisão também foi objeto de anulação em razão da ausência de correlação fática entre denúncia e pronúncia. Em 23 de março de 2005, foi proferida a terceira decisão de pronúncia. Por força de decisão liminar proferida nos autos do HC 38.619/SP, do STJ, foi relaxada a prisão em flagrante por excesso de prazo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório HC 135269 / SP Com a preclusão da decisão de pronúncia, a defesa manifestou-se na fase do artigo 422 do CPP, tendo formulado, dentre diversos pedidos, a realização de perícia contábil para apurar o valor líquido do patrimônio da vítima. O Juízo de primeiro grau indeferiu o pedido. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, por unanimidade. Eis a ementa desse julgado: “HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO – Indeferimento de diligências requeridas pela defesa – Alegação de constrangimento ilegal decorrente de cerceamento de defesa – Inocorrência – Magistrado que, no exercício da discricionariedade regrada, pode indeferir diligências que entender descabidas, o que foi feito de maneira fundamentada – Inexistência de constrangimento ilegal – Impetração denegada” (fl. 419). No STJ, os impetrantes sustentaram a existência de nulidade por cerceamento de defesa ante o indeferimento do pedido de realização de prova pericial, pois existiria “prova de que as empresas que compunham a maior parte do patrimônio da vítima passavam por graves dificuldades financeiras”. Afirmaram que a perícia permitiria apurar o valor líquido do patrimônio da vítima. Portanto, seria imprescindível para “provar aos jurados que o motivo torpe pelo qual a paciente foi pronunciada na verdade não existia”. A Quinta Turma do STJ, por unanimidade, negou provimento ao RHC 64.595/SP, conforme ementa transcrita. (eDOC 5, p. 91-103) Neste habeas corpus, os impetrantes alegam, em suma, que (a) houve cerceamento de defesa pelo indeferimento da realização da perícia contábil, porquanto necessária para aferir o real valor do patrimônio da vítima; (b) “se provado que o patrimônio da vítima era negativo, a paciente terá 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP Com a preclusão da decisão de pronúncia, a defesa manifestou-se na fase do artigo 422 do CPP, tendo formulado, dentre diversos pedidos, a realização de perícia contábil para apurar o valor líquido do patrimônio da vítima. O Juízo de primeiro grau indeferiu o pedido. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, por unanimidade. Eis a ementa desse julgado: “HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO – Indeferimento de diligências requeridas pela defesa – Alegação de constrangimento ilegal decorrente de cerceamento de defesa – Inocorrência – Magistrado que, no exercício da discricionariedade regrada, pode indeferir diligências que entender descabidas, o que foi feito de maneira fundamentada – Inexistência de constrangimento ilegal – Impetração denegada” (fl. 419). No STJ, os impetrantes sustentaram a existência de nulidade por cerceamento de defesa ante o indeferimento do pedido de realização de prova pericial, pois existiria “prova de que as empresas que compunham a maior parte do patrimônio da vítima passavam por graves dificuldades financeiras”. Afirmaram que a perícia permitiria apurar o valor líquido do patrimônio da vítima. Portanto, seria imprescindível para “provar aos jurados que o motivo torpe pelo qual a paciente foi pronunciada na verdade não existia”. A Quinta Turma do STJ, por unanimidade, negou provimento ao RHC 64.595/SP, conforme ementa transcrita. (eDOC 5, p. 91-103) Neste habeas corpus, os impetrantes alegam, em suma, que (a) houve cerceamento de defesa pelo indeferimento da realização da perícia contábil, porquanto necessária para aferir o real valor do patrimônio da vítima; (b) “se provado que o patrimônio da vítima era negativo, a paciente terá 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório HC 135269 / SP como provar para os jurados que a qualificadora do motivo torpe é improcedente” e, ainda, “poderá provar que o motivo pelo qual é acusada de matar o seu marido é falso, pois ele não tinha patrimônio do qual ela pudesse querer se apropriar”; (c) o motivo torpe capaz de qualificar o homicídio foi objetivamente caracterizado pela acusação, com respaldo na “circunstância concreta de a vítima ter declarado no seu IR que possuía patrimônio, empresas”. (eDOC 1, p. 5 e 7) Requerem, liminarmente, o sobrestamento da ação penal até o julgamento final desta impetração. No mérito, pleiteiam a concessão da ordem, “para o fim de garantir o direito da Paciente em ver realizada perícia contábil nas empresas declaradas no patrimônio da vítima, a fim de afastar não só a imputação da qualificadora do motivo torpe, mas também a existência de qualquer motivo para matar o seu marido”. (eDOC 1, p. 10) O pedido liminar foi indeferido pelo Ministro Teori Zavascki, então relator do feito. (eDOC 21) O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem. (eDOC 22) Em 19.6.2017, por decisão da Presidência desta Corte, os autos foram redistribuídos à minha relatoria, por prevenção da Segunda Turma do STF (HC 84.241). (eDOC 38) Vieram aos autos informações encaminhadas pelo Juízo de origem, dando conta que, nos dias 17, 18, 19 e 20 de maio de 2017, ocorreu a Sessão de Julgamento da paciente, que foi considerada culpada pelo Conselho de Sentença, sendo-lhe aplicada a pena de 18 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, concedendo-se à paciente o benefício de aguardar o trânsito em julgado da decisão em liberdade. (eDOCs 45 e 46) Atualmente a paciente encontra-se em liberdade. Houve trânsito em julgado para o Ministério em 26.8.2017 e a defesa interpôs apelação, pendente de julgamento. A defesa peticionou reiterando o pedido de realização de perícia contábil e requerendo a anulação do julgamento realizado pelo Plenário do Júri. (eDOC 49) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP como provar para os jurados que a qualificadora do motivo torpe é improcedente” e, ainda, “poderá provar que o motivo pelo qual é acusada de matar o seu marido é falso, pois ele não tinha patrimônio do qual ela pudesse querer se apropriar”; (c) o motivo torpe capaz de qualificar o homicídio foi objetivamente caracterizado pela acusação, com respaldo na “circunstância concreta de a vítima ter declarado no seu IR que possuía patrimônio, empresas”. (eDOC 1, p. 5 e 7) Requerem, liminarmente, o sobrestamento da ação penal até o julgamento final desta impetração. No mérito, pleiteiam a concessão da ordem, “para o fim de garantir o direito da Paciente em ver realizada perícia contábil nas empresas declaradas no patrimônio da vítima, a fim de afastar não só a imputação da qualificadora do motivo torpe, mas também a existência de qualquer motivo para matar o seu marido”. (eDOC 1, p. 10) O pedido liminar foi indeferido pelo Ministro Teori Zavascki, então relator do feito. (eDOC 21) O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem. (eDOC 22) Em 19.6.2017, por decisão da Presidência desta Corte, os autos foram redistribuídos à minha relatoria, por prevenção da Segunda Turma do STF (HC 84.241). (eDOC 38) Vieram aos autos informações encaminhadas pelo Juízo de origem, dando conta que, nos dias 17, 18, 19 e 20 de maio de 2017, ocorreu a Sessão de Julgamento da paciente, que foi considerada culpada pelo Conselho de Sentença, sendo-lhe aplicada a pena de 18 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, concedendo-se à paciente o benefício de aguardar o trânsito em julgado da decisão em liberdade. (eDOCs 45 e 46) Atualmente a paciente encontra-se em liberdade. Houve trânsito em julgado para o Ministério em 26.8.2017 e a defesa interpôs apelação, pendente de julgamento. A defesa peticionou reiterando o pedido de realização de perícia contábil e requerendo a anulação do julgamento realizado pelo Plenário do Júri. (eDOC 49) 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório HC 135269 / SP É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a paciente foi presa em flagrante porque, no dia 30 de outubro de 2002, por volta de 23h, na Alameda dos Araés, n. 349, na Comarca da Capital/SP, por motivo torpe e valendo-se de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, matou seu marido, Sérgio Afif Sarruf, mediante disparo de arma de fogo, causando nele os ferimentos que foram causa de sua morte. A defesa requereu a juntada de cópias dos contratos sociais das empresas nas quais a vítima era sócia e dos balanços contábeis dos anos de 2001 e 2002, bem como a realização de perícia contábil, para comprovar que o patrimônio constante no imposto de renda da vítima estava negativo, e, assim, afastar a motivação torpe do delito imputado à ré. A juíza da 1ª Vara do Júri da Comarca da Capital/SP indeferiu as diligências requeridas, porquanto as considerou desnecessárias. Segundo a juíza, para a caracterização da motivação torpe, bastaria a intenção mercenária, pouco importando o real valor do patrimônio da vítima, sendo certo que tal intenção poderia ser trazida para análise em plenário. Naquela oportunidade, a juíza enfatizou: “Indefiro, outrossim, as diligências requeridas para a apuração do real patrimônio da vítima. Isso porque o motivo torpe, consistente no abjeto sentimento da ré de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a paciente foi presa em flagrante porque, no dia 30 de outubro de 2002, por volta de 23h, na Alameda dos Araés, n. 349, na Comarca da Capital/SP, por motivo torpe e valendo-se de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, matou seu marido, Sérgio Afif Sarruf, mediante disparo de arma de fogo, causando nele os ferimentos que foram causa de sua morte. A defesa requereu a juntada de cópias dos contratos sociais das empresas nas quais a vítima era sócia e dos balanços contábeis dos anos de 2001 e 2002, bem como a realização de perícia contábil, para comprovar que o patrimônio constante no imposto de renda da vítima estava negativo, e, assim, afastar a motivação torpe do delito imputado à ré. A juíza da 1ª Vara do Júri da Comarca da Capital/SP indeferiu as diligências requeridas, porquanto as considerou desnecessárias. Segundo a juíza, para a caracterização da motivação torpe, bastaria a intenção mercenária, pouco importando o real valor do patrimônio da vítima, sendo certo que tal intenção poderia ser trazida para análise em plenário. Naquela oportunidade, a juíza enfatizou: “Indefiro, outrossim, as diligências requeridas para a apuração do real patrimônio da vítima. Isso porque o motivo torpe, consistente no abjeto sentimento da ré de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP dificuldades financeiras, possui caráter subjetivo. Ou seja, basta que a ré tenha agido imbuída desta intenção, pouco importando se, de fato, a vítima possuía patrimônio, bens ou valores que pudessem solucionar seus problemas financeiros. Enfim, cabe à defesa explorar, em plenário, as dúvidas lançadas, inclusive quanto à preservação da cadeia de custódia da prova pericial e não protelar, indefinidamente, sob o pretexto da observância dos princípios constitucionais, a realização do julgamento – reporto-me à decisão de fls. 1696- 1697. O princípio da ampla defesa deve se harmonizar com os princípios do devido processo legal e da celeridade da prestação jurisdicional e não se sobrepor a eles”. Por sua vez, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao denegar a ordem pretendida, considerou: “Com razão a magistrada, pois, sendo o motivo torpe aquele repugnante, abjeto, vil, que causa repulsa à sociedade, é o mesmo de todo subjetivo, dependendo da convicção do julgador, no caso, os jurados, sobre a questão levada para apreciação. E, sendo subjetiva a questão, no caso em apreço, a realização da perícia contábil, mais do que desnecessária, se afigura medida absolutamente desarrazoada, em razão de que para a motivação torpe basta a intenção mercenária, a qual independe do conhecimento do real patrimônio da vítima. Mencionada intenção pode ser explorada oportunamente em plenário, momento em que todas as questões aventadas sobre o tema poderão ser esclarecidas de acordo com o entendimento de cada parte. E assim, a perícia em debate se mostra diligência impertinente, ao menos à luz da cognição que permite ser exercida nessa estreita via de habeas corpus. (...) Por fim, tem-se que a autoridade apontada como coatora indeferiu as diligências aqui analisadas de forma fundamentada. De fato, verificando a desnecessidade do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP dificuldades financeiras, possui caráter subjetivo. Ou seja, basta que a ré tenha agido imbuída desta intenção, pouco importando se, de fato, a vítima possuía patrimônio, bens ou valores que pudessem solucionar seus problemas financeiros. Enfim, cabe à defesa explorar, em plenário, as dúvidas lançadas, inclusive quanto à preservação da cadeia de custódia da prova pericial e não protelar, indefinidamente, sob o pretexto da observância dos princípios constitucionais, a realização do julgamento – reporto-me à decisão de fls. 1696- 1697. O princípio da ampla defesa deve se harmonizar com os princípios do devido processo legal e da celeridade da prestação jurisdicional e não se sobrepor a eles”. Por sua vez, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao denegar a ordem pretendida, considerou: “Com razão a magistrada, pois, sendo o motivo torpe aquele repugnante, abjeto, vil, que causa repulsa à sociedade, é o mesmo de todo subjetivo, dependendo da convicção do julgador, no caso, os jurados, sobre a questão levada para apreciação. E, sendo subjetiva a questão, no caso em apreço, a realização da perícia contábil, mais do que desnecessária, se afigura medida absolutamente desarrazoada, em razão de que para a motivação torpe basta a intenção mercenária, a qual independe do conhecimento do real patrimônio da vítima. Mencionada intenção pode ser explorada oportunamente em plenário, momento em que todas as questões aventadas sobre o tema poderão ser esclarecidas de acordo com o entendimento de cada parte. E assim, a perícia em debate se mostra diligência impertinente, ao menos à luz da cognição que permite ser exercida nessa estreita via de habeas corpus. (...) Por fim, tem-se que a autoridade apontada como coatora indeferiu as diligências aqui analisadas de forma fundamentada. De fato, verificando a desnecessidade do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP pedido formulado pela defesa, cabia mesmo seu desatendimento; para sua realização seria necessário aspecto substancialmente relevante à defesa ou acusação, o qual não poderia ser demonstrado de outro modo, o que não é o caso dos autos. Isto porque, é certo que a motivação torpe poderá ser descaracterizada na sessão plenária, a critério dos jurados. Como bem esclarecido pelo d. Juízo de 1ª instância, ‘Enfim, cabe à defesa explorar, em plenário, as dúvidas lançadas, (...) e não protelar, indefinidamente, sob o pretexto da observância dos princípios constitucionais, a realização do julgamento (...). O princípio da ampla defesa deve se harmonizar com os princípios do devido processo legal e da celeridade da prestação jurisdicional e não se sobrepor a eles.’ Conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, se as diligências requeridas não contribuírem para o deslinde da controvérsia – seja por considerá-las desnecessárias, protelatórias ou inconvenientes – pode o Magistrado indeferir a sua realização, desde que de forma fundamentada”. (grifo nosso) A Quinta Turma do STJ também considerou legítimos os fundamentos usados pela magistrada de origem para indeferir o pedido de prova pericial formulado pela defesa. Vejamos: “Em outras palavras, as instâncias ordinárias concluíram que, por ser o motivo torpe uma qualificadora de ordem subjetiva, independente o fato de a ora paciente conhecer do real do patrimônio da vítima, bastando, para tanto, a existência de indícios de que agira imbuída do sentimento de ‘se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por dificuldades financeiras’ para que a questão fosse submetida a plenário de Júri. (...) Com efeito, segundo entendimento firmado nesta Corte, o deferimento de diligências (v.g., prova pericial) é ato que se 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP pedido formulado pela defesa, cabia mesmo seu desatendimento; para sua realização seria necessário aspecto substancialmente relevante à defesa ou acusação, o qual não poderia ser demonstrado de outro modo, o que não é o caso dos autos. Isto porque, é certo que a motivação torpe poderá ser descaracterizada na sessão plenária, a critério dos jurados. Como bem esclarecido pelo d. Juízo de 1ª instância, ‘Enfim, cabe à defesa explorar, em plenário, as dúvidas lançadas, (...) e não protelar, indefinidamente, sob o pretexto da observância dos princípios constitucionais, a realização do julgamento (...). O princípio da ampla defesa deve se harmonizar com os princípios do devido processo legal e da celeridade da prestação jurisdicional e não se sobrepor a eles.’ Conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, se as diligências requeridas não contribuírem para o deslinde da controvérsia – seja por considerá-las desnecessárias, protelatórias ou inconvenientes – pode o Magistrado indeferir a sua realização, desde que de forma fundamentada”. (grifo nosso) A Quinta Turma do STJ também considerou legítimos os fundamentos usados pela magistrada de origem para indeferir o pedido de prova pericial formulado pela defesa. Vejamos: “Em outras palavras, as instâncias ordinárias concluíram que, por ser o motivo torpe uma qualificadora de ordem subjetiva, independente o fato de a ora paciente conhecer do real do patrimônio da vítima, bastando, para tanto, a existência de indícios de que agira imbuída do sentimento de ‘se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por dificuldades financeiras’ para que a questão fosse submetida a plenário de Júri. (...) Com efeito, segundo entendimento firmado nesta Corte, o deferimento de diligências (v.g., prova pericial) é ato que se 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP inclui na esfera de discricionariedade regrada do magistrado processante, que poderá indeferi-las de forma fundamentada, quando as julgar protelatórias ou desnecessárias e sem pertinência com a instrução do processo. (...) Portanto, não há falar em cerceamento de defesa o indeferimento de diligências requeridas pela parte e indeferidas pelo juiz, que, in casu, ao avaliar a conveniência e imprescindibilidade da prova para o deslinde da causa, a repeliu de forma fundamentada, pautando-se pelo livre convencimento motivado. Ademais, como bem fundamentado pelas instâncias ordinárias, ‘o MM. Juiz de Direito, na decisão de fls. 1814-1820, indeferiu a produção das mencionadas provas, alegando preclusão do pedido, uma vez que haviam sido juntadas aos autos nos anos de 2002/2003 e desde então contra elas o d. causídico optou jamais havia se pronunciado, optando pelo silêncio’ (fl. 171, grifei)”. Da leitura das decisões acima transcritas, verifico que as instâncias antecedentes afastaram as alegações de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa sustentadas pelos impetrantes. Muito pelo contrário, a decisão de indeferimento do requerimento pericial apresentou-se devidamente fundamentada na impertinência da prova requerida e por não ser concludente para o deslinde do caso. Importante destacar que a jurisprudência dominante desta Corte é no sentido de que cabe ao Juízo ordinário, na esfera de sua discricionariedade, negar motivadamente as diligências que considerar desnecessárias para a elucidação dos fatos. Nesse sentido: HC 116.989/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 8.5.2015; HC-AgR 125.688/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 4.3.2015; RHC 115.133/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.5.2013; HC 96.421/PI, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 23.10.2014, entre outros. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP inclui na esfera de discricionariedade regrada do magistrado processante, que poderá indeferi-las de forma fundamentada, quando as julgar protelatórias ou desnecessárias e sem pertinência com a instrução do processo. (...) Portanto, não há falar em cerceamento de defesa o indeferimento de diligências requeridas pela parte e indeferidas pelo juiz, que, in casu, ao avaliar a conveniência e imprescindibilidade da prova para o deslinde da causa, a repeliu de forma fundamentada, pautando-se pelo livre convencimento motivado. Ademais, como bem fundamentado pelas instâncias ordinárias, ‘o MM. Juiz de Direito, na decisão de fls. 1814-1820, indeferiu a produção das mencionadas provas, alegando preclusão do pedido, uma vez que haviam sido juntadas aos autos nos anos de 2002/2003 e desde então contra elas o d. causídico optou jamais havia se pronunciado, optando pelo silêncio’ (fl. 171, grifei)”. Da leitura das decisões acima transcritas, verifico que as instâncias antecedentes afastaram as alegações de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa sustentadas pelos impetrantes. Muito pelo contrário, a decisão de indeferimento do requerimento pericial apresentou-se devidamente fundamentada na impertinência da prova requerida e por não ser concludente para o deslinde do caso. Importante destacar que a jurisprudência dominante desta Corte é no sentido de que cabe ao Juízo ordinário, na esfera de sua discricionariedade, negar motivadamente as diligências que considerar desnecessárias para a elucidação dos fatos. Nesse sentido: HC 116.989/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 8.5.2015; HC-AgR 125.688/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 4.3.2015; RHC 115.133/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.5.2013; HC 96.421/PI, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 23.10.2014, entre outros. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP Transcrevo também trecho do voto do Ministro Edson Fachin proferido nos autos do HC 131.158-RS, Primeira Turma, DJe 26.4.2016: “não há direito absoluto à produção de prova. Em casos complexos, há que confiar no prudente arbítrio do juiz da causa, mais próximo dos fatos, quanto à avaliação da pertinência e relevância das provas requeridas pelas partes”. Ademais, constam da decisão de pronúncia os motivos pelos quais o magistrado de primeira instância optou por submeter a qualificadora do motivo torpe ao Tribunal do Júri: “Segundo a exordial, o motivo torpe decorreu do abjeto sentimento da ré de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por dificuldades financeiras e ver, na morte do ofendido, a solução para seus problemas. Os indícios que permitem sua apreciação pelo Conselho de Sentença advém, em especial, dos relatos feitos pelas testemunhas Gilberto Afif Sarruf, Fábio Afif Sarruf e Raul Chohfi (fls. 42-51). A testemunha Raul Chohfi, cunhado da vítima, disse que tinha conhecimento que a ré passava por sérias dificuldades financeiras há mais de dois (02) anos e que ela lhe havia pedido para ser apresentada em bancos e para agiotas, sendo que, por três vezes, foi procurado pela ré que lhe pediu dinheiro emprestado (fls. 44-46). Aduziu ter emprestado quinze (15), trinta (30) e cinquenta (50) mil reais, sucessivamente, para a ré, sendo que como garantia foram emitidas notas promissórias em nome da vítima, apesar de ter entregado pessoalmente, à ré, o numerário nas duas primeiras vezes e, cheques na terceira. Os documentos juntados nos autos às fls. 126-147 dão suporte, num primeiro momento, às assertivas apresentadas pelo cunhado da vítima. Da mesma forma, Geraldo Afif Sarruf disse ter estranhado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP Transcrevo também trecho do voto do Ministro Edson Fachin proferido nos autos do HC 131.158-RS, Primeira Turma, DJe 26.4.2016: “não há direito absoluto à produção de prova. Em casos complexos, há que confiar no prudente arbítrio do juiz da causa, mais próximo dos fatos, quanto à avaliação da pertinência e relevância das provas requeridas pelas partes”. Ademais, constam da decisão de pronúncia os motivos pelos quais o magistrado de primeira instância optou por submeter a qualificadora do motivo torpe ao Tribunal do Júri: “Segundo a exordial, o motivo torpe decorreu do abjeto sentimento da ré de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por dificuldades financeiras e ver, na morte do ofendido, a solução para seus problemas. Os indícios que permitem sua apreciação pelo Conselho de Sentença advém, em especial, dos relatos feitos pelas testemunhas Gilberto Afif Sarruf, Fábio Afif Sarruf e Raul Chohfi (fls. 42-51). A testemunha Raul Chohfi, cunhado da vítima, disse que tinha conhecimento que a ré passava por sérias dificuldades financeiras há mais de dois (02) anos e que ela lhe havia pedido para ser apresentada em bancos e para agiotas, sendo que, por três vezes, foi procurado pela ré que lhe pediu dinheiro emprestado (fls. 44-46). Aduziu ter emprestado quinze (15), trinta (30) e cinquenta (50) mil reais, sucessivamente, para a ré, sendo que como garantia foram emitidas notas promissórias em nome da vítima, apesar de ter entregado pessoalmente, à ré, o numerário nas duas primeiras vezes e, cheques na terceira. Os documentos juntados nos autos às fls. 126-147 dão suporte, num primeiro momento, às assertivas apresentadas pelo cunhado da vítima. Da mesma forma, Geraldo Afif Sarruf disse ter estranhado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP quando as contas pessoais da vítima, que eram cuidadas pela secretária da empresa da qual ambos eram sócios, passaram a ser tratadas pela ré, fora da empresa e que não desconfiou sobre problemas envolvendo a vítima e sua esposa, apesar de saber que a ré e sua família estavam passando por sérias dificuldades financeiras nas empresas dirigidas por ela e seus familiares, os quais inclusive chegaram a influenciar nas contas da própria casa (fls. 42-43). A testemunha supracitada aduziu, ainda, que chegou a emprestar dinheiro para a ré e que, no dia 04 de novembro de 2002, posteriormente ao crime, recebeu um telefonema de uma gerente de um banco informando-lhe que, naquele dia, estavam sendo compensados alguns cheques da conta pessoal da vítima, cuja assinatura não conferia, mas que haviam sido emitidos a favor da ré e de familiares dela. Já Fábio Afif Sarruf explicou que, apesar da ré estar passando por dificuldades financeiras em suas empresas, mantinha a casa com quatro (04) empregados, dava presentes caros e fazia questão de manter o alto padrão de vida (fls. 47- 51). As declarações do imposto de renda da vítima demonstraram, também, que, a par das dívidas existentes, ela possuía patrimônio, que, em tese, poderia, sim, ser desejado pela ré para solucionar seus problemas financeiros (fls. 743- 755). Agora, se a ré, por ser meeira, precisava ou não cometer o homicídio para ficar com os valores e patrimônio da vítima e se, com eles, solucionaria ou não os seus problemas financeiros, caberá aos Senhores Jurados decidir, por se tratar de questão de mérito; assim, como se, tal conduta, caso seja comprovada, deve ser considerada, ou não como repugnante ou vil”. Não obstante ter negado provimento ao recurso lá interposto, o STJ sugeriu que a própria defesa, por outros meios legítimos, obtivesse a informação precisa acerca do patrimônio da vítima e a levasse ao 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP quando as contas pessoais da vítima, que eram cuidadas pela secretária da empresa da qual ambos eram sócios, passaram a ser tratadas pela ré, fora da empresa e que não desconfiou sobre problemas envolvendo a vítima e sua esposa, apesar de saber que a ré e sua família estavam passando por sérias dificuldades financeiras nas empresas dirigidas por ela e seus familiares, os quais inclusive chegaram a influenciar nas contas da própria casa (fls. 42-43). A testemunha supracitada aduziu, ainda, que chegou a emprestar dinheiro para a ré e que, no dia 04 de novembro de 2002, posteriormente ao crime, recebeu um telefonema de uma gerente de um banco informando-lhe que, naquele dia, estavam sendo compensados alguns cheques da conta pessoal da vítima, cuja assinatura não conferia, mas que haviam sido emitidos a favor da ré e de familiares dela. Já Fábio Afif Sarruf explicou que, apesar da ré estar passando por dificuldades financeiras em suas empresas, mantinha a casa com quatro (04) empregados, dava presentes caros e fazia questão de manter o alto padrão de vida (fls. 47- 51). As declarações do imposto de renda da vítima demonstraram, também, que, a par das dívidas existentes, ela possuía patrimônio, que, em tese, poderia, sim, ser desejado pela ré para solucionar seus problemas financeiros (fls. 743- 755). Agora, se a ré, por ser meeira, precisava ou não cometer o homicídio para ficar com os valores e patrimônio da vítima e se, com eles, solucionaria ou não os seus problemas financeiros, caberá aos Senhores Jurados decidir, por se tratar de questão de mérito; assim, como se, tal conduta, caso seja comprovada, deve ser considerada, ou não como repugnante ou vil”. Não obstante ter negado provimento ao recurso lá interposto, o STJ sugeriu que a própria defesa, por outros meios legítimos, obtivesse a informação precisa acerca do patrimônio da vítima e a levasse ao 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP conhecimento dos jurados, no prazo a que alude o artigo 479 do CPP. A Sessão Plenária do Juri foi realizada, tendo o Conselho de Sentença reconhecido a qualificadora do motivo torpe. A defesa então se manifestou nos autos, aduzindo que: “(...) O julgamento pelo Tribunal do Júri foi marcado. Sem tempo hábil para o julgamento deste writ, a Defesa acolheu os conselhos do col. STJ e, após pesquisas realizadas por sua própria conta, juntou aos autos da ação penal os balanços contábeis das empresas pertencentes à vítima, extraídos diretamente das ações de alimentos movidas pelas filhas da Paciente contra a avó paterna, isto é, a mãe da vítima. Destaque-se que esses balanços das empresas da vítima haviam sido usados pela própria família da vítima para comprovar que as empresas não tinham patrimônio e, por isso, não seria possível o pagamento de alimentos aos filhos da vítima. Assim sustentou a Defesa em Plenário, conforme se depreende, a título exemplificativo, do depoimento da Sra. NEUSA PRONE (doc. 02), no sentido de os balanços provarem que as empresas não valiam nada e, portanto, a Paciente não poderia querer matá-lo para se apropriar de seu suposto patrimônio, isto é, a qualificadora do motivo torpe era manifestamente contrária à prova dos autos. Qual não foi a surpresa da Defesa quando a d. Promotora de Justiça, aproveitando-se da inexistência, nos autos, de uma perícia contábil sobre o patrimônio da vítima, argumentou aos jurados que os balanços juntados eram maquiados!”. (eDOC 49, p. 3) Note-se que a própria defesa diligenciou na busca dos balanços contábeis das empresas, os quais fazem prova do valor a menor. De tal modo, a prova foi produzida e apresentada ao Júri, que, ainda assim, entendeu pela existência de motivo torpe. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP conhecimento dos jurados, no prazo a que alude o artigo 479 do CPP. A Sessão Plenária do Juri foi realizada, tendo o Conselho de Sentença reconhecido a qualificadora do motivo torpe. A defesa então se manifestou nos autos, aduzindo que: “(...) O julgamento pelo Tribunal do Júri foi marcado. Sem tempo hábil para o julgamento deste writ, a Defesa acolheu os conselhos do col. STJ e, após pesquisas realizadas por sua própria conta, juntou aos autos da ação penal os balanços contábeis das empresas pertencentes à vítima, extraídos diretamente das ações de alimentos movidas pelas filhas da Paciente contra a avó paterna, isto é, a mãe da vítima. Destaque-se que esses balanços das empresas da vítima haviam sido usados pela própria família da vítima para comprovar que as empresas não tinham patrimônio e, por isso, não seria possível o pagamento de alimentos aos filhos da vítima. Assim sustentou a Defesa em Plenário, conforme se depreende, a título exemplificativo, do depoimento da Sra. NEUSA PRONE (doc. 02), no sentido de os balanços provarem que as empresas não valiam nada e, portanto, a Paciente não poderia querer matá-lo para se apropriar de seu suposto patrimônio, isto é, a qualificadora do motivo torpe era manifestamente contrária à prova dos autos. Qual não foi a surpresa da Defesa quando a d. Promotora de Justiça, aproveitando-se da inexistência, nos autos, de uma perícia contábil sobre o patrimônio da vítima, argumentou aos jurados que os balanços juntados eram maquiados!”. (eDOC 49, p. 3) Note-se que a própria defesa diligenciou na busca dos balanços contábeis das empresas, os quais fazem prova do valor a menor. De tal modo, a prova foi produzida e apresentada ao Júri, que, ainda assim, entendeu pela existência de motivo torpe. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP Ademais, a comparação entre os balanços e os informes de imposto de renda é irrelevante. A perícia, tal qual requisitada, serviria tão somente para confrontar os balanços e o IRPF. Em uma perícia contábil, essa comparação é meramente documental e não tem aptidão para avaliar eventual falsidade nos balanços. Note-se que o valor inferior ao declarado no IRPF é constatável pela simples visualização do balanço, sendo supérflua a perícia. Por outro lado, a própria acusação admite que os balanços não correspondem aos valores declarados no imposto de renda da vítima, ou seja, o que se queria provar com a perícia restou demonstrado. Ocorre que, em Plenário, a representante do Parquet inovou, desqualificando os balanços. Assim, mesmo que houvesse a perícia, o mesmo argumento valeria contra o seu laudo. Ademais, a eventual degenerada saúde financeira das sociedades empresárias das quais era sócio o ex-marido da paciente não comprometeria o seu patrimônio pessoal, justamente porque todas elas eram de responsabilidade limitada. (eDOC 3, p. 1-2) E mais: a denúncia não resumiu o patrimônio da vítima às cotas nas sociedades empresárias de que era sócio, de modo que, se negativo todo o patrimônio no âmbito das sociedades empresárias, ainda restaria bem apto a despertar, na paciente, o desejo de pôr termo à vida de seu ex-marido. Destaco que os jurados, como juízes que são da causa, não se vinculam às conclusões periciais. Podem livremente firmar sua convicção apenas com base na narrativa dos autos e em outros documentos a eles acostados, fazendo a devida ponderação das provas, segundo seu livre convencimento. O juiz é o perito dos peritos (iudex est peritus peritorum), conforme preceitua o art. 182 do Código de Processo Penal: “O juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte”. A respeito do tema destaco lições da doutrina: “Sobre a vinculação do juiz ao laudo pericial, é natural que, pelo sistema do livre convencimento motivado ou da persuasão racional adotado pelo Código, possa o magistrado 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP Ademais, a comparação entre os balanços e os informes de imposto de renda é irrelevante. A perícia, tal qual requisitada, serviria tão somente para confrontar os balanços e o IRPF. Em uma perícia contábil, essa comparação é meramente documental e não tem aptidão para avaliar eventual falsidade nos balanços. Note-se que o valor inferior ao declarado no IRPF é constatável pela simples visualização do balanço, sendo supérflua a perícia. Por outro lado, a própria acusação admite que os balanços não correspondem aos valores declarados no imposto de renda da vítima, ou seja, o que se queria provar com a perícia restou demonstrado. Ocorre que, em Plenário, a representante do Parquet inovou, desqualificando os balanços. Assim, mesmo que houvesse a perícia, o mesmo argumento valeria contra o seu laudo. Ademais, a eventual degenerada saúde financeira das sociedades empresárias das quais era sócio o ex-marido da paciente não comprometeria o seu patrimônio pessoal, justamente porque todas elas eram de responsabilidade limitada. (eDOC 3, p. 1-2) E mais: a denúncia não resumiu o patrimônio da vítima às cotas nas sociedades empresárias de que era sócio, de modo que, se negativo todo o patrimônio no âmbito das sociedades empresárias, ainda restaria bem apto a despertar, na paciente, o desejo de pôr termo à vida de seu ex-marido. Destaco que os jurados, como juízes que são da causa, não se vinculam às conclusões periciais. Podem livremente firmar sua convicção apenas com base na narrativa dos autos e em outros documentos a eles acostados, fazendo a devida ponderação das provas, segundo seu livre convencimento. O juiz é o perito dos peritos (iudex est peritus peritorum), conforme preceitua o art. 182 do Código de Processo Penal: “O juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte”. A respeito do tema destaco lições da doutrina: “Sobre a vinculação do juiz ao laudo pericial, é natural que, pelo sistema do livre convencimento motivado ou da persuasão racional adotado pelo Código, possa o magistrado 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP decidir matéria que lhe é apresentada de acordo com sua convicção, analisando e avaliando a prova sem nenhum freio ou método previamente imposto pela lei. (...) Por tal motivo, preceitua o art. 182 do Código de processo Penal não estar o juiz adstrito ao laudo, podendo acolher totalmente as conclusões dos expertos ou apenas parcialmente, além do poder rejeitar integralmente laudo ou apenas parte dele. O conjunto probatório é o guia do magistrado e não unicamente o exame pericial. Ex.: é possível que o julgador despreze o laudo de exame do local, porque acreditou na versão oferecida por várias testemunhas ouvidas na instrução de que a posição original do corpo no momento crime, por exemplo, não era a retratada pelo laudo. Assim o juiz rejeitará o trabalho pericial e baseará sua decisão nos depoimentos coletados, que mais o convenceram da verdade real”. (NUCCI, Guilherme de Souza, Manual de processo penal e execução penal, 2ª ed, São Paulo, Ed. Revista dos Tribunais, 2006, p. 391) Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: HC 104.557/MS, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.9.2011; RHC 120.052/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 3.12.2013, DJe 4.2.2013; e HC 123.025/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 20.3.2015) Além do mais, interrogada em Juízo, a paciente informou que a vítima possuía contrato de seguro de vida, com indenização de, naquela época, R$ 200.000,00 (valor impreciso informado pela paciente), o que, na presente data, atualizado, corresponderia a R$ 531.305,69. (eDOC 3, p. 95) Assim, a simples afirmação feita pela paciente sugere que ela tinha a percepção de que receberia a indenização, ainda que, posteriormente, se verificasse que o contrato não mais existia ou que o valor não era mais aquele. Dito isso, o que a defesa quer comprovar por meio da requerida 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP decidir matéria que lhe é apresentada de acordo com sua convicção, analisando e avaliando a prova sem nenhum freio ou método previamente imposto pela lei. (...) Por tal motivo, preceitua o art. 182 do Código de processo Penal não estar o juiz adstrito ao laudo, podendo acolher totalmente as conclusões dos expertos ou apenas parcialmente, além do poder rejeitar integralmente laudo ou apenas parte dele. O conjunto probatório é o guia do magistrado e não unicamente o exame pericial. Ex.: é possível que o julgador despreze o laudo de exame do local, porque acreditou na versão oferecida por várias testemunhas ouvidas na instrução de que a posição original do corpo no momento crime, por exemplo, não era a retratada pelo laudo. Assim o juiz rejeitará o trabalho pericial e baseará sua decisão nos depoimentos coletados, que mais o convenceram da verdade real”. (NUCCI, Guilherme de Souza, Manual de processo penal e execução penal, 2ª ed, São Paulo, Ed. Revista dos Tribunais, 2006, p. 391) Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: HC 104.557/MS, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.9.2011; RHC 120.052/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 3.12.2013, DJe 4.2.2013; e HC 123.025/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 20.3.2015) Além do mais, interrogada em Juízo, a paciente informou que a vítima possuía contrato de seguro de vida, com indenização de, naquela época, R$ 200.000,00 (valor impreciso informado pela paciente), o que, na presente data, atualizado, corresponderia a R$ 531.305,69. (eDOC 3, p. 95) Assim, a simples afirmação feita pela paciente sugere que ela tinha a percepção de que receberia a indenização, ainda que, posteriormente, se verificasse que o contrato não mais existia ou que o valor não era mais aquele. Dito isso, o que a defesa quer comprovar por meio da requerida 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP perícia é inteiramente irrelevante, seja pela independência patrimonial da vítima em relação às sociedades empresárias, seja pela percepção da paciente acerca do seguro de vida e demais bens pertencentes à vítima. Por derradeiro, o indeferimento de produção da prova requerida não se reveste da teratologia apontada pela defesa, porquanto a natureza subjetiva da qualificadora afasta, no presente caso, a necessidade de apurar-se o estado real do patrimônio da vítima, conforme assinalado pelo STJ: “(...) o motivo, por ser indiscutivelmente de ordem subjetiva, pode existir, independentemente do patrimônio da vítima. Por exemplo, a ora paciente poderia ter agido imbuída de motivação torpe supondo a existência de um patrimônio que, em verdade, não era avantajado. A circunstância há de ser admitida, nesse caso. E, por outro lado, o patrimônio poderia ser vultoso e, no entanto, a motivação não ser aquela descrita na denúncia”. (eDOC 5, p. 102-103 - grifei) Ante o exposto, ausente qualquer cerceamento de defesa, não há que se falar em constrangimento ilegal sanável pela via do habeas corpus. Desse modo, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP perícia é inteiramente irrelevante, seja pela independência patrimonial da vítima em relação às sociedades empresárias, seja pela percepção da paciente acerca do seguro de vida e demais bens pertencentes à vítima. Por derradeiro, o indeferimento de produção da prova requerida não se reveste da teratologia apontada pela defesa, porquanto a natureza subjetiva da qualificadora afasta, no presente caso, a necessidade de apurar-se o estado real do patrimônio da vítima, conforme assinalado pelo STJ: “(...) o motivo, por ser indiscutivelmente de ordem subjetiva, pode existir, independentemente do patrimônio da vítima. Por exemplo, a ora paciente poderia ter agido imbuída de motivação torpe supondo a existência de um patrimônio que, em verdade, não era avantajado. A circunstância há de ser admitida, nesse caso. E, por outro lado, o patrimônio poderia ser vultoso e, no entanto, a motivação não ser aquela descrita na denúncia”. (eDOC 5, p. 102-103 - grifei) Ante o exposto, ausente qualquer cerceamento de defesa, não há que se falar em constrangimento ilegal sanável pela via do habeas corpus. Desse modo, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministro-Relator, Ministro Gilmar Mendes, eminente Ministro Dias Toffoli, também saúdo o Senhor Subprocurador-Geral da República, Doutor Edson de Almeida, e, de modo especial, o ilustre advogado que assomou à Tribuna, Doutor Toron, que brinda este Colegiado com uma sustentação oral que honra a advocacia brasileira. A questão que se coloca aqui, em momento algum, traduz uma percepção mais estrita quanto à interposição do habeas corpus, eis que efetivamente não está em debate o tema da liberdade de locomoção. No caso concreto, consoante declinou em seu relatório o eminente Ministro Gilmar Mendes, a ré se encontra em liberdade, sendo que a ação penal já recebeu o seu desate, que teve trânsito em julgado para o Ministério Público em 26 de agosto de 2017, e a defesa interpôs apelação que pende de julgamento. O delito imputado, pelo qual a ré foi condenada à pena já referida, deu-se já há um período, um lapso temporal efetivamente significativo, tanto que a primeira denúncia foi ofertada em 12 de novembro de 2002, os fatos, portanto, ocorridos antes, outubro de 2002; foi proferida decisão de pronúncia em 22 de julho de 2003, anulada pelo tribunal de origem por ausência de fundamentação relativamente às qualificadoras; uma nova denúncia foi ofertada em 4 de fevereiro de 2004, essa decisão que adveio daí, ou seja, outra decisão de pronúncia também foi objeto de anulação, aí, já acolhendo o argumento da ausência de correlação entre a denúncia e pronúncia; e uma terceira decisão de pronúncia se deu em março de 2005, tendo sido depois obtido habeas corpus em face do qual, pelo que se vê do relato, a paciente se encontra em liberdade. Portanto, estamos a falar de circunstância que se passou em 30 de outubro de 2002, já estamos, portanto, praticamente 16 anos depois do evento. E a ré, a paciente, a apelante, em face da decisão tomada, encontra-se em liberdade. Portanto, não se cuida aqui do tema atinente à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017058. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministro-Relator, Ministro Gilmar Mendes, eminente Ministro Dias Toffoli, também saúdo o Senhor Subprocurador-Geral da República, Doutor Edson de Almeida, e, de modo especial, o ilustre advogado que assomou à Tribuna, Doutor Toron, que brinda este Colegiado com uma sustentação oral que honra a advocacia brasileira. A questão que se coloca aqui, em momento algum, traduz uma percepção mais estrita quanto à interposição do habeas corpus, eis que efetivamente não está em debate o tema da liberdade de locomoção. No caso concreto, consoante declinou em seu relatório o eminente Ministro Gilmar Mendes, a ré se encontra em liberdade, sendo que a ação penal já recebeu o seu desate, que teve trânsito em julgado para o Ministério Público em 26 de agosto de 2017, e a defesa interpôs apelação que pende de julgamento. O delito imputado, pelo qual a ré foi condenada à pena já referida, deu-se já há um período, um lapso temporal efetivamente significativo, tanto que a primeira denúncia foi ofertada em 12 de novembro de 2002, os fatos, portanto, ocorridos antes, outubro de 2002; foi proferida decisão de pronúncia em 22 de julho de 2003, anulada pelo tribunal de origem por ausência de fundamentação relativamente às qualificadoras; uma nova denúncia foi ofertada em 4 de fevereiro de 2004, essa decisão que adveio daí, ou seja, outra decisão de pronúncia também foi objeto de anulação, aí, já acolhendo o argumento da ausência de correlação entre a denúncia e pronúncia; e uma terceira decisão de pronúncia se deu em março de 2005, tendo sido depois obtido habeas corpus em face do qual, pelo que se vê do relato, a paciente se encontra em liberdade. Portanto, estamos a falar de circunstância que se passou em 30 de outubro de 2002, já estamos, portanto, praticamente 16 anos depois do evento. E a ré, a paciente, a apelante, em face da decisão tomada, encontra-se em liberdade. Portanto, não se cuida aqui do tema atinente à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135269 / SP liberdade, e sim, como disse o eminente Ministro Gilmar Mendes, da alegação de cerceamento de defesa, numa dimensão mais ampliada do cabimento do habeas corpus, que, em hipóteses excepcionais, este Colegiado, com algumas dinâmicas da percepção individual dos Ministros, mas o Colegiado majoritariamente tem acolhido. Eu estou convencido, Senhor Presidente, da análise que fiz, que, tal como depreendeu o acutíssimo voto do eminente Ministro-Relator, inexiste cerceamento de defesa, até mesmo pela discutível relevância da prova ser produzida à luz do que foi levado em consideração no voto de Sua Excelência. Portanto, em que pese os argumentos sustentados da Tribuna, mesmo nessa dimensão mais ampliada de habeas corpus, pela via do cerceamento de defesa, encontrar-se um modo de recomeçar o transcurso processual, tenho para mim que é um passo demasiado, e não encontra fundamentação sólida a ser acolhida. Por essa razão, Senhor Presidente, acompanho o eminente Ministro- Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017058. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP liberdade, e sim, como disse o eminente Ministro Gilmar Mendes, da alegação de cerceamento de defesa, numa dimensão mais ampliada do cabimento do habeas corpus, que, em hipóteses excepcionais, este Colegiado, com algumas dinâmicas da percepção individual dos Ministros, mas o Colegiado majoritariamente tem acolhido. Eu estou convencido, Senhor Presidente, da análise que fiz, que, tal como depreendeu o acutíssimo voto do eminente Ministro-Relator, inexiste cerceamento de defesa, até mesmo pela discutível relevância da prova ser produzida à luz do que foi levado em consideração no voto de Sua Excelência. Portanto, em que pese os argumentos sustentados da Tribuna, mesmo nessa dimensão mais ampliada de habeas corpus, pela via do cerceamento de defesa, encontrar-se um modo de recomeçar o transcurso processual, tenho para mim que é um passo demasiado, e não encontra fundamentação sólida a ser acolhida. Por essa razão, Senhor Presidente, acompanho o eminente Ministro- Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também cumprimento o eminente advogado, Alberto Zacharias Toron, pela brilhante sustentação que fez. Observo que, conforme constou do voto do eminente Relator, há um dado, nos autos, segundo o qual a paciente, interrogada em juízo, informou que a vítima possuiria um seguro de vida, no valor, à época, de cerca de duzentos mil reais, que hoje corresponderia a cerca de quinhentos mil reais ou mais. Não vejo, também, tal como o Relator, teratologia ou abuso de poder da denegação na produção dessa prova, até porque a avaliação dessa qualificadora, que é de natureza eminentemente subjetiva, prescinde, a meu ver, da prova pericial requerida pela defesa. Portanto, eu acompanho o Relator para também denegar a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1653-32D1-27BA-B2C7 e senha 14F2-A22A-57A5-FA0E Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também cumprimento o eminente advogado, Alberto Zacharias Toron, pela brilhante sustentação que fez. Observo que, conforme constou do voto do eminente Relator, há um dado, nos autos, segundo o qual a paciente, interrogada em juízo, informou que a vítima possuiria um seguro de vida, no valor, à época, de cerca de duzentos mil reais, que hoje corresponderia a cerca de quinhentos mil reais ou mais. Não vejo, também, tal como o Relator, teratologia ou abuso de poder da denegação na produção dessa prova, até porque a avaliação dessa qualificadora, que é de natureza eminentemente subjetiva, prescinde, a meu ver, da prova pericial requerida pela defesa. Portanto, eu acompanho o Relator para também denegar a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1653-32D1-27BA-B2C7 e senha 14F2-A22A-57A5-FA0E Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 14/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.269 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : EMILE DAUD SARRUF IMPTE.(S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON (40063/DF, 65371/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou, pela paciente, o Dr. Alberto Zacharias Toron. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC77-E033-1EB9-F812 e senha 93F8-5EC9-9673-4474 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.269 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : EMILE DAUD SARRUF IMPTE.(S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON (40063/DF, 65371/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou, pela paciente, o Dr. Alberto Zacharias Toron. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC77-E033-1EB9-F812 e senha 93F8-5EC9-9673-4474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748214217
2018-08-14T00:00:00
2018-09-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou, pela paciente, o Dr. Alberto Zacharias Toron. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018.
HABEAS CORPUS
Habeas Corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado (art. 121, § 2º, incisos I e IV, do Código Penal). Alegação de cerceamento de defesa. Inocorrência. 3. Indeferimento de pedido de exame pericial. Irrelevância. Prova pericial contábil incapaz de afastar o motivo torpe. Princípio do iudex est peritus peritorum (juiz é o perito dos peritos), previsto no art. 182, do CPP. 4. Habeas corpus denegado.
sjur390935
- Acórdão(s) citado(s): (DISCRICIONARIEDADE, JUIZ, DEFERIMENTO, PRODUÇÃO DE PROVA) HC 96421 (2ªT), RHC 115133 (1ªT), HC 116989 (2ªT), HC 125688 AgR (1ªT), HC 131158 (1ªT). (PRINCÍPIO DO LIVRE CONVENCIMENTO, PRODUÇÃO DE PROVA) HC 104557 (1ªT), RHC 120052 (2ªT), HC 123025 (1ªT). Número de páginas: 20. Análise: 31/10/2018, TLR.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
135269
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00002 INC-00001 INC-00004\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00182 ART-00479\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 135269
[ "" ]
PACTE.(S) : EMILE DAUD SARRUF IMPTE.(S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EMILE DAUD SARRUF IMPTE.(S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas Corpus. 2. Homicídio duplamente qualificado (art. 121, § 2..., incisos I e IV, do Código Penal). Alegação de cerceamento de defesa. Inocorrência. 3. Indeferimento de pedido de exame pericial. Irrelevância. Prova pericial contábil incapaz de afastar o motivo torpe. Princípio do iudex est peritus peritorum (juiz é o perito dos peritos), previsto no art. 182, do CPP. 4. Habeas corpus denegado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995856. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Relatório 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EMILE DAUD SARRUF IMPTE.(S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus com pedido de medida liminar, impetrado por Alberto Zacharias Toron e outros, em favor de Emile Daud Sarruf, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça) nos autos do RHC 64.595/SP, Rel. Min. Felix Fischer. Eis a ementa desse julgado: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. ART. 121, § 2..., INCISOS I E IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE EXAME PERICIAL. DISCRICIONARIEDADE REGRADA DO MAGISTRADO. RECURSO DESPROVIDO. I - Preceitua o art. 423 do CPP que ‘deliberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou exibidas no plenário do júri, e adotadas as providências devidas, o juiz presidente: I – ordenará as diligências necessárias para sanar qualquer nulidade ou esclarecer fato que interesse ao julgamento da causa;’ II - O deferimento de diligências é ato que se inclui na esfera de discricionariedade regrada do Magistrado processante, que poderá indeferi-las de forma fundamentada, quando as julgar protelatórias ou desnecessárias e sem pertinência com a instrução do processo, não caracterizando, tal ato, cerceamento de defesa (precedentes do col. Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :EMILE DAUD SARRUF IMPTE.(S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus com pedido de medida liminar, impetrado por Alberto Zacharias Toron e outros, em favor de Emile Daud Sarruf, contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça) nos autos do RHC 64.595/SP, Rel. Min. Felix Fischer. Eis a ementa desse julgado: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. ART. 121, § 2..., INCISOS I E IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE EXAME PERICIAL. DISCRICIONARIEDADE REGRADA DO MAGISTRADO. RECURSO DESPROVIDO. I - Preceitua o art. 423 do CPP que ‘deliberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou exibidas no plenário do júri, e adotadas as providências devidas, o juiz presidente: I – ordenará as diligências necessárias para sanar qualquer nulidade ou esclarecer fato que interesse ao julgamento da causa;’ II - O deferimento de diligências é ato que se inclui na esfera de discricionariedade regrada do Magistrado processante, que poderá indeferi-las de forma fundamentada, quando as julgar protelatórias ou desnecessárias e sem pertinência com a instrução do processo, não caracterizando, tal ato, cerceamento de defesa (precedentes do col. Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório HC 135269 / SP Recurso desprovido”. (eDOC 5, p. 91) Segundo os autos, a paciente foi presa em flagrante e denunciada pela suposta prática do crime de homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e pelo emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (artigo 121, § 2..., incisos I e IV, do Código Penal). (eDOC 2, p. 17-18) Colhe-se dos autos que a vítima e a denunciada eram casados, sendo que até a data dos fatos (30 de outubro de 2002) possuíam um relacionamento harmônico. No entanto, na semana anterior ao crime, a vítima começou a apresentar sintomas de intoxicação, sendo inclusive encaminhada para o hospital, comprovando-se, posteriormente, que a denunciada ao preparar o café da vítima teria acrescido um pó azulado, provavelmente veneno de rato, tentando matá-la. Já, na data dos fatos, a denunciada, após a premeditação do crime na semana anterior, enquanto dois filhos do casal encontravam-se dormindo, armou-se e foi ao encontro da vítima, matando-a com disparo de arma de fogo. A violência se deu por motivo torpe, consistente no abjeto sentimento de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, uma vez que vinha enfrentando sérias dificuldades financeiras e via na morte de seu marido a solução para estes problemas. O crime se consumou com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, porquanto o ofendido encontrava-se em estado de recuperação da intoxicação anterior, além de não esperar tal atitude da denunciada, sua esposa, sendo, pois, surpreendido no quarto onde o casal dormia. A denúncia foi recebida no dia 12 de novembro de 2002, tendo sido proferida decisão de pronúncia em 22 de julho de 2003, a qual foi anulada pelo Tribunal de origem por ausência de fundamentação relativa às qualificadoras. Novamente pronunciada, em 4 de fevereiro de 2004, a nova decisão também foi objeto de anulação em razão da ausência de correlação fática entre denúncia e pronúncia. Em 23 de março de 2005, foi proferida a terceira decisão de pronúncia. Por força de decisão liminar proferida nos autos do HC 38.619/SP, do Superior Tribunal de Justiça, foi relaxada a prisão em flagrante por excesso de prazo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP Recurso desprovido”. (eDOC 5, p. 91) Segundo os autos, a paciente foi presa em flagrante e denunciada pela suposta prática do crime de homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e pelo emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima (artigo 121, § 2..., incisos I e IV, do Código Penal). (eDOC 2, p. 17-18) Colhe-se dos autos que a vítima e a denunciada eram casados, sendo que até a data dos fatos (30 de outubro de 2002) possuíam um relacionamento harmônico. No entanto, na semana anterior ao crime, a vítima começou a apresentar sintomas de intoxicação, sendo inclusive encaminhada para o hospital, comprovando-se, posteriormente, que a denunciada ao preparar o café da vítima teria acrescido um pó azulado, provavelmente veneno de rato, tentando matá-la. Já, na data dos fatos, a denunciada, após a premeditação do crime na semana anterior, enquanto dois filhos do casal encontravam-se dormindo, armou-se e foi ao encontro da vítima, matando-a com disparo de arma de fogo. A violência se deu por motivo torpe, consistente no abjeto sentimento de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, uma vez que vinha enfrentando sérias dificuldades financeiras e via na morte de seu marido a solução para estes problemas. O crime se consumou com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, porquanto o ofendido encontrava-se em estado de recuperação da intoxicação anterior, além de não esperar tal atitude da denunciada, sua esposa, sendo, pois, surpreendido no quarto onde o casal dormia. A denúncia foi recebida no dia 12 de novembro de 2002, tendo sido proferida decisão de pronúncia em 22 de julho de 2003, a qual foi anulada pelo Tribunal de origem por ausência de fundamentação relativa às qualificadoras. Novamente pronunciada, em 4 de fevereiro de 2004, a nova decisão também foi objeto de anulação em razão da ausência de correlação fática entre denúncia e pronúncia. Em 23 de março de 2005, foi proferida a terceira decisão de pronúncia. Por força de decisão liminar proferida nos autos do HC 38.619/SP, do Superior Tribunal de Justiça, foi relaxada a prisão em flagrante por excesso de prazo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório HC 135269 / SP Com a preclusão da decisão de pronúncia, a defesa manifestou-se na fase do artigo 422 do CPP, tendo formulado, dentre diversos pedidos, a realização de perícia contábil para apurar o valor líquido do patrimônio da vítima. O Juízo de primeiro grau indeferiu o pedido. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, por unanimidade. Eis a ementa desse julgado: “HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO – Indeferimento de diligências requeridas pela defesa – Alegação de constrangimento ilegal decorrente de cerceamento de defesa – Inocorrência – Magistrado que, no exercício da discricionariedade regrada, pode indeferir diligências que entender descabidas, o que foi feito de maneira fundamentada – Inexistência de constrangimento ilegal – Impetração denegada” (fl. 419). No Superior Tribunal de Justiça, os impetrantes sustentaram a existência de nulidade por cerceamento de defesa ante o indeferimento do pedido de realização de prova pericial, pois existiria “prova de que as empresas que compunham a maior parte do patrimônio da vítima passavam por graves dificuldades financeiras”. Afirmaram que a perícia permitiria apurar o valor líquido do patrimônio da vítima. Portanto, seria imprescindível para “provar aos jurados que o motivo torpe pelo qual a paciente foi pronunciada na verdade não existia”. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negou provimento ao RHC 64.595/SP, conforme ementa transcrita. (eDOC 5, p. 91-103) Neste habeas corpus, os impetrantes alegam, em suma, que (a) houve cerceamento de defesa pelo indeferimento da realização da perícia contábil, porquanto necessária para aferir o real valor do patrimônio da vítima; (b) “se provado que o patrimônio da vítima era negativo, a paciente terá 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP Com a preclusão da decisão de pronúncia, a defesa manifestou-se na fase do artigo 422 do CPP, tendo formulado, dentre diversos pedidos, a realização de perícia contábil para apurar o valor líquido do patrimônio da vítima. O Juízo de primeiro grau indeferiu o pedido. A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, por unanimidade. Eis a ementa desse julgado: “HABEAS CORPUS – HOMICÍDIO QUALIFICADO – Indeferimento de diligências requeridas pela defesa – Alegação de constrangimento ilegal decorrente de cerceamento de defesa – Inocorrência – Magistrado que, no exercício da discricionariedade regrada, pode indeferir diligências que entender descabidas, o que foi feito de maneira fundamentada – Inexistência de constrangimento ilegal – Impetração denegada” (fl. 419). No Superior Tribunal de Justiça, os impetrantes sustentaram a existência de nulidade por cerceamento de defesa ante o indeferimento do pedido de realização de prova pericial, pois existiria “prova de que as empresas que compunham a maior parte do patrimônio da vítima passavam por graves dificuldades financeiras”. Afirmaram que a perícia permitiria apurar o valor líquido do patrimônio da vítima. Portanto, seria imprescindível para “provar aos jurados que o motivo torpe pelo qual a paciente foi pronunciada na verdade não existia”. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, negou provimento ao RHC 64.595/SP, conforme ementa transcrita. (eDOC 5, p. 91-103) Neste habeas corpus, os impetrantes alegam, em suma, que (a) houve cerceamento de defesa pelo indeferimento da realização da perícia contábil, porquanto necessária para aferir o real valor do patrimônio da vítima; (b) “se provado que o patrimônio da vítima era negativo, a paciente terá 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório HC 135269 / SP como provar para os jurados que a qualificadora do motivo torpe é improcedente” e, ainda, “poderá provar que o motivo pelo qual é acusada de matar o seu marido é falso, pois ele não tinha patrimônio do qual ela pudesse querer se apropriar”; (c) o motivo torpe capaz de qualificar o homicídio foi objetivamente caracterizado pela acusação, com respaldo na “circunstância concreta de a vítima ter declarado no seu IR que possuía patrimônio, empresas”. (eDOC 1, p. 5 e 7) Requerem, liminarmente, o sobrestamento da ação penal até o julgamento final desta impetração. No mérito, pleiteiam a concessão da ordem, “para o fim de garantir o direito da Paciente em ver realizada perícia contábil nas empresas declaradas no patrimônio da vítima, a fim de afastar não só a imputação da qualificadora do motivo torpe, mas também a existência de qualquer motivo para matar o seu marido”. (eDOC 1, p. 10) O pedido liminar foi indeferido pelo Ministro Teori Zavascki, então relator do feito. (eDOC 21) O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem. (eDOC 22) Em 19.6.2017, por decisão da Presidência desta Corte, os autos foram redistribuídos à minha relatoria, por prevenção da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (HC 84.241). (eDOC 38) Vieram aos autos informações encaminhadas pelo Juízo de origem, dando conta que, nos dias 17, 18, 19 e 20 de maio de 2017, ocorreu a Sessão de Julgamento da paciente, que foi considerada culpada pelo Conselho de Sentença, sendo-lhe aplicada a pena de 18 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, concedendo-se à paciente o benefício de aguardar o trânsito em julgado da decisão em liberdade. (eDOCs 45 e 46) Atualmente a paciente encontra-se em liberdade. Houve trânsito em julgado para o Ministério em 26.8.2017 e a defesa interpôs apelação, pendente de julgamento. A defesa peticionou reiterando o pedido de realização de perícia contábil e requerendo a anulação do julgamento realizado pelo Plenário do Júri. (eDOC 49) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP como provar para os jurados que a qualificadora do motivo torpe é improcedente” e, ainda, “poderá provar que o motivo pelo qual é acusada de matar o seu marido é falso, pois ele não tinha patrimônio do qual ela pudesse querer se apropriar”; (c) o motivo torpe capaz de qualificar o homicídio foi objetivamente caracterizado pela acusação, com respaldo na “circunstância concreta de a vítima ter declarado no seu IR que possuía patrimônio, empresas”. (eDOC 1, p. 5 e 7) Requerem, liminarmente, o sobrestamento da ação penal até o julgamento final desta impetração. No mérito, pleiteiam a concessão da ordem, “para o fim de garantir o direito da Paciente em ver realizada perícia contábil nas empresas declaradas no patrimônio da vítima, a fim de afastar não só a imputação da qualificadora do motivo torpe, mas também a existência de qualquer motivo para matar o seu marido”. (eDOC 1, p. 10) O pedido liminar foi indeferido pelo Ministro Teori Zavascki, então relator do feito. (eDOC 21) O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem. (eDOC 22) Em 19.6.2017, por decisão da Presidência desta Corte, os autos foram redistribuídos à minha relatoria, por prevenção da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (HC 84.241). (eDOC 38) Vieram aos autos informações encaminhadas pelo Juízo de origem, dando conta que, nos dias 17, 18, 19 e 20 de maio de 2017, ocorreu a Sessão de Julgamento da paciente, que foi considerada culpada pelo Conselho de Sentença, sendo-lhe aplicada a pena de 18 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, concedendo-se à paciente o benefício de aguardar o trânsito em julgado da decisão em liberdade. (eDOCs 45 e 46) Atualmente a paciente encontra-se em liberdade. Houve trânsito em julgado para o Ministério em 26.8.2017 e a defesa interpôs apelação, pendente de julgamento. A defesa peticionou reiterando o pedido de realização de perícia contábil e requerendo a anulação do julgamento realizado pelo Plenário do Júri. (eDOC 49) 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório HC 135269 / SP É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a paciente foi presa em flagrante porque, no dia 30 de outubro de 2002, por volta de 23h, na Alameda dos Araés, n. 349, na Comarca da Capital/SP, por motivo torpe e valendo-se de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, matou seu marido, Sérgio Afif Sarruf, mediante disparo de arma de fogo, causando nele os ferimentos que foram causa de sua morte. A defesa requereu a juntada de cópias dos contratos sociais das empresas nas quais a vítima era sócia e dos balanços contábeis dos anos de 2001 e 2002, bem como a realização de perícia contábil, para comprovar que o patrimônio constante no imposto de renda da vítima estava negativo, e, assim, afastar a motivação torpe do delito imputado à ré. A juíza da 1... Vara do Júri da Comarca da Capital/SP indeferiu as diligências requeridas, porquanto as considerou desnecessárias. Segundo a juíza, para a caracterização da motivação torpe, bastaria a intenção mercenária, pouco importando o real valor do patrimônio da vítima, sendo certo que tal intenção poderia ser trazida para análise em plenário. Naquela oportunidade, a juíza enfatizou: “Indefiro, outrossim, as diligências requeridas para a apuração do real patrimônio da vítima. Isso porque o motivo torpe, consistente no abjeto sentimento da ré de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a paciente foi presa em flagrante porque, no dia 30 de outubro de 2002, por volta de 23h, na Alameda dos Araés, n. 349, na Comarca da Capital/SP, por motivo torpe e valendo-se de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, matou seu marido, Sérgio Afif Sarruf, mediante disparo de arma de fogo, causando nele os ferimentos que foram causa de sua morte. A defesa requereu a juntada de cópias dos contratos sociais das empresas nas quais a vítima era sócia e dos balanços contábeis dos anos de 2001 e 2002, bem como a realização de perícia contábil, para comprovar que o patrimônio constante no imposto de renda da vítima estava negativo, e, assim, afastar a motivação torpe do delito imputado à ré. A juíza da 1... Vara do Júri da Comarca da Capital/SP indeferiu as diligências requeridas, porquanto as considerou desnecessárias. Segundo a juíza, para a caracterização da motivação torpe, bastaria a intenção mercenária, pouco importando o real valor do patrimônio da vítima, sendo certo que tal intenção poderia ser trazida para análise em plenário. Naquela oportunidade, a juíza enfatizou: “Indefiro, outrossim, as diligências requeridas para a apuração do real patrimônio da vítima. Isso porque o motivo torpe, consistente no abjeto sentimento da ré de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP dificuldades financeiras, possui caráter subjetivo. Ou seja, basta que a ré tenha agido imbuída desta intenção, pouco importando se, de fato, a vítima possuía patrimônio, bens ou valores que pudessem solucionar seus problemas financeiros. Enfim, cabe à defesa explorar, em plenário, as dúvidas lançadas, inclusive quanto à preservação da cadeia de custódia da prova pericial e não protelar, indefinidamente, sob o pretexto da observância dos princípios constitucionais, a realização do julgamento – reporto-me à decisão de fls. 1696- 1697. O princípio da ampla defesa deve se harmonizar com os princípios do devido processo legal e da celeridade da prestação jurisdicional e não se sobrepor a eles”. Por sua vez, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao denegar a ordem pretendida, considerou: “Com razão a magistrada, pois, sendo o motivo torpe aquele repugnante, abjeto, vil, que causa repulsa à sociedade, é o mesmo de todo subjetivo, dependendo da convicção do julgador, no caso, os jurados, sobre a questão levada para apreciação. E, sendo subjetiva a questão, no caso em apreço, a realização da perícia contábil, mais do que desnecessária, se afigura medida absolutamente desarrazoada, em razão de que para a motivação torpe basta a intenção mercenária, a qual independe do conhecimento do real patrimônio da vítima. Mencionada intenção pode ser explorada oportunamente em plenário, momento em que todas as questões aventadas sobre o tema poderão ser esclarecidas de acordo com o entendimento de cada parte. E assim, a perícia em debate se mostra diligência impertinente, ao menos à luz da cognição que permite ser exercida nessa estreita via de habeas corpus. (...) Por fim, tem-se que a autoridade apontada como coatora indeferiu as diligências aqui analisadas de forma fundamentada. De fato, verificando a desnecessidade do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP dificuldades financeiras, possui caráter subjetivo. Ou seja, basta que a ré tenha agido imbuída desta intenção, pouco importando se, de fato, a vítima possuía patrimônio, bens ou valores que pudessem solucionar seus problemas financeiros. Enfim, cabe à defesa explorar, em plenário, as dúvidas lançadas, inclusive quanto à preservação da cadeia de custódia da prova pericial e não protelar, indefinidamente, sob o pretexto da observância dos princípios constitucionais, a realização do julgamento – reporto-me à decisão de fls. 1696- 1697. O princípio da ampla defesa deve se harmonizar com os princípios do devido processo legal e da celeridade da prestação jurisdicional e não se sobrepor a eles”. Por sua vez, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao denegar a ordem pretendida, considerou: “Com razão a magistrada, pois, sendo o motivo torpe aquele repugnante, abjeto, vil, que causa repulsa à sociedade, é o mesmo de todo subjetivo, dependendo da convicção do julgador, no caso, os jurados, sobre a questão levada para apreciação. E, sendo subjetiva a questão, no caso em apreço, a realização da perícia contábil, mais do que desnecessária, se afigura medida absolutamente desarrazoada, em razão de que para a motivação torpe basta a intenção mercenária, a qual independe do conhecimento do real patrimônio da vítima. Mencionada intenção pode ser explorada oportunamente em plenário, momento em que todas as questões aventadas sobre o tema poderão ser esclarecidas de acordo com o entendimento de cada parte. E assim, a perícia em debate se mostra diligência impertinente, ao menos à luz da cognição que permite ser exercida nessa estreita via de habeas corpus. (...) Por fim, tem-se que a autoridade apontada como coatora indeferiu as diligências aqui analisadas de forma fundamentada. De fato, verificando a desnecessidade do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP pedido formulado pela defesa, cabia mesmo seu desatendimento; para sua realização seria necessário aspecto substancialmente relevante à defesa ou acusação, o qual não poderia ser demonstrado de outro modo, o que não é o caso dos autos. Isto porque, é certo que a motivação torpe poderá ser descaracterizada na sessão plenária, a critério dos jurados. Como bem esclarecido pelo d. Juízo de 1... instância, ‘Enfim, cabe à defesa explorar, em plenário, as dúvidas lançadas, (...) e não protelar, indefinidamente, sob o pretexto da observância dos princípios constitucionais, a realização do julgamento (...). O princípio da ampla defesa deve se harmonizar com os princípios do devido processo legal e da celeridade da prestação jurisdicional e não se sobrepor a eles.’ Conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, se as diligências requeridas não contribuírem para o deslinde da controvérsia – seja por considerá-las desnecessárias, protelatórias ou inconvenientes – pode o Magistrado indeferir a sua realização, desde que de forma fundamentada”. (grifo nosso) A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça também considerou legítimos os fundamentos usados pela magistrada de origem para indeferir o pedido de prova pericial formulado pela defesa. Vejamos: “Em outras palavras, as instâncias ordinárias concluíram que, por ser o motivo torpe uma qualificadora de ordem subjetiva, independente o fato de a ora paciente conhecer do real do patrimônio da vítima, bastando, para tanto, a existência de indícios de que agira imbuída do sentimento de ‘se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por dificuldades financeiras’ para que a questão fosse submetida a plenário de Júri. (...) Com efeito, segundo entendimento firmado nesta Corte, o deferimento de diligências (v.g., prova pericial) é ato que se 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP pedido formulado pela defesa, cabia mesmo seu desatendimento; para sua realização seria necessário aspecto substancialmente relevante à defesa ou acusação, o qual não poderia ser demonstrado de outro modo, o que não é o caso dos autos. Isto porque, é certo que a motivação torpe poderá ser descaracterizada na sessão plenária, a critério dos jurados. Como bem esclarecido pelo d. Juízo de 1... instância, ‘Enfim, cabe à defesa explorar, em plenário, as dúvidas lançadas, (...) e não protelar, indefinidamente, sob o pretexto da observância dos princípios constitucionais, a realização do julgamento (...). O princípio da ampla defesa deve se harmonizar com os princípios do devido processo legal e da celeridade da prestação jurisdicional e não se sobrepor a eles.’ Conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, se as diligências requeridas não contribuírem para o deslinde da controvérsia – seja por considerá-las desnecessárias, protelatórias ou inconvenientes – pode o Magistrado indeferir a sua realização, desde que de forma fundamentada”. (grifo nosso) A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça também considerou legítimos os fundamentos usados pela magistrada de origem para indeferir o pedido de prova pericial formulado pela defesa. Vejamos: “Em outras palavras, as instâncias ordinárias concluíram que, por ser o motivo torpe uma qualificadora de ordem subjetiva, independente o fato de a ora paciente conhecer do real do patrimônio da vítima, bastando, para tanto, a existência de indícios de que agira imbuída do sentimento de ‘se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por dificuldades financeiras’ para que a questão fosse submetida a plenário de Júri. (...) Com efeito, segundo entendimento firmado nesta Corte, o deferimento de diligências (v.g., prova pericial) é ato que se 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP inclui na esfera de discricionariedade regrada do magistrado processante, que poderá indeferi-las de forma fundamentada, quando as julgar protelatórias ou desnecessárias e sem pertinência com a instrução do processo. (...) Portanto, não há falar em cerceamento de defesa o indeferimento de diligências requeridas pela parte e indeferidas pelo juiz, que, in casu, ao avaliar a conveniência e imprescindibilidade da prova para o deslinde da causa, a repeliu de forma fundamentada, pautando-se pelo livre convencimento motivado. Ademais, como bem fundamentado pelas instâncias ordinárias, ‘o MM. Juiz de Direito, na decisão de fls. 1814-1820, indeferiu a produção das mencionadas provas, alegando preclusão do pedido, uma vez que haviam sido juntadas aos autos nos anos de 2002/2003 e desde então contra elas o d. causídico optou jamais havia se pronunciado, optando pelo silêncio’ (fl. 171, grifei)”. Da leitura das decisões acima transcritas, verifico que as instâncias antecedentes afastaram as alegações de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa sustentadas pelos impetrantes. Muito pelo contrário, a decisão de indeferimento do requerimento pericial apresentou-se devidamente fundamentada na impertinência da prova requerida e por não ser concludente para o deslinde do caso. Importante destacar que a jurisprudência dominante desta Corte é no sentido de que cabe ao Juízo ordinário, na esfera de sua discricionariedade, negar motivadamente as diligências que considerar desnecessárias para a elucidação dos fatos. Nesse sentido: HC 116.989/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 8.5.2015; HC-AgR 125.688/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 4.3.2015; RHC 115.133/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.5.2013; HC 96.421/PI, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 23.10.2014, entre outros. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP inclui na esfera de discricionariedade regrada do magistrado processante, que poderá indeferi-las de forma fundamentada, quando as julgar protelatórias ou desnecessárias e sem pertinência com a instrução do processo. (...) Portanto, não há falar em cerceamento de defesa o indeferimento de diligências requeridas pela parte e indeferidas pelo juiz, que, in casu, ao avaliar a conveniência e imprescindibilidade da prova para o deslinde da causa, a repeliu de forma fundamentada, pautando-se pelo livre convencimento motivado. Ademais, como bem fundamentado pelas instâncias ordinárias, ‘o MM. Juiz de Direito, na decisão de fls. 1814-1820, indeferiu a produção das mencionadas provas, alegando preclusão do pedido, uma vez que haviam sido juntadas aos autos nos anos de 2002/2003 e desde então contra elas o d. causídico optou jamais havia se pronunciado, optando pelo silêncio’ (fl. 171, grifei)”. Da leitura das decisões acima transcritas, verifico que as instâncias antecedentes afastaram as alegações de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa sustentadas pelos impetrantes. Muito pelo contrário, a decisão de indeferimento do requerimento pericial apresentou-se devidamente fundamentada na impertinência da prova requerida e por não ser concludente para o deslinde do caso. Importante destacar que a jurisprudência dominante desta Corte é no sentido de que cabe ao Juízo ordinário, na esfera de sua discricionariedade, negar motivadamente as diligências que considerar desnecessárias para a elucidação dos fatos. Nesse sentido: HC 116.989/SP, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 8.5.2015; HC-AgR 125.688/SP, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 4.3.2015; RHC 115.133/SP, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 10.5.2013; HC 96.421/PI, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 23.10.2014, entre outros. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP Transcrevo também trecho do voto do Ministro Edson Fachin proferido nos autos do HC 131.158-RS, Primeira Turma, DJe 26.4.2016: “não há direito absoluto à produção de prova. Em casos complexos, há que confiar no prudente arbítrio do juiz da causa, mais próximo dos fatos, quanto à avaliação da pertinência e relevância das provas requeridas pelas partes”. Ademais, constam da decisão de pronúncia os motivos pelos quais o magistrado de primeira instância optou por submeter a qualificadora do motivo torpe ao Tribunal do Júri: “Segundo a exordial, o motivo torpe decorreu do abjeto sentimento da ré de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por dificuldades financeiras e ver, na morte do ofendido, a solução para seus problemas. Os indícios que permitem sua apreciação pelo Conselho de Sentença advém, em especial, dos relatos feitos pelas testemunhas Gilberto Afif Sarruf, Fábio Afif Sarruf e Raul Chohfi (fls. 42-51). A testemunha Raul Chohfi, cunhado da vítima, disse que tinha conhecimento que a ré passava por sérias dificuldades financeiras há mais de dois (02) anos e que ela lhe havia pedido para ser apresentada em bancos e para agiotas, sendo que, por três vezes, foi procurado pela ré que lhe pediu dinheiro emprestado (fls. 44-46). Aduziu ter emprestado quinze (15), trinta (30) e cinquenta (50) mil reais, sucessivamente, para a ré, sendo que como garantia foram emitidas notas promissórias em nome da vítima, apesar de ter entregado pessoalmente, à ré, o numerário nas duas primeiras vezes e, cheques na terceira. Os documentos juntados nos autos às fls. 126-147 dão suporte, num primeiro momento, às assertivas apresentadas pelo cunhado da vítima. Da mesma forma, Geraldo Afif Sarruf disse ter estranhado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP Transcrevo também trecho do voto do Ministro Edson Fachin proferido nos autos do HC 131.158-RS, Primeira Turma, DJe 26.4.2016: “não há direito absoluto à produção de prova. Em casos complexos, há que confiar no prudente arbítrio do juiz da causa, mais próximo dos fatos, quanto à avaliação da pertinência e relevância das provas requeridas pelas partes”. Ademais, constam da decisão de pronúncia os motivos pelos quais o magistrado de primeira instância optou por submeter a qualificadora do motivo torpe ao Tribunal do Júri: “Segundo a exordial, o motivo torpe decorreu do abjeto sentimento da ré de se apoderar dos valores e patrimônio da vítima, em razão de estar passando por dificuldades financeiras e ver, na morte do ofendido, a solução para seus problemas. Os indícios que permitem sua apreciação pelo Conselho de Sentença advém, em especial, dos relatos feitos pelas testemunhas Gilberto Afif Sarruf, Fábio Afif Sarruf e Raul Chohfi (fls. 42-51). A testemunha Raul Chohfi, cunhado da vítima, disse que tinha conhecimento que a ré passava por sérias dificuldades financeiras há mais de dois (02) anos e que ela lhe havia pedido para ser apresentada em bancos e para agiotas, sendo que, por três vezes, foi procurado pela ré que lhe pediu dinheiro emprestado (fls. 44-46). Aduziu ter emprestado quinze (15), trinta (30) e cinquenta (50) mil reais, sucessivamente, para a ré, sendo que como garantia foram emitidas notas promissórias em nome da vítima, apesar de ter entregado pessoalmente, à ré, o numerário nas duas primeiras vezes e, cheques na terceira. Os documentos juntados nos autos às fls. 126-147 dão suporte, num primeiro momento, às assertivas apresentadas pelo cunhado da vítima. Da mesma forma, Geraldo Afif Sarruf disse ter estranhado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP quando as contas pessoais da vítima, que eram cuidadas pela secretária da empresa da qual ambos eram sócios, passaram a ser tratadas pela ré, fora da empresa e que não desconfiou sobre problemas envolvendo a vítima e sua esposa, apesar de saber que a ré e sua família estavam passando por sérias dificuldades financeiras nas empresas dirigidas por ela e seus familiares, os quais inclusive chegaram a influenciar nas contas da própria casa (fls. 42-43). A testemunha supracitada aduziu, ainda, que chegou a emprestar dinheiro para a ré e que, no dia 04 de novembro de 2002, posteriormente ao crime, recebeu um telefonema de uma gerente de um banco informando-lhe que, naquele dia, estavam sendo compensados alguns cheques da conta pessoal da vítima, cuja assinatura não conferia, mas que haviam sido emitidos a favor da ré e de familiares dela. Já Fábio Afif Sarruf explicou que, apesar da ré estar passando por dificuldades financeiras em suas empresas, mantinha a casa com quatro (04) empregados, dava presentes caros e fazia questão de manter o alto padrão de vida (fls. 47- 51). As declarações do imposto de renda da vítima demonstraram, também, que, a par das dívidas existentes, ela possuía patrimônio, que, em tese, poderia, sim, ser desejado pela ré para solucionar seus problemas financeiros (fls. 743- 755). Agora, se a ré, por ser meeira, precisava ou não cometer o homicídio para ficar com os valores e patrimônio da vítima e se, com eles, solucionaria ou não os seus problemas financeiros, caberá aos Senhores Jurados decidir, por se tratar de questão de mérito; assim, como se, tal conduta, caso seja comprovada, deve ser considerada, ou não como repugnante ou vil”. Não obstante ter negado provimento ao recurso lá interposto, o Superior Tribunal de Justiça sugeriu que a própria defesa, por outros meios legítimos, obtivesse a informação precisa acerca do patrimônio da vítima e a levasse ao 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP quando as contas pessoais da vítima, que eram cuidadas pela secretária da empresa da qual ambos eram sócios, passaram a ser tratadas pela ré, fora da empresa e que não desconfiou sobre problemas envolvendo a vítima e sua esposa, apesar de saber que a ré e sua família estavam passando por sérias dificuldades financeiras nas empresas dirigidas por ela e seus familiares, os quais inclusive chegaram a influenciar nas contas da própria casa (fls. 42-43). A testemunha supracitada aduziu, ainda, que chegou a emprestar dinheiro para a ré e que, no dia 04 de novembro de 2002, posteriormente ao crime, recebeu um telefonema de uma gerente de um banco informando-lhe que, naquele dia, estavam sendo compensados alguns cheques da conta pessoal da vítima, cuja assinatura não conferia, mas que haviam sido emitidos a favor da ré e de familiares dela. Já Fábio Afif Sarruf explicou que, apesar da ré estar passando por dificuldades financeiras em suas empresas, mantinha a casa com quatro (04) empregados, dava presentes caros e fazia questão de manter o alto padrão de vida (fls. 47- 51). As declarações do imposto de renda da vítima demonstraram, também, que, a par das dívidas existentes, ela possuía patrimônio, que, em tese, poderia, sim, ser desejado pela ré para solucionar seus problemas financeiros (fls. 743- 755). Agora, se a ré, por ser meeira, precisava ou não cometer o homicídio para ficar com os valores e patrimônio da vítima e se, com eles, solucionaria ou não os seus problemas financeiros, caberá aos Senhores Jurados decidir, por se tratar de questão de mérito; assim, como se, tal conduta, caso seja comprovada, deve ser considerada, ou não como repugnante ou vil”. Não obstante ter negado provimento ao recurso lá interposto, o Superior Tribunal de Justiça sugeriu que a própria defesa, por outros meios legítimos, obtivesse a informação precisa acerca do patrimônio da vítima e a levasse ao 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP conhecimento dos jurados, no prazo a que alude o artigo 479 do CPP. A Sessão Plenária do Juri foi realizada, tendo o Conselho de Sentença reconhecido a qualificadora do motivo torpe. A defesa então se manifestou nos autos, aduzindo que: “(...) O julgamento pelo Tribunal do Júri foi marcado. Sem tempo hábil para o julgamento deste writ, a Defesa acolheu os conselhos do col. Superior Tribunal de Justiça e, após pesquisas realizadas por sua própria conta, juntou aos autos da ação penal os balanços contábeis das empresas pertencentes à vítima, extraídos diretamente das ações de alimentos movidas pelas filhas da Paciente contra a avó paterna, isto é, a mãe da vítima. Destaque-se que esses balanços das empresas da vítima haviam sido usados pela própria família da vítima para comprovar que as empresas não tinham patrimônio e, por isso, não seria possível o pagamento de alimentos aos filhos da vítima. Assim sustentou a Defesa em Plenário, conforme se depreende, a título exemplificativo, do depoimento da Sra. NEUSA PRONE (doc. 02), no sentido de os balanços provarem que as empresas não valiam nada e, portanto, a Paciente não poderia querer matá-lo para se apropriar de seu suposto patrimônio, isto é, a qualificadora do motivo torpe era manifestamente contrária à prova dos autos. Qual não foi a surpresa da Defesa quando a d. Promotora de Justiça, aproveitando-se da inexistência, nos autos, de uma perícia contábil sobre o patrimônio da vítima, argumentou aos jurados que os balanços juntados eram maquiados!”. (eDOC 49, p. 3) Note-se que a própria defesa diligenciou na busca dos balanços contábeis das empresas, os quais fazem prova do valor a menor. De tal modo, a prova foi produzida e apresentada ao Júri, que, ainda assim, entendeu pela existência de motivo torpe. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP conhecimento dos jurados, no prazo a que alude o artigo 479 do CPP. A Sessão Plenária do Juri foi realizada, tendo o Conselho de Sentença reconhecido a qualificadora do motivo torpe. A defesa então se manifestou nos autos, aduzindo que: “(...) O julgamento pelo Tribunal do Júri foi marcado. Sem tempo hábil para o julgamento deste writ, a Defesa acolheu os conselhos do col. Superior Tribunal de Justiça e, após pesquisas realizadas por sua própria conta, juntou aos autos da ação penal os balanços contábeis das empresas pertencentes à vítima, extraídos diretamente das ações de alimentos movidas pelas filhas da Paciente contra a avó paterna, isto é, a mãe da vítima. Destaque-se que esses balanços das empresas da vítima haviam sido usados pela própria família da vítima para comprovar que as empresas não tinham patrimônio e, por isso, não seria possível o pagamento de alimentos aos filhos da vítima. Assim sustentou a Defesa em Plenário, conforme se depreende, a título exemplificativo, do depoimento da Sra. NEUSA PRONE (doc. 02), no sentido de os balanços provarem que as empresas não valiam nada e, portanto, a Paciente não poderia querer matá-lo para se apropriar de seu suposto patrimônio, isto é, a qualificadora do motivo torpe era manifestamente contrária à prova dos autos. Qual não foi a surpresa da Defesa quando a d. Promotora de Justiça, aproveitando-se da inexistência, nos autos, de uma perícia contábil sobre o patrimônio da vítima, argumentou aos jurados que os balanços juntados eram maquiados!”. (eDOC 49, p. 3) Note-se que a própria defesa diligenciou na busca dos balanços contábeis das empresas, os quais fazem prova do valor a menor. De tal modo, a prova foi produzida e apresentada ao Júri, que, ainda assim, entendeu pela existência de motivo torpe. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP Ademais, a comparação entre os balanços e os informes de imposto de renda é irrelevante. A perícia, tal qual requisitada, serviria tão somente para confrontar os balanços e o IRPF. Em uma perícia contábil, essa comparação é meramente documental e não tem aptidão para avaliar eventual falsidade nos balanços. Note-se que o valor inferior ao declarado no IRPF é constatável pela simples visualização do balanço, sendo supérflua a perícia. Por outro lado, a própria acusação admite que os balanços não correspondem aos valores declarados no imposto de renda da vítima, ou seja, o que se queria provar com a perícia restou demonstrado. Ocorre que, em Plenário, a representante do Parquet inovou, desqualificando os balanços. Assim, mesmo que houvesse a perícia, o mesmo argumento valeria contra o seu laudo. Ademais, a eventual degenerada saúde financeira das sociedades empresárias das quais era sócio o ex-marido da paciente não comprometeria o seu patrimônio pessoal, justamente porque todas elas eram de responsabilidade limitada. (eDOC 3, p. 1-2) E mais: a denúncia não resumiu o patrimônio da vítima às cotas nas sociedades empresárias de que era sócio, de modo que, se negativo todo o patrimônio no âmbito das sociedades empresárias, ainda restaria bem apto a despertar, na paciente, o desejo de pôr termo à vida de seu ex-marido. Destaco que os jurados, como juízes que são da causa, não se vinculam às conclusões periciais. Podem livremente firmar sua convicção apenas com base na narrativa dos autos e em outros documentos a eles acostados, fazendo a devida ponderação das provas, segundo seu livre convencimento. O juiz é o perito dos peritos (iudex est peritus peritorum), conforme preceitua o art. 182 do Código de Processo Penal: “O juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte”. A respeito do tema destaco lições da doutrina: “Sobre a vinculação do juiz ao laudo pericial, é natural que, pelo sistema do livre convencimento motivado ou da persuasão racional adotado pelo Código, possa o magistrado 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP Ademais, a comparação entre os balanços e os informes de imposto de renda é irrelevante. A perícia, tal qual requisitada, serviria tão somente para confrontar os balanços e o IRPF. Em uma perícia contábil, essa comparação é meramente documental e não tem aptidão para avaliar eventual falsidade nos balanços. Note-se que o valor inferior ao declarado no IRPF é constatável pela simples visualização do balanço, sendo supérflua a perícia. Por outro lado, a própria acusação admite que os balanços não correspondem aos valores declarados no imposto de renda da vítima, ou seja, o que se queria provar com a perícia restou demonstrado. Ocorre que, em Plenário, a representante do Parquet inovou, desqualificando os balanços. Assim, mesmo que houvesse a perícia, o mesmo argumento valeria contra o seu laudo. Ademais, a eventual degenerada saúde financeira das sociedades empresárias das quais era sócio o ex-marido da paciente não comprometeria o seu patrimônio pessoal, justamente porque todas elas eram de responsabilidade limitada. (eDOC 3, p. 1-2) E mais: a denúncia não resumiu o patrimônio da vítima às cotas nas sociedades empresárias de que era sócio, de modo que, se negativo todo o patrimônio no âmbito das sociedades empresárias, ainda restaria bem apto a despertar, na paciente, o desejo de pôr termo à vida de seu ex-marido. Destaco que os jurados, como juízes que são da causa, não se vinculam às conclusões periciais. Podem livremente firmar sua convicção apenas com base na narrativa dos autos e em outros documentos a eles acostados, fazendo a devida ponderação das provas, segundo seu livre convencimento. O juiz é o perito dos peritos (iudex est peritus peritorum), conforme preceitua o art. 182 do Código de Processo Penal: “O juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte”. A respeito do tema destaco lições da doutrina: “Sobre a vinculação do juiz ao laudo pericial, é natural que, pelo sistema do livre convencimento motivado ou da persuasão racional adotado pelo Código, possa o magistrado 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP decidir matéria que lhe é apresentada de acordo com sua convicção, analisando e avaliando a prova sem nenhum freio ou método previamente imposto pela lei. (...) Por tal motivo, preceitua o art. 182 do Código de processo Penal não estar o juiz adstrito ao laudo, podendo acolher totalmente as conclusões dos expertos ou apenas parcialmente, além do poder rejeitar integralmente laudo ou apenas parte dele. O conjunto probatório é o guia do magistrado e não unicamente o exame pericial. Ex.: é possível que o julgador despreze o laudo de exame do local, porque acreditou na versão oferecida por várias testemunhas ouvidas na instrução de que a posição original do corpo no momento crime, por exemplo, não era a retratada pelo laudo. Assim o juiz rejeitará o trabalho pericial e baseará sua decisão nos depoimentos coletados, que mais o convenceram da verdade real”. (NUCCI, Guilherme de Souza, Manual de processo penal e execução penal, 2... ed, São Paulo, Ed. Revista dos Tribunais, 2006, p. 391) Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: HC 104.557/MS, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.9.2011; RHC 120.052/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 3.12.2013, DJe 4.2.2013; e HC 123.025/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 20.3.2015) Além do mais, interrogada em Juízo, a paciente informou que a vítima possuía contrato de seguro de vida, com indenização de, naquela época, R$ 200.000,00 (valor impreciso informado pela paciente), o que, na presente data, atualizado, corresponderia a R$ 531.305,69. (eDOC 3, p. 95) Assim, a simples afirmação feita pela paciente sugere que ela tinha a percepção de que receberia a indenização, ainda que, posteriormente, se verificasse que o contrato não mais existia ou que o valor não era mais aquele. Dito isso, o que a defesa quer comprovar por meio da requerida 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP decidir matéria que lhe é apresentada de acordo com sua convicção, analisando e avaliando a prova sem nenhum freio ou método previamente imposto pela lei. (...) Por tal motivo, preceitua o art. 182 do Código de processo Penal não estar o juiz adstrito ao laudo, podendo acolher totalmente as conclusões dos expertos ou apenas parcialmente, além do poder rejeitar integralmente laudo ou apenas parte dele. O conjunto probatório é o guia do magistrado e não unicamente o exame pericial. Ex.: é possível que o julgador despreze o laudo de exame do local, porque acreditou na versão oferecida por várias testemunhas ouvidas na instrução de que a posição original do corpo no momento crime, por exemplo, não era a retratada pelo laudo. Assim o juiz rejeitará o trabalho pericial e baseará sua decisão nos depoimentos coletados, que mais o convenceram da verdade real”. (NUCCI, Guilherme de Souza, Manual de processo penal e execução penal, 2... ed, São Paulo, Ed. Revista dos Tribunais, 2006, p. 391) Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: HC 104.557/MS, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 27.9.2011; RHC 120.052/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 3.12.2013, DJe 4.2.2013; e HC 123.025/SP, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 20.3.2015) Além do mais, interrogada em Juízo, a paciente informou que a vítima possuía contrato de seguro de vida, com indenização de, naquela época, R$ 200.000,00 (valor impreciso informado pela paciente), o que, na presente data, atualizado, corresponderia a R$ 531.305,69. (eDOC 3, p. 95) Assim, a simples afirmação feita pela paciente sugere que ela tinha a percepção de que receberia a indenização, ainda que, posteriormente, se verificasse que o contrato não mais existia ou que o valor não era mais aquele. Dito isso, o que a defesa quer comprovar por meio da requerida 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 135269 / SP perícia é inteiramente irrelevante, seja pela independência patrimonial da vítima em relação às sociedades empresárias, seja pela percepção da paciente acerca do seguro de vida e demais bens pertencentes à vítima. Por derradeiro, o indeferimento de produção da prova requerida não se reveste da teratologia apontada pela defesa, porquanto a natureza subjetiva da qualificadora afasta, no presente caso, a necessidade de apurar-se o estado real do patrimônio da vítima, conforme assinalado pelo Superior Tribunal de Justiça: “(...) o motivo, por ser indiscutivelmente de ordem subjetiva, pode existir, independentemente do patrimônio da vítima. Por exemplo, a ora paciente poderia ter agido imbuída de motivação torpe supondo a existência de um patrimônio que, em verdade, não era avantajado. A circunstância há de ser admitida, nesse caso. E, por outro lado, o patrimônio poderia ser vultoso e, no entanto, a motivação não ser aquela descrita na denúncia”. (eDOC 5, p. 102-103 - grifei) Ante o exposto, ausente qualquer cerceamento de defesa, não há que se falar em constrangimento ilegal sanável pela via do habeas corpus. Desse modo, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP perícia é inteiramente irrelevante, seja pela independência patrimonial da vítima em relação às sociedades empresárias, seja pela percepção da paciente acerca do seguro de vida e demais bens pertencentes à vítima. Por derradeiro, o indeferimento de produção da prova requerida não se reveste da teratologia apontada pela defesa, porquanto a natureza subjetiva da qualificadora afasta, no presente caso, a necessidade de apurar-se o estado real do patrimônio da vítima, conforme assinalado pelo Superior Tribunal de Justiça: “(...) o motivo, por ser indiscutivelmente de ordem subjetiva, pode existir, independentemente do patrimônio da vítima. Por exemplo, a ora paciente poderia ter agido imbuída de motivação torpe supondo a existência de um patrimônio que, em verdade, não era avantajado. A circunstância há de ser admitida, nesse caso. E, por outro lado, o patrimônio poderia ser vultoso e, no entanto, a motivação não ser aquela descrita na denúncia”. (eDOC 5, p. 102-103 - grifei) Ante o exposto, ausente qualquer cerceamento de defesa, não há que se falar em constrangimento ilegal sanável pela via do habeas corpus. Desse modo, voto no sentido de denegar a ordem. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministro-Relator, Ministro Gilmar Mendes, eminente Ministro Dias Toffoli, também saúdo o Senhor Subprocurador-Geral da República, Doutor Edson de Almeida, e, de modo especial, o ilustre advogado que assomou à Tribuna, Doutor Toron, que brinda este Colegiado com uma sustentação oral que honra a advocacia brasileira. A questão que se coloca aqui, em momento algum, traduz uma percepção mais estrita quanto à interposição do habeas corpus, eis que efetivamente não está em debate o tema da liberdade de locomoção. No caso concreto, consoante declinou em seu relatório o eminente Ministro Gilmar Mendes, a ré se encontra em liberdade, sendo que a ação penal já recebeu o seu desate, que teve trânsito em julgado para o Ministério Público em 26 de agosto de 2017, e a defesa interpôs apelação que pende de julgamento. O delito imputado, pelo qual a ré foi condenada à pena já referida, deu-se já há um período, um lapso temporal efetivamente significativo, tanto que a primeira denúncia foi ofertada em 12 de novembro de 2002, os fatos, portanto, ocorridos antes, outubro de 2002; foi proferida decisão de pronúncia em 22 de julho de 2003, anulada pelo tribunal de origem por ausência de fundamentação relativamente às qualificadoras; uma nova denúncia foi ofertada em 4 de fevereiro de 2004, essa decisão que adveio daí, ou seja, outra decisão de pronúncia também foi objeto de anulação, aí, já acolhendo o argumento da ausência de correlação entre a denúncia e pronúncia; e uma terceira decisão de pronúncia se deu em março de 2005, tendo sido depois obtido habeas corpus em face do qual, pelo que se vê do relato, a paciente se encontra em liberdade. Portanto, estamos a falar de circunstância que se passou em 30 de outubro de 2002, já estamos, portanto, praticamente 16 anos depois do evento. E a ré, a paciente, a apelante, em face da decisão tomada, encontra-se em liberdade. Portanto, não se cuida aqui do tema atinente à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017058. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminente Ministro-Relator, Ministro Gilmar Mendes, eminente Ministro Dias Toffoli, também saúdo o Senhor Subprocurador-Geral da República, Doutor Edson de Almeida, e, de modo especial, o ilustre advogado que assomou à Tribuna, Doutor Toron, que brinda este Colegiado com uma sustentação oral que honra a advocacia brasileira. A questão que se coloca aqui, em momento algum, traduz uma percepção mais estrita quanto à interposição do habeas corpus, eis que efetivamente não está em debate o tema da liberdade de locomoção. No caso concreto, consoante declinou em seu relatório o eminente Ministro Gilmar Mendes, a ré se encontra em liberdade, sendo que a ação penal já recebeu o seu desate, que teve trânsito em julgado para o Ministério Público em 26 de agosto de 2017, e a defesa interpôs apelação que pende de julgamento. O delito imputado, pelo qual a ré foi condenada à pena já referida, deu-se já há um período, um lapso temporal efetivamente significativo, tanto que a primeira denúncia foi ofertada em 12 de novembro de 2002, os fatos, portanto, ocorridos antes, outubro de 2002; foi proferida decisão de pronúncia em 22 de julho de 2003, anulada pelo tribunal de origem por ausência de fundamentação relativamente às qualificadoras; uma nova denúncia foi ofertada em 4 de fevereiro de 2004, essa decisão que adveio daí, ou seja, outra decisão de pronúncia também foi objeto de anulação, aí, já acolhendo o argumento da ausência de correlação entre a denúncia e pronúncia; e uma terceira decisão de pronúncia se deu em março de 2005, tendo sido depois obtido habeas corpus em face do qual, pelo que se vê do relato, a paciente se encontra em liberdade. Portanto, estamos a falar de circunstância que se passou em 30 de outubro de 2002, já estamos, portanto, praticamente 16 anos depois do evento. E a ré, a paciente, a apelante, em face da decisão tomada, encontra-se em liberdade. Portanto, não se cuida aqui do tema atinente à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 135269 / SP liberdade, e sim, como disse o eminente Ministro Gilmar Mendes, da alegação de cerceamento de defesa, numa dimensão mais ampliada do cabimento do habeas corpus, que, em hipóteses excepcionais, este Colegiado, com algumas dinâmicas da percepção individual dos Ministros, mas o Colegiado majoritariamente tem acolhido. Eu estou convencido, Senhor Presidente, da análise que fiz, que, tal como depreendeu o acutíssimo voto do eminente Ministro-Relator, inexiste cerceamento de defesa, até mesmo pela discutível relevância da prova ser produzida à luz do que foi levado em consideração no voto de Sua Excelência. Portanto, em que pese os argumentos sustentados da Tribuna, mesmo nessa dimensão mais ampliada de habeas corpus, pela via do cerceamento de defesa, encontrar-se um modo de recomeçar o transcurso processual, tenho para mim que é um passo demasiado, e não encontra fundamentação sólida a ser acolhida. Por essa razão, Senhor Presidente, acompanho o eminente Ministro- Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017058. Supremo Tribunal Federal HC 135269 / SP liberdade, e sim, como disse o eminente Ministro Gilmar Mendes, da alegação de cerceamento de defesa, numa dimensão mais ampliada do cabimento do habeas corpus, que, em hipóteses excepcionais, este Colegiado, com algumas dinâmicas da percepção individual dos Ministros, mas o Colegiado majoritariamente tem acolhido. Eu estou convencido, Senhor Presidente, da análise que fiz, que, tal como depreendeu o acutíssimo voto do eminente Ministro-Relator, inexiste cerceamento de defesa, até mesmo pela discutível relevância da prova ser produzida à luz do que foi levado em consideração no voto de Sua Excelência. Portanto, em que pese os argumentos sustentados da Tribuna, mesmo nessa dimensão mais ampliada de habeas corpus, pela via do cerceamento de defesa, encontrar-se um modo de recomeçar o transcurso processual, tenho para mim que é um passo demasiado, e não encontra fundamentação sólida a ser acolhida. Por essa razão, Senhor Presidente, acompanho o eminente Ministro- Relator. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também cumprimento o eminente advogado, Alberto Zacharias Toron, pela brilhante sustentação que fez. Observo que, conforme constou do voto do eminente Relator, há um dado, nos autos, segundo o qual a paciente, interrogada em juízo, informou que a vítima possuiria um seguro de vida, no valor, à época, de cerca de duzentos mil reais, que hoje corresponderia a cerca de quinhentos mil reais ou mais. Não vejo, também, tal como o Relator, teratologia ou abuso de poder da denegação na produção dessa prova, até porque a avaliação dessa qualificadora, que é de natureza eminentemente subjetiva, prescinde, a meu ver, da prova pericial requerida pela defesa. Portanto, eu acompanho o Relator para também denegar a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1653-32D1-27BA-B2C7 e senha 14F2-A22A-57A5-FA0E Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 135.269 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também cumprimento o eminente advogado, Alberto Zacharias Toron, pela brilhante sustentação que fez. Observo que, conforme constou do voto do eminente Relator, há um dado, nos autos, segundo o qual a paciente, interrogada em juízo, informou que a vítima possuiria um seguro de vida, no valor, à época, de cerca de duzentos mil reais, que hoje corresponderia a cerca de quinhentos mil reais ou mais. Não vejo, também, tal como o Relator, teratologia ou abuso de poder da denegação na produção dessa prova, até porque a avaliação dessa qualificadora, que é de natureza eminentemente subjetiva, prescinde, a meu ver, da prova pericial requerida pela defesa. Portanto, eu acompanho o Relator para também denegar a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1653-32D1-27BA-B2C7 e senha 14F2-A22A-57A5-FA0E Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 14/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.269 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : EMILE DAUD SARRUF IMPTE.(S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON (40063/DF, 65371/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou, pela paciente, o Dr. Alberto Zacharias Toron. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC77-E033-1EB9-F812 e senha 93F8-5EC9-9673-4474 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.269 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : EMILE DAUD SARRUF IMPTE.(S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON (40063/DF, 65371/SP) E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou, pela paciente, o Dr. Alberto Zacharias Toron. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC77-E033-1EB9-F812 e senha 93F8-5EC9-9673-4474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 135 . 269", "HABEAS CORPUS 135 . 269", "RHC 64 . 595 / SP", "HABEAS CORPUS 135 . 269", "RHC 64 . 595 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 38 . 619 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 38 . 619 / SP", "HC 135269 / SP", "RHC 64 . 595 / SP", "HC 135269 / SP", "RHC 64", "HC 135269 / SP", "HC 84 . 241", "HC 135269 / SP", "HC 84 . 241", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HABEAS CORPUS 135 . 269", "HABEAS CORPUS 135 . 269", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 116 . 989 / SP", "HC", "-", "AgR 125 . 688 / SP", "RHC 115 . 133 / SP", "HC 96 . 421 / PI", "HC 135269 / SP", "HC 116 . 989 / SP", "HC", "-", "AgR 125 . 688 / SP", "RHC 115 . 133 / SP", "HC 96 . 421 / PI", "HC 135269 / SP", "HC 131 . 158 - RS", "HC 135269 / SP", "HC 131 . 158 - RS", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 104 . 557 / MS", "RHC 120 . 052 / SP", "HC 123 . 025 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 104 . 557 / MS", "RHC 120 . 052 / SP", "HC 123 . 025 / SP", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HABEAS CORPUS 135 . 269", "HABEAS CORPUS 135 . 269", "HC 135269 / SP", "HC 135269 / SP", "HABEAS CORPUS 135 . 269", "HABEAS CORPUS 135 . 269", "HABEAS CORPUS 135 . 269", "HABEAS CORPUS 135 . 269" ], "LEGISLACAO": [ "art . 121 , § 2 . . . , incisos I e IV , do Código Penal", "art . 182 , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 121 , § 2 . . . , INCISOS I E IV , DO CÓDIGO PENAL", "art . 423 do CPP", "Medida", "ART . 121 , § 2 . . . , INCISOS I E IV , DO CÓDIGO PENAL", "art . 423 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos I e IV , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos I e IV , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 422 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 422 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 479 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 479 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 182 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 182 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 182 do Código de processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 182 do Código de processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Alameda dos Araés", "Comarca da Capital / SP", "SÃO PAULO", "Alameda dos Araés", "Comarca da Capital / SP", "Plenário", "São Paulo", "São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Júri", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Júri", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Vara do Júri da", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "1", ".", ".", ".", "Vara do Júri da Comarca da Capital / SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Revista dos Tribunais", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Revista dos Tribunais", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2a Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2a Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "EMILE DAUD SARRUF", "ALBERTO ZACHARIAS TORON", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "EMILE DAUD SARRUF", "ALBERTO ZACHARIAS TORON", "GILMAR MENDES", "Alberto Zacharias Toron", "Emile Daud Sarruf", "Felix Fischer", "GILMAR MENDES", "EMILE DAUD SARRUF", "ALBERTO ZACHARIAS TORON", "GILMAR MENDES", "Alberto Zacharias Toron", "Emile Daud Sarruf", "Felix Fischer", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Sérgio Afif Sarruf", "GILMAR MENDES", "Sérgio Afif Sarruf", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "Edson Fachin", "Gilberto Afif Sarruf", "Fábio Afif Sarruf", "Raul Chohfi", "Raul Chohfi", "Geraldo Afif Sarruf", "Edson Fachin", "Gilberto Afif Sarruf", "Fábio Afif Sarruf", "Raul Chohfi", "Raul Chohfi", "Geraldo Afif Sarruf", "GILMAR MENDES", "Fábio Afif Sarruf", "Fábio Afif Sarruf", "GILMAR MENDES", "NEUSA PRONE", "NEUSA PRONE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "NUCCI ,", "Guilherme de Souza", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "NUCCI , Guilherme de Souza", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson de Almeida", "Toron", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson de Almeida", "Toron", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Alberto Zacharias Toron", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Alberto Zacharias Toron", "GILMAR MENDES", "EMILE DAUD SARRUF", "ALBERTO ZACHARIAS TORON", "Alberto Zacharias Toron", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "EMILE DAUD SARRUF", "ALBERTO ZACHARIAS TORON", "Alberto Zacharias Toron", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de outubro de 2002", "12 de novembro de 2002", "22 de julho de 2003", "4 de fevereiro de 2004", "23 de março de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de outubro de 2002", "12 de novembro de 2002", "22 de julho de 2003", "4 de fevereiro de 2004", "23 de março de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "6", ".", "2017", "26", ".", "8", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "6", ".", "2017", "26", ".", "8", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "30 de outubro de 2002", "2001", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "30 de outubro de 2002", "2001", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "/", "2003", "8", ".", "5", ".", "2015", "4", ".", "3", ".", "2015", "10", ".", "5", ".", "2013", "23", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "/", "2003", "8", ".", "5", ".", "2015", "4", ".", "3", ".", "2015", "10", ".", "5", ".", "2013", "23", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04 de novembro de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "04 de novembro de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2006", "27", ".", "9", ".", "2011", "3", ".", "12", ".", "2013", "4", ".", "2", ".", "2013", "20", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "2006", "27", ".", "9", ".", "2011", "3", ".", "12", ".", "2013", "4", ".", "2", ".", "2013", "20", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "26 de agosto de 2017", "12 de novembro de 2002", "outubro de 2002", "22 de julho de 2003", "4 de fevereiro de 2004", "março de 2005", "30 de outubro de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "26 de agosto de 2017", "12 de novembro de 2002", "outubro de 2002", "22 de julho de 2003", "4 de fevereiro de 2004", "março de 2005", "30 de outubro de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR AGDO.(A/S) :ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA. ADV.(A/S) :RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADF-A7F3-E5EB-2FD0 e senha 7790-2296-1447-4820 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR AGDO.(A/S) :ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA. ADV.(A/S) :RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 9 de maio de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - Homologação de cálculos apresentados pelo contador judicial - Atualização do valor do saldo devedor da divida que considerou a incidência da multa cominatória (art. 600 e 601, ambos do CPC) sobre o valor total do débito - Hipótese em que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor que o executado agravante entende devido - Descabida a apresentação de fiança bancária, neste estágio, considerando-se que grande parcela da divida remanescente decorre da incidência de multas processuais - Decisão mantida - Recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR AGDO.(A/S) :ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA. ADV.(A/S) :RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 9 de maio de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - Homologação de cálculos apresentados pelo contador judicial - Atualização do valor do saldo devedor da divida que considerou a incidência da multa cominatória (art. 600 e 601, ambos do CPC) sobre o valor total do débito - Hipótese em que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor que o executado agravante entende devido - Descabida a apresentação de fiança bancária, neste estágio, considerando-se que grande parcela da divida remanescente decorre da incidência de multas processuais - Decisão mantida - Recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1122654 AGR / SP desprovido. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Aponta abusiva a multa aplicada com base no artigo 601 do Código de Processo Civil de 1973, porquanto superior à parcela incontroversa da dívida. Afirma a necessidade de incidência da multa prevista no artigo 475-J do referido diploma apenas sobre a diferença entre o valor depositado e o montante homologado. 2. Inicialmente, quanto à análise do contido no artigo 475- J, o recurso no particular está prejudicado, diante da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Os cálculos apresentados pelo contador judicial não merecem qualquer censura, posto que em cumprimento ao comando judicial. Destarte, no que tange à multa cominatória com apoio nos artigos 600 e 601, ambos do Código de Processo Civil, cabe esclarecer que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor do débito. Ora, não se pode fracionar tal ato atentatório como se praticado em duas etapas como quer o agravante. Com efeito, o mesmo ato foi produzido em sua inteireza até a data da determinação judicial que assentou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Supremo Tribunal Federal ARE 1122654 AGR / SP desprovido. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Aponta abusiva a multa aplicada com base no artigo 601 do Código de Processo Civil de 1973, porquanto superior à parcela incontroversa da dívida. Afirma a necessidade de incidência da multa prevista no artigo 475-J do referido diploma apenas sobre a diferença entre o valor depositado e o montante homologado. 2. Inicialmente, quanto à análise do contido no artigo 475- J, o recurso no particular está prejudicado, diante da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Os cálculos apresentados pelo contador judicial não merecem qualquer censura, posto que em cumprimento ao comando judicial. Destarte, no que tange à multa cominatória com apoio nos artigos 600 e 601, ambos do Código de Processo Civil, cabe esclarecer que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor do débito. Ora, não se pode fracionar tal ato atentatório como se praticado em duas etapas como quer o agravante. Com efeito, o mesmo ato foi produzido em sua inteireza até a data da determinação judicial que assentou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1122654 AGR / SP o cabimento da multa, a qual, não foi imposta apenas sobre o restante do débito do agravante. A expressão monetária (saldo devedor) é materializável, enquanto a conduta do ato atentatório é incorpórea e não depende daquele outro de valor monetário. Descabida, por sua vez, a substituição do depósito em dinheiro por fiança bancária, haja vista o que já decidido até aqui, bem como o fato de que parte do débito decorre de mera atualização de valores e de aplicação da multa supracitada e daquela prevista no artigo 475-J, do Código de Processo Civil. De resto, o sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. O agravante sustenta violado o artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Alega o caráter autônomo da discussão constitucional, articulando com a ofensa ao princípio da legalidade. Busca o arbitramento da multa sobre o valor remanescente discutido e não acerca da integralidade do débito. Afirma atendido o requisito do prequestionamento da matéria. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Supremo Tribunal Federal ARE 1122654 AGR / SP o cabimento da multa, a qual, não foi imposta apenas sobre o restante do débito do agravante. A expressão monetária (saldo devedor) é materializável, enquanto a conduta do ato atentatório é incorpórea e não depende daquele outro de valor monetário. Descabida, por sua vez, a substituição do depósito em dinheiro por fiança bancária, haja vista o que já decidido até aqui, bem como o fato de que parte do débito decorre de mera atualização de valores e de aplicação da multa supracitada e daquela prevista no artigo 475-J, do Código de Processo Civil. De resto, o sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. O agravante sustenta violado o artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Alega o caráter autônomo da discussão constitucional, articulando com a ofensa ao princípio da legalidade. Busca o arbitramento da multa sobre o valor remanescente discutido e não acerca da integralidade do débito. Afirma atendido o requisito do prequestionamento da matéria. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem novamente para o decidido na origem: Os cálculos apresentados pelo contador judicial não merecem qualquer censura, posto que em cumprimento ao comando judicial. Destarte, no que tange à multa cominatória com apoio nos artigos 600 e 601, ambos do Código de Processo Civil, cabe esclarecer que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor do débito. Ora, não se pode fracionar tal ato atentatório como se praticado em duas etapas como quer o agravante. Com efeito, o mesmo ato foi produzido em sua inteireza até a data da determinação judicial que assentou o cabimento da multa, a qual, não foi imposta apenas sobre o restante do débito do agravante. A expressão monetária (saldo devedor) é materializável, enquanto a conduta do ato atentatório é incorpórea e não depende daquele outro de valor monetário. Descabida, por sua vez, a substituição do depósito em dinheiro por fiança bancária, haja vista o que já decidido até aqui, bem como o fato de que parte do débito decorre de mera atualização de valores e de aplicação da multa supracitada e daquela prevista no artigo 475-J, do Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA4-4E4C-6903-ECDD e senha 65FF-6CE2-5E80-85F8 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem novamente para o decidido na origem: Os cálculos apresentados pelo contador judicial não merecem qualquer censura, posto que em cumprimento ao comando judicial. Destarte, no que tange à multa cominatória com apoio nos artigos 600 e 601, ambos do Código de Processo Civil, cabe esclarecer que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor do débito. Ora, não se pode fracionar tal ato atentatório como se praticado em duas etapas como quer o agravante. Com efeito, o mesmo ato foi produzido em sua inteireza até a data da determinação judicial que assentou o cabimento da multa, a qual, não foi imposta apenas sobre o restante do débito do agravante. A expressão monetária (saldo devedor) é materializável, enquanto a conduta do ato atentatório é incorpórea e não depende daquele outro de valor monetário. Descabida, por sua vez, a substituição do depósito em dinheiro por fiança bancária, haja vista o que já decidido até aqui, bem como o fato de que parte do débito decorre de mera atualização de valores e de aplicação da multa supracitada e daquela prevista no artigo 475-J, do Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA4-4E4C-6903-ECDD e senha 65FF-6CE2-5E80-85F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1122654 AGR / SP O Colegiado assentou o acerto dos cálculos elaborados pelo contador judicial e a incidência da multa sobre o valor total do débito. Em momento algum houve análise do tema à luz do disposto no artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal local procedeu à interpretação da legislação de regência, não alcançando, portanto, a matéria constitucional. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA4-4E4C-6903-ECDD e senha 65FF-6CE2-5E80-85F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1122654 AGR / SP O Colegiado assentou o acerto dos cálculos elaborados pelo contador judicial e a incidência da multa sobre o valor total do débito. Em momento algum houve análise do tema à luz do disposto no artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal local procedeu à interpretação da legislação de regência, não alcançando, portanto, a matéria constitucional. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA4-4E4C-6903-ECDD e senha 65FF-6CE2-5E80-85F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR (53740/DF, 165457/MG, 72819/PR, 182443/RJ, 43621/SC, 247319/SP) AGDO.(A/S) : ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA. ADV.(A/S) : RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES (143373/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046349 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR (53740/DF, 165457/MG, 72819/PR, 182443/RJ, 43621/SC, 247319/SP) AGDO.(A/S) : ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA. ADV.(A/S) : RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES (143373/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046349 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748316720
2018-08-14T00:00:00
2018-09-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais.
sjur391804
Número de páginas: 7. Análise: 16/10/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1122654
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 1122654 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR AGDO.(A/S) : ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA. ADV.(A/S) : RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR AGDO.(A/S) :ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA. ADV.(A/S) :RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6ADF-A7F3-E5EB-2FD0 e senha 7790-2296-1447-4820 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR AGDO.(A/S) :ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA. ADV.(A/S) :RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 9 de maio de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - Homologação de cálculos apresentados pelo contador judicial - Atualização do valor do saldo devedor da divida que considerou a incidência da multa cominatória (art. 600 e 601, ambos do Código de Processo Civil) sobre o valor total do débito - Hipótese em que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor que o executado agravante entende devido - Descabida a apresentação de fiança bancária, neste estágio, considerando-se que grande parcela da divida remanescente decorre da incidência de multas processuais - Decisão mantida - Recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR AGDO.(A/S) :ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA. ADV.(A/S) :RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 9 de maio de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: CUMPRIMENTO DE SENTENÇA - Homologação de cálculos apresentados pelo contador judicial - Atualização do valor do saldo devedor da divida que considerou a incidência da multa cominatória (art. 600 e 601, ambos do Código de Processo Civil) sobre o valor total do débito - Hipótese em que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor que o executado agravante entende devido - Descabida a apresentação de fiança bancária, neste estágio, considerando-se que grande parcela da divida remanescente decorre da incidência de multas processuais - Decisão mantida - Recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1122654 AGR / SP desprovido. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Aponta abusiva a multa aplicada com base no artigo 601 do Código de Processo Civil de 1973, porquanto superior à parcela incontroversa da dívida. Afirma a necessidade de incidência da multa prevista no artigo 475-J do referido diploma apenas sobre a diferença entre o valor depositado e o montante homologado. 2. Inicialmente, quanto à análise do contido no artigo 475- J, o recurso no particular está prejudicado, diante da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Os cálculos apresentados pelo contador judicial não merecem qualquer censura, posto que em cumprimento ao comando judicial. Destarte, no que tange à multa cominatória com apoio nos artigos 600 e 601, ambos do Código de Processo Civil, cabe esclarecer que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor do débito. Ora, não se pode fracionar tal ato atentatório como se praticado em duas etapas como quer o agravante. Com efeito, o mesmo ato foi produzido em sua inteireza até a data da determinação judicial que assentou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Supremo Tribunal Federal ARE 1122654 AGR / SP desprovido. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente aponta a violação do artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Aponta abusiva a multa aplicada com base no artigo 601 do Código de Processo Civil de 1973, porquanto superior à parcela incontroversa da dívida. Afirma a necessidade de incidência da multa prevista no artigo 475-J do referido diploma apenas sobre a diferença entre o valor depositado e o montante homologado. 2. Inicialmente, quanto à análise do contido no artigo 475- J, o recurso no particular está prejudicado, diante da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Colho do acórdão recorrido os seguintes trechos: Os cálculos apresentados pelo contador judicial não merecem qualquer censura, posto que em cumprimento ao comando judicial. Destarte, no que tange à multa cominatória com apoio nos artigos 600 e 601, ambos do Código de Processo Civil, cabe esclarecer que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor do débito. Ora, não se pode fracionar tal ato atentatório como se praticado em duas etapas como quer o agravante. Com efeito, o mesmo ato foi produzido em sua inteireza até a data da determinação judicial que assentou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 1122654 AGR / SP o cabimento da multa, a qual, não foi imposta apenas sobre o restante do débito do agravante. A expressão monetária (saldo devedor) é materializável, enquanto a conduta do ato atentatório é incorpórea e não depende daquele outro de valor monetário. Descabida, por sua vez, a substituição do depósito em dinheiro por fiança bancária, haja vista o que já decidido até aqui, bem como o fato de que parte do débito decorre de mera atualização de valores e de aplicação da multa supracitada e daquela prevista no artigo 475-J, do Código de Processo Civil. De resto, o sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. O agravante sustenta violado o artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Alega o caráter autônomo da discussão constitucional, articulando com a ofensa ao princípio da legalidade. Busca o arbitramento da multa sobre o valor remanescente discutido e não acerca da integralidade do débito. Afirma atendido o requisito do prequestionamento da matéria. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Supremo Tribunal Federal ARE 1122654 AGR / SP o cabimento da multa, a qual, não foi imposta apenas sobre o restante do débito do agravante. A expressão monetária (saldo devedor) é materializável, enquanto a conduta do ato atentatório é incorpórea e não depende daquele outro de valor monetário. Descabida, por sua vez, a substituição do depósito em dinheiro por fiança bancária, haja vista o que já decidido até aqui, bem como o fato de que parte do débito decorre de mera atualização de valores e de aplicação da multa supracitada e daquela prevista no artigo 475-J, do Código de Processo Civil. De resto, o sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. O agravante sustenta violado o artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Alega o caráter autônomo da discussão constitucional, articulando com a ofensa ao princípio da legalidade. Busca o arbitramento da multa sobre o valor remanescente discutido e não acerca da integralidade do débito. Afirma atendido o requisito do prequestionamento da matéria. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5847-4B24-265D-CB71 e senha 86F0-B5C5-F45C-E1D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem novamente para o decidido na origem: Os cálculos apresentados pelo contador judicial não merecem qualquer censura, posto que em cumprimento ao comando judicial. Destarte, no que tange à multa cominatória com apoio nos artigos 600 e 601, ambos do Código de Processo Civil, cabe esclarecer que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor do débito. Ora, não se pode fracionar tal ato atentatório como se praticado em duas etapas como quer o agravante. Com efeito, o mesmo ato foi produzido em sua inteireza até a data da determinação judicial que assentou o cabimento da multa, a qual, não foi imposta apenas sobre o restante do débito do agravante. A expressão monetária (saldo devedor) é materializável, enquanto a conduta do ato atentatório é incorpórea e não depende daquele outro de valor monetário. Descabida, por sua vez, a substituição do depósito em dinheiro por fiança bancária, haja vista o que já decidido até aqui, bem como o fato de que parte do débito decorre de mera atualização de valores e de aplicação da multa supracitada e daquela prevista no artigo 475-J, do Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA4-4E4C-6903-ECDD e senha 65FF-6CE2-5E80-85F8 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem novamente para o decidido na origem: Os cálculos apresentados pelo contador judicial não merecem qualquer censura, posto que em cumprimento ao comando judicial. Destarte, no que tange à multa cominatória com apoio nos artigos 600 e 601, ambos do Código de Processo Civil, cabe esclarecer que o ato atentatório percorreu todo o "iter" do atentado, pelo que não há espaço para se falar em aplicação da multa somente pelo saldo devedor do débito. Ora, não se pode fracionar tal ato atentatório como se praticado em duas etapas como quer o agravante. Com efeito, o mesmo ato foi produzido em sua inteireza até a data da determinação judicial que assentou o cabimento da multa, a qual, não foi imposta apenas sobre o restante do débito do agravante. A expressão monetária (saldo devedor) é materializável, enquanto a conduta do ato atentatório é incorpórea e não depende daquele outro de valor monetário. Descabida, por sua vez, a substituição do depósito em dinheiro por fiança bancária, haja vista o que já decidido até aqui, bem como o fato de que parte do débito decorre de mera atualização de valores e de aplicação da multa supracitada e daquela prevista no artigo 475-J, do Código de Processo Civil. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA4-4E4C-6903-ECDD e senha 65FF-6CE2-5E80-85F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1122654 AGR / SP O Colegiado assentou o acerto dos cálculos elaborados pelo contador judicial e a incidência da multa sobre o valor total do débito. Em momento algum houve análise do tema à luz do disposto no artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal local procedeu à interpretação da legislação de regência, não alcançando, portanto, a matéria constitucional. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA4-4E4C-6903-ECDD e senha 65FF-6CE2-5E80-85F8 Supremo Tribunal Federal ARE 1122654 AGR / SP O Colegiado assentou o acerto dos cálculos elaborados pelo contador judicial e a incidência da multa sobre o valor total do débito. Em momento algum houve análise do tema à luz do disposto no artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal local procedeu à interpretação da legislação de regência, não alcançando, portanto, a matéria constitucional. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA4-4E4C-6903-ECDD e senha 65FF-6CE2-5E80-85F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR (53740/DF, 165457/MG, 72819/PR, 182443/RJ, 43621/SC, 247319/SP) AGDO.(A/S) : ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA. ADV.(A/S) : RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES (143373/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046349 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.654 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR (53740/DF, 165457/MG, 72819/PR, 182443/RJ, 43621/SC, 247319/SP) AGDO.(A/S) : ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA. ADV.(A/S) : RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES (143373/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046349 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "ARE 1122654 AGR / SP", "ARE 1122654 AGR / SP", "ARE 1122654 AGR / SP", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "ARE 1122654", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "ARE 1122654" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 600 e 601 , ambos do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 600 e 601 , ambos do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 601 do Código de Processo Civil de 1973", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 600 e 601 , ambos do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "artigo 601 do Código de Processo Civil de 1973", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 600 e 601 , ambos do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 475 - J , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 475 - J , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 600 e 601 , ambos do Código de Processo Civil", "artigo 475 - J , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 600 e 601 , ambos do Código de Processo Civil", "artigo 475 - J , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA .", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA .", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA .", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "ACISION TELECOMUNICAÇÕES SUL AMÉRICA LTDA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR", "RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR", "RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR", "RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO ARE", "MARCO AURÉLIO", "CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR", "RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "CARLOS AUGUSTO TORTORO JUNIOR", "RICARDO BOTOS DA SILVA NEVES", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "9 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "9 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ INACIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :CRISTIANO ZANIN MARTINS AGDO.(A/S) :EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Crime contra a honra. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula nº 279/STF. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. O Tribunal de origem concluiu que não houve abusos por parte do ora agravado quando da divulgação da matéria jornalística em revista de circulação nacional. 2. Conclusão em sentido diverso daquele do acórdão recorrido demandaria, na espécie, o reexame aprofundado do conjunto fático- probatório dos autos, o que é inviável na via eleita, segundo o enunciado da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6331-8957-DDF6-FD2B e senha DD24-08BA-4A75-94BA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1131638 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6331-8957-DDF6-FD2B e senha DD24-08BA-4A75-94BA Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6331-8957-DDF6-FD2B e senha DD24-08BA-4A75-94BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ INACIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :CRISTIANO ZANIN MARTINS AGDO.(A/S) :EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Inácio Lula da Silva interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo da decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘Recurso em queixa crime. Crime contra a honra. Dolo específico. Imprescindibilidade. Recurso não provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal. Pretende, em suma, o provimento do apelo extremo e o recebimento da queixa crime para o seu regular prosseguimento. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que entender de forma contrária ao acórdão recorrido, demandaria, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ INACIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :CRISTIANO ZANIN MARTINS AGDO.(A/S) :EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Inácio Lula da Silva interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo da decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘Recurso em queixa crime. Crime contra a honra. Dolo específico. Imprescindibilidade. Recurso não provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal. Pretende, em suma, o provimento do apelo extremo e o recebimento da queixa crime para o seu regular prosseguimento. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que entender de forma contrária ao acórdão recorrido, demandaria, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1131638 AGR / SP na espécie, o reexame do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que se afigura inadmissível na via eleita. Correta, portanto, a decisão agravada ao invocar o enunciado da Súmula nº 279/STF para não admitir o extraordinário. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. NOTÍCIA PUBLICADA EM JORNAL. DANOS MORAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO’ (AI nº 766.309/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 27/11/09); ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DIFAMAÇÃO. ARTIGO 139 DO CÓDIGO PENAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. ALEGADA NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INEXISTÊNCIA. 1. A verificação do elemento subjetivo do tipo atinente ao crime de difamação - animus difamandi - demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, a qual dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes: AI 700.929- AgR, Rel. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 19/09/2008, e ARE 721.716-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02/12/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP na espécie, o reexame do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que se afigura inadmissível na via eleita. Correta, portanto, a decisão agravada ao invocar o enunciado da Súmula nº 279/STF para não admitir o extraordinário. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. NOTÍCIA PUBLICADA EM JORNAL. DANOS MORAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO’ (AI nº 766.309/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 27/11/09); ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DIFAMAÇÃO. ARTIGO 139 DO CÓDIGO PENAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. ALEGADA NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INEXISTÊNCIA. 1. A verificação do elemento subjetivo do tipo atinente ao crime de difamação - animus difamandi - demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, a qual dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes: AI 700.929- AgR, Rel. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 19/09/2008, e ARE 721.716-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02/12/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 1131638 AGR / SP ordem constitucional. 3. A prestação jurisdicional resta configurada com a prolação de decisão devidamente fundamentada, embora contrária aos interesses da parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013. 4. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL. PROCESSUAL PENAL. PENAL. DIFAMAÇÃO. REPORTAGEM QUE EXCEDE O DIREITO CONSTITUCIONAL DE INFORMAÇÃO. IMPUTAÇÃO DE FATO CONCRETO E ANIMUS DIFAMANDI. CORRETA CONDENAÇÃO À PENA DO ARTIGO 139, CP. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.’ 5. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE nº 794.246/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/10/14); ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PENAL. CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. REJEIÇÃO DE QUEIXA-CRIME. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 934.581/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/2/16). É certo, ademais, que a Corte já se pronunciou no sentido de que, não verificado, nos crimes contra a honra, o dolo específico ínsito ao tipo, a conduta não ingressa na órbita penal (v.g. Inq 3.780/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Teori Zavascki, Dje de 30/10/14). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP ordem constitucional. 3. A prestação jurisdicional resta configurada com a prolação de decisão devidamente fundamentada, embora contrária aos interesses da parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013. 4. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL. PROCESSUAL PENAL. PENAL. DIFAMAÇÃO. REPORTAGEM QUE EXCEDE O DIREITO CONSTITUCIONAL DE INFORMAÇÃO. IMPUTAÇÃO DE FATO CONCRETO E ANIMUS DIFAMANDI. CORRETA CONDENAÇÃO À PENA DO ARTIGO 139, CP. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.’ 5. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE nº 794.246/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/10/14); ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PENAL. CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. REJEIÇÃO DE QUEIXA-CRIME. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 934.581/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/2/16). É certo, ademais, que a Corte já se pronunciou no sentido de que, não verificado, nos crimes contra a honra, o dolo específico ínsito ao tipo, a conduta não ingressa na órbita penal (v.g. Inq 3.780/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Teori Zavascki, Dje de 30/10/14). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 1131638 AGR / SP seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que houve violação direta do art. 5º, inciso X, da Constituição Federal. Defende a inaplicabilidade da Súmula nº 279/STF ao caso, uma vez que o deslinde da controvérsia independe da análise do conjunto fático- probatório dos autos. Nesse tocante, aduz que “[o] que se pretende é a reavaliação de um conjunto de elementos indicados expressamente no Acórdão recorrido, a fim de que se modifique a conclusão tomada pelo Colégio Recursal e exerça a correta aplicação dos preceitos constitucionais”. Sustenta, por fim, que “da análise dos fatos incontroversos, que não exigem reexame dessa Corte, conforme foi salientado anteriormente, é possível observar que o Agravado agiu com inequívoco animus difamandi e injuriandi em sua conduta criminosa”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que houve violação direta do art. 5º, inciso X, da Constituição Federal. Defende a inaplicabilidade da Súmula nº 279/STF ao caso, uma vez que o deslinde da controvérsia independe da análise do conjunto fático- probatório dos autos. Nesse tocante, aduz que “[o] que se pretende é a reavaliação de um conjunto de elementos indicados expressamente no Acórdão recorrido, a fim de que se modifique a conclusão tomada pelo Colégio Recursal e exerça a correta aplicação dos preceitos constitucionais”. Sustenta, por fim, que “da análise dos fatos incontroversos, que não exigem reexame dessa Corte, conforme foi salientado anteriormente, é possível observar que o Agravado agiu com inequívoco animus difamandi e injuriandi em sua conduta criminosa”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Segunda Turma Recursal do Colégio Recursal Central de São Paulo, ao julgar o recurso defensivo, assim concluiu: “Os crimes contra a honra são delitos de tendência, de modo que para a verificação da consumação deve ser observado, além dos elementos constitutivos do tipo, a intenção ou animus do suposto ofensor. Daí a necessidade de se analisar a teoria do animi, segundo a qual até mesmo palavra elogiosa poderá causar ofensa à honra de determinada pessoa, todavia o que vai dar o calibre de eventual tipo penal será a verificação da existência ou não do intuito de ofender. Assim, é o animus diffamandi vel injuriandi que se exige na ação do autor para que haja tipicidade. Se o agente apenas agiu no intuito de narrar, criticar, gracejar, pode-se dizer que não ocorreu fato típico face à ausência do elemento subjetivo do injusto. Dessa forma, deve o julgador, nos crimes contra a honra, basear-se na licitude ou ilicitude do comportamento do indivíduo focado na mensuração da intenção. Em alguns casos de reportagens divulgadas pela imprensa que atua com seriedade, como o caso em deslinde, o animus narrandi acaba por excluir o dolo. (…) Ademais, convém lembrar que a liberdade de expressão é um requisito básico para o exercício do jornalismo e para a manifestação de opinião na imprensa. É comum, contudo, que se questionem os limites desse direito quando a dignidade da pessoa humana fundamento da República brasileira previsto no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Segunda Turma Recursal do Colégio Recursal Central de São Paulo, ao julgar o recurso defensivo, assim concluiu: “Os crimes contra a honra são delitos de tendência, de modo que para a verificação da consumação deve ser observado, além dos elementos constitutivos do tipo, a intenção ou animus do suposto ofensor. Daí a necessidade de se analisar a teoria do animi, segundo a qual até mesmo palavra elogiosa poderá causar ofensa à honra de determinada pessoa, todavia o que vai dar o calibre de eventual tipo penal será a verificação da existência ou não do intuito de ofender. Assim, é o animus diffamandi vel injuriandi que se exige na ação do autor para que haja tipicidade. Se o agente apenas agiu no intuito de narrar, criticar, gracejar, pode-se dizer que não ocorreu fato típico face à ausência do elemento subjetivo do injusto. Dessa forma, deve o julgador, nos crimes contra a honra, basear-se na licitude ou ilicitude do comportamento do indivíduo focado na mensuração da intenção. Em alguns casos de reportagens divulgadas pela imprensa que atua com seriedade, como o caso em deslinde, o animus narrandi acaba por excluir o dolo. (…) Ademais, convém lembrar que a liberdade de expressão é um requisito básico para o exercício do jornalismo e para a manifestação de opinião na imprensa. É comum, contudo, que se questionem os limites desse direito quando a dignidade da pessoa humana fundamento da República brasileira previsto no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1131638 AGR / SP artigo 1.º da Constituição Federal de alguém é colocada em questão. (…) O Direito Penal deve atuar de forma residual e ficar reservado apenas para casos evidentes de abuso, em que haja o claro intuito de ofender ou restringir direitos. O mais é pura liberdade de expressão do pensamento.” Conforme se extrai do trecho transcrito acima, o Tribunal de origem concluiu que não houve abusos por parte do ora agravado, tendo em vista que o mesmo não teria agido com o intuito de difamar ou injuriar, apenas narrou os fatos apresentados na medida do que permite a liberdade de expressão para o exercício do jornalismo. Assim, qualquer conclusão contrária demandaria o reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita, consoante o enunciado da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, além dos precedentes já citados na decisão ora agravada: “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIME DE INJÚRIA. SUPOSTA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DOS LIMITES DA COISA JULGADA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. O Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). 2. A parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP artigo 1.º da Constituição Federal de alguém é colocada em questão. (…) O Direito Penal deve atuar de forma residual e ficar reservado apenas para casos evidentes de abuso, em que haja o claro intuito de ofender ou restringir direitos. O mais é pura liberdade de expressão do pensamento.” Conforme se extrai do trecho transcrito acima, o Tribunal de origem concluiu que não houve abusos por parte do ora agravado, tendo em vista que o mesmo não teria agido com o intuito de difamar ou injuriar, apenas narrou os fatos apresentados na medida do que permite a liberdade de expressão para o exercício do jornalismo. Assim, qualquer conclusão contrária demandaria o reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita, consoante o enunciado da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, além dos precedentes já citados na decisão ora agravada: “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIME DE INJÚRIA. SUPOSTA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DOS LIMITES DA COISA JULGADA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. O Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). 2. A parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1131638 AGR / SP constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Precedente. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE nº 1.094.451/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 14/3/18). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – QUEIXA- CRIME – CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA A JORNALISTA – DELITO DE INJÚRIA (CP, ART. 140) – RECONHECIMENTO, NO CASO, PELO COLÉGIO RECURSAL, DA OCORRÊNCIA DE ABUSO NO EXERCÍCIO DA LIBERDADE DE OPINIÃO – DECISÃO DO COLÉGIO RECURAL QUE SE APOIOU, PARA TANTO, EM ELEMENTOS DE PROVA (INCLUSIVE NO QUE CONCERNE À AUTORIA DO FATO DEITUOSO) PRODUZIDOS NO PROCESSO PENAL DE CONHECIMENTO – PRETENDIDA REVISÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO DEPENDENTE DE EXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA, INSUSCETÍVEL DE ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO (SÚMULA 279/STF) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE nº 891.647/SP–ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 21/9/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Crime de calúnia contra procuradores da República. Ilegalidade da instauração de inquérito não demonstrada. 3. Alegação de deficiência de fundamentação do acórdão impugnado. Decisão fundamentada apesar de contrária aos interesses do recorrente (AI-QO-RG 791.292). 4. Pleito que demanda revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 818.529/SP–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/8/14). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Precedente. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE nº 1.094.451/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 14/3/18). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – QUEIXA- CRIME – CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA A JORNALISTA – DELITO DE INJÚRIA (CP, ART. 140) – RECONHECIMENTO, NO CASO, PELO COLÉGIO RECURSAL, DA OCORRÊNCIA DE ABUSO NO EXERCÍCIO DA LIBERDADE DE OPINIÃO – DECISÃO DO COLÉGIO RECURAL QUE SE APOIOU, PARA TANTO, EM ELEMENTOS DE PROVA (INCLUSIVE NO QUE CONCERNE À AUTORIA DO FATO DEITUOSO) PRODUZIDOS NO PROCESSO PENAL DE CONHECIMENTO – PRETENDIDA REVISÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO DEPENDENTE DE EXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA, INSUSCETÍVEL DE ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO (SÚMULA 279/STF) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE nº 891.647/SP–ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 21/9/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Crime de calúnia contra procuradores da República. Ilegalidade da instauração de inquérito não demonstrada. 3. Alegação de deficiência de fundamentação do acórdão impugnado. Decisão fundamentada apesar de contrária aos interesses do recorrente (AI-QO-RG 791.292). 4. Pleito que demanda revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 818.529/SP–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/8/14). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1131638 AGR / SP Reitero, ademais, que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, não verificado, nos crimes contra a honra, o dolo específico ínsito ao tipo, a conduta não ingressa na órbita penal (v.g. Inq 3.780/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 30/10/14). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP Reitero, ademais, que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, não verificado, nos crimes contra a honra, o dolo específico ínsito ao tipo, a conduta não ingressa na órbita penal (v.g. Inq 3.780/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 30/10/14). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ INACIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) : CRISTIANO ZANIN MARTINS (32190/DF, 153599/RJ, 172730/SP) AGDO.(A/S) : EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 451C-E6F4-E1E0-D7B1 e senha 386C-88BB-FF58-FD65 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ INACIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) : CRISTIANO ZANIN MARTINS (32190/DF, 153599/RJ, 172730/SP) AGDO.(A/S) : EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 451C-E6F4-E1E0-D7B1 e senha 386C-88BB-FF58-FD65 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748192666
2018-08-14T00:00:00
2018-09-13T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Crime contra a honra. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula nº 279/STF. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. O Tribunal de origem concluiu que não houve abusos por parte do ora agravado quando da divulgação da matéria jornalística em revista de circulação nacional. 2. Conclusão em sentido diverso daquele do acórdão recorrido demandaria, na espécie, o reexame aprofundado do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável na via eleita, segundo o enunciado da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur390673
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 818529 AgR (2ªT), ARE 891647 ED (2ªT), ARE 1094451 AgR (1ªT). (CONFIGURAÇÃO, CRIME CONTRA A HONRA, NECESSIDADE, DOLO ESPECÍFICO) Inq 3780 (TP). Número de páginas: 11. Análise: 28/09/2018, BMP.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1131638
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1131638 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LUIZ INACIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) : CRISTIANO ZANIN MARTINS AGDO.(A/S) : EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ INACIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :CRISTIANO ZANIN MARTINS AGDO.(A/S) :EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Crime contra a honra. Reapreciação de fatos e provas. Inadmissibilidade. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. O Tribunal de origem concluiu que não houve abusos por parte do ora agravado quando da divulgação da matéria jornalística em revista de circulação nacional. 2. Conclusão em sentido diverso daquele do acórdão recorrido demandaria, na espécie, o reexame aprofundado do conjunto fático- probatório dos autos, o que é inviável na via eleita, segundo o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6331-8957-DDF6-FD2B e senha DD24-08BA-4A75-94BA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1131638 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6331-8957-DDF6-FD2B e senha DD24-08BA-4A75-94BA Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6331-8957-DDF6-FD2B e senha DD24-08BA-4A75-94BA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ INACIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :CRISTIANO ZANIN MARTINS AGDO.(A/S) :EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Inácio Lula da Silva interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo da decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘Recurso em queixa crime. Crime contra a honra. Dolo específico. Imprescindibilidade. Recurso não provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5..., inciso X, da Constituição Federal. Pretende, em suma, o provimento do apelo extremo e o recebimento da queixa crime para o seu regular prosseguimento. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que entender de forma contrária ao acórdão recorrido, demandaria, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :LUIZ INACIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) :CRISTIANO ZANIN MARTINS AGDO.(A/S) :EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Luiz Inácio Lula da Silva interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo da decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘Recurso em queixa crime. Crime contra a honra. Dolo específico. Imprescindibilidade. Recurso não provido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5..., inciso X, da Constituição Federal. Pretende, em suma, o provimento do apelo extremo e o recebimento da queixa crime para o seu regular prosseguimento. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que entender de forma contrária ao acórdão recorrido, demandaria, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1131638 AGR / SP na espécie, o reexame do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que se afigura inadmissível na via eleita. Correta, portanto, a decisão agravada ao invocar o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal para não admitir o extraordinário. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. NOTÍCIA PUBLICADA EM JORNAL. DANOS MORAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO’ (AI n 766.309/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 27/11/09); ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DIFAMAÇÃO. ARTIGO 139 DO CÓDIGO PENAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. ALEGADA NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INEXISTÊNCIA. 1. A verificação do elemento subjetivo do tipo atinente ao crime de difamação - animus difamandi - demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, a qual dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes: AI 700.929- AgR, Rel. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 19/09/2008, e ARE 721.716-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02/12/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP na espécie, o reexame do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que se afigura inadmissível na via eleita. Correta, portanto, a decisão agravada ao invocar o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal para não admitir o extraordinário. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. NOTÍCIA PUBLICADA EM JORNAL. DANOS MORAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO’ (AI n 766.309/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 27/11/09); ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE DIFAMAÇÃO. ARTIGO 139 DO CÓDIGO PENAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. ALEGADA NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INEXISTÊNCIA. 1. A verificação do elemento subjetivo do tipo atinente ao crime de difamação - animus difamandi - demanda o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, a qual dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes: AI 700.929- AgR, Rel. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 19/09/2008, e ARE 721.716-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 02/12/2013. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 1131638 AGR / SP ordem constitucional. 3. A prestação jurisdicional resta configurada com a prolação de decisão devidamente fundamentada, embora contrária aos interesses da parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013. 4. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL. PROCESSUAL PENAL. PENAL. DIFAMAÇÃO. REPORTAGEM QUE EXCEDE O DIREITO CONSTITUCIONAL DE INFORMAÇÃO. IMPUTAÇÃO DE FATO CONCRETO E ANIMUS DIFAMANDI. CORRETA CONDENAÇÃO À PENA DO ARTIGO 139, Código Penal Brasileiro. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.’ 5. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE n 794.246/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/10/14); ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PENAL. CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. REJEIÇÃO DE QUEIXA-CRIME. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 934.581/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/2/16). É certo, ademais, que a Corte já se pronunciou no sentido de que, não verificado, nos crimes contra a honra, o dolo específico ínsito ao tipo, a conduta não ingressa na órbita penal (v.g. Inq 3.780/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Teori Zavascki, Dje de 30/10/14). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1... do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP ordem constitucional. 3. A prestação jurisdicional resta configurada com a prolação de decisão devidamente fundamentada, embora contrária aos interesses da parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 4/6/2013. 4. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: ‘JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL. PROCESSUAL PENAL. PENAL. DIFAMAÇÃO. REPORTAGEM QUE EXCEDE O DIREITO CONSTITUCIONAL DE INFORMAÇÃO. IMPUTAÇÃO DE FATO CONCRETO E ANIMUS DIFAMANDI. CORRETA CONDENAÇÃO À PENA DO ARTIGO 139, Código Penal Brasileiro. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS.’ 5. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE n 794.246/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 16/10/14); ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PENAL. CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. REJEIÇÃO DE QUEIXA-CRIME. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 934.581/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/2/16). É certo, ademais, que a Corte já se pronunciou no sentido de que, não verificado, nos crimes contra a honra, o dolo específico ínsito ao tipo, a conduta não ingressa na órbita penal (v.g. Inq 3.780/DF, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Teori Zavascki, Dje de 30/10/14). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1... do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 1131638 AGR / SP seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que houve violação direta do art. 5..., inciso X, da Constituição Federal. Defende a inaplicabilidade da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal ao caso, uma vez que o deslinde da controvérsia independe da análise do conjunto fático- probatório dos autos. Nesse tocante, aduz que “[o] que se pretende é a reavaliação de um conjunto de elementos indicados expressamente no Acórdão recorrido, a fim de que se modifique a conclusão tomada pelo Colégio Recursal e exerça a correta aplicação dos preceitos constitucionais”. Sustenta, por fim, que “da análise dos fatos incontroversos, que não exigem reexame dessa Corte, conforme foi salientado anteriormente, é possível observar que o Agravado agiu com inequívoco animus difamandi e injuriandi em sua conduta criminosa”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que houve violação direta do art. 5..., inciso X, da Constituição Federal. Defende a inaplicabilidade da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal ao caso, uma vez que o deslinde da controvérsia independe da análise do conjunto fático- probatório dos autos. Nesse tocante, aduz que “[o] que se pretende é a reavaliação de um conjunto de elementos indicados expressamente no Acórdão recorrido, a fim de que se modifique a conclusão tomada pelo Colégio Recursal e exerça a correta aplicação dos preceitos constitucionais”. Sustenta, por fim, que “da análise dos fatos incontroversos, que não exigem reexame dessa Corte, conforme foi salientado anteriormente, é possível observar que o Agravado agiu com inequívoco animus difamandi e injuriandi em sua conduta criminosa”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5160-B18A-97B4-8872 e senha EE54-34ED-D2F5-7532 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Segunda Turma Recursal do Colégio Recursal Central de São Paulo, ao julgar o recurso defensivo, assim concluiu: “Os crimes contra a honra são delitos de tendência, de modo que para a verificação da consumação deve ser observado, além dos elementos constitutivos do tipo, a intenção ou animus do suposto ofensor. Daí a necessidade de se analisar a teoria do animi, segundo a qual até mesmo palavra elogiosa poderá causar ofensa à honra de determinada pessoa, todavia o que vai dar o calibre de eventual tipo penal será a verificação da existência ou não do intuito de ofender. Assim, é o animus diffamandi vel injuriandi que se exige na ação do autor para que haja tipicidade. Se o agente apenas agiu no intuito de narrar, criticar, gracejar, pode-se dizer que não ocorreu fato típico face à ausência do elemento subjetivo do injusto. Dessa forma, deve o julgador, nos crimes contra a honra, basear-se na licitude ou ilicitude do comportamento do indivíduo focado na mensuração da intenção. Em alguns casos de reportagens divulgadas pela imprensa que atua com seriedade, como o caso em deslinde, o animus narrandi acaba por excluir o dolo. (…) Ademais, convém lembrar que a liberdade de expressão é um requisito básico para o exercício do jornalismo e para a manifestação de opinião na imprensa. É comum, contudo, que se questionem os limites desse direito quando a dignidade da pessoa humana fundamento da República brasileira previsto no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. A Segunda Turma Recursal do Colégio Recursal Central de São Paulo, ao julgar o recurso defensivo, assim concluiu: “Os crimes contra a honra são delitos de tendência, de modo que para a verificação da consumação deve ser observado, além dos elementos constitutivos do tipo, a intenção ou animus do suposto ofensor. Daí a necessidade de se analisar a teoria do animi, segundo a qual até mesmo palavra elogiosa poderá causar ofensa à honra de determinada pessoa, todavia o que vai dar o calibre de eventual tipo penal será a verificação da existência ou não do intuito de ofender. Assim, é o animus diffamandi vel injuriandi que se exige na ação do autor para que haja tipicidade. Se o agente apenas agiu no intuito de narrar, criticar, gracejar, pode-se dizer que não ocorreu fato típico face à ausência do elemento subjetivo do injusto. Dessa forma, deve o julgador, nos crimes contra a honra, basear-se na licitude ou ilicitude do comportamento do indivíduo focado na mensuração da intenção. Em alguns casos de reportagens divulgadas pela imprensa que atua com seriedade, como o caso em deslinde, o animus narrandi acaba por excluir o dolo. (…) Ademais, convém lembrar que a liberdade de expressão é um requisito básico para o exercício do jornalismo e para a manifestação de opinião na imprensa. É comum, contudo, que se questionem os limites desse direito quando a dignidade da pessoa humana fundamento da República brasileira previsto no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1131638 AGR / SP artigo 1. da Constituição Federal de alguém é colocada em questão. (…) O Direito Penal deve atuar de forma residual e ficar reservado apenas para casos evidentes de abuso, em que haja o claro intuito de ofender ou restringir direitos. O mais é pura liberdade de expressão do pensamento.” Conforme se extrai do trecho transcrito acima, o Tribunal de origem concluiu que não houve abusos por parte do ora agravado, tendo em vista que o mesmo não teria agido com o intuito de difamar ou injuriar, apenas narrou os fatos apresentados na medida do que permite a liberdade de expressão para o exercício do jornalismo. Assim, qualquer conclusão contrária demandaria o reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita, consoante o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes já citados na decisão ora agravada: “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIME DE INJÚRIA. SUPOSTA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DOS LIMITES DA COISA JULGADA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). 2. A parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP artigo 1. da Constituição Federal de alguém é colocada em questão. (…) O Direito Penal deve atuar de forma residual e ficar reservado apenas para casos evidentes de abuso, em que haja o claro intuito de ofender ou restringir direitos. O mais é pura liberdade de expressão do pensamento.” Conforme se extrai do trecho transcrito acima, o Tribunal de origem concluiu que não houve abusos por parte do ora agravado, tendo em vista que o mesmo não teria agido com o intuito de difamar ou injuriar, apenas narrou os fatos apresentados na medida do que permite a liberdade de expressão para o exercício do jornalismo. Assim, qualquer conclusão contrária demandaria o reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita, consoante o enunciado da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes já citados na decisão ora agravada: “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIME DE INJÚRIA. SUPOSTA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DOS LIMITES DA COISA JULGADA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). 2. A parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1131638 AGR / SP constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedente. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n 1.094.451/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 14/3/18). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – QUEIXA- CRIME – CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA A JORNALISTA – DELITO DE INJÚRIA (Código Penal Brasileiro, ART. 140) – RECONHECIMENTO, NO CASO, PELO COLÉGIO RECURSAL, DA OCORRÊNCIA DE ABUSO NO EXERCÍCIO DA LIBERDADE DE OPINIÃO – DECISÃO DO COLÉGIO RECURAL QUE SE APOIOU, PARA TANTO, EM ELEMENTOS DE PROVA (INCLUSIVE NO QUE CONCERNE À AUTORIA DO FATO DEITUOSO) PRODUZIDOS NO PROCESSO PENAL DE CONHECIMENTO – PRETENDIDA REVISÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO DEPENDENTE DE EXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA, INSUSCETÍVEL DE ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO (SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE n 891.647/SP–ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 21/9/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Crime de calúnia contra procuradores da República. Ilegalidade da instauração de inquérito não demonstrada. 3. Alegação de deficiência de fundamentação do acórdão impugnado. Decisão fundamentada apesar de contrária aos interesses do recorrente (AI-QO-RG 791.292). 4. Pleito que demanda revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 818.529/SP–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/8/14). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedente. 3. Agravo interno a que se nega provimento” (ARE n 1.094.451/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 14/3/18). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – QUEIXA- CRIME – CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA A JORNALISTA – DELITO DE INJÚRIA (Código Penal Brasileiro, ART. 140) – RECONHECIMENTO, NO CASO, PELO COLÉGIO RECURSAL, DA OCORRÊNCIA DE ABUSO NO EXERCÍCIO DA LIBERDADE DE OPINIÃO – DECISÃO DO COLÉGIO RECURAL QUE SE APOIOU, PARA TANTO, EM ELEMENTOS DE PROVA (INCLUSIVE NO QUE CONCERNE À AUTORIA DO FATO DEITUOSO) PRODUZIDOS NO PROCESSO PENAL DE CONHECIMENTO – PRETENDIDA REVISÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO DEPENDENTE DE EXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA, INSUSCETÍVEL DE ANÁLISE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO (SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (ARE n 891.647/SP–ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 21/9/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Crime de calúnia contra procuradores da República. Ilegalidade da instauração de inquérito não demonstrada. 3. Alegação de deficiência de fundamentação do acórdão impugnado. Decisão fundamentada apesar de contrária aos interesses do recorrente (AI-QO-RG 791.292). 4. Pleito que demanda revolvimento do acervo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 818.529/SP–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/8/14). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1131638 AGR / SP Reitero, ademais, que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, não verificado, nos crimes contra a honra, o dolo específico ínsito ao tipo, a conduta não ingressa na órbita penal (v.g. Inq 3.780/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 30/10/14). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Supremo Tribunal Federal ARE 1131638 AGR / SP Reitero, ademais, que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, não verificado, nos crimes contra a honra, o dolo específico ínsito ao tipo, a conduta não ingressa na órbita penal (v.g. Inq 3.780/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 30/10/14). Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC6B-F8BF-4A11-0995 e senha 4B20-C7C6-4491-C8E1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ INACIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) : CRISTIANO ZANIN MARTINS (32190/DF, 153599/RJ, 172730/SP) AGDO.(A/S) : EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 451C-E6F4-E1E0-D7B1 e senha 386C-88BB-FF58-FD65 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.131.638 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : LUIZ INACIO LULA DA SILVA ADV.(A/S) : CRISTIANO ZANIN MARTINS (32190/DF, 153599/RJ, 172730/SP) AGDO.(A/S) : EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 451C-E6F4-E1E0-D7B1 e senha 386C-88BB-FF58-FD65 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 131 . 638", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1131638 AGR / SP", "ARE 1131638 AGR / SP", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 131 . 638", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 766 . 309 / RS - AgR", "AI 700 . 929 - AgR", "ARE 721 . 716 - ED", "ARE 1131638 AGR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 766 . 309 / RS - AgR", "Súmula 279 desta Corte", "AI 700 . 929 - AgR", "ARE 721 . 716 - ED", "ARE 1131638 AGR / SP", "ARE 740 . 877 - AgR / DF", "ARE n 794 . 246 / SP - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 934 . 581 / DF - AgR", "Inq 3 . 780 / DF", "ARE 740 . 877", "-", "AgR", "/", "DF", "ARE n 794 . 246 / SP - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 934 . 581 / DF -", "Inq 3 . 780 / DF", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1131638 AGR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 131 . 638", "ARE 1131638 AGR / SP", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 1131638 AGR /", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 094 . 451 / DF - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 891 . 647 / SP", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 818 . 529 / SP", "ARE 1131638 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 094 . 451 / DF - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 891 . 647 / SP – ED", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 818 . 529 / SP – AgR", "ARE 1131638 AGR / SP", "Inq 3 . 780 / DF", "ARE 1131638 AGR / SP", "Inq 3 . 780 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso X , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso X , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DO BRASIL", "ARTIGO 139 DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DO BRASIL", "ARTIGO 139 DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 139 , Código Penal Brasileiro", "ART . 5 . . . , INC . LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "artigo 21 , § 1 . . . do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "ARTIGO 139 , Código Penal Brasileiro", "ART . 5 . . . , INC . LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "artigo 21 , § 1 . . . do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso X , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso X , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . da Constituição Federal de alguém", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 12 . 322 / 2010", "Código Penal Brasileiro , ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 12 . 322 / 2010", "Código Penal Brasileiro , ART . 140", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma Recursal Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma Recursal Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma Recursal do Colégio Recursal Central de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma Recursal do Colégio Recursal Central de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SEGUNDA TURMA", "2a Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "2a Turma" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "LUIZ INACIO LULA DA SILVA", "CRISTIANO ZANIN MARTINS", "EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA", "ALEXANDRE FIDALGO", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ INACIO LULA DA SILVA", "CRISTIANO ZANIN MARTINS", "EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA", "ALEXANDRE FIDALGO", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Inácio Lula da Silva", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ INACIO LULA DA SILVA", "CRISTIANO ZANIN MARTINS", "EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA", "ALEXANDRE FIDALGO", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Inácio Lula da Silva", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ INACIO LULA DA SILVA", "CRISTIANO ZANIN MARTINS", "EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA", "ALEXANDRE FIDALGO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Marcelo Pimentel", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ INACIO LULA DA SILVA", "CRISTIANO ZANIN MARTINS", "EURIPEDES SWAMI JABER DE ALCANTARA", "ALEXANDRE FIDALGO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "11", "/", "09", "19", "/", "09", "/", "2008", "02", "/", "12", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "11", "/", "09", "19", "/", "09", "/", "2008", "02", "/", "12", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "6", "/", "2013", "16", "/", "10", "/", "14", "29", "/", "2", "/", "16", "30", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "6", "/", "2013", "16", "/", "10", "/", "14", "29", "/", "2", "/", "16", "30", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "3", "/", "18", "21", "/", "9", "/", "15", "27", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "3", "/", "18", "21", "/", "9", "/", "15", "27", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIACAO PATRIA BRASIL ADV.(A/S) :MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI Nº 5889 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Mandado de segurança preventivo. Ausência de ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está orientada no sentido de que, no caso de mandado de segurança preventivo, a concessão da segurança está condicionada à existência de efetiva ameaça a direito líquido e certo, ameaça essa decorrente de atos concretos da autoridade apontada como coatora. Precedentes. 2. Inexistência, no caso, de atos concretos e atuais da autoridade impetrada que evidenciem ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva, nos termos da jurisprudência da Corte. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 25/5 a 1º/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026105. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão MS 35523 AGR / DF Brasília, 4 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026105. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF Brasília, 4 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIACAO PATRIA BRASIL ADV.(A/S) :MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI Nº 5889 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): JOAQUIM SALLES DE OLIVEIRA ITAPARY FILHO interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Cuida-se de mandado de segurança preventivo, com pedido liminar, impetrado por ASSOCIAÇÃO PÁTRIA BRASIL – APB em face do Relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5.889/DF, o Ministro Gilmar Mendes. A impetrante aduz que ‘[a] segurança preventiva que se busca é albergar e proteger a legislação eleitoral desafiada na ADIn de eventual decisão incompetente da relatoria que, além de sua ilicitude flagrante, desrespeita a presunção de constitucionalidade da norma, a reserva de plenário e o princípio da anualidade dos ditames do processo eleitoral’ (fl. 8 – documento eletrônico nº 1). Alega que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIACAO PATRIA BRASIL ADV.(A/S) :MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI Nº 5889 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): JOAQUIM SALLES DE OLIVEIRA ITAPARY FILHO interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Cuida-se de mandado de segurança preventivo, com pedido liminar, impetrado por ASSOCIAÇÃO PÁTRIA BRASIL – APB em face do Relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 5.889/DF, o Ministro Gilmar Mendes. A impetrante aduz que ‘[a] segurança preventiva que se busca é albergar e proteger a legislação eleitoral desafiada na ADIn de eventual decisão incompetente da relatoria que, além de sua ilicitude flagrante, desrespeita a presunção de constitucionalidade da norma, a reserva de plenário e o princípio da anualidade dos ditames do processo eleitoral’ (fl. 8 – documento eletrônico nº 1). Alega que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF ‘[a] liquidez delineando claramente o direito posto e a certeza que aponta sua existência incontroversa está retratada no exame de mérito que segue. Adiante se vê que a causa de pedir denuncia possível violação explícita dos princípios constitucionais da moralidade, publicidade, anualidade na norma eleitoral e reserva de plenário além da presunção de constitucionalidade. A lesão à moralidade, legalidade e publicidade se evidencia no artigo 66 da lei 9504/97 que determina ampla fiscalização das fases diversas do processo eleitoral. No mesmo enforque o artigo 192 do Código Eleitoral evidencia a necessidade imprescindível do exame público individual cédula por cédula. A fiscalização de todas as fases do processo de votação é uma determinação legal e a urna seja de lona ou eletrônica deve garantir a mais ampla fiscalização conforme os artigos 61 e 66 da lei 9504/97. A determinação de quais são as fases do processo de votação colhe-se da lei e dos fatos. O processo eleitoral não pode ser definido pelo equipamento, mas, antes e ao invés, este deve servir àquele’ (fls. 8-9 – documento eletrônico nº 1). Prossegue desenvolvendo longa argumentação sobre o mérito da ADI nº 5.889/DF (fls. 9 a 18 – doc. eletrônico nº 1). Sustenta que[,] ‘[a]inda que o tema da suspeição não seja arguível por esta via, o registro se faz no sentido de corroborar o risco de ilegalidade em eventual antecipação de tutela por decisão singular incompetente e suspeita. Com base no artigo 313, III, do CPC, a ADIn deveria mesmo ser suspensa. Isto porque a atual relatoria da ADIn administrou o serviço eleitoral deixando manifesto seu desprezo ao comando legal agora imputado inconstitucional. Nos termos do artigo 145, IV, o interesse do relator alinhado com a parte autora na ADIn retira do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF ‘[a] liquidez delineando claramente o direito posto e a certeza que aponta sua existência incontroversa está retratada no exame de mérito que segue. Adiante se vê que a causa de pedir denuncia possível violação explícita dos princípios constitucionais da moralidade, publicidade, anualidade na norma eleitoral e reserva de plenário além da presunção de constitucionalidade. A lesão à moralidade, legalidade e publicidade se evidencia no artigo 66 da lei 9504/97 que determina ampla fiscalização das fases diversas do processo eleitoral. No mesmo enforque o artigo 192 do Código Eleitoral evidencia a necessidade imprescindível do exame público individual cédula por cédula. A fiscalização de todas as fases do processo de votação é uma determinação legal e a urna seja de lona ou eletrônica deve garantir a mais ampla fiscalização conforme os artigos 61 e 66 da lei 9504/97. A determinação de quais são as fases do processo de votação colhe-se da lei e dos fatos. O processo eleitoral não pode ser definido pelo equipamento, mas, antes e ao invés, este deve servir àquele’ (fls. 8-9 – documento eletrônico nº 1). Prossegue desenvolvendo longa argumentação sobre o mérito da ADI nº 5.889/DF (fls. 9 a 18 – doc. eletrônico nº 1). Sustenta que[,] ‘[a]inda que o tema da suspeição não seja arguível por esta via, o registro se faz no sentido de corroborar o risco de ilegalidade em eventual antecipação de tutela por decisão singular incompetente e suspeita. Com base no artigo 313, III, do CPC, a ADIn deveria mesmo ser suspensa. Isto porque a atual relatoria da ADIn administrou o serviço eleitoral deixando manifesto seu desprezo ao comando legal agora imputado inconstitucional. Nos termos do artigo 145, IV, o interesse do relator alinhado com a parte autora na ADIn retira do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF mesma a imparcialidade que o princípio da moralidade exige. Na hipótese de albergar a tese aventureira posta na ADIn a atual relatoria estaria de fato patrocinando a preservação dos atos executivos que forjou enquanto administrador do serviço eleitoral. A higidez e moralidade necessárias na condução da lide recomendam nos termos legais expostos o afastamento da atual relatoria da ADIn [5]889 DF’ (fl. 19 – doc. eletrônico nº 1). Por fim, requer[,] ’(...) liminarmente e preventivamente, seja concedida a segurança para albergar a constitucionalidade presumida da norma controvertida na ADIn determinando a suspensão dos efeitos de qualquer eventual decisão monocrática daquela relatoria até que a matéria seja submetida e esgotada na competência exclusiva do colegiado dessa Corte visto que competência decorre somente da lei’. É o relato do necessário. Decido. De início, cumpre destacar que a Lei nº 12.016/09 prevê o cabimento de mandado de segurança preventivo, nos seguintes termos: ‘Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça’ (grifei). A respeito da ameça que autoriza o mandamus preventivo, ensina a doutrina: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF mesma a imparcialidade que o princípio da moralidade exige. Na hipótese de albergar a tese aventureira posta na ADIn a atual relatoria estaria de fato patrocinando a preservação dos atos executivos que forjou enquanto administrador do serviço eleitoral. A higidez e moralidade necessárias na condução da lide recomendam nos termos legais expostos o afastamento da atual relatoria da ADIn [5]889 DF’ (fl. 19 – doc. eletrônico nº 1). Por fim, requer[,] ’(...) liminarmente e preventivamente, seja concedida a segurança para albergar a constitucionalidade presumida da norma controvertida na ADIn determinando a suspensão dos efeitos de qualquer eventual decisão monocrática daquela relatoria até que a matéria seja submetida e esgotada na competência exclusiva do colegiado dessa Corte visto que competência decorre somente da lei’. É o relato do necessário. Decido. De início, cumpre destacar que a Lei nº 12.016/09 prevê o cabimento de mandado de segurança preventivo, nos seguintes termos: ‘Art. 1º Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça’ (grifei). A respeito da ameça que autoriza o mandamus preventivo, ensina a doutrina: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF ‘O mandado de segurança normalmente é repressivo de uma ilegalidade já cometida, mas pode ser preventivo de uma ameaça de direito líquido e certo do impetrante. Não basta a suposição de um direito ameaçado; exige-se um ato concreto que possa pôr em risco o direito do postulante. (…) Em ambos os casos, são necessárias a indicação do objeto e a comprovação da iminência da lesão a direito subjetivo do impetrante. Não basta a invocação genérica de uma remota possibilidade de ofensa a direito para autorizar a segurança preventiva; exige-se prova da existência de atos ou situações atuais que evidenciem a ameaça devida.’ (Meirelles, Hely Lopes; Wald, Arnoldo; Mendes, Ferreira Gilmar. Mandado de Segurança e Ações Constitucionais. 32ª Edição, São Paulo: Editora Malheiros, 2009. p. 29 e 106 – grifei). Outrossim, a jurisprudência desta Suprema Corte está orientada no sentido de que, em se tratando de mandado de segurança impetrado preventivamente, a concessão da segurança está condicionada à existência de efetiva ameaça a direito líquido e certo, ameaça esta decorrente de atos concretos da autoridade impetrada. Destaco, nesse sentido, os seguintes julgados do Plenário: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. SERVIDOR PÚBLICO: VANTAGEM DEFERIDA POR SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. TRIBUNAL DE CONTAS: DETERMINAÇÃO NO SENTIDO DA EXCLUSÃO DA VANTAGEM. COISA JULGADA: OFENSA. C.F., art. 5º, XXXVI. I. - A segurança preventiva pressupõe existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorre de atos concretos da autoridade pública. Inocorrência, no caso, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF ‘O mandado de segurança normalmente é repressivo de uma ilegalidade já cometida, mas pode ser preventivo de uma ameaça de direito líquido e certo do impetrante. Não basta a suposição de um direito ameaçado; exige-se um ato concreto que possa pôr em risco o direito do postulante. (…) Em ambos os casos, são necessárias a indicação do objeto e a comprovação da iminência da lesão a direito subjetivo do impetrante. Não basta a invocação genérica de uma remota possibilidade de ofensa a direito para autorizar a segurança preventiva; exige-se prova da existência de atos ou situações atuais que evidenciem a ameaça devida.’ (Meirelles, Hely Lopes; Wald, Arnoldo; Mendes, Ferreira Gilmar. Mandado de Segurança e Ações Constitucionais. 32ª Edição, São Paulo: Editora Malheiros, 2009. p. 29 e 106 – grifei). Outrossim, a jurisprudência desta Suprema Corte está orientada no sentido de que, em se tratando de mandado de segurança impetrado preventivamente, a concessão da segurança está condicionada à existência de efetiva ameaça a direito líquido e certo, ameaça esta decorrente de atos concretos da autoridade impetrada. Destaco, nesse sentido, os seguintes julgados do Plenário: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. SERVIDOR PÚBLICO: VANTAGEM DEFERIDA POR SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. TRIBUNAL DE CONTAS: DETERMINAÇÃO NO SENTIDO DA EXCLUSÃO DA VANTAGEM. COISA JULGADA: OFENSA. C.F., art. 5º, XXXVI. I. - A segurança preventiva pressupõe existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorre de atos concretos da autoridade pública. Inocorrência, no caso, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF desse pressuposto da segurança preventiva. II. - Vantagem pecuniária, incorporada aos proventos de aposentadoria de servidor público, por força de decisão judicial transitada em julgado: não pode o Tribunal de Contas, em caso assim, determinar a supressão de tal vantagem, por isso que a situação jurídica coberta pela coisa julgada somente pode ser modificada pela via da ação rescisória. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - Mandado de Segurança preventivo não conhecido. Mandado de Segurança conhecido e deferido relativamente ao servidor atingido pela decisão do TCU’ (MS nº 25.009/DF, Tribunal Pleno, Relator o Min. Carlos Velloso, DJe de 29/5/05 – grifei). ‘AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. AUSÊNCIA DE CARÁTER IMPOSITIVO NO ATO COATOR. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO WRIT. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o Tribunal de Contas da União é parte legítima para figurar no pólo passivo de mandado de segurança apenas quando o ato impugnado estiver revestido de caráter impositivo. Nesse sentido o MS n. 24.001, Relator MAURÍCIO CORREA, DJ 20.05.2002. 2. A especificação da autoridade coatora na petição inicial há de ser feita em função do órgão do TCU que tenha proferido a decisão impugnada no mandamus. Tanto o Presidente daquela Corte de Contas quanto os das respectivas Câmaras podem figurar como autoridades coatoras. O Supremo, no entanto, não faz essa distinção, conhecendo dos mandados de segurança impetrados contra o Presidente do TCU [MS n. 23.919, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ 20.06.2003], contra os Presidentes de suas Câmaras [MS n. 25.090, Relator o Ministro EROS GRAU, DJ 01.04.2005 e 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF desse pressuposto da segurança preventiva. II. - Vantagem pecuniária, incorporada aos proventos de aposentadoria de servidor público, por força de decisão judicial transitada em julgado: não pode o Tribunal de Contas, em caso assim, determinar a supressão de tal vantagem, por isso que a situação jurídica coberta pela coisa julgada somente pode ser modificada pela via da ação rescisória. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - Mandado de Segurança preventivo não conhecido. Mandado de Segurança conhecido e deferido relativamente ao servidor atingido pela decisão do TCU’ (MS nº 25.009/DF, Tribunal Pleno, Relator o Min. Carlos Velloso, DJe de 29/5/05 – grifei). ‘AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. AUSÊNCIA DE CARÁTER IMPOSITIVO NO ATO COATOR. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO WRIT. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o Tribunal de Contas da União é parte legítima para figurar no pólo passivo de mandado de segurança apenas quando o ato impugnado estiver revestido de caráter impositivo. Nesse sentido o MS n. 24.001, Relator MAURÍCIO CORREA, DJ 20.05.2002. 2. A especificação da autoridade coatora na petição inicial há de ser feita em função do órgão do TCU que tenha proferido a decisão impugnada no mandamus. Tanto o Presidente daquela Corte de Contas quanto os das respectivas Câmaras podem figurar como autoridades coatoras. O Supremo, no entanto, não faz essa distinção, conhecendo dos mandados de segurança impetrados contra o Presidente do TCU [MS n. 23.919, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ 20.06.2003], contra os Presidentes de suas Câmaras [MS n. 25.090, Relator o Ministro EROS GRAU, DJ 01.04.2005 e 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF MS n. 24.381, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 13.05.2004] ou, simplesmente, contra o Tribunal de Contas da União [MS n. 23.596, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ 18.05.2001]. 3. O ato emanado do Tribunal de Contas da União deve impor diretamente determinada conduta ao órgão público, configurando a coação impugnável pelo writ. Em se tratando de mandado de segurança de caráter preventivo, a concessão da ordem pressupõe a existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorra de atos concretos da autoridade pública [MS n. 25.009, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 24.11.2004]. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (MS nº 26.381/MS-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Min. Eros Grau, DJe de 10/8/07 – grifei). ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CEBAS. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. AUSÊNCIA DE JUSTO RECEIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. RECURSO ORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RMS nº 27.186/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/9/14 – grifei). In casu, a associação impetrante justifica o ajuizamento do presente mandado de segurança preventivo no mero receio subjetivo de que o Relator da ADI nº 5.889/DF, eventualmente, pratique atos futuros que sejam, no entendimento da impetrante, lesivos ao objeto da referida ação e/ou violadores da competência do órgão colegiado desta Suprema Corte. Ressalte-se que a própria impetrante formula pedido de concessão da segurança ‘para albergar a constitucionalidade presumida da norma controvertida na ADIn determinando a suspensão dos efeitos de qualquer eventual decisão monocrática daquela relatoria até que a matéria seja submetida 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF MS n. 24.381, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 13.05.2004] ou, simplesmente, contra o Tribunal de Contas da União [MS n. 23.596, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ 18.05.2001]. 3. O ato emanado do Tribunal de Contas da União deve impor diretamente determinada conduta ao órgão público, configurando a coação impugnável pelo writ. Em se tratando de mandado de segurança de caráter preventivo, a concessão da ordem pressupõe a existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorra de atos concretos da autoridade pública [MS n. 25.009, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 24.11.2004]. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (MS nº 26.381/MS-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Min. Eros Grau, DJe de 10/8/07 – grifei). ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CEBAS. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. AUSÊNCIA DE JUSTO RECEIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. RECURSO ORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RMS nº 27.186/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/9/14 – grifei). In casu, a associação impetrante justifica o ajuizamento do presente mandado de segurança preventivo no mero receio subjetivo de que o Relator da ADI nº 5.889/DF, eventualmente, pratique atos futuros que sejam, no entendimento da impetrante, lesivos ao objeto da referida ação e/ou violadores da competência do órgão colegiado desta Suprema Corte. Ressalte-se que a própria impetrante formula pedido de concessão da segurança ‘para albergar a constitucionalidade presumida da norma controvertida na ADIn determinando a suspensão dos efeitos de qualquer eventual decisão monocrática daquela relatoria até que a matéria seja submetida 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF e esgotada na competência exclusiva do colegiado dessa Corte visto que competência decorre somente da lei’ (fls. 19-20 – doc. eletrônico nº 1). A par disso, verifica-se que a impetrante não juntou aos autos comprovação da existência de situações ou de atos concretos preparatórios ou indicativos de que a autoridade impetrada estaria prestes a praticar atos que extrapolem suas atribuições como relator do mencionado processo, previstas nos artigos 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Tem-se, desse modo, que inexistem, no caso, atos concretos e atuais do Relator da ADI nº 5.889/DF que evidenciem ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito, apta a autorizar a concessão de segurança preventiva contra ato futuro da autoridade impetrada, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte. Acrescente-se, por fim, que o mandado de segurança não é o instrumento adequado para suscitar eventual impedimento ou suspeição do julgador de determinado processo. Anote-se que, nos termos do artigo 205 do Regimento Interno desta Corte, em hipóteses como a presente, em que o recurso em mandado de segurança versar matéria objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal, poderá o relator decidi-lo monocraticamente. E tal tipo de agir, conferido ao relator do feito, também já foi submetido ao crivo desta Corte que, ao apreciar o RMS nº 24.549/DF-AgR (Primeira Turma, de minha relatoria, DJ de 20/10/11), referendou tal possibilidade quando se tratar de recurso ordinário em mandado de segurança, in verbis: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF e esgotada na competência exclusiva do colegiado dessa Corte visto que competência decorre somente da lei’ (fls. 19-20 – doc. eletrônico nº 1). A par disso, verifica-se que a impetrante não juntou aos autos comprovação da existência de situações ou de atos concretos preparatórios ou indicativos de que a autoridade impetrada estaria prestes a praticar atos que extrapolem suas atribuições como relator do mencionado processo, previstas nos artigos 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Tem-se, desse modo, que inexistem, no caso, atos concretos e atuais do Relator da ADI nº 5.889/DF que evidenciem ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito, apta a autorizar a concessão de segurança preventiva contra ato futuro da autoridade impetrada, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte. Acrescente-se, por fim, que o mandado de segurança não é o instrumento adequado para suscitar eventual impedimento ou suspeição do julgador de determinado processo. Anote-se que, nos termos do artigo 205 do Regimento Interno desta Corte, em hipóteses como a presente, em que o recurso em mandado de segurança versar matéria objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal, poderá o relator decidi-lo monocraticamente. E tal tipo de agir, conferido ao relator do feito, também já foi submetido ao crivo desta Corte que, ao apreciar o RMS nº 24.549/DF-AgR (Primeira Turma, de minha relatoria, DJ de 20/10/11), referendou tal possibilidade quando se tratar de recurso ordinário em mandado de segurança, in verbis: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Legitimidade da atuação do Ministro Relator ao julgar monocraticamente pedido ou recurso contrário à jurisprudência consolidada do STF. (…) 4. Agravo regimental não provido (grifos no original)’. Pelo exposto, na esteira dos precedentes citados e com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do STF, nego seguimento ao presente mandado de segurança. Prejudicada a apreciação do pedido liminar. Publique-se. Intime-se.” A agravante alega que “(...) da análise da DIN 5889, verifica-se que há liminar requerida e que o Ministro Gilmar Mendes não a indeferiu permanecendo como uma espada na cabeça dos brasileiros, razão pela qual deve-se dar provimento ao presente agravo interno para admitir a segurança preventiva” (fl. 2 do documento eletrônico nº 17). Prossegue alegando que “[a] prova do iminente prejuízo é pública na ADI 5889 e consiste no fato de que há pedido liminar que pende de apreciação pelo Ministro Gilmar Mendes, cujas declarações na imprensa dão conta de sua firme ‘decisão’ de que a Lei 13065/2015 não merece cumprimento, além do Ofício n. 4608 do TSE, dando conhecimento à Casa Legislativa da determinação do TSE em não cumprir a lei” (fl. 2 – documento eletrônico nº 17). Sustenta que “a natureza da prevenção é justamente a existência de indícios da conduta que se quer evitar” e que o relator da ADI nº 5.889 “manifestou-se publicamente inúmeras vezes no mesmo sentido do pedido liminar contra o qual se pretende obter a prevenção” (fl. 2 – doc. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Legitimidade da atuação do Ministro Relator ao julgar monocraticamente pedido ou recurso contrário à jurisprudência consolidada do STF. (…) 4. Agravo regimental não provido (grifos no original)’. Pelo exposto, na esteira dos precedentes citados e com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do STF, nego seguimento ao presente mandado de segurança. Prejudicada a apreciação do pedido liminar. Publique-se. Intime-se.” A agravante alega que “(...) da análise da DIN 5889, verifica-se que há liminar requerida e que o Ministro Gilmar Mendes não a indeferiu permanecendo como uma espada na cabeça dos brasileiros, razão pela qual deve-se dar provimento ao presente agravo interno para admitir a segurança preventiva” (fl. 2 do documento eletrônico nº 17). Prossegue alegando que “[a] prova do iminente prejuízo é pública na ADI 5889 e consiste no fato de que há pedido liminar que pende de apreciação pelo Ministro Gilmar Mendes, cujas declarações na imprensa dão conta de sua firme ‘decisão’ de que a Lei 13065/2015 não merece cumprimento, além do Ofício n. 4608 do TSE, dando conhecimento à Casa Legislativa da determinação do TSE em não cumprir a lei” (fl. 2 – documento eletrônico nº 17). Sustenta que “a natureza da prevenção é justamente a existência de indícios da conduta que se quer evitar” e que o relator da ADI nº 5.889 “manifestou-se publicamente inúmeras vezes no mesmo sentido do pedido liminar contra o qual se pretende obter a prevenção” (fl. 2 – doc. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF eletrônico nº 17). Requer o provimento do presente agravo interno “com vistas à reforma da decisão que negou seguimento ao mandado de segurança em epígrafe, com base no artigo 317 do Regimento Interno do STF” (fl. 2 – doc. eletrônico nº 17). É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF eletrônico nº 17). Requer o provimento do presente agravo interno “com vistas à reforma da decisão que negou seguimento ao mandado de segurança em epígrafe, com base no artigo 317 do Regimento Interno do STF” (fl. 2 – doc. eletrônico nº 17). É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Consoante destacado no decisum agravado, a jurisprudência desta Suprema Corte está orientada no sentido de que, no caso de mandado de segurança preventivo, a concessão da segurança está condicionada à existência de efetiva ameaça a direito líquido e certo, ameaça essa decorrente de atos concretos da autoridade apontada como coatora. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados do Plenário: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. SERVIDOR PÚBLICO: VANTAGEM DEFERIDA POR SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. TRIBUNAL DE CONTAS: DETERMINAÇÃO NO SENTIDO DA EXCLUSÃO DA VANTAGEM. COISA JULGADA: OFENSA. C.F., art. 5º, XXXVI. I. - A segurança preventiva pressupõe existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorre de atos concretos da autoridade pública. Inocorrência, no caso, desse pressuposto da segurança preventiva. II. - Vantagem pecuniária, incorporada aos proventos de aposentadoria de servidor público, por força de decisão judicial transitada em julgado: não pode o Tribunal ce Contas, em caso assim, determinar a supressão de tal vantagem, por isso que a situação jurídica coberta pela coisa julgada somente pode ser modificada pela via da ação rescisória. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - Mandado de Segurança preventivo não conhecido. Mandado de Segurança conhecido e deferido relativamente ao servidor atingido pela decisão do TCU” (MS nº 25.009/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Velloso, DJe de 29/5/05 – grifei). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Consoante destacado no decisum agravado, a jurisprudência desta Suprema Corte está orientada no sentido de que, no caso de mandado de segurança preventivo, a concessão da segurança está condicionada à existência de efetiva ameaça a direito líquido e certo, ameaça essa decorrente de atos concretos da autoridade apontada como coatora. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados do Plenário: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. SERVIDOR PÚBLICO: VANTAGEM DEFERIDA POR SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. TRIBUNAL DE CONTAS: DETERMINAÇÃO NO SENTIDO DA EXCLUSÃO DA VANTAGEM. COISA JULGADA: OFENSA. C.F., art. 5º, XXXVI. I. - A segurança preventiva pressupõe existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorre de atos concretos da autoridade pública. Inocorrência, no caso, desse pressuposto da segurança preventiva. II. - Vantagem pecuniária, incorporada aos proventos de aposentadoria de servidor público, por força de decisão judicial transitada em julgado: não pode o Tribunal ce Contas, em caso assim, determinar a supressão de tal vantagem, por isso que a situação jurídica coberta pela coisa julgada somente pode ser modificada pela via da ação rescisória. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - Mandado de Segurança preventivo não conhecido. Mandado de Segurança conhecido e deferido relativamente ao servidor atingido pela decisão do TCU” (MS nº 25.009/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Velloso, DJe de 29/5/05 – grifei). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 35523 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. AUSÊNCIA DE CARÁTER IMPOSITIVO NO ATO COATOR. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO WRIT. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o Tribunal de Contas da União é parte legítima para figurar no pólo passivo de mandado de segurança apenas quando o ato impugnado estiver revestido de caráter impositivo. Nesse sentido o MS n. 24.001, Relator MAURÍCIO CORREA, DJ 20.05.2002. 2. A especificação da autoridade coatora na petição inicial há de ser feita em função do órgão do TCU que tenha proferido a decisão impugnada no mandamus. Tanto o Presidente daquela Corte de Contas quanto os das respectivas Câmaras podem figurar como autoridades coatoras. O Supremo, no entanto, não faz essa distinção, conhecendo dos mandados de segurança impetrados contra o Presidente do TCU [MS n. 23.919, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ 20.06.2003], contra os Presidentes de suas Câmaras [MS n. 25.090, Relator o Ministro EROS GRAU, DJ 01.04.2005 e MS n. 24.381, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 13.05.2004] ou, simplesmente, contra o Tribunal de Contas da União [MS n. 23.596, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ 18.05.2001]. 3. O ato emanado do Tribunal de Contas da União deve impor diretamente determinada conduta ao órgão público, configurando a coação impugnável pelo writ. Em se tratando de mandado de segurança de caráter preventivo, a concessão da ordem pressupõe a existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorra de atos concretos da autoridade pública [MS n. 25.009, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 24.11.2004]. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS nº 26.381/MS-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 10/8/07 – grifei). “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. AUSÊNCIA DE CARÁTER IMPOSITIVO NO ATO COATOR. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO WRIT. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o Tribunal de Contas da União é parte legítima para figurar no pólo passivo de mandado de segurança apenas quando o ato impugnado estiver revestido de caráter impositivo. Nesse sentido o MS n. 24.001, Relator MAURÍCIO CORREA, DJ 20.05.2002. 2. A especificação da autoridade coatora na petição inicial há de ser feita em função do órgão do TCU que tenha proferido a decisão impugnada no mandamus. Tanto o Presidente daquela Corte de Contas quanto os das respectivas Câmaras podem figurar como autoridades coatoras. O Supremo, no entanto, não faz essa distinção, conhecendo dos mandados de segurança impetrados contra o Presidente do TCU [MS n. 23.919, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ 20.06.2003], contra os Presidentes de suas Câmaras [MS n. 25.090, Relator o Ministro EROS GRAU, DJ 01.04.2005 e MS n. 24.381, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 13.05.2004] ou, simplesmente, contra o Tribunal de Contas da União [MS n. 23.596, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ 18.05.2001]. 3. O ato emanado do Tribunal de Contas da União deve impor diretamente determinada conduta ao órgão público, configurando a coação impugnável pelo writ. Em se tratando de mandado de segurança de caráter preventivo, a concessão da ordem pressupõe a existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorra de atos concretos da autoridade pública [MS n. 25.009, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 24.11.2004]. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS nº 26.381/MS-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 10/8/07 – grifei). “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 35523 AGR / DF ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CEBAS. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. AUSÊNCIA DE JUSTO RECEIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. RECURSO ORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RMS nº 27.186/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25/9/14 – grifei). No presente caso, o fato de existir liminar pendente de apreciação nos autos da ADI nº 5.889/DF não configura ameaça real, plausível, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva. Ademais, a alegação de que o Relator da referida ação teria, supostamente, emitido declarações na imprensa sobre seu entendimento acerca da norma impugnada naqueles autos denota, mais uma vez, o mero receio subjetivo da agravante de que a autoridade impetrada, eventualmente, pratique atos futuros que sejam, no entendimento da impetrante, lesivos ao objeto da ADI nº 5.889/DF ou contrários ao que defende – o que também não justifica mandado de segurança preventivo. Reitere-se, ainda, que a agravante não juntou aos autos comprovação da existência de situações ou de atos concretos preparatórios ou indicativos de que a autoridade impetrada estaria prestes a praticar atos que extrapolem suas atribuições como relator, previstas nos arts. 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Conclui-se, portanto, que inexistem, in casu, atos concretos e atuais do Relator da ADI nº 5.889/DF que evidenciem ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva contra ato futuro da autoridade apontada como coatora, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte. Mantenho, assim, a conclusão adotada no decisum monocrático pela negativa de seguimento ao mandado de segurança. Anote-se, por fim, que eventual requerimento de apreciação urgente da liminar pleiteada na ADI nº 5.889/DF pode ser veiculado pelas partes da referida ação naqueles autos. De igual forma, eventual pedido de ingresso como terceiro interessado naquele feito pode ser apresentado no 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CEBAS. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. AUSÊNCIA DE JUSTO RECEIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. RECURSO ORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RMS nº 27.186/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25/9/14 – grifei). No presente caso, o fato de existir liminar pendente de apreciação nos autos da ADI nº 5.889/DF não configura ameaça real, plausível, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva. Ademais, a alegação de que o Relator da referida ação teria, supostamente, emitido declarações na imprensa sobre seu entendimento acerca da norma impugnada naqueles autos denota, mais uma vez, o mero receio subjetivo da agravante de que a autoridade impetrada, eventualmente, pratique atos futuros que sejam, no entendimento da impetrante, lesivos ao objeto da ADI nº 5.889/DF ou contrários ao que defende – o que também não justifica mandado de segurança preventivo. Reitere-se, ainda, que a agravante não juntou aos autos comprovação da existência de situações ou de atos concretos preparatórios ou indicativos de que a autoridade impetrada estaria prestes a praticar atos que extrapolem suas atribuições como relator, previstas nos arts. 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Conclui-se, portanto, que inexistem, in casu, atos concretos e atuais do Relator da ADI nº 5.889/DF que evidenciem ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva contra ato futuro da autoridade apontada como coatora, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte. Mantenho, assim, a conclusão adotada no decisum monocrático pela negativa de seguimento ao mandado de segurança. Anote-se, por fim, que eventual requerimento de apreciação urgente da liminar pleiteada na ADI nº 5.889/DF pode ser veiculado pelas partes da referida ação naqueles autos. De igual forma, eventual pedido de ingresso como terceiro interessado naquele feito pode ser apresentado no 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 35523 AGR / DF bojo daquela ação. Ante todo o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF bojo daquela ação. Ante todo o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIACAO PATRIA BRASIL ADV.(A/S) : MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ (5063/MS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DA ADI Nº 5889 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992118 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIACAO PATRIA BRASIL ADV.(A/S) : MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ (5063/MS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DA ADI Nº 5889 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992118 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15079634
2018-06-04T00:00:00
2018-06-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Mandado de segurança preventivo. Ausência de ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está orientada no sentido de que, no caso de mandado de segurança preventivo, a concessão da segurança está condicionada à existência de efetiva ameaça a direito líquido e certo, ameaça essa decorrente de atos concretos da autoridade apontada como coatora. Precedentes. 2. Inexistência, no caso, de atos concretos e atuais da autoridade impetrada que evidenciem ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva, nos termos da jurisprudência da Corte. 3. Agravo regimental não provido.
sjur387031
- Acórdão(s) citado(s): (MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO, AMEAÇA A DIREITO, ATO CONCRETO, AUTORIDADE PÚBLICA) MS 25009 (TP), RMS 27186 (2ªT), MS 26381 AgR (TP). - Veja ADI 5889 do STF. Número de páginas: 16. Análise: 27/09/2018, JSF.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
35523
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 ART-00022\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
MS-AgR
acordaos
MS 35523 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIACAO PATRIA BRASIL ADV.(A/S) : MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DA ADI Nº 5889 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIACAO PATRIA BRASIL ADV.(A/S) :MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI n 5889 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Mandado de segurança preventivo. Ausência de ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal está orientada no sentido de que, no caso de mandado de segurança preventivo, a concessão da segurança está condicionada à existência de efetiva ameaça a direito líquido e certo, ameaça essa decorrente de atos concretos da autoridade apontada como coatora. Precedentes. 2. Inexistência, no caso, de atos concretos e atuais da autoridade impetrada que evidenciem ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva, nos termos da jurisprudência da Corte. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 25/5 a 1.../6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026105. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão MS 35523 AGR / DF Brasília, 4 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026105. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF Brasília, 4 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIACAO PATRIA BRASIL ADV.(A/S) :MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI n 5889 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): JOAQUIM SALLES DE OLIVEIRA ITAPARY FILHO interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Cuida-se de mandado de segurança preventivo, com pedido liminar, impetrado por ASSOCIAÇÃO PÁTRIA BRASIL – APB em face do Relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 5.889/DF, o Ministro Gilmar Mendes. A impetrante aduz que ‘[a] segurança preventiva que se busca é albergar e proteger a legislação eleitoral desafiada na ADIn de eventual decisão incompetente da relatoria que, além de sua ilicitude flagrante, desrespeita a presunção de constitucionalidade da norma, a reserva de plenário e o princípio da anualidade dos ditames do processo eleitoral’ (fl. 8 – documento eletrônico n 1). Alega que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIACAO PATRIA BRASIL ADV.(A/S) :MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DA ADI n 5889 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): JOAQUIM SALLES DE OLIVEIRA ITAPARY FILHO interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso ordinário em mandado de segurança, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Cuida-se de mandado de segurança preventivo, com pedido liminar, impetrado por ASSOCIAÇÃO PÁTRIA BRASIL – APB em face do Relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 5.889/DF, o Ministro Gilmar Mendes. A impetrante aduz que ‘[a] segurança preventiva que se busca é albergar e proteger a legislação eleitoral desafiada na ADIn de eventual decisão incompetente da relatoria que, além de sua ilicitude flagrante, desrespeita a presunção de constitucionalidade da norma, a reserva de plenário e o princípio da anualidade dos ditames do processo eleitoral’ (fl. 8 – documento eletrônico n 1). Alega que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF ‘[a] liquidez delineando claramente o direito posto e a certeza que aponta sua existência incontroversa está retratada no exame de mérito que segue. Adiante se vê que a causa de pedir denuncia possível violação explícita dos princípios constitucionais da moralidade, publicidade, anualidade na norma eleitoral e reserva de plenário além da presunção de constitucionalidade. A lesão à moralidade, legalidade e publicidade se evidencia no artigo 66 da lei 9504/97 que determina ampla fiscalização das fases diversas do processo eleitoral. No mesmo enforque o artigo 192 do Código Eleitoral evidencia a necessidade imprescindível do exame público individual cédula por cédula. A fiscalização de todas as fases do processo de votação é uma determinação legal e a urna seja de lona ou eletrônica deve garantir a mais ampla fiscalização conforme os artigos 61 e 66 da lei 9504/97. A determinação de quais são as fases do processo de votação colhe-se da lei e dos fatos. O processo eleitoral não pode ser definido pelo equipamento, mas, antes e ao invés, este deve servir àquele’ (fls. 8-9 – documento eletrônico n 1). Prossegue desenvolvendo longa argumentação sobre o mérito da ADI n 5.889/DF (fls. 9 a 18 – doc. eletrônico n 1). Sustenta que[,] ‘[a]inda que o tema da suspeição não seja arguível por esta via, o registro se faz no sentido de corroborar o risco de ilegalidade em eventual antecipação de tutela por decisão singular incompetente e suspeita. Com base no artigo 313, III, do Código de Processo Civil, a ADIn deveria mesmo ser suspensa. Isto porque a atual relatoria da ADIn administrou o serviço eleitoral deixando manifesto seu desprezo ao comando legal agora imputado inconstitucional. Nos termos do artigo 145, IV, o interesse do relator alinhado com a parte autora na ADIn retira do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF ‘[a] liquidez delineando claramente o direito posto e a certeza que aponta sua existência incontroversa está retratada no exame de mérito que segue. Adiante se vê que a causa de pedir denuncia possível violação explícita dos princípios constitucionais da moralidade, publicidade, anualidade na norma eleitoral e reserva de plenário além da presunção de constitucionalidade. A lesão à moralidade, legalidade e publicidade se evidencia no artigo 66 da lei 9504/97 que determina ampla fiscalização das fases diversas do processo eleitoral. No mesmo enforque o artigo 192 do Código Eleitoral evidencia a necessidade imprescindível do exame público individual cédula por cédula. A fiscalização de todas as fases do processo de votação é uma determinação legal e a urna seja de lona ou eletrônica deve garantir a mais ampla fiscalização conforme os artigos 61 e 66 da lei 9504/97. A determinação de quais são as fases do processo de votação colhe-se da lei e dos fatos. O processo eleitoral não pode ser definido pelo equipamento, mas, antes e ao invés, este deve servir àquele’ (fls. 8-9 – documento eletrônico n 1). Prossegue desenvolvendo longa argumentação sobre o mérito da ADI n 5.889/DF (fls. 9 a 18 – doc. eletrônico n 1). Sustenta que[,] ‘[a]inda que o tema da suspeição não seja arguível por esta via, o registro se faz no sentido de corroborar o risco de ilegalidade em eventual antecipação de tutela por decisão singular incompetente e suspeita. Com base no artigo 313, III, do Código de Processo Civil, a ADIn deveria mesmo ser suspensa. Isto porque a atual relatoria da ADIn administrou o serviço eleitoral deixando manifesto seu desprezo ao comando legal agora imputado inconstitucional. Nos termos do artigo 145, IV, o interesse do relator alinhado com a parte autora na ADIn retira do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF mesma a imparcialidade que o princípio da moralidade exige. Na hipótese de albergar a tese aventureira posta na ADIn a atual relatoria estaria de fato patrocinando a preservação dos atos executivos que forjou enquanto administrador do serviço eleitoral. A higidez e moralidade necessárias na condução da lide recomendam nos termos legais expostos o afastamento da atual relatoria da ADIn [5]889 DF’ (fl. 19 – doc. eletrônico n 1). Por fim, requer[,] ’(...) liminarmente e preventivamente, seja concedida a segurança para albergar a constitucionalidade presumida da norma controvertida na ADIn determinando a suspensão dos efeitos de qualquer eventual decisão monocrática daquela relatoria até que a matéria seja submetida e esgotada na competência exclusiva do colegiado dessa Corte visto que competência decorre somente da lei’. É o relato do necessário. Decido. De início, cumpre destacar que a Lei n 12.016/09 prevê o cabimento de mandado de segurança preventivo, nos seguintes termos: ‘Art. 1... Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça’ (grifei). A respeito da ameça que autoriza o mandamus preventivo, ensina a doutrina: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF mesma a imparcialidade que o princípio da moralidade exige. Na hipótese de albergar a tese aventureira posta na ADIn a atual relatoria estaria de fato patrocinando a preservação dos atos executivos que forjou enquanto administrador do serviço eleitoral. A higidez e moralidade necessárias na condução da lide recomendam nos termos legais expostos o afastamento da atual relatoria da ADIn [5]889 DF’ (fl. 19 – doc. eletrônico n 1). Por fim, requer[,] ’(...) liminarmente e preventivamente, seja concedida a segurança para albergar a constitucionalidade presumida da norma controvertida na ADIn determinando a suspensão dos efeitos de qualquer eventual decisão monocrática daquela relatoria até que a matéria seja submetida e esgotada na competência exclusiva do colegiado dessa Corte visto que competência decorre somente da lei’. É o relato do necessário. Decido. De início, cumpre destacar que a Lei n 12.016/09 prevê o cabimento de mandado de segurança preventivo, nos seguintes termos: ‘Art. 1... Conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder, qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria for e sejam quais forem as funções que exerça’ (grifei). A respeito da ameça que autoriza o mandamus preventivo, ensina a doutrina: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF ‘O mandado de segurança normalmente é repressivo de uma ilegalidade já cometida, mas pode ser preventivo de uma ameaça de direito líquido e certo do impetrante. Não basta a suposição de um direito ameaçado; exige-se um ato concreto que possa pôr em risco o direito do postulante. (…) Em ambos os casos, são necessárias a indicação do objeto e a comprovação da iminência da lesão a direito subjetivo do impetrante. Não basta a invocação genérica de uma remota possibilidade de ofensa a direito para autorizar a segurança preventiva; exige-se prova da existência de atos ou situações atuais que evidenciem a ameaça devida.’ (Meirelles, Hely Lopes; Wald, Arnoldo; Mendes, Ferreira Gilmar. Mandado de Segurança e Ações Constitucionais. 32... Edição, São Paulo: Editora Malheiros, 2009. p. 29 e 106 – grifei). Outrossim, a jurisprudência desta Suprema Corte está orientada no sentido de que, em se tratando de mandado de segurança impetrado preventivamente, a concessão da segurança está condicionada à existência de efetiva ameaça a direito líquido e certo, ameaça esta decorrente de atos concretos da autoridade impetrada. Destaco, nesse sentido, os seguintes julgados do Plenário: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. SERVIDOR PÚBLICO: VANTAGEM DEFERIDA POR SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. TRIBUNAL DE CONTAS: DETERMINAÇÃO NO SENTIDO DA EXCLUSÃO DA VANTAGEM. COISA JULGADA: OFENSA. C.F., art. 5..., XXXVI. I. - A segurança preventiva pressupõe existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorre de atos concretos da autoridade pública. Inocorrência, no caso, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF ‘O mandado de segurança normalmente é repressivo de uma ilegalidade já cometida, mas pode ser preventivo de uma ameaça de direito líquido e certo do impetrante. Não basta a suposição de um direito ameaçado; exige-se um ato concreto que possa pôr em risco o direito do postulante. (…) Em ambos os casos, são necessárias a indicação do objeto e a comprovação da iminência da lesão a direito subjetivo do impetrante. Não basta a invocação genérica de uma remota possibilidade de ofensa a direito para autorizar a segurança preventiva; exige-se prova da existência de atos ou situações atuais que evidenciem a ameaça devida.’ (Meirelles, Hely Lopes; Wald, Arnoldo; Mendes, Ferreira Gilmar. Mandado de Segurança e Ações Constitucionais. 32... Edição, São Paulo: Editora Malheiros, 2009. p. 29 e 106 – grifei). Outrossim, a jurisprudência desta Suprema Corte está orientada no sentido de que, em se tratando de mandado de segurança impetrado preventivamente, a concessão da segurança está condicionada à existência de efetiva ameaça a direito líquido e certo, ameaça esta decorrente de atos concretos da autoridade impetrada. Destaco, nesse sentido, os seguintes julgados do Plenário: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. SERVIDOR PÚBLICO: VANTAGEM DEFERIDA POR SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. TRIBUNAL DE CONTAS: DETERMINAÇÃO NO SENTIDO DA EXCLUSÃO DA VANTAGEM. COISA JULGADA: OFENSA. C.F., art. 5..., XXXVI. I. - A segurança preventiva pressupõe existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorre de atos concretos da autoridade pública. Inocorrência, no caso, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF desse pressuposto da segurança preventiva. II. - Vantagem pecuniária, incorporada aos proventos de aposentadoria de servidor público, por força de decisão judicial transitada em julgado: não pode o Tribunal de Contas, em caso assim, determinar a supressão de tal vantagem, por isso que a situação jurídica coberta pela coisa julgada somente pode ser modificada pela via da ação rescisória. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - Mandado de Segurança preventivo não conhecido. Mandado de Segurança conhecido e deferido relativamente ao servidor atingido pela decisão do TCU’ (MS n 25.009/DF, Tribunal Pleno, Relator o Min. Carlos Velloso, DJe de 29/5/05 – grifei). ‘AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. AUSÊNCIA DE CARÁTER IMPOSITIVO NO ATO COATOR. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO WRIT. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o Tribunal de Contas da União é parte legítima para figurar no pólo passivo de mandado de segurança apenas quando o ato impugnado estiver revestido de caráter impositivo. Nesse sentido o MS n. 24.001, Relator MAURÍCIO CORREA, DJ 20.05.2002. 2. A especificação da autoridade coatora na petição inicial há de ser feita em função do órgão do TCU que tenha proferido a decisão impugnada no mandamus. Tanto o Presidente daquela Corte de Contas quanto os das respectivas Câmaras podem figurar como autoridades coatoras. O Supremo, no entanto, não faz essa distinção, conhecendo dos mandados de segurança impetrados contra o Presidente do TCU [MS n. 23.919, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ 20.06.2003], contra os Presidentes de suas Câmaras [MS n. 25.090, Relator o Ministro EROS GRAU, DJ 01.04.2005 e 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF desse pressuposto da segurança preventiva. II. - Vantagem pecuniária, incorporada aos proventos de aposentadoria de servidor público, por força de decisão judicial transitada em julgado: não pode o Tribunal de Contas, em caso assim, determinar a supressão de tal vantagem, por isso que a situação jurídica coberta pela coisa julgada somente pode ser modificada pela via da ação rescisória. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - Mandado de Segurança preventivo não conhecido. Mandado de Segurança conhecido e deferido relativamente ao servidor atingido pela decisão do TCU’ (MS n 25.009/DF, Tribunal Pleno, Relator o Min. Carlos Velloso, DJe de 29/5/05 – grifei). ‘AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. AUSÊNCIA DE CARÁTER IMPOSITIVO NO ATO COATOR. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO WRIT. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o Tribunal de Contas da União é parte legítima para figurar no pólo passivo de mandado de segurança apenas quando o ato impugnado estiver revestido de caráter impositivo. Nesse sentido o MS n. 24.001, Relator MAURÍCIO CORREA, DJ 20.05.2002. 2. A especificação da autoridade coatora na petição inicial há de ser feita em função do órgão do TCU que tenha proferido a decisão impugnada no mandamus. Tanto o Presidente daquela Corte de Contas quanto os das respectivas Câmaras podem figurar como autoridades coatoras. O Supremo, no entanto, não faz essa distinção, conhecendo dos mandados de segurança impetrados contra o Presidente do TCU [MS n. 23.919, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ 20.06.2003], contra os Presidentes de suas Câmaras [MS n. 25.090, Relator o Ministro EROS GRAU, DJ 01.04.2005 e 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF MS n. 24.381, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 13.05.2004] ou, simplesmente, contra o Tribunal de Contas da União [MS n. 23.596, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ 18.05.2001]. 3. O ato emanado do Tribunal de Contas da União deve impor diretamente determinada conduta ao órgão público, configurando a coação impugnável pelo writ. Em se tratando de mandado de segurança de caráter preventivo, a concessão da ordem pressupõe a existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorra de atos concretos da autoridade pública [MS n. 25.009, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 24.11.2004]. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (MS n 26.381/MS-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Min. Eros Grau, DJe de 10/8/07 – grifei). ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CEBAS. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. AUSÊNCIA DE JUSTO RECEIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. RECURSO ORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RMS n 27.186/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/9/14 – grifei). In casu, a associação impetrante justifica o ajuizamento do presente mandado de segurança preventivo no mero receio subjetivo de que o Relator da ADI n 5.889/DF, eventualmente, pratique atos futuros que sejam, no entendimento da impetrante, lesivos ao objeto da referida ação e/ou violadores da competência do órgão colegiado desta Suprema Corte. Ressalte-se que a própria impetrante formula pedido de concessão da segurança ‘para albergar a constitucionalidade presumida da norma controvertida na ADIn determinando a suspensão dos efeitos de qualquer eventual decisão monocrática daquela relatoria até que a matéria seja submetida 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF MS n. 24.381, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 13.05.2004] ou, simplesmente, contra o Tribunal de Contas da União [MS n. 23.596, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ 18.05.2001]. 3. O ato emanado do Tribunal de Contas da União deve impor diretamente determinada conduta ao órgão público, configurando a coação impugnável pelo writ. Em se tratando de mandado de segurança de caráter preventivo, a concessão da ordem pressupõe a existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorra de atos concretos da autoridade pública [MS n. 25.009, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 24.11.2004]. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (MS n 26.381/MS-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Min. Eros Grau, DJe de 10/8/07 – grifei). ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CEBAS. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. AUSÊNCIA DE JUSTO RECEIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. RECURSO ORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RMS n 27.186/SP, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/9/14 – grifei). In casu, a associação impetrante justifica o ajuizamento do presente mandado de segurança preventivo no mero receio subjetivo de que o Relator da ADI n 5.889/DF, eventualmente, pratique atos futuros que sejam, no entendimento da impetrante, lesivos ao objeto da referida ação e/ou violadores da competência do órgão colegiado desta Suprema Corte. Ressalte-se que a própria impetrante formula pedido de concessão da segurança ‘para albergar a constitucionalidade presumida da norma controvertida na ADIn determinando a suspensão dos efeitos de qualquer eventual decisão monocrática daquela relatoria até que a matéria seja submetida 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF e esgotada na competência exclusiva do colegiado dessa Corte visto que competência decorre somente da lei’ (fls. 19-20 – doc. eletrônico n 1). A par disso, verifica-se que a impetrante não juntou aos autos comprovação da existência de situações ou de atos concretos preparatórios ou indicativos de que a autoridade impetrada estaria prestes a praticar atos que extrapolem suas atribuições como relator do mencionado processo, previstas nos artigos 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Tem-se, desse modo, que inexistem, no caso, atos concretos e atuais do Relator da ADI n 5.889/DF que evidenciem ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito, apta a autorizar a concessão de segurança preventiva contra ato futuro da autoridade impetrada, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte. Acrescente-se, por fim, que o mandado de segurança não é o instrumento adequado para suscitar eventual impedimento ou suspeição do julgador de determinado processo. Anote-se que, nos termos do artigo 205 do Regimento Interno desta Corte, em hipóteses como a presente, em que o recurso em mandado de segurança versar matéria objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal, poderá o relator decidi-lo monocraticamente. E tal tipo de agir, conferido ao relator do feito, também já foi submetido ao crivo desta Corte que, ao apreciar o RMS n 24.549/DF-AgR (Primeira Turma, de minha relatoria, DJ de 20/10/11), referendou tal possibilidade quando se tratar de recurso ordinário em mandado de segurança, in verbis: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF e esgotada na competência exclusiva do colegiado dessa Corte visto que competência decorre somente da lei’ (fls. 19-20 – doc. eletrônico n 1). A par disso, verifica-se que a impetrante não juntou aos autos comprovação da existência de situações ou de atos concretos preparatórios ou indicativos de que a autoridade impetrada estaria prestes a praticar atos que extrapolem suas atribuições como relator do mencionado processo, previstas nos artigos 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Tem-se, desse modo, que inexistem, no caso, atos concretos e atuais do Relator da ADI n 5.889/DF que evidenciem ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito, apta a autorizar a concessão de segurança preventiva contra ato futuro da autoridade impetrada, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte. Acrescente-se, por fim, que o mandado de segurança não é o instrumento adequado para suscitar eventual impedimento ou suspeição do julgador de determinado processo. Anote-se que, nos termos do artigo 205 do Regimento Interno desta Corte, em hipóteses como a presente, em que o recurso em mandado de segurança versar matéria objeto de jurisprudência consolidada do Tribunal, poderá o relator decidi-lo monocraticamente. E tal tipo de agir, conferido ao relator do feito, também já foi submetido ao crivo desta Corte que, ao apreciar o RMS n 24.549/DF-AgR (Primeira Turma, de minha relatoria, DJ de 20/10/11), referendou tal possibilidade quando se tratar de recurso ordinário em mandado de segurança, in verbis: ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Legitimidade da atuação do Ministro Relator ao julgar monocraticamente pedido ou recurso contrário à jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. (…) 4. Agravo regimental não provido (grifos no original)’. Pelo exposto, na esteira dos precedentes citados e com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao presente mandado de segurança. Prejudicada a apreciação do pedido liminar. Publique-se. Intime-se.” A agravante alega que “(...) da análise da DIN 5889, verifica-se que há liminar requerida e que o Ministro Gilmar Mendes não a indeferiu permanecendo como uma espada na cabeça dos brasileiros, razão pela qual deve-se dar provimento ao presente agravo interno para admitir a segurança preventiva” (fl. 2 do documento eletrônico n 17). Prossegue alegando que “[a] prova do iminente prejuízo é pública na ADI 5889 e consiste no fato de que há pedido liminar que pende de apreciação pelo Ministro Gilmar Mendes, cujas declarações na imprensa dão conta de sua firme ‘decisão’ de que a Lei 13065/2015 não merece cumprimento, além do Ofício n. 4608 do TSE, dando conhecimento à Casa Legislativa da determinação do TSE em não cumprir a lei” (fl. 2 – documento eletrônico n 17). Sustenta que “a natureza da prevenção é justamente a existência de indícios da conduta que se quer evitar” e que o relator da ADI n 5.889 “manifestou-se publicamente inúmeras vezes no mesmo sentido do pedido liminar contra o qual se pretende obter a prevenção” (fl. 2 – doc. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Legitimidade da atuação do Ministro Relator ao julgar monocraticamente pedido ou recurso contrário à jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. (…) 4. Agravo regimental não provido (grifos no original)’. Pelo exposto, na esteira dos precedentes citados e com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao presente mandado de segurança. Prejudicada a apreciação do pedido liminar. Publique-se. Intime-se.” A agravante alega que “(...) da análise da DIN 5889, verifica-se que há liminar requerida e que o Ministro Gilmar Mendes não a indeferiu permanecendo como uma espada na cabeça dos brasileiros, razão pela qual deve-se dar provimento ao presente agravo interno para admitir a segurança preventiva” (fl. 2 do documento eletrônico n 17). Prossegue alegando que “[a] prova do iminente prejuízo é pública na ADI 5889 e consiste no fato de que há pedido liminar que pende de apreciação pelo Ministro Gilmar Mendes, cujas declarações na imprensa dão conta de sua firme ‘decisão’ de que a Lei 13065/2015 não merece cumprimento, além do Ofício n. 4608 do TSE, dando conhecimento à Casa Legislativa da determinação do TSE em não cumprir a lei” (fl. 2 – documento eletrônico n 17). Sustenta que “a natureza da prevenção é justamente a existência de indícios da conduta que se quer evitar” e que o relator da ADI n 5.889 “manifestou-se publicamente inúmeras vezes no mesmo sentido do pedido liminar contra o qual se pretende obter a prevenção” (fl. 2 – doc. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Relatório MS 35523 AGR / DF eletrônico n 17). Requer o provimento do presente agravo interno “com vistas à reforma da decisão que negou seguimento ao mandado de segurança em epígrafe, com base no artigo 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal” (fl. 2 – doc. eletrônico n 17). É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF eletrônico n 17). Requer o provimento do presente agravo interno “com vistas à reforma da decisão que negou seguimento ao mandado de segurança em epígrafe, com base no artigo 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal” (fl. 2 – doc. eletrônico n 17). É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026102. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Consoante destacado no decisum agravado, a jurisprudência desta Suprema Corte está orientada no sentido de que, no caso de mandado de segurança preventivo, a concessão da segurança está condicionada à existência de efetiva ameaça a direito líquido e certo, ameaça essa decorrente de atos concretos da autoridade apontada como coatora. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados do Plenário: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. SERVIDOR PÚBLICO: VANTAGEM DEFERIDA POR SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. TRIBUNAL DE CONTAS: DETERMINAÇÃO NO SENTIDO DA EXCLUSÃO DA VANTAGEM. COISA JULGADA: OFENSA. C.F., art. 5..., XXXVI. I. - A segurança preventiva pressupõe existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorre de atos concretos da autoridade pública. Inocorrência, no caso, desse pressuposto da segurança preventiva. II. - Vantagem pecuniária, incorporada aos proventos de aposentadoria de servidor público, por força de decisão judicial transitada em julgado: não pode o Tribunal ce Contas, em caso assim, determinar a supressão de tal vantagem, por isso que a situação jurídica coberta pela coisa julgada somente pode ser modificada pela via da ação rescisória. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - Mandado de Segurança preventivo não conhecido. Mandado de Segurança conhecido e deferido relativamente ao servidor atingido pela decisão do TCU” (MS n 25.009/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Velloso, DJe de 29/5/05 – grifei). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Consoante destacado no decisum agravado, a jurisprudência desta Suprema Corte está orientada no sentido de que, no caso de mandado de segurança preventivo, a concessão da segurança está condicionada à existência de efetiva ameaça a direito líquido e certo, ameaça essa decorrente de atos concretos da autoridade apontada como coatora. Confiram-se, nesse sentido, os seguintes julgados do Plenário: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. SERVIDOR PÚBLICO: VANTAGEM DEFERIDA POR SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. TRIBUNAL DE CONTAS: DETERMINAÇÃO NO SENTIDO DA EXCLUSÃO DA VANTAGEM. COISA JULGADA: OFENSA. C.F., art. 5..., XXXVI. I. - A segurança preventiva pressupõe existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorre de atos concretos da autoridade pública. Inocorrência, no caso, desse pressuposto da segurança preventiva. II. - Vantagem pecuniária, incorporada aos proventos de aposentadoria de servidor público, por força de decisão judicial transitada em julgado: não pode o Tribunal ce Contas, em caso assim, determinar a supressão de tal vantagem, por isso que a situação jurídica coberta pela coisa julgada somente pode ser modificada pela via da ação rescisória. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - Mandado de Segurança preventivo não conhecido. Mandado de Segurança conhecido e deferido relativamente ao servidor atingido pela decisão do TCU” (MS n 25.009/DF, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Velloso, DJe de 29/5/05 – grifei). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 35523 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. AUSÊNCIA DE CARÁTER IMPOSITIVO NO ATO COATOR. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO WRIT. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o Tribunal de Contas da União é parte legítima para figurar no pólo passivo de mandado de segurança apenas quando o ato impugnado estiver revestido de caráter impositivo. Nesse sentido o MS n. 24.001, Relator MAURÍCIO CORREA, DJ 20.05.2002. 2. A especificação da autoridade coatora na petição inicial há de ser feita em função do órgão do TCU que tenha proferido a decisão impugnada no mandamus. Tanto o Presidente daquela Corte de Contas quanto os das respectivas Câmaras podem figurar como autoridades coatoras. O Supremo, no entanto, não faz essa distinção, conhecendo dos mandados de segurança impetrados contra o Presidente do TCU [MS n. 23.919, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ 20.06.2003], contra os Presidentes de suas Câmaras [MS n. 25.090, Relator o Ministro EROS GRAU, DJ 01.04.2005 e MS n. 24.381, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 13.05.2004] ou, simplesmente, contra o Tribunal de Contas da União [MS n. 23.596, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ 18.05.2001]. 3. O ato emanado do Tribunal de Contas da União deve impor diretamente determinada conduta ao órgão público, configurando a coação impugnável pelo writ. Em se tratando de mandado de segurança de caráter preventivo, a concessão da ordem pressupõe a existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorra de atos concretos da autoridade pública [MS n. 25.009, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 24.11.2004]. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS n 26.381/MS-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 10/8/07 – grifei). “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. AUSÊNCIA DE CARÁTER IMPOSITIVO NO ATO COATOR. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO WRIT. AGRAVO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o Tribunal de Contas da União é parte legítima para figurar no pólo passivo de mandado de segurança apenas quando o ato impugnado estiver revestido de caráter impositivo. Nesse sentido o MS n. 24.001, Relator MAURÍCIO CORREA, DJ 20.05.2002. 2. A especificação da autoridade coatora na petição inicial há de ser feita em função do órgão do TCU que tenha proferido a decisão impugnada no mandamus. Tanto o Presidente daquela Corte de Contas quanto os das respectivas Câmaras podem figurar como autoridades coatoras. O Supremo, no entanto, não faz essa distinção, conhecendo dos mandados de segurança impetrados contra o Presidente do TCU [MS n. 23.919, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ 20.06.2003], contra os Presidentes de suas Câmaras [MS n. 25.090, Relator o Ministro EROS GRAU, DJ 01.04.2005 e MS n. 24.381, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJ 13.05.2004] ou, simplesmente, contra o Tribunal de Contas da União [MS n. 23.596, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ 18.05.2001]. 3. O ato emanado do Tribunal de Contas da União deve impor diretamente determinada conduta ao órgão público, configurando a coação impugnável pelo writ. Em se tratando de mandado de segurança de caráter preventivo, a concessão da ordem pressupõe a existência de efetiva ameaça a direito, ameaça que decorra de atos concretos da autoridade pública [MS n. 25.009, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, DJ de 24.11.2004]. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS n 26.381/MS-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 10/8/07 – grifei). “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. RENOVAÇÃO DO CERTIFICADO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 35523 AGR / DF ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CEBAS. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. AUSÊNCIA DE JUSTO RECEIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. RECURSO ORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RMS n 27.186/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25/9/14 – grifei). No presente caso, o fato de existir liminar pendente de apreciação nos autos da ADI n 5.889/DF não configura ameaça real, plausível, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva. Ademais, a alegação de que o Relator da referida ação teria, supostamente, emitido declarações na imprensa sobre seu entendimento acerca da norma impugnada naqueles autos denota, mais uma vez, o mero receio subjetivo da agravante de que a autoridade impetrada, eventualmente, pratique atos futuros que sejam, no entendimento da impetrante, lesivos ao objeto da ADI n 5.889/DF ou contrários ao que defende – o que também não justifica mandado de segurança preventivo. Reitere-se, ainda, que a agravante não juntou aos autos comprovação da existência de situações ou de atos concretos preparatórios ou indicativos de que a autoridade impetrada estaria prestes a praticar atos que extrapolem suas atribuições como relator, previstas nos arts. 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Conclui-se, portanto, que inexistem, in casu, atos concretos e atuais do Relator da ADI n 5.889/DF que evidenciem ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva contra ato futuro da autoridade apontada como coatora, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte. Mantenho, assim, a conclusão adotada no decisum monocrático pela negativa de seguimento ao mandado de segurança. Anote-se, por fim, que eventual requerimento de apreciação urgente da liminar pleiteada na ADI n 5.889/DF pode ser veiculado pelas partes da referida ação naqueles autos. De igual forma, eventual pedido de ingresso como terceiro interessado naquele feito pode ser apresentado no 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL - CEBAS. MANDADO DE SEGURANÇA PREVENTIVO. AUSÊNCIA DE JUSTO RECEIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. RECURSO ORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RMS n 27.186/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 25/9/14 – grifei). No presente caso, o fato de existir liminar pendente de apreciação nos autos da ADI n 5.889/DF não configura ameaça real, plausível, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva. Ademais, a alegação de que o Relator da referida ação teria, supostamente, emitido declarações na imprensa sobre seu entendimento acerca da norma impugnada naqueles autos denota, mais uma vez, o mero receio subjetivo da agravante de que a autoridade impetrada, eventualmente, pratique atos futuros que sejam, no entendimento da impetrante, lesivos ao objeto da ADI n 5.889/DF ou contrários ao que defende – o que também não justifica mandado de segurança preventivo. Reitere-se, ainda, que a agravante não juntou aos autos comprovação da existência de situações ou de atos concretos preparatórios ou indicativos de que a autoridade impetrada estaria prestes a praticar atos que extrapolem suas atribuições como relator, previstas nos arts. 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Conclui-se, portanto, que inexistem, in casu, atos concretos e atuais do Relator da ADI n 5.889/DF que evidenciem ameaça efetiva, concreta e objetiva a direito apta a autorizar a concessão de segurança preventiva contra ato futuro da autoridade apontada como coatora, nos termos da jurisprudência desta Suprema Corte. Mantenho, assim, a conclusão adotada no decisum monocrático pela negativa de seguimento ao mandado de segurança. Anote-se, por fim, que eventual requerimento de apreciação urgente da liminar pleiteada na ADI n 5.889/DF pode ser veiculado pelas partes da referida ação naqueles autos. De igual forma, eventual pedido de ingresso como terceiro interessado naquele feito pode ser apresentado no 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 35523 AGR / DF bojo daquela ação. Ante todo o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Supremo Tribunal Federal MS 35523 AGR / DF bojo daquela ação. Ante todo o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15026103. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIACAO PATRIA BRASIL ADV.(A/S) : MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ (5063/MS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DA ADI n 5889 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992118 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.523 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIACAO PATRIA BRASIL ADV.(A/S) : MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ (5063/MS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DA ADI n 5889 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992118 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADI n 5889 DO", "MS 35523 AGR / DF", "MS 35523 AGR / DF", "ADI n 5889", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 5 . 889 / DF", "ADI n 5889 DO", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 5 . 889 / DF", "MS 35523 AGR / DF", "ADI n 5 . 889 / DF", "MS 35523 AGR / DF", "ADI n 5 . 889 / DF", "MS 35523 AGR", "ADIn", "MS 35523 AGR / DF", "ADIn", "MS 35523 AGR / DF", "MS 35523 AGR", "MS 35523 AGR / DF", "MS n 25 . 009 / DF", "MS n . 24 . 001", "MS n . 23 . 919", "MS n . 25 . 090", "MS 35523 AGR / DF", "MS n 25 . 009 / DF", "MS n . 24 . 001", "MS n . 23 . 919", "MS n . 25 . 090", "MS 35523 AGR / DF", "MS n . 24 . 381", "MS n . 23 . 596", "MS n . 25 . 009", "MS n 26 . 381 / MS - AgR", "RMS n 27 . 186 / SP", "ADI n 5 . 889 / DF", "MS 35523 AGR / DF", "MS n . 24 . 381", "MS n . 23 . 596", "MS n . 25 . 009", "MS n", "RMS n 27 . 186 / SP", "ADI n 5 . 889 / DF", "MS 35523 AGR / DF", "ADI n 5 . 889 / DF", "RMS n 24 . 549 / DF - AgR", "MS", "ADI n 5 . 889 / DF", "RMS n 24 . 549 / DF - AgR", "MS 35523", "ADI 5889", "ADI n 5 . 889 “", "MS 35523 AGR", "ADI 5889", "ADI n 5 . 889", "MS 35523 AGR / DF", "MS 35523", "MS n 25 . 009 / DF", "MS n 25 . 009 / DF", "MS 35523 AGR / DF", "MS n . 24 . 001", "MS n . 23 . 919", "MS n . 25 . 090", "MS n . 24 . 381", "MS n . 23 . 596", "MS n . 25 . 009", "MS n 26 . 381 / MS - AgR", "MS 35523 AGR / DF", "MS n . 24 . 001", "MS n . 23 . 919", "MS n . 25 . 090", "MS n . 24 . 381", "MS n . 23 . 596", "MS n . 25 . 009", "MS n 26 . 381 / MS - AgR", "RMS n 27 . 186 / SP", "ADI n 5 . 889 / DF", "ADI n 5 . 889 / DF", "ADI n 5 . 889 / DF", "ADI n 5 . 889 / DF", "MS 35523 AGR / DF", "RMS n 27 . 186 / SP", "ADI n 5 . 889 / DF", "ADI n 5 . 889 / DF", "ADI n 5 . 889 / DF", "ADI n 5 . 889 / DF", "MS 35523 AGR", "MS 35523 AGR / DF", "ADI n 5889 DO SUPREMO", "ADI n 5889 DO SUPREMO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 66 da lei 9504 / 97", "artigo 192 do Código Eleitoral", "artigos 61 e 66 da lei 9504 / 97", "artigo 313 , III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 66 da lei 9504 / 97", "artigo 192 do Código Eleitoral", "artigos 61 e 66 da lei 9504 / 97", "artigo 313 , III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 016 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 016 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigo 205 do Regimento Interno desta Corte", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigo 205 do Regimento Interno desta Corte", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei 13065 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Lei 13065 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 21 e 22 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "São Paulo", "São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIACAO PATRIA BRASIL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIACAO PATRIA BRASIL", "ASSOCIAÇÃO PÁTRIA BRASIL", "APB", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIACAO PATRIA BRASIL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ASSOCIAÇÃO PÁTRIA BRASIL", "APB", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Editora Malheiros", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Editora Malheiros", "Plenário", "TRIBUNAL DE CONTAS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Tribunal Pleno", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Supremo", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Tribunal Pleno", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Supremo", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal Pleno", "CEBAS", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal Pleno", "CEBAS", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Casa Legislativa", "TSE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Casa Legislativa", "TSE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "TRIBUNAL DE CONTAS", "Tribunal ce Contas", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "Tribunal ce Contas", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Supremo", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Supremo", "TCU", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CEBAS", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CEBAS", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIACAO PATRIA BRASIL", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ASSOCIACAO PATRIA BRASIL", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ", "DIAS TOFFOLI", "JOAQUIM SALLES DE OLIVEIRA ITAPARY FILHO", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ", "DIAS TOFFOLI", "JOAQUIM SALLES DE OLIVEIRA ITAPARY FILHO", "Gilmar Mendes", "Meirelles , Hely Lopes", "Wald , Arnoldo", "Mendes , Ferreira Gilmar", "Meirelles , Hely Lopes", "Wald , Arnoldo", "Mendes , Ferreira Gilmar", "Carlos Velloso", "MAURÍCIO CORREA", "CARLOS VELLOSO", "EROS GRAU", "Carlos Velloso", "MAURÍCIO CORREA", "CARLOS VELLOSO", "EROS GRAU", "GILMAR MENDES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS VELLOSO", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS VELLOSO", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Carlos Velloso", "DIAS TOFFOLI", "Carlos Velloso", "DIAS TOFFOLI", "MAURÍCIO CORREA", "CARLOS VELLOSO", "EROS GRAU", "GILMAR MENDES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS VELLOSO", "Eros Grau", "MAURÍCIO CORREA", "CARLOS VELLOSO", "EROS GRAU", "GILMAR MENDES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS VELLOSO", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "MIRIAM NORONHA MOTA GIMENEZ", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "5", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "5", "/", "05", ".", "20", ".", "05", ".", "2002", "20", ".", "06", ".", "2003", "01", ".", "04", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "5", "/", "05", "20", ".", "05", ".", "2002", "20", ".", "06", ".", "2003", "01", ".", "04", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "05", ".", "2004", "18", ".", "05", ".", "2001", "24", ".", "11", ".", "2004", "10", "/", "8", "/", "07", "25", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "05", ".", "2004", "18", ".", "05", ".", "2001", "24", ".", "11", ".", "2004", "10", "/", "8", "/", "07", "25", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "29", "/", "5", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "29", "/", "5", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", "20", ".", "05", ".", "2002", "20", ".", "06", ".", "2003", "01", ".", "04", ".", "2005", "13", ".", "05", ".", "2004", "18", ".", "05", ".", "2001", "24", ".", "11", ".", "2004", "10", "/", "8", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "05", ".", "2002", "20", ".", "06", ".", "2003", "01", ".", "04", ".", "2005", "13", ".", "05", ".", "2004", "18", ".", "05", ".", "2001", "24", ".", "11", ".", "2004", "10", "/", "8", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :FRANCISCO LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :PAULO MACHADO GUIMARAES INVEST.(A/S) :THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO INVEST.(A/S) :MAURO GUIMARÃES PANZERA ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO Inquérito. 2. Competência originária. 3. Penal e Processual Penal. 4. Difamação eleitoral. 5. Em Direito Penal, não se pode aceitar a responsabilização objetiva, sendo necessária a comprovação do dolo ou da culpa. É inadmissível que tal comprovação se dê por indícios incertos e imprecisos ou pelo mero fato de que os eventuais responsáveis eram subordinados ao investigado. 6. Embora no momento do recebimento da denúncia o standard probatório mostre-se menos rigoroso do que aquele para a condenação, resta claro que não há elementos mínimos para fundamentar a justa causa. 7. O controle de admissibilidade da pretensão acusatória, embora não se realize em uma cognição exauriente, deve verificar a existência de elementos suficientes de materialidade e autoria. 8. Rejeição da denúncia com relação ao parlamentar, único detentor da prerrogativa de função nesta Corte, com a consequente declinação de competência para o exame e eventual processamento da denúncia no juízo de primeiro grau. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, rejeitar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995881. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 699 Ementa e Acórdão INQ 4657 / DF a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva, e, em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determinar a devolução do processo ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995881. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva, e, em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determinar a devolução do processo ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995881. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 700 Relatório 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :FRANCISCO LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :PAULO MACHADO GUIMARAES INVEST.(A/S) :THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO INVEST.(A/S) :MAURO GUIMARÃES PANZERA ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de inquérito instaurado para investigar fatos relacionados ao Deputado Federal Francisco Lopes da Silva (Chico Lopes), junto a Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani e Mauro Guimarães Panzera, qualificados na denúncia (fl. 459). Conforme narra a acusação, Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani (que era assessor de comunicação de Chico Lopes) e Mauro Guimarães Panzera, por meio da página denominada Caiçara Revoltado na rede social Facebook, teriam, com fins de propaganda eleitoral, difamado Paulo Alexandre Barbosa, para favorecer a candidata Carina Vitral na disputa pela prefeitura de Santos/SP. As publicações com ofensas a Paulo Alexandre Barbosa, via a rede social, estão comprovadas nos autos (fls. 19-25) e foram realizadas entre os dias 4 e 27 de agosto de 2016. A denúncia destaca a postagem constante na fl. 20, que atribui ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa um caso com o ator Alexandre Frota (p. 460). Importante notar que a denúncia Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995882. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :FRANCISCO LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :PAULO MACHADO GUIMARAES INVEST.(A/S) :THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO INVEST.(A/S) :MAURO GUIMARÃES PANZERA ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de inquérito instaurado para investigar fatos relacionados ao Deputado Federal Francisco Lopes da Silva (Chico Lopes), junto a Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani e Mauro Guimarães Panzera, qualificados na denúncia (fl. 459). Conforme narra a acusação, Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani (que era assessor de comunicação de Chico Lopes) e Mauro Guimarães Panzera, por meio da página denominada Caiçara Revoltado na rede social Facebook, teriam, com fins de propaganda eleitoral, difamado Paulo Alexandre Barbosa, para favorecer a candidata Carina Vitral na disputa pela prefeitura de Santos/SP. As publicações com ofensas a Paulo Alexandre Barbosa, via a rede social, estão comprovadas nos autos (fls. 19-25) e foram realizadas entre os dias 4 e 27 de agosto de 2016. A denúncia destaca a postagem constante na fl. 20, que atribui ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa um caso com o ator Alexandre Frota (p. 460). Importante notar que a denúncia Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 701 Relatório INQ 4657 / DF apresentada pela PGR aponta um contexto fático único, com postagens entre os dias 4 e 27, não caracterizado como concurso de crimes. A instauração do inquérito foi autorizada em 14.12.2017. Após a investigação com produção de elementos informativos, a denúncia foi oferecida pela Procuradora-Geral da República em 27.3.2018, imputando o fato narrado como crime tipificado no art. 325 de Código Eleitoral, na forma do art. 29 do CP. Além disso, foi oferecida proposta de transação penal (fl. 465-466). Os três acusados foram notificados e apresentaram as respectivas respostas. Todos recusaram a proposta de transação penal. É o relatório. Passo a decidir. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995882. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF apresentada pela PGR aponta um contexto fático único, com postagens entre os dias 4 e 27, não caracterizado como concurso de crimes. A instauração do inquérito foi autorizada em 14.12.2017. Após a investigação com produção de elementos informativos, a denúncia foi oferecida pela Procuradora-Geral da República em 27.3.2018, imputando o fato narrado como crime tipificado no art. 325 de Código Eleitoral, na forma do art. 29 do CP. Além disso, foi oferecida proposta de transação penal (fl. 465-466). Os três acusados foram notificados e apresentaram as respectivas respostas. Todos recusaram a proposta de transação penal. É o relatório. Passo a decidir. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 702 Voto - MIN. GILMAR MENDES 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme consta na denúncia, os dois IPs cadastrados em nome do Deputado Federal Francisco Lopes da Silva acessaram a página nos dias 15.7.2016 e 23.5.2016, datas anteriores às postagens objeto da denúncia. Além disso, conforme o Deputado, Thallis teria acesso ao computador de seu Gabinete neste período (fls. 427/428). Ainda que a acusação afirme que “não se pode olvidar que os outros dois denunciados são pessoas diretamente ligadas ao Deputado, dos quais não se tem dúvidas que foram responsáveis pela criação da página e pelas postagens realizadas” (fl. 685), em Direito Penal, não se pode aceitar a responsabilização objetiva, sendo necessária a comprovação do conhecimento como premissa para o dolo. Ademais, é inadmissível que a comprovação de tal fato se dê por indícios incertos e imprecisos ou o mero fato de que os eventuais responsáveis fossem subordinados ao Deputado. Embora no momento do recebimento da denúncia o standard probatório se mostre menos rigoroso do que aquele para a condenação, resta claro que não há elementos mínimos para fundamentar a justa causa com relação ao dolo do Deputado Federal Francisco Lopes de Silva diante das condutas eventualmente cometidas por Thallis e Mauro. Além disso, o pagamento para impulsionamento de postagem ao Facebook, conforme fl. 363, não demonstra conhecimento específico quanto ao conteúdo das postagens, pois financia propulsão genérica da página na rede social. Nesse mesmo sentido, posicionou-se a Delegada de Polícia Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme consta na denúncia, os dois IPs cadastrados em nome do Deputado Federal Francisco Lopes da Silva acessaram a página nos dias 15.7.2016 e 23.5.2016, datas anteriores às postagens objeto da denúncia. Além disso, conforme o Deputado, Thallis teria acesso ao computador de seu Gabinete neste período (fls. 427/428). Ainda que a acusação afirme que “não se pode olvidar que os outros dois denunciados são pessoas diretamente ligadas ao Deputado, dos quais não se tem dúvidas que foram responsáveis pela criação da página e pelas postagens realizadas” (fl. 685), em Direito Penal, não se pode aceitar a responsabilização objetiva, sendo necessária a comprovação do conhecimento como premissa para o dolo. Ademais, é inadmissível que a comprovação de tal fato se dê por indícios incertos e imprecisos ou o mero fato de que os eventuais responsáveis fossem subordinados ao Deputado. Embora no momento do recebimento da denúncia o standard probatório se mostre menos rigoroso do que aquele para a condenação, resta claro que não há elementos mínimos para fundamentar a justa causa com relação ao dolo do Deputado Federal Francisco Lopes de Silva diante das condutas eventualmente cometidas por Thallis e Mauro. Além disso, o pagamento para impulsionamento de postagem ao Facebook, conforme fl. 363, não demonstra conhecimento específico quanto ao conteúdo das postagens, pois financia propulsão genérica da página na rede social. Nesse mesmo sentido, posicionou-se a Delegada de Polícia Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 703 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4657 / DF responsável pela investigação em seu relatório final (fl. 454): “Por fim, no que tange ao Deputado Federal Francisco Lopes da Silva, “Chico Lopes”, não há evidências suficientes a justificar a instauração de um processo-crime. Não foi possível comprovar seu envolvimento direto no planejamento e execução do delito. Paulo Alexandre Barbosa, embora candidato filiado a partido diverso do PcdoB, não representou uma oposição direta ou concorrência a sua candidatura, pois concorriam em Estados Diferentes. Por outro lado, o fato dos publicitários acima mencionados gozarem de sua confiança e terem acesso aos computadores de seu gabinete para realização de serviços de publicidade e comunicação parlamentar, por si só, não lhe transfere a responsabilidade ou lhe garante a ciência dos atos praticados”. Ainda com relação ao dolo, o tipo penal previsto no art. 325 do Código Eleitoral pressupõe a ocorrência da difamação “na propaganda eleitoral” ou “visando a fins de propaganda”. Assim, impõe-se a comprovação de elemento subjetivo especial, qual seja, a finalidade de propaganda eleitoral na conduta praticada pelos acusados. Igualmente, não há, nos autos, elementos mínimos que indiquem o conhecimento de tais objetivos pelo Deputado Federal Francisco Lopes da Silva. Não basta uma vinculação ao caso presumida por fatos correlatos, pois se impõe a comprovação, ainda que em sede de elementos mínimos para aferição de justa causa ao recebimento da denúncia. Nesse sentido, registram-se precedentes desta Corte: “DENÚNCIA. CRIMES PREVISTOS NOS ARTS. 325, 326 E 327, II E III, TODOS DO CÓDIGO ELEITORAL. INJÚRIA E DIFAMAÇÃO PRATICADAS CONTRA PROMOTOR DE JUSTIÇA E JUIZ DO TRABALHO. ATIPICIDADE DA CONDUTA. DENÚNCIA REJEITADA. 1. À luz do Código Eleitoral, é atípica a conduta de proferir ofensas irrogadas fora 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF responsável pela investigação em seu relatório final (fl. 454): “Por fim, no que tange ao Deputado Federal Francisco Lopes da Silva, “Chico Lopes”, não há evidências suficientes a justificar a instauração de um processo-crime. Não foi possível comprovar seu envolvimento direto no planejamento e execução do delito. Paulo Alexandre Barbosa, embora candidato filiado a partido diverso do PcdoB, não representou uma oposição direta ou concorrência a sua candidatura, pois concorriam em Estados Diferentes. Por outro lado, o fato dos publicitários acima mencionados gozarem de sua confiança e terem acesso aos computadores de seu gabinete para realização de serviços de publicidade e comunicação parlamentar, por si só, não lhe transfere a responsabilidade ou lhe garante a ciência dos atos praticados”. Ainda com relação ao dolo, o tipo penal previsto no art. 325 do Código Eleitoral pressupõe a ocorrência da difamação “na propaganda eleitoral” ou “visando a fins de propaganda”. Assim, impõe-se a comprovação de elemento subjetivo especial, qual seja, a finalidade de propaganda eleitoral na conduta praticada pelos acusados. Igualmente, não há, nos autos, elementos mínimos que indiquem o conhecimento de tais objetivos pelo Deputado Federal Francisco Lopes da Silva. Não basta uma vinculação ao caso presumida por fatos correlatos, pois se impõe a comprovação, ainda que em sede de elementos mínimos para aferição de justa causa ao recebimento da denúncia. Nesse sentido, registram-se precedentes desta Corte: “DENÚNCIA. CRIMES PREVISTOS NOS ARTS. 325, 326 E 327, II E III, TODOS DO CÓDIGO ELEITORAL. INJÚRIA E DIFAMAÇÃO PRATICADAS CONTRA PROMOTOR DE JUSTIÇA E JUIZ DO TRABALHO. ATIPICIDADE DA CONDUTA. DENÚNCIA REJEITADA. 1. À luz do Código Eleitoral, é atípica a conduta de proferir ofensas irrogadas fora 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 704 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4657 / DF da ambiência político-eleitoral. 2. Para a configuração de delito contra a honra na seara eleitoral, faz-se necessário que a conduta seja praticada em propaganda eleitoral ou para fins de propaganda eleitoral, máxime se considerado o caráter de ultima ratio do direito penal. 3. Denúncia rejeitada”. (Inq 3.925, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para acórdão Min. Edson Fachin, Primeira Turma, julgado em 27.10.2015, DJe 25.4.2016) “CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. DECLARAÇÕES PROFERIDAS EM AMBIENTE ELEITORAL E PARA FINS DE PROPAGANDA ELEITORAL. EMENDATIO LIBELLI. DESCLASSIFICAÇAO. ILEGITIMIDADE ATIVA “AD CAUSAM” NÃO RECONHECIDA. MÉRITO FAVORÁVEL AO ACUSADO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO FAVOR REI. FIGURAS PÚBLICAS. DECLARAÇÕES TEMATICAMENTE PERTINENTES À DIALÉTICA ELEITORAL. ATIPICIDADE DE CONDUTA. REJEIÇÃO DA QUEIXA-CRIME. 1. Os crimes contra a honra previstos nos arts. 324, 325 e 326 do Código Eleitoral se perfectibilizam quando as declarações ofensivas ocorrem no contexto de propaganda eleitoral ou para tal efeito e, preenchidas essas elementares objetivas do tipo, preferem aos crimes previstos respectivamente nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, em razão do princípio da especialidade. (...)”. (Inq 3.546, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, julgado em 15.9.2015, DJe 1º.10.2015) Por fim, vale ressaltar que a denúncia apresentada se mostra inepta ao não especificar adequadamente os fatos imputados, além de não definir com precisão as datas em que as condutas qualificadas como criminosas ocorreram. As denúncias genéricas, sem especificação concreta dos fatos, como as datas específicas, e as condutas praticadas por cada imputado acarretam violação ao direito de defesa. Conforme assentado na jusrisprudência desta Corte: “A denúncia ostenta como premissa para seu recebimento a conjugação dos artigos 41 e 395 do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF da ambiência político-eleitoral. 2. Para a configuração de delito contra a honra na seara eleitoral, faz-se necessário que a conduta seja praticada em propaganda eleitoral ou para fins de propaganda eleitoral, máxime se considerado o caráter de ultima ratio do direito penal. 3. Denúncia rejeitada”. (Inq 3.925, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para acórdão Min. Edson Fachin, Primeira Turma, julgado em 27.10.2015, DJe 25.4.2016) “CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. DECLARAÇÕES PROFERIDAS EM AMBIENTE ELEITORAL E PARA FINS DE PROPAGANDA ELEITORAL. EMENDATIO LIBELLI. DESCLASSIFICAÇAO. ILEGITIMIDADE ATIVA “AD CAUSAM” NÃO RECONHECIDA. MÉRITO FAVORÁVEL AO ACUSADO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO FAVOR REI. FIGURAS PÚBLICAS. DECLARAÇÕES TEMATICAMENTE PERTINENTES À DIALÉTICA ELEITORAL. ATIPICIDADE DE CONDUTA. REJEIÇÃO DA QUEIXA-CRIME. 1. Os crimes contra a honra previstos nos arts. 324, 325 e 326 do Código Eleitoral se perfectibilizam quando as declarações ofensivas ocorrem no contexto de propaganda eleitoral ou para tal efeito e, preenchidas essas elementares objetivas do tipo, preferem aos crimes previstos respectivamente nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, em razão do princípio da especialidade. (...)”. (Inq 3.546, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, julgado em 15.9.2015, DJe 1º.10.2015) Por fim, vale ressaltar que a denúncia apresentada se mostra inepta ao não especificar adequadamente os fatos imputados, além de não definir com precisão as datas em que as condutas qualificadas como criminosas ocorreram. As denúncias genéricas, sem especificação concreta dos fatos, como as datas específicas, e as condutas praticadas por cada imputado acarretam violação ao direito de defesa. Conforme assentado na jusrisprudência desta Corte: “A denúncia ostenta como premissa para seu recebimento a conjugação dos artigos 41 e 395 do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 705 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4657 / DF CPP, porquanto deve conter os requisitos do artigo 41 do CPP e não incidir em nenhuma das hipóteses do art. 395 do mesmo diploma legal. Precedentes: INQ 1990/RO, rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJ de 21/2/2011; Inq 3016/SP, rel. Min. Ellen Gracie, Pleno, DJ de 16/2/2011; Inq 2677/BA, rel. Min. Ayres Britto, Pleno, DJ de 21/10/2010; Inq 2646/RN, rel. Min. Ayres Britto, Pleno, DJ de 6/5/2010” (Inq 2.482, Rel. Min. AYRES BRITTO, Redator para acórdão Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, julgado em 15.9.2011, DJe 17.2.2012). Ademais, há inúmeros precedentes do STF no sentido de que o crime de difamação pressupõe a atribuição de fato determinado, individualizado e identificado com precisão (Inq. 2543, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJe 8.8.2008; Inq 3.399, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, Julg. 20.10.2015). Assim, afirmar que, “durante o ano de 2016”, os acusados difamaram eventual vítima sem especificar os fatos e condutas, com datas precisas, não atende a tal requisito. Deve-se frisar que a jurisprudência afirma o dever do juiz de determinar o trancamento de inquéritos manifestamente incabíveis. Assim, em hipóteses em que se verifica, desde logo, a extinção da punibilidade, a atipicidade do fato, a inexistência de justa causa, a retomada indevida de investigação arquivada, etc., o juiz deve determinar o trancamento do inquérito por exemplo, HC 96.055, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, julgado em 6.4.2010; RE 467.923, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, julgado em 18.4.2006: AP 913 QO, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, julgado em 17.11.2015. Embora o exercício da pretensão acusatória na ação penal de iniciativa pública seja titularizado com exclusividade pelo Ministério Público, responsável por verificar os elementos informativos produzidos na investigação e determinar a imputação adequada da narração fática alegada, o poder de acusar deve, invariavelmente, ser controlado pelo Judiciário. O controle de admissibilidade da pretensão acusatória, embora não se realize em uma cognição exauriente, deve verificar a existência de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF CPP, porquanto deve conter os requisitos do artigo 41 do CPP e não incidir em nenhuma das hipóteses do art. 395 do mesmo diploma legal. Precedentes: INQ 1990/RO, rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJ de 21/2/2011; Inq 3016/SP, rel. Min. Ellen Gracie, Pleno, DJ de 16/2/2011; Inq 2677/BA, rel. Min. Ayres Britto, Pleno, DJ de 21/10/2010; Inq 2646/RN, rel. Min. Ayres Britto, Pleno, DJ de 6/5/2010” (Inq 2.482, Rel. Min. AYRES BRITTO, Redator para acórdão Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, julgado em 15.9.2011, DJe 17.2.2012). Ademais, há inúmeros precedentes do STF no sentido de que o crime de difamação pressupõe a atribuição de fato determinado, individualizado e identificado com precisão (Inq. 2543, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJe 8.8.2008; Inq 3.399, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, Julg. 20.10.2015). Assim, afirmar que, “durante o ano de 2016”, os acusados difamaram eventual vítima sem especificar os fatos e condutas, com datas precisas, não atende a tal requisito. Deve-se frisar que a jurisprudência afirma o dever do juiz de determinar o trancamento de inquéritos manifestamente incabíveis. Assim, em hipóteses em que se verifica, desde logo, a extinção da punibilidade, a atipicidade do fato, a inexistência de justa causa, a retomada indevida de investigação arquivada, etc., o juiz deve determinar o trancamento do inquérito por exemplo, HC 96.055, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, julgado em 6.4.2010; RE 467.923, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, julgado em 18.4.2006: AP 913 QO, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, julgado em 17.11.2015. Embora o exercício da pretensão acusatória na ação penal de iniciativa pública seja titularizado com exclusividade pelo Ministério Público, responsável por verificar os elementos informativos produzidos na investigação e determinar a imputação adequada da narração fática alegada, o poder de acusar deve, invariavelmente, ser controlado pelo Judiciário. O controle de admissibilidade da pretensão acusatória, embora não se realize em uma cognição exauriente, deve verificar a existência de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 706 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4657 / DF elementos suficientes de materialidade e autoria. O processo penal representa um gravame considerável em sua mera tramitação, de modo que a sua abertura deve ser razoavelmente justificada. Diante do exposto, com fundamento no art. 6º da Lei 8.038/90 e 234 do RISTF, combinados com art. 395, III, do CPP, por ausência de justa causa, rejeito a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva. Em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determino a devolução ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF elementos suficientes de materialidade e autoria. O processo penal representa um gravame considerável em sua mera tramitação, de modo que a sua abertura deve ser razoavelmente justificada. Diante do exposto, com fundamento no art. 6º da Lei 8.038/90 e 234 do RISTF, combinados com art. 395, III, do CPP, por ausência de justa causa, rejeito a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva. Em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determino a devolução ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 707 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, acompanho o eminente Ministro Gilmar Mendes. Trata-se de caso em que a evidência, a inépcia da denúncia ofertada emerge. E Sua Excelência me honrou com a citação de precedente que, em relatoria, tive a oportunidade de trazer ao Colegiado. E assentei precisamente esta direção, quanto ao exame da inépcia da inicial, que, obviamente, não recomenda o prosseguimento, tendo em vista tal caracterização quando ela se dá. Por essa razão, Senhor Presidente, acompanho integralmente o voto do eminente Ministro Gilmar Mendes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017060. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, acompanho o eminente Ministro Gilmar Mendes. Trata-se de caso em que a evidência, a inépcia da denúncia ofertada emerge. E Sua Excelência me honrou com a citação de precedente que, em relatoria, tive a oportunidade de trazer ao Colegiado. E assentei precisamente esta direção, quanto ao exame da inépcia da inicial, que, obviamente, não recomenda o prosseguimento, tendo em vista tal caracterização quando ela se dá. Por essa razão, Senhor Presidente, acompanho integralmente o voto do eminente Ministro Gilmar Mendes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 708 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento também a objetividade pela qual se pautou o ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson. Esse posicionamento do Relator vai ao encontro do Inquérito 3.847, de minha relatoria, julgado em 8 de junho de 2015, no qual assentamos que uma simples investigação de parlamentar federal pode ser coarctada em seu nascedouro, em face da ausência de base empírica idônea. Naquela oportunidade, inclusive, destaquei, diante desse posicionamento do Ministério Público, que um inquérito policial pode ser trancado pela via do habeas corpus e assentei, no voto, assim como se admite o trancamento de inquérito policial por falta de justa causa, diante da ausência de elementos indiciários mínimos demonstrativos de autoria e materialidade, há que se admitir, desde seu nascedouro, seja coarctada a instauração de procedimento investigativo, uma vez inexistentes bases empíricas idôneas para tanto e indicação plausível do fato delituoso a ser apurado. Então, desde o nascedouro, é possível coarctar. Há precedentes da Turma no mesmo sentido. Destaco, de minha relatoria, o Inquérito 4.499. Senhor Presidente, com estas lembranças, acompanho o Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 605D-2D38-D8DA-054F e senha 5246-DA63-CD9E-2E00 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento também a objetividade pela qual se pautou o ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson. Esse posicionamento do Relator vai ao encontro do Inquérito 3.847, de minha relatoria, julgado em 8 de junho de 2015, no qual assentamos que uma simples investigação de parlamentar federal pode ser coarctada em seu nascedouro, em face da ausência de base empírica idônea. Naquela oportunidade, inclusive, destaquei, diante desse posicionamento do Ministério Público, que um inquérito policial pode ser trancado pela via do habeas corpus e assentei, no voto, assim como se admite o trancamento de inquérito policial por falta de justa causa, diante da ausência de elementos indiciários mínimos demonstrativos de autoria e materialidade, há que se admitir, desde seu nascedouro, seja coarctada a instauração de procedimento investigativo, uma vez inexistentes bases empíricas idôneas para tanto e indicação plausível do fato delituoso a ser apurado. Então, desde o nascedouro, é possível coarctar. Há precedentes da Turma no mesmo sentido. Destaco, de minha relatoria, o Inquérito 4.499. Senhor Presidente, com estas lembranças, acompanho o Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 605D-2D38-D8DA-054F e senha 5246-DA63-CD9E-2E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 709 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também acompanho o Relator. Entendo que a denúncia, no caso, é flagrantemente inepta. Se assim não a considerássemos, estaríamos possivelmente reconhecendo uma responsabilidade objetiva. Acompanho o Relator para conceder a ordem e trancar o inquérito policial com relação a Francisco Lopes da Silva. E, quanto aos demais investigados, o processo será remetido à instância inferior para as providências cabíveis. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEC6-1DCF-9982-90C7 e senha C746-777B-30F2-14A7 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também acompanho o Relator. Entendo que a denúncia, no caso, é flagrantemente inepta. Se assim não a considerássemos, estaríamos possivelmente reconhecendo uma responsabilidade objetiva. Acompanho o Relator para conceder a ordem e trancar o inquérito policial com relação a Francisco Lopes da Silva. E, quanto aos demais investigados, o processo será remetido à instância inferior para as providências cabíveis. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEC6-1DCF-9982-90C7 e senha C746-777B-30F2-14A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 710 Extrato de Ata - 14/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.657 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : FRANCISCO LOPES DA SILVA ADV.(A/S) : PAULO MACHADO GUIMARAES (05358/DF) INVEST.(A/S) : THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI ADV.(A/S) : HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO (7855/CE) INVEST.(A/S) : MAURO GUIMARÃES PANZERA ADV.(A/S) : HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO (7855/CE) Decisão: A Turma, por votação unânime, com fundamento no art. 6º da Lei 8.038/90 e 234 do RISTF, combinados com art. 395, III, do CPP, por ausência de justa causa, rejeitou a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva, e, em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determinou a devolução do processo ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados, tudo nos termos do voto do Relator. Falou, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7B1-F41B-BEA7-969B e senha C992-B281-B42F-C2A8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.657 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : FRANCISCO LOPES DA SILVA ADV.(A/S) : PAULO MACHADO GUIMARAES (05358/DF) INVEST.(A/S) : THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI ADV.(A/S) : HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO (7855/CE) INVEST.(A/S) : MAURO GUIMARÃES PANZERA ADV.(A/S) : HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO (7855/CE) Decisão: A Turma, por votação unânime, com fundamento no art. 6º da Lei 8.038/90 e 234 do RISTF, combinados com art. 395, III, do CPP, por ausência de justa causa, rejeitou a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva, e, em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determinou a devolução do processo ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados, tudo nos termos do voto do Relator. Falou, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7B1-F41B-BEA7-969B e senha C992-B281-B42F-C2A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13 711
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748433287
2018-08-14T00:00:00
2018-10-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, com fundamento no art. 6º da Lei 8.038/90 e 234 do RISTF, combinados com art. 395, III, do CPP, por ausência de justa causa, rejeitou a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva, e, em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determinou a devolução do processo ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados, tudo nos termos do voto do Relator. Falou, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018.
INQUÉRITO
Inquérito. 2. Competência originária. 3. Penal e Processual Penal. 4. Difamação eleitoral. 5. Em Direito Penal, não se pode aceitar a responsabilização objetiva, sendo necessária a comprovação do dolo ou da culpa. É inadmissível que tal comprovação se dê por indícios incertos e imprecisos ou pelo mero fato de que os eventuais responsáveis eram subordinados ao investigado. 6. Embora no momento do recebimento da denúncia o standard probatório mostre-se menos rigoroso do que aquele para a condenação, resta claro que não há elementos mínimos para fundamentar a justa causa. 7. O controle de admissibilidade da pretensão acusatória, embora não se realize em uma cognição exauriente, deve verificar a existência de elementos suficientes de materialidade e autoria. 8. Rejeição da denúncia com relação ao parlamentar, único detentor da prerrogativa de função nesta Corte, com a consequente declinação de competência para o exame e eventual processamento da denúncia no juízo de primeiro grau.
sjur392401
- Acórdão(s) citado(s): (CRIME CONTRA HONRA, PROPAGANDA ELEITORAL, CRIME ELEITORAL) Inq 3546 (1ªT), Inq 3925 (1ªT). (REQUISITO, DENÚNCIA) Inq 2482 (TP). (DIFAMAÇÃO, ESPECIFICAÇÃO, FATO) Inq 3399 (1ªT), Inq 2543 (TP). (TRANCAMENTO DE INQUÉRITO POLICIAL, JUSTA CAUSA) RE 467923 (1ªT), HC 96055 (1ªT), Inq 3847 AgR (1ªT), AP 913 QO (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 25/11/2018, KBP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
4657
[ "LEG-FED LEI-004737 ANO-1965\n ART-00325\n CEL-1965 CÓDIGO ELEITORAL\n\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00006\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00395 INC-00003\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00234\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Inq
acordaos
Inq 4657
[ "" ]
AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : FRANCISCO LOPES DA SILVA ADV.(A/S) : PAULO MACHADO GUIMARAES INVEST.(A/S) : THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI ADV.(A/S) : HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO INVEST.(A/S) : MAURO GUIMARÃES PANZERA ADV.(A/S) : HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :FRANCISCO LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :PAULO MACHADO GUIMARAES INVEST.(A/S) :THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO INVEST.(A/S) :MAURO GUIMARÃES PANZERA ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO Inquérito. 2. Competência originária. 3. Penal e Processual Penal. 4. Difamação eleitoral. 5. Em Direito Penal, não se pode aceitar a responsabilização objetiva, sendo necessária a comprovação do dolo ou da culpa. É inadmissível que tal comprovação se dê por indícios incertos e imprecisos ou pelo mero fato de que os eventuais responsáveis eram subordinados ao investigado. 6. Embora no momento do recebimento da denúncia o standard probatório mostre-se menos rigoroso do que aquele para a condenação, resta claro que não há elementos mínimos para fundamentar a justa causa. 7. O controle de admissibilidade da pretensão acusatória, embora não se realize em uma cognição exauriente, deve verificar a existência de elementos suficientes de materialidade e autoria. 8. Rejeição da denúncia com relação ao parlamentar, único detentor da prerrogativa de função nesta Corte, com a consequente declinação de competência para o exame e eventual processamento da denúncia no juízo de primeiro grau. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, rejeitar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995881. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 699 Ementa e Acórdão INQ 4657 / DF a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva, e, em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determinar a devolução do processo ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995881. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva, e, em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determinar a devolução do processo ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados, tudo nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995881. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 700 Relatório 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :FRANCISCO LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :PAULO MACHADO GUIMARAES INVEST.(A/S) :THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO INVEST.(A/S) :MAURO GUIMARÃES PANZERA ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de inquérito instaurado para investigar fatos relacionados ao Deputado Federal Francisco Lopes da Silva (Chico Lopes), junto a Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani e Mauro Guimarães Panzera, qualificados na denúncia (fl. 459). Conforme narra a acusação, Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani (que era assessor de comunicação de Chico Lopes) e Mauro Guimarães Panzera, por meio da página denominada Caiçara Revoltado na rede social Facebook, teriam, com fins de propaganda eleitoral, difamado Paulo Alexandre Barbosa, para favorecer a candidata Carina Vitral na disputa pela prefeitura de Santos/SP. As publicações com ofensas a Paulo Alexandre Barbosa, via a rede social, estão comprovadas nos autos (fls. 19-25) e foram realizadas entre os dias 4 e 27 de agosto de 2016. A denúncia destaca a postagem constante na fl. 20, que atribui ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa um caso com o ator Alexandre Frota (p. 460). Importante notar que a denúncia Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995882. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :FRANCISCO LOPES DA SILVA ADV.(A/S) :PAULO MACHADO GUIMARAES INVEST.(A/S) :THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO INVEST.(A/S) :MAURO GUIMARÃES PANZERA ADV.(A/S) :HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de inquérito instaurado para investigar fatos relacionados ao Deputado Federal Francisco Lopes da Silva (Chico Lopes), junto a Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani e Mauro Guimarães Panzera, qualificados na denúncia (fl. 459). Conforme narra a acusação, Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani (que era assessor de comunicação de Chico Lopes) e Mauro Guimarães Panzera, por meio da página denominada Caiçara Revoltado na rede social Facebook, teriam, com fins de propaganda eleitoral, difamado Paulo Alexandre Barbosa, para favorecer a candidata Carina Vitral na disputa pela prefeitura de Santos/SP. As publicações com ofensas a Paulo Alexandre Barbosa, via a rede social, estão comprovadas nos autos (fls. 19-25) e foram realizadas entre os dias 4 e 27 de agosto de 2016. A denúncia destaca a postagem constante na fl. 20, que atribui ao prefeito Paulo Alexandre Barbosa um caso com o ator Alexandre Frota (p. 460). Importante notar que a denúncia Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 701 Relatório INQ 4657 / DF apresentada pela PGR aponta um contexto fático único, com postagens entre os dias 4 e 27, não caracterizado como concurso de crimes. A instauração do inquérito foi autorizada em 14.12.2017. Após a investigação com produção de elementos informativos, a denúncia foi oferecida pela Procuradora-Geral da República em 27.3.2018, imputando o fato narrado como crime tipificado no art. 325 de Código Eleitoral Brasileiro, na forma do art. 29 do Código Penal Brasileiro. Além disso, foi oferecida proposta de transação penal (fl. 465-466). Os três acusados foram notificados e apresentaram as respectivas respostas. Todos recusaram a proposta de transação penal. É o relatório. Passo a decidir. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995882. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF apresentada pela PGR aponta um contexto fático único, com postagens entre os dias 4 e 27, não caracterizado como concurso de crimes. A instauração do inquérito foi autorizada em 14.12.2017. Após a investigação com produção de elementos informativos, a denúncia foi oferecida pela Procuradora-Geral da República em 27.3.2018, imputando o fato narrado como crime tipificado no art. 325 de Código Eleitoral Brasileiro, na forma do art. 29 do Código Penal Brasileiro. Além disso, foi oferecida proposta de transação penal (fl. 465-466). Os três acusados foram notificados e apresentaram as respectivas respostas. Todos recusaram a proposta de transação penal. É o relatório. Passo a decidir. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 702 Voto - MIN. GILMAR MENDES 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme consta na denúncia, os dois IPs cadastrados em nome do Deputado Federal Francisco Lopes da Silva acessaram a página nos dias 15.7.2016 e 23.5.2016, datas anteriores às postagens objeto da denúncia. Além disso, conforme o Deputado, Thallis teria acesso ao computador de seu Gabinete neste período (fls. 427/428). Ainda que a acusação afirme que “não se pode olvidar que os outros dois denunciados são pessoas diretamente ligadas ao Deputado, dos quais não se tem dúvidas que foram responsáveis pela criação da página e pelas postagens realizadas” (fl. 685), em Direito Penal, não se pode aceitar a responsabilização objetiva, sendo necessária a comprovação do conhecimento como premissa para o dolo. Ademais, é inadmissível que a comprovação de tal fato se dê por indícios incertos e imprecisos ou o mero fato de que os eventuais responsáveis fossem subordinados ao Deputado. Embora no momento do recebimento da denúncia o standard probatório se mostre menos rigoroso do que aquele para a condenação, resta claro que não há elementos mínimos para fundamentar a justa causa com relação ao dolo do Deputado Federal Francisco Lopes de Silva diante das condutas eventualmente cometidas por Thallis e Mauro. Além disso, o pagamento para impulsionamento de postagem ao Facebook, conforme fl. 363, não demonstra conhecimento específico quanto ao conteúdo das postagens, pois financia propulsão genérica da página na rede social. Nesse mesmo sentido, posicionou-se a Delegada de Polícia Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme consta na denúncia, os dois IPs cadastrados em nome do Deputado Federal Francisco Lopes da Silva acessaram a página nos dias 15.7.2016 e 23.5.2016, datas anteriores às postagens objeto da denúncia. Além disso, conforme o Deputado, Thallis teria acesso ao computador de seu Gabinete neste período (fls. 427/428). Ainda que a acusação afirme que “não se pode olvidar que os outros dois denunciados são pessoas diretamente ligadas ao Deputado, dos quais não se tem dúvidas que foram responsáveis pela criação da página e pelas postagens realizadas” (fl. 685), em Direito Penal, não se pode aceitar a responsabilização objetiva, sendo necessária a comprovação do conhecimento como premissa para o dolo. Ademais, é inadmissível que a comprovação de tal fato se dê por indícios incertos e imprecisos ou o mero fato de que os eventuais responsáveis fossem subordinados ao Deputado. Embora no momento do recebimento da denúncia o standard probatório se mostre menos rigoroso do que aquele para a condenação, resta claro que não há elementos mínimos para fundamentar a justa causa com relação ao dolo do Deputado Federal Francisco Lopes de Silva diante das condutas eventualmente cometidas por Thallis e Mauro. Além disso, o pagamento para impulsionamento de postagem ao Facebook, conforme fl. 363, não demonstra conhecimento específico quanto ao conteúdo das postagens, pois financia propulsão genérica da página na rede social. Nesse mesmo sentido, posicionou-se a Delegada de Polícia Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 703 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4657 / DF responsável pela investigação em seu relatório final (fl. 454): “Por fim, no que tange ao Deputado Federal Francisco Lopes da Silva, “Chico Lopes”, não há evidências suficientes a justificar a instauração de um processo-crime. Não foi possível comprovar seu envolvimento direto no planejamento e execução do delito. Paulo Alexandre Barbosa, embora candidato filiado a partido diverso do PcdoB, não representou uma oposição direta ou concorrência a sua candidatura, pois concorriam em Estados Diferentes. Por outro lado, o fato dos publicitários acima mencionados gozarem de sua confiança e terem acesso aos computadores de seu gabinete para realização de serviços de publicidade e comunicação parlamentar, por si só, não lhe transfere a responsabilidade ou lhe garante a ciência dos atos praticados”. Ainda com relação ao dolo, o tipo penal previsto no art. 325 do Código Eleitoral Brasileiro pressupõe a ocorrência da difamação “na propaganda eleitoral” ou “visando a fins de propaganda”. Assim, impõe-se a comprovação de elemento subjetivo especial, qual seja, a finalidade de propaganda eleitoral na conduta praticada pelos acusados. Igualmente, não há, nos autos, elementos mínimos que indiquem o conhecimento de tais objetivos pelo Deputado Federal Francisco Lopes da Silva. Não basta uma vinculação ao caso presumida por fatos correlatos, pois se impõe a comprovação, ainda que em sede de elementos mínimos para aferição de justa causa ao recebimento da denúncia. Nesse sentido, registram-se precedentes desta Corte: “DENÚNCIA. CRIMES PREVISTOS NOS ARTS. 325, 326 E 327, II E III, TODOS DO CÓDIGO ELEITORAL. INJÚRIA E DIFAMAÇÃO PRATICADAS CONTRA PROMOTOR DE JUSTIÇA E JUIZ DO TRABALHO. ATIPICIDADE DA CONDUTA. DENÚNCIA REJEITADA. 1. À luz do Código Eleitoral, é atípica a conduta de proferir ofensas irrogadas fora 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF responsável pela investigação em seu relatório final (fl. 454): “Por fim, no que tange ao Deputado Federal Francisco Lopes da Silva, “Chico Lopes”, não há evidências suficientes a justificar a instauração de um processo-crime. Não foi possível comprovar seu envolvimento direto no planejamento e execução do delito. Paulo Alexandre Barbosa, embora candidato filiado a partido diverso do PcdoB, não representou uma oposição direta ou concorrência a sua candidatura, pois concorriam em Estados Diferentes. Por outro lado, o fato dos publicitários acima mencionados gozarem de sua confiança e terem acesso aos computadores de seu gabinete para realização de serviços de publicidade e comunicação parlamentar, por si só, não lhe transfere a responsabilidade ou lhe garante a ciência dos atos praticados”. Ainda com relação ao dolo, o tipo penal previsto no art. 325 do Código Eleitoral Brasileiro pressupõe a ocorrência da difamação “na propaganda eleitoral” ou “visando a fins de propaganda”. Assim, impõe-se a comprovação de elemento subjetivo especial, qual seja, a finalidade de propaganda eleitoral na conduta praticada pelos acusados. Igualmente, não há, nos autos, elementos mínimos que indiquem o conhecimento de tais objetivos pelo Deputado Federal Francisco Lopes da Silva. Não basta uma vinculação ao caso presumida por fatos correlatos, pois se impõe a comprovação, ainda que em sede de elementos mínimos para aferição de justa causa ao recebimento da denúncia. Nesse sentido, registram-se precedentes desta Corte: “DENÚNCIA. CRIMES PREVISTOS NOS ARTS. 325, 326 E 327, II E III, TODOS DO CÓDIGO ELEITORAL. INJÚRIA E DIFAMAÇÃO PRATICADAS CONTRA PROMOTOR DE JUSTIÇA E JUIZ DO TRABALHO. ATIPICIDADE DA CONDUTA. DENÚNCIA REJEITADA. 1. À luz do Código Eleitoral, é atípica a conduta de proferir ofensas irrogadas fora 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 704 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4657 / DF da ambiência político-eleitoral. 2. Para a configuração de delito contra a honra na seara eleitoral, faz-se necessário que a conduta seja praticada em propaganda eleitoral ou para fins de propaganda eleitoral, máxime se considerado o caráter de ultima ratio do direito penal. 3. Denúncia rejeitada”. (Inq 3.925, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para acórdão Min. Edson Fachin, Primeira Turma, julgado em 27.10.2015, DJe 25.4.2016) “CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. DECLARAÇÕES PROFERIDAS EM AMBIENTE ELEITORAL E PARA FINS DE PROPAGANDA ELEITORAL. EMENDATIO LIBELLI. DESCLASSIFICAÇAO. ILEGITIMIDADE ATIVA “AD CAUSAM” NÃO RECONHECIDA. MÉRITO FAVORÁVEL AO ACUSADO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO FAVOR REI. FIGURAS PÚBLICAS. DECLARAÇÕES TEMATICAMENTE PERTINENTES À DIALÉTICA ELEITORAL. ATIPICIDADE DE CONDUTA. REJEIÇÃO DA QUEIXA-CRIME. 1. Os crimes contra a honra previstos nos arts. 324, 325 e 326 do Código Eleitoral se perfectibilizam quando as declarações ofensivas ocorrem no contexto de propaganda eleitoral ou para tal efeito e, preenchidas essas elementares objetivas do tipo, preferem aos crimes previstos respectivamente nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, em razão do princípio da especialidade. (...)”. (Inq 3.546, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, julgado em 15.9.2015, DJe 1....10.2015) Por fim, vale ressaltar que a denúncia apresentada se mostra inepta ao não especificar adequadamente os fatos imputados, além de não definir com precisão as datas em que as condutas qualificadas como criminosas ocorreram. As denúncias genéricas, sem especificação concreta dos fatos, como as datas específicas, e as condutas praticadas por cada imputado acarretam violação ao direito de defesa. Conforme assentado na jusrisprudência desta Corte: “A denúncia ostenta como premissa para seu recebimento a conjugação dos artigos 41 e 395 do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF da ambiência político-eleitoral. 2. Para a configuração de delito contra a honra na seara eleitoral, faz-se necessário que a conduta seja praticada em propaganda eleitoral ou para fins de propaganda eleitoral, máxime se considerado o caráter de ultima ratio do direito penal. 3. Denúncia rejeitada”. (Inq 3.925, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para acórdão Min. Edson Fachin, Primeira Turma, julgado em 27.10.2015, DJe 25.4.2016) “CALÚNIA, DIFAMAÇÃO E INJÚRIA. DECLARAÇÕES PROFERIDAS EM AMBIENTE ELEITORAL E PARA FINS DE PROPAGANDA ELEITORAL. EMENDATIO LIBELLI. DESCLASSIFICAÇAO. ILEGITIMIDADE ATIVA “AD CAUSAM” NÃO RECONHECIDA. MÉRITO FAVORÁVEL AO ACUSADO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO FAVOR REI. FIGURAS PÚBLICAS. DECLARAÇÕES TEMATICAMENTE PERTINENTES À DIALÉTICA ELEITORAL. ATIPICIDADE DE CONDUTA. REJEIÇÃO DA QUEIXA-CRIME. 1. Os crimes contra a honra previstos nos arts. 324, 325 e 326 do Código Eleitoral se perfectibilizam quando as declarações ofensivas ocorrem no contexto de propaganda eleitoral ou para tal efeito e, preenchidas essas elementares objetivas do tipo, preferem aos crimes previstos respectivamente nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal, em razão do princípio da especialidade. (...)”. (Inq 3.546, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, julgado em 15.9.2015, DJe 1....10.2015) Por fim, vale ressaltar que a denúncia apresentada se mostra inepta ao não especificar adequadamente os fatos imputados, além de não definir com precisão as datas em que as condutas qualificadas como criminosas ocorreram. As denúncias genéricas, sem especificação concreta dos fatos, como as datas específicas, e as condutas praticadas por cada imputado acarretam violação ao direito de defesa. Conforme assentado na jusrisprudência desta Corte: “A denúncia ostenta como premissa para seu recebimento a conjugação dos artigos 41 e 395 do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 705 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4657 / DF CPP, porquanto deve conter os requisitos do artigo 41 do CPP e não incidir em nenhuma das hipóteses do art. 395 do mesmo diploma legal. Precedentes: INQ 1990/RO, rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJ de 21/2/2011; Inq 3016/SP, rel. Min. Ellen Gracie, Pleno, DJ de 16/2/2011; Inq 2677/BA, rel. Min. Ayres Britto, Pleno, DJ de 21/10/2010; Inq 2646/RN, rel. Min. Ayres Britto, Pleno, DJ de 6/5/2010” (Inq 2.482, Rel. Min. AYRES BRITTO, Redator para acórdão Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, julgado em 15.9.2011, DJe 17.2.2012). Ademais, há inúmeros precedentes do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o crime de difamação pressupõe a atribuição de fato determinado, individualizado e identificado com precisão (Inq. 2543, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJe 8.8.2008; Inq 3.399, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, Julg. 20.10.2015). Assim, afirmar que, “durante o ano de 2016”, os acusados difamaram eventual vítima sem especificar os fatos e condutas, com datas precisas, não atende a tal requisito. Deve-se frisar que a jurisprudência afirma o dever do juiz de determinar o trancamento de inquéritos manifestamente incabíveis. Assim, em hipóteses em que se verifica, desde logo, a extinção da punibilidade, a atipicidade do fato, a inexistência de justa causa, a retomada indevida de investigação arquivada, etc., o juiz deve determinar o trancamento do inquérito por exemplo, HC 96.055, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, julgado em 6.4.2010; Recurso Extraordinário 467.923, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, julgado em 18.4.2006: AP 913 QO, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, julgado em 17.11.2015. Embora o exercício da pretensão acusatória na ação penal de iniciativa pública seja titularizado com exclusividade pelo Ministério Público, responsável por verificar os elementos informativos produzidos na investigação e determinar a imputação adequada da narração fática alegada, o poder de acusar deve, invariavelmente, ser controlado pelo Judiciário. O controle de admissibilidade da pretensão acusatória, embora não se realize em uma cognição exauriente, deve verificar a existência de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF CPP, porquanto deve conter os requisitos do artigo 41 do CPP e não incidir em nenhuma das hipóteses do art. 395 do mesmo diploma legal. Precedentes: INQ 1990/RO, rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJ de 21/2/2011; Inq 3016/SP, rel. Min. Ellen Gracie, Pleno, DJ de 16/2/2011; Inq 2677/BA, rel. Min. Ayres Britto, Pleno, DJ de 21/10/2010; Inq 2646/RN, rel. Min. Ayres Britto, Pleno, DJ de 6/5/2010” (Inq 2.482, Rel. Min. AYRES BRITTO, Redator para acórdão Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, julgado em 15.9.2011, DJe 17.2.2012). Ademais, há inúmeros precedentes do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o crime de difamação pressupõe a atribuição de fato determinado, individualizado e identificado com precisão (Inq. 2543, Rel. Min. Marco Aurélio, Plenário, DJe 8.8.2008; Inq 3.399, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, Julg. 20.10.2015). Assim, afirmar que, “durante o ano de 2016”, os acusados difamaram eventual vítima sem especificar os fatos e condutas, com datas precisas, não atende a tal requisito. Deve-se frisar que a jurisprudência afirma o dever do juiz de determinar o trancamento de inquéritos manifestamente incabíveis. Assim, em hipóteses em que se verifica, desde logo, a extinção da punibilidade, a atipicidade do fato, a inexistência de justa causa, a retomada indevida de investigação arquivada, etc., o juiz deve determinar o trancamento do inquérito por exemplo, HC 96.055, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, julgado em 6.4.2010; Recurso Extraordinário 467.923, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, julgado em 18.4.2006: AP 913 QO, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, julgado em 17.11.2015. Embora o exercício da pretensão acusatória na ação penal de iniciativa pública seja titularizado com exclusividade pelo Ministério Público, responsável por verificar os elementos informativos produzidos na investigação e determinar a imputação adequada da narração fática alegada, o poder de acusar deve, invariavelmente, ser controlado pelo Judiciário. O controle de admissibilidade da pretensão acusatória, embora não se realize em uma cognição exauriente, deve verificar a existência de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 706 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4657 / DF elementos suficientes de materialidade e autoria. O processo penal representa um gravame considerável em sua mera tramitação, de modo que a sua abertura deve ser razoavelmente justificada. Diante do exposto, com fundamento no art. 6... da Lei 8.038/90 e 234 do RISTF, combinados com art. 395, III, do CPP, por ausência de justa causa, rejeito a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva. Em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determino a devolução ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Supremo Tribunal Federal INQ 4657 / DF elementos suficientes de materialidade e autoria. O processo penal representa um gravame considerável em sua mera tramitação, de modo que a sua abertura deve ser razoavelmente justificada. Diante do exposto, com fundamento no art. 6... da Lei 8.038/90 e 234 do RISTF, combinados com art. 395, III, do CPP, por ausência de justa causa, rejeito a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva. Em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determino a devolução ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 707 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, acompanho o eminente Ministro Gilmar Mendes. Trata-se de caso em que a evidência, a inépcia da denúncia ofertada emerge. E Sua Excelência me honrou com a citação de precedente que, em relatoria, tive a oportunidade de trazer ao Colegiado. E assentei precisamente esta direção, quanto ao exame da inépcia da inicial, que, obviamente, não recomenda o prosseguimento, tendo em vista tal caracterização quando ela se dá. Por essa razão, Senhor Presidente, acompanho integralmente o voto do eminente Ministro Gilmar Mendes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017060. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, acompanho o eminente Ministro Gilmar Mendes. Trata-se de caso em que a evidência, a inépcia da denúncia ofertada emerge. E Sua Excelência me honrou com a citação de precedente que, em relatoria, tive a oportunidade de trazer ao Colegiado. E assentei precisamente esta direção, quanto ao exame da inépcia da inicial, que, obviamente, não recomenda o prosseguimento, tendo em vista tal caracterização quando ela se dá. Por essa razão, Senhor Presidente, acompanho integralmente o voto do eminente Ministro Gilmar Mendes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 708 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento também a objetividade pela qual se pautou o ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson. Esse posicionamento do Relator vai ao encontro do Inquérito 3.847, de minha relatoria, julgado em 8 de junho de 2015, no qual assentamos que uma simples investigação de parlamentar federal pode ser coarctada em seu nascedouro, em face da ausência de base empírica idônea. Naquela oportunidade, inclusive, destaquei, diante desse posicionamento do Ministério Público, que um inquérito policial pode ser trancado pela via do habeas corpus e assentei, no voto, assim como se admite o trancamento de inquérito policial por falta de justa causa, diante da ausência de elementos indiciários mínimos demonstrativos de autoria e materialidade, há que se admitir, desde seu nascedouro, seja coarctada a instauração de procedimento investigativo, uma vez inexistentes bases empíricas idôneas para tanto e indicação plausível do fato delituoso a ser apurado. Então, desde o nascedouro, é possível coarctar. Há precedentes da Turma no mesmo sentido. Destaco, de minha relatoria, o Inquérito 4.499. Senhor Presidente, com estas lembranças, acompanho o Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 605D-2D38-D8DA-054F e senha 5246-DA63-CD9E-2E00 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento também a objetividade pela qual se pautou o ilustre Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson. Esse posicionamento do Relator vai ao encontro do Inquérito 3.847, de minha relatoria, julgado em 8 de junho de 2015, no qual assentamos que uma simples investigação de parlamentar federal pode ser coarctada em seu nascedouro, em face da ausência de base empírica idônea. Naquela oportunidade, inclusive, destaquei, diante desse posicionamento do Ministério Público, que um inquérito policial pode ser trancado pela via do habeas corpus e assentei, no voto, assim como se admite o trancamento de inquérito policial por falta de justa causa, diante da ausência de elementos indiciários mínimos demonstrativos de autoria e materialidade, há que se admitir, desde seu nascedouro, seja coarctada a instauração de procedimento investigativo, uma vez inexistentes bases empíricas idôneas para tanto e indicação plausível do fato delituoso a ser apurado. Então, desde o nascedouro, é possível coarctar. Há precedentes da Turma no mesmo sentido. Destaco, de minha relatoria, o Inquérito 4.499. Senhor Presidente, com estas lembranças, acompanho o Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 605D-2D38-D8DA-054F e senha 5246-DA63-CD9E-2E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 709 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também acompanho o Relator. Entendo que a denúncia, no caso, é flagrantemente inepta. Se assim não a considerássemos, estaríamos possivelmente reconhecendo uma responsabilidade objetiva. Acompanho o Relator para conceder a ordem e trancar o inquérito policial com relação a Francisco Lopes da Silva. E, quanto aos demais investigados, o processo será remetido à instância inferior para as providências cabíveis. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEC6-1DCF-9982-90C7 e senha C746-777B-30F2-14A7 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.657 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu também acompanho o Relator. Entendo que a denúncia, no caso, é flagrantemente inepta. Se assim não a considerássemos, estaríamos possivelmente reconhecendo uma responsabilidade objetiva. Acompanho o Relator para conceder a ordem e trancar o inquérito policial com relação a Francisco Lopes da Silva. E, quanto aos demais investigados, o processo será remetido à instância inferior para as providências cabíveis. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BEC6-1DCF-9982-90C7 e senha C746-777B-30F2-14A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 710 Extrato de Ata - 14/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.657 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : FRANCISCO LOPES DA SILVA ADV.(A/S) : PAULO MACHADO GUIMARAES (05358/DF) INVEST.(A/S) : THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI ADV.(A/S) : HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO (7855/CE) INVEST.(A/S) : MAURO GUIMARÃES PANZERA ADV.(A/S) : HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO (7855/CE) Decisão: A Turma, por votação unânime, com fundamento no art. 6... da Lei 8.038/90 e 234 do RISTF, combinados com art. 395, III, do CPP, por ausência de justa causa, rejeitou a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva, e, em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determinou a devolução do processo ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados, tudo nos termos do voto do Relator. Falou, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7B1-F41B-BEA7-969B e senha C992-B281-B42F-C2A8 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.657 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : FRANCISCO LOPES DA SILVA ADV.(A/S) : PAULO MACHADO GUIMARAES (05358/DF) INVEST.(A/S) : THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI ADV.(A/S) : HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO (7855/CE) INVEST.(A/S) : MAURO GUIMARÃES PANZERA ADV.(A/S) : HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO (7855/CE) Decisão: A Turma, por votação unânime, com fundamento no art. 6... da Lei 8.038/90 e 234 do RISTF, combinados com art. 395, III, do CPP, por ausência de justa causa, rejeitou a denúncia em relação ao acusado Francisco Lopes da Silva, e, em consequência, diante da inexistência de acusado com foro por prerrogativa de função, determinou a devolução do processo ao Juízo de origem na instância inferior competente para processamento quanto aos demais investigados, tudo nos termos do voto do Relator. Falou, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7B1-F41B-BEA7-969B e senha C992-B281-B42F-C2A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13 711
{ "JURISPRUDENCIA": [ "INQ 4657 /", "INQUÉRITO 4 . 657", "INQ 4657 / DF", "INQ 4657 / DF", "Inq 3 . 925", "Inq 3 . 546", "INQ 4657 / DF", "Inq 3 . 925", "Inq 3 . 546", "INQ 4657 / DF", "INQ 1990", "Inq 3016 / SP", "Inq 2677 / BA", "Inq 2646 / RN", "Inq 2 . 482", "Inq", "Inq", "HC 96 . 055", "Recurso Extraordinário 467 . 923", "AP 913 QO", "INQ 1990 /", "Inq 3016 / SP", "Inq 2677 / BA", "Inq 2646 / RN", "Inq 2 . 482", "Inq", "Inq 3 . 399", "HC 96 . 055", "Recurso Extraordinário 467 . 923", "AP 913 QO", "INQ 4657 / DF", "INQ 4657 / DF", "INQUÉRITO", "Inquérito 3 . 847", "Inquérito 4 . 499", "Inquérito 3 . 847", "Inquérito 4 . 499", "INQUÉRITO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 325 de Código Eleitoral Brasileiro", "art . 29 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 325 de Código Eleitoral Brasileiro", "art . 29 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 325 do Código Eleitoral Brasileiro", "ARTS . 325 , 326 E 327 , II E III , TODOS DO CÓDIGO ELEITORAL", "Código Eleitoral", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 325 do Código Eleitoral Brasileiro", "ARTS . 325 , 326 E 327 , II E III , TODOS DO CÓDIGO ELEITORAL", "Código Eleitoral", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 324 , 325 e 326 do Código Eleitoral", "artigos 138 , 139 e 140 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 324 , 325 e 326 do Código Eleitoral", "artigos 138 , 139 e 140 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do CPP", "art . 6 . . . da Lei 8 . 038 / 90", "234 do RISTF", "art . 395 , III , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Lei 8 . 038 / 90", "234 do RISTF", "art . 395 , III , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Lei 8 . 038 / 90", "234 do RISTF", "art . 395 , III , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Lei 8 . 038 / 90", "234 do RISTF", "art . 395 , III , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "Santos /", "SP", "DISTRITO FEDERAL", "Santos", "/ SP", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INQUÉRITO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Facebook", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Facebook", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PGR", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PGR", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Facebook", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Facebook", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PcdoB", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PcdoB", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "Pleno", "Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Ministério Público", "2a Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Ministério Público Federal", "2a Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "FRANCISCO LOPES DA SILVA", "PAULO MACHADO GUIMARAES", "THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI", "HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO", "MAURO GUIMARÃES PANZERA", "HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO", "Ricardo Lewandowski", "Francisco Lopes da Silva", "GILMAR MENDES", "Francisco Lopes da Silva", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "FRANCISCO LOPES DA SILVA", "PAULO MACHADO GUIMARAES", "THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI", "HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO", "MAURO GUIMARÃES PANZERA", "HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO", "GILMAR MENDES", "Francisco Lopes da Silva", "Chico", "Lopes", "Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani", "Mauro Guimarães Panzera", "Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani", "Chico", "Lopes", "Mauro Guimarães Panzera", "Paulo Alexandre Barbosa", "Carina Vitral", "Paulo Alexandre Barbosa", "Paulo Alexandre Barbosa", "Alexandre Frota", "GILMAR MENDES", "FRANCISCO LOPES DA SILVA", "PAULO MACHADO GUIMARAES", "THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI", "HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO", "MAURO GUIMARÃES PANZERA", "HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO", "GILMAR MENDES", "Francisco Lopes da Silva", "Chico", "Lopes", "Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani", "Mauro Guimarães Panzera", "Thallis Vasconcelos de Albuquerque Cantizani", "Chico Lopes", "Mauro Guimarães Panzera", "Paulo Alexandre Barbosa", "Carina Vitral", "Paulo Alexandre Barbosa", "Paulo Alexandre Barbosa", "Alexandre Frota", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Francisco Lopes da Silva", "Thallis", "Francisco Lopes de Silva", "Thallis", "Mauro", "GILMAR MENDES", "Francisco Lopes da Silva", "Thallis", "Francisco Lopes de Silva", "Thallis", "Mauro", "GILMAR MENDES", "Francisco Lopes da Silva", "Chico", "Lopes", "Paulo Alexandre Barbosa", "Francisco Lopes da Silva", "Francisco Lopes da Silva", "Chico Lopes", "Paulo Alexandre Barbosa", "Francisco Lopes da Silva", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "AYRES BRITTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "AYRES BRITTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "Francisco Lopes da Silva", "Francisco Lopes da Silva", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Edson", "DIAS TOFFOLI", "Edson", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Francisco Lopes da Silva", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Francisco Lopes da Silva", "GILMAR MENDES", "FRANCISCO LOPES DA SILVA", "PAULO MACHADO GUIMARAES", "THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI", "HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO", "MAURO GUIMARÃES PANZERA", "HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO", "Francisco Lopes da Silva", "Edson Oliveira de Almeida", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "FRANCISCO LOPES DA SILVA", "PAULO MACHADO GUIMARAES", "THALLIS VASCONCELOS DE ALBUQUERQUE CANTIZANI", "HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO", "MAURO GUIMARÃES PANZERA", "HÉLIO DAS CHAGAS LEITÃO NETO", "Francisco Lopes da Silva", "Edson Oliveira de Almeida", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "4", "27 de agosto de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "4", "27 de agosto de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2017", "27", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2017", "27", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "15", ".", "7", ".", "2016", "23", ".", "5", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "15", ".", "7", ".", "2016", "23", ".", "5", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "10", ".", "2015", "25", ".", "4", ".", "2016", "15", ".", "9", ".", "2015", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "10", ".", "2015", "25", ".", "4", ".", "2016", "15", ".", "9", ".", "2015", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "2", "/", "2011", "16", "/", "2", "/", "2011", "21", "/", "10", "/", "2010", "6", "/", "5", "/", "2010", "15", ".", "9", ".", "2011", "17", ".", "2", ".", "2012", "8", ".", "8", ".", "2008", "20", ".", "10", ".", "2015", "2016", "6", ".", "4", ".", "2010", "18", ".", "4", ".", "2006", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "2", "/", "2011", "16", "/", "2", "/", "2011", "21", "/", "10", "/", "2010", "6", "/", "5", "/", "2010", "15", ".", "9", ".", "2011", "17", ".", "2", ".", "2012", "8", ".", "8", ".", "2008", "20", ".", "10", ".", "2015", "2016", "6", ".", "4", ".", "2010", "18", ".", "4", ".", "2006", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "8 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "8 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBARGOS DECLARATÓRIOS – ACÓRDÃO – VÍCIO – INEXISTÊNCIA. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos de declaração – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. PROCESSO-CRIME – PRESCRIÇÃO – ELEMENTOS – AUSÊNCIA – RECONHECIMENTO – IMPOSSIBILIDADE. Mostra-se inviável analisar a ocorrência da prescrição seja da pretensão punitiva, seja da executória, quando ausentes os elementos processuais necessários à verificação dos marcos interruptivos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no segundo agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D462-5757-5D2B-63FF e senha F4DC-850B-5077-7AD3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 339 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal: Divino Teixeira de Resende e José Roberto Fortunato da Silva formalizaram embargos de declaração em face de acórdão de desprovimento de agravo interno pela Primeira Turma, assim sintetizado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal: Divino Teixeira de Resende e José Roberto Fortunato da Silva formalizaram embargos de declaração em face de acórdão de desprovimento de agravo interno pela Primeira Turma, assim sintetizado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 340 Relatório AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Os embargantes, nas razões de folha 272 a 279 – petição/STF nº 37.709/2011 –, sustentam o preenchimento dos pressupostos para conhecimento do recurso extraordinário. Sublinham ser desnecessário analisar o acervo fático-probatório e estar configurado o prequestionamento da matéria constitucional. Reiteram a alegação de violação direta da Constituição Federal. Apontam contradição no ato embargado, afirmando afastada a afronta ao princípio do contraditório e da ampla defesa, a despeito da leitura de matéria jornalística na sessão do Tribunal do Júri sem a oportunização de prévia manifestação. Antes do julgamento dos declaratórios, os embargantes protocolaram pedido de suspensão do julgamento até a apreciação do habeas corpus nº 107.770 – petição/STF nº 31.148/2011. Vossa Excelência indeferiu o pleito por meio da decisão de folhas 286 e 287. Contra o referido ato, seguiu-se a formalização de agravo interno – folha 298 a 301 –, ainda pendente de exame. Quando ainda não apreciados os declaratórios em face do pronunciamento da Turma e o agravo interno interposto contra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Supremo Tribunal Federal AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Os embargantes, nas razões de folha 272 a 279 – petição/STF nº 37.709/2011 –, sustentam o preenchimento dos pressupostos para conhecimento do recurso extraordinário. Sublinham ser desnecessário analisar o acervo fático-probatório e estar configurado o prequestionamento da matéria constitucional. Reiteram a alegação de violação direta da Constituição Federal. Apontam contradição no ato embargado, afirmando afastada a afronta ao princípio do contraditório e da ampla defesa, a despeito da leitura de matéria jornalística na sessão do Tribunal do Júri sem a oportunização de prévia manifestação. Antes do julgamento dos declaratórios, os embargantes protocolaram pedido de suspensão do julgamento até a apreciação do habeas corpus nº 107.770 – petição/STF nº 31.148/2011. Vossa Excelência indeferiu o pleito por meio da decisão de folhas 286 e 287. Contra o referido ato, seguiu-se a formalização de agravo interno – folha 298 a 301 –, ainda pendente de exame. Quando ainda não apreciados os declaratórios em face do pronunciamento da Turma e o agravo interno interposto contra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 341 Relatório AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO a decisão individual de indeferimento da paralisação da marcha processual, Divino Teixeira de Resende, por meio da petição/STF nº 41.828/2015, postulou fosse assentada a extinção da punibilidade em virtude da prescrição da pretensão punitiva. O Ministério Público do Estado de Goiás aponta a não ocorrência da prescrição e requer o indeferimento do pedido formulado pela defesa. O Ministério Público Federal opina pela impossibilidade de identificação dos marcos interruptivos ante a ausência de documentos essenciais para verificação da ocorrência, ou não, da prescrição. Considerada a tramitação do processo perante o Supremo desde 24 de maio de 2005 e o nítido caráter protelatório dos recursos da defesa, pretende a declaração do trânsito em julgado da condenação e a imediata remessa do processo à origem para exame de eventual prescrição da pretensão punitiva do Estado. Tece comentários sobre a gravidade do crime imputado aos acusados. O processo é físico e está concluso. A Primeira Turma, na sessão de 28 de fevereiro de 2012, indeferiu a ordem requerida no habeas corpus nº 107.770, por meio de pronunciamento alcançado pela preclusão maior. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Supremo Tribunal Federal AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO a decisão individual de indeferimento da paralisação da marcha processual, Divino Teixeira de Resende, por meio da petição/STF nº 41.828/2015, postulou fosse assentada a extinção da punibilidade em virtude da prescrição da pretensão punitiva. O Ministério Público do Estado de Goiás aponta a não ocorrência da prescrição e requer o indeferimento do pedido formulado pela defesa. O Ministério Público Federal opina pela impossibilidade de identificação dos marcos interruptivos ante a ausência de documentos essenciais para verificação da ocorrência, ou não, da prescrição. Considerada a tramitação do processo perante o Supremo desde 24 de maio de 2005 e o nítido caráter protelatório dos recursos da defesa, pretende a declaração do trânsito em julgado da condenação e a imediata remessa do processo à origem para exame de eventual prescrição da pretensão punitiva do Estado. Tece comentários sobre a gravidade do crime imputado aos acusados. O processo é físico e está concluso. A Primeira Turma, na sessão de 28 de fevereiro de 2012, indeferiu a ordem requerida no habeas corpus nº 107.770, por meio de pronunciamento alcançado pela preclusão maior. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 342 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Não prosperam as alegações dos embargantes. Embora tenha sido indicado preceito alusivo ao cabimento de embargos de declaração, desenvolve-se narrativa destoante do propósito de sanar obscuridade, contradição ou omissão. Reitero o que sustentado quando do julgamento do agravo interno: [...] No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, ao assentar que a leitura de matéria jornalística relacionada à violência em geral, sem referência ao caso em julgamento, não viola o artigo 475 do Código de Processo Penal. Restou consignado, ainda, que o indeferimento de pergunta considerada inoportuna não configura cerceamento de defesa. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida ao Código de Processo Penal. No mais, proclamou o Tribunal de origem ter o Júri admitido que “os recorrentes são os autores dos golpes contra Lázaro Rodrigues Fernandes e que somente não o mataram por circunstâncias alheias à sua vontade” (folha 25). Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Não prosperam as alegações dos embargantes. Embora tenha sido indicado preceito alusivo ao cabimento de embargos de declaração, desenvolve-se narrativa destoante do propósito de sanar obscuridade, contradição ou omissão. Reitero o que sustentado quando do julgamento do agravo interno: [...] No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, ao assentar que a leitura de matéria jornalística relacionada à violência em geral, sem referência ao caso em julgamento, não viola o artigo 475 do Código de Processo Penal. Restou consignado, ainda, que o indeferimento de pergunta considerada inoportuna não configura cerceamento de defesa. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida ao Código de Processo Penal. No mais, proclamou o Tribunal de origem ter o Júri admitido que “os recorrentes são os autores dos golpes contra Lázaro Rodrigues Fernandes e que somente não o mataram por circunstâncias alheias à sua vontade” (folha 25). Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 343 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Acresce que o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 Súmula desta Corte, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se a decisão impugnada nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: [...] Inexiste qualquer vício no acórdão embargado. Em última análise, pretendem os embargantes o rejulgamento do recurso. No tocante ao pedido formulado na petição/STF nº 41.828/2015, embora a prescrição, nos termos do artigo 61 do Código de Processo Penal, constitua matéria de ordem pública, passível de ser veiculada e reconhecida a qualquer tempo, a articulação não merece acolhimento. Mostra-se inviável analisar a ocorrência da prescrição seja da pretensão punitiva, seja da executória, quando ausentes informações processuais necessárias à verificação dos marcos interruptivos. O tema há de ser examinado pelo Juízo, o qual dispõe de elementos seguros alusivos ao processo referente à ação penal. Conheço dos embargos e os desprovejo. Deixo de implementar ordem de habeas corpus de ofício, ante a falta de dados indispensáveis para definir os marcos interruptivos da prescrição. Declaro prejudicado o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Supremo Tribunal Federal AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Acresce que o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 Súmula desta Corte, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se a decisão impugnada nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: [...] Inexiste qualquer vício no acórdão embargado. Em última análise, pretendem os embargantes o rejulgamento do recurso. No tocante ao pedido formulado na petição/STF nº 41.828/2015, embora a prescrição, nos termos do artigo 61 do Código de Processo Penal, constitua matéria de ordem pública, passível de ser veiculada e reconhecida a qualquer tempo, a articulação não merece acolhimento. Mostra-se inviável analisar a ocorrência da prescrição seja da pretensão punitiva, seja da executória, quando ausentes informações processuais necessárias à verificação dos marcos interruptivos. O tema há de ser examinado pelo Juízo, o qual dispõe de elementos seguros alusivos ao processo referente à ação penal. Conheço dos embargos e os desprovejo. Deixo de implementar ordem de habeas corpus de ofício, ante a falta de dados indispensáveis para definir os marcos interruptivos da prescrição. Declaro prejudicado o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 344 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO agravo interno formalizado à folha 298 à 301 (petição/STF nº 90.644/2011) contra o não acolhimento de suspensão da marcha processual, considerado o trânsito em julgado da decisão mediante a qual indeferida a ordem requerida no habeas corpus nº 107.770. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Supremo Tribunal Federal AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO agravo interno formalizado à folha 298 à 301 (petição/STF nº 90.644/2011) contra o não acolhimento de suspensão da marcha processual, considerado o trânsito em julgado da decisão mediante a qual indeferida a ordem requerida no habeas corpus nº 107.770. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 345 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR (30583/GO) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046325 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR (30583/GO) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8 346
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748284796
2018-08-14T00:00:00
2018-09-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018.
EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – ACÓRDÃO – VÍCIO – INEXISTÊNCIA. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos de declaração – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. PROCESSO-CRIME – PRESCRIÇÃO – ELEMENTOS – AUSÊNCIA – RECONHECIMENTO – IMPOSSIBILIDADE. Mostra-se inviável analisar a ocorrência da prescrição seja da pretensão punitiva, seja da executória, quando ausentes os elementos processuais necessários à verificação dos marcos interruptivos.
sjur391581
Número de páginas: 8. Análise: 23/10/2018, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
565181
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00061\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
AI-AgR-segundo-ED
acordaos
AI 565181 AgR-segundo-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS EMBARGOS DECLARATÓRIOS – ACÓRDÃO – VÍCIO – INEXISTÊNCIA. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos de declaração – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. PROCESSO-CRIME – PRESCRIÇÃO – ELEMENTOS – AUSÊNCIA – RECONHECIMENTO – IMPOSSIBILIDADE. Mostra-se inviável analisar a ocorrência da prescrição seja da pretensão punitiva, seja da executória, quando ausentes os elementos processuais necessários à verificação dos marcos interruptivos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no segundo agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D462-5757-5D2B-63FF e senha F4DC-850B-5077-7AD3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 339 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal: Divino Teixeira de Resende e José Roberto Fortunato da Silva formalizaram embargos de declaração em face de acórdão de desprovimento de agravo interno pela Primeira Turma, assim sintetizado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Vívian Cintra Athanazio Leal: Divino Teixeira de Resende e José Roberto Fortunato da Silva formalizaram embargos de declaração em face de acórdão de desprovimento de agravo interno pela Primeira Turma, assim sintetizado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 340 Relatório AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Os embargantes, nas razões de folha 272 a 279 – petição/Supremo Tribunal Federal n 37.709/2011 –, sustentam o preenchimento dos pressupostos para conhecimento do recurso extraordinário. Sublinham ser desnecessário analisar o acervo fático-probatório e estar configurado o prequestionamento da matéria constitucional. Reiteram a alegação de violação direta da Constituição Federal. Apontam contradição no ato embargado, afirmando afastada a afronta ao princípio do contraditório e da ampla defesa, a despeito da leitura de matéria jornalística na sessão do Tribunal do Júri sem a oportunização de prévia manifestação. Antes do julgamento dos declaratórios, os embargantes protocolaram pedido de suspensão do julgamento até a apreciação do habeas corpus n 107.770 – petição/Supremo Tribunal Federal n 31.148/2011. Vossa Excelência indeferiu o pleito por meio da decisão de folhas 286 e 287. Contra o referido ato, seguiu-se a formalização de agravo interno – folha 298 a 301 –, ainda pendente de exame. Quando ainda não apreciados os declaratórios em face do pronunciamento da Turma e o agravo interno interposto contra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Supremo Tribunal Federal AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido argüida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Os embargantes, nas razões de folha 272 a 279 – petição/Supremo Tribunal Federal n 37.709/2011 –, sustentam o preenchimento dos pressupostos para conhecimento do recurso extraordinário. Sublinham ser desnecessário analisar o acervo fático-probatório e estar configurado o prequestionamento da matéria constitucional. Reiteram a alegação de violação direta da Constituição Federal. Apontam contradição no ato embargado, afirmando afastada a afronta ao princípio do contraditório e da ampla defesa, a despeito da leitura de matéria jornalística na sessão do Tribunal do Júri sem a oportunização de prévia manifestação. Antes do julgamento dos declaratórios, os embargantes protocolaram pedido de suspensão do julgamento até a apreciação do habeas corpus n 107.770 – petição/Supremo Tribunal Federal n 31.148/2011. Vossa Excelência indeferiu o pleito por meio da decisão de folhas 286 e 287. Contra o referido ato, seguiu-se a formalização de agravo interno – folha 298 a 301 –, ainda pendente de exame. Quando ainda não apreciados os declaratórios em face do pronunciamento da Turma e o agravo interno interposto contra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 341 Relatório AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO a decisão individual de indeferimento da paralisação da marcha processual, Divino Teixeira de Resende, por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 41.828/2015, postulou fosse assentada a extinção da punibilidade em virtude da prescrição da pretensão punitiva. O Ministério Público do Estado de Goiás aponta a não ocorrência da prescrição e requer o indeferimento do pedido formulado pela defesa. O Ministério Público Federal opina pela impossibilidade de identificação dos marcos interruptivos ante a ausência de documentos essenciais para verificação da ocorrência, ou não, da prescrição. Considerada a tramitação do processo perante o Supremo desde 24 de maio de 2005 e o nítido caráter protelatório dos recursos da defesa, pretende a declaração do trânsito em julgado da condenação e a imediata remessa do processo à origem para exame de eventual prescrição da pretensão punitiva do Estado. Tece comentários sobre a gravidade do crime imputado aos acusados. O processo é físico e está concluso. A Primeira Turma, na sessão de 28 de fevereiro de 2012, indeferiu a ordem requerida no habeas corpus n 107.770, por meio de pronunciamento alcançado pela preclusão maior. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Supremo Tribunal Federal AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO a decisão individual de indeferimento da paralisação da marcha processual, Divino Teixeira de Resende, por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 41.828/2015, postulou fosse assentada a extinção da punibilidade em virtude da prescrição da pretensão punitiva. O Ministério Público do Estado de Goiás aponta a não ocorrência da prescrição e requer o indeferimento do pedido formulado pela defesa. O Ministério Público Federal opina pela impossibilidade de identificação dos marcos interruptivos ante a ausência de documentos essenciais para verificação da ocorrência, ou não, da prescrição. Considerada a tramitação do processo perante o Supremo desde 24 de maio de 2005 e o nítido caráter protelatório dos recursos da defesa, pretende a declaração do trânsito em julgado da condenação e a imediata remessa do processo à origem para exame de eventual prescrição da pretensão punitiva do Estado. Tece comentários sobre a gravidade do crime imputado aos acusados. O processo é físico e está concluso. A Primeira Turma, na sessão de 28 de fevereiro de 2012, indeferiu a ordem requerida no habeas corpus n 107.770, por meio de pronunciamento alcançado pela preclusão maior. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BE-D663-F993-E6BB e senha 18FB-7079-3FD9-03B9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 342 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Não prosperam as alegações dos embargantes. Embora tenha sido indicado preceito alusivo ao cabimento de embargos de declaração, desenvolve-se narrativa destoante do propósito de sanar obscuridade, contradição ou omissão. Reitero o que sustentado quando do julgamento do agravo interno: [...] No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, ao assentar que a leitura de matéria jornalística relacionada à violência em geral, sem referência ao caso em julgamento, não viola o artigo 475 do Código de Processo Penal. Restou consignado, ainda, que o indeferimento de pergunta considerada inoportuna não configura cerceamento de defesa. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida ao Código de Processo Penal. No mais, proclamou o Tribunal de origem ter o Júri admitido que “os recorrentes são os autores dos golpes contra Lázaro Rodrigues Fernandes e que somente não o mataram por circunstâncias alheias à sua vontade” (folha 25). Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo assinado em lei. Não prosperam as alegações dos embargantes. Embora tenha sido indicado preceito alusivo ao cabimento de embargos de declaração, desenvolve-se narrativa destoante do propósito de sanar obscuridade, contradição ou omissão. Reitero o que sustentado quando do julgamento do agravo interno: [...] No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, ao assentar que a leitura de matéria jornalística relacionada à violência em geral, sem referência ao caso em julgamento, não viola o artigo 475 do Código de Processo Penal. Restou consignado, ainda, que o indeferimento de pergunta considerada inoportuna não configura cerceamento de defesa. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida ao Código de Processo Penal. No mais, proclamou o Tribunal de origem ter o Júri admitido que “os recorrentes são os autores dos golpes contra Lázaro Rodrigues Fernandes e que somente não o mataram por circunstâncias alheias à sua vontade” (folha 25). Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 343 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Acresce que o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 Súmula desta Corte, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se a decisão impugnada nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: [...] Inexiste qualquer vício no acórdão embargado. Em última análise, pretendem os embargantes o rejulgamento do recurso. No tocante ao pedido formulado na petição/Supremo Tribunal Federal n 41.828/2015, embora a prescrição, nos termos do artigo 61 do Código de Processo Penal, constitua matéria de ordem pública, passível de ser veiculada e reconhecida a qualquer tempo, a articulação não merece acolhimento. Mostra-se inviável analisar a ocorrência da prescrição seja da pretensão punitiva, seja da executória, quando ausentes informações processuais necessárias à verificação dos marcos interruptivos. O tema há de ser examinado pelo Juízo, o qual dispõe de elementos seguros alusivos ao processo referente à ação penal. Conheço dos embargos e os desprovejo. Deixo de implementar ordem de habeas corpus de ofício, ante a falta de dados indispensáveis para definir os marcos interruptivos da prescrição. Declaro prejudicado o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Supremo Tribunal Federal AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Acresce que o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 Súmula desta Corte, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se a decisão impugnada nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim decidiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: [...] Inexiste qualquer vício no acórdão embargado. Em última análise, pretendem os embargantes o rejulgamento do recurso. No tocante ao pedido formulado na petição/Supremo Tribunal Federal n 41.828/2015, embora a prescrição, nos termos do artigo 61 do Código de Processo Penal, constitua matéria de ordem pública, passível de ser veiculada e reconhecida a qualquer tempo, a articulação não merece acolhimento. Mostra-se inviável analisar a ocorrência da prescrição seja da pretensão punitiva, seja da executória, quando ausentes informações processuais necessárias à verificação dos marcos interruptivos. O tema há de ser examinado pelo Juízo, o qual dispõe de elementos seguros alusivos ao processo referente à ação penal. Conheço dos embargos e os desprovejo. Deixo de implementar ordem de habeas corpus de ofício, ante a falta de dados indispensáveis para definir os marcos interruptivos da prescrição. Declaro prejudicado o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 344 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO agravo interno formalizado à folha 298 à 301 (petição/Supremo Tribunal Federal n 90.644/2011) contra o não acolhimento de suspensão da marcha processual, considerado o trânsito em julgado da decisão mediante a qual indeferida a ordem requerida no habeas corpus n 107.770. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Supremo Tribunal Federal AI 565181 AGR-SEGUNDO-ED / GO agravo interno formalizado à folha 298 à 301 (petição/Supremo Tribunal Federal n 90.644/2011) contra o não acolhimento de suspensão da marcha processual, considerado o trânsito em julgado da decisão mediante a qual indeferida a ordem requerida no habeas corpus n 107.770. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF6F-6818-AD08-8122 e senha 4453-0CDE-11D7-DB21 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 345 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR (30583/GO) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046325 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 565.181 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR (30583/GO) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8 346
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 565 . 181 GOIÁS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 565 . 181", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 565 . 181 GOIÁS", "AI 565181 AGR", "habeas corpus n 107 . 770", "petição", "AI 565181", "habeas corpus n 107 . 770", "petição", "AI 565181", "habeas corpus n 107 . 770", "AI 565181 AGR - SEGUNDO - ED / GO", "habeas corpus n 107 . 770", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 565 . 181", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 565 . 181", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "AI 565181 AGR - SEGUNDO", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "AI 565181 AGR - SEGUNDO - ED", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "habeas corpus n 107 . 770", "AI 565181", "petição", "habeas corpus n 107 . 770", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 565 . 181" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Básica Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Básica Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 475 do Código de Processo Penal", "Carta da República", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 475 do Código de Processo Penal", "Carta da República", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 61 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "61 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Estado de Goiás", "Ministério Público Federal", "Supremo", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Estado de Goiás", "Ministério Público Federal", "Supremo", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE", "DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE", "DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR", "MARCO AURÉLIO", "Vívian Cintra Athanazio", "Divino Teixeira de Resende", "José Roberto Fortunato da Silva", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Vívian Cintra Athanazio", "Divino Teixeira de Resende", "José Roberto Fortunato da Silva", "Divino Teixeira de Resende", "Divino Teixeira de Resende", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Lázaro Rodrigues Fernandes", "MARCO AURÉLIO", "Lázaro Rodrigues Fernandes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE", "DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "DIVINO TEIXEIRA DE RESENDE", "DIVINO INÁCIO DA SILVA JÚNIOR", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de maio de 2005", "28 de fevereiro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de maio de 2005", "28 de fevereiro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLARO S.A. ADV.(A/S) :RICARDO JORGE VELLOSO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO BASE DE TELEFONIA. LEIS MUNICIPAIS 11.228/1992 E 13.756/2004. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – É inviável o recurso extraordinário cuja questão constitucional nele arguida não tiver sido prequestionada. Incidência das Súmulas 282/STF e 356/STF. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica a revisão da interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam o acórdão recorrido. Incidência da Súmula 280/STF. III – Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. IV – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. V – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959770. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1119645 AGR / SP A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959770. Supremo Tribunal Federal ARE 1119645 AGR / SP A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLARO S.A. ADV.(A/S) :RICARDO JORGE VELLOSO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a incidência das Súmulas 279, 280, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. A agravante alega que a questão constitucional arguida foi devidamente prequestionada, sob o argumento de que “[...] tanto o juízo de piso, quanto o Tribunal a quo, por repetidas vezes buscaram artifícios para afastar o direito adquirido da agravante, consubstanciado na inafastável aplicação da legislação válida, vigente e eficaz existente à época dos fatos (Código de Obras Municipal – Lei n° 11.228/92 – item 4.2.3)” (pág. 2 do documento eletrônico 5). Ademais, sustenta a ocorrência de flagrante afronta à Constituição Federal e a desnecessidade de reexame de provas para a solução da controvérsia em exame. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959771. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLARO S.A. ADV.(A/S) :RICARDO JORGE VELLOSO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a incidência das Súmulas 279, 280, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. A agravante alega que a questão constitucional arguida foi devidamente prequestionada, sob o argumento de que “[...] tanto o juízo de piso, quanto o Tribunal a quo, por repetidas vezes buscaram artifícios para afastar o direito adquirido da agravante, consubstanciado na inafastável aplicação da legislação válida, vigente e eficaz existente à época dos fatos (Código de Obras Municipal – Lei n° 11.228/92 – item 4.2.3)” (pág. 2 do documento eletrônico 5). Ademais, sustenta a ocorrência de flagrante afronta à Constituição Federal e a desnecessidade de reexame de provas para a solução da controvérsia em exame. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “[...] o dispositivo constitucional arguido pela recorrente não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/STF. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “[...] o dispositivo constitucional arguido pela recorrente não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/STF. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1119645 AGR / SP entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis nºs 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP nº 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Além disso, para divergir do acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e das normas locais aplicáveis ao caso, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco o ARE 886.492-AgR/SP, de relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO- BASE. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO’ Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do RISTF)” (documento eletrônico 4). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, observados os limites legais. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Supremo Tribunal Federal ARE 1119645 AGR / SP entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis nºs 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP nº 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Além disso, para divergir do acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e das normas locais aplicáveis ao caso, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco o ARE 886.492-AgR/SP, de relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO- BASE. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO’ Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do RISTF)” (documento eletrônico 4). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, observados os limites legais. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1119645 AGR / SP 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Supremo Tribunal Federal ARE 1119645 AGR / SP 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : CLARO S.A. ADV.(A/S) : RICARDO JORGE VELLOSO (163471/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO (209213/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992185 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : CLARO S.A. ADV.(A/S) : RICARDO JORGE VELLOSO (163471/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO (209213/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992185 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15001264
2018-06-04T00:00:00
2018-06-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO BASE DE TELEFONIA. LEIS MUNICIPAIS 11.228/1992 E 13.756/2004. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – É inviável o recurso extraordinário cuja questão constitucional nele arguida não tiver sido prequestionada. Incidência das Súmulas 282/STF e 356/STF. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica a revisão da interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam o acórdão recorrido. Incidência da Súmula 280/STF. III – Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. IV – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. V – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa.
sjur386456
Número de páginas: 7. Análise: 27/06/2018, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1119645
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-011228 ANO-1992\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP\n\n", "LEG-MUN LEI-013756 ANO-2004\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1119645 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLARO S.A. ADV.(A/S) : RICARDO JORGE VELLOSO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLARO S.A. ADV.(A/S) :RICARDO JORGE VELLOSO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO BASE DE TELEFONIA. LEIS MUNICIPAIS 11.228/1992 E 13.756/2004. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – É inviável o recurso extraordinário cuja questão constitucional nele arguida não tiver sido prequestionada. Incidência das Súmulas 282/Supremo Tribunal Federal e 356/Supremo Tribunal Federal. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica a revisão da interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam o acórdão recorrido. Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. III – Conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. IV – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. V – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959770. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1119645 AGR / SP A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959770. Supremo Tribunal Federal ARE 1119645 AGR / SP A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959770. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLARO S.A. ADV.(A/S) :RICARDO JORGE VELLOSO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a incidência das Súmulas 279, 280, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. A agravante alega que a questão constitucional arguida foi devidamente prequestionada, sob o argumento de que “[...] tanto o juízo de piso, quanto o Tribunal a quo, por repetidas vezes buscaram artifícios para afastar o direito adquirido da agravante, consubstanciado na inafastável aplicação da legislação válida, vigente e eficaz existente à época dos fatos (Código de Obras Municipal – Lei n 11.228/92 – item 4.2.3)” (pág. 2 do documento eletrônico 5). Ademais, sustenta a ocorrência de flagrante afronta à Constituição Federal e a desnecessidade de reexame de provas para a solução da controvérsia em exame. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959771. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :CLARO S.A. ADV.(A/S) :RICARDO JORGE VELLOSO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista a incidência das Súmulas 279, 280, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. A agravante alega que a questão constitucional arguida foi devidamente prequestionada, sob o argumento de que “[...] tanto o juízo de piso, quanto o Tribunal a quo, por repetidas vezes buscaram artifícios para afastar o direito adquirido da agravante, consubstanciado na inafastável aplicação da legislação válida, vigente e eficaz existente à época dos fatos (Código de Obras Municipal – Lei n 11.228/92 – item 4.2.3)” (pág. 2 do documento eletrônico 5). Ademais, sustenta a ocorrência de flagrante afronta à Constituição Federal e a desnecessidade de reexame de provas para a solução da controvérsia em exame. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959771. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “[...] o dispositivo constitucional arguido pela recorrente não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “[...] o dispositivo constitucional arguido pela recorrente não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1119645 AGR / SP entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis ns 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP n 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Além disso, para divergir do acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e das normas locais aplicáveis ao caso, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco o ARE 886.492-AgR/SP, de relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO- BASE. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO’ Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF)” (documento eletrônico 4). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, observados os limites legais. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Supremo Tribunal Federal ARE 1119645 AGR / SP entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis ns 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP n 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Além disso, para divergir do acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e das normas locais aplicáveis ao caso, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco o ARE 886.492-AgR/SP, de relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. REMOÇÃO DE ESTAÇÃO RÁDIO- BASE. NECESSIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO’ Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF)” (documento eletrônico 4). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 20% (vinte por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados, observados os limites legais. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1119645 AGR / SP 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Supremo Tribunal Federal ARE 1119645 AGR / SP 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : CLARO S.A. ADV.(A/S) : RICARDO JORGE VELLOSO (163471/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO (209213/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992185 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.119.645 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : CLARO S.A. ADV.(A/S) : RICARDO JORGE VELLOSO (163471/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO (209213/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992185 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 119 . 645", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280 , 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280 , 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 772 . 836 - AgR / PE", "Súmulas 282", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 119 . 645", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 772 . 836 - AgR / PE", "Súmulas 282", "ARE 1119645 AGR / SP", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 886 . 492 - AgR / SP", "SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1119645 AGR / SP", "Súmulas 279", "SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1119645 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 119 . 645" ], "LEGISLACAO": [ "LEIS MUNICIPAIS 11 . 228 / 1992", "13", ".", "756", "/", "2004", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Obras Municipal", "Lei n 11 . 228", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Obras Municipal", "Lei n 11 . 228 / 92", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns 8 . 212 / 91", "11", ".", "941", "/", "09", "Decreto 3 . 048 / 99", "IN", "MPS", "/", "SRP n 3 / 05", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns 8 . 212 / 91", "11", ".", "941", "/", "09", "Decreto 3 . 048 / 99", "IN MPS", "/", "SRP n 3 / 05", "ARE", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CLARO S . A .", "MUNICÍPIO DE", "REMOÇÃO", "RÁDIO BASE DE TELEFONIA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CLARO S . A .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CLARO S . A .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Fundo de Participação dos Municípios", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CLARO S", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CLARO S . A .", "MUNICÍPIO DE", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO JORGE VELLOSO", "LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO JORGE VELLOSO", "LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO JORGE VELLOSO", "LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO JORGE VELLOSO", "LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO JORGE VELLOSO", "LEON ROGERIO GONCALVES DE CARVALHO", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES AGTE.(S) :CLAITON PEREIRA LOUREDO AGTE.(S) :WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY ADV.(A/S) :JOSE PATRICIO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :PAULO IURI ALVES TEIXEIRA EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS INFRINGENTES. CABIMENTO. REITERAÇÃO DE ALEGAÇÕES EXPENDIDAS. PRETENSÃO DE CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. Entre as hipóteses de cabimento dos embargos infringentes, previstas no mencionado art. 333 do RI/STF, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pela Turma, que negam provimento a agravos regimentais interpostos em recursos extraordinários com agravos criminais, sendo, por isso, incabíveis os embargos infringentes. 2. A interposição do agravo interno mal disfarça a natureza abusiva do recurso, o que autoriza a execução imediata da decisão, independentemente de seu trânsito em julgado. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Determinada a imediata baixa dos autos à origem para a pronta execução do julgado, independentemente da publicação do acórdão. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778329. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO provimento ao agravo interno, com determinação de baixa imediata dos autos à origem para a pronta execução do julgado, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778329. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO provimento ao agravo interno, com determinação de baixa imediata dos autos à origem para a pronta execução do julgado, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES AGTE.(S) :CLAITON PEREIRA LOUREDO AGTE.(S) :WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY ADV.(A/S) :JOSE PATRICIO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :PAULO IURI ALVES TEIXEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 15.12.2017, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso de embargos infringentes sob os seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de embargos infringentes contra acórdão da Primeira Turma deste Tribunal assim ementando: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRARDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA O ÚNICO FUNDAMENTO DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIRA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A parte recorrente não atacou o único fundamento da decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (Súmula 282/STF), de modo que a decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES AGTE.(S) :CLAITON PEREIRA LOUREDO AGTE.(S) :WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY ADV.(A/S) :JOSE PATRICIO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :PAULO IURI ALVES TEIXEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 15.12.2017, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso de embargos infringentes sob os seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de embargos infringentes contra acórdão da Primeira Turma deste Tribunal assim ementando: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRARDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA O ÚNICO FUNDAMENTO DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIRA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A parte recorrente não atacou o único fundamento da decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (Súmula 282/STF), de modo que a decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO permanece incólume. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A parte embargante sustenta que: (i) existe a possibilidade de conhecimento do Agravo Interno diante de sua tempestividade, isso ao realizar uma analogia e interpretação extensiva do Código de Processo Civil em face ao Processo Penal ; (ii) o Agravo interno dos peticionários foram protocolizados tempestivamente. É o relatório. Decido. Os embargos infringentes são assim previstos no art. 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: Art. 333. Cabem embargos infringentes à decisão não unânime do Plenário ou da Turma: I que julgar procedente a ação penal; II que julgar improcedente a revisão criminal; III que julgar a ação rescisória; IV que julgar a representação de inconstitucionalidade; V que, em recurso criminal ordinário, for desfavorável ao acusado. Parágrafo único. O cabimento dos embargos, em decisão do Plenário, depende da existência, no mínimo, de quatro votos divergentes, salvo nos casos de julgamento criminal em sessão secreta. No caso, a hipótese em exame não se enquadra em nenhum dos incisos do art. 333 do RI/STF, por se cuidar de embargos infringentes em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. A propósito, veja-se a ementa do AI 828.792-AgR-EI, Rel. Min. Ricardo Lewandowski: PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUESTIONADA QUE NÃO SE INSERE NAS HIPÓTESES DO ART. 333 DO RISTF. REITERADA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO permanece incólume. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A parte embargante sustenta que: (i) existe a possibilidade de conhecimento do Agravo Interno diante de sua tempestividade, isso ao realizar uma analogia e interpretação extensiva do Código de Processo Civil em face ao Processo Penal ; (ii) o Agravo interno dos peticionários foram protocolizados tempestivamente. É o relatório. Decido. Os embargos infringentes são assim previstos no art. 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: Art. 333. Cabem embargos infringentes à decisão não unânime do Plenário ou da Turma: I que julgar procedente a ação penal; II que julgar improcedente a revisão criminal; III que julgar a ação rescisória; IV que julgar a representação de inconstitucionalidade; V que, em recurso criminal ordinário, for desfavorável ao acusado. Parágrafo único. O cabimento dos embargos, em decisão do Plenário, depende da existência, no mínimo, de quatro votos divergentes, salvo nos casos de julgamento criminal em sessão secreta. No caso, a hipótese em exame não se enquadra em nenhum dos incisos do art. 333 do RI/STF, por se cuidar de embargos infringentes em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. A propósito, veja-se a ementa do AI 828.792-AgR-EI, Rel. Min. Ricardo Lewandowski: PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUESTIONADA QUE NÃO SE INSERE NAS HIPÓTESES DO ART. 333 DO RISTF. REITERADA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. I Entre as hipóteses de cabimento deste recurso, elencadas no art. 333 do Regimento Interno do STF, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pelo Plenário ou pela Turma, que negam provimento a agravos regimentais interpostos em agravos de instrumento criminais. II Embargos infringentes não conhecidos. Diante do manifesto descabimento dos embargos infringentes em exame, nego seguimento ao recurso (RI/STF, art. 21, § 1º). […]. ” 2. A parte agravante sustenta que: (i) “OS EMBARGOS INFRINGENTES TROUXERAM EM SEUS FUNDAMENTOS NÃO SÓ A QUESTÃO DA POSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO INTERNO POR ESTE SER TEMPESTIVO COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, MAS SIM, COMBATEU A DECISÃO DE FORMA ESPECIFICA, DEMONSTRANDO INCLUSIVE QUE O RECURSO FORA PROTOCOLIZADO EM TEMPO HÁBIL, FALTANDO UM DIA PARA O ESCOAMENTO DO PRAZO”; (ii) “o que se observa na presente Decisão ora agravada é o que diz respeito ao não cabimento dos Embargos Infringentes opostos em relação à decisão proferida de forma equivocada quanto à contagem de prazo”; (iii) “no caso em tela, resta cristalino que deve ser aplicado ao caso em estudo a flexibilização da norma quanto ao cabimento dos Embargos Infringentes com fundamento no artigo 333, inciso V do RISFT, posto que, cristalinamente a decisão àquela hora Embargada não era passível de qualquer outro recurso, posto que, fora analisada de forma equivocada os prazos recursais dos corréus”; (iv) “as razões de decidir manejadas pelo e. Ministro Relator colidem frontalmente com o princípio da colegialidade, assim como com a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. I Entre as hipóteses de cabimento deste recurso, elencadas no art. 333 do Regimento Interno do STF, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pelo Plenário ou pela Turma, que negam provimento a agravos regimentais interpostos em agravos de instrumento criminais. II Embargos infringentes não conhecidos. Diante do manifesto descabimento dos embargos infringentes em exame, nego seguimento ao recurso (RI/STF, art. 21, § 1º). […]. ” 2. A parte agravante sustenta que: (i) “OS EMBARGOS INFRINGENTES TROUXERAM EM SEUS FUNDAMENTOS NÃO SÓ A QUESTÃO DA POSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO INTERNO POR ESTE SER TEMPESTIVO COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, MAS SIM, COMBATEU A DECISÃO DE FORMA ESPECIFICA, DEMONSTRANDO INCLUSIVE QUE O RECURSO FORA PROTOCOLIZADO EM TEMPO HÁBIL, FALTANDO UM DIA PARA O ESCOAMENTO DO PRAZO”; (ii) “o que se observa na presente Decisão ora agravada é o que diz respeito ao não cabimento dos Embargos Infringentes opostos em relação à decisão proferida de forma equivocada quanto à contagem de prazo”; (iii) “no caso em tela, resta cristalino que deve ser aplicado ao caso em estudo a flexibilização da norma quanto ao cabimento dos Embargos Infringentes com fundamento no artigo 333, inciso V do RISFT, posto que, cristalinamente a decisão àquela hora Embargada não era passível de qualquer outro recurso, posto que, fora analisada de forma equivocada os prazos recursais dos corréus”; (iv) “as razões de decidir manejadas pelo e. Ministro Relator colidem frontalmente com o princípio da colegialidade, assim como com a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO cláusula geral do devido processo legal, princípios estes tutelados na amplitude da Constituição Federal”. 3. A parte agravante alega, por fim, “que deseja acompanhar a votação, solicita que [ela] seja realizada presencial”. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO cláusula geral do devido processo legal, princípios estes tutelados na amplitude da Constituição Federal”. 3. A parte agravante alega, por fim, “que deseja acompanhar a votação, solicita que [ela] seja realizada presencial”. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. De início, anoto que não deve ser admitida a irresignação relativa ao julgamento do recurso por meio de decisão monocrática proferida pelo relator. Isso porque, segundo o art. 21, § 1º, do RI/STF e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), o relator pode decidir monocraticamente recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou contrário a entendimento firmado pelo Tribunal. Ressalte- se que é previsto meio de impugnação à parte que se sentir prejudicada e forçar o pronunciamento do colegiado, qual seja, o agravo interno. 3. Quanto ao pedido de destaque, saliento que as listas quando eram apresentadas na Turma, visava a dar conhecimento mais detalhado aos demais Ministros da matéria em discussão. Na nova sistemática, a decisão recorrida e a proposta de nova decisão, bem como as peças processuais, ficam à disposição de todos os Ministros. Diante disso, somente por exceção se justifica o destaque. No caso presente, a decisão recorrida está alinhada com a jurisprudência e a hipótese não apresenta qualquer especificidade. 4. Quanto à alegação no sentido da “POSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO INTERNO POR ESTE SER TEMPESTIVO COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE PROCESSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. De início, anoto que não deve ser admitida a irresignação relativa ao julgamento do recurso por meio de decisão monocrática proferida pelo relator. Isso porque, segundo o art. 21, § 1º, do RI/STF e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), o relator pode decidir monocraticamente recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou contrário a entendimento firmado pelo Tribunal. Ressalte- se que é previsto meio de impugnação à parte que se sentir prejudicada e forçar o pronunciamento do colegiado, qual seja, o agravo interno. 3. Quanto ao pedido de destaque, saliento que as listas quando eram apresentadas na Turma, visava a dar conhecimento mais detalhado aos demais Ministros da matéria em discussão. Na nova sistemática, a decisão recorrida e a proposta de nova decisão, bem como as peças processuais, ficam à disposição de todos os Ministros. Diante disso, somente por exceção se justifica o destaque. No caso presente, a decisão recorrida está alinhada com a jurisprudência e a hipótese não apresenta qualquer especificidade. 4. Quanto à alegação no sentido da “POSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO INTERNO POR ESTE SER TEMPESTIVO COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE PROCESSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO CIVIL”, tal matéria não foi examinada no julgamento do agravo regimental interposto pelo agravante em face da decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, bem como também não foi apreciada na decisão monocrática que ora se agrava, tendo em vista o não cabimento do recurso de embargos infringentes. Incide, no ponto, a Súmula 284/STF. 5. A título de esclarecimento, registro que a decisão colegiada que não conheceu do agravo regimental em função de sua intempestividade se refere à parte diversa (JOSÉ BRAZ DOS SANTOS SILVA), cujo acórdão foi publicado em 20.11.2017 e teve certificado o trânsito em julgado em 06.12.2017, conforme andamento processual. 6. No mais, tal como consta na decisão agravada, a hipótese em exame não se enquadra em nehum dos incisos do art. 333 do RI/STF, por se cuidar de embargos infringentes em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. A propósito, veja-se a ementa do AI 828.792- AgR-EI, Rel. Min. Ricardo Lewandowski: “PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUESTIONADA QUE NÃO SE INSERE NAS HIPÓTESES DO ART. 333 DO RISTF. REITERADA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. I Entre as hipóteses de cabimento deste recurso, elencadas no art. 333 do Regimento Interno do STF, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pelo Plenário ou pela Turma, que negam provimento a agravos regimentais interpostos em agravos de instrumento criminais. II Embargos infringentes não conhecidos.” 7. Entre as hipóteses de cabimento dos embargos infringentes, previstas no mencionado art. 333 do RI/STF, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pela Turma que negam provimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO CIVIL”, tal matéria não foi examinada no julgamento do agravo regimental interposto pelo agravante em face da decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, bem como também não foi apreciada na decisão monocrática que ora se agrava, tendo em vista o não cabimento do recurso de embargos infringentes. Incide, no ponto, a Súmula 284/STF. 5. A título de esclarecimento, registro que a decisão colegiada que não conheceu do agravo regimental em função de sua intempestividade se refere à parte diversa (JOSÉ BRAZ DOS SANTOS SILVA), cujo acórdão foi publicado em 20.11.2017 e teve certificado o trânsito em julgado em 06.12.2017, conforme andamento processual. 6. No mais, tal como consta na decisão agravada, a hipótese em exame não se enquadra em nehum dos incisos do art. 333 do RI/STF, por se cuidar de embargos infringentes em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. A propósito, veja-se a ementa do AI 828.792- AgR-EI, Rel. Min. Ricardo Lewandowski: “PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUESTIONADA QUE NÃO SE INSERE NAS HIPÓTESES DO ART. 333 DO RISTF. REITERADA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. I Entre as hipóteses de cabimento deste recurso, elencadas no art. 333 do Regimento Interno do STF, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pelo Plenário ou pela Turma, que negam provimento a agravos regimentais interpostos em agravos de instrumento criminais. II Embargos infringentes não conhecidos.” 7. Entre as hipóteses de cabimento dos embargos infringentes, previstas no mencionado art. 333 do RI/STF, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pela Turma que negam provimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO a agravos regimentais interpostos em recursos extraordinários com agravos criminais, sendo, por isso, incabíveis os embargos infringentes. 8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, quando evidenciado o caráter nitidamente protelatório do recurso, é firme no sentido de que “a utilização de sucessivos recursos manifestamente protelatórios autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pela Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão” (ARE 739.994-AGR-ED- AGR, Rel. Min. Dias Toffoli). Nessa linha, veja-se o AI 681.109-AgR-ED- EDv-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. 9. No caso, a interposição deste agravo interno mal disfarça a natureza abusiva do recurso, o que autoriza a imediata execução do acórdão objeto do recurso extraordinário. 10. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e determino a imediata baixa dos autos à origem para a pronta execução do julgado, independentemente da publicação do acórdão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO a agravos regimentais interpostos em recursos extraordinários com agravos criminais, sendo, por isso, incabíveis os embargos infringentes. 8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, quando evidenciado o caráter nitidamente protelatório do recurso, é firme no sentido de que “a utilização de sucessivos recursos manifestamente protelatórios autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pela Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão” (ARE 739.994-AGR-ED- AGR, Rel. Min. Dias Toffoli). Nessa linha, veja-se o AI 681.109-AgR-ED- EDv-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. 9. No caso, a interposição deste agravo interno mal disfarça a natureza abusiva do recurso, o que autoriza a imediata execução do acórdão objeto do recurso extraordinário. 10. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e determino a imediata baixa dos autos à origem para a pronta execução do julgado, independentemente da publicação do acórdão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES AGTE.(S) : CLAITON PEREIRA LOUREDO AGTE.(S) : WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY ADV.(A/S) : JOSE PATRICIO JUNIOR (26706/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) : PAULO IURI ALVES TEIXEIRA (14307/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com determinação de baixa imediata dos autos à origem para a pronta execução do julgado, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779425 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES AGTE.(S) : CLAITON PEREIRA LOUREDO AGTE.(S) : WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY ADV.(A/S) : JOSE PATRICIO JUNIOR (26706/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) : PAULO IURI ALVES TEIXEIRA (14307/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com determinação de baixa imediata dos autos à origem para a pronta execução do julgado, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779425 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14784878
2018-04-27T00:00:00
2018-05-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com determinação de baixa imediata dos autos à origem para a pronta execução do julgado, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018.
AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS INFRINGENTES. CABIMENTO. REITERAÇÃO DE ALEGAÇÕES EXPENDIDAS. PRETENSÃO DE CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. Entre as hipóteses de cabimento dos embargos infringentes, previstas no mencionado art. 333 do RI/STF, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pela Turma, que negam provimento a agravos regimentais interpostos em recursos extraordinários com agravos criminais, sendo, por isso, incabíveis os embargos infringentes. 2. A interposição do agravo interno mal disfarça a natureza abusiva do recurso, o que autoriza a execução imediata da decisão, independentemente de seu trânsito em julgado. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Determinada a imediata baixa dos autos à origem para a pronta execução do julgado, independentemente da publicação do acórdão.
sjur384781
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS INFRINGENTES, CABIMENTO) AI 828792 AgR-EI (1ªT). (RECURSO PROTELATÓRIO, CUMPRIMENTO IMEDIATO DA DECISÃO) AI 681109 AgR-ED-EDv-AgR (TP), ARE 739994 AgR-ED-AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 12/05/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1069400
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001 ART-00333\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-EI-AgR
acordaos
ARE 1069400 AgR-EI-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES AGTE.(S) : CLAITON PEREIRA LOUREDO AGTE.(S) : WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY ADV.(A/S) : JOSE PATRICIO JUNIOR AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) : PAULO IURI ALVES TEIXEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES AGTE.(S) :CLAITON PEREIRA LOUREDO AGTE.(S) :WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY ADV.(A/S) :JOSE PATRICIO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :PAULO IURI ALVES TEIXEIRA EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS INFRINGENTES. CABIMENTO. REITERAÇÃO DE ALEGAÇÕES EXPENDIDAS. PRETENSÃO DE CARÁTER PROTELATÓRIO. 1. Entre as hipóteses de cabimento dos embargos infringentes, previstas no mencionado art. 333 do RI/Supremo Tribunal Federal, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pela Turma, que negam provimento a agravos regimentais interpostos em recursos extraordinários com agravos criminais, sendo, por isso, incabíveis os embargos infringentes. 2. A interposição do agravo interno mal disfarça a natureza abusiva do recurso, o que autoriza a execução imediata da decisão, independentemente de seu trânsito em julgado. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Determinada a imediata baixa dos autos à origem para a pronta execução do julgado, independentemente da publicação do acórdão. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778329. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO provimento ao agravo interno, com determinação de baixa imediata dos autos à origem para a pronta execução do julgado, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778329. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO provimento ao agravo interno, com determinação de baixa imediata dos autos à origem para a pronta execução do julgado, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778329. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES AGTE.(S) :CLAITON PEREIRA LOUREDO AGTE.(S) :WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY ADV.(A/S) :JOSE PATRICIO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :PAULO IURI ALVES TEIXEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 15.12.2017, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso de embargos infringentes sob os seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de embargos infringentes contra acórdão da Primeira Turma deste Tribunal assim ementando: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRARDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA O ÚNICO FUNDAMENTO DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIRA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A parte recorrente não atacou o único fundamento da decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (Súmula 282/Supremo Tribunal Federal), de modo que a decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES AGTE.(S) :CLAITON PEREIRA LOUREDO AGTE.(S) :WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY ADV.(A/S) :JOSE PATRICIO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) :PAULO IURI ALVES TEIXEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 15.12.2017, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso de embargos infringentes sob os seguintes fundamentos: “[...] Trata-se de embargos infringentes contra acórdão da Primeira Turma deste Tribunal assim ementando: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRARDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA O ÚNICO FUNDAMENTO DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE INADMITIRA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A parte recorrente não atacou o único fundamento da decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (Súmula 282/Supremo Tribunal Federal), de modo que a decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO permanece incólume. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A parte embargante sustenta que: (i) existe a possibilidade de conhecimento do Agravo Interno diante de sua tempestividade, isso ao realizar uma analogia e interpretação extensiva do Código de Processo Civil em face ao Processo Penal ; (ii) o Agravo interno dos peticionários foram protocolizados tempestivamente. É o relatório. Decido. Os embargos infringentes são assim previstos no art. 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: Art. 333. Cabem embargos infringentes à decisão não unânime do Plenário ou da Turma: I que julgar procedente a ação penal; II que julgar improcedente a revisão criminal; III que julgar a ação rescisória; IV que julgar a representação de inconstitucionalidade; V que, em recurso criminal ordinário, for desfavorável ao acusado. Parágrafo único. O cabimento dos embargos, em decisão do Plenário, depende da existência, no mínimo, de quatro votos divergentes, salvo nos casos de julgamento criminal em sessão secreta. No caso, a hipótese em exame não se enquadra em nenhum dos incisos do art. 333 do RI/Supremo Tribunal Federal, por se cuidar de embargos infringentes em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. A propósito, veja-se a ementa do AI 828.792-AgR-EI, Rel. Min. Ricardo Lewandowski: PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUESTIONADA QUE NÃO SE INSERE NAS HIPÓTESES DO ART. 333 DO RISTF. REITERADA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO permanece incólume. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A parte embargante sustenta que: (i) existe a possibilidade de conhecimento do Agravo Interno diante de sua tempestividade, isso ao realizar uma analogia e interpretação extensiva do Código de Processo Civil em face ao Processo Penal ; (ii) o Agravo interno dos peticionários foram protocolizados tempestivamente. É o relatório. Decido. Os embargos infringentes são assim previstos no art. 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: Art. 333. Cabem embargos infringentes à decisão não unânime do Plenário ou da Turma: I que julgar procedente a ação penal; II que julgar improcedente a revisão criminal; III que julgar a ação rescisória; IV que julgar a representação de inconstitucionalidade; V que, em recurso criminal ordinário, for desfavorável ao acusado. Parágrafo único. O cabimento dos embargos, em decisão do Plenário, depende da existência, no mínimo, de quatro votos divergentes, salvo nos casos de julgamento criminal em sessão secreta. No caso, a hipótese em exame não se enquadra em nenhum dos incisos do art. 333 do RI/Supremo Tribunal Federal, por se cuidar de embargos infringentes em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. A propósito, veja-se a ementa do AI 828.792-AgR-EI, Rel. Min. Ricardo Lewandowski: PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUESTIONADA QUE NÃO SE INSERE NAS HIPÓTESES DO ART. 333 DO RISTF. REITERADA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. I Entre as hipóteses de cabimento deste recurso, elencadas no art. 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pelo Plenário ou pela Turma, que negam provimento a agravos regimentais interpostos em agravos de instrumento criminais. II Embargos infringentes não conhecidos. Diante do manifesto descabimento dos embargos infringentes em exame, nego seguimento ao recurso (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 21, § 1...). […]. ” 2. A parte agravante sustenta que: (i) “OS EMBARGOS INFRINGENTES TROUXERAM EM SEUS FUNDAMENTOS NÃO SÓ A QUESTÃO DA POSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO INTERNO POR ESTE SER TEMPESTIVO COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, MAS SIM, COMBATEU A DECISÃO DE FORMA ESPECIFICA, DEMONSTRANDO INCLUSIVE QUE O RECURSO FORA PROTOCOLIZADO EM TEMPO HÁBIL, FALTANDO UM DIA PARA O ESCOAMENTO DO PRAZO”; (ii) “o que se observa na presente Decisão ora agravada é o que diz respeito ao não cabimento dos Embargos Infringentes opostos em relação à decisão proferida de forma equivocada quanto à contagem de prazo”; (iii) “no caso em tela, resta cristalino que deve ser aplicado ao caso em estudo a flexibilização da norma quanto ao cabimento dos Embargos Infringentes com fundamento no artigo 333, inciso V do RISFT, posto que, cristalinamente a decisão àquela hora Embargada não era passível de qualquer outro recurso, posto que, fora analisada de forma equivocada os prazos recursais dos corréus”; (iv) “as razões de decidir manejadas pelo e. Ministro Relator colidem frontalmente com o princípio da colegialidade, assim como com a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. I Entre as hipóteses de cabimento deste recurso, elencadas no art. 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pelo Plenário ou pela Turma, que negam provimento a agravos regimentais interpostos em agravos de instrumento criminais. II Embargos infringentes não conhecidos. Diante do manifesto descabimento dos embargos infringentes em exame, nego seguimento ao recurso (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 21, § 1...). […]. ” 2. A parte agravante sustenta que: (i) “OS EMBARGOS INFRINGENTES TROUXERAM EM SEUS FUNDAMENTOS NÃO SÓ A QUESTÃO DA POSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO INTERNO POR ESTE SER TEMPESTIVO COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, MAS SIM, COMBATEU A DECISÃO DE FORMA ESPECIFICA, DEMONSTRANDO INCLUSIVE QUE O RECURSO FORA PROTOCOLIZADO EM TEMPO HÁBIL, FALTANDO UM DIA PARA O ESCOAMENTO DO PRAZO”; (ii) “o que se observa na presente Decisão ora agravada é o que diz respeito ao não cabimento dos Embargos Infringentes opostos em relação à decisão proferida de forma equivocada quanto à contagem de prazo”; (iii) “no caso em tela, resta cristalino que deve ser aplicado ao caso em estudo a flexibilização da norma quanto ao cabimento dos Embargos Infringentes com fundamento no artigo 333, inciso V do RISFT, posto que, cristalinamente a decisão àquela hora Embargada não era passível de qualquer outro recurso, posto que, fora analisada de forma equivocada os prazos recursais dos corréus”; (iv) “as razões de decidir manejadas pelo e. Ministro Relator colidem frontalmente com o princípio da colegialidade, assim como com a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO cláusula geral do devido processo legal, princípios estes tutelados na amplitude da Constituição Federal”. 3. A parte agravante alega, por fim, “que deseja acompanhar a votação, solicita que [ela] seja realizada presencial”. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO cláusula geral do devido processo legal, princípios estes tutelados na amplitude da Constituição Federal”. 3. A parte agravante alega, por fim, “que deseja acompanhar a votação, solicita que [ela] seja realizada presencial”. 4. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778330. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. De início, anoto que não deve ser admitida a irresignação relativa ao julgamento do recurso por meio de decisão monocrática proferida pelo relator. Isso porque, segundo o art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), o relator pode decidir monocraticamente recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou contrário a entendimento firmado pelo Tribunal. Ressalte- se que é previsto meio de impugnação à parte que se sentir prejudicada e forçar o pronunciamento do colegiado, qual seja, o agravo interno. 3. Quanto ao pedido de destaque, saliento que as listas quando eram apresentadas na Turma, visava a dar conhecimento mais detalhado aos demais Ministros da matéria em discussão. Na nova sistemática, a decisão recorrida e a proposta de nova decisão, bem como as peças processuais, ficam à disposição de todos os Ministros. Diante disso, somente por exceção se justifica o destaque. No caso presente, a decisão recorrida está alinhada com a jurisprudência e a hipótese não apresenta qualquer especificidade. 4. Quanto à alegação no sentido da “POSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO INTERNO POR ESTE SER TEMPESTIVO COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE PROCESSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. De início, anoto que não deve ser admitida a irresignação relativa ao julgamento do recurso por meio de decisão monocrática proferida pelo relator. Isso porque, segundo o art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), o relator pode decidir monocraticamente recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou contrário a entendimento firmado pelo Tribunal. Ressalte- se que é previsto meio de impugnação à parte que se sentir prejudicada e forçar o pronunciamento do colegiado, qual seja, o agravo interno. 3. Quanto ao pedido de destaque, saliento que as listas quando eram apresentadas na Turma, visava a dar conhecimento mais detalhado aos demais Ministros da matéria em discussão. Na nova sistemática, a decisão recorrida e a proposta de nova decisão, bem como as peças processuais, ficam à disposição de todos os Ministros. Diante disso, somente por exceção se justifica o destaque. No caso presente, a decisão recorrida está alinhada com a jurisprudência e a hipótese não apresenta qualquer especificidade. 4. Quanto à alegação no sentido da “POSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO AGRAVO INTERNO POR ESTE SER TEMPESTIVO COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE PROCESSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO CIVIL”, tal matéria não foi examinada no julgamento do agravo regimental interposto pelo agravante em face da decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, bem como também não foi apreciada na decisão monocrática que ora se agrava, tendo em vista o não cabimento do recurso de embargos infringentes. Incide, no ponto, a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 5. A título de esclarecimento, registro que a decisão colegiada que não conheceu do agravo regimental em função de sua intempestividade se refere à parte diversa (JOSÉ BRAZ DOS SANTOS SILVA), cujo acórdão foi publicado em 20.11.2017 e teve certificado o trânsito em julgado em 06.12.2017, conforme andamento processual. 6. No mais, tal como consta na decisão agravada, a hipótese em exame não se enquadra em nehum dos incisos do art. 333 do RI/Supremo Tribunal Federal, por se cuidar de embargos infringentes em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. A propósito, veja-se a ementa do AI 828.792- AgR-EI, Rel. Min. Ricardo Lewandowski: “PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUESTIONADA QUE NÃO SE INSERE NAS HIPÓTESES DO ART. 333 DO RISTF. REITERADA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. I Entre as hipóteses de cabimento deste recurso, elencadas no art. 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pelo Plenário ou pela Turma, que negam provimento a agravos regimentais interpostos em agravos de instrumento criminais. II Embargos infringentes não conhecidos.” 7. Entre as hipóteses de cabimento dos embargos infringentes, previstas no mencionado art. 333 do RI/Supremo Tribunal Federal, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pela Turma que negam provimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO CIVIL”, tal matéria não foi examinada no julgamento do agravo regimental interposto pelo agravante em face da decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo, bem como também não foi apreciada na decisão monocrática que ora se agrava, tendo em vista o não cabimento do recurso de embargos infringentes. Incide, no ponto, a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 5. A título de esclarecimento, registro que a decisão colegiada que não conheceu do agravo regimental em função de sua intempestividade se refere à parte diversa (JOSÉ BRAZ DOS SANTOS SILVA), cujo acórdão foi publicado em 20.11.2017 e teve certificado o trânsito em julgado em 06.12.2017, conforme andamento processual. 6. No mais, tal como consta na decisão agravada, a hipótese em exame não se enquadra em nehum dos incisos do art. 333 do RI/Supremo Tribunal Federal, por se cuidar de embargos infringentes em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. A propósito, veja-se a ementa do AI 828.792- AgR-EI, Rel. Min. Ricardo Lewandowski: “PENAL. EMBARGOS INFRINGENTES NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUESTIONADA QUE NÃO SE INSERE NAS HIPÓTESES DO ART. 333 DO RISTF. REITERADA JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. I Entre as hipóteses de cabimento deste recurso, elencadas no art. 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pelo Plenário ou pela Turma, que negam provimento a agravos regimentais interpostos em agravos de instrumento criminais. II Embargos infringentes não conhecidos.” 7. Entre as hipóteses de cabimento dos embargos infringentes, previstas no mencionado art. 333 do RI/Supremo Tribunal Federal, não se inserem as decisões não unânimes proferidas pela Turma que negam provimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO a agravos regimentais interpostos em recursos extraordinários com agravos criminais, sendo, por isso, incabíveis os embargos infringentes. 8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, quando evidenciado o caráter nitidamente protelatório do recurso, é firme no sentido de que “a utilização de sucessivos recursos manifestamente protelatórios autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pela Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão” (ARE 739.994-AGR-ED- AGR, Rel. Min. Dias Toffoli). Nessa linha, veja-se o AI 681.109-AgR-ED- EDv-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. 9. No caso, a interposição deste agravo interno mal disfarça a natureza abusiva do recurso, o que autoriza a imediata execução do acórdão objeto do recurso extraordinário. 10. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e determino a imediata baixa dos autos à origem para a pronta execução do julgado, independentemente da publicação do acórdão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Supremo Tribunal Federal ARE 1069400 AGR-EI-AGR / GO a agravos regimentais interpostos em recursos extraordinários com agravos criminais, sendo, por isso, incabíveis os embargos infringentes. 8. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, quando evidenciado o caráter nitidamente protelatório do recurso, é firme no sentido de que “a utilização de sucessivos recursos manifestamente protelatórios autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pela Suprema Corte, independentemente da publicação do acórdão” (ARE 739.994-AGR-ED- AGR, Rel. Min. Dias Toffoli). Nessa linha, veja-se o AI 681.109-AgR-ED- EDv-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. 9. No caso, a interposição deste agravo interno mal disfarça a natureza abusiva do recurso, o que autoriza a imediata execução do acórdão objeto do recurso extraordinário. 10. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno e determino a imediata baixa dos autos à origem para a pronta execução do julgado, independentemente da publicação do acórdão. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES AGTE.(S) : CLAITON PEREIRA LOUREDO AGTE.(S) : WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY ADV.(A/S) : JOSE PATRICIO JUNIOR (26706/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) : PAULO IURI ALVES TEIXEIRA (14307/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com determinação de baixa imediata dos autos à origem para a pronta execução do julgado, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779425 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.INFR. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.069.400 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES AGTE.(S) : CLAITON PEREIRA LOUREDO AGTE.(S) : WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY ADV.(A/S) : JOSE PATRICIO JUNIOR (26706/GO) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA ADV.(A/S) : PAULO IURI ALVES TEIXEIRA (14307/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com determinação de baixa imediata dos autos à origem para a pronta execução do julgado, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779425 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 1069400 AGR", "ARE 1069400 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1069400 AGR -", "AI 828 . 792 - AgR - EI", "ARE 1069400", "AI 828 . 792 - AgR - EI", "ARE 1069400 AGR - EI - AGR / GO", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AI 828 . 792 - AgR - EI", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "AI 828 . 792 - AgR - EI", "ARE 1069400 AGR - EI - AGR / GO", "ARE 739 . 994 - AGR - ED - AGR", "AI 681 . 109 - AgR - ED - EDv - AgR", "ARE 1069400 AGR - EI - AGR / GO", "ARE 739 . 994 - AGR - ED - AGR", "AI 681 . 109 - AgR - ED - EDv - AgR", "AGRAVO 1 . 069 . 400" ], "LEGISLACAO": [ "art . 333 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 333 do", "art . 333 do RI / Supremo Tribunal Federal", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 333 do RI / Supremo Tribunal Federal", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "artigo 333 , inciso V do RISFT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "RI", "/", "Supremo", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "artigo 333 , inciso V do RISFT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 333 do RI / Supremo Tribunal Federal", "ART . 333 DO RISTF", "art . 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 333 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 333 do RI /", "ART . 333 DO RISTF", "art . 333 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 333 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ARE", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES", "CLAITON PEREIRA LOUREDO", "WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY", "JOSE PATRICIO JUNIOR", "JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA", "PAULO IURI ALVES TEIXEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES", "CLAITON PEREIRA LOUREDO", "WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY", "JOSE PATRICIO JUNIOR", "JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA", "PAULO IURI ALVES TEIXEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES", "CLAITON PEREIRA LOUREDO", "WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY", "JOSE PATRICIO JUNIOR", "JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA", "PAULO IURI ALVES TEIXEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ BRAZ DOS SANTOS SILVA", "Ricardo Lewandowski", "JOSÉ BRAZ DOS SANTOS SILVA", "Ricardo Lewandowski", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES", "CLAITON PEREIRA LOUREDO", "WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY", "JOSE PATRICIO JUNIOR", "JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA", "PAULO IURI ALVES TEIXEIRA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "MARCO ANTONIO MACHADO RODRIGUES", "CLAITON PEREIRA LOUREDO", "WERMITON EMILIO BORGES TAQUARY", "JOSE PATRICIO JUNIOR", "JOSE BRAZ DOS SANTOS SILVA", "PAULO IURI ALVES TEIXEIRA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 a 26 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 a 26 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "15", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "15", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "11", ".", "2017", "06", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "11", ".", "2017", "06", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 19ª VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. NÃO IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A parte, ao alegar afronta aos princípios da Igualdade e do Amplo Acesso à Justiça para justificar a interposição da reclamação que indica como paradigma decisão sem efeito erga omnes e de cuja relação processual não participou, não se desincumbe do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada. 2. Não preenchimento do requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RI/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 11 a 17 de maio de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro EDSON FACHIN Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849278. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 12902 AGR / MG Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849278. Supremo Tribunal Federal RCL 12902 AGR / MG Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Extrato de Ata - 06/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 19ª VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE Decisão: Retirado de mesa em razão da aposentadoria do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 06.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6528620 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 19ª VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE Decisão: Retirado de mesa em razão da aposentadoria do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 06.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6528620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 19ª VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão que negou seguimento à reclamação nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, ajuizada por Maria Isabel Fontella de Castro e outros, contra decisão proferida pelo Juízo do Trabalho da 19ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, com o objetivo de impedir a restituição de valores cujo pagamento fora até então garantido por sentença cujo trânsito em julgado foi rescindido. Narram as reclamantes, funcionárias públicas, que a autoridade reclamada vem processando ação de execução destinada a reaver valores que lhes foram pagos por força de sentença judicial cujo trânsito em julgado foi desconstituído. Segundo argumentam, todos os valores foram recebidos de boa-fé há doze anos e, portanto, não deveriam ser devolvidos, conforme esta Suprema Corte decidiu por ocasião do julgamento do MS 25.641 (rel. min. Eros Grau, Pleno, DJe de 22.02.2008). Ante o exposto, pede-se a concessão de medida liminar para suspender o curso da execução e, no mérito, a cassação da decisão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 19ª VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão que negou seguimento à reclamação nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, ajuizada por Maria Isabel Fontella de Castro e outros, contra decisão proferida pelo Juízo do Trabalho da 19ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, com o objetivo de impedir a restituição de valores cujo pagamento fora até então garantido por sentença cujo trânsito em julgado foi rescindido. Narram as reclamantes, funcionárias públicas, que a autoridade reclamada vem processando ação de execução destinada a reaver valores que lhes foram pagos por força de sentença judicial cujo trânsito em julgado foi desconstituído. Segundo argumentam, todos os valores foram recebidos de boa-fé há doze anos e, portanto, não deveriam ser devolvidos, conforme esta Suprema Corte decidiu por ocasião do julgamento do MS 25.641 (rel. min. Eros Grau, Pleno, DJe de 22.02.2008). Ante o exposto, pede-se a concessão de medida liminar para suspender o curso da execução e, no mérito, a cassação da decisão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 12902 AGR / MG reclamada. É relatório. Decido. Esta reclamação não reúne condições de prosseguir, Conforme orientação firmada por esta Corte, a reclamação constitucional não serve de sucedâneo de recurso ou da medida judicial cabível para reformar decisões judiciais contrárias à pretensão dos jurisdicionados. Portanto, somente há legitimidade para ajuizamento da reclamação se os interessados fizeram parte da relação processual do precedente tido por violado, ou se esse precedente tem eficácia vinculante e geral (erga omnes). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, e.g.: Rcl 6.534-AgR, rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 25/09/2008, DJe-197 DIVULG 16-10-2008 PUBLIC 17-10-2008 EMENT VOL-02337-01 PP-00160 RT v. 98, n. 879, 2009, p. 162- 170; Rcl 5.684-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 26/06/2008, DJe-152 DIVULG 14-08- 2008 PUBLIC 15-08-2008 EMENT VOL-02328-01 PP-00213; Rcl 5.465-EDcl, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 25/06/2008, DJe-152 DIVULG 14-08-2008 PUBLIC 15-08-2008 EMENT VOL-02328-01 PP-00178; Rcl 4.363-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 20/09/2007, DJe-126 DIVULG 18-10-2007; Rcl 5.159-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 26/06/2007, DJe- 077 DIVULG 09-08-2007 PUBLIC 10-08-2007 DJ 10-08-2007 PP- 00021 EMENT VOL-02284-01 PP-00030); Rcl 4.395-EDcl, rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, julgado em 29/11/2006, DJ 02-02- 2007 PP-00074 EMENT VOL-02262-03 PP-00475; Rcl 3.800-AgR, rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 02/02/2006, DJ 09-06-2006 PP-00004 EMENT VOL-02236-01 PP-00137 LEXSTF v. 28, n. 331, 2006, p. 210-217, Rcl 6135 AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Tribunal Pleno, julgado em 28/08/2008, DJe- 035 DIVULG 19-02-2009 PUBLIC 20-02-2009 EMENT VOL- 02349-05 PP-01042 RT v. 98, n. 883, 2009, p. 143-147 e Rcl 2.665- AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Supremo Tribunal Federal RCL 12902 AGR / MG reclamada. É relatório. Decido. Esta reclamação não reúne condições de prosseguir, Conforme orientação firmada por esta Corte, a reclamação constitucional não serve de sucedâneo de recurso ou da medida judicial cabível para reformar decisões judiciais contrárias à pretensão dos jurisdicionados. Portanto, somente há legitimidade para ajuizamento da reclamação se os interessados fizeram parte da relação processual do precedente tido por violado, ou se esse precedente tem eficácia vinculante e geral (erga omnes). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, e.g.: Rcl 6.534-AgR, rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 25/09/2008, DJe-197 DIVULG 16-10-2008 PUBLIC 17-10-2008 EMENT VOL-02337-01 PP-00160 RT v. 98, n. 879, 2009, p. 162- 170; Rcl 5.684-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 26/06/2008, DJe-152 DIVULG 14-08- 2008 PUBLIC 15-08-2008 EMENT VOL-02328-01 PP-00213; Rcl 5.465-EDcl, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 25/06/2008, DJe-152 DIVULG 14-08-2008 PUBLIC 15-08-2008 EMENT VOL-02328-01 PP-00178; Rcl 4.363-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 20/09/2007, DJe-126 DIVULG 18-10-2007; Rcl 5.159-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 26/06/2007, DJe- 077 DIVULG 09-08-2007 PUBLIC 10-08-2007 DJ 10-08-2007 PP- 00021 EMENT VOL-02284-01 PP-00030); Rcl 4.395-EDcl, rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, julgado em 29/11/2006, DJ 02-02- 2007 PP-00074 EMENT VOL-02262-03 PP-00475; Rcl 3.800-AgR, rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 02/02/2006, DJ 09-06-2006 PP-00004 EMENT VOL-02236-01 PP-00137 LEXSTF v. 28, n. 331, 2006, p. 210-217, Rcl 6135 AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Tribunal Pleno, julgado em 28/08/2008, DJe- 035 DIVULG 19-02-2009 PUBLIC 20-02-2009 EMENT VOL- 02349-05 PP-01042 RT v. 98, n. 883, 2009, p. 143-147 e Rcl 2.665- AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RCL 12902 AGR / MG em 23/02/2005, DJ 17-06-2005 PP-00007 EMENT VOL-02196-01 PP-00098 LEXSTF v. 27, n. 320, 2005, p. 243-251. Em especial, destaco a seguinte ementa: “EMENTA: RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DE AUTORIDADE DE PRECEDENTE DO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARESTO FIRMADO EM JULGAMENTO DE ALCANCE SUBJETIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE PARA PROPOR A RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE INDEFERE DE PLANO O SEGUIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. Agravo regimental interposto de decisão com a qual se negou seguimento à reclamação, destinada a assegurar a autoridade de precedente da Corte. 2. A reclamação não é instrumento de uniformização jurisprudencial. Tampouco serve de sucedâneo de recurso ou medida judicial cabível para fazer valer o efeito devolutivo pretendido pelo jurisdicionado. 3. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, são legitimados à propositura de reclamação todos aqueles que sejam prejudicados por atos contrários às decisões que possuam eficácia vinculante e geral (erga omnes). Se o precedente tido por violado foi tomado em julgamento de alcance subjetivo, como se dá no controle difuso e incidental de constitucionalidade, somente é legitimado ao manejo da reclamação as partes que compuseram a relação processual do aresto. 4. No caso em exame, o reclamante não fez parte da relação processual em que formado o precedente tido por violado (agravo de instrumento julgado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento.” (Rcl 6.078-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Pleno, DJe de 30.04.2010).” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Supremo Tribunal Federal RCL 12902 AGR / MG em 23/02/2005, DJ 17-06-2005 PP-00007 EMENT VOL-02196-01 PP-00098 LEXSTF v. 27, n. 320, 2005, p. 243-251. Em especial, destaco a seguinte ementa: “EMENTA: RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DE AUTORIDADE DE PRECEDENTE DO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARESTO FIRMADO EM JULGAMENTO DE ALCANCE SUBJETIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE PARA PROPOR A RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE INDEFERE DE PLANO O SEGUIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. Agravo regimental interposto de decisão com a qual se negou seguimento à reclamação, destinada a assegurar a autoridade de precedente da Corte. 2. A reclamação não é instrumento de uniformização jurisprudencial. Tampouco serve de sucedâneo de recurso ou medida judicial cabível para fazer valer o efeito devolutivo pretendido pelo jurisdicionado. 3. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, são legitimados à propositura de reclamação todos aqueles que sejam prejudicados por atos contrários às decisões que possuam eficácia vinculante e geral (erga omnes). Se o precedente tido por violado foi tomado em julgamento de alcance subjetivo, como se dá no controle difuso e incidental de constitucionalidade, somente é legitimado ao manejo da reclamação as partes que compuseram a relação processual do aresto. 4. No caso em exame, o reclamante não fez parte da relação processual em que formado o precedente tido por violado (agravo de instrumento julgado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento.” (Rcl 6.078-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Pleno, DJe de 30.04.2010).” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório RCL 12902 AGR / MG No caso em exame, o paradigma invocado não realizou controle concentrado de constitucionalidade, nem tem eficácia geral e vinculante, de modo que a pretensão das reclamantes equivale ao uso da reclamação para atalhar alegada divergência jurisprudencial (uniformização de entendimento). Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1991 e art. 21, § 1º do RISTF). Fica prejudicado o exame da medida liminar pleiteada (art. 21, IX do RISTF). Publique-se. Intimem-se.” No agravo regimental alega-se que a decisão agravada ofende aos Princípios da Igualdade e do Amplo Acesso à Justiça. Afirma-se que a reclamação visa evitar afronta ao decidido pelo Plenário desta Corte (no caso, ao decidido no MS 25.641,rel. min. Eros Grau, Pleno, DJe de 22.02.2008 - sobre devolução de verbas alimentares recebidas de boa-fé). Requer o provimento do regimental para que o Supremo Tribunal Federal analise ´mérito da presente reclamação ou que a corte edite Súmula vinculante para uniformizar o decidido no mencionado MS 25.641. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Supremo Tribunal Federal RCL 12902 AGR / MG No caso em exame, o paradigma invocado não realizou controle concentrado de constitucionalidade, nem tem eficácia geral e vinculante, de modo que a pretensão das reclamantes equivale ao uso da reclamação para atalhar alegada divergência jurisprudencial (uniformização de entendimento). Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1991 e art. 21, § 1º do RISTF). Fica prejudicado o exame da medida liminar pleiteada (art. 21, IX do RISTF). Publique-se. Intimem-se.” No agravo regimental alega-se que a decisão agravada ofende aos Princípios da Igualdade e do Amplo Acesso à Justiça. Afirma-se que a reclamação visa evitar afronta ao decidido pelo Plenário desta Corte (no caso, ao decidido no MS 25.641,rel. min. Eros Grau, Pleno, DJe de 22.02.2008 - sobre devolução de verbas alimentares recebidas de boa-fé). Requer o provimento do regimental para que o Supremo Tribunal Federal analise ´mérito da presente reclamação ou que a corte edite Súmula vinculante para uniformizar o decidido no mencionado MS 25.641. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O presente recurso não merece prosperar. Com efeito, ao negar seguimento à reclamação, a decisão ora agravada, em apertada síntese, baseou-se no fato de que é incabível o seguimento desta especial ação quando o paradigma invocado não realizou controle concentrado de constitucionalidade, não possuindo eficácia geral e vinculante, ou quando os reclamantes não figuraram, no processo indicado, como partes. A parte agravante limita-se a insistir sobre a necessidade de o Supremo Tribunal Federal analisar o mérito da questão posta, sob pena de violação aos Princípios da Igualdade e do Amplo Acesso à Justiça. Verifica-se, pois, que a parte agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente o fundamento da decisão agravada, reiterando apenas os termos anteriores. Não preenche, pois, o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.INCIDÊNCIA DO ART. 317,§ 1 , DO RISTF. UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravante não refutou todos os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC. (RCL 25632 AGR, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.12.17) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123215. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O presente recurso não merece prosperar. Com efeito, ao negar seguimento à reclamação, a decisão ora agravada, em apertada síntese, baseou-se no fato de que é incabível o seguimento desta especial ação quando o paradigma invocado não realizou controle concentrado de constitucionalidade, não possuindo eficácia geral e vinculante, ou quando os reclamantes não figuraram, no processo indicado, como partes. A parte agravante limita-se a insistir sobre a necessidade de o Supremo Tribunal Federal analisar o mérito da questão posta, sob pena de violação aos Princípios da Igualdade e do Amplo Acesso à Justiça. Verifica-se, pois, que a parte agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente o fundamento da decisão agravada, reiterando apenas os termos anteriores. Não preenche, pois, o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.INCIDÊNCIA DO ART. 317,§ 1 , DO RISTF. UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravante não refutou todos os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC. (RCL 25632 AGR, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.12.17) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 12902 AGR / MG Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO RISTF. INOBSERVÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO NA RELAÇÃO PROCESSUAL DE ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A admissibilidade do agravo regimental pressupõe que o agravante impugne os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 317, § 1º, do RISTF. 2. In casu, a decisão agravada assentou que o paradigma supostamente inobservado foi proferido em ação de índole subjetiva, cuja relação processual o agravante não integrou. Fundamento não impugnado nas razões de agravo. 3. Agravo regimental DESPROVIDO. (RCL 18855 AGR, de relatoria do Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.05.17) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123215. Supremo Tribunal Federal RCL 12902 AGR / MG Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO RISTF. INOBSERVÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO NA RELAÇÃO PROCESSUAL DE ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A admissibilidade do agravo regimental pressupõe que o agravante impugne os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 317, § 1º, do RISTF. 2. In casu, a decisão agravada assentou que o paradigma supostamente inobservado foi proferido em ação de índole subjetiva, cuja relação processual o agravante não integrou. Fundamento não impugnado nas razões de agravo. 3. Agravo regimental DESPROVIDO. (RCL 18855 AGR, de relatoria do Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.05.17) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 18/05/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO (130928/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 19ª VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE Decisão: Retirado de mesa em razão da aposentadoria do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 06.08.2014. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889631 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO (130928/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 19ª VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE Decisão: Retirado de mesa em razão da aposentadoria do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 06.08.2014. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747850707
2018-05-18T00:00:00
2018-08-03T00:00:00
Retirado de mesa em razão da aposentadoria do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, Vice-Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 06.08.2014. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. NÃO IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A parte, ao alegar afronta aos princípios da Igualdade e do Amplo Acesso à Justiça para justificar a interposição da reclamação que indica como paradigma decisão sem efeito erga omnes e de cuja relação processual não participou, não se desincumbe do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada. 2. Não preenchimento do requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RI/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento
sjur388101
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) Rcl 18855 AgR (1ªT), Rcl 25632 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 14/08/2018, MAD.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
12902
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 12902 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 19ª VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 19... VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. NÃO IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A parte, ao alegar afronta aos princípios da Igualdade e do Amplo Acesso à Justiça para justificar a interposição da reclamação que indica como paradigma decisão sem efeito erga omnes e de cuja relação processual não participou, não se desincumbe do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada. 2. Não preenchimento do requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 11 a 17 de maio de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro EDSON FACHIN Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849278. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 12902 AGR / MG Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849278. Supremo Tribunal Federal RCL 12902 AGR / MG Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849278. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Extrato de Ata - 06/08/2014 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 19... VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE Decisão: Retirado de mesa em razão da aposentadoria do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 06.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6528620 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA AGTE.(S) : MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 19... VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE Decisão: Retirado de mesa em razão da aposentadoria do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 06.08.2014. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Roberto Barroso. Procurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros. p/ Fabiane Pereira de Oliveira Duarte Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 6528620 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 19... VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão que negou seguimento à reclamação nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, ajuizada por Maria Isabel Fontella de Castro e outros, contra decisão proferida pelo Juízo do Trabalho da 19... Vara do Trabalho de Belo Horizonte, com o objetivo de impedir a restituição de valores cujo pagamento fora até então garantido por sentença cujo trânsito em julgado foi rescindido. Narram as reclamantes, funcionárias públicas, que a autoridade reclamada vem processando ação de execução destinada a reaver valores que lhes foram pagos por força de sentença judicial cujo trânsito em julgado foi desconstituído. Segundo argumentam, todos os valores foram recebidos de boa-fé há doze anos e, portanto, não deveriam ser devolvidos, conforme esta Suprema Corte decidiu por ocasião do julgamento do MS 25.641 (rel. min. Eros Grau, Pleno, DJe de 22.02.2008). Ante o exposto, pede-se a concessão de medida liminar para suspender o curso da execução e, no mérito, a cassação da decisão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 19... VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão que negou seguimento à reclamação nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, ajuizada por Maria Isabel Fontella de Castro e outros, contra decisão proferida pelo Juízo do Trabalho da 19... Vara do Trabalho de Belo Horizonte, com o objetivo de impedir a restituição de valores cujo pagamento fora até então garantido por sentença cujo trânsito em julgado foi rescindido. Narram as reclamantes, funcionárias públicas, que a autoridade reclamada vem processando ação de execução destinada a reaver valores que lhes foram pagos por força de sentença judicial cujo trânsito em julgado foi desconstituído. Segundo argumentam, todos os valores foram recebidos de boa-fé há doze anos e, portanto, não deveriam ser devolvidos, conforme esta Suprema Corte decidiu por ocasião do julgamento do MS 25.641 (rel. min. Eros Grau, Pleno, DJe de 22.02.2008). Ante o exposto, pede-se a concessão de medida liminar para suspender o curso da execução e, no mérito, a cassação da decisão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 12902 AGR / MG reclamada. É relatório. Decido. Esta reclamação não reúne condições de prosseguir, Conforme orientação firmada por esta Corte, a reclamação constitucional não serve de sucedâneo de recurso ou da medida judicial cabível para reformar decisões judiciais contrárias à pretensão dos jurisdicionados. Portanto, somente há legitimidade para ajuizamento da reclamação se os interessados fizeram parte da relação processual do precedente tido por violado, ou se esse precedente tem eficácia vinculante e geral (erga omnes). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, e.g.: Rcl 6.534-AgR, rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 25/09/2008, DJe-197 DIVULG 16-10-2008 PUBLIC 17-10-2008 EMENT VOL-02337-01 PP-00160 RT v. 98, n. 879, 2009, p. 162- 170; Rcl 5.684-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 26/06/2008, DJe-152 DIVULG 14-08- 2008 PUBLIC 15-08-2008 EMENT VOL-02328-01 PP-00213; Rcl 5.465-EDcl, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 25/06/2008, DJe-152 DIVULG 14-08-2008 PUBLIC 15-08-2008 EMENT VOL-02328-01 PP-00178; Rcl 4.363-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 20/09/2007, DJe-126 DIVULG 18-10-2007; Rcl 5.159-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 26/06/2007, DJe- 077 DIVULG 09-08-2007 PUBLIC 10-08-2007 DJ 10-08-2007 PP- 00021 EMENT VOL-02284-01 PP-00030); Rcl 4.395-EDcl, rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, julgado em 29/11/2006, DJ 02-02- 2007 PP-00074 EMENT VOL-02262-03 PP-00475; Rcl 3.800-AgR, rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 02/02/2006, DJ 09-06-2006 PP-00004 EMENT VOL-02236-01 PP-00137 LEXSTF v. 28, n. 331, 2006, p. 210-217, Rcl 6135 AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Tribunal Pleno, julgado em 28/08/2008, DJe- 035 DIVULG 19-02-2009 PUBLIC 20-02-2009 EMENT VOL- 02349-05 PP-01042 RT v. 98, n. 883, 2009, p. 143-147 e Rcl 2.665- AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Supremo Tribunal Federal RCL 12902 AGR / MG reclamada. É relatório. Decido. Esta reclamação não reúne condições de prosseguir, Conforme orientação firmada por esta Corte, a reclamação constitucional não serve de sucedâneo de recurso ou da medida judicial cabível para reformar decisões judiciais contrárias à pretensão dos jurisdicionados. Portanto, somente há legitimidade para ajuizamento da reclamação se os interessados fizeram parte da relação processual do precedente tido por violado, ou se esse precedente tem eficácia vinculante e geral (erga omnes). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, e.g.: Rcl 6.534-AgR, rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 25/09/2008, DJe-197 DIVULG 16-10-2008 PUBLIC 17-10-2008 EMENT VOL-02337-01 PP-00160 RT v. 98, n. 879, 2009, p. 162- 170; Rcl 5.684-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 26/06/2008, DJe-152 DIVULG 14-08- 2008 PUBLIC 15-08-2008 EMENT VOL-02328-01 PP-00213; Rcl 5.465-EDcl, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 25/06/2008, DJe-152 DIVULG 14-08-2008 PUBLIC 15-08-2008 EMENT VOL-02328-01 PP-00178; Rcl 4.363-AgR, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 20/09/2007, DJe-126 DIVULG 18-10-2007; Rcl 5.159-AgR, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, julgado em 26/06/2007, DJe- 077 DIVULG 09-08-2007 PUBLIC 10-08-2007 DJ 10-08-2007 PP- 00021 EMENT VOL-02284-01 PP-00030); Rcl 4.395-EDcl, rel. Min. CEZAR PELUSO, Tribunal Pleno, julgado em 29/11/2006, DJ 02-02- 2007 PP-00074 EMENT VOL-02262-03 PP-00475; Rcl 3.800-AgR, rel. Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 02/02/2006, DJ 09-06-2006 PP-00004 EMENT VOL-02236-01 PP-00137 LEXSTF v. 28, n. 331, 2006, p. 210-217, Rcl 6135 AgR, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Tribunal Pleno, julgado em 28/08/2008, DJe- 035 DIVULG 19-02-2009 PUBLIC 20-02-2009 EMENT VOL- 02349-05 PP-01042 RT v. 98, n. 883, 2009, p. 143-147 e Rcl 2.665- AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RCL 12902 AGR / MG em 23/02/2005, DJ 17-06-2005 PP-00007 EMENT VOL-02196-01 PP-00098 LEXSTF v. 27, n. 320, 2005, p. 243-251. Em especial, destaco a seguinte ementa: “EMENTA: RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DE AUTORIDADE DE PRECEDENTE DO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARESTO FIRMADO EM JULGAMENTO DE ALCANCE SUBJETIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE PARA PROPOR A RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE INDEFERE DE PLANO O SEGUIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. Agravo regimental interposto de decisão com a qual se negou seguimento à reclamação, destinada a assegurar a autoridade de precedente da Corte. 2. A reclamação não é instrumento de uniformização jurisprudencial. Tampouco serve de sucedâneo de recurso ou medida judicial cabível para fazer valer o efeito devolutivo pretendido pelo jurisdicionado. 3. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, são legitimados à propositura de reclamação todos aqueles que sejam prejudicados por atos contrários às decisões que possuam eficácia vinculante e geral (erga omnes). Se o precedente tido por violado foi tomado em julgamento de alcance subjetivo, como se dá no controle difuso e incidental de constitucionalidade, somente é legitimado ao manejo da reclamação as partes que compuseram a relação processual do aresto. 4. No caso em exame, o reclamante não fez parte da relação processual em que formado o precedente tido por violado (agravo de instrumento julgado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento.” (Rcl 6.078-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Pleno, DJe de 30.04.2010).” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Supremo Tribunal Federal RCL 12902 AGR / MG em 23/02/2005, DJ 17-06-2005 PP-00007 EMENT VOL-02196-01 PP-00098 LEXSTF v. 27, n. 320, 2005, p. 243-251. Em especial, destaco a seguinte ementa: “EMENTA: RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO DE AUTORIDADE DE PRECEDENTE DO PLENO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ARESTO FIRMADO EM JULGAMENTO DE ALCANCE SUBJETIVO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGITIMIDADE PARA PROPOR A RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE INDEFERE DE PLANO O SEGUIMENTO DA RECLAMAÇÃO. 1. Agravo regimental interposto de decisão com a qual se negou seguimento à reclamação, destinada a assegurar a autoridade de precedente da Corte. 2. A reclamação não é instrumento de uniformização jurisprudencial. Tampouco serve de sucedâneo de recurso ou medida judicial cabível para fazer valer o efeito devolutivo pretendido pelo jurisdicionado. 3. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, são legitimados à propositura de reclamação todos aqueles que sejam prejudicados por atos contrários às decisões que possuam eficácia vinculante e geral (erga omnes). Se o precedente tido por violado foi tomado em julgamento de alcance subjetivo, como se dá no controle difuso e incidental de constitucionalidade, somente é legitimado ao manejo da reclamação as partes que compuseram a relação processual do aresto. 4. No caso em exame, o reclamante não fez parte da relação processual em que formado o precedente tido por violado (agravo de instrumento julgado pelo Pleno do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento.” (Rcl 6.078-AgR, rel. min. Joaquim Barbosa, Pleno, DJe de 30.04.2010).” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório RCL 12902 AGR / MG No caso em exame, o paradigma invocado não realizou controle concentrado de constitucionalidade, nem tem eficácia geral e vinculante, de modo que a pretensão das reclamantes equivale ao uso da reclamação para atalhar alegada divergência jurisprudencial (uniformização de entendimento). Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1991 e art. 21, § 1... do RISTF). Fica prejudicado o exame da medida liminar pleiteada (art. 21, IX do RISTF). Publique-se. Intimem-se.” No agravo regimental alega-se que a decisão agravada ofende aos Princípios da Igualdade e do Amplo Acesso à Justiça. Afirma-se que a reclamação visa evitar afronta ao decidido pelo Plenário desta Corte (no caso, ao decidido no MS 25.641,rel. min. Eros Grau, Pleno, DJe de 22.02.2008 - sobre devolução de verbas alimentares recebidas de boa-fé). Requer o provimento do regimental para que o Supremo Tribunal Federal analise ´mérito da presente reclamação ou que a corte edite Súmula vinculante para uniformizar o decidido no mencionado MS 25.641. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Supremo Tribunal Federal RCL 12902 AGR / MG No caso em exame, o paradigma invocado não realizou controle concentrado de constitucionalidade, nem tem eficácia geral e vinculante, de modo que a pretensão das reclamantes equivale ao uso da reclamação para atalhar alegada divergência jurisprudencial (uniformização de entendimento). Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1991 e art. 21, § 1... do RISTF). Fica prejudicado o exame da medida liminar pleiteada (art. 21, IX do RISTF). Publique-se. Intimem-se.” No agravo regimental alega-se que a decisão agravada ofende aos Princípios da Igualdade e do Amplo Acesso à Justiça. Afirma-se que a reclamação visa evitar afronta ao decidido pelo Plenário desta Corte (no caso, ao decidido no MS 25.641,rel. min. Eros Grau, Pleno, DJe de 22.02.2008 - sobre devolução de verbas alimentares recebidas de boa-fé). Requer o provimento do regimental para que o Supremo Tribunal Federal analise ´mérito da presente reclamação ou que a corte edite Súmula vinculante para uniformizar o decidido no mencionado MS 25.641. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O presente recurso não merece prosperar. Com efeito, ao negar seguimento à reclamação, a decisão ora agravada, em apertada síntese, baseou-se no fato de que é incabível o seguimento desta especial ação quando o paradigma invocado não realizou controle concentrado de constitucionalidade, não possuindo eficácia geral e vinculante, ou quando os reclamantes não figuraram, no processo indicado, como partes. A parte agravante limita-se a insistir sobre a necessidade de o Supremo Tribunal Federal analisar o mérito da questão posta, sob pena de violação aos Princípios da Igualdade e do Amplo Acesso à Justiça. Verifica-se, pois, que a parte agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente o fundamento da decisão agravada, reiterando apenas os termos anteriores. Não preenche, pois, o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RISTF. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.INCIDÊNCIA DO ART. 317,§ 1 , DO RISTF. UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravante não refutou todos os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. (RCL 25632 AGR, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.12.17) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123215. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): O presente recurso não merece prosperar. Com efeito, ao negar seguimento à reclamação, a decisão ora agravada, em apertada síntese, baseou-se no fato de que é incabível o seguimento desta especial ação quando o paradigma invocado não realizou controle concentrado de constitucionalidade, não possuindo eficácia geral e vinculante, ou quando os reclamantes não figuraram, no processo indicado, como partes. A parte agravante limita-se a insistir sobre a necessidade de o Supremo Tribunal Federal analisar o mérito da questão posta, sob pena de violação aos Princípios da Igualdade e do Amplo Acesso à Justiça. Verifica-se, pois, que a parte agravante não se desincumbiu do ônus de impugnar especificamente o fundamento da decisão agravada, reiterando apenas os termos anteriores. Não preenche, pois, o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RISTF. Nesse sentido: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA.INCIDÊNCIA DO ART. 317,§ 1 , DO RISTF. UTILIZAÇÃO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravante não refutou todos os fundamentos da decisão agravada, o que atrai a incidência do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. (RCL 25632 AGR, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.12.17) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN RCL 12902 AGR / MG Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO RISTF. INOBSERVÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO NA RELAÇÃO PROCESSUAL DE ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A admissibilidade do agravo regimental pressupõe que o agravante impugne os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 317, § 1..., do RISTF. 2. In casu, a decisão agravada assentou que o paradigma supostamente inobservado foi proferido em ação de índole subjetiva, cuja relação processual o agravante não integrou. Fundamento não impugnado nas razões de agravo. 3. Agravo regimental DESPROVIDO. (RCL 18855 AGR, de relatoria do Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.05.17) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123215. Supremo Tribunal Federal RCL 12902 AGR / MG Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO RISTF. INOBSERVÂNCIA. INEXISTÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO NA RELAÇÃO PROCESSUAL DE ORIGEM. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A admissibilidade do agravo regimental pressupõe que o agravante impugne os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 317, § 1..., do RISTF. 2. In casu, a decisão agravada assentou que o paradigma supostamente inobservado foi proferido em ação de índole subjetiva, cuja relação processual o agravante não integrou. Fundamento não impugnado nas razões de agravo. 3. Agravo regimental DESPROVIDO. (RCL 18855 AGR, de relatoria do Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.05.17) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 18/05/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO (130928/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 19... VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE Decisão: Retirado de mesa em razão da aposentadoria do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 06.08.2014. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889631 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.902 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO (130928/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 19... VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE Decisão: Retirado de mesa em razão da aposentadoria do Relator. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, Vice- Presidente no exercício da Presidência. Plenário, 06.08.2014. Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 12 . 902", "RCL 12902 AGR", "RCL 12902 AGR /", "MS 25 . 641", "MS 25 . 641", "RCL 12902 AGR / MG", "Rcl 6 . 534 -", "Rcl 5 . 684 - AgR", "Rcl 5 . 465 - EDcl", "Rcl 4 . 363 - AgR", "Rcl 5 . 159 - AgR", "Rcl 4 . 395 - EDcl", "Rcl 3 . 800 - AgR", "Rcl 2 . 665 - AgR", "Rcl 6 . 534 -", "Rcl 5 . 684 - AgR", "Rcl 4 . 363 - AgR", "Rcl 5 . 159 - AgR", "Rcl 4 . 395 - EDcl", "Rcl 3 . 800 - AgR", "RCL 12902 AGR / MG", "Rcl 6 . 078 - AgR", "Rcl 6 . 078 - AgR", "RCL 12902 AGR / MG", "MS 25 . 641", "MS 25 . 641", "MS 25 . 641", "MS 25 . 641", "RECLAMAÇÃO 12 . 902", "RCL 25632 AGR", "RCL 25632 AGR", "RCL 12902 AGR / MG", "RCL 18855 AGR", "RCL 12902 AGR / MG", "RCL 18855 AGR", "RECLAMAÇÃO 12 . 902", "RECLAMAÇÃO 12 . 902" ], "LEGISLACAO": [ "art . 317 , § 1 . . . , do RI", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei 8 . 038 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei 8 . 038 / 1991", "art . 21 , IX do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "ART", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "ART . 317 , § 1 , DO RISTF", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 317 , § 1 . . . , DO RISTF", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 317 , § 1 . . . , DO RISTF", "art .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "BELO HORIZONTE", "DISTRITO FEDERAL", "MINAS GERAIS", "DISTRITO FEDERAL", "BELO HORIZONTE", "DISTRITO FEDERAL", "VARA DO TRABALHO DE", "BELO HORIZONTE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "19", "VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE", "/", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "RECLAMAÇÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA DO TRABALHO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA DO TRABALHO DE BELO", "Vara do Trabalho de Belo Horizonte", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno do Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENO DO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "MG", "Plenário", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "VARA DO TRABALHO", "Plenário", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "MARIA", "ISABEL FONTELLA DE CASTRO", "BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO", "Edson Fachin", "EDSON FACHIN", "JOAQUIM BARBOSA", "MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO", "BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "JOAQUIM BARBOSA", "MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO", "BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "Fabiane Pereira de Oliveira Duarte", "EDSON FACHIN", "MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO", "BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO", "EDSON FACHIN", "Maria Isabel Fontella de Castro", "Eros Grau", "EDSON FACHIN", "MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO", "BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO", "EDSON FACHIN", "Maria Isabel Fontella de Castro", "Eros Grau", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "CEZAR PELUSO", "ELLEN GRACIE", "JOAQUIM BARBOSA", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "CEZAR PELUSO", "ELLEN GRACIE", "JOAQUIM BARBOSA", "MARCO AURÉLIO", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "Eros Grau", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "EDSON FACHIN", "MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO", "BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Marília Montenegro", "EDSON FACHIN", "MARIA ISABEL FONTELLA DE CASTRO", "BERNARDO AUGUSTO ABUCATER AZEVEDO", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Marília Montenegro" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "11", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "08", "/", "2014", "06", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "22", ".", "02", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "22", ".", "02", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "09", "/", "2008", "16", "-", "10", "-", "2008", "17", "-", "10", "-", "2008", "2009", "26", "/", "06", "/", "2008", "14", "-", "08", "-", "2008", "15", "-", "08", "-", "2008", "25", "/", "06", "/", "2008", "14", "-", "08", "-", "2008", "15", "-", "08", "-", "2008", "20", "/", "09", "/", "2007", "18", "-", "10", "-", "2007", "26", "/", "06", "/", "2007", "09", "-", "08", "-", "2007", "10", "-", "08", "-", "2007", "10", "-", "08", "-", "2007", "29", "/", "11", "/", "2006", "02", "-", "02", "-", "2007", "02", "/", "02", "/", "2006", "09", "-", "06", "-", "2006", "2006", "28", "/", "08", "/", "2008", "19", "-", "02", "-", "2009", "20", "-", "02", "-", "2009", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "09", "/", "2008", "16", "-", "10", "-", "2008", "17", "-", "10", "-", "2008", "2009", "26", "/", "06", "/", "2008", "14", "-", "08", "-", "2008", "15", "-", "08", "-", "2008", "25", "/", "06", "/", "2008", "14", "-", "08", "-", "2008", "15", "-", "08", "-", "2008", "20", "/", "09", "/", "2007", "18", "-", "10", "-", "2007", "26", "/", "06", "/", "2007", "09", "-", "08", "-", "2007", "10", "-", "08", "-", "2007", "10", "-", "08", "-", "2007", "29", "/", "11", "/", "2006", "02", "-", "02", "-", "2007", "02", "/", "02", "/", "2006", "09", "-", "06", "-", "2006", "28", "/", "08", "/", "2008", "19", "-", "02", "-", "2009", "20", "-", "02", "-", "2009", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "02", "/", "2005", "17", "-", "06", "-", "2005", "2005", "30", ".", "04", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "02", "/", "2005", "17", "-", "06", "-", "2005", "2005", "30", ".", "04", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "02", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "02", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "18", ".", "12", ".", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "18", ".", "12", ".", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "05", ".", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "05", ".", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "06", ".", "08", ".", "2014", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "08", ".", "2014", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JOSÉ RIBAMAR PASSOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRECATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO TERCEIRO AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. 1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do CPC/2015. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. Embargos de declaração rejeitados, com aplicação de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, na forma do art. 1.026, § 2º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, com aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2°, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778349. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JOSÉ RIBAMAR PASSOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim ementado: DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. REGIME DA LEI 8.038/1990 E DO CPC/1973. DECISÃO DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO QUE LIMITOU TEMPORALMENTE A CONDENAÇÃO À DATA-BASE DOS SERVIDORES. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 1.662 E 1.098. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. INAPLICABILIDADE DA TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES. 1. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende ser necessária relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. 2. Na sistemática da Lei nº 8.038/1990 e do CPC/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778350. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JOSÉ RIBAMAR PASSOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim ementado: DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. REGIME DA LEI 8.038/1990 E DO CPC/1973. DECISÃO DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO QUE LIMITOU TEMPORALMENTE A CONDENAÇÃO À DATA-BASE DOS SERVIDORES. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 1.662 E 1.098. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. INAPLICABILIDADE DA TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES. 1. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende ser necessária relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. 2. Na sistemática da Lei nº 8.038/1990 e do CPC/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA sentido contrário à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, ao menos no que tange ao uso de tese para o fim de ajuizamento de reclamação constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. 2. A parte embargante insiste que o acórdão foi omisso quanto aos seguintes pontos: (i) insegurança jurídica da decisão, uma vez que a Rcl 2411 Rel. Min. Marco Aurélio, protocolizada no mesmo dia desta, sobre o mesmo tema, fora julgada procedente, com decisão transitada em julgado; (ii) a imediata aplicação do art. 1046 do CPC/2015 aos processos pendentes de julgamento e (iii) a ausência de lei que imponha, para cabimento de reclamação, a aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma violado. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778350. Supremo Tribunal Federal RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA sentido contrário à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, ao menos no que tange ao uso de tese para o fim de ajuizamento de reclamação constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. 2. A parte embargante insiste que o acórdão foi omisso quanto aos seguintes pontos: (i) insegurança jurídica da decisão, uma vez que a Rcl 2411 Rel. Min. Marco Aurélio, protocolizada no mesmo dia desta, sobre o mesmo tema, fora julgada procedente, com decisão transitada em julgado; (ii) a imediata aplicação do art. 1046 do CPC/2015 aos processos pendentes de julgamento e (iii) a ausência de lei que imponha, para cabimento de reclamação, a aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma violado. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não pode ser provido, tendo em vista a inexistência de erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do CPC. 2. Estes embargos veiculam pretensão meramente infringente. Objetivam tão somente o reexame de pedido já repelido por esta Primeira Turma. E os embargos não podem conduzir à renovação do julgamento que não se ressente de nenhum vício e, muito menos, à modificação do julgado. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação do mérito de um julgamento que transcorreu de forma regular. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento dos declaratórios com essa finalidade. 4. Este Tribunal já fixou o entendimento de que não se revelam cabíveis embargos de declaração quando, a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vêm a ser opostos com o inadmissível objetivo de infringir o julgado, em ordem a viabilizar um indevido reexame da causa (AI 177.313-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello). 5. Ademais, os fundamentos trazidos pelo embargante não se sustentam. A reclamação não é instrumento hábil para contestar divergência jurisprudencial de precedentes desta Corte, especialmente os sem força vinculante, conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não pode ser provido, tendo em vista a inexistência de erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do CPC. 2. Estes embargos veiculam pretensão meramente infringente. Objetivam tão somente o reexame de pedido já repelido por esta Primeira Turma. E os embargos não podem conduzir à renovação do julgamento que não se ressente de nenhum vício e, muito menos, à modificação do julgado. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação do mérito de um julgamento que transcorreu de forma regular. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento dos declaratórios com essa finalidade. 4. Este Tribunal já fixou o entendimento de que não se revelam cabíveis embargos de declaração quando, a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vêm a ser opostos com o inadmissível objetivo de infringir o julgado, em ordem a viabilizar um indevido reexame da causa (AI 177.313-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello). 5. Ademais, os fundamentos trazidos pelo embargante não se sustentam. A reclamação não é instrumento hábil para contestar divergência jurisprudencial de precedentes desta Corte, especialmente os sem força vinculante, conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA nas Rcl 4.381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, e Rcl 5.391 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. No mesmo sentido, veja-se a Rcl 23.051 AgR, sob a minha relatoria: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DA VIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA A DIREITO OBJETIVO E A PRECEDENTE SEM FORÇA VINCULANTE. PRECLUSÃO DA DISCUSSÃO SOBRE A QUESTÃO IMPUGNADA NAS INSTÂNCIAS INFERIORES. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a Súmula vinculante (CRFB/1988, arts, 102, I, l, e 103-A, § 3º). No segundo e no terceiro casos, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte. 2. A alegação de ofensa ao direito objetivo ou a enunciado de Súmula sem força vinculante não dá ensejo à propositura de reclamação. 3. Não cabe reclamação para o exame da tese de fundo quando o que se pretende, na verdade, é viabilizar um recurso não interposto. 4. Agravo regimental desprovido.” 6. Observo que a presente reclamação foi ajuizada em 28.08.2003, de modo que as condições para sua admissibilidade devem ser analisadas à luz da legislação vigente à época. 7. Com efeito, na sistemática da Lei nº 8.038/1990 e do CPC/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido contrário à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, ao menos no que tange ao uso de tese para o fim de ajuizamento de reclamação constitucional. Como regra geral, limitou-se a eficácia vinculante das decisões à parte dispositiva da decisão, tal qual nos processos subjetivos. É dizer, a vinculação do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Supremo Tribunal Federal RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA nas Rcl 4.381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, e Rcl 5.391 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. No mesmo sentido, veja-se a Rcl 23.051 AgR, sob a minha relatoria: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DA VIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA A DIREITO OBJETIVO E A PRECEDENTE SEM FORÇA VINCULANTE. PRECLUSÃO DA DISCUSSÃO SOBRE A QUESTÃO IMPUGNADA NAS INSTÂNCIAS INFERIORES. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a Súmula vinculante (CRFB/1988, arts, 102, I, l, e 103-A, § 3º). No segundo e no terceiro casos, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte. 2. A alegação de ofensa ao direito objetivo ou a enunciado de Súmula sem força vinculante não dá ensejo à propositura de reclamação. 3. Não cabe reclamação para o exame da tese de fundo quando o que se pretende, na verdade, é viabilizar um recurso não interposto. 4. Agravo regimental desprovido.” 6. Observo que a presente reclamação foi ajuizada em 28.08.2003, de modo que as condições para sua admissibilidade devem ser analisadas à luz da legislação vigente à época. 7. Com efeito, na sistemática da Lei nº 8.038/1990 e do CPC/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido contrário à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, ao menos no que tange ao uso de tese para o fim de ajuizamento de reclamação constitucional. Como regra geral, limitou-se a eficácia vinculante das decisões à parte dispositiva da decisão, tal qual nos processos subjetivos. É dizer, a vinculação do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA precedente atingia apenas a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional. Nessa linha, confiram-se Rcl 3.108 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 10.125 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; Rcl 13.300 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. 8. No caso em análise, a decisão reclamada não se fundamenta em nenhum dos dispositivos apreciados pelos paradigmas invocados. O TST entendeu, com fundamento no enunciado da Súmula nº 322 do TST e na OJ nº 35 da SDI-2, que a limitação dos cálculos à data base dos servidores não ofende a coisa julgada. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, tornando inviável o prosseguimento da reclamação. Consoante vem decidindo reiteradamente o Supremo Tribunal Federal, a aderência estrita ao precedente vinculante é indispensável para a procedência da reclamação. Nesse sentido: Rcl 23.132-AgR e Rcl 24.074- AgR, ambas sob a minha relatoria. 9. Como se percebe claramente, a parte embargante insiste no acolhimento de recurso manifestadamente inadmissível. 10. Diante do exposto, rejeito os embargos. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, na forma do art. 1.026, § 2º, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Supremo Tribunal Federal RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA precedente atingia apenas a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional. Nessa linha, confiram-se Rcl 3.108 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 10.125 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; Rcl 13.300 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. 8. No caso em análise, a decisão reclamada não se fundamenta em nenhum dos dispositivos apreciados pelos paradigmas invocados. O TST entendeu, com fundamento no enunciado da Súmula nº 322 do TST e na OJ nº 35 da SDI-2, que a limitação dos cálculos à data base dos servidores não ofende a coisa julgada. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, tornando inviável o prosseguimento da reclamação. Consoante vem decidindo reiteradamente o Supremo Tribunal Federal, a aderência estrita ao precedente vinculante é indispensável para a procedência da reclamação. Nesse sentido: Rcl 23.132-AgR e Rcl 24.074- AgR, ambas sob a minha relatoria. 9. Como se percebe claramente, a parte embargante insiste no acolhimento de recurso manifestadamente inadmissível. 10. Diante do exposto, rejeito os embargos. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, na forma do art. 1.026, § 2º, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : JOSÉ RIBAMAR PASSOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO (12067/DF) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779279 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : JOSÉ RIBAMAR PASSOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO (12067/DF) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779279 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14784893
2018-04-27T00:00:00
2018-05-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018.
EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: Direito Constitucional e Processual Civil. Precatório. Embargos de declaração no terceiro agravo interno em reclamação. Pretensão meramente infringente. 1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do CPC/2015. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. Embargos de declaração rejeitados, com aplicação de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, na forma do art. 1.026, § 2º, do CPC/2015.
sjur384795
- Acórdão(s) citado(s): (ED, REEXAME DA CAUSA) AI 177313 AgR-ED (2ªT). (RECLAMAÇÃO, DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL) Rcl 4381 AgR (TP), Rcl 5391 AgR (TP), Rcl 23051 AgR (1ªT). (TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA AOS MOTIVOS DETERMINANTES) Rcl 3108 AgR (TP), Rcl 10125 AgR (TP), Rcl 13300 AgR (TP). (RECLAMAÇÃO, ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE A DECISÃO E O PARADIGMA) Rcl 24074 AgR (1ªT), Rcl 23132 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 11/05/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
2412
[ "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01022 ART-01026 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMTST-000322 \n SÚMULA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO - TST" ]
Rcl-AgR-terceiro-ED
acordaos
Rcl 2412 AgR-terceiro-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : JOSÉ RIBAMAR PASSOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JOSÉ RIBAMAR PASSOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRECATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO TERCEIRO AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. PRETENSÃO MERAMENTE INFRINGENTE. 1. Não há erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do Código de Processo Civil/2015. 2. A via recursal adotada não se mostra adequada para a renovação de julgamento que ocorreu regularmente. 3. Embargos de declaração rejeitados, com aplicação de multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, na forma do art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, com aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778349. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JOSÉ RIBAMAR PASSOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim ementado: DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. REGIME DA LEI 8.038/1990 E DO Código de Processo Civil/1973. DECISÃO DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO QUE LIMITOU TEMPORALMENTE A CONDENAÇÃO À DATA-BASE DOS SERVIDORES. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 1.662 E 1.098. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. INAPLICABILIDADE DA TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES. 1. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende ser necessária relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. 2. Na sistemática da Lei n 8.038/1990 e do Código de Processo Civil/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778350. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :JOSÉ RIBAMAR PASSOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO EMBDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMBDO.(A/S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão da minha relatoria, proferido por esta Primeira Turma, assim ementado: DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. REGIME DA LEI 8.038/1990 E DO Código de Processo Civil/1973. DECISÃO DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO QUE LIMITOU TEMPORALMENTE A CONDENAÇÃO À DATA-BASE DOS SERVIDORES. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 1.662 E 1.098. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. INAPLICABILIDADE DA TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES. 1. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende ser necessária relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. 2. Na sistemática da Lei n 8.038/1990 e do Código de Processo Civil/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA sentido contrário à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, ao menos no que tange ao uso de tese para o fim de ajuizamento de reclamação constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. 2. A parte embargante insiste que o acórdão foi omisso quanto aos seguintes pontos: (i) insegurança jurídica da decisão, uma vez que a Rcl 2411 Rel. Min. Marco Aurélio, protocolizada no mesmo dia desta, sobre o mesmo tema, fora julgada procedente, com decisão transitada em julgado; (ii) a imediata aplicação do art. 1046 do Código de Processo Civil/2015 aos processos pendentes de julgamento e (iii) a ausência de lei que imponha, para cabimento de reclamação, a aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma violado. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778350. Supremo Tribunal Federal RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA sentido contrário à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, ao menos no que tange ao uso de tese para o fim de ajuizamento de reclamação constitucional. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. 2. A parte embargante insiste que o acórdão foi omisso quanto aos seguintes pontos: (i) insegurança jurídica da decisão, uma vez que a Rcl 2411 Rel. Min. Marco Aurélio, protocolizada no mesmo dia desta, sobre o mesmo tema, fora julgada procedente, com decisão transitada em julgado; (ii) a imediata aplicação do art. 1046 do Código de Processo Civil/2015 aos processos pendentes de julgamento e (iii) a ausência de lei que imponha, para cabimento de reclamação, a aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma violado. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não pode ser provido, tendo em vista a inexistência de erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do Código de Processo Civil. 2. Estes embargos veiculam pretensão meramente infringente. Objetivam tão somente o reexame de pedido já repelido por esta Primeira Turma. E os embargos não podem conduzir à renovação do julgamento que não se ressente de nenhum vício e, muito menos, à modificação do julgado. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação do mérito de um julgamento que transcorreu de forma regular. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento dos declaratórios com essa finalidade. 4. Este Tribunal já fixou o entendimento de que não se revelam cabíveis embargos de declaração quando, a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vêm a ser opostos com o inadmissível objetivo de infringir o julgado, em ordem a viabilizar um indevido reexame da causa (AI 177.313-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello). 5. Ademais, os fundamentos trazidos pelo embargante não se sustentam. A reclamação não é instrumento hábil para contestar divergência jurisprudencial de precedentes desta Corte, especialmente os sem força vinculante, conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O recurso não pode ser provido, tendo em vista a inexistência de erro, obscuridade, contradição ou omissão no acórdão questionado, o que afasta a presença dos pressupostos de embargabilidade, conforme o art. 1.022 do Código de Processo Civil. 2. Estes embargos veiculam pretensão meramente infringente. Objetivam tão somente o reexame de pedido já repelido por esta Primeira Turma. E os embargos não podem conduzir à renovação do julgamento que não se ressente de nenhum vício e, muito menos, à modificação do julgado. 3. A parte recorrente limita-se a postular uma nova apreciação do mérito de um julgamento que transcorreu de forma regular. Incide, no caso, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento dos declaratórios com essa finalidade. 4. Este Tribunal já fixou o entendimento de que não se revelam cabíveis embargos de declaração quando, a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição, vêm a ser opostos com o inadmissível objetivo de infringir o julgado, em ordem a viabilizar um indevido reexame da causa (AI 177.313-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello). 5. Ademais, os fundamentos trazidos pelo embargante não se sustentam. A reclamação não é instrumento hábil para contestar divergência jurisprudencial de precedentes desta Corte, especialmente os sem força vinculante, conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA nas Rcl 4.381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, e Rcl 5.391 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. No mesmo sentido, veja-se a Rcl 23.051 AgR, sob a minha relatoria: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DA VIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA A DIREITO OBJETIVO E A PRECEDENTE SEM FORÇA VINCULANTE. PRECLUSÃO DA DISCUSSÃO SOBRE A QUESTÃO IMPUGNADA NAS INSTÂNCIAS INFERIORES. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a Súmula vinculante (CRFB/1988, arts, 102, I, l, e 103-A, § 3...). No segundo e no terceiro casos, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte. 2. A alegação de ofensa ao direito objetivo ou a enunciado de Súmula sem força vinculante não dá ensejo à propositura de reclamação. 3. Não cabe reclamação para o exame da tese de fundo quando o que se pretende, na verdade, é viabilizar um recurso não interposto. 4. Agravo regimental desprovido.” 6. Observo que a presente reclamação foi ajuizada em 28.08.2003, de modo que as condições para sua admissibilidade devem ser analisadas à luz da legislação vigente à época. 7. Com efeito, na sistemática da Lei n 8.038/1990 e do Código de Processo Civil/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido contrário à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, ao menos no que tange ao uso de tese para o fim de ajuizamento de reclamação constitucional. Como regra geral, limitou-se a eficácia vinculante das decisões à parte dispositiva da decisão, tal qual nos processos subjetivos. É dizer, a vinculação do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Supremo Tribunal Federal RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA nas Rcl 4.381 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, e Rcl 5.391 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. No mesmo sentido, veja-se a Rcl 23.051 AgR, sob a minha relatoria: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DESCABIMENTO DA VIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA A DIREITO OBJETIVO E A PRECEDENTE SEM FORÇA VINCULANTE. PRECLUSÃO DA DISCUSSÃO SOBRE A QUESTÃO IMPUGNADA NAS INSTÂNCIAS INFERIORES. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a Súmula vinculante (CRFB/1988, arts, 102, I, l, e 103-A, § 3...). No segundo e no terceiro casos, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte. 2. A alegação de ofensa ao direito objetivo ou a enunciado de Súmula sem força vinculante não dá ensejo à propositura de reclamação. 3. Não cabe reclamação para o exame da tese de fundo quando o que se pretende, na verdade, é viabilizar um recurso não interposto. 4. Agravo regimental desprovido.” 6. Observo que a presente reclamação foi ajuizada em 28.08.2003, de modo que as condições para sua admissibilidade devem ser analisadas à luz da legislação vigente à época. 7. Com efeito, na sistemática da Lei n 8.038/1990 e do Código de Processo Civil/1973, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido contrário à adoção da teoria da transcendência aos motivos determinantes de suas decisões, ao menos no que tange ao uso de tese para o fim de ajuizamento de reclamação constitucional. Como regra geral, limitou-se a eficácia vinculante das decisões à parte dispositiva da decisão, tal qual nos processos subjetivos. É dizer, a vinculação do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA precedente atingia apenas a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional. Nessa linha, confiram-se Rcl 3.108 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 10.125 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; Rcl 13.300 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. 8. No caso em análise, a decisão reclamada não se fundamenta em nenhum dos dispositivos apreciados pelos paradigmas invocados. O Tribunal Superior do Trabalho entendeu, com fundamento no enunciado da Súmula n 322 do Tribunal Superior do Trabalho e na OJ n 35 da SDI-2, que a limitação dos cálculos à data base dos servidores não ofende a coisa julgada. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, tornando inviável o prosseguimento da reclamação. Consoante vem decidindo reiteradamente o Supremo Tribunal Federal, a aderência estrita ao precedente vinculante é indispensável para a procedência da reclamação. Nesse sentido: Rcl 23.132-AgR e Rcl 24.074- AgR, ambas sob a minha relatoria. 9. Como se percebe claramente, a parte embargante insiste no acolhimento de recurso manifestadamente inadmissível. 10. Diante do exposto, rejeito os embargos. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, na forma do art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Supremo Tribunal Federal RCL 2412 AGR-TERCEIRO-ED / MA precedente atingia apenas a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade de determinada norma infraconstitucional. Nessa linha, confiram-se Rcl 3.108 AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 10.125 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; Rcl 13.300 AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. 8. No caso em análise, a decisão reclamada não se fundamenta em nenhum dos dispositivos apreciados pelos paradigmas invocados. O Tribunal Superior do Trabalho entendeu, com fundamento no enunciado da Súmula n 322 do Tribunal Superior do Trabalho e na OJ n 35 da SDI-2, que a limitação dos cálculos à data base dos servidores não ofende a coisa julgada. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, tornando inviável o prosseguimento da reclamação. Consoante vem decidindo reiteradamente o Supremo Tribunal Federal, a aderência estrita ao precedente vinculante é indispensável para a procedência da reclamação. Nesse sentido: Rcl 23.132-AgR e Rcl 24.074- AgR, ambas sob a minha relatoria. 9. Como se percebe claramente, a parte embargante insiste no acolhimento de recurso manifestadamente inadmissível. 10. Diante do exposto, rejeito os embargos. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% sobre o valor atualizado da causa, na forma do art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : JOSÉ RIBAMAR PASSOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO (12067/DF) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779279 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO TERCEIRO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.412 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : JOSÉ RIBAMAR PASSOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO (12067/DF) EMBDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMBDO.(A/S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, com aplicação da multa prevista no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779279 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 2 . 412", "RECLAMAÇÃO", "Rcl 2411", "RCL 2412 AGR - TERCEIRO - ED /", "Rcl 2411", "RECLAMAÇÃO 2 . 412", "AI 177 . 313 - AgR - ED", "RECLAMAÇÃO 2 . 412", "AI 177 . 313 - AgR - ED", "RCL 2412 AGR", "Rcl 4 . 381 AgR", "Rcl 5 . 391 AgR", "Rcl 23 . 051 AgR", "Rcl 4 . 381 AgR", "Rcl 5 . 391 AgR", "Rcl 23 . 051 AgR", "RCL 2412 AGR", "Rcl 3 . 108 AgR", "Rcl 10 . 125 AgR", "Rcl 13 . 300 AgR", "Súmula n 322 do Tribunal Superior do Trabalho", "OJ n 35 da SDI - 2", "Rcl 23 . 132 - AgR", "Rcl 24 . 074 - AgR", "Rcl 3 . 108 AgR", "Rcl 10 . 125 AgR", "Rcl 13 . 300 AgR", "Súmula n 322 do Tribunal Superior do Trabalho", "OJ n 35 da SDI - 2", "Rcl 23 . 132 - AgR", "Rcl 24 . 074 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 038 / 1990", "Código de Processo Civil / 1973", "[UNK] 1 . 662", "1 .", "098", "Lei n 8 . 038 / 1990", "Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 038 / 1990", "Código de Processo Civil / 1973", "[UNK] 1 . 662", "Lei n 8 . 038 / 1990", "Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1046 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1046 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "CRFB", "/", "1988 , arts , 102 , I , l ,", "Lei n 8 . 038 / 1990", "Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CRFB", "/", "1988 , arts , 102 , I , l , e 103 - A , § 3 . . .", "Lei n 8 . 038 / 1990", "Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 .", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015" ], "LOCAL": [ "MARANHÃO", "Brasília", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO", "MARANHÃO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO", "UFMA", "UNIÃO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO", "UFMA", "UNIÃO", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO", "UFMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TERCEIRO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TERCEIRO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO", "UFMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO", "UFMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ RIBAMAR PASSOS", "ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ RIBAMAR PASSOS", "ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ RIBAMAR PASSOS", "ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ RIBAMAR PASSOS", "ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ RIBAMAR PASSOS", "ALEXANDRE SIMÕES LINDOSO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "04", "/", "2018", "20 a 26 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "08", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "08", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO- EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :NÃO INDICADO Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO À DECISÃO PROFERIDA NAS ADIS 4.357 E 4.425. APLICAÇÃO DO INPC COMO ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA EM PERÍODO ANTERIOR À EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA. 1. Não há estrita identidade entre a decisão reclamada, que determinou a aplicação do INPC como índice de correção monetária em período anterior à expedição de precatório, e o decidido nas ADIs 4.357 e 4.425. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778375. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO- EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :NÃO INDICADO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática por meio da qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: DECISÃO: 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, proposta pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul FASE, contra acórdão proferido pela Seção Especializada em Execução do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e mantido pelo Tribunal Superior do Trabalho na análise de agravo de instrumento em recurso de revista. O acórdão do Tribunal Regional do Trabalho foi ementado nos seguintes termos: AGRAVO DE PETIÇÃO DA EXECUTADA. CORREÇÃO MONETÁRIA. ENTES PÚBLICOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS. REGIME DE PRECATÓRIO/RPV. A correção monetária dos débitos trabalhistas dos entes públicos estaduais e municipais sujeitos ao regime de precatório/RPV, deve considerar a data de eventual expedição do precatório/RPV, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO- EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :NÃO INDICADO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática por meio da qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: DECISÃO: 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, proposta pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul FASE, contra acórdão proferido pela Seção Especializada em Execução do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e mantido pelo Tribunal Superior do Trabalho na análise de agravo de instrumento em recurso de revista. O acórdão do Tribunal Regional do Trabalho foi ementado nos seguintes termos: AGRAVO DE PETIÇÃO DA EXECUTADA. CORREÇÃO MONETÁRIA. ENTES PÚBLICOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS. REGIME DE PRECATÓRIO/RPV. A correção monetária dos débitos trabalhistas dos entes públicos estaduais e municipais sujeitos ao regime de precatório/RPV, deve considerar a data de eventual expedição do precatório/RPV, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório RCL 28378 AGR / RS bem como os critérios estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal nas decisões das ADIs 4357 e 4425 e da AC 3764. Matéria de ordem pública não sujeita à preclusão. Cálculo atualizado e pagamento efetuado em momento anterior à alteração do índice de correção. Agravo parcialmente provido. 2. A ora reclamante alega que a autoridade reclamada, com base nas decisões proferidas por esta Corte nas ADIs 4.357 e 4.425, teria determinado a aplicação do INPC para a atualização monetária de créditos trabalhistas incluídos em precatório. Sustenta que, ao determinar a aplicação de índice diverso do previsto no art. 100, § 12, da Constituição Federal, a decisão reclamada teria ofendido as decisões proferidas nas ADIs paradigmas. Afirma que, embora o Supremo Tribunal Federal tenha declarado a inconstitucionalidade parcial do art. 100, § 12, da Constituição, houve posterior modulação temporal dos efeitos dessa decisão, o que teria preservado a incidência desse dispositivo aos precatórios expedidos e pagos até 25.03.2015. Sustenta que a autoridade reclamada teria afastado indevidamente a incidência do art. 39 da Lei nº 8.177/1991, não declarado inconstitucional nos julgados apontados como paradigmas. 3. É o relatório. Decido. 4. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (art. 52, parágrafo único, do RI/STF). 5. Não assiste razão à parte reclamante. Com efeito, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição), caso em que se exige que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e §5º, II, do CPC/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS bem como os critérios estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal nas decisões das ADIs 4357 e 4425 e da AC 3764. Matéria de ordem pública não sujeita à preclusão. Cálculo atualizado e pagamento efetuado em momento anterior à alteração do índice de correção. Agravo parcialmente provido. 2. A ora reclamante alega que a autoridade reclamada, com base nas decisões proferidas por esta Corte nas ADIs 4.357 e 4.425, teria determinado a aplicação do INPC para a atualização monetária de créditos trabalhistas incluídos em precatório. Sustenta que, ao determinar a aplicação de índice diverso do previsto no art. 100, § 12, da Constituição Federal, a decisão reclamada teria ofendido as decisões proferidas nas ADIs paradigmas. Afirma que, embora o Supremo Tribunal Federal tenha declarado a inconstitucionalidade parcial do art. 100, § 12, da Constituição, houve posterior modulação temporal dos efeitos dessa decisão, o que teria preservado a incidência desse dispositivo aos precatórios expedidos e pagos até 25.03.2015. Sustenta que a autoridade reclamada teria afastado indevidamente a incidência do art. 39 da Lei nº 8.177/1991, não declarado inconstitucional nos julgados apontados como paradigmas. 3. É o relatório. Decido. 4. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (art. 52, parágrafo único, do RI/STF). 5. Não assiste razão à parte reclamante. Com efeito, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição), caso em que se exige que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e §5º, II, do CPC/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 28378 AGR / RS entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g., as Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de precatórios (art. 97, §1º, I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 7. O Plenário desta Corte, ao apreciar conjuntamente as ADIs 4.357 e 4.425, rel. Min. Luiz Fux, declarou a inconstitucionalidade parcial das alterações realizadas pela Emenda Constitucional nº 62/2009, que alterou o art. 100 da Constituição e acrescentou o art. 97 ao ADCT, instituindo o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. 8. No julgamento em questão, o Supremo Tribunal Federal assentou, dentre outras, a conclusão de que viola o direito fundamental de propriedade, por ser incapaz de preservar o valor real do crédito, a atualização monetária dos débitos da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g., as Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de precatórios (art. 97, §1º, I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 7. O Plenário desta Corte, ao apreciar conjuntamente as ADIs 4.357 e 4.425, rel. Min. Luiz Fux, declarou a inconstitucionalidade parcial das alterações realizadas pela Emenda Constitucional nº 62/2009, que alterou o art. 100 da Constituição e acrescentou o art. 97 ao ADCT, instituindo o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. 8. No julgamento em questão, o Supremo Tribunal Federal assentou, dentre outras, a conclusão de que viola o direito fundamental de propriedade, por ser incapaz de preservar o valor real do crédito, a atualização monetária dos débitos da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RCL 28378 AGR / RS Fazenda Pública inscritos em precatório pelo índice oficial de remuneração de caderneta de poupança. Com base nesse fundamento, esta Corte resolveu declarar inconstitucional a expressão “índice oficial de remuneração da caderneta de poupança”, contida no § 12 do art. 100 da Constituição, afastando-a, por arrastamento, também do art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997, com redação dada pela Lei nº 11.960/2009. Confira a ementa de trechos pertinentes da ementa do julgado: Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 62/2009. (…) IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CF, ART. 5º, XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. (...) PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. (...) 5. O direito fundamental de propriedade (CF, art. 5º, XXII) resta violado nas hipóteses em que a atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios perfaz-se segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, na medida em que este referencial é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. É que a inflação, fenômeno tipicamente econômico-monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se destina (traduzir a inflação do período). (...) 7. O art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com redação dada pela Lei nº 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC nº 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, § 12, da CF, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. (...) 9. Pedido de declaração de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS Fazenda Pública inscritos em precatório pelo índice oficial de remuneração de caderneta de poupança. Com base nesse fundamento, esta Corte resolveu declarar inconstitucional a expressão “índice oficial de remuneração da caderneta de poupança”, contida no § 12 do art. 100 da Constituição, afastando-a, por arrastamento, também do art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997, com redação dada pela Lei nº 11.960/2009. Confira a ementa de trechos pertinentes da ementa do julgado: Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 62/2009. (…) IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CF, ART. 5º, XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. (...) PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. (...) 5. O direito fundamental de propriedade (CF, art. 5º, XXII) resta violado nas hipóteses em que a atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios perfaz-se segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, na medida em que este referencial é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. É que a inflação, fenômeno tipicamente econômico-monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se destina (traduzir a inflação do período). (...) 7. O art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com redação dada pela Lei nº 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC nº 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, § 12, da CF, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. (...) 9. Pedido de declaração de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RCL 28378 AGR / RS inconstitucionalidade julgado procedente em parte. 9. Em 25.03.2015, foi concluído o julgamento de questão de ordem em que se discutiu a modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade realizadas nas ADIs 4.357 e 4.425. No que diz respeito aos critérios de correção monetária, o Plenário conferiu eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade, determinando a manutenção da aplicação do índice oficial da remuneração básica da caderneta de poupança (TR) até 25.03.2015, data após a qual os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo IPCA-E. Em relação aos precatórios da Administração Pública federal, determinou a aplicação dos critérios previstos no art. 27 da Lei nº 12.919/2013 e no art. 27 da Lei nº 13.080/2015. 10. A situação dos autos distingue-se dos paradigmas. Como se viu, nas ADIs 4.357 e 4.425, esta Corte declarou inconstitucional o critério para a atualização monetária de débitos da Fazenda Pública no período compreendido entre a expedição e o pagamento dos requisitórios, previsto no art. 100, § 12, da Constituição. A decisão reclamada, no entanto, determinou que se aplicasse o INPC anteriormente à expedição do precatório i.e., em período a que não se refere o dispositivo constitucional em questão e que, portanto, não foi avaliado pelos acórdãos paradigmáticos. Confira-se transcrição do trecho relevante da decisão reclamada: No caso concreto, foi expedido precatório em 13.06.2014 (fl. 660), o qual foi pago pelo ente público em 20.08.2014 (fl. 668). Em se tratando de ente público estadual (FASE), aplica-se a regra da alínea "b" do item 2 supra, qual seja: aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). Destarte, dou parcial provimento ao agravo de petição para determinar a retificação dos cálculos de liquidação para aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS inconstitucionalidade julgado procedente em parte. 9. Em 25.03.2015, foi concluído o julgamento de questão de ordem em que se discutiu a modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade realizadas nas ADIs 4.357 e 4.425. No que diz respeito aos critérios de correção monetária, o Plenário conferiu eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade, determinando a manutenção da aplicação do índice oficial da remuneração básica da caderneta de poupança (TR) até 25.03.2015, data após a qual os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo IPCA-E. Em relação aos precatórios da Administração Pública federal, determinou a aplicação dos critérios previstos no art. 27 da Lei nº 12.919/2013 e no art. 27 da Lei nº 13.080/2015. 10. A situação dos autos distingue-se dos paradigmas. Como se viu, nas ADIs 4.357 e 4.425, esta Corte declarou inconstitucional o critério para a atualização monetária de débitos da Fazenda Pública no período compreendido entre a expedição e o pagamento dos requisitórios, previsto no art. 100, § 12, da Constituição. A decisão reclamada, no entanto, determinou que se aplicasse o INPC anteriormente à expedição do precatório i.e., em período a que não se refere o dispositivo constitucional em questão e que, portanto, não foi avaliado pelos acórdãos paradigmáticos. Confira-se transcrição do trecho relevante da decisão reclamada: No caso concreto, foi expedido precatório em 13.06.2014 (fl. 660), o qual foi pago pelo ente público em 20.08.2014 (fl. 668). Em se tratando de ente público estadual (FASE), aplica-se a regra da alínea "b" do item 2 supra, qual seja: aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). Destarte, dou parcial provimento ao agravo de petição para determinar a retificação dos cálculos de liquidação para aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RCL 28378 AGR / RS 11. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas, tornando inviável o prosseguimento da reclamação. Confiram-se, nesse sentido: Rcl 24.669 MC, rel. Min. Ricardo Lewandowski, e Rcl 23.971 AgR, Rcl 24.603, e Rcl 24.223, todas de relatoria do Min. Luiz Fux. 12. Saliento, por fim, que a inadmissão da reclamação não implica, necessariamente, a afirmação do acerto do ato reclamado, que poderá ser impugnado pela via processual própria. É que a reclamação não presta à análise de suposta desconformidade de ato com o direito objetivo. Nas palavras do Min. Luiz Fux, a “reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade se revela estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” Rcl 4.637 AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 13. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação. 14. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo. Publique-se. Comunique-se. Brasília, 11 de outubro de 2017. MinistroLUÍS ROBERTO BARROSO Relator 2. A parte agravante sustenta que o juízo reclamado determinou a aplicação do INPC como índice de atualização monetária de créditos trabalhistas já incluídos em precatório espedido e quitado antes do julgamento da questão de ordem nas ADIs 4.357 e 4.425. argumenta que, ao afastar a aplicação do artigo 39 da Lei n° 8.177/1991 com fundamento justamente no decidido nas ações de controle concentrado em voga, a decisão impugnada conferiu aos precedentes efeitos que não lhe foram dados. 3. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS 11. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas, tornando inviável o prosseguimento da reclamação. Confiram-se, nesse sentido: Rcl 24.669 MC, rel. Min. Ricardo Lewandowski, e Rcl 23.971 AgR, Rcl 24.603, e Rcl 24.223, todas de relatoria do Min. Luiz Fux. 12. Saliento, por fim, que a inadmissão da reclamação não implica, necessariamente, a afirmação do acerto do ato reclamado, que poderá ser impugnado pela via processual própria. É que a reclamação não presta à análise de suposta desconformidade de ato com o direito objetivo. Nas palavras do Min. Luiz Fux, a “reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade se revela estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” Rcl 4.637 AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 13. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação. 14. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo. Publique-se. Comunique-se. Brasília, 11 de outubro de 2017. MinistroLUÍS ROBERTO BARROSO Relator 2. A parte agravante sustenta que o juízo reclamado determinou a aplicação do INPC como índice de atualização monetária de créditos trabalhistas já incluídos em precatório espedido e quitado antes do julgamento da questão de ordem nas ADIs 4.357 e 4.425. argumenta que, ao afastar a aplicação do artigo 39 da Lei n° 8.177/1991 com fundamento justamente no decidido nas ações de controle concentrado em voga, a decisão impugnada conferiu aos precedentes efeitos que não lhe foram dados. 3. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 RIO GRANDE DO SUL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, mas lhe nego provimento. 2. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição), caso em que se exige que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e § 5º, II, do CPC/2015). 3. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. Rcl 6.040 ED, rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 RIO GRANDE DO SUL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, mas lhe nego provimento. 2. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição), caso em que se exige que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e § 5º, II, do CPC/2015). 3. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. Rcl 6.040 ED, rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 28378 AGR / RS precatórios (art. 97, §1º, I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar conjuntamente as ADIs 4.357 e 4.425, Rel. Min. Luiz Fux, declarou a inconstitucionalidade parcial das alterações realizadas pela Emenda Constitucional nº 62/2009, que alterou o art. 100 da Constituição e acrescentou o art. 97 ao ADCT, instituindo o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. 5. Em 14.03.2013, no julgamento em questão, o Supremo Tribunal Federal assentou, dentre outras, a conclusão de que viola o direito fundamental de propriedade, por ser incapaz de preservar o valor real do crédito, a atualização monetária dos débitos da Fazenda Pública inscritos em precatório pelo índice oficial de remuneração de caderneta de poupança. Com base nesse fundamento, esta Corte resolveu declarar inconstitucional a expressão “índice oficial de remuneração da caderneta de poupança”, contida no § 12 do art. 100 da Constituição, afastando-a, por arrastamento, também do art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997, com redação dada pela Lei nº 11.960/2009. Confira a ementa de trechos pertinentes da ementa do julgado: Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 62/2009. (…) IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS precatórios (art. 97, §1º, I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar conjuntamente as ADIs 4.357 e 4.425, Rel. Min. Luiz Fux, declarou a inconstitucionalidade parcial das alterações realizadas pela Emenda Constitucional nº 62/2009, que alterou o art. 100 da Constituição e acrescentou o art. 97 ao ADCT, instituindo o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. 5. Em 14.03.2013, no julgamento em questão, o Supremo Tribunal Federal assentou, dentre outras, a conclusão de que viola o direito fundamental de propriedade, por ser incapaz de preservar o valor real do crédito, a atualização monetária dos débitos da Fazenda Pública inscritos em precatório pelo índice oficial de remuneração de caderneta de poupança. Com base nesse fundamento, esta Corte resolveu declarar inconstitucional a expressão “índice oficial de remuneração da caderneta de poupança”, contida no § 12 do art. 100 da Constituição, afastando-a, por arrastamento, também do art. 1º-F da Lei nº 9.494/1997, com redação dada pela Lei nº 11.960/2009. Confira a ementa de trechos pertinentes da ementa do julgado: Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 62/2009. (…) IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 28378 AGR / RS VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CF, ART. 5º, XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. (...) PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. (...) 5. O direito fundamental de propriedade (CF, art. 5º, XXII) resta violado nas hipóteses em que a atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios perfaz-se segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, na medida em que este referencial é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. É que a inflação, fenômeno tipicamente econômico-monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se destina (traduzir a inflação do período). (...) 7. O art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com redação dada pela Lei nº 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC nº 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, § 12, da CF, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. (...) 9. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente em parte. 6. Após o referido julgamento, inseguros quanto às normas a serem observadas, alguns Tribunais simplesmente paralisaram o pagamento de precatórios, à espera de um pronunciamento do STF acerca da modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da EC nº 62/2009. Ao tomar ciência dessa informação, o Ministro Luiz Fux proferiu a decisão que se alega violada, ordenando a retomada dos pagamentos, conforme a disciplina vigente até 14.03.2013, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro. A referida decisão foi referendada pelo Plenário em 24.10.2013. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (CF, ART. 5º, XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. (...) PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. (...) 5. O direito fundamental de propriedade (CF, art. 5º, XXII) resta violado nas hipóteses em que a atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios perfaz-se segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, na medida em que este referencial é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. É que a inflação, fenômeno tipicamente econômico-monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se destina (traduzir a inflação do período). (...) 7. O art. 1º-F da Lei nº 9.494/97, com redação dada pela Lei nº 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC nº 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, § 12, da CF, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. (...) 9. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente em parte. 6. Após o referido julgamento, inseguros quanto às normas a serem observadas, alguns Tribunais simplesmente paralisaram o pagamento de precatórios, à espera de um pronunciamento do STF acerca da modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da EC nº 62/2009. Ao tomar ciência dessa informação, o Ministro Luiz Fux proferiu a decisão que se alega violada, ordenando a retomada dos pagamentos, conforme a disciplina vigente até 14.03.2013, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro. A referida decisão foi referendada pelo Plenário em 24.10.2013. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 28378 AGR / RS 7. Em 25.03.2015, foi concluído o julgamento de questão de ordem em que se discutiu a modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade realizadas nas ADIs 4.357 e 4.425. No que diz respeito aos critérios de correção monetária, o Supremo Tribunal Federal manteve a eficácia da redação dada pela Lei nº 11.960/2009 ao art. 1º-F da Lei 9.494/1997, declarando-a incidente às condenações da Fazenda Pública até a data em que realizada aquela sessão, observados, quanto aos precatórios da Administração Pública federal, os critérios previstos no art. 27 da Lei nº 12.919/2013 e no art. 27 da Lei nº 13.080/2015. 8. A situação dos autos distingue-se da matéria analisada nos paradigmas. Como se viu, nas ADIs 4.357 e 4.425, esta Corte declarou inconstitucional o critério para a atualização monetária de débitos da Fazenda Pública no período compreendido entre a expedição e o pagamento dos requisitórios, previsto no art. 100, § 12, da Constituição. A decisão reclamada, no entanto, determinou que se aplicasse o INPC como índice de correção monetária anteriormente à expedição do precatório i.e., em período a que não se refere o dispositivo constitucional em questão e que, portanto, não foi avaliado pelos acórdãos paradigmáticos. Transcrevo trecho pertinente da decisão: “No caso concreto, foi expedido precatório em 13.06.2014 (fl. 660), o qual foi pago pelo ente público em 20.08.2014 (fl. 668). Em se tratando de ente público estadual (FASE), aplica-se a regra da alínea "b" do item 2 supra, qual seja: aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). Destarte, dou parcial provimento ao agravo de petição para determinar a retificação dos cálculos de liquidação para aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014).” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS 7. Em 25.03.2015, foi concluído o julgamento de questão de ordem em que se discutiu a modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade realizadas nas ADIs 4.357 e 4.425. No que diz respeito aos critérios de correção monetária, o Supremo Tribunal Federal manteve a eficácia da redação dada pela Lei nº 11.960/2009 ao art. 1º-F da Lei 9.494/1997, declarando-a incidente às condenações da Fazenda Pública até a data em que realizada aquela sessão, observados, quanto aos precatórios da Administração Pública federal, os critérios previstos no art. 27 da Lei nº 12.919/2013 e no art. 27 da Lei nº 13.080/2015. 8. A situação dos autos distingue-se da matéria analisada nos paradigmas. Como se viu, nas ADIs 4.357 e 4.425, esta Corte declarou inconstitucional o critério para a atualização monetária de débitos da Fazenda Pública no período compreendido entre a expedição e o pagamento dos requisitórios, previsto no art. 100, § 12, da Constituição. A decisão reclamada, no entanto, determinou que se aplicasse o INPC como índice de correção monetária anteriormente à expedição do precatório i.e., em período a que não se refere o dispositivo constitucional em questão e que, portanto, não foi avaliado pelos acórdãos paradigmáticos. Transcrevo trecho pertinente da decisão: “No caso concreto, foi expedido precatório em 13.06.2014 (fl. 660), o qual foi pago pelo ente público em 20.08.2014 (fl. 668). Em se tratando de ente público estadual (FASE), aplica-se a regra da alínea "b" do item 2 supra, qual seja: aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). Destarte, dou parcial provimento ao agravo de petição para determinar a retificação dos cálculos de liquidação para aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014).” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 28378 AGR / RS 9. Saliento que a extensão da decisão proferida nas ADIs paradigmas foi esclarecida no julgamento do RE 870.947, Rel. Min. Luiz Fux, paradigma do tema 810 da repercussão geral. Nessa oportunidade, o Ministro Relator consignou que “o Supremo Tribunal Federal, ao julgar as ADIs nº 4.357 e 4.425, declarou a inconstitucionalidade da correção monetária pela TR apenas quanto ao segundo período, isto é, quanto ao intervalo de tempo compreendido entre a inscrição do crédito em precatório e o efetivo pagamento. Isso porque a norma constitucional impugnada nas ADIs (art. 100, §12, da CRFB, incluído pela EC nº 62/09) referia-se apenas à atualização do precatório e não à atualização da condenação ao concluir-se a fase de conhecimento”. 10. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse sentido, confira a Rcl 24.669 MC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; a Rcl 24.223, Rel. Min. Luiz Fux; e a Rcl 25.444 AgR, Rel. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, cuja ementa ora transcrevo: EMENTA CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CÁLCULOS APRESENTADOS PELA FAZENDA PÚBLICA. UTILIZAÇÃO DA TR NO LUGAR DO IPCA-E EM PERÍODO ANTERIOR À EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. AFRONTA AO DECIDIDO POR ESTA CORTE NO JULGAMENTO DA QUESTÃO DE ORDEM NAS ADIS 4.357 E 4.425 (REL. MIN. LUIZ FUX). NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 11. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. 12. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS 9. Saliento que a extensão da decisão proferida nas ADIs paradigmas foi esclarecida no julgamento do RE 870.947, Rel. Min. Luiz Fux, paradigma do tema 810 da repercussão geral. Nessa oportunidade, o Ministro Relator consignou que “o Supremo Tribunal Federal, ao julgar as ADIs nº 4.357 e 4.425, declarou a inconstitucionalidade da correção monetária pela TR apenas quanto ao segundo período, isto é, quanto ao intervalo de tempo compreendido entre a inscrição do crédito em precatório e o efetivo pagamento. Isso porque a norma constitucional impugnada nas ADIs (art. 100, §12, da CRFB, incluído pela EC nº 62/09) referia-se apenas à atualização do precatório e não à atualização da condenação ao concluir-se a fase de conhecimento”. 10. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse sentido, confira a Rcl 24.669 MC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; a Rcl 24.223, Rel. Min. Luiz Fux; e a Rcl 25.444 AgR, Rel. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, cuja ementa ora transcrevo: EMENTA CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CÁLCULOS APRESENTADOS PELA FAZENDA PÚBLICA. UTILIZAÇÃO DA TR NO LUGAR DO IPCA-E EM PERÍODO ANTERIOR À EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. AFRONTA AO DECIDIDO POR ESTA CORTE NO JULGAMENTO DA QUESTÃO DE ORDEM NAS ADIS 4.357 E 4.425 (REL. MIN. LUIZ FUX). NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 11. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. 12. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 28378 AGR / RS 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO-EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779325 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO-EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14784870
2018-04-27T00:00:00
2018-05-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: Direito Processual Civil e do Trabalho. Agravo interno em reclamação. Alegação de violação à decisão proferida nas ADIs 4.357 e 4.425. Aplicação do INPC como índice de correção monetária em período anterior à expedição de precatório. Ausência de aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma. 1. Não há estrita identidade entre a decisão reclamada, que determinou a aplicação do INPC como índice de correção monetária em período anterior à expedição de precatório, e o decidido nas ADIs 4.357 e 4.425. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime.
sjur384773
- Acórdão(s) citado(s): (PRECATÓRIO, REGIME ESPECIAL DE PAGAMENTO) ADI 4357 (TP), ADI 4425 (TP). (PRECATÓRIO, CORREÇÃO MONETÁRIA) RE 870947 (TP). (RECLAMAÇÃO, ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O ATO IMPUGNADO E O PARADIGMA) Rcl 25444 AgR (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 12/05/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
28378
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00100 PAR-00012 ART-00102 INC-00001 \n LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED ADCT ANO-1988\n ART-00097\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\n\n", "LEG-FED EMC-000062 ANO-2009\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n ART-0001F REDAÇÃO DADA PELA LEI-11960/2009\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011960 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-012919 ANO-2013\n ART-00027\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013080 ANO-2015\n ART-00027\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988 INC-00002 INC-00003 INC-00004 \n PAR-00005 INC-00002 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 28378 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO-EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : NÃO INDICADO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO- EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :NÃO INDICADO Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO TRABALHO. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO À DECISÃO PROFERIDA NAS ADIS 4.357 E 4.425. APLICAÇÃO DO INPC COMO ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA EM PERÍODO ANTERIOR À EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA. 1. Não há estrita identidade entre a decisão reclamada, que determinou a aplicação do INPC como índice de correção monetária em período anterior à expedição de precatório, e o decidido nas ADIs 4.357 e 4.425. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de decisão unânime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778375. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO- EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :NÃO INDICADO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática por meio da qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: DECISÃO: 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, proposta pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul FASE, contra acórdão proferido pela Seção Especializada em Execução do Tribunal Regional do Trabalho da 4... Região e mantido pelo Tribunal Superior do Trabalho na análise de agravo de instrumento em recurso de revista. O acórdão do Tribunal Regional do Trabalho foi ementado nos seguintes termos: AGRAVO DE PETIÇÃO DA EXECUTADA. CORREÇÃO MONETÁRIA. ENTES PÚBLICOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS. REGIME DE PRECATÓRIO/RPV. A correção monetária dos débitos trabalhistas dos entes públicos estaduais e municipais sujeitos ao regime de precatório/RPV, deve considerar a data de eventual expedição do precatório/RPV, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO- EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :NÃO INDICADO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno contra decisão monocrática por meio da qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: DECISÃO: 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, proposta pela Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul FASE, contra acórdão proferido pela Seção Especializada em Execução do Tribunal Regional do Trabalho da 4... Região e mantido pelo Tribunal Superior do Trabalho na análise de agravo de instrumento em recurso de revista. O acórdão do Tribunal Regional do Trabalho foi ementado nos seguintes termos: AGRAVO DE PETIÇÃO DA EXECUTADA. CORREÇÃO MONETÁRIA. ENTES PÚBLICOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS. REGIME DE PRECATÓRIO/RPV. A correção monetária dos débitos trabalhistas dos entes públicos estaduais e municipais sujeitos ao regime de precatório/RPV, deve considerar a data de eventual expedição do precatório/RPV, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório RCL 28378 AGR / RS bem como os critérios estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal nas decisões das ADIs 4357 e 4425 e da AC 3764. Matéria de ordem pública não sujeita à preclusão. Cálculo atualizado e pagamento efetuado em momento anterior à alteração do índice de correção. Agravo parcialmente provido. 2. A ora reclamante alega que a autoridade reclamada, com base nas decisões proferidas por esta Corte nas ADIs 4.357 e 4.425, teria determinado a aplicação do INPC para a atualização monetária de créditos trabalhistas incluídos em precatório. Sustenta que, ao determinar a aplicação de índice diverso do previsto no art. 100, § 12, da Constituição Federal, a decisão reclamada teria ofendido as decisões proferidas nas ADIs paradigmas. Afirma que, embora o Supremo Tribunal Federal tenha declarado a inconstitucionalidade parcial do art. 100, § 12, da Constituição, houve posterior modulação temporal dos efeitos dessa decisão, o que teria preservado a incidência desse dispositivo aos precatórios expedidos e pagos até 25.03.2015. Sustenta que a autoridade reclamada teria afastado indevidamente a incidência do art. 39 da Lei n 8.177/1991, não declarado inconstitucional nos julgados apontados como paradigmas. 3. É o relatório. Decido. 4. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (art. 52, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal). 5. Não assiste razão à parte reclamante. Com efeito, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição), caso em que se exige que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e §5..., II, do Código de Processo Civil/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS bem como os critérios estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal nas decisões das ADIs 4357 e 4425 e da AC 3764. Matéria de ordem pública não sujeita à preclusão. Cálculo atualizado e pagamento efetuado em momento anterior à alteração do índice de correção. Agravo parcialmente provido. 2. A ora reclamante alega que a autoridade reclamada, com base nas decisões proferidas por esta Corte nas ADIs 4.357 e 4.425, teria determinado a aplicação do INPC para a atualização monetária de créditos trabalhistas incluídos em precatório. Sustenta que, ao determinar a aplicação de índice diverso do previsto no art. 100, § 12, da Constituição Federal, a decisão reclamada teria ofendido as decisões proferidas nas ADIs paradigmas. Afirma que, embora o Supremo Tribunal Federal tenha declarado a inconstitucionalidade parcial do art. 100, § 12, da Constituição, houve posterior modulação temporal dos efeitos dessa decisão, o que teria preservado a incidência desse dispositivo aos precatórios expedidos e pagos até 25.03.2015. Sustenta que a autoridade reclamada teria afastado indevidamente a incidência do art. 39 da Lei n 8.177/1991, não declarado inconstitucional nos julgados apontados como paradigmas. 3. É o relatório. Decido. 4. Estando o feito suficientemente instruído, dispenso as informações, bem como o parecer ministerial, diante do caráter reiterado da matéria (art. 52, parágrafo único, do RI/Supremo Tribunal Federal). 5. Não assiste razão à parte reclamante. Com efeito, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição), caso em que se exige que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e §5..., II, do Código de Processo Civil/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 28378 AGR / RS entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g., as Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de precatórios (art. 97, §1..., I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 7. O Plenário desta Corte, ao apreciar conjuntamente as ADIs 4.357 e 4.425, rel. Min. Luiz Fux, declarou a inconstitucionalidade parcial das alterações realizadas pela Emenda Constitucional n 62/2009, que alterou o art. 100 da Constituição e acrescentou o art. 97 ao ADCT, instituindo o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. 8. No julgamento em questão, o Supremo Tribunal Federal assentou, dentre outras, a conclusão de que viola o direito fundamental de propriedade, por ser incapaz de preservar o valor real do crédito, a atualização monetária dos débitos da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g., as Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de precatórios (art. 97, §1..., I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 7. O Plenário desta Corte, ao apreciar conjuntamente as ADIs 4.357 e 4.425, rel. Min. Luiz Fux, declarou a inconstitucionalidade parcial das alterações realizadas pela Emenda Constitucional n 62/2009, que alterou o art. 100 da Constituição e acrescentou o art. 97 ao ADCT, instituindo o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. 8. No julgamento em questão, o Supremo Tribunal Federal assentou, dentre outras, a conclusão de que viola o direito fundamental de propriedade, por ser incapaz de preservar o valor real do crédito, a atualização monetária dos débitos da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RCL 28378 AGR / RS Fazenda Pública inscritos em precatório pelo índice oficial de remuneração de caderneta de poupança. Com base nesse fundamento, esta Corte resolveu declarar inconstitucional a expressão “índice oficial de remuneração da caderneta de poupança”, contida no § 12 do art. 100 da Constituição, afastando-a, por arrastamento, também do art. 1...-F da Lei n 9.494/1997, com redação dada pela Lei n 11.960/2009. Confira a ementa de trechos pertinentes da ementa do julgado: Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL n 62/2009. (…) IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. (...) PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. (...) 5. O direito fundamental de propriedade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXII) resta violado nas hipóteses em que a atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios perfaz-se segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, na medida em que este referencial é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. É que a inflação, fenômeno tipicamente econômico-monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se destina (traduzir a inflação do período). (...) 7. O art. 1...-F da Lei n 9.494/97, com redação dada pela Lei n 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC n 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, § 12, da Constituição Federal de 1988, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. (...) 9. Pedido de declaração de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS Fazenda Pública inscritos em precatório pelo índice oficial de remuneração de caderneta de poupança. Com base nesse fundamento, esta Corte resolveu declarar inconstitucional a expressão “índice oficial de remuneração da caderneta de poupança”, contida no § 12 do art. 100 da Constituição, afastando-a, por arrastamento, também do art. 1...-F da Lei n 9.494/1997, com redação dada pela Lei n 11.960/2009. Confira a ementa de trechos pertinentes da ementa do julgado: Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL n 62/2009. (…) IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. (...) PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. (...) 5. O direito fundamental de propriedade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXII) resta violado nas hipóteses em que a atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios perfaz-se segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, na medida em que este referencial é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. É que a inflação, fenômeno tipicamente econômico-monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se destina (traduzir a inflação do período). (...) 7. O art. 1...-F da Lei n 9.494/97, com redação dada pela Lei n 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC n 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, § 12, da Constituição Federal de 1988, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. (...) 9. Pedido de declaração de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RCL 28378 AGR / RS inconstitucionalidade julgado procedente em parte. 9. Em 25.03.2015, foi concluído o julgamento de questão de ordem em que se discutiu a modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade realizadas nas ADIs 4.357 e 4.425. No que diz respeito aos critérios de correção monetária, o Plenário conferiu eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade, determinando a manutenção da aplicação do índice oficial da remuneração básica da caderneta de poupança (TR) até 25.03.2015, data após a qual os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo IPCA-E. Em relação aos precatórios da Administração Pública federal, determinou a aplicação dos critérios previstos no art. 27 da Lei n 12.919/2013 e no art. 27 da Lei n 13.080/2015. 10. A situação dos autos distingue-se dos paradigmas. Como se viu, nas ADIs 4.357 e 4.425, esta Corte declarou inconstitucional o critério para a atualização monetária de débitos da Fazenda Pública no período compreendido entre a expedição e o pagamento dos requisitórios, previsto no art. 100, § 12, da Constituição. A decisão reclamada, no entanto, determinou que se aplicasse o INPC anteriormente à expedição do precatório i.e., em período a que não se refere o dispositivo constitucional em questão e que, portanto, não foi avaliado pelos acórdãos paradigmáticos. Confira-se transcrição do trecho relevante da decisão reclamada: No caso concreto, foi expedido precatório em 13.06.2014 (fl. 660), o qual foi pago pelo ente público em 20.08.2014 (fl. 668). Em se tratando de ente público estadual (FASE), aplica-se a regra da alínea "b" do item 2 supra, qual seja: aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). Destarte, dou parcial provimento ao agravo de petição para determinar a retificação dos cálculos de liquidação para aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS inconstitucionalidade julgado procedente em parte. 9. Em 25.03.2015, foi concluído o julgamento de questão de ordem em que se discutiu a modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade realizadas nas ADIs 4.357 e 4.425. No que diz respeito aos critérios de correção monetária, o Plenário conferiu eficácia prospectiva à declaração de inconstitucionalidade, determinando a manutenção da aplicação do índice oficial da remuneração básica da caderneta de poupança (TR) até 25.03.2015, data após a qual os créditos em precatórios deverão ser corrigidos pelo IPCA-E. Em relação aos precatórios da Administração Pública federal, determinou a aplicação dos critérios previstos no art. 27 da Lei n 12.919/2013 e no art. 27 da Lei n 13.080/2015. 10. A situação dos autos distingue-se dos paradigmas. Como se viu, nas ADIs 4.357 e 4.425, esta Corte declarou inconstitucional o critério para a atualização monetária de débitos da Fazenda Pública no período compreendido entre a expedição e o pagamento dos requisitórios, previsto no art. 100, § 12, da Constituição. A decisão reclamada, no entanto, determinou que se aplicasse o INPC anteriormente à expedição do precatório i.e., em período a que não se refere o dispositivo constitucional em questão e que, portanto, não foi avaliado pelos acórdãos paradigmáticos. Confira-se transcrição do trecho relevante da decisão reclamada: No caso concreto, foi expedido precatório em 13.06.2014 (fl. 660), o qual foi pago pelo ente público em 20.08.2014 (fl. 668). Em se tratando de ente público estadual (FASE), aplica-se a regra da alínea "b" do item 2 supra, qual seja: aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). Destarte, dou parcial provimento ao agravo de petição para determinar a retificação dos cálculos de liquidação para aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RCL 28378 AGR / RS 11. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas, tornando inviável o prosseguimento da reclamação. Confiram-se, nesse sentido: Rcl 24.669 MC, rel. Min. Ricardo Lewandowski, e Rcl 23.971 AgR, Rcl 24.603, e Rcl 24.223, todas de relatoria do Min. Luiz Fux. 12. Saliento, por fim, que a inadmissão da reclamação não implica, necessariamente, a afirmação do acerto do ato reclamado, que poderá ser impugnado pela via processual própria. É que a reclamação não presta à análise de suposta desconformidade de ato com o direito objetivo. Nas palavras do Min. Luiz Fux, a “reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade se revela estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” Rcl 4.637 AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 13. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação. 14. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo. Publique-se. Comunique-se. Brasília, 11 de outubro de 2017. MinistroLUÍS ROBERTO BARROSO Relator 2. A parte agravante sustenta que o juízo reclamado determinou a aplicação do INPC como índice de atualização monetária de créditos trabalhistas já incluídos em precatório espedido e quitado antes do julgamento da questão de ordem nas ADIs 4.357 e 4.425. argumenta que, ao afastar a aplicação do artigo 39 da Lei n 8.177/1991 com fundamento justamente no decidido nas ações de controle concentrado em voga, a decisão impugnada conferiu aos precedentes efeitos que não lhe foram dados. 3. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS 11. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas, tornando inviável o prosseguimento da reclamação. Confiram-se, nesse sentido: Rcl 24.669 MC, rel. Min. Ricardo Lewandowski, e Rcl 23.971 AgR, Rcl 24.603, e Rcl 24.223, todas de relatoria do Min. Luiz Fux. 12. Saliento, por fim, que a inadmissão da reclamação não implica, necessariamente, a afirmação do acerto do ato reclamado, que poderá ser impugnado pela via processual própria. É que a reclamação não presta à análise de suposta desconformidade de ato com o direito objetivo. Nas palavras do Min. Luiz Fux, a “reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade se revela estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual” Rcl 4.637 AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 13. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação. 14. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo. Publique-se. Comunique-se. Brasília, 11 de outubro de 2017. MinistroLUÍS ROBERTO BARROSO Relator 2. A parte agravante sustenta que o juízo reclamado determinou a aplicação do INPC como índice de atualização monetária de créditos trabalhistas já incluídos em precatório espedido e quitado antes do julgamento da questão de ordem nas ADIs 4.357 e 4.425. argumenta que, ao afastar a aplicação do artigo 39 da Lei n 8.177/1991 com fundamento justamente no decidido nas ações de controle concentrado em voga, a decisão impugnada conferiu aos precedentes efeitos que não lhe foram dados. 3. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 RIO GRANDE DO SUL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, mas lhe nego provimento. 2. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição), caso em que se exige que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e § 5..., II, do Código de Processo Civil/2015). 3. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. Rcl 6.040 ED, rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 RIO GRANDE DO SUL VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, mas lhe nego provimento. 2. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se tratar de usurpação de sua competência ou de ofensa à autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, da Constituição), caso em que se exige que o pronunciamento tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte, ou que tenha efeito vinculante (art. 988, II a IV, e § 5..., II, do Código de Processo Civil/2015). 3. Em se tratando de alegação de violação a decisão dotada de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que há necessidade de relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. Rcl 6.040 ED, rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob a minha relatoria, cuja ementa ora transcrevo: DIREITO CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. SEQUESTRO E BLOQUEIO DE VERBAS PÚBLICAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. AUSÊNCIA DE REPASSE DOS RENDIMENTOS DAS CONTAS ESPECIAIS DESTINADAS AO PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS ADI´S 4357 E 4425. INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E OS PARADIGMAS APONTADOS. IMPROCEDÊNCIA. 1. A discussão acerca da possibilidade de os entes federativos utilizarem os rendimentos decorrentes dos valores depositados nas contas especiais destinadas ao pagamento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 28378 AGR / RS precatórios (art. 97, §1..., I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar conjuntamente as ADIs 4.357 e 4.425, Rel. Min. Luiz Fux, declarou a inconstitucionalidade parcial das alterações realizadas pela Emenda Constitucional n 62/2009, que alterou o art. 100 da Constituição e acrescentou o art. 97 ao ADCT, instituindo o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. 5. Em 14.03.2013, no julgamento em questão, o Supremo Tribunal Federal assentou, dentre outras, a conclusão de que viola o direito fundamental de propriedade, por ser incapaz de preservar o valor real do crédito, a atualização monetária dos débitos da Fazenda Pública inscritos em precatório pelo índice oficial de remuneração de caderneta de poupança. Com base nesse fundamento, esta Corte resolveu declarar inconstitucional a expressão “índice oficial de remuneração da caderneta de poupança”, contida no § 12 do art. 100 da Constituição, afastando-a, por arrastamento, também do art. 1...-F da Lei n 9.494/1997, com redação dada pela Lei n 11.960/2009. Confira a ementa de trechos pertinentes da ementa do julgado: Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL n 62/2009. (…) IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS precatórios (art. 97, §1..., I, da Constituição) não foi objeto das ADI´s 4357 e 4425. 2. Ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas mencionados. Ainda que haja relevância na solução da controvérsia, notadamente devido à grave crise financeira dos Estados, a reclamação não constitui a sede adequada para resolver a questão. 3. Reclamação julgada improcedente, cassada a decisão liminar anteriormente concedida. 4. O Plenário desta Corte, ao apreciar conjuntamente as ADIs 4.357 e 4.425, Rel. Min. Luiz Fux, declarou a inconstitucionalidade parcial das alterações realizadas pela Emenda Constitucional n 62/2009, que alterou o art. 100 da Constituição e acrescentou o art. 97 ao ADCT, instituindo o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e Municípios. 5. Em 14.03.2013, no julgamento em questão, o Supremo Tribunal Federal assentou, dentre outras, a conclusão de que viola o direito fundamental de propriedade, por ser incapaz de preservar o valor real do crédito, a atualização monetária dos débitos da Fazenda Pública inscritos em precatório pelo índice oficial de remuneração de caderneta de poupança. Com base nesse fundamento, esta Corte resolveu declarar inconstitucional a expressão “índice oficial de remuneração da caderneta de poupança”, contida no § 12 do art. 100 da Constituição, afastando-a, por arrastamento, também do art. 1...-F da Lei n 9.494/1997, com redação dada pela Lei n 11.960/2009. Confira a ementa de trechos pertinentes da ementa do julgado: Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. REGIME DE EXECUÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA MEDIANTE PRECATÓRIO. EMENDA CONSTITUCIONAL n 62/2009. (…) IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE DE REMUNERAÇÃO DA CADERNETA DE POUPANÇA COMO CRITÉRIO DE CORREÇÃO MONETÁRIA. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 28378 AGR / RS VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. (...) PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. (...) 5. O direito fundamental de propriedade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXII) resta violado nas hipóteses em que a atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios perfaz-se segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, na medida em que este referencial é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. É que a inflação, fenômeno tipicamente econômico-monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se destina (traduzir a inflação do período). (...) 7. O art. 1...-F da Lei n 9.494/97, com redação dada pela Lei n 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC n 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, § 12, da Constituição Federal de 1988, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. (...) 9. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente em parte. 6. Após o referido julgamento, inseguros quanto às normas a serem observadas, alguns Tribunais simplesmente paralisaram o pagamento de precatórios, à espera de um pronunciamento do Supremo Tribunal Federal acerca da modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da EC n 62/2009. Ao tomar ciência dessa informação, o Ministro Luiz Fux proferiu a decisão que se alega violada, ordenando a retomada dos pagamentos, conforme a disciplina vigente até 14.03.2013, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro. A referida decisão foi referendada pelo Plenário em 24.10.2013. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE PROPRIEDADE (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXII). INADEQUAÇÃO MANIFESTA ENTRE MEIOS E FINS. (...) PEDIDO JULGADO PROCEDENTE EM PARTE. (...) 5. O direito fundamental de propriedade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXII) resta violado nas hipóteses em que a atualização monetária dos débitos fazendários inscritos em precatórios perfaz-se segundo o índice oficial de remuneração da caderneta de poupança, na medida em que este referencial é manifestamente incapaz de preservar o valor real do crédito de que é titular o cidadão. É que a inflação, fenômeno tipicamente econômico-monetário, mostra-se insuscetível de captação apriorística (ex ante), de modo que o meio escolhido pelo legislador constituinte (remuneração da caderneta de poupança) é inidôneo a promover o fim a que se destina (traduzir a inflação do período). (...) 7. O art. 1...-F da Lei n 9.494/97, com redação dada pela Lei n 11.960/09, ao reproduzir as regras da EC n 62/09 quanto à atualização monetária e à fixação de juros moratórios de créditos inscritos em precatórios incorre nos mesmos vícios de juridicidade que inquinam o art. 100, § 12, da Constituição Federal de 1988, razão pela qual se revela inconstitucional por arrastamento, na mesma extensão dos itens 5 e 6 supra. (...) 9. Pedido de declaração de inconstitucionalidade julgado procedente em parte. 6. Após o referido julgamento, inseguros quanto às normas a serem observadas, alguns Tribunais simplesmente paralisaram o pagamento de precatórios, à espera de um pronunciamento do Supremo Tribunal Federal acerca da modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da EC n 62/2009. Ao tomar ciência dessa informação, o Ministro Luiz Fux proferiu a decisão que se alega violada, ordenando a retomada dos pagamentos, conforme a disciplina vigente até 14.03.2013, respeitando-se a vinculação de receitas para fins de quitação da dívida pública, sob pena de sequestro. A referida decisão foi referendada pelo Plenário em 24.10.2013. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 28378 AGR / RS 7. Em 25.03.2015, foi concluído o julgamento de questão de ordem em que se discutiu a modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade realizadas nas ADIs 4.357 e 4.425. No que diz respeito aos critérios de correção monetária, o Supremo Tribunal Federal manteve a eficácia da redação dada pela Lei n 11.960/2009 ao art. 1...-F da Lei 9.494/1997, declarando-a incidente às condenações da Fazenda Pública até a data em que realizada aquela sessão, observados, quanto aos precatórios da Administração Pública federal, os critérios previstos no art. 27 da Lei n 12.919/2013 e no art. 27 da Lei n 13.080/2015. 8. A situação dos autos distingue-se da matéria analisada nos paradigmas. Como se viu, nas ADIs 4.357 e 4.425, esta Corte declarou inconstitucional o critério para a atualização monetária de débitos da Fazenda Pública no período compreendido entre a expedição e o pagamento dos requisitórios, previsto no art. 100, § 12, da Constituição. A decisão reclamada, no entanto, determinou que se aplicasse o INPC como índice de correção monetária anteriormente à expedição do precatório i.e., em período a que não se refere o dispositivo constitucional em questão e que, portanto, não foi avaliado pelos acórdãos paradigmáticos. Transcrevo trecho pertinente da decisão: “No caso concreto, foi expedido precatório em 13.06.2014 (fl. 660), o qual foi pago pelo ente público em 20.08.2014 (fl. 668). Em se tratando de ente público estadual (FASE), aplica-se a regra da alínea "b" do item 2 supra, qual seja: aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). Destarte, dou parcial provimento ao agravo de petição para determinar a retificação dos cálculos de liquidação para aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014).” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS 7. Em 25.03.2015, foi concluído o julgamento de questão de ordem em que se discutiu a modulação dos efeitos das declarações de inconstitucionalidade realizadas nas ADIs 4.357 e 4.425. No que diz respeito aos critérios de correção monetária, o Supremo Tribunal Federal manteve a eficácia da redação dada pela Lei n 11.960/2009 ao art. 1...-F da Lei 9.494/1997, declarando-a incidente às condenações da Fazenda Pública até a data em que realizada aquela sessão, observados, quanto aos precatórios da Administração Pública federal, os critérios previstos no art. 27 da Lei n 12.919/2013 e no art. 27 da Lei n 13.080/2015. 8. A situação dos autos distingue-se da matéria analisada nos paradigmas. Como se viu, nas ADIs 4.357 e 4.425, esta Corte declarou inconstitucional o critério para a atualização monetária de débitos da Fazenda Pública no período compreendido entre a expedição e o pagamento dos requisitórios, previsto no art. 100, § 12, da Constituição. A decisão reclamada, no entanto, determinou que se aplicasse o INPC como índice de correção monetária anteriormente à expedição do precatório i.e., em período a que não se refere o dispositivo constitucional em questão e que, portanto, não foi avaliado pelos acórdãos paradigmáticos. Transcrevo trecho pertinente da decisão: “No caso concreto, foi expedido precatório em 13.06.2014 (fl. 660), o qual foi pago pelo ente público em 20.08.2014 (fl. 668). Em se tratando de ente público estadual (FASE), aplica-se a regra da alínea "b" do item 2 supra, qual seja: aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014). Destarte, dou parcial provimento ao agravo de petição para determinar a retificação dos cálculos de liquidação para aplicar a TR até 13.3.2013; a partir de 14.3.2013 aplicar o INPC, até a expedição do precatório (12.06.2014); a partir da expedição (13.06.2014), aplicar a TR, até a data do pagamento (20.08.2014).” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 28378 AGR / RS 9. Saliento que a extensão da decisão proferida nas ADIs paradigmas foi esclarecida no julgamento do Recurso Extraordinário 870.947, Rel. Min. Luiz Fux, paradigma do tema 810 da repercussão geral. Nessa oportunidade, o Ministro Relator consignou que “o Supremo Tribunal Federal, ao julgar as ADIs n 4.357 e 4.425, declarou a inconstitucionalidade da correção monetária pela TR apenas quanto ao segundo período, isto é, quanto ao intervalo de tempo compreendido entre a inscrição do crédito em precatório e o efetivo pagamento. Isso porque a norma constitucional impugnada nas ADIs (art. 100, §12, da CRFB, incluído pela EC n 62/09) referia-se apenas à atualização do precatório e não à atualização da condenação ao concluir-se a fase de conhecimento”. 10. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse sentido, confira a Rcl 24.669 MC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; a Rcl 24.223, Rel. Min. Luiz Fux; e a Rcl 25.444 AgR, Rel. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, cuja ementa ora transcrevo: EMENTA CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CÁLCULOS APRESENTADOS PELA FAZENDA PÚBLICA. UTILIZAÇÃO DA TR NO LUGAR DO IPCA-E EM PERÍODO ANTERIOR À EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. AFRONTA AO DECIDIDO POR ESTA CORTE NO JULGAMENTO DA QUESTÃO DE ORDEM NAS ADIS 4.357 E 4.425 (REL. MIN. LUIZ FUX). NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 11. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. 12. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS 9. Saliento que a extensão da decisão proferida nas ADIs paradigmas foi esclarecida no julgamento do Recurso Extraordinário 870.947, Rel. Min. Luiz Fux, paradigma do tema 810 da repercussão geral. Nessa oportunidade, o Ministro Relator consignou que “o Supremo Tribunal Federal, ao julgar as ADIs n 4.357 e 4.425, declarou a inconstitucionalidade da correção monetária pela TR apenas quanto ao segundo período, isto é, quanto ao intervalo de tempo compreendido entre a inscrição do crédito em precatório e o efetivo pagamento. Isso porque a norma constitucional impugnada nas ADIs (art. 100, §12, da CRFB, incluído pela EC n 62/09) referia-se apenas à atualização do precatório e não à atualização da condenação ao concluir-se a fase de conhecimento”. 10. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse sentido, confira a Rcl 24.669 MC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; a Rcl 24.223, Rel. Min. Luiz Fux; e a Rcl 25.444 AgR, Rel. p/ acórdão Min. Dias Toffoli, cuja ementa ora transcrevo: EMENTA CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. CÁLCULOS APRESENTADOS PELA FAZENDA PÚBLICA. UTILIZAÇÃO DA TR NO LUGAR DO IPCA-E EM PERÍODO ANTERIOR À EXPEDIÇÃO DE PRECATÓRIO. AFRONTA AO DECIDIDO POR ESTA CORTE NO JULGAMENTO DA QUESTÃO DE ORDEM NAS ADIS 4.357 E 4.425 (REL. MIN. LUIZ FUX). NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 11. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. 12. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 28378 AGR / RS 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Supremo Tribunal Federal RCL 28378 AGR / RS 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14778377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO-EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779325 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.378 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO-EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADIS 4 . 357", "ADIs", "RECLAMAÇÃO 28 . 378", "RCL 28378", "ADIs 4357", "AC 3764", "ADIs 4 . 357", "425", "RCL 28378", "ADIs 4357", "AC 3764", "ADIs 4 . 357", "4", ".", "425", "RCL 28378", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "ADIs 4 . 357", "RCL 28378 AGR / RS", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "ADIs 4 . 357", "4", ".", "425", "RCL 28378 AGR / RS", "ADIs 4 . 357", "ADIs", "ADIs 4 . 357", "4", "425", "ADIs 4 . 357", "RCL 28378 AGR / RS", "Rcl 24 . 669 MC", "Rcl 23 . 971 AgR", "Rcl 24 . 603", "Rcl 24 . 223", "Rcl 4 . 637 AgR", "ADIs 4 . 357", "4", ".", "425", "RCL 28378 AGR / RS", "Rcl 24 . 669 MC", "Rcl 23 . 971 AgR", "Rcl 24 . 603", "Rcl 24 . 223", "Rcl 4 . 637 AgR", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "ADIs 4 . 357", "4", ".", "425", "RCL", "ADIs 4 . 357", "RCL 28378 AGR / RS", "RCL", "RCL 28378", "ADIs 4 . 357", "4", ".", "425", "ADIs 4 . 357", "RCL 28378 AGR / RS", "ADIs 4 . 357", "ADIs", "Recurso Extraordinário 870 . 947", "ADIs n 4 . 357", "425", "Rcl 24 . 669 MC", "Rcl 24 . 223", "Rcl 25", "AgR", "ADIS 4 . 357", "425", "RCL 28378", "Recurso Extraordinário 870 . 947", "Rcl 24 . 669 MC", "Rcl 24 . 223", "Rcl 25 . 444 AgR", "ADIS", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "RECLAMAÇÃO", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 , § 12 , da Constituição Federal", "art . 100 , § 12 , da Constituição", "art . 39 da Lei n 8 . 177 / 1991", "art . 52 , parágrafo único , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 102 , I , l , da Constituição", "art . 988 , II a IV , e § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 , § 12 , da Constituição Federal", "art . 100 , § 12 , da Constituição", "art . 39 da Lei n 8 . 177 / 1991", "art . 52 , parágrafo único , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 102 , I , l , da Constituição", "art . 988 , II a IV , e § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 , § 1 . . . , I , da Constituição", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 , § 1 . . . , I , da Constituição", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "art . 100 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 12 do art . 100 da Constituição", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 1997", "Lei n 11 . 960 / 2009", "EMENDA CONSTITUCIONAL n", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , XXII", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XXII", "art", "Lei n 11 . 960 / 09", "EC n 62 / 09", "art . 100 , § 12 , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 12 do art . 100 da Constituição", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 1997", "Lei n 11 . 960 / 2009", "EMENDA CONSTITUCIONAL n 62 / 2009", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , XXII", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XXII", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei n 11 . 960 / 09", "EC n 62 / 09", "art . 100 , § 12 , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 27 da Lei n 12 . 919 / 2013", "art . 27 da Lei n 13 . 080 / 2015", "art . 100 , § 12 , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 27 da Lei n 12 . 919 / 2013", "art . 27 da Lei n 13 . 080 / 2015", "art . 100 , § 12 , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "artigo 39 da Lei n 8 . 177 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "artigo 39 da Lei n 8 . 177 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição", "art . 988 , II a IV , e § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição", "art . 988 , II a IV , e § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "art . 100 da Constituição", "§ 12 do art . 100 da Constituição", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 1997", "Lei n 11 . 960 / 2009", "EMENDA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 , § 1 . . . , I , da Constituição", "Emenda Constitucional n 62 / 2009", "art . 100 da Constituição", "§", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 1997", "Lei n 11 . 960 / 2009", "EMENDA CONSTITUCIONAL n 62 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , XXII", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XXII", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei n 11 . 960 / 09", "EC n 62 / 09", "art . 100 , § 12 , da Constituição Federal de 1988", "EC n 62 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , XXII", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XXII", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Lei n 11 . 960 / 09", "EC n 62 / 09", "art . 100 , § 12 , da Constituição Federal de 1988", "EC n 62 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 960 / 2009", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "art . 27 da Lei n 12 . 919 / 2013", "art . 27 da Lei n 13 . 080 / 2015", "art . 100 , § 12 , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 960 / 2009", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "art . 27 da Lei n 12 . 919 / 2013", "art . 27 da Lei n 13 . 080 / 2015", "art . 100 , § 12 , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 , § 12 , da CRFB", "EC n 62 / 09", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 , § 12 , da CRFB", "EC n 62 / 09", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO - EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4 . .", "Primeira", "Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO - EDUCATIVO DO RIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4 .", "Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul", "FASE", "Seção Especializada em Execução do Tribunal Regional do Trabalho da 4 . . . Região", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4 . .", "Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul", "FASE", "Seção Especializada em Execução do Tribunal Regional do Trabalho da 4 . . . Região", "Tribunal", "Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "RS", "Plenário desta Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Corte", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Fazenda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Fazenda Pública", "FASE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Fazenda Pública", "FASE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "RCL", "AGR", "/", "RS", "Plenário desta Corte", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Corte", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Fazenda Pública", "FASE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda", "Fazenda Pública", "FASE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "FAZENDA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO - EDUCATIVO DO RIO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDACAO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4 .", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "MinistroLUÍS ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "04", "/", "2018", "20 a 26 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "03", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "03", ".", "2015", "25", ".", "03", ".", "2015", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "13", ".", "3", ".", "2013", "14", ".", "3", ".", "2013", "12", ".", "06", ".", "2014", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "13", ".", "3", ".", "2013", "14", ".", "3", ".", "2013", "12", ".", "06", ".", "2014", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "03", ".", "2015", "25", ".", "03", ".", "2015", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "13", ".", "3", ".", "2013", "14", ".", "3", ".", "2013", "12", ".", "06", ".", "2014", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "13", ".", "3", ".", "2013", "14", ".", "3", ".", "2013", "12", ".", "06", ".", "2014", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "03", ".", "2013", "24", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "03", ".", "2013", "24", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "03", ".", "2015", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "13", ".", "3", ".", "2013", "14", ".", "3", ".", "2013", "12", ".", "06", ".", "2014", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "13", ".", "3", ".", "2013", "14", ".", "3", ".", "2013", "12", ".", "06", ".", "2014", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "03", ".", "2015", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "13", ".", "3", ".", "2013", "14", ".", "3", ".", "2013", "12", ".", "06", ".", "2014", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "13", ".", "3", ".", "2013", "14", ".", "3", ".", "2013", "12", ".", "06", ".", "2014", "13", ".", "06", ".", "2014", "20", ".", "08", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :USINA SANTA BARBARA S/A ACUCAR E ALCOOL ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA ADV.(A/S) :DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRBUIÇÃO. IAA. DECRETO-LEI Nº 1952/82. CONSTITUCIONALIDADE. FATOS ANTERIORES À CONSTITUIÇÃO DE 1988. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade da contribuição instituída em favor do IAA pelo Decreto-Lei nº 308/67, alterado pelos Decretos-Leis nºs 1.712/1979 e 1.952/1982. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891311. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :USINA SANTA BARBARA S/A ACUCAR E ALCOOL ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA ADV.(A/S) :DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para dar provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: ‘APELAÇÃO EM AÇÃO ORDINÁRIA. CIDE. IAA. DECRETO-LEI 1952/82. ALTERAÇÃO DA ALÍQUOTA POR AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. 1. É pacífico na Jurisprudência dos tribunais superiores ser incompatível com a Nova Carta a possibilidade de a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a produção do Açúcar e Álcool e seu respectivo adicional variar ou ser fixada por autoridade administrativa. 2. Irreparável a douta sentença de Primeiro Grau. 3. Apelação que se nega provimento’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :USINA SANTA BARBARA S/A ACUCAR E ALCOOL ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA ADV.(A/S) :DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para dar provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: ‘APELAÇÃO EM AÇÃO ORDINÁRIA. CIDE. IAA. DECRETO-LEI 1952/82. ALTERAÇÃO DA ALÍQUOTA POR AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. 1. É pacífico na Jurisprudência dos tribunais superiores ser incompatível com a Nova Carta a possibilidade de a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a produção do Açúcar e Álcool e seu respectivo adicional variar ou ser fixada por autoridade administrativa. 2. Irreparável a douta sentença de Primeiro Grau. 3. Apelação que se nega provimento’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 1048475 AGR / SP Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXV e LV; 93, IX; e 97, todos da Carta. Sustenta que: (i) o acórdão do Tribunal de origem que julgou os declaratórios não se pronunciou sobre todos os pontos suscitados pela parte recorrente; (ii) o acórdão recorrido afastou dispositivos de legislação infraconstitucional sem observar a cláusula de reserva de Plenário. Pleiteia seja reconhecida a constitucionalidade da Contribuição ao Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), referente a fatos geradores ocorridos durante a vigência da EC nº 01/1969. De início, cumpre ressaltar que os fatos geradores ocorreram nos meses de janeiro, julho, agosto e novembro de 1987. É dizer: durante a vigência da EC nº 1/1969. A pretensão recursal merece prosperar. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Contribuição ao IAA e seu respectivo adicional são compatíveis com a EC nº 1/1969. Nesse sentido, confira-se: ‘Contribuição devida ao Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA. - O Plenário desta Corte, ao julgar o RE 158.208, reconheceu a constitucionalidade, em face da Constituição de 1967 e da Emenda Constitucional nº 1/69, da contribuição instituída em favor do IAA pelo Decreto- Lei 308/67, alterado pelos Decretos-Leis 1.712/79 e 1.952/82. - De outra parte, ao julgar o RE 214.206, esse mesmo Plenário não só afastou, com relação a essa contribuição, a alegação de ofensa ao artigo 149 da Constituição de 1988, mas também a entendeu recebida por esta em consonância com o disposto no artigo 34, § 5º, do ADCT, só se tendo por incompatível com a referida Carta Magna a possibilidade de a alíquota dessa contribuição variar ou ser fixada por autoridade administrativa, dado o princípio da legalidade. Recurso extraordinário conhecido e provido’. (RE 238.166, Rel. Min. Moreira Alves) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Supremo Tribunal Federal RE 1048475 AGR / SP Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5º, XXXV e LV; 93, IX; e 97, todos da Carta. Sustenta que: (i) o acórdão do Tribunal de origem que julgou os declaratórios não se pronunciou sobre todos os pontos suscitados pela parte recorrente; (ii) o acórdão recorrido afastou dispositivos de legislação infraconstitucional sem observar a cláusula de reserva de Plenário. Pleiteia seja reconhecida a constitucionalidade da Contribuição ao Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), referente a fatos geradores ocorridos durante a vigência da EC nº 01/1969. De início, cumpre ressaltar que os fatos geradores ocorreram nos meses de janeiro, julho, agosto e novembro de 1987. É dizer: durante a vigência da EC nº 1/1969. A pretensão recursal merece prosperar. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Contribuição ao IAA e seu respectivo adicional são compatíveis com a EC nº 1/1969. Nesse sentido, confira-se: ‘Contribuição devida ao Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA. - O Plenário desta Corte, ao julgar o RE 158.208, reconheceu a constitucionalidade, em face da Constituição de 1967 e da Emenda Constitucional nº 1/69, da contribuição instituída em favor do IAA pelo Decreto- Lei 308/67, alterado pelos Decretos-Leis 1.712/79 e 1.952/82. - De outra parte, ao julgar o RE 214.206, esse mesmo Plenário não só afastou, com relação a essa contribuição, a alegação de ofensa ao artigo 149 da Constituição de 1988, mas também a entendeu recebida por esta em consonância com o disposto no artigo 34, § 5º, do ADCT, só se tendo por incompatível com a referida Carta Magna a possibilidade de a alíquota dessa contribuição variar ou ser fixada por autoridade administrativa, dado o princípio da legalidade. Recurso extraordinário conhecido e provido’. (RE 238.166, Rel. Min. Moreira Alves) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1048475 AGR / SP Ademais, no julgamento do RE 546.759-AgR-segundo, de minha relatoria, consignei que “sob o sistema constitucional tributário definido na EC 01/1969, era legítima a delegação de atribuições para fixação de alíquota, nos termos e limites legais. Diante do exposto, com base no art. 21, §2 º, do RI/STF, dou provimento ao recurso. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) o mérito do recurso extraordinário não deveria ter sido apreciado, tendo em vista a ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal; (ii) incidem as Súmulas 283 e 284/STF; (iii) o recurso extraordinário interposto não impugnou a única questão decidida no acórdão recorrido, relacionada à inconstitucionalidade da fixação do critério quantitativo por ato administrativo; (iv) não procede a alegação da União de violação ao art. 97 da CF/88 no sentido de que o Tribunal de origem teria negado vigência aos Decretos-Leis nºs 308/1967, 1.1712/1979 e 1.9521982, sem observância à regra de reserva de plenário, porque o TRF-3º teria tão somente julgado o feito com fundamento na jurisprudência. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Supremo Tribunal Federal RE 1048475 AGR / SP Ademais, no julgamento do RE 546.759-AgR-segundo, de minha relatoria, consignei que “sob o sistema constitucional tributário definido na EC 01/1969, era legítima a delegação de atribuições para fixação de alíquota, nos termos e limites legais. Diante do exposto, com base no art. 21, §2 º, do RI/STF, dou provimento ao recurso. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) o mérito do recurso extraordinário não deveria ter sido apreciado, tendo em vista a ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal; (ii) incidem as Súmulas 283 e 284/STF; (iii) o recurso extraordinário interposto não impugnou a única questão decidida no acórdão recorrido, relacionada à inconstitucionalidade da fixação do critério quantitativo por ato administrativo; (iv) não procede a alegação da União de violação ao art. 97 da CF/88 no sentido de que o Tribunal de origem teria negado vigência aos Decretos-Leis nºs 308/1967, 1.1712/1979 e 1.9521982, sem observância à regra de reserva de plenário, porque o TRF-3º teria tão somente julgado o feito com fundamento na jurisprudência. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. A parte agravante não impugna o mérito do recurso, razão pela qual resta preclusa a oportunidade para tanto. 4. Quanto à violação do art. 97 da Constituição, o Tribunal de origem, inobservando a regra de reserva de plenário, declarou a inconstitucionalidade da fixação de alíquota sem lei. Confira-se da leitura do seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “É pacífico na Jurisprudência dos tribunais superiores ser incompatível com a Nova Carta a possibilidade de a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a produção do Açúcar e Álcool e seu respectivo adicional variar ou ser fixada por autoridade administrativa, […].” 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a Contribuição ao IAA e seu respectivo adicional são compatíveis com a EC nº 1/1969. Nesse sentido, confiram-se: “Contribuição devida ao Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA. - O Plenário desta Corte, ao julgar o RE 158.208, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. A parte agravante não impugna o mérito do recurso, razão pela qual resta preclusa a oportunidade para tanto. 4. Quanto à violação do art. 97 da Constituição, o Tribunal de origem, inobservando a regra de reserva de plenário, declarou a inconstitucionalidade da fixação de alíquota sem lei. Confira-se da leitura do seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “É pacífico na Jurisprudência dos tribunais superiores ser incompatível com a Nova Carta a possibilidade de a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a produção do Açúcar e Álcool e seu respectivo adicional variar ou ser fixada por autoridade administrativa, […].” 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a Contribuição ao IAA e seu respectivo adicional são compatíveis com a EC nº 1/1969. Nesse sentido, confiram-se: “Contribuição devida ao Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA. - O Plenário desta Corte, ao julgar o RE 158.208, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1048475 AGR / SP reconheceu a constitucionalidade, em face da Constituição de 1967 e da Emenda Constitucional nº 1/69, da contribuição instituída em favor do IAA pelo Decreto-Lei 308/67, alterado pelos Decretos-Leis 1.712/79 e 1.952/82. - De outra parte, ao julgar o RE 214.206, esse mesmo Plenário não só afastou, com relação a essa contribuição, a alegação de ofensa ao artigo 149 da Constituição de 1988, mas também a entendeu recebida por esta em consonância com o disposto no artigo 34, § 5º, do ADCT, só se tendo por incompatível com a referida Carta Magna a possibilidade de a alíquota dessa contribuição variar ou ser fixada por autoridade administrativa, dado o princípio da legalidade. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (RE 238.166, Rel. Min. Moreira Alves) “CONTRIBUIÇÃO DEVIDA AO INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL – IAA – ALÍQUOTAS VIGENTES QUANDO DA PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O Supremo concluiu pela harmonia do tributo com o Diploma Maior, sendo conflitante apenas a possibilidade de a alíquota variar ou ser fixada por autoridade administrativa, ante o princípio da legalidade – Recursos Extraordinários nº 238.166/SP, relator ministro Moreira Alves, Diário da Justiça de 10 de agosto de 2001, e nº 214.206/AL, relator ministro Carlos Velloso, redator do acórdão ministro Nelson Jobim, Diário da Justiça de 29 de maio de 1998. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe- se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.” (RE 545.470-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Supremo Tribunal Federal RE 1048475 AGR / SP reconheceu a constitucionalidade, em face da Constituição de 1967 e da Emenda Constitucional nº 1/69, da contribuição instituída em favor do IAA pelo Decreto-Lei 308/67, alterado pelos Decretos-Leis 1.712/79 e 1.952/82. - De outra parte, ao julgar o RE 214.206, esse mesmo Plenário não só afastou, com relação a essa contribuição, a alegação de ofensa ao artigo 149 da Constituição de 1988, mas também a entendeu recebida por esta em consonância com o disposto no artigo 34, § 5º, do ADCT, só se tendo por incompatível com a referida Carta Magna a possibilidade de a alíquota dessa contribuição variar ou ser fixada por autoridade administrativa, dado o princípio da legalidade. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (RE 238.166, Rel. Min. Moreira Alves) “CONTRIBUIÇÃO DEVIDA AO INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL – IAA – ALÍQUOTAS VIGENTES QUANDO DA PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O Supremo concluiu pela harmonia do tributo com o Diploma Maior, sendo conflitante apenas a possibilidade de a alíquota variar ou ser fixada por autoridade administrativa, ante o princípio da legalidade – Recursos Extraordinários nº 238.166/SP, relator ministro Moreira Alves, Diário da Justiça de 10 de agosto de 2001, e nº 214.206/AL, relator ministro Carlos Velloso, redator do acórdão ministro Nelson Jobim, Diário da Justiça de 29 de maio de 1998. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe- se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil.” (RE 545.470-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1048475 AGR / SP termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Supremo Tribunal Federal RE 1048475 AGR / SP termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : USINA SANTA BARBARA S/A ACUCAR E ALCOOL ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA (01448/A/DF, 183768/RJ, 20309/SP) ADV.(A/S) : DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI (28468/DF) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779418 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : USINA SANTA BARBARA S/A ACUCAR E ALCOOL ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA (01448/A/DF, 183768/RJ, 20309/SP) ADV.(A/S) : DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI (28468/DF) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779418 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14897177
2018-04-27T00:00:00
2018-05-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRBUIÇÃO. IAA. DECRETO-LEI Nº 1952/82. CONSTITUCIONALIDADE. FATOS ANTERIORES À CONSTITUIÇÃO DE 1988. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade da contribuição instituída em favor do IAA pelo Decreto-Lei nº 308/67, alterado pelos Decretos-Leis nºs 1.712/1979 e 1.952/1982. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur385677
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRIBUIÇÃO, INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL, CONSTITUCIONALIDADE) RE 238166 (2ªT), RE 545470 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 04/06/2018, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1048475
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 ART-01021 \n PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-000308 ANO-1967\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED DEL-001712 ANO-1979\n DECRETO-LEI\n\n", "LEG-FED DEL-001952 ANO-1982\n DECRETO-LEI" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1048475 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : USINA SANTA BARBARA S/A ACUCAR E ALCOOL ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA ADV.(A/S) : DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :USINA SANTA BARBARA S/A ACUCAR E ALCOOL ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA ADV.(A/S) :DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRBUIÇÃO. IAA. DECRETO-LEI n 1952/82. CONSTITUCIONALIDADE. FATOS ANTERIORES À CONSTITUIÇÃO DE 1988. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade da contribuição instituída em favor do IAA pelo Decreto-Lei n 308/67, alterado pelos Decretos-Leis ns 1.712/1979 e 1.952/1982. 2. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891311. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :USINA SANTA BARBARA S/A ACUCAR E ALCOOL ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA ADV.(A/S) :DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para dar provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: ‘APELAÇÃO EM AÇÃO ORDINÁRIA. CIDE. IAA. DECRETO-LEI 1952/82. ALTERAÇÃO DA ALÍQUOTA POR AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. 1. É pacífico na Jurisprudência dos tribunais superiores ser incompatível com a Nova Carta a possibilidade de a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a produção do Açúcar e Álcool e seu respectivo adicional variar ou ser fixada por autoridade administrativa. 2. Irreparável a douta sentença de Primeiro Grau. 3. Apelação que se nega provimento’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :USINA SANTA BARBARA S/A ACUCAR E ALCOOL ADV.(A/S) :HAMILTON DIAS DE SOUZA ADV.(A/S) :DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para dar provimento ao recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: ‘APELAÇÃO EM AÇÃO ORDINÁRIA. CIDE. IAA. DECRETO-LEI 1952/82. ALTERAÇÃO DA ALÍQUOTA POR AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. INCONSTITUCIONALIDADE RECONHECIDA. 1. É pacífico na Jurisprudência dos tribunais superiores ser incompatível com a Nova Carta a possibilidade de a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a produção do Açúcar e Álcool e seu respectivo adicional variar ou ser fixada por autoridade administrativa. 2. Irreparável a douta sentença de Primeiro Grau. 3. Apelação que se nega provimento’. O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXV e LV; 93, IX; e 97, todos da Carta. Sustenta que: (i) o acórdão do Tribunal de origem que julgou os declaratórios não se pronunciou sobre todos os pontos suscitados pela parte recorrente; (ii) o acórdão recorrido afastou dispositivos de legislação infraconstitucional sem observar a cláusula de reserva de Plenário. Pleiteia seja reconhecida a constitucionalidade da Contribuição ao Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), referente a fatos geradores ocorridos durante a vigência da EC n 01/1969. De início, cumpre ressaltar que os fatos geradores ocorreram nos meses de janeiro, julho, agosto e novembro de 1987. É dizer: durante a vigência da EC n 1/1969. A pretensão recursal merece prosperar. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Contribuição ao IAA e seu respectivo adicional são compatíveis com a EC n 1/1969. Nesse sentido, confira-se: ‘Contribuição devida ao Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA. - O Plenário desta Corte, ao julgar o Recurso Extraordinário 158.208, reconheceu a constitucionalidade, em face da Constituição de 1967 e da Emenda Constitucional n 1/69, da contribuição instituída em favor do IAA pelo Decreto- Lei 308/67, alterado pelos Decretos-Leis 1.712/79 e 1.952/82. - De outra parte, ao julgar o Recurso Extraordinário 214.206, esse mesmo Plenário não só afastou, com relação a essa contribuição, a alegação de ofensa ao artigo 149 da Constituição de 1988, mas também a entendeu recebida por esta em consonância com o disposto no artigo 34, § 5..., do ADCT, só se tendo por incompatível com a referida Carta Magna a possibilidade de a alíquota dessa contribuição variar ou ser fixada por autoridade administrativa, dado o princípio da legalidade. Recurso extraordinário conhecido e provido’. (Recurso Extraordinário 238.166, Rel. Min. Moreira Alves) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., XXXV e LV; 93, IX; e 97, todos da Carta. Sustenta que: (i) o acórdão do Tribunal de origem que julgou os declaratórios não se pronunciou sobre todos os pontos suscitados pela parte recorrente; (ii) o acórdão recorrido afastou dispositivos de legislação infraconstitucional sem observar a cláusula de reserva de Plenário. Pleiteia seja reconhecida a constitucionalidade da Contribuição ao Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), referente a fatos geradores ocorridos durante a vigência da EC n 01/1969. De início, cumpre ressaltar que os fatos geradores ocorreram nos meses de janeiro, julho, agosto e novembro de 1987. É dizer: durante a vigência da EC n 1/1969. A pretensão recursal merece prosperar. A jurisprudência desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Contribuição ao IAA e seu respectivo adicional são compatíveis com a EC n 1/1969. Nesse sentido, confira-se: ‘Contribuição devida ao Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA. - O Plenário desta Corte, ao julgar o Recurso Extraordinário 158.208, reconheceu a constitucionalidade, em face da Constituição de 1967 e da Emenda Constitucional n 1/69, da contribuição instituída em favor do IAA pelo Decreto- Lei 308/67, alterado pelos Decretos-Leis 1.712/79 e 1.952/82. - De outra parte, ao julgar o Recurso Extraordinário 214.206, esse mesmo Plenário não só afastou, com relação a essa contribuição, a alegação de ofensa ao artigo 149 da Constituição de 1988, mas também a entendeu recebida por esta em consonância com o disposto no artigo 34, § 5..., do ADCT, só se tendo por incompatível com a referida Carta Magna a possibilidade de a alíquota dessa contribuição variar ou ser fixada por autoridade administrativa, dado o princípio da legalidade. Recurso extraordinário conhecido e provido’. (Recurso Extraordinário 238.166, Rel. Min. Moreira Alves) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP Ademais, no julgamento do Recurso Extraordinário 546.759-AgR-segundo, de minha relatoria, consignei que “sob o sistema constitucional tributário definido na EC 01/1969, era legítima a delegação de atribuições para fixação de alíquota, nos termos e limites legais. Diante do exposto, com base no art. 21, §2 , do RI/Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao recurso. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) o mérito do recurso extraordinário não deveria ter sido apreciado, tendo em vista a ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal; (ii) incidem as Súmulas 283 e 284/Supremo Tribunal Federal; (iii) o recurso extraordinário interposto não impugnou a única questão decidida no acórdão recorrido, relacionada à inconstitucionalidade da fixação do critério quantitativo por ato administrativo; (iv) não procede a alegação da União de violação ao art. 97 da Constituição Federal de 1988/88 no sentido de que o Tribunal de origem teria negado vigência aos Decretos-Leis ns 308/1967, 1.1712/1979 e 1.9521982, sem observância à regra de reserva de plenário, porque o TRF-3... teria tão somente julgado o feito com fundamento na jurisprudência. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP Ademais, no julgamento do Recurso Extraordinário 546.759-AgR-segundo, de minha relatoria, consignei que “sob o sistema constitucional tributário definido na EC 01/1969, era legítima a delegação de atribuições para fixação de alíquota, nos termos e limites legais. Diante do exposto, com base no art. 21, §2 , do RI/Supremo Tribunal Federal, dou provimento ao recurso. Ficam invertidos os ônus sucumbenciais”. 2. A parte agravante sustenta que: (i) o mérito do recurso extraordinário não deveria ter sido apreciado, tendo em vista a ausência dos pressupostos de admissibilidade recursal; (ii) incidem as Súmulas 283 e 284/Supremo Tribunal Federal; (iii) o recurso extraordinário interposto não impugnou a única questão decidida no acórdão recorrido, relacionada à inconstitucionalidade da fixação do critério quantitativo por ato administrativo; (iv) não procede a alegação da União de violação ao art. 97 da Constituição Federal de 1988/88 no sentido de que o Tribunal de origem teria negado vigência aos Decretos-Leis ns 308/1967, 1.1712/1979 e 1.9521982, sem observância à regra de reserva de plenário, porque o TRF-3... teria tão somente julgado o feito com fundamento na jurisprudência. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. A parte agravante não impugna o mérito do recurso, razão pela qual resta preclusa a oportunidade para tanto. 4. Quanto à violação do art. 97 da Constituição, o Tribunal de origem, inobservando a regra de reserva de plenário, declarou a inconstitucionalidade da fixação de alíquota sem lei. Confira-se da leitura do seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “É pacífico na Jurisprudência dos tribunais superiores ser incompatível com a Nova Carta a possibilidade de a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a produção do Açúcar e Álcool e seu respectivo adicional variar ou ser fixada por autoridade administrativa, […].” 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a Contribuição ao IAA e seu respectivo adicional são compatíveis com a EC n 1/1969. Nesse sentido, confiram-se: “Contribuição devida ao Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA. - O Plenário desta Corte, ao julgar o Recurso Extraordinário 158.208, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. A parte agravante não impugna o mérito do recurso, razão pela qual resta preclusa a oportunidade para tanto. 4. Quanto à violação do art. 97 da Constituição, o Tribunal de origem, inobservando a regra de reserva de plenário, declarou a inconstitucionalidade da fixação de alíquota sem lei. Confira-se da leitura do seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “É pacífico na Jurisprudência dos tribunais superiores ser incompatível com a Nova Carta a possibilidade de a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a produção do Açúcar e Álcool e seu respectivo adicional variar ou ser fixada por autoridade administrativa, […].” 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a Contribuição ao IAA e seu respectivo adicional são compatíveis com a EC n 1/1969. Nesse sentido, confiram-se: “Contribuição devida ao Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA. - O Plenário desta Corte, ao julgar o Recurso Extraordinário 158.208, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP reconheceu a constitucionalidade, em face da Constituição de 1967 e da Emenda Constitucional n 1/69, da contribuição instituída em favor do IAA pelo Decreto-Lei 308/67, alterado pelos Decretos-Leis 1.712/79 e 1.952/82. - De outra parte, ao julgar o Recurso Extraordinário 214.206, esse mesmo Plenário não só afastou, com relação a essa contribuição, a alegação de ofensa ao artigo 149 da Constituição de 1988, mas também a entendeu recebida por esta em consonância com o disposto no artigo 34, § 5..., do ADCT, só se tendo por incompatível com a referida Carta Magna a possibilidade de a alíquota dessa contribuição variar ou ser fixada por autoridade administrativa, dado o princípio da legalidade. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (Recurso Extraordinário 238.166, Rel. Min. Moreira Alves) “CONTRIBUIÇÃO DEVIDA AO INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL – IAA – ALÍQUOTAS VIGENTES QUANDO DA PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O Supremo concluiu pela harmonia do tributo com o Diploma Maior, sendo conflitante apenas a possibilidade de a alíquota variar ou ser fixada por autoridade administrativa, ante o princípio da legalidade – Recursos Extraordinários n 238.166/SP, relator ministro Moreira Alves, Diário da Justiça de 10 de agosto de 2001, e n 214.206/AL, relator ministro Carlos Velloso, redator do acórdão ministro Nelson Jobim, Diário da Justiça de 29 de maio de 1998. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe- se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil.” (Recurso Extraordinário 545.470-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP reconheceu a constitucionalidade, em face da Constituição de 1967 e da Emenda Constitucional n 1/69, da contribuição instituída em favor do IAA pelo Decreto-Lei 308/67, alterado pelos Decretos-Leis 1.712/79 e 1.952/82. - De outra parte, ao julgar o Recurso Extraordinário 214.206, esse mesmo Plenário não só afastou, com relação a essa contribuição, a alegação de ofensa ao artigo 149 da Constituição de 1988, mas também a entendeu recebida por esta em consonância com o disposto no artigo 34, § 5..., do ADCT, só se tendo por incompatível com a referida Carta Magna a possibilidade de a alíquota dessa contribuição variar ou ser fixada por autoridade administrativa, dado o princípio da legalidade. Recurso extraordinário conhecido e provido.” (Recurso Extraordinário 238.166, Rel. Min. Moreira Alves) “CONTRIBUIÇÃO DEVIDA AO INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL – IAA – ALÍQUOTAS VIGENTES QUANDO DA PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. O Supremo concluiu pela harmonia do tributo com o Diploma Maior, sendo conflitante apenas a possibilidade de a alíquota variar ou ser fixada por autoridade administrativa, ante o princípio da legalidade – Recursos Extraordinários n 238.166/SP, relator ministro Moreira Alves, Diário da Justiça de 10 de agosto de 2001, e n 214.206/AL, relator ministro Carlos Velloso, redator do acórdão ministro Nelson Jobim, Diário da Justiça de 29 de maio de 1998. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Surgindo do exame do agravo o caráter manifestamente infundado, impõe- se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil.” (Recurso Extraordinário 545.470-AgR/SP, Rel. Min. Marco Aurélio) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14891313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : USINA SANTA BARBARA S/A ACUCAR E ALCOOL ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA (01448/A/DF, 183768/RJ, 20309/SP) ADV.(A/S) : DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI (28468/DF) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779418 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.048.475 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : USINA SANTA BARBARA S/A ACUCAR E ALCOOL ADV.(A/S) : HAMILTON DIAS DE SOUZA (01448/A/DF, 183768/RJ, 20309/SP) ADV.(A/S) : DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI (28468/DF) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorado o valor da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779418 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 048 . 475", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 048 . 475", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 048 . 475", "Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 158 . 208", "Recurso Extraordinário 214 . 206", "Recurso Extraordinário 238 . 166", "Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 158 . 208", "Recurso Extraordinário 214 . 206", "Recurso Extraordinário 238 . 166", "Recurso Extraordinário 1048475 AGR", "Recurso Extraordinário 546 . 759 - AgR - segundo", "Súmulas 283 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1048475 AGR", "Recurso Extraordinário 546 . 759 - AgR - segundo", "Súmulas 283 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 158 . 208", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 048 . 475", "Recurso Extraordinário 158 . 208", "Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 214 . 206", "Recurso Extraordinário 238 . 166", "Recursos Extraordinários n 238 . 166 / SP", "n 214 . 206 / AL", "Recurso Extraordinário 545 . 470 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 214 . 206", "Recurso Extraordinário 238 . 166", "Recursos Extraordinários n 238 . 166 / SP", "n 214 . 206 / AL", "Recurso Extraordinário 545 . 470 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1048475 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "-", "LEI n 1952 / 82", "Decreto", "-", "Lei n 308 / 67", "Decretos", "-", "Leis ns 1 . 712 / 1979", "1", ".", "952", "/", "1982", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI 1952 / 82", "art . 102 , III , a , da Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI 1952 / 82", "Carta", "art . 102 , III , a , da Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 01 / 1969", "EC n 1 / 1969", "EC n 1 / 1969", "Constituição de 1967", "Emenda Constitucional n 1 / 69", "Decreto", "-", "Lei 308 / 67", "Decretos", "-", "Leis 1 . 712 / 79", "1", ".", "952", "/", "82", "artigo 149 da Constituição de 1988", "artigo 34 , § 5 . . . , do ADCT", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 5 . . . , XXXV e LV ; 93 , IX ; e 97 , todos da Carta", "EC n 01 / 1969", "EC n 1 / 1969", "EC n 1 / 1969", "Constituição de 1967", "Emenda Constitucional n 1 / 69", "Decreto", "-", "Lei 308 / 67", "Decretos", "-", "Leis 1 . 712 / 79", "1", ".", "952", "/", "82", "artigo 149 da Constituição de 1988", "artigo 34 , § 5 . . . , do ADCT", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 01 / 1969", "art . 21 , § 2 , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Decretos", "-", "Leis ns 308 / 1967", "1", ".", "1712", "/", "1979", "1", ".", "9521982", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 01 / 1969", "art . 21 ,", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Decretos", "-", "Leis ns 308 / 1967", "1", ".", "1712", "/", "1979", "1", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Constituição", "EC n 1 / 1969", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Constituição", "EC n 1 / 1969", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1967", "Emenda Constitucional n 1 / 69", "Decreto", "-", "Lei 308 / 67", "Decretos", "-", "Leis 1 . 712 / 79", "1", ".", "952", "/", "82", "artigo 149 da Constituição de 1988", "artigo 34 , § 5 . . . , do ADCT", "Carta Magna", "Diploma Maior", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1967", "Emenda Constitucional n 1 / 69", "Decreto", "-", "Lei 308 / 67", "Decretos", "-", "Leis", "1 .", "712 /", "79", "1", ".", "952", "/", "82", "artigo 149 da Constituição de 1988", "artigo 34 , § 5 . . . , do ADCT", "Carta Magna", "Diploma Maior", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "USINA SANTA BARBARA S / A", "ACUCAR E", "ALCOOL", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "USINA SANTA BARBARA S / A", "ACUCAR", "E", "ALCOOL", "UNIÃO", "FAZENDA NACIONAL", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "USINA SANTA BARBARA S / A ACUCAR E ALCOOL", "UNIÃO", "FAZENDA", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Instituto do Açúcar e do Álcool", "IAA", "Instituto do Açúcar e do Álcool", "IAA", "Plenário", "IAA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Instituto do Açúcar e do Álcool", "IAA", "Instituto do Açúcar e do Álcool", "IAA", "Plenário", "IAA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "União", "TRF", "-", "3", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "TRF", "-", "3", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Instituto do Açúcar e do Álcool", "IAA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "IAA", "Instituto do Açúcar e do Álcool", "IAA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "IAA", "Plenário", "INSTITUTO DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL", "IAA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "IAA", "Plenário", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "USINA SANTA BARBARA S / A", "ALCOOL", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "USINA SANTA BARBARA S / A ACUCAR E ALCOOL", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "HAMILTON DIAS DE SOUZA", "DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "HAMILTON DIAS DE SOUZA", "DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "HAMILTON DIAS DE SOUZA", "DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Carlos Velloso", "Nelson Jobim", "Marco Aurélio", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Carlos Velloso", "Nelson Jobim", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "HAMILTON DIAS DE SOUZA", "DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "HAMILTON DIAS DE SOUZA", "DANIEL CORREA SZELBRACIKOWSKI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "04", "/", "2018", "20 a 26 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "janeiro , julho , agosto e novembro de 1987", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de agosto de 2001", "29 de maio de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de agosto de 2001", "29 de maio de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA-SINTRAFESC ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARCIO LOCKS FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. ANISTIA. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO. DECISÃO AGRAVADA EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. Acórdão do Tribunal de origem em consonância com a jurisprudência consolidada do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765151. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RE 1098608 AGR / SC elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765151. Supremo Tribunal Federal RE 1098608 AGR / SC elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765151. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA-SINTRAFESC ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARCIO LOCKS FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF e (b) o aresto impugnado está em consonância com a jurisprudência consolidada desta Corte. Sustenta a parte agravante que (a) demonstrou devidamente a repercussão geral da questão; e (b) há precedentes da CORTE no sentido requerido no apelo. No mais, renova as razões de mérito do apelo extremo. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso e a condenação da parte recorrente ao pagamento de honorários sucumbenciais recursais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765152. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA-SINTRAFESC ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARCIO LOCKS FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF e (b) o aresto impugnado está em consonância com a jurisprudência consolidada desta Corte. Sustenta a parte agravante que (a) demonstrou devidamente a repercussão geral da questão; e (b) há precedentes da CORTE no sentido requerido no apelo. No mais, renova as razões de mérito do apelo extremo. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso e a condenação da parte recorrente ao pagamento de honorários sucumbenciais recursais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765152. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado (e-STJ, fl. 323, Vol. 2): ADMINISTRATIVO. ANISTIADO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO DIVERSO DO ORIGINAL. IMPOSSIBILIDADE. GDPGPE. IMPOSSIBILIDADE EM FACE DA AUSÊNCIA DE VÍNCULO ESTATUTÁRIO. 1) O artigo 2º da Lei 8.878/94 prevê que a reintegração do servidor ou empregado se dará no mesmo cargo ou emprego anteriormente ocupado ou, sendo o caso, naquele resultante de sua transformação. E mais, deverá ser observado o mesmo regime jurídico a que estava submetido anteriormente a sua exoneração ou dispensa. 2) Hipótese em que a pretensão da parte autora afronta a norma constitucional do art. 37, inciso II da Constituição Federal/88, que somente autoriza a investidura em cargo ou emprego público por meio de concurso público. E mais, confronta a própria Lei 8.878/94, na medida em que o seu deferimento resultaria na mudança para o regime jurídico estatutário, pois contratada originariamente pelo regime celetista. 3) Considerando a ausência de vínculo estatutário, descabe o pagamento da gratificação GDPGPE aos substituídos. Os Embargos de Declaração foram parcialmente providos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, assim ementado (e-STJ, fl. 323, Vol. 2): ADMINISTRATIVO. ANISTIADO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO DIVERSO DO ORIGINAL. IMPOSSIBILIDADE. GDPGPE. IMPOSSIBILIDADE EM FACE DA AUSÊNCIA DE VÍNCULO ESTATUTÁRIO. 1) O artigo 2º da Lei 8.878/94 prevê que a reintegração do servidor ou empregado se dará no mesmo cargo ou emprego anteriormente ocupado ou, sendo o caso, naquele resultante de sua transformação. E mais, deverá ser observado o mesmo regime jurídico a que estava submetido anteriormente a sua exoneração ou dispensa. 2) Hipótese em que a pretensão da parte autora afronta a norma constitucional do art. 37, inciso II da Constituição Federal/88, que somente autoriza a investidura em cargo ou emprego público por meio de concurso público. E mais, confronta a própria Lei 8.878/94, na medida em que o seu deferimento resultaria na mudança para o regime jurídico estatutário, pois contratada originariamente pelo regime celetista. 3) Considerando a ausência de vínculo estatutário, descabe o pagamento da gratificação GDPGPE aos substituídos. Os Embargos de Declaração foram parcialmente providos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1098608 AGR / SC exclusivamente para fins de prequestionamento (e-STJ, fl. 323). No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que o julgado ofendeu os arts. 5º, caput, XXXV, 37, IX e 39, caput, da CF/1988, art. 19, § 1º e 24 da ADCT e o princípio da isonomia. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal RE 1098608 AGR / SC exclusivamente para fins de prequestionamento (e-STJ, fl. 323). No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que o julgado ofendeu os arts. 5º, caput, XXXV, 37, IX e 39, caput, da CF/1988, art. 19, § 1º e 24 da ADCT e o princípio da isonomia. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1098608 AGR / SC Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, o acórdão recorrido está em conformidade com o entendimento desta CORTE sobre a matéria, conforme se verifica dos seguintes precedentes: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. EMPREGADO PÚBLICO REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO CLT. ANISTIA ADMINISTRATIVA. LEI 8.878/1994. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO CELETISTA. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ADICIONAIS CORRESPONDENTES A 20% DO VALOR A ESSE TÍTULO JÁ FIXADO NO PROCESSO (CPC/2015, ART. 85, § 11). (ARE 967.887-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 1º/12/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ANISTIA ADMINISTRATIVA. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REGIME JURÍDICO. REINTEGRAÇÃO NO MESMO REGIME JURÍDICO A QUE ESTAVA SUBMETIDO À 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal RE 1098608 AGR / SC Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, o acórdão recorrido está em conformidade com o entendimento desta CORTE sobre a matéria, conforme se verifica dos seguintes precedentes: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. EMPREGADO PÚBLICO REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO CLT. ANISTIA ADMINISTRATIVA. LEI 8.878/1994. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO CELETISTA. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ADICIONAIS CORRESPONDENTES A 20% DO VALOR A ESSE TÍTULO JÁ FIXADO NO PROCESSO (CPC/2015, ART. 85, § 11). (ARE 967.887-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 1º/12/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ANISTIA ADMINISTRATIVA. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REGIME JURÍDICO. REINTEGRAÇÃO NO MESMO REGIME JURÍDICO A QUE ESTAVA SUBMETIDO À 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1098608 AGR / SC ÉPOCA DA DEMISSÃO. VÍNCULO CELETISTA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS ARGUMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Os anistiados, quando readmitidos, sujeitam-se ao vínculo celetista, segundo a legislação vigente à época dos fatos. In casu, os recorrentes foram despedidos em abril de 1990, data anterior à promulgação da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990 (Regime Jurídico Único obrigatório), razão pela qual não estavam sujeitos às suas disposições, inclusive em relação ao que previsto no art. 243. 2. A isonomia alegada por força do que conferido a outros ex-funcionários da FTI pelo acórdão proferido no MS nº 4.116 do Superior Tribunal de Justiça, não se aplica ao caso sub judice. 3. A ausência de impugnação específica, capaz de infirmar a decisão hostilizada, impõe o desprovimento do agravo. 4. Agravo desprovido. (RMS 31.721-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 28/3/2014) AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA ADMINISTRATIVA. LEI 8.878/1994. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O retorno do servidor anistiado, nos termos do art. 2º da Lei 8.878/1994, deve dar-se no mesmo cargo ou emprego anteriormente ocupado, ou naquele resultante da respectiva transformação. No que tange ao regime jurídico aplicável aos servidores anistiados, o art. 2º do Decreto 6.077/2007, que regulamenta o art. 3º da Lei 8.878/1994 e disciplina o retorno ao serviço dos servidores e empregados anistiados, estipula a obrigatoriedade de que estes sejam submetidos ao mesmo regime em que se encontravam anteriormente ao ato de demissão, dispensa ou exoneração. II - O conjunto normativo aplicável à 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal RE 1098608 AGR / SC ÉPOCA DA DEMISSÃO. VÍNCULO CELETISTA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS ARGUMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Os anistiados, quando readmitidos, sujeitam-se ao vínculo celetista, segundo a legislação vigente à época dos fatos. In casu, os recorrentes foram despedidos em abril de 1990, data anterior à promulgação da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990 (Regime Jurídico Único obrigatório), razão pela qual não estavam sujeitos às suas disposições, inclusive em relação ao que previsto no art. 243. 2. A isonomia alegada por força do que conferido a outros ex-funcionários da FTI pelo acórdão proferido no MS nº 4.116 do Superior Tribunal de Justiça, não se aplica ao caso sub judice. 3. A ausência de impugnação específica, capaz de infirmar a decisão hostilizada, impõe o desprovimento do agravo. 4. Agravo desprovido. (RMS 31.721-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 28/3/2014) AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA ADMINISTRATIVA. LEI 8.878/1994. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O retorno do servidor anistiado, nos termos do art. 2º da Lei 8.878/1994, deve dar-se no mesmo cargo ou emprego anteriormente ocupado, ou naquele resultante da respectiva transformação. No que tange ao regime jurídico aplicável aos servidores anistiados, o art. 2º do Decreto 6.077/2007, que regulamenta o art. 3º da Lei 8.878/1994 e disciplina o retorno ao serviço dos servidores e empregados anistiados, estipula a obrigatoriedade de que estes sejam submetidos ao mesmo regime em que se encontravam anteriormente ao ato de demissão, dispensa ou exoneração. II - O conjunto normativo aplicável à 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1098608 AGR / SC espécie, relativo à reintegração no mesmo regime jurídico a que os anistiados estavam submetidos à época da exoneração, dispensa ou demissão, não contém nenhum vício, pois, como se sabe, as decisões tomadas pela administração pública estão sujeitas ao princípio da legalidade estrita. O fato de a Administração ter realizado o enquadramento dos impetrantes relacionados no MS 4.116/DF em cargos públicos, não implica na obrigatoriedade de que o faça em relação a todo e qualquer anistiado. III - A aplicação do art. 243, § 1º, da Lei 8.112/90 só seria imperiosa caso os recorrentes estivessem em atividade à época de sua publicação, bem como estivessem investidos mediante prévia aprovação em concurso público ou, quando fosse o caso, fizessem jus à estabilidade prevista no art. 19 do ADCT. Precedente. IV - Por ocasião do julgamento do RMS 31.721-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, cujo contexto é idêntico ao desses autos, a Primeira Turma desta Corte negou provimento ao agravo regimental interposto da decisão que, monocraticamente, rejeitou a pretensão ali deduzida. V - Agravo regimental a que se nega provimento. (RMS 31.495-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11).” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Fixam-se 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal RE 1098608 AGR / SC espécie, relativo à reintegração no mesmo regime jurídico a que os anistiados estavam submetidos à época da exoneração, dispensa ou demissão, não contém nenhum vício, pois, como se sabe, as decisões tomadas pela administração pública estão sujeitas ao princípio da legalidade estrita. O fato de a Administração ter realizado o enquadramento dos impetrantes relacionados no MS 4.116/DF em cargos públicos, não implica na obrigatoriedade de que o faça em relação a todo e qualquer anistiado. III - A aplicação do art. 243, § 1º, da Lei 8.112/90 só seria imperiosa caso os recorrentes estivessem em atividade à época de sua publicação, bem como estivessem investidos mediante prévia aprovação em concurso público ou, quando fosse o caso, fizessem jus à estabilidade prevista no art. 19 do ADCT. Precedente. IV - Por ocasião do julgamento do RMS 31.721-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, cujo contexto é idêntico ao desses autos, a Primeira Turma desta Corte negou provimento ao agravo regimental interposto da decisão que, monocraticamente, rejeitou a pretensão ali deduzida. V - Agravo regimental a que se nega provimento. (RMS 31.495-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11).” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Fixam-se 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1098608 AGR / SC honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11). É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal RE 1098608 AGR / SC honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11). É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA-SINTRAFESC ADV.(A/S) : RAFAEL DOS SANTOS (21951/SC) ADV.(A/S) : MARCIO LOCKS FILHO (11208/SC) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779449 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA-SINTRAFESC ADV.(A/S) : RAFAEL DOS SANTOS (21951/SC) ADV.(A/S) : MARCIO LOCKS FILHO (11208/SC) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779449 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14784887
2018-04-27T00:00:00
2018-05-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. ANISTIA. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO. DECISÃO AGRAVADA EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. Acórdão do Tribunal de origem em consonância com a jurisprudência consolidada do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11).
sjur384789
Número de páginas: 10. Análise: 16/05/2018, MAD.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1098608
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1098608 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA-SINTRAFESC ADV.(A/S) : RAFAEL DOS SANTOS ADV.(A/S) : MARCIO LOCKS FILHO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA-SINTRAFESC ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARCIO LOCKS FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. ANISTIA. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO. DECISÃO AGRAVADA EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. Acórdão do Tribunal de origem em consonância com a jurisprudência consolidada do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765151. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765151. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765151. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA-SINTRAFESC ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARCIO LOCKS FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e (b) o aresto impugnado está em consonância com a jurisprudência consolidada desta Corte. Sustenta a parte agravante que (a) demonstrou devidamente a repercussão geral da questão; e (b) há precedentes da CORTE no sentido requerido no apelo. No mais, renova as razões de mérito do apelo extremo. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso e a condenação da parte recorrente ao pagamento de honorários sucumbenciais recursais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765152. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA-SINTRAFESC ADV.(A/S) :RAFAEL DOS SANTOS ADV.(A/S) :MARCIO LOCKS FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e (b) o aresto impugnado está em consonância com a jurisprudência consolidada desta Corte. Sustenta a parte agravante que (a) demonstrou devidamente a repercussão geral da questão; e (b) há precedentes da CORTE no sentido requerido no apelo. No mais, renova as razões de mérito do apelo extremo. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso e a condenação da parte recorrente ao pagamento de honorários sucumbenciais recursais. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765152. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 323, Vol. 2): ADMINISTRATIVO. ANISTIADO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO DIVERSO DO ORIGINAL. IMPOSSIBILIDADE. GDPGPE. IMPOSSIBILIDADE EM FACE DA AUSÊNCIA DE VÍNCULO ESTATUTÁRIO. 1) O artigo 2... da Lei 8.878/94 prevê que a reintegração do servidor ou empregado se dará no mesmo cargo ou emprego anteriormente ocupado ou, sendo o caso, naquele resultante de sua transformação. E mais, deverá ser observado o mesmo regime jurídico a que estava submetido anteriormente a sua exoneração ou dispensa. 2) Hipótese em que a pretensão da parte autora afronta a norma constitucional do art. 37, inciso II da Constituição Federal/88, que somente autoriza a investidura em cargo ou emprego público por meio de concurso público. E mais, confronta a própria Lei 8.878/94, na medida em que o seu deferimento resultaria na mudança para o regime jurídico estatutário, pois contratada originariamente pelo regime celetista. 3) Considerando a ausência de vínculo estatutário, descabe o pagamento da gratificação GDPGPE aos substituídos. Os Embargos de Declaração foram parcialmente providos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região, assim ementado (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 323, Vol. 2): ADMINISTRATIVO. ANISTIADO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO DIVERSO DO ORIGINAL. IMPOSSIBILIDADE. GDPGPE. IMPOSSIBILIDADE EM FACE DA AUSÊNCIA DE VÍNCULO ESTATUTÁRIO. 1) O artigo 2... da Lei 8.878/94 prevê que a reintegração do servidor ou empregado se dará no mesmo cargo ou emprego anteriormente ocupado ou, sendo o caso, naquele resultante de sua transformação. E mais, deverá ser observado o mesmo regime jurídico a que estava submetido anteriormente a sua exoneração ou dispensa. 2) Hipótese em que a pretensão da parte autora afronta a norma constitucional do art. 37, inciso II da Constituição Federal/88, que somente autoriza a investidura em cargo ou emprego público por meio de concurso público. E mais, confronta a própria Lei 8.878/94, na medida em que o seu deferimento resultaria na mudança para o regime jurídico estatutário, pois contratada originariamente pelo regime celetista. 3) Considerando a ausência de vínculo estatutário, descabe o pagamento da gratificação GDPGPE aos substituídos. Os Embargos de Declaração foram parcialmente providos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC exclusivamente para fins de prequestionamento (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 323). No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que o julgado ofendeu os arts. 5..., caput, XXXV, 37, IX e 39, caput, da Constituição Federal de 1988/1988, art. 19, § 1... e 24 da ADCT e o princípio da isonomia. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC exclusivamente para fins de prequestionamento (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 323). No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta que o julgado ofendeu os arts. 5..., caput, XXXV, 37, IX e 39, caput, da Constituição Federal de 1988/1988, art. 19, § 1... e 24 da ADCT e o princípio da isonomia. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, o acórdão recorrido está em conformidade com o entendimento desta CORTE sobre a matéria, conforme se verifica dos seguintes precedentes: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. EMPREGADO PÚBLICO REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO Consolidação das Leis do Trabalho. ANISTIA ADMINISTRATIVA. LEI 8.878/1994. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO CELETISTA. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ADICIONAIS CORRESPONDENTES A 20% DO VALOR A ESSE TÍTULO JÁ FIXADO NO PROCESSO (Código de Processo Civil/2015, ART. 85, § 11). (ARE 967.887-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 1.../12/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ANISTIA ADMINISTRATIVA. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REGIME JURÍDICO. REINTEGRAÇÃO NO MESMO REGIME JURÍDICO A QUE ESTAVA SUBMETIDO À 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ademais, ainda que superado esse grave óbice, o acórdão recorrido está em conformidade com o entendimento desta CORTE sobre a matéria, conforme se verifica dos seguintes precedentes: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. EMPREGADO PÚBLICO REGIDO PELA CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO Consolidação das Leis do Trabalho. ANISTIA ADMINISTRATIVA. LEI 8.878/1994. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO CELETISTA. PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ADICIONAIS CORRESPONDENTES A 20% DO VALOR A ESSE TÍTULO JÁ FIXADO NO PROCESSO (Código de Processo Civil/2015, ART. 85, § 11). (ARE 967.887-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 1.../12/2016) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ANISTIA ADMINISTRATIVA. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REGIME JURÍDICO. REINTEGRAÇÃO NO MESMO REGIME JURÍDICO A QUE ESTAVA SUBMETIDO À 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC ÉPOCA DA DEMISSÃO. VÍNCULO CELETISTA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS ARGUMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Os anistiados, quando readmitidos, sujeitam-se ao vínculo celetista, segundo a legislação vigente à época dos fatos. In casu, os recorrentes foram despedidos em abril de 1990, data anterior à promulgação da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990 (Regime Jurídico Único obrigatório), razão pela qual não estavam sujeitos às suas disposições, inclusive em relação ao que previsto no art. 243. 2. A isonomia alegada por força do que conferido a outros ex-funcionários da FTI pelo acórdão proferido no MS n 4.116 do Superior Tribunal de Justiça, não se aplica ao caso sub judice. 3. A ausência de impugnação específica, capaz de infirmar a decisão hostilizada, impõe o desprovimento do agravo. 4. Agravo desprovido. (RMS 31.721-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 28/3/2014) AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA ADMINISTRATIVA. LEI 8.878/1994. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O retorno do servidor anistiado, nos termos do art. 2... da Lei 8.878/1994, deve dar-se no mesmo cargo ou emprego anteriormente ocupado, ou naquele resultante da respectiva transformação. No que tange ao regime jurídico aplicável aos servidores anistiados, o art. 2... do Decreto 6.077/2007, que regulamenta o art. 3... da Lei 8.878/1994 e disciplina o retorno ao serviço dos servidores e empregados anistiados, estipula a obrigatoriedade de que estes sejam submetidos ao mesmo regime em que se encontravam anteriormente ao ato de demissão, dispensa ou exoneração. II - O conjunto normativo aplicável à 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC ÉPOCA DA DEMISSÃO. VÍNCULO CELETISTA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS ARGUMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Os anistiados, quando readmitidos, sujeitam-se ao vínculo celetista, segundo a legislação vigente à época dos fatos. In casu, os recorrentes foram despedidos em abril de 1990, data anterior à promulgação da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990 (Regime Jurídico Único obrigatório), razão pela qual não estavam sujeitos às suas disposições, inclusive em relação ao que previsto no art. 243. 2. A isonomia alegada por força do que conferido a outros ex-funcionários da FTI pelo acórdão proferido no MS n 4.116 do Superior Tribunal de Justiça, não se aplica ao caso sub judice. 3. A ausência de impugnação específica, capaz de infirmar a decisão hostilizada, impõe o desprovimento do agravo. 4. Agravo desprovido. (RMS 31.721-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 28/3/2014) AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA ADMINISTRATIVA. LEI 8.878/1994. RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. REGIME JURÍDICO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - O retorno do servidor anistiado, nos termos do art. 2... da Lei 8.878/1994, deve dar-se no mesmo cargo ou emprego anteriormente ocupado, ou naquele resultante da respectiva transformação. No que tange ao regime jurídico aplicável aos servidores anistiados, o art. 2... do Decreto 6.077/2007, que regulamenta o art. 3... da Lei 8.878/1994 e disciplina o retorno ao serviço dos servidores e empregados anistiados, estipula a obrigatoriedade de que estes sejam submetidos ao mesmo regime em que se encontravam anteriormente ao ato de demissão, dispensa ou exoneração. II - O conjunto normativo aplicável à 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC espécie, relativo à reintegração no mesmo regime jurídico a que os anistiados estavam submetidos à época da exoneração, dispensa ou demissão, não contém nenhum vício, pois, como se sabe, as decisões tomadas pela administração pública estão sujeitas ao princípio da legalidade estrita. O fato de a Administração ter realizado o enquadramento dos impetrantes relacionados no MS 4.116/DF em cargos públicos, não implica na obrigatoriedade de que o faça em relação a todo e qualquer anistiado. III - A aplicação do art. 243, § 1..., da Lei 8.112/90 só seria imperiosa caso os recorrentes estivessem em atividade à época de sua publicação, bem como estivessem investidos mediante prévia aprovação em concurso público ou, quando fosse o caso, fizessem jus à estabilidade prevista no art. 19 do ADCT. Precedente. IV - Por ocasião do julgamento do RMS 31.721-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, cujo contexto é idêntico ao desses autos, a Primeira Turma desta Corte negou provimento ao agravo regimental interposto da decisão que, monocraticamente, rejeitou a pretensão ali deduzida. V - Agravo regimental a que se nega provimento. (RMS 31.495-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11).” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Fixam-se 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC espécie, relativo à reintegração no mesmo regime jurídico a que os anistiados estavam submetidos à época da exoneração, dispensa ou demissão, não contém nenhum vício, pois, como se sabe, as decisões tomadas pela administração pública estão sujeitas ao princípio da legalidade estrita. O fato de a Administração ter realizado o enquadramento dos impetrantes relacionados no MS 4.116/DF em cargos públicos, não implica na obrigatoriedade de que o faça em relação a todo e qualquer anistiado. III - A aplicação do art. 243, § 1..., da Lei 8.112/90 só seria imperiosa caso os recorrentes estivessem em atividade à época de sua publicação, bem como estivessem investidos mediante prévia aprovação em concurso público ou, quando fosse o caso, fizessem jus à estabilidade prevista no art. 19 do ADCT. Precedente. IV - Por ocasião do julgamento do RMS 31.721-AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, cujo contexto é idêntico ao desses autos, a Primeira Turma desta Corte negou provimento ao agravo regimental interposto da decisão que, monocraticamente, rejeitou a pretensão ali deduzida. V - Agravo regimental a que se nega provimento. (RMS 31.495-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/8/2014) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11).” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Fixam-se 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11). É o voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14765153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA-SINTRAFESC ADV.(A/S) : RAFAEL DOS SANTOS (21951/SC) ADV.(A/S) : MARCIO LOCKS FILHO (11208/SC) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779449 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.098.608 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO ESTADO DE SANTA CATARINA-SINTRAFESC ADV.(A/S) : RAFAEL DOS SANTOS (21951/SC) ADV.(A/S) : MARCIO LOCKS FILHO (11208/SC) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779449 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 098 . 608", "Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 098 . 608", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 098 . 608", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 098 . 608", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 967 . 887 - AgR", "Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 967 . 887 - AgR", "Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC", "MS n 4 . 116 do Superior Tribunal", "RMS 31 . 721 - AgR", "Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC", "MS n 4 . 116 do Superior", "RMS 31 . 721 - AgR", "Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC espécie", "MS 4 . 116 / DF", "RMS 31 . 721 - AgR / DF", "RMS 31 . 495 - AgR", "Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC", "MS 4 . 116 / DF", "RMS 31 . 721 - AgR / DF", "RMS 31 . 495 - AgR", "Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1098608 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 098 . 608" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 ,", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . da Lei 8 . 878 / 94", "art . 37 , inciso II da Constituição Federal / 88", "Lei 8 . 878 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . da Lei 8 . 878 / 94", "art . 37 , inciso II da Constituição Federal / 88", "Lei 8 . 878 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , caput , XXXV , 37 , IX e 39 , caput , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "art . 19 , § 1 . . . e 24 da ADCT", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", ". 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , caput , XXXV , 37 , IX e 39 , caput , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "art", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88 ,", "/", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "LEI 8 . 878 / 1994", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS", "Consolidação das Leis do Trabalho", "LEI 8 . 878 / 1994", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 112", "LEI 8 . 878 / 1994", "art . 2 . . . da Lei 8 . 878 / 1994", "art . 2 . . . do", "Decreto 6 . 077 / 2007", "art . 3 . . . da Lei 8 . 878 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 112", "LEI 8 . 878 / 1994", "art . 2 . . . da Lei 8 . 878 / 1994", "art . 2 . . . do Decreto 6 . 077 / 2007", "art . 3 . . . da Lei 8 . 878 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 243 , § 1 . . . , da Lei 8 . 112 / 90", "art", "Código de Processo Civil de 2015 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 243 , § 1 . . . , da Lei 8 . 112 / 90", "Regimento Interno do SUPREMO", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85", "Medida Provisória n 2 .", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO", "SINTRAFESC", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL", "SINTRAFESC", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "CORTE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL", "SINTRAFESC", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "FTI", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "FTI", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO", "SINTRAFESC", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL NO", "CATARINA", "SINTRAFESC", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "RAFAEL DOS SANTOS", "MARCIO LOCKS FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RAFAEL DOS SANTOS", "MARCIO LOCKS FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RAFAEL DOS SANTOS", "MARCIO LOCKS FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "Luiz Fux", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RAFAEL DOS SANTOS", "MARCIO LOCKS FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "RAFAEL DOS SANTOS", "MARCIO LOCKS FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "1", ".", ".", ".", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", ".", ".", ".", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "abril de 1990", "11 de dezembro de 1990", "28", "/", "3", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "abril de 1990", "11 de dezembro de 1990", "28", "/", "3", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBDO.(A/S) :LUIZ GILSON FORMIGHIERI ADV.(A/S) :DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL ASSIST.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO GORDILHO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB5F-45E2-03A9-1045 e senha 62F7-E4E2-1A5C-E48F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 602043 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA – DESPROVIMENTO. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos declaratórios – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – PRONUNCIAMENTO – MODULAÇÃO. Descabe modular pronunciamento quando ausente alteração de jurisprudência dominante – artigo 927, § 3º, do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB5F-45E2-03A9-1045 e senha 62F7-E4E2-1A5C-E48F Supremo Tribunal Federal RE 602043 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA – DESPROVIMENTO. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos declaratórios – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – PRONUNCIAMENTO – MODULAÇÃO. Descabe modular pronunciamento quando ausente alteração de jurisprudência dominante – artigo 927, § 3º, do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB5F-45E2-03A9-1045 e senha 62F7-E4E2-1A5C-E48F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão RE 602043 ED / MT Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1º de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB5F-45E2-03A9-1045 e senha 62F7-E4E2-1A5C-E48F Supremo Tribunal Federal RE 602043 ED / MT Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1º de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB5F-45E2-03A9-1045 e senha 62F7-E4E2-1A5C-E48F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBDO.(A/S) :LUIZ GILSON FORMIGHIERI ADV.(A/S) :DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL ASSIST.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO GORDILHO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBDO.(A/S) :LUIZ GILSON FORMIGHIERI ADV.(A/S) :DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL ASSIST.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO GORDILHO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 602043 ED / MT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Eduardo Ubaldo Barbosa: Em 27 de abril de 2017, o Plenário, apreciando o Tema nº 384 da repercussão geral, por maioria e nos termos do voto de Vossa Excelência, negou provimento ao recurso, vencido o ministro Edson Fachin, ante fundamentos assim resumidos: TETO CONSTITUCIONAL – ACUMULAÇÃO DE CARGOS – ALCANCE. Nas situações jurídicas em que a Constituição Federal autoriza a acumulação de cargos, o teto remuneratório é considerado em relação à remuneração de cada um deles, e não ao somatório do que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Supremo Tribunal Federal RE 602043 ED / MT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Eduardo Ubaldo Barbosa: Em 27 de abril de 2017, o Plenário, apreciando o Tema nº 384 da repercussão geral, por maioria e nos termos do voto de Vossa Excelência, negou provimento ao recurso, vencido o ministro Edson Fachin, ante fundamentos assim resumidos: TETO CONSTITUCIONAL – ACUMULAÇÃO DE CARGOS – ALCANCE. Nas situações jurídicas em que a Constituição Federal autoriza a acumulação de cargos, o teto remuneratório é considerado em relação à remuneração de cada um deles, e não ao somatório do que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RE 602043 ED / MT recebido. O Estado de Mato Grosso aponta obscuridade no tocante à abrangência da tese fixada para efeito de repercussão geral. Consoante afirma, o entendimento no sentido de observar-se o teto remuneratório em relação a cada um dos vínculos formalizados deve restringir-se à situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento anterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição nº 19/1998 e nº 20/1998. Aduz a impossibilidade de articular-se com preservação de direito adquirido e garantia da irredutibilidade dos vencimentos daqueles que passaram a acumular cargos posteriormente ao marco temporal indicado. Sustenta omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1º e 9º da Emenda Constitucional nº 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei nº 9.869/1999. Sublinha a necessidade de decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica e a interpretação inovadora adotada quando da conclusão do julgamento de mérito do extraordinário. Assevera estarem os entes públicos levando em conta o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes do Supremo nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral. A União argui omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1º e 9º da Emenda Constitucional nº 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei nº 9.869/1999. Sublinha necessária decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica. Discorre sobre os votos proferidos, os quais, consoante afirma, superaram a interpretação literal do artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal. Articula com o fato de o Supremo ter se pronunciado, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Supremo Tribunal Federal RE 602043 ED / MT recebido. O Estado de Mato Grosso aponta obscuridade no tocante à abrangência da tese fixada para efeito de repercussão geral. Consoante afirma, o entendimento no sentido de observar-se o teto remuneratório em relação a cada um dos vínculos formalizados deve restringir-se à situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento anterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição nº 19/1998 e nº 20/1998. Aduz a impossibilidade de articular-se com preservação de direito adquirido e garantia da irredutibilidade dos vencimentos daqueles que passaram a acumular cargos posteriormente ao marco temporal indicado. Sustenta omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1º e 9º da Emenda Constitucional nº 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei nº 9.869/1999. Sublinha a necessidade de decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica e a interpretação inovadora adotada quando da conclusão do julgamento de mérito do extraordinário. Assevera estarem os entes públicos levando em conta o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes do Supremo nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral. A União argui omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1º e 9º da Emenda Constitucional nº 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei nº 9.869/1999. Sublinha necessária decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica. Discorre sobre os votos proferidos, os quais, consoante afirma, superaram a interpretação literal do artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal. Articula com o fato de o Supremo ter se pronunciado, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RE 602043 ED / MT pela primeira vez, sobre a matéria. Aduz a impossibilidade de a Administração proceder ao controle de constitucionalidade de leis. Assevera estarem os entes públicos observando o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral mediante a interposição de declaratórios. O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal – SINDMÉDICO/DF apresentou contrarrazões, frisando o acerto do ato atacado. Salienta inexistir qualquer vício a justificar a protocolação de embargos. Sustenta a impertinência do precedente mencionado. Tece comentários sobre o mérito da controvérsia para alegar a viabilidade de observar-se, considerado cada vínculo individualmente, o teto previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, enquanto constitucionalmente permitida a acumulação de cargos, seja para situações pretéritas, seja para atuais e futuras. Enfatiza ter o Supremo se limitado a reafirmar a jurisprudência dos Tribunais nacionais, a revelar a inaplicabilidade do artigo 27 da Lei nº 9.869/1999 ao caso. O processo está concluso no Gabinete. É o relatório, a ser distribuído, com antecedência, aos integrantes do Colegiado. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Supremo Tribunal Federal RE 602043 ED / MT pela primeira vez, sobre a matéria. Aduz a impossibilidade de a Administração proceder ao controle de constitucionalidade de leis. Assevera estarem os entes públicos observando o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral mediante a interposição de declaratórios. O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal – SINDMÉDICO/DF apresentou contrarrazões, frisando o acerto do ato atacado. Salienta inexistir qualquer vício a justificar a protocolação de embargos. Sustenta a impertinência do precedente mencionado. Tece comentários sobre o mérito da controvérsia para alegar a viabilidade de observar-se, considerado cada vínculo individualmente, o teto previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, enquanto constitucionalmente permitida a acumulação de cargos, seja para situações pretéritas, seja para atuais e futuras. Enfatiza ter o Supremo se limitado a reafirmar a jurisprudência dos Tribunais nacionais, a revelar a inaplicabilidade do artigo 27 da Lei nº 9.869/1999 ao caso. O processo está concluso no Gabinete. É o relatório, a ser distribuído, com antecedência, aos integrantes do Colegiado. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. As peças, subscritas por Procurador do Estado e pelo Advogado-Geral da União, foram protocoladas no prazo legal. Frise-se, por oportuno, que os declaratórios formalizados pela União foram interpostos em momento anterior à intimação do acórdão impugnado, conforme permissivo do artigo 218, § 4º, do Código de Processo Civil. Ao apreciar a questão, o Tribunal procedeu à interpretação da Constituição Federal para assentar que, nos casos constitucionalmente autorizados de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do artigo 37, inciso XI, da Lei Maior pressupõe seja levado em conta cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público. Não há obscuridade relativamente à abrangência da tese fixada, considerada a diferença entre a situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento quer anterior, quer posterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição nº 19/1998 e nº 20/1998. A interpretação deu-se em cumprimento ao dever último do Supremo de atuar como guardião da Lei Maior, em decorrência da linha argumentativa geral do voto condutor do julgamento. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento da ação direta, inviável a esta altura, ante a organicidade do Direito instrumental. Rememoro o que decidido quando do exame do extraordinário. Não se limitou o Colegiado a concluir pela impossibilidade de o teto remuneratório atingir, a partir de critérios introduzidos por Emendas, situações consolidadas, tendo em vista as garantias do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos – artigos 5º, inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Entendeu, a partir de interpretação sistêmica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. As peças, subscritas por Procurador do Estado e pelo Advogado-Geral da União, foram protocoladas no prazo legal. Frise-se, por oportuno, que os declaratórios formalizados pela União foram interpostos em momento anterior à intimação do acórdão impugnado, conforme permissivo do artigo 218, § 4º, do Código de Processo Civil. Ao apreciar a questão, o Tribunal procedeu à interpretação da Constituição Federal para assentar que, nos casos constitucionalmente autorizados de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do artigo 37, inciso XI, da Lei Maior pressupõe seja levado em conta cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público. Não há obscuridade relativamente à abrangência da tese fixada, considerada a diferença entre a situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento quer anterior, quer posterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição nº 19/1998 e nº 20/1998. A interpretação deu-se em cumprimento ao dever último do Supremo de atuar como guardião da Lei Maior, em decorrência da linha argumentativa geral do voto condutor do julgamento. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento da ação direta, inviável a esta altura, ante a organicidade do Direito instrumental. Rememoro o que decidido quando do exame do extraordinário. Não se limitou o Colegiado a concluir pela impossibilidade de o teto remuneratório atingir, a partir de critérios introduzidos por Emendas, situações consolidadas, tendo em vista as garantias do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos – artigos 5º, inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Entendeu, a partir de interpretação sistêmica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 602043 ED / MT da Lei Maior, que, em virtude da autorização de cumulação, a percepção somada de remunerações, ainda que acima, no cômputo global, do patamar máximo, não interfere nos objetivos que inspiram o texto constitucional: [...] Quanto à moralidade, as situações alcançadas pelo artigo 37, inciso XI, da Carta Federal são aquelas nas quais o servidor obtém ganhos desproporcionais, observadas as atribuições dos cargos públicos ocupados. Admitida a incidência do limitador em cada uma das matrículas, descabe declarar prejuízo à dimensão ética da norma, porquanto mantida a compatibilidade exigida entre trabalho e remuneração. Relativamente à economicidade, a óptica veiculada no extraordinário dá ensejo a distorções. Em primeiro lugar, por tornar inócuo o artigo 37, inciso XVI, da Lei Básica da República, no que potencializa o elemento gramatical em detrimento do sistemático. A necessária interação entre os preceitos – exigência do princípio da unidade da Constituição Federal – provoca esforço interpretativo que não esvazie o sentido da regra que autoriza a acumulação. Consoante destaca Celso Antônio Bandeira de Mello, não se pode desconsiderar que “as possibilidades que a Constituição abre em favor de hipóteses de acumulação de cargos não são para benefício do servidor, mas da coletividade”, no que o disposto no artigo 37, inciso XI, da Lei Maior, relativamente ao teto, não pode servir de desestímulo ao exercício das relevantes funções mencionadas no inciso XVI dele constante, repercutindo, até mesmo, no campo da eficiência administrativa (Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Editora Malheiros, 27ª edição, 2010, p. 277). Em segundo lugar, por ensejar enriquecimento sem causa do Poder Público. A incidência do limitador, tendo em vista o somatório dos ganhos, sendo acumuláveis os cargos, viabiliza retribuição pecuniária inferior ao que se tem como razoável, presentes as atribuições específicas dos vínculos isoladamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Supremo Tribunal Federal RE 602043 ED / MT da Lei Maior, que, em virtude da autorização de cumulação, a percepção somada de remunerações, ainda que acima, no cômputo global, do patamar máximo, não interfere nos objetivos que inspiram o texto constitucional: [...] Quanto à moralidade, as situações alcançadas pelo artigo 37, inciso XI, da Carta Federal são aquelas nas quais o servidor obtém ganhos desproporcionais, observadas as atribuições dos cargos públicos ocupados. Admitida a incidência do limitador em cada uma das matrículas, descabe declarar prejuízo à dimensão ética da norma, porquanto mantida a compatibilidade exigida entre trabalho e remuneração. Relativamente à economicidade, a óptica veiculada no extraordinário dá ensejo a distorções. Em primeiro lugar, por tornar inócuo o artigo 37, inciso XVI, da Lei Básica da República, no que potencializa o elemento gramatical em detrimento do sistemático. A necessária interação entre os preceitos – exigência do princípio da unidade da Constituição Federal – provoca esforço interpretativo que não esvazie o sentido da regra que autoriza a acumulação. Consoante destaca Celso Antônio Bandeira de Mello, não se pode desconsiderar que “as possibilidades que a Constituição abre em favor de hipóteses de acumulação de cargos não são para benefício do servidor, mas da coletividade”, no que o disposto no artigo 37, inciso XI, da Lei Maior, relativamente ao teto, não pode servir de desestímulo ao exercício das relevantes funções mencionadas no inciso XVI dele constante, repercutindo, até mesmo, no campo da eficiência administrativa (Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Editora Malheiros, 27ª edição, 2010, p. 277). Em segundo lugar, por ensejar enriquecimento sem causa do Poder Público. A incidência do limitador, tendo em vista o somatório dos ganhos, sendo acumuláveis os cargos, viabiliza retribuição pecuniária inferior ao que se tem como razoável, presentes as atribuições específicas dos vínculos isoladamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 602043 ED / MT considerados e respectivas remunerações. Em terceiro lugar, ante a potencial criação de situações contrárias ao princípio da isonomia. Não se deve extrair do texto constitucional conclusão a possibilitar tratamento desigual entre servidores públicos que exerçam idênticas funções. O preceito concernente à acumulação preconiza que ela é remunerada, não admitindo a gratuidade, ainda que parcial, dos serviços prestados, observado o artigo 1º da Lei Maior, no que evidencia, como fundamento da República, a proteção dos valores sociais do trabalho. [...] Simplesmente o Estado não pode dar com uma das mãos e tirar com a outra. Não é possível que assente admissível o exercício simultâneo e, na contramão deste, afaste a contrapartida que lhe é natural, quer no todo – quando, então, ter-se-ia prestação de serviço gratuito –, quer em parte, mitigando-se o que devido. A Lei das leis surge como documento rígido. O instituto da modulação foi engendrado para atender a situações excepcionalíssimas, reservada a aplicação quando verificada alteração de jurisprudência dominante, nos termos do artigo 927, § 3º, do Código de Processo Civil. Conforme fiz ver quando do julgamento do recurso, a possibilidade de acumulação lícita de cargos, em rol específico e taxativo, vem do texto primitivo da Constituição Federal, não tendo sido a matéria analisada até então pelo Pleno. Descabe cogitar da modulação – principalmente em processos de índole subjetiva – da decisão do Tribunal, dando-se o dito pelo não dito para salvar-se situações concretas frontalmente conflitantes com a Lei Maior, conforme consignado pelo Plenário. Ausente omissão no acórdão, conheço dos embargos de declaração e os desprovejo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Supremo Tribunal Federal RE 602043 ED / MT considerados e respectivas remunerações. Em terceiro lugar, ante a potencial criação de situações contrárias ao princípio da isonomia. Não se deve extrair do texto constitucional conclusão a possibilitar tratamento desigual entre servidores públicos que exerçam idênticas funções. O preceito concernente à acumulação preconiza que ela é remunerada, não admitindo a gratuidade, ainda que parcial, dos serviços prestados, observado o artigo 1º da Lei Maior, no que evidencia, como fundamento da República, a proteção dos valores sociais do trabalho. [...] Simplesmente o Estado não pode dar com uma das mãos e tirar com a outra. Não é possível que assente admissível o exercício simultâneo e, na contramão deste, afaste a contrapartida que lhe é natural, quer no todo – quando, então, ter-se-ia prestação de serviço gratuito –, quer em parte, mitigando-se o que devido. A Lei das leis surge como documento rígido. O instituto da modulação foi engendrado para atender a situações excepcionalíssimas, reservada a aplicação quando verificada alteração de jurisprudência dominante, nos termos do artigo 927, § 3º, do Código de Processo Civil. Conforme fiz ver quando do julgamento do recurso, a possibilidade de acumulação lícita de cargos, em rol específico e taxativo, vem do texto primitivo da Constituição Federal, não tendo sido a matéria analisada até então pelo Pleno. Descabe cogitar da modulação – principalmente em processos de índole subjetiva – da decisão do Tribunal, dando-se o dito pelo não dito para salvar-se situações concretas frontalmente conflitantes com a Lei Maior, conforme consignado pelo Plenário. Ausente omissão no acórdão, conheço dos embargos de declaração e os desprovejo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Extrato de Ata - 01/08/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBDO.(A/S) : LUIZ GILSON FORMIGHIERI ADV.(A/S) : DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL (6224/MT) ASSIST.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) ADV.(A/S) : PEDRO GORDILHO (0000138/DF) INTDO.(A/S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891161 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBDO.(A/S) : LUIZ GILSON FORMIGHIERI ADV.(A/S) : DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL (6224/MT) ASSIST.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) ADV.(A/S) : PEDRO GORDILHO (0000138/DF) INTDO.(A/S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 01/08/2018 INTDO.(A/S) : ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos declaratórios. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, e, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891161 Supremo Tribunal Federal INTDO.(A/S) : ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos declaratórios. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, e, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748138143
2018-08-01T00:00:00
2018-09-05T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos declaratórios. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, e, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA – DESPROVIMENTO. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos declaratórios – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – PRONUNCIAMENTO – MODULAÇÃO. Descabe modular pronunciamento quando ausente alteração de jurisprudência dominante – artigo 927, § 3º, do Código de Processo Civil.
sjur393243
Número de páginas: 12. Análise: 26/10/2018, AMA.
MARCO AURÉLIO
Tribunal Pleno
602043
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036 \n ART-00037 INC-00011 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00037 INC-00011 REDAÇÃO DADA PELA EMC-19/1998\n ART-00037 INC-00015\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000019 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00218 PAR-00004 ART-00927 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-ED
acordaos
RE 602043 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBDO.(A/S) : LUIZ GILSON FORMIGHIERI ADV.(A/S) : DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL ASSIST.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO ADV.(A/S) : PEDRO GORDILHO INTDO.(A/S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) : ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBDO.(A/S) :LUIZ GILSON FORMIGHIERI ADV.(A/S) :DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL ASSIST.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO GORDILHO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB5F-45E2-03A9-1045 e senha 62F7-E4E2-1A5C-E48F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 602043 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA – DESPROVIMENTO. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos declaratórios – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – PRONUNCIAMENTO – MODULAÇÃO. Descabe modular pronunciamento quando ausente alteração de jurisprudência dominante – artigo 927, § 3..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB5F-45E2-03A9-1045 e senha 62F7-E4E2-1A5C-E48F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602043 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA – DESPROVIMENTO. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos declaratórios – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – PRONUNCIAMENTO – MODULAÇÃO. Descabe modular pronunciamento quando ausente alteração de jurisprudência dominante – artigo 927, § 3..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB5F-45E2-03A9-1045 e senha 62F7-E4E2-1A5C-E48F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 602043 ED / MT Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1... de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB5F-45E2-03A9-1045 e senha 62F7-E4E2-1A5C-E48F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602043 ED / MT Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1... de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB5F-45E2-03A9-1045 e senha 62F7-E4E2-1A5C-E48F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBDO.(A/S) :LUIZ GILSON FORMIGHIERI ADV.(A/S) :DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL ASSIST.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO GORDILHO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBDO.(A/S) :LUIZ GILSON FORMIGHIERI ADV.(A/S) :DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL ASSIST.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO GORDILHO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 602043 ED / MT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Eduardo Ubaldo Barbosa: Em 27 de abril de 2017, o Plenário, apreciando o Tema n 384 da repercussão geral, por maioria e nos termos do voto de Vossa Excelência, negou provimento ao recurso, vencido o ministro Edson Fachin, ante fundamentos assim resumidos: TETO CONSTITUCIONAL – ACUMULAÇÃO DE CARGOS – ALCANCE. Nas situações jurídicas em que a Constituição Federal autoriza a acumulação de cargos, o teto remuneratório é considerado em relação à remuneração de cada um deles, e não ao somatório do que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602043 ED / MT PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Eduardo Ubaldo Barbosa: Em 27 de abril de 2017, o Plenário, apreciando o Tema n 384 da repercussão geral, por maioria e nos termos do voto de Vossa Excelência, negou provimento ao recurso, vencido o ministro Edson Fachin, ante fundamentos assim resumidos: TETO CONSTITUCIONAL – ACUMULAÇÃO DE CARGOS – ALCANCE. Nas situações jurídicas em que a Constituição Federal autoriza a acumulação de cargos, o teto remuneratório é considerado em relação à remuneração de cada um deles, e não ao somatório do que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 602043 ED / MT recebido. O Estado de Mato Grosso aponta obscuridade no tocante à abrangência da tese fixada para efeito de repercussão geral. Consoante afirma, o entendimento no sentido de observar-se o teto remuneratório em relação a cada um dos vínculos formalizados deve restringir-se à situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento anterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição n 19/1998 e n 20/1998. Aduz a impossibilidade de articular-se com preservação de direito adquirido e garantia da irredutibilidade dos vencimentos daqueles que passaram a acumular cargos posteriormente ao marco temporal indicado. Sustenta omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1... e 9... da Emenda Constitucional n 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei n 9.869/1999. Sublinha a necessidade de decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica e a interpretação inovadora adotada quando da conclusão do julgamento de mérito do extraordinário. Assevera estarem os entes públicos levando em conta o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes do Supremo nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral. A União argui omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1... e 9... da Emenda Constitucional n 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei n 9.869/1999. Sublinha necessária decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica. Discorre sobre os votos proferidos, os quais, consoante afirma, superaram a interpretação literal do artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal. Articula com o fato de o Supremo ter se pronunciado, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602043 ED / MT recebido. O Estado de Mato Grosso aponta obscuridade no tocante à abrangência da tese fixada para efeito de repercussão geral. Consoante afirma, o entendimento no sentido de observar-se o teto remuneratório em relação a cada um dos vínculos formalizados deve restringir-se à situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento anterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição n 19/1998 e n 20/1998. Aduz a impossibilidade de articular-se com preservação de direito adquirido e garantia da irredutibilidade dos vencimentos daqueles que passaram a acumular cargos posteriormente ao marco temporal indicado. Sustenta omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1... e 9... da Emenda Constitucional n 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei n 9.869/1999. Sublinha a necessidade de decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica e a interpretação inovadora adotada quando da conclusão do julgamento de mérito do extraordinário. Assevera estarem os entes públicos levando em conta o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes do Supremo nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral. A União argui omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1... e 9... da Emenda Constitucional n 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei n 9.869/1999. Sublinha necessária decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica. Discorre sobre os votos proferidos, os quais, consoante afirma, superaram a interpretação literal do artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal. Articula com o fato de o Supremo ter se pronunciado, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 602043 ED / MT pela primeira vez, sobre a matéria. Aduz a impossibilidade de a Administração proceder ao controle de constitucionalidade de leis. Assevera estarem os entes públicos observando o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral mediante a interposição de declaratórios. O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal – SINDMÉDICO/DF apresentou contrarrazões, frisando o acerto do ato atacado. Salienta inexistir qualquer vício a justificar a protocolação de embargos. Sustenta a impertinência do precedente mencionado. Tece comentários sobre o mérito da controvérsia para alegar a viabilidade de observar-se, considerado cada vínculo individualmente, o teto previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, enquanto constitucionalmente permitida a acumulação de cargos, seja para situações pretéritas, seja para atuais e futuras. Enfatiza ter o Supremo se limitado a reafirmar a jurisprudência dos Tribunais nacionais, a revelar a inaplicabilidade do artigo 27 da Lei n 9.869/1999 ao caso. O processo está concluso no Gabinete. É o relatório, a ser distribuído, com antecedência, aos integrantes do Colegiado. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602043 ED / MT pela primeira vez, sobre a matéria. Aduz a impossibilidade de a Administração proceder ao controle de constitucionalidade de leis. Assevera estarem os entes públicos observando o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral mediante a interposição de declaratórios. O Sindicato dos Médicos do Distrito Federal – SINDMÉDICO/DF apresentou contrarrazões, frisando o acerto do ato atacado. Salienta inexistir qualquer vício a justificar a protocolação de embargos. Sustenta a impertinência do precedente mencionado. Tece comentários sobre o mérito da controvérsia para alegar a viabilidade de observar-se, considerado cada vínculo individualmente, o teto previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, enquanto constitucionalmente permitida a acumulação de cargos, seja para situações pretéritas, seja para atuais e futuras. Enfatiza ter o Supremo se limitado a reafirmar a jurisprudência dos Tribunais nacionais, a revelar a inaplicabilidade do artigo 27 da Lei n 9.869/1999 ao caso. O processo está concluso no Gabinete. É o relatório, a ser distribuído, com antecedência, aos integrantes do Colegiado. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123112. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. As peças, subscritas por Procurador do Estado e pelo Advogado-Geral da União, foram protocoladas no prazo legal. Frise-se, por oportuno, que os declaratórios formalizados pela União foram interpostos em momento anterior à intimação do acórdão impugnado, conforme permissivo do artigo 218, § 4..., do Código de Processo Civil. Ao apreciar a questão, o Tribunal procedeu à interpretação da Constituição Federal para assentar que, nos casos constitucionalmente autorizados de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do artigo 37, inciso XI, da Lei Maior pressupõe seja levado em conta cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público. Não há obscuridade relativamente à abrangência da tese fixada, considerada a diferença entre a situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento quer anterior, quer posterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição n 19/1998 e n 20/1998. A interpretação deu-se em cumprimento ao dever último do Supremo de atuar como guardião da Lei Maior, em decorrência da linha argumentativa geral do voto condutor do julgamento. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento da ação direta, inviável a esta altura, ante a organicidade do Direito instrumental. Rememoro o que decidido quando do exame do extraordinário. Não se limitou o Colegiado a concluir pela impossibilidade de o teto remuneratório atingir, a partir de critérios introduzidos por Emendas, situações consolidadas, tendo em vista as garantias do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos – artigos 5..., inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Entendeu, a partir de interpretação sistêmica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. As peças, subscritas por Procurador do Estado e pelo Advogado-Geral da União, foram protocoladas no prazo legal. Frise-se, por oportuno, que os declaratórios formalizados pela União foram interpostos em momento anterior à intimação do acórdão impugnado, conforme permissivo do artigo 218, § 4..., do Código de Processo Civil. Ao apreciar a questão, o Tribunal procedeu à interpretação da Constituição Federal para assentar que, nos casos constitucionalmente autorizados de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do artigo 37, inciso XI, da Lei Maior pressupõe seja levado em conta cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público. Não há obscuridade relativamente à abrangência da tese fixada, considerada a diferença entre a situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento quer anterior, quer posterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição n 19/1998 e n 20/1998. A interpretação deu-se em cumprimento ao dever último do Supremo de atuar como guardião da Lei Maior, em decorrência da linha argumentativa geral do voto condutor do julgamento. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento da ação direta, inviável a esta altura, ante a organicidade do Direito instrumental. Rememoro o que decidido quando do exame do extraordinário. Não se limitou o Colegiado a concluir pela impossibilidade de o teto remuneratório atingir, a partir de critérios introduzidos por Emendas, situações consolidadas, tendo em vista as garantias do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos – artigos 5..., inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Entendeu, a partir de interpretação sistêmica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 602043 ED / MT da Lei Maior, que, em virtude da autorização de cumulação, a percepção somada de remunerações, ainda que acima, no cômputo global, do patamar máximo, não interfere nos objetivos que inspiram o texto constitucional: [...] Quanto à moralidade, as situações alcançadas pelo artigo 37, inciso XI, da Carta Federal são aquelas nas quais o servidor obtém ganhos desproporcionais, observadas as atribuições dos cargos públicos ocupados. Admitida a incidência do limitador em cada uma das matrículas, descabe declarar prejuízo à dimensão ética da norma, porquanto mantida a compatibilidade exigida entre trabalho e remuneração. Relativamente à economicidade, a óptica veiculada no extraordinário dá ensejo a distorções. Em primeiro lugar, por tornar inócuo o artigo 37, inciso XVI, da Lei Básica da República, no que potencializa o elemento gramatical em detrimento do sistemático. A necessária interação entre os preceitos – exigência do princípio da unidade da Constituição Federal – provoca esforço interpretativo que não esvazie o sentido da regra que autoriza a acumulação. Consoante destaca Celso Antônio Bandeira de Mello, não se pode desconsiderar que “as possibilidades que a Constituição abre em favor de hipóteses de acumulação de cargos não são para benefício do servidor, mas da coletividade”, no que o disposto no artigo 37, inciso XI, da Lei Maior, relativamente ao teto, não pode servir de desestímulo ao exercício das relevantes funções mencionadas no inciso XVI dele constante, repercutindo, até mesmo, no campo da eficiência administrativa (Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Editora Malheiros, 27... edição, 2010, p. 277). Em segundo lugar, por ensejar enriquecimento sem causa do Poder Público. A incidência do limitador, tendo em vista o somatório dos ganhos, sendo acumuláveis os cargos, viabiliza retribuição pecuniária inferior ao que se tem como razoável, presentes as atribuições específicas dos vínculos isoladamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602043 ED / MT da Lei Maior, que, em virtude da autorização de cumulação, a percepção somada de remunerações, ainda que acima, no cômputo global, do patamar máximo, não interfere nos objetivos que inspiram o texto constitucional: [...] Quanto à moralidade, as situações alcançadas pelo artigo 37, inciso XI, da Carta Federal são aquelas nas quais o servidor obtém ganhos desproporcionais, observadas as atribuições dos cargos públicos ocupados. Admitida a incidência do limitador em cada uma das matrículas, descabe declarar prejuízo à dimensão ética da norma, porquanto mantida a compatibilidade exigida entre trabalho e remuneração. Relativamente à economicidade, a óptica veiculada no extraordinário dá ensejo a distorções. Em primeiro lugar, por tornar inócuo o artigo 37, inciso XVI, da Lei Básica da República, no que potencializa o elemento gramatical em detrimento do sistemático. A necessária interação entre os preceitos – exigência do princípio da unidade da Constituição Federal – provoca esforço interpretativo que não esvazie o sentido da regra que autoriza a acumulação. Consoante destaca Celso Antônio Bandeira de Mello, não se pode desconsiderar que “as possibilidades que a Constituição abre em favor de hipóteses de acumulação de cargos não são para benefício do servidor, mas da coletividade”, no que o disposto no artigo 37, inciso XI, da Lei Maior, relativamente ao teto, não pode servir de desestímulo ao exercício das relevantes funções mencionadas no inciso XVI dele constante, repercutindo, até mesmo, no campo da eficiência administrativa (Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Editora Malheiros, 27... edição, 2010, p. 277). Em segundo lugar, por ensejar enriquecimento sem causa do Poder Público. A incidência do limitador, tendo em vista o somatório dos ganhos, sendo acumuláveis os cargos, viabiliza retribuição pecuniária inferior ao que se tem como razoável, presentes as atribuições específicas dos vínculos isoladamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 602043 ED / MT considerados e respectivas remunerações. Em terceiro lugar, ante a potencial criação de situações contrárias ao princípio da isonomia. Não se deve extrair do texto constitucional conclusão a possibilitar tratamento desigual entre servidores públicos que exerçam idênticas funções. O preceito concernente à acumulação preconiza que ela é remunerada, não admitindo a gratuidade, ainda que parcial, dos serviços prestados, observado o artigo 1... da Lei Maior, no que evidencia, como fundamento da República, a proteção dos valores sociais do trabalho. [...] Simplesmente o Estado não pode dar com uma das mãos e tirar com a outra. Não é possível que assente admissível o exercício simultâneo e, na contramão deste, afaste a contrapartida que lhe é natural, quer no todo – quando, então, ter-se-ia prestação de serviço gratuito –, quer em parte, mitigando-se o que devido. A Lei das leis surge como documento rígido. O instituto da modulação foi engendrado para atender a situações excepcionalíssimas, reservada a aplicação quando verificada alteração de jurisprudência dominante, nos termos do artigo 927, § 3..., do Código de Processo Civil. Conforme fiz ver quando do julgamento do recurso, a possibilidade de acumulação lícita de cargos, em rol específico e taxativo, vem do texto primitivo da Constituição Federal, não tendo sido a matéria analisada até então pelo Pleno. Descabe cogitar da modulação – principalmente em processos de índole subjetiva – da decisão do Tribunal, dando-se o dito pelo não dito para salvar-se situações concretas frontalmente conflitantes com a Lei Maior, conforme consignado pelo Plenário. Ausente omissão no acórdão, conheço dos embargos de declaração e os desprovejo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602043 ED / MT considerados e respectivas remunerações. Em terceiro lugar, ante a potencial criação de situações contrárias ao princípio da isonomia. Não se deve extrair do texto constitucional conclusão a possibilitar tratamento desigual entre servidores públicos que exerçam idênticas funções. O preceito concernente à acumulação preconiza que ela é remunerada, não admitindo a gratuidade, ainda que parcial, dos serviços prestados, observado o artigo 1... da Lei Maior, no que evidencia, como fundamento da República, a proteção dos valores sociais do trabalho. [...] Simplesmente o Estado não pode dar com uma das mãos e tirar com a outra. Não é possível que assente admissível o exercício simultâneo e, na contramão deste, afaste a contrapartida que lhe é natural, quer no todo – quando, então, ter-se-ia prestação de serviço gratuito –, quer em parte, mitigando-se o que devido. A Lei das leis surge como documento rígido. O instituto da modulação foi engendrado para atender a situações excepcionalíssimas, reservada a aplicação quando verificada alteração de jurisprudência dominante, nos termos do artigo 927, § 3..., do Código de Processo Civil. Conforme fiz ver quando do julgamento do recurso, a possibilidade de acumulação lícita de cargos, em rol específico e taxativo, vem do texto primitivo da Constituição Federal, não tendo sido a matéria analisada até então pelo Pleno. Descabe cogitar da modulação – principalmente em processos de índole subjetiva – da decisão do Tribunal, dando-se o dito pelo não dito para salvar-se situações concretas frontalmente conflitantes com a Lei Maior, conforme consignado pelo Plenário. Ausente omissão no acórdão, conheço dos embargos de declaração e os desprovejo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 524A-271F-4199-3DCB e senha 8224-9E10-01F9-F728 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Extrato de Ata - 01/08/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBDO.(A/S) : LUIZ GILSON FORMIGHIERI ADV.(A/S) : DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL (6224/MT) ASSIST.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) ADV.(A/S) : PEDRO GORDILHO (0000138/DF) INTDO.(A/S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891161 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.043 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBDO.(A/S) : LUIZ GILSON FORMIGHIERI ADV.(A/S) : DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL (6224/MT) ASSIST.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) ADV.(A/S) : PEDRO GORDILHO (0000138/DF) INTDO.(A/S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 01/08/2018 INTDO.(A/S) : ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos declaratórios. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, e, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1....8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891161 Supremo Tribunal Federal INTDO.(A/S) : ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS INTDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos declaratórios. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, e, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1....8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891161 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 043", "Recurso Extraordinário 602043 ED", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 043", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "Recurso Extraordinário 602043 ED / MT", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 043" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 927 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas à Constituição n 19 / 1998", "n 20 / 1998", "artigos 1 . . . e 9 . . . da Emenda Constitucional n 41 / 2003", "artigo 27 da Lei n 9 . 869 / 1999", "artigos 1 . . . e 9 . . . da Emenda Constitucional n 41 / 2003", "artigo 27 da Lei n 9 . 869 / 1999", "artigo 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas à Constituição n 19 / 1998", "n 20 / 1998", "artigos 1 . . . e 9 . . . da Emenda Constitucional n 41 / 2003", "artigo 27 da Lei n 9 . 869 / 1999", "artigos 1 . . . e 9 . . . da", "Emenda Constitucional n 41 / 2003", "artigo 27 da Lei n 9 . 869 / 1999", "artigo 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 .", "artigo 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "artigo 27 da Lei n 9 . 869 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "artigo 27 da Lei n 9 . 869 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "4 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "artigo 37 , inciso XI , da Lei Maior", "Emendas à Constituição n 19 / 1998", "n", "20 / 1998", "Lei Maior", "artigos 5 . . . , inciso XXXVI , e 37 , inciso XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 218 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "artigo 37 , inciso XI , da Lei Maior", "Emendas à Constituição n 19 / 1998", "n", "20 / 1998", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso XI , da Carta Federal", "artigo 37 , inciso XVI , da Lei Básica da República", "Constituição Federal", "Constituição", "artigo 37 , inciso XI , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso XI , da Carta Federal", "artigo 37 , inciso XVI , da Lei Básica da República", "Constituição Federal", "Constituição", "artigo 37 , inciso XI , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . da Lei Maior", "artigo 927 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Lei Maior", "artigo 1 . . . da Lei Maior", "artigo 927 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Lei Maior", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DO MARANHAO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Estado de Mato Grosso", "Estado de Mato Grosso", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "São Paulo", "São Paulo", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "Supremo", "União", "Pleno", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo", "União", "Pleno", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Sindicato dos Médicos do Distrito Federal", "SINDMÉDICO", "/", "DF", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Sindicato dos Médicos do Distrito Federal", "SINDMÉDICO", "/", "DF", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "União", "União", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "União", "União", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Lei Maior", "Editora Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Editora Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DOS MEDICOS DO DISTRITO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "LUIZ GILSON FORMIGHIERI", "DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "PEDRO GORDILHO", "Cármen Lúcia", "MARCO AURÉLIO", "Cármen Lúcia", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ GILSON FORMIGHIERI", "DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "PEDRO GORDILHO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ GILSON FORMIGHIERI", "DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "PEDRO GORDILHO", "MARCO AURÉLIO", "Eduardo Ubaldo Barbosa", "Edson Fachin", "MARCO AURÉLIO", "Eduardo Ubaldo Barbosa", "Edson Fachin", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO", "AURÉLIO", "Celso Antônio Bandeira de Mello", "Celso Antônio Bandeira de Mello", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ GILSON FORMIGHIERI", "DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "PEDRO GORDILHO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ GILSON FORMIGHIERI", "DÉBORA LETÍCIA OLIVEIRA VIDAL", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "PEDRO GORDILHO", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Raquel Elias Ferreira Dodge", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Raquel Elias Ferreira Dodge", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1 . . . de agosto de", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de abril de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de abril de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS- CEMIG AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :ANDRÉ MYSSIOR E OUTRO(A/S) Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. O acórdão recorrido diverge da orientação consolidada desta CORTE SUPREMA, o que impõe sua reforma. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764760. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS- CEMIG AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :ANDRÉ MYSSIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido diverge da orientação firmada pela jurisprudência desta CORTE SUPREMA, no sentido da extensão da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, a, da CF/88 às empresas e sociedades de economia delegatárias de serviços públicos de fornecimento obrigatório e exclusivo do Estado, independentemente da cobrança de tarifas como contraprestação pelos serviços públicos prestados. Sustenta a parte agravante, em suma, que a decisão monocrática que deu provimento ao extraordinário atenta contra o princípio da colegialidade pois não se aplica o art. 932 do CPC/2015 ao caso dos autos e, em consequência, o recurso deveria ter sido julgado pelo órgão colegiado e não pelo relator monocraticamente. No mais, repisa as razoes do apelo extremo. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764761. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS- CEMIG AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :ANDRÉ MYSSIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido diverge da orientação firmada pela jurisprudência desta CORTE SUPREMA, no sentido da extensão da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, a, da CF/88 às empresas e sociedades de economia delegatárias de serviços públicos de fornecimento obrigatório e exclusivo do Estado, independentemente da cobrança de tarifas como contraprestação pelos serviços públicos prestados. Sustenta a parte agravante, em suma, que a decisão monocrática que deu provimento ao extraordinário atenta contra o princípio da colegialidade pois não se aplica o art. 932 do CPC/2015 ao caso dos autos e, em consequência, o recurso deveria ter sido julgado pelo órgão colegiado e não pelo relator monocraticamente. No mais, repisa as razoes do apelo extremo. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que recebeu a seguinte ementa (e-STJ, fl. 336, Vol. 2): EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL - ILEGITIMIDADE PASSIVA - NÃO OCORRÊNCIA IPTU - CEMIG - SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA - INAPLICABILIDADE - ART. 150, § 3°, DA CF/88 - CCSIP - COBRANÇA CONJUNTA - POSSIBILIDADE SENTENÇA MANTIDA. - Verificando-se que a CEMIG - Companhia Energética de Minas Gerais adquiriu a propriedade do imóvel objeto de execução fiscal de IPTU, pela via da desapropriação, ostentando a qualidade de contribuinte do referido imposto, rejeita-se a tese de ilegitimidade passiva suscitada. - A imunidade tributária prevista no art. 150, VI, "a", da Constituição Federal, não alcança a sociedade de economia mista, concessionária de energia elétrica, para afastar a incidência do IPTU sobre o imóvel de sua propriedade. - Havendo previsão expressa na legislação do Município de Juiz de Fora acerca da possibilidade de incidência conjunta da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - CCSIP e de outro tributo municipal (art. 3º, II, da Lei n° 10.306/2002), não há que questionar a execução fiscal em que a referida contribuição está sendo cobrada juntamente com o IPTU Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que recebeu a seguinte ementa (e-STJ, fl. 336, Vol. 2): EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL - ILEGITIMIDADE PASSIVA - NÃO OCORRÊNCIA IPTU - CEMIG - SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA - INAPLICABILIDADE - ART. 150, § 3°, DA CF/88 - CCSIP - COBRANÇA CONJUNTA - POSSIBILIDADE SENTENÇA MANTIDA. - Verificando-se que a CEMIG - Companhia Energética de Minas Gerais adquiriu a propriedade do imóvel objeto de execução fiscal de IPTU, pela via da desapropriação, ostentando a qualidade de contribuinte do referido imposto, rejeita-se a tese de ilegitimidade passiva suscitada. - A imunidade tributária prevista no art. 150, VI, "a", da Constituição Federal, não alcança a sociedade de economia mista, concessionária de energia elétrica, para afastar a incidência do IPTU sobre o imóvel de sua propriedade. - Havendo previsão expressa na legislação do Município de Juiz de Fora acerca da possibilidade de incidência conjunta da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - CCSIP e de outro tributo municipal (art. 3º, II, da Lei n° 10.306/2002), não há que questionar a execução fiscal em que a referida contribuição está sendo cobrada juntamente com o IPTU Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 913652 AGR / MG pelo município. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta violação ao art. 150, VI, da CF/88, pois, apesar de tratar-se de concessionária de serviço público que exerce atividade essencial de distribuição e transmissão de energia elétrica em caráter de exclusividade, o Tribunal de origem deixou de reconhecer-lhe o direito a imunidade tributária em relação ao IPTU (e-STJ, fls. 437-438, Vol. 2). Em contrarrazões, o recorrido requer o desprovimento do apelo, haja vista o acórdão recorrido estar em harmonia com a Jurisprudência do STF. É o relatório. Decido. Merece prosperar a irresignação. No caso, quanto à questão atinente ao IPTU, o Tribunal de origem concluiu ser inaplicável a imunidade tributária recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço público quando haja o recebimento de contraprestação pecuniária dos usuários. Tal entendimento, todavia, diverge da orientação firmada pela jurisprudência desta CORTE SUPREMA no sentido da extensão da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, a, da CF/88 às empresas e sociedades de economia mista delegatárias de serviços públicos de fornecimento obrigatório e exclusivo do Estado, independentemente da cobrança de tarifas como contraprestação pelos serviços públicos prestados. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. POSSIBILIDADE DE O RELATOR DECIDIR MONOCRATICAMENTE CONTROVÉRSIA JURÍDICA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. APLICABILIDADE. COBRANÇA DE TARIFAS COMO CONTRAPRESTAÇÃO. FATO IRRELEVANTE QUE NÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Supremo Tribunal Federal RE 913652 AGR / MG pelo município. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta violação ao art. 150, VI, da CF/88, pois, apesar de tratar-se de concessionária de serviço público que exerce atividade essencial de distribuição e transmissão de energia elétrica em caráter de exclusividade, o Tribunal de origem deixou de reconhecer-lhe o direito a imunidade tributária em relação ao IPTU (e-STJ, fls. 437-438, Vol. 2). Em contrarrazões, o recorrido requer o desprovimento do apelo, haja vista o acórdão recorrido estar em harmonia com a Jurisprudência do STF. É o relatório. Decido. Merece prosperar a irresignação. No caso, quanto à questão atinente ao IPTU, o Tribunal de origem concluiu ser inaplicável a imunidade tributária recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço público quando haja o recebimento de contraprestação pecuniária dos usuários. Tal entendimento, todavia, diverge da orientação firmada pela jurisprudência desta CORTE SUPREMA no sentido da extensão da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, a, da CF/88 às empresas e sociedades de economia mista delegatárias de serviços públicos de fornecimento obrigatório e exclusivo do Estado, independentemente da cobrança de tarifas como contraprestação pelos serviços públicos prestados. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. POSSIBILIDADE DE O RELATOR DECIDIR MONOCRATICAMENTE CONTROVÉRSIA JURÍDICA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. APLICABILIDADE. COBRANÇA DE TARIFAS COMO CONTRAPRESTAÇÃO. FATO IRRELEVANTE QUE NÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 913652 AGR / MG DESCARACTERIZA A IMUNIDADE. 1. O art. 557, caput, do Código de Processo Civil de 1973 permitia ao Relator negar seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior. 2. As empresas públicas e sociedades de economia mista delegatárias de serviços públicos de prestação obrigatória e exclusiva do Estado são beneficiárias da imunidade tributária recíproca prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal. 3. A exigência de contraprestação pelos serviços públicos prestados, mediante o pagamento de tarifas, não constitui óbice à incidência da imunidade recíproca sobre determinada sociedade de economia mista. 4. Nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (RE 897.104-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 11/12/2017) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. ART. 150, VI, A, DA CF. PATRIMÔNIO, RENDA OU SERVIÇOS. ATIVIDADES IMANENTES AO ESTADO. EXECUÇÃO POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA OU EMPRESAS PÚBLICAS. COBRANÇA DE TARIFAS COMO CONTRAPRESTAÇÃO. ABRANGÊNCIA. ATENDIMENTO DAS CONDIÇÕES INDICADAS NO RE 253.472/SP. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E DE PROVAS. EVENTUAL OFENSA SERIA INDIRETA. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Esta Corte já fixou entendimento no sentido de que a imunidade prevista no art. 150, VI, a, da Constituição se aplica ao patrimônio, renda ou serviços inerentes ao desempenho de atividades 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Supremo Tribunal Federal RE 913652 AGR / MG DESCARACTERIZA A IMUNIDADE. 1. O art. 557, caput, do Código de Processo Civil de 1973 permitia ao Relator negar seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior. 2. As empresas públicas e sociedades de economia mista delegatárias de serviços públicos de prestação obrigatória e exclusiva do Estado são beneficiárias da imunidade tributária recíproca prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal. 3. A exigência de contraprestação pelos serviços públicos prestados, mediante o pagamento de tarifas, não constitui óbice à incidência da imunidade recíproca sobre determinada sociedade de economia mista. 4. Nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (RE 897.104-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 11/12/2017) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. ART. 150, VI, A, DA CF. PATRIMÔNIO, RENDA OU SERVIÇOS. ATIVIDADES IMANENTES AO ESTADO. EXECUÇÃO POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA OU EMPRESAS PÚBLICAS. COBRANÇA DE TARIFAS COMO CONTRAPRESTAÇÃO. ABRANGÊNCIA. ATENDIMENTO DAS CONDIÇÕES INDICADAS NO RE 253.472/SP. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E DE PROVAS. EVENTUAL OFENSA SERIA INDIRETA. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Esta Corte já fixou entendimento no sentido de que a imunidade prevista no art. 150, VI, a, da Constituição se aplica ao patrimônio, renda ou serviços inerentes ao desempenho de atividades 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 913652 AGR / MG imanentes ao Estado, ainda que sejam executadas por sociedades de economia mista ou empresas públicas e independentemente da cobrança por elas de tarifas como contraprestação. II Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto ao preenchimento das condições indicadas no julgamento do RE 253.472/SP e quanto à titularidade do bem abarcado pela imunidade, faz-se necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, bem como a análise de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o extraordinário com base na Súmula 279 do STF ou porque a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 816.120-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 22/8/2014) Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1º e 2º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Ficam invertidos os honorários sucumbenciais. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Ressalte-se que a jurisprudência deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é pacífica no sentido de que o indeferimento de recursos inadmissíveis pelo Relator não viola o princípio da colegialidade: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Supremo Tribunal Federal RE 913652 AGR / MG imanentes ao Estado, ainda que sejam executadas por sociedades de economia mista ou empresas públicas e independentemente da cobrança por elas de tarifas como contraprestação. II Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto ao preenchimento das condições indicadas no julgamento do RE 253.472/SP e quanto à titularidade do bem abarcado pela imunidade, faz-se necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, bem como a análise de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o extraordinário com base na Súmula 279 do STF ou porque a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 816.120-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 22/8/2014) Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1º e 2º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Ficam invertidos os honorários sucumbenciais. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Ressalte-se que a jurisprudência deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é pacífica no sentido de que o indeferimento de recursos inadmissíveis pelo Relator não viola o princípio da colegialidade: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 913652 AGR / MG em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela-se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário baseada em argumentações que, de maneira genérica, afirmam sua existência. 3. Nos termos dos parâmetros fixados pelo art. 1.035, § 1º, do Código de Processo Civil, a argumentação suficiente a ultrapassar a preliminar de conhecimento do recurso deve ser aquela que, no âmbito da repercussão geral da questão econômica, apresente dados suficientes para estimar a relação de causalidade entre a decisão requerida e o impacto econômico ou financeiro potencialmente causado. 4. A atuação monocrática, com observância das balizas estabelecidas no art. 21, §1°, RISTF, não traduz violação ao princípio da colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. (RE 974923 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, julgado em 17/03/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-090 DIVULG 02-05-2017 PUBLIC 03-05- 2017) (Grifei). Efetivamente, as duas Turmas do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL já se posicionaram em sentido inverso ao entendimento perfilhado no acórdão recorrido. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Supremo Tribunal Federal RE 913652 AGR / MG em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela-se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário baseada em argumentações que, de maneira genérica, afirmam sua existência. 3. Nos termos dos parâmetros fixados pelo art. 1.035, § 1º, do Código de Processo Civil, a argumentação suficiente a ultrapassar a preliminar de conhecimento do recurso deve ser aquela que, no âmbito da repercussão geral da questão econômica, apresente dados suficientes para estimar a relação de causalidade entre a decisão requerida e o impacto econômico ou financeiro potencialmente causado. 4. A atuação monocrática, com observância das balizas estabelecidas no art. 21, §1°, RISTF, não traduz violação ao princípio da colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. (RE 974923 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, julgado em 17/03/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-090 DIVULG 02-05-2017 PUBLIC 03-05- 2017) (Grifei). Efetivamente, as duas Turmas do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL já se posicionaram em sentido inverso ao entendimento perfilhado no acórdão recorrido. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS- CEMIG AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :ANDRÉ MYSSIOR E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Continuo convencido de que sociedade de economia mista não goza de imunidade tributária, da imunidade recíproca da alínea "a" do artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal, mesmo porque não pode impor tributo a quem quer que seja, e a imunidade é recíproca. Divirjo do Relator para dar provimento ao agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14726115. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS- CEMIG AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :ANDRÉ MYSSIOR E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Continuo convencido de que sociedade de economia mista não goza de imunidade tributária, da imunidade recíproca da alínea "a" do artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal, mesmo porque não pode impor tributo a quem quer que seja, e a imunidade é recíproca. Divirjo do Relator para dar provimento ao agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14726115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA (103575/MG, 00103575/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS-CEMIG AGDO.(A/S) : CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) : ANDRÉ MYSSIOR (91357/MG) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779394 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA (103575/MG, 00103575/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS-CEMIG AGDO.(A/S) : CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) : ANDRÉ MYSSIOR (91357/MG) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779394 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14784910
2018-04-27T00:00:00
2018-05-10T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. O acórdão recorrido diverge da orientação consolidada desta CORTE SUPREMA, o que impõe sua reforma. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11).
sjur384810
- Acórdão(s) citado(s): (PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL) RE 974923 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 14/05/2018, MAD.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
913652
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00150 INC-00006 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 913652 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS-CEMIG AGDO.(A/S) : CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) : ANDRÉ MYSSIOR E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS- CEMIG AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :ANDRÉ MYSSIOR E OUTRO(A/S) Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. O acórdão recorrido diverge da orientação consolidada desta CORTE SUPREMA, o que impõe sua reforma. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764760. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS- CEMIG AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :ANDRÉ MYSSIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido diverge da orientação firmada pela jurisprudência desta CORTE SUPREMA, no sentido da extensão da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988/88 às empresas e sociedades de economia delegatárias de serviços públicos de fornecimento obrigatório e exclusivo do Estado, independentemente da cobrança de tarifas como contraprestação pelos serviços públicos prestados. Sustenta a parte agravante, em suma, que a decisão monocrática que deu provimento ao extraordinário atenta contra o princípio da colegialidade pois não se aplica o art. 932 do Código de Processo Civil/2015 ao caso dos autos e, em consequência, o recurso deveria ter sido julgado pelo órgão colegiado e não pelo relator monocraticamente. No mais, repisa as razoes do apelo extremo. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764761. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS- CEMIG AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :ANDRÉ MYSSIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário ao fundamento de que o acórdão recorrido diverge da orientação firmada pela jurisprudência desta CORTE SUPREMA, no sentido da extensão da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988/88 às empresas e sociedades de economia delegatárias de serviços públicos de fornecimento obrigatório e exclusivo do Estado, independentemente da cobrança de tarifas como contraprestação pelos serviços públicos prestados. Sustenta a parte agravante, em suma, que a decisão monocrática que deu provimento ao extraordinário atenta contra o princípio da colegialidade pois não se aplica o art. 932 do Código de Processo Civil/2015 ao caso dos autos e, em consequência, o recurso deveria ter sido julgado pelo órgão colegiado e não pelo relator monocraticamente. No mais, repisa as razoes do apelo extremo. Intimada para se manifestar, a parte contrária pede o desprovimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que recebeu a seguinte ementa (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 336, Vol. 2): EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL - ILEGITIMIDADE PASSIVA - NÃO OCORRÊNCIA IPTU - CEMIG - SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA - INAPLICABILIDADE - ART. 150, § 3..., DA Constituição Federal de 1988/88 - CCSIP - COBRANÇA CONJUNTA - POSSIBILIDADE SENTENÇA MANTIDA. - Verificando-se que a CEMIG - Companhia Energética de Minas Gerais adquiriu a propriedade do imóvel objeto de execução fiscal de IPTU, pela via da desapropriação, ostentando a qualidade de contribuinte do referido imposto, rejeita-se a tese de ilegitimidade passiva suscitada. - A imunidade tributária prevista no art. 150, VI, "a", da Constituição Federal, não alcança a sociedade de economia mista, concessionária de energia elétrica, para afastar a incidência do IPTU sobre o imóvel de sua propriedade. - Havendo previsão expressa na legislação do Município de Juiz de Fora acerca da possibilidade de incidência conjunta da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - CCSIP e de outro tributo municipal (art. 3..., II, da Lei n 10.306/2002), não há que questionar a execução fiscal em que a referida contribuição está sendo cobrada juntamente com o IPTU Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que recebeu a seguinte ementa (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 336, Vol. 2): EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL - EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL - ILEGITIMIDADE PASSIVA - NÃO OCORRÊNCIA IPTU - CEMIG - SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA IMUNIDADE TRIBUTÁRIA - INAPLICABILIDADE - ART. 150, § 3..., DA Constituição Federal de 1988/88 - CCSIP - COBRANÇA CONJUNTA - POSSIBILIDADE SENTENÇA MANTIDA. - Verificando-se que a CEMIG - Companhia Energética de Minas Gerais adquiriu a propriedade do imóvel objeto de execução fiscal de IPTU, pela via da desapropriação, ostentando a qualidade de contribuinte do referido imposto, rejeita-se a tese de ilegitimidade passiva suscitada. - A imunidade tributária prevista no art. 150, VI, "a", da Constituição Federal, não alcança a sociedade de economia mista, concessionária de energia elétrica, para afastar a incidência do IPTU sobre o imóvel de sua propriedade. - Havendo previsão expressa na legislação do Município de Juiz de Fora acerca da possibilidade de incidência conjunta da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - CCSIP e de outro tributo municipal (art. 3..., II, da Lei n 10.306/2002), não há que questionar a execução fiscal em que a referida contribuição está sendo cobrada juntamente com o IPTU Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG pelo município. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta violação ao art. 150, VI, da Constituição Federal de 1988/88, pois, apesar de tratar-se de concessionária de serviço público que exerce atividade essencial de distribuição e transmissão de energia elétrica em caráter de exclusividade, o Tribunal de origem deixou de reconhecer-lhe o direito a imunidade tributária em relação ao IPTU (e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 437-438, Vol. 2). Em contrarrazões, o recorrido requer o desprovimento do apelo, haja vista o acórdão recorrido estar em harmonia com a Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. Merece prosperar a irresignação. No caso, quanto à questão atinente ao IPTU, o Tribunal de origem concluiu ser inaplicável a imunidade tributária recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço público quando haja o recebimento de contraprestação pecuniária dos usuários. Tal entendimento, todavia, diverge da orientação firmada pela jurisprudência desta CORTE SUPREMA no sentido da extensão da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988/88 às empresas e sociedades de economia mista delegatárias de serviços públicos de fornecimento obrigatório e exclusivo do Estado, independentemente da cobrança de tarifas como contraprestação pelos serviços públicos prestados. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. POSSIBILIDADE DE O RELATOR DECIDIR MONOCRATICAMENTE CONTROVÉRSIA JURÍDICA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. APLICABILIDADE. COBRANÇA DE TARIFAS COMO CONTRAPRESTAÇÃO. FATO IRRELEVANTE QUE NÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG pelo município. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente sustenta violação ao art. 150, VI, da Constituição Federal de 1988/88, pois, apesar de tratar-se de concessionária de serviço público que exerce atividade essencial de distribuição e transmissão de energia elétrica em caráter de exclusividade, o Tribunal de origem deixou de reconhecer-lhe o direito a imunidade tributária em relação ao IPTU (e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 437-438, Vol. 2). Em contrarrazões, o recorrido requer o desprovimento do apelo, haja vista o acórdão recorrido estar em harmonia com a Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. Merece prosperar a irresignação. No caso, quanto à questão atinente ao IPTU, o Tribunal de origem concluiu ser inaplicável a imunidade tributária recíproca às sociedades de economia mista prestadoras de serviço público quando haja o recebimento de contraprestação pecuniária dos usuários. Tal entendimento, todavia, diverge da orientação firmada pela jurisprudência desta CORTE SUPREMA no sentido da extensão da imunidade tributária prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988/88 às empresas e sociedades de economia mista delegatárias de serviços públicos de fornecimento obrigatório e exclusivo do Estado, independentemente da cobrança de tarifas como contraprestação pelos serviços públicos prestados. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUPOSTA VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. POSSIBILIDADE DE O RELATOR DECIDIR MONOCRATICAMENTE CONTROVÉRSIA JURÍDICA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. APLICABILIDADE. COBRANÇA DE TARIFAS COMO CONTRAPRESTAÇÃO. FATO IRRELEVANTE QUE NÃO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG DESCARACTERIZA A IMUNIDADE. 1. O art. 557, caput, do Código de Processo Civil de 1973 permitia ao Relator negar seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior. 2. As empresas públicas e sociedades de economia mista delegatárias de serviços públicos de prestação obrigatória e exclusiva do Estado são beneficiárias da imunidade tributária recíproca prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal. 3. A exigência de contraprestação pelos serviços públicos prestados, mediante o pagamento de tarifas, não constitui óbice à incidência da imunidade recíproca sobre determinada sociedade de economia mista. 4. Nos termos do art. 85, §11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 897.104-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 11/12/2017) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. ART. 150, VI, A, DA Constituição Federal de 1988. PATRIMÔNIO, RENDA OU SERVIÇOS. ATIVIDADES IMANENTES AO ESTADO. EXECUÇÃO POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA OU EMPRESAS PÚBLICAS. COBRANÇA DE TARIFAS COMO CONTRAPRESTAÇÃO. ABRANGÊNCIA. ATENDIMENTO DAS CONDIÇÕES INDICADAS NO Recurso Extraordinário 253.472/SP. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E DE PROVAS. EVENTUAL OFENSA SERIA INDIRETA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Esta Corte já fixou entendimento no sentido de que a imunidade prevista no art. 150, VI, a, da Constituição se aplica ao patrimônio, renda ou serviços inerentes ao desempenho de atividades 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG DESCARACTERIZA A IMUNIDADE. 1. O art. 557, caput, do Código de Processo Civil de 1973 permitia ao Relator negar seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com a súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou de Tribunal Superior. 2. As empresas públicas e sociedades de economia mista delegatárias de serviços públicos de prestação obrigatória e exclusiva do Estado são beneficiárias da imunidade tributária recíproca prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal. 3. A exigência de contraprestação pelos serviços públicos prestados, mediante o pagamento de tarifas, não constitui óbice à incidência da imunidade recíproca sobre determinada sociedade de economia mista. 4. Nos termos do art. 85, §11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 897.104-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 11/12/2017) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. ART. 150, VI, A, DA Constituição Federal de 1988. PATRIMÔNIO, RENDA OU SERVIÇOS. ATIVIDADES IMANENTES AO ESTADO. EXECUÇÃO POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA OU EMPRESAS PÚBLICAS. COBRANÇA DE TARIFAS COMO CONTRAPRESTAÇÃO. ABRANGÊNCIA. ATENDIMENTO DAS CONDIÇÕES INDICADAS NO Recurso Extraordinário 253.472/SP. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL E DE PROVAS. EVENTUAL OFENSA SERIA INDIRETA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I Esta Corte já fixou entendimento no sentido de que a imunidade prevista no art. 150, VI, a, da Constituição se aplica ao patrimônio, renda ou serviços inerentes ao desempenho de atividades 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG imanentes ao Estado, ainda que sejam executadas por sociedades de economia mista ou empresas públicas e independentemente da cobrança por elas de tarifas como contraprestação. II Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto ao preenchimento das condições indicadas no julgamento do Recurso Extraordinário 253.472/SP e quanto à titularidade do bem abarcado pela imunidade, faz-se necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, bem como a análise de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o extraordinário com base na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal ou porque a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 816.120-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 22/8/2014) Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1... e 2..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Ficam invertidos os honorários sucumbenciais. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Ressalte-se que a jurisprudência deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é pacífica no sentido de que o indeferimento de recursos inadmissíveis pelo Relator não viola o princípio da colegialidade: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG imanentes ao Estado, ainda que sejam executadas por sociedades de economia mista ou empresas públicas e independentemente da cobrança por elas de tarifas como contraprestação. II Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, quanto ao preenchimento das condições indicadas no julgamento do Recurso Extraordinário 253.472/SP e quanto à titularidade do bem abarcado pela imunidade, faz-se necessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos, bem como a análise de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o extraordinário com base na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal ou porque a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. III Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 816.120-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 22/8/2014) Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1... e 2..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Ficam invertidos os honorários sucumbenciais. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Ressalte-se que a jurisprudência deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é pacífica no sentido de que o indeferimento de recursos inadmissíveis pelo Relator não viola o princípio da colegialidade: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela-se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário baseada em argumentações que, de maneira genérica, afirmam sua existência. 3. Nos termos dos parâmetros fixados pelo art. 1.035, § 1..., do Código de Processo Civil, a argumentação suficiente a ultrapassar a preliminar de conhecimento do recurso deve ser aquela que, no âmbito da repercussão geral da questão econômica, apresente dados suficientes para estimar a relação de causalidade entre a decisão requerida e o impacto econômico ou financeiro potencialmente causado. 4. A atuação monocrática, com observância das balizas estabelecidas no art. 21, §1..., RISTF, não traduz violação ao princípio da colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. (Recurso Extraordinário 974923 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, julgado em 17/03/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-090 DIVULG 02-05-2017 PUBLIC 03-05- 2017) (Grifei). Efetivamente, as duas Turmas do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL já se posicionaram em sentido inverso ao entendimento perfilhado no acórdão recorrido. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG em que a matéria veiculada no recurso transcende os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela-se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário baseada em argumentações que, de maneira genérica, afirmam sua existência. 3. Nos termos dos parâmetros fixados pelo art. 1.035, § 1..., do Código de Processo Civil, a argumentação suficiente a ultrapassar a preliminar de conhecimento do recurso deve ser aquela que, no âmbito da repercussão geral da questão econômica, apresente dados suficientes para estimar a relação de causalidade entre a decisão requerida e o impacto econômico ou financeiro potencialmente causado. 4. A atuação monocrática, com observância das balizas estabelecidas no art. 21, §1..., RISTF, não traduz violação ao princípio da colegialidade, especialmente na hipótese em que a decisão reproduz compreensão consolidada da Corte. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. (Recurso Extraordinário 974923 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, julgado em 17/03/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-090 DIVULG 02-05-2017 PUBLIC 03-05- 2017) (Grifei). Efetivamente, as duas Turmas do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL já se posicionaram em sentido inverso ao entendimento perfilhado no acórdão recorrido. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS- CEMIG AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :ANDRÉ MYSSIOR E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Continuo convencido de que sociedade de economia mista não goza de imunidade tributária, da imunidade recíproca da alínea "a" do artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal, mesmo porque não pode impor tributo a quem quer que seja, e a imunidade é recíproca. Divirjo do Relator para dar provimento ao agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14726115. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS- CEMIG AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :ANDRÉ MYSSIOR E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Continuo convencido de que sociedade de economia mista não goza de imunidade tributária, da imunidade recíproca da alínea "a" do artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal, mesmo porque não pode impor tributo a quem quer que seja, e a imunidade é recíproca. Divirjo do Relator para dar provimento ao agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14726115. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA (103575/MG, 00103575/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS-CEMIG AGDO.(A/S) : CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) : ANDRÉ MYSSIOR (91357/MG) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779394 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913.652 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA (103575/MG, 00103575/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS-CEMIG AGDO.(A/S) : CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) : ANDRÉ MYSSIOR (91357/MG) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779394 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913 . 652", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913 . 652", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913 . 652", "Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG", "Recurso", "Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 897 . 104 - AgR", "Recurso Extraordinário 253 . 472 / SP", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 913652", "Recurso Extraordinário 897 . 104 - AgR", "Recurso Extraordinário 253 . 472 / SP", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 253 . 472 / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 816 . 120 - AgR", "Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 253 . 472 / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 816 . 120 - AgR", "Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 974923 AgR", "Recurso Extraordinário 913652 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 974923 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913 . 652", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913 . 652", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 913 . 652" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , §", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 ,", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 932 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 932 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 150 , § 3 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 150 , VI , \" a \" , da Constituição Federal", "art . 3 . . . , II , da Lei n 10 . 306 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 150 , § 3 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 150 , VI , \" a \" , da Constituição Federal", "art . 3 . . . , II , da Lei n 10 . 306 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 150 , VI , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 150 , VI , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil de 1973", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "ART . 150 , VI ,", "A , DA Constituição Federal de 1988", "art . 150 , VI , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil de 1973", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "ART . 150 , VI , A , DA Constituição Federal de 1988", "art . 150 , VI , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 21 , § §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 21 , §", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea \" a \" do artigo 150 , inciso VI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea \" a \" do artigo 150 , inciso VI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA", "MINAS GERAIS", "Município de Juiz de Fora", "MINAS GERAIS", "Município de Juiz de Fora", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS", "CEMIG", "CEMIG DISTRIBUICAO S . A", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS", "CEMIG", "CEMIG DISTRIBUICAO S . A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS", "CEMIG", "CEMIG DISTRIBUICAO S . A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "IPTU", "CEMIG", "SOCIEDADE", "CEMIG", "Companhia Energética de Minas Gerais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "CEMIG", "SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA", "CEMIG", "Companhia Energética de Minas Gerais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "e", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "MG", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS", "CEMIG", "CEMIG DISTRIBUICAO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MUNICÍPIO", "COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS", "CEMIG", "CEMIG DISTRIBUICAO S . A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS", "CEMIG", "CEMIG DISTRIBUICAO S . A", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA ENERGETICA DE MINAS GERAIS", "CEMIG", "CEMIG DISTRIBUICAO S . A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA", "ANDRÉ MYSSIOR", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA", "ANDRÉ MYSSIOR", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA", "ANDRÉ MYSSIOR", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA", "ANDRÉ MYSSIOR", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA", "ANDRÉ MYSSIOR", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA", "ANDRÉ MYSSIOR", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "CAMILLA DRUMOND FURTADO E SILVA", "ANDRÉ MYSSIOR", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "04", "/", "2018", "27 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2017", "02", "-", "05", "-", "2017", "03", "-", "05", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "03", "/", "2017", "02", "-", "05", "-", "2017", "03", "-", "05", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ISAAC NEPOMUCENO FILHO ADV.(A/S) :PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CAF-BCF9-7B3F-5768 e senha C675-92C4-A134-F6E8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RE 612975 ED / MT GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) :FRANKLIN FREIRE DANTAS INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM ADV.(A/S) :FÁBIO DE SOUZA LEME E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIO LOPES MELO ADV.(A/S) :ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER ADV.(A/S) :ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CAF-BCF9-7B3F-5768 e senha C675-92C4-A134-F6E8 Supremo Tribunal Federal RE 612975 ED / MT GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) :FRANKLIN FREIRE DANTAS INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM ADV.(A/S) :FÁBIO DE SOUZA LEME E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIO LOPES MELO ADV.(A/S) :ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER ADV.(A/S) :ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CAF-BCF9-7B3F-5768 e senha C675-92C4-A134-F6E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Ementa e Acórdão RE 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA – DESPROVIMENTO. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos declaratórios – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – PRONUNCIAMENTO – MODULAÇÃO. Descabe modular pronunciamento quando ausente alteração de jurisprudência dominante – artigo 927, § 3º, do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1º de agosto de 2018. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CAF-BCF9-7B3F-5768 e senha C675-92C4-A134-F6E8 Supremo Tribunal Federal RE 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA – DESPROVIMENTO. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos declaratórios – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – PRONUNCIAMENTO – MODULAÇÃO. Descabe modular pronunciamento quando ausente alteração de jurisprudência dominante – artigo 927, § 3º, do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1º de agosto de 2018. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CAF-BCF9-7B3F-5768 e senha C675-92C4-A134-F6E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ISAAC NEPOMUCENO FILHO ADV.(A/S) :PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ISAAC NEPOMUCENO FILHO ADV.(A/S) :PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RE 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) :FRANKLIN FREIRE DANTAS INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM ADV.(A/S) :FÁBIO DE SOUZA LEME E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIO LOPES MELO ADV.(A/S) :ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER ADV.(A/S) :ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Supremo Tribunal Federal RE 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) :FRANKLIN FREIRE DANTAS INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM ADV.(A/S) :FÁBIO DE SOUZA LEME E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIO LOPES MELO ADV.(A/S) :ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER ADV.(A/S) :ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório RE 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Eduardo Ubaldo Barbosa: Em 27 de abril de 2017, o Plenário, apreciando o Tema nº 377 da repercussão geral, por maioria e nos termos do voto de Vossa Excelência, negou provimento ao recurso, vencido o ministro Edson Fachin, ante fundamentos assim resumidos: TETO CONSTITUCIONAL – ACUMULAÇÃO DE CARGOS – ALCANCE. Nas situações jurídicas em que a Constituição Federal autoriza a acumulação de cargos, o teto remuneratório é considerado em relação à remuneração de cada um deles, e não ao somatório do que recebido. O Estado de Mato Grosso aponta obscuridade no tocante à abrangência da tese fixada para efeito de repercussão geral. Consoante afirma, o entendimento no sentido de observar-se o teto remuneratório em relação a cada um dos vínculos formalizados deve restringir-se à situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento anterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição nº 19/1998 e nº 20/1998. Argui a impossibilidade de articular-se com preservação de direito adquirido e garantia da irredutibilidade dos vencimentos daqueles que passaram a acumular cargos posteriormente ao marco temporal indicado. Sustenta omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1º e 9º da Emenda Constitucional nº 41/2003, não se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Supremo Tribunal Federal RE 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Eduardo Ubaldo Barbosa: Em 27 de abril de 2017, o Plenário, apreciando o Tema nº 377 da repercussão geral, por maioria e nos termos do voto de Vossa Excelência, negou provimento ao recurso, vencido o ministro Edson Fachin, ante fundamentos assim resumidos: TETO CONSTITUCIONAL – ACUMULAÇÃO DE CARGOS – ALCANCE. Nas situações jurídicas em que a Constituição Federal autoriza a acumulação de cargos, o teto remuneratório é considerado em relação à remuneração de cada um deles, e não ao somatório do que recebido. O Estado de Mato Grosso aponta obscuridade no tocante à abrangência da tese fixada para efeito de repercussão geral. Consoante afirma, o entendimento no sentido de observar-se o teto remuneratório em relação a cada um dos vínculos formalizados deve restringir-se à situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento anterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição nº 19/1998 e nº 20/1998. Argui a impossibilidade de articular-se com preservação de direito adquirido e garantia da irredutibilidade dos vencimentos daqueles que passaram a acumular cargos posteriormente ao marco temporal indicado. Sustenta omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1º e 9º da Emenda Constitucional nº 41/2003, não se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório RE 612975 ED / MT manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei nº 9.869/1999. Sublinha a necessidade de decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica e a interpretação inovadora adotada quando da conclusão do julgamento de mérito do extraordinário. Assevera estarem os entes públicos levando em conta o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes do Supremo nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral. Por intermédio da petição/STF nº 64.744/2017, os Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins e o Distrito Federal apresentaram adesão aos termos dos declaratórios interpostos pelo Estado de Mato Grosso. A União argui omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1º e 9º da Emenda Constitucional nº 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei nº 9.869/1999. Sublinha necessária decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica. Discorre sobre os votos proferidos, os quais, consoante afirma, superaram a interpretação literal do artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal. Articula com o fato de o Supremo ter se pronunciado, pela primeira vez, sobre a matéria. Aduz a impossibilidade de a Administração proceder ao controle de constitucionalidade de leis. Assevera estarem os entes públicos observando o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral mediante a interposição de declaratórios. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Supremo Tribunal Federal RE 612975 ED / MT manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei nº 9.869/1999. Sublinha a necessidade de decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica e a interpretação inovadora adotada quando da conclusão do julgamento de mérito do extraordinário. Assevera estarem os entes públicos levando em conta o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes do Supremo nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral. Por intermédio da petição/STF nº 64.744/2017, os Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins e o Distrito Federal apresentaram adesão aos termos dos declaratórios interpostos pelo Estado de Mato Grosso. A União argui omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1º e 9º da Emenda Constitucional nº 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei nº 9.869/1999. Sublinha necessária decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica. Discorre sobre os votos proferidos, os quais, consoante afirma, superaram a interpretação literal do artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal. Articula com o fato de o Supremo ter se pronunciado, pela primeira vez, sobre a matéria. Aduz a impossibilidade de a Administração proceder ao controle de constitucionalidade de leis. Assevera estarem os entes públicos observando o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral mediante a interposição de declaratórios. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório RE 612975 ED / MT O embargado, apesar de intimado, permaneceu silente.. O processo está concluso no Gabinete. É o relatório, a ser distribuído, com antecedência, ao integrantes do Colegiado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Supremo Tribunal Federal RE 612975 ED / MT O embargado, apesar de intimado, permaneceu silente.. O processo está concluso no Gabinete. É o relatório, a ser distribuído, com antecedência, ao integrantes do Colegiado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. As peças, subscritas por Procurador do Estado e pelo Advogado-Geral da União, foram protocoladas no prazo legal. Ao apreciar a questão, o Tribunal procedeu à interpretação da Constituição Federal para assentar que, nos casos constitucionalmente autorizados de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do artigo 37, inciso XI, da Lei Maior pressupõe seja levado em conta cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público. Não há obscuridade relativamente à abrangência da tese fixada, considerada a diferença entre a situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento quer anterior, quer posterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição nº 19/1998 e nº 20/1998. A interpretação deu-se em cumprimento ao dever último do Supremo de atuar como guardião da Lei Maior, em decorrência da linha argumentativa geral do voto condutor do julgamento. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento da ação direta, inviável a esta altura, ante a organicidade do Direito instrumental. Rememoro o que decidido quando do exame do extraordinário. Não se limitou o Colegiado a concluir pela impossibilidade de o teto remuneratório atingir, a partir de critérios introduzidos por Emendas, situações consolidadas, tendo em vista as garantias do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos – artigos 5º, inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Entendeu, a partir de interpretação sistêmica da Lei Maior, que, em virtude da autorização de cumulação, a percepção somada de remunerações, ainda que acima, no cômputo global, do patamar máximo, não interfere nos objetivos que inspiram o texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. As peças, subscritas por Procurador do Estado e pelo Advogado-Geral da União, foram protocoladas no prazo legal. Ao apreciar a questão, o Tribunal procedeu à interpretação da Constituição Federal para assentar que, nos casos constitucionalmente autorizados de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do artigo 37, inciso XI, da Lei Maior pressupõe seja levado em conta cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público. Não há obscuridade relativamente à abrangência da tese fixada, considerada a diferença entre a situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento quer anterior, quer posterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição nº 19/1998 e nº 20/1998. A interpretação deu-se em cumprimento ao dever último do Supremo de atuar como guardião da Lei Maior, em decorrência da linha argumentativa geral do voto condutor do julgamento. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento da ação direta, inviável a esta altura, ante a organicidade do Direito instrumental. Rememoro o que decidido quando do exame do extraordinário. Não se limitou o Colegiado a concluir pela impossibilidade de o teto remuneratório atingir, a partir de critérios introduzidos por Emendas, situações consolidadas, tendo em vista as garantias do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos – artigos 5º, inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Entendeu, a partir de interpretação sistêmica da Lei Maior, que, em virtude da autorização de cumulação, a percepção somada de remunerações, ainda que acima, no cômputo global, do patamar máximo, não interfere nos objetivos que inspiram o texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 612975 ED / MT constitucional: [...] Quanto à moralidade, as situações alcançadas pelo artigo 37, inciso XI, da Carta Federal são aquelas nas quais o servidor obtém ganhos desproporcionais, observadas as atribuições dos cargos públicos ocupados. Admitida a incidência do limitador em cada uma das matrículas, descabe declarar prejuízo à dimensão ética da norma, porquanto mantida a compatibilidade exigida entre trabalho e remuneração. Relativamente à economicidade, a óptica veiculada no extraordinário dá ensejo a distorções. Em primeiro lugar, por tornar inócuo o artigo 37, inciso XVI, da Lei Básica da República, no que potencializa o elemento gramatical em detrimento do sistemático. A necessária interação entre os preceitos – exigência do princípio da unidade da Constituição Federal – provoca esforço interpretativo que não esvazie o sentido da regra que autoriza a acumulação. Consoante destaca Celso Antônio Bandeira de Mello, não se pode desconsiderar que “as possibilidades que a Constituição abre em favor de hipóteses de acumulação de cargos não são para benefício do servidor, mas da coletividade”, no que o disposto no artigo 37, inciso XI, da Lei Maior, relativamente ao teto, não pode servir de desestímulo ao exercício das relevantes funções mencionadas no inciso XVI dele constante, repercutindo, até mesmo, no campo da eficiência administrativa (Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Editora Malheiros, 27ª edição, 2010, p. 277). Em segundo lugar, por ensejar enriquecimento sem causa do Poder Público. A incidência do limitador, tendo em vista o somatório dos ganhos, sendo acumuláveis os cargos, viabiliza retribuição pecuniária inferior ao que se tem como razoável, presentes as atribuições específicas dos vínculos isoladamente considerados e respectivas remunerações. Em terceiro lugar, ante a potencial criação de situações contrárias ao princípio da isonomia. Não se deve extrair do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Supremo Tribunal Federal RE 612975 ED / MT constitucional: [...] Quanto à moralidade, as situações alcançadas pelo artigo 37, inciso XI, da Carta Federal são aquelas nas quais o servidor obtém ganhos desproporcionais, observadas as atribuições dos cargos públicos ocupados. Admitida a incidência do limitador em cada uma das matrículas, descabe declarar prejuízo à dimensão ética da norma, porquanto mantida a compatibilidade exigida entre trabalho e remuneração. Relativamente à economicidade, a óptica veiculada no extraordinário dá ensejo a distorções. Em primeiro lugar, por tornar inócuo o artigo 37, inciso XVI, da Lei Básica da República, no que potencializa o elemento gramatical em detrimento do sistemático. A necessária interação entre os preceitos – exigência do princípio da unidade da Constituição Federal – provoca esforço interpretativo que não esvazie o sentido da regra que autoriza a acumulação. Consoante destaca Celso Antônio Bandeira de Mello, não se pode desconsiderar que “as possibilidades que a Constituição abre em favor de hipóteses de acumulação de cargos não são para benefício do servidor, mas da coletividade”, no que o disposto no artigo 37, inciso XI, da Lei Maior, relativamente ao teto, não pode servir de desestímulo ao exercício das relevantes funções mencionadas no inciso XVI dele constante, repercutindo, até mesmo, no campo da eficiência administrativa (Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Editora Malheiros, 27ª edição, 2010, p. 277). Em segundo lugar, por ensejar enriquecimento sem causa do Poder Público. A incidência do limitador, tendo em vista o somatório dos ganhos, sendo acumuláveis os cargos, viabiliza retribuição pecuniária inferior ao que se tem como razoável, presentes as atribuições específicas dos vínculos isoladamente considerados e respectivas remunerações. Em terceiro lugar, ante a potencial criação de situações contrárias ao princípio da isonomia. Não se deve extrair do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 612975 ED / MT texto constitucional conclusão a possibilitar tratamento desigual entre servidores públicos que exerçam idênticas funções. O preceito concernente à acumulação preconiza que ela é remunerada, não admitindo a gratuidade, ainda que parcial, dos serviços prestados, observado o artigo 1º da Lei Maior, no que evidencia, como fundamento da República, a proteção dos valores sociais do trabalho. [...] Simplesmente o Estado não pode dar com uma das mãos e tirar com a outra. Não é possível que assente admissível o exercício simultâneo e, na contramão deste, afaste a contrapartida que lhe é natural, quer no todo – quando, então, ter-se-ia prestação de serviço gratuito –, quer em parte, mitigando-se o que devido. Mostra-se impróprio o pedido voltado à modulação dos efeitos do acórdão. Trata-se de instituto engendrado para atender a situações excepcionalíssimas, reservada a aplicação quando verificada alteração de jurisprudência dominante, nos termos do artigo 927, § 3º, do Código de Processo Civil. Conforme fiz ver quando do julgamento do recurso, a viabilidade de acumulação lícita de cargos, em rol específico e taxativo, vem do texto primitivo da Constituição Federal, não tendo sido a matéria apreciada até então pelo Pleno. Descabe cogitar da modulação – principalmente em processos de índole subjetiva – da decisão do Tribunal, dando-se o dito pelo não dito para salvar-se situações concretas e frontalmente conflitantes com a Lei Maior, como consignado pelo Plenário. Ausente omissão no acórdão, conheço dos embargos de declaração e desprovejo-os. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Supremo Tribunal Federal RE 612975 ED / MT texto constitucional conclusão a possibilitar tratamento desigual entre servidores públicos que exerçam idênticas funções. O preceito concernente à acumulação preconiza que ela é remunerada, não admitindo a gratuidade, ainda que parcial, dos serviços prestados, observado o artigo 1º da Lei Maior, no que evidencia, como fundamento da República, a proteção dos valores sociais do trabalho. [...] Simplesmente o Estado não pode dar com uma das mãos e tirar com a outra. Não é possível que assente admissível o exercício simultâneo e, na contramão deste, afaste a contrapartida que lhe é natural, quer no todo – quando, então, ter-se-ia prestação de serviço gratuito –, quer em parte, mitigando-se o que devido. Mostra-se impróprio o pedido voltado à modulação dos efeitos do acórdão. Trata-se de instituto engendrado para atender a situações excepcionalíssimas, reservada a aplicação quando verificada alteração de jurisprudência dominante, nos termos do artigo 927, § 3º, do Código de Processo Civil. Conforme fiz ver quando do julgamento do recurso, a viabilidade de acumulação lícita de cargos, em rol específico e taxativo, vem do texto primitivo da Constituição Federal, não tendo sido a matéria apreciada até então pelo Pleno. Descabe cogitar da modulação – principalmente em processos de índole subjetiva – da decisão do Tribunal, dando-se o dito pelo não dito para salvar-se situações concretas e frontalmente conflitantes com a Lei Maior, como consignado pelo Plenário. Ausente omissão no acórdão, conheço dos embargos de declaração e desprovejo-os. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Extrato de Ata - 01/08/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : ISAAC NEPOMUCENO FILHO ADV.(A/S) : PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ (12905/MT) INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA INTDO.(A/S) : ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) : FRANKLIN FREIRE DANTAS (15044B/CE) INTDO.(A/S) : FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891163 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : ISAAC NEPOMUCENO FILHO ADV.(A/S) : PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ (12905/MT) INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA INTDO.(A/S) : ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) : FRANKLIN FREIRE DANTAS (15044B/CE) INTDO.(A/S) : FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891163 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 01/08/2018 ADV.(A/S) : FÁBIO DE SOUZA LEME (20833/DF) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLAUDIO LOPES MELO (20782/CE) ADV.(A/S) : ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER (31548/CE) ADV.(A/S) : ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO (9731/CE) INTDO.(A/S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos declaratórios. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, e, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891163 Supremo Tribunal Federal ADV.(A/S) : FÁBIO DE SOUZA LEME (20833/DF) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLAUDIO LOPES MELO (20782/CE) ADV.(A/S) : ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER (31548/CE) ADV.(A/S) : ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO (9731/CE) INTDO.(A/S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos declaratórios. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, e, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891163 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748138740
2018-08-01T00:00:00
2018-09-05T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos declaratórios. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, e, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA – DESPROVIMENTO. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos declaratórios – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – PRONUNCIAMENTO – MODULAÇÃO. Descabe modular pronunciamento quando ausente alteração de jurisprudência dominante – artigo 927, § 3º, do Código de Processo Civil.
sjur393303
Número de páginas: 13. Análise: 26/10/2018, AMA.
MARCO AURÉLIO
Tribunal Pleno
612975
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036 \n ART-00037 INC-00011 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00037 INC-00011 REDAÇÃO DADA PELA EMC-19/1998\n ART-00037 INC-00015\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000019 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00927 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-ED
acordaos
RE 612975 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : ISAAC NEPOMUCENO FILHO ADV.(A/S) : PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA INTDO.(A/S) : ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) : FRANKLIN FREIRE DANTAS INTDO.(A/S) : FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM ADV.(A/S) : FÁBIO DE SOUZA LEME E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLAUDIO LOPES MELO ADV.(A/S) : ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER ADV.(A/S) : ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO INTDO.(A/S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ISAAC NEPOMUCENO FILHO ADV.(A/S) :PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CAF-BCF9-7B3F-5768 e senha C675-92C4-A134-F6E8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 612975 ED / MT GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) :FRANKLIN FREIRE DANTAS INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM ADV.(A/S) :FÁBIO DE SOUZA LEME E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIO LOPES MELO ADV.(A/S) :ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER ADV.(A/S) :ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CAF-BCF9-7B3F-5768 e senha C675-92C4-A134-F6E8 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612975 ED / MT GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) :FRANKLIN FREIRE DANTAS INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM ADV.(A/S) :FÁBIO DE SOUZA LEME E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIO LOPES MELO ADV.(A/S) :ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER ADV.(A/S) :ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHAO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CAF-BCF9-7B3F-5768 e senha C675-92C4-A134-F6E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA – DESPROVIMENTO. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos declaratórios – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – PRONUNCIAMENTO – MODULAÇÃO. Descabe modular pronunciamento quando ausente alteração de jurisprudência dominante – artigo 927, § 3..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1... de agosto de 2018. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CAF-BCF9-7B3F-5768 e senha C675-92C4-A134-F6E8 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS EMBARGOS DECLARATÓRIOS – VÍCIO – INEXISTÊNCIA – DESPROVIMENTO. Inexistindo, no acórdão formalizado, qualquer dos vícios que respaldam os embargos declaratórios – omissão, contradição, obscuridade e erro material –, impõe-se o desprovimento. EMBARGOS DECLARATÓRIOS – PRONUNCIAMENTO – MODULAÇÃO. Descabe modular pronunciamento quando ausente alteração de jurisprudência dominante – artigo 927, § 3..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover os embargos de declaração no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1... de agosto de 2018. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CAF-BCF9-7B3F-5768 e senha C675-92C4-A134-F6E8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ISAAC NEPOMUCENO FILHO ADV.(A/S) :PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :ISAAC NEPOMUCENO FILHO ADV.(A/S) :PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA INTDO.(A/S) :ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :ESTADO DE GOIAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) :FRANKLIN FREIRE DANTAS INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM ADV.(A/S) :FÁBIO DE SOUZA LEME E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIO LOPES MELO ADV.(A/S) :ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER ADV.(A/S) :ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) :ALBERTO PAVIE RIBEIRO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) :FRANKLIN FREIRE DANTAS INTDO.(A/S) :FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM ADV.(A/S) :FÁBIO DE SOUZA LEME E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIO LOPES MELO ADV.(A/S) :ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER ADV.(A/S) :ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO INTDO.(A/S) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) :ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Eduardo Ubaldo Barbosa: Em 27 de abril de 2017, o Plenário, apreciando o Tema n 377 da repercussão geral, por maioria e nos termos do voto de Vossa Excelência, negou provimento ao recurso, vencido o ministro Edson Fachin, ante fundamentos assim resumidos: TETO CONSTITUCIONAL – ACUMULAÇÃO DE CARGOS – ALCANCE. Nas situações jurídicas em que a Constituição Federal autoriza a acumulação de cargos, o teto remuneratório é considerado em relação à remuneração de cada um deles, e não ao somatório do que recebido. O Estado de Mato Grosso aponta obscuridade no tocante à abrangência da tese fixada para efeito de repercussão geral. Consoante afirma, o entendimento no sentido de observar-se o teto remuneratório em relação a cada um dos vínculos formalizados deve restringir-se à situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento anterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição n 19/1998 e n 20/1998. Argui a impossibilidade de articular-se com preservação de direito adquirido e garantia da irredutibilidade dos vencimentos daqueles que passaram a acumular cargos posteriormente ao marco temporal indicado. Sustenta omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1... e 9... da Emenda Constitucional n 41/2003, não se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612975 ED / MT INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Eduardo Ubaldo Barbosa: Em 27 de abril de 2017, o Plenário, apreciando o Tema n 377 da repercussão geral, por maioria e nos termos do voto de Vossa Excelência, negou provimento ao recurso, vencido o ministro Edson Fachin, ante fundamentos assim resumidos: TETO CONSTITUCIONAL – ACUMULAÇÃO DE CARGOS – ALCANCE. Nas situações jurídicas em que a Constituição Federal autoriza a acumulação de cargos, o teto remuneratório é considerado em relação à remuneração de cada um deles, e não ao somatório do que recebido. O Estado de Mato Grosso aponta obscuridade no tocante à abrangência da tese fixada para efeito de repercussão geral. Consoante afirma, o entendimento no sentido de observar-se o teto remuneratório em relação a cada um dos vínculos formalizados deve restringir-se à situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento anterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição n 19/1998 e n 20/1998. Argui a impossibilidade de articular-se com preservação de direito adquirido e garantia da irredutibilidade dos vencimentos daqueles que passaram a acumular cargos posteriormente ao marco temporal indicado. Sustenta omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1... e 9... da Emenda Constitucional n 41/2003, não se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 612975 ED / MT manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei n 9.869/1999. Sublinha a necessidade de decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica e a interpretação inovadora adotada quando da conclusão do julgamento de mérito do extraordinário. Assevera estarem os entes públicos levando em conta o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes do Supremo nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral. Por intermédio da petição/Supremo Tribunal Federal n 64.744/2017, os Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins e o Distrito Federal apresentaram adesão aos termos dos declaratórios interpostos pelo Estado de Mato Grosso. A União argui omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1... e 9... da Emenda Constitucional n 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei n 9.869/1999. Sublinha necessária decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica. Discorre sobre os votos proferidos, os quais, consoante afirma, superaram a interpretação literal do artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal. Articula com o fato de o Supremo ter se pronunciado, pela primeira vez, sobre a matéria. Aduz a impossibilidade de a Administração proceder ao controle de constitucionalidade de leis. Assevera estarem os entes públicos observando o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral mediante a interposição de declaratórios. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612975 ED / MT manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei n 9.869/1999. Sublinha a necessidade de decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica e a interpretação inovadora adotada quando da conclusão do julgamento de mérito do extraordinário. Assevera estarem os entes públicos levando em conta o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes do Supremo nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral. Por intermédio da petição/Supremo Tribunal Federal n 64.744/2017, os Estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins e o Distrito Federal apresentaram adesão aos termos dos declaratórios interpostos pelo Estado de Mato Grosso. A União argui omissão, argumentando que o Pleno, ao declarar a inconstitucionalidade dos artigos 1... e 9... da Emenda Constitucional n 41/2003, não se manifestou a respeito da modulação dos efeitos do acórdão. Reporta-se, analogicamente, ao disposto no artigo 27 da Lei n 9.869/1999. Sublinha necessária decisão de ofício do Tribunal, considerado o princípio da segurança jurídica. Discorre sobre os votos proferidos, os quais, consoante afirma, superaram a interpretação literal do artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal. Articula com o fato de o Supremo ter se pronunciado, pela primeira vez, sobre a matéria. Aduz a impossibilidade de a Administração proceder ao controle de constitucionalidade de leis. Assevera estarem os entes públicos observando o teto constitucional único há mais de duas décadas. Evoca precedentes nos quais modulada a eficácia de acórdãos formalizados sob o regime da repercussão geral mediante a interposição de declaratórios. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 612975 ED / MT O embargado, apesar de intimado, permaneceu silente.. O processo está concluso no Gabinete. É o relatório, a ser distribuído, com antecedência, ao integrantes do Colegiado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612975 ED / MT O embargado, apesar de intimado, permaneceu silente.. O processo está concluso no Gabinete. É o relatório, a ser distribuído, com antecedência, ao integrantes do Colegiado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15040523. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. As peças, subscritas por Procurador do Estado e pelo Advogado-Geral da União, foram protocoladas no prazo legal. Ao apreciar a questão, o Tribunal procedeu à interpretação da Constituição Federal para assentar que, nos casos constitucionalmente autorizados de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do artigo 37, inciso XI, da Lei Maior pressupõe seja levado em conta cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público. Não há obscuridade relativamente à abrangência da tese fixada, considerada a diferença entre a situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento quer anterior, quer posterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição n 19/1998 e n 20/1998. A interpretação deu-se em cumprimento ao dever último do Supremo de atuar como guardião da Lei Maior, em decorrência da linha argumentativa geral do voto condutor do julgamento. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento da ação direta, inviável a esta altura, ante a organicidade do Direito instrumental. Rememoro o que decidido quando do exame do extraordinário. Não se limitou o Colegiado a concluir pela impossibilidade de o teto remuneratório atingir, a partir de critérios introduzidos por Emendas, situações consolidadas, tendo em vista as garantias do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos – artigos 5..., inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Entendeu, a partir de interpretação sistêmica da Lei Maior, que, em virtude da autorização de cumulação, a percepção somada de remunerações, ainda que acima, no cômputo global, do patamar máximo, não interfere nos objetivos que inspiram o texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. As peças, subscritas por Procurador do Estado e pelo Advogado-Geral da União, foram protocoladas no prazo legal. Ao apreciar a questão, o Tribunal procedeu à interpretação da Constituição Federal para assentar que, nos casos constitucionalmente autorizados de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do artigo 37, inciso XI, da Lei Maior pressupõe seja levado em conta cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público. Não há obscuridade relativamente à abrangência da tese fixada, considerada a diferença entre a situação dos servidores que já acumulavam cargos licitamente em momento quer anterior, quer posterior à entrada em vigor das Emendas à Constituição n 19/1998 e n 20/1998. A interpretação deu-se em cumprimento ao dever último do Supremo de atuar como guardião da Lei Maior, em decorrência da linha argumentativa geral do voto condutor do julgamento. Em última análise, pretende o embargante o rejulgamento da ação direta, inviável a esta altura, ante a organicidade do Direito instrumental. Rememoro o que decidido quando do exame do extraordinário. Não se limitou o Colegiado a concluir pela impossibilidade de o teto remuneratório atingir, a partir de critérios introduzidos por Emendas, situações consolidadas, tendo em vista as garantias do direito adquirido e da irredutibilidade de vencimentos – artigos 5..., inciso XXXVI, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Entendeu, a partir de interpretação sistêmica da Lei Maior, que, em virtude da autorização de cumulação, a percepção somada de remunerações, ainda que acima, no cômputo global, do patamar máximo, não interfere nos objetivos que inspiram o texto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 612975 ED / MT constitucional: [...] Quanto à moralidade, as situações alcançadas pelo artigo 37, inciso XI, da Carta Federal são aquelas nas quais o servidor obtém ganhos desproporcionais, observadas as atribuições dos cargos públicos ocupados. Admitida a incidência do limitador em cada uma das matrículas, descabe declarar prejuízo à dimensão ética da norma, porquanto mantida a compatibilidade exigida entre trabalho e remuneração. Relativamente à economicidade, a óptica veiculada no extraordinário dá ensejo a distorções. Em primeiro lugar, por tornar inócuo o artigo 37, inciso XVI, da Lei Básica da República, no que potencializa o elemento gramatical em detrimento do sistemático. A necessária interação entre os preceitos – exigência do princípio da unidade da Constituição Federal – provoca esforço interpretativo que não esvazie o sentido da regra que autoriza a acumulação. Consoante destaca Celso Antônio Bandeira de Mello, não se pode desconsiderar que “as possibilidades que a Constituição abre em favor de hipóteses de acumulação de cargos não são para benefício do servidor, mas da coletividade”, no que o disposto no artigo 37, inciso XI, da Lei Maior, relativamente ao teto, não pode servir de desestímulo ao exercício das relevantes funções mencionadas no inciso XVI dele constante, repercutindo, até mesmo, no campo da eficiência administrativa (Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Editora Malheiros, 27... edição, 2010, p. 277). Em segundo lugar, por ensejar enriquecimento sem causa do Poder Público. A incidência do limitador, tendo em vista o somatório dos ganhos, sendo acumuláveis os cargos, viabiliza retribuição pecuniária inferior ao que se tem como razoável, presentes as atribuições específicas dos vínculos isoladamente considerados e respectivas remunerações. Em terceiro lugar, ante a potencial criação de situações contrárias ao princípio da isonomia. Não se deve extrair do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612975 ED / MT constitucional: [...] Quanto à moralidade, as situações alcançadas pelo artigo 37, inciso XI, da Carta Federal são aquelas nas quais o servidor obtém ganhos desproporcionais, observadas as atribuições dos cargos públicos ocupados. Admitida a incidência do limitador em cada uma das matrículas, descabe declarar prejuízo à dimensão ética da norma, porquanto mantida a compatibilidade exigida entre trabalho e remuneração. Relativamente à economicidade, a óptica veiculada no extraordinário dá ensejo a distorções. Em primeiro lugar, por tornar inócuo o artigo 37, inciso XVI, da Lei Básica da República, no que potencializa o elemento gramatical em detrimento do sistemático. A necessária interação entre os preceitos – exigência do princípio da unidade da Constituição Federal – provoca esforço interpretativo que não esvazie o sentido da regra que autoriza a acumulação. Consoante destaca Celso Antônio Bandeira de Mello, não se pode desconsiderar que “as possibilidades que a Constituição abre em favor de hipóteses de acumulação de cargos não são para benefício do servidor, mas da coletividade”, no que o disposto no artigo 37, inciso XI, da Lei Maior, relativamente ao teto, não pode servir de desestímulo ao exercício das relevantes funções mencionadas no inciso XVI dele constante, repercutindo, até mesmo, no campo da eficiência administrativa (Curso de Direito Administrativo. São Paulo: Editora Malheiros, 27... edição, 2010, p. 277). Em segundo lugar, por ensejar enriquecimento sem causa do Poder Público. A incidência do limitador, tendo em vista o somatório dos ganhos, sendo acumuláveis os cargos, viabiliza retribuição pecuniária inferior ao que se tem como razoável, presentes as atribuições específicas dos vínculos isoladamente considerados e respectivas remunerações. Em terceiro lugar, ante a potencial criação de situações contrárias ao princípio da isonomia. Não se deve extrair do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 612975 ED / MT texto constitucional conclusão a possibilitar tratamento desigual entre servidores públicos que exerçam idênticas funções. O preceito concernente à acumulação preconiza que ela é remunerada, não admitindo a gratuidade, ainda que parcial, dos serviços prestados, observado o artigo 1... da Lei Maior, no que evidencia, como fundamento da República, a proteção dos valores sociais do trabalho. [...] Simplesmente o Estado não pode dar com uma das mãos e tirar com a outra. Não é possível que assente admissível o exercício simultâneo e, na contramão deste, afaste a contrapartida que lhe é natural, quer no todo – quando, então, ter-se-ia prestação de serviço gratuito –, quer em parte, mitigando-se o que devido. Mostra-se impróprio o pedido voltado à modulação dos efeitos do acórdão. Trata-se de instituto engendrado para atender a situações excepcionalíssimas, reservada a aplicação quando verificada alteração de jurisprudência dominante, nos termos do artigo 927, § 3..., do Código de Processo Civil. Conforme fiz ver quando do julgamento do recurso, a viabilidade de acumulação lícita de cargos, em rol específico e taxativo, vem do texto primitivo da Constituição Federal, não tendo sido a matéria apreciada até então pelo Pleno. Descabe cogitar da modulação – principalmente em processos de índole subjetiva – da decisão do Tribunal, dando-se o dito pelo não dito para salvar-se situações concretas e frontalmente conflitantes com a Lei Maior, como consignado pelo Plenário. Ausente omissão no acórdão, conheço dos embargos de declaração e desprovejo-os. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612975 ED / MT texto constitucional conclusão a possibilitar tratamento desigual entre servidores públicos que exerçam idênticas funções. O preceito concernente à acumulação preconiza que ela é remunerada, não admitindo a gratuidade, ainda que parcial, dos serviços prestados, observado o artigo 1... da Lei Maior, no que evidencia, como fundamento da República, a proteção dos valores sociais do trabalho. [...] Simplesmente o Estado não pode dar com uma das mãos e tirar com a outra. Não é possível que assente admissível o exercício simultâneo e, na contramão deste, afaste a contrapartida que lhe é natural, quer no todo – quando, então, ter-se-ia prestação de serviço gratuito –, quer em parte, mitigando-se o que devido. Mostra-se impróprio o pedido voltado à modulação dos efeitos do acórdão. Trata-se de instituto engendrado para atender a situações excepcionalíssimas, reservada a aplicação quando verificada alteração de jurisprudência dominante, nos termos do artigo 927, § 3..., do Código de Processo Civil. Conforme fiz ver quando do julgamento do recurso, a viabilidade de acumulação lícita de cargos, em rol específico e taxativo, vem do texto primitivo da Constituição Federal, não tendo sido a matéria apreciada até então pelo Pleno. Descabe cogitar da modulação – principalmente em processos de índole subjetiva – da decisão do Tribunal, dando-se o dito pelo não dito para salvar-se situações concretas e frontalmente conflitantes com a Lei Maior, como consignado pelo Plenário. Ausente omissão no acórdão, conheço dos embargos de declaração e desprovejo-os. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78A3-465C-CE9D-1D4F e senha 37A3-0A8E-95B3-17E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Extrato de Ata - 01/08/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : ISAAC NEPOMUCENO FILHO ADV.(A/S) : PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ (12905/MT) INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA INTDO.(A/S) : ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) : FRANKLIN FREIRE DANTAS (15044B/CE) INTDO.(A/S) : FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891163 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.975 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : ISAAC NEPOMUCENO FILHO ADV.(A/S) : PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ (12905/MT) INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS INTDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA INTDO.(A/S) : ESTADO DO ESPIRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : ESTADO DE GOIAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS INTDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA INTDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE INTDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL - SINDMÉDICO - DF ADV.(A/S) : ALBERTO PAVIE RIBEIRO (07077/DF, 53357/GO) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ - SIMEC ADV.(A/S) : FRANKLIN FREIRE DANTAS (15044B/CE) INTDO.(A/S) : FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS - FENAM Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891163 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 01/08/2018 ADV.(A/S) : FÁBIO DE SOUZA LEME (20833/DF) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLAUDIO LOPES MELO (20782/CE) ADV.(A/S) : ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER (31548/CE) ADV.(A/S) : ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO (9731/CE) INTDO.(A/S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos declaratórios. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, e, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1....8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891163 Supremo Tribunal Federal ADV.(A/S) : FÁBIO DE SOUZA LEME (20833/DF) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLAUDIO LOPES MELO (20782/CE) ADV.(A/S) : ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER (31548/CE) ADV.(A/S) : ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO (9731/CE) INTDO.(A/S) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE INTDO.(A/S) : ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ESTADO DO TOCANTINS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO TOCANTINS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, desproveu os embargos declaratórios. Ausentes, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, e, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1....8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747891163 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612 . 975", "Recurso Extraordinário 612975 ED /", "Recurso Extraordinário 612975 ED / MT GRANDE", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612 . 975", "Recurso Extraordinário 612975 ED / MT", "Recurso Extraordinário 612975 ED / MT", "Recurso Extraordinário 612975 ED / MT", "Recurso Extraordinário 612975 ED / MT", "Recurso Extraordinário 612975 ED", "Recurso Extraordinário 612975 ED / MT", "Recurso Extraordinário 612975 ED / MT", "Recurso Extraordinário 612975 ED / MT", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612", "Recurso Extraordinário 612975 ED / MT", "Recurso Extraordinário 612975 ED", "Recurso Extraordinário 612975 ED / MT", "Recurso Extraordinário 612975 ED / MT", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 927 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 927 , § 3 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Emendas à Constituição n 19 / 1998", "n 20 / 1998", "artigos 1 . . . e 9 . . . da Emenda Constitucional n 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Emendas à Constituição n 19 / 1998", "n", "20 / 1998", "artigos 1 . . . e 9 . . . da", "Emenda Constitucional n 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 27 da Lei", "artigos 1 . . . e 9 . . . da Emenda Constitucional n 41 / 2003", "artigo 27 da Lei n 9 . 869 / 1999", "artigo 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 27 da Lei n 9 . 869 / 1999", "artigos 1 . . . e 9 . . . da Emenda Constitucional n 41 / 2003", "artigo 27 da Lei n 9 . 869 / 1999", "artigo 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 37 , inciso XI , da Lei Maior", "Emendas à Constituição n 19 / 1998", "n 20 / 1998", "Lei Maior", "artigos 5 .", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 37 , inciso XI , da Lei Maior", "Emendas à Constituição n 19 / 1998", "n", "20 /", "1998", "Lei Maior", "artigos 5 . . . , inciso XXXVI , e 37 , inciso XV , da Constituição Federal", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso XI , da Carta Federal", "artigo 37 , inciso XVI , da Lei Básica da República", "Constituição Federal", "Constituição", "artigo 37 , inciso XI , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , inciso XI , da Carta Federal", "artigo 37 , inciso XVI , da Lei Básica da República", "Constituição Federal", "Constituição", "artigo 37 , inciso XI , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . da Lei Maior", "artigo 927 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . da Lei Maior", "artigo 927 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DO ESPIRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DE GOIAS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO", "GRANDE", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO MARANHAO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "Brasília", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "Brasília", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DO ESPIRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DE GOIAS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DO ESPIRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DE GOIAS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "Estado de Mato Grosso", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "Estado de Mato Grosso", "Acre", "Alagoas", "Amazonas", "Bahia", "Espírito Santo", "Goiás", "Maranhão", "Mato Grosso do Sul", "Minas Gerais", "Pará", "Pernambuco", "Piauí", "Rio de Janeiro", "Rio Grande do Sul", "Rondônia", "Roraima", "Santa Catarina", "Sergipe", "Tocantins", "Distrito Federal", "Estado de Mato Grosso", "Acre", "Alagoas", "Amazonas", "Bahia", "Espírito Santo", "Goiás", "Maranhão", "Mato Grosso do Sul", "Minas Gerais", "Pará", "Pernambuco", "Piauí", "Rio de Janeiro", "Rio Grande do Sul", "Rondônia", "Roraima", "Santa Catarina", "Sergipe", "Tocantins", "Distrito Federal", "Estado de Mato Grosso", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "São Paulo", "São Paulo", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DO ESPIRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DE GOIAS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DO ESPIRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DE GOIAS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO CEARÁ", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO TOCANTINS", "ESTADO DO TOCANTINS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL", "SINDMÉDICO", "-", "DF", "SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ", "SIMEC", "FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS", "FENAM", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL", "SINDMÉDICO", "SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ", "SIMEC", "FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS", "FENAM", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL", "SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ", "SIMEC", "FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS", "FENAM", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL", "SINDMÉDICO", "-", "DF", "SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ", "SIMEC", "FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS", "FENAM", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MT", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Pleno", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Pleno", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "União", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "União", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Editora Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Editora Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DOS MÉDICOS", "SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO CEARÁ", "SIMEC", "FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS", "FENAM", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "SINDICATO DOS MÉDICOS DO DISTRITO FEDERAL", "SINDMÉDICO", "SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DO", "SIMEC", "FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS", "FENAM", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ISAAC NEPOMUCENO FILHO", "PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "FRANKLIN FREIRE DANTAS", "FÁBIO DE SOUZA LEME", "CLAUDIO LOPES MELO", "ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER", "ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO", "ESTADO", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "FRANKLIN FREIRE DANTAS", "FÁBIO DE SOUZA LEME", "CLAUDIO LOPES MELO", "ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER", "ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "MARCO AURÉLIO", "ISAAC NEPOMUCENO FILHO", "PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ", "MARCO AURÉLIO", "ISAAC NEPOMUCENO FILHO", "PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "FRANKLIN FREIRE DANTAS", "FÁBIO DE SOUZA LEME", "CLAUDIO LOPES MELO", "ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER", "ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "FRANKLIN FREIRE DANTAS", "FÁBIO DE SOUZA LEME", "CLAUDIO LOPES MELO", "ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER", "ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO", "MARCO AURÉLIO", "Eduardo Ubaldo Barbosa", "Edson Fachin", "MARCO AURÉLIO", "Eduardo Ubaldo Barbosa", "Edson Fachin", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Celso Antônio Bandeira de Mello", "Celso Antônio Bandeira de Mello", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ISAAC NEPOMUCENO FILHO", "PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "FRANKLIN FREIRE DANTAS", "MARCO AURÉLIO", "ISAAC NEPOMUCENO FILHO", "PEDRO HENRIQUE MONTEIRO NÓBREGA VAZ", "ALBERTO PAVIE RIBEIRO", "FRANKLIN FREIRE DANTAS", "FÁBIO DE SOUZA LEME", "CLAUDIO LOPES MELO", "ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER", "ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Raquel Elias Ferreira Dodge", "Doralúcia das Neves Santos", "FÁBIO DE SOUZA LEME", "CLAUDIO LOPES MELO", "ANDREA JOYCE DE CASTRO PETER", "ELY DO AMPARO CAVALCANTE SAMPAIO", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Raquel Elias Ferreira Dodge", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de abril de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de abril de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "1", ".", ". .", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALIMENTOS ZAELI LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA - SINTRAU ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do trabalho. Horas extras. Trabalho externo. Controle de jornada. Legislação infraconstitucional. Acordo coletivo de trabalho. Cláusulas. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de legislação infraconstitucional, tampouco para o exame do conjunto fático-probatório da causa ou das cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Incidência das Súmulas nºs 636, 279 e 454/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 25/5 a 1º/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027590. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1125254 AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027590. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALIMENTOS ZAELI LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA - SINTRAU ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Alimentos Zaeli Ltda. interpôs tempestivo agravo regimental, em 14/5/18, contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL (AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO LEGAL/CONSTITUCIONAL). HORAS EXTRAS. TRABALHO EXTERNO ATIVIDADE COMPATÍVEL COM O CONTROLE DE HORÁRIO. INAPLICABILIDADE DO ART. 62, I, DA CLT (AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL; SÚMULA 126 DO TST). Ao se verificar a ausência de fundamentos que embasem a reforma da decisão agravada, há de se manter o despacho que denegou seguimento ao agravo de instrumento. Agravo não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALIMENTOS ZAELI LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA - SINTRAU ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Alimentos Zaeli Ltda. interpôs tempestivo agravo regimental, em 14/5/18, contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL (AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO LEGAL/CONSTITUCIONAL). HORAS EXTRAS. TRABALHO EXTERNO ATIVIDADE COMPATÍVEL COM O CONTROLE DE HORÁRIO. INAPLICABILIDADE DO ART. 62, I, DA CLT (AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL; SÚMULA 126 DO TST). Ao se verificar a ausência de fundamentos que embasem a reforma da decisão agravada, há de se manter o despacho que denegou seguimento ao agravo de instrumento. Agravo não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1125254 AGR / PR provido.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5º, incisos XXXV e LV, 7º, inciso XXVI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ressalte-se, também, que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR provido.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5º, incisos XXXV e LV, 7º, inciso XXVI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ressalte-se, também, que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 1125254 AGR / PR podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação da legislação trabalhista pertinente, a análise do acordo coletivo em questão e o reexame das provas dos autos, procedimentos vedados no âmbito recursal extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279, 454 e 636 desta Suprema Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. HORAS EXTRAS. ATIVIDADE EXTERNA. CONTROLE DA JORNADA DE TRABALHO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Os Ministros desta Corte, no RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusula 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação da legislação trabalhista pertinente, a análise do acordo coletivo em questão e o reexame das provas dos autos, procedimentos vedados no âmbito recursal extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279, 454 e 636 desta Suprema Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. HORAS EXTRAS. ATIVIDADE EXTERNA. CONTROLE DA JORNADA DE TRABALHO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Os Ministros desta Corte, no RE 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusula 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 1125254 AGR / PR integrante de acordo coletivo de trabalho. Incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 782.601/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). ‘DIREITO MATERIAL E PROCESSUAL DO TRABALHO. ACORDO COLETIVO. JORNADA DE TRABALHO E PAGAMENTO DE HORAS EXTRAS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AOS ARTS. 1º, III, 5º, 7º, XXVI, e 8º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULAS 454 e 636 DO STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, c/c art. 327, § 1º, do RISTF. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa’ (ARE nº 1.057.594/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/11/17). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ACORDO COLETIVO. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 623 DA CLT. NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR integrante de acordo coletivo de trabalho. Incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 782.601/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). ‘DIREITO MATERIAL E PROCESSUAL DO TRABALHO. ACORDO COLETIVO. JORNADA DE TRABALHO E PAGAMENTO DE HORAS EXTRAS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AOS ARTS. 1º, III, 5º, 7º, XXVI, e 8º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULAS 454 e 636 DO STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, c/c art. 327, § 1º, do RISTF. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa’ (ARE nº 1.057.594/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/11/17). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ACORDO COLETIVO. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 623 DA CLT. NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 1125254 AGR / PR INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CLÁUSULAS DE CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra ofensa reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A convenção coletiva do trabalho e o cumprimento de suas cláusulas investe a Corte na sindicalidade de questões inviáveis à sua cognição. Precedentes: AI n. 750.752, Rel. a Min. Cármen Lúcia, DJe de 27.5.09, e AI 657.925-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe de 14.9.07. 3. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 808.502/MA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJ de 28/3/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. DECISÃO À LUZ DA LEGISLAÇÃO PROCESSUAL TRABALHISTA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula integrante de norma coletiva de trabalho, o que atrai a incidência da Súmula 454 do STF. Precedentes. II - O acórdão recorrido decidiu a causa à luz da legislação processual trabalhista. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III Agravo regimental improvido’ (AI nº 815.641/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 1/2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CLÁUSULAS DE CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra ofensa reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A convenção coletiva do trabalho e o cumprimento de suas cláusulas investe a Corte na sindicalidade de questões inviáveis à sua cognição. Precedentes: AI n. 750.752, Rel. a Min. Cármen Lúcia, DJe de 27.5.09, e AI 657.925-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe de 14.9.07. 3. Agravo regimental desprovido’ (AI nº 808.502/MA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJ de 28/3/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. DECISÃO À LUZ DA LEGISLAÇÃO PROCESSUAL TRABALHISTA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula integrante de norma coletiva de trabalho, o que atrai a incidência da Súmula 454 do STF. Precedentes. II - O acórdão recorrido decidiu a causa à luz da legislação processual trabalhista. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III Agravo regimental improvido’ (AI nº 815.641/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 1/2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório ARE 1125254 AGR / PR seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal. Defende que, para o deslinde da controvérsia, não seria necessário analisar a legislação trabalhista, nem o acordo coletivo de trabalho, bem como não haveria falar em revolvimento de fatos e provas. Aduz, in verbis, que “(...) [n]ão se trata de saber se no caso em concreto seria ou não aplicável a legislação trabalhista (Art. 62, I, da CLT), ou qual seria sua melhor interpretação. Isto porque a aplicabilidade dessa norma foi exatamente o que se negociou coletivamente. (…) A Justiça do Trabalho, em todas as suas instâncias, afastou a aplicação da cláusula coletiva, com base no único fundamento da primazia da realidade, ou seja, de que era possível o controle de jornada para os motoristas e, por isso, seria inaplicável o disposto no art. 62, I, da CLT, sendo devidas horas extras para os empregados. (…) O que aduz a recorrente é que tendo sido pactuada norma coletiva que autoriza a aplicação de dispositivo da CLT à determinada situação, ao poder judiciário não cabe mais avaliar se, de fato, tal dispositivo era aplicável, mas tão apenas julgar se a norma coletiva foi regularmente negociada e se tinha por objeto direito disponível”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal. Defende que, para o deslinde da controvérsia, não seria necessário analisar a legislação trabalhista, nem o acordo coletivo de trabalho, bem como não haveria falar em revolvimento de fatos e provas. Aduz, in verbis, que “(...) [n]ão se trata de saber se no caso em concreto seria ou não aplicável a legislação trabalhista (Art. 62, I, da CLT), ou qual seria sua melhor interpretação. Isto porque a aplicabilidade dessa norma foi exatamente o que se negociou coletivamente. (…) A Justiça do Trabalho, em todas as suas instâncias, afastou a aplicação da cláusula coletiva, com base no único fundamento da primazia da realidade, ou seja, de que era possível o controle de jornada para os motoristas e, por isso, seria inaplicável o disposto no art. 62, I, da CLT, sendo devidas horas extras para os empregados. (…) O que aduz a recorrente é que tendo sido pactuada norma coletiva que autoriza a aplicação de dispositivo da CLT à determinada situação, ao poder judiciário não cabe mais avaliar se, de fato, tal dispositivo era aplicável, mas tão apenas julgar se a norma coletiva foi regularmente negociada e se tinha por objeto direito disponível”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. Com efeito, colhe-se do acórdão recorrido a seguinte fundamentação: “No que se refere à questão de fundo, a reclamada alega que deve ser reconhecida a validade da convenção coletiva que determinou a impossibilidade do controle de jornada. Afirma que a cláusula na norma coletiva enquadra os motoristas no disposto no art. 62, I, da CLT. Aponta violação do art. 7º, XXVI, da Constituição Federal. De plano, pela análise do teor da cláusula em debate e pelos elementos registrados, no acórdão regional, não se vislumbra a ocorrência de violação do art. 7º, XXVI, da Constituição Federal. A referida decisão registrou que havia, de fato, a possibilidade de controle de horário para os motoristas diante das inúmeras provas apresentadas. Dessa forma, entendeu que os empregados não estavam enquadrados no art. 62, I, da CLT (dispositivo que exclui os empregados do regime ordinário de duração do trabalho e afasta o pagamento de horas extras). O Colegiado a quo registrou que diante da previsão da norma coletiva devem prevalecer as condições fáticas constantes da realidade contratual. Assim, aplicou o princípio da primazia da realidade e decidiu por excluir os reclamantes substituídos da previsão do art. 62, I, da CLT. Ademais, cabe ressaltar que a referida cláusula somente teria aplicabilidade plena se fosse verifica a impossibilidade total de controle da jornada, situação já afastada pelo acórdão recorrido. Com isso, diante da possibilidade de controle efetivo, não há de se falar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. Com efeito, colhe-se do acórdão recorrido a seguinte fundamentação: “No que se refere à questão de fundo, a reclamada alega que deve ser reconhecida a validade da convenção coletiva que determinou a impossibilidade do controle de jornada. Afirma que a cláusula na norma coletiva enquadra os motoristas no disposto no art. 62, I, da CLT. Aponta violação do art. 7º, XXVI, da Constituição Federal. De plano, pela análise do teor da cláusula em debate e pelos elementos registrados, no acórdão regional, não se vislumbra a ocorrência de violação do art. 7º, XXVI, da Constituição Federal. A referida decisão registrou que havia, de fato, a possibilidade de controle de horário para os motoristas diante das inúmeras provas apresentadas. Dessa forma, entendeu que os empregados não estavam enquadrados no art. 62, I, da CLT (dispositivo que exclui os empregados do regime ordinário de duração do trabalho e afasta o pagamento de horas extras). O Colegiado a quo registrou que diante da previsão da norma coletiva devem prevalecer as condições fáticas constantes da realidade contratual. Assim, aplicou o princípio da primazia da realidade e decidiu por excluir os reclamantes substituídos da previsão do art. 62, I, da CLT. Ademais, cabe ressaltar que a referida cláusula somente teria aplicabilidade plena se fosse verifica a impossibilidade total de controle da jornada, situação já afastada pelo acórdão recorrido. Com isso, diante da possibilidade de controle efetivo, não há de se falar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1125254 AGR / PR em aplicação da norma coletiva ao caso. Ademais, constata-se que quadro fático delimitado no acórdão recorrido é exaustivo, no que diz respeito aos elementos fáticos que o convenceram pela possibilidade de controle de jornada. Desse modo, eventual modificação do julgado, como pretende a agravante, somente seria possível mediante imprescindível incursão no conjunto probatório dos autos, procedimento vedado nesta via extraordinária, na esteira da Súmula 126 do TST. Não é demais enfatizar que o Direito do Trabalho privilegia o princípio da primazia da realidade dos fatos, de forma que o que vale é o efetivo controle de jornada, em detrimento de eventual disposição contratual que disponha em sentido contrário. Por fim, ressalta-se que esta Corte tem decidido pela inaplicabilidade do art. 62, I, consolidado ao empregado que exerce atividade externa quando há possibilidade de controle de sua jornada, hipótese dos autos. Nesse sentido, os seguintes precedentes: (...).” Verifica-se que, para superar o entendimento firmado no acórdão recorrido, seria necessário analisar a legislação pertinente. Desse modo, a violação da Constituição Federal, caso existente, seria meramente reflexa. É certo, ainda, que a solução da lide não prescinde do reexame do conjunto fático-probatório da causa nem das cláusulas que regem o acordo coletivo firmado entre as partes, o qual é incabível na via extraordinária. Incidência das Súmulas nºs 636, 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, além dos precedentes já citados, anotem-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. NORMA COLETIVA. HORAS IN ITINERE EXCEDENTES. BASE DE CÁLCULO. HORAS EXTRAS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR em aplicação da norma coletiva ao caso. Ademais, constata-se que quadro fático delimitado no acórdão recorrido é exaustivo, no que diz respeito aos elementos fáticos que o convenceram pela possibilidade de controle de jornada. Desse modo, eventual modificação do julgado, como pretende a agravante, somente seria possível mediante imprescindível incursão no conjunto probatório dos autos, procedimento vedado nesta via extraordinária, na esteira da Súmula 126 do TST. Não é demais enfatizar que o Direito do Trabalho privilegia o princípio da primazia da realidade dos fatos, de forma que o que vale é o efetivo controle de jornada, em detrimento de eventual disposição contratual que disponha em sentido contrário. Por fim, ressalta-se que esta Corte tem decidido pela inaplicabilidade do art. 62, I, consolidado ao empregado que exerce atividade externa quando há possibilidade de controle de sua jornada, hipótese dos autos. Nesse sentido, os seguintes precedentes: (...).” Verifica-se que, para superar o entendimento firmado no acórdão recorrido, seria necessário analisar a legislação pertinente. Desse modo, a violação da Constituição Federal, caso existente, seria meramente reflexa. É certo, ainda, que a solução da lide não prescinde do reexame do conjunto fático-probatório da causa nem das cláusulas que regem o acordo coletivo firmado entre as partes, o qual é incabível na via extraordinária. Incidência das Súmulas nºs 636, 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, além dos precedentes já citados, anotem-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. NORMA COLETIVA. HORAS IN ITINERE EXCEDENTES. BASE DE CÁLCULO. HORAS EXTRAS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1125254 AGR / PR PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas de acordo coletivo, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. II- Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III- Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 1.018.487/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Hora extra. Trabalho externo. Controle de jornada. Incidência das súmulas 279, 454 e 636. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 719.166/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/12/12). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas de acordo coletivo, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. II- Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III- Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 1.018.487/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Hora extra. Trabalho externo. Controle de jornada. Incidência das súmulas 279, 454 e 636. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 719.166/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/12/12). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ALIMENTOS ZAELI LTDA. ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA - SINTRAU ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992192 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ALIMENTOS ZAELI LTDA. ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA - SINTRAU ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992192 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15079638
2018-06-04T00:00:00
2018-06-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do trabalho. Horas extras. Trabalho externo. Controle de jornada. Legislação infraconstitucional. Acordo coletivo de trabalho. Cláusulas. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de legislação infraconstitucional, tampouco para o exame do conjunto fático-probatório da causa ou das cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Incidência das Súmulas nºs 636, 279 e 454/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa.
sjur387035
- Acórdão(s) citado(s): (HORA IN ITINERE) ARE 719166 AgR (2ªT), ARE 1018487 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 04/07/2018, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1125254
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1125254 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALIMENTOS ZAELI LTDA. ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA - SINTRAU ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALIMENTOS ZAELI LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA - SINTRAU ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do trabalho. Horas extras. Trabalho externo. Controle de jornada. Legislação infraconstitucional. Acordo coletivo de trabalho. Cláusulas. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de legislação infraconstitucional, tampouco para o exame do conjunto fático-probatório da causa ou das cláusulas de acordo coletivo de trabalho. Incidência das Súmulas ns 636, 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 25/5 a 1.../6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027590. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1125254 AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027590. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALIMENTOS ZAELI LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA - SINTRAU ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Alimentos Zaeli Ltda. interpôs tempestivo agravo regimental, em 14/5/18, contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL (AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO LEGAL/CONSTITUCIONAL). HORAS EXTRAS. TRABALHO EXTERNO ATIVIDADE COMPATÍVEL COM O CONTROLE DE HORÁRIO. INAPLICABILIDADE DO ART. 62, I, DA Consolidação das Leis do Trabalho (AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL; SÚMULA 126 DO Tribunal Superior do Trabalho). Ao se verificar a ausência de fundamentos que embasem a reforma da decisão agravada, há de se manter o despacho que denegou seguimento ao agravo de instrumento. Agravo não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALIMENTOS ZAELI LTDA. ADV.(A/S) :FERNANDO TEIXEIRA ABDALA AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA - SINTRAU ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Alimentos Zaeli Ltda. interpôs tempestivo agravo regimental, em 14/5/18, contra a decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL (AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO LEGAL/CONSTITUCIONAL). HORAS EXTRAS. TRABALHO EXTERNO ATIVIDADE COMPATÍVEL COM O CONTROLE DE HORÁRIO. INAPLICABILIDADE DO ART. 62, I, DA Consolidação das Leis do Trabalho (AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO CONSTITUCIONAL; SÚMULA 126 DO Tribunal Superior do Trabalho). Ao se verificar a ausência de fundamentos que embasem a reforma da decisão agravada, há de se manter o despacho que denegou seguimento ao agravo de instrumento. Agravo não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1125254 AGR / PR provido.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5..., incisos XXXV e LV, 7..., inciso XXVI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ressalte-se, também, que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR provido.’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação dos artigos 5..., incisos XXXV e LV, 7..., inciso XXVI, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Não procede a alegada violação do artigo 93, inciso IX, da Constituição, haja vista que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisões suficientemente motivadas, não obstante contrárias à pretensão da parte recorrente. Anote-se que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal reconheceu a repercussão geral desse tema e reafirmou a orientação de que a referida norma constitucional não exige que o órgão judicante manifeste-se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente, ainda que sucintamente, as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 791.292/PE-RG-QO, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/8/10). Ressalte-se, também, que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 1125254 AGR / PR podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação da legislação trabalhista pertinente, a análise do acordo coletivo em questão e o reexame das provas dos autos, procedimentos vedados no âmbito recursal extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279, 454 e 636 desta Suprema Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. HORAS EXTRAS. ATIVIDADE EXTERNA. CONTROLE DA JORNADA DE TRABALHO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusula 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, para acolher a pretensão da recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria imprescindível a interpretação da legislação trabalhista pertinente, a análise do acordo coletivo em questão e o reexame das provas dos autos, procedimentos vedados no âmbito recursal extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279, 454 e 636 desta Suprema Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO DE REVISTA NÃO CONHECIDO. QUESTÃO ATINENTE AO CABIMENTO DE RECURSOS DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. HORAS EXTRAS. ATIVIDADE EXTERNA. CONTROLE DA JORNADA DE TRABALHO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 598.365-RG/MG, Rel. Min. Ayres Britto, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca dos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de Cortes diversas, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusula 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 1125254 AGR / PR integrante de acordo coletivo de trabalho. Incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 782.601/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). ‘DIREITO MATERIAL E PROCESSUAL DO TRABALHO. ACORDO COLETIVO. JORNADA DE TRABALHO E PAGAMENTO DE HORAS EXTRAS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AOS ARTS. 1..., III, 5..., 7..., XXVI, e 8... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULAS 454 e 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, c/c art. 327, § 1..., do RISTF. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa’ (ARE n 1.057.594/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/11/17). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ACORDO COLETIVO. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 623 DA Consolidação das Leis do Trabalho. NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR integrante de acordo coletivo de trabalho. Incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 782.601/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 3/2/14). ‘DIREITO MATERIAL E PROCESSUAL DO TRABALHO. ACORDO COLETIVO. JORNADA DE TRABALHO E PAGAMENTO DE HORAS EXTRAS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. SUPOSTA OFENSA AOS ARTS. 1..., III, 5..., 7..., XXVI, e 8... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULAS 454 e 636 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, c/c art. 327, § 1..., do RISTF. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa’ (ARE n 1.057.594/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/11/17). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. ACORDO COLETIVO. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 623 DA Consolidação das Leis do Trabalho. NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 1125254 AGR / PR INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CLÁUSULAS DE CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra ofensa reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A convenção coletiva do trabalho e o cumprimento de suas cláusulas investe a Corte na sindicalidade de questões inviáveis à sua cognição. Precedentes: AI n. 750.752, Rel. a Min. Cármen Lúcia, DJe de 27.5.09, e AI 657.925-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe de 14.9.07. 3. Agravo regimental desprovido’ (AI n 808.502/MA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJ de 28/3/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. DECISÃO À LUZ DA LEGISLAÇÃO PROCESSUAL TRABALHISTA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula integrante de norma coletiva de trabalho, o que atrai a incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - O acórdão recorrido decidiu a causa à luz da legislação processual trabalhista. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III Agravo regimental improvido’ (AI n 815.641/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 1/2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CLÁUSULAS DE CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra ofensa reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A convenção coletiva do trabalho e o cumprimento de suas cláusulas investe a Corte na sindicalidade de questões inviáveis à sua cognição. Precedentes: AI n. 750.752, Rel. a Min. Cármen Lúcia, DJe de 27.5.09, e AI 657.925-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe de 14.9.07. 3. Agravo regimental desprovido’ (AI n 808.502/MA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJ de 28/3/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. DECISÃO À LUZ DA LEGISLAÇÃO PROCESSUAL TRABALHISTA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula integrante de norma coletiva de trabalho, o que atrai a incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - O acórdão recorrido decidiu a causa à luz da legislação processual trabalhista. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III Agravo regimental improvido’ (AI n 815.641/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 1/2/11). Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório ARE 1125254 AGR / PR seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 7..., inciso XXVI, da Constituição Federal. Defende que, para o deslinde da controvérsia, não seria necessário analisar a legislação trabalhista, nem o acordo coletivo de trabalho, bem como não haveria falar em revolvimento de fatos e provas. Aduz, in verbis, que “(...) [n]ão se trata de saber se no caso em concreto seria ou não aplicável a legislação trabalhista (Art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho), ou qual seria sua melhor interpretação. Isto porque a aplicabilidade dessa norma foi exatamente o que se negociou coletivamente. (…) A Justiça do Trabalho, em todas as suas instâncias, afastou a aplicação da cláusula coletiva, com base no único fundamento da primazia da realidade, ou seja, de que era possível o controle de jornada para os motoristas e, por isso, seria inaplicável o disposto no art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, sendo devidas horas extras para os empregados. (…) O que aduz a recorrente é que tendo sido pactuada norma coletiva que autoriza a aplicação de dispositivo da Consolidação das Leis do Trabalho à determinada situação, ao poder judiciário não cabe mais avaliar se, de fato, tal dispositivo era aplicável, mas tão apenas julgar se a norma coletiva foi regularmente negociada e se tinha por objeto direito disponível”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR seguimento ao recurso.” Insiste o agravante na alegação de que teria havido violação direta do art. 7..., inciso XXVI, da Constituição Federal. Defende que, para o deslinde da controvérsia, não seria necessário analisar a legislação trabalhista, nem o acordo coletivo de trabalho, bem como não haveria falar em revolvimento de fatos e provas. Aduz, in verbis, que “(...) [n]ão se trata de saber se no caso em concreto seria ou não aplicável a legislação trabalhista (Art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho), ou qual seria sua melhor interpretação. Isto porque a aplicabilidade dessa norma foi exatamente o que se negociou coletivamente. (…) A Justiça do Trabalho, em todas as suas instâncias, afastou a aplicação da cláusula coletiva, com base no único fundamento da primazia da realidade, ou seja, de que era possível o controle de jornada para os motoristas e, por isso, seria inaplicável o disposto no art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho, sendo devidas horas extras para os empregados. (…) O que aduz a recorrente é que tendo sido pactuada norma coletiva que autoriza a aplicação de dispositivo da Consolidação das Leis do Trabalho à determinada situação, ao poder judiciário não cabe mais avaliar se, de fato, tal dispositivo era aplicável, mas tão apenas julgar se a norma coletiva foi regularmente negociada e se tinha por objeto direito disponível”. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. Com efeito, colhe-se do acórdão recorrido a seguinte fundamentação: “No que se refere à questão de fundo, a reclamada alega que deve ser reconhecida a validade da convenção coletiva que determinou a impossibilidade do controle de jornada. Afirma que a cláusula na norma coletiva enquadra os motoristas no disposto no art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho. Aponta violação do art. 7..., XXVI, da Constituição Federal. De plano, pela análise do teor da cláusula em debate e pelos elementos registrados, no acórdão regional, não se vislumbra a ocorrência de violação do art. 7..., XXVI, da Constituição Federal. A referida decisão registrou que havia, de fato, a possibilidade de controle de horário para os motoristas diante das inúmeras provas apresentadas. Dessa forma, entendeu que os empregados não estavam enquadrados no art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho (dispositivo que exclui os empregados do regime ordinário de duração do trabalho e afasta o pagamento de horas extras). O Colegiado a quo registrou que diante da previsão da norma coletiva devem prevalecer as condições fáticas constantes da realidade contratual. Assim, aplicou o princípio da primazia da realidade e decidiu por excluir os reclamantes substituídos da previsão do art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho. Ademais, cabe ressaltar que a referida cláusula somente teria aplicabilidade plena se fosse verifica a impossibilidade total de controle da jornada, situação já afastada pelo acórdão recorrido. Com isso, diante da possibilidade de controle efetivo, não há de se falar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece êxito. Com efeito, colhe-se do acórdão recorrido a seguinte fundamentação: “No que se refere à questão de fundo, a reclamada alega que deve ser reconhecida a validade da convenção coletiva que determinou a impossibilidade do controle de jornada. Afirma que a cláusula na norma coletiva enquadra os motoristas no disposto no art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho. Aponta violação do art. 7..., XXVI, da Constituição Federal. De plano, pela análise do teor da cláusula em debate e pelos elementos registrados, no acórdão regional, não se vislumbra a ocorrência de violação do art. 7..., XXVI, da Constituição Federal. A referida decisão registrou que havia, de fato, a possibilidade de controle de horário para os motoristas diante das inúmeras provas apresentadas. Dessa forma, entendeu que os empregados não estavam enquadrados no art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho (dispositivo que exclui os empregados do regime ordinário de duração do trabalho e afasta o pagamento de horas extras). O Colegiado a quo registrou que diante da previsão da norma coletiva devem prevalecer as condições fáticas constantes da realidade contratual. Assim, aplicou o princípio da primazia da realidade e decidiu por excluir os reclamantes substituídos da previsão do art. 62, I, da Consolidação das Leis do Trabalho. Ademais, cabe ressaltar que a referida cláusula somente teria aplicabilidade plena se fosse verifica a impossibilidade total de controle da jornada, situação já afastada pelo acórdão recorrido. Com isso, diante da possibilidade de controle efetivo, não há de se falar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1125254 AGR / PR em aplicação da norma coletiva ao caso. Ademais, constata-se que quadro fático delimitado no acórdão recorrido é exaustivo, no que diz respeito aos elementos fáticos que o convenceram pela possibilidade de controle de jornada. Desse modo, eventual modificação do julgado, como pretende a agravante, somente seria possível mediante imprescindível incursão no conjunto probatório dos autos, procedimento vedado nesta via extraordinária, na esteira da Súmula 126 do Tribunal Superior do Trabalho. Não é demais enfatizar que o Direito do Trabalho privilegia o princípio da primazia da realidade dos fatos, de forma que o que vale é o efetivo controle de jornada, em detrimento de eventual disposição contratual que disponha em sentido contrário. Por fim, ressalta-se que esta Corte tem decidido pela inaplicabilidade do art. 62, I, consolidado ao empregado que exerce atividade externa quando há possibilidade de controle de sua jornada, hipótese dos autos. Nesse sentido, os seguintes precedentes: (...).” Verifica-se que, para superar o entendimento firmado no acórdão recorrido, seria necessário analisar a legislação pertinente. Desse modo, a violação da Constituição Federal, caso existente, seria meramente reflexa. É certo, ainda, que a solução da lide não prescinde do reexame do conjunto fático-probatório da causa nem das cláusulas que regem o acordo coletivo firmado entre as partes, o qual é incabível na via extraordinária. Incidência das Súmulas ns 636, 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, além dos precedentes já citados, anotem-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. NORMA COLETIVA. HORAS IN ITINERE EXCEDENTES. BASE DE CÁLCULO. HORAS EXTRAS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR em aplicação da norma coletiva ao caso. Ademais, constata-se que quadro fático delimitado no acórdão recorrido é exaustivo, no que diz respeito aos elementos fáticos que o convenceram pela possibilidade de controle de jornada. Desse modo, eventual modificação do julgado, como pretende a agravante, somente seria possível mediante imprescindível incursão no conjunto probatório dos autos, procedimento vedado nesta via extraordinária, na esteira da Súmula 126 do Tribunal Superior do Trabalho. Não é demais enfatizar que o Direito do Trabalho privilegia o princípio da primazia da realidade dos fatos, de forma que o que vale é o efetivo controle de jornada, em detrimento de eventual disposição contratual que disponha em sentido contrário. Por fim, ressalta-se que esta Corte tem decidido pela inaplicabilidade do art. 62, I, consolidado ao empregado que exerce atividade externa quando há possibilidade de controle de sua jornada, hipótese dos autos. Nesse sentido, os seguintes precedentes: (...).” Verifica-se que, para superar o entendimento firmado no acórdão recorrido, seria necessário analisar a legislação pertinente. Desse modo, a violação da Constituição Federal, caso existente, seria meramente reflexa. É certo, ainda, que a solução da lide não prescinde do reexame do conjunto fático-probatório da causa nem das cláusulas que regem o acordo coletivo firmado entre as partes, o qual é incabível na via extraordinária. Incidência das Súmulas ns 636, 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido, além dos precedentes já citados, anotem-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. NORMA COLETIVA. HORAS IN ITINERE EXCEDENTES. BASE DE CÁLCULO. HORAS EXTRAS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 1125254 AGR / PR PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas de acordo coletivo, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II- Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III- Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 1.018.487/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Hora extra. Trabalho externo. Controle de jornada. Incidência das súmulas 279, 454 e 636. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 719.166/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/12/12). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Supremo Tribunal Federal ARE 1125254 AGR / PR PROBATÓRIO DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DE ACORDO COLETIVO. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. HONORÁRIOS NÃO FIXADOS PELA ORIGEM. MAJORAÇÃO DESCABIDA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas de acordo coletivo, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II- Incabível a majoração de honorários, uma vez que não foram fixados pelo juízo de origem. III- Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 1.018.487/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Hora extra. Trabalho externo. Controle de jornada. Incidência das súmulas 279, 454 e 636. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 719.166/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/12/12). Nego provimento ao agravo regimental. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15027588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ALIMENTOS ZAELI LTDA. ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA - SINTRAU ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992192 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.125.254 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ALIMENTOS ZAELI LTDA. ADV.(A/S) : FERNANDO TEIXEIRA ABDALA (24797/DF, 367882/SP) AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA - SINTRAU ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992192 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 125 . 254", "Súmulas ns 636 , 279", "ARE 1125254 AGR / PR", "ARE 1125254 AGR / PR", "SÚMULA 126 DO Tribunal Superior do Trabalho", "SÚMULA 126 DO Tribunal Superior do Trabalho", "ARE 1125254 AGR / PR", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 1125254 AGR / PR", "AI n 791 . 292 / PE - RG - QO", "ARE 1125254 AGR / PR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmulas", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG", "ARE 1125254 AGR /", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmulas", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG / MG", "ARE 1125254", "Súmulas 279", "ARE n 782 . 601", "SÚMULAS 454", "ARE n 1 . 057 . 594 / SP - AgR", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 782", "SÚMULAS 454", "ARE n 1 . 057 . 594 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "AI n . 750 . 752", "AI 657 . 925 - AgR", "AI n 808 . 502 / MA - AgR", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 815 . 641 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "AI n . 750 . 752", "AI 657 . 925 - AgR", "AI n 808 . 502 / MA - AgR", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 815 . 641 / RJ - AgR", "ARE 1125254 AGR / PR", "ARE 1125254", "ARE 1125254 AGR / PR", "Súmula 126 do Tribunal Superior do Trabalho", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 018 . 487 / SP - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE n 719 . 166 / SP - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 018 . 487 / SP - AgR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE n 719 . 166 / SP - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 62 , I , DA Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 62 , I , DA Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos XXXV e LV , 7 . . . , inciso XXVI , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos XXXV e LV , 7 . . . , inciso XXVI , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "ARTS . 1 . . . , III , 5 . . . , 7 . . . , XXVI , e 8 . . . DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 623 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "ARTS", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art", "327 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil /", "ARTIGO 623 DA Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , inciso XXVI , da Constituição Federal", "Art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , inciso XXVI , da Constituição Federal", "Art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal", "art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal", "art . 7 . . . , XXVI , da Constituição Federal", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 62 , I , da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "UMUARAMA", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "ALIMENTOS ZAELI LTDA .", "SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "ALIMENTOS ZAELI LTDA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "Alimentos Zaeli Ltda .", "Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ALIMENTOS ZAELI LTDA .", "SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA", "SINTRAU", "Alimentos Zaeli Ltda .", "Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "ALIMENTOS ZAELI LTDA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA", "SINTRAU", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ALIMENTOS ZAELI LTDA .", "SINDICATO DOS TRABALHADORES E CONDUTORES EM TRANSPORTES RODOVIARIOS E ANEXOS DE UMUARAMA", "SINTRAU", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "FERNANDO TEIXEIRA ABDALA", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "5", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "2018", "4 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "14", "/", "5", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "14", "/", "5", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "14", "7", "/", "11", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "14", "2015", "7", "/", "11", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "27", ".", "5", ".", "09", "14", ".", "9", ".", "07", "28", "/", "3", "/", "11", "1", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "27", ".", "5", ".", "09", "14", ".", "9", ".", "07", "28", "/", "3", "/", "11", "1", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "6", "/", "17", "13", ".", "8", ".", "2010", "12", "/", "12", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "6", "/", "17", "13", ".", "8", ".", "2010", "12", "/", "12", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 135.356 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DANIELE RENZO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ANDRADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUTIVO. Surge admissível o habeas corpus, ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional, sempre que a liberdade de ir e vir do cidadão haja sido alcançada, quer ante a expedição de mandado de prisão, quer, com maior razão, quando cumprido este último. PENA – DOSIMETRIA. A dosimetria da pena envolve, de regra, o justo ou injusto, não cabendo presumir ilegalidade. PENA – SUBSTITUIÇÃO. A substituição da pena restritiva da liberdade pela de direitos pressupõe quadro a revelar a suficiência. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004308. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 135.356 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DANIELE RENZO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ANDRADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Décima Quinta Vara Criminal da Comarca de São Paulo/SP, no processo nº 0044539-13.2014.8.26.0050, condenou a paciente a 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 250 dias-multa, ante o cometimento da infração versada no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006. Na dosimetria, teve como desfavoráveis as circunstâncias judiciais, em virtude da quantidade de entorpecentes apreendidos – 64,5 gramas –, fixando a pena-base em 5 anos e 10 meses de reclusão, levando em conta o piso de 5 anos e o teto de 15. Reduziu a sanção em 10 meses, considerada a atenuante prevista no artigo 65, inciso I (ser o agente menor de 21 anos na data do fato), do Código Penal. Na terceira fase, observou a causa de diminuição do § 4º do artigo 33 da Lei de Drogas no patamar de 1/2. Converteu a sanção privativa de liberdade em duas restritivas de direitos consubstanciadas na prestação de serviços à comunidade e pagamento 100 dias-multa. A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, ao prover a apelação interposta pelo Ministério Público, assentou inadequada a substituição da pena, tendo-a como incompatível com o propósito retributivo. Determinou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 135.356 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DANIELE RENZO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ANDRADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Décima Quinta Vara Criminal da Comarca de São Paulo/SP, no processo nº 0044539-13.2014.8.26.0050, condenou a paciente a 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 250 dias-multa, ante o cometimento da infração versada no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei nº 11.343/2006. Na dosimetria, teve como desfavoráveis as circunstâncias judiciais, em virtude da quantidade de entorpecentes apreendidos – 64,5 gramas –, fixando a pena-base em 5 anos e 10 meses de reclusão, levando em conta o piso de 5 anos e o teto de 15. Reduziu a sanção em 10 meses, considerada a atenuante prevista no artigo 65, inciso I (ser o agente menor de 21 anos na data do fato), do Código Penal. Na terceira fase, observou a causa de diminuição do § 4º do artigo 33 da Lei de Drogas no patamar de 1/2. Converteu a sanção privativa de liberdade em duas restritivas de direitos consubstanciadas na prestação de serviços à comunidade e pagamento 100 dias-multa. A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, ao prover a apelação interposta pelo Ministério Público, assentou inadequada a substituição da pena, tendo-a como incompatível com o propósito retributivo. Determinou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 135356 / SP expedição de mandado de prisão, tendo em vista a imposição do regime inicial fechado. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas corpus nº 354.651/SP teve a ordem deferida, de ofício, pela Quinta Turma, para estabelecer o regime inicial de cumprimento de pena semiaberto. O impetrante sustenta configurado constrangimento ilegal ante a imposição, em razão do caráter hediondo do crime, do regime fechado. Destaca a declaração de inconstitucionalidade do artigo 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/1990 pelo Supremo. Articula com ofensa aos verbetes nº 718 e nº 719 da Súmula deste Tribunal. Sublinha favoráveis as circunstâncias judiciais. Frisa a insubsistência dos fundamentos lançados pelo Superior Tribunal de Justiça para fixar o regime semiaberto, uma vez levada em conta a necessidade de prevenção e reparação do delito. Diz da iminência de ser expedido mandado de prisão. Requereu, no campo precário e efêmero, fosse a paciente posta em liberdade até o julgamento definitivo da impetração e, sucessivamente, no regime aberto. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 5 de maio de 2017, não implementou a liminar. A Procuradoria-Geral da República opina pelo deferimento da ordem. Aponta, preliminarmente, tratar-se de impetração substitutiva de recurso ordinário. Consigna insuficiente a motivação lançada pelo Tribunal estadual para afastar a conversão da pena, afirmando-a proporcional à quantidade da sanção e às circunstâncias concretas da individualização, notadamente a menoridade da paciente. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Supremo Tribunal Federal HC 135356 / SP expedição de mandado de prisão, tendo em vista a imposição do regime inicial fechado. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas corpus nº 354.651/SP teve a ordem deferida, de ofício, pela Quinta Turma, para estabelecer o regime inicial de cumprimento de pena semiaberto. O impetrante sustenta configurado constrangimento ilegal ante a imposição, em razão do caráter hediondo do crime, do regime fechado. Destaca a declaração de inconstitucionalidade do artigo 2º, § 1º, da Lei nº 8.072/1990 pelo Supremo. Articula com ofensa aos verbetes nº 718 e nº 719 da Súmula deste Tribunal. Sublinha favoráveis as circunstâncias judiciais. Frisa a insubsistência dos fundamentos lançados pelo Superior Tribunal de Justiça para fixar o regime semiaberto, uma vez levada em conta a necessidade de prevenção e reparação do delito. Diz da iminência de ser expedido mandado de prisão. Requereu, no campo precário e efêmero, fosse a paciente posta em liberdade até o julgamento definitivo da impetração e, sucessivamente, no regime aberto. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 5 de maio de 2017, não implementou a liminar. A Procuradoria-Geral da República opina pelo deferimento da ordem. Aponta, preliminarmente, tratar-se de impetração substitutiva de recurso ordinário. Consigna insuficiente a motivação lançada pelo Tribunal estadual para afastar a conversão da pena, afirmando-a proporcional à quantidade da sanção e às circunstâncias concretas da individualização, notadamente a menoridade da paciente. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório HC 135356 / SP ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Supremo Tribunal Federal HC 135356 / SP ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 135.356 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando os contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Atentem para a disciplina legal referente à definição do regime inicial de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais, a teor do artigo 33, § 3º, do Código Penal. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça estabeleceu o semiaberto, tendo em vista a sanção fixada – 2 anos e 6 meses de reclusão – e a valoração negativa da quantidade e natureza dos entorpecentes apreendidos – 106 porções de cocaína e 42 porções de crack. Vê-se que atuou em conformidade com o ordenamento jurídico. Sob a óptica legal, não há campo para a correção da decisão impugnada. No tocante à manifestação da Procuradoria-Geral da República no sentido de restabelecer-se a substituição da pena privativa de liberdade pelas restritivas de direitos, o artigo 44, inciso III, do Código Penal prevê a consideração das circunstâncias judiciais. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004310. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 135.356 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando os contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Atentem para a disciplina legal referente à definição do regime inicial de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais, a teor do artigo 33, § 3º, do Código Penal. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça estabeleceu o semiaberto, tendo em vista a sanção fixada – 2 anos e 6 meses de reclusão – e a valoração negativa da quantidade e natureza dos entorpecentes apreendidos – 106 porções de cocaína e 42 porções de crack. Vê-se que atuou em conformidade com o ordenamento jurídico. Sob a óptica legal, não há campo para a correção da decisão impugnada. No tocante à manifestação da Procuradoria-Geral da República no sentido de restabelecer-se a substituição da pena privativa de liberdade pelas restritivas de direitos, o artigo 44, inciso III, do Código Penal prevê a consideração das circunstâncias judiciais. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.356 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DANIELE RENZO DA SILVA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DE ANDRADE (198244/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046305 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.356 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DANIELE RENZO DA SILVA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DE ANDRADE (198244/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046305 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748085769
2018-08-14T00:00:00
2018-08-30T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUTIVO. Surge admissível o habeas corpus, ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional, sempre que a liberdade de ir e vir do cidadão haja sido alcançada, quer ante a expedição de mandado de prisão, quer, com maior razão, quando cumprido este último. PENA – DOSIMETRIA. A dosimetria da pena envolve, de regra, o justo ou injusto, não cabendo presumir ilegalidade. PENA – SUBSTITUIÇÃO. A substituição da pena restritiva da liberdade pela de direitos pressupõe quadro a revelar a suficiência.
sjur391861
Número de páginas: 6. Análise: 01/10/2018, ER.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
135356
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00003 ART-00044 INC-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 135356
[ "" ]
PACTE.(S) : DANIELE RENZO DA SILVA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DE ANDRADE COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 135.356 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DANIELE RENZO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ANDRADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – RECURSO ORDINÁRIO – SUBSTITUTIVO. Surge admissível o habeas corpus, ainda que substitutivo de recurso ordinário constitucional, sempre que a liberdade de ir e vir do cidadão haja sido alcançada, quer ante a expedição de mandado de prisão, quer, com maior razão, quando cumprido este último. PENA – DOSIMETRIA. A dosimetria da pena envolve, de regra, o justo ou injusto, não cabendo presumir ilegalidade. PENA – SUBSTITUIÇÃO. A substituição da pena restritiva da liberdade pela de direitos pressupõe quadro a revelar a suficiência. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004308. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 135.356 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DANIELE RENZO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ANDRADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Décima Quinta Vara Criminal da Comarca de São Paulo/SP, no processo n 0044539-13.2014.8.26.0050, condenou a paciente a 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 250 dias-multa, ante o cometimento da infração versada no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006. Na dosimetria, teve como desfavoráveis as circunstâncias judiciais, em virtude da quantidade de entorpecentes apreendidos – 64,5 gramas –, fixando a pena-base em 5 anos e 10 meses de reclusão, levando em conta o piso de 5 anos e o teto de 15. Reduziu a sanção em 10 meses, considerada a atenuante prevista no artigo 65, inciso I (ser o agente menor de 21 anos na data do fato), do Código Penal. Na terceira fase, observou a causa de diminuição do § 4... do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) no patamar de 1/2. Converteu a sanção privativa de liberdade em duas restritivas de direitos consubstanciadas na prestação de serviços à comunidade e pagamento 100 dias-multa. A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, ao prover a apelação interposta pelo Ministério Público, assentou inadequada a substituição da pena, tendo-a como incompatível com o propósito retributivo. Determinou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 135.356 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :DANIELE RENZO DA SILVA IMPTE.(S) :LUIZ CARLOS DE ANDRADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pela assessora Dra. Mariana Madera Nunes: O Juízo da Décima Quinta Vara Criminal da Comarca de São Paulo/SP, no processo n 0044539-13.2014.8.26.0050, condenou a paciente a 2 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 250 dias-multa, ante o cometimento da infração versada no artigo 33, cabeça (tráfico de drogas), da Lei n 11.343/2006. Na dosimetria, teve como desfavoráveis as circunstâncias judiciais, em virtude da quantidade de entorpecentes apreendidos – 64,5 gramas –, fixando a pena-base em 5 anos e 10 meses de reclusão, levando em conta o piso de 5 anos e o teto de 15. Reduziu a sanção em 10 meses, considerada a atenuante prevista no artigo 65, inciso I (ser o agente menor de 21 anos na data do fato), do Código Penal. Na terceira fase, observou a causa de diminuição do § 4... do artigo 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) no patamar de 1/2. Converteu a sanção privativa de liberdade em duas restritivas de direitos consubstanciadas na prestação de serviços à comunidade e pagamento 100 dias-multa. A Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, ao prover a apelação interposta pelo Ministério Público, assentou inadequada a substituição da pena, tendo-a como incompatível com o propósito retributivo. Determinou a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 135356 / SP expedição de mandado de prisão, tendo em vista a imposição do regime inicial fechado. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas corpus n 354.651/SP teve a ordem deferida, de ofício, pela Quinta Turma, para estabelecer o regime inicial de cumprimento de pena semiaberto. O impetrante sustenta configurado constrangimento ilegal ante a imposição, em razão do caráter hediondo do crime, do regime fechado. Destaca a declaração de inconstitucionalidade do artigo 2..., § 1..., da Lei n 8.072/1990 pelo Supremo. Articula com ofensa aos verbetes n 718 e n 719 da Súmula deste Tribunal. Sublinha favoráveis as circunstâncias judiciais. Frisa a insubsistência dos fundamentos lançados pelo Superior Tribunal de Justiça para fixar o regime semiaberto, uma vez levada em conta a necessidade de prevenção e reparação do delito. Diz da iminência de ser expedido mandado de prisão. Requereu, no campo precário e efêmero, fosse a paciente posta em liberdade até o julgamento definitivo da impetração e, sucessivamente, no regime aberto. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 5 de maio de 2017, não implementou a liminar. A Procuradoria-Geral da República opina pelo deferimento da ordem. Aponta, preliminarmente, tratar-se de impetração substitutiva de recurso ordinário. Consigna insuficiente a motivação lançada pelo Tribunal estadual para afastar a conversão da pena, afirmando-a proporcional à quantidade da sanção e às circunstâncias concretas da individualização, notadamente a menoridade da paciente. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Supremo Tribunal Federal HC 135356 / SP expedição de mandado de prisão, tendo em vista a imposição do regime inicial fechado. No Superior Tribunal de Justiça, o habeas corpus n 354.651/SP teve a ordem deferida, de ofício, pela Quinta Turma, para estabelecer o regime inicial de cumprimento de pena semiaberto. O impetrante sustenta configurado constrangimento ilegal ante a imposição, em razão do caráter hediondo do crime, do regime fechado. Destaca a declaração de inconstitucionalidade do artigo 2..., § 1..., da Lei n 8.072/1990 pelo Supremo. Articula com ofensa aos verbetes n 718 e n 719 da Súmula deste Tribunal. Sublinha favoráveis as circunstâncias judiciais. Frisa a insubsistência dos fundamentos lançados pelo Superior Tribunal de Justiça para fixar o regime semiaberto, uma vez levada em conta a necessidade de prevenção e reparação do delito. Diz da iminência de ser expedido mandado de prisão. Requereu, no campo precário e efêmero, fosse a paciente posta em liberdade até o julgamento definitivo da impetração e, sucessivamente, no regime aberto. No mérito, busca a confirmação da providência. Vossa Excelência, em 5 de maio de 2017, não implementou a liminar. A Procuradoria-Geral da República opina pelo deferimento da ordem. Aponta, preliminarmente, tratar-se de impetração substitutiva de recurso ordinário. Consigna insuficiente a motivação lançada pelo Tribunal estadual para afastar a conversão da pena, afirmando-a proporcional à quantidade da sanção e às circunstâncias concretas da individualização, notadamente a menoridade da paciente. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório HC 135356 / SP ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Supremo Tribunal Federal HC 135356 / SP ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004309. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 135.356 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando os contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Atentem para a disciplina legal referente à definição do regime inicial de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais, a teor do artigo 33, § 3..., do Código Penal. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça estabeleceu o semiaberto, tendo em vista a sanção fixada – 2 anos e 6 meses de reclusão – e a valoração negativa da quantidade e natureza dos entorpecentes apreendidos – 106 porções de cocaína e 42 porções de crack. Vê-se que atuou em conformidade com o ordenamento jurídico. Sob a óptica legal, não há campo para a correção da decisão impugnada. No tocante à manifestação da Procuradoria-Geral da República no sentido de restabelecer-se a substituição da pena privativa de liberdade pelas restritivas de direitos, o artigo 44, inciso III, do Código Penal prevê a consideração das circunstâncias judiciais. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004310. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 135.356 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Em jogo a liberdade de ir e vir, não se tem como deixar de adentrar a matéria versada no habeas corpus, pouco importando os contornos de substitutivo de recurso ordinário constitucional. Atentem para a disciplina legal referente à definição do regime inicial de cumprimento da pena. Norteia-o o patamar alusivo à condenação e as circunstâncias judiciais, a teor do artigo 33, § 3..., do Código Penal. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça estabeleceu o semiaberto, tendo em vista a sanção fixada – 2 anos e 6 meses de reclusão – e a valoração negativa da quantidade e natureza dos entorpecentes apreendidos – 106 porções de cocaína e 42 porções de crack. Vê-se que atuou em conformidade com o ordenamento jurídico. Sob a óptica legal, não há campo para a correção da decisão impugnada. No tocante à manifestação da Procuradoria-Geral da República no sentido de restabelecer-se a substituição da pena privativa de liberdade pelas restritivas de direitos, o artigo 44, inciso III, do Código Penal prevê a consideração das circunstâncias judiciais. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.356 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DANIELE RENZO DA SILVA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DE ANDRADE (198244/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046305 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 135.356 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : DANIELE RENZO DA SILVA IMPTE.(S) : LUIZ CARLOS DE ANDRADE (198244/SP) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046305 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 135 . 356", "processo n 0044539 - 13 . 2014 . 8 . 26 . 0050", "HABEAS CORPUS 135 . 356 SÃO", "processo n 0044539 - 13 . 2014 . 8 . 26 . 0050", "HC 135356 / SP", "habeas corpus n 354 . 651 / SP", "HC 135356 / SP", "habeas corpus n 354 . 651 / SP", "HC 135356 / SP", "HC 135356 / SP", "HABEAS CORPUS 135 . 356", "HABEAS CORPUS 135 . 356", "HABEAS CORPUS 135 . 356", "HABEAS CORPUS 135 . 356" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça", "Lei n 11 . 343 / 2006", "artigo 65 , inciso I", "artigo 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , cabeça (", "artigo 65 , inciso I", "artigo 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n 8 . 072 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n 8 . 072 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "artigo 44 , inciso III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "inciso III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Décima Quinta Vara Criminal da Comarca de São Paulo / SP", "Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Décima Quinta Vara Criminal da Comarca de São Paulo / SP", "Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "DANIELE RENZO DA SILVA", "LUIZ CARLOS DE ANDRADE", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DANIELE RENZO DA SILVA", "LUIZ CARLOS DE ANDRADE", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "DANIELE RENZO DA SILVA", "LUIZ CARLOS DE ANDRADE", "MARCO AURÉLIO", "Mariana Madera Nunes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DANIELE RENZO DA SILVA", "LUIZ CARLOS DE ANDRADE", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "DANIELE RENZO DA SILVA", "LUIZ CARLOS DE ANDRADE", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de maio de 2017", "4 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de maio de 2017", "4 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :JOAO PAULO DOS SANTOS MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação dos honorários de sucumbência recursal previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BD-3341-DFE0-60D7 e senha 17D0-B2FC-33C4-954D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1122883 AGR / GO Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BD-3341-DFE0-60D7 e senha 17D0-B2FC-33C4-954D Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BD-3341-DFE0-60D7 e senha 17D0-B2FC-33C4-954D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :JOAO PAULO DOS SANTOS MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 3 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A turma Recursal confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência do pedido de revisão de vencimentos em decorrência da URP de abril de maio de 1988, considerada a prescrição. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente alega violado o artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Diz inobservado o verbete n° 671 da súmula do Supremo. Requer o recebimento da parcela referente à URP dos meses de abril e maio de 1988. Afirma possuir direito adquirido ao percentual pleiteado. Aponta a não absorção dos índices pelos posteriores planos de carreira implementados. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :JOAO PAULO DOS SANTOS MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 3 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A turma Recursal confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência do pedido de revisão de vencimentos em decorrência da URP de abril de maio de 1988, considerada a prescrição. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente alega violado o artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Diz inobservado o verbete n° 671 da súmula do Supremo. Requer o recebimento da parcela referente à URP dos meses de abril e maio de 1988. Afirma possuir direito adquirido ao percentual pleiteado. Aponta a não absorção dos índices pelos posteriores planos de carreira implementados. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1122883 AGR / GO soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Eis a síntese da decisão recorrida: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE VENCIMENTO. URP DE ABRIL E MAIO/1988. 3,77%. DECRETO Nº 2.335/87. PRESCRIÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Trata-se de recurso,interposto pela parte autora contra sentença que julgou improcedente pedido de pagamento do reajuste de 3,77% (URP), de abril e maio/1988. 2. Presentes os pressupostos de admissibilidade, o recurso deve ser conhecido. 3. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado, na forma do Decreto n.º 2.335/87, até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n.º 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mesmo mês. Ainda, no entendimento do STF, é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP"s relativas aos meses de abril e maio de 1988. Confiram-se, in verbis: Vencimentos: reajuste: URP de abril e maio de 1988. Os autores têm direito ao reajustes da remuneração correspondente a abrir e maio de \9gg, segundo a sistemática do DL. 2.335/87, pelos dias transcorridos no mês de abril, até o advento do DL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Eis a síntese da decisão recorrida: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE VENCIMENTO. URP DE ABRIL E MAIO/1988. 3,77%. DECRETO Nº 2.335/87. PRESCRIÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Trata-se de recurso,interposto pela parte autora contra sentença que julgou improcedente pedido de pagamento do reajuste de 3,77% (URP), de abril e maio/1988. 2. Presentes os pressupostos de admissibilidade, o recurso deve ser conhecido. 3. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado, na forma do Decreto n.º 2.335/87, até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n.º 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mesmo mês. Ainda, no entendimento do STF, é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP"s relativas aos meses de abril e maio de 1988. Confiram-se, in verbis: Vencimentos: reajuste: URP de abril e maio de 1988. Os autores têm direito ao reajustes da remuneração correspondente a abrir e maio de \9gg, segundo a sistemática do DL. 2.335/87, pelos dias transcorridos no mês de abril, até o advento do DL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 1122883 AGR / GO 2.425/88, conforme decidido no julgamento plenário do RE 146.249, Moreira Alves, I8.l I-94- RE conhecido e provido para excluir a extensão aos meses de junho e julho de 1988- II. Agravo regimental que não ataca o fundamento da decisão agravada, restringindo-se a considerações quanto à incidência, na hipótese, da Súmula 343, questão insuscetível de exame no extraordinário, porque, além de não suscitada pelo recorrente, situa-se no âmbito do direito processual ordinário. "(AgRg no AG 307.721/RS, 1º Turma, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 24/05/2002.) Funcionário público. Reajuste. Aplicação imediata do artigo 1º, do Decreto-Lei 2-425/88. - Recentemente, o Plenário desta Corte ao julgar o RE nº 146.749, decidiu que, não havendo direito adquirido a vencimentos nem a regime jurídico, o artigo 1º. 4. Também merece destaque o seguinte precedente do STJ: ADMINISTRATIVO. AÇAO RESCISORIA. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICI. REAJUSTES. URps DE ABRIL E MAIO DE 1988 (16,19%). URP DE FEVEREIRO DE 1989 - PLANO VERÃO (26,05%). l. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado na forma do Decreto n. 2.335/87 até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mês, sendo certo que é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP's relativas aos meses de abril e maio de 1988. 2. Restou, também, decidido que não há direito adquirido ao reajuste de 26,05 %, relativo à URP de fevereiro de 1989, em face do advento do Plano Verão, previsto na Lei n.º 7.730/89, que entrou em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO 2.425/88, conforme decidido no julgamento plenário do RE 146.249, Moreira Alves, I8.l I-94- RE conhecido e provido para excluir a extensão aos meses de junho e julho de 1988- II. Agravo regimental que não ataca o fundamento da decisão agravada, restringindo-se a considerações quanto à incidência, na hipótese, da Súmula 343, questão insuscetível de exame no extraordinário, porque, além de não suscitada pelo recorrente, situa-se no âmbito do direito processual ordinário. "(AgRg no AG 307.721/RS, 1º Turma, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 24/05/2002.) Funcionário público. Reajuste. Aplicação imediata do artigo 1º, do Decreto-Lei 2-425/88. - Recentemente, o Plenário desta Corte ao julgar o RE nº 146.749, decidiu que, não havendo direito adquirido a vencimentos nem a regime jurídico, o artigo 1º. 4. Também merece destaque o seguinte precedente do STJ: ADMINISTRATIVO. AÇAO RESCISORIA. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICI. REAJUSTES. URps DE ABRIL E MAIO DE 1988 (16,19%). URP DE FEVEREIRO DE 1989 - PLANO VERÃO (26,05%). l. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado na forma do Decreto n. 2.335/87 até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mês, sendo certo que é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP's relativas aos meses de abril e maio de 1988. 2. Restou, também, decidido que não há direito adquirido ao reajuste de 26,05 %, relativo à URP de fevereiro de 1989, em face do advento do Plano Verão, previsto na Lei n.º 7.730/89, que entrou em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 1122883 AGR / GO vigor anteriormente à implementação dos requisitos legais exigidos. 3. Recurso especial provido, para julgar procedente a ação rescisória ajuizada pela União. (STJ, Relator; Ministro CAMPOS MARQUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PR), Data de Julgamento; 20/06/2013, T5 - QUINTA TURMA) 5. No caso vertente, também deve ser observado que, em vista da posterior incorporação do reajuste, não há como se atribuir ao direito postulado a natureza de obrigação de trato sucessivo, pois a controvérsia cinge-se ao pagamento de valores retroativos, devidos em um espaço de tempo delimitado, sem reflexo em vencimentos futuros. Assim, não se tratando de prestação de trato sucessivo, é inevitável a conclusão de que os valores pretendidos já foram alcançado pelo lapso prescricional. 6. Uma vez reconhecida a prescrição da pretensão vestibular, torna-se desnecessária a análise dos demais pontos suscitados pela parte recorrente. 7. Recurso não provido. Sentença mantida No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO vigor anteriormente à implementação dos requisitos legais exigidos. 3. Recurso especial provido, para julgar procedente a ação rescisória ajuizada pela União. (STJ, Relator; Ministro CAMPOS MARQUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PR), Data de Julgamento; 20/06/2013, T5 - QUINTA TURMA) 5. No caso vertente, também deve ser observado que, em vista da posterior incorporação do reajuste, não há como se atribuir ao direito postulado a natureza de obrigação de trato sucessivo, pois a controvérsia cinge-se ao pagamento de valores retroativos, devidos em um espaço de tempo delimitado, sem reflexo em vencimentos futuros. Assim, não se tratando de prestação de trato sucessivo, é inevitável a conclusão de que os valores pretendidos já foram alcançado pelo lapso prescricional. 6. Uma vez reconhecida a prescrição da pretensão vestibular, torna-se desnecessária a análise dos demais pontos suscitados pela parte recorrente. 7. Recurso não provido. Sentença mantida No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 1122883 AGR / GO deste Tribunal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Majoro os honorários recursais em 5% sobre o valor da causa, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. 4. Publiquem. A agravante insiste na alegação de ofensa ao direito adquirido, consistente na perda de 16,19% sobre os vencimentos, referente à URP de abril/maio de 1988. Afirma buscar a valoração jurídica de fatos incontroversos. Aduz a constitucionalidade da discussão e evoca precedentes. A União, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. Postula a majoração dos honorários recursais. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO deste Tribunal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Majoro os honorários recursais em 5% sobre o valor da causa, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. 4. Publiquem. A agravante insiste na alegação de ofensa ao direito adquirido, consistente na perda de 16,19% sobre os vencimentos, referente à URP de abril/maio de 1988. Afirma buscar a valoração jurídica de fatos incontroversos. Aduz a constitucionalidade da discussão e evoca precedentes. A União, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. Postula a majoração dos honorários recursais. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo, novamente, a síntese da decisão formalizada pelo Colegiado de origem: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE VENCIMENTO. URP DE ABRIL E MAIO/1988. 3,77%. DECRETO Nº 2.335/87. PRESCRIÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Trata-se de recurso,interposto pela parte autora contra sentença que julgou improcedente pedido de pagamento do reajuste de 3,77% (URP), de abril e maio/1988. 2. Presentes os pressupostos de admissibilidade, o recurso deve ser conhecido. 3. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado, na forma do Decreto n.º 2.335/87, até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n.º 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mesmo mês. Ainda, no entendimento do STF, é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP"s relativas aos meses de abril e maio de 1988. Confiram-se, in verbis: Vencimentos: reajuste: URP de abril e maio de 1988. Os autores têm direito ao reajustes da remuneração correspondente a abril e maio de 1988, segundo a sistemática do DL. 2.335/87, pelos dias transcorridos no mês de abril, até o advento do DL. 2.425/88, conforme decidido no julgamento plenário do RE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo, novamente, a síntese da decisão formalizada pelo Colegiado de origem: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE VENCIMENTO. URP DE ABRIL E MAIO/1988. 3,77%. DECRETO Nº 2.335/87. PRESCRIÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Trata-se de recurso,interposto pela parte autora contra sentença que julgou improcedente pedido de pagamento do reajuste de 3,77% (URP), de abril e maio/1988. 2. Presentes os pressupostos de admissibilidade, o recurso deve ser conhecido. 3. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado, na forma do Decreto n.º 2.335/87, até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n.º 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mesmo mês. Ainda, no entendimento do STF, é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP"s relativas aos meses de abril e maio de 1988. Confiram-se, in verbis: Vencimentos: reajuste: URP de abril e maio de 1988. Os autores têm direito ao reajustes da remuneração correspondente a abril e maio de 1988, segundo a sistemática do DL. 2.335/87, pelos dias transcorridos no mês de abril, até o advento do DL. 2.425/88, conforme decidido no julgamento plenário do RE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1122883 AGR / GO 146.749, Moreira Alves, 18.11.94. RE conhecido e provido para excluir a extensão aos meses de junho e julho de 1988. II. Agravo regimental que não ataca o fundamento da decisão agravada, restringindo-se a considerações quanto à incidência, na hipótese, da Súmula 343, questão insuscetível de exame no extraordinário, porque, além de não suscitada pelo recorrente, situa-se no âmbito do direito processual ordinário. "(AgRg no AG 307.721/RS, 1º Turma, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 24/05/2002.) Funcionário público. Reajuste. Aplicação imediata do artigo 1º, do Decreto-Lei 2.425/88. - Recentemente, o Plenário desta Corte ao julgar o RE nº 146.749, decidiu que, não havendo direito adquirido a vencimentos nem a regime jurídico, o artigo 1º caput, caput, do Decreto-Lei 2.425/88 é de aplicação imediata, tendo funcionários direito apenas ao reajuste, calculado pelo sistema do artigo 8º, 1º, do Decreto-Lei 2.335, com relação aos dias do mês de abril anteriores ao da publicação daquele Decreto- Lei (ou seja, os sete primeiros dias do mês de abril de 1988, uma vez que o referido artigo 1º, caput, entrou em vigor no dia oito de abril de 1988, data em que foi publicado, pois não sofreu alteração na republicação feita no dia onze do mesmo mês), bem como ao de igual valor, não cumulativamente, no mês de maio seguinte. Recurso extraordinário conhecido e, em parte, provido. "(RE 197.243/DF, 1ª Turma, Rel. Min. MOREIRA ALVES, DJ de I4/11/1996.) 4. Também merece destaque o seguinte precedente do STJ: ADMINISTRATIVO. AÇAO RESCISORIA. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICI. REAJUSTES. URps DE ABRIL E MAIO DE 1988 (16,19%). URP DE FEVEREIRO DE 1989 - PLANO VERÃO (26,05%). l. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado na forma do Decreto n. 2.335/87 até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO 146.749, Moreira Alves, 18.11.94. RE conhecido e provido para excluir a extensão aos meses de junho e julho de 1988. II. Agravo regimental que não ataca o fundamento da decisão agravada, restringindo-se a considerações quanto à incidência, na hipótese, da Súmula 343, questão insuscetível de exame no extraordinário, porque, além de não suscitada pelo recorrente, situa-se no âmbito do direito processual ordinário. "(AgRg no AG 307.721/RS, 1º Turma, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 24/05/2002.) Funcionário público. Reajuste. Aplicação imediata do artigo 1º, do Decreto-Lei 2.425/88. - Recentemente, o Plenário desta Corte ao julgar o RE nº 146.749, decidiu que, não havendo direito adquirido a vencimentos nem a regime jurídico, o artigo 1º caput, caput, do Decreto-Lei 2.425/88 é de aplicação imediata, tendo funcionários direito apenas ao reajuste, calculado pelo sistema do artigo 8º, 1º, do Decreto-Lei 2.335, com relação aos dias do mês de abril anteriores ao da publicação daquele Decreto- Lei (ou seja, os sete primeiros dias do mês de abril de 1988, uma vez que o referido artigo 1º, caput, entrou em vigor no dia oito de abril de 1988, data em que foi publicado, pois não sofreu alteração na republicação feita no dia onze do mesmo mês), bem como ao de igual valor, não cumulativamente, no mês de maio seguinte. Recurso extraordinário conhecido e, em parte, provido. "(RE 197.243/DF, 1ª Turma, Rel. Min. MOREIRA ALVES, DJ de I4/11/1996.) 4. Também merece destaque o seguinte precedente do STJ: ADMINISTRATIVO. AÇAO RESCISORIA. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICI. REAJUSTES. URps DE ABRIL E MAIO DE 1988 (16,19%). URP DE FEVEREIRO DE 1989 - PLANO VERÃO (26,05%). l. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado na forma do Decreto n. 2.335/87 até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1122883 AGR / GO 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mês, sendo certo que é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP's relativas aos meses de abril e maio de 1988. 2. Restou, também, decidido que não há direito adquirido ao reajuste de 26,05 %, relativo à URP de fevereiro de 1989, em face do advento do Plano Verão, previsto na Lei n.º 7.730/89, que entrou em vigor anteriormente à implementação dos requisitos legais exigidos. 3. Recurso especial provido, para julgar procedente a ação rescisória ajuizada pela União. (STJ, Relator; Ministro CAMPOS MARQUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PR), Data de Julgamento; 20/06/2013, T5 - QUINTA TURMA) 5. No caso vertente, também deve ser observado que, em vista da posterior incorporação do reajuste, não há como se atribuir ao direito postulado a natureza de obrigação de trato sucessivo, pois a controvérsia cinge-se ao pagamento de valores retroativos, devidos em um espaço de tempo delimitado, sem reflexo em vencimentos futuros. Assim, não se tratando de prestação de trato sucessivo, é inevitável a conclusão de que os valores pretendidos já foram alcançado pelo lapso prescricional. 6. Uma vez reconhecida a prescrição da pretensão vestibular, torna-se desnecessária a análise dos demais pontos suscitados pela parte recorrente. 7. Recurso não provido. Sentença mantida. Diversamente do alegado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência. O Tribunal assentou o reconhecimento da prescrição dos valores buscados, mantendo a decisão de improcedência do pedido de revisão de vencimentos em decorrência da URP de abril e maio de 1988. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir-se de modo contrário ao assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a questão, o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mês, sendo certo que é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP's relativas aos meses de abril e maio de 1988. 2. Restou, também, decidido que não há direito adquirido ao reajuste de 26,05 %, relativo à URP de fevereiro de 1989, em face do advento do Plano Verão, previsto na Lei n.º 7.730/89, que entrou em vigor anteriormente à implementação dos requisitos legais exigidos. 3. Recurso especial provido, para julgar procedente a ação rescisória ajuizada pela União. (STJ, Relator; Ministro CAMPOS MARQUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PR), Data de Julgamento; 20/06/2013, T5 - QUINTA TURMA) 5. No caso vertente, também deve ser observado que, em vista da posterior incorporação do reajuste, não há como se atribuir ao direito postulado a natureza de obrigação de trato sucessivo, pois a controvérsia cinge-se ao pagamento de valores retroativos, devidos em um espaço de tempo delimitado, sem reflexo em vencimentos futuros. Assim, não se tratando de prestação de trato sucessivo, é inevitável a conclusão de que os valores pretendidos já foram alcançado pelo lapso prescricional. 6. Uma vez reconhecida a prescrição da pretensão vestibular, torna-se desnecessária a análise dos demais pontos suscitados pela parte recorrente. 7. Recurso não provido. Sentença mantida. Diversamente do alegado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência. O Tribunal assentou o reconhecimento da prescrição dos valores buscados, mantendo a decisão de improcedência do pedido de revisão de vencimentos em decorrência da URP de abril e maio de 1988. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir-se de modo contrário ao assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a questão, o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1122883 AGR / GO Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado e da legislação de regência, não alcançando, portanto, qualquer tema constitucional. A insurgência da agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo devida ao final do processo a teor do artigo 98, § 4º, do referido diploma. Majoro os honorários recursais em 5% sobre o valor da causa, observado o artigo 85, § 11, do referido Código. Tendo a agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado e da legislação de regência, não alcançando, portanto, qualquer tema constitucional. A insurgência da agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo devida ao final do processo a teor do artigo 98, § 4º, do referido diploma. Majoro os honorários recursais em 5% sobre o valor da causa, observado o artigo 85, § 11, do referido Código. Tendo a agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) : JOAO PAULO DOS SANTOS MELO (29542-A/CE, 51965/DF, 41578/GO, 16468-A/MA, 5291-A/PB, 7852/PI, 5291/RN) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa e honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046350 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) : JOAO PAULO DOS SANTOS MELO (29542-A/CE, 51965/DF, 41578/GO, 16468-A/MA, 5291-A/PB, 7852/PI, 5291/RN) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa e honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046350 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748171237
2018-08-14T00:00:00
2018-09-11T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa e honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação dos honorários de sucumbência recursal previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur390503
Número de páginas: 12. Análise: 25/09/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1122883
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-00098 PAR-00004 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEC-002335 ANO-1987\n DECRETO\n\n", "LEG-FED DEC-002425 ANO-1988\n DECRETO" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1122883 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) : JOAO PAULO DOS SANTOS MELO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :JOAO PAULO DOS SANTOS MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação dos honorários de sucumbência recursal previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BD-3341-DFE0-60D7 e senha 17D0-B2FC-33C4-954D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1122883 AGR / GO Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BD-3341-DFE0-60D7 e senha 17D0-B2FC-33C4-954D Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 44BD-3341-DFE0-60D7 e senha 17D0-B2FC-33C4-954D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :JOAO PAULO DOS SANTOS MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 3 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A turma Recursal confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência do pedido de revisão de vencimentos em decorrência da URP de abril de maio de 1988, considerada a prescrição. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente alega violado o artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Diz inobservado o verbete n 671 da súmula do Supremo. Requer o recebimento da parcela referente à URP dos meses de abril e maio de 1988. Afirma possuir direito adquirido ao percentual pleiteado. Aponta a não absorção dos índices pelos posteriores planos de carreira implementados. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) :JOAO PAULO DOS SANTOS MELO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 3 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A turma Recursal confirmou o entendimento do Juízo quanto à improcedência do pedido de revisão de vencimentos em decorrência da URP de abril de maio de 1988, considerada a prescrição. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente alega violado o artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Diz inobservado o verbete n 671 da súmula do Supremo. Requer o recebimento da parcela referente à URP dos meses de abril e maio de 1988. Afirma possuir direito adquirido ao percentual pleiteado. Aponta a não absorção dos índices pelos posteriores planos de carreira implementados. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1122883 AGR / GO soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Eis a síntese da decisão recorrida: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE VENCIMENTO. URP DE ABRIL E MAIO/1988. 3,77%. DECRETO n 2.335/87. PRESCRIÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Trata-se de recurso,interposto pela parte autora contra sentença que julgou improcedente pedido de pagamento do reajuste de 3,77% (URP), de abril e maio/1988. 2. Presentes os pressupostos de admissibilidade, o recurso deve ser conhecido. 3. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado, na forma do Decreto n. 2.335/87, até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mesmo mês. Ainda, no entendimento do Supremo Tribunal Federal, é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP"s relativas aos meses de abril e maio de 1988. Confiram-se, in verbis: Vencimentos: reajuste: URP de abril e maio de 1988. Os autores têm direito ao reajustes da remuneração correspondente a abrir e maio de \9gg, segundo a sistemática do DL. 2.335/87, pelos dias transcorridos no mês de abril, até o advento do DL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Eis a síntese da decisão recorrida: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE VENCIMENTO. URP DE ABRIL E MAIO/1988. 3,77%. DECRETO n 2.335/87. PRESCRIÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Trata-se de recurso,interposto pela parte autora contra sentença que julgou improcedente pedido de pagamento do reajuste de 3,77% (URP), de abril e maio/1988. 2. Presentes os pressupostos de admissibilidade, o recurso deve ser conhecido. 3. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado, na forma do Decreto n. 2.335/87, até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mesmo mês. Ainda, no entendimento do Supremo Tribunal Federal, é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP"s relativas aos meses de abril e maio de 1988. Confiram-se, in verbis: Vencimentos: reajuste: URP de abril e maio de 1988. Os autores têm direito ao reajustes da remuneração correspondente a abrir e maio de \9gg, segundo a sistemática do DL. 2.335/87, pelos dias transcorridos no mês de abril, até o advento do DL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 1122883 AGR / GO 2.425/88, conforme decidido no julgamento plenário do Recurso Extraordinário 146.249, Moreira Alves, I8.l I-94- Recurso Extraordinário conhecido e provido para excluir a extensão aos meses de junho e julho de 1988- II. Agravo regimental que não ataca o fundamento da decisão agravada, restringindo-se a considerações quanto à incidência, na hipótese, da Súmula 343, questão insuscetível de exame no extraordinário, porque, além de não suscitada pelo recorrente, situa-se no âmbito do direito processual ordinário. "(AgRg no AG 307.721/RS, 1... Turma, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 24/05/2002.) Funcionário público. Reajuste. Aplicação imediata do artigo 1..., do Decreto-Lei 2-425/88. - Recentemente, o Plenário desta Corte ao julgar o Recurso Extraordinário n 146.749, decidiu que, não havendo direito adquirido a vencimentos nem a regime jurídico, o artigo 1.... 4. Também merece destaque o seguinte precedente do Superior Tribunal de Justiça: ADMINISTRATIVO. AÇAO RESCISORIA. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICI. REAJUSTES. URps DE ABRIL E MAIO DE 1988 (16,19%). URP DE FEVEREIRO DE 1989 - PLANO VERÃO (26,05%). l. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado na forma do Decreto n. 2.335/87 até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mês, sendo certo que é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP's relativas aos meses de abril e maio de 1988. 2. Restou, também, decidido que não há direito adquirido ao reajuste de 26,05 %, relativo à URP de fevereiro de 1989, em face do advento do Plano Verão, previsto na Lei n. 7.730/89, que entrou em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO 2.425/88, conforme decidido no julgamento plenário do Recurso Extraordinário 146.249, Moreira Alves, I8.l I-94- Recurso Extraordinário conhecido e provido para excluir a extensão aos meses de junho e julho de 1988- II. Agravo regimental que não ataca o fundamento da decisão agravada, restringindo-se a considerações quanto à incidência, na hipótese, da Súmula 343, questão insuscetível de exame no extraordinário, porque, além de não suscitada pelo recorrente, situa-se no âmbito do direito processual ordinário. "(AgRg no AG 307.721/RS, 1... Turma, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 24/05/2002.) Funcionário público. Reajuste. Aplicação imediata do artigo 1..., do Decreto-Lei 2-425/88. - Recentemente, o Plenário desta Corte ao julgar o Recurso Extraordinário n 146.749, decidiu que, não havendo direito adquirido a vencimentos nem a regime jurídico, o artigo 1.... 4. Também merece destaque o seguinte precedente do Superior Tribunal de Justiça: ADMINISTRATIVO. AÇAO RESCISORIA. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICI. REAJUSTES. URps DE ABRIL E MAIO DE 1988 (16,19%). URP DE FEVEREIRO DE 1989 - PLANO VERÃO (26,05%). l. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado na forma do Decreto n. 2.335/87 até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mês, sendo certo que é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP's relativas aos meses de abril e maio de 1988. 2. Restou, também, decidido que não há direito adquirido ao reajuste de 26,05 %, relativo à URP de fevereiro de 1989, em face do advento do Plano Verão, previsto na Lei n. 7.730/89, que entrou em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 1122883 AGR / GO vigor anteriormente à implementação dos requisitos legais exigidos. 3. Recurso especial provido, para julgar procedente a ação rescisória ajuizada pela União. (Superior Tribunal de Justiça, Relator; Ministro CAMPOS MARQUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PR), Data de Julgamento; 20/06/2013, T5 - QUINTA TURMA) 5. No caso vertente, também deve ser observado que, em vista da posterior incorporação do reajuste, não há como se atribuir ao direito postulado a natureza de obrigação de trato sucessivo, pois a controvérsia cinge-se ao pagamento de valores retroativos, devidos em um espaço de tempo delimitado, sem reflexo em vencimentos futuros. Assim, não se tratando de prestação de trato sucessivo, é inevitável a conclusão de que os valores pretendidos já foram alcançado pelo lapso prescricional. 6. Uma vez reconhecida a prescrição da pretensão vestibular, torna-se desnecessária a análise dos demais pontos suscitados pela parte recorrente. 7. Recurso não provido. Sentença mantida No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO vigor anteriormente à implementação dos requisitos legais exigidos. 3. Recurso especial provido, para julgar procedente a ação rescisória ajuizada pela União. (Superior Tribunal de Justiça, Relator; Ministro CAMPOS MARQUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PR), Data de Julgamento; 20/06/2013, T5 - QUINTA TURMA) 5. No caso vertente, também deve ser observado que, em vista da posterior incorporação do reajuste, não há como se atribuir ao direito postulado a natureza de obrigação de trato sucessivo, pois a controvérsia cinge-se ao pagamento de valores retroativos, devidos em um espaço de tempo delimitado, sem reflexo em vencimentos futuros. Assim, não se tratando de prestação de trato sucessivo, é inevitável a conclusão de que os valores pretendidos já foram alcançado pelo lapso prescricional. 6. Uma vez reconhecida a prescrição da pretensão vestibular, torna-se desnecessária a análise dos demais pontos suscitados pela parte recorrente. 7. Recurso não provido. Sentença mantida No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 1122883 AGR / GO deste Tribunal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Majoro os honorários recursais em 5% sobre o valor da causa, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. 4. Publiquem. A agravante insiste na alegação de ofensa ao direito adquirido, consistente na perda de 16,19% sobre os vencimentos, referente à URP de abril/maio de 1988. Afirma buscar a valoração jurídica de fatos incontroversos. Aduz a constitucionalidade da discussão e evoca precedentes. A União, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. Postula a majoração dos honorários recursais. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO deste Tribunal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Majoro os honorários recursais em 5% sobre o valor da causa, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. 4. Publiquem. A agravante insiste na alegação de ofensa ao direito adquirido, consistente na perda de 16,19% sobre os vencimentos, referente à URP de abril/maio de 1988. Afirma buscar a valoração jurídica de fatos incontroversos. Aduz a constitucionalidade da discussão e evoca precedentes. A União, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. Postula a majoração dos honorários recursais. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1023-E2EE-DBEC-8A28 e senha B5B9-0032-20E7-84EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo, novamente, a síntese da decisão formalizada pelo Colegiado de origem: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE VENCIMENTO. URP DE ABRIL E MAIO/1988. 3,77%. DECRETO n 2.335/87. PRESCRIÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Trata-se de recurso,interposto pela parte autora contra sentença que julgou improcedente pedido de pagamento do reajuste de 3,77% (URP), de abril e maio/1988. 2. Presentes os pressupostos de admissibilidade, o recurso deve ser conhecido. 3. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado, na forma do Decreto n. 2.335/87, até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mesmo mês. Ainda, no entendimento do Supremo Tribunal Federal, é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP"s relativas aos meses de abril e maio de 1988. Confiram-se, in verbis: Vencimentos: reajuste: URP de abril e maio de 1988. Os autores têm direito ao reajustes da remuneração correspondente a abril e maio de 1988, segundo a sistemática do DL. 2.335/87, pelos dias transcorridos no mês de abril, até o advento do DL. 2.425/88, conforme decidido no julgamento plenário do Recurso Extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Transcrevo, novamente, a síntese da decisão formalizada pelo Colegiado de origem: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE VENCIMENTO. URP DE ABRIL E MAIO/1988. 3,77%. DECRETO n 2.335/87. PRESCRIÇÃO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Trata-se de recurso,interposto pela parte autora contra sentença que julgou improcedente pedido de pagamento do reajuste de 3,77% (URP), de abril e maio/1988. 2. Presentes os pressupostos de admissibilidade, o recurso deve ser conhecido. 3. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado, na forma do Decreto n. 2.335/87, até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mesmo mês. Ainda, no entendimento do Supremo Tribunal Federal, é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP"s relativas aos meses de abril e maio de 1988. Confiram-se, in verbis: Vencimentos: reajuste: URP de abril e maio de 1988. Os autores têm direito ao reajustes da remuneração correspondente a abril e maio de 1988, segundo a sistemática do DL. 2.335/87, pelos dias transcorridos no mês de abril, até o advento do DL. 2.425/88, conforme decidido no julgamento plenário do Recurso Extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1122883 AGR / GO 146.749, Moreira Alves, 18.11.94. Recurso Extraordinário conhecido e provido para excluir a extensão aos meses de junho e julho de 1988. II. Agravo regimental que não ataca o fundamento da decisão agravada, restringindo-se a considerações quanto à incidência, na hipótese, da Súmula 343, questão insuscetível de exame no extraordinário, porque, além de não suscitada pelo recorrente, situa-se no âmbito do direito processual ordinário. "(AgRg no AG 307.721/RS, 1... Turma, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 24/05/2002.) Funcionário público. Reajuste. Aplicação imediata do artigo 1..., do Decreto-Lei 2.425/88. - Recentemente, o Plenário desta Corte ao julgar o Recurso Extraordinário n 146.749, decidiu que, não havendo direito adquirido a vencimentos nem a regime jurídico, o artigo 1... caput, caput, do Decreto-Lei 2.425/88 é de aplicação imediata, tendo funcionários direito apenas ao reajuste, calculado pelo sistema do artigo 8..., 1..., do Decreto-Lei 2.335, com relação aos dias do mês de abril anteriores ao da publicação daquele Decreto- Lei (ou seja, os sete primeiros dias do mês de abril de 1988, uma vez que o referido artigo 1..., caput, entrou em vigor no dia oito de abril de 1988, data em que foi publicado, pois não sofreu alteração na republicação feita no dia onze do mesmo mês), bem como ao de igual valor, não cumulativamente, no mês de maio seguinte. Recurso extraordinário conhecido e, em parte, provido. "(Recurso Extraordinário 197.243/DF, 1... Turma, Rel. Min. MOREIRA ALVES, DJ de I4/11/1996.) 4. Também merece destaque o seguinte precedente do Superior Tribunal de Justiça: ADMINISTRATIVO. AÇAO RESCISORIA. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICI. REAJUSTES. URps DE ABRIL E MAIO DE 1988 (16,19%). URP DE FEVEREIRO DE 1989 - PLANO VERÃO (26,05%). l. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado na forma do Decreto n. 2.335/87 até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO 146.749, Moreira Alves, 18.11.94. Recurso Extraordinário conhecido e provido para excluir a extensão aos meses de junho e julho de 1988. II. Agravo regimental que não ataca o fundamento da decisão agravada, restringindo-se a considerações quanto à incidência, na hipótese, da Súmula 343, questão insuscetível de exame no extraordinário, porque, além de não suscitada pelo recorrente, situa-se no âmbito do direito processual ordinário. "(AgRg no AG 307.721/RS, 1... Turma, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 24/05/2002.) Funcionário público. Reajuste. Aplicação imediata do artigo 1..., do Decreto-Lei 2.425/88. - Recentemente, o Plenário desta Corte ao julgar o Recurso Extraordinário n 146.749, decidiu que, não havendo direito adquirido a vencimentos nem a regime jurídico, o artigo 1... caput, caput, do Decreto-Lei 2.425/88 é de aplicação imediata, tendo funcionários direito apenas ao reajuste, calculado pelo sistema do artigo 8..., 1..., do Decreto-Lei 2.335, com relação aos dias do mês de abril anteriores ao da publicação daquele Decreto- Lei (ou seja, os sete primeiros dias do mês de abril de 1988, uma vez que o referido artigo 1..., caput, entrou em vigor no dia oito de abril de 1988, data em que foi publicado, pois não sofreu alteração na republicação feita no dia onze do mesmo mês), bem como ao de igual valor, não cumulativamente, no mês de maio seguinte. Recurso extraordinário conhecido e, em parte, provido. "(Recurso Extraordinário 197.243/DF, 1... Turma, Rel. Min. MOREIRA ALVES, DJ de I4/11/1996.) 4. Também merece destaque o seguinte precedente do Superior Tribunal de Justiça: ADMINISTRATIVO. AÇAO RESCISORIA. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR PÚBLICI. REAJUSTES. URps DE ABRIL E MAIO DE 1988 (16,19%). URP DE FEVEREIRO DE 1989 - PLANO VERÃO (26,05%). l. Com relação ao pagamento das URPs de abril e maio de 1988, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os servidores públicos somente têm direito ao percentual calculado na forma do Decreto n. 2.335/87 até os primeiros 7 dias do mês de abril, porquanto o Decreto n. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1122883 AGR / GO 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mês, sendo certo que é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP's relativas aos meses de abril e maio de 1988. 2. Restou, também, decidido que não há direito adquirido ao reajuste de 26,05 %, relativo à URP de fevereiro de 1989, em face do advento do Plano Verão, previsto na Lei n. 7.730/89, que entrou em vigor anteriormente à implementação dos requisitos legais exigidos. 3. Recurso especial provido, para julgar procedente a ação rescisória ajuizada pela União. (Superior Tribunal de Justiça, Relator; Ministro CAMPOS MARQUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PR), Data de Julgamento; 20/06/2013, T5 - QUINTA TURMA) 5. No caso vertente, também deve ser observado que, em vista da posterior incorporação do reajuste, não há como se atribuir ao direito postulado a natureza de obrigação de trato sucessivo, pois a controvérsia cinge-se ao pagamento de valores retroativos, devidos em um espaço de tempo delimitado, sem reflexo em vencimentos futuros. Assim, não se tratando de prestação de trato sucessivo, é inevitável a conclusão de que os valores pretendidos já foram alcançado pelo lapso prescricional. 6. Uma vez reconhecida a prescrição da pretensão vestibular, torna-se desnecessária a análise dos demais pontos suscitados pela parte recorrente. 7. Recurso não provido. Sentença mantida. Diversamente do alegado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência. O Tribunal assentou o reconhecimento da prescrição dos valores buscados, mantendo a decisão de improcedência do pedido de revisão de vencimentos em decorrência da URP de abril e maio de 1988. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir-se de modo contrário ao assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a questão, o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO 2.425/88 entrou em vigor no oitavo dia daquele mês, sendo certo que é devido aos servidores apenas o valor correspondente a 7/30 de 16,19%, correspondente, cumulativamente, às URP's relativas aos meses de abril e maio de 1988. 2. Restou, também, decidido que não há direito adquirido ao reajuste de 26,05 %, relativo à URP de fevereiro de 1989, em face do advento do Plano Verão, previsto na Lei n. 7.730/89, que entrou em vigor anteriormente à implementação dos requisitos legais exigidos. 3. Recurso especial provido, para julgar procedente a ação rescisória ajuizada pela União. (Superior Tribunal de Justiça, Relator; Ministro CAMPOS MARQUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/PR), Data de Julgamento; 20/06/2013, T5 - QUINTA TURMA) 5. No caso vertente, também deve ser observado que, em vista da posterior incorporação do reajuste, não há como se atribuir ao direito postulado a natureza de obrigação de trato sucessivo, pois a controvérsia cinge-se ao pagamento de valores retroativos, devidos em um espaço de tempo delimitado, sem reflexo em vencimentos futuros. Assim, não se tratando de prestação de trato sucessivo, é inevitável a conclusão de que os valores pretendidos já foram alcançado pelo lapso prescricional. 6. Uma vez reconhecida a prescrição da pretensão vestibular, torna-se desnecessária a análise dos demais pontos suscitados pela parte recorrente. 7. Recurso não provido. Sentença mantida. Diversamente do alegado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas e da legislação de regência. O Tribunal assentou o reconhecimento da prescrição dos valores buscados, mantendo a decisão de improcedência do pedido de revisão de vencimentos em decorrência da URP de abril e maio de 1988. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir-se de modo contrário ao assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a questão, o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1122883 AGR / GO Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado e da legislação de regência, não alcançando, portanto, qualquer tema constitucional. A insurgência da agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo devida ao final do processo a teor do artigo 98, § 4..., do referido diploma. Majoro os honorários recursais em 5% sobre o valor da causa, observado o artigo 85, § 11, do referido Código. Tendo a agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Supremo Tribunal Federal ARE 1122883 AGR / GO Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado e da legislação de regência, não alcançando, portanto, qualquer tema constitucional. A insurgência da agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo devida ao final do processo a teor do artigo 98, § 4..., do referido diploma. Majoro os honorários recursais em 5% sobre o valor da causa, observado o artigo 85, § 11, do referido Código. Tendo a agravante litigado sob o pálio da assistência judiciária gratuita, arcará com o ônus dos honorários caso ocorra a recuperação do poder aquisitivo no prazo de cinco anos. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4AEA-052F-362B-8301 e senha 7305-6166-6788-8EA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) : JOAO PAULO DOS SANTOS MELO (29542-A/CE, 51965/DF, 41578/GO, 16468-A/MA, 5291-A/PB, 7852/PI, 5291/RN) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa e honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046350 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.122.883 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA ADV.(A/S) : JOAO PAULO DOS SANTOS MELO (29542-A/CE, 51965/DF, 41578/GO, 16468-A/MA, 5291-A/PB, 7852/PI, 5291/RN) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa e honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046350 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 122 . 883", "verbete n 671 da súmula do Supremo", "verbete n 671 da súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 1122883 AGR / GO 2 . 425 / 88", "Recurso Extraordinário 146 . 249", "AgRg no AG 307 . 721 / RS", "Recurso Extraordinário n 146 . 749", "Recurso Extraordinário 146 . 249", "AgRg no AG 307 . 721 / RS", "Recurso Extraordinário n 146 . 749", "AGRAVO 1 . 122 . 883", "AgRg no AG 307 . 721 / RS", "Recurso Extraordinário n 146 . 749", "Recurso Extraordinário 197 . 243 / DF", "Súmula 343", "AgRg no AG 307 . 721 / RS", "Recurso Extraordinário n 146 . 749", "Recurso Extraordinário 197 . 243 / DF", "ARE 1122883 AGR /" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil de 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO n 2 . 335 / 87", "Decreto n . 2 . 335 / 87", "Decreto n . 2 . 425 / 88", "DL", ". 2 . 335 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO n 2 . 335 / 87", "Decreto n . 2 . 335 / 87", "Decreto n . 2 . 425 / 88", "DL . 2 . 335 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , do Decreto -", "Lei 2 - 425 / 88", "Decreto n . 2", ".", "335", "/", "87", "Decreto n . 2 . 425 / 88", "Lei n . 7 . 730 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , do", "Decreto -", "Lei 2 - 425 / 88", "Decreto n . 2 . 335 / 87", "Decreto n . 2 . 425 / 88", "Lei n . 7 . 730 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO n 2 . 335 / 87", "Decreto n . 2 . 335 / 87", "Decreto n . 2 . 425 / 88", "DL . 2 . 335 / 87", "DL . 2 . 425 / 88", "Medida Provisória n", "DECRETO n 2 . 335 / 87", "Decreto n . 2 . 335 / 87", "Decreto n . 2 . 425 / 88", "DL . 2 . 335 / 87", "DL . 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , do", "Decreto -", "Lei 2 . 425 / 88", "artigo 1 . . . caput , caput , do Decreto -", "Lei 2 . 425 / 88", "Decreto", "-", "Lei 2 . 335", "Decreto n . 2 . 335 / 87", "Decreto n . 2 Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , do Decreto - Lei 2 . 425 / 88", "artigo 1 . . . caput , caput , do Decreto - Lei 2 . 425 / 88", "artigo 8 . . . , 1 . . . , do Decreto - Lei 2 . 335", "Decreto n . 2 . 335 / 87", "Decreto n . 2 Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Plano", "Lei n . 7 . 730 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 7 . 730 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , do referido Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "GOIÁS", "PLANO", "GOIÁS", "GOIÁS", "Moreira Alves", "GOIÁS", "GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Moreira Alves", "1", ".", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ARE", "/", "1", ".", "Plenário desta", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "TJ", "/", "PR", "T5", "-", "QUINTA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "TJ", "/", "PR", "T5", "-", "QUINTA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Moreira Alves", "1", "Plenário desta Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Plenário desta", "1", ".", ".", ". Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "TJ", "/", "PR", "T5", "-", "QUINTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "TJ", "/", "PR", "T5", "-", "QUINTA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ARE", "/", "GO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA", "JOAO PAULO DOS SANTOS MELO", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO", "JOAO PAULO DOS SANTOS MELO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA", "JOAO PAULO DOS SANTOS MELO", "MARCO AURÉLIO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "Moreira Alves", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CAMPOS MARQUES", "CAMPOS MARQUES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "MOREIRA ALVES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "MOREIRA ALVES", "MARCO AURÉLIO ARE", "CAMPOS MARQUES", "CAMPOS MARQUES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA", "JOAO PAULO DOS SANTOS MELO", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIA ROSELI DO NASCIMENTO SILVA", "JOAO PAULO DOS SANTOS MELO", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "3 de abril de 2018", "abril de maio de 1988", "abril e maio de 1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "3 de abril de 2018", "abril de maio de 1988", "abril e maio de 1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "ABRIL", "E MAIO /", "1988", "abril e", "maio /", "1988", "abril e maio de 1988", "abril", "abril e maio de 1988", "abril e maio de 1988", "abrir", "abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "ABRIL", "E MAIO", "/", "1988", "abril", "maio", "/", "1988", "abril", "maio de 1988", "abril", "abril", "maio de 1988", "abril e maio de 1988", "abrir", "maio de \\", "abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho e julho de 1988", "24", "/", "05", "/", "2002", "abril e maio de 1988", "abril", "abril e maio de 1988", "fevereiro de 1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho e julho de 1988", "24", "/", "05", "/", "2002", "ABRIL E MAIO DE 1988", "FEVEREIRO DE 1989", "abril e maio de 1988", "abril", "abril e maio de 1988", "fevereiro de 1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "abril", "/", "maio de 1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "abril", "/", "maio de 1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "ABRIL E MAIO /", "1988", "abril", "maio", "/", "1988", "abril", "maio de 1988", "abril", "abril", "abril e maio de 1988", "abril", "maio de 1988", "abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "ABRIL", "E MAIO", "/", "1988", "abril", "maio", "/", "1988", "abril", "maio de 1988", "abril", "abril", "maio", "abril", "e maio de 1988", "abril e maio de 1988", "abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "11", ".", "94", "junho e julho de 1988", "24", "/", "05", "/", "2002", "oito de abril de 1988", "maio", "I4", "/", "11", "/", "1996", "ABRIL", "FEVEREIRO DE 1989", "abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "11", ".", "94", "junho e julho de 1988", "24", "/", "05", "/", "2002", "abril", "mês de abril de 1988", "oito de abril de 1988", "maio", "I4", "/", "11", "/", "1996", "ABRIL E MAIO DE 1988", "FEVEREIRO DE 1989", "abril", "abril", "24", "/", "08", "/", "2001", "abril e maio de 1988", "fevereiro de 1989", "20", "/", "06", "/", "2013", "abril e maio de 1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "abril e maio de 1988", "fevereiro de 1989", "20", "/", "06", "/", "2013", "abril e maio de 1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO MICELLI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL E M E N T A: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO – DESCUMPRIMENTO PELA PARTE EMBARGANTE, DO DEVER PROCESSUAL DE PROCEDER AO CONFRONTO ANALÍTICO DETERMINADO NO ART. 331 DO RISTF E ART. 1.043, § 4º, DO CPC – ACÓRDÃO EMBARGADO QUE NÃO APRECIA O MÉRITO DA QUESTÃO SUSCITADA NO APELO EXTREMO – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA), SE UNÂNIME A VOTAÇÃO (CPC, ART. 1.021, § 4º) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência – ou de não conhecimento destes, quando já admitidos – deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, mencionar as circunstâncias que identificariam ou que tornariam assemelhados os casos em confronto. Precedentes. – Não se mostram suscetíveis de conhecimento os embargos de divergência nos casos em que aquele que deles se utiliza descumpre a determinação contida no art. 331 do RISTF, que, mais do que o confronto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873347. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP analítico, exige que haja, entre os acórdãos confrontados, o necessário vínculo de pertinência temática, em ordem a permitir a constatação de efetiva existência de dissídio interpretativo no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. – A inadmissibilidade dos embargos de divergência evidencia-se quando o acórdão impugnado sequer aprecia o mérito da questão suscitada no recurso extraordinário. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental e condenar a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, não incidindo, no caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de junho de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873347. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP analítico, exige que haja, entre os acórdãos confrontados, o necessário vínculo de pertinência temática, em ordem a permitir a constatação de efetiva existência de dissídio interpretativo no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. – A inadmissibilidade dos embargos de divergência evidencia-se quando o acórdão impugnado sequer aprecia o mérito da questão suscitada no recurso extraordinário. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental e condenar a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, não incidindo, no caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de junho de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO MICELLI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não admitiu os embargos de divergência deduzidos pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “Trata-se de embargos de divergência, tempestivamente opostos, contra decisão da colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que, proferida no julgamento do ARE 966.211-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO e confirmada em sede de embargos de declaração, acha-se consubstanciada em acórdão assim ementado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – AGRAVO INTERNO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO ÚNICO FUNDAMENTO EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – INCOGNOSCIBILIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO MICELLI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não admitiu os embargos de divergência deduzidos pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “Trata-se de embargos de divergência, tempestivamente opostos, contra decisão da colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que, proferida no julgamento do ARE 966.211-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO e confirmada em sede de embargos de declaração, acha-se consubstanciada em acórdão assim ementado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – AGRAVO INTERNO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO ÚNICO FUNDAMENTO EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – INCOGNOSCIBILIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP A parte ora embargante, inconformada com essa decisão, opôs estes embargos de divergência, apoiando-se, para tanto, nos fundamentos que expôs em sua petição recursal, invocando a ocorrência de dissenso que existiria entre o acórdão embargado e decisão colegiada proferida no âmbito desta Corte. Sendo esse o quadro processual, cabe-me examinar, para os fins a que se refere o art. 335, § 1º, do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 47/2012, se se revelam admissíveis, ou não, os mencionados embargos de divergência. Cabe ressaltar, desde logo, que os presentes embargos de divergência não se revelam viáveis, eis que a parte embargante deixou de cumprir, quanto a eles, o que determina o art. 331 do RISTF. Na realidade, a parte ora embargante, quando da oposição dos embargos de divergência em causa, descumpriu o preceito regimental mencionado (RISTF, art. 331), eis que não demonstrou, com a transcrição dos textos que o configurariam, o alegado dissídio jurisprudencial. Impõe-se ter presente, por oportuno, a propósito do indispensável cotejo analítico a que se refere o art. 331 do RISTF, a advertência fundada no magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal: ‘A utilização dos embargos de divergência reclama, sob pena de liminar recusa de seu processamento, que o dissídio interpretativo seja demonstrado de forma clara, objetiva e analítica, mencionando-se as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. Não basta, para esse efeito, a mera transcrição das ementas dos julgados invocados como referência paradigmática. Ausência, no caso, do necessário cotejo analítico.’ (RTJ 157/980-981, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP A parte ora embargante, inconformada com essa decisão, opôs estes embargos de divergência, apoiando-se, para tanto, nos fundamentos que expôs em sua petição recursal, invocando a ocorrência de dissenso que existiria entre o acórdão embargado e decisão colegiada proferida no âmbito desta Corte. Sendo esse o quadro processual, cabe-me examinar, para os fins a que se refere o art. 335, § 1º, do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 47/2012, se se revelam admissíveis, ou não, os mencionados embargos de divergência. Cabe ressaltar, desde logo, que os presentes embargos de divergência não se revelam viáveis, eis que a parte embargante deixou de cumprir, quanto a eles, o que determina o art. 331 do RISTF. Na realidade, a parte ora embargante, quando da oposição dos embargos de divergência em causa, descumpriu o preceito regimental mencionado (RISTF, art. 331), eis que não demonstrou, com a transcrição dos textos que o configurariam, o alegado dissídio jurisprudencial. Impõe-se ter presente, por oportuno, a propósito do indispensável cotejo analítico a que se refere o art. 331 do RISTF, a advertência fundada no magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal: ‘A utilização dos embargos de divergência reclama, sob pena de liminar recusa de seu processamento, que o dissídio interpretativo seja demonstrado de forma clara, objetiva e analítica, mencionando-se as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. Não basta, para esse efeito, a mera transcrição das ementas dos julgados invocados como referência paradigmática. Ausência, no caso, do necessário cotejo analítico.’ (RTJ 157/980-981, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP ‘Não basta, para efeito de comprovação do dissídio pretoriano, a simples juntada do inteiro teor do acórdão apontado como referência paradigmática. A utilização adequada dos embargos de divergência impõe que se demonstre, de maneira clara, objetiva e analítica, o dissídio jurisprudencial invocado, devendo o recorrente, para esse efeito, reproduzir os trechos pertinentes e mencionar as circunstâncias que identifiquem ou tornem assemelhados os casos em confronto.’ (RTJ 159/296-297, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Revelam-se inviáveis os embargos de divergência, sempre que a parte que deles se utilizar descumprir, como no caso, a obrigação formal de proceder ao confronto analítico entre as decisões invocadas como referências paradigmáticas, de um lado, e o acórdão embargado, de outro, consoante reiteradamente assinalado pela jurisprudência desta Suprema Corte: ‘A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, reproduzindo, para efeito de sua caracterização, os trechos que configuram a divergência indicada e mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. O desatendimento desse dever processual legitima o indeferimento liminar da petição recursal ou justifica, quando já admitidos, o não conhecimento dos embargos de divergência.’ (RTJ 157/975-976, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) ‘A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência – ou de não conhecimento destes, quando já admitidos – deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP ‘Não basta, para efeito de comprovação do dissídio pretoriano, a simples juntada do inteiro teor do acórdão apontado como referência paradigmática. A utilização adequada dos embargos de divergência impõe que se demonstre, de maneira clara, objetiva e analítica, o dissídio jurisprudencial invocado, devendo o recorrente, para esse efeito, reproduzir os trechos pertinentes e mencionar as circunstâncias que identifiquem ou tornem assemelhados os casos em confronto.’ (RTJ 159/296-297, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Revelam-se inviáveis os embargos de divergência, sempre que a parte que deles se utilizar descumprir, como no caso, a obrigação formal de proceder ao confronto analítico entre as decisões invocadas como referências paradigmáticas, de um lado, e o acórdão embargado, de outro, consoante reiteradamente assinalado pela jurisprudência desta Suprema Corte: ‘A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, reproduzindo, para efeito de sua caracterização, os trechos que configuram a divergência indicada e mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. O desatendimento desse dever processual legitima o indeferimento liminar da petição recursal ou justifica, quando já admitidos, o não conhecimento dos embargos de divergência.’ (RTJ 157/975-976, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) ‘A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência – ou de não conhecimento destes, quando já admitidos – deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe reproduzir, na petição recursal, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, os trechos que configuram a divergência indicada, mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto.' (RE 247.416-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cumpre enfatizar, neste ponto, que a parte recorrente não demonstrou, de maneira objetiva, dissídio jurisprudencial. Inquestionável, portanto, a inviabilidade dos embargos de divergência em questão, por descumprimento do que determina o art. 331 do RISTF, que exige a demonstração da existência de dissídio interpretativo. Registre-se, ainda, que os embargos de divergência têm pertinência quando opostos a acórdão que divergir de julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a controvérsia suscitada no apelo extremo (art. 1.043, III, do CPC). Esse entendimento reflete-se igualmente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que tem reiteradamente advertido que não cabem embargos de divergência, quando opostos a decisão colegiada que sequer apreciou o fundo da controvérsia (AI 304.838- -AgR-ED-EDv-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 506.019-AgR-ED-EDv-AgR/MG, Rel. Min. EROS GRAU – AI 681.109-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): ‘II – Não são cabíveis embargos de divergência contra acórdão proferido em julgamento de agravo regimental em agravo de instrumento cujo seguimento foi negado, sem 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe reproduzir, na petição recursal, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, os trechos que configuram a divergência indicada, mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto.' (RE 247.416-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cumpre enfatizar, neste ponto, que a parte recorrente não demonstrou, de maneira objetiva, dissídio jurisprudencial. Inquestionável, portanto, a inviabilidade dos embargos de divergência em questão, por descumprimento do que determina o art. 331 do RISTF, que exige a demonstração da existência de dissídio interpretativo. Registre-se, ainda, que os embargos de divergência têm pertinência quando opostos a acórdão que divergir de julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a controvérsia suscitada no apelo extremo (art. 1.043, III, do CPC). Esse entendimento reflete-se igualmente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que tem reiteradamente advertido que não cabem embargos de divergência, quando opostos a decisão colegiada que sequer apreciou o fundo da controvérsia (AI 304.838- -AgR-ED-EDv-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 506.019-AgR-ED-EDv-AgR/MG, Rel. Min. EROS GRAU – AI 681.109-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): ‘II – Não são cabíveis embargos de divergência contra acórdão proferido em julgamento de agravo regimental em agravo de instrumento cujo seguimento foi negado, sem 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP exame do mérito do recurso extraordinário, apenas por ausência de requisitos processuais. Precedente.’ (AI 770.101-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Cabe salientar, também, que a orientação firmada por esta Suprema Corte exige, para que os embargos de divergência sejam admissíveis, que tanto o acórdão embargado como aqueles invocados como referência paradigmática tenham apreciado o mérito da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária (AI 541.920-AgR-ED-EDv-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RE 148.858-EDv/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 214.788-ED-EDv-AgR/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO): ‘I – A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, sob pena de inadmissão do recurso. II – Os arestos paradigmas invocados não evidenciam a existência de dissensão jurisprudencial com o acórdão embargado. É inviável, em embargos de divergência, a realização de cotejo analítico entre acórdão embargado que examina o mérito do recurso extraordinário e julgados paradigmas que apenas negam seguimento a apelos extremos por ausência de requisitos processuais. ….......................................................................................... IV – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 710.030-SegundoAgR-ED-EDv-AgR/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Convém salientar, por necessário, no tocante à alegada nulidade da decisão ora impugnada, que a disciplina normativa das nulidades no sistema jurídico brasileiro rege-se pelo princípio ‘pas de nullité sans grief’. Esse postulado básico tem por finalidade rejeitar o excesso de formalismo, desde que a eventual preterição de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP exame do mérito do recurso extraordinário, apenas por ausência de requisitos processuais. Precedente.’ (AI 770.101-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Cabe salientar, também, que a orientação firmada por esta Suprema Corte exige, para que os embargos de divergência sejam admissíveis, que tanto o acórdão embargado como aqueles invocados como referência paradigmática tenham apreciado o mérito da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária (AI 541.920-AgR-ED-EDv-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RE 148.858-EDv/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 214.788-ED-EDv-AgR/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO): ‘I – A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, sob pena de inadmissão do recurso. II – Os arestos paradigmas invocados não evidenciam a existência de dissensão jurisprudencial com o acórdão embargado. É inviável, em embargos de divergência, a realização de cotejo analítico entre acórdão embargado que examina o mérito do recurso extraordinário e julgados paradigmas que apenas negam seguimento a apelos extremos por ausência de requisitos processuais. ….......................................................................................... IV – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 710.030-SegundoAgR-ED-EDv-AgR/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Convém salientar, por necessário, no tocante à alegada nulidade da decisão ora impugnada, que a disciplina normativa das nulidades no sistema jurídico brasileiro rege-se pelo princípio ‘pas de nullité sans grief’. Esse postulado básico tem por finalidade rejeitar o excesso de formalismo, desde que a eventual preterição de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP determinada providência legal não tenha causado prejuízo para qualquer das partes. Cumpre enfatizar, por relevante, que o Supremo Tribunal Federal tem exigido a comprovação de efetivo prejuízo para qualquer das partes, sempre que se pretende declarar a nulidade de um determinado ato processual (AI 802.459-AgR-segundo/PI, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 816.021-AgR/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – MS 31.199/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): ‘1. Este Tribunal, em várias oportunidades, firmou o entendimento de que, não havendo prejuízo para qualquer das partes, nenhum ato processual será declarado nulo, conforme o brocardo ‘pas de nullité sans grief’. No caso dos autos, não houve tal comprovação. Não há que falar, portanto, em cerceamento de defesa. Precedentes. .............................................................................................. 4. Agravo regimental improvido.’ (AI 764.402-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) ‘(...) Inexistência de prejuízo para a defesa, que impugnou, no procedimento administrativo, o laudo e interpôs os recursos cabíveis. Não tendo havido prejuízo para a defesa, não há falar em nulidade: pas de nullité sans grief.’ (MS 24.911/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) Impõe-se, finalmente, uma observação adicional: no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste, ao Ministro Relator, competência plena para exercer, monocraticamente, o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, legitimando-se, em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar. Impende acentuar, neste ponto, que eminentes Juízes que compõem esta Suprema Corte têm decidido, monocraticamente, embargos de divergência, vindo a examiná-los, até mesmo, quanto ao 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP determinada providência legal não tenha causado prejuízo para qualquer das partes. Cumpre enfatizar, por relevante, que o Supremo Tribunal Federal tem exigido a comprovação de efetivo prejuízo para qualquer das partes, sempre que se pretende declarar a nulidade de um determinado ato processual (AI 802.459-AgR-segundo/PI, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 816.021-AgR/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – MS 31.199/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): ‘1. Este Tribunal, em várias oportunidades, firmou o entendimento de que, não havendo prejuízo para qualquer das partes, nenhum ato processual será declarado nulo, conforme o brocardo ‘pas de nullité sans grief’. No caso dos autos, não houve tal comprovação. Não há que falar, portanto, em cerceamento de defesa. Precedentes. .............................................................................................. 4. Agravo regimental improvido.’ (AI 764.402-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) ‘(...) Inexistência de prejuízo para a defesa, que impugnou, no procedimento administrativo, o laudo e interpôs os recursos cabíveis. Não tendo havido prejuízo para a defesa, não há falar em nulidade: pas de nullité sans grief.’ (MS 24.911/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) Impõe-se, finalmente, uma observação adicional: no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste, ao Ministro Relator, competência plena para exercer, monocraticamente, o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, legitimando-se, em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar. Impende acentuar, neste ponto, que eminentes Juízes que compõem esta Suprema Corte têm decidido, monocraticamente, embargos de divergência, vindo a examiná-los, até mesmo, quanto ao 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP próprio fundo do dissídio jurisprudencial neles alegado (RE 195.333- -ED-EDv/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – RE 199.135-ED-EDv- -AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – RE 522.729-AgR-EDv/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). Nem se alegue que tal conduta implicaria transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre restará preservado ante a possibilidade de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Sendo assim, e pelas razões expostas, não admito os presentes embargos de divergência. Não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso. Sendo esse o contexto, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal, o presente recurso de agravo. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP próprio fundo do dissídio jurisprudencial neles alegado (RE 195.333- -ED-EDv/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – RE 199.135-ED-EDv- -AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – RE 522.729-AgR-EDv/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). Nem se alegue que tal conduta implicaria transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre restará preservado ante a possibilidade de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Sendo assim, e pelas razões expostas, não admito os presentes embargos de divergência. Não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso. Sendo esse o contexto, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal, o presente recurso de agravo. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O presente recurso de agravo é inacolhível, eis que a parte ora agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir os fundamentos jurídicos em que se assentou o julgamento monocrático. Ao assim proceder, deixando de impugnar o ato decisório em questão, a parte agravante descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se, ao recorrente, afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, ao improvimento do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, na redação dada pela Lei nº 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O presente recurso de agravo é inacolhível, eis que a parte ora agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir os fundamentos jurídicos em que se assentou o julgamento monocrático. Ao assim proceder, deixando de impugnar o ato decisório em questão, a parte agravante descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se, ao recorrente, afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, ao improvimento do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, na redação dada pela Lei nº 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP De qualquer maneira, no entanto, cabe enfatizar, que os embargos de divergência em questão não se revelam viáveis, eis que a parte embargante deixou de cumprir, quanto a eles, o que determina o art. 331 do RISTF e o art. 1.043 do CPC. Na realidade, a parte ora agravante, quando da oposição dos embargos de divergência em causa, descumpriu o preceito regimental e processual mencionados, eis que não demonstrou, com a transcrição dos textos que o configurariam, o alegado dissídio jurisprudencial. Impõe-se ter presente, no ponto, a propósito do indispensável cotejo analítico a que se refere o art. 331 do RISTF e o art. 1.043, § 4º, do CPC, a advertência fundada no magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal: “A utilização dos embargos de divergência reclama, sob pena de liminar recusa de seu processamento, que o dissídio interpretativo seja demonstrado de forma clara, objetiva e analítica, mencionando-se as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. Não basta, para esse efeito, a mera transcrição das ementas dos julgados invocados como referência paradigmática. Ausência, no caso, do necessário cotejo analítico.” (RTJ 157/980-981, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “Não basta, para efeito de comprovação do dissídio pretoriano, a simples juntada do inteiro teor do acórdão apontado como referência paradigmática. A utilização adequada dos embargos de divergência impõe que se demonstre, de maneira clara, objetiva e analítica, o dissídio jurisprudencial invocado, devendo o recorrente, para esse efeito, reproduzir os trechos pertinentes e mencionar as circunstâncias que identifiquem ou tornem assemelhados os casos em confronto.” (RTJ 159/296-297, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP De qualquer maneira, no entanto, cabe enfatizar, que os embargos de divergência em questão não se revelam viáveis, eis que a parte embargante deixou de cumprir, quanto a eles, o que determina o art. 331 do RISTF e o art. 1.043 do CPC. Na realidade, a parte ora agravante, quando da oposição dos embargos de divergência em causa, descumpriu o preceito regimental e processual mencionados, eis que não demonstrou, com a transcrição dos textos que o configurariam, o alegado dissídio jurisprudencial. Impõe-se ter presente, no ponto, a propósito do indispensável cotejo analítico a que se refere o art. 331 do RISTF e o art. 1.043, § 4º, do CPC, a advertência fundada no magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal: “A utilização dos embargos de divergência reclama, sob pena de liminar recusa de seu processamento, que o dissídio interpretativo seja demonstrado de forma clara, objetiva e analítica, mencionando-se as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. Não basta, para esse efeito, a mera transcrição das ementas dos julgados invocados como referência paradigmática. Ausência, no caso, do necessário cotejo analítico.” (RTJ 157/980-981, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “Não basta, para efeito de comprovação do dissídio pretoriano, a simples juntada do inteiro teor do acórdão apontado como referência paradigmática. A utilização adequada dos embargos de divergência impõe que se demonstre, de maneira clara, objetiva e analítica, o dissídio jurisprudencial invocado, devendo o recorrente, para esse efeito, reproduzir os trechos pertinentes e mencionar as circunstâncias que identifiquem ou tornem assemelhados os casos em confronto.” (RTJ 159/296-297, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP Revelam-se inviáveis os embargos de divergência, sempre que a parte que deles se utilizar descumprir, como no caso, a obrigação formal de proceder ao confronto analítico entre as decisões invocadas como referências paradigmáticas, de um lado, e o acórdão embargado, de outro, consoante reiteradamente assinalado pela jurisprudência desta Suprema Corte: “A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, reproduzindo, para efeito de sua caracterização, os trechos que configuram a divergência indicada e mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. O desatendimento desse dever processual legitima o indeferimento liminar da petição recursal ou justifica, quando já admitidos, o não conhecimento dos embargos de divergência.” (RTJ 157/975-976, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência – ou de não conhecimento destes, quando já admitidos – deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe reproduzir, na petição recursal, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, os trechos que configuram a divergência indicada, mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto.” (RE 247.416-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cabe salientar, neste ponto, por oportuno, que a parte recorrente não demonstrou, de maneira objetiva, dissídio jurisprudencial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP Revelam-se inviáveis os embargos de divergência, sempre que a parte que deles se utilizar descumprir, como no caso, a obrigação formal de proceder ao confronto analítico entre as decisões invocadas como referências paradigmáticas, de um lado, e o acórdão embargado, de outro, consoante reiteradamente assinalado pela jurisprudência desta Suprema Corte: “A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, reproduzindo, para efeito de sua caracterização, os trechos que configuram a divergência indicada e mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. O desatendimento desse dever processual legitima o indeferimento liminar da petição recursal ou justifica, quando já admitidos, o não conhecimento dos embargos de divergência.” (RTJ 157/975-976, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência – ou de não conhecimento destes, quando já admitidos – deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe reproduzir, na petição recursal, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, os trechos que configuram a divergência indicada, mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto.” (RE 247.416-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cabe salientar, neste ponto, por oportuno, que a parte recorrente não demonstrou, de maneira objetiva, dissídio jurisprudencial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP Inquestionável, portanto, a inviabilidade dos embargos de divergência em questão, por descumprimento do que determina o art. 331 do RISTF e o art. 1.043, § 4º, do CPC, que exige a demonstração da existência de dissídio interpretativo. Registre-se, ainda, que os embargos de divergência somente têm pertinência, quando opostos a acórdãos que i) julgam o mérito da questão suscitada no apelo extremo (CPC, art. 1.043, I) ou, ii) embora não tenham conhecido do recurso, apreciam a controvérsia nele alegada (CPC, art. 1.043, III). Esse entendimento reflete-se igualmente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que tem reiteradamente advertido que não cabem embargos de divergência, quando opostos a decisão colegiada que sequer apreciou o fundo da controvérsia (AI 304.838-AgR-ED-EDv- -AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 506.019-AgR-ED-EDv- -AgR/MG, Rel. Min. EROS GRAU – AI 681.109-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “II – Não são cabíveis embargos de divergência contra acórdão proferido em julgamento de agravo regimental em agravo de instrumento cujo seguimento foi negado, sem exame do mérito do recurso extraordinário, apenas por ausência de requisitos processuais. Precedente.” (AI 770.101-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Cabe salientar, nesse ponto, que a orientação firmada por esta Suprema Corte exige, para que os embargos de divergência sejam admissíveis, que tanto o acórdão embargado como aqueles invocados como referência paradigmática tenham apreciado o mérito da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária (AI 541.920- -AgR-ED-EDv-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP Inquestionável, portanto, a inviabilidade dos embargos de divergência em questão, por descumprimento do que determina o art. 331 do RISTF e o art. 1.043, § 4º, do CPC, que exige a demonstração da existência de dissídio interpretativo. Registre-se, ainda, que os embargos de divergência somente têm pertinência, quando opostos a acórdãos que i) julgam o mérito da questão suscitada no apelo extremo (CPC, art. 1.043, I) ou, ii) embora não tenham conhecido do recurso, apreciam a controvérsia nele alegada (CPC, art. 1.043, III). Esse entendimento reflete-se igualmente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que tem reiteradamente advertido que não cabem embargos de divergência, quando opostos a decisão colegiada que sequer apreciou o fundo da controvérsia (AI 304.838-AgR-ED-EDv- -AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 506.019-AgR-ED-EDv- -AgR/MG, Rel. Min. EROS GRAU – AI 681.109-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “II – Não são cabíveis embargos de divergência contra acórdão proferido em julgamento de agravo regimental em agravo de instrumento cujo seguimento foi negado, sem exame do mérito do recurso extraordinário, apenas por ausência de requisitos processuais. Precedente.” (AI 770.101-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Cabe salientar, nesse ponto, que a orientação firmada por esta Suprema Corte exige, para que os embargos de divergência sejam admissíveis, que tanto o acórdão embargado como aqueles invocados como referência paradigmática tenham apreciado o mérito da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária (AI 541.920- -AgR-ED-EDv-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP RE 148.858-EDv/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 214.788-ED-EDv- -AgR/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO): “I – A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, sob pena de inadmissão do recurso. II – Os arestos paradigmas invocados não evidenciam a existência de dissensão jurisprudencial com o acórdão embargado. É inviável, em embargos de divergência, a realização de cotejo analítico entre acórdão embargado que examina o mérito do recurso extraordinário e julgados paradigmas que apenas negam seguimento a apelos extremos por ausência de requisitos processuais. …................................................................................................... IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 710.030-SegundoAgR-ED-EDv-AgR/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada, e, tendo em vista o seu intuito procrastinatório (CPC, art. 1.021, § 4º) e precedentes desta Suprema Corte que aplicam a sanção processual em situações assemelhadas (ARE 959.634-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 965.134-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 980.232-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), se unânime a votação, condeno a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa. Não incide , no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP RE 148.858-EDv/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 214.788-ED-EDv- -AgR/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO): “I – A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, sob pena de inadmissão do recurso. II – Os arestos paradigmas invocados não evidenciam a existência de dissensão jurisprudencial com o acórdão embargado. É inviável, em embargos de divergência, a realização de cotejo analítico entre acórdão embargado que examina o mérito do recurso extraordinário e julgados paradigmas que apenas negam seguimento a apelos extremos por ausência de requisitos processuais. …................................................................................................... IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 710.030-SegundoAgR-ED-EDv-AgR/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada, e, tendo em vista o seu intuito procrastinatório (CPC, art. 1.021, § 4º) e precedentes desta Suprema Corte que aplicam a sanção processual em situações assemelhadas (ARE 959.634-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 965.134-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 980.232-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), se unânime a votação, condeno a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa. Não incide , no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO MICELLI (39102/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e condenou a agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, não incidindo, no caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682412 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO MICELLI (39102/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e condenou a agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, não incidindo, no caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682412 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747891911
2018-06-29T00:00:00
2018-08-09T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e condenou a agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, não incidindo, no caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO – DESCUMPRIMENTO PELA PARTE EMBARGANTE, DO DEVER PROCESSUAL DE PROCEDER AO CONFRONTO ANALÍTICO DETERMINADO NO ART. 331 DO RISTF E ART. 1.043, § 4º, DO CPC – ACÓRDÃO EMBARGADO QUE NÃO APRECIA O MÉRITO DA QUESTÃO SUSCITADA NO APELO EXTREMO – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA), SE UNÂNIME A VOTAÇÃO (CPC, ART. 1.021, § 4º) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência – ou de não conhecimento destes, quando já admitidos – deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, mencionar as circunstâncias que identificariam ou que tornariam assemelhados os casos em confronto. Precedentes. – Não se mostram suscetíveis de conhecimento os embargos de divergência nos casos em que aquele que deles se utiliza descumpre a determinação contida no art. 331 do RISTF, que, mais do que o confronto analítico, exige que haja, entre os acórdãos confrontados, o necessário vínculo de pertinência temática, em ordem a permitir a constatação de efetiva existência de dissídio interpretativo no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. – A inadmissibilidade dos embargos de divergência evidencia-se quando o acórdão impugnado sequer aprecia o mérito da questão suscitada no recurso extraordinário.
sjur388619
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA, REQUISITOS, CONFRONTO ANALÍTICO) RTJ 157/980-981, RTJ 159/296-297, RTJ 157/975-976, RE 247416 ED_ED_EDv-AGr. (EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA, CABIMENTO) RE 148858 (2ªT), RE 214788 ED-EDv-AgR (TP), AI 541920 AgR-ED-EDv-AgR (TP), AI 304838 AgR-ED-EDv-AgR (TP), AI 506019 AgR-ED-EDv-AgR (TP), AI 770101 AgR-ED-EDv-AgR (TP), AI 836992 AgR-EDv-AgR (TP), AI 681109 AgR-ED-EDv-AgR (TP), ARE 710030 AgR-segundo-ED-EDv-AgR (TP). (MULTA PROTELATÓRIA) ARE 965134 AgR (2ªT), ARE 959634 AgR (2ªT), ARE 980232 AgR (TP). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) AI 257310 AgR (2ªT), AI 238454 AgR (2ªT), RTJ 126/864, RTJ 133/485, RTJ 146/320. Número de páginas: 15. Análise: 21/08/2018, MJC.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
966211
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004 \n ART-01043 INC-00001 INC-00003 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00331\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR-ED-EDv-AgR
acordaos
ARE 966211 AgR-ED-EDv-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO MICELLI AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO MICELLI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL E M E N T A: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DA INVOCAÇÃO – DESCUMPRIMENTO PELA PARTE EMBARGANTE, DO DEVER PROCESSUAL DE PROCEDER AO CONFRONTO ANALÍTICO DETERMINADO NO ART. 331 DO RISTF E ART. 1.043, § 4..., DO Código de Processo Civil – ACÓRDÃO EMBARGADO QUE NÃO APRECIA O MÉRITO DA QUESTÃO SUSCITADA NO APELO EXTREMO – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA), SE UNÂNIME A VOTAÇÃO (Código de Processo Civil, ART. 1.021, § 4...) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência – ou de não conhecimento destes, quando já admitidos – deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, mencionar as circunstâncias que identificariam ou que tornariam assemelhados os casos em confronto. Precedentes. – Não se mostram suscetíveis de conhecimento os embargos de divergência nos casos em que aquele que deles se utiliza descumpre a determinação contida no art. 331 do RISTF, que, mais do que o confronto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873347. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP analítico, exige que haja, entre os acórdãos confrontados, o necessário vínculo de pertinência temática, em ordem a permitir a constatação de efetiva existência de dissídio interpretativo no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. – A inadmissibilidade dos embargos de divergência evidencia-se quando o acórdão impugnado sequer aprecia o mérito da questão suscitada no recurso extraordinário. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental e condenar a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, não incidindo, no caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de junho de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873347. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP analítico, exige que haja, entre os acórdãos confrontados, o necessário vínculo de pertinência temática, em ordem a permitir a constatação de efetiva existência de dissídio interpretativo no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. – A inadmissibilidade dos embargos de divergência evidencia-se quando o acórdão impugnado sequer aprecia o mérito da questão suscitada no recurso extraordinário. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental e condenar a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, não incidindo, no caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de junho de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873347. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO MICELLI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não admitiu os embargos de divergência deduzidos pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “Trata-se de embargos de divergência, tempestivamente opostos, contra decisão da colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que, proferida no julgamento do ARE 966.211-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO e confirmada em sede de embargos de declaração, acha-se consubstanciada em acórdão assim ementado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – AGRAVO INTERNO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO ÚNICO FUNDAMENTO EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – INCOGNOSCIBILIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO MICELLI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não admitiu os embargos de divergência deduzidos pela parte ora recorrente. Eis o teor da decisão que, por mim proferida, sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “Trata-se de embargos de divergência, tempestivamente opostos, contra decisão da colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que, proferida no julgamento do ARE 966.211-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO e confirmada em sede de embargos de declaração, acha-se consubstanciada em acórdão assim ementado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – AGRAVO INTERNO – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO ÚNICO FUNDAMENTO EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO RECORRIDO – INCOGNOSCIBILIDADE – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO NÃO CONHECIDO.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP A parte ora embargante, inconformada com essa decisão, opôs estes embargos de divergência, apoiando-se, para tanto, nos fundamentos que expôs em sua petição recursal, invocando a ocorrência de dissenso que existiria entre o acórdão embargado e decisão colegiada proferida no âmbito desta Corte. Sendo esse o quadro processual, cabe-me examinar, para os fins a que se refere o art. 335, § 1..., do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 47/2012, se se revelam admissíveis, ou não, os mencionados embargos de divergência. Cabe ressaltar, desde logo, que os presentes embargos de divergência não se revelam viáveis, eis que a parte embargante deixou de cumprir, quanto a eles, o que determina o art. 331 do RISTF. Na realidade, a parte ora embargante, quando da oposição dos embargos de divergência em causa, descumpriu o preceito regimental mencionado (RISTF, art. 331), eis que não demonstrou, com a transcrição dos textos que o configurariam, o alegado dissídio jurisprudencial. Impõe-se ter presente, por oportuno, a propósito do indispensável cotejo analítico a que se refere o art. 331 do RISTF, a advertência fundada no magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal: ‘A utilização dos embargos de divergência reclama, sob pena de liminar recusa de seu processamento, que o dissídio interpretativo seja demonstrado de forma clara, objetiva e analítica, mencionando-se as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. Não basta, para esse efeito, a mera transcrição das ementas dos julgados invocados como referência paradigmática. Ausência, no caso, do necessário cotejo analítico.’ (RTJ 157/980-981, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP A parte ora embargante, inconformada com essa decisão, opôs estes embargos de divergência, apoiando-se, para tanto, nos fundamentos que expôs em sua petição recursal, invocando a ocorrência de dissenso que existiria entre o acórdão embargado e decisão colegiada proferida no âmbito desta Corte. Sendo esse o quadro processual, cabe-me examinar, para os fins a que se refere o art. 335, § 1..., do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 47/2012, se se revelam admissíveis, ou não, os mencionados embargos de divergência. Cabe ressaltar, desde logo, que os presentes embargos de divergência não se revelam viáveis, eis que a parte embargante deixou de cumprir, quanto a eles, o que determina o art. 331 do RISTF. Na realidade, a parte ora embargante, quando da oposição dos embargos de divergência em causa, descumpriu o preceito regimental mencionado (RISTF, art. 331), eis que não demonstrou, com a transcrição dos textos que o configurariam, o alegado dissídio jurisprudencial. Impõe-se ter presente, por oportuno, a propósito do indispensável cotejo analítico a que se refere o art. 331 do RISTF, a advertência fundada no magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal: ‘A utilização dos embargos de divergência reclama, sob pena de liminar recusa de seu processamento, que o dissídio interpretativo seja demonstrado de forma clara, objetiva e analítica, mencionando-se as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. Não basta, para esse efeito, a mera transcrição das ementas dos julgados invocados como referência paradigmática. Ausência, no caso, do necessário cotejo analítico.’ (RTJ 157/980-981, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP ‘Não basta, para efeito de comprovação do dissídio pretoriano, a simples juntada do inteiro teor do acórdão apontado como referência paradigmática. A utilização adequada dos embargos de divergência impõe que se demonstre, de maneira clara, objetiva e analítica, o dissídio jurisprudencial invocado, devendo o recorrente, para esse efeito, reproduzir os trechos pertinentes e mencionar as circunstâncias que identifiquem ou tornem assemelhados os casos em confronto.’ (RTJ 159/296-297, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Revelam-se inviáveis os embargos de divergência, sempre que a parte que deles se utilizar descumprir, como no caso, a obrigação formal de proceder ao confronto analítico entre as decisões invocadas como referências paradigmáticas, de um lado, e o acórdão embargado, de outro, consoante reiteradamente assinalado pela jurisprudência desta Suprema Corte: ‘A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, reproduzindo, para efeito de sua caracterização, os trechos que configuram a divergência indicada e mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. O desatendimento desse dever processual legitima o indeferimento liminar da petição recursal ou justifica, quando já admitidos, o não conhecimento dos embargos de divergência.’ (RTJ 157/975-976, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) ‘A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência – ou de não conhecimento destes, quando já admitidos – deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP ‘Não basta, para efeito de comprovação do dissídio pretoriano, a simples juntada do inteiro teor do acórdão apontado como referência paradigmática. A utilização adequada dos embargos de divergência impõe que se demonstre, de maneira clara, objetiva e analítica, o dissídio jurisprudencial invocado, devendo o recorrente, para esse efeito, reproduzir os trechos pertinentes e mencionar as circunstâncias que identifiquem ou tornem assemelhados os casos em confronto.’ (RTJ 159/296-297, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Revelam-se inviáveis os embargos de divergência, sempre que a parte que deles se utilizar descumprir, como no caso, a obrigação formal de proceder ao confronto analítico entre as decisões invocadas como referências paradigmáticas, de um lado, e o acórdão embargado, de outro, consoante reiteradamente assinalado pela jurisprudência desta Suprema Corte: ‘A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, reproduzindo, para efeito de sua caracterização, os trechos que configuram a divergência indicada e mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. O desatendimento desse dever processual legitima o indeferimento liminar da petição recursal ou justifica, quando já admitidos, o não conhecimento dos embargos de divergência.’ (RTJ 157/975-976, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) ‘A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência – ou de não conhecimento destes, quando já admitidos – deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe reproduzir, na petição recursal, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, os trechos que configuram a divergência indicada, mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto.' (Recurso Extraordinário 247.416-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cumpre enfatizar, neste ponto, que a parte recorrente não demonstrou, de maneira objetiva, dissídio jurisprudencial. Inquestionável, portanto, a inviabilidade dos embargos de divergência em questão, por descumprimento do que determina o art. 331 do RISTF, que exige a demonstração da existência de dissídio interpretativo. Registre-se, ainda, que os embargos de divergência têm pertinência quando opostos a acórdão que divergir de julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a controvérsia suscitada no apelo extremo (art. 1.043, III, do Código de Processo Civil). Esse entendimento reflete-se igualmente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que tem reiteradamente advertido que não cabem embargos de divergência, quando opostos a decisão colegiada que sequer apreciou o fundo da controvérsia (AI 304.838- -AgR-ED-EDv-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 506.019-AgR-ED-EDv-AgR/MG, Rel. Min. EROS GRAU – AI 681.109-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): ‘II – Não são cabíveis embargos de divergência contra acórdão proferido em julgamento de agravo regimental em agravo de instrumento cujo seguimento foi negado, sem 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe reproduzir, na petição recursal, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, os trechos que configuram a divergência indicada, mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto.' (Recurso Extraordinário 247.416-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cumpre enfatizar, neste ponto, que a parte recorrente não demonstrou, de maneira objetiva, dissídio jurisprudencial. Inquestionável, portanto, a inviabilidade dos embargos de divergência em questão, por descumprimento do que determina o art. 331 do RISTF, que exige a demonstração da existência de dissídio interpretativo. Registre-se, ainda, que os embargos de divergência têm pertinência quando opostos a acórdão que divergir de julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a controvérsia suscitada no apelo extremo (art. 1.043, III, do Código de Processo Civil). Esse entendimento reflete-se igualmente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que tem reiteradamente advertido que não cabem embargos de divergência, quando opostos a decisão colegiada que sequer apreciou o fundo da controvérsia (AI 304.838- -AgR-ED-EDv-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 506.019-AgR-ED-EDv-AgR/MG, Rel. Min. EROS GRAU – AI 681.109-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): ‘II – Não são cabíveis embargos de divergência contra acórdão proferido em julgamento de agravo regimental em agravo de instrumento cujo seguimento foi negado, sem 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP exame do mérito do recurso extraordinário, apenas por ausência de requisitos processuais. Precedente.’ (AI 770.101-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Cabe salientar, também, que a orientação firmada por esta Suprema Corte exige, para que os embargos de divergência sejam admissíveis, que tanto o acórdão embargado como aqueles invocados como referência paradigmática tenham apreciado o mérito da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária (AI 541.920-AgR-ED-EDv-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Recurso Extraordinário 148.858-EDv/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 214.788-ED-EDv-AgR/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO): ‘I – A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, sob pena de inadmissão do recurso. II – Os arestos paradigmas invocados não evidenciam a existência de dissensão jurisprudencial com o acórdão embargado. É inviável, em embargos de divergência, a realização de cotejo analítico entre acórdão embargado que examina o mérito do recurso extraordinário e julgados paradigmas que apenas negam seguimento a apelos extremos por ausência de requisitos processuais. ….......................................................................................... IV – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 710.030-SegundoAgR-ED-EDv-AgR/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Convém salientar, por necessário, no tocante à alegada nulidade da decisão ora impugnada, que a disciplina normativa das nulidades no sistema jurídico brasileiro rege-se pelo princípio ‘pas de nullité sans grief’. Esse postulado básico tem por finalidade rejeitar o excesso de formalismo, desde que a eventual preterição de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP exame do mérito do recurso extraordinário, apenas por ausência de requisitos processuais. Precedente.’ (AI 770.101-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Cabe salientar, também, que a orientação firmada por esta Suprema Corte exige, para que os embargos de divergência sejam admissíveis, que tanto o acórdão embargado como aqueles invocados como referência paradigmática tenham apreciado o mérito da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária (AI 541.920-AgR-ED-EDv-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Recurso Extraordinário 148.858-EDv/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 214.788-ED-EDv-AgR/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO): ‘I – A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, sob pena de inadmissão do recurso. II – Os arestos paradigmas invocados não evidenciam a existência de dissensão jurisprudencial com o acórdão embargado. É inviável, em embargos de divergência, a realização de cotejo analítico entre acórdão embargado que examina o mérito do recurso extraordinário e julgados paradigmas que apenas negam seguimento a apelos extremos por ausência de requisitos processuais. ….......................................................................................... IV – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 710.030-SegundoAgR-ED-EDv-AgR/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Convém salientar, por necessário, no tocante à alegada nulidade da decisão ora impugnada, que a disciplina normativa das nulidades no sistema jurídico brasileiro rege-se pelo princípio ‘pas de nullité sans grief’. Esse postulado básico tem por finalidade rejeitar o excesso de formalismo, desde que a eventual preterição de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP determinada providência legal não tenha causado prejuízo para qualquer das partes. Cumpre enfatizar, por relevante, que o Supremo Tribunal Federal tem exigido a comprovação de efetivo prejuízo para qualquer das partes, sempre que se pretende declarar a nulidade de um determinado ato processual (AI 802.459-AgR-segundo/PI, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 816.021-AgR/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – MS 31.199/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): ‘1. Este Tribunal, em várias oportunidades, firmou o entendimento de que, não havendo prejuízo para qualquer das partes, nenhum ato processual será declarado nulo, conforme o brocardo ‘pas de nullité sans grief’. No caso dos autos, não houve tal comprovação. Não há que falar, portanto, em cerceamento de defesa. Precedentes. .............................................................................................. 4. Agravo regimental improvido.’ (AI 764.402-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) ‘(...) Inexistência de prejuízo para a defesa, que impugnou, no procedimento administrativo, o laudo e interpôs os recursos cabíveis. Não tendo havido prejuízo para a defesa, não há falar em nulidade: pas de nullité sans grief.’ (MS 24.911/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) Impõe-se, finalmente, uma observação adicional: no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste, ao Ministro Relator, competência plena para exercer, monocraticamente, o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, legitimando-se, em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar. Impende acentuar, neste ponto, que eminentes Juízes que compõem esta Suprema Corte têm decidido, monocraticamente, embargos de divergência, vindo a examiná-los, até mesmo, quanto ao 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP determinada providência legal não tenha causado prejuízo para qualquer das partes. Cumpre enfatizar, por relevante, que o Supremo Tribunal Federal tem exigido a comprovação de efetivo prejuízo para qualquer das partes, sempre que se pretende declarar a nulidade de um determinado ato processual (AI 802.459-AgR-segundo/PI, Rel. Min. LUIZ FUX – ARE 816.021-AgR/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – MS 31.199/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.): ‘1. Este Tribunal, em várias oportunidades, firmou o entendimento de que, não havendo prejuízo para qualquer das partes, nenhum ato processual será declarado nulo, conforme o brocardo ‘pas de nullité sans grief’. No caso dos autos, não houve tal comprovação. Não há que falar, portanto, em cerceamento de defesa. Precedentes. .............................................................................................. 4. Agravo regimental improvido.’ (AI 764.402-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) ‘(...) Inexistência de prejuízo para a defesa, que impugnou, no procedimento administrativo, o laudo e interpôs os recursos cabíveis. Não tendo havido prejuízo para a defesa, não há falar em nulidade: pas de nullité sans grief.’ (MS 24.911/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) Impõe-se, finalmente, uma observação adicional: no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste, ao Ministro Relator, competência plena para exercer, monocraticamente, o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, legitimando-se, em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar. Impende acentuar, neste ponto, que eminentes Juízes que compõem esta Suprema Corte têm decidido, monocraticamente, embargos de divergência, vindo a examiná-los, até mesmo, quanto ao 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP próprio fundo do dissídio jurisprudencial neles alegado (Recurso Extraordinário 195.333- -ED-EDv/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Recurso Extraordinário 199.135-ED-EDv- -AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Recurso Extraordinário 522.729-AgR-EDv/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). Nem se alegue que tal conduta implicaria transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre restará preservado ante a possibilidade de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Sendo assim, e pelas razões expostas, não admito os presentes embargos de divergência. Não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso. Sendo esse o contexto, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal, o presente recurso de agravo. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP próprio fundo do dissídio jurisprudencial neles alegado (Recurso Extraordinário 195.333- -ED-EDv/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Recurso Extraordinário 199.135-ED-EDv- -AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Recurso Extraordinário 522.729-AgR-EDv/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.). Nem se alegue que tal conduta implicaria transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre restará preservado ante a possibilidade de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Sendo assim, e pelas razões expostas, não admito os presentes embargos de divergência. Não incide, no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe o presente recurso. Sendo esse o contexto, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário do Supremo Tribunal Federal, o presente recurso de agravo. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O presente recurso de agravo é inacolhível, eis que a parte ora agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir os fundamentos jurídicos em que se assentou o julgamento monocrático. Ao assim proceder, deixando de impugnar o ato decisório em questão, a parte agravante descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se, ao recorrente, afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, ao improvimento do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei n 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O presente recurso de agravo é inacolhível, eis que a parte ora agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir os fundamentos jurídicos em que se assentou o julgamento monocrático. Ao assim proceder, deixando de impugnar o ato decisório em questão, a parte agravante descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se, ao recorrente, afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, ao improvimento do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei n 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP De qualquer maneira, no entanto, cabe enfatizar, que os embargos de divergência em questão não se revelam viáveis, eis que a parte embargante deixou de cumprir, quanto a eles, o que determina o art. 331 do RISTF e o art. 1.043 do Código de Processo Civil. Na realidade, a parte ora agravante, quando da oposição dos embargos de divergência em causa, descumpriu o preceito regimental e processual mencionados, eis que não demonstrou, com a transcrição dos textos que o configurariam, o alegado dissídio jurisprudencial. Impõe-se ter presente, no ponto, a propósito do indispensável cotejo analítico a que se refere o art. 331 do RISTF e o art. 1.043, § 4..., do Código de Processo Civil, a advertência fundada no magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal: “A utilização dos embargos de divergência reclama, sob pena de liminar recusa de seu processamento, que o dissídio interpretativo seja demonstrado de forma clara, objetiva e analítica, mencionando-se as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. Não basta, para esse efeito, a mera transcrição das ementas dos julgados invocados como referência paradigmática. Ausência, no caso, do necessário cotejo analítico.” (RTJ 157/980-981, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “Não basta, para efeito de comprovação do dissídio pretoriano, a simples juntada do inteiro teor do acórdão apontado como referência paradigmática. A utilização adequada dos embargos de divergência impõe que se demonstre, de maneira clara, objetiva e analítica, o dissídio jurisprudencial invocado, devendo o recorrente, para esse efeito, reproduzir os trechos pertinentes e mencionar as circunstâncias que identifiquem ou tornem assemelhados os casos em confronto.” (RTJ 159/296-297, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP De qualquer maneira, no entanto, cabe enfatizar, que os embargos de divergência em questão não se revelam viáveis, eis que a parte embargante deixou de cumprir, quanto a eles, o que determina o art. 331 do RISTF e o art. 1.043 do Código de Processo Civil. Na realidade, a parte ora agravante, quando da oposição dos embargos de divergência em causa, descumpriu o preceito regimental e processual mencionados, eis que não demonstrou, com a transcrição dos textos que o configurariam, o alegado dissídio jurisprudencial. Impõe-se ter presente, no ponto, a propósito do indispensável cotejo analítico a que se refere o art. 331 do RISTF e o art. 1.043, § 4..., do Código de Processo Civil, a advertência fundada no magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal: “A utilização dos embargos de divergência reclama, sob pena de liminar recusa de seu processamento, que o dissídio interpretativo seja demonstrado de forma clara, objetiva e analítica, mencionando-se as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. Não basta, para esse efeito, a mera transcrição das ementas dos julgados invocados como referência paradigmática. Ausência, no caso, do necessário cotejo analítico.” (RTJ 157/980-981, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “Não basta, para efeito de comprovação do dissídio pretoriano, a simples juntada do inteiro teor do acórdão apontado como referência paradigmática. A utilização adequada dos embargos de divergência impõe que se demonstre, de maneira clara, objetiva e analítica, o dissídio jurisprudencial invocado, devendo o recorrente, para esse efeito, reproduzir os trechos pertinentes e mencionar as circunstâncias que identifiquem ou tornem assemelhados os casos em confronto.” (RTJ 159/296-297, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP Revelam-se inviáveis os embargos de divergência, sempre que a parte que deles se utilizar descumprir, como no caso, a obrigação formal de proceder ao confronto analítico entre as decisões invocadas como referências paradigmáticas, de um lado, e o acórdão embargado, de outro, consoante reiteradamente assinalado pela jurisprudência desta Suprema Corte: “A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, reproduzindo, para efeito de sua caracterização, os trechos que configuram a divergência indicada e mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. O desatendimento desse dever processual legitima o indeferimento liminar da petição recursal ou justifica, quando já admitidos, o não conhecimento dos embargos de divergência.” (RTJ 157/975-976, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência – ou de não conhecimento destes, quando já admitidos – deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe reproduzir, na petição recursal, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, os trechos que configuram a divergência indicada, mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto.” (Recurso Extraordinário 247.416-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cabe salientar, neste ponto, por oportuno, que a parte recorrente não demonstrou, de maneira objetiva, dissídio jurisprudencial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP Revelam-se inviáveis os embargos de divergência, sempre que a parte que deles se utilizar descumprir, como no caso, a obrigação formal de proceder ao confronto analítico entre as decisões invocadas como referências paradigmáticas, de um lado, e o acórdão embargado, de outro, consoante reiteradamente assinalado pela jurisprudência desta Suprema Corte: “A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, reproduzindo, para efeito de sua caracterização, os trechos que configuram a divergência indicada e mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto. O desatendimento desse dever processual legitima o indeferimento liminar da petição recursal ou justifica, quando já admitidos, o não conhecimento dos embargos de divergência.” (RTJ 157/975-976, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) “A parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência – ou de não conhecimento destes, quando já admitidos – deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial, impondo-se-lhe reproduzir, na petição recursal, para efeito de caracterização do conflito interpretativo, os trechos que configuram a divergência indicada, mencionando, ainda, as circunstâncias que identificam ou tornam assemelhados os casos em confronto.” (Recurso Extraordinário 247.416-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cabe salientar, neste ponto, por oportuno, que a parte recorrente não demonstrou, de maneira objetiva, dissídio jurisprudencial. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP Inquestionável, portanto, a inviabilidade dos embargos de divergência em questão, por descumprimento do que determina o art. 331 do RISTF e o art. 1.043, § 4..., do Código de Processo Civil, que exige a demonstração da existência de dissídio interpretativo. Registre-se, ainda, que os embargos de divergência somente têm pertinência, quando opostos a acórdãos que i) julgam o mérito da questão suscitada no apelo extremo (Código de Processo Civil, art. 1.043, I) ou, ii) embora não tenham conhecido do recurso, apreciam a controvérsia nele alegada (Código de Processo Civil, art. 1.043, III). Esse entendimento reflete-se igualmente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que tem reiteradamente advertido que não cabem embargos de divergência, quando opostos a decisão colegiada que sequer apreciou o fundo da controvérsia (AI 304.838-AgR-ED-EDv- -AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 506.019-AgR-ED-EDv- -AgR/MG, Rel. Min. EROS GRAU – AI 681.109-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “II – Não são cabíveis embargos de divergência contra acórdão proferido em julgamento de agravo regimental em agravo de instrumento cujo seguimento foi negado, sem exame do mérito do recurso extraordinário, apenas por ausência de requisitos processuais. Precedente.” (AI 770.101-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Cabe salientar, nesse ponto, que a orientação firmada por esta Suprema Corte exige, para que os embargos de divergência sejam admissíveis, que tanto o acórdão embargado como aqueles invocados como referência paradigmática tenham apreciado o mérito da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária (AI 541.920- -AgR-ED-EDv-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP Inquestionável, portanto, a inviabilidade dos embargos de divergência em questão, por descumprimento do que determina o art. 331 do RISTF e o art. 1.043, § 4..., do Código de Processo Civil, que exige a demonstração da existência de dissídio interpretativo. Registre-se, ainda, que os embargos de divergência somente têm pertinência, quando opostos a acórdãos que i) julgam o mérito da questão suscitada no apelo extremo (Código de Processo Civil, art. 1.043, I) ou, ii) embora não tenham conhecido do recurso, apreciam a controvérsia nele alegada (Código de Processo Civil, art. 1.043, III). Esse entendimento reflete-se igualmente na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que tem reiteradamente advertido que não cabem embargos de divergência, quando opostos a decisão colegiada que sequer apreciou o fundo da controvérsia (AI 304.838-AgR-ED-EDv- -AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 506.019-AgR-ED-EDv- -AgR/MG, Rel. Min. EROS GRAU – AI 681.109-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “II – Não são cabíveis embargos de divergência contra acórdão proferido em julgamento de agravo regimental em agravo de instrumento cujo seguimento foi negado, sem exame do mérito do recurso extraordinário, apenas por ausência de requisitos processuais. Precedente.” (AI 770.101-AgR-ED-EDv-AgR/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Cabe salientar, nesse ponto, que a orientação firmada por esta Suprema Corte exige, para que os embargos de divergência sejam admissíveis, que tanto o acórdão embargado como aqueles invocados como referência paradigmática tenham apreciado o mérito da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária (AI 541.920- -AgR-ED-EDv-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP Recurso Extraordinário 148.858-EDv/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 214.788-ED-EDv- -AgR/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO): “I – A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, sob pena de inadmissão do recurso. II – Os arestos paradigmas invocados não evidenciam a existência de dissensão jurisprudencial com o acórdão embargado. É inviável, em embargos de divergência, a realização de cotejo analítico entre acórdão embargado que examina o mérito do recurso extraordinário e julgados paradigmas que apenas negam seguimento a apelos extremos por ausência de requisitos processuais. …................................................................................................... IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 710.030-SegundoAgR-ED-EDv-AgR/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada, e, tendo em vista o seu intuito procrastinatório (Código de Processo Civil, art. 1.021, § 4...) e precedentes desta Suprema Corte que aplicam a sanção processual em situações assemelhadas (ARE 959.634-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 965.134-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 980.232-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), se unânime a votação, condeno a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa. Não incide , no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Supremo Tribunal Federal ARE 966211 AGR-ED-EDV-AGR / SP Recurso Extraordinário 148.858-EDv/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 214.788-ED-EDv- -AgR/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO): “I – A utilização adequada dos embargos de divergência impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva e analítica, o dissídio interpretativo alegado, sob pena de inadmissão do recurso. II – Os arestos paradigmas invocados não evidenciam a existência de dissensão jurisprudencial com o acórdão embargado. É inviável, em embargos de divergência, a realização de cotejo analítico entre acórdão embargado que examina o mérito do recurso extraordinário e julgados paradigmas que apenas negam seguimento a apelos extremos por ausência de requisitos processuais. …................................................................................................... IV – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 710.030-SegundoAgR-ED-EDv-AgR/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada, e, tendo em vista o seu intuito procrastinatório (Código de Processo Civil, art. 1.021, § 4...) e precedentes desta Suprema Corte que aplicam a sanção processual em situações assemelhadas (ARE 959.634-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 965.134-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 980.232-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), se unânime a votação, condeno a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa. Não incide , no caso em exame, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747873349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO MICELLI (39102/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e condenou a agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, não incidindo, no caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682412 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966.211 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO MICELLI (39102/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e condenou a agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, não incidindo, no caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682412 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966 . 211", "ARE 966 . 211 - AgR / SP", "ARE 966 . 211 - AgR / SP", "RTJ 157 / 980 - 981", "ARE 966211 AGR", "RTJ 157 / 980 - 981", "ARE 966211 AGR", "RTJ 159 / 296 - 297", "RTJ 157 / 975 - 976", "ARE 966211 AGR", "RTJ 159 / 296 - 297", "RTJ 157 / 975 - 976", "ARE 966211", "Recurso Extraordinário 247 . 416 - ED - EDv - AgR / SP", "AI 304 . 838 - - AgR - ED - EDv - AgR / MA", "AI 506 . 019 - AgR - ED - EDv -", "AgR / MG", "AI 681 . 109 - AgR - ED - EDv - AgR / SP", "AI 836 . 992 - AgR - EDv - AgR / SC", "ARE 966211", "Recurso Extraordinário 247 . 416 - ED - EDv - AgR / SP", "AI 304 . 838 - - AgR - ED - EDv - AgR / MA", "AI 506 . 019 - AgR - ED - EDv - AgR / MG", "AI 681 . 109 - AgR - ED - EDv -", "AgR / SP", "AI 836 . 992 - AgR - EDv - AgR / SC", "ARE 966211 AGR -", "AI 770 . 101 - AgR - ED - EDv - AgR / SP", "AI 541 . 920 - AgR - ED - EDv - AgR / CE", "Recurso Extraordinário 148 . 858 - EDv / SP", "Recurso Extraordinário 214 . 788 - ED - EDv - AgR / DF", "ARE 710 . 030 - SegundoAgR", "ARE 966211 AGR", "AI 770 . 101 - AgR - ED -", "AI 541 . 920 -", "Recurso Extraordinário 148 . 858 - EDv / SP", "Recurso Extraordinário 214 . 788 - ED - EDv - AgR / DF", "ARE 710 . 030 - SegundoAgR - ED - EDv - AgR / PI", "ARE 966211 AGR - ED - EDV - AGR", "AI 802 . 459 - AgR - segundo / PI", "ARE 816 . 021 - AgR / RN", "MS 31 . 199 / DF", "AI 764 . 402 - AgR / SP", "MS 24 . 911 / DF", "ARE 966211 AGR", "AI 802 . 459 - AgR - segundo / PI", "ARE 816 . 021 - AgR / RN", "MS 31 . 199 / DF", "AI 764 . 402 - AgR / SP", "MS 24 . 911 / DF", "Recurso Extraordinário 195 . 333 - - ED - EDv / CE", "Recurso Extraordinário 199 . 135 - ED - EDv - - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 522 . 729 - AgR - EDv", "RTJ 181 / 1133 - 1134", "AI 159 . 892 - AgR / SP", "ARE 966211 AGR", "Recurso", "Recurso Extraordinário 199 . 135 - ED - EDv - - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 522 . 729 - AgR - EDv / MG", "RTJ 181 / 1133 - 1134", "AI 159 . 892 - AgR / SP", "AI 238 . 454 - AgR / SC", "RTJ 126 / 864", "AI 257 . 310 - AgR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 966 . 211", "AI 238 . 454 - AgR / SC", "RTJ 126 / 864", "RTJ", "RTJ", "AI 257 . 310 - AgR / DF", "RTJ 157 / 980 - 981", "RTJ 159 / 296 - 297", "ARE 966211 AGR", "RTJ 157 / 980 - 981", "RTJ 159 / 296 - 297", "RTJ 157 / 975 - 976", "Recurso Extraordinário 247 . 416 - ED - EDv - AgR / SP", "ARE 966211", "RTJ 157 / 975 - 976", "Recurso Extraordinário 247 . 416 - ED - EDv - AgR / SP", "AI 304 . 838 - AgR - ED - EDv - - AgR / MA", "AI 506 . 019 - AgR - ED - EDv - - AgR / MG", "AI 681 . 109 - AgR - ED - EDv - AgR / SP", "AI 836 . 992 - AgR - EDv - AgR / SC", "AI 770 . 101 - AgR - ED - EDv - AgR / SP", "AI 541 . 920 - - AgR", "AI 304 . 838 - AgR - ED - EDv - - AgR / MA", "AI 506 . 019 - AgR -", "AI 681 . 109 - AgR - ED - EDv - AgR / SP", "AI 836 . 992 - AgR - EDv -", "AgR / SC", "AI 770 . 101 - AgR - ED - EDv - AgR / SP", "AI 541 . 920 - - AgR - ED - EDv - AgR / CE", "Recurso Extraordinário 148 . 858 - EDv / SP", "Recurso Extraordinário 214 . 788 - ED - EDv - - AgR / DF", "ARE 710 . 030 - SegundoAgR - ED - EDv - AgR / PI", "ARE 959 . 634 - AgR / SP", "ARE 965 . 134 - AgR / CE", "ARE 980 . 232 - AgR / SC", "ARE 966211 AGR - ED -", "Recurso Extraordinário 148 . 858 - EDv / SP", "Recurso Extraordinário 214 . 788 - ED - EDv - - AgR / DF", "ARE 710 . 030 - SegundoAgR - ED - EDv - AgR / PI", "ARE 959 . 634 - AgR / SP", "ARE 965 . 134 - AgR / CE", "ARE 980 . 232 - AgR / SC" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 331 DO RISTF", "ART . 1 . 043 , § 4 . . . ,", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Código de Processo Civil , ART .", "art . 331 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental n 47 / 2012", "art .", "RISTF", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art .", "Emenda Regimental n 47 / 2012", "art . 331 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 331 do RISTF", "art . 1 . 043 , III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 331 do RISTF", "art . 1 . 043 , III , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "arts . 545 e 557 , § 1 . . . , ambos do Código de Processo Civil", "Lei n 9 . 756 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 545 e 557 , § 1 . . . , ambos do Código de Processo Civil", "Lei n 9 . 756 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 331 do RISTF", "art . 1 . 043 do Código de Processo Civil", "art . 331 do RISTF", "art . 1 . 043 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 331 do RISTF", "art . 1 . 043 do Código de Processo Civil", "art . 331 do RISTF", "art . 1 . 043 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 043 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , art . 1 . 043 , I", "Código de Processo Civil , art . 1 . 043 , III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 331 do RISTF", "art . 1 . 043 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , art . 1 . 043 , I", "Código de Processo Civil , art . 1 . 043 , III", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Código de Processo Civil , art . 1 . 021 , § 4 . .", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 1 . 021 , § 4 . . .", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "-", "ED", "EDV", "-", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "6", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Pleno", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA", "CARLOS ROBERTO MICELLI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA", "CARLOS ROBERTO MICELLI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA", "CARLOS ROBERTO MICELLI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE", "MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EROS GRAU", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EROS GRAU", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CEZAR PELUSO", "AYRES BRITTO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CEZAR PELUSO", "AYRES BRITTO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ELLEN GRACIE", "CARLOS VELLOSO", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ELLEN GRACIE", "CARLOS VELLOSO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EROS GRAU", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "EROS GRAU", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CEZAR PELUSO", "AYRES BRITTO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "CEZAR PELUSO", "AYRES BRITTO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA", "CARLOS ROBERTO MICELLI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "CELSO DE MELLO", "BENEDITA DOMINGAS VARGAS DA SILVA", "CARLOS ROBERTO MICELLI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Teto remuneratório. Vantagens pessoais. EC 41/03. Alegado direito à irredutibilidade dos vencimentos. Improcedência. Tema 257 da sistemática da repercussão geral. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de junho de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681865. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 522 Relatório 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Registre-se que a referida lei, de iniciativa conjunta dos Poderes da República (art. 48, XV, da Constituição Federal, com a redação da EC 19/98), não chegou a ser editada, tendo o regime jurídico do teto constitucional sido alterado pela EC 41/03, que impôs a imediata redução dos excessos remuneratórios ao limite constitucional estabelecido, ainda que adquiridos em momento anterior à sua vigência, considerado o expresso cômputo das vantagens pessoais ou de qualquer natureza para efeito de sua incidência. Ao apreciar a constitucionalidade da referida emenda, esta Corte consignou, em diversas oportunidades, sua eficácia plena e aplicação imediata, ainda que sobre as vantagens incorporadas à remuneração dos servidores antes da sua vigência. Esse foi o entendimento reafirmado no julgamento do RE 606.358-RG, de relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe 7.4.2016 (tema 257 da sistemática da repercussão geral) (...). Diante das considerações acima mencionadas, tenho que o entendimento do acórdão recorrido, proferido em período posterior à vigência da EC 41/03, diverge da jurisprudência Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681866. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Registre-se que a referida lei, de iniciativa conjunta dos Poderes da República (art. 48, XV, da Constituição Federal, com a redação da EC 19/98), não chegou a ser editada, tendo o regime jurídico do teto constitucional sido alterado pela EC 41/03, que impôs a imediata redução dos excessos remuneratórios ao limite constitucional estabelecido, ainda que adquiridos em momento anterior à sua vigência, considerado o expresso cômputo das vantagens pessoais ou de qualquer natureza para efeito de sua incidência. Ao apreciar a constitucionalidade da referida emenda, esta Corte consignou, em diversas oportunidades, sua eficácia plena e aplicação imediata, ainda que sobre as vantagens incorporadas à remuneração dos servidores antes da sua vigência. Esse foi o entendimento reafirmado no julgamento do RE 606.358-RG, de relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe 7.4.2016 (tema 257 da sistemática da repercussão geral) (...). Diante das considerações acima mencionadas, tenho que o entendimento do acórdão recorrido, proferido em período posterior à vigência da EC 41/03, diverge da jurisprudência Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681866. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 523 Relatório RE 474393 AGR / MG desta Corte, que se firmou no sentido da aplicabilidade imediata dos efeitos da referida emenda. No caso dos autos, o ajuizamento da ação de cobrança e repetição de indébito e a decisão recorrida ocorreram na vigência da EC 41/03, motivo pelo qual merece reforma o acórdão recorrido, porquanto afrontou a pacificada jurisprudência desta Corte sobre a matéria, conforme demonstrado. Alterado o regime jurídico do referido instituto pelo advento da EC 41/03, aplicam-se, de imediato, os limites nela previstos à remuneração do recorrido, incluídas as vantagens pessoais, nos termos do entendimento firmado em sede de repercussão geral. Ante o exposto, dou provimento ao recurso extraordinário, para reformar o acórdão recorrido e julgar improcedente o pedido formulado na inicial (art. 21, §1º, do RISTF)”. (eDOC 1, p. 6-7) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a impossibilidade da redução da remuneração na espécie, uma vez em que haveria direito adquirido das partes agravantes à irredutibilidade dos vencimentos, a teor do que dispõe o art. 37, XV, da Constituição Federal. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de não ser possível infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada, porquanto em consonância com o decidido no RE-RG 606.358, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 7.4.2016 (eDOC 7, p. 1-4). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681866. Supremo Tribunal Federal RE 474393 AGR / MG desta Corte, que se firmou no sentido da aplicabilidade imediata dos efeitos da referida emenda. No caso dos autos, o ajuizamento da ação de cobrança e repetição de indébito e a decisão recorrida ocorreram na vigência da EC 41/03, motivo pelo qual merece reforma o acórdão recorrido, porquanto afrontou a pacificada jurisprudência desta Corte sobre a matéria, conforme demonstrado. Alterado o regime jurídico do referido instituto pelo advento da EC 41/03, aplicam-se, de imediato, os limites nela previstos à remuneração do recorrido, incluídas as vantagens pessoais, nos termos do entendimento firmado em sede de repercussão geral. Ante o exposto, dou provimento ao recurso extraordinário, para reformar o acórdão recorrido e julgar improcedente o pedido formulado na inicial (art. 21, §1º, do RISTF)”. (eDOC 1, p. 6-7) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a impossibilidade da redução da remuneração na espécie, uma vez em que haveria direito adquirido das partes agravantes à irredutibilidade dos vencimentos, a teor do que dispõe o art. 37, XV, da Constituição Federal. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de não ser possível infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada, porquanto em consonância com o decidido no RE-RG 606.358, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 7.4.2016 (eDOC 7, p. 1-4). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681866. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 524 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. A questão suscitada no agravo regimental foi objeto de apreciação no julgamento do RE-RG 606.358, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 7.4.2016, tema 257 da sistemática da repercussão geral, oportunidade em que se assentou a impossibilidade da invocação do direito à irredutibilidade dos vencimentos sobre verbas recebidas além do teto, uma vez que hermeneuticamente adequado o reconhecimento da precedência da norma constitucional atinente à limitação dos vencimentos dos servidores (art. 37, XI, da Constituição Federal). Eis, a propósito, trecho do voto da Min. Rosa Weber: “Sem embargo da respeitabilidade das posições em sentido contrário, tenho que leitura do texto constitucional consentânea com seu significado e finalidade ampara a tese de que constrangido, o Poder Constituinte derivado, por força do art. 60, § 4º, IV, da Carta Política, à observância dos direitos constitucionais fundamentais, neles incluída a cláusula da não supressão de direitos adquiridos (art. 5º, XXXVI). Tal limite, contudo, a meu juízo, não foi ultrapassado pela Emenda Constitucional nº 41/2003. E isso porque, enfatizo, na linha dos votos então vencidos nesta Suprema Corte, a cláusula da irredutibilidade dos vencimentos consagrada no art. 37, XV, da Lei Maior – hoje com a redação conferida pela Emenda Constitucional nº 19/1998 –, desde a sua redação original já Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. A questão suscitada no agravo regimental foi objeto de apreciação no julgamento do RE-RG 606.358, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 7.4.2016, tema 257 da sistemática da repercussão geral, oportunidade em que se assentou a impossibilidade da invocação do direito à irredutibilidade dos vencimentos sobre verbas recebidas além do teto, uma vez que hermeneuticamente adequado o reconhecimento da precedência da norma constitucional atinente à limitação dos vencimentos dos servidores (art. 37, XI, da Constituição Federal). Eis, a propósito, trecho do voto da Min. Rosa Weber: “Sem embargo da respeitabilidade das posições em sentido contrário, tenho que leitura do texto constitucional consentânea com seu significado e finalidade ampara a tese de que constrangido, o Poder Constituinte derivado, por força do art. 60, § 4º, IV, da Carta Política, à observância dos direitos constitucionais fundamentais, neles incluída a cláusula da não supressão de direitos adquiridos (art. 5º, XXXVI). Tal limite, contudo, a meu juízo, não foi ultrapassado pela Emenda Constitucional nº 41/2003. E isso porque, enfatizo, na linha dos votos então vencidos nesta Suprema Corte, a cláusula da irredutibilidade dos vencimentos consagrada no art. 37, XV, da Lei Maior – hoje com a redação conferida pela Emenda Constitucional nº 19/1998 –, desde a sua redação original já Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 525 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 474393 AGR / MG indicava a precedência do disposto no art. 37, XI, da Carta Política, ao delimitar-lhe o âmbito de incidência. (...) Com efeito, na minha compreensão, ao ressalvar, a Constituição de 1988, expressamente, da garantia da irredutibilidade de vencimentos por ela assegurada, a observância do teto remuneratório do funcionalismo, circunscreve o âmbito de incidência da garantia, originariamente, aos valores iguais ou inferiores ao teto previsto no art. 37, XI, da Carta Política. (...) Nessa linha, restrito, o âmbito de incidência da garantia da irredutibilidade, pelo próprio delineamento constitucional, aos vencimentos contidos no limite máximo definido pela Constituição. E por serem em si mesmos ilegítimos, porque desautorizados pela Constituição, a garantia constitucional da irredutibilidade não pode ser estendida aos valores excedentes daquele limite – o teto remuneratório -, incluídas as vantagens pessoais. Dito de outro modo, a Constituição da República assegura a irredutibilidade do subsídio e dos vencimentos dos exercentes de cargos e empregos públicos que se inserem nos limites impostos pelo art. 37, XI, da Lei Fundamental. Ultrapassado o teto, cessa a garantia oferecida pelo art. 37, XV, que, textualmente, tem sua aplicabilidade vinculada ao montante correspondente”. (grifos do original) Assim, não há como prevalecer a tese defendida pelos agravantes, uma vez que diametralmente oposta à orientação firmada por esta Corte no mencionado paradigma. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Supremo Tribunal Federal RE 474393 AGR / MG indicava a precedência do disposto no art. 37, XI, da Carta Política, ao delimitar-lhe o âmbito de incidência. (...) Com efeito, na minha compreensão, ao ressalvar, a Constituição de 1988, expressamente, da garantia da irredutibilidade de vencimentos por ela assegurada, a observância do teto remuneratório do funcionalismo, circunscreve o âmbito de incidência da garantia, originariamente, aos valores iguais ou inferiores ao teto previsto no art. 37, XI, da Carta Política. (...) Nessa linha, restrito, o âmbito de incidência da garantia da irredutibilidade, pelo próprio delineamento constitucional, aos vencimentos contidos no limite máximo definido pela Constituição. E por serem em si mesmos ilegítimos, porque desautorizados pela Constituição, a garantia constitucional da irredutibilidade não pode ser estendida aos valores excedentes daquele limite – o teto remuneratório -, incluídas as vantagens pessoais. Dito de outro modo, a Constituição da República assegura a irredutibilidade do subsídio e dos vencimentos dos exercentes de cargos e empregos públicos que se inserem nos limites impostos pelo art. 37, XI, da Lei Fundamental. Ultrapassado o teto, cessa a garantia oferecida pelo art. 37, XV, que, textualmente, tem sua aplicabilidade vinculada ao montante correspondente”. (grifos do original) Assim, não há como prevalecer a tese defendida pelos agravantes, uma vez que diametralmente oposta à orientação firmada por esta Corte no mencionado paradigma. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 526 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 474393 AGR / MG 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Supremo Tribunal Federal RE 474393 AGR / MG 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 527 Extrato de Ata - 29/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE (41993/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803146 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE (41993/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803146 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7 528
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747842162
2018-06-29T00:00:00
2018-08-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Teto remuneratório. Vantagens pessoais. EC 41/03. Alegado direito à irredutibilidade dos vencimentos. Improcedência. Tema 257 da sistemática da repercussão geral. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur388082
- Acórdão(s) citado(s): (TETO REMUNERATÓRIO, IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS) RE 606358 RG. Número de páginas: 7. Análise: 06/08/2018, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
474393
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 INC-00011\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00003 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 474393 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Teto remuneratório. Vantagens pessoais. EC 41/03. Alegado direito à irredutibilidade dos vencimentos. Improcedência. Tema 257 da sistemática da repercussão geral. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 22 a 28 de junho de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681865. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 522 Relatório 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Registre-se que a referida lei, de iniciativa conjunta dos Poderes da República (art. 48, XV, da Constituição Federal, com a redação da EC 19/98), não chegou a ser editada, tendo o regime jurídico do teto constitucional sido alterado pela EC 41/03, que impôs a imediata redução dos excessos remuneratórios ao limite constitucional estabelecido, ainda que adquiridos em momento anterior à sua vigência, considerado o expresso cômputo das vantagens pessoais ou de qualquer natureza para efeito de sua incidência. Ao apreciar a constitucionalidade da referida emenda, esta Corte consignou, em diversas oportunidades, sua eficácia plena e aplicação imediata, ainda que sobre as vantagens incorporadas à remuneração dos servidores antes da sua vigência. Esse foi o entendimento reafirmado no julgamento do Recurso Extraordinário 606.358-RG, de relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe 7.4.2016 (tema 257 da sistemática da repercussão geral) (...). Diante das considerações acima mencionadas, tenho que o entendimento do acórdão recorrido, proferido em período posterior à vigência da EC 41/03, diverge da jurisprudência Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681866. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que deu provimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Registre-se que a referida lei, de iniciativa conjunta dos Poderes da República (art. 48, XV, da Constituição Federal, com a redação da EC 19/98), não chegou a ser editada, tendo o regime jurídico do teto constitucional sido alterado pela EC 41/03, que impôs a imediata redução dos excessos remuneratórios ao limite constitucional estabelecido, ainda que adquiridos em momento anterior à sua vigência, considerado o expresso cômputo das vantagens pessoais ou de qualquer natureza para efeito de sua incidência. Ao apreciar a constitucionalidade da referida emenda, esta Corte consignou, em diversas oportunidades, sua eficácia plena e aplicação imediata, ainda que sobre as vantagens incorporadas à remuneração dos servidores antes da sua vigência. Esse foi o entendimento reafirmado no julgamento do Recurso Extraordinário 606.358-RG, de relatoria da Ministra Rosa Weber, DJe 7.4.2016 (tema 257 da sistemática da repercussão geral) (...). Diante das considerações acima mencionadas, tenho que o entendimento do acórdão recorrido, proferido em período posterior à vigência da EC 41/03, diverge da jurisprudência Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681866. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 523 Relatório Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG desta Corte, que se firmou no sentido da aplicabilidade imediata dos efeitos da referida emenda. No caso dos autos, o ajuizamento da ação de cobrança e repetição de indébito e a decisão recorrida ocorreram na vigência da EC 41/03, motivo pelo qual merece reforma o acórdão recorrido, porquanto afrontou a pacificada jurisprudência desta Corte sobre a matéria, conforme demonstrado. Alterado o regime jurídico do referido instituto pelo advento da EC 41/03, aplicam-se, de imediato, os limites nela previstos à remuneração do recorrido, incluídas as vantagens pessoais, nos termos do entendimento firmado em sede de repercussão geral. Ante o exposto, dou provimento ao recurso extraordinário, para reformar o acórdão recorrido e julgar improcedente o pedido formulado na inicial (art. 21, §1..., do RISTF)”. (eDOC 1, p. 6-7) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a impossibilidade da redução da remuneração na espécie, uma vez em que haveria direito adquirido das partes agravantes à irredutibilidade dos vencimentos, a teor do que dispõe o art. 37, XV, da Constituição Federal. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de não ser possível infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada, porquanto em consonância com o decidido no Recurso Extraordinário-RG 606.358, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 7.4.2016 (eDOC 7, p. 1-4). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681866. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG desta Corte, que se firmou no sentido da aplicabilidade imediata dos efeitos da referida emenda. No caso dos autos, o ajuizamento da ação de cobrança e repetição de indébito e a decisão recorrida ocorreram na vigência da EC 41/03, motivo pelo qual merece reforma o acórdão recorrido, porquanto afrontou a pacificada jurisprudência desta Corte sobre a matéria, conforme demonstrado. Alterado o regime jurídico do referido instituto pelo advento da EC 41/03, aplicam-se, de imediato, os limites nela previstos à remuneração do recorrido, incluídas as vantagens pessoais, nos termos do entendimento firmado em sede de repercussão geral. Ante o exposto, dou provimento ao recurso extraordinário, para reformar o acórdão recorrido e julgar improcedente o pedido formulado na inicial (art. 21, §1..., do RISTF)”. (eDOC 1, p. 6-7) No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a impossibilidade da redução da remuneração na espécie, uma vez em que haveria direito adquirido das partes agravantes à irredutibilidade dos vencimentos, a teor do que dispõe o art. 37, XV, da Constituição Federal. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de não ser possível infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada, porquanto em consonância com o decidido no Recurso Extraordinário-RG 606.358, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 7.4.2016 (eDOC 7, p. 1-4). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681866. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 524 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. A questão suscitada no agravo regimental foi objeto de apreciação no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 606.358, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 7.4.2016, tema 257 da sistemática da repercussão geral, oportunidade em que se assentou a impossibilidade da invocação do direito à irredutibilidade dos vencimentos sobre verbas recebidas além do teto, uma vez que hermeneuticamente adequado o reconhecimento da precedência da norma constitucional atinente à limitação dos vencimentos dos servidores (art. 37, XI, da Constituição Federal). Eis, a propósito, trecho do voto da Min. Rosa Weber: “Sem embargo da respeitabilidade das posições em sentido contrário, tenho que leitura do texto constitucional consentânea com seu significado e finalidade ampara a tese de que constrangido, o Poder Constituinte derivado, por força do art. 60, § 4..., IV, da Carta Política, à observância dos direitos constitucionais fundamentais, neles incluída a cláusula da não supressão de direitos adquiridos (art. 5..., XXXVI). Tal limite, contudo, a meu juízo, não foi ultrapassado pela Emenda Constitucional n 41/2003. E isso porque, enfatizo, na linha dos votos então vencidos nesta Suprema Corte, a cláusula da irredutibilidade dos vencimentos consagrada no art. 37, XV, da Lei Maior – hoje com a redação conferida pela Emenda Constitucional n 19/1998 –, desde a sua redação original já Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. A questão suscitada no agravo regimental foi objeto de apreciação no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 606.358, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 7.4.2016, tema 257 da sistemática da repercussão geral, oportunidade em que se assentou a impossibilidade da invocação do direito à irredutibilidade dos vencimentos sobre verbas recebidas além do teto, uma vez que hermeneuticamente adequado o reconhecimento da precedência da norma constitucional atinente à limitação dos vencimentos dos servidores (art. 37, XI, da Constituição Federal). Eis, a propósito, trecho do voto da Min. Rosa Weber: “Sem embargo da respeitabilidade das posições em sentido contrário, tenho que leitura do texto constitucional consentânea com seu significado e finalidade ampara a tese de que constrangido, o Poder Constituinte derivado, por força do art. 60, § 4..., IV, da Carta Política, à observância dos direitos constitucionais fundamentais, neles incluída a cláusula da não supressão de direitos adquiridos (art. 5..., XXXVI). Tal limite, contudo, a meu juízo, não foi ultrapassado pela Emenda Constitucional n 41/2003. E isso porque, enfatizo, na linha dos votos então vencidos nesta Suprema Corte, a cláusula da irredutibilidade dos vencimentos consagrada no art. 37, XV, da Lei Maior – hoje com a redação conferida pela Emenda Constitucional n 19/1998 –, desde a sua redação original já Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 525 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG indicava a precedência do disposto no art. 37, XI, da Carta Política, ao delimitar-lhe o âmbito de incidência. (...) Com efeito, na minha compreensão, ao ressalvar, a Constituição de 1988, expressamente, da garantia da irredutibilidade de vencimentos por ela assegurada, a observância do teto remuneratório do funcionalismo, circunscreve o âmbito de incidência da garantia, originariamente, aos valores iguais ou inferiores ao teto previsto no art. 37, XI, da Carta Política. (...) Nessa linha, restrito, o âmbito de incidência da garantia da irredutibilidade, pelo próprio delineamento constitucional, aos vencimentos contidos no limite máximo definido pela Constituição. E por serem em si mesmos ilegítimos, porque desautorizados pela Constituição, a garantia constitucional da irredutibilidade não pode ser estendida aos valores excedentes daquele limite – o teto remuneratório -, incluídas as vantagens pessoais. Dito de outro modo, a Constituição da República assegura a irredutibilidade do subsídio e dos vencimentos dos exercentes de cargos e empregos públicos que se inserem nos limites impostos pelo art. 37, XI, da Lei Fundamental. Ultrapassado o teto, cessa a garantia oferecida pelo art. 37, XV, que, textualmente, tem sua aplicabilidade vinculada ao montante correspondente”. (grifos do original) Assim, não há como prevalecer a tese defendida pelos agravantes, uma vez que diametralmente oposta à orientação firmada por esta Corte no mencionado paradigma. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG indicava a precedência do disposto no art. 37, XI, da Carta Política, ao delimitar-lhe o âmbito de incidência. (...) Com efeito, na minha compreensão, ao ressalvar, a Constituição de 1988, expressamente, da garantia da irredutibilidade de vencimentos por ela assegurada, a observância do teto remuneratório do funcionalismo, circunscreve o âmbito de incidência da garantia, originariamente, aos valores iguais ou inferiores ao teto previsto no art. 37, XI, da Carta Política. (...) Nessa linha, restrito, o âmbito de incidência da garantia da irredutibilidade, pelo próprio delineamento constitucional, aos vencimentos contidos no limite máximo definido pela Constituição. E por serem em si mesmos ilegítimos, porque desautorizados pela Constituição, a garantia constitucional da irredutibilidade não pode ser estendida aos valores excedentes daquele limite – o teto remuneratório -, incluídas as vantagens pessoais. Dito de outro modo, a Constituição da República assegura a irredutibilidade do subsídio e dos vencimentos dos exercentes de cargos e empregos públicos que se inserem nos limites impostos pelo art. 37, XI, da Lei Fundamental. Ultrapassado o teto, cessa a garantia oferecida pelo art. 37, XV, que, textualmente, tem sua aplicabilidade vinculada ao montante correspondente”. (grifos do original) Assim, não há como prevalecer a tese defendida pelos agravantes, uma vez que diametralmente oposta à orientação firmada por esta Corte no mencionado paradigma. Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro o valor da verba honorária fixada pela origem em 20%, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 526 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747681867. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 527 Extrato de Ata - 29/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE (41993/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803146 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474.393 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE (41993/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803146 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7 528
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 393", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 393", "Recurso Extraordinário 606 . 358 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 393", "Extraordinário 606 . 358 - RG", "Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG", "Recurso Extraordinário - RG 606 . 358", "Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG", "Recurso Extraordinário - RG 606 . 358", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 393", "Recurso Extraordinário - RG 606 . 358", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 393", "Recurso Extraordinário - RG 606 . 358", "Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 474393 AGR / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 393", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 474 . 393" ], "LEGISLACAO": [ "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 48 , XV , da Constituição Federal", "EC 19 / 98", "EC 41 / 03", "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 48 , XV , da Constituição Federal", "EC 19 / 98", "EC 41 / 03", "EC 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 41 / 03", "EC 41 / 03", "art . 37 , XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 41 / 03", "EC 41 / 03", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 37 , XV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "art . 60 , § 4 . . . , IV , da Carta Política", "art . 5 . . . , XXXVI", "Emenda Constitucional n 41 / 2003", "art . 37 , XV , da Lei Maior", "Emenda Constitucional n 19 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "art . 60 , § 4 . . . , IV , da Carta Política", "Emenda Constitucional n 41 / 2003", "art . 37 , XV , da Lei Maior", "Emenda Constitucional n 19 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Carta Política", "Constituição de 1988", "art . 37 , XI , da Carta Política", "Constituição", "Constituição", "Constituição da República", "art . 37 , XI , da Lei Fundamental", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Carta Política", "Constituição de 1988", "art . 37 , XI , da Carta Política", "Constituição", "Constituição", "Constituição da República", "art . 37 , XI , da Lei Fundamental", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TURMA", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA", "JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE", "Edson Fachin", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA", "JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA", "JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA", "JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "JÚNIA MÁRCIA NEVES NEIVA", "JULIO MARCIO LAMEGO DUARTE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "7", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "7", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "7", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "7", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 CEARÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA CAROLINO CARNEIRO ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL. ALEGAÇÃO DE DIREITO ADQUIRIDO À FÉRIAS DE SESSENTA DIAS. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO LOCAL. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional local pertinente, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 280/STF. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852473. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 CEARÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA CAROLINO CARNEIRO ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 30.04.2018, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, uma vez que a solução do caso envolve a análise de legislação infraconstitucional, incidindo, no caso, a Súmula 280/STF. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852474. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 CEARÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA CAROLINO CARNEIRO ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 30.04.2018, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, uma vez que a solução do caso envolve a análise de legislação infraconstitucional, incidindo, no caso, a Súmula 280/STF. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, com base na interpretação da legislação local, entendeu que os professores da rede pública de Fortaleza não possuem direito a sessenta dias de férias. Para divergir desse entendimento, seria necessário o revolvimento da interpretação dada à legislação infraconstitucional, o que atrai a incidência da Súmula 280 /STF. Nessa linha, vejam-se os seguintes julgados ARE 713.219-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber; ARE 1.052.775, Rel. Min. Marco Aurélio; e ARE 1.073.963, Rel. Min. Dias Toffolli; e ARE 1.073.919, Rel. Min. Luiz Fux. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852475. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, com base na interpretação da legislação local, entendeu que os professores da rede pública de Fortaleza não possuem direito a sessenta dias de férias. Para divergir desse entendimento, seria necessário o revolvimento da interpretação dada à legislação infraconstitucional, o que atrai a incidência da Súmula 280 /STF. Nessa linha, vejam-se os seguintes julgados ARE 713.219-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber; ARE 1.052.775, Rel. Min. Marco Aurélio; e ARE 1.073.963, Rel. Min. Dias Toffolli; e ARE 1.073.919, Rel. Min. Luiz Fux. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852475. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1117901 AGR / CE que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852475. Supremo Tribunal Federal ARE 1117901 AGR / CE que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852475. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA CAROLINO CARNEIRO ADV.(A/S) : LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO (26511-B/CE) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735288 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA CAROLINO CARNEIRO ADV.(A/S) : LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO (26511-B/CE) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735288 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747858982
2018-06-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL. ALEGAÇÃO DE DIREITO ADQUIRIDO À FÉRIAS DE SESSENTA DIAS. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO LOCAL. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/STF. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional local pertinente, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 280/STF. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC.
sjur388174
- Acórdão(s) citado(s): (PROFESSOR, FÉRIAS DE SESSENTA DIAS) ARE 713219 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 09/08/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1117901
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1117901 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARIA CAROLINO CARNEIRO ADV.(A/S) : LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 CEARÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA CAROLINO CARNEIRO ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROFESSOR DA REDE PÚBLICA MUNICIPAL. ALEGAÇÃO DE DIREITO ADQUIRIDO À FÉRIAS DE SESSENTA DIAS. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO LOCAL. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional local pertinente, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852473. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 CEARÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA CAROLINO CARNEIRO ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 30.04.2018, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, uma vez que a solução do caso envolve a análise de legislação infraconstitucional, incidindo, no caso, a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852474. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 CEARÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MARIA CAROLINO CARNEIRO ADV.(A/S) :LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 30.04.2018, cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, uma vez que a solução do caso envolve a análise de legislação infraconstitucional, incidindo, no caso, a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, com base na interpretação da legislação local, entendeu que os professores da rede pública de Fortaleza não possuem direito a sessenta dias de férias. Para divergir desse entendimento, seria necessário o revolvimento da interpretação dada à legislação infraconstitucional, o que atrai a incidência da Súmula 280 /Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, vejam-se os seguintes julgados ARE 713.219-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 1.052.775, Rel. Min. Marco Aurélio; e ARE 1.073.963, Rel. Min. Dias Toffolli; e ARE 1.073.919, Rel. Min. Luiz Fux. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852475. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, com base na interpretação da legislação local, entendeu que os professores da rede pública de Fortaleza não possuem direito a sessenta dias de férias. Para divergir desse entendimento, seria necessário o revolvimento da interpretação dada à legislação infraconstitucional, o que atrai a incidência da Súmula 280 /Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, vejam-se os seguintes julgados ARE 713.219-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 1.052.775, Rel. Min. Marco Aurélio; e ARE 1.073.963, Rel. Min. Dias Toffolli; e ARE 1.073.919, Rel. Min. Luiz Fux. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852475. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1117901 AGR / CE que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852475. Supremo Tribunal Federal ARE 1117901 AGR / CE que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852475. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA CAROLINO CARNEIRO ADV.(A/S) : LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO (26511-B/CE) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735288 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.117.901 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MARIA CAROLINO CARNEIRO ADV.(A/S) : LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO (26511-B/CE) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE FORTALEZA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735288 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 117 . 901", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 117 . 901", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 713 . 219 - AgR", "ARE 1 . 052 . 775", "ARE 1 . 073 . 963", "ARE 1 . 073 . 919", "RECURSO", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 713 . 219 - AgR", "ARE 1 . 052 . 775", "ARE 1 . 073 . 963", "ARE 1 . 073 . 919", "ARE 1117901 AGR / CE", "ARE 1117901 AGR / CE" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "Brasília", "CEARÁ", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "CEARÁ", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "CEARÁ", "Fortaleza", "CEARÁ", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "MUNICÍPIO DE", "FORTALEZA", "CEARÁ", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO DE FORTALEZA", "REDE PÚBLICA MUNICIPAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARIA CAROLINO CARNEIRO", "LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIA CAROLINO CARNEIRO", "LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIA CAROLINO CARNEIRO", "LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffolli", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffolli", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARIA CAROLINO CARNEIRO", "LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "MARIA CAROLINO CARNEIRO", "LIDIANNE UCHOA DO NASCIMENTO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "22 a", "28 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "30", ".", "04", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "30", ".", "04", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA ADV.(A/S) :JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL. CRIAÇÃO DE CARGOS EM COMISSÃO. ASSESSORAMENTO, CHEFIA E DIREÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 279/STF. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente, bem como dos fatos e provas dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 280 e 279/STF. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906145. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 1118014 AGR / SC provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906145. Supremo Tribunal Federal RE 1118014 AGR / SC provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA ADV.(A/S) :JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, uma vez que a solução do caso envolve a análise de legislação infraconstitucional e dos fatos e provas constantes dos autos, incidindo, no caso, as Súmulas 280 e 279/STF. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. Sustenta que no presente caso não há a necessidade de análise dos fatos e provas dos autos por se tratar a representação de inconstitucionalidade de processo objetivo. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906146. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA ADV.(A/S) :JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, uma vez que a solução do caso envolve a análise de legislação infraconstitucional e dos fatos e provas constantes dos autos, incidindo, no caso, as Súmulas 280 e 279/STF. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. Sustenta que no presente caso não há a necessidade de análise dos fatos e provas dos autos por se tratar a representação de inconstitucionalidade de processo objetivo. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem reconheceu a constitucionalidade da lei ora impugnada em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL N. 3.149/2006. MUNICÍPIO DE MARAVILHA. CRIAÇÃO DE CARGOS COMISSIONADOS NA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES. ASSESSOR DE IMPRENSA, ASSESSOR JURÍDICO E ASSESSOR LEGISLATIVO. DESCRIÇÃO, NA PRÓPRIA NORMA DAS ATRIBUIÇÕES. NATUREZA DE CHEFIA, DIREÇÃO OU ASSESSORAMENTO. VÍNCULO DE CONFIANÇA. ART. 21, I E IV, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA QUE ATENDE OS REQUISITOS. VALIDADE. PEDIDO IMPROCEDENTE.” 4. Conforme destacado na decisão monocrática, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de ser inconstitucional a criação de cargos em comissão que não possuem caráter de assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior hierárquico . Veja-se a ementa da ADI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem reconheceu a constitucionalidade da lei ora impugnada em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL N. 3.149/2006. MUNICÍPIO DE MARAVILHA. CRIAÇÃO DE CARGOS COMISSIONADOS NA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES. ASSESSOR DE IMPRENSA, ASSESSOR JURÍDICO E ASSESSOR LEGISLATIVO. DESCRIÇÃO, NA PRÓPRIA NORMA DAS ATRIBUIÇÕES. NATUREZA DE CHEFIA, DIREÇÃO OU ASSESSORAMENTO. VÍNCULO DE CONFIANÇA. ART. 21, I E IV, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA QUE ATENDE OS REQUISITOS. VALIDADE. PEDIDO IMPROCEDENTE.” 4. Conforme destacado na decisão monocrática, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de ser inconstitucional a criação de cargos em comissão que não possuem caráter de assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior hierárquico . Veja-se a ementa da ADI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1118014 AGR / SC 3.602, Rel. Min. Joaquim Barbosa: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 37, II E V. CRIAÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO. LEI 15.224/2005 DO ESTADO DE GOIÁS. INCONSTITUCIONALIDADE. É inconstitucional a criação de cargos em comissão que não possuem caráter de assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior hierárquico, tais como os cargos de Perito Médico-Psiquiátrico, Perito Médico-Clínico, Auditor de Controle Interno, Produtor Jornalístico, Repórter Fotográfico, Perito Psicológico, Enfermeiro e Motorista de Representação. Ofensa ao artigo 37, II e V da Constituição federal. Ação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade dos incisos XI, XII, XIII, XVIII, XIX, XX, XXIV e XXV do art. 16-A da lei 15.224/2005 do Estado de Goiás, bem como do Anexo I da mesma lei, na parte em que cria os cargos em comissão mencionados.” 5. No mesmo sentido, confiram-se os seguinte precedentes: RE 735.788-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber; e RE 801.970-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia. 6. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina entendeu que os cargos em comissão criados pela lei municipal impugnada se relacionam com as atribuições constitucionalmente exigidas para criá-los, adequando-se aos precedentes desta Corte. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “No caso vertente, contrariamente do que alega o Ministério Público, a Lei Municipal n. 3.149/2006 traz em seu texto as atribuições dos cargos criados de Assessor da imprensa, Assessor Jurídico e Assessor Legislativo, como pode-se conferir às fls. 21-23. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Supremo Tribunal Federal RE 1118014 AGR / SC 3.602, Rel. Min. Joaquim Barbosa: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 37, II E V. CRIAÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO. LEI 15.224/2005 DO ESTADO DE GOIÁS. INCONSTITUCIONALIDADE. É inconstitucional a criação de cargos em comissão que não possuem caráter de assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior hierárquico, tais como os cargos de Perito Médico-Psiquiátrico, Perito Médico-Clínico, Auditor de Controle Interno, Produtor Jornalístico, Repórter Fotográfico, Perito Psicológico, Enfermeiro e Motorista de Representação. Ofensa ao artigo 37, II e V da Constituição federal. Ação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade dos incisos XI, XII, XIII, XVIII, XIX, XX, XXIV e XXV do art. 16-A da lei 15.224/2005 do Estado de Goiás, bem como do Anexo I da mesma lei, na parte em que cria os cargos em comissão mencionados.” 5. No mesmo sentido, confiram-se os seguinte precedentes: RE 735.788-AgR, Relª. Minª. Rosa Weber; e RE 801.970-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia. 6. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina entendeu que os cargos em comissão criados pela lei municipal impugnada se relacionam com as atribuições constitucionalmente exigidas para criá-los, adequando-se aos precedentes desta Corte. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “No caso vertente, contrariamente do que alega o Ministério Público, a Lei Municipal n. 3.149/2006 traz em seu texto as atribuições dos cargos criados de Assessor da imprensa, Assessor Jurídico e Assessor Legislativo, como pode-se conferir às fls. 21-23. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1118014 AGR / SC Assim, basta ver se as atribuições descritas correspondem efetivamente à chefia, direção ou assessoramento com a necessária relação de confiança entre a autoridade nomeante e o servidor nomeado, pois, do contrário, em se tratando apenas de caráter técnico, incabível sejam elas destinadas a cargos de provimento em comissão. […] Em todos os casos, em maior ou menor grau, é possível identificar que os referidos cargos, dentro da estrutura apresentada, são destinados ao adjunto, assistente ou participante das funções do Presidente da Câmara de Vereados, dos Vereados ou mesmo do Diretor Geral, na posição de consultor, seja na área jurídica, legislativa ou mesmo de imprensa.” 7. Desse modo, para divergir desse entendimento, fazem-se necessários a análise da legislação infraconstitucional municipal impugnada e reexame dos fatos e provas constantes dos autos, providências que não têm lugar neste momento processual, nos termos das Súmulas 280 e 279/STF. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Supremo Tribunal Federal RE 1118014 AGR / SC Assim, basta ver se as atribuições descritas correspondem efetivamente à chefia, direção ou assessoramento com a necessária relação de confiança entre a autoridade nomeante e o servidor nomeado, pois, do contrário, em se tratando apenas de caráter técnico, incabível sejam elas destinadas a cargos de provimento em comissão. […] Em todos os casos, em maior ou menor grau, é possível identificar que os referidos cargos, dentro da estrutura apresentada, são destinados ao adjunto, assistente ou participante das funções do Presidente da Câmara de Vereados, dos Vereados ou mesmo do Diretor Geral, na posição de consultor, seja na área jurídica, legislativa ou mesmo de imprensa.” 7. Desse modo, para divergir desse entendimento, fazem-se necessários a análise da legislação infraconstitucional municipal impugnada e reexame dos fatos e provas constantes dos autos, providências que não têm lugar neste momento processual, nos termos das Súmulas 280 e 279/STF. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA ADV.(A/S) : JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO (24939/SC) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735289 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA ADV.(A/S) : JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO (24939/SC) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735289 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747914781
2018-06-29T00:00:00
2018-08-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL. CRIAÇÃO DE CARGOS EM COMISSÃO. ASSESSORAMENTO, CHEFIA E DIREÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 279/STF. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente, bem como dos fatos e provas dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 280 e 279/STF. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, do CPC/2015.
sjur388727
- Acórdão(s) citado(s): (CRIAÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO) ADI 3602 (TP), RE 735788 AgR (1ªT), RE 801970 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 24/08/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1118014
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-003149 ANO-2006\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA, SC" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1118014 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA ADV.(A/S) : JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA ADV.(A/S) :JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL. CRIAÇÃO DE CARGOS EM COMISSÃO. ASSESSORAMENTO, CHEFIA E DIREÇÃO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A resolução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente, bem como dos fatos e provas dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906145. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906145. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA ADV.(A/S) :JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, uma vez que a solução do caso envolve a análise de legislação infraconstitucional e dos fatos e provas constantes dos autos, incidindo, no caso, as Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. Sustenta que no presente caso não há a necessidade de análise dos fatos e provas dos autos por se tratar a representação de inconstitucionalidade de processo objetivo. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906146. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA ADV.(A/S) :JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso, uma vez que a solução do caso envolve a análise de legislação infraconstitucional e dos fatos e provas constantes dos autos, incidindo, no caso, as Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário. Sustenta que no presente caso não há a necessidade de análise dos fatos e provas dos autos por se tratar a representação de inconstitucionalidade de processo objetivo. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem reconheceu a constitucionalidade da lei ora impugnada em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL N. 3.149/2006. MUNICÍPIO DE MARAVILHA. CRIAÇÃO DE CARGOS COMISSIONADOS NA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES. ASSESSOR DE IMPRENSA, ASSESSOR JURÍDICO E ASSESSOR LEGISLATIVO. DESCRIÇÃO, NA PRÓPRIA NORMA DAS ATRIBUIÇÕES. NATUREZA DE CHEFIA, DIREÇÃO OU ASSESSORAMENTO. VÍNCULO DE CONFIANÇA. ART. 21, I E IV, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA QUE ATENDE OS REQUISITOS. VALIDADE. PEDIDO IMPROCEDENTE.” 4. Conforme destacado na decisão monocrática, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de ser inconstitucional a criação de cargos em comissão que não possuem caráter de assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior hierárquico . Veja-se a ementa da ADI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem reconheceu a constitucionalidade da lei ora impugnada em acórdão assim ementado: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI MUNICIPAL N. 3.149/2006. MUNICÍPIO DE MARAVILHA. CRIAÇÃO DE CARGOS COMISSIONADOS NA CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES. ASSESSOR DE IMPRENSA, ASSESSOR JURÍDICO E ASSESSOR LEGISLATIVO. DESCRIÇÃO, NA PRÓPRIA NORMA DAS ATRIBUIÇÕES. NATUREZA DE CHEFIA, DIREÇÃO OU ASSESSORAMENTO. VÍNCULO DE CONFIANÇA. ART. 21, I E IV, DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. NORMA QUE ATENDE OS REQUISITOS. VALIDADE. PEDIDO IMPROCEDENTE.” 4. Conforme destacado na decisão monocrática, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de ser inconstitucional a criação de cargos em comissão que não possuem caráter de assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior hierárquico . Veja-se a ementa da ADI Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC 3.602, Rel. Min. Joaquim Barbosa: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 37, II E V. CRIAÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO. LEI 15.224/2005 DO ESTADO DE GOIÁS. INCONSTITUCIONALIDADE. É inconstitucional a criação de cargos em comissão que não possuem caráter de assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior hierárquico, tais como os cargos de Perito Médico-Psiquiátrico, Perito Médico-Clínico, Auditor de Controle Interno, Produtor Jornalístico, Repórter Fotográfico, Perito Psicológico, Enfermeiro e Motorista de Representação. Ofensa ao artigo 37, II e V da Constituição federal. Ação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade dos incisos XI, XII, XIII, XVIII, XIX, XX, XXIV e XXV do art. 16-A da lei 15.224/2005 do Estado de Goiás, bem como do Anexo I da mesma lei, na parte em que cria os cargos em comissão mencionados.” 5. No mesmo sentido, confiram-se os seguinte precedentes: Recurso Extraordinário 735.788-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; e Recurso Extraordinário 801.970-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. 6. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina entendeu que os cargos em comissão criados pela lei municipal impugnada se relacionam com as atribuições constitucionalmente exigidas para criá-los, adequando-se aos precedentes desta Corte. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “No caso vertente, contrariamente do que alega o Ministério Público, a Lei Municipal n. 3.149/2006 traz em seu texto as atribuições dos cargos criados de Assessor da imprensa, Assessor Jurídico e Assessor Legislativo, como pode-se conferir às fls. 21-23. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC 3.602, Rel. Min. Joaquim Barbosa: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ART. 37, II E V. CRIAÇÃO DE CARGO EM COMISSÃO. LEI 15.224/2005 DO ESTADO DE GOIÁS. INCONSTITUCIONALIDADE. É inconstitucional a criação de cargos em comissão que não possuem caráter de assessoramento, chefia ou direção e que não demandam relação de confiança entre o servidor nomeado e o seu superior hierárquico, tais como os cargos de Perito Médico-Psiquiátrico, Perito Médico-Clínico, Auditor de Controle Interno, Produtor Jornalístico, Repórter Fotográfico, Perito Psicológico, Enfermeiro e Motorista de Representação. Ofensa ao artigo 37, II e V da Constituição federal. Ação julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade dos incisos XI, XII, XIII, XVIII, XIX, XX, XXIV e XXV do art. 16-A da lei 15.224/2005 do Estado de Goiás, bem como do Anexo I da mesma lei, na parte em que cria os cargos em comissão mencionados.” 5. No mesmo sentido, confiram-se os seguinte precedentes: Recurso Extraordinário 735.788-AgR, Rel. Min. Rosa Weber; e Recurso Extraordinário 801.970-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia. 6. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina entendeu que os cargos em comissão criados pela lei municipal impugnada se relacionam com as atribuições constitucionalmente exigidas para criá-los, adequando-se aos precedentes desta Corte. Veja-se o seguinte trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “No caso vertente, contrariamente do que alega o Ministério Público, a Lei Municipal n. 3.149/2006 traz em seu texto as atribuições dos cargos criados de Assessor da imprensa, Assessor Jurídico e Assessor Legislativo, como pode-se conferir às fls. 21-23. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC Assim, basta ver se as atribuições descritas correspondem efetivamente à chefia, direção ou assessoramento com a necessária relação de confiança entre a autoridade nomeante e o servidor nomeado, pois, do contrário, em se tratando apenas de caráter técnico, incabível sejam elas destinadas a cargos de provimento em comissão. […] Em todos os casos, em maior ou menor grau, é possível identificar que os referidos cargos, dentro da estrutura apresentada, são destinados ao adjunto, assistente ou participante das funções do Presidente da Câmara de Vereados, dos Vereados ou mesmo do Diretor Geral, na posição de consultor, seja na área jurídica, legislativa ou mesmo de imprensa.” 7. Desse modo, para divergir desse entendimento, fazem-se necessários a análise da legislação infraconstitucional municipal impugnada e reexame dos fatos e provas constantes dos autos, providências que não têm lugar neste momento processual, nos termos das Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC Assim, basta ver se as atribuições descritas correspondem efetivamente à chefia, direção ou assessoramento com a necessária relação de confiança entre a autoridade nomeante e o servidor nomeado, pois, do contrário, em se tratando apenas de caráter técnico, incabível sejam elas destinadas a cargos de provimento em comissão. […] Em todos os casos, em maior ou menor grau, é possível identificar que os referidos cargos, dentro da estrutura apresentada, são destinados ao adjunto, assistente ou participante das funções do Presidente da Câmara de Vereados, dos Vereados ou mesmo do Diretor Geral, na posição de consultor, seja na área jurídica, legislativa ou mesmo de imprensa.” 7. Desse modo, para divergir desse entendimento, fazem-se necessários a análise da legislação infraconstitucional municipal impugnada e reexame dos fatos e provas constantes dos autos, providências que não têm lugar neste momento processual, nos termos das Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747906147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA ADV.(A/S) : JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO (24939/SC) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735289 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.118.014 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA ADV.(A/S) : JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO (24939/SC) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DE MARAVILHA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735289 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 118 . 014", "SÚMULAS 280", "Súmulas 280", "Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 118 . 014", "Súmulas 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 118 . 014", "Súmulas 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 118 . 014", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 118 . 014", "Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC 3 . 602", "Recurso Extraordinário 735 . 788 - AgR", "Recurso Extraordinário 801 . 970 - AgR", "Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC 3 . 602", "Recurso Extraordinário 735 . 788 - AgR", "Recurso Extraordinário 801 . 970 - AgR", "Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC", "Súmulas 280", "Recurso Extraordinário 1118014 AGR / SC", "Súmulas 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 118 . 014", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 118 . 014" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI MUNICIPAL N . 3 . 149 / 2006", "ART . 21 , I E IV , DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI MUNICIPAL N . 3 . 149 / 2006", "ART . 21 , I E IV , DA", "Medida Provisória n 2 . 200", "LEI 15 . 224 / 2005", "artigo 37 , II e V da Constituição federal", "incisos XI , XII , XIII , XVIII , XIX , XX , XXIV e XXV do art . 16 - A da lei 15 . 224 / 2005", "Lei Municipal n . 3 . 149 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 15 . 224 / 2005", "artigo 37 , II e V da Constituição federal", "Lei Municipal n . 3 . 149 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE MARAVILHA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE MARAVILHA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE MARAVILHA", "SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE MARAVILHA", "SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE MARAVILHA", "ESTADO DE GOIÁS", "Estado de Goiás", "ESTADO DE GOIÁS", "Estado de Goiás", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE MARAVILHA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "MUNICÍPIO DE MARAVILHA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Câmara de Vereados", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara de Vereados", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO", "CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE MARAVILHA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "JAQUELINE FABIANA MARQUES DOS SANTOS ORSO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 a 28 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 a 28 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :VANESSA ELZA ALVES COELHO AGDO.(A/S) :CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S.A ADV.(A/S) :TARSO DUARTE DE TASSIS AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SERVIÇO PÚBLICO. 1. A controvérsia se apresenta no âmbito da concessão de imunidade à sociedade de economia mista prestadora de serviço público tornando injustificado o sobrestamento em razão do julgamento do Tema 508. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração de honorários advocatícios em 1/4 (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 22 a 28 de junho de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração de honorários advocatícios em 1/4 (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849362. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 1097339 AGR / MG Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849362. Supremo Tribunal Federal RE 1097339 AGR / MG Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :VANESSA ELZA ALVES COELHO AGDO.(A/S) :CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S.A ADV.(A/S) :TARSO DUARTE DE TASSIS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática na qual concedi parcial provimento ao recurso extraordinário. Nas razões recursais (eDOC 06, p. 03) alega-se a necessidade de sobrestamento até a decisão final do RE 600.867-RG. Devidamente intimada, a parte agravada (eDOC 09, p. 03) sustentou, em síntese, que está consolidado nesta Corte o entendimento de que a imunidade tributária recíproca pode ser estendida a empresas públicas ou sociedades de economia mista prestadoras de serviço público de cunho essencial e exclusivo não-concorrencial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849363. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :VANESSA ELZA ALVES COELHO AGDO.(A/S) :CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S.A ADV.(A/S) :TARSO DUARTE DE TASSIS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática na qual concedi parcial provimento ao recurso extraordinário. Nas razões recursais (eDOC 06, p. 03) alega-se a necessidade de sobrestamento até a decisão final do RE 600.867-RG. Devidamente intimada, a parte agravada (eDOC 09, p. 03) sustentou, em síntese, que está consolidado nesta Corte o entendimento de que a imunidade tributária recíproca pode ser estendida a empresas públicas ou sociedades de economia mista prestadoras de serviço público de cunho essencial e exclusivo não-concorrencial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. De início, afasto a possibilidade de sobrestamento em razão do julgamento do Tema 508 visto que este retrata a imunidade tributária recíproca para sociedade de economia mista com participação acionária negociada em bolsa de valores. O julgado, por outro lado, apresenta o debate no âmbito da concessão de imunidade à sociedade de economia mista prestadora de serviço público. Neste sentido, veja os seguintes julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imunidade tributária. Art. 150, “a”, da CF/88. Aplicabilidade à sociedade de economia mista prestadora de serviço público essencial. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 1020644 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 26/05/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-119 DIVULG 06-06-2017 PUBLIC 07-06- 2017) AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. DIREITO TRIBUTÁRIO. LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. TRIBUTOS FEDERAIS. SERVIÇO PÚBLICO DE CUNHO ESSENCIAL E DE EXPLORAÇÃO EXCLUSIVA. SANEAMENTO. TRATAMENTO DE ÁGUA. COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO. 1. A imunidade tributária recíproca pode ser estendida a empresas públicas ou sociedades Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. De início, afasto a possibilidade de sobrestamento em razão do julgamento do Tema 508 visto que este retrata a imunidade tributária recíproca para sociedade de economia mista com participação acionária negociada em bolsa de valores. O julgado, por outro lado, apresenta o debate no âmbito da concessão de imunidade à sociedade de economia mista prestadora de serviço público. Neste sentido, veja os seguintes julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imunidade tributária. Art. 150, “a”, da CF/88. Aplicabilidade à sociedade de economia mista prestadora de serviço público essencial. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 1020644 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 26/05/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-119 DIVULG 06-06-2017 PUBLIC 07-06- 2017) AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. DIREITO TRIBUTÁRIO. LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. TRIBUTOS FEDERAIS. SERVIÇO PÚBLICO DE CUNHO ESSENCIAL E DE EXPLORAÇÃO EXCLUSIVA. SANEAMENTO. TRATAMENTO DE ÁGUA. COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO. 1. A imunidade tributária recíproca pode ser estendida a empresas públicas ou sociedades Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1097339 AGR / MG de economia mista prestadoras de serviço público de cunho essencial e exclusivo. Precedente: RE 253.472, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para o acórdão Min. Joaquim Babosa, Pleno, DJe 1º.02.2011. 2. Acerca da natureza do serviço público de saneamento básico, trata-se de compreensão iterativa do Supremo Tribunal Federal ser interesse comum dos entes federativos, vocacionado à formação de monopólio natural, com altos custos operacionais. Precedente: ADI 1.842, de relatoria do ministro Luiz Fux e com acórdão redigido pelo Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 16.09.2013. 3. A empresa estatal presta serviço público de abastecimento de água e tratamento de esgoto, de forma exclusiva, por meio de convênios municipais. Constata-se que a participação privada no quadro societário é irrisória e não há intuito lucrativo. Não há risco ao equilíbrio concorrencial ou à livre iniciativa, pois o tratamento de água e esgoto consiste em regime de monopólio natural e não se comprovou concorrência com outras sociedades empresárias no mercado relevante. Precedentes: ARE-AgR 763.000, de relatoria do Ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.09.2014 (CESAN); RE-AgR 631.309, de relatoria do Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 26.04.2012; e ACO-AgR-segundo 2.243, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 27.05.2016. 4. A cobrança de tarifa, isoladamente considerada, não possui aptidão para descaracterizar a regra imunizante prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição da República. Precedente: RE-AgR 482.814, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.12.2011. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. (ACO 2730 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 24/03/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-066 DIVULG 31-03-2017 PUBLIC 03-04- 2017). Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Supremo Tribunal Federal RE 1097339 AGR / MG de economia mista prestadoras de serviço público de cunho essencial e exclusivo. Precedente: RE 253.472, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para o acórdão Min. Joaquim Babosa, Pleno, DJe 1º.02.2011. 2. Acerca da natureza do serviço público de saneamento básico, trata-se de compreensão iterativa do Supremo Tribunal Federal ser interesse comum dos entes federativos, vocacionado à formação de monopólio natural, com altos custos operacionais. Precedente: ADI 1.842, de relatoria do ministro Luiz Fux e com acórdão redigido pelo Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 16.09.2013. 3. A empresa estatal presta serviço público de abastecimento de água e tratamento de esgoto, de forma exclusiva, por meio de convênios municipais. Constata-se que a participação privada no quadro societário é irrisória e não há intuito lucrativo. Não há risco ao equilíbrio concorrencial ou à livre iniciativa, pois o tratamento de água e esgoto consiste em regime de monopólio natural e não se comprovou concorrência com outras sociedades empresárias no mercado relevante. Precedentes: ARE-AgR 763.000, de relatoria do Ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.09.2014 (CESAN); RE-AgR 631.309, de relatoria do Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 26.04.2012; e ACO-AgR-segundo 2.243, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 27.05.2016. 4. A cobrança de tarifa, isoladamente considerada, não possui aptidão para descaracterizar a regra imunizante prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição da República. Precedente: RE-AgR 482.814, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.12.2011. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, nos termos do art. 85, § 11, do CPC. (ACO 2730 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 24/03/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-066 DIVULG 31-03-2017 PUBLIC 03-04- 2017). Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1097339 AGR / MG recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Majoro, ainda, os honorários advocatícios em ¼ (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do CPC. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Supremo Tribunal Federal RE 1097339 AGR / MG recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Majoro, ainda, os honorários advocatícios em ¼ (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do CPC. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : VANESSA ELZA ALVES COELHO (0114333/MG) AGDO.(A/S) : CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S.A ADV.(A/S) : TARSO DUARTE DE TASSIS (84545/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração de honorários advocatícios em 1/4 (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803205 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : VANESSA ELZA ALVES COELHO (0114333/MG) AGDO.(A/S) : CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S.A ADV.(A/S) : TARSO DUARTE DE TASSIS (84545/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração de honorários advocatícios em 1/4 (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803205 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747850709
2018-06-29T00:00:00
2018-08-03T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração de honorários advocatícios em 1/4 (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SERVIÇO PÚBLICO. 1. A controvérsia se apresenta no âmbito da concessão de imunidade à sociedade de economia mista prestadora de serviço público tornando injustificado o sobrestamento em razão do julgamento do Tema 508. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração de honorários advocatícios em 1/4 (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do CPC.
sjur388103
- Acórdão(s) citado(s): (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA) ACO 2730 AgR (TP), ARE 1020644 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 14/08/2018, MAD.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1097339
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1097339 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : VANESSA ELZA ALVES COELHO AGDO.(A/S) : CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S.A ADV.(A/S) : TARSO DUARTE DE TASSIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :VANESSA ELZA ALVES COELHO AGDO.(A/S) :CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S.A ADV.(A/S) :TARSO DUARTE DE TASSIS AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. SERVIÇO PÚBLICO. 1. A controvérsia se apresenta no âmbito da concessão de imunidade à sociedade de economia mista prestadora de serviço público tornando injustificado o sobrestamento em razão do julgamento do Tema 508. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação de multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e majoração de honorários advocatícios em 1/4 (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 22 a 28 de junho de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e majoração de honorários advocatícios em 1/4 (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849362. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1097339 AGR / MG Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849362. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1097339 AGR / MG Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849362. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :VANESSA ELZA ALVES COELHO AGDO.(A/S) :CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S.A ADV.(A/S) :TARSO DUARTE DE TASSIS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática na qual concedi parcial provimento ao recurso extraordinário. Nas razões recursais (eDOC 06, p. 03) alega-se a necessidade de sobrestamento até a decisão final do Recurso Extraordinário 600.867-RG. Devidamente intimada, a parte agravada (eDOC 09, p. 03) sustentou, em síntese, que está consolidado nesta Corte o entendimento de que a imunidade tributária recíproca pode ser estendida a empresas públicas ou sociedades de economia mista prestadoras de serviço público de cunho essencial e exclusivo não-concorrencial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849363. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICIPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) :VANESSA ELZA ALVES COELHO AGDO.(A/S) :CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S.A ADV.(A/S) :TARSO DUARTE DE TASSIS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Edson Fachin (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática na qual concedi parcial provimento ao recurso extraordinário. Nas razões recursais (eDOC 06, p. 03) alega-se a necessidade de sobrestamento até a decisão final do Recurso Extraordinário 600.867-RG. Devidamente intimada, a parte agravada (eDOC 09, p. 03) sustentou, em síntese, que está consolidado nesta Corte o entendimento de que a imunidade tributária recíproca pode ser estendida a empresas públicas ou sociedades de economia mista prestadoras de serviço público de cunho essencial e exclusivo não-concorrencial. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849363. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. De início, afasto a possibilidade de sobrestamento em razão do julgamento do Tema 508 visto que este retrata a imunidade tributária recíproca para sociedade de economia mista com participação acionária negociada em bolsa de valores. O julgado, por outro lado, apresenta o debate no âmbito da concessão de imunidade à sociedade de economia mista prestadora de serviço público. Neste sentido, veja os seguintes julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imunidade tributária. Art. 150, “a”, da Constituição Federal de 1988/88. Aplicabilidade à sociedade de economia mista prestadora de serviço público essencial. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 1020644 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 26/05/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-119 DIVULG 06-06-2017 PUBLIC 07-06- 2017) AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. DIREITO TRIBUTÁRIO. LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. TRIBUTOS FEDERAIS. SERVIÇO PÚBLICO DE CUNHO ESSENCIAL E DE EXPLORAÇÃO EXCLUSIVA. SANEAMENTO. TRATAMENTO DE ÁGUA. COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO. 1. A imunidade tributária recíproca pode ser estendida a empresas públicas ou sociedades Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. De início, afasto a possibilidade de sobrestamento em razão do julgamento do Tema 508 visto que este retrata a imunidade tributária recíproca para sociedade de economia mista com participação acionária negociada em bolsa de valores. O julgado, por outro lado, apresenta o debate no âmbito da concessão de imunidade à sociedade de economia mista prestadora de serviço público. Neste sentido, veja os seguintes julgados: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Imunidade tributária. Art. 150, “a”, da Constituição Federal de 1988/88. Aplicabilidade à sociedade de economia mista prestadora de serviço público essencial. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE 1020644 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 26/05/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-119 DIVULG 06-06-2017 PUBLIC 07-06- 2017) AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. DIREITO TRIBUTÁRIO. LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DE TRIBUTAR. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. TRIBUTOS FEDERAIS. SERVIÇO PÚBLICO DE CUNHO ESSENCIAL E DE EXPLORAÇÃO EXCLUSIVA. SANEAMENTO. TRATAMENTO DE ÁGUA. COMPANHIA ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO. 1. A imunidade tributária recíproca pode ser estendida a empresas públicas ou sociedades Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1097339 AGR / MG de economia mista prestadoras de serviço público de cunho essencial e exclusivo. Precedente: Recurso Extraordinário 253.472, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para o acórdão Min. Joaquim Babosa, Pleno, DJe 1....02.2011. 2. Acerca da natureza do serviço público de saneamento básico, trata-se de compreensão iterativa do Supremo Tribunal Federal ser interesse comum dos entes federativos, vocacionado à formação de monopólio natural, com altos custos operacionais. Precedente: ADI 1.842, de relatoria do ministro Luiz Fux e com acórdão redigido pelo Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 16.09.2013. 3. A empresa estatal presta serviço público de abastecimento de água e tratamento de esgoto, de forma exclusiva, por meio de convênios municipais. Constata-se que a participação privada no quadro societário é irrisória e não há intuito lucrativo. Não há risco ao equilíbrio concorrencial ou à livre iniciativa, pois o tratamento de água e esgoto consiste em regime de monopólio natural e não se comprovou concorrência com outras sociedades empresárias no mercado relevante. Precedentes: ARE-AgR 763.000, de relatoria do Ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.09.2014 (CESAN); Recurso Extraordinário-AgR 631.309, de relatoria do Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 26.04.2012; e ACO-AgR-segundo 2.243, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 27.05.2016. 4. A cobrança de tarifa, isoladamente considerada, não possui aptidão para descaracterizar a regra imunizante prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição da República. Precedente: Recurso Extraordinário-AgR 482.814, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.12.2011. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. (ACO 2730 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 24/03/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-066 DIVULG 31-03-2017 PUBLIC 03-04- 2017). Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1097339 AGR / MG de economia mista prestadoras de serviço público de cunho essencial e exclusivo. Precedente: Recurso Extraordinário 253.472, Rel. Min. Marco Aurélio, Redator para o acórdão Min. Joaquim Babosa, Pleno, DJe 1....02.2011. 2. Acerca da natureza do serviço público de saneamento básico, trata-se de compreensão iterativa do Supremo Tribunal Federal ser interesse comum dos entes federativos, vocacionado à formação de monopólio natural, com altos custos operacionais. Precedente: ADI 1.842, de relatoria do ministro Luiz Fux e com acórdão redigido pelo Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 16.09.2013. 3. A empresa estatal presta serviço público de abastecimento de água e tratamento de esgoto, de forma exclusiva, por meio de convênios municipais. Constata-se que a participação privada no quadro societário é irrisória e não há intuito lucrativo. Não há risco ao equilíbrio concorrencial ou à livre iniciativa, pois o tratamento de água e esgoto consiste em regime de monopólio natural e não se comprovou concorrência com outras sociedades empresárias no mercado relevante. Precedentes: ARE-AgR 763.000, de relatoria do Ministro Luís Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.09.2014 (CESAN); Recurso Extraordinário-AgR 631.309, de relatoria do Ministro Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 26.04.2012; e ACO-AgR-segundo 2.243, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe 27.05.2016. 4. A cobrança de tarifa, isoladamente considerada, não possui aptidão para descaracterizar a regra imunizante prevista no art. 150, VI, “a”, da Constituição da República. Precedente: Recurso Extraordinário-AgR 482.814, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 14.12.2011. 5. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. (ACO 2730 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 24/03/2017, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-066 DIVULG 31-03-2017 PUBLIC 03-04- 2017). Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1097339 AGR / MG recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Majoro, ainda, os honorários advocatícios em ¼ (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1097339 AGR / MG recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Majoro, ainda, os honorários advocatícios em ¼ (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747849364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : VANESSA ELZA ALVES COELHO (0114333/MG) AGDO.(A/S) : CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S.A ADV.(A/S) : TARSO DUARTE DE TASSIS (84545/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e majoração de honorários advocatícios em 1/4 (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803205 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.097.339 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICIPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : PROCURADOR GERAL DO MUNICÍPIO DE CONTAGEM ADV.(A/S) : VANESSA ELZA ALVES COELHO (0114333/MG) AGDO.(A/S) : CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S.A ADV.(A/S) : TARSO DUARTE DE TASSIS (84545/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e majoração de honorários advocatícios em 1/4 (um quarto), nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803205 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 097 . 339", "Recurso Extraordinário 1097339 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 1097339 AGR / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 097 . 339", "Recurso Extraordinário 600 . 867 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 097 . 339", "Recurso Extraordinário 600 . 867 - RG", "ARE 1020644 AgR", "ARE 1020644 AgR", "Recurso Extraordinário 1097339 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 253 . 472", "ADI 1 . 842", "ARE", "-", "AgR 763 . 000", "ACO", "-", "AgR", "-", "segundo 2 .", "Recurso Extraordinário - AgR 482 . 814", "ACO 2730 AgR", "Recurso Extraordinário 1097339 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 253 . 472", "ADI 1 . 842", "ARE", "-", "AgR 763 . 000", "Recurso Extraordinário - AgR 631 . 309", "ACO", "-", "AgR", "-", "segundo 2 . 243", "Recurso Extraordinário - AgR 482 . 814", "ACO 2730 AgR", "Recurso Extraordinário 1097339 AGR /", "Recurso Extraordinário 1097339 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 150 , “ a ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 150 , “ a ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , “ a ” , da Constituição da República", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 150 , VI , “ a ” , da Constituição da República", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "MINAS GERAIS", "CONTAGEM", "CONTAGEM", "MINAS GERAIS", "CONTAGEM", "MUNICÍPIO DE CONTAGEM" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO DE CONTAGEM", "CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S . A", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S . A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "COMPANHIA", "ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "COMPANHIA", "ESPÍRITO SANTENSE DE SANEAMENTO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "CESAN", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "CESAN", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S . A", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CEMIG GERACAO E TRANSMISSAO S . A", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "VANESSA ELZA ALVES COELHO", "TARSO DUARTE DE TASSIS", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "VANESSA ELZA ALVES COELHO", "TARSO", "Edson Fachin", "EDSON FACHIN", "VANESSA ELZA ALVES COELHO", "TARSO DUARTE DE TASSIS", "Edson Fachin", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "Marco Aurélio", "Joaquim Babosa", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luís Roberto Barroso", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Marco Aurélio", "Joaquim Babosa", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luís Roberto Barroso", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "VANESSA ELZA ALVES COELHO", "TARSO DUARTE DE TASSIS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "EDSON FACHIN", "VANESSA ELZA ALVES COELHO", "TARSO DUARTE DE TASSIS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "22", "28 de junho de 2018", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "26", "/", "05", "/", "2017", "06", "-", "06", "-", "2017", "07", "-", "06", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "26", "/", "05", "/", "2017", "06", "-", "06", "-", "2017", "07", "-", "06", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2011", "16", ".", "09", ".", "2013", "30", ".", "09", ".", "2014", "26", ".", "04", ".", "2012", "27", ".", "05", ".", "2016", "14", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "03", "/", "2017", "31", "-", "03", "-", "2017", "03", "-", "04", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2011", "16", ".", "09", ".", "2013", "30", ".", "09", "26", ".", "04", ".", "2012", "27", ".", "05", ".", "2016", "14", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "03", "/", "2017", "31", "-", "03", "-", "2017", "03", "-", "04", "-", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA MARIA PEREIRA MARQUES ADV.(A/S) :MAURICIO BALTAZAR DE LIMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação dos honorários de sucumbência recursal previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842927. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1109514 AGR / SP Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842927. Supremo Tribunal Federal ARE 1109514 AGR / SP Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA MARIA PEREIRA MARQUES ADV.(A/S) :MAURICIO BALTAZAR DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de março de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à procedência do pedido de indenização por danos morais. No extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, o recorrente afirma a violação do artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal. Aduz o cerceamento de defesa diante do indeferimento do depoimento pessoal. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA MARIA PEREIRA MARQUES ADV.(A/S) :MAURICIO BALTAZAR DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de março de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à procedência do pedido de indenização por danos morais. No extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, o recorrente afirma a violação do artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal. Aduz o cerceamento de defesa diante do indeferimento do depoimento pessoal. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1109514 AGR / SP extraordinário. Colho do ato atacado o seguinte trecho: Em despacho de fs. 67, o d. Magistrado determinou que as partes especificassem as provas pretendiam produzir, justificando-as. A apelante se limitou a requerer o depoimento pessoal da autora com o objetivo de demonstrar que não houve negativa de atendimento a ela (fs. 72). Quanto à colheita do depoimento pessoal, ressalte-se que este meio de prova visa obter o reconhecimento da parte contrária acerca da existência de fatos contrários ao seu interesse e favoráveis à contraparte, isto é, obter sua confissão. Como meio de prova que é, sua produção tem de superar o juízo de admissibilidade e “somente deve ser determinado se houver alguma utilidade a ser retirada de sua colheita, sob pena de se criar espaço para a procrastinação indevida e a chicana processual” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart, RT, 2009, p. 380). Na hipótese, não se vislumbra mesmo a utilidade da colheita do depoimento pessoal requerido, pois a recusa ao atendimento é o que fundamentou a pretensão cominatória da apelada, que se manifestou de maneira reiterada nos autos no sentido de que houve a negativa de cobertura. Ademais, cabia à apelante apresentar as provas documentais ou requerer a oitiva dos profissionais que a atenderam para demonstrar a autorização de internação da apelada, o que não ocorreu na espécie. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Supremo Tribunal Federal ARE 1109514 AGR / SP extraordinário. Colho do ato atacado o seguinte trecho: Em despacho de fs. 67, o d. Magistrado determinou que as partes especificassem as provas pretendiam produzir, justificando-as. A apelante se limitou a requerer o depoimento pessoal da autora com o objetivo de demonstrar que não houve negativa de atendimento a ela (fs. 72). Quanto à colheita do depoimento pessoal, ressalte-se que este meio de prova visa obter o reconhecimento da parte contrária acerca da existência de fatos contrários ao seu interesse e favoráveis à contraparte, isto é, obter sua confissão. Como meio de prova que é, sua produção tem de superar o juízo de admissibilidade e “somente deve ser determinado se houver alguma utilidade a ser retirada de sua colheita, sob pena de se criar espaço para a procrastinação indevida e a chicana processual” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart, RT, 2009, p. 380). Na hipótese, não se vislumbra mesmo a utilidade da colheita do depoimento pessoal requerido, pois a recusa ao atendimento é o que fundamentou a pretensão cominatória da apelada, que se manifestou de maneira reiterada nos autos no sentido de que houve a negativa de cobertura. Ademais, cabia à apelante apresentar as provas documentais ou requerer a oitiva dos profissionais que a atenderam para demonstrar a autorização de internação da apelada, o que não ocorreu na espécie. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 1109514 AGR / SP As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. No mais, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo nº 639.228/RJ, consignando a natureza infraconstitucional da questão, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Considerada a fixação no acórdão dos honorários advocatícios no valor de R$ 1.600,00 (mil e seiscentos reais), fixo os honorários recursais no patamar de R$ 800,00 (oitocentos reais), nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. 4. Publiquem. A agravante insiste na alegação de ofensa ao artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal. Afirma não pretender o reexame de matéria fática, mas a qualificação jurídica. Argui a inexistência de provas, sustentando o cerceamento de defesa e a violação do princípio do contraditório. Aduz versar a discussão sobre a ofensa à cobertura de atendimento fora dos limites do contrato. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Supremo Tribunal Federal ARE 1109514 AGR / SP As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. No mais, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo nº 639.228/RJ, consignando a natureza infraconstitucional da questão, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Considerada a fixação no acórdão dos honorários advocatícios no valor de R$ 1.600,00 (mil e seiscentos reais), fixo os honorários recursais no patamar de R$ 800,00 (oitocentos reais), nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. 4. Publiquem. A agravante insiste na alegação de ofensa ao artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal. Afirma não pretender o reexame de matéria fática, mas a qualificação jurídica. Argui a inexistência de provas, sustentando o cerceamento de defesa e a violação do princípio do contraditório. Aduz versar a discussão sobre a ofensa à cobertura de atendimento fora dos limites do contrato. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: Plano de saúde. Ação cominatória. Preliminares. Cerceamento de defesa não configurado. Julgamento antecipado da lide admitido porque desnecessária a produção das provas pretendidas pela ré. Falta de interesse processual não caracterizada. Aplicação da teoria da asserção. Mérito. Plano de saúde que se recusou a autorizar a internação da autora em hospital credenciado. Negativa abusiva. Conjunto probatório dos autos desfavorável à ré. Prova negativa não caracterizada. Recurso improvido. Conforme destacado no ato impugnado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas. O Tribunal assentou a legitimidade do julgamento antecipado da lide, sendo desnecessária a elaboração das provas pretendidas. Ressaltou a inexistência de cerceamento de defesa considerado o conjunto probatório e a negativa abusiva do plano de saúde. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo diverso do assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. No mais, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo nº 639.228/RJ, consignando a natureza infraconstitucional da questão, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842955. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: Plano de saúde. Ação cominatória. Preliminares. Cerceamento de defesa não configurado. Julgamento antecipado da lide admitido porque desnecessária a produção das provas pretendidas pela ré. Falta de interesse processual não caracterizada. Aplicação da teoria da asserção. Mérito. Plano de saúde que se recusou a autorizar a internação da autora em hospital credenciado. Negativa abusiva. Conjunto probatório dos autos desfavorável à ré. Prova negativa não caracterizada. Recurso improvido. Conforme destacado no ato impugnado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas. O Tribunal assentou a legitimidade do julgamento antecipado da lide, sendo desnecessária a elaboração das provas pretendidas. Ressaltou a inexistência de cerceamento de defesa considerado o conjunto probatório e a negativa abusiva do plano de saúde. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo diverso do assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. No mais, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo nº 639.228/RJ, consignando a natureza infraconstitucional da questão, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1109514 AGR / SP A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. Considerada a fixação pelo Tribunal dos honorários advocatícios no valor de R$ 1.600,00, majoro os recursais no patamar de R$ 800,00, a teor do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842955. Supremo Tribunal Federal ARE 1109514 AGR / SP A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. Considerada a fixação pelo Tribunal dos honorários advocatícios no valor de R$ 1.600,00, majoro os recursais no patamar de R$ 800,00, a teor do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS (283876/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANA MARIA PEREIRA MARQUES ADV.(A/S) : MAURICIO BALTAZAR DE LIMA (135436/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa e honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980060 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS (283876/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANA MARIA PEREIRA MARQUES ADV.(A/S) : MAURICIO BALTAZAR DE LIMA (135436/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa e honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980060 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747862786
2018-05-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa e honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação dos honorários de sucumbência recursal previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur388138
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 639228 RG. Número de páginas: 8. Análise: 07/08/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1109514
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1109514 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANA MARIA PEREIRA MARQUES ADV.(A/S) : MAURICIO BALTAZAR DE LIMA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA MARIA PEREIRA MARQUES ADV.(A/S) :MAURICIO BALTAZAR DE LIMA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação dos honorários de sucumbência recursal previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842927. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1109514 AGR / SP Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842927. Supremo Tribunal Federal ARE 1109514 AGR / SP Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842927. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA MARIA PEREIRA MARQUES ADV.(A/S) :MAURICIO BALTAZAR DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de março de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à procedência do pedido de indenização por danos morais. No extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, o recorrente afirma a violação do artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal. Aduz o cerceamento de defesa diante do indeferimento do depoimento pessoal. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANA MARIA PEREIRA MARQUES ADV.(A/S) :MAURICIO BALTAZAR DE LIMA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de março de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à procedência do pedido de indenização por danos morais. No extraordinário cujo trânsito pretende alcançar, o recorrente afirma a violação do artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal. Aduz o cerceamento de defesa diante do indeferimento do depoimento pessoal. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1109514 AGR / SP extraordinário. Colho do ato atacado o seguinte trecho: Em despacho de fs. 67, o d. Magistrado determinou que as partes especificassem as provas pretendiam produzir, justificando-as. A apelante se limitou a requerer o depoimento pessoal da autora com o objetivo de demonstrar que não houve negativa de atendimento a ela (fs. 72). Quanto à colheita do depoimento pessoal, ressalte-se que este meio de prova visa obter o reconhecimento da parte contrária acerca da existência de fatos contrários ao seu interesse e favoráveis à contraparte, isto é, obter sua confissão. Como meio de prova que é, sua produção tem de superar o juízo de admissibilidade e “somente deve ser determinado se houver alguma utilidade a ser retirada de sua colheita, sob pena de se criar espaço para a procrastinação indevida e a chicana processual” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart, RT, 2009, p. 380). Na hipótese, não se vislumbra mesmo a utilidade da colheita do depoimento pessoal requerido, pois a recusa ao atendimento é o que fundamentou a pretensão cominatória da apelada, que se manifestou de maneira reiterada nos autos no sentido de que houve a negativa de cobertura. Ademais, cabia à apelante apresentar as provas documentais ou requerer a oitiva dos profissionais que a atenderam para demonstrar a autorização de internação da apelada, o que não ocorreu na espécie. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Supremo Tribunal Federal ARE 1109514 AGR / SP extraordinário. Colho do ato atacado o seguinte trecho: Em despacho de fs. 67, o d. Magistrado determinou que as partes especificassem as provas pretendiam produzir, justificando-as. A apelante se limitou a requerer o depoimento pessoal da autora com o objetivo de demonstrar que não houve negativa de atendimento a ela (fs. 72). Quanto à colheita do depoimento pessoal, ressalte-se que este meio de prova visa obter o reconhecimento da parte contrária acerca da existência de fatos contrários ao seu interesse e favoráveis à contraparte, isto é, obter sua confissão. Como meio de prova que é, sua produção tem de superar o juízo de admissibilidade e “somente deve ser determinado se houver alguma utilidade a ser retirada de sua colheita, sob pena de se criar espaço para a procrastinação indevida e a chicana processual” (Luiz Guilherme Marinoni e Sérgio Cruz Arenhart, RT, 2009, p. 380). Na hipótese, não se vislumbra mesmo a utilidade da colheita do depoimento pessoal requerido, pois a recusa ao atendimento é o que fundamentou a pretensão cominatória da apelada, que se manifestou de maneira reiterada nos autos no sentido de que houve a negativa de cobertura. Ademais, cabia à apelante apresentar as provas documentais ou requerer a oitiva dos profissionais que a atenderam para demonstrar a autorização de internação da apelada, o que não ocorreu na espécie. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 1109514 AGR / SP As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. No mais, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo n 639.228/RJ, consignando a natureza infraconstitucional da questão, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Considerada a fixação no acórdão dos honorários advocatícios no valor de R$ 1.600,00 (mil e seiscentos reais), fixo os honorários recursais no patamar de R$ 800,00 (oitocentos reais), nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. 4. Publiquem. A agravante insiste na alegação de ofensa ao artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal. Afirma não pretender o reexame de matéria fática, mas a qualificação jurídica. Argui a inexistência de provas, sustentando o cerceamento de defesa e a violação do princípio do contraditório. Aduz versar a discussão sobre a ofensa à cobertura de atendimento fora dos limites do contrato. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Supremo Tribunal Federal ARE 1109514 AGR / SP As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. No mais, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo n 639.228/RJ, consignando a natureza infraconstitucional da questão, concluiu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Considerada a fixação no acórdão dos honorários advocatícios no valor de R$ 1.600,00 (mil e seiscentos reais), fixo os honorários recursais no patamar de R$ 800,00 (oitocentos reais), nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. 4. Publiquem. A agravante insiste na alegação de ofensa ao artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal. Afirma não pretender o reexame de matéria fática, mas a qualificação jurídica. Argui a inexistência de provas, sustentando o cerceamento de defesa e a violação do princípio do contraditório. Aduz versar a discussão sobre a ofensa à cobertura de atendimento fora dos limites do contrato. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: Plano de saúde. Ação cominatória. Preliminares. Cerceamento de defesa não configurado. Julgamento antecipado da lide admitido porque desnecessária a produção das provas pretendidas pela ré. Falta de interesse processual não caracterizada. Aplicação da teoria da asserção. Mérito. Plano de saúde que se recusou a autorizar a internação da autora em hospital credenciado. Negativa abusiva. Conjunto probatório dos autos desfavorável à ré. Prova negativa não caracterizada. Recurso improvido. Conforme destacado no ato impugnado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas. O Tribunal assentou a legitimidade do julgamento antecipado da lide, sendo desnecessária a elaboração das provas pretendidas. Ressaltou a inexistência de cerceamento de defesa considerado o conjunto probatório e a negativa abusiva do plano de saúde. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo diverso do assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. No mais, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo n 639.228/RJ, consignando a natureza infraconstitucional da questão, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842955. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Atentem para o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: Plano de saúde. Ação cominatória. Preliminares. Cerceamento de defesa não configurado. Julgamento antecipado da lide admitido porque desnecessária a produção das provas pretendidas pela ré. Falta de interesse processual não caracterizada. Aplicação da teoria da asserção. Mérito. Plano de saúde que se recusou a autorizar a internação da autora em hospital credenciado. Negativa abusiva. Conjunto probatório dos autos desfavorável à ré. Prova negativa não caracterizada. Recurso improvido. Conforme destacado no ato impugnado, o deslinde da controvérsia ocorreu mediante análise de fatos e provas. O Tribunal assentou a legitimidade do julgamento antecipado da lide, sendo desnecessária a elaboração das provas pretendidas. Ressaltou a inexistência de cerceamento de defesa considerado o conjunto probatório e a negativa abusiva do plano de saúde. Somente pelo reexame do quadro fático seria dado concluir de modo diverso do assentado pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. No mais, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo n 639.228/RJ, consignando a natureza infraconstitucional da questão, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo à suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório quando o juiz indefere pedido de produção de provas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1109514 AGR / SP A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. Considerada a fixação pelo Tribunal dos honorários advocatícios no valor de R$ 1.600,00, majoro os recursais no patamar de R$ 800,00, a teor do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842955. Supremo Tribunal Federal ARE 1109514 AGR / SP A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal procedeu com interpretação à luz do quadro fático então delineado, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. Considerada a fixação pelo Tribunal dos honorários advocatícios no valor de R$ 1.600,00, majoro os recursais no patamar de R$ 800,00, a teor do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842955. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS (283876/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANA MARIA PEREIRA MARQUES ADV.(A/S) : MAURICIO BALTAZAR DE LIMA (135436/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa e honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980060 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.109.514 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS (283876/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANA MARIA PEREIRA MARQUES ADV.(A/S) : MAURICIO BALTAZAR DE LIMA (135436/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa e honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980060 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 109 . 514", "ARE 1109514 AGR / SP", "ARE 1109514 AGR", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "verbete n", "ARE 1109514 AGR / SP", "ARE 1109514 AGR / SP", "ARE 1109514 AGR / SP", "recurso extraordinário com agravo n 639 . 228 / RJ", "ARE 1109514 AGR / SP", "agravo n 639", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 109 . 514", "recurso extraordinário com agravo n 639 . 228 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 109 . 514", "recurso extraordinário com agravo n 639 . 228 / RJ", "ARE 1109514 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil de 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "RT", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RT", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CENTRO TRASMONTANO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS", "ANA MARIA PEREIRA MARQUES", "MAURICIO BALTAZAR DE LIMA", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS", "ANA MARIA PEREIRA MARQUES", "MAURICIO BALTAZAR DE LIMA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS", "ANA MARIA PEREIRA MARQUES", "MAURICIO BALTAZAR DE LIMA", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Guilherme Marinoni", "Sérgio Cruz Arenhart", "Luiz Guilherme Marinoni", "Sérgio Cruz Arenhart", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS", "ANA MARIA PEREIRA MARQUES", "MAURICIO BALTAZAR DE LIMA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "DENYS CHIPPNIK BALTADUONIS", "ANA MARIA PEREIRA MARQUES", "MAURICIO BALTAZAR DE LIMA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "22 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "22 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 01/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) :SÉRGIO BERMUDES INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. ARTIGO 3º DA LEI 6.194/1974. SEGURO OBRIGATÓRIO. PRECEITO QUE, DISCIPLINANDO VALORES PAGOS EM RAZÃO DE DANOS PESSOAIS CAUSADOS POR VEÍCULOS AUTOMOTORES DE VIA TERRESTRE, OU POR SUA CARGA, A PESSOAS TRANSPORTADAS OU NÃO, FIXAVA INDENIZAÇÕES VINCULADAS AOS VALORES DO SALÁRIO-MÍNIMO. ALTERAÇÃO NORMATIVA. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Lei 6.194/1974, que originalmente previa valores indenizatórios vinculados aos do salário-mínimo, foi alterada pela Medida Provisória 340/2006, convertida na Lei 11.482/2007, e pela Medida Provisória 451/2008, convertida na Lei 11.945/2009. 2. Não preservada a questão em sua plena relevância constitucional, inexistentes as condições para prosseguimento do processo, impondo-se a sua extinção sem apreciação e resolução do mérito. Precedentes. 3. Manutenção da Decisão agravada. 4. Agravo Regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891415. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ADPF 95 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência da Senhora Ministra CÁRMEN LÚCIA, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negam provimento ao agravo regimental. Impedidos o Ministros LUIZ FUX e MARCO AURÉLIO. Brasília, 1º de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891415. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência da Senhora Ministra CÁRMEN LÚCIA, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negam provimento ao agravo regimental. Impedidos o Ministros LUIZ FUX e MARCO AURÉLIO. Brasília, 1º de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) :SÉRGIO BERMUDES INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Agravo Regimental interposto contra Decisão monocrática proferida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 95, ajuizada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (CONSIF), com pedido de cautelar, cujo objeto se voltou à impugnação da higidez constitucional do artigo 3º da Lei 6.194/1974, que vinculou indenizações cobertas pelo Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre – o DPVAT – ao salário-mínimo. A Decisão ante a qual se opõe o presente Agravo Interno se pôs vazada nos seguintes destacados termos: 2. É mesmo o caso de reconhecer o prejuízo desta ação de controle concentrado. A arguição de descumprimento de preceito fundamental foi concebida pela Lei 9.882/99 como um instrumento de integração entre os modelos de controle difuso e concentrado de constitucionalidade, viabilizando que atos estatais antes insuscetíveis de apreciação direta pelo Supremo Tribunal Federal, tais como normas municipais, pré-constitucionais ou mesmo decisões judiciais atentatórias a preceitos fundamentais, venham a figurar como objeto de controle em processo objetivo. ( ... ) No caso, o juízo de admissibilidade inicialmente formulado a respeito da adequação da demanda ao escrutínio Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) :SÉRGIO BERMUDES INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Agravo Regimental interposto contra Decisão monocrática proferida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 95, ajuizada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (CONSIF), com pedido de cautelar, cujo objeto se voltou à impugnação da higidez constitucional do artigo 3º da Lei 6.194/1974, que vinculou indenizações cobertas pelo Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre – o DPVAT – ao salário-mínimo. A Decisão ante a qual se opõe o presente Agravo Interno se pôs vazada nos seguintes destacados termos: 2. É mesmo o caso de reconhecer o prejuízo desta ação de controle concentrado. A arguição de descumprimento de preceito fundamental foi concebida pela Lei 9.882/99 como um instrumento de integração entre os modelos de controle difuso e concentrado de constitucionalidade, viabilizando que atos estatais antes insuscetíveis de apreciação direta pelo Supremo Tribunal Federal, tais como normas municipais, pré-constitucionais ou mesmo decisões judiciais atentatórias a preceitos fundamentais, venham a figurar como objeto de controle em processo objetivo. ( ... ) No caso, o juízo de admissibilidade inicialmente formulado a respeito da adequação da demanda ao escrutínio Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF direto pelo Supremo Tribunal Federal levou em consideração o quadro descrito na inicial, segundo o qual, ao fixar a correção oficial das indenizações do DPVAT em padrão não correspondente ao no art. 3º da Lei 6.194/74, a Resolução 138/2005 do CNSP teria motivado o ajuizamento, em 2006, de “mais de 30 mil ações, em que beneficiários do seguro do DPVAT demandavam o pagamento da diferença entre os valores estabelecidos em Resoluções do CNSP e aqueles que seriam devidos” (fl. 7), criando uma situação de judicialização excessiva que colocava as seguradoras sob risco de grave desequilíbrio atuarial. À época da apreciação do pedido liminar, (a) o expressivo potencial multiplicador subjacente à demanda, provocado sobretudo pela tensão entre os conteúdos da Resolução 128/2005 do CNSP e da redação primitiva do art. 3º da Lei 6.194/74, e (b) a heterogeneidade das respostas produzidas pelo arranjo atomizado da jurisdição ordinária para resolver a controvérsia à luz do preceito do art. 7º, IV, da CF, criaram um estado de instabilidade jurídica que recomendava o tratamento do caso pelo Supremo Tribunal Federal. Contudo, após o indeferimento da medida, essa realidade foi significativamente alterada pela revogação expressa do artigo 3º da Lei 6.194/74 – operada pela Medida Provisória 340, de 29 de dezembro de 2009, e posteriormente convertida na Lei 11.482, de 31 de maio de 2007 – pela qual restou superado o modelo anteriormente vigente de tarifação das indenizações do DPVAT, passando elas serem fixadas segundo parâmetros fixos, como revela a redação atual do art. 3º da Lei 6.194/74: Art. 3o Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2o desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei nº 11.945, de 2009) (Redação dada pela Lei nº 11.945, de 2009) (Redação dada pela Lei nº 11.945, de 2009) (Redação dada 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF direto pelo Supremo Tribunal Federal levou em consideração o quadro descrito na inicial, segundo o qual, ao fixar a correção oficial das indenizações do DPVAT em padrão não correspondente ao no art. 3º da Lei 6.194/74, a Resolução 138/2005 do CNSP teria motivado o ajuizamento, em 2006, de “mais de 30 mil ações, em que beneficiários do seguro do DPVAT demandavam o pagamento da diferença entre os valores estabelecidos em Resoluções do CNSP e aqueles que seriam devidos” (fl. 7), criando uma situação de judicialização excessiva que colocava as seguradoras sob risco de grave desequilíbrio atuarial. À época da apreciação do pedido liminar, (a) o expressivo potencial multiplicador subjacente à demanda, provocado sobretudo pela tensão entre os conteúdos da Resolução 128/2005 do CNSP e da redação primitiva do art. 3º da Lei 6.194/74, e (b) a heterogeneidade das respostas produzidas pelo arranjo atomizado da jurisdição ordinária para resolver a controvérsia à luz do preceito do art. 7º, IV, da CF, criaram um estado de instabilidade jurídica que recomendava o tratamento do caso pelo Supremo Tribunal Federal. Contudo, após o indeferimento da medida, essa realidade foi significativamente alterada pela revogação expressa do artigo 3º da Lei 6.194/74 – operada pela Medida Provisória 340, de 29 de dezembro de 2009, e posteriormente convertida na Lei 11.482, de 31 de maio de 2007 – pela qual restou superado o modelo anteriormente vigente de tarifação das indenizações do DPVAT, passando elas serem fixadas segundo parâmetros fixos, como revela a redação atual do art. 3º da Lei 6.194/74: Art. 3o Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2o desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei nº 11.945, de 2009) (Redação dada pela Lei nº 11.945, de 2009) (Redação dada pela Lei nº 11.945, de 2009) (Redação dada 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF pela Lei nº 11.945, de 2009)(Redação dada pela Lei nº 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). a) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 11.482, de 2007) b) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 11.482, de 2007) c) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 11.482, de 2007) I - R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de morte; (Incluído pela Lei nº 11.482, de 2007) II - até R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de invalidez permanente; e (Incluído pela Lei nº 11.482, de 2007) III - até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. (Incluído pela Lei nº 11.482, de 2007) § 1o No caso da cobertura de que trata o inciso II do caput deste artigo, deverão ser enquadradas na tabela anexa a esta Lei as lesões diretamente decorrentes de acidente e que não sejam suscetíveis de amenização proporcionada por qualquer medida terapêutica, classificando-se a invalidez permanente como total ou parcial, subdividindo-se a invalidez permanente parcial em completa e incompleta, conforme a extensão das perdas anatômicas ou funcionais, observado o disposto abaixo: (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). I - quando se tratar de invalidez permanente parcial completa, a perda anatômica ou funcional será 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF pela Lei nº 11.945, de 2009)(Redação dada pela Lei nº 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). a) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 11.482, de 2007) b) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 11.482, de 2007) c) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 11.482, de 2007) I - R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de morte; (Incluído pela Lei nº 11.482, de 2007) II - até R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de invalidez permanente; e (Incluído pela Lei nº 11.482, de 2007) III - até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. (Incluído pela Lei nº 11.482, de 2007) § 1o No caso da cobertura de que trata o inciso II do caput deste artigo, deverão ser enquadradas na tabela anexa a esta Lei as lesões diretamente decorrentes de acidente e que não sejam suscetíveis de amenização proporcionada por qualquer medida terapêutica, classificando-se a invalidez permanente como total ou parcial, subdividindo-se a invalidez permanente parcial em completa e incompleta, conforme a extensão das perdas anatômicas ou funcionais, observado o disposto abaixo: (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). I - quando se tratar de invalidez permanente parcial completa, a perda anatômica ou funcional será 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF diretamente enquadrada em um dos segmentos orgânicos ou corporais previstos na tabela anexa, correspondendo a indenização ao valor resultante da aplicação do percentual ali estabelecido ao valor máximo da cobertura; e (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). II - quando se tratar de invalidez permanente parcial incompleta, será efetuado o enquadramento da perda anatômica ou funcional na forma prevista no inciso I deste parágrafo, procedendo-se, em seguida, à redução proporcional da indenização que corresponderá a 75% (setenta e cinco por cento) para as perdas de repercussão intensa, 50% (cinquenta por cento) para as de média repercussão, 25% (vinte e cinco por cento) para as de leve repercussão, adotando-se ainda o percentual de 10% (dez por cento), nos casos de sequelas residuais. (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). § 2o Assegura-se à vítima o reembolso, no valor de até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais), previsto no inciso III do caput deste artigo, de despesas médico- hospitalares, desde que devidamente comprovadas, efetuadas pela rede credenciada junto ao Sistema Único de Saúde, quando em caráter privado, vedada a cessão de direitos. (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF diretamente enquadrada em um dos segmentos orgânicos ou corporais previstos na tabela anexa, correspondendo a indenização ao valor resultante da aplicação do percentual ali estabelecido ao valor máximo da cobertura; e (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). II - quando se tratar de invalidez permanente parcial incompleta, será efetuado o enquadramento da perda anatômica ou funcional na forma prevista no inciso I deste parágrafo, procedendo-se, em seguida, à redução proporcional da indenização que corresponderá a 75% (setenta e cinco por cento) para as perdas de repercussão intensa, 50% (cinquenta por cento) para as de média repercussão, 25% (vinte e cinco por cento) para as de leve repercussão, adotando-se ainda o percentual de 10% (dez por cento), nos casos de sequelas residuais. (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). § 2o Assegura-se à vítima o reembolso, no valor de até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais), previsto no inciso III do caput deste artigo, de despesas médico- hospitalares, desde que devidamente comprovadas, efetuadas pela rede credenciada junto ao Sistema Único de Saúde, quando em caráter privado, vedada a cessão de direitos. (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF 2009)( (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)((Incluído pela Lei nº (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) ((Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(. (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) ((Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(.(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(. (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)((Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(.(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(. (Produção de efeitos). § 3o As despesas de que trata o § 2o deste artigo em nenhuma hipótese poderão ser reembolsadas quando o atendimento for realizado pelo SUS, sob pena de descredenciamento do estabelecimento de saúde do SUS, sem prejuízo das demais penalidades previstas em lei. (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). Ao provocar uma profunda reformulação no sistema DPVAT, essa modificação normativa terminou por retirar a relevância da controvérsia constitucional que servia de pressuposto para a ação. Tanto assim que, atualmente, o debate mais relevante a respeito do seguro obrigatório está concentrado na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 4627, Rel. Min. Luiz Fux, que contesta a constitucionalidade da MP 340/06 sob perspectiva diametralmente oposta a que se tem nesta ADPF, porquanto a tese lá encampada é a de que a estipulação das indenizações do DPVAT em valores fixos é que seria inconstitucional. Tudo isso acabou comprometendo também o juízo inicial que havia sido feito a respeito do requisito da subsidiariedade, uma vez que, com a supressão da relevância da controvérsia, restou eliminada, por consequência, a necessidade e a utilidade do processamento da presente arguição. Afinal, a solução dos casos concretos residuais a respeito de questão jurídica singela 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF 2009)( (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)((Incluído pela Lei nº (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) ((Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(. (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) ((Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(.(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(. (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)((Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(.(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009)(. (Produção de efeitos). § 3o As despesas de que trata o § 2o deste artigo em nenhuma hipótese poderão ser reembolsadas quando o atendimento for realizado pelo SUS, sob pena de descredenciamento do estabelecimento de saúde do SUS, sem prejuízo das demais penalidades previstas em lei. (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei nº 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). Ao provocar uma profunda reformulação no sistema DPVAT, essa modificação normativa terminou por retirar a relevância da controvérsia constitucional que servia de pressuposto para a ação. Tanto assim que, atualmente, o debate mais relevante a respeito do seguro obrigatório está concentrado na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 4627, Rel. Min. Luiz Fux, que contesta a constitucionalidade da MP 340/06 sob perspectiva diametralmente oposta a que se tem nesta ADPF, porquanto a tese lá encampada é a de que a estipulação das indenizações do DPVAT em valores fixos é que seria inconstitucional. Tudo isso acabou comprometendo também o juízo inicial que havia sido feito a respeito do requisito da subsidiariedade, uma vez que, com a supressão da relevância da controvérsia, restou eliminada, por consequência, a necessidade e a utilidade do processamento da presente arguição. Afinal, a solução dos casos concretos residuais a respeito de questão jurídica singela 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF – relativa à existência, durante determinado período de tempo, de direito dos segurados ao recebimento da diferença entre o valor das indenizações pagas de acordo com a Resolução do CNSP e aquele que seria devido pela incidência do art. 3º da Lei 6.194/74, na sua redação anterior – poderá ser feita, sem qualquer prejuízo processual, nas instâncias ordinárias. (g.n.) ( ... ) Descaracterizada, assim, a relevância da controvérsia, fica prejudicado o objeto da arguição, o que induz à extinção deste processo sem apreciação de mérito, na linha do que tem sido assentado monocraticamente pelos Ministros dessa Corte em casos semelhantes, dentre os quais os seguintes: ADPF 8 MC, Min. Eros Grau, DJ de 18/05/2006; ADPF 86, Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 30/06/2006; ADPF 99, Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 05/03/2010; ADPF 207, Relª. Minª. Ellen Gracie, DJe de 17/02/2011. 3. Ante o exposto, julgo extinto o processo sem resolução de mérito, com base nos arts. 21, IX, do RISTF e 267, VI, do Código de Processo Civil. Publique-se. Intime-se. Brasília, 4 de fevereiro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente Sobre a questão, provocada, pronunciou-se a Procuradoria-Geral da República: Agravo regimental em arguição de descumprimento de preceito fundamental. Alegação de não recepção do art. y. da Lei 6.194, de 19 de dezembro de 1974. Vinculação ao salário mínimo do valor de indenizações decorrentes de danos pessoais resultantes de acidentes causados por veículos automotores de via terrestre (o chamado "seguro DPVAT"). Mérito. Revogação do dispositivo pela Medida Provisória 340, de 29 de dezembro 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF – relativa à existência, durante determinado período de tempo, de direito dos segurados ao recebimento da diferença entre o valor das indenizações pagas de acordo com a Resolução do CNSP e aquele que seria devido pela incidência do art. 3º da Lei 6.194/74, na sua redação anterior – poderá ser feita, sem qualquer prejuízo processual, nas instâncias ordinárias. (g.n.) ( ... ) Descaracterizada, assim, a relevância da controvérsia, fica prejudicado o objeto da arguição, o que induz à extinção deste processo sem apreciação de mérito, na linha do que tem sido assentado monocraticamente pelos Ministros dessa Corte em casos semelhantes, dentre os quais os seguintes: ADPF 8 MC, Min. Eros Grau, DJ de 18/05/2006; ADPF 86, Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 30/06/2006; ADPF 99, Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 05/03/2010; ADPF 207, Relª. Minª. Ellen Gracie, DJe de 17/02/2011. 3. Ante o exposto, julgo extinto o processo sem resolução de mérito, com base nos arts. 21, IX, do RISTF e 267, VI, do Código de Processo Civil. Publique-se. Intime-se. Brasília, 4 de fevereiro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente Sobre a questão, provocada, pronunciou-se a Procuradoria-Geral da República: Agravo regimental em arguição de descumprimento de preceito fundamental. Alegação de não recepção do art. y. da Lei 6.194, de 19 de dezembro de 1974. Vinculação ao salário mínimo do valor de indenizações decorrentes de danos pessoais resultantes de acidentes causados por veículos automotores de via terrestre (o chamado "seguro DPVAT"). Mérito. Revogação do dispositivo pela Medida Provisória 340, de 29 de dezembro 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF de 2006, e, posteriormente, pela Lei 11.482, de 31 de maio de 2007. Estabelecimento de valores fixos para o quantum indenizatório. Alteração substancial da norma. A relevância da questão constitucional não subsiste. A solução das demandas judiciais remanescentes em torno do tema deve fazer-se pelas vias processuais do controle difuso de constitucionalidade, se for o caso. Perda de objeto. Prejuízo da arguição de descumprimento. Precedentes. Parecer pelo não provimento do agravo regimental. (g.n.) Em novembro (28) de 2016, foi pautado para Julgamento virtual do Agravo Regimental. Relativamente a esse, requereu-se o julgamento presencial em razão da relevância da matéria e como meio para possibilitar a presença da Representação da Agravante para eventual esclarecimento de matéria de fato. O Eminente Ministro Relator, o Ministro TEORI ZAVASCKI, rejeitou o pleito assentando que: 2. Não há motivos que justifiquem o pedido de destaque, pois (a) o julgamento em ambiente virtual não desabona o conteúdo da matéria em discussão, que será objeto de amplo conhecimento pelos demais membros da Corte; (b) a agravante não especifica qual seria o esclarecimento sobre matéria de fato necessário para o julgamento do caso, em razão do que prevalece a faculdade regimental conferida ao relator pelo art. 317, § 5º, do RISTF, com redação da Emenda Regimental 51/2016, de submissão do agravo interno a julgamento por meio eletrônico. Após os Votos dos Ministros DIAS TOFFOLI e EDSON FACHIN, que acompanharam o Voto do Relator, divergindo, apresentou destaque o Ministro GILMAR MENDES. É o relato do essencial. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF de 2006, e, posteriormente, pela Lei 11.482, de 31 de maio de 2007. Estabelecimento de valores fixos para o quantum indenizatório. Alteração substancial da norma. A relevância da questão constitucional não subsiste. A solução das demandas judiciais remanescentes em torno do tema deve fazer-se pelas vias processuais do controle difuso de constitucionalidade, se for o caso. Perda de objeto. Prejuízo da arguição de descumprimento. Precedentes. Parecer pelo não provimento do agravo regimental. (g.n.) Em novembro (28) de 2016, foi pautado para Julgamento virtual do Agravo Regimental. Relativamente a esse, requereu-se o julgamento presencial em razão da relevância da matéria e como meio para possibilitar a presença da Representação da Agravante para eventual esclarecimento de matéria de fato. O Eminente Ministro Relator, o Ministro TEORI ZAVASCKI, rejeitou o pleito assentando que: 2. Não há motivos que justifiquem o pedido de destaque, pois (a) o julgamento em ambiente virtual não desabona o conteúdo da matéria em discussão, que será objeto de amplo conhecimento pelos demais membros da Corte; (b) a agravante não especifica qual seria o esclarecimento sobre matéria de fato necessário para o julgamento do caso, em razão do que prevalece a faculdade regimental conferida ao relator pelo art. 317, § 5º, do RISTF, com redação da Emenda Regimental 51/2016, de submissão do agravo interno a julgamento por meio eletrônico. Após os Votos dos Ministros DIAS TOFFOLI e EDSON FACHIN, que acompanharam o Voto do Relator, divergindo, apresentou destaque o Ministro GILMAR MENDES. É o relato do essencial. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 01/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Como bem anotado pelo saudoso Ministro TEORI ZAVASCKI, bem assim pelo Ministério Público Federal, deu-se uma profunda reformulação na sistemática do seguro DPVAT a partir de alteração normativa, o que terminou por se “retirar a relevância da controvérsia constitucional que servia de pressuposto para a ação”. S. Exa. ainda mais avançou para observar que “Tanto assim que, atualmente, o debate mais relevante a respeito do seguro obrigatório está concentrado na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 4627, Rel. Min. Luiz Fux, que contesta a constitucionalidade da MP 340/06 ( ... )”. A referida ADI 4.627 (Rel. Min. LUIZ FUX, Pleno, DJe de 2/12/2014) suportou Decisão assim ementada: EMENTA: 1) SEGURO DPVAT. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEGITIMIDADE DA CNS PARA A PROPOSITURA DA PRESENTE AÇÃO. PERTINÊNCIA TEMÁTICA DA ATUAÇÃO DA REQUERENTE COM OS DESDOBRAMENTOS DAS ALTERAÇÕES PROMOVIDAS PELAS LEIS CONJURADAS NA REGULAMENTAÇÃO DO SEGURO DPVAT. 2) A PROCURAÇÃO COM PODERES ESPECÍFICOS PARA A PROPOSITURA DE ADI ATRELADA AOS AUTOS APÓS A DISTRIBUIÇÃO DA AÇÃO SUPRE A INCAPACIDADE POSTULATÓRIA AB ORIGINE. VÍCIO SANADO. 3) RELEVÂNCIA E URGÊNCIA PARA O TRATAMENTO DA MATÉRIA SEGURO DPVAT EM SEDE DE MEDIDA PROVISÓRIA. REQUISITOS PRESENTES. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Como bem anotado pelo saudoso Ministro TEORI ZAVASCKI, bem assim pelo Ministério Público Federal, deu-se uma profunda reformulação na sistemática do seguro DPVAT a partir de alteração normativa, o que terminou por se “retirar a relevância da controvérsia constitucional que servia de pressuposto para a ação”. S. Exa. ainda mais avançou para observar que “Tanto assim que, atualmente, o debate mais relevante a respeito do seguro obrigatório está concentrado na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 4627, Rel. Min. Luiz Fux, que contesta a constitucionalidade da MP 340/06 ( ... )”. A referida ADI 4.627 (Rel. Min. LUIZ FUX, Pleno, DJe de 2/12/2014) suportou Decisão assim ementada: EMENTA: 1) SEGURO DPVAT. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEGITIMIDADE DA CNS PARA A PROPOSITURA DA PRESENTE AÇÃO. PERTINÊNCIA TEMÁTICA DA ATUAÇÃO DA REQUERENTE COM OS DESDOBRAMENTOS DAS ALTERAÇÕES PROMOVIDAS PELAS LEIS CONJURADAS NA REGULAMENTAÇÃO DO SEGURO DPVAT. 2) A PROCURAÇÃO COM PODERES ESPECÍFICOS PARA A PROPOSITURA DE ADI ATRELADA AOS AUTOS APÓS A DISTRIBUIÇÃO DA AÇÃO SUPRE A INCAPACIDADE POSTULATÓRIA AB ORIGINE. VÍCIO SANADO. 3) RELEVÂNCIA E URGÊNCIA PARA O TRATAMENTO DA MATÉRIA SEGURO DPVAT EM SEDE DE MEDIDA PROVISÓRIA. REQUISITOS PRESENTES. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 95 AGR / DF 4) A COMPATIBILIDADE DAS NORMAS LEGAIS COM O TEXTO DA LC nº 95/98 ENCERRA CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL INSINDICÁVEL EM SEDE DE CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. 5) O PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE E OS ARTIGOS 196, 197 E 199 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA RESTAM IMACULADOS NA ALTERAÇÃO DA SISTEMÁTICA DO PAGAMENTO DO DPVAT QUE ENGENDROU COM O NOVEL SISTEMA SECURITÁRIO, POSTO HARMÔNICO COM AS NORMAS CONSTITUCIONAIS. 6) OS PRINCÍPIOS DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, DA PROPORCIONALIDADE E DA VEDAÇÃO AO RETROCESSO SOCIAL, MÁXIME DIANTE DOS MECANISMOS COMPENSATÓRIOS ENCARTADOS NA ORDEM NORMATIVA SUB JUDICE, RESTAM PRESERVADOS NA TABELA LEGAL PARA O CÁLCULO DA INDENIZAÇÃO DO SEGURO DPVAT. 7) O DIRIGISMO CONTRATUAL É CONSECTÁRIO DA NOVA DOGMÁTICA DO DIREITO CIVIL GRAVITANTE EM TORNO DO TEXTO CONSTITUCIONAL E LEGITIMADORA DA PROIBIÇÃO LEGAL DE CESSÃO DO CRÉDITO DO DPVAT. 8) O NOVEL REGRAMENTO DO SEGURO DPVAT NÃO IMPEDE AS VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO DE ELEGEREM OS HOSPITAIS PARTICULARES PARA O SEU ATENDIMENTO. 9) DIREITO À INCLUSÃO LEGAL DO ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA DO VALOR DA INDENIZAÇÃO DEVIDA A TÍTULO DE SEGURO DPVAT. NECESSIDADE DE INICIATIVA DO PODER COMPETENTE. 10) IMPROCEDÊNCIA DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N° 4.350 E 4.627. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 8º DA LEI Nº 11.482/07 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF 4) A COMPATIBILIDADE DAS NORMAS LEGAIS COM O TEXTO DA LC nº 95/98 ENCERRA CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL INSINDICÁVEL EM SEDE DE CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. 5) O PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE E OS ARTIGOS 196, 197 E 199 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA RESTAM IMACULADOS NA ALTERAÇÃO DA SISTEMÁTICA DO PAGAMENTO DO DPVAT QUE ENGENDROU COM O NOVEL SISTEMA SECURITÁRIO, POSTO HARMÔNICO COM AS NORMAS CONSTITUCIONAIS. 6) OS PRINCÍPIOS DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, DA PROPORCIONALIDADE E DA VEDAÇÃO AO RETROCESSO SOCIAL, MÁXIME DIANTE DOS MECANISMOS COMPENSATÓRIOS ENCARTADOS NA ORDEM NORMATIVA SUB JUDICE, RESTAM PRESERVADOS NA TABELA LEGAL PARA O CÁLCULO DA INDENIZAÇÃO DO SEGURO DPVAT. 7) O DIRIGISMO CONTRATUAL É CONSECTÁRIO DA NOVA DOGMÁTICA DO DIREITO CIVIL GRAVITANTE EM TORNO DO TEXTO CONSTITUCIONAL E LEGITIMADORA DA PROIBIÇÃO LEGAL DE CESSÃO DO CRÉDITO DO DPVAT. 8) O NOVEL REGRAMENTO DO SEGURO DPVAT NÃO IMPEDE AS VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO DE ELEGEREM OS HOSPITAIS PARTICULARES PARA O SEU ATENDIMENTO. 9) DIREITO À INCLUSÃO LEGAL DO ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA DO VALOR DA INDENIZAÇÃO DEVIDA A TÍTULO DE SEGURO DPVAT. NECESSIDADE DE INICIATIVA DO PODER COMPETENTE. 10) IMPROCEDÊNCIA DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE N° 4.350 E 4.627. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 8º DA LEI Nº 11.482/07 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 95 AGR / DF E DOS ARTS. 30 A 32 DA LEI Nº 11.945/09. (g.gn) Comungo da percepção de que uma modificação no estado de coisas normativo, base para o ajuizamento do instrumento ante cuja Decisão terminativa se interpôs a irresignação regimental de que ora se trata, termina por impedir o seu regular seguimento. É como venho enxergando a situação, valendo o entendimento a qualquer dos instrumentos hábeis ao controle de constitucionalidade. Cito: “A jurisdição constitucional abstrata brasileira não admite o ajuizamento ou a continuidade de ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo já revogado, substancialmente alterado ou cuja eficácia já tenha se exaurido, independentemente do fato de terem produzido efeitos concretos residuais (ADI 709, Rel. Min. PAULO BROSSARD, DJ de 20/6/1994, ADI 3.885, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJe de 28/6/2013; ADI 2.971 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 13/2/2015; ADI 5159, Relª. Minª. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 16/2/2016; e ADI 3.408 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 15/2/2017), sob pena de transformação da jurisdição constitucional em instrumento processual de proteção de situações jurídicas pessoais e concretas (ADI 649-5/RN, Pleno, Rel. Min. PAULO BROSSARD, DJ de 23/9/1994; ADI 870/DF QO, Pleno, Rel. Min. MOREIRA ALVES, DJ de 20/8/1993). Nas hipóteses de revogação do ato impugnado, antes do julgamento final da ação, ocorrerá a prejudicialidade da mesma, por perda do objeto, (ADI QO 748-3/RS, Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ de 15/102006). (ADI 4.919, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Decisão monocrática, DJE DE 16/6/2017) Na mesma linha, de minha Relatoria, as ADIs 2.594 (Decisão monocrática, DJe de 24/8/2017), 5.036 (Decisão monocrática, DJe de 27/9/2017) e 5.102 (Decisão monocrática, DJe de 27/9/2017). Especificamente, para casos cursados sob a forma de arguições de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF E DOS ARTS. 30 A 32 DA LEI Nº 11.945/09. (g.gn) Comungo da percepção de que uma modificação no estado de coisas normativo, base para o ajuizamento do instrumento ante cuja Decisão terminativa se interpôs a irresignação regimental de que ora se trata, termina por impedir o seu regular seguimento. É como venho enxergando a situação, valendo o entendimento a qualquer dos instrumentos hábeis ao controle de constitucionalidade. Cito: “A jurisdição constitucional abstrata brasileira não admite o ajuizamento ou a continuidade de ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo já revogado, substancialmente alterado ou cuja eficácia já tenha se exaurido, independentemente do fato de terem produzido efeitos concretos residuais (ADI 709, Rel. Min. PAULO BROSSARD, DJ de 20/6/1994, ADI 3.885, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJe de 28/6/2013; ADI 2.971 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 13/2/2015; ADI 5159, Relª. Minª. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 16/2/2016; e ADI 3.408 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 15/2/2017), sob pena de transformação da jurisdição constitucional em instrumento processual de proteção de situações jurídicas pessoais e concretas (ADI 649-5/RN, Pleno, Rel. Min. PAULO BROSSARD, DJ de 23/9/1994; ADI 870/DF QO, Pleno, Rel. Min. MOREIRA ALVES, DJ de 20/8/1993). Nas hipóteses de revogação do ato impugnado, antes do julgamento final da ação, ocorrerá a prejudicialidade da mesma, por perda do objeto, (ADI QO 748-3/RS, Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ de 15/102006). (ADI 4.919, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Decisão monocrática, DJE DE 16/6/2017) Na mesma linha, de minha Relatoria, as ADIs 2.594 (Decisão monocrática, DJe de 24/8/2017), 5.036 (Decisão monocrática, DJe de 27/9/2017) e 5.102 (Decisão monocrática, DJe de 27/9/2017). Especificamente, para casos cursados sob a forma de arguições de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 95 AGR / DF descumprimento de preceitos fundamentais, referencie-se, uma vez mais, à ADPF 207 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Decisão monocrática, DJe 17/2/2017), da qual colho a esclarecedora passagem: A Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra de sua Vice-Procuradora-Geral, Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, e aprovado por seu Procurador-Geral, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, opinou pela prejudicialidade da presente argüição, ante a perda superveniente de seu objeto. 2. De fato, é inequívoco que a autarquia estadual criada pela legislação ora impugnada, anterior à Constituição de 1988, foi expressa e integralmente extinta com a recente edição da Lei Estadual 11.918/2010, que, entre outras providências, devolveu ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia o pleno exercício das funções relativas à organização de seus serviços auxiliares e à gestão administrativa e financeira do Poder Judiciário local. É patente, portanto, a perda do objeto da presente ação, já que cessada em definitivo a vigência do diploma legal pré- constitucional nela apontado com a edição da Lei 11.918, de 16.6.2010, do Estado da Bahia. 3. Ante todo o exposto, nos termos do art. 21, IX, do RISTF, julgo prejudicada a presente argüição de descumprimento de preceito fundamental, em razão da perda de seu objeto. Arquivem-se os autos. Publique-se. Brasília, 11 de fevereiro de 2011. Ministra Ellen Gracie Relatora No caso de que aqui se cuida, o art. 3º da Lei 6.194/1974, que dispõe sobre o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, por sua carga, a pessoas transportadas ou não, objeto da Arguição, passou, desde o momento inaugural do processo, por modificações aprofundadas. Observe-se, a partir da reprodução sequencial abaixo, que o fundamento do questionamento 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF descumprimento de preceitos fundamentais, referencie-se, uma vez mais, à ADPF 207 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Decisão monocrática, DJe 17/2/2017), da qual colho a esclarecedora passagem: A Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra de sua Vice-Procuradora-Geral, Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, e aprovado por seu Procurador-Geral, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, opinou pela prejudicialidade da presente argüição, ante a perda superveniente de seu objeto. 2. De fato, é inequívoco que a autarquia estadual criada pela legislação ora impugnada, anterior à Constituição de 1988, foi expressa e integralmente extinta com a recente edição da Lei Estadual 11.918/2010, que, entre outras providências, devolveu ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia o pleno exercício das funções relativas à organização de seus serviços auxiliares e à gestão administrativa e financeira do Poder Judiciário local. É patente, portanto, a perda do objeto da presente ação, já que cessada em definitivo a vigência do diploma legal pré- constitucional nela apontado com a edição da Lei 11.918, de 16.6.2010, do Estado da Bahia. 3. Ante todo o exposto, nos termos do art. 21, IX, do RISTF, julgo prejudicada a presente argüição de descumprimento de preceito fundamental, em razão da perda de seu objeto. Arquivem-se os autos. Publique-se. Brasília, 11 de fevereiro de 2011. Ministra Ellen Gracie Relatora No caso de que aqui se cuida, o art. 3º da Lei 6.194/1974, que dispõe sobre o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, por sua carga, a pessoas transportadas ou não, objeto da Arguição, passou, desde o momento inaugural do processo, por modificações aprofundadas. Observe-se, a partir da reprodução sequencial abaixo, que o fundamento do questionamento 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 95 AGR / DF constitucional estava firmado na argumentação de que ferida a norma veiculada pelo art. 7º, IV, da Constituição Federal, que proclama vedação ao uso do salário-mínimo como indexador econômico: Art. 3º Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no artigo 2º compreendem as indenizações por morte, invalidez permanente e despesas de assistência médica e suplementares, nos valores que se seguem, por pessoa vitimada: a) - 40 (quarenta) vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no País - no caso de morte; b) - Até 40 (quarenta) vezes o valor do maior salário mínimo vigente no País - no caso de invalidez permanente; c) - Até 8 (oito) vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no País - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. (Redação original) [ ... ] Art. 3º Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2º desta Lei compreendem as indenizações por morte, invalidez permanente e despesas de assistência médica e suplementares, nos valores que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei 11.482/2017) [ ... ] Art.3º Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2º desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Medida Provisória 451/2008) [ ... ] 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF constitucional estava firmado na argumentação de que ferida a norma veiculada pelo art. 7º, IV, da Constituição Federal, que proclama vedação ao uso do salário-mínimo como indexador econômico: Art. 3º Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no artigo 2º compreendem as indenizações por morte, invalidez permanente e despesas de assistência médica e suplementares, nos valores que se seguem, por pessoa vitimada: a) - 40 (quarenta) vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no País - no caso de morte; b) - Até 40 (quarenta) vezes o valor do maior salário mínimo vigente no País - no caso de invalidez permanente; c) - Até 8 (oito) vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no País - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. (Redação original) [ ... ] Art. 3º Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2º desta Lei compreendem as indenizações por morte, invalidez permanente e despesas de assistência médica e suplementares, nos valores que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei 11.482/2017) [ ... ] Art.3º Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2º desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Medida Provisória 451/2008) [ ... ] 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 95 AGR / DF Art. 3º Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2º desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei 11.945/2009) a) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) b) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) c) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) I - R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de morte; (Redação dada pela Lei 11.482/2007) II - até R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de invalidez permanente; e (Redação dada pela Lei 11.482/2007) III - até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. [ ... ] De ser preservada a Decisão agravada, na exata medida em que a vinculação ao salário-mínimo prevista pelo art. 3º da Lei 6.194/1974, que se pretendia inconstitucional, não mais vige. Eventuais demandas por solução de casos concretos deverão ser realizadas com emprego de outros meios processuais e em outras instâncias. Assim posto, VOTO por NEGAR PROVIMENTO ao AGRAVO INTERNO, mantida a Decisão de EXTINÇÃO DO PROCESSO RELATIVO À ADPF 95, SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF Art. 3º Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2º desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei 11.945/2009) a) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) b) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) c) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) I - R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de morte; (Redação dada pela Lei 11.482/2007) II - até R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de invalidez permanente; e (Redação dada pela Lei 11.482/2007) III - até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. [ ... ] De ser preservada a Decisão agravada, na exata medida em que a vinculação ao salário-mínimo prevista pelo art. 3º da Lei 6.194/1974, que se pretendia inconstitucional, não mais vige. Eventuais demandas por solução de casos concretos deverão ser realizadas com emprego de outros meios processuais e em outras instâncias. Assim posto, VOTO por NEGAR PROVIMENTO ao AGRAVO INTERNO, mantida a Decisão de EXTINÇÃO DO PROCESSO RELATIVO À ADPF 95, SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Impedimento 01/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) :SÉRGIO BERMUDES INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, assento impedimento. Estou vendo no cabeçalho que figura como representante da Confederação agravante o Doutor Sergio Bermudes. Tenho parente consanguíneo, em terceiro grau, atuando nesse escritório de advocacia. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748028885. Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) :SÉRGIO BERMUDES INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, assento impedimento. Estou vendo no cabeçalho que figura como representante da Confederação agravante o Doutor Sergio Bermudes. Tenho parente consanguíneo, em terceiro grau, atuando nesse escritório de advocacia. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748028885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 01/08/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) : SÉRGIO BERMUDES (2192A/DF) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental, mantida a decisão de extinção do processo sem resolução de mérito. Impedidos os Ministros Luiz Fux e Marco Aurélio. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747906625 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) : SÉRGIO BERMUDES (2192A/DF) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental, mantida a decisão de extinção do processo sem resolução de mérito. Impedidos os Ministros Luiz Fux e Marco Aurélio. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747906625 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748041260
2018-08-01T00:00:00
2018-08-27T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental, mantida a decisão de extinção do processo sem resolução de mérito. Impedidos os Ministros Luiz Fux e Marco Aurélio. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018.
AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. ARTIGO 3º DA LEI 6.194/1974. SEGURO OBRIGATÓRIO. PRECEITO QUE, DISCIPLINANDO VALORES PAGOS EM RAZÃO DE DANOS PESSOAIS CAUSADOS POR VEÍCULOS AUTOMOTORES DE VIA TERRESTRE, OU POR SUA CARGA, A PESSOAS TRANSPORTADAS OU NÃO, FIXAVA INDENIZAÇÕES VINCULADAS AOS VALORES DO SALÁRIO-MÍNIMO. ALTERAÇÃO NORMATIVA. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Lei 6.194/1974, que originalmente previa valores indenizatórios vinculados aos do salário-mínimo, foi alterada pela Medida Provisória 340/2006, convertida na Lei 11.482/2007, e pela Medida Provisória 451/2008, convertida na Lei 11.945/2009. 2. Não preservada a questão em sua plena relevância constitucional, inexistentes as condições para prosseguimento do processo, impondo-se a sua extinção sem apreciação e resolução do mérito. Precedentes. 3. Manutenção da Decisão agravada. 4. Agravo Regimental desprovido.
sjur389329
- Acórdão(s) citado(s): (ADI, SEGURO OBRIGATÓRIO DE DANOS PESSOAIS CAUSADOS POR VEÍCULOS (DPVAT)) ADI 4627 (TP). - Decisões monocráticas citadas: (ADI, PREJUDICIALIDADE, SUPERVENIÊNCIA, REVOGAÇÃO, ATO NORMATIVO IMPUGNADO) ADPF 207, ADI 4919, ADI 2594, ADI 5036, ADI 5102. Número de páginas: 17. Análise: 09/10/2018, JRS.
ALEXANDRE DE MORAES
Tribunal Pleno
95
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00007 INC-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-006194 ANO-1974\n ART-00003 REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00003 LET-A REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00003 LET-A REVOGADO PELA LEI-11482/2007\n ART-00003 LET-B REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00003 LET-B REVOGADO PELA LEI-11482/2007\n ART-00003 LET-C REDAÇÃO ORIGINÁRIA\n ART-00003 LET-C REVOGADO PELA LEI-11482/2007\n ART-00003 REDAÇÃO DADA PELA MPR-451/2008\n ART-00003 REDAÇÃO DADA PELA LEI-11945/2009\n ART-00003 REDAÇÃO DADA PELA LEI-11482/2017\n ART-00003 INC-00001 INCLUÍDO PELA LEI-11482/2007\n ART-00003 INC-00002 INCLUÍDO PELA LEI-11482/2007\n ART-00003 INC-00003 INCLUÍDO PELA LEI-11482/2007\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011482 ANO-2007\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011945 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED MPR-000340 ANO-2006\n MEDIDA PROVISÓRIA - CONVERTIDA NA LEI-11482/2007\n\n", "LEG-FED MPR-000451 ANO-2008\n MEDIDA PROVISÓRIA - CONVERTIDA NA LEI-11945/2009" ]
ADPF-AgR
acordaos
ADPF 95 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) : SÉRGIO BERMUDES INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 01/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) :SÉRGIO BERMUDES INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. ARTIGO 3... DA LEI 6.194/1974. SEGURO OBRIGATÓRIO. PRECEITO QUE, DISCIPLINANDO VALORES PAGOS EM RAZÃO DE DANOS PESSOAIS CAUSADOS POR VEÍCULOS AUTOMOTORES DE VIA TERRESTRE, OU POR SUA CARGA, A PESSOAS TRANSPORTADAS OU NÃO, FIXAVA INDENIZAÇÕES VINCULADAS AOS VALORES DO SALÁRIO-MÍNIMO. ALTERAÇÃO NORMATIVA. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Lei 6.194/1974, que originalmente previa valores indenizatórios vinculados aos do salário-mínimo, foi alterada pela Medida Provisória 340/2006, convertida na Lei 11.482/2007, e pela Medida Provisória 451/2008, convertida na Lei 11.945/2009. 2. Não preservada a questão em sua plena relevância constitucional, inexistentes as condições para prosseguimento do processo, impondo-se a sua extinção sem apreciação e resolução do mérito. Precedentes. 3. Manutenção da Decisão agravada. 4. Agravo Regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891415. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ADPF 95 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência da Senhora Ministra CÁRMEN LÚCIA, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negam provimento ao agravo regimental. Impedidos o Ministros LUIZ FUX e MARCO AURÉLIO. Brasília, 1... de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891415. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Plenário, sob a Presidência da Senhora Ministra CÁRMEN LÚCIA, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negam provimento ao agravo regimental. Impedidos o Ministros LUIZ FUX e MARCO AURÉLIO. Brasília, 1... de agosto de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891415. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) :SÉRGIO BERMUDES INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Agravo Regimental interposto contra Decisão monocrática proferida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 95, ajuizada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (CONSIF), com pedido de cautelar, cujo objeto se voltou à impugnação da higidez constitucional do artigo 3... da Lei 6.194/1974, que vinculou indenizações cobertas pelo Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre – o DPVAT – ao salário-mínimo. A Decisão ante a qual se opõe o presente Agravo Interno se pôs vazada nos seguintes destacados termos: 2. É mesmo o caso de reconhecer o prejuízo desta ação de controle concentrado. A arguição de descumprimento de preceito fundamental foi concebida pela Lei 9.882/99 como um instrumento de integração entre os modelos de controle difuso e concentrado de constitucionalidade, viabilizando que atos estatais antes insuscetíveis de apreciação direta pelo Supremo Tribunal Federal, tais como normas municipais, pré-constitucionais ou mesmo decisões judiciais atentatórias a preceitos fundamentais, venham a figurar como objeto de controle em processo objetivo. ( ... ) No caso, o juízo de admissibilidade inicialmente formulado a respeito da adequação da demanda ao escrutínio Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) :SÉRGIO BERMUDES INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Cuida-se de Agravo Regimental interposto contra Decisão monocrática proferida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 95, ajuizada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (CONSIF), com pedido de cautelar, cujo objeto se voltou à impugnação da higidez constitucional do artigo 3... da Lei 6.194/1974, que vinculou indenizações cobertas pelo Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre – o DPVAT – ao salário-mínimo. A Decisão ante a qual se opõe o presente Agravo Interno se pôs vazada nos seguintes destacados termos: 2. É mesmo o caso de reconhecer o prejuízo desta ação de controle concentrado. A arguição de descumprimento de preceito fundamental foi concebida pela Lei 9.882/99 como um instrumento de integração entre os modelos de controle difuso e concentrado de constitucionalidade, viabilizando que atos estatais antes insuscetíveis de apreciação direta pelo Supremo Tribunal Federal, tais como normas municipais, pré-constitucionais ou mesmo decisões judiciais atentatórias a preceitos fundamentais, venham a figurar como objeto de controle em processo objetivo. ( ... ) No caso, o juízo de admissibilidade inicialmente formulado a respeito da adequação da demanda ao escrutínio Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF direto pelo Supremo Tribunal Federal levou em consideração o quadro descrito na inicial, segundo o qual, ao fixar a correção oficial das indenizações do DPVAT em padrão não correspondente ao no art. 3... da Lei 6.194/74, a Resolução 138/2005 do CNSP teria motivado o ajuizamento, em 2006, de “mais de 30 mil ações, em que beneficiários do seguro do DPVAT demandavam o pagamento da diferença entre os valores estabelecidos em Resoluções do CNSP e aqueles que seriam devidos” (fl. 7), criando uma situação de judicialização excessiva que colocava as seguradoras sob risco de grave desequilíbrio atuarial. À época da apreciação do pedido liminar, (a) o expressivo potencial multiplicador subjacente à demanda, provocado sobretudo pela tensão entre os conteúdos da Resolução 128/2005 do CNSP e da redação primitiva do art. 3... da Lei 6.194/74, e (b) a heterogeneidade das respostas produzidas pelo arranjo atomizado da jurisdição ordinária para resolver a controvérsia à luz do preceito do art. 7..., IV, da Constituição Federal de 1988, criaram um estado de instabilidade jurídica que recomendava o tratamento do caso pelo Supremo Tribunal Federal. Contudo, após o indeferimento da medida, essa realidade foi significativamente alterada pela revogação expressa do artigo 3... da Lei 6.194/74 – operada pela Medida Provisória 340, de 29 de dezembro de 2009, e posteriormente convertida na Lei 11.482, de 31 de maio de 2007 – pela qual restou superado o modelo anteriormente vigente de tarifação das indenizações do DPVAT, passando elas serem fixadas segundo parâmetros fixos, como revela a redação atual do art. 3... da Lei 6.194/74: Art. 3o Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2o desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei n 11.945, de 2009) (Redação dada pela Lei n 11.945, de 2009) (Redação dada pela Lei n 11.945, de 2009) (Redação dada 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF direto pelo Supremo Tribunal Federal levou em consideração o quadro descrito na inicial, segundo o qual, ao fixar a correção oficial das indenizações do DPVAT em padrão não correspondente ao no art. 3... da Lei 6.194/74, a Resolução 138/2005 do CNSP teria motivado o ajuizamento, em 2006, de “mais de 30 mil ações, em que beneficiários do seguro do DPVAT demandavam o pagamento da diferença entre os valores estabelecidos em Resoluções do CNSP e aqueles que seriam devidos” (fl. 7), criando uma situação de judicialização excessiva que colocava as seguradoras sob risco de grave desequilíbrio atuarial. À época da apreciação do pedido liminar, (a) o expressivo potencial multiplicador subjacente à demanda, provocado sobretudo pela tensão entre os conteúdos da Resolução 128/2005 do CNSP e da redação primitiva do art. 3... da Lei 6.194/74, e (b) a heterogeneidade das respostas produzidas pelo arranjo atomizado da jurisdição ordinária para resolver a controvérsia à luz do preceito do art. 7..., IV, da Constituição Federal de 1988, criaram um estado de instabilidade jurídica que recomendava o tratamento do caso pelo Supremo Tribunal Federal. Contudo, após o indeferimento da medida, essa realidade foi significativamente alterada pela revogação expressa do artigo 3... da Lei 6.194/74 – operada pela Medida Provisória 340, de 29 de dezembro de 2009, e posteriormente convertida na Lei 11.482, de 31 de maio de 2007 – pela qual restou superado o modelo anteriormente vigente de tarifação das indenizações do DPVAT, passando elas serem fixadas segundo parâmetros fixos, como revela a redação atual do art. 3... da Lei 6.194/74: Art. 3o Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2o desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei n 11.945, de 2009) (Redação dada pela Lei n 11.945, de 2009) (Redação dada pela Lei n 11.945, de 2009) (Redação dada 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF pela Lei n 11.945, de 2009)(Redação dada pela Lei n 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). a) (revogada); (Redação dada pela Lei n 11.482, de 2007) b) (revogada); (Redação dada pela Lei n 11.482, de 2007) c) (revogada); (Redação dada pela Lei n 11.482, de 2007) I - R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de morte; (Incluído pela Lei n 11.482, de 2007) II - até R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de invalidez permanente; e (Incluído pela Lei n 11.482, de 2007) III - até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. (Incluído pela Lei n 11.482, de 2007) § 1o No caso da cobertura de que trata o inciso II do caput deste artigo, deverão ser enquadradas na tabela anexa a esta Lei as lesões diretamente decorrentes de acidente e que não sejam suscetíveis de amenização proporcionada por qualquer medida terapêutica, classificando-se a invalidez permanente como total ou parcial, subdividindo-se a invalidez permanente parcial em completa e incompleta, conforme a extensão das perdas anatômicas ou funcionais, observado o disposto abaixo: (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). I - quando se tratar de invalidez permanente parcial completa, a perda anatômica ou funcional será 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF pela Lei n 11.945, de 2009)(Redação dada pela Lei n 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). a) (revogada); (Redação dada pela Lei n 11.482, de 2007) b) (revogada); (Redação dada pela Lei n 11.482, de 2007) c) (revogada); (Redação dada pela Lei n 11.482, de 2007) I - R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de morte; (Incluído pela Lei n 11.482, de 2007) II - até R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de invalidez permanente; e (Incluído pela Lei n 11.482, de 2007) III - até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. (Incluído pela Lei n 11.482, de 2007) § 1o No caso da cobertura de que trata o inciso II do caput deste artigo, deverão ser enquadradas na tabela anexa a esta Lei as lesões diretamente decorrentes de acidente e que não sejam suscetíveis de amenização proporcionada por qualquer medida terapêutica, classificando-se a invalidez permanente como total ou parcial, subdividindo-se a invalidez permanente parcial em completa e incompleta, conforme a extensão das perdas anatômicas ou funcionais, observado o disposto abaixo: (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). I - quando se tratar de invalidez permanente parcial completa, a perda anatômica ou funcional será 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF diretamente enquadrada em um dos segmentos orgânicos ou corporais previstos na tabela anexa, correspondendo a indenização ao valor resultante da aplicação do percentual ali estabelecido ao valor máximo da cobertura; e (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). II - quando se tratar de invalidez permanente parcial incompleta, será efetuado o enquadramento da perda anatômica ou funcional na forma prevista no inciso I deste parágrafo, procedendo-se, em seguida, à redução proporcional da indenização que corresponderá a 75% (setenta e cinco por cento) para as perdas de repercussão intensa, 50% (cinquenta por cento) para as de média repercussão, 25% (vinte e cinco por cento) para as de leve repercussão, adotando-se ainda o percentual de 10% (dez por cento), nos casos de sequelas residuais. (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). § 2o Assegura-se à vítima o reembolso, no valor de até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais), previsto no inciso III do caput deste artigo, de despesas médico- hospitalares, desde que devidamente comprovadas, efetuadas pela rede credenciada junto ao Sistema Único de Saúde, quando em caráter privado, vedada a cessão de direitos. (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF diretamente enquadrada em um dos segmentos orgânicos ou corporais previstos na tabela anexa, correspondendo a indenização ao valor resultante da aplicação do percentual ali estabelecido ao valor máximo da cobertura; e (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). II - quando se tratar de invalidez permanente parcial incompleta, será efetuado o enquadramento da perda anatômica ou funcional na forma prevista no inciso I deste parágrafo, procedendo-se, em seguida, à redução proporcional da indenização que corresponderá a 75% (setenta e cinco por cento) para as perdas de repercussão intensa, 50% (cinquenta por cento) para as de média repercussão, 25% (vinte e cinco por cento) para as de leve repercussão, adotando-se ainda o percentual de 10% (dez por cento), nos casos de sequelas residuais. (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). § 2o Assegura-se à vítima o reembolso, no valor de até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais), previsto no inciso III do caput deste artigo, de despesas médico- hospitalares, desde que devidamente comprovadas, efetuadas pela rede credenciada junto ao Sistema Único de Saúde, quando em caráter privado, vedada a cessão de direitos. (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF 2009)( (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)((Incluído pela Lei n (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) ((Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(. (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) ((Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(.(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(. (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)((Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(.(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(. (Produção de efeitos). § 3o As despesas de que trata o § 2o deste artigo em nenhuma hipótese poderão ser reembolsadas quando o atendimento for realizado pelo SUS, sob pena de descredenciamento do estabelecimento de saúde do SUS, sem prejuízo das demais penalidades previstas em lei. (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). Ao provocar uma profunda reformulação no sistema DPVAT, essa modificação normativa terminou por retirar a relevância da controvérsia constitucional que servia de pressuposto para a ação. Tanto assim que, atualmente, o debate mais relevante a respeito do seguro obrigatório está concentrado na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 4627, Rel. Min. Luiz Fux, que contesta a constitucionalidade da Medida Provisória 340/06 sob perspectiva diametralmente oposta a que se tem nesta ADPF, porquanto a tese lá encampada é a de que a estipulação das indenizações do DPVAT em valores fixos é que seria inconstitucional. Tudo isso acabou comprometendo também o juízo inicial que havia sido feito a respeito do requisito da subsidiariedade, uma vez que, com a supressão da relevância da controvérsia, restou eliminada, por consequência, a necessidade e a utilidade do processamento da presente arguição. Afinal, a solução dos casos concretos residuais a respeito de questão jurídica singela 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF 2009)( (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)((Incluído pela Lei n (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) ((Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(. (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) ((Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(.(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(. (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009) (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)((Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(.(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009)(. (Produção de efeitos). § 3o As despesas de que trata o § 2o deste artigo em nenhuma hipótese poderão ser reembolsadas quando o atendimento for realizado pelo SUS, sob pena de descredenciamento do estabelecimento de saúde do SUS, sem prejuízo das demais penalidades previstas em lei. (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Incluído pela Lei n 11.945, de 2009).(Incluído pela Lei n 11.945, de 2009). (Produção de efeitos). Ao provocar uma profunda reformulação no sistema DPVAT, essa modificação normativa terminou por retirar a relevância da controvérsia constitucional que servia de pressuposto para a ação. Tanto assim que, atualmente, o debate mais relevante a respeito do seguro obrigatório está concentrado na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 4627, Rel. Min. Luiz Fux, que contesta a constitucionalidade da Medida Provisória 340/06 sob perspectiva diametralmente oposta a que se tem nesta ADPF, porquanto a tese lá encampada é a de que a estipulação das indenizações do DPVAT em valores fixos é que seria inconstitucional. Tudo isso acabou comprometendo também o juízo inicial que havia sido feito a respeito do requisito da subsidiariedade, uma vez que, com a supressão da relevância da controvérsia, restou eliminada, por consequência, a necessidade e a utilidade do processamento da presente arguição. Afinal, a solução dos casos concretos residuais a respeito de questão jurídica singela 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF – relativa à existência, durante determinado período de tempo, de direito dos segurados ao recebimento da diferença entre o valor das indenizações pagas de acordo com a Resolução do CNSP e aquele que seria devido pela incidência do art. 3... da Lei 6.194/74, na sua redação anterior – poderá ser feita, sem qualquer prejuízo processual, nas instâncias ordinárias. (g.n.) ( ... ) Descaracterizada, assim, a relevância da controvérsia, fica prejudicado o objeto da arguição, o que induz à extinção deste processo sem apreciação de mérito, na linha do que tem sido assentado monocraticamente pelos Ministros dessa Corte em casos semelhantes, dentre os quais os seguintes: ADPF 8 MC, Min. Eros Grau, DJ de 18/05/2006; ADPF 86, Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 30/06/2006; ADPF 99, Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 05/03/2010; ADPF 207, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 17/02/2011. 3. Ante o exposto, julgo extinto o processo sem resolução de mérito, com base nos arts. 21, IX, do RISTF e 267, VI, do Código de Processo Civil. Publique-se. Intime-se. Brasília, 4 de fevereiro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente Sobre a questão, provocada, pronunciou-se a Procuradoria-Geral da República: Agravo regimental em arguição de descumprimento de preceito fundamental. Alegação de não recepção do art. y. da Lei 6.194, de 19 de dezembro de 1974. Vinculação ao salário mínimo do valor de indenizações decorrentes de danos pessoais resultantes de acidentes causados por veículos automotores de via terrestre (o chamado "seguro DPVAT"). Mérito. Revogação do dispositivo pela Medida Provisória 340, de 29 de dezembro 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF – relativa à existência, durante determinado período de tempo, de direito dos segurados ao recebimento da diferença entre o valor das indenizações pagas de acordo com a Resolução do CNSP e aquele que seria devido pela incidência do art. 3... da Lei 6.194/74, na sua redação anterior – poderá ser feita, sem qualquer prejuízo processual, nas instâncias ordinárias. (g.n.) ( ... ) Descaracterizada, assim, a relevância da controvérsia, fica prejudicado o objeto da arguição, o que induz à extinção deste processo sem apreciação de mérito, na linha do que tem sido assentado monocraticamente pelos Ministros dessa Corte em casos semelhantes, dentre os quais os seguintes: ADPF 8 MC, Min. Eros Grau, DJ de 18/05/2006; ADPF 86, Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 30/06/2006; ADPF 99, Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 05/03/2010; ADPF 207, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 17/02/2011. 3. Ante o exposto, julgo extinto o processo sem resolução de mérito, com base nos arts. 21, IX, do RISTF e 267, VI, do Código de Processo Civil. Publique-se. Intime-se. Brasília, 4 de fevereiro de 2014. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente Sobre a questão, provocada, pronunciou-se a Procuradoria-Geral da República: Agravo regimental em arguição de descumprimento de preceito fundamental. Alegação de não recepção do art. y. da Lei 6.194, de 19 de dezembro de 1974. Vinculação ao salário mínimo do valor de indenizações decorrentes de danos pessoais resultantes de acidentes causados por veículos automotores de via terrestre (o chamado "seguro DPVAT"). Mérito. Revogação do dispositivo pela Medida Provisória 340, de 29 de dezembro 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Relatório ADPF 95 AGR / DF de 2006, e, posteriormente, pela Lei 11.482, de 31 de maio de 2007. Estabelecimento de valores fixos para o quantum indenizatório. Alteração substancial da norma. A relevância da questão constitucional não subsiste. A solução das demandas judiciais remanescentes em torno do tema deve fazer-se pelas vias processuais do controle difuso de constitucionalidade, se for o caso. Perda de objeto. Prejuízo da arguição de descumprimento. Precedentes. Parecer pelo não provimento do agravo regimental. (g.n.) Em novembro (28) de 2016, foi pautado para Julgamento virtual do Agravo Regimental. Relativamente a esse, requereu-se o julgamento presencial em razão da relevância da matéria e como meio para possibilitar a presença da Representação da Agravante para eventual esclarecimento de matéria de fato. O Eminente Ministro Relator, o Ministro TEORI ZAVASCKI, rejeitou o pleito assentando que: 2. Não há motivos que justifiquem o pedido de destaque, pois (a) o julgamento em ambiente virtual não desabona o conteúdo da matéria em discussão, que será objeto de amplo conhecimento pelos demais membros da Corte; (b) a agravante não especifica qual seria o esclarecimento sobre matéria de fato necessário para o julgamento do caso, em razão do que prevalece a faculdade regimental conferida ao relator pelo art. 317, § 5..., do RISTF, com redação da Emenda Regimental 51/2016, de submissão do agravo interno a julgamento por meio eletrônico. Após os Votos dos Ministros DIAS TOFFOLI e EDSON FACHIN, que acompanharam o Voto do Relator, divergindo, apresentou destaque o Ministro GILMAR MENDES. É o relato do essencial. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF de 2006, e, posteriormente, pela Lei 11.482, de 31 de maio de 2007. Estabelecimento de valores fixos para o quantum indenizatório. Alteração substancial da norma. A relevância da questão constitucional não subsiste. A solução das demandas judiciais remanescentes em torno do tema deve fazer-se pelas vias processuais do controle difuso de constitucionalidade, se for o caso. Perda de objeto. Prejuízo da arguição de descumprimento. Precedentes. Parecer pelo não provimento do agravo regimental. (g.n.) Em novembro (28) de 2016, foi pautado para Julgamento virtual do Agravo Regimental. Relativamente a esse, requereu-se o julgamento presencial em razão da relevância da matéria e como meio para possibilitar a presença da Representação da Agravante para eventual esclarecimento de matéria de fato. O Eminente Ministro Relator, o Ministro TEORI ZAVASCKI, rejeitou o pleito assentando que: 2. Não há motivos que justifiquem o pedido de destaque, pois (a) o julgamento em ambiente virtual não desabona o conteúdo da matéria em discussão, que será objeto de amplo conhecimento pelos demais membros da Corte; (b) a agravante não especifica qual seria o esclarecimento sobre matéria de fato necessário para o julgamento do caso, em razão do que prevalece a faculdade regimental conferida ao relator pelo art. 317, § 5..., do RISTF, com redação da Emenda Regimental 51/2016, de submissão do agravo interno a julgamento por meio eletrônico. Após os Votos dos Ministros DIAS TOFFOLI e EDSON FACHIN, que acompanharam o Voto do Relator, divergindo, apresentou destaque o Ministro GILMAR MENDES. É o relato do essencial. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13964863. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 01/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Como bem anotado pelo saudoso Ministro TEORI ZAVASCKI, bem assim pelo Ministério Público Federal, deu-se uma profunda reformulação na sistemática do seguro DPVAT a partir de alteração normativa, o que terminou por se “retirar a relevância da controvérsia constitucional que servia de pressuposto para a ação”. S. Exa. ainda mais avançou para observar que “Tanto assim que, atualmente, o debate mais relevante a respeito do seguro obrigatório está concentrado na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 4627, Rel. Min. Luiz Fux, que contesta a constitucionalidade da Medida Provisória 340/06 ( ... )”. A referida ADI 4.627 (Rel. Min. LUIZ FUX, Pleno, DJe de 2/12/2014) suportou Decisão assim ementada: EMENTA: 1) SEGURO DPVAT. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEGITIMIDADE DA CNS PARA A PROPOSITURA DA PRESENTE AÇÃO. PERTINÊNCIA TEMÁTICA DA ATUAÇÃO DA REQUERENTE COM OS DESDOBRAMENTOS DAS ALTERAÇÕES PROMOVIDAS PELAS LEIS CONJURADAS NA REGULAMENTAÇÃO DO SEGURO DPVAT. 2) A PROCURAÇÃO COM PODERES ESPECÍFICOS PARA A PROPOSITURA DE ADI ATRELADA AOS AUTOS APÓS A DISTRIBUIÇÃO DA AÇÃO SUPRE A INCAPACIDADE POSTULATÓRIA AB ORIGINE. VÍCIO SANADO. 3) RELEVÂNCIA E URGÊNCIA PARA O TRATAMENTO DA MATÉRIA SEGURO DPVAT EM SEDE DE MEDIDA PROVISÓRIA. REQUISITOS PRESENTES. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Como bem anotado pelo saudoso Ministro TEORI ZAVASCKI, bem assim pelo Ministério Público Federal, deu-se uma profunda reformulação na sistemática do seguro DPVAT a partir de alteração normativa, o que terminou por se “retirar a relevância da controvérsia constitucional que servia de pressuposto para a ação”. S. Exa. ainda mais avançou para observar que “Tanto assim que, atualmente, o debate mais relevante a respeito do seguro obrigatório está concentrado na ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 4627, Rel. Min. Luiz Fux, que contesta a constitucionalidade da Medida Provisória 340/06 ( ... )”. A referida ADI 4.627 (Rel. Min. LUIZ FUX, Pleno, DJe de 2/12/2014) suportou Decisão assim ementada: EMENTA: 1) SEGURO DPVAT. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEGITIMIDADE DA CNS PARA A PROPOSITURA DA PRESENTE AÇÃO. PERTINÊNCIA TEMÁTICA DA ATUAÇÃO DA REQUERENTE COM OS DESDOBRAMENTOS DAS ALTERAÇÕES PROMOVIDAS PELAS LEIS CONJURADAS NA REGULAMENTAÇÃO DO SEGURO DPVAT. 2) A PROCURAÇÃO COM PODERES ESPECÍFICOS PARA A PROPOSITURA DE ADI ATRELADA AOS AUTOS APÓS A DISTRIBUIÇÃO DA AÇÃO SUPRE A INCAPACIDADE POSTULATÓRIA AB ORIGINE. VÍCIO SANADO. 3) RELEVÂNCIA E URGÊNCIA PARA O TRATAMENTO DA MATÉRIA SEGURO DPVAT EM SEDE DE MEDIDA PROVISÓRIA. REQUISITOS PRESENTES. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 95 AGR / DF 4) A COMPATIBILIDADE DAS NORMAS LEGAIS COM O TEXTO DA Lei Complementar n 95/98 ENCERRA CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL INSINDICÁVEL EM SEDE DE CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. 5) O PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE E OS ARTIGOS 196, 197 E 199 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA RESTAM IMACULADOS NA ALTERAÇÃO DA SISTEMÁTICA DO PAGAMENTO DO DPVAT QUE ENGENDROU COM O NOVEL SISTEMA SECURITÁRIO, POSTO HARMÔNICO COM AS NORMAS CONSTITUCIONAIS. 6) OS PRINCÍPIOS DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, DA PROPORCIONALIDADE E DA VEDAÇÃO AO RETROCESSO SOCIAL, MÁXIME DIANTE DOS MECANISMOS COMPENSATÓRIOS ENCARTADOS NA ORDEM NORMATIVA SUB JUDICE, RESTAM PRESERVADOS NA TABELA LEGAL PARA O CÁLCULO DA INDENIZAÇÃO DO SEGURO DPVAT. 7) O DIRIGISMO CONTRATUAL É CONSECTÁRIO DA NOVA DOGMÁTICA DO DIREITO CIVIL GRAVITANTE EM TORNO DO TEXTO CONSTITUCIONAL E LEGITIMADORA DA PROIBIÇÃO LEGAL DE CESSÃO DO CRÉDITO DO DPVAT. 8) O NOVEL REGRAMENTO DO SEGURO DPVAT NÃO IMPEDE AS VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO DE ELEGEREM OS HOSPITAIS PARTICULARES PARA O SEU ATENDIMENTO. 9) DIREITO À INCLUSÃO LEGAL DO ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA DO VALOR DA INDENIZAÇÃO DEVIDA A TÍTULO DE SEGURO DPVAT. NECESSIDADE DE INICIATIVA DO PODER COMPETENTE. 10) IMPROCEDÊNCIA DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE n 4.350 E 4.627. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 8... DA LEI n 11.482/07 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF 4) A COMPATIBILIDADE DAS NORMAS LEGAIS COM O TEXTO DA Lei Complementar n 95/98 ENCERRA CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL INSINDICÁVEL EM SEDE DE CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE. 5) O PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE E OS ARTIGOS 196, 197 E 199 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA RESTAM IMACULADOS NA ALTERAÇÃO DA SISTEMÁTICA DO PAGAMENTO DO DPVAT QUE ENGENDROU COM O NOVEL SISTEMA SECURITÁRIO, POSTO HARMÔNICO COM AS NORMAS CONSTITUCIONAIS. 6) OS PRINCÍPIOS DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA, DA PROPORCIONALIDADE E DA VEDAÇÃO AO RETROCESSO SOCIAL, MÁXIME DIANTE DOS MECANISMOS COMPENSATÓRIOS ENCARTADOS NA ORDEM NORMATIVA SUB JUDICE, RESTAM PRESERVADOS NA TABELA LEGAL PARA O CÁLCULO DA INDENIZAÇÃO DO SEGURO DPVAT. 7) O DIRIGISMO CONTRATUAL É CONSECTÁRIO DA NOVA DOGMÁTICA DO DIREITO CIVIL GRAVITANTE EM TORNO DO TEXTO CONSTITUCIONAL E LEGITIMADORA DA PROIBIÇÃO LEGAL DE CESSÃO DO CRÉDITO DO DPVAT. 8) O NOVEL REGRAMENTO DO SEGURO DPVAT NÃO IMPEDE AS VÍTIMAS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO DE ELEGEREM OS HOSPITAIS PARTICULARES PARA O SEU ATENDIMENTO. 9) DIREITO À INCLUSÃO LEGAL DO ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA DO VALOR DA INDENIZAÇÃO DEVIDA A TÍTULO DE SEGURO DPVAT. NECESSIDADE DE INICIATIVA DO PODER COMPETENTE. 10) IMPROCEDÊNCIA DAS AÇÕES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE n 4.350 E 4.627. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO DE DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. 8... DA LEI n 11.482/07 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 95 AGR / DF E DOS ARTS. 30 A 32 DA LEI n 11.945/09. (g.gn) Comungo da percepção de que uma modificação no estado de coisas normativo, base para o ajuizamento do instrumento ante cuja Decisão terminativa se interpôs a irresignação regimental de que ora se trata, termina por impedir o seu regular seguimento. É como venho enxergando a situação, valendo o entendimento a qualquer dos instrumentos hábeis ao controle de constitucionalidade. Cito: “A jurisdição constitucional abstrata brasileira não admite o ajuizamento ou a continuidade de ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo já revogado, substancialmente alterado ou cuja eficácia já tenha se exaurido, independentemente do fato de terem produzido efeitos concretos residuais (ADI 709, Rel. Min. PAULO BROSSARD, DJ de 20/6/1994, ADI 3.885, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJe de 28/6/2013; ADI 2.971 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 13/2/2015; ADI 5159, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 16/2/2016; e ADI 3.408 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 15/2/2017), sob pena de transformação da jurisdição constitucional em instrumento processual de proteção de situações jurídicas pessoais e concretas (ADI 649-5/RN, Pleno, Rel. Min. PAULO BROSSARD, DJ de 23/9/1994; ADI 870/DF QO, Pleno, Rel. Min. MOREIRA ALVES, DJ de 20/8/1993). Nas hipóteses de revogação do ato impugnado, antes do julgamento final da ação, ocorrerá a prejudicialidade da mesma, por perda do objeto, (ADI QO 748-3/RS, Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ de 15/102006). (ADI 4.919, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Decisão monocrática, DJE DE 16/6/2017) Na mesma linha, de minha Relatoria, as ADIs 2.594 (Decisão monocrática, DJe de 24/8/2017), 5.036 (Decisão monocrática, DJe de 27/9/2017) e 5.102 (Decisão monocrática, DJe de 27/9/2017). Especificamente, para casos cursados sob a forma de arguições de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF E DOS ARTS. 30 A 32 DA LEI n 11.945/09. (g.gn) Comungo da percepção de que uma modificação no estado de coisas normativo, base para o ajuizamento do instrumento ante cuja Decisão terminativa se interpôs a irresignação regimental de que ora se trata, termina por impedir o seu regular seguimento. É como venho enxergando a situação, valendo o entendimento a qualquer dos instrumentos hábeis ao controle de constitucionalidade. Cito: “A jurisdição constitucional abstrata brasileira não admite o ajuizamento ou a continuidade de ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo já revogado, substancialmente alterado ou cuja eficácia já tenha se exaurido, independentemente do fato de terem produzido efeitos concretos residuais (ADI 709, Rel. Min. PAULO BROSSARD, DJ de 20/6/1994, ADI 3.885, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno, DJe de 28/6/2013; ADI 2.971 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 13/2/2015; ADI 5159, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 16/2/2016; e ADI 3.408 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 15/2/2017), sob pena de transformação da jurisdição constitucional em instrumento processual de proteção de situações jurídicas pessoais e concretas (ADI 649-5/RN, Pleno, Rel. Min. PAULO BROSSARD, DJ de 23/9/1994; ADI 870/DF QO, Pleno, Rel. Min. MOREIRA ALVES, DJ de 20/8/1993). Nas hipóteses de revogação do ato impugnado, antes do julgamento final da ação, ocorrerá a prejudicialidade da mesma, por perda do objeto, (ADI QO 748-3/RS, Pleno, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJ de 15/102006). (ADI 4.919, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Decisão monocrática, DJE DE 16/6/2017) Na mesma linha, de minha Relatoria, as ADIs 2.594 (Decisão monocrática, DJe de 24/8/2017), 5.036 (Decisão monocrática, DJe de 27/9/2017) e 5.102 (Decisão monocrática, DJe de 27/9/2017). Especificamente, para casos cursados sob a forma de arguições de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 95 AGR / DF descumprimento de preceitos fundamentais, referencie-se, uma vez mais, à ADPF 207 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Decisão monocrática, DJe 17/2/2017), da qual colho a esclarecedora passagem: A Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra de sua Vice-Procuradora-Geral, Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, e aprovado por seu Procurador-Geral, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, opinou pela prejudicialidade da presente argüição, ante a perda superveniente de seu objeto. 2. De fato, é inequívoco que a autarquia estadual criada pela legislação ora impugnada, anterior à Constituição de 1988, foi expressa e integralmente extinta com a recente edição da Lei Estadual 11.918/2010, que, entre outras providências, devolveu ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia o pleno exercício das funções relativas à organização de seus serviços auxiliares e à gestão administrativa e financeira do Poder Judiciário local. É patente, portanto, a perda do objeto da presente ação, já que cessada em definitivo a vigência do diploma legal pré- constitucional nela apontado com a edição da Lei 11.918, de 16.6.2010, do Estado da Bahia. 3. Ante todo o exposto, nos termos do art. 21, IX, do RISTF, julgo prejudicada a presente argüição de descumprimento de preceito fundamental, em razão da perda de seu objeto. Arquivem-se os autos. Publique-se. Brasília, 11 de fevereiro de 2011. Ministra Ellen Gracie Relatora No caso de que aqui se cuida, o art. 3... da Lei 6.194/1974, que dispõe sobre o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, por sua carga, a pessoas transportadas ou não, objeto da Arguição, passou, desde o momento inaugural do processo, por modificações aprofundadas. Observe-se, a partir da reprodução sequencial abaixo, que o fundamento do questionamento 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF descumprimento de preceitos fundamentais, referencie-se, uma vez mais, à ADPF 207 (Rel. Min. ELLEN GRACIE, Decisão monocrática, DJe 17/2/2017), da qual colho a esclarecedora passagem: A Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra de sua Vice-Procuradora-Geral, Dra. Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira, e aprovado por seu Procurador-Geral, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, opinou pela prejudicialidade da presente argüição, ante a perda superveniente de seu objeto. 2. De fato, é inequívoco que a autarquia estadual criada pela legislação ora impugnada, anterior à Constituição de 1988, foi expressa e integralmente extinta com a recente edição da Lei Estadual 11.918/2010, que, entre outras providências, devolveu ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia o pleno exercício das funções relativas à organização de seus serviços auxiliares e à gestão administrativa e financeira do Poder Judiciário local. É patente, portanto, a perda do objeto da presente ação, já que cessada em definitivo a vigência do diploma legal pré- constitucional nela apontado com a edição da Lei 11.918, de 16.6.2010, do Estado da Bahia. 3. Ante todo o exposto, nos termos do art. 21, IX, do RISTF, julgo prejudicada a presente argüição de descumprimento de preceito fundamental, em razão da perda de seu objeto. Arquivem-se os autos. Publique-se. Brasília, 11 de fevereiro de 2011. Ministra Ellen Gracie Relatora No caso de que aqui se cuida, o art. 3... da Lei 6.194/1974, que dispõe sobre o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores de via terrestre, por sua carga, a pessoas transportadas ou não, objeto da Arguição, passou, desde o momento inaugural do processo, por modificações aprofundadas. Observe-se, a partir da reprodução sequencial abaixo, que o fundamento do questionamento 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 95 AGR / DF constitucional estava firmado na argumentação de que ferida a norma veiculada pelo art. 7..., IV, da Constituição Federal, que proclama vedação ao uso do salário-mínimo como indexador econômico: Art. 3... Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no artigo 2... compreendem as indenizações por morte, invalidez permanente e despesas de assistência médica e suplementares, nos valores que se seguem, por pessoa vitimada: a) - 40 (quarenta) vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no País - no caso de morte; b) - Até 40 (quarenta) vezes o valor do maior salário mínimo vigente no País - no caso de invalidez permanente; c) - Até 8 (oito) vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no País - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. (Redação original) [ ... ] Art. 3... Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2... desta Lei compreendem as indenizações por morte, invalidez permanente e despesas de assistência médica e suplementares, nos valores que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei 11.482/2017) [ ... ] Art.3... Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2... desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Medida Provisória 451/2008) [ ... ] 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF constitucional estava firmado na argumentação de que ferida a norma veiculada pelo art. 7..., IV, da Constituição Federal, que proclama vedação ao uso do salário-mínimo como indexador econômico: Art. 3... Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no artigo 2... compreendem as indenizações por morte, invalidez permanente e despesas de assistência médica e suplementares, nos valores que se seguem, por pessoa vitimada: a) - 40 (quarenta) vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no País - no caso de morte; b) - Até 40 (quarenta) vezes o valor do maior salário mínimo vigente no País - no caso de invalidez permanente; c) - Até 8 (oito) vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no País - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. (Redação original) [ ... ] Art. 3... Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2... desta Lei compreendem as indenizações por morte, invalidez permanente e despesas de assistência médica e suplementares, nos valores que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei 11.482/2017) [ ... ] Art.3... Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2... desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Medida Provisória 451/2008) [ ... ] 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ADPF 95 AGR / DF Art. 3... Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2... desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei 11.945/2009) a) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) b) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) c) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) I - R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de morte; (Redação dada pela Lei 11.482/2007) II - até R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de invalidez permanente; e (Redação dada pela Lei 11.482/2007) III - até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. [ ... ] De ser preservada a Decisão agravada, na exata medida em que a vinculação ao salário-mínimo prevista pelo art. 3... da Lei 6.194/1974, que se pretendia inconstitucional, não mais vige. Eventuais demandas por solução de casos concretos deverão ser realizadas com emprego de outros meios processuais e em outras instâncias. Assim posto, VOTO por NEGAR PROVIMENTO ao AGRAVO INTERNO, mantida a Decisão de EXTINÇÃO DO PROCESSO RELATIVO À ADPF 95, SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Supremo Tribunal Federal ADPF 95 AGR / DF Art. 3... Os danos pessoais cobertos pelo seguro estabelecido no art. 2... desta Lei compreendem as indenizações por morte, por invalidez permanente, total ou parcial, e por despesas de assistência médica e suplementares, nos valores e conforme as regras que se seguem, por pessoa vitimada: (Redação dada pela Lei 11.945/2009) a) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) b) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) c) (revogada); (Redação dada pela Lei 11.482/2007) I - R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de morte; (Redação dada pela Lei 11.482/2007) II - até R$ 13.500,00 (treze mil e quinhentos reais) - no caso de invalidez permanente; e (Redação dada pela Lei 11.482/2007) III - até R$ 2.700,00 (dois mil e setecentos reais) - como reembolso à vítima - no caso de despesas de assistência médica e suplementares devidamente comprovadas. [ ... ] De ser preservada a Decisão agravada, na exata medida em que a vinculação ao salário-mínimo prevista pelo art. 3... da Lei 6.194/1974, que se pretendia inconstitucional, não mais vige. Eventuais demandas por solução de casos concretos deverão ser realizadas com emprego de outros meios processuais e em outras instâncias. Assim posto, VOTO por NEGAR PROVIMENTO ao AGRAVO INTERNO, mantida a Decisão de EXTINÇÃO DO PROCESSO RELATIVO À ADPF 95, SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747891416. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Impedimento 01/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) :SÉRGIO BERMUDES INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, assento impedimento. Estou vendo no cabeçalho que figura como representante da Confederação agravante o Doutor Sergio Bermudes. Tenho parente consanguíneo, em terceiro grau, atuando nesse escritório de advocacia. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748028885. Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) :SÉRGIO BERMUDES INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, assento impedimento. Estou vendo no cabeçalho que figura como representante da Confederação agravante o Doutor Sergio Bermudes. Tenho parente consanguíneo, em terceiro grau, atuando nesse escritório de advocacia. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748028885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 01/08/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) : SÉRGIO BERMUDES (2192A/DF) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental, mantida a decisão de extinção do processo sem resolução de mérito. Impedidos os Ministros Luiz Fux e Marco Aurélio. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1....8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747906625 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 95 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO - CONSIF ADV.(A/S) : SÉRGIO BERMUDES (2192A/DF) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental, mantida a decisão de extinção do processo sem resolução de mérito. Impedidos os Ministros Luiz Fux e Marco Aurélio. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1....8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747906625 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 95 AGR / DF", "Arguição", "Arguição", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 95", "ADI ) 4627", "ADPF 95 AGR /", "ação direta", "ADI ) 4627", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 8 MC", "ADPF 86", "ADPF 99", "ADPF 207", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 8 MC", "ADPF 86", "ADPF 99", "ADPF 207", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 95 AGR / DF de 2006", "ADI ) 4627", "ADI 4 . 627", "ADI", "ADI 4 . 627", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 95 AGR / DF", "ADI 709", "ADI 3 . 885", "ADI 2 . 971 AgR", "ADI 5159", "ADI 3 . 408 AgR", "ADI", "-", "ADI 870 / DF QO", "ADI QO 748 - 3 / RS", "ADI 4 . 919", "ADIs 2 . 594", "ADPF 95 AGR / DF", "ADI 709", "ADI 3 . 885", "ADI 2 . 971 AgR", "ADI 5159", "ADI 3 . 408 AgR", "ADI 649 - 5 / RN", "ADI 870 / DF QO", "ADI QO 748 - 3 / RS", "ADI 4 . 919", "ADIs 2 . 594", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 207", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 207", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 95 AGR", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 95 AGR / DF", "ADPF 95" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 3 . . . DA LEI 6 . 194 / 1974", "Lei 6 . 194 / 1974", "Medida Provisória 340 / 2006", "Lei 11 . 482 / 2007", "Medida Provisória 451 / 2008", "Lei 11 . 945 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 3 . . . da Lei 6 . 194 / 1974", "Lei 9 . 882 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 3 . . . da Lei 6 . 194 / 1974", "Lei 9 . 882 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . da", "Lei 6 . 194 / 74", "Resolução 138 / 2005 do CNSP", "Resolução 128 / 2005 do CNSP", "art . 3 . . . da Lei 6 . 194 / 74", "art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal de 1988", "artigo 3 . . . da Lei 6 . 194 / 74", "Medida Provisória 340", "Lei 11 . 482", "art .", "Lei 6 . 194 / 74", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . da Lei 6 . 194 / 74", "Resolução 138 / 2005 do CNSP", "Resolução 128 / 2005 do CNSP", "art . 3 . . . da Lei 6 . 194 / 74", "art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal de 1988", "artigo 3 . . . da Lei 6 . 194 / 74", "Medida Provisória 340", "Lei 11 . 482", "Lei 6 . 194 / 74", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 482", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Medida Provisória 340 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Lei n 11 . 945", "Medida Provisória 340 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . da Lei 6 . 194 / 74", "arts . 21 , IX , do RISTF", "267 , VI , do Código de Processo Civil", "art . y . da Lei 6 . 194", "Medida Provisória 340", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . da Lei 6 . 194 / 74", "arts . 21 , IX , do RISTF", "267 , VI , do Código de Processo Civil", "art . y . da Lei 6 . 194", "Medida Provisória 340", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 482", "art . 317 , § 5 . . . , do RISTF", "Emenda Regimental 51 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "/", "2001", "Lei 11 . 482", "art . 317 , § 5 . . . , do RISTF", "Emenda Regimental 51 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória 340 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória 340 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 95 / 98", "ARTIGOS 196 , 197 E 199 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 8 . . . DA LEI n 11 . 482 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 95 / 98", "ARTIGOS 196 , 197", "ART . 8 . . . DA LEI n 11 . 482 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 30 A 32 DA LEI n 11 . 945 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 30 A 32 DA LEI n 11 . 945 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Lei Estadual 11 . 918 / 2010", "Lei 11 . 918", "art . 21 , IX , do RISTF", "art", "Lei 6 . 194 / 1974", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Lei Estadual 11 . 918 / 2010", "Lei 11 . 918", "art . 3 . . . da Lei 6 . 194 / 1974", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal", "Lei 11 . 482 / 2017", "Medida Provisória 451 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal", "Lei 11 . 482 / 2017", "Medida Provisória 451 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 945 / 2009", "Lei 11 . 482 / 2007", "Lei 11 . 482 / 2007", "Lei 11 . 482 / 2007", "Lei 11 . 482 / 2007", "Lei 11 . 482 / 2007", "art . 3 . . . da Lei 6 . 194 / 1974", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 945 / 2009", "Lei 11 . 482 / 2007", "Lei 11 . 482 / 2007", "Lei 11 . 482 / 2007", "Lei 11 . 482 / 2007", "Lei 11 . 482 / 2007", "art . 3 . . . da Lei 6 . 194 / 1974", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Estado da Bahia", "Brasília", "Estado da Bahia", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "UNIÃO", "CONGRESSO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO", "CONSIF", "UNIÃO", "CONGRESSO", "Confederação Nacional do Sistema Financeiro", "CONSIF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO", "CONSIF", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "Confederação Nacional do Sistema Financeiro", "CONSIF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CNSP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CNSP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Sistema Único de Saúde", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Sistema Único de Saúde", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUS", "SUS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUS", "SUS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CNSP", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CNSP", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Ministério Público Federal", "CNS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "ADPF", "95", "AGR", "/", "DF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "Pleno", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal de Justiça do Estado da Bahia", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO", "CONSIF", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO", "CONSIF", "UNIÃO", "CONGRESSO NACIONAL", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO SISTEMA FINANCEIRO", "CONSIF", "UNIÃO", "CONGRESSO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "SÉRGIO BERMUDES", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SÉRGIO BERMUDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SÉRGIO BERMUDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "TEORI ZAVASCKI", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "TEORI ZAVASCKI", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "TEORI ZAVASCKI", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO BROSSARD", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "PAULO BROSSARD", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO BROSSARD", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "PAULO BROSSARD", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELLEN GRACIE", "Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Ellen Gracie", "ELLEN GRACIE", "Deborah Macedo Duprat de Britto Pereira", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Ellen Gracie", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SÉRGIO BERMUDES", "MARCO AURÉLIO", "Sergio Bermudes", "ALEXANDRE DE MORAES", "SÉRGIO BERMUDES", "MARCO AURÉLIO", "Sergio Bermudes", "NA", "ALEXANDRE DE MORAES", "SÉRGIO BERMUDES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Raquel Elias Ferreira Dodge", "ALEXANDRE DE MORAES", "SÉRGIO BERMUDES", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Raquel Elias Ferreira Dodge", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1 . . . de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2006", "29 de dezembro de 2009", "31 de maio de 2007", "2009", "2009", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2006", "29 de dezembro de 2009", "31 de maio de 2007", "2009", "2009", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2009", "2007", "2007", "2007", "2007", "2007", "2007", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2009", "2007", "2007", "2007", "2007", "2007", "2007", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "4", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "4", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2006", "30", "/", "06", "/", "2006", "05", "/", "03", "/", "2010", "17", "/", "02", "/", "2011", "4 de fevereiro de 2014", "19 de dezembro de 1974", "29 de dezembro 6", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2006", "30", "/", "06", "/", "2006", "05", "/", "03", "/", "2010", "17", "/", "02", "/", "2011", "4 de fevereiro de 2014", "19 de dezembro de 1974", "29 de dezembro 6", "24", "/", "08", "/", "2001", "2006", "31 de maio de 2007", "novembro", "28 ) de 2016", "24", "/", "08", "31 de maio de 2007", "novembro", "28", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "2", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "2", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "6", "/", "1994", "28", "/", "6", "/", "2013", "13", "/", "2", "/", "2015", "16", "/", "2", "/", "2016", "15", "/", "2", "/", "2017", "23", "/", "9", "/", "1994", "20", "/", "8", "/", "1993", "15", "/", "102006", "16", "/", "6", "/", "2017", "24", "/", "8", "/", "2017", "27", "/", "9", "/", "2017", "27", "/", "9", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "6", "/", "1994", "28", "/", "6", "/", "2013", "13", "/", "2", "/", "2015", "16", "/", "2", "/", "2016", "15", "/", "2", "/", "2017", "23", "/", "9", "/", "1994", "20", "/", "8", "/", "1993", "15", "/", "102006", "16", "/", "6", "/", "2017", "24", "/", "8", "/", "2017", "27", "/", "9", "/", "2017", "27", "/", "9", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "2", "/", "2017", "16", ".", "6", ".", "2010", "11 de fevereiro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "2", "/", "2017", "16", ".", "6", ".", "2010", "11 de fevereiro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ADMINISTRATIVO. DIFERENÇA DE IDADE PARA INGRESSO NA CARREIRA DE OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR ENTRE CANDIDATOS CIVIS E INTEGRANTES DO QUADRO DA PMAM. VIOLAÇÃO DA ISONOMIA ENTRE OS CANDIDATOS. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. PRECEDENTES. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 22 a 28.6.2018, por unanimidade, negou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851082. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1054768 AGR / AM provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851082. Supremo Tribunal Federal ARE 1054768 AGR / AM provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851082. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ADMINISTRATIVO. DIFERENÇA DE IDADE PARA INGRESSO NA CARREIRA DE OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR ENTRE CANDIDATOS CIVIS E INTEGRANTES DO QUADRO DA PMAM. VIOLAÇÃO DA ISONOMIA ENTRE OS CANDIDATOS. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. PRECEDENTES. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851079. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ADMINISTRATIVO. DIFERENÇA DE IDADE PARA INGRESSO NA CARREIRA DE OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR ENTRE CANDIDATOS CIVIS E INTEGRANTES DO QUADRO DA PMAM. VIOLAÇÃO DA ISONOMIA ENTRE OS CANDIDATOS. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. PRECEDENTES. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1054768 AGR / AM “Inicialmente, cumpre-se ressaltar que os julgados aludidos na decisão monocrática ora agravada não foram apreciados com base na sistemática da repercussão geral ou dos recursos repetitivos, não possuindo, com isso, efeito vinculante. Outrossim, a decisão invocada na decisão não demonstra pertinência com o caso concreto. […] Cumpre destacar que a decisão que afasta a incidência de um dispositivo legal (no caso o artigo 22, § 2º, da Lei Estadual n. 3.498/2010, acrescentado pela Lei Estadual n. 3.732/2012), por reputá-lo incompatível com um princípio constitucional, deve obedecer à reserva de plenário, conforme restou consagrado na Súmula Vinculante 10, do próprio STF.” (doc. 19, fls. 3-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851079. Supremo Tribunal Federal ARE 1054768 AGR / AM “Inicialmente, cumpre-se ressaltar que os julgados aludidos na decisão monocrática ora agravada não foram apreciados com base na sistemática da repercussão geral ou dos recursos repetitivos, não possuindo, com isso, efeito vinculante. Outrossim, a decisão invocada na decisão não demonstra pertinência com o caso concreto. […] Cumpre destacar que a decisão que afasta a incidência de um dispositivo legal (no caso o artigo 22, § 2º, da Lei Estadual n. 3.498/2010, acrescentado pela Lei Estadual n. 3.732/2012), por reputá-lo incompatível com um princípio constitucional, deve obedecer à reserva de plenário, conforme restou consagrado na Súmula Vinculante 10, do próprio STF.” (doc. 19, fls. 3-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que é inconstitucional a fixação de limites etários diferentes para o candidato civil e para aqueles que já são integrantes da carreira militar. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. CONCURSO PÚBLICO. BOMBEIRO MILITAR. LIMITE DE IDADE. Constitui discriminação inconstitucional o critério utilizado pela administração quando fixou limites diferentes de idade para o candidato civil e para aqueles que já são militares. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 586.088-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe de 19/6/2009) “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. CONCURSO PÚBLICO. MÉDICO MILITAR. LIMITE DE IDADE. 1. O recorrido, aprovado em concurso público para Primeiro Tenente Médico Policial Militar do Quadro de Oficiais de Saúde do Estado de São Paulo, não pôde ser empossado, sob o argumento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que é inconstitucional a fixação de limites etários diferentes para o candidato civil e para aqueles que já são integrantes da carreira militar. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. CONCURSO PÚBLICO. BOMBEIRO MILITAR. LIMITE DE IDADE. Constitui discriminação inconstitucional o critério utilizado pela administração quando fixou limites diferentes de idade para o candidato civil e para aqueles que já são militares. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 586.088-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe de 19/6/2009) “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. CONCURSO PÚBLICO. MÉDICO MILITAR. LIMITE DE IDADE. 1. O recorrido, aprovado em concurso público para Primeiro Tenente Médico Policial Militar do Quadro de Oficiais de Saúde do Estado de São Paulo, não pôde ser empossado, sob o argumento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1054768 AGR / AM que, na época da inscrição para o certame, tinha mais de 35 anos de idade. 2. Edital que fixou idade máxima, em concurso para médico militar, apenas para inscrição de candidatos civis. A Corte de origem afastou essa diferenciação e determinou a posse do recorrido. 3. Se o bom desempenho das atividades de médico da Polícia Militar demanda a força física peculiar ao jovem, a exigência de 35 anos de idade máxima deveria ser atribuída a todo e qualquer candidato e não apenas aos civis. Fica claro que a distinção em debate foi criada para favorecer os militares. Precedente: RMS 21.046. 4. Agravo regimental improvido.” (RE 215.988-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18/11/2005) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Supremo Tribunal Federal ARE 1054768 AGR / AM que, na época da inscrição para o certame, tinha mais de 35 anos de idade. 2. Edital que fixou idade máxima, em concurso para médico militar, apenas para inscrição de candidatos civis. A Corte de origem afastou essa diferenciação e determinou a posse do recorrido. 3. Se o bom desempenho das atividades de médico da Polícia Militar demanda a força física peculiar ao jovem, a exigência de 35 anos de idade máxima deveria ser atribuída a todo e qualquer candidato e não apenas aos civis. Fica claro que a distinção em debate foi criada para favorecer os militares. Precedente: RMS 21.046. 4. Agravo regimental improvido.” (RE 215.988-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18/11/2005) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do CPC/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1054768 AGR / AM Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Supremo Tribunal Federal ARE 1054768 AGR / AM Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735193 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735193 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747854401
2018-06-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ADMINISTRATIVO. DIFERENÇA DE IDADE PARA INGRESSO NA CARREIRA DE OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR ENTRE CANDIDATOS CIVIS E INTEGRANTES DO QUADRO DA PMAM. VIOLAÇÃO DA ISONOMIA ENTRE OS CANDIDATOS. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. PRECEDENTES. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur388260
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, LIMITE DE IDADE) RE 215988 AgR (2ªT), AI 586088 AgR (1ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) AI 552492 AgR (1ªT), ARE 827024 AgR (1ªT), ARE 878103 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 13/08/2018, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1054768
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00085 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1054768 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ADMINISTRATIVO. DIFERENÇA DE IDADE PARA INGRESSO NA CARREIRA DE OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR ENTRE CANDIDATOS CIVIS E INTEGRANTES DO QUADRO DA PMAM. VIOLAÇÃO DA ISONOMIA ENTRE OS CANDIDATOS. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 22 a 28.6.2018, por unanimidade, negou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851082. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1054768 AGR / AM provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851082. Supremo Tribunal Federal ARE 1054768 AGR / AM provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851082. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ADMINISTRATIVO. DIFERENÇA DE IDADE PARA INGRESSO NA CARREIRA DE OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR ENTRE CANDIDATOS CIVIS E INTEGRANTES DO QUADRO DA PMAM. VIOLAÇÃO DA ISONOMIA ENTRE OS CANDIDATOS. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851079. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. ADMINISTRATIVO. DIFERENÇA DE IDADE PARA INGRESSO NA CARREIRA DE OFICIAIS DA POLÍCIA MILITAR ENTRE CANDIDATOS CIVIS E INTEGRANTES DO QUADRO DA PMAM. VIOLAÇÃO DA ISONOMIA ENTRE OS CANDIDATOS. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1054768 AGR / AM “Inicialmente, cumpre-se ressaltar que os julgados aludidos na decisão monocrática ora agravada não foram apreciados com base na sistemática da repercussão geral ou dos recursos repetitivos, não possuindo, com isso, efeito vinculante. Outrossim, a decisão invocada na decisão não demonstra pertinência com o caso concreto. […] Cumpre destacar que a decisão que afasta a incidência de um dispositivo legal (no caso o artigo 22, § 2..., da Lei Estadual n. 3.498/2010, acrescentado pela Lei Estadual n. 3.732/2012), por reputá-lo incompatível com um princípio constitucional, deve obedecer à reserva de plenário, conforme restou consagrado na Súmula Vinculante 10, do próprio Supremo Tribunal Federal.” (doc. 19, fls. 3-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851079. Supremo Tribunal Federal ARE 1054768 AGR / AM “Inicialmente, cumpre-se ressaltar que os julgados aludidos na decisão monocrática ora agravada não foram apreciados com base na sistemática da repercussão geral ou dos recursos repetitivos, não possuindo, com isso, efeito vinculante. Outrossim, a decisão invocada na decisão não demonstra pertinência com o caso concreto. […] Cumpre destacar que a decisão que afasta a incidência de um dispositivo legal (no caso o artigo 22, § 2..., da Lei Estadual n. 3.498/2010, acrescentado pela Lei Estadual n. 3.732/2012), por reputá-lo incompatível com um princípio constitucional, deve obedecer à reserva de plenário, conforme restou consagrado na Súmula Vinculante 10, do próprio Supremo Tribunal Federal.” (doc. 19, fls. 3-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851079. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que é inconstitucional a fixação de limites etários diferentes para o candidato civil e para aqueles que já são integrantes da carreira militar. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. CONCURSO PÚBLICO. BOMBEIRO MILITAR. LIMITE DE IDADE. Constitui discriminação inconstitucional o critério utilizado pela administração quando fixou limites diferentes de idade para o candidato civil e para aqueles que já são militares. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 586.088-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe de 19/6/2009) “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. CONCURSO PÚBLICO. MÉDICO MILITAR. LIMITE DE IDADE. 1. O recorrido, aprovado em concurso público para Primeiro Tenente Médico Policial Militar do Quadro de Oficiais de Saúde do Estado de São Paulo, não pôde ser empossado, sob o argumento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que o acórdão recorrido está em harmonia com a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que é inconstitucional a fixação de limites etários diferentes para o candidato civil e para aqueles que já são integrantes da carreira militar. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. CONCURSO PÚBLICO. BOMBEIRO MILITAR. LIMITE DE IDADE. Constitui discriminação inconstitucional o critério utilizado pela administração quando fixou limites diferentes de idade para o candidato civil e para aqueles que já são militares. Precedente. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 586.088-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe de 19/6/2009) “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA ISONOMIA. CONCURSO PÚBLICO. MÉDICO MILITAR. LIMITE DE IDADE. 1. O recorrido, aprovado em concurso público para Primeiro Tenente Médico Policial Militar do Quadro de Oficiais de Saúde do Estado de São Paulo, não pôde ser empossado, sob o argumento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1054768 AGR / AM que, na época da inscrição para o certame, tinha mais de 35 anos de idade. 2. Edital que fixou idade máxima, em concurso para médico militar, apenas para inscrição de candidatos civis. A Corte de origem afastou essa diferenciação e determinou a posse do recorrido. 3. Se o bom desempenho das atividades de médico da Polícia Militar demanda a força física peculiar ao jovem, a exigência de 35 anos de idade máxima deveria ser atribuída a todo e qualquer candidato e não apenas aos civis. Fica claro que a distinção em debate foi criada para favorecer os militares. Precedente: RMS 21.046. 4. Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 215.988-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18/11/2005) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Supremo Tribunal Federal ARE 1054768 AGR / AM que, na época da inscrição para o certame, tinha mais de 35 anos de idade. 2. Edital que fixou idade máxima, em concurso para médico militar, apenas para inscrição de candidatos civis. A Corte de origem afastou essa diferenciação e determinou a posse do recorrido. 3. Se o bom desempenho das atividades de médico da Polícia Militar demanda a força física peculiar ao jovem, a exigência de 35 anos de idade máxima deveria ser atribuída a todo e qualquer candidato e não apenas aos civis. Fica claro que a distinção em debate foi criada para favorecer os militares. Precedente: RMS 21.046. 4. Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 215.988-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ de 18/11/2005) Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se manifestamente infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destarte, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, a qual fixo em 5% (cinco por cento) do valor corrigido da causa (precedentes: AI 552.492-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 7/3/2016; ARE 827.024-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016; ARE 878.103- AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 25/2/2016). Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente agravo foi interposto sob a égide da nova lei processual, o que conduziria à aplicação de sucumbência recursal. Nada obstante, por não ter havido condenação ao pagamento de honorários advocatícios no Tribunal a quo, fica impossibilitada a sua majoração, nos termos do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1054768 AGR / AM Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Supremo Tribunal Federal ARE 1054768 AGR / AM Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno e, mercê do intuito protelatório da parte, aplico ao agravante a multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor corrigido da causa (artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015). É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851080. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735193 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.054.768 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com aplicação da multa prevista no artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735193 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 1054768 AGR / AM", "ARE 1054768 AGR /", "ARE 1054768 AGR / AM", "Súmula Vinculante 10", "ARE 1054768 AGR", "Súmula Vinculante 10 ,", "AGRAVO 1 . 054 . 768", "Recurso Extraordinário 586 . 088 - AgR", "Recurso Extraordinário 586 . 088 - AgR", "RMS 21 . 046 . 4", "Recurso Extraordinário 215 . 988 - AgR", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 1054768 AGR / AM", "RMS 21 . 046 .", "215", ".", "988", "-", "AgR", "AI 552 . 492 - AgR", "ARE 827 . 024 - AgR", "ARE 878 . 103 - AgR", "ARE 1054768 AGR / AM" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 , § 2 . . . , da", "Lei Estadual n . 3 . 498 / 2010", "Lei Estadual n . 3 . 732 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 , § 2 . . . , da Lei Estadual n . 3 . 498 / 2010", "Lei Estadual n . 3 . 732 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "Brasília", "Brasília", "AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "AMAZONAS", "AMAZONAS", "AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS", "ESTADO DO AMAZONAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS", "PMAM", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS", "PMAM", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS", "PMAM", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Quadro de Oficiais de Saúde do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "AM", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Eros Grau", "LUIZ FUX", "Eros Grau", "LUIZ FUX", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Ellen Gracie", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "22 a 28 . 6 . 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "19", "/", "6", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "19", "/", "6", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "2005", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "2005", "7", "/", "3", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "25", "/", "2", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NEWTON GARCIA BITTENCOURT ADV.(A/S) :LUCIANA GUARAGNI ZANIN AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DEVOLUÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 1º, III, 5º, LIV, 37 e 194 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753099. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 1109657 AGR / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 20 a 26 de abril de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753099. Supremo Tribunal Federal RE 1109657 AGR / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 20 a 26 de abril de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753099. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NEWTON GARCIA BITTENCOURT ADV.(A/S) :LUCIANA GUARAGNI ZANIN AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 1º, III, 5º, LIV, 37 e 194 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão que, em parte, reproduzo: “Trata-se de recurso inominado interposto pela parte autora contra a sentença que julgou improcedente o pedido de restituição de contribuições previdenciárias pagas em razão de remuneração percebida por atividade prestada após a aposentadoria. A recorrente sustenta, em suma, que é inconstitucional a contribuição, porque contraria o caráter substantivo do princípio constitucional da isonomia, não havendo razão para se exigir dos contribuintes aposentados empregados, segurados obrigatórios, as contribuições incidentes sobre sua remuneração. As razões apresentadas pelo recorrente são insuficientes para modificar a sentença recorrida, motivo pelo qual colho o ensejo para me reportar aos seus fundamentos, adotando-os para decidir: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NEWTON GARCIA BITTENCOURT ADV.(A/S) :LUCIANA GUARAGNI ZANIN AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 1º, III, 5º, LIV, 37 e 194 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão que, em parte, reproduzo: “Trata-se de recurso inominado interposto pela parte autora contra a sentença que julgou improcedente o pedido de restituição de contribuições previdenciárias pagas em razão de remuneração percebida por atividade prestada após a aposentadoria. A recorrente sustenta, em suma, que é inconstitucional a contribuição, porque contraria o caráter substantivo do princípio constitucional da isonomia, não havendo razão para se exigir dos contribuintes aposentados empregados, segurados obrigatórios, as contribuições incidentes sobre sua remuneração. As razões apresentadas pelo recorrente são insuficientes para modificar a sentença recorrida, motivo pelo qual colho o ensejo para me reportar aos seus fundamentos, adotando-os para decidir: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 1109657 AGR / RS [….] O autor, no período postulado, efetuou recolhimentos como empregado (1- CNIS4), segurado obrigatório. A contribuição previdenciária tem por fato gerador o exercício de atividade abrangida pele regime geral de previdência social, obrigando o segurado ao recolhimento. Assim, mesmo recebendo benefício previdenciário, caso venha a exerceratividade que o qualifique como segurado obrigatório, estará sujeito ao recolhimento do tributo, como é o caso do autor que mesmo após a aposentadoria continuou exercendo atividade laborativa como segurado empregado. Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a legalidade da incidência da contribuição previdenciária em tais situações, conforme recente julgado que ora colaciono, in verbis: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (RE 430418 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 18/03/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 084 DIVULG 05-05-2014 PUBLIC 06-05- 2014). Tendo solucionado adequadamente a lide e por estar em harmonia com o entendimento deste Colegiado que, inclusive, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Supremo Tribunal Federal RE 1109657 AGR / RS [….] O autor, no período postulado, efetuou recolhimentos como empregado (1- CNIS4), segurado obrigatório. A contribuição previdenciária tem por fato gerador o exercício de atividade abrangida pele regime geral de previdência social, obrigando o segurado ao recolhimento. Assim, mesmo recebendo benefício previdenciário, caso venha a exerceratividade que o qualifique como segurado obrigatório, estará sujeito ao recolhimento do tributo, como é o caso do autor que mesmo após a aposentadoria continuou exercendo atividade laborativa como segurado empregado. Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a legalidade da incidência da contribuição previdenciária em tais situações, conforme recente julgado que ora colaciono, in verbis: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (RE 430418 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 18/03/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 084 DIVULG 05-05-2014 PUBLIC 06-05- 2014). Tendo solucionado adequadamente a lide e por estar em harmonia com o entendimento deste Colegiado que, inclusive, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RE 1109657 AGR / RS já teve oportunidade de se manifestar sobre o tema nos autos dos RECURSOS CÍVEIS Nºs 5005236-63.2015.404.7115/RS e 5012171- 27.2016.4.04.7102/RS, a sentença recorrida merece ser confirmada pelos seus próprios fundamentos, nos termos do artigo 46 da Lei 9.099/1995, combinado com artigo 1º da Lei 10.259/2001. Os fundamentos do acórdão, pois, são os mesmos fundamentos da sentença, na qual todas as alegações já foram analisadas. A decisão da Turma Recursal, assim proferida, no âmbito dos Juizados Especiais, é suficiente para interposição de quaisquer recursos posteriores. O prequestionamento é desnecessário no âmbito dos Juizados Especiais Federais. Isso porque o Artigo 46 da Lei 9.099/95 dispensa a fundamentação do acórdão. Com isso, nos pedidos de uniformização de jurisprudência não há qualquer exigência de que a matéria tenha sido prequestionada. Para o recebimento de Recurso Extraordinário, igualmente, não se há de exigir, tendo em vista a expressa dispensa pela lei de regência dos Juizados Especiais, o que diferencia do processo comum ordinário. Todavia, se assim quer o recorrente, dou expressamente por prequestionados todos os dispositivos indicados pelas partes nos presentes autos, para fins do art. 102, III, da Constituição Federal, respeitadas as disposições do art. 14, caput e parágrafos e art. 15, caput, da Lei nº 10.259, de 12.07.2001. A repetição dos dispositivos é desnecessária, para evitar tautologia. Condeno a parte recorrente vencida (art. 55 da Lei 9.099/1995) ao pagamento de honorários advocatícios, os quais fixo em 10% sobre o valor da condenação ou, não havendo condenação, 10% sobre o valor da causa atualizado. Em qualquer das hipóteses o montante não deverá ser inferior ao valor máximo previsto na tabela da Justiça Federal para a remuneração dos Advogados Dativos nomeados como auxiliares no âmbito dos JEFs (Resolução-CJF nº 305/2014, Tabela IV). Exigibilidade suspensa em caso de deferimento da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Supremo Tribunal Federal RE 1109657 AGR / RS já teve oportunidade de se manifestar sobre o tema nos autos dos RECURSOS CÍVEIS Nºs 5005236-63.2015.404.7115/RS e 5012171- 27.2016.4.04.7102/RS, a sentença recorrida merece ser confirmada pelos seus próprios fundamentos, nos termos do artigo 46 da Lei 9.099/1995, combinado com artigo 1º da Lei 10.259/2001. Os fundamentos do acórdão, pois, são os mesmos fundamentos da sentença, na qual todas as alegações já foram analisadas. A decisão da Turma Recursal, assim proferida, no âmbito dos Juizados Especiais, é suficiente para interposição de quaisquer recursos posteriores. O prequestionamento é desnecessário no âmbito dos Juizados Especiais Federais. Isso porque o Artigo 46 da Lei 9.099/95 dispensa a fundamentação do acórdão. Com isso, nos pedidos de uniformização de jurisprudência não há qualquer exigência de que a matéria tenha sido prequestionada. Para o recebimento de Recurso Extraordinário, igualmente, não se há de exigir, tendo em vista a expressa dispensa pela lei de regência dos Juizados Especiais, o que diferencia do processo comum ordinário. Todavia, se assim quer o recorrente, dou expressamente por prequestionados todos os dispositivos indicados pelas partes nos presentes autos, para fins do art. 102, III, da Constituição Federal, respeitadas as disposições do art. 14, caput e parágrafos e art. 15, caput, da Lei nº 10.259, de 12.07.2001. A repetição dos dispositivos é desnecessária, para evitar tautologia. Condeno a parte recorrente vencida (art. 55 da Lei 9.099/1995) ao pagamento de honorários advocatícios, os quais fixo em 10% sobre o valor da condenação ou, não havendo condenação, 10% sobre o valor da causa atualizado. Em qualquer das hipóteses o montante não deverá ser inferior ao valor máximo previsto na tabela da Justiça Federal para a remuneração dos Advogados Dativos nomeados como auxiliares no âmbito dos JEFs (Resolução-CJF nº 305/2014, Tabela IV). Exigibilidade suspensa em caso de deferimento da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RE 1109657 AGR / RS gratuidade da justiça. A verba honorária é excluída caso não tenha havido participação de advogado na defesa da parte autora assim como na hipótese de não ter havido citação. Custas devidas pelo(a) recorrente vencido(a), sendo isentas na hipótese de enquadrar-se no artigo 4º, inciso I ou II, da Lei nº 9.289/96. Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Supremo Tribunal Federal RE 1109657 AGR / RS gratuidade da justiça. A verba honorária é excluída caso não tenha havido participação de advogado na defesa da parte autora assim como na hipótese de não ter havido citação. Custas devidas pelo(a) recorrente vencido(a), sendo isentas na hipótese de enquadrar-se no artigo 4º, inciso I ou II, da Lei nº 9.289/96. Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 430418 AgR/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe-084 publicado em 06-05-2014) “E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DO TRABALHADOR APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE (LEI Nº 8.212/91, ART. 12, § 4º, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 9.032/95) – CONSTITUCIONALIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 430418 AgR/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe-084 publicado em 06-05-2014) “E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DO TRABALHADOR APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE (LEI Nº 8.212/91, ART. 12, § 4º, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 9.032/95) – CONSTITUCIONALIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1109657 AGR / RS PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (RE 447923 AgR-segundo, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 26/05/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-124 DIVULG 09-06- 2017 PUBLIC 12-06-2017) “Embargos de declaração. Pretensão de alteração do teor decisório. Inexistência de omissão, obscuridade ou contradição. Inadmissibilidade. Embargos rejeitados. Inteligência do art. 535 do CPC. 2. Contribuição Previdenciária. Regime Geral da Previdência Social. Trabalhador aposentado. Retorno à atividade. Incidência sobre a remuneração. Cabimento. Embargos de declaração não acolhidos. Precedentes. Esta Corte já decidiu que não há óbice à cobrança de contribuição previdenciária sobre proventos de aposentado que retorna à atividade.” (RE 437652 AgR-ED, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 28/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-064 DIVULG 28-03-2012 PUBLIC 29-03- 2012) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Aposentado que retorna à atividade. Contribuição previdenciária. Exigibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido da exigibilidade da contribuição previdenciária do aposentado que retorna à atividade. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 396020 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 14/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-060 DIVULG 22-03-2012 PUBLIC 23-03-2012) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO. RETORNO À ATIVIDADE. A decisão agravada está em perfeita harmonia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Supremo Tribunal Federal RE 1109657 AGR / RS PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (RE 447923 AgR-segundo, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 26/05/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-124 DIVULG 09-06- 2017 PUBLIC 12-06-2017) “Embargos de declaração. Pretensão de alteração do teor decisório. Inexistência de omissão, obscuridade ou contradição. Inadmissibilidade. Embargos rejeitados. Inteligência do art. 535 do CPC. 2. Contribuição Previdenciária. Regime Geral da Previdência Social. Trabalhador aposentado. Retorno à atividade. Incidência sobre a remuneração. Cabimento. Embargos de declaração não acolhidos. Precedentes. Esta Corte já decidiu que não há óbice à cobrança de contribuição previdenciária sobre proventos de aposentado que retorna à atividade.” (RE 437652 AgR-ED, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 28/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-064 DIVULG 28-03-2012 PUBLIC 29-03- 2012) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Aposentado que retorna à atividade. Contribuição previdenciária. Exigibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido da exigibilidade da contribuição previdenciária do aposentado que retorna à atividade. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 396020 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 14/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-060 DIVULG 22-03-2012 PUBLIC 23-03-2012) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO. RETORNO À ATIVIDADE. A decisão agravada está em perfeita harmonia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1109657 AGR / RS com o entendimento firmado por ambas as Turmas deste Tribunal, no sentido de que é exigível a contribuição previdenciária do aposentado que permanece em atividade ou a ela retorna após a inativação. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 367416 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/12/2009, DJe-237 DIVULG 17-12-2009 PUBLIC 18-12-2009 EMENT VOL-02387-06 PP-01082 RT v. 99, n. 893, 2010, p. 164-166) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Supremo Tribunal Federal RE 1109657 AGR / RS com o entendimento firmado por ambas as Turmas deste Tribunal, no sentido de que é exigível a contribuição previdenciária do aposentado que permanece em atividade ou a ela retorna após a inativação. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 367416 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/12/2009, DJe-237 DIVULG 17-12-2009 PUBLIC 18-12-2009 EMENT VOL-02387-06 PP-01082 RT v. 99, n. 893, 2010, p. 164-166) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1109657 AGR / RS Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Supremo Tribunal Federal RE 1109657 AGR / RS Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NEWTON GARCIA BITTENCOURT ADV.(A/S) : LUCIANA GUARAGNI ZANIN (52446/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779469 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NEWTON GARCIA BITTENCOURT ADV.(A/S) : LUCIANA GUARAGNI ZANIN (52446/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779469 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14784918
2018-04-27T00:00:00
2018-05-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DEVOLUÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 1º, III, 5º, LIV, 37 e 194 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.
sjur384818
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO INATIVO, CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA) RE 430418 AgR (1ªT), RE 396020 AgR (1ªT), RE 437652 AgR-ED (2ªT), RE 367416 AgR (2ªT), RE 447923 AgR-segundo (2ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 10/05/2018, MAD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1109657
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00001 INC-00003 ART-00005 INC-00054 \n ART-00037 ART-00194\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1109657 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NEWTON GARCIA BITTENCOURT ADV.(A/S) : LUCIANA GUARAGNI ZANIN AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NEWTON GARCIA BITTENCOURT ADV.(A/S) :LUCIANA GUARAGNI ZANIN AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DEVOLUÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 1..., III, 5..., LIV, 37 e 194 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753099. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 20 a 26 de abril de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753099. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 20 a 26 de abril de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753099. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NEWTON GARCIA BITTENCOURT ADV.(A/S) :LUCIANA GUARAGNI ZANIN AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 1..., III, 5..., LIV, 37 e 194 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão que, em parte, reproduzo: “Trata-se de recurso inominado interposto pela parte autora contra a sentença que julgou improcedente o pedido de restituição de contribuições previdenciárias pagas em razão de remuneração percebida por atividade prestada após a aposentadoria. A recorrente sustenta, em suma, que é inconstitucional a contribuição, porque contraria o caráter substantivo do princípio constitucional da isonomia, não havendo razão para se exigir dos contribuintes aposentados empregados, segurados obrigatórios, as contribuições incidentes sobre sua remuneração. As razões apresentadas pelo recorrente são insuficientes para modificar a sentença recorrida, motivo pelo qual colho o ensejo para me reportar aos seus fundamentos, adotando-os para decidir: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :NEWTON GARCIA BITTENCOURT ADV.(A/S) :LUCIANA GUARAGNI ZANIN AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Reitera-se a afronta aos arts. 1..., III, 5..., LIV, 37 e 194 da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão que, em parte, reproduzo: “Trata-se de recurso inominado interposto pela parte autora contra a sentença que julgou improcedente o pedido de restituição de contribuições previdenciárias pagas em razão de remuneração percebida por atividade prestada após a aposentadoria. A recorrente sustenta, em suma, que é inconstitucional a contribuição, porque contraria o caráter substantivo do princípio constitucional da isonomia, não havendo razão para se exigir dos contribuintes aposentados empregados, segurados obrigatórios, as contribuições incidentes sobre sua remuneração. As razões apresentadas pelo recorrente são insuficientes para modificar a sentença recorrida, motivo pelo qual colho o ensejo para me reportar aos seus fundamentos, adotando-os para decidir: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS [….] O autor, no período postulado, efetuou recolhimentos como empregado (1- CNIS4), segurado obrigatório. A contribuição previdenciária tem por fato gerador o exercício de atividade abrangida pele regime geral de previdência social, obrigando o segurado ao recolhimento. Assim, mesmo recebendo benefício previdenciário, caso venha a exerceratividade que o qualifique como segurado obrigatório, estará sujeito ao recolhimento do tributo, como é o caso do autor que mesmo após a aposentadoria continuou exercendo atividade laborativa como segurado empregado. Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a legalidade da incidência da contribuição previdenciária em tais situações, conforme recente julgado que ora colaciono, in verbis: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 430418 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 18/03/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 084 DIVULG 05-05-2014 PUBLIC 06-05- 2014). Tendo solucionado adequadamente a lide e por estar em harmonia com o entendimento deste Colegiado que, inclusive, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS [….] O autor, no período postulado, efetuou recolhimentos como empregado (1- CNIS4), segurado obrigatório. A contribuição previdenciária tem por fato gerador o exercício de atividade abrangida pele regime geral de previdência social, obrigando o segurado ao recolhimento. Assim, mesmo recebendo benefício previdenciário, caso venha a exerceratividade que o qualifique como segurado obrigatório, estará sujeito ao recolhimento do tributo, como é o caso do autor que mesmo após a aposentadoria continuou exercendo atividade laborativa como segurado empregado. Ademais, o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a legalidade da incidência da contribuição previdenciária em tais situações, conforme recente julgado que ora colaciono, in verbis: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (Recurso Extraordinário 430418 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 18/03/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe- 084 DIVULG 05-05-2014 PUBLIC 06-05- 2014). Tendo solucionado adequadamente a lide e por estar em harmonia com o entendimento deste Colegiado que, inclusive, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS já teve oportunidade de se manifestar sobre o tema nos autos dos RECURSOS CÍVEIS ns 5005236-63.2015.404.7115/RS e 5012171- 27.2016.4.04.7102/RS, a sentença recorrida merece ser confirmada pelos seus próprios fundamentos, nos termos do artigo 46 da Lei 9.099/1995, combinado com artigo 1... da Lei 10.259/2001. Os fundamentos do acórdão, pois, são os mesmos fundamentos da sentença, na qual todas as alegações já foram analisadas. A decisão da Turma Recursal, assim proferida, no âmbito dos Juizados Especiais, é suficiente para interposição de quaisquer recursos posteriores. O prequestionamento é desnecessário no âmbito dos Juizados Especiais Federais. Isso porque o Artigo 46 da Lei 9.099/95 dispensa a fundamentação do acórdão. Com isso, nos pedidos de uniformização de jurisprudência não há qualquer exigência de que a matéria tenha sido prequestionada. Para o recebimento de Recurso Extraordinário, igualmente, não se há de exigir, tendo em vista a expressa dispensa pela lei de regência dos Juizados Especiais, o que diferencia do processo comum ordinário. Todavia, se assim quer o recorrente, dou expressamente por prequestionados todos os dispositivos indicados pelas partes nos presentes autos, para fins do art. 102, III, da Constituição Federal, respeitadas as disposições do art. 14, caput e parágrafos e art. 15, caput, da Lei n 10.259, de 12.07.2001. A repetição dos dispositivos é desnecessária, para evitar tautologia. Condeno a parte recorrente vencida (art. 55 da Lei 9.099/1995) ao pagamento de honorários advocatícios, os quais fixo em 10% sobre o valor da condenação ou, não havendo condenação, 10% sobre o valor da causa atualizado. Em qualquer das hipóteses o montante não deverá ser inferior ao valor máximo previsto na tabela da Justiça Federal para a remuneração dos Advogados Dativos nomeados como auxiliares no âmbito dos JEFs (Resolução-CJF n 305/2014, Tabela IV). Exigibilidade suspensa em caso de deferimento da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS já teve oportunidade de se manifestar sobre o tema nos autos dos RECURSOS CÍVEIS ns 5005236-63.2015.404.7115/RS e 5012171- 27.2016.4.04.7102/RS, a sentença recorrida merece ser confirmada pelos seus próprios fundamentos, nos termos do artigo 46 da Lei 9.099/1995, combinado com artigo 1... da Lei 10.259/2001. Os fundamentos do acórdão, pois, são os mesmos fundamentos da sentença, na qual todas as alegações já foram analisadas. A decisão da Turma Recursal, assim proferida, no âmbito dos Juizados Especiais, é suficiente para interposição de quaisquer recursos posteriores. O prequestionamento é desnecessário no âmbito dos Juizados Especiais Federais. Isso porque o Artigo 46 da Lei 9.099/95 dispensa a fundamentação do acórdão. Com isso, nos pedidos de uniformização de jurisprudência não há qualquer exigência de que a matéria tenha sido prequestionada. Para o recebimento de Recurso Extraordinário, igualmente, não se há de exigir, tendo em vista a expressa dispensa pela lei de regência dos Juizados Especiais, o que diferencia do processo comum ordinário. Todavia, se assim quer o recorrente, dou expressamente por prequestionados todos os dispositivos indicados pelas partes nos presentes autos, para fins do art. 102, III, da Constituição Federal, respeitadas as disposições do art. 14, caput e parágrafos e art. 15, caput, da Lei n 10.259, de 12.07.2001. A repetição dos dispositivos é desnecessária, para evitar tautologia. Condeno a parte recorrente vencida (art. 55 da Lei 9.099/1995) ao pagamento de honorários advocatícios, os quais fixo em 10% sobre o valor da condenação ou, não havendo condenação, 10% sobre o valor da causa atualizado. Em qualquer das hipóteses o montante não deverá ser inferior ao valor máximo previsto na tabela da Justiça Federal para a remuneração dos Advogados Dativos nomeados como auxiliares no âmbito dos JEFs (Resolução-CJF n 305/2014, Tabela IV). Exigibilidade suspensa em caso de deferimento da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS gratuidade da justiça. A verba honorária é excluída caso não tenha havido participação de advogado na defesa da parte autora assim como na hipótese de não ter havido citação. Custas devidas pelo(a) recorrente vencido(a), sendo isentas na hipótese de enquadrar-se no artigo 4..., inciso I ou II, da Lei n 9.289/96. Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS gratuidade da justiça. A verba honorária é excluída caso não tenha havido participação de advogado na defesa da parte autora assim como na hipótese de não ter havido citação. Custas devidas pelo(a) recorrente vencido(a), sendo isentas na hipótese de enquadrar-se no artigo 4..., inciso I ou II, da Lei n 9.289/96. Ante o exposto, voto por NEGAR PROVIMENTO ao recurso.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 430418 AgR/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe-084 publicado em 06-05-2014) “E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DO TRABALHADOR APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE (LEI n 8.212/91, ART. 12, § 4..., NA REDAÇÃO DADA PELA LEI n 9.032/95) – CONSTITUCIONALIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA SOLIDARIEDADE. PRECEDENTES. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que é constitucional a cobrança de contribuição previdenciária sobre o salário do aposentado que retorna à atividade. O princípio da solidariedade faz com que a referibilidade das contribuições sociais alcance a maior amplitude possível, de modo que não há uma correlação necessária e indispensável entre o dever de contribuir e a possibilidade de auferir proveito das contribuições vertidas em favor da seguridade. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 430418 AgR/RS, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe-084 publicado em 06-05-2014) “E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EXIGIBILIDADE DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DO TRABALHADOR APOSENTADO QUE RETORNA À ATIVIDADE (LEI n 8.212/91, ART. 12, § 4..., NA REDAÇÃO DADA PELA LEI n 9.032/95) – CONSTITUCIONALIDADE – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 447923 AgR-segundo, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 26/05/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-124 DIVULG 09-06- 2017 PUBLIC 12-06-2017) “Embargos de declaração. Pretensão de alteração do teor decisório. Inexistência de omissão, obscuridade ou contradição. Inadmissibilidade. Embargos rejeitados. Inteligência do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. Contribuição Previdenciária. Regime Geral da Previdência Social. Trabalhador aposentado. Retorno à atividade. Incidência sobre a remuneração. Cabimento. Embargos de declaração não acolhidos. Precedentes. Esta Corte já decidiu que não há óbice à cobrança de contribuição previdenciária sobre proventos de aposentado que retorna à atividade.” (Recurso Extraordinário 437652 AgR-ED, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 28/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-064 DIVULG 28-03-2012 PUBLIC 29-03- 2012) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Aposentado que retorna à atividade. Contribuição previdenciária. Exigibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido da exigibilidade da contribuição previdenciária do aposentado que retorna à atividade. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 396020 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 14/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-060 DIVULG 22-03-2012 PUBLIC 23-03-2012) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO. RETORNO À ATIVIDADE. A decisão agravada está em perfeita harmonia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQUENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 447923 AgR-segundo, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 26/05/2017, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-124 DIVULG 09-06- 2017 PUBLIC 12-06-2017) “Embargos de declaração. Pretensão de alteração do teor decisório. Inexistência de omissão, obscuridade ou contradição. Inadmissibilidade. Embargos rejeitados. Inteligência do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. Contribuição Previdenciária. Regime Geral da Previdência Social. Trabalhador aposentado. Retorno à atividade. Incidência sobre a remuneração. Cabimento. Embargos de declaração não acolhidos. Precedentes. Esta Corte já decidiu que não há óbice à cobrança de contribuição previdenciária sobre proventos de aposentado que retorna à atividade.” (Recurso Extraordinário 437652 AgR-ED, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 28/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-064 DIVULG 28-03-2012 PUBLIC 29-03- 2012) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Previdenciário. Aposentado que retorna à atividade. Contribuição previdenciária. Exigibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido da exigibilidade da contribuição previdenciária do aposentado que retorna à atividade. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 396020 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 14/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-060 DIVULG 22-03-2012 PUBLIC 23-03-2012) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. APOSENTADO. RETORNO À ATIVIDADE. A decisão agravada está em perfeita harmonia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS com o entendimento firmado por ambas as Turmas deste Tribunal, no sentido de que é exigível a contribuição previdenciária do aposentado que permanece em atividade ou a ela retorna após a inativação. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 367416 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/12/2009, DJe-237 DIVULG 17-12-2009 PUBLIC 18-12-2009 EMENT VOL-02387-06 PP-01082 RT v. 99, n. 893, 2010, p. 164-166) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS com o entendimento firmado por ambas as Turmas deste Tribunal, no sentido de que é exigível a contribuição previdenciária do aposentado que permanece em atividade ou a ela retorna após a inativação. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 367416 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 01/12/2009, DJe-237 DIVULG 17-12-2009 PUBLIC 18-12-2009 EMENT VOL-02387-06 PP-01082 RT v. 99, n. 893, 2010, p. 164-166) Nesse sentir, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14753101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NEWTON GARCIA BITTENCOURT ADV.(A/S) : LUCIANA GUARAGNI ZANIN (52446/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779469 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.109.657 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : NEWTON GARCIA BITTENCOURT ADV.(A/S) : LUCIANA GUARAGNI ZANIN (52446/RS) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779469 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 109 . 657", "Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 109 . 657", "Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 430418 AgR", "Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 430418 AgR", "Recurso Extraordinário 1109657", "RECURSOS CÍVEIS ns 5005236 - 63 . 2015 .", "404", ".", "7115 / RS", "5012171", "-", "27", "Recurso Extraordinário 1109657", "RECURSOS CÍVEIS ns 5005236 - 63 . 2015 . 404 . 7115 / RS", "5012171", "-", "27", ".", "2016", ".", "4", ".", "04", ".", "7102", "/", "RS", "Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 109 . 657", "Recurso Extraordinário 430418 AgR / RS", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 430418 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 447923 AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 437652 AgR - ED", "Recurso Extraordinário 396020 AgR", "Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 447923 AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 437652 AgR - ED", "Recurso Extraordinário 396020 AgR", "Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 367416 AgR", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "Recurso Extraordinário 1109657 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 367416 AgR", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "Recurso", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 109 . 657", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 109 . 657" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 1 . . . , III , 5 . . . , LIV , 37 e 194 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 1 . . . , III , 5 . . . , LIV , 37 e 194 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "arts . 1 . . . , III , 5 . . . , LIV , 37 e 194 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 46 da Lei 9 . 099 / 1995", "artigo 1 . . . da Lei 10 . 259 / 2001", "Artigo 46 da Lei 9 . 099 / 95", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "art . 14 , caput e parágrafos e art . 15 , caput , da Lei n 10 . 259", "art . 55 da Lei 9 . 099 / 1995", "Resolução", "-", "CJF n 305 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 46 da Lei 9 . 099 / 1995", "artigo 1 . . . da Lei 10 . 259 / 2001", "Artigo 46 da Lei 9 . 099 / 95", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "art . 14 , caput e parágrafos e art . 15 , caput , da Lei n 10 . 259", "art . 55 da Lei 9 . 099 / 1995", "Resolução", "-", "CJF n 305 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 4 . . . , inciso I ou II , da Lei n 9 . 289 / 96", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 4 . . . , inciso I ou II , da Lei n 9 . 289 / 96", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 212 / 91 , ART . 12 , § 4 . . .", "LEI n 9 . 032 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 212 / 91 , ART . 12 , § 4 . . .", "LEI n 9 . 032 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "inciso LXXVIII no", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "inciso LXXVIII no art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "Brasil", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "RS", "Juizados Especiais Federais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "República Federativa do", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "República Federativa do Brasil", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "NEWTON GARCIA BITTENCOURT", "LUCIANA GUARAGNI ZANIN", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "NEWTON GARCIA BITTENCOURT", "LUCIANA GUARAGNI ZANIN", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "NEWTON GARCIA BITTENCOURT", "LUCIANA GUARAGNI ZANIN", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "JOAQUIM BARBOSA", "Marco Aurélio", "Dias", "JOAQUIM BARBOSA", "Marco Aurélio", "Dias", "ROSA WEBER", "Toffoli", "Toffoli", "ROSA WEBER", "NEWTON GARCIA BITTENCOURT", "LUCIANA GUARAGNI ZANIN", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "NEWTON GARCIA BITTENCOURT", "LUCIANA GUARAGNI ZANIN", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "27 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "27 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "05", "-", "05", "-", "2014", "06", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "03", "/", "2014", "05", "-", "05", "-", "2014", "06", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "07", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "07", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "06", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "06", "-", "05", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2017", "09", "-", "06", "-", "2017", "12", "-", "06", "-", "2017", "28", "/", "02", "/", "2012", "28", "-", "03", "-", "2012", "29", "-", "03", "-", "2012", "14", "/", "02", "/", "2012", "22", "-", "03", "-", "2012", "23", "-", "03", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "05", "/", "2017", "09", "-", "06", "-", "2017", "12", "-", "06", "-", "2017", "28", "/", "02", "/", "2012", "28", "-", "03", "-", "2012", "29", "-", "03", "-", "2012", "14", "/", "02", "/", "2012", "22", "-", "03", "-", "2012", "23", "-", "03", "-", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "12", "/", "2009", "17", "-", "12", "-", "2009", "18", "-", "12", "-", "2009", "2010", "23", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "12", "/", "2009", "17", "-", "12", "-", "2009", "18", "-", "12", "-", "2009", "2010", "23", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. NEGATIVA DE AUTORIZAÇÃO PARA PRESTAR GARANTIA EM OPERAÇÃO DE CRÉDITO JUNTO A BANCO PÚBLICO EM DECORRÊNCIA DE EXTRAPOLAÇÃO DO LIMITE DE GASTOS COM PESSOAL PELO PODER LEGISLATIVO ESTADUAL. VEDAÇÃO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS SANÇÕES. PRECEDENTES. PEDIDO DE SUSPENSÃO DO PROCESSO PARA AGUARDAR JULGAMENTO DE TEMA EM REPERCUSSÃO GERAL. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Fere o princípio da intranscendência das sanções a negativa de autorização, ao Poder Executivo, para prestar garantia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social em decorrência da impossibilidade de ingerência administrativa de um Poder sobre o outro. Precedentes. 2. Inaplicável às ações originárias a obrigatoriedade de sua suspensão para o aguardo de julgamento de tema em repercussão geral. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123404. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão ACO 2183 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 15 a 21 de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123404. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 15 a 21 de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de minha lavra (evento 31) que, no esteio da jurisprudência pacífica desta Corte, julgou procedente a ação para determinar à parte ré que se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo nº 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3º, da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Eis o teor da decisão impugnada: “Cuida-se de Ação Cível Originária ajuizada pelo ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL em face da UNIÃO na qual questiona óbice, imposto pela ré, para a celebração de operações de crédito, consistente na extrapolação do limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo, fundamentado nos arts. 20 e 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (LC nº 101/2000). Como exemplo das operações de crédito prejudicadas, cita a contratação de linhas de crédito perante o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, no valor de R$ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de minha lavra (evento 31) que, no esteio da jurisprudência pacífica desta Corte, julgou procedente a ação para determinar à parte ré que se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo nº 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3º, da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Eis o teor da decisão impugnada: “Cuida-se de Ação Cível Originária ajuizada pelo ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL em face da UNIÃO na qual questiona óbice, imposto pela ré, para a celebração de operações de crédito, consistente na extrapolação do limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo, fundamentado nos arts. 20 e 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF (LC nº 101/2000). Como exemplo das operações de crédito prejudicadas, cita a contratação de linhas de crédito perante o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, no valor de R$ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS 733.500.000,00 (setecentos e trinta e três milhões e quinhentos mil reais), a serem aplicados no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Regional de Mato Grosso do Sul em obras de pavimentação asfáltica e revitalização de rodovias. Sustenta deter o Poder Legislativo autonomia institucional, administrativa e financeira garantidas pela Constituição Federal, fato justificador do afastamento do óbice, sob pena sob pena de violação ao princípio da intranscendência das sanções. Ao final pleiteia determinação para decretar a nulidade de qualquer forma de impedimento ou óbice, por parte da União, da realização da [referida] operação de crédito, bem como determinar a abstenção de impor-se ao Estado (Poder Executivo) qualquer das vedações previstas no § 3º, do art. 23, da LRF, sob o argumento da extrapolação dos limites setoriais legais fixados na LRF para despesas de pessoal por parte da Assembleia Legislativa. A ação foi distribuída por dependência à AC 3391, na qual deferi a medida liminar, aos 24.6.2013, para determinar que a União se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo nº 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3º, da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Determinada a citação (evento 10), veio a contestação da União (evento 14) na qual confirma a existência de “houve elevação do percentual de despesa com pessoal da Assembleia Legislativa no 1° quadrimestre de 2013 (1,74%) em relação ao 2° quadrimestre de 2012 (1,72%), quando já havia descumprimento do limite de gastos com pessoal (1,68%) estabelecido no art. 20 da LRF, restando configurado o descumprimento do art. 23 da LRF ” (pág. 7 da contestação) e invoca a inaplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções na hipótese dos autos, porque “embora Legislativo, Executivo e Judiciário estejam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS 733.500.000,00 (setecentos e trinta e três milhões e quinhentos mil reais), a serem aplicados no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Regional de Mato Grosso do Sul em obras de pavimentação asfáltica e revitalização de rodovias. Sustenta deter o Poder Legislativo autonomia institucional, administrativa e financeira garantidas pela Constituição Federal, fato justificador do afastamento do óbice, sob pena sob pena de violação ao princípio da intranscendência das sanções. Ao final pleiteia determinação para decretar a nulidade de qualquer forma de impedimento ou óbice, por parte da União, da realização da [referida] operação de crédito, bem como determinar a abstenção de impor-se ao Estado (Poder Executivo) qualquer das vedações previstas no § 3º, do art. 23, da LRF, sob o argumento da extrapolação dos limites setoriais legais fixados na LRF para despesas de pessoal por parte da Assembleia Legislativa. A ação foi distribuída por dependência à AC 3391, na qual deferi a medida liminar, aos 24.6.2013, para determinar que a União se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo nº 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3º, da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Determinada a citação (evento 10), veio a contestação da União (evento 14) na qual confirma a existência de “houve elevação do percentual de despesa com pessoal da Assembleia Legislativa no 1° quadrimestre de 2013 (1,74%) em relação ao 2° quadrimestre de 2012 (1,72%), quando já havia descumprimento do limite de gastos com pessoal (1,68%) estabelecido no art. 20 da LRF, restando configurado o descumprimento do art. 23 da LRF ” (pág. 7 da contestação) e invoca a inaplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções na hipótese dos autos, porque “embora Legislativo, Executivo e Judiciário estejam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS localizados no topo da pirâmide governamental, compõem uma única pessoa jurídica, a qual deve atuar em estrita observância à legislação pátria, a fim de que possa receber transferências voluntárias ou celebrar operações de crédito”. Autor e ré se manifestaram pela desnecessidade de produção de outras provas (eventos 20 e 21) e apresentaram alegações finais (eventos 25 e 27). Parecer do Procurador-Geral da República pela procedência da ação (evento 29). É o relatório. Decido. A jurisprudência da Casa é caudalosa quanto à afirmação da competência originária desta Suprema Corte para o exame de lides como a presente, nas quais a União (e/ou autarquias federais) inviabilizam acordos de cooperação, convênios e operações de crédito com os Estados membros e respectivas entidades da administração indireta, mediante inscrição em cadastro de inadimplentes. Reconhece-se, em hipóteses tais, a existência de conflito federativo apto a atrair a aplicação do art. 102, I, “f”, da Constituição Federal, como atestam exemplificativamente as decisões na ACO 2455 MC-AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 04.11.2015, na AC 3389 MC-Ref, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 29.8.2013, e na AC 2973 MC, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 07.3.2012. Prossigo no exame do feito. O pleito do autor procede. Esta Suprema Corte, em julgamento realizado pelo Plenário aos 06.11.2014, publicado no dia 06.2.2015, na ACO 1848 AgR, sob relatoria do Ministro Celso de Mello, deliberou sobre diversos temas, dentre eles sobre a questão da aplicação do princípio da intranscendência das sanções, sedimentando entendimento que reproduzo por meio de trechos da ementa do acórdão: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA [...] CONSEQUENTE IMPOSIÇÃO AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS localizados no topo da pirâmide governamental, compõem uma única pessoa jurídica, a qual deve atuar em estrita observância à legislação pátria, a fim de que possa receber transferências voluntárias ou celebrar operações de crédito”. Autor e ré se manifestaram pela desnecessidade de produção de outras provas (eventos 20 e 21) e apresentaram alegações finais (eventos 25 e 27). Parecer do Procurador-Geral da República pela procedência da ação (evento 29). É o relatório. Decido. A jurisprudência da Casa é caudalosa quanto à afirmação da competência originária desta Suprema Corte para o exame de lides como a presente, nas quais a União (e/ou autarquias federais) inviabilizam acordos de cooperação, convênios e operações de crédito com os Estados membros e respectivas entidades da administração indireta, mediante inscrição em cadastro de inadimplentes. Reconhece-se, em hipóteses tais, a existência de conflito federativo apto a atrair a aplicação do art. 102, I, “f”, da Constituição Federal, como atestam exemplificativamente as decisões na ACO 2455 MC-AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 04.11.2015, na AC 3389 MC-Ref, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 29.8.2013, e na AC 2973 MC, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 07.3.2012. Prossigo no exame do feito. O pleito do autor procede. Esta Suprema Corte, em julgamento realizado pelo Plenário aos 06.11.2014, publicado no dia 06.2.2015, na ACO 1848 AgR, sob relatoria do Ministro Celso de Mello, deliberou sobre diversos temas, dentre eles sobre a questão da aplicação do princípio da intranscendência das sanções, sedimentando entendimento que reproduzo por meio de trechos da ementa do acórdão: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA [...] CONSEQUENTE IMPOSIÇÃO AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS ORDEM JURÍDICA – POSTULADO DA INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – VIOLAÇÃO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) – BLOQUEIO DE RECURSOS CUJO REPASSE TEM POR FUNDAMENTO RESPECTIVOS CONVÊNIOS – RISCO PARA A CONTINUIDADE DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS NO ÂMBITO DO ESTADO DO MARANHÃO – SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. INSCRIÇÃO EM CADASTRO PÚBLICO DE INADIMPLENTES E ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. – O postulado da intranscendência impede que sanções e restrições de ordem jurídica superem a dimensão estritamente pessoal do infrator. Em virtude desse princípio, as limitações jurídicas que derivam da inscrição, em cadastros públicos de inadimplentes, das autarquias, das empresas governamentais ou das entidades paraestatais não podem atingir os Estados-membros, projetando, sobre estes, consequências jurídicas desfavoráveis e gravosas, pois o inadimplemento obrigacional – por revelar-se unicamente imputável aos entes menores integrantes da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS ORDEM JURÍDICA – POSTULADO DA INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – VIOLAÇÃO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) – BLOQUEIO DE RECURSOS CUJO REPASSE TEM POR FUNDAMENTO RESPECTIVOS CONVÊNIOS – RISCO PARA A CONTINUIDADE DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS NO ÂMBITO DO ESTADO DO MARANHÃO – SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. INSCRIÇÃO EM CADASTRO PÚBLICO DE INADIMPLENTES E ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. – O postulado da intranscendência impede que sanções e restrições de ordem jurídica superem a dimensão estritamente pessoal do infrator. Em virtude desse princípio, as limitações jurídicas que derivam da inscrição, em cadastros públicos de inadimplentes, das autarquias, das empresas governamentais ou das entidades paraestatais não podem atingir os Estados-membros, projetando, sobre estes, consequências jurídicas desfavoráveis e gravosas, pois o inadimplemento obrigacional – por revelar-se unicamente imputável aos entes menores integrantes da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS administração descentralizada – só a estes pode afetar. – Os Estados-membros e o Distrito Federal, em consequência, não podem sofrer limitações em sua esfera jurídica, motivadas pelo só fato de se acharem administrativamente vinculadas a eles as autarquias, as entidades paraestatais, as sociedades sujeitas a seu poder de controle e as empresas governamentais alegadamente inadimplentes e que, por tal motivo, hajam sido incluídas em cadastros federais (CAUC, SIAFI, CADIN, v.g.). A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar- se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS administração descentralizada – só a estes pode afetar. – Os Estados-membros e o Distrito Federal, em consequência, não podem sofrer limitações em sua esfera jurídica, motivadas pelo só fato de se acharem administrativamente vinculadas a eles as autarquias, as entidades paraestatais, as sociedades sujeitas a seu poder de controle e as empresas governamentais alegadamente inadimplentes e que, por tal motivo, hajam sido incluídas em cadastros federais (CAUC, SIAFI, CADIN, v.g.). A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar- se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS CUJA EFETIVAÇÃO COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. – O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes.” (ACO 1848 AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 06.11.2014, DJe 06.2.2015, destaquei) Na mesma época, especificamente sobre sanções impostas ao Poder Executivo em decorrência de suposto descumprimento de limite de gastos pelo Poder Judiciário, esta Corte Suprema se manifestou no mesmo sentido na ACO 1612 AgR, em julgado também sob relatoria do Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, com a seguinte ementa: “IMPEDIMENTO À REALIZAÇÃO DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS CUJA EFETIVAÇÃO COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. – O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes.” (ACO 1848 AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 06.11.2014, DJe 06.2.2015, destaquei) Na mesma época, especificamente sobre sanções impostas ao Poder Executivo em decorrência de suposto descumprimento de limite de gastos pelo Poder Judiciário, esta Corte Suprema se manifestou no mesmo sentido na ACO 1612 AgR, em julgado também sob relatoria do Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, com a seguinte ementa: “IMPEDIMENTO À REALIZAÇÃO DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS CONTRATAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO DESTINADAS AO PROGRAMA EMERGENCIAL DE FINANCIAMENTO 2 – PEF2, AO PROFISCO E AO PROGRAMA DE TRANSPORTES E DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL – PDE/MS – RESTRIÇÕES QUE, EMANADAS DA UNIÃO, INCIDEM SOBRE O ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL POR ALEGADO DESCUMPRIMENTO, POR PARTE DE SEU PODER JUDICIÁRIO, DO LIMITE SETORIAL QUE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL IMPÕE A TAL ÓRGÃO PÚBLICO (LC Nº 101/2000, ART. 20, II, “B”) – POSTULADO DA INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: LIMITE GLOBAL E LIMITE SETORIAL EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (PODER JUDICIÁRIO). – O Poder Executivo estadual não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições emanadas da União Federal, em matéria de realização de operações de crédito, sob a alegação de que o Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas ou o Ministério Público locais teriam descumprido o limite individual a eles imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, “a”, “b” e “d”), pois o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica de referidas instituições, que dispõem de plena autonomia institucional a elas outorgada por efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes.” (ACO 1612 AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 27.11.2014, DJe 13.2.2015, destaquei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS CONTRATAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO DESTINADAS AO PROGRAMA EMERGENCIAL DE FINANCIAMENTO 2 – PEF2, AO PROFISCO E AO PROGRAMA DE TRANSPORTES E DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL – PDE/MS – RESTRIÇÕES QUE, EMANADAS DA UNIÃO, INCIDEM SOBRE O ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL POR ALEGADO DESCUMPRIMENTO, POR PARTE DE SEU PODER JUDICIÁRIO, DO LIMITE SETORIAL QUE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL IMPÕE A TAL ÓRGÃO PÚBLICO (LC Nº 101/2000, ART. 20, II, “B”) – POSTULADO DA INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: LIMITE GLOBAL E LIMITE SETORIAL EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (PODER JUDICIÁRIO). – O Poder Executivo estadual não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições emanadas da União Federal, em matéria de realização de operações de crédito, sob a alegação de que o Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas ou o Ministério Público locais teriam descumprido o limite individual a eles imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, “a”, “b” e “d”), pois o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica de referidas instituições, que dispõem de plena autonomia institucional a elas outorgada por efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes.” (ACO 1612 AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 27.11.2014, DJe 13.2.2015, destaquei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS Em julgamentos proferidos por ambas as Turmas desta Suprema Corte, o entendimento se deu nos mesmos moldes. Cito algumas ementas: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. OS TRIBUNAIS DE CONTAS DOS ESTADOS SÃO ÓRGÃOS DOTADOS DE AUTONOMIA INSTITUCIONAL, ORGÂNICO- ADMINISTRATIVA E AUTOGOVERNO. ATOS A ELES ATRIBUÍDOS NÃO PODEM ENSEJAR A INSCRIÇÃO, NOS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO UTILIZADOS PELA UNIÃO, DE OUTRO ÓRGÃO QUE SOBRE ELES NÃO PODE EXERCER INGERÊNCIA (PODER EXECUTIVO). APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Tribunais de Contas dos Estados são órgãos dotados de autonomia institucional, financeira e administrativa, conforme já assentado pelo Plenário deste Tribunal (ADI 4.643, Rel. Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe de 28/11/2014). 2. Não se mostra razoável a anotação do Poder Executivo e de órgãos da Administração direta a ele vinculados nos cadastros de restrição ao crédito em razão da inobservância de limites orçamentários por órgãos dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária, não sujeitos àquele poder. 3. In casu, aplica-se o princípio da intranscendência subjetiva das sanções, consoante tem decidido esta Corte em casos análogos (ACO 1.612-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 12/02/2015). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AC 2511 AgR, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j. 30.6.2015, DJe 26.8.2015, destaquei) 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Em julgamentos proferidos por ambas as Turmas desta Suprema Corte, o entendimento se deu nos mesmos moldes. Cito algumas ementas: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. OS TRIBUNAIS DE CONTAS DOS ESTADOS SÃO ÓRGÃOS DOTADOS DE AUTONOMIA INSTITUCIONAL, ORGÂNICO- ADMINISTRATIVA E AUTOGOVERNO. ATOS A ELES ATRIBUÍDOS NÃO PODEM ENSEJAR A INSCRIÇÃO, NOS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO UTILIZADOS PELA UNIÃO, DE OUTRO ÓRGÃO QUE SOBRE ELES NÃO PODE EXERCER INGERÊNCIA (PODER EXECUTIVO). APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Tribunais de Contas dos Estados são órgãos dotados de autonomia institucional, financeira e administrativa, conforme já assentado pelo Plenário deste Tribunal (ADI 4.643, Rel. Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe de 28/11/2014). 2. Não se mostra razoável a anotação do Poder Executivo e de órgãos da Administração direta a ele vinculados nos cadastros de restrição ao crédito em razão da inobservância de limites orçamentários por órgãos dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária, não sujeitos àquele poder. 3. In casu, aplica-se o princípio da intranscendência subjetiva das sanções, consoante tem decidido esta Corte em casos análogos (ACO 1.612-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 12/02/2015). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AC 2511 AgR, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j. 30.6.2015, DJe 26.8.2015, destaquei) 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO (CAUC). OFENSA AO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. OCORRÊNCIA. PENDÊNCIA ORIUNDA DO PODER LEGISLATIVO ESTATAL. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. ACO 1.612-AGR, REL. MIN. CELSO DE MELLO, PLENO, DJE DE 13/2/2015. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal uniformizou o entendimento no sentido de que o Estado só pode sofrer restrições nos cadastros de devedores da União por atos praticados pelo Executivo. Em consequência, atos do Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e dos entes da Administração Pública indireta (como as autarquias e as empresas públicas) não podem gerar sanções da União contra o Estado, diante da ausência de ingerência direta do Executivo sobre eles. (ACO 1.612-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 13/2/2015). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ACO 2066 AgR, Relator Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, j. 18.8.2015, DJe 31.8.2015, destaquei) Também, no mesmo sentido, diversos outros julgados, especialmente os seguintes: AC 2959 MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 12.8.2010, DJe 24.9.2010, ACO 2661 MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 13.5.2015, DJe 09.6.2015, ACO 1431 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 17.6.2015, DJe 22.9.2015, ACO 1218 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j. 25.8.2015, DJe 18.9.2015), ACO 1289 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, j. 25.11.2015, DJe 09.12.2015, ACO 2099 AgR, Rel. Min. Teori 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO (CAUC). OFENSA AO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. OCORRÊNCIA. PENDÊNCIA ORIUNDA DO PODER LEGISLATIVO ESTATAL. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. ACO 1.612-AGR, REL. MIN. CELSO DE MELLO, PLENO, DJE DE 13/2/2015. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal uniformizou o entendimento no sentido de que o Estado só pode sofrer restrições nos cadastros de devedores da União por atos praticados pelo Executivo. Em consequência, atos do Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e dos entes da Administração Pública indireta (como as autarquias e as empresas públicas) não podem gerar sanções da União contra o Estado, diante da ausência de ingerência direta do Executivo sobre eles. (ACO 1.612-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 13/2/2015). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ACO 2066 AgR, Relator Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, j. 18.8.2015, DJe 31.8.2015, destaquei) Também, no mesmo sentido, diversos outros julgados, especialmente os seguintes: AC 2959 MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 12.8.2010, DJe 24.9.2010, ACO 2661 MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 13.5.2015, DJe 09.6.2015, ACO 1431 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 17.6.2015, DJe 22.9.2015, ACO 1218 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j. 25.8.2015, DJe 18.9.2015), ACO 1289 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, j. 25.11.2015, DJe 09.12.2015, ACO 2099 AgR, Rel. Min. Teori 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS Zavascki, Tribunal Pleno, j. 18.12.2015, DJe 22.2.2016, ACO 2648 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, j. 17.3.2016, DJe 02.6.2016, AC 2650 AgR, Rel, Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 18.11.201, DJe 02.12.2016, ACO 2190 AgR-segundo, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 29.9.2017, DJe 27.10.2017 e ACO 2674 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j 06.10.2017, DJe 25.10.2017. O reconhecimento da reiteração deste entendimento já foi sufragado em julgamento de Recurso Extraordinário pela Segunda Turma desta Corte, sob relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA OU DA PERSONALIDADE DAS SANÇÕES E DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE ORDEM JURÍDICA. ART. 5º, XLV, DA CF. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE AO ENTE ESTATAL POR ATO PRATICADO POR ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA OU PELO PODER LEGISLATIVO OU JUDICIÁRIO. TESE ADOTADA EM COGNIÇÃO SUMÁRIA PELO PLENO DO STF. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal entende que as limitações jurídicas decorrentes do descumprimento de obrigação por entidade da administração indireta não podem ser atribuídas ao ente federal da qual participam e, pelo mesmo motivo, quando o desrespeito for ocasionado pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Judiciário, as consequências não podem alcançar o Poder Executivo. II – Situação dos autos diversa daquela em que se afasta a adoção do princípio se a responsabilidade deriva de ato praticado por órgão do próprio Poder Executivo. III – O caráter provisório de orientação adotada pelo Pleno desta Corte, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Zavascki, Tribunal Pleno, j. 18.12.2015, DJe 22.2.2016, ACO 2648 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, j. 17.3.2016, DJe 02.6.2016, AC 2650 AgR, Rel, Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 18.11.201, DJe 02.12.2016, ACO 2190 AgR-segundo, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 29.9.2017, DJe 27.10.2017 e ACO 2674 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j 06.10.2017, DJe 25.10.2017. O reconhecimento da reiteração deste entendimento já foi sufragado em julgamento de Recurso Extraordinário pela Segunda Turma desta Corte, sob relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA OU DA PERSONALIDADE DAS SANÇÕES E DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE ORDEM JURÍDICA. ART. 5º, XLV, DA CF. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE AO ENTE ESTATAL POR ATO PRATICADO POR ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA OU PELO PODER LEGISLATIVO OU JUDICIÁRIO. TESE ADOTADA EM COGNIÇÃO SUMÁRIA PELO PLENO DO STF. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal entende que as limitações jurídicas decorrentes do descumprimento de obrigação por entidade da administração indireta não podem ser atribuídas ao ente federal da qual participam e, pelo mesmo motivo, quando o desrespeito for ocasionado pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Judiciário, as consequências não podem alcançar o Poder Executivo. II – Situação dos autos diversa daquela em que se afasta a adoção do princípio se a responsabilidade deriva de ato praticado por órgão do próprio Poder Executivo. III – O caráter provisório de orientação adotada pelo Pleno desta Corte, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS ainda que proferida em cognição sumária, não impede o julgamento imediato de causas que versem sobre idêntica controvérsia, nem dá ensejo a necessário sobrestamento do feito. IV - Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 768238 AgR, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, j. 18.2.2014, DJe 06.3.2014, destaquei) Conforme narrado na inicial e comprovado nos documentos que a acompanham (evento 2, págs. 1-2, cópia do ofício nº 1229/2013 do Ministério da Fazenda), o excesso no limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo servia de justificativa para a criação de óbices à obtenção de créditos pelo Poder Executivo estadual. Trata-se de hipótese análoga aos diversos precedentes citados, a configurar, nos mesmos termos daqueles julgados, violação ao princípio da intranscendência das sanções. Tal se dá porque "o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, os Tribunais de Contas e o Ministério Público são órgãos constitucionalmente autônomos institucional, financeira e administrativamente […] a divisão orgânica dos Poderes é princípio fundamental estatuído na Constituição Federal, pelo que, da mesma forma que é vedado ao Executivo exercer ingerência sobre os demais poderes de modo a obrigá- los a cumprir as determinações previstas na legislação de direito orçamentário, não pode esse mesmo ente suportar os ônus decorrentes de eventual descumprimento dessas normas por essas instituições [...] não se mostra razoável a manutenção do Estado [...] nos cadastros federais de restrição em razão de irregularidades cometidas não pelo Poder Executivo [...], mas por órgãos e poderes da administração estadual, contemplados com autonomia administrativa, financeira e orçamentária e dotados de independência institucional e orgânico-administrativa, com estatura constitucional. Com efeito, nessas circunstâncias, não se pode inviabilizar a administração de órgãos ou Poder que não foi responsável diretamente pelos fatos que acarretaram a inscrição combatida. […] Idêntico entendimento tem sido aplicado por esta Corte: AC 2.514, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10/12/2009; e AC 2.094-MCREF, rel. Min. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS ainda que proferida em cognição sumária, não impede o julgamento imediato de causas que versem sobre idêntica controvérsia, nem dá ensejo a necessário sobrestamento do feito. IV - Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 768238 AgR, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, j. 18.2.2014, DJe 06.3.2014, destaquei) Conforme narrado na inicial e comprovado nos documentos que a acompanham (evento 2, págs. 1-2, cópia do ofício nº 1229/2013 do Ministério da Fazenda), o excesso no limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo servia de justificativa para a criação de óbices à obtenção de créditos pelo Poder Executivo estadual. Trata-se de hipótese análoga aos diversos precedentes citados, a configurar, nos mesmos termos daqueles julgados, violação ao princípio da intranscendência das sanções. Tal se dá porque "o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, os Tribunais de Contas e o Ministério Público são órgãos constitucionalmente autônomos institucional, financeira e administrativamente […] a divisão orgânica dos Poderes é princípio fundamental estatuído na Constituição Federal, pelo que, da mesma forma que é vedado ao Executivo exercer ingerência sobre os demais poderes de modo a obrigá- los a cumprir as determinações previstas na legislação de direito orçamentário, não pode esse mesmo ente suportar os ônus decorrentes de eventual descumprimento dessas normas por essas instituições [...] não se mostra razoável a manutenção do Estado [...] nos cadastros federais de restrição em razão de irregularidades cometidas não pelo Poder Executivo [...], mas por órgãos e poderes da administração estadual, contemplados com autonomia administrativa, financeira e orçamentária e dotados de independência institucional e orgânico-administrativa, com estatura constitucional. Com efeito, nessas circunstâncias, não se pode inviabilizar a administração de órgãos ou Poder que não foi responsável diretamente pelos fatos que acarretaram a inscrição combatida. […] Idêntico entendimento tem sido aplicado por esta Corte: AC 2.514, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10/12/2009; e AC 2.094-MCREF, rel. Min. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 19/12/2008.” (ACO 2674 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.10.2017, destaquei) Neste sentido, a independência do Tribunal de Contas foi reconhecida em diversos julgados por esta Suprema Corte, especialmente para afastar a possibilidade de que eventuais ilegalidades nele encontradas possam afetar a obtenção de créditos pelo Poder Executivo, conforme trecho de outro voto proferido pelo Ministro Luiz Fux no qual expõe que “nesse ponto, vale mencionar a lição de Odete Medauar (Direito Administrativo Moderno. São Paulo: Revista dos Tribunais, 4ª Edição, 2000, p. 458): ‘[...] o Tribunal de Contas é instituição estatal independente, pois seus integrantes têm as mesmas garantias atribuídas ao Poder Judiciário (Constituição Federal, art. 73, § 3º). Daí ser impossível considerá-lo subordinado ou inserido na estrutura do Legislativo. Se a sua função é de atuar em auxílio ao Legislativo, sua natureza, em razão das próprias normas constitucionais, é a de órgão independente, desvinculado da estrutura de qualquer dos três poderes’.” (ACO 1218 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 18.9.2015, destaques do original). Neste exato sentido estes julgados, o primeiro sob relatoria do Ministro Luiz Fux e o segundo, bem mais recente, sob relatoria do Ministro Edson Fachin: “Conforme já consignado na decisão agravada, a análise do pedido e da causa de pedir da presente ação evidencia que seu objeto se cinge à suspensão das inscrições do agravado nos sistemas de restrição ao crédito utilizados pela União que guardem pertinência com a extrapolação dos limites de gastos com pessoal pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, ao fundamento de o “Poder Executivo não poder interferir no Poder Legislativo, especificamente no Tribunal de Contas do Estado, para o fim de corrigir sua atuação […] sob pena de se estar diante de verdadeira ofensa ao pacto federativo, ser impedido de efetuar operações de crédito 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 19/12/2008.” (ACO 2674 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.10.2017, destaquei) Neste sentido, a independência do Tribunal de Contas foi reconhecida em diversos julgados por esta Suprema Corte, especialmente para afastar a possibilidade de que eventuais ilegalidades nele encontradas possam afetar a obtenção de créditos pelo Poder Executivo, conforme trecho de outro voto proferido pelo Ministro Luiz Fux no qual expõe que “nesse ponto, vale mencionar a lição de Odete Medauar (Direito Administrativo Moderno. São Paulo: Revista dos Tribunais, 4ª Edição, 2000, p. 458): ‘[...] o Tribunal de Contas é instituição estatal independente, pois seus integrantes têm as mesmas garantias atribuídas ao Poder Judiciário (Constituição Federal, art. 73, § 3º). Daí ser impossível considerá-lo subordinado ou inserido na estrutura do Legislativo. Se a sua função é de atuar em auxílio ao Legislativo, sua natureza, em razão das próprias normas constitucionais, é a de órgão independente, desvinculado da estrutura de qualquer dos três poderes’.” (ACO 1218 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 18.9.2015, destaques do original). Neste exato sentido estes julgados, o primeiro sob relatoria do Ministro Luiz Fux e o segundo, bem mais recente, sob relatoria do Ministro Edson Fachin: “Conforme já consignado na decisão agravada, a análise do pedido e da causa de pedir da presente ação evidencia que seu objeto se cinge à suspensão das inscrições do agravado nos sistemas de restrição ao crédito utilizados pela União que guardem pertinência com a extrapolação dos limites de gastos com pessoal pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, ao fundamento de o “Poder Executivo não poder interferir no Poder Legislativo, especificamente no Tribunal de Contas do Estado, para o fim de corrigir sua atuação […] sob pena de se estar diante de verdadeira ofensa ao pacto federativo, ser impedido de efetuar operações de crédito 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS ou obter garantias, tampouco ter negado o seu direito a transferências de recursos federais” (fls. 12). Por expressa determinação constitucional (art. 37, caput, da CRFB), de fato não existe, a princípio, qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do órgão ou ente que se mostre inadimplente em relação a débitos ou deveres legais nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de convênios ou prestação de garantias. Entretanto, configurada, como in casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos cadastros de inadimplência ou a liberação dos recursos federais, deve ser preservado o interesse público primário. Os Tribunais de Contas dos Estados são órgãos dotados de autonomia institucional, financeira e administrativa, conforme já assentado pelo Plenário deste Tribunal. Veja-se, nesse sentido, a ADI 4.643, de minha relatoria (grifos meus), Tribunal Pleno, DJe de 28/11/2014: “Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA CAUTELAR. ATRICON. LEGITIMIDADE AD CAUSAM. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 142/2011. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. VÍCIO DE INICIATIVA. VIOLAÇÃO ÀS PRERROGATIVAS DA AUTONOMIA E DO AUTOGOVERNO DOS TRIBUNAIS DE CONTAS. MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. 1. As Cortes de Contas do país, conforme reconhecido pela Constituição de 1988 e por esta Suprema Corte, gozam das prerrogativas da autonomia e do autogoverno, o que inclui, essencialmente, a iniciativa reservada para instaurar processo legislativo que pretenda alterar sua organização e seu funcionamento, como resulta da interpretação lógico-sistemática dos artigos 73, 75 e 96, II, “d”, CRFB/88. Precedentes: ADI 1.994/ES, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS ou obter garantias, tampouco ter negado o seu direito a transferências de recursos federais” (fls. 12). Por expressa determinação constitucional (art. 37, caput, da CRFB), de fato não existe, a princípio, qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do órgão ou ente que se mostre inadimplente em relação a débitos ou deveres legais nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de convênios ou prestação de garantias. Entretanto, configurada, como in casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos cadastros de inadimplência ou a liberação dos recursos federais, deve ser preservado o interesse público primário. Os Tribunais de Contas dos Estados são órgãos dotados de autonomia institucional, financeira e administrativa, conforme já assentado pelo Plenário deste Tribunal. Veja-se, nesse sentido, a ADI 4.643, de minha relatoria (grifos meus), Tribunal Pleno, DJe de 28/11/2014: “Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA CAUTELAR. ATRICON. LEGITIMIDADE AD CAUSAM. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 142/2011. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. VÍCIO DE INICIATIVA. VIOLAÇÃO ÀS PRERROGATIVAS DA AUTONOMIA E DO AUTOGOVERNO DOS TRIBUNAIS DE CONTAS. MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. 1. As Cortes de Contas do país, conforme reconhecido pela Constituição de 1988 e por esta Suprema Corte, gozam das prerrogativas da autonomia e do autogoverno, o que inclui, essencialmente, a iniciativa reservada para instaurar processo legislativo que pretenda alterar sua organização e seu funcionamento, como resulta da interpretação lógico-sistemática dos artigos 73, 75 e 96, II, “d”, CRFB/88. Precedentes: ADI 1.994/ES, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS Rel. Ministro Eros Grau, DJe 08.09.06; ADI nº 789/DF, Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 19/12/94. 2. O ultraje à prerrogativa de instaurar o processo legislativo privativo traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência indubitavelmente reflete hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do ato legislativo eventualmente concretizado. Precedentes: ADI nº 1.381 MC/AL, Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 06.06.2003; ADI nº 1.681 MC/SC, Rel. Ministro Maurício Corrêa, DJ 21.11.1997. 3. A Associação dos Membros do Tribunal de Contas do Brasil – ATRICON, por se tratar de entidade de classe de âmbito nacional e haver comprovado, in casu, a necessária pertinência temática, é agente dotado de legitimidade ativa ad causam para propositura da presente Ação Direta de Inconstitucionalidade, nos termos do art. 103, IX, da Constituição Federal, conforme, inclusive, já amplamente reconhecido pelo Plenário desta Corte. Precedentes: ADI 4418 MC/TO, Relator Min. Dias Toffoli, DJe 15.06.2011; ADI nº 1.873/MG, Relator Min. Marco Aurélio, DJ de 19.09.03. 4. Inconstitucionalidade formal da Lei Complementar Estadual nº 142/2011, de origem parlamentar, que altera diversos dispositivos da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, por dispor sobre forma de atuação, competências, garantias, deveres e organização do Tribunal de Contas estadual, matéria de iniciativa privativa à referida Corte. 5. Deferido o pedido de medida cautelar a fim de determinar a suspensão dos efeitos da Lei Complementar Estadual nº 142, de 08 de agosto de 2011, da lavra da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, até o julgamento definitivo da presente ação direta de inconstitucionalidade.” Não se mostra razoável, assim, a anotação do Poder Executivo e de órgãos da Administração direta a ele 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Rel. Ministro Eros Grau, DJe 08.09.06; ADI nº 789/DF, Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 19/12/94. 2. O ultraje à prerrogativa de instaurar o processo legislativo privativo traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência indubitavelmente reflete hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do ato legislativo eventualmente concretizado. Precedentes: ADI nº 1.381 MC/AL, Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 06.06.2003; ADI nº 1.681 MC/SC, Rel. Ministro Maurício Corrêa, DJ 21.11.1997. 3. A Associação dos Membros do Tribunal de Contas do Brasil – ATRICON, por se tratar de entidade de classe de âmbito nacional e haver comprovado, in casu, a necessária pertinência temática, é agente dotado de legitimidade ativa ad causam para propositura da presente Ação Direta de Inconstitucionalidade, nos termos do art. 103, IX, da Constituição Federal, conforme, inclusive, já amplamente reconhecido pelo Plenário desta Corte. Precedentes: ADI 4418 MC/TO, Relator Min. Dias Toffoli, DJe 15.06.2011; ADI nº 1.873/MG, Relator Min. Marco Aurélio, DJ de 19.09.03. 4. Inconstitucionalidade formal da Lei Complementar Estadual nº 142/2011, de origem parlamentar, que altera diversos dispositivos da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, por dispor sobre forma de atuação, competências, garantias, deveres e organização do Tribunal de Contas estadual, matéria de iniciativa privativa à referida Corte. 5. Deferido o pedido de medida cautelar a fim de determinar a suspensão dos efeitos da Lei Complementar Estadual nº 142, de 08 de agosto de 2011, da lavra da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, até o julgamento definitivo da presente ação direta de inconstitucionalidade.” Não se mostra razoável, assim, a anotação do Poder Executivo e de órgãos da Administração direta a ele 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS vinculados nos cadastros de restrição ao crédito em razão da inobservância de limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal por órgãos dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária, não sujeitos àquele poder. A divisão orgânica dos poderes é princípio fundamental estatuído na Constituição Federal, de maneira que, da mesma forma que é vedado ao Executivo exercer ingerência sobre os demais poderes, obrigando-os a cumprir as determinações previstas na legislação de direito orçamentário, não pode esse mesmo ente suportar os ônus decorrentes de eventual descumprimento dessas normas pelas referidas instituições.” (ACO 1501 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 01.7.2015, destaques do original) “[...] a compreensão iterativa do STF é no sentido da aplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções financeiras em matéria de limites setoriais de gastos com pessoal aos Poderes com autonomia financeira, a despeito da personalidade jurídica una da Administração Pública Direta. Isto porque o Poder Executivo não dispõe de meios para ingerir na execução orçamentária dos demais órgãos autônomos, tendo em vista a suspensão da eficácia do art. 9º, §3º, da LRF, no âmbito da ADI-MC 2.238, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJe 12.09.2008, com base no princípio da separação dos poderes.” (ACO 2190 AgR-segundo, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 29.9.2017, DJe 27.10.2017, destaquei) Demonstrada nos autos a compreensão descrita na inicial, cabível na hipótese a mesma solução já consolidada por este Supremo Tribunal, eis que indevida a restrição ao crédito do Estado de Mato Grosso do Sul, ante supostas irregularidades – conquanto obviamente indesejáveis – decorrentes do 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS vinculados nos cadastros de restrição ao crédito em razão da inobservância de limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal por órgãos dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária, não sujeitos àquele poder. A divisão orgânica dos poderes é princípio fundamental estatuído na Constituição Federal, de maneira que, da mesma forma que é vedado ao Executivo exercer ingerência sobre os demais poderes, obrigando-os a cumprir as determinações previstas na legislação de direito orçamentário, não pode esse mesmo ente suportar os ônus decorrentes de eventual descumprimento dessas normas pelas referidas instituições.” (ACO 1501 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 01.7.2015, destaques do original) “[...] a compreensão iterativa do STF é no sentido da aplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções financeiras em matéria de limites setoriais de gastos com pessoal aos Poderes com autonomia financeira, a despeito da personalidade jurídica una da Administração Pública Direta. Isto porque o Poder Executivo não dispõe de meios para ingerir na execução orçamentária dos demais órgãos autônomos, tendo em vista a suspensão da eficácia do art. 9º, §3º, da LRF, no âmbito da ADI-MC 2.238, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJe 12.09.2008, com base no princípio da separação dos poderes.” (ACO 2190 AgR-segundo, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 29.9.2017, DJe 27.10.2017, destaquei) Demonstrada nos autos a compreensão descrita na inicial, cabível na hipótese a mesma solução já consolidada por este Supremo Tribunal, eis que indevida a restrição ao crédito do Estado de Mato Grosso do Sul, ante supostas irregularidades – conquanto obviamente indesejáveis – decorrentes do 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS descumprimento de normas de responsabilidade fiscal pelo Poder Legislativo. Por todo o exposto, julgo procedente a presente ação, a fim de determinar à parte ré que se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo nº 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3º, da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Por estas razões, torno definitiva, para o fim nela indicada, a liminar concedida nos autos da ação cautelar preparatória (AC 3391). Condeno a ré ao pagamento de honorários advocatícios que fixo em R$ 2.000,00 (dois mil reais), com fundamento no art. 85, §8º, do Código de Processo Civil.” Nas razões do agravo (evento 40), a União sustenta ausente, na hipótese, qualquer ofensa ao postulado da intranscendência subjetiva das sanções, o que só seria aplicável em casos envolvendo pessoas jurídicas diversas, ou entes estatais dotados de personalidade jurídica própria. Alega que os Poderes Legislativo e Judiciário integram a estrutura organizacional do ente federativo, que é dotado de personalidade jurídica. Assim, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário compõem uma única pessoa jurídica, a qual deve atuar em estrita observância à legislação pátria, a fim de que possa receber transferências voluntárias ou celebrar operações de crédito. Subsidiariamente, pugna a agravante pelo sobrestamento do feito até o julgamento do Tema 743 de Repercussão Geral no RE 770.149. Intimado, o Estado de Mato Grosso do Sul apresentou contrarrazões (evento 46) alegando que em que pese o ente público estadual seja visto e tratado em sua dimensão na Federação brasileira como Unidade Federativa, o fato é que nele existem 3 (três) Poderes distintos, com autonomia administrativa e 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS descumprimento de normas de responsabilidade fiscal pelo Poder Legislativo. Por todo o exposto, julgo procedente a presente ação, a fim de determinar à parte ré que se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo nº 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3º, da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Por estas razões, torno definitiva, para o fim nela indicada, a liminar concedida nos autos da ação cautelar preparatória (AC 3391). Condeno a ré ao pagamento de honorários advocatícios que fixo em R$ 2.000,00 (dois mil reais), com fundamento no art. 85, §8º, do Código de Processo Civil.” Nas razões do agravo (evento 40), a União sustenta ausente, na hipótese, qualquer ofensa ao postulado da intranscendência subjetiva das sanções, o que só seria aplicável em casos envolvendo pessoas jurídicas diversas, ou entes estatais dotados de personalidade jurídica própria. Alega que os Poderes Legislativo e Judiciário integram a estrutura organizacional do ente federativo, que é dotado de personalidade jurídica. Assim, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário compõem uma única pessoa jurídica, a qual deve atuar em estrita observância à legislação pátria, a fim de que possa receber transferências voluntárias ou celebrar operações de crédito. Subsidiariamente, pugna a agravante pelo sobrestamento do feito até o julgamento do Tema 743 de Repercussão Geral no RE 770.149. Intimado, o Estado de Mato Grosso do Sul apresentou contrarrazões (evento 46) alegando que em que pese o ente público estadual seja visto e tratado em sua dimensão na Federação brasileira como Unidade Federativa, o fato é que nele existem 3 (três) Poderes distintos, com autonomia administrativa e 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS financeira, além do Ministério Público e do Tribunal de Contas, que detêm as mesmas autonomias. Sustenta que, diante desta interpretação, o excesso setorizado de limite praticado por um dos Poderes não pode acarretar a penalização de outro Poder, sem ofensa aos princípios da intranscendência, da separação, autonomia e harmonia dos Poderes do Estado. Alega ainda que as razões de agravo estão em total confronto com entendimento consolidado desta Corte. É o relatório. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS financeira, além do Ministério Público e do Tribunal de Contas, que detêm as mesmas autonomias. Sustenta que, diante desta interpretação, o excesso setorizado de limite praticado por um dos Poderes não pode acarretar a penalização de outro Poder, sem ofensa aos princípios da intranscendência, da separação, autonomia e harmonia dos Poderes do Estado. Alega ainda que as razões de agravo estão em total confronto com entendimento consolidado desta Corte. É o relatório. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conforme os arts. 317 e seguintes do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo regimental. Nada colhe o agravo. Inúmeros os precedentes desta Suprema Corte, conforme fiz constar na decisão agravada, reconhecendo a aplicação do princípio da intranscendência das sanções para impedir a imposição de restrições financeiras quando decorrentes de pendências de órgãos dotados de autonomia institucional. Tal entendimento foi reiterado recentemente pelo Plenário desta Suprema Corte (destaquei): “A jurisprudência da Corte está orientada no sentido de que a imposição de sanções ao Executivo estadual em virtude de pendências dos Poderes Legislativo e Judiciário locais constitui violação do princípio da intranscendência, na medida em que o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica daquelas instituições, que dispõem de plena autonomia institucional a elas outorgadas por efeito de expressa determinação constitucional.” (ACO 2995-AgR, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 06.3.2018) “3. Inscrição no Siafi/Cauc/Concov. Desrespeito ao limite de despesa com pessoal por órgão diverso da Administração Direta. 4. Princípio da intranscendência das sanções. Insubsistência da medida restritiva ao Poder que não possui ingerência administrativa sobre o órgão descumpridor.” (ACO 1023-AgR, Rel. Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 04.12.2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123406. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conforme os arts. 317 e seguintes do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo regimental. Nada colhe o agravo. Inúmeros os precedentes desta Suprema Corte, conforme fiz constar na decisão agravada, reconhecendo a aplicação do princípio da intranscendência das sanções para impedir a imposição de restrições financeiras quando decorrentes de pendências de órgãos dotados de autonomia institucional. Tal entendimento foi reiterado recentemente pelo Plenário desta Suprema Corte (destaquei): “A jurisprudência da Corte está orientada no sentido de que a imposição de sanções ao Executivo estadual em virtude de pendências dos Poderes Legislativo e Judiciário locais constitui violação do princípio da intranscendência, na medida em que o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica daquelas instituições, que dispõem de plena autonomia institucional a elas outorgadas por efeito de expressa determinação constitucional.” (ACO 2995-AgR, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 06.3.2018) “3. Inscrição no Siafi/Cauc/Concov. Desrespeito ao limite de despesa com pessoal por órgão diverso da Administração Direta. 4. Princípio da intranscendência das sanções. Insubsistência da medida restritiva ao Poder que não possui ingerência administrativa sobre o órgão descumpridor.” (ACO 1023-AgR, Rel. Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 04.12.2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. ROSA WEBER ACO 2183 AGR / MS Em se tratando de restrições ao Poder Executivo para a celebração de operações de crédito em decorrência de suposta extrapolação do limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo, resta configurada típica hipótese de incidência do princípio da intranscendência das sanções nos moldes consolidados pela reiterada jurisprudência desta Suprema Corte, a justificar a intervenção judicial para afastar os óbices sofridos pela parte demandante, uma vez inocorrente ingerência administrativa de um Poder sobre o outro. Quanto à outra alegação apresentada no agravo, registro que em ambos os precedentes a que fiz referência esta Suprema Corte afastou pedido análogo da União, de sobrestamento do feito para aguardar julgamento do tema em sede de Repercussão Geral, ao argumento de que inaplicável aos processos originários o disposto no art. 1.035, § 5º do Código de Processo Civil. Neste sentido AR 2572 AgR, Rel. Ministro Dias Toffoli (DJe 24.2.2017). Pelo exposto, conheço do agravo regimental e nego-lhe provimento. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123406. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Em se tratando de restrições ao Poder Executivo para a celebração de operações de crédito em decorrência de suposta extrapolação do limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo, resta configurada típica hipótese de incidência do princípio da intranscendência das sanções nos moldes consolidados pela reiterada jurisprudência desta Suprema Corte, a justificar a intervenção judicial para afastar os óbices sofridos pela parte demandante, uma vez inocorrente ingerência administrativa de um Poder sobre o outro. Quanto à outra alegação apresentada no agravo, registro que em ambos os precedentes a que fiz referência esta Suprema Corte afastou pedido análogo da União, de sobrestamento do feito para aguardar julgamento do tema em sede de Repercussão Geral, ao argumento de que inaplicável aos processos originários o disposto no art. 1.035, § 5º do Código de Processo Civil. Neste sentido AR 2572 AgR, Rel. Ministro Dias Toffoli (DJe 24.2.2017). Pelo exposto, conheço do agravo regimental e nego-lhe provimento. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto Vogal AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relatora. Não posso, em relação ao Estado, agasalhar o princípio da intranscendência subjetiva das sanções. Trata-se de responsabilidade do próprio Estado, vingando a impessoalidade. Pouco importa que o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal tenha sido causado por órgão sobre o qual o Poder Executivo não possui ingerência administrativa. Conforme fiz ver ao deferir a liminar na ação cautelar nº 259, de minha relatoria, referendada pelo Pleno em 19 de agosto de 2004, há de buscar-se posição de equilíbrio, muito embora seja necessária a adoção de providências para compelir a Administração Pública ao atendimento das obrigações assumidas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099117. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relatora. Não posso, em relação ao Estado, agasalhar o princípio da intranscendência subjetiva das sanções. Trata-se de responsabilidade do próprio Estado, vingando a impessoalidade. Pouco importa que o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal tenha sido causado por órgão sobre o qual o Poder Executivo não possui ingerência administrativa. Conforme fiz ver ao deferir a liminar na ação cautelar nº 259, de minha relatoria, referendada pelo Pleno em 19 de agosto de 2004, há de buscar-se posição de equilíbrio, muito embora seja necessária a adoção de providências para compelir a Administração Pública ao atendimento das obrigações assumidas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735417 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735417 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753419
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. NEGATIVA DE AUTORIZAÇÃO PARA PRESTAR GARANTIA EM OPERAÇÃO DE CRÉDITO JUNTO A BANCO PÚBLICO EM DECORRÊNCIA DE EXTRAPOLAÇÃO DO LIMITE DE GASTOS COM PESSOAL PELO PODER LEGISLATIVO ESTADUAL. VEDAÇÃO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS SANÇÕES. PRECEDENTES. PEDIDO DE SUSPENSÃO DO PROCESSO PARA AGUARDAR JULGAMENTO DE TEMA EM REPERCUSSÃO GERAL. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Fere o princípio da intranscendência das sanções a negativa de autorização, ao Poder Executivo, para prestar garantia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social em decorrência da impossibilidade de ingerência administrativa de um Poder sobre o outro. Precedentes. 2. Inaplicável às ações originárias a obrigatoriedade de sua suspensão para o aguardo de julgamento de tema em repercussão geral. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur387739
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DA SANÇÃO) AC 259 MC (TP), ACO 1023 AgR (TP), ACO 2995 AgR (TP). (SOBRESTAMENTO, AÇÃO ORIGINÁRIA, REPERCUSSÃO GERAL) AR 2572 AgR (TP). Número de páginas: 23. Análise: 26/10/2018, JSF.
ROSA WEBER
Primeira Turma
2183
[ "LEG-FED LCP-000101 ANO-2000\n LRF-2000 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001 PAR-00002 PAR-00003 \n PAR-00004 PAR-00005\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ACO-AgR
acordaos
ACO 2183 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO. AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. NEGATIVA DE AUTORIZAÇÃO PARA PRESTAR GARANTIA EM OPERAÇÃO DE CRÉDITO JUNTO A BANCO PÚBLICO EM DECORRÊNCIA DE EXTRAPOLAÇÃO DO LIMITE DE GASTOS COM PESSOAL PELO PODER LEGISLATIVO ESTADUAL. VEDAÇÃO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS SANÇÕES. PRECEDENTES. PEDIDO DE SUSPENSÃO DO PROCESSO PARA AGUARDAR JULGAMENTO DE TEMA EM REPERCUSSÃO GERAL. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Fere o princípio da intranscendência das sanções a negativa de autorização, ao Poder Executivo, para prestar garantia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social em decorrência da impossibilidade de ingerência administrativa de um Poder sobre o outro. Precedentes. 2. Inaplicável às ações originárias a obrigatoriedade de sua suspensão para o aguardo de julgamento de tema em repercussão geral. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123404. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão ACO 2183 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 15 a 21 de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123404. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 15 a 21 de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de minha lavra (evento 31) que, no esteio da jurisprudência pacífica desta Corte, julgou procedente a ação para determinar à parte ré que se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo n 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Eis o teor da decisão impugnada: “Cuida-se de Ação Cível Originária ajuizada pelo ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL em face da UNIÃO na qual questiona óbice, imposto pela ré, para a celebração de operações de crédito, consistente na extrapolação do limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo, fundamentado nos arts. 20 e 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal - Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n 101/2000). Como exemplo das operações de crédito prejudicadas, cita a contratação de linhas de crédito perante o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, no valor de R$ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental contra decisão monocrática de minha lavra (evento 31) que, no esteio da jurisprudência pacífica desta Corte, julgou procedente a ação para determinar à parte ré que se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo n 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Eis o teor da decisão impugnada: “Cuida-se de Ação Cível Originária ajuizada pelo ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL em face da UNIÃO na qual questiona óbice, imposto pela ré, para a celebração de operações de crédito, consistente na extrapolação do limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo, fundamentado nos arts. 20 e 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal - Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n 101/2000). Como exemplo das operações de crédito prejudicadas, cita a contratação de linhas de crédito perante o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, no valor de R$ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS 733.500.000,00 (setecentos e trinta e três milhões e quinhentos mil reais), a serem aplicados no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Regional de Mato Grosso do Sul em obras de pavimentação asfáltica e revitalização de rodovias. Sustenta deter o Poder Legislativo autonomia institucional, administrativa e financeira garantidas pela Constituição Federal, fato justificador do afastamento do óbice, sob pena sob pena de violação ao princípio da intranscendência das sanções. Ao final pleiteia determinação para decretar a nulidade de qualquer forma de impedimento ou óbice, por parte da União, da realização da [referida] operação de crédito, bem como determinar a abstenção de impor-se ao Estado (Poder Executivo) qualquer das vedações previstas no § 3..., do art. 23, da Lei de Responsabilidade Fiscal, sob o argumento da extrapolação dos limites setoriais legais fixados na Lei de Responsabilidade Fiscal para despesas de pessoal por parte da Assembleia Legislativa. A ação foi distribuída por dependência à AC 3391, na qual deferi a medida liminar, aos 24.6.2013, para determinar que a União se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo n 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Determinada a citação (evento 10), veio a contestação da União (evento 14) na qual confirma a existência de “houve elevação do percentual de despesa com pessoal da Assembleia Legislativa no 1... quadrimestre de 2013 (1,74%) em relação ao 2... quadrimestre de 2012 (1,72%), quando já havia descumprimento do limite de gastos com pessoal (1,68%) estabelecido no art. 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal, restando configurado o descumprimento do art. 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal ” (pág. 7 da contestação) e invoca a inaplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções na hipótese dos autos, porque “embora Legislativo, Executivo e Judiciário estejam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS 733.500.000,00 (setecentos e trinta e três milhões e quinhentos mil reais), a serem aplicados no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Regional de Mato Grosso do Sul em obras de pavimentação asfáltica e revitalização de rodovias. Sustenta deter o Poder Legislativo autonomia institucional, administrativa e financeira garantidas pela Constituição Federal, fato justificador do afastamento do óbice, sob pena sob pena de violação ao princípio da intranscendência das sanções. Ao final pleiteia determinação para decretar a nulidade de qualquer forma de impedimento ou óbice, por parte da União, da realização da [referida] operação de crédito, bem como determinar a abstenção de impor-se ao Estado (Poder Executivo) qualquer das vedações previstas no § 3..., do art. 23, da Lei de Responsabilidade Fiscal, sob o argumento da extrapolação dos limites setoriais legais fixados na Lei de Responsabilidade Fiscal para despesas de pessoal por parte da Assembleia Legislativa. A ação foi distribuída por dependência à AC 3391, na qual deferi a medida liminar, aos 24.6.2013, para determinar que a União se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo n 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Determinada a citação (evento 10), veio a contestação da União (evento 14) na qual confirma a existência de “houve elevação do percentual de despesa com pessoal da Assembleia Legislativa no 1... quadrimestre de 2013 (1,74%) em relação ao 2... quadrimestre de 2012 (1,72%), quando já havia descumprimento do limite de gastos com pessoal (1,68%) estabelecido no art. 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal, restando configurado o descumprimento do art. 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal ” (pág. 7 da contestação) e invoca a inaplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções na hipótese dos autos, porque “embora Legislativo, Executivo e Judiciário estejam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS localizados no topo da pirâmide governamental, compõem uma única pessoa jurídica, a qual deve atuar em estrita observância à legislação pátria, a fim de que possa receber transferências voluntárias ou celebrar operações de crédito”. Autor e ré se manifestaram pela desnecessidade de produção de outras provas (eventos 20 e 21) e apresentaram alegações finais (eventos 25 e 27). Parecer do Procurador-Geral da República pela procedência da ação (evento 29). É o relatório. Decido. A jurisprudência da Casa é caudalosa quanto à afirmação da competência originária desta Suprema Corte para o exame de lides como a presente, nas quais a União (e/ou autarquias federais) inviabilizam acordos de cooperação, convênios e operações de crédito com os Estados membros e respectivas entidades da administração indireta, mediante inscrição em cadastro de inadimplentes. Reconhece-se, em hipóteses tais, a existência de conflito federativo apto a atrair a aplicação do art. 102, I, “f”, da Constituição Federal, como atestam exemplificativamente as decisões na ACO 2455 MC-AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 04.11.2015, na AC 3389 MC-Ref, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 29.8.2013, e na AC 2973 MC, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 07.3.2012. Prossigo no exame do feito. O pleito do autor procede. Esta Suprema Corte, em julgamento realizado pelo Plenário aos 06.11.2014, publicado no dia 06.2.2015, na ACO 1848 AgR, sob relatoria do Ministro Celso de Mello, deliberou sobre diversos temas, dentre eles sobre a questão da aplicação do princípio da intranscendência das sanções, sedimentando entendimento que reproduzo por meio de trechos da ementa do acórdão: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA [...] CONSEQUENTE IMPOSIÇÃO AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS localizados no topo da pirâmide governamental, compõem uma única pessoa jurídica, a qual deve atuar em estrita observância à legislação pátria, a fim de que possa receber transferências voluntárias ou celebrar operações de crédito”. Autor e ré se manifestaram pela desnecessidade de produção de outras provas (eventos 20 e 21) e apresentaram alegações finais (eventos 25 e 27). Parecer do Procurador-Geral da República pela procedência da ação (evento 29). É o relatório. Decido. A jurisprudência da Casa é caudalosa quanto à afirmação da competência originária desta Suprema Corte para o exame de lides como a presente, nas quais a União (e/ou autarquias federais) inviabilizam acordos de cooperação, convênios e operações de crédito com os Estados membros e respectivas entidades da administração indireta, mediante inscrição em cadastro de inadimplentes. Reconhece-se, em hipóteses tais, a existência de conflito federativo apto a atrair a aplicação do art. 102, I, “f”, da Constituição Federal, como atestam exemplificativamente as decisões na ACO 2455 MC-AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 04.11.2015, na AC 3389 MC-Ref, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 29.8.2013, e na AC 2973 MC, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 07.3.2012. Prossigo no exame do feito. O pleito do autor procede. Esta Suprema Corte, em julgamento realizado pelo Plenário aos 06.11.2014, publicado no dia 06.2.2015, na ACO 1848 AgR, sob relatoria do Ministro Celso de Mello, deliberou sobre diversos temas, dentre eles sobre a questão da aplicação do princípio da intranscendência das sanções, sedimentando entendimento que reproduzo por meio de trechos da ementa do acórdão: “AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA [...] CONSEQUENTE IMPOSIÇÃO AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS ORDEM JURÍDICA – POSTULADO DA INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – VIOLAÇÃO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) – BLOQUEIO DE RECURSOS CUJO REPASSE TEM POR FUNDAMENTO RESPECTIVOS CONVÊNIOS – RISCO PARA A CONTINUIDADE DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS NO ÂMBITO DO ESTADO DO MARANHÃO – SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. INSCRIÇÃO EM CADASTRO PÚBLICO DE INADIMPLENTES E ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. – O postulado da intranscendência impede que sanções e restrições de ordem jurídica superem a dimensão estritamente pessoal do infrator. Em virtude desse princípio, as limitações jurídicas que derivam da inscrição, em cadastros públicos de inadimplentes, das autarquias, das empresas governamentais ou das entidades paraestatais não podem atingir os Estados-membros, projetando, sobre estes, consequências jurídicas desfavoráveis e gravosas, pois o inadimplemento obrigacional – por revelar-se unicamente imputável aos entes menores integrantes da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS ORDEM JURÍDICA – POSTULADO DA INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – VIOLAÇÃO AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL (TAMBÉM APLICÁVEL AOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER MERAMENTE ADMINISTRATIVO) – BLOQUEIO DE RECURSOS CUJO REPASSE TEM POR FUNDAMENTO RESPECTIVOS CONVÊNIOS – RISCO PARA A CONTINUIDADE DA EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS NO ÂMBITO DO ESTADO DO MARANHÃO – SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. INSCRIÇÃO EM CADASTRO PÚBLICO DE INADIMPLENTES E ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. – O postulado da intranscendência impede que sanções e restrições de ordem jurídica superem a dimensão estritamente pessoal do infrator. Em virtude desse princípio, as limitações jurídicas que derivam da inscrição, em cadastros públicos de inadimplentes, das autarquias, das empresas governamentais ou das entidades paraestatais não podem atingir os Estados-membros, projetando, sobre estes, consequências jurídicas desfavoráveis e gravosas, pois o inadimplemento obrigacional – por revelar-se unicamente imputável aos entes menores integrantes da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS administração descentralizada – só a estes pode afetar. – Os Estados-membros e o Distrito Federal, em consequência, não podem sofrer limitações em sua esfera jurídica, motivadas pelo só fato de se acharem administrativamente vinculadas a eles as autarquias, as entidades paraestatais, as sociedades sujeitas a seu poder de controle e as empresas governamentais alegadamente inadimplentes e que, por tal motivo, hajam sido incluídas em cadastros federais (CAUC, SIAFI, CADIN, v.g.). A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar- se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS administração descentralizada – só a estes pode afetar. – Os Estados-membros e o Distrito Federal, em consequência, não podem sofrer limitações em sua esfera jurídica, motivadas pelo só fato de se acharem administrativamente vinculadas a eles as autarquias, as entidades paraestatais, as sociedades sujeitas a seu poder de controle e as empresas governamentais alegadamente inadimplentes e que, por tal motivo, hajam sido incluídas em cadastros federais (CAUC, SIAFI, CADIN, v.g.). A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. – A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar- se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. – A Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. – A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS CUJA EFETIVAÇÃO COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. – O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes.” (ACO 1848 AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 06.11.2014, DJe 06.2.2015, destaquei) Na mesma época, especificamente sobre sanções impostas ao Poder Executivo em decorrência de suposto descumprimento de limite de gastos pelo Poder Judiciário, esta Corte Suprema se manifestou no mesmo sentido na ACO 1612 AgR, em julgado também sob relatoria do Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, com a seguinte ementa: “IMPEDIMENTO À REALIZAÇÃO DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS CUJA EFETIVAÇÃO COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. – O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes.” (ACO 1848 AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 06.11.2014, DJe 06.2.2015, destaquei) Na mesma época, especificamente sobre sanções impostas ao Poder Executivo em decorrência de suposto descumprimento de limite de gastos pelo Poder Judiciário, esta Corte Suprema se manifestou no mesmo sentido na ACO 1612 AgR, em julgado também sob relatoria do Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, com a seguinte ementa: “IMPEDIMENTO À REALIZAÇÃO DE 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS CONTRATAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO DESTINADAS AO PROGRAMA EMERGENCIAL DE FINANCIAMENTO 2 – PEF2, AO PROFISCO E AO PROGRAMA DE TRANSPORTES E DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL – PDE/MS – RESTRIÇÕES QUE, EMANADAS DA UNIÃO, INCIDEM SOBRE O ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL POR ALEGADO DESCUMPRIMENTO, POR PARTE DE SEU PODER JUDICIÁRIO, DO LIMITE SETORIAL QUE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL IMPÕE A TAL ÓRGÃO PÚBLICO (Lei Complementar n 101/2000, ART. 20, II, “B”) – POSTULADO DA INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: LIMITE GLOBAL E LIMITE SETORIAL EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (PODER JUDICIÁRIO). – O Poder Executivo estadual não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições emanadas da União Federal, em matéria de realização de operações de crédito, sob a alegação de que o Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas ou o Ministério Público locais teriam descumprido o limite individual a eles imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, “a”, “b” e “d”), pois o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica de referidas instituições, que dispõem de plena autonomia institucional a elas outorgada por efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes.” (ACO 1612 AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 27.11.2014, DJe 13.2.2015, destaquei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS CONTRATAÇÃO DE OPERAÇÕES DE CRÉDITO DESTINADAS AO PROGRAMA EMERGENCIAL DE FINANCIAMENTO 2 – PEF2, AO PROFISCO E AO PROGRAMA DE TRANSPORTES E DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL – PDE/MS – RESTRIÇÕES QUE, EMANADAS DA UNIÃO, INCIDEM SOBRE O ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL POR ALEGADO DESCUMPRIMENTO, POR PARTE DE SEU PODER JUDICIÁRIO, DO LIMITE SETORIAL QUE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL IMPÕE A TAL ÓRGÃO PÚBLICO (Lei Complementar n 101/2000, ART. 20, II, “B”) – POSTULADO DA INTRANSCENDÊNCIA – IMPOSSIBILIDADE DE SANÇÕES E RESTRIÇÕES DE ORDEM JURÍDICA SUPERAREM A DIMENSÃO ESTRITAMENTE PESSOAL DO INFRATOR – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. O ALTO SIGNIFICADO DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E A QUESTÃO DE SUA APLICABILIDADE AO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: LIMITE GLOBAL E LIMITE SETORIAL EM TEMA DE DESPESA COM PESSOAL (PODER JUDICIÁRIO). – O Poder Executivo estadual não pode sofrer sanções nem expor-se a restrições emanadas da União Federal, em matéria de realização de operações de crédito, sob a alegação de que o Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas ou o Ministério Público locais teriam descumprido o limite individual a eles imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 20, inciso II, “a”, “b” e “d”), pois o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica de referidas instituições, que dispõem de plena autonomia institucional a elas outorgada por efeito de expressa determinação constitucional. Precedentes.” (ACO 1612 AgR, Relator Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, julgado em 27.11.2014, DJe 13.2.2015, destaquei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS Em julgamentos proferidos por ambas as Turmas desta Suprema Corte, o entendimento se deu nos mesmos moldes. Cito algumas ementas: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. OS TRIBUNAIS DE CONTAS DOS ESTADOS SÃO ÓRGÃOS DOTADOS DE AUTONOMIA INSTITUCIONAL, ORGÂNICO- ADMINISTRATIVA E AUTOGOVERNO. ATOS A ELES ATRIBUÍDOS NÃO PODEM ENSEJAR A INSCRIÇÃO, NOS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO UTILIZADOS PELA UNIÃO, DE OUTRO ÓRGÃO QUE SOBRE ELES NÃO PODE EXERCER INGERÊNCIA (PODER EXECUTIVO). APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Tribunais de Contas dos Estados são órgãos dotados de autonomia institucional, financeira e administrativa, conforme já assentado pelo Plenário deste Tribunal (ADI 4.643, Rel. Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe de 28/11/2014). 2. Não se mostra razoável a anotação do Poder Executivo e de órgãos da Administração direta a ele vinculados nos cadastros de restrição ao crédito em razão da inobservância de limites orçamentários por órgãos dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária, não sujeitos àquele poder. 3. In casu, aplica-se o princípio da intranscendência subjetiva das sanções, consoante tem decidido esta Corte em casos análogos (ACO 1.612-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 12/02/2015). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AC 2511 AgR, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j. 30.6.2015, DJe 26.8.2015, destaquei) 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Em julgamentos proferidos por ambas as Turmas desta Suprema Corte, o entendimento se deu nos mesmos moldes. Cito algumas ementas: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CAUTELAR. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES. OS TRIBUNAIS DE CONTAS DOS ESTADOS SÃO ÓRGÃOS DOTADOS DE AUTONOMIA INSTITUCIONAL, ORGÂNICO- ADMINISTRATIVA E AUTOGOVERNO. ATOS A ELES ATRIBUÍDOS NÃO PODEM ENSEJAR A INSCRIÇÃO, NOS SISTEMAS DE RESTRIÇÃO AO CRÉDITO UTILIZADOS PELA UNIÃO, DE OUTRO ÓRGÃO QUE SOBRE ELES NÃO PODE EXERCER INGERÊNCIA (PODER EXECUTIVO). APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Tribunais de Contas dos Estados são órgãos dotados de autonomia institucional, financeira e administrativa, conforme já assentado pelo Plenário deste Tribunal (ADI 4.643, Rel. Min. Luiz Fux, Tribunal Pleno, DJe de 28/11/2014). 2. Não se mostra razoável a anotação do Poder Executivo e de órgãos da Administração direta a ele vinculados nos cadastros de restrição ao crédito em razão da inobservância de limites orçamentários por órgãos dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária, não sujeitos àquele poder. 3. In casu, aplica-se o princípio da intranscendência subjetiva das sanções, consoante tem decidido esta Corte em casos análogos (ACO 1.612-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 12/02/2015). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AC 2511 AgR, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j. 30.6.2015, DJe 26.8.2015, destaquei) 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO (CAUC). OFENSA AO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. OCORRÊNCIA. PENDÊNCIA ORIUNDA DO PODER LEGISLATIVO ESTATAL. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. ACO 1.612-AGR, REL. MIN. CELSO DE MELLO, PLENO, DJE DE 13/2/2015. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal uniformizou o entendimento no sentido de que o Estado só pode sofrer restrições nos cadastros de devedores da União por atos praticados pelo Executivo. Em consequência, atos do Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e dos entes da Administração Pública indireta (como as autarquias e as empresas públicas) não podem gerar sanções da União contra o Estado, diante da ausência de ingerência direta do Executivo sobre eles. (ACO 1.612-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 13/2/2015). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ACO 2066 AgR, Relator Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, j. 18.8.2015, DJe 31.8.2015, destaquei) Também, no mesmo sentido, diversos outros julgados, especialmente os seguintes: AC 2959 MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 12.8.2010, DJe 24.9.2010, ACO 2661 MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 13.5.2015, DJe 09.6.2015, ACO 1431 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 17.6.2015, DJe 22.9.2015, ACO 1218 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j. 25.8.2015, DJe 18.9.2015), ACO 1289 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, j. 25.11.2015, DJe 09.12.2015, ACO 2099 AgR, Rel. Min. Teori 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. FINANCEIRO. INSCRIÇÃO DE ENTE FEDERATIVO NO CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO (CAUC). OFENSA AO PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. OCORRÊNCIA. PENDÊNCIA ORIUNDA DO PODER LEGISLATIVO ESTATAL. JURISPRUDÊNCIA. PRECEDENTES. ACO 1.612-AGR, REL. MIN. CELSO DE MELLO, PLENO, DJE DE 13/2/2015. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal uniformizou o entendimento no sentido de que o Estado só pode sofrer restrições nos cadastros de devedores da União por atos praticados pelo Executivo. Em consequência, atos do Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e dos entes da Administração Pública indireta (como as autarquias e as empresas públicas) não podem gerar sanções da União contra o Estado, diante da ausência de ingerência direta do Executivo sobre eles. (ACO 1.612-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 13/2/2015). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ACO 2066 AgR, Relator Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, j. 18.8.2015, DJe 31.8.2015, destaquei) Também, no mesmo sentido, diversos outros julgados, especialmente os seguintes: AC 2959 MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 12.8.2010, DJe 24.9.2010, ACO 2661 MC-Ref, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 13.5.2015, DJe 09.6.2015, ACO 1431 AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, j. 17.6.2015, DJe 22.9.2015, ACO 1218 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j. 25.8.2015, DJe 18.9.2015), ACO 1289 AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Tribunal Pleno, j. 25.11.2015, DJe 09.12.2015, ACO 2099 AgR, Rel. Min. Teori 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS Zavascki, Tribunal Pleno, j. 18.12.2015, DJe 22.2.2016, ACO 2648 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, j. 17.3.2016, DJe 02.6.2016, AC 2650 AgR, Rel, Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 18.11.201, DJe 02.12.2016, ACO 2190 AgR-segundo, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 29.9.2017, DJe 27.10.2017 e ACO 2674 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j 06.10.2017, DJe 25.10.2017. O reconhecimento da reiteração deste entendimento já foi sufragado em julgamento de Recurso Extraordinário pela Segunda Turma desta Corte, sob relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA OU DA PERSONALIDADE DAS SANÇÕES E DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE ORDEM JURÍDICA. ART. 5..., XLV, DA Constituição Federal de 1988. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE AO ENTE ESTATAL POR ATO PRATICADO POR ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA OU PELO PODER LEGISLATIVO OU JUDICIÁRIO. TESE ADOTADA EM COGNIÇÃO SUMÁRIA PELO PLENO DO Supremo Tribunal Federal. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal entende que as limitações jurídicas decorrentes do descumprimento de obrigação por entidade da administração indireta não podem ser atribuídas ao ente federal da qual participam e, pelo mesmo motivo, quando o desrespeito for ocasionado pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Judiciário, as consequências não podem alcançar o Poder Executivo. II – Situação dos autos diversa daquela em que se afasta a adoção do princípio se a responsabilidade deriva de ato praticado por órgão do próprio Poder Executivo. III – O caráter provisório de orientação adotada pelo Pleno desta Corte, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Zavascki, Tribunal Pleno, j. 18.12.2015, DJe 22.2.2016, ACO 2648 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, j. 17.3.2016, DJe 02.6.2016, AC 2650 AgR, Rel, Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 18.11.201, DJe 02.12.2016, ACO 2190 AgR-segundo, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 29.9.2017, DJe 27.10.2017 e ACO 2674 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, j 06.10.2017, DJe 25.10.2017. O reconhecimento da reiteração deste entendimento já foi sufragado em julgamento de Recurso Extraordinário pela Segunda Turma desta Corte, sob relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA OU DA PERSONALIDADE DAS SANÇÕES E DAS MEDIDAS RESTRITIVAS DE ORDEM JURÍDICA. ART. 5..., XLV, DA Constituição Federal de 1988. IMPOSSIBILIDADE DE ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE AO ENTE ESTATAL POR ATO PRATICADO POR ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA OU PELO PODER LEGISLATIVO OU JUDICIÁRIO. TESE ADOTADA EM COGNIÇÃO SUMÁRIA PELO PLENO DO Supremo Tribunal Federal. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O Supremo Tribunal Federal entende que as limitações jurídicas decorrentes do descumprimento de obrigação por entidade da administração indireta não podem ser atribuídas ao ente federal da qual participam e, pelo mesmo motivo, quando o desrespeito for ocasionado pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Judiciário, as consequências não podem alcançar o Poder Executivo. II – Situação dos autos diversa daquela em que se afasta a adoção do princípio se a responsabilidade deriva de ato praticado por órgão do próprio Poder Executivo. III – O caráter provisório de orientação adotada pelo Pleno desta Corte, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS ainda que proferida em cognição sumária, não impede o julgamento imediato de causas que versem sobre idêntica controvérsia, nem dá ensejo a necessário sobrestamento do feito. IV - Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 768238 AgR, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, j. 18.2.2014, DJe 06.3.2014, destaquei) Conforme narrado na inicial e comprovado nos documentos que a acompanham (evento 2, págs. 1-2, cópia do ofício n 1229/2013 do Ministério da Fazenda), o excesso no limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo servia de justificativa para a criação de óbices à obtenção de créditos pelo Poder Executivo estadual. Trata-se de hipótese análoga aos diversos precedentes citados, a configurar, nos mesmos termos daqueles julgados, violação ao princípio da intranscendência das sanções. Tal se dá porque "o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, os Tribunais de Contas e o Ministério Público são órgãos constitucionalmente autônomos institucional, financeira e administrativamente […] a divisão orgânica dos Poderes é princípio fundamental estatuído na Constituição Federal, pelo que, da mesma forma que é vedado ao Executivo exercer ingerência sobre os demais poderes de modo a obrigá- los a cumprir as determinações previstas na legislação de direito orçamentário, não pode esse mesmo ente suportar os ônus decorrentes de eventual descumprimento dessas normas por essas instituições [...] não se mostra razoável a manutenção do Estado [...] nos cadastros federais de restrição em razão de irregularidades cometidas não pelo Poder Executivo [...], mas por órgãos e poderes da administração estadual, contemplados com autonomia administrativa, financeira e orçamentária e dotados de independência institucional e orgânico-administrativa, com estatura constitucional. Com efeito, nessas circunstâncias, não se pode inviabilizar a administração de órgãos ou Poder que não foi responsável diretamente pelos fatos que acarretaram a inscrição combatida. […] Idêntico entendimento tem sido aplicado por esta Corte: AC 2.514, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10/12/2009; e AC 2.094-MCREF, rel. Min. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS ainda que proferida em cognição sumária, não impede o julgamento imediato de causas que versem sobre idêntica controvérsia, nem dá ensejo a necessário sobrestamento do feito. IV - Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 768238 AgR, Relator Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, j. 18.2.2014, DJe 06.3.2014, destaquei) Conforme narrado na inicial e comprovado nos documentos que a acompanham (evento 2, págs. 1-2, cópia do ofício n 1229/2013 do Ministério da Fazenda), o excesso no limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo servia de justificativa para a criação de óbices à obtenção de créditos pelo Poder Executivo estadual. Trata-se de hipótese análoga aos diversos precedentes citados, a configurar, nos mesmos termos daqueles julgados, violação ao princípio da intranscendência das sanções. Tal se dá porque "o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, os Tribunais de Contas e o Ministério Público são órgãos constitucionalmente autônomos institucional, financeira e administrativamente […] a divisão orgânica dos Poderes é princípio fundamental estatuído na Constituição Federal, pelo que, da mesma forma que é vedado ao Executivo exercer ingerência sobre os demais poderes de modo a obrigá- los a cumprir as determinações previstas na legislação de direito orçamentário, não pode esse mesmo ente suportar os ônus decorrentes de eventual descumprimento dessas normas por essas instituições [...] não se mostra razoável a manutenção do Estado [...] nos cadastros federais de restrição em razão de irregularidades cometidas não pelo Poder Executivo [...], mas por órgãos e poderes da administração estadual, contemplados com autonomia administrativa, financeira e orçamentária e dotados de independência institucional e orgânico-administrativa, com estatura constitucional. Com efeito, nessas circunstâncias, não se pode inviabilizar a administração de órgãos ou Poder que não foi responsável diretamente pelos fatos que acarretaram a inscrição combatida. […] Idêntico entendimento tem sido aplicado por esta Corte: AC 2.514, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 10/12/2009; e AC 2.094-MCREF, rel. Min. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 19/12/2008.” (ACO 2674 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.10.2017, destaquei) Neste sentido, a independência do Tribunal de Contas foi reconhecida em diversos julgados por esta Suprema Corte, especialmente para afastar a possibilidade de que eventuais ilegalidades nele encontradas possam afetar a obtenção de créditos pelo Poder Executivo, conforme trecho de outro voto proferido pelo Ministro Luiz Fux no qual expõe que “nesse ponto, vale mencionar a lição de Odete Medauar (Direito Administrativo Moderno. São Paulo: Revista dos Tribunais, 4... Edição, 2000, p. 458): ‘[...] o Tribunal de Contas é instituição estatal independente, pois seus integrantes têm as mesmas garantias atribuídas ao Poder Judiciário (Constituição Federal, art. 73, § 3...). Daí ser impossível considerá-lo subordinado ou inserido na estrutura do Legislativo. Se a sua função é de atuar em auxílio ao Legislativo, sua natureza, em razão das próprias normas constitucionais, é a de órgão independente, desvinculado da estrutura de qualquer dos três poderes’.” (ACO 1218 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 18.9.2015, destaques do original). Neste exato sentido estes julgados, o primeiro sob relatoria do Ministro Luiz Fux e o segundo, bem mais recente, sob relatoria do Ministro Edson Fachin: “Conforme já consignado na decisão agravada, a análise do pedido e da causa de pedir da presente ação evidencia que seu objeto se cinge à suspensão das inscrições do agravado nos sistemas de restrição ao crédito utilizados pela União que guardem pertinência com a extrapolação dos limites de gastos com pessoal pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, ao fundamento de o “Poder Executivo não poder interferir no Poder Legislativo, especificamente no Tribunal de Contas do Estado, para o fim de corrigir sua atuação […] sob pena de se estar diante de verdadeira ofensa ao pacto federativo, ser impedido de efetuar operações de crédito 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 19/12/2008.” (ACO 2674 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.10.2017, destaquei) Neste sentido, a independência do Tribunal de Contas foi reconhecida em diversos julgados por esta Suprema Corte, especialmente para afastar a possibilidade de que eventuais ilegalidades nele encontradas possam afetar a obtenção de créditos pelo Poder Executivo, conforme trecho de outro voto proferido pelo Ministro Luiz Fux no qual expõe que “nesse ponto, vale mencionar a lição de Odete Medauar (Direito Administrativo Moderno. São Paulo: Revista dos Tribunais, 4... Edição, 2000, p. 458): ‘[...] o Tribunal de Contas é instituição estatal independente, pois seus integrantes têm as mesmas garantias atribuídas ao Poder Judiciário (Constituição Federal, art. 73, § 3...). Daí ser impossível considerá-lo subordinado ou inserido na estrutura do Legislativo. Se a sua função é de atuar em auxílio ao Legislativo, sua natureza, em razão das próprias normas constitucionais, é a de órgão independente, desvinculado da estrutura de qualquer dos três poderes’.” (ACO 1218 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 18.9.2015, destaques do original). Neste exato sentido estes julgados, o primeiro sob relatoria do Ministro Luiz Fux e o segundo, bem mais recente, sob relatoria do Ministro Edson Fachin: “Conforme já consignado na decisão agravada, a análise do pedido e da causa de pedir da presente ação evidencia que seu objeto se cinge à suspensão das inscrições do agravado nos sistemas de restrição ao crédito utilizados pela União que guardem pertinência com a extrapolação dos limites de gastos com pessoal pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, ao fundamento de o “Poder Executivo não poder interferir no Poder Legislativo, especificamente no Tribunal de Contas do Estado, para o fim de corrigir sua atuação […] sob pena de se estar diante de verdadeira ofensa ao pacto federativo, ser impedido de efetuar operações de crédito 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS ou obter garantias, tampouco ter negado o seu direito a transferências de recursos federais” (fls. 12). Por expressa determinação constitucional (art. 37, caput, da CRFB), de fato não existe, a princípio, qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do órgão ou ente que se mostre inadimplente em relação a débitos ou deveres legais nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de convênios ou prestação de garantias. Entretanto, configurada, como in casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos cadastros de inadimplência ou a liberação dos recursos federais, deve ser preservado o interesse público primário. Os Tribunais de Contas dos Estados são órgãos dotados de autonomia institucional, financeira e administrativa, conforme já assentado pelo Plenário deste Tribunal. Veja-se, nesse sentido, a ADI 4.643, de minha relatoria (grifos meus), Tribunal Pleno, DJe de 28/11/2014: “Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA CAUTELAR. ATRICON. LEGITIMIDADE AD CAUSAM. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 142/2011. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. VÍCIO DE INICIATIVA. VIOLAÇÃO ÀS PRERROGATIVAS DA AUTONOMIA E DO AUTOGOVERNO DOS TRIBUNAIS DE CONTAS. MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. 1. As Cortes de Contas do país, conforme reconhecido pela Constituição de 1988 e por esta Suprema Corte, gozam das prerrogativas da autonomia e do autogoverno, o que inclui, essencialmente, a iniciativa reservada para instaurar processo legislativo que pretenda alterar sua organização e seu funcionamento, como resulta da interpretação lógico-sistemática dos artigos 73, 75 e 96, II, “d”, CRFB/88. Precedentes: ADI 1.994/ES, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS ou obter garantias, tampouco ter negado o seu direito a transferências de recursos federais” (fls. 12). Por expressa determinação constitucional (art. 37, caput, da CRFB), de fato não existe, a princípio, qualquer ilegalidade na atuação da União em proceder à inscrição do órgão ou ente que se mostre inadimplente em relação a débitos ou deveres legais nos cadastros de restrição, bem como na não celebração de convênios ou prestação de garantias. Entretanto, configurada, como in casu, hipótese excepcional a autorizar a exclusão judicial da inscrição nos cadastros de inadimplência ou a liberação dos recursos federais, deve ser preservado o interesse público primário. Os Tribunais de Contas dos Estados são órgãos dotados de autonomia institucional, financeira e administrativa, conforme já assentado pelo Plenário deste Tribunal. Veja-se, nesse sentido, a ADI 4.643, de minha relatoria (grifos meus), Tribunal Pleno, DJe de 28/11/2014: “Ementa: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA CAUTELAR. ATRICON. LEGITIMIDADE AD CAUSAM. PERTINÊNCIA TEMÁTICA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 142/2011. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL. VÍCIO DE INICIATIVA. VIOLAÇÃO ÀS PRERROGATIVAS DA AUTONOMIA E DO AUTOGOVERNO DOS TRIBUNAIS DE CONTAS. MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA. 1. As Cortes de Contas do país, conforme reconhecido pela Constituição de 1988 e por esta Suprema Corte, gozam das prerrogativas da autonomia e do autogoverno, o que inclui, essencialmente, a iniciativa reservada para instaurar processo legislativo que pretenda alterar sua organização e seu funcionamento, como resulta da interpretação lógico-sistemática dos artigos 73, 75 e 96, II, “d”, CRFB/88. Precedentes: ADI 1.994/ES, 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS Rel. Ministro Eros Grau, DJe 08.09.06; ADI n 789/DF, Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 19/12/94. 2. O ultraje à prerrogativa de instaurar o processo legislativo privativo traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência indubitavelmente reflete hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do ato legislativo eventualmente concretizado. Precedentes: ADI n 1.381 MC/AL, Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 06.06.2003; ADI n 1.681 MC/SC, Rel. Ministro Maurício Corrêa, DJ 21.11.1997. 3. A Associação dos Membros do Tribunal de Contas do Brasil – ATRICON, por se tratar de entidade de classe de âmbito nacional e haver comprovado, in casu, a necessária pertinência temática, é agente dotado de legitimidade ativa ad causam para propositura da presente Ação Direta de Inconstitucionalidade, nos termos do art. 103, IX, da Constituição Federal, conforme, inclusive, já amplamente reconhecido pelo Plenário desta Corte. Precedentes: ADI 4418 MC/TO, Relator Min. Dias Toffoli, DJe 15.06.2011; ADI n 1.873/MG, Relator Min. Marco Aurélio, DJ de 19.09.03. 4. Inconstitucionalidade formal da Lei Complementar Estadual n 142/2011, de origem parlamentar, que altera diversos dispositivos da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, por dispor sobre forma de atuação, competências, garantias, deveres e organização do Tribunal de Contas estadual, matéria de iniciativa privativa à referida Corte. 5. Deferido o pedido de medida cautelar a fim de determinar a suspensão dos efeitos da Lei Complementar Estadual n 142, de 08 de agosto de 2011, da lavra da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, até o julgamento definitivo da presente ação direta de inconstitucionalidade.” Não se mostra razoável, assim, a anotação do Poder Executivo e de órgãos da Administração direta a ele 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Rel. Ministro Eros Grau, DJe 08.09.06; ADI n 789/DF, Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 19/12/94. 2. O ultraje à prerrogativa de instaurar o processo legislativo privativo traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência indubitavelmente reflete hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do ato legislativo eventualmente concretizado. Precedentes: ADI n 1.381 MC/AL, Rel. Ministro Celso de Mello, DJ 06.06.2003; ADI n 1.681 MC/SC, Rel. Ministro Maurício Corrêa, DJ 21.11.1997. 3. A Associação dos Membros do Tribunal de Contas do Brasil – ATRICON, por se tratar de entidade de classe de âmbito nacional e haver comprovado, in casu, a necessária pertinência temática, é agente dotado de legitimidade ativa ad causam para propositura da presente Ação Direta de Inconstitucionalidade, nos termos do art. 103, IX, da Constituição Federal, conforme, inclusive, já amplamente reconhecido pelo Plenário desta Corte. Precedentes: ADI 4418 MC/TO, Relator Min. Dias Toffoli, DJe 15.06.2011; ADI n 1.873/MG, Relator Min. Marco Aurélio, DJ de 19.09.03. 4. Inconstitucionalidade formal da Lei Complementar Estadual n 142/2011, de origem parlamentar, que altera diversos dispositivos da Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, por dispor sobre forma de atuação, competências, garantias, deveres e organização do Tribunal de Contas estadual, matéria de iniciativa privativa à referida Corte. 5. Deferido o pedido de medida cautelar a fim de determinar a suspensão dos efeitos da Lei Complementar Estadual n 142, de 08 de agosto de 2011, da lavra da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, até o julgamento definitivo da presente ação direta de inconstitucionalidade.” Não se mostra razoável, assim, a anotação do Poder Executivo e de órgãos da Administração direta a ele 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS vinculados nos cadastros de restrição ao crédito em razão da inobservância de limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal por órgãos dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária, não sujeitos àquele poder. A divisão orgânica dos poderes é princípio fundamental estatuído na Constituição Federal, de maneira que, da mesma forma que é vedado ao Executivo exercer ingerência sobre os demais poderes, obrigando-os a cumprir as determinações previstas na legislação de direito orçamentário, não pode esse mesmo ente suportar os ônus decorrentes de eventual descumprimento dessas normas pelas referidas instituições.” (ACO 1501 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 01.7.2015, destaques do original) “[...] a compreensão iterativa do Supremo Tribunal Federal é no sentido da aplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções financeiras em matéria de limites setoriais de gastos com pessoal aos Poderes com autonomia financeira, a despeito da personalidade jurídica una da Administração Pública Direta. Isto porque o Poder Executivo não dispõe de meios para ingerir na execução orçamentária dos demais órgãos autônomos, tendo em vista a suspensão da eficácia do art. 9..., §3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal, no âmbito da ADI-MC 2.238, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJe 12.09.2008, com base no princípio da separação dos poderes.” (ACO 2190 AgR-segundo, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 29.9.2017, DJe 27.10.2017, destaquei) Demonstrada nos autos a compreensão descrita na inicial, cabível na hipótese a mesma solução já consolidada por este Supremo Tribunal, eis que indevida a restrição ao crédito do Estado de Mato Grosso do Sul, ante supostas irregularidades – conquanto obviamente indesejáveis – decorrentes do 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS vinculados nos cadastros de restrição ao crédito em razão da inobservância de limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal por órgãos dotados de autonomia administrativa, financeira e orçamentária, não sujeitos àquele poder. A divisão orgânica dos poderes é princípio fundamental estatuído na Constituição Federal, de maneira que, da mesma forma que é vedado ao Executivo exercer ingerência sobre os demais poderes, obrigando-os a cumprir as determinações previstas na legislação de direito orçamentário, não pode esse mesmo ente suportar os ônus decorrentes de eventual descumprimento dessas normas pelas referidas instituições.” (ACO 1501 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 01.7.2015, destaques do original) “[...] a compreensão iterativa do Supremo Tribunal Federal é no sentido da aplicabilidade do princípio da intranscendência subjetiva das sanções financeiras em matéria de limites setoriais de gastos com pessoal aos Poderes com autonomia financeira, a despeito da personalidade jurídica una da Administração Pública Direta. Isto porque o Poder Executivo não dispõe de meios para ingerir na execução orçamentária dos demais órgãos autônomos, tendo em vista a suspensão da eficácia do art. 9..., §3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal, no âmbito da ADI-MC 2.238, de relatoria do Ministro Ilmar Galvão, Tribunal Pleno, DJe 12.09.2008, com base no princípio da separação dos poderes.” (ACO 2190 AgR-segundo, Rel. Min. Edson Fachin, Tribunal Pleno, j. 29.9.2017, DJe 27.10.2017, destaquei) Demonstrada nos autos a compreensão descrita na inicial, cabível na hipótese a mesma solução já consolidada por este Supremo Tribunal, eis que indevida a restrição ao crédito do Estado de Mato Grosso do Sul, ante supostas irregularidades – conquanto obviamente indesejáveis – decorrentes do 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS descumprimento de normas de responsabilidade fiscal pelo Poder Legislativo. Por todo o exposto, julgo procedente a presente ação, a fim de determinar à parte ré que se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo n 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Por estas razões, torno definitiva, para o fim nela indicada, a liminar concedida nos autos da ação cautelar preparatória (AC 3391). Condeno a ré ao pagamento de honorários advocatícios que fixo em R$ 2.000,00 (dois mil reais), com fundamento no art. 85, §8..., do Código de Processo Civil.” Nas razões do agravo (evento 40), a União sustenta ausente, na hipótese, qualquer ofensa ao postulado da intranscendência subjetiva das sanções, o que só seria aplicável em casos envolvendo pessoas jurídicas diversas, ou entes estatais dotados de personalidade jurídica própria. Alega que os Poderes Legislativo e Judiciário integram a estrutura organizacional do ente federativo, que é dotado de personalidade jurídica. Assim, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário compõem uma única pessoa jurídica, a qual deve atuar em estrita observância à legislação pátria, a fim de que possa receber transferências voluntárias ou celebrar operações de crédito. Subsidiariamente, pugna a agravante pelo sobrestamento do feito até o julgamento do Tema 743 de Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 770.149. Intimado, o Estado de Mato Grosso do Sul apresentou contrarrazões (evento 46) alegando que em que pese o ente público estadual seja visto e tratado em sua dimensão na Federação brasileira como Unidade Federativa, o fato é que nele existem 3 (três) Poderes distintos, com autonomia administrativa e 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS descumprimento de normas de responsabilidade fiscal pelo Poder Legislativo. Por todo o exposto, julgo procedente a presente ação, a fim de determinar à parte ré que se abstenha de negar autorização e de prestar garantia à operação de crédito em negociação junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, objeto do ofício OF/GABGOV/MS/N. 23/2013 e do Processo Administrativo n 17944.000057/2013-84, bem como de impor ao requerente as sanções do art. 23, § 3..., da Lei de Responsabilidade Fiscal, em razão da superação do limite de despesa com pessoal por parte da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul. Por estas razões, torno definitiva, para o fim nela indicada, a liminar concedida nos autos da ação cautelar preparatória (AC 3391). Condeno a ré ao pagamento de honorários advocatícios que fixo em R$ 2.000,00 (dois mil reais), com fundamento no art. 85, §8..., do Código de Processo Civil.” Nas razões do agravo (evento 40), a União sustenta ausente, na hipótese, qualquer ofensa ao postulado da intranscendência subjetiva das sanções, o que só seria aplicável em casos envolvendo pessoas jurídicas diversas, ou entes estatais dotados de personalidade jurídica própria. Alega que os Poderes Legislativo e Judiciário integram a estrutura organizacional do ente federativo, que é dotado de personalidade jurídica. Assim, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário compõem uma única pessoa jurídica, a qual deve atuar em estrita observância à legislação pátria, a fim de que possa receber transferências voluntárias ou celebrar operações de crédito. Subsidiariamente, pugna a agravante pelo sobrestamento do feito até o julgamento do Tema 743 de Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 770.149. Intimado, o Estado de Mato Grosso do Sul apresentou contrarrazões (evento 46) alegando que em que pese o ente público estadual seja visto e tratado em sua dimensão na Federação brasileira como Unidade Federativa, o fato é que nele existem 3 (três) Poderes distintos, com autonomia administrativa e 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Relatório ACO 2183 AGR / MS financeira, além do Ministério Público e do Tribunal de Contas, que detêm as mesmas autonomias. Sustenta que, diante desta interpretação, o excesso setorizado de limite praticado por um dos Poderes não pode acarretar a penalização de outro Poder, sem ofensa aos princípios da intranscendência, da separação, autonomia e harmonia dos Poderes do Estado. Alega ainda que as razões de agravo estão em total confronto com entendimento consolidado desta Corte. É o relatório. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS financeira, além do Ministério Público e do Tribunal de Contas, que detêm as mesmas autonomias. Sustenta que, diante desta interpretação, o excesso setorizado de limite praticado por um dos Poderes não pode acarretar a penalização de outro Poder, sem ofensa aos princípios da intranscendência, da separação, autonomia e harmonia dos Poderes do Estado. Alega ainda que as razões de agravo estão em total confronto com entendimento consolidado desta Corte. É o relatório. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123405. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. ROSA WEBER 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conforme os arts. 317 e seguintes do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo regimental. Nada colhe o agravo. Inúmeros os precedentes desta Suprema Corte, conforme fiz constar na decisão agravada, reconhecendo a aplicação do princípio da intranscendência das sanções para impedir a imposição de restrições financeiras quando decorrentes de pendências de órgãos dotados de autonomia institucional. Tal entendimento foi reiterado recentemente pelo Plenário desta Suprema Corte (destaquei): “A jurisprudência da Corte está orientada no sentido de que a imposição de sanções ao Executivo estadual em virtude de pendências dos Poderes Legislativo e Judiciário locais constitui violação do princípio da intranscendência, na medida em que o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica daquelas instituições, que dispõem de plena autonomia institucional a elas outorgadas por efeito de expressa determinação constitucional.” (ACO 2995-AgR, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 06.3.2018) “3. Inscrição no Siafi/Cauc/Concov. Desrespeito ao limite de despesa com pessoal por órgão diverso da Administração Direta. 4. Princípio da intranscendência das sanções. Insubsistência da medida restritiva ao Poder que não possui ingerência administrativa sobre o órgão descumpridor.” (ACO 1023-AgR, Rel. Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 04.12.2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123406. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conforme os arts. 317 e seguintes do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo regimental. Nada colhe o agravo. Inúmeros os precedentes desta Suprema Corte, conforme fiz constar na decisão agravada, reconhecendo a aplicação do princípio da intranscendência das sanções para impedir a imposição de restrições financeiras quando decorrentes de pendências de órgãos dotados de autonomia institucional. Tal entendimento foi reiterado recentemente pelo Plenário desta Suprema Corte (destaquei): “A jurisprudência da Corte está orientada no sentido de que a imposição de sanções ao Executivo estadual em virtude de pendências dos Poderes Legislativo e Judiciário locais constitui violação do princípio da intranscendência, na medida em que o Governo do Estado não tem competência para intervir na esfera orgânica daquelas instituições, que dispõem de plena autonomia institucional a elas outorgadas por efeito de expressa determinação constitucional.” (ACO 2995-AgR, Rel. Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 06.3.2018) “3. Inscrição no Siafi/Cauc/Concov. Desrespeito ao limite de despesa com pessoal por órgão diverso da Administração Direta. 4. Princípio da intranscendência das sanções. Insubsistência da medida restritiva ao Poder que não possui ingerência administrativa sobre o órgão descumpridor.” (ACO 1023-AgR, Rel. Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 04.12.2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. ROSA WEBER ACO 2183 AGR / MS Em se tratando de restrições ao Poder Executivo para a celebração de operações de crédito em decorrência de suposta extrapolação do limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo, resta configurada típica hipótese de incidência do princípio da intranscendência das sanções nos moldes consolidados pela reiterada jurisprudência desta Suprema Corte, a justificar a intervenção judicial para afastar os óbices sofridos pela parte demandante, uma vez inocorrente ingerência administrativa de um Poder sobre o outro. Quanto à outra alegação apresentada no agravo, registro que em ambos os precedentes a que fiz referência esta Suprema Corte afastou pedido análogo da União, de sobrestamento do feito para aguardar julgamento do tema em sede de Repercussão Geral, ao argumento de que inaplicável aos processos originários o disposto no art. 1.035, § 5... do Código de Processo Civil. Neste sentido AR 2572 AgR, Rel. Ministro Dias Toffoli (DJe 24.2.2017). Pelo exposto, conheço do agravo regimental e nego-lhe provimento. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123406. Supremo Tribunal Federal ACO 2183 AGR / MS Em se tratando de restrições ao Poder Executivo para a celebração de operações de crédito em decorrência de suposta extrapolação do limite de gastos com pessoal no âmbito do Poder Legislativo, resta configurada típica hipótese de incidência do princípio da intranscendência das sanções nos moldes consolidados pela reiterada jurisprudência desta Suprema Corte, a justificar a intervenção judicial para afastar os óbices sofridos pela parte demandante, uma vez inocorrente ingerência administrativa de um Poder sobre o outro. Quanto à outra alegação apresentada no agravo, registro que em ambos os precedentes a que fiz referência esta Suprema Corte afastou pedido análogo da União, de sobrestamento do feito para aguardar julgamento do tema em sede de Repercussão Geral, ao argumento de que inaplicável aos processos originários o disposto no art. 1.035, § 5... do Código de Processo Civil. Neste sentido AR 2572 AgR, Rel. Ministro Dias Toffoli (DJe 24.2.2017). Pelo exposto, conheço do agravo regimental e nego-lhe provimento. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15123406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto Vogal AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relatora. Não posso, em relação ao Estado, agasalhar o princípio da intranscendência subjetiva das sanções. Trata-se de responsabilidade do próprio Estado, vingando a impessoalidade. Pouco importa que o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal tenha sido causado por órgão sobre o qual o Poder Executivo não possui ingerência administrativa. Conforme fiz ver ao deferir a liminar na ação cautelar n 259, de minha relatoria, referendada pelo Pleno em 19 de agosto de 2004, há de buscar-se posição de equilíbrio, muito embora seja necessária a adoção de providências para compelir a Administração Pública ao atendimento das obrigações assumidas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099117. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relatora. Não posso, em relação ao Estado, agasalhar o princípio da intranscendência subjetiva das sanções. Trata-se de responsabilidade do próprio Estado, vingando a impessoalidade. Pouco importa que o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal tenha sido causado por órgão sobre o qual o Poder Executivo não possui ingerência administrativa. Conforme fiz ver ao deferir a liminar na ação cautelar n 259, de minha relatoria, referendada pelo Pleno em 19 de agosto de 2004, há de buscar-se posição de equilíbrio, muito embora seja necessária a adoção de providências para compelir a Administração Pública ao atendimento das obrigações assumidas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735417 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.183 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735417 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 183", "ACO", "ACO", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 183", "Processo", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 183", "Processo Administrativo n 17944 . 000057 / 2013 - 84", "ACO 2183 AGR / MS", "AC 3391", "Processo", "ACO 2183", "ACO 2455 MC - AgR", "AC 3389 MC - Ref", "AC 2973 MC", "ACO", "ACO 2183 AGR / MS", "ACO 2455 MC - AgR", "AC 3389 MC - Ref", "AC 2973 MC", "ACO 1848", "ACO 2183 AGR / MS", "ACO 2183", "ACO 2183 AGR", "ACO 2183 AGR / MS", "ACO 1848 AgR", "ACO 1612 AgR", "ACO 1848 AgR", "ACO 1612 AgR", "ACO 2183", "ACO 1612 AgR", "ACO", "ACO 1612 AgR", "ACO 2183 AGR / MS", "ADI 4 . 643", "ACO 1 . 612 - AgR", "AC 2511 AgR", "ACO 2183 AGR / MS", "ADI 4 . 643", "ACO 1 . 612 - AgR", "AC 2511 AgR", "ACO 2183 AGR / MS", "ACO 1 . 612 - AGR", "ACO 1 . 612 - AgR", "ACO 2066 AgR", "AC 2959 MC - Ref", "ACO 1289 AgR", "ACO 2183 AGR / MS", "ACO 1 . 612 - AGR", "ACO 1 . 612 - AgR", "ACO 2066 AgR", "AC 2959 MC - Ref", "ACO", "ACO", "ACO 2183", "ACO 2648 AgR", "AC 2650 AgR", "ACO 2190 AgR", "ACO 2674 AgR", "ACO 2183 AGR / MS", "Recurso Extraordinário 768238 AgR", "AC 2 . 514", "AC 2 . 094 - MCREF", "Recurso Extraordinário 768238 AgR", "AC 2 . 514", "AC 2 . 094 - MCREF", "ACO 2183 AGR / MS", "ACO 2674 AgR", "ACO 1218 AgR", "ACO 2674 AgR", "ACO 1218 AgR", "ADI 4 . 643", "ADI 1 . 994 / ES", "ADI 4 . 643", "ADI 1 . 994 / ES", "ACO 2183 AGR / MS", "ADI n 789 / DF", "ADI n 1 . 381 MC / AL", "ADI n 1 . 681 MC / SC", "ADI 4418 MC / TO", "ADI n 1 . 873 / MG", "ACO 2183 AGR / MS", "ADI n 789 / DF", "ADI n 1 . 381 MC / AL", "ADI n 1 . 681 MC / SC", "ADI 4418 MC / TO", "ADI n 1 . 873 / MG", "ACO 2183 AGR / MS", "ACO 1501 AgR", "-", "MC 2 . 238", "ACO 2190 AgR - segundo", "ACO 1501 AgR", "ADI", "-", "MC 2 . 238", "ACO 2190 AgR - segundo", "Processo Administrativo n 17944 . 000057", "Recurso Extraordinário 770 . 149", "ACO 2183 AGR / MS", "Processo", "Recurso Extraordinário 770 . 149", "ACO 2183 AGR / MS", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 183", "ACO 2995 - AgR", "ACO 1023 - AgR", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 183", "ACO 2995 - AgR", "ACO 1023 - AgR", "AR 2572", "AgR", "ACO 2183 AGR", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 183", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 183", "ação cautelar n 259", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 183", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 183" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 , § 3 . . . , da Lei de Responsabilidade Fiscal", "arts . 20 e 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei Complementar n 101 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 , § 3 . . . , da Lei de Responsabilidade Fiscal", "arts . 20 e 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei Complementar n 101 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "§", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 23 , § 3 . . . , da Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 23 , § 3", "art . 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ f ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ f ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República ( art . 5 . . . , LIV", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República ( art . 5 . . . , LIV )", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 101 / 2000 , ART . 20 , II , “ B ”", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI", "Lei Complementar n 101 / 2000 , ART . 20 , II ,", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XLV , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XLV , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal , art . 73 , § 3 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal , art . 73 , § 3 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , caput , da CRFB", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 142 / 2011", "Constituição de 1988", "artigos 73 , 75 e 96 , II , “ d ” , CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , caput , da CRFB", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL n 142 / 2011", "Constituição de 1988", "artigos 73 , 75 e 96 , II , “ d ” , CRFB / 88", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "Lei Complementar Estadual n 142 / 2011", "Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro", "Lei Complementar Estadual", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 , IX , da Constituição Federal", "Lei Complementar Estadual n 142 / 2011", "Lei Orgânica do Tribunal de Contas do", "Lei Complementar Estadual n 142", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Constituição Federal", "art . 9 . . . , § 3 . . . , da", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Constituição Federal", "art . 9 . . . , § 3 . . . , da Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 , § 3 . . . , da Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 85 , § 8 . . . , do Código de Processo Civil .", "Medida Provisória n 2 .", "art . 23 , § 3 . . . , da Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 85 , § 8 . . . , do Código de Processo Civil .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 317 e seguintes do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 317 e seguintes do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 5 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 5 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Brasília", "Brasília", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Mato Grosso do Sul", "Mato Grosso do Sul", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "Distrito Federal", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "São Paulo", "São Paulo", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado de Mato Grosso do Sul", "Estado de Mato Grosso do Sul", "Estado de Mato Grosso do Sul", "Estado de Mato Grosso do Sul", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "BANCO PÚBLICO", "Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social", "Assembleia Legislativa do Estado de", "UNIÃO", "Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social", "BNDES", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social", "Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul", "UNIÃO", "Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social", "BNDES", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Assembleia Legislativa", "União", "Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social", "Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul", "União", "Assembleia Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Assembleia Legislativa", "União", "Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social", "Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul", "União", "Assembleia Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MS", "União", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Suprema Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Suprema Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "CAUC", "SIAFI", "CADIN", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno", "Corte", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PDE", "/", "MS", "UNIÃO", "União", "Assembleia Legislativa", "Tribunal de Contas", "Ministério Público", "Governo do Estado", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "MS", "PDE", "/", "MS", "UNIÃO", "União", "Assembleia Legislativa", "Tribunal de Contas", "Ministério Público", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TRIBUNAIS DE CONTAS DOS ESTADOS", "UNIÃO", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CADASTRO ÚNICO DE", "CAUC", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "União", "Legislativo", "Ministério Público", "Tribunal de Contas", "União", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CADASTRO ÚNICO DE CONVÊNIO", "CAUC", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "União", "Ministério Público", "Tribunal de Contas", "União", "Pleno", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PLENO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Ministério da Fazenda", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Ministério da Fazenda", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Tribunal de Contas", "Revista dos Tribunais", "Tribunal de Contas", "Primeira Turma", "União", "Tribunal de Contas do Estado da Paraíba", "Tribunal de Contas do Estado", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Revista dos Tribunais", "Tribunal de Contas", "Primeira Turma", "União", "Tribunal de Contas do Estado da Paraíba", "Tribunal de Contas do Estado", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Associação dos Membros do Tribunal de Contas do Brasil", "ATRICON", "Plenário", "Tribunal de Contas", "Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Membros do Tribunal de Contas do Brasil", "ATRICON", "Plenário", "Tribunal de Contas estadual", "Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social", "Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul", "União", "Federação brasileira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social", "Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul", "União", "Federação brasileira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Tribunal de Contas", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Tribunal de Contas", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Suprema", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "MS", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Teori", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Teori", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Odete Medauar", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Odete Medauar", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Eros Grau", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Maurício Corrêa", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Eros Grau", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Maurício Corrêa", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Ilmar Galvão", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Ilmar Galvão", "Edson Fachin", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "6", ".", "2013", "1", "2", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "6", ".", "2013", "2013", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "11", ".", "2015", "29", ".", "8", ".", "2013", "07", ".", "3", ".", "2012", "06", ".", "11", ".", "2014", "06", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "11", ".", "2015", "29", ".", "8", ".", "2013", "07", ".", "3", ".", "2012", "06", ".", "11", ".", "2014", "06", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "11", ".", "2014", "06", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "11", ".", "2014", "06", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "11", ".", "2014", "13", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "11", ".", "2014", "13", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "11", "/", "2014", "12", "/", "02", "/", "2015", "30", ".", "6", ".", "2015", "26", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "11", "/", "2014", "12", "/", "02", "/", "2015", "30", ".", "6", ".", "2015", "26", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "2", "/", "2015", "13", "/", "2", "/", "2015", "18", ".", "8", ".", "2015", "31", ".", "8", ".", "2015", "12", ".", "8", ".", "2010", "24", ".", "9", ".", "2010", "13", ".", "5", ".", "2015", "09", ".", "6", ".", "2015", "17", ".", "6", ".", "2015", "22", ".", "9", ".", "2015", "25", ".", "8", ".", "2015", "18", ".", "9", ".", "2015", "25", ".", "11", ".", "2015", "09", ".", "12", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "2", "/", "2015", "13", "/", "2", "/", "2015", "18", ".", "8", ".", "2015", "31", ".", "8", ".", "2015", "12", ".", "8", ".", "2010", "24", ".", "9", ".", "2010", "13", ".", "5", ".", "2015", "09", ".", "6", ".", "2015", "17", ".", "6", ".", "2015", "22", ".", "9", ".", "2015", "25", ".", "8", ".", "2015", "18", ".", "9", ".", "2015", "25", ".", "11", ".", "2015", "09", ".", "12", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2015", "22", ".", "2", ".", "2016", "17", ".", "3", ".", "2016", "02", ".", "6", ".", "2016", "18", ".", "11", ".", "201", "02", ".", "12", ".", "2016", "29", ".", "9", ".", "2017", "27", ".", "10", ".", "2017", "06", ".", "10", ".", "2017", "25", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "12", ".", "2015", "22", ".", "2", ".", "2016", "17", ".", "3", ".", "2016", "02", ".", "6", ".", "2016", "18", ".", "11", ".", "201", "02", ".", "12", ".", "2016", "29", ".", "9", ".", "2017", "27", ".", "10", ".", "2017", "06", ".", "10", ".", "2017", "25", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "2", ".", "2014", "06", ".", "3", ".", "2014", "10", "/", "12", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "2", ".", "2014", "06", ".", "3", ".", "2014", "10", "/", "12", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2008", "25", ".", "10", ".", "2017", "2000", "18", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2008", "25", ".", "10", ".", "2017", "4", "2000", "18", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "11", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "11", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "09", ".", "06", "19", "/", "12", "/", "94", "06", ".", "06", ".", "2003", "21", ".", "11", ".", "1997", "15", ".", "06", ".", "2011", "19", ".", "09", ".", "03", "08 de agosto de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "09", ".", "06", "19", "/", "12", "/", "94", "06", ".", "06", ".", "2003", "21", ".", "11", ".", "1997", "15", ".", "06", ".", "2011", "19", ".", "09", ".", "03", "08 de agosto de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "7", ".", "2015", "12", ".", "09", ".", "2008", "29", ".", "9", ".", "2017", "27", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "7", ".", "2015", "12", ".", "09", ".", "2008", "29", ".", "9", ".", "2017", "27", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "06", ".", "3", ".", "2018", "04", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "06", ".", "3", ".", "2018", "04", ".", "12", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "2", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "2", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) :RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO ADV.(A/S) :LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATERIA INFRACONSTITUCIONAL (TEMA 660). OFENSA AO ART. 93, INCISO IX, DA CF/1988 NÃO CARACTERIZADA (TEMA 339). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O recurso não apontou dispositivo de lei federal ou constitucional para ensejar a interposição de Extraordinário, a teor do disposto na Súmula 282 (é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652216. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 1019509 AGR / SP decisão recorrida, a questão federal suscitada). 3. Recorrente condenado pela prática do delito previsto no art. 314 (extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento) na forma do art. 71, ambos do Código Penal. Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do apelo. 4. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 5. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652216. Supremo Tribunal Federal RE 1019509 AGR / SP decisão recorrida, a questão federal suscitada). 3. Recorrente condenado pela prática do delito previsto no art. 314 (extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento) na forma do art. 71, ambos do Código Penal. Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do apelo. 4. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 5. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) :RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO ADV.(A/S) :LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta o recorrente, em suma: (a) existência de repercussão geral; (b) que a matéria questionada foi prequestionada; (c) inaplicável o entendimento fixado no Tema 660 de Repercussão Geral; e (d) nulidade do acórdão por ausência de fundamentação. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652217. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) :RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO ADV.(A/S) :LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta o recorrente, em suma: (a) existência de repercussão geral; (b) que a matéria questionada foi prequestionada; (c) inaplicável o entendimento fixado no Tema 660 de Repercussão Geral; e (d) nulidade do acórdão por ausência de fundamentação. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de recurso extraordinário interposto com amparo no art. 102, inciso III, alínea “a” da Constituição Federal, em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, o recorrente sustenta a existência de repercussão geral e que o julgado teria violado dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Inicialmente, no que tange a contrariedade ao art. 128, § 5º, inciso I, alínea “a” da CF, anoto ter sido dado provimento ao recurso especial para acolher, nesta parte, a pretensão recursal (eDOC 27, p. 18), razão pela qual fica prejudicado o pedido neste ponto. Passo à análise das demais alegações. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de recurso extraordinário interposto com amparo no art. 102, inciso III, alínea “a” da Constituição Federal, em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, o recorrente sustenta a existência de repercussão geral e que o julgado teria violado dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Inicialmente, no que tange a contrariedade ao art. 128, § 5º, inciso I, alínea “a” da CF, anoto ter sido dado provimento ao recurso especial para acolher, nesta parte, a pretensão recursal (eDOC 27, p. 18), razão pela qual fica prejudicado o pedido neste ponto. Passo à análise das demais alegações. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1019509 AGR / SP ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que superado esse grave óbice, o apelo extremo não teria chance de êxito. O aresto impugnado foi assim sumulado: “JULGARAM EXTINTA A PUNIBILIDADE DO RÉU, QUANTO À IMPUTAÇÃO DE ESTAR INCURSO NAS PENAS DO ART. 319 DO CÓDIGO PENAL, COM FUNDAMENTO LEGAL NO ART. 107, IV, COMBINADO COM O ART. 109, V, E ART. 117, I, TODOS DO CÓDIGO PENAL E PROCEDENTE PARA CONDENÁ-LO COMO INCURSO NAS PENAS DO ART. 314, COMBINADO COM ART. 71 CAPUT POR 194 VEZES, AMBOS DO CÓDIGO PENAL, A 4 (QUATRO) ANOS E 2 (DOIS) MESES DE RECLUSÃO, REGIME SEMIABERTO, POR FORÇA DO ART. 33, § 3º, DO CÓDIGO PENAL, RECONHECENDO, COMO EFEITO DA CONDENAÇÃO, A PERDA DO CARGO PÚBLICO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Supremo Tribunal Federal RE 1019509 AGR / SP ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que superado esse grave óbice, o apelo extremo não teria chance de êxito. O aresto impugnado foi assim sumulado: “JULGARAM EXTINTA A PUNIBILIDADE DO RÉU, QUANTO À IMPUTAÇÃO DE ESTAR INCURSO NAS PENAS DO ART. 319 DO CÓDIGO PENAL, COM FUNDAMENTO LEGAL NO ART. 107, IV, COMBINADO COM O ART. 109, V, E ART. 117, I, TODOS DO CÓDIGO PENAL E PROCEDENTE PARA CONDENÁ-LO COMO INCURSO NAS PENAS DO ART. 314, COMBINADO COM ART. 71 CAPUT POR 194 VEZES, AMBOS DO CÓDIGO PENAL, A 4 (QUATRO) ANOS E 2 (DOIS) MESES DE RECLUSÃO, REGIME SEMIABERTO, POR FORÇA DO ART. 33, § 3º, DO CÓDIGO PENAL, RECONHECENDO, COMO EFEITO DA CONDENAÇÃO, A PERDA DO CARGO PÚBLICO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1019509 AGR / SP PROMOTOR DE JUSTIÇA, FORTE NO ART. 92, I, “A”, DO CÓDIGO PENAL, COM DETERMINAÇÃO.” Verifica-se que o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Efetivamente, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, condenou o recorrente pela prática da conduta descrita no art. 314 (extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento) na forma do art. 71, ambos do Código Penal. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Quanto à alegação de cerceamento de defesa e afronta ao devido processo legal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Por fim, em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Supremo Tribunal Federal RE 1019509 AGR / SP PROMOTOR DE JUSTIÇA, FORTE NO ART. 92, I, “A”, DO CÓDIGO PENAL, COM DETERMINAÇÃO.” Verifica-se que o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Efetivamente, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, condenou o recorrente pela prática da conduta descrita no art. 314 (extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento) na forma do art. 71, ambos do Código Penal. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Quanto à alegação de cerceamento de defesa e afronta ao devido processo legal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Por fim, em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1019509 AGR / SP o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RISTF, conheço PARTE DO RECURSO e, na parte conhecida, NEGO SEGUIMENTO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Supremo Tribunal Federal RE 1019509 AGR / SP o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RISTF, conheço PARTE DO RECURSO e, na parte conhecida, NEGO SEGUIMENTO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) :RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO ADV.(A/S) :LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15093837. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) :RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO ADV.(A/S) :LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15093837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) : RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO (123723/SP) ADV.(A/S) : LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO (207169/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735519 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) : RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO (123723/SP) ADV.(A/S) : LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO (207169/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735519 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753510
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATERIA INFRACONSTITUCIONAL (TEMA 660). OFENSA AO ART. 93, INCISO IX, DA CF/1988 NÃO CARACTERIZADA (TEMA 339). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O recurso não apontou dispositivo de lei federal ou constitucional para ensejar a interposição de Extraordinário, a teor do disposto na Súmula 282 (é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada). 3. Recorrente condenado pela prática do delito previsto no art. 314 (extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento) na forma do art. 71, ambos do Código Penal. Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do apelo. 4. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 5. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur387829
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 9. Análise: 13/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1019509
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-00489 PAR-00001 \n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1019509 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) : RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO ADV.(A/S) : LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) :RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO ADV.(A/S) :LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATERIA INFRACONSTITUCIONAL (TEMA 660). OFENSA AO ART. 93, INCISO IX, DA Constituição Federal de 1988/1988 NÃO CARACTERIZADA (TEMA 339). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O recurso não apontou dispositivo de lei federal ou constitucional para ensejar a interposição de Extraordinário, a teor do disposto na Súmula 282 (é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652216. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP decisão recorrida, a questão federal suscitada). 3. Recorrente condenado pela prática do delito previsto no art. 314 (extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento) na forma do art. 71, ambos do Código Penal. Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do apelo. 4. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 5. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652216. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP decisão recorrida, a questão federal suscitada). 3. Recorrente condenado pela prática do delito previsto no art. 314 (extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento) na forma do art. 71, ambos do Código Penal. Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do apelo. 4. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 5. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) :RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO ADV.(A/S) :LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta o recorrente, em suma: (a) existência de repercussão geral; (b) que a matéria questionada foi prequestionada; (c) inaplicável o entendimento fixado no Tema 660 de Repercussão Geral; e (d) nulidade do acórdão por ausência de fundamentação. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652217. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) :RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO ADV.(A/S) :LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta o recorrente, em suma: (a) existência de repercussão geral; (b) que a matéria questionada foi prequestionada; (c) inaplicável o entendimento fixado no Tema 660 de Repercussão Geral; e (d) nulidade do acórdão por ausência de fundamentação. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de recurso extraordinário interposto com amparo no art. 102, inciso III, alínea “a” da Constituição Federal, em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, o recorrente sustenta a existência de repercussão geral e que o julgado teria violado dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Inicialmente, no que tange a contrariedade ao art. 128, § 5..., inciso I, alínea “a” da Constituição Federal de 1988, anoto ter sido dado provimento ao recurso especial para acolher, nesta parte, a pretensão recursal (eDOC 27, p. 18), razão pela qual fica prejudicado o pedido neste ponto. Passo à análise das demais alegações. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de recurso extraordinário interposto com amparo no art. 102, inciso III, alínea “a” da Constituição Federal, em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, o recorrente sustenta a existência de repercussão geral e que o julgado teria violado dispositivos constitucionais. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Inicialmente, no que tange a contrariedade ao art. 128, § 5..., inciso I, alínea “a” da Constituição Federal de 1988, anoto ter sido dado provimento ao recurso especial para acolher, nesta parte, a pretensão recursal (eDOC 27, p. 18), razão pela qual fica prejudicado o pedido neste ponto. Passo à análise das demais alegações. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que superado esse grave óbice, o apelo extremo não teria chance de êxito. O aresto impugnado foi assim sumulado: “JULGARAM EXTINTA A PUNIBILIDADE DO RÉU, QUANTO À IMPUTAÇÃO DE ESTAR INCURSO NAS PENAS DO ART. 319 DO CÓDIGO PENAL, COM FUNDAMENTO LEGAL NO ART. 107, IV, COMBINADO COM O ART. 109, V, E ART. 117, I, TODOS DO CÓDIGO PENAL E PROCEDENTE PARA CONDENÁ-LO COMO INCURSO NAS PENAS DO ART. 314, COMBINADO COM ART. 71 CAPUT POR 194 VEZES, AMBOS DO CÓDIGO PENAL, A 4 (QUATRO) ANOS E 2 (DOIS) MESES DE RECLUSÃO, REGIME SEMIABERTO, POR FORÇA DO ART. 33, § 3..., DO CÓDIGO PENAL, RECONHECENDO, COMO EFEITO DA CONDENAÇÃO, A PERDA DO CARGO PÚBLICO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que superado esse grave óbice, o apelo extremo não teria chance de êxito. O aresto impugnado foi assim sumulado: “JULGARAM EXTINTA A PUNIBILIDADE DO RÉU, QUANTO À IMPUTAÇÃO DE ESTAR INCURSO NAS PENAS DO ART. 319 DO CÓDIGO PENAL, COM FUNDAMENTO LEGAL NO ART. 107, IV, COMBINADO COM O ART. 109, V, E ART. 117, I, TODOS DO CÓDIGO PENAL E PROCEDENTE PARA CONDENÁ-LO COMO INCURSO NAS PENAS DO ART. 314, COMBINADO COM ART. 71 CAPUT POR 194 VEZES, AMBOS DO CÓDIGO PENAL, A 4 (QUATRO) ANOS E 2 (DOIS) MESES DE RECLUSÃO, REGIME SEMIABERTO, POR FORÇA DO ART. 33, § 3..., DO CÓDIGO PENAL, RECONHECENDO, COMO EFEITO DA CONDENAÇÃO, A PERDA DO CARGO PÚBLICO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP PROMOTOR DE JUSTIÇA, FORTE NO ART. 92, I, “A”, DO CÓDIGO PENAL, COM DETERMINAÇÃO.” Verifica-se que o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Efetivamente, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, condenou o recorrente pela prática da conduta descrita no art. 314 (extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento) na forma do art. 71, ambos do Código Penal. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Quanto à alegação de cerceamento de defesa e afronta ao devido processo legal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Por fim, em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP PROMOTOR DE JUSTIÇA, FORTE NO ART. 92, I, “A”, DO CÓDIGO PENAL, COM DETERMINAÇÃO.” Verifica-se que o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Efetivamente, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, condenou o recorrente pela prática da conduta descrita no art. 314 (extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento) na forma do art. 71, ambos do Código Penal. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Quanto à alegação de cerceamento de defesa e afronta ao devido processo legal, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Por fim, em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta Corte no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RISTF, conheço PARTE DO RECURSO e, na parte conhecida, NEGO SEGUIMENTO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RISTF, conheço PARTE DO RECURSO e, na parte conhecida, NEGO SEGUIMENTO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652218. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) :RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO ADV.(A/S) :LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15093837. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) :RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO ADV.(A/S) :LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15093837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) : RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO (123723/SP) ADV.(A/S) : LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO (207169/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735519 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.019.509 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PAULO CEZAR LARANJEIRA ADV.(A/S) : RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO (123723/SP) ADV.(A/S) : LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO (207169/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735519 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 019 . 509", "Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 019 . 509", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 019 . 509", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 019 . 509", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 019 . 509", "Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Recurso Extraordinário 1019509", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "Recurso Extraordinário 1019509 AGR", "Recurso Extraordinário 1019509 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 019 . 509", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 019 . 509" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , INCISO IX , DA Constituição Federal de 1988 / 1988", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 /", "88 , c / c", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , ambos do Código Penal", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , ambos do Código Penal", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso III , alínea “ a ” da Constituição Federal", "art . 128 , § 5 . . . , inciso I , alínea “ a ” da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso III , alínea “ a ” da Constituição Federal", "art . 128 , § 5 . . . , inciso I , alínea “ a ” da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "ART . 319 DO CÓDIGO PENAL", "ART .", "ART . 109 , V , E", "ART . 117 , I , TODOS DO CÓDIGO PENAL", "CÓDIGO PENAL", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art .", "1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "ART . 319 DO CÓDIGO PENAL", "ART . 109 , V , E ART . 117 , I , TODOS DO CÓDIGO PENAL", "CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 92 , I , “ A ” , DO CÓDIGO PENAL", "art . 71 , ambos do Código Penal", "Constituição", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 92 , I , “ A ” , DO CÓDIGO PENAL", "art . 71 , ambos do Código Penal", "Constituição", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "93 da Constituição Federal de 1988", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO CEZAR LARANJEIRA", "RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO", "LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO CEZAR LARANJEIRA", "RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO", "LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO CEZAR LARANJEIRA", "RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO", "LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO CEZAR LARANJEIRA", "RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO", "LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO CEZAR LARANJEIRA", "RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO", "LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO CEZAR LARANJEIRA", "RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO", "LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "PAULO CEZAR LARANJEIRA", "RONALDO AUGUSTO BRETAS MARZAGAO", "LUIS FELIPE BRETAS MARZAGAO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.465 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :R.L.G. ADV.(A/S) :VICTOR EMENDORFER NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATERIA INFRACONSTITUCIONAL (TEMA 660). OFENSA AO ART. 93, INCISO IX, DA CF/1988 NÃO CARACTERIZADA (TEMA 339). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. Recurso que não apontou outro dispositivo de lei federal ou constitucional para ensejar a interposição de Extraordinário, a teor do disposto na Súmula 282 (é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651963. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1047465 AGR / SC 3. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 4. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651963. Supremo Tribunal Federal ARE 1047465 AGR / SC 3. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 4. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.465 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : R.L.G. ADV.(A/S) : VICTOR EMENDORFER NETO (15769/SC) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735522 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.465 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : R.L.G. ADV.(A/S) : VICTOR EMENDORFER NETO (15769/SC) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735522 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747740557
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATERIA INFRACONSTITUCIONAL (TEMA 660). OFENSA AO ART. 93, INCISO IX, DA CF/1988 NÃO CARACTERIZADA (TEMA 339). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. Recurso que não apontou outro dispositivo de lei federal ou constitucional para ensejar a interposição de Extraordinário, a teor do disposto na Súmula 282 (é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada). 3. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 4. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 5. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur387660
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 3. Análise: 14/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1047465
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1047465 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : R.L.G. ADV.(A/S) : VICTOR EMENDORFER NETO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.465 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :R.L.G. ADV.(A/S) :VICTOR EMENDORFER NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATERIA INFRACONSTITUCIONAL (TEMA 660). OFENSA AO ART. 93, INCISO IX, DA Constituição Federal de 1988/1988 NÃO CARACTERIZADA (TEMA 339). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. Recurso que não apontou outro dispositivo de lei federal ou constitucional para ensejar a interposição de Extraordinário, a teor do disposto na Súmula 282 (é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651963. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão ARE 1047465 AGR / SC 3. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 4. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651963. Supremo Tribunal Federal ARE 1047465 AGR / SC 3. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 4. Esta CORTE entendeu, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente. A fundamentação do acórdão recorrido se ajusta às diretrizes desse precedente. 5. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651963. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.465 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : R.L.G. ADV.(A/S) : VICTOR EMENDORFER NETO (15769/SC) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735522 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.047.465 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : R.L.G. ADV.(A/S) : VICTOR EMENDORFER NETO (15769/SC) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735522 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 047 . 465", "ARE 1047465 AGR / SC", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 1047465 AGR", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , INCISO IX , DA Constituição Federal de 1988 / 1988", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "VICTOR EMENDORFER NETO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "VICTOR EMENDORFER NETO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "R", ".", "L . G", "VICTOR EMENDORFER NETO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGTE.(S) :JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE ADV.(A/S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950763. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 1114947 AGR / MS taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950763. Supremo Tribunal Federal RE 1114947 AGR / MS taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGTE.(S) :JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE ADV.(A/S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — AUSÊNCIA DE ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL — INVIABILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça, apreciando recurso ordinário, confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul quanto à denegação da segurança, considerada a impossibilidade de estender a procuradores autárquicos estaduais o subsídio pago àqueles que firmaram acordo, renunciando a direitos previstos na legislação anterior, afirmando ser vedado ao Poder Judiciário aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento da isonomia. No extraordinário, os recorrentes apontam a violação dos artigos 5º, inciso XXXV, 37, incisos X, XIV e XV, e 40, § 8º, da Constituição Federal. Dizem afrontados os princípios da inafastabilidade de jurisdição, da isonomia e da irredutibilidade de subsídio, insurgindo-se contra a existência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGTE.(S) :JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE ADV.(A/S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — AUSÊNCIA DE ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL — INVIABILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça, apreciando recurso ordinário, confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul quanto à denegação da segurança, considerada a impossibilidade de estender a procuradores autárquicos estaduais o subsídio pago àqueles que firmaram acordo, renunciando a direitos previstos na legislação anterior, afirmando ser vedado ao Poder Judiciário aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento da isonomia. No extraordinário, os recorrentes apontam a violação dos artigos 5º, inciso XXXV, 37, incisos X, XIV e XV, e 40, § 8º, da Constituição Federal. Dizem afrontados os princípios da inafastabilidade de jurisdição, da isonomia e da irredutibilidade de subsídio, insurgindo-se contra a existência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1114947 AGR / MS de valores diferenciados para integrantes da mesma carreira. Dizem inaplicáveis o verbete nº 339 e o verbete vinculante nº 37 da Súmula do Supremo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Da sentença, expressamente mantida pela decisão impugnada, consta: A legislação estadual em comento permitiu ao Procurador Autárquico, individualmente, optar ou não pela renúncia aos direitos contemplados na legislação anterior, de modo que, para auferir os subsídios constantes do Anexo I, o servidor deveria renunciar a direitos reconhecidos em ações judiciais, inclusive, aos altos valores recebidos a título de Parcela Constitucional de Irredutibilidade (PCI). Assim, o Estado estabeleceu uma forma de compensação financeira por meio de tabela remuneratória 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Supremo Tribunal Federal RE 1114947 AGR / MS de valores diferenciados para integrantes da mesma carreira. Dizem inaplicáveis o verbete nº 339 e o verbete vinculante nº 37 da Súmula do Supremo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Da sentença, expressamente mantida pela decisão impugnada, consta: A legislação estadual em comento permitiu ao Procurador Autárquico, individualmente, optar ou não pela renúncia aos direitos contemplados na legislação anterior, de modo que, para auferir os subsídios constantes do Anexo I, o servidor deveria renunciar a direitos reconhecidos em ações judiciais, inclusive, aos altos valores recebidos a título de Parcela Constitucional de Irredutibilidade (PCI). Assim, o Estado estabeleceu uma forma de compensação financeira por meio de tabela remuneratória 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 1114947 AGR / MS diferenciada aos servidores que optassem por abdicar dos referidos direitos. Portanto, a toda evidência a ausência de direito líquido e certo a ser amparado no mandamus. Afinal, não podem os impetrantes receber tratamento igualitário àqueles Procuradores Autárquicos que firmaram acordo com o Estado, renunciando a direitos (judicial ou extrajudicialmente) acerca do pretendido adimplemento de vantagens decorrentes de legislação anterior. Já a concessão da segurança sim, causaria desigualdade, haja vista que, sem renunciarem a nada, os impetrantes manteriam seus direitos e parcelas individuais altíssimas e, ainda, receberiam o subsídio daqueles que efetuaram composição com o Estado e renunciaram direitos. Ademais, os impetrantes optaram por não renunciar à vultosa quantia referente à Parcela Constitucional de Irredutibilidade, que somada aos subsídios descritos no Anexo II, perfaz um montante superior ao que receberiam se optassem apenas pelos subsídios descritos no Anexo I. Com efeito, não há como aplicar aos impetrantes as disposições contidas na Lei n. 4.492/2014, vez que não se encontram na mesma situação fático-jurídica daqueles servidores que firmaram acordo com o Estado, e que, por essa razão, passaram a receber seus subsídios nos termos do Anexo I da referida lei. Acresce que, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, ter o Tribunal de origem decidido a partir de interpretação conferida a normas locais. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - verbete nº 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Supremo Tribunal Federal RE 1114947 AGR / MS diferenciada aos servidores que optassem por abdicar dos referidos direitos. Portanto, a toda evidência a ausência de direito líquido e certo a ser amparado no mandamus. Afinal, não podem os impetrantes receber tratamento igualitário àqueles Procuradores Autárquicos que firmaram acordo com o Estado, renunciando a direitos (judicial ou extrajudicialmente) acerca do pretendido adimplemento de vantagens decorrentes de legislação anterior. Já a concessão da segurança sim, causaria desigualdade, haja vista que, sem renunciarem a nada, os impetrantes manteriam seus direitos e parcelas individuais altíssimas e, ainda, receberiam o subsídio daqueles que efetuaram composição com o Estado e renunciaram direitos. Ademais, os impetrantes optaram por não renunciar à vultosa quantia referente à Parcela Constitucional de Irredutibilidade, que somada aos subsídios descritos no Anexo II, perfaz um montante superior ao que receberiam se optassem apenas pelos subsídios descritos no Anexo I. Com efeito, não há como aplicar aos impetrantes as disposições contidas na Lei n. 4.492/2014, vez que não se encontram na mesma situação fático-jurídica daqueles servidores que firmaram acordo com o Estado, e que, por essa razão, passaram a receber seus subsídios nos termos do Anexo I da referida lei. Acresce que, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, ter o Tribunal de origem decidido a partir de interpretação conferida a normas locais. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - verbete nº 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório RE 1114947 AGR / MS caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 3. Nego seguimento ao extraordinário. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. Os agravantes insistem na violação dos artigos 5º, inciso XXXV, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Dizem ter a Lei estadual nº 4.492/2014, ao estabelecer duas tabelas diferentes de subsídios aos integrantes da carreira de Procurador de Entidades Públicas do Mato Grosso do Sul, visado a renúncia dos direitos auferidos em demandas judiciais, implicando a contrariedade ao princípio do acesso à Justiça. O Estado de Mato Grosso do Sul manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Supremo Tribunal Federal RE 1114947 AGR / MS caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 3. Nego seguimento ao extraordinário. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. Os agravantes insistem na violação dos artigos 5º, inciso XXXV, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Dizem ter a Lei estadual nº 4.492/2014, ao estabelecer duas tabelas diferentes de subsídios aos integrantes da carreira de Procurador de Entidades Públicas do Mato Grosso do Sul, visado a renúncia dos direitos auferidos em demandas judiciais, implicando a contrariedade ao princípio do acesso à Justiça. O Estado de Mato Grosso do Sul manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo assinado em lei. Sem razão os agravantes. O Colegiado de origem consignou expressamente que, quando do implemento do sistema de subsídio, foi editada norma propiciando aos procuradores fazer opção pela nova forma de composição, ou não, considerados os valores e as parcelas até então recebidas, a fim de evitar redução salarial. Deixou assentada a impossibilidade de mesclar os dois sistemas. Ora, em momento algum houve ofensa a princípio ou dispositivo constitucional. Somente pela análise do quadro fático e da norma de regência seria dado concluir de forma diversa, o que é vedado em sede extraordinária. A discussão sobre o alcance da Lei estadual nº 4.492/2014 inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, as instâncias anteriores procederam à interpretação de norma local, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência dos agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação de multa. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Aplico aos agravantes, nos termos do § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950765. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo assinado em lei. Sem razão os agravantes. O Colegiado de origem consignou expressamente que, quando do implemento do sistema de subsídio, foi editada norma propiciando aos procuradores fazer opção pela nova forma de composição, ou não, considerados os valores e as parcelas até então recebidas, a fim de evitar redução salarial. Deixou assentada a impossibilidade de mesclar os dois sistemas. Ora, em momento algum houve ofensa a princípio ou dispositivo constitucional. Somente pela análise do quadro fático e da norma de regência seria dado concluir de forma diversa, o que é vedado em sede extraordinária. A discussão sobre o alcance da Lei estadual nº 4.492/2014 inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, as instâncias anteriores procederam à interpretação de norma local, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência dos agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação de multa. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Aplico aos agravantes, nos termos do § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ANTONIO COSTA CORCIOLI AGTE.(S) : JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE ADV.(A/S) : ANTONIO COSTA CORCIOLI (5980-A/MS, 112885/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980065 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ANTONIO COSTA CORCIOLI AGTE.(S) : JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE ADV.(A/S) : ANTONIO COSTA CORCIOLI (5980-A/MS, 112885/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980065 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747979515
2018-05-29T00:00:00
2018-08-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur388904
Número de páginas: 8. Análise: 31/08/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1114947
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-004492 ANO-2014\n LEI ORDINÁRIA, MS" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1114947 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANTONIO COSTA CORCIOLI AGTE.(S) : JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE ADV.(A/S) : ANTONIO COSTA CORCIOLI AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGTE.(S) :JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE ADV.(A/S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950763. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950763. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGTE.(S) :JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE ADV.(A/S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — AUSÊNCIA DE ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL — INVIABILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça, apreciando recurso ordinário, confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul quanto à denegação da segurança, considerada a impossibilidade de estender a procuradores autárquicos estaduais o subsídio pago àqueles que firmaram acordo, renunciando a direitos previstos na legislação anterior, afirmando ser vedado ao Poder Judiciário aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento da isonomia. No extraordinário, os recorrentes apontam a violação dos artigos 5..., inciso XXXV, 37, incisos X, XIV e XV, e 40, § 8..., da Constituição Federal. Dizem afrontados os princípios da inafastabilidade de jurisdição, da isonomia e da irredutibilidade de subsídio, insurgindo-se contra a existência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGTE.(S) :JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE ADV.(A/S) :ANTONIO COSTA CORCIOLI AGDO.(A/S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 2 de abril de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — AUSÊNCIA DE ENQUADRAMENTO NO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL — INVIABILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça, apreciando recurso ordinário, confirmou o entendimento do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul quanto à denegação da segurança, considerada a impossibilidade de estender a procuradores autárquicos estaduais o subsídio pago àqueles que firmaram acordo, renunciando a direitos previstos na legislação anterior, afirmando ser vedado ao Poder Judiciário aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento da isonomia. No extraordinário, os recorrentes apontam a violação dos artigos 5..., inciso XXXV, 37, incisos X, XIV e XV, e 40, § 8..., da Constituição Federal. Dizem afrontados os princípios da inafastabilidade de jurisdição, da isonomia e da irredutibilidade de subsídio, insurgindo-se contra a existência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS de valores diferenciados para integrantes da mesma carreira. Dizem inaplicáveis o verbete n 339 e o verbete vinculante n 37 da Súmula do Supremo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Da sentença, expressamente mantida pela decisão impugnada, consta: A legislação estadual em comento permitiu ao Procurador Autárquico, individualmente, optar ou não pela renúncia aos direitos contemplados na legislação anterior, de modo que, para auferir os subsídios constantes do Anexo I, o servidor deveria renunciar a direitos reconhecidos em ações judiciais, inclusive, aos altos valores recebidos a título de Parcela Constitucional de Irredutibilidade (PCI). Assim, o Estado estabeleceu uma forma de compensação financeira por meio de tabela remuneratória 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS de valores diferenciados para integrantes da mesma carreira. Dizem inaplicáveis o verbete n 339 e o verbete vinculante n 37 da Súmula do Supremo. 2. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Da sentença, expressamente mantida pela decisão impugnada, consta: A legislação estadual em comento permitiu ao Procurador Autárquico, individualmente, optar ou não pela renúncia aos direitos contemplados na legislação anterior, de modo que, para auferir os subsídios constantes do Anexo I, o servidor deveria renunciar a direitos reconhecidos em ações judiciais, inclusive, aos altos valores recebidos a título de Parcela Constitucional de Irredutibilidade (PCI). Assim, o Estado estabeleceu uma forma de compensação financeira por meio de tabela remuneratória 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS diferenciada aos servidores que optassem por abdicar dos referidos direitos. Portanto, a toda evidência a ausência de direito líquido e certo a ser amparado no mandamus. Afinal, não podem os impetrantes receber tratamento igualitário àqueles Procuradores Autárquicos que firmaram acordo com o Estado, renunciando a direitos (judicial ou extrajudicialmente) acerca do pretendido adimplemento de vantagens decorrentes de legislação anterior. Já a concessão da segurança sim, causaria desigualdade, haja vista que, sem renunciarem a nada, os impetrantes manteriam seus direitos e parcelas individuais altíssimas e, ainda, receberiam o subsídio daqueles que efetuaram composição com o Estado e renunciaram direitos. Ademais, os impetrantes optaram por não renunciar à vultosa quantia referente à Parcela Constitucional de Irredutibilidade, que somada aos subsídios descritos no Anexo II, perfaz um montante superior ao que receberiam se optassem apenas pelos subsídios descritos no Anexo I. Com efeito, não há como aplicar aos impetrantes as disposições contidas na Lei n. 4.492/2014, vez que não se encontram na mesma situação fático-jurídica daqueles servidores que firmaram acordo com o Estado, e que, por essa razão, passaram a receber seus subsídios nos termos do Anexo I da referida lei. Acresce que, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, ter o Tribunal de origem decidido a partir de interpretação conferida a normas locais. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - verbete n 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS diferenciada aos servidores que optassem por abdicar dos referidos direitos. Portanto, a toda evidência a ausência de direito líquido e certo a ser amparado no mandamus. Afinal, não podem os impetrantes receber tratamento igualitário àqueles Procuradores Autárquicos que firmaram acordo com o Estado, renunciando a direitos (judicial ou extrajudicialmente) acerca do pretendido adimplemento de vantagens decorrentes de legislação anterior. Já a concessão da segurança sim, causaria desigualdade, haja vista que, sem renunciarem a nada, os impetrantes manteriam seus direitos e parcelas individuais altíssimas e, ainda, receberiam o subsídio daqueles que efetuaram composição com o Estado e renunciaram direitos. Ademais, os impetrantes optaram por não renunciar à vultosa quantia referente à Parcela Constitucional de Irredutibilidade, que somada aos subsídios descritos no Anexo II, perfaz um montante superior ao que receberiam se optassem apenas pelos subsídios descritos no Anexo I. Com efeito, não há como aplicar aos impetrantes as disposições contidas na Lei n. 4.492/2014, vez que não se encontram na mesma situação fático-jurídica daqueles servidores que firmaram acordo com o Estado, e que, por essa razão, passaram a receber seus subsídios nos termos do Anexo I da referida lei. Acresce que, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, ter o Tribunal de origem decidido a partir de interpretação conferida a normas locais. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - verbete n 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 3. Nego seguimento ao extraordinário. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. Os agravantes insistem na violação dos artigos 5..., inciso XXXV, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Dizem ter a Lei estadual n 4.492/2014, ao estabelecer duas tabelas diferentes de subsídios aos integrantes da carreira de Procurador de Entidades Públicas do Mato Grosso do Sul, visado a renúncia dos direitos auferidos em demandas judiciais, implicando a contrariedade ao princípio do acesso à Justiça. O Estado de Mato Grosso do Sul manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 3. Nego seguimento ao extraordinário. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. Os agravantes insistem na violação dos artigos 5..., inciso XXXV, e 37, inciso XV, da Constituição Federal. Dizem ter a Lei estadual n 4.492/2014, ao estabelecer duas tabelas diferentes de subsídios aos integrantes da carreira de Procurador de Entidades Públicas do Mato Grosso do Sul, visado a renúncia dos direitos auferidos em demandas judiciais, implicando a contrariedade ao princípio do acesso à Justiça. O Estado de Mato Grosso do Sul manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950764. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo assinado em lei. Sem razão os agravantes. O Colegiado de origem consignou expressamente que, quando do implemento do sistema de subsídio, foi editada norma propiciando aos procuradores fazer opção pela nova forma de composição, ou não, considerados os valores e as parcelas até então recebidas, a fim de evitar redução salarial. Deixou assentada a impossibilidade de mesclar os dois sistemas. Ora, em momento algum houve ofensa a princípio ou dispositivo constitucional. Somente pela análise do quadro fático e da norma de regência seria dado concluir de forma diversa, o que é vedado em sede extraordinária. A discussão sobre o alcance da Lei estadual n 4.492/2014 inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, as instâncias anteriores procederam à interpretação de norma local, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência dos agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação de multa. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Aplico aos agravantes, nos termos do § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950765. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído, foi protocolada no prazo assinado em lei. Sem razão os agravantes. O Colegiado de origem consignou expressamente que, quando do implemento do sistema de subsídio, foi editada norma propiciando aos procuradores fazer opção pela nova forma de composição, ou não, considerados os valores e as parcelas até então recebidas, a fim de evitar redução salarial. Deixou assentada a impossibilidade de mesclar os dois sistemas. Ora, em momento algum houve ofensa a princípio ou dispositivo constitucional. Somente pela análise do quadro fático e da norma de regência seria dado concluir de forma diversa, o que é vedado em sede extraordinária. A discussão sobre o alcance da Lei estadual n 4.492/2014 inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, as instâncias anteriores procederam à interpretação de norma local, não alcançando, portanto, qualquer questão constitucional. A insurgência dos agravantes, com pretensão de novo recurso, impõe a fixação de multa. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Aplico aos agravantes, nos termos do § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747950765. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ANTONIO COSTA CORCIOLI AGTE.(S) : JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE ADV.(A/S) : ANTONIO COSTA CORCIOLI (5980-A/MS, 112885/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980065 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.947 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ANTONIO COSTA CORCIOLI AGTE.(S) : JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE ADV.(A/S) : ANTONIO COSTA CORCIOLI (5980-A/MS, 112885/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980065 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 947", "Recurso Extraordinário 1114947", "Recurso Extraordinário 1114947", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS", "verbete n 339", "verbete vinculante n 37 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS", "verbete n 280 da Súmula", "Recurso Extraordinário 1114947 AGR /", "Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS", "Recurso Extraordinário 1114947 AGR / MS", "verbete n 280 da Súmula", "verbete n 280 da Súmula :", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 947" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , inciso XXXV , 37 , incisos X , XIV e XV , e 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , inciso XXXV , 37 , incisos X , XIV e XV , e 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 4 . 492 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 4 . 492 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "artigos 5 . . . , inciso XXXV , e 37 , inciso XV , da Constituição Federal", "Lei estadual n 4 . 492 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "artigos 5 . . . , inciso XXXV , e 37 , inciso XV , da Constituição Federal", "Lei estadual n 4 . 492 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 4 . 492 / 2014", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 4 . 492 / 2014", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Brasília", "Brasília", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "Mato Grosso do Sul", "Estado de Mato Grosso do Sul", "Mato Grosso do Sul", "Estado de Mato Grosso do Sul", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL", "ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO COSTA CORCIOLI", "JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE", "ANTONIO COSTA CORCIOLI", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO COSTA CORCIOLI", "JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE", "ANTONIO COSTA CORCIOLI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO COSTA CORCIOLI", "JOSÉ SEBASTIÃO DE", "ANDRADE", "ANTONIO COSTA CORCIOLI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO COSTA CORCIOLI", "JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE", "ANTONIO COSTA CORCIOLI", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "ANTONIO COSTA CORCIOLI", "JOSÉ SEBASTIÃO DE ANDRADE", "ANTONIO COSTA CORCIOLI", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "2 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "2 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS ADV.(A/S) :ILIAN NUNES VIEIRA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843158. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS ADV.(A/S) :ILIAN NUNES VIEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de março de 2018, neguei seguimento ao extraordinário, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — URV — LEI Nº 8.880/94 — CONVERSÃO DE VENCIMENTOS — SERVIDORES FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS — ABATIMENTO COM ÍNDICE APLICADO INCORRETAMENTE — INCORPORAÇÃO DA PARCELA À REMUNERAÇÃO — VEDAÇÃO À COMPENSAÇÃO DE AUMENTOS POSTERIORES — EXCEÇÃO AOS DECORRENTES DE REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA — PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu em harmonia com a jurisprudência do Supremo. O Pleno, no recurso extraordinário nº 561.836/RN, da relatoria do ministro Luiz Fux, considerada a competência da União para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS ADV.(A/S) :ILIAN NUNES VIEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de março de 2018, neguei seguimento ao extraordinário, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — URV — LEI Nº 8.880/94 — CONVERSÃO DE VENCIMENTOS — SERVIDORES FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS — ABATIMENTO COM ÍNDICE APLICADO INCORRETAMENTE — INCORPORAÇÃO DA PARCELA À REMUNERAÇÃO — VEDAÇÃO À COMPENSAÇÃO DE AUMENTOS POSTERIORES — EXCEÇÃO AOS DECORRENTES DE REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA — PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu em harmonia com a jurisprudência do Supremo. O Pleno, no recurso extraordinário nº 561.836/RN, da relatoria do ministro Luiz Fux, considerada a competência da União para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 1106285 AGR / RJ legislar sobre o sistema monetário artigo 22, inciso VI, da Constituição Federal, assentou a incidência da Lei nº 8.880, de 1994, à conversão, em Unidade Real de Valor URV, de vencimentos de servidores públicos, inclusive estaduais e municipais, expressos em Cruzeiros Reais, procedendo-se ao abatimento do índice nela estipulado com outro eventualmente aplicado à época sob o mesmo título, bem como à incorporação da parcela à remuneração, vedada a compensação de aumentos posteriores, salvo aqueles decorrentes de reestruturação na carreira, observado, neste último caso, o princípio da irredutibilidade. Eis a síntese do acórdão acima mencionado: 1) Direito monetário. Conversão do padrão monetário: Cruzeiro Real em URV. Direito aos 11,98%, ou do índice decorrente do processo de liquidação, e a sua incorporação. Competência privativa da União para legislar sobre a matéria. Art. 22, inciso VI, da Constituição da República. Inconstitucionalidade formal da lei estadual nº 6.612/94 que regula o tema da conversão do Cruzeiro Real em URV. 2) O direito ao percentual de 11,98%, ou do índice decorrente do processo de liquidação, na remuneração do servidor, resultante da equivocada conversão do Cruzeiro Real em URV, não representa um aumento na remuneração do servidor público, mas um reconhecimento da ocorrência de indevido decréscimo no momento da conversão da moeda em relação àqueles que recebem seus vencimentos em momento anterior ao do término do mês trabalhado, tal como ocorre, verbi gratia, no âmbito do Poder Legislativo e do Poder Judiciário por força do art. 168 da Constituição da República. 3) Consectariamente, o referido percentual deve ser incorporado à remuneração dos aludidos servidores, sem qualquer compensação ou abatimento em razão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Supremo Tribunal Federal RE 1106285 AGR / RJ legislar sobre o sistema monetário artigo 22, inciso VI, da Constituição Federal, assentou a incidência da Lei nº 8.880, de 1994, à conversão, em Unidade Real de Valor URV, de vencimentos de servidores públicos, inclusive estaduais e municipais, expressos em Cruzeiros Reais, procedendo-se ao abatimento do índice nela estipulado com outro eventualmente aplicado à época sob o mesmo título, bem como à incorporação da parcela à remuneração, vedada a compensação de aumentos posteriores, salvo aqueles decorrentes de reestruturação na carreira, observado, neste último caso, o princípio da irredutibilidade. Eis a síntese do acórdão acima mencionado: 1) Direito monetário. Conversão do padrão monetário: Cruzeiro Real em URV. Direito aos 11,98%, ou do índice decorrente do processo de liquidação, e a sua incorporação. Competência privativa da União para legislar sobre a matéria. Art. 22, inciso VI, da Constituição da República. Inconstitucionalidade formal da lei estadual nº 6.612/94 que regula o tema da conversão do Cruzeiro Real em URV. 2) O direito ao percentual de 11,98%, ou do índice decorrente do processo de liquidação, na remuneração do servidor, resultante da equivocada conversão do Cruzeiro Real em URV, não representa um aumento na remuneração do servidor público, mas um reconhecimento da ocorrência de indevido decréscimo no momento da conversão da moeda em relação àqueles que recebem seus vencimentos em momento anterior ao do término do mês trabalhado, tal como ocorre, verbi gratia, no âmbito do Poder Legislativo e do Poder Judiciário por força do art. 168 da Constituição da República. 3) Consectariamente, o referido percentual deve ser incorporado à remuneração dos aludidos servidores, sem qualquer compensação ou abatimento em razão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 1106285 AGR / RJ aumentos remuneratórios supervenientes. 4) A limitação temporal do direito à incorporação dos 11,98% ou do índice decorrente do processo de liquidação deve adstringir-se ao decisum na ADI nº 2.323-MC/DF e na ADI nº 2.321/DF. 5) O término da incorporação dos 11,98%, ou do índice obtido em cada caso, na remuneração deve ocorrer no momento em que a carreira do servidor passa por uma restruturação remuneratória, porquanto não há direito à percepção ad aeternum de parcela de remuneração por servidor público. 6) A irredutibilidade estipendial recomenda que se, em decorrência da reestruturação da carreira do servidor, a supressão da parcela dos 11,98%, ou em outro percentual obtido na liquidação, verificar-se com a redução da remuneração, o servidor fará jus a uma parcela remuneratória (VPNI) em montante necessário para que não haja uma ofensa ao princípio, cujo valor será absorvido pelos aumentos subsequentes. 7) A reestruturação dos cargos no âmbito do Poder Judiciário Federal decorreu do advento da Lei nº 10.475/2002, diploma legal cuja vigência deve servir de termo ad quem para o pagamento e incorporação dos 11,98% no âmbito do referido Poder. 8) Inconstitucionalidade. 9) Recurso extraordinário interposto pelo estado do Rio Grande do Norte conhecido e parcialmente provido, porquanto descabida a pretensa compensação do percentual devido ao servidor em razão da ilegalidade na conversão de Cruzeiros Reais em URV com aumentos supervenientes a título de reajuste e revisão de remuneração, restando, por outro lado, fixado que o referido percentual será absorvido no caso de reestruturação financeira da carreira, e declarada incidenter tantum a inconstitucionalidade da Lei n° 6.612, de 16 de maio de 1994, do estado do Rio Grande do Norte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Supremo Tribunal Federal RE 1106285 AGR / RJ aumentos remuneratórios supervenientes. 4) A limitação temporal do direito à incorporação dos 11,98% ou do índice decorrente do processo de liquidação deve adstringir-se ao decisum na ADI nº 2.323-MC/DF e na ADI nº 2.321/DF. 5) O término da incorporação dos 11,98%, ou do índice obtido em cada caso, na remuneração deve ocorrer no momento em que a carreira do servidor passa por uma restruturação remuneratória, porquanto não há direito à percepção ad aeternum de parcela de remuneração por servidor público. 6) A irredutibilidade estipendial recomenda que se, em decorrência da reestruturação da carreira do servidor, a supressão da parcela dos 11,98%, ou em outro percentual obtido na liquidação, verificar-se com a redução da remuneração, o servidor fará jus a uma parcela remuneratória (VPNI) em montante necessário para que não haja uma ofensa ao princípio, cujo valor será absorvido pelos aumentos subsequentes. 7) A reestruturação dos cargos no âmbito do Poder Judiciário Federal decorreu do advento da Lei nº 10.475/2002, diploma legal cuja vigência deve servir de termo ad quem para o pagamento e incorporação dos 11,98% no âmbito do referido Poder. 8) Inconstitucionalidade. 9) Recurso extraordinário interposto pelo estado do Rio Grande do Norte conhecido e parcialmente provido, porquanto descabida a pretensa compensação do percentual devido ao servidor em razão da ilegalidade na conversão de Cruzeiros Reais em URV com aumentos supervenientes a título de reajuste e revisão de remuneração, restando, por outro lado, fixado que o referido percentual será absorvido no caso de reestruturação financeira da carreira, e declarada incidenter tantum a inconstitucionalidade da Lei n° 6.612, de 16 de maio de 1994, do estado do Rio Grande do Norte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 1106285 AGR / RJ Interpostos embargos de declaração, foram tais parâmetros confirmados, ante ementa assim redigida: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO MONETÁRIO. CONVERSÃO DO PADRÃO MONETÁRIO: CRUZEIRO REAL EM URV. DIREITO AOS 11,98% OU AO ÍNDICE DECORRENTE DO PROCESSO DE LIQUIDAÇÃO, E A SUA INCORPORAÇÃO. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. MÉRITO JULGADO. LIMITAÇÃO TEMPORAL. O TERMO AD QUEM DA INCORPORAÇÃO DOS 11,98%, OU DO ÍNDICE OBTIDO EM CADA CASO, NA REMUNERAÇÃO DO AGENTE PÚBLICO DEVE OCORRER NO MOMENTO EM QUE A SUA CARREIRA PASSAR POR UMA RESTRUTURAÇÃO REMUNERATÓRIA, PORQUANTO NÃO HÁ DIREITO À PERCEPÇÃO AD AETERNUM DE PARCELA DE REMUNERAÇÃO POR SERVIDOR PÚBLICO. OBSCURIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADIÇÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. Colho dos embargos de declaração no recurso extraordinário nº 561.836, a seguinte fundamentação: (…) ao contrário do alegado pelos recorrentes, o Plenário desta Corte, ao apreciar a matéria, firmou o entendimento no sentido de que é descabida a pretensão de compensação do percentual devido ao servidor em razão da ilegalidade na conversão de Cruzeiros Reais em URV com aumentos supervenientes a título de reajuste e revisão de remuneração, restando, por outro lado, fixado que o referido percentual será absorvido no caso de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Supremo Tribunal Federal RE 1106285 AGR / RJ Interpostos embargos de declaração, foram tais parâmetros confirmados, ante ementa assim redigida: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO MONETÁRIO. CONVERSÃO DO PADRÃO MONETÁRIO: CRUZEIRO REAL EM URV. DIREITO AOS 11,98% OU AO ÍNDICE DECORRENTE DO PROCESSO DE LIQUIDAÇÃO, E A SUA INCORPORAÇÃO. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. MÉRITO JULGADO. LIMITAÇÃO TEMPORAL. O TERMO AD QUEM DA INCORPORAÇÃO DOS 11,98%, OU DO ÍNDICE OBTIDO EM CADA CASO, NA REMUNERAÇÃO DO AGENTE PÚBLICO DEVE OCORRER NO MOMENTO EM QUE A SUA CARREIRA PASSAR POR UMA RESTRUTURAÇÃO REMUNERATÓRIA, PORQUANTO NÃO HÁ DIREITO À PERCEPÇÃO AD AETERNUM DE PARCELA DE REMUNERAÇÃO POR SERVIDOR PÚBLICO. OBSCURIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADIÇÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. Colho dos embargos de declaração no recurso extraordinário nº 561.836, a seguinte fundamentação: (…) ao contrário do alegado pelos recorrentes, o Plenário desta Corte, ao apreciar a matéria, firmou o entendimento no sentido de que é descabida a pretensão de compensação do percentual devido ao servidor em razão da ilegalidade na conversão de Cruzeiros Reais em URV com aumentos supervenientes a título de reajuste e revisão de remuneração, restando, por outro lado, fixado que o referido percentual será absorvido no caso de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 1106285 AGR / RJ reestruturação financeira da carreira. O índice a ser descontado é o que tiver sido pago sob o mesmo título, considerado aquele decorrente da legislação local que versou sobre a conversão, descabendo a compensação com aumentos posteriores, salvo se oriundo de restruturação de carreira. 2. Ante o precedente, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro reitera o pedido de processamento do extraordinário. Aponta a desobediência pelo Colegiado de origem em relação ao que decidido no recurso extraordinário nº 561.836/RN. Retoma a matéria de fundo ao afirmar o pagamento do salário dos servidores estaduais após o último dia do mês de referência. A agravada, em contraminuta, defende o acerto da decisão. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Supremo Tribunal Federal RE 1106285 AGR / RJ reestruturação financeira da carreira. O índice a ser descontado é o que tiver sido pago sob o mesmo título, considerado aquele decorrente da legislação local que versou sobre a conversão, descabendo a compensação com aumentos posteriores, salvo se oriundo de restruturação de carreira. 2. Ante o precedente, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro reitera o pedido de processamento do extraordinário. Aponta a desobediência pelo Colegiado de origem em relação ao que decidido no recurso extraordinário nº 561.836/RN. Retoma a matéria de fundo ao afirmar o pagamento do salário dos servidores estaduais após o último dia do mês de referência. A agravada, em contraminuta, defende o acerto da decisão. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi protocolada no prazo assinado em lei. Notem o decidido na origem. O Tribunal local consignou, em síntese: AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL – DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO, NA FORMA DO ART. 557, CAPUT, DO CPC - SENTENÇA A EXIGIR PEQUENO REPARO, EM SEDE DE REEXAME NECESSÁRIO, QUANTO AOS JUROS DE MORA APLICÁVEIS NAS CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA – RECURSO DE AGRAVO COM MÉRITO PRÓPRIO, ORA DIALOGANDO COM OS REQUISITOS GENÉRICOS DA APLICAÇÃO DO ART. 557 DO CPC, ORA COM O PRÓPRIO MÉRITO DO RECURSO ORIGINÁRIO. ESSÊNCIA INFRINGENTE DO RECURSO DE AGRAVO INTERNO - NECESSIDADE DE LEVAR AO COLEGIADO DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA PELO RELATOR - DECISÃO UNIPESSOAL QUE DEVE SER MANTIDA, JÁ QUE PREENCHEU OS REQUISITOS PARA A SUA APLICAÇÃO – DO MÉRITO - PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO - APELAÇÃO CÍVEL - SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - CONVERSÃO DE VENCIMENTOS EM URV - LEI 8.880/1994 - DATA DO EFETIVO PAGAMENTO - PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO - NÃO OCORRÊNCIA - SÚMULA 85/STJ. Apesar dos argumentos desenvolvidos pelo agravante, ressalte-se que o Colegiado local julgou a matéria consoante o decidido pelo Supremo. No recurso extraordinário nº 561.836/RN, relator ministro Luiz Fux, considerada a competência da União para legislar sobre o sistema Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi protocolada no prazo assinado em lei. Notem o decidido na origem. O Tribunal local consignou, em síntese: AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL – DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO, NA FORMA DO ART. 557, CAPUT, DO CPC - SENTENÇA A EXIGIR PEQUENO REPARO, EM SEDE DE REEXAME NECESSÁRIO, QUANTO AOS JUROS DE MORA APLICÁVEIS NAS CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA – RECURSO DE AGRAVO COM MÉRITO PRÓPRIO, ORA DIALOGANDO COM OS REQUISITOS GENÉRICOS DA APLICAÇÃO DO ART. 557 DO CPC, ORA COM O PRÓPRIO MÉRITO DO RECURSO ORIGINÁRIO. ESSÊNCIA INFRINGENTE DO RECURSO DE AGRAVO INTERNO - NECESSIDADE DE LEVAR AO COLEGIADO DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA PELO RELATOR - DECISÃO UNIPESSOAL QUE DEVE SER MANTIDA, JÁ QUE PREENCHEU OS REQUISITOS PARA A SUA APLICAÇÃO – DO MÉRITO - PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO - APELAÇÃO CÍVEL - SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - CONVERSÃO DE VENCIMENTOS EM URV - LEI 8.880/1994 - DATA DO EFETIVO PAGAMENTO - PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO - NÃO OCORRÊNCIA - SÚMULA 85/STJ. Apesar dos argumentos desenvolvidos pelo agravante, ressalte-se que o Colegiado local julgou a matéria consoante o decidido pelo Supremo. No recurso extraordinário nº 561.836/RN, relator ministro Luiz Fux, considerada a competência da União para legislar sobre o sistema Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 1106285 AGR / RJ monetário – artigo 22, inciso VI, da Constituição Federal –, este Tribunal assentou a incidência da Lei nº 8.880/1994 à conversão, em Unidade Real de Valor – URV, de vencimentos de servidores públicos, inclusive estaduais e municipais, expressos em cruzeiros reais, procedendo-se ao abatimento do índice estipulado na referida Lei com outro eventualmente aplicado à época, bem como à incorporação da parcela à remuneração, vedada a compensação de aumentos posteriores, salvo aqueles decorrentes de reestruturação na carreira, tendo em conta, neste último caso, o princípio da irredutibilidade. A par disso, o acórdão recorrido não definiu a data de recebimento dos salários dos servidores. Concluir da forma postulada pelo agravante decorreria do reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A óptica já foi assentada pela Primeira Turma, em julgado assim sintetizado: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR ESTADUAL. VENCIMENTOS. CONVERSÃO EM URV. DATA DO PAGAMENTO. SÚMULA 279/STF. DESCABIMENTO. 1. Ausência de argumentos capazes para infirmar a decisão agravada. 2. A discussão quanto à data do pagamento dos servidores estaduais e sua adequação ao precedente firmado com relação aos servidores federais implicaria rever os fatos e provas constantes dos autos, bem como a legislação local aplicável. Nessas condições, incidem as Súmulas 279 e 280/STF. 3. Nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade. (Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo nº 1.055.065/RJ, relatado na Primeira Turma pelo ministro Luís Roberto Barroso, acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Supremo Tribunal Federal RE 1106285 AGR / RJ monetário – artigo 22, inciso VI, da Constituição Federal –, este Tribunal assentou a incidência da Lei nº 8.880/1994 à conversão, em Unidade Real de Valor – URV, de vencimentos de servidores públicos, inclusive estaduais e municipais, expressos em cruzeiros reais, procedendo-se ao abatimento do índice estipulado na referida Lei com outro eventualmente aplicado à época, bem como à incorporação da parcela à remuneração, vedada a compensação de aumentos posteriores, salvo aqueles decorrentes de reestruturação na carreira, tendo em conta, neste último caso, o princípio da irredutibilidade. A par disso, o acórdão recorrido não definiu a data de recebimento dos salários dos servidores. Concluir da forma postulada pelo agravante decorreria do reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A óptica já foi assentada pela Primeira Turma, em julgado assim sintetizado: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR ESTADUAL. VENCIMENTOS. CONVERSÃO EM URV. DATA DO PAGAMENTO. SÚMULA 279/STF. DESCABIMENTO. 1. Ausência de argumentos capazes para infirmar a decisão agravada. 2. A discussão quanto à data do pagamento dos servidores estaduais e sua adequação ao precedente firmado com relação aos servidores federais implicaria rever os fatos e provas constantes dos autos, bem como a legislação local aplicável. Nessas condições, incidem as Súmulas 279 e 280/STF. 3. Nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade. (Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo nº 1.055.065/RJ, relatado na Primeira Turma pelo ministro Luís Roberto Barroso, acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 1106285 AGR / RJ de novembro de 2017) Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo esta cabível, ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do referido diploma legal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Supremo Tribunal Federal RE 1106285 AGR / RJ de novembro de 2017) Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo esta cabível, ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do referido diploma legal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS ADV.(A/S) : ILIAN NUNES VIEIRA (161596/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980056 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS ADV.(A/S) : ILIAN NUNES VIEIRA (161596/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980056 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747862873
2018-05-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur388132
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA LEGISLATIVA, SISTEMA MONETÁRIO) RE 561836 (TP). (SERVIDOR PÚBLICO, CONVERSÃO DE VENCIMENTO EM URV) ARE 1055065 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 07/08/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1106285
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00022 INC-00006\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008880 ANO-1994\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1106285 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS ADV.(A/S) : ILIAN NUNES VIEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS ADV.(A/S) :ILIAN NUNES VIEIRA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843158. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS ADV.(A/S) :ILIAN NUNES VIEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de março de 2018, neguei seguimento ao extraordinário, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — URV — LEI n 8.880/94 — CONVERSÃO DE VENCIMENTOS — SERVIDORES FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS — ABATIMENTO COM ÍNDICE APLICADO INCORRETAMENTE — INCORPORAÇÃO DA PARCELA À REMUNERAÇÃO — VEDAÇÃO À COMPENSAÇÃO DE AUMENTOS POSTERIORES — EXCEÇÃO AOS DECORRENTES DE REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA — PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu em harmonia com a jurisprudência do Supremo. O Pleno, no recurso extraordinário n 561.836/RN, da relatoria do ministro Luiz Fux, considerada a competência da União para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS ADV.(A/S) :ILIAN NUNES VIEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de março de 2018, neguei seguimento ao extraordinário, ante os seguintes fundamentos: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — URV — LEI n 8.880/94 — CONVERSÃO DE VENCIMENTOS — SERVIDORES FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS — ABATIMENTO COM ÍNDICE APLICADO INCORRETAMENTE — INCORPORAÇÃO DA PARCELA À REMUNERAÇÃO — VEDAÇÃO À COMPENSAÇÃO DE AUMENTOS POSTERIORES — EXCEÇÃO AOS DECORRENTES DE REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA — PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro decidiu em harmonia com a jurisprudência do Supremo. O Pleno, no recurso extraordinário n 561.836/RN, da relatoria do ministro Luiz Fux, considerada a competência da União para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ legislar sobre o sistema monetário artigo 22, inciso VI, da Constituição Federal, assentou a incidência da Lei n 8.880, de 1994, à conversão, em Unidade Real de Valor URV, de vencimentos de servidores públicos, inclusive estaduais e municipais, expressos em Cruzeiros Reais, procedendo-se ao abatimento do índice nela estipulado com outro eventualmente aplicado à época sob o mesmo título, bem como à incorporação da parcela à remuneração, vedada a compensação de aumentos posteriores, salvo aqueles decorrentes de reestruturação na carreira, observado, neste último caso, o princípio da irredutibilidade. Eis a síntese do acórdão acima mencionado: 1) Direito monetário. Conversão do padrão monetário: Cruzeiro Real em URV. Direito aos 11,98%, ou do índice decorrente do processo de liquidação, e a sua incorporação. Competência privativa da União para legislar sobre a matéria. Art. 22, inciso VI, da Constituição da República. Inconstitucionalidade formal da lei estadual n 6.612/94 que regula o tema da conversão do Cruzeiro Real em URV. 2) O direito ao percentual de 11,98%, ou do índice decorrente do processo de liquidação, na remuneração do servidor, resultante da equivocada conversão do Cruzeiro Real em URV, não representa um aumento na remuneração do servidor público, mas um reconhecimento da ocorrência de indevido decréscimo no momento da conversão da moeda em relação àqueles que recebem seus vencimentos em momento anterior ao do término do mês trabalhado, tal como ocorre, verbi gratia, no âmbito do Poder Legislativo e do Poder Judiciário por força do art. 168 da Constituição da República. 3) Consectariamente, o referido percentual deve ser incorporado à remuneração dos aludidos servidores, sem qualquer compensação ou abatimento em razão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ legislar sobre o sistema monetário artigo 22, inciso VI, da Constituição Federal, assentou a incidência da Lei n 8.880, de 1994, à conversão, em Unidade Real de Valor URV, de vencimentos de servidores públicos, inclusive estaduais e municipais, expressos em Cruzeiros Reais, procedendo-se ao abatimento do índice nela estipulado com outro eventualmente aplicado à época sob o mesmo título, bem como à incorporação da parcela à remuneração, vedada a compensação de aumentos posteriores, salvo aqueles decorrentes de reestruturação na carreira, observado, neste último caso, o princípio da irredutibilidade. Eis a síntese do acórdão acima mencionado: 1) Direito monetário. Conversão do padrão monetário: Cruzeiro Real em URV. Direito aos 11,98%, ou do índice decorrente do processo de liquidação, e a sua incorporação. Competência privativa da União para legislar sobre a matéria. Art. 22, inciso VI, da Constituição da República. Inconstitucionalidade formal da lei estadual n 6.612/94 que regula o tema da conversão do Cruzeiro Real em URV. 2) O direito ao percentual de 11,98%, ou do índice decorrente do processo de liquidação, na remuneração do servidor, resultante da equivocada conversão do Cruzeiro Real em URV, não representa um aumento na remuneração do servidor público, mas um reconhecimento da ocorrência de indevido decréscimo no momento da conversão da moeda em relação àqueles que recebem seus vencimentos em momento anterior ao do término do mês trabalhado, tal como ocorre, verbi gratia, no âmbito do Poder Legislativo e do Poder Judiciário por força do art. 168 da Constituição da República. 3) Consectariamente, o referido percentual deve ser incorporado à remuneração dos aludidos servidores, sem qualquer compensação ou abatimento em razão de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ aumentos remuneratórios supervenientes. 4) A limitação temporal do direito à incorporação dos 11,98% ou do índice decorrente do processo de liquidação deve adstringir-se ao decisum na ADI n 2.323-MC/DF e na ADI n 2.321/DF. 5) O término da incorporação dos 11,98%, ou do índice obtido em cada caso, na remuneração deve ocorrer no momento em que a carreira do servidor passa por uma restruturação remuneratória, porquanto não há direito à percepção ad aeternum de parcela de remuneração por servidor público. 6) A irredutibilidade estipendial recomenda que se, em decorrência da reestruturação da carreira do servidor, a supressão da parcela dos 11,98%, ou em outro percentual obtido na liquidação, verificar-se com a redução da remuneração, o servidor fará jus a uma parcela remuneratória (VPNI) em montante necessário para que não haja uma ofensa ao princípio, cujo valor será absorvido pelos aumentos subsequentes. 7) A reestruturação dos cargos no âmbito do Poder Judiciário Federal decorreu do advento da Lei n 10.475/2002, diploma legal cuja vigência deve servir de termo ad quem para o pagamento e incorporação dos 11,98% no âmbito do referido Poder. 8) Inconstitucionalidade. 9) Recurso extraordinário interposto pelo estado do Rio Grande do Norte conhecido e parcialmente provido, porquanto descabida a pretensa compensação do percentual devido ao servidor em razão da ilegalidade na conversão de Cruzeiros Reais em URV com aumentos supervenientes a título de reajuste e revisão de remuneração, restando, por outro lado, fixado que o referido percentual será absorvido no caso de reestruturação financeira da carreira, e declarada incidenter tantum a inconstitucionalidade da Lei n 6.612, de 16 de maio de 1994, do estado do Rio Grande do Norte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ aumentos remuneratórios supervenientes. 4) A limitação temporal do direito à incorporação dos 11,98% ou do índice decorrente do processo de liquidação deve adstringir-se ao decisum na ADI n 2.323-MC/DF e na ADI n 2.321/DF. 5) O término da incorporação dos 11,98%, ou do índice obtido em cada caso, na remuneração deve ocorrer no momento em que a carreira do servidor passa por uma restruturação remuneratória, porquanto não há direito à percepção ad aeternum de parcela de remuneração por servidor público. 6) A irredutibilidade estipendial recomenda que se, em decorrência da reestruturação da carreira do servidor, a supressão da parcela dos 11,98%, ou em outro percentual obtido na liquidação, verificar-se com a redução da remuneração, o servidor fará jus a uma parcela remuneratória (VPNI) em montante necessário para que não haja uma ofensa ao princípio, cujo valor será absorvido pelos aumentos subsequentes. 7) A reestruturação dos cargos no âmbito do Poder Judiciário Federal decorreu do advento da Lei n 10.475/2002, diploma legal cuja vigência deve servir de termo ad quem para o pagamento e incorporação dos 11,98% no âmbito do referido Poder. 8) Inconstitucionalidade. 9) Recurso extraordinário interposto pelo estado do Rio Grande do Norte conhecido e parcialmente provido, porquanto descabida a pretensa compensação do percentual devido ao servidor em razão da ilegalidade na conversão de Cruzeiros Reais em URV com aumentos supervenientes a título de reajuste e revisão de remuneração, restando, por outro lado, fixado que o referido percentual será absorvido no caso de reestruturação financeira da carreira, e declarada incidenter tantum a inconstitucionalidade da Lei n 6.612, de 16 de maio de 1994, do estado do Rio Grande do Norte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ Interpostos embargos de declaração, foram tais parâmetros confirmados, ante ementa assim redigida: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO MONETÁRIO. CONVERSÃO DO PADRÃO MONETÁRIO: CRUZEIRO REAL EM URV. DIREITO AOS 11,98% OU AO ÍNDICE DECORRENTE DO PROCESSO DE LIQUIDAÇÃO, E A SUA INCORPORAÇÃO. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. MÉRITO JULGADO. LIMITAÇÃO TEMPORAL. O TERMO AD QUEM DA INCORPORAÇÃO DOS 11,98%, OU DO ÍNDICE OBTIDO EM CADA CASO, NA REMUNERAÇÃO DO AGENTE PÚBLICO DEVE OCORRER NO MOMENTO EM QUE A SUA CARREIRA PASSAR POR UMA RESTRUTURAÇÃO REMUNERATÓRIA, PORQUANTO NÃO HÁ DIREITO À PERCEPÇÃO AD AETERNUM DE PARCELA DE REMUNERAÇÃO POR SERVIDOR PÚBLICO. OBSCURIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADIÇÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. Colho dos embargos de declaração no recurso extraordinário n 561.836, a seguinte fundamentação: (…) ao contrário do alegado pelos recorrentes, o Plenário desta Corte, ao apreciar a matéria, firmou o entendimento no sentido de que é descabida a pretensão de compensação do percentual devido ao servidor em razão da ilegalidade na conversão de Cruzeiros Reais em URV com aumentos supervenientes a título de reajuste e revisão de remuneração, restando, por outro lado, fixado que o referido percentual será absorvido no caso de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ Interpostos embargos de declaração, foram tais parâmetros confirmados, ante ementa assim redigida: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO MONETÁRIO. CONVERSÃO DO PADRÃO MONETÁRIO: CRUZEIRO REAL EM URV. DIREITO AOS 11,98% OU AO ÍNDICE DECORRENTE DO PROCESSO DE LIQUIDAÇÃO, E A SUA INCORPORAÇÃO. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. MÉRITO JULGADO. LIMITAÇÃO TEMPORAL. O TERMO AD QUEM DA INCORPORAÇÃO DOS 11,98%, OU DO ÍNDICE OBTIDO EM CADA CASO, NA REMUNERAÇÃO DO AGENTE PÚBLICO DEVE OCORRER NO MOMENTO EM QUE A SUA CARREIRA PASSAR POR UMA RESTRUTURAÇÃO REMUNERATÓRIA, PORQUANTO NÃO HÁ DIREITO À PERCEPÇÃO AD AETERNUM DE PARCELA DE REMUNERAÇÃO POR SERVIDOR PÚBLICO. OBSCURIDADE. INOCORRÊNCIA. CONTRADIÇÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. Colho dos embargos de declaração no recurso extraordinário n 561.836, a seguinte fundamentação: (…) ao contrário do alegado pelos recorrentes, o Plenário desta Corte, ao apreciar a matéria, firmou o entendimento no sentido de que é descabida a pretensão de compensação do percentual devido ao servidor em razão da ilegalidade na conversão de Cruzeiros Reais em URV com aumentos supervenientes a título de reajuste e revisão de remuneração, restando, por outro lado, fixado que o referido percentual será absorvido no caso de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ reestruturação financeira da carreira. O índice a ser descontado é o que tiver sido pago sob o mesmo título, considerado aquele decorrente da legislação local que versou sobre a conversão, descabendo a compensação com aumentos posteriores, salvo se oriundo de restruturação de carreira. 2. Ante o precedente, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro reitera o pedido de processamento do extraordinário. Aponta a desobediência pelo Colegiado de origem em relação ao que decidido no recurso extraordinário n 561.836/RN. Retoma a matéria de fundo ao afirmar o pagamento do salário dos servidores estaduais após o último dia do mês de referência. A agravada, em contraminuta, defende o acerto da decisão. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ reestruturação financeira da carreira. O índice a ser descontado é o que tiver sido pago sob o mesmo título, considerado aquele decorrente da legislação local que versou sobre a conversão, descabendo a compensação com aumentos posteriores, salvo se oriundo de restruturação de carreira. 2. Ante o precedente, nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. O Estado do Rio de Janeiro reitera o pedido de processamento do extraordinário. Aponta a desobediência pelo Colegiado de origem em relação ao que decidido no recurso extraordinário n 561.836/RN. Retoma a matéria de fundo ao afirmar o pagamento do salário dos servidores estaduais após o último dia do mês de referência. A agravada, em contraminuta, defende o acerto da decisão. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843191. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi protocolada no prazo assinado em lei. Notem o decidido na origem. O Tribunal local consignou, em síntese: AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL – DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO, NA FORMA DO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil - SENTENÇA A EXIGIR PEQUENO REPARO, EM SEDE DE REEXAME NECESSÁRIO, QUANTO AOS JUROS DE MORA APLICÁVEIS NAS CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA – RECURSO DE AGRAVO COM MÉRITO PRÓPRIO, ORA DIALOGANDO COM OS REQUISITOS GENÉRICOS DA APLICAÇÃO DO ART. 557 DO Código de Processo Civil, ORA COM O PRÓPRIO MÉRITO DO RECURSO ORIGINÁRIO. ESSÊNCIA INFRINGENTE DO RECURSO DE AGRAVO INTERNO - NECESSIDADE DE LEVAR AO COLEGIADO DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA PELO RELATOR - DECISÃO UNIPESSOAL QUE DEVE SER MANTIDA, JÁ QUE PREENCHEU OS REQUISITOS PARA A SUA APLICAÇÃO – DO MÉRITO - PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO - APELAÇÃO CÍVEL - SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - CONVERSÃO DE VENCIMENTOS EM URV - LEI 8.880/1994 - DATA DO EFETIVO PAGAMENTO - PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO - NÃO OCORRÊNCIA - SÚMULA 85/Superior Tribunal de Justiça. Apesar dos argumentos desenvolvidos pelo agravante, ressalte-se que o Colegiado local julgou a matéria consoante o decidido pelo Supremo. No recurso extraordinário n 561.836/RN, relator ministro Luiz Fux, considerada a competência da União para legislar sobre o sistema Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi protocolada no prazo assinado em lei. Notem o decidido na origem. O Tribunal local consignou, em síntese: AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL – DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO, NA FORMA DO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil - SENTENÇA A EXIGIR PEQUENO REPARO, EM SEDE DE REEXAME NECESSÁRIO, QUANTO AOS JUROS DE MORA APLICÁVEIS NAS CONDENAÇÕES IMPOSTAS À FAZENDA – RECURSO DE AGRAVO COM MÉRITO PRÓPRIO, ORA DIALOGANDO COM OS REQUISITOS GENÉRICOS DA APLICAÇÃO DO ART. 557 DO Código de Processo Civil, ORA COM O PRÓPRIO MÉRITO DO RECURSO ORIGINÁRIO. ESSÊNCIA INFRINGENTE DO RECURSO DE AGRAVO INTERNO - NECESSIDADE DE LEVAR AO COLEGIADO DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA PELO RELATOR - DECISÃO UNIPESSOAL QUE DEVE SER MANTIDA, JÁ QUE PREENCHEU OS REQUISITOS PARA A SUA APLICAÇÃO – DO MÉRITO - PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO - APELAÇÃO CÍVEL - SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - CONVERSÃO DE VENCIMENTOS EM URV - LEI 8.880/1994 - DATA DO EFETIVO PAGAMENTO - PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO - NÃO OCORRÊNCIA - SÚMULA 85/Superior Tribunal de Justiça. Apesar dos argumentos desenvolvidos pelo agravante, ressalte-se que o Colegiado local julgou a matéria consoante o decidido pelo Supremo. No recurso extraordinário n 561.836/RN, relator ministro Luiz Fux, considerada a competência da União para legislar sobre o sistema Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ monetário – artigo 22, inciso VI, da Constituição Federal –, este Tribunal assentou a incidência da Lei n 8.880/1994 à conversão, em Unidade Real de Valor – URV, de vencimentos de servidores públicos, inclusive estaduais e municipais, expressos em cruzeiros reais, procedendo-se ao abatimento do índice estipulado na referida Lei com outro eventualmente aplicado à época, bem como à incorporação da parcela à remuneração, vedada a compensação de aumentos posteriores, salvo aqueles decorrentes de reestruturação na carreira, tendo em conta, neste último caso, o princípio da irredutibilidade. A par disso, o acórdão recorrido não definiu a data de recebimento dos salários dos servidores. Concluir da forma postulada pelo agravante decorreria do reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A óptica já foi assentada pela Primeira Turma, em julgado assim sintetizado: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR ESTADUAL. VENCIMENTOS. CONVERSÃO EM URV. DATA DO PAGAMENTO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. DESCABIMENTO. 1. Ausência de argumentos capazes para infirmar a decisão agravada. 2. A discussão quanto à data do pagamento dos servidores estaduais e sua adequação ao precedente firmado com relação aos servidores federais implicaria rever os fatos e provas constantes dos autos, bem como a legislação local aplicável. Nessas condições, incidem as Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Nos termos do art. 85, §11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade. (Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo n 1.055.065/RJ, relatado na Primeira Turma pelo ministro Luís Roberto Barroso, acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ monetário – artigo 22, inciso VI, da Constituição Federal –, este Tribunal assentou a incidência da Lei n 8.880/1994 à conversão, em Unidade Real de Valor – URV, de vencimentos de servidores públicos, inclusive estaduais e municipais, expressos em cruzeiros reais, procedendo-se ao abatimento do índice estipulado na referida Lei com outro eventualmente aplicado à época, bem como à incorporação da parcela à remuneração, vedada a compensação de aumentos posteriores, salvo aqueles decorrentes de reestruturação na carreira, tendo em conta, neste último caso, o princípio da irredutibilidade. A par disso, o acórdão recorrido não definiu a data de recebimento dos salários dos servidores. Concluir da forma postulada pelo agravante decorreria do reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A óptica já foi assentada pela Primeira Turma, em julgado assim sintetizado: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR ESTADUAL. VENCIMENTOS. CONVERSÃO EM URV. DATA DO PAGAMENTO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. DESCABIMENTO. 1. Ausência de argumentos capazes para infirmar a decisão agravada. 2. A discussão quanto à data do pagamento dos servidores estaduais e sua adequação ao precedente firmado com relação aos servidores federais implicaria rever os fatos e provas constantes dos autos, bem como a legislação local aplicável. Nessas condições, incidem as Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Nos termos do art. 85, §11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade. (Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo n 1.055.065/RJ, relatado na Primeira Turma pelo ministro Luís Roberto Barroso, acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ de novembro de 2017) Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo esta cabível, ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do referido diploma legal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ de novembro de 2017) Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo esta cabível, ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do referido diploma legal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843199. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS ADV.(A/S) : ILIAN NUNES VIEIRA (161596/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980056 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.106.285 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS ADV.(A/S) : ILIAN NUNES VIEIRA (161596/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980056 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 106 . 285", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 106 . 285", "recurso extraordinário n 561 . 836 / RN", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 106 . 285", "836", "/", "RN", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ", "ADI n 2 . 323 - MC / DF", "ADI n 2 . 321 / DF", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ", "ADI n 2 . 323 - MC / DF", "ADI n 2 . 321 / DF", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ", "recurso extraordinário n 561 . 836", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ", "recurso extraordinário n 561 . 836", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR /", "recurso extraordinário n 561 . 836 / RN", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ", "recurso extraordinário n 561 . 836 / RN", "SÚMULA 85 / Superior Tribunal de Justiça", "recurso extraordinário n 561 . 836 / RN", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 106 . 285", "SÚMULA 85 / Superior Tribunal de Justiça", "recurso extraordinário n 561 . 836 / RN", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "recurso extraordinário com agravo n 1 . 055 . 065 / RJ", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 1106285 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 106 . 285", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 106 . 285" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 880 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 8 . 880 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 , inciso VI , da Constituição Federal", "Lei n 8 . 880", "Art . 22 , inciso VI , da Constituição da República", "lei estadual n 6 . 612 / 94", "art . 168 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 , inciso VI , da Constituição Federal", "Lei n 8 . 880", "Art . 22 , inciso VI , da Constituição da República", "lei estadual n 6 . 612 / 94", "art . 168 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 475 / 2002", "Lei n 6 . 612", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 10 . 475 / 2002", "Lei n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil", "ART . 557 DO Código de Processo Civil", "LEI 8 . 880 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil", "ART . 557 DO Código de Processo Civil", "LEI 8 . 880 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 , inciso VI , da Constituição Federal", "Lei n 8 . 880 / 1994", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 , inciso VI , da Constituição Federal", "Lei n 8 . 880 / 1994", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "estado do Rio Grande do Norte", "estado do Rio Grande do Norte", "estado do Rio Grande do Norte", "estado do Rio Grande do Norte", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo", "Pleno", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo", "Pleno", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS", "ILIAN NUNES VIEIRA", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS", "ILIAN NUNES VIEIRA", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS", "ILIAN NUNES VIEIRA", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "Luís Roberto Barroso", "Luís Roberto Barroso", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS", "ILIAN NUNES VIEIRA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA CRISTINA JOSE DE FREITAS", "ILIAN NUNES VIEIRA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "6 de março de 2018", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "6 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de maio de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de maio de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "novembro de", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "novembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Artigo 93, IX, da CF/88. Ausência de prequestionamento. Artigo 97 da CF/88. Inexistência de afronta. ITCMD. Fato gerador. Extinção de usufruto. Violação reflexa. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência dos enunciados das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, tampouco afastou, no todo ou em parte, sua incidência com base em princípios constitucionais, limitando-se a interpretar a legislação aplicável na espécie. Inexistência de afronta ao art. 97 da Constituição ou à Súmula Vinculante nº 10/STF. 3. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca do fato gerador do ITCMD, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional, o qual não é permitido em sede de apelo extremo. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do CPC. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920986. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão RE 1115010 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 15/6 a 21/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do CPC),nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920986. Supremo Tribunal Federal RE 1115010 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 15/6 a 21/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do CPC),nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais interpõe agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos LIV e LV, 93, inciso IX, 97 e 155, inciso I da Constituição Federal. Insurge-se, no recurso extraordinário, contra decisão assim ementada: ‘EMENTA: AÇÃO ORDINÁRIA REEXAME NECESSÁRIO EXTINÇÃO DE USUFRUTO INCIDÊNCIA DE ITCD DESCABIMENTO INOCORRÊNCIA DO FATO GERADOR DA TRANSFERÊNCIA OU CESSÃO DE BEM OU DE DIREITO REAL PEDIDO JULGADO PROCEDENTE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ARBITRAMENTO COM BASE NO ART. 20, § 4º, DO CPC REDUÇÃO CABIMENTO SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA, EM REEXAME NECESSÁRIO PREJUDICADO O RECURSO VOLUNTÁRIO. 1- A extinção do usufruto pela morte do usufrutuário não encerra a transferência do bem ou do direito real sobre ele Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais interpõe agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos LIV e LV, 93, inciso IX, 97 e 155, inciso I da Constituição Federal. Insurge-se, no recurso extraordinário, contra decisão assim ementada: ‘EMENTA: AÇÃO ORDINÁRIA REEXAME NECESSÁRIO EXTINÇÃO DE USUFRUTO INCIDÊNCIA DE ITCD DESCABIMENTO INOCORRÊNCIA DO FATO GERADOR DA TRANSFERÊNCIA OU CESSÃO DE BEM OU DE DIREITO REAL PEDIDO JULGADO PROCEDENTE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ARBITRAMENTO COM BASE NO ART. 20, § 4º, DO CPC REDUÇÃO CABIMENTO SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA, EM REEXAME NECESSÁRIO PREJUDICADO O RECURSO VOLUNTÁRIO. 1- A extinção do usufruto pela morte do usufrutuário não encerra a transferência do bem ou do direito real sobre ele Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório RE 1115010 AGR / MG pendente, mas apenas enseja a consolidação dos atributos da propriedade nas mãos de quem detém o domínio respectivo, razão pela qual não caracterizado o fato gerador apto a sustentar a cobrança de ITCD, que pressupõe a transmissão ou a cessão da propriedade ou de direito real. 2 O arbitramento dos honorários advocatícios, nos termos do § 4º, do art. 20, do CPC, a critério da apreciação equitativa do juízo, deve levar em consideração o grau de zelo do advogado, o lugar da realização do serviço, a natureza e a importância da causa, o trabalho realizado e o tempo de duração do serviço, sendo cabível a redução quando a verba é arbitrada em desacordo com os critérios legais. 3 Sentença parcialmente reformada, em reexame necessário, prejudicando o recurso voluntário’. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5º, incisos LIV e LV e 93, inciso IX da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Verifico, ainda, que não houve violação do artigo 97 da Constituição Federal, haja vista que o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade de nenhuma lei ou ato normativo, tampouco afastou, no todo ou em parte, sua incidência ao presente caso com base em princípios constitucionais, limitando-se a interpretar a legislação aplicável ao presente feito. Nesse sentido: ‘EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Município. Legitimidade ad causam. Competência para julgamento monocrático do relator. Ausência de prequestionamento. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Supremo Tribunal Federal RE 1115010 AGR / MG pendente, mas apenas enseja a consolidação dos atributos da propriedade nas mãos de quem detém o domínio respectivo, razão pela qual não caracterizado o fato gerador apto a sustentar a cobrança de ITCD, que pressupõe a transmissão ou a cessão da propriedade ou de direito real. 2 O arbitramento dos honorários advocatícios, nos termos do § 4º, do art. 20, do CPC, a critério da apreciação equitativa do juízo, deve levar em consideração o grau de zelo do advogado, o lugar da realização do serviço, a natureza e a importância da causa, o trabalho realizado e o tempo de duração do serviço, sendo cabível a redução quando a verba é arbitrada em desacordo com os critérios legais. 3 Sentença parcialmente reformada, em reexame necessário, prejudicando o recurso voluntário’. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5º, incisos LIV e LV e 93, inciso IX da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Verifico, ainda, que não houve violação do artigo 97 da Constituição Federal, haja vista que o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade de nenhuma lei ou ato normativo, tampouco afastou, no todo ou em parte, sua incidência ao presente caso com base em princípios constitucionais, limitando-se a interpretar a legislação aplicável ao presente feito. Nesse sentido: ‘EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Município. Legitimidade ad causam. Competência para julgamento monocrático do relator. Ausência de prequestionamento. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório RE 1115010 AGR / MG Artigo 97 da CF. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Não ocorrência. Precedentes. 1. O art. 544, § 4º, II, alínea b, do Código de Processo Civil, com a redação dada pela Lei nº 12.322/10, permite ao relator da causa conhecer do agravo para negar seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, prejudicado ou em confronto com súmula ou jurisprudência dominante no tribunal. 2. É inviável o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional nele indicado como violado carece do necessário prequestionamento. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE n° 895602/RJ-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 4/9/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO SOBRE ENERGIA ELÉTRICA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA UNIÃO. 1. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. RESERVA DE PLENÁRIO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 805.430/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/11/10). Ademais, para ultrapassar o entendimento da instância de origem acerca do fato gerador e da base de cálculo do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação ITCMD, seria necessária 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Supremo Tribunal Federal RE 1115010 AGR / MG Artigo 97 da CF. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Não ocorrência. Precedentes. 1. O art. 544, § 4º, II, alínea b, do Código de Processo Civil, com a redação dada pela Lei nº 12.322/10, permite ao relator da causa conhecer do agravo para negar seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, prejudicado ou em confronto com súmula ou jurisprudência dominante no tribunal. 2. É inviável o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional nele indicado como violado carece do necessário prequestionamento. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE n° 895602/RJ-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 4/9/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO SOBRE ENERGIA ELÉTRICA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA UNIÃO. 1. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. RESERVA DE PLENÁRIO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 805.430/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/11/10). Ademais, para ultrapassar o entendimento da instância de origem acerca do fato gerador e da base de cálculo do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação ITCMD, seria necessária 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório RE 1115010 AGR / MG a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei nº 12.426/96 e Decreto nº 38.639/97). Desse modo, a eventual violação do dispositivo constitucional invocado seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula nº 280 da Corte. Em situação idêntica ao caso em tela, colhem-se os seguintes julgados: ARE nº 1.007.946/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16, ARE nº 817.356/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/8/14 e ARE nº 911.565/MG, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 8/6/16; RE nº 934.391/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/6/16, estando essa última decisão monocrática, assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO DE BENS E DIREITOS ITCMD. MORTE DE USUFRUTUÁRIO. ALEGAÇÃO DE TRANSMISSÃO DO USUFRUTO. LEI ESTADUAL N. 12.426/1996. CÓDIGO CIVIL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA DO ART. 5º, INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO CONHECIDO NESSE PONTO. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Sustenta o agravante que o art. 93, IX, da CF/88 está prequestionado. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Supremo Tribunal Federal RE 1115010 AGR / MG a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei nº 12.426/96 e Decreto nº 38.639/97). Desse modo, a eventual violação do dispositivo constitucional invocado seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula nº 280 da Corte. Em situação idêntica ao caso em tela, colhem-se os seguintes julgados: ARE nº 1.007.946/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16, ARE nº 817.356/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/8/14 e ARE nº 911.565/MG, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 8/6/16; RE nº 934.391/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/6/16, estando essa última decisão monocrática, assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO DE BENS E DIREITOS ITCMD. MORTE DE USUFRUTUÁRIO. ALEGAÇÃO DE TRANSMISSÃO DO USUFRUTO. LEI ESTADUAL N. 12.426/1996. CÓDIGO CIVIL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA DO ART. 5º, INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO CONHECIDO NESSE PONTO. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Sustenta o agravante que o art. 93, IX, da CF/88 está prequestionado. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório RE 1115010 AGR / MG Aduz a existência de violação do art. 97 da CF/88 e argui que a controvérsia referente à incidência do ITCMD no que tange à extinção do usufruto não se caracteriza como violação reflexa à Constituição Federal. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Supremo Tribunal Federal RE 1115010 AGR / MG Aduz a existência de violação do art. 97 da CF/88 e argui que a controvérsia referente à incidência do ITCMD no que tange à extinção do usufruto não se caracteriza como violação reflexa à Constituição Federal. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada. Conforme consignado na decisão recorrida, o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. Registro, também, que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada. Conforme consignado na decisão recorrida, o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. Registro, também, que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1115010 AGR / MG REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 860.087/GO–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Incidência da Súmula 282/STF. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados não é suficiente para considerar prequestionada a matéria constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a Súmula nº 282/STF. 2. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo regimental não provido” (RE nº 764.652/SC–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/2/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, como decidido, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade de nenhuma lei ou ato normativo, tampouco afastou, no todo ou em parte, sua incidência no presente caso com base em princípios constitucionais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Supremo Tribunal Federal RE 1115010 AGR / MG REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 860.087/GO–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Incidência da Súmula 282/STF. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados não é suficiente para considerar prequestionada a matéria constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a Súmula nº 282/STF. 2. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo regimental não provido” (RE nº 764.652/SC–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/2/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, como decidido, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade de nenhuma lei ou ato normativo, tampouco afastou, no todo ou em parte, sua incidência no presente caso com base em princípios constitucionais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1115010 AGR / MG Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. (ARE nº 895.602/RJ-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 4/9/15; AI nº 801.469/SE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/11/13). Ressalto, ainda, que, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca do fato gerador do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional, o qual não é permitido em sede de apelo extremo. Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o recurso extraordinário. Nessa direção, além dos precedentes já citados na decisão atacada, destaco os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO TRUBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ITCD. USUFRUTO. LEI ESTADUAL Nº 12.741/2007 E Nº 8.821/1989. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte firmou-se no sentido de que incabíveis embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática. Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da fungibilidade. 2. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Supremo Tribunal Federal RE 1115010 AGR / MG Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. (ARE nº 895.602/RJ-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 4/9/15; AI nº 801.469/SE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/11/13). Ressalto, ainda, que, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca do fato gerador do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional, o qual não é permitido em sede de apelo extremo. Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o recurso extraordinário. Nessa direção, além dos precedentes já citados na decisão atacada, destaco os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO TRUBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ITCD. USUFRUTO. LEI ESTADUAL Nº 12.741/2007 E Nº 8.821/1989. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte firmou-se no sentido de que incabíveis embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática. Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da fungibilidade. 2. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1115010 AGR / MG extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ’a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (ARE nº 832.368/RS-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 3/11/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ITCD. NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal a quo acerca da não ocorrência do fato gerador do ITCD, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II – Agravo regimental improvido” (RE nº 726.677/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/5/2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante art. 1.021, § 4º, do Novo CPC, caso seja unânime a votação. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Supremo Tribunal Federal RE 1115010 AGR / MG extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ’a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (ARE nº 832.368/RS-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 3/11/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ITCD. NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO STF. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal a quo acerca da não ocorrência do fato gerador do ITCD, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II – Agravo regimental improvido” (RE nº 726.677/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/5/2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante art. 1.021, § 4º, do Novo CPC, caso seja unânime a votação. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 1115010 AGR / MG É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Supremo Tribunal Federal RE 1115010 AGR / MG É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS (30604/BA, 74534/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669456 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS (30604/BA, 74534/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669456 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747991441
2018-06-22T00:00:00
2018-08-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Artigo 93, IX, da CF/88. Ausência de prequestionamento. Artigo 97 da CF/88. Inexistência de afronta. ITCMD. Fato gerador. Extinção de usufruto. Violação reflexa. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência dos enunciados das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, tampouco afastou, no todo ou em parte, sua incidência com base em princípios constitucionais, limitando-se a interpretar a legislação aplicável na espécie. Inexistência de afronta ao art. 97 da Constituição ou à Súmula Vinculante nº 10/STF. 3. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca do fato gerador do ITCMD, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional, o qual não é permitido em sede de apelo extremo. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2%(dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do CPC. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça.
sjur389001
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO) RE 411859 AgR (2ªT), RE 449232 AgR-AgR (2ªT), RE 764652 AgR (1ªT), ARE 860087 AgR (2ªT). (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) AI 801469 AgR (1ªT), ARE 895602 AgR (2ªT). (SÚMULA 279) RE 726677 AgR (2ªT), ARE 832368 ED (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 03/09/2018, BMP.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
1115010
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01024 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1115010 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Ausência de prequestionamento. Artigo 97 da Constituição Federal de 1988/88. Inexistência de afronta. ITCMD. Fato gerador. Extinção de usufruto. Violação reflexa. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência dos enunciados das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, tampouco afastou, no todo ou em parte, sua incidência com base em princípios constitucionais, limitando-se a interpretar a legislação aplicável na espécie. Inexistência de afronta ao art. 97 da Constituição ou à Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal. 3. Para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca do fato gerador do ITCMD, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional, o qual não é permitido em sede de apelo extremo. 4. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. 5. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920986. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 15/6 a 21/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil),nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920986. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 15/6 a 21/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil),nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais interpõe agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos LIV e LV, 93, inciso IX, 97 e 155, inciso I da Constituição Federal. Insurge-se, no recurso extraordinário, contra decisão assim ementada: ‘EMENTA: AÇÃO ORDINÁRIA REEXAME NECESSÁRIO EXTINÇÃO DE USUFRUTO INCIDÊNCIA DE ITCD DESCABIMENTO INOCORRÊNCIA DO FATO GERADOR DA TRANSFERÊNCIA OU CESSÃO DE BEM OU DE DIREITO REAL PEDIDO JULGADO PROCEDENTE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ARBITRAMENTO COM BASE NO ART. 20, § 4..., DO Código de Processo Civil REDUÇÃO CABIMENTO SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA, EM REEXAME NECESSÁRIO PREJUDICADO O RECURSO VOLUNTÁRIO. 1- A extinção do usufruto pela morte do usufrutuário não encerra a transferência do bem ou do direito real sobre ele Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) :VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Minas Gerais interpõe agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso, com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos LIV e LV, 93, inciso IX, 97 e 155, inciso I da Constituição Federal. Insurge-se, no recurso extraordinário, contra decisão assim ementada: ‘EMENTA: AÇÃO ORDINÁRIA REEXAME NECESSÁRIO EXTINÇÃO DE USUFRUTO INCIDÊNCIA DE ITCD DESCABIMENTO INOCORRÊNCIA DO FATO GERADOR DA TRANSFERÊNCIA OU CESSÃO DE BEM OU DE DIREITO REAL PEDIDO JULGADO PROCEDENTE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS ARBITRAMENTO COM BASE NO ART. 20, § 4..., DO Código de Processo Civil REDUÇÃO CABIMENTO SENTENÇA PARCIALMENTE REFORMADA, EM REEXAME NECESSÁRIO PREJUDICADO O RECURSO VOLUNTÁRIO. 1- A extinção do usufruto pela morte do usufrutuário não encerra a transferência do bem ou do direito real sobre ele Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG pendente, mas apenas enseja a consolidação dos atributos da propriedade nas mãos de quem detém o domínio respectivo, razão pela qual não caracterizado o fato gerador apto a sustentar a cobrança de ITCD, que pressupõe a transmissão ou a cessão da propriedade ou de direito real. 2 O arbitramento dos honorários advocatícios, nos termos do § 4..., do art. 20, do Código de Processo Civil, a critério da apreciação equitativa do juízo, deve levar em consideração o grau de zelo do advogado, o lugar da realização do serviço, a natureza e a importância da causa, o trabalho realizado e o tempo de duração do serviço, sendo cabível a redução quando a verba é arbitrada em desacordo com os critérios legais. 3 Sentença parcialmente reformada, em reexame necessário, prejudicando o recurso voluntário’. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5..., incisos LIV e LV e 93, inciso IX da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Verifico, ainda, que não houve violação do artigo 97 da Constituição Federal, haja vista que o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade de nenhuma lei ou ato normativo, tampouco afastou, no todo ou em parte, sua incidência ao presente caso com base em princípios constitucionais, limitando-se a interpretar a legislação aplicável ao presente feito. Nesse sentido: ‘EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Município. Legitimidade ad causam. Competência para julgamento monocrático do relator. Ausência de prequestionamento. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG pendente, mas apenas enseja a consolidação dos atributos da propriedade nas mãos de quem detém o domínio respectivo, razão pela qual não caracterizado o fato gerador apto a sustentar a cobrança de ITCD, que pressupõe a transmissão ou a cessão da propriedade ou de direito real. 2 O arbitramento dos honorários advocatícios, nos termos do § 4..., do art. 20, do Código de Processo Civil, a critério da apreciação equitativa do juízo, deve levar em consideração o grau de zelo do advogado, o lugar da realização do serviço, a natureza e a importância da causa, o trabalho realizado e o tempo de duração do serviço, sendo cabível a redução quando a verba é arbitrada em desacordo com os critérios legais. 3 Sentença parcialmente reformada, em reexame necessário, prejudicando o recurso voluntário’. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 5..., incisos LIV e LV e 93, inciso IX da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Verifico, ainda, que não houve violação do artigo 97 da Constituição Federal, haja vista que o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade de nenhuma lei ou ato normativo, tampouco afastou, no todo ou em parte, sua incidência ao presente caso com base em princípios constitucionais, limitando-se a interpretar a legislação aplicável ao presente feito. Nesse sentido: ‘EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Município. Legitimidade ad causam. Competência para julgamento monocrático do relator. Ausência de prequestionamento. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG Artigo 97 da Constituição Federal de 1988. Súmula Vinculante n 10. Violação. Não ocorrência. Precedentes. 1. O art. 544, § 4..., II, alínea b, do Código de Processo Civil, com a redação dada pela Lei n 12.322/10, permite ao relator da causa conhecer do agravo para negar seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, prejudicado ou em confronto com súmula ou jurisprudência dominante no tribunal. 2. É inviável o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional nele indicado como violado carece do necessário prequestionamento. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE n 895602/RJ-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 4/9/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO SOBRE ENERGIA ELÉTRICA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA UNIÃO. 1. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. RESERVA DE PLENÁRIO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 805.430/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/11/10). Ademais, para ultrapassar o entendimento da instância de origem acerca do fato gerador e da base de cálculo do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação ITCMD, seria necessária 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG Artigo 97 da Constituição Federal de 1988. Súmula Vinculante n 10. Violação. Não ocorrência. Precedentes. 1. O art. 544, § 4..., II, alínea b, do Código de Processo Civil, com a redação dada pela Lei n 12.322/10, permite ao relator da causa conhecer do agravo para negar seguimento ao recurso manifestamente inadmissível, prejudicado ou em confronto com súmula ou jurisprudência dominante no tribunal. 2. É inviável o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional nele indicado como violado carece do necessário prequestionamento. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE n 895602/RJ-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 4/9/15). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO SOBRE ENERGIA ELÉTRICA. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA UNIÃO. 1. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. RESERVA DE PLENÁRIO. AUSÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 805.430/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/11/10). Ademais, para ultrapassar o entendimento da instância de origem acerca do fato gerador e da base de cálculo do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação ITCMD, seria necessária 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei n 12.426/96 e Decreto n 38.639/97). Desse modo, a eventual violação do dispositivo constitucional invocado seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula n 280 da Corte. Em situação idêntica ao caso em tela, colhem-se os seguintes julgados: ARE n 1.007.946/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16, ARE n 817.356/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/8/14 e ARE n 911.565/MG, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 8/6/16; Recurso Extraordinário n 934.391/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/6/16, estando essa última decisão monocrática, assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO DE BENS E DIREITOS ITCMD. MORTE DE USUFRUTUÁRIO. ALEGAÇÃO DE TRANSMISSÃO DO USUFRUTO. LEI ESTADUAL N. 12.426/1996. CÓDIGO CIVIL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA DO ART. 5..., INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO CONHECIDO NESSE PONTO. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Sustenta o agravante que o art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88 está prequestionado. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei n 12.426/96 e Decreto n 38.639/97). Desse modo, a eventual violação do dispositivo constitucional invocado seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula n 280 da Corte. Em situação idêntica ao caso em tela, colhem-se os seguintes julgados: ARE n 1.007.946/SP, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 18/11/16, ARE n 817.356/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/8/14 e ARE n 911.565/MG, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 8/6/16; Recurso Extraordinário n 934.391/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/6/16, estando essa última decisão monocrática, assim ementada: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO DE BENS E DIREITOS ITCMD. MORTE DE USUFRUTUÁRIO. ALEGAÇÃO DE TRANSMISSÃO DO USUFRUTO. LEI ESTADUAL N. 12.426/1996. CÓDIGO CIVIL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA DO ART. 5..., INCS. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO NÃO CONHECIDO NESSE PONTO. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Sustenta o agravante que o art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88 está prequestionado. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG Aduz a existência de violação do art. 97 da Constituição Federal de 1988/88 e argui que a controvérsia referente à incidência do ITCMD no que tange à extinção do usufruto não se caracteriza como violação reflexa à Constituição Federal. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG Aduz a existência de violação do art. 97 da Constituição Federal de 1988/88 e argui que a controvérsia referente à incidência do ITCMD no que tange à extinção do usufruto não se caracteriza como violação reflexa à Constituição Federal. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada. Conforme consignado na decisão recorrida, o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Registro, também, que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada. Conforme consignado na decisão recorrida, o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontado como violado, carece do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram da referida norma, a qual, também, não foi objeto dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Registro, também, que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL PENAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INADMISSIBILIDADE DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO. AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 860.087/GO–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados não é suficiente para considerar prequestionada a matéria constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 764.652/SC–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/2/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, como decidido, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade de nenhuma lei ou ato normativo, tampouco afastou, no todo ou em parte, sua incidência no presente caso com base em princípios constitucionais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 860.087/GO–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/3/15). “Agravo regimental no recurso extraordinário. Prequestionamento. Incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. 1. A simples afirmação de que os dispositivos constitucionais suscitados nas razões e contrarrazões de apelação estariam prequestionados não é suficiente para considerar prequestionada a matéria constitucional suscitada no recurso extraordinário. É necessário a oposição de embargos de declaração. Incide, no caso, a Súmula n 282/Supremo Tribunal Federal. 2. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 764.652/SC–AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 2/2/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, como decidido, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade de nenhuma lei ou ato normativo, tampouco afastou, no todo ou em parte, sua incidência no presente caso com base em princípios constitucionais. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal ou da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. (ARE n 895.602/RJ-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 4/9/15; AI n 801.469/SE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/11/13). Ressalto, ainda, que, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca do fato gerador do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional, o qual não é permitido em sede de apelo extremo. Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o recurso extraordinário. Nessa direção, além dos precedentes já citados na decisão atacada, destaco os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO TRUBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ITCD. USUFRUTO. LEI ESTADUAL n 12.741/2007 E n 8.821/1989. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/1973. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte firmou-se no sentido de que incabíveis embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática. Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da fungibilidade. 2. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. (ARE n 895.602/RJ-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 4/9/15; AI n 801.469/SE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 27/11/13). Ressalto, ainda, que, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem acerca do fato gerador do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional, o qual não é permitido em sede de apelo extremo. Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o recurso extraordinário. Nessa direção, além dos precedentes já citados na decisão atacada, destaco os seguintes julgados: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO TRUBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. ITCD. USUFRUTO. LEI ESTADUAL n 12.741/2007 E n 8.821/1989. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/1973. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte firmou-se no sentido de que incabíveis embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática. Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da fungibilidade. 2. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ’a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (ARE n 832.368/RS-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 3/11/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ITCD. NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal a quo acerca da não ocorrência do fato gerador do ITCD, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 726.677/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/5/2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante art. 1.021, § 4..., do Novo Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ’a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (ARE n 832.368/RS-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 3/11/16). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ITCD. NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DA ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal a quo acerca da não ocorrência do fato gerador do ITCD, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente, sendo certo que a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o recurso extraordinário. II – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 726.677/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 23/5/2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante art. 1.021, § 4..., do Novo Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já fixada seja acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento) de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do citado artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS (30604/BA, 74534/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669456 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.115.010 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS AGDO.(A/S) : VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS (30604/BA, 74534/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 2% (dois por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669456 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 115 . 010", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 115 . 010", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 115 . 010", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 895602 / RJ - AgR", "AI n 805 . 430 / SC - AgR", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 895602 / RJ - AgR", "AI n 805 . 430 / SC - AgR", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "Súmula n 280 da Corte", "ARE n 1 . 007 . 946 / SP", "ARE n 817 . 356 / SP", "ARE n 911 . 565 / MG", "Recurso Extraordinário n 934 . 391 /", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "Súmula n 280 da Corte", "ARE n 1 . 007 . 946 / SP", "ARE n 817 . 356 / SP", "ARE n 911 . 565 / MG", "Recurso Extraordinário n 934 . 391 / MG", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 115 . 010", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns . 282", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR /", "ARE n 860 . 087 / GO – AgR", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 764 . 652 / SC – AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "ARE n 860 . 087 / GO – AgR", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 282 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 764 . 652 / SC – AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 895 . 602 / RJ - AgR", "AI n 801 . 469 / SE - AgR", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 895 . 602 / RJ - AgR", "AI n 801 . 469 / SE - AgR", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "ARE n 832 . 368 / RS - ED", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 726 . 677 / AL - AgR", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "ARE n 832 . 368 / RS - ED", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 726 . 677 / AL - AgR", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 1115010 AGR / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 115 . 010", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 115 . 010" ], "LEGISLACAO": [ "Artigo 93 , IX , da Constituição Federal de 1988", "Artigo 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 97 da Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos LIV e LV , 93 , inciso IX , 97 e 155 , inciso I da Constituição Federal", "ART . 20 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 .", "ART . 20 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 20 , do Código de Processo Civil", "artigos 5 . . . , incisos LIV e LV e 93 , inciso IX da Constituição Federal", "artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . , do art . 20 , do Código de Processo Civil", "artigos 5 . . . , incisos LIV e LV e 93 , inciso IX da Constituição Federal", "artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 97 da Constituição Federal de 1988", "art . 544 , § 4 . . . , II , alínea b , do Código de Processo Civil", "Lei n 12 . 322 / 10", "art . 97 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 97 da Constituição Federal de 1988", "art . 544 , § 4 . . . , II , alínea b , do Código de Processo Civil", "Lei n 12 . 322 / 10", "art . 97 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "ARTIGO 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 426 / 96", "Decreto n 38 . 639 / 97", "LEI ESTADUAL N . 12 . 426 / 1996", "CÓDIGO CIVIL", "ART . 5 . . . , INCS . LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "RECURSO", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 426 / 96", "Decreto n 38 . 639 / 97", "LEI ESTADUAL N . 12 . 426 / 1996", "CÓDIGO CIVIL", "ART . 5 . . . , INCS . LIV E LV , DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "artigo 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 97 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "art . 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "art . 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "LEI ESTADUAL n 12 . 741 / 2007", "E", "n 8 . 821 / 1989", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 1973", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "LEI ESTADUAL n 12 . 741 / 2007", "n 8 . 821 / 1989", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 1973", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ’ a ’ , da Lei Maior", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Novo Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ’ a ’ , da Lei Maior", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Novo Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do novo Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Estado de Minas Gerais", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Estado de Minas Gerais", "MG", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MG", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA", "LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA", "LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA", "LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA", "LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "VIRGINIA GARCIA DE PAULA CAPANEMA", "LUIZ ANTONIO DOS SANTOS FALEIROS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "6", "21", "/", "6", "/", "2018", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "6", "21", "/", "6", "/", "2018", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "9", "/", "15", "24", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "9", "/", "15", "24", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "16", "4", "/", "8", "/", "14", "8", "/", "6", "/", "16", "15", "/", "6", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "16", "4", "/", "8", "/", "14", "8", "/", "6", "/", "16", "15", "/", "6", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "11", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "11", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "3", "/", "15", "2", "/", "2", "/", "15", "3", "/", "3", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "3", "/", "15", "2", "/", "2", "/", "15", "3", "/", "3", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "9", "/", "15", "27", "/", "11", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "9", "/", "15", "27", "/", "11", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "11", "/", "16", "23", "/", "5", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "11", "/", "16", "23", "/", "5", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RICARDO DA SILVA GONCALVES ADV.(A/S) :LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :CORREGEDORA-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I – O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o que inviabiliza o pedido. II – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de maio de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880817. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Relatório 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RICARDO DA SILVA GONCALVES ADV.(A/S) :LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :CORREGEDORA-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão na qual neguei seguimento a esta reclamação, tendo em vista a ausência de identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, bem como por não ser admitido o uso da reclamação como sucedâneo recursal. O agravante sustenta o desacerto da decisão agravada, valendo-se dos argumentos lançados no documento eletrônico 143, dos quais destaco: “9. Como bem sabe Vossa Excelência, o Conselho Nacional de Justiça determinou, ao dispor sobre a remuneração dos interinos, que nenhum responsável por serviço extrajudicial poderá obter remuneração máxima superior a 90,25% dos subsídios dos Srs. Ministros do Supremo Tribunal Federal, em respeito ao art. 37, XI, da Constituição Federal (Provimento nº 34/2013), sendo que esse entendimento, no sentido de que o teto remuneratório deve ser aplicado aos interinos, vem sendo confirmado por esse egrégio Supremo Tribunal Federal. 10. Ocorre que o agravante é serventuário efetivo, regularmente aprovado mediante concurso público de ingresso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RICARDO DA SILVA GONCALVES ADV.(A/S) :LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :CORREGEDORA-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão na qual neguei seguimento a esta reclamação, tendo em vista a ausência de identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, bem como por não ser admitido o uso da reclamação como sucedâneo recursal. O agravante sustenta o desacerto da decisão agravada, valendo-se dos argumentos lançados no documento eletrônico 143, dos quais destaco: “9. Como bem sabe Vossa Excelência, o Conselho Nacional de Justiça determinou, ao dispor sobre a remuneração dos interinos, que nenhum responsável por serviço extrajudicial poderá obter remuneração máxima superior a 90,25% dos subsídios dos Srs. Ministros do Supremo Tribunal Federal, em respeito ao art. 37, XI, da Constituição Federal (Provimento nº 34/2013), sendo que esse entendimento, no sentido de que o teto remuneratório deve ser aplicado aos interinos, vem sendo confirmado por esse egrégio Supremo Tribunal Federal. 10. Ocorre que o agravante é serventuário efetivo, regularmente aprovado mediante concurso público de ingresso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Relatório RCL 27026 AGR / MA e devidamente inscrito no concurso de remoção relativo ao Edital nº 01/2001, tendo sido nomeado para ocupar o Cartório do Registro de Imóveis da 1ª Zona da Comarca de São Luís-MA em razão de contingência vivida pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão, que teve seu concurso de remoção contestado judicialmente. 11. Nesse contexto, portanto, o fundamento da r. decisão agravada, no sentido de que “foi ele [o agravante] nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária”, parte de premissa, data venia, equivocada, na medida em que a exigência contida no artigo 236, §3º, da Constituição Federal, relativa à obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público de provimento ou de remoção, foi integralmente respeitada pelo agravante. […] 13. Desse modo, o entendimento jurisprudencial desse egrégio Supremo Tribunal Federal, no sentido de manter o teto remuneratório do art. 37, XI, da Constituição Federal para os serventuários atingidos pela Resolução nº 80/2009 ou seja,  para aqueles incluídos na Lista Geral de Vacâncias do CNJ, em decorrência da falta de concurso público de ingresso ou realização de remoção irregular, não se aplica ao agravante. Muito ao contrário, o agravante realizou seu concurso de ingresso em 2009 e participou do concurso de remoção, em 2011, de modo que, aprovado por meio de concurso público, faz jus à percepção integral dos emolumentos, sem a limitação do teto remuneratório. […] 16. Assim, a depender do resultado da demanda em que se discutem critérios ilegalmente adotados para inscrição no concurso de remoção de que participou, o agravante, inclusive, pode vir a tornar-se titular da serventia de que foi afastado pelo ato coator objeto da impetração no MS 34.220. 17. Não por outra razão, o eminente Ministro relator, RICARDO LEWANDOWSKI, deferiu a liminar, nos autos do MS 34.220, para determinar o retorno do ora reclamante à 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA e devidamente inscrito no concurso de remoção relativo ao Edital nº 01/2001, tendo sido nomeado para ocupar o Cartório do Registro de Imóveis da 1ª Zona da Comarca de São Luís-MA em razão de contingência vivida pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão, que teve seu concurso de remoção contestado judicialmente. 11. Nesse contexto, portanto, o fundamento da r. decisão agravada, no sentido de que “foi ele [o agravante] nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária”, parte de premissa, data venia, equivocada, na medida em que a exigência contida no artigo 236, §3º, da Constituição Federal, relativa à obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público de provimento ou de remoção, foi integralmente respeitada pelo agravante. […] 13. Desse modo, o entendimento jurisprudencial desse egrégio Supremo Tribunal Federal, no sentido de manter o teto remuneratório do art. 37, XI, da Constituição Federal para os serventuários atingidos pela Resolução nº 80/2009 ou seja,  para aqueles incluídos na Lista Geral de Vacâncias do CNJ, em decorrência da falta de concurso público de ingresso ou realização de remoção irregular, não se aplica ao agravante. Muito ao contrário, o agravante realizou seu concurso de ingresso em 2009 e participou do concurso de remoção, em 2011, de modo que, aprovado por meio de concurso público, faz jus à percepção integral dos emolumentos, sem a limitação do teto remuneratório. […] 16. Assim, a depender do resultado da demanda em que se discutem critérios ilegalmente adotados para inscrição no concurso de remoção de que participou, o agravante, inclusive, pode vir a tornar-se titular da serventia de que foi afastado pelo ato coator objeto da impetração no MS 34.220. 17. Não por outra razão, o eminente Ministro relator, RICARDO LEWANDOWSKI, deferiu a liminar, nos autos do MS 34.220, para determinar o retorno do ora reclamante à 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Relatório RCL 27026 AGR / MA serventia que ocupava. […] 21. De igual modo, também não prejudica a análise dessa reclamação a análise do teto remuneratório no MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora agravante, já que o ato coator, naquele mandado de segurança, foi outro. 22. O que se pretende, nessa reclamação, é apenas assegurar o cumprimento da decisão proferida no MS 34.220, que, ao deferir o retorno do agravante à serventia que ocupava, deferiu, por consequência, o restabelecimento do status quo anterior, não se podendo alterar a sua remuneração, passando a submetê-lo ao teto, até o julgamento daquela ação”. Ao final pede a reconsideração da decisão, com a consequente procedência da reclamação, afastando-se a submissão do agravante ao teto constitucional e vedando a remoção ou desmembramento da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA serventia que ocupava. […] 21. De igual modo, também não prejudica a análise dessa reclamação a análise do teto remuneratório no MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora agravante, já que o ato coator, naquele mandado de segurança, foi outro. 22. O que se pretende, nessa reclamação, é apenas assegurar o cumprimento da decisão proferida no MS 34.220, que, ao deferir o retorno do agravante à serventia que ocupava, deferiu, por consequência, o restabelecimento do status quo anterior, não se podendo alterar a sua remuneração, passando a submetê-lo ao teto, até o julgamento daquela ação”. Ao final pede a reconsideração da decisão, com a consequente procedência da reclamação, afastando-se a submissão do agravante ao teto constitucional e vedando a remoção ou desmembramento da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 MARANHÃO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Senhor Presidente, bem reexaminados os autos, entendo que o caso é de não provimento do agravo, uma vez que o agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão ora combatida, que deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. Transcrevo o teor da decisão agravada: “Trata-se de reclamação com pedido de liminar proposta por Ricardo da Silva Gonçalvez, na qual alega descumprimento da autoridade da decisão que proferi nos autos do Mandado de Segurança 34.220/MA. O reclamante informa, inicialmente, que exercia a titularidade da Delegação da Serventia Extrajudicial do 2º Ofício da Comarca de Rosário/MA, desde a data de 15 de dezembro de 2009 (pág. 5 do documento eletrônico 1). Narra, então, que ‘se submeteu a Concurso Público em 2011, sendo aprovado em 34º lugar em uma das 100 (cem) vagas destinadas a ingresso e, na mesma oportunidade, houve a aprovação de apenas 1 (um) candidato para as 49 (quarenta e nove) vagas destinadas à remoção, conforme o Edital nº 001/2011, publicado em 02.03.2011, destinado à outorga de Delegação de Serviços de Notas e Registros de Serventias Extrajudiciais vagas no Estado do Maranhão’ (pág. 5 do documento eletrônico 1). Destaca que, após aprovação no concurso público, foi lhe outorgada a delegação notarial e registral da Serventia Extrajudicial de Passagem Franca/MA e, posteriormente, foi Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 MARANHÃO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Senhor Presidente, bem reexaminados os autos, entendo que o caso é de não provimento do agravo, uma vez que o agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão ora combatida, que deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. Transcrevo o teor da decisão agravada: “Trata-se de reclamação com pedido de liminar proposta por Ricardo da Silva Gonçalvez, na qual alega descumprimento da autoridade da decisão que proferi nos autos do Mandado de Segurança 34.220/MA. O reclamante informa, inicialmente, que exercia a titularidade da Delegação da Serventia Extrajudicial do 2º Ofício da Comarca de Rosário/MA, desde a data de 15 de dezembro de 2009 (pág. 5 do documento eletrônico 1). Narra, então, que ‘se submeteu a Concurso Público em 2011, sendo aprovado em 34º lugar em uma das 100 (cem) vagas destinadas a ingresso e, na mesma oportunidade, houve a aprovação de apenas 1 (um) candidato para as 49 (quarenta e nove) vagas destinadas à remoção, conforme o Edital nº 001/2011, publicado em 02.03.2011, destinado à outorga de Delegação de Serviços de Notas e Registros de Serventias Extrajudiciais vagas no Estado do Maranhão’ (pág. 5 do documento eletrônico 1). Destaca que, após aprovação no concurso público, foi lhe outorgada a delegação notarial e registral da Serventia Extrajudicial de Passagem Franca/MA e, posteriormente, foi Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA designado para responder como substituto (interino) pela 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís (pág. 9 do documento eletrônico 1). Esclarece, assim, que ‘a exigência contida no artigo 236, §3º, da Constituição Federal foi cumprida a partir da aprovação do mesmo em Concurso Público para outorga de delegação do serviço notarial e de registro. O fato de ter sido designado para responder pela Serventia 1ª Zona do Registro de Imóveis de São Luís não retira do reclamante a sua condição de aprovado em concurso público. E, nessa condição, faz jus à percepção da integralidade dos emolumentos, sem a limitação ao teto remuneratório.’ (pág. 10 do documento eletrônico 1). Aponta, também, que, desde junho de 2014, foi nomeado para exercer a Serventia Extrajudicial da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luis/MA. Afirma, ainda, que foi afastado da referida serventia, tendo impetrado o MS 34.220/MA, de minha relatoria, no qual deferi o pedido liminar para determinar o retorno à serventia que ocupava. Indica, então, que a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão descumpriu parcialmente a decisão que proferi, determinando que a sua situação seria de precária interinidade a submetê-lo ao teto da remuneração (pág. 3 do documento eletrônico 1). Formula, por esses motivos, os seguintes pedidos: ‘Ante o exposto, frente ao flagrante descumprimento da determinação judicial insculpida no MS nº 34.220, pelos fundamentos acima expostos, requer: i) A concessão de LIMINAR, inaudita altera parte, para determinar a imediata suspensão da decisão tomada após vigência da liminar no mandamus ou de qualquer 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA designado para responder como substituto (interino) pela 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís (pág. 9 do documento eletrônico 1). Esclarece, assim, que ‘a exigência contida no artigo 236, §3º, da Constituição Federal foi cumprida a partir da aprovação do mesmo em Concurso Público para outorga de delegação do serviço notarial e de registro. O fato de ter sido designado para responder pela Serventia 1ª Zona do Registro de Imóveis de São Luís não retira do reclamante a sua condição de aprovado em concurso público. E, nessa condição, faz jus à percepção da integralidade dos emolumentos, sem a limitação ao teto remuneratório.’ (pág. 10 do documento eletrônico 1). Aponta, também, que, desde junho de 2014, foi nomeado para exercer a Serventia Extrajudicial da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luis/MA. Afirma, ainda, que foi afastado da referida serventia, tendo impetrado o MS 34.220/MA, de minha relatoria, no qual deferi o pedido liminar para determinar o retorno à serventia que ocupava. Indica, então, que a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão descumpriu parcialmente a decisão que proferi, determinando que a sua situação seria de precária interinidade a submetê-lo ao teto da remuneração (pág. 3 do documento eletrônico 1). Formula, por esses motivos, os seguintes pedidos: ‘Ante o exposto, frente ao flagrante descumprimento da determinação judicial insculpida no MS nº 34.220, pelos fundamentos acima expostos, requer: i) A concessão de LIMINAR, inaudita altera parte, para determinar a imediata suspensão da decisão tomada após vigência da liminar no mandamus ou de qualquer 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA outra que lhe submeta ao teto remuneratório do serviço público e, ainda, não seja o Reclamante removido da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, bem como a mesma não seja desmembrada até o julgamento final desta Reclamação Constitucional; ii) Seja, ao final, confirmada a medida liminar a fim de que se torne definitiva (grifos no original; pág. 16 do documento eletrônico ).’ Em 15/05/2017, concedi medida liminar para suspender a eficácia da decisão reclamada, até o julgamento de mérito da presente reclamação, afastando do reclamante a submissão ao teto remuneratório do serviço público, bem como vedando sua remoção ou desmembramento da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA até o julgamento final desta Reclamação Constitucional, tendo, na sequência, acolhido embargos de declaração, para corrigir erro material. (documentos eletrônicos 21 e 42) Em seguida, o Estado do Maranhão, por meio de sua Procuradoria Geral, ofereceu contestação à reclamação, pugnando, em síntese, pela negativa de seguimento à presente ação. (documento eletrônico 46) Após, houve pedido de ingresso, como terceira interessada, pela Associação dos Titulares de Cartório do Maranhão – ATC/MA e Associação dos Notários e Registradores do Estado do Maranhão – ANOREG/MA, com impugnação à reclamatória. (documento eletrônico 49) Na sequência, a Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartório – ANDECC, peticionou nos autos pedindo, preliminarmente, seu ingresso na condição de terceira interessada, bem como a reconsideração da liminar concedida ou o esclarecimento de que tal medida não obsta o provimento da serventia oferecida em concurso público; no mérito, pugnou pela improcedência da reclamação ou a limitação de seus efeitos, para não atingir o concurso público em andamento. (documento eletrônico 76) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA outra que lhe submeta ao teto remuneratório do serviço público e, ainda, não seja o Reclamante removido da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, bem como a mesma não seja desmembrada até o julgamento final desta Reclamação Constitucional; ii) Seja, ao final, confirmada a medida liminar a fim de que se torne definitiva (grifos no original; pág. 16 do documento eletrônico ).’ Em 15/05/2017, concedi medida liminar para suspender a eficácia da decisão reclamada, até o julgamento de mérito da presente reclamação, afastando do reclamante a submissão ao teto remuneratório do serviço público, bem como vedando sua remoção ou desmembramento da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA até o julgamento final desta Reclamação Constitucional, tendo, na sequência, acolhido embargos de declaração, para corrigir erro material. (documentos eletrônicos 21 e 42) Em seguida, o Estado do Maranhão, por meio de sua Procuradoria Geral, ofereceu contestação à reclamação, pugnando, em síntese, pela negativa de seguimento à presente ação. (documento eletrônico 46) Após, houve pedido de ingresso, como terceira interessada, pela Associação dos Titulares de Cartório do Maranhão – ATC/MA e Associação dos Notários e Registradores do Estado do Maranhão – ANOREG/MA, com impugnação à reclamatória. (documento eletrônico 49) Na sequência, a Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartório – ANDECC, peticionou nos autos pedindo, preliminarmente, seu ingresso na condição de terceira interessada, bem como a reconsideração da liminar concedida ou o esclarecimento de que tal medida não obsta o provimento da serventia oferecida em concurso público; no mérito, pugnou pela improcedência da reclamação ou a limitação de seus efeitos, para não atingir o concurso público em andamento. (documento eletrônico 76) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA Houve, também, manifestação de outros terceiros interessados. (documento eletrônico 106) Em 11/12/17, atuando em substituição regimental (art. 38, I, o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF), o Ministro Dias Toffoli revogou a liminar anteriormente concedida. (documento eletrônico 123) Sobreveio, então, pedido de reconsideração e interposição de Agravo pelo reclamante, para restabelecimento da liminar (documentos eletrônicos 107 e 135). É o relatório necessário. Decido. Bem examinados os autos, tenho que a presente reclamação não comporta seguimento. Conforme dispõe o art. 102, I, l, da Constituição da República, a reclamação perante o Supremo Tribunal Federal será sempre cabível para: (i) preservar a competência do Tribunal; (ii) garantir a autoridade de suas decisões; e (iii) garantir a observância de enunciado de Súmula Vinculante e de decisão desta Corte em controle concentrado de constitucionalidade, nos termos do art. 988 do Código de Processo Civil de 2015. Ademais, a jurisprudência desta Suprema Corte exige, como requisito para cabimento desta via, que haja aderência estrita entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, os atos questionados em qualquer reclamação, nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal, devem se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Nesse sentido, cito as seguintes decisões colegiadas: Rcl 19.837- AgR; Rcl 22.608-AgR e Rcl 19.240-AgR, todos de relatoria do Ministro Dias Toffoli. Na espécie, verifico que o reclamante, invocando ato da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA Houve, também, manifestação de outros terceiros interessados. (documento eletrônico 106) Em 11/12/17, atuando em substituição regimental (art. 38, I, o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF), o Ministro Dias Toffoli revogou a liminar anteriormente concedida. (documento eletrônico 123) Sobreveio, então, pedido de reconsideração e interposição de Agravo pelo reclamante, para restabelecimento da liminar (documentos eletrônicos 107 e 135). É o relatório necessário. Decido. Bem examinados os autos, tenho que a presente reclamação não comporta seguimento. Conforme dispõe o art. 102, I, l, da Constituição da República, a reclamação perante o Supremo Tribunal Federal será sempre cabível para: (i) preservar a competência do Tribunal; (ii) garantir a autoridade de suas decisões; e (iii) garantir a observância de enunciado de Súmula Vinculante e de decisão desta Corte em controle concentrado de constitucionalidade, nos termos do art. 988 do Código de Processo Civil de 2015. Ademais, a jurisprudência desta Suprema Corte exige, como requisito para cabimento desta via, que haja aderência estrita entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, os atos questionados em qualquer reclamação, nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal, devem se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Nesse sentido, cito as seguintes decisões colegiadas: Rcl 19.837- AgR; Rcl 22.608-AgR e Rcl 19.240-AgR, todos de relatoria do Ministro Dias Toffoli. Na espécie, verifico que o reclamante, invocando ato da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA Maranhão, pelo qual sua remuneração foi submetida ao teto do serviço público, aponta existência de descumprimento à decisão por mim proferida no MS 34.220/MA. Ocorre, contudo, que o referido paradigma, destacado para fundamentar o cabimento da presente reclamação, não guarda a necessária identidade material com a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, a decisão por mim proferida em análise perfunctória no MS 34.220 ED/MA, no qual se discute a regularidade da atuação do CNJ em sede da Reclamação Disciplinar nº 00022767220162000000, consubstancia-se medida cautelar voltada unicamente à preservação dos postulados do contraditório e da ampla defesa. Nesse particular, sublinho que, ao conceder tal liminar no referido writ, restringi a fundamentação a basicamente dois pontos: a) existência de dúvida fundada sobre legitimidade da ANOREG para ajuizar reclamação disciplinar no CNJ; b) possível violação ao devido processo legal, por não ter sido oportunizado contraditório e ampla defesa ao impetrante naquele procedimento censório administrativo. Estes, portanto, o objeto daquele mandamus. Confira-se, a propósito, o teor da aludida decisão: ‘O impetrante logrou aprovação em concurso público destinado à outorga de Delegação de Serviços de Notas e Registros de Serventias Extrajudiciais, vagas no Estado do Maranhão. Exercia a titularidade da Delegação da Serventia Extrajudicial do 2º Ofício da Comarca de Rosário (MA) desde 15/9/2009, quando foi nomeado para exercer interinamente na Serventia Extrajudicial da 1ª Zona de Registro de Imóveis. A partir de representação da ANOREG/MA, foi afastado pela Corregedoria do CNJ, como visto acima. A dúvida fundada sobre a legitimidade da ANOREG para ajuizar aquela representação no CNJ, uma vez que a mencionada associação, ao assim agir, não estaria atuando 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA Maranhão, pelo qual sua remuneração foi submetida ao teto do serviço público, aponta existência de descumprimento à decisão por mim proferida no MS 34.220/MA. Ocorre, contudo, que o referido paradigma, destacado para fundamentar o cabimento da presente reclamação, não guarda a necessária identidade material com a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, a decisão por mim proferida em análise perfunctória no MS 34.220 ED/MA, no qual se discute a regularidade da atuação do CNJ em sede da Reclamação Disciplinar nº 00022767220162000000, consubstancia-se medida cautelar voltada unicamente à preservação dos postulados do contraditório e da ampla defesa. Nesse particular, sublinho que, ao conceder tal liminar no referido writ, restringi a fundamentação a basicamente dois pontos: a) existência de dúvida fundada sobre legitimidade da ANOREG para ajuizar reclamação disciplinar no CNJ; b) possível violação ao devido processo legal, por não ter sido oportunizado contraditório e ampla defesa ao impetrante naquele procedimento censório administrativo. Estes, portanto, o objeto daquele mandamus. Confira-se, a propósito, o teor da aludida decisão: ‘O impetrante logrou aprovação em concurso público destinado à outorga de Delegação de Serviços de Notas e Registros de Serventias Extrajudiciais, vagas no Estado do Maranhão. Exercia a titularidade da Delegação da Serventia Extrajudicial do 2º Ofício da Comarca de Rosário (MA) desde 15/9/2009, quando foi nomeado para exercer interinamente na Serventia Extrajudicial da 1ª Zona de Registro de Imóveis. A partir de representação da ANOREG/MA, foi afastado pela Corregedoria do CNJ, como visto acima. A dúvida fundada sobre a legitimidade da ANOREG para ajuizar aquela representação no CNJ, uma vez que a mencionada associação, ao assim agir, não estaria atuando 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA em defesa dos associados. Além disso, é imperioso destacar que o afastamento do impetrante foi determinado sem que sequer lhe fosse oportunizado manifestar-se quanto às acusações que lhe foram dirigidas, o que me parece violar o postulado do devido processo legal. Isso posto, defiro a liminar para determinar o retorno do impetrante à serventia que ocupava’. Como se nota, a cautelar deferida naquele writ não assegura ao ora reclamante direito absoluto e irrestrito de ocupar a delegação da Serventia Extrajudicial da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, até porque, ressalte-se, foi ele nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária. De outro lado, o ato reclamado, consubstanciado na Decisão-GCGJ-2722017, da lavra da Desembargadora Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz, então Corregedora-Geral da Justiça, ao determinar a submissão a remuneração do reclamante ao teto do serviço público, fundou-se, essencialmente, na ausência de efeitos imediatos da sentença proferida nos autos de nº 0051681-11.2014.4.01.3700, em trâmite na 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, como se nota da transcrição do seguinte excerto: ‘[...] A despeito das alegações do interino, inexiste decisão judicial, com força imediata, que lhe afaste do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Magna Carta, haja vista que, ao prolatar sentença integrativa, nos autos de nº 0051681-11.2014.4.01.3700, tramitando junto à 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, o juiz federal, Dr. Clodomir Sebastião Reis, reconhecendo a existência de erro material, cassou a antecipação de tutela antes deferida, submetendo a referida sentença ao duplo grau obrigatório de jurisdição, o que, via de consequência, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA em defesa dos associados. Além disso, é imperioso destacar que o afastamento do impetrante foi determinado sem que sequer lhe fosse oportunizado manifestar-se quanto às acusações que lhe foram dirigidas, o que me parece violar o postulado do devido processo legal. Isso posto, defiro a liminar para determinar o retorno do impetrante à serventia que ocupava’. Como se nota, a cautelar deferida naquele writ não assegura ao ora reclamante direito absoluto e irrestrito de ocupar a delegação da Serventia Extrajudicial da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, até porque, ressalte-se, foi ele nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária. De outro lado, o ato reclamado, consubstanciado na Decisão-GCGJ-2722017, da lavra da Desembargadora Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz, então Corregedora-Geral da Justiça, ao determinar a submissão a remuneração do reclamante ao teto do serviço público, fundou-se, essencialmente, na ausência de efeitos imediatos da sentença proferida nos autos de nº 0051681-11.2014.4.01.3700, em trâmite na 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, como se nota da transcrição do seguinte excerto: ‘[...] A despeito das alegações do interino, inexiste decisão judicial, com força imediata, que lhe afaste do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Magna Carta, haja vista que, ao prolatar sentença integrativa, nos autos de nº 0051681-11.2014.4.01.3700, tramitando junto à 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, o juiz federal, Dr. Clodomir Sebastião Reis, reconhecendo a existência de erro material, cassou a antecipação de tutela antes deferida, submetendo a referida sentença ao duplo grau obrigatório de jurisdição, o que, via de consequência, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA não produz efeitos imediatos (ou seja, NÃO ISENTA o interino Ricardo da Silva Gonçalves da obrigação de prestar contas/balancetes, bem como de submeter-se ao teto constitucional de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida, com o recolhimento do excedente ao FERJ), in litteris: FUNDAMENTAÇÃO Verifico a ocorrência de erro material na sentença proferida (fls. 306-315), quanto à antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a imediata suspensão da incidência do teto de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida pelo autor. A teor do disposto na Lei n. 8.437 de 30 de junho de 1992 (art. 1º, § 1º), é vedada a concessão de liminar quando impugnado ato de autoridade sujeita, na via do mandado de segurança, à competência originária de tribunal. A vedação é aplicável à tutela antecipada. O caso dos autos enquadra-se na referida vedação legal, haja vista que a limitação à remuneração tem supedâneo em ato administrativo emanado do Conselho Nacional de Justiça, o qual tem foro especial, no STF, em mandados de segurança. O equívoco deve ser considerado como erro material e, como tal, deve ser sanado de ofício, sendo imperioso excluir-se a antecipação de tutela do dispositivo da sentença. DISPOSITIVO Com essas considerações corrijo de ofício o erro material apontado para que a parte dispositiva da sentença fique com a seguinte redação: DISPOSITIVO Ante o exposto JULGO PROCEDENTE O PEDIDO para afastar a limitação da remuneração percebida pelo autor ao teto de 9025 do subsídio de Ministro do STF assegurando-lhe a percepção 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA não produz efeitos imediatos (ou seja, NÃO ISENTA o interino Ricardo da Silva Gonçalves da obrigação de prestar contas/balancetes, bem como de submeter-se ao teto constitucional de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida, com o recolhimento do excedente ao FERJ), in litteris: FUNDAMENTAÇÃO Verifico a ocorrência de erro material na sentença proferida (fls. 306-315), quanto à antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a imediata suspensão da incidência do teto de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida pelo autor. A teor do disposto na Lei n. 8.437 de 30 de junho de 1992 (art. 1º, § 1º), é vedada a concessão de liminar quando impugnado ato de autoridade sujeita, na via do mandado de segurança, à competência originária de tribunal. A vedação é aplicável à tutela antecipada. O caso dos autos enquadra-se na referida vedação legal, haja vista que a limitação à remuneração tem supedâneo em ato administrativo emanado do Conselho Nacional de Justiça, o qual tem foro especial, no STF, em mandados de segurança. O equívoco deve ser considerado como erro material e, como tal, deve ser sanado de ofício, sendo imperioso excluir-se a antecipação de tutela do dispositivo da sentença. DISPOSITIVO Com essas considerações corrijo de ofício o erro material apontado para que a parte dispositiva da sentença fique com a seguinte redação: DISPOSITIVO Ante o exposto JULGO PROCEDENTE O PEDIDO para afastar a limitação da remuneração percebida pelo autor ao teto de 9025 do subsídio de Ministro do STF assegurando-lhe a percepção 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA da integralidade dos emolumentos pelo efetivo exercício da delegação registral e notarial junto à Serventia da 1ª Zona de Registro e Imóveis de São Luís/MA Condeno os Réus a pagar ao autor os valores que ultrapassaram o teto de 9025 do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal retroativamente a 11062014 data em que o autor foi designado para responder pela Serventia da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA Correção monetária calculada com base no Manual de Cálculos da Justiça Federal Juros de mora de 05 meio por cento ao mês Art. 1ºF da Lei n 949497 contados a partir da citação descontados eventuais valores já pagos em outra ação Processo n 601215020148100001 Condeno os Réus solidariamente no reembolso das custas e no pagamento de honorários advocatícios os quais fixo em R 500000 cinco mil reais nos termos do artigo 20 4º do CPC Sentença prolatada com resolução do mérito e sujeita ao duplo grau de jurisdição necessário. Publique-se Registre-se Intimem- se.’ Com efeito, dos trechos do decisum acima transcritos, não restam dúvidas de que o interino está submetido ao teto remuneratório, razão pela qual o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, ao responder interinamente pela 1ª Zona do Registro de Imóveis de São Luís, tem o dever de prestar contas/balancetes, conforme normativos do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. Nesse sentido, é a manifestação da Procuradoria Geral do Estado, conforme asseverado no Ofício de nº 008/2017- GAB/PGAJ/PGE, in litteris: ‘Cumpre registrar, outrossim, que o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves ajuizou semelhante demanda perante a Justiça Federal da Seção Judiciária do Maranhão, sendo que o r. Juízo da 3ª Vara Federal, nos autos do Processo n.º 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA da integralidade dos emolumentos pelo efetivo exercício da delegação registral e notarial junto à Serventia da 1ª Zona de Registro e Imóveis de São Luís/MA Condeno os Réus a pagar ao autor os valores que ultrapassaram o teto de 9025 do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal retroativamente a 11062014 data em que o autor foi designado para responder pela Serventia da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA Correção monetária calculada com base no Manual de Cálculos da Justiça Federal Juros de mora de 05 meio por cento ao mês Art. 1ºF da Lei n 949497 contados a partir da citação descontados eventuais valores já pagos em outra ação Processo n 601215020148100001 Condeno os Réus solidariamente no reembolso das custas e no pagamento de honorários advocatícios os quais fixo em R 500000 cinco mil reais nos termos do artigo 20 4º do CPC Sentença prolatada com resolução do mérito e sujeita ao duplo grau de jurisdição necessário. Publique-se Registre-se Intimem- se.’ Com efeito, dos trechos do decisum acima transcritos, não restam dúvidas de que o interino está submetido ao teto remuneratório, razão pela qual o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, ao responder interinamente pela 1ª Zona do Registro de Imóveis de São Luís, tem o dever de prestar contas/balancetes, conforme normativos do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. Nesse sentido, é a manifestação da Procuradoria Geral do Estado, conforme asseverado no Ofício de nº 008/2017- GAB/PGAJ/PGE, in litteris: ‘Cumpre registrar, outrossim, que o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves ajuizou semelhante demanda perante a Justiça Federal da Seção Judiciária do Maranhão, sendo que o r. Juízo da 3ª Vara Federal, nos autos do Processo n.º 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA 51681-11.2014.4.01.3700, julgou procedente o pedido para “afastar a limitação da remuneração recebida pelo autor, ao teto de 90,25% do subsídio de Ministro do STF, assegurando-lhe a percepção da integralidade dos emolumentos pelo efetivo exercício da delegação registral e notarial junto à Serventia da 1ª Zona de Registro e Imóveis de 9 Luís/MA.’ (cópia anexa). Sua Excelência, de início, antecipou os efeitos da tutela na sentença, o que asseguraria, em tese, o recebimento da integralidade dos emolumentos da referida serventia pelo Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, mas, em sentença integrativa, o r. Juízo da 3ª Vara Federal retirou a antecipação dos efeitos da tutela e submeteu o decisum ao duplo grau obrigatório (cópia anexa). Assim, este o contexto fático-jurídico, mostra-se de rigor que essa Corregedoria Geral de Justiça notifique ao Sr. Ricardo da Silva Gonçalves a proceder o repasse ao Fundo Estadual de Reaparelhamento do Poder Judiciário – FERJ, de todos valores recebidos a título de emolumentos relativos à atividade registral e notarial do Cartório da 1ª Zona de Registro e Imóveis de São Luís, que exceder à sua remuneração, cujo teto é de 90,25% do subsídio do Ministro dos Supremo Tribunal Federal”. Ante o exposto, imponho ao interino da 1ª Zona de Registro de Imóveis da Capital o teto remuneratório equivalente a 90,25% dos subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 37, XI, da CF, determinando ainda que seja notificado acerca da obrigatoriedade para prestar contas/balancetes, bem como de proceder ao respectivo repasse ao Fundo Especial de Modernização e Reaparelhamento do Judiciário – FERJ, na forma do Ato da Presidência nº 009/2010, de 04/08/2010 e RESOLGP-49/2016, do Tribunal de Justiça. (grifos no original; documento eletrônico 70) Ademais, como bem observado pelo Ministro Dias Toffoli 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA 51681-11.2014.4.01.3700, julgou procedente o pedido para “afastar a limitação da remuneração recebida pelo autor, ao teto de 90,25% do subsídio de Ministro do STF, assegurando-lhe a percepção da integralidade dos emolumentos pelo efetivo exercício da delegação registral e notarial junto à Serventia da 1ª Zona de Registro e Imóveis de 9 Luís/MA.’ (cópia anexa). Sua Excelência, de início, antecipou os efeitos da tutela na sentença, o que asseguraria, em tese, o recebimento da integralidade dos emolumentos da referida serventia pelo Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, mas, em sentença integrativa, o r. Juízo da 3ª Vara Federal retirou a antecipação dos efeitos da tutela e submeteu o decisum ao duplo grau obrigatório (cópia anexa). Assim, este o contexto fático-jurídico, mostra-se de rigor que essa Corregedoria Geral de Justiça notifique ao Sr. Ricardo da Silva Gonçalves a proceder o repasse ao Fundo Estadual de Reaparelhamento do Poder Judiciário – FERJ, de todos valores recebidos a título de emolumentos relativos à atividade registral e notarial do Cartório da 1ª Zona de Registro e Imóveis de São Luís, que exceder à sua remuneração, cujo teto é de 90,25% do subsídio do Ministro dos Supremo Tribunal Federal”. Ante o exposto, imponho ao interino da 1ª Zona de Registro de Imóveis da Capital o teto remuneratório equivalente a 90,25% dos subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 37, XI, da CF, determinando ainda que seja notificado acerca da obrigatoriedade para prestar contas/balancetes, bem como de proceder ao respectivo repasse ao Fundo Especial de Modernização e Reaparelhamento do Judiciário – FERJ, na forma do Ato da Presidência nº 009/2010, de 04/08/2010 e RESOLGP-49/2016, do Tribunal de Justiça. (grifos no original; documento eletrônico 70) Ademais, como bem observado pelo Ministro Dias Toffoli 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA ao revogar a decisão liminar neste feito, ‘[...] Após a apreciação cautelar, exercida em juízo de estrita delibação pelo Ministro Ricardo Lewandowski, foram colacionados aos autos das reclamações documentos e informações que melhor explicitam a condição pela qual RICARDO DA SILVA GONÇALVES responde como delegatário do cartório extrajudicial da 1ª Zona de Registros de Imóveis de São Luís, bem assim a existência de concurso público específico para outorga de delegações de notas e de registros pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão. [...] Dessa perspectiva, a preservação do direito ao contraditório e à ampla defesa de RICARDO DA SILVA GONÇALVES perante o CNJ, nos autos da Reclamação Disciplinar nº 00022767220162000000 (MS nº 34.220/MA), para eventual responsabilização ou correção de conduta adotada enquanto interino da 1ª Zona de Registros de Imóveis de São Luís deve guardar harmonia com os postulados da isonomia e da impessoalidade que informam a regra constitucional específica acerca da obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público de provimento ou de remoção na atividade notarial e de registro (art. 236, §3º, da CF/88).’ Desse modo, tendo em vista a manifesta ausência de identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, não se mostra viável a pretensão ora em exame. Outrossim, a alegação de que a edição da Lei Complementar nº 182, de 20 de maio de 2016, pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, alterando a competência da delegação da 1ª Zona do Registro de Imóveis de São Luís, na vigência do ato coator combatido no MS 34.220/MA, teria subtraído ou mitigado a eficácia da decisão paradigma, não 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA ao revogar a decisão liminar neste feito, ‘[...] Após a apreciação cautelar, exercida em juízo de estrita delibação pelo Ministro Ricardo Lewandowski, foram colacionados aos autos das reclamações documentos e informações que melhor explicitam a condição pela qual RICARDO DA SILVA GONÇALVES responde como delegatário do cartório extrajudicial da 1ª Zona de Registros de Imóveis de São Luís, bem assim a existência de concurso público específico para outorga de delegações de notas e de registros pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão. [...] Dessa perspectiva, a preservação do direito ao contraditório e à ampla defesa de RICARDO DA SILVA GONÇALVES perante o CNJ, nos autos da Reclamação Disciplinar nº 00022767220162000000 (MS nº 34.220/MA), para eventual responsabilização ou correção de conduta adotada enquanto interino da 1ª Zona de Registros de Imóveis de São Luís deve guardar harmonia com os postulados da isonomia e da impessoalidade que informam a regra constitucional específica acerca da obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público de provimento ou de remoção na atividade notarial e de registro (art. 236, §3º, da CF/88).’ Desse modo, tendo em vista a manifesta ausência de identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, não se mostra viável a pretensão ora em exame. Outrossim, a alegação de que a edição da Lei Complementar nº 182, de 20 de maio de 2016, pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, alterando a competência da delegação da 1ª Zona do Registro de Imóveis de São Luís, na vigência do ato coator combatido no MS 34.220/MA, teria subtraído ou mitigado a eficácia da decisão paradigma, não 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA comporta acolhida. Isso porque, além de esta questão não ser objeto daquele writ – faltando-lhe assim, novamente, a necessária identidade material – a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que, mesmo nas hipóteses de controle abstrato, os efeitos de suas decisões não se estendem à atividade legiferante do Estado, podendo o legislador dispor sobre a mesma matéria declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que isso importe em desrespeito à autoridade das decisões do STF. Quanto ao particular, cito o seguinte precedente: ‘EMENTA: RECLAMAÇÃO – PRETENDIDA SUBMISSÃO DO PODER LEGISLATIVO AO EFEITO VINCULANTE QUE RESULTA DO JULGAMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DOS PROCESSOS DE FISCALIZAÇÃO ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE – INADMISSIBILIDADE – CONSEQUENTE POSSIBILIDADE DE O LEGISLADOR EDITAR LEI DE CONTEÚDO IDÊNTICO AO DE OUTRO DIPLOMA LEGISLATIVO DECLARADO INCONSTITUCIONAL, EM SEDE DE CONTROLE ABSTRATO, PELA SUPREMA CORTE – INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO, NESSE CONTEXTO, DO INSTRUMENTO PROCESSUAL DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSOS E AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . - O efeito vinculante e a eficácia contra todos (‘erga omnes’), que qualificam os julgamentos que o Supremo Tribunal Federal profere em sede de controle normativo abstrato, incidem, unicamente, sobre os demais órgãos do Poder Judiciário e os do Poder Executivo, não se estendendo, porém, em tema de produção normativa, ao legislador, que pode, em consequência, dispor, em novo 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA comporta acolhida. Isso porque, além de esta questão não ser objeto daquele writ – faltando-lhe assim, novamente, a necessária identidade material – a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que, mesmo nas hipóteses de controle abstrato, os efeitos de suas decisões não se estendem à atividade legiferante do Estado, podendo o legislador dispor sobre a mesma matéria declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que isso importe em desrespeito à autoridade das decisões do STF. Quanto ao particular, cito o seguinte precedente: ‘EMENTA: RECLAMAÇÃO – PRETENDIDA SUBMISSÃO DO PODER LEGISLATIVO AO EFEITO VINCULANTE QUE RESULTA DO JULGAMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DOS PROCESSOS DE FISCALIZAÇÃO ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE – INADMISSIBILIDADE – CONSEQUENTE POSSIBILIDADE DE O LEGISLADOR EDITAR LEI DE CONTEÚDO IDÊNTICO AO DE OUTRO DIPLOMA LEGISLATIVO DECLARADO INCONSTITUCIONAL, EM SEDE DE CONTROLE ABSTRATO, PELA SUPREMA CORTE – INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO, NESSE CONTEXTO, DO INSTRUMENTO PROCESSUAL DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSOS E AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . - O efeito vinculante e a eficácia contra todos (‘erga omnes’), que qualificam os julgamentos que o Supremo Tribunal Federal profere em sede de controle normativo abstrato, incidem, unicamente, sobre os demais órgãos do Poder Judiciário e os do Poder Executivo, não se estendendo, porém, em tema de produção normativa, ao legislador, que pode, em consequência, dispor, em novo 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA ato legislativo, sobre a mesma matéria versada em legislação anteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que tal conduta importe em desrespeito à autoridade das decisões do STF. Doutrina . Precedentes . Inadequação, em tal contexto, da utilização do instrumento processual da reclamação’ (Rcl 13.019 AgR, Rel. Min. Celso de Mello) Na mesma linha, destaco: Rcl 14.156 AgR, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 2.617 AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, e Rcl. 17.217 AgR Min. Edson Fachin. Ressalto, outrossim, que a decisão objeto do MS 34.220 ED/MA não opõe qualquer óbice à oferta da serventia em concurso público para seu regular provimento nos termos do art. 236 da CF/88, e, portanto, não apresenta risco à finalização do Concurso para Outorga de Delegação de Serviços Notariais e de Registro do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, objeto do edital 01/2016 e que já se encontra com resultado divulgado e em fase de finalização. Por fim, importa considerar que a questão acerca da remuneração do reclamante em razão do exercício da interinidade na mencionada serventia, além de desbordar dos limites da decisão liminar do MS 34.220 ED/MA, não encontra espaço para debate na presente reclamatória, em razão de a matéria ser objeto do MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora reclamante, em que, inclusive, já há decisão monocrática da lavra do Ministro Gilmar Mendes com o seguinte teor: ‘Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato do Corregedor Nacional de Justiça consistente na determinação de observância do teto remuneratório aos interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais. Na inicial, o impetrante alega que: (a) em 11 de junho de 2014, teria sido designado para responder 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA ato legislativo, sobre a mesma matéria versada em legislação anteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que tal conduta importe em desrespeito à autoridade das decisões do STF. Doutrina . Precedentes . Inadequação, em tal contexto, da utilização do instrumento processual da reclamação’ (Rcl 13.019 AgR, Rel. Min. Celso de Mello) Na mesma linha, destaco: Rcl 14.156 AgR, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 2.617 AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, e Rcl. 17.217 AgR Min. Edson Fachin. Ressalto, outrossim, que a decisão objeto do MS 34.220 ED/MA não opõe qualquer óbice à oferta da serventia em concurso público para seu regular provimento nos termos do art. 236 da CF/88, e, portanto, não apresenta risco à finalização do Concurso para Outorga de Delegação de Serviços Notariais e de Registro do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, objeto do edital 01/2016 e que já se encontra com resultado divulgado e em fase de finalização. Por fim, importa considerar que a questão acerca da remuneração do reclamante em razão do exercício da interinidade na mencionada serventia, além de desbordar dos limites da decisão liminar do MS 34.220 ED/MA, não encontra espaço para debate na presente reclamatória, em razão de a matéria ser objeto do MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora reclamante, em que, inclusive, já há decisão monocrática da lavra do Ministro Gilmar Mendes com o seguinte teor: ‘Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato do Corregedor Nacional de Justiça consistente na determinação de observância do teto remuneratório aos interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais. Na inicial, o impetrante alega que: (a) em 11 de junho de 2014, teria sido designado para responder 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA interinamente pelo Cartório de Registro de Imóveis da 1ª Zona de Registro de Imóveis da Comarca de São Luís/MA; e (b) em razão de ato do Corregedor Nacional de Justiça, estaria sujeito ao teto constitucional da remuneração dos servidores públicos. Requer a concessão da ordem para que não seja obrigado a seguir o teto remuneratório por não se tratar de servidor público uma vez que exerce interinamente suas funções no Cartório da 1ª Zona de Registros de Imóveis, da Comarca de São Luís MA (eDOC 2, 8). O pedido de liminar foi indeferido (eDOC 10). Em suas informações (eDOC 17), a autoridade coatora sustenta, em suma, a legalidade do ato. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ, em razão da decadência, e, no mérito, pela denegação da segurança. Decido. A Segunda Turma, ao julgar o MS 29.189 ED-ED-AgR (Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 4.8.2015), firmou entendimento no sentido da incidência do teto remuneratório constitucional, previsto no art. 37, XI, da CF, aos substitutos interinos de serventias extrajudiciais. É o que se depreende da ementa do referido julgado: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA, SEM CONCURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9719723. MS 33304/ MA PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA interinamente pelo Cartório de Registro de Imóveis da 1ª Zona de Registro de Imóveis da Comarca de São Luís/MA; e (b) em razão de ato do Corregedor Nacional de Justiça, estaria sujeito ao teto constitucional da remuneração dos servidores públicos. Requer a concessão da ordem para que não seja obrigado a seguir o teto remuneratório por não se tratar de servidor público uma vez que exerce interinamente suas funções no Cartório da 1ª Zona de Registros de Imóveis, da Comarca de São Luís MA (eDOC 2, 8). O pedido de liminar foi indeferido (eDOC 10). Em suas informações (eDOC 17), a autoridade coatora sustenta, em suma, a legalidade do ato. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ, em razão da decadência, e, no mérito, pela denegação da segurança. Decido. A Segunda Turma, ao julgar o MS 29.189 ED-ED-AgR (Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 4.8.2015), firmou entendimento no sentido da incidência do teto remuneratório constitucional, previsto no art. 37, XI, da CF, aos substitutos interinos de serventias extrajudiciais. É o que se depreende da ementa do referido julgado: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA, SEM CONCURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9719723. MS 33304/ MA PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. LIMITAÇÃO DOS EMOLUMENTOS. APLICABILIDADE DO ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO, AOS INVESTIDOS INTERINAMENTE NA DELEGAÇÃO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do STF é no sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3º da CF/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3º, da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do STF no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do STF, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta, com ofensa ao art. 236, § 3º, da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. LIMITAÇÃO DOS EMOLUMENTOS. APLICABILIDADE DO ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO, AOS INVESTIDOS INTERINAMENTE NA DELEGAÇÃO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do STF é no sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3º da CF/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3º, da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do STF no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do STF, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta, com ofensa ao art. 236, § 3º, da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Aplica-se a quem detém interinamente a serventia extrajudicial a limitação do teto, prevista no art. 37, XI, da Constituição. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento (destaquei). No mesmo sentido, a Primeira Turma, ao julgar o MS 30.180 AgR (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 21.11.2014), decidiu que: Agravo regimental em mandado de segurança. Serventia extrajudicial. Provimento originário sem prévia aprovação em concurso público. Submissão da remuneração do responsável interino pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. Agravo regimental não provido. 1. Autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88. Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o acesso aos serviços notarial e de registro sem prévia aprovação em concurso público. 2. O titular interino não atua como delegado do serviço notarial e de registro porque não preenche os requisitos para tanto; age, em verdade, como preposto do Poder Público e, nessa condição, deve-se submeter aos limites remuneratórios previstos para os agentes estatais, não se lhe aplicando o regime remuneratório previsto para os delegados do serviço público extrajudicial (art. 28 da Lei nº 8.935/1994). Precedente: MS nº 29.192/DF, Relator o Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 10/10/14. 3. Agravo regimental não provido (destaquei). Ante o exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao mandado de segurança.’ Em remate, recordo que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso. Nessa linha, destaco os seguintes julgados da Segunda Turma: Rcl 18.344-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.157-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e Rcl 20,713-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Aplica-se a quem detém interinamente a serventia extrajudicial a limitação do teto, prevista no art. 37, XI, da Constituição. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento (destaquei). No mesmo sentido, a Primeira Turma, ao julgar o MS 30.180 AgR (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 21.11.2014), decidiu que: Agravo regimental em mandado de segurança. Serventia extrajudicial. Provimento originário sem prévia aprovação em concurso público. Submissão da remuneração do responsável interino pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. Agravo regimental não provido. 1. Autoaplicabilidade do art. 236, § 3º, da CF/88. Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o acesso aos serviços notarial e de registro sem prévia aprovação em concurso público. 2. O titular interino não atua como delegado do serviço notarial e de registro porque não preenche os requisitos para tanto; age, em verdade, como preposto do Poder Público e, nessa condição, deve-se submeter aos limites remuneratórios previstos para os agentes estatais, não se lhe aplicando o regime remuneratório previsto para os delegados do serviço público extrajudicial (art. 28 da Lei nº 8.935/1994). Precedente: MS nº 29.192/DF, Relator o Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 10/10/14. 3. Agravo regimental não provido (destaquei). Ante o exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao mandado de segurança.’ Em remate, recordo que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso. Nessa linha, destaco os seguintes julgados da Segunda Turma: Rcl 18.344-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.157-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e Rcl 20,713-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA Isso posto, nego seguimento a esta reclamação (art. 21, § 1°, do RISTF). Fica prejudicada, por conseguinte, a apreciação do agravo interposto pelo reclamante” (documento eletrônico 139 - grifei). O argumento central do recurso ora sob exame, é no sentido da não aplicabilidade da imposição do teto constitucional ao agravante, considerada sua qualidade de serventuário efetivo. Tal afirmativa não se sustenta, consoante ficou consignado na decisão agravada. Com efeito, como bem demonstrado na decisão ora atacada, não há identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, o que, por consequência, afasta a viabilidade da via reclamatória constitucional. Por pertinente, transcrevo trechos que, pontualmente, afastam os fundamentos do agravo: “Na espécie, verifico que o reclamante, invocando ato da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, pelo qual sua remuneração foi submetida ao teto do serviço público, aponta existência de descumprimento à decisão por mim proferida no MS 34.220/MA. Ocorre, contudo, que o referido paradigma, destacado para fundamentar o cabimento da presente reclamação, não guarda a necessária identidade material com a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, a decisão por mim proferida em análise perfunctória no MS 34.220 ED/MA, no qual se discute a regularidade da atuação do CNJ em sede da Reclamação Disciplinar nº 00022767220162000000, consubstancia-se medida cautelar voltada unicamente à preservação dos postulados do contraditório e da ampla defesa. Nesse particular, sublinho que, ao conceder tal liminar no 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA Isso posto, nego seguimento a esta reclamação (art. 21, § 1°, do RISTF). Fica prejudicada, por conseguinte, a apreciação do agravo interposto pelo reclamante” (documento eletrônico 139 - grifei). O argumento central do recurso ora sob exame, é no sentido da não aplicabilidade da imposição do teto constitucional ao agravante, considerada sua qualidade de serventuário efetivo. Tal afirmativa não se sustenta, consoante ficou consignado na decisão agravada. Com efeito, como bem demonstrado na decisão ora atacada, não há identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, o que, por consequência, afasta a viabilidade da via reclamatória constitucional. Por pertinente, transcrevo trechos que, pontualmente, afastam os fundamentos do agravo: “Na espécie, verifico que o reclamante, invocando ato da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, pelo qual sua remuneração foi submetida ao teto do serviço público, aponta existência de descumprimento à decisão por mim proferida no MS 34.220/MA. Ocorre, contudo, que o referido paradigma, destacado para fundamentar o cabimento da presente reclamação, não guarda a necessária identidade material com a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, a decisão por mim proferida em análise perfunctória no MS 34.220 ED/MA, no qual se discute a regularidade da atuação do CNJ em sede da Reclamação Disciplinar nº 00022767220162000000, consubstancia-se medida cautelar voltada unicamente à preservação dos postulados do contraditório e da ampla defesa. Nesse particular, sublinho que, ao conceder tal liminar no 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA referido writ, restringi a fundamentação a basicamente dois pontos: a) existência de dúvida fundada sobre legitimidade da ANOREG para ajuizar reclamação disciplinar no CNJ; b) possível violação ao devido processo legal, por não ter sido oportunizado contraditório e ampla defesa ao impetrante naquele procedimento censório administrativo. Estes, portanto, o objeto daquele mandamus. [...] Como se nota, a cautelar deferida naquele writ não assegura ao ora reclamante direito absoluto e irrestrito de ocupar a delegação da Serventia Extrajudicial da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, até porque, ressalte-se, foi ele nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária. De outro lado, o ato reclamado, consubstanciado na Decisão-GCGJ-2722017, da lavra da Desembargadora Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz, então Corregedora-Geral da Justiça, ao determinar a submissão a remuneração do reclamante ao teto do serviço público, fundou-se, essencialmente, na ausência de efeitos imediatos da sentença proferida nos autos de nº 0051681-11.2014.4.01.3700, em trâmite na 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, como se nota da transcrição do seguinte excerto: ‘[...] A despeito das alegações do interino, inexiste decisão judicial, com força imediata, que lhe afaste do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Magna Carta, haja vista que, ao prolatar sentença integrativa, nos autos de nº 0051681- 11.2014.4.01.3700, tramitando junto à 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, o juiz federal, Dr. Clodomir Sebastião Reis, reconhecendo a existência de erro material, cassou a antecipação de tutela antes deferida, submetendo a referida sentença ao duplo grau obrigatório de jurisdição, o que, via de consequência, não produz efeitos imediatos (ou seja, NÃO ISENTA o interino Ricardo da Silva Gonçalves da obrigação de prestar contas/balancetes, bem como de submeter- 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA referido writ, restringi a fundamentação a basicamente dois pontos: a) existência de dúvida fundada sobre legitimidade da ANOREG para ajuizar reclamação disciplinar no CNJ; b) possível violação ao devido processo legal, por não ter sido oportunizado contraditório e ampla defesa ao impetrante naquele procedimento censório administrativo. Estes, portanto, o objeto daquele mandamus. [...] Como se nota, a cautelar deferida naquele writ não assegura ao ora reclamante direito absoluto e irrestrito de ocupar a delegação da Serventia Extrajudicial da 1ª Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, até porque, ressalte-se, foi ele nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária. De outro lado, o ato reclamado, consubstanciado na Decisão-GCGJ-2722017, da lavra da Desembargadora Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz, então Corregedora-Geral da Justiça, ao determinar a submissão a remuneração do reclamante ao teto do serviço público, fundou-se, essencialmente, na ausência de efeitos imediatos da sentença proferida nos autos de nº 0051681-11.2014.4.01.3700, em trâmite na 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, como se nota da transcrição do seguinte excerto: ‘[...] A despeito das alegações do interino, inexiste decisão judicial, com força imediata, que lhe afaste do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Magna Carta, haja vista que, ao prolatar sentença integrativa, nos autos de nº 0051681- 11.2014.4.01.3700, tramitando junto à 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, o juiz federal, Dr. Clodomir Sebastião Reis, reconhecendo a existência de erro material, cassou a antecipação de tutela antes deferida, submetendo a referida sentença ao duplo grau obrigatório de jurisdição, o que, via de consequência, não produz efeitos imediatos (ou seja, NÃO ISENTA o interino Ricardo da Silva Gonçalves da obrigação de prestar contas/balancetes, bem como de submeter- 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA se ao teto constitucional de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida, com o recolhimento do excedente ao FERJ), in litteris: [...] Com efeito, dos trechos do decisum acima transcritos, não restam dúvidas de que o interino está submetido ao teto remuneratório, razão pela qual o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, ao responder interinamente pela 1ª Zona do Registro de Imóveis de São Luís, tem o dever de prestar contas/balancetes, conforme normativos do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. [...] Outrossim, a alegação de que a edição da Lei Complementar nº 182, de 20 de maio de 2016, pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, alterando a competência da delegação da 1ª Zona do Registro de Imóveis de São Luís, na vigência do ato coator combatido no MS 34.220/MA, teria subtraído ou mitigado a eficácia da decisão paradigma, não comporta acolhida. Isso porque, além de esta questão não ser objeto daquele writ – faltando-lhe assim, novamente, a necessária identidade material – a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que, mesmo nas hipóteses de controle abstrato, os efeitos de suas decisões não se estendem à atividade legiferante do Estado, podendo o legislador dispor sobre a mesma matéria declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que isso importe em desrespeito à autoridade das decisões do STF. [...] Ressalto, outrossim, que a decisão objeto do MS 34.220 ED/MA não opõe qualquer óbice à oferta da serventia em concurso público para seu regular provimento nos termos do art. 236 da CF/88, e, portanto, não apresenta risco à finalização do Concurso para Outorga de Delegação de Serviços Notariais e de Registro do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA se ao teto constitucional de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida, com o recolhimento do excedente ao FERJ), in litteris: [...] Com efeito, dos trechos do decisum acima transcritos, não restam dúvidas de que o interino está submetido ao teto remuneratório, razão pela qual o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, ao responder interinamente pela 1ª Zona do Registro de Imóveis de São Luís, tem o dever de prestar contas/balancetes, conforme normativos do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. [...] Outrossim, a alegação de que a edição da Lei Complementar nº 182, de 20 de maio de 2016, pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, alterando a competência da delegação da 1ª Zona do Registro de Imóveis de São Luís, na vigência do ato coator combatido no MS 34.220/MA, teria subtraído ou mitigado a eficácia da decisão paradigma, não comporta acolhida. Isso porque, além de esta questão não ser objeto daquele writ – faltando-lhe assim, novamente, a necessária identidade material – a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que, mesmo nas hipóteses de controle abstrato, os efeitos de suas decisões não se estendem à atividade legiferante do Estado, podendo o legislador dispor sobre a mesma matéria declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que isso importe em desrespeito à autoridade das decisões do STF. [...] Ressalto, outrossim, que a decisão objeto do MS 34.220 ED/MA não opõe qualquer óbice à oferta da serventia em concurso público para seu regular provimento nos termos do art. 236 da CF/88, e, portanto, não apresenta risco à finalização do Concurso para Outorga de Delegação de Serviços Notariais e de Registro do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA objeto do edital 01/2016 e que já se encontra com resultado divulgado e em fase de finalização. Por fim, importa considerar que a questão acerca da remuneração do reclamante em razão do exercício da interinidade na mencionada serventia, além de desbordar dos limites da decisão liminar do MS 34.220 ED/MA, não encontra espaço para debate na presente reclamatória, em razão de a matéria ser objeto do MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora reclamante, em que, inclusive, já há decisão monocrática da lavra do Ministro Gilmar Mendes : ‘Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato do Corregedor Nacional de Justiça consistente na determinação de observância do teto remuneratório aos interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais. Na inicial, o impetrante alega que: (a) em 11 de junho de 2014, teria sido designado para responder interinamente pelo Cartório de Registro de Imóveis da 1ª Zona de Registro de Imóveis da Comarca de São Luís/MA; e (b) em razão de ato do Corregedor Nacional de Justiça, estaria sujeito ao teto constitucional da remuneração dos servidores públicos. [...] Decido. A Segunda Turma, ao julgar o MS 29.189 ED-ED-AgR (Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 4.8.2015), firmou entendimento no sentido da incidência do teto remuneratório constitucional, previsto no art. 37, XI, da CF, aos substitutos interinos de serventias extrajudiciais. [...] No mesmo sentido, a Primeira Turma, ao julgar o MS 30.180 AgR (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 21.11.2014), decidiu que: Agravo regimental em mandado de segurança. Serventia extrajudicial. Provimento originário sem prévia aprovação em concurso público. Submissão da remuneração do responsável interino pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA objeto do edital 01/2016 e que já se encontra com resultado divulgado e em fase de finalização. Por fim, importa considerar que a questão acerca da remuneração do reclamante em razão do exercício da interinidade na mencionada serventia, além de desbordar dos limites da decisão liminar do MS 34.220 ED/MA, não encontra espaço para debate na presente reclamatória, em razão de a matéria ser objeto do MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora reclamante, em que, inclusive, já há decisão monocrática da lavra do Ministro Gilmar Mendes : ‘Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato do Corregedor Nacional de Justiça consistente na determinação de observância do teto remuneratório aos interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais. Na inicial, o impetrante alega que: (a) em 11 de junho de 2014, teria sido designado para responder interinamente pelo Cartório de Registro de Imóveis da 1ª Zona de Registro de Imóveis da Comarca de São Luís/MA; e (b) em razão de ato do Corregedor Nacional de Justiça, estaria sujeito ao teto constitucional da remuneração dos servidores públicos. [...] Decido. A Segunda Turma, ao julgar o MS 29.189 ED-ED-AgR (Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 4.8.2015), firmou entendimento no sentido da incidência do teto remuneratório constitucional, previsto no art. 37, XI, da CF, aos substitutos interinos de serventias extrajudiciais. [...] No mesmo sentido, a Primeira Turma, ao julgar o MS 30.180 AgR (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 21.11.2014), decidiu que: Agravo regimental em mandado de segurança. Serventia extrajudicial. Provimento originário sem prévia aprovação em concurso público. Submissão da remuneração do responsável interino pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA Agravo regimental não provido. [...] Ante o exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao mandado de segurança”. Por outro lado, a jurisprudência desta Corte admite a limitação dos emolumentos, com consequente aplicabilidade do art. 37, XI, da Constituição Federal, aos investidos interinamente na delegação. Nesse sentido: “Ementa: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA, SEM CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. LIMITAÇÃO DOS EMOLUMENTOS. APLICABILIDADE DO ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO, AOS INVESTIDOS INTERINAMENTE NA DELEGAÇÃO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do STF é no sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3º da CF/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3º, da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do STF no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA Agravo regimental não provido. [...] Ante o exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao mandado de segurança”. Por outro lado, a jurisprudência desta Corte admite a limitação dos emolumentos, com consequente aplicabilidade do art. 37, XI, da Constituição Federal, aos investidos interinamente na delegação. Nesse sentido: “Ementa: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA, SEM CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. LIMITAÇÃO DOS EMOLUMENTOS. APLICABILIDADE DO ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO, AOS INVESTIDOS INTERINAMENTE NA DELEGAÇÃO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do STF é no sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3º da CF/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3º, da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do STF no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do STF, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta, com ofensa ao art. 236, § 3º, da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Aplica-se a quem detém interinamente a serventia extrajudicial a limitação do teto, prevista no art. 37, XI, da Constituição. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS 29.189-ED-ED-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki - grifei). Na mesma esteira: MS 29.088-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki; MS 29.109/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 29.285/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, entre outros. Reitero, do mesmo modo, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de não admitir o uso da reclamação como sucedâneo de recurso. Eis os precedentes já mencionados: Rcl 18.344- AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.157-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello e Rcl 20.713-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego provimento ao agravo. 21 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do STF, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta, com ofensa ao art. 236, § 3º, da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Aplica-se a quem detém interinamente a serventia extrajudicial a limitação do teto, prevista no art. 37, XI, da Constituição. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS 29.189-ED-ED-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki - grifei). Na mesma esteira: MS 29.088-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki; MS 29.109/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 29.285/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, entre outros. Reitero, do mesmo modo, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de não admitir o uso da reclamação como sucedâneo de recurso. Eis os precedentes já mencionados: Rcl 18.344- AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.157-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello e Rcl 20.713-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego provimento ao agravo. 21 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 18/05/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : RICARDO DA SILVA GONCALVES ADV.(A/S) : LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA (19445/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : CORREGEDORA-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889632 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : RICARDO DA SILVA GONCALVES ADV.(A/S) : LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA (19445/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : CORREGEDORA-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889632 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14897343
2018-05-18T00:00:00
2018-05-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I – O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o que inviabiliza o pedido. II – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur385675
- Acórdão(s) citado(s): (LIMITAÇÃO, TETO REMUNERATÓRIO, INTERINO) MS 29189 ED-ED-AgR (2ªT), MS 29088 AgR (2ªT). (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 18344 AgR (2ªT), Rcl 20713 AgR (2ªT), Rcl 23157 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (LIMITAÇÃO, TETO REMUNERATÓRIO, INTERINO) MS 29285, MS 29109. - Veja MS 34220 do STF. Número de páginas: 26. Análise: 11/09/2018, JSF.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
27026
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 INC-00011\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 27026 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RICARDO DA SILVA GONCALVES ADV.(A/S) : LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : CORREGEDORA-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RICARDO DA SILVA GONCALVES ADV.(A/S) :LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :CORREGEDORA-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I – O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o que inviabiliza o pedido. II – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 18 de maio de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880817. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Relatório 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RICARDO DA SILVA GONCALVES ADV.(A/S) :LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :CORREGEDORA-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão na qual neguei seguimento a esta reclamação, tendo em vista a ausência de identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, bem como por não ser admitido o uso da reclamação como sucedâneo recursal. O agravante sustenta o desacerto da decisão agravada, valendo-se dos argumentos lançados no documento eletrônico 143, dos quais destaco: “9. Como bem sabe Vossa Excelência, o Conselho Nacional de Justiça determinou, ao dispor sobre a remuneração dos interinos, que nenhum responsável por serviço extrajudicial poderá obter remuneração máxima superior a 90,25% dos subsídios dos Srs. Ministros do Supremo Tribunal Federal, em respeito ao art. 37, XI, da Constituição Federal (Provimento n 34/2013), sendo que esse entendimento, no sentido de que o teto remuneratório deve ser aplicado aos interinos, vem sendo confirmado por esse egrégio Supremo Tribunal Federal. 10. Ocorre que o agravante é serventuário efetivo, regularmente aprovado mediante concurso público de ingresso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :RICARDO DA SILVA GONCALVES ADV.(A/S) :LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) :CORREGEDORA-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental contra decisão na qual neguei seguimento a esta reclamação, tendo em vista a ausência de identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, bem como por não ser admitido o uso da reclamação como sucedâneo recursal. O agravante sustenta o desacerto da decisão agravada, valendo-se dos argumentos lançados no documento eletrônico 143, dos quais destaco: “9. Como bem sabe Vossa Excelência, o Conselho Nacional de Justiça determinou, ao dispor sobre a remuneração dos interinos, que nenhum responsável por serviço extrajudicial poderá obter remuneração máxima superior a 90,25% dos subsídios dos Srs. Ministros do Supremo Tribunal Federal, em respeito ao art. 37, XI, da Constituição Federal (Provimento n 34/2013), sendo que esse entendimento, no sentido de que o teto remuneratório deve ser aplicado aos interinos, vem sendo confirmado por esse egrégio Supremo Tribunal Federal. 10. Ocorre que o agravante é serventuário efetivo, regularmente aprovado mediante concurso público de ingresso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Relatório RCL 27026 AGR / MA e devidamente inscrito no concurso de remoção relativo ao Edital n 01/2001, tendo sido nomeado para ocupar o Cartório do Registro de Imóveis da 1... Zona da Comarca de São Luís-MA em razão de contingência vivida pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão, que teve seu concurso de remoção contestado judicialmente. 11. Nesse contexto, portanto, o fundamento da r. decisão agravada, no sentido de que “foi ele [o agravante] nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária”, parte de premissa, data venia, equivocada, na medida em que a exigência contida no artigo 236, §3..., da Constituição Federal, relativa à obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público de provimento ou de remoção, foi integralmente respeitada pelo agravante. […] 13. Desse modo, o entendimento jurisprudencial desse egrégio Supremo Tribunal Federal, no sentido de manter o teto remuneratório do art. 37, XI, da Constituição Federal para os serventuários atingidos pela Resolução n 80/2009 ou seja,  para aqueles incluídos na Lista Geral de Vacâncias do CNJ, em decorrência da falta de concurso público de ingresso ou realização de remoção irregular, não se aplica ao agravante. Muito ao contrário, o agravante realizou seu concurso de ingresso em 2009 e participou do concurso de remoção, em 2011, de modo que, aprovado por meio de concurso público, faz jus à percepção integral dos emolumentos, sem a limitação do teto remuneratório. […] 16. Assim, a depender do resultado da demanda em que se discutem critérios ilegalmente adotados para inscrição no concurso de remoção de que participou, o agravante, inclusive, pode vir a tornar-se titular da serventia de que foi afastado pelo ato coator objeto da impetração no MS 34.220. 17. Não por outra razão, o eminente Ministro relator, RICARDO LEWANDOWSKI, deferiu a liminar, nos autos do MS 34.220, para determinar o retorno do ora reclamante à 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA e devidamente inscrito no concurso de remoção relativo ao Edital n 01/2001, tendo sido nomeado para ocupar o Cartório do Registro de Imóveis da 1... Zona da Comarca de São Luís-MA em razão de contingência vivida pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão, que teve seu concurso de remoção contestado judicialmente. 11. Nesse contexto, portanto, o fundamento da r. decisão agravada, no sentido de que “foi ele [o agravante] nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária”, parte de premissa, data venia, equivocada, na medida em que a exigência contida no artigo 236, §3..., da Constituição Federal, relativa à obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público de provimento ou de remoção, foi integralmente respeitada pelo agravante. […] 13. Desse modo, o entendimento jurisprudencial desse egrégio Supremo Tribunal Federal, no sentido de manter o teto remuneratório do art. 37, XI, da Constituição Federal para os serventuários atingidos pela Resolução n 80/2009 ou seja,  para aqueles incluídos na Lista Geral de Vacâncias do CNJ, em decorrência da falta de concurso público de ingresso ou realização de remoção irregular, não se aplica ao agravante. Muito ao contrário, o agravante realizou seu concurso de ingresso em 2009 e participou do concurso de remoção, em 2011, de modo que, aprovado por meio de concurso público, faz jus à percepção integral dos emolumentos, sem a limitação do teto remuneratório. […] 16. Assim, a depender do resultado da demanda em que se discutem critérios ilegalmente adotados para inscrição no concurso de remoção de que participou, o agravante, inclusive, pode vir a tornar-se titular da serventia de que foi afastado pelo ato coator objeto da impetração no MS 34.220. 17. Não por outra razão, o eminente Ministro relator, RICARDO LEWANDOWSKI, deferiu a liminar, nos autos do MS 34.220, para determinar o retorno do ora reclamante à 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Relatório RCL 27026 AGR / MA serventia que ocupava. […] 21. De igual modo, também não prejudica a análise dessa reclamação a análise do teto remuneratório no MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora agravante, já que o ato coator, naquele mandado de segurança, foi outro. 22. O que se pretende, nessa reclamação, é apenas assegurar o cumprimento da decisão proferida no MS 34.220, que, ao deferir o retorno do agravante à serventia que ocupava, deferiu, por consequência, o restabelecimento do status quo anterior, não se podendo alterar a sua remuneração, passando a submetê-lo ao teto, até o julgamento daquela ação”. Ao final pede a reconsideração da decisão, com a consequente procedência da reclamação, afastando-se a submissão do agravante ao teto constitucional e vedando a remoção ou desmembramento da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA serventia que ocupava. […] 21. De igual modo, também não prejudica a análise dessa reclamação a análise do teto remuneratório no MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora agravante, já que o ato coator, naquele mandado de segurança, foi outro. 22. O que se pretende, nessa reclamação, é apenas assegurar o cumprimento da decisão proferida no MS 34.220, que, ao deferir o retorno do agravante à serventia que ocupava, deferiu, por consequência, o restabelecimento do status quo anterior, não se podendo alterar a sua remuneração, passando a submetê-lo ao teto, até o julgamento daquela ação”. Ao final pede a reconsideração da decisão, com a consequente procedência da reclamação, afastando-se a submissão do agravante ao teto constitucional e vedando a remoção ou desmembramento da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 MARANHÃO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Senhor Presidente, bem reexaminados os autos, entendo que o caso é de não provimento do agravo, uma vez que o agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão ora combatida, que deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. Transcrevo o teor da decisão agravada: “Trata-se de reclamação com pedido de liminar proposta por Ricardo da Silva Gonçalvez, na qual alega descumprimento da autoridade da decisão que proferi nos autos do Mandado de Segurança 34.220/MA. O reclamante informa, inicialmente, que exercia a titularidade da Delegação da Serventia Extrajudicial do 2... Ofício da Comarca de Rosário/MA, desde a data de 15 de dezembro de 2009 (pág. 5 do documento eletrônico 1). Narra, então, que ‘se submeteu a Concurso Público em 2011, sendo aprovado em 34... lugar em uma das 100 (cem) vagas destinadas a ingresso e, na mesma oportunidade, houve a aprovação de apenas 1 (um) candidato para as 49 (quarenta e nove) vagas destinadas à remoção, conforme o Edital n 001/2011, publicado em 02.03.2011, destinado à outorga de Delegação de Serviços de Notas e Registros de Serventias Extrajudiciais vagas no Estado do Maranhão’ (pág. 5 do documento eletrônico 1). Destaca que, após aprovação no concurso público, foi lhe outorgada a delegação notarial e registral da Serventia Extrajudicial de Passagem Franca/MA e, posteriormente, foi Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 MARANHÃO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Senhor Presidente, bem reexaminados os autos, entendo que o caso é de não provimento do agravo, uma vez que o agravante não trouxe argumentos capazes de infirmar a decisão ora combatida, que deve, assim, ser mantida por seus próprios fundamentos. Transcrevo o teor da decisão agravada: “Trata-se de reclamação com pedido de liminar proposta por Ricardo da Silva Gonçalvez, na qual alega descumprimento da autoridade da decisão que proferi nos autos do Mandado de Segurança 34.220/MA. O reclamante informa, inicialmente, que exercia a titularidade da Delegação da Serventia Extrajudicial do 2... Ofício da Comarca de Rosário/MA, desde a data de 15 de dezembro de 2009 (pág. 5 do documento eletrônico 1). Narra, então, que ‘se submeteu a Concurso Público em 2011, sendo aprovado em 34... lugar em uma das 100 (cem) vagas destinadas a ingresso e, na mesma oportunidade, houve a aprovação de apenas 1 (um) candidato para as 49 (quarenta e nove) vagas destinadas à remoção, conforme o Edital n 001/2011, publicado em 02.03.2011, destinado à outorga de Delegação de Serviços de Notas e Registros de Serventias Extrajudiciais vagas no Estado do Maranhão’ (pág. 5 do documento eletrônico 1). Destaca que, após aprovação no concurso público, foi lhe outorgada a delegação notarial e registral da Serventia Extrajudicial de Passagem Franca/MA e, posteriormente, foi Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA designado para responder como substituto (interino) pela 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís (pág. 9 do documento eletrônico 1). Esclarece, assim, que ‘a exigência contida no artigo 236, §3..., da Constituição Federal foi cumprida a partir da aprovação do mesmo em Concurso Público para outorga de delegação do serviço notarial e de registro. O fato de ter sido designado para responder pela Serventia 1... Zona do Registro de Imóveis de São Luís não retira do reclamante a sua condição de aprovado em concurso público. E, nessa condição, faz jus à percepção da integralidade dos emolumentos, sem a limitação ao teto remuneratório.’ (pág. 10 do documento eletrônico 1). Aponta, também, que, desde junho de 2014, foi nomeado para exercer a Serventia Extrajudicial da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luis/MA. Afirma, ainda, que foi afastado da referida serventia, tendo impetrado o MS 34.220/MA, de minha relatoria, no qual deferi o pedido liminar para determinar o retorno à serventia que ocupava. Indica, então, que a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão descumpriu parcialmente a decisão que proferi, determinando que a sua situação seria de precária interinidade a submetê-lo ao teto da remuneração (pág. 3 do documento eletrônico 1). Formula, por esses motivos, os seguintes pedidos: ‘Ante o exposto, frente ao flagrante descumprimento da determinação judicial insculpida no MS n 34.220, pelos fundamentos acima expostos, requer: i) A concessão de LIMINAR, inaudita altera parte, para determinar a imediata suspensão da decisão tomada após vigência da liminar no mandamus ou de qualquer 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA designado para responder como substituto (interino) pela 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís (pág. 9 do documento eletrônico 1). Esclarece, assim, que ‘a exigência contida no artigo 236, §3..., da Constituição Federal foi cumprida a partir da aprovação do mesmo em Concurso Público para outorga de delegação do serviço notarial e de registro. O fato de ter sido designado para responder pela Serventia 1... Zona do Registro de Imóveis de São Luís não retira do reclamante a sua condição de aprovado em concurso público. E, nessa condição, faz jus à percepção da integralidade dos emolumentos, sem a limitação ao teto remuneratório.’ (pág. 10 do documento eletrônico 1). Aponta, também, que, desde junho de 2014, foi nomeado para exercer a Serventia Extrajudicial da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luis/MA. Afirma, ainda, que foi afastado da referida serventia, tendo impetrado o MS 34.220/MA, de minha relatoria, no qual deferi o pedido liminar para determinar o retorno à serventia que ocupava. Indica, então, que a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão descumpriu parcialmente a decisão que proferi, determinando que a sua situação seria de precária interinidade a submetê-lo ao teto da remuneração (pág. 3 do documento eletrônico 1). Formula, por esses motivos, os seguintes pedidos: ‘Ante o exposto, frente ao flagrante descumprimento da determinação judicial insculpida no MS n 34.220, pelos fundamentos acima expostos, requer: i) A concessão de LIMINAR, inaudita altera parte, para determinar a imediata suspensão da decisão tomada após vigência da liminar no mandamus ou de qualquer 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA outra que lhe submeta ao teto remuneratório do serviço público e, ainda, não seja o Reclamante removido da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, bem como a mesma não seja desmembrada até o julgamento final desta Reclamação Constitucional; ii) Seja, ao final, confirmada a medida liminar a fim de que se torne definitiva (grifos no original; pág. 16 do documento eletrônico ).’ Em 15/05/2017, concedi medida liminar para suspender a eficácia da decisão reclamada, até o julgamento de mérito da presente reclamação, afastando do reclamante a submissão ao teto remuneratório do serviço público, bem como vedando sua remoção ou desmembramento da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA até o julgamento final desta Reclamação Constitucional, tendo, na sequência, acolhido embargos de declaração, para corrigir erro material. (documentos eletrônicos 21 e 42) Em seguida, o Estado do Maranhão, por meio de sua Procuradoria Geral, ofereceu contestação à reclamação, pugnando, em síntese, pela negativa de seguimento à presente ação. (documento eletrônico 46) Após, houve pedido de ingresso, como terceira interessada, pela Associação dos Titulares de Cartório do Maranhão – ATC/MA e Associação dos Notários e Registradores do Estado do Maranhão – ANOREG/MA, com impugnação à reclamatória. (documento eletrônico 49) Na sequência, a Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartório – ANDECC, peticionou nos autos pedindo, preliminarmente, seu ingresso na condição de terceira interessada, bem como a reconsideração da liminar concedida ou o esclarecimento de que tal medida não obsta o provimento da serventia oferecida em concurso público; no mérito, pugnou pela improcedência da reclamação ou a limitação de seus efeitos, para não atingir o concurso público em andamento. (documento eletrônico 76) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA outra que lhe submeta ao teto remuneratório do serviço público e, ainda, não seja o Reclamante removido da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, bem como a mesma não seja desmembrada até o julgamento final desta Reclamação Constitucional; ii) Seja, ao final, confirmada a medida liminar a fim de que se torne definitiva (grifos no original; pág. 16 do documento eletrônico ).’ Em 15/05/2017, concedi medida liminar para suspender a eficácia da decisão reclamada, até o julgamento de mérito da presente reclamação, afastando do reclamante a submissão ao teto remuneratório do serviço público, bem como vedando sua remoção ou desmembramento da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA até o julgamento final desta Reclamação Constitucional, tendo, na sequência, acolhido embargos de declaração, para corrigir erro material. (documentos eletrônicos 21 e 42) Em seguida, o Estado do Maranhão, por meio de sua Procuradoria Geral, ofereceu contestação à reclamação, pugnando, em síntese, pela negativa de seguimento à presente ação. (documento eletrônico 46) Após, houve pedido de ingresso, como terceira interessada, pela Associação dos Titulares de Cartório do Maranhão – ATC/MA e Associação dos Notários e Registradores do Estado do Maranhão – ANOREG/MA, com impugnação à reclamatória. (documento eletrônico 49) Na sequência, a Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartório – ANDECC, peticionou nos autos pedindo, preliminarmente, seu ingresso na condição de terceira interessada, bem como a reconsideração da liminar concedida ou o esclarecimento de que tal medida não obsta o provimento da serventia oferecida em concurso público; no mérito, pugnou pela improcedência da reclamação ou a limitação de seus efeitos, para não atingir o concurso público em andamento. (documento eletrônico 76) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA Houve, também, manifestação de outros terceiros interessados. (documento eletrônico 106) Em 11/12/17, atuando em substituição regimental (art. 38, I, o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF), o Ministro Dias Toffoli revogou a liminar anteriormente concedida. (documento eletrônico 123) Sobreveio, então, pedido de reconsideração e interposição de Agravo pelo reclamante, para restabelecimento da liminar (documentos eletrônicos 107 e 135). É o relatório necessário. Decido. Bem examinados os autos, tenho que a presente reclamação não comporta seguimento. Conforme dispõe o art. 102, I, l, da Constituição da República, a reclamação perante o Supremo Tribunal Federal será sempre cabível para: (i) preservar a competência do Tribunal; (ii) garantir a autoridade de suas decisões; e (iii) garantir a observância de enunciado de Súmula Vinculante e de decisão desta Corte em controle concentrado de constitucionalidade, nos termos do art. 988 do Código de Processo Civil de 2015. Ademais, a jurisprudência desta Suprema Corte exige, como requisito para cabimento desta via, que haja aderência estrita entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, os atos questionados em qualquer reclamação, nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal, devem se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Nesse sentido, cito as seguintes decisões colegiadas: Rcl 19.837- AgR; Rcl 22.608-AgR e Rcl 19.240-AgR, todos de relatoria do Ministro Dias Toffoli. Na espécie, verifico que o reclamante, invocando ato da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA Houve, também, manifestação de outros terceiros interessados. (documento eletrônico 106) Em 11/12/17, atuando em substituição regimental (art. 38, I, o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal – RISTF), o Ministro Dias Toffoli revogou a liminar anteriormente concedida. (documento eletrônico 123) Sobreveio, então, pedido de reconsideração e interposição de Agravo pelo reclamante, para restabelecimento da liminar (documentos eletrônicos 107 e 135). É o relatório necessário. Decido. Bem examinados os autos, tenho que a presente reclamação não comporta seguimento. Conforme dispõe o art. 102, I, l, da Constituição da República, a reclamação perante o Supremo Tribunal Federal será sempre cabível para: (i) preservar a competência do Tribunal; (ii) garantir a autoridade de suas decisões; e (iii) garantir a observância de enunciado de Súmula Vinculante e de decisão desta Corte em controle concentrado de constitucionalidade, nos termos do art. 988 do Código de Processo Civil de 2015. Ademais, a jurisprudência desta Suprema Corte exige, como requisito para cabimento desta via, que haja aderência estrita entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, os atos questionados em qualquer reclamação, nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal, devem se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Nesse sentido, cito as seguintes decisões colegiadas: Rcl 19.837- AgR; Rcl 22.608-AgR e Rcl 19.240-AgR, todos de relatoria do Ministro Dias Toffoli. Na espécie, verifico que o reclamante, invocando ato da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA Maranhão, pelo qual sua remuneração foi submetida ao teto do serviço público, aponta existência de descumprimento à decisão por mim proferida no MS 34.220/MA. Ocorre, contudo, que o referido paradigma, destacado para fundamentar o cabimento da presente reclamação, não guarda a necessária identidade material com a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, a decisão por mim proferida em análise perfunctória no MS 34.220 ED/MA, no qual se discute a regularidade da atuação do CNJ em sede da Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000, consubstancia-se medida cautelar voltada unicamente à preservação dos postulados do contraditório e da ampla defesa. Nesse particular, sublinho que, ao conceder tal liminar no referido writ, restringi a fundamentação a basicamente dois pontos: a) existência de dúvida fundada sobre legitimidade da ANOREG para ajuizar reclamação disciplinar no CNJ; b) possível violação ao devido processo legal, por não ter sido oportunizado contraditório e ampla defesa ao impetrante naquele procedimento censório administrativo. Estes, portanto, o objeto daquele mandamus. Confira-se, a propósito, o teor da aludida decisão: ‘O impetrante logrou aprovação em concurso público destinado à outorga de Delegação de Serviços de Notas e Registros de Serventias Extrajudiciais, vagas no Estado do Maranhão. Exercia a titularidade da Delegação da Serventia Extrajudicial do 2... Ofício da Comarca de Rosário (MA) desde 15/9/2009, quando foi nomeado para exercer interinamente na Serventia Extrajudicial da 1... Zona de Registro de Imóveis. A partir de representação da ANOREG/MA, foi afastado pela Corregedoria do CNJ, como visto acima. A dúvida fundada sobre a legitimidade da ANOREG para ajuizar aquela representação no CNJ, uma vez que a mencionada associação, ao assim agir, não estaria atuando 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA Maranhão, pelo qual sua remuneração foi submetida ao teto do serviço público, aponta existência de descumprimento à decisão por mim proferida no MS 34.220/MA. Ocorre, contudo, que o referido paradigma, destacado para fundamentar o cabimento da presente reclamação, não guarda a necessária identidade material com a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, a decisão por mim proferida em análise perfunctória no MS 34.220 ED/MA, no qual se discute a regularidade da atuação do CNJ em sede da Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000, consubstancia-se medida cautelar voltada unicamente à preservação dos postulados do contraditório e da ampla defesa. Nesse particular, sublinho que, ao conceder tal liminar no referido writ, restringi a fundamentação a basicamente dois pontos: a) existência de dúvida fundada sobre legitimidade da ANOREG para ajuizar reclamação disciplinar no CNJ; b) possível violação ao devido processo legal, por não ter sido oportunizado contraditório e ampla defesa ao impetrante naquele procedimento censório administrativo. Estes, portanto, o objeto daquele mandamus. Confira-se, a propósito, o teor da aludida decisão: ‘O impetrante logrou aprovação em concurso público destinado à outorga de Delegação de Serviços de Notas e Registros de Serventias Extrajudiciais, vagas no Estado do Maranhão. Exercia a titularidade da Delegação da Serventia Extrajudicial do 2... Ofício da Comarca de Rosário (MA) desde 15/9/2009, quando foi nomeado para exercer interinamente na Serventia Extrajudicial da 1... Zona de Registro de Imóveis. A partir de representação da ANOREG/MA, foi afastado pela Corregedoria do CNJ, como visto acima. A dúvida fundada sobre a legitimidade da ANOREG para ajuizar aquela representação no CNJ, uma vez que a mencionada associação, ao assim agir, não estaria atuando 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA em defesa dos associados. Além disso, é imperioso destacar que o afastamento do impetrante foi determinado sem que sequer lhe fosse oportunizado manifestar-se quanto às acusações que lhe foram dirigidas, o que me parece violar o postulado do devido processo legal. Isso posto, defiro a liminar para determinar o retorno do impetrante à serventia que ocupava’. Como se nota, a cautelar deferida naquele writ não assegura ao ora reclamante direito absoluto e irrestrito de ocupar a delegação da Serventia Extrajudicial da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, até porque, ressalte-se, foi ele nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária. De outro lado, o ato reclamado, consubstanciado na Decisão-GCGJ-2722017, da lavra da Desembargadora Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz, então Corregedora-Geral da Justiça, ao determinar a submissão a remuneração do reclamante ao teto do serviço público, fundou-se, essencialmente, na ausência de efeitos imediatos da sentença proferida nos autos de n 0051681-11.2014.4.01.3700, em trâmite na 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, como se nota da transcrição do seguinte excerto: ‘[...] A despeito das alegações do interino, inexiste decisão judicial, com força imediata, que lhe afaste do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Magna Carta, haja vista que, ao prolatar sentença integrativa, nos autos de n 0051681-11.2014.4.01.3700, tramitando junto à 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, o juiz federal, Dr. Clodomir Sebastião Reis, reconhecendo a existência de erro material, cassou a antecipação de tutela antes deferida, submetendo a referida sentença ao duplo grau obrigatório de jurisdição, o que, via de consequência, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA em defesa dos associados. Além disso, é imperioso destacar que o afastamento do impetrante foi determinado sem que sequer lhe fosse oportunizado manifestar-se quanto às acusações que lhe foram dirigidas, o que me parece violar o postulado do devido processo legal. Isso posto, defiro a liminar para determinar o retorno do impetrante à serventia que ocupava’. Como se nota, a cautelar deferida naquele writ não assegura ao ora reclamante direito absoluto e irrestrito de ocupar a delegação da Serventia Extrajudicial da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, até porque, ressalte-se, foi ele nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária. De outro lado, o ato reclamado, consubstanciado na Decisão-GCGJ-2722017, da lavra da Desembargadora Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz, então Corregedora-Geral da Justiça, ao determinar a submissão a remuneração do reclamante ao teto do serviço público, fundou-se, essencialmente, na ausência de efeitos imediatos da sentença proferida nos autos de n 0051681-11.2014.4.01.3700, em trâmite na 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, como se nota da transcrição do seguinte excerto: ‘[...] A despeito das alegações do interino, inexiste decisão judicial, com força imediata, que lhe afaste do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Magna Carta, haja vista que, ao prolatar sentença integrativa, nos autos de n 0051681-11.2014.4.01.3700, tramitando junto à 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, o juiz federal, Dr. Clodomir Sebastião Reis, reconhecendo a existência de erro material, cassou a antecipação de tutela antes deferida, submetendo a referida sentença ao duplo grau obrigatório de jurisdição, o que, via de consequência, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA não produz efeitos imediatos (ou seja, NÃO ISENTA o interino Ricardo da Silva Gonçalves da obrigação de prestar contas/balancetes, bem como de submeter-se ao teto constitucional de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida, com o recolhimento do excedente ao FERJ), in litteris: FUNDAMENTAÇÃO Verifico a ocorrência de erro material na sentença proferida (fls. 306-315), quanto à antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a imediata suspensão da incidência do teto de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida pelo autor. A teor do disposto na Lei n. 8.437 de 30 de junho de 1992 (art. 1..., § 1...), é vedada a concessão de liminar quando impugnado ato de autoridade sujeita, na via do mandado de segurança, à competência originária de tribunal. A vedação é aplicável à tutela antecipada. O caso dos autos enquadra-se na referida vedação legal, haja vista que a limitação à remuneração tem supedâneo em ato administrativo emanado do Conselho Nacional de Justiça, o qual tem foro especial, no Supremo Tribunal Federal, em mandados de segurança. O equívoco deve ser considerado como erro material e, como tal, deve ser sanado de ofício, sendo imperioso excluir-se a antecipação de tutela do dispositivo da sentença. DISPOSITIVO Com essas considerações corrijo de ofício o erro material apontado para que a parte dispositiva da sentença fique com a seguinte redação: DISPOSITIVO Ante o exposto JULGO PROCEDENTE O PEDIDO para afastar a limitação da remuneração percebida pelo autor ao teto de 9025 do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal assegurando-lhe a percepção 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA não produz efeitos imediatos (ou seja, NÃO ISENTA o interino Ricardo da Silva Gonçalves da obrigação de prestar contas/balancetes, bem como de submeter-se ao teto constitucional de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida, com o recolhimento do excedente ao FERJ), in litteris: FUNDAMENTAÇÃO Verifico a ocorrência de erro material na sentença proferida (fls. 306-315), quanto à antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a imediata suspensão da incidência do teto de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida pelo autor. A teor do disposto na Lei n. 8.437 de 30 de junho de 1992 (art. 1..., § 1...), é vedada a concessão de liminar quando impugnado ato de autoridade sujeita, na via do mandado de segurança, à competência originária de tribunal. A vedação é aplicável à tutela antecipada. O caso dos autos enquadra-se na referida vedação legal, haja vista que a limitação à remuneração tem supedâneo em ato administrativo emanado do Conselho Nacional de Justiça, o qual tem foro especial, no Supremo Tribunal Federal, em mandados de segurança. O equívoco deve ser considerado como erro material e, como tal, deve ser sanado de ofício, sendo imperioso excluir-se a antecipação de tutela do dispositivo da sentença. DISPOSITIVO Com essas considerações corrijo de ofício o erro material apontado para que a parte dispositiva da sentença fique com a seguinte redação: DISPOSITIVO Ante o exposto JULGO PROCEDENTE O PEDIDO para afastar a limitação da remuneração percebida pelo autor ao teto de 9025 do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal assegurando-lhe a percepção 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA da integralidade dos emolumentos pelo efetivo exercício da delegação registral e notarial junto à Serventia da 1... Zona de Registro e Imóveis de São Luís/MA Condeno os Réus a pagar ao autor os valores que ultrapassaram o teto de 9025 do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal retroativamente a 11062014 data em que o autor foi designado para responder pela Serventia da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA Correção monetária calculada com base no Manual de Cálculos da Justiça Federal Juros de mora de 05 meio por cento ao mês Art. 1...F da Lei n 949497 contados a partir da citação descontados eventuais valores já pagos em outra ação Processo n 601215020148100001 Condeno os Réus solidariamente no reembolso das custas e no pagamento de honorários advocatícios os quais fixo em R 500000 cinco mil reais nos termos do artigo 20 4... do Código de Processo Civil Sentença prolatada com resolução do mérito e sujeita ao duplo grau de jurisdição necessário. Publique-se Registre-se Intimem- se.’ Com efeito, dos trechos do decisum acima transcritos, não restam dúvidas de que o interino está submetido ao teto remuneratório, razão pela qual o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, ao responder interinamente pela 1... Zona do Registro de Imóveis de São Luís, tem o dever de prestar contas/balancetes, conforme normativos do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. Nesse sentido, é a manifestação da Procuradoria Geral do Estado, conforme asseverado no Ofício de n 008/2017- GAB/PGAJ/PGE, in litteris: ‘Cumpre registrar, outrossim, que o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves ajuizou semelhante demanda perante a Justiça Federal da Seção Judiciária do Maranhão, sendo que o r. Juízo da 3... Vara Federal, nos autos do Processo n. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA da integralidade dos emolumentos pelo efetivo exercício da delegação registral e notarial junto à Serventia da 1... Zona de Registro e Imóveis de São Luís/MA Condeno os Réus a pagar ao autor os valores que ultrapassaram o teto de 9025 do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal retroativamente a 11062014 data em que o autor foi designado para responder pela Serventia da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA Correção monetária calculada com base no Manual de Cálculos da Justiça Federal Juros de mora de 05 meio por cento ao mês Art. 1...F da Lei n 949497 contados a partir da citação descontados eventuais valores já pagos em outra ação Processo n 601215020148100001 Condeno os Réus solidariamente no reembolso das custas e no pagamento de honorários advocatícios os quais fixo em R 500000 cinco mil reais nos termos do artigo 20 4... do Código de Processo Civil Sentença prolatada com resolução do mérito e sujeita ao duplo grau de jurisdição necessário. Publique-se Registre-se Intimem- se.’ Com efeito, dos trechos do decisum acima transcritos, não restam dúvidas de que o interino está submetido ao teto remuneratório, razão pela qual o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, ao responder interinamente pela 1... Zona do Registro de Imóveis de São Luís, tem o dever de prestar contas/balancetes, conforme normativos do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. Nesse sentido, é a manifestação da Procuradoria Geral do Estado, conforme asseverado no Ofício de n 008/2017- GAB/PGAJ/PGE, in litteris: ‘Cumpre registrar, outrossim, que o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves ajuizou semelhante demanda perante a Justiça Federal da Seção Judiciária do Maranhão, sendo que o r. Juízo da 3... Vara Federal, nos autos do Processo n. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA 51681-11.2014.4.01.3700, julgou procedente o pedido para “afastar a limitação da remuneração recebida pelo autor, ao teto de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal, assegurando-lhe a percepção da integralidade dos emolumentos pelo efetivo exercício da delegação registral e notarial junto à Serventia da 1... Zona de Registro e Imóveis de 9 Luís/MA.’ (cópia anexa). Sua Excelência, de início, antecipou os efeitos da tutela na sentença, o que asseguraria, em tese, o recebimento da integralidade dos emolumentos da referida serventia pelo Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, mas, em sentença integrativa, o r. Juízo da 3... Vara Federal retirou a antecipação dos efeitos da tutela e submeteu o decisum ao duplo grau obrigatório (cópia anexa). Assim, este o contexto fático-jurídico, mostra-se de rigor que essa Corregedoria Geral de Justiça notifique ao Sr. Ricardo da Silva Gonçalves a proceder o repasse ao Fundo Estadual de Reaparelhamento do Poder Judiciário – FERJ, de todos valores recebidos a título de emolumentos relativos à atividade registral e notarial do Cartório da 1... Zona de Registro e Imóveis de São Luís, que exceder à sua remuneração, cujo teto é de 90,25% do subsídio do Ministro dos Supremo Tribunal Federal”. Ante o exposto, imponho ao interino da 1... Zona de Registro de Imóveis da Capital o teto remuneratório equivalente a 90,25% dos subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 37, XI, da Constituição Federal de 1988, determinando ainda que seja notificado acerca da obrigatoriedade para prestar contas/balancetes, bem como de proceder ao respectivo repasse ao Fundo Especial de Modernização e Reaparelhamento do Judiciário – FERJ, na forma do Ato da Presidência n 009/2010, de 04/08/2010 e RESOLGP-49/2016, do Tribunal de Justiça. (grifos no original; documento eletrônico 70) Ademais, como bem observado pelo Ministro Dias Toffoli 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA 51681-11.2014.4.01.3700, julgou procedente o pedido para “afastar a limitação da remuneração recebida pelo autor, ao teto de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal, assegurando-lhe a percepção da integralidade dos emolumentos pelo efetivo exercício da delegação registral e notarial junto à Serventia da 1... Zona de Registro e Imóveis de 9 Luís/MA.’ (cópia anexa). Sua Excelência, de início, antecipou os efeitos da tutela na sentença, o que asseguraria, em tese, o recebimento da integralidade dos emolumentos da referida serventia pelo Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, mas, em sentença integrativa, o r. Juízo da 3... Vara Federal retirou a antecipação dos efeitos da tutela e submeteu o decisum ao duplo grau obrigatório (cópia anexa). Assim, este o contexto fático-jurídico, mostra-se de rigor que essa Corregedoria Geral de Justiça notifique ao Sr. Ricardo da Silva Gonçalves a proceder o repasse ao Fundo Estadual de Reaparelhamento do Poder Judiciário – FERJ, de todos valores recebidos a título de emolumentos relativos à atividade registral e notarial do Cartório da 1... Zona de Registro e Imóveis de São Luís, que exceder à sua remuneração, cujo teto é de 90,25% do subsídio do Ministro dos Supremo Tribunal Federal”. Ante o exposto, imponho ao interino da 1... Zona de Registro de Imóveis da Capital o teto remuneratório equivalente a 90,25% dos subsídios dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 37, XI, da Constituição Federal de 1988, determinando ainda que seja notificado acerca da obrigatoriedade para prestar contas/balancetes, bem como de proceder ao respectivo repasse ao Fundo Especial de Modernização e Reaparelhamento do Judiciário – FERJ, na forma do Ato da Presidência n 009/2010, de 04/08/2010 e RESOLGP-49/2016, do Tribunal de Justiça. (grifos no original; documento eletrônico 70) Ademais, como bem observado pelo Ministro Dias Toffoli 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA ao revogar a decisão liminar neste feito, ‘[...] Após a apreciação cautelar, exercida em juízo de estrita delibação pelo Ministro Ricardo Lewandowski, foram colacionados aos autos das reclamações documentos e informações que melhor explicitam a condição pela qual RICARDO DA SILVA GONÇALVES responde como delegatário do cartório extrajudicial da 1... Zona de Registros de Imóveis de São Luís, bem assim a existência de concurso público específico para outorga de delegações de notas e de registros pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão. [...] Dessa perspectiva, a preservação do direito ao contraditório e à ampla defesa de RICARDO DA SILVA GONÇALVES perante o CNJ, nos autos da Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000 (MS n 34.220/MA), para eventual responsabilização ou correção de conduta adotada enquanto interino da 1... Zona de Registros de Imóveis de São Luís deve guardar harmonia com os postulados da isonomia e da impessoalidade que informam a regra constitucional específica acerca da obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público de provimento ou de remoção na atividade notarial e de registro (art. 236, §3..., da Constituição Federal de 1988/88).’ Desse modo, tendo em vista a manifesta ausência de identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, não se mostra viável a pretensão ora em exame. Outrossim, a alegação de que a edição da Lei Complementar n 182, de 20 de maio de 2016, pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, alterando a competência da delegação da 1... Zona do Registro de Imóveis de São Luís, na vigência do ato coator combatido no MS 34.220/MA, teria subtraído ou mitigado a eficácia da decisão paradigma, não 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA ao revogar a decisão liminar neste feito, ‘[...] Após a apreciação cautelar, exercida em juízo de estrita delibação pelo Ministro Ricardo Lewandowski, foram colacionados aos autos das reclamações documentos e informações que melhor explicitam a condição pela qual RICARDO DA SILVA GONÇALVES responde como delegatário do cartório extrajudicial da 1... Zona de Registros de Imóveis de São Luís, bem assim a existência de concurso público específico para outorga de delegações de notas e de registros pelo Poder Judiciário do Estado do Maranhão. [...] Dessa perspectiva, a preservação do direito ao contraditório e à ampla defesa de RICARDO DA SILVA GONÇALVES perante o CNJ, nos autos da Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000 (MS n 34.220/MA), para eventual responsabilização ou correção de conduta adotada enquanto interino da 1... Zona de Registros de Imóveis de São Luís deve guardar harmonia com os postulados da isonomia e da impessoalidade que informam a regra constitucional específica acerca da obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público de provimento ou de remoção na atividade notarial e de registro (art. 236, §3..., da Constituição Federal de 1988/88).’ Desse modo, tendo em vista a manifesta ausência de identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, não se mostra viável a pretensão ora em exame. Outrossim, a alegação de que a edição da Lei Complementar n 182, de 20 de maio de 2016, pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, alterando a competência da delegação da 1... Zona do Registro de Imóveis de São Luís, na vigência do ato coator combatido no MS 34.220/MA, teria subtraído ou mitigado a eficácia da decisão paradigma, não 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA comporta acolhida. Isso porque, além de esta questão não ser objeto daquele writ – faltando-lhe assim, novamente, a necessária identidade material – a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que, mesmo nas hipóteses de controle abstrato, os efeitos de suas decisões não se estendem à atividade legiferante do Estado, podendo o legislador dispor sobre a mesma matéria declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que isso importe em desrespeito à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. Quanto ao particular, cito o seguinte precedente: ‘EMENTA: RECLAMAÇÃO – PRETENDIDA SUBMISSÃO DO PODER LEGISLATIVO AO EFEITO VINCULANTE QUE RESULTA DO JULGAMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DOS PROCESSOS DE FISCALIZAÇÃO ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE – INADMISSIBILIDADE – CONSEQUENTE POSSIBILIDADE DE O LEGISLADOR EDITAR LEI DE CONTEÚDO IDÊNTICO AO DE OUTRO DIPLOMA LEGISLATIVO DECLARADO INCONSTITUCIONAL, EM SEDE DE CONTROLE ABSTRATO, PELA SUPREMA CORTE – INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO, NESSE CONTEXTO, DO INSTRUMENTO PROCESSUAL DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSOS E AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . - O efeito vinculante e a eficácia contra todos (‘erga omnes’), que qualificam os julgamentos que o Supremo Tribunal Federal profere em sede de controle normativo abstrato, incidem, unicamente, sobre os demais órgãos do Poder Judiciário e os do Poder Executivo, não se estendendo, porém, em tema de produção normativa, ao legislador, que pode, em consequência, dispor, em novo 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA comporta acolhida. Isso porque, além de esta questão não ser objeto daquele writ – faltando-lhe assim, novamente, a necessária identidade material – a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que, mesmo nas hipóteses de controle abstrato, os efeitos de suas decisões não se estendem à atividade legiferante do Estado, podendo o legislador dispor sobre a mesma matéria declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que isso importe em desrespeito à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. Quanto ao particular, cito o seguinte precedente: ‘EMENTA: RECLAMAÇÃO – PRETENDIDA SUBMISSÃO DO PODER LEGISLATIVO AO EFEITO VINCULANTE QUE RESULTA DO JULGAMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DOS PROCESSOS DE FISCALIZAÇÃO ABSTRATA DE CONSTITUCIONALIDADE – INADMISSIBILIDADE – CONSEQUENTE POSSIBILIDADE DE O LEGISLADOR EDITAR LEI DE CONTEÚDO IDÊNTICO AO DE OUTRO DIPLOMA LEGISLATIVO DECLARADO INCONSTITUCIONAL, EM SEDE DE CONTROLE ABSTRATO, PELA SUPREMA CORTE – INVIABILIDADE DE UTILIZAÇÃO, NESSE CONTEXTO, DO INSTRUMENTO PROCESSUAL DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSOS E AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . - O efeito vinculante e a eficácia contra todos (‘erga omnes’), que qualificam os julgamentos que o Supremo Tribunal Federal profere em sede de controle normativo abstrato, incidem, unicamente, sobre os demais órgãos do Poder Judiciário e os do Poder Executivo, não se estendendo, porém, em tema de produção normativa, ao legislador, que pode, em consequência, dispor, em novo 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA ato legislativo, sobre a mesma matéria versada em legislação anteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que tal conduta importe em desrespeito à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. Doutrina . Precedentes . Inadequação, em tal contexto, da utilização do instrumento processual da reclamação’ (Rcl 13.019 AgR, Rel. Min. Celso de Mello) Na mesma linha, destaco: Rcl 14.156 AgR, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 2.617 AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, e Rcl. 17.217 AgR Min. Edson Fachin. Ressalto, outrossim, que a decisão objeto do MS 34.220 ED/MA não opõe qualquer óbice à oferta da serventia em concurso público para seu regular provimento nos termos do art. 236 da Constituição Federal de 1988/88, e, portanto, não apresenta risco à finalização do Concurso para Outorga de Delegação de Serviços Notariais e de Registro do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, objeto do edital 01/2016 e que já se encontra com resultado divulgado e em fase de finalização. Por fim, importa considerar que a questão acerca da remuneração do reclamante em razão do exercício da interinidade na mencionada serventia, além de desbordar dos limites da decisão liminar do MS 34.220 ED/MA, não encontra espaço para debate na presente reclamatória, em razão de a matéria ser objeto do MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora reclamante, em que, inclusive, já há decisão monocrática da lavra do Ministro Gilmar Mendes com o seguinte teor: ‘Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato do Corregedor Nacional de Justiça consistente na determinação de observância do teto remuneratório aos interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais. Na inicial, o impetrante alega que: (a) em 11 de junho de 2014, teria sido designado para responder 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA ato legislativo, sobre a mesma matéria versada em legislação anteriormente declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que tal conduta importe em desrespeito à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. Doutrina . Precedentes . Inadequação, em tal contexto, da utilização do instrumento processual da reclamação’ (Rcl 13.019 AgR, Rel. Min. Celso de Mello) Na mesma linha, destaco: Rcl 14.156 AgR, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 2.617 AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, e Rcl. 17.217 AgR Min. Edson Fachin. Ressalto, outrossim, que a decisão objeto do MS 34.220 ED/MA não opõe qualquer óbice à oferta da serventia em concurso público para seu regular provimento nos termos do art. 236 da Constituição Federal de 1988/88, e, portanto, não apresenta risco à finalização do Concurso para Outorga de Delegação de Serviços Notariais e de Registro do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, objeto do edital 01/2016 e que já se encontra com resultado divulgado e em fase de finalização. Por fim, importa considerar que a questão acerca da remuneração do reclamante em razão do exercício da interinidade na mencionada serventia, além de desbordar dos limites da decisão liminar do MS 34.220 ED/MA, não encontra espaço para debate na presente reclamatória, em razão de a matéria ser objeto do MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora reclamante, em que, inclusive, já há decisão monocrática da lavra do Ministro Gilmar Mendes com o seguinte teor: ‘Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato do Corregedor Nacional de Justiça consistente na determinação de observância do teto remuneratório aos interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais. Na inicial, o impetrante alega que: (a) em 11 de junho de 2014, teria sido designado para responder 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA interinamente pelo Cartório de Registro de Imóveis da 1... Zona de Registro de Imóveis da Comarca de São Luís/MA; e (b) em razão de ato do Corregedor Nacional de Justiça, estaria sujeito ao teto constitucional da remuneração dos servidores públicos. Requer a concessão da ordem para que não seja obrigado a seguir o teto remuneratório por não se tratar de servidor público uma vez que exerce interinamente suas funções no Cartório da 1... Zona de Registros de Imóveis, da Comarca de São Luís MA (eDOC 2, 8). O pedido de liminar foi indeferido (eDOC 10). Em suas informações (eDOC 17), a autoridade coatora sustenta, em suma, a legalidade do ato. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ, em razão da decadência, e, no mérito, pela denegação da segurança. Decido. A Segunda Turma, ao julgar o MS 29.189 ED-ED-AgR (Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 4.8.2015), firmou entendimento no sentido da incidência do teto remuneratório constitucional, previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal de 1988, aos substitutos interinos de serventias extrajudiciais. É o que se depreende da ementa do referido julgado: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA, SEM CONCURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9719723. MS 33304/ MA PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA interinamente pelo Cartório de Registro de Imóveis da 1... Zona de Registro de Imóveis da Comarca de São Luís/MA; e (b) em razão de ato do Corregedor Nacional de Justiça, estaria sujeito ao teto constitucional da remuneração dos servidores públicos. Requer a concessão da ordem para que não seja obrigado a seguir o teto remuneratório por não se tratar de servidor público uma vez que exerce interinamente suas funções no Cartório da 1... Zona de Registros de Imóveis, da Comarca de São Luís MA (eDOC 2, 8). O pedido de liminar foi indeferido (eDOC 10). Em suas informações (eDOC 17), a autoridade coatora sustenta, em suma, a legalidade do ato. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ, em razão da decadência, e, no mérito, pela denegação da segurança. Decido. A Segunda Turma, ao julgar o MS 29.189 ED-ED-AgR (Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 4.8.2015), firmou entendimento no sentido da incidência do teto remuneratório constitucional, previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal de 1988, aos substitutos interinos de serventias extrajudiciais. É o que se depreende da ementa do referido julgado: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA, SEM CONCURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9719723. MS 33304/ MA PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. LIMITAÇÃO DOS EMOLUMENTOS. APLICABILIDADE DO ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO, AOS INVESTIDOS INTERINAMENTE NA DELEGAÇÃO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3... da Constituição Federal de 1988/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3..., da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta, com ofensa ao art. 236, § 3..., da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. LIMITAÇÃO DOS EMOLUMENTOS. APLICABILIDADE DO ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO, AOS INVESTIDOS INTERINAMENTE NA DELEGAÇÃO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3... da Constituição Federal de 1988/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3..., da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta, com ofensa ao art. 236, § 3..., da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Aplica-se a quem detém interinamente a serventia extrajudicial a limitação do teto, prevista no art. 37, XI, da Constituição. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento (destaquei). No mesmo sentido, a Primeira Turma, ao julgar o MS 30.180 AgR (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 21.11.2014), decidiu que: Agravo regimental em mandado de segurança. Serventia extrajudicial. Provimento originário sem prévia aprovação em concurso público. Submissão da remuneração do responsável interino pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. Agravo regimental não provido. 1. Autoaplicabilidade do art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88. Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o acesso aos serviços notarial e de registro sem prévia aprovação em concurso público. 2. O titular interino não atua como delegado do serviço notarial e de registro porque não preenche os requisitos para tanto; age, em verdade, como preposto do Poder Público e, nessa condição, deve-se submeter aos limites remuneratórios previstos para os agentes estatais, não se lhe aplicando o regime remuneratório previsto para os delegados do serviço público extrajudicial (art. 28 da Lei n 8.935/1994). Precedente: MS n 29.192/DF, Relator o Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 10/10/14. 3. Agravo regimental não provido (destaquei). Ante o exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao mandado de segurança.’ Em remate, recordo que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso. Nessa linha, destaco os seguintes julgados da Segunda Turma: Rcl 18.344-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.157-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e Rcl 20,713-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Aplica-se a quem detém interinamente a serventia extrajudicial a limitação do teto, prevista no art. 37, XI, da Constituição. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento (destaquei). No mesmo sentido, a Primeira Turma, ao julgar o MS 30.180 AgR (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 21.11.2014), decidiu que: Agravo regimental em mandado de segurança. Serventia extrajudicial. Provimento originário sem prévia aprovação em concurso público. Submissão da remuneração do responsável interino pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. Agravo regimental não provido. 1. Autoaplicabilidade do art. 236, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88. Após a promulgação da Constituição Federal de 1988, é inconstitucional o acesso aos serviços notarial e de registro sem prévia aprovação em concurso público. 2. O titular interino não atua como delegado do serviço notarial e de registro porque não preenche os requisitos para tanto; age, em verdade, como preposto do Poder Público e, nessa condição, deve-se submeter aos limites remuneratórios previstos para os agentes estatais, não se lhe aplicando o regime remuneratório previsto para os delegados do serviço público extrajudicial (art. 28 da Lei n 8.935/1994). Precedente: MS n 29.192/DF, Relator o Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 10/10/14. 3. Agravo regimental não provido (destaquei). Ante o exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao mandado de segurança.’ Em remate, recordo que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso. Nessa linha, destaco os seguintes julgados da Segunda Turma: Rcl 18.344-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.157-AgR, Rel. Min. Celso de Mello e Rcl 20,713-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli. 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA Isso posto, nego seguimento a esta reclamação (art. 21, § 1..., do RISTF). Fica prejudicada, por conseguinte, a apreciação do agravo interposto pelo reclamante” (documento eletrônico 139 - grifei). O argumento central do recurso ora sob exame, é no sentido da não aplicabilidade da imposição do teto constitucional ao agravante, considerada sua qualidade de serventuário efetivo. Tal afirmativa não se sustenta, consoante ficou consignado na decisão agravada. Com efeito, como bem demonstrado na decisão ora atacada, não há identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, o que, por consequência, afasta a viabilidade da via reclamatória constitucional. Por pertinente, transcrevo trechos que, pontualmente, afastam os fundamentos do agravo: “Na espécie, verifico que o reclamante, invocando ato da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, pelo qual sua remuneração foi submetida ao teto do serviço público, aponta existência de descumprimento à decisão por mim proferida no MS 34.220/MA. Ocorre, contudo, que o referido paradigma, destacado para fundamentar o cabimento da presente reclamação, não guarda a necessária identidade material com a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, a decisão por mim proferida em análise perfunctória no MS 34.220 ED/MA, no qual se discute a regularidade da atuação do CNJ em sede da Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000, consubstancia-se medida cautelar voltada unicamente à preservação dos postulados do contraditório e da ampla defesa. Nesse particular, sublinho que, ao conceder tal liminar no 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA Isso posto, nego seguimento a esta reclamação (art. 21, § 1..., do RISTF). Fica prejudicada, por conseguinte, a apreciação do agravo interposto pelo reclamante” (documento eletrônico 139 - grifei). O argumento central do recurso ora sob exame, é no sentido da não aplicabilidade da imposição do teto constitucional ao agravante, considerada sua qualidade de serventuário efetivo. Tal afirmativa não se sustenta, consoante ficou consignado na decisão agravada. Com efeito, como bem demonstrado na decisão ora atacada, não há identidade material entre o ato reclamado e a decisão tida por desrespeitada, o que, por consequência, afasta a viabilidade da via reclamatória constitucional. Por pertinente, transcrevo trechos que, pontualmente, afastam os fundamentos do agravo: “Na espécie, verifico que o reclamante, invocando ato da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, pelo qual sua remuneração foi submetida ao teto do serviço público, aponta existência de descumprimento à decisão por mim proferida no MS 34.220/MA. Ocorre, contudo, que o referido paradigma, destacado para fundamentar o cabimento da presente reclamação, não guarda a necessária identidade material com a decisão tida por desrespeitada. Com efeito, a decisão por mim proferida em análise perfunctória no MS 34.220 ED/MA, no qual se discute a regularidade da atuação do CNJ em sede da Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000, consubstancia-se medida cautelar voltada unicamente à preservação dos postulados do contraditório e da ampla defesa. Nesse particular, sublinho que, ao conceder tal liminar no 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA referido writ, restringi a fundamentação a basicamente dois pontos: a) existência de dúvida fundada sobre legitimidade da ANOREG para ajuizar reclamação disciplinar no CNJ; b) possível violação ao devido processo legal, por não ter sido oportunizado contraditório e ampla defesa ao impetrante naquele procedimento censório administrativo. Estes, portanto, o objeto daquele mandamus. [...] Como se nota, a cautelar deferida naquele writ não assegura ao ora reclamante direito absoluto e irrestrito de ocupar a delegação da Serventia Extrajudicial da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, até porque, ressalte-se, foi ele nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária. De outro lado, o ato reclamado, consubstanciado na Decisão-GCGJ-2722017, da lavra da Desembargadora Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz, então Corregedora-Geral da Justiça, ao determinar a submissão a remuneração do reclamante ao teto do serviço público, fundou-se, essencialmente, na ausência de efeitos imediatos da sentença proferida nos autos de n 0051681-11.2014.4.01.3700, em trâmite na 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, como se nota da transcrição do seguinte excerto: ‘[...] A despeito das alegações do interino, inexiste decisão judicial, com força imediata, que lhe afaste do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Magna Carta, haja vista que, ao prolatar sentença integrativa, nos autos de n 0051681- 11.2014.4.01.3700, tramitando junto à 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, o juiz federal, Dr. Clodomir Sebastião Reis, reconhecendo a existência de erro material, cassou a antecipação de tutela antes deferida, submetendo a referida sentença ao duplo grau obrigatório de jurisdição, o que, via de consequência, não produz efeitos imediatos (ou seja, NÃO ISENTA o interino Ricardo da Silva Gonçalves da obrigação de prestar contas/balancetes, bem como de submeter- 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA referido writ, restringi a fundamentação a basicamente dois pontos: a) existência de dúvida fundada sobre legitimidade da ANOREG para ajuizar reclamação disciplinar no CNJ; b) possível violação ao devido processo legal, por não ter sido oportunizado contraditório e ampla defesa ao impetrante naquele procedimento censório administrativo. Estes, portanto, o objeto daquele mandamus. [...] Como se nota, a cautelar deferida naquele writ não assegura ao ora reclamante direito absoluto e irrestrito de ocupar a delegação da Serventia Extrajudicial da 1... Zona de Registro de Imóveis de São Luís/MA, até porque, ressalte-se, foi ele nomeado para responder pelo aludido cartório de forma interina, ou seja, precária. De outro lado, o ato reclamado, consubstanciado na Decisão-GCGJ-2722017, da lavra da Desembargadora Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz, então Corregedora-Geral da Justiça, ao determinar a submissão a remuneração do reclamante ao teto do serviço público, fundou-se, essencialmente, na ausência de efeitos imediatos da sentença proferida nos autos de n 0051681-11.2014.4.01.3700, em trâmite na 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, como se nota da transcrição do seguinte excerto: ‘[...] A despeito das alegações do interino, inexiste decisão judicial, com força imediata, que lhe afaste do teto constitucional previsto no art. 37, XI, da Magna Carta, haja vista que, ao prolatar sentença integrativa, nos autos de n 0051681- 11.2014.4.01.3700, tramitando junto à 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão, o juiz federal, Dr. Clodomir Sebastião Reis, reconhecendo a existência de erro material, cassou a antecipação de tutela antes deferida, submetendo a referida sentença ao duplo grau obrigatório de jurisdição, o que, via de consequência, não produz efeitos imediatos (ou seja, NÃO ISENTA o interino Ricardo da Silva Gonçalves da obrigação de prestar contas/balancetes, bem como de submeter- 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA se ao teto constitucional de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida, com o recolhimento do excedente ao FERJ), in litteris: [...] Com efeito, dos trechos do decisum acima transcritos, não restam dúvidas de que o interino está submetido ao teto remuneratório, razão pela qual o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, ao responder interinamente pela 1... Zona do Registro de Imóveis de São Luís, tem o dever de prestar contas/balancetes, conforme normativos do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. [...] Outrossim, a alegação de que a edição da Lei Complementar n 182, de 20 de maio de 2016, pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, alterando a competência da delegação da 1... Zona do Registro de Imóveis de São Luís, na vigência do ato coator combatido no MS 34.220/MA, teria subtraído ou mitigado a eficácia da decisão paradigma, não comporta acolhida. Isso porque, além de esta questão não ser objeto daquele writ – faltando-lhe assim, novamente, a necessária identidade material – a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que, mesmo nas hipóteses de controle abstrato, os efeitos de suas decisões não se estendem à atividade legiferante do Estado, podendo o legislador dispor sobre a mesma matéria declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que isso importe em desrespeito à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. [...] Ressalto, outrossim, que a decisão objeto do MS 34.220 ED/MA não opõe qualquer óbice à oferta da serventia em concurso público para seu regular provimento nos termos do art. 236 da Constituição Federal de 1988/88, e, portanto, não apresenta risco à finalização do Concurso para Outorga de Delegação de Serviços Notariais e de Registro do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA se ao teto constitucional de 90,25% do subsídio de Ministro do Supremo Tribunal Federal sobre a remuneração percebida, com o recolhimento do excedente ao FERJ), in litteris: [...] Com efeito, dos trechos do decisum acima transcritos, não restam dúvidas de que o interino está submetido ao teto remuneratório, razão pela qual o Sr. Ricardo da Silva Gonçalves, ao responder interinamente pela 1... Zona do Registro de Imóveis de São Luís, tem o dever de prestar contas/balancetes, conforme normativos do Conselho Nacional de Justiça e do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. [...] Outrossim, a alegação de que a edição da Lei Complementar n 182, de 20 de maio de 2016, pela Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, alterando a competência da delegação da 1... Zona do Registro de Imóveis de São Luís, na vigência do ato coator combatido no MS 34.220/MA, teria subtraído ou mitigado a eficácia da decisão paradigma, não comporta acolhida. Isso porque, além de esta questão não ser objeto daquele writ – faltando-lhe assim, novamente, a necessária identidade material – a jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que, mesmo nas hipóteses de controle abstrato, os efeitos de suas decisões não se estendem à atividade legiferante do Estado, podendo o legislador dispor sobre a mesma matéria declarada inconstitucional pelo Supremo, ainda que no âmbito de processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade, sem que isso importe em desrespeito à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. [...] Ressalto, outrossim, que a decisão objeto do MS 34.220 ED/MA não opõe qualquer óbice à oferta da serventia em concurso público para seu regular provimento nos termos do art. 236 da Constituição Federal de 1988/88, e, portanto, não apresenta risco à finalização do Concurso para Outorga de Delegação de Serviços Notariais e de Registro do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA objeto do edital 01/2016 e que já se encontra com resultado divulgado e em fase de finalização. Por fim, importa considerar que a questão acerca da remuneração do reclamante em razão do exercício da interinidade na mencionada serventia, além de desbordar dos limites da decisão liminar do MS 34.220 ED/MA, não encontra espaço para debate na presente reclamatória, em razão de a matéria ser objeto do MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora reclamante, em que, inclusive, já há decisão monocrática da lavra do Ministro Gilmar Mendes : ‘Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato do Corregedor Nacional de Justiça consistente na determinação de observância do teto remuneratório aos interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais. Na inicial, o impetrante alega que: (a) em 11 de junho de 2014, teria sido designado para responder interinamente pelo Cartório de Registro de Imóveis da 1... Zona de Registro de Imóveis da Comarca de São Luís/MA; e (b) em razão de ato do Corregedor Nacional de Justiça, estaria sujeito ao teto constitucional da remuneração dos servidores públicos. [...] Decido. A Segunda Turma, ao julgar o MS 29.189 ED-ED-AgR (Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 4.8.2015), firmou entendimento no sentido da incidência do teto remuneratório constitucional, previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal de 1988, aos substitutos interinos de serventias extrajudiciais. [...] No mesmo sentido, a Primeira Turma, ao julgar o MS 30.180 AgR (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 21.11.2014), decidiu que: Agravo regimental em mandado de segurança. Serventia extrajudicial. Provimento originário sem prévia aprovação em concurso público. Submissão da remuneração do responsável interino pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA objeto do edital 01/2016 e que já se encontra com resultado divulgado e em fase de finalização. Por fim, importa considerar que a questão acerca da remuneração do reclamante em razão do exercício da interinidade na mencionada serventia, além de desbordar dos limites da decisão liminar do MS 34.220 ED/MA, não encontra espaço para debate na presente reclamatória, em razão de a matéria ser objeto do MS 33.304/MA, impetrado pelo próprio ora reclamante, em que, inclusive, já há decisão monocrática da lavra do Ministro Gilmar Mendes : ‘Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra ato do Corregedor Nacional de Justiça consistente na determinação de observância do teto remuneratório aos interinos responsáveis pelos trabalhos de serventias extrajudiciais. Na inicial, o impetrante alega que: (a) em 11 de junho de 2014, teria sido designado para responder interinamente pelo Cartório de Registro de Imóveis da 1... Zona de Registro de Imóveis da Comarca de São Luís/MA; e (b) em razão de ato do Corregedor Nacional de Justiça, estaria sujeito ao teto constitucional da remuneração dos servidores públicos. [...] Decido. A Segunda Turma, ao julgar o MS 29.189 ED-ED-AgR (Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 4.8.2015), firmou entendimento no sentido da incidência do teto remuneratório constitucional, previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal de 1988, aos substitutos interinos de serventias extrajudiciais. [...] No mesmo sentido, a Primeira Turma, ao julgar o MS 30.180 AgR (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 21.11.2014), decidiu que: Agravo regimental em mandado de segurança. Serventia extrajudicial. Provimento originário sem prévia aprovação em concurso público. Submissão da remuneração do responsável interino pela serventia extrajudicial ao teto constitucional. 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA Agravo regimental não provido. [...] Ante o exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao mandado de segurança”. Por outro lado, a jurisprudência desta Corte admite a limitação dos emolumentos, com consequente aplicabilidade do art. 37, XI, da Constituição Federal, aos investidos interinamente na delegação. Nesse sentido: “Ementa: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA, SEM CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. LIMITAÇÃO DOS EMOLUMENTOS. APLICABILIDADE DO ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO, AOS INVESTIDOS INTERINAMENTE NA DELEGAÇÃO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3... da Constituição Federal de 1988/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3..., da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA Agravo regimental não provido. [...] Ante o exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao mandado de segurança”. Por outro lado, a jurisprudência desta Corte admite a limitação dos emolumentos, com consequente aplicabilidade do art. 37, XI, da Constituição Federal, aos investidos interinamente na delegação. Nesse sentido: “Ementa: CONSTITUCIONAL. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. PROVIMENTO, MEDIANTE PERMUTA, SEM CONCURSO PÚBLICO. ILEGITIMIDADE. ART. 236, E PARÁGRAFOS, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS, COM EFEITOS IMEDIATOS, MESMO ANTES DA LEI 9.835/1994. INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 54 DA LEI 9.784/1999. PRECEDENTES DO PLENÁRIO. LIMITAÇÃO DOS EMOLUMENTOS. APLICABILIDADE DO ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO, AOS INVESTIDOS INTERINAMENTE NA DELEGAÇÃO. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o art. 236, caput, e o seu § 3... da Constituição Federal de 1988/88 são normas autoaplicáveis, que incidiram imediatamente desde a sua vigência, produzindo efeitos, portanto, mesmo antes do advento da Lei 8.935/1994. Assim, a partir de 5/10/1988, o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais, inclusive em se tratando de remoção, observado, relativamente a essa última hipótese, o disposto no art. 16 da referida lei, com a redação que lhe deu a Lei 10.506/2002. As normas estaduais editadas anteriormente, que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público, são incompatíveis com o art. 236, § 3..., da Constituição, razão pela qual não foram por essa recepcionadas. 2. É igualmente firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a atividade notarial e de registro, sujeita a regime jurídico de caráter privado, é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos, 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RCL 27026 AGR / MA cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta, com ofensa ao art. 236, § 3..., da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Aplica-se a quem detém interinamente a serventia extrajudicial a limitação do teto, prevista no art. 37, XI, da Constituição. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS 29.189-ED-ED-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki - grifei). Na mesma esteira: MS 29.088-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki; MS 29.109/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 29.285/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, entre outros. Reitero, do mesmo modo, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de não admitir o uso da reclamação como sucedâneo de recurso. Eis os precedentes já mencionados: Rcl 18.344- AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.157-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello e Rcl 20.713-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego provimento ao agravo. 21 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Supremo Tribunal Federal RCL 27026 AGR / MA cujos cargos não se confundem. 3. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, em reiterados julgamentos, assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos, de que trata o art. 54 da Lei 9.784/1999, não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988, sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 236. 4. É legítima, portanto, a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial, sem concurso público, decorrente de permuta, com ofensa ao art. 236, § 3..., da Constituição. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28.440 AgR, de minha relatoria, na Sessão do Plenário de 19/6/2013. 5. Aplica-se a quem detém interinamente a serventia extrajudicial a limitação do teto, prevista no art. 37, XI, da Constituição. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS 29.189-ED-ED-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki - grifei). Na mesma esteira: MS 29.088-AgR/DF, Rel. Min. Teori Zavascki; MS 29.109/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia; MS 29.285/DF, Rel. Min. Roberto Barroso, entre outros. Reitero, do mesmo modo, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de não admitir o uso da reclamação como sucedâneo de recurso. Eis os precedentes já mencionados: Rcl 18.344- AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; Rcl 23.157-AgR/BA, Rel. Min. Celso de Mello e Rcl 20.713-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli. Isso posto, nego provimento ao agravo. 21 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880819. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 18/05/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : RICARDO DA SILVA GONCALVES ADV.(A/S) : LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA (19445/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : CORREGEDORA-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889632 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 27.026 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : RICARDO DA SILVA GONCALVES ADV.(A/S) : LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA (19445/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO INTDO.(A/S) : CORREGEDORA-GERAL DA JUSTIÇA DO ESTADO DO MARANHÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Impedido o Ministro Gilmar Mendes. Segunda Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Marília Montenegro Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14889632 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 34 . 220 / DF", "RECLAMAÇÃO", "MS 34 . 220 . 17", "MS 34 . 220", "RCL 27026 AGR /", "MS 34 . 220", "MS 34 . 220", "RCL 27026 AGR /", "MS 33 . 304 / MA", "MS 34 . 220", "RCL 27026 AGR /", "MS 33 . 304 / MA", "MS 34 . 220", "RECLAMAÇÃO 27 . 026", "Mandado de Segurança 34 . 220 / MA", "Mandado de Segurança 34 . 220 / MA", "MS 34 . 220 / MA", "MS n 34 . 220", "RCL 27026 AGR", "MS 34 . 220 / MA", "MS n 34 . 220", "RCL 27026 AGR /", "RCL 27026 AGR", "RCL 27026 AGR / MA", "Rcl 19 . 837 - AgR", "Rcl 22 . 608 - AgR", "Rcl 19 . 240 - AgR", "RCL 27026 AGR / MA", "Rcl 19 . 837 - AgR", "Rcl 22 . 608 - AgR", "Rcl 19 . 240 - AgR", "RCL 27026 AGR / MA", "MS 34 . 220 / MA", "MS 34 . 220 ED / MA", "Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000", "RCL 27026 AGR", "MS 34 . 220 / MA", "MS 34 . 220 ED / MA", "Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000", "RCL 27026 AGR / MA", "autos", "n 0051681 -", "11 .", "2014", ".", "4", ".", "01", ".", "3700", "RCL 27026 AGR / MA", "n", "0051681", "-", "11 .", "2014", ".", "n 0051681 - 11 . 2014 . 4 . 01 . 3700", "RCL 27026 AGR / MA", "RCL 27026 AGR / MA", "RCL 27026 AGR / MA", "RCL", "RCL", "51681", "-", "11", ".", "2014", ".", "4", ".", "01", ".", "3700", "RCL", "RCL 27026 AGR / MA", "Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000", "MS n 34 . 220 / MA", "MS 34 . 220 / MA", "RCL 27026 AGR / MA", "Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000", "MS n 34 . 220 / MA", "MS 34 .", "RCL 27026 AGR", "RCL 27026 AGR /", "RCL 27026", "Rcl 13 .", "Rcl 14 . 156 AgR", "Rcl 2 . 617 AgR", "Rcl . 17 . 217 AgR", "MS 34 . 220 ED / MA", "MS 34 . 220 ED / MA", "MS 33 . 304 / MA", "Rcl 13 . 019 AgR", "Rcl 14 . 156 AgR", "Rcl 2 . 617 AgR", "Rcl . 17 . 217 AgR", "MS 34 . 220 ED / MA", "MS 34 . 220 ED / MA", "MS 33 . 304 / MA", "MS 29 . 189 ED - ED - AgR", "MS 33304 / MA", "MS 29 . 189 ED - ED -", "MS 33304 / MA", "MS 28 . 440 AgR", "RCL 27026 AGR", "MS 28 . 440 AgR", "RCL 27026", "MS 30 . 180 AgR", "MS n 29 . 192 / DF", "Rcl 18 . 344 - AgR / SP", "Rcl 23 . 157 - AgR", "Rcl 20 , 713 - AgR", "RCL 27026 AGR /", "MS 30 . 180 AgR", "MS n 29 . 192 / DF", "Rcl 18 . 344 - AgR / SP", "Rcl 23 . 157 - AgR", "Rcl 20 , 713 - AgR", "RCL 27026 AGR", "MS 34 . 220 / MA", "MS 34 . 220 ED / MA", "Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000", "MS 34 . 220 / MA", "MS 34 . 220 ED / MA", "Reclamação Disciplinar n 00022767220162000000", "n 0051681 -", "11 .", "2014", ".", "4", ".", "01", ".", "3700", "n", "0051681", "-", "11", ".", "2014", ".", "4", ".", "01", ".", "3700", "RCL 27026", "2014", ".", "4", ".", "01", ". 3700", "-", "11", ".", "2014", ".", "4", ".", ".", "3700", "MS 34 . 220 / MA", "MS 34 . 220 ED / MA", "MS 34 . 220 / MA", "MS 34 . 220 ED / MA", "RCL 27026 AGR / MA", "MS 34 . 220 ED / MA", "MS 33 . 304 / MA", "MS 29 . 189 ED - ED - AgR", "MS 30 . 180 AgR", "RCL 27026 AGR / MA", "MS 34 . 220 ED / MA", "MS 33 . 304 / MA", "MS 29 . 189 ED - ED - AgR", "MS 30 . 180 AgR", "RCL 27026 AGR /", "RCL 27026", "RCL 27026 AGR / MA", "MS 28 . 440 AgR", "MS 29 . 189 - ED - ED - AgR / DF", "MS 29 . 088 - AgR / DF", "MS 29 . 109 / DF", "MS 29 . 285 / DF", "Rcl 18 . 344 - AgR / SP", "Rcl 23 . 157 - AgR / BA", "RCL", "MS 28 . 440 AgR", "MS 29 . 189 - ED - ED - AgR / DF", "MS 29 . 088 - AgR / DF", "MS 29 . 109 / DF", "MS 29 . 285 / DF", "Rcl 18 . 344 - AgR / SP", "Rcl 23 . 157 - AgR / BA", "Rcl 20 . 713 - AgR / RJ", "RECLAMAÇÃO", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "Provimento n 34 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal", ".", "37 , XI , da Constituição Federal", "Resolução n 80 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "Resolução n 80 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 , I , o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "RISTF", "art . 102 , I , l , da Constituição da República", "art . 988 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 , I , o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "RISTF", "art . 102 , I , l , da Constituição da República", "art . 988 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 437", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 437", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 1 . . . F da Lei n 949497", "artigo 20 4 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "1", ".", ".", "F da Lei n 949497", "artigo 20 4 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Constituição Federal de 1988", "Ato da", "Presidência n 009 / 2010", "RESOLGP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Constituição Federal de 1988", "Ato", "RESOLGP", "-", "49", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Complementar n 182", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei Complementar n 182", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 236 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 236 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 236 ,", "CONSTITUIÇÃO", "LEI 9 . 835 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200", "ART . 236 , E PARÁGRAFOS , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "LEI 9 . 835 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 54 DA LEI 9 . 784 / 1999", "ART . 37 , XI , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 236 , caput ,", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei 8 . 935 / 1994", "Lei 10 . 506 / 2002", "art . 236 , § 3 . . . , da Constituição", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999", "Constituição de 1988", "art . 236 , § 3 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 54 DA LEI 9 . 784 / 1999", "ART . 37 , XI , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 236 , caput , e", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei 8 . 935 / 1994", "Lei 10 . 506 / 2002", "art . 236 , § 3", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999", "Constituição de 1988", "art . 236 , § 3 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Constituição", "art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal de 1988", "art . 28 da Lei n 8 . 935 / 1994", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Constituição", "art . 236 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal de 1988", "art . 28 da Lei n 8 . 935 / 1994", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 182", "art . 236 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 182", "art . 236 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "ART . 236 ,", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "LEI 9 . 835 / 1994", "ART . 54 DA LEI 9 . 784 / 1999", "ART . 37 , XI , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 236 , caput , e", "Lei 8 . 935 / 1994", "Lei 10 . 506 / 2002", "art . 236 , § 3 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art .", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "ART . 236 , E PARÁGRAFOS , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "LEI 9 . 835 / 1994", "ART . 54 DA LEI 9 . 784 / 1999", "ART . 37 , XI , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 236 , caput , e o seu § 3 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei 8 . 935 / 1994", "Lei 10 . 506 / 2002", "art . 236 , § 3 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999", "Constituição de 1988", "art . 236 , § 3 . . . , da Constituição", "art . 37 , XI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei 9 . 784 / 1999", "Constituição de 1988", "art . 236 , § 3 . . . , da Constituição", "art . 37 , XI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "Brasília", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "Zona da Comarca de São Luís - MA", "Estado", "Zona da Comarca de São Luís - MA", "Estado do Maranhão", "Zona", "São Luís / MA", "Zona", "São Luís / MA", "MARANHÃO", "Comarca de Rosário / MA", "Estado do Maranhão", "Passagem Franca", "MA", "Estado do Maranhão", "Passagem Franca / MA", "Zona do Registro de Imóveis de São Luís", "Zona de Registro de Imóveis de São Luis / MA", "Zona de Registro de", "Zona do Registro de Imóveis de São Luís", "Zona de Registro de Imóveis de São Luis / MA", "Zona de Registro de Imóveis de São Luís / MA", "Zona de Registro de Imóveis de São Luís / MA", "Zona de Registro de Imóveis de São Luís / MA", "Zona de Registro de Imóveis de São Luís / MA", "Maranhão", "Estado do Maranhão", "Maranhão", "Estado do Maranhão", "Comarca de Rosário ( MA", "Zona de Registro", "São Luís / MA", "Zona de Registro", "Zona de Registro de", "Zona do Registro de Imóveis de São Luís", "Zona de Registro e", "Zona de Registro de Imóveis de São Luís / MA", "Zona do Registro", "Zona de", "9 Luís / MA", "Zona de Registro", "Zona de Registro de", "Zona de", "Estado do Maranhão", "Estado do Maranhão", "Zona de Registro de Imóveis da Comarca de São Luís / MA", "Comarca de São Luís MA", "Zona de Registro de", "Comarca de São Luís / MA", "Zona de Registros", "Comarca de São Luís MA", "Zona de Registro de Imóveis de São Luís / MA", "Zona do Registro de Imóveis de São Luís", "Zona", "Zona do Registro de Imóveis de São Luís", "1", "Zona de Registro de Imóveis da", "Comarca de São Luís / MA", "Zona de Registro de", "Comarca de São Luís / MA", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO", "ESTADO DO MARANHÃO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Lista", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MARANHÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Zona de Registro de Imóveis de", "Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Corregedoria do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Estado do", "Procuradoria", "Associação dos Titulares de Cartório do Maranhão", "ATC", "/", "MA", "Associação dos Notários e Registradores do Estado do Maranhão", "ANOREG", "/", "MA", "Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartório", "ANDECC", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Estado", "Procuradoria Geral", "Associação dos Titulares de Cartório do Maranhão", "ATC", "/", "MA", "Associação dos Notários e Registradores do Estado do Maranhão", "ANOREG", "/", "MA", "Associação Nacional de Defesa dos Concursos para Cartório", "ANDECC", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do 4", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CNJ", "ANOREG", "ANOREG", "/", "MA", "Corregedoria", "CNJ", "ANOREG", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CNJ", "ANOREG", "CNJ", "ANOREG", "/", "MA", "Corregedoria do", "CNJ", "ANOREG", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "3", ".", ".", ". Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão", "3", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "3", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão", "3", ".", ".", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "FERJ", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "FERJ", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Procuradoria Geral do Estado", "Seção Judiciária do Maranhão", "3", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Procuradoria Geral do Estado", "Seção Judiciária do Maranhão", "3", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "3", ".", ".", ". Vara Federal", "Corregedoria Geral de Justiça", "Fundo Estadual de Reaparelhamento do Poder Judiciário", "FERJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fundo Especial de Modernização e Reaparelhamento do Judiciário", "FERJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "3", ". . . Vara Federal", "Fundo Estadual de Reaparelhamento do Poder Judiciário", "FERJ", "Zona de Registro e Imóveis de São", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fundo Especial de Modernização e Reaparelhamento do Judiciário", "FERJ", "Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Zona de Registros de Imóveis de São Luís", "CNJ", "Zona de Registros de Imóveis de São Luís", "Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão", "Zona do Registro de Imóveis de São Luís", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Zona de Registros de Imóveis de São Luís", "CNJ", "Zona de Registros de Imóveis de São Luís", "Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão", "Zona do Registro de Imóveis de São Luís", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MA", "Suprema Corte", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MA", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MA", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MA", "Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "CNJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "ANOREG", "CNJ", "3", "Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão", "3", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "ANOREG", "CNJ", "Zona de Registro de Imóveis de São Luís / MA", "3", ".", ".", ".", "Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão", "3", "Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Maranhão", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão", "Suprema", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "FERJ", "Conselho Nacional de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão", "Zona do Registro de Imóveis de", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO DA SILVA GONCALVES", "LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO DA SILVA GONCALVES", "LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO DA SILVA GONCALVES", "LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo da Silva Gonçalvez", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo da Silva Gonçalvez", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz", "Clodomir Sebastião Reis", "Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz", "Clodomir Sebastião Reis", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo da Silva Gonçalves", "Ricardo da Silva Gonçalves", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo da Silva Gonçalves", "Ricardo da Silva Gonçalves", "Ricardo da Silva Gonçalves", "Ricardo da Silva Gonçalves", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo da Silva Gonçalves", "Ricardo da Silva Gonçalves", "Dias Toffoli", "Ricardo da Silva Gonçalves", "Ricardo da Silva Gonçalves", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO DA SILVA GONÇALVES", "RICARDO DA SILVA GONÇALVES", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO DA SILVA GONÇALVES", "RICARDO DA SILVA GONÇALVES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Cezar Peluso", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Cezar Peluso", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz", "Clodomir Sebastião Reis", "Ricardo da Silva Gonçalves", "Anildes de Jesus Bernardes Chaves Cruz", "Clodomir Sebastião Reis", "Ricardo da Silva Gonçalves", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo da Silva Gonçalves", "Ricardo da Silva Gonçalves", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO DA SILVA GONCALVES", "LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO DA SILVA GONCALVES", "LUÍS FELIPE FREIRE LISBÔA", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Marília Montenegro" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "15 de dezembro de 2009", "2011", "02", ".", "03", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "15 de dezembro de 2009", "2011", "02", ".", "03", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "05", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "05", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "12", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "9", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "9", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de junho de 1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de junho de 1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11062014", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de maio de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de maio de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de junho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "10", "/", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "10", "/", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2013", "21", ".", "11", ".", "2014", "10", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2013", "21", ".", "11", ".", "2014", "10", "/", "10", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de maio de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de maio de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de junho de 2014", "4", ".", "8", ".", "2015", "21", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de junho de 2014", "4", ".", "8", ".", "2015", "21", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "10", "/", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "10", "/", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FRANCESCO IOVENE ADV.(A/S) :CAROLINE SOUZA SANTANA AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS LEME DE RISO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental não são aptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - É ônus da parte recorrente apresentar a preliminar, formal e fundamentada, de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias que evidenciem, no caso concreto, a transcendência dos interesses subjetivos da causa, para que seja atendido o requisito previsto no art. 543-A, § 2°, do CPC/1973, o que não foi observado pela parte recorrente. III - É inviável o recurso extraordinário cuja questão constitucional nele arguida não tiver sido prequestionada. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. IV - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4° do CPC. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851715. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 1113596 AGR / BA unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851715. Supremo Tribunal Federal RE 1113596 AGR / BA unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FRANCESCO IOVENE ADV.(A/S) :CAROLINE SOUZA SANTANA AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS LEME DE RISO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, diante da deficiência de fundamentação da preliminar de repercussão geral e da falta de prequestionamento dos dispositivos constitucionais apontados como violados (documento eletrônico 59). Em face dessa decisão, a parte agravante opôs embargos de declaração, rejeitados, com aplicação de multa, ante a ausência dos pressupostos de embargabilidade e seu manifesto caráter protelatório (documento eletrônico 63). No presente agravo regimental (documento eletrônico 64) sustenta- se, em síntese, que: i) a matéria teria sido devidamente prequestionada pelo acórdão recorrido; ii) a existência da repercussão geral foi devidamente demonstrada nas razões do recurso extraordinário; e iii) não teria sido oportunizado ao advogado da recorrente a possibilidade de realizar sustentação oral no Juízo a quo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851716. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FRANCESCO IOVENE ADV.(A/S) :CAROLINE SOUZA SANTANA AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS LEME DE RISO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, diante da deficiência de fundamentação da preliminar de repercussão geral e da falta de prequestionamento dos dispositivos constitucionais apontados como violados (documento eletrônico 59). Em face dessa decisão, a parte agravante opôs embargos de declaração, rejeitados, com aplicação de multa, ante a ausência dos pressupostos de embargabilidade e seu manifesto caráter protelatório (documento eletrônico 63). No presente agravo regimental (documento eletrônico 64) sustenta- se, em síntese, que: i) a matéria teria sido devidamente prequestionada pelo acórdão recorrido; ii) a existência da repercussão geral foi devidamente demonstrada nas razões do recurso extraordinário; e iii) não teria sido oportunizado ao advogado da recorrente a possibilidade de realizar sustentação oral no Juízo a quo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851716. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 BAHIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. COMISSÃO DE CORRETAGEM. VENDA DE IMÓVEL. CONTRATO VERBAL. INTERMEDIAÇÃO COMPROVADA. NEGÓCIO CONSUMADO. COMISSÃO DEVIDA. PRELIMINARES REJEITADAS. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO À APRECIAÇÃO DA MATÉRIA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA PARA DEFINIR OS HONORÁRIOS DE CORRETAGEM. REVELIA. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. ART. 46 DA LEI Nº. 9.099/95. SEM CONDENÇÃO EM CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATICIOS EM RAZÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA’ (pág. 1 do documento eletrônico 10). Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, sustentou-se, em suma, violação ao art. 5°, LIV e LV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 BAHIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. COMISSÃO DE CORRETAGEM. VENDA DE IMÓVEL. CONTRATO VERBAL. INTERMEDIAÇÃO COMPROVADA. NEGÓCIO CONSUMADO. COMISSÃO DEVIDA. PRELIMINARES REJEITADAS. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO À APRECIAÇÃO DA MATÉRIA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA PARA DEFINIR OS HONORÁRIOS DE CORRETAGEM. REVELIA. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. ART. 46 DA LEI Nº. 9.099/95. SEM CONDENÇÃO EM CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATICIOS EM RAZÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA’ (pág. 1 do documento eletrônico 10). Neste RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, sustentou-se, em suma, violação ao art. 5°, LIV e LV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1113596 AGR / BA versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos da causa. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1º, do RISTF. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPROBIDADE. ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. 1. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Precedente. 2. A solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que é inviável nesta fase recursal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 814.690- AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 7.3.2017. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Supremo Tribunal Federal RE 1113596 AGR / BA versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos da causa. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1º, do RISTF. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPROBIDADE. ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. 1. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Precedente. 2. A solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que é inviável nesta fase recursal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 814.690- AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 7.3.2017. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1113596 AGR / BA os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela-se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe à alegação genérica de que a questão em debate é dotada de repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo. Ressalto, ainda, que a compensação recíproca dos honorários advocatícios determinada na primeira instância, observando-se o art. 98, § 3º, do CPC, refere-se unicamente ao mínimo legal, restando à recorrente a condenação ao pagamento do valor excedente à compensação como consequência da majoração ora operada’ (ARE 1.023.387-AgR/SP, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma). Além disso, ainda que superado esse óbice, o recurso não prosperaria. Isso porque os dispositivos constitucionais arguidos pelo recorrente não foram prequestionados. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/STF. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Supremo Tribunal Federal RE 1113596 AGR / BA os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela-se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe à alegação genérica de que a questão em debate é dotada de repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo. Ressalto, ainda, que a compensação recíproca dos honorários advocatícios determinada na primeira instância, observando-se o art. 98, § 3º, do CPC, refere-se unicamente ao mínimo legal, restando à recorrente a condenação ao pagamento do valor excedente à compensação como consequência da majoração ora operada’ (ARE 1.023.387-AgR/SP, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma). Além disso, ainda que superado esse óbice, o recurso não prosperaria. Isso porque os dispositivos constitucionais arguidos pelo recorrente não foram prequestionados. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/STF. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1113596 AGR / BA questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis nºs 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP nº 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do RISTF).” (documento eletrônico 95). Observa-se, ainda, que em face dessa decisão foram opostos embargos de declaração, rejeitados, com aplicação de multa, ante a ausência dos pressupostos de embargabilidade e seu manifesto caráter protelatório (documento eletrônico 63). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Supremo Tribunal Federal RE 1113596 AGR / BA questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis nºs 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP nº 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do RISTF).” (documento eletrônico 95). Observa-se, ainda, que em face dessa decisão foram opostos embargos de declaração, rejeitados, com aplicação de multa, ante a ausência dos pressupostos de embargabilidade e seu manifesto caráter protelatório (documento eletrônico 63). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : FRANCESCO IOVENE ADV.(A/S) : CAROLINE SOUZA SANTANA (BA037590/) AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : DOUGLAS LEME DE RISO (110852/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803248 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : FRANCESCO IOVENE ADV.(A/S) : CAROLINE SOUZA SANTANA (BA037590/) AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : DOUGLAS LEME DE RISO (110852/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803248 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747859208
2018-06-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental não são aptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - É ônus da parte recorrente apresentar a preliminar, formal e fundamentada, de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias que evidenciem, no caso concreto, a transcendência dos interesses subjetivos da causa, para que seja atendido o requisito previsto no art. 543-A, § 2°, do CPC/1973, o que não foi observado pela parte recorrente. III - É inviável o recurso extraordinário cuja questão constitucional nele arguida não tiver sido prequestionada. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. IV - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4° do CPC.
sjur388337
Número de páginas: 8. Análise: 10/08/2018, MAD.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1113596
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1113596 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FRANCESCO IOVENE ADV.(A/S) : CAROLINE SOUZA SANTANA AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : DOUGLAS LEME DE RISO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FRANCESCO IOVENE ADV.(A/S) :CAROLINE SOUZA SANTANA AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS LEME DE RISO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental não são aptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - É ônus da parte recorrente apresentar a preliminar, formal e fundamentada, de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias que evidenciem, no caso concreto, a transcendência dos interesses subjetivos da causa, para que seja atendido o requisito previsto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, o que não foi observado pela parte recorrente. III - É inviável o recurso extraordinário cuja questão constitucional nele arguida não tiver sido prequestionada. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4... do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851715. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851715. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FRANCESCO IOVENE ADV.(A/S) :CAROLINE SOUZA SANTANA AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS LEME DE RISO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, diante da deficiência de fundamentação da preliminar de repercussão geral e da falta de prequestionamento dos dispositivos constitucionais apontados como violados (documento eletrônico 59). Em face dessa decisão, a parte agravante opôs embargos de declaração, rejeitados, com aplicação de multa, ante a ausência dos pressupostos de embargabilidade e seu manifesto caráter protelatório (documento eletrônico 63). No presente agravo regimental (documento eletrônico 64) sustenta- se, em síntese, que: i) a matéria teria sido devidamente prequestionada pelo acórdão recorrido; ii) a existência da repercussão geral foi devidamente demonstrada nas razões do recurso extraordinário; e iii) não teria sido oportunizado ao advogado da recorrente a possibilidade de realizar sustentação oral no Juízo a quo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851716. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :FRANCESCO IOVENE ADV.(A/S) :CAROLINE SOUZA SANTANA AGDO.(A/S) :MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS LEME DE RISO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, diante da deficiência de fundamentação da preliminar de repercussão geral e da falta de prequestionamento dos dispositivos constitucionais apontados como violados (documento eletrônico 59). Em face dessa decisão, a parte agravante opôs embargos de declaração, rejeitados, com aplicação de multa, ante a ausência dos pressupostos de embargabilidade e seu manifesto caráter protelatório (documento eletrônico 63). No presente agravo regimental (documento eletrônico 64) sustenta- se, em síntese, que: i) a matéria teria sido devidamente prequestionada pelo acórdão recorrido; ii) a existência da repercussão geral foi devidamente demonstrada nas razões do recurso extraordinário; e iii) não teria sido oportunizado ao advogado da recorrente a possibilidade de realizar sustentação oral no Juízo a quo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851716. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 BAHIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. COMISSÃO DE CORRETAGEM. VENDA DE IMÓVEL. CONTRATO VERBAL. INTERMEDIAÇÃO COMPROVADA. NEGÓCIO CONSUMADO. COMISSÃO DEVIDA. PRELIMINARES REJEITADAS. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO À APRECIAÇÃO DA MATÉRIA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA PARA DEFINIR OS HONORÁRIOS DE CORRETAGEM. REVELIA. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. ART. 46 DA LEI n. 9.099/95. SEM CONDENÇÃO EM CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATICIOS EM RAZÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA’ (pág. 1 do documento eletrônico 10). Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, sustentou-se, em suma, violação ao art. 5..., LIV e LV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 BAHIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘CIVIL. AÇÃO DE COBRANÇA. COMISSÃO DE CORRETAGEM. VENDA DE IMÓVEL. CONTRATO VERBAL. INTERMEDIAÇÃO COMPROVADA. NEGÓCIO CONSUMADO. COMISSÃO DEVIDA. PRELIMINARES REJEITADAS. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO À APRECIAÇÃO DA MATÉRIA. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA PARA DEFINIR OS HONORÁRIOS DE CORRETAGEM. REVELIA. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. ART. 46 DA LEI n. 9.099/95. SEM CONDENÇÃO EM CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATICIOS EM RAZÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA’ (pág. 1 do documento eletrônico 10). Neste Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, sustentou-se, em suma, violação ao art. 5..., LIV e LV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O recorrente, apesar de afirmar a existência de repercussão geral no recurso extraordinário, não demonstrou as razões pelas quais entende que a questão constitucional aqui Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos da causa. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1..., do RISTF. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPROBIDADE. ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Precedente. 2. A solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é inviável nesta fase recursal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 814.690- AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 7.3.2017. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA versada seria relevante, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, e ultrapassaria os interesses subjetivos da causa. A mera alegação de existência do requisito, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, introduzido pela Lei 11.418/2006, e no art. 327, § 1..., do RISTF. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPROBIDADE. ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. EXIGÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. A peça de recurso, portanto, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Precedente. 2. A solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que é inviável nesta fase recursal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 814.690- AgR/RS, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 7.3.2017. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte recorrente demonstrar fundamentadamente a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, mediante o desenvolvimento de argumentação que, de maneira explícita e clara, revele o ponto em que a matéria veiculada no recurso transcende 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela-se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe à alegação genérica de que a questão em debate é dotada de repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo. Ressalto, ainda, que a compensação recíproca dos honorários advocatícios determinada na primeira instância, observando-se o art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil, refere-se unicamente ao mínimo legal, restando à recorrente a condenação ao pagamento do valor excedente à compensação como consequência da majoração ora operada’ (ARE 1.023.387-AgR/SP, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma). Além disso, ainda que superado esse óbice, o recurso não prosperaria. Isso porque os dispositivos constitucionais arguidos pelo recorrente não foram prequestionados. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA os limites subjetivos do caso concreto do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico. 2. Revela-se deficiente a fundamentação da existência de repercussão geral de recurso extraordinário que se restringe à alegação genérica de que a questão em debate é dotada de repercussão geral. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, devendo ser observados os §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo. Ressalto, ainda, que a compensação recíproca dos honorários advocatícios determinada na primeira instância, observando-se o art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil, refere-se unicamente ao mínimo legal, restando à recorrente a condenação ao pagamento do valor excedente à compensação como consequência da majoração ora operada’ (ARE 1.023.387-AgR/SP, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma). Além disso, ainda que superado esse óbice, o recurso não prosperaria. Isso porque os dispositivos constitucionais arguidos pelo recorrente não foram prequestionados. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis ns 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP n 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF).” (documento eletrônico 95). Observa-se, ainda, que em face dessa decisão foram opostos embargos de declaração, rejeitados, com aplicação de multa, ante a ausência dos pressupostos de embargabilidade e seu manifesto caráter protelatório (documento eletrônico 63). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional. 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis ns 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP n 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF).” (documento eletrônico 95). Observa-se, ainda, que em face dessa decisão foram opostos embargos de declaração, rejeitados, com aplicação de multa, ante a ausência dos pressupostos de embargabilidade e seu manifesto caráter protelatório (documento eletrônico 63). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851717. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : FRANCESCO IOVENE ADV.(A/S) : CAROLINE SOUZA SANTANA (BA037590/) AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : DOUGLAS LEME DE RISO (110852/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803248 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.113.596 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : FRANCESCO IOVENE ADV.(A/S) : CAROLINE SOUZA SANTANA (BA037590/) AGDO.(A/S) : MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : DOUGLAS LEME DE RISO (110852/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processo para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desse feito o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747803248 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 113 . 596", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA", "Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 113 . 596", "Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 814 . 690 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 814 . 690 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA", "ARE 1 . 023 . 387 - AgR / SP", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 772 . 836 - AgR / PE", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 1113596 AGR", "ARE 1 . 023 . 387 - AgR / SP", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 772 . 836 - AgR", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA", "Recurso Extraordinário 1113596 AGR / BA", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 113 . 596", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 113 . 596" ], "LEGISLACAO": [ "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 1 . 021 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 46 DA LEI n . 9 . 099 / 95", "art . 102 , III , a , da Constituição", "art . 5 . . . , LIV e LV ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 46 DA LEI n . 9 . 099 / 95", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Lei 11 . 418 / 2006", "art . 327 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do", "Código de Processo Civil / 1973", "Lei 11 . 418 / 2006", "art . 327 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "art . 98 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns 8 . 212 / 91", "11", ".", "941", "/", "09", "Decreto 3 . 048 / 99", "IN MPS /", "SRP n 3 / 05", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns 8 . 212 / 91", "11", ".", "941", "/", "09", "Decreto 3 . 048 / 99", "IN", "MPS", "/", "SRP n 3 / 05", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "Brasília", "Brasília", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "AG", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Fundo de Participação dos Municípios", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "BA", "Segunda Turma", "/", "PE", "Fundo de Participação dos Municípios", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "FRANCESCO IOVENE", "CAROLINE SOUZA SANTANA", "MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA", "DOUGLAS LEME DE RISO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FRANCESCO IOVENE", "CAROLINE SOUZA SANTANA", "MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA", "DOUGLAS LEME DE RISO", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FRANCESCO IOVENE", "CAROLINE SOUZA SANTANA", "MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA", "DOUGLAS LEME DE RISO", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FRANCESCO IOVENE", "CAROLINE SOUZA SANTANA", "MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA", "DOUGLAS LEME DE RISO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FRANCESCO IOVENE", "CAROLINE SOUZA SANTANA", "MARIA AUXILIADORA SANTOS DE OLIVEIRA", "DOUGLAS LEME DE RISO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR TARTARI ADV.(A/S) :LUIZ VALDEMAR ALBRECHT INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DEMARCAÇÃO NÃO CONCLUÍDA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880573. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR TARTARI ADV.(A/S) :LUIZ VALDEMAR ALBRECHT INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário sob os argumentos de que 1) eventual violação à Constituição dar-se-ia de maneira meramente reflexa; e 2) incide, no caso, o óbice da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que há violação direta da Constituição, não sendo necessária a análise de legislação infraconstitucional e tampouco o reexame do conjunto fático-probatório, conforme se afere do seguinte trecho das razões recursais: “Não obstante este fato, o eg. Tribunal Regional Federal da 4ª Região deferiu a reintegração na posse do imóvel rural a não índios, sob o argumento de que o processo de demarcação da terra indígena ainda não se encontra finalizado com o respectivo decreto homologatório. Desse modo, cabe a essa eg. Corte, a partir das premissas fáticas firmadas pelas instâncias ordinárias, definir se o entendimento do eg. TRF 4ª Região no sentido de condicionar a permanência dos índios em terras já reconhecidas como de ocupação tradicional indígena à conclusão do respectivo procedimento de demarcação é compatível ou não com o disposto no artigo 231 da Constituição.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880574. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR TARTARI ADV.(A/S) :LUIZ VALDEMAR ALBRECHT INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário sob os argumentos de que 1) eventual violação à Constituição dar-se-ia de maneira meramente reflexa; e 2) incide, no caso, o óbice da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que há violação direta da Constituição, não sendo necessária a análise de legislação infraconstitucional e tampouco o reexame do conjunto fático-probatório, conforme se afere do seguinte trecho das razões recursais: “Não obstante este fato, o eg. Tribunal Regional Federal da 4ª Região deferiu a reintegração na posse do imóvel rural a não índios, sob o argumento de que o processo de demarcação da terra indígena ainda não se encontra finalizado com o respectivo decreto homologatório. Desse modo, cabe a essa eg. Corte, a partir das premissas fáticas firmadas pelas instâncias ordinárias, definir se o entendimento do eg. TRF 4ª Região no sentido de condicionar a permanência dos índios em terras já reconhecidas como de ocupação tradicional indígena à conclusão do respectivo procedimento de demarcação é compatível ou não com o disposto no artigo 231 da Constituição.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RE 1060701 AGR / RS Devidamente intimada, a parte agravada não apresentou manifestação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880574. Supremo Tribunal Federal RE 1060701 AGR / RS Devidamente intimada, a parte agravada não apresentou manifestação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que possui ementa com o seguinte cabeçalho (fl. 354, Vol. 6): ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. FUNAI. IMÓVEL RURAL. PROPRIEDADE PRIVADA. PROCESSO DEMARCATÓRIO NÃO FINALIZADO. INSUFICIÊNCIA DE INDÍCIOS DE OCUPAÇÃO TRADICIONAL. PROCEDÊNCIA DE AÇÃO. 1. Segundo o entendimento do STF: 'A proteção constitucional estende-se às terras ocupadas pelos índios considerando-se, para efeitos dessa ocupação, a data em que foi promulgada a vigente Constituição. Vale dizer, terras por eles já ocupadas há algum tempo, desde que existente a posse indígena'. 2. No caso dos autos, muito embora tenha sido publicada a portaria administrativa MJ/GM nº 498, no DOU de 26/04/2011, declarando a área de posse permanente do grupo kaigang, além do fato de que está tramitando processo demarcatório sobre a área, através do Decreto nº 1.755/96, o processo em questão ainda não foi finalizado com o decreto homologatório. Ou seja, enquanto o processo demarcatório ainda não se encontra finalizado, razão pela qual não há como afastar o direito do autor à retomada da sua posse, eis que legítima (EVENTO 23- PROCADN3). 3. Apelo a que se dá provimento. 4. Sucumbência redistribuída. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que possui ementa com o seguinte cabeçalho (fl. 354, Vol. 6): ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. FUNAI. IMÓVEL RURAL. PROPRIEDADE PRIVADA. PROCESSO DEMARCATÓRIO NÃO FINALIZADO. INSUFICIÊNCIA DE INDÍCIOS DE OCUPAÇÃO TRADICIONAL. PROCEDÊNCIA DE AÇÃO. 1. Segundo o entendimento do STF: 'A proteção constitucional estende-se às terras ocupadas pelos índios considerando-se, para efeitos dessa ocupação, a data em que foi promulgada a vigente Constituição. Vale dizer, terras por eles já ocupadas há algum tempo, desde que existente a posse indígena'. 2. No caso dos autos, muito embora tenha sido publicada a portaria administrativa MJ/GM nº 498, no DOU de 26/04/2011, declarando a área de posse permanente do grupo kaigang, além do fato de que está tramitando processo demarcatório sobre a área, através do Decreto nº 1.755/96, o processo em questão ainda não foi finalizado com o decreto homologatório. Ou seja, enquanto o processo demarcatório ainda não se encontra finalizado, razão pela qual não há como afastar o direito do autor à retomada da sua posse, eis que legítima (EVENTO 23- PROCADN3). 3. Apelo a que se dá provimento. 4. Sucumbência redistribuída. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1060701 AGR / RS “a”, da Constituição Federal, o recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu os artigos 5º, XXXV, LIV e LV, e 231 da Carta Magna. É o relatório. Decido. De início, pontuo que, em relação à alegação de afronta à ampla defesa e ao direito de ação, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Ademais, o Juízo de origem, ao apreciar a controvérsia, assim se manifestou nos autos (fls. 348/349, Vol. 6): A parte autora comprovou além da propriedade, através do registro de imóveis em seu nome (datado de 25/05/2004), que detinha a posse do imóvel até a invasão da área por parte dos indígenas, ocorrida no ano de 2011. Tal fato, inclusive, sequer é impugnado pelo réu. A perda da posse também está comprovada, sendo que a invasão ocorreu no mês de junho de 2011. Pois bem. No caso específico dos autos, a controvérsia da presente demanda reside no fato de que, segundo a requerida, o autor não faz jus à reintegração na posse em questão sob o argumento de que a área objeto do litígio já foi declarada de posse permanente do grupo Kaigang, razão pela qual, segundo a ré, o interesse público deve prevalecer sobre o privado. Muito embora tenha sido publicada a Portaria Administrativa MJ/GM nº 498, no DOU de 26/04/2011, declarando a área de posse permanente do grupo kaigang, aliado ao fato de que está tramitando processo demarcatório sobre a área, através do Decreto nº 1.755/96, o processo em questão ainda não foi finalizado com o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Supremo Tribunal Federal RE 1060701 AGR / RS “a”, da Constituição Federal, o recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu os artigos 5º, XXXV, LIV e LV, e 231 da Carta Magna. É o relatório. Decido. De início, pontuo que, em relação à alegação de afronta à ampla defesa e ao direito de ação, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Ademais, o Juízo de origem, ao apreciar a controvérsia, assim se manifestou nos autos (fls. 348/349, Vol. 6): A parte autora comprovou além da propriedade, através do registro de imóveis em seu nome (datado de 25/05/2004), que detinha a posse do imóvel até a invasão da área por parte dos indígenas, ocorrida no ano de 2011. Tal fato, inclusive, sequer é impugnado pelo réu. A perda da posse também está comprovada, sendo que a invasão ocorreu no mês de junho de 2011. Pois bem. No caso específico dos autos, a controvérsia da presente demanda reside no fato de que, segundo a requerida, o autor não faz jus à reintegração na posse em questão sob o argumento de que a área objeto do litígio já foi declarada de posse permanente do grupo Kaigang, razão pela qual, segundo a ré, o interesse público deve prevalecer sobre o privado. Muito embora tenha sido publicada a Portaria Administrativa MJ/GM nº 498, no DOU de 26/04/2011, declarando a área de posse permanente do grupo kaigang, aliado ao fato de que está tramitando processo demarcatório sobre a área, através do Decreto nº 1.755/96, o processo em questão ainda não foi finalizado com o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1060701 AGR / RS decreto homologatório. Ou seja, enquanto o processo demarcatório ainda não se encontra finalizado, não há como afastar o direito do autor à retomada da sua posse, porquanto legítima (EVENTO 23- PROCADM3). Logo, deve o autor ter o direito à sua posse protegido, não podendo, portanto, ser tolerado o esbulho por parte do grupo indígena pelo simples fato de se tratar de 'grupo de indígenas', embora reconheça a proteção constitucional dos índios. É certo que o direito dos índios sobre as terras tradicionalmente ocupadas por suas comunidades é originário, reconhecido pela Constituição Federal e preponderante sobre direitos privados, direitos adquiridos e, inclusive, sobre a propriedade registrada em escritura pública. No entanto, forçoso reconhecer o processo demarcatório ainda está tramitando, e quando perdura tal procedimento, imperiosa a reintegração do antigo possuidor e proprietário do imóvel. Assim, trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as eventuais ofensas à Constituição indicadas no recurso extraordinário seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. De fato, a específica questão em debate – a posse de imóvel durante a tramitação de processo demarcatório de terra indígena – não é diretamente abarcada pelo art. 231 da CF/88. A violação constitucional seria apenas reflexa. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TERRAS INDÍGENAS. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DIREITO DE RETENÇÃO. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Supremo Tribunal Federal RE 1060701 AGR / RS decreto homologatório. Ou seja, enquanto o processo demarcatório ainda não se encontra finalizado, não há como afastar o direito do autor à retomada da sua posse, porquanto legítima (EVENTO 23- PROCADM3). Logo, deve o autor ter o direito à sua posse protegido, não podendo, portanto, ser tolerado o esbulho por parte do grupo indígena pelo simples fato de se tratar de 'grupo de indígenas', embora reconheça a proteção constitucional dos índios. É certo que o direito dos índios sobre as terras tradicionalmente ocupadas por suas comunidades é originário, reconhecido pela Constituição Federal e preponderante sobre direitos privados, direitos adquiridos e, inclusive, sobre a propriedade registrada em escritura pública. No entanto, forçoso reconhecer o processo demarcatório ainda está tramitando, e quando perdura tal procedimento, imperiosa a reintegração do antigo possuidor e proprietário do imóvel. Assim, trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as eventuais ofensas à Constituição indicadas no recurso extraordinário seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. De fato, a específica questão em debate – a posse de imóvel durante a tramitação de processo demarcatório de terra indígena – não é diretamente abarcada pelo art. 231 da CF/88. A violação constitucional seria apenas reflexa. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TERRAS INDÍGENAS. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DIREITO DE RETENÇÃO. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1060701 AGR / RS IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. II, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 852.702-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 03/02/2012) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Ademais, cumpre ressaltar que o entendimento firmado na decisão agravada está de acordo com a jurisprudência da CORTE, conforme se verifica nos julgados proferidos no RE 1.067.607-RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 15/12/2017; ARE 895.930, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 7/12/2017, e AI 821.652-AgR, Rel. Min. LUZI FUX, Primeira Turma, DJe de 13/9/12, este último com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. POSSE. REINTEGRAÇÃO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A Súmula 279/STF dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Supremo Tribunal Federal RE 1060701 AGR / RS IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. II, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 852.702-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 03/02/2012) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Ademais, cumpre ressaltar que o entendimento firmado na decisão agravada está de acordo com a jurisprudência da CORTE, conforme se verifica nos julgados proferidos no RE 1.067.607-RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 15/12/2017; ARE 895.930, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 7/12/2017, e AI 821.652-AgR, Rel. Min. LUZI FUX, Primeira Turma, DJe de 13/9/12, este último com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. POSSE. REINTEGRAÇÃO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A Súmula 279/STF dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1060701 AGR / RS extraordinário’. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CIVIL. POSSE. REINTEGRAÇÃO. DEMANDA PROCEDENTE. Em sede de ação possessória, não cabe discutir o domínio, ou seja, a titularidade da propriedade. Apesar da alegação de posse constitucional da comunidade indígena, deduzida pelo Parquet, não se há de reconhecer a turbação ou o esbulho como meios legítimos de afirmá-la.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Supremo Tribunal Federal RE 1060701 AGR / RS extraordinário’. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CIVIL. POSSE. REINTEGRAÇÃO. DEMANDA PROCEDENTE. Em sede de ação possessória, não cabe discutir o domínio, ou seja, a titularidade da propriedade. Apesar da alegação de posse constitucional da comunidade indígena, deduzida pelo Parquet, não se há de reconhecer a turbação ou o esbulho como meios legítimos de afirmá-la.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : VALDIR TARTARI ADV.(A/S) : LUIZ VALDEMAR ALBRECHT (271-A/RR, 8301/RS) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935174 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : VALDIR TARTARI ADV.(A/S) : LUIZ VALDEMAR ALBRECHT (271-A/RR, 8301/RS) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935174 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14943919
2018-05-18T00:00:00
2018-06-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DEMARCAÇÃO NÃO CONCLUÍDA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur385985
- Acórdão(s) citado(s): (REINTEGRAÇÃO DE POSSE) AI 821652 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (REINTEGRAÇÃO DE POSSE) ARE 895930, RE 1067607. Número de páginas: 9. Análise: 15/06/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1060701
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1060701 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : VALDIR TARTARI ADV.(A/S) : LUIZ VALDEMAR ALBRECHT INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR TARTARI ADV.(A/S) :LUIZ VALDEMAR ALBRECHT INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DEMARCAÇÃO NÃO CONCLUÍDA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880573. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR TARTARI ADV.(A/S) :LUIZ VALDEMAR ALBRECHT INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário sob os argumentos de que 1) eventual violação à Constituição dar-se-ia de maneira meramente reflexa; e 2) incide, no caso, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que há violação direta da Constituição, não sendo necessária a análise de legislação infraconstitucional e tampouco o reexame do conjunto fático-probatório, conforme se afere do seguinte trecho das razões recursais: “Não obstante este fato, o eg. Tribunal Regional Federal da 4... Região deferiu a reintegração na posse do imóvel rural a não índios, sob o argumento de que o processo de demarcação da terra indígena ainda não se encontra finalizado com o respectivo decreto homologatório. Desse modo, cabe a essa eg. Corte, a partir das premissas fáticas firmadas pelas instâncias ordinárias, definir se o entendimento do eg. TRF 4... Região no sentido de condicionar a permanência dos índios em terras já reconhecidas como de ocupação tradicional indígena à conclusão do respectivo procedimento de demarcação é compatível ou não com o disposto no artigo 231 da Constituição.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880574. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :VALDIR TARTARI ADV.(A/S) :LUIZ VALDEMAR ALBRECHT INTDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário sob os argumentos de que 1) eventual violação à Constituição dar-se-ia de maneira meramente reflexa; e 2) incide, no caso, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que há violação direta da Constituição, não sendo necessária a análise de legislação infraconstitucional e tampouco o reexame do conjunto fático-probatório, conforme se afere do seguinte trecho das razões recursais: “Não obstante este fato, o eg. Tribunal Regional Federal da 4... Região deferiu a reintegração na posse do imóvel rural a não índios, sob o argumento de que o processo de demarcação da terra indígena ainda não se encontra finalizado com o respectivo decreto homologatório. Desse modo, cabe a essa eg. Corte, a partir das premissas fáticas firmadas pelas instâncias ordinárias, definir se o entendimento do eg. TRF 4... Região no sentido de condicionar a permanência dos índios em terras já reconhecidas como de ocupação tradicional indígena à conclusão do respectivo procedimento de demarcação é compatível ou não com o disposto no artigo 231 da Constituição.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS Devidamente intimada, a parte agravada não apresentou manifestação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880574. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS Devidamente intimada, a parte agravada não apresentou manifestação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880574. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região que possui ementa com o seguinte cabeçalho (fl. 354, Vol. 6): ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. FUNAI. IMÓVEL RURAL. PROPRIEDADE PRIVADA. PROCESSO DEMARCATÓRIO NÃO FINALIZADO. INSUFICIÊNCIA DE INDÍCIOS DE OCUPAÇÃO TRADICIONAL. PROCEDÊNCIA DE AÇÃO. 1. Segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal: 'A proteção constitucional estende-se às terras ocupadas pelos índios considerando-se, para efeitos dessa ocupação, a data em que foi promulgada a vigente Constituição. Vale dizer, terras por eles já ocupadas há algum tempo, desde que existente a posse indígena'. 2. No caso dos autos, muito embora tenha sido publicada a portaria administrativa MJ/GM n 498, no DOU de 26/04/2011, declarando a área de posse permanente do grupo kaigang, além do fato de que está tramitando processo demarcatório sobre a área, através do Decreto n 1.755/96, o processo em questão ainda não foi finalizado com o decreto homologatório. Ou seja, enquanto o processo demarcatório ainda não se encontra finalizado, razão pela qual não há como afastar o direito do autor à retomada da sua posse, eis que legítima (EVENTO 23- PROCADN3). 3. Apelo a que se dá provimento. 4. Sucumbência redistribuída. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região que possui ementa com o seguinte cabeçalho (fl. 354, Vol. 6): ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. APELAÇÃO. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. FUNAI. IMÓVEL RURAL. PROPRIEDADE PRIVADA. PROCESSO DEMARCATÓRIO NÃO FINALIZADO. INSUFICIÊNCIA DE INDÍCIOS DE OCUPAÇÃO TRADICIONAL. PROCEDÊNCIA DE AÇÃO. 1. Segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal: 'A proteção constitucional estende-se às terras ocupadas pelos índios considerando-se, para efeitos dessa ocupação, a data em que foi promulgada a vigente Constituição. Vale dizer, terras por eles já ocupadas há algum tempo, desde que existente a posse indígena'. 2. No caso dos autos, muito embora tenha sido publicada a portaria administrativa MJ/GM n 498, no DOU de 26/04/2011, declarando a área de posse permanente do grupo kaigang, além do fato de que está tramitando processo demarcatório sobre a área, através do Decreto n 1.755/96, o processo em questão ainda não foi finalizado com o decreto homologatório. Ou seja, enquanto o processo demarcatório ainda não se encontra finalizado, razão pela qual não há como afastar o direito do autor à retomada da sua posse, eis que legítima (EVENTO 23- PROCADN3). 3. Apelo a que se dá provimento. 4. Sucumbência redistribuída. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS “a”, da Constituição Federal, o recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu os artigos 5..., XXXV, LIV e LV, e 231 da Carta Magna. É o relatório. Decido. De início, pontuo que, em relação à alegação de afronta à ampla defesa e ao direito de ação, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Ademais, o Juízo de origem, ao apreciar a controvérsia, assim se manifestou nos autos (fls. 348/349, Vol. 6): A parte autora comprovou além da propriedade, através do registro de imóveis em seu nome (datado de 25/05/2004), que detinha a posse do imóvel até a invasão da área por parte dos indígenas, ocorrida no ano de 2011. Tal fato, inclusive, sequer é impugnado pelo réu. A perda da posse também está comprovada, sendo que a invasão ocorreu no mês de junho de 2011. Pois bem. No caso específico dos autos, a controvérsia da presente demanda reside no fato de que, segundo a requerida, o autor não faz jus à reintegração na posse em questão sob o argumento de que a área objeto do litígio já foi declarada de posse permanente do grupo Kaigang, razão pela qual, segundo a ré, o interesse público deve prevalecer sobre o privado. Muito embora tenha sido publicada a Portaria Administrativa MJ/GM n 498, no DOU de 26/04/2011, declarando a área de posse permanente do grupo kaigang, aliado ao fato de que está tramitando processo demarcatório sobre a área, através do Decreto n 1.755/96, o processo em questão ainda não foi finalizado com o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS “a”, da Constituição Federal, o recorrente sustenta, em síntese, que o julgado ofendeu os artigos 5..., XXXV, LIV e LV, e 231 da Carta Magna. É o relatório. Decido. De início, pontuo que, em relação à alegação de afronta à ampla defesa e ao direito de ação, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Ademais, o Juízo de origem, ao apreciar a controvérsia, assim se manifestou nos autos (fls. 348/349, Vol. 6): A parte autora comprovou além da propriedade, através do registro de imóveis em seu nome (datado de 25/05/2004), que detinha a posse do imóvel até a invasão da área por parte dos indígenas, ocorrida no ano de 2011. Tal fato, inclusive, sequer é impugnado pelo réu. A perda da posse também está comprovada, sendo que a invasão ocorreu no mês de junho de 2011. Pois bem. No caso específico dos autos, a controvérsia da presente demanda reside no fato de que, segundo a requerida, o autor não faz jus à reintegração na posse em questão sob o argumento de que a área objeto do litígio já foi declarada de posse permanente do grupo Kaigang, razão pela qual, segundo a ré, o interesse público deve prevalecer sobre o privado. Muito embora tenha sido publicada a Portaria Administrativa MJ/GM n 498, no DOU de 26/04/2011, declarando a área de posse permanente do grupo kaigang, aliado ao fato de que está tramitando processo demarcatório sobre a área, através do Decreto n 1.755/96, o processo em questão ainda não foi finalizado com o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS decreto homologatório. Ou seja, enquanto o processo demarcatório ainda não se encontra finalizado, não há como afastar o direito do autor à retomada da sua posse, porquanto legítima (EVENTO 23- PROCADM3). Logo, deve o autor ter o direito à sua posse protegido, não podendo, portanto, ser tolerado o esbulho por parte do grupo indígena pelo simples fato de se tratar de 'grupo de indígenas', embora reconheça a proteção constitucional dos índios. É certo que o direito dos índios sobre as terras tradicionalmente ocupadas por suas comunidades é originário, reconhecido pela Constituição Federal e preponderante sobre direitos privados, direitos adquiridos e, inclusive, sobre a propriedade registrada em escritura pública. No entanto, forçoso reconhecer o processo demarcatório ainda está tramitando, e quando perdura tal procedimento, imperiosa a reintegração do antigo possuidor e proprietário do imóvel. Assim, trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as eventuais ofensas à Constituição indicadas no recurso extraordinário seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. De fato, a específica questão em debate – a posse de imóvel durante a tramitação de processo demarcatório de terra indígena – não é diretamente abarcada pelo art. 231 da Constituição Federal de 1988/88. A violação constitucional seria apenas reflexa. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TERRAS INDÍGENAS. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DIREITO DE RETENÇÃO. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS decreto homologatório. Ou seja, enquanto o processo demarcatório ainda não se encontra finalizado, não há como afastar o direito do autor à retomada da sua posse, porquanto legítima (EVENTO 23- PROCADM3). Logo, deve o autor ter o direito à sua posse protegido, não podendo, portanto, ser tolerado o esbulho por parte do grupo indígena pelo simples fato de se tratar de 'grupo de indígenas', embora reconheça a proteção constitucional dos índios. É certo que o direito dos índios sobre as terras tradicionalmente ocupadas por suas comunidades é originário, reconhecido pela Constituição Federal e preponderante sobre direitos privados, direitos adquiridos e, inclusive, sobre a propriedade registrada em escritura pública. No entanto, forçoso reconhecer o processo demarcatório ainda está tramitando, e quando perdura tal procedimento, imperiosa a reintegração do antigo possuidor e proprietário do imóvel. Assim, trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as eventuais ofensas à Constituição indicadas no recurso extraordinário seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. De fato, a específica questão em debate – a posse de imóvel durante a tramitação de processo demarcatório de terra indígena – não é diretamente abarcada pelo art. 231 da Constituição Federal de 1988/88. A violação constitucional seria apenas reflexa. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta Corte: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TERRAS INDÍGENAS. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DIREITO DE RETENÇÃO. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. II, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 852.702-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 03/02/2012) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Ademais, cumpre ressaltar que o entendimento firmado na decisão agravada está de acordo com a jurisprudência da CORTE, conforme se verifica nos julgados proferidos no Recurso Extraordinário 1.067.607-RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 15/12/2017; ARE 895.930, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 7/12/2017, e AI 821.652-AgR, Rel. Min. LUZI FUX, Primeira Turma, DJe de 13/9/12, este último com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. POSSE. REINTEGRAÇÃO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. II, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI 852.702-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 03/02/2012) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO.“ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Ademais, cumpre ressaltar que o entendimento firmado na decisão agravada está de acordo com a jurisprudência da CORTE, conforme se verifica nos julgados proferidos no Recurso Extraordinário 1.067.607-RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 15/12/2017; ARE 895.930, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe de 7/12/2017, e AI 821.652-AgR, Rel. Min. LUZI FUX, Primeira Turma, DJe de 13/9/12, este último com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. POSSE. REINTEGRAÇÃO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS extraordinário’. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CIVIL. POSSE. REINTEGRAÇÃO. DEMANDA PROCEDENTE. Em sede de ação possessória, não cabe discutir o domínio, ou seja, a titularidade da propriedade. Apesar da alegação de posse constitucional da comunidade indígena, deduzida pelo Parquet, não se há de reconhecer a turbação ou o esbulho como meios legítimos de afirmá-la.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS extraordinário’. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘CIVIL. POSSE. REINTEGRAÇÃO. DEMANDA PROCEDENTE. Em sede de ação possessória, não cabe discutir o domínio, ou seja, a titularidade da propriedade. Apesar da alegação de posse constitucional da comunidade indígena, deduzida pelo Parquet, não se há de reconhecer a turbação ou o esbulho como meios legítimos de afirmá-la.’ 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880575. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : VALDIR TARTARI ADV.(A/S) : LUIZ VALDEMAR ALBRECHT (271-A/RR, 8301/RS) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935174 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.701 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO - FUNAI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : VALDIR TARTARI ADV.(A/S) : LUIZ VALDEMAR ALBRECHT (271-A/RR, 8301/RS) INTDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935174 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 060 . 701", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 060 . 701", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279", "Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 060 . 701", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 060 . 701", "Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1060701 AGR", "Recurso Extraordinário 1060701", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 852 . 702 - AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 067 . 607 - RS", "ARE 895 . 930", "AI 821 . 652 - AgR", "SÚMULA N . 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 852 . 702 - AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 067 . 607 - RS", "ARE 895 . 930", "AI 821 . 652 - AgR", "SÚMULA N . 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS extraordinário", "Recurso Extraordinário 1060701 AGR / RS extraordinário", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "artigo 231 da Constituição .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "artigo 231 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Decreto n 1 . 755 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 1 . 755 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "” , da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , XXXV , LIV e LV , e 231 da Carta Magna", "Portaria Administrativa MJ / GM n 498", "Decreto n 1 . 755 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigos 5 . . . , XXXV , LIV e LV , e 231 da Carta Magna", "Decreto n 1 . 755 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "art . 231 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição", "art . 231 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INC . II , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INC . II , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO", "FUNAI", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO", "FUNAI", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "TRF 4", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO", "FUNAI", "UNIÃO", "UNIÃO", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "TRF 4 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "FUNAI", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "FUNAI", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "grupo", "Kaigang", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "grupo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO", "FUNAI", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO", "FUNAI", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "VALDIR TARTARI", "LUIZ VALDEMAR ALBRECHT", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "VALDIR TARTARI", "LUIZ VALDEMAR ALBRECHT", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "VALDIR TARTARI", "LUIZ VALDEMAR ALBRECHT", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "LUZI FUX", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "LUZI FUX", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "VALDIR TARTARI", "LUIZ VALDEMAR ALBRECHT", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "VALDIR TARTARI", "LUIZ VALDEMAR ALBRECHT", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "26", "/", "04", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "26", "/", "04", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "05", "/", "2004", "2011", "junho de 2011", "26", "/", "04", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "05", "/", "2004", "2011", "junho de 2011", "26", "/", "04", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2012", "15", "/", "12", "/", "2017", "7", "/", "12", "/", "2017", "13", "/", "9", "/", "12", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2012", "15", "/", "12", "/", "2017", "7", "/", "12", "/", "2017", "13", "/", "9", "/", "12", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DROGA VERAS LTDA ADV.(A/S) :MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. INSUFICIÊNCIA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636/STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880585. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 1088508 AGR / CE 3. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/STF) . 4. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880585. Supremo Tribunal Federal RE 1088508 AGR / CE 3. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/STF) . 4. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DROGA VERAS LTDA ADV.(A/S) :MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ante: (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do óbice das Súmulas 282 e 356 desta CORTE por ausência do devido prequestionamento da questão constitucional suscitada e (c) a aplicação da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) se trata de questão ensejadora de ampla repercussão geral; (b) não é necessário revolvimento dos aspectos fáticos e probatórios dos autos; (c) a matéria constitucional foi amplamente debatida ao longo da lide Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880586. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DROGA VERAS LTDA ADV.(A/S) :MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ante: (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do óbice das Súmulas 282 e 356 desta CORTE por ausência do devido prequestionamento da questão constitucional suscitada e (c) a aplicação da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) se trata de questão ensejadora de ampla repercussão geral; (b) não é necessário revolvimento dos aspectos fáticos e probatórios dos autos; (c) a matéria constitucional foi amplamente debatida ao longo da lide Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado (e-STJ, fls. 112-113, Vol. 1): PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CDA FORMADA DE ACORDO COM OS REQUISITOS LEGAIS. NÃO- DEMONSTRAÇÃO DE IRREGULARIDADES. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. MEMÓRIA DISCRIMINADA DE CÁLCULOS. MATÉRIA EMINENTEMENTE DE DIREITO. PRESCINDIBILIDADE. MULTA MORATÓRIA. CARÁTER NÃO-CONFISCATÓRIO. LEGALIDADE. TAXA SELIC. LEGALIDADE. JULGAMENTO PELO STJ SOB A ÉGIDE DO RECURSO REPETITIVO. ENCARGO DE 20% DO DL Nº 1.025/69. SÚMULA Nº 168/TFR. 1. A sentença julgou improcedentes embargos à execução fiscal. 2. Sendo a matéria discutida como eminentemente de direito, é prescindível a juntada de memória discriminada de cálculos (art. 739- A, § 5º, do CPC) a fim de que se tenha a prestação jurisdicional. 3. O art. 333 do CPC diz incumbir ao autor o ônus da prova quando se tratar de fato constitutivo do seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. 4. Milita em favor dos atos da Administração Pública a presunção juris tantum de legitimidade. Nos termos do art. 3º da LEF, a CDA goza de presunção de certeza e liquidez, a qual só pode ser ilidida por prova em contrário. In casu, a embargante limitou-se a alegar, de forma genérica, que a CDA acostada ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, assim ementado (e-STJ, fls. 112-113, Vol. 1): PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CDA FORMADA DE ACORDO COM OS REQUISITOS LEGAIS. NÃO- DEMONSTRAÇÃO DE IRREGULARIDADES. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. MEMÓRIA DISCRIMINADA DE CÁLCULOS. MATÉRIA EMINENTEMENTE DE DIREITO. PRESCINDIBILIDADE. MULTA MORATÓRIA. CARÁTER NÃO-CONFISCATÓRIO. LEGALIDADE. TAXA SELIC. LEGALIDADE. JULGAMENTO PELO STJ SOB A ÉGIDE DO RECURSO REPETITIVO. ENCARGO DE 20% DO DL Nº 1.025/69. SÚMULA Nº 168/TFR. 1. A sentença julgou improcedentes embargos à execução fiscal. 2. Sendo a matéria discutida como eminentemente de direito, é prescindível a juntada de memória discriminada de cálculos (art. 739- A, § 5º, do CPC) a fim de que se tenha a prestação jurisdicional. 3. O art. 333 do CPC diz incumbir ao autor o ônus da prova quando se tratar de fato constitutivo do seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. 4. Milita em favor dos atos da Administração Pública a presunção juris tantum de legitimidade. Nos termos do art. 3º da LEF, a CDA goza de presunção de certeza e liquidez, a qual só pode ser ilidida por prova em contrário. In casu, a embargante limitou-se a alegar, de forma genérica, que a CDA acostada ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1088508 AGR / CE processo executivo fiscal não contempla os requisitos legais que conferem liquidez e certeza ao título, sem demonstrar de forma concreta em que consistem tais ilegalidades. Não desincumbiu do ônus de demonstrar a irregularidade da CDA, cujo favor paira presunção de certeza e liquidez. 5. A imposição de multa fixada em lei, dentro de patamar razoável (in caso, 20%) e com o fito de punir o contribuinte que não recolheu aos cofres públicos o tributo devido, ou recolheu em atraso, é legítima, sem que haja violação ao princípio do não-confisco. 6. O colendo STJ, sob a égide do recurso repetitivo (REsp nº 1111175/SP), decidiu que se aplica a Taxa SELIC, a partir de 1º/01/96, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. Se os pagamentos foram efetuados após 1º/01/96, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela (janeiro/1996). 7. Nos embargos à execução em que o credor é a Fazenda Nacional, incide o teor da Súmula nº 168, do extinto TRF (“o encargo de 20% do Decreto-lei nº 1.025, de 1969, é sempre devido nas execuções fiscais da União e substitui, nos embargos, a condenação do devedor em honorários advocatícios”), ratificada pela 1ª Seção do STJ (EREsp nº 252668/MG, Rel. Min. Franciulli Netto). 8. Precedentes jurisprudenciais. 9. Apelação não-provida. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a recorrente sustenta que o julgado ofendeu os arts. 5º, II , e 150, IV, da CF/1988. Conforme já observado em despacho anterior (Doc. 3), a instância de origem, com base em precedente desta CORTE formado sob a sistemática da repercussão geral (RE 58.461, Rel. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Supremo Tribunal Federal RE 1088508 AGR / CE processo executivo fiscal não contempla os requisitos legais que conferem liquidez e certeza ao título, sem demonstrar de forma concreta em que consistem tais ilegalidades. Não desincumbiu do ônus de demonstrar a irregularidade da CDA, cujo favor paira presunção de certeza e liquidez. 5. A imposição de multa fixada em lei, dentro de patamar razoável (in caso, 20%) e com o fito de punir o contribuinte que não recolheu aos cofres públicos o tributo devido, ou recolheu em atraso, é legítima, sem que haja violação ao princípio do não-confisco. 6. O colendo STJ, sob a égide do recurso repetitivo (REsp nº 1111175/SP), decidiu que se aplica a Taxa SELIC, a partir de 1º/01/96, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. Se os pagamentos foram efetuados após 1º/01/96, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela (janeiro/1996). 7. Nos embargos à execução em que o credor é a Fazenda Nacional, incide o teor da Súmula nº 168, do extinto TRF (“o encargo de 20% do Decreto-lei nº 1.025, de 1969, é sempre devido nas execuções fiscais da União e substitui, nos embargos, a condenação do devedor em honorários advocatícios”), ratificada pela 1ª Seção do STJ (EREsp nº 252668/MG, Rel. Min. Franciulli Netto). 8. Precedentes jurisprudenciais. 9. Apelação não-provida. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a recorrente sustenta que o julgado ofendeu os arts. 5º, II , e 150, IV, da CF/1988. Conforme já observado em despacho anterior (Doc. 3), a instância de origem, com base em precedente desta CORTE formado sob a sistemática da repercussão geral (RE 58.461, Rel. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1088508 AGR / CE Min. GILMAR MENDES, Tema 214), julgou, no ponto, prejudicado o presente Recurso Extraordinário. Dessa forma, não existindo, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017), o apelo extremo só será analisado em relação à matéria remanescente. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Supremo Tribunal Federal RE 1088508 AGR / CE Min. GILMAR MENDES, Tema 214), julgou, no ponto, prejudicado o presente Recurso Extraordinário. Dessa forma, não existindo, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017), o apelo extremo só será analisado em relação à matéria remanescente. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1088508 AGR / CE 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegada afronta ao art. 5º, II, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Mesmo que superado esses graves óbices, em relação à ofensa ao art. 5º, II, da Constituição Federal, aplica-se, neste caso, a restrição da Súmula 636/STF: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base na análise e interpretação de legislação infraconstitucional (Decreto-Lei 1.025/1965), manteve a improcedência dos embargos à execução fiscal aduzindo que o referido encargo de 20%, nesse caso, é sempre devido e substitui a condenação em honorários advocatícios. (e-STJ, fl. 110, Vol. 1) Assim, trata-se de matéria situada no contexto normativo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Supremo Tribunal Federal RE 1088508 AGR / CE 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegada afronta ao art. 5º, II, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Mesmo que superado esses graves óbices, em relação à ofensa ao art. 5º, II, da Constituição Federal, aplica-se, neste caso, a restrição da Súmula 636/STF: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base na análise e interpretação de legislação infraconstitucional (Decreto-Lei 1.025/1965), manteve a improcedência dos embargos à execução fiscal aduzindo que o referido encargo de 20%, nesse caso, é sempre devido e substitui a condenação em honorários advocatícios. (e-STJ, fl. 110, Vol. 1) Assim, trata-se de matéria situada no contexto normativo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1088508 AGR / CE infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas no recurso extraordinário são meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os argumentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Supremo Tribunal Federal RE 1088508 AGR / CE infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas no recurso extraordinário são meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os argumentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DROGA VERAS LTDA ADV.(A/S) : MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS (0024705/CE) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935184 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DROGA VERAS LTDA ADV.(A/S) : MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS (0024705/CE) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935184 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14943922
2018-05-18T00:00:00
2018-06-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. INSUFICIÊNCIA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636/STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 3. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/STF) . 4. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.
sjur385988
Número de páginas: 9. Análise: 15/06/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1088508
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1088508 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DROGA VERAS LTDA ADV.(A/S) : MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DROGA VERAS LTDA ADV.(A/S) :MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTAÇÃO A RESPEITO DA REPERCUSSÃO GERAL. INSUFICIÊNCIA. INSUFICIÊNCIA. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o Supremo Tribunal Federal, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. 2. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880585. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE 3. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal) . 4. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880585. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE 3. Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal) . 4. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DROGA VERAS LTDA ADV.(A/S) :MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ante: (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do óbice das Súmulas 282 e 356 desta CORTE por ausência do devido prequestionamento da questão constitucional suscitada e (c) a aplicação da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) se trata de questão ensejadora de ampla repercussão geral; (b) não é necessário revolvimento dos aspectos fáticos e probatórios dos autos; (c) a matéria constitucional foi amplamente debatida ao longo da lide Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880586. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :DROGA VERAS LTDA ADV.(A/S) :MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ante: (a) a deficiente demonstração da repercussão geral da matéria constitucional; (b) a incidência do óbice das Súmulas 282 e 356 desta CORTE por ausência do devido prequestionamento da questão constitucional suscitada e (c) a aplicação da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) se trata de questão ensejadora de ampla repercussão geral; (b) não é necessário revolvimento dos aspectos fáticos e probatórios dos autos; (c) a matéria constitucional foi amplamente debatida ao longo da lide Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5... Região, assim ementado (e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 112-113, Vol. 1): PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CDA FORMADA DE ACORDO COM OS REQUISITOS LEGAIS. NÃO- DEMONSTRAÇÃO DE IRREGULARIDADES. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. MEMÓRIA DISCRIMINADA DE CÁLCULOS. MATÉRIA EMINENTEMENTE DE DIREITO. PRESCINDIBILIDADE. MULTA MORATÓRIA. CARÁTER NÃO-CONFISCATÓRIO. LEGALIDADE. TAXA SELIC. LEGALIDADE. JULGAMENTO PELO Superior Tribunal de Justiça SOB A ÉGIDE DO RECURSO REPETITIVO. ENCARGO DE 20% DO DL n 1.025/69. SÚMULA n 168/TFR. 1. A sentença julgou improcedentes embargos à execução fiscal. 2. Sendo a matéria discutida como eminentemente de direito, é prescindível a juntada de memória discriminada de cálculos (art. 739- A, § 5..., do Código de Processo Civil) a fim de que se tenha a prestação jurisdicional. 3. O art. 333 do Código de Processo Civil diz incumbir ao autor o ônus da prova quando se tratar de fato constitutivo do seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. 4. Milita em favor dos atos da Administração Pública a presunção juris tantum de legitimidade. Nos termos do art. 3... da LEF, a CDA goza de presunção de certeza e liquidez, a qual só pode ser ilidida por prova em contrário. In casu, a embargante limitou-se a alegar, de forma genérica, que a CDA acostada ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 CEARÁ V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 5... Região, assim ementado (e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 112-113, Vol. 1): PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CDA FORMADA DE ACORDO COM OS REQUISITOS LEGAIS. NÃO- DEMONSTRAÇÃO DE IRREGULARIDADES. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE. MEMÓRIA DISCRIMINADA DE CÁLCULOS. MATÉRIA EMINENTEMENTE DE DIREITO. PRESCINDIBILIDADE. MULTA MORATÓRIA. CARÁTER NÃO-CONFISCATÓRIO. LEGALIDADE. TAXA SELIC. LEGALIDADE. JULGAMENTO PELO Superior Tribunal de Justiça SOB A ÉGIDE DO RECURSO REPETITIVO. ENCARGO DE 20% DO DL n 1.025/69. SÚMULA n 168/TFR. 1. A sentença julgou improcedentes embargos à execução fiscal. 2. Sendo a matéria discutida como eminentemente de direito, é prescindível a juntada de memória discriminada de cálculos (art. 739- A, § 5..., do Código de Processo Civil) a fim de que se tenha a prestação jurisdicional. 3. O art. 333 do Código de Processo Civil diz incumbir ao autor o ônus da prova quando se tratar de fato constitutivo do seu direito e ao réu quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor. 4. Milita em favor dos atos da Administração Pública a presunção juris tantum de legitimidade. Nos termos do art. 3... da LEF, a CDA goza de presunção de certeza e liquidez, a qual só pode ser ilidida por prova em contrário. In casu, a embargante limitou-se a alegar, de forma genérica, que a CDA acostada ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE processo executivo fiscal não contempla os requisitos legais que conferem liquidez e certeza ao título, sem demonstrar de forma concreta em que consistem tais ilegalidades. Não desincumbiu do ônus de demonstrar a irregularidade da CDA, cujo favor paira presunção de certeza e liquidez. 5. A imposição de multa fixada em lei, dentro de patamar razoável (in caso, 20%) e com o fito de punir o contribuinte que não recolheu aos cofres públicos o tributo devido, ou recolheu em atraso, é legítima, sem que haja violação ao princípio do não-confisco. 6. O colendo Superior Tribunal de Justiça, sob a égide do recurso repetitivo (REsp n 1111175/SP), decidiu que se aplica a Taxa SELIC, a partir de 1.../01/96, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. Se os pagamentos foram efetuados após 1.../01/96, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela (janeiro/1996). 7. Nos embargos à execução em que o credor é a Fazenda Nacional, incide o teor da Súmula n 168, do extinto TRF (“o encargo de 20% do Decreto-lei n 1.025, de 1969, é sempre devido nas execuções fiscais da União e substitui, nos embargos, a condenação do devedor em honorários advocatícios”), ratificada pela 1... Seção do Superior Tribunal de Justiça (EREsp n 252668/MG, Rel. Min. Franciulli Netto). 8. Precedentes jurisprudenciais. 9. Apelação não-provida. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a recorrente sustenta que o julgado ofendeu os arts. 5..., II , e 150, IV, da Constituição Federal de 1988/1988. Conforme já observado em despacho anterior (Doc. 3), a instância de origem, com base em precedente desta CORTE formado sob a sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário 58.461, Rel. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE processo executivo fiscal não contempla os requisitos legais que conferem liquidez e certeza ao título, sem demonstrar de forma concreta em que consistem tais ilegalidades. Não desincumbiu do ônus de demonstrar a irregularidade da CDA, cujo favor paira presunção de certeza e liquidez. 5. A imposição de multa fixada em lei, dentro de patamar razoável (in caso, 20%) e com o fito de punir o contribuinte que não recolheu aos cofres públicos o tributo devido, ou recolheu em atraso, é legítima, sem que haja violação ao princípio do não-confisco. 6. O colendo Superior Tribunal de Justiça, sob a égide do recurso repetitivo (REsp n 1111175/SP), decidiu que se aplica a Taxa SELIC, a partir de 1.../01/96, na atualização monetária do indébito tributário, não podendo ser cumulada com qualquer outro índice, seja de juros ou atualização monetária. Se os pagamentos foram efetuados após 1.../01/96, o termo inicial para a incidência do acréscimo será o do pagamento indevido; no entanto, havendo pagamentos indevidos anteriores à data de vigência da Lei 9.250/95, a incidência da taxa SELIC terá como termo a quo a data de vigência do diploma legal em tela (janeiro/1996). 7. Nos embargos à execução em que o credor é a Fazenda Nacional, incide o teor da Súmula n 168, do extinto TRF (“o encargo de 20% do Decreto-lei n 1.025, de 1969, é sempre devido nas execuções fiscais da União e substitui, nos embargos, a condenação do devedor em honorários advocatícios”), ratificada pela 1... Seção do Superior Tribunal de Justiça (EREsp n 252668/MG, Rel. Min. Franciulli Netto). 8. Precedentes jurisprudenciais. 9. Apelação não-provida. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a recorrente sustenta que o julgado ofendeu os arts. 5..., II , e 150, IV, da Constituição Federal de 1988/1988. Conforme já observado em despacho anterior (Doc. 3), a instância de origem, com base em precedente desta CORTE formado sob a sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário 58.461, Rel. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE Min. GILMAR MENDES, Tema 214), julgou, no ponto, prejudicado o presente Recurso Extraordinário. Dessa forma, não existindo, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017), o apelo extremo só será analisado em relação à matéria remanescente. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE Min. GILMAR MENDES, Tema 214), julgou, no ponto, prejudicado o presente Recurso Extraordinário. Dessa forma, não existindo, contra a decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral, previsão legal de interposição de recurso (ARE 960.182-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 15/3/2017), o apelo extremo só será analisado em relação à matéria remanescente. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegada afronta ao art. 5..., II, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Mesmo que superado esses graves óbices, em relação à ofensa ao art. 5..., II, da Constituição Federal, aplica-se, neste caso, a restrição da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base na análise e interpretação de legislação infraconstitucional (Decreto-Lei 1.025/1965), manteve a improcedência dos embargos à execução fiscal aduzindo que o referido encargo de 20%, nesse caso, é sempre devido e substitui a condenação em honorários advocatícios. (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 110, Vol. 1) Assim, trata-se de matéria situada no contexto normativo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Quanto à alegada afronta ao art. 5..., II, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Mesmo que superado esses graves óbices, em relação à ofensa ao art. 5..., II, da Constituição Federal, aplica-se, neste caso, a restrição da Súmula 636/Supremo Tribunal Federal: Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida. Efetivamente, o Tribunal de origem, com base na análise e interpretação de legislação infraconstitucional (Decreto-Lei 1.025/1965), manteve a improcedência dos embargos à execução fiscal aduzindo que o referido encargo de 20%, nesse caso, é sempre devido e substitui a condenação em honorários advocatícios. (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 110, Vol. 1) Assim, trata-se de matéria situada no contexto normativo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas no recurso extraordinário são meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os argumentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição indicadas no recurso extraordinário são meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os argumentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DROGA VERAS LTDA ADV.(A/S) : MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS (0024705/CE) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935184 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.088.508 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : DROGA VERAS LTDA ADV.(A/S) : MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS (0024705/CE) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935184 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 088 . 508", "SÚMULA 636 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 088 . 508", "Súmula 636 do Supremo Tribunal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 088 . 508", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 168 / TFR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 088 . 508", "SÚMULA n 168 / TFR", "Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE", "REsp n 1111175 / SP", "Súmula n 168 , do extinto TRF", "EREsp n 252668 / MG", "Recurso Extraordinário 58 . 461", "Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE", "REsp n 1111175 / SP", "Súmula n 168 , do extinto TRF", "EREsp n 252668 / MG", "Recurso Extraordinário 58 . 461", "Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE", "ARE 960 . 182 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE", "ARE 960 . 182 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1088508 AGR / CE", "Recurso Extraordinário 1088508 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 088 . 508" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 739 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 333 do Código de Processo Civil", "art .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DL n 1 . 025 / 69", "art . 739 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 333 do Código de Processo Civil", "art . 3 . . . da LEF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 250 / 95", "Decreto", "-", "lei n 1 . 025", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , II , e 150 , IV , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 .", "Decreto", "-", "lei n 1 . 025", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , II , e 150 , IV , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , II , da Constituição Federal", "Decreto", "-", "Lei 1 . 025 / 1965", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , II , da Constituição Federal", "Decreto", "-", "Lei 1 . 025 / 1965", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do SUPREMO", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "Brasília", "Brasília", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DROGA VERAS LTDA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DROGA VERAS LTDA", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "PRIMEIRA TURMA", "DROGA VERAS LTDA", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "e", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Fazenda Nacional", "União", ".", "Seção do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Fazenda Nacional", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DROGA VERAS LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DROGA VERAS LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS", "Alexandre de Moraes", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS", "Alexandre de Moraes", "ALEXANDRE DE MORAES", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "ALEXANDRE DE MORAES", "Franciulli Netto", "Franciulli Netto", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARIA VALBERLÂNDIA DOS SANTOS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "01", "/", "96", "1", ".", ".", ".", "/", "01", "/", "96", "janeiro", "/", "1996", "1969", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "01", "/", "96", "1", ".", ".", ".", "/", "01", "/", "96", "janeiro", "/", "1996", "1969", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "3", "/", "2017", "3", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA ADV.(A/S) :MARIA ELISA BESSA DE CASTRO EMENTA: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DO ART. 544 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Não pode ser conhecido o agravo do art. 544 do CPC/1973 quando não impugna especificamente a decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880372. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA ADV.(A/S) :MARIA ELISA BESSA DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento sob o argumento de que não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada. Sustenta a parte agravante, em suma, que promoveu ataque adequado da decisão de inadmissão do apelo extremo pelo Juízo de origem. Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880373. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA ADV.(A/S) :MARIA ELISA BESSA DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento sob o argumento de que não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada. Sustenta a parte agravante, em suma, que promoveu ataque adequado da decisão de inadmissão do apelo extremo pelo Juízo de origem. Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo de Instrumento contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário aos fundamentos de que (a) as ofensas constitucionais alegadas são meramente reflexas; e (b) incide o óbice da Súmula 279/STF. Contra esses argumentos, a parte agravante sustenta que as ofensas constitucionais são diretas e que houve o prequestionamento da matéria. No mais, repisa as razões do Recurso Extraordinário. É o relatório. Decido. A argumentação recursal não impugnou especificamente os motivos da decisão agravada, o que induz ao não conhecimento do Agravo. Nesse sentido: ARE 1.005.678-AgR (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 21/3/2017). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com efeito, no agravo interposto contra a inadmissão do apelo extremo, não houve impugnação específica de todos os fundamentos da decisão do Tribunal de origem aptos por si sós a mantê-la. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880374. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo de Instrumento contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário aos fundamentos de que (a) as ofensas constitucionais alegadas são meramente reflexas; e (b) incide o óbice da Súmula 279/STF. Contra esses argumentos, a parte agravante sustenta que as ofensas constitucionais são diretas e que houve o prequestionamento da matéria. No mais, repisa as razões do Recurso Extraordinário. É o relatório. Decido. A argumentação recursal não impugnou especificamente os motivos da decisão agravada, o que induz ao não conhecimento do Agravo. Nesse sentido: ARE 1.005.678-AgR (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 21/3/2017). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com efeito, no agravo interposto contra a inadmissão do apelo extremo, não houve impugnação específica de todos os fundamentos da decisão do Tribunal de origem aptos por si sós a mantê-la. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA ADV.(A/S) : MARIA ELISA BESSA DE CASTRO (5326/PA) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935128 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA ADV.(A/S) : MARIA ELISA BESSA DE CASTRO (5326/PA) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935128 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14943972
2018-05-18T00:00:00
2018-06-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DO ART. 544 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Não pode ser conhecido o agravo do art. 544 do CPC/1973 quando não impugna especificamente a decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 2. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur386034
Número de páginas: 4. Análise: 13/06/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
740618
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00544\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
AI-AgR
acordaos
AI 740618 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA ADV.(A/S) : MARIA ELISA BESSA DE CASTRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA ADV.(A/S) :MARIA ELISA BESSA DE CASTRO EMENTA: AGRAVO INTERNO. AGRAVO DO ART. 544 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Não pode ser conhecido o agravo do art. 544 do Código de Processo Civil/1973 quando não impugna especificamente a decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880372. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA ADV.(A/S) :MARIA ELISA BESSA DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento sob o argumento de que não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada. Sustenta a parte agravante, em suma, que promoveu ataque adequado da decisão de inadmissão do apelo extremo pelo Juízo de origem. Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880373. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) :CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA ADV.(A/S) :MARIA ELISA BESSA DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento sob o argumento de que não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada. Sustenta a parte agravante, em suma, que promoveu ataque adequado da decisão de inadmissão do apelo extremo pelo Juízo de origem. Intimada para se manifestar, a parte contrária não veio aos autos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880373. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo de Instrumento contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário aos fundamentos de que (a) as ofensas constitucionais alegadas são meramente reflexas; e (b) incide o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Contra esses argumentos, a parte agravante sustenta que as ofensas constitucionais são diretas e que houve o prequestionamento da matéria. No mais, repisa as razões do Recurso Extraordinário. É o relatório. Decido. A argumentação recursal não impugnou especificamente os motivos da decisão agravada, o que induz ao não conhecimento do Agravo. Nesse sentido: ARE 1.005.678-AgR (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 21/3/2017). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com efeito, no agravo interposto contra a inadmissão do apelo extremo, não houve impugnação específica de todos os fundamentos da decisão do Tribunal de origem aptos por si sós a mantê-la. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880374. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo de Instrumento contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário aos fundamentos de que (a) as ofensas constitucionais alegadas são meramente reflexas; e (b) incide o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Contra esses argumentos, a parte agravante sustenta que as ofensas constitucionais são diretas e que houve o prequestionamento da matéria. No mais, repisa as razões do Recurso Extraordinário. É o relatório. Decido. A argumentação recursal não impugnou especificamente os motivos da decisão agravada, o que induz ao não conhecimento do Agravo. Nesse sentido: ARE 1.005.678-AgR (Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 21/3/2017). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Com efeito, no agravo interposto contra a inadmissão do apelo extremo, não houve impugnação específica de todos os fundamentos da decisão do Tribunal de origem aptos por si sós a mantê-la. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA ADV.(A/S) : MARIA ELISA BESSA DE CASTRO (5326/PA) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935128 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 740.618 PROCED. : PARÁ RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DO PARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARÁ AGDO.(A/S) : CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA ADV.(A/S) : MARIA ELISA BESSA DE CASTRO (5326/PA) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935128 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 740 . 618", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 740 . 618", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 740 . 618", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 005 . 678 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 740 . 618", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 005 . 678 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 740 . 618" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 544 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1973", "art . 544 do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "Brasília", "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "PARÁ", "ESTADO DO PARÁ", "ESTADO DO PARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA", "MARIA ELISA BESSA DE CASTRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA", "MARIA ELISA BESSA DE CASTRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA", "MARIA ELISA BESSA DE CASTRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE DE MORAES", "CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA", "MARIA ELISA BESSA DE CASTRO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "CARLOS ALBERTO ARAÚJO PANTOJA", "MARIA ELISA BESSA DE CASTRO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "21", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "21", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PEDIDO DE INGRESSO NO FEITO NA QUALIDADE DE AMICUS CURIAE APÓS A LIBERAÇÃO DO PROCESSO PARA JULGAMENTO. INDEFERIMENTO. POSTULAÇÃO EXTEMPORÂNEA. MERA REITERAÇÃO DE RAZÕES OFERECIDAS POR OUTROS INTERESSADOS. HIPÓTESE QUE NÃO JUSTIFICA A HABILITAÇÃO DE AMICUS CURIAE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Compete ao relator admitir ou não pedido de manifestação de terceiros, na qualidade de amici curiae, nas ações de controle concentrado de constitucionalidade, tendo como norte a relevância da matéria e a representatividade adequada dos postulantes (artigo 7º, § 2º, da Lei Federal 9.868/1999 e artigo 138, caput, do Código de Processo Civil), bem como a conveniência para a instrução da causa e a duração razoável do processo (artigo 5º, LXXVIII, da Constituição Federal). 2. In casu, a agravante postulou o ingresso no feito em momento posterior à liberação do processo para julgamento, o que caracteriza pedido extemporâneo, conforme a jurisprudência sedimentada desta Corte. A admissão do amicus curiae nas ações de controle concentrado de constitucionalidade tem por escopo tão somente o fornecimento de subsídios para o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, não podendo implicar em prejuízo ao regular andamento do processo. 4. A mera reiteração de razões oferecidas por outros interessados, sem o acréscimo de subsídios fáticos ou jurídicos relevantes para a elucidação da controvérsia, não justifica a admissão da habilitação de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897762. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ADPF 449 AGR / DF amicus curiae. 5. Agravo desprovido. A C Ó R D Ã O O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 11 a 17/05/2018, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. O Ministro Alexandre de Moraes acompanhou o Relator com ressalva de entendimento. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897762. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF amicus curiae. 5. Agravo desprovido. A C Ó R D Ã O O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 11 a 17/05/2018, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. O Ministro Alexandre de Moraes acompanhou o Relator com ressalva de entendimento. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Luiz Fux (Relator): Trata-se de agravo interno interposto pela Associação Brasileira de Online to Offline - ABO2O (doc. 101) contra decisão de inadmissão de seu ingresso no feito, na qualidade de amicus curiae, in verbis: “No caso sub examine, o pedido formulado (Petição n. 67.967/2017) foi apresentado em momento posterior à inclusão do julgamento desta Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) na pauta do Tribunal Pleno deste Supremo Tribunal Federal (STF). Incide, portanto, o entendimento sistematizado pelo Pleno da Suprema Corte, por unanimidade de votos, no julgamento do Agravo Regimental na ADI n. 4.067/DF. Eis o inteiro teor da ementa desse julgado, cujo acórdão foi da lavra do Ministro Joaquim Barbosa, in verbis: “PROCESSSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONCENTRADO. ADMISSÃO DE AMICUS CURIAE. PRAZO. Segundo precedente da Corte, é extemporâneo o pedido para admissão nos autos na qualidade de amicus curiae formulado após a liberação da ação direta de inconstitucionalidade para julgamento. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Agravo Regimental na ADI 4.067/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno do STF, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Luiz Fux (Relator): Trata-se de agravo interno interposto pela Associação Brasileira de Online to Offline - ABO2O (doc. 101) contra decisão de inadmissão de seu ingresso no feito, na qualidade de amicus curiae, in verbis: “No caso sub examine, o pedido formulado (Petição n. 67.967/2017) foi apresentado em momento posterior à inclusão do julgamento desta Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) na pauta do Tribunal Pleno deste Supremo Tribunal Federal (STF). Incide, portanto, o entendimento sistematizado pelo Pleno da Suprema Corte, por unanimidade de votos, no julgamento do Agravo Regimental na ADI n. 4.067/DF. Eis o inteiro teor da ementa desse julgado, cujo acórdão foi da lavra do Ministro Joaquim Barbosa, in verbis: “PROCESSSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONCENTRADO. ADMISSÃO DE AMICUS CURIAE. PRAZO. Segundo precedente da Corte, é extemporâneo o pedido para admissão nos autos na qualidade de amicus curiae formulado após a liberação da ação direta de inconstitucionalidade para julgamento. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Agravo Regimental na ADI 4.067/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno do STF, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório ADPF 449 AGR / DF DJe de 23/04/2010). Ainda que fosse superável essa jurisprudência (o que não entendo ser o caso), na situação sub examine, verifica-se, ademais, que a admissão de terceiros na qualidade de amici curiae tem como premissa básica a expectativa de que os interessados pluralizem o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos importantes. Para fins de apreciação do pedido ora formulado, é decisivo o aspecto de que a mera reiteração de razões oferecidas por outro interessado, sem o acréscimo de nenhum outro subsídio fático ou jurídico relevante para o julgamento da causa, não justifica a admissão da habilitação. Ex positis, INDEFIRO o ingresso no feito, na qualidade de amicus curiae, da Associação Brasileira de Online to Offline (ABO2O), nos termos do § 1º do art. 21 do Regimento Interno do STF (RI/STF).” (doc. 100) A agravante, em síntese, alegou: “Ora, o exacerbado formalismo da decisão monocrática deve ser revisto, haja vista o fato de que, sequer os autos saíram do gabinete do Eminente relator, muito menos o recebimento pela Presidência do Tribunal para definição de pauta. Na realidade, o rigor da jurisprudência invocada pelo relator não pode desviar a atenção para a relevância na participação da ABO2O na discussão dos autos. Por este motivo, tal decisão deve ser revista. (…) Primeiramente, cumpre ressaltar que o precedente refere-se a vigência do antigo CPC, ou seja, desconsiderada a nova sistemática relativa aos amici curiae, trazida pelo Novo Código de Processo Civil. Ditos institutos se diferenciam, na medida em que, conforme disposto no art. 138 do NCPC, o deferimento do seu ingresso é devido sempre que estiverem presentes os requisitos legalmente previstos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF DJe de 23/04/2010). Ainda que fosse superável essa jurisprudência (o que não entendo ser o caso), na situação sub examine, verifica-se, ademais, que a admissão de terceiros na qualidade de amici curiae tem como premissa básica a expectativa de que os interessados pluralizem o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos importantes. Para fins de apreciação do pedido ora formulado, é decisivo o aspecto de que a mera reiteração de razões oferecidas por outro interessado, sem o acréscimo de nenhum outro subsídio fático ou jurídico relevante para o julgamento da causa, não justifica a admissão da habilitação. Ex positis, INDEFIRO o ingresso no feito, na qualidade de amicus curiae, da Associação Brasileira de Online to Offline (ABO2O), nos termos do § 1º do art. 21 do Regimento Interno do STF (RI/STF).” (doc. 100) A agravante, em síntese, alegou: “Ora, o exacerbado formalismo da decisão monocrática deve ser revisto, haja vista o fato de que, sequer os autos saíram do gabinete do Eminente relator, muito menos o recebimento pela Presidência do Tribunal para definição de pauta. Na realidade, o rigor da jurisprudência invocada pelo relator não pode desviar a atenção para a relevância na participação da ABO2O na discussão dos autos. Por este motivo, tal decisão deve ser revista. (…) Primeiramente, cumpre ressaltar que o precedente refere-se a vigência do antigo CPC, ou seja, desconsiderada a nova sistemática relativa aos amici curiae, trazida pelo Novo Código de Processo Civil. Ditos institutos se diferenciam, na medida em que, conforme disposto no art. 138 do NCPC, o deferimento do seu ingresso é devido sempre que estiverem presentes os requisitos legalmente previstos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório ADPF 449 AGR / DF qualquer processo e independentemente da fase ou da instância, quais sejam: i) relevância, especificidade ou repercussão da controvérsia (requisito objetivo); e ii) representatividade adequada do postulante (requisito subjetivo). Inclusive, o eminente relator ressaltou que ‘nos termos do art. 7º, § 2º, da Lei 9.868/1999, compete ao Relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos Postulantes (...) admitir ou não pedidos de intervenção de interessados na condição de amicus curiae’. Logo, conforme destacado acima, o ingresso nos autos independe da fase processual e sequer é discricionário, cabendo ao julgador apenas avaliar a presença dos requisitos objetivo e subjetivo previstos na lei, os quais foram devidamente cumpridos, conforme se observa na petição de ingresso (…) Conforme demonstrado, restou evidente a expectativa de que a Agravante irá pluralizar o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos importantes, até porque ela representa 5 empresas dedicadas à mobilidade urbana, que são, indubitavelmente, aptas para demonstrar a realidade social, econômica e multimodal da discussão que será travada na Suprema Corte. (…) Ocorre que a questão a ausência de subsídios fáticos e jurídicos suficientes para a admissão da habilitação, deveria ter sido esclarecida ou ao menos fixada de forma clara pelo Tribunal, uma vez que devidamente comprovados: i) a representatividade e interesse institucional da ABO2O, ii) a incompetência do Município de Fortaleza para legislar em matéria reserva à União, iii) a violação aos dispositivos constitucionais do livre exercício de qualquer profissão, da livre iniciativa e da livre concorrência. (…) Inclusive, o entendimento dessa Suprema Corte é no sentido de que havendo concorrência de pedidos de ingresso oriundos de instituições com deveres, interesses e poderes de representação total ou parcialmente coincidentes, por razões de racionalidade e economia processual, defere-se o ingresso do postulante dotado de representatividade mais ampla (…) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF qualquer processo e independentemente da fase ou da instância, quais sejam: i) relevância, especificidade ou repercussão da controvérsia (requisito objetivo); e ii) representatividade adequada do postulante (requisito subjetivo). Inclusive, o eminente relator ressaltou que ‘nos termos do art. 7º, § 2º, da Lei 9.868/1999, compete ao Relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos Postulantes (...) admitir ou não pedidos de intervenção de interessados na condição de amicus curiae’. Logo, conforme destacado acima, o ingresso nos autos independe da fase processual e sequer é discricionário, cabendo ao julgador apenas avaliar a presença dos requisitos objetivo e subjetivo previstos na lei, os quais foram devidamente cumpridos, conforme se observa na petição de ingresso (…) Conforme demonstrado, restou evidente a expectativa de que a Agravante irá pluralizar o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos importantes, até porque ela representa 5 empresas dedicadas à mobilidade urbana, que são, indubitavelmente, aptas para demonstrar a realidade social, econômica e multimodal da discussão que será travada na Suprema Corte. (…) Ocorre que a questão a ausência de subsídios fáticos e jurídicos suficientes para a admissão da habilitação, deveria ter sido esclarecida ou ao menos fixada de forma clara pelo Tribunal, uma vez que devidamente comprovados: i) a representatividade e interesse institucional da ABO2O, ii) a incompetência do Município de Fortaleza para legislar em matéria reserva à União, iii) a violação aos dispositivos constitucionais do livre exercício de qualquer profissão, da livre iniciativa e da livre concorrência. (…) Inclusive, o entendimento dessa Suprema Corte é no sentido de que havendo concorrência de pedidos de ingresso oriundos de instituições com deveres, interesses e poderes de representação total ou parcialmente coincidentes, por razões de racionalidade e economia processual, defere-se o ingresso do postulante dotado de representatividade mais ampla (…) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório ADPF 449 AGR / DF (…) Portanto, considerando que o relator se recusou a dizer o motivo pelo qual negou vigência ao direito da Agravante, limitando-se a afirmar que o pedido foi feito extemporaneamente e não traz nenhuma situação relevante a subsidiar o feito, conclui-se que negou a devida prestação jurisdicional à Agravante, que tem direito a um pronunciamento jurisdicional completo.” Houve pedido de destaque no julgamento do presente agravo, formulado em 3/5/2018, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente virtual. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF (…) Portanto, considerando que o relator se recusou a dizer o motivo pelo qual negou vigência ao direito da Agravante, limitando-se a afirmar que o pedido foi feito extemporaneamente e não traz nenhuma situação relevante a subsidiar o feito, conclui-se que negou a devida prestação jurisdicional à Agravante, que tem direito a um pronunciamento jurisdicional completo.” Houve pedido de destaque no julgamento do presente agravo, formulado em 3/5/2018, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente virtual. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da agravante. Com efeito, compete ao relator admitir ou não pedido de manifestação de terceiros, na qualidade de amici curiae, nas ações de controle concentrado de constitucionalidade, tendo como norte a relevância da matéria e a representatividade adequada dos postulantes (artigo 7º, § 2º, da Lei Federal 9.868/1999 e artigo 138, caput, do Código de Processo Civil), bem como a conveniência para a instrução da causa e a duração razoável do processo (artigo 5º, LXXVIII, da Constituição Federal). In casu, a Associação Brasileira de Online to Offline - ABO2O postulou o ingresso no feito em momento posterior à liberação do processo para julgamento, o que caracteriza pedido extemporâneo, conforme a jurisprudência sedimentada desta Corte. A propósito, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCINALIDADE. REQUERIMENTO DE INGRESSO COMO AMICUS CURIAE EM DATA POSTERIOR À INCLUSÃO DO PROCESSO NA PAUTA DE JULGAMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ADI 2.435-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 10/12/2015) “PROCESSSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONCENTRADO. ADMISSÃO DE AMICUS CURIAE. PRAZO. Segundo precedente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da agravante. Com efeito, compete ao relator admitir ou não pedido de manifestação de terceiros, na qualidade de amici curiae, nas ações de controle concentrado de constitucionalidade, tendo como norte a relevância da matéria e a representatividade adequada dos postulantes (artigo 7º, § 2º, da Lei Federal 9.868/1999 e artigo 138, caput, do Código de Processo Civil), bem como a conveniência para a instrução da causa e a duração razoável do processo (artigo 5º, LXXVIII, da Constituição Federal). In casu, a Associação Brasileira de Online to Offline - ABO2O postulou o ingresso no feito em momento posterior à liberação do processo para julgamento, o que caracteriza pedido extemporâneo, conforme a jurisprudência sedimentada desta Corte. A propósito, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCINALIDADE. REQUERIMENTO DE INGRESSO COMO AMICUS CURIAE EM DATA POSTERIOR À INCLUSÃO DO PROCESSO NA PAUTA DE JULGAMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ADI 2.435-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 10/12/2015) “PROCESSSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONCENTRADO. ADMISSÃO DE AMICUS CURIAE. PRAZO. Segundo precedente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX ADPF 449 AGR / DF da Corte, é extemporâneo o pedido para admissão nos autos na qualidade de amicus curiae formulado após a liberação da ação direta de inconstitucionalidade para julgamento. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ADI 4.067-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe de 23/4/2010). “Agravo regimental. Ação direta de inconstitucionalidade manifestamente improcedente. Indeferimento da petição inicial pelo Relator. Art. 4º da Lei nº 9.868/99. 1. É manifestamente improcedente a ação direta de inconstitucionalidade que verse sobre norma (art. 56 da Lei nº 9.430/96) cuja constitucionalidade foi expressamente declarada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, mesmo que em recurso extraordinário. 2. Aplicação do art. 4º da Lei nº 9.868/99, segundo o qual ‘a petição inicial inepta, não fundamentada e a manifestamente improcedente serão liminarmente indeferidas pelo relator’. 3. A alteração da jurisprudência pressupõe a ocorrência de significativas modificações de ordem jurídica, social ou econômica, ou, quando muito, a superveniência de argumentos nitidamente mais relevantes do que aqueles antes prevalecentes, o que não se verifica no caso. 4. O amicus curiae somente pode demandar a sua intervenção até a data em que o Relator liberar o processo para pauta. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.071-AgR, Rel. Min. Menezes Direito, Plenário, DJe de 16/10/2009) “Agravo regimental em ação cível originária. Pedido de ingresso como amicus curiae apresentado após a inclusão do processo em pauta. Jurisprudência sedimentada da Corte no sentido de que o amicus curiae somente pode demandar sua intervenção até a data em que o relator liberar o processo para pauta. Precedentes. Flexibilização do entendimento em hipóteses excepcionais. Não configurada, in casu, hipótese excepcional a justificar a reforma da decisão agravada. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte está sedimentada no sentido de que o ‘amicus curiae somente pode demandar sua intervenção até a data em que o Relator liberar o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF da Corte, é extemporâneo o pedido para admissão nos autos na qualidade de amicus curiae formulado após a liberação da ação direta de inconstitucionalidade para julgamento. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ADI 4.067-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe de 23/4/2010). “Agravo regimental. Ação direta de inconstitucionalidade manifestamente improcedente. Indeferimento da petição inicial pelo Relator. Art. 4º da Lei nº 9.868/99. 1. É manifestamente improcedente a ação direta de inconstitucionalidade que verse sobre norma (art. 56 da Lei nº 9.430/96) cuja constitucionalidade foi expressamente declarada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, mesmo que em recurso extraordinário. 2. Aplicação do art. 4º da Lei nº 9.868/99, segundo o qual ‘a petição inicial inepta, não fundamentada e a manifestamente improcedente serão liminarmente indeferidas pelo relator’. 3. A alteração da jurisprudência pressupõe a ocorrência de significativas modificações de ordem jurídica, social ou econômica, ou, quando muito, a superveniência de argumentos nitidamente mais relevantes do que aqueles antes prevalecentes, o que não se verifica no caso. 4. O amicus curiae somente pode demandar a sua intervenção até a data em que o Relator liberar o processo para pauta. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.071-AgR, Rel. Min. Menezes Direito, Plenário, DJe de 16/10/2009) “Agravo regimental em ação cível originária. Pedido de ingresso como amicus curiae apresentado após a inclusão do processo em pauta. Jurisprudência sedimentada da Corte no sentido de que o amicus curiae somente pode demandar sua intervenção até a data em que o relator liberar o processo para pauta. Precedentes. Flexibilização do entendimento em hipóteses excepcionais. Não configurada, in casu, hipótese excepcional a justificar a reforma da decisão agravada. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte está sedimentada no sentido de que o ‘amicus curiae somente pode demandar sua intervenção até a data em que o Relator liberar o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX ADPF 449 AGR / DF processo para pauta’ (ADI nº 4.071-AgR). 2. A rigidez desse entendimento é mitigada pelo STF apenas de forma excepcional. Alegações da agravante insuficientes para tal fim. Não configuração, in casu, de hipótese excepcional a justificar a reforma da decisão agravada. 3. Agravo regimental não provido.” (ACO 779-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/3/2017) Saliento que a disciplina do instituto do amicus curiae no Código de Processo Civil de 2015 não conflita com o entendimento supra, pois o amicus curiae não é parte, de forma que sua admissão nas ações de controle concentrado de constitucionalidade tem por escopo tão somente o fornecimento de subsídios para o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, não podendo implicar em prejuízo ao regular andamento do processo. Por fim, a admissão de terceiros na qualidade de amici curiae tem como premissa básica a expectativa de que os interessados pluralizem o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos relevantes para a elucidação da controvérsia. Portanto, a mera reiteração de razões oferecidas por outros interessados, sem o acréscimo de subsídios fáticos ou jurídicos relevantes para o julgamento da matéria, não justifica a admissão da habilitação. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF processo para pauta’ (ADI nº 4.071-AgR). 2. A rigidez desse entendimento é mitigada pelo STF apenas de forma excepcional. Alegações da agravante insuficientes para tal fim. Não configuração, in casu, de hipótese excepcional a justificar a reforma da decisão agravada. 3. Agravo regimental não provido.” (ACO 779-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/3/2017) Saliento que a disciplina do instituto do amicus curiae no Código de Processo Civil de 2015 não conflita com o entendimento supra, pois o amicus curiae não é parte, de forma que sua admissão nas ações de controle concentrado de constitucionalidade tem por escopo tão somente o fornecimento de subsídios para o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, não podendo implicar em prejuízo ao regular andamento do processo. Por fim, a admissão de terceiros na qualidade de amici curiae tem como premissa básica a expectativa de que os interessados pluralizem o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos relevantes para a elucidação da controvérsia. Portanto, a mera reiteração de razões oferecidas por outros interessados, sem o acréscimo de subsídios fáticos ou jurídicos relevantes para o julgamento da matéria, não justifica a admissão da habilitação. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto Vogal AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O fato de o processo já estar liberado para inclusão em pauta não obstaculiza a admissão de terceiro. Este o recebe no estágio em que se encontra. Provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14847446. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O fato de o processo já estar liberado para inclusão em pauta não obstaculiza a admissão de terceiro. Este o recebe no estágio em que se encontra. Provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14847446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto Vogal AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: O presente agravo regimental foi interposto contra decisão do eminente Ministro LUIZ FUX, que indeferiu o pedido de ingresso nos autos, na condição de amicus curiae, da Associação Brasileira de Online to Offline – ABO2O, ao fundamento de que a Petição 67.967/2017 foi apresentada após a inclusão deste processo objetivo na pauta do Plenário do STF, sendo, portanto, extemporânea, conforme precedente desta CORTE formulado na ADI 4.067-AgR. Em seu voto, o Relator conheceu o agravo e negou-lhe provimento, assentando, em suma, competir ao relator “admitir ou não pedido de manifestação de terceiros, na qualidade de amici curiae, nas ações de controle concentrado de constitucionalidade, tendo como norte a relevância da matéria e a representatividade adequada dos postulantes (artigo 7º, § 2º, da Lei Federal 9.868/1999 e artigo 138, caput, do Código de Processo Civil), bem como a conveniência para a instrução da causa e a duração razoável do processo (artigo 5º, LXXVIII, da Constituição Federal).” É o relatório. Registre-se, de início, que não pretendo divergir quanto ao que restou decidido na decisão agravada, a respeito do indeferimento do pedido formulado pela ora agravante. Apenas desejo registrar meu posicionamento no sentido da irrecorribilidade do ato do Relator. Não se trata de colocar à margem do sistema jurisdicional a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: O presente agravo regimental foi interposto contra decisão do eminente Ministro LUIZ FUX, que indeferiu o pedido de ingresso nos autos, na condição de amicus curiae, da Associação Brasileira de Online to Offline – ABO2O, ao fundamento de que a Petição 67.967/2017 foi apresentada após a inclusão deste processo objetivo na pauta do Plenário do STF, sendo, portanto, extemporânea, conforme precedente desta CORTE formulado na ADI 4.067-AgR. Em seu voto, o Relator conheceu o agravo e negou-lhe provimento, assentando, em suma, competir ao relator “admitir ou não pedido de manifestação de terceiros, na qualidade de amici curiae, nas ações de controle concentrado de constitucionalidade, tendo como norte a relevância da matéria e a representatividade adequada dos postulantes (artigo 7º, § 2º, da Lei Federal 9.868/1999 e artigo 138, caput, do Código de Processo Civil), bem como a conveniência para a instrução da causa e a duração razoável do processo (artigo 5º, LXXVIII, da Constituição Federal).” É o relatório. Registre-se, de início, que não pretendo divergir quanto ao que restou decidido na decisão agravada, a respeito do indeferimento do pedido formulado pela ora agravante. Apenas desejo registrar meu posicionamento no sentido da irrecorribilidade do ato do Relator. Não se trata de colocar à margem do sistema jurisdicional a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto Vogal ADPF 449 AGR / DF importância do prestigioso papel exercido pelo “amigo da Corte”, figura processual de gênese romana (consilliarius romano), e que, desde seu surgimento no ordenamento jurídico pátrio, na Lei 6.385/1976, vem colaborando democraticamente com o aperfeiçoamento da prestação da justiça, devido ao fornecimento ao órgão julgador de dados técnicos e extrajurídicos de inegável valor à sua atividade hermenêutica em razão de sua intervenção anômala no processo, possibilitando um “colorido diferenciado” ao debate, nos dizeres do eminente Ministro GILMAR MENDES. De comum sabença que, na seara constitucional brasileira, o relator poderá admitir, em prol da jurisdição, a manifestação de órgãos ou entidades em processos de caráter objetivo instaurados nesta SUPREMA CORTE, pautando-se pela relevância da matéria e a representatividade dos postulantes. Cuida-se, ao fim e ao cabo, de uma faculdade privativa do relator, consistente em apreciar, casuisticamente, a concretude de requisitos essenciais a credenciar o ingresso do postulante como amicus curiae na questão instaurada nesta CORTE. No tocante à sua admissão nas ações de controle concentrado de constitucionalidade instauradas no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a Lei 9.868/1999, em seu art. 7º, § 2º, é destituída de aporias quanto à discricionariedade do provimento judicial que decide pela pluralização ou restrição de sujeitos no cerne do debate institucional. Veja-se: “Art. 7º (...) § 2º O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos ou entidades. (g.n.)” E o Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RISTF, nos termos do art. 21, XVIII, o reprisa, in litteris: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF importância do prestigioso papel exercido pelo “amigo da Corte”, figura processual de gênese romana (consilliarius romano), e que, desde seu surgimento no ordenamento jurídico pátrio, na Lei 6.385/1976, vem colaborando democraticamente com o aperfeiçoamento da prestação da justiça, devido ao fornecimento ao órgão julgador de dados técnicos e extrajurídicos de inegável valor à sua atividade hermenêutica em razão de sua intervenção anômala no processo, possibilitando um “colorido diferenciado” ao debate, nos dizeres do eminente Ministro GILMAR MENDES. De comum sabença que, na seara constitucional brasileira, o relator poderá admitir, em prol da jurisdição, a manifestação de órgãos ou entidades em processos de caráter objetivo instaurados nesta SUPREMA CORTE, pautando-se pela relevância da matéria e a representatividade dos postulantes. Cuida-se, ao fim e ao cabo, de uma faculdade privativa do relator, consistente em apreciar, casuisticamente, a concretude de requisitos essenciais a credenciar o ingresso do postulante como amicus curiae na questão instaurada nesta CORTE. No tocante à sua admissão nas ações de controle concentrado de constitucionalidade instauradas no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a Lei 9.868/1999, em seu art. 7º, § 2º, é destituída de aporias quanto à discricionariedade do provimento judicial que decide pela pluralização ou restrição de sujeitos no cerne do debate institucional. Veja-se: “Art. 7º (...) § 2º O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos ou entidades. (g.n.)” E o Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RISTF, nos termos do art. 21, XVIII, o reprisa, in litteris: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto Vogal ADPF 449 AGR / DF “Art. 21. São atribuições do Relator: (...) XVIII decidir, de forma irrecorrível, sobre a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, em audiências públicas ou nos processos de sua relatoria; (g.n.).” Apesar da literalidade dos aludidos textos, há de se registrar a ocorrência de julgados no sentido de ser possível, de modo excepcional, a interposição de agravo para impugnar decisão que inadmite a intervenção anômala na condição de amicus curiae. Por todos, cite-se: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR AMICUS CURIAE. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. INTERPRETAÇÃO DO § 2º DA LEI N. 9.868/99. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é assente quanto ao não-cabimento de recursos interpostos por terceiros estranhos à relação processual nos processos objetivos de controle de constitucionalidade. 2. Exceção apenas para impugnar decisão de não-admissibilidade de sua intervenção nos autos. 3. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos.” ADI 3.615-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 25/4/2008. Todavia, cumpre destacar relevantes apontamentos constantes do julgamento do agravo regimental na ADI 5.022-AgR (Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 9/3/2015); oportunidade em que o Min. LUIZ FUX ressaltou: “A razão de ser do amicus curiae, como o próprio nome indica, é de fornecer subsídios à Corte em relação ao segmento em que esse amicus curiae funciona. Então, ele não é parte, ele 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF “Art. 21. São atribuições do Relator: (...) XVIII decidir, de forma irrecorrível, sobre a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, em audiências públicas ou nos processos de sua relatoria; (g.n.).” Apesar da literalidade dos aludidos textos, há de se registrar a ocorrência de julgados no sentido de ser possível, de modo excepcional, a interposição de agravo para impugnar decisão que inadmite a intervenção anômala na condição de amicus curiae. Por todos, cite-se: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR AMICUS CURIAE. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. INTERPRETAÇÃO DO § 2º DA LEI N. 9.868/99. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é assente quanto ao não-cabimento de recursos interpostos por terceiros estranhos à relação processual nos processos objetivos de controle de constitucionalidade. 2. Exceção apenas para impugnar decisão de não-admissibilidade de sua intervenção nos autos. 3. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos.” ADI 3.615-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 25/4/2008. Todavia, cumpre destacar relevantes apontamentos constantes do julgamento do agravo regimental na ADI 5.022-AgR (Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 9/3/2015); oportunidade em que o Min. LUIZ FUX ressaltou: “A razão de ser do amicus curiae, como o próprio nome indica, é de fornecer subsídios à Corte em relação ao segmento em que esse amicus curiae funciona. Então, ele não é parte, ele 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto Vogal ADPF 449 AGR / DF pode não ter interesse jurídico na lide, mas ele é um amigo da Corte. Então, a ideia do amicus curiae não é uma ideia de intervenção de terceiros. Na realidade, se o Tribunal entende que ele não tem nada a contribuir com a Corte pode inadmiti-lo. E a decisão do Tribunal, ele também, teoricamente, não poderia nem recorrer. Ele tem que auxiliar a Corte: ou auxilia ou não auxilia, a critério da Corte. Então, não caberia nem recurso. Mas como a gente se curva à jurisprudência da Corte, temos admitido, aí, essa recorribilidade, que é até uma anomalia, porque o amicus curiae, pelo que consta da lei, ele tem que atuar na área de especialidade dele, conforme a lei indica, que pode ser amigo da Corte, em razão da natureza da matéria.” O então Presidente, Min. RICARDO LEWANDOWSKI, também suscitou a plausibilidade de revisitar esse posicionamento ao fundamento de tratar-se de ato judicial discricionário. Vejamos: “Pois é, eu também, eu acho que foi nesse sentido a perplexidade do Ministro Roberto Barroso, tendo em conta o aumento cada vez maior de amicus curiae que se inscrevem, inclusive, muitos que não compartilham o tempo da tribuna, mas têm os seus quinze minutos independentes, talvez seja o momento de repensarmos isso. Eu também, num primeiro momento, eu entendi sempre que era uma decisão discricionária, irrecorrível do Relator, tendo em conta esse papel limitadíssimo do amicus curiae, de acolher ou não o pedido de ingresso no feito.” De efeito, infere-se que esta SUPREMA CORTE vem se inclinando pela irrecorribilidade irrestrita, sendo inviável, na espécie, (i) pedido de reconsideração, haja vista tratar-se “simples despacho de mero expediente [...], contra o qual não cabe qualquer recurso (CPC, art. 162, § 3º c/c o art. 504)” (ADI 4.628/DF, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 18/2/2014); 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF pode não ter interesse jurídico na lide, mas ele é um amigo da Corte. Então, a ideia do amicus curiae não é uma ideia de intervenção de terceiros. Na realidade, se o Tribunal entende que ele não tem nada a contribuir com a Corte pode inadmiti-lo. E a decisão do Tribunal, ele também, teoricamente, não poderia nem recorrer. Ele tem que auxiliar a Corte: ou auxilia ou não auxilia, a critério da Corte. Então, não caberia nem recurso. Mas como a gente se curva à jurisprudência da Corte, temos admitido, aí, essa recorribilidade, que é até uma anomalia, porque o amicus curiae, pelo que consta da lei, ele tem que atuar na área de especialidade dele, conforme a lei indica, que pode ser amigo da Corte, em razão da natureza da matéria.” O então Presidente, Min. RICARDO LEWANDOWSKI, também suscitou a plausibilidade de revisitar esse posicionamento ao fundamento de tratar-se de ato judicial discricionário. Vejamos: “Pois é, eu também, eu acho que foi nesse sentido a perplexidade do Ministro Roberto Barroso, tendo em conta o aumento cada vez maior de amicus curiae que se inscrevem, inclusive, muitos que não compartilham o tempo da tribuna, mas têm os seus quinze minutos independentes, talvez seja o momento de repensarmos isso. Eu também, num primeiro momento, eu entendi sempre que era uma decisão discricionária, irrecorrível do Relator, tendo em conta esse papel limitadíssimo do amicus curiae, de acolher ou não o pedido de ingresso no feito.” De efeito, infere-se que esta SUPREMA CORTE vem se inclinando pela irrecorribilidade irrestrita, sendo inviável, na espécie, (i) pedido de reconsideração, haja vista tratar-se “simples despacho de mero expediente [...], contra o qual não cabe qualquer recurso (CPC, art. 162, § 3º c/c o art. 504)” (ADI 4.628/DF, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 18/2/2014); 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto Vogal ADPF 449 AGR / DF (ii) embargos de declaração, tanto da admissão quanto da inadmissão do pleito (ADPF 216-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 28/2/2013); ou mesmo (iii) agravo regimental (ADI 3.346-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 12/5/2009); (ADPF 205-AgR, DJe de 31/3/2011, Rel. Min. DIAS TOFFOLI). A consolidação a respeito dessa viragem jurisprudencial aguarda o voto de desempate da distinta Ministra CÁRMEN LÚCIA, nos autos da ADI 3.396-AgR (Rel. Min. CELSO DE MELLO), cujo julgamento encontra- se suspenso (DJe de 3/6/2016). No campo doutrinário, aponta-se que “o próprio STF tem aplicado sem ressalvas as regras que vedam recurso contra decisões monocráticas de seus integrantes acerca de amicus curiae (Lei 9.868/1999, art. 7º, §2º; CPC/1973, art. 482, § 3º; Lei 11.417/2006, art. 2º, §3º; RISTF, art. 323, §2º)”. (TALAMINI, Eduardo. Do amicus curiae. In: WAMBIER, T.; DIDIER JR., E; TALAMINI, e; DANTAS, B. [Coord.]. Breves comentários ao Código de Processo Civil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015, p. 29). De minha parte, tenho por convicção ser irrecorrível o ato do relator que, sopesando, de um lado, os ganhos reduzidos que o ingresso dos postulantes traria à causa; e, de outro lado, os riscos à funcionalidade e à celeridade processuais (RE 589.998-ED/PI, DJe de 10/5/2017, Rel. Min. ROBERTO BARROSO), decide, motivadamente, pela inabilitação do solicitante no processo de fiscalização abstrata de constitucionalidade (RE 928.902-Amicus/SP, de minha relatoria, DJe de 8/5/2018). Ante o exposto, ressalvando minha posição pelo não conhecimento do Agravo Interno, acompanho o relator. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF (ii) embargos de declaração, tanto da admissão quanto da inadmissão do pleito (ADPF 216-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 28/2/2013); ou mesmo (iii) agravo regimental (ADI 3.346-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 12/5/2009); (ADPF 205-AgR, DJe de 31/3/2011, Rel. Min. DIAS TOFFOLI). A consolidação a respeito dessa viragem jurisprudencial aguarda o voto de desempate da distinta Ministra CÁRMEN LÚCIA, nos autos da ADI 3.396-AgR (Rel. Min. CELSO DE MELLO), cujo julgamento encontra- se suspenso (DJe de 3/6/2016). No campo doutrinário, aponta-se que “o próprio STF tem aplicado sem ressalvas as regras que vedam recurso contra decisões monocráticas de seus integrantes acerca de amicus curiae (Lei 9.868/1999, art. 7º, §2º; CPC/1973, art. 482, § 3º; Lei 11.417/2006, art. 2º, §3º; RISTF, art. 323, §2º)”. (TALAMINI, Eduardo. Do amicus curiae. In: WAMBIER, T.; DIDIER JR., E; TALAMINI, e; DANTAS, B. [Coord.]. Breves comentários ao Código de Processo Civil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015, p. 29). De minha parte, tenho por convicção ser irrecorrível o ato do relator que, sopesando, de um lado, os ganhos reduzidos que o ingresso dos postulantes traria à causa; e, de outro lado, os riscos à funcionalidade e à celeridade processuais (RE 589.998-ED/PI, DJe de 10/5/2017, Rel. Min. ROBERTO BARROSO), decide, motivadamente, pela inabilitação do solicitante no processo de fiscalização abstrata de constitucionalidade (RE 928.902-Amicus/SP, de minha relatoria, DJe de 8/5/2018). Ante o exposto, ressalvando minha posição pelo não conhecimento do Agravo Interno, acompanho o relator. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES (20389/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. O Ministro Alexandre de Moraes acompanhou o Relator com ressalva de entendimento. Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890068 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES (20389/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. O Ministro Alexandre de Moraes acompanhou o Relator com ressalva de entendimento. Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890068 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15000782
2018-05-18T00:00:00
2018-06-13T00:00:00
O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. O Ministro Alexandre de Moraes acompanhou o Relator com ressalva de entendimento. Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PEDIDO DE INGRESSO NO FEITO NA QUALIDADE DE AMICUS CURIAE APÓS A LIBERAÇÃO DO PROCESSO PARA JULGAMENTO. INDEFERIMENTO. POSTULAÇÃO EXTEMPORÂNEA. MERA REITERAÇÃO DE RAZÕES OFERECIDAS POR OUTROS INTERESSADOS. HIPÓTESE QUE NÃO JUSTIFICA A HABILITAÇÃO DE AMICUS CURIAE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Compete ao relator admitir ou não pedido de manifestação de terceiros, na qualidade de amici curiae, nas ações de controle concentrado de constitucionalidade, tendo como norte a relevância da matéria e a representatividade adequada dos postulantes (artigo 7º, § 2º, da Lei Federal 9.868/1999 e artigo 138, caput, do Código de Processo Civil), bem como a conveniência para a instrução da causa e a duração razoável do processo (artigo 5º, LXXVIII, da Constituição Federal). 2. In casu, a agravante postulou o ingresso no feito em momento posterior à liberação do processo para julgamento, o que caracteriza pedido extemporâneo, conforme a jurisprudência sedimentada desta Corte. A admissão do amicus curiae nas ações de controle concentrado de constitucionalidade tem por escopo tão somente o fornecimento de subsídios para o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, não podendo implicar em prejuízo ao regular andamento do processo. 4. A mera reiteração de razões oferecidas por outros interessados, sem o acréscimo de subsídios fáticos ou jurídicos relevantes para a elucidação da controvérsia, não justifica a admissão da habilitação de amicus curiae. 5. Agravo desprovido.
sjur386596
- Acórdão(s) citado(s): (INGRESSO, AMICUS CURIAE, INTERPOSIÇÃO EXTEMPORÂNEA) ADI 4071 AgR (TP), ADI 4067 AgR (TP), ACO 779 AgR (TP), ADI 2435 AgR (TP). (AMICUS CURIAE, LEGITIMIDADE, INTERPOSIÇÃO, RECURSO) ADI 3615 ED (TP), ADI 5022 AgR (TP). (PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO, INGRESSO, AMICUS CURIAE) ADI 4628 (TP). - Decisões monocráticas citadas: (PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO, INGRESSO, AMICUS CURIAE) ADI 3346 AgR, ADPF 205 AgR, ADPF 216 ED. (INGRESSO, AMICUS CURIAE, CONTROLE ABSTRATO, DECISÃO IRRECORRÍVEL) RE 589998 ED, RE 928902 Amicus. - Veja ADI 3396 AgR do STF. Número de páginas: 16. Análise: 12/09/2018, JSF.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
449
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00078\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-006385 ANO-1976\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009868 ANO-1999\n ART-00007 PAR-00002\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00138 \"CAPUT\"\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 INC-00018\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ADPF-AgR
acordaos
ADPF 449 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PEDIDO DE INGRESSO NO FEITO NA QUALIDADE DE AMICUS CURIAE APÓS A LIBERAÇÃO DO PROCESSO PARA JULGAMENTO. INDEFERIMENTO. POSTULAÇÃO EXTEMPORÂNEA. MERA REITERAÇÃO DE RAZÕES OFERECIDAS POR OUTROS INTERESSADOS. HIPÓTESE QUE NÃO JUSTIFICA A HABILITAÇÃO DE AMICUS CURIAE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Compete ao relator admitir ou não pedido de manifestação de terceiros, na qualidade de amici curiae, nas ações de controle concentrado de constitucionalidade, tendo como norte a relevância da matéria e a representatividade adequada dos postulantes (artigo 7..., § 2..., da Lei Federal 9.868/1999 e artigo 138, caput, do Código de Processo Civil), bem como a conveniência para a instrução da causa e a duração razoável do processo (artigo 5..., LXXVIII, da Constituição Federal). 2. In casu, a agravante postulou o ingresso no feito em momento posterior à liberação do processo para julgamento, o que caracteriza pedido extemporâneo, conforme a jurisprudência sedimentada desta Corte. A admissão do amicus curiae nas ações de controle concentrado de constitucionalidade tem por escopo tão somente o fornecimento de subsídios para o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, não podendo implicar em prejuízo ao regular andamento do processo. 4. A mera reiteração de razões oferecidas por outros interessados, sem o acréscimo de subsídios fáticos ou jurídicos relevantes para a elucidação da controvérsia, não justifica a admissão da habilitação de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897762. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ADPF 449 AGR / DF amicus curiae. 5. Agravo desprovido. A C Ó R D Ã O O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 11 a 17/05/2018, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. O Ministro Alexandre de Moraes acompanhou o Relator com ressalva de entendimento. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897762. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF amicus curiae. 5. Agravo desprovido. A C Ó R D Ã O O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 11 a 17/05/2018, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. O Ministro Alexandre de Moraes acompanhou o Relator com ressalva de entendimento. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Luiz Fux (Relator): Trata-se de agravo interno interposto pela Associação Brasileira de Online to Offline - ABO2O (doc. 101) contra decisão de inadmissão de seu ingresso no feito, na qualidade de amicus curiae, in verbis: “No caso sub examine, o pedido formulado (Petição n. 67.967/2017) foi apresentado em momento posterior à inclusão do julgamento desta Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) na pauta do Tribunal Pleno deste Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal). Incide, portanto, o entendimento sistematizado pelo Pleno da Suprema Corte, por unanimidade de votos, no julgamento do Agravo Regimental na ADI n. 4.067/DF. Eis o inteiro teor da ementa desse julgado, cujo acórdão foi da lavra do Ministro Joaquim Barbosa, in verbis: “PROCESSSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONCENTRADO. ADMISSÃO DE AMICUS CURIAE. PRAZO. Segundo precedente da Corte, é extemporâneo o pedido para admissão nos autos na qualidade de amicus curiae formulado após a liberação da ação direta de inconstitucionalidade para julgamento. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Agravo Regimental na ADI 4.067/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Luiz Fux (Relator): Trata-se de agravo interno interposto pela Associação Brasileira de Online to Offline - ABO2O (doc. 101) contra decisão de inadmissão de seu ingresso no feito, na qualidade de amicus curiae, in verbis: “No caso sub examine, o pedido formulado (Petição n. 67.967/2017) foi apresentado em momento posterior à inclusão do julgamento desta Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) na pauta do Tribunal Pleno deste Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal). Incide, portanto, o entendimento sistematizado pelo Pleno da Suprema Corte, por unanimidade de votos, no julgamento do Agravo Regimental na ADI n. 4.067/DF. Eis o inteiro teor da ementa desse julgado, cujo acórdão foi da lavra do Ministro Joaquim Barbosa, in verbis: “PROCESSSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONCENTRADO. ADMISSÃO DE AMICUS CURIAE. PRAZO. Segundo precedente da Corte, é extemporâneo o pedido para admissão nos autos na qualidade de amicus curiae formulado após a liberação da ação direta de inconstitucionalidade para julgamento. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Agravo Regimental na ADI 4.067/DF, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório ADPF 449 AGR / DF DJe de 23/04/2010). Ainda que fosse superável essa jurisprudência (o que não entendo ser o caso), na situação sub examine, verifica-se, ademais, que a admissão de terceiros na qualidade de amici curiae tem como premissa básica a expectativa de que os interessados pluralizem o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos importantes. Para fins de apreciação do pedido ora formulado, é decisivo o aspecto de que a mera reiteração de razões oferecidas por outro interessado, sem o acréscimo de nenhum outro subsídio fático ou jurídico relevante para o julgamento da causa, não justifica a admissão da habilitação. Ex positis, INDEFIRO o ingresso no feito, na qualidade de amicus curiae, da Associação Brasileira de Online to Offline (ABO2O), nos termos do § 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (RI/Supremo Tribunal Federal).” (doc. 100) A agravante, em síntese, alegou: “Ora, o exacerbado formalismo da decisão monocrática deve ser revisto, haja vista o fato de que, sequer os autos saíram do gabinete do Eminente relator, muito menos o recebimento pela Presidência do Tribunal para definição de pauta. Na realidade, o rigor da jurisprudência invocada pelo relator não pode desviar a atenção para a relevância na participação da ABO2O na discussão dos autos. Por este motivo, tal decisão deve ser revista. (…) Primeiramente, cumpre ressaltar que o precedente refere-se a vigência do antigo Código de Processo Civil, ou seja, desconsiderada a nova sistemática relativa aos amici curiae, trazida pelo Novo Código de Processo Civil. Ditos institutos se diferenciam, na medida em que, conforme disposto no art. 138 do NCPC, o deferimento do seu ingresso é devido sempre que estiverem presentes os requisitos legalmente previstos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF DJe de 23/04/2010). Ainda que fosse superável essa jurisprudência (o que não entendo ser o caso), na situação sub examine, verifica-se, ademais, que a admissão de terceiros na qualidade de amici curiae tem como premissa básica a expectativa de que os interessados pluralizem o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos importantes. Para fins de apreciação do pedido ora formulado, é decisivo o aspecto de que a mera reiteração de razões oferecidas por outro interessado, sem o acréscimo de nenhum outro subsídio fático ou jurídico relevante para o julgamento da causa, não justifica a admissão da habilitação. Ex positis, INDEFIRO o ingresso no feito, na qualidade de amicus curiae, da Associação Brasileira de Online to Offline (ABO2O), nos termos do § 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (RI/Supremo Tribunal Federal).” (doc. 100) A agravante, em síntese, alegou: “Ora, o exacerbado formalismo da decisão monocrática deve ser revisto, haja vista o fato de que, sequer os autos saíram do gabinete do Eminente relator, muito menos o recebimento pela Presidência do Tribunal para definição de pauta. Na realidade, o rigor da jurisprudência invocada pelo relator não pode desviar a atenção para a relevância na participação da ABO2O na discussão dos autos. Por este motivo, tal decisão deve ser revista. (…) Primeiramente, cumpre ressaltar que o precedente refere-se a vigência do antigo Código de Processo Civil, ou seja, desconsiderada a nova sistemática relativa aos amici curiae, trazida pelo Novo Código de Processo Civil. Ditos institutos se diferenciam, na medida em que, conforme disposto no art. 138 do NCPC, o deferimento do seu ingresso é devido sempre que estiverem presentes os requisitos legalmente previstos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório ADPF 449 AGR / DF qualquer processo e independentemente da fase ou da instância, quais sejam: i) relevância, especificidade ou repercussão da controvérsia (requisito objetivo); e ii) representatividade adequada do postulante (requisito subjetivo). Inclusive, o eminente relator ressaltou que ‘nos termos do art. 7..., § 2..., da Lei 9.868/1999, compete ao Relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos Postulantes (...) admitir ou não pedidos de intervenção de interessados na condição de amicus curiae’. Logo, conforme destacado acima, o ingresso nos autos independe da fase processual e sequer é discricionário, cabendo ao julgador apenas avaliar a presença dos requisitos objetivo e subjetivo previstos na lei, os quais foram devidamente cumpridos, conforme se observa na petição de ingresso (…) Conforme demonstrado, restou evidente a expectativa de que a Agravante irá pluralizar o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos importantes, até porque ela representa 5 empresas dedicadas à mobilidade urbana, que são, indubitavelmente, aptas para demonstrar a realidade social, econômica e multimodal da discussão que será travada na Suprema Corte. (…) Ocorre que a questão a ausência de subsídios fáticos e jurídicos suficientes para a admissão da habilitação, deveria ter sido esclarecida ou ao menos fixada de forma clara pelo Tribunal, uma vez que devidamente comprovados: i) a representatividade e interesse institucional da ABO2O, ii) a incompetência do Município de Fortaleza para legislar em matéria reserva à União, iii) a violação aos dispositivos constitucionais do livre exercício de qualquer profissão, da livre iniciativa e da livre concorrência. (…) Inclusive, o entendimento dessa Suprema Corte é no sentido de que havendo concorrência de pedidos de ingresso oriundos de instituições com deveres, interesses e poderes de representação total ou parcialmente coincidentes, por razões de racionalidade e economia processual, defere-se o ingresso do postulante dotado de representatividade mais ampla (…) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF qualquer processo e independentemente da fase ou da instância, quais sejam: i) relevância, especificidade ou repercussão da controvérsia (requisito objetivo); e ii) representatividade adequada do postulante (requisito subjetivo). Inclusive, o eminente relator ressaltou que ‘nos termos do art. 7..., § 2..., da Lei 9.868/1999, compete ao Relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos Postulantes (...) admitir ou não pedidos de intervenção de interessados na condição de amicus curiae’. Logo, conforme destacado acima, o ingresso nos autos independe da fase processual e sequer é discricionário, cabendo ao julgador apenas avaliar a presença dos requisitos objetivo e subjetivo previstos na lei, os quais foram devidamente cumpridos, conforme se observa na petição de ingresso (…) Conforme demonstrado, restou evidente a expectativa de que a Agravante irá pluralizar o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos importantes, até porque ela representa 5 empresas dedicadas à mobilidade urbana, que são, indubitavelmente, aptas para demonstrar a realidade social, econômica e multimodal da discussão que será travada na Suprema Corte. (…) Ocorre que a questão a ausência de subsídios fáticos e jurídicos suficientes para a admissão da habilitação, deveria ter sido esclarecida ou ao menos fixada de forma clara pelo Tribunal, uma vez que devidamente comprovados: i) a representatividade e interesse institucional da ABO2O, ii) a incompetência do Município de Fortaleza para legislar em matéria reserva à União, iii) a violação aos dispositivos constitucionais do livre exercício de qualquer profissão, da livre iniciativa e da livre concorrência. (…) Inclusive, o entendimento dessa Suprema Corte é no sentido de que havendo concorrência de pedidos de ingresso oriundos de instituições com deveres, interesses e poderes de representação total ou parcialmente coincidentes, por razões de racionalidade e economia processual, defere-se o ingresso do postulante dotado de representatividade mais ampla (…) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório ADPF 449 AGR / DF (…) Portanto, considerando que o relator se recusou a dizer o motivo pelo qual negou vigência ao direito da Agravante, limitando-se a afirmar que o pedido foi feito extemporaneamente e não traz nenhuma situação relevante a subsidiar o feito, conclui-se que negou a devida prestação jurisdicional à Agravante, que tem direito a um pronunciamento jurisdicional completo.” Houve pedido de destaque no julgamento do presente agravo, formulado em 3/5/2018, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente virtual. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF (…) Portanto, considerando que o relator se recusou a dizer o motivo pelo qual negou vigência ao direito da Agravante, limitando-se a afirmar que o pedido foi feito extemporaneamente e não traz nenhuma situação relevante a subsidiar o feito, conclui-se que negou a devida prestação jurisdicional à Agravante, que tem direito a um pronunciamento jurisdicional completo.” Houve pedido de destaque no julgamento do presente agravo, formulado em 3/5/2018, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento em ambiente virtual. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897763. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da agravante. Com efeito, compete ao relator admitir ou não pedido de manifestação de terceiros, na qualidade de amici curiae, nas ações de controle concentrado de constitucionalidade, tendo como norte a relevância da matéria e a representatividade adequada dos postulantes (artigo 7..., § 2..., da Lei Federal 9.868/1999 e artigo 138, caput, do Código de Processo Civil), bem como a conveniência para a instrução da causa e a duração razoável do processo (artigo 5..., LXXVIII, da Constituição Federal). In casu, a Associação Brasileira de Online to Offline - ABO2O postulou o ingresso no feito em momento posterior à liberação do processo para julgamento, o que caracteriza pedido extemporâneo, conforme a jurisprudência sedimentada desta Corte. A propósito, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCINALIDADE. REQUERIMENTO DE INGRESSO COMO AMICUS CURIAE EM DATA POSTERIOR À INCLUSÃO DO PROCESSO NA PAUTA DE JULGAMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ADI 2.435-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 10/12/2015) “PROCESSSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONCENTRADO. ADMISSÃO DE AMICUS CURIAE. PRAZO. Segundo precedente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da agravante. Com efeito, compete ao relator admitir ou não pedido de manifestação de terceiros, na qualidade de amici curiae, nas ações de controle concentrado de constitucionalidade, tendo como norte a relevância da matéria e a representatividade adequada dos postulantes (artigo 7..., § 2..., da Lei Federal 9.868/1999 e artigo 138, caput, do Código de Processo Civil), bem como a conveniência para a instrução da causa e a duração razoável do processo (artigo 5..., LXXVIII, da Constituição Federal). In casu, a Associação Brasileira de Online to Offline - ABO2O postulou o ingresso no feito em momento posterior à liberação do processo para julgamento, o que caracteriza pedido extemporâneo, conforme a jurisprudência sedimentada desta Corte. A propósito, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCINALIDADE. REQUERIMENTO DE INGRESSO COMO AMICUS CURIAE EM DATA POSTERIOR À INCLUSÃO DO PROCESSO NA PAUTA DE JULGAMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ADI 2.435-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 10/12/2015) “PROCESSSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONCENTRADO. ADMISSÃO DE AMICUS CURIAE. PRAZO. Segundo precedente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX ADPF 449 AGR / DF da Corte, é extemporâneo o pedido para admissão nos autos na qualidade de amicus curiae formulado após a liberação da ação direta de inconstitucionalidade para julgamento. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ADI 4.067-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe de 23/4/2010). “Agravo regimental. Ação direta de inconstitucionalidade manifestamente improcedente. Indeferimento da petição inicial pelo Relator. Art. 4... da Lei n 9.868/99. 1. É manifestamente improcedente a ação direta de inconstitucionalidade que verse sobre norma (art. 56 da Lei n 9.430/96) cuja constitucionalidade foi expressamente declarada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, mesmo que em recurso extraordinário. 2. Aplicação do art. 4... da Lei n 9.868/99, segundo o qual ‘a petição inicial inepta, não fundamentada e a manifestamente improcedente serão liminarmente indeferidas pelo relator’. 3. A alteração da jurisprudência pressupõe a ocorrência de significativas modificações de ordem jurídica, social ou econômica, ou, quando muito, a superveniência de argumentos nitidamente mais relevantes do que aqueles antes prevalecentes, o que não se verifica no caso. 4. O amicus curiae somente pode demandar a sua intervenção até a data em que o Relator liberar o processo para pauta. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.071-AgR, Rel. Min. Menezes Direito, Plenário, DJe de 16/10/2009) “Agravo regimental em ação cível originária. Pedido de ingresso como amicus curiae apresentado após a inclusão do processo em pauta. Jurisprudência sedimentada da Corte no sentido de que o amicus curiae somente pode demandar sua intervenção até a data em que o relator liberar o processo para pauta. Precedentes. Flexibilização do entendimento em hipóteses excepcionais. Não configurada, in casu, hipótese excepcional a justificar a reforma da decisão agravada. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte está sedimentada no sentido de que o ‘amicus curiae somente pode demandar sua intervenção até a data em que o Relator liberar o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF da Corte, é extemporâneo o pedido para admissão nos autos na qualidade de amicus curiae formulado após a liberação da ação direta de inconstitucionalidade para julgamento. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ADI 4.067-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe de 23/4/2010). “Agravo regimental. Ação direta de inconstitucionalidade manifestamente improcedente. Indeferimento da petição inicial pelo Relator. Art. 4... da Lei n 9.868/99. 1. É manifestamente improcedente a ação direta de inconstitucionalidade que verse sobre norma (art. 56 da Lei n 9.430/96) cuja constitucionalidade foi expressamente declarada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, mesmo que em recurso extraordinário. 2. Aplicação do art. 4... da Lei n 9.868/99, segundo o qual ‘a petição inicial inepta, não fundamentada e a manifestamente improcedente serão liminarmente indeferidas pelo relator’. 3. A alteração da jurisprudência pressupõe a ocorrência de significativas modificações de ordem jurídica, social ou econômica, ou, quando muito, a superveniência de argumentos nitidamente mais relevantes do que aqueles antes prevalecentes, o que não se verifica no caso. 4. O amicus curiae somente pode demandar a sua intervenção até a data em que o Relator liberar o processo para pauta. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ADI 4.071-AgR, Rel. Min. Menezes Direito, Plenário, DJe de 16/10/2009) “Agravo regimental em ação cível originária. Pedido de ingresso como amicus curiae apresentado após a inclusão do processo em pauta. Jurisprudência sedimentada da Corte no sentido de que o amicus curiae somente pode demandar sua intervenção até a data em que o relator liberar o processo para pauta. Precedentes. Flexibilização do entendimento em hipóteses excepcionais. Não configurada, in casu, hipótese excepcional a justificar a reforma da decisão agravada. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte está sedimentada no sentido de que o ‘amicus curiae somente pode demandar sua intervenção até a data em que o Relator liberar o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX ADPF 449 AGR / DF processo para pauta’ (ADI n 4.071-AgR). 2. A rigidez desse entendimento é mitigada pelo Supremo Tribunal Federal apenas de forma excepcional. Alegações da agravante insuficientes para tal fim. Não configuração, in casu, de hipótese excepcional a justificar a reforma da decisão agravada. 3. Agravo regimental não provido.” (ACO 779-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/3/2017) Saliento que a disciplina do instituto do amicus curiae no Código de Processo Civil de 2015 não conflita com o entendimento supra, pois o amicus curiae não é parte, de forma que sua admissão nas ações de controle concentrado de constitucionalidade tem por escopo tão somente o fornecimento de subsídios para o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, não podendo implicar em prejuízo ao regular andamento do processo. Por fim, a admissão de terceiros na qualidade de amici curiae tem como premissa básica a expectativa de que os interessados pluralizem o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos relevantes para a elucidação da controvérsia. Portanto, a mera reiteração de razões oferecidas por outros interessados, sem o acréscimo de subsídios fáticos ou jurídicos relevantes para o julgamento da matéria, não justifica a admissão da habilitação. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF processo para pauta’ (ADI n 4.071-AgR). 2. A rigidez desse entendimento é mitigada pelo Supremo Tribunal Federal apenas de forma excepcional. Alegações da agravante insuficientes para tal fim. Não configuração, in casu, de hipótese excepcional a justificar a reforma da decisão agravada. 3. Agravo regimental não provido.” (ACO 779-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 9/3/2017) Saliento que a disciplina do instituto do amicus curiae no Código de Processo Civil de 2015 não conflita com o entendimento supra, pois o amicus curiae não é parte, de forma que sua admissão nas ações de controle concentrado de constitucionalidade tem por escopo tão somente o fornecimento de subsídios para o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, não podendo implicar em prejuízo ao regular andamento do processo. Por fim, a admissão de terceiros na qualidade de amici curiae tem como premissa básica a expectativa de que os interessados pluralizem o debate constitucional, apresentando informações, documentos ou elementos relevantes para a elucidação da controvérsia. Portanto, a mera reiteração de razões oferecidas por outros interessados, sem o acréscimo de subsídios fáticos ou jurídicos relevantes para o julgamento da matéria, não justifica a admissão da habilitação. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897784. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto Vogal AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O fato de o processo já estar liberado para inclusão em pauta não obstaculiza a admissão de terceiro. Este o recebe no estágio em que se encontra. Provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14847446. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O fato de o processo já estar liberado para inclusão em pauta não obstaculiza a admissão de terceiro. Este o recebe no estágio em que se encontra. Provejo o agravo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14847446. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto Vogal AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: O presente agravo regimental foi interposto contra decisão do eminente Ministro LUIZ FUX, que indeferiu o pedido de ingresso nos autos, na condição de amicus curiae, da Associação Brasileira de Online to Offline – ABO2O, ao fundamento de que a Petição 67.967/2017 foi apresentada após a inclusão deste processo objetivo na pauta do Plenário do Supremo Tribunal Federal, sendo, portanto, extemporânea, conforme precedente desta CORTE formulado na ADI 4.067-AgR. Em seu voto, o Relator conheceu o agravo e negou-lhe provimento, assentando, em suma, competir ao relator “admitir ou não pedido de manifestação de terceiros, na qualidade de amici curiae, nas ações de controle concentrado de constitucionalidade, tendo como norte a relevância da matéria e a representatividade adequada dos postulantes (artigo 7..., § 2..., da Lei Federal 9.868/1999 e artigo 138, caput, do Código de Processo Civil), bem como a conveniência para a instrução da causa e a duração razoável do processo (artigo 5..., LXXVIII, da Constituição Federal).” É o relatório. Registre-se, de início, que não pretendo divergir quanto ao que restou decidido na decisão agravada, a respeito do indeferimento do pedido formulado pela ora agravante. Apenas desejo registrar meu posicionamento no sentido da irrecorribilidade do ato do Relator. Não se trata de colocar à margem do sistema jurisdicional a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES E OUTRO(A/S) VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: O presente agravo regimental foi interposto contra decisão do eminente Ministro LUIZ FUX, que indeferiu o pedido de ingresso nos autos, na condição de amicus curiae, da Associação Brasileira de Online to Offline – ABO2O, ao fundamento de que a Petição 67.967/2017 foi apresentada após a inclusão deste processo objetivo na pauta do Plenário do Supremo Tribunal Federal, sendo, portanto, extemporânea, conforme precedente desta CORTE formulado na ADI 4.067-AgR. Em seu voto, o Relator conheceu o agravo e negou-lhe provimento, assentando, em suma, competir ao relator “admitir ou não pedido de manifestação de terceiros, na qualidade de amici curiae, nas ações de controle concentrado de constitucionalidade, tendo como norte a relevância da matéria e a representatividade adequada dos postulantes (artigo 7..., § 2..., da Lei Federal 9.868/1999 e artigo 138, caput, do Código de Processo Civil), bem como a conveniência para a instrução da causa e a duração razoável do processo (artigo 5..., LXXVIII, da Constituição Federal).” É o relatório. Registre-se, de início, que não pretendo divergir quanto ao que restou decidido na decisão agravada, a respeito do indeferimento do pedido formulado pela ora agravante. Apenas desejo registrar meu posicionamento no sentido da irrecorribilidade do ato do Relator. Não se trata de colocar à margem do sistema jurisdicional a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto Vogal ADPF 449 AGR / DF importância do prestigioso papel exercido pelo “amigo da Corte”, figura processual de gênese romana (consilliarius romano), e que, desde seu surgimento no ordenamento jurídico pátrio, na Lei 6.385/1976, vem colaborando democraticamente com o aperfeiçoamento da prestação da justiça, devido ao fornecimento ao órgão julgador de dados técnicos e extrajurídicos de inegável valor à sua atividade hermenêutica em razão de sua intervenção anômala no processo, possibilitando um “colorido diferenciado” ao debate, nos dizeres do eminente Ministro GILMAR MENDES. De comum sabença que, na seara constitucional brasileira, o relator poderá admitir, em prol da jurisdição, a manifestação de órgãos ou entidades em processos de caráter objetivo instaurados nesta SUPREMA CORTE, pautando-se pela relevância da matéria e a representatividade dos postulantes. Cuida-se, ao fim e ao cabo, de uma faculdade privativa do relator, consistente em apreciar, casuisticamente, a concretude de requisitos essenciais a credenciar o ingresso do postulante como amicus curiae na questão instaurada nesta CORTE. No tocante à sua admissão nas ações de controle concentrado de constitucionalidade instauradas no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a Lei 9.868/1999, em seu art. 7..., § 2..., é destituída de aporias quanto à discricionariedade do provimento judicial que decide pela pluralização ou restrição de sujeitos no cerne do debate institucional. Veja-se: “Art. 7... (...) § 2... O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos ou entidades. (g.n.)” E o Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RISTF, nos termos do art. 21, XVIII, o reprisa, in litteris: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF importância do prestigioso papel exercido pelo “amigo da Corte”, figura processual de gênese romana (consilliarius romano), e que, desde seu surgimento no ordenamento jurídico pátrio, na Lei 6.385/1976, vem colaborando democraticamente com o aperfeiçoamento da prestação da justiça, devido ao fornecimento ao órgão julgador de dados técnicos e extrajurídicos de inegável valor à sua atividade hermenêutica em razão de sua intervenção anômala no processo, possibilitando um “colorido diferenciado” ao debate, nos dizeres do eminente Ministro GILMAR MENDES. De comum sabença que, na seara constitucional brasileira, o relator poderá admitir, em prol da jurisdição, a manifestação de órgãos ou entidades em processos de caráter objetivo instaurados nesta SUPREMA CORTE, pautando-se pela relevância da matéria e a representatividade dos postulantes. Cuida-se, ao fim e ao cabo, de uma faculdade privativa do relator, consistente em apreciar, casuisticamente, a concretude de requisitos essenciais a credenciar o ingresso do postulante como amicus curiae na questão instaurada nesta CORTE. No tocante à sua admissão nas ações de controle concentrado de constitucionalidade instauradas no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a Lei 9.868/1999, em seu art. 7..., § 2..., é destituída de aporias quanto à discricionariedade do provimento judicial que decide pela pluralização ou restrição de sujeitos no cerne do debate institucional. Veja-se: “Art. 7... (...) § 2... O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos ou entidades. (g.n.)” E o Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RISTF, nos termos do art. 21, XVIII, o reprisa, in litteris: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto Vogal ADPF 449 AGR / DF “Art. 21. São atribuições do Relator: (...) XVIII decidir, de forma irrecorrível, sobre a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, em audiências públicas ou nos processos de sua relatoria; (g.n.).” Apesar da literalidade dos aludidos textos, há de se registrar a ocorrência de julgados no sentido de ser possível, de modo excepcional, a interposição de agravo para impugnar decisão que inadmite a intervenção anômala na condição de amicus curiae. Por todos, cite-se: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR AMICUS CURIAE. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. INTERPRETAÇÃO DO § 2... DA LEI N. 9.868/99. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é assente quanto ao não-cabimento de recursos interpostos por terceiros estranhos à relação processual nos processos objetivos de controle de constitucionalidade. 2. Exceção apenas para impugnar decisão de não-admissibilidade de sua intervenção nos autos. 3. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos.” ADI 3.615-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 25/4/2008. Todavia, cumpre destacar relevantes apontamentos constantes do julgamento do agravo regimental na ADI 5.022-AgR (Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 9/3/2015); oportunidade em que o Min. LUIZ FUX ressaltou: “A razão de ser do amicus curiae, como o próprio nome indica, é de fornecer subsídios à Corte em relação ao segmento em que esse amicus curiae funciona. Então, ele não é parte, ele 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF “Art. 21. São atribuições do Relator: (...) XVIII decidir, de forma irrecorrível, sobre a manifestação de terceiros, subscrita por procurador habilitado, em audiências públicas ou nos processos de sua relatoria; (g.n.).” Apesar da literalidade dos aludidos textos, há de se registrar a ocorrência de julgados no sentido de ser possível, de modo excepcional, a interposição de agravo para impugnar decisão que inadmite a intervenção anômala na condição de amicus curiae. Por todos, cite-se: “EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR AMICUS CURIAE. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. INTERPRETAÇÃO DO § 2... DA LEI N. 9.868/99. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é assente quanto ao não-cabimento de recursos interpostos por terceiros estranhos à relação processual nos processos objetivos de controle de constitucionalidade. 2. Exceção apenas para impugnar decisão de não-admissibilidade de sua intervenção nos autos. 3. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos.” ADI 3.615-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 25/4/2008. Todavia, cumpre destacar relevantes apontamentos constantes do julgamento do agravo regimental na ADI 5.022-AgR (Rel. Min. CELSO DE MELLO, DJe de 9/3/2015); oportunidade em que o Min. LUIZ FUX ressaltou: “A razão de ser do amicus curiae, como o próprio nome indica, é de fornecer subsídios à Corte em relação ao segmento em que esse amicus curiae funciona. Então, ele não é parte, ele 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto Vogal ADPF 449 AGR / DF pode não ter interesse jurídico na lide, mas ele é um amigo da Corte. Então, a ideia do amicus curiae não é uma ideia de intervenção de terceiros. Na realidade, se o Tribunal entende que ele não tem nada a contribuir com a Corte pode inadmiti-lo. E a decisão do Tribunal, ele também, teoricamente, não poderia nem recorrer. Ele tem que auxiliar a Corte: ou auxilia ou não auxilia, a critério da Corte. Então, não caberia nem recurso. Mas como a gente se curva à jurisprudência da Corte, temos admitido, aí, essa recorribilidade, que é até uma anomalia, porque o amicus curiae, pelo que consta da lei, ele tem que atuar na área de especialidade dele, conforme a lei indica, que pode ser amigo da Corte, em razão da natureza da matéria.” O então Presidente, Min. RICARDO LEWANDOWSKI, também suscitou a plausibilidade de revisitar esse posicionamento ao fundamento de tratar-se de ato judicial discricionário. Vejamos: “Pois é, eu também, eu acho que foi nesse sentido a perplexidade do Ministro Roberto Barroso, tendo em conta o aumento cada vez maior de amicus curiae que se inscrevem, inclusive, muitos que não compartilham o tempo da tribuna, mas têm os seus quinze minutos independentes, talvez seja o momento de repensarmos isso. Eu também, num primeiro momento, eu entendi sempre que era uma decisão discricionária, irrecorrível do Relator, tendo em conta esse papel limitadíssimo do amicus curiae, de acolher ou não o pedido de ingresso no feito.” De efeito, infere-se que esta SUPREMA CORTE vem se inclinando pela irrecorribilidade irrestrita, sendo inviável, na espécie, (i) pedido de reconsideração, haja vista tratar-se “simples despacho de mero expediente [...], contra o qual não cabe qualquer recurso (Código de Processo Civil, art. 162, § 3... c/c o art. 504)” (ADI 4.628/DF, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 18/2/2014); 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF pode não ter interesse jurídico na lide, mas ele é um amigo da Corte. Então, a ideia do amicus curiae não é uma ideia de intervenção de terceiros. Na realidade, se o Tribunal entende que ele não tem nada a contribuir com a Corte pode inadmiti-lo. E a decisão do Tribunal, ele também, teoricamente, não poderia nem recorrer. Ele tem que auxiliar a Corte: ou auxilia ou não auxilia, a critério da Corte. Então, não caberia nem recurso. Mas como a gente se curva à jurisprudência da Corte, temos admitido, aí, essa recorribilidade, que é até uma anomalia, porque o amicus curiae, pelo que consta da lei, ele tem que atuar na área de especialidade dele, conforme a lei indica, que pode ser amigo da Corte, em razão da natureza da matéria.” O então Presidente, Min. RICARDO LEWANDOWSKI, também suscitou a plausibilidade de revisitar esse posicionamento ao fundamento de tratar-se de ato judicial discricionário. Vejamos: “Pois é, eu também, eu acho que foi nesse sentido a perplexidade do Ministro Roberto Barroso, tendo em conta o aumento cada vez maior de amicus curiae que se inscrevem, inclusive, muitos que não compartilham o tempo da tribuna, mas têm os seus quinze minutos independentes, talvez seja o momento de repensarmos isso. Eu também, num primeiro momento, eu entendi sempre que era uma decisão discricionária, irrecorrível do Relator, tendo em conta esse papel limitadíssimo do amicus curiae, de acolher ou não o pedido de ingresso no feito.” De efeito, infere-se que esta SUPREMA CORTE vem se inclinando pela irrecorribilidade irrestrita, sendo inviável, na espécie, (i) pedido de reconsideração, haja vista tratar-se “simples despacho de mero expediente [...], contra o qual não cabe qualquer recurso (Código de Processo Civil, art. 162, § 3... c/c o art. 504)” (ADI 4.628/DF, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 18/2/2014); 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto Vogal ADPF 449 AGR / DF (ii) embargos de declaração, tanto da admissão quanto da inadmissão do pleito (ADPF 216-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 28/2/2013); ou mesmo (iii) agravo regimental (ADI 3.346-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 12/5/2009); (ADPF 205-AgR, DJe de 31/3/2011, Rel. Min. DIAS TOFFOLI). A consolidação a respeito dessa viragem jurisprudencial aguarda o voto de desempate da distinta Ministra CÁRMEN LÚCIA, nos autos da ADI 3.396-AgR (Rel. Min. CELSO DE MELLO), cujo julgamento encontra- se suspenso (DJe de 3/6/2016). No campo doutrinário, aponta-se que “o próprio Supremo Tribunal Federal tem aplicado sem ressalvas as regras que vedam recurso contra decisões monocráticas de seus integrantes acerca de amicus curiae (Lei 9.868/1999, art. 7..., §2...; Código de Processo Civil/1973, art. 482, § 3...; Lei 11.417/2006, art. 2..., §3...; RISTF, art. 323, §2...)”. (TALAMINI, Eduardo. Do amicus curiae. In: WAMBIER, T.; DIDIER JR., E; TALAMINI, e; DANTAS, B. [Coord.]. Breves comentários ao Código de Processo Civil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015, p. 29). De minha parte, tenho por convicção ser irrecorrível o ato do relator que, sopesando, de um lado, os ganhos reduzidos que o ingresso dos postulantes traria à causa; e, de outro lado, os riscos à funcionalidade e à celeridade processuais (Recurso Extraordinário 589.998-ED/PI, DJe de 10/5/2017, Rel. Min. ROBERTO BARROSO), decide, motivadamente, pela inabilitação do solicitante no processo de fiscalização abstrata de constitucionalidade (Recurso Extraordinário 928.902-Amicus/SP, de minha relatoria, DJe de 8/5/2018). Ante o exposto, ressalvando minha posição pelo não conhecimento do Agravo Interno, acompanho o relator. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Supremo Tribunal Federal ADPF 449 AGR / DF (ii) embargos de declaração, tanto da admissão quanto da inadmissão do pleito (ADPF 216-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 28/2/2013); ou mesmo (iii) agravo regimental (ADI 3.346-AgR, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJe de 12/5/2009); (ADPF 205-AgR, DJe de 31/3/2011, Rel. Min. DIAS TOFFOLI). A consolidação a respeito dessa viragem jurisprudencial aguarda o voto de desempate da distinta Ministra CÁRMEN LÚCIA, nos autos da ADI 3.396-AgR (Rel. Min. CELSO DE MELLO), cujo julgamento encontra- se suspenso (DJe de 3/6/2016). No campo doutrinário, aponta-se que “o próprio Supremo Tribunal Federal tem aplicado sem ressalvas as regras que vedam recurso contra decisões monocráticas de seus integrantes acerca de amicus curiae (Lei 9.868/1999, art. 7..., §2...; Código de Processo Civil/1973, art. 482, § 3...; Lei 11.417/2006, art. 2..., §3...; RISTF, art. 323, §2...)”. (TALAMINI, Eduardo. Do amicus curiae. In: WAMBIER, T.; DIDIER JR., E; TALAMINI, e; DANTAS, B. [Coord.]. Breves comentários ao Código de Processo Civil. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015, p. 29). De minha parte, tenho por convicção ser irrecorrível o ato do relator que, sopesando, de um lado, os ganhos reduzidos que o ingresso dos postulantes traria à causa; e, de outro lado, os riscos à funcionalidade e à celeridade processuais (Recurso Extraordinário 589.998-ED/PI, DJe de 10/5/2017, Rel. Min. ROBERTO BARROSO), decide, motivadamente, pela inabilitação do solicitante no processo de fiscalização abstrata de constitucionalidade (Recurso Extraordinário 928.902-Amicus/SP, de minha relatoria, DJe de 8/5/2018). Ante o exposto, ressalvando minha posição pelo não conhecimento do Agravo Interno, acompanho o relator. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14837436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES (20389/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. O Ministro Alexandre de Moraes acompanhou o Relator com ressalva de entendimento. Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890068 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 449 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE - ABO2O ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES (20389/DF) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. O Ministro Alexandre de Moraes acompanhou o Relator com ressalva de entendimento. Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890068 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADPF 449 AGR / DF", "ADPF 449 AGR / DF", "Petição n . 67 . 967 / 2017", "ADI n . 4 . 067 / DF", "Agravo Regimental na ADI 4 . 067 / DF", "Petição n . 67 . 967 / 2017", "Agravo Regimental na ADI n . 4 . 067 / DF", "Agravo Regimental na ADI 4 . 067 / DF", "ADPF 449 AGR / DF", "ADPF 449 AGR / DF", "ADPF 449 AGR", "ADPF 449 AGR / DF", "ADPF 449", "ADPF 449", "ADI 2 . 435 - AgR", "ADI 2 . 435 - AgR", "ADPF 449 AGR / DF", "ADI 4 . 067 - AgR", "ADI 4 . 071 - AgR", "ADPF 449", "ADI 4 . 067 - AgR", "ADI 4 . 071 - AgR", "ADPF 449 AGR /", "ADI n 4 . 071 - AgR", "ACO 779 - AgR", "ADPF 449 AGR", "ADI n 4 . 071 - AgR", "ACO 779 - AgR", "ADI 4 . 067 - AgR", "Petição 67 . 967 / 2017", "ADI 4 . 067 - AgR", "ADPF 449 AGR / DF", "ADPF 449 AGR", "ADPF 449 AGR / DF", "ADI 3 . 615 - ED", "ADI 5 . 022 - AgR", "ADPF 449 AGR / DF", "ADI 3 . 615 - ED", "ADI 5 . 022 - AgR", "ADPF 449 AGR / DF", "ADI 4 . 628 / DF", "ADPF 449 AGR / DF", "ADI 4 . 628 / DF", "ADPF 449 AGR / DF", "ADPF 216 - ED", "ADI 3 . 346 - AgR", "ADPF 205 - AgR", "ADI 3 . 396 - AgR", "Recurso Extraordinário 589 . 998 - ED / PI", "Recurso Extraordinário 928 . 902 - Amicus / SP", "ADPF 216 - ED", "ADI 3 . 346 - AgR", "ADPF 205 - AgR", "ADI 3 . 396 - AgR", "Recurso Extraordinário 589 . 998 - ED / PI", "Recurso Extraordinário 928 . 902 - Amicus / SP" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 7 . . . , § 2 . . . , da Lei Federal 9 . 868 / 1999", "artigo 138 , caput , do Código de Processo Civil", "artigo 5 . . . , LXXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RI", "Código de Processo Civil", "Novo Código de Processo Civil", "art . 138 do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Código de Processo Civil", "Novo Código de Processo Civil", "art . 138 do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , § 2 . . . , da Lei 9 . 868 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , § 2 . . . , da Lei 9 . 868 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 7 . . . , § 2 . . . , da Lei Federal 9 . 868 / 1999", "artigo 138 , caput , do Código de Processo Civil", "artigo 5 . . . , LXXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 7 . . . , § 2 . . . , da Lei Federal 9 . 868 / 1999", "artigo 138 , caput , do Código de Processo Civil", "artigo 5 . . . , LXXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 868 / 99", "art . 56 da Lei n 9 . 430 / 96", "art . 4 . . . da Lei n 9 . 868 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art .", "Lei n 9 . 868 / 99", "art . 56 da Lei n 9 . 430 / 96", "art . 4 . . . da Lei n 9 . 868 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 7 . . . , § 2 . . . , da Lei Federal 9 . 868 / 1999", "artigo 138 , caput , do Código de Processo Civil", "artigo 5 . . . , LXXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 .", "artigo 7 . . . , § 2 . . . , da Lei Federal 9 . 868 / 1999", "artigo 138 , caput , do Código de Processo Civil", "artigo 5 . . . , LXXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 6 . 385 / 1976", "Lei 9 . 868 / 1999", "Regimento", "RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 6 . 385 / 1976", "Lei 9 . 868 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . DA", "LEI N . 9 . 868 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . DA", "LEI N . 9 . 868 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 162 , § 3 . . . c", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 162 , § 3 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 868 / 1999 , art . 7 .", "Código de Processo Civil / 1973", "Lei 11 . 417 / 2006 ,", "RISTF", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 868 / 1999 , art . 7 . . . , § 2", "Código de Processo Civil / 1973 , art . 482 , § 3 . . .", "Lei 11 . 417 / 2006 , art . 2 . . . , § 3 . . .", "RISTF , art . 323 , § 2 . .", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Município de Fortaleza", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "São Paulo", "São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE", "ABO2O", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE", "ABO2O", "Associação Brasileira de Online to Offline", "ABO2O", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Suprema Corte", "Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE", "ABO2O", "Associação Brasileira de Online to Offline", "ABO2O", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno da Suprema Corte", "Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Associação Brasileira de Online to Offline", "ABO2O", "/", "Supremo Tribunal Federal", "ABO2O", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Brasileira", "ABO2O", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "ABO2O", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "ABO2O", "União", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "ABO2O", "Município", "União", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Associação Brasileira de Online to Offline", "ABO2O", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Associação Brasileira de Online to Offline", "ABO2O", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE", "ABO2O", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE", "ABO2O", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE", "Associação Brasileira de Online to Offline", "ABO2O", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE", "ABO2O", "Associação Brasileira de Online to Offline", "ABO2O", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMA CORTE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Revista dos Tribunais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ADPF", "449", "Supremo Tribunal Federal", "Revista dos Tribunais", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE", "ABO2O", "Plenário", "Plenário", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ONLINE TO OFFLINE", "ABO2O", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "LUIZ FUX", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Joaquim Barbosa", "Menezes Direito", "Joaquim Barbosa", "Menezes Direito", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "AMICUS", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "TALAMINI , Eduardo", "WAMBIER ,", "T .", "DIDIER JR .", "E", "TALAMINI", "e", "DANTAS ,", "B .", "ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "TALAMINI , Eduardo", "WAMBIER", "T .", "DIDIER JR .", "TALAMINI", "DANTAS , B .", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "LUIZ FUX", "MARCOS JOAQUIM GONÇALVES ALVES", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "17", "/", "05", "/", "2018", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "17", "/", "05", "/", "2018", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "10", "/", "12", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "10", "/", "12", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "4", "/", "2010", "16", "/", "10", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "4", "/", "2010", "16", "/", "10", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "4", "/", "2008", "9", "/", "3", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "4", "/", "2008", "9", "/", "3", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "2", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "2", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "2", "/", "2013", "12", "/", "5", "/", "2009", "31", "/", "3", "/", "2011", "3", "/", "6", "/", "2016", "2015", "10", "/", "5", "/", "2017", "8", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "2", "/", "2013", "12", "/", "5", "/", "2009", "31", "/", "3", "/", "2011", "3", "/", "6", "/", "2016", "2015", "10", "/", "5", "/", "2017", "8", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ROGERIO LUIS ADOLFO CURY ADV.(A/S) :DANIELA MARINHO SCABBIA CURY AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL (TEMA 660). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651983. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1055490 AGR / SP discussão, inexistindo, portanto, o necessário prequestionamento explícito, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. 3. Recurso defensivo negado pelo Tribunal de origem com fundamento no art. 483, § 4º, e no art. 563 do Código de Processo Penal. A necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório impede o acolhimento do recurso extraordinário, uma vez que incide o óbice da Súmula 279 desta CORTE. Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas). Configurada essa situação, revela-se inviável o conhecimento do apelo. 4. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651983. Supremo Tribunal Federal ARE 1055490 AGR / SP discussão, inexistindo, portanto, o necessário prequestionamento explícito, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. 3. Recurso defensivo negado pelo Tribunal de origem com fundamento no art. 483, § 4º, e no art. 563 do Código de Processo Penal. A necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório impede o acolhimento do recurso extraordinário, uma vez que incide o óbice da Súmula 279 desta CORTE. Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas). Configurada essa situação, revela-se inviável o conhecimento do apelo. 4. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1055490 AGR / SP Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651983. Supremo Tribunal Federal ARE 1055490 AGR / SP Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ROGERIO LUIS ADOLFO CURY ADV.(A/S) :DANIELA MARINHO SCABBIA CURY AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta o recorrente, em suma: (a) existência de repercussão geral; (b) existência de prequestionamento; (c) violação direta à norma constitucional. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651984. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ROGERIO LUIS ADOLFO CURY ADV.(A/S) :DANIELA MARINHO SCABBIA CURY AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta o recorrente, em suma: (a) existência de repercussão geral; (b) existência de prequestionamento; (c) violação direta à norma constitucional. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea ”a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta a existência de nulidade processual, que a matéria objeto do recurso foi devidamente prequestionamento e violação à plenitude de defesa. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea ”a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta a existência de nulidade processual, que a matéria objeto do recurso foi devidamente prequestionamento e violação à plenitude de defesa. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1055490 AGR / SP desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que superado esse grave óbice, o apelo extremo não teria chance de êxito. Constou do voto condutor do acórdão ora atacado: “[...] 2. Louve-se embora a combatividade da defesa, nenhum vício maculou a quesitação. A tese desclassificatória sustentada pela Defesa por ocasião dos debates foi devidamente submetida ao corpo de jurados por meio do terceiro quesito da primeira série. Confira-se: ‘1º) No dia 16 de dezembro de 2005, por volta das 00h45min, nas proximidades do estabelecimento denominado Rei da Esfirra, sitado na Av. Major Leo Lerro, bairro São Judas, nesta cidade e comarca de São José do Rio Preto-SP, a vítima Ricardo Alexandre da Silva recebeu socos e pontapés, os quais lhe causaram as lesões descritas no laudo de fls. 121 e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Supremo Tribunal Federal ARE 1055490 AGR / SP desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que superado esse grave óbice, o apelo extremo não teria chance de êxito. Constou do voto condutor do acórdão ora atacado: “[...] 2. Louve-se embora a combatividade da defesa, nenhum vício maculou a quesitação. A tese desclassificatória sustentada pela Defesa por ocasião dos debates foi devidamente submetida ao corpo de jurados por meio do terceiro quesito da primeira série. Confira-se: ‘1º) No dia 16 de dezembro de 2005, por volta das 00h45min, nas proximidades do estabelecimento denominado Rei da Esfirra, sitado na Av. Major Leo Lerro, bairro São Judas, nesta cidade e comarca de São José do Rio Preto-SP, a vítima Ricardo Alexandre da Silva recebeu socos e pontapés, os quais lhe causaram as lesões descritas no laudo de fls. 121 e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1055490 AGR / SP 172? 2º) O réu Marcos Zanchetta concorreu para o crime, de qualquer forma, desferindo pontapés e socos na vítima? 3º) Assim agindo o réu Marcos Zanchetta deu início à execução de um crime de homicídio, que não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade, por que os funcionários do estabelecimento comercial acima mencionado gritaram e o réu e terceira pessoa se evadiram do local e a vítima foi prontamente socorrida e medicada? (...)’ De fato, a resposta negativa dos jurados e esse último quesito implicaria justamente o acolhimento da pretensão desclassificatória defensiva. A afirmação de que a morte da vítima não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do agente implica em reconhecer que havia dolo de matar. Assim, observou-se o disposto no artigo 483, § 4º, do Código de Processo Penal, pelo que se pode supor que foi esta a razão pela qual o Defensor que atuou em plenário não fez qualquer objeção ao questionário. Sem embargo, houvesse necessidade da elaboração de quesito distinto, esta restaria prejudicado pelo reconhecimento do crime doloso contra a vida pelos jurados. Aplica-se, à espécie, o mesmo raciocínio do seguinte julgado do C. Superior Tribunal de Justiça: […] Dessa forma, manifesta a inexistência de prejuízo, descaberia cogitar-se de nulidade, nos termos do artigo 563 do Código de Processo Penal. Rejeito, pois, a preliminar.” Verifica-se que o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Supremo Tribunal Federal ARE 1055490 AGR / SP 172? 2º) O réu Marcos Zanchetta concorreu para o crime, de qualquer forma, desferindo pontapés e socos na vítima? 3º) Assim agindo o réu Marcos Zanchetta deu início à execução de um crime de homicídio, que não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade, por que os funcionários do estabelecimento comercial acima mencionado gritaram e o réu e terceira pessoa se evadiram do local e a vítima foi prontamente socorrida e medicada? (...)’ De fato, a resposta negativa dos jurados e esse último quesito implicaria justamente o acolhimento da pretensão desclassificatória defensiva. A afirmação de que a morte da vítima não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do agente implica em reconhecer que havia dolo de matar. Assim, observou-se o disposto no artigo 483, § 4º, do Código de Processo Penal, pelo que se pode supor que foi esta a razão pela qual o Defensor que atuou em plenário não fez qualquer objeção ao questionário. Sem embargo, houvesse necessidade da elaboração de quesito distinto, esta restaria prejudicado pelo reconhecimento do crime doloso contra a vida pelos jurados. Aplica-se, à espécie, o mesmo raciocínio do seguinte julgado do C. Superior Tribunal de Justiça: […] Dessa forma, manifesta a inexistência de prejuízo, descaberia cogitar-se de nulidade, nos termos do artigo 563 do Código de Processo Penal. Rejeito, pois, a preliminar.” Verifica-se que o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1055490 AGR / SP o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Efetivamente, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso com fundamento no art. 483, § 4º, e art. 563 do Código de Processo Penal. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Ademais, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Supremo Tribunal Federal ARE 1055490 AGR / SP o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Efetivamente, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso com fundamento no art. 483, § 4º, e art. 563 do Código de Processo Penal. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Ademais, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ROGERIO LUIS ADOLFO CURY (5004/AC, 34252/DF, 186605/SP) ADV.(A/S) : DANIELA MARINHO SCABBIA CURY (238821/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735528 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ROGERIO LUIS ADOLFO CURY (5004/AC, 34252/DF, 186605/SP) ADV.(A/S) : DANIELA MARINHO SCABBIA CURY (238821/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753408
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL (TEMA 660). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, inexistindo, portanto, o necessário prequestionamento explícito, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. 3. Recurso defensivo negado pelo Tribunal de origem com fundamento no art. 483, § 4º, e no art. 563 do Código de Processo Penal. A necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório impede o acolhimento do recurso extraordinário, uma vez que incide o óbice da Súmula 279 desta CORTE. Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas). Configurada essa situação, revela-se inviável o conhecimento do apelo. 4. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur387728
Número de páginas: 9. Análise: 14/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1055490
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00483 PAR-00004 ART-00563\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1055490 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ROGERIO LUIS ADOLFO CURY ADV.(A/S) : DANIELA MARINHO SCABBIA CURY AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ROGERIO LUIS ADOLFO CURY ADV.(A/S) :DANIELA MARINHO SCABBIA CURY AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO À ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. ÓBICE DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO, À AMPLA DEFESA E AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL (TEMA 660). AGRAVO DESPROVIDO. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651983. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1055490 AGR / SP discussão, inexistindo, portanto, o necessário prequestionamento explícito, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. 3. Recurso defensivo negado pelo Tribunal de origem com fundamento no art. 483, § 4..., e no art. 563 do Código de Processo Penal. A necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório impede o acolhimento do recurso extraordinário, uma vez que incide o óbice da Súmula 279 desta CORTE. Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas). Configurada essa situação, revela-se inviável o conhecimento do apelo. 4. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651983. Supremo Tribunal Federal ARE 1055490 AGR / SP discussão, inexistindo, portanto, o necessário prequestionamento explícito, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. 3. Recurso defensivo negado pelo Tribunal de origem com fundamento no art. 483, § 4..., e no art. 563 do Código de Processo Penal. A necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório impede o acolhimento do recurso extraordinário, uma vez que incide o óbice da Súmula 279 desta CORTE. Eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas). Configurada essa situação, revela-se inviável o conhecimento do apelo. 4. Inviável o exame das alegações de violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios do acesso à justiça, da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal quando imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Ofensa meramente indireta ou reflexa às normas constitucionais. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1055490 AGR / SP Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651983. Supremo Tribunal Federal ARE 1055490 AGR / SP Relator 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ROGERIO LUIS ADOLFO CURY ADV.(A/S) :DANIELA MARINHO SCABBIA CURY AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta o recorrente, em suma: (a) existência de repercussão geral; (b) existência de prequestionamento; (c) violação direta à norma constitucional. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651984. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :ROGERIO LUIS ADOLFO CURY ADV.(A/S) :DANIELA MARINHO SCABBIA CURY AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): O agravante insurge-se contra decisão pela qual neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Sustenta o recorrente, em suma: (a) existência de repercussão geral; (b) existência de prequestionamento; (c) violação direta à norma constitucional. Pede o provimento do agravo, a fim de reformar a decisão monocrática para que seja apreciado o apelo extremo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea ”a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta a existência de nulidade processual, que a matéria objeto do recurso foi devidamente prequestionamento e violação à plenitude de defesa. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, alínea ”a” da Constituição Federal, o recorrente sustenta a existência de nulidade processual, que a matéria objeto do recurso foi devidamente prequestionamento e violação à plenitude de defesa. Por fim, pede que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os Recursos Extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral, que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1055490 AGR / SP desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que superado esse grave óbice, o apelo extremo não teria chance de êxito. Constou do voto condutor do acórdão ora atacado: “[...] 2. Louve-se embora a combatividade da defesa, nenhum vício maculou a quesitação. A tese desclassificatória sustentada pela Defesa por ocasião dos debates foi devidamente submetida ao corpo de jurados por meio do terceiro quesito da primeira série. Confira-se: ‘1...) No dia 16 de dezembro de 2005, por volta das 00h45min, nas proximidades do estabelecimento denominado Rei da Esfirra, sitado na Av. Major Leo Lerro, bairro São Judas, nesta cidade e comarca de São José do Rio Preto-SP, a vítima Ricardo Alexandre da Silva recebeu socos e pontapés, os quais lhe causaram as lesões descritas no laudo de fls. 121 e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Supremo Tribunal Federal ARE 1055490 AGR / SP desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que superado esse grave óbice, o apelo extremo não teria chance de êxito. Constou do voto condutor do acórdão ora atacado: “[...] 2. Louve-se embora a combatividade da defesa, nenhum vício maculou a quesitação. A tese desclassificatória sustentada pela Defesa por ocasião dos debates foi devidamente submetida ao corpo de jurados por meio do terceiro quesito da primeira série. Confira-se: ‘1...) No dia 16 de dezembro de 2005, por volta das 00h45min, nas proximidades do estabelecimento denominado Rei da Esfirra, sitado na Av. Major Leo Lerro, bairro São Judas, nesta cidade e comarca de São José do Rio Preto-SP, a vítima Ricardo Alexandre da Silva recebeu socos e pontapés, os quais lhe causaram as lesões descritas no laudo de fls. 121 e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1055490 AGR / SP 172? 2...) O réu Marcos Zanchetta concorreu para o crime, de qualquer forma, desferindo pontapés e socos na vítima? 3...) Assim agindo o réu Marcos Zanchetta deu início à execução de um crime de homicídio, que não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade, por que os funcionários do estabelecimento comercial acima mencionado gritaram e o réu e terceira pessoa se evadiram do local e a vítima foi prontamente socorrida e medicada? (...)’ De fato, a resposta negativa dos jurados e esse último quesito implicaria justamente o acolhimento da pretensão desclassificatória defensiva. A afirmação de que a morte da vítima não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do agente implica em reconhecer que havia dolo de matar. Assim, observou-se o disposto no artigo 483, § 4..., do Código de Processo Penal, pelo que se pode supor que foi esta a razão pela qual o Defensor que atuou em plenário não fez qualquer objeção ao questionário. Sem embargo, houvesse necessidade da elaboração de quesito distinto, esta restaria prejudicado pelo reconhecimento do crime doloso contra a vida pelos jurados. Aplica-se, à espécie, o mesmo raciocínio do seguinte julgado do C. Superior Tribunal de Justiça: […] Dessa forma, manifesta a inexistência de prejuízo, descaberia cogitar-se de nulidade, nos termos do artigo 563 do Código de Processo Penal. Rejeito, pois, a preliminar.” Verifica-se que o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Supremo Tribunal Federal ARE 1055490 AGR / SP 172? 2...) O réu Marcos Zanchetta concorreu para o crime, de qualquer forma, desferindo pontapés e socos na vítima? 3...) Assim agindo o réu Marcos Zanchetta deu início à execução de um crime de homicídio, que não se consumou por circunstâncias alheias à sua vontade, por que os funcionários do estabelecimento comercial acima mencionado gritaram e o réu e terceira pessoa se evadiram do local e a vítima foi prontamente socorrida e medicada? (...)’ De fato, a resposta negativa dos jurados e esse último quesito implicaria justamente o acolhimento da pretensão desclassificatória defensiva. A afirmação de que a morte da vítima não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do agente implica em reconhecer que havia dolo de matar. Assim, observou-se o disposto no artigo 483, § 4..., do Código de Processo Penal, pelo que se pode supor que foi esta a razão pela qual o Defensor que atuou em plenário não fez qualquer objeção ao questionário. Sem embargo, houvesse necessidade da elaboração de quesito distinto, esta restaria prejudicado pelo reconhecimento do crime doloso contra a vida pelos jurados. Aplica-se, à espécie, o mesmo raciocínio do seguinte julgado do C. Superior Tribunal de Justiça: […] Dessa forma, manifesta a inexistência de prejuízo, descaberia cogitar-se de nulidade, nos termos do artigo 563 do Código de Processo Penal. Rejeito, pois, a preliminar.” Verifica-se que o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1055490 AGR / SP o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Efetivamente, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso com fundamento no art. 483, § 4..., e art. 563 do Código de Processo Penal. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Ademais, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Supremo Tribunal Federal ARE 1055490 AGR / SP o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão,sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Efetivamente, o Tribunal de origem, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, negou provimento ao recurso com fundamento no art. 483, § 4..., e art. 563 do Código de Processo Penal. Trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que eventuais ofensas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Ademais, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois essa Corte, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO RECURSO. Ora, a decisão impugnada tratou especificamente do ponto versado no apelo extremo e o agravo regimental não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir o óbice apontado. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747651985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ROGERIO LUIS ADOLFO CURY (5004/AC, 34252/DF, 186605/SP) ADV.(A/S) : DANIELA MARINHO SCABBIA CURY (238821/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735528 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.055.490 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : ROGERIO LUIS ADOLFO CURY (5004/AC, 34252/DF, 186605/SP) ADV.(A/S) : DANIELA MARINHO SCABBIA CURY (238821/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 055 . 490", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1055490 AGR / SP", "ARE 1055490 AGR / SP", "Súmula 279 desta CORTE", "ARE 1055490 AGR / SP", "ARE 1055490 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 055 . 490", "ARE 1055490 AGR / SP", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1055490 AGR / SP", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1055490 AGR / SP", "ARE 1055490 AGR / SP", "ARE 1055490 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1055490 AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG / MT" ], "LEGISLACAO": [ "102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 563 do Código de Processo Penal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 563 do Código de Processo Penal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , alínea ” a ” da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , alínea ” a ” da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art .", "1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 483 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal", "artigo 563 do Código de Processo Penal", "artigo 483 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal", "artigo 563 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 483 , § 4 . . . , e", "art . 563 do Código de Processo Penal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 483 , § 4 . . . , e", "art . 563 do Código de Processo Penal", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Av", "Major Leo Lerro", "São Judas", "comarca de São José do Rio Preto - SP", "Av", ". Major Leo Lerro", "São Judas", "comarca de São José do Rio Preto - SP", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO", "ROGERIO LUIS ADOLFO CURY", "DANIELA MARINHO SCABBIA CURY", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO", "ROGERIO LUIS ADOLFO CURY", "DANIELA MARINHO SCABBIA CURY", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO", "ROGERIO LUIS ADOLFO CURY", "DANIELA MARINHO SCABBIA CURY", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "Ricardo Alexandre da Silva", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "Ricardo Alexandre da Silva", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marcos Zanchetta", "Marcos Zanchetta", "Marcos Zanchetta", "Marcos Zanchetta", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO", "ROGERIO LUIS ADOLFO CURY", "DANIELA MARINHO SCABBIA CURY", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS ZANCHETTA DO NASCIMENTO", "ROGERIO LUIS ADOLFO CURY", "DANIELA MARINHO SCABBIA CURY", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "16 de dezembro de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2012", "16 de dezembro de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO EMBDO.(A/S) :DORES SCHEUNEMANN ADV.(A/S) :PEDRO DE SOUZA ANANA ADV.(A/S) :FELIPE DE SOUZA ANANA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA PREVISTA NO § 4º DO ARTIGO 1.021 DO CPC/2015. APLICABILIDADE. INADMISSIBILIDADE OU IMPROCEDÊNCIA MANIFESTA DO AGRAVO. OBSERVÂNCIA DO LIMITE PREVISTO EM LEI. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 11 a 17/05/2018, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897790. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO EMBDO.(A/S) :DORES SCHEUNEMANN ADV.(A/S) :PEDRO DE SOUZA ANANA ADV.(A/S) :FELIPE DE SOUZA ANANA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. PUNIÇÃO INDEVIDA. DESCONSTITUIÇÃO DO AUTO DE INFRAÇÃO NA ESFERA JUDICIAL. DANOS MORAIS. RESPONSABILIDADE CIVIL. ARTIGO 37, PARÁGRAFO 6º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897791. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO EMBDO.(A/S) :DORES SCHEUNEMANN ADV.(A/S) :PEDRO DE SOUZA ANANA ADV.(A/S) :FELIPE DE SOUZA ANANA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. PUNIÇÃO INDEVIDA. DESCONSTITUIÇÃO DO AUTO DE INFRAÇÃO NA ESFERA JUDICIAL. DANOS MORAIS. RESPONSABILIDADE CIVIL. ARTIGO 37, PARÁGRAFO 6º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1094603 AGR-ED / RS presente recurso, alegando, em síntese, que: “Assim, para que fosse analisada a inexistência de alegação acerca da prescrição, era imprescindível refutar, também, os demais pontos sobre os quais se sedimentava a r. Decisão Monocrática, ainda que exclusivamente para atendimento das exigências legais de interposição do Agravo Interno. Por essa razão, com vistas a evitar um julgamento de manifesta inadmissibilidade do Agravo Interno, pela falta de fundamentação acerca de todos os argumentos expendidos na r. Decisão Monocrática, houve manifestação, também, acerca da Súmula nº 279 dessa Egrégia Corte. Nessas circunstâncias, data maxima venia, verifica-se a ocorrência de contradição no r. Acórdão, uma vez que, mesmo reconhecendo a pertinência da argumentação sobre a inexistência de alegação de inocorrência da prescrição, entendeu pelo caráter protelatório do agravo interno, em face da repetição de argumentos apresentados nas vias recursais anteriores, o que, conforme visto, fora levado a efeito pela estrita necessidade de observância expressa da norma legal que determina a impugnação de todos os fundamentos constantes da r. Decisão Monocrática.” (Doc. 20, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897791. Supremo Tribunal Federal ARE 1094603 AGR-ED / RS presente recurso, alegando, em síntese, que: “Assim, para que fosse analisada a inexistência de alegação acerca da prescrição, era imprescindível refutar, também, os demais pontos sobre os quais se sedimentava a r. Decisão Monocrática, ainda que exclusivamente para atendimento das exigências legais de interposição do Agravo Interno. Por essa razão, com vistas a evitar um julgamento de manifesta inadmissibilidade do Agravo Interno, pela falta de fundamentação acerca de todos os argumentos expendidos na r. Decisão Monocrática, houve manifestação, também, acerca da Súmula nº 279 dessa Egrégia Corte. Nessas circunstâncias, data maxima venia, verifica-se a ocorrência de contradição no r. Acórdão, uma vez que, mesmo reconhecendo a pertinência da argumentação sobre a inexistência de alegação de inocorrência da prescrição, entendeu pelo caráter protelatório do agravo interno, em face da repetição de argumentos apresentados nas vias recursais anteriores, o que, conforme visto, fora levado a efeito pela estrita necessidade de observância expressa da norma legal que determina a impugnação de todos os fundamentos constantes da r. Decisão Monocrática.” (Doc. 20, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merece acolhida a pretensão da parte embargante. Conforme assentado na decisão embargada, a multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015 foi aplicada em função do não cabimento manifesto do agravo interno interposto pela parte, quadro acolhido pela unanimidade dos Ministros e que se constata pela repetição dos argumentos em seus recursos desde a origem e o reiterado indeferimento dessas impugnações pelas respectivas instâncias, com fundamento em jurisprudência sedimentada. Além disso, a multa foi estabelecida dentro dos limites previstos na legislação aplicável. É a orientação seguida em vários julgados do Tribunal: ARE 1.055.276-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe de 25/8/2107, AO 2.041/AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe de 6/9/2017, RE 965.643-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe de 6/9/2017, ARE 910.003-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe de 30/8/3017. Ademais, também não procede a alegação de que era necessária a impugnação referente a todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015, a fim de ver-se afastada apenas a parte da decisão que versou sobre a prescrição. Destaco, nesse ponto, que o Código de Processo Civil prevê expressamente, em seu artigo 1.002, que, in verbis: “A decisão pode ser impugnada no todo ou em parte.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merece acolhida a pretensão da parte embargante. Conforme assentado na decisão embargada, a multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015 foi aplicada em função do não cabimento manifesto do agravo interno interposto pela parte, quadro acolhido pela unanimidade dos Ministros e que se constata pela repetição dos argumentos em seus recursos desde a origem e o reiterado indeferimento dessas impugnações pelas respectivas instâncias, com fundamento em jurisprudência sedimentada. Além disso, a multa foi estabelecida dentro dos limites previstos na legislação aplicável. É a orientação seguida em vários julgados do Tribunal: ARE 1.055.276-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe de 25/8/2107, AO 2.041/AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe de 6/9/2017, RE 965.643-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe de 6/9/2017, ARE 910.003-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe de 30/8/3017. Ademais, também não procede a alegação de que era necessária a impugnação referente a todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 1.021, § 1º, do CPC/2015, a fim de ver-se afastada apenas a parte da decisão que versou sobre a prescrição. Destaco, nesse ponto, que o Código de Processo Civil prevê expressamente, em seu artigo 1.002, que, in verbis: “A decisão pode ser impugnada no todo ou em parte.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1094603 AGR-ED / RS Portanto, a toda evidência, havendo partes autônomas na decisão, como no caso sub examine – em que se decidiu uma questão relativa à prescrição e outra sobre a responsabilidade civil –, é perfeitamente cabível a impugnação parcial da decisão, resignando-se a recorrente quanto à parte da decisão que não pretende reforma. Entretanto, não foi isso o que ocorreu. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão e para corrigir erro material, consoante dispõe o artigo 1.022 do NCPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Supremo Tribunal Federal ARE 1094603 AGR-ED / RS Portanto, a toda evidência, havendo partes autônomas na decisão, como no caso sub examine – em que se decidiu uma questão relativa à prescrição e outra sobre a responsabilidade civil –, é perfeitamente cabível a impugnação parcial da decisão, resignando-se a recorrente quanto à parte da decisão que não pretende reforma. Entretanto, não foi isso o que ocorreu. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão e para corrigir erro material, consoante dispõe o artigo 1.022 do NCPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1094603 AGR-ED / RS CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Supremo Tribunal Federal ARE 1094603 AGR-ED / RS CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO (72481/RS) EMBDO.(A/S) : DORES SCHEUNEMANN ADV.(A/S) : PEDRO DE SOUZA ANANA (81386/RS) ADV.(A/S) : FELIPE DE SOUZA ANANA (81206/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935187 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO (72481/RS) EMBDO.(A/S) : DORES SCHEUNEMANN ADV.(A/S) : PEDRO DE SOUZA ANANA (81386/RS) ADV.(A/S) : FELIPE DE SOUZA ANANA (81206/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935187 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14944012
2018-05-18T00:00:00
2018-06-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA PREVISTA NO § 4º DO ARTIGO 1.021 DO CPC/2015. APLICABILIDADE. INADMISSIBILIDADE OU IMPROCEDÊNCIA MANIFESTA DO AGRAVO. OBSERVÂNCIA DO LIMITE PREVISTO EM LEI. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS.
sjur386071
- Acórdão(s) citado(s): (MULTA RECURSAL) RE 965643 AgR (1ªT), ARE 910003 AgR (2ªT), ARE 1055276 AgR (2ªT). (ED, REEXAME DA CAUSA) AI 799509 AgR-ED (1ªT), RE 591260 AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 11/06/2018, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1094603
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01002 ART-01021 PAR-00001 PAR-00004 \n ART-01022\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-ED
acordaos
ARE 1094603 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO EMBDO.(A/S) : DORES SCHEUNEMANN ADV.(A/S) : PEDRO DE SOUZA ANANA ADV.(A/S) : FELIPE DE SOUZA ANANA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO EMBDO.(A/S) :DORES SCHEUNEMANN ADV.(A/S) :PEDRO DE SOUZA ANANA ADV.(A/S) :FELIPE DE SOUZA ANANA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA PREVISTA NO § 4... DO ARTIGO 1.021 DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. INADMISSIBILIDADE OU IMPROCEDÊNCIA MANIFESTA DO AGRAVO. OBSERVÂNCIA DO LIMITE PREVISTO EM LEI. OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. INEXISTÊNCIA. ERRO MATERIAL. INOCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 11 a 17/05/2018, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897790. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO EMBDO.(A/S) :DORES SCHEUNEMANN ADV.(A/S) :PEDRO DE SOUZA ANANA ADV.(A/S) :FELIPE DE SOUZA ANANA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. PUNIÇÃO INDEVIDA. DESCONSTITUIÇÃO DO AUTO DE INFRAÇÃO NA ESFERA JUDICIAL. DANOS MORAIS. RESPONSABILIDADE CIVIL. ARTIGO 37, PARÁGRAFO 6..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897791. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO EMBDO.(A/S) :DORES SCHEUNEMANN ADV.(A/S) :PEDRO DE SOUZA ANANA ADV.(A/S) :FELIPE DE SOUZA ANANA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pelo CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL contra acórdão que restou assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. PUNIÇÃO INDEVIDA. DESCONSTITUIÇÃO DO AUTO DE INFRAÇÃO NA ESFERA JUDICIAL. DANOS MORAIS. RESPONSABILIDADE CIVIL. ARTIGO 37, PARÁGRAFO 6..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1094603 AGR-ED / RS presente recurso, alegando, em síntese, que: “Assim, para que fosse analisada a inexistência de alegação acerca da prescrição, era imprescindível refutar, também, os demais pontos sobre os quais se sedimentava a r. Decisão Monocrática, ainda que exclusivamente para atendimento das exigências legais de interposição do Agravo Interno. Por essa razão, com vistas a evitar um julgamento de manifesta inadmissibilidade do Agravo Interno, pela falta de fundamentação acerca de todos os argumentos expendidos na r. Decisão Monocrática, houve manifestação, também, acerca da Súmula n 279 dessa Egrégia Corte. Nessas circunstâncias, data maxima venia, verifica-se a ocorrência de contradição no r. Acórdão, uma vez que, mesmo reconhecendo a pertinência da argumentação sobre a inexistência de alegação de inocorrência da prescrição, entendeu pelo caráter protelatório do agravo interno, em face da repetição de argumentos apresentados nas vias recursais anteriores, o que, conforme visto, fora levado a efeito pela estrita necessidade de observância expressa da norma legal que determina a impugnação de todos os fundamentos constantes da r. Decisão Monocrática.” (Doc. 20, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897791. Supremo Tribunal Federal ARE 1094603 AGR-ED / RS presente recurso, alegando, em síntese, que: “Assim, para que fosse analisada a inexistência de alegação acerca da prescrição, era imprescindível refutar, também, os demais pontos sobre os quais se sedimentava a r. Decisão Monocrática, ainda que exclusivamente para atendimento das exigências legais de interposição do Agravo Interno. Por essa razão, com vistas a evitar um julgamento de manifesta inadmissibilidade do Agravo Interno, pela falta de fundamentação acerca de todos os argumentos expendidos na r. Decisão Monocrática, houve manifestação, também, acerca da Súmula n 279 dessa Egrégia Corte. Nessas circunstâncias, data maxima venia, verifica-se a ocorrência de contradição no r. Acórdão, uma vez que, mesmo reconhecendo a pertinência da argumentação sobre a inexistência de alegação de inocorrência da prescrição, entendeu pelo caráter protelatório do agravo interno, em face da repetição de argumentos apresentados nas vias recursais anteriores, o que, conforme visto, fora levado a efeito pela estrita necessidade de observância expressa da norma legal que determina a impugnação de todos os fundamentos constantes da r. Decisão Monocrática.” (Doc. 20, fl. 3) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merece acolhida a pretensão da parte embargante. Conforme assentado na decisão embargada, a multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015 foi aplicada em função do não cabimento manifesto do agravo interno interposto pela parte, quadro acolhido pela unanimidade dos Ministros e que se constata pela repetição dos argumentos em seus recursos desde a origem e o reiterado indeferimento dessas impugnações pelas respectivas instâncias, com fundamento em jurisprudência sedimentada. Além disso, a multa foi estabelecida dentro dos limites previstos na legislação aplicável. É a orientação seguida em vários julgados do Tribunal: ARE 1.055.276-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe de 25/8/2107, AO 2.041/AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe de 6/9/2017, Recurso Extraordinário 965.643-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe de 6/9/2017, ARE 910.003-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe de 30/8/3017. Ademais, também não procede a alegação de que era necessária a impugnação referente a todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil/2015, a fim de ver-se afastada apenas a parte da decisão que versou sobre a prescrição. Destaco, nesse ponto, que o Código de Processo Civil prevê expressamente, em seu artigo 1.002, que, in verbis: “A decisão pode ser impugnada no todo ou em parte.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merece acolhida a pretensão da parte embargante. Conforme assentado na decisão embargada, a multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015 foi aplicada em função do não cabimento manifesto do agravo interno interposto pela parte, quadro acolhido pela unanimidade dos Ministros e que se constata pela repetição dos argumentos em seus recursos desde a origem e o reiterado indeferimento dessas impugnações pelas respectivas instâncias, com fundamento em jurisprudência sedimentada. Além disso, a multa foi estabelecida dentro dos limites previstos na legislação aplicável. É a orientação seguida em vários julgados do Tribunal: ARE 1.055.276-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe de 25/8/2107, AO 2.041/AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe de 6/9/2017, Recurso Extraordinário 965.643-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe de 6/9/2017, ARE 910.003-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe de 30/8/3017. Ademais, também não procede a alegação de que era necessária a impugnação referente a todos os fundamentos da decisão agravada, nos termos do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil/2015, a fim de ver-se afastada apenas a parte da decisão que versou sobre a prescrição. Destaco, nesse ponto, que o Código de Processo Civil prevê expressamente, em seu artigo 1.002, que, in verbis: “A decisão pode ser impugnada no todo ou em parte.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1094603 AGR-ED / RS Portanto, a toda evidência, havendo partes autônomas na decisão, como no caso sub examine – em que se decidiu uma questão relativa à prescrição e outra sobre a responsabilidade civil –, é perfeitamente cabível a impugnação parcial da decisão, resignando-se a recorrente quanto à parte da decisão que não pretende reforma. Entretanto, não foi isso o que ocorreu. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão e para corrigir erro material, consoante dispõe o artigo 1.022 do NCPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Supremo Tribunal Federal ARE 1094603 AGR-ED / RS Portanto, a toda evidência, havendo partes autônomas na decisão, como no caso sub examine – em que se decidiu uma questão relativa à prescrição e outra sobre a responsabilidade civil –, é perfeitamente cabível a impugnação parcial da decisão, resignando-se a recorrente quanto à parte da decisão que não pretende reforma. Entretanto, não foi isso o que ocorreu. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão e para corrigir erro material, consoante dispõe o artigo 1.022 do NCPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1094603 AGR-ED / RS CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Supremo Tribunal Federal ARE 1094603 AGR-ED / RS CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO (72481/RS) EMBDO.(A/S) : DORES SCHEUNEMANN ADV.(A/S) : PEDRO DE SOUZA ANANA (81386/RS) ADV.(A/S) : FELIPE DE SOUZA ANANA (81206/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935187 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.094.603 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO (72481/RS) EMBDO.(A/S) : DORES SCHEUNEMANN ADV.(A/S) : PEDRO DE SOUZA ANANA (81386/RS) ADV.(A/S) : FELIPE DE SOUZA ANANA (81206/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935187 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1094603 AGR - ED / RS", "ARE 1094603 AGR", "Súmula n 279 dessa Egrégia Corte", "ARE 1 . 055 . 276 - AgR", "AO 2 . 041 / AgR", "Recurso Extraordinário 965 . 643 - AgR", "ARE 910 . 003 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 1 . 055 . 276 - AgR", "Recurso Extraordinário 965 . 643 - AgR", "ARE 910 . 003 - AgR", "ARE 1094603 AGR - ED / RS", "AI 799 . 509 -", "ARE 1094603 AGR", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED" ], "LEGISLACAO": [ "§ 4 . . . DO", "ARTIGO 1 . 021 DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 37 , PARÁGRAFO 6 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 37 , PARÁGRAFO 6 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "artigo 1 . 022 do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 022 do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL", "CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO", "CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "-", "ED", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "-", "ED", "/", "RS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO", "DORES SCHEUNEMANN", "PEDRO DE SOUZA ANANA", "FELIPE DE SOUZA ANANA", "LUIZ", "LUIZ FUX", "MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO", "DORES SCHEUNEMANN", "PEDRO DE SOUZA ANANA", "FELIPE DE SOUZA ANANA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO", "DORES SCHEUNEMANN", "PEDRO DE SOUZA ANANA", "FELIPE DE SOUZA ANANA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO", "DORES SCHEUNEMANN", "PEDRO DE SOUZA ANANA", "FELIPE DE SOUZA ANANA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "MAURO AUGUSTO DA SILVA FERRETTO", "DORES SCHEUNEMANN", "PEDRO DE SOUZA ANANA", "FELIPE DE SOUZA ANANA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "11", "17", "/", "05", "/", "2018", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "25", "/", "8", "/", "2107", "6", "/", "9", "/", "2017", "6", "/", "9", "/", "2017", "30", "/", "8", "/", "3017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "25", "/", "8", "/", "2107", "6", "/", "9", "/", "2017", "6", "/", "9", "/", "2017", "30", "/", "8", "/", "3017", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) :ADRIANO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL HABEAS CORPUS. PECULATO, FALSIDADE IDEOLÓGICA E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO ADEQUADA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. MATÉRIA NÃO ANALISA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para (a) resguardar a ordem pública, porque o paciente, na condição de vereador, de quem se esperaria uma conduta compatível com os anseios da população, foi apontado como integrante de organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração pública; e (b) por conveniência da instrução criminal, em razão do fundado receio da prática de atos tendentes a dificultar a elucidação dos fatos. 2. A controvérsia acerca do excesso de prazo da prisão preventiva não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça e, portanto, qualquer juízo desta Corte sobre a matéria implicaria supressão de instância, o que não é admitido pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652099. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão HC 156125 AGR / MG Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652099. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652099. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) :ADRIANO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que decretou a segregação cautelar do agravante. Consta dos autos, em síntese, que o paciente foi preso preventivamente e denunciado em razão da suposta prática dos crimes de peculato (art. 312 do Código Penal), falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) e organização criminosa (art. 2º, §§ 1º e 4º, II da Lei 12.850/2013). Irresignada com o decreto prisional, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem. Na sequência, impetrou outro writ, desta vez dirigido ao Superior Tribunal de Justiça, que também indeferiu a pretensão, em acórdão assim ementado: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. OPERAÇÃO APOLLO 13. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. SUPRESSÃO DE DOCUMENTOS. PECULATO. CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA. PREVARICAÇÃO. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO. FALSIDADE IDEOLÓGICA. DISPENSA ILEGAL DE LICITAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. GRAVIDADE CONCRETA. MODUS OPERANDI. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. EMBARAÇO ÀS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) :ADRIANO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que decretou a segregação cautelar do agravante. Consta dos autos, em síntese, que o paciente foi preso preventivamente e denunciado em razão da suposta prática dos crimes de peculato (art. 312 do Código Penal), falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) e organização criminosa (art. 2º, §§ 1º e 4º, II da Lei 12.850/2013). Irresignada com o decreto prisional, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem. Na sequência, impetrou outro writ, desta vez dirigido ao Superior Tribunal de Justiça, que também indeferiu a pretensão, em acórdão assim ementado: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. OPERAÇÃO APOLLO 13. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. SUPRESSÃO DE DOCUMENTOS. PECULATO. CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA. PREVARICAÇÃO. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO. FALSIDADE IDEOLÓGICA. DISPENSA ILEGAL DE LICITAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. GRAVIDADE CONCRETA. MODUS OPERANDI. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. EMBARAÇO ÀS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório HC 156125 AGR / MG INVESTIGAÇÕES. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO PENAL. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. A validade da segregação cautelar está condicionada à observância, em decisão devidamente fundamentada, aos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal, revelando-se indispensável a demonstração de em que consiste o periculum libertatis. 2. No caso, a prisão preventiva está justificada pois, em razão das características das condutas delituosas narradas, após extensas investigações mediante interceptações telefônicas da operação policial denominada Apollo 13, o Magistrado singular consignou que se tratava de organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração pública que causaram extenso prejuízo ao erário, tendo como um de seus participantes o ora paciente, vereador membro da mesa diretora da Câmara de Vereadores do município de Santa Bárbara. Assim, a prisão se faz necessária para garantir a ordem pública, evitando o prosseguimento das atividades criminosas desenvolvidas. 3. Conforme magistério jurisprudencial do Pretório Excelso "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva " (STF, Primeira Turma, HC n. 95.024/SP, Rel. Ministra Cármen Lúcia, DJe 20/2/2009). 4. Ademais, o decreto prisional informa que o ora paciente estava atuando de diversas maneiras para embaraçar as investigações por meio de manipulação de depoimentos, o que justifica a manutenção da custódia cautelar para a conveniência da instrução criminal. (Precedentes). 5. Mostra-se indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, quando a segregação encontra-se fundada na gravidade efetiva do delito, e essa indica que as providências menos gravosas seriam insuficientes para acautelar a ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG INVESTIGAÇÕES. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO PENAL. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. A validade da segregação cautelar está condicionada à observância, em decisão devidamente fundamentada, aos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal, revelando-se indispensável a demonstração de em que consiste o periculum libertatis. 2. No caso, a prisão preventiva está justificada pois, em razão das características das condutas delituosas narradas, após extensas investigações mediante interceptações telefônicas da operação policial denominada Apollo 13, o Magistrado singular consignou que se tratava de organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração pública que causaram extenso prejuízo ao erário, tendo como um de seus participantes o ora paciente, vereador membro da mesa diretora da Câmara de Vereadores do município de Santa Bárbara. Assim, a prisão se faz necessária para garantir a ordem pública, evitando o prosseguimento das atividades criminosas desenvolvidas. 3. Conforme magistério jurisprudencial do Pretório Excelso "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva " (STF, Primeira Turma, HC n. 95.024/SP, Rel. Ministra Cármen Lúcia, DJe 20/2/2009). 4. Ademais, o decreto prisional informa que o ora paciente estava atuando de diversas maneiras para embaraçar as investigações por meio de manipulação de depoimentos, o que justifica a manutenção da custódia cautelar para a conveniência da instrução criminal. (Precedentes). 5. Mostra-se indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, quando a segregação encontra-se fundada na gravidade efetiva do delito, e essa indica que as providências menos gravosas seriam insuficientes para acautelar a ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório HC 156125 AGR / MG pública e evitar a prática de novos crimes. 6. Ordem denegada. Neste recurso, a defesa reafirma a ausência dos pressupostos autorizadores da custódia cautelar. Aponta que o afastamento das funções públicas, somado a quaisquer das medidas elencadas no aludido artigo, é o suficiente para a proteção e garantia da ordem pública. Sustenta não haver respaldo fático a apontar que o agravante possa embaraçar ou dificultar a elucidação dos fatos. Alega excesso de prazo da prisão preventiva, visto que o agravante está constrito há mais de 9 meses, sendo que o processo está na fase de apresentação da resposta à acusação. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do recurso, com a consequente revogação do cárcere cautelar imposto ao paciente, ainda que, subsidiariamente, mediante a determinação de cumprimento de uma ou mais medidas cautelares diversas da prisão, contidas no art. 319 do Código de Processo Penal. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG pública e evitar a prática de novos crimes. 6. Ordem denegada. Neste recurso, a defesa reafirma a ausência dos pressupostos autorizadores da custódia cautelar. Aponta que o afastamento das funções públicas, somado a quaisquer das medidas elencadas no aludido artigo, é o suficiente para a proteção e garantia da ordem pública. Sustenta não haver respaldo fático a apontar que o agravante possa embaraçar ou dificultar a elucidação dos fatos. Alega excesso de prazo da prisão preventiva, visto que o agravante está constrito há mais de 9 meses, sendo que o processo está na fase de apresentação da resposta à acusação. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do recurso, com a consequente revogação do cárcere cautelar imposto ao paciente, ainda que, subsidiariamente, mediante a determinação de cumprimento de uma ou mais medidas cautelares diversas da prisão, contidas no art. 319 do Código de Processo Penal. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. O Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva da paciente, nos termos seguintes: (...) No caso, foram estes os fundamentos invocados para a conversão da prisão em flagrante em preventiva, in verbis (e- STJ fls. 1.415/1.418 e 1.425/1.429): Corroborando, em juízo preliminar, os indícios de crimes contra administração pública cometidos pela organização criminosa valendo-se dos fraudulentos contratos de prestação de serviços de aluguel de carro, a interceptação telefônica aponta de forma contundente a sua existência, e ainda salienta a atuação criminosa do investigado Luiz Fernando Hosken no esquema. Em 24/03/2017, às 11:14 horas, o antigo procurador jurídico e investigado, Frederico Magalhães Ferreira, manteve conversa com o atual procurador jurídico da câmara, Luiz, sobre como parar as investigações: Willian falou na câmara comigo na presença de Angela como que ele fazia partes diárias, como que ela fez, a mesma coisa que Madinho falou, que chegava lá, que vocês fechavam, faziam, punham 'essas idas'? ‘no esquema?’ Estou fazendo o papel de mágico...mas vai chegar um ponto (não identificado), Luiz Fernando continua cutucando, cutucando e a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. O Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva da paciente, nos termos seguintes: (...) No caso, foram estes os fundamentos invocados para a conversão da prisão em flagrante em preventiva, in verbis (e- STJ fls. 1.415/1.418 e 1.425/1.429): Corroborando, em juízo preliminar, os indícios de crimes contra administração pública cometidos pela organização criminosa valendo-se dos fraudulentos contratos de prestação de serviços de aluguel de carro, a interceptação telefônica aponta de forma contundente a sua existência, e ainda salienta a atuação criminosa do investigado Luiz Fernando Hosken no esquema. Em 24/03/2017, às 11:14 horas, o antigo procurador jurídico e investigado, Frederico Magalhães Ferreira, manteve conversa com o atual procurador jurídico da câmara, Luiz, sobre como parar as investigações: Willian falou na câmara comigo na presença de Angela como que ele fazia partes diárias, como que ela fez, a mesma coisa que Madinho falou, que chegava lá, que vocês fechavam, faziam, punham 'essas idas'? ‘no esquema?’ Estou fazendo o papel de mágico...mas vai chegar um ponto (não identificado), Luiz Fernando continua cutucando, cutucando e a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG história dele já foi aberta na mesa da Câmara, com cinco vereadores ouvido e eu estava presente, que o cara lá do carro de Monlevade falou que ele que ia lá buscar o dinheiro, entendeu? Isso ai foi palavra de cinco vereadores. Estou tentando... e que a situação não vire Santa Bárbara de pernas para cima... Agora ele devia saber que já foi falado na câmara sobre o esquema, dele, entendeu? Ante o exposto, em uma análise perfunctória, resta claro que todas essas ilegalidades praticadas por José Ladislau Ramos, Frederico Magalhães Ferreira, Willian da Silva Mota, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Acanjo, Philipc Lima Moreira e Luiz Fernando Hosken nas licitações que ensejaram os contratos, não ocorreram por inexperiência ou falha dos envolvidos, mas sim porque todos eles estavam organizados para assim proceder. [...] Destarte, ao que parece, em exame cautelar próprio desta etapa, é que os agentes administrativos do legislativo municipal envolvidos no procedimento licitatório concorreram manifesta e deliberadamente para tamanha fraude, sendo as fraudes cometidas sob a presidência comando de José Ladislau, contando sempre com a atuação em concurso do assessor jurídico Frederico Magalhães Ferreira, que dispondo de conhecimento técnico e ciente das irregularidades existentes, chancelava juridicamente as licitações. Luiz Fernando Hosken era membro da mesa diretora e apoiava o grupo, emergindo da interceptação sua intensa participação, buscando, inclusive, o dinheiro em João Monlevade. Willian da Silva Mota e Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva atuavam no operacional do esquema, sendo os responsáveis pela fiscalização, que não existia. Esta última se manteve no cargo de presidente da Comissão de Licitações e era chefe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG história dele já foi aberta na mesa da Câmara, com cinco vereadores ouvido e eu estava presente, que o cara lá do carro de Monlevade falou que ele que ia lá buscar o dinheiro, entendeu? Isso ai foi palavra de cinco vereadores. Estou tentando... e que a situação não vire Santa Bárbara de pernas para cima... Agora ele devia saber que já foi falado na câmara sobre o esquema, dele, entendeu? Ante o exposto, em uma análise perfunctória, resta claro que todas essas ilegalidades praticadas por José Ladislau Ramos, Frederico Magalhães Ferreira, Willian da Silva Mota, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Acanjo, Philipc Lima Moreira e Luiz Fernando Hosken nas licitações que ensejaram os contratos, não ocorreram por inexperiência ou falha dos envolvidos, mas sim porque todos eles estavam organizados para assim proceder. [...] Destarte, ao que parece, em exame cautelar próprio desta etapa, é que os agentes administrativos do legislativo municipal envolvidos no procedimento licitatório concorreram manifesta e deliberadamente para tamanha fraude, sendo as fraudes cometidas sob a presidência comando de José Ladislau, contando sempre com a atuação em concurso do assessor jurídico Frederico Magalhães Ferreira, que dispondo de conhecimento técnico e ciente das irregularidades existentes, chancelava juridicamente as licitações. Luiz Fernando Hosken era membro da mesa diretora e apoiava o grupo, emergindo da interceptação sua intensa participação, buscando, inclusive, o dinheiro em João Monlevade. Willian da Silva Mota e Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva atuavam no operacional do esquema, sendo os responsáveis pela fiscalização, que não existia. Esta última se manteve no cargo de presidente da Comissão de Licitações e era chefe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG de gabinete por um período, sendo sucedida por Willian em outro. Finalmente, Madson Geraldo Arcanjo e Philipe Lima Moreira foram os licitantes vencedores dos certames, promovendo a execução do esquema. Da exposição criteriosa de todos os elementos informativos que emergiram do inquérito, aporta-se neste juízo o convencimento acerca da existência de indícios de materialidade e de autoria na constituição de organização criminosa para cometimento de fraudes à licitação e crimes contra a administração pública, envolvendo os investigados José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Arcanjo, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira e Luiz Fernando Hosken. [...] Da prisão preventiva Portanto, tenho que todos os elementos exaustivamente elencados ao longo desta decisão, encerram em si suficientes contornos de materialidade e autoria dos crimes do artigo 2º, caput, da Lei 12.850/13 (organização criminosa), supressão de documentos (artigo 305 do Código Penal), peculato (artigo 312 do Código Penal), corrupção ativa e passiva (artigos 333 e 317 do Código Penal) e frustrar ou fraudar mediante ajuste e outro expediente o caráter competitivo do procedimento licitatório (artigo 90 da Lei 8666/93). Alguns dos crimes em questão tem pena máxima superior a quatro anos. No exame global do quadro até o momento apurado, entendo que ficou extremamente ressaltada a periculosidade dos agentes José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Arcanjo, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira, Luiz Fernando Hosken, Juarez Camilo Carlos e Ermelindo Francisco Pereira, pelo modus operandi empregado na consecução dos delitos, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG de gabinete por um período, sendo sucedida por Willian em outro. Finalmente, Madson Geraldo Arcanjo e Philipe Lima Moreira foram os licitantes vencedores dos certames, promovendo a execução do esquema. Da exposição criteriosa de todos os elementos informativos que emergiram do inquérito, aporta-se neste juízo o convencimento acerca da existência de indícios de materialidade e de autoria na constituição de organização criminosa para cometimento de fraudes à licitação e crimes contra a administração pública, envolvendo os investigados José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Arcanjo, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira e Luiz Fernando Hosken. [...] Da prisão preventiva Portanto, tenho que todos os elementos exaustivamente elencados ao longo desta decisão, encerram em si suficientes contornos de materialidade e autoria dos crimes do artigo 2º, caput, da Lei 12.850/13 (organização criminosa), supressão de documentos (artigo 305 do Código Penal), peculato (artigo 312 do Código Penal), corrupção ativa e passiva (artigos 333 e 317 do Código Penal) e frustrar ou fraudar mediante ajuste e outro expediente o caráter competitivo do procedimento licitatório (artigo 90 da Lei 8666/93). Alguns dos crimes em questão tem pena máxima superior a quatro anos. No exame global do quadro até o momento apurado, entendo que ficou extremamente ressaltada a periculosidade dos agentes José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Arcanjo, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira, Luiz Fernando Hosken, Juarez Camilo Carlos e Ermelindo Francisco Pereira, pelo modus operandi empregado na consecução dos delitos, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG pois está evidenciada, conforme acima detalhado, a reiteração nos delitos em apuração. A prática dos crimes contra os cofres públicos é contínua, diária, não se tratando de se provocar, de uma vez, um rombo milionário em determinado contrato público. Não. É uma espécie de "sangria", a "conta-gotas", em que a cada dia, por cada hora não trabalhada (mas declarada como trabalhada), por cada quilômetro percorrido que não o tenha sido, por cada diária gerada que não tenha embasamento legal, alguns milhares de reais são desviados de sua real destinação. Desde 2013 os delitos em questão se perpetuam! Maior REITERAÇÃO DELITIVA não há. Destarte, a ordem pública vê-se ameaçada não somente pelo modus operandi articulado pelos mentores e executores do esquema, como também pela reiteração criminosa sistemática, a qual não deixa de ser a essência da própria praxe delitiva. Alem disso, mostra-se imprescindível a decretação da prisão preventiva também para a conveniência da instrução criminal. Conforme discorreram a Autoridade Policial às fls. 22/36 e o Ministério Público em seu parecer, os representados, notadamente os investigados Frederico Magalhães Ferreira, Luiz Fernando Hosken e Ermelindo Francisco Ferreira estão articulando diversas maneiras de parar a presente investigação, de manipular os depoimentos e de ‘colocar panos quentes' . Em uma conversa entre Frederico e Geraldo Magela (Carrapicho), ocorrida no dia 21/03/2017, os interlocutores falaram sobre o comparecimento de Madson para prestar declarações na Delegacia de Polícia, tendo Frederico afirmado que “Madinho (Madson) já sabe o que vai falar”. Além disso, na mesma conversa Geraldo Magela (Carrapicho) disse que “sairia no tapa com o delegado". No dia seguinte, 22/03/2017, data em que Madson 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG pois está evidenciada, conforme acima detalhado, a reiteração nos delitos em apuração. A prática dos crimes contra os cofres públicos é contínua, diária, não se tratando de se provocar, de uma vez, um rombo milionário em determinado contrato público. Não. É uma espécie de "sangria", a "conta-gotas", em que a cada dia, por cada hora não trabalhada (mas declarada como trabalhada), por cada quilômetro percorrido que não o tenha sido, por cada diária gerada que não tenha embasamento legal, alguns milhares de reais são desviados de sua real destinação. Desde 2013 os delitos em questão se perpetuam! Maior REITERAÇÃO DELITIVA não há. Destarte, a ordem pública vê-se ameaçada não somente pelo modus operandi articulado pelos mentores e executores do esquema, como também pela reiteração criminosa sistemática, a qual não deixa de ser a essência da própria praxe delitiva. Alem disso, mostra-se imprescindível a decretação da prisão preventiva também para a conveniência da instrução criminal. Conforme discorreram a Autoridade Policial às fls. 22/36 e o Ministério Público em seu parecer, os representados, notadamente os investigados Frederico Magalhães Ferreira, Luiz Fernando Hosken e Ermelindo Francisco Ferreira estão articulando diversas maneiras de parar a presente investigação, de manipular os depoimentos e de ‘colocar panos quentes' . Em uma conversa entre Frederico e Geraldo Magela (Carrapicho), ocorrida no dia 21/03/2017, os interlocutores falaram sobre o comparecimento de Madson para prestar declarações na Delegacia de Polícia, tendo Frederico afirmado que “Madinho (Madson) já sabe o que vai falar”. Além disso, na mesma conversa Geraldo Magela (Carrapicho) disse que “sairia no tapa com o delegado". No dia seguinte, 22/03/2017, data em que Madson 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG efetivamente compareceu à delegacia, a advogada que o acompanhou, Denise Silva de Castro, ainda enquanto presente na delegacia, ligou para Frederico para atualizá- lo, dizendo que o Delegado falou sobre a investigação de contratos da Câmara, de valores exorbitantes, do sumiço da documentação, que ele ofereceu colaboração premiada ao cliente, tendo Frederico afirmado: "não, de jeito nenhum", e que era para ela falar com Delegado que nunca houve irregularidade nenhuma e que os vereadores rodavam muito por isso a alta quilometragem, para entregar a documentação e pronto" (fl. 252, apenso I). Há, ainda, conversa entre Willian e Frederico sobre as investigações, tendo Willian falado que estava chegando na Delegacia, ao que Frederico perguntou se ele não queria ser orientado primeiro, tendo a resposta de que "está tranquilo" (fl. 252 do apenso). Outras conversas sobre a intenção do grupo de parar com a investigação foram descritas pela Autoridade Policial às fls. 24/27, de modo que não resta dúvida sobre a necessidade da prisão preventiva para a conveniência da instrução criminal. Acerca da liderança exercida pelo investigado Luiz Fernando, denota-se do teor das interceptações transcritas em f. 747, que este se encontra patrocinando a defesa de diversos denunciados em ação em trâmite. Portanto, convenço-me da existência de mais um requisito para justificar a prisão dos investigados Frederico Magalhães Ferreira e Luiz Fernando Hosken, já que a medida cautelar de afastamento das funções não será suficiente, em virtude do intento destes em atrapalhar a investigação. Alem disso, na análise das degravações transcritas às fls. 768/770, denotando que exerce influência em razão do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG efetivamente compareceu à delegacia, a advogada que o acompanhou, Denise Silva de Castro, ainda enquanto presente na delegacia, ligou para Frederico para atualizá- lo, dizendo que o Delegado falou sobre a investigação de contratos da Câmara, de valores exorbitantes, do sumiço da documentação, que ele ofereceu colaboração premiada ao cliente, tendo Frederico afirmado: "não, de jeito nenhum", e que era para ela falar com Delegado que nunca houve irregularidade nenhuma e que os vereadores rodavam muito por isso a alta quilometragem, para entregar a documentação e pronto" (fl. 252, apenso I). Há, ainda, conversa entre Willian e Frederico sobre as investigações, tendo Willian falado que estava chegando na Delegacia, ao que Frederico perguntou se ele não queria ser orientado primeiro, tendo a resposta de que "está tranquilo" (fl. 252 do apenso). Outras conversas sobre a intenção do grupo de parar com a investigação foram descritas pela Autoridade Policial às fls. 24/27, de modo que não resta dúvida sobre a necessidade da prisão preventiva para a conveniência da instrução criminal. Acerca da liderança exercida pelo investigado Luiz Fernando, denota-se do teor das interceptações transcritas em f. 747, que este se encontra patrocinando a defesa de diversos denunciados em ação em trâmite. Portanto, convenço-me da existência de mais um requisito para justificar a prisão dos investigados Frederico Magalhães Ferreira e Luiz Fernando Hosken, já que a medida cautelar de afastamento das funções não será suficiente, em virtude do intento destes em atrapalhar a investigação. Alem disso, na análise das degravações transcritas às fls. 768/770, denotando que exerce influência em razão do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG cargo que ocupa, Ermelindo Francisco Ferreira deixou claro, durante a interceptação telefônica, que "não irá colaborar com a investigação e que os seus subordinados também não irão". [...] Com tais considerações, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA de José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva. Madson Geraldo Arcanio, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira, Luiz Fernando Hosken, Juarez Camilo Carlos e Ermelindo Francisco Pereira, nos termos dos arts. 311 a 313, I, do Código de Processo Penal. Expeçam-se os mandados de prisão, com prazo de validade de 20 anos. (grifei.) O Tribunal de origem denegou a ordem valendo-se dos seguintes fundamentos (e-STJ fls. 74/76): Com efeito, merecem destaque os registros feitos pela il. Autoridade Policial na representação de fls. 753/815-TJ, mais precisamente no tocante ao ora paciente, no sentido de que: "Luiz Fernando Hosken Fonseca - vereador integrante da mesa diretora e aliado do Presidente durante o período indicado, primo do vencedor do administrador da empresa vencedora da licitação ano de 2016 (Philipe Lima Moreira), é um dos principais elos do grupo com o dinheiro público advindo desse contrato. Ainda tem mandato como vereador, através do qual continua praticando crimes, e mantém ações diárias unindo o grupo e prejudicando as investigações. (...) A conversa deixa evidente que o investigado Luiz Fernando, integrante da organização criminosa e primo de Philipe, buscava diretamente dinheiro que tinha como origem viagens fictícias desse 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG cargo que ocupa, Ermelindo Francisco Ferreira deixou claro, durante a interceptação telefônica, que "não irá colaborar com a investigação e que os seus subordinados também não irão". [...] Com tais considerações, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA de José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva. Madson Geraldo Arcanio, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira, Luiz Fernando Hosken, Juarez Camilo Carlos e Ermelindo Francisco Pereira, nos termos dos arts. 311 a 313, I, do Código de Processo Penal. Expeçam-se os mandados de prisão, com prazo de validade de 20 anos. (grifei.) O Tribunal de origem denegou a ordem valendo-se dos seguintes fundamentos (e-STJ fls. 74/76): Com efeito, merecem destaque os registros feitos pela il. Autoridade Policial na representação de fls. 753/815-TJ, mais precisamente no tocante ao ora paciente, no sentido de que: "Luiz Fernando Hosken Fonseca - vereador integrante da mesa diretora e aliado do Presidente durante o período indicado, primo do vencedor do administrador da empresa vencedora da licitação ano de 2016 (Philipe Lima Moreira), é um dos principais elos do grupo com o dinheiro público advindo desse contrato. Ainda tem mandato como vereador, através do qual continua praticando crimes, e mantém ações diárias unindo o grupo e prejudicando as investigações. (...) A conversa deixa evidente que o investigado Luiz Fernando, integrante da organização criminosa e primo de Philipe, buscava diretamente dinheiro que tinha como origem viagens fictícias desse 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG contrato. (...) A organização criminosa, ainda extremamente articulada, está provocando diversos incidentes e causando prejuízos às investigações. Há conversas claras para estancar as investigações, "colocar panos quentes" na palavra dos envolvidos, com ameaças de revelação de fatos delitivos. Os ocupantes dos postos mais altos se asseguram de que os demais "não falem muito", também expressão utilizada por eles. Há oferta de serviços advocatícios gratuitos como parte da propina, e os advogados, suspeitos, parecem não atender o melhor interesse do cliente e sim obedecer ordens. Há até mesmo ameaças ao Delegado em virtude de intimações expedidas, (sem grifos no original). Neste norte, constata-se que a participação do paciente foi de alta relevância, principalmente, considerando que há indícios de que ele teria forjado documentos requisitados pela il. Autoridade Policial, bem como estaria articulando diversas maneiras de frustrar a investigação criminal, motivo pelo qual se mostra necessária a sua segregação cautelar, em especial, para a conveniência da instrução criminal. Desse modo. entendo que a custódia provisória do autor mostra-se necessária para a conveniência da instrução criminal, restando satisfeitos, portanto, os requisitos previstos no artigo 312 do CPP. Vê-se, portanto, que em razão das características das condutas delituosas narradas, após extensas investigações mediante interceptações telefônicas da operação policial denominada Apolo 13, o magistrado singular constatou que se tratava de organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG contrato. (...) A organização criminosa, ainda extremamente articulada, está provocando diversos incidentes e causando prejuízos às investigações. Há conversas claras para estancar as investigações, "colocar panos quentes" na palavra dos envolvidos, com ameaças de revelação de fatos delitivos. Os ocupantes dos postos mais altos se asseguram de que os demais "não falem muito", também expressão utilizada por eles. Há oferta de serviços advocatícios gratuitos como parte da propina, e os advogados, suspeitos, parecem não atender o melhor interesse do cliente e sim obedecer ordens. Há até mesmo ameaças ao Delegado em virtude de intimações expedidas, (sem grifos no original). Neste norte, constata-se que a participação do paciente foi de alta relevância, principalmente, considerando que há indícios de que ele teria forjado documentos requisitados pela il. Autoridade Policial, bem como estaria articulando diversas maneiras de frustrar a investigação criminal, motivo pelo qual se mostra necessária a sua segregação cautelar, em especial, para a conveniência da instrução criminal. Desse modo. entendo que a custódia provisória do autor mostra-se necessária para a conveniência da instrução criminal, restando satisfeitos, portanto, os requisitos previstos no artigo 312 do CPP. Vê-se, portanto, que em razão das características das condutas delituosas narradas, após extensas investigações mediante interceptações telefônicas da operação policial denominada Apolo 13, o magistrado singular constatou que se tratava de organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG pública que causaram extenso prejuízo ao erário, tendo como um de seus participantes o ora paciente, vereador membro da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores do município de Santa Bárbara. Tal circunstância autoriza a decretação da prisão preventiva pois, conforme magistério jurisprudencial do Pretório Excelso, "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva" (STF, Primeira Turma, HC n. 95.024/SP, Rel. Ministra Cármen Lúcia, DJe 20/2/2009). [...] Ademais, conforme se extrai do decisum objurgado, o ora paciente e outro corréu "estão articulando diversas maneiras de parar a presente investigação, de manipular os depoimentos e de 'colocar panos quentes” (e-STJ fl. 1.427). Portanto, a atuação efetiva para embaraçar as investigações também é fundamentação idônea para a decretação e manutenção da prisão preventiva, pela conveniência da instrução criminal, conforme se extrai dos seguintes precedentes desta Corte: [...] No mais, frise-se que as circunstâncias que envolvem o fato demonstram que outras medidas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal não surtiriam o efeito almejado para a proteção da ordem pública. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. As razões apresentadas revelam que a decretação da custódia 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG pública que causaram extenso prejuízo ao erário, tendo como um de seus participantes o ora paciente, vereador membro da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores do município de Santa Bárbara. Tal circunstância autoriza a decretação da prisão preventiva pois, conforme magistério jurisprudencial do Pretório Excelso, "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva" (STF, Primeira Turma, HC n. 95.024/SP, Rel. Ministra Cármen Lúcia, DJe 20/2/2009). [...] Ademais, conforme se extrai do decisum objurgado, o ora paciente e outro corréu "estão articulando diversas maneiras de parar a presente investigação, de manipular os depoimentos e de 'colocar panos quentes” (e-STJ fl. 1.427). Portanto, a atuação efetiva para embaraçar as investigações também é fundamentação idônea para a decretação e manutenção da prisão preventiva, pela conveniência da instrução criminal, conforme se extrai dos seguintes precedentes desta Corte: [...] No mais, frise-se que as circunstâncias que envolvem o fato demonstram que outras medidas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal não surtiriam o efeito almejado para a proteção da ordem pública. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. As razões apresentadas revelam que a decretação da custódia 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG cautelar está lastreada em fundamentação jurídica idônea e chancelada pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. As instâncias ordinárias bem demonstraram a gravidade concreta das condutas imputadas ao paciente, apuradas após extensas investigações levadas a efeito no âmbito da operação policial denominada Apolo 13. Sobressai, no particular, que o paciente, na condição de vereador, de quem se esperaria uma conduta compatível com os anseios da população, foi apontado como integrante de “organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração pública que causaram extenso prejuízo ao erário”. Esses fatores revelam a imprescindibilidade da sua segregação para garantir a ordem pública, já que, se permanecer em liberdade, poderá dar continuidade à sua atividade criminosa. Com efeito, esta SUPREMA CORTE já assinalou que “a necessidade de interromper a atuação de organização criminosa e o risco concreto de reiteração delitiva justificam a decretação da custódia cautelar para a garantia da ordem pública” (HC 138552 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 19/6/2017). Nessa mesma linha de entendimento: HC 148218 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 7/12/2017; HC 137515, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017; RHC 138937, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 3/3/2017. Registre-se, ainda, a informação de que “a participação do paciente foi de alta relevância, principalmente, considerando que há indícios de que ele teria forjado documentos requisitados pela il. Autoridade Policial, bem como estaria articulando diversas maneiras de frustrar a investigação criminal”. Logo, havendo o fundado receio de que o paciente possa embaraçar a instrução probatória e dificultar a elucidação dos fatos, a prisão cautelar também se justifica por conveniência da instrução criminal (HC 142.369, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 22/6/2017; HC 126.573, Rel. Min. ROSA WEBER, 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG cautelar está lastreada em fundamentação jurídica idônea e chancelada pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. As instâncias ordinárias bem demonstraram a gravidade concreta das condutas imputadas ao paciente, apuradas após extensas investigações levadas a efeito no âmbito da operação policial denominada Apolo 13. Sobressai, no particular, que o paciente, na condição de vereador, de quem se esperaria uma conduta compatível com os anseios da população, foi apontado como integrante de “organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração pública que causaram extenso prejuízo ao erário”. Esses fatores revelam a imprescindibilidade da sua segregação para garantir a ordem pública, já que, se permanecer em liberdade, poderá dar continuidade à sua atividade criminosa. Com efeito, esta SUPREMA CORTE já assinalou que “a necessidade de interromper a atuação de organização criminosa e o risco concreto de reiteração delitiva justificam a decretação da custódia cautelar para a garantia da ordem pública” (HC 138552 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 19/6/2017). Nessa mesma linha de entendimento: HC 148218 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 7/12/2017; HC 137515, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017; RHC 138937, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 3/3/2017. Registre-se, ainda, a informação de que “a participação do paciente foi de alta relevância, principalmente, considerando que há indícios de que ele teria forjado documentos requisitados pela il. Autoridade Policial, bem como estaria articulando diversas maneiras de frustrar a investigação criminal”. Logo, havendo o fundado receio de que o paciente possa embaraçar a instrução probatória e dificultar a elucidação dos fatos, a prisão cautelar também se justifica por conveniência da instrução criminal (HC 142.369, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 22/6/2017; HC 126.573, Rel. Min. ROSA WEBER, 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG Primeira Turma, DJe de 23/11/2015; HC 139.148 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 18/4/2017; HC 129.168, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 16/12/2015). Ademais, a análise das questões fáticas suscitadas pela defesa, de forma a infirmar o entendimento da instância ordinária, demandaria o reexame do conjunto probatório, providência incompatível com esta via processual (cf. HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, Dje de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, Dje de 28/11/2016; HC 134.445- AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, Dje de 27/9/2016). Por fim, a questão acerca do excesso de prazo não foi enfrentada pelo Superior Tribunal de Justiça. Desse modo, a inexistência de prévia manifestação sobre a matéria de fundo da impetração, no ato impugnado, acarreta supressão de instância, o que não é admitido consoante jurisprudência desta Corte (HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje 24/10/2016) Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG Primeira Turma, DJe de 23/11/2015; HC 139.148 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 18/4/2017; HC 129.168, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 16/12/2015). Ademais, a análise das questões fáticas suscitadas pela defesa, de forma a infirmar o entendimento da instância ordinária, demandaria o reexame do conjunto probatório, providência incompatível com esta via processual (cf. HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, Dje de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, Dje de 28/11/2016; HC 134.445- AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, Dje de 27/9/2016). Por fim, a questão acerca do excesso de prazo não foi enfrentada pelo Superior Tribunal de Justiça. Desse modo, a inexistência de prévia manifestação sobre a matéria de fundo da impetração, no ato impugnado, acarreta supressão de instância, o que não é admitido consoante jurisprudência desta Corte (HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje 24/10/2016) Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) :ADRIANO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099146. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) :ADRIANO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) : ADRIANO CARDOSO DA SILVA (98540/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735466 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) : ADRIANO CARDOSO DA SILVA (98540/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735466 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753514
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL HABEAS CORPUS. PECULATO, FALSIDADE IDEOLÓGICA E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO ADEQUADA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. MATÉRIA NÃO ANALISA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para (a) resguardar a ordem pública, porque o paciente, na condição de vereador, de quem se esperaria uma conduta compatível com os anseios da população, foi apontado como integrante de organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração pública; e (b) por conveniência da instrução criminal, em razão do fundado receio da prática de atos tendentes a dificultar a elucidação dos fatos. 2. A controvérsia acerca do excesso de prazo da prisão preventiva não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça e, portanto, qualquer juízo desta Corte sobre a matéria implicaria supressão de instância, o que não é admitido pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur387833
- Caso "OPERAÇÃO APOLLO 13". - Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, INTERRUPÇÃO, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, REITERAÇÃO DELITIVA) HC 137515 (1ªT), HC 138552 AgR (1ªT), RHC 138937 (2ªT), HC 148218 AgR (1ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, CONVENIÊNCIA, INSTRUÇÃO CRIMINAL) HC 126573 (1ªT), HC 129168 (2ªT), HC 139148 AgR (1ªT), HC 142369 (2ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 134445 AgR (1ªT), HC 135748 (2ªT), HC 135956 (2ªT), HC 136622 AgR (1ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 132864 AgR (2ªT), HC 135949 (2ªT), HC 135021 AgR (1ªT), HC 136452 ED (1ªT). Número de páginas: 17. Análise: 05/09/2018, TLR.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
156125
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 156125 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) : ADRIANO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) :ADRIANO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL HABEAS CORPUS. PECULATO, FALSIDADE IDEOLÓGICA E ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO ADEQUADA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO. MATÉRIA NÃO ANALISA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 1. A decisão que determinou a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para (a) resguardar a ordem pública, porque o paciente, na condição de vereador, de quem se esperaria uma conduta compatível com os anseios da população, foi apontado como integrante de organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração pública; e (b) por conveniência da instrução criminal, em razão do fundado receio da prática de atos tendentes a dificultar a elucidação dos fatos. 2. A controvérsia acerca do excesso de prazo da prisão preventiva não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça e, portanto, qualquer juízo desta Corte sobre a matéria implicaria supressão de instância, o que não é admitido pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652099. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão HC 156125 AGR / MG Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652099. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652099. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) :ADRIANO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que decretou a segregação cautelar do agravante. Consta dos autos, em síntese, que o paciente foi preso preventivamente e denunciado em razão da suposta prática dos crimes de peculato (art. 312 do Código Penal), falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) e organização criminosa (art. 2..., §§ 1... e 4..., II da Lei 12.850/2013). Irresignada com o decreto prisional, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem. Na sequência, impetrou outro writ, desta vez dirigido ao Superior Tribunal de Justiça, que também indeferiu a pretensão, em acórdão assim ementado: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. OPERAÇÃO APOLLO 13. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. SUPRESSÃO DE DOCUMENTOS. PECULATO. CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA. PREVARICAÇÃO. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO. FALSIDADE IDEOLÓGICA. DISPENSA ILEGAL DE LICITAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. GRAVIDADE CONCRETA. MODUS OPERANDI. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. EMBARAÇO ÀS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) :ADRIANO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que decretou a segregação cautelar do agravante. Consta dos autos, em síntese, que o paciente foi preso preventivamente e denunciado em razão da suposta prática dos crimes de peculato (art. 312 do Código Penal), falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) e organização criminosa (art. 2..., §§ 1... e 4..., II da Lei 12.850/2013). Irresignada com o decreto prisional, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, que denegou a ordem. Na sequência, impetrou outro writ, desta vez dirigido ao Superior Tribunal de Justiça, que também indeferiu a pretensão, em acórdão assim ementado: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. OPERAÇÃO APOLLO 13. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. SUPRESSÃO DE DOCUMENTOS. PECULATO. CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA. PREVARICAÇÃO. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO. FALSIDADE IDEOLÓGICA. DISPENSA ILEGAL DE LICITAÇÃO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. GRAVIDADE CONCRETA. MODUS OPERANDI. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. EMBARAÇO ÀS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório HC 156125 AGR / MG INVESTIGAÇÕES. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO PENAL. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. A validade da segregação cautelar está condicionada à observância, em decisão devidamente fundamentada, aos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal, revelando-se indispensável a demonstração de em que consiste o periculum libertatis. 2. No caso, a prisão preventiva está justificada pois, em razão das características das condutas delituosas narradas, após extensas investigações mediante interceptações telefônicas da operação policial denominada Apollo 13, o Magistrado singular consignou que se tratava de organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração pública que causaram extenso prejuízo ao erário, tendo como um de seus participantes o ora paciente, vereador membro da mesa diretora da Câmara de Vereadores do município de Santa Bárbara. Assim, a prisão se faz necessária para garantir a ordem pública, evitando o prosseguimento das atividades criminosas desenvolvidas. 3. Conforme magistério jurisprudencial do Pretório Excelso "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva " (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC n. 95.024/SP, Rel. Ministra Cármen Lúcia, DJe 20/2/2009). 4. Ademais, o decreto prisional informa que o ora paciente estava atuando de diversas maneiras para embaraçar as investigações por meio de manipulação de depoimentos, o que justifica a manutenção da custódia cautelar para a conveniência da instrução criminal. (Precedentes). 5. Mostra-se indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, quando a segregação encontra-se fundada na gravidade efetiva do delito, e essa indica que as providências menos gravosas seriam insuficientes para acautelar a ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG INVESTIGAÇÕES. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO PENAL. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. A validade da segregação cautelar está condicionada à observância, em decisão devidamente fundamentada, aos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal, revelando-se indispensável a demonstração de em que consiste o periculum libertatis. 2. No caso, a prisão preventiva está justificada pois, em razão das características das condutas delituosas narradas, após extensas investigações mediante interceptações telefônicas da operação policial denominada Apollo 13, o Magistrado singular consignou que se tratava de organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração pública que causaram extenso prejuízo ao erário, tendo como um de seus participantes o ora paciente, vereador membro da mesa diretora da Câmara de Vereadores do município de Santa Bárbara. Assim, a prisão se faz necessária para garantir a ordem pública, evitando o prosseguimento das atividades criminosas desenvolvidas. 3. Conforme magistério jurisprudencial do Pretório Excelso "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva " (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC n. 95.024/SP, Rel. Ministra Cármen Lúcia, DJe 20/2/2009). 4. Ademais, o decreto prisional informa que o ora paciente estava atuando de diversas maneiras para embaraçar as investigações por meio de manipulação de depoimentos, o que justifica a manutenção da custódia cautelar para a conveniência da instrução criminal. (Precedentes). 5. Mostra-se indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, quando a segregação encontra-se fundada na gravidade efetiva do delito, e essa indica que as providências menos gravosas seriam insuficientes para acautelar a ordem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório HC 156125 AGR / MG pública e evitar a prática de novos crimes. 6. Ordem denegada. Neste recurso, a defesa reafirma a ausência dos pressupostos autorizadores da custódia cautelar. Aponta que o afastamento das funções públicas, somado a quaisquer das medidas elencadas no aludido artigo, é o suficiente para a proteção e garantia da ordem pública. Sustenta não haver respaldo fático a apontar que o agravante possa embaraçar ou dificultar a elucidação dos fatos. Alega excesso de prazo da prisão preventiva, visto que o agravante está constrito há mais de 9 meses, sendo que o processo está na fase de apresentação da resposta à acusação. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do recurso, com a consequente revogação do cárcere cautelar imposto ao paciente, ainda que, subsidiariamente, mediante a determinação de cumprimento de uma ou mais medidas cautelares diversas da prisão, contidas no art. 319 do Código de Processo Penal. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG pública e evitar a prática de novos crimes. 6. Ordem denegada. Neste recurso, a defesa reafirma a ausência dos pressupostos autorizadores da custódia cautelar. Aponta que o afastamento das funções públicas, somado a quaisquer das medidas elencadas no aludido artigo, é o suficiente para a proteção e garantia da ordem pública. Sustenta não haver respaldo fático a apontar que o agravante possa embaraçar ou dificultar a elucidação dos fatos. Alega excesso de prazo da prisão preventiva, visto que o agravante está constrito há mais de 9 meses, sendo que o processo está na fase de apresentação da resposta à acusação. Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do recurso, com a consequente revogação do cárcere cautelar imposto ao paciente, ainda que, subsidiariamente, mediante a determinação de cumprimento de uma ou mais medidas cautelares diversas da prisão, contidas no art. 319 do Código de Processo Penal. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652100. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. O Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva da paciente, nos termos seguintes: (...) No caso, foram estes os fundamentos invocados para a conversão da prisão em flagrante em preventiva, in verbis (e- Superior Tribunal de Justiça fls. 1.415/1.418 e 1.425/1.429): Corroborando, em juízo preliminar, os indícios de crimes contra administração pública cometidos pela organização criminosa valendo-se dos fraudulentos contratos de prestação de serviços de aluguel de carro, a interceptação telefônica aponta de forma contundente a sua existência, e ainda salienta a atuação criminosa do investigado Luiz Fernando Hosken no esquema. Em 24/03/2017, às 11:14 horas, o antigo procurador jurídico e investigado, Frederico Magalhães Ferreira, manteve conversa com o atual procurador jurídico da câmara, Luiz, sobre como parar as investigações: Willian falou na câmara comigo na presença de Angela como que ele fazia partes diárias, como que ela fez, a mesma coisa que Madinho falou, que chegava lá, que vocês fechavam, faziam, punham 'essas idas'? ‘no esquema?’ Estou fazendo o papel de mágico...mas vai chegar um ponto (não identificado), Luiz Fernando continua cutucando, cutucando e a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. O Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva da paciente, nos termos seguintes: (...) No caso, foram estes os fundamentos invocados para a conversão da prisão em flagrante em preventiva, in verbis (e- Superior Tribunal de Justiça fls. 1.415/1.418 e 1.425/1.429): Corroborando, em juízo preliminar, os indícios de crimes contra administração pública cometidos pela organização criminosa valendo-se dos fraudulentos contratos de prestação de serviços de aluguel de carro, a interceptação telefônica aponta de forma contundente a sua existência, e ainda salienta a atuação criminosa do investigado Luiz Fernando Hosken no esquema. Em 24/03/2017, às 11:14 horas, o antigo procurador jurídico e investigado, Frederico Magalhães Ferreira, manteve conversa com o atual procurador jurídico da câmara, Luiz, sobre como parar as investigações: Willian falou na câmara comigo na presença de Angela como que ele fazia partes diárias, como que ela fez, a mesma coisa que Madinho falou, que chegava lá, que vocês fechavam, faziam, punham 'essas idas'? ‘no esquema?’ Estou fazendo o papel de mágico...mas vai chegar um ponto (não identificado), Luiz Fernando continua cutucando, cutucando e a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG história dele já foi aberta na mesa da Câmara, com cinco vereadores ouvido e eu estava presente, que o cara lá do carro de Monlevade falou que ele que ia lá buscar o dinheiro, entendeu? Isso ai foi palavra de cinco vereadores. Estou tentando... e que a situação não vire Santa Bárbara de pernas para cima... Agora ele devia saber que já foi falado na câmara sobre o esquema, dele, entendeu? Ante o exposto, em uma análise perfunctória, resta claro que todas essas ilegalidades praticadas por José Ladislau Ramos, Frederico Magalhães Ferreira, Willian da Silva Mota, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Acanjo, Philipc Lima Moreira e Luiz Fernando Hosken nas licitações que ensejaram os contratos, não ocorreram por inexperiência ou falha dos envolvidos, mas sim porque todos eles estavam organizados para assim proceder. [...] Destarte, ao que parece, em exame cautelar próprio desta etapa, é que os agentes administrativos do legislativo municipal envolvidos no procedimento licitatório concorreram manifesta e deliberadamente para tamanha fraude, sendo as fraudes cometidas sob a presidência comando de José Ladislau, contando sempre com a atuação em concurso do assessor jurídico Frederico Magalhães Ferreira, que dispondo de conhecimento técnico e ciente das irregularidades existentes, chancelava juridicamente as licitações. Luiz Fernando Hosken era membro da mesa diretora e apoiava o grupo, emergindo da interceptação sua intensa participação, buscando, inclusive, o dinheiro em João Monlevade. Willian da Silva Mota e Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva atuavam no operacional do esquema, sendo os responsáveis pela fiscalização, que não existia. Esta última se manteve no cargo de presidente da Comissão de Licitações e era chefe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG história dele já foi aberta na mesa da Câmara, com cinco vereadores ouvido e eu estava presente, que o cara lá do carro de Monlevade falou que ele que ia lá buscar o dinheiro, entendeu? Isso ai foi palavra de cinco vereadores. Estou tentando... e que a situação não vire Santa Bárbara de pernas para cima... Agora ele devia saber que já foi falado na câmara sobre o esquema, dele, entendeu? Ante o exposto, em uma análise perfunctória, resta claro que todas essas ilegalidades praticadas por José Ladislau Ramos, Frederico Magalhães Ferreira, Willian da Silva Mota, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Acanjo, Philipc Lima Moreira e Luiz Fernando Hosken nas licitações que ensejaram os contratos, não ocorreram por inexperiência ou falha dos envolvidos, mas sim porque todos eles estavam organizados para assim proceder. [...] Destarte, ao que parece, em exame cautelar próprio desta etapa, é que os agentes administrativos do legislativo municipal envolvidos no procedimento licitatório concorreram manifesta e deliberadamente para tamanha fraude, sendo as fraudes cometidas sob a presidência comando de José Ladislau, contando sempre com a atuação em concurso do assessor jurídico Frederico Magalhães Ferreira, que dispondo de conhecimento técnico e ciente das irregularidades existentes, chancelava juridicamente as licitações. Luiz Fernando Hosken era membro da mesa diretora e apoiava o grupo, emergindo da interceptação sua intensa participação, buscando, inclusive, o dinheiro em João Monlevade. Willian da Silva Mota e Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva atuavam no operacional do esquema, sendo os responsáveis pela fiscalização, que não existia. Esta última se manteve no cargo de presidente da Comissão de Licitações e era chefe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG de gabinete por um período, sendo sucedida por Willian em outro. Finalmente, Madson Geraldo Arcanjo e Philipe Lima Moreira foram os licitantes vencedores dos certames, promovendo a execução do esquema. Da exposição criteriosa de todos os elementos informativos que emergiram do inquérito, aporta-se neste juízo o convencimento acerca da existência de indícios de materialidade e de autoria na constituição de organização criminosa para cometimento de fraudes à licitação e crimes contra a administração pública, envolvendo os investigados José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Arcanjo, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira e Luiz Fernando Hosken. [...] Da prisão preventiva Portanto, tenho que todos os elementos exaustivamente elencados ao longo desta decisão, encerram em si suficientes contornos de materialidade e autoria dos crimes do artigo 2..., caput, da Lei 12.850/13 (organização criminosa), supressão de documentos (artigo 305 do Código Penal), peculato (artigo 312 do Código Penal), corrupção ativa e passiva (artigos 333 e 317 do Código Penal) e frustrar ou fraudar mediante ajuste e outro expediente o caráter competitivo do procedimento licitatório (artigo 90 da Lei 8666/93). Alguns dos crimes em questão tem pena máxima superior a quatro anos. No exame global do quadro até o momento apurado, entendo que ficou extremamente ressaltada a periculosidade dos agentes José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Arcanjo, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira, Luiz Fernando Hosken, Juarez Camilo Carlos e Ermelindo Francisco Pereira, pelo modus operandi empregado na consecução dos delitos, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG de gabinete por um período, sendo sucedida por Willian em outro. Finalmente, Madson Geraldo Arcanjo e Philipe Lima Moreira foram os licitantes vencedores dos certames, promovendo a execução do esquema. Da exposição criteriosa de todos os elementos informativos que emergiram do inquérito, aporta-se neste juízo o convencimento acerca da existência de indícios de materialidade e de autoria na constituição de organização criminosa para cometimento de fraudes à licitação e crimes contra a administração pública, envolvendo os investigados José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Arcanjo, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira e Luiz Fernando Hosken. [...] Da prisão preventiva Portanto, tenho que todos os elementos exaustivamente elencados ao longo desta decisão, encerram em si suficientes contornos de materialidade e autoria dos crimes do artigo 2..., caput, da Lei 12.850/13 (organização criminosa), supressão de documentos (artigo 305 do Código Penal), peculato (artigo 312 do Código Penal), corrupção ativa e passiva (artigos 333 e 317 do Código Penal) e frustrar ou fraudar mediante ajuste e outro expediente o caráter competitivo do procedimento licitatório (artigo 90 da Lei 8666/93). Alguns dos crimes em questão tem pena máxima superior a quatro anos. No exame global do quadro até o momento apurado, entendo que ficou extremamente ressaltada a periculosidade dos agentes José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva, Madson Geraldo Arcanjo, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira, Luiz Fernando Hosken, Juarez Camilo Carlos e Ermelindo Francisco Pereira, pelo modus operandi empregado na consecução dos delitos, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG pois está evidenciada, conforme acima detalhado, a reiteração nos delitos em apuração. A prática dos crimes contra os cofres públicos é contínua, diária, não se tratando de se provocar, de uma vez, um rombo milionário em determinado contrato público. Não. É uma espécie de "sangria", a "conta-gotas", em que a cada dia, por cada hora não trabalhada (mas declarada como trabalhada), por cada quilômetro percorrido que não o tenha sido, por cada diária gerada que não tenha embasamento legal, alguns milhares de reais são desviados de sua real destinação. Desde 2013 os delitos em questão se perpetuam! Maior REITERAÇÃO DELITIVA não há. Destarte, a ordem pública vê-se ameaçada não somente pelo modus operandi articulado pelos mentores e executores do esquema, como também pela reiteração criminosa sistemática, a qual não deixa de ser a essência da própria praxe delitiva. Alem disso, mostra-se imprescindível a decretação da prisão preventiva também para a conveniência da instrução criminal. Conforme discorreram a Autoridade Policial às fls. 22/36 e o Ministério Público em seu parecer, os representados, notadamente os investigados Frederico Magalhães Ferreira, Luiz Fernando Hosken e Ermelindo Francisco Ferreira estão articulando diversas maneiras de parar a presente investigação, de manipular os depoimentos e de ‘colocar panos quentes' . Em uma conversa entre Frederico e Geraldo Magela (Carrapicho), ocorrida no dia 21/03/2017, os interlocutores falaram sobre o comparecimento de Madson para prestar declarações na Delegacia de Polícia, tendo Frederico afirmado que “Madinho (Madson) já sabe o que vai falar”. Além disso, na mesma conversa Geraldo Magela (Carrapicho) disse que “sairia no tapa com o delegado". No dia seguinte, 22/03/2017, data em que Madson 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG pois está evidenciada, conforme acima detalhado, a reiteração nos delitos em apuração. A prática dos crimes contra os cofres públicos é contínua, diária, não se tratando de se provocar, de uma vez, um rombo milionário em determinado contrato público. Não. É uma espécie de "sangria", a "conta-gotas", em que a cada dia, por cada hora não trabalhada (mas declarada como trabalhada), por cada quilômetro percorrido que não o tenha sido, por cada diária gerada que não tenha embasamento legal, alguns milhares de reais são desviados de sua real destinação. Desde 2013 os delitos em questão se perpetuam! Maior REITERAÇÃO DELITIVA não há. Destarte, a ordem pública vê-se ameaçada não somente pelo modus operandi articulado pelos mentores e executores do esquema, como também pela reiteração criminosa sistemática, a qual não deixa de ser a essência da própria praxe delitiva. Alem disso, mostra-se imprescindível a decretação da prisão preventiva também para a conveniência da instrução criminal. Conforme discorreram a Autoridade Policial às fls. 22/36 e o Ministério Público em seu parecer, os representados, notadamente os investigados Frederico Magalhães Ferreira, Luiz Fernando Hosken e Ermelindo Francisco Ferreira estão articulando diversas maneiras de parar a presente investigação, de manipular os depoimentos e de ‘colocar panos quentes' . Em uma conversa entre Frederico e Geraldo Magela (Carrapicho), ocorrida no dia 21/03/2017, os interlocutores falaram sobre o comparecimento de Madson para prestar declarações na Delegacia de Polícia, tendo Frederico afirmado que “Madinho (Madson) já sabe o que vai falar”. Além disso, na mesma conversa Geraldo Magela (Carrapicho) disse que “sairia no tapa com o delegado". No dia seguinte, 22/03/2017, data em que Madson 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG efetivamente compareceu à delegacia, a advogada que o acompanhou, Denise Silva de Castro, ainda enquanto presente na delegacia, ligou para Frederico para atualizá- lo, dizendo que o Delegado falou sobre a investigação de contratos da Câmara, de valores exorbitantes, do sumiço da documentação, que ele ofereceu colaboração premiada ao cliente, tendo Frederico afirmado: "não, de jeito nenhum", e que era para ela falar com Delegado que nunca houve irregularidade nenhuma e que os vereadores rodavam muito por isso a alta quilometragem, para entregar a documentação e pronto" (fl. 252, apenso I). Há, ainda, conversa entre Willian e Frederico sobre as investigações, tendo Willian falado que estava chegando na Delegacia, ao que Frederico perguntou se ele não queria ser orientado primeiro, tendo a resposta de que "está tranquilo" (fl. 252 do apenso). Outras conversas sobre a intenção do grupo de parar com a investigação foram descritas pela Autoridade Policial às fls. 24/27, de modo que não resta dúvida sobre a necessidade da prisão preventiva para a conveniência da instrução criminal. Acerca da liderança exercida pelo investigado Luiz Fernando, denota-se do teor das interceptações transcritas em f. 747, que este se encontra patrocinando a defesa de diversos denunciados em ação em trâmite. Portanto, convenço-me da existência de mais um requisito para justificar a prisão dos investigados Frederico Magalhães Ferreira e Luiz Fernando Hosken, já que a medida cautelar de afastamento das funções não será suficiente, em virtude do intento destes em atrapalhar a investigação. Alem disso, na análise das degravações transcritas às fls. 768/770, denotando que exerce influência em razão do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG efetivamente compareceu à delegacia, a advogada que o acompanhou, Denise Silva de Castro, ainda enquanto presente na delegacia, ligou para Frederico para atualizá- lo, dizendo que o Delegado falou sobre a investigação de contratos da Câmara, de valores exorbitantes, do sumiço da documentação, que ele ofereceu colaboração premiada ao cliente, tendo Frederico afirmado: "não, de jeito nenhum", e que era para ela falar com Delegado que nunca houve irregularidade nenhuma e que os vereadores rodavam muito por isso a alta quilometragem, para entregar a documentação e pronto" (fl. 252, apenso I). Há, ainda, conversa entre Willian e Frederico sobre as investigações, tendo Willian falado que estava chegando na Delegacia, ao que Frederico perguntou se ele não queria ser orientado primeiro, tendo a resposta de que "está tranquilo" (fl. 252 do apenso). Outras conversas sobre a intenção do grupo de parar com a investigação foram descritas pela Autoridade Policial às fls. 24/27, de modo que não resta dúvida sobre a necessidade da prisão preventiva para a conveniência da instrução criminal. Acerca da liderança exercida pelo investigado Luiz Fernando, denota-se do teor das interceptações transcritas em f. 747, que este se encontra patrocinando a defesa de diversos denunciados em ação em trâmite. Portanto, convenço-me da existência de mais um requisito para justificar a prisão dos investigados Frederico Magalhães Ferreira e Luiz Fernando Hosken, já que a medida cautelar de afastamento das funções não será suficiente, em virtude do intento destes em atrapalhar a investigação. Alem disso, na análise das degravações transcritas às fls. 768/770, denotando que exerce influência em razão do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG cargo que ocupa, Ermelindo Francisco Ferreira deixou claro, durante a interceptação telefônica, que "não irá colaborar com a investigação e que os seus subordinados também não irão". [...] Com tais considerações, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA de José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva. Madson Geraldo Arcanio, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira, Luiz Fernando Hosken, Juarez Camilo Carlos e Ermelindo Francisco Pereira, nos termos dos arts. 311 a 313, I, do Código de Processo Penal. Expeçam-se os mandados de prisão, com prazo de validade de 20 anos. (grifei.) O Tribunal de origem denegou a ordem valendo-se dos seguintes fundamentos (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 74/76): Com efeito, merecem destaque os registros feitos pela il. Autoridade Policial na representação de fls. 753/815-TJ, mais precisamente no tocante ao ora paciente, no sentido de que: "Luiz Fernando Hosken Fonseca - vereador integrante da mesa diretora e aliado do Presidente durante o período indicado, primo do vencedor do administrador da empresa vencedora da licitação ano de 2016 (Philipe Lima Moreira), é um dos principais elos do grupo com o dinheiro público advindo desse contrato. Ainda tem mandato como vereador, através do qual continua praticando crimes, e mantém ações diárias unindo o grupo e prejudicando as investigações. (...) A conversa deixa evidente que o investigado Luiz Fernando, integrante da organização criminosa e primo de Philipe, buscava diretamente dinheiro que tinha como origem viagens fictícias desse 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG cargo que ocupa, Ermelindo Francisco Ferreira deixou claro, durante a interceptação telefônica, que "não irá colaborar com a investigação e que os seus subordinados também não irão". [...] Com tais considerações, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA de José Ladislau Ramos, Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva. Madson Geraldo Arcanio, Willian da Silva Mota, Frederico Magalhães Ferreira, Philipe Lima Moreira, Luiz Fernando Hosken, Juarez Camilo Carlos e Ermelindo Francisco Pereira, nos termos dos arts. 311 a 313, I, do Código de Processo Penal. Expeçam-se os mandados de prisão, com prazo de validade de 20 anos. (grifei.) O Tribunal de origem denegou a ordem valendo-se dos seguintes fundamentos (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 74/76): Com efeito, merecem destaque os registros feitos pela il. Autoridade Policial na representação de fls. 753/815-TJ, mais precisamente no tocante ao ora paciente, no sentido de que: "Luiz Fernando Hosken Fonseca - vereador integrante da mesa diretora e aliado do Presidente durante o período indicado, primo do vencedor do administrador da empresa vencedora da licitação ano de 2016 (Philipe Lima Moreira), é um dos principais elos do grupo com o dinheiro público advindo desse contrato. Ainda tem mandato como vereador, através do qual continua praticando crimes, e mantém ações diárias unindo o grupo e prejudicando as investigações. (...) A conversa deixa evidente que o investigado Luiz Fernando, integrante da organização criminosa e primo de Philipe, buscava diretamente dinheiro que tinha como origem viagens fictícias desse 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG contrato. (...) A organização criminosa, ainda extremamente articulada, está provocando diversos incidentes e causando prejuízos às investigações. Há conversas claras para estancar as investigações, "colocar panos quentes" na palavra dos envolvidos, com ameaças de revelação de fatos delitivos. Os ocupantes dos postos mais altos se asseguram de que os demais "não falem muito", também expressão utilizada por eles. Há oferta de serviços advocatícios gratuitos como parte da propina, e os advogados, suspeitos, parecem não atender o melhor interesse do cliente e sim obedecer ordens. Há até mesmo ameaças ao Delegado em virtude de intimações expedidas, (sem grifos no original). Neste norte, constata-se que a participação do paciente foi de alta relevância, principalmente, considerando que há indícios de que ele teria forjado documentos requisitados pela il. Autoridade Policial, bem como estaria articulando diversas maneiras de frustrar a investigação criminal, motivo pelo qual se mostra necessária a sua segregação cautelar, em especial, para a conveniência da instrução criminal. Desse modo. entendo que a custódia provisória do autor mostra-se necessária para a conveniência da instrução criminal, restando satisfeitos, portanto, os requisitos previstos no artigo 312 do CPP. Vê-se, portanto, que em razão das características das condutas delituosas narradas, após extensas investigações mediante interceptações telefônicas da operação policial denominada Apolo 13, o magistrado singular constatou que se tratava de organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG contrato. (...) A organização criminosa, ainda extremamente articulada, está provocando diversos incidentes e causando prejuízos às investigações. Há conversas claras para estancar as investigações, "colocar panos quentes" na palavra dos envolvidos, com ameaças de revelação de fatos delitivos. Os ocupantes dos postos mais altos se asseguram de que os demais "não falem muito", também expressão utilizada por eles. Há oferta de serviços advocatícios gratuitos como parte da propina, e os advogados, suspeitos, parecem não atender o melhor interesse do cliente e sim obedecer ordens. Há até mesmo ameaças ao Delegado em virtude de intimações expedidas, (sem grifos no original). Neste norte, constata-se que a participação do paciente foi de alta relevância, principalmente, considerando que há indícios de que ele teria forjado documentos requisitados pela il. Autoridade Policial, bem como estaria articulando diversas maneiras de frustrar a investigação criminal, motivo pelo qual se mostra necessária a sua segregação cautelar, em especial, para a conveniência da instrução criminal. Desse modo. entendo que a custódia provisória do autor mostra-se necessária para a conveniência da instrução criminal, restando satisfeitos, portanto, os requisitos previstos no artigo 312 do CPP. Vê-se, portanto, que em razão das características das condutas delituosas narradas, após extensas investigações mediante interceptações telefônicas da operação policial denominada Apolo 13, o magistrado singular constatou que se tratava de organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG pública que causaram extenso prejuízo ao erário, tendo como um de seus participantes o ora paciente, vereador membro da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores do município de Santa Bárbara. Tal circunstância autoriza a decretação da prisão preventiva pois, conforme magistério jurisprudencial do Pretório Excelso, "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva" (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC n. 95.024/SP, Rel. Ministra Cármen Lúcia, DJe 20/2/2009). [...] Ademais, conforme se extrai do decisum objurgado, o ora paciente e outro corréu "estão articulando diversas maneiras de parar a presente investigação, de manipular os depoimentos e de 'colocar panos quentes” (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 1.427). Portanto, a atuação efetiva para embaraçar as investigações também é fundamentação idônea para a decretação e manutenção da prisão preventiva, pela conveniência da instrução criminal, conforme se extrai dos seguintes precedentes desta Corte: [...] No mais, frise-se que as circunstâncias que envolvem o fato demonstram que outras medidas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal não surtiriam o efeito almejado para a proteção da ordem pública. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. As razões apresentadas revelam que a decretação da custódia 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG pública que causaram extenso prejuízo ao erário, tendo como um de seus participantes o ora paciente, vereador membro da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores do município de Santa Bárbara. Tal circunstância autoriza a decretação da prisão preventiva pois, conforme magistério jurisprudencial do Pretório Excelso, "a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa enquadra-se no conceito de garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva" (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC n. 95.024/SP, Rel. Ministra Cármen Lúcia, DJe 20/2/2009). [...] Ademais, conforme se extrai do decisum objurgado, o ora paciente e outro corréu "estão articulando diversas maneiras de parar a presente investigação, de manipular os depoimentos e de 'colocar panos quentes” (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 1.427). Portanto, a atuação efetiva para embaraçar as investigações também é fundamentação idônea para a decretação e manutenção da prisão preventiva, pela conveniência da instrução criminal, conforme se extrai dos seguintes precedentes desta Corte: [...] No mais, frise-se que as circunstâncias que envolvem o fato demonstram que outras medidas previstas no art. 319 do Código de Processo Penal não surtiriam o efeito almejado para a proteção da ordem pública. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. As razões apresentadas revelam que a decretação da custódia 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG cautelar está lastreada em fundamentação jurídica idônea e chancelada pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. As instâncias ordinárias bem demonstraram a gravidade concreta das condutas imputadas ao paciente, apuradas após extensas investigações levadas a efeito no âmbito da operação policial denominada Apolo 13. Sobressai, no particular, que o paciente, na condição de vereador, de quem se esperaria uma conduta compatível com os anseios da população, foi apontado como integrante de “organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração pública que causaram extenso prejuízo ao erário”. Esses fatores revelam a imprescindibilidade da sua segregação para garantir a ordem pública, já que, se permanecer em liberdade, poderá dar continuidade à sua atividade criminosa. Com efeito, esta SUPREMA CORTE já assinalou que “a necessidade de interromper a atuação de organização criminosa e o risco concreto de reiteração delitiva justificam a decretação da custódia cautelar para a garantia da ordem pública” (HC 138552 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 19/6/2017). Nessa mesma linha de entendimento: HC 148218 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 7/12/2017; HC 137515, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017; RHC 138937, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 3/3/2017. Registre-se, ainda, a informação de que “a participação do paciente foi de alta relevância, principalmente, considerando que há indícios de que ele teria forjado documentos requisitados pela il. Autoridade Policial, bem como estaria articulando diversas maneiras de frustrar a investigação criminal”. Logo, havendo o fundado receio de que o paciente possa embaraçar a instrução probatória e dificultar a elucidação dos fatos, a prisão cautelar também se justifica por conveniência da instrução criminal (HC 142.369, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 22/6/2017; HC 126.573, Rel. Min. ROSA WEBER, 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG cautelar está lastreada em fundamentação jurídica idônea e chancelada pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. As instâncias ordinárias bem demonstraram a gravidade concreta das condutas imputadas ao paciente, apuradas após extensas investigações levadas a efeito no âmbito da operação policial denominada Apolo 13. Sobressai, no particular, que o paciente, na condição de vereador, de quem se esperaria uma conduta compatível com os anseios da população, foi apontado como integrante de “organização criminosa especializada no cometimento de fraudes à licitação e crimes diversos contra a administração pública que causaram extenso prejuízo ao erário”. Esses fatores revelam a imprescindibilidade da sua segregação para garantir a ordem pública, já que, se permanecer em liberdade, poderá dar continuidade à sua atividade criminosa. Com efeito, esta SUPREMA CORTE já assinalou que “a necessidade de interromper a atuação de organização criminosa e o risco concreto de reiteração delitiva justificam a decretação da custódia cautelar para a garantia da ordem pública” (HC 138552 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 19/6/2017). Nessa mesma linha de entendimento: HC 148218 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 7/12/2017; HC 137515, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão: Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017; RHC 138937, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 3/3/2017. Registre-se, ainda, a informação de que “a participação do paciente foi de alta relevância, principalmente, considerando que há indícios de que ele teria forjado documentos requisitados pela il. Autoridade Policial, bem como estaria articulando diversas maneiras de frustrar a investigação criminal”. Logo, havendo o fundado receio de que o paciente possa embaraçar a instrução probatória e dificultar a elucidação dos fatos, a prisão cautelar também se justifica por conveniência da instrução criminal (HC 142.369, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 22/6/2017; HC 126.573, Rel. Min. ROSA WEBER, 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 156125 AGR / MG Primeira Turma, DJe de 23/11/2015; HC 139.148 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 18/4/2017; HC 129.168, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 16/12/2015). Ademais, a análise das questões fáticas suscitadas pela defesa, de forma a infirmar o entendimento da instância ordinária, demandaria o reexame do conjunto probatório, providência incompatível com esta via processual (cf. HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, Dje de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, Dje de 28/11/2016; HC 134.445- AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, Dje de 27/9/2016). Por fim, a questão acerca do excesso de prazo não foi enfrentada pelo Superior Tribunal de Justiça. Desse modo, a inexistência de prévia manifestação sobre a matéria de fundo da impetração, no ato impugnado, acarreta supressão de instância, o que não é admitido consoante jurisprudência desta Corte (HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje 24/10/2016) Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Supremo Tribunal Federal HC 156125 AGR / MG Primeira Turma, DJe de 23/11/2015; HC 139.148 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 18/4/2017; HC 129.168, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 16/12/2015). Ademais, a análise das questões fáticas suscitadas pela defesa, de forma a infirmar o entendimento da instância ordinária, demandaria o reexame do conjunto probatório, providência incompatível com esta via processual (cf. HC 136.622-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, Dje de 17/2/2017; HC 135.748, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje de 13/2/2017; HC 135.956, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, Dje de 28/11/2016; HC 134.445- AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, Dje de 27/9/2016). Por fim, a questão acerca do excesso de prazo não foi enfrentada pelo Superior Tribunal de Justiça. Desse modo, a inexistência de prévia manifestação sobre a matéria de fundo da impetração, no ato impugnado, acarreta supressão de instância, o que não é admitido consoante jurisprudência desta Corte (HC 132.864-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 18/3/2016; HC 136.452-ED, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 10/2/2017; HC 135.021-AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/2/2017; HC 135.949, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje 24/10/2016) Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747652101. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) :ADRIANO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099146. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) :ADRIANO CARDOSO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15099146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) : ADRIANO CARDOSO DA SILVA (98540/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735466 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 156.125 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA ADV.(A/S) : ADRIANO CARDOSO DA SILVA (98540/MG) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735466 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 156 . 125", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 156 . 125", "HABEAS CORPUS 156 . 125", "HC 156125 AGR / MG", "HC n . 95 . 024 / SP", "HC 156125 AGR / MG", "HC n . 95 . 024 / SP", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 156 . 125", "HABEAS CORPUS 156 . 125", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC 156125 AGR / MG", "HC n . 95 . 024 / SP", "HC 156125 AGR / MG", "HC n . 95 . 024 / SP", "HC 156125 AGR / MG", "HC 138552 AgR", "HC 148218 AgR", "HC 137515", "RHC 138937", "HC 142 . 369", "HC 126 . 573", "HC 156125 AGR / MG", "HC 138552 AgR", "HC 148218 AgR", "HC 137515", "RHC 138937", "HC 142 . 369", "HC 126 . 573", "HC 156125 AGR", "HC 139 . 148 AgR", "HC 129 . 168", "HC 136 . 622 - AgR", "HC 135 . 748", "HC 135 . 956", "HC 134 . 445 - AgR", "HC 132 . 864 - AgR", "HC 136 . 452 - ED", "HC 135 . 021 -", "HC 135 . 949", "HC 156125 AGR / MG", "HC 139 . 148 AgR", "HC 129 . 168", "HC 136 . 622 - AgR", "HC 135 . 748", "HC 135 . 956", "HC 134 . 445 -", "HC 132 . 864 - AgR", "HC 136 . 452 - ED", "HC 135 . 021 - AgR", "HC 135 . 949", "HABEAS CORPUS 156 . 125", "HABEAS CORPUS 156 . 125" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código Penal", "art . 299 do Código Penal", "art . 2 . . . , § § 1 . . . e 4 . . . , II da Lei 12 . 850 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código Penal", "art . 299 do Código Penal", "art . 2 . . . , § § 1 . . . e 4 . . . , II da Lei 12 . 850 / 2013", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , caput , da Lei 12 . 850 / 13", "artigo 305 do Código Penal", "artigo 312 do Código Penal", "artigos 333 e 317 do Código Penal", "artigo 90 da Lei 8666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , caput , da Lei 12 . 850 / 13", "artigo 305 do Código Penal", "artigo 312 do Código Penal", "artigos 333 e 317 do Código Penal", "artigo 90 da Lei 8666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 311 a 313 , I , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 311 a 313 , I , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código de Processo Penal", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do Código de Processo Penal", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "Santa Bárbara", "João Monlevade", "Santa Bárbara", "João Monlevade", "município de Santa Bárbara", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Câmara", "de Vereadores do município de", "Pretório", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara de Vereadores do município de Santa Bárbara", "Pretório Excelso", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Câmara", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Câmara", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Mesa", "Câmara de Vereadores", "Pretório Excelso", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Mesa Diretora", "Câmara de Vereadores", "Pretório Excelso", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMA CORTE", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMA CORTE", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA", "ADRIANO CARDOSO DA SILVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA", "ADRIANO CARDOSO DA SILVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA", "ADRIANO CARDOSO DA SILVA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Luiz Fernando Hosken", "Frederico Magalhães Ferreira", "Luiz", "Willian", "Angela", "Madinho", "Luiz Fernando", "ALEXANDRE DE MORAES", "Luiz Fernando Hosken", "Frederico Magalhães Ferreira", "Luiz", "Willian", "Angela", "Madinho", "Luiz Fernando", "ALEXANDRE DE MORAES", "José Ladislau Ramos", "Frederico Magalhães Ferreira", "Willian da Silva Mota", "Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva", "Madson Geraldo Acanjo", "Philipc Lima Moreira", "Luiz Fernando Hosken", "José Ladislau", "Frederico Magalhães Ferreira", "Luiz Fernando Hosken", "Willian da Silva Mota", "Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva", "José Ladislau Ramos", "Frederico Magalhães Ferreira", "Willian da Silva Mota", "Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva", "Madson Geraldo Acanjo", "Philipc Lima Moreira", "Luiz Fernando Hosken", "José Ladislau", "Frederico Magalhães Ferreira", "Luiz Fernando Hosken", "Willian da Silva Mota", "Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva", "ALEXANDRE DE MORAES", "Willian", "Madson Geraldo Arcanjo", "Philipe Lima Moreira", "José Ladislau Ramos", "Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva", "Madson Geraldo Arcanjo", "Willian da Silva Mota", "Frederico Magalhães Ferreira", "Philipe Lima Moreira", "Luiz Fernando Hosken", "José Ladislau Ramos", "Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva", "Madson Geraldo Arcanjo", "Willian da Silva Mota", "Frederico Magalhães Ferreira", "Philipe Lima Moreira", "Luiz Fernando Hosken", "Juarez Camilo Carlos", "Ermelindo Francisco Pereira", "Willian", "Madson Geraldo Arcanjo", "Philipe Lima Moreira", "José Ladislau Ramos", "Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva", "Madson Geraldo Arcanjo", "Willian da Silva Mota", "Frederico Magalhães Ferreira", "Philipe Lima Moreira", "Luiz Fernando Hosken", "José Ladislau Ramos", "Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva", "Madson Geraldo Arcanjo", "Willian da Silva Mota", "Frederico Magalhães Ferreira", "Philipe Lima Moreira", "Luiz Fernando Hosken", "Juarez Camilo Carlos", "Ermelindo Francisco Pereira", "ALEXANDRE DE MORAES", "Frederico Magalhães Ferreira", "Luiz Fernando Hosken", "Ermelindo Francisco Ferreira", "Frederico", "Geraldo Magela", "Carrapicho", "Madson", "Frederico", "Madinho", "Madson", "Geraldo Magela", "Carrapicho", "Madson", "Frederico Magalhães Ferreira", "Luiz Fernando Hosken", "Ermelindo Francisco Ferreira", "Frederico", "Geraldo Magela", "Carrapicho", "Madson", "Frederico", "Madinho", "Madson", "Geraldo Magela", "Carrapicho", "Madson", "ALEXANDRE DE MORAES", "Denise Silva de Castro", "Frederico", "Frederico", "Willian", "Frederico", "Willian", "Frederico", "Luiz Fernando", "Frederico Magalhães Ferreira", "Luiz Fernando Hosken", "Denise Silva de Castro", "Frederico", "Frederico", "Willian", "Frederico", "Willian", "Frederico", "Luiz Fernando", "Frederico Magalhães Ferreira", "Luiz Fernando Hosken", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ermelindo Francisco Ferreira", "José Ladislau Ramos", "Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva", "Madson Geraldo Arcanio", "Willian da Silva Mota", "Frederico Magalhães Ferreira", "Philipe Lima Moreira", "Luiz Fernando Hosken", "Juarez Camilo Carlos", "Ermelindo Francisco Pereira", "Luiz Fernando Hosken Fonseca", "Philipe Lima Moreira", "Luiz Fernando", "Philipe", "Ermelindo Francisco Ferreira", "José Ladislau Ramos", "Maria Aparecida Ferreira da Silva e Silva", "Madson Geraldo Arcanio", "Willian da Silva Mota", "Frederico Magalhães Ferreira", "Philipe Lima Moreira", "Luiz Fernando Hosken", "Juarez Camilo", "Carlos", "Ermelindo Francisco Pereira", "Luiz Fernando Hosken Fonseca", "Philipe Lima Moreira", "Luiz Fernando", "Philipe", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON FACHIN", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "EDSON FACHIN", "DIAS TOFFOLI", "ROSA WEBER", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA", "ADRIANO CARDOSO DA SILVA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA", "ADRIANO CARDOSO DA SILVA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA", "ADRIANO CARDOSO DA SILVA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FERNANDO HOSKEN FONSECA", "ADRIANO CARDOSO DA SILVA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "03", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "03", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "21", "/", "03", "/", "2017", "22", "/", "03", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2013", "21", "/", "03", "/", "2017", "22", "/", "03", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2017", "7", "/", "12", "/", "2017", "19", "/", "12", "/", "2017", "3", "/", "3", "/", "2017", "22", "/", "6", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2017", "7", "/", "12", "/", "2017", "19", "/", "12", "/", "2017", "3", "/", "3", "/", "2017", "22", "/", "6", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "23", "/", "11", "/", "2015", "18", "/", "4", "/", "2017", "16", "/", "12", "/", "2015", "17", "/", "2", "/", "2017", "13", "/", "2", "/", "2017", "28", "/", "11", "/", "2016", "27", "/", "9", "/", "2016", "18", "/", "3", "/", "2016", "10", "/", "2", "/", "2017", "6", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "11", "/", "2015", "18", "/", "4", "/", "2017", "16", "/", "12", "/", "2015", "17", "/", "2", "/", "2017", "13", "/", "2", "/", "2017", "28", "/", "11", "/", "2016", "27", "/", "9", "/", "2016", "18", "/", "3", "/", "2016", "10", "/", "2", "/", "2017", "6", "/", "2", "/", "2017", "24", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :EDITORA ABRIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL BALANIN E OUTRO(A/S) IMUNIDADE – “LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E O PAPEL DESTINADO A SUA IMPRESSÃO” – REVISTA INFANTIL – KIT COMPLEMENTAR – ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “D”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTELIGÊNCIA. Não incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS em operação de importação de materiais complementares a revista infantil. A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Constituição Federal é ampla, apanhando todo e qualquer componente de livros, jornais e periódicos. Precedentes: recursos extraordinários nº 330.817/RJ, Pleno, relator ministro Dias Toffoli, acórdão publicado no Diário da Justiça de 31 de agosto de 2017, e 595.676/RJ, Pleno, de minha relatoria, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 18 de dezembro de 2017. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65ED-30B4-9E73-5CCA e senha 56EB-AFCC-FA81-C490 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 625 Ementa e Acórdão RE 888090 AGR / SP maioria, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65ED-30B4-9E73-5CCA e senha 56EB-AFCC-FA81-C490 Supremo Tribunal Federal RE 888090 AGR / SP maioria, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65ED-30B4-9E73-5CCA e senha 56EB-AFCC-FA81-C490 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 626 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :EDITORA ABRIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL BALANIN E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 8 de maio de 2018, proferi a seguinte decisão: IMUNIDADE – “LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E O PAPEL DESTINADO A SUA IMPRESSÃO” – ICMS – ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “D”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REVISTA INFANTIL – KIT COMPLEMENTAR – INTELIGÊNCIA – PRECEDENTES: RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS Nº 330.817/RJ, PLENO, RELATOR MINISTRO DIAS TOFFOLI, ACÓRDÃO PUBLICADO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA DE 31 DE AGOSTO DE 2017, E Nº 595.676/RJ, PLENO, DE MINHA RELATORIA, ACÓRDÃO VEICULADO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA DE 18 DE DEZEMBRO DE 2017 – PROVIMENTO. 1. Afasto o sobrestamento anteriormente determinado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :EDITORA ABRIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL BALANIN E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 8 de maio de 2018, proferi a seguinte decisão: IMUNIDADE – “LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E O PAPEL DESTINADO A SUA IMPRESSÃO” – ICMS – ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “D”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REVISTA INFANTIL – KIT COMPLEMENTAR – INTELIGÊNCIA – PRECEDENTES: RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS Nº 330.817/RJ, PLENO, RELATOR MINISTRO DIAS TOFFOLI, ACÓRDÃO PUBLICADO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA DE 31 DE AGOSTO DE 2017, E Nº 595.676/RJ, PLENO, DE MINHA RELATORIA, ACÓRDÃO VEICULADO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA DE 18 DE DEZEMBRO DE 2017 – PROVIMENTO. 1. Afasto o sobrestamento anteriormente determinado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 627 Relatório RE 888090 AGR / SP 2. Atentem para o assentado na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concluiu pela incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS relativo à importação de materiais editoriais complementares a revistas infantis, consubstanciados em minigibis e réplicas de personagens de histórias em quadrinhos. Provejo o recurso extraordinário, ante o descompasso entre a conclusão do Colegiado de origem e a atual jurisprudência do Supremo. Está em jogo o alcance da imunidade tributária prevista na alínea “d” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal. O dispositivo obsta a instituição de impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão. A vedação apanha os itens complementares que acompanham os produtos difusores da educação e cultura. A óptica abrangente da imunidade foi recentemente acolhida pelo Plenário, que fixou as seguintes teses sob o regime da repercussão geral: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo. (Recurso extraordinário nº 330.817/RJ, relator ministro Dias Toffoli, acórdão publicado no Diário da Justiça de 31 de agosto de 2017) A imunidade da alínea d do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos destinados, exclusivamente, a integrar unidade didática com fascículos. (Recurso extraordinário nº 595.676/RJ, de minha relatoria, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 18 de dezembro de 2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Supremo Tribunal Federal RE 888090 AGR / SP 2. Atentem para o assentado na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concluiu pela incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS relativo à importação de materiais editoriais complementares a revistas infantis, consubstanciados em minigibis e réplicas de personagens de histórias em quadrinhos. Provejo o recurso extraordinário, ante o descompasso entre a conclusão do Colegiado de origem e a atual jurisprudência do Supremo. Está em jogo o alcance da imunidade tributária prevista na alínea “d” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal. O dispositivo obsta a instituição de impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão. A vedação apanha os itens complementares que acompanham os produtos difusores da educação e cultura. A óptica abrangente da imunidade foi recentemente acolhida pelo Plenário, que fixou as seguintes teses sob o regime da repercussão geral: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da CF/88 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo. (Recurso extraordinário nº 330.817/RJ, relator ministro Dias Toffoli, acórdão publicado no Diário da Justiça de 31 de agosto de 2017) A imunidade da alínea d do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos destinados, exclusivamente, a integrar unidade didática com fascículos. (Recurso extraordinário nº 595.676/RJ, de minha relatoria, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 18 de dezembro de 2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 628 Relatório RE 888090 AGR / SP No julgamento dos paradigmas, reafirmei visão quanto à extensão do benefício constitucional a qualquer insumo e, até, a ferramenta indispensável à edição desses veículos de comunicação. A imunidade tributária alusiva a livros, jornais e periódicos é ampla, total, abrangendo produto, maquinário e insumos. A referência a papel, no preceito, é exemplificativa, não exaustiva. Vale ressaltar ter a Primeira Turma acolhido a interpretação finalística da imunidade em caso idêntico a este, a versar produtos similares e a mesma empresa. Eis a síntese do acórdão: DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, “D”, DA LEI MAIOR. REVISTA INFANTIL. DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO E CULTURA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. RECURSO MANEJADO EM 08.4.2016. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão tem por escopo evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à cultura, à informação e à educação” (RE 221.239/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Supremo Tribunal Federal RE 888090 AGR / SP No julgamento dos paradigmas, reafirmei visão quanto à extensão do benefício constitucional a qualquer insumo e, até, a ferramenta indispensável à edição desses veículos de comunicação. A imunidade tributária alusiva a livros, jornais e periódicos é ampla, total, abrangendo produto, maquinário e insumos. A referência a papel, no preceito, é exemplificativa, não exaustiva. Vale ressaltar ter a Primeira Turma acolhido a interpretação finalística da imunidade em caso idêntico a este, a versar produtos similares e a mesma empresa. Eis a síntese do acórdão: DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, “D”, DA LEI MAIOR. REVISTA INFANTIL. DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO E CULTURA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. RECURSO MANEJADO EM 08.4.2016. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão tem por escopo evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à cultura, à informação e à educação” (RE 221.239/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 629 Relatório RE 888090 AGR / SP (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 910.572, Primeira Turma, relatora ministra Rosa Weber, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 de junho de 2016) Continuo convencido do que assentei anteriormente. Descabe limitar o alcance do artigo 150, inciso VI, alínea “d”, apenas ao produto final, acabado; apanha, também, os insumos, os complementos e o maquinário necessários à produção de livros, jornais e periódicos. Cabe potencializar o objetivo maior da norma, que é o de facilitar a publicação. 3. Ante os precedentes, aciono o disposto nos artigos 544, parágrafos 3º e 4º, e 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil de 1973 e julgo, desde logo, o extraordinário, dele conhecendo e o provendo para declarar a imunidade referente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS quanto à importação de materiais complementares a revista infantil. 4. Publiquem. O Estado de São Paulo aduz ter o Tribunal local assentado a inviabilidade da extensão da referida imunidade aos brinquedos que acompanham as revistas infantis, destinados a estimularem a venda dos produtos. Sustenta a impertinência dos precedentes indicados na decisão questionada e a necessidade de reforma, em razão da impossibilidade de rever o consignado na origem em sede de extraordinário, considerado o verbete nº 279 da Súmula do Supremo. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Supremo Tribunal Federal RE 888090 AGR / SP (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 910.572, Primeira Turma, relatora ministra Rosa Weber, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 de junho de 2016) Continuo convencido do que assentei anteriormente. Descabe limitar o alcance do artigo 150, inciso VI, alínea “d”, apenas ao produto final, acabado; apanha, também, os insumos, os complementos e o maquinário necessários à produção de livros, jornais e periódicos. Cabe potencializar o objetivo maior da norma, que é o de facilitar a publicação. 3. Ante os precedentes, aciono o disposto nos artigos 544, parágrafos 3º e 4º, e 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil de 1973 e julgo, desde logo, o extraordinário, dele conhecendo e o provendo para declarar a imunidade referente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS quanto à importação de materiais complementares a revista infantil. 4. Publiquem. O Estado de São Paulo aduz ter o Tribunal local assentado a inviabilidade da extensão da referida imunidade aos brinquedos que acompanham as revistas infantis, destinados a estimularem a venda dos produtos. Sustenta a impertinência dos precedentes indicados na decisão questionada e a necessidade de reforma, em razão da impossibilidade de rever o consignado na origem em sede de extraordinário, considerado o verbete nº 279 da Súmula do Supremo. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 630 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador do Estado de São Paulo, foi protocolada no prazo legal. Rememorem o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão recorrido: ICMS - Isenção - Art. 150, VI, "d" da Constituição Federal - Brinquedo (boneco) agregado a revista infantil (mini-gibi) - Pretensão de estender ao brinquedo a imunidade destinada constitucional - Inadmissibilidade - Inviável estender-se a imunidade do art 150, VI, "d", da Constituição Federal, destinada a livros, jornais e assemelhados, no caso mini-gibi, a brinquedo (boneco) que a acompanha, pois este não se trata de componente ou acessório da composição da revista infantil, tratando-se, em realidade de brinde comercial, oferecido como forma de atrair o público para a aquisição dos produtos. Ao contrário do alegado pelo agravante, ficou consignado, no pronunciamento atacado, estar em jogo o alcance da imunidade tributária prevista na alínea “d” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal, considerados complementos de revista infantil, sendo desnecessário o reexame de fatos e provas apreciados pelo Tribunal local. A vedação da instituição de impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão apanha, também, os complementos das unidades dos meios difusores da educação e da cultura. Em julgamentos recentes do Plenário – recursos extraordinários nº 330.817/RJ e nº 595.676/RJ –, destaquei: A postura hermenêutica do Supremo alusiva às normas de imunidade das alíneas “a”, “b” e “c” do inciso VI do artigo 150 vem sendo a mesma adotada para a norma da alínea “d” do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador do Estado de São Paulo, foi protocolada no prazo legal. Rememorem o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão recorrido: ICMS - Isenção - Art. 150, VI, "d" da Constituição Federal - Brinquedo (boneco) agregado a revista infantil (mini-gibi) - Pretensão de estender ao brinquedo a imunidade destinada constitucional - Inadmissibilidade - Inviável estender-se a imunidade do art 150, VI, "d", da Constituição Federal, destinada a livros, jornais e assemelhados, no caso mini-gibi, a brinquedo (boneco) que a acompanha, pois este não se trata de componente ou acessório da composição da revista infantil, tratando-se, em realidade de brinde comercial, oferecido como forma de atrair o público para a aquisição dos produtos. Ao contrário do alegado pelo agravante, ficou consignado, no pronunciamento atacado, estar em jogo o alcance da imunidade tributária prevista na alínea “d” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal, considerados complementos de revista infantil, sendo desnecessário o reexame de fatos e provas apreciados pelo Tribunal local. A vedação da instituição de impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão apanha, também, os complementos das unidades dos meios difusores da educação e da cultura. Em julgamentos recentes do Plenário – recursos extraordinários nº 330.817/RJ e nº 595.676/RJ –, destaquei: A postura hermenêutica do Supremo alusiva às normas de imunidade das alíneas “a”, “b” e “c” do inciso VI do artigo 150 vem sendo a mesma adotada para a norma da alínea “d” do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 631 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 888090 AGR / SP preceito constitucional, ou seja, em relação à imunidade dos livros, jornais e periódicos. O dispositivo visa promover a educação, garantir o princípio da liberdade de manifestação do pensamento e da expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, facilitando e estimulando a circulação de ideias, o direito de informar e de ser informado e a própria liberdade de imprensa. Considerados esses propósitos, a imunidade se apresenta como essencial ao próprio desenvolvimento da cultura, da democracia e da cidadania participativa e reivindicatória. […] A definição interpretativa do alcance da norma constitucional deve guardar relação mais do que íntima com a compreensão da função política e social que a imunidade cumpre em favor da difusão das ideias, da educação, da cultura, da democracia e da cidadania. Deve-se ter presente que a norma objetiva proteger não simplesmente o livro, jornal ou periódico como “suportes físicos de ideias e comunicação”, mas o valor intrínseco do conteúdo veiculado, de natureza educacional, informativa, expressiva do pensamento individual ou coletivo. O meio é secundário, importando, precipuamente, promover e assegurar o direito fundamental à educação, à cultura, à informação, à participação política dos cidadãos. O Supremo tem compreendido bem a distinção e aplicado a norma de imunidade valendo-se dessa diretriz. […] Votando com a maioria, após ter ressaltado a ênfase constitucional da liberdade de imprensa, o fundamento político e cultural da alínea “d” do inciso VI do artigo 150, e o dever de resguardar princípios, ideias ou postulados essenciais ao regime político, asseverei que o preceito constitucional merecia interpretação que permitisse atingir, de “forma plena, o objetivo visado, que outro não é senão afastar procedimentos que, de algum modo, possam inibir a produção material e intelectual de livros, jornais e periódicos”. Apontei que interpretação literal da parte final do preceito, a revelar exaustiva a redação, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Supremo Tribunal Federal RE 888090 AGR / SP preceito constitucional, ou seja, em relação à imunidade dos livros, jornais e periódicos. O dispositivo visa promover a educação, garantir o princípio da liberdade de manifestação do pensamento e da expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, facilitando e estimulando a circulação de ideias, o direito de informar e de ser informado e a própria liberdade de imprensa. Considerados esses propósitos, a imunidade se apresenta como essencial ao próprio desenvolvimento da cultura, da democracia e da cidadania participativa e reivindicatória. […] A definição interpretativa do alcance da norma constitucional deve guardar relação mais do que íntima com a compreensão da função política e social que a imunidade cumpre em favor da difusão das ideias, da educação, da cultura, da democracia e da cidadania. Deve-se ter presente que a norma objetiva proteger não simplesmente o livro, jornal ou periódico como “suportes físicos de ideias e comunicação”, mas o valor intrínseco do conteúdo veiculado, de natureza educacional, informativa, expressiva do pensamento individual ou coletivo. O meio é secundário, importando, precipuamente, promover e assegurar o direito fundamental à educação, à cultura, à informação, à participação política dos cidadãos. O Supremo tem compreendido bem a distinção e aplicado a norma de imunidade valendo-se dessa diretriz. […] Votando com a maioria, após ter ressaltado a ênfase constitucional da liberdade de imprensa, o fundamento político e cultural da alínea “d” do inciso VI do artigo 150, e o dever de resguardar princípios, ideias ou postulados essenciais ao regime político, asseverei que o preceito constitucional merecia interpretação que permitisse atingir, de “forma plena, o objetivo visado, que outro não é senão afastar procedimentos que, de algum modo, possam inibir a produção material e intelectual de livros, jornais e periódicos”. Apontei que interpretação literal da parte final do preceito, a revelar exaustiva a redação, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 632 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 888090 AGR / SP “redundaria no esvaziamento da regra constitucional”, principalmente se considerado que a “impressão de livros, jornais e periódicos faz-se não apenas mediante o uso de papel em que grafadas as matérias, mas a partir de uma gama de outros produtos”. […] Abrindo a divergência, votei, como venho fazendo desde a primeira vez em que enfrentei a matéria, consignando que a imunidade discutida “apanha todo e qualquer insumo e mesmo ferramenta indispensável à edição desses veículos de comunicação”. Afirmei a necessidade de conferir interpretação teleológica ao artigo 150, inciso VI, alínea “d”, destacando o propósito normativo de viabilizar, sem ônus maiores, a divulgação de ideias e a comunicação, do que deve resultar a conclusão no sentido de ser a expressão “e do papel”, contida na parte final do preceito, “simplesmente exemplificativa”. Fui acompanhado pelos ministros Ayres Britto e Cármen Lúcia, tendo sido formada maioria na direção de evoluir no entendimento do Tribunal, ampliando a abrangência da imunidade para insumos fora do alcance semântico da expressão “papel”. Essa óptica ficou bem expressa no voto- desempate da ministra Cármen Lúcia: À força da interpretação compreensiva dos eminentes Ministros Ayres Britto e Marco Aurélio, que potencializaram a abrangência da imunidade discutida sob o fundamento de tê-lo como um instrumento de estímulo à circulação de informações e de cultura, alinho- me exatamente em homenagem a não apenas ao princípio da liberdade de imprensa – que fica muito mais assegurada segundo estes fundamentos – sem embargo de, no voto do Ministro Menezes Direito, ter ele homenageado o princípio da segurança jurídica. Entretanto, essas mudanças sobre os insumos foram ao pouco se transformando, verificando exatamente as novas condições para apresentação do que se considera 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Supremo Tribunal Federal RE 888090 AGR / SP “redundaria no esvaziamento da regra constitucional”, principalmente se considerado que a “impressão de livros, jornais e periódicos faz-se não apenas mediante o uso de papel em que grafadas as matérias, mas a partir de uma gama de outros produtos”. […] Abrindo a divergência, votei, como venho fazendo desde a primeira vez em que enfrentei a matéria, consignando que a imunidade discutida “apanha todo e qualquer insumo e mesmo ferramenta indispensável à edição desses veículos de comunicação”. Afirmei a necessidade de conferir interpretação teleológica ao artigo 150, inciso VI, alínea “d”, destacando o propósito normativo de viabilizar, sem ônus maiores, a divulgação de ideias e a comunicação, do que deve resultar a conclusão no sentido de ser a expressão “e do papel”, contida na parte final do preceito, “simplesmente exemplificativa”. Fui acompanhado pelos ministros Ayres Britto e Cármen Lúcia, tendo sido formada maioria na direção de evoluir no entendimento do Tribunal, ampliando a abrangência da imunidade para insumos fora do alcance semântico da expressão “papel”. Essa óptica ficou bem expressa no voto- desempate da ministra Cármen Lúcia: À força da interpretação compreensiva dos eminentes Ministros Ayres Britto e Marco Aurélio, que potencializaram a abrangência da imunidade discutida sob o fundamento de tê-lo como um instrumento de estímulo à circulação de informações e de cultura, alinho- me exatamente em homenagem a não apenas ao princípio da liberdade de imprensa – que fica muito mais assegurada segundo estes fundamentos – sem embargo de, no voto do Ministro Menezes Direito, ter ele homenageado o princípio da segurança jurídica. Entretanto, essas mudanças sobre os insumos foram ao pouco se transformando, verificando exatamente as novas condições para apresentação do que se considera 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 633 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 888090 AGR / SP hoje a imprensa e os instrumentos necessários a que os livros e outras publicações possam ser feitas. Como bem destacado por Sua Excelência, envolvida a interpretação teleológica e sistemática da norma constitucional, cabe aos Ministros deste Tribunal perceber as transformações relacionadas com os insumos necessários para as novas formas com as quais a imprensa, livros e periódicos se apresentam à sociedade na quadra atual e, atentos a essas mudanças, evoluir na interpretação do artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Carta, no tocante tanto aos produtos como aos insumos. Essa perspectiva mostra-se inafastável, principalmente ante a extraordinária evolução tecnológica, e requer o que pode ser considerada uma interpretação modernizante da Constituição. Reafirmei visão quanto à extensão da imunidade a qualquer insumo ou ferramenta indispensável à edição de veículo de comunicação. A imunidade tributária alusiva a livros, jornais e periódicos é ampla, total, abrangendo produto, complementos, maquinário e insumos. Vale notar ter a Primeira Turma acolhido a interpretação finalística da imunidade em caso idêntico a este, a versar produtos similares e a mesma empresa. O acórdão foi assim redigido: DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, “D”, DA LEI MAIOR. REVISTA INFANTIL. DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO E CULTURA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. RECURSO MANEJADO EM 08.4.2016. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão tem por 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Supremo Tribunal Federal RE 888090 AGR / SP hoje a imprensa e os instrumentos necessários a que os livros e outras publicações possam ser feitas. Como bem destacado por Sua Excelência, envolvida a interpretação teleológica e sistemática da norma constitucional, cabe aos Ministros deste Tribunal perceber as transformações relacionadas com os insumos necessários para as novas formas com as quais a imprensa, livros e periódicos se apresentam à sociedade na quadra atual e, atentos a essas mudanças, evoluir na interpretação do artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Carta, no tocante tanto aos produtos como aos insumos. Essa perspectiva mostra-se inafastável, principalmente ante a extraordinária evolução tecnológica, e requer o que pode ser considerada uma interpretação modernizante da Constituição. Reafirmei visão quanto à extensão da imunidade a qualquer insumo ou ferramenta indispensável à edição de veículo de comunicação. A imunidade tributária alusiva a livros, jornais e periódicos é ampla, total, abrangendo produto, complementos, maquinário e insumos. Vale notar ter a Primeira Turma acolhido a interpretação finalística da imunidade em caso idêntico a este, a versar produtos similares e a mesma empresa. O acórdão foi assim redigido: DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, “D”, DA LEI MAIOR. REVISTA INFANTIL. DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO E CULTURA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. RECURSO MANEJADO EM 08.4.2016. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão tem por 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 634 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 888090 AGR / SP escopo evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à cultura, à informação e à educação” (RE 221.239/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 910.572, Primeira Turma, relatora ministra Rosa Weber, acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 de junho de 2016) Conheço do agravo e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do mencionado diploma legal. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Supremo Tribunal Federal RE 888090 AGR / SP escopo evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à cultura, à informação e à educação” (RE 221.239/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (Agravo regimental no recurso extraordinário nº 910.572, Primeira Turma, relatora ministra Rosa Weber, acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 de junho de 2016) Conheço do agravo e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do mencionado diploma legal. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 635 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu inclusive destaquei o item 4, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário 888.090, a questão da imunidade tributária constitucional para kits complementares. Aqui seria um kit brinquedo, um kit boneco. Já venho votando, e há precedentes da Turma em casos idênticos, afirmando que não há imunidade tributária para o brinquedo que acompanha as publicações. RE 767.477, Agravo de Instrumento 753.876 e 783.586. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Pleno já julgou isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Já julgou. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É um livro que vinha para montar um avião. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É um precedente da lavra do ministro Dias Toffoli, de nº 330.817, e outro da minha. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Vossa Excelência cita, exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – São os apetrechos que acompanham o livro. Entende-se que também estão cobertos pela imunidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu destaquei. Peço vênia para divergir. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549A-64AA-6DBA-1ACE e senha D881-39C8-88E4-3393 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu inclusive destaquei o item 4, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário 888.090, a questão da imunidade tributária constitucional para kits complementares. Aqui seria um kit brinquedo, um kit boneco. Já venho votando, e há precedentes da Turma em casos idênticos, afirmando que não há imunidade tributária para o brinquedo que acompanha as publicações. RE 767.477, Agravo de Instrumento 753.876 e 783.586. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Pleno já julgou isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Já julgou. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É um livro que vinha para montar um avião. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É um precedente da lavra do ministro Dias Toffoli, de nº 330.817, e outro da minha. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Vossa Excelência cita, exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – São os apetrechos que acompanham o livro. Entende-se que também estão cobertos pela imunidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu destaquei. Peço vênia para divergir. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549A-64AA-6DBA-1ACE e senha D881-39C8-88E4-3393 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 636 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : EDITORA ABRIL S/A ADV.(A/S) : RAFAEL BALANIN (220957/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046334 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : EDITORA ABRIL S/A ADV.(A/S) : RAFAEL BALANIN (220957/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046334 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13 637
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748363577
2018-08-14T00:00:00
2018-10-04T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Primeira Turma, 14.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
IMUNIDADE – “LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E O PAPEL DESTINADO A SUA IMPRESSÃO” – REVISTA INFANTIL – KIT COMPLEMENTAR – ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “D”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTELIGÊNCIA. Não incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS em operação de importação de materiais complementares a revista infantil. A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Constituição Federal é ampla, apanhando todo e qualquer componente de livros, jornais e periódicos. Precedentes: recursos extraordinários nº 330.817/RJ, Pleno, relator ministro Dias Toffoli, acórdão publicado no Diário da Justiça de 31 de agosto de 2017, e 595.676/RJ, Pleno, de minha relatoria, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 18 de dezembro de 2017. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur391981
- Acórdão(s) citado(s): (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA, LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS) RE 330817 (TP), RE 595676 (TP). Número de páginas: 13. Análise: 16/10/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
888090
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00150 INC-00006 LET-D\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00098 PAR-00004 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 888090 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : EDITORA ABRIL S/A ADV.(A/S) : RAFAEL BALANIN E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :EDITORA ABRIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL BALANIN E OUTRO(A/S) IMUNIDADE – “LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E O PAPEL DESTINADO A SUA IMPRESSÃO” – REVISTA INFANTIL – KIT COMPLEMENTAR – ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “D”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – INTELIGÊNCIA. Não incide o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS em operação de importação de materiais complementares a revista infantil. A imunidade prevista no artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Constituição Federal é ampla, apanhando todo e qualquer componente de livros, jornais e periódicos. Precedentes: recursos extraordinários n 330.817/RJ, Pleno, relator ministro Dias Toffoli, acórdão publicado no Diário da Justiça de 31 de agosto de 2017, e 595.676/RJ, Pleno, de minha relatoria, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 18 de dezembro de 2017. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65ED-30B4-9E73-5CCA e senha 56EB-AFCC-FA81-C490 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 625 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP maioria, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65ED-30B4-9E73-5CCA e senha 56EB-AFCC-FA81-C490 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP maioria, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65ED-30B4-9E73-5CCA e senha 56EB-AFCC-FA81-C490 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 626 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :EDITORA ABRIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL BALANIN E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 8 de maio de 2018, proferi a seguinte decisão: IMUNIDADE – “LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E O PAPEL DESTINADO A SUA IMPRESSÃO” – ICMS – ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “D”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REVISTA INFANTIL – KIT COMPLEMENTAR – INTELIGÊNCIA – PRECEDENTES: RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS n 330.817/RJ, PLENO, RELATOR MINISTRO DIAS TOFFOLI, ACÓRDÃO PUBLICADO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA DE 31 DE AGOSTO DE 2017, E n 595.676/RJ, PLENO, DE MINHA RELATORIA, ACÓRDÃO VEICULADO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA DE 18 DE DEZEMBRO DE 2017 – PROVIMENTO. 1. Afasto o sobrestamento anteriormente determinado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :EDITORA ABRIL S/A ADV.(A/S) :RAFAEL BALANIN E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 8 de maio de 2018, proferi a seguinte decisão: IMUNIDADE – “LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E O PAPEL DESTINADO A SUA IMPRESSÃO” – ICMS – ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “D”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – REVISTA INFANTIL – KIT COMPLEMENTAR – INTELIGÊNCIA – PRECEDENTES: RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS n 330.817/RJ, PLENO, RELATOR MINISTRO DIAS TOFFOLI, ACÓRDÃO PUBLICADO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA DE 31 DE AGOSTO DE 2017, E n 595.676/RJ, PLENO, DE MINHA RELATORIA, ACÓRDÃO VEICULADO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA DE 18 DE DEZEMBRO DE 2017 – PROVIMENTO. 1. Afasto o sobrestamento anteriormente determinado. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 627 Relatório Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP 2. Atentem para o assentado na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concluiu pela incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS relativo à importação de materiais editoriais complementares a revistas infantis, consubstanciados em minigibis e réplicas de personagens de histórias em quadrinhos. Provejo o recurso extraordinário, ante o descompasso entre a conclusão do Colegiado de origem e a atual jurisprudência do Supremo. Está em jogo o alcance da imunidade tributária prevista na alínea “d” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal. O dispositivo obsta a instituição de impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão. A vedação apanha os itens complementares que acompanham os produtos difusores da educação e cultura. A óptica abrangente da imunidade foi recentemente acolhida pelo Plenário, que fixou as seguintes teses sob o regime da repercussão geral: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da Constituição Federal de 1988/88 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo. (Recurso extraordinário n 330.817/RJ, relator ministro Dias Toffoli, acórdão publicado no Diário da Justiça de 31 de agosto de 2017) A imunidade da alínea d do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos destinados, exclusivamente, a integrar unidade didática com fascículos. (Recurso extraordinário n 595.676/RJ, de minha relatoria, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 18 de dezembro de 2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP 2. Atentem para o assentado na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concluiu pela incidência do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS relativo à importação de materiais editoriais complementares a revistas infantis, consubstanciados em minigibis e réplicas de personagens de histórias em quadrinhos. Provejo o recurso extraordinário, ante o descompasso entre a conclusão do Colegiado de origem e a atual jurisprudência do Supremo. Está em jogo o alcance da imunidade tributária prevista na alínea “d” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal. O dispositivo obsta a instituição de impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão. A vedação apanha os itens complementares que acompanham os produtos difusores da educação e cultura. A óptica abrangente da imunidade foi recentemente acolhida pelo Plenário, que fixou as seguintes teses sob o regime da repercussão geral: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, d, da Constituição Federal de 1988/88 aplica-se ao livro eletrônico (e-book), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo. (Recurso extraordinário n 330.817/RJ, relator ministro Dias Toffoli, acórdão publicado no Diário da Justiça de 31 de agosto de 2017) A imunidade da alínea d do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal alcança componentes eletrônicos destinados, exclusivamente, a integrar unidade didática com fascículos. (Recurso extraordinário n 595.676/RJ, de minha relatoria, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 18 de dezembro de 2017) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 628 Relatório Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP No julgamento dos paradigmas, reafirmei visão quanto à extensão do benefício constitucional a qualquer insumo e, até, a ferramenta indispensável à edição desses veículos de comunicação. A imunidade tributária alusiva a livros, jornais e periódicos é ampla, total, abrangendo produto, maquinário e insumos. A referência a papel, no preceito, é exemplificativa, não exaustiva. Vale ressaltar ter a Primeira Turma acolhido a interpretação finalística da imunidade em caso idêntico a este, a versar produtos similares e a mesma empresa. Eis a síntese do acórdão: DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, “D”, DA LEI MAIOR. REVISTA INFANTIL. DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO E CULTURA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. RECURSO MANEJADO EM 08.4.2016. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão tem por escopo evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à cultura, à informação e à educação” (Recurso Extraordinário 221.239/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP No julgamento dos paradigmas, reafirmei visão quanto à extensão do benefício constitucional a qualquer insumo e, até, a ferramenta indispensável à edição desses veículos de comunicação. A imunidade tributária alusiva a livros, jornais e periódicos é ampla, total, abrangendo produto, maquinário e insumos. A referência a papel, no preceito, é exemplificativa, não exaustiva. Vale ressaltar ter a Primeira Turma acolhido a interpretação finalística da imunidade em caso idêntico a este, a versar produtos similares e a mesma empresa. Eis a síntese do acórdão: DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, “D”, DA LEI MAIOR. REVISTA INFANTIL. DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO E CULTURA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. RECURSO MANEJADO EM 08.4.2016. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão tem por escopo evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à cultura, à informação e à educação” (Recurso Extraordinário 221.239/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 629 Relatório Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP (Agravo regimental no recurso extraordinário n 910.572, Primeira Turma, relatora ministra Rosa Weber, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 de junho de 2016) Continuo convencido do que assentei anteriormente. Descabe limitar o alcance do artigo 150, inciso VI, alínea “d”, apenas ao produto final, acabado; apanha, também, os insumos, os complementos e o maquinário necessários à produção de livros, jornais e periódicos. Cabe potencializar o objetivo maior da norma, que é o de facilitar a publicação. 3. Ante os precedentes, aciono o disposto nos artigos 544, parágrafos 3... e 4..., e 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil de 1973 e julgo, desde logo, o extraordinário, dele conhecendo e o provendo para declarar a imunidade referente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS quanto à importação de materiais complementares a revista infantil. 4. Publiquem. O Estado de São Paulo aduz ter o Tribunal local assentado a inviabilidade da extensão da referida imunidade aos brinquedos que acompanham as revistas infantis, destinados a estimularem a venda dos produtos. Sustenta a impertinência dos precedentes indicados na decisão questionada e a necessidade de reforma, em razão da impossibilidade de rever o consignado na origem em sede de extraordinário, considerado o verbete n 279 da Súmula do Supremo. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP (Agravo regimental no recurso extraordinário n 910.572, Primeira Turma, relatora ministra Rosa Weber, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 de junho de 2016) Continuo convencido do que assentei anteriormente. Descabe limitar o alcance do artigo 150, inciso VI, alínea “d”, apenas ao produto final, acabado; apanha, também, os insumos, os complementos e o maquinário necessários à produção de livros, jornais e periódicos. Cabe potencializar o objetivo maior da norma, que é o de facilitar a publicação. 3. Ante os precedentes, aciono o disposto nos artigos 544, parágrafos 3... e 4..., e 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil de 1973 e julgo, desde logo, o extraordinário, dele conhecendo e o provendo para declarar a imunidade referente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS quanto à importação de materiais complementares a revista infantil. 4. Publiquem. O Estado de São Paulo aduz ter o Tribunal local assentado a inviabilidade da extensão da referida imunidade aos brinquedos que acompanham as revistas infantis, destinados a estimularem a venda dos produtos. Sustenta a impertinência dos precedentes indicados na decisão questionada e a necessidade de reforma, em razão da impossibilidade de rever o consignado na origem em sede de extraordinário, considerado o verbete n 279 da Súmula do Supremo. A agravada, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DE4-B05C-0BE6-60D5 e senha D9C9-3186-7875-0BC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 630 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador do Estado de São Paulo, foi protocolada no prazo legal. Rememorem o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão recorrido: ICMS - Isenção - Art. 150, VI, "d" da Constituição Federal - Brinquedo (boneco) agregado a revista infantil (mini-gibi) - Pretensão de estender ao brinquedo a imunidade destinada constitucional - Inadmissibilidade - Inviável estender-se a imunidade do art 150, VI, "d", da Constituição Federal, destinada a livros, jornais e assemelhados, no caso mini-gibi, a brinquedo (boneco) que a acompanha, pois este não se trata de componente ou acessório da composição da revista infantil, tratando-se, em realidade de brinde comercial, oferecido como forma de atrair o público para a aquisição dos produtos. Ao contrário do alegado pelo agravante, ficou consignado, no pronunciamento atacado, estar em jogo o alcance da imunidade tributária prevista na alínea “d” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal, considerados complementos de revista infantil, sendo desnecessário o reexame de fatos e provas apreciados pelo Tribunal local. A vedação da instituição de impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão apanha, também, os complementos das unidades dos meios difusores da educação e da cultura. Em julgamentos recentes do Plenário – recursos extraordinários n 330.817/RJ e n 595.676/RJ –, destaquei: A postura hermenêutica do Supremo alusiva às normas de imunidade das alíneas “a”, “b” e “c” do inciso VI do artigo 150 vem sendo a mesma adotada para a norma da alínea “d” do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador do Estado de São Paulo, foi protocolada no prazo legal. Rememorem o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão recorrido: ICMS - Isenção - Art. 150, VI, "d" da Constituição Federal - Brinquedo (boneco) agregado a revista infantil (mini-gibi) - Pretensão de estender ao brinquedo a imunidade destinada constitucional - Inadmissibilidade - Inviável estender-se a imunidade do art 150, VI, "d", da Constituição Federal, destinada a livros, jornais e assemelhados, no caso mini-gibi, a brinquedo (boneco) que a acompanha, pois este não se trata de componente ou acessório da composição da revista infantil, tratando-se, em realidade de brinde comercial, oferecido como forma de atrair o público para a aquisição dos produtos. Ao contrário do alegado pelo agravante, ficou consignado, no pronunciamento atacado, estar em jogo o alcance da imunidade tributária prevista na alínea “d” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal, considerados complementos de revista infantil, sendo desnecessário o reexame de fatos e provas apreciados pelo Tribunal local. A vedação da instituição de impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão apanha, também, os complementos das unidades dos meios difusores da educação e da cultura. Em julgamentos recentes do Plenário – recursos extraordinários n 330.817/RJ e n 595.676/RJ –, destaquei: A postura hermenêutica do Supremo alusiva às normas de imunidade das alíneas “a”, “b” e “c” do inciso VI do artigo 150 vem sendo a mesma adotada para a norma da alínea “d” do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 631 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP preceito constitucional, ou seja, em relação à imunidade dos livros, jornais e periódicos. O dispositivo visa promover a educação, garantir o princípio da liberdade de manifestação do pensamento e da expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, facilitando e estimulando a circulação de ideias, o direito de informar e de ser informado e a própria liberdade de imprensa. Considerados esses propósitos, a imunidade se apresenta como essencial ao próprio desenvolvimento da cultura, da democracia e da cidadania participativa e reivindicatória. […] A definição interpretativa do alcance da norma constitucional deve guardar relação mais do que íntima com a compreensão da função política e social que a imunidade cumpre em favor da difusão das ideias, da educação, da cultura, da democracia e da cidadania. Deve-se ter presente que a norma objetiva proteger não simplesmente o livro, jornal ou periódico como “suportes físicos de ideias e comunicação”, mas o valor intrínseco do conteúdo veiculado, de natureza educacional, informativa, expressiva do pensamento individual ou coletivo. O meio é secundário, importando, precipuamente, promover e assegurar o direito fundamental à educação, à cultura, à informação, à participação política dos cidadãos. O Supremo tem compreendido bem a distinção e aplicado a norma de imunidade valendo-se dessa diretriz. […] Votando com a maioria, após ter ressaltado a ênfase constitucional da liberdade de imprensa, o fundamento político e cultural da alínea “d” do inciso VI do artigo 150, e o dever de resguardar princípios, ideias ou postulados essenciais ao regime político, asseverei que o preceito constitucional merecia interpretação que permitisse atingir, de “forma plena, o objetivo visado, que outro não é senão afastar procedimentos que, de algum modo, possam inibir a produção material e intelectual de livros, jornais e periódicos”. Apontei que interpretação literal da parte final do preceito, a revelar exaustiva a redação, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP preceito constitucional, ou seja, em relação à imunidade dos livros, jornais e periódicos. O dispositivo visa promover a educação, garantir o princípio da liberdade de manifestação do pensamento e da expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, facilitando e estimulando a circulação de ideias, o direito de informar e de ser informado e a própria liberdade de imprensa. Considerados esses propósitos, a imunidade se apresenta como essencial ao próprio desenvolvimento da cultura, da democracia e da cidadania participativa e reivindicatória. […] A definição interpretativa do alcance da norma constitucional deve guardar relação mais do que íntima com a compreensão da função política e social que a imunidade cumpre em favor da difusão das ideias, da educação, da cultura, da democracia e da cidadania. Deve-se ter presente que a norma objetiva proteger não simplesmente o livro, jornal ou periódico como “suportes físicos de ideias e comunicação”, mas o valor intrínseco do conteúdo veiculado, de natureza educacional, informativa, expressiva do pensamento individual ou coletivo. O meio é secundário, importando, precipuamente, promover e assegurar o direito fundamental à educação, à cultura, à informação, à participação política dos cidadãos. O Supremo tem compreendido bem a distinção e aplicado a norma de imunidade valendo-se dessa diretriz. […] Votando com a maioria, após ter ressaltado a ênfase constitucional da liberdade de imprensa, o fundamento político e cultural da alínea “d” do inciso VI do artigo 150, e o dever de resguardar princípios, ideias ou postulados essenciais ao regime político, asseverei que o preceito constitucional merecia interpretação que permitisse atingir, de “forma plena, o objetivo visado, que outro não é senão afastar procedimentos que, de algum modo, possam inibir a produção material e intelectual de livros, jornais e periódicos”. Apontei que interpretação literal da parte final do preceito, a revelar exaustiva a redação, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 632 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP “redundaria no esvaziamento da regra constitucional”, principalmente se considerado que a “impressão de livros, jornais e periódicos faz-se não apenas mediante o uso de papel em que grafadas as matérias, mas a partir de uma gama de outros produtos”. […] Abrindo a divergência, votei, como venho fazendo desde a primeira vez em que enfrentei a matéria, consignando que a imunidade discutida “apanha todo e qualquer insumo e mesmo ferramenta indispensável à edição desses veículos de comunicação”. Afirmei a necessidade de conferir interpretação teleológica ao artigo 150, inciso VI, alínea “d”, destacando o propósito normativo de viabilizar, sem ônus maiores, a divulgação de ideias e a comunicação, do que deve resultar a conclusão no sentido de ser a expressão “e do papel”, contida na parte final do preceito, “simplesmente exemplificativa”. Fui acompanhado pelos ministros Ayres Britto e Cármen Lúcia, tendo sido formada maioria na direção de evoluir no entendimento do Tribunal, ampliando a abrangência da imunidade para insumos fora do alcance semântico da expressão “papel”. Essa óptica ficou bem expressa no voto- desempate da ministra Cármen Lúcia: À força da interpretação compreensiva dos eminentes Ministros Ayres Britto e Marco Aurélio, que potencializaram a abrangência da imunidade discutida sob o fundamento de tê-lo como um instrumento de estímulo à circulação de informações e de cultura, alinho- me exatamente em homenagem a não apenas ao princípio da liberdade de imprensa – que fica muito mais assegurada segundo estes fundamentos – sem embargo de, no voto do Ministro Menezes Direito, ter ele homenageado o princípio da segurança jurídica. Entretanto, essas mudanças sobre os insumos foram ao pouco se transformando, verificando exatamente as novas condições para apresentação do que se considera 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP “redundaria no esvaziamento da regra constitucional”, principalmente se considerado que a “impressão de livros, jornais e periódicos faz-se não apenas mediante o uso de papel em que grafadas as matérias, mas a partir de uma gama de outros produtos”. […] Abrindo a divergência, votei, como venho fazendo desde a primeira vez em que enfrentei a matéria, consignando que a imunidade discutida “apanha todo e qualquer insumo e mesmo ferramenta indispensável à edição desses veículos de comunicação”. Afirmei a necessidade de conferir interpretação teleológica ao artigo 150, inciso VI, alínea “d”, destacando o propósito normativo de viabilizar, sem ônus maiores, a divulgação de ideias e a comunicação, do que deve resultar a conclusão no sentido de ser a expressão “e do papel”, contida na parte final do preceito, “simplesmente exemplificativa”. Fui acompanhado pelos ministros Ayres Britto e Cármen Lúcia, tendo sido formada maioria na direção de evoluir no entendimento do Tribunal, ampliando a abrangência da imunidade para insumos fora do alcance semântico da expressão “papel”. Essa óptica ficou bem expressa no voto- desempate da ministra Cármen Lúcia: À força da interpretação compreensiva dos eminentes Ministros Ayres Britto e Marco Aurélio, que potencializaram a abrangência da imunidade discutida sob o fundamento de tê-lo como um instrumento de estímulo à circulação de informações e de cultura, alinho- me exatamente em homenagem a não apenas ao princípio da liberdade de imprensa – que fica muito mais assegurada segundo estes fundamentos – sem embargo de, no voto do Ministro Menezes Direito, ter ele homenageado o princípio da segurança jurídica. Entretanto, essas mudanças sobre os insumos foram ao pouco se transformando, verificando exatamente as novas condições para apresentação do que se considera 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 633 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP hoje a imprensa e os instrumentos necessários a que os livros e outras publicações possam ser feitas. Como bem destacado por Sua Excelência, envolvida a interpretação teleológica e sistemática da norma constitucional, cabe aos Ministros deste Tribunal perceber as transformações relacionadas com os insumos necessários para as novas formas com as quais a imprensa, livros e periódicos se apresentam à sociedade na quadra atual e, atentos a essas mudanças, evoluir na interpretação do artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Carta, no tocante tanto aos produtos como aos insumos. Essa perspectiva mostra-se inafastável, principalmente ante a extraordinária evolução tecnológica, e requer o que pode ser considerada uma interpretação modernizante da Constituição. Reafirmei visão quanto à extensão da imunidade a qualquer insumo ou ferramenta indispensável à edição de veículo de comunicação. A imunidade tributária alusiva a livros, jornais e periódicos é ampla, total, abrangendo produto, complementos, maquinário e insumos. Vale notar ter a Primeira Turma acolhido a interpretação finalística da imunidade em caso idêntico a este, a versar produtos similares e a mesma empresa. O acórdão foi assim redigido: DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, “D”, DA LEI MAIOR. REVISTA INFANTIL. DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO E CULTURA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. RECURSO MANEJADO EM 08.4.2016. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão tem por 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP hoje a imprensa e os instrumentos necessários a que os livros e outras publicações possam ser feitas. Como bem destacado por Sua Excelência, envolvida a interpretação teleológica e sistemática da norma constitucional, cabe aos Ministros deste Tribunal perceber as transformações relacionadas com os insumos necessários para as novas formas com as quais a imprensa, livros e periódicos se apresentam à sociedade na quadra atual e, atentos a essas mudanças, evoluir na interpretação do artigo 150, inciso VI, alínea “d”, da Carta, no tocante tanto aos produtos como aos insumos. Essa perspectiva mostra-se inafastável, principalmente ante a extraordinária evolução tecnológica, e requer o que pode ser considerada uma interpretação modernizante da Constituição. Reafirmei visão quanto à extensão da imunidade a qualquer insumo ou ferramenta indispensável à edição de veículo de comunicação. A imunidade tributária alusiva a livros, jornais e periódicos é ampla, total, abrangendo produto, complementos, maquinário e insumos. Vale notar ter a Primeira Turma acolhido a interpretação finalística da imunidade em caso idêntico a este, a versar produtos similares e a mesma empresa. O acórdão foi assim redigido: DIREITO TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, “D”, DA LEI MAIOR. REVISTA INFANTIL. DIFUSÃO DA INFORMAÇÃO E CULTURA. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. RECURSO MANEJADO EM 08.4.2016. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que “a imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão tem por 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 634 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP escopo evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à cultura, à informação e à educação” (Recurso Extraordinário 221.239/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (Agravo regimental no recurso extraordinário n 910.572, Primeira Turma, relatora ministra Rosa Weber, acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 de junho de 2016) Conheço do agravo e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do mencionado diploma legal. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP escopo evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à cultura, à informação e à educação” (Recurso Extraordinário 221.239/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (Agravo regimental no recurso extraordinário n 910.572, Primeira Turma, relatora ministra Rosa Weber, acórdão publicado no Diário da Justiça de 14 de junho de 2016) Conheço do agravo e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do mencionado diploma legal. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E0F-8133-CD84-724C e senha 7CBB-C23C-F8B0-03AB Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 635 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu inclusive destaquei o item 4, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário 888.090, a questão da imunidade tributária constitucional para kits complementares. Aqui seria um kit brinquedo, um kit boneco. Já venho votando, e há precedentes da Turma em casos idênticos, afirmando que não há imunidade tributária para o brinquedo que acompanha as publicações. Recurso Extraordinário 767.477, Agravo de Instrumento 753.876 e 783.586. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Pleno já julgou isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Já julgou. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É um livro que vinha para montar um avião. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É um precedente da lavra do ministro Dias Toffoli, de n 330.817, e outro da minha. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Vossa Excelência cita, exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – São os apetrechos que acompanham o livro. Entende-se que também estão cobertos pela imunidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu destaquei. Peço vênia para divergir. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549A-64AA-6DBA-1ACE e senha D881-39C8-88E4-3393 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu inclusive destaquei o item 4, o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário 888.090, a questão da imunidade tributária constitucional para kits complementares. Aqui seria um kit brinquedo, um kit boneco. Já venho votando, e há precedentes da Turma em casos idênticos, afirmando que não há imunidade tributária para o brinquedo que acompanha as publicações. Recurso Extraordinário 767.477, Agravo de Instrumento 753.876 e 783.586. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - O Pleno já julgou isso. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Já julgou. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - É um livro que vinha para montar um avião. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É um precedente da lavra do ministro Dias Toffoli, de n 330.817, e outro da minha. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Vossa Excelência cita, exatamente. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – São os apetrechos que acompanham o livro. Entende-se que também estão cobertos pela imunidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu destaquei. Peço vênia para divergir. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 549A-64AA-6DBA-1ACE e senha D881-39C8-88E4-3393 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 636 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : EDITORA ABRIL S/A ADV.(A/S) : RAFAEL BALANIN (220957/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046334 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.090 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : EDITORA ABRIL S/A ADV.(A/S) : RAFAEL BALANIN (220957/SP) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes, Presidente. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046334 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13 637
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 090", "recursos extraordinários n 330 . 817 / RJ", "595", ".", "676", "/", "RJ", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 090 SÃO", "RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS n 330 . 817 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 090", "RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS n 330 . 817 / RJ", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso extraordinário n 330 . 817 / RJ", "Recurso extraordinário n 595 . 676 / RJ", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso extraordinário n 330 . 817 / RJ", "Recurso extraordinário n 595 . 676 / RJ", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 221 . 239 / SP", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 221 . 239 / SP", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Agravo regimental no recurso extraordinário n 910 . 572", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Agravo regimental no recurso extraordinário n 910 . 572", "verbete n 279 da Súmula do Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 090", "recursos extraordinários n 330 . 817 / RJ", "n 595 . 676 / RJ", "recursos extraordinários n 330 . 817 / RJ", "n 595 . 676 / RJ", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 888090", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 221 . 239 / SP", "Agravo regimental no recurso extraordinário n 910 . 572", "Recurso Extraordinário 888090 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 221 . 239 / SP", "Agravo regimental no recurso extraordinário n 910 . 572", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário 888 . 090", "Recurso Extraordinário 767 . 477", "Agravo de Instrumento 753 . 876", "783", ".", "586", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 090", "Recurso Extraordinário 888 . 090", "Recurso Extraordinário 767 . 477", "Agravo de Instrumento 753 . 876", "783", ".", "586", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 090" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 150 ,", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "artigo 150 , inciso VI , alínea “ d ” , da Constituição Federal", "ARTIGO 1 . 021 ,", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 150 , INCISO VI , ALÍNEA “ D ” , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ d ” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal", "art . 150 , VI , d , da Constituição Federal de 1988 / 88", "alínea d do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ d ” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal", "art . 150 , VI , d , da Constituição Federal de 1988 / 88", "alínea d do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 150 , VI , “ D ” , DA LEI MAIOR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 150 , VI , “ D ” , DA LEI MAIOR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 544 , parágrafos 3 . . . e 4 . . . , e 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 544 , parágrafos 3 . . . e 4 . . . , e 557 , § 1 . . . - A , do Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 150 , VI , \" d \" da Constituição Federal", "art 150 , VI , \" d \" , da Constituição Federal", "alínea “ d ” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 150 , VI , \" d \" da Constituição Federal", "Constituição Federal", "alínea “ d ” do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal", "alínea", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 150 , inciso VI , alínea “ d ” , da Carta", "Constituição", "ART . 150 , VI , “ D ” , DA LEI MAIOR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 150 , inciso VI , alínea “ d ” , da Carta", "Constituição", "ART . 150 , VI , “ D ” , DA LEI MAIOR", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "EDITORA ABRIL S / A", "Pleno", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ESTADO", "EDITORA ABRIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "EDITORA ABRIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário", "Supremo", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Pleno", "PRIMEIRA TURMA", "ESTADO", "EDITORA ABRIL S / A", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ESTADO", "EDITORA ABRIL S / A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "RAFAEL BALANIN", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RAFAEL BALANIN", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "RAFAEL BALANIN", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Menezes Direito", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Menezes Direito", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "Dias Toffoli", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MARCO AURÉLIO", "Dias Toffoli", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "RAFAEL BALANIN", "Alexandre de Moraes", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "RAFAEL BALANIN", "Alexandre de Moraes", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "31 de agosto de 2017", "18 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "8 de maio de 2018", "31 DE AGOSTO DE 2017", "18 DE DEZEMBRO DE 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "8 de maio de 2018", "31 DE AGOSTO DE 2017", "18 DE DEZEMBRO DE 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto de 2017", "18 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "31 de agosto de 2017", "18 de", "dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental. Petição. Doações eleitorais por meio de caixa dois. Fatos que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350 do Código Eleitoral). Competência da Justiça Eleitoral. Crimes conexos de competência da Justiça Comum. Irrelevância. Pretendido reconhecimento da competência das Seções Judiciárias do Distrito Federal ou do Estado de São Paulo. Não cabimento. Prevalência da Justiça Especial (art. 35, II, do Código Eleitoral e art. 78, IV, do Código de Processo Penal). Precedentes. Possível falsidade ideológica relativa a pleito presidencial. Prestação de contas realizada perante o Tribunal Superior Eleitoral. Competência territorial do Distrito Federal. Agravo regimental não provido. Competência absoluta. Matéria de ordem pública. Remessa, de ofício, dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Determinação que não firma, em definitivo, a competência do juízo indicado. Investigação em fase embrionária. Impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E04-FB60-A38B-24A2 e senha 6E4F-3FB0-2E89-2408 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 248 Ementa e Acórdão PET 6533 AGR / DF Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental. Acordam, ademais, os Ministros, por maioria, em determinar, de ofício, a remessa dos termos de depoimento colhidos em acordo de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E04-FB60-A38B-24A2 e senha 6E4F-3FB0-2E89-2408 Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental. Acordam, ademais, os Ministros, por maioria, em determinar, de ofício, a remessa dos termos de depoimento colhidos em acordo de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E04-FB60-A38B-24A2 e senha 6E4F-3FB0-2E89-2408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 249 Relatório 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Guido Mantega em face da decisão de fls. 177- 181, por meio da qual se determinou o envio de cópia dos termos de declaração do colaborador Fernando Migliaccio da Silva (Termos de Depoimento ns. 4 e 9) à Seção Judiciária do Estado do Paraná, diante da constatação do não envolvimento de autoridades submetidas à jurisdição criminal originária desta Suprema Corte nos fatos relatados. Sustenta o agravante, em síntese, que os fatos versados nos termos de depoimento estão sendo investigados no bojo do INQ 4.430, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, fator impositivo da inafastável apuração conjunta dos fatos perante a Suprema Corte, à míngua de qualquer conexão com aqueles investigados em operação de repercussão nacional. Ao lado disso, aduz a impossibilidade de que juízos diversos analisem os mesmos fatos, sob pena de bis in idem acusatório. Alternativamente, pleiteia a observância do critério territorial para a remessa de cópia dos termos de depoimento, conforme preceitua o art. 70 do Código de Processo Penal, não havendo qualquer justificativa para o direcionamento à Seção Judiciária do Estado do Paraná. Em contrarrazões ao agravo regimental (fls. 223-228), a Procuradora- Geral da República manifesta-se pelo desprovimento da insurgência, afirmando acertado o desmembramento do caso em relação a pessoas não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967566. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Guido Mantega em face da decisão de fls. 177- 181, por meio da qual se determinou o envio de cópia dos termos de declaração do colaborador Fernando Migliaccio da Silva (Termos de Depoimento ns. 4 e 9) à Seção Judiciária do Estado do Paraná, diante da constatação do não envolvimento de autoridades submetidas à jurisdição criminal originária desta Suprema Corte nos fatos relatados. Sustenta o agravante, em síntese, que os fatos versados nos termos de depoimento estão sendo investigados no bojo do INQ 4.430, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, fator impositivo da inafastável apuração conjunta dos fatos perante a Suprema Corte, à míngua de qualquer conexão com aqueles investigados em operação de repercussão nacional. Ao lado disso, aduz a impossibilidade de que juízos diversos analisem os mesmos fatos, sob pena de bis in idem acusatório. Alternativamente, pleiteia a observância do critério territorial para a remessa de cópia dos termos de depoimento, conforme preceitua o art. 70 do Código de Processo Penal, não havendo qualquer justificativa para o direcionamento à Seção Judiciária do Estado do Paraná. Em contrarrazões ao agravo regimental (fls. 223-228), a Procuradora- Geral da República manifesta-se pelo desprovimento da insurgência, afirmando acertado o desmembramento do caso em relação a pessoas não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967566. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 250 Relatório PET 6533 AGR / DF detentoras de prerrogativa de foro, em razão da inexistência de circunstância excepcional, conforme regramento da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967566. Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF detentoras de prerrogativa de foro, em razão da inexistência de circunstância excepcional, conforme regramento da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967566. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 251 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Conforme relatado, o objeto destes autos se resume à destinação de Termos de Depoimento prestados no âmbito de acordo de colaboração premiada celebrado entre o Ministério Público Federal e Fernando Migliaccio da Silva, nos quais não há menção a qualquer fato envolvendo autoridade com prerrogativa de foro perante esta Suprema Corte. Registro, desde logo, que tal providência não implica, por si só, na formalização de qualquer ato investigativo em desfavor das pessoas mencionadas, porque, como assentou o Plenário do Supremo Tribunal Federal, o acordo de colaboração premiada se consubstancia em mero meio de obtenção de prova. Desse modo, o conteúdo dos Termos de Depoimento, bem como dos respectivos elementos de corroboração, em respeito ao princípio acusatório que vige no Processo Penal ajustado ao Estado Democrático de Direito, deverá ser levado ao conhecimento das autoridades a quem a Constituição Federal atribuiu a função de investigar e propor a responsabilização criminal para o adequado tratamento. Adentrando-se ao caso de forma superficial, já que se revela inadequada a cognição exauriente no atual estágio das apurações, os Termos de Depoimento ns. 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam pagamentos de valores não oficiais, por parte do Grupo Odebrecht, para o financiamento da campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarece-se que todos esses créditos eram registrados em planilhas, denominadas “Italiano” e “Pós-Italiano”, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Conforme relatado, o objeto destes autos se resume à destinação de Termos de Depoimento prestados no âmbito de acordo de colaboração premiada celebrado entre o Ministério Público Federal e Fernando Migliaccio da Silva, nos quais não há menção a qualquer fato envolvendo autoridade com prerrogativa de foro perante esta Suprema Corte. Registro, desde logo, que tal providência não implica, por si só, na formalização de qualquer ato investigativo em desfavor das pessoas mencionadas, porque, como assentou o Plenário do Supremo Tribunal Federal, o acordo de colaboração premiada se consubstancia em mero meio de obtenção de prova. Desse modo, o conteúdo dos Termos de Depoimento, bem como dos respectivos elementos de corroboração, em respeito ao princípio acusatório que vige no Processo Penal ajustado ao Estado Democrático de Direito, deverá ser levado ao conhecimento das autoridades a quem a Constituição Federal atribuiu a função de investigar e propor a responsabilização criminal para o adequado tratamento. Adentrando-se ao caso de forma superficial, já que se revela inadequada a cognição exauriente no atual estágio das apurações, os Termos de Depoimento ns. 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam pagamentos de valores não oficiais, por parte do Grupo Odebrecht, para o financiamento da campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarece-se que todos esses créditos eram registrados em planilhas, denominadas “Italiano” e “Pós-Italiano”, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 252 Voto - MIN. EDSON FACHIN PET 6533 AGR / DF A remessa do material à Seção Judiciária do Paraná justifica-se em razão da aparente conexão desses fatos com o objeto de investigações e ações penais lá em trâmite, conforme destacado pelo Procurador-Geral da República em suas contrarrazões: “(...) deve-se notar que o ex-Ministro Antônio Palocci – que deu origem a uma planilha anterior denominada ‘Italiano’ - foi processado e julgado perante a 13ª Vara Federal de Curitiba, vislumbrando-se, assim, mais um motivo para amparar a remessa dos Termos de Colaboração 4 e 9 de Fernando Migliaccio para a Justiça Federal do Paraná. Desta forma, a competência para dar continuidade às investigações relativas ao recorrente é do juízo da referida Vara Federal, competente por conexão (teleológica e instrumental) em relação aos fatos envolvendo a ‘Operação Lava Jato’, entre os quais aqueles relativos à Ação Penal nº 5054932-88.2016.404.7000 (em que já condenados o ex-ministro Antônio Palocci Filho, Mônica Moura, Renato Duque, João Vaccari Neto, entre outros), a Ação Penal nº 5071379- 25.2014.404.7000, instaurada para averiguação dos crimes praticados por executivos e ex-executivos do grupo Odebrecht em desfavor da Petrobras, do Pedido de Busca e Apreensão nº 5035133-59.2016.404.7000, no qual se apura a atuação de GUIDO MANTEGA na solicitação e intermediação de valores ilícitos em favor do Partido dos Trabalhadores, e, principalmente, a Ação Penal nº 5019727-95.2016.4.04.7000, instaurada para averiguar a atuação de diversos funcionários e ex-funcionários do denominado ‘Setor de Operações Estruturadas’ do grupo Odebrecht, responsável pela geração de recursos para pagamentos ilícitos.” (fls. 226-227, g.n.) Destarte, diversamente do que foi decidido pelo Plenário desta Suprema Corte na Questão de Ordem suscitada no INQ 4.130, não há como se atestar, de antemão e sem um maior aprofundamento das investigações, a completa ausência de correlação entre o objeto da operação de repercussão nacional e os fatos relatados pelo colaborador. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF A remessa do material à Seção Judiciária do Paraná justifica-se em razão da aparente conexão desses fatos com o objeto de investigações e ações penais lá em trâmite, conforme destacado pelo Procurador-Geral da República em suas contrarrazões: “(...) deve-se notar que o ex-Ministro Antônio Palocci – que deu origem a uma planilha anterior denominada ‘Italiano’ - foi processado e julgado perante a 13ª Vara Federal de Curitiba, vislumbrando-se, assim, mais um motivo para amparar a remessa dos Termos de Colaboração 4 e 9 de Fernando Migliaccio para a Justiça Federal do Paraná. Desta forma, a competência para dar continuidade às investigações relativas ao recorrente é do juízo da referida Vara Federal, competente por conexão (teleológica e instrumental) em relação aos fatos envolvendo a ‘Operação Lava Jato’, entre os quais aqueles relativos à Ação Penal nº 5054932-88.2016.404.7000 (em que já condenados o ex-ministro Antônio Palocci Filho, Mônica Moura, Renato Duque, João Vaccari Neto, entre outros), a Ação Penal nº 5071379- 25.2014.404.7000, instaurada para averiguação dos crimes praticados por executivos e ex-executivos do grupo Odebrecht em desfavor da Petrobras, do Pedido de Busca e Apreensão nº 5035133-59.2016.404.7000, no qual se apura a atuação de GUIDO MANTEGA na solicitação e intermediação de valores ilícitos em favor do Partido dos Trabalhadores, e, principalmente, a Ação Penal nº 5019727-95.2016.4.04.7000, instaurada para averiguar a atuação de diversos funcionários e ex-funcionários do denominado ‘Setor de Operações Estruturadas’ do grupo Odebrecht, responsável pela geração de recursos para pagamentos ilícitos.” (fls. 226-227, g.n.) Destarte, diversamente do que foi decidido pelo Plenário desta Suprema Corte na Questão de Ordem suscitada no INQ 4.130, não há como se atestar, de antemão e sem um maior aprofundamento das investigações, a completa ausência de correlação entre o objeto da operação de repercussão nacional e os fatos relatados pelo colaborador. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 253 Voto - MIN. EDSON FACHIN PET 6533 AGR / DF Logo, não havendo menção, nos Termos de Depoimento em referência, à autoridade detentora de foro por prerrogativa nesta Suprema Corte, o encaminhamento da documentação pertinente deve se dar em favor da autoridade judiciária perante a qual tramitam procedimentos que guardam aparente conexão com os fatos narrados, nos termos do art. 79, caput, da Lei Adjetiva Penal. Não fosse isso, a observação contida na parte final da decisão agravada, no sentido de que o declínio não significa definição de competência, destina-se justamente a resguardar a autonomia jurisdicional do juízo que receberá os Termos de Depoimento na verificação, mediante o cotejo com os demais feitos que ali tramitam, da existência ou não da conexão em quaisquer das suas modalidades. Neste momento, todavia, seja em razão da exiguidade de elementos de informação para o exaurimento da questão, seja para evitar a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, não há como se atestar, de forma peremptória, a alegada inexistência de conexão dos relatos feitos nos termos de depoimento em referência com os fatos para os quais é prevento, ao menos em sede de cognição sumária, o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba. É imperioso destacar, por fim e mais uma vez, que a providência ora em discussão não inclui qualquer autorização para a deflagração de investigações em detrimento das pessoas mencionadas pelos colaboradores em seus respectivos termos de depoimento, cuja pertinência deverá ser objeto de avaliação pelas autoridades atribuídas de tal mister à luz das garantias constitucionais e normas que regem o processo penal pátrio. Como corolário desta afirmação, não verifico qualquer óbice à eventual remessa de determinado elemento de informação a mais de um juízo, caso se constate a sua utilidade para a apuração de dois fatos distintos, ainda que não reunidos para a tramitação sob a supervisão da mesma autoridade judiciária, como ocorre, por exemplo, nos casos de compartilhamento de provas, admitidos de forma incontroversa pela jurisprudência desta Suprema Corte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF Logo, não havendo menção, nos Termos de Depoimento em referência, à autoridade detentora de foro por prerrogativa nesta Suprema Corte, o encaminhamento da documentação pertinente deve se dar em favor da autoridade judiciária perante a qual tramitam procedimentos que guardam aparente conexão com os fatos narrados, nos termos do art. 79, caput, da Lei Adjetiva Penal. Não fosse isso, a observação contida na parte final da decisão agravada, no sentido de que o declínio não significa definição de competência, destina-se justamente a resguardar a autonomia jurisdicional do juízo que receberá os Termos de Depoimento na verificação, mediante o cotejo com os demais feitos que ali tramitam, da existência ou não da conexão em quaisquer das suas modalidades. Neste momento, todavia, seja em razão da exiguidade de elementos de informação para o exaurimento da questão, seja para evitar a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, não há como se atestar, de forma peremptória, a alegada inexistência de conexão dos relatos feitos nos termos de depoimento em referência com os fatos para os quais é prevento, ao menos em sede de cognição sumária, o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba. É imperioso destacar, por fim e mais uma vez, que a providência ora em discussão não inclui qualquer autorização para a deflagração de investigações em detrimento das pessoas mencionadas pelos colaboradores em seus respectivos termos de depoimento, cuja pertinência deverá ser objeto de avaliação pelas autoridades atribuídas de tal mister à luz das garantias constitucionais e normas que regem o processo penal pátrio. Como corolário desta afirmação, não verifico qualquer óbice à eventual remessa de determinado elemento de informação a mais de um juízo, caso se constate a sua utilidade para a apuração de dois fatos distintos, ainda que não reunidos para a tramitação sob a supervisão da mesma autoridade judiciária, como ocorre, por exemplo, nos casos de compartilhamento de provas, admitidos de forma incontroversa pela jurisprudência desta Suprema Corte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 254 Voto - MIN. EDSON FACHIN PET 6533 AGR / DF Na hipótese, além do colaborador não se reportar a nenhuma autoridade detentora de foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, circunstância que impõe, como regra, o declínio da supervisão dos trabalhos de investigação, o fato dos pagamentos realizados às campanhas eleitorais mencionadas estarem representados nas planilhas mantidas pelo Grupo Odebrecht, ao contrário do que afirma o agravante, não autoriza a conclusão pela identidade entre o conteúdo dos termos de colaboração em análise e o objeto do INQ 4.430, em trâmite perante este Supremo Tribunal Federal. Com efeito, embora o agravante figure formalmente como investigado no INQ 4.430, este tem por objeto de apuração, entre outros fatos, a sua atuação na venda de um empreendimento pertencente ao Grupo Odebrecht à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - PREVI, o que também não se encontra nos relatos feitos pelo colaborador nos termos de depoimento em análise. Na situação vertente, além de não retratarem fatos envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, os relatos do colaborador são dotados de maior amplitude fática, razão pela qual a remessa dos termos de depoimento ao Juízo da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR também se impõe para que lá seja apreciada, salvo se já preclusa, a alegada inexistência de conexão entre os fatos aqui relatados e a operação de repercussão nacional para a qual se encontra prevento, evitando-se, assim, a indesejada litispendência, pois a escorreita aferição dos pontos de contato entre o conteúdo dos termos de depoimento e o objeto da ação penal aparentemente conexa não se faz sem o manejo dos autos que lá se encontram. A medida viabiliza, por fim, a adequada ambiência para o estabelecimento do contraditório, em maior amplitude, acerca da insurgência manifestada pela defesa técnica do agravante, impedindo-se, por conseguinte, a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, mormente porque, como já dito, a remessa de cópia de termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada não importa, em definitivo, na fixação da competência do juízo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF Na hipótese, além do colaborador não se reportar a nenhuma autoridade detentora de foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, circunstância que impõe, como regra, o declínio da supervisão dos trabalhos de investigação, o fato dos pagamentos realizados às campanhas eleitorais mencionadas estarem representados nas planilhas mantidas pelo Grupo Odebrecht, ao contrário do que afirma o agravante, não autoriza a conclusão pela identidade entre o conteúdo dos termos de colaboração em análise e o objeto do INQ 4.430, em trâmite perante este Supremo Tribunal Federal. Com efeito, embora o agravante figure formalmente como investigado no INQ 4.430, este tem por objeto de apuração, entre outros fatos, a sua atuação na venda de um empreendimento pertencente ao Grupo Odebrecht à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - PREVI, o que também não se encontra nos relatos feitos pelo colaborador nos termos de depoimento em análise. Na situação vertente, além de não retratarem fatos envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, os relatos do colaborador são dotados de maior amplitude fática, razão pela qual a remessa dos termos de depoimento ao Juízo da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR também se impõe para que lá seja apreciada, salvo se já preclusa, a alegada inexistência de conexão entre os fatos aqui relatados e a operação de repercussão nacional para a qual se encontra prevento, evitando-se, assim, a indesejada litispendência, pois a escorreita aferição dos pontos de contato entre o conteúdo dos termos de depoimento e o objeto da ação penal aparentemente conexa não se faz sem o manejo dos autos que lá se encontram. A medida viabiliza, por fim, a adequada ambiência para o estabelecimento do contraditório, em maior amplitude, acerca da insurgência manifestada pela defesa técnica do agravante, impedindo-se, por conseguinte, a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, mormente porque, como já dito, a remessa de cópia de termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada não importa, em definitivo, na fixação da competência do juízo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 255 Voto - MIN. EDSON FACHIN PET 6533 AGR / DF destinatário. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF destinatário. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 256 Esclarecimento 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Senhor Presidente, eu principio o voto, e creio que vou me cingir aos aspectos centrais, porque essa matéria é bastante conhecida deste Colegiado e das respectivas posições. O ilustre advogado não mencionou da Tribuna, mas a presença física do ilustre advogado, desde a última sessão de junho, é o atestado de que este tema foi pautado por este Relator já em junho. Portanto, o advogado não mencionou da Tribuna, mas a presença física do advogado, que acredito hoje, pela terceira vez, aqui se encontra, é o atestado de que nenhum retardamento se deu, a não ser circunstâncias atinentes a esta pauta avolumada que tem vindo ao Supremo Tribunal Federal. Apenas acresço esse fato, quiçá desnecessário, mas para deixar também evidente esse aspecto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017059. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Senhor Presidente, eu principio o voto, e creio que vou me cingir aos aspectos centrais, porque essa matéria é bastante conhecida deste Colegiado e das respectivas posições. O ilustre advogado não mencionou da Tribuna, mas a presença física do ilustre advogado, desde a última sessão de junho, é o atestado de que este tema foi pautado por este Relator já em junho. Portanto, o advogado não mencionou da Tribuna, mas a presença física do advogado, que acredito hoje, pela terceira vez, aqui se encontra, é o atestado de que nenhum retardamento se deu, a não ser circunstâncias atinentes a esta pauta avolumada que tem vindo ao Supremo Tribunal Federal. Apenas acresço esse fato, quiçá desnecessário, mas para deixar também evidente esse aspecto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 257 Antecipação ao Voto 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento o eminente Ministro Relator, sempre bastante percuciente em seu voto. Vou separar pelas listas. Senhor Presidente, quanto à Lista nº 1 de 26 de junho de 2018, Pet 6.533-AgR, do Distrito Federal, mais uma vez, cumprimento o eminente Relator pela gentileza de permitir o acesso a seu posicionamento, o que nos permite aprofundar e verticalizar, desde logo, a análise do feito, evitando-se, assim, a necessidade de eventuais pedidos de vista, diante das questões tão peculiares que nós temos que enfrentar nesses temas, com tantos detalhamentos. Colho do voto do eminente Ministro-Relator o seguinte: Adentrando-se ao caso de forma superficial, já que se revela inadequada a cognição exauriente no atual estágio das apurações, os termos de depoimento números 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam o pagamento de valores não oficiais por parte do grupo Odebrecht para o financiamento de campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional - quer dizer, do Brasil -, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarecem que todos esses créditos seriam registrados em planilhas denominadas Italiano e Pós-italiano, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. Eu vou, diante do que está aqui apontado, pedir vênia ao eminente Relator, não exatamente para divergir de Sua Excelência, porque, quanto ao agravo regimental, acompanho o não provimento. Entretanto, no segundo semestre do ano passado, ou no primeiro semestre deste ano, também referente a este mesmo investigado, nós decidimos o Agravo Regimental na Petição 6.986/DF, de cujo acórdão eu fui designado redator. Nesse julgamento, consta o seguinte extrato de ata: "A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, de ofício, determinou a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2428-36FC-EF6C-EFAD e senha 7E7F-A8CB-17DF-9A08 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento o eminente Ministro Relator, sempre bastante percuciente em seu voto. Vou separar pelas listas. Senhor Presidente, quanto à Lista nº 1 de 26 de junho de 2018, Pet 6.533-AgR, do Distrito Federal, mais uma vez, cumprimento o eminente Relator pela gentileza de permitir o acesso a seu posicionamento, o que nos permite aprofundar e verticalizar, desde logo, a análise do feito, evitando-se, assim, a necessidade de eventuais pedidos de vista, diante das questões tão peculiares que nós temos que enfrentar nesses temas, com tantos detalhamentos. Colho do voto do eminente Ministro-Relator o seguinte: Adentrando-se ao caso de forma superficial, já que se revela inadequada a cognição exauriente no atual estágio das apurações, os termos de depoimento números 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam o pagamento de valores não oficiais por parte do grupo Odebrecht para o financiamento de campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional - quer dizer, do Brasil -, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarecem que todos esses créditos seriam registrados em planilhas denominadas Italiano e Pós-italiano, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. Eu vou, diante do que está aqui apontado, pedir vênia ao eminente Relator, não exatamente para divergir de Sua Excelência, porque, quanto ao agravo regimental, acompanho o não provimento. Entretanto, no segundo semestre do ano passado, ou no primeiro semestre deste ano, também referente a este mesmo investigado, nós decidimos o Agravo Regimental na Petição 6.986/DF, de cujo acórdão eu fui designado redator. Nesse julgamento, consta o seguinte extrato de ata: "A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, de ofício, determinou a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2428-36FC-EF6C-EFAD e senha 7E7F-A8CB-17DF-9A08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 258 Antecipação ao Voto PET 6533 AGR / DF remessa dos termos de depoimento dos colaboradores e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli, vencido o Ministro Relator [quanto a essa determinação de ofício]. Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli". Naquela oportunidade, fui acompanhado por Vossa Excelência, Ministro Presidente Ricardo Lewandowski, e pelo Ministro Gilmar Mendes. Verifico aqui, como já assentado naquele precedente - vou fazer juntada de voto -, que o entendimento da maioria foi no sentido de que, nos termos do art. 35, II, do Código Eleitoral e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal, a Justiça especializada atrai a competência de todo o tema ali referente, também assentando que esse é um juízo preliminar, diante dos elementos que temos - e o eminente Relator assentou isto em seu voto: é uma análise superficial. Em sua análise, Sua Excelência lança um olhar no sentido de um dado encaminhamento, e a maioria já formada lá, em um outro caso similar a este, vai no sentido de se encaminhar, de ofício, à Justiça Eleitoral do Distrito Federal, especificamente ao Tribunal Regional Eleitoral. Com aqueles mesmos fundamentos - vou fazer juntada de voto -, nesta Pet 6.533, acompanho o Relator quanto à negativa de provimento, mas, de ofício, encaminho os anexos referidos ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2428-36FC-EF6C-EFAD e senha 7E7F-A8CB-17DF-9A08 Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF remessa dos termos de depoimento dos colaboradores e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli, vencido o Ministro Relator [quanto a essa determinação de ofício]. Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli". Naquela oportunidade, fui acompanhado por Vossa Excelência, Ministro Presidente Ricardo Lewandowski, e pelo Ministro Gilmar Mendes. Verifico aqui, como já assentado naquele precedente - vou fazer juntada de voto -, que o entendimento da maioria foi no sentido de que, nos termos do art. 35, II, do Código Eleitoral e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal, a Justiça especializada atrai a competência de todo o tema ali referente, também assentando que esse é um juízo preliminar, diante dos elementos que temos - e o eminente Relator assentou isto em seu voto: é uma análise superficial. Em sua análise, Sua Excelência lança um olhar no sentido de um dado encaminhamento, e a maioria já formada lá, em um outro caso similar a este, vai no sentido de se encaminhar, de ofício, à Justiça Eleitoral do Distrito Federal, especificamente ao Tribunal Regional Eleitoral. Com aqueles mesmos fundamentos - vou fazer juntada de voto -, nesta Pet 6.533, acompanho o Relator quanto à negativa de provimento, mas, de ofício, encaminho os anexos referidos ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2428-36FC-EF6C-EFAD e senha 7E7F-A8CB-17DF-9A08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 259 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Conforme relatado pelo eminente Ministro Edson Fachin, “[t]rata-se de agravo regimental interposto por Guido Mantega em face da decisão de fls. 177-181, por meio da qual se determinou o envio de cópia dos termos de declaração do colaborador Fernando Migliaccio da Silva (Termos de Depoimento ns. 4 e 9) à Seção Judiciária do Estado do Paraná, diante da constatação do não envolvimento de autoridades submetidas à jurisdição criminal originária desta Suprema Corte nos fatos relatados. Sustenta o agravante, em síntese, que os fatos versados nos termos de depoimento estão sendo investigados no bojo do INQ 4.430, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, fator impositivo da inafastável apuração conjunta dos fatos perante a Suprema Corte, à míngua de qualquer conexão com aqueles investigados em operação de repercussão nacional. Ao lado disso, aduz a impossibilidade de que juízos diversos analisem os mesmos fatos, sob pena de bis in idem acusatório. Alternativamente, pleiteia a observância do critério territorial para a remessa de cópia dos termos de depoimento, conforme preceitua o art. 70 do Código de Processo Penal, não havendo qualquer justificativa para o direcionamento à Seção Judiciária do Estado do Paraná”. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. O eminente Relator, Ministro Edson Fachin, em seu respeitável voto, nega provimento ao agravo, ao fundamento de que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Conforme relatado pelo eminente Ministro Edson Fachin, “[t]rata-se de agravo regimental interposto por Guido Mantega em face da decisão de fls. 177-181, por meio da qual se determinou o envio de cópia dos termos de declaração do colaborador Fernando Migliaccio da Silva (Termos de Depoimento ns. 4 e 9) à Seção Judiciária do Estado do Paraná, diante da constatação do não envolvimento de autoridades submetidas à jurisdição criminal originária desta Suprema Corte nos fatos relatados. Sustenta o agravante, em síntese, que os fatos versados nos termos de depoimento estão sendo investigados no bojo do INQ 4.430, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, fator impositivo da inafastável apuração conjunta dos fatos perante a Suprema Corte, à míngua de qualquer conexão com aqueles investigados em operação de repercussão nacional. Ao lado disso, aduz a impossibilidade de que juízos diversos analisem os mesmos fatos, sob pena de bis in idem acusatório. Alternativamente, pleiteia a observância do critério territorial para a remessa de cópia dos termos de depoimento, conforme preceitua o art. 70 do Código de Processo Penal, não havendo qualquer justificativa para o direcionamento à Seção Judiciária do Estado do Paraná”. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. O eminente Relator, Ministro Edson Fachin, em seu respeitável voto, nega provimento ao agravo, ao fundamento de que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 260 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF “(...) [os] Termos de Depoimento ns. 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam pagamentos de valores não oficiais, por parte do Grupo Odebrecht, para o financiamento da campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarece-se que todos esses créditos eram registrados em planilhas, denominadas Italiano e Pós-Italiano, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. A remessa do material à Seção Judiciária do Paraná justifica-se em razão da aparente conexão desses fatos com o objeto de investigações e ações penais lá em trâmite (...)”. Pontuou Sua Excelência que “(...) a observação contida na parte final da decisão agravada, no sentido de que o declínio não significa definição de competência, destina-se justamente a resguardar a autonomia jurisdicional do juízo que receberá os Termos de Depoimento na verificação, mediante o cotejo com os demais feitos que ali tramitam, da existência ou não da conexão em quaisquer das suas modalidades. Neste momento, todavia, seja em razão da exiguidade de elementos de informação para o exaurimento da questão, seja para evitar a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, não há como se atestar, de forma peremptória, a alegada inexistência de conexão dos relatos feitos nos termos de depoimento em referência com os fatos para os quais é prevento, ao menos em sede de cognição sumária, o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba”. Por fim, destaca o eminente Relator que “(...) a providência ora em discussão não inclui qualquer autorização para a deflagração de investigações em detrimento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF “(...) [os] Termos de Depoimento ns. 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam pagamentos de valores não oficiais, por parte do Grupo Odebrecht, para o financiamento da campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarece-se que todos esses créditos eram registrados em planilhas, denominadas Italiano e Pós-Italiano, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. A remessa do material à Seção Judiciária do Paraná justifica-se em razão da aparente conexão desses fatos com o objeto de investigações e ações penais lá em trâmite (...)”. Pontuou Sua Excelência que “(...) a observação contida na parte final da decisão agravada, no sentido de que o declínio não significa definição de competência, destina-se justamente a resguardar a autonomia jurisdicional do juízo que receberá os Termos de Depoimento na verificação, mediante o cotejo com os demais feitos que ali tramitam, da existência ou não da conexão em quaisquer das suas modalidades. Neste momento, todavia, seja em razão da exiguidade de elementos de informação para o exaurimento da questão, seja para evitar a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, não há como se atestar, de forma peremptória, a alegada inexistência de conexão dos relatos feitos nos termos de depoimento em referência com os fatos para os quais é prevento, ao menos em sede de cognição sumária, o Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba”. Por fim, destaca o eminente Relator que “(...) a providência ora em discussão não inclui qualquer autorização para a deflagração de investigações em detrimento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 261 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF das pessoas mencionadas pelos colaboradores em seus respectivos termos de depoimento, cuja pertinência deverá ser objeto de avaliação pelas autoridades atribuídas de tal mister à luz das garantias constitucionais e normas que regem o processo penal pátrio. Como corolário desta afirmação, não verifico qualquer óbice à eventual remessa de determinado elemento de informação a mais de um juízo, caso se constate a sua utilidade para a apuração de dois fatos distintos, ainda que não reunidos para a tramitação sob a supervisão da mesma autoridade judiciária, como ocorre, por exemplo, nos casos de compartilhamento de provas, admitidos de forma incontroversa pela jurisprudência desta Suprema Corte. Na hipótese, além do colaborador não se reportar a nenhuma autoridade detentora de foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, circunstância que impõe, como regra, o declínio da supervisão dos trabalhos de investigação, o fato dos pagamentos realizados às campanhas eleitorais mencionadas estarem representados nas planilhas mantidas pelo Grupo Odebrecht, ao contrário do que afirma o agravante, não autoriza a conclusão pela identidade entre o conteúdo dos termos de colaboração em análise e o objeto do INQ 4.430, em trâmite perante este Supremo Tribunal Federal. Com efeito, embora o agravante figure formalmente como investigado no INQ 4.430, este tem por objeto de apuração, entre outros fatos, a sua atuação na venda de um empreendimento pertencente ao Grupo Odebrecht à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - PREVI, o que também não se encontra nos relatos feitos pelo colaborador nos termos de depoimento em análise. Na situação vertente, além de não retratarem fatos envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, os relatos do colaborador são dotados de maior amplitude fática, razão pela qual a remessa dos termos de depoimento ao Juízo da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR também se impõe para que lá seja 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF das pessoas mencionadas pelos colaboradores em seus respectivos termos de depoimento, cuja pertinência deverá ser objeto de avaliação pelas autoridades atribuídas de tal mister à luz das garantias constitucionais e normas que regem o processo penal pátrio. Como corolário desta afirmação, não verifico qualquer óbice à eventual remessa de determinado elemento de informação a mais de um juízo, caso se constate a sua utilidade para a apuração de dois fatos distintos, ainda que não reunidos para a tramitação sob a supervisão da mesma autoridade judiciária, como ocorre, por exemplo, nos casos de compartilhamento de provas, admitidos de forma incontroversa pela jurisprudência desta Suprema Corte. Na hipótese, além do colaborador não se reportar a nenhuma autoridade detentora de foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, circunstância que impõe, como regra, o declínio da supervisão dos trabalhos de investigação, o fato dos pagamentos realizados às campanhas eleitorais mencionadas estarem representados nas planilhas mantidas pelo Grupo Odebrecht, ao contrário do que afirma o agravante, não autoriza a conclusão pela identidade entre o conteúdo dos termos de colaboração em análise e o objeto do INQ 4.430, em trâmite perante este Supremo Tribunal Federal. Com efeito, embora o agravante figure formalmente como investigado no INQ 4.430, este tem por objeto de apuração, entre outros fatos, a sua atuação na venda de um empreendimento pertencente ao Grupo Odebrecht à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - PREVI, o que também não se encontra nos relatos feitos pelo colaborador nos termos de depoimento em análise. Na situação vertente, além de não retratarem fatos envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, os relatos do colaborador são dotados de maior amplitude fática, razão pela qual a remessa dos termos de depoimento ao Juízo da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR também se impõe para que lá seja 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 262 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF apreciada, salvo se já preclusa, a alegada inexistência de conexão entre os fatos aqui relatados e a operação de repercussão nacional para a qual se encontra prevento, evitando-se, assim, a indesejada litispendência, pois a escorreita aferição dos pontos de contato entre o conteúdo dos termos de depoimento e o objeto da ação penal aparentemente conexa não se faz sem o manejo dos autos que lá se encontram. A medida viabiliza, por fim, a adequada ambiência para o estabelecimento do contraditório, em maior amplitude, acerca da insurgência manifestada pela defesa técnica do agravante, impedindo-se, por conseguinte, a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, mormente porque, como já dito, a remessa de cópia de termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada não importa, em definitivo, na fixação da competência do juízo destinatário.” (grifos do autor). Como visto, o objeto do presente agravo regimental se cinge à pretendida fixação da competência das Seções Judiciárias de São Paulo ou do Distrito Federal para conhecer de supostos ilícitos penais noticiados em termos de colaboração. Nesse particular, acompanho o eminente Relator em sua conclusão de afastar a competência das seções judiciárias em questão. Divirjo, todavia, quanto à determinação do juízo de primeiro grau competente para o encaminhamento dos termos de depoimento dos colaboradores. Isso porque, tal como decidido pela Segunda Turma em relação ao ora agravante na Pet nº 6.986-AgR/DF, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral. Transcrevo, a propósito, excerto do voto que proferi naquela oportunidade: "Esta Colenda Segunda Turma, no recentíssimo (sessão de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF apreciada, salvo se já preclusa, a alegada inexistência de conexão entre os fatos aqui relatados e a operação de repercussão nacional para a qual se encontra prevento, evitando-se, assim, a indesejada litispendência, pois a escorreita aferição dos pontos de contato entre o conteúdo dos termos de depoimento e o objeto da ação penal aparentemente conexa não se faz sem o manejo dos autos que lá se encontram. A medida viabiliza, por fim, a adequada ambiência para o estabelecimento do contraditório, em maior amplitude, acerca da insurgência manifestada pela defesa técnica do agravante, impedindo-se, por conseguinte, a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, mormente porque, como já dito, a remessa de cópia de termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada não importa, em definitivo, na fixação da competência do juízo destinatário.” (grifos do autor). Como visto, o objeto do presente agravo regimental se cinge à pretendida fixação da competência das Seções Judiciárias de São Paulo ou do Distrito Federal para conhecer de supostos ilícitos penais noticiados em termos de colaboração. Nesse particular, acompanho o eminente Relator em sua conclusão de afastar a competência das seções judiciárias em questão. Divirjo, todavia, quanto à determinação do juízo de primeiro grau competente para o encaminhamento dos termos de depoimento dos colaboradores. Isso porque, tal como decidido pela Segunda Turma em relação ao ora agravante na Pet nº 6.986-AgR/DF, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral. Transcrevo, a propósito, excerto do voto que proferi naquela oportunidade: "Esta Colenda Segunda Turma, no recentíssimo (sessão de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 263 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF 6/2/18) julgamento de embargos declaratórios recebidos como agravos regimentais na PET nº 6.820, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, por expressiva maioria de votos (4x1), firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - vale dizer, de fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral. Ao abrir divergência com o eminente Relator, Ministro Edson Fachin, o Ministro Ricardo Lewandowski, no voto condutor da divergência, assentou que, mesmo em face da existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, tais como corrupção e lavagem de dinheiro, subsistiria a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral, segundo o qual compete aos juízes eleitorais “processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhe forem conexos”. Naquela sessão de julgamento, ao aderir à divergência, acrescentei, para firmar a competência da Justiça Eleitoral, que o próprio Código de Processo Penal, ao tratar da determinação da competência por conexão, estabelece que, 'no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta' (art. 78, IV). Como também observou o Ministro Ricardo Lewandowski, ‘o denominado ‘Caixa 2’ sempre foi tratado como crime eleitoral’, destacando ainda que ‘[e]m casos semelhantes, de conflito de competência entre a Justiça comum e a especializada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, com o intuito de evitar possíveis nulidades, assenta que, ‘(...) em se verificando (...) que há processo penal, em andamento na Justiça Federal, por crimes eleitorais e crimes comuns conexos, é de se conceder habeas corpus, de ofício, para anulação, a partir da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, e 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF 6/2/18) julgamento de embargos declaratórios recebidos como agravos regimentais na PET nº 6.820, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, por expressiva maioria de votos (4x1), firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - vale dizer, de fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral. Ao abrir divergência com o eminente Relator, Ministro Edson Fachin, o Ministro Ricardo Lewandowski, no voto condutor da divergência, assentou que, mesmo em face da existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, tais como corrupção e lavagem de dinheiro, subsistiria a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral, segundo o qual compete aos juízes eleitorais “processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhe forem conexos”. Naquela sessão de julgamento, ao aderir à divergência, acrescentei, para firmar a competência da Justiça Eleitoral, que o próprio Código de Processo Penal, ao tratar da determinação da competência por conexão, estabelece que, 'no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta' (art. 78, IV). Como também observou o Ministro Ricardo Lewandowski, ‘o denominado ‘Caixa 2’ sempre foi tratado como crime eleitoral’, destacando ainda que ‘[e]m casos semelhantes, de conflito de competência entre a Justiça comum e a especializada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, com o intuito de evitar possíveis nulidades, assenta que, ‘(...) em se verificando (...) que há processo penal, em andamento na Justiça Federal, por crimes eleitorais e crimes comuns conexos, é de se conceder habeas corpus, de ofício, para anulação, a partir da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, e 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 264 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF encaminhamento dos autos respectivos à Justiça Eleitoral de primeira instância’ (CC 7033/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, Tribunal Pleno, de 2/10/1996 - grifei). A mesma orientação se vê em julgados mais recentes, a exemplo da Pet 5700/DF, na qual a colaboração descrevia um suposto pagamento de "Caixa 2" para as campanhas, ao Senado, de Aloysio Nunes (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT), ambos por meio de recursos de origem alegadamente ilícita da UTC Engenharia. Naquele feito, o próprio Procurador-Geral da República à época opinou pelo desmembramento e remessa dos autos à Justiça Eleitoral por constatar a eventual prática do crime de 'Caixa 2', enquadrado no art. 350 do Código Eleitoral, em conexão com o crime de lavagem de dinheiro (art. 1º § 1º, da Lei 9.613/98), ambos descritos na inicial da mencionada Pet 5700/DF. No referido precedente, ressalto que o então PGR esclareceu ao Plenário desta Suprema Corte que havia opinado pela remessa da Pet 5700/DF para a Justiça Eleitoral de São Paulo ‘independentemente da origem ilícita da verba’, entre outras razões, porque se tratava de ‘Caixa 2’ (art. 350 do Código Eleitoral)’. Esse, inclusive, é o posicionamento que tenho adotado ao apreciar pedidos de cisão das investigações formulados pela Procuradoria-Geral da República em procedimentos sigilosos sob minha relatoria (v.g., Pet nº 7.125). Nesses procedimentos, havendo notícia da prática de crime eleitoral e de crimes comuns conexos, tenho determinado o encaminhamento dos termos de colaboração à Justiça Eleitoral, observada a presença ou não de titular de prerrogativa de foro, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF encaminhamento dos autos respectivos à Justiça Eleitoral de primeira instância’ (CC 7033/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, Tribunal Pleno, de 2/10/1996 - grifei). A mesma orientação se vê em julgados mais recentes, a exemplo da Pet 5700/DF, na qual a colaboração descrevia um suposto pagamento de "Caixa 2" para as campanhas, ao Senado, de Aloysio Nunes (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT), ambos por meio de recursos de origem alegadamente ilícita da UTC Engenharia. Naquele feito, o próprio Procurador-Geral da República à época opinou pelo desmembramento e remessa dos autos à Justiça Eleitoral por constatar a eventual prática do crime de 'Caixa 2', enquadrado no art. 350 do Código Eleitoral, em conexão com o crime de lavagem de dinheiro (art. 1º § 1º, da Lei 9.613/98), ambos descritos na inicial da mencionada Pet 5700/DF. No referido precedente, ressalto que o então PGR esclareceu ao Plenário desta Suprema Corte que havia opinado pela remessa da Pet 5700/DF para a Justiça Eleitoral de São Paulo ‘independentemente da origem ilícita da verba’, entre outras razões, porque se tratava de ‘Caixa 2’ (art. 350 do Código Eleitoral)’. Esse, inclusive, é o posicionamento que tenho adotado ao apreciar pedidos de cisão das investigações formulados pela Procuradoria-Geral da República em procedimentos sigilosos sob minha relatoria (v.g., Pet nº 7.125). Nesses procedimentos, havendo notícia da prática de crime eleitoral e de crimes comuns conexos, tenho determinado o encaminhamento dos termos de colaboração à Justiça Eleitoral, observada a presença ou não de titular de prerrogativa de foro, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 265 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF Na espécie, tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleitos presidenciais, em que a prestação de contas é feita ao Tribunal Superior Eleitoral, penso que o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. Por fim, registro que, como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento dos termos de colaboração e dos respectivos anexos não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas, exemplificativamente, as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência referidas no Inq nº 4.130/PR-QO, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Na linha do entendimento assentado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Pet nº 6.820- AgR, mantendo-me coerente com o posicionamento que monocraticamente tenho adotado em casos similares, de ofício, determino a remessa dos termos dos depoimentos dos colaboradores e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal” (Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de 20/6/18). Reitero, portanto, as premissas do voto que proferi na Pet nº 6.986- AgR/DF para negar provimento ao presente agravo regimental, determinando, porém, de ofício, com a venia do Relator, a remessa dos termos dos depoimentos dos colaboradores e de eventual documentação 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF Na espécie, tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleitos presidenciais, em que a prestação de contas é feita ao Tribunal Superior Eleitoral, penso que o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. Por fim, registro que, como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento dos termos de colaboração e dos respectivos anexos não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas, exemplificativamente, as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência referidas no Inq nº 4.130/PR-QO, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Na linha do entendimento assentado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Pet nº 6.820- AgR, mantendo-me coerente com o posicionamento que monocraticamente tenho adotado em casos similares, de ofício, determino a remessa dos termos dos depoimentos dos colaboradores e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal” (Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de 20/6/18). Reitero, portanto, as premissas do voto que proferi na Pet nº 6.986- AgR/DF para negar provimento ao presente agravo regimental, determinando, porém, de ofício, com a venia do Relator, a remessa dos termos dos depoimentos dos colaboradores e de eventual documentação 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 266 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 267 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Também pedirei vênia ao Ministro Fachin, já tenho voto neste sentido, para acompanhar o Relator no sentido de negar provimento e encaminhar os autos para a Justiça Eleitoral do Distrito Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748018289. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Também pedirei vênia ao Ministro Fachin, já tenho voto neste sentido, para acompanhar o Relator no sentido de negar provimento e encaminhar os autos para a Justiça Eleitoral do Distrito Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748018289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 268 Extrato de Ata - 14/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) : FABIO TOFIC SIMANTOB (SP220540/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, de ofício, determinou a remessa dos termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli, vencido o Relator. Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 557E-9106-D287-D949 e senha 491C-9F76-2B2F-0B34 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) : FABIO TOFIC SIMANTOB (SP220540/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, de ofício, determinou a remessa dos termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli, vencido o Relator. Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 557E-9106-D287-D949 e senha 491C-9F76-2B2F-0B34 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22 269
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748784873
2018-08-14T00:00:00
2018-12-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, de ofício, determinou a remessa dos termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli, vencido o Relator. Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018.
AG.REG. NA PETIÇÃO
EMENTA Agravo regimental. Petição. Doações eleitorais por meio de caixa dois. Fatos que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350 do Código Eleitoral). Competência da Justiça Eleitoral. Crimes conexos de competência da Justiça Comum. Irrelevância. Pretendido reconhecimento da competência das Seções Judiciárias do Distrito Federal ou do Estado de São Paulo. Não cabimento. Prevalência da Justiça Especial (art. 35, II, do Código Eleitoral e art. 78, IV, do Código de Processo Penal). Precedentes. Possível falsidade ideológica relativa a pleito presidencial. Prestação de contas realizada perante o Tribunal Superior Eleitoral. Competência territorial do Distrito Federal. Agravo regimental não provido. Competência absoluta. Matéria de ordem pública. Remessa, de ofício, dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Determinação que não firma, em definitivo, a competência do juízo indicado. Investigação em fase embrionária. Impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência.
sjur395925
- Acórdão(s) citado(s): (OPERAÇÃO LAVA JATO, DECLINAÇÃO DE COMPETÊNCIA, PARANÁ, CORRELAÇÃO, PETROBRÁS) Inq 4130 QO (TP), Pet 6986 AgR (2ªT). - Veja Inq 4430 do STF. Número de páginas: 22. Análise: 25/02/2019, TLR.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
6533
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-004737 ANO-1965\n ART-00035 INC-00002 ART-00350\n CEL-1965 CÓDIGO ELEITORAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00078 INC-00004 ART-00079 \"CAPUT\"\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
Pet-AgR
acordaos
Pet 6533 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) : FABIO TOFIC SIMANTOB AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental. Petição. Doações eleitorais por meio de caixa dois. Fatos que poderiam constituir crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350 do Código Eleitoral). Competência da Justiça Eleitoral. Crimes conexos de competência da Justiça Comum. Irrelevância. Pretendido reconhecimento da competência das Seções Judiciárias do Distrito Federal ou do Estado de São Paulo. Não cabimento. Prevalência da Justiça Especial (art. 35, II, do Código Eleitoral e art. 78, IV, do Código de Processo Penal). Precedentes. Possível falsidade ideológica relativa a pleito presidencial. Prestação de contas realizada perante o Tribunal Superior Eleitoral. Competência territorial do Distrito Federal. Agravo regimental não provido. Competência absoluta. Matéria de ordem pública. Remessa, de ofício, dos termos de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Determinação que não firma, em definitivo, a competência do juízo indicado. Investigação em fase embrionária. Impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E04-FB60-A38B-24A2 e senha 6E4F-3FB0-2E89-2408 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 248 Ementa e Acórdão PET 6533 AGR / DF Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental. Acordam, ademais, os Ministros, por maioria, em determinar, de ofício, a remessa dos termos de depoimento colhidos em acordo de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E04-FB60-A38B-24A2 e senha 6E4F-3FB0-2E89-2408 Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental. Acordam, ademais, os Ministros, por maioria, em determinar, de ofício, a remessa dos termos de depoimento colhidos em acordo de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8E04-FB60-A38B-24A2 e senha 6E4F-3FB0-2E89-2408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 249 Relatório 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Guido Mantega em face da decisão de fls. 177- 181, por meio da qual se determinou o envio de cópia dos termos de declaração do colaborador Fernando Migliaccio da Silva (Termos de Depoimento ns. 4 e 9) à Seção Judiciária do Estado do Paraná, diante da constatação do não envolvimento de autoridades submetidas à jurisdição criminal originária desta Suprema Corte nos fatos relatados. Sustenta o agravante, em síntese, que os fatos versados nos termos de depoimento estão sendo investigados no bojo do INQ 4.430, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, fator impositivo da inafastável apuração conjunta dos fatos perante a Suprema Corte, à míngua de qualquer conexão com aqueles investigados em operação de repercussão nacional. Ao lado disso, aduz a impossibilidade de que juízos diversos analisem os mesmos fatos, sob pena de bis in idem acusatório. Alternativamente, pleiteia a observância do critério territorial para a remessa de cópia dos termos de depoimento, conforme preceitua o art. 70 do Código de Processo Penal, não havendo qualquer justificativa para o direcionamento à Seção Judiciária do Estado do Paraná. Em contrarrazões ao agravo regimental (fls. 223-228), a Procuradora- Geral da República manifesta-se pelo desprovimento da insurgência, afirmando acertado o desmembramento do caso em relação a pessoas não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967566. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) :FABIO TOFIC SIMANTOB AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Guido Mantega em face da decisão de fls. 177- 181, por meio da qual se determinou o envio de cópia dos termos de declaração do colaborador Fernando Migliaccio da Silva (Termos de Depoimento ns. 4 e 9) à Seção Judiciária do Estado do Paraná, diante da constatação do não envolvimento de autoridades submetidas à jurisdição criminal originária desta Suprema Corte nos fatos relatados. Sustenta o agravante, em síntese, que os fatos versados nos termos de depoimento estão sendo investigados no bojo do INQ 4.430, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, fator impositivo da inafastável apuração conjunta dos fatos perante a Suprema Corte, à míngua de qualquer conexão com aqueles investigados em operação de repercussão nacional. Ao lado disso, aduz a impossibilidade de que juízos diversos analisem os mesmos fatos, sob pena de bis in idem acusatório. Alternativamente, pleiteia a observância do critério territorial para a remessa de cópia dos termos de depoimento, conforme preceitua o art. 70 do Código de Processo Penal, não havendo qualquer justificativa para o direcionamento à Seção Judiciária do Estado do Paraná. Em contrarrazões ao agravo regimental (fls. 223-228), a Procuradora- Geral da República manifesta-se pelo desprovimento da insurgência, afirmando acertado o desmembramento do caso em relação a pessoas não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967566. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 250 Relatório PET 6533 AGR / DF detentoras de prerrogativa de foro, em razão da inexistência de circunstância excepcional, conforme regramento da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967566. Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF detentoras de prerrogativa de foro, em razão da inexistência de circunstância excepcional, conforme regramento da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967566. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 251 Voto - MIN. EDSON FACHIN 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Conforme relatado, o objeto destes autos se resume à destinação de Termos de Depoimento prestados no âmbito de acordo de colaboração premiada celebrado entre o Ministério Público Federal e Fernando Migliaccio da Silva, nos quais não há menção a qualquer fato envolvendo autoridade com prerrogativa de foro perante esta Suprema Corte. Registro, desde logo, que tal providência não implica, por si só, na formalização de qualquer ato investigativo em desfavor das pessoas mencionadas, porque, como assentou o Plenário do Supremo Tribunal Federal, o acordo de colaboração premiada se consubstancia em mero meio de obtenção de prova. Desse modo, o conteúdo dos Termos de Depoimento, bem como dos respectivos elementos de corroboração, em respeito ao princípio acusatório que vige no Processo Penal ajustado ao Estado Democrático de Direito, deverá ser levado ao conhecimento das autoridades a quem a Constituição Federal atribuiu a função de investigar e propor a responsabilização criminal para o adequado tratamento. Adentrando-se ao caso de forma superficial, já que se revela inadequada a cognição exauriente no atual estágio das apurações, os Termos de Depoimento ns. 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam pagamentos de valores não oficiais, por parte do Grupo Odebrecht, para o financiamento da campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarece-se que todos esses créditos eram registrados em planilhas, denominadas “Italiano” e “Pós-Italiano”, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Conforme relatado, o objeto destes autos se resume à destinação de Termos de Depoimento prestados no âmbito de acordo de colaboração premiada celebrado entre o Ministério Público Federal e Fernando Migliaccio da Silva, nos quais não há menção a qualquer fato envolvendo autoridade com prerrogativa de foro perante esta Suprema Corte. Registro, desde logo, que tal providência não implica, por si só, na formalização de qualquer ato investigativo em desfavor das pessoas mencionadas, porque, como assentou o Plenário do Supremo Tribunal Federal, o acordo de colaboração premiada se consubstancia em mero meio de obtenção de prova. Desse modo, o conteúdo dos Termos de Depoimento, bem como dos respectivos elementos de corroboração, em respeito ao princípio acusatório que vige no Processo Penal ajustado ao Estado Democrático de Direito, deverá ser levado ao conhecimento das autoridades a quem a Constituição Federal atribuiu a função de investigar e propor a responsabilização criminal para o adequado tratamento. Adentrando-se ao caso de forma superficial, já que se revela inadequada a cognição exauriente no atual estágio das apurações, os Termos de Depoimento ns. 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam pagamentos de valores não oficiais, por parte do Grupo Odebrecht, para o financiamento da campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarece-se que todos esses créditos eram registrados em planilhas, denominadas “Italiano” e “Pós-Italiano”, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 252 Voto - MIN. EDSON FACHIN PET 6533 AGR / DF A remessa do material à Seção Judiciária do Paraná justifica-se em razão da aparente conexão desses fatos com o objeto de investigações e ações penais lá em trâmite, conforme destacado pelo Procurador-Geral da República em suas contrarrazões: “(...) deve-se notar que o ex-Ministro Antônio Palocci – que deu origem a uma planilha anterior denominada ‘Italiano’ - foi processado e julgado perante a 13... Vara Federal de Curitiba, vislumbrando-se, assim, mais um motivo para amparar a remessa dos Termos de Colaboração 4 e 9 de Fernando Migliaccio para a Justiça Federal do Paraná. Desta forma, a competência para dar continuidade às investigações relativas ao recorrente é do juízo da referida Vara Federal, competente por conexão (teleológica e instrumental) em relação aos fatos envolvendo a ‘Operação Lava Jato’, entre os quais aqueles relativos à Ação Penal n 5054932-88.2016.404.7000 (em que já condenados o ex-ministro Antônio Palocci Filho, Mônica Moura, Renato Duque, João Vaccari Neto, entre outros), a Ação Penal n 5071379- 25.2014.404.7000, instaurada para averiguação dos crimes praticados por executivos e ex-executivos do grupo Odebrecht em desfavor da Petrobras, do Pedido de Busca e Apreensão n 5035133-59.2016.404.7000, no qual se apura a atuação de GUIDO MANTEGA na solicitação e intermediação de valores ilícitos em favor do Partido dos Trabalhadores, e, principalmente, a Ação Penal n 5019727-95.2016.4.04.7000, instaurada para averiguar a atuação de diversos funcionários e ex-funcionários do denominado ‘Setor de Operações Estruturadas’ do grupo Odebrecht, responsável pela geração de recursos para pagamentos ilícitos.” (fls. 226-227, g.n.) Destarte, diversamente do que foi decidido pelo Plenário desta Suprema Corte na Questão de Ordem suscitada no INQ 4.130, não há como se atestar, de antemão e sem um maior aprofundamento das investigações, a completa ausência de correlação entre o objeto da operação de repercussão nacional e os fatos relatados pelo colaborador. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF A remessa do material à Seção Judiciária do Paraná justifica-se em razão da aparente conexão desses fatos com o objeto de investigações e ações penais lá em trâmite, conforme destacado pelo Procurador-Geral da República em suas contrarrazões: “(...) deve-se notar que o ex-Ministro Antônio Palocci – que deu origem a uma planilha anterior denominada ‘Italiano’ - foi processado e julgado perante a 13... Vara Federal de Curitiba, vislumbrando-se, assim, mais um motivo para amparar a remessa dos Termos de Colaboração 4 e 9 de Fernando Migliaccio para a Justiça Federal do Paraná. Desta forma, a competência para dar continuidade às investigações relativas ao recorrente é do juízo da referida Vara Federal, competente por conexão (teleológica e instrumental) em relação aos fatos envolvendo a ‘Operação Lava Jato’, entre os quais aqueles relativos à Ação Penal n 5054932-88.2016.404.7000 (em que já condenados o ex-ministro Antônio Palocci Filho, Mônica Moura, Renato Duque, João Vaccari Neto, entre outros), a Ação Penal n 5071379- 25.2014.404.7000, instaurada para averiguação dos crimes praticados por executivos e ex-executivos do grupo Odebrecht em desfavor da Petrobras, do Pedido de Busca e Apreensão n 5035133-59.2016.404.7000, no qual se apura a atuação de GUIDO MANTEGA na solicitação e intermediação de valores ilícitos em favor do Partido dos Trabalhadores, e, principalmente, a Ação Penal n 5019727-95.2016.4.04.7000, instaurada para averiguar a atuação de diversos funcionários e ex-funcionários do denominado ‘Setor de Operações Estruturadas’ do grupo Odebrecht, responsável pela geração de recursos para pagamentos ilícitos.” (fls. 226-227, g.n.) Destarte, diversamente do que foi decidido pelo Plenário desta Suprema Corte na Questão de Ordem suscitada no INQ 4.130, não há como se atestar, de antemão e sem um maior aprofundamento das investigações, a completa ausência de correlação entre o objeto da operação de repercussão nacional e os fatos relatados pelo colaborador. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 253 Voto - MIN. EDSON FACHIN PET 6533 AGR / DF Logo, não havendo menção, nos Termos de Depoimento em referência, à autoridade detentora de foro por prerrogativa nesta Suprema Corte, o encaminhamento da documentação pertinente deve se dar em favor da autoridade judiciária perante a qual tramitam procedimentos que guardam aparente conexão com os fatos narrados, nos termos do art. 79, caput, da Lei Adjetiva Penal. Não fosse isso, a observação contida na parte final da decisão agravada, no sentido de que o declínio não significa definição de competência, destina-se justamente a resguardar a autonomia jurisdicional do juízo que receberá os Termos de Depoimento na verificação, mediante o cotejo com os demais feitos que ali tramitam, da existência ou não da conexão em quaisquer das suas modalidades. Neste momento, todavia, seja em razão da exiguidade de elementos de informação para o exaurimento da questão, seja para evitar a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, não há como se atestar, de forma peremptória, a alegada inexistência de conexão dos relatos feitos nos termos de depoimento em referência com os fatos para os quais é prevento, ao menos em sede de cognição sumária, o Juízo da 13... Vara Federal de Curitiba. É imperioso destacar, por fim e mais uma vez, que a providência ora em discussão não inclui qualquer autorização para a deflagração de investigações em detrimento das pessoas mencionadas pelos colaboradores em seus respectivos termos de depoimento, cuja pertinência deverá ser objeto de avaliação pelas autoridades atribuídas de tal mister à luz das garantias constitucionais e normas que regem o processo penal pátrio. Como corolário desta afirmação, não verifico qualquer óbice à eventual remessa de determinado elemento de informação a mais de um juízo, caso se constate a sua utilidade para a apuração de dois fatos distintos, ainda que não reunidos para a tramitação sob a supervisão da mesma autoridade judiciária, como ocorre, por exemplo, nos casos de compartilhamento de provas, admitidos de forma incontroversa pela jurisprudência desta Suprema Corte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF Logo, não havendo menção, nos Termos de Depoimento em referência, à autoridade detentora de foro por prerrogativa nesta Suprema Corte, o encaminhamento da documentação pertinente deve se dar em favor da autoridade judiciária perante a qual tramitam procedimentos que guardam aparente conexão com os fatos narrados, nos termos do art. 79, caput, da Lei Adjetiva Penal. Não fosse isso, a observação contida na parte final da decisão agravada, no sentido de que o declínio não significa definição de competência, destina-se justamente a resguardar a autonomia jurisdicional do juízo que receberá os Termos de Depoimento na verificação, mediante o cotejo com os demais feitos que ali tramitam, da existência ou não da conexão em quaisquer das suas modalidades. Neste momento, todavia, seja em razão da exiguidade de elementos de informação para o exaurimento da questão, seja para evitar a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, não há como se atestar, de forma peremptória, a alegada inexistência de conexão dos relatos feitos nos termos de depoimento em referência com os fatos para os quais é prevento, ao menos em sede de cognição sumária, o Juízo da 13... Vara Federal de Curitiba. É imperioso destacar, por fim e mais uma vez, que a providência ora em discussão não inclui qualquer autorização para a deflagração de investigações em detrimento das pessoas mencionadas pelos colaboradores em seus respectivos termos de depoimento, cuja pertinência deverá ser objeto de avaliação pelas autoridades atribuídas de tal mister à luz das garantias constitucionais e normas que regem o processo penal pátrio. Como corolário desta afirmação, não verifico qualquer óbice à eventual remessa de determinado elemento de informação a mais de um juízo, caso se constate a sua utilidade para a apuração de dois fatos distintos, ainda que não reunidos para a tramitação sob a supervisão da mesma autoridade judiciária, como ocorre, por exemplo, nos casos de compartilhamento de provas, admitidos de forma incontroversa pela jurisprudência desta Suprema Corte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 254 Voto - MIN. EDSON FACHIN PET 6533 AGR / DF Na hipótese, além do colaborador não se reportar a nenhuma autoridade detentora de foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, circunstância que impõe, como regra, o declínio da supervisão dos trabalhos de investigação, o fato dos pagamentos realizados às campanhas eleitorais mencionadas estarem representados nas planilhas mantidas pelo Grupo Odebrecht, ao contrário do que afirma o agravante, não autoriza a conclusão pela identidade entre o conteúdo dos termos de colaboração em análise e o objeto do INQ 4.430, em trâmite perante este Supremo Tribunal Federal. Com efeito, embora o agravante figure formalmente como investigado no INQ 4.430, este tem por objeto de apuração, entre outros fatos, a sua atuação na venda de um empreendimento pertencente ao Grupo Odebrecht à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - PREVI, o que também não se encontra nos relatos feitos pelo colaborador nos termos de depoimento em análise. Na situação vertente, além de não retratarem fatos envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, os relatos do colaborador são dotados de maior amplitude fática, razão pela qual a remessa dos termos de depoimento ao Juízo da 13... Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR também se impõe para que lá seja apreciada, salvo se já preclusa, a alegada inexistência de conexão entre os fatos aqui relatados e a operação de repercussão nacional para a qual se encontra prevento, evitando-se, assim, a indesejada litispendência, pois a escorreita aferição dos pontos de contato entre o conteúdo dos termos de depoimento e o objeto da ação penal aparentemente conexa não se faz sem o manejo dos autos que lá se encontram. A medida viabiliza, por fim, a adequada ambiência para o estabelecimento do contraditório, em maior amplitude, acerca da insurgência manifestada pela defesa técnica do agravante, impedindo-se, por conseguinte, a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, mormente porque, como já dito, a remessa de cópia de termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada não importa, em definitivo, na fixação da competência do juízo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF Na hipótese, além do colaborador não se reportar a nenhuma autoridade detentora de foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, circunstância que impõe, como regra, o declínio da supervisão dos trabalhos de investigação, o fato dos pagamentos realizados às campanhas eleitorais mencionadas estarem representados nas planilhas mantidas pelo Grupo Odebrecht, ao contrário do que afirma o agravante, não autoriza a conclusão pela identidade entre o conteúdo dos termos de colaboração em análise e o objeto do INQ 4.430, em trâmite perante este Supremo Tribunal Federal. Com efeito, embora o agravante figure formalmente como investigado no INQ 4.430, este tem por objeto de apuração, entre outros fatos, a sua atuação na venda de um empreendimento pertencente ao Grupo Odebrecht à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - PREVI, o que também não se encontra nos relatos feitos pelo colaborador nos termos de depoimento em análise. Na situação vertente, além de não retratarem fatos envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, os relatos do colaborador são dotados de maior amplitude fática, razão pela qual a remessa dos termos de depoimento ao Juízo da 13... Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR também se impõe para que lá seja apreciada, salvo se já preclusa, a alegada inexistência de conexão entre os fatos aqui relatados e a operação de repercussão nacional para a qual se encontra prevento, evitando-se, assim, a indesejada litispendência, pois a escorreita aferição dos pontos de contato entre o conteúdo dos termos de depoimento e o objeto da ação penal aparentemente conexa não se faz sem o manejo dos autos que lá se encontram. A medida viabiliza, por fim, a adequada ambiência para o estabelecimento do contraditório, em maior amplitude, acerca da insurgência manifestada pela defesa técnica do agravante, impedindo-se, por conseguinte, a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, mormente porque, como já dito, a remessa de cópia de termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada não importa, em definitivo, na fixação da competência do juízo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 255 Voto - MIN. EDSON FACHIN PET 6533 AGR / DF destinatário. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF destinatário. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 256 Esclarecimento 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Senhor Presidente, eu principio o voto, e creio que vou me cingir aos aspectos centrais, porque essa matéria é bastante conhecida deste Colegiado e das respectivas posições. O ilustre advogado não mencionou da Tribuna, mas a presença física do ilustre advogado, desde a última sessão de junho, é o atestado de que este tema foi pautado por este Relator já em junho. Portanto, o advogado não mencionou da Tribuna, mas a presença física do advogado, que acredito hoje, pela terceira vez, aqui se encontra, é o atestado de que nenhum retardamento se deu, a não ser circunstâncias atinentes a esta pauta avolumada que tem vindo ao Supremo Tribunal Federal. Apenas acresço esse fato, quiçá desnecessário, mas para deixar também evidente esse aspecto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017059. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR) - Senhor Presidente, eu principio o voto, e creio que vou me cingir aos aspectos centrais, porque essa matéria é bastante conhecida deste Colegiado e das respectivas posições. O ilustre advogado não mencionou da Tribuna, mas a presença física do ilustre advogado, desde a última sessão de junho, é o atestado de que este tema foi pautado por este Relator já em junho. Portanto, o advogado não mencionou da Tribuna, mas a presença física do advogado, que acredito hoje, pela terceira vez, aqui se encontra, é o atestado de que nenhum retardamento se deu, a não ser circunstâncias atinentes a esta pauta avolumada que tem vindo ao Supremo Tribunal Federal. Apenas acresço esse fato, quiçá desnecessário, mas para deixar também evidente esse aspecto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748017059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 257 Antecipação ao Voto 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento o eminente Ministro Relator, sempre bastante percuciente em seu voto. Vou separar pelas listas. Senhor Presidente, quanto à Lista n 1 de 26 de junho de 2018, Pet 6.533-AgR, do Distrito Federal, mais uma vez, cumprimento o eminente Relator pela gentileza de permitir o acesso a seu posicionamento, o que nos permite aprofundar e verticalizar, desde logo, a análise do feito, evitando-se, assim, a necessidade de eventuais pedidos de vista, diante das questões tão peculiares que nós temos que enfrentar nesses temas, com tantos detalhamentos. Colho do voto do eminente Ministro-Relator o seguinte: Adentrando-se ao caso de forma superficial, já que se revela inadequada a cognição exauriente no atual estágio das apurações, os termos de depoimento números 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam o pagamento de valores não oficiais por parte do grupo Odebrecht para o financiamento de campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional - quer dizer, do Brasil -, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarecem que todos esses créditos seriam registrados em planilhas denominadas Italiano e Pós-italiano, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. Eu vou, diante do que está aqui apontado, pedir vênia ao eminente Relator, não exatamente para divergir de Sua Excelência, porque, quanto ao agravo regimental, acompanho o não provimento. Entretanto, no segundo semestre do ano passado, ou no primeiro semestre deste ano, também referente a este mesmo investigado, nós decidimos o Agravo Regimental na Petição 6.986/DF, de cujo acórdão eu fui designado redator. Nesse julgamento, consta o seguinte extrato de ata: "A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, de ofício, determinou a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2428-36FC-EF6C-EFAD e senha 7E7F-A8CB-17DF-9A08 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Senhor Presidente, cumprimento o eminente Ministro Relator, sempre bastante percuciente em seu voto. Vou separar pelas listas. Senhor Presidente, quanto à Lista n 1 de 26 de junho de 2018, Pet 6.533-AgR, do Distrito Federal, mais uma vez, cumprimento o eminente Relator pela gentileza de permitir o acesso a seu posicionamento, o que nos permite aprofundar e verticalizar, desde logo, a análise do feito, evitando-se, assim, a necessidade de eventuais pedidos de vista, diante das questões tão peculiares que nós temos que enfrentar nesses temas, com tantos detalhamentos. Colho do voto do eminente Ministro-Relator o seguinte: Adentrando-se ao caso de forma superficial, já que se revela inadequada a cognição exauriente no atual estágio das apurações, os termos de depoimento números 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam o pagamento de valores não oficiais por parte do grupo Odebrecht para o financiamento de campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional - quer dizer, do Brasil -, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarecem que todos esses créditos seriam registrados em planilhas denominadas Italiano e Pós-italiano, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. Eu vou, diante do que está aqui apontado, pedir vênia ao eminente Relator, não exatamente para divergir de Sua Excelência, porque, quanto ao agravo regimental, acompanho o não provimento. Entretanto, no segundo semestre do ano passado, ou no primeiro semestre deste ano, também referente a este mesmo investigado, nós decidimos o Agravo Regimental na Petição 6.986/DF, de cujo acórdão eu fui designado redator. Nesse julgamento, consta o seguinte extrato de ata: "A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, de ofício, determinou a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2428-36FC-EF6C-EFAD e senha 7E7F-A8CB-17DF-9A08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 258 Antecipação ao Voto PET 6533 AGR / DF remessa dos termos de depoimento dos colaboradores e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli, vencido o Ministro Relator [quanto a essa determinação de ofício]. Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli". Naquela oportunidade, fui acompanhado por Vossa Excelência, Ministro Presidente Ricardo Lewandowski, e pelo Ministro Gilmar Mendes. Verifico aqui, como já assentado naquele precedente - vou fazer juntada de voto -, que o entendimento da maioria foi no sentido de que, nos termos do art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal, a Justiça especializada atrai a competência de todo o tema ali referente, também assentando que esse é um juízo preliminar, diante dos elementos que temos - e o eminente Relator assentou isto em seu voto: é uma análise superficial. Em sua análise, Sua Excelência lança um olhar no sentido de um dado encaminhamento, e a maioria já formada lá, em um outro caso similar a este, vai no sentido de se encaminhar, de ofício, à Justiça Eleitoral do Distrito Federal, especificamente ao Tribunal Regional Eleitoral. Com aqueles mesmos fundamentos - vou fazer juntada de voto -, nesta Pet 6.533, acompanho o Relator quanto à negativa de provimento, mas, de ofício, encaminho os anexos referidos ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2428-36FC-EF6C-EFAD e senha 7E7F-A8CB-17DF-9A08 Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF remessa dos termos de depoimento dos colaboradores e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli, vencido o Ministro Relator [quanto a essa determinação de ofício]. Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli". Naquela oportunidade, fui acompanhado por Vossa Excelência, Ministro Presidente Ricardo Lewandowski, e pelo Ministro Gilmar Mendes. Verifico aqui, como já assentado naquele precedente - vou fazer juntada de voto -, que o entendimento da maioria foi no sentido de que, nos termos do art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e do art. 78, IV, do Código de Processo Penal, a Justiça especializada atrai a competência de todo o tema ali referente, também assentando que esse é um juízo preliminar, diante dos elementos que temos - e o eminente Relator assentou isto em seu voto: é uma análise superficial. Em sua análise, Sua Excelência lança um olhar no sentido de um dado encaminhamento, e a maioria já formada lá, em um outro caso similar a este, vai no sentido de se encaminhar, de ofício, à Justiça Eleitoral do Distrito Federal, especificamente ao Tribunal Regional Eleitoral. Com aqueles mesmos fundamentos - vou fazer juntada de voto -, nesta Pet 6.533, acompanho o Relator quanto à negativa de provimento, mas, de ofício, encaminho os anexos referidos ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2428-36FC-EF6C-EFAD e senha 7E7F-A8CB-17DF-9A08 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 259 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Conforme relatado pelo eminente Ministro Edson Fachin, “[t]rata-se de agravo regimental interposto por Guido Mantega em face da decisão de fls. 177-181, por meio da qual se determinou o envio de cópia dos termos de declaração do colaborador Fernando Migliaccio da Silva (Termos de Depoimento ns. 4 e 9) à Seção Judiciária do Estado do Paraná, diante da constatação do não envolvimento de autoridades submetidas à jurisdição criminal originária desta Suprema Corte nos fatos relatados. Sustenta o agravante, em síntese, que os fatos versados nos termos de depoimento estão sendo investigados no bojo do INQ 4.430, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, fator impositivo da inafastável apuração conjunta dos fatos perante a Suprema Corte, à míngua de qualquer conexão com aqueles investigados em operação de repercussão nacional. Ao lado disso, aduz a impossibilidade de que juízos diversos analisem os mesmos fatos, sob pena de bis in idem acusatório. Alternativamente, pleiteia a observância do critério territorial para a remessa de cópia dos termos de depoimento, conforme preceitua o art. 70 do Código de Processo Penal, não havendo qualquer justificativa para o direcionamento à Seção Judiciária do Estado do Paraná”. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. O eminente Relator, Ministro Edson Fachin, em seu respeitável voto, nega provimento ao agravo, ao fundamento de que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Conforme relatado pelo eminente Ministro Edson Fachin, “[t]rata-se de agravo regimental interposto por Guido Mantega em face da decisão de fls. 177-181, por meio da qual se determinou o envio de cópia dos termos de declaração do colaborador Fernando Migliaccio da Silva (Termos de Depoimento ns. 4 e 9) à Seção Judiciária do Estado do Paraná, diante da constatação do não envolvimento de autoridades submetidas à jurisdição criminal originária desta Suprema Corte nos fatos relatados. Sustenta o agravante, em síntese, que os fatos versados nos termos de depoimento estão sendo investigados no bojo do INQ 4.430, sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, fator impositivo da inafastável apuração conjunta dos fatos perante a Suprema Corte, à míngua de qualquer conexão com aqueles investigados em operação de repercussão nacional. Ao lado disso, aduz a impossibilidade de que juízos diversos analisem os mesmos fatos, sob pena de bis in idem acusatório. Alternativamente, pleiteia a observância do critério territorial para a remessa de cópia dos termos de depoimento, conforme preceitua o art. 70 do Código de Processo Penal, não havendo qualquer justificativa para o direcionamento à Seção Judiciária do Estado do Paraná”. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo regimental. O eminente Relator, Ministro Edson Fachin, em seu respeitável voto, nega provimento ao agravo, ao fundamento de que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 260 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF “(...) [os] Termos de Depoimento ns. 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam pagamentos de valores não oficiais, por parte do Grupo Odebrecht, para o financiamento da campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarece-se que todos esses créditos eram registrados em planilhas, denominadas Italiano e Pós-Italiano, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. A remessa do material à Seção Judiciária do Paraná justifica-se em razão da aparente conexão desses fatos com o objeto de investigações e ações penais lá em trâmite (...)”. Pontuou Sua Excelência que “(...) a observação contida na parte final da decisão agravada, no sentido de que o declínio não significa definição de competência, destina-se justamente a resguardar a autonomia jurisdicional do juízo que receberá os Termos de Depoimento na verificação, mediante o cotejo com os demais feitos que ali tramitam, da existência ou não da conexão em quaisquer das suas modalidades. Neste momento, todavia, seja em razão da exiguidade de elementos de informação para o exaurimento da questão, seja para evitar a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, não há como se atestar, de forma peremptória, a alegada inexistência de conexão dos relatos feitos nos termos de depoimento em referência com os fatos para os quais é prevento, ao menos em sede de cognição sumária, o Juízo da 13... Vara Federal de Curitiba”. Por fim, destaca o eminente Relator que “(...) a providência ora em discussão não inclui qualquer autorização para a deflagração de investigações em detrimento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF “(...) [os] Termos de Depoimento ns. 4 e 9 do colaborador Fernando Migliaccio da Silva retratam pagamentos de valores não oficiais, por parte do Grupo Odebrecht, para o financiamento da campanhas eleitorais realizadas em Angola, República Dominicana, Panamá, Venezuela, El Salvador e Brasil, referindo-se, no caso nacional, ao pleito eleitoral do ano de 2014. Esclarece-se que todos esses créditos eram registrados em planilhas, denominadas Italiano e Pós-Italiano, referindo-se aos períodos em que o controle era exercido pelas pessoas de Antonio Palocci Filho e Guido Mantega, respectivamente. A remessa do material à Seção Judiciária do Paraná justifica-se em razão da aparente conexão desses fatos com o objeto de investigações e ações penais lá em trâmite (...)”. Pontuou Sua Excelência que “(...) a observação contida na parte final da decisão agravada, no sentido de que o declínio não significa definição de competência, destina-se justamente a resguardar a autonomia jurisdicional do juízo que receberá os Termos de Depoimento na verificação, mediante o cotejo com os demais feitos que ali tramitam, da existência ou não da conexão em quaisquer das suas modalidades. Neste momento, todavia, seja em razão da exiguidade de elementos de informação para o exaurimento da questão, seja para evitar a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, não há como se atestar, de forma peremptória, a alegada inexistência de conexão dos relatos feitos nos termos de depoimento em referência com os fatos para os quais é prevento, ao menos em sede de cognição sumária, o Juízo da 13... Vara Federal de Curitiba”. Por fim, destaca o eminente Relator que “(...) a providência ora em discussão não inclui qualquer autorização para a deflagração de investigações em detrimento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 261 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF das pessoas mencionadas pelos colaboradores em seus respectivos termos de depoimento, cuja pertinência deverá ser objeto de avaliação pelas autoridades atribuídas de tal mister à luz das garantias constitucionais e normas que regem o processo penal pátrio. Como corolário desta afirmação, não verifico qualquer óbice à eventual remessa de determinado elemento de informação a mais de um juízo, caso se constate a sua utilidade para a apuração de dois fatos distintos, ainda que não reunidos para a tramitação sob a supervisão da mesma autoridade judiciária, como ocorre, por exemplo, nos casos de compartilhamento de provas, admitidos de forma incontroversa pela jurisprudência desta Suprema Corte. Na hipótese, além do colaborador não se reportar a nenhuma autoridade detentora de foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, circunstância que impõe, como regra, o declínio da supervisão dos trabalhos de investigação, o fato dos pagamentos realizados às campanhas eleitorais mencionadas estarem representados nas planilhas mantidas pelo Grupo Odebrecht, ao contrário do que afirma o agravante, não autoriza a conclusão pela identidade entre o conteúdo dos termos de colaboração em análise e o objeto do INQ 4.430, em trâmite perante este Supremo Tribunal Federal. Com efeito, embora o agravante figure formalmente como investigado no INQ 4.430, este tem por objeto de apuração, entre outros fatos, a sua atuação na venda de um empreendimento pertencente ao Grupo Odebrecht à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - PREVI, o que também não se encontra nos relatos feitos pelo colaborador nos termos de depoimento em análise. Na situação vertente, além de não retratarem fatos envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, os relatos do colaborador são dotados de maior amplitude fática, razão pela qual a remessa dos termos de depoimento ao Juízo da 13... Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR também se impõe para que lá seja 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF das pessoas mencionadas pelos colaboradores em seus respectivos termos de depoimento, cuja pertinência deverá ser objeto de avaliação pelas autoridades atribuídas de tal mister à luz das garantias constitucionais e normas que regem o processo penal pátrio. Como corolário desta afirmação, não verifico qualquer óbice à eventual remessa de determinado elemento de informação a mais de um juízo, caso se constate a sua utilidade para a apuração de dois fatos distintos, ainda que não reunidos para a tramitação sob a supervisão da mesma autoridade judiciária, como ocorre, por exemplo, nos casos de compartilhamento de provas, admitidos de forma incontroversa pela jurisprudência desta Suprema Corte. Na hipótese, além do colaborador não se reportar a nenhuma autoridade detentora de foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, circunstância que impõe, como regra, o declínio da supervisão dos trabalhos de investigação, o fato dos pagamentos realizados às campanhas eleitorais mencionadas estarem representados nas planilhas mantidas pelo Grupo Odebrecht, ao contrário do que afirma o agravante, não autoriza a conclusão pela identidade entre o conteúdo dos termos de colaboração em análise e o objeto do INQ 4.430, em trâmite perante este Supremo Tribunal Federal. Com efeito, embora o agravante figure formalmente como investigado no INQ 4.430, este tem por objeto de apuração, entre outros fatos, a sua atuação na venda de um empreendimento pertencente ao Grupo Odebrecht à Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - PREVI, o que também não se encontra nos relatos feitos pelo colaborador nos termos de depoimento em análise. Na situação vertente, além de não retratarem fatos envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função nesta Suprema Corte, os relatos do colaborador são dotados de maior amplitude fática, razão pela qual a remessa dos termos de depoimento ao Juízo da 13... Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR também se impõe para que lá seja 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 262 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF apreciada, salvo se já preclusa, a alegada inexistência de conexão entre os fatos aqui relatados e a operação de repercussão nacional para a qual se encontra prevento, evitando-se, assim, a indesejada litispendência, pois a escorreita aferição dos pontos de contato entre o conteúdo dos termos de depoimento e o objeto da ação penal aparentemente conexa não se faz sem o manejo dos autos que lá se encontram. A medida viabiliza, por fim, a adequada ambiência para o estabelecimento do contraditório, em maior amplitude, acerca da insurgência manifestada pela defesa técnica do agravante, impedindo-se, por conseguinte, a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, mormente porque, como já dito, a remessa de cópia de termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada não importa, em definitivo, na fixação da competência do juízo destinatário.” (grifos do autor). Como visto, o objeto do presente agravo regimental se cinge à pretendida fixação da competência das Seções Judiciárias de São Paulo ou do Distrito Federal para conhecer de supostos ilícitos penais noticiados em termos de colaboração. Nesse particular, acompanho o eminente Relator em sua conclusão de afastar a competência das seções judiciárias em questão. Divirjo, todavia, quanto à determinação do juízo de primeiro grau competente para o encaminhamento dos termos de depoimento dos colaboradores. Isso porque, tal como decidido pela Segunda Turma em relação ao ora agravante na Pet n 6.986-AgR/DF, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral Brasileiro) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral. Transcrevo, a propósito, excerto do voto que proferi naquela oportunidade: "Esta Colenda Segunda Turma, no recentíssimo (sessão de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF apreciada, salvo se já preclusa, a alegada inexistência de conexão entre os fatos aqui relatados e a operação de repercussão nacional para a qual se encontra prevento, evitando-se, assim, a indesejada litispendência, pois a escorreita aferição dos pontos de contato entre o conteúdo dos termos de depoimento e o objeto da ação penal aparentemente conexa não se faz sem o manejo dos autos que lá se encontram. A medida viabiliza, por fim, a adequada ambiência para o estabelecimento do contraditório, em maior amplitude, acerca da insurgência manifestada pela defesa técnica do agravante, impedindo-se, por conseguinte, a atuação deste Supremo Tribunal Federal em indevida supressão de instância, mormente porque, como já dito, a remessa de cópia de termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada não importa, em definitivo, na fixação da competência do juízo destinatário.” (grifos do autor). Como visto, o objeto do presente agravo regimental se cinge à pretendida fixação da competência das Seções Judiciárias de São Paulo ou do Distrito Federal para conhecer de supostos ilícitos penais noticiados em termos de colaboração. Nesse particular, acompanho o eminente Relator em sua conclusão de afastar a competência das seções judiciárias em questão. Divirjo, todavia, quanto à determinação do juízo de primeiro grau competente para o encaminhamento dos termos de depoimento dos colaboradores. Isso porque, tal como decidido pela Segunda Turma em relação ao ora agravante na Pet n 6.986-AgR/DF, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral Brasileiro) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral. Transcrevo, a propósito, excerto do voto que proferi naquela oportunidade: "Esta Colenda Segunda Turma, no recentíssimo (sessão de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 263 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF 6/2/18) julgamento de embargos declaratórios recebidos como agravos regimentais na PET n 6.820, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, por expressiva maioria de votos (4x1), firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - vale dizer, de fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral Brasileiro) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral. Ao abrir divergência com o eminente Relator, Ministro Edson Fachin, o Ministro Ricardo Lewandowski, no voto condutor da divergência, assentou que, mesmo em face da existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, tais como corrupção e lavagem de dinheiro, subsistiria a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro, segundo o qual compete aos juízes eleitorais “processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhe forem conexos”. Naquela sessão de julgamento, ao aderir à divergência, acrescentei, para firmar a competência da Justiça Eleitoral, que o próprio Código de Processo Penal, ao tratar da determinação da competência por conexão, estabelece que, 'no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta' (art. 78, IV). Como também observou o Ministro Ricardo Lewandowski, ‘o denominado ‘Caixa 2’ sempre foi tratado como crime eleitoral’, destacando ainda que ‘[e]m casos semelhantes, de conflito de competência entre a Justiça comum e a especializada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, com o intuito de evitar possíveis nulidades, assenta que, ‘(...) em se verificando (...) que há processo penal, em andamento na Justiça Federal, por crimes eleitorais e crimes comuns conexos, é de se conceder habeas corpus, de ofício, para anulação, a partir da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, e 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF 6/2/18) julgamento de embargos declaratórios recebidos como agravos regimentais na PET n 6.820, Relator para o acórdão o Ministro Ricardo Lewandowski, por expressiva maioria de votos (4x1), firmou o entendimento de que, nos casos de doações eleitorais por meio de caixa 2 - vale dizer, de fatos que poderiam constituir o crime eleitoral de falsidade ideológica (art. 350, Código Eleitoral Brasileiro) -, a competência para processar e julgar os fatos é da Justiça Eleitoral. Ao abrir divergência com o eminente Relator, Ministro Edson Fachin, o Ministro Ricardo Lewandowski, no voto condutor da divergência, assentou que, mesmo em face da existência de crimes conexos de competência da Justiça Comum, tais como corrupção e lavagem de dinheiro, subsistiria a competência da Justiça Eleitoral, por força do art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro, segundo o qual compete aos juízes eleitorais “processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhe forem conexos”. Naquela sessão de julgamento, ao aderir à divergência, acrescentei, para firmar a competência da Justiça Eleitoral, que o próprio Código de Processo Penal, ao tratar da determinação da competência por conexão, estabelece que, 'no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta' (art. 78, IV). Como também observou o Ministro Ricardo Lewandowski, ‘o denominado ‘Caixa 2’ sempre foi tratado como crime eleitoral’, destacando ainda que ‘[e]m casos semelhantes, de conflito de competência entre a Justiça comum e a especializada, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal, com o intuito de evitar possíveis nulidades, assenta que, ‘(...) em se verificando (...) que há processo penal, em andamento na Justiça Federal, por crimes eleitorais e crimes comuns conexos, é de se conceder habeas corpus, de ofício, para anulação, a partir da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, e 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 264 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF encaminhamento dos autos respectivos à Justiça Eleitoral de primeira instância’ (Código Civil Brasileiro 7033/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, Tribunal Pleno, de 2/10/1996 - grifei). A mesma orientação se vê em julgados mais recentes, a exemplo da Pet 5700/DF, na qual a colaboração descrevia um suposto pagamento de "Caixa 2" para as campanhas, ao Senado, de Aloysio Nunes (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT), ambos por meio de recursos de origem alegadamente ilícita da UTC Engenharia. Naquele feito, o próprio Procurador-Geral da República à época opinou pelo desmembramento e remessa dos autos à Justiça Eleitoral por constatar a eventual prática do crime de 'Caixa 2', enquadrado no art. 350 do Código Eleitoral, em conexão com o crime de lavagem de dinheiro (art. 1... § 1..., da Lei 9.613/98), ambos descritos na inicial da mencionada Pet 5700/DF. No referido precedente, ressalto que o então PGR esclareceu ao Plenário desta Suprema Corte que havia opinado pela remessa da Pet 5700/DF para a Justiça Eleitoral de São Paulo ‘independentemente da origem ilícita da verba’, entre outras razões, porque se tratava de ‘Caixa 2’ (art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro)’. Esse, inclusive, é o posicionamento que tenho adotado ao apreciar pedidos de cisão das investigações formulados pela Procuradoria-Geral da República em procedimentos sigilosos sob minha relatoria (v.g., Pet n 7.125). Nesses procedimentos, havendo notícia da prática de crime eleitoral e de crimes comuns conexos, tenho determinado o encaminhamento dos termos de colaboração à Justiça Eleitoral, observada a presença ou não de titular de prerrogativa de foro, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF encaminhamento dos autos respectivos à Justiça Eleitoral de primeira instância’ (Código Civil Brasileiro 7033/SP, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, Tribunal Pleno, de 2/10/1996 - grifei). A mesma orientação se vê em julgados mais recentes, a exemplo da Pet 5700/DF, na qual a colaboração descrevia um suposto pagamento de "Caixa 2" para as campanhas, ao Senado, de Aloysio Nunes (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT), ambos por meio de recursos de origem alegadamente ilícita da UTC Engenharia. Naquele feito, o próprio Procurador-Geral da República à época opinou pelo desmembramento e remessa dos autos à Justiça Eleitoral por constatar a eventual prática do crime de 'Caixa 2', enquadrado no art. 350 do Código Eleitoral, em conexão com o crime de lavagem de dinheiro (art. 1... § 1..., da Lei 9.613/98), ambos descritos na inicial da mencionada Pet 5700/DF. No referido precedente, ressalto que o então PGR esclareceu ao Plenário desta Suprema Corte que havia opinado pela remessa da Pet 5700/DF para a Justiça Eleitoral de São Paulo ‘independentemente da origem ilícita da verba’, entre outras razões, porque se tratava de ‘Caixa 2’ (art. 350 do Código Eleitoral Brasileiro)’. Esse, inclusive, é o posicionamento que tenho adotado ao apreciar pedidos de cisão das investigações formulados pela Procuradoria-Geral da República em procedimentos sigilosos sob minha relatoria (v.g., Pet n 7.125). Nesses procedimentos, havendo notícia da prática de crime eleitoral e de crimes comuns conexos, tenho determinado o encaminhamento dos termos de colaboração à Justiça Eleitoral, observada a presença ou não de titular de prerrogativa de foro, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 265 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF Na espécie, tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleitos presidenciais, em que a prestação de contas é feita ao Tribunal Superior Eleitoral, penso que o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. Por fim, registro que, como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento dos termos de colaboração e dos respectivos anexos não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas, exemplificativamente, as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência referidas no Inq n 4.130/PR-QO, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Na linha do entendimento assentado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Pet n 6.820- AgR, mantendo-me coerente com o posicionamento que monocraticamente tenho adotado em casos similares, de ofício, determino a remessa dos termos dos depoimentos dos colaboradores e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal” (Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de 20/6/18). Reitero, portanto, as premissas do voto que proferi na Pet n 6.986- AgR/DF para negar provimento ao presente agravo regimental, determinando, porém, de ofício, com a venia do Relator, a remessa dos termos dos depoimentos dos colaboradores e de eventual documentação 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF Na espécie, tratando-se de possível crime de falsidade ideológica relativo a pleitos presidenciais, em que a prestação de contas é feita ao Tribunal Superior Eleitoral, penso que o foro territorialmente competente deve ser o do Distrito Federal. A competência absoluta é matéria de ordem pública, razão por que, não obstante o objeto do agravo regimental seja tão somente a pretendida fixação da competência da Seção Judiciária do Distrito Federal ou de São Paulo, nada obsta que, de ofício, se disponha a seu respeito. Por fim, registro que, como a investigação se encontra em fase embrionária e diante da impossibilidade, em sede de cognição sumária, de se verticalizar a análise de todos os aspectos concernentes à declinação de competência, o encaminhamento dos termos de colaboração e dos respectivos anexos não firmará, em definitivo, a competência do juízo indicado, devendo ser observadas, exemplificativamente, as regras de fixação, de modificação e de concentração de competência referidas no Inq n 4.130/PR-QO, respeitando-se, assim, o princípio do juiz natural. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Na linha do entendimento assentado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Pet n 6.820- AgR, mantendo-me coerente com o posicionamento que monocraticamente tenho adotado em casos similares, de ofício, determino a remessa dos termos dos depoimentos dos colaboradores e de eventual documentação correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal” (Relator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli, DJe de 20/6/18). Reitero, portanto, as premissas do voto que proferi na Pet n 6.986- AgR/DF para negar provimento ao presente agravo regimental, determinando, porém, de ofício, com a venia do Relator, a remessa dos termos dos depoimentos dos colaboradores e de eventual documentação 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 266 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI PET 6533 AGR / DF correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Supremo Tribunal Federal PET 6533 AGR / DF correlata ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, para posterior encaminhamento ao juízo de primeiro grau competente, em conformidade com o disposto no art. 35, II, do Código Eleitoral Brasileiro e no art. 78, IV, do Código de Processo Penal. É como voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4B7F-2D05-F6FA-070B e senha 7114-39EC-9326-6ACC Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 267 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Também pedirei vênia ao Ministro Fachin, já tenho voto neste sentido, para acompanhar o Relator no sentido de negar provimento e encaminhar os autos para a Justiça Eleitoral do Distrito Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748018289. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Também pedirei vênia ao Ministro Fachin, já tenho voto neste sentido, para acompanhar o Relator no sentido de negar provimento e encaminhar os autos para a Justiça Eleitoral do Distrito Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748018289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 268 Extrato de Ata - 14/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) : FABIO TOFIC SIMANTOB (SP220540/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, de ofício, determinou a remessa dos termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli, vencido o Relator. Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 557E-9106-D287-D949 e senha 491C-9F76-2B2F-0B34 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA PETIÇÃO 6.533 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : GUIDO MANTEGA ADV.(A/S) : FABIO TOFIC SIMANTOB (SP220540/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental e, por maioria, de ofício, determinou a remessa dos termos de depoimento prestados em acordo de colaboração premiada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, nos termos do voto do Ministro Dias Toffoli, vencido o Relator. Redator para o acórdão o Ministro Dias Toffoli. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 557E-9106-D287-D949 e senha 491C-9F76-2B2F-0B34 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22 269
{ "JURISPRUDENCIA": [ "PETIÇÃO 6 . 533", "PETIÇÃO 6 . 533", "PETIÇÃO 6 . 533", "Ação Penal n 5054932 - 88 . 2016 . 404 . 7000", "Ação Penal n 5071379 - 25 . 2014 . 404 . 7000", "Ação Penal n 5019727 - 95 . 2016 . 4 . 04 . 7000", "Ação Penal n 5054932 - 88 . 2016 . 404 . 7000", "Ação Penal n 5071379 - 25 . 2014 . 404 . 7000", "Ação Penal n 5019727 - 95 . 2016 . 4 . 04 . 7000", "PETIÇÃO 6 . 533", "Petição 6 . 986 / DF", "Petição 6 . 986 / DF", "Pet 6 . 533", "Pet n 6 . 986 - AgR / DF", "Pet n 6 . 986 - AgR / DF", "PET n 6 . 820", "PET n 6 . 820", "Pet 5700 / DF", "Pet n 7 . 125", "Pet 5700 / DF", "Pet", "PET 6533 AGR / DF", "Inq n 4 . 130 / PR - QO", "Pet n 6 . 820 - AgR", "Pet n 6 . 986 - AgR / DF", "Inq n 4 . 130 / PR - QO", "Pet n 6 . 820 - AgR", "Pet n 6 . 986 - AgR / DF", "PETIÇÃO 6", "PETIÇÃO", "PETIÇÃO 6 . 533" ], "LEGISLACAO": [ "art . 350 do Código Eleitoral", "art . 35 , II , do Código Eleitoral", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 70 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 70 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 79 , caput , da Lei Adjetiva Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 79 , caput , da Lei Adjetiva Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 70 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 70 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 , Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 , Código Eleitoral Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 , Código Eleitoral Brasileiro", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 350 , Código", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7033 / SP", "art . 350 do Código Eleitoral", "art . 1 . . . § 1 . . . , da Lei 9 . 613 / 98", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 35 , II , do Código Eleitoral", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil Brasileiro 7033 / SP", "art . 350 do Código Eleitoral", "art . 1 . . . § 1 . . . , da Lei 9 . 613 / 98", "art . 350 do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 35 , II , do Código Eleitoral", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 35 , II , do Código Eleitoral Brasileiro", "art . 78 , IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "Estado de São Paulo", "Distrito Federal", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Angola", "República", "Dominicana", "Panamá", "Venezuela", "El Salvador", "Brasil", "DISTRITO FEDERAL", "Angola", "República", "Dominicana", "Panamá", "Venezuela", "El Salvador", "Brasil", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "Angola", "República Dominicana", "Panamá", "Venezuela", "El Salvador", "Brasil", "Brasil", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "Angola", "República Dominicana", "Panamá", "Venezuela", "El Salvador", "Brasil", "Brasil", "DISTRITO FEDERAL", "Estado do Paraná", "DISTRITO FEDERAL", "Angola", "República", "Dominicana", "Panamá", "Venezuela", "El Salvador", "Brasil", "Angola", "República Dominicana", "Panamá", "Venezuela", "El Salvador", "Brasil", "São Paulo", "Distrito Federal", "São Paulo", "Distrito Federal", "São Paulo", "Distrito Federal", "São Paulo", "Distrito Federal", "São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Superior Eleitoral", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Tribunal", "Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Seção Judiciária do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Seção Judiciária do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Seção Judiciária do Estado do Paraná", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Seção Judiciária do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público Federal", "Suprema", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Grupo Odebrecht", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Grupo Odebrecht", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Seção Judiciária do Paraná", "13", ".", "Lava", "grupo", "Odebrecht", "Petrobras", "Partido dos Trabalhadores", "Setor de", "grupo", "Odebrecht", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Seção Judiciária do Paraná", "13", ".", ". . Vara Federal de Curitiba", "grupo", "Odebrecht", "Petrobras", "Partido dos Trabalhadores", "grupo", "Odebrecht", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "13", ".", ". . Vara Federal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "13 . . . Vara Federal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Grupo Odebrecht", "Supremo Tribunal Federal", "Grupo Odebrecht", "Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil", "PREVI", "13 . . . Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Grupo Odebrecht", "Supremo Tribunal Federal", "Grupo Odebrecht", "Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil", "PREVI", "Suprema", "13", ".", ". . Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "grupo", "Odebrecht", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "grupo", "Odebrecht", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "SEGUNDA TURMA", "Seção Judiciária do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Seção Judiciária do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Seção Judiciária do Estado do Paraná", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Grupo Odebrecht", "Seção Judiciária do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "13", ". . . Vara Federal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Grupo Odebrecht", "Seção Judiciária do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "13", ". . . Vara Federal de Curitiba", "Suprema", "Grupo Odebrecht", "Supremo Tribunal Federal", "Grupo Odebrecht", "Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil", "PREVI", "13", ".", ". . Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Grupo Odebrecht", "Supremo Tribunal Federal", "Grupo Odebrecht", "Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil", "PREVI", "Suprema Corte", "13", ".", ". . Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "/", "Tribunal Pleno", "Senado", "PSDB", "PT", "UTC Engenharia", "Plenário", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Senado", "PSDB", "PT", "UTC Engenharia", "Plenário", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Tribunal Superior Eleitoral", "Seção Judiciária do Distrito Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior Eleitoral", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "2a Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal", "2a Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "DIAS TOFFOLI", "GUIDO MANTEGA", "FABIO TOFIC SIMANTOB", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "EDSON FACHIN", "DIAS TOFFOLI", "GUIDO MANTEGA", "FABIO TOFIC SIMANTOB", "EDSON FACHIN", "Guido Mantega", "Fernando Migliaccio da Silva", "EDSON FACHIN", "DIAS TOFFOLI", "GUIDO MANTEGA", "FABIO TOFIC SIMANTOB", "EDSON FACHIN", "Guido Mantega", "Fernando Migliaccio da Silva", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Fernando Migliaccio da Silva", "Fernando Migliaccio da Silva", "Antonio Palocci Filho", "Guido Mantega", "EDSON FACHIN", "Fernando Migliaccio da Silva", "Fernando Migliaccio da Silva", "Antonio Palocci Filho", "Guido Mantega", "EDSON FACHIN", "Antônio Palocci", "Fernando Migliaccio", "Antônio Palocci Filho", "Mônica Moura", "Renato Duque", "João Vaccari Neto", "GUIDO MANTEGA", "Antônio Palocci", "Fernando Migliaccio", "Antônio Palocci Filho", "Mônica Moura", "Renato Duque", "João Vaccari Neto", "GUIDO MANTEGA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN PET", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "DIAS TOFFOLI", "Fernando Migliaccio da Silva", "Antonio Palocci Filho", "Guido Mantega", "DIAS TOFFOLI", "Fernando Migliaccio da Silva", "Antonio Palocci Filho", "Guido Mantega", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Guido Mantega", "Fernando Migliaccio da Silva", "Edson Fachin", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Guido Mantega", "Fernando Migliaccio da Silva", "Edson Fachin", "DIAS TOFFOLI", "Fernando Migliaccio da Silva", "Antonio Palocci Filho", "Guido Mantega", "Fernando Migliaccio da Silva", "Antonio Palocci Filho", "Guido Mantega", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "SYDNEY SANCHES", "Aloysio Nunes", "Aloizio Mercadante", "SYDNEY SANCHES", "Aloysio Nunes", "Aloizio Mercadante", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Fachin", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Fachin", "EDSON FACHIN", "DIAS TOFFOLI", "GUIDO MANTEGA", "FABIO TOFIC SIMANTOB", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "DIAS TOFFOLI", "GUIDO MANTEGA", "FABIO TOFIC SIMANTOB", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "junho", "junho", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "junho", "junho", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "26 de junho de 2018", "2014", "segundo semestre do ano passado", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "26 de junho de 2018", "2014", "segundo semestre do ano passado", "primeiro semestre deste ano", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "2", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "2", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "10", "/", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "10", "/", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "6", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "6", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 128.866 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SERGIO FELIPE DOS SANTOS IMPTE.(S) :ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiar a parte, com as cautelas próprias. HABEAS CORPUS – TÍTULO CONDENATÓRIO – REVISÃO CRIMINAL – IMPROCEDÊNCIA – EXAME DE FATOS. Descabe transformar o habeas corpus em segunda revisão criminal, a partir de pedido voltado ao reexame dos elementos probatórios coligidos no processo-crime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004279. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 128.866 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SERGIO FELIPE DOS SANTOS IMPTE.(S) :ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Comarca de São Gotardo/MG, no processo nº 0621.07.015319-5, condenou o paciente a 97 anos e 2 meses de reclusão e a 1 ano e 8 meses de detenção, em regime inicial fechado, ante o cometimento dos crimes descritos nos artigos 157, § 3º (latrocínio), por duas vezes, em concurso formal; 163, parágrafo único, inciso III (dano qualificado por envolver patrimônio da União), por duas vezes, em continuidade delitiva; 148, § 2º (sequestro), por quinze vezes, em continuidade delitiva; 157, § 2º, incisos I e II (roubo com causas de aumento atinentes ao emprego de arma de fogo e concurso de pessoas), por sete vezes, em continuidade delitiva; 288 (associação criminosa) do Código Penal, com redação anterior à Lei nº 13.654/2018; e 15 (disparo de arma de fogo) da Lei nº 10.826/2003. A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa, afastando as alegações de inconsistência da denúncia, afirmando-a lastreada nas declarações das vítimas, de inobservância das formalidades alusivas ao reconhecimento pessoal, previstas no artigo 226 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 128.866 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SERGIO FELIPE DOS SANTOS IMPTE.(S) :ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Comarca de São Gotardo/MG, no processo nº 0621.07.015319-5, condenou o paciente a 97 anos e 2 meses de reclusão e a 1 ano e 8 meses de detenção, em regime inicial fechado, ante o cometimento dos crimes descritos nos artigos 157, § 3º (latrocínio), por duas vezes, em concurso formal; 163, parágrafo único, inciso III (dano qualificado por envolver patrimônio da União), por duas vezes, em continuidade delitiva; 148, § 2º (sequestro), por quinze vezes, em continuidade delitiva; 157, § 2º, incisos I e II (roubo com causas de aumento atinentes ao emprego de arma de fogo e concurso de pessoas), por sete vezes, em continuidade delitiva; 288 (associação criminosa) do Código Penal, com redação anterior à Lei nº 13.654/2018; e 15 (disparo de arma de fogo) da Lei nº 10.826/2003. A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa, afastando as alegações de inconsistência da denúncia, afirmando-a lastreada nas declarações das vítimas, de inobservância das formalidades alusivas ao reconhecimento pessoal, previstas no artigo 226 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 128866 / MG Código de Processo Penal, e de crime único em relação a todas as infrações. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 163.765/MG. A Relatora entendeu tratar-se de substitutivo de revisão criminal, encaminhando-o ao Tribunal estadual. Em revisão criminal – de nº 1.0000.14.076103-2/000 –, apontou-se a inidoneidade da fundamentação do título condenatório. O Primeiro Grupo de Câmaras Criminais julgou parcialmente procedente o pedido para isentar os sentenciados do pagamento das custas processuais e fixar honorários em favor da defensora dativa. Assentou que a condenação amparou-se em robusto acervo probatório formado sob o crivo do contraditório. Consignou ter-se comprovado a atuação dos envolvidos no roubo de R$ 800.000,00 de agências do Banco do Brasil e Itaú e na morte de policial militar. Acrescentou que, enquanto alguns integrantes do grupo realizavam a subtração, outros posicionaram-se em pontos estratégicos, atirando repetidamente contra as viaturas com armamento de grosso calibre, tendo, na fuga, usado reféns sobre o capô dos veículos, inviabilizando a reação policial. O impetrante alega nulidade da sentença condenatória, afirmando não ter o paciente cometido as infrações, porquanto, consoante aduz, estava em outra cidade. Enfatiza que, na data dos fatos – 9 de janeiro de 2007 –, participou de roubo a banco no Município de Brasilândia/MG. Articula com declarações prestadas pela esposa perante a autoridade policial da cidade de João Pinheiro/MG, noticiando a referida prática delitiva. No mérito, busca a declaração de nulidade da sentença condenatória, bem assim a submissão a novo julgamento. Não houve pedido de liminar. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Supremo Tribunal Federal HC 128866 / MG Código de Processo Penal, e de crime único em relação a todas as infrações. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 163.765/MG. A Relatora entendeu tratar-se de substitutivo de revisão criminal, encaminhando-o ao Tribunal estadual. Em revisão criminal – de nº 1.0000.14.076103-2/000 –, apontou-se a inidoneidade da fundamentação do título condenatório. O Primeiro Grupo de Câmaras Criminais julgou parcialmente procedente o pedido para isentar os sentenciados do pagamento das custas processuais e fixar honorários em favor da defensora dativa. Assentou que a condenação amparou-se em robusto acervo probatório formado sob o crivo do contraditório. Consignou ter-se comprovado a atuação dos envolvidos no roubo de R$ 800.000,00 de agências do Banco do Brasil e Itaú e na morte de policial militar. Acrescentou que, enquanto alguns integrantes do grupo realizavam a subtração, outros posicionaram-se em pontos estratégicos, atirando repetidamente contra as viaturas com armamento de grosso calibre, tendo, na fuga, usado reféns sobre o capô dos veículos, inviabilizando a reação policial. O impetrante alega nulidade da sentença condenatória, afirmando não ter o paciente cometido as infrações, porquanto, consoante aduz, estava em outra cidade. Enfatiza que, na data dos fatos – 9 de janeiro de 2007 –, participou de roubo a banco no Município de Brasilândia/MG. Articula com declarações prestadas pela esposa perante a autoridade policial da cidade de João Pinheiro/MG, noticiando a referida prática delitiva. No mérito, busca a declaração de nulidade da sentença condenatória, bem assim a submissão a novo julgamento. Não houve pedido de liminar. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório HC 128866 / MG A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, dizendo-a voltada contra acórdão formalizado por Tribunal de segundo grau. Aponta não haver pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça posterior à decisão proferida pelo Tribunal estadual, em 13 de abril de 2015, em sede de revisão criminal. Argui inexistente ilegalidade a ser reparada, destacando inviável, em sede de habeas corpus, pretender-se reexame detalhado do conjunto fático-probatório. Sublinha ter sido a condenação devidamente fundamentada, reportando-se a depoimentos de policiais, elementos colhidos mediante interceptações telefônicas, perícias e declarações de testemunhas e vítimas, no que comprovada, conforme assevera, a autoria e a materialidade dos delitos atribuídos ao paciente. Vossa Excelência instou a Defensoria Pública a prestar assistência ao paciente, a qual, por meio da petição/STF nº 41.583/2017, requereu a juntada de peças – sentença condenatória e acórdãos alusivos à apelação e à revisão criminal. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Supremo Tribunal Federal HC 128866 / MG A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, dizendo-a voltada contra acórdão formalizado por Tribunal de segundo grau. Aponta não haver pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça posterior à decisão proferida pelo Tribunal estadual, em 13 de abril de 2015, em sede de revisão criminal. Argui inexistente ilegalidade a ser reparada, destacando inviável, em sede de habeas corpus, pretender-se reexame detalhado do conjunto fático-probatório. Sublinha ter sido a condenação devidamente fundamentada, reportando-se a depoimentos de policiais, elementos colhidos mediante interceptações telefônicas, perícias e declarações de testemunhas e vítimas, no que comprovada, conforme assevera, a autoria e a materialidade dos delitos atribuídos ao paciente. Vossa Excelência instou a Defensoria Pública a prestar assistência ao paciente, a qual, por meio da petição/STF nº 41.583/2017, requereu a juntada de peças – sentença condenatória e acórdãos alusivos à apelação e à revisão criminal. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 128.866 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O princípio vedador da supressão de instância há de ser analisado com reservas, em se tratando de impetração. O fato de o Superior Tribunal de Justiça ter inadmitido o habeas corpus não inviabiliza o exame de fundo da matéria veiculada na inicial. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. No mais, improcede o pedido formalizado. Tem-se sucessivas decisões contrárias ao que versado. Houve, na origem, o julgamento de revisão criminal, apontando-se o robusto acervo probatório quanto à participação do paciente nos crimes. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004281. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 128.866 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O princípio vedador da supressão de instância há de ser analisado com reservas, em se tratando de impetração. O fato de o Superior Tribunal de Justiça ter inadmitido o habeas corpus não inviabiliza o exame de fundo da matéria veiculada na inicial. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. No mais, improcede o pedido formalizado. Tem-se sucessivas decisões contrárias ao que versado. Houve, na origem, o julgamento de revisão criminal, apontando-se o robusto acervo probatório quanto à participação do paciente nos crimes. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 128.866 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : SERGIO FELIPE DOS SANTOS IMPTE.(S) : ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046293 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 128.866 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : SERGIO FELIPE DOS SANTOS IMPTE.(S) : ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046293 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748085767
2018-08-14T00:00:00
2018-08-30T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiar a parte, com as cautelas próprias. HABEAS CORPUS – TÍTULO CONDENATÓRIO – REVISÃO CRIMINAL – IMPROCEDÊNCIA – EXAME DE FATOS. Descabe transformar o habeas corpus em segunda revisão criminal, a partir de pedido voltado ao reexame dos elementos probatórios coligidos no processo-crime.
sjur389762
Número de páginas: 6. Análise: 21/09/2018, ER.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
128866
null
HC
acordaos
HC 128866
[ "" ]
PACTE.(S) : SERGIO FELIPE DOS SANTOS IMPTE.(S) : ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 128.866 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SERGIO FELIPE DOS SANTOS IMPTE.(S) :ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. Revelando o habeas corpus parte única – o paciente, personificado pelo impetrante –, o instituto da supressão de instância há de ser tomado, no que visa beneficiar a parte, com as cautelas próprias. HABEAS CORPUS – TÍTULO CONDENATÓRIO – REVISÃO CRIMINAL – IMPROCEDÊNCIA – EXAME DE FATOS. Descabe transformar o habeas corpus em segunda revisão criminal, a partir de pedido voltado ao reexame dos elementos probatórios coligidos no processo-crime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em indeferir a ordem, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004279. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 128.866 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SERGIO FELIPE DOS SANTOS IMPTE.(S) :ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Comarca de São Gotardo/MG, no processo n 0621.07.015319-5, condenou o paciente a 97 anos e 2 meses de reclusão e a 1 ano e 8 meses de detenção, em regime inicial fechado, ante o cometimento dos crimes descritos nos artigos 157, § 3... (latrocínio), por duas vezes, em concurso formal; 163, parágrafo único, inciso III (dano qualificado por envolver patrimônio da União), por duas vezes, em continuidade delitiva; 148, § 2... (sequestro), por quinze vezes, em continuidade delitiva; 157, § 2..., incisos I e II (roubo com causas de aumento atinentes ao emprego de arma de fogo e concurso de pessoas), por sete vezes, em continuidade delitiva; 288 (associação criminosa) do Código Penal, com redação anterior à Lei n 13.654/2018; e 15 (disparo de arma de fogo) da Lei n 10.826/2003. A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa, afastando as alegações de inconsistência da denúncia, afirmando-a lastreada nas declarações das vítimas, de inobservância das formalidades alusivas ao reconhecimento pessoal, previstas no artigo 226 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 128.866 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :SERGIO FELIPE DOS SANTOS IMPTE.(S) :ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Rafael Ferreira de Souza: O Juízo da Comarca de São Gotardo/MG, no processo n 0621.07.015319-5, condenou o paciente a 97 anos e 2 meses de reclusão e a 1 ano e 8 meses de detenção, em regime inicial fechado, ante o cometimento dos crimes descritos nos artigos 157, § 3... (latrocínio), por duas vezes, em concurso formal; 163, parágrafo único, inciso III (dano qualificado por envolver patrimônio da União), por duas vezes, em continuidade delitiva; 148, § 2... (sequestro), por quinze vezes, em continuidade delitiva; 157, § 2..., incisos I e II (roubo com causas de aumento atinentes ao emprego de arma de fogo e concurso de pessoas), por sete vezes, em continuidade delitiva; 288 (associação criminosa) do Código Penal, com redação anterior à Lei n 13.654/2018; e 15 (disparo de arma de fogo) da Lei n 10.826/2003. A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça desproveu apelação interposta pela defesa, afastando as alegações de inconsistência da denúncia, afirmando-a lastreada nas declarações das vítimas, de inobservância das formalidades alusivas ao reconhecimento pessoal, previstas no artigo 226 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 128866 / MG Código de Processo Penal, e de crime único em relação a todas as infrações. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 163.765/MG. A Relatora entendeu tratar-se de substitutivo de revisão criminal, encaminhando-o ao Tribunal estadual. Em revisão criminal – de n 1.0000.14.076103-2/000 –, apontou-se a inidoneidade da fundamentação do título condenatório. O Primeiro Grupo de Câmaras Criminais julgou parcialmente procedente o pedido para isentar os sentenciados do pagamento das custas processuais e fixar honorários em favor da defensora dativa. Assentou que a condenação amparou-se em robusto acervo probatório formado sob o crivo do contraditório. Consignou ter-se comprovado a atuação dos envolvidos no roubo de R$ 800.000,00 de agências do Banco do Brasil e Itaú e na morte de policial militar. Acrescentou que, enquanto alguns integrantes do grupo realizavam a subtração, outros posicionaram-se em pontos estratégicos, atirando repetidamente contra as viaturas com armamento de grosso calibre, tendo, na fuga, usado reféns sobre o capô dos veículos, inviabilizando a reação policial. O impetrante alega nulidade da sentença condenatória, afirmando não ter o paciente cometido as infrações, porquanto, consoante aduz, estava em outra cidade. Enfatiza que, na data dos fatos – 9 de janeiro de 2007 –, participou de roubo a banco no Município de Brasilândia/MG. Articula com declarações prestadas pela esposa perante a autoridade policial da cidade de João Pinheiro/MG, noticiando a referida prática delitiva. No mérito, busca a declaração de nulidade da sentença condenatória, bem assim a submissão a novo julgamento. Não houve pedido de liminar. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Supremo Tribunal Federal HC 128866 / MG Código de Processo Penal, e de crime único em relação a todas as infrações. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 163.765/MG. A Relatora entendeu tratar-se de substitutivo de revisão criminal, encaminhando-o ao Tribunal estadual. Em revisão criminal – de n 1.0000.14.076103-2/000 –, apontou-se a inidoneidade da fundamentação do título condenatório. O Primeiro Grupo de Câmaras Criminais julgou parcialmente procedente o pedido para isentar os sentenciados do pagamento das custas processuais e fixar honorários em favor da defensora dativa. Assentou que a condenação amparou-se em robusto acervo probatório formado sob o crivo do contraditório. Consignou ter-se comprovado a atuação dos envolvidos no roubo de R$ 800.000,00 de agências do Banco do Brasil e Itaú e na morte de policial militar. Acrescentou que, enquanto alguns integrantes do grupo realizavam a subtração, outros posicionaram-se em pontos estratégicos, atirando repetidamente contra as viaturas com armamento de grosso calibre, tendo, na fuga, usado reféns sobre o capô dos veículos, inviabilizando a reação policial. O impetrante alega nulidade da sentença condenatória, afirmando não ter o paciente cometido as infrações, porquanto, consoante aduz, estava em outra cidade. Enfatiza que, na data dos fatos – 9 de janeiro de 2007 –, participou de roubo a banco no Município de Brasilândia/MG. Articula com declarações prestadas pela esposa perante a autoridade policial da cidade de João Pinheiro/MG, noticiando a referida prática delitiva. No mérito, busca a declaração de nulidade da sentença condenatória, bem assim a submissão a novo julgamento. Não houve pedido de liminar. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório HC 128866 / MG A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, dizendo-a voltada contra acórdão formalizado por Tribunal de segundo grau. Aponta não haver pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça posterior à decisão proferida pelo Tribunal estadual, em 13 de abril de 2015, em sede de revisão criminal. Argui inexistente ilegalidade a ser reparada, destacando inviável, em sede de habeas corpus, pretender-se reexame detalhado do conjunto fático-probatório. Sublinha ter sido a condenação devidamente fundamentada, reportando-se a depoimentos de policiais, elementos colhidos mediante interceptações telefônicas, perícias e declarações de testemunhas e vítimas, no que comprovada, conforme assevera, a autoria e a materialidade dos delitos atribuídos ao paciente. Vossa Excelência instou a Defensoria Pública a prestar assistência ao paciente, a qual, por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 41.583/2017, requereu a juntada de peças – sentença condenatória e acórdãos alusivos à apelação e à revisão criminal. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Supremo Tribunal Federal HC 128866 / MG A Procuradoria-Geral da República manifesta-se pela inadmissão da impetração, dizendo-a voltada contra acórdão formalizado por Tribunal de segundo grau. Aponta não haver pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça posterior à decisão proferida pelo Tribunal estadual, em 13 de abril de 2015, em sede de revisão criminal. Argui inexistente ilegalidade a ser reparada, destacando inviável, em sede de habeas corpus, pretender-se reexame detalhado do conjunto fático-probatório. Sublinha ter sido a condenação devidamente fundamentada, reportando-se a depoimentos de policiais, elementos colhidos mediante interceptações telefônicas, perícias e declarações de testemunhas e vítimas, no que comprovada, conforme assevera, a autoria e a materialidade dos delitos atribuídos ao paciente. Vossa Excelência instou a Defensoria Pública a prestar assistência ao paciente, a qual, por meio da petição/Supremo Tribunal Federal n 41.583/2017, requereu a juntada de peças – sentença condenatória e acórdãos alusivos à apelação e à revisão criminal. Lancei visto no processo em 4 de agosto de 2018, liberando-o para ser examinado na Turma a partir de 14 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 128.866 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O princípio vedador da supressão de instância há de ser analisado com reservas, em se tratando de impetração. O fato de o Superior Tribunal de Justiça ter inadmitido o habeas corpus não inviabiliza o exame de fundo da matéria veiculada na inicial. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. No mais, improcede o pedido formalizado. Tem-se sucessivas decisões contrárias ao que versado. Houve, na origem, o julgamento de revisão criminal, apontando-se o robusto acervo probatório quanto à participação do paciente nos crimes. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004281. Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 128.866 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – O princípio vedador da supressão de instância há de ser analisado com reservas, em se tratando de impetração. O fato de o Superior Tribunal de Justiça ter inadmitido o habeas corpus não inviabiliza o exame de fundo da matéria veiculada na inicial. Rejeito a preliminar suscitada pela Procuradoria-Geral da República. No mais, improcede o pedido formalizado. Tem-se sucessivas decisões contrárias ao que versado. Houve, na origem, o julgamento de revisão criminal, apontando-se o robusto acervo probatório quanto à participação do paciente nos crimes. Indefiro a ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748004281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 128.866 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : SERGIO FELIPE DOS SANTOS IMPTE.(S) : ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046293 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 128.866 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : SERGIO FELIPE DOS SANTOS IMPTE.(S) : ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046293 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 128 . 866", "HABEAS CORPUS 128 . 866", "processo n 0621 . 07 . 015319 - 5", "HABEAS CORPUS 128 . 866", "processo n 0621 . 07 . 015319 - 5", "HC 128866 / MG", "habeas corpus n 163 . 765 / MG", "HC 128866 / MG", "habeas corpus n 163 . 765 / MG", "HC 128866 / MG", "HC 128866 / MG", "HABEAS CORPUS 128 . 866", "HABEAS CORPUS 128 . 866", "HABEAS CORPUS 128 . 866" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "288", "Lei n 13 . 654 / 2018", "15", "Lei n 10 . 826 / 2003", "artigo 226 do Supremo Tribunal Federal", "288", "Código Penal", "Lei n 13 . 654 / 2018", "Lei n 10 . 826 / 2003", "artigo 226 do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Supremo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "Comarca de São Gotardo / MG", "Comarca de São Gotardo / MG", "Município de Brasilândia / MG", "João Pinheiro / MG", "Município de Brasilândia / MG", "João Pinheiro /", "MG", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "União", "Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "União", "Segunda Câmara Criminal do", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeiro Grupo de Câmaras Criminais", "Banco do Brasil", "Itaú", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeiro Grupo de Câmaras Criminais", "Banco do Brasil", "Itaú", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Defensoria Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Superior Tribunal de Justiça", "Defensoria Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "SERGIO FELIPE DOS SANTOS", "ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SERGIO FELIPE DOS SANTOS", "ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "SERGIO FELIPE DOS SANTOS", "ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES", "MARCO AURÉLIO", "Rafael Ferreira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SERGIO FELIPE DOS SANTOS", "ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "SERGIO FELIPE DOS SANTOS", "ONICESAR ABRENHOSA GUIMARÃES", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de janeiro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de janeiro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de abril de 2015", "4 de agosto de 2018", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de abril de 2015", "4 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Inquérito instaurado por determinação da Segunda Turma do STF. 2. Transferência de Preso. 3. Abuso no uso de algemas. Violação à Súmula Vinculante nº 11 do STF. 4. Remessa de cópia do inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério da Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e Conselho Nacional do Ministério Público. 5. Manutenção da competência desta Corte para a supervisão dos atos subsequentes a serem praticados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, determinar a remessa de cópias deste inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995885. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 27 519 Relatório 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Instaurou-se o presente inquérito por determinação da Segunda Turma, nos autos do Habeas Corpus 152.720-DF, em que é paciente SERGIO DE OLIVEIRA CABRAL SANTOS FILHO, então preso no Complexo Médico Penal de Pinhais – PR. Por meio do inquérito, busca-se reunir material para análise de eventual violação a direitos humanos e descumprimento da Súmula Vinculante 11 desta Corte, tendo em vista a exibição midiática do aludido preso, algemado pelas mãos, cintura e pés, na manhã de 18.1.2018, quando submetido à custódia e responsabilidade do Estado para a realização de exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Curitiba – PR. Registre-se que SERGIO CABRAL, no contexto fático aqui tratado, esteve submetido à jurisdição deste Tribunal por força de dois habeas corpus impetrados em seu favor, havendo elementos indicativos de afrontas sistemáticas às decisões desta Corte, bem como à aludida súmula vinculante, a teor do art. 102, “I”, da Constituição Federal. O Regimento Interno do STF confere ao relator a adoção de medidas para a preservação de suas decisões, conforme dicção dos arts. 21-A e 70. Além disso, o art. 43 do RISTF estabelece a possibilidade de instauração de inquérito no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Para instruir o feito, designei o juiz-instrutor de meu Gabinete, Dr. Ali Mazloum, e oficiei à PGR para, querendo, acompanhar a apuração. O juiz-instrutor colheu as declarações de SERGIO CABRAL, que foi Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993811. Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Instaurou-se o presente inquérito por determinação da Segunda Turma, nos autos do Habeas Corpus 152.720-DF, em que é paciente SERGIO DE OLIVEIRA CABRAL SANTOS FILHO, então preso no Complexo Médico Penal de Pinhais – PR. Por meio do inquérito, busca-se reunir material para análise de eventual violação a direitos humanos e descumprimento da Súmula Vinculante 11 desta Corte, tendo em vista a exibição midiática do aludido preso, algemado pelas mãos, cintura e pés, na manhã de 18.1.2018, quando submetido à custódia e responsabilidade do Estado para a realização de exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Curitiba – PR. Registre-se que SERGIO CABRAL, no contexto fático aqui tratado, esteve submetido à jurisdição deste Tribunal por força de dois habeas corpus impetrados em seu favor, havendo elementos indicativos de afrontas sistemáticas às decisões desta Corte, bem como à aludida súmula vinculante, a teor do art. 102, “I”, da Constituição Federal. O Regimento Interno do STF confere ao relator a adoção de medidas para a preservação de suas decisões, conforme dicção dos arts. 21-A e 70. Além disso, o art. 43 do RISTF estabelece a possibilidade de instauração de inquérito no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Para instruir o feito, designei o juiz-instrutor de meu Gabinete, Dr. Ali Mazloum, e oficiei à PGR para, querendo, acompanhar a apuração. O juiz-instrutor colheu as declarações de SERGIO CABRAL, que foi Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 27 520 Relatório INQ 4696 / DF ouvido na sede do TRF/2ª Região no Rio de Janeiro. Na sequência, em Curitiba, na Superintendência Regional da Polícia Federal, ouviu sete agentes que participaram da escolta do preso, desde a custódia da PF até o Instituto Médico Legal e, dali, ao Complexo Médico Penal de Pinhais. Outros elementos foram produzidos, tais como inspeções, fotografias e registros documentais, todos juntados aos autos físicos do presente inquérito. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993811. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF ouvido na sede do TRF/2ª Região no Rio de Janeiro. Na sequência, em Curitiba, na Superintendência Regional da Polícia Federal, ouviu sete agentes que participaram da escolta do preso, desde a custódia da PF até o Instituto Médico Legal e, dali, ao Complexo Médico Penal de Pinhais. Outros elementos foram produzidos, tais como inspeções, fotografias e registros documentais, todos juntados aos autos físicos do presente inquérito. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 27 521 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O presente inquérito foi instaurado, por determinação desta Segunda Turma, para apuração dos fatos que envolveram a transferência do paciente do HC 152720 para o Complexo Médico Penal de Pinhais, no Paraná. Analisadas as evidências à luz de todas as circunstâncias que gravitam em torno dos fatos, pode-se concluir, com alto grau de certeza, pela ocorrência de efetivo e ostensivo abuso no uso de algemas, além de deliberada exposição do preso ao público pelas lentes da imprensa, previamente avisada e posicionada no local. Ressalte-se, em nosso sistema legal, desde as Ordenações Filipinas do século XVII, passando pelo Código Criminal do Império de 1830 e pelo atual Código de Processo Penal, de 1941, a questão do uso de força pelo Estado sempre mereceu algum tratamento, mesmo em períodos ditatoriais. O Código de Processo Penal em vigor, elaborado em 1941, em plena Ditadura Vargas, confere a seguinte proteção a direito fundamental da pessoa detida: “Art. 284 Não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso”. Com relação específica ao uso de algemas, prevê o artigo 199 da Lei 7.210/1984 (LEP): “Art. 199 O emprego de algemas será disciplinado por decreto federal”. Referido Decreto Regulamentar atual é o de número 8.858/2016, que assim dispõe: “Art. 1º O emprego de algemas observará o disposto neste Decreto e terá como diretrizes: I - o inciso III do caput do art. 1º e o inciso III do caput do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O presente inquérito foi instaurado, por determinação desta Segunda Turma, para apuração dos fatos que envolveram a transferência do paciente do HC 152720 para o Complexo Médico Penal de Pinhais, no Paraná. Analisadas as evidências à luz de todas as circunstâncias que gravitam em torno dos fatos, pode-se concluir, com alto grau de certeza, pela ocorrência de efetivo e ostensivo abuso no uso de algemas, além de deliberada exposição do preso ao público pelas lentes da imprensa, previamente avisada e posicionada no local. Ressalte-se, em nosso sistema legal, desde as Ordenações Filipinas do século XVII, passando pelo Código Criminal do Império de 1830 e pelo atual Código de Processo Penal, de 1941, a questão do uso de força pelo Estado sempre mereceu algum tratamento, mesmo em períodos ditatoriais. O Código de Processo Penal em vigor, elaborado em 1941, em plena Ditadura Vargas, confere a seguinte proteção a direito fundamental da pessoa detida: “Art. 284 Não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso”. Com relação específica ao uso de algemas, prevê o artigo 199 da Lei 7.210/1984 (LEP): “Art. 199 O emprego de algemas será disciplinado por decreto federal”. Referido Decreto Regulamentar atual é o de número 8.858/2016, que assim dispõe: “Art. 1º O emprego de algemas observará o disposto neste Decreto e terá como diretrizes: I - o inciso III do caput do art. 1º e o inciso III do caput do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 27 522 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF art. 5º da Constituição, que dispõem sobre a proteção e a promoção da dignidade da pessoa humana e sobre a proibição de submissão ao tratamento desumano e degradante; II - a Resolução no 2010/16, de 22 de julho de 2010, das Nações Unidas sobre o tratamento de mulheres presas e medidas não privativas de liberdade para mulheres infratoras (Regras de Bangkok); e III - o Pacto de San José da Costa Rica, que determina o tratamento humanitário dos presos e, em especial, das mulheres em condição de vulnerabilidade. Art. 2º É permitido o emprego de algemas apenas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, causado pelo preso ou por terceiros, justificada a sua excepcionalidade por escrito”. A utilização de algemas pelo Estado, por ser um instrumento de força e poder, sempre despertou preocupação com a possibilidade de abusos, daí o disciplinamento legal para evitar desnecessária submissão do preso a tratamento desumano e degradante. Com efeito, o termo “algema” provém do árabe “al jamad”, que significa “pulseira”, e evoluiu no sentido de aprisionar-se, acorrentar, submeter o súdito com ferro, prostrá-lo diante do poder. Por isso, há certo paradoxo entre a aplicação desse instrumento de força e o Estado Democrático de Direito, circunstância que recomenda e impõe cautela em sua utilização, que deve estar reservada a situações excepcionalíssimas, a saber, segundo normas gerais, internas e externas (tratados internacionais): casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, causado pelo preso ou por terceiros. Nessa linha de entendimento jurisprudencial, esta Corte sumulou o tema, dispondo a Súmula Vinculante 11: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF art. 5º da Constituição, que dispõem sobre a proteção e a promoção da dignidade da pessoa humana e sobre a proibição de submissão ao tratamento desumano e degradante; II - a Resolução no 2010/16, de 22 de julho de 2010, das Nações Unidas sobre o tratamento de mulheres presas e medidas não privativas de liberdade para mulheres infratoras (Regras de Bangkok); e III - o Pacto de San José da Costa Rica, que determina o tratamento humanitário dos presos e, em especial, das mulheres em condição de vulnerabilidade. Art. 2º É permitido o emprego de algemas apenas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, causado pelo preso ou por terceiros, justificada a sua excepcionalidade por escrito”. A utilização de algemas pelo Estado, por ser um instrumento de força e poder, sempre despertou preocupação com a possibilidade de abusos, daí o disciplinamento legal para evitar desnecessária submissão do preso a tratamento desumano e degradante. Com efeito, o termo “algema” provém do árabe “al jamad”, que significa “pulseira”, e evoluiu no sentido de aprisionar-se, acorrentar, submeter o súdito com ferro, prostrá-lo diante do poder. Por isso, há certo paradoxo entre a aplicação desse instrumento de força e o Estado Democrático de Direito, circunstância que recomenda e impõe cautela em sua utilização, que deve estar reservada a situações excepcionalíssimas, a saber, segundo normas gerais, internas e externas (tratados internacionais): casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, causado pelo preso ou por terceiros. Nessa linha de entendimento jurisprudencial, esta Corte sumulou o tema, dispondo a Súmula Vinculante 11: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 27 523 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”. É cediço que o instituto da súmula vinculante é de aplicação obrigatória, não só para o próprio Poder Judiciário, como para toda a Administração Pública, estabelecendo a Constituição Federal, em seu artigo 103-A: “Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei”. Feita essa breve explanação, veja-se o motivo apurado durante a investigação para a submissão do preso SERGIO CABRAL ao uso de algemas de pulso atadas a cinto de contenção, combinadas a marca-passo ou algemas de pés. Na versão dos agentes da escolta, o local onde se situava o IML (órgão público) estaria tomado por uma “multidão ensandecida”; era como uma “zona de guerra”, um “lugar de alto risco”; não haveria controle das pessoas que para ali acorriam e a multidão, que nutria extraordinário ódio por CABRAL, aguardava a sua chegada. Por essa razão, diante desse grave quadro retratado pelos policiais, a equipe decidiu que o preso deveria ser algemado pelas mãos, cintura e pés, reduzindo-lhe por completo a mobilidade para sobre ele se ter total controle e, assim, “protegê-lo de possíveis agressões verbais e físicas de terceiros”. Essa versão, nitidamente ensaiada pelos agentes policiais, consta dos autos, extraída dos depoimentos colhidos, conforme se vê do relatório 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”. É cediço que o instituto da súmula vinculante é de aplicação obrigatória, não só para o próprio Poder Judiciário, como para toda a Administração Pública, estabelecendo a Constituição Federal, em seu artigo 103-A: “Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei”. Feita essa breve explanação, veja-se o motivo apurado durante a investigação para a submissão do preso SERGIO CABRAL ao uso de algemas de pulso atadas a cinto de contenção, combinadas a marca-passo ou algemas de pés. Na versão dos agentes da escolta, o local onde se situava o IML (órgão público) estaria tomado por uma “multidão ensandecida”; era como uma “zona de guerra”, um “lugar de alto risco”; não haveria controle das pessoas que para ali acorriam e a multidão, que nutria extraordinário ódio por CABRAL, aguardava a sua chegada. Por essa razão, diante desse grave quadro retratado pelos policiais, a equipe decidiu que o preso deveria ser algemado pelas mãos, cintura e pés, reduzindo-lhe por completo a mobilidade para sobre ele se ter total controle e, assim, “protegê-lo de possíveis agressões verbais e físicas de terceiros”. Essa versão, nitidamente ensaiada pelos agentes policiais, consta dos autos, extraída dos depoimentos colhidos, conforme se vê do relatório 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 27 524 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF elaborado pelo juiz instrutor; esse cenário foi efetiva e audaciosamente versado sem nenhum tipo de constrangimento! Nem seria preciso dizer que até mesmo o mais cândido ouvinte não acreditaria nessa versão. Qualquer pessoa de meridiana inteligência sabe que a imobilização do preso com ferros e correntes não o ajudaria em nada contra possíveis agressões de uma multidão ensandecida. Caso houvesse perigo real de “linchamento”, conforme prévio conhecimento obtido pela equipe de escolta, que estava em número bastante reduzido – ainda segundo a versão policial –, o procedimento padrão de segurança indicaria a necessidade de se abortar, imediatamente, a condução do preso à área onde estaria exposto a alto risco de morte. Entretanto, diante da probabilidade de atentados (na versão da equipe de escolta), os policiais, em número reduzido, lançaram-se mesmo assim em meio à multidão encolerizada, conduzindo o preso, em compasso lento, acorrentado pelas mãos, cintura e pés, retirando-lhe com isso até mesmo a possibilidade de, simplesmente, erguer as mãos para proteger o próprio rosto contra um simples tapa. É trivial que atar as mãos algemadas à cintura serve, unicamente, ao propósito de impedir que o preso possa desferir golpes contra terceiros, não o contrário! Essa forma de acorrentamento poderia ter justificativas em presos com histórico de violência e alta periculosidade, o que não era o caso. A origem do cinto ou cinturão de contenção, aliás, remonta à Santa Inquisição, pelo qual eram atadas as mãos para facilitar a aplicação de quaisquer tipos de torturas ou o abandono do preso à morte por fome ou pela incapacidade de defender-se de ataques de feras. O escárnio do Estado-policial com as leis deste país é patente, a ponto de se dizer em alto e bom som que a Súmula Vinculante 11 desta Corte, para os agentes, não valia nada! Veja-se depoimento da agente Ana Clara, transcrita no relatório. Em síntese, vejamos o que mais se disse: Indagado ao agente Jackson como a imobilização com algemas 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF elaborado pelo juiz instrutor; esse cenário foi efetiva e audaciosamente versado sem nenhum tipo de constrangimento! Nem seria preciso dizer que até mesmo o mais cândido ouvinte não acreditaria nessa versão. Qualquer pessoa de meridiana inteligência sabe que a imobilização do preso com ferros e correntes não o ajudaria em nada contra possíveis agressões de uma multidão ensandecida. Caso houvesse perigo real de “linchamento”, conforme prévio conhecimento obtido pela equipe de escolta, que estava em número bastante reduzido – ainda segundo a versão policial –, o procedimento padrão de segurança indicaria a necessidade de se abortar, imediatamente, a condução do preso à área onde estaria exposto a alto risco de morte. Entretanto, diante da probabilidade de atentados (na versão da equipe de escolta), os policiais, em número reduzido, lançaram-se mesmo assim em meio à multidão encolerizada, conduzindo o preso, em compasso lento, acorrentado pelas mãos, cintura e pés, retirando-lhe com isso até mesmo a possibilidade de, simplesmente, erguer as mãos para proteger o próprio rosto contra um simples tapa. É trivial que atar as mãos algemadas à cintura serve, unicamente, ao propósito de impedir que o preso possa desferir golpes contra terceiros, não o contrário! Essa forma de acorrentamento poderia ter justificativas em presos com histórico de violência e alta periculosidade, o que não era o caso. A origem do cinto ou cinturão de contenção, aliás, remonta à Santa Inquisição, pelo qual eram atadas as mãos para facilitar a aplicação de quaisquer tipos de torturas ou o abandono do preso à morte por fome ou pela incapacidade de defender-se de ataques de feras. O escárnio do Estado-policial com as leis deste país é patente, a ponto de se dizer em alto e bom som que a Súmula Vinculante 11 desta Corte, para os agentes, não valia nada! Veja-se depoimento da agente Ana Clara, transcrita no relatório. Em síntese, vejamos o que mais se disse: Indagado ao agente Jackson como a imobilização com algemas 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 27 525 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF impediria as potenciais (imaginárias) agressões verbais contra o preso, respondeu ele que “o preso poderia ficar alterado e correr para o lado errado, atrapalhando a integridade física dele, que é o principal objetivo da escolta”. O agente Paulo deixou claro desconhecer algum outro preso submetido à mesma situação, informando que apenas DELATORES “têm um tratamento diferenciado, melhor”. Explicou o agente Jorge que, em caso de necessidade de rápida evacuação do local, por conta dos anunciados ataques da multidão, “se necessário fosse, carregaria o preso CABRAL para levá-lo até a viatura rapidamente”. Disse o agente Saulo: “O algemamento confere segurança à integridade do preso, já que ele tem vários desafetos, como é o caso do MARCINHO VP”. Continua o depoente afirmando que não sabia como a reportagem sabia que CABRAL seria conduzido ao IML. Sublinha, ainda, que a intenção do algemamento seria protegê-lo da imprensa. Indagados sobre algum dado concreto a respeito de eventual possibilidade de agressão ao preso, em síntese, colheu-se dos agentes a informação de que “circulava pela internet um vídeo do perigoso bandido conhecido por ‘MARCINHO VP’, que representava ameaças à integridade de CABRAL”. Todavia, no referido vídeo há, no máximo, um desabafo no qual se fala da decepção com o governo CABRAL, e que agora (preso) ele estaria colhendo o que plantou. Dali não se extrai nenhuma ameaça de morte, nenhum dado concreto disso. Confira-se em: https://www.youtube.com/watch?v=4qciuRyhVX0, acessado em 11 de junho de 2018. Referido vídeo, produzido em outubro de 2017, enquanto CABRAL esteve em penitenciárias do Rio de Janeiro, respondendo a diversos processos, conduzido várias vezes, não acarretou a mesma forma de agrilhoamento para a sua “proteção” contra o vídeo de “MARCINHO VP”. Sobre o local em que a viatura estacionou para o desembarque de CABRAL no IML, esclareceram os agentes, em síntese que “pararam a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF impediria as potenciais (imaginárias) agressões verbais contra o preso, respondeu ele que “o preso poderia ficar alterado e correr para o lado errado, atrapalhando a integridade física dele, que é o principal objetivo da escolta”. O agente Paulo deixou claro desconhecer algum outro preso submetido à mesma situação, informando que apenas DELATORES “têm um tratamento diferenciado, melhor”. Explicou o agente Jorge que, em caso de necessidade de rápida evacuação do local, por conta dos anunciados ataques da multidão, “se necessário fosse, carregaria o preso CABRAL para levá-lo até a viatura rapidamente”. Disse o agente Saulo: “O algemamento confere segurança à integridade do preso, já que ele tem vários desafetos, como é o caso do MARCINHO VP”. Continua o depoente afirmando que não sabia como a reportagem sabia que CABRAL seria conduzido ao IML. Sublinha, ainda, que a intenção do algemamento seria protegê-lo da imprensa. Indagados sobre algum dado concreto a respeito de eventual possibilidade de agressão ao preso, em síntese, colheu-se dos agentes a informação de que “circulava pela internet um vídeo do perigoso bandido conhecido por ‘MARCINHO VP’, que representava ameaças à integridade de CABRAL”. Todavia, no referido vídeo há, no máximo, um desabafo no qual se fala da decepção com o governo CABRAL, e que agora (preso) ele estaria colhendo o que plantou. Dali não se extrai nenhuma ameaça de morte, nenhum dado concreto disso. Confira-se em: https://www.youtube.com/watch?v=4qciuRyhVX0, acessado em 11 de junho de 2018. Referido vídeo, produzido em outubro de 2017, enquanto CABRAL esteve em penitenciárias do Rio de Janeiro, respondendo a diversos processos, conduzido várias vezes, não acarretou a mesma forma de agrilhoamento para a sua “proteção” contra o vídeo de “MARCINHO VP”. Sobre o local em que a viatura estacionou para o desembarque de CABRAL no IML, esclareceram os agentes, em síntese que “pararam a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 27 526 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF viatura a cerca de 15 (quinze) metros da sala de exames, isso era o mais próximo que puderam chegar do local” (Saulo). A caminhada vagarosa em direção à sala de exames foi, segundo a versão policial, causada pelo próprio SERGIO CABRAL para mostrar a forma como estava algemado, ou seja, o rigor das algemas, que antes era para ter absoluto controle do preso em caso de agressão, agora é invertida – o controlado passa a controlar os policiais em uma espécie de marcha fúnebre! A “zona de guerra”, portanto, que deveria ter sido evacuada para permitir o ingresso dos policiais com o preso em risco de morte, serviu a outros propósitos. O local foi inspecionado. Constata-se, claramente, no cotejo de fotografias feitas pela imprensa com aquelas tiradas durante a inspeção judicial, que a parada da viatura, distante da sala de exames, teve o nítido propósito de permitir a espetacularização dos fatos (conforme fotos disponíveis no endereço: www.google.com.br/search? q=sergio+cabral+preso+algemado+iml&tbm=isch&tbo=u&source=univ&s, acessado em 11 de junho de 2018. Mediante análise do endereço eletrônico indicado, chama a atenção, pela série de imagens captadas no local pela imprensa, a inexistência de indícios mínimos de que ali havia realmente alguma “multidão ensandecida” que queria eliminar o preso, conforme relato dos policiais. Nada disso. Percebe-se apenas o trabalho tranquilo de profissionais da imprensa no local, na produção das centenas de matérias jornalísticas noticiadas. As imagens indicadas no relatório revelam isso. As imagens revelam, ainda, que a viatura poderia ter se aproximado bem mais da sala de exames, evitando a marcha de quase 15 metros empreendida pela escolta com o preso, o qual teve de “passar em revista” por dezenas de jornalistas e fotógrafos perfilados para capturar a cena. Observe-se, nas fotografias e vídeos, que a imprensa pôde trabalhar tranquilamente, posicionando-se pelo amplo pátio do IML em locais estratégicos para a tomada das melhores imagens. A escolta poderia ter aberto o guarda-preso da viatura em local mais 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF viatura a cerca de 15 (quinze) metros da sala de exames, isso era o mais próximo que puderam chegar do local” (Saulo). A caminhada vagarosa em direção à sala de exames foi, segundo a versão policial, causada pelo próprio SERGIO CABRAL para mostrar a forma como estava algemado, ou seja, o rigor das algemas, que antes era para ter absoluto controle do preso em caso de agressão, agora é invertida – o controlado passa a controlar os policiais em uma espécie de marcha fúnebre! A “zona de guerra”, portanto, que deveria ter sido evacuada para permitir o ingresso dos policiais com o preso em risco de morte, serviu a outros propósitos. O local foi inspecionado. Constata-se, claramente, no cotejo de fotografias feitas pela imprensa com aquelas tiradas durante a inspeção judicial, que a parada da viatura, distante da sala de exames, teve o nítido propósito de permitir a espetacularização dos fatos (conforme fotos disponíveis no endereço: www.google.com.br/search? q=sergio+cabral+preso+algemado+iml&tbm=isch&tbo=u&source=univ&s, acessado em 11 de junho de 2018. Mediante análise do endereço eletrônico indicado, chama a atenção, pela série de imagens captadas no local pela imprensa, a inexistência de indícios mínimos de que ali havia realmente alguma “multidão ensandecida” que queria eliminar o preso, conforme relato dos policiais. Nada disso. Percebe-se apenas o trabalho tranquilo de profissionais da imprensa no local, na produção das centenas de matérias jornalísticas noticiadas. As imagens indicadas no relatório revelam isso. As imagens revelam, ainda, que a viatura poderia ter se aproximado bem mais da sala de exames, evitando a marcha de quase 15 metros empreendida pela escolta com o preso, o qual teve de “passar em revista” por dezenas de jornalistas e fotógrafos perfilados para capturar a cena. Observe-se, nas fotografias e vídeos, que a imprensa pôde trabalhar tranquilamente, posicionando-se pelo amplo pátio do IML em locais estratégicos para a tomada das melhores imagens. A escolta poderia ter aberto o guarda-preso da viatura em local mais 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 27 527 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF seguro, por onde poderia deslocar-se com o preso por um corredor que dá na sala de exames, dificultando a ação e série de filmagens e fotografias tiradas pela imprensa. Porém, naquele lugar, um corredor estreito, não haveria o mesmo espaço proporcionado pelos policiais à imprensa para à tomada furtiva de imagens, conforme demonstram as fotografias. É inquestionável a parada estratégica da viatura policial naquele ponto, pois o lugar forneceria à imprensa, como de fato aconteceu, a grande quantidade de material que se viu publicada pelas mídias, alusiva ao grotesco cenário protagonizado involuntariamente pelo preso. Por outro lado, assinale-se que o relato policial de que delatores tinham tratamento melhor é revelador de um método, que há muito vem sendo denunciado por advogados de presos. E, nesse sentido, além dessa informação obtida no depoimento policial, some-se à fantástica versão apresentada a cronologia das repentinas transferências do preso para outros presídios e seu tratamento degradante, reforçando e corroborando o teor das declarações prestadas por SERGIO CABRAL, no sentido de que tem sido objeto de retaliações, especialmente a partir de decisões desta Suprema Corte contrárias aos propósitos policiais, de membros do MP e de juízes de primeiro grau. Nessa linha, informou SERGIO CABRAL que, na carceragem, após protestar contra seu agrilhoamento, dois agentes federais disseram que “se quisesse ser mais bem tratado deveria fazer delação”. Tocante ao histórico, esclareceu ter sido preso preventivamente em 17.11.2016, por força de duas decisões, uma expedida pela 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, a outra pela 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro. Inicialmente detido na sede da Polícia Federal do Rio de Janeiro, SERGIO CABRAL foi depois transferido para Bangu 8. A partir daí, o preso passou a responder a vários processos na Vara Federal do Rio de Janeiro, e a um apenas em Curitiba. As primeiras condenações ocorreram simultaneamente, em setembro de 2017, uma em cada Vara Federal – PR e RJ. Atualmente, o preso tem contra si 23 processos criminais, já 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF seguro, por onde poderia deslocar-se com o preso por um corredor que dá na sala de exames, dificultando a ação e série de filmagens e fotografias tiradas pela imprensa. Porém, naquele lugar, um corredor estreito, não haveria o mesmo espaço proporcionado pelos policiais à imprensa para à tomada furtiva de imagens, conforme demonstram as fotografias. É inquestionável a parada estratégica da viatura policial naquele ponto, pois o lugar forneceria à imprensa, como de fato aconteceu, a grande quantidade de material que se viu publicada pelas mídias, alusiva ao grotesco cenário protagonizado involuntariamente pelo preso. Por outro lado, assinale-se que o relato policial de que delatores tinham tratamento melhor é revelador de um método, que há muito vem sendo denunciado por advogados de presos. E, nesse sentido, além dessa informação obtida no depoimento policial, some-se à fantástica versão apresentada a cronologia das repentinas transferências do preso para outros presídios e seu tratamento degradante, reforçando e corroborando o teor das declarações prestadas por SERGIO CABRAL, no sentido de que tem sido objeto de retaliações, especialmente a partir de decisões desta Suprema Corte contrárias aos propósitos policiais, de membros do MP e de juízes de primeiro grau. Nessa linha, informou SERGIO CABRAL que, na carceragem, após protestar contra seu agrilhoamento, dois agentes federais disseram que “se quisesse ser mais bem tratado deveria fazer delação”. Tocante ao histórico, esclareceu ter sido preso preventivamente em 17.11.2016, por força de duas decisões, uma expedida pela 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, a outra pela 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro. Inicialmente detido na sede da Polícia Federal do Rio de Janeiro, SERGIO CABRAL foi depois transferido para Bangu 8. A partir daí, o preso passou a responder a vários processos na Vara Federal do Rio de Janeiro, e a um apenas em Curitiba. As primeiras condenações ocorreram simultaneamente, em setembro de 2017, uma em cada Vara Federal – PR e RJ. Atualmente, o preso tem contra si 23 processos criminais, já 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 27 528 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF condenado em 5 deles a um total de 100 anos, aproximadamente. Foi conduzido ao Foro do RJ dezenas de vezes, tendo sido transferido de presídio pelo menos três vezes, sempre sem algemas. As transferências, segundo o preso, tiveram natureza persecutória, funcionando como penalização, retaliação. A primeira transferência, logo depois de ter recebido a visita do presidente da ALERJ no Bangu 8, em 12/2016. No mesmo dia, soube pelo noticiário que o Ministério Público solicitara sua transferência, o que se deu no dia seguinte por determinação do Juízo da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, para a carceragem da PF em Curitiba. Nessa subseção judiciária, não foi ouvido nem participou de audiências, vale dizer, não havia motivo para sua transferência àquele local. Permaneceu durante uma semana até retornar ao presídio de Benfica-RJ. A segunda transferência de presídio do RJ para PR foi determinada em abril de 2017, para ser ouvido em processo do Juízo da 13ª Vara de Curitiba, no qual posteriormente veio a mencionada condenação, tendo retornado em seguida para o Rio de Janeiro. A terceira transferência passou primeiro por uma tentativa determinada pelo Juízo da 7ª Vara do RJ de encaminhar o preso para o presídio federal de Campo Grande-MS, em 11 de novembro de 2017, após o preso ter mencionado o tema das lojas de bijuterias de familiares do respectivo magistrado, em depoimento prestado em 23.10.2017 (fato amplamente noticiado a partir de entrevista do próprio juiz, dentre outras, em 15.2.2017 - http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/02/1858829-juiz-da-lava-jato- no-rj-se-destaca-por-penas-duras-e-religiosidade.shtml). Houve bloqueio dessa transferência por determinação desta Corte, o que desencadeou novas medidas judiciais contra o preso. Por ocasião dessa decisão do STF, veicularam-se notícias de supostas regalias ao preso em Benfica, conforme noticiários televisivos, culminando-se com a apresentação de um relatório a respeito produzido pelo Ministério Público. Por meio de notícias noturnas de televisão do dia 16.1.2018, soube o 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF condenado em 5 deles a um total de 100 anos, aproximadamente. Foi conduzido ao Foro do RJ dezenas de vezes, tendo sido transferido de presídio pelo menos três vezes, sempre sem algemas. As transferências, segundo o preso, tiveram natureza persecutória, funcionando como penalização, retaliação. A primeira transferência, logo depois de ter recebido a visita do presidente da ALERJ no Bangu 8, em 12/2016. No mesmo dia, soube pelo noticiário que o Ministério Público solicitara sua transferência, o que se deu no dia seguinte por determinação do Juízo da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, para a carceragem da PF em Curitiba. Nessa subseção judiciária, não foi ouvido nem participou de audiências, vale dizer, não havia motivo para sua transferência àquele local. Permaneceu durante uma semana até retornar ao presídio de Benfica-RJ. A segunda transferência de presídio do RJ para PR foi determinada em abril de 2017, para ser ouvido em processo do Juízo da 13ª Vara de Curitiba, no qual posteriormente veio a mencionada condenação, tendo retornado em seguida para o Rio de Janeiro. A terceira transferência passou primeiro por uma tentativa determinada pelo Juízo da 7ª Vara do RJ de encaminhar o preso para o presídio federal de Campo Grande-MS, em 11 de novembro de 2017, após o preso ter mencionado o tema das lojas de bijuterias de familiares do respectivo magistrado, em depoimento prestado em 23.10.2017 (fato amplamente noticiado a partir de entrevista do próprio juiz, dentre outras, em 15.2.2017 - http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/02/1858829-juiz-da-lava-jato- no-rj-se-destaca-por-penas-duras-e-religiosidade.shtml). Houve bloqueio dessa transferência por determinação desta Corte, o que desencadeou novas medidas judiciais contra o preso. Por ocasião dessa decisão do STF, veicularam-se notícias de supostas regalias ao preso em Benfica, conforme noticiários televisivos, culminando-se com a apresentação de um relatório a respeito produzido pelo Ministério Público. Por meio de notícias noturnas de televisão do dia 16.1.2018, soube o 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 27 529 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF preso de pedidos de transferência feitos por membros do MPF do Rio de Janeiro e de Curitiba. No dia seguinte, em programa noticioso do meio- dia, a reportagem informou que ambos os Juízos, da 7ª e 13ª Varas Federais, haviam determinado conjuntamente a transferência para Curitiba. Na subseção judiciária de Curitiba, não havia processos ou inquéritos policiais em andamento, embora se tivesse mencionado a existência de um PIC. No RJ, havia ainda em andamento 18 processos criminais em fase de instrução, circunstância que, de acordo com ditames constitucionais e processuais, recomendava sua permanência no distrito da culpa (contraditório, ampla defesa, economicidade, eficiência, etc). A chegada do preso a Curitiba, transportado sem algemas, ocorreu no início da noite de 17.1.2018, tendo sido recepcionado na pista do aeroporto por duas equipes de policiais, uma em cada viatura. Dali foi conduzido, sem algemas, para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal. Na manhã de 18.1.2018, o preso foi avisado por dois inspetores do DEPEN que seria levado ao IML para exame de corpo de delito. Colocado na sala da administração, ali foi revistado e depois algemado pelas mãos, cintura e pés, completamente imobilizado, sem explicações. Protestou, mas foi advertido de que somente delatores recebiam melhor tratamento, e que estavam seguindo ordens, determinações superiores. Teve dificuldades de locomoção, seguiu no guarda-presos da viatura algemado da mesma forma - mãos, cinturas e pés acorrentados. No pátio do IML, percebeu a presença de muitos jornalistas que aguardavam sua chegada. Desembarcou da caçamba do veículo com dificuldade, reclamou que as algemas e o policial o estavam machucando, conforme denuncia o vídeo disponível na internet em www.youtube.com/watch? v=cr_uYt9UEio, acessado em 11 de junho de 2018. Neste ponto, cumpre consignar que o policial teria dito a CABRAL, segurando-o pelo braço, para que andasse mais devagar para que assim as algemas não o machucassem. Pois bem, em Curitiba, SERGIO CABRAL não foi ouvido em 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF preso de pedidos de transferência feitos por membros do MPF do Rio de Janeiro e de Curitiba. No dia seguinte, em programa noticioso do meio- dia, a reportagem informou que ambos os Juízos, da 7ª e 13ª Varas Federais, haviam determinado conjuntamente a transferência para Curitiba. Na subseção judiciária de Curitiba, não havia processos ou inquéritos policiais em andamento, embora se tivesse mencionado a existência de um PIC. No RJ, havia ainda em andamento 18 processos criminais em fase de instrução, circunstância que, de acordo com ditames constitucionais e processuais, recomendava sua permanência no distrito da culpa (contraditório, ampla defesa, economicidade, eficiência, etc). A chegada do preso a Curitiba, transportado sem algemas, ocorreu no início da noite de 17.1.2018, tendo sido recepcionado na pista do aeroporto por duas equipes de policiais, uma em cada viatura. Dali foi conduzido, sem algemas, para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal. Na manhã de 18.1.2018, o preso foi avisado por dois inspetores do DEPEN que seria levado ao IML para exame de corpo de delito. Colocado na sala da administração, ali foi revistado e depois algemado pelas mãos, cintura e pés, completamente imobilizado, sem explicações. Protestou, mas foi advertido de que somente delatores recebiam melhor tratamento, e que estavam seguindo ordens, determinações superiores. Teve dificuldades de locomoção, seguiu no guarda-presos da viatura algemado da mesma forma - mãos, cinturas e pés acorrentados. No pátio do IML, percebeu a presença de muitos jornalistas que aguardavam sua chegada. Desembarcou da caçamba do veículo com dificuldade, reclamou que as algemas e o policial o estavam machucando, conforme denuncia o vídeo disponível na internet em www.youtube.com/watch? v=cr_uYt9UEio, acessado em 11 de junho de 2018. Neste ponto, cumpre consignar que o policial teria dito a CABRAL, segurando-o pelo braço, para que andasse mais devagar para que assim as algemas não o machucassem. Pois bem, em Curitiba, SERGIO CABRAL não foi ouvido em 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 27 530 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF nenhum procedimento, nem mesmo no inquérito policial instaurado para apurar os mesmos fatos aqui tratados. Permaneceu em Curitiba quatro meses, sem justificativa legal, por decisão que veio de encontro à determinação desta Corte. Causa preocupação a simples cogitação de que, de alguma forma, decisões judiciais possam ser determinadas visando causar desgaste físico e psicológicos nos presos para, dessa forma, forçar a obtenção de delações. Precisamos ter todo o cuidado com isso. O uso de algemas, por expressa determinação legal, deveria ficar restrito aos casos extremos de resistência e oferecimento de real perigo por parte do preso. Os excessos, como os aqui claramente constatados, de atentado à integridade física do preso, expondo-o a constrangimentos e humilhações, constituem "abuso de autoridade", nos termos dos arts. 3º, alíneas “a” e “i”, e 4º, alínea “b”, da Lei 4.898/65 (Lei de Abuso de Autoridade). Feitas todas essas considerações, voto por determinar a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, para o mesmo fim. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF nenhum procedimento, nem mesmo no inquérito policial instaurado para apurar os mesmos fatos aqui tratados. Permaneceu em Curitiba quatro meses, sem justificativa legal, por decisão que veio de encontro à determinação desta Corte. Causa preocupação a simples cogitação de que, de alguma forma, decisões judiciais possam ser determinadas visando causar desgaste físico e psicológicos nos presos para, dessa forma, forçar a obtenção de delações. Precisamos ter todo o cuidado com isso. O uso de algemas, por expressa determinação legal, deveria ficar restrito aos casos extremos de resistência e oferecimento de real perigo por parte do preso. Os excessos, como os aqui claramente constatados, de atentado à integridade física do preso, expondo-o a constrangimentos e humilhações, constituem "abuso de autoridade", nos termos dos arts. 3º, alíneas “a” e “i”, e 4º, alínea “b”, da Lei 4.898/65 (Lei de Abuso de Autoridade). Feitas todas essas considerações, voto por determinar a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, para o mesmo fim. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 27 531 Aditamento ao Voto 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL ADITAMENTO AO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Em complementação ao voto proferido na sessão de 12 de junho de 2018, que determinou a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, oficie-se ao Ministro da Segurança Pública para que informe sobre as medidas adotadas em relação ao caso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995886. Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL ADITAMENTO AO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Em complementação ao voto proferido na sessão de 12 de junho de 2018, que determinou a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, oficie-se ao Ministro da Segurança Pública para que informe sobre as medidas adotadas em relação ao caso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 27 532 Incidências ao Voto 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL INCIDÊNCIAS AO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Esta lei - é curioso, é bom relembrar, nos tempos sombrios que estamos vivendo - foi um projeto de lei elaborado e subscrito por ninguém mais, ninguém menos do que o legendário Milton Campos, Ministro da Justiça de Castelo Branco. Senhores Ministros, trouxe esse relato porque ele é revelador de um conjunto de práticas que precisam ser analisados pela Corte. Primeiro, costumeiramente tenta-se contornar decisões da Corte - e isso não é incomum -, emitindo, por exemplo, uma nova ordem, um novo HC, que acaba chegando aqui, ou uma reclamação. Às vezes, em combinação com o Ministério Público, pede-se de novo uma prisão. Isso não é incomum. Nesse caso, tudo sugere um concerto entre os juízes da 13ª Vara de Curitiba e da 7ª Vara do Rio de Janeiro para superar a decisão que determinou a permanência, no Rio, do investigado e denunciado Sérgio Cabral. E, depois, essa exposição abusiva do preso, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL INCIDÊNCIAS AO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Esta lei - é curioso, é bom relembrar, nos tempos sombrios que estamos vivendo - foi um projeto de lei elaborado e subscrito por ninguém mais, ninguém menos do que o legendário Milton Campos, Ministro da Justiça de Castelo Branco. Senhores Ministros, trouxe esse relato porque ele é revelador de um conjunto de práticas que precisam ser analisados pela Corte. Primeiro, costumeiramente tenta-se contornar decisões da Corte - e isso não é incomum -, emitindo, por exemplo, uma nova ordem, um novo HC, que acaba chegando aqui, ou uma reclamação. Às vezes, em combinação com o Ministério Público, pede-se de novo uma prisão. Isso não é incomum. Nesse caso, tudo sugere um concerto entre os juízes da 13ª Vara de Curitiba e da 7ª Vara do Rio de Janeiro para superar a decisão que determinou a permanência, no Rio, do investigado e denunciado Sérgio Cabral. E, depois, essa exposição abusiva do preso, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 27 533 Incidências ao Voto INQ 4696 / DF num protocolo, num cerimonial de humilhação. Por isso, Senhores Ministros, estou trazendo estas considerações. E gostaria de dizer que, na sessão em que decidimos sobre a abertura deste inquérito, nós discutimos, com bastante intensidade, há a necessidade de que esta Corte - ela mesma - abra os inquéritos para fazer as investigações e que passe a tomar deliberações nesses casos. Aqui, tínhamos percebido que se abriu um inquérito, em Curitiba, para investigar eventuais abusos. Mas nada se fez, simplesmente se abriu o inquérito. Um mero faz de conta. Inclusive a Doutora Raquel disse isso e se manifestou contra a abertura do inquérito. Esta Corte precisa preservar as suas competências e a sua autoridade. A toda hora, temos procuradores, por exemplo, no twitter, atacando esta Corte, desqualificando os seus magistrados, criticando decisões do Supremo Tribunal Federal. Nenhuma providência se toma. Eles que são partes interessadas. É preciso que nós respondamos, e o art. 43 dá a base para isto de maneira clara, evitando que em pouco tempo nós tenhamos tortura em praça pública, Ministro Fachin, porque caminha-se para isso. Esse é um caso que nos enche de vergonha. Quem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF num protocolo, num cerimonial de humilhação. Por isso, Senhores Ministros, estou trazendo estas considerações. E gostaria de dizer que, na sessão em que decidimos sobre a abertura deste inquérito, nós discutimos, com bastante intensidade, há a necessidade de que esta Corte - ela mesma - abra os inquéritos para fazer as investigações e que passe a tomar deliberações nesses casos. Aqui, tínhamos percebido que se abriu um inquérito, em Curitiba, para investigar eventuais abusos. Mas nada se fez, simplesmente se abriu o inquérito. Um mero faz de conta. Inclusive a Doutora Raquel disse isso e se manifestou contra a abertura do inquérito. Esta Corte precisa preservar as suas competências e a sua autoridade. A toda hora, temos procuradores, por exemplo, no twitter, atacando esta Corte, desqualificando os seus magistrados, criticando decisões do Supremo Tribunal Federal. Nenhuma providência se toma. Eles que são partes interessadas. É preciso que nós respondamos, e o art. 43 dá a base para isto de maneira clara, evitando que em pouco tempo nós tenhamos tortura em praça pública, Ministro Fachin, porque caminha-se para isso. Esse é um caso que nos enche de vergonha. Quem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 27 534 Incidências ao Voto INQ 4696 / DF perpetra esse tipo de coisa e a concebe não é órgão de Estado, é delinquente, tem espírito de delinquente, é celerado. Esse é o caso mais claro, clássico, daquilo que se chama vilipêndio da dignidade da pessoa humana - fazer homem o objeto do processo estatal. Se alguém quiser buscar um exemplo de atentado contra a dignidade da pessoa humana, busque esse episódio, perpetrado por policiais, talvez por juízes, e isso precisa ser verificado. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF perpetra esse tipo de coisa e a concebe não é órgão de Estado, é delinquente, tem espírito de delinquente, é celerado. Esse é o caso mais claro, clássico, daquilo que se chama vilipêndio da dignidade da pessoa humana - fazer homem o objeto do processo estatal. Se alguém quiser buscar um exemplo de atentado contra a dignidade da pessoa humana, busque esse episódio, perpetrado por policiais, talvez por juízes, e isso precisa ser verificado. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 27 535 Esclarecimento 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Senhor Relator, peço um esclarecimento a Vossa Excelência. A primeira impressão que tive é de que Vossa Excelência estaria determinando a abertura de um inquérito aqui na própria Casa. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não, nós determinamos naquele dia. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Relatório do inquérito que esta Turma decidiu abrir. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Perfeito. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Inclusive, segui o precedente de Vossa Excelência num caso... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu estava aqui estudando, existem inquéritos internos também no âmbito do Poder Legislativo, isso é habitualmente praticado quando se trata de suposto delito praticado nas dependências da Casa ou decorrentes dos trabalhos da Casa. Vossa Excelência, então, combinando o que se contém no art. 21-A, 43 e também 70 do Regimento Interno, mandou e, depois, nós confirmamos aqui, no âmbito desta Segunda Turma, a abertura de um inquérito aqui e designou um Juiz-Relator, nos termos do art. 21-A da nossa Lei interna. Agora, Vossa Excelência traz à apreciação deste Plenário o resultado deste inquérito e sugere, finalmente, que as autoridades competentes, agora enunciadas por Vossa Excelência ao final do voto, tomem as providências cabíveis. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AA7-C5EB-715E-7B05 e senha 2AF8-A808-2069-47D5 Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Senhor Relator, peço um esclarecimento a Vossa Excelência. A primeira impressão que tive é de que Vossa Excelência estaria determinando a abertura de um inquérito aqui na própria Casa. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não, nós determinamos naquele dia. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Relatório do inquérito que esta Turma decidiu abrir. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Perfeito. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Inclusive, segui o precedente de Vossa Excelência num caso... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu estava aqui estudando, existem inquéritos internos também no âmbito do Poder Legislativo, isso é habitualmente praticado quando se trata de suposto delito praticado nas dependências da Casa ou decorrentes dos trabalhos da Casa. Vossa Excelência, então, combinando o que se contém no art. 21-A, 43 e também 70 do Regimento Interno, mandou e, depois, nós confirmamos aqui, no âmbito desta Segunda Turma, a abertura de um inquérito aqui e designou um Juiz-Relator, nos termos do art. 21-A da nossa Lei interna. Agora, Vossa Excelência traz à apreciação deste Plenário o resultado deste inquérito e sugere, finalmente, que as autoridades competentes, agora enunciadas por Vossa Excelência ao final do voto, tomem as providências cabíveis. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AA7-C5EB-715E-7B05 e senha 2AF8-A808-2069-47D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 27 536 Explicação 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Presidente, penso que a decisão já foi tomada quando decidimos pela abertura da investigação ou do inquérito, e não suponha aqui investigação de autoridade com foro, mas investiga, sim, eventual atentado à dignidade de decisão desta Corte. Isso se deu depois de se examinar o tema numa reclamação, em que se colocou essa discussão. Portanto é disso que se cuida. Esta é uma questão crucial, a meu ver, no momento em que estamos vivendo. Eu vou lembrar, por exemplo, um dispositivo da Lei Orgânica da Corte Constitucional alemã, que claramente diz: O tribunal dispõe de todos os meios e modos para fazer cumprir suas decisões. E nós estamos vivendo uma situação absolutamente extravagante, a toda hora se amontoam decisões contrárias às decisões tomadas por esta Corte. Vossa Excelência inclusive, anteriormente - e eu citei no relatório -, tinha determinado a instauração de uma investigação e designou também um juiz auxiliar. Neste caso específico, é importante a consideração trazida pelo Doutor Vilhena, é extremamente constrangedor, para o Ministério Público e para a Polícia Federal, o resultado da investigação anunciada. Por quê? Porque não se fez a investigação, ela não se realizou, não houve depoimento sequer do investigado. Portanto, já é um abuso em si mesmo invocar a possibilidade de arquivamento desta decisão tomada pela Turma. O que é importante é assentar que estamos no plano da preservação da competência desta Corte. Vossa Excelência tem chamado muito a atenção para o art. 43 do Regimento Interno, que, a rigor, se estende a todos os Órgãos do Tribunal. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Poder de polícia. E se me permite, Ministro Gilmar Mendes, no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A21F-D206-B2E7-C7F8 e senha 1EBF-769D-321E-0AEE Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Presidente, penso que a decisão já foi tomada quando decidimos pela abertura da investigação ou do inquérito, e não suponha aqui investigação de autoridade com foro, mas investiga, sim, eventual atentado à dignidade de decisão desta Corte. Isso se deu depois de se examinar o tema numa reclamação, em que se colocou essa discussão. Portanto é disso que se cuida. Esta é uma questão crucial, a meu ver, no momento em que estamos vivendo. Eu vou lembrar, por exemplo, um dispositivo da Lei Orgânica da Corte Constitucional alemã, que claramente diz: O tribunal dispõe de todos os meios e modos para fazer cumprir suas decisões. E nós estamos vivendo uma situação absolutamente extravagante, a toda hora se amontoam decisões contrárias às decisões tomadas por esta Corte. Vossa Excelência inclusive, anteriormente - e eu citei no relatório -, tinha determinado a instauração de uma investigação e designou também um juiz auxiliar. Neste caso específico, é importante a consideração trazida pelo Doutor Vilhena, é extremamente constrangedor, para o Ministério Público e para a Polícia Federal, o resultado da investigação anunciada. Por quê? Porque não se fez a investigação, ela não se realizou, não houve depoimento sequer do investigado. Portanto, já é um abuso em si mesmo invocar a possibilidade de arquivamento desta decisão tomada pela Turma. O que é importante é assentar que estamos no plano da preservação da competência desta Corte. Vossa Excelência tem chamado muito a atenção para o art. 43 do Regimento Interno, que, a rigor, se estende a todos os Órgãos do Tribunal. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Poder de polícia. E se me permite, Ministro Gilmar Mendes, no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A21F-D206-B2E7-C7F8 e senha 1EBF-769D-321E-0AEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 27 537 Explicação INQ 4696 / DF "Título 1" do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, que tem por denominação "Do Tribunal", no último capítulo deste título, que é o Capítulo IX, art. 46, seu primeiro artigo diz: "Capítulo IX DA REPRESENTAÇÃO POR DESOBEDIÊNCIA OU DESACATO Art. 46. Sempre que tiver conhecimento de desobediência a ordem emanada do Tribunal ou de seus Ministros, no exercício da função, ou de desacato ao Tribunal ou a seus Ministros, o Presidente comunicará o fato ao órgão competente do Ministério Público, provendo-o dos elementos de que dispuser para a propositura da ação penal. Art. 47. Decorrido o prazo de trinta dias, sem que tenha sido instaurada a ação penal, o Presidente dará ciência ao Tribunal, em sessão secreta, para as providências que julgar necessárias." Esses dispositivos foram recepcionados como lei ordinária, porque o regimento interno assim o foi, e já há precedentes do Plenário. E, embora isso faça referência à figura do Presidente, é evidente que os órgãos fracionários, todos eles, representam o Tribunal, todos eles. É como penso. Aqui há um desacato, uma desobediência flagrante, uma ida à idade média, quanto à Súmula Vinculante nº 11. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A21F-D206-B2E7-C7F8 e senha 1EBF-769D-321E-0AEE Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF "Título 1" do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, que tem por denominação "Do Tribunal", no último capítulo deste título, que é o Capítulo IX, art. 46, seu primeiro artigo diz: "Capítulo IX DA REPRESENTAÇÃO POR DESOBEDIÊNCIA OU DESACATO Art. 46. Sempre que tiver conhecimento de desobediência a ordem emanada do Tribunal ou de seus Ministros, no exercício da função, ou de desacato ao Tribunal ou a seus Ministros, o Presidente comunicará o fato ao órgão competente do Ministério Público, provendo-o dos elementos de que dispuser para a propositura da ação penal. Art. 47. Decorrido o prazo de trinta dias, sem que tenha sido instaurada a ação penal, o Presidente dará ciência ao Tribunal, em sessão secreta, para as providências que julgar necessárias." Esses dispositivos foram recepcionados como lei ordinária, porque o regimento interno assim o foi, e já há precedentes do Plenário. E, embora isso faça referência à figura do Presidente, é evidente que os órgãos fracionários, todos eles, representam o Tribunal, todos eles. É como penso. Aqui há um desacato, uma desobediência flagrante, uma ida à idade média, quanto à Súmula Vinculante nº 11. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A21F-D206-B2E7-C7F8 e senha 1EBF-769D-321E-0AEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 27 538 Vista 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VISTA O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminentes Ministros, eminente Ministro-Relator, eu principio a manifestação que faço, assentando que não me parece haver dúvida quanto ao legítimo interesse institucional que há nessa matéria, por parte do Tribunal, nomeadamente em fazer cumprir, na sua inteireza, as decisões emanadas deste Tribunal por seus órgãos colegiados ou monocraticamente por um de seus integrantes. Em segundo lugar, eu também observo, Senhor Presidente - e enquanto o ilustre Subprocurador da República lia a manifestação da Doutora Raquel Dodge, eu estava aqui acompanhando a leitura e a tenho sob meus olhos -, efetivamente nota-se essa posição que veio da Procuradoria pelo arquivamento. Entretanto, procurei nas manifestações diversas e da deliberação desta Turma - pelo menos até este momento aqui -, não encontrei irresignação em forma recursal eventualmente expressada pelo Ministério Público. Portanto, anoto esse aspecto que, de qualquer sorte, até porque a deliberação foi por maioria e poderia obviamente ser o tema recolocado em debate. Faço, portanto, essas duas observações iniciais na minha manifestação. Por outro lado, Senhor Presidente e eminente Ministro-Relator, por coincidência de pauta, está indicada à pauta - e essa indicação eu já a fiz algumas sessões atrás - a Petição 7.321, em sede de agravo regimental, cuja matéria de fundo apresenta uma ponte com esse debate no que diz respeito à assim denominada atribuição ratione muneris, que pode vir a ser colocada, neste debate, que foi suscitada pelo Ministério Público, embora, como disse e repito, em sede ainda de pedido de arquivamento; e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967546. Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VISTA O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminentes Ministros, eminente Ministro-Relator, eu principio a manifestação que faço, assentando que não me parece haver dúvida quanto ao legítimo interesse institucional que há nessa matéria, por parte do Tribunal, nomeadamente em fazer cumprir, na sua inteireza, as decisões emanadas deste Tribunal por seus órgãos colegiados ou monocraticamente por um de seus integrantes. Em segundo lugar, eu também observo, Senhor Presidente - e enquanto o ilustre Subprocurador da República lia a manifestação da Doutora Raquel Dodge, eu estava aqui acompanhando a leitura e a tenho sob meus olhos -, efetivamente nota-se essa posição que veio da Procuradoria pelo arquivamento. Entretanto, procurei nas manifestações diversas e da deliberação desta Turma - pelo menos até este momento aqui -, não encontrei irresignação em forma recursal eventualmente expressada pelo Ministério Público. Portanto, anoto esse aspecto que, de qualquer sorte, até porque a deliberação foi por maioria e poderia obviamente ser o tema recolocado em debate. Faço, portanto, essas duas observações iniciais na minha manifestação. Por outro lado, Senhor Presidente e eminente Ministro-Relator, por coincidência de pauta, está indicada à pauta - e essa indicação eu já a fiz algumas sessões atrás - a Petição 7.321, em sede de agravo regimental, cuja matéria de fundo apresenta uma ponte com esse debate no que diz respeito à assim denominada atribuição ratione muneris, que pode vir a ser colocada, neste debate, que foi suscitada pelo Ministério Público, embora, como disse e repito, em sede ainda de pedido de arquivamento; e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 27 539 Vista INQ 4696 / DF também foi ferida pelo eminente Ministro-Relator. Portanto, nessa petição, ao discutir este tema da competência constitucionalmente atribuída ao Supremo, e ao trazer à colação nesta petição o debate sobre o alcance do supervisionamento de procedimentos investigatórios, há uma coincidência no conteúdo desta petição que indiquei o julgamento e no que traz agora à colação o eminente Ministro Gilmar Mendes, suscitando, à luz das premissas que Sua Excelência trouxe nas suas considerações e trouxe ao debate, suscitando um exame cuidadoso e zeloso da matéria. Por essa coincidência, Senhor Presidente, eu me permito indicar adiamento da petição sob minha relatoria, e peço vista deste inquérito para o exame da matéria de fundo, tanto do inquérito, quanto desta petição. Peço vista, portanto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967546. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF também foi ferida pelo eminente Ministro-Relator. Portanto, nessa petição, ao discutir este tema da competência constitucionalmente atribuída ao Supremo, e ao trazer à colação nesta petição o debate sobre o alcance do supervisionamento de procedimentos investigatórios, há uma coincidência no conteúdo desta petição que indiquei o julgamento e no que traz agora à colação o eminente Ministro Gilmar Mendes, suscitando, à luz das premissas que Sua Excelência trouxe nas suas considerações e trouxe ao debate, suscitando um exame cuidadoso e zeloso da matéria. Por essa coincidência, Senhor Presidente, eu me permito indicar adiamento da petição sob minha relatoria, e peço vista deste inquérito para o exame da matéria de fundo, tanto do inquérito, quanto desta petição. Peço vista, portanto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 27 540 Extrato de Ata - 12/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.696 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: Após o voto do Ministro Gilmar Mendes, no sentido da submissão deste inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério de Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho da Justiça Federal, para as providências devidas, pediu vista o Ministro Edson Fachin. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.6.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15099031 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.696 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: Após o voto do Ministro Gilmar Mendes, no sentido da submissão deste inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério de Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho da Justiça Federal, para as providências devidas, pediu vista o Ministro Edson Fachin. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.6.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15099031 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 27 541 Voto Vista 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL VOTO - VISTA O Senhor Ministro Edson Fachin: Senhor Presidente, pedi vista na assentada passada para melhor análise do feito, em especial em razão do Agravo Regimental na Petição 7.321, de minha relatoria, cujo tema, em alguma medida, assemelha-se ao ora posto. Com efeito, considero as regras de distribuição de competência, em matéria afeta a investigações penais, previstas no art. 102 da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (…) b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República ; c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica , ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores , os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente;” Ademais, sequer é dado ao legislador infraconstitucional ampliar as atribuições jurisdicionais da Corte Suprema: “A taxatividade do rol de competências constitucionais originárias do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é absoluta , não havendo possibilidades de ampliação direta e expressa por meio de edição de lei ordinária.” (Inq 4506 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL VOTO - VISTA O Senhor Ministro Edson Fachin: Senhor Presidente, pedi vista na assentada passada para melhor análise do feito, em especial em razão do Agravo Regimental na Petição 7.321, de minha relatoria, cujo tema, em alguma medida, assemelha-se ao ora posto. Com efeito, considero as regras de distribuição de competência, em matéria afeta a investigações penais, previstas no art. 102 da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (…) b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República ; c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica , ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores , os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente;” Ademais, sequer é dado ao legislador infraconstitucional ampliar as atribuições jurisdicionais da Corte Suprema: “A taxatividade do rol de competências constitucionais originárias do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é absoluta , não havendo possibilidades de ampliação direta e expressa por meio de edição de lei ordinária.” (Inq 4506 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 27 542 Voto Vista INQ 4696 / DF ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 14/11/2017, grifei ) Embora não expressamente previsto no texto constitucional, o Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido de que a competência de processar e julgar alcança, por consequência, a fase investigatória, desde que presentes indícios mínimos de envolvimento de autoridade detentora de foro por prerrogativa no âmbito desta Suprema Corte (Inq 3.438, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, julgado em 11/11/2014). Além disso, a competência penal originária do STF é determinada pelo critério ratione muneris, inexistindo lastro constitucional para chancelar a atribuição desta Suprema Corte para supervisionar apurações criminais com base em justificativas outras, ainda que afetas ao legítimo interesse institucional do Tribunal. Observo que, no caso em exame, não há indicação do envolvimento de quaisquer pessoas investidas nas funções listadas pelo art. 102, CRFB. De qualquer forma, a questão da instauração do presente Inquérito no âmbito desta Suprema Corte restou superada por ocasião do julgamento do HC 152.720, em 10 de abril de 2018, quando, por maioria, esta Turma assim deliberou, conforme constou da Certidão de Julgamento: “A Turma, por maioria, concedeu a ordem, para determinar que os Juízos de origem providenciem o retorno do paciente, com brevidade, a estabelecimento penal no Estado do Rio de Janeiro, devendo o transporte ser sem o uso de algemas, e determinou, ainda, que se instaure investigação para apurar eventual abuso de autoridade na exibição do paciente às câmeras de televisão algemado por pés e mãos, durante o transporte, a ser relatada pelo Ministro Gilmar Mendes, que nomeou para conduzi-la o Magistrado Instrutor Ali Mazloum, determinando à Secretaria Judiciária a autuação, na classe inquérito, e distribuição à relatoria do Ministro Gilmar Mendes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 14/11/2017, grifei ) Embora não expressamente previsto no texto constitucional, o Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido de que a competência de processar e julgar alcança, por consequência, a fase investigatória, desde que presentes indícios mínimos de envolvimento de autoridade detentora de foro por prerrogativa no âmbito desta Suprema Corte (Inq 3.438, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, julgado em 11/11/2014). Além disso, a competência penal originária do STF é determinada pelo critério ratione muneris, inexistindo lastro constitucional para chancelar a atribuição desta Suprema Corte para supervisionar apurações criminais com base em justificativas outras, ainda que afetas ao legítimo interesse institucional do Tribunal. Observo que, no caso em exame, não há indicação do envolvimento de quaisquer pessoas investidas nas funções listadas pelo art. 102, CRFB. De qualquer forma, a questão da instauração do presente Inquérito no âmbito desta Suprema Corte restou superada por ocasião do julgamento do HC 152.720, em 10 de abril de 2018, quando, por maioria, esta Turma assim deliberou, conforme constou da Certidão de Julgamento: “A Turma, por maioria, concedeu a ordem, para determinar que os Juízos de origem providenciem o retorno do paciente, com brevidade, a estabelecimento penal no Estado do Rio de Janeiro, devendo o transporte ser sem o uso de algemas, e determinou, ainda, que se instaure investigação para apurar eventual abuso de autoridade na exibição do paciente às câmeras de televisão algemado por pés e mãos, durante o transporte, a ser relatada pelo Ministro Gilmar Mendes, que nomeou para conduzi-la o Magistrado Instrutor Ali Mazloum, determinando à Secretaria Judiciária a autuação, na classe inquérito, e distribuição à relatoria do Ministro Gilmar Mendes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 27 543 Voto Vista INQ 4696 / DF Determinou, também, que se comunique essa decisão à Procuradoria-Geral da República e à Diretoria-Geral da Polícia Federal, tudo nos termos do voto do Relator, vencido o Presidente. Feitas essas ressalvas, adiro à conclusão do voto do eminente Relator, ao encaminhar à Procuradoria-Geral da República, Secretaria de Segurança Pública, CNMP e CNJ, cópias do feito para que, nesses Órgãos, se delibere sobre providências que se entender cabíveis diante dos relatos ora apresentados. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF Determinou, também, que se comunique essa decisão à Procuradoria-Geral da República e à Diretoria-Geral da Polícia Federal, tudo nos termos do voto do Relator, vencido o Presidente. Feitas essas ressalvas, adiro à conclusão do voto do eminente Relator, ao encaminhar à Procuradoria-Geral da República, Secretaria de Segurança Pública, CNMP e CNJ, cópias do feito para que, nesses Órgãos, se delibere sobre providências que se entender cabíveis diante dos relatos ora apresentados. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 27 544 Extrato de Ata - 14/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.696 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: Após o voto do Ministro Gilmar Mendes, no sentido da submissão deste inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério de Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho da Justiça Federal, para as providências devidas, pediu vista o Ministro Edson Fachin. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.6.2018. Decisão: A Turma, por votação unânime, determinou a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, para o mesmo fim, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8832-F9B3-D787-5F02 e senha 1C2B-6EA5-9122-AFF9 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.696 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: Após o voto do Ministro Gilmar Mendes, no sentido da submissão deste inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério de Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho da Justiça Federal, para as providências devidas, pediu vista o Ministro Edson Fachin. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.6.2018. Decisão: A Turma, por votação unânime, determinou a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, para o mesmo fim, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8832-F9B3-D787-5F02 e senha 1C2B-6EA5-9122-AFF9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 27 545
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748434157
2018-08-14T00:00:00
2018-10-15T00:00:00
Após o voto do Ministro Gilmar Mendes, no sentido da submissão deste inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério de Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho da Justiça Federal, para as providências devidas, pediu vista o Ministro Edson Fachin. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2ª Turma, 12.6.2018. Decisão: A Turma, por votação unânime, determinou a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, para o mesmo fim, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018.
INQUÉRITO
Inquérito instaurado por determinação da Segunda Turma do STF. 2. Transferência de Preso. 3. Abuso no uso de algemas. Violação à Súmula Vinculante nº 11 do STF. 4. Remessa de cópia do inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério da Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e Conselho Nacional do Ministério Público. 5. Manutenção da competência desta Corte para a supervisão dos atos subsequentes a serem praticados.
sjur392410
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA, STF) Inq 3438 (1ªT), Inq 4506 AgR (1ªT). - Legislação estrangeira citada: Lei Orgânica da Corte Constitucional alemã; Ordenações Filipinas, de 1603. - Veja HC 152720 e Pet 7321 do STF. Número de páginas: 27. Análise: 12/12/2018, JRS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
4696
[ "LEG-IMP CCI ANO-1830\n CCI-1830 CODIGO CRIMINAL DO IMPERIO DO BRAZIL (LEI DE 16 DE DEZEMBRO)\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-B LET-C \n ART-0103A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-004898 ANO-1965\n ART-00003 LET-A LET-I ART-00004 \n LET-B\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00199\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00284\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED DEC-008858 ANO-2016\n ART-00001 INC-00001 INC-00002 INC-00003 \n ART-00002\n DECRETO\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-0021A ART-00043 ART-00046 ART-00047 \n ART-00070\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUV-000011 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Inq
acordaos
Inq 4696
[ "" ]
AUTOR(A/S)(ES) : SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Inquérito instaurado por determinação da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. 2. Transferência de Preso. 3. Abuso no uso de algemas. Violação à Súmula Vinculante n 11 do Supremo Tribunal Federal. 4. Remessa de cópia do inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério da Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e Conselho Nacional do Ministério Público. 5. Manutenção da competência desta Corte para a supervisão dos atos subsequentes a serem praticados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, determinar a remessa de cópias deste inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de agosto de 2018. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995885. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 27 519 Relatório 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Instaurou-se o presente inquérito por determinação da Segunda Turma, nos autos do Habeas Corpus 152.720-DF, em que é paciente SERGIO DE OLIVEIRA CABRAL SANTOS FILHO, então preso no Complexo Médico Penal de Pinhais – PR. Por meio do inquérito, busca-se reunir material para análise de eventual violação a direitos humanos e descumprimento da Súmula Vinculante 11 desta Corte, tendo em vista a exibição midiática do aludido preso, algemado pelas mãos, cintura e pés, na manhã de 18.1.2018, quando submetido à custódia e responsabilidade do Estado para a realização de exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Curitiba – PR. Registre-se que SERGIO CABRAL, no contexto fático aqui tratado, esteve submetido à jurisdição deste Tribunal por força de dois habeas corpus impetrados em seu favor, havendo elementos indicativos de afrontas sistemáticas às decisões desta Corte, bem como à aludida súmula vinculante, a teor do art. 102, “I”, da Constituição Federal. O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal confere ao relator a adoção de medidas para a preservação de suas decisões, conforme dicção dos arts. 21-A e 70. Além disso, o art. 43 do RISTF estabelece a possibilidade de instauração de inquérito no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Para instruir o feito, designei o juiz-instrutor de meu Gabinete, Dr. Ali Mazloum, e oficiei à PGR para, querendo, acompanhar a apuração. O juiz-instrutor colheu as declarações de SERGIO CABRAL, que foi Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993811. Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Instaurou-se o presente inquérito por determinação da Segunda Turma, nos autos do Habeas Corpus 152.720-DF, em que é paciente SERGIO DE OLIVEIRA CABRAL SANTOS FILHO, então preso no Complexo Médico Penal de Pinhais – PR. Por meio do inquérito, busca-se reunir material para análise de eventual violação a direitos humanos e descumprimento da Súmula Vinculante 11 desta Corte, tendo em vista a exibição midiática do aludido preso, algemado pelas mãos, cintura e pés, na manhã de 18.1.2018, quando submetido à custódia e responsabilidade do Estado para a realização de exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal de Curitiba – PR. Registre-se que SERGIO CABRAL, no contexto fático aqui tratado, esteve submetido à jurisdição deste Tribunal por força de dois habeas corpus impetrados em seu favor, havendo elementos indicativos de afrontas sistemáticas às decisões desta Corte, bem como à aludida súmula vinculante, a teor do art. 102, “I”, da Constituição Federal. O Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal confere ao relator a adoção de medidas para a preservação de suas decisões, conforme dicção dos arts. 21-A e 70. Além disso, o art. 43 do RISTF estabelece a possibilidade de instauração de inquérito no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Para instruir o feito, designei o juiz-instrutor de meu Gabinete, Dr. Ali Mazloum, e oficiei à PGR para, querendo, acompanhar a apuração. O juiz-instrutor colheu as declarações de SERGIO CABRAL, que foi Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 27 520 Relatório INQ 4696 / DF ouvido na sede do TRF/2... Região no Rio de Janeiro. Na sequência, em Curitiba, na Superintendência Regional da Polícia Federal, ouviu sete agentes que participaram da escolta do preso, desde a custódia da PF até o Instituto Médico Legal e, dali, ao Complexo Médico Penal de Pinhais. Outros elementos foram produzidos, tais como inspeções, fotografias e registros documentais, todos juntados aos autos físicos do presente inquérito. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993811. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF ouvido na sede do TRF/2... Região no Rio de Janeiro. Na sequência, em Curitiba, na Superintendência Regional da Polícia Federal, ouviu sete agentes que participaram da escolta do preso, desde a custódia da PF até o Instituto Médico Legal e, dali, ao Complexo Médico Penal de Pinhais. Outros elementos foram produzidos, tais como inspeções, fotografias e registros documentais, todos juntados aos autos físicos do presente inquérito. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993811. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 27 521 Voto - MIN. GILMAR MENDES 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O presente inquérito foi instaurado, por determinação desta Segunda Turma, para apuração dos fatos que envolveram a transferência do paciente do HC 152720 para o Complexo Médico Penal de Pinhais, no Paraná. Analisadas as evidências à luz de todas as circunstâncias que gravitam em torno dos fatos, pode-se concluir, com alto grau de certeza, pela ocorrência de efetivo e ostensivo abuso no uso de algemas, além de deliberada exposição do preso ao público pelas lentes da imprensa, previamente avisada e posicionada no local. Ressalte-se, em nosso sistema legal, desde as Ordenações Filipinas do século XVII, passando pelo Código Criminal do Império de 1830 e pelo atual Código de Processo Penal, de 1941, a questão do uso de força pelo Estado sempre mereceu algum tratamento, mesmo em períodos ditatoriais. O Código de Processo Penal em vigor, elaborado em 1941, em plena Ditadura Vargas, confere a seguinte proteção a direito fundamental da pessoa detida: “Art. 284 Não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso”. Com relação específica ao uso de algemas, prevê o artigo 199 da Lei 7.210/1984 (LEP): “Art. 199 O emprego de algemas será disciplinado por decreto federal”. Referido Decreto Regulamentar atual é o de número 8.858/2016, que assim dispõe: “Art. 1... O emprego de algemas observará o disposto neste Decreto e terá como diretrizes: I - o inciso III do caput do art. 1... e o inciso III do caput do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O presente inquérito foi instaurado, por determinação desta Segunda Turma, para apuração dos fatos que envolveram a transferência do paciente do HC 152720 para o Complexo Médico Penal de Pinhais, no Paraná. Analisadas as evidências à luz de todas as circunstâncias que gravitam em torno dos fatos, pode-se concluir, com alto grau de certeza, pela ocorrência de efetivo e ostensivo abuso no uso de algemas, além de deliberada exposição do preso ao público pelas lentes da imprensa, previamente avisada e posicionada no local. Ressalte-se, em nosso sistema legal, desde as Ordenações Filipinas do século XVII, passando pelo Código Criminal do Império de 1830 e pelo atual Código de Processo Penal, de 1941, a questão do uso de força pelo Estado sempre mereceu algum tratamento, mesmo em períodos ditatoriais. O Código de Processo Penal em vigor, elaborado em 1941, em plena Ditadura Vargas, confere a seguinte proteção a direito fundamental da pessoa detida: “Art. 284 Não será permitido o emprego de força, salvo a indispensável no caso de resistência ou de tentativa de fuga do preso”. Com relação específica ao uso de algemas, prevê o artigo 199 da Lei 7.210/1984 (LEP): “Art. 199 O emprego de algemas será disciplinado por decreto federal”. Referido Decreto Regulamentar atual é o de número 8.858/2016, que assim dispõe: “Art. 1... O emprego de algemas observará o disposto neste Decreto e terá como diretrizes: I - o inciso III do caput do art. 1... e o inciso III do caput do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 27 522 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF art. 5... da Constituição, que dispõem sobre a proteção e a promoção da dignidade da pessoa humana e sobre a proibição de submissão ao tratamento desumano e degradante; II - a Resolução no 2010/16, de 22 de julho de 2010, das Nações Unidas sobre o tratamento de mulheres presas e medidas não privativas de liberdade para mulheres infratoras (Regras de Bangkok); e III - o Pacto de San José da Costa Rica, que determina o tratamento humanitário dos presos e, em especial, das mulheres em condição de vulnerabilidade. Art. 2... É permitido o emprego de algemas apenas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, causado pelo preso ou por terceiros, justificada a sua excepcionalidade por escrito”. A utilização de algemas pelo Estado, por ser um instrumento de força e poder, sempre despertou preocupação com a possibilidade de abusos, daí o disciplinamento legal para evitar desnecessária submissão do preso a tratamento desumano e degradante. Com efeito, o termo “algema” provém do árabe “al jamad”, que significa “pulseira”, e evoluiu no sentido de aprisionar-se, acorrentar, submeter o súdito com ferro, prostrá-lo diante do poder. Por isso, há certo paradoxo entre a aplicação desse instrumento de força e o Estado Democrático de Direito, circunstância que recomenda e impõe cautela em sua utilização, que deve estar reservada a situações excepcionalíssimas, a saber, segundo normas gerais, internas e externas (tratados internacionais): casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, causado pelo preso ou por terceiros. Nessa linha de entendimento jurisprudencial, esta Corte sumulou o tema, dispondo a Súmula Vinculante 11: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF art. 5... da Constituição, que dispõem sobre a proteção e a promoção da dignidade da pessoa humana e sobre a proibição de submissão ao tratamento desumano e degradante; II - a Resolução no 2010/16, de 22 de julho de 2010, das Nações Unidas sobre o tratamento de mulheres presas e medidas não privativas de liberdade para mulheres infratoras (Regras de Bangkok); e III - o Pacto de San José da Costa Rica, que determina o tratamento humanitário dos presos e, em especial, das mulheres em condição de vulnerabilidade. Art. 2... É permitido o emprego de algemas apenas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, causado pelo preso ou por terceiros, justificada a sua excepcionalidade por escrito”. A utilização de algemas pelo Estado, por ser um instrumento de força e poder, sempre despertou preocupação com a possibilidade de abusos, daí o disciplinamento legal para evitar desnecessária submissão do preso a tratamento desumano e degradante. Com efeito, o termo “algema” provém do árabe “al jamad”, que significa “pulseira”, e evoluiu no sentido de aprisionar-se, acorrentar, submeter o súdito com ferro, prostrá-lo diante do poder. Por isso, há certo paradoxo entre a aplicação desse instrumento de força e o Estado Democrático de Direito, circunstância que recomenda e impõe cautela em sua utilização, que deve estar reservada a situações excepcionalíssimas, a saber, segundo normas gerais, internas e externas (tratados internacionais): casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, causado pelo preso ou por terceiros. Nessa linha de entendimento jurisprudencial, esta Corte sumulou o tema, dispondo a Súmula Vinculante 11: “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 27 523 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”. É cediço que o instituto da súmula vinculante é de aplicação obrigatória, não só para o próprio Poder Judiciário, como para toda a Administração Pública, estabelecendo a Constituição Federal, em seu artigo 103-A: “Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei”. Feita essa breve explanação, veja-se o motivo apurado durante a investigação para a submissão do preso SERGIO CABRAL ao uso de algemas de pulso atadas a cinto de contenção, combinadas a marca-passo ou algemas de pés. Na versão dos agentes da escolta, o local onde se situava o IML (órgão público) estaria tomado por uma “multidão ensandecida”; era como uma “zona de guerra”, um “lugar de alto risco”; não haveria controle das pessoas que para ali acorriam e a multidão, que nutria extraordinário ódio por CABRAL, aguardava a sua chegada. Por essa razão, diante desse grave quadro retratado pelos policiais, a equipe decidiu que o preso deveria ser algemado pelas mãos, cintura e pés, reduzindo-lhe por completo a mobilidade para sobre ele se ter total controle e, assim, “protegê-lo de possíveis agressões verbais e físicas de terceiros”. Essa versão, nitidamente ensaiada pelos agentes policiais, consta dos autos, extraída dos depoimentos colhidos, conforme se vê do relatório 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”. É cediço que o instituto da súmula vinculante é de aplicação obrigatória, não só para o próprio Poder Judiciário, como para toda a Administração Pública, estabelecendo a Constituição Federal, em seu artigo 103-A: “Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei”. Feita essa breve explanação, veja-se o motivo apurado durante a investigação para a submissão do preso SERGIO CABRAL ao uso de algemas de pulso atadas a cinto de contenção, combinadas a marca-passo ou algemas de pés. Na versão dos agentes da escolta, o local onde se situava o IML (órgão público) estaria tomado por uma “multidão ensandecida”; era como uma “zona de guerra”, um “lugar de alto risco”; não haveria controle das pessoas que para ali acorriam e a multidão, que nutria extraordinário ódio por CABRAL, aguardava a sua chegada. Por essa razão, diante desse grave quadro retratado pelos policiais, a equipe decidiu que o preso deveria ser algemado pelas mãos, cintura e pés, reduzindo-lhe por completo a mobilidade para sobre ele se ter total controle e, assim, “protegê-lo de possíveis agressões verbais e físicas de terceiros”. Essa versão, nitidamente ensaiada pelos agentes policiais, consta dos autos, extraída dos depoimentos colhidos, conforme se vê do relatório 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 27 524 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF elaborado pelo juiz instrutor; esse cenário foi efetiva e audaciosamente versado sem nenhum tipo de constrangimento! Nem seria preciso dizer que até mesmo o mais cândido ouvinte não acreditaria nessa versão. Qualquer pessoa de meridiana inteligência sabe que a imobilização do preso com ferros e correntes não o ajudaria em nada contra possíveis agressões de uma multidão ensandecida. Caso houvesse perigo real de “linchamento”, conforme prévio conhecimento obtido pela equipe de escolta, que estava em número bastante reduzido – ainda segundo a versão policial –, o procedimento padrão de segurança indicaria a necessidade de se abortar, imediatamente, a condução do preso à área onde estaria exposto a alto risco de morte. Entretanto, diante da probabilidade de atentados (na versão da equipe de escolta), os policiais, em número reduzido, lançaram-se mesmo assim em meio à multidão encolerizada, conduzindo o preso, em compasso lento, acorrentado pelas mãos, cintura e pés, retirando-lhe com isso até mesmo a possibilidade de, simplesmente, erguer as mãos para proteger o próprio rosto contra um simples tapa. É trivial que atar as mãos algemadas à cintura serve, unicamente, ao propósito de impedir que o preso possa desferir golpes contra terceiros, não o contrário! Essa forma de acorrentamento poderia ter justificativas em presos com histórico de violência e alta periculosidade, o que não era o caso. A origem do cinto ou cinturão de contenção, aliás, remonta à Santa Inquisição, pelo qual eram atadas as mãos para facilitar a aplicação de quaisquer tipos de torturas ou o abandono do preso à morte por fome ou pela incapacidade de defender-se de ataques de feras. O escárnio do Estado-policial com as leis deste país é patente, a ponto de se dizer em alto e bom som que a Súmula Vinculante 11 desta Corte, para os agentes, não valia nada! Veja-se depoimento da agente Ana Clara, transcrita no relatório. Em síntese, vejamos o que mais se disse: Indagado ao agente Jackson como a imobilização com algemas 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF elaborado pelo juiz instrutor; esse cenário foi efetiva e audaciosamente versado sem nenhum tipo de constrangimento! Nem seria preciso dizer que até mesmo o mais cândido ouvinte não acreditaria nessa versão. Qualquer pessoa de meridiana inteligência sabe que a imobilização do preso com ferros e correntes não o ajudaria em nada contra possíveis agressões de uma multidão ensandecida. Caso houvesse perigo real de “linchamento”, conforme prévio conhecimento obtido pela equipe de escolta, que estava em número bastante reduzido – ainda segundo a versão policial –, o procedimento padrão de segurança indicaria a necessidade de se abortar, imediatamente, a condução do preso à área onde estaria exposto a alto risco de morte. Entretanto, diante da probabilidade de atentados (na versão da equipe de escolta), os policiais, em número reduzido, lançaram-se mesmo assim em meio à multidão encolerizada, conduzindo o preso, em compasso lento, acorrentado pelas mãos, cintura e pés, retirando-lhe com isso até mesmo a possibilidade de, simplesmente, erguer as mãos para proteger o próprio rosto contra um simples tapa. É trivial que atar as mãos algemadas à cintura serve, unicamente, ao propósito de impedir que o preso possa desferir golpes contra terceiros, não o contrário! Essa forma de acorrentamento poderia ter justificativas em presos com histórico de violência e alta periculosidade, o que não era o caso. A origem do cinto ou cinturão de contenção, aliás, remonta à Santa Inquisição, pelo qual eram atadas as mãos para facilitar a aplicação de quaisquer tipos de torturas ou o abandono do preso à morte por fome ou pela incapacidade de defender-se de ataques de feras. O escárnio do Estado-policial com as leis deste país é patente, a ponto de se dizer em alto e bom som que a Súmula Vinculante 11 desta Corte, para os agentes, não valia nada! Veja-se depoimento da agente Ana Clara, transcrita no relatório. Em síntese, vejamos o que mais se disse: Indagado ao agente Jackson como a imobilização com algemas 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 27 525 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF impediria as potenciais (imaginárias) agressões verbais contra o preso, respondeu ele que “o preso poderia ficar alterado e correr para o lado errado, atrapalhando a integridade física dele, que é o principal objetivo da escolta”. O agente Paulo deixou claro desconhecer algum outro preso submetido à mesma situação, informando que apenas DELATORES “têm um tratamento diferenciado, melhor”. Explicou o agente Jorge que, em caso de necessidade de rápida evacuação do local, por conta dos anunciados ataques da multidão, “se necessário fosse, carregaria o preso CABRAL para levá-lo até a viatura rapidamente”. Disse o agente Saulo: “O algemamento confere segurança à integridade do preso, já que ele tem vários desafetos, como é o caso do MARCINHO VP”. Continua o depoente afirmando que não sabia como a reportagem sabia que CABRAL seria conduzido ao IML. Sublinha, ainda, que a intenção do algemamento seria protegê-lo da imprensa. Indagados sobre algum dado concreto a respeito de eventual possibilidade de agressão ao preso, em síntese, colheu-se dos agentes a informação de que “circulava pela internet um vídeo do perigoso bandido conhecido por ‘MARCINHO VP’, que representava ameaças à integridade de CABRAL”. Todavia, no referido vídeo há, no máximo, um desabafo no qual se fala da decepção com o governo CABRAL, e que agora (preso) ele estaria colhendo o que plantou. Dali não se extrai nenhuma ameaça de morte, nenhum dado concreto disso. Confira-se em: https://www.youtube.com/watch?v=4qciuRyhVX0, acessado em 11 de junho de 2018. Referido vídeo, produzido em outubro de 2017, enquanto CABRAL esteve em penitenciárias do Rio de Janeiro, respondendo a diversos processos, conduzido várias vezes, não acarretou a mesma forma de agrilhoamento para a sua “proteção” contra o vídeo de “MARCINHO VP”. Sobre o local em que a viatura estacionou para o desembarque de CABRAL no IML, esclareceram os agentes, em síntese que “pararam a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF impediria as potenciais (imaginárias) agressões verbais contra o preso, respondeu ele que “o preso poderia ficar alterado e correr para o lado errado, atrapalhando a integridade física dele, que é o principal objetivo da escolta”. O agente Paulo deixou claro desconhecer algum outro preso submetido à mesma situação, informando que apenas DELATORES “têm um tratamento diferenciado, melhor”. Explicou o agente Jorge que, em caso de necessidade de rápida evacuação do local, por conta dos anunciados ataques da multidão, “se necessário fosse, carregaria o preso CABRAL para levá-lo até a viatura rapidamente”. Disse o agente Saulo: “O algemamento confere segurança à integridade do preso, já que ele tem vários desafetos, como é o caso do MARCINHO VP”. Continua o depoente afirmando que não sabia como a reportagem sabia que CABRAL seria conduzido ao IML. Sublinha, ainda, que a intenção do algemamento seria protegê-lo da imprensa. Indagados sobre algum dado concreto a respeito de eventual possibilidade de agressão ao preso, em síntese, colheu-se dos agentes a informação de que “circulava pela internet um vídeo do perigoso bandido conhecido por ‘MARCINHO VP’, que representava ameaças à integridade de CABRAL”. Todavia, no referido vídeo há, no máximo, um desabafo no qual se fala da decepção com o governo CABRAL, e que agora (preso) ele estaria colhendo o que plantou. Dali não se extrai nenhuma ameaça de morte, nenhum dado concreto disso. Confira-se em: https://www.youtube.com/watch?v=4qciuRyhVX0, acessado em 11 de junho de 2018. Referido vídeo, produzido em outubro de 2017, enquanto CABRAL esteve em penitenciárias do Rio de Janeiro, respondendo a diversos processos, conduzido várias vezes, não acarretou a mesma forma de agrilhoamento para a sua “proteção” contra o vídeo de “MARCINHO VP”. Sobre o local em que a viatura estacionou para o desembarque de CABRAL no IML, esclareceram os agentes, em síntese que “pararam a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 27 526 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF viatura a cerca de 15 (quinze) metros da sala de exames, isso era o mais próximo que puderam chegar do local” (Saulo). A caminhada vagarosa em direção à sala de exames foi, segundo a versão policial, causada pelo próprio SERGIO CABRAL para mostrar a forma como estava algemado, ou seja, o rigor das algemas, que antes era para ter absoluto controle do preso em caso de agressão, agora é invertida – o controlado passa a controlar os policiais em uma espécie de marcha fúnebre! A “zona de guerra”, portanto, que deveria ter sido evacuada para permitir o ingresso dos policiais com o preso em risco de morte, serviu a outros propósitos. O local foi inspecionado. Constata-se, claramente, no cotejo de fotografias feitas pela imprensa com aquelas tiradas durante a inspeção judicial, que a parada da viatura, distante da sala de exames, teve o nítido propósito de permitir a espetacularização dos fatos (conforme fotos disponíveis no endereço: www.google.com.br/search? q=sergio+cabral+preso+algemado+iml&tbm=isch&tbo=u&source=univ&s, acessado em 11 de junho de 2018. Mediante análise do endereço eletrônico indicado, chama a atenção, pela série de imagens captadas no local pela imprensa, a inexistência de indícios mínimos de que ali havia realmente alguma “multidão ensandecida” que queria eliminar o preso, conforme relato dos policiais. Nada disso. Percebe-se apenas o trabalho tranquilo de profissionais da imprensa no local, na produção das centenas de matérias jornalísticas noticiadas. As imagens indicadas no relatório revelam isso. As imagens revelam, ainda, que a viatura poderia ter se aproximado bem mais da sala de exames, evitando a marcha de quase 15 metros empreendida pela escolta com o preso, o qual teve de “passar em revista” por dezenas de jornalistas e fotógrafos perfilados para capturar a cena. Observe-se, nas fotografias e vídeos, que a imprensa pôde trabalhar tranquilamente, posicionando-se pelo amplo pátio do IML em locais estratégicos para a tomada das melhores imagens. A escolta poderia ter aberto o guarda-preso da viatura em local mais 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF viatura a cerca de 15 (quinze) metros da sala de exames, isso era o mais próximo que puderam chegar do local” (Saulo). A caminhada vagarosa em direção à sala de exames foi, segundo a versão policial, causada pelo próprio SERGIO CABRAL para mostrar a forma como estava algemado, ou seja, o rigor das algemas, que antes era para ter absoluto controle do preso em caso de agressão, agora é invertida – o controlado passa a controlar os policiais em uma espécie de marcha fúnebre! A “zona de guerra”, portanto, que deveria ter sido evacuada para permitir o ingresso dos policiais com o preso em risco de morte, serviu a outros propósitos. O local foi inspecionado. Constata-se, claramente, no cotejo de fotografias feitas pela imprensa com aquelas tiradas durante a inspeção judicial, que a parada da viatura, distante da sala de exames, teve o nítido propósito de permitir a espetacularização dos fatos (conforme fotos disponíveis no endereço: www.google.com.br/search? q=sergio+cabral+preso+algemado+iml&tbm=isch&tbo=u&source=univ&s, acessado em 11 de junho de 2018. Mediante análise do endereço eletrônico indicado, chama a atenção, pela série de imagens captadas no local pela imprensa, a inexistência de indícios mínimos de que ali havia realmente alguma “multidão ensandecida” que queria eliminar o preso, conforme relato dos policiais. Nada disso. Percebe-se apenas o trabalho tranquilo de profissionais da imprensa no local, na produção das centenas de matérias jornalísticas noticiadas. As imagens indicadas no relatório revelam isso. As imagens revelam, ainda, que a viatura poderia ter se aproximado bem mais da sala de exames, evitando a marcha de quase 15 metros empreendida pela escolta com o preso, o qual teve de “passar em revista” por dezenas de jornalistas e fotógrafos perfilados para capturar a cena. Observe-se, nas fotografias e vídeos, que a imprensa pôde trabalhar tranquilamente, posicionando-se pelo amplo pátio do IML em locais estratégicos para a tomada das melhores imagens. A escolta poderia ter aberto o guarda-preso da viatura em local mais 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 27 527 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF seguro, por onde poderia deslocar-se com o preso por um corredor que dá na sala de exames, dificultando a ação e série de filmagens e fotografias tiradas pela imprensa. Porém, naquele lugar, um corredor estreito, não haveria o mesmo espaço proporcionado pelos policiais à imprensa para à tomada furtiva de imagens, conforme demonstram as fotografias. É inquestionável a parada estratégica da viatura policial naquele ponto, pois o lugar forneceria à imprensa, como de fato aconteceu, a grande quantidade de material que se viu publicada pelas mídias, alusiva ao grotesco cenário protagonizado involuntariamente pelo preso. Por outro lado, assinale-se que o relato policial de que delatores tinham tratamento melhor é revelador de um método, que há muito vem sendo denunciado por advogados de presos. E, nesse sentido, além dessa informação obtida no depoimento policial, some-se à fantástica versão apresentada a cronologia das repentinas transferências do preso para outros presídios e seu tratamento degradante, reforçando e corroborando o teor das declarações prestadas por SERGIO CABRAL, no sentido de que tem sido objeto de retaliações, especialmente a partir de decisões desta Suprema Corte contrárias aos propósitos policiais, de membros do Medida Provisória e de juízes de primeiro grau. Nessa linha, informou SERGIO CABRAL que, na carceragem, após protestar contra seu agrilhoamento, dois agentes federais disseram que “se quisesse ser mais bem tratado deveria fazer delação”. Tocante ao histórico, esclareceu ter sido preso preventivamente em 17.11.2016, por força de duas decisões, uma expedida pela 13... Vara Criminal Federal de Curitiba, a outra pela 7... Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro. Inicialmente detido na sede da Polícia Federal do Rio de Janeiro, SERGIO CABRAL foi depois transferido para Bangu 8. A partir daí, o preso passou a responder a vários processos na Vara Federal do Rio de Janeiro, e a um apenas em Curitiba. As primeiras condenações ocorreram simultaneamente, em setembro de 2017, uma em cada Vara Federal – PR e RJ. Atualmente, o preso tem contra si 23 processos criminais, já 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF seguro, por onde poderia deslocar-se com o preso por um corredor que dá na sala de exames, dificultando a ação e série de filmagens e fotografias tiradas pela imprensa. Porém, naquele lugar, um corredor estreito, não haveria o mesmo espaço proporcionado pelos policiais à imprensa para à tomada furtiva de imagens, conforme demonstram as fotografias. É inquestionável a parada estratégica da viatura policial naquele ponto, pois o lugar forneceria à imprensa, como de fato aconteceu, a grande quantidade de material que se viu publicada pelas mídias, alusiva ao grotesco cenário protagonizado involuntariamente pelo preso. Por outro lado, assinale-se que o relato policial de que delatores tinham tratamento melhor é revelador de um método, que há muito vem sendo denunciado por advogados de presos. E, nesse sentido, além dessa informação obtida no depoimento policial, some-se à fantástica versão apresentada a cronologia das repentinas transferências do preso para outros presídios e seu tratamento degradante, reforçando e corroborando o teor das declarações prestadas por SERGIO CABRAL, no sentido de que tem sido objeto de retaliações, especialmente a partir de decisões desta Suprema Corte contrárias aos propósitos policiais, de membros do Medida Provisória e de juízes de primeiro grau. Nessa linha, informou SERGIO CABRAL que, na carceragem, após protestar contra seu agrilhoamento, dois agentes federais disseram que “se quisesse ser mais bem tratado deveria fazer delação”. Tocante ao histórico, esclareceu ter sido preso preventivamente em 17.11.2016, por força de duas decisões, uma expedida pela 13... Vara Criminal Federal de Curitiba, a outra pela 7... Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro. Inicialmente detido na sede da Polícia Federal do Rio de Janeiro, SERGIO CABRAL foi depois transferido para Bangu 8. A partir daí, o preso passou a responder a vários processos na Vara Federal do Rio de Janeiro, e a um apenas em Curitiba. As primeiras condenações ocorreram simultaneamente, em setembro de 2017, uma em cada Vara Federal – PR e RJ. Atualmente, o preso tem contra si 23 processos criminais, já 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 27 528 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF condenado em 5 deles a um total de 100 anos, aproximadamente. Foi conduzido ao Foro do RJ dezenas de vezes, tendo sido transferido de presídio pelo menos três vezes, sempre sem algemas. As transferências, segundo o preso, tiveram natureza persecutória, funcionando como penalização, retaliação. A primeira transferência, logo depois de ter recebido a visita do presidente da ALERJ no Bangu 8, em 12/2016. No mesmo dia, soube pelo noticiário que o Ministério Público solicitara sua transferência, o que se deu no dia seguinte por determinação do Juízo da 7... Vara Federal do Rio de Janeiro, para a carceragem da PF em Curitiba. Nessa subseção judiciária, não foi ouvido nem participou de audiências, vale dizer, não havia motivo para sua transferência àquele local. Permaneceu durante uma semana até retornar ao presídio de Benfica-RJ. A segunda transferência de presídio do RJ para PR foi determinada em abril de 2017, para ser ouvido em processo do Juízo da 13... Vara de Curitiba, no qual posteriormente veio a mencionada condenação, tendo retornado em seguida para o Rio de Janeiro. A terceira transferência passou primeiro por uma tentativa determinada pelo Juízo da 7... Vara do RJ de encaminhar o preso para o presídio federal de Campo Grande-MS, em 11 de novembro de 2017, após o preso ter mencionado o tema das lojas de bijuterias de familiares do respectivo magistrado, em depoimento prestado em 23.10.2017 (fato amplamente noticiado a partir de entrevista do próprio juiz, dentre outras, em 15.2.2017 - http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/02/1858829-juiz-da-lava-jato- no-rj-se-destaca-por-penas-duras-e-religiosidade.shtml). Houve bloqueio dessa transferência por determinação desta Corte, o que desencadeou novas medidas judiciais contra o preso. Por ocasião dessa decisão do Supremo Tribunal Federal, veicularam-se notícias de supostas regalias ao preso em Benfica, conforme noticiários televisivos, culminando-se com a apresentação de um relatório a respeito produzido pelo Ministério Público. Por meio de notícias noturnas de televisão do dia 16.1.2018, soube o 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF condenado em 5 deles a um total de 100 anos, aproximadamente. Foi conduzido ao Foro do RJ dezenas de vezes, tendo sido transferido de presídio pelo menos três vezes, sempre sem algemas. As transferências, segundo o preso, tiveram natureza persecutória, funcionando como penalização, retaliação. A primeira transferência, logo depois de ter recebido a visita do presidente da ALERJ no Bangu 8, em 12/2016. No mesmo dia, soube pelo noticiário que o Ministério Público solicitara sua transferência, o que se deu no dia seguinte por determinação do Juízo da 7... Vara Federal do Rio de Janeiro, para a carceragem da PF em Curitiba. Nessa subseção judiciária, não foi ouvido nem participou de audiências, vale dizer, não havia motivo para sua transferência àquele local. Permaneceu durante uma semana até retornar ao presídio de Benfica-RJ. A segunda transferência de presídio do RJ para PR foi determinada em abril de 2017, para ser ouvido em processo do Juízo da 13... Vara de Curitiba, no qual posteriormente veio a mencionada condenação, tendo retornado em seguida para o Rio de Janeiro. A terceira transferência passou primeiro por uma tentativa determinada pelo Juízo da 7... Vara do RJ de encaminhar o preso para o presídio federal de Campo Grande-MS, em 11 de novembro de 2017, após o preso ter mencionado o tema das lojas de bijuterias de familiares do respectivo magistrado, em depoimento prestado em 23.10.2017 (fato amplamente noticiado a partir de entrevista do próprio juiz, dentre outras, em 15.2.2017 - http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/02/1858829-juiz-da-lava-jato- no-rj-se-destaca-por-penas-duras-e-religiosidade.shtml). Houve bloqueio dessa transferência por determinação desta Corte, o que desencadeou novas medidas judiciais contra o preso. Por ocasião dessa decisão do Supremo Tribunal Federal, veicularam-se notícias de supostas regalias ao preso em Benfica, conforme noticiários televisivos, culminando-se com a apresentação de um relatório a respeito produzido pelo Ministério Público. Por meio de notícias noturnas de televisão do dia 16.1.2018, soube o 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 27 529 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF preso de pedidos de transferência feitos por membros do MPF do Rio de Janeiro e de Curitiba. No dia seguinte, em programa noticioso do meio- dia, a reportagem informou que ambos os Juízos, da 7... e 13... Varas Federais, haviam determinado conjuntamente a transferência para Curitiba. Na subseção judiciária de Curitiba, não havia processos ou inquéritos policiais em andamento, embora se tivesse mencionado a existência de um PIC. No RJ, havia ainda em andamento 18 processos criminais em fase de instrução, circunstância que, de acordo com ditames constitucionais e processuais, recomendava sua permanência no distrito da culpa (contraditório, ampla defesa, economicidade, eficiência, etc). A chegada do preso a Curitiba, transportado sem algemas, ocorreu no início da noite de 17.1.2018, tendo sido recepcionado na pista do aeroporto por duas equipes de policiais, uma em cada viatura. Dali foi conduzido, sem algemas, para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal. Na manhã de 18.1.2018, o preso foi avisado por dois inspetores do DEPEN que seria levado ao IML para exame de corpo de delito. Colocado na sala da administração, ali foi revistado e depois algemado pelas mãos, cintura e pés, completamente imobilizado, sem explicações. Protestou, mas foi advertido de que somente delatores recebiam melhor tratamento, e que estavam seguindo ordens, determinações superiores. Teve dificuldades de locomoção, seguiu no guarda-presos da viatura algemado da mesma forma - mãos, cinturas e pés acorrentados. No pátio do IML, percebeu a presença de muitos jornalistas que aguardavam sua chegada. Desembarcou da caçamba do veículo com dificuldade, reclamou que as algemas e o policial o estavam machucando, conforme denuncia o vídeo disponível na internet em www.youtube.com/watch? v=cr_uYt9UEio, acessado em 11 de junho de 2018. Neste ponto, cumpre consignar que o policial teria dito a CABRAL, segurando-o pelo braço, para que andasse mais devagar para que assim as algemas não o machucassem. Pois bem, em Curitiba, SERGIO CABRAL não foi ouvido em 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF preso de pedidos de transferência feitos por membros do MPF do Rio de Janeiro e de Curitiba. No dia seguinte, em programa noticioso do meio- dia, a reportagem informou que ambos os Juízos, da 7... e 13... Varas Federais, haviam determinado conjuntamente a transferência para Curitiba. Na subseção judiciária de Curitiba, não havia processos ou inquéritos policiais em andamento, embora se tivesse mencionado a existência de um PIC. No RJ, havia ainda em andamento 18 processos criminais em fase de instrução, circunstância que, de acordo com ditames constitucionais e processuais, recomendava sua permanência no distrito da culpa (contraditório, ampla defesa, economicidade, eficiência, etc). A chegada do preso a Curitiba, transportado sem algemas, ocorreu no início da noite de 17.1.2018, tendo sido recepcionado na pista do aeroporto por duas equipes de policiais, uma em cada viatura. Dali foi conduzido, sem algemas, para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal. Na manhã de 18.1.2018, o preso foi avisado por dois inspetores do DEPEN que seria levado ao IML para exame de corpo de delito. Colocado na sala da administração, ali foi revistado e depois algemado pelas mãos, cintura e pés, completamente imobilizado, sem explicações. Protestou, mas foi advertido de que somente delatores recebiam melhor tratamento, e que estavam seguindo ordens, determinações superiores. Teve dificuldades de locomoção, seguiu no guarda-presos da viatura algemado da mesma forma - mãos, cinturas e pés acorrentados. No pátio do IML, percebeu a presença de muitos jornalistas que aguardavam sua chegada. Desembarcou da caçamba do veículo com dificuldade, reclamou que as algemas e o policial o estavam machucando, conforme denuncia o vídeo disponível na internet em www.youtube.com/watch? v=cr_uYt9UEio, acessado em 11 de junho de 2018. Neste ponto, cumpre consignar que o policial teria dito a CABRAL, segurando-o pelo braço, para que andasse mais devagar para que assim as algemas não o machucassem. Pois bem, em Curitiba, SERGIO CABRAL não foi ouvido em 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 27 530 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 4696 / DF nenhum procedimento, nem mesmo no inquérito policial instaurado para apurar os mesmos fatos aqui tratados. Permaneceu em Curitiba quatro meses, sem justificativa legal, por decisão que veio de encontro à determinação desta Corte. Causa preocupação a simples cogitação de que, de alguma forma, decisões judiciais possam ser determinadas visando causar desgaste físico e psicológicos nos presos para, dessa forma, forçar a obtenção de delações. Precisamos ter todo o cuidado com isso. O uso de algemas, por expressa determinação legal, deveria ficar restrito aos casos extremos de resistência e oferecimento de real perigo por parte do preso. Os excessos, como os aqui claramente constatados, de atentado à integridade física do preso, expondo-o a constrangimentos e humilhações, constituem "abuso de autoridade", nos termos dos arts. 3..., alíneas “a” e “i”, e 4..., alínea “b”, da Lei 4.898/65 (Lei de Abuso de Autoridade). Feitas todas essas considerações, voto por determinar a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, para o mesmo fim. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF nenhum procedimento, nem mesmo no inquérito policial instaurado para apurar os mesmos fatos aqui tratados. Permaneceu em Curitiba quatro meses, sem justificativa legal, por decisão que veio de encontro à determinação desta Corte. Causa preocupação a simples cogitação de que, de alguma forma, decisões judiciais possam ser determinadas visando causar desgaste físico e psicológicos nos presos para, dessa forma, forçar a obtenção de delações. Precisamos ter todo o cuidado com isso. O uso de algemas, por expressa determinação legal, deveria ficar restrito aos casos extremos de resistência e oferecimento de real perigo por parte do preso. Os excessos, como os aqui claramente constatados, de atentado à integridade física do preso, expondo-o a constrangimentos e humilhações, constituem "abuso de autoridade", nos termos dos arts. 3..., alíneas “a” e “i”, e 4..., alínea “b”, da Lei 4.898/65 (Lei de Abuso de Autoridade). Feitas todas essas considerações, voto por determinar a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, para o mesmo fim. É como voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993812. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 27 531 Aditamento ao Voto 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL ADITAMENTO AO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Em complementação ao voto proferido na sessão de 12 de junho de 2018, que determinou a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, oficie-se ao Ministro da Segurança Pública para que informe sobre as medidas adotadas em relação ao caso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995886. Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL ADITAMENTO AO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Em complementação ao voto proferido na sessão de 12 de junho de 2018, que determinou a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, oficie-se ao Ministro da Segurança Pública para que informe sobre as medidas adotadas em relação ao caso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747995886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 27 532 Incidências ao Voto 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL INCIDÊNCIAS AO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Esta lei - é curioso, é bom relembrar, nos tempos sombrios que estamos vivendo - foi um projeto de lei elaborado e subscrito por ninguém mais, ninguém menos do que o legendário Milton Campos, Ministro da Justiça de Castelo Branco. Senhores Ministros, trouxe esse relato porque ele é revelador de um conjunto de práticas que precisam ser analisados pela Corte. Primeiro, costumeiramente tenta-se contornar decisões da Corte - e isso não é incomum -, emitindo, por exemplo, uma nova ordem, um novo HC, que acaba chegando aqui, ou uma reclamação. Às vezes, em combinação com o Ministério Público, pede-se de novo uma prisão. Isso não é incomum. Nesse caso, tudo sugere um concerto entre os juízes da 13... Vara de Curitiba e da 7... Vara do Rio de Janeiro para superar a decisão que determinou a permanência, no Rio, do investigado e denunciado Sérgio Cabral. E, depois, essa exposição abusiva do preso, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL INCIDÊNCIAS AO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Esta lei - é curioso, é bom relembrar, nos tempos sombrios que estamos vivendo - foi um projeto de lei elaborado e subscrito por ninguém mais, ninguém menos do que o legendário Milton Campos, Ministro da Justiça de Castelo Branco. Senhores Ministros, trouxe esse relato porque ele é revelador de um conjunto de práticas que precisam ser analisados pela Corte. Primeiro, costumeiramente tenta-se contornar decisões da Corte - e isso não é incomum -, emitindo, por exemplo, uma nova ordem, um novo HC, que acaba chegando aqui, ou uma reclamação. Às vezes, em combinação com o Ministério Público, pede-se de novo uma prisão. Isso não é incomum. Nesse caso, tudo sugere um concerto entre os juízes da 13... Vara de Curitiba e da 7... Vara do Rio de Janeiro para superar a decisão que determinou a permanência, no Rio, do investigado e denunciado Sérgio Cabral. E, depois, essa exposição abusiva do preso, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 27 533 Incidências ao Voto INQ 4696 / DF num protocolo, num cerimonial de humilhação. Por isso, Senhores Ministros, estou trazendo estas considerações. E gostaria de dizer que, na sessão em que decidimos sobre a abertura deste inquérito, nós discutimos, com bastante intensidade, há a necessidade de que esta Corte - ela mesma - abra os inquéritos para fazer as investigações e que passe a tomar deliberações nesses casos. Aqui, tínhamos percebido que se abriu um inquérito, em Curitiba, para investigar eventuais abusos. Mas nada se fez, simplesmente se abriu o inquérito. Um mero faz de conta. Inclusive a Doutora Raquel disse isso e se manifestou contra a abertura do inquérito. Esta Corte precisa preservar as suas competências e a sua autoridade. A toda hora, temos procuradores, por exemplo, no twitter, atacando esta Corte, desqualificando os seus magistrados, criticando decisões do Supremo Tribunal Federal. Nenhuma providência se toma. Eles que são partes interessadas. É preciso que nós respondamos, e o art. 43 dá a base para isto de maneira clara, evitando que em pouco tempo nós tenhamos tortura em praça pública, Ministro Fachin, porque caminha-se para isso. Esse é um caso que nos enche de vergonha. Quem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF num protocolo, num cerimonial de humilhação. Por isso, Senhores Ministros, estou trazendo estas considerações. E gostaria de dizer que, na sessão em que decidimos sobre a abertura deste inquérito, nós discutimos, com bastante intensidade, há a necessidade de que esta Corte - ela mesma - abra os inquéritos para fazer as investigações e que passe a tomar deliberações nesses casos. Aqui, tínhamos percebido que se abriu um inquérito, em Curitiba, para investigar eventuais abusos. Mas nada se fez, simplesmente se abriu o inquérito. Um mero faz de conta. Inclusive a Doutora Raquel disse isso e se manifestou contra a abertura do inquérito. Esta Corte precisa preservar as suas competências e a sua autoridade. A toda hora, temos procuradores, por exemplo, no twitter, atacando esta Corte, desqualificando os seus magistrados, criticando decisões do Supremo Tribunal Federal. Nenhuma providência se toma. Eles que são partes interessadas. É preciso que nós respondamos, e o art. 43 dá a base para isto de maneira clara, evitando que em pouco tempo nós tenhamos tortura em praça pública, Ministro Fachin, porque caminha-se para isso. Esse é um caso que nos enche de vergonha. Quem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 27 534 Incidências ao Voto INQ 4696 / DF perpetra esse tipo de coisa e a concebe não é órgão de Estado, é delinquente, tem espírito de delinquente, é celerado. Esse é o caso mais claro, clássico, daquilo que se chama vilipêndio da dignidade da pessoa humana - fazer homem o objeto do processo estatal. Se alguém quiser buscar um exemplo de atentado contra a dignidade da pessoa humana, busque esse episódio, perpetrado por policiais, talvez por juízes, e isso precisa ser verificado. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF perpetra esse tipo de coisa e a concebe não é órgão de Estado, é delinquente, tem espírito de delinquente, é celerado. Esse é o caso mais claro, clássico, daquilo que se chama vilipêndio da dignidade da pessoa humana - fazer homem o objeto do processo estatal. Se alguém quiser buscar um exemplo de atentado contra a dignidade da pessoa humana, busque esse episódio, perpetrado por policiais, talvez por juízes, e isso precisa ser verificado. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747993813. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 27 535 Esclarecimento 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Senhor Relator, peço um esclarecimento a Vossa Excelência. A primeira impressão que tive é de que Vossa Excelência estaria determinando a abertura de um inquérito aqui na própria Casa. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não, nós determinamos naquele dia. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Relatório do inquérito que esta Turma decidiu abrir. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Perfeito. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Inclusive, segui o precedente de Vossa Excelência num caso... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu estava aqui estudando, existem inquéritos internos também no âmbito do Poder Legislativo, isso é habitualmente praticado quando se trata de suposto delito praticado nas dependências da Casa ou decorrentes dos trabalhos da Casa. Vossa Excelência, então, combinando o que se contém no art. 21-A, 43 e também 70 do Regimento Interno, mandou e, depois, nós confirmamos aqui, no âmbito desta Segunda Turma, a abertura de um inquérito aqui e designou um Juiz-Relator, nos termos do art. 21-A da nossa Lei interna. Agora, Vossa Excelência traz à apreciação deste Plenário o resultado deste inquérito e sugere, finalmente, que as autoridades competentes, agora enunciadas por Vossa Excelência ao final do voto, tomem as providências cabíveis. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AA7-C5EB-715E-7B05 e senha 2AF8-A808-2069-47D5 Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Senhor Relator, peço um esclarecimento a Vossa Excelência. A primeira impressão que tive é de que Vossa Excelência estaria determinando a abertura de um inquérito aqui na própria Casa. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Não, nós determinamos naquele dia. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Relatório do inquérito que esta Turma decidiu abrir. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Perfeito. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Inclusive, segui o precedente de Vossa Excelência num caso... O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eu estava aqui estudando, existem inquéritos internos também no âmbito do Poder Legislativo, isso é habitualmente praticado quando se trata de suposto delito praticado nas dependências da Casa ou decorrentes dos trabalhos da Casa. Vossa Excelência, então, combinando o que se contém no art. 21-A, 43 e também 70 do Regimento Interno, mandou e, depois, nós confirmamos aqui, no âmbito desta Segunda Turma, a abertura de um inquérito aqui e designou um Juiz-Relator, nos termos do art. 21-A da nossa Lei interna. Agora, Vossa Excelência traz à apreciação deste Plenário o resultado deste inquérito e sugere, finalmente, que as autoridades competentes, agora enunciadas por Vossa Excelência ao final do voto, tomem as providências cabíveis. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AA7-C5EB-715E-7B05 e senha 2AF8-A808-2069-47D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 27 536 Explicação 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Presidente, penso que a decisão já foi tomada quando decidimos pela abertura da investigação ou do inquérito, e não suponha aqui investigação de autoridade com foro, mas investiga, sim, eventual atentado à dignidade de decisão desta Corte. Isso se deu depois de se examinar o tema numa reclamação, em que se colocou essa discussão. Portanto é disso que se cuida. Esta é uma questão crucial, a meu ver, no momento em que estamos vivendo. Eu vou lembrar, por exemplo, um dispositivo da Lei Orgânica da Corte Constitucional alemã, que claramente diz: O tribunal dispõe de todos os meios e modos para fazer cumprir suas decisões. E nós estamos vivendo uma situação absolutamente extravagante, a toda hora se amontoam decisões contrárias às decisões tomadas por esta Corte. Vossa Excelência inclusive, anteriormente - e eu citei no relatório -, tinha determinado a instauração de uma investigação e designou também um juiz auxiliar. Neste caso específico, é importante a consideração trazida pelo Doutor Vilhena, é extremamente constrangedor, para o Ministério Público e para a Polícia Federal, o resultado da investigação anunciada. Por quê? Porque não se fez a investigação, ela não se realizou, não houve depoimento sequer do investigado. Portanto, já é um abuso em si mesmo invocar a possibilidade de arquivamento desta decisão tomada pela Turma. O que é importante é assentar que estamos no plano da preservação da competência desta Corte. Vossa Excelência tem chamado muito a atenção para o art. 43 do Regimento Interno, que, a rigor, se estende a todos os Órgãos do Tribunal. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Poder de polícia. E se me permite, Ministro Gilmar Mendes, no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A21F-D206-B2E7-C7F8 e senha 1EBF-769D-321E-0AEE Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - Presidente, penso que a decisão já foi tomada quando decidimos pela abertura da investigação ou do inquérito, e não suponha aqui investigação de autoridade com foro, mas investiga, sim, eventual atentado à dignidade de decisão desta Corte. Isso se deu depois de se examinar o tema numa reclamação, em que se colocou essa discussão. Portanto é disso que se cuida. Esta é uma questão crucial, a meu ver, no momento em que estamos vivendo. Eu vou lembrar, por exemplo, um dispositivo da Lei Orgânica da Corte Constitucional alemã, que claramente diz: O tribunal dispõe de todos os meios e modos para fazer cumprir suas decisões. E nós estamos vivendo uma situação absolutamente extravagante, a toda hora se amontoam decisões contrárias às decisões tomadas por esta Corte. Vossa Excelência inclusive, anteriormente - e eu citei no relatório -, tinha determinado a instauração de uma investigação e designou também um juiz auxiliar. Neste caso específico, é importante a consideração trazida pelo Doutor Vilhena, é extremamente constrangedor, para o Ministério Público e para a Polícia Federal, o resultado da investigação anunciada. Por quê? Porque não se fez a investigação, ela não se realizou, não houve depoimento sequer do investigado. Portanto, já é um abuso em si mesmo invocar a possibilidade de arquivamento desta decisão tomada pela Turma. O que é importante é assentar que estamos no plano da preservação da competência desta Corte. Vossa Excelência tem chamado muito a atenção para o art. 43 do Regimento Interno, que, a rigor, se estende a todos os Órgãos do Tribunal. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Poder de polícia. E se me permite, Ministro Gilmar Mendes, no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A21F-D206-B2E7-C7F8 e senha 1EBF-769D-321E-0AEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 27 537 Explicação INQ 4696 / DF "Título 1" do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, que tem por denominação "Do Tribunal", no último capítulo deste título, que é o Capítulo IX, art. 46, seu primeiro artigo diz: "Capítulo IX DA REPRESENTAÇÃO POR DESOBEDIÊNCIA OU DESACATO Art. 46. Sempre que tiver conhecimento de desobediência a ordem emanada do Tribunal ou de seus Ministros, no exercício da função, ou de desacato ao Tribunal ou a seus Ministros, o Presidente comunicará o fato ao órgão competente do Ministério Público, provendo-o dos elementos de que dispuser para a propositura da ação penal. Art. 47. Decorrido o prazo de trinta dias, sem que tenha sido instaurada a ação penal, o Presidente dará ciência ao Tribunal, em sessão secreta, para as providências que julgar necessárias." Esses dispositivos foram recepcionados como lei ordinária, porque o regimento interno assim o foi, e já há precedentes do Plenário. E, embora isso faça referência à figura do Presidente, é evidente que os órgãos fracionários, todos eles, representam o Tribunal, todos eles. É como penso. Aqui há um desacato, uma desobediência flagrante, uma ida à idade média, quanto à Súmula Vinculante n 11. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A21F-D206-B2E7-C7F8 e senha 1EBF-769D-321E-0AEE Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF "Título 1" do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, que tem por denominação "Do Tribunal", no último capítulo deste título, que é o Capítulo IX, art. 46, seu primeiro artigo diz: "Capítulo IX DA REPRESENTAÇÃO POR DESOBEDIÊNCIA OU DESACATO Art. 46. Sempre que tiver conhecimento de desobediência a ordem emanada do Tribunal ou de seus Ministros, no exercício da função, ou de desacato ao Tribunal ou a seus Ministros, o Presidente comunicará o fato ao órgão competente do Ministério Público, provendo-o dos elementos de que dispuser para a propositura da ação penal. Art. 47. Decorrido o prazo de trinta dias, sem que tenha sido instaurada a ação penal, o Presidente dará ciência ao Tribunal, em sessão secreta, para as providências que julgar necessárias." Esses dispositivos foram recepcionados como lei ordinária, porque o regimento interno assim o foi, e já há precedentes do Plenário. E, embora isso faça referência à figura do Presidente, é evidente que os órgãos fracionários, todos eles, representam o Tribunal, todos eles. É como penso. Aqui há um desacato, uma desobediência flagrante, uma ida à idade média, quanto à Súmula Vinculante n 11. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A21F-D206-B2E7-C7F8 e senha 1EBF-769D-321E-0AEE Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 27 538 Vista 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VISTA O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminentes Ministros, eminente Ministro-Relator, eu principio a manifestação que faço, assentando que não me parece haver dúvida quanto ao legítimo interesse institucional que há nessa matéria, por parte do Tribunal, nomeadamente em fazer cumprir, na sua inteireza, as decisões emanadas deste Tribunal por seus órgãos colegiados ou monocraticamente por um de seus integrantes. Em segundo lugar, eu também observo, Senhor Presidente - e enquanto o ilustre Subprocurador da República lia a manifestação da Doutora Raquel Dodge, eu estava aqui acompanhando a leitura e a tenho sob meus olhos -, efetivamente nota-se essa posição que veio da Procuradoria pelo arquivamento. Entretanto, procurei nas manifestações diversas e da deliberação desta Turma - pelo menos até este momento aqui -, não encontrei irresignação em forma recursal eventualmente expressada pelo Ministério Público. Portanto, anoto esse aspecto que, de qualquer sorte, até porque a deliberação foi por maioria e poderia obviamente ser o tema recolocado em debate. Faço, portanto, essas duas observações iniciais na minha manifestação. Por outro lado, Senhor Presidente e eminente Ministro-Relator, por coincidência de pauta, está indicada à pauta - e essa indicação eu já a fiz algumas sessões atrás - a Petição 7.321, em sede de agravo regimental, cuja matéria de fundo apresenta uma ponte com esse debate no que diz respeito à assim denominada atribuição ratione muneris, que pode vir a ser colocada, neste debate, que foi suscitada pelo Ministério Público, embora, como disse e repito, em sede ainda de pedido de arquivamento; e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967546. Supremo Tribunal Federal 12/06/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VISTA O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN - Senhor Presidente, eminentes Ministros, eminente Ministro-Relator, eu principio a manifestação que faço, assentando que não me parece haver dúvida quanto ao legítimo interesse institucional que há nessa matéria, por parte do Tribunal, nomeadamente em fazer cumprir, na sua inteireza, as decisões emanadas deste Tribunal por seus órgãos colegiados ou monocraticamente por um de seus integrantes. Em segundo lugar, eu também observo, Senhor Presidente - e enquanto o ilustre Subprocurador da República lia a manifestação da Doutora Raquel Dodge, eu estava aqui acompanhando a leitura e a tenho sob meus olhos -, efetivamente nota-se essa posição que veio da Procuradoria pelo arquivamento. Entretanto, procurei nas manifestações diversas e da deliberação desta Turma - pelo menos até este momento aqui -, não encontrei irresignação em forma recursal eventualmente expressada pelo Ministério Público. Portanto, anoto esse aspecto que, de qualquer sorte, até porque a deliberação foi por maioria e poderia obviamente ser o tema recolocado em debate. Faço, portanto, essas duas observações iniciais na minha manifestação. Por outro lado, Senhor Presidente e eminente Ministro-Relator, por coincidência de pauta, está indicada à pauta - e essa indicação eu já a fiz algumas sessões atrás - a Petição 7.321, em sede de agravo regimental, cuja matéria de fundo apresenta uma ponte com esse debate no que diz respeito à assim denominada atribuição ratione muneris, que pode vir a ser colocada, neste debate, que foi suscitada pelo Ministério Público, embora, como disse e repito, em sede ainda de pedido de arquivamento; e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 27 539 Vista INQ 4696 / DF também foi ferida pelo eminente Ministro-Relator. Portanto, nessa petição, ao discutir este tema da competência constitucionalmente atribuída ao Supremo, e ao trazer à colação nesta petição o debate sobre o alcance do supervisionamento de procedimentos investigatórios, há uma coincidência no conteúdo desta petição que indiquei o julgamento e no que traz agora à colação o eminente Ministro Gilmar Mendes, suscitando, à luz das premissas que Sua Excelência trouxe nas suas considerações e trouxe ao debate, suscitando um exame cuidadoso e zeloso da matéria. Por essa coincidência, Senhor Presidente, eu me permito indicar adiamento da petição sob minha relatoria, e peço vista deste inquérito para o exame da matéria de fundo, tanto do inquérito, quanto desta petição. Peço vista, portanto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967546. Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF também foi ferida pelo eminente Ministro-Relator. Portanto, nessa petição, ao discutir este tema da competência constitucionalmente atribuída ao Supremo, e ao trazer à colação nesta petição o debate sobre o alcance do supervisionamento de procedimentos investigatórios, há uma coincidência no conteúdo desta petição que indiquei o julgamento e no que traz agora à colação o eminente Ministro Gilmar Mendes, suscitando, à luz das premissas que Sua Excelência trouxe nas suas considerações e trouxe ao debate, suscitando um exame cuidadoso e zeloso da matéria. Por essa coincidência, Senhor Presidente, eu me permito indicar adiamento da petição sob minha relatoria, e peço vista deste inquérito para o exame da matéria de fundo, tanto do inquérito, quanto desta petição. Peço vista, portanto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747967546. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 27 540 Extrato de Ata - 12/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.696 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: Após o voto do Ministro Gilmar Mendes, no sentido da submissão deste inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério de Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho da Justiça Federal, para as providências devidas, pediu vista o Ministro Edson Fachin. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.6.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15099031 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.696 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: Após o voto do Ministro Gilmar Mendes, no sentido da submissão deste inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério de Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho da Justiça Federal, para as providências devidas, pediu vista o Ministro Edson Fachin. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.6.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Vilhena. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 15099031 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 27 541 Voto Vista 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL VOTO - VISTA O Senhor Ministro Edson Fachin: Senhor Presidente, pedi vista na assentada passada para melhor análise do feito, em especial em razão do Agravo Regimental na Petição 7.321, de minha relatoria, cujo tema, em alguma medida, assemelha-se ao ora posto. Com efeito, considero as regras de distribuição de competência, em matéria afeta a investigações penais, previstas no art. 102 da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (…) b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República ; c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica , ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores , os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente;” Ademais, sequer é dado ao legislador infraconstitucional ampliar as atribuições jurisdicionais da Corte Suprema: “A taxatividade do rol de competências constitucionais originárias do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é absoluta , não havendo possibilidades de ampliação direta e expressa por meio de edição de lei ordinária.” (Inq 4506 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 SEGUNDA TURMA INQUÉRITO 4.696 DISTRITO FEDERAL VOTO - VISTA O Senhor Ministro Edson Fachin: Senhor Presidente, pedi vista na assentada passada para melhor análise do feito, em especial em razão do Agravo Regimental na Petição 7.321, de minha relatoria, cujo tema, em alguma medida, assemelha-se ao ora posto. Com efeito, considero as regras de distribuição de competência, em matéria afeta a investigações penais, previstas no art. 102 da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: (…) b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República ; c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica , ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores , os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente;” Ademais, sequer é dado ao legislador infraconstitucional ampliar as atribuições jurisdicionais da Corte Suprema: “A taxatividade do rol de competências constitucionais originárias do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é absoluta , não havendo possibilidades de ampliação direta e expressa por meio de edição de lei ordinária.” (Inq 4506 AgR, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 27 542 Voto Vista INQ 4696 / DF ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 14/11/2017, grifei ) Embora não expressamente previsto no texto constitucional, o Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido de que a competência de processar e julgar alcança, por consequência, a fase investigatória, desde que presentes indícios mínimos de envolvimento de autoridade detentora de foro por prerrogativa no âmbito desta Suprema Corte (Inq 3.438, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, julgado em 11/11/2014). Além disso, a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal é determinada pelo critério ratione muneris, inexistindo lastro constitucional para chancelar a atribuição desta Suprema Corte para supervisionar apurações criminais com base em justificativas outras, ainda que afetas ao legítimo interesse institucional do Tribunal. Observo que, no caso em exame, não há indicação do envolvimento de quaisquer pessoas investidas nas funções listadas pelo art. 102, CRFB. De qualquer forma, a questão da instauração do presente Inquérito no âmbito desta Suprema Corte restou superada por ocasião do julgamento do HC 152.720, em 10 de abril de 2018, quando, por maioria, esta Turma assim deliberou, conforme constou da Certidão de Julgamento: “A Turma, por maioria, concedeu a ordem, para determinar que os Juízos de origem providenciem o retorno do paciente, com brevidade, a estabelecimento penal no Estado do Rio de Janeiro, devendo o transporte ser sem o uso de algemas, e determinou, ainda, que se instaure investigação para apurar eventual abuso de autoridade na exibição do paciente às câmeras de televisão algemado por pés e mãos, durante o transporte, a ser relatada pelo Ministro Gilmar Mendes, que nomeou para conduzi-la o Magistrado Instrutor Ali Mazloum, determinando à Secretaria Judiciária a autuação, na classe inquérito, e distribuição à relatoria do Ministro Gilmar Mendes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 14/11/2017, grifei ) Embora não expressamente previsto no texto constitucional, o Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido de que a competência de processar e julgar alcança, por consequência, a fase investigatória, desde que presentes indícios mínimos de envolvimento de autoridade detentora de foro por prerrogativa no âmbito desta Suprema Corte (Inq 3.438, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, julgado em 11/11/2014). Além disso, a competência penal originária do Supremo Tribunal Federal é determinada pelo critério ratione muneris, inexistindo lastro constitucional para chancelar a atribuição desta Suprema Corte para supervisionar apurações criminais com base em justificativas outras, ainda que afetas ao legítimo interesse institucional do Tribunal. Observo que, no caso em exame, não há indicação do envolvimento de quaisquer pessoas investidas nas funções listadas pelo art. 102, CRFB. De qualquer forma, a questão da instauração do presente Inquérito no âmbito desta Suprema Corte restou superada por ocasião do julgamento do HC 152.720, em 10 de abril de 2018, quando, por maioria, esta Turma assim deliberou, conforme constou da Certidão de Julgamento: “A Turma, por maioria, concedeu a ordem, para determinar que os Juízos de origem providenciem o retorno do paciente, com brevidade, a estabelecimento penal no Estado do Rio de Janeiro, devendo o transporte ser sem o uso de algemas, e determinou, ainda, que se instaure investigação para apurar eventual abuso de autoridade na exibição do paciente às câmeras de televisão algemado por pés e mãos, durante o transporte, a ser relatada pelo Ministro Gilmar Mendes, que nomeou para conduzi-la o Magistrado Instrutor Ali Mazloum, determinando à Secretaria Judiciária a autuação, na classe inquérito, e distribuição à relatoria do Ministro Gilmar Mendes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 27 543 Voto Vista INQ 4696 / DF Determinou, também, que se comunique essa decisão à Procuradoria-Geral da República e à Diretoria-Geral da Polícia Federal, tudo nos termos do voto do Relator, vencido o Presidente. Feitas essas ressalvas, adiro à conclusão do voto do eminente Relator, ao encaminhar à Procuradoria-Geral da República, Secretaria de Segurança Pública, CNMP e CNJ, cópias do feito para que, nesses Órgãos, se delibere sobre providências que se entender cabíveis diante dos relatos ora apresentados. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Supremo Tribunal Federal INQ 4696 / DF Determinou, também, que se comunique essa decisão à Procuradoria-Geral da República e à Diretoria-Geral da Polícia Federal, tudo nos termos do voto do Relator, vencido o Presidente. Feitas essas ressalvas, adiro à conclusão do voto do eminente Relator, ao encaminhar à Procuradoria-Geral da República, Secretaria de Segurança Pública, CNMP e CNJ, cópias do feito para que, nesses Órgãos, se delibere sobre providências que se entender cabíveis diante dos relatos ora apresentados. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AD4-B9B2-B3B7-36BD e senha 279F-396E-F498-20FF Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 27 544 Extrato de Ata - 14/08/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.696 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: Após o voto do Ministro Gilmar Mendes, no sentido da submissão deste inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério de Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho da Justiça Federal, para as providências devidas, pediu vista o Ministro Edson Fachin. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.6.2018. Decisão: A Turma, por votação unânime, determinou a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, para o mesmo fim, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8832-F9B3-D787-5F02 e senha 1C2B-6EA5-9122-AFF9 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 4.696 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: Após o voto do Ministro Gilmar Mendes, no sentido da submissão deste inquérito à Procuradoria-Geral da República, ao Ministério de Segurança Pública, ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho da Justiça Federal, para as providências devidas, pediu vista o Ministro Edson Fachin. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2... Turma, 12.6.2018. Decisão: A Turma, por votação unânime, determinou a remessa de cópias deste inquérito, com a íntegra do relatório elaborado pelo Dr. Ali Mazloum, à Procuradoria-Geral da República, para as providências que entender cabíveis, bem como ao Ministro da Segurança Pública, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional de Justiça, ao Presidente e ao Corregedor do Conselho da Justiça Federal e ao Presidente e ao Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, para o mesmo fim, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski. 2a Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8832-F9B3-D787-5F02 e senha 1C2B-6EA5-9122-AFF9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 27 545
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula Vinculante n 11 do Supremo Tribunal Federal", "Habeas Corpus 152 . 720 - DF", "Súmula Vinculante 11 desta Corte", "INQUÉRITO 4 . 696", "Habeas Corpus 152 . 720 - DF", "HC 152720", "HC 152720", "Súmula Vinculante 11", "Súmula Vinculante 11", "INQ 4696 / DF", "INQ 4696 / DF", "INQ 4696 / DF", "Súmula Vinculante 11 desta Corte", "INQ 4696 / DF", "Súmula Vinculante 11 desta Corte", "INQ 4696 / DF", "INQ 4696 / DF", "INQ 4696 / DF", "INQ 4696 / DF", "INQ 4696 / DF", "INQ 4696 / DF", "INQUÉRITO 4", "Súmula Vinculante n 11 .", "Petição 7 . 321", "INQ 4696 / DF", "INQ 4696 / DF", "INQUÉRITO 4 . 696", "Agravo Regimental na Petição 7 . 321", "Inq 4506 AgR", "Agravo Regimental na Petição 7 . 321", "INQ 4696 / DF", "Inq 3 . 438", "HC 152 . 720", "INQ 4696 / DF", "Inq 3 . 438", "HC 152 . 720", "INQUÉRITO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , “ I ” , da Constituição Federal", "Regimento Interno do Supremo", "art . 43 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , “ I ” , da Constituição Federal", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Ordenações", "Filipinas", "Código Criminal do Império de 1830", "Código de Processo Penal", "Código de Processo Penal", "artigo 199 da Lei 7 . 210 / 1984", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Ordenações", "Filipinas", "Código Criminal do Império de 1830", "Código de Processo Penal", "Código de Processo Penal", "artigo 199 da Lei 7 . 210 / 1984", "LEP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Resolução no 2010 / 16", "Pacto de San José da Costa Rica", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INQ 4696 / DF art . 5 . . . da Constituição", "Resolução no 2010 / 16", "Pacto de San José da Costa Rica", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 103 - A", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 3 . . . , alíneas “ a ” e “ i ” , e 4 . . . , alínea “ b ” , da Lei 4 . 898 / 65", "Lei de Abuso", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Orgânica da Corte Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Orgânica da Corte Constitucional alemã", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , CRFB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Complexo Médico Penal de Pinhais – PR", "DISTRITO FEDERAL", "Complexo Médico Penal de Pinhais – PR", "Rio de Janeiro", "Curitiba", "Complexo Médico Penal de Pinhais", "Rio de Janeiro", "Curitiba", "Complexo Médico Penal de Pinhais", "DISTRITO FEDERAL", "Complexo Médico Penal de Pinhais", "Paraná", "DISTRITO FEDERAL", "Complexo Médico Penal de Pinhais", "Paraná", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "Bangu 8", "de Janeiro", "Curitiba", "PR", "RJ", "Rio de Janeiro", "Bangu 8", "Curitiba", "PR", "RJ", "RJ", "Bangu 8", "Curitiba", "Benfica - RJ", "RJ", "PR", "Rio de Janeiro", "Campo Grande - MS", "rj", "Benfica", "Bangu", "Curitiba", "Benfica - RJ", "RJ", "PR", "Rio de Janeiro", "presídio federal de", "Campo Grande - MS", "rj", "Rio de Janeiro", "Curitiba", "Curitiba", "Curitiba", "RJ", "Curitiba", "Curitiba", "Rio de Janeiro", "Curitiba", "Curitiba", "Curitiba", "RJ", "Curitiba", "Curitiba", "Curitiba", "Curitiba", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Castelo Branco", "Rio", "DISTRITO FEDERAL", "Castelo Branco", "Rio", "Curitiba", "Curitiba", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Estado do Rio de Janeiro", "Estado do Rio de Janeiro", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DISTRITO", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Ministério da Segurança Pública", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "Conselho Nacional do Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "Conselho Nacional do Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DISTRITO", "SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Instituto Médico Legal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "PGR", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Instituto Médico Legal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "PGR", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TRF", "/", "2", ".", ".", "Superintendência Regional da Polícia Federal", "PF", "Instituto Médico Legal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TRF", "/", "2", ".", ". . Região", "Superintendência Regional da Polícia Federal", "PF", "Instituto Médico Legal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INQUÉRITO", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA", "TURMA", "INQUÉRITO", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Nações", "Unidas", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Nações", "Unidas", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "IML", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Santa Inquisição", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Santa Inquisição", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "IML", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "IML", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "IML", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Medida Provisória", "13", ".", ". . Vara Criminal Federal de Curitiba", "7", ".", ".", ". Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro", "Polícia Federal do Rio de Janeiro", "Vara Federal do Rio", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória", "13", ".", ". . Vara Criminal Federal de Curitiba", "7", ".", ". Vara Criminal Federal", "Polícia Federal do Rio de Janeiro", "Vara Federal do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "ALERJ", "Ministério Público", "7", ".", ". . Vara Federal do Rio de Janeiro", "PF", "13", ".", ". . Vara de Curitiba", "7", ".", ". . Vara do RJ", "lava", "jato", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ALERJ", "Ministério Público", "7", ".", ". . Vara Federal do Rio de Janeiro", "PF", ". Vara de Curitiba", "7", ".", ". . Vara do RJ", "lava", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MPF", "7", ".", "13", "Superintendência da Polícia Federal", "DEPEN", "IML", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MPF", "7", ".", "13", "Superintendência da Polícia Federal", "DEPEN", "IML", "IML", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "Conselho Nacional do Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "Conselho Nacional do Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "Conselho Nacional do Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "Conselho Nacional do Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "13", ". . . Vara de Curitiba", "7", ". . . Vara do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "13", ".", ". . Vara de Curitiba", "7", ".", ". . Vara do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Plenário", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Polícia Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Polícia Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Plenário", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INQUÉRITO", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Ministério de Segurança Pública", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Ministério de Segurança Pública", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "2", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Marinha", "Exército", "Aeronáutica", "Tribunal de Contas da União", "Corte Suprema", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Marinha", "Exército", "Aeronáutica", "Tribunal de Contas da União", "Corte Suprema", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Diretoria", "-", "Geral da Polícia Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Secretaria de Segurança Pública", "CNMP", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Diretoria", "-", "Geral da Polícia Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Secretaria de Segurança Pública", "CNMP", "CNJ", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Ministério de Segurança Pública", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "Conselho Nacional do Ministério Público", "2a Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDA TURMA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Ministério de Segurança Pública", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Conselho Nacional de Justiça", "Conselho da Justiça Federal", "Conselho Nacional do Ministério Público", "2a Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SERGIO DE OLIVEIRA CABRAL SANTOS FILHO", "SERGIO CABRAL", "Ali Mazloum", "SERGIO CABRAL", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SERGIO DE OLIVEIRA CABRAL SANTOS FILHO", "SERGIO CABRAL", "Ali Mazloum", "SERGIO CABRAL", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "SERGIO CABRAL", "CABRAL", "SERGIO CABRAL", "CABRAL", "GILMAR MENDES", "Ana Clara", "Jackson", "Ana Clara", "Jackson", "GILMAR MENDES", "Paulo", "Jorge", "CABRAL", "Saulo", "MARCINHO", "CABRAL", "MARCINHO", "CABRAL", "CABRAL", "CABRAL", "MARCINHO", "CABRAL", "Paulo", "Jorge", "CABRAL", "Saulo", "MARCINHO", "CABRAL", "MARCINHO", "CABRAL", "CABRAL", "MARCINHO", "CABRAL", "GILMAR MENDES", "Saulo", "SERGIO CABRAL", "Saulo", "SERGIO CABRAL", "GILMAR MENDES", "SERGIO CABRAL", "SERGIO CABRAL", "SERGIO CABRAL", "SERGIO CABRAL", "SERGIO CABRAL", "SERGIO CABRAL", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CABRAL", "SERGIO CABRAL", "CABRAL", "SERGIO CABRAL", "GILMAR MENDES", "Ali Mazloum", "Ali Mazloum", "GILMAR MENDES", "Ali Mazloum", "GILMAR MENDES", "Ali Mazloum", "GILMAR MENDES", "Milton Campos", "Sérgio Cabral", "GILMAR MENDES", "Milton Campos", "Sérgio Cabral", "Raquel", "Fachin", "Raquel", "Fachin", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "Vilhena", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "Vilhena", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "Raquel Dodge", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "Raquel Dodge", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Carlos Vilhena", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Carlos Vilhena", "Ravena Siqueira", "Edson Fachin", "MARCO AURÉLIO", "Edson Fachin", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Ali Mazloum", "Gilmar Mendes", "ALEXANDRE DE MORAES", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Ali Mazloum", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Ali Mazloum", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Marcelo Pimentel", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Ali Mazloum", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "18", ".", "1", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "18", ".", "1", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "1941", "1941", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "1941", "1941", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de julho de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de julho de 2010", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de junho de 2018", "outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de junho de 2018", "outubro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2016", "setembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2016", "setembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "2016", "abril de 2017", "11 de novembro de 2017", "23", ".", "10", ".", "2017", "15", ".", "2", ".", "2017", "2017", "16", ".", "1", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "2016", "abril de 2017", "11 de novembro de 2017", "23", ".", "10", ".", "2017", "15", ".", "2", ".", "2017", "16", ".", "1", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "1", ".", "2018", "18", ".", "1", ".", "2018", "11 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "1", ".", "2018", "18", ".", "1", ".", "2018", "11 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "12 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "12 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "2018", "12", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "2017", "11", "/", "11", "/", "2014", "10 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "2017", "11", "/", "11", "/", "2014", "10 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "12", ".", "6", ".", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "6", ".", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIMED FORMIGA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :LILIANE NETO BARROSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL PLANO DE SAÚDE – USUÁRIO – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – ATENDIMENTO – REEMBOLSO – CONSTITUCIONALIDADE. É constitucional o reembolso ao Sistema Único de Saúde dos gastos com atendimento de beneficiários de planos privados, considerado o artigo 32 da Lei nº 9.656/1998. Precedentes: ação direta de inconstitucionalidade nº 1.931, Pleno, relator ministro Marco Aurélio, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 14 de fevereiro de 2018, e recurso extraordinário nº 597.064, Pleno, julgado sob o ângulo da repercussão geral, relator ministro Gilmar Mendes, acórdão publicado no Diário da Justiça de 16 de maio de 2018. REPERCUSSÃO GERAL – ACÓRDÃO – PUBLICAÇÃO – EFEITOS – ARTIGO 1.040 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A sistemática prevista no artigo 1.040 do Código de Processo Civil sinaliza, a partir da publicação do acórdão paradigma, a observância do entendimento do Plenário formalizado sob o ângulo da repercussão geral. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D24-7D23-845F-D622 e senha 767D-E4DB-9878-7CC7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 464057 AGR / RJ na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D24-7D23-845F-D622 e senha 767D-E4DB-9878-7CC7 Supremo Tribunal Federal RE 464057 AGR / RJ na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D24-7D23-845F-D622 e senha 767D-E4DB-9878-7CC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIMED FORMIGA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :LILIANE NETO BARROSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 11 de junho de 2010, proferi a seguinte decisão: SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – RESSARCIMENTO POR PARTE DE OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE – ARTIGO 32 DA LEI Nº 9.656/98 – PRECEDENTE DO PLENÁRIO. 1. O Plenário do Supremo, em 21 de agosto de 2003, deferiu, em parte, o pedido formulado na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.931-8/DF e assentou a harmonia do artigo 32 da Lei nº 9.656/1998 com a Carta da República. Considerou o Colegiado que o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde por parte das operadoras de planos de saúde é constitucional, por tratar-se de norma programática pertinente à realização de políticas públicas. Eis a síntese do julgado: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ORDINÁRIA 9.656/98. PLANOS DE SEGUROS PRIVADOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. MEDIDA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIMED FORMIGA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :LILIANE NETO BARROSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 11 de junho de 2010, proferi a seguinte decisão: SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – RESSARCIMENTO POR PARTE DE OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE – ARTIGO 32 DA LEI Nº 9.656/98 – PRECEDENTE DO PLENÁRIO. 1. O Plenário do Supremo, em 21 de agosto de 2003, deferiu, em parte, o pedido formulado na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.931-8/DF e assentou a harmonia do artigo 32 da Lei nº 9.656/1998 com a Carta da República. Considerou o Colegiado que o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde por parte das operadoras de planos de saúde é constitucional, por tratar-se de norma programática pertinente à realização de políticas públicas. Eis a síntese do julgado: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ORDINÁRIA 9.656/98. PLANOS DE SEGUROS PRIVADOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. MEDIDA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 464057 AGR / RJ PROVISÓRIA 1730/98. PRELIMINAR. ILEGITIMIDADE ATIVA. INEXISTÊNCIA. AÇÃO CONHECIDA. INCONSTITUCIONALIDADES FORMAIS E OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. 1. Propositura da ação. Legitimidade. Não depende de autorização específica dos filiados a propositura de ação direta de inconstitucionalidade. Preenchimento dos requisitos necessários. 2. Alegação genérica de existência de vício formal das normas impugnadas. Conhecimento. Impossibilidade. 3. Inconstitucionalidade formal quanto à autorização, ao funcionamento e ao órgão fiscalizador das empresas operadoras de planos de saúde. Alterações introduzidas pela última edição da Medida Provisória 1908-18/99. Modificação da natureza jurídica das empresas. Lei regulamentadora. Possibilidade. Observância do disposto no artigo 197 da Constituição Federal. 4. Prestação de serviço médico pela rede do SUS e instituições conveniadas, em virtude da impossibilidade de atendimento pela operadora de Plano de Saúde. Ressarcimento à Administração Pública mediante condições preestabelecidas em resoluções internas da Câmara de Saúde Complementar. Ofensa ao devido processo legal. Alegação improcedente. Norma programática pertinente à realização de políticas públicas. Conveniência da manutenção da vigência da norma impugnada. 5. Violação ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito. Pedido de inconstitucionalidade do artigo 35, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Supremo Tribunal Federal RE 464057 AGR / RJ PROVISÓRIA 1730/98. PRELIMINAR. ILEGITIMIDADE ATIVA. INEXISTÊNCIA. AÇÃO CONHECIDA. INCONSTITUCIONALIDADES FORMAIS E OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. 1. Propositura da ação. Legitimidade. Não depende de autorização específica dos filiados a propositura de ação direta de inconstitucionalidade. Preenchimento dos requisitos necessários. 2. Alegação genérica de existência de vício formal das normas impugnadas. Conhecimento. Impossibilidade. 3. Inconstitucionalidade formal quanto à autorização, ao funcionamento e ao órgão fiscalizador das empresas operadoras de planos de saúde. Alterações introduzidas pela última edição da Medida Provisória 1908-18/99. Modificação da natureza jurídica das empresas. Lei regulamentadora. Possibilidade. Observância do disposto no artigo 197 da Constituição Federal. 4. Prestação de serviço médico pela rede do SUS e instituições conveniadas, em virtude da impossibilidade de atendimento pela operadora de Plano de Saúde. Ressarcimento à Administração Pública mediante condições preestabelecidas em resoluções internas da Câmara de Saúde Complementar. Ofensa ao devido processo legal. Alegação improcedente. Norma programática pertinente à realização de políticas públicas. Conveniência da manutenção da vigência da norma impugnada. 5. Violação ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito. Pedido de inconstitucionalidade do artigo 35, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RE 464057 AGR / RJ caput e parágrafos 1º e 2º, da Medida Provisória 1730-7/98. Ação não conhecida tendo em vista as substanciais alterações, neles promovida pela medida provisória superveniente. 6. Artigo 35 – G, caput, incisos I a IV, parágrafos 1º, incisos I a V, e 2º, com a nova versão dada pela Medida Provisória 1908-18/99. Incidência da norma sobre cláusulas contratuais preexistentes, firmadas sob a égide do regime legal anterior. Ofensa aos princípios do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Ação conhecida, para suspender-lhes a eficácia até decisão final da ação. 7. Medida cautelar deferida, em parte, no que tange à suscitada violação ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição, quanto ao artigo 35-G, hoje, renumerado como artigo 35-E pela Medida Provisória 1908-18, de 24 de setembro de 1999; ação conhecida, em parte, quanto ao pedido de inconstitucionalidade do § 2º do artigo 10 da Lei 9.656/1998, com a redação dada pela Medida Provisória 1908-18/1999, para suspender a eficácia apenas da expressão “atuais e”. Suspensão da eficácia do artigo 35-E (redação dada pela MP 2177-44/2001) e da expressão “artigo 35-E”, contida no artigo 3º da Medida Provisória 1908-18/99. 2. Ante o precedente, conheço do extraordinário e o provejo para, reformando o acórdão de origem, assentar a possibilidade de aplicação do instituto do ressarcimento ao Sistema Único de Saúde por parte das operadoras de planos de saúde, nos termos do artigo 32 da Lei nº 9.656/98. 3. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta a inconstitucionalidade do artigo 32 da Lei nº 9.656/1998 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Supremo Tribunal Federal RE 464057 AGR / RJ caput e parágrafos 1º e 2º, da Medida Provisória 1730-7/98. Ação não conhecida tendo em vista as substanciais alterações, neles promovida pela medida provisória superveniente. 6. Artigo 35 – G, caput, incisos I a IV, parágrafos 1º, incisos I a V, e 2º, com a nova versão dada pela Medida Provisória 1908-18/99. Incidência da norma sobre cláusulas contratuais preexistentes, firmadas sob a égide do regime legal anterior. Ofensa aos princípios do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Ação conhecida, para suspender-lhes a eficácia até decisão final da ação. 7. Medida cautelar deferida, em parte, no que tange à suscitada violação ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição, quanto ao artigo 35-G, hoje, renumerado como artigo 35-E pela Medida Provisória 1908-18, de 24 de setembro de 1999; ação conhecida, em parte, quanto ao pedido de inconstitucionalidade do § 2º do artigo 10 da Lei 9.656/1998, com a redação dada pela Medida Provisória 1908-18/1999, para suspender a eficácia apenas da expressão “atuais e”. Suspensão da eficácia do artigo 35-E (redação dada pela MP 2177-44/2001) e da expressão “artigo 35-E”, contida no artigo 3º da Medida Provisória 1908-18/99. 2. Ante o precedente, conheço do extraordinário e o provejo para, reformando o acórdão de origem, assentar a possibilidade de aplicação do instituto do ressarcimento ao Sistema Único de Saúde por parte das operadoras de planos de saúde, nos termos do artigo 32 da Lei nº 9.656/98. 3. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta a inconstitucionalidade do artigo 32 da Lei nº 9.656/1998 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RE 464057 AGR / RJ considerados os artigos 154, inciso I, 194, 195, § 4º, e 196, cabeça, da Constituição Federal. Afirma ser exclusivamente do Estado o dever de prestar assistência à saúde. Aduz o caráter suplementar das operadoras de plano de saúde, dizendo não se mostrar razoável o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde. A agravada, intimada, deixou de apresentar contraminuta. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Supremo Tribunal Federal RE 464057 AGR / RJ considerados os artigos 154, inciso I, 194, 195, § 4º, e 196, cabeça, da Constituição Federal. Afirma ser exclusivamente do Estado o dever de prestar assistência à saúde. Aduz o caráter suplementar das operadoras de plano de saúde, dizendo não se mostrar razoável o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde. A agravada, intimada, deixou de apresentar contraminuta. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos recursais. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Afasto a suspensão anteriormente determinada. O pronunciamento atacado está em consonância com a óptica do Supremo. Por ocasião do exame da ação direta de inconstitucionalidade nº 1.931, de minha relatoria, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 14 de fevereiro de 2018, na qual a Confederação Nacional de Saúde Hospitais, Estabelecimentos e Serviços – CNS buscou a declaração de desarmonia, com a Constituição Federal, de preceitos da Lei nº 9.656/1998, bem como da Medida Provisória nº 1.730-7/1998 e reedições, consignei: […] (IV) Artigo 32 da Lei nº 9.656/1998 O artigo 32 da Lei nº 9.656/1998 prevê o ressarcimento, por planos de saúde, de despesas relativas a serviços de atendimento aos respectivos consumidores, previstos nos contratos, prestados por entidades do Sistema Único de Saúde. Sob o ângulo formal, o dispositivo é compatível com a Constituição Federal. A regra não implica a criação de nova fonte de receitas para seguridade social, nos termos do artigo 195, § 4º, da Lei Maior, mas, sim, consiste em desdobramento da relação contratual entabulada em ambiente regulado. Atentem para a dinâmica do ressarcimento. Criou-se mecanismo assecuratório da completude do sistema. A atividade dos planos de saúde, embora lucrativa, satisfaz o interesse coletivo de concretização do direito à saúde, incrementando os meios de atendimento à população. Essa distribuição, contudo, não comporta distorções e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos recursais. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Afasto a suspensão anteriormente determinada. O pronunciamento atacado está em consonância com a óptica do Supremo. Por ocasião do exame da ação direta de inconstitucionalidade nº 1.931, de minha relatoria, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 14 de fevereiro de 2018, na qual a Confederação Nacional de Saúde Hospitais, Estabelecimentos e Serviços – CNS buscou a declaração de desarmonia, com a Constituição Federal, de preceitos da Lei nº 9.656/1998, bem como da Medida Provisória nº 1.730-7/1998 e reedições, consignei: […] (IV) Artigo 32 da Lei nº 9.656/1998 O artigo 32 da Lei nº 9.656/1998 prevê o ressarcimento, por planos de saúde, de despesas relativas a serviços de atendimento aos respectivos consumidores, previstos nos contratos, prestados por entidades do Sistema Único de Saúde. Sob o ângulo formal, o dispositivo é compatível com a Constituição Federal. A regra não implica a criação de nova fonte de receitas para seguridade social, nos termos do artigo 195, § 4º, da Lei Maior, mas, sim, consiste em desdobramento da relação contratual entabulada em ambiente regulado. Atentem para a dinâmica do ressarcimento. Criou-se mecanismo assecuratório da completude do sistema. A atividade dos planos de saúde, embora lucrativa, satisfaz o interesse coletivo de concretização do direito à saúde, incrementando os meios de atendimento à população. Essa distribuição, contudo, não comporta distorções e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 464057 AGR / RJ desequilíbrios, tais como os decorrentes da sobrecarga do Sistema Único de Saúde com consumidores contratualmente amparados pela iniciativa privada. A lógica é inversa à preconizada no preceito constitucional tido por violado: o reembolso decorre de falha na execução da avença relativa ao plano de saúde, e não da necessidade de aumento das receitas da seguridade social. Daí se extrai não ter sido o ressarcimento instituído para custear a seguridade social, mas para recompor despesas públicas atribuídos aos atores privados. A análise da natureza do ressarcimento evidencia também a conformidade do preceito com o devido processo legal substantivo. De início, saliento que o diploma não confere tratamento desigual entre cidadãos com e sem plano de saúde. A nenhuma pessoa será negado tratamento em hospital público, considerada a universalidade do sistema. Porém, se o Poder Público atende a particular em virtude de situação incluída na cobertura contratual, deve o Sistema Único de Saúde ser ressarcido, tal como faria o plano de saúde em se tratando de hospital privado. A ressaltar essa óptica, rememorem a natureza do negócio jurídico, no que assegura ao contratante a eventual prestação de serviço médico. Não há o fornecimento do serviço em si, mas, tão somente, a garantia conferida pelo operador de que, quando o atendimento se fizer necessário, será proporcionado pela própria rede credenciada, ou ressarcido em proveito do usuário. Está-se diante de contrato a garantir cobertura de eventuais despesas, no qual o contratante do plano substitui, mediante o pagamento de mensalidade à operadora, o risco individual por espécie de risco coletivo. Não se trata de contrato de natureza comutativa, em que o desembolso financeiro realizado pelo segurado corresponda exatamente a uma prestação. O elemento típico a reger os contratos é a aleatoriedade, a revelar que o contratante desembolsa mensalidade sem saber ao certo se e quando utilizará a assistência médico-hospitalar. Essas características levam à conclusão de serem as atividades desenvolvidas pelas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Supremo Tribunal Federal RE 464057 AGR / RJ desequilíbrios, tais como os decorrentes da sobrecarga do Sistema Único de Saúde com consumidores contratualmente amparados pela iniciativa privada. A lógica é inversa à preconizada no preceito constitucional tido por violado: o reembolso decorre de falha na execução da avença relativa ao plano de saúde, e não da necessidade de aumento das receitas da seguridade social. Daí se extrai não ter sido o ressarcimento instituído para custear a seguridade social, mas para recompor despesas públicas atribuídos aos atores privados. A análise da natureza do ressarcimento evidencia também a conformidade do preceito com o devido processo legal substantivo. De início, saliento que o diploma não confere tratamento desigual entre cidadãos com e sem plano de saúde. A nenhuma pessoa será negado tratamento em hospital público, considerada a universalidade do sistema. Porém, se o Poder Público atende a particular em virtude de situação incluída na cobertura contratual, deve o Sistema Único de Saúde ser ressarcido, tal como faria o plano de saúde em se tratando de hospital privado. A ressaltar essa óptica, rememorem a natureza do negócio jurídico, no que assegura ao contratante a eventual prestação de serviço médico. Não há o fornecimento do serviço em si, mas, tão somente, a garantia conferida pelo operador de que, quando o atendimento se fizer necessário, será proporcionado pela própria rede credenciada, ou ressarcido em proveito do usuário. Está-se diante de contrato a garantir cobertura de eventuais despesas, no qual o contratante do plano substitui, mediante o pagamento de mensalidade à operadora, o risco individual por espécie de risco coletivo. Não se trata de contrato de natureza comutativa, em que o desembolso financeiro realizado pelo segurado corresponda exatamente a uma prestação. O elemento típico a reger os contratos é a aleatoriedade, a revelar que o contratante desembolsa mensalidade sem saber ao certo se e quando utilizará a assistência médico-hospitalar. Essas características levam à conclusão de serem as atividades desenvolvidas pelas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 464057 AGR / RJ operadoras de planos de saúde assemelhadas a contrato de seguro. Indaga-se: se a atuação dos planos de saúde envolve o ressarcimento de hospitais e clínicas privados pela prestação de serviços de saúde, a gratuidade do Sistema Único de Saúde desobriga o reembolso? A resposta mostra-se negativa. Embora o Poder Público atue gratuitamente em relação aos cidadãos, não o faz no tocante às entidades cuja atividade-fim é justamente assegurar a cobertura de lesões e doenças. Cabe distinguir os vínculos constitucional, entre Estado e cidadão artigo 196 da Constituição Federal , obrigacional, entre pessoa e plano de saúde, e legal, entre Estado e plano de saúde artigo 32 da Lei nº 9.656/1998. A escolha do agente privado de atuar na prestação de relevantes serviços à saúde, de forma concorrente com o Estado, pressupõe a responsabilidade de arcar integralmente com as obrigações assumidas. A norma impede o enriquecimento ilícito das empresas e a perpetuação de modelo no qual o mercado de serviços de saúde submeta-se unicamente à lógica do lucro, ainda que às custas do erário. Entendimento em sentido contrário resulta em situação em que os planos de saúde recebem pagamentos mensais dos segurados, mas os serviços continuam a ser fornecidos pelo Estado, sem contrapartida. A par disso, a sistemática inaugurada pelo ato atacado, e complementada pela Instrução Normativa nº 54/2014, da Diretoria de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar, assegura que o ressarcimento seja precedido de processo administrativo, com ampla defesa, contraditório e direito a recurso. Nesse processo, a empresa pode opor inúmeras circunstâncias ao reembolso, como a carência contratual, o inadimplemento do segurado e a execução da avença em regime de coparticipação. A responsabilidade do plano de saúde, portanto, não é absoluta, mas vinculada aos limites da cobertura contratual. Nada há de desproporcional no mecanismo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Supremo Tribunal Federal RE 464057 AGR / RJ operadoras de planos de saúde assemelhadas a contrato de seguro. Indaga-se: se a atuação dos planos de saúde envolve o ressarcimento de hospitais e clínicas privados pela prestação de serviços de saúde, a gratuidade do Sistema Único de Saúde desobriga o reembolso? A resposta mostra-se negativa. Embora o Poder Público atue gratuitamente em relação aos cidadãos, não o faz no tocante às entidades cuja atividade-fim é justamente assegurar a cobertura de lesões e doenças. Cabe distinguir os vínculos constitucional, entre Estado e cidadão artigo 196 da Constituição Federal , obrigacional, entre pessoa e plano de saúde, e legal, entre Estado e plano de saúde artigo 32 da Lei nº 9.656/1998. A escolha do agente privado de atuar na prestação de relevantes serviços à saúde, de forma concorrente com o Estado, pressupõe a responsabilidade de arcar integralmente com as obrigações assumidas. A norma impede o enriquecimento ilícito das empresas e a perpetuação de modelo no qual o mercado de serviços de saúde submeta-se unicamente à lógica do lucro, ainda que às custas do erário. Entendimento em sentido contrário resulta em situação em que os planos de saúde recebem pagamentos mensais dos segurados, mas os serviços continuam a ser fornecidos pelo Estado, sem contrapartida. A par disso, a sistemática inaugurada pelo ato atacado, e complementada pela Instrução Normativa nº 54/2014, da Diretoria de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar, assegura que o ressarcimento seja precedido de processo administrativo, com ampla defesa, contraditório e direito a recurso. Nesse processo, a empresa pode opor inúmeras circunstâncias ao reembolso, como a carência contratual, o inadimplemento do segurado e a execução da avença em regime de coparticipação. A responsabilidade do plano de saúde, portanto, não é absoluta, mas vinculada aos limites da cobertura contratual. Nada há de desproporcional no mecanismo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 464057 AGR / RJ Acresce que o Tribunal, no recurso extraordinário nº 597.064, relator ministro Gilmar Mendes, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 16 de maio de 2018, concluiu, sob o ângulo da repercussão geral, a apreciação da controvérsia versada neste processo, assentando a constitucionalidade do reembolso ao Sistema Único de Saúde dos gastos com atendimento de beneficiários de planos privados, considerado o artigo 32 da Lei nº 9.656/1998. Entendeu irrelevante a circunstância de o contrato entre a operadora de plano e o segurado ser anterior à entrada em vigor do diploma, devendo-se observar, tão somente, a data de ocorrência do fato ensejador do ressarcimento: se posterior a 4 de junho de 1998, o Estado poderá promover a cobrança pelo procedimento administrativo estabelecido na Lei nº 9.656/1998, assegurado o contraditório e a ampla defesa. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Supremo Tribunal Federal RE 464057 AGR / RJ Acresce que o Tribunal, no recurso extraordinário nº 597.064, relator ministro Gilmar Mendes, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 16 de maio de 2018, concluiu, sob o ângulo da repercussão geral, a apreciação da controvérsia versada neste processo, assentando a constitucionalidade do reembolso ao Sistema Único de Saúde dos gastos com atendimento de beneficiários de planos privados, considerado o artigo 32 da Lei nº 9.656/1998. Entendeu irrelevante a circunstância de o contrato entre a operadora de plano e o segurado ser anterior à entrada em vigor do diploma, devendo-se observar, tão somente, a data de ocorrência do fato ensejador do ressarcimento: se posterior a 4 de junho de 1998, o Estado poderá promover a cobrança pelo procedimento administrativo estabelecido na Lei nº 9.656/1998, assegurado o contraditório e a ampla defesa. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIMED FORMIGA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : LILIANE NETO BARROSO (17829/DF, 48885/MG, 148054/RJ, 276488/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046322 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIMED FORMIGA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : LILIANE NETO BARROSO (17829/DF, 48885/MG, 148054/RJ, 276488/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046322 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748139355
2018-08-14T00:00:00
2018-09-05T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
PLANO DE SAÚDE – USUÁRIO – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – ATENDIMENTO – REEMBOLSO – CONSTITUCIONALIDADE. É constitucional o reembolso ao Sistema Único de Saúde dos gastos com atendimento de beneficiários de planos privados, considerado o artigo 32 da Lei nº 9.656/1998. Precedentes: ação direta de inconstitucionalidade nº 1.931, Pleno, relator ministro Marco Aurélio, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 14 de fevereiro de 2018, e recurso extraordinário nº 597.064, Pleno, julgado sob o ângulo da repercussão geral, relator ministro Gilmar Mendes, acórdão publicado no Diário da Justiça de 16 de maio de 2018. REPERCUSSÃO GERAL – ACÓRDÃO – PUBLICAÇÃO – EFEITOS – ARTIGO 1.040 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A sistemática prevista no artigo 1.040 do Código de Processo Civil sinaliza, a partir da publicação do acórdão paradigma, a observância do entendimento do Plenário formalizado sob o ângulo da repercussão geral.
sjur390062
- Acórdão(s) citado(s): (PLANO DE SAÚDE, REEMBOLSO, SUS) ADI 1931 (TP), RE 597064 RG. Número de páginas: 11. Análise: 24/09/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
464057
[ "LEG-FED LEI-009656 ANO-1998\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 464057 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIMED FORMIGA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : LILIANE NETO BARROSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIMED FORMIGA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :LILIANE NETO BARROSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL PLANO DE SAÚDE – USUÁRIO – SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – ATENDIMENTO – REEMBOLSO – CONSTITUCIONALIDADE. É constitucional o reembolso ao Sistema Único de Saúde dos gastos com atendimento de beneficiários de planos privados, considerado o artigo 32 da Lei n 9.656/1998. Precedentes: ação direta de inconstitucionalidade n 1.931, Pleno, relator ministro Marco Aurélio, acórdão veiculado no Diário da Justiça de 14 de fevereiro de 2018, e recurso extraordinário n 597.064, Pleno, julgado sob o ângulo da repercussão geral, relator ministro Gilmar Mendes, acórdão publicado no Diário da Justiça de 16 de maio de 2018. REPERCUSSÃO GERAL – ACÓRDÃO – PUBLICAÇÃO – EFEITOS – ARTIGO 1.040 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. A sistemática prevista no artigo 1.040 do Código de Processo Civil sinaliza, a partir da publicação do acórdão paradigma, a observância do entendimento do Plenário formalizado sob o ângulo da repercussão geral. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D24-7D23-845F-D622 e senha 767D-E4DB-9878-7CC7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D24-7D23-845F-D622 e senha 767D-E4DB-9878-7CC7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de agosto de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D24-7D23-845F-D622 e senha 767D-E4DB-9878-7CC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIMED FORMIGA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :LILIANE NETO BARROSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 11 de junho de 2010, proferi a seguinte decisão: SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – RESSARCIMENTO POR PARTE DE OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE – ARTIGO 32 DA LEI n 9.656/98 – PRECEDENTE DO PLENÁRIO. 1. O Plenário do Supremo, em 21 de agosto de 2003, deferiu, em parte, o pedido formulado na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1.931-8/DF e assentou a harmonia do artigo 32 da Lei n 9.656/1998 com a Carta da República. Considerou o Colegiado que o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde por parte das operadoras de planos de saúde é constitucional, por tratar-se de norma programática pertinente à realização de políticas públicas. Eis a síntese do julgado: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ORDINÁRIA 9.656/98. PLANOS DE SEGUROS PRIVADOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. MEDIDA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIMED FORMIGA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) :LILIANE NETO BARROSO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 11 de junho de 2010, proferi a seguinte decisão: SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – RESSARCIMENTO POR PARTE DE OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE – ARTIGO 32 DA LEI n 9.656/98 – PRECEDENTE DO PLENÁRIO. 1. O Plenário do Supremo, em 21 de agosto de 2003, deferiu, em parte, o pedido formulado na Medida Cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1.931-8/DF e assentou a harmonia do artigo 32 da Lei n 9.656/1998 com a Carta da República. Considerou o Colegiado que o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde por parte das operadoras de planos de saúde é constitucional, por tratar-se de norma programática pertinente à realização de políticas públicas. Eis a síntese do julgado: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ORDINÁRIA 9.656/98. PLANOS DE SEGUROS PRIVADOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. MEDIDA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ PROVISÓRIA 1730/98. PRELIMINAR. ILEGITIMIDADE ATIVA. INEXISTÊNCIA. AÇÃO CONHECIDA. INCONSTITUCIONALIDADES FORMAIS E OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. 1. Propositura da ação. Legitimidade. Não depende de autorização específica dos filiados a propositura de ação direta de inconstitucionalidade. Preenchimento dos requisitos necessários. 2. Alegação genérica de existência de vício formal das normas impugnadas. Conhecimento. Impossibilidade. 3. Inconstitucionalidade formal quanto à autorização, ao funcionamento e ao órgão fiscalizador das empresas operadoras de planos de saúde. Alterações introduzidas pela última edição da Medida Provisória 1908-18/99. Modificação da natureza jurídica das empresas. Lei regulamentadora. Possibilidade. Observância do disposto no artigo 197 da Constituição Federal. 4. Prestação de serviço médico pela rede do SUS e instituições conveniadas, em virtude da impossibilidade de atendimento pela operadora de Plano de Saúde. Ressarcimento à Administração Pública mediante condições preestabelecidas em resoluções internas da Câmara de Saúde Complementar. Ofensa ao devido processo legal. Alegação improcedente. Norma programática pertinente à realização de políticas públicas. Conveniência da manutenção da vigência da norma impugnada. 5. Violação ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito. Pedido de inconstitucionalidade do artigo 35, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ PROVISÓRIA 1730/98. PRELIMINAR. ILEGITIMIDADE ATIVA. INEXISTÊNCIA. AÇÃO CONHECIDA. INCONSTITUCIONALIDADES FORMAIS E OBSERVÂNCIA DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. 1. Propositura da ação. Legitimidade. Não depende de autorização específica dos filiados a propositura de ação direta de inconstitucionalidade. Preenchimento dos requisitos necessários. 2. Alegação genérica de existência de vício formal das normas impugnadas. Conhecimento. Impossibilidade. 3. Inconstitucionalidade formal quanto à autorização, ao funcionamento e ao órgão fiscalizador das empresas operadoras de planos de saúde. Alterações introduzidas pela última edição da Medida Provisória 1908-18/99. Modificação da natureza jurídica das empresas. Lei regulamentadora. Possibilidade. Observância do disposto no artigo 197 da Constituição Federal. 4. Prestação de serviço médico pela rede do SUS e instituições conveniadas, em virtude da impossibilidade de atendimento pela operadora de Plano de Saúde. Ressarcimento à Administração Pública mediante condições preestabelecidas em resoluções internas da Câmara de Saúde Complementar. Ofensa ao devido processo legal. Alegação improcedente. Norma programática pertinente à realização de políticas públicas. Conveniência da manutenção da vigência da norma impugnada. 5. Violação ao direito adquirido e ao ato jurídico perfeito. Pedido de inconstitucionalidade do artigo 35, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ caput e parágrafos 1... e 2..., da Medida Provisória 1730-7/98. Ação não conhecida tendo em vista as substanciais alterações, neles promovida pela medida provisória superveniente. 6. Artigo 35 – G, caput, incisos I a IV, parágrafos 1..., incisos I a V, e 2..., com a nova versão dada pela Medida Provisória 1908-18/99. Incidência da norma sobre cláusulas contratuais preexistentes, firmadas sob a égide do regime legal anterior. Ofensa aos princípios do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Ação conhecida, para suspender-lhes a eficácia até decisão final da ação. 7. Medida cautelar deferida, em parte, no que tange à suscitada violação ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição, quanto ao artigo 35-G, hoje, renumerado como artigo 35-E pela Medida Provisória 1908-18, de 24 de setembro de 1999; ação conhecida, em parte, quanto ao pedido de inconstitucionalidade do § 2... do artigo 10 da Lei 9.656/1998, com a redação dada pela Medida Provisória 1908-18/1999, para suspender a eficácia apenas da expressão “atuais e”. Suspensão da eficácia do artigo 35-E (redação dada pela Medida Provisória 2177-44/2001) e da expressão “artigo 35-E”, contida no artigo 3... da Medida Provisória 1908-18/99. 2. Ante o precedente, conheço do extraordinário e o provejo para, reformando o acórdão de origem, assentar a possibilidade de aplicação do instituto do ressarcimento ao Sistema Único de Saúde por parte das operadoras de planos de saúde, nos termos do artigo 32 da Lei n 9.656/98. 3. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta a inconstitucionalidade do artigo 32 da Lei n 9.656/1998 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ caput e parágrafos 1... e 2..., da Medida Provisória 1730-7/98. Ação não conhecida tendo em vista as substanciais alterações, neles promovida pela medida provisória superveniente. 6. Artigo 35 – G, caput, incisos I a IV, parágrafos 1..., incisos I a V, e 2..., com a nova versão dada pela Medida Provisória 1908-18/99. Incidência da norma sobre cláusulas contratuais preexistentes, firmadas sob a égide do regime legal anterior. Ofensa aos princípios do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Ação conhecida, para suspender-lhes a eficácia até decisão final da ação. 7. Medida cautelar deferida, em parte, no que tange à suscitada violação ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição, quanto ao artigo 35-G, hoje, renumerado como artigo 35-E pela Medida Provisória 1908-18, de 24 de setembro de 1999; ação conhecida, em parte, quanto ao pedido de inconstitucionalidade do § 2... do artigo 10 da Lei 9.656/1998, com a redação dada pela Medida Provisória 1908-18/1999, para suspender a eficácia apenas da expressão “atuais e”. Suspensão da eficácia do artigo 35-E (redação dada pela Medida Provisória 2177-44/2001) e da expressão “artigo 35-E”, contida no artigo 3... da Medida Provisória 1908-18/99. 2. Ante o precedente, conheço do extraordinário e o provejo para, reformando o acórdão de origem, assentar a possibilidade de aplicação do instituto do ressarcimento ao Sistema Único de Saúde por parte das operadoras de planos de saúde, nos termos do artigo 32 da Lei n 9.656/98. 3. Publiquem. A agravante renova o pedido de processamento do extraordinário. Sustenta a inconstitucionalidade do artigo 32 da Lei n 9.656/1998 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ considerados os artigos 154, inciso I, 194, 195, § 4..., e 196, cabeça, da Constituição Federal. Afirma ser exclusivamente do Estado o dever de prestar assistência à saúde. Aduz o caráter suplementar das operadoras de plano de saúde, dizendo não se mostrar razoável o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde. A agravada, intimada, deixou de apresentar contraminuta. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ considerados os artigos 154, inciso I, 194, 195, § 4..., e 196, cabeça, da Constituição Federal. Afirma ser exclusivamente do Estado o dever de prestar assistência à saúde. Aduz o caráter suplementar das operadoras de plano de saúde, dizendo não se mostrar razoável o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde. A agravada, intimada, deixou de apresentar contraminuta. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7305-74EA-59DD-489F e senha C045-915B-3004-1571 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos recursais. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Afasto a suspensão anteriormente determinada. O pronunciamento atacado está em consonância com a óptica do Supremo. Por ocasião do exame da ação direta de inconstitucionalidade n 1.931, de minha relatoria, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 14 de fevereiro de 2018, na qual a Confederação Nacional de Saúde Hospitais, Estabelecimentos e Serviços – CNS buscou a declaração de desarmonia, com a Constituição Federal, de preceitos da Lei n 9.656/1998, bem como da Medida Provisória n 1.730-7/1998 e reedições, consignei: […] (IV) Artigo 32 da Lei n 9.656/1998 O artigo 32 da Lei n 9.656/1998 prevê o ressarcimento, por planos de saúde, de despesas relativas a serviços de atendimento aos respectivos consumidores, previstos nos contratos, prestados por entidades do Sistema Único de Saúde. Sob o ângulo formal, o dispositivo é compatível com a Constituição Federal. A regra não implica a criação de nova fonte de receitas para seguridade social, nos termos do artigo 195, § 4..., da Lei Maior, mas, sim, consiste em desdobramento da relação contratual entabulada em ambiente regulado. Atentem para a dinâmica do ressarcimento. Criou-se mecanismo assecuratório da completude do sistema. A atividade dos planos de saúde, embora lucrativa, satisfaz o interesse coletivo de concretização do direito à saúde, incrementando os meios de atendimento à população. Essa distribuição, contudo, não comporta distorções e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Supremo Tribunal Federal 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos recursais. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo legal. Afasto a suspensão anteriormente determinada. O pronunciamento atacado está em consonância com a óptica do Supremo. Por ocasião do exame da ação direta de inconstitucionalidade n 1.931, de minha relatoria, com acórdão veiculado no Diário da Justiça de 14 de fevereiro de 2018, na qual a Confederação Nacional de Saúde Hospitais, Estabelecimentos e Serviços – CNS buscou a declaração de desarmonia, com a Constituição Federal, de preceitos da Lei n 9.656/1998, bem como da Medida Provisória n 1.730-7/1998 e reedições, consignei: […] (IV) Artigo 32 da Lei n 9.656/1998 O artigo 32 da Lei n 9.656/1998 prevê o ressarcimento, por planos de saúde, de despesas relativas a serviços de atendimento aos respectivos consumidores, previstos nos contratos, prestados por entidades do Sistema Único de Saúde. Sob o ângulo formal, o dispositivo é compatível com a Constituição Federal. A regra não implica a criação de nova fonte de receitas para seguridade social, nos termos do artigo 195, § 4..., da Lei Maior, mas, sim, consiste em desdobramento da relação contratual entabulada em ambiente regulado. Atentem para a dinâmica do ressarcimento. Criou-se mecanismo assecuratório da completude do sistema. A atividade dos planos de saúde, embora lucrativa, satisfaz o interesse coletivo de concretização do direito à saúde, incrementando os meios de atendimento à população. Essa distribuição, contudo, não comporta distorções e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ desequilíbrios, tais como os decorrentes da sobrecarga do Sistema Único de Saúde com consumidores contratualmente amparados pela iniciativa privada. A lógica é inversa à preconizada no preceito constitucional tido por violado: o reembolso decorre de falha na execução da avença relativa ao plano de saúde, e não da necessidade de aumento das receitas da seguridade social. Daí se extrai não ter sido o ressarcimento instituído para custear a seguridade social, mas para recompor despesas públicas atribuídos aos atores privados. A análise da natureza do ressarcimento evidencia também a conformidade do preceito com o devido processo legal substantivo. De início, saliento que o diploma não confere tratamento desigual entre cidadãos com e sem plano de saúde. A nenhuma pessoa será negado tratamento em hospital público, considerada a universalidade do sistema. Porém, se o Poder Público atende a particular em virtude de situação incluída na cobertura contratual, deve o Sistema Único de Saúde ser ressarcido, tal como faria o plano de saúde em se tratando de hospital privado. A ressaltar essa óptica, rememorem a natureza do negócio jurídico, no que assegura ao contratante a eventual prestação de serviço médico. Não há o fornecimento do serviço em si, mas, tão somente, a garantia conferida pelo operador de que, quando o atendimento se fizer necessário, será proporcionado pela própria rede credenciada, ou ressarcido em proveito do usuário. Está-se diante de contrato a garantir cobertura de eventuais despesas, no qual o contratante do plano substitui, mediante o pagamento de mensalidade à operadora, o risco individual por espécie de risco coletivo. Não se trata de contrato de natureza comutativa, em que o desembolso financeiro realizado pelo segurado corresponda exatamente a uma prestação. O elemento típico a reger os contratos é a aleatoriedade, a revelar que o contratante desembolsa mensalidade sem saber ao certo se e quando utilizará a assistência médico-hospitalar. Essas características levam à conclusão de serem as atividades desenvolvidas pelas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ desequilíbrios, tais como os decorrentes da sobrecarga do Sistema Único de Saúde com consumidores contratualmente amparados pela iniciativa privada. A lógica é inversa à preconizada no preceito constitucional tido por violado: o reembolso decorre de falha na execução da avença relativa ao plano de saúde, e não da necessidade de aumento das receitas da seguridade social. Daí se extrai não ter sido o ressarcimento instituído para custear a seguridade social, mas para recompor despesas públicas atribuídos aos atores privados. A análise da natureza do ressarcimento evidencia também a conformidade do preceito com o devido processo legal substantivo. De início, saliento que o diploma não confere tratamento desigual entre cidadãos com e sem plano de saúde. A nenhuma pessoa será negado tratamento em hospital público, considerada a universalidade do sistema. Porém, se o Poder Público atende a particular em virtude de situação incluída na cobertura contratual, deve o Sistema Único de Saúde ser ressarcido, tal como faria o plano de saúde em se tratando de hospital privado. A ressaltar essa óptica, rememorem a natureza do negócio jurídico, no que assegura ao contratante a eventual prestação de serviço médico. Não há o fornecimento do serviço em si, mas, tão somente, a garantia conferida pelo operador de que, quando o atendimento se fizer necessário, será proporcionado pela própria rede credenciada, ou ressarcido em proveito do usuário. Está-se diante de contrato a garantir cobertura de eventuais despesas, no qual o contratante do plano substitui, mediante o pagamento de mensalidade à operadora, o risco individual por espécie de risco coletivo. Não se trata de contrato de natureza comutativa, em que o desembolso financeiro realizado pelo segurado corresponda exatamente a uma prestação. O elemento típico a reger os contratos é a aleatoriedade, a revelar que o contratante desembolsa mensalidade sem saber ao certo se e quando utilizará a assistência médico-hospitalar. Essas características levam à conclusão de serem as atividades desenvolvidas pelas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ operadoras de planos de saúde assemelhadas a contrato de seguro. Indaga-se: se a atuação dos planos de saúde envolve o ressarcimento de hospitais e clínicas privados pela prestação de serviços de saúde, a gratuidade do Sistema Único de Saúde desobriga o reembolso? A resposta mostra-se negativa. Embora o Poder Público atue gratuitamente em relação aos cidadãos, não o faz no tocante às entidades cuja atividade-fim é justamente assegurar a cobertura de lesões e doenças. Cabe distinguir os vínculos constitucional, entre Estado e cidadão artigo 196 da Constituição Federal , obrigacional, entre pessoa e plano de saúde, e legal, entre Estado e plano de saúde artigo 32 da Lei n 9.656/1998. A escolha do agente privado de atuar na prestação de relevantes serviços à saúde, de forma concorrente com o Estado, pressupõe a responsabilidade de arcar integralmente com as obrigações assumidas. A norma impede o enriquecimento ilícito das empresas e a perpetuação de modelo no qual o mercado de serviços de saúde submeta-se unicamente à lógica do lucro, ainda que às custas do erário. Entendimento em sentido contrário resulta em situação em que os planos de saúde recebem pagamentos mensais dos segurados, mas os serviços continuam a ser fornecidos pelo Estado, sem contrapartida. A par disso, a sistemática inaugurada pelo ato atacado, e complementada pela Instrução Normativa n 54/2014, da Diretoria de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar, assegura que o ressarcimento seja precedido de processo administrativo, com ampla defesa, contraditório e direito a recurso. Nesse processo, a empresa pode opor inúmeras circunstâncias ao reembolso, como a carência contratual, o inadimplemento do segurado e a execução da avença em regime de coparticipação. A responsabilidade do plano de saúde, portanto, não é absoluta, mas vinculada aos limites da cobertura contratual. Nada há de desproporcional no mecanismo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ operadoras de planos de saúde assemelhadas a contrato de seguro. Indaga-se: se a atuação dos planos de saúde envolve o ressarcimento de hospitais e clínicas privados pela prestação de serviços de saúde, a gratuidade do Sistema Único de Saúde desobriga o reembolso? A resposta mostra-se negativa. Embora o Poder Público atue gratuitamente em relação aos cidadãos, não o faz no tocante às entidades cuja atividade-fim é justamente assegurar a cobertura de lesões e doenças. Cabe distinguir os vínculos constitucional, entre Estado e cidadão artigo 196 da Constituição Federal , obrigacional, entre pessoa e plano de saúde, e legal, entre Estado e plano de saúde artigo 32 da Lei n 9.656/1998. A escolha do agente privado de atuar na prestação de relevantes serviços à saúde, de forma concorrente com o Estado, pressupõe a responsabilidade de arcar integralmente com as obrigações assumidas. A norma impede o enriquecimento ilícito das empresas e a perpetuação de modelo no qual o mercado de serviços de saúde submeta-se unicamente à lógica do lucro, ainda que às custas do erário. Entendimento em sentido contrário resulta em situação em que os planos de saúde recebem pagamentos mensais dos segurados, mas os serviços continuam a ser fornecidos pelo Estado, sem contrapartida. A par disso, a sistemática inaugurada pelo ato atacado, e complementada pela Instrução Normativa n 54/2014, da Diretoria de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar, assegura que o ressarcimento seja precedido de processo administrativo, com ampla defesa, contraditório e direito a recurso. Nesse processo, a empresa pode opor inúmeras circunstâncias ao reembolso, como a carência contratual, o inadimplemento do segurado e a execução da avença em regime de coparticipação. A responsabilidade do plano de saúde, portanto, não é absoluta, mas vinculada aos limites da cobertura contratual. Nada há de desproporcional no mecanismo. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ Acresce que o Tribunal, no recurso extraordinário n 597.064, relator ministro Gilmar Mendes, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 16 de maio de 2018, concluiu, sob o ângulo da repercussão geral, a apreciação da controvérsia versada neste processo, assentando a constitucionalidade do reembolso ao Sistema Único de Saúde dos gastos com atendimento de beneficiários de planos privados, considerado o artigo 32 da Lei n 9.656/1998. Entendeu irrelevante a circunstância de o contrato entre a operadora de plano e o segurado ser anterior à entrada em vigor do diploma, devendo-se observar, tão somente, a data de ocorrência do fato ensejador do ressarcimento: se posterior a 4 de junho de 1998, o Estado poderá promover a cobrança pelo procedimento administrativo estabelecido na Lei n 9.656/1998, assegurado o contraditório e a ampla defesa. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ Acresce que o Tribunal, no recurso extraordinário n 597.064, relator ministro Gilmar Mendes, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 16 de maio de 2018, concluiu, sob o ângulo da repercussão geral, a apreciação da controvérsia versada neste processo, assentando a constitucionalidade do reembolso ao Sistema Único de Saúde dos gastos com atendimento de beneficiários de planos privados, considerado o artigo 32 da Lei n 9.656/1998. Entendeu irrelevante a circunstância de o contrato entre a operadora de plano e o segurado ser anterior à entrada em vigor do diploma, devendo-se observar, tão somente, a data de ocorrência do fato ensejador do ressarcimento: se posterior a 4 de junho de 1998, o Estado poderá promover a cobrança pelo procedimento administrativo estabelecido na Lei n 9.656/1998, assegurado o contraditório e a ampla defesa. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DFF-84A8-7B8D-81D5 e senha C050-98EC-6057-0CCC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/08/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIMED FORMIGA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : LILIANE NETO BARROSO (17829/DF, 48885/MG, 148054/RJ, 276488/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046322 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464.057 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIMED FORMIGA - COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO ADV.(A/S) : LILIANE NETO BARROSO (17829/DF, 48885/MG, 148054/RJ, 276488/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR - ANS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Ministra Rosa Weber. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 14.8.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 748046322 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464 . 057", "ação direta de inconstitucionalidade n 1 . 931", "recurso extraordinário n 597 . 064", "Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1 . 931 - 8 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464 . 057", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1 . 931 - 8 /", "Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 464057 AGR /", "Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ", "Recurso", "RECURSO", "ação direta de inconstitucionalidade n 1 . 931", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464 .", "Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 464057", "Recurso Extraordinário 464057 AGR", "Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ", "recurso extraordinário n 597 . 064", "Recurso Extraordinário 464057 AGR / RJ", "recurso extraordinário n 597 . 064", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464 . 057", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 464 . 057" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "ARTIGO 1 . 040 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "artigo 1 . 040 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 32 DA LEI n 9 . 656 / 98", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "Carta da República", "LEI ORDINÁRIA 9 . 656 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 32 DA LEI n 9 . 656 / 98", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "Carta da República", "LEI ORDINÁRIA 9 . 656 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PROVISÓRIA", "Medida Provisória 1908 - 18 / 99", "artigo 197 da Constituição Federal", "artigo 35 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PROVISÓRIA", "Medida Provisória 1908 - 18 / 99", "artigo 197 da Constituição Federal", "artigo 35 , 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória 1730 - 7 / 98", "Artigo", "Medida Provisória 1908 - 18 / 99", "artigo 5 . . . , XXXVI , da Constituição", "Medida Provisória 1908 - 18", "§", "artigo 10 da Lei 9 . 656 / 1998", "Medida Provisória 1908 - 18 / 1999", "Medida Provisória 2177 - 44 / 2001", "Medida Provisória 1908 - 18 / 99", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 98", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória 1730 - 7 / 98", "Artigo", "Medida Provisória 1908 - 18 / 99", "artigo 5 . . . , XXXVI , da Constituição", "Medida Provisória 1908 - 18", "Medida Provisória 1908 - 18 / 1999", "Medida Provisória 2177 - 44 / 2001", "artigo 3 . . . da Medida Provisória 1908 - 18 / 99", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 98", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 154 , inciso I , 194 , 195 , § 4 . . . , e 196 , cabeça , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "196 , cabeça , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n 9 . 656 / 1998", "Medida Provisória n 1 . 730 - 7 / 1998", "Artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "Constituição Federal", "artigo 195 , § 4 . . . , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n 9 . 656 / 1998", "Medida Provisória n 1 . 730 - 7 / 1998", "Artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "Constituição Federal", "artigo 195 , § 4 . . . , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 196 da Constituição Federal", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "Instrução Normativa n 54 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 196 da Constituição Federal", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "Instrução Normativa n 54 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "Lei n 9 . 656 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 32 da Lei n 9 . 656 / 1998", "Lei n 9 . 656 / 1998", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIMED FORMIGA", "COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "Sistema Único de Saúde", "Pleno", "Pleno", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIMED FORMIGA", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "SISTEMA", "Plenário do Supremo", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIMED FORMIGA", "COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "SISTEMA", "Plenário do Supremo", "Sistema Único de", "Supremo Tribunal Federal", "SUS", "Câmara de Saúde Complementar", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUS", "Câmara de Saúde Complementar", "Supremo Tribunal Federal", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Confederação Nacional de Saúde Hospitais , Estabelecimentos e Serviços", "CNS", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Confederação Nacional de Saúde Hospitais , Estabelecimentos e Serviços", "CNS", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Sistema Único de Saúde", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RJ", "Sistema Único de Saúde", "Diretoria de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Sistema Único de Saúde", "Agência Nacional de Saúde Suplementar", "Supremo Tribunal Federal", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Sistema Único de Saúde", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIMED FORMIGA", "COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIMED FORMIGA", "COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO", "AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR", "ANS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "LILIANE NETO BARROSO", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LILIANE NETO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LILIANE NETO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Gilmar", "Mendes", "Gilmar Mendes", "MARCO AURÉLIO", "LILIANE NETO BARROSO", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "LILIANE NETO BARROSO", "Rosa Weber", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Carlos Alberto Carvalho de Vilhena Coelho", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "08", "/", "2018", "14 de fevereiro de 2018", "16 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "11 de junho de 2010", "21 de agosto de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "11 de junho de 2010", "21 de agosto de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de setembro de 1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de setembro de 1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de maio de 2018", "4 de junho de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de maio de 2018", "4 de junho de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "08", "/", "2018", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :JAYME SOARES DA ROCHA FILHO AGDO.(A/S) :PAULO GOMES DE SOUSA REPRESENTADO POR MÁRCIA GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. RESCISÃO CONTRATUAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 1. É incognoscível recurso extraordinário interposto com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição da República, sem que a parte Recorrente tenha indicado os dispositivos constitucionais tidos por violados. Súmula 284 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC, e majoração em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, §11, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 25 de maio a 1º de junho de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração em ¼ (um quarto) da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998283. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1080705 AGR / GO Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998283. Supremo Tribunal Federal ARE 1080705 AGR / GO Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :JAYME SOARES DA ROCHA FILHO AGDO.(A/S) :PAULO GOMES DE SOUSA REPRESENTADO POR MÁRCIA GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em que neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 5): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça de Goiás, assim ementado (eDOC 2, p. 177): “AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃOL JULGAMENTO MONOCRÁTICO. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO DECISUM. AUSÊNCIA DO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. À luz do principio da dialeticidade, que norteia os recursos, a parte recorrente deve impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, de maneira a demonstrar que o julgamento sobre o qual se insurge merece ser modificado; Ausentes alegações voltadas a desconstituir o ato recorrido evidente a ausência de pressuposto de admissibilidade essencial ao conhecimento da insurgência. Agravo Regimental não conhecido.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :JAYME SOARES DA ROCHA FILHO AGDO.(A/S) :PAULO GOMES DE SOUSA REPRESENTADO POR MÁRCIA GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em que neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 5): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça de Goiás, assim ementado (eDOC 2, p. 177): “AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃOL JULGAMENTO MONOCRÁTICO. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO DECISUM. AUSÊNCIA DO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. À luz do principio da dialeticidade, que norteia os recursos, a parte recorrente deve impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, de maneira a demonstrar que o julgamento sobre o qual se insurge merece ser modificado; Ausentes alegações voltadas a desconstituir o ato recorrido evidente a ausência de pressuposto de admissibilidade essencial ao conhecimento da insurgência. Agravo Regimental não conhecido.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1080705 AGR / GO No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa “indireta e reflexa” à Constituição Federal, com indicação de dispositivos legais como violados. (eDOC 2, p. 94). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De plano, observa-se a inexistência de questão constitucional que tenha sido suscitada pelo Agravante. Apesar de interpor recurso com fundamento no inciso III do art. 102, “a”, não indica em suas razões qual dispositivo constitucional teria sido violado pela decisão proferida pelo Tribunal de origem. De acordo com o RE, “a v. decisão ora recorrida fere FRONTALMENTE o artigo 527, V, do CPC”. (e-DOC 2, p. 210) Incide, portanto, a Súmula 284 do STF. Nesse sentido: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO SUPOSTAMENTE VIOLADO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 284/STF. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA 279/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.3.2013. Ausente a indicação do dispositivo constitucional tido por violado pelo acórdão recorrido, incide, na espécie, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/STF. Divergir do entendimento do Tribunal a quo no tocante à possibilidade de reintegração de posse demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 801+459-AgR, Rel. Min. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Supremo Tribunal Federal ARE 1080705 AGR / GO No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa “indireta e reflexa” à Constituição Federal, com indicação de dispositivos legais como violados. (eDOC 2, p. 94). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De plano, observa-se a inexistência de questão constitucional que tenha sido suscitada pelo Agravante. Apesar de interpor recurso com fundamento no inciso III do art. 102, “a”, não indica em suas razões qual dispositivo constitucional teria sido violado pela decisão proferida pelo Tribunal de origem. De acordo com o RE, “a v. decisão ora recorrida fere FRONTALMENTE o artigo 527, V, do CPC”. (e-DOC 2, p. 210) Incide, portanto, a Súmula 284 do STF. Nesse sentido: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO SUPOSTAMENTE VIOLADO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 284/STF. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA 279/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.3.2013. Ausente a indicação do dispositivo constitucional tido por violado pelo acórdão recorrido, incide, na espécie, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/STF. Divergir do entendimento do Tribunal a quo no tocante à possibilidade de reintegração de posse demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 801+459-AgR, Rel. Min. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1080705 AGR / GO Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 04.06.2014) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO. SÚMULAS 282, 284 E 356 DO STF. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DE BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – Ausentes as razões pelas quais o recorrente entende violados os dispositivos constitucionais indicados no recurso extraordinário, caracterizada está a deficiência em sua fundamentação. Incidência da Súmula 284 do STF. III - A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a análise dos critérios de reajuste dos benefícios previdenciários se restringe ao âmbito infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido.” (ARE 676.327-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22.05.2012) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do artigo 932, IV, a, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo, bem como os §§ 3º e 4º do art. 98. “ Nas razões recursais, o agravante assevera que indicou o dispositivo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Supremo Tribunal Federal ARE 1080705 AGR / GO Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 04.06.2014) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO. SÚMULAS 282, 284 E 356 DO STF. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DE BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – Ausentes as razões pelas quais o recorrente entende violados os dispositivos constitucionais indicados no recurso extraordinário, caracterizada está a deficiência em sua fundamentação. Incidência da Súmula 284 do STF. III - A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a análise dos critérios de reajuste dos benefícios previdenciários se restringe ao âmbito infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido.” (ARE 676.327-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22.05.2012) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do artigo 932, IV, a, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo, bem como os §§ 3º e 4º do art. 98. “ Nas razões recursais, o agravante assevera que indicou o dispositivo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório ARE 1080705 AGR / GO constitucional violado, qual seja, o artigo 102, III, “a” (eDOC 6, p. 2): “O juízo de admissibilidade foi balizado pelo balizado pelo Tribunal a quo, fundamentando sua negatória em admitir o Recurso Extraordinário sob a ótica de que a agravante não teria ‘apontado com precisão a hipótese constitucional de cabimento do recurso interposto.’ In verbis: (…) Há de ressaltar que o Recurso Interposto apontou os dispositivos legais contrariados , tratando do art. 102, inciso III, “a”, da Constituição Federal.” Instado a manifestar-se, a parte Agravada quedou-se inerte (eDOC 12). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Supremo Tribunal Federal ARE 1080705 AGR / GO constitucional violado, qual seja, o artigo 102, III, “a” (eDOC 6, p. 2): “O juízo de admissibilidade foi balizado pelo balizado pelo Tribunal a quo, fundamentando sua negatória em admitir o Recurso Extraordinário sob a ótica de que a agravante não teria ‘apontado com precisão a hipótese constitucional de cabimento do recurso interposto.’ In verbis: (…) Há de ressaltar que o Recurso Interposto apontou os dispositivos legais contrariados , tratando do art. 102, inciso III, “a”, da Constituição Federal.” Instado a manifestar-se, a parte Agravada quedou-se inerte (eDOC 12). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão recorrida. Inicialmente, repisa-se que a aplicação da Súmula 284 se deu pela ausência de indicação dos dispositivos constitucionais tidos por violados pelo acórdão recorrido. Segundo o RE, a decisão recorrida contrariou dispositivo constitucional (102, III, a, da CF), portanto, imprescindível a demonstração de quais dispositivos foram esses, o que não ocorreu. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que ausência de indicação dos dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ausência de indicação do dispositivo constitucional violado. Enunciado 284 da Súmula do STF. Incidência. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 897.546-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13.10.2015) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA VIOLAÇÃO AO TEXTO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 284/STF. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. As razões do recurso extraordinário não foram capazes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998325. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão recorrida. Inicialmente, repisa-se que a aplicação da Súmula 284 se deu pela ausência de indicação dos dispositivos constitucionais tidos por violados pelo acórdão recorrido. Segundo o RE, a decisão recorrida contrariou dispositivo constitucional (102, III, a, da CF), portanto, imprescindível a demonstração de quais dispositivos foram esses, o que não ocorreu. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que ausência de indicação dos dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ausência de indicação do dispositivo constitucional violado. Enunciado 284 da Súmula do STF. Incidência. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 897.546-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13.10.2015) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA VIOLAÇÃO AO TEXTO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 284/STF. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. 1. As razões do recurso extraordinário não foram capazes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1080705 AGR / GO de infirmar as conclusões do acórdão recorrido (incidência da Súmula 284/STF). 2. Para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 801.212-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 06.08.2015) Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998325. Supremo Tribunal Federal ARE 1080705 AGR / GO de infirmar as conclusões do acórdão recorrido (incidência da Súmula 284/STF). 2. Para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 801.212-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 06.08.2015) Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : JAYME SOARES DA ROCHA FILHO (51175A/GO, 081852/RJ) AGDO.(A/S) : PAULO GOMES DE SOUSA REPRESENTADO POR MÁRCIA GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) : JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA (30875/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração em ¼ (um quarto) da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992158 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : JAYME SOARES DA ROCHA FILHO (51175A/GO, 081852/RJ) AGDO.(A/S) : PAULO GOMES DE SOUSA REPRESENTADO POR MÁRCIA GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) : JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA (30875/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração em ¼ (um quarto) da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992158 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15001212
2018-06-04T00:00:00
2018-06-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, e majoração em ¼ (um quarto) da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. RESCISÃO CONTRATUAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 1. É incognoscível recurso extraordinário interposto com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição da República, sem que a parte Recorrente tenha indicado os dispositivos constitucionais tidos por violados. Súmula 284 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC, e majoração em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, §11, do CPC.
sjur386413
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) ARE 801212 AgR (1ªT), ARE 897546 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 02/07/2018, MAD.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1080705
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1080705 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : JAYME SOARES DA ROCHA FILHO AGDO.(A/S) : PAULO GOMES DE SOUSA REPRESENTADO POR MÁRCIA GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) : JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :JAYME SOARES DA ROCHA FILHO AGDO.(A/S) :PAULO GOMES DE SOUSA REPRESENTADO POR MÁRCIA GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. RESCISÃO CONTRATUAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 1. É incognoscível recurso extraordinário interposto com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição da República, sem que a parte Recorrente tenha indicado os dispositivos constitucionais tidos por violados. Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil, e majoração em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, §11, do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual, de 25 de maio a 1... de junho de 2018, sob a Presidência do Senhor Ministro Edson Fachin, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e majoração em ¼ (um quarto) da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998283. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1080705 AGR / GO Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998283. Supremo Tribunal Federal ARE 1080705 AGR / GO Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998283. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :JAYME SOARES DA ROCHA FILHO AGDO.(A/S) :PAULO GOMES DE SOUSA REPRESENTADO POR MÁRCIA GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em que neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 5): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça de Goiás, assim ementado (eDOC 2, p. 177): “AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃOL JULGAMENTO MONOCRÁTICO. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO DECISUM. AUSÊNCIA DO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. À luz do principio da dialeticidade, que norteia os recursos, a parte recorrente deve impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, de maneira a demonstrar que o julgamento sobre o qual se insurge merece ser modificado; Ausentes alegações voltadas a desconstituir o ato recorrido evidente a ausência de pressuposto de admissibilidade essencial ao conhecimento da insurgência. Agravo Regimental não conhecido.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :JAYME SOARES DA ROCHA FILHO AGDO.(A/S) :PAULO GOMES DE SOUSA REPRESENTADO POR MÁRCIA GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) :JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão em que neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 5): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça de Goiás, assim ementado (eDOC 2, p. 177): “AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃOL JULGAMENTO MONOCRÁTICO. AGRAVO REGIMENTAL QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO DECISUM. AUSÊNCIA DO REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. À luz do principio da dialeticidade, que norteia os recursos, a parte recorrente deve impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, de maneira a demonstrar que o julgamento sobre o qual se insurge merece ser modificado; Ausentes alegações voltadas a desconstituir o ato recorrido evidente a ausência de pressuposto de admissibilidade essencial ao conhecimento da insurgência. Agravo Regimental não conhecido.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1080705 AGR / GO No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa “indireta e reflexa” à Constituição Federal, com indicação de dispositivos legais como violados. (eDOC 2, p. 94). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De plano, observa-se a inexistência de questão constitucional que tenha sido suscitada pelo Agravante. Apesar de interpor recurso com fundamento no inciso III do art. 102, “a”, não indica em suas razões qual dispositivo constitucional teria sido violado pela decisão proferida pelo Tribunal de origem. De acordo com o Recurso Extraordinário, “a v. decisão ora recorrida fere FRONTALMENTE o artigo 527, V, do Código de Processo Civil”. (e-DOC 2, p. 210) Incide, portanto, a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO SUPOSTAMENTE VIOLADO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.3.2013. Ausente a indicação do dispositivo constitucional tido por violado pelo acórdão recorrido, incide, na espécie, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Divergir do entendimento do Tribunal a quo no tocante à possibilidade de reintegração de posse demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 801+459-AgR, Rel. Min. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Supremo Tribunal Federal ARE 1080705 AGR / GO No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa “indireta e reflexa” à Constituição Federal, com indicação de dispositivos legais como violados. (eDOC 2, p. 94). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. De plano, observa-se a inexistência de questão constitucional que tenha sido suscitada pelo Agravante. Apesar de interpor recurso com fundamento no inciso III do art. 102, “a”, não indica em suas razões qual dispositivo constitucional teria sido violado pela decisão proferida pelo Tribunal de origem. De acordo com o Recurso Extraordinário, “a v. decisão ora recorrida fere FRONTALMENTE o artigo 527, V, do Código de Processo Civil”. (e-DOC 2, p. 210) Incide, portanto, a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO SUPOSTAMENTE VIOLADO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DO ÓBICE DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 12.3.2013. Ausente a indicação do dispositivo constitucional tido por violado pelo acórdão recorrido, incide, na espécie, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Divergir do entendimento do Tribunal a quo no tocante à possibilidade de reintegração de posse demandaria a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, bem como a reelaboração da moldura fática delineada na origem, inviável em sede recursal extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 801+459-AgR, Rel. Min. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1080705 AGR / GO Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 04.06.2014) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO. SÚMULAS 282, 284 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DE BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – Ausentes as razões pelas quais o recorrente entende violados os dispositivos constitucionais indicados no recurso extraordinário, caracterizada está a deficiência em sua fundamentação. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. III - A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a análise dos critérios de reajuste dos benefícios previdenciários se restringe ao âmbito infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido.” (ARE 676.327-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22.05.2012) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do artigo 932, IV, a, do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo, bem como os §§ 3... e 4... do art. 98. “ Nas razões recursais, o agravante assevera que indicou o dispositivo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Supremo Tribunal Federal ARE 1080705 AGR / GO Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 04.06.2014) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO. SÚMULAS 282, 284 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. CRITÉRIOS DE REAJUSTE DE BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I – Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – Ausentes as razões pelas quais o recorrente entende violados os dispositivos constitucionais indicados no recurso extraordinário, caracterizada está a deficiência em sua fundamentação. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. III - A jurisprudência desta Corte é no sentido de que a análise dos critérios de reajuste dos benefícios previdenciários se restringe ao âmbito infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido.” (ARE 676.327-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 22.05.2012) Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do artigo 932, IV, a, do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo, bem como os §§ 3... e 4... do art. 98. “ Nas razões recursais, o agravante assevera que indicou o dispositivo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório ARE 1080705 AGR / GO constitucional violado, qual seja, o artigo 102, III, “a” (eDOC 6, p. 2): “O juízo de admissibilidade foi balizado pelo balizado pelo Tribunal a quo, fundamentando sua negatória em admitir o Recurso Extraordinário sob a ótica de que a agravante não teria ‘apontado com precisão a hipótese constitucional de cabimento do recurso interposto.’ In verbis: (…) Há de ressaltar que o Recurso Interposto apontou os dispositivos legais contrariados , tratando do art. 102, inciso III, “a”, da Constituição Federal.” Instado a manifestar-se, a parte Agravada quedou-se inerte (eDOC 12). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Supremo Tribunal Federal ARE 1080705 AGR / GO constitucional violado, qual seja, o artigo 102, III, “a” (eDOC 6, p. 2): “O juízo de admissibilidade foi balizado pelo balizado pelo Tribunal a quo, fundamentando sua negatória em admitir o Recurso Extraordinário sob a ótica de que a agravante não teria ‘apontado com precisão a hipótese constitucional de cabimento do recurso interposto.’ In verbis: (…) Há de ressaltar que o Recurso Interposto apontou os dispositivos legais contrariados , tratando do art. 102, inciso III, “a”, da Constituição Federal.” Instado a manifestar-se, a parte Agravada quedou-se inerte (eDOC 12). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão recorrida. Inicialmente, repisa-se que a aplicação da Súmula 284 se deu pela ausência de indicação dos dispositivos constitucionais tidos por violados pelo acórdão recorrido. Segundo o Recurso Extraordinário, a decisão recorrida contrariou dispositivo constitucional (102, III, a, da Constituição Federal de 1988), portanto, imprescindível a demonstração de quais dispositivos foram esses, o que não ocorreu. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que ausência de indicação dos dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ausência de indicação do dispositivo constitucional violado. Enunciado 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Incidência. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 897.546-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13.10.2015) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA VIOLAÇÃO AO TEXTO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. As razões do recurso extraordinário não foram capazes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998325. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão recorrida. Inicialmente, repisa-se que a aplicação da Súmula 284 se deu pela ausência de indicação dos dispositivos constitucionais tidos por violados pelo acórdão recorrido. Segundo o Recurso Extraordinário, a decisão recorrida contrariou dispositivo constitucional (102, III, a, da Constituição Federal de 1988), portanto, imprescindível a demonstração de quais dispositivos foram esses, o que não ocorreu. Esta Corte já firmou entendimento no sentido de que ausência de indicação dos dispositivos constitucionais supostamente violados pelo acórdão recorrido conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ausência de indicação do dispositivo constitucional violado. Enunciado 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Incidência. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 897.546-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 13.10.2015) “DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO DE RENDA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DA VIOLAÇÃO AO TEXTO CONSTITUCIONAL. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. As razões do recurso extraordinário não foram capazes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1080705 AGR / GO de infirmar as conclusões do acórdão recorrido (incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal). 2. Para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 801.212-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 06.08.2015) Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998325. Supremo Tribunal Federal ARE 1080705 AGR / GO de infirmar as conclusões do acórdão recorrido (incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal). 2. Para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 801.212-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 06.08.2015) Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14998325. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : JAYME SOARES DA ROCHA FILHO (51175A/GO, 081852/RJ) AGDO.(A/S) : PAULO GOMES DE SOUSA REPRESENTADO POR MÁRCIA GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) : JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA (30875/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e majoração em ¼ (um quarto) da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992158 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.080.705 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : JAYME SOARES DA ROCHA FILHO (51175A/GO, 081852/RJ) AGDO.(A/S) : PAULO GOMES DE SOUSA REPRESENTADO POR MÁRCIA GOMES DE SOUSA ADV.(A/S) : JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA (30875/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, e majoração em ¼ (um quarto) da verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992158 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 080 . 705", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1080705 AGR / GO", "ARE 1080705 AGR / GO", "ARE 1080705 AGR / GO", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 801 + 459 - AgR", "ARE 1080705 AGR / GO", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 801 + 459 - AgR", "ARE 1080705 AGR / GO", "SÚMULAS 282", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 676 . 327 - ED", "ARE 1080705 AGR / GO", "SÚMULAS 282 , 284", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 676 . 327 - ED", "ARE 1080705 AGR / GO", "ARE 1080705 AGR", "Enunciado 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 897 . 546 - AgR", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 897 . 546 - AgR", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 801 . 212 - AgR", "ARE 1080705 AGR / GO", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 / Supremo Tribunal", "ARE 801 . 212 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 ,", "Constituição Federal", "inciso", "artigo 527 , V , do Código de Processo Civil", "CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , do", "Constituição Federal", "artigo 527 , V , do Código de Processo Civil", "CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 932 , IV , a , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigo 932 , IV , a , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso III , “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , inciso III , “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "102 , III , a , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "102 , III , a , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CELG DISTRIBUICAO S . A .", "CELG", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CELG DISTRIBUICAO S . A .", "CELG", "D", "Tribunal de Justiça de Goiás", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CELG DISTRIBUICAO S . A .", "CELG D", "Tribunal de Justiça de Goiás", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "GO", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CELG DISTRIBUICAO S . A .", "CELG", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CELG DISTRIBUICAO S . A .", "CELG", "D", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "JAYME SOARES DA ROCHA FILHO", "PAULO GOMES DE SOUSA", "MÁRCIA GOMES DE SOUSA", "JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA", "Edson Fachin", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JAYME SOARES DA ROCHA FILHO", "PAULO GOMES DE SOUSA", "MÁRCIA GOMES DE SOUSA", "JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JAYME SOARES DA ROCHA FILHO", "PAULO GOMES DE SOUSA", "MÁRCIA GOMES DE SOUSA", "JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA", "EDSON FACHIN", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "JAYME SOARES DA ROCHA FILHO", "PAULO GOMES DE SOUSA", "MÁRCIA GOMES DE SOUSA", "JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira", "EDSON FACHIN", "JAYME SOARES DA ROCHA FILHO", "PAULO GOMES DE SOUSA", "MÁRCIA GOMES DE SOUSA", "JOSE CARLOS CARDOSO PEREIRA", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2018", "25 de maio a 1 . . . de junho de 2018", "4 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "06", ".", "2014", "22", ".", "05", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "06", ".", "2014", "22", ".", "05", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "13", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "13", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO AGDO.(A/S) :EDEMIR NUNES ADV.(A/S) :LINDOLFO MACEDO DE CASTRO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880416. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO AGDO.(A/S) :EDEMIR NUNES ADV.(A/S) :LINDOLFO MACEDO DE CASTRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário sob o argumento de que há ausência de prequestionamento da matéria agitada no apelo extremo. Sustenta a parte agravante, em suma, que afigura-se evidente a existência de prequestionamento no presente caso, na medida em que o Estado de Mato Grosso provocou, por meio de embargos de declaração, a análise do artigo 97 da Constituição Federal. Intimada para se manifestar, a parte contrária não apresentou contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880417. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO AGDO.(A/S) :EDEMIR NUNES ADV.(A/S) :LINDOLFO MACEDO DE CASTRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário sob o argumento de que há ausência de prequestionamento da matéria agitada no apelo extremo. Sustenta a parte agravante, em suma, que afigura-se evidente a existência de prequestionamento no presente caso, na medida em que o Estado de Mato Grosso provocou, por meio de embargos de declaração, a análise do artigo 97 da Constituição Federal. Intimada para se manifestar, a parte contrária não apresentou contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880417. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto com fundamento no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente alega ter o acórdão recorrido violado dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Não merece reparos a decisão agravada, que acertadamente verificou a ausência de prequestionamento da matéria agitada no apelo extremo. Por sua exatidão, deve ser adotada em seus próprios termos: “D E S P A C H O I) RELATÓRIO Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo ente público contra decisão deste Tribunal, que reconheceu sua responsabilidade subsidiária pelos créditos trabalhistas inadimplidos por seu prestador de serviços. O feito foi sobrestado pelo Tema 246. II) FUNDAMENTAÇÃO A discussão relativa à “responsabilidade subsidiária pelos créditos trabalhistas inadimplidos por seu prestador de serviços” não foi apreciada pela Turma do TST, razão pela qual não comporta exame em sede extraordinária, ante o teor da Súmula 282 do STF, segundo a qual “é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880418. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto com fundamento no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente alega ter o acórdão recorrido violado dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Não merece reparos a decisão agravada, que acertadamente verificou a ausência de prequestionamento da matéria agitada no apelo extremo. Por sua exatidão, deve ser adotada em seus próprios termos: “D E S P A C H O I) RELATÓRIO Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo ente público contra decisão deste Tribunal, que reconheceu sua responsabilidade subsidiária pelos créditos trabalhistas inadimplidos por seu prestador de serviços. O feito foi sobrestado pelo Tema 246. II) FUNDAMENTAÇÃO A discussão relativa à “responsabilidade subsidiária pelos créditos trabalhistas inadimplidos por seu prestador de serviços” não foi apreciada pela Turma do TST, razão pela qual não comporta exame em sede extraordinária, ante o teor da Súmula 282 do STF, segundo a qual “é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 915662 AGR / DF III) CONCLUSÃO Diante do exposto, revogo o sobrestamento do feito e denego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 10 de março de 2015. IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO Ministro Vice-Presidente do TST” Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880418. Supremo Tribunal Federal ARE 915662 AGR / DF III) CONCLUSÃO Diante do exposto, revogo o sobrestamento do feito e denego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 10 de março de 2015. IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO Ministro Vice-Presidente do TST” Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO AGDO.(A/S) : EDEMIR NUNES ADV.(A/S) : LINDOLFO MACEDO DE CASTRO (7174/MT) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935137 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO AGDO.(A/S) : EDEMIR NUNES ADV.(A/S) : LINDOLFO MACEDO DE CASTRO (7174/MT) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935137 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14943968
2018-05-18T00:00:00
2018-06-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. 2. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur386031
Número de páginas: 5. Análise: 13/06/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
915662
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 915662 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO AGDO.(A/S) : EDEMIR NUNES ADV.(A/S) : LINDOLFO MACEDO DE CASTRO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO AGDO.(A/S) :EDEMIR NUNES ADV.(A/S) :LINDOLFO MACEDO DE CASTRO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880416. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO AGDO.(A/S) :EDEMIR NUNES ADV.(A/S) :LINDOLFO MACEDO DE CASTRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário sob o argumento de que há ausência de prequestionamento da matéria agitada no apelo extremo. Sustenta a parte agravante, em suma, que afigura-se evidente a existência de prequestionamento no presente caso, na medida em que o Estado de Mato Grosso provocou, por meio de embargos de declaração, a análise do artigo 97 da Constituição Federal. Intimada para se manifestar, a parte contrária não apresentou contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880417. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO AGDO.(A/S) :EDEMIR NUNES ADV.(A/S) :LINDOLFO MACEDO DE CASTRO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário sob o argumento de que há ausência de prequestionamento da matéria agitada no apelo extremo. Sustenta a parte agravante, em suma, que afigura-se evidente a existência de prequestionamento no presente caso, na medida em que o Estado de Mato Grosso provocou, por meio de embargos de declaração, a análise do artigo 97 da Constituição Federal. Intimada para se manifestar, a parte contrária não apresentou contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880417. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto com fundamento no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente alega ter o acórdão recorrido violado dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Não merece reparos a decisão agravada, que acertadamente verificou a ausência de prequestionamento da matéria agitada no apelo extremo. Por sua exatidão, deve ser adotada em seus próprios termos: “D E S P A C H O I) RELATÓRIO Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo ente público contra decisão deste Tribunal, que reconheceu sua responsabilidade subsidiária pelos créditos trabalhistas inadimplidos por seu prestador de serviços. O feito foi sobrestado pelo Tema 246. II) FUNDAMENTAÇÃO A discussão relativa à “responsabilidade subsidiária pelos créditos trabalhistas inadimplidos por seu prestador de serviços” não foi apreciada pela Turma do Tribunal Superior do Trabalho, razão pela qual não comporta exame em sede extraordinária, ante o teor da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual “é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880418. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão: Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto com fundamento no art. 102, III, da Constituição Federal, em que a parte recorrente alega ter o acórdão recorrido violado dispositivos constitucionais. É o relatório. Decido. Não merece reparos a decisão agravada, que acertadamente verificou a ausência de prequestionamento da matéria agitada no apelo extremo. Por sua exatidão, deve ser adotada em seus próprios termos: “D E S P A C H O I) RELATÓRIO Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo ente público contra decisão deste Tribunal, que reconheceu sua responsabilidade subsidiária pelos créditos trabalhistas inadimplidos por seu prestador de serviços. O feito foi sobrestado pelo Tema 246. II) FUNDAMENTAÇÃO A discussão relativa à “responsabilidade subsidiária pelos créditos trabalhistas inadimplidos por seu prestador de serviços” não foi apreciada pela Turma do Tribunal Superior do Trabalho, razão pela qual não comporta exame em sede extraordinária, ante o teor da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual “é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 915662 AGR / DF III) CONCLUSÃO Diante do exposto, revogo o sobrestamento do feito e denego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 10 de março de 2015. IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO Ministro Vice-Presidente do Tribunal Superior do Trabalho” Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880418. Supremo Tribunal Federal ARE 915662 AGR / DF III) CONCLUSÃO Diante do exposto, revogo o sobrestamento do feito e denego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 10 de março de 2015. IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO Ministro Vice-Presidente do Tribunal Superior do Trabalho” Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. Publique-se.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880418. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO AGDO.(A/S) : EDEMIR NUNES ADV.(A/S) : LINDOLFO MACEDO DE CASTRO (7174/MT) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935137 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915.662 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO AGDO.(A/S) : EDEMIR NUNES ADV.(A/S) : LINDOLFO MACEDO DE CASTRO (7174/MT) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935137 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 915 . 662", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 915662 AGR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 97 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "Estado de Mato Grosso", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "Estado de Mato Grosso", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MATO GROSSO", "ESTADO DE MATO GROSSO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Turma do Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "EDEMIR NUNES", "LINDOLFO MACEDO DE CASTRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDEMIR NUNES", "LINDOLFO MACEDO DE CASTRO", "Alexandre de Moraes", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDEMIR NUNES", "LINDOLFO MACEDO DE CASTRO", "Alexandre de Moraes", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES ARE", "IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO", "IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDEMIR NUNES", "LINDOLFO MACEDO DE CASTRO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDEMIR NUNES", "LINDOLFO MACEDO DE CASTRO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PIAUÍ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ/IAPEP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :AIRTON PEREIRA DE ALENCAR ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 40 E 201, § 5º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ACÓRDÃO RECORRIDO. FUNDAMENTO INATACADO. SÚMULA 283/STF. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SUMÚLA 284/STF. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADESÃO A PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO. PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. PERMANÊNCIA NA CONDIÇÃO DE SEGURADO FACULTATIVO. LEI 4.051/1986 DO ESTADO DO PIAUÍ. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO CONJUNTO PROBATÓRIO. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à aplicação das Súmulas 283 e 284/STF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982985. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 668438 AGR / PI 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 25 de maio de 2018 a 1º de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 04 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982985. Supremo Tribunal Federal ARE 668438 AGR / PI 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 25 de maio de 2018 a 1º de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 04 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PIAUÍ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ/IAPEP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :AIRTON PEREIRA DE ALENCAR ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal e na ausência de violação das Súmulas 283, 284, 279 e 280 do STF. Afirma-se que “do recurso denegado extrai-se toda a fundamentação necessária à compreensão da controvérsia, e assim o é porque o recorrente demonstrou objetivamente que o acordão recorrido violou os arts. 40 e 201, § 5º da CF/88, na medida que somente as pessoas detentoras de cargos efetivos junto a Administração Pública possuem direito ao regime previdenciário próprio, e no caso dos autos, o recorrido não possui condição de servidor público estadual titular de cargo efetivo, uma vez que aderiu ao PDV, bem como somente o regime geral da previdência admite a figura do segurado facultativo”. Reitera- se a afronta aos arts. 40 e 201, § 5º, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO DE OFICIO/APELAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. REESTABELECIMENTO. CONTRIBUIÇÃO. POSSIBILIDADE. 1. Nega-se provimento provimento ao presente Recurso de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982986. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PIAUÍ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ/IAPEP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :AIRTON PEREIRA DE ALENCAR ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal e na ausência de violação das Súmulas 283, 284, 279 e 280 do STF. Afirma-se que “do recurso denegado extrai-se toda a fundamentação necessária à compreensão da controvérsia, e assim o é porque o recorrente demonstrou objetivamente que o acordão recorrido violou os arts. 40 e 201, § 5º da CF/88, na medida que somente as pessoas detentoras de cargos efetivos junto a Administração Pública possuem direito ao regime previdenciário próprio, e no caso dos autos, o recorrido não possui condição de servidor público estadual titular de cargo efetivo, uma vez que aderiu ao PDV, bem como somente o regime geral da previdência admite a figura do segurado facultativo”. Reitera- se a afronta aos arts. 40 e 201, § 5º, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO DE OFICIO/APELAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. REESTABELECIMENTO. CONTRIBUIÇÃO. POSSIBILIDADE. 1. Nega-se provimento provimento ao presente Recurso de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 668438 AGR / PI Oficio! Apelação, por não ter elementos capazes de reformar a sentença recorrida, ficando mantida em todos os seus termos, pelos seus próprios fundamentos. 2. Recurso conhecido improvido. 3. Decisão por votação unânime.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982986. Supremo Tribunal Federal ARE 668438 AGR / PI Oficio! Apelação, por não ter elementos capazes de reformar a sentença recorrida, ficando mantida em todos os seus termos, pelos seus próprios fundamentos. 2. Recurso conhecido improvido. 3. Decisão por votação unânime.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PIAUÍ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante já registrado, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, consignou que as modificações previstas no sistema de previdência social, após o advento das Emendas Constitucionais nº 20/1998 e nº 41/2003, não atingiram o direito do ex-servidor, porquanto este aderiu ao PDV em 1996 e manteve-se vinculado à previdência estadual, na qualidade de segurado facultativo. Tal fundamento restou incólume, porquanto não impugnado de forma específica nas razões do apelo extremo, ensejando a incidência do entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles” e na Súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 800.097/PI, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 22.06.2016 e ARE 1.095.045-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 03.5.2018, este assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional e Processual Civil. Matrícula em creche. Teoria do fato consumado. Fundamentos do acórdão recorrido. Ausência de impugnação. Precedentes. 1. As razões adotadas como fundamento pelo acórdão recorrido não foram impugnadas adequadamente. Incidência das Súmulas nºs 284 e 283/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PIAUÍ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante já registrado, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, consignou que as modificações previstas no sistema de previdência social, após o advento das Emendas Constitucionais nº 20/1998 e nº 41/2003, não atingiram o direito do ex-servidor, porquanto este aderiu ao PDV em 1996 e manteve-se vinculado à previdência estadual, na qualidade de segurado facultativo. Tal fundamento restou incólume, porquanto não impugnado de forma específica nas razões do apelo extremo, ensejando a incidência do entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles” e na Súmula 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 800.097/PI, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 22.06.2016 e ARE 1.095.045-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 03.5.2018, este assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional e Processual Civil. Matrícula em creche. Teoria do fato consumado. Fundamentos do acórdão recorrido. Ausência de impugnação. Precedentes. 1. As razões adotadas como fundamento pelo acórdão recorrido não foram impugnadas adequadamente. Incidência das Súmulas nºs 284 e 283/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668438 AGR / PI De mais a mais, verifico decidida a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável (Lei Estadual 4.051/1986) e no conjunto probatório dos autos. Nesse contexto, compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, bem como o exame prévio da legislação ordinária, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Cito precedente: ARE 943.800-AgR/PI, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 17.3.2017 e ARE 1.045.101-AgR/PI, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 17.4.2018, este assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADESÃO A PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO. PERMANÊNCIA NA CONDIÇÃO DE SEGURADO FACULTATIVO DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. PLANO DE SAÚDE – PLAMTA. LEI 4.051/1986 DO ESTADO DO PIAUÍ. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (RE 1045101 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 04/04/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-073 DIVULG 16-04-2018 PUBLIC 17-04-2018) Por conseguinte, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Supremo Tribunal Federal ARE 668438 AGR / PI De mais a mais, verifico decidida a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável (Lei Estadual 4.051/1986) e no conjunto probatório dos autos. Nesse contexto, compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, bem como o exame prévio da legislação ordinária, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Cito precedente: ARE 943.800-AgR/PI, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 17.3.2017 e ARE 1.045.101-AgR/PI, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 17.4.2018, este assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADESÃO A PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO. PERMANÊNCIA NA CONDIÇÃO DE SEGURADO FACULTATIVO DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. PLANO DE SAÚDE – PLAMTA. LEI 4.051/1986 DO ESTADO DO PIAUÍ. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (RE 1045101 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 04/04/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-073 DIVULG 16-04-2018 PUBLIC 17-04-2018) Por conseguinte, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668438 AGR / PI jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Supremo Tribunal Federal ARE 668438 AGR / PI jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5º da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4º, do CPC, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PROCED. : PIAUÍ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ/IAPEP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : AIRTON PEREIRA DE ALENCAR ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993902 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PROCED. : PIAUÍ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ/IAPEP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : AIRTON PEREIRA DE ALENCAR ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993902 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15000674
2018-06-04T00:00:00
2018-06-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 40 E 201, § 5º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ACÓRDÃO RECORRIDO. FUNDAMENTO INATACADO. SÚMULA 283/STF. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SUMÚLA 284/STF. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADESÃO A PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO. PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. PERMANÊNCIA NA CONDIÇÃO DE SEGURADO FACULTATIVO. LEI 4.051/1986 DO ESTADO DO PIAUÍ. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO CONJUNTO PROBATÓRIO. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à aplicação das Súmulas 283 e 284/STF. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
sjur386517
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) ARE 800097 AgR (1ªT), ARE 1095045 AgR (2ªT). (PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO) ARE 943800 AgR (2ªT), RE 1045101 AgR (1ªT). (MULTA PROTELATÓRIA) ARE 951191 AgR (1ªT), ARE 955842 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 22/06/2018, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
668438
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 ART-00201 PAR-00005\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-004051 ANO-1986\n LEI ORDINÁRIA, PI" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 668438 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ/IAPEP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : AIRTON PEREIRA DE ALENCAR ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PIAUÍ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ/IAPEP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :AIRTON PEREIRA DE ALENCAR ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 40 E 201, § 5..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. ACÓRDÃO RECORRIDO. FUNDAMENTO INATACADO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO. SUMÚLA 284/Supremo Tribunal Federal. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADESÃO A PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO. PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. PERMANÊNCIA NA CONDIÇÃO DE SEGURADO FACULTATIVO. LEI 4.051/1986 DO ESTADO DO PIAUÍ. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO CONJUNTO PROBATÓRIO. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à aplicação das Súmulas 283 e 284/Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982985. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 668438 AGR / PI 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 25 de maio de 2018 a 1... de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 04 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982985. Supremo Tribunal Federal ARE 668438 AGR / PI 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no artigo 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 25 de maio de 2018 a 1... de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Aplicada a penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Majorados os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. Brasília, 04 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PIAUÍ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ/IAPEP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :AIRTON PEREIRA DE ALENCAR ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal e na ausência de violação das Súmulas 283, 284, 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Afirma-se que “do recurso denegado extrai-se toda a fundamentação necessária à compreensão da controvérsia, e assim o é porque o recorrente demonstrou objetivamente que o acordão recorrido violou os arts. 40 e 201, § 5... da Constituição Federal de 1988/88, na medida que somente as pessoas detentoras de cargos efetivos junto a Administração Pública possuem direito ao regime previdenciário próprio, e no caso dos autos, o recorrido não possui condição de servidor público estadual titular de cargo efetivo, uma vez que aderiu ao PDV, bem como somente o regime geral da previdência admite a figura do segurado facultativo”. Reitera- se a afronta aos arts. 40 e 201, § 5..., da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO DE OFICIO/APELAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. REESTABELECIMENTO. CONTRIBUIÇÃO. POSSIBILIDADE. 1. Nega-se provimento provimento ao presente Recurso de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982986. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PIAUÍ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ/IAPEP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) :AIRTON PEREIRA DE ALENCAR ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta dos preceitos da Lei Maior indicados nas razões recursais. Fundamenta-se na violação direta da Constituição Federal e na ausência de violação das Súmulas 283, 284, 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Afirma-se que “do recurso denegado extrai-se toda a fundamentação necessária à compreensão da controvérsia, e assim o é porque o recorrente demonstrou objetivamente que o acordão recorrido violou os arts. 40 e 201, § 5... da Constituição Federal de 1988/88, na medida que somente as pessoas detentoras de cargos efetivos junto a Administração Pública possuem direito ao regime previdenciário próprio, e no caso dos autos, o recorrido não possui condição de servidor público estadual titular de cargo efetivo, uma vez que aderiu ao PDV, bem como somente o regime geral da previdência admite a figura do segurado facultativo”. Reitera- se a afronta aos arts. 40 e 201, § 5..., da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO DE OFICIO/APELAÇÃO. MANDADO DE SEGURANÇA. REESTABELECIMENTO. CONTRIBUIÇÃO. POSSIBILIDADE. 1. Nega-se provimento provimento ao presente Recurso de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 668438 AGR / PI Oficio! Apelação, por não ter elementos capazes de reformar a sentença recorrida, ficando mantida em todos os seus termos, pelos seus próprios fundamentos. 2. Recurso conhecido improvido. 3. Decisão por votação unânime.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982986. Supremo Tribunal Federal ARE 668438 AGR / PI Oficio! Apelação, por não ter elementos capazes de reformar a sentença recorrida, ficando mantida em todos os seus termos, pelos seus próprios fundamentos. 2. Recurso conhecido improvido. 3. Decisão por votação unânime.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982986. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PIAUÍ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante já registrado, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, consignou que as modificações previstas no sistema de previdência social, após o advento das Emendas Constitucionais n 20/1998 e n 41/2003, não atingiram o direito do ex-servidor, porquanto este aderiu ao PDV em 1996 e manteve-se vinculado à previdência estadual, na qualidade de segurado facultativo. Tal fundamento restou incólume, porquanto não impugnado de forma específica nas razões do apelo extremo, ensejando a incidência do entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles” e na Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 800.097/PI, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 22.06.2016 e ARE 1.095.045-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 03.5.2018, este assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional e Processual Civil. Matrícula em creche. Teoria do fato consumado. Fundamentos do acórdão recorrido. Ausência de impugnação. Precedentes. 1. As razões adotadas como fundamento pelo acórdão recorrido não foram impugnadas adequadamente. Incidência das Súmulas ns 284 e 283/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PIAUÍ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante já registrado, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, consignou que as modificações previstas no sistema de previdência social, após o advento das Emendas Constitucionais n 20/1998 e n 41/2003, não atingiram o direito do ex-servidor, porquanto este aderiu ao PDV em 1996 e manteve-se vinculado à previdência estadual, na qualidade de segurado facultativo. Tal fundamento restou incólume, porquanto não impugnado de forma específica nas razões do apelo extremo, ensejando a incidência do entendimento jurisprudencial vertido na Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles” e na Súmula 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 800.097/PI, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 22.06.2016 e ARE 1.095.045-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 03.5.2018, este assim ementado: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Constitucional e Processual Civil. Matrícula em creche. Teoria do fato consumado. Fundamentos do acórdão recorrido. Ausência de impugnação. Precedentes. 1. As razões adotadas como fundamento pelo acórdão recorrido não foram impugnadas adequadamente. Incidência das Súmulas ns 284 e 283/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve fixação prévia de honorários advocatícios na causa.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668438 AGR / PI De mais a mais, verifico decidida a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável (Lei Estadual 4.051/1986) e no conjunto probatório dos autos. Nesse contexto, compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, bem como o exame prévio da legislação ordinária, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Cito precedente: ARE 943.800-AgR/PI, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 17.3.2017 e ARE 1.045.101-AgR/PI, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 17.4.2018, este assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADESÃO A PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO. PERMANÊNCIA NA CONDIÇÃO DE SEGURADO FACULTATIVO DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. PLANO DE SAÚDE – PLAMTA. LEI 4.051/1986 DO ESTADO DO PIAUÍ. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 1045101 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 04/04/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-073 DIVULG 16-04-2018 PUBLIC 17-04-2018) Por conseguinte, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Supremo Tribunal Federal ARE 668438 AGR / PI De mais a mais, verifico decidida a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável (Lei Estadual 4.051/1986) e no conjunto probatório dos autos. Nesse contexto, compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, bem como o exame prévio da legislação ordinária, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Cito precedente: ARE 943.800-AgR/PI, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 17.3.2017 e ARE 1.045.101-AgR/PI, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 17.4.2018, este assim ementado: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADESÃO A PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO. PERMANÊNCIA NA CONDIÇÃO DE SEGURADO FACULTATIVO DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. PLANO DE SAÚDE – PLAMTA. LEI 4.051/1986 DO ESTADO DO PIAUÍ. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 1045101 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 04/04/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-073 DIVULG 16-04-2018 PUBLIC 17-04-2018) Por conseguinte, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. De outro lado, cumpre destacar que a garantia de prestação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 668438 AGR / PI jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Supremo Tribunal Federal ARE 668438 AGR / PI jurisdicional em tempo razoável, decorrência lógica da dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil, passou a figurar, de forma explícita, entre as cláusulas pétreas, a partir da Emenda Constitucional 45/2004, quando inserido o inciso LXXVIII no art. 5... da Lei Maior. Ressalte-se que a proteção contida no referido dispositivo não se dirige apenas às partes, individualmente consideradas, estendendo-se a todos os usuários do Sistema Judiciário, porquanto beneficiados pelo desafogo dos Tribunais Pátrios. Se a parte, ainda que não interessada na postergação do desenlace da demanda, utiliza a esmo o instrumento processual colocado à sua disposição quando já obteve uma prestação jurisdicional completa, todos os demais jurisdicionados são virtualmente lesados no seu direito à prestação jurisdicional célere e eficiente. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de recursos manifestamente inadmissíveis, improcedentes ou contrários à jurisprudência desta Suprema Corte como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer, a ensejar a aplicação da penalidade prevista no art. 1021, § 4..., do Código de Processo Civil, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Nesse sentido: ARE 951.191-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 23.6.2016 ; e ARE 955.842-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 28.6.2016. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. Majoro, ainda, em 10% (dez por cento) os honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PROCED. : PIAUÍ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ/IAPEP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : AIRTON PEREIRA DE ALENCAR ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993902 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668.438 PROCED. : PIAUÍ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ/IAPEP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ AGDO.(A/S) : AIRTON PEREIRA DE ALENCAR ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, e com majoração dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993902 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 668 . 438", "SÚMULA 283 / Supremo", "SÚMULAS 279", "Súmulas 283 e 284 / Supremo Tribunal Federal .", "ARE 668438 AGR / PI", "Súmulas 283 , 284 , 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 283 , 284 , 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 668438 AGR / PI", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800 . 097 / PI", "ARE 1 . 095 . 045 - AgR", "Súmulas ns 284", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 800 . 097 / PI", "ARE 1 . 095 . 045 - AgR", "Súmulas ns 284", "ARE 668438 AGR / PI", "ARE 943 . 800 - AgR / PI", "ARE 1 . 045 . 101 - AgR / PI", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 1045101 AgR", "ARE 668438", "ARE 943 . 800 - AgR / PI", "ARE 1 . 045 . 101 - AgR / PI", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 1045101 AgR", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR", "ARE 668438 AGR / PI", "ARE 951 . 191 - AgR", "ARE 955 . 842 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ARTS . 40 E 201 , § 5 . . . , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "LEI 4 . 051 / 1986", "CONSTITUIÇÃO", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARE", "artigo 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil /", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Constituição Federal", "arts . 40 e 201 , § 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88", "arts . 40 e 201 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Constituição Federal", "arts . 40 e 201 , § 5 . . . da Constituição Federal de 1988 / 88", "arts . 40 e 201 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais n 20 / 1998", "n", "41 /", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emendas Constitucionais n 20 / 1998", "n", "41 /", "2003", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Lei Estadual 4 . 051 / 1986", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "LEI 4 . 051 / 1986", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual 4 . 051 / 1986", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "LEI 4 . 051 / 1986", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 1021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "Brasília", "Brasília", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ", "IAPEP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO", "IAPEP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ /", "IAPEP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "PREVIDÊNCIA", "PLANO", "PLAMTA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "República Federativa do Brasil", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "República Federativa do Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ", "IAPEP", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA E PREVIDÊNCIA DO PIAUÍ /", "IAPEP", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "AIRTON PEREIRA DE ALENCAR", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "AIRTON PEREIRA DE ALENCAR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "AIRTON PEREIRA DE ALENCAR", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "AIRTON PEREIRA DE ALENCAR", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "AIRTON PEREIRA DE ALENCAR", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de maio de 2018", "1", ".", ". . de junho de 2018", "04 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de maio de 2018", "1", ".", ". . de junho de 2018", "04 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "2003", "1996", "22", ".", "06", ".", "2016", "03", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "1996", "22", ".", "06", ".", "2016", "03", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "3", ".", "2017", "17", ".", "4", ".", "2018", "04", "/", "04", "/", "2018", "16", "-", "04", "-", "2018", "17", "-", "04", "-", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "3", ".", "2017", "17", ".", "4", ".", "2018", "04", "/", "04", "/", "2018", "16", "-", "04", "-", "2018", "17", "-", "04", "-", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "6", ".", "2016", "28", ".", "6", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 2. O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal, tendo em vista não apenas a quantidade da droga objeto do delito (454,83g de cocaína), como também em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade). De modo que a quantidade da droga não foi o fator preponderante para a exacerbação da pena-base. 3. Nesse contexto, não enxergo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983304. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RHC 140751 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 25 de maio a 1º de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983304. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 25 de maio a 1º de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14924719. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14924719. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Sebastião Reis Júnior, assim ementado: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. FALTA DE CABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. PENA-BASE FIXADA COM MODERAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO . CULPABILIDADE INTENSA. AUSÊNCIA DE BIS IN IDEM. PLEITO DE INCIDÊNCIA DA FRAÇÃO MÁXIMA PARA A CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA, PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006. NÃO APLICAÇÃO. MOTIVAÇÃO. GRANDE QUANTIDADE DE ENTORPECENTES (454,83 G DE COCAÍNA). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Sebastião Reis Júnior, assim ementado: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. FALTA DE CABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. PENA-BASE FIXADA COM MODERAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO . CULPABILIDADE INTENSA. AUSÊNCIA DE BIS IN IDEM. PLEITO DE INCIDÊNCIA DA FRAÇÃO MÁXIMA PARA A CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA, PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006. NÃO APLICAÇÃO. MOTIVAÇÃO. GRANDE QUANTIDADE DE ENTORPECENTES (454,83 G DE COCAÍNA). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RHC 140751 AGR / MG 1. A pena-base não se mostrou excessiva, fixada um pouco acima do mínimo legal, tendo em vista a intensa culpabilidade. 2. Não prospera o pedido de fixação da fração máxima em relação à causa de diminuição da pena, prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, porquanto consideradas, na instância ordinária, a natureza e quantidade de droga, 454,83 g de cocaína. 3. Agravo regimental improvido. 2. Extrai-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime previsto no artigo 33, caput e § 4º, da Lei 11.343/06. 3. Da sentença, acusação e defesa apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais deu parcial provimento a ambos os recursos, fixando a pena em 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, mantido o regime inicial semiaberto. 4. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 382.674, Ministro Sebastião Reis Júnior, não conheceu do writ . 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 6. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta a impossibilidade da fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal com fundamento na quantidade da droga apreendida. Alega, ainda, a aplicabilidade, no caso, da minorante prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06 no seu patamar máximo. 7. Com essa argumentação, requer o provimento do recurso a fim de reduzir a pena imposta ao recorrente. 8. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do recurso. Decido. 9. O recurso não deve ser provido. 10. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG 1. A pena-base não se mostrou excessiva, fixada um pouco acima do mínimo legal, tendo em vista a intensa culpabilidade. 2. Não prospera o pedido de fixação da fração máxima em relação à causa de diminuição da pena, prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, porquanto consideradas, na instância ordinária, a natureza e quantidade de droga, 454,83 g de cocaína. 3. Agravo regimental improvido. 2. Extrai-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime previsto no artigo 33, caput e § 4º, da Lei 11.343/06. 3. Da sentença, acusação e defesa apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais deu parcial provimento a ambos os recursos, fixando a pena em 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, mantido o regime inicial semiaberto. 4. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 382.674, Ministro Sebastião Reis Júnior, não conheceu do writ . 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 6. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta a impossibilidade da fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal com fundamento na quantidade da droga apreendida. Alega, ainda, a aplicabilidade, no caso, da minorante prevista no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06 no seu patamar máximo. 7. Com essa argumentação, requer o provimento do recurso a fim de reduzir a pena imposta ao recorrente. 8. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do recurso. Decido. 9. O recurso não deve ser provido. 10. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RHC 140751 AGR / MG ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 11. Na hipótese de que se trata, o recorrente foi condenado à pena de 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal, tendo em vista não apenas a quantidade da droga objeto do delito (454,83g de cocaína), mas também em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade). De modo que a quantidade da droga não foi o fator preponderante para a exacerbação da pena-base. 12. Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu que, No tocante ao pleito defensivo de redução das penas-base, tenho que, se de um lado, não como acolher o pleito defensivo de reduzi-las para o mínimo legal, em razão de existir circunstâncias judiciais desfavoráveis ao apelante, do outro, penso que o i. Juiz sentenciante agiu com excessivo rigor ao fixá-las em sete (07) anos e nove (09) meses de reclusão . Nessas condições, a Corte Estadual reduziu a pena-base, mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal. Transcrevo o seguinte trecho do acórdão estadual: […] No tocante ao pleito defensivo de redução das penas- base, tenho que, se de um lado, não como acolher o pleito defensivo de reduzi-las para o mínimo legal, em razão de existir circunstâncias judiciais desfavoráveis ao apelante, do outro, penso que o i. Juiz sentenciante agiu com excessivo rigor ao fixá-las em sete (07) anos e nove (09) meses de reclusão e novecentos e vinte e seis (926) dias- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 11. Na hipótese de que se trata, o recorrente foi condenado à pena de 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal, tendo em vista não apenas a quantidade da droga objeto do delito (454,83g de cocaína), mas também em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade). De modo que a quantidade da droga não foi o fator preponderante para a exacerbação da pena-base. 12. Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu que, No tocante ao pleito defensivo de redução das penas-base, tenho que, se de um lado, não como acolher o pleito defensivo de reduzi-las para o mínimo legal, em razão de existir circunstâncias judiciais desfavoráveis ao apelante, do outro, penso que o i. Juiz sentenciante agiu com excessivo rigor ao fixá-las em sete (07) anos e nove (09) meses de reclusão . Nessas condições, a Corte Estadual reduziu a pena-base, mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal. Transcrevo o seguinte trecho do acórdão estadual: […] No tocante ao pleito defensivo de redução das penas- base, tenho que, se de um lado, não como acolher o pleito defensivo de reduzi-las para o mínimo legal, em razão de existir circunstâncias judiciais desfavoráveis ao apelante, do outro, penso que o i. Juiz sentenciante agiu com excessivo rigor ao fixá-las em sete (07) anos e nove (09) meses de reclusão e novecentos e vinte e seis (926) dias- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RHC 140751 AGR / MG multa. Quanto à culpabilidade, em que pese os bens lançados argumentos da defesa, penso que realmente desfavorecem ao apelante, na medida em que utilizava a casa de seus familiares para ocultar a droga, crack, assumindo o risco de envolvê-los injustamente na traficância [...] na residência do acusado Rafael estava a tia dele, sendo que durante a diligência chegou o pai do acusado [...] a droga estava em carrinho de madeira artesanal [...] no compartimento do referido carrinho [...] acabou por gerar o risco de que alguma criança acabasse o encontrando. Além disso, a natureza e expressiva quantidade de drogas (454,83g de cocaína), devem também ser utilizadas de forma preponderante na fixação das penas-base, tal como o fez o douto magistrado sentenciante, e conforme determina o artigo 42 da Lei 11.343/06. […]. 13. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Ministério Público Federal no sentido de que, Ao contrário do que afirma o recorrente, não obstante a sentença tenha feito menção à quantidade e natureza da droga na primeira fase da dosimetria, o acórdão da apelação deixou claro que a maior culpabilidade do agente estava vinculada a outros fatores, os quais ensejam, por si sós, a fixação da pena base em 1 ano e 9 meses acima do mínimo legal . 14. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal. Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Tribunal, por maioria de votos, entendeu que configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG multa. Quanto à culpabilidade, em que pese os bens lançados argumentos da defesa, penso que realmente desfavorecem ao apelante, na medida em que utilizava a casa de seus familiares para ocultar a droga, crack, assumindo o risco de envolvê-los injustamente na traficância [...] na residência do acusado Rafael estava a tia dele, sendo que durante a diligência chegou o pai do acusado [...] a droga estava em carrinho de madeira artesanal [...] no compartimento do referido carrinho [...] acabou por gerar o risco de que alguma criança acabasse o encontrando. Além disso, a natureza e expressiva quantidade de drogas (454,83g de cocaína), devem também ser utilizadas de forma preponderante na fixação das penas-base, tal como o fez o douto magistrado sentenciante, e conforme determina o artigo 42 da Lei 11.343/06. […]. 13. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Ministério Público Federal no sentido de que, Ao contrário do que afirma o recorrente, não obstante a sentença tenha feito menção à quantidade e natureza da droga na primeira fase da dosimetria, o acórdão da apelação deixou claro que a maior culpabilidade do agente estava vinculada a outros fatores, os quais ensejam, por si sós, a fixação da pena base em 1 ano e 9 meses acima do mínimo legal . 14. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal. Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Tribunal, por maioria de votos, entendeu que configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RHC 140751 AGR / MG na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução). 15. Diante do exposto, com base no art. 192, c/c o art. 312, ambos do RI/STF, nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. [...]” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que: (i) “embora o debate envolva a dosimetria da pena, não há qualquer vinculação ao conjunto fático-probatório. Ao menos, não se está a exigir o revolvimento do quadro fático-probatório estabelecido pelas instâncias de origem. Portanto, não há qualquer violação à cognição restrita do writ”; (ii) “no caso dos autos, está caracterizado o bis in idem”; (iii) “a transcrição do acórdão do Tribunal local denota que a quantidade de drogas foi sopesada na fixação da pena-base. E não o foi no âmbito de exame da culpabilidade, circunstância que mereceu fundamentação própria (e- STJ fl. 444). A quantidade de drogas foi examinada como circunstância à parte, agregando-se à culpabilidade”; (iv) “impõe-se a reforma da decisão monocrática, para que seja provido o recurso ordinário, fixando-se a causa de diminuição no patamar máximo de 2/3”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução). 15. Diante do exposto, com base no art. 192, c/c o art. 312, ambos do RI/STF, nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. [...]” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que: (i) “embora o debate envolva a dosimetria da pena, não há qualquer vinculação ao conjunto fático-probatório. Ao menos, não se está a exigir o revolvimento do quadro fático-probatório estabelecido pelas instâncias de origem. Portanto, não há qualquer violação à cognição restrita do writ”; (ii) “no caso dos autos, está caracterizado o bis in idem”; (iii) “a transcrição do acórdão do Tribunal local denota que a quantidade de drogas foi sopesada na fixação da pena-base. E não o foi no âmbito de exame da culpabilidade, circunstância que mereceu fundamentação própria (e- STJ fl. 444). A quantidade de drogas foi examinada como circunstância à parte, agregando-se à culpabilidade”; (iv) “impõe-se a reforma da decisão monocrática, para que seja provido o recurso ordinário, fixando-se a causa de diminuição no patamar máximo de 2/3”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo- se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 3. Não bastasse, as decisões proferidas pelas instâncias anteriores não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas. Veja-se o parecer do Ministério Público Federal, que acolho como razões de decidir: “[...] 4. Conforme bem apontado pelo em. Relator, "O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal, tendo em vista não apenas a quantidade da droga objeto do delito (454,83g de cocaína), mas também em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade). De modo que a quantidade da droga não foi o fator preponderante para a exacerbação da pena-base." (grifou-se) 5. No caso, o posicionamento estampado na decisão agravada não destoa do que tem sido proclamado pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo- se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 3. Não bastasse, as decisões proferidas pelas instâncias anteriores não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas. Veja-se o parecer do Ministério Público Federal, que acolho como razões de decidir: “[...] 4. Conforme bem apontado pelo em. Relator, "O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal, tendo em vista não apenas a quantidade da droga objeto do delito (454,83g de cocaína), mas também em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade). De modo que a quantidade da droga não foi o fator preponderante para a exacerbação da pena-base." (grifou-se) 5. No caso, o posicionamento estampado na decisão agravada não destoa do que tem sido proclamado pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 140751 AGR / MG jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, citando-se a título de ilustração o seguinte julgado: ‘Agravo regimental em habeas corpus. Tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/06). Condenação. Dosimetria de pena. Bis in idem. Não ocorrência. Majoração da pena-base alicerçada em circunstâncias judiciais desfavoráveis. Causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Não incidência. Dedicação à atividade criminosa reconhecida pelas instâncias ordinárias. Impossibilidade de se revolver o conjunto fático-probatório para se alcançar conclusão diversa. Precedentes. Regimental não provido. 1. A pena privativa de liberdade imposta ao agravante foi alicerçada na indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis, não sendo o habeas corpus a via adequada para se ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena- base. 2. Se instâncias ordinárias concluíram que o ora agravante se dedicava à atividade criminosa para negar a incidência da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame de fatos e provas, o qual o habeas corpus não comporta. 3. Não há que se falar em bis in idem, pois, embora haja simples referência à quantidade de droga apreendida, ela não foi um fator preponderante na negativa de aplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, já que se entendeu, em razão das circunstâncias em que foi praticado o delito, que o agravante se dedicava à atividade criminosa, o que, por si só, obsta a incidência do redutor de pena pretendido. 4. Agravo regimental não provido.’ (HC 136.177-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli) […].” 4. Nesse contexto, não enxergo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, citando-se a título de ilustração o seguinte julgado: ‘Agravo regimental em habeas corpus. Tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/06). Condenação. Dosimetria de pena. Bis in idem. Não ocorrência. Majoração da pena-base alicerçada em circunstâncias judiciais desfavoráveis. Causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Não incidência. Dedicação à atividade criminosa reconhecida pelas instâncias ordinárias. Impossibilidade de se revolver o conjunto fático-probatório para se alcançar conclusão diversa. Precedentes. Regimental não provido. 1. A pena privativa de liberdade imposta ao agravante foi alicerçada na indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis, não sendo o habeas corpus a via adequada para se ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena- base. 2. Se instâncias ordinárias concluíram que o ora agravante se dedicava à atividade criminosa para negar a incidência da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame de fatos e provas, o qual o habeas corpus não comporta. 3. Não há que se falar em bis in idem, pois, embora haja simples referência à quantidade de droga apreendida, ela não foi um fator preponderante na negativa de aplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, já que se entendeu, em razão das circunstâncias em que foi praticado o delito, que o agravante se dedicava à atividade criminosa, o que, por si só, obsta a incidência do redutor de pena pretendido. 4. Agravo regimental não provido.’ (HC 136.177-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli) […].” 4. Nesse contexto, não enxergo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 140751 AGR / MG ofício. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG ofício. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993891 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15000663
2018-06-04T00:00:00
2018-06-13T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 2. O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal, tendo em vista não apenas a quantidade da droga objeto do delito (454,83g de cocaína), como também em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade). De modo que a quantidade da droga não foi o fator preponderante para a exacerbação da pena-base. 3. Nesse contexto, não enxergo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur386507
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REVISÃO, DOSIMETRIA DA PENA) HC 69419 (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 24/01/2019, AMA.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
140751
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 140751 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 2. O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal, tendo em vista não apenas a quantidade da droga objeto do delito (454,83g de cocaína), como também em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade). De modo que a quantidade da droga não foi o fator preponderante para a exacerbação da pena-base. 3. Nesse contexto, não enxergo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983304. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RHC 140751 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 25 de maio a 1... de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983304. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 25 de maio a 1... de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14924719. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14924719. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Sebastião Reis Júnior, assim ementado: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. FALTA DE CABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. PENA-BASE FIXADA COM MODERAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO . CULPABILIDADE INTENSA. AUSÊNCIA DE BIS IN IDEM. PLEITO DE INCIDÊNCIA DA FRAÇÃO MÁXIMA PARA A CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA, PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI N. 11.343/2006. NÃO APLICAÇÃO. MOTIVAÇÃO. GRANDE QUANTIDADE DE ENTORPECENTES (454,83 G DE COCAÍNA). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao recurso ordinário em habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Sebastião Reis Júnior, assim ementado: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. FALTA DE CABIMENTO. TRÁFICO DE DROGAS. PENA-BASE FIXADA COM MODERAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO . CULPABILIDADE INTENSA. AUSÊNCIA DE BIS IN IDEM. PLEITO DE INCIDÊNCIA DA FRAÇÃO MÁXIMA PARA A CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA, PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI N. 11.343/2006. NÃO APLICAÇÃO. MOTIVAÇÃO. GRANDE QUANTIDADE DE ENTORPECENTES (454,83 G DE COCAÍNA). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RHC 140751 AGR / MG 1. A pena-base não se mostrou excessiva, fixada um pouco acima do mínimo legal, tendo em vista a intensa culpabilidade. 2. Não prospera o pedido de fixação da fração máxima em relação à causa de diminuição da pena, prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006, porquanto consideradas, na instância ordinária, a natureza e quantidade de droga, 454,83 g de cocaína. 3. Agravo regimental improvido. 2. Extrai-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime previsto no artigo 33, caput e § 4..., da Lei 11.343/06. 3. Da sentença, acusação e defesa apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais deu parcial provimento a ambos os recursos, fixando a pena em 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, mantido o regime inicial semiaberto. 4. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 382.674, Ministro Sebastião Reis Júnior, não conheceu do writ . 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 6. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta a impossibilidade da fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal com fundamento na quantidade da droga apreendida. Alega, ainda, a aplicabilidade, no caso, da minorante prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06 no seu patamar máximo. 7. Com essa argumentação, requer o provimento do recurso a fim de reduzir a pena imposta ao recorrente. 8. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do recurso. Decido. 9. O recurso não deve ser provido. 10. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG 1. A pena-base não se mostrou excessiva, fixada um pouco acima do mínimo legal, tendo em vista a intensa culpabilidade. 2. Não prospera o pedido de fixação da fração máxima em relação à causa de diminuição da pena, prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006, porquanto consideradas, na instância ordinária, a natureza e quantidade de droga, 454,83 g de cocaína. 3. Agravo regimental improvido. 2. Extrai-se dos autos que o recorrente foi condenado à pena de 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime previsto no artigo 33, caput e § 4..., da Lei 11.343/06. 3. Da sentença, acusação e defesa apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais deu parcial provimento a ambos os recursos, fixando a pena em 4 (quatro) anos e 2 (dois) meses de reclusão, mantido o regime inicial semiaberto. 4. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 382.674, Ministro Sebastião Reis Júnior, não conheceu do writ . 5. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 6. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta a impossibilidade da fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal com fundamento na quantidade da droga apreendida. Alega, ainda, a aplicabilidade, no caso, da minorante prevista no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06 no seu patamar máximo. 7. Com essa argumentação, requer o provimento do recurso a fim de reduzir a pena imposta ao recorrente. 8. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não provimento do recurso. Decido. 9. O recurso não deve ser provido. 10. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RHC 140751 AGR / MG ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 11. Na hipótese de que se trata, o recorrente foi condenado à pena de 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal, tendo em vista não apenas a quantidade da droga objeto do delito (454,83g de cocaína), mas também em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade). De modo que a quantidade da droga não foi o fator preponderante para a exacerbação da pena-base. 12. Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu que, No tocante ao pleito defensivo de redução das penas-base, tenho que, se de um lado, não como acolher o pleito defensivo de reduzi-las para o mínimo legal, em razão de existir circunstâncias judiciais desfavoráveis ao apelante, do outro, penso que o i. Juiz sentenciante agiu com excessivo rigor ao fixá-las em sete (07) anos e nove (09) meses de reclusão . Nessas condições, a Corte Estadual reduziu a pena-base, mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal. Transcrevo o seguinte trecho do acórdão estadual: […] No tocante ao pleito defensivo de redução das penas- base, tenho que, se de um lado, não como acolher o pleito defensivo de reduzi-las para o mínimo legal, em razão de existir circunstâncias judiciais desfavoráveis ao apelante, do outro, penso que o i. Juiz sentenciante agiu com excessivo rigor ao fixá-las em sete (07) anos e nove (09) meses de reclusão e novecentos e vinte e seis (926) dias- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 11. Na hipótese de que se trata, o recorrente foi condenado à pena de 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão. O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal, tendo em vista não apenas a quantidade da droga objeto do delito (454,83g de cocaína), mas também em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade). De modo que a quantidade da droga não foi o fator preponderante para a exacerbação da pena-base. 12. Em sede de apelação, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu que, No tocante ao pleito defensivo de redução das penas-base, tenho que, se de um lado, não como acolher o pleito defensivo de reduzi-las para o mínimo legal, em razão de existir circunstâncias judiciais desfavoráveis ao apelante, do outro, penso que o i. Juiz sentenciante agiu com excessivo rigor ao fixá-las em sete (07) anos e nove (09) meses de reclusão . Nessas condições, a Corte Estadual reduziu a pena-base, mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal. Transcrevo o seguinte trecho do acórdão estadual: […] No tocante ao pleito defensivo de redução das penas- base, tenho que, se de um lado, não como acolher o pleito defensivo de reduzi-las para o mínimo legal, em razão de existir circunstâncias judiciais desfavoráveis ao apelante, do outro, penso que o i. Juiz sentenciante agiu com excessivo rigor ao fixá-las em sete (07) anos e nove (09) meses de reclusão e novecentos e vinte e seis (926) dias- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RHC 140751 AGR / MG multa. Quanto à culpabilidade, em que pese os bens lançados argumentos da defesa, penso que realmente desfavorecem ao apelante, na medida em que utilizava a casa de seus familiares para ocultar a droga, crack, assumindo o risco de envolvê-los injustamente na traficância [...] na residência do acusado Rafael estava a tia dele, sendo que durante a diligência chegou o pai do acusado [...] a droga estava em carrinho de madeira artesanal [...] no compartimento do referido carrinho [...] acabou por gerar o risco de que alguma criança acabasse o encontrando. Além disso, a natureza e expressiva quantidade de drogas (454,83g de cocaína), devem também ser utilizadas de forma preponderante na fixação das penas-base, tal como o fez o douto magistrado sentenciante, e conforme determina o artigo 42 da Lei 11.343/06. […]. 13. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Ministério Público Federal no sentido de que, Ao contrário do que afirma o recorrente, não obstante a sentença tenha feito menção à quantidade e natureza da droga na primeira fase da dosimetria, o acórdão da apelação deixou claro que a maior culpabilidade do agente estava vinculada a outros fatores, os quais ensejam, por si sós, a fixação da pena base em 1 ano e 9 meses acima do mínimo legal . 14. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal. Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Tribunal, por maioria de votos, entendeu que configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG multa. Quanto à culpabilidade, em que pese os bens lançados argumentos da defesa, penso que realmente desfavorecem ao apelante, na medida em que utilizava a casa de seus familiares para ocultar a droga, crack, assumindo o risco de envolvê-los injustamente na traficância [...] na residência do acusado Rafael estava a tia dele, sendo que durante a diligência chegou o pai do acusado [...] a droga estava em carrinho de madeira artesanal [...] no compartimento do referido carrinho [...] acabou por gerar o risco de que alguma criança acabasse o encontrando. Além disso, a natureza e expressiva quantidade de drogas (454,83g de cocaína), devem também ser utilizadas de forma preponderante na fixação das penas-base, tal como o fez o douto magistrado sentenciante, e conforme determina o artigo 42 da Lei 11.343/06. […]. 13. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Ministério Público Federal no sentido de que, Ao contrário do que afirma o recorrente, não obstante a sentença tenha feito menção à quantidade e natureza da droga na primeira fase da dosimetria, o acórdão da apelação deixou claro que a maior culpabilidade do agente estava vinculada a outros fatores, os quais ensejam, por si sós, a fixação da pena base em 1 ano e 9 meses acima do mínimo legal . 14. Nessas condições, não se verifica a alegada contrariedade à orientação Plenária do Supremo Tribunal Federal. Isso porque, no julgamento dos habeas corpus 112.776 e 109.193, sob a relatoria do Ministro Teori Zavascki, o Tribunal, por maioria de votos, entendeu que configura ilegítimo bis in idem considerar a natureza e a quantidade da substância ou do produto para fixar a pena base (primeira etapa) e, simultaneamente, para a escolha da fração de redução a ser imposta na terceira etapa da dosimetria (§ 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006). Todavia, nada impede que essa circunstância seja considerada para incidir, alternativamente, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RHC 140751 AGR / MG na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução). 15. Diante do exposto, com base no art. 192, c/c o art. 312, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. [...]” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que: (i) “embora o debate envolva a dosimetria da pena, não há qualquer vinculação ao conjunto fático-probatório. Ao menos, não se está a exigir o revolvimento do quadro fático-probatório estabelecido pelas instâncias de origem. Portanto, não há qualquer violação à cognição restrita do writ”; (ii) “no caso dos autos, está caracterizado o bis in idem”; (iii) “a transcrição do acórdão do Tribunal local denota que a quantidade de drogas foi sopesada na fixação da pena-base. E não o foi no âmbito de exame da culpabilidade, circunstância que mereceu fundamentação própria (e- Superior Tribunal de Justiça fl. 444). A quantidade de drogas foi examinada como circunstância à parte, agregando-se à culpabilidade”; (iv) “impõe-se a reforma da decisão monocrática, para que seja provido o recurso ordinário, fixando-se a causa de diminuição no patamar máximo de 2/3”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG na primeira etapa (pena-base) ou na terceira (fração de redução). 15. Diante do exposto, com base no art. 192, c/c o art. 312, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. [...]” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que: (i) “embora o debate envolva a dosimetria da pena, não há qualquer vinculação ao conjunto fático-probatório. Ao menos, não se está a exigir o revolvimento do quadro fático-probatório estabelecido pelas instâncias de origem. Portanto, não há qualquer violação à cognição restrita do writ”; (ii) “no caso dos autos, está caracterizado o bis in idem”; (iii) “a transcrição do acórdão do Tribunal local denota que a quantidade de drogas foi sopesada na fixação da pena-base. E não o foi no âmbito de exame da culpabilidade, circunstância que mereceu fundamentação própria (e- Superior Tribunal de Justiça fl. 444). A quantidade de drogas foi examinada como circunstância à parte, agregando-se à culpabilidade”; (iv) “impõe-se a reforma da decisão monocrática, para que seja provido o recurso ordinário, fixando-se a causa de diminuição no patamar máximo de 2/3”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo- se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 3. Não bastasse, as decisões proferidas pelas instâncias anteriores não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas. Veja-se o parecer do Ministério Público Federal, que acolho como razões de decidir: “[...] 4. Conforme bem apontado pelo em. Relator, "O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal, tendo em vista não apenas a quantidade da droga objeto do delito (454,83g de cocaína), mas também em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade). De modo que a quantidade da droga não foi o fator preponderante para a exacerbação da pena-base." (grifou-se) 5. No caso, o posicionamento estampado na decisão agravada não destoa do que tem sido proclamado pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo- se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 3. Não bastasse, as decisões proferidas pelas instâncias anteriores não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas. Veja-se o parecer do Ministério Público Federal, que acolho como razões de decidir: “[...] 4. Conforme bem apontado pelo em. Relator, "O magistrado fixou a pena-base em patamar acima do mínimo legal, tendo em vista não apenas a quantidade da droga objeto do delito (454,83g de cocaína), mas também em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade). De modo que a quantidade da droga não foi o fator preponderante para a exacerbação da pena-base." (grifou-se) 5. No caso, o posicionamento estampado na decisão agravada não destoa do que tem sido proclamado pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 140751 AGR / MG jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, citando-se a título de ilustração o seguinte julgado: ‘Agravo regimental em habeas corpus. Tráfico de drogas (art. 33 da Lei n 11.343/06). Condenação. Dosimetria de pena. Bis in idem. Não ocorrência. Majoração da pena-base alicerçada em circunstâncias judiciais desfavoráveis. Causa especial de redução de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei de Drogas. Não incidência. Dedicação à atividade criminosa reconhecida pelas instâncias ordinárias. Impossibilidade de se revolver o conjunto fático-probatório para se alcançar conclusão diversa. Precedentes. Regimental não provido. 1. A pena privativa de liberdade imposta ao agravante foi alicerçada na indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis, não sendo o habeas corpus a via adequada para se ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena- base. 2. Se instâncias ordinárias concluíram que o ora agravante se dedicava à atividade criminosa para negar a incidência da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei de Drogas, para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame de fatos e provas, o qual o habeas corpus não comporta. 3. Não há que se falar em bis in idem, pois, embora haja simples referência à quantidade de droga apreendida, ela não foi um fator preponderante na negativa de aplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, já que se entendeu, em razão das circunstâncias em que foi praticado o delito, que o agravante se dedicava à atividade criminosa, o que, por si só, obsta a incidência do redutor de pena pretendido. 4. Agravo regimental não provido.’ (HC 136.177-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli) […].” 4. Nesse contexto, não enxergo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, citando-se a título de ilustração o seguinte julgado: ‘Agravo regimental em habeas corpus. Tráfico de drogas (art. 33 da Lei n 11.343/06). Condenação. Dosimetria de pena. Bis in idem. Não ocorrência. Majoração da pena-base alicerçada em circunstâncias judiciais desfavoráveis. Causa especial de redução de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei de Drogas. Não incidência. Dedicação à atividade criminosa reconhecida pelas instâncias ordinárias. Impossibilidade de se revolver o conjunto fático-probatório para se alcançar conclusão diversa. Precedentes. Regimental não provido. 1. A pena privativa de liberdade imposta ao agravante foi alicerçada na indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis, não sendo o habeas corpus a via adequada para se ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena- base. 2. Se instâncias ordinárias concluíram que o ora agravante se dedicava à atividade criminosa para negar a incidência da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei de Drogas, para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame de fatos e provas, o qual o habeas corpus não comporta. 3. Não há que se falar em bis in idem, pois, embora haja simples referência à quantidade de droga apreendida, ela não foi um fator preponderante na negativa de aplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, já que se entendeu, em razão das circunstâncias em que foi praticado o delito, que o agravante se dedicava à atividade criminosa, o que, por si só, obsta a incidência do redutor de pena pretendido. 4. Agravo regimental não provido.’ (HC 136.177-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli) […].” 4. Nesse contexto, não enxergo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 140751 AGR / MG ofício. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Supremo Tribunal Federal RHC 140751 AGR / MG ofício. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993891 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140.751 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RAFAEL FERREIRA DE SOUZA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HC 69 . 419", "RHC", "RECURSO", "HABEAS CORPUS 140 . 751", "HABEAS CORPUS 140 .", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 140 . 751", "HC 382 . 674", "HC 382 . 674", "HC 69 . 419", "RHC 140751", "HC 69 . 419", "habeas corpus 112 . 776", "habeas corpus 112 . 776", "HC 69 . 419", "HC 69 . 419", "HC 136 . 177 - AgR / SP", "RHC", "HC 136 . 177 - AgR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI N . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § 4 . . . , DA", "LEI N . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , caput e § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "artigo 33 , caput e § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "artigo 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 42 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 42 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 192 , c / c o art . 312 , ambos do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 192 , c / c o art . 312 , ambos do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei de Drogas", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei de Drogas", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 da Lei n 11 . 343 / 06", "§ 4 . . . do", "art . 33 da Lei de Drogas", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei de Drogas", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "MG", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "MG", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL FERREIRA DE SOUZA", "Sepúlveda pertence", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL FERREIRA DE SOUZA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL FERREIRA DE SOUZA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL FERREIRA DE SOUZA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Sebastião Reis Júnior", "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL FERREIRA DE SOUZA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Sebastião Reis Júnior", "Sebastião Reis Júnior", "Sebastião Reis Júnior", "Sepúlveda pertence", "Sepúlveda pertence", "Rafael", "Teori Zavascki", "Rafael", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Sepúlveda pertence", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Sepúlveda pertence", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL FERREIRA DE SOUZA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "RAFAEL FERREIRA DE SOUZA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de maio a", "1", ". . . de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de maio a", "1", ". . . de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 ALAGOAS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ALBANI BRAGA NETTO DE MELO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA CONTRA FAZENDA PÚBLICA. POSSIBILIDADE RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULA 279/STF. ART. 97 DA CF/88 E SÚMULA VINCULANTE 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem demandaria uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimento inviável de ser realizado neste momento processual. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015220. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1113672 AGR / AL provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de maio a 1º de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015220. Supremo Tribunal Federal ARE 1113672 AGR / AL provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de maio a 1º de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 ALAGOAS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ALBANI BRAGA NETTO DE MELO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno, interposto em 03.05.2018, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) a parte tem o objetivo de rediscutir matéria alvo do processo de conhecimento; (ii) a simples interpretação de que determinada norma não é aplicável ao caso é incapaz de violar a cláusula de reserva de plenário. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação aos arts. 37, X; 39, § 1º; e 97 da Constituição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015221. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 ALAGOAS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ALBANI BRAGA NETTO DE MELO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno, interposto em 03.05.2018, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) a parte tem o objetivo de rediscutir matéria alvo do processo de conhecimento; (ii) a simples interpretação de que determinada norma não é aplicável ao caso é incapaz de violar a cláusula de reserva de plenário. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação aos arts. 37, X; 39, § 1º; e 97 da Constituição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem ao apreciar a controvérsia entendeu que: “É notório que não restam satisfeitos os requisitos para o reconhecimento da ‘coisa julgada inconstitucional’, devendo-se considerar que esta discussão quanto à eventual ‘equiparação’ entre carreiras foi o cerne do processo de conhecimento. Inclusive, esta matéria é novamente alegada pelo apelante ao defender a tese da impossibilidade de execução provisória contra a Fazenda Pública, considerando o que dispões o art. 2°- B da Lei n. 9.494/97, a saber: […] Atente-se que não merece cabimento o argumento utilizado pelo Estado de Alagoas de que deve ser instaurado incidente de inconstitucionalidade por este Tribunal de Justiça em razão da não aplicação do art. 2°-B da Lei n. 9.494/97. A conclusão para a não aplicação do referido dispositivo legal é simples: a hipótese de incidência prevista na norma não ocorreu no mundo dos fatos. Não houve análise quanto à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem ao apreciar a controvérsia entendeu que: “É notório que não restam satisfeitos os requisitos para o reconhecimento da ‘coisa julgada inconstitucional’, devendo-se considerar que esta discussão quanto à eventual ‘equiparação’ entre carreiras foi o cerne do processo de conhecimento. Inclusive, esta matéria é novamente alegada pelo apelante ao defender a tese da impossibilidade de execução provisória contra a Fazenda Pública, considerando o que dispões o art. 2°- B da Lei n. 9.494/97, a saber: […] Atente-se que não merece cabimento o argumento utilizado pelo Estado de Alagoas de que deve ser instaurado incidente de inconstitucionalidade por este Tribunal de Justiça em razão da não aplicação do art. 2°-B da Lei n. 9.494/97. A conclusão para a não aplicação do referido dispositivo legal é simples: a hipótese de incidência prevista na norma não ocorreu no mundo dos fatos. Não houve análise quanto à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1113672 AGR / AL compatibilidade do artigo de lei com a Constituição Federal, pelo contrário, reconhece-se a constitucionalidade do art. 2°-B da lei n. 9.494/97, mas este, apenas, não incide no caso em deslinde, da mesma forma que diversos outros instrumentos normativos não apresentam compatibilidade para a solução da controvérsia.” 4. A matéria controvertida depende da análise do conjunto fático probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 5. Quanto à alegada violação ao art. 97 da Constituição, ressalta-se que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não se deve confundir interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade dependente da observância da cláusula de reserva de plenário (ARE 723.052, Rel. Ministro Marco Aurélio). 6. No caso, inexiste ofensa ao art. 97 da CF, porquanto o Tribunal de origem apenas realizou interpretação sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a Constituição Federal. Assim, resta improcedente a alegação de ofensa ao art. 97 da CF. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Artigo 5º, inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 848.332- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Supremo Tribunal Federal ARE 1113672 AGR / AL compatibilidade do artigo de lei com a Constituição Federal, pelo contrário, reconhece-se a constitucionalidade do art. 2°-B da lei n. 9.494/97, mas este, apenas, não incide no caso em deslinde, da mesma forma que diversos outros instrumentos normativos não apresentam compatibilidade para a solução da controvérsia.” 4. A matéria controvertida depende da análise do conjunto fático probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 5. Quanto à alegada violação ao art. 97 da Constituição, ressalta-se que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não se deve confundir interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade dependente da observância da cláusula de reserva de plenário (ARE 723.052, Rel. Ministro Marco Aurélio). 6. No caso, inexiste ofensa ao art. 97 da CF, porquanto o Tribunal de origem apenas realizou interpretação sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a Constituição Federal. Assim, resta improcedente a alegação de ofensa ao art. 97 da CF. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante nº 10. Violação. Inexistência. Artigo 5º, inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante nº 10 do STF quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 848.332- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1113672 AGR / AL AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. CONTRIBUIÇÕES PARA O SESC, SENAC, SESI, SENAI, SAT E SEBRAE. MULTA MORATÓRIA. ARGUIÇÃO DE INOBSERVÂNCIA DA CLÁUSULA DE reserva DE PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O princípio da reserva de plenário resta indene nas hipóteses em que não há declaração de inconstitucionalidade por órgão fracionário do Tribunal de origem, mas apenas a interpretação e a conclusão de que a lei invocada não é aplicável ao caso em apreço. Precedentes: AI 684.976-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 02/06/2010; e RE 612.800-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 05/12/2011. 2. In casu, o acórdão recorrido originariamente assentou: Tributário. Contribuição Previdenciária. Legalidade do SAT. Constitucionalidade da cobrança das contribuições para o SESC, SENAC, SESI, SENAI e SENAC das empresas que atuam no ramo industrial e comercial. Precedentes. Aplicação da taxa SELIC como índice de atualização dos débitos fiscais. Multa Moratória no percentual de até 20%, a teor do disposto no art. 59 da Lei n. 8.383/91. Apelação parcialmente provida. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 676.006-AgR, Rel. Min. Luiz Fux).” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Supremo Tribunal Federal ARE 1113672 AGR / AL AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. CONTRIBUIÇÕES PARA O SESC, SENAC, SESI, SENAI, SAT E SEBRAE. MULTA MORATÓRIA. ARGUIÇÃO DE INOBSERVÂNCIA DA CLÁUSULA DE reserva DE PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O princípio da reserva de plenário resta indene nas hipóteses em que não há declaração de inconstitucionalidade por órgão fracionário do Tribunal de origem, mas apenas a interpretação e a conclusão de que a lei invocada não é aplicável ao caso em apreço. Precedentes: AI 684.976-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 02/06/2010; e RE 612.800-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 05/12/2011. 2. In casu, o acórdão recorrido originariamente assentou: Tributário. Contribuição Previdenciária. Legalidade do SAT. Constitucionalidade da cobrança das contribuições para o SESC, SENAC, SESI, SENAI e SENAC das empresas que atuam no ramo industrial e comercial. Precedentes. Aplicação da taxa SELIC como índice de atualização dos débitos fiscais. Multa Moratória no percentual de até 20%, a teor do disposto no art. 59 da Lei n. 8.383/91. Apelação parcialmente provida. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 676.006-AgR, Rel. Min. Luiz Fux).” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1113672 AGR / AL majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Supremo Tribunal Federal ARE 1113672 AGR / AL majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : ALBANI BRAGA NETTO DE MELO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES (4577/AL, 01626/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993960 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : ALBANI BRAGA NETTO DE MELO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES (4577/AL, 01626/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993960 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15027270
2018-06-04T00:00:00
2018-06-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA CONTRA FAZENDA PÚBLICA. POSSIBILIDADE RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULA 279/STF. ART. 97 DA CF/88 E SÚMULA VINCULANTE 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem demandaria uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimento inviável de ser realizado neste momento processual. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur386722
- Acórdão(s) citado(s): (RESERVA DE PLENÁRIO) AI 848332 AgR (1ªT), ARE 676006 AgR (1ªT), ARE 723052 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 28/06/2018, MAD.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1113672
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1113672 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : ALBANI BRAGA NETTO DE MELO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 ALAGOAS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ALBANI BRAGA NETTO DE MELO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA CONTRA FAZENDA PÚBLICA. POSSIBILIDADE RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88 E SÚMULA VINCULANTE 10. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem demandaria uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, procedimento inviável de ser realizado neste momento processual. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não há violação ao princípio da reserva de plenário quando o acórdão recorrido apenas interpreta norma infraconstitucional, sem declará-la inconstitucional ou afastar sua aplicação com apoio em fundamentos extraídos da Constituição Federal. Precedentes. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015220. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1113672 AGR / AL provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de maio a 1... de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015220. Supremo Tribunal Federal ARE 1113672 AGR / AL provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de maio a 1... de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015220. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 ALAGOAS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ALBANI BRAGA NETTO DE MELO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno, interposto em 03.05.2018, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) a parte tem o objetivo de rediscutir matéria alvo do processo de conhecimento; (ii) a simples interpretação de que determinada norma não é aplicável ao caso é incapaz de violar a cláusula de reserva de plenário. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação aos arts. 37, X; 39, § 1...; e 97 da Constituição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015221. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 ALAGOAS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) :ALBANI BRAGA NETTO DE MELO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno, interposto em 03.05.2018, cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) a parte tem o objetivo de rediscutir matéria alvo do processo de conhecimento; (ii) a simples interpretação de que determinada norma não é aplicável ao caso é incapaz de violar a cláusula de reserva de plenário. 2. A parte agravante reitera os fundamentos do recurso extraordinário no sentido de que há, no caso, violação aos arts. 37, X; 39, § 1...; e 97 da Constituição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem ao apreciar a controvérsia entendeu que: “É notório que não restam satisfeitos os requisitos para o reconhecimento da ‘coisa julgada inconstitucional’, devendo-se considerar que esta discussão quanto à eventual ‘equiparação’ entre carreiras foi o cerne do processo de conhecimento. Inclusive, esta matéria é novamente alegada pelo apelante ao defender a tese da impossibilidade de execução provisória contra a Fazenda Pública, considerando o que dispões o art. 2...- B da Lei n. 9.494/97, a saber: […] Atente-se que não merece cabimento o argumento utilizado pelo Estado de Alagoas de que deve ser instaurado incidente de inconstitucionalidade por este Tribunal de Justiça em razão da não aplicação do art. 2...-B da Lei n. 9.494/97. A conclusão para a não aplicação do referido dispositivo legal é simples: a hipótese de incidência prevista na norma não ocorreu no mundo dos fatos. Não houve análise quanto à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem ao apreciar a controvérsia entendeu que: “É notório que não restam satisfeitos os requisitos para o reconhecimento da ‘coisa julgada inconstitucional’, devendo-se considerar que esta discussão quanto à eventual ‘equiparação’ entre carreiras foi o cerne do processo de conhecimento. Inclusive, esta matéria é novamente alegada pelo apelante ao defender a tese da impossibilidade de execução provisória contra a Fazenda Pública, considerando o que dispões o art. 2...- B da Lei n. 9.494/97, a saber: […] Atente-se que não merece cabimento o argumento utilizado pelo Estado de Alagoas de que deve ser instaurado incidente de inconstitucionalidade por este Tribunal de Justiça em razão da não aplicação do art. 2...-B da Lei n. 9.494/97. A conclusão para a não aplicação do referido dispositivo legal é simples: a hipótese de incidência prevista na norma não ocorreu no mundo dos fatos. Não houve análise quanto à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1113672 AGR / AL compatibilidade do artigo de lei com a Constituição Federal, pelo contrário, reconhece-se a constitucionalidade do art. 2...-B da lei n. 9.494/97, mas este, apenas, não incide no caso em deslinde, da mesma forma que diversos outros instrumentos normativos não apresentam compatibilidade para a solução da controvérsia.” 4. A matéria controvertida depende da análise do conjunto fático probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 5. Quanto à alegada violação ao art. 97 da Constituição, ressalta-se que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não se deve confundir interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade dependente da observância da cláusula de reserva de plenário (ARE 723.052, Rel. Ministro Marco Aurélio). 6. No caso, inexiste ofensa ao art. 97 da Constituição Federal de 1988, porquanto o Tribunal de origem apenas realizou interpretação sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a Constituição Federal. Assim, resta improcedente a alegação de ofensa ao art. 97 da Constituição Federal de 1988. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Artigo 5..., inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 848.332- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Supremo Tribunal Federal ARE 1113672 AGR / AL compatibilidade do artigo de lei com a Constituição Federal, pelo contrário, reconhece-se a constitucionalidade do art. 2...-B da lei n. 9.494/97, mas este, apenas, não incide no caso em deslinde, da mesma forma que diversos outros instrumentos normativos não apresentam compatibilidade para a solução da controvérsia.” 4. A matéria controvertida depende da análise do conjunto fático probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 5. Quanto à alegada violação ao art. 97 da Constituição, ressalta-se que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que não se deve confundir interpretação de normas legais com a declaração de inconstitucionalidade dependente da observância da cláusula de reserva de plenário (ARE 723.052, Rel. Ministro Marco Aurélio). 6. No caso, inexiste ofensa ao art. 97 da Constituição Federal de 1988, porquanto o Tribunal de origem apenas realizou interpretação sistemática com o intuito de alcançar o verdadeiro sentido da norma, sem que houvesse qualquer declaração de sua incompatibilidade com a Constituição Federal. Assim, resta improcedente a alegação de ofensa ao art. 97 da Constituição Federal de 1988. No mesmo sentido, vejam-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Constitucional. Artigo 97 da Constituição Federal. Súmula Vinculante n 10. Violação. Inexistência. Artigo 5..., inciso XXXII. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Pacífica a jurisprudência desta Corte de que não há violação do art. 97 da Constituição Federal e da Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal quando o Tribunal de origem, sem declarar a inconstitucionalidade da norma e sem afastá-la sob fundamento de contrariedade à Constituição Federal, limita-se a interpretar e aplicar a legislação infraconstitucional ao caso concreto. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de ofensa indireta ou reflexa à Constituição. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 848.332- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1113672 AGR / AL AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. CONTRIBUIÇÕES PARA O SESC, SENAC, SESI, SENAI, SAT E SEBRAE. MULTA MORATÓRIA. ARGUIÇÃO DE INOBSERVÂNCIA DA CLÁUSULA DE reserva DE PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O princípio da reserva de plenário resta indene nas hipóteses em que não há declaração de inconstitucionalidade por órgão fracionário do Tribunal de origem, mas apenas a interpretação e a conclusão de que a lei invocada não é aplicável ao caso em apreço. Precedentes: AI 684.976-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 02/06/2010; e Recurso Extraordinário 612.800-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 05/12/2011. 2. In casu, o acórdão recorrido originariamente assentou: Tributário. Contribuição Previdenciária. Legalidade do SAT. Constitucionalidade da cobrança das contribuições para o SESC, SENAC, SESI, SENAI e SENAC das empresas que atuam no ramo industrial e comercial. Precedentes. Aplicação da taxa SELIC como índice de atualização dos débitos fiscais. Multa Moratória no percentual de até 20%, a teor do disposto no art. 59 da Lei n. 8.383/91. Apelação parcialmente provida. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 676.006-AgR, Rel. Min. Luiz Fux).” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Supremo Tribunal Federal ARE 1113672 AGR / AL AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. CONTRIBUIÇÕES PARA O SESC, SENAC, SESI, SENAI, SAT E SEBRAE. MULTA MORATÓRIA. ARGUIÇÃO DE INOBSERVÂNCIA DA CLÁUSULA DE reserva DE PLENÁRIO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O princípio da reserva de plenário resta indene nas hipóteses em que não há declaração de inconstitucionalidade por órgão fracionário do Tribunal de origem, mas apenas a interpretação e a conclusão de que a lei invocada não é aplicável ao caso em apreço. Precedentes: AI 684.976-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 02/06/2010; e Recurso Extraordinário 612.800-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 05/12/2011. 2. In casu, o acórdão recorrido originariamente assentou: Tributário. Contribuição Previdenciária. Legalidade do SAT. Constitucionalidade da cobrança das contribuições para o SESC, SENAC, SESI, SENAI e SENAC das empresas que atuam no ramo industrial e comercial. Precedentes. Aplicação da taxa SELIC como índice de atualização dos débitos fiscais. Multa Moratória no percentual de até 20%, a teor do disposto no art. 59 da Lei n. 8.383/91. Apelação parcialmente provida. 3. Agravo regimental desprovido.” (ARE 676.006-AgR, Rel. Min. Luiz Fux).” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1113672 AGR / AL majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Supremo Tribunal Federal ARE 1113672 AGR / AL majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15015222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : ALBANI BRAGA NETTO DE MELO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES (4577/AL, 01626/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993960 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.113.672 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE ALAGOAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE ALAGOAS AGDO.(A/S) : ALBANI BRAGA NETTO DE MELO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES (4577/AL, 01626/PE) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993960 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 113 . 672", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1113672 AGR / AL", "ARE 1113672 AGR /", "RECURSO", "RECURSO", "ARE 723 . 052", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "AI 848 . 332 - 2", "ARE 1113672 AGR /", "ARE 723 . 052", "Súmula Vinculante n 10", "Súmula Vinculante n 10 do Supremo Tribunal Federal", "AI 848 . 332 - 2", "ARE 1113672 AGR / AL AgR", "AI 684 . 976 - AgR", "Recurso Extraordinário 612 . 800 - AgR", "ARE 676 . 006 - AgR", "ARE 1113672 AGR / AL AgR", "AI 684 . 976 - AgR", "Recurso Extraordinário 612 . 800 - AgR", "ARE 676 . 006 - AgR", "ARE 1113672 AGR / AL", "ARE 1113672 AGR / AL" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 97 DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 37 , X ; 39 , § 1 . . . ; e", "97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 37 , X ; 39 , § 1 . . . ; e 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . - B da Lei n . 9 . 494 / 97", "art . 2 . . . - B da Lei n . 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . - B da Lei n . 9 . 494 / 97", "art . 2 . . . - B da Lei n . 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 2 . . . - B da lei n . 9 . 494 / 97", "art . 97 da Constituição", "art . 97 da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal de 1988", "Artigo 97 da Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 2 . . . - B da lei n", "art . 97 da Constituição", "art . 97 da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal", "Artigo 97 da Constituição Federal", "art . 97 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 da Lei n . 8 . 383 /", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 da Lei n . 8 . 383 / 91", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "08", "/", "2001" ], "LOCAL": [ "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "Brasília", "Brasília", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ALAGOAS", "Estado de Alagoas", "ALAGOAS", "Estado de Alagoas", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS", "ESTADO DE ALAGOAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Fazenda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SESC", "SENAC", "SESI", "SENAI", "SAT", "SEBRAE", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SESC", "SENAC", "SESI", "SENAI", "SENAC", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SESC", "SENAC", "SESI", "SENAI", "SAT", "SEBRAE", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "SESC", "SENAC", "SESI", "SENAI", "SENAC", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "ALBANI BRAGA NETTO DE MELO", "MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ALBANI BRAGA NETTO DE MELO", "MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ALBANI BRAGA NETTO DE MELO", "MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ALBANI BRAGA NETTO DE MELO", "MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ALBANI BRAGA NETTO DE MELO", "MARCELO HENRIQUE BRABO MAGALHAES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de maio a 1 . . . de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de maio a", "1 . . . de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "03", ".", "05", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "03", ".", "05", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "06", "/", "2010", "05", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "06", "/", "2010", "05", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUDI MARLI ANTUNES ADV.(A/S) :RICARDO BORGES CHEDID AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA ADV.(A/S) :OSVALDO PERUFFO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE NULIDADE. AFASTAMENTO. PRECLUSÃO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPOSTA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - É ônus da parte, na primeira oportunidade que lhe couber falar nos autos, impugnar a nulidade de ato processual, sob pena de preclusão temporal e convalidação do ato. III - É inviável o recurso extraordinário cuja questão constitucional nele arguida não tiver sido prequestionada. Incidência das Súmulas 282/STF e 356/STF. IV - O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, rejeitou a repercussão geral da controvérsia referente à suposta ofensa aos princípios constitucionais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959738. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1104566 AGR / RS do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa indireta à Constituição Federal. V - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inviável o recurso extraordinário com alegação de contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo tribunal de origem (Súmula 636/STF). VI - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959738. Supremo Tribunal Federal ARE 1104566 AGR / RS do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa indireta à Constituição Federal. V - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inviável o recurso extraordinário com alegação de contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo tribunal de origem (Súmula 636/STF). VI - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUDI MARLI ANTUNES ADV.(A/S) :RICARDO BORGES CHEDID AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA ADV.(A/S) :OSVALDO PERUFFO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 44 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959739. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUDI MARLI ANTUNES ADV.(A/S) :RICARDO BORGES CHEDID AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA ADV.(A/S) :OSVALDO PERUFFO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 44 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 RIO GRANDE DO SUL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Quanto à preliminar de nulidade trazida pela parte agravante, verifico que não lhe assiste razão. Isto porque, a teor do art. 278 do CPC, era seu ônus, na primeira oportunidade que lhe cabia falar nos autos, impugnar a decisão que submeteu o feito novamente ao juízo do Supremo Tribunal Federal (volume eletrônico 15). Como se nota do volume eletrônico 16, as partes foram devidamente intimadas dessa decisão sem que tenha havido qualquer recurso ou manifestação da parte agravante, impondo-se a preclusão temporal e consequente convalidação do ato tido por nulo. De resto, consta da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque, à exceção dos arts. 24, IV e 37, da CF, os demais dispositivos arguidos não foram prequestionados. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido . Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/STF. Nesse sentido, cito o ARE 982.384-AgR/SE, de relatoria da Ministra Rosa Weber, cuja ementa segue transcrita: ‘EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL DE LEI MUNICIPAL. INCOMPATIBILIDADE COM OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PREVISTOS NO ART. 25 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 RIO GRANDE DO SUL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Quanto à preliminar de nulidade trazida pela parte agravante, verifico que não lhe assiste razão. Isto porque, a teor do art. 278 do CPC, era seu ônus, na primeira oportunidade que lhe cabia falar nos autos, impugnar a decisão que submeteu o feito novamente ao juízo do Supremo Tribunal Federal (volume eletrônico 15). Como se nota do volume eletrônico 16, as partes foram devidamente intimadas dessa decisão sem que tenha havido qualquer recurso ou manifestação da parte agravante, impondo-se a preclusão temporal e consequente convalidação do ato tido por nulo. De resto, consta da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque, à exceção dos arts. 24, IV e 37, da CF, os demais dispositivos arguidos não foram prequestionados. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido . Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/STF. Nesse sentido, cito o ARE 982.384-AgR/SE, de relatoria da Ministra Rosa Weber, cuja ementa segue transcrita: ‘EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL DE LEI MUNICIPAL. INCOMPATIBILIDADE COM OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PREVISTOS NO ART. 25 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104566 AGR / RS INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 284/STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do recurso extraordinário não atacam os fundamentos do acórdão recorrido. Aplicação da Súmula nº 284/STF. 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/STF: Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada, bem como O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 5. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (grifei).’ De outro lado, esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da prestação jurisdicional e dos limites da coisa julgada, quando a verificação dessas alegações depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Esse entendimento foi consolidado no julgamento do ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Supremo Tribunal Federal ARE 1104566 AGR / RS INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 284/STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do recurso extraordinário não atacam os fundamentos do acórdão recorrido. Aplicação da Súmula nº 284/STF. 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/STF: Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada, bem como O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 5. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (grifei).’ De outro lado, esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da prestação jurisdicional e dos limites da coisa julgada, quando a verificação dessas alegações depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Esse entendimento foi consolidado no julgamento do ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104566 AGR / RS 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, em que se rejeitou a repercussão geral da matéria em acórdão assim ementado: ‘Ementa: Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Outrossim, os Ministros deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, reconheceram a repercussão geral e reafirmaram a jurisprudência desta Corte na linha de que a exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. Nessa linha, transcrevo a ementa do referido precedente: ‘Ementa: Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral (grifei).’ Em outro giro, esta Corte entende inadmissível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Supremo Tribunal Federal ARE 1104566 AGR / RS 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, em que se rejeitou a repercussão geral da matéria em acórdão assim ementado: ‘Ementa: Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Outrossim, os Ministros deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, reconheceram a repercussão geral e reafirmaram a jurisprudência desta Corte na linha de que a exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. Nessa linha, transcrevo a ementa do referido precedente: ‘Ementa: Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral (grifei).’ Em outro giro, esta Corte entende inadmissível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104566 AGR / RS infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636/STF). E com efeito, a instância de origem decidiu a lide amparada na legislação ordinária pertinente. Para ultrapassar o entendimento da Corte a quo e acolher a pretensão recursal, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional (CTN, CC, Leis Federais 6.015/1973 e 9.492/1997, bem como a Lei Estadual 8.938/1989, do Rio Grande do Sul). Assim, a afronta ao dispositivo constitucional suscitado no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de não se admitir, em recurso extraordinário, alegação de ofensa à Constituição com fundamento em má interpretação, aplicação ou mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. Veja-se, a propósito, a ementa do RE 593.865-AgR, de relatoria do Ministro Dias Toffoli: ‘Ementa: Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Precatório complementar. Juros moratórios e compensatórios. Preclusão reconhecida pelo Tribunal de origem. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 da Corte. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido.’ Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF).” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Supremo Tribunal Federal ARE 1104566 AGR / RS infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636/STF). E com efeito, a instância de origem decidiu a lide amparada na legislação ordinária pertinente. Para ultrapassar o entendimento da Corte a quo e acolher a pretensão recursal, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional (CTN, CC, Leis Federais 6.015/1973 e 9.492/1997, bem como a Lei Estadual 8.938/1989, do Rio Grande do Sul). Assim, a afronta ao dispositivo constitucional suscitado no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de não se admitir, em recurso extraordinário, alegação de ofensa à Constituição com fundamento em má interpretação, aplicação ou mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. Veja-se, a propósito, a ementa do RE 593.865-AgR, de relatoria do Ministro Dias Toffoli: ‘Ementa: Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Precatório complementar. Juros moratórios e compensatórios. Preclusão reconhecida pelo Tribunal de origem. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279 da Corte. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido.’ Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF).” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104566 AGR / RS argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do CPC. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Supremo Tribunal Federal ARE 1104566 AGR / RS argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do CPC. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AUDI MARLI ANTUNES ADV.(A/S) : RICARDO BORGES CHEDID (23964/RS) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA ADV.(A/S) : OSVALDO PERUFFO (2920/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992168 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AUDI MARLI ANTUNES ADV.(A/S) : RICARDO BORGES CHEDID (23964/RS) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA ADV.(A/S) : OSVALDO PERUFFO (2920/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15001229
2018-06-04T00:00:00
2018-06-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE NULIDADE. AFASTAMENTO. PRECLUSÃO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPOSTA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - É ônus da parte, na primeira oportunidade que lhe couber falar nos autos, impugnar a nulidade de ato processual, sob pena de preclusão temporal e convalidação do ato. III - É inviável o recurso extraordinário cuja questão constitucional nele arguida não tiver sido prequestionada. Incidência das Súmulas 282/STF e 356/STF. IV - O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, rejeitou a repercussão geral da controvérsia referente à suposta ofensa aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa indireta à Constituição Federal. V - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inviável o recurso extraordinário com alegação de contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo tribunal de origem (Súmula 636/STF). VI - Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur386428
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 9. Análise: 29/06/2018, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1104566
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1104566 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : AUDI MARLI ANTUNES ADV.(A/S) : RICARDO BORGES CHEDID AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA ADV.(A/S) : OSVALDO PERUFFO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUDI MARLI ANTUNES ADV.(A/S) :RICARDO BORGES CHEDID AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA ADV.(A/S) :OSVALDO PERUFFO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE NULIDADE. AFASTAMENTO. PRECLUSÃO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPOSTA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (TEMA 660). ALEGADA OFENSA AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - É ônus da parte, na primeira oportunidade que lhe couber falar nos autos, impugnar a nulidade de ato processual, sob pena de preclusão temporal e convalidação do ato. III - É inviável o recurso extraordinário cuja questão constitucional nele arguida não tiver sido prequestionada. Incidência das Súmulas 282/Supremo Tribunal Federal e 356/Supremo Tribunal Federal. IV - O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, rejeitou a repercussão geral da controvérsia referente à suposta ofensa aos princípios constitucionais Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959738. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1104566 AGR / RS do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa indireta à Constituição Federal. V - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inviável o recurso extraordinário com alegação de contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo tribunal de origem (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). VI - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959738. Supremo Tribunal Federal ARE 1104566 AGR / RS do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, quando o julgamento da causa depender de prévia análise de normas infraconstitucionais, por configurar situação de ofensa indireta à Constituição Federal. V - A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inviável o recurso extraordinário com alegação de contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo tribunal de origem (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). VI - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUDI MARLI ANTUNES ADV.(A/S) :RICARDO BORGES CHEDID AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA ADV.(A/S) :OSVALDO PERUFFO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 44 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959739. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUDI MARLI ANTUNES ADV.(A/S) :RICARDO BORGES CHEDID AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA ADV.(A/S) :OSVALDO PERUFFO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com agravo. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 44 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 RIO GRANDE DO SUL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Quanto à preliminar de nulidade trazida pela parte agravante, verifico que não lhe assiste razão. Isto porque, a teor do art. 278 do Código de Processo Civil, era seu ônus, na primeira oportunidade que lhe cabia falar nos autos, impugnar a decisão que submeteu o feito novamente ao juízo do Supremo Tribunal Federal (volume eletrônico 15). Como se nota do volume eletrônico 16, as partes foram devidamente intimadas dessa decisão sem que tenha havido qualquer recurso ou manifestação da parte agravante, impondo-se a preclusão temporal e consequente convalidação do ato tido por nulo. De resto, consta da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque, à exceção dos arts. 24, IV e 37, da Constituição Federal de 1988, os demais dispositivos arguidos não foram prequestionados. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido . Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 982.384-AgR/SE, de relatoria da Ministra Rosa Weber, cuja ementa segue transcrita: ‘EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL DE LEI MUNICIPAL. INCOMPATIBILIDADE COM OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PREVISTOS NO ART. 25 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 RIO GRANDE DO SUL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Quanto à preliminar de nulidade trazida pela parte agravante, verifico que não lhe assiste razão. Isto porque, a teor do art. 278 do Código de Processo Civil, era seu ônus, na primeira oportunidade que lhe cabia falar nos autos, impugnar a decisão que submeteu o feito novamente ao juízo do Supremo Tribunal Federal (volume eletrônico 15). Como se nota do volume eletrônico 16, as partes foram devidamente intimadas dessa decisão sem que tenha havido qualquer recurso ou manifestação da parte agravante, impondo-se a preclusão temporal e consequente convalidação do ato tido por nulo. De resto, consta da decisão agravada: “A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque, à exceção dos arts. 24, IV e 37, da Constituição Federal de 1988, os demais dispositivos arguidos não foram prequestionados. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido . Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 982.384-AgR/SE, de relatoria da Ministra Rosa Weber, cuja ementa segue transcrita: ‘EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL DE LEI MUNICIPAL. INCOMPATIBILIDADE COM OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PREVISTOS NO ART. 25 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104566 AGR / RS INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 284/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do recurso extraordinário não atacam os fundamentos do acórdão recorrido. Aplicação da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal. 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada, bem como O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (grifei).’ De outro lado, esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da prestação jurisdicional e dos limites da coisa julgada, quando a verificação dessas alegações depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Esse entendimento foi consolidado no julgamento do ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Supremo Tribunal Federal ARE 1104566 AGR / RS INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 284/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do recurso extraordinário não atacam os fundamentos do acórdão recorrido. Aplicação da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal. 2. Cristalizada a jurisprudência desta Suprema Corte, a teor das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal: Inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada, bem como O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 4. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 5. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (grifei).’ De outro lado, esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da prestação jurisdicional e dos limites da coisa julgada, quando a verificação dessas alegações depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Esse entendimento foi consolidado no julgamento do ARE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104566 AGR / RS 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, em que se rejeitou a repercussão geral da matéria em acórdão assim ementado: ‘Ementa: Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Outrossim, os Ministros deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, reconheceram a repercussão geral e reafirmaram a jurisprudência desta Corte na linha de que a exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. Nessa linha, transcrevo a ementa do referido precedente: ‘Ementa: Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral (grifei).’ Em outro giro, esta Corte entende inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Supremo Tribunal Federal ARE 1104566 AGR / RS 748.371-RG (Tema 660), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, em que se rejeitou a repercussão geral da matéria em acórdão assim ementado: ‘Ementa: Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’ Outrossim, os Ministros deste Tribunal, no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Tema 339), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, reconheceram a repercussão geral e reafirmaram a jurisprudência desta Corte na linha de que a exigência do art. 93, IX, da Constituição não impõe que a decisão seja exaustivamente fundamentada. O que se busca é que o julgador indique de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. Nessa linha, transcrevo a ementa do referido precedente: ‘Ementa: Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral (grifei).’ Em outro giro, esta Corte entende inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104566 AGR / RS infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). E com efeito, a instância de origem decidiu a lide amparada na legislação ordinária pertinente. Para ultrapassar o entendimento da Corte a quo e acolher a pretensão recursal, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional (CTN, Código Civil Brasileiro, Leis Federais 6.015/1973 e 9.492/1997, bem como a Lei Estadual 8.938/1989, do Rio Grande do Sul). Assim, a afronta ao dispositivo constitucional suscitado no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de não se admitir, em recurso extraordinário, alegação de ofensa à Constituição com fundamento em má interpretação, aplicação ou mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. Veja-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário 593.865-AgR, de relatoria do Ministro Dias Toffoli: ‘Ementa: Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Precatório complementar. Juros moratórios e compensatórios. Preclusão reconhecida pelo Tribunal de origem. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 da Corte. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido.’ Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF).” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Supremo Tribunal Federal ARE 1104566 AGR / RS infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636/Supremo Tribunal Federal). E com efeito, a instância de origem decidiu a lide amparada na legislação ordinária pertinente. Para ultrapassar o entendimento da Corte a quo e acolher a pretensão recursal, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional (CTN, Código Civil Brasileiro, Leis Federais 6.015/1973 e 9.492/1997, bem como a Lei Estadual 8.938/1989, do Rio Grande do Sul). Assim, a afronta ao dispositivo constitucional suscitado no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de não se admitir, em recurso extraordinário, alegação de ofensa à Constituição com fundamento em má interpretação, aplicação ou mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. Veja-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário 593.865-AgR, de relatoria do Ministro Dias Toffoli: ‘Ementa: Agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário. Precatório complementar. Juros moratórios e compensatórios. Preclusão reconhecida pelo Tribunal de origem. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279 da Corte. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido.’ Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF).” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1104566 AGR / RS argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Supremo Tribunal Federal ARE 1104566 AGR / RS argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AUDI MARLI ANTUNES ADV.(A/S) : RICARDO BORGES CHEDID (23964/RS) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA ADV.(A/S) : OSVALDO PERUFFO (2920/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992168 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.566 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AUDI MARLI ANTUNES ADV.(A/S) : RICARDO BORGES CHEDID (23964/RS) AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA ADV.(A/S) : OSVALDO PERUFFO (2920/RS) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992168 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 104 . 566", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 636 / Supremo Tribunal", "Súmulas 282 / Supremo Tribunal Federal", "356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 1104566 AGR / RS", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1104566 AGR / RS", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 982 . 384 - AgR / SE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 104 . 566", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 982 . 384 - AgR / SE", "SÚMULA n 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "ARE 1104566 AGR", "SÚMULA n", "SÚMULAS 282", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1104566 AGR", "/", "RS 748 . 371 - RG", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 1104566 AGR / RS 748 . 371 - RG", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "593", ".", "865", "-", "AgR", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 1104566 AGR / RS", "Súmula 636 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 593 . 865 - AgR", "Súmula n 279 da Corte .", "ARE 1104566 AGR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 278 do Código de Processo Civil", "arts . 24 , IV e 37 , da Constituição Federal de 1988", "ART . 25 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 278 do Código de Processo Civil", "arts . 24 , IV e 37 , da Constituição Federal de 1988", "ART . 25 DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição da República", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição da República", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 93 , IX , da Constituição", "Código de Processo Civil , art . 544 , § §", "incisos XXXV e LX do art . 5 . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e 4 . . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", ".", "93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CTN", "Código Civil Brasileiro", "Leis Federais 6 . 015 / 1973", "9", ".", "492", "/", "1997", "Lei Estadual 8 . 938 / 1989", "Constituição", "Constituição Federal", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "CTN", "Código Civil Brasileiro", "Leis Federais 6 . 015 / 1973", "9", ".", "492", "/", "1997", "Lei Estadual 8 . 938 / 1989", "Constituição", "Constituição Federal", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "284", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "AUDI MARLI ANTUNES", "RICARDO BORGES CHEDID", "ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO", "LEANDRO AFFONSO MESSA", "OSVALDO PERUFFO", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "AUDI MARLI ANTUNES", "RICARDO BORGES CHEDID", "LEANDRO AFFONSO MESSA", "OSVALDO PERUFFO", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "AUDI MARLI ANTUNES", "RICARDO BORGES CHEDID", "LEANDRO AFFONSO MESSA", "OSVALDO PERUFFO", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "AUDI MARLI ANTUNES", "RICARDO BORGES CHEDID", "ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO LEANDRO AFFONSO MESSA", "OSVALDO PERUFFO", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "AUDI MARLI ANTUNES", "RICARDO BORGES CHEDID", "ESPÓLIO DE ELEUTÉRIO", "LEANDRO AFFONSO MESSA", "OSVALDO PERUFFO", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de junho de", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :JUNIA CARVALHO VILELA AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. IMUNIDADE RECÍPROCA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA PRESTADORA DE SERVIÇOS PÚBLICOS. PRECEDENTES. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - O acórdão recorrido encontra-se em desarmonia com o entendimento da Corte no sentido de que a imunidade recíproca dos entes políticos é extensiva à sociedade de economia mista prestadora de serviço público. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa ( art. 1.021, § 4°, do CPC). A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959843. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :JUNIA CARVALHO VILELA AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 10 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959844. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :JUNIA CARVALHO VILELA AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 10 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959844. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Consta da decisão agravada: “A pretensão recursal merece acolhida. Isso porque, consoante entendimento desta Corte, as sociedades de economia mista prestadoras de serviço público sujeitam-se à imunidade tributária recíproca no que se refere aos bens vinculados às suas finalidades essenciais. Nesse sentido: ARE 947.142 AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, RE 744.699 AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia e RE 773.131 AgR/MG, também de relatoria da Min. Cármen Lúcia. Esse último está assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO IPTU. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. IMUNIDADE RECÍPROCA: APLICABILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Isso posto, dou provimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF), para reconhecer, no caso, a incidência da imunidade tributária recíproca. Invertidos os ônus da sucumbência”. Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959845. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Consta da decisão agravada: “A pretensão recursal merece acolhida. Isso porque, consoante entendimento desta Corte, as sociedades de economia mista prestadoras de serviço público sujeitam-se à imunidade tributária recíproca no que se refere aos bens vinculados às suas finalidades essenciais. Nesse sentido: ARE 947.142 AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, RE 744.699 AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia e RE 773.131 AgR/MG, também de relatoria da Min. Cármen Lúcia. Esse último está assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO IPTU. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. IMUNIDADE RECÍPROCA: APLICABILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Isso posto, dou provimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF), para reconhecer, no caso, a incidência da imunidade tributária recíproca. Invertidos os ônus da sucumbência”. Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959845. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1040268 AGR / MG Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4°, do CPC. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do CPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959845. Supremo Tribunal Federal RE 1040268 AGR / MG Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4°, do CPC. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do CPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959845. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : JUNIA CARVALHO VILELA (87495/MG) AGDO.(A/S) : CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) : DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA (98643/MG) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES (0139116/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992148 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : JUNIA CARVALHO VILELA (87495/MG) AGDO.(A/S) : CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) : DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA (98643/MG) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES (0139116/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992148 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15001225
2018-06-04T00:00:00
2018-06-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. IMUNIDADE RECÍPROCA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA PRESTADORA DE SERVIÇOS PÚBLICOS. PRECEDENTES. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - O acórdão recorrido encontra-se em desarmonia com o entendimento da Corte no sentido de que a imunidade recíproca dos entes políticos é extensiva à sociedade de economia mista prestadora de serviço público. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa ( art. 1.021, § 4°, do CPC).
sjur386425
Número de páginas: 5. Análise: 29/06/2018, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1040268
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1040268 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : JUNIA CARVALHO VILELA AGDO.(A/S) : CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) : DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :JUNIA CARVALHO VILELA AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. IMUNIDADE RECÍPROCA. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA PRESTADORA DE SERVIÇOS PÚBLICOS. PRECEDENTES. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II - O acórdão recorrido encontra-se em desarmonia com o entendimento da Corte no sentido de que a imunidade recíproca dos entes políticos é extensiva à sociedade de economia mista prestadora de serviço público. Precedentes. II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa ( art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2018. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959843. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :JUNIA CARVALHO VILELA AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 10 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959844. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) :JUNIA CARVALHO VILELA AGDO.(A/S) :CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) :DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário. A parte agravante interpõe este agravo regimental pelas razões expostas no documento eletrônico 10 e requer o provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959844. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Consta da decisão agravada: “A pretensão recursal merece acolhida. Isso porque, consoante entendimento desta Corte, as sociedades de economia mista prestadoras de serviço público sujeitam-se à imunidade tributária recíproca no que se refere aos bens vinculados às suas finalidades essenciais. Nesse sentido: ARE 947.142 AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Recurso Extraordinário 744.699 AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia e Recurso Extraordinário 773.131 AgR/MG, também de relatoria da Min. Cármen Lúcia. Esse último está assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO IPTU. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. IMUNIDADE RECÍPROCA: APLICABILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Isso posto, dou provimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF), para reconhecer, no caso, a incidência da imunidade tributária recíproca. Invertidos os ônus da sucumbência”. Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959845. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 MINAS GERAIS V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Consta da decisão agravada: “A pretensão recursal merece acolhida. Isso porque, consoante entendimento desta Corte, as sociedades de economia mista prestadoras de serviço público sujeitam-se à imunidade tributária recíproca no que se refere aos bens vinculados às suas finalidades essenciais. Nesse sentido: ARE 947.142 AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Recurso Extraordinário 744.699 AgR/MG, Rel. Min. Cármen Lúcia e Recurso Extraordinário 773.131 AgR/MG, também de relatoria da Min. Cármen Lúcia. Esse último está assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO PREDIAL E TERRITORIAL URBANO IPTU. SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. IMUNIDADE RECÍPROCA: APLICABILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ Isso posto, dou provimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF), para reconhecer, no caso, a incidência da imunidade tributária recíproca. Invertidos os ônus da sucumbência”. Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a parte recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959845. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1040268 AGR / MG Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959845. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1040268 AGR / MG Aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Havendo condenação em honorários sucumbenciais, majoro-os em 10% do fixado anteriormente nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14959845. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 04/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : JUNIA CARVALHO VILELA (87495/MG) AGDO.(A/S) : CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) : DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA (98643/MG) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES (0139116/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992148 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.040.268 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA ADV.(A/S) : JUNIA CARVALHO VILELA (87495/MG) AGDO.(A/S) : CEMIG DISTRIBUICAO S.A ADV.(A/S) : DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA (98643/MG) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES (0139116/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Edson Fachin (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14992148 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 040 . 268", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 040 . 268", "ARE 947 . 142 AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 744 . 699 AgR / MG", "Recurso Extraordinário 773 . 131 AgR / MG", "ARE 947 . 142 AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 744 . 699 AgR / MG", "Recurso Extraordinário 773 . 131 AgR / MG", "Recurso Extraordinário 1040268 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 1040268 AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "CEMIG DISTRIBUICAO S . A", "SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA PRESTADORA DE SERVIÇOS PÚBLICOS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CEMIG DISTRIBUICAO S . A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "CEMIG DISTRIBUICAO S . A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CEMIG DISTRIBUICAO S . A", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CEMIG DISTRIBUICAO S . A", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "JUNIA CARVALHO VILELA", "DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA", "GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JUNIA CARVALHO VILELA", "DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA", "GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JUNIA CARVALHO VILELA", "DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA", "GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JUNIA CARVALHO VILELA", "DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA", "GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JUNIA CARVALHO VILELA", "DANIEL DE MAGALHAES PIMENTA", "GABRIELA CRISTINA FIGUEIREDO GOMES", "Edson Fachin", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2018", "4 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA AGDO.(A/S) :ERIKA GOMES AMBROSIO PROC.(A/S)(ES) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL, ADMINISTRATIVO E DO TRABALHO. AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA. DESVIO DE FUNÇÃO. SÚMULAS VINCULANTES 37 E 43. 1. Não há estrita identidade entre a decisão reclamada, que assegurou a empregada o direito a diferença salarial decorrente de desvio de função, e os paradigmas invocados (Súmulas Vinculantes 37 e 43). Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de maio a 1 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983259. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA AGDO.(A/S) :ERIKA GOMES AMBROSIO PROC.(A/S)(ES) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Em 16.02.2018, neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada pelo Município de São Joaquim da Barra para impugnar acórdão proferido pela 7ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região nos autos da reclamação trabalhista nº 0010884-98.2014.5.15.0117. 2. O acórdão reclamado manteve a sentença de primeira instância, que estendeu a servidora admitida por concurso público para o cargo de Babá (posteriormente denominado Educadora ) as vantagens remuneratórias previstas no plano de carreira do magistério público (Lei Municipal nº 144/2009), sob o fundamento de que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional . 3. O reclamante alega que o acórdão em questão afrontaria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA AGDO.(A/S) :ERIKA GOMES AMBROSIO PROC.(A/S)(ES) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Em 16.02.2018, neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada pelo Município de São Joaquim da Barra para impugnar acórdão proferido pela 7ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região nos autos da reclamação trabalhista nº 0010884-98.2014.5.15.0117. 2. O acórdão reclamado manteve a sentença de primeira instância, que estendeu a servidora admitida por concurso público para o cargo de Babá (posteriormente denominado Educadora ) as vantagens remuneratórias previstas no plano de carreira do magistério público (Lei Municipal nº 144/2009), sob o fundamento de que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional . 3. O reclamante alega que o acórdão em questão afrontaria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório RCL 29468 ED-AGR / SP a Súmula Vinculante nº 37 ( Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia ) e a Súmula Vinculante nº 43 ( É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido ). Requer, em sede liminar, a suspensão do processo, e, no mérito, a cassação do acórdão reclamado. 4. O órgão reclamado prestou informações (doc. 08). 5. É o relatório. Decido. 6. Dispenso a manifestação da Procuradoria-Geral da República, ante o caráter reiterado da matéria (RI/STF, art. 52, parágrafo único). Deixo de determinar a citação da parte beneficiária da decisão reclamada, por ser manifesta a inviabilidade do pedido. 7. Em se tratando de alegação de violação a enunciado de súmula vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 8. A Súmula Vinculante nº 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor público estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula nº 339/STF. Por sua vez, a Súmula Vinculante nº 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula nº 685/STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP a Súmula Vinculante nº 37 ( Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia ) e a Súmula Vinculante nº 43 ( É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido ). Requer, em sede liminar, a suspensão do processo, e, no mérito, a cassação do acórdão reclamado. 4. O órgão reclamado prestou informações (doc. 08). 5. É o relatório. Decido. 6. Dispenso a manifestação da Procuradoria-Geral da República, ante o caráter reiterado da matéria (RI/STF, art. 52, parágrafo único). Deixo de determinar a citação da parte beneficiária da decisão reclamada, por ser manifesta a inviabilidade do pedido. 7. Em se tratando de alegação de violação a enunciado de súmula vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 8. A Súmula Vinculante nº 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor público estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula nº 339/STF. Por sua vez, a Súmula Vinculante nº 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula nº 685/STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 29468 ED-AGR / SP 9. A situação dos autos distingue-se dos paradigmas. Com efeito, a decisão impugnada não assegurou à empregada pública o direito a diferenças salariais com base no princípio da isonomia ou por intermédio de seu enquadramento em carreira distinta. O pedido formulado na ação originária foi julgado procedente em razão do exercício efetivo de atividade de magistério. Confiram-se passagens do acórdão reclamado que confirmam esse entendimento: O Magistrado sentenciante deferiu a pretensão da autora, isto é, diferenças salariais advindas da inobservância da Lei Municipal n. 144/2009 (em termos concretos, inclusão no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal). Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). 10. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse mesmo sentido: Rcl 25.193 AgR, sob a minha relatoria; Rcl 24.185 ED-AgR, rel. Min. Luiz Fux, Rcl 27.754, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 23.934, rel. Min. Rosa Weber. 11. Por todo o exposto, com fundamento no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação , prejudicado o pedido liminar. 12. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP 9. A situação dos autos distingue-se dos paradigmas. Com efeito, a decisão impugnada não assegurou à empregada pública o direito a diferenças salariais com base no princípio da isonomia ou por intermédio de seu enquadramento em carreira distinta. O pedido formulado na ação originária foi julgado procedente em razão do exercício efetivo de atividade de magistério. Confiram-se passagens do acórdão reclamado que confirmam esse entendimento: O Magistrado sentenciante deferiu a pretensão da autora, isto é, diferenças salariais advindas da inobservância da Lei Municipal n. 144/2009 (em termos concretos, inclusão no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal). Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). 10. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse mesmo sentido: Rcl 25.193 AgR, sob a minha relatoria; Rcl 24.185 ED-AgR, rel. Min. Luiz Fux, Rcl 27.754, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 23.934, rel. Min. Rosa Weber. 11. Por todo o exposto, com fundamento no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação , prejudicado o pedido liminar. 12. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RCL 29468 ED-AGR / SP 2. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados, pelos seguintes fundamentos: “5. As alegações da parte embargante expressam inconformismo com a decisão impugnada, que não contém omissão, obscuridade, contradição ou inexatidão material. 6. Na hipótese, a decisão monocrática deixou claro que a situação dos autos distingue-se dos paradigmas apontados. 7. A Súmula Vinculante nº 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor público estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula nº 339/STF. Por sua vez, a Súmula Vinculante nº 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula nº 685/STF. 8. A decisão impugnada não assegurou à empregada pública o direito a diferenças salariais com base no princípio da isonomia ou pelo seu enquadramento em carreira distinta. O pedido formulado na ação originária foi julgado procedente em razão do exercício efetivo de atividade de magistério. Confiram-se passagens do acórdão reclamado que confirmam esse entendimento: O Magistrado sentenciante deferiu a pretensão da autora, isto é, diferenças salariais advindas da inobservância da Lei Municipal n. 144/2009 (em termos concretos, inclusão no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal). Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP 2. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados, pelos seguintes fundamentos: “5. As alegações da parte embargante expressam inconformismo com a decisão impugnada, que não contém omissão, obscuridade, contradição ou inexatidão material. 6. Na hipótese, a decisão monocrática deixou claro que a situação dos autos distingue-se dos paradigmas apontados. 7. A Súmula Vinculante nº 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor público estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula nº 339/STF. Por sua vez, a Súmula Vinculante nº 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula nº 685/STF. 8. A decisão impugnada não assegurou à empregada pública o direito a diferenças salariais com base no princípio da isonomia ou pelo seu enquadramento em carreira distinta. O pedido formulado na ação originária foi julgado procedente em razão do exercício efetivo de atividade de magistério. Confiram-se passagens do acórdão reclamado que confirmam esse entendimento: O Magistrado sentenciante deferiu a pretensão da autora, isto é, diferenças salariais advindas da inobservância da Lei Municipal n. 144/2009 (em termos concretos, inclusão no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal). Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RCL 29468 ED-AGR / SP As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). 9. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse mesmo sentido: Rcl 25.193 AgR, sob a minha relatoria; Rcl 24.185 ED-AgR, rel. Min. Luiz Fux, Rcl 27.754, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 23.934, rel. Min. Rosa Weber. 10. Saliento que não cabe a esta Corte, via reclamação, reanalisar os elementos de prova que conduziram à afirmação, pelo acórdão reclamado, da compatibilidade das funções exercidas pela reclamada com o carreira de Magistério Público municipal. 11. Além do mais, não houve pedido, na inicial, para o julgamento em conjunto da reclamação em análise com as Rcls 24.185, Rel. Min. Luiz Fux; 23.285, 24.012 e 24.051, de relatoria do Min. Celso de Mello; 23.934 e 25.165, Rel. Min. Rosa Weber; e 25.193, sob a minha relatoria. Desse modo, não há que se falar em omissão. 12. Assim, conclui-se que a parte embargante limita-se a insistir no acolhimento de teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. 13. Diante do exposto, com base no art. 1.024, § 2º, do CPC/2015, rejeito os embargos de declaração. Em razão do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplico, com fundamento no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, multa de 1% (um 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). 9. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse mesmo sentido: Rcl 25.193 AgR, sob a minha relatoria; Rcl 24.185 ED-AgR, rel. Min. Luiz Fux, Rcl 27.754, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 23.934, rel. Min. Rosa Weber. 10. Saliento que não cabe a esta Corte, via reclamação, reanalisar os elementos de prova que conduziram à afirmação, pelo acórdão reclamado, da compatibilidade das funções exercidas pela reclamada com o carreira de Magistério Público municipal. 11. Além do mais, não houve pedido, na inicial, para o julgamento em conjunto da reclamação em análise com as Rcls 24.185, Rel. Min. Luiz Fux; 23.285, 24.012 e 24.051, de relatoria do Min. Celso de Mello; 23.934 e 25.165, Rel. Min. Rosa Weber; e 25.193, sob a minha relatoria. Desse modo, não há que se falar em omissão. 12. Assim, conclui-se que a parte embargante limita-se a insistir no acolhimento de teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. 13. Diante do exposto, com base no art. 1.024, § 2º, do CPC/2015, rejeito os embargos de declaração. Em razão do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplico, com fundamento no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, multa de 1% (um 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RCL 29468 ED-AGR / SP por cento) sobre o valor atualizado da causa.” 3. No presente agravo interno, alega-se, inicialmente, não ser necessário o reexame de fatos e provas para a solução da controvérsia. A parte agravante defende que o enquadramento equivocado das premissas estabelecidas no acórdão viola as Sumulas Vinculantes 37 e 43, reiterando os argumentos apresentados na petição inicial. Pede a retirada da multa imposta por ocasião do julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão monocrática. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP por cento) sobre o valor atualizado da causa.” 3. No presente agravo interno, alega-se, inicialmente, não ser necessário o reexame de fatos e provas para a solução da controvérsia. A parte agravante defende que o enquadramento equivocado das premissas estabelecidas no acórdão viola as Sumulas Vinculantes 37 e 43, reiterando os argumentos apresentados na petição inicial. Pede a retirada da multa imposta por ocasião do julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão monocrática. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 SÃO PAULO VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, mas nego-lhe provimento. 2. A Súmula Vinculante 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula 339/STF. Já a Súmula Vinculante 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula 685/STF. 3. No entanto, a situação dos autos encontra peculiaridades que a retira do âmbito de incidência de ambas as súmulas vinculantes. Com efeito, o acórdão atacado não assegurou à reclamada o direito à diferença salarial com base no princípio da isonomia ou por meio do seu enquadramento em carreira distinta, mas sim em virtude de desvio de função. Vejam-se algumas passagens do mencionado acórdão, que confirmam este entendimento: “Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). Em voto da Desembargadora Dra. Antonia Regina Tancini Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 SÃO PAULO VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, mas nego-lhe provimento. 2. A Súmula Vinculante 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula 339/STF. Já a Súmula Vinculante 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula 685/STF. 3. No entanto, a situação dos autos encontra peculiaridades que a retira do âmbito de incidência de ambas as súmulas vinculantes. Com efeito, o acórdão atacado não assegurou à reclamada o direito à diferença salarial com base no princípio da isonomia ou por meio do seu enquadramento em carreira distinta, mas sim em virtude de desvio de função. Vejam-se algumas passagens do mencionado acórdão, que confirmam este entendimento: “Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). Em voto da Desembargadora Dra. Antonia Regina Tancini Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 29468 ED-AGR / SP Pestana, em situação simular, envolvendo o mesmo Município de São Joaquim da Barra, processo no. 0001652- 04.2010.5.15.0117, esta assim apontou: "A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional (Lei n.º 9394/96) estabelece: Art. 11º. Os Municípios incumbir-se-ão de: … V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. Art. 30. A educação infantil será oferecida em: I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; II - pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade Art. 62: A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal. Da simples leitura dos dispositivos transcritos, depreende- se que aquele que exerce o magistério na educação infantil, em creches ou entidades equivalentes, deve ter formação mínima de nível médio. No caso vertente, verifica-se pelo documento de fl. 56, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP Pestana, em situação simular, envolvendo o mesmo Município de São Joaquim da Barra, processo no. 0001652- 04.2010.5.15.0117, esta assim apontou: "A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional (Lei n.º 9394/96) estabelece: Art. 11º. Os Municípios incumbir-se-ão de: … V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. Art. 30. A educação infantil será oferecida em: I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; II - pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade Art. 62: A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal. Da simples leitura dos dispositivos transcritos, depreende- se que aquele que exerce o magistério na educação infantil, em creches ou entidades equivalentes, deve ter formação mínima de nível médio. No caso vertente, verifica-se pelo documento de fl. 56, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 29468 ED-AGR / SP o edital n.º 01/05 estabeleceu os seguintes requisitos para o candidato ao cargo de babá: "curso de magistério - nível médio ou curso superior de pedagogia licenciatura plena ou magistério superior". Assim, a nomeação da reclamante ao cargo que ocupa até a presente data, por si só, faz presumir a subsunção aos requisitos estabelecidos no certame, atendendo, por conseguinte, às disposições da LDB. Quanto às funções exercidas pela babá, agora educadora, destacam-se (fl. 57): Planejar, executar e avaliar as atividades educacionais e de assistência sanitária, alimentar, social das crianças, acompanhar, orientar, incentivar, registar em fichas apropriadas, avaliar o desenvolvimento das crianças e seus aspectos lúdicos, sociais, físicos, emocionais e intelectuais... Mencione-se, por oportuno, que a classificação do Código Brasileiro de Ocupações adotada pelo reclamado (código 5162- 05-babá) não condiz com as descrições acima, uma vez que, segundo o Ministério do Trabalho, a babá deve cuidar de bebês, crianças, jovens, adultos e idosos, a partir de objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida. Diante disso, evidencia-se que o concurso público realizado pela Municipalidade destinou-se, efetivamente, ao preenchimento de vaga de educador infantil, pelo que não verifico ofensa ao disposto no artigo 37, II, da CF. A questão, aliás, foi enfrentada pela jurista Alice Monteiro de Barros em sua obra Contratos e Regulamentações Especiais de Trabalho - Peculiaridades, Aspectos Controvertidos e Tendências, cujos fundamentos adoto: Discute-se, ainda, a possibilidade de integrar a categoria de professor o profissional habilitado que trabalha em berçários, creches e pré-escola (jardim de infância). Na primeira hipótese, não vemos como atribuir- lhe a condição de professor, mesmo porque suas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP o edital n.º 01/05 estabeleceu os seguintes requisitos para o candidato ao cargo de babá: "curso de magistério - nível médio ou curso superior de pedagogia licenciatura plena ou magistério superior". Assim, a nomeação da reclamante ao cargo que ocupa até a presente data, por si só, faz presumir a subsunção aos requisitos estabelecidos no certame, atendendo, por conseguinte, às disposições da LDB. Quanto às funções exercidas pela babá, agora educadora, destacam-se (fl. 57): Planejar, executar e avaliar as atividades educacionais e de assistência sanitária, alimentar, social das crianças, acompanhar, orientar, incentivar, registar em fichas apropriadas, avaliar o desenvolvimento das crianças e seus aspectos lúdicos, sociais, físicos, emocionais e intelectuais... Mencione-se, por oportuno, que a classificação do Código Brasileiro de Ocupações adotada pelo reclamado (código 5162- 05-babá) não condiz com as descrições acima, uma vez que, segundo o Ministério do Trabalho, a babá deve cuidar de bebês, crianças, jovens, adultos e idosos, a partir de objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida. Diante disso, evidencia-se que o concurso público realizado pela Municipalidade destinou-se, efetivamente, ao preenchimento de vaga de educador infantil, pelo que não verifico ofensa ao disposto no artigo 37, II, da CF. A questão, aliás, foi enfrentada pela jurista Alice Monteiro de Barros em sua obra Contratos e Regulamentações Especiais de Trabalho - Peculiaridades, Aspectos Controvertidos e Tendências, cujos fundamentos adoto: Discute-se, ainda, a possibilidade de integrar a categoria de professor o profissional habilitado que trabalha em berçários, creches e pré-escola (jardim de infância). Na primeira hipótese, não vemos como atribuir- lhe a condição de professor, mesmo porque suas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 29468 ED-AGR / SP atividades restringem-se basicamente aos cuidados com a alimentação, saúde e higiene da criança. Já nas creches e pré-escolas, entendemos perfeitamente possível enquadrar o professor que ali labora na condição de professor. Como afirmamos no início desse estudo, nas creches e pré- escolas dá-se o começo do ensino básico, ou seja, a educação infantil (art. 29 e 30 da Lei n. 9.394 de 1996). Ela compreende princípios e métodos necessários para proporcionar a iniciação do desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família. A educação infantil será oferecida em creches ou entidades equivalentes para crianças até três anos de idade; esses primeiros anos de vida da criança são de extrema relevância para o seu desenvolvimento; residem aí os aprendizados mais importantes da vida, como o andar, a fala, o temor, o prazer e a descoberta de si e dos outros. É por meio da interação com outras pessoas que a criança vai construindo suas características, entre as quais o modo de agir, pensar, sentir e sua visão do mundo, seu conhecimento. Para as crianças de quatro a seis anos, a educação infantil é oferecida em pré-escolas, que prestam atendimento educacional anterior à escolaridade elementar obrigatória. Nesse contexto, as creches e pré- escolas apresentam-se como estabelecimentos destinados ao desenvolvimento da criança, nos termos da Lei n. 9.394, de 1996, pois além de prestarem cuidados físicos, criam condições para o seu desenvolvimento cognitivo, simbólico, social e emocional. Deve-se observar que, em seu trabalho com as crianças, o educador enfrenta, muitas vezes, situações críticas, tais como as de oposição ao adulto, de birra, agressões e a curiosidade. Tais situações o deixam, com frequência, inseguro. Assim, faz-se necessário, além da tranquilidade e capacidade de negociação, conhecimentos de técnicas de ensino para, ao mesmo tempo, superar suas dificuldades e favorecer a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP atividades restringem-se basicamente aos cuidados com a alimentação, saúde e higiene da criança. Já nas creches e pré-escolas, entendemos perfeitamente possível enquadrar o professor que ali labora na condição de professor. Como afirmamos no início desse estudo, nas creches e pré- escolas dá-se o começo do ensino básico, ou seja, a educação infantil (art. 29 e 30 da Lei n. 9.394 de 1996). Ela compreende princípios e métodos necessários para proporcionar a iniciação do desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família. A educação infantil será oferecida em creches ou entidades equivalentes para crianças até três anos de idade; esses primeiros anos de vida da criança são de extrema relevância para o seu desenvolvimento; residem aí os aprendizados mais importantes da vida, como o andar, a fala, o temor, o prazer e a descoberta de si e dos outros. É por meio da interação com outras pessoas que a criança vai construindo suas características, entre as quais o modo de agir, pensar, sentir e sua visão do mundo, seu conhecimento. Para as crianças de quatro a seis anos, a educação infantil é oferecida em pré-escolas, que prestam atendimento educacional anterior à escolaridade elementar obrigatória. Nesse contexto, as creches e pré- escolas apresentam-se como estabelecimentos destinados ao desenvolvimento da criança, nos termos da Lei n. 9.394, de 1996, pois além de prestarem cuidados físicos, criam condições para o seu desenvolvimento cognitivo, simbólico, social e emocional. Deve-se observar que, em seu trabalho com as crianças, o educador enfrenta, muitas vezes, situações críticas, tais como as de oposição ao adulto, de birra, agressões e a curiosidade. Tais situações o deixam, com frequência, inseguro. Assim, faz-se necessário, além da tranquilidade e capacidade de negociação, conhecimentos de técnicas de ensino para, ao mesmo tempo, superar suas dificuldades e favorecer a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 29468 ED-AGR / SP aprendizagem e o desenvolvimento das crianças (2002, p. 347/348). No caso dos autos, as testemunhas confirmaram que a reclamante exercia suas atividades com os objetivos explicitados acima (fl. 239): que, além do cuidado pessoal com as crianças, depoente e reclamante também fazem diversas atividades pedagógicas com as crianças, sob a supervisão da coordenadora pedagógica, Sra. Claudia; (testemunha do reclamante) que a reclamante já elaborou projetos pedagógicos e ações didáticas, com características lúdicas, sem adentrar especificamente na alfabetização; (testemunha do reclamado) Ressalvo, por oportuno, que o fato da autora realizar exercícios lúdicos com as crianças em nada desmerece o caráter didático de seu labor, evidenciando, tão somente, que as atividades propostas guardam relação lógica com o nível de compreensão dos educandos, decorrentes da tenra idade". 4. Como se vê, o acórdão reclamado não realizou equiparação fundada no princípio da isonomia, nem transpôs servidora para cargo ou emprego diferente daquele para o qual prestara concurso. 5. Desta forma, reitero que as razões que fundamentaram o acórdão atacado não possuem aderência estrita às razões que justificaram a edição das Súmulas Vinculantes 37 e 43. E, consoante vem decidindo iterativamente o Supremo Tribunal Federal, a aderência estrita ao precedente vinculante é indispensável para a procedência da reclamação. Nesse sentido, v.g., as Rcl 23.132-AgR e Rcl 24.074-AgR, ambas sob a minha relatoria. 6. Ressalto que não cabe a esta Corte, via reclamação, reanalisar os elementos de prova que conduziram à afirmação, pelo acórdão reclamado, da compatibilidade das funções exercidas pela reclamada com o carreira de Magistério Público municipal. 7. Além do mais, não houve pedido, na petição inicial, para o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP aprendizagem e o desenvolvimento das crianças (2002, p. 347/348). No caso dos autos, as testemunhas confirmaram que a reclamante exercia suas atividades com os objetivos explicitados acima (fl. 239): que, além do cuidado pessoal com as crianças, depoente e reclamante também fazem diversas atividades pedagógicas com as crianças, sob a supervisão da coordenadora pedagógica, Sra. Claudia; (testemunha do reclamante) que a reclamante já elaborou projetos pedagógicos e ações didáticas, com características lúdicas, sem adentrar especificamente na alfabetização; (testemunha do reclamado) Ressalvo, por oportuno, que o fato da autora realizar exercícios lúdicos com as crianças em nada desmerece o caráter didático de seu labor, evidenciando, tão somente, que as atividades propostas guardam relação lógica com o nível de compreensão dos educandos, decorrentes da tenra idade". 4. Como se vê, o acórdão reclamado não realizou equiparação fundada no princípio da isonomia, nem transpôs servidora para cargo ou emprego diferente daquele para o qual prestara concurso. 5. Desta forma, reitero que as razões que fundamentaram o acórdão atacado não possuem aderência estrita às razões que justificaram a edição das Súmulas Vinculantes 37 e 43. E, consoante vem decidindo iterativamente o Supremo Tribunal Federal, a aderência estrita ao precedente vinculante é indispensável para a procedência da reclamação. Nesse sentido, v.g., as Rcl 23.132-AgR e Rcl 24.074-AgR, ambas sob a minha relatoria. 6. Ressalto que não cabe a esta Corte, via reclamação, reanalisar os elementos de prova que conduziram à afirmação, pelo acórdão reclamado, da compatibilidade das funções exercidas pela reclamada com o carreira de Magistério Público municipal. 7. Além do mais, não houve pedido, na petição inicial, para o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 29468 ED-AGR / SP julgamento em conjunto da reclamação em análise com as Rcls 24.185, Rel. Min. Luiz Fux; 23.285, 24.012 e 24.051, de relatoria do Min. Celso de Mello; 23.934 e 25.165, Rel. Min. Rosa Weber; e 25.193, sob a minha relatoria. Desse modo, não há que se falar em omissão. 8. Assim, conclui-se que a parte embargante limita-se a insistir no acolhimento de teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. 9. Por fim, tenho que não deve ser acolhido o pedido de afastamento da multa aplicada por ocasião do julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão monocrática por meio da qual neguei seguimento à reclamação. De acordo com o que registrei na ocasião, a parte agravante, então embargante, limitou-se a insistir no acolhimento das teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. Assim, encontravam-se presentes os pressupostos necessários à aplicação da penalidade prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, que tem por finalidade desestimular a interposição de recursos de caráter nitidamente protelatório. 10. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP julgamento em conjunto da reclamação em análise com as Rcls 24.185, Rel. Min. Luiz Fux; 23.285, 24.012 e 24.051, de relatoria do Min. Celso de Mello; 23.934 e 25.165, Rel. Min. Rosa Weber; e 25.193, sob a minha relatoria. Desse modo, não há que se falar em omissão. 8. Assim, conclui-se que a parte embargante limita-se a insistir no acolhimento de teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. 9. Por fim, tenho que não deve ser acolhido o pedido de afastamento da multa aplicada por ocasião do julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão monocrática por meio da qual neguei seguimento à reclamação. De acordo com o que registrei na ocasião, a parte agravante, então embargante, limitou-se a insistir no acolhimento das teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. Assim, encontravam-se presentes os pressupostos necessários à aplicação da penalidade prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015, que tem por finalidade desestimular a interposição de recursos de caráter nitidamente protelatório. 10. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA AGDO.(A/S) : ERIKA GOMES AMBROSIO PROC.(A/S)(ES) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993878 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA AGDO.(A/S) : ERIKA GOMES AMBROSIO PROC.(A/S)(ES) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993878 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15000755
2018-06-04T00:00:00
2018-06-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: Direito Processual Civil, Administrativo e do Trabalho. Agravo interno em embargos de declaração em reclamação. Ausência de aderência estrita. Desvio de função. Súmulas Vinculantes 37 e 43. 1. Não há estrita identidade entre a decisão reclamada, que assegurou a empregada o direito a diferença salarial decorrente de desvio de função, e os paradigmas invocados (Súmulas Vinculantes 37 e 43). Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime.
sjur386474
- Acórdão(s) citado(s): (SERVENTIA EXTRAJUDICIAL, PROVIMENTO) MS 28279 (TP), MS 28371 AgR (TP), MS 28440 ED-AgR (TP). (ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO) ADI 2602 (TP), ADI 4140 (TP), ADI 865 MC (TP), ADI 2891 MC (TP). (SERVENTIA EXTRAJUDICIAL, PRAZO DECADENCIAL) MS 28279 (TP), MS 28371 AgR (TP), MS 28273 AgR (TP). Número de páginas: 14. Análise: 20/06/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
29468
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00236 \"CAPUT\" PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009835 ANO-1994\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED LEI-010506 ANO-2002\n LEI ORDINÁRIA" ]
Rcl-ED-AgR
acordaos
Rcl 29468 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA AGDO.(A/S) : ERIKA GOMES AMBROSIO PROC.(A/S)(ES) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA AGDO.(A/S) :ERIKA GOMES AMBROSIO PROC.(A/S)(ES) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: DIREITO PROCESSUAL CIVIL, ADMINISTRATIVO E DO TRABALHO. AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA. DESVIO DE FUNÇÃO. SÚMULAS VINCULANTES 37 E 43. 1. Não há estrita identidade entre a decisão reclamada, que assegurou a empregada o direito a diferença salarial decorrente de desvio de função, e os paradigmas invocados (Súmulas Vinculantes 37 e 43). Precedentes. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de decisão unânime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de maio a 1 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983259. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA AGDO.(A/S) :ERIKA GOMES AMBROSIO PROC.(A/S)(ES) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Em 16.02.2018, neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada pelo Município de São Joaquim da Barra para impugnar acórdão proferido pela 7... Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região nos autos da reclamação trabalhista n 0010884-98.2014.5.15.0117. 2. O acórdão reclamado manteve a sentença de primeira instância, que estendeu a servidora admitida por concurso público para o cargo de Babá (posteriormente denominado Educadora ) as vantagens remuneratórias previstas no plano de carreira do magistério público (Lei Municipal n 144/2009), sob o fundamento de que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional . 3. O reclamante alega que o acórdão em questão afrontaria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA AGDO.(A/S) :ERIKA GOMES AMBROSIO PROC.(A/S)(ES) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Em 16.02.2018, neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizada pelo Município de São Joaquim da Barra para impugnar acórdão proferido pela 7... Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região nos autos da reclamação trabalhista n 0010884-98.2014.5.15.0117. 2. O acórdão reclamado manteve a sentença de primeira instância, que estendeu a servidora admitida por concurso público para o cargo de Babá (posteriormente denominado Educadora ) as vantagens remuneratórias previstas no plano de carreira do magistério público (Lei Municipal n 144/2009), sob o fundamento de que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional . 3. O reclamante alega que o acórdão em questão afrontaria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório RCL 29468 ED-AGR / SP a Súmula Vinculante n 37 ( Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia ) e a Súmula Vinculante n 43 ( É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido ). Requer, em sede liminar, a suspensão do processo, e, no mérito, a cassação do acórdão reclamado. 4. O órgão reclamado prestou informações (doc. 08). 5. É o relatório. Decido. 6. Dispenso a manifestação da Procuradoria-Geral da República, ante o caráter reiterado da matéria (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 52, parágrafo único). Deixo de determinar a citação da parte beneficiária da decisão reclamada, por ser manifesta a inviabilidade do pedido. 7. Em se tratando de alegação de violação a enunciado de súmula vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 8. A Súmula Vinculante n 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor público estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula n 339/Supremo Tribunal Federal. Por sua vez, a Súmula Vinculante n 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula n 685/Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP a Súmula Vinculante n 37 ( Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia ) e a Súmula Vinculante n 43 ( É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido ). Requer, em sede liminar, a suspensão do processo, e, no mérito, a cassação do acórdão reclamado. 4. O órgão reclamado prestou informações (doc. 08). 5. É o relatório. Decido. 6. Dispenso a manifestação da Procuradoria-Geral da República, ante o caráter reiterado da matéria (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 52, parágrafo único). Deixo de determinar a citação da parte beneficiária da decisão reclamada, por ser manifesta a inviabilidade do pedido. 7. Em se tratando de alegação de violação a enunciado de súmula vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 8. A Súmula Vinculante n 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor público estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula n 339/Supremo Tribunal Federal. Por sua vez, a Súmula Vinculante n 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula n 685/Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 29468 ED-AGR / SP 9. A situação dos autos distingue-se dos paradigmas. Com efeito, a decisão impugnada não assegurou à empregada pública o direito a diferenças salariais com base no princípio da isonomia ou por intermédio de seu enquadramento em carreira distinta. O pedido formulado na ação originária foi julgado procedente em razão do exercício efetivo de atividade de magistério. Confiram-se passagens do acórdão reclamado que confirmam esse entendimento: O Magistrado sentenciante deferiu a pretensão da autora, isto é, diferenças salariais advindas da inobservância da Lei Municipal n. 144/2009 (em termos concretos, inclusão no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal). Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). 10. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse mesmo sentido: Rcl 25.193 AgR, sob a minha relatoria; Rcl 24.185 ED-AgR, rel. Min. Luiz Fux, Rcl 27.754, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 23.934, rel. Min. Rosa Weber. 11. Por todo o exposto, com fundamento no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação , prejudicado o pedido liminar. 12. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP 9. A situação dos autos distingue-se dos paradigmas. Com efeito, a decisão impugnada não assegurou à empregada pública o direito a diferenças salariais com base no princípio da isonomia ou por intermédio de seu enquadramento em carreira distinta. O pedido formulado na ação originária foi julgado procedente em razão do exercício efetivo de atividade de magistério. Confiram-se passagens do acórdão reclamado que confirmam esse entendimento: O Magistrado sentenciante deferiu a pretensão da autora, isto é, diferenças salariais advindas da inobservância da Lei Municipal n. 144/2009 (em termos concretos, inclusão no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal). Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). 10. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse mesmo sentido: Rcl 25.193 AgR, sob a minha relatoria; Rcl 24.185 ED-AgR, rel. Min. Luiz Fux, Rcl 27.754, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 23.934, rel. Min. Rosa Weber. 11. Por todo o exposto, com fundamento no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação , prejudicado o pedido liminar. 12. Sem honorários, pois não houve contraditório efetivo.” 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RCL 29468 ED-AGR / SP 2. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados, pelos seguintes fundamentos: “5. As alegações da parte embargante expressam inconformismo com a decisão impugnada, que não contém omissão, obscuridade, contradição ou inexatidão material. 6. Na hipótese, a decisão monocrática deixou claro que a situação dos autos distingue-se dos paradigmas apontados. 7. A Súmula Vinculante n 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor público estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula n 339/Supremo Tribunal Federal. Por sua vez, a Súmula Vinculante n 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula n 685/Supremo Tribunal Federal. 8. A decisão impugnada não assegurou à empregada pública o direito a diferenças salariais com base no princípio da isonomia ou pelo seu enquadramento em carreira distinta. O pedido formulado na ação originária foi julgado procedente em razão do exercício efetivo de atividade de magistério. Confiram-se passagens do acórdão reclamado que confirmam esse entendimento: O Magistrado sentenciante deferiu a pretensão da autora, isto é, diferenças salariais advindas da inobservância da Lei Municipal n. 144/2009 (em termos concretos, inclusão no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal). Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP 2. Os embargos de declaração opostos foram rejeitados, pelos seguintes fundamentos: “5. As alegações da parte embargante expressam inconformismo com a decisão impugnada, que não contém omissão, obscuridade, contradição ou inexatidão material. 6. Na hipótese, a decisão monocrática deixou claro que a situação dos autos distingue-se dos paradigmas apontados. 7. A Súmula Vinculante n 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor público estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula n 339/Supremo Tribunal Federal. Por sua vez, a Súmula Vinculante n 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula n 685/Supremo Tribunal Federal. 8. A decisão impugnada não assegurou à empregada pública o direito a diferenças salariais com base no princípio da isonomia ou pelo seu enquadramento em carreira distinta. O pedido formulado na ação originária foi julgado procedente em razão do exercício efetivo de atividade de magistério. Confiram-se passagens do acórdão reclamado que confirmam esse entendimento: O Magistrado sentenciante deferiu a pretensão da autora, isto é, diferenças salariais advindas da inobservância da Lei Municipal n. 144/2009 (em termos concretos, inclusão no Plano de Carreira do Magistério Público Municipal). Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RCL 29468 ED-AGR / SP As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). 9. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse mesmo sentido: Rcl 25.193 AgR, sob a minha relatoria; Rcl 24.185 ED-AgR, rel. Min. Luiz Fux, Rcl 27.754, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 23.934, rel. Min. Rosa Weber. 10. Saliento que não cabe a esta Corte, via reclamação, reanalisar os elementos de prova que conduziram à afirmação, pelo acórdão reclamado, da compatibilidade das funções exercidas pela reclamada com o carreira de Magistério Público municipal. 11. Além do mais, não houve pedido, na inicial, para o julgamento em conjunto da reclamação em análise com as Rcls 24.185, Rel. Min. Luiz Fux; 23.285, 24.012 e 24.051, de relatoria do Min. Celso de Mello; 23.934 e 25.165, Rel. Min. Rosa Weber; e 25.193, sob a minha relatoria. Desse modo, não há que se falar em omissão. 12. Assim, conclui-se que a parte embargante limita-se a insistir no acolhimento de teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. 13. Diante do exposto, com base no art. 1.024, § 2..., do Código de Processo Civil/2015, rejeito os embargos de declaração. Em razão do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplico, com fundamento no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015, multa de 1% (um 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). 9. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e os paradigmas, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. Nesse mesmo sentido: Rcl 25.193 AgR, sob a minha relatoria; Rcl 24.185 ED-AgR, rel. Min. Luiz Fux, Rcl 27.754, rel. Min. Marco Aurélio; Rcl 23.934, rel. Min. Rosa Weber. 10. Saliento que não cabe a esta Corte, via reclamação, reanalisar os elementos de prova que conduziram à afirmação, pelo acórdão reclamado, da compatibilidade das funções exercidas pela reclamada com o carreira de Magistério Público municipal. 11. Além do mais, não houve pedido, na inicial, para o julgamento em conjunto da reclamação em análise com as Rcls 24.185, Rel. Min. Luiz Fux; 23.285, 24.012 e 24.051, de relatoria do Min. Celso de Mello; 23.934 e 25.165, Rel. Min. Rosa Weber; e 25.193, sob a minha relatoria. Desse modo, não há que se falar em omissão. 12. Assim, conclui-se que a parte embargante limita-se a insistir no acolhimento de teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. 13. Diante do exposto, com base no art. 1.024, § 2..., do Código de Processo Civil/2015, rejeito os embargos de declaração. Em razão do caráter manifestamente protelatório do recurso, aplico, com fundamento no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015, multa de 1% (um 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RCL 29468 ED-AGR / SP por cento) sobre o valor atualizado da causa.” 3. No presente agravo interno, alega-se, inicialmente, não ser necessário o reexame de fatos e provas para a solução da controvérsia. A parte agravante defende que o enquadramento equivocado das premissas estabelecidas no acórdão viola as Sumulas Vinculantes 37 e 43, reiterando os argumentos apresentados na petição inicial. Pede a retirada da multa imposta por ocasião do julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão monocrática. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP por cento) sobre o valor atualizado da causa.” 3. No presente agravo interno, alega-se, inicialmente, não ser necessário o reexame de fatos e provas para a solução da controvérsia. A parte agravante defende que o enquadramento equivocado das premissas estabelecidas no acórdão viola as Sumulas Vinculantes 37 e 43, reiterando os argumentos apresentados na petição inicial. Pede a retirada da multa imposta por ocasião do julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão monocrática. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 SÃO PAULO VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, mas nego-lhe provimento. 2. A Súmula Vinculante 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal. Já a Súmula Vinculante 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula 685/Supremo Tribunal Federal. 3. No entanto, a situação dos autos encontra peculiaridades que a retira do âmbito de incidência de ambas as súmulas vinculantes. Com efeito, o acórdão atacado não assegurou à reclamada o direito à diferença salarial com base no princípio da isonomia ou por meio do seu enquadramento em carreira distinta, mas sim em virtude de desvio de função. Vejam-se algumas passagens do mencionado acórdão, que confirmam este entendimento: “Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). Em voto da Desembargadora Dra. Antonia Regina Tancini Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 SÃO PAULO VOTO: O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR) 1. Conheço do agravo, mas nego-lhe provimento. 2. A Súmula Vinculante 37 foi editada após reiterados precedentes que afirmaram a impossibilidade de se estender vantagem a servidor estatutário com fundamento no princípio da isonomia, reproduzindo texto da Súmula 339/Supremo Tribunal Federal. Já a Súmula Vinculante 43 impede o provimento derivado de ocupantes de cargos públicos em outras carreiras, dotando de efeitos vinculantes o entendimento já consagrado na Súmula 685/Supremo Tribunal Federal. 3. No entanto, a situação dos autos encontra peculiaridades que a retira do âmbito de incidência de ambas as súmulas vinculantes. Com efeito, o acórdão atacado não assegurou à reclamada o direito à diferença salarial com base no princípio da isonomia ou por meio do seu enquadramento em carreira distinta, mas sim em virtude de desvio de função. Vejam-se algumas passagens do mencionado acórdão, que confirmam este entendimento: “Observe-se que a autora realmente exercia as funções de professora infantil, nos moldes estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional (id. 3135624). As atividades desempenhadas pela demandante junto as creches municipais, estavam jungidas ao conceito do trabalho então desenvolvido pelos profissionais de ensino em educação infantil, conforme constatado por ocasião da oitiva da testemunha Sra. Adriana Regina de Souza (id. 3136172 - prova emprestada). Em voto da Desembargadora Dra. Antonia Regina Tancini Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 29468 ED-AGR / SP Pestana, em situação simular, envolvendo o mesmo Município de São Joaquim da Barra, processo no. 0001652- 04.2010.5.15.0117, esta assim apontou: "A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional (Lei n. 9394/96) estabelece: Art. 11.... Os Municípios incumbir-se-ão de: … V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. Art. 30. A educação infantil será oferecida em: I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; II - pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade Art. 62: A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal. Da simples leitura dos dispositivos transcritos, depreende- se que aquele que exerce o magistério na educação infantil, em creches ou entidades equivalentes, deve ter formação mínima de nível médio. No caso vertente, verifica-se pelo documento de fl. 56, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP Pestana, em situação simular, envolvendo o mesmo Município de São Joaquim da Barra, processo no. 0001652- 04.2010.5.15.0117, esta assim apontou: "A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional (Lei n. 9394/96) estabelece: Art. 11.... Os Municípios incumbir-se-ão de: … V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. Art. 30. A educação infantil será oferecida em: I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; II - pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade Art. 62: A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal. Da simples leitura dos dispositivos transcritos, depreende- se que aquele que exerce o magistério na educação infantil, em creches ou entidades equivalentes, deve ter formação mínima de nível médio. No caso vertente, verifica-se pelo documento de fl. 56, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 29468 ED-AGR / SP o edital n. 01/05 estabeleceu os seguintes requisitos para o candidato ao cargo de babá: "curso de magistério - nível médio ou curso superior de pedagogia licenciatura plena ou magistério superior". Assim, a nomeação da reclamante ao cargo que ocupa até a presente data, por si só, faz presumir a subsunção aos requisitos estabelecidos no certame, atendendo, por conseguinte, às disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Quanto às funções exercidas pela babá, agora educadora, destacam-se (fl. 57): Planejar, executar e avaliar as atividades educacionais e de assistência sanitária, alimentar, social das crianças, acompanhar, orientar, incentivar, registar em fichas apropriadas, avaliar o desenvolvimento das crianças e seus aspectos lúdicos, sociais, físicos, emocionais e intelectuais... Mencione-se, por oportuno, que a classificação do Código Brasileiro de Ocupações adotada pelo reclamado (código 5162- 05-babá) não condiz com as descrições acima, uma vez que, segundo o Ministério do Trabalho, a babá deve cuidar de bebês, crianças, jovens, adultos e idosos, a partir de objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida. Diante disso, evidencia-se que o concurso público realizado pela Municipalidade destinou-se, efetivamente, ao preenchimento de vaga de educador infantil, pelo que não verifico ofensa ao disposto no artigo 37, II, da Constituição Federal de 1988. A questão, aliás, foi enfrentada pela jurista Alice Monteiro de Barros em sua obra Contratos e Regulamentações Especiais de Trabalho - Peculiaridades, Aspectos Controvertidos e Tendências, cujos fundamentos adoto: Discute-se, ainda, a possibilidade de integrar a categoria de professor o profissional habilitado que trabalha em berçários, creches e pré-escola (jardim de infância). Na primeira hipótese, não vemos como atribuir- lhe a condição de professor, mesmo porque suas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP o edital n. 01/05 estabeleceu os seguintes requisitos para o candidato ao cargo de babá: "curso de magistério - nível médio ou curso superior de pedagogia licenciatura plena ou magistério superior". Assim, a nomeação da reclamante ao cargo que ocupa até a presente data, por si só, faz presumir a subsunção aos requisitos estabelecidos no certame, atendendo, por conseguinte, às disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Quanto às funções exercidas pela babá, agora educadora, destacam-se (fl. 57): Planejar, executar e avaliar as atividades educacionais e de assistência sanitária, alimentar, social das crianças, acompanhar, orientar, incentivar, registar em fichas apropriadas, avaliar o desenvolvimento das crianças e seus aspectos lúdicos, sociais, físicos, emocionais e intelectuais... Mencione-se, por oportuno, que a classificação do Código Brasileiro de Ocupações adotada pelo reclamado (código 5162- 05-babá) não condiz com as descrições acima, uma vez que, segundo o Ministério do Trabalho, a babá deve cuidar de bebês, crianças, jovens, adultos e idosos, a partir de objetivos estabelecidos por instituições especializadas ou responsáveis diretos, zelando pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa assistida. Diante disso, evidencia-se que o concurso público realizado pela Municipalidade destinou-se, efetivamente, ao preenchimento de vaga de educador infantil, pelo que não verifico ofensa ao disposto no artigo 37, II, da Constituição Federal de 1988. A questão, aliás, foi enfrentada pela jurista Alice Monteiro de Barros em sua obra Contratos e Regulamentações Especiais de Trabalho - Peculiaridades, Aspectos Controvertidos e Tendências, cujos fundamentos adoto: Discute-se, ainda, a possibilidade de integrar a categoria de professor o profissional habilitado que trabalha em berçários, creches e pré-escola (jardim de infância). Na primeira hipótese, não vemos como atribuir- lhe a condição de professor, mesmo porque suas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 29468 ED-AGR / SP atividades restringem-se basicamente aos cuidados com a alimentação, saúde e higiene da criança. Já nas creches e pré-escolas, entendemos perfeitamente possível enquadrar o professor que ali labora na condição de professor. Como afirmamos no início desse estudo, nas creches e pré- escolas dá-se o começo do ensino básico, ou seja, a educação infantil (art. 29 e 30 da Lei n. 9.394 de 1996). Ela compreende princípios e métodos necessários para proporcionar a iniciação do desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família. A educação infantil será oferecida em creches ou entidades equivalentes para crianças até três anos de idade; esses primeiros anos de vida da criança são de extrema relevância para o seu desenvolvimento; residem aí os aprendizados mais importantes da vida, como o andar, a fala, o temor, o prazer e a descoberta de si e dos outros. É por meio da interação com outras pessoas que a criança vai construindo suas características, entre as quais o modo de agir, pensar, sentir e sua visão do mundo, seu conhecimento. Para as crianças de quatro a seis anos, a educação infantil é oferecida em pré-escolas, que prestam atendimento educacional anterior à escolaridade elementar obrigatória. Nesse contexto, as creches e pré- escolas apresentam-se como estabelecimentos destinados ao desenvolvimento da criança, nos termos da Lei n. 9.394, de 1996, pois além de prestarem cuidados físicos, criam condições para o seu desenvolvimento cognitivo, simbólico, social e emocional. Deve-se observar que, em seu trabalho com as crianças, o educador enfrenta, muitas vezes, situações críticas, tais como as de oposição ao adulto, de birra, agressões e a curiosidade. Tais situações o deixam, com frequência, inseguro. Assim, faz-se necessário, além da tranquilidade e capacidade de negociação, conhecimentos de técnicas de ensino para, ao mesmo tempo, superar suas dificuldades e favorecer a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP atividades restringem-se basicamente aos cuidados com a alimentação, saúde e higiene da criança. Já nas creches e pré-escolas, entendemos perfeitamente possível enquadrar o professor que ali labora na condição de professor. Como afirmamos no início desse estudo, nas creches e pré- escolas dá-se o começo do ensino básico, ou seja, a educação infantil (art. 29 e 30 da Lei n. 9.394 de 1996). Ela compreende princípios e métodos necessários para proporcionar a iniciação do desenvolvimento integral da criança, em seus aspectos físicos, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família. A educação infantil será oferecida em creches ou entidades equivalentes para crianças até três anos de idade; esses primeiros anos de vida da criança são de extrema relevância para o seu desenvolvimento; residem aí os aprendizados mais importantes da vida, como o andar, a fala, o temor, o prazer e a descoberta de si e dos outros. É por meio da interação com outras pessoas que a criança vai construindo suas características, entre as quais o modo de agir, pensar, sentir e sua visão do mundo, seu conhecimento. Para as crianças de quatro a seis anos, a educação infantil é oferecida em pré-escolas, que prestam atendimento educacional anterior à escolaridade elementar obrigatória. Nesse contexto, as creches e pré- escolas apresentam-se como estabelecimentos destinados ao desenvolvimento da criança, nos termos da Lei n. 9.394, de 1996, pois além de prestarem cuidados físicos, criam condições para o seu desenvolvimento cognitivo, simbólico, social e emocional. Deve-se observar que, em seu trabalho com as crianças, o educador enfrenta, muitas vezes, situações críticas, tais como as de oposição ao adulto, de birra, agressões e a curiosidade. Tais situações o deixam, com frequência, inseguro. Assim, faz-se necessário, além da tranquilidade e capacidade de negociação, conhecimentos de técnicas de ensino para, ao mesmo tempo, superar suas dificuldades e favorecer a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 29468 ED-AGR / SP aprendizagem e o desenvolvimento das crianças (2002, p. 347/348). No caso dos autos, as testemunhas confirmaram que a reclamante exercia suas atividades com os objetivos explicitados acima (fl. 239): que, além do cuidado pessoal com as crianças, depoente e reclamante também fazem diversas atividades pedagógicas com as crianças, sob a supervisão da coordenadora pedagógica, Sra. Claudia; (testemunha do reclamante) que a reclamante já elaborou projetos pedagógicos e ações didáticas, com características lúdicas, sem adentrar especificamente na alfabetização; (testemunha do reclamado) Ressalvo, por oportuno, que o fato da autora realizar exercícios lúdicos com as crianças em nada desmerece o caráter didático de seu labor, evidenciando, tão somente, que as atividades propostas guardam relação lógica com o nível de compreensão dos educandos, decorrentes da tenra idade". 4. Como se vê, o acórdão reclamado não realizou equiparação fundada no princípio da isonomia, nem transpôs servidora para cargo ou emprego diferente daquele para o qual prestara concurso. 5. Desta forma, reitero que as razões que fundamentaram o acórdão atacado não possuem aderência estrita às razões que justificaram a edição das Súmulas Vinculantes 37 e 43. E, consoante vem decidindo iterativamente o Supremo Tribunal Federal, a aderência estrita ao precedente vinculante é indispensável para a procedência da reclamação. Nesse sentido, v.g., as Rcl 23.132-AgR e Rcl 24.074-AgR, ambas sob a minha relatoria. 6. Ressalto que não cabe a esta Corte, via reclamação, reanalisar os elementos de prova que conduziram à afirmação, pelo acórdão reclamado, da compatibilidade das funções exercidas pela reclamada com o carreira de Magistério Público municipal. 7. Além do mais, não houve pedido, na petição inicial, para o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP aprendizagem e o desenvolvimento das crianças (2002, p. 347/348). No caso dos autos, as testemunhas confirmaram que a reclamante exercia suas atividades com os objetivos explicitados acima (fl. 239): que, além do cuidado pessoal com as crianças, depoente e reclamante também fazem diversas atividades pedagógicas com as crianças, sob a supervisão da coordenadora pedagógica, Sra. Claudia; (testemunha do reclamante) que a reclamante já elaborou projetos pedagógicos e ações didáticas, com características lúdicas, sem adentrar especificamente na alfabetização; (testemunha do reclamado) Ressalvo, por oportuno, que o fato da autora realizar exercícios lúdicos com as crianças em nada desmerece o caráter didático de seu labor, evidenciando, tão somente, que as atividades propostas guardam relação lógica com o nível de compreensão dos educandos, decorrentes da tenra idade". 4. Como se vê, o acórdão reclamado não realizou equiparação fundada no princípio da isonomia, nem transpôs servidora para cargo ou emprego diferente daquele para o qual prestara concurso. 5. Desta forma, reitero que as razões que fundamentaram o acórdão atacado não possuem aderência estrita às razões que justificaram a edição das Súmulas Vinculantes 37 e 43. E, consoante vem decidindo iterativamente o Supremo Tribunal Federal, a aderência estrita ao precedente vinculante é indispensável para a procedência da reclamação. Nesse sentido, v.g., as Rcl 23.132-AgR e Rcl 24.074-AgR, ambas sob a minha relatoria. 6. Ressalto que não cabe a esta Corte, via reclamação, reanalisar os elementos de prova que conduziram à afirmação, pelo acórdão reclamado, da compatibilidade das funções exercidas pela reclamada com o carreira de Magistério Público municipal. 7. Além do mais, não houve pedido, na petição inicial, para o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 29468 ED-AGR / SP julgamento em conjunto da reclamação em análise com as Rcls 24.185, Rel. Min. Luiz Fux; 23.285, 24.012 e 24.051, de relatoria do Min. Celso de Mello; 23.934 e 25.165, Rel. Min. Rosa Weber; e 25.193, sob a minha relatoria. Desse modo, não há que se falar em omissão. 8. Assim, conclui-se que a parte embargante limita-se a insistir no acolhimento de teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. 9. Por fim, tenho que não deve ser acolhido o pedido de afastamento da multa aplicada por ocasião do julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão monocrática por meio da qual neguei seguimento à reclamação. De acordo com o que registrei na ocasião, a parte agravante, então embargante, limitou-se a insistir no acolhimento das teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. Assim, encontravam-se presentes os pressupostos necessários à aplicação da penalidade prevista no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015, que tem por finalidade desestimular a interposição de recursos de caráter nitidamente protelatório. 10. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Supremo Tribunal Federal RCL 29468 ED-AGR / SP julgamento em conjunto da reclamação em análise com as Rcls 24.185, Rel. Min. Luiz Fux; 23.285, 24.012 e 24.051, de relatoria do Min. Celso de Mello; 23.934 e 25.165, Rel. Min. Rosa Weber; e 25.193, sob a minha relatoria. Desse modo, não há que se falar em omissão. 8. Assim, conclui-se que a parte embargante limita-se a insistir no acolhimento de teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. 9. Por fim, tenho que não deve ser acolhido o pedido de afastamento da multa aplicada por ocasião do julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão monocrática por meio da qual neguei seguimento à reclamação. De acordo com o que registrei na ocasião, a parte agravante, então embargante, limitou-se a insistir no acolhimento das teses manifestamente inadmissíveis, sem demonstrar a necessidade de integração da decisão ora impugnada. Assim, encontravam-se presentes os pressupostos necessários à aplicação da penalidade prevista no art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil/2015, que tem por finalidade desestimular a interposição de recursos de caráter nitidamente protelatório. 10. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14991436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA AGDO.(A/S) : ERIKA GOMES AMBROSIO PROC.(A/S)(ES) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993878 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 29.468 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA AGDO.(A/S) : ERIKA GOMES AMBROSIO PROC.(A/S)(ES) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993878 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 29 . 468", "reclamação trabalhista n 0010884", "-", "98", ".", "2014", "reclamação trabalhista n 0010884 - 98 . 2014 . 5 . 15 . 0117 .", "RCL 29468 ED", "Súmula Vinculante n 37", "Súmula Vinculante n 43", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "Súmula n 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 685 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 37", "Súmula Vinculante n 43", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "Súmula Vinculante n 37", "Súmula n 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 43", "Súmula n 685 / Supremo Tribunal Federal .", "RCL 29468 ED - AGR / SP", "Rcl 25 . 193 AgR", "Rcl 24 . 185 ED - AgR", "Rcl 27 . 754", "Rcl 23 . 934", "RCL 29468 ED - AGR / SP", "Rcl 25 . 193 AgR", "Rcl 24 . 185 ED - AgR", "Rcl 27 . 754", "Rcl 23 . 934", "RCL 29468 ED - AGR / SP", "Súmula Vinculante n 37", "Súmula n 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 43", "Súmula n 685 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 29468 ED", "-", "AGR / SP", "Súmula Vinculante n 37", "Súmula n 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 43", "Súmula n 685 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 29468 ED", "Rcl 25 . 193 AgR", "Rcl 24 . 185 ED - AgR", "Rcl 27 . 754", "Rcl 23 . 934", "Rcls 24 . 185", "RCL 29468 ED", "Rcl 25 . 193 AgR", "Rcl 24 . 185 ED - AgR", "Rcl 27 . 754", "Rcl 23 . 934", "Rcls 24 . 185", "RCL 29468 ED - AGR / SP", "RCL 29468 ED - AGR / SP", "Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 685 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 339 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 685 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 29468 ED", "-", "AGR / SP", "processo no . 0001652 - 04 . 2010 . 5 . 15 . 0117", "04", ".", "2010", ".", "RCL 29468", "RCL 29468 ED", "Rcl 23 . 132 - AgR", "Rcl 24 . 074 - AgR", "Rcl 23 . 132 - AgR", "Rcl 24 . 074 - AgR", "RCL 29468 ED", "RCL 29468 ED -", "AGR / SP", "Rcls 24 ." ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n 144 / 2009", "Lei de Diretrizes e Bases para", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n 144 / 2009", "Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n . 144 / 2009", "Lei de Diretrizes e", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n . 144 / 2009", "Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n . 144 / 2009", "Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal n . 144 / 2009", "Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 024 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 024 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Diretrizes e Bases para Educação Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional", "Lei n . 9394 / 96", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional", "Lei n . 9394 / 96", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Código Brasileiro de", "artigo 37 , II , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", "Código Brasileiro de Ocupações", "artigo 37 , II , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 e 30 da Lei n . 9 . 394", "Lei n . 9 . 394", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 e 30 da Lei n . 9 . 394", "Lei n . 9 . 394", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA", "MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA", "MUNICÍPIO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA", "MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA", "Município de São Joaquim da Barra", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "São Joaquim da Barra", "Pestana", "São Joaquim da Barra", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA", "MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA", "MUNICÍPIO DE SÃO JOAQUIM DA BARRA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15", "Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "7", ".", ".", ".", "Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 15 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Ministério do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "RCL", "ED", "-", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "ED", "-", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "ED", "-", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 . . .", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "ERIKA GOMES AMBROSIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ERIKA GOMES AMBROSIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ERIKA GOMES AMBROSIO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Adriana Regina de Souza", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Adriana Regina de Souza", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Adriana Regina de Souza", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Adriana Regina de Souza", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Adriana Regina de Souza", "Antonia Regina Tancini", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Adriana Regina de Souza", "Antonia Regina Tancini", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Alice Monteiro de Barros", "Alice Monteiro de Barros", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Claudia", "Claudia", "ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "ERIKA GOMES AMBROSIO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ERIKA GOMES AMBROSIO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2018", "25 de maio a", "1 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "16", ".", "02", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "16", ".", "02", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1996", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "1996", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 01/08/2018 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA E M E N T A: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI Nº 1.595/2011 EDITADA PELO ESTADO DO AMAPÁ – DIPLOMA LEGISLATIVO DE CARÁTER AUTORIZATIVO QUE, EMBORA VEICULADOR DE MATÉRIAS SUBMETIDAS, EM TEMA DE PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS LEIS, AO EXCLUSIVO PODER DE INSTAURAÇÃO DO CHEFE DO EXECUTIVO, RESULTOU, NÃO OBSTANTE, DE INICIATIVA PARLAMENTAR – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – REGIME JURÍDICO – REMUNERAÇÃO – LEI ESTADUAL QUE “AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALINHAR O SUBSÍDIO DOS SERVIDORES AGENTES E OFICIAIS DE POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO AMAPÁ” – USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA RESERVADO AO GOVERNADOR DO ESTADO – OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DE PODERES – INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL – REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA- -GERAL DA REPÚBLICA PELA INCONSTITUCIONALIDADE – AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. PROCESSO LEGISLATIVO E INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS – O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo legislativo, que resulte da usurpação de poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894319. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão ADI 4724 / AP de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do diploma legislativo eventualmente editado, ainda que este meramente autorize o Chefe do Poder Executivo a dispor sobre remuneração funcional e a intervir no regime jurídico dos agentes públicos. Situação ocorrente na espécie, em que o diploma legislativo estadual, de iniciativa parlamentar, incidiu em domínio constitucionalmente reservado à atuação do Chefe do Poder Executivo: regime jurídico dos servidores públicos e disciplina da remuneração funcional, com consequente aumento da despesa pública (RTJ 101/929 – RTJ 132/1059 – RTJ 170/383, v.g.). A usurpação da prerrogativa de instaurar o processo legislativo, por iniciativa parlamentar, mesmo que se cuide de simples autorização dada ao Governador do Estado para dispor sobre remuneração de servidores públicos locais e de, assim, tratar de matéria própria do regime jurídico dos agentes estatais, qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da norma que dele resulte. Precedentes. Doutrina. Nem mesmo eventual aquiescência do Chefe do Poder Executivo mediante sanção, expressa ou tácita, do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Insubsistência da Súmula nº 5/STF (formulada sob a égide da Constituição de 1946), em virtude da superveniente promulgação da Constituição Federal de 1988. Doutrina. Precedentes. SIGNIFICAÇÃO CONSTITUCIONAL DO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS (CIVIS E MILITARES) – A locução constitucional “regime jurídico dos servidores públicos” corresponde ao conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894319. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do diploma legislativo eventualmente editado, ainda que este meramente autorize o Chefe do Poder Executivo a dispor sobre remuneração funcional e a intervir no regime jurídico dos agentes públicos. Situação ocorrente na espécie, em que o diploma legislativo estadual, de iniciativa parlamentar, incidiu em domínio constitucionalmente reservado à atuação do Chefe do Poder Executivo: regime jurídico dos servidores públicos e disciplina da remuneração funcional, com consequente aumento da despesa pública (RTJ 101/929 – RTJ 132/1059 – RTJ 170/383, v.g.). A usurpação da prerrogativa de instaurar o processo legislativo, por iniciativa parlamentar, mesmo que se cuide de simples autorização dada ao Governador do Estado para dispor sobre remuneração de servidores públicos locais e de, assim, tratar de matéria própria do regime jurídico dos agentes estatais, qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da norma que dele resulte. Precedentes. Doutrina. Nem mesmo eventual aquiescência do Chefe do Poder Executivo mediante sanção, expressa ou tácita, do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Insubsistência da Súmula nº 5/STF (formulada sob a égide da Constituição de 1946), em virtude da superveniente promulgação da Constituição Federal de 1988. Doutrina. Precedentes. SIGNIFICAÇÃO CONSTITUCIONAL DO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS (CIVIS E MILITARES) – A locução constitucional “regime jurídico dos servidores públicos” corresponde ao conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Ementa e Acórdão ADI 4724 / AP das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Nessa matéria, o processo de formação das leis está sujeito, quanto à sua válida instauração, por efeito de expressa reserva constitucional, à exclusiva iniciativa do Chefe do Poder Executivo. Precedentes. ATUAÇÃO DO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO NO PROCESSO DE FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA DE CONSTITUCIONALIDADE – O Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em julgar procedente o pedido formulado na ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei n. 1.595, de 28/12/2011, do Estado do Amapá, nos termos do voto do Relator. O Ministro Marco Aurélio acompanhou o Relator com ressalva. Brasília, 1º de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894319. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Nessa matéria, o processo de formação das leis está sujeito, quanto à sua válida instauração, por efeito de expressa reserva constitucional, à exclusiva iniciativa do Chefe do Poder Executivo. Precedentes. ATUAÇÃO DO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO NO PROCESSO DE FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA DE CONSTITUCIONALIDADE – O Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em julgar procedente o pedido formulado na ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei n. 1.595, de 28/12/2011, do Estado do Amapá, nos termos do voto do Relator. O Ministro Marco Aurélio acompanhou o Relator com ressalva. Brasília, 1º de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Senhor Governador do Estado do Amapá ajuíza ação direta de inconstitucionalidade, impugnando a Lei nº 1.595/2011, que, editada por essa unidade da Federação, “Autoriza o Poder Executivo a realinhar o subsídio dos servidores agentes e oficiais de Polícia Civil do Estado do Amapá” (grifei). O autor da presente ação direta sustenta a inconstitucionalidade do diploma legislativo em questão, apoiando-se, para tanto, nas seguintes razões: “a) Da inconstitucionalidade de lei autorizativa que afronta o art. 61, § 1º, inciso II, alínea ‘a’: No campo da competência de iniciativa de projetos de lei, o artigo 61, § 1º, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal dá ao mesmo Chefe do Executivo a prerrogativa e o direito À INICIATIVA nos projetos de leis que disponham sobre ‘criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica OU AUMENTO DE SUA REMUNERAÇÃO’. Transcrevamo-los: ‘Art. 61 – (…) § 1º – São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: ….......................................................................................... Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Supremo Tribunal Federal AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Senhor Governador do Estado do Amapá ajuíza ação direta de inconstitucionalidade, impugnando a Lei nº 1.595/2011, que, editada por essa unidade da Federação, “Autoriza o Poder Executivo a realinhar o subsídio dos servidores agentes e oficiais de Polícia Civil do Estado do Amapá” (grifei). O autor da presente ação direta sustenta a inconstitucionalidade do diploma legislativo em questão, apoiando-se, para tanto, nas seguintes razões: “a) Da inconstitucionalidade de lei autorizativa que afronta o art. 61, § 1º, inciso II, alínea ‘a’: No campo da competência de iniciativa de projetos de lei, o artigo 61, § 1º, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal dá ao mesmo Chefe do Executivo a prerrogativa e o direito À INICIATIVA nos projetos de leis que disponham sobre ‘criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica OU AUMENTO DE SUA REMUNERAÇÃO’. Transcrevamo-los: ‘Art. 61 – (…) § 1º – São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: ….......................................................................................... Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório ADI 4724 / AP II – disponham sobre: a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica OU AUMENTO DE SUA REMUNERAÇÃO’. A lei guerreada é de natureza autorizativa, tipo de norma que afronta competência privativa do Poder Executivo (art. 61, § 1º) e tem no Decreto nº 4.176, de 2002, seu detalhamento, porque dispõe em seu art. 10: ‘Art. 10. O projeto de lei não estabelecerá autorização legislativa pura ou incondicionada.’ …...................................................................................................... É esse o caráter da Lei aqui em análise, autorizativa, e, portanto, neste caso, apresenta-se inconstitucional, fundamentalmente quando trata de remuneração de servidores, de modo que o Poder Legislativo autoriza ao Poder Executivo que trate de assunto remuneratório afeto ao seu quadro, aos seus servidores, usurpando-lhe as competências que, constitucionalmente, lhe são determinadas, efetivamente, legislando e impondo obrigações e responsabilidade, sob o manto inconstitucional da autorização legislativa. …...................................................................................................... Conclui-se que a Lei acometida de vício de iniciativa flagrantemente acarreta lesão ao ‘princípio da independência e harmonia entre os poderes’, previsto no artigo 2º da Constituição Federal, sendo, pois, norma primária e fundamental da Democracia, agora com reforçada visão do Supremo Tribunal Federal. …...................................................................................................... A lei guerreada insurge-se, ainda, contra preceitos da Constituição Federal, afrontando os incisos I e II do § 1º do artigo 169, invadindo a competência privativa e a competência exclusiva do Governador do Estado. …...................................................................................................... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP II – disponham sobre: a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica OU AUMENTO DE SUA REMUNERAÇÃO’. A lei guerreada é de natureza autorizativa, tipo de norma que afronta competência privativa do Poder Executivo (art. 61, § 1º) e tem no Decreto nº 4.176, de 2002, seu detalhamento, porque dispõe em seu art. 10: ‘Art. 10. O projeto de lei não estabelecerá autorização legislativa pura ou incondicionada.’ …...................................................................................................... É esse o caráter da Lei aqui em análise, autorizativa, e, portanto, neste caso, apresenta-se inconstitucional, fundamentalmente quando trata de remuneração de servidores, de modo que o Poder Legislativo autoriza ao Poder Executivo que trate de assunto remuneratório afeto ao seu quadro, aos seus servidores, usurpando-lhe as competências que, constitucionalmente, lhe são determinadas, efetivamente, legislando e impondo obrigações e responsabilidade, sob o manto inconstitucional da autorização legislativa. …...................................................................................................... Conclui-se que a Lei acometida de vício de iniciativa flagrantemente acarreta lesão ao ‘princípio da independência e harmonia entre os poderes’, previsto no artigo 2º da Constituição Federal, sendo, pois, norma primária e fundamental da Democracia, agora com reforçada visão do Supremo Tribunal Federal. …...................................................................................................... A lei guerreada insurge-se, ainda, contra preceitos da Constituição Federal, afrontando os incisos I e II do § 1º do artigo 169, invadindo a competência privativa e a competência exclusiva do Governador do Estado. …...................................................................................................... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório ADI 4724 / AP Qualquer que seja o mérito do assunto, o fato irretorquível é que a lei está lidando com conteúdo de competência privativa do Governador, quanto à matéria e quanto à iniciativa de projetos de leis da espécie. Sobretudo por estar elastecendo valor remuneratório e dispondo sobre servidores públicos (realinhando o subsídio dos agentes e oficiais de Polícia Civil). Só ele (Poder Executivo) poderia fazê-lo. Destarte, há um patente vício de iniciativa. E isso tanto à vista da Constituição Estadual como, principal e originariamente, da Constituição Federal, nutriz da Constituição Estadual na matéria, em tudo por tudo. A Lei atacada interfere em atribuições e competências privativas do Chefe do Executivo, mister que é deferido à competência de iniciativa do Poder Executivo, como visto no texto constitucional retro-transcrito. Ao fazê-lo, o projeto afrontava e a lei dele resultante (a lei atacada) afronta esse dispositivo porque solapou a competência de iniciativa do Poder Executivo, o que equivale a uma inconstitucional quebra de também outro princípio constitucional, o da independência entre os Poderes (art. 2º da Constituição Federal). É que está clara a tentativa de o ‘Legislativo governar, ou melhor, querer administrar’, em desacato à competência do Poder Executivo, a quem compete administrar e governar, no sentido, inclusive de ter a prerrogativa de gerar iniciativa de projetos de leis, tanto quanto a matéria represente encargo seu (servidores públicos, organização e estrutura administrativa, leis orçamentárias, etc).” (grifei) A Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, ao prestar as informações que lhe foram solicitadas, limitou-se a sustentar a validade constitucional do diploma legislativo ora questionado. O eminente Advogado-Geral da União à época, ao pronunciar-se nestes autos, manifestou-se pela procedência da presente ação direta de inconstitucionalidade. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP Qualquer que seja o mérito do assunto, o fato irretorquível é que a lei está lidando com conteúdo de competência privativa do Governador, quanto à matéria e quanto à iniciativa de projetos de leis da espécie. Sobretudo por estar elastecendo valor remuneratório e dispondo sobre servidores públicos (realinhando o subsídio dos agentes e oficiais de Polícia Civil). Só ele (Poder Executivo) poderia fazê-lo. Destarte, há um patente vício de iniciativa. E isso tanto à vista da Constituição Estadual como, principal e originariamente, da Constituição Federal, nutriz da Constituição Estadual na matéria, em tudo por tudo. A Lei atacada interfere em atribuições e competências privativas do Chefe do Executivo, mister que é deferido à competência de iniciativa do Poder Executivo, como visto no texto constitucional retro-transcrito. Ao fazê-lo, o projeto afrontava e a lei dele resultante (a lei atacada) afronta esse dispositivo porque solapou a competência de iniciativa do Poder Executivo, o que equivale a uma inconstitucional quebra de também outro princípio constitucional, o da independência entre os Poderes (art. 2º da Constituição Federal). É que está clara a tentativa de o ‘Legislativo governar, ou melhor, querer administrar’, em desacato à competência do Poder Executivo, a quem compete administrar e governar, no sentido, inclusive de ter a prerrogativa de gerar iniciativa de projetos de leis, tanto quanto a matéria represente encargo seu (servidores públicos, organização e estrutura administrativa, leis orçamentárias, etc).” (grifei) A Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, ao prestar as informações que lhe foram solicitadas, limitou-se a sustentar a validade constitucional do diploma legislativo ora questionado. O eminente Advogado-Geral da União à época, ao pronunciar-se nestes autos, manifestou-se pela procedência da presente ação direta de inconstitucionalidade. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Relatório ADI 4724 / AP O eminente Senhor Procurador-Geral da República, por sua vez, opinou pela inconstitucionalidade da lei estadual ora impugnada, fazendo-o em manifestação que está assim ementada: “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei 1.595, de 28 de dezembro de 2011, do Estado do Amapá. Norma de iniciativa parlamentar que autoriza o Poder Executivo a conceder aumento aos subsídios dos agentes e oficiais da Polícia Civil, vinculando-os aos subsídios dos delegados de polícia. 1. Mérito: 1.1 Matéria de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, alínea ‘a’, da Constituição Federal. 1.2 Vedação constitucional de vinculação ou equiparação remuneratória entre servidores de carreiras diversas (art. 37, XIII, da Carta Política). Parecer pela procedência do pedido.” (grifei) Este é o relatório, de cujo texto a Secretaria remeterá cópia a todos os Senhores Ministros deste Egrégio Tribunal (Lei nº 9.868/99, art. 9º, “caput”; RISTF, art. 172). _____________________________________ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP O eminente Senhor Procurador-Geral da República, por sua vez, opinou pela inconstitucionalidade da lei estadual ora impugnada, fazendo-o em manifestação que está assim ementada: “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei 1.595, de 28 de dezembro de 2011, do Estado do Amapá. Norma de iniciativa parlamentar que autoriza o Poder Executivo a conceder aumento aos subsídios dos agentes e oficiais da Polícia Civil, vinculando-os aos subsídios dos delegados de polícia. 1. Mérito: 1.1 Matéria de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, alínea ‘a’, da Constituição Federal. 1.2 Vedação constitucional de vinculação ou equiparação remuneratória entre servidores de carreiras diversas (art. 37, XIII, da Carta Política). Parecer pela procedência do pedido.” (grifei) Este é o relatório, de cujo texto a Secretaria remeterá cópia a todos os Senhores Ministros deste Egrégio Tribunal (Lei nº 9.868/99, art. 9º, “caput”; RISTF, art. 172). _____________________________________ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 01/08/2018 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Destaco, inicialmente, a plena legitimidade do comportamento processual do Senhor Advogado-Geral da União, cujo pronunciamento favorável à procedência da presente ação direta tem suporte na orientação jurisprudencial que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou em diversos precedentes (RTJ 213/436-438 – ADI 341/PR – ADI 1.440/SC, v.g.). A jurisprudência desta Suprema Corte já se consolidou no sentido de que o Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender, incondicionalmente, o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional: “ATUAÇÃO DO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO NO PROCESSO DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – O Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional. Precedentes.” (ADI 2.681-MC/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Destaco, inicialmente, a plena legitimidade do comportamento processual do Senhor Advogado-Geral da União, cujo pronunciamento favorável à procedência da presente ação direta tem suporte na orientação jurisprudencial que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou em diversos precedentes (RTJ 213/436-438 – ADI 341/PR – ADI 1.440/SC, v.g.). A jurisprudência desta Suprema Corte já se consolidou no sentido de que o Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender, incondicionalmente, o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional: “ATUAÇÃO DO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO NO PROCESSO DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – O Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional. Precedentes.” (ADI 2.681-MC/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP Vale rememorar, no ponto, que o Supremo Tribunal Federal, por mais de uma vez, já teve a oportunidade de advertir que “o Advogado-Geral da União não está obrigado a defender tese jurídica se sobre ela esta Corte já fixou entendimento pela sua inconstitucionalidade” (ADI 1.616/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei). Esse entendimento jurisprudencial veio a ser reafirmado nos julgamentos da ADI 2.101/MS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, e da ADI 3.916/DF, Rel. Min. EROS GRAU. Incensurável, desse modo, sob a perspectiva de suas funções no processo de fiscalização normativa abstrata, o pronunciamento que, nestes autos, manifestou o Senhor Advogado-Geral da União. Prosseguindo neste julgamento, Senhora Presidente, tenho por formalmente inconstitucional a Lei nº 1.595/2011 editada pelo Estado do Amapá, eis que configurada, na espécie, hipótese de usurpação do poder de iniciativa atribuído ao Chefe do Poder Executivo local, considerado o fato de que o diploma legislativo em questão, resultante de projeto apresentado por Deputado Estadual, além de envolver autorização para aumento da despesa pública, também veicula matéria inerente ao regime jurídico de servidores públicos. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao examinar a controvérsia ora em julgamento, tem reiteradamente advertido que “O modelo estruturador do processo legislativo, tal como delineado em seus aspectos fundamentais pela Carta da República, impõe-se, enquanto padrão normativo de compulsório atendimento, à observância incondicional dos Estados-membros” (RTJ 170/792, Rel. Min. CELSO DE MELLO). A disciplina normativa pertinente à concessão, a servidores públicos estaduais vinculados ao Poder Executivo, de vantagens pecuniárias ou de benefícios funcionais onerosos traduz matéria que se insere, por efeito de sua natureza mesma, na esfera de exclusiva iniciativa do Chefe do Poder 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP Vale rememorar, no ponto, que o Supremo Tribunal Federal, por mais de uma vez, já teve a oportunidade de advertir que “o Advogado-Geral da União não está obrigado a defender tese jurídica se sobre ela esta Corte já fixou entendimento pela sua inconstitucionalidade” (ADI 1.616/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei). Esse entendimento jurisprudencial veio a ser reafirmado nos julgamentos da ADI 2.101/MS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, e da ADI 3.916/DF, Rel. Min. EROS GRAU. Incensurável, desse modo, sob a perspectiva de suas funções no processo de fiscalização normativa abstrata, o pronunciamento que, nestes autos, manifestou o Senhor Advogado-Geral da União. Prosseguindo neste julgamento, Senhora Presidente, tenho por formalmente inconstitucional a Lei nº 1.595/2011 editada pelo Estado do Amapá, eis que configurada, na espécie, hipótese de usurpação do poder de iniciativa atribuído ao Chefe do Poder Executivo local, considerado o fato de que o diploma legislativo em questão, resultante de projeto apresentado por Deputado Estadual, além de envolver autorização para aumento da despesa pública, também veicula matéria inerente ao regime jurídico de servidores públicos. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao examinar a controvérsia ora em julgamento, tem reiteradamente advertido que “O modelo estruturador do processo legislativo, tal como delineado em seus aspectos fundamentais pela Carta da República, impõe-se, enquanto padrão normativo de compulsório atendimento, à observância incondicional dos Estados-membros” (RTJ 170/792, Rel. Min. CELSO DE MELLO). A disciplina normativa pertinente à concessão, a servidores públicos estaduais vinculados ao Poder Executivo, de vantagens pecuniárias ou de benefícios funcionais onerosos traduz matéria que se insere, por efeito de sua natureza mesma, na esfera de exclusiva iniciativa do Chefe do Poder 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP Executivo, em face da cláusula de reserva inscrita no art. 61, § 1º, II, “a” e “c”, da Constituição da República, que consagra princípio fundamental inteiramente aplicável, em tema de processo legislativo , aos Estados- -membros (RTJ 150/341 , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RTJ 150/482 , Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 155/22 , Rel. Min. CÉLIO BORJA – RTJ 156/777 , Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 156/788 , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RTJ 174/75, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RTJ 178/621, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 185/408-409, Rel. Min. ELLEN GRACIE – ADI 1.060-MC/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – ADI 1.729-MC/RN , Rel. Min. NELSON JOBIM – ADI 1.730-MC/RS , Rel. Min. MOREIRA ALVES – ADI 2.115-MC/RS , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 2.336-MC/SC , Rel. Min. NELSON JOBIM – ADI 2.400-MC/SC , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 2.417- -MC/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – ADI 2.569/CE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.): “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADES FORMAL E MATERIAL DOS ARTS. 4º E 5º DA LEI N. 227/1989, DO ESTADO DE RONDÔNIA. AFRONTA AOS ARTS. 25, 37, INC. X E XIII, 61, § 1º, INC. I, ALÍNEA ‘A’, E 63 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 1. Inconstitucionalidade formal dos arts. 4º e 5º da Lei n. 227/1989, que desencadeiam aumento de despesa pública em matéria de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo. Afronta aos arts. 25; 61, § 1º, inc. I, alínea ‘a’; e 63 da Constituição da República. 2. Inconstitucionalidade material dos arts. 4º e 5º da Lei n. 227/1989, ao impor vinculação dos valores remuneratórios dos servidores rondonienses com aqueles fixados pela União para os seus servidores (art. 37, inc. XIII, da Constituição da República). 3. Afronta ao art. 37, inc. X, da Constituição da República, que exige a edição de lei específica para a fixação de remuneração de servidores públicos, o que não se mostrou compatível com o disposto na Lei estadual n. 227/89. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP Executivo, em face da cláusula de reserva inscrita no art. 61, § 1º, II, “a” e “c”, da Constituição da República, que consagra princípio fundamental inteiramente aplicável, em tema de processo legislativo , aos Estados- -membros (RTJ 150/341 , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RTJ 150/482 , Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 155/22 , Rel. Min. CÉLIO BORJA – RTJ 156/777 , Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 156/788 , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RTJ 174/75, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RTJ 178/621, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 185/408-409, Rel. Min. ELLEN GRACIE – ADI 1.060-MC/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – ADI 1.729-MC/RN , Rel. Min. NELSON JOBIM – ADI 1.730-MC/RS , Rel. Min. MOREIRA ALVES – ADI 2.115-MC/RS , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 2.336-MC/SC , Rel. Min. NELSON JOBIM – ADI 2.400-MC/SC , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 2.417- -MC/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – ADI 2.569/CE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.): “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADES FORMAL E MATERIAL DOS ARTS. 4º E 5º DA LEI N. 227/1989, DO ESTADO DE RONDÔNIA. AFRONTA AOS ARTS. 25, 37, INC. X E XIII, 61, § 1º, INC. I, ALÍNEA ‘A’, E 63 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 1. Inconstitucionalidade formal dos arts. 4º e 5º da Lei n. 227/1989, que desencadeiam aumento de despesa pública em matéria de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo. Afronta aos arts. 25; 61, § 1º, inc. I, alínea ‘a’; e 63 da Constituição da República. 2. Inconstitucionalidade material dos arts. 4º e 5º da Lei n. 227/1989, ao impor vinculação dos valores remuneratórios dos servidores rondonienses com aqueles fixados pela União para os seus servidores (art. 37, inc. XIII, da Constituição da República). 3. Afronta ao art. 37, inc. X, da Constituição da República, que exige a edição de lei específica para a fixação de remuneração de servidores públicos, o que não se mostrou compatível com o disposto na Lei estadual n. 227/89. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP 4. Competência privativa do Estado para legislar sobre política remuneratória de seus servidores. Autonomia dos Estados-membros. Precedentes. 5. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (RTJ 204/941, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO LEGISLATIVO: INICIATIVA LEGISLATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. C.F., art. 61, § 1º, II, ‘c’. INICIATIVA LEGISLATIVA RESERVADA A OUTRO PODER: PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. C.F., art. 2º. I. – As regras básicas do processo legislativo federal são de observância obrigatória pelos Estados-membros e Municípios. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. II. – Leis que disponham sobre servidores públicos são de iniciativa reservada ao Chefe do Poder Executivo (C.F., art. 61, § 1º, II, ‘a’, ‘c’, ‘f’), à Câmara dos Deputados (C.F., art. 51, IV), ao Senado Federal (C.F., art. 52, XIII), ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça (C.F., art. 96, II, ‘b’). III. – Lei de iniciativa reservada a outro poder: não-observância: ofensa ao princípio da separação dos poderes (C.F., art. 2º). IV. – Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 2.731/ES, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “(...) 1. Ao alterar a jornada de trabalho de categorias específicas, a Lei 751/03, de iniciativa parlamentar, cuidou do regime jurídico de servidores estaduais, e, com isso, incursionou indevidamente em domínio temático cuja iniciativa é reservada ao Chefe do Poder Executivo, nos termos do art. 61, II, § 1º, ‘c’, da CF. Precedentes. 2. O sancionamento tácito do Governador do Estado do Amapá em exercício ao projeto que resultou na Lei estadual 751/03 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP 4. Competência privativa do Estado para legislar sobre política remuneratória de seus servidores. Autonomia dos Estados-membros. Precedentes. 5. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (RTJ 204/941, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO LEGISLATIVO: INICIATIVA LEGISLATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. C.F., art. 61, § 1º, II, ‘c’. INICIATIVA LEGISLATIVA RESERVADA A OUTRO PODER: PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. C.F., art. 2º. I. – As regras básicas do processo legislativo federal são de observância obrigatória pelos Estados-membros e Municípios. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. II. – Leis que disponham sobre servidores públicos são de iniciativa reservada ao Chefe do Poder Executivo (C.F., art. 61, § 1º, II, ‘a’, ‘c’, ‘f’), à Câmara dos Deputados (C.F., art. 51, IV), ao Senado Federal (C.F., art. 52, XIII), ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça (C.F., art. 96, II, ‘b’). III. – Lei de iniciativa reservada a outro poder: não-observância: ofensa ao princípio da separação dos poderes (C.F., art. 2º). IV. – Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 2.731/ES, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “(...) 1. Ao alterar a jornada de trabalho de categorias específicas, a Lei 751/03, de iniciativa parlamentar, cuidou do regime jurídico de servidores estaduais, e, com isso, incursionou indevidamente em domínio temático cuja iniciativa é reservada ao Chefe do Poder Executivo, nos termos do art. 61, II, § 1º, ‘c’, da CF. Precedentes. 2. O sancionamento tácito do Governador do Estado do Amapá em exercício ao projeto que resultou na Lei estadual 751/03 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP não tem o condão de convalidar o vício de iniciativa originário. Precedentes. 3. Ação direta de inconstitucionalidade parcialmente conhecida e, nesta parte, julgada procedente.” (ADI 3.627/AP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “(...) 2. Viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, ‘a’, extensível aos Estados- -Membros por força do art. 25 da CF) a concessão de gratificação a policiais militares integrantes de assessoria militar junto ao Tribunal de Contas estadual. O exercício funcional junto a outros órgãos ou Poderes não desnatura o vínculo entre esses servidores e seu cargo e órgão de origem. 3. Ação julgada procedente.” (ADI 5.004/AL, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – grifei) Na realidade, e consoante tem decidido esta Suprema Corte (RTJ 146/388, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), a definição do poder de instauração do processo legislativo, de um lado, e a designação das hipóteses de reserva de iniciativa em favor do Chefe do Poder Executivo, de outro, derivam de postulados que, inscritos na Carta da República, impõem-se à compulsória observância das demais unidades federadas (Estados-membros, Distrito Federal e Municípios). Esse entendimento jurisprudencial reflete o magistério da doutrina (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Do Processo Legislativo”, p. 244, item n. 161-B, 3ª ed., 1995, Saraiva, v.g.) que, ao discutir a questão da aplicabilidade aos Estados-membros dos princípios gerais consagrados pela Constituição Federal em tema de processo legislativo, identifica entre os postulados de caráter vinculante precisamente aquele concernente à reserva de iniciativa, em situações e em hipóteses análogas às definidas pela Carta da República. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP não tem o condão de convalidar o vício de iniciativa originário. Precedentes. 3. Ação direta de inconstitucionalidade parcialmente conhecida e, nesta parte, julgada procedente.” (ADI 3.627/AP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “(...) 2. Viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, ‘a’, extensível aos Estados- -Membros por força do art. 25 da CF) a concessão de gratificação a policiais militares integrantes de assessoria militar junto ao Tribunal de Contas estadual. O exercício funcional junto a outros órgãos ou Poderes não desnatura o vínculo entre esses servidores e seu cargo e órgão de origem. 3. Ação julgada procedente.” (ADI 5.004/AL, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – grifei) Na realidade, e consoante tem decidido esta Suprema Corte (RTJ 146/388, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), a definição do poder de instauração do processo legislativo, de um lado, e a designação das hipóteses de reserva de iniciativa em favor do Chefe do Poder Executivo, de outro, derivam de postulados que, inscritos na Carta da República, impõem-se à compulsória observância das demais unidades federadas (Estados-membros, Distrito Federal e Municípios). Esse entendimento jurisprudencial reflete o magistério da doutrina (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Do Processo Legislativo”, p. 244, item n. 161-B, 3ª ed., 1995, Saraiva, v.g.) que, ao discutir a questão da aplicabilidade aos Estados-membros dos princípios gerais consagrados pela Constituição Federal em tema de processo legislativo, identifica entre os postulados de caráter vinculante precisamente aquele concernente à reserva de iniciativa, em situações e em hipóteses análogas às definidas pela Carta da República. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP No caso, o conteúdo material do diploma legislativo ora impugnado (Lei estadual nº 1.595/2011) evidencia que a matéria nele veiculada, não obstante a cláusula de reserva, foi disciplinada por proposta parlamentar que se insinuou em domínio normativo (regime jurídico de servidores públicos e aumento de despesa pública) submetido, com exclusividade, ao poder de iniciativa constitucionalmente outorgado ao Chefe do Poder Executivo local. Nem se diga que, por tratar-se de mera autorização legislativa, não obstante referente a regime jurídico de servidores públicos, a estipêndio funcional e a despesa pública, o diploma legislativo em causa não teria importado em usurpação do poder de iniciativa reservado ao Chefe do Executivo, pois, em se registrando tal hipótese, ainda assim esta Corte Suprema tem reconhecido ocorrente, mesmo cuidando-se de leis autorizativas, situação de inconstitucionalidade formal: “Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Lei Estadual nº 791/98, que autoriza concessão de ‘Abono Especial Mensal’ a todos os servidores da Administração Direta do Estado. 3. Lei de iniciativa parlamentar. Usurpação de competência legislativa exclusiva do Chefe do Poder Executivo. 4. Violação do art. 61, § 1º, II, ‘a’, da Constituição Federal. 5. Precedentes. 6. Procedência da ação.” (ADI 1.955/RO, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Não foi por outro motivo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a ADI 3.176/AP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, igualmente ajuizada pelo Senhor Governador do Estado do Amapá em face de lei editada por essa unidade da Federação, veio a reconhecer a inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa (CF, art. 61, § 1º, II, “a”), do ato normativo impugnado, consubstanciador de autorização legislativa para que o Poder Executivo estadual concedesse vantagem financeira a determinada categoria funcional, em razão da matéria 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP No caso, o conteúdo material do diploma legislativo ora impugnado (Lei estadual nº 1.595/2011) evidencia que a matéria nele veiculada, não obstante a cláusula de reserva, foi disciplinada por proposta parlamentar que se insinuou em domínio normativo (regime jurídico de servidores públicos e aumento de despesa pública) submetido, com exclusividade, ao poder de iniciativa constitucionalmente outorgado ao Chefe do Poder Executivo local. Nem se diga que, por tratar-se de mera autorização legislativa, não obstante referente a regime jurídico de servidores públicos, a estipêndio funcional e a despesa pública, o diploma legislativo em causa não teria importado em usurpação do poder de iniciativa reservado ao Chefe do Executivo, pois, em se registrando tal hipótese, ainda assim esta Corte Suprema tem reconhecido ocorrente, mesmo cuidando-se de leis autorizativas, situação de inconstitucionalidade formal: “Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Lei Estadual nº 791/98, que autoriza concessão de ‘Abono Especial Mensal’ a todos os servidores da Administração Direta do Estado. 3. Lei de iniciativa parlamentar. Usurpação de competência legislativa exclusiva do Chefe do Poder Executivo. 4. Violação do art. 61, § 1º, II, ‘a’, da Constituição Federal. 5. Precedentes. 6. Procedência da ação.” (ADI 1.955/RO, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Não foi por outro motivo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a ADI 3.176/AP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, igualmente ajuizada pelo Senhor Governador do Estado do Amapá em face de lei editada por essa unidade da Federação, veio a reconhecer a inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa (CF, art. 61, § 1º, II, “a”), do ato normativo impugnado, consubstanciador de autorização legislativa para que o Poder Executivo estadual concedesse vantagem financeira a determinada categoria funcional, em razão da matéria 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP achar-se no âmbito temático que a Constituição Federal reservou, em caráter privativo, à iniciativa do Chefe do Poder Executivo estadual: “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Lei nº 740/2003, do Estado do Amapá. Competência legislativa. Servidor Público. Regime jurídico. Vencimentos. Acréscimo de vantagem pecuniária. Adicional de Desempenho a certa classe de servidores. Inadmissibilidade. Matéria de iniciativa exclusiva do Governador do Estado, Chefe do Poder Executivo. Usurpação caracterizada. Inconstitucionalidade formal reconhecida. Ofensa ao art. 61, § 1º, II, alínea ‘a’, da CF, aplicáveis aos estados. Ação julgada procedente. Precedentes. É inconstitucional a lei que, de iniciativa parlamentar, conceda ou autorize conceder vantagem pecuniária a certa classe de servidores públicos.” (grifei) Cumpre ter presente, bem por isso, na linha do magistério jurisprudencial longamente consolidado nesta Corte Suprema, que “A cláusula de reserva pertinente ao poder de instauração do processo legislativo traduz postulado constitucional de observância compulsória pelos Estados-membros” (ADI 766/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO), de modo que “Incide em vício de inconstitucionalidade formal a norma legal estadual que, oriunda de iniciativa parlamentar, versa matéria sujeita à iniciativa constitucionalmente reservada ao Chefe do Poder Executivo” (ADI 766/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Impende relembrar que a análise da fase introdutória do processo de formação das leis permite nela distinguir, em face da própria excepcionalidade de que se reveste, a modalidade de iniciativa exclusiva de sua instauração. Nesse contexto, a Lei Fundamental da República elegeu determinados núcleos temáticos para o efeito de, ao discriminá-los de modo taxativo, submetê-los, em regime de absoluta exclusividade, à iniciativa de determinados órgãos ou agentes estatais. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP achar-se no âmbito temático que a Constituição Federal reservou, em caráter privativo, à iniciativa do Chefe do Poder Executivo estadual: “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Lei nº 740/2003, do Estado do Amapá. Competência legislativa. Servidor Público. Regime jurídico. Vencimentos. Acréscimo de vantagem pecuniária. Adicional de Desempenho a certa classe de servidores. Inadmissibilidade. Matéria de iniciativa exclusiva do Governador do Estado, Chefe do Poder Executivo. Usurpação caracterizada. Inconstitucionalidade formal reconhecida. Ofensa ao art. 61, § 1º, II, alínea ‘a’, da CF, aplicáveis aos estados. Ação julgada procedente. Precedentes. É inconstitucional a lei que, de iniciativa parlamentar, conceda ou autorize conceder vantagem pecuniária a certa classe de servidores públicos.” (grifei) Cumpre ter presente, bem por isso, na linha do magistério jurisprudencial longamente consolidado nesta Corte Suprema, que “A cláusula de reserva pertinente ao poder de instauração do processo legislativo traduz postulado constitucional de observância compulsória pelos Estados-membros” (ADI 766/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO), de modo que “Incide em vício de inconstitucionalidade formal a norma legal estadual que, oriunda de iniciativa parlamentar, versa matéria sujeita à iniciativa constitucionalmente reservada ao Chefe do Poder Executivo” (ADI 766/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Impende relembrar que a análise da fase introdutória do processo de formação das leis permite nela distinguir, em face da própria excepcionalidade de que se reveste, a modalidade de iniciativa exclusiva de sua instauração. Nesse contexto, a Lei Fundamental da República elegeu determinados núcleos temáticos para o efeito de, ao discriminá-los de modo taxativo, submetê-los, em regime de absoluta exclusividade, à iniciativa de determinados órgãos ou agentes estatais. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP A natureza especial que assume a cláusula referente à iniciativa reservada das leis caracteriza, em nosso sistema de direito, derrogação que excepciona o princípio geral da legitimação concorrente para a instauração do processo de formação das espécies legislativas. Disso decorre, portanto, que não se deve presumir a incidência da cláusula de reserva, que deve resultar, necessariamente, como no caso ora em exame, de explícita previsão constitucional. Cabe registrar, por oportuno, o magistério de JOSÉ AFONSO DA SILVA (“Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 497/498, 10ª ed., 1995, Malheiros), para quem a outorga do poder de instauração do processo legislativo qualificada, “ope constitutionis”, pela nota da privatividade afasta – em função do caráter extraordinário de que se reveste – a possibilidade jurídica da coparticipação de terceiros na fase introdutória do procedimento de produção normativa. Nesse quadro delineado pela própria Constituição da República, a ação legislativa do Estado-membro revela-se essencialmente condicionada pela necessidade de fiel observância e submissão às diretrizes constitucionais referentes ao postulado da iniciativa reservada, em tema de formação das leis. O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo de positivação formal do Direito, gerado pela usurpação do poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade jurídica do ato legislativo eventualmente editado. Dentro desse contexto – em que se ressalta a imperatividade da vontade subordinante do poder constituinte –, nem mesmo a aquiescência do Chefe do Executivo mediante sanção ao projeto de lei, ainda quando dele 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP A natureza especial que assume a cláusula referente à iniciativa reservada das leis caracteriza, em nosso sistema de direito, derrogação que excepciona o princípio geral da legitimação concorrente para a instauração do processo de formação das espécies legislativas. Disso decorre, portanto, que não se deve presumir a incidência da cláusula de reserva, que deve resultar, necessariamente, como no caso ora em exame, de explícita previsão constitucional. Cabe registrar, por oportuno, o magistério de JOSÉ AFONSO DA SILVA (“Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 497/498, 10ª ed., 1995, Malheiros), para quem a outorga do poder de instauração do processo legislativo qualificada, “ope constitutionis”, pela nota da privatividade afasta – em função do caráter extraordinário de que se reveste – a possibilidade jurídica da coparticipação de terceiros na fase introdutória do procedimento de produção normativa. Nesse quadro delineado pela própria Constituição da República, a ação legislativa do Estado-membro revela-se essencialmente condicionada pela necessidade de fiel observância e submissão às diretrizes constitucionais referentes ao postulado da iniciativa reservada, em tema de formação das leis. O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo de positivação formal do Direito, gerado pela usurpação do poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade jurídica do ato legislativo eventualmente editado. Dentro desse contexto – em que se ressalta a imperatividade da vontade subordinante do poder constituinte –, nem mesmo a aquiescência do Chefe do Executivo mediante sanção ao projeto de lei, ainda quando dele 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Por isso mesmo, a tese da convalidação das leis resultantes do procedimento inconstitucional de usurpação – ainda que admitida por esta Corte sob a égide da Constituição de 1946 (Súmula nº 5) – não mais prevalece, repudiada que foi seja em face do magistério da doutrina (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Do Processo Legislativo”, p. 214/217, item n. 133, 5ª ed., 2002, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.098, 2002, Atlas; MARCELLO CAETANO, “Direito Constitucional”, vol. II/332, item n. 116, 1978, Forense; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 3/262-263, 1992, Saraiva; FRANCISCO CAMPOS, “Parecer”, “in” RDA 73/380; CAIO TÁCITO, “Parecer”, “in” RDA 68/341), seja, ainda, em razão da jurisprudência dos Tribunais, inclusive a desta Corte (RTJ 69/625 – RTJ 103/36 – RDA 72/226, v.g.). Vale referir, neste ponto, que a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em questão orienta-se no sentido de que a sanção não supre o vício resultante da usurpação de iniciativa, não mais subsistindo, em consequência, ante a sua manifesta incompatibilidade com o modelo positivado na vigente Constituição da República, a Súmula nº 5 enunciada por esta Corte (RTJ 174/75, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RTJ 180/91, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – ADI 2.192-MC/ES, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ADI 2.840/ES, Rel. Min. ELLEN GRACIE, v.g.): “(...) USURPAÇÃO DE INICIATIVA E SANÇÃO EXECUTIVA: A sanção a projeto de lei que veicule norma resultante de emenda parlamentar aprovada com transgressão à cláusula inscrita no art. 63, I, da Carta Federal não tem o condão de sanar o vício de inconstitucionalidade formal, eis que a só vontade do Chefe do Executivo – ainda que deste seja a prerrogativa institucional usurpada – revela-se juridicamente insuficiente para convalidar o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Por isso mesmo, a tese da convalidação das leis resultantes do procedimento inconstitucional de usurpação – ainda que admitida por esta Corte sob a égide da Constituição de 1946 (Súmula nº 5) – não mais prevalece, repudiada que foi seja em face do magistério da doutrina (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Do Processo Legislativo”, p. 214/217, item n. 133, 5ª ed., 2002, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.098, 2002, Atlas; MARCELLO CAETANO, “Direito Constitucional”, vol. II/332, item n. 116, 1978, Forense; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 3/262-263, 1992, Saraiva; FRANCISCO CAMPOS, “Parecer”, “in” RDA 73/380; CAIO TÁCITO, “Parecer”, “in” RDA 68/341), seja, ainda, em razão da jurisprudência dos Tribunais, inclusive a desta Corte (RTJ 69/625 – RTJ 103/36 – RDA 72/226, v.g.). Vale referir, neste ponto, que a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em questão orienta-se no sentido de que a sanção não supre o vício resultante da usurpação de iniciativa, não mais subsistindo, em consequência, ante a sua manifesta incompatibilidade com o modelo positivado na vigente Constituição da República, a Súmula nº 5 enunciada por esta Corte (RTJ 174/75, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RTJ 180/91, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – ADI 2.192-MC/ES, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ADI 2.840/ES, Rel. Min. ELLEN GRACIE, v.g.): “(...) USURPAÇÃO DE INICIATIVA E SANÇÃO EXECUTIVA: A sanção a projeto de lei que veicule norma resultante de emenda parlamentar aprovada com transgressão à cláusula inscrita no art. 63, I, da Carta Federal não tem o condão de sanar o vício de inconstitucionalidade formal, eis que a só vontade do Chefe do Executivo – ainda que deste seja a prerrogativa institucional usurpada – revela-se juridicamente insuficiente para convalidar o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP defeito radical oriundo do descumprimento da Constituição da República. Precedente. (…).” (RTJ 168/87, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “VENCIMENTOS – INICIATIVA DE PROJETO. A teor do artigo 61, § 1º, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, são de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo as leis que disponham acerca da criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica e aumento de remuneração. Relevância de pedido de liminar formulado em ação direta de inconstitucionalidade, no que, encaminhado o projeto pelo Executivo versando sobre tributo, veio a ser emendado na Assembleia para ser normatizada remuneração de servidores. Irrelevância da sanção que se seguiu.” (ADI 2.192-MC/ES, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “A SANÇÃO DO PROJETO DE LEI NÃO CONVALIDA O VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE RESULTANTE DA USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA – A ulterior aquiescência do Chefe do Poder Executivo, mediante sanção do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, não tem o condão de sanar o vício radical da inconstitucionalidade. Insubsistência da Súmula nº 5/STF. Doutrina. Precedentes.” (ADI 2.867/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO) No caso presente, o diploma legislativo questionado – que dispõe sobre matéria peculiar ao regime jurídico dos servidores públicos, além de importar em aumento da despesa pública – decorreu de processo instaurado por iniciativa parlamentar. Não obstante o veto governamental, a Assembleia Legislativa local, ao rejeitá-lo, fez promulgar, por intermédio de seu Presidente, a Lei estadual nº 1.595/2011. Daí porque o Governador do Estado do Amapá, insurgindo-se contra o diploma legal referido, deduziu pretensão de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP defeito radical oriundo do descumprimento da Constituição da República. Precedente. (…).” (RTJ 168/87, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “VENCIMENTOS – INICIATIVA DE PROJETO. A teor do artigo 61, § 1º, inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, são de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo as leis que disponham acerca da criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica e aumento de remuneração. Relevância de pedido de liminar formulado em ação direta de inconstitucionalidade, no que, encaminhado o projeto pelo Executivo versando sobre tributo, veio a ser emendado na Assembleia para ser normatizada remuneração de servidores. Irrelevância da sanção que se seguiu.” (ADI 2.192-MC/ES, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “A SANÇÃO DO PROJETO DE LEI NÃO CONVALIDA O VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE RESULTANTE DA USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA – A ulterior aquiescência do Chefe do Poder Executivo, mediante sanção do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, não tem o condão de sanar o vício radical da inconstitucionalidade. Insubsistência da Súmula nº 5/STF. Doutrina. Precedentes.” (ADI 2.867/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO) No caso presente, o diploma legislativo questionado – que dispõe sobre matéria peculiar ao regime jurídico dos servidores públicos, além de importar em aumento da despesa pública – decorreu de processo instaurado por iniciativa parlamentar. Não obstante o veto governamental, a Assembleia Legislativa local, ao rejeitá-lo, fez promulgar, por intermédio de seu Presidente, a Lei estadual nº 1.595/2011. Daí porque o Governador do Estado do Amapá, insurgindo-se contra o diploma legal referido, deduziu pretensão de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP inconstitucionalidade, sustentando ofensa ao postulado nuclear da separação de poderes, a partir da ocorrência de usurpação da prerrogativa exclusiva de iniciar, na matéria, o devido processo legislativo. Parece-me evidente que a Lei estadual ora questionada veicula normas que se submetem, em função de seu próprio conteúdo material, ao exclusivo poder de iniciativa do Chefe do Executivo local. Não se pode perder de perspectiva, neste ponto – e especialmente no que concerne ao sentido da locução constitucional regime jurídico dos servidores públicos –, que tal expressão exterioriza o conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Trata-se, em essência, de noção que, em virtude da extensão de sua abrangência conceitual, compreende, como enfatiza a jurisprudência desta Corte (ADI 1.381-MC/AL, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ADI 2.867/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), todas as regras pertinentes (a) às formas de provimento, (b) às formas de nomeação, (c) à realização do concurso, (d) à posse, (e) ao exercício, inclusive as hipóteses de afastamento, de dispensa de ponto e de contagem de tempo de serviço, (f) às hipóteses de vacância, (g) à promoção e respectivos critérios, bem como avaliação do mérito e classificação final (cursos, títulos, interstícios mínimos), (h) aos direitos e às vantagens de ordem pecuniária, (i) às reposições salariais e aos vencimentos, (j) ao horário de trabalho e ao ponto, inclusive os regimes especiais de trabalho, (k) aos adicionais por tempo de serviço, gratificações, diárias, ajudas de custo e acumulações remuneradas, (l) às férias, licenças em geral, estabilidade, disponibilidade, aposentadoria, (m) aos deveres e proibições, (n) às penalidades e sua aplicação e (o) ao processo administrativo. A lei em causa, cuja formação derivou de iniciativa parlamentar, viabilizou aumento da despesa pública e interferiu no regime jurídico dos 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP inconstitucionalidade, sustentando ofensa ao postulado nuclear da separação de poderes, a partir da ocorrência de usurpação da prerrogativa exclusiva de iniciar, na matéria, o devido processo legislativo. Parece-me evidente que a Lei estadual ora questionada veicula normas que se submetem, em função de seu próprio conteúdo material, ao exclusivo poder de iniciativa do Chefe do Executivo local. Não se pode perder de perspectiva, neste ponto – e especialmente no que concerne ao sentido da locução constitucional regime jurídico dos servidores públicos –, que tal expressão exterioriza o conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Trata-se, em essência, de noção que, em virtude da extensão de sua abrangência conceitual, compreende, como enfatiza a jurisprudência desta Corte (ADI 1.381-MC/AL, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ADI 2.867/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), todas as regras pertinentes (a) às formas de provimento, (b) às formas de nomeação, (c) à realização do concurso, (d) à posse, (e) ao exercício, inclusive as hipóteses de afastamento, de dispensa de ponto e de contagem de tempo de serviço, (f) às hipóteses de vacância, (g) à promoção e respectivos critérios, bem como avaliação do mérito e classificação final (cursos, títulos, interstícios mínimos), (h) aos direitos e às vantagens de ordem pecuniária, (i) às reposições salariais e aos vencimentos, (j) ao horário de trabalho e ao ponto, inclusive os regimes especiais de trabalho, (k) aos adicionais por tempo de serviço, gratificações, diárias, ajudas de custo e acumulações remuneradas, (l) às férias, licenças em geral, estabilidade, disponibilidade, aposentadoria, (m) aos deveres e proibições, (n) às penalidades e sua aplicação e (o) ao processo administrativo. A lei em causa, cuja formação derivou de iniciativa parlamentar, viabilizou aumento da despesa pública e interferiu no regime jurídico dos 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP servidores públicos locais, com o que incidiu em domínio constitucionalmente reservado à discrição do Governador do Estado, sem cuja provocação formal não se poderia ter como legítimo e válido o processo legislativo instaurado. É por essa razão – e considerando, ainda, os fundamentos inicialmente expostos no presente voto – que entendo plenamente acolhível a pretensão de inconstitucionalidade deduzida pelo Senhor Governador do Estado do Amapá. Em suma: mostra-se formalmente inconstitucional o diploma legislativo estadual de iniciativa parlamentar que autoriza “o Poder Executivo a realinhar o subsídio” de determinada categoria de servidores públicos estaduais, pois, nesse domínio temático, a prerrogativa de instaurar o processo legislativo pertence, com exclusividade, ao Chefe do Poder Executivo, por tratar-se de concessão de vantagem que, por efeito de sua natureza mesma, interfere no regime jurídico dos servidores públicos locais, além de importar em aumento da despesa pública (RTJ 101/929 – RTJ 132/1059 – RTJ 170/383 – ADI 227/RJ, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, v.g.): “(...) 1. Conversão em pecúnia de metade das férias e da licença-prêmio adquirida, pagamento de indenização a servidor exonerado de cargo em comissão, estabilidade financeira relativamente a gratificação ou comissão a qualquer título percebida. Impossibilidade. São inconstitucionais dispositivos de Cartas Estaduais, inclusive Emendas, que fixem vencimentos e vantagens, concedam subvenção ou auxílio, ou, de qualquer modo, aumentem a despesa pública, por ser da competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo a iniciativa de lei sobre a matéria. Precedentes.” (ADI 199/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP servidores públicos locais, com o que incidiu em domínio constitucionalmente reservado à discrição do Governador do Estado, sem cuja provocação formal não se poderia ter como legítimo e válido o processo legislativo instaurado. É por essa razão – e considerando, ainda, os fundamentos inicialmente expostos no presente voto – que entendo plenamente acolhível a pretensão de inconstitucionalidade deduzida pelo Senhor Governador do Estado do Amapá. Em suma: mostra-se formalmente inconstitucional o diploma legislativo estadual de iniciativa parlamentar que autoriza “o Poder Executivo a realinhar o subsídio” de determinada categoria de servidores públicos estaduais, pois, nesse domínio temático, a prerrogativa de instaurar o processo legislativo pertence, com exclusividade, ao Chefe do Poder Executivo, por tratar-se de concessão de vantagem que, por efeito de sua natureza mesma, interfere no regime jurídico dos servidores públicos locais, além de importar em aumento da despesa pública (RTJ 101/929 – RTJ 132/1059 – RTJ 170/383 – ADI 227/RJ, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, v.g.): “(...) 1. Conversão em pecúnia de metade das férias e da licença-prêmio adquirida, pagamento de indenização a servidor exonerado de cargo em comissão, estabilidade financeira relativamente a gratificação ou comissão a qualquer título percebida. Impossibilidade. São inconstitucionais dispositivos de Cartas Estaduais, inclusive Emendas, que fixem vencimentos e vantagens, concedam subvenção ou auxílio, ou, de qualquer modo, aumentem a despesa pública, por ser da competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo a iniciativa de lei sobre a matéria. Precedentes.” (ADI 199/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, notadamente os precedentes invocados, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, julgo procedente a presente ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei nº 1.595, de 28/12/2011, editada pelo Estado do Amapá. É o meu voto. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, notadamente os precedentes invocados, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, julgo procedente a presente ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei nº 1.595, de 28/12/2011, editada pelo Estado do Amapá. É o meu voto. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/08/2018 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, são 14 processos envolvendo ataque a leis estaduais. A única justificativa aceitável para a Advocacia-Geral da União intervir nesses processos está na Constituição Federal. Ela o faz como curadora da norma impugnada. E esse princípio lembra-me de outro de Direito Penal: o pior acusado em processo-crime merece defesa. Portanto, previu-se que haveria a defesa, pela Advocacia-Geral da União, da lei questionada. Atua como curadora do ato normativo e não deve maltratar a curatelada, que é a lei. Por isso faço ressalvas, apenas ressalva, quanto aos processos que estão nos itens 9, 10, 12 e 14 da lista. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Conheço e respeito a posição do eminente Ministro MARCO AURÉLIO na questão referida por Sua Excelência. O meu voto reflete o entendimento dominante na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal a propósito da atuação do Advogado-Geral da União no processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. Esta Suprema Corte firmou diretriz jurisprudencial a respeito do sentido e do alcance da norma inscrita no § 3º do art. 103 de nossa Carta Política, enfatizando que o Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional, tal como sucede no caso ora em exame. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É só por coerência. Desde o início, sustento esse entendimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748028882. Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, são 14 processos envolvendo ataque a leis estaduais. A única justificativa aceitável para a Advocacia-Geral da União intervir nesses processos está na Constituição Federal. Ela o faz como curadora da norma impugnada. E esse princípio lembra-me de outro de Direito Penal: o pior acusado em processo-crime merece defesa. Portanto, previu-se que haveria a defesa, pela Advocacia-Geral da União, da lei questionada. Atua como curadora do ato normativo e não deve maltratar a curatelada, que é a lei. Por isso faço ressalvas, apenas ressalva, quanto aos processos que estão nos itens 9, 10, 12 e 14 da lista. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Conheço e respeito a posição do eminente Ministro MARCO AURÉLIO na questão referida por Sua Excelência. O meu voto reflete o entendimento dominante na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal a propósito da atuação do Advogado-Geral da União no processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. Esta Suprema Corte firmou diretriz jurisprudencial a respeito do sentido e do alcance da norma inscrita no § 3º do art. 103 de nossa Carta Política, enfatizando que o Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional, tal como sucede no caso ora em exame. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É só por coerência. Desde o início, sustento esse entendimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748028882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 01/08/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente o pedido formulado na ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei n. 1.595, de 28/12/2011, do Estado do Amapá. O Ministro Marco Aurélio acompanhou o Relator com ressalva. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747906658 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente o pedido formulado na ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei n. 1.595, de 28/12/2011, do Estado do Amapá. O Ministro Marco Aurélio acompanhou o Relator com ressalva. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747906658 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748052286
2018-08-01T00:00:00
2018-08-28T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente o pedido formulado na ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei n. 1.595, de 28/12/2011, do Estado do Amapá. O Ministro Marco Aurélio acompanhou o Relator com ressalva. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1º.8.2018.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
E M E N T A: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI Nº 1.595/2011 EDITADA PELO ESTADO DO AMAPÁ – DIPLOMA LEGISLATIVO DE CARÁTER AUTORIZATIVO QUE, EMBORA VEICULADOR DE MATÉRIAS SUBMETIDAS, EM TEMA DE PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS LEIS, AO EXCLUSIVO PODER DE INSTAURAÇÃO DO CHEFE DO EXECUTIVO, RESULTOU, NÃO OBSTANTE, DE INICIATIVA PARLAMENTAR – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – REGIME JURÍDICO – REMUNERAÇÃO – LEI ESTADUAL QUE “AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALINHAR O SUBSÍDIO DOS SERVIDORES AGENTES E OFICIAIS DE POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO AMAPÁ” – USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA RESERVADO AO GOVERNADOR DO ESTADO – OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DE PODERES – INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL – REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA- -GERAL DA REPÚBLICA PELA INCONSTITUCIONALIDADE – AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. PROCESSO LEGISLATIVO E INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS – O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo legislativo, que resulte da usurpação de poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do diploma legislativo eventualmente editado, ainda que este meramente autorize o Chefe do Poder Executivo a dispor sobre remuneração funcional e a intervir no regime jurídico dos agentes públicos. Situação ocorrente na espécie, em que o diploma legislativo estadual, de iniciativa parlamentar, incidiu em domínio constitucionalmente reservado à atuação do Chefe do Poder Executivo: regime jurídico dos servidores públicos e disciplina da remuneração funcional, com consequente aumento da despesa pública (RTJ 101/929 – RTJ 132/1059 – RTJ 170/383, v.g.). A usurpação da prerrogativa de instaurar o processo legislativo, por iniciativa parlamentar, mesmo que se cuide de simples autorização dada ao Governador do Estado para dispor sobre remuneração de servidores públicos locais e de, assim, tratar de matéria própria do regime jurídico dos agentes estatais, qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da norma que dele resulte. Precedentes. Doutrina. Nem mesmo eventual aquiescência do Chefe do Poder Executivo mediante sanção, expressa ou tácita, do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Insubsistência da Súmula nº 5/STF (formulada sob a égide da Constituição de 1946), em virtude da superveniente promulgação da Constituição Federal de 1988. Doutrina. Precedentes. SIGNIFICAÇÃO CONSTITUCIONAL DO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS (CIVIS E MILITARES) – A locução constitucional “regime jurídico dos servidores públicos” corresponde ao conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Nessa matéria, o processo de formação das leis está sujeito, quanto à sua válida instauração, por efeito de expressa reserva constitucional, à exclusiva iniciativa do Chefe do Poder Executivo. Precedentes. ATUAÇÃO DO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO NO PROCESSO DE FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA DE CONSTITUCIONALIDADE – O Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional. Precedentes.
sjur389438
- Acórdão(s) citado(s): (ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO, CONTROLE ABSTRATO, CONSTITUCIONALIDADE) ADI 341 (TP), ADI 1440 (TP), ADI 3916 (TP), ADI 2681 MC (TP), ADI 4190 MC-REF (TP), ADI 1616 (TP), ADI 2101(TP), ADI 72 QO (TP) - RTJ 131/958, ADI 97 QO (TP) - RTJ 131/470, ADI 1254 AgR (TP) - RTJ 170/801, RTJ 213/436. (PROCESSO LEGISLATIVO) ADI 1254 MC (TP), RTJ 170/792. (INICIATIVA PRIVATIVA, CHEFE DO PODER EXECUTIVO, VANTAGEM PECUNIÁRIA, SERVIDOR PÚBLICO) Rp 1078 (TP) - RTJ 101/929, ADI 64 (TP) - RTJ 204/941, ADI 89 (TP) - RTJ 150/341, ADI 872 (TP) - RTJ 185/408, ADI 1955 (TP), ADI 2569 (TP), ADI 2731 (TP), ADI 2867 (TP), ADI 3176 (TP), ADI 3627 (TP), ADI 1060 MC (TP), ADI 980 MC (TP), ADI 1381 MC (TP), ADI 216 MC (TP), ADI 1064 MC (TP), ADI 822 MC (TP), ADI 276 MC (TP), ADI 5004 (TP), ADI 199 (TP), ADI 227 (TP), ADI 766 (TP), ADI 1730 MC (TP), ADI 1729 MC (TP), ADI 2336 MC (TP), ADI 2417 MC (TP), ADI 2115 MC (TP), ADI 2400 (TP), ADI 2079 MC (TP) - RTJ 174/75, ADI 1391 MC (TP) - RTJ 178/621, ADI 348 (TP) - RTJ 155/22, ADI 276 (TP) - RTJ 170/383, RTJ 146/388, RTJ 150/482, RTJ 156/777, RTJ 156/788, RTJ 132/1057. (SÚMULA 5/STF) Rp 890 (TP) - RTJ 69/625, Rp 1051 (TP) - RTJ 103/36, ADI 2867 (TP), ADI 2840 ED (TP), ADI 2192 MC (TP), ADI 1070 MC (TP) - RTJ 168/87, ADI 2079 MC (TP) - RTJ 174/75, ADI 700 (TP) - RTJ 180/91. - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: RDA 72/226. Número de páginas: 22. Análise: 03/12/2018, JSF.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
4724
[ "LEG-FED CF ANO-1946\n CF-1946 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00061 PAR-00001 INC-00002 LET-A \n LET-C ART-00103 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000005 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-001595 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA, AP" ]
ADI
acordaos
ADI 4724
[ "" ]
REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 01/08/2018 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA E M E N T A: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE – LEI n 1.595/2011 EDITADA PELO ESTADO DO AMAPÁ – DIPLOMA LEGISLATIVO DE CARÁTER AUTORIZATIVO QUE, EMBORA VEICULADOR DE MATÉRIAS SUBMETIDAS, EM TEMA DE PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS LEIS, AO EXCLUSIVO PODER DE INSTAURAÇÃO DO CHEFE DO EXECUTIVO, RESULTOU, NÃO OBSTANTE, DE INICIATIVA PARLAMENTAR – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – REGIME JURÍDICO – REMUNERAÇÃO – LEI ESTADUAL QUE “AUTORIZA O PODER EXECUTIVO A REALINHAR O SUBSÍDIO DOS SERVIDORES AGENTES E OFICIAIS DE POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO AMAPÁ” – USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA RESERVADO AO GOVERNADOR DO ESTADO – OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA SEPARAÇÃO DE PODERES – INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL – REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA CONSOLIDADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA- -GERAL DA REPÚBLICA PELA INCONSTITUCIONALIDADE – AÇÃO DIRETA JULGADA PROCEDENTE. PROCESSO LEGISLATIVO E INICIATIVA RESERVADA DAS LEIS – O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo legislativo, que resulte da usurpação de poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894319. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão ADI 4724 / AP de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do diploma legislativo eventualmente editado, ainda que este meramente autorize o Chefe do Poder Executivo a dispor sobre remuneração funcional e a intervir no regime jurídico dos agentes públicos. Situação ocorrente na espécie, em que o diploma legislativo estadual, de iniciativa parlamentar, incidiu em domínio constitucionalmente reservado à atuação do Chefe do Poder Executivo: regime jurídico dos servidores públicos e disciplina da remuneração funcional, com consequente aumento da despesa pública (RTJ 101/929 – RTJ 132/1059 – RTJ 170/383, v.g.). A usurpação da prerrogativa de instaurar o processo legislativo, por iniciativa parlamentar, mesmo que se cuide de simples autorização dada ao Governador do Estado para dispor sobre remuneração de servidores públicos locais e de, assim, tratar de matéria própria do regime jurídico dos agentes estatais, qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da norma que dele resulte. Precedentes. Doutrina. Nem mesmo eventual aquiescência do Chefe do Poder Executivo mediante sanção, expressa ou tácita, do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Insubsistência da Súmula n 5/Supremo Tribunal Federal (formulada sob a égide da Constituição de 1946), em virtude da superveniente promulgação da Constituição Federal de 1988. Doutrina. Precedentes. SIGNIFICAÇÃO CONSTITUCIONAL DO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS (CIVIS E MILITARES) – A locução constitucional “regime jurídico dos servidores públicos” corresponde ao conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894319. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade do diploma legislativo eventualmente editado, ainda que este meramente autorize o Chefe do Poder Executivo a dispor sobre remuneração funcional e a intervir no regime jurídico dos agentes públicos. Situação ocorrente na espécie, em que o diploma legislativo estadual, de iniciativa parlamentar, incidiu em domínio constitucionalmente reservado à atuação do Chefe do Poder Executivo: regime jurídico dos servidores públicos e disciplina da remuneração funcional, com consequente aumento da despesa pública (RTJ 101/929 – RTJ 132/1059 – RTJ 170/383, v.g.). A usurpação da prerrogativa de instaurar o processo legislativo, por iniciativa parlamentar, mesmo que se cuide de simples autorização dada ao Governador do Estado para dispor sobre remuneração de servidores públicos locais e de, assim, tratar de matéria própria do regime jurídico dos agentes estatais, qualifica-se como ato destituído de qualquer eficácia jurídica, contaminando, por efeito de repercussão causal prospectiva, a própria validade constitucional da norma que dele resulte. Precedentes. Doutrina. Nem mesmo eventual aquiescência do Chefe do Poder Executivo mediante sanção, expressa ou tácita, do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Insubsistência da Súmula n 5/Supremo Tribunal Federal (formulada sob a égide da Constituição de 1946), em virtude da superveniente promulgação da Constituição Federal de 1988. Doutrina. Precedentes. SIGNIFICAÇÃO CONSTITUCIONAL DO REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS (CIVIS E MILITARES) – A locução constitucional “regime jurídico dos servidores públicos” corresponde ao conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Ementa e Acórdão ADI 4724 / AP das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Nessa matéria, o processo de formação das leis está sujeito, quanto à sua válida instauração, por efeito de expressa reserva constitucional, à exclusiva iniciativa do Chefe do Poder Executivo. Precedentes. ATUAÇÃO DO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO NO PROCESSO DE FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA DE CONSTITUCIONALIDADE – O Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em julgar procedente o pedido formulado na ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei n. 1.595, de 28/12/2011, do Estado do Amapá, nos termos do voto do Relator. O Ministro Marco Aurélio acompanhou o Relator com ressalva. Brasília, 1... de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894319. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Nessa matéria, o processo de formação das leis está sujeito, quanto à sua válida instauração, por efeito de expressa reserva constitucional, à exclusiva iniciativa do Chefe do Poder Executivo. Precedentes. ATUAÇÃO DO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO NO PROCESSO DE FISCALIZAÇÃO CONCENTRADA DE CONSTITUCIONALIDADE – O Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em julgar procedente o pedido formulado na ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei n. 1.595, de 28/12/2011, do Estado do Amapá, nos termos do voto do Relator. O Ministro Marco Aurélio acompanhou o Relator com ressalva. Brasília, 1... de agosto de 2018. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Senhor Governador do Estado do Amapá ajuíza ação direta de inconstitucionalidade, impugnando a Lei n 1.595/2011, que, editada por essa unidade da Federação, “Autoriza o Poder Executivo a realinhar o subsídio dos servidores agentes e oficiais de Polícia Civil do Estado do Amapá” (grifei). O autor da presente ação direta sustenta a inconstitucionalidade do diploma legislativo em questão, apoiando-se, para tanto, nas seguintes razões: “a) Da inconstitucionalidade de lei autorizativa que afronta o art. 61, § 1..., inciso II, alínea ‘a’: No campo da competência de iniciativa de projetos de lei, o artigo 61, § 1..., inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal dá ao mesmo Chefe do Executivo a prerrogativa e o direito À INICIATIVA nos projetos de leis que disponham sobre ‘criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica OU AUMENTO DE SUA REMUNERAÇÃO’. Transcrevamo-los: ‘Art. 61 – (…) § 1... – São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: ….......................................................................................... Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Supremo Tribunal Federal AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) :GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) :ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Senhor Governador do Estado do Amapá ajuíza ação direta de inconstitucionalidade, impugnando a Lei n 1.595/2011, que, editada por essa unidade da Federação, “Autoriza o Poder Executivo a realinhar o subsídio dos servidores agentes e oficiais de Polícia Civil do Estado do Amapá” (grifei). O autor da presente ação direta sustenta a inconstitucionalidade do diploma legislativo em questão, apoiando-se, para tanto, nas seguintes razões: “a) Da inconstitucionalidade de lei autorizativa que afronta o art. 61, § 1..., inciso II, alínea ‘a’: No campo da competência de iniciativa de projetos de lei, o artigo 61, § 1..., inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal dá ao mesmo Chefe do Executivo a prerrogativa e o direito À INICIATIVA nos projetos de leis que disponham sobre ‘criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica OU AUMENTO DE SUA REMUNERAÇÃO’. Transcrevamo-los: ‘Art. 61 – (…) § 1... – São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: ….......................................................................................... Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório ADI 4724 / AP II – disponham sobre: a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica OU AUMENTO DE SUA REMUNERAÇÃO’. A lei guerreada é de natureza autorizativa, tipo de norma que afronta competência privativa do Poder Executivo (art. 61, § 1...) e tem no Decreto n 4.176, de 2002, seu detalhamento, porque dispõe em seu art. 10: ‘Art. 10. O projeto de lei não estabelecerá autorização legislativa pura ou incondicionada.’ …...................................................................................................... É esse o caráter da Lei aqui em análise, autorizativa, e, portanto, neste caso, apresenta-se inconstitucional, fundamentalmente quando trata de remuneração de servidores, de modo que o Poder Legislativo autoriza ao Poder Executivo que trate de assunto remuneratório afeto ao seu quadro, aos seus servidores, usurpando-lhe as competências que, constitucionalmente, lhe são determinadas, efetivamente, legislando e impondo obrigações e responsabilidade, sob o manto inconstitucional da autorização legislativa. …...................................................................................................... Conclui-se que a Lei acometida de vício de iniciativa flagrantemente acarreta lesão ao ‘princípio da independência e harmonia entre os poderes’, previsto no artigo 2... da Constituição Federal, sendo, pois, norma primária e fundamental da Democracia, agora com reforçada visão do Supremo Tribunal Federal. …...................................................................................................... A lei guerreada insurge-se, ainda, contra preceitos da Constituição Federal, afrontando os incisos I e II do § 1... do artigo 169, invadindo a competência privativa e a competência exclusiva do Governador do Estado. …...................................................................................................... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP II – disponham sobre: a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica OU AUMENTO DE SUA REMUNERAÇÃO’. A lei guerreada é de natureza autorizativa, tipo de norma que afronta competência privativa do Poder Executivo (art. 61, § 1...) e tem no Decreto n 4.176, de 2002, seu detalhamento, porque dispõe em seu art. 10: ‘Art. 10. O projeto de lei não estabelecerá autorização legislativa pura ou incondicionada.’ …...................................................................................................... É esse o caráter da Lei aqui em análise, autorizativa, e, portanto, neste caso, apresenta-se inconstitucional, fundamentalmente quando trata de remuneração de servidores, de modo que o Poder Legislativo autoriza ao Poder Executivo que trate de assunto remuneratório afeto ao seu quadro, aos seus servidores, usurpando-lhe as competências que, constitucionalmente, lhe são determinadas, efetivamente, legislando e impondo obrigações e responsabilidade, sob o manto inconstitucional da autorização legislativa. …...................................................................................................... Conclui-se que a Lei acometida de vício de iniciativa flagrantemente acarreta lesão ao ‘princípio da independência e harmonia entre os poderes’, previsto no artigo 2... da Constituição Federal, sendo, pois, norma primária e fundamental da Democracia, agora com reforçada visão do Supremo Tribunal Federal. …...................................................................................................... A lei guerreada insurge-se, ainda, contra preceitos da Constituição Federal, afrontando os incisos I e II do § 1... do artigo 169, invadindo a competência privativa e a competência exclusiva do Governador do Estado. …...................................................................................................... 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório ADI 4724 / AP Qualquer que seja o mérito do assunto, o fato irretorquível é que a lei está lidando com conteúdo de competência privativa do Governador, quanto à matéria e quanto à iniciativa de projetos de leis da espécie. Sobretudo por estar elastecendo valor remuneratório e dispondo sobre servidores públicos (realinhando o subsídio dos agentes e oficiais de Polícia Civil). Só ele (Poder Executivo) poderia fazê-lo. Destarte, há um patente vício de iniciativa. E isso tanto à vista da Constituição Estadual como, principal e originariamente, da Constituição Federal, nutriz da Constituição Estadual na matéria, em tudo por tudo. A Lei atacada interfere em atribuições e competências privativas do Chefe do Executivo, mister que é deferido à competência de iniciativa do Poder Executivo, como visto no texto constitucional retro-transcrito. Ao fazê-lo, o projeto afrontava e a lei dele resultante (a lei atacada) afronta esse dispositivo porque solapou a competência de iniciativa do Poder Executivo, o que equivale a uma inconstitucional quebra de também outro princípio constitucional, o da independência entre os Poderes (art. 2... da Constituição Federal). É que está clara a tentativa de o ‘Legislativo governar, ou melhor, querer administrar’, em desacato à competência do Poder Executivo, a quem compete administrar e governar, no sentido, inclusive de ter a prerrogativa de gerar iniciativa de projetos de leis, tanto quanto a matéria represente encargo seu (servidores públicos, organização e estrutura administrativa, leis orçamentárias, etc).” (grifei) A Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, ao prestar as informações que lhe foram solicitadas, limitou-se a sustentar a validade constitucional do diploma legislativo ora questionado. O eminente Advogado-Geral da União à época, ao pronunciar-se nestes autos, manifestou-se pela procedência da presente ação direta de inconstitucionalidade. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP Qualquer que seja o mérito do assunto, o fato irretorquível é que a lei está lidando com conteúdo de competência privativa do Governador, quanto à matéria e quanto à iniciativa de projetos de leis da espécie. Sobretudo por estar elastecendo valor remuneratório e dispondo sobre servidores públicos (realinhando o subsídio dos agentes e oficiais de Polícia Civil). Só ele (Poder Executivo) poderia fazê-lo. Destarte, há um patente vício de iniciativa. E isso tanto à vista da Constituição Estadual como, principal e originariamente, da Constituição Federal, nutriz da Constituição Estadual na matéria, em tudo por tudo. A Lei atacada interfere em atribuições e competências privativas do Chefe do Executivo, mister que é deferido à competência de iniciativa do Poder Executivo, como visto no texto constitucional retro-transcrito. Ao fazê-lo, o projeto afrontava e a lei dele resultante (a lei atacada) afronta esse dispositivo porque solapou a competência de iniciativa do Poder Executivo, o que equivale a uma inconstitucional quebra de também outro princípio constitucional, o da independência entre os Poderes (art. 2... da Constituição Federal). É que está clara a tentativa de o ‘Legislativo governar, ou melhor, querer administrar’, em desacato à competência do Poder Executivo, a quem compete administrar e governar, no sentido, inclusive de ter a prerrogativa de gerar iniciativa de projetos de leis, tanto quanto a matéria represente encargo seu (servidores públicos, organização e estrutura administrativa, leis orçamentárias, etc).” (grifei) A Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, ao prestar as informações que lhe foram solicitadas, limitou-se a sustentar a validade constitucional do diploma legislativo ora questionado. O eminente Advogado-Geral da União à época, ao pronunciar-se nestes autos, manifestou-se pela procedência da presente ação direta de inconstitucionalidade. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Relatório ADI 4724 / AP O eminente Senhor Procurador-Geral da República, por sua vez, opinou pela inconstitucionalidade da lei estadual ora impugnada, fazendo-o em manifestação que está assim ementada: “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei 1.595, de 28 de dezembro de 2011, do Estado do Amapá. Norma de iniciativa parlamentar que autoriza o Poder Executivo a conceder aumento aos subsídios dos agentes e oficiais da Polícia Civil, vinculando-os aos subsídios dos delegados de polícia. 1. Mérito: 1.1 Matéria de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, alínea ‘a’, da Constituição Federal. 1.2 Vedação constitucional de vinculação ou equiparação remuneratória entre servidores de carreiras diversas (art. 37, XIII, da Carta Política). Parecer pela procedência do pedido.” (grifei) Este é o relatório, de cujo texto a Secretaria remeterá cópia a todos os Senhores Ministros deste Egrégio Tribunal (Lei n 9.868/99, art. 9..., “caput”; RISTF, art. 172). _____________________________________ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP O eminente Senhor Procurador-Geral da República, por sua vez, opinou pela inconstitucionalidade da lei estadual ora impugnada, fazendo-o em manifestação que está assim ementada: “Ação direta de inconstitucionalidade. Lei 1.595, de 28 de dezembro de 2011, do Estado do Amapá. Norma de iniciativa parlamentar que autoriza o Poder Executivo a conceder aumento aos subsídios dos agentes e oficiais da Polícia Civil, vinculando-os aos subsídios dos delegados de polícia. 1. Mérito: 1.1 Matéria de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, alínea ‘a’, da Constituição Federal. 1.2 Vedação constitucional de vinculação ou equiparação remuneratória entre servidores de carreiras diversas (art. 37, XIII, da Carta Política). Parecer pela procedência do pedido.” (grifei) Este é o relatório, de cujo texto a Secretaria remeterá cópia a todos os Senhores Ministros deste Egrégio Tribunal (Lei n 9.868/99, art. 9..., “caput”; RISTF, art. 172). _____________________________________ 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14925039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 01/08/2018 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Destaco, inicialmente, a plena legitimidade do comportamento processual do Senhor Advogado-Geral da União, cujo pronunciamento favorável à procedência da presente ação direta tem suporte na orientação jurisprudencial que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou em diversos precedentes (RTJ 213/436-438 – ADI 341/PR – ADI 1.440/SC, v.g.). A jurisprudência desta Suprema Corte já se consolidou no sentido de que o Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender, incondicionalmente, o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional: “ATUAÇÃO DO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO NO PROCESSO DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – O Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional. Precedentes.” (ADI 2.681-MC/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Destaco, inicialmente, a plena legitimidade do comportamento processual do Senhor Advogado-Geral da União, cujo pronunciamento favorável à procedência da presente ação direta tem suporte na orientação jurisprudencial que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou em diversos precedentes (RTJ 213/436-438 – ADI 341/PR – ADI 1.440/SC, v.g.). A jurisprudência desta Suprema Corte já se consolidou no sentido de que o Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender, incondicionalmente, o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional: “ATUAÇÃO DO ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO NO PROCESSO DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO – O Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional. Precedentes.” (ADI 2.681-MC/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP Vale rememorar, no ponto, que o Supremo Tribunal Federal, por mais de uma vez, já teve a oportunidade de advertir que “o Advogado-Geral da União não está obrigado a defender tese jurídica se sobre ela esta Corte já fixou entendimento pela sua inconstitucionalidade” (ADI 1.616/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei). Esse entendimento jurisprudencial veio a ser reafirmado nos julgamentos da ADI 2.101/MS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, e da ADI 3.916/DF, Rel. Min. EROS GRAU. Incensurável, desse modo, sob a perspectiva de suas funções no processo de fiscalização normativa abstrata, o pronunciamento que, nestes autos, manifestou o Senhor Advogado-Geral da União. Prosseguindo neste julgamento, Senhora Presidente, tenho por formalmente inconstitucional a Lei n 1.595/2011 editada pelo Estado do Amapá, eis que configurada, na espécie, hipótese de usurpação do poder de iniciativa atribuído ao Chefe do Poder Executivo local, considerado o fato de que o diploma legislativo em questão, resultante de projeto apresentado por Deputado Estadual, além de envolver autorização para aumento da despesa pública, também veicula matéria inerente ao regime jurídico de servidores públicos. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao examinar a controvérsia ora em julgamento, tem reiteradamente advertido que “O modelo estruturador do processo legislativo, tal como delineado em seus aspectos fundamentais pela Carta da República, impõe-se, enquanto padrão normativo de compulsório atendimento, à observância incondicional dos Estados-membros” (RTJ 170/792, Rel. Min. CELSO DE MELLO). A disciplina normativa pertinente à concessão, a servidores públicos estaduais vinculados ao Poder Executivo, de vantagens pecuniárias ou de benefícios funcionais onerosos traduz matéria que se insere, por efeito de sua natureza mesma, na esfera de exclusiva iniciativa do Chefe do Poder 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP Vale rememorar, no ponto, que o Supremo Tribunal Federal, por mais de uma vez, já teve a oportunidade de advertir que “o Advogado-Geral da União não está obrigado a defender tese jurídica se sobre ela esta Corte já fixou entendimento pela sua inconstitucionalidade” (ADI 1.616/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei). Esse entendimento jurisprudencial veio a ser reafirmado nos julgamentos da ADI 2.101/MS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, e da ADI 3.916/DF, Rel. Min. EROS GRAU. Incensurável, desse modo, sob a perspectiva de suas funções no processo de fiscalização normativa abstrata, o pronunciamento que, nestes autos, manifestou o Senhor Advogado-Geral da União. Prosseguindo neste julgamento, Senhora Presidente, tenho por formalmente inconstitucional a Lei n 1.595/2011 editada pelo Estado do Amapá, eis que configurada, na espécie, hipótese de usurpação do poder de iniciativa atribuído ao Chefe do Poder Executivo local, considerado o fato de que o diploma legislativo em questão, resultante de projeto apresentado por Deputado Estadual, além de envolver autorização para aumento da despesa pública, também veicula matéria inerente ao regime jurídico de servidores públicos. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao examinar a controvérsia ora em julgamento, tem reiteradamente advertido que “O modelo estruturador do processo legislativo, tal como delineado em seus aspectos fundamentais pela Carta da República, impõe-se, enquanto padrão normativo de compulsório atendimento, à observância incondicional dos Estados-membros” (RTJ 170/792, Rel. Min. CELSO DE MELLO). A disciplina normativa pertinente à concessão, a servidores públicos estaduais vinculados ao Poder Executivo, de vantagens pecuniárias ou de benefícios funcionais onerosos traduz matéria que se insere, por efeito de sua natureza mesma, na esfera de exclusiva iniciativa do Chefe do Poder 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP Executivo, em face da cláusula de reserva inscrita no art. 61, § 1..., II, “a” e “c”, da Constituição da República, que consagra princípio fundamental inteiramente aplicável, em tema de processo legislativo , aos Estados- -membros (RTJ 150/341 , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RTJ 150/482 , Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 155/22 , Rel. Min. CÉLIO BORJA – RTJ 156/777 , Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 156/788 , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RTJ 174/75, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RTJ 178/621, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 185/408-409, Rel. Min. ELLEN GRACIE – ADI 1.060-MC/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – ADI 1.729-MC/RN , Rel. Min. NELSON JOBIM – ADI 1.730-MC/RS , Rel. Min. MOREIRA ALVES – ADI 2.115-MC/RS , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 2.336-MC/SC , Rel. Min. NELSON JOBIM – ADI 2.400-MC/SC , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 2.417- -MC/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – ADI 2.569/CE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.): “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADES FORMAL E MATERIAL DOS ARTS. 4... E 5... DA LEI N. 227/1989, DO ESTADO DE RONDÔNIA. AFRONTA AOS ARTS. 25, 37, INC. X E XIII, 61, § 1..., INC. I, ALÍNEA ‘A’, E 63 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 1. Inconstitucionalidade formal dos arts. 4... e 5... da Lei n. 227/1989, que desencadeiam aumento de despesa pública em matéria de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo. Afronta aos arts. 25; 61, § 1..., inc. I, alínea ‘a’; e 63 da Constituição da República. 2. Inconstitucionalidade material dos arts. 4... e 5... da Lei n. 227/1989, ao impor vinculação dos valores remuneratórios dos servidores rondonienses com aqueles fixados pela União para os seus servidores (art. 37, inc. XIII, da Constituição da República). 3. Afronta ao art. 37, inc. X, da Constituição da República, que exige a edição de lei específica para a fixação de remuneração de servidores públicos, o que não se mostrou compatível com o disposto na Lei estadual n. 227/89. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP Executivo, em face da cláusula de reserva inscrita no art. 61, § 1..., II, “a” e “c”, da Constituição da República, que consagra princípio fundamental inteiramente aplicável, em tema de processo legislativo , aos Estados- -membros (RTJ 150/341 , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RTJ 150/482 , Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 155/22 , Rel. Min. CÉLIO BORJA – RTJ 156/777 , Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 156/788 , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RTJ 174/75, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RTJ 178/621, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RTJ 185/408-409, Rel. Min. ELLEN GRACIE – ADI 1.060-MC/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – ADI 1.729-MC/RN , Rel. Min. NELSON JOBIM – ADI 1.730-MC/RS , Rel. Min. MOREIRA ALVES – ADI 2.115-MC/RS , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 2.336-MC/SC , Rel. Min. NELSON JOBIM – ADI 2.400-MC/SC , Rel. Min. ILMAR GALVÃO – ADI 2.417- -MC/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – ADI 2.569/CE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.): “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. INCONSTITUCIONALIDADES FORMAL E MATERIAL DOS ARTS. 4... E 5... DA LEI N. 227/1989, DO ESTADO DE RONDÔNIA. AFRONTA AOS ARTS. 25, 37, INC. X E XIII, 61, § 1..., INC. I, ALÍNEA ‘A’, E 63 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 1. Inconstitucionalidade formal dos arts. 4... e 5... da Lei n. 227/1989, que desencadeiam aumento de despesa pública em matéria de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo. Afronta aos arts. 25; 61, § 1..., inc. I, alínea ‘a’; e 63 da Constituição da República. 2. Inconstitucionalidade material dos arts. 4... e 5... da Lei n. 227/1989, ao impor vinculação dos valores remuneratórios dos servidores rondonienses com aqueles fixados pela União para os seus servidores (art. 37, inc. XIII, da Constituição da República). 3. Afronta ao art. 37, inc. X, da Constituição da República, que exige a edição de lei específica para a fixação de remuneração de servidores públicos, o que não se mostrou compatível com o disposto na Lei estadual n. 227/89. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP 4. Competência privativa do Estado para legislar sobre política remuneratória de seus servidores. Autonomia dos Estados-membros. Precedentes. 5. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (RTJ 204/941, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO LEGISLATIVO: INICIATIVA LEGISLATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. C.F., art. 61, § 1..., II, ‘c’. INICIATIVA LEGISLATIVA RESERVADA A OUTRO PODER: PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. C.F., art. 2.... I. – As regras básicas do processo legislativo federal são de observância obrigatória pelos Estados-membros e Municípios. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. II. – Leis que disponham sobre servidores públicos são de iniciativa reservada ao Chefe do Poder Executivo (C.F., art. 61, § 1..., II, ‘a’, ‘c’, ‘f’), à Câmara dos Deputados (C.F., art. 51, IV), ao Senado Federal (C.F., art. 52, XIII), ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça (C.F., art. 96, II, ‘b’). III. – Lei de iniciativa reservada a outro poder: não-observância: ofensa ao princípio da separação dos poderes (C.F., art. 2...). IV. – Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 2.731/ES, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “(...) 1. Ao alterar a jornada de trabalho de categorias específicas, a Lei 751/03, de iniciativa parlamentar, cuidou do regime jurídico de servidores estaduais, e, com isso, incursionou indevidamente em domínio temático cuja iniciativa é reservada ao Chefe do Poder Executivo, nos termos do art. 61, II, § 1..., ‘c’, da Constituição Federal de 1988. Precedentes. 2. O sancionamento tácito do Governador do Estado do Amapá em exercício ao projeto que resultou na Lei estadual 751/03 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP 4. Competência privativa do Estado para legislar sobre política remuneratória de seus servidores. Autonomia dos Estados-membros. Precedentes. 5. Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (RTJ 204/941, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) “CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO LEGISLATIVO: INICIATIVA LEGISLATIVA DO CHEFE DO PODER EXECUTIVO. C.F., art. 61, § 1..., II, ‘c’. INICIATIVA LEGISLATIVA RESERVADA A OUTRO PODER: PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. C.F., art. 2.... I. – As regras básicas do processo legislativo federal são de observância obrigatória pelos Estados-membros e Municípios. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. II. – Leis que disponham sobre servidores públicos são de iniciativa reservada ao Chefe do Poder Executivo (C.F., art. 61, § 1..., II, ‘a’, ‘c’, ‘f’), à Câmara dos Deputados (C.F., art. 51, IV), ao Senado Federal (C.F., art. 52, XIII), ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça (C.F., art. 96, II, ‘b’). III. – Lei de iniciativa reservada a outro poder: não-observância: ofensa ao princípio da separação dos poderes (C.F., art. 2...). IV. – Ação direta de inconstitucionalidade julgada procedente.” (ADI 2.731/ES, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “(...) 1. Ao alterar a jornada de trabalho de categorias específicas, a Lei 751/03, de iniciativa parlamentar, cuidou do regime jurídico de servidores estaduais, e, com isso, incursionou indevidamente em domínio temático cuja iniciativa é reservada ao Chefe do Poder Executivo, nos termos do art. 61, II, § 1..., ‘c’, da Constituição Federal de 1988. Precedentes. 2. O sancionamento tácito do Governador do Estado do Amapá em exercício ao projeto que resultou na Lei estadual 751/03 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP não tem o condão de convalidar o vício de iniciativa originário. Precedentes. 3. Ação direta de inconstitucionalidade parcialmente conhecida e, nesta parte, julgada procedente.” (ADI 3.627/AP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “(...) 2. Viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, ‘a’, extensível aos Estados- -Membros por força do art. 25 da Constituição Federal de 1988) a concessão de gratificação a policiais militares integrantes de assessoria militar junto ao Tribunal de Contas estadual. O exercício funcional junto a outros órgãos ou Poderes não desnatura o vínculo entre esses servidores e seu cargo e órgão de origem. 3. Ação julgada procedente.” (ADI 5.004/AL, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – grifei) Na realidade, e consoante tem decidido esta Suprema Corte (RTJ 146/388, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), a definição do poder de instauração do processo legislativo, de um lado, e a designação das hipóteses de reserva de iniciativa em favor do Chefe do Poder Executivo, de outro, derivam de postulados que, inscritos na Carta da República, impõem-se à compulsória observância das demais unidades federadas (Estados-membros, Distrito Federal e Municípios). Esse entendimento jurisprudencial reflete o magistério da doutrina (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Do Processo Legislativo”, p. 244, item n. 161-B, 3... ed., 1995, Saraiva, v.g.) que, ao discutir a questão da aplicabilidade aos Estados-membros dos princípios gerais consagrados pela Constituição Federal em tema de processo legislativo, identifica entre os postulados de caráter vinculante precisamente aquele concernente à reserva de iniciativa, em situações e em hipóteses análogas às definidas pela Carta da República. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP não tem o condão de convalidar o vício de iniciativa originário. Precedentes. 3. Ação direta de inconstitucionalidade parcialmente conhecida e, nesta parte, julgada procedente.” (ADI 3.627/AP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “(...) 2. Viola a cláusula de reserva de iniciativa do chefe do Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, ‘a’, extensível aos Estados- -Membros por força do art. 25 da Constituição Federal de 1988) a concessão de gratificação a policiais militares integrantes de assessoria militar junto ao Tribunal de Contas estadual. O exercício funcional junto a outros órgãos ou Poderes não desnatura o vínculo entre esses servidores e seu cargo e órgão de origem. 3. Ação julgada procedente.” (ADI 5.004/AL, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – grifei) Na realidade, e consoante tem decidido esta Suprema Corte (RTJ 146/388, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), a definição do poder de instauração do processo legislativo, de um lado, e a designação das hipóteses de reserva de iniciativa em favor do Chefe do Poder Executivo, de outro, derivam de postulados que, inscritos na Carta da República, impõem-se à compulsória observância das demais unidades federadas (Estados-membros, Distrito Federal e Municípios). Esse entendimento jurisprudencial reflete o magistério da doutrina (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Do Processo Legislativo”, p. 244, item n. 161-B, 3... ed., 1995, Saraiva, v.g.) que, ao discutir a questão da aplicabilidade aos Estados-membros dos princípios gerais consagrados pela Constituição Federal em tema de processo legislativo, identifica entre os postulados de caráter vinculante precisamente aquele concernente à reserva de iniciativa, em situações e em hipóteses análogas às definidas pela Carta da República. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP No caso, o conteúdo material do diploma legislativo ora impugnado (Lei estadual n 1.595/2011) evidencia que a matéria nele veiculada, não obstante a cláusula de reserva, foi disciplinada por proposta parlamentar que se insinuou em domínio normativo (regime jurídico de servidores públicos e aumento de despesa pública) submetido, com exclusividade, ao poder de iniciativa constitucionalmente outorgado ao Chefe do Poder Executivo local. Nem se diga que, por tratar-se de mera autorização legislativa, não obstante referente a regime jurídico de servidores públicos, a estipêndio funcional e a despesa pública, o diploma legislativo em causa não teria importado em usurpação do poder de iniciativa reservado ao Chefe do Executivo, pois, em se registrando tal hipótese, ainda assim esta Corte Suprema tem reconhecido ocorrente, mesmo cuidando-se de leis autorizativas, situação de inconstitucionalidade formal: “Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Lei Estadual n 791/98, que autoriza concessão de ‘Abono Especial Mensal’ a todos os servidores da Administração Direta do Estado. 3. Lei de iniciativa parlamentar. Usurpação de competência legislativa exclusiva do Chefe do Poder Executivo. 4. Violação do art. 61, § 1..., II, ‘a’, da Constituição Federal. 5. Precedentes. 6. Procedência da ação.” (ADI 1.955/RO, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Não foi por outro motivo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a ADI 3.176/AP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, igualmente ajuizada pelo Senhor Governador do Estado do Amapá em face de lei editada por essa unidade da Federação, veio a reconhecer a inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa (Constituição Federal de 1988, art. 61, § 1..., II, “a”), do ato normativo impugnado, consubstanciador de autorização legislativa para que o Poder Executivo estadual concedesse vantagem financeira a determinada categoria funcional, em razão da matéria 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP No caso, o conteúdo material do diploma legislativo ora impugnado (Lei estadual n 1.595/2011) evidencia que a matéria nele veiculada, não obstante a cláusula de reserva, foi disciplinada por proposta parlamentar que se insinuou em domínio normativo (regime jurídico de servidores públicos e aumento de despesa pública) submetido, com exclusividade, ao poder de iniciativa constitucionalmente outorgado ao Chefe do Poder Executivo local. Nem se diga que, por tratar-se de mera autorização legislativa, não obstante referente a regime jurídico de servidores públicos, a estipêndio funcional e a despesa pública, o diploma legislativo em causa não teria importado em usurpação do poder de iniciativa reservado ao Chefe do Executivo, pois, em se registrando tal hipótese, ainda assim esta Corte Suprema tem reconhecido ocorrente, mesmo cuidando-se de leis autorizativas, situação de inconstitucionalidade formal: “Ação direta de inconstitucionalidade. 2. Lei Estadual n 791/98, que autoriza concessão de ‘Abono Especial Mensal’ a todos os servidores da Administração Direta do Estado. 3. Lei de iniciativa parlamentar. Usurpação de competência legislativa exclusiva do Chefe do Poder Executivo. 4. Violação do art. 61, § 1..., II, ‘a’, da Constituição Federal. 5. Precedentes. 6. Procedência da ação.” (ADI 1.955/RO, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Não foi por outro motivo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a ADI 3.176/AP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, igualmente ajuizada pelo Senhor Governador do Estado do Amapá em face de lei editada por essa unidade da Federação, veio a reconhecer a inconstitucionalidade formal, por vício de iniciativa (Constituição Federal de 1988, art. 61, § 1..., II, “a”), do ato normativo impugnado, consubstanciador de autorização legislativa para que o Poder Executivo estadual concedesse vantagem financeira a determinada categoria funcional, em razão da matéria 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP achar-se no âmbito temático que a Constituição Federal reservou, em caráter privativo, à iniciativa do Chefe do Poder Executivo estadual: “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Lei n 740/2003, do Estado do Amapá. Competência legislativa. Servidor Público. Regime jurídico. Vencimentos. Acréscimo de vantagem pecuniária. Adicional de Desempenho a certa classe de servidores. Inadmissibilidade. Matéria de iniciativa exclusiva do Governador do Estado, Chefe do Poder Executivo. Usurpação caracterizada. Inconstitucionalidade formal reconhecida. Ofensa ao art. 61, § 1..., II, alínea ‘a’, da Constituição Federal de 1988, aplicáveis aos estados. Ação julgada procedente. Precedentes. É inconstitucional a lei que, de iniciativa parlamentar, conceda ou autorize conceder vantagem pecuniária a certa classe de servidores públicos.” (grifei) Cumpre ter presente, bem por isso, na linha do magistério jurisprudencial longamente consolidado nesta Corte Suprema, que “A cláusula de reserva pertinente ao poder de instauração do processo legislativo traduz postulado constitucional de observância compulsória pelos Estados-membros” (ADI 766/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO), de modo que “Incide em vício de inconstitucionalidade formal a norma legal estadual que, oriunda de iniciativa parlamentar, versa matéria sujeita à iniciativa constitucionalmente reservada ao Chefe do Poder Executivo” (ADI 766/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Impende relembrar que a análise da fase introdutória do processo de formação das leis permite nela distinguir, em face da própria excepcionalidade de que se reveste, a modalidade de iniciativa exclusiva de sua instauração. Nesse contexto, a Lei Fundamental da República elegeu determinados núcleos temáticos para o efeito de, ao discriminá-los de modo taxativo, submetê-los, em regime de absoluta exclusividade, à iniciativa de determinados órgãos ou agentes estatais. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP achar-se no âmbito temático que a Constituição Federal reservou, em caráter privativo, à iniciativa do Chefe do Poder Executivo estadual: “INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Lei n 740/2003, do Estado do Amapá. Competência legislativa. Servidor Público. Regime jurídico. Vencimentos. Acréscimo de vantagem pecuniária. Adicional de Desempenho a certa classe de servidores. Inadmissibilidade. Matéria de iniciativa exclusiva do Governador do Estado, Chefe do Poder Executivo. Usurpação caracterizada. Inconstitucionalidade formal reconhecida. Ofensa ao art. 61, § 1..., II, alínea ‘a’, da Constituição Federal de 1988, aplicáveis aos estados. Ação julgada procedente. Precedentes. É inconstitucional a lei que, de iniciativa parlamentar, conceda ou autorize conceder vantagem pecuniária a certa classe de servidores públicos.” (grifei) Cumpre ter presente, bem por isso, na linha do magistério jurisprudencial longamente consolidado nesta Corte Suprema, que “A cláusula de reserva pertinente ao poder de instauração do processo legislativo traduz postulado constitucional de observância compulsória pelos Estados-membros” (ADI 766/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO), de modo que “Incide em vício de inconstitucionalidade formal a norma legal estadual que, oriunda de iniciativa parlamentar, versa matéria sujeita à iniciativa constitucionalmente reservada ao Chefe do Poder Executivo” (ADI 766/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO). Impende relembrar que a análise da fase introdutória do processo de formação das leis permite nela distinguir, em face da própria excepcionalidade de que se reveste, a modalidade de iniciativa exclusiva de sua instauração. Nesse contexto, a Lei Fundamental da República elegeu determinados núcleos temáticos para o efeito de, ao discriminá-los de modo taxativo, submetê-los, em regime de absoluta exclusividade, à iniciativa de determinados órgãos ou agentes estatais. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP A natureza especial que assume a cláusula referente à iniciativa reservada das leis caracteriza, em nosso sistema de direito, derrogação que excepciona o princípio geral da legitimação concorrente para a instauração do processo de formação das espécies legislativas. Disso decorre, portanto, que não se deve presumir a incidência da cláusula de reserva, que deve resultar, necessariamente, como no caso ora em exame, de explícita previsão constitucional. Cabe registrar, por oportuno, o magistério de JOSÉ AFONSO DA SILVA (“Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 497/498, 10... ed., 1995, Malheiros), para quem a outorga do poder de instauração do processo legislativo qualificada, “ope constitutionis”, pela nota da privatividade afasta – em função do caráter extraordinário de que se reveste – a possibilidade jurídica da coparticipação de terceiros na fase introdutória do procedimento de produção normativa. Nesse quadro delineado pela própria Constituição da República, a ação legislativa do Estado-membro revela-se essencialmente condicionada pela necessidade de fiel observância e submissão às diretrizes constitucionais referentes ao postulado da iniciativa reservada, em tema de formação das leis. O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo de positivação formal do Direito, gerado pela usurpação do poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade jurídica do ato legislativo eventualmente editado. Dentro desse contexto – em que se ressalta a imperatividade da vontade subordinante do poder constituinte –, nem mesmo a aquiescência do Chefe do Executivo mediante sanção ao projeto de lei, ainda quando dele 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP A natureza especial que assume a cláusula referente à iniciativa reservada das leis caracteriza, em nosso sistema de direito, derrogação que excepciona o princípio geral da legitimação concorrente para a instauração do processo de formação das espécies legislativas. Disso decorre, portanto, que não se deve presumir a incidência da cláusula de reserva, que deve resultar, necessariamente, como no caso ora em exame, de explícita previsão constitucional. Cabe registrar, por oportuno, o magistério de JOSÉ AFONSO DA SILVA (“Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 497/498, 10... ed., 1995, Malheiros), para quem a outorga do poder de instauração do processo legislativo qualificada, “ope constitutionis”, pela nota da privatividade afasta – em função do caráter extraordinário de que se reveste – a possibilidade jurídica da coparticipação de terceiros na fase introdutória do procedimento de produção normativa. Nesse quadro delineado pela própria Constituição da República, a ação legislativa do Estado-membro revela-se essencialmente condicionada pela necessidade de fiel observância e submissão às diretrizes constitucionais referentes ao postulado da iniciativa reservada, em tema de formação das leis. O desrespeito à prerrogativa de iniciar o processo de positivação formal do Direito, gerado pela usurpação do poder sujeito à cláusula de reserva, traduz vício jurídico de gravidade inquestionável, cuja ocorrência reflete típica hipótese de inconstitucionalidade formal, apta a infirmar, de modo irremissível, a própria integridade jurídica do ato legislativo eventualmente editado. Dentro desse contexto – em que se ressalta a imperatividade da vontade subordinante do poder constituinte –, nem mesmo a aquiescência do Chefe do Executivo mediante sanção ao projeto de lei, ainda quando dele 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Por isso mesmo, a tese da convalidação das leis resultantes do procedimento inconstitucional de usurpação – ainda que admitida por esta Corte sob a égide da Constituição de 1946 (Súmula n 5) – não mais prevalece, repudiada que foi seja em face do magistério da doutrina (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Do Processo Legislativo”, p. 214/217, item n. 133, 5... ed., 2002, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.098, 2002, Atlas; MARCELLO CAETANO, “Direito Constitucional”, vol. II/332, item n. 116, 1978, Forense; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 3/262-263, 1992, Saraiva; FRANCISCO CAMPOS, “Parecer”, “in” RDA 73/380; CAIO TÁCITO, “Parecer”, “in” RDA 68/341), seja, ainda, em razão da jurisprudência dos Tribunais, inclusive a desta Corte (RTJ 69/625 – RTJ 103/36 – RDA 72/226, v.g.). Vale referir, neste ponto, que a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em questão orienta-se no sentido de que a sanção não supre o vício resultante da usurpação de iniciativa, não mais subsistindo, em consequência, ante a sua manifesta incompatibilidade com o modelo positivado na vigente Constituição da República, a Súmula n 5 enunciada por esta Corte (RTJ 174/75, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RTJ 180/91, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – ADI 2.192-MC/ES, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ADI 2.840/ES, Rel. Min. ELLEN GRACIE, v.g.): “(...) USURPAÇÃO DE INICIATIVA E SANÇÃO EXECUTIVA: A sanção a projeto de lei que veicule norma resultante de emenda parlamentar aprovada com transgressão à cláusula inscrita no art. 63, I, da Carta Federal não tem o condão de sanar o vício de inconstitucionalidade formal, eis que a só vontade do Chefe do Executivo – ainda que deste seja a prerrogativa institucional usurpada – revela-se juridicamente insuficiente para convalidar o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP seja a prerrogativa usurpada, tem o condão de sanar esse defeito jurídico radical. Por isso mesmo, a tese da convalidação das leis resultantes do procedimento inconstitucional de usurpação – ainda que admitida por esta Corte sob a égide da Constituição de 1946 (Súmula n 5) – não mais prevalece, repudiada que foi seja em face do magistério da doutrina (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Do Processo Legislativo”, p. 214/217, item n. 133, 5... ed., 2002, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.098, 2002, Atlas; MARCELLO CAETANO, “Direito Constitucional”, vol. II/332, item n. 116, 1978, Forense; PINTO FERREIRA, “Comentários à Constituição Brasileira”, vol. 3/262-263, 1992, Saraiva; FRANCISCO CAMPOS, “Parecer”, “in” RDA 73/380; CAIO TÁCITO, “Parecer”, “in” RDA 68/341), seja, ainda, em razão da jurisprudência dos Tribunais, inclusive a desta Corte (RTJ 69/625 – RTJ 103/36 – RDA 72/226, v.g.). Vale referir, neste ponto, que a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em questão orienta-se no sentido de que a sanção não supre o vício resultante da usurpação de iniciativa, não mais subsistindo, em consequência, ante a sua manifesta incompatibilidade com o modelo positivado na vigente Constituição da República, a Súmula n 5 enunciada por esta Corte (RTJ 174/75, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RTJ 180/91, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – ADI 2.192-MC/ES, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – ADI 2.840/ES, Rel. Min. ELLEN GRACIE, v.g.): “(...) USURPAÇÃO DE INICIATIVA E SANÇÃO EXECUTIVA: A sanção a projeto de lei que veicule norma resultante de emenda parlamentar aprovada com transgressão à cláusula inscrita no art. 63, I, da Carta Federal não tem o condão de sanar o vício de inconstitucionalidade formal, eis que a só vontade do Chefe do Executivo – ainda que deste seja a prerrogativa institucional usurpada – revela-se juridicamente insuficiente para convalidar o 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP defeito radical oriundo do descumprimento da Constituição da República. Precedente. (…).” (RTJ 168/87, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “VENCIMENTOS – INICIATIVA DE PROJETO. A teor do artigo 61, § 1..., inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, são de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo as leis que disponham acerca da criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica e aumento de remuneração. Relevância de pedido de liminar formulado em ação direta de inconstitucionalidade, no que, encaminhado o projeto pelo Executivo versando sobre tributo, veio a ser emendado na Assembleia para ser normatizada remuneração de servidores. Irrelevância da sanção que se seguiu.” (ADI 2.192-MC/ES, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “A SANÇÃO DO PROJETO DE LEI NÃO CONVALIDA O VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE RESULTANTE DA USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA – A ulterior aquiescência do Chefe do Poder Executivo, mediante sanção do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, não tem o condão de sanar o vício radical da inconstitucionalidade. Insubsistência da Súmula n 5/Supremo Tribunal Federal. Doutrina. Precedentes.” (ADI 2.867/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO) No caso presente, o diploma legislativo questionado – que dispõe sobre matéria peculiar ao regime jurídico dos servidores públicos, além de importar em aumento da despesa pública – decorreu de processo instaurado por iniciativa parlamentar. Não obstante o veto governamental, a Assembleia Legislativa local, ao rejeitá-lo, fez promulgar, por intermédio de seu Presidente, a Lei estadual n 1.595/2011. Daí porque o Governador do Estado do Amapá, insurgindo-se contra o diploma legal referido, deduziu pretensão de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP defeito radical oriundo do descumprimento da Constituição da República. Precedente. (…).” (RTJ 168/87, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “VENCIMENTOS – INICIATIVA DE PROJETO. A teor do artigo 61, § 1..., inciso II, alínea ‘a’, da Constituição Federal, são de iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo as leis que disponham acerca da criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica e aumento de remuneração. Relevância de pedido de liminar formulado em ação direta de inconstitucionalidade, no que, encaminhado o projeto pelo Executivo versando sobre tributo, veio a ser emendado na Assembleia para ser normatizada remuneração de servidores. Irrelevância da sanção que se seguiu.” (ADI 2.192-MC/ES, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – grifei) “A SANÇÃO DO PROJETO DE LEI NÃO CONVALIDA O VÍCIO DE INCONSTITUCIONALIDADE RESULTANTE DA USURPAÇÃO DO PODER DE INICIATIVA – A ulterior aquiescência do Chefe do Poder Executivo, mediante sanção do projeto de lei, ainda quando dele seja a prerrogativa usurpada, não tem o condão de sanar o vício radical da inconstitucionalidade. Insubsistência da Súmula n 5/Supremo Tribunal Federal. Doutrina. Precedentes.” (ADI 2.867/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO) No caso presente, o diploma legislativo questionado – que dispõe sobre matéria peculiar ao regime jurídico dos servidores públicos, além de importar em aumento da despesa pública – decorreu de processo instaurado por iniciativa parlamentar. Não obstante o veto governamental, a Assembleia Legislativa local, ao rejeitá-lo, fez promulgar, por intermédio de seu Presidente, a Lei estadual n 1.595/2011. Daí porque o Governador do Estado do Amapá, insurgindo-se contra o diploma legal referido, deduziu pretensão de 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP inconstitucionalidade, sustentando ofensa ao postulado nuclear da separação de poderes, a partir da ocorrência de usurpação da prerrogativa exclusiva de iniciar, na matéria, o devido processo legislativo. Parece-me evidente que a Lei estadual ora questionada veicula normas que se submetem, em função de seu próprio conteúdo material, ao exclusivo poder de iniciativa do Chefe do Executivo local. Não se pode perder de perspectiva, neste ponto – e especialmente no que concerne ao sentido da locução constitucional regime jurídico dos servidores públicos –, que tal expressão exterioriza o conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Trata-se, em essência, de noção que, em virtude da extensão de sua abrangência conceitual, compreende, como enfatiza a jurisprudência desta Corte (ADI 1.381-MC/AL, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ADI 2.867/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), todas as regras pertinentes (a) às formas de provimento, (b) às formas de nomeação, (c) à realização do concurso, (d) à posse, (e) ao exercício, inclusive as hipóteses de afastamento, de dispensa de ponto e de contagem de tempo de serviço, (f) às hipóteses de vacância, (g) à promoção e respectivos critérios, bem como avaliação do mérito e classificação final (cursos, títulos, interstícios mínimos), (h) aos direitos e às vantagens de ordem pecuniária, (i) às reposições salariais e aos vencimentos, (j) ao horário de trabalho e ao ponto, inclusive os regimes especiais de trabalho, (k) aos adicionais por tempo de serviço, gratificações, diárias, ajudas de custo e acumulações remuneradas, (l) às férias, licenças em geral, estabilidade, disponibilidade, aposentadoria, (m) aos deveres e proibições, (n) às penalidades e sua aplicação e (o) ao processo administrativo. A lei em causa, cuja formação derivou de iniciativa parlamentar, viabilizou aumento da despesa pública e interferiu no regime jurídico dos 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP inconstitucionalidade, sustentando ofensa ao postulado nuclear da separação de poderes, a partir da ocorrência de usurpação da prerrogativa exclusiva de iniciar, na matéria, o devido processo legislativo. Parece-me evidente que a Lei estadual ora questionada veicula normas que se submetem, em função de seu próprio conteúdo material, ao exclusivo poder de iniciativa do Chefe do Executivo local. Não se pode perder de perspectiva, neste ponto – e especialmente no que concerne ao sentido da locução constitucional regime jurídico dos servidores públicos –, que tal expressão exterioriza o conjunto de normas que disciplinam os diversos aspectos das relações, estatutárias ou contratuais, mantidas pelo Estado com os seus agentes. Trata-se, em essência, de noção que, em virtude da extensão de sua abrangência conceitual, compreende, como enfatiza a jurisprudência desta Corte (ADI 1.381-MC/AL, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ADI 2.867/ES, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), todas as regras pertinentes (a) às formas de provimento, (b) às formas de nomeação, (c) à realização do concurso, (d) à posse, (e) ao exercício, inclusive as hipóteses de afastamento, de dispensa de ponto e de contagem de tempo de serviço, (f) às hipóteses de vacância, (g) à promoção e respectivos critérios, bem como avaliação do mérito e classificação final (cursos, títulos, interstícios mínimos), (h) aos direitos e às vantagens de ordem pecuniária, (i) às reposições salariais e aos vencimentos, (j) ao horário de trabalho e ao ponto, inclusive os regimes especiais de trabalho, (k) aos adicionais por tempo de serviço, gratificações, diárias, ajudas de custo e acumulações remuneradas, (l) às férias, licenças em geral, estabilidade, disponibilidade, aposentadoria, (m) aos deveres e proibições, (n) às penalidades e sua aplicação e (o) ao processo administrativo. A lei em causa, cuja formação derivou de iniciativa parlamentar, viabilizou aumento da despesa pública e interferiu no regime jurídico dos 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP servidores públicos locais, com o que incidiu em domínio constitucionalmente reservado à discrição do Governador do Estado, sem cuja provocação formal não se poderia ter como legítimo e válido o processo legislativo instaurado. É por essa razão – e considerando, ainda, os fundamentos inicialmente expostos no presente voto – que entendo plenamente acolhível a pretensão de inconstitucionalidade deduzida pelo Senhor Governador do Estado do Amapá. Em suma: mostra-se formalmente inconstitucional o diploma legislativo estadual de iniciativa parlamentar que autoriza “o Poder Executivo a realinhar o subsídio” de determinada categoria de servidores públicos estaduais, pois, nesse domínio temático, a prerrogativa de instaurar o processo legislativo pertence, com exclusividade, ao Chefe do Poder Executivo, por tratar-se de concessão de vantagem que, por efeito de sua natureza mesma, interfere no regime jurídico dos servidores públicos locais, além de importar em aumento da despesa pública (RTJ 101/929 – RTJ 132/1059 – RTJ 170/383 – ADI 227/RJ, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, v.g.): “(...) 1. Conversão em pecúnia de metade das férias e da licença-prêmio adquirida, pagamento de indenização a servidor exonerado de cargo em comissão, estabilidade financeira relativamente a gratificação ou comissão a qualquer título percebida. Impossibilidade. São inconstitucionais dispositivos de Cartas Estaduais, inclusive Emendas, que fixem vencimentos e vantagens, concedam subvenção ou auxílio, ou, de qualquer modo, aumentem a despesa pública, por ser da competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo a iniciativa de lei sobre a matéria. Precedentes.” (ADI 199/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP servidores públicos locais, com o que incidiu em domínio constitucionalmente reservado à discrição do Governador do Estado, sem cuja provocação formal não se poderia ter como legítimo e válido o processo legislativo instaurado. É por essa razão – e considerando, ainda, os fundamentos inicialmente expostos no presente voto – que entendo plenamente acolhível a pretensão de inconstitucionalidade deduzida pelo Senhor Governador do Estado do Amapá. Em suma: mostra-se formalmente inconstitucional o diploma legislativo estadual de iniciativa parlamentar que autoriza “o Poder Executivo a realinhar o subsídio” de determinada categoria de servidores públicos estaduais, pois, nesse domínio temático, a prerrogativa de instaurar o processo legislativo pertence, com exclusividade, ao Chefe do Poder Executivo, por tratar-se de concessão de vantagem que, por efeito de sua natureza mesma, interfere no regime jurídico dos servidores públicos locais, além de importar em aumento da despesa pública (RTJ 101/929 – RTJ 132/1059 – RTJ 170/383 – ADI 227/RJ, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, v.g.): “(...) 1. Conversão em pecúnia de metade das férias e da licença-prêmio adquirida, pagamento de indenização a servidor exonerado de cargo em comissão, estabilidade financeira relativamente a gratificação ou comissão a qualquer título percebida. Impossibilidade. São inconstitucionais dispositivos de Cartas Estaduais, inclusive Emendas, que fixem vencimentos e vantagens, concedam subvenção ou auxílio, ou, de qualquer modo, aumentem a despesa pública, por ser da competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo a iniciativa de lei sobre a matéria. Precedentes.” (ADI 199/PE, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – grifei) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ADI 4724 / AP Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, notadamente os precedentes invocados, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, julgo procedente a presente ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei n 1.595, de 28/12/2011, editada pelo Estado do Amapá. É o meu voto. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Supremo Tribunal Federal ADI 4724 / AP Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, notadamente os precedentes invocados, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, julgo procedente a presente ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei n 1.595, de 28/12/2011, editada pelo Estado do Amapá. É o meu voto. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747894320. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/08/2018 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, são 14 processos envolvendo ataque a leis estaduais. A única justificativa aceitável para a Advocacia-Geral da União intervir nesses processos está na Constituição Federal. Ela o faz como curadora da norma impugnada. E esse princípio lembra-me de outro de Direito Penal: o pior acusado em processo-crime merece defesa. Portanto, previu-se que haveria a defesa, pela Advocacia-Geral da União, da lei questionada. Atua como curadora do ato normativo e não deve maltratar a curatelada, que é a lei. Por isso faço ressalvas, apenas ressalva, quanto aos processos que estão nos itens 9, 10, 12 e 14 da lista. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Conheço e respeito a posição do eminente Ministro MARCO AURÉLIO na questão referida por Sua Excelência. O meu voto reflete o entendimento dominante na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal a propósito da atuação do Advogado-Geral da União no processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. Esta Suprema Corte firmou diretriz jurisprudencial a respeito do sentido e do alcance da norma inscrita no § 3... do art. 103 de nossa Carta Política, enfatizando que o Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional, tal como sucede no caso ora em exame. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É só por coerência. Desde o início, sustento esse entendimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748028882. Supremo Tribunal Federal 01/08/2018 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 AMAPÁ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, são 14 processos envolvendo ataque a leis estaduais. A única justificativa aceitável para a Advocacia-Geral da União intervir nesses processos está na Constituição Federal. Ela o faz como curadora da norma impugnada. E esse princípio lembra-me de outro de Direito Penal: o pior acusado em processo-crime merece defesa. Portanto, previu-se que haveria a defesa, pela Advocacia-Geral da União, da lei questionada. Atua como curadora do ato normativo e não deve maltratar a curatelada, que é a lei. Por isso faço ressalvas, apenas ressalva, quanto aos processos que estão nos itens 9, 10, 12 e 14 da lista. O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Conheço e respeito a posição do eminente Ministro MARCO AURÉLIO na questão referida por Sua Excelência. O meu voto reflete o entendimento dominante na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal a propósito da atuação do Advogado-Geral da União no processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. Esta Suprema Corte firmou diretriz jurisprudencial a respeito do sentido e do alcance da norma inscrita no § 3... do art. 103 de nossa Carta Política, enfatizando que o Advogado-Geral da União – que, em princípio, atua como curador da presunção de constitucionalidade do ato impugnado (RTJ 131/470 – RTJ 131/958 – RTJ 170/801-802, v.g.) – não está obrigado a defender o diploma estatal, se este veicular conteúdo normativo já declarado incompatível com a Constituição da República pelo Supremo Tribunal Federal em julgamentos proferidos no exercício de sua jurisdição constitucional, tal como sucede no caso ora em exame. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É só por coerência. Desde o início, sustento esse entendimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 748028882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 01/08/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente o pedido formulado na ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei n. 1.595, de 28/12/2011, do Estado do Amapá. O Ministro Marco Aurélio acompanhou o Relator com ressalva. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1....8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747906658 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4.724 PROCED. : AMAPÁ RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO REQTE.(S) : GOVERNADOR DO ESTADO DO AMAPÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAPÁ INTDO.(A/S) : ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente o pedido formulado na ação direta, para declarar a inconstitucionalidade integral da Lei n. 1.595, de 28/12/2011, do Estado do Amapá. O Ministro Marco Aurélio acompanhou o Relator com ressalva. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 1....8.2018. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Procuradora-Geral da República, Dra. Raquel Elias Ferreira Dodge. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747906658 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 724", "ADI 4724 / AP", "RTJ 101 / 929", "Súmula n 5 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 4724 / AP", "RTJ 101 / 929", "RTJ 132 / 1059", "RTJ 170 / 383", "Súmula n 5 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 4724 / AP", "ADI 4724 / AP", "RTJ 131 / 470", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 724", "AÇÃO", "ADI 4724 / AP", "ADI 4724 / AP", "ADI 4724 / AP", "ADI 4724 / AP", "ADI 4724 / AP", "ADI 4724 / AP", "RTJ 213 / 436 - 438", "ADI 341 / PR", "ADI 1 . 440 / SC", "RTJ 131 / 470", "RTJ", "ADI 2 . 681 - MC / RJ", "RTJ 213 / 436 - 438", "ADI 341 / PR", "ADI 1 . 440 / SC", "RTJ 131 / 470", "RTJ", "ADI 2 . 681 - MC / RJ", "ADI 4724 / AP", "ADI 1 . 616 / PE", "ADI 2 . 101 / MS", "ADI 3 . 916 / DF", "RTJ 170 / 792", "ADI 4724 / AP", "ADI 1 . 616 / PE", "ADI 2 . 101 / MS", "ADI 3 . 916 / DF", "RTJ 170 / 792", "ADI 4724 / AP", "RTJ 150 / 341", "RTJ", "RTJ 156 / 777", "RTJ", "RTJ", "ADI 1 . 060 - MC / RS", "ADI 1 . 729 - MC / RN", "ADI 1 . 730 - MC / RS", "ADI 2 . 115 - MC / RS", "ADI 2 . 336 - MC / SC", "ADI 2 . 400 - MC / SC", "ADI 2 . 417", "ADI 2 . 569 / CE", "ADI 4724 / AP", "RTJ 150 / 341", "RTJ 150 / 482", "RTJ", "RTJ", "RTJ", "RTJ", "RTJ", "RTJ", "ADI 1 . 060 - MC / RS", "ADI 1 . 729 - MC / RN", "ADI 1 . 730 - MC / RS", "ADI 2 . 115 - MC / RS", "ADI 2 . 336 - MC / SC", "ADI 2 . 400 - MC / SC", "ADI 2 . 417 - - MC / SP", "ADI 2 . 569 / CE", "ADI 4724 / AP", "RTJ 204 / 941", "ADI 2 . 731 / ES", "ADI 4724 / AP", "RTJ 204 / 941", "ADI 2 . 731 / ES", "ADI 4724 / AP", "ADI 3 . 627 /", "ADI 5 . 004 / AL", "RTJ 146 / 388", "ADI 4724 / AP", "ADI 3 . 627 / AP", "ADI 5 . 004 / AL", "RTJ 146 / 388", "ADI 4724 / AP", "ADI 1 . 955 / RO", "ADI 3 . 176 / AP", "ADI 4724 / AP", "ADI 1 . 955 / RO", "ADI 3 . 176 / AP", "ADI 4724 / AP", "ADI 766 / RS", "ADI 766 / RS", "ADI 4724 / AP", "ADI 766 / RS", "ADI 766 / RS", "ADI 4724 / AP", "ADI 4724 / AP", "ADI 4724 / AP", "RTJ", "RTJ 174 / 75", "RTJ", "ADI 2 . 192 - MC / ES", "ADI 2 . 840 / ES", "ADI 4724 / AP", "RDA 68", "RTJ 69 / 625", "RTJ 103 / 36", "RDA 72 / 226", "RTJ 174 / 75", "RTJ 180 / 91", "ADI 2 . 192 - MC / ES", "ADI 2 . 840 / ES", "ADI 4724 / AP", "RTJ 168 / 87", "ADI 2 . 192 - MC / ES", "Súmula n 5 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 2 . 867 / ES", "ADI 4724 / AP", "RTJ 168 / 87", "ADI 2 . 192 - MC / ES", "Súmula n 5 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 2 . 867 / ES", "ADI 4724 / AP", "ADI 1 . 381 - MC / AL", "ADI 2 . 867 / ES", "ADI 4724 / AP", "ADI 1 . 381 - MC / AL", "ADI 2 . 867 / ES", "ADI 4724 / AP", "RTJ 101 / 929", "RTJ 132 / 1059", "RTJ 170 / 383", "ADI 227 / RJ", "ADI 199 / PE", "ADI 4724 / AP", "RTJ 101 / 929", "RTJ 132 / 1059", "RTJ 170 / 383", "ADI 227 / RJ", "ADI 199 / PE", "ADI 4724 / AP", "ADI 4724 / AP", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 724", "RTJ", "RTJ 131 / 958", "RTJ 170 / 801", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 724", "RTJ 131 / 470", "RTJ 131 / 958", "RTJ 170 / 801 - 802", "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 4 . 724" ], "LEGISLACAO": [ "LEI n 1 . 595 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1946", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1946", "Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Lei n . 1 . 595", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Lei n . 1 . 595", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 595 / 2011", "artigo 61 , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 595 / 2011", "artigo 61 , § 1 . . . , inciso II , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 4 . 176", "artigo 2 . . . da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 4 . 176", "artigo 2 . . . da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 2 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 2 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 1 . 595", "art . 61 , § 1 . . . , II , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal", "art . 37 , XIII , da Carta Política", "Lei n 9 . 868 / 99 , art . 9 . . . , “ caput ”", "RISTF , art . 172", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 1 . 595", "art . 61 , § 1 . . . , II , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal", "art . 37 , XIII , da Carta Política", "Lei n 9 . 868 / 99 , art . 9 . . . , “ caput ”", "RISTF , art . 172", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 595 / 2011", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 595 / 2011", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 61 , § 1 . . . , II , “ a ” e “ c ” , da Constituição da República", "ARTS . 4 . . . E 5 . . . DA", "LEI N . 227 / 1989", "ARTS . 25 , 37 , INC . X E XIII , 61 , § 1 . . . , INC . I , ALÍNEA ‘ A ’ , E", "63 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "arts . 4 . . . e", "arts . 25 ; 61 , § 1 . . . , inc . I , alínea ‘ a ’ ; e", "63 da Constituição da República", "arts", "Lei n . 227 / 1989", "art . 37 , inc . XIII , da Constituição da República", "art . 37 , inc . X , da Constituição da República", "Lei estadual n . 227 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 61 , § 1 . . . , II , “ a ” e “ c ” , da Constituição da República", "ARTS", "LEI N . 227 / 1989", "63 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "arts . 4 . . . e", "Lei n . 227 / 1989", "arts . 25 ; 61 , § 1 . . . , inc . I , alínea ‘ a ’ ; e 63 da Constituição da República", "arts", "Lei n . 227 / 1989", "art . 37 , inc . XIII , da Constituição da República", "art . 37 , inc . X , da Constituição da República", "Lei estadual n . 227 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "C", ".", "Lei 751 / 03", "art . 61 , II , § 1 . . . , ‘ c ’ , da Constituição Federal de 1988", "Lei estadual 751 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 751 / 03", "art . 61 , II , § 1 . . . , ‘ c ’ , da Constituição Federal de 1988", "Lei estadual 751 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 25 da Constituição Federal de 1988", "Carta da República", "Constituição Federal", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 25 da Constituição Federal de 1988", "Carta da República", "Constituição Federal", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 1 . 595 / 2011", "Lei Estadual n 791 / 98", "art . 61 , § 1 . . . , II , ‘ a ’ , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 61 , § 1 . . . , II , “ a ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 1 . 595 / 2011", "Lei Estadual n 791 / 98", "art . 61 , § 1 . . . , II , ‘ a ’ , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 61 , § 1 . . . , II , “ a ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n 740 / 2003", "art . 61 , § 1 . . . , II , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal de 1988", "Lei Fundamental da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n 740 / 2003", "art . 61 , § 1 . . . , II , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal de 1988", "Lei Fundamental da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1946", "Constituição do Brasil", "Constituição Brasileira", "Constituição da República", "art . 63 , I , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1946", "Constituição do Brasil", "Constituição Brasileira", "Constituição da República", "art . 63 , I , da Carta Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo 61 , § 1 . . . , inciso II , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal", "Lei estadual n 1 . 595 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo 61 , § 1 . . . , inciso II , alínea ‘ a ’ , da Constituição Federal", "Lei estadual n 1 . 595 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 595", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 1 . 595", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "103 de nossa Carta Política", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 1 . 595", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 1 . 595", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO", "Estado do Amapá", "Brasília", "Estado do Amapá", "Brasília", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPA", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "AMAPÁ", "Estado do Amapá", "ESTADO DE RONDÔNIA", "ESTADO DE RONDÔNIA", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "Estado do Amapá", "AMAPÁ", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "Estado do Amapá", "AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "ESTADO DO AMAPÁ", "Estado do Amapá" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "PROCURADORIA", "-", "-", "GERAL DA REPÚBLICA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIÃO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Assembleia Legislativa do Estado do Amapá", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Assembleia Legislativa do Estado do Amapá", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "União", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "União", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Estado", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Senado Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Senado Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas estadual", "Suprema Corte", "Distrito Federal", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas estadual", "Suprema", "Distrito", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Malheiros", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Saraiva", "Atlas", "Forense", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Atlas", "Forense", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Assembleia Legislativa", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Assembleia Legislativa local", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Estado do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Advocacia", "-", "Geral da União", "Advocacia", "-", "Geral da União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Suprema", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Advocacia", "-", "Geral da União", "Advocacia", "-", "Geral da União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAPA", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "CELSO DE MELLO", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MAURÍCIO CORRÊA", "MAURÍCIO CORRÊA", "EROS GRAU", "CELSO DE MELLO", "MAURÍCIO CORRÊA", "MAURÍCIO CORRÊA", "EROS GRAU", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ILMAR GALVÃO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CÉLIO BORJA", "CELSO DE MELLO", "ILMAR GALVÃO", "MAURÍCIO CORRÊA", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "ELLEN GRACIE", "CARLOS VELLOSO", "NELSON JOBIM", "MOREIRA ALVES", "ILMAR GALVÃO", "NELSON JOBIM", "ILMAR GALVÃO", "MAURÍCIO CORRÊA", "CARLOS VELLOSO", "ILMAR GALVÃO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CÉLIO BORJA", "CELSO DE MELLO", "ILMAR GALVÃO", "MAURÍCIO CORRÊA", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "ELLEN GRACIE", "CARLOS VELLOSO", "NELSON JOBIM", "MOREIRA ALVES", "ILMAR GALVÃO", "NELSON JOBIM", "ILMAR GALVÃO", "MAURÍCIO CORRÊA", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CARLOS VELLOSO", "CÁRMEN LÚCIA", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CEZAR PELUSO", "GILMAR MENDES", "CEZAR PELUSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOSÉ AFONSO DA SILVA", "JOSÉ AFONSO DA SILVA", "CELSO DE MELLO", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELLO CAETANO", "PINTO FERREIRA", "FRANCISCO CAMPOS", "CAIO TÁCITO", "MAURÍCIO CORRÊA", "MAURÍCIO CORRÊA", "MARCO AURÉLIO", "ELLEN GRACIE", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELLO CAETANO", "PINTO FERREIRA", "FRANCISCO CAMPOS", "CAIO TÁCITO", "MAURÍCIO CORRÊA", "MAURÍCIO CORRÊA", "MARCO AURÉLIO", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MAURÍCIO CORRÊA", "MAURÍCIO CORRÊA", "MAURÍCIO CORRÊA", "MAURÍCIO CORRÊA", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Raquel Elias Ferreira Dodge", "Doralúcia das Neves Santos", "CELSO DE MELLO", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Raquel Elias Ferreira Dodge", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "12", "/", "2011", "1", ". . . de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "12", "/", "2011", "1", ". . . de agosto de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", ".", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de dezembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de dezembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "2002", "1978", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "2002", "1978", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2018", "28", "/", "12", "/", "2011", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "12", "/", "2011", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.L.D. ADV.(A/S) :FERNANDO BOBERG AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ÓBICE DA SÚMULA 691/STF. ESTUPRO. REGIME INICIAL. DOSIMETRIA DA PENA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. O Supremo Tribunal Federal (STF) firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 2. A jurisprudência do STF é pacífica no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. 3. Inocorrência de teratologia, ilegalidade ou abuso de poder na fixação do regime inicial fechado. Hipótese em que a decisão proferida em grau de apelação está alinhada com a jurisprudência do STF de que “O regime prisional de cumprimento da pena é corolário direto da condenação imposta ao réu, de sorte que, alterada a reprimenda, deve-se proceder, ex officio, ao reexame da forma de execução anteriormente definida, atualizando o apenamento à luz das diretrizes normativas traçadas no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal” (HC 115.739, Rel. Min. Luiz Fux). 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983215. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 149376 AGR / PR o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 25 de maio a 1 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983215. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 25 de maio a 1 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.L.D. ADV.(A/S) :FERNANDO BOBERG AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14924687. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.L.D. ADV.(A/S) :FERNANDO BOBERG AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14924687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.L.D. ADV.(A/S) :FERNANDO BOBERG AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se de habeas corpus , com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 419.164, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime previsto no artigo 213, caput , do Código Penal. 3. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná negou provimento à apelação da defesa e deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público, a fim de majorar a pena para 7 (sete) anos de reclusão, fixando o regime inicial fechado. A Corte Estadual determinou a imediata execução provisória da pena. 4. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 419.164, Ministro Jorge Mussi, indeferiu a medida cautelar. 5. Neste habeas corpus , a parte impetrante sustenta que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.L.D. ADV.(A/S) :FERNANDO BOBERG AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se de habeas corpus , com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 419.164, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime previsto no artigo 213, caput , do Código Penal. 3. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná negou provimento à apelação da defesa e deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público, a fim de majorar a pena para 7 (sete) anos de reclusão, fixando o regime inicial fechado. A Corte Estadual determinou a imediata execução provisória da pena. 4. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 419.164, Ministro Jorge Mussi, indeferiu a medida cautelar. 5. Neste habeas corpus , a parte impetrante sustenta que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 149376 AGR / PR apelação interposta pelo Ministério Público teria como único pedido a majoração da pena imposta na sentença. De modo que o Tribunal Estadual teria proferido julgamento extra petita ao agravar também o regime inicial imposto pelo juiz singular. 6. Prossegue a impetração para afirmar a desproporcionalidade da pena imposta ao paciente, na medida em que as peças que instruem os autos não demonstrariam, de forma inequívoca, serem desfavoráveis as consequências do crime (artigo 59 do Código Penal). 7. Com essa argumentação, requer seja deferida medida liminar a fim de se manter provisoriamente o regime inicial SEMI- ABERTO fixado na sentença e imposto por lei, para fins de execução provisória da sentença . No mérito, pleiteia a concessão da ordem a fim de restabelecer o regime inicial semiaberto imposto na sentença. Decido. 8. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 8. A hipótese dos autos não autoriza a superação do entendimento consolidado na Súmula 691/STF. Isso porque as decisões proferidas pelas instâncias de origem não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas. 9. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus. […].” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que: (i) “a r. Decisão á absolutamente nula por violação ao artigo 93, IX da CF, pois não explica as razões pelas as decisões inferiores não se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR apelação interposta pelo Ministério Público teria como único pedido a majoração da pena imposta na sentença. De modo que o Tribunal Estadual teria proferido julgamento extra petita ao agravar também o regime inicial imposto pelo juiz singular. 6. Prossegue a impetração para afirmar a desproporcionalidade da pena imposta ao paciente, na medida em que as peças que instruem os autos não demonstrariam, de forma inequívoca, serem desfavoráveis as consequências do crime (artigo 59 do Código Penal). 7. Com essa argumentação, requer seja deferida medida liminar a fim de se manter provisoriamente o regime inicial SEMI- ABERTO fixado na sentença e imposto por lei, para fins de execução provisória da sentença . No mérito, pleiteia a concessão da ordem a fim de restabelecer o regime inicial semiaberto imposto na sentença. Decido. 8. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 8. A hipótese dos autos não autoriza a superação do entendimento consolidado na Súmula 691/STF. Isso porque as decisões proferidas pelas instâncias de origem não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas. 9. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus. […].” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que: (i) “a r. Decisão á absolutamente nula por violação ao artigo 93, IX da CF, pois não explica as razões pelas as decisões inferiores não se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 149376 AGR / PR afiguram teratológicas para o Nobre Ministro Relator deste pretório Excelsior, guardião da Constituição Federal”; (ii) “em nenhum momento nas razões de apelação da acusação, houve pedido expresso de modificação de regime inicial”; (iii) “cabível o manejo do habeas corpus para superar o óbice sumula 691 deste Pretótio Excelsior, já que, quem agiu “em flagrante desrespeito ao sistema recursal vigente no âmbito do Direito Processual Penal pátrio” não foi o PACIENTE como alegado na respéitável decisão da Douta Autoridade Coatora no Superior Tribunal de Justiça, mas sim o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR afiguram teratológicas para o Nobre Ministro Relator deste pretório Excelsior, guardião da Constituição Federal”; (ii) “em nenhum momento nas razões de apelação da acusação, houve pedido expresso de modificação de regime inicial”; (iii) “cabível o manejo do habeas corpus para superar o óbice sumula 691 deste Pretótio Excelsior, já que, quem agiu “em flagrante desrespeito ao sistema recursal vigente no âmbito do Direito Processual Penal pátrio” não foi o PACIENTE como alegado na respéitável decisão da Douta Autoridade Coatora no Superior Tribunal de Justiça, mas sim o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. O Supremo Tribunal Federal (STF) firmou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 3. Ademais, anoto que o STF tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. 4. No caso, considerando que no âmbito do Superior Tribunal de Justiça a decisão foi no sentido de que “insurgindo-se a impetração contra acórdão do Tribunal de origem em sede de apelação, mostra-se incabível o manejo do habeas corpus originário, já que formulado em flagrante desrespeito ao sistema recursal vigente no âmbito do Direito Processual Penal pátrio”, tal como consta na decisão agravada, não encontro ilegalidade ou abuso de poder que pudesse evidenciar a superação da aplicação do enunciado sumular. 5. O Ministério Público Federal se manifestou no autos sob os seguintes fundamentos, que acolho como razões decidir: “[...] 4. Registre-se que, ao contrário do afirmado pelo agravante, “o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. O Supremo Tribunal Federal (STF) firmou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 3. Ademais, anoto que o STF tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. 4. No caso, considerando que no âmbito do Superior Tribunal de Justiça a decisão foi no sentido de que “insurgindo-se a impetração contra acórdão do Tribunal de origem em sede de apelação, mostra-se incabível o manejo do habeas corpus originário, já que formulado em flagrante desrespeito ao sistema recursal vigente no âmbito do Direito Processual Penal pátrio”, tal como consta na decisão agravada, não encontro ilegalidade ou abuso de poder que pudesse evidenciar a superação da aplicação do enunciado sumular. 5. O Ministério Público Federal se manifestou no autos sob os seguintes fundamentos, que acolho como razões decidir: “[...] 4. Registre-se que, ao contrário do afirmado pelo agravante, “o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 149376 AGR / PR remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República”, fazendo-se necessário, em tais circunstâncias, a análise das decisões tomadas por referência. Considerando que no âmbito do e. STJ houve a estrita e legítima aplicação da Súmula 691/STF (fl. 22), que dispensa maiores considerações, passa-se à apreciação dos fundamentos adotados no julgamento da apelação criminal, no ponto em que foi reformada a dosimetria da pena: ‘(...) Concernente ao pleito de exasperação da basilar, ao argumento de que as consequências do delito devem ser valoradas negativamente, merece guarida. Ao dosar a pena-base, o magistrado entendeu como normais ao tipo as consequências do delito. Porém, tal circunstância judicial deve ser valorada negativamente, pois, segundo a vítima, o delito lhe trouxe alguns danos marcantes: em especial um trauma psicológico, o que a impossibilitou de trabalhar em outras residências com medo de que o episódio nefasto se refaça. (…) Assim, tendo em vista a fundamentação supra, fixa-se a basilar em 07 (sete) anos de reclusão, quedando-se definitiva, à míngua de causas de diminuição e aumento. Portanto, adequada a sanção imposta, estabelece-se o regime inicial fechado, diante do reconhecimento da valoração negativa de circunstância judicial (consequências do delito), com fulcro no artigo 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal’ - grifo do MPF (fls. 349/352). 5. Como visto, o acórdão proferido pela Corte Estadual reapreciou as circunstâncias judiciais do art. 59 do CPP, nos exatos termos do que suscitado na apelação ministerial (fls. 276/285), sendo certo que a possível readequação do regime inicial de cumprimento de pena é consequência lógica da reforma empreendida, não configurando desrespeito à vedação da reformatio in pejus ou ao princípio do tantum devolutum quantum appelatum. Nesse sentido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República”, fazendo-se necessário, em tais circunstâncias, a análise das decisões tomadas por referência. Considerando que no âmbito do e. STJ houve a estrita e legítima aplicação da Súmula 691/STF (fl. 22), que dispensa maiores considerações, passa-se à apreciação dos fundamentos adotados no julgamento da apelação criminal, no ponto em que foi reformada a dosimetria da pena: ‘(...) Concernente ao pleito de exasperação da basilar, ao argumento de que as consequências do delito devem ser valoradas negativamente, merece guarida. Ao dosar a pena-base, o magistrado entendeu como normais ao tipo as consequências do delito. Porém, tal circunstância judicial deve ser valorada negativamente, pois, segundo a vítima, o delito lhe trouxe alguns danos marcantes: em especial um trauma psicológico, o que a impossibilitou de trabalhar em outras residências com medo de que o episódio nefasto se refaça. (…) Assim, tendo em vista a fundamentação supra, fixa-se a basilar em 07 (sete) anos de reclusão, quedando-se definitiva, à míngua de causas de diminuição e aumento. Portanto, adequada a sanção imposta, estabelece-se o regime inicial fechado, diante do reconhecimento da valoração negativa de circunstância judicial (consequências do delito), com fulcro no artigo 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal’ - grifo do MPF (fls. 349/352). 5. Como visto, o acórdão proferido pela Corte Estadual reapreciou as circunstâncias judiciais do art. 59 do CPP, nos exatos termos do que suscitado na apelação ministerial (fls. 276/285), sendo certo que a possível readequação do regime inicial de cumprimento de pena é consequência lógica da reforma empreendida, não configurando desrespeito à vedação da reformatio in pejus ou ao princípio do tantum devolutum quantum appelatum. Nesse sentido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 149376 AGR / PR ‘PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. MAJORAÇÃO DA PENA EM SEDE DE APELAÇÃO. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. ART. 33, §§ 2º E 3º, DO CÓDIGO PENAL. ALTERAÇÃO DO MODO DE EXECUÇÃO. AUSÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. POSSIBILIDADE JURÍDICA. REFORMATIO IN PEJUS NÃO CONFIGURADA. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA. 1. O regime prisional de cumprimento da pena é corolário direto da condenação imposta ao réu, de sorte que, alterada a reprimenda, deve-se proceder, ex officio, ao reexame da forma de execução anteriormente definida, atualizando o apenamento à luz das diretrizes normativas traçadas no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal. 2. O Ministério Público ostenta interesse recursal na adequação do regime prisional em confronto com a pena aplicada. 3. In casu, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais incorreu em error in judicando ao majorar a pena imposta aos pacientes, sem, no entanto, readequar seu regime de cumprimento em razão da ausência de pedido expresso de revisão pelo Ministério Público. 4. Deveras, o Superior Tribunal de Justiça, acolhendo o pedido do Ministério público, reformou o aresto do TJ/MG e reconfigurou o regime de execução da pena à luz da nova condenação imposta e do comandos aplicáveis do Código Penal. 5. Ordem de habeas corpus extinta’ - grifo do MPF (HC 115739, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, DJe-158 DIVULG 13-08-2013 PUBLIC 14-08- 2013). 6. Ademais, não procede a afirmação do agravante de que houve “pedido pelo Ministério Público de manutenção do regime semi-aberto”. O que se extrai dos autos, na verdade, é que, em contrarrazões da acusação à apelação defensiva, o Parquet 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR ‘PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. MAJORAÇÃO DA PENA EM SEDE DE APELAÇÃO. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. ART. 33, §§ 2º E 3º, DO CÓDIGO PENAL. ALTERAÇÃO DO MODO DE EXECUÇÃO. AUSÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. POSSIBILIDADE JURÍDICA. REFORMATIO IN PEJUS NÃO CONFIGURADA. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA. 1. O regime prisional de cumprimento da pena é corolário direto da condenação imposta ao réu, de sorte que, alterada a reprimenda, deve-se proceder, ex officio, ao reexame da forma de execução anteriormente definida, atualizando o apenamento à luz das diretrizes normativas traçadas no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal. 2. O Ministério Público ostenta interesse recursal na adequação do regime prisional em confronto com a pena aplicada. 3. In casu, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais incorreu em error in judicando ao majorar a pena imposta aos pacientes, sem, no entanto, readequar seu regime de cumprimento em razão da ausência de pedido expresso de revisão pelo Ministério Público. 4. Deveras, o Superior Tribunal de Justiça, acolhendo o pedido do Ministério público, reformou o aresto do TJ/MG e reconfigurou o regime de execução da pena à luz da nova condenação imposta e do comandos aplicáveis do Código Penal. 5. Ordem de habeas corpus extinta’ - grifo do MPF (HC 115739, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, DJe-158 DIVULG 13-08-2013 PUBLIC 14-08- 2013). 6. Ademais, não procede a afirmação do agravante de que houve “pedido pelo Ministério Público de manutenção do regime semi-aberto”. O que se extrai dos autos, na verdade, é que, em contrarrazões da acusação à apelação defensiva, o Parquet 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 149376 AGR / PR requer que “seja negado provimento ao apelo de CELSO LUIZ DIONISIO, e mantida a r. Sentença do Douto Magistrado”, dentro dos limites decorrentes da natureza da referida peça processual (fl. 302). […].” 6. Nesse contexto, não enxergo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR requer que “seja negado provimento ao apelo de CELSO LUIZ DIONISIO, e mantida a r. Sentença do Douto Magistrado”, dentro dos limites decorrentes da natureza da referida peça processual (fl. 302). […].” 6. Nesse contexto, não enxergo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : C.L.D. ADV.(A/S) : FERNANDO BOBERG (pr028212/) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993895 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : C.L.D. ADV.(A/S) : FERNANDO BOBERG (pr028212/) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993895 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15002435
2018-06-04T00:00:00
2018-06-13T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ÓBICE DA SÚMULA 691/STF. ESTUPRO. REGIME INICIAL. DOSIMETRIA DA PENA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. O Supremo Tribunal Federal (STF) firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/STF). 2. A jurisprudência do STF é pacífica no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. 3. Inocorrência de teratologia, ilegalidade ou abuso de poder na fixação do regime inicial fechado. Hipótese em que a decisão proferida em grau de apelação está alinhada com a jurisprudência do STF de que “O regime prisional de cumprimento da pena é corolário direto da condenação imposta ao réu, de sorte que, alterada a reprimenda, deve-se proceder, ex officio, ao reexame da forma de execução anteriormente definida, atualizando o apenamento à luz das diretrizes normativas traçadas no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal” (HC 115.739, Rel. Min. Luiz Fux). 4. Agravo regimental desprovido.
sjur386478
Número de páginas: 11. Análise: 20/06/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
149376
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-00691s \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 149376 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : C.L.D. ADV.(A/S) : FERNANDO BOBERG AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.L.D. ADV.(A/S) :FERNANDO BOBERG AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ÓBICE DA SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. ESTUPRO. REGIME INICIAL. DOSIMETRIA DA PENA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. 1. O Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) firmou orientação no sentido da inadmissibilidade de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. 3. Inocorrência de teratologia, ilegalidade ou abuso de poder na fixação do regime inicial fechado. Hipótese em que a decisão proferida em grau de apelação está alinhada com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal de que “O regime prisional de cumprimento da pena é corolário direto da condenação imposta ao réu, de sorte que, alterada a reprimenda, deve-se proceder, ex officio, ao reexame da forma de execução anteriormente definida, atualizando o apenamento à luz das diretrizes normativas traçadas no art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal” (HC 115.739, Rel. Min. Luiz Fux). 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983215. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 149376 AGR / PR o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 25 de maio a 1 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983215. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 25 de maio a 1 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983215. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.L.D. ADV.(A/S) :FERNANDO BOBERG AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14924687. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.L.D. ADV.(A/S) :FERNANDO BOBERG AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14924687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.L.D. ADV.(A/S) :FERNANDO BOBERG AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se de habeas corpus , com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 419.164, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime previsto no artigo 213, caput , do Código Penal. 3. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná negou provimento à apelação da defesa e deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público, a fim de majorar a pena para 7 (sete) anos de reclusão, fixando o regime inicial fechado. A Corte Estadual determinou a imediata execução provisória da pena. 4. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 419.164, Ministro Jorge Mussi, indeferiu a medida cautelar. 5. Neste habeas corpus , a parte impetrante sustenta que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.L.D. ADV.(A/S) :FERNANDO BOBERG AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “[...] 1. Trata-se de habeas corpus , com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que indeferiu a cautelar requerida nos autos do HC 419.164, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 (seis) anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelo crime previsto no artigo 213, caput , do Código Penal. 3. Da sentença, defesa e acusação apelaram. O Tribunal de Justiça do Estado do Paraná negou provimento à apelação da defesa e deu parcial provimento ao recurso do Ministério Público, a fim de majorar a pena para 7 (sete) anos de reclusão, fixando o regime inicial fechado. A Corte Estadual determinou a imediata execução provisória da pena. 4. Em seguida, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 419.164, Ministro Jorge Mussi, indeferiu a medida cautelar. 5. Neste habeas corpus , a parte impetrante sustenta que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 149376 AGR / PR apelação interposta pelo Ministério Público teria como único pedido a majoração da pena imposta na sentença. De modo que o Tribunal Estadual teria proferido julgamento extra petita ao agravar também o regime inicial imposto pelo juiz singular. 6. Prossegue a impetração para afirmar a desproporcionalidade da pena imposta ao paciente, na medida em que as peças que instruem os autos não demonstrariam, de forma inequívoca, serem desfavoráveis as consequências do crime (artigo 59 do Código Penal). 7. Com essa argumentação, requer seja deferida medida liminar a fim de se manter provisoriamente o regime inicial SEMI- ABERTO fixado na sentença e imposto por lei, para fins de execução provisória da sentença . No mérito, pleiteia a concessão da ordem a fim de restabelecer o regime inicial semiaberto imposto na sentença. Decido. 8. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 8. A hipótese dos autos não autoriza a superação do entendimento consolidado na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Isso porque as decisões proferidas pelas instâncias de origem não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas. 9. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus. […].” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que: (i) “a r. Decisão á absolutamente nula por violação ao artigo 93, IX da Constituição Federal de 1988, pois não explica as razões pelas as decisões inferiores não se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR apelação interposta pelo Ministério Público teria como único pedido a majoração da pena imposta na sentença. De modo que o Tribunal Estadual teria proferido julgamento extra petita ao agravar também o regime inicial imposto pelo juiz singular. 6. Prossegue a impetração para afirmar a desproporcionalidade da pena imposta ao paciente, na medida em que as peças que instruem os autos não demonstrariam, de forma inequívoca, serem desfavoráveis as consequências do crime (artigo 59 do Código Penal). 7. Com essa argumentação, requer seja deferida medida liminar a fim de se manter provisoriamente o regime inicial SEMI- ABERTO fixado na sentença e imposto por lei, para fins de execução provisória da sentença . No mérito, pleiteia a concessão da ordem a fim de restabelecer o regime inicial semiaberto imposto na sentença. Decido. 8. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). No entanto, o rigor na aplicação do enunciado sumular vem sendo mitigado nos casos de evidente ilegalidade ou abuso de poder, de decisões de Tribunal Superior manifestamente contrárias à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e de decisões teratológicas. 8. A hipótese dos autos não autoriza a superação do entendimento consolidado na Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Isso porque as decisões proferidas pelas instâncias de origem não se me afiguram teratológicas ou patentemente desfundamentadas. 9. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus. […].” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que: (i) “a r. Decisão á absolutamente nula por violação ao artigo 93, IX da Constituição Federal de 1988, pois não explica as razões pelas as decisões inferiores não se 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 149376 AGR / PR afiguram teratológicas para o Nobre Ministro Relator deste pretório Excelsior, guardião da Constituição Federal”; (ii) “em nenhum momento nas razões de apelação da acusação, houve pedido expresso de modificação de regime inicial”; (iii) “cabível o manejo do habeas corpus para superar o óbice sumula 691 deste Pretótio Excelsior, já que, quem agiu “em flagrante desrespeito ao sistema recursal vigente no âmbito do Direito Processual Penal pátrio” não foi o PACIENTE como alegado na respéitável decisão da Douta Autoridade Coatora no Superior Tribunal de Justiça, mas sim o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR afiguram teratológicas para o Nobre Ministro Relator deste pretório Excelsior, guardião da Constituição Federal”; (ii) “em nenhum momento nas razões de apelação da acusação, houve pedido expresso de modificação de regime inicial”; (iii) “cabível o manejo do habeas corpus para superar o óbice sumula 691 deste Pretótio Excelsior, já que, quem agiu “em flagrante desrespeito ao sistema recursal vigente no âmbito do Direito Processual Penal pátrio” não foi o PACIENTE como alegado na respéitável decisão da Douta Autoridade Coatora no Superior Tribunal de Justiça, mas sim o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná”. 3. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. 4. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983216. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. O Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) firmou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). 3. Ademais, anoto que o Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. 4. No caso, considerando que no âmbito do Superior Tribunal de Justiça a decisão foi no sentido de que “insurgindo-se a impetração contra acórdão do Tribunal de origem em sede de apelação, mostra-se incabível o manejo do habeas corpus originário, já que formulado em flagrante desrespeito ao sistema recursal vigente no âmbito do Direito Processual Penal pátrio”, tal como consta na decisão agravada, não encontro ilegalidade ou abuso de poder que pudesse evidenciar a superação da aplicação do enunciado sumular. 5. O Ministério Público Federal se manifestou no autos sob os seguintes fundamentos, que acolho como razões decidir: “[...] 4. Registre-se que, ao contrário do afirmado pelo agravante, “o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Supremo Tribunal Federal 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. O Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) firmou o entendimento no sentido da inadmissibilidade da impetração de habeas corpus contra decisão denegatória de provimento cautelar (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). 3. Ademais, anoto que o Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. 4. No caso, considerando que no âmbito do Superior Tribunal de Justiça a decisão foi no sentido de que “insurgindo-se a impetração contra acórdão do Tribunal de origem em sede de apelação, mostra-se incabível o manejo do habeas corpus originário, já que formulado em flagrante desrespeito ao sistema recursal vigente no âmbito do Direito Processual Penal pátrio”, tal como consta na decisão agravada, não encontro ilegalidade ou abuso de poder que pudesse evidenciar a superação da aplicação do enunciado sumular. 5. O Ministério Público Federal se manifestou no autos sob os seguintes fundamentos, que acolho como razões decidir: “[...] 4. Registre-se que, ao contrário do afirmado pelo agravante, “o Supremo Tribunal Federal, pronunciando-se a propósito da técnica da motivação por referência ou por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 149376 AGR / PR remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República”, fazendo-se necessário, em tais circunstâncias, a análise das decisões tomadas por referência. Considerando que no âmbito do e. Superior Tribunal de Justiça houve a estrita e legítima aplicação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal (fl. 22), que dispensa maiores considerações, passa-se à apreciação dos fundamentos adotados no julgamento da apelação criminal, no ponto em que foi reformada a dosimetria da pena: ‘(...) Concernente ao pleito de exasperação da basilar, ao argumento de que as consequências do delito devem ser valoradas negativamente, merece guarida. Ao dosar a pena-base, o magistrado entendeu como normais ao tipo as consequências do delito. Porém, tal circunstância judicial deve ser valorada negativamente, pois, segundo a vítima, o delito lhe trouxe alguns danos marcantes: em especial um trauma psicológico, o que a impossibilitou de trabalhar em outras residências com medo de que o episódio nefasto se refaça. (…) Assim, tendo em vista a fundamentação supra, fixa-se a basilar em 07 (sete) anos de reclusão, quedando-se definitiva, à míngua de causas de diminuição e aumento. Portanto, adequada a sanção imposta, estabelece-se o regime inicial fechado, diante do reconhecimento da valoração negativa de circunstância judicial (consequências do delito), com fulcro no artigo 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal’ - grifo do MPF (fls. 349/352). 5. Como visto, o acórdão proferido pela Corte Estadual reapreciou as circunstâncias judiciais do art. 59 do CPP, nos exatos termos do que suscitado na apelação ministerial (fls. 276/285), sendo certo que a possível readequação do regime inicial de cumprimento de pena é consequência lógica da reforma empreendida, não configurando desrespeito à vedação da reformatio in pejus ou ao princípio do tantum devolutum quantum appelatum. Nesse sentido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR remissão, reconheceu-a compatível com o que dispõe o art. 93, inciso IX, da Constituição da República”, fazendo-se necessário, em tais circunstâncias, a análise das decisões tomadas por referência. Considerando que no âmbito do e. Superior Tribunal de Justiça houve a estrita e legítima aplicação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal (fl. 22), que dispensa maiores considerações, passa-se à apreciação dos fundamentos adotados no julgamento da apelação criminal, no ponto em que foi reformada a dosimetria da pena: ‘(...) Concernente ao pleito de exasperação da basilar, ao argumento de que as consequências do delito devem ser valoradas negativamente, merece guarida. Ao dosar a pena-base, o magistrado entendeu como normais ao tipo as consequências do delito. Porém, tal circunstância judicial deve ser valorada negativamente, pois, segundo a vítima, o delito lhe trouxe alguns danos marcantes: em especial um trauma psicológico, o que a impossibilitou de trabalhar em outras residências com medo de que o episódio nefasto se refaça. (…) Assim, tendo em vista a fundamentação supra, fixa-se a basilar em 07 (sete) anos de reclusão, quedando-se definitiva, à míngua de causas de diminuição e aumento. Portanto, adequada a sanção imposta, estabelece-se o regime inicial fechado, diante do reconhecimento da valoração negativa de circunstância judicial (consequências do delito), com fulcro no artigo 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal’ - grifo do MPF (fls. 349/352). 5. Como visto, o acórdão proferido pela Corte Estadual reapreciou as circunstâncias judiciais do art. 59 do CPP, nos exatos termos do que suscitado na apelação ministerial (fls. 276/285), sendo certo que a possível readequação do regime inicial de cumprimento de pena é consequência lógica da reforma empreendida, não configurando desrespeito à vedação da reformatio in pejus ou ao princípio do tantum devolutum quantum appelatum. Nesse sentido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 149376 AGR / PR ‘PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. MAJORAÇÃO DA PENA EM SEDE DE APELAÇÃO. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. ART. 33, §§ 2... E 3..., DO CÓDIGO PENAL. ALTERAÇÃO DO MODO DE EXECUÇÃO. AUSÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. POSSIBILIDADE JURÍDICA. REFORMATIO IN PEJUS NÃO CONFIGURADA. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA. 1. O regime prisional de cumprimento da pena é corolário direto da condenação imposta ao réu, de sorte que, alterada a reprimenda, deve-se proceder, ex officio, ao reexame da forma de execução anteriormente definida, atualizando o apenamento à luz das diretrizes normativas traçadas no art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal. 2. O Ministério Público ostenta interesse recursal na adequação do regime prisional em confronto com a pena aplicada. 3. In casu, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais incorreu em error in judicando ao majorar a pena imposta aos pacientes, sem, no entanto, readequar seu regime de cumprimento em razão da ausência de pedido expresso de revisão pelo Ministério Público. 4. Deveras, o Superior Tribunal de Justiça, acolhendo o pedido do Ministério público, reformou o aresto do TJ/MG e reconfigurou o regime de execução da pena à luz da nova condenação imposta e do comandos aplicáveis do Código Penal. 5. Ordem de habeas corpus extinta’ - grifo do MPF (HC 115739, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, DJe-158 DIVULG 13-08-2013 PUBLIC 14-08- 2013). 6. Ademais, não procede a afirmação do agravante de que houve “pedido pelo Ministério Público de manutenção do regime semi-aberto”. O que se extrai dos autos, na verdade, é que, em contrarrazões da acusação à apelação defensiva, o Parquet 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR ‘PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. MAJORAÇÃO DA PENA EM SEDE DE APELAÇÃO. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. ART. 33, §§ 2... E 3..., DO CÓDIGO PENAL. ALTERAÇÃO DO MODO DE EXECUÇÃO. AUSÊNCIA DE PEDIDO EXPRESSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. POSSIBILIDADE JURÍDICA. REFORMATIO IN PEJUS NÃO CONFIGURADA. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA. 1. O regime prisional de cumprimento da pena é corolário direto da condenação imposta ao réu, de sorte que, alterada a reprimenda, deve-se proceder, ex officio, ao reexame da forma de execução anteriormente definida, atualizando o apenamento à luz das diretrizes normativas traçadas no art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal. 2. O Ministério Público ostenta interesse recursal na adequação do regime prisional em confronto com a pena aplicada. 3. In casu, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais incorreu em error in judicando ao majorar a pena imposta aos pacientes, sem, no entanto, readequar seu regime de cumprimento em razão da ausência de pedido expresso de revisão pelo Ministério Público. 4. Deveras, o Superior Tribunal de Justiça, acolhendo o pedido do Ministério público, reformou o aresto do TJ/MG e reconfigurou o regime de execução da pena à luz da nova condenação imposta e do comandos aplicáveis do Código Penal. 5. Ordem de habeas corpus extinta’ - grifo do MPF (HC 115739, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 25/06/2013, DJe-158 DIVULG 13-08-2013 PUBLIC 14-08- 2013). 6. Ademais, não procede a afirmação do agravante de que houve “pedido pelo Ministério Público de manutenção do regime semi-aberto”. O que se extrai dos autos, na verdade, é que, em contrarrazões da acusação à apelação defensiva, o Parquet 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 149376 AGR / PR requer que “seja negado provimento ao apelo de CELSO LUIZ DIONISIO, e mantida a r. Sentença do Douto Magistrado”, dentro dos limites decorrentes da natureza da referida peça processual (fl. 302). […].” 6. Nesse contexto, não enxergo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Supremo Tribunal Federal HC 149376 AGR / PR requer que “seja negado provimento ao apelo de CELSO LUIZ DIONISIO, e mantida a r. Sentença do Douto Magistrado”, dentro dos limites decorrentes da natureza da referida peça processual (fl. 302). […].” 6. Nesse contexto, não enxergo teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 8. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14983217. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 04/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : C.L.D. ADV.(A/S) : FERNANDO BOBERG (pr028212/) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993895 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 149.376 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : C.L.D. ADV.(A/S) : FERNANDO BOBERG (pr028212/) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 419.164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 25.5.2018 a 1.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14993895 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 149 . 376", "HC n 419 . 164 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 115 . 739", "HC 149376 AGR / PR", "HC 149376 AGR / PR", "HABEAS CORPUS 149 . 376", "HC n 419 . 164 DO", "HABEAS CORPUS 149 . 376", "HC n 419 . 164", "HABEAS CORPUS 149 . 376", "HC n 419 . 164", "HC 419 . 164", "HC 419 . 164", "HABEAS CORPUS 149 . 376", "HC n 419 . 164", "HC 419 . 164", "HC 419 . 164", "HC 149376 AGR / PR", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 149376 AGR / PR", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 149376 AGR / PR", "HC 149376 AGR / PR", "HABEAS CORPUS 149 . 376", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 149", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 149376 AGR / PR", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 149376 AGR / PR", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 149376 AGR", "HC 115739", "HC 149376 AGR / PR", "HC 115739", "HC 149376 AGR / PR", "HC 149376 AGR / PR", "HABEAS CORPUS 149 . 376", "HC n 419 . 164", "HABEAS CORPUS 149 . 376", "HC n 419 . 164" ], "LEGISLACAO": [ "art . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 213 , caput , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 213 , caput , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Código Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "artigo 93 , IX da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Código Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "artigo 93 , IX da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição da República ”", "artigo 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal ’", "art . 59 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição da República ”", "artigo 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal ’", "art . 59 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § § 2 . . . E 3 . . . , DO CÓDIGO PENAL", "art . 33 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código Penal", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 , § § 2 . . . E 3 . . . , DO CÓDIGO PENAL", "art", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "MPF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "MPF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Ministério Público", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "TJ", "/", "MG", "MPF", "Primeira Turma", "Ministério Público", "Parquet", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Ministério Público", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério público", "TJ", "/", "MG", "MPF", "Primeira Turma", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO BOBERG", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO BOBERG", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO BOBERG", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO BOBERG", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Jorge Mussi", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO BOBERG", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Jorge Mussi", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "CELSO LUIZ DIONISIO", "CELSO LUIZ DIONISIO", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO BOBERG", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "FERNANDO BOBERG", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de maio a", "1 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de maio a", "1 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "13", "-", "08", "-", "2013", "14", "-", "08", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "13", "-", "08", "-", "2013", "14", "-", "08", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2018", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "5", ".", "2018", "1", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. ADV.(A/S) :JOAQUIM MANHÃES MOREIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. O acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764712. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1059322 AGR / SP arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764712. Supremo Tribunal Federal ARE 1059322 AGR / SP arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764712. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. ADV.(A/S) :JOAQUIM MANHÃES MOREIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento a Recurso Extraordinário com Agravo sob o argumento de que (a) é necessária análise de matéria infraconstitucional; (b) aplica-se a Súmula 279/STF ao caso concreto. Sustenta a parte agravante, em suma, que não há incidência do Enunciado 279/STF, haja vista não se tratar de avaliação de fatos, mas de valoração da prova que ocasionou “error in judicando” da instância de origem, além de que o recurso veicula matéria constitucional. No mais, repisa as razões do extraordinário. Intimada, a parte contrária pede o desprovimento do apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764713. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. ADV.(A/S) :JOAQUIM MANHÃES MOREIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento a Recurso Extraordinário com Agravo sob o argumento de que (a) é necessária análise de matéria infraconstitucional; (b) aplica-se a Súmula 279/STF ao caso concreto. Sustenta a parte agravante, em suma, que não há incidência do Enunciado 279/STF, haja vista não se tratar de avaliação de fatos, mas de valoração da prova que ocasionou “error in judicando” da instância de origem, além de que o recurso veicula matéria constitucional. No mais, repisa as razões do extraordinário. Intimada, a parte contrária pede o desprovimento do apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764713. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo, assim ementado (Vol. 8, e-STJ, fl. 905): EMENTA ANULATÓRIA DE AUTO DE INFRAÇÃO GERAÇÃO DE CRÉDITO ACUMULADO DE ICMS EXPORTAÇÃO DE PRODUTO INDUSTRIALIZADO Art. 71 a 84 do RICMS/00 e Portaria CAT 53/1996 Sentença de parcial procedência Apelação do Estado de São Paulo Acolhimento Apropriação e utilização de crédito acumulado sujeito à estreita observância dos requisitos legais Inocorrência na espécie Utilização de valores decorrentes do fabrico de subproduto não destinado á exportação - Redução do valor creditado irregularmente indevida Sentença reformada Apelo provido. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação ao art. 155, § 2º, I, da CF/88. É o relatório. Decido. O Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (RICMS/00 e Portaria CAT 53/1996) e no contexto probatório dos autos, deu provimento à apelação do Estado de São Paulo, assentando a legalidade do auto de infração e da multa imputada à empresa, pois esta deixou de comprovar a exportação do produto AJIFER, razão pela qual não possui direito ao creditamento do ICMS. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo, assim ementado (Vol. 8, e-STJ, fl. 905): EMENTA ANULATÓRIA DE AUTO DE INFRAÇÃO GERAÇÃO DE CRÉDITO ACUMULADO DE ICMS EXPORTAÇÃO DE PRODUTO INDUSTRIALIZADO Art. 71 a 84 do RICMS/00 e Portaria CAT 53/1996 Sentença de parcial procedência Apelação do Estado de São Paulo Acolhimento Apropriação e utilização de crédito acumulado sujeito à estreita observância dos requisitos legais Inocorrência na espécie Utilização de valores decorrentes do fabrico de subproduto não destinado á exportação - Redução do valor creditado irregularmente indevida Sentença reformada Apelo provido. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação ao art. 155, § 2º, I, da CF/88. É o relatório. Decido. O Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (RICMS/00 e Portaria CAT 53/1996) e no contexto probatório dos autos, deu provimento à apelação do Estado de São Paulo, assentando a legalidade do auto de infração e da multa imputada à empresa, pois esta deixou de comprovar a exportação do produto AJIFER, razão pela qual não possui direito ao creditamento do ICMS. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1059322 AGR / SP indicadas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Ademais, o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/STF. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido. (ARE 848.862-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 19/6/2015) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ante o exposto, nego provimento ao AGRAVO INTERNO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Supremo Tribunal Federal ARE 1059322 AGR / SP indicadas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Ademais, o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/STF. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido. (ARE 848.862-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 19/6/2015) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ante o exposto, nego provimento ao AGRAVO INTERNO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1059322 AGR / SP por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Supremo Tribunal Federal ARE 1059322 AGR / SP por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. ADV.(A/S) : JOAQUIM MANHÃES MOREIRA (52677/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779421 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. ADV.(A/S) : JOAQUIM MANHÃES MOREIRA (52677/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779421 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14784951
2018-04-27T00:00:00
2018-05-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. O acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11).
sjur384847
Número de páginas: 7. Análise: 15/05/2018, MAD.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1059322
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1059322 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. ADV.(A/S) : JOAQUIM MANHÃES MOREIRA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. ADV.(A/S) :JOAQUIM MANHÃES MOREIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 2. O acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764712. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1059322 AGR / SP arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764712. Supremo Tribunal Federal ARE 1059322 AGR / SP arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de abril de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764712. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. ADV.(A/S) :JOAQUIM MANHÃES MOREIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento a Recurso Extraordinário com Agravo sob o argumento de que (a) é necessária análise de matéria infraconstitucional; (b) aplica-se a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ao caso concreto. Sustenta a parte agravante, em suma, que não há incidência do Enunciado 279/Supremo Tribunal Federal, haja vista não se tratar de avaliação de fatos, mas de valoração da prova que ocasionou “error in judicando” da instância de origem, além de que o recurso veicula matéria constitucional. No mais, repisa as razões do extraordinário. Intimada, a parte contrária pede o desprovimento do apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764713. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. ADV.(A/S) :JOAQUIM MANHÃES MOREIRA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento a Recurso Extraordinário com Agravo sob o argumento de que (a) é necessária análise de matéria infraconstitucional; (b) aplica-se a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ao caso concreto. Sustenta a parte agravante, em suma, que não há incidência do Enunciado 279/Supremo Tribunal Federal, haja vista não se tratar de avaliação de fatos, mas de valoração da prova que ocasionou “error in judicando” da instância de origem, além de que o recurso veicula matéria constitucional. No mais, repisa as razões do extraordinário. Intimada, a parte contrária pede o desprovimento do apelo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764713. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo, assim ementado (Vol. 8, e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 905): EMENTA ANULATÓRIA DE AUTO DE INFRAÇÃO GERAÇÃO DE CRÉDITO ACUMULADO DE ICMS EXPORTAÇÃO DE PRODUTO INDUSTRIALIZADO Art. 71 a 84 do RICMS/00 e Portaria CAT 53/1996 Sentença de parcial procedência Apelação do Estado de São Paulo Acolhimento Apropriação e utilização de crédito acumulado sujeito à estreita observância dos requisitos legais Inocorrência na espécie Utilização de valores decorrentes do fabrico de subproduto não destinado á exportação - Redução do valor creditado irregularmente indevida Sentença reformada Apelo provido. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação ao art. 155, § 2..., I, da Constituição Federal de 1988/88. É o relatório. Decido. O Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (RICMS/00 e Portaria CAT 53/1996) e no contexto probatório dos autos, deu provimento à apelação do Estado de São Paulo, assentando a legalidade do auto de infração e da multa imputada à empresa, pois esta deixou de comprovar a exportação do produto AJIFER, razão pela qual não possui direito ao creditamento do ICMS. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo, assim ementado (Vol. 8, e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 905): EMENTA ANULATÓRIA DE AUTO DE INFRAÇÃO GERAÇÃO DE CRÉDITO ACUMULADO DE ICMS EXPORTAÇÃO DE PRODUTO INDUSTRIALIZADO Art. 71 a 84 do RICMS/00 e Portaria CAT 53/1996 Sentença de parcial procedência Apelação do Estado de São Paulo Acolhimento Apropriação e utilização de crédito acumulado sujeito à estreita observância dos requisitos legais Inocorrência na espécie Utilização de valores decorrentes do fabrico de subproduto não destinado á exportação - Redução do valor creditado irregularmente indevida Sentença reformada Apelo provido. No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação ao art. 155, § 2..., I, da Constituição Federal de 1988/88. É o relatório. Decido. O Tribunal de origem, com fundamento na legislação infraconstitucional pertinente (RICMS/00 e Portaria CAT 53/1996) e no contexto probatório dos autos, deu provimento à apelação do Estado de São Paulo, assentando a legalidade do auto de infração e da multa imputada à empresa, pois esta deixou de comprovar a exportação do produto AJIFER, razão pela qual não possui direito ao creditamento do ICMS. Trata-se, portanto, de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1059322 AGR / SP indicadas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Ademais, o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula n 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido. (ARE 848.862-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 19/6/2015) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ante o exposto, nego provimento ao AGRAVO INTERNO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Supremo Tribunal Federal ARE 1059322 AGR / SP indicadas à Constituição seriam meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Ademais, o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula n 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido. (ARE 848.862-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 19/6/2015) Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. “ Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ante o exposto, nego provimento ao AGRAVO INTERNO. Fixam-se honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1059322 AGR / SP por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Supremo Tribunal Federal ARE 1059322 AGR / SP por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11). É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764714. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. ADV.(A/S) : JOAQUIM MANHÃES MOREIRA (52677/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779421 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.059.322 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA. ADV.(A/S) : JOAQUIM MANHÃES MOREIRA (52677/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com fixação de honorários advocatícios adicionais equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado nas instâncias ordinárias (Código de Processo Civil de 2015, art. 85, § 11), nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779421 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 059 . 322", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1059322 AGR / SP", "ARE 1059322", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1059322 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 848 . 862 - AgR", "ARE 1059322 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 848 . 862 - AgR", "ARE 1059322 AGR / SP", "ARE 1059322 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil de 2015 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 , art .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 71 a 84 do RICMS / 00", "Portaria CAT 53 / 1996", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 155 , § 2 . . . , I , da Constituição Federal de 1988 / 88", "RICMS", "/", "00", "Portaria CAT 53 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 71 a 84 do RICMS / 00", "Portaria CAT 53 / 1996", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 155 , § 2 . . . , I , da Constituição Federal de 1988 / 88", "RICMS", "/", "00", "Portaria CAT 53 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do SUPREMO", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015 , art . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA", "ESTADO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "AJINOMOTO DO", "BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "AJINOMOTO DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS LTDA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM MANHÃES MOREIRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM MANHÃES MOREIRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM MANHÃES MOREIRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM MANHÃES MOREIRA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOAQUIM MANHÃES MOREIRA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "6", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINFRERJ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729976. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 1121 Ementa e Acórdão RE 601511 AGR / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729976. Supremo Tribunal Federal RE 601511 AGR / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 1122 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINFRERJ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que negou seguimento a Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que “(...) na medida em que o r. Acórdão recorrido reconheceu como válida a atualização monetária do valor fixo do ICMS devido por estimativa, pelo mesmo índice adotado para atualização e revisão das tarifas de transporte, e este ultrapassa sempre o índice oficial federal de correção monetária, que é a UFIR, resta claro que o r. Aresto recorrido decidiu de modo contrário à jurisprudência assentada no Pretório Excelso” (fl. 1.118). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729977. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINFRERJ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que negou seguimento a Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que “(...) na medida em que o r. Acórdão recorrido reconheceu como válida a atualização monetária do valor fixo do ICMS devido por estimativa, pelo mesmo índice adotado para atualização e revisão das tarifas de transporte, e este ultrapassa sempre o índice oficial federal de correção monetária, que é a UFIR, resta claro que o r. Aresto recorrido decidiu de modo contrário à jurisprudência assentada no Pretório Excelso” (fl. 1.118). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 1123 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Acórdão assim ementado (fls. 112): “APELAÇÃO. ICMS. Parecer que vincula a sua atualização monetária aos índices de reajustes da tarifa. Alegada lesão a direito dos impetrantes, por refletir parcelas (lucro e preço dos insumos) estranhas à mera correção e que majoram o imposto; correto seria atualizar pela UFIR. Tese que busca subtrair o lucro da incidência do imposto, de sorte a violar os princípios da reserva legal, da capacidade contributiva e da justiça tributária. Precedentes do STJ. Segurança indeferida. Recurso desprovido”. 2. Pois bem, a parte recorrente aponta violação ao art. 2º, ao inciso I do art. 150, e ao inciso IX do art. 93, todos da Carta Magna. 3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Wagner de Castro Mathias Netto, opina pelo desprovimento do apelo extremo. 4. Tenho que o recurso não merece acolhida. Isso porque o entendimento adotado pela instância judicante de origem afina com a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, que me parece juridicamente correta. Leia-se, a propósito, a ementa do AI 445.399-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Acórdão assim ementado (fls. 112): “APELAÇÃO. ICMS. Parecer que vincula a sua atualização monetária aos índices de reajustes da tarifa. Alegada lesão a direito dos impetrantes, por refletir parcelas (lucro e preço dos insumos) estranhas à mera correção e que majoram o imposto; correto seria atualizar pela UFIR. Tese que busca subtrair o lucro da incidência do imposto, de sorte a violar os princípios da reserva legal, da capacidade contributiva e da justiça tributária. Precedentes do STJ. Segurança indeferida. Recurso desprovido”. 2. Pois bem, a parte recorrente aponta violação ao art. 2º, ao inciso I do art. 150, e ao inciso IX do art. 93, todos da Carta Magna. 3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Wagner de Castro Mathias Netto, opina pelo desprovimento do apelo extremo. 4. Tenho que o recurso não merece acolhida. Isso porque o entendimento adotado pela instância judicante de origem afina com a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, que me parece juridicamente correta. Leia-se, a propósito, a ementa do AI 445.399-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 1124 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 601511 AGR / RJ “1. ICMS: atualização monetária: acórdão recorrido que, ao admitir a aplicação do índice local - desde que não ultrapasse o oficial federal - está em conformidade com a orientação assentada pelo STF (RE 183.907, Ilmar Galvão, Pleno, DJ 10.4.2000). 2. ICMS: majoração da alíquota, vinculado o respectivo acréscimo de arrecadação a programa habitacional do governo: inconstitucionalidade, reconhecida pelo Plenário no julgamento do RE 183.906 (M. Aurélio, DJ 30.4.98)”. 5. No mesmo sentido: AIs: 215.075-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso; e 445.399-AgR e 404.952-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; bem como REs 402.507, da minha relatoria; e 226.861, da relatoria do ministro Moreira Alves. 6. De mais a mais, o Plenário desta nossa Casa de Justiça, já decidiu a matéria envolvendo a aplicação do inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Ao fazê-lo, acolheu questão de ordem para reconhecer a repercussão geral e reafirmar jurisprudência do STF. Confira-se, a propósito, a ementa do AI 791.292-QO-RG, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Supremo Tribunal Federal RE 601511 AGR / RJ “1. ICMS: atualização monetária: acórdão recorrido que, ao admitir a aplicação do índice local - desde que não ultrapasse o oficial federal - está em conformidade com a orientação assentada pelo STF (RE 183.907, Ilmar Galvão, Pleno, DJ 10.4.2000). 2. ICMS: majoração da alíquota, vinculado o respectivo acréscimo de arrecadação a programa habitacional do governo: inconstitucionalidade, reconhecida pelo Plenário no julgamento do RE 183.906 (M. Aurélio, DJ 30.4.98)”. 5. No mesmo sentido: AIs: 215.075-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso; e 445.399-AgR e 404.952-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; bem como REs 402.507, da minha relatoria; e 226.861, da relatoria do ministro Moreira Alves. 6. De mais a mais, o Plenário desta nossa Casa de Justiça, já decidiu a matéria envolvendo a aplicação do inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Ao fazê-lo, acolheu questão de ordem para reconhecer a repercussão geral e reafirmar jurisprudência do STF. Confira-se, a propósito, a ementa do AI 791.292-QO-RG, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 1125 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 601511 AGR / RJ Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Quanto à específica alegação do presente apelo, a solução da controvérsia depende do reexame do conjunto fático-probatório dos autos e da análise da legislação local (Lei Estadual 2.804/97), providências incabíveis em recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 280 (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) do STF. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Supremo Tribunal Federal RE 601511 AGR / RJ Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Quanto à específica alegação do presente apelo, a solução da controvérsia depende do reexame do conjunto fático-probatório dos autos e da análise da legislação local (Lei Estadual 2.804/97), providências incabíveis em recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 280 (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) do STF. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 1126 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINFRERJ ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735136 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINFRERJ ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735136 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7 1127
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753994
2018-06-29T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.
sjur387874
Número de páginas: 7. Análise: 13/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
601511
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-002804 ANO-1997\n LEI ORDINÁRIA, RJ" ]
RE-AgR
acordaos
RE 601511 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINFRERJ ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINFRERJ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729976. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 1121 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 601511 AGR / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729976. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601511 AGR / RJ Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 1122 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINFRERJ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que negou seguimento a Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que “(...) na medida em que o r. Acórdão recorrido reconheceu como válida a atualização monetária do valor fixo do ICMS devido por estimativa, pelo mesmo índice adotado para atualização e revisão das tarifas de transporte, e este ultrapassa sempre o índice oficial federal de correção monetária, que é a UFIR, resta claro que o r. Aresto recorrido decidiu de modo contrário à jurisprudência assentada no Pretório Excelso” (fl. 1.118). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729977. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINFRERJ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que negou seguimento a Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que “(...) na medida em que o r. Acórdão recorrido reconheceu como válida a atualização monetária do valor fixo do ICMS devido por estimativa, pelo mesmo índice adotado para atualização e revisão das tarifas de transporte, e este ultrapassa sempre o índice oficial federal de correção monetária, que é a UFIR, resta claro que o r. Aresto recorrido decidiu de modo contrário à jurisprudência assentada no Pretório Excelso” (fl. 1.118). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 1123 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Acórdão assim ementado (fls. 112): “APELAÇÃO. ICMS. Parecer que vincula a sua atualização monetária aos índices de reajustes da tarifa. Alegada lesão a direito dos impetrantes, por refletir parcelas (lucro e preço dos insumos) estranhas à mera correção e que majoram o imposto; correto seria atualizar pela UFIR. Tese que busca subtrair o lucro da incidência do imposto, de sorte a violar os princípios da reserva legal, da capacidade contributiva e da justiça tributária. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Segurança indeferida. Recurso desprovido”. 2. Pois bem, a parte recorrente aponta violação ao art. 2..., ao inciso I do art. 150, e ao inciso IX do art. 93, todos da Carta Magna. 3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Wagner de Castro Mathias Netto, opina pelo desprovimento do apelo extremo. 4. Tenho que o recurso não merece acolhida. Isso porque o entendimento adotado pela instância judicante de origem afina com a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, que me parece juridicamente correta. Leia-se, a propósito, a ementa do AI 445.399-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Acórdão assim ementado (fls. 112): “APELAÇÃO. ICMS. Parecer que vincula a sua atualização monetária aos índices de reajustes da tarifa. Alegada lesão a direito dos impetrantes, por refletir parcelas (lucro e preço dos insumos) estranhas à mera correção e que majoram o imposto; correto seria atualizar pela UFIR. Tese que busca subtrair o lucro da incidência do imposto, de sorte a violar os princípios da reserva legal, da capacidade contributiva e da justiça tributária. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Segurança indeferida. Recurso desprovido”. 2. Pois bem, a parte recorrente aponta violação ao art. 2..., ao inciso I do art. 150, e ao inciso IX do art. 93, todos da Carta Magna. 3. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Wagner de Castro Mathias Netto, opina pelo desprovimento do apelo extremo. 4. Tenho que o recurso não merece acolhida. Isso porque o entendimento adotado pela instância judicante de origem afina com a jurisprudência desta nossa Casa de Justiça, que me parece juridicamente correta. Leia-se, a propósito, a ementa do AI 445.399-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 1124 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 601511 AGR / RJ “1. ICMS: atualização monetária: acórdão recorrido que, ao admitir a aplicação do índice local - desde que não ultrapasse o oficial federal - está em conformidade com a orientação assentada pelo Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 183.907, Ilmar Galvão, Pleno, DJ 10.4.2000). 2. ICMS: majoração da alíquota, vinculado o respectivo acréscimo de arrecadação a programa habitacional do governo: inconstitucionalidade, reconhecida pelo Plenário no julgamento do Recurso Extraordinário 183.906 (M. Aurélio, DJ 30.4.98)”. 5. No mesmo sentido: AIs: 215.075-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso; e 445.399-AgR e 404.952-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; bem como REs 402.507, da minha relatoria; e 226.861, da relatoria do ministro Moreira Alves. 6. De mais a mais, o Plenário desta nossa Casa de Justiça, já decidiu a matéria envolvendo a aplicação do inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Ao fazê-lo, acolheu questão de ordem para reconhecer a repercussão geral e reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Confira-se, a propósito, a ementa do AI 791.292-QO-RG, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601511 AGR / RJ “1. ICMS: atualização monetária: acórdão recorrido que, ao admitir a aplicação do índice local - desde que não ultrapasse o oficial federal - está em conformidade com a orientação assentada pelo Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 183.907, Ilmar Galvão, Pleno, DJ 10.4.2000). 2. ICMS: majoração da alíquota, vinculado o respectivo acréscimo de arrecadação a programa habitacional do governo: inconstitucionalidade, reconhecida pelo Plenário no julgamento do Recurso Extraordinário 183.906 (M. Aurélio, DJ 30.4.98)”. 5. No mesmo sentido: AIs: 215.075-AgR, da relatoria do ministro Cezar Peluso; e 445.399-AgR e 404.952-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; bem como REs 402.507, da minha relatoria; e 226.861, da relatoria do ministro Moreira Alves. 6. De mais a mais, o Plenário desta nossa Casa de Justiça, já decidiu a matéria envolvendo a aplicação do inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Ao fazê-lo, acolheu questão de ordem para reconhecer a repercussão geral e reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Confira-se, a propósito, a ementa do AI 791.292-QO-RG, da relatoria do ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 1125 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 601511 AGR / RJ Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Quanto à específica alegação do presente apelo, a solução da controvérsia depende do reexame do conjunto fático-probatório dos autos e da análise da legislação local (Lei Estadual 2.804/97), providências incabíveis em recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 280 (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) do Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 601511 AGR / RJ Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Quanto à específica alegação do presente apelo, a solução da controvérsia depende do reexame do conjunto fático-probatório dos autos e da análise da legislação local (Lei Estadual 2.804/97), providências incabíveis em recurso extraordinário, conforme consubstanciado nas Súmulas 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário) e 280 (Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário) do Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729978. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 1126 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINFRERJ ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735136 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.511 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - SINFRERJ ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735136 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7 1127
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 511", "Recurso Extraordinário 601511 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 601511 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 511", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 511", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 511", "AI 445 . 399 - AgR", "AI 445 . 399 - AgR", "Recurso Extraordinário 601511 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 183 . 907", "Recurso Extraordinário 183 . 906", "AIs : 215 . 075 - AgR", "445", ".", "399", "-", "AgR", "404", ".", "952", "-", "AgR", "REs 402 . 507", "226", ".", "861", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 183 . 907", "Recurso Extraordinário 183 . 906", "AIs : 215 . 075 - AgR", "445", ".", "399", "-", "AgR", "404", ".", "952", "-", "AgR", "REs 402 . 507", "226", ".", "861", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Recurso Extraordinário 601511 AGR / RJ", "Súmulas", "Recurso Extraordinário 601511 AGR /", "Súmulas 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 511", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601 . 511" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Federal", "art . 2 . . . ,", "inciso I do art . 150 , e", "inciso IX do art . 93 , todos da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Federal", "art . 2 . . .", "inciso I do art . 150 , e", "inciso IX do art . 93 , todos da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . .", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 . . . e", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Lei Estadual 2 . 804 / 97", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Lei Estadual 2 . 804 / 97", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO", "SINFRERJ", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO", "SINFRERJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO DO", "SINFRERJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS POR FRETAMENTO", "SINFRERJ", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTES DE PASSAGEIROS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "DALTRO", "Alexandre de Moraes", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO", "Alexandre de Moraes", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Alexandre de Moraes", "Wagner de Castro Mathias Netto", "Sepúlveda Pertence", "Alexandre de Moraes", "Wagner de Castro Mathias Netto", "Sepúlveda Pertence", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ilmar Galvão", "Aurélio", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Moreira Alves", "Gilmar Mendes", "Ilmar Galvão", "Aurélio", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Moreira Alves", "Gilmar Mendes", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "4", ".", "2000", "30", ".", "4", ".", "98", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "4", ".", "2000", "30", ".", "4", ".", "98", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ AGDO.(A/S) :CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO ADV.(A/S) :EDGARD HELUANY MOYSES Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. A argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753033. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 195 Ementa e Acórdão RE 627178 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753033. Supremo Tribunal Federal RE 627178 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 196 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ AGDO.(A/S) :CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO ADV.(A/S) :EDGARD HELUANY MOYSES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob o argumento de que se aplica a Súmula 279/STF ao caso concreto. Sustenta a parte agravante, em suma, que não é necessária a análise de fatos. No mais, repisa a argumentação recursal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753034. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ AGDO.(A/S) :CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO ADV.(A/S) :EDGARD HELUANY MOYSES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob o argumento de que se aplica a Súmula 279/STF ao caso concreto. Sustenta a parte agravante, em suma, que não é necessária a análise de fatos. No mais, repisa a argumentação recursal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 197 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Acórdão assim ementado (fls. 62): “Obrigação de fazer – Condomínio – Legitimidade – Tem o condomínio legitimidade para propor ação contra a Prefeitura Municipal a fim de obter que, no interesse dos condôminos, seja desobstruída a entrada de suas dependências que está tomada por vendedores ambulantes – Recurso provido.” Pois bem, a parte recorrente alega violação ao art. 2º e ao inciso VIII do art. 30 da Magna Carta de 1988. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Providência vedada neste momento processual, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC, e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ante o exposto, nego provimento ao AGRAVO INTERNO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753035. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Acórdão assim ementado (fls. 62): “Obrigação de fazer – Condomínio – Legitimidade – Tem o condomínio legitimidade para propor ação contra a Prefeitura Municipal a fim de obter que, no interesse dos condôminos, seja desobstruída a entrada de suas dependências que está tomada por vendedores ambulantes – Recurso provido.” Pois bem, a parte recorrente alega violação ao art. 2º e ao inciso VIII do art. 30 da Magna Carta de 1988. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Providência vedada neste momento processual, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC, e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ante o exposto, nego provimento ao AGRAVO INTERNO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 198 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 627178 AGR / SP codificação processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753035. Supremo Tribunal Federal RE 627178 AGR / SP codificação processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 199 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ AGDO.(A/S) : CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO ADV.(A/S) : EDGARD HELUANY MOYSES (31523/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735140 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ AGDO.(A/S) : CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO ADV.(A/S) : EDGARD HELUANY MOYSES (31523/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6 200
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747759440
2018-06-29T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. 1. A argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.
sjur387877
Número de páginas: 6. Análise: 12/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
627178
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 627178 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ AGDO.(A/S) : CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO ADV.(A/S) : EDGARD HELUANY MOYSES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ AGDO.(A/S) :CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO ADV.(A/S) :EDGARD HELUANY MOYSES Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753033. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 195 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 627178 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753033. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 627178 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 196 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ AGDO.(A/S) :CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO ADV.(A/S) :EDGARD HELUANY MOYSES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob o argumento de que se aplica a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ao caso concreto. Sustenta a parte agravante, em suma, que não é necessária a análise de fatos. No mais, repisa a argumentação recursal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753034. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ AGDO.(A/S) :CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO ADV.(A/S) :EDGARD HELUANY MOYSES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário sob o argumento de que se aplica a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ao caso concreto. Sustenta a parte agravante, em suma, que não é necessária a análise de fatos. No mais, repisa a argumentação recursal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 197 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Acórdão assim ementado (fls. 62): “Obrigação de fazer – Condomínio – Legitimidade – Tem o condomínio legitimidade para propor ação contra a Prefeitura Municipal a fim de obter que, no interesse dos condôminos, seja desobstruída a entrada de suas dependências que está tomada por vendedores ambulantes – Recurso provido.” Pois bem, a parte recorrente alega violação ao art. 2... e ao inciso VIII do art. 30 da Magna Carta de 1988. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Providência vedada neste momento processual, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil, e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ante o exposto, nego provimento ao AGRAVO INTERNO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753035. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Acórdão assim ementado (fls. 62): “Obrigação de fazer – Condomínio – Legitimidade – Tem o condomínio legitimidade para propor ação contra a Prefeitura Municipal a fim de obter que, no interesse dos condôminos, seja desobstruída a entrada de suas dependências que está tomada por vendedores ambulantes – Recurso provido.” Pois bem, a parte recorrente alega violação ao art. 2... e ao inciso VIII do art. 30 da Magna Carta de 1988. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem exigiria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Providência vedada neste momento processual, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil, e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Ante o exposto, nego provimento ao AGRAVO INTERNO. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 198 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 627178 AGR / SP codificação processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753035. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 627178 AGR / SP codificação processual. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747753035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 199 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ AGDO.(A/S) : CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO ADV.(A/S) : EDGARD HELUANY MOYSES (31523/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735140 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627.178 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ AGDO.(A/S) : CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO ADV.(A/S) : EDGARD HELUANY MOYSES (31523/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735140 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6 200
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627 . 178", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 627178 AGR", "Recurso Extraordinário 627178 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627 . 178 SÃO", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627 . 178", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627 . 178", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 627178 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 627178 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627 . 178", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 627 . 178" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana", "art . 2 . . . e ao inciso VIII do art . 30 da Magna Carta de 1988", "art . 557 do Código de Processo Civil", "§", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana", "art", "inciso VIII do art . 30 da Magna Carta de 1988", "art . 557 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO GONÇALO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO GONÇALO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO DE SÃO", "CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CONDOMÍNIO EDIFÍCIO", "SÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "CONDOMÍNIO EDIFÍCIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "CONDOMÍNIO EDIFÍCIO SÃO GONÇALO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ", "EDGARD HELUANY MOYSES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ", "EDGARD HELUANY MOYSES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ", "EDGARD HELUANY MOYSES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ", "EDGARD HELUANY MOYSES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARINA MAGRO BERINGHS MARTINEZ", "EDGARD HELUANY MOYSES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PLATINUM LTDA ADV.(A/S) :MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729964. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 455 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PLATINUM LTDA ADV.(A/S) :MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que negou seguimento a Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a controvérsia dos autos é mais ampla do que aquela tratada no precedente invocado na decisão ora agravada; e (b) o que se discute é que “(...) a regra do artigo 3º, inciso I, da Lei nº 7.787/1986, modificada pelos artigos 22, inciso I, da Lei nº 8.212/91, e 1º, da Lei nº 9.528/1997, não atendeu às limitações estabelecidas pelo artigo constitucional mencionado, uma vez que fixou base de cálculo totalmente diversa do que a simples folha de salários” (fl. 435). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729965. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PLATINUM LTDA ADV.(A/S) :MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que negou seguimento a Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a controvérsia dos autos é mais ampla do que aquela tratada no precedente invocado na decisão ora agravada; e (b) o que se discute é que “(...) a regra do artigo 3º, inciso I, da Lei nº 7.787/1986, modificada pelos artigos 22, inciso I, da Lei nº 8.212/91, e 1º, da Lei nº 9.528/1997, não atendeu às limitações estabelecidas pelo artigo constitucional mencionado, uma vez que fixou base de cálculo totalmente diversa do que a simples folha de salários” (fl. 435). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 456 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “ DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Acórdão assim ementado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 259): “TRIBUTÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – TRABALHADORES AVULSOS, AUTÔNOMOS E ADMINISTRADORES – LEIS 7.787/89 E 8.212/91 – COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS – LIMITAÇÕES – CORREÇÃO MONETÁRIA – TAXA SELIC. [...] 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade das expressões ‘avulsos, autônomos e administradores’ contidas no inciso I do art. 3º da Lei 7.787/89 e no inciso I do art. 22 da Lei 8.212/91. (ADIN 1.102-2-DF, RREE nºs 166.772 e 164.812). 5. Ante a inconstitucionalidade contida nas referidas leis, os recolhimentos efetuados em atenção aos seus preceitos são indevidos.” 2. Prossigo para anotar que a instância judicante de origem acolheu parcialmente os embargos de declaração, exclusivamente para abordar o argumento de que os “valores pagos a qualquer título aos empregados como contraprestação do trabalho configuram ‘salário’, sendo essa a acepção tomada pelo constituinte originário, fazendo com que o termo ‘salário’ seja Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “ DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Acórdão assim ementado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 259): “TRIBUTÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – TRABALHADORES AVULSOS, AUTÔNOMOS E ADMINISTRADORES – LEIS 7.787/89 E 8.212/91 – COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS – LIMITAÇÕES – CORREÇÃO MONETÁRIA – TAXA SELIC. [...] 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade das expressões ‘avulsos, autônomos e administradores’ contidas no inciso I do art. 3º da Lei 7.787/89 e no inciso I do art. 22 da Lei 8.212/91. (ADIN 1.102-2-DF, RREE nºs 166.772 e 164.812). 5. Ante a inconstitucionalidade contida nas referidas leis, os recolhimentos efetuados em atenção aos seus preceitos são indevidos.” 2. Prossigo para anotar que a instância judicante de origem acolheu parcialmente os embargos de declaração, exclusivamente para abordar o argumento de que os “valores pagos a qualquer título aos empregados como contraprestação do trabalho configuram ‘salário’, sendo essa a acepção tomada pelo constituinte originário, fazendo com que o termo ‘salário’ seja Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 457 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 575969 AGR / SP equivalente a ‘remuneração’, de maneira que todos os empregados que recebem salário e, portanto, integram a folha de salários, devem sofrer os descontos trazidos pelo artigo 3º, I, da Lei 7.787/89” (fls. 280). 3. Pois bem, a parte recorrente sustenta que o inciso I do art. 3º da Lei 7.787/1989 e o inciso I do art. 22 da Lei 8.212/1991, com a redação dada pelo art. 1º da Lei 9.528/1997, são inconstitucionais por terem elegido base imponível diversa da prevista no inciso I do art. 195 da Magna Carta de 1988. 4. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Paulo de Tarso Braz Lucas, opina pelo desprovimento do recurso. 5. Tenho que o apelo extremo não merece acolhida. É que o entendimento do Tribunal de origem afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. Confira-se, nesse sentido, a ementa da ADI 1.102, da relatoria do ministro Maurício Corrêa: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL: EXPRESSÕES ‘EMPRESÁRIOS’ E ‘AUTÔNOMOS’ CONTIDAS NO INC. I DO ART. 22 DA LEI Nº 8.212/91. PEDIDO PREJUDICADO QUANTO ÀS EXPRESSÕES ‘AUTÔNOMOS E ADMINISTRADORES’ CONTIDAS NO INC. I DO ART. 3º DA LEI Nº 7.787/89. 1. O inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212, de 25.07.91, derrogou o inciso I do art. 3º da Lei nº 7.787, de 30.06.89, porque regulou inteiramente a mesma matéria (art. 2º, § 1º, da Lei de Introdução ao Cód. Civil). Malgrado esta revogação, o Senado Federal suspendeu a execução das expressões ‘avulsos, autônomos e administradores’ contidas no inc. I do art. 3º da Lei nº 7.787, pela Resolução nº 15, de 19.04.95 (DOU 28.04.95), tendo em vista a decisão desta Corte no RE nº 177.296-4. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Supremo Tribunal Federal RE 575969 AGR / SP equivalente a ‘remuneração’, de maneira que todos os empregados que recebem salário e, portanto, integram a folha de salários, devem sofrer os descontos trazidos pelo artigo 3º, I, da Lei 7.787/89” (fls. 280). 3. Pois bem, a parte recorrente sustenta que o inciso I do art. 3º da Lei 7.787/1989 e o inciso I do art. 22 da Lei 8.212/1991, com a redação dada pelo art. 1º da Lei 9.528/1997, são inconstitucionais por terem elegido base imponível diversa da prevista no inciso I do art. 195 da Magna Carta de 1988. 4. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Paulo de Tarso Braz Lucas, opina pelo desprovimento do recurso. 5. Tenho que o apelo extremo não merece acolhida. É que o entendimento do Tribunal de origem afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. Confira-se, nesse sentido, a ementa da ADI 1.102, da relatoria do ministro Maurício Corrêa: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL: EXPRESSÕES ‘EMPRESÁRIOS’ E ‘AUTÔNOMOS’ CONTIDAS NO INC. I DO ART. 22 DA LEI Nº 8.212/91. PEDIDO PREJUDICADO QUANTO ÀS EXPRESSÕES ‘AUTÔNOMOS E ADMINISTRADORES’ CONTIDAS NO INC. I DO ART. 3º DA LEI Nº 7.787/89. 1. O inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212, de 25.07.91, derrogou o inciso I do art. 3º da Lei nº 7.787, de 30.06.89, porque regulou inteiramente a mesma matéria (art. 2º, § 1º, da Lei de Introdução ao Cód. Civil). Malgrado esta revogação, o Senado Federal suspendeu a execução das expressões ‘avulsos, autônomos e administradores’ contidas no inc. I do art. 3º da Lei nº 7.787, pela Resolução nº 15, de 19.04.95 (DOU 28.04.95), tendo em vista a decisão desta Corte no RE nº 177.296-4. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 458 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 575969 AGR / SP 2. A contribuição previdenciária incidente sobre a ‘folha de salários’ (CF, art. 195, I) não alcança os ‘empresários’ e ‘autônomos’, sem vínculo empregatício; entretanto, poderiam ser alcançados por contribuição criada por lei complementar (CF, arts. 195, § 4º, e 154, I). Precedentes. 3. Ressalva do Relator que, invocando política judicial de conveniência, concedia efeito prospectivo o ‘ex-nunc’ à decisão, a partir da concessão da liminar. 4. Ação direta conhecida e julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade das expressões ‘empresários’ e ‘autônomos’ contidas no inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212, de 25.07.91.” Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Quanto à específica alegação do presente apelo, veja-se o seguinte julgado, em sentido contrário à pretensão da agravante: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ART. 195, I (REDAÇÃO ORIGINAL), DA CF. CONTRIBUIÇÃO SOBRE FOLHA DE SALÁRIOS. ART. 3º, I, DA LEI 7.787/89 E ART. 22, I, DA LEI 8.212/91 (REDAÇÃO ORIGINAL E REDAÇÃO DADA PELA LEI 9.528/1997). INCIDÊNCIA SOBRE REMUNERAÇÃO PAGA PELA EMPRESA EM VIRTUDE DA EXECUÇÃO DE TRABALHO SUBORDINADO. CONSTITUCIONALIDADE. TEMA DIVERSO DO DISCUTIDO NO RE 565.160-RG/SC. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte já fixou entendimento no sentido de que é constitucional a cobrança da contribuição sobre folha 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Supremo Tribunal Federal RE 575969 AGR / SP 2. A contribuição previdenciária incidente sobre a ‘folha de salários’ (CF, art. 195, I) não alcança os ‘empresários’ e ‘autônomos’, sem vínculo empregatício; entretanto, poderiam ser alcançados por contribuição criada por lei complementar (CF, arts. 195, § 4º, e 154, I). Precedentes. 3. Ressalva do Relator que, invocando política judicial de conveniência, concedia efeito prospectivo o ‘ex-nunc’ à decisão, a partir da concessão da liminar. 4. Ação direta conhecida e julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade das expressões ‘empresários’ e ‘autônomos’ contidas no inciso I do art. 22 da Lei nº 8.212, de 25.07.91.” Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Quanto à específica alegação do presente apelo, veja-se o seguinte julgado, em sentido contrário à pretensão da agravante: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ART. 195, I (REDAÇÃO ORIGINAL), DA CF. CONTRIBUIÇÃO SOBRE FOLHA DE SALÁRIOS. ART. 3º, I, DA LEI 7.787/89 E ART. 22, I, DA LEI 8.212/91 (REDAÇÃO ORIGINAL E REDAÇÃO DADA PELA LEI 9.528/1997). INCIDÊNCIA SOBRE REMUNERAÇÃO PAGA PELA EMPRESA EM VIRTUDE DA EXECUÇÃO DE TRABALHO SUBORDINADO. CONSTITUCIONALIDADE. TEMA DIVERSO DO DISCUTIDO NO RE 565.160-RG/SC. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte já fixou entendimento no sentido de que é constitucional a cobrança da contribuição sobre folha 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 459 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 575969 AGR / SP de salários na forma prevista no art. 3º, I, da Lei 7.787/89 e art. 22, I, da Lei 8.212/91 (redação original e a redação dada pela Lei 9.528/1997), desde que sua incidência se limite à remuneração paga pela empresa em virtude da execução de trabalho subordinado, ou seja, com vínculo empregatício, uma vez que, desta forma, é instituída com base na competência definida na redação original do art. 195, I, da CF. II – Este Tribunal tem afastado apenas os casos em que os dispositivos previam ou possibilitavam a incidência sobre valores pagos a trabalhadores contratados sem vínculo empregatício, a exemplo dos profissionais autônomos, avulsos e administradores. III – Uma vez que a recorrente afirmou não ter interesse em ver afastada a contribuição incidente sobre a remuneração paga aos segurados administradores, autônomos e avulsos, bem como por não indicar verbas específicas que entende não se enquadrar no conceito de valores pagos em razão de trabalho subordinado, resta inviável acolher sua pretensão para desobrigá-la do recolhimento da contribuição em questão em todo e qualquer caso. IV – Questão diversa da analisada no RE 565.160-RG/SC, em que se discute a constitucionalidade da incidência de contribuição instituída com base na redação original do art. 195, I, da CF sobre verbas especificamente identificadas, que, segundo alegado, seriam indenizatórias. V – Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 773978 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014) “ Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Supremo Tribunal Federal RE 575969 AGR / SP de salários na forma prevista no art. 3º, I, da Lei 7.787/89 e art. 22, I, da Lei 8.212/91 (redação original e a redação dada pela Lei 9.528/1997), desde que sua incidência se limite à remuneração paga pela empresa em virtude da execução de trabalho subordinado, ou seja, com vínculo empregatício, uma vez que, desta forma, é instituída com base na competência definida na redação original do art. 195, I, da CF. II – Este Tribunal tem afastado apenas os casos em que os dispositivos previam ou possibilitavam a incidência sobre valores pagos a trabalhadores contratados sem vínculo empregatício, a exemplo dos profissionais autônomos, avulsos e administradores. III – Uma vez que a recorrente afirmou não ter interesse em ver afastada a contribuição incidente sobre a remuneração paga aos segurados administradores, autônomos e avulsos, bem como por não indicar verbas específicas que entende não se enquadrar no conceito de valores pagos em razão de trabalho subordinado, resta inviável acolher sua pretensão para desobrigá-la do recolhimento da contribuição em questão em todo e qualquer caso. IV – Questão diversa da analisada no RE 565.160-RG/SC, em que se discute a constitucionalidade da incidência de contribuição instituída com base na redação original do art. 195, I, da CF sobre verbas especificamente identificadas, que, segundo alegado, seriam indenizatórias. V – Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 773978 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014) “ Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 460 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PLATINUM LTDA ADV.(A/S) : MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI (154651/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735133 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PLATINUM LTDA ADV.(A/S) : MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI (154651/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735133 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7 461
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753747
2018-06-29T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual.
sjur387872
Número de páginas: 7. Análise: 13/08/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
575969
[ "LEG-FED LEI-007787 ANO-1989\n ART-00003 INC-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\n ART-00022 INC-00001 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9528/1997\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009528 ANO-1997\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 575969 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PLATINUM LTDA ADV.(A/S) : MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PLATINUM LTDA ADV.(A/S) :MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729964. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 455 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PLATINUM LTDA ADV.(A/S) :MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que negou seguimento a Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a controvérsia dos autos é mais ampla do que aquela tratada no precedente invocado na decisão ora agravada; e (b) o que se discute é que “(...) a regra do artigo 3..., inciso I, da Lei n 7.787/1986, modificada pelos artigos 22, inciso I, da Lei n 8.212/91, e 1..., da Lei n 9.528/1997, não atendeu às limitações estabelecidas pelo artigo constitucional mencionado, uma vez que fixou base de cálculo totalmente diversa do que a simples folha de salários” (fl. 435). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729965. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :PLATINUM LTDA ADV.(A/S) :MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Trata-se de Agravo Interno contra decisão do ilustre Min. AYRES BRITTO que negou seguimento a Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em consonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) a controvérsia dos autos é mais ampla do que aquela tratada no precedente invocado na decisão ora agravada; e (b) o que se discute é que “(...) a regra do artigo 3..., inciso I, da Lei n 7.787/1986, modificada pelos artigos 22, inciso I, da Lei n 8.212/91, e 1..., da Lei n 9.528/1997, não atendeu às limitações estabelecidas pelo artigo constitucional mencionado, uma vez que fixou base de cálculo totalmente diversa do que a simples folha de salários” (fl. 435). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 456 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “ DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região. Acórdão assim ementado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 259): “TRIBUTÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – TRABALHADORES AVULSOS, AUTÔNOMOS E ADMINISTRADORES – LEIS 7.787/89 E 8.212/91 – COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS – LIMITAÇÕES – CORREÇÃO MONETÁRIA – TAXA SELIC. [...] 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade das expressões ‘avulsos, autônomos e administradores’ contidas no inciso I do art. 3... da Lei 7.787/89 e no inciso I do art. 22 da Lei 8.212/91. (ADIN 1.102-2-DF, RREE ns 166.772 e 164.812). 5. Ante a inconstitucionalidade contida nas referidas leis, os recolhimentos efetuados em atenção aos seus preceitos são indevidos.” 2. Prossigo para anotar que a instância judicante de origem acolheu parcialmente os embargos de declaração, exclusivamente para abordar o argumento de que os “valores pagos a qualquer título aos empregados como contraprestação do trabalho configuram ‘salário’, sendo essa a acepção tomada pelo constituinte originário, fazendo com que o termo ‘salário’ seja Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis a decisão ora agravada: “ DECISÃO: vistos, etc. Trata-se de recurso extraordinário, interposto com suporte na alínea “a” do inciso III do art. 102 da Constituição Republicana, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região. Acórdão assim ementado, na parte que interessa ao deslinde da causa (fls. 259): “TRIBUTÁRIO – MANDADO DE SEGURANÇA – CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA – TRABALHADORES AVULSOS, AUTÔNOMOS E ADMINISTRADORES – LEIS 7.787/89 E 8.212/91 – COMPENSAÇÃO DE CRÉDITOS – LIMITAÇÕES – CORREÇÃO MONETÁRIA – TAXA SELIC. [...] 4. O Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou a inconstitucionalidade das expressões ‘avulsos, autônomos e administradores’ contidas no inciso I do art. 3... da Lei 7.787/89 e no inciso I do art. 22 da Lei 8.212/91. (ADIN 1.102-2-DF, RREE ns 166.772 e 164.812). 5. Ante a inconstitucionalidade contida nas referidas leis, os recolhimentos efetuados em atenção aos seus preceitos são indevidos.” 2. Prossigo para anotar que a instância judicante de origem acolheu parcialmente os embargos de declaração, exclusivamente para abordar o argumento de que os “valores pagos a qualquer título aos empregados como contraprestação do trabalho configuram ‘salário’, sendo essa a acepção tomada pelo constituinte originário, fazendo com que o termo ‘salário’ seja Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 457 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP equivalente a ‘remuneração’, de maneira que todos os empregados que recebem salário e, portanto, integram a folha de salários, devem sofrer os descontos trazidos pelo artigo 3..., I, da Lei 7.787/89” (fls. 280). 3. Pois bem, a parte recorrente sustenta que o inciso I do art. 3... da Lei 7.787/1989 e o inciso I do art. 22 da Lei 8.212/1991, com a redação dada pelo art. 1... da Lei 9.528/1997, são inconstitucionais por terem elegido base imponível diversa da prevista no inciso I do art. 195 da Magna Carta de 1988. 4. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Paulo de Tarso Braz Lucas, opina pelo desprovimento do recurso. 5. Tenho que o apelo extremo não merece acolhida. É que o entendimento do Tribunal de origem afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. Confira-se, nesse sentido, a ementa da ADI 1.102, da relatoria do ministro Maurício Corrêa: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL: EXPRESSÕES ‘EMPRESÁRIOS’ E ‘AUTÔNOMOS’ CONTIDAS NO INC. I DO ART. 22 DA LEI n 8.212/91. PEDIDO PREJUDICADO QUANTO ÀS EXPRESSÕES ‘AUTÔNOMOS E ADMINISTRADORES’ CONTIDAS NO INC. I DO ART. 3... DA LEI n 7.787/89. 1. O inciso I do art. 22 da Lei n 8.212, de 25.07.91, derrogou o inciso I do art. 3... da Lei n 7.787, de 30.06.89, porque regulou inteiramente a mesma matéria (art. 2..., § 1..., da Lei de Introdução ao Cód. Civil). Malgrado esta revogação, o Senado Federal suspendeu a execução das expressões ‘avulsos, autônomos e administradores’ contidas no inc. I do art. 3... da Lei n 7.787, pela Resolução n 15, de 19.04.95 (DOU 28.04.95), tendo em vista a decisão desta Corte no Recurso Extraordinário n 177.296-4. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP equivalente a ‘remuneração’, de maneira que todos os empregados que recebem salário e, portanto, integram a folha de salários, devem sofrer os descontos trazidos pelo artigo 3..., I, da Lei 7.787/89” (fls. 280). 3. Pois bem, a parte recorrente sustenta que o inciso I do art. 3... da Lei 7.787/1989 e o inciso I do art. 22 da Lei 8.212/1991, com a redação dada pelo art. 1... da Lei 9.528/1997, são inconstitucionais por terem elegido base imponível diversa da prevista no inciso I do art. 195 da Magna Carta de 1988. 4. A seu turno, a Procuradoria-Geral da República, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral Paulo de Tarso Braz Lucas, opina pelo desprovimento do recurso. 5. Tenho que o apelo extremo não merece acolhida. É que o entendimento do Tribunal de origem afina com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. Confira-se, nesse sentido, a ementa da ADI 1.102, da relatoria do ministro Maurício Corrêa: “AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL: EXPRESSÕES ‘EMPRESÁRIOS’ E ‘AUTÔNOMOS’ CONTIDAS NO INC. I DO ART. 22 DA LEI n 8.212/91. PEDIDO PREJUDICADO QUANTO ÀS EXPRESSÕES ‘AUTÔNOMOS E ADMINISTRADORES’ CONTIDAS NO INC. I DO ART. 3... DA LEI n 7.787/89. 1. O inciso I do art. 22 da Lei n 8.212, de 25.07.91, derrogou o inciso I do art. 3... da Lei n 7.787, de 30.06.89, porque regulou inteiramente a mesma matéria (art. 2..., § 1..., da Lei de Introdução ao Cód. Civil). Malgrado esta revogação, o Senado Federal suspendeu a execução das expressões ‘avulsos, autônomos e administradores’ contidas no inc. I do art. 3... da Lei n 7.787, pela Resolução n 15, de 19.04.95 (DOU 28.04.95), tendo em vista a decisão desta Corte no Recurso Extraordinário n 177.296-4. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 458 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP 2. A contribuição previdenciária incidente sobre a ‘folha de salários’ (Constituição Federal de 1988, art. 195, I) não alcança os ‘empresários’ e ‘autônomos’, sem vínculo empregatício; entretanto, poderiam ser alcançados por contribuição criada por lei complementar (Constituição Federal de 1988, arts. 195, § 4..., e 154, I). Precedentes. 3. Ressalva do Relator que, invocando política judicial de conveniência, concedia efeito prospectivo o ‘ex-nunc’ à decisão, a partir da concessão da liminar. 4. Ação direta conhecida e julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade das expressões ‘empresários’ e ‘autônomos’ contidas no inciso I do art. 22 da Lei n 8.212, de 25.07.91.” Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Quanto à específica alegação do presente apelo, veja-se o seguinte julgado, em sentido contrário à pretensão da agravante: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ART. 195, I (REDAÇÃO ORIGINAL), DA Constituição Federal de 1988. CONTRIBUIÇÃO SOBRE FOLHA DE SALÁRIOS. ART. 3..., I, DA LEI 7.787/89 E ART. 22, I, DA LEI 8.212/91 (REDAÇÃO ORIGINAL E REDAÇÃO DADA PELA LEI 9.528/1997). INCIDÊNCIA SOBRE REMUNERAÇÃO PAGA PELA EMPRESA EM VIRTUDE DA EXECUÇÃO DE TRABALHO SUBORDINADO. CONSTITUCIONALIDADE. TEMA DIVERSO DO DISCUTIDO NO Recurso Extraordinário 565.160-RG/SC. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte já fixou entendimento no sentido de que é constitucional a cobrança da contribuição sobre folha 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP 2. A contribuição previdenciária incidente sobre a ‘folha de salários’ (Constituição Federal de 1988, art. 195, I) não alcança os ‘empresários’ e ‘autônomos’, sem vínculo empregatício; entretanto, poderiam ser alcançados por contribuição criada por lei complementar (Constituição Federal de 1988, arts. 195, § 4..., e 154, I). Precedentes. 3. Ressalva do Relator que, invocando política judicial de conveniência, concedia efeito prospectivo o ‘ex-nunc’ à decisão, a partir da concessão da liminar. 4. Ação direta conhecida e julgada procedente para declarar a inconstitucionalidade das expressões ‘empresários’ e ‘autônomos’ contidas no inciso I do art. 22 da Lei n 8.212, de 25.07.91.” Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Quanto à específica alegação do presente apelo, veja-se o seguinte julgado, em sentido contrário à pretensão da agravante: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ART. 195, I (REDAÇÃO ORIGINAL), DA Constituição Federal de 1988. CONTRIBUIÇÃO SOBRE FOLHA DE SALÁRIOS. ART. 3..., I, DA LEI 7.787/89 E ART. 22, I, DA LEI 8.212/91 (REDAÇÃO ORIGINAL E REDAÇÃO DADA PELA LEI 9.528/1997). INCIDÊNCIA SOBRE REMUNERAÇÃO PAGA PELA EMPRESA EM VIRTUDE DA EXECUÇÃO DE TRABALHO SUBORDINADO. CONSTITUCIONALIDADE. TEMA DIVERSO DO DISCUTIDO NO Recurso Extraordinário 565.160-RG/SC. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte já fixou entendimento no sentido de que é constitucional a cobrança da contribuição sobre folha 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 459 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP de salários na forma prevista no art. 3..., I, da Lei 7.787/89 e art. 22, I, da Lei 8.212/91 (redação original e a redação dada pela Lei 9.528/1997), desde que sua incidência se limite à remuneração paga pela empresa em virtude da execução de trabalho subordinado, ou seja, com vínculo empregatício, uma vez que, desta forma, é instituída com base na competência definida na redação original do art. 195, I, da Constituição Federal de 1988. II – Este Tribunal tem afastado apenas os casos em que os dispositivos previam ou possibilitavam a incidência sobre valores pagos a trabalhadores contratados sem vínculo empregatício, a exemplo dos profissionais autônomos, avulsos e administradores. III – Uma vez que a recorrente afirmou não ter interesse em ver afastada a contribuição incidente sobre a remuneração paga aos segurados administradores, autônomos e avulsos, bem como por não indicar verbas específicas que entende não se enquadrar no conceito de valores pagos em razão de trabalho subordinado, resta inviável acolher sua pretensão para desobrigá-la do recolhimento da contribuição em questão em todo e qualquer caso. IV – Questão diversa da analisada no Recurso Extraordinário 565.160-RG/SC, em que se discute a constitucionalidade da incidência de contribuição instituída com base na redação original do art. 195, I, da Constituição Federal de 1988 sobre verbas especificamente identificadas, que, segundo alegado, seriam indenizatórias. V – Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 773978 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014) “ Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP de salários na forma prevista no art. 3..., I, da Lei 7.787/89 e art. 22, I, da Lei 8.212/91 (redação original e a redação dada pela Lei 9.528/1997), desde que sua incidência se limite à remuneração paga pela empresa em virtude da execução de trabalho subordinado, ou seja, com vínculo empregatício, uma vez que, desta forma, é instituída com base na competência definida na redação original do art. 195, I, da Constituição Federal de 1988. II – Este Tribunal tem afastado apenas os casos em que os dispositivos previam ou possibilitavam a incidência sobre valores pagos a trabalhadores contratados sem vínculo empregatício, a exemplo dos profissionais autônomos, avulsos e administradores. III – Uma vez que a recorrente afirmou não ter interesse em ver afastada a contribuição incidente sobre a remuneração paga aos segurados administradores, autônomos e avulsos, bem como por não indicar verbas específicas que entende não se enquadrar no conceito de valores pagos em razão de trabalho subordinado, resta inviável acolher sua pretensão para desobrigá-la do recolhimento da contribuição em questão em todo e qualquer caso. IV – Questão diversa da analisada no Recurso Extraordinário 565.160-RG/SC, em que se discute a constitucionalidade da incidência de contribuição instituída com base na redação original do art. 195, I, da Constituição Federal de 1988 sobre verbas especificamente identificadas, que, segundo alegado, seriam indenizatórias. V – Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 773978 AgR, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 15/8/2014) “ Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747729966. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 460 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PLATINUM LTDA ADV.(A/S) : MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI (154651/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735133 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575.969 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : PLATINUM LTDA ADV.(A/S) : MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI (154651/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que o julgado recorrido foi publicado antes da vigência da nova codificação processual, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735133 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7 461
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575 . 969", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575 . 969", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575 . 969", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575 . 969", "ADIN 1 . 102 - 2 - DF", "RREE ns 166 . 772", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575 .", "ADIN 1 . 102 - 2 - DF", "RREE ns 166 .", "Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP", "ADI 1 . 102", "Recurso Extraordinário n 177 . 296 - 4 . 2", "Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP", "ADI 1 . 102", "Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 565 . 160 - RG / SC", "Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 565 . 160 - RG / SC", "Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 565 . 160 - RG / SC", "Recurso Extraordinário 773978 AgR", "Recurso Extraordinário 575969 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 565 . 160 - RG / SC", "Recurso Extraordinário 773978 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 575 . 969" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 3 . . . , inciso I , da Lei n 7 . 787 / 1986", "artigos 22 , inciso I , da Lei n 8 . 212 / 91", "1", "Lei n 9 . 528 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 3 . . . , inciso I , da Lei n 7 . 787 / 1986", "artigos 22 , inciso I , da Lei n 8 . 212 / 91", "1 . . . , da", "Lei n 9 . 528 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana", "LEIS 7 . 787 / 89", "8", ".", "212", "/", "91", "inciso I do art . 3 . . . da Lei 7 . 787 / 89", "inciso I do art . 22 da Lei 8 . 212 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” do inciso III do art . 102 da Constituição Republicana", "LEIS 7 . 787 / 89", "8", ".", "212", "/", "91", "inciso I do art . 3 . . . da Lei 7 . 787 / 89", "inciso I do art . 22 da Lei 8 . 212 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 3 . . . , I , da Lei 7 . 787 / 89", "inciso I do art . 3 . . . da Lei 7 . 787 / 1989", "inciso I do art . 22 da Lei 8 . 212 / 1991", "art . 1 . . . da Lei 9 . 528 / 1997", "inciso I do art . 195 da Magna Carta de 1988", "INC . I DO ART . 22 DA LEI n 8 . 212", "LEI n 7 . 787 / 89", "inciso I do art . 22 da Lei n 8 . 212", "inciso I do art . 3 . . . da Lei n 7 . 787", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei de Introdução ao Cód . Civil", "inc . I do art .", "Lei n 7 . 787", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 3 . . . , I , da Lei 7 . 787 / 89", "inciso I do art . 3 . . . da Lei 7 .", "787", "/", "1989", "inciso I do art . 22 da Lei 8 . 212 / 1991", "art . 1 . . . da Lei 9 . 528 / 1997", "inciso I do art . 195 da Magna Carta de 1988", "INC . I DO ART . 22 DA LEI n 8 . 212 / 91", "INC . I DO ART . 3 . . . DA LEI n 7 . 787 / 89", "inciso I do art . 22 da Lei n 8 . 212", "inciso I do art . 3 . . . da Lei n 7 . 787", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei de Introdução ao Cód . Civil", "inc .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 195 , I", "Constituição Federal de 1988 , arts . 195 , § 4 . . . , e 154 , I", "inciso I do art . 22 da Lei n 8 . 212", "art . 557 do Código de Processo Civil", "art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "ART . 195 , I (", "Constituição Federal de 1988", "ART . 3 . . . , I , DA LEI 7 . 787 / 89", "ART . 22 , I , DA LEI 8 . 212 / 91", "LEI 9 . 528 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 195 , I", "Constituição Federal de 1988 , arts . 195 , § 4 . . . , e 154 , I", "inciso I do art . 22 da Lei n 8 . 212", "art . 557 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "ART . 195 , I ( REDAÇÃO ORIGINAL ) , DA", "Constituição Federal de 1988", "ART . 3 . . . , I , DA LEI 7 . 787 / 89", "ART . 22 , I , DA LEI 8 . 212 / 91", "LEI 9 . 528 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , I , da Lei 7 . 787 / 89", "art . 22 , I , da Lei 8 . 212 / 91", "Lei 9 . 528 / 1997", "art . 195 , I , da Constituição Federal de 1988", "art . 195 , I , da Constituição Federal de 1988", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 3 . . . , I , da Lei 7 . 787 / 89", "art . 22 , I , da Lei 8 . 212 / 91", "Lei 9 . 528 / 1997", "art . 195 , I , da Constituição Federal de 1988", "art . 195 , I , da Constituição Federal de 1988", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "PLATINUM LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PLATINUM LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PLATINUM LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 3 . .", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Senado Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Senado Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "PLATINUM LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PLATINUM LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI", "Alexandre de Moraes", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI", "Alexandre de Moraes", "AYRES BRITTO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "ALEXANDRE DE MORAES", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Maurício Corrêa", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Maurício Corrêa", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARTA TEEKO YONEKURA SANO TAKAHASHI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "91", "25", ".", "07", ".", "91", "30", ".", "06", ".", "89", "19", ".", "04", ".", "95", "28", ".", "04", ".", "95", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "07", ".", "91", "30", ".", "06", ".", "89", "19", ".", "04", ".", "95", "28", ".", "04", ".", "95", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "07", ".", "91", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "07", ".", "91", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "8", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) :ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO INTDO.(A/S) :AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :JACÓ CARLOS SILVA COELHO EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INADMISSIBILIDADE. 1. A petição de embargos de declaração, recebida como agravo interno, não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada, limitando-se a tecer questionamentos acerca do mérito da demanda, concernente à suposta excessividade na fixação da indenização por dano moral. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Ademais, os embargos de divergência foram opostos desacompanhados do comprovante de recolhimento do preparo, em desacordo com o art. 511 do CPC/1973, então vigente. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em converter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872088. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 1453 Ementa e Acórdão AI 739772 AGR-EDV-ED / GO os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, acordam em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872088. Supremo Tribunal Federal AI 739772 AGR-EDV-ED / GO os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, acordam em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 1454 Relatório 27/04/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) :ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO INTDO.(A/S) :AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :JACÓ CARLOS SILVA COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração (fls. 1.445/1.446) opostos contra decisão monocrática proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, então relator do processo, que inadmitiu os embargos de divergência, sob os seguintes fundamentos: “[...] O recurso não pode ser conhecido. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o embargante deve comprovar o recolhimento do preparo no ato de interposição do recurso, conforme determina o art. 511 do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei 8.950/1994. Nesse sentido, confiram-se: RE 146.747-EDv-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 11.04.2003); RE 143.808-EDv-QO (rel. min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 18.06.2004); AI 614.073-AgR-EDv-AgR (rel. min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 18.04.2008) e RE 233.563-ED-ED-EDv-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 06.09.2007), este último assim ementado: (…) Ausente, no caso, o comprovante de recolhimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) :ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO INTDO.(A/S) :AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :JACÓ CARLOS SILVA COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração (fls. 1.445/1.446) opostos contra decisão monocrática proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, então relator do processo, que inadmitiu os embargos de divergência, sob os seguintes fundamentos: “[...] O recurso não pode ser conhecido. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o embargante deve comprovar o recolhimento do preparo no ato de interposição do recurso, conforme determina o art. 511 do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei 8.950/1994. Nesse sentido, confiram-se: RE 146.747-EDv-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 11.04.2003); RE 143.808-EDv-QO (rel. min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 18.06.2004); AI 614.073-AgR-EDv-AgR (rel. min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 18.04.2008) e RE 233.563-ED-ED-EDv-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 06.09.2007), este último assim ementado: (…) Ausente, no caso, o comprovante de recolhimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 1455 Relatório AI 739772 AGR-EDV-ED / GO preparo (certidão de fls. 1422), inadmissíveis os embargos de divergência. Ainda que superado referido óbice, o embargante afirma que o acórdão embargado deve ser reformado, por considerar equivocada a decisão da Turma, que recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e manteve o não conhecimento do recurso extraordinário por ausência de fundamentação na preliminar de repercussão geral. Confere, dessa forma, nítido caráter infringente a estes embargos. No caso, o embargante não procurou demonstrar a existência de divergência entre as Turmas deste Tribunal ou entre uma Turma e o Plenário, nos termos dos arts. 330 e 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. É firme a jurisprudência deste Tribunal de que a alegação de equívoco na decisão embargada não autoriza a interposição dos embargos de divergência, conforme pretende o embargante. Nesse sentido: RE 161.243-ED-EDv-AgR (rel. min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ de 17.12.1999), RE 172.516- embargos-AgR (rel. min. Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 15.12.1995), RE 90.254-embargos (rel. min. Thompson Flores, Tribunal Pleno, DJ de 28.03.1980) e RE 75.902-embargos (rel. min. Soares Muñoz, Tribunal Pleno, DJ de 31.08.1979). Confira- se, ainda, o seguinte precedente: (...)” 2. A parte embargante tece questionamentos acerca da aplicação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade pelo STF “na fixação de indenizações, notadamente de natureza moral, quando evidente o EXCESSO do quantum indenizatório”. Insurge-se contra alegada rigidez do formalismo (concernente à demonstração de existência de divergência entre os colegiados desta Corte), que impede a aplicação do “Princípio da Revaloração da Prova”, bem como a perfeita “entrega da PRESTAÇÃO JURISDICIONAL”. Afirma ainda que a “Repercussão Geral se demonstra quando evidente que o valor de indenizações geram o enriquecimento e o empobrecimento indevidos”. Requer o provimento dos presentes embargos de declaração para “ACLARAR a decisão embargada”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Supremo Tribunal Federal AI 739772 AGR-EDV-ED / GO preparo (certidão de fls. 1422), inadmissíveis os embargos de divergência. Ainda que superado referido óbice, o embargante afirma que o acórdão embargado deve ser reformado, por considerar equivocada a decisão da Turma, que recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e manteve o não conhecimento do recurso extraordinário por ausência de fundamentação na preliminar de repercussão geral. Confere, dessa forma, nítido caráter infringente a estes embargos. No caso, o embargante não procurou demonstrar a existência de divergência entre as Turmas deste Tribunal ou entre uma Turma e o Plenário, nos termos dos arts. 330 e 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. É firme a jurisprudência deste Tribunal de que a alegação de equívoco na decisão embargada não autoriza a interposição dos embargos de divergência, conforme pretende o embargante. Nesse sentido: RE 161.243-ED-EDv-AgR (rel. min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ de 17.12.1999), RE 172.516- embargos-AgR (rel. min. Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 15.12.1995), RE 90.254-embargos (rel. min. Thompson Flores, Tribunal Pleno, DJ de 28.03.1980) e RE 75.902-embargos (rel. min. Soares Muñoz, Tribunal Pleno, DJ de 31.08.1979). Confira- se, ainda, o seguinte precedente: (...)” 2. A parte embargante tece questionamentos acerca da aplicação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade pelo STF “na fixação de indenizações, notadamente de natureza moral, quando evidente o EXCESSO do quantum indenizatório”. Insurge-se contra alegada rigidez do formalismo (concernente à demonstração de existência de divergência entre os colegiados desta Corte), que impede a aplicação do “Princípio da Revaloração da Prova”, bem como a perfeita “entrega da PRESTAÇÃO JURISDICIONAL”. Afirma ainda que a “Repercussão Geral se demonstra quando evidente que o valor de indenizações geram o enriquecimento e o empobrecimento indevidos”. Requer o provimento dos presentes embargos de declaração para “ACLARAR a decisão embargada”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 1456 Relatório AI 739772 AGR-EDV-ED / GO 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Supremo Tribunal Federal AI 739772 AGR-EDV-ED / GO 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 1457 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/04/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Inicialmente, observo que a decisão impugnada e os presentes embargos de declaração datam de período anterior a 18.03.2016, quando entrou em vigor o CPC/2015. Desse modo, aplica-se ao caso a disciplina do CPC/1973 – nos termos dos arts. 14 e 1.046 do novo Código (Lei nº 13.105/2015). 2. Recebo os presentes embargos como agravo interno, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022- ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718-ED, Rel. Min. Luiz Fux). 3. Passo a apreciar a matéria. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a tecer questionamentos acerca do mérito da demanda, concernente à suposta excessividade na fixação da indenização por dano moral. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, e a título de exemplo, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872090. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Inicialmente, observo que a decisão impugnada e os presentes embargos de declaração datam de período anterior a 18.03.2016, quando entrou em vigor o CPC/2015. Desse modo, aplica-se ao caso a disciplina do CPC/1973 – nos termos dos arts. 14 e 1.046 do novo Código (Lei nº 13.105/2015). 2. Recebo os presentes embargos como agravo interno, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022- ED, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; ARE 680.718-ED, Rel. Min. Luiz Fux). 3. Passo a apreciar a matéria. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a tecer questionamentos acerca do mérito da demanda, concernente à suposta excessividade na fixação da indenização por dano moral. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, e a título de exemplo, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 1458 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 739772 AGR-EDV-ED / GO fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 4. De qualquer forma, os embargos de divergência em discussão neste processo foram opostos desacompanhados do comprovante de recolhimento do preparo (certidão às fls. 1.422). Nessas circunstâncias, o referido recurso não pode ser conhecido, em face da deserção, nos termos do art. 511 do CPC/1973, então vigente. Acresce, nos termos da jurisprudência desta Corte, que somente será cabível a prévia intimação para recolhimento do valor do preparo, nos termos do art. 511, § 2º, do CPC/1973, quando tratar-se de insuficiência do valor recolhido, o que não ocorre na hipótese. Vejam-se, nesse sentido, os seguintes precedentes: ARE 786.478-AgR-Segundo, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma; ARE 752.288-AgR, Relª Minª Rosa Weber, Primeira Turma; AI 765.015-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma; e AI 620.144-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872090. Supremo Tribunal Federal AI 739772 AGR-EDV-ED / GO fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 4. De qualquer forma, os embargos de divergência em discussão neste processo foram opostos desacompanhados do comprovante de recolhimento do preparo (certidão às fls. 1.422). Nessas circunstâncias, o referido recurso não pode ser conhecido, em face da deserção, nos termos do art. 511 do CPC/1973, então vigente. Acresce, nos termos da jurisprudência desta Corte, que somente será cabível a prévia intimação para recolhimento do valor do preparo, nos termos do art. 511, § 2º, do CPC/1973, quando tratar-se de insuficiência do valor recolhido, o que não ocorre na hipótese. Vejam-se, nesse sentido, os seguintes precedentes: ARE 786.478-AgR-Segundo, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma; ARE 752.288-AgR, Relª Minª Rosa Weber, Primeira Turma; AI 765.015-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma; e AI 620.144-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 1459 Voto Vogal EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) :ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO INTDO.(A/S) :AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :JACÓ CARLOS SILVA COELHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14724682. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) :ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO INTDO.(A/S) :AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :JACÓ CARLOS SILVA COELHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3º do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1º do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14724682. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 1460 Extrato de Ata - 27/04/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) : ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO (18864/GO) EMBDO.(A/S) : CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO (13460/GO) INTDO.(A/S) : AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) : JACÓ CARLOS SILVA COELHO (GO013721/) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14753946 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) : ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO (18864/GO) EMBDO.(A/S) : CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO (13460/GO) INTDO.(A/S) : AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) : JACÓ CARLOS SILVA COELHO (GO013721/) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14753946 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9 1461
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14880276
2018-04-27T00:00:00
2018-05-25T00:00:00
O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018.
EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INADMISSIBILIDADE. 1. A petição de embargos de declaração, recebida como agravo interno, não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada, limitando-se a tecer questionamentos acerca do mérito da demanda, concernente à suposta excessividade na fixação da indenização por dano moral. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Ademais, os embargos de divergência foram opostos desacompanhados do comprovante de recolhimento do preparo, em desacordo com o art. 511 do CPC/1973, então vigente. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo interno a que se nega provimento.
sjur385487
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO, AGR) Rcl 11022 ED (TP), ARE 680718 ED (1ªT), MI 823 ED-segundos (TP). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) ARE 695632 AgR (1ªT). (PREPARO, COMPROVAÇÃO) AI 620144 AgR (2ªT), AI 765015 AgR (2ªT), ARE 752288 AgR (1ªT), ARE 786478 AgR-segundo (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 29/05/2018, MAD.
ROBERTO BARROSO
Tribunal Pleno
739772
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00511 PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00001 ART-01024 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
AI-AgR-EDv-ED
acordaos
AI 739772 AgR-EDv-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) : ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO EMBDO.(A/S) : CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO INTDO.(A/S) : AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) : JACÓ CARLOS SILVA COELHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) :ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO INTDO.(A/S) :AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :JACÓ CARLOS SILVA COELHO EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INADMISSIBILIDADE. 1. A petição de embargos de declaração, recebida como agravo interno, não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada, limitando-se a tecer questionamentos acerca do mérito da demanda, concernente à suposta excessividade na fixação da indenização por dano moral. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Ademais, os embargos de divergência foram opostos desacompanhados do comprovante de recolhimento do preparo, em desacordo com o art. 511 do Código de Processo Civil/1973, então vigente. 3. Embargos de declaração recebidos como agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em converter Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872088. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 1453 Ementa e Acórdão AI 739772 AGR-EDV-ED / GO os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, acordam em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872088. Supremo Tribunal Federal AI 739772 AGR-EDV-ED / GO os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade de votos, acordam em negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 a 26 de abril de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 1454 Relatório 27/04/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) :ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO INTDO.(A/S) :AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :JACÓ CARLOS SILVA COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração (fls. 1.445/1.446) opostos contra decisão monocrática proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, então relator do processo, que inadmitiu os embargos de divergência, sob os seguintes fundamentos: “[...] O recurso não pode ser conhecido. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o embargante deve comprovar o recolhimento do preparo no ato de interposição do recurso, conforme determina o art. 511 do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei 8.950/1994. Nesse sentido, confiram-se: Recurso Extraordinário 146.747-EDv-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 11.04.2003); Recurso Extraordinário 143.808-EDv-QO (rel. min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 18.06.2004); AI 614.073-AgR-EDv-AgR (rel. min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 18.04.2008) e Recurso Extraordinário 233.563-ED-ED-EDv-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 06.09.2007), este último assim ementado: (…) Ausente, no caso, o comprovante de recolhimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) :ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO INTDO.(A/S) :AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :JACÓ CARLOS SILVA COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de embargos de declaração (fls. 1.445/1.446) opostos contra decisão monocrática proferida pelo Ministro Joaquim Barbosa, então relator do processo, que inadmitiu os embargos de divergência, sob os seguintes fundamentos: “[...] O recurso não pode ser conhecido. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o embargante deve comprovar o recolhimento do preparo no ato de interposição do recurso, conforme determina o art. 511 do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei 8.950/1994. Nesse sentido, confiram-se: Recurso Extraordinário 146.747-EDv-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 11.04.2003); Recurso Extraordinário 143.808-EDv-QO (rel. min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ de 18.06.2004); AI 614.073-AgR-EDv-AgR (rel. min. Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJe de 18.04.2008) e Recurso Extraordinário 233.563-ED-ED-EDv-AgR (rel. min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ de 06.09.2007), este último assim ementado: (…) Ausente, no caso, o comprovante de recolhimento do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 1455 Relatório AI 739772 AGR-EDV-ED / GO preparo (certidão de fls. 1422), inadmissíveis os embargos de divergência. Ainda que superado referido óbice, o embargante afirma que o acórdão embargado deve ser reformado, por considerar equivocada a decisão da Turma, que recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e manteve o não conhecimento do recurso extraordinário por ausência de fundamentação na preliminar de repercussão geral. Confere, dessa forma, nítido caráter infringente a estes embargos. No caso, o embargante não procurou demonstrar a existência de divergência entre as Turmas deste Tribunal ou entre uma Turma e o Plenário, nos termos dos arts. 330 e 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. É firme a jurisprudência deste Tribunal de que a alegação de equívoco na decisão embargada não autoriza a interposição dos embargos de divergência, conforme pretende o embargante. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 161.243-ED-EDv-AgR (rel. min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ de 17.12.1999), Recurso Extraordinário 172.516- embargos-AgR (rel. min. Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 15.12.1995), Recurso Extraordinário 90.254-embargos (rel. min. Thompson Flores, Tribunal Pleno, DJ de 28.03.1980) e Recurso Extraordinário 75.902-embargos (rel. min. Soares Muñoz, Tribunal Pleno, DJ de 31.08.1979). Confira- se, ainda, o seguinte precedente: (...)” 2. A parte embargante tece questionamentos acerca da aplicação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade pelo Supremo Tribunal Federal “na fixação de indenizações, notadamente de natureza moral, quando evidente o EXCESSO do quantum indenizatório”. Insurge-se contra alegada rigidez do formalismo (concernente à demonstração de existência de divergência entre os colegiados desta Corte), que impede a aplicação do “Princípio da Revaloração da Prova”, bem como a perfeita “entrega da PRESTAÇÃO JURISDICIONAL”. Afirma ainda que a “Repercussão Geral se demonstra quando evidente que o valor de indenizações geram o enriquecimento e o empobrecimento indevidos”. Requer o provimento dos presentes embargos de declaração para “ACLARAR a decisão embargada”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Supremo Tribunal Federal AI 739772 AGR-EDV-ED / GO preparo (certidão de fls. 1422), inadmissíveis os embargos de divergência. Ainda que superado referido óbice, o embargante afirma que o acórdão embargado deve ser reformado, por considerar equivocada a decisão da Turma, que recebeu os embargos de declaração como agravo regimental e manteve o não conhecimento do recurso extraordinário por ausência de fundamentação na preliminar de repercussão geral. Confere, dessa forma, nítido caráter infringente a estes embargos. No caso, o embargante não procurou demonstrar a existência de divergência entre as Turmas deste Tribunal ou entre uma Turma e o Plenário, nos termos dos arts. 330 e 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. É firme a jurisprudência deste Tribunal de que a alegação de equívoco na decisão embargada não autoriza a interposição dos embargos de divergência, conforme pretende o embargante. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 161.243-ED-EDv-AgR (rel. min. Sydney Sanches, Tribunal Pleno, DJ de 17.12.1999), Recurso Extraordinário 172.516- embargos-AgR (rel. min. Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 15.12.1995), Recurso Extraordinário 90.254-embargos (rel. min. Thompson Flores, Tribunal Pleno, DJ de 28.03.1980) e Recurso Extraordinário 75.902-embargos (rel. min. Soares Muñoz, Tribunal Pleno, DJ de 31.08.1979). Confira- se, ainda, o seguinte precedente: (...)” 2. A parte embargante tece questionamentos acerca da aplicação dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade pelo Supremo Tribunal Federal “na fixação de indenizações, notadamente de natureza moral, quando evidente o EXCESSO do quantum indenizatório”. Insurge-se contra alegada rigidez do formalismo (concernente à demonstração de existência de divergência entre os colegiados desta Corte), que impede a aplicação do “Princípio da Revaloração da Prova”, bem como a perfeita “entrega da PRESTAÇÃO JURISDICIONAL”. Afirma ainda que a “Repercussão Geral se demonstra quando evidente que o valor de indenizações geram o enriquecimento e o empobrecimento indevidos”. Requer o provimento dos presentes embargos de declaração para “ACLARAR a decisão embargada”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 1456 Relatório AI 739772 AGR-EDV-ED / GO 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Supremo Tribunal Federal AI 739772 AGR-EDV-ED / GO 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 1457 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/04/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Inicialmente, observo que a decisão impugnada e os presentes embargos de declaração datam de período anterior a 18.03.2016, quando entrou em vigor o Código de Processo Civil/2015. Desse modo, aplica-se ao caso a disciplina do Código de Processo Civil/1973 – nos termos dos arts. 14 e 1.046 do novo Código (Lei n 13.105/2015). 2. Recebo os presentes embargos como agravo interno, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022- ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718-ED, Rel. Min. Luiz Fux). 3. Passo a apreciar a matéria. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a tecer questionamentos acerca do mérito da demanda, concernente à suposta excessividade na fixação da indenização por dano moral. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, e a título de exemplo, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872090. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PLENÁRIO EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Inicialmente, observo que a decisão impugnada e os presentes embargos de declaração datam de período anterior a 18.03.2016, quando entrou em vigor o Código de Processo Civil/2015. Desse modo, aplica-se ao caso a disciplina do Código de Processo Civil/1973 – nos termos dos arts. 14 e 1.046 do novo Código (Lei n 13.105/2015). 2. Recebo os presentes embargos como agravo interno, tendo em vista a pretensão da parte recorrente em ver reformada a decisão ora impugnada (MI 823-ED-segundos, Rel. Min. Celso de Mello; Rcl 11.022- ED, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 680.718-ED, Rel. Min. Luiz Fux). 3. Passo a apreciar a matéria. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não impugna os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a tecer questionamentos acerca do mérito da demanda, concernente à suposta excessividade na fixação da indenização por dano moral. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, e a título de exemplo, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 1458 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 739772 AGR-EDV-ED / GO fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 4. De qualquer forma, os embargos de divergência em discussão neste processo foram opostos desacompanhados do comprovante de recolhimento do preparo (certidão às fls. 1.422). Nessas circunstâncias, o referido recurso não pode ser conhecido, em face da deserção, nos termos do art. 511 do Código de Processo Civil/1973, então vigente. Acresce, nos termos da jurisprudência desta Corte, que somente será cabível a prévia intimação para recolhimento do valor do preparo, nos termos do art. 511, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, quando tratar-se de insuficiência do valor recolhido, o que não ocorre na hipótese. Vejam-se, nesse sentido, os seguintes precedentes: ARE 786.478-AgR-Segundo, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma; ARE 752.288-AgR, Rel Min Rosa Weber, Primeira Turma; AI 765.015-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma; e AI 620.144-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872090. Supremo Tribunal Federal AI 739772 AGR-EDV-ED / GO fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 4. De qualquer forma, os embargos de divergência em discussão neste processo foram opostos desacompanhados do comprovante de recolhimento do preparo (certidão às fls. 1.422). Nessas circunstâncias, o referido recurso não pode ser conhecido, em face da deserção, nos termos do art. 511 do Código de Processo Civil/1973, então vigente. Acresce, nos termos da jurisprudência desta Corte, que somente será cabível a prévia intimação para recolhimento do valor do preparo, nos termos do art. 511, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, quando tratar-se de insuficiência do valor recolhido, o que não ocorre na hipótese. Vejam-se, nesse sentido, os seguintes precedentes: ARE 786.478-AgR-Segundo, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma; ARE 752.288-AgR, Rel Min Rosa Weber, Primeira Turma; AI 765.015-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma; e AI 620.144-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 1459 Voto Vogal EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) :ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO INTDO.(A/S) :AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :JACÓ CARLOS SILVA COELHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14724682. Supremo Tribunal Federal EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) :EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) :ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO EMBDO.(A/S) :CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) :MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO INTDO.(A/S) :AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) :JACÓ CARLOS SILVA COELHO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo quanto à conversão. Conforme venho me pronunciando, entendo ser incabível, na regência do Código de Processo Civil de 1973, a conversão dos declaratórios em agravo regimental. Já sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015, o relator deverá observar o disposto no § 3... do artigo 1.024, determinando a intimação do recorrente para complementação das razões, em observância à exigência do § 1... do artigo 1.021, nele contido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14724682. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 1460 Extrato de Ata - 27/04/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) : ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO (18864/GO) EMBDO.(A/S) : CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO (13460/GO) INTDO.(A/S) : AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) : JACÓ CARLOS SILVA COELHO (GO013721/) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14753946 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 739.772 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO EMBTE.(S) : EDMUNDO PEDROSO MACHADO ADV.(A/S) : ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO (18864/GO) EMBDO.(A/S) : CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA ADV.(A/S) : MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO (13460/GO) INTDO.(A/S) : AGF BRASIL SEGUROS S/A ADV.(A/S) : JACÓ CARLOS SILVA COELHO (GO013721/) Decisão: O Tribunal, por maioria, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14753946 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9 1461
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 739 . 772", "AI 739772", "AI 739772", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 739 . 772", "Recurso Extraordinário 146 . 747 - EDv - AgR", "Recurso Extraordinário 143 . 808 - EDv", "AI 614 . 073 - AgR - EDv - AgR", "Recurso Extraordinário 233 . 563 - ED - ED - EDv - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 739 . 772", "Recurso Extraordinário 146 . 747 - EDv - AgR", "Recurso Extraordinário 143 . 808 - EDv - QO", "AI 614 . 073 - AgR - EDv", "Recurso Extraordinário 233 . 563 - ED - ED - EDv -", "AI 739772 AGR", "Recurso Extraordinário 161 . 243 - ED - EDv - AgR", "Recurso Extraordinário 172 . 516 - embargos - AgR", "Recurso Extraordinário 90 . 254", "Recurso Extraordinário 75 . 902 -", "AI 739772 AGR -", "Recurso Extraordinário 161 . 243 - ED - EDv - AgR", "Recurso Extraordinário 172 . 516 - embargos - AgR", "Recurso Extraordinário 90 . 254", "Recurso Extraordinário 75 . 902 - embargos", "AI 739772 AGR -", "AI 739772 AGR - EDV - ED / GO", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11 . 022 - ED", "ARE 680 . 718 - ED", "ARE 695 . 632 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 739 . 772", "MI 823 - ED - segundos", "Rcl 11 . 022 - ED", "ARE 680 . 718 - ED", "ARE 695 . 632 - AgR", "AI 739772 AGR", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "ARE 786 . 478 - AgR - Segundo", "ARE 752 . 288 - AgR", "AI 765 . 015 - AgR", "AI 620 . 144 - AgR", "AI 739772 AGR - EDV - ED / GO", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "ARE 786 . 478 - AgR - Segundo", "ARE 752 . 288 - AgR", "AI 765 . 015 - AgR", "AI 620 . 144 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 739 . 772", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 739 . 772", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 739 . 772" ], "LEGISLACAO": [ "art . 511 do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 511 do Código de Processo Civil", "Lei 8 . 950 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 511 do Código de Processo Civil", "Lei 8 . 950 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 330 e 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 330 e 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 1973", "arts . 14 e 1 . 046 do novo Código", "Lei n 13 . 105 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 1973", "arts . 14 e 1 . 046 do", "Lei n 13 . 105 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 511 do Código de Processo Civil / 1973", "art . 511 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 511 do Código de Processo Civil / 1973", "art . 511 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AGF BRASIL SEGUROS S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "AGF BRASIL SEGUROS S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "AGF BRASIL SEGUROS S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGF BRASIL SEGUROS S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGF BRASIL SEGUROS S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "AGF BRASIL SEGUROS S / A", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "AGF BRASIL SEGUROS S / A", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "EDMUNDO PEDROSO MACHADO", "ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO", "CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA", "MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO", "JACÓ CARLOS SILVA COELHO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "EDMUNDO PEDROSO MACHADO", "ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO", "CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA", "MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO", "JACÓ CARLOS SILVA COELHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Sepúlveda Pertence", "ROBERTO BARROSO", "EDMUNDO PEDROSO MACHADO", "ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO", "CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA", "MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO", "JACÓ CARLOS SILVA COELHO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Sepúlveda Pertence", "Sydney Sanches", "Moreira Alves", "Thompson Flores", "Soares Muñoz", "”", "Sydney Sanches", "Moreira Alves", "Thompson Flores", "Soares Muñoz", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "EDMUNDO PEDROSO MACHADO", "ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO", "CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA", "MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO", "JACÓ CARLOS SILVA COELHO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "EDMUNDO PEDROSO MACHADO", "ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO", "CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA", "MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO", "JACÓ CARLOS SILVA COELHO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "EDMUNDO PEDROSO MACHADO", "ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO", "CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA", "MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO", "JACÓ CARLOS SILVA COELHO", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "ROBERTO BARROSO", "EDMUNDO PEDROSO MACHADO", "ROGÉRIO BALDUINO LOPES DE CARVALHO", "CÉSAR FRANCISCO FERNANDES DA SILVA", "MARCELO JONH COTA DE ARAÚJO", "JACÓ CARLOS SILVA COELHO", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 a 26 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 a 26 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "11", ".", "04", ".", "2003", "18", ".", "06", ".", "2004", "18", ".", "04", ".", "2008", "06", ".", "09", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "11", ".", "04", ".", "2003", "18", ".", "06", ".", "2004", "18", ".", "04", ".", "2008", "06", ".", "09", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "12", ".", "1999", "15", ".", "12", ".", "1995", "28", ".", "03", ".", "1980", "31", ".", "08", ".", "1979", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "12", ".", "1999", "15", ".", "12", ".", "1995", "28", ".", "03", ".", "1980", "31", ".", "08", ".", "1979", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "18", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "18", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO RECLAMATÓRIA SUBSTITUTIVA DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES IMPUGNATIVAS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. Não cabe reclamação para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com o objetivo de postular ou contestar a paralisação de processo nas instâncias ordinárias com base na suspensão nacional de que trata o art. 1.035, § 5º, do Código de Processo Civil. 2. Mesmo que a causa devesse ser sobrestada com base no art. 1.035, § 5º, do CPC, seria legítima a concessão de medidas de urgência. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de abril de 2018. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764744. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 29698 AGR / ES Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764744. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764744. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento à reclamação sob os argumentos de que (a) incumbe à parte interessada no sobrestamento dos autos em curso na instância a quo postular tal pretensão no juízo ou respectivo Tribunal, consoante a nova codificação processual em vigor; e (b) a reclamação não é instrumento processual substitutivo ao recurso. No agravo, a parte agravante, em suma, alega (a) não haver mais a sua disposição recurso contra a decisão reclamada que ordenou o prosseguimento da reclamação trabalhista, por força da Súmula 214 do TST, que consagra o princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias na Justiça do Trabalho, de maneira que “não está buscando usar a presente medida como substitutivo de recurso”; e (b) que a determinação de suspensão dos processos que versem sobre o Tema 131 atinge as causas análogas desde a primeira instância. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764745. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento à reclamação sob os argumentos de que (a) incumbe à parte interessada no sobrestamento dos autos em curso na instância a quo postular tal pretensão no juízo ou respectivo Tribunal, consoante a nova codificação processual em vigor; e (b) a reclamação não é instrumento processual substitutivo ao recurso. No agravo, a parte agravante, em suma, alega (a) não haver mais a sua disposição recurso contra a decisão reclamada que ordenou o prosseguimento da reclamação trabalhista, por força da Súmula 214 do TST, que consagra o princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias na Justiça do Trabalho, de maneira que “não está buscando usar a presente medida como substitutivo de recurso”; e (b) que a determinação de suspensão dos processos que versem sobre o Tema 131 atinge as causas análogas desde a primeira instância. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de reclamação proposta com base no art. 988 do Código de Processo Civil de 2015 tendo em vista suposta afronta à autoridade da decisão desta CORTE estabelecida em precedente formado sob o rito da repercussão geral, nos autos do RE 589.998 (Tema 131), pendente de análise dos embargos declaratórios opostos. A parte reclamante sublinha que o juízo da Vara do Trabalho de São Mateus/ES concedeu, em sede de tutela antecipada, a reintegração de ex-empregado, beneficiário do ato ora reclamado, ao argumento de ser vedada a dispensa imotivada de empregado público. Todavia, informa que o I. Ministro ROBERTO BARROSO determinou a suspensão do processamento de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre a dispensa imotivada de empregados de estatais e tramitem no território nacional, nos termos do art. 1.035, § 5º, do CPC/2015 e do art. 328 do RISTF. Assim, requer o deferimento de liminar para que seja cassada a decisão que deferiu tutela de urgência para reintegrar o ex-empregado, suspendendo-se o andamento da reclamação trabalhista n.º 0001791-24.2017.5.17.0191, até julgamento final da presente reclamação; e, ao final, postula a cassação definitiva do ato judicial em exame. É o relatório. Decido. A reclamação deve ser indeferida de pronto. Isso porque, com a determinação de suspensão, em sede nacional, dos processos que debatem idêntico tema jurídico ao do leading case em exame no STF, incumbe à parte interessada suscitar a paralisação do processo ao juiz da causa, seja para fins de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de reclamação proposta com base no art. 988 do Código de Processo Civil de 2015 tendo em vista suposta afronta à autoridade da decisão desta CORTE estabelecida em precedente formado sob o rito da repercussão geral, nos autos do RE 589.998 (Tema 131), pendente de análise dos embargos declaratórios opostos. A parte reclamante sublinha que o juízo da Vara do Trabalho de São Mateus/ES concedeu, em sede de tutela antecipada, a reintegração de ex-empregado, beneficiário do ato ora reclamado, ao argumento de ser vedada a dispensa imotivada de empregado público. Todavia, informa que o I. Ministro ROBERTO BARROSO determinou a suspensão do processamento de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre a dispensa imotivada de empregados de estatais e tramitem no território nacional, nos termos do art. 1.035, § 5º, do CPC/2015 e do art. 328 do RISTF. Assim, requer o deferimento de liminar para que seja cassada a decisão que deferiu tutela de urgência para reintegrar o ex-empregado, suspendendo-se o andamento da reclamação trabalhista n.º 0001791-24.2017.5.17.0191, até julgamento final da presente reclamação; e, ao final, postula a cassação definitiva do ato judicial em exame. É o relatório. Decido. A reclamação deve ser indeferida de pronto. Isso porque, com a determinação de suspensão, em sede nacional, dos processos que debatem idêntico tema jurídico ao do leading case em exame no STF, incumbe à parte interessada suscitar a paralisação do processo ao juiz da causa, seja para fins de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES distinção ou acomodação da tese jurídica a ser formulada pela SUPREMA CORTE ao caso singularizado. É a diretriz que se extrai dos seguintes preceitos constantes do CPC/2015: Art. 1.037 (...) (...) § 8º As partes deverão ser intimadas da decisão de suspensão de seu processo, a ser proferida pelo respectivo juiz ou relator quando informado da decisão a que se refere o inciso II do caput. § 9º Demonstrando distinção entre a questão a ser decidida no processo e aquela a ser julgada no recurso especial ou extraordinário afetado, a parte poderá requerer o prosseguimento do seu processo. § 10. O requerimento a que se refere o § 9º será dirigido: I - ao juiz, se o processo sobrestado estiver em primeiro grau; II - ao relator, se o processo sobrestado estiver no tribunal de origem; III - ao relator do acórdão recorrido, se for sobrestado recurso especial ou recurso extraordinário no tribunal de origem; IV - ao relator, no tribunal superior, de recurso especial ou de recurso extraordinário cujo processamento houver sido sobrestado. § 11. A outra parte deverá ser ouvida sobre o requerimento a que se refere o § 9º, no prazo de 5 (cinco) dias. § 12. Reconhecida a distinção no caso: I - dos incisos I, II e IV do § 10, o próprio juiz ou relator dará prosseguimento ao processo; II - do inciso III do § 10, o relator comunicará a decisão ao presidente ou ao vice-presidente que houver determinado o sobrestamento, para que o recurso especial ou o recurso extraordinário seja encaminhado ao 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES distinção ou acomodação da tese jurídica a ser formulada pela SUPREMA CORTE ao caso singularizado. É a diretriz que se extrai dos seguintes preceitos constantes do CPC/2015: Art. 1.037 (...) (...) § 8º As partes deverão ser intimadas da decisão de suspensão de seu processo, a ser proferida pelo respectivo juiz ou relator quando informado da decisão a que se refere o inciso II do caput. § 9º Demonstrando distinção entre a questão a ser decidida no processo e aquela a ser julgada no recurso especial ou extraordinário afetado, a parte poderá requerer o prosseguimento do seu processo. § 10. O requerimento a que se refere o § 9º será dirigido: I - ao juiz, se o processo sobrestado estiver em primeiro grau; II - ao relator, se o processo sobrestado estiver no tribunal de origem; III - ao relator do acórdão recorrido, se for sobrestado recurso especial ou recurso extraordinário no tribunal de origem; IV - ao relator, no tribunal superior, de recurso especial ou de recurso extraordinário cujo processamento houver sido sobrestado. § 11. A outra parte deverá ser ouvida sobre o requerimento a que se refere o § 9º, no prazo de 5 (cinco) dias. § 12. Reconhecida a distinção no caso: I - dos incisos I, II e IV do § 10, o próprio juiz ou relator dará prosseguimento ao processo; II - do inciso III do § 10, o relator comunicará a decisão ao presidente ou ao vice-presidente que houver determinado o sobrestamento, para que o recurso especial ou o recurso extraordinário seja encaminhado ao 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES respectivo tribunal superior, na forma do art. 1.030, parágrafo único. Em caso de negativa do respectivo pedido, a parte considerada prejudicada deve impugnar o ato judicial valendo- se do agravo de instrumento ou interno, a depender do caso concreto, conforme o § 13 do art. 1.037 do CPC, in verbis: § 13. Da decisão que resolver o requerimento a que se refere o § 9º caberá: I - agravo de instrumento, se o processo estiver em primeiro grau; II - agravo interno, se a decisão for de relator. Como ressaltado pelo I. Min. LUIZ FUX, quando o ato reclamado consistir no indeferimento de pedido de suspensão do processo por Juiz de Direito [há] a possibilidade do reclamante utilizar a via ordinária para ter cumprida sua pretensão visto que poderia ter recorrido para o Tribunal (Rcl 24.639, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 26/8/2016). A parte reclamante, portanto, não se atentou à sistemática de recorribilidade implementada pela nova codificação processual envolvendo o instituto da repercussão geral e o seu tratamento nos casos singulares, haja vista a necessidade de inaugurar essa pretensão nas instâncias a quo . Assim, descabe valer-se desta ação constitucional para tal desiderato, sob pena de convolá-la em substitutivo recursal. Nessa linha de argumentação, citem-se os seguintes precedentes desta SUPREMA CORTE: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. SOBRESTAMENTO DE RECURSO. SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de considerar incabível a reclamação em face de ato do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES respectivo tribunal superior, na forma do art. 1.030, parágrafo único. Em caso de negativa do respectivo pedido, a parte considerada prejudicada deve impugnar o ato judicial valendo- se do agravo de instrumento ou interno, a depender do caso concreto, conforme o § 13 do art. 1.037 do CPC, in verbis: § 13. Da decisão que resolver o requerimento a que se refere o § 9º caberá: I - agravo de instrumento, se o processo estiver em primeiro grau; II - agravo interno, se a decisão for de relator. Como ressaltado pelo I. Min. LUIZ FUX, quando o ato reclamado consistir no indeferimento de pedido de suspensão do processo por Juiz de Direito [há] a possibilidade do reclamante utilizar a via ordinária para ter cumprida sua pretensão visto que poderia ter recorrido para o Tribunal (Rcl 24.639, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 26/8/2016). A parte reclamante, portanto, não se atentou à sistemática de recorribilidade implementada pela nova codificação processual envolvendo o instituto da repercussão geral e o seu tratamento nos casos singulares, haja vista a necessidade de inaugurar essa pretensão nas instâncias a quo . Assim, descabe valer-se desta ação constitucional para tal desiderato, sob pena de convolá-la em substitutivo recursal. Nessa linha de argumentação, citem-se os seguintes precedentes desta SUPREMA CORTE: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. SOBRESTAMENTO DE RECURSO. SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de considerar incabível a reclamação em face de ato do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES Tribunal de origem que determina o sobrestamento de recurso com base em paradigma de recurso extraordinário julgado sob a sistemática da repercussão geral, o que não se alterou com a sucessão de legislação processual. 2. A reclamação não é sucedâneo recursal, haja vista que a pretensão de distinção entre feito sobrestado e paradigma de repercussão geral deve ser deduzida em sede recursal própria junto ao juízo a quo. Art. 1.035, §§6º e 7º, do CPC/15. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. Rcl 25.090-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 28/11/2016. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. COFINS. SOCIEDADES CIVIS. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. SOBRESTAMENTO DE RECURSO. SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. É inviável o ajuizamento de reclamação em face de ato do Tribunal de origem que determina o sobrestamento de recurso com base em paradigma da sistemática da repercussão geral. Precedentes. CPC/73 e CPC/15. 2. Não se consideram esgotadas as instâncias ordinárias antes da realização do juízo positivo ou negativo de admissão do apelo extremo pelo Tribunal de origem em relação aos requisitos processuais, cuja resultante é a subida dos autos ao STF ou a possibilidade de interposição de agravo em recurso extraordinário. 3. A reclamação não é sucedâneo recursal, de modo que a pretensão de distinção (distinguishing) entre feito sobrestado e o respectivo caso piloto deve ser deduzida em sede recursal própria junto ao juízo a quo. Art. 1.035, §§6º e 7º, do CPC/15. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. Rcl 24.632-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 21/9/2017. Ante o exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES Tribunal de origem que determina o sobrestamento de recurso com base em paradigma de recurso extraordinário julgado sob a sistemática da repercussão geral, o que não se alterou com a sucessão de legislação processual. 2. A reclamação não é sucedâneo recursal, haja vista que a pretensão de distinção entre feito sobrestado e paradigma de repercussão geral deve ser deduzida em sede recursal própria junto ao juízo a quo. Art. 1.035, §§6º e 7º, do CPC/15. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. Rcl 25.090-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 28/11/2016. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. COFINS. SOCIEDADES CIVIS. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. SOBRESTAMENTO DE RECURSO. SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. É inviável o ajuizamento de reclamação em face de ato do Tribunal de origem que determina o sobrestamento de recurso com base em paradigma da sistemática da repercussão geral. Precedentes. CPC/73 e CPC/15. 2. Não se consideram esgotadas as instâncias ordinárias antes da realização do juízo positivo ou negativo de admissão do apelo extremo pelo Tribunal de origem em relação aos requisitos processuais, cuja resultante é a subida dos autos ao STF ou a possibilidade de interposição de agravo em recurso extraordinário. 3. A reclamação não é sucedâneo recursal, de modo que a pretensão de distinção (distinguishing) entre feito sobrestado e o respectivo caso piloto deve ser deduzida em sede recursal própria junto ao juízo a quo. Art. 1.035, §§6º e 7º, do CPC/15. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. Rcl 24.632-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 21/9/2017. Ante o exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Convém ressaltar que as alegações da parte agravante no sentido da irrecorribilidade da decisão reclamada não logram êxito. O microssistema processual desenvolvido pelo CPC/2015, no tocante ao rito da repercussão geral, prevê a possibilidade de apresentar requerimento ao juiz da causa para cuidar da pretensão postulada nessa nobre ação constitucional, ainda que a demanda esteja tramitando na seara trabalhista, por força do seu art. 15, determinando que, na “ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente.” E consoante a jurisprudência desta CORTE, a reclamação não pode servir de atalho ao SUPREMO em tais contextos. Citem-se a título ilustrativo, os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO - ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL EM FACE DO PODER PÚBLICO (LEI Nº 9.494/97, ART. 1º) - OUTORGA DE MEDIDA CAUTELAR EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO (ADC 4/DF) - DECISÃO PLENÁRIA REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE - INTERPRETAÇÃO DO ART. 102, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - OBSERVÂNCIA, POR ÓRGÃO DE JURISDIÇÃO INFERIOR, DO EFEITO VINCULANTE DERIVADO DESSE JULGAMENTO PLENÁRIO - INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL - EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Os provimentos de natureza cautelar acham-se instrumentalmente destinados a conferir efetividade ao julgamento final resultante do processo principal, assegurando, desse modo, “ex ante”, plena eficácia à tutela jurisdicional do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Convém ressaltar que as alegações da parte agravante no sentido da irrecorribilidade da decisão reclamada não logram êxito. O microssistema processual desenvolvido pelo CPC/2015, no tocante ao rito da repercussão geral, prevê a possibilidade de apresentar requerimento ao juiz da causa para cuidar da pretensão postulada nessa nobre ação constitucional, ainda que a demanda esteja tramitando na seara trabalhista, por força do seu art. 15, determinando que, na “ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente.” E consoante a jurisprudência desta CORTE, a reclamação não pode servir de atalho ao SUPREMO em tais contextos. Citem-se a título ilustrativo, os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO - ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL EM FACE DO PODER PÚBLICO (LEI Nº 9.494/97, ART. 1º) - OUTORGA DE MEDIDA CAUTELAR EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO (ADC 4/DF) - DECISÃO PLENÁRIA REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE - INTERPRETAÇÃO DO ART. 102, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - OBSERVÂNCIA, POR ÓRGÃO DE JURISDIÇÃO INFERIOR, DO EFEITO VINCULANTE DERIVADO DESSE JULGAMENTO PLENÁRIO - INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL - EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Os provimentos de natureza cautelar acham-se instrumentalmente destinados a conferir efetividade ao julgamento final resultante do processo principal, assegurando, desse modo, “ex ante”, plena eficácia à tutela jurisdicional do 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES Estado, inclusive no que concerne às decisões que, fundadas no poder cautelar geral - inerente a qualquer órgão do Poder Judiciário -, emergem do processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. Doutrina. Precedentes. - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do mero reexame do conteúdo de atos jurisdicionais ou administrativos, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes. Rcl 5.969-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/3/2014.” “RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE JULGAMENTO PROFERIDO POR ESTA SUPREMA CORTE (RE 378.659/DF) – INOCORRÊNCIA – REFERÊNCIA PARADIGMÁTICA QUE SE LIMITOU A NEGAR SEGUIMENTO, POR RAZÕES DE ÍNDOLE MERAMENTE PROCESSUAIS, AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO PELA PARTE RECLAMANTE – INEXISTÊNCIA DE QUALQUER COMANDO EMERGENTE DO ATO DECISÓRIO SUPOSTAMENTE TRANSGREDIDO QUE SE REFIRA À CONTROVÉRSIA DE DIREITO MATERIAL VEICULADA PERANTE O ÓRGÃO JUDICIÁRIO RECLAMADO – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Rcl 10.691-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 30/10/2014.” 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES Estado, inclusive no que concerne às decisões que, fundadas no poder cautelar geral - inerente a qualquer órgão do Poder Judiciário -, emergem do processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. Doutrina. Precedentes. - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do mero reexame do conteúdo de atos jurisdicionais ou administrativos, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes. Rcl 5.969-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/3/2014.” “RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE JULGAMENTO PROFERIDO POR ESTA SUPREMA CORTE (RE 378.659/DF) – INOCORRÊNCIA – REFERÊNCIA PARADIGMÁTICA QUE SE LIMITOU A NEGAR SEGUIMENTO, POR RAZÕES DE ÍNDOLE MERAMENTE PROCESSUAIS, AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO PELA PARTE RECLAMANTE – INEXISTÊNCIA DE QUALQUER COMANDO EMERGENTE DO ATO DECISÓRIO SUPOSTAMENTE TRANSGREDIDO QUE SE REFIRA À CONTROVÉRSIA DE DIREITO MATERIAL VEICULADA PERANTE O ÓRGÃO JUDICIÁRIO RECLAMADO – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Rcl 10.691-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 30/10/2014.” 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES Por fim, o ato ora reclamado, além de negar a vinculação da causa a precedente de repercussão geral, concedeu tutela antecipada em favor da parte ora agravada, autora da ação em 1º grau de jurisdição. Ainda que tal lide devesse ser suspensa em decorrência de ordem de Ministro do SUPREMO arrimada no art. 1.035, § 5º, do CPC – e, nunca é demais repetir, essa questão precisa percorrer todo o caminho recursal nas instâncias ordinárias -, tal paralisação não inibiria a concessão de medidas de urgência. Agrega-se, pois, mais um motivo para o indeferimento do pedido do reclamante. O primeiro é o descabimento da reclamação, para o SUPREMO, com o fito de discutir se a ação na origem deve, ou não, ser sobrestada; o segundo, a viabilidade da concessão de tutela jurisdicional de urgência em demandas sobrestadas com base no art. 1.035, § 5º, do CPC. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES Por fim, o ato ora reclamado, além de negar a vinculação da causa a precedente de repercussão geral, concedeu tutela antecipada em favor da parte ora agravada, autora da ação em 1º grau de jurisdição. Ainda que tal lide devesse ser suspensa em decorrência de ordem de Ministro do SUPREMO arrimada no art. 1.035, § 5º, do CPC – e, nunca é demais repetir, essa questão precisa percorrer todo o caminho recursal nas instâncias ordinárias -, tal paralisação não inibiria a concessão de medidas de urgência. Agrega-se, pois, mais um motivo para o indeferimento do pedido do reclamante. O primeiro é o descabimento da reclamação, para o SUPREMO, com o fito de discutir se a ação na origem deve, ou não, ser sobrestada; o segundo, a viabilidade da concessão de tutela jurisdicional de urgência em demandas sobrestadas com base no art. 1.035, § 5º, do CPC. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ADV.(A/S) : MARCELO RAMOS CORREIA (15598/DF) AGDO.(A/S) : JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779332 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ADV.(A/S) : MARCELO RAMOS CORREIA (15598/DF) AGDO.(A/S) : JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779332 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14784956
2018-04-27T00:00:00
2018-05-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO RECLAMATÓRIA SUBSTITUTIVA DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES IMPUGNATIVAS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. Não cabe reclamação para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com o objetivo de postular ou contestar a paralisação de processo nas instâncias ordinárias com base na suspensão nacional de que trata o art. 1.035, § 5º, do Código de Processo Civil. 2. Mesmo que a causa devesse ser sobrestada com base no art. 1.035, § 5º, do CPC, seria legítima a concessão de medidas de urgência. 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur384852
- Acórdão(s) citado(s): (RCL, SUCEDÂNEO RECURSAL) Rcl 5969 AgR (TP), Rcl 10691 AgR (TP). Número de páginas: 11. Análise: 14/05/2018, MAD.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
29698
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00015 ART-01035 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 29698 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ADV.(A/S) : MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) : JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECLAMAÇÃO. ALEGADA USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO RECLAMATÓRIA SUBSTITUTIVA DE RECURSO OU DE OUTRAS AÇÕES IMPUGNATIVAS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. Não cabe reclamação para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL com o objetivo de postular ou contestar a paralisação de processo nas instâncias ordinárias com base na suspensão nacional de que trata o art. 1.035, § 5..., do Código de Processo Civil. 2. Mesmo que a causa devesse ser sobrestada com base no art. 1.035, § 5..., do Código de Processo Civil, seria legítima a concessão de medidas de urgência. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de abril de 2018. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764744. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RCL 29698 AGR / ES Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764744. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764744. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento à reclamação sob os argumentos de que (a) incumbe à parte interessada no sobrestamento dos autos em curso na instância a quo postular tal pretensão no juízo ou respectivo Tribunal, consoante a nova codificação processual em vigor; e (b) a reclamação não é instrumento processual substitutivo ao recurso. No agravo, a parte agravante, em suma, alega (a) não haver mais a sua disposição recurso contra a decisão reclamada que ordenou o prosseguimento da reclamação trabalhista, por força da Súmula 214 do Tribunal Superior do Trabalho, que consagra o princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias na Justiça do Trabalho, de maneira que “não está buscando usar a presente medida como substitutivo de recurso”; e (b) que a determinação de suspensão dos processos que versem sobre o Tema 131 atinge as causas análogas desde a primeira instância. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764745. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ADV.(A/S) :MARCELO RAMOS CORREIA AGDO.(A/S) :JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento à reclamação sob os argumentos de que (a) incumbe à parte interessada no sobrestamento dos autos em curso na instância a quo postular tal pretensão no juízo ou respectivo Tribunal, consoante a nova codificação processual em vigor; e (b) a reclamação não é instrumento processual substitutivo ao recurso. No agravo, a parte agravante, em suma, alega (a) não haver mais a sua disposição recurso contra a decisão reclamada que ordenou o prosseguimento da reclamação trabalhista, por força da Súmula 214 do Tribunal Superior do Trabalho, que consagra o princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias na Justiça do Trabalho, de maneira que “não está buscando usar a presente medida como substitutivo de recurso”; e (b) que a determinação de suspensão dos processos que versem sobre o Tema 131 atinge as causas análogas desde a primeira instância. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de reclamação proposta com base no art. 988 do Código de Processo Civil de 2015 tendo em vista suposta afronta à autoridade da decisão desta CORTE estabelecida em precedente formado sob o rito da repercussão geral, nos autos do Recurso Extraordinário 589.998 (Tema 131), pendente de análise dos embargos declaratórios opostos. A parte reclamante sublinha que o juízo da Vara do Trabalho de São Mateus/ES concedeu, em sede de tutela antecipada, a reintegração de ex-empregado, beneficiário do ato ora reclamado, ao argumento de ser vedada a dispensa imotivada de empregado público. Todavia, informa que o I. Ministro ROBERTO BARROSO determinou a suspensão do processamento de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre a dispensa imotivada de empregados de estatais e tramitem no território nacional, nos termos do art. 1.035, § 5..., do Código de Processo Civil/2015 e do art. 328 do RISTF. Assim, requer o deferimento de liminar para que seja cassada a decisão que deferiu tutela de urgência para reintegrar o ex-empregado, suspendendo-se o andamento da reclamação trabalhista n. 0001791-24.2017.5.17.0191, até julgamento final da presente reclamação; e, ao final, postula a cassação definitiva do ato judicial em exame. É o relatório. Decido. A reclamação deve ser indeferida de pronto. Isso porque, com a determinação de suspensão, em sede nacional, dos processos que debatem idêntico tema jurídico ao do leading case em exame no Supremo Tribunal Federal, incumbe à parte interessada suscitar a paralisação do processo ao juiz da causa, seja para fins de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de reclamação proposta com base no art. 988 do Código de Processo Civil de 2015 tendo em vista suposta afronta à autoridade da decisão desta CORTE estabelecida em precedente formado sob o rito da repercussão geral, nos autos do Recurso Extraordinário 589.998 (Tema 131), pendente de análise dos embargos declaratórios opostos. A parte reclamante sublinha que o juízo da Vara do Trabalho de São Mateus/ES concedeu, em sede de tutela antecipada, a reintegração de ex-empregado, beneficiário do ato ora reclamado, ao argumento de ser vedada a dispensa imotivada de empregado público. Todavia, informa que o I. Ministro ROBERTO BARROSO determinou a suspensão do processamento de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre a dispensa imotivada de empregados de estatais e tramitem no território nacional, nos termos do art. 1.035, § 5..., do Código de Processo Civil/2015 e do art. 328 do RISTF. Assim, requer o deferimento de liminar para que seja cassada a decisão que deferiu tutela de urgência para reintegrar o ex-empregado, suspendendo-se o andamento da reclamação trabalhista n. 0001791-24.2017.5.17.0191, até julgamento final da presente reclamação; e, ao final, postula a cassação definitiva do ato judicial em exame. É o relatório. Decido. A reclamação deve ser indeferida de pronto. Isso porque, com a determinação de suspensão, em sede nacional, dos processos que debatem idêntico tema jurídico ao do leading case em exame no Supremo Tribunal Federal, incumbe à parte interessada suscitar a paralisação do processo ao juiz da causa, seja para fins de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES distinção ou acomodação da tese jurídica a ser formulada pela SUPREMA CORTE ao caso singularizado. É a diretriz que se extrai dos seguintes preceitos constantes do Código de Processo Civil/2015: Art. 1.037 (...) (...) § 8... As partes deverão ser intimadas da decisão de suspensão de seu processo, a ser proferida pelo respectivo juiz ou relator quando informado da decisão a que se refere o inciso II do caput. § 9... Demonstrando distinção entre a questão a ser decidida no processo e aquela a ser julgada no recurso especial ou extraordinário afetado, a parte poderá requerer o prosseguimento do seu processo. § 10. O requerimento a que se refere o § 9... será dirigido: I - ao juiz, se o processo sobrestado estiver em primeiro grau; II - ao relator, se o processo sobrestado estiver no tribunal de origem; III - ao relator do acórdão recorrido, se for sobrestado recurso especial ou recurso extraordinário no tribunal de origem; IV - ao relator, no tribunal superior, de recurso especial ou de recurso extraordinário cujo processamento houver sido sobrestado. § 11. A outra parte deverá ser ouvida sobre o requerimento a que se refere o § 9..., no prazo de 5 (cinco) dias. § 12. Reconhecida a distinção no caso: I - dos incisos I, II e IV do § 10, o próprio juiz ou relator dará prosseguimento ao processo; II - do inciso III do § 10, o relator comunicará a decisão ao presidente ou ao vice-presidente que houver determinado o sobrestamento, para que o recurso especial ou o recurso extraordinário seja encaminhado ao 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES distinção ou acomodação da tese jurídica a ser formulada pela SUPREMA CORTE ao caso singularizado. É a diretriz que se extrai dos seguintes preceitos constantes do Código de Processo Civil/2015: Art. 1.037 (...) (...) § 8... As partes deverão ser intimadas da decisão de suspensão de seu processo, a ser proferida pelo respectivo juiz ou relator quando informado da decisão a que se refere o inciso II do caput. § 9... Demonstrando distinção entre a questão a ser decidida no processo e aquela a ser julgada no recurso especial ou extraordinário afetado, a parte poderá requerer o prosseguimento do seu processo. § 10. O requerimento a que se refere o § 9... será dirigido: I - ao juiz, se o processo sobrestado estiver em primeiro grau; II - ao relator, se o processo sobrestado estiver no tribunal de origem; III - ao relator do acórdão recorrido, se for sobrestado recurso especial ou recurso extraordinário no tribunal de origem; IV - ao relator, no tribunal superior, de recurso especial ou de recurso extraordinário cujo processamento houver sido sobrestado. § 11. A outra parte deverá ser ouvida sobre o requerimento a que se refere o § 9..., no prazo de 5 (cinco) dias. § 12. Reconhecida a distinção no caso: I - dos incisos I, II e IV do § 10, o próprio juiz ou relator dará prosseguimento ao processo; II - do inciso III do § 10, o relator comunicará a decisão ao presidente ou ao vice-presidente que houver determinado o sobrestamento, para que o recurso especial ou o recurso extraordinário seja encaminhado ao 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES respectivo tribunal superior, na forma do art. 1.030, parágrafo único. Em caso de negativa do respectivo pedido, a parte considerada prejudicada deve impugnar o ato judicial valendo- se do agravo de instrumento ou interno, a depender do caso concreto, conforme o § 13 do art. 1.037 do Código de Processo Civil, in verbis: § 13. Da decisão que resolver o requerimento a que se refere o § 9... caberá: I - agravo de instrumento, se o processo estiver em primeiro grau; II - agravo interno, se a decisão for de relator. Como ressaltado pelo I. Min. LUIZ FUX, quando o ato reclamado consistir no indeferimento de pedido de suspensão do processo por Juiz de Direito [há] a possibilidade do reclamante utilizar a via ordinária para ter cumprida sua pretensão visto que poderia ter recorrido para o Tribunal (Rcl 24.639, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 26/8/2016). A parte reclamante, portanto, não se atentou à sistemática de recorribilidade implementada pela nova codificação processual envolvendo o instituto da repercussão geral e o seu tratamento nos casos singulares, haja vista a necessidade de inaugurar essa pretensão nas instâncias a quo . Assim, descabe valer-se desta ação constitucional para tal desiderato, sob pena de convolá-la em substitutivo recursal. Nessa linha de argumentação, citem-se os seguintes precedentes desta SUPREMA CORTE: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. SOBRESTAMENTO DE RECURSO. SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de considerar incabível a reclamação em face de ato do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES respectivo tribunal superior, na forma do art. 1.030, parágrafo único. Em caso de negativa do respectivo pedido, a parte considerada prejudicada deve impugnar o ato judicial valendo- se do agravo de instrumento ou interno, a depender do caso concreto, conforme o § 13 do art. 1.037 do Código de Processo Civil, in verbis: § 13. Da decisão que resolver o requerimento a que se refere o § 9... caberá: I - agravo de instrumento, se o processo estiver em primeiro grau; II - agravo interno, se a decisão for de relator. Como ressaltado pelo I. Min. LUIZ FUX, quando o ato reclamado consistir no indeferimento de pedido de suspensão do processo por Juiz de Direito [há] a possibilidade do reclamante utilizar a via ordinária para ter cumprida sua pretensão visto que poderia ter recorrido para o Tribunal (Rcl 24.639, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 26/8/2016). A parte reclamante, portanto, não se atentou à sistemática de recorribilidade implementada pela nova codificação processual envolvendo o instituto da repercussão geral e o seu tratamento nos casos singulares, haja vista a necessidade de inaugurar essa pretensão nas instâncias a quo . Assim, descabe valer-se desta ação constitucional para tal desiderato, sob pena de convolá-la em substitutivo recursal. Nessa linha de argumentação, citem-se os seguintes precedentes desta SUPREMA CORTE: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. SOBRESTAMENTO DE RECURSO. SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de considerar incabível a reclamação em face de ato do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES Tribunal de origem que determina o sobrestamento de recurso com base em paradigma de recurso extraordinário julgado sob a sistemática da repercussão geral, o que não se alterou com a sucessão de legislação processual. 2. A reclamação não é sucedâneo recursal, haja vista que a pretensão de distinção entre feito sobrestado e paradigma de repercussão geral deve ser deduzida em sede recursal própria junto ao juízo a quo. Art. 1.035, §§6... e 7..., do Código de Processo Civil/15. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. Rcl 25.090-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 28/11/2016. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. COFINS. SOCIEDADES CIVIS. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. SOBRESTAMENTO DE RECURSO. SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. É inviável o ajuizamento de reclamação em face de ato do Tribunal de origem que determina o sobrestamento de recurso com base em paradigma da sistemática da repercussão geral. Precedentes. Código de Processo Civil/73 e Código de Processo Civil/15. 2. Não se consideram esgotadas as instâncias ordinárias antes da realização do juízo positivo ou negativo de admissão do apelo extremo pelo Tribunal de origem em relação aos requisitos processuais, cuja resultante é a subida dos autos ao Supremo Tribunal Federal ou a possibilidade de interposição de agravo em recurso extraordinário. 3. A reclamação não é sucedâneo recursal, de modo que a pretensão de distinção (distinguishing) entre feito sobrestado e o respectivo caso piloto deve ser deduzida em sede recursal própria junto ao juízo a quo. Art. 1.035, §§6... e 7..., do Código de Processo Civil/15. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. Rcl 24.632-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 21/9/2017. Ante o exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES Tribunal de origem que determina o sobrestamento de recurso com base em paradigma de recurso extraordinário julgado sob a sistemática da repercussão geral, o que não se alterou com a sucessão de legislação processual. 2. A reclamação não é sucedâneo recursal, haja vista que a pretensão de distinção entre feito sobrestado e paradigma de repercussão geral deve ser deduzida em sede recursal própria junto ao juízo a quo. Art. 1.035, §§6... e 7..., do Código de Processo Civil/15. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. Rcl 25.090-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Primeira Turma, DJe de 28/11/2016. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. DIREITO TRIBUTÁRIO. COFINS. SOCIEDADES CIVIS. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA. SOBRESTAMENTO DE RECURSO. SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. 1. É inviável o ajuizamento de reclamação em face de ato do Tribunal de origem que determina o sobrestamento de recurso com base em paradigma da sistemática da repercussão geral. Precedentes. Código de Processo Civil/73 e Código de Processo Civil/15. 2. Não se consideram esgotadas as instâncias ordinárias antes da realização do juízo positivo ou negativo de admissão do apelo extremo pelo Tribunal de origem em relação aos requisitos processuais, cuja resultante é a subida dos autos ao Supremo Tribunal Federal ou a possibilidade de interposição de agravo em recurso extraordinário. 3. A reclamação não é sucedâneo recursal, de modo que a pretensão de distinção (distinguishing) entre feito sobrestado e o respectivo caso piloto deve ser deduzida em sede recursal própria junto ao juízo a quo. Art. 1.035, §§6... e 7..., do Código de Processo Civil/15. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. Rcl 24.632-AgR, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 21/9/2017. Ante o exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, NEGO 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Convém ressaltar que as alegações da parte agravante no sentido da irrecorribilidade da decisão reclamada não logram êxito. O microssistema processual desenvolvido pelo Código de Processo Civil/2015, no tocante ao rito da repercussão geral, prevê a possibilidade de apresentar requerimento ao juiz da causa para cuidar da pretensão postulada nessa nobre ação constitucional, ainda que a demanda esteja tramitando na seara trabalhista, por força do seu art. 15, determinando que, na “ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente.” E consoante a jurisprudência desta CORTE, a reclamação não pode servir de atalho ao SUPREMO em tais contextos. Citem-se a título ilustrativo, os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO - ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL EM FACE DO PODER PÚBLICO (LEI n 9.494/97, ART. 1...) - OUTORGA DE MEDIDA CAUTELAR EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO (ADC 4/DF) - DECISÃO PLENÁRIA REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE - INTERPRETAÇÃO DO ART. 102, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - OBSERVÂNCIA, POR ÓRGÃO DE JURISDIÇÃO INFERIOR, DO EFEITO VINCULANTE DERIVADO DESSE JULGAMENTO PLENÁRIO - INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL - EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Os provimentos de natureza cautelar acham-se instrumentalmente destinados a conferir efetividade ao julgamento final resultante do processo principal, assegurando, desse modo, “ex ante”, plena eficácia à tutela jurisdicional do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Convém ressaltar que as alegações da parte agravante no sentido da irrecorribilidade da decisão reclamada não logram êxito. O microssistema processual desenvolvido pelo Código de Processo Civil/2015, no tocante ao rito da repercussão geral, prevê a possibilidade de apresentar requerimento ao juiz da causa para cuidar da pretensão postulada nessa nobre ação constitucional, ainda que a demanda esteja tramitando na seara trabalhista, por força do seu art. 15, determinando que, na “ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente.” E consoante a jurisprudência desta CORTE, a reclamação não pode servir de atalho ao SUPREMO em tais contextos. Citem-se a título ilustrativo, os seguintes precedentes: “RECLAMAÇÃO - ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL EM FACE DO PODER PÚBLICO (LEI n 9.494/97, ART. 1...) - OUTORGA DE MEDIDA CAUTELAR EM SEDE DE CONTROLE NORMATIVO ABSTRATO (ADC 4/DF) - DECISÃO PLENÁRIA REVESTIDA DE EFICÁCIA VINCULANTE - INTERPRETAÇÃO DO ART. 102, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - OBSERVÂNCIA, POR ÓRGÃO DE JURISDIÇÃO INFERIOR, DO EFEITO VINCULANTE DERIVADO DESSE JULGAMENTO PLENÁRIO - INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL - EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO - PRECEDENTES - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Os provimentos de natureza cautelar acham-se instrumentalmente destinados a conferir efetividade ao julgamento final resultante do processo principal, assegurando, desse modo, “ex ante”, plena eficácia à tutela jurisdicional do 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES Estado, inclusive no que concerne às decisões que, fundadas no poder cautelar geral - inerente a qualquer órgão do Poder Judiciário -, emergem do processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. Doutrina. Precedentes. - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do mero reexame do conteúdo de atos jurisdicionais ou administrativos, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes. Rcl 5.969-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/3/2014.” “RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE JULGAMENTO PROFERIDO POR ESTA SUPREMA CORTE (Recurso Extraordinário 378.659/DF) – INOCORRÊNCIA – REFERÊNCIA PARADIGMÁTICA QUE SE LIMITOU A NEGAR SEGUIMENTO, POR RAZÕES DE ÍNDOLE MERAMENTE PROCESSUAIS, AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO PELA PARTE RECLAMANTE – INEXISTÊNCIA DE QUALQUER COMANDO EMERGENTE DO ATO DECISÓRIO SUPOSTAMENTE TRANSGREDIDO QUE SE REFIRA À CONTROVÉRSIA DE DIREITO MATERIAL VEICULADA PERANTE O ÓRGÃO JUDICIÁRIO RECLAMADO – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Rcl 10.691-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 30/10/2014.” 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES Estado, inclusive no que concerne às decisões que, fundadas no poder cautelar geral - inerente a qualquer órgão do Poder Judiciário -, emergem do processo de fiscalização concentrada de constitucionalidade. Doutrina. Precedentes. - O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - A reclamação, constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033), não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do mero reexame do conteúdo de atos jurisdicionais ou administrativos, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual. Precedentes. Rcl 5.969-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/3/2014.” “RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DE JULGAMENTO PROFERIDO POR ESTA SUPREMA CORTE (Recurso Extraordinário 378.659/DF) – INOCORRÊNCIA – REFERÊNCIA PARADIGMÁTICA QUE SE LIMITOU A NEGAR SEGUIMENTO, POR RAZÕES DE ÍNDOLE MERAMENTE PROCESSUAIS, AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO PELA PARTE RECLAMANTE – INEXISTÊNCIA DE QUALQUER COMANDO EMERGENTE DO ATO DECISÓRIO SUPOSTAMENTE TRANSGREDIDO QUE SE REFIRA À CONTROVÉRSIA DE DIREITO MATERIAL VEICULADA PERANTE O ÓRGÃO JUDICIÁRIO RECLAMADO – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Rcl 10.691-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 30/10/2014.” 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 29698 AGR / ES Por fim, o ato ora reclamado, além de negar a vinculação da causa a precedente de repercussão geral, concedeu tutela antecipada em favor da parte ora agravada, autora da ação em 1... grau de jurisdição. Ainda que tal lide devesse ser suspensa em decorrência de ordem de Ministro do SUPREMO arrimada no art. 1.035, § 5..., do Código de Processo Civil – e, nunca é demais repetir, essa questão precisa percorrer todo o caminho recursal nas instâncias ordinárias -, tal paralisação não inibiria a concessão de medidas de urgência. Agrega-se, pois, mais um motivo para o indeferimento do pedido do reclamante. O primeiro é o descabimento da reclamação, para o SUPREMO, com o fito de discutir se a ação na origem deve, ou não, ser sobrestada; o segundo, a viabilidade da concessão de tutela jurisdicional de urgência em demandas sobrestadas com base no art. 1.035, § 5..., do Código de Processo Civil. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Supremo Tribunal Federal RCL 29698 AGR / ES Por fim, o ato ora reclamado, além de negar a vinculação da causa a precedente de repercussão geral, concedeu tutela antecipada em favor da parte ora agravada, autora da ação em 1... grau de jurisdição. Ainda que tal lide devesse ser suspensa em decorrência de ordem de Ministro do SUPREMO arrimada no art. 1.035, § 5..., do Código de Processo Civil – e, nunca é demais repetir, essa questão precisa percorrer todo o caminho recursal nas instâncias ordinárias -, tal paralisação não inibiria a concessão de medidas de urgência. Agrega-se, pois, mais um motivo para o indeferimento do pedido do reclamante. O primeiro é o descabimento da reclamação, para o SUPREMO, com o fito de discutir se a ação na origem deve, ou não, ser sobrestada; o segundo, a viabilidade da concessão de tutela jurisdicional de urgência em demandas sobrestadas com base no art. 1.035, § 5..., do Código de Processo Civil. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14764746. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 27/04/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ADV.(A/S) : MARCELO RAMOS CORREIA (15598/DF) AGDO.(A/S) : JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779332 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.698 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : BANESTES SA BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ADV.(A/S) : MARCELO RAMOS CORREIA (15598/DF) AGDO.(A/S) : JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 20.4.2018 a 26.4.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14779332 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula 214 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 214 do Tribunal Superior do Trabalho", "RECLAMAÇÃO", "Recurso Extraordinário 589 . 998", "reclamação trabalhista n . 0001791 - 24 . 2017 . 5 . 17 . 0191", "RECLAMAÇÃO 29 . 698", "Recurso Extraordinário 589 . 998", "reclamação trabalhista n . 0001791 - 24 . 2017 . 5 . 17 . 0191", "RCL 29698 AGR / ES", "RCL 29698", "RCL 29698 AGR / ES", "Rcl 24 . 639", "RCL 29698 AGR /", "Rcl 24 . 639", "RCL 29698", "Rcl 25 . 090 - AgR", "Rcl 24 . 632 - AgR", "RCL 29698 AGR / ES", "Rcl 25 . 090 - AgR", "Rcl 24 . 632 - AgR", "ADC 4 / DF", "ADC 4 / DF", "RCL 29698", "RTJ 134 / 1033", "Rcl 5 . 969 - AgR", "Recurso Extraordinário 378 . 659 / DF", "Rcl 10 . 691 - AgR", "RCL 29698", "Rcl 5 . 969 - AgR", "Recurso Extraordinário 378 . 659 / DF", "Rcl 10 . 691 - AgR", "RCL 29698 AGR", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 035 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 035 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 988 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 035 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 328 do RISTF", "Medida Provisória n 2 .", "art . 988 do Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 035 , § 5 . . . , do Código de Processo", "art . 328 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 13 do art . 1 . 037 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 13 do art . 1 . 037 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art . 1 . 035 , § § 6 . . . e 7 . . . , do Código de Processo Civil / 15", "Código de Processo Civil / 73", "Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Art", "Código de Processo Civil / 73", "Código de Processo Civil / 15", "Art . 1 . 035 , § § 6 . . . e 7 . . . , do Código de Processo Civil / 15", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "LEI n 9 . 494 / 97 , ART . 1 . .", "ART . 102 , § 2 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "LEI n 9 . 494 / 97 , ART . 1 . .", "ART . 102 , § 2 . . . , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ l ” , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 035 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 035 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "Vara do Trabalho de São Mateus / ES", "ESPÍRITO SANTO", "Vara do Trabalho de São Mateus / ES", "ESPÍRITO SANTO", "VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS", "ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANESTES", "SA", "BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO", "VARA DO TRABALHO DE SÃO MATEUS", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANESTES", "SA", "BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO", "VARA DO TRABALHO DE SÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANESTES SA", "BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO", "VARA DO TRABALHO DE SÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMA CORTE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "ES", "SUPREMA CORTE", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO", "SUPREMO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANESTES", "SA", "BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANESTES SA", "BANCO DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO", "VARA DO TRABALHO DE SÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO RAMOS CORREIA", "JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO RAMOS CORREIA", "JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO RAMOS CORREIA", "JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCELO RAMOS CORREIA", "JOSE WILKER DIAS MARTINIANO DE PAULA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "04", "/", "2018", "27 de abril de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "11", "/", "2016", "21", "/", "9", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "11", "/", "21", "/", "9", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "2014", "30", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "2014", "30", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2018", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2018", "26", ".", "4", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS DE OLIVEIRA BORIO ADV.(A/S) :BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852393. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS DE OLIVEIRA BORIO ADV.(A/S) :BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 09.11.2017, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) “o recurso não reúne condições de admissibilidade pela alínea a do permissivo constitucional, por não ter sido demonstrada a ocorrência da alegada vulneração aos dispositivos arrolados”; (ii) “os argumentos expostos na peça recursal conduzem ao terreno dos fatos, cujo reexame não se torna suscetível no âmbito do extraordinário. Incidente, portanto, a súmula 279 do colendo Supremo Tribunal Federal”. 2. A parte agravante alega que “o recurso do agravante é admissível porque demonstrado que o v. aresto contraria o dispositivo constitucional do art. 12, § 4º, inciso II, letra ‘a’; o pedido é procedente porque se trata de jurisdição voluntária e não se aventou qualquer prejuízo a terceiros, tendo, aliás, manifestado favoravelmente o Ilmo. D. Procurador de Justiça do E. Tribunal local; coaduna com a jurisprudência dos Tribunais”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852394. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS DE OLIVEIRA BORIO ADV.(A/S) :BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 09.11.2017, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) “o recurso não reúne condições de admissibilidade pela alínea a do permissivo constitucional, por não ter sido demonstrada a ocorrência da alegada vulneração aos dispositivos arrolados”; (ii) “os argumentos expostos na peça recursal conduzem ao terreno dos fatos, cujo reexame não se torna suscetível no âmbito do extraordinário. Incidente, portanto, a súmula 279 do colendo Supremo Tribunal Federal”. 2. A parte agravante alega que “o recurso do agravante é admissível porque demonstrado que o v. aresto contraria o dispositivo constitucional do art. 12, § 4º, inciso II, letra ‘a’; o pedido é procedente porque se trata de jurisdição voluntária e não se aventou qualquer prejuízo a terceiros, tendo, aliás, manifestado favoravelmente o Ilmo. D. Procurador de Justiça do E. Tribunal local; coaduna com a jurisprudência dos Tribunais”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria o reexame de fatos e provas, o que é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. OPÇÃO PELA NACIONALIDADE BRASILEIRA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 628.857-ED, Relª. Minª. Cármen Lúcia) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852395. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria o reexame de fatos e provas, o que é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. OPÇÃO PELA NACIONALIDADE BRASILEIRA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 628.857-ED, Relª. Minª. Cármen Lúcia) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1084567 AGR / SP a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852395. Supremo Tribunal Federal ARE 1084567 AGR / SP a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RUBENS DE OLIVEIRA BORIO ADV.(A/S) : BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI (121288/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735220 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RUBENS DE OLIVEIRA BORIO ADV.(A/S) : BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI (121288/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735220 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747858913
2018-06-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur388145
- Acórdão(s) citado(s): (REEXAME DE PROVAS) RE 628857 ED (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 09/08/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1084567
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1084567 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RUBENS DE OLIVEIRA BORIO ADV.(A/S) : BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS DE OLIVEIRA BORIO ADV.(A/S) :BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, o reexame dos fatos e do material probatório constantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852393. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS DE OLIVEIRA BORIO ADV.(A/S) :BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 09.11.2017, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) “o recurso não reúne condições de admissibilidade pela alínea a do permissivo constitucional, por não ter sido demonstrada a ocorrência da alegada vulneração aos dispositivos arrolados”; (ii) “os argumentos expostos na peça recursal conduzem ao terreno dos fatos, cujo reexame não se torna suscetível no âmbito do extraordinário. Incidente, portanto, a súmula 279 do colendo Supremo Tribunal Federal”. 2. A parte agravante alega que “o recurso do agravante é admissível porque demonstrado que o v. aresto contraria o dispositivo constitucional do art. 12, § 4..., inciso II, letra ‘a’; o pedido é procedente porque se trata de jurisdição voluntária e não se aventou qualquer prejuízo a terceiros, tendo, aliás, manifestado favoravelmente o Ilmo. D. Procurador de Justiça do E. Tribunal local; coaduna com a jurisprudência dos Tribunais”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852394. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RUBENS DE OLIVEIRA BORIO ADV.(A/S) :BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 09.11.2017, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário, sob os seguintes fundamentos: (i) “o recurso não reúne condições de admissibilidade pela alínea a do permissivo constitucional, por não ter sido demonstrada a ocorrência da alegada vulneração aos dispositivos arrolados”; (ii) “os argumentos expostos na peça recursal conduzem ao terreno dos fatos, cujo reexame não se torna suscetível no âmbito do extraordinário. Incidente, portanto, a súmula 279 do colendo Supremo Tribunal Federal”. 2. A parte agravante alega que “o recurso do agravante é admissível porque demonstrado que o v. aresto contraria o dispositivo constitucional do art. 12, § 4..., inciso II, letra ‘a’; o pedido é procedente porque se trata de jurisdição voluntária e não se aventou qualquer prejuízo a terceiros, tendo, aliás, manifestado favoravelmente o Ilmo. D. Procurador de Justiça do E. Tribunal local; coaduna com a jurisprudência dos Tribunais”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria o reexame de fatos e provas, o que é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. OPÇÃO PELA NACIONALIDADE BRASILEIRA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 628.857-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852395. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. Tal como constatou a decisão agravada, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, imprescindível seria o reexame de fatos e provas, o que é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, veja-se o seguinte precedente: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. OPÇÃO PELA NACIONALIDADE BRASILEIRA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 628.857-ED, Rel. Min. Cármen Lúcia) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1084567 AGR / SP a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852395. Supremo Tribunal Federal ARE 1084567 AGR / SP a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RUBENS DE OLIVEIRA BORIO ADV.(A/S) : BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI (121288/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735220 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.084.567 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RUBENS DE OLIVEIRA BORIO ADV.(A/S) : BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI (121288/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735220 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "súmula 279 do colendo", "AGRAVO 1 . 084 . 567", "súmula 279 do colendo Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 628 . 857 - ED", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "Recurso Extraordinário 628 . 857 - ED", "ARE 1084567 AGR / SP", "ARE 1084567 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 084 . 567" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "RUBENS DE OLIVEIRA BORIO", "BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RUBENS DE OLIVEIRA BORIO", "BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RUBENS DE OLIVEIRA BORIO", "BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RUBENS DE OLIVEIRA BORIO", "BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "RUBENS DE OLIVEIRA BORIO", "BERENICE SOUBHIE NOGUEIRA MAGRI", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "22 a 28 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "09", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "09", ".", "11", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) :LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO. ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). 2. A controvérsia dos autos não foi apreciada pela instância de origem, o que impede o imediato exame da matéria pelo STF, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício. Hipótese em que as instâncias de origem indeferiram a atenuante da confissão espontânea de forma fundamentada, tendo em vista aspectos objetivos da causa. 4. Agravo regimental não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852589. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) :LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus , com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Sebastião Reis Júnior, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RAZÕES LACÔNICAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. NÃO CONHECIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/STJ. 1. Não comporta conhecimento o regimental cujas razões lacônicas não atacam o único fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 182/STJ. 2. Agravo regimental não conhecido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 6 (seis) meses e 12 (doze) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 157, § 2º, I e II, (quatro vezes), na forma do artigo 70, ambos do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) :LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus , com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Sebastião Reis Júnior, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RAZÕES LACÔNICAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. NÃO CONHECIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/STJ. 1. Não comporta conhecimento o regimental cujas razões lacônicas não atacam o único fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 182/STJ. 2. Agravo regimental não conhecido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 6 (seis) meses e 12 (doze) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 157, § 2º, I e II, (quatro vezes), na forma do artigo 70, ambos do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 144073 AGR / SP 3. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento à apelação da defesa. 4. Em seguida, foram opostos embargos declaratórios, rejeitados. 5. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. A Presidência do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do recurso. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não conhecido. Após, foram opostos embargos declaratórios, igualmente não conhecidos. 7. Neste habeas corpus , a parte impetrante sustenta a aplicabilidade, no caso, da atenuante referente à confissão espontânea (art. 65, III, d , do Código Penal). Daí o pedido de concessão da ordem a fim de reduzir a pena imposta ao paciente. Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. De início, observo que a controvérsia dos autos não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, o que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância. 10. Por outro lado, não é caso de concessão da ordem de ofício. As peças que instruem este processo não evidenciam teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a supressão de instância requerida pela defesa. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Tribunal Estadual, no sentido de que ‘o paciente negou veemente a acusação e imputação criminal, sobretudo, declarando ao Estado-Juiz Criminal sentenciante que nunca foi preso ou processado anteriormente. Que está sendo acusado injustamente, porque no dia foi coagido a confessar e acabou confessando, em razão da pressão na Delegacia, mas sou inocente […], sic, portanto, não pode ser considerada como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Supremo Tribunal Federal HC 144073 AGR / SP 3. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento à apelação da defesa. 4. Em seguida, foram opostos embargos declaratórios, rejeitados. 5. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. A Presidência do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do recurso. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não conhecido. Após, foram opostos embargos declaratórios, igualmente não conhecidos. 7. Neste habeas corpus , a parte impetrante sustenta a aplicabilidade, no caso, da atenuante referente à confissão espontânea (art. 65, III, d , do Código Penal). Daí o pedido de concessão da ordem a fim de reduzir a pena imposta ao paciente. Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. De início, observo que a controvérsia dos autos não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, o que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância. 10. Por outro lado, não é caso de concessão da ordem de ofício. As peças que instruem este processo não evidenciam teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a supressão de instância requerida pela defesa. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Tribunal Estadual, no sentido de que ‘o paciente negou veemente a acusação e imputação criminal, sobretudo, declarando ao Estado-Juiz Criminal sentenciante que nunca foi preso ou processado anteriormente. Que está sendo acusado injustamente, porque no dia foi coagido a confessar e acabou confessando, em razão da pressão na Delegacia, mas sou inocente […], sic, portanto, não pode ser considerada como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 144073 AGR / SP atenuante, a confissão prestada na fase extrajudicial, aquela dada na Delegacia e que em Juízo foi negada’. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de que deve ser reconhecida a atenuante da confissão espontânea. Sustenta que “Configura constrangimento ilegal deixar de considerar, na dosimetria da reprimenda aplicada, a confissão espontânea do acusado realizada na fase judicial, por se tratar de circunstância que sempre atenua a pena”. 3. Por meio das petições nºs 54852, 9227 e 23534, a defesa aditou os termos da inicial. 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Supremo Tribunal Federal HC 144073 AGR / SP atenuante, a confissão prestada na fase extrajudicial, aquela dada na Delegacia e que em Juízo foi negada’. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de que deve ser reconhecida a atenuante da confissão espontânea. Sustenta que “Configura constrangimento ilegal deixar de considerar, na dosimetria da reprimenda aplicada, a confissão espontânea do acusado realizada na fase judicial, por se tratar de circunstância que sempre atenua a pena”. 3. Por meio das petições nºs 54852, 9227 e 23534, a defesa aditou os termos da inicial. 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser conhecido. 2. A parte agravante não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE E INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. PRESCRIÇÃO: IMPROCEDÊNCIA MANIFESTA. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Agravantes têm o dever de impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não provimento do agravo regimental. [...] 5. Agravo Regimental não provido. (HC 122.766-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) “Agravo regimental em habeas corpus. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida. Inadmissibilidade. Precedente. Não conhecimento do agravo regimental. 1. A agravante não impugnou, de forma específica, os fundamentos da decisão com que se negou seguimento ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser conhecido. 2. A parte agravante não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE E INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. PRESCRIÇÃO: IMPROCEDÊNCIA MANIFESTA. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Agravantes têm o dever de impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não provimento do agravo regimental. [...] 5. Agravo Regimental não provido. (HC 122.766-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia) “Agravo regimental em habeas corpus. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida. Inadmissibilidade. Precedente. Não conhecimento do agravo regimental. 1. A agravante não impugnou, de forma específica, os fundamentos da decisão com que se negou seguimento ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 144073 AGR / SP habeas corpus , limitando-se a reiterar os argumentos inicialmente postos na impetração. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. 3. Agravo regimental do qual não conhece a Turma.” (HC 128.548-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, POSSE E PORTE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO E FALSIDADE IDEOLÓGICA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SÚMULA 691/STF. 1. A parte recorrente não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o acolhimento da pretensão defensiva. 2. Não cabe habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal superior, indefere a liminar. Incidência da Súmula 691/STF. 3. O trancamento da ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 4. Os fundamentos adotados pelas instâncias de origem demonstram que o oferecimento da denúncia e a decretação da custódia cautelar não foram lastreados exclusivamente no depoimento prestado pelo agravante na fase do inquérito policial, mas em outros elementos idôneos e independentes de prova. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 130.374-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso). 3. A decisão agravada apontou a impossibilidade de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Supremo Tribunal Federal HC 144073 AGR / SP habeas corpus , limitando-se a reiterar os argumentos inicialmente postos na impetração. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. 3. Agravo regimental do qual não conhece a Turma.” (HC 128.548-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, POSSE E PORTE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO E FALSIDADE IDEOLÓGICA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SÚMULA 691/STF. 1. A parte recorrente não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o acolhimento da pretensão defensiva. 2. Não cabe habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal superior, indefere a liminar. Incidência da Súmula 691/STF. 3. O trancamento da ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 4. Os fundamentos adotados pelas instâncias de origem demonstram que o oferecimento da denúncia e a decretação da custódia cautelar não foram lastreados exclusivamente no depoimento prestado pelo agravante na fase do inquérito policial, mas em outros elementos idôneos e independentes de prova. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 130.374-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso). 3. A decisão agravada apontou a impossibilidade de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 144073 AGR / SP conhecimento do presente pedido de habeas corpus, tendo em vista que a tese veiculada na impetração não foi debatida na instância de origem. Esse fundamento, autônomo e suficiente para a manutenção da decisão agravada, não foi impugnado pela parte ora recorrente, o que impossibilita o conhecimento deste recurso, na linha dos reiterados precedentes do STF. 4. Tal como assentado na decisão recorrida, não é o caso da concessão da ordem de ofício. Colho, a propósito, as seguintes passagens do parecer ministerial: “[...] 5. As razões do agravo também não comportam acolhimento quanto ao mérito, pois, ao contrário do que sustenta o agravante, não há como acolher o pleito de incidência da atenuante da confissão. O acórdão condenatório destacou, no ponto, que, “nas razões da apelação consta claramente a negativa de confissão (…), onde consta que: '[…] o réu, ora apelante, aos autos, às fls. 384 verso, negou veemente a acusação e imputação criminal, sobretudo, declarando ao – Estado-Juiz Criminal sentenciante – que nunca foi preso ou processado anteriormente. Que está sendo acusado injustamente, porque no dia foi coagido a confessar e acabou confessando, em razão da pressão na Delegacia, mas sou inocente [...], portanto, não pode ser considerada como atenuante, a confissão prestada na fase extrajudicial, aquela dada na Delegacia e que em Juízo foi negada” (grifo original - fl. 40). 6. Além de não se vislumbrar constrangimento ilegal decorrente das apontadas razões para a não incidência da atenuante da confissão, para se chegar a conclusão em sentido diverso também seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório, medida incompatível na via eleita...” 5. Por último, anoto que a alegada extinção da punibilidade 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Supremo Tribunal Federal HC 144073 AGR / SP conhecimento do presente pedido de habeas corpus, tendo em vista que a tese veiculada na impetração não foi debatida na instância de origem. Esse fundamento, autônomo e suficiente para a manutenção da decisão agravada, não foi impugnado pela parte ora recorrente, o que impossibilita o conhecimento deste recurso, na linha dos reiterados precedentes do STF. 4. Tal como assentado na decisão recorrida, não é o caso da concessão da ordem de ofício. Colho, a propósito, as seguintes passagens do parecer ministerial: “[...] 5. As razões do agravo também não comportam acolhimento quanto ao mérito, pois, ao contrário do que sustenta o agravante, não há como acolher o pleito de incidência da atenuante da confissão. O acórdão condenatório destacou, no ponto, que, “nas razões da apelação consta claramente a negativa de confissão (…), onde consta que: '[…] o réu, ora apelante, aos autos, às fls. 384 verso, negou veemente a acusação e imputação criminal, sobretudo, declarando ao – Estado-Juiz Criminal sentenciante – que nunca foi preso ou processado anteriormente. Que está sendo acusado injustamente, porque no dia foi coagido a confessar e acabou confessando, em razão da pressão na Delegacia, mas sou inocente [...], portanto, não pode ser considerada como atenuante, a confissão prestada na fase extrajudicial, aquela dada na Delegacia e que em Juízo foi negada” (grifo original - fl. 40). 6. Além de não se vislumbrar constrangimento ilegal decorrente das apontadas razões para a não incidência da atenuante da confissão, para se chegar a conclusão em sentido diverso também seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório, medida incompatível na via eleita...” 5. Por último, anoto que a alegada extinção da punibilidade 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 144073 AGR / SP pela prescrição não foi discutida pela autoridade impetrada. Isso também impossibilita a pronta análise dessa matéria pelo STF, até mesmo pela falta de elementos comprobatórios idôneos. Discussão, portanto, que deve ser submetida a exame das instâncias judicantes competentes. 6. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 7. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Supremo Tribunal Federal HC 144073 AGR / SP pela prescrição não foi discutida pela autoridade impetrada. Isso também impossibilita a pronta análise dessa matéria pelo STF, até mesmo pela falta de elementos comprobatórios idôneos. Discussão, portanto, que deve ser submetida a exame das instâncias judicantes competentes. 6. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 7. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) :LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747663937. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) :LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747663937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) : LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO (59208/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735079 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) : LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO (59208/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735079 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747858910
2018-06-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: Penal. Habeas Corpus. Roubo majorado. Atenuante da confissão espontânea. Supressão de instância. Fundamento da decisão agravada não atacado. Agravo regimental não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). 2. A controvérsia dos autos não foi apreciada pela instância de origem, o que impede o imediato exame da matéria pelo STF, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício. Hipótese em que as instâncias de origem indeferiram a atenuante da confissão espontânea de forma fundamentada, tendo em vista aspectos objetivos da causa. 4. Agravo regimental não conhecido.
sjur388142
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) HC 128548 AgR (2ªT), HC 130374 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 09/08/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
144073
null
HC-AgR
acordaos
HC 144073 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) : LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) :LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO MAJORADO. ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO CONHECIDO. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal). 2. A controvérsia dos autos não foi apreciada pela instância de origem, o que impede o imediato exame da matéria pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão da ordem de ofício. Hipótese em que as instâncias de origem indeferiram a atenuante da confissão espontânea de forma fundamentada, tendo em vista aspectos objetivos da causa. 4. Agravo regimental não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852589. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) :LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus , com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Sebastião Reis Júnior, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RAZÕES LACÔNICAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. NÃO CONHECIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. 1. Não comporta conhecimento o regimental cujas razões lacônicas não atacam o único fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 182/Superior Tribunal de Justiça. 2. Agravo regimental não conhecido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 6 (seis) meses e 12 (doze) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 157, § 2..., I e II, (quatro vezes), na forma do artigo 70, ambos do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) :LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “Trata-se de habeas corpus , com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Sebastião Reis Júnior, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. RAZÕES LACÔNICAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. NÃO CONHECIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. 1. Não comporta conhecimento o regimental cujas razões lacônicas não atacam o único fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 182/Superior Tribunal de Justiça. 2. Agravo regimental não conhecido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 6 (seis) anos, 6 (seis) meses e 12 (doze) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime previsto no artigo 157, § 2..., I e II, (quatro vezes), na forma do artigo 70, ambos do Código Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório HC 144073 AGR / SP 3. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento à apelação da defesa. 4. Em seguida, foram opostos embargos declaratórios, rejeitados. 5. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. A Presidência do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do recurso. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não conhecido. Após, foram opostos embargos declaratórios, igualmente não conhecidos. 7. Neste habeas corpus , a parte impetrante sustenta a aplicabilidade, no caso, da atenuante referente à confissão espontânea (art. 65, III, d , do Código Penal). Daí o pedido de concessão da ordem a fim de reduzir a pena imposta ao paciente. Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. De início, observo que a controvérsia dos autos não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, o que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância. 10. Por outro lado, não é caso de concessão da ordem de ofício. As peças que instruem este processo não evidenciam teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a supressão de instância requerida pela defesa. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Tribunal Estadual, no sentido de que ‘o paciente negou veemente a acusação e imputação criminal, sobretudo, declarando ao Estado-Juiz Criminal sentenciante que nunca foi preso ou processado anteriormente. Que está sendo acusado injustamente, porque no dia foi coagido a confessar e acabou confessando, em razão da pressão na Delegacia, mas sou inocente […], sic, portanto, não pode ser considerada como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Supremo Tribunal Federal HC 144073 AGR / SP 3. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento à apelação da defesa. 4. Em seguida, foram opostos embargos declaratórios, rejeitados. 5. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. A Presidência do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do recurso. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não conhecido. Após, foram opostos embargos declaratórios, igualmente não conhecidos. 7. Neste habeas corpus , a parte impetrante sustenta a aplicabilidade, no caso, da atenuante referente à confissão espontânea (art. 65, III, d , do Código Penal). Daí o pedido de concessão da ordem a fim de reduzir a pena imposta ao paciente. Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. De início, observo que a controvérsia dos autos não foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, o que impede o imediato exame da matéria por esta Corte, sob pena de indevida supressão de instância. 10. Por outro lado, não é caso de concessão da ordem de ofício. As peças que instruem este processo não evidenciam teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a supressão de instância requerida pela defesa. Dou especial relevância ao fundamento adotado pelo Tribunal Estadual, no sentido de que ‘o paciente negou veemente a acusação e imputação criminal, sobretudo, declarando ao Estado-Juiz Criminal sentenciante que nunca foi preso ou processado anteriormente. Que está sendo acusado injustamente, porque no dia foi coagido a confessar e acabou confessando, em razão da pressão na Delegacia, mas sou inocente […], sic, portanto, não pode ser considerada como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 144073 AGR / SP atenuante, a confissão prestada na fase extrajudicial, aquela dada na Delegacia e que em Juízo foi negada’. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de que deve ser reconhecida a atenuante da confissão espontânea. Sustenta que “Configura constrangimento ilegal deixar de considerar, na dosimetria da reprimenda aplicada, a confissão espontânea do acusado realizada na fase judicial, por se tratar de circunstância que sempre atenua a pena”. 3. Por meio das petições ns 54852, 9227 e 23534, a defesa aditou os termos da inicial. 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Supremo Tribunal Federal HC 144073 AGR / SP atenuante, a confissão prestada na fase extrajudicial, aquela dada na Delegacia e que em Juízo foi negada’. 11. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na tese de que deve ser reconhecida a atenuante da confissão espontânea. Sustenta que “Configura constrangimento ilegal deixar de considerar, na dosimetria da reprimenda aplicada, a confissão espontânea do acusado realizada na fase judicial, por se tratar de circunstância que sempre atenua a pena”. 3. Por meio das petições ns 54852, 9227 e 23534, a defesa aditou os termos da inicial. 4. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento do agravo regimental. 5. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser conhecido. 2. A parte agravante não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE E INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. PRESCRIÇÃO: IMPROCEDÊNCIA MANIFESTA. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Agravantes têm o dever de impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não provimento do agravo regimental. [...] 5. Agravo Regimental não provido. (HC 122.766-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) “Agravo regimental em habeas corpus. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida. Inadmissibilidade. Precedente. Não conhecimento do agravo regimental. 1. A agravante não impugnou, de forma específica, os fundamentos da decisão com que se negou seguimento ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve ser conhecido. 2. A parte agravante não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. PRETENSÃO DE ABSOLVIÇÃO POR ATIPICIDADE E INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA. PRESCRIÇÃO: IMPROCEDÊNCIA MANIFESTA. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os Agravantes têm o dever de impugnar, de forma específica, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não provimento do agravo regimental. [...] 5. Agravo Regimental não provido. (HC 122.766-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia) “Agravo regimental em habeas corpus. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão recorrida. Inadmissibilidade. Precedente. Não conhecimento do agravo regimental. 1. A agravante não impugnou, de forma específica, os fundamentos da decisão com que se negou seguimento ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 144073 AGR / SP habeas corpus , limitando-se a reiterar os argumentos inicialmente postos na impetração. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. 3. Agravo regimental do qual não conhece a Turma.” (HC 128.548-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, POSSE E PORTE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO E FALSIDADE IDEOLÓGICA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. 1. A parte recorrente não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o acolhimento da pretensão defensiva. 2. Não cabe habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal superior, indefere a liminar. Incidência da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. 3. O trancamento da ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 4. Os fundamentos adotados pelas instâncias de origem demonstram que o oferecimento da denúncia e a decretação da custódia cautelar não foram lastreados exclusivamente no depoimento prestado pelo agravante na fase do inquérito policial, mas em outros elementos idôneos e independentes de prova. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 130.374-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso). 3. A decisão agravada apontou a impossibilidade de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Supremo Tribunal Federal HC 144073 AGR / SP habeas corpus , limitando-se a reiterar os argumentos inicialmente postos na impetração. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. 3. Agravo regimental do qual não conhece a Turma.” (HC 128.548-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, POSSE E PORTE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO E FALSIDADE IDEOLÓGICA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. 1. A parte recorrente não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o acolhimento da pretensão defensiva. 2. Não cabe habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal superior, indefere a liminar. Incidência da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. 3. O trancamento da ação penal só é possível quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou a evidente ausência de justa causa. Precedentes. 4. Os fundamentos adotados pelas instâncias de origem demonstram que o oferecimento da denúncia e a decretação da custódia cautelar não foram lastreados exclusivamente no depoimento prestado pelo agravante na fase do inquérito policial, mas em outros elementos idôneos e independentes de prova. 5. Agravo regimental desprovido.” (HC 130.374-AgR, Rel. Min. Luís Roberto Barroso). 3. A decisão agravada apontou a impossibilidade de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 144073 AGR / SP conhecimento do presente pedido de habeas corpus, tendo em vista que a tese veiculada na impetração não foi debatida na instância de origem. Esse fundamento, autônomo e suficiente para a manutenção da decisão agravada, não foi impugnado pela parte ora recorrente, o que impossibilita o conhecimento deste recurso, na linha dos reiterados precedentes do Supremo Tribunal Federal. 4. Tal como assentado na decisão recorrida, não é o caso da concessão da ordem de ofício. Colho, a propósito, as seguintes passagens do parecer ministerial: “[...] 5. As razões do agravo também não comportam acolhimento quanto ao mérito, pois, ao contrário do que sustenta o agravante, não há como acolher o pleito de incidência da atenuante da confissão. O acórdão condenatório destacou, no ponto, que, “nas razões da apelação consta claramente a negativa de confissão (…), onde consta que: '[…] o réu, ora apelante, aos autos, às fls. 384 verso, negou veemente a acusação e imputação criminal, sobretudo, declarando ao – Estado-Juiz Criminal sentenciante – que nunca foi preso ou processado anteriormente. Que está sendo acusado injustamente, porque no dia foi coagido a confessar e acabou confessando, em razão da pressão na Delegacia, mas sou inocente [...], portanto, não pode ser considerada como atenuante, a confissão prestada na fase extrajudicial, aquela dada na Delegacia e que em Juízo foi negada” (grifo original - fl. 40). 6. Além de não se vislumbrar constrangimento ilegal decorrente das apontadas razões para a não incidência da atenuante da confissão, para se chegar a conclusão em sentido diverso também seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório, medida incompatível na via eleita...” 5. Por último, anoto que a alegada extinção da punibilidade 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Supremo Tribunal Federal HC 144073 AGR / SP conhecimento do presente pedido de habeas corpus, tendo em vista que a tese veiculada na impetração não foi debatida na instância de origem. Esse fundamento, autônomo e suficiente para a manutenção da decisão agravada, não foi impugnado pela parte ora recorrente, o que impossibilita o conhecimento deste recurso, na linha dos reiterados precedentes do Supremo Tribunal Federal. 4. Tal como assentado na decisão recorrida, não é o caso da concessão da ordem de ofício. Colho, a propósito, as seguintes passagens do parecer ministerial: “[...] 5. As razões do agravo também não comportam acolhimento quanto ao mérito, pois, ao contrário do que sustenta o agravante, não há como acolher o pleito de incidência da atenuante da confissão. O acórdão condenatório destacou, no ponto, que, “nas razões da apelação consta claramente a negativa de confissão (…), onde consta que: '[…] o réu, ora apelante, aos autos, às fls. 384 verso, negou veemente a acusação e imputação criminal, sobretudo, declarando ao – Estado-Juiz Criminal sentenciante – que nunca foi preso ou processado anteriormente. Que está sendo acusado injustamente, porque no dia foi coagido a confessar e acabou confessando, em razão da pressão na Delegacia, mas sou inocente [...], portanto, não pode ser considerada como atenuante, a confissão prestada na fase extrajudicial, aquela dada na Delegacia e que em Juízo foi negada” (grifo original - fl. 40). 6. Além de não se vislumbrar constrangimento ilegal decorrente das apontadas razões para a não incidência da atenuante da confissão, para se chegar a conclusão em sentido diverso também seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório, medida incompatível na via eleita...” 5. Por último, anoto que a alegada extinção da punibilidade 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 144073 AGR / SP pela prescrição não foi discutida pela autoridade impetrada. Isso também impossibilita a pronta análise dessa matéria pelo Supremo Tribunal Federal, até mesmo pela falta de elementos comprobatórios idôneos. Discussão, portanto, que deve ser submetida a exame das instâncias judicantes competentes. 6. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 7. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Supremo Tribunal Federal HC 144073 AGR / SP pela prescrição não foi discutida pela autoridade impetrada. Isso também impossibilita a pronta análise dessa matéria pelo Supremo Tribunal Federal, até mesmo pela falta de elementos comprobatórios idôneos. Discussão, portanto, que deve ser submetida a exame das instâncias judicantes competentes. 6. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 7. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) :LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747663937. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) :LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747663937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) : LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO (59208/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735079 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.073 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP ADV.(A/S) : LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO (59208/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735079 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 144 . 073", "HABEAS CORPUS 144 . 073", "SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 182 / Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 144 . 073", "SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 182 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 144073 AGR / SP", "HC 144073 AGR / SP", "HC 144073 AGR / SP", "HC 144073 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 144 . 073", "HC 122 . 766 - AgR", "HABEAS CORPUS 144 .", "HC 122 . 766 - AgR", "HC 144073", "HC 128 . 548 - AgR", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 130 . 374 - AgR", "HC 144073 AGR / SP", "HC 128 . 548 - AgR", "SÚMULA 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 130 . 374 - AgR", "HC 144073 AGR / SP", "HC 144073 AGR / SP", "HC 144073 AGR / SP", "HC 144073 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 144 . 073", "HABEAS CORPUS 144 . 073", "HABEAS CORPUS 144 . 073", "HABEAS CORPUS 144 . 073" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , § 2 . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , § 2 . . . , I e II ,", "artigo 70 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 65 , III , d , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 65 , III , d , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Presidência do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Presidência do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP", "LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP", "LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Sebastião Reis Júnior", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP", "LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Sebastião Reis Júnior", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Luís Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Luís Roberto Barroso", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP", "LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP", "LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP", "LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ MÁRIO DE ARRUDA KAPP", "LUIZ LOURENÇO DE CAMARGO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "22 a 28 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATA MOZER DO REGO ADV.(A/S) :LUCAS FERREIRA FELIPE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO Ementa: DIREITO PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL. POLICIAL CIVIL. ADI 3.817 E ADO 28. ESCRIVÃ DE POLÍCIA. AUSÊNCIA DE RELAÇÃO DE ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA INVOCADO. 1. Na ADI 3.817 e na ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que a Lei Complementar nº 51/1985, que dispõe sobre a aposentadoria especial dos policiais, foi recepcionada pela Constituição de 1988. 2. O Supremo Tribunal Federal limitou-se a reconhecer que têm direito à aposentadoria especial os policiais civis que “exerçam atividades de risco ou sob condições especiais que prejudiquem sua saúde ou integridade física”, mas não analisou se a atividade de escrivão de polícia se enquadra nessa categoria. Assim, não há relação de aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma invocado. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852895. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RCL 30150 AGR / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852895. Supremo Tribunal Federal RCL 30150 AGR / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATA MOZER DO REGO ADV.(A/S) :LUCAS FERREIRA FELIPE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno para impugnar decisão por meio da qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação ajuizada para impugnar acórdão prolatado pela 2ª Turma de Fazenda Pública do Colégio Recursal da Comarca de São Paulo/SP nos autos do processo nº 1052755-63.2016.8.26.0053. Por meio do ato reclamado, negou-se provimento ao recurso ordinário interposto pela reclamante em demanda na qual pretendia ver reconhecido direito à aposentadoria especial aplicável aos policiais civis. A decisão fundamentou-se no argumento de que a reclamante, escrivã de polícia, não exerce atividade de risco para os fins do art. 40, § 4º, II, da Constituição. 2. A parte reclamante alega violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Min. Cármen Lúcia. Isso porque o órgão reclamado teria deixado de aplicar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATA MOZER DO REGO ADV.(A/S) :LUCAS FERREIRA FELIPE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno para impugnar decisão por meio da qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação ajuizada para impugnar acórdão prolatado pela 2ª Turma de Fazenda Pública do Colégio Recursal da Comarca de São Paulo/SP nos autos do processo nº 1052755-63.2016.8.26.0053. Por meio do ato reclamado, negou-se provimento ao recurso ordinário interposto pela reclamante em demanda na qual pretendia ver reconhecido direito à aposentadoria especial aplicável aos policiais civis. A decisão fundamentou-se no argumento de que a reclamante, escrivã de polícia, não exerce atividade de risco para os fins do art. 40, § 4º, II, da Constituição. 2. A parte reclamante alega violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Min. Cármen Lúcia. Isso porque o órgão reclamado teria deixado de aplicar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RCL 30150 AGR / DF normas relativas à aposentadoria especial de policiais civis cuja compatibilidade com o atual regime constitucional teria sido reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. 3. É o relatório. Decido. 4. Dispenso as informações, por considerar que o feito encontra-se suficientemente instruído, e a manifestação da Procuradoria-Geral da República, ante o caráter reiterado da matéria (RI/STF, art. 52, parágrafo único). Deixo de determinar a citação da parte beneficiária da decisão reclamada, por ser manifesta a inviabilidade do pedido. 5. De acordo com os arts. 102, I, l , e 103-A, § 3º, da Constituição, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta: (i) usurpação de sua competência; (ii) contrariedade a súmula vinculante; ou (iii) ofensa à autoridade de suas decisões, caso em que se exige que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte (art. 988, II a IV, e § 5º, II, do CPC/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a enunciado dotado de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 7. Na hipótese, alega-se violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia. A situação dos autos, no entanto, distingue-se desses paradigmas. Como se viu, a decisão reclamada deixou de aplicar o regime de aposentadoria especial dos policiais civis à reclamante sob o fundamento de que o cargo de escrivã de polícia não constitui atividade de risco. As decisões apontadas como paradigma não se manifestaram sobre esse ponto. 8. O Supremo Tribunal Federal limitou-se a reconhecer, de forma genérica, que têm direito à aposentadoria especial os policiais civis que exerçam atividades de risco ou sob condições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Supremo Tribunal Federal RCL 30150 AGR / DF normas relativas à aposentadoria especial de policiais civis cuja compatibilidade com o atual regime constitucional teria sido reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. 3. É o relatório. Decido. 4. Dispenso as informações, por considerar que o feito encontra-se suficientemente instruído, e a manifestação da Procuradoria-Geral da República, ante o caráter reiterado da matéria (RI/STF, art. 52, parágrafo único). Deixo de determinar a citação da parte beneficiária da decisão reclamada, por ser manifesta a inviabilidade do pedido. 5. De acordo com os arts. 102, I, l , e 103-A, § 3º, da Constituição, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta: (i) usurpação de sua competência; (ii) contrariedade a súmula vinculante; ou (iii) ofensa à autoridade de suas decisões, caso em que se exige que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte (art. 988, II a IV, e § 5º, II, do CPC/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a enunciado dotado de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 7. Na hipótese, alega-se violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia. A situação dos autos, no entanto, distingue-se desses paradigmas. Como se viu, a decisão reclamada deixou de aplicar o regime de aposentadoria especial dos policiais civis à reclamante sob o fundamento de que o cargo de escrivã de polícia não constitui atividade de risco. As decisões apontadas como paradigma não se manifestaram sobre esse ponto. 8. O Supremo Tribunal Federal limitou-se a reconhecer, de forma genérica, que têm direito à aposentadoria especial os policiais civis que exerçam atividades de risco ou sob condições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RCL 30150 AGR / DF especiais que prejudiquem sua saúde ou integridade física , mas não analisou se a atividade de escrivão de polícia se enquadra nessa categoria. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. 9. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação. Prejudicado o pedido liminar. 10. Sem honorários, porquanto não citada a parte interessada.” 2. No agravo interno, a parte reclamante reitera os argumentos expostos na petição inicial. Sustenta que “a Lei Complementar de nº 51/58 é totalmente aplicável aos casos de servidoras policiais civis do Estado de São Paulo. Nem poderia ser diferente. Como a atividade é naturalmente exposta ao risco de vida, entendeu por bem o legislador em conferir tratamento diferenciado por meio da possibilidade de aposentação especial”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Supremo Tribunal Federal RCL 30150 AGR / DF especiais que prejudiquem sua saúde ou integridade física , mas não analisou se a atividade de escrivão de polícia se enquadra nessa categoria. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. 9. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento à reclamação. Prejudicado o pedido liminar. 10. Sem honorários, porquanto não citada a parte interessada.” 2. No agravo interno, a parte reclamante reitera os argumentos expostos na petição inicial. Sustenta que “a Lei Complementar de nº 51/58 é totalmente aplicável aos casos de servidoras policiais civis do Estado de São Paulo. Nem poderia ser diferente. Como a atividade é naturalmente exposta ao risco de vida, entendeu por bem o legislador em conferir tratamento diferenciado por meio da possibilidade de aposentação especial”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo interno, presentes os seus pressupostos. 2. De acordo com os arts. 102, I, l , e 103-A, § 3º, da Constituição, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta: (i) usurpação de sua competência; (ii) contrariedade a súmula vinculante; ou (iii) ofensa à autoridade de suas decisões, caso em que se exige que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte (art. 988, II a IV, e § 5º, II, do CPC/2015). 3. Em se tratando de alegação de violação a enunciado dotado de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 4. Na hipótese, alega-se violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia. Conforme ressaltei na decisão agravada, a situação dos autos distingue-se desses paradigmas. A decisão reclamada deixou de aplicar o regime de aposentadoria especial dos policiais civis à reclamante sob o fundamento de que o cargo de escrivã de polícia não constitui atividade de risco. As decisões apontadas como paradigma não se manifestaram sobre esse ponto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852897. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo interno, presentes os seus pressupostos. 2. De acordo com os arts. 102, I, l , e 103-A, § 3º, da Constituição, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta: (i) usurpação de sua competência; (ii) contrariedade a súmula vinculante; ou (iii) ofensa à autoridade de suas decisões, caso em que se exige que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte (art. 988, II a IV, e § 5º, II, do CPC/2015). 3. Em se tratando de alegação de violação a enunciado dotado de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 4. Na hipótese, alega-se violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia. Conforme ressaltei na decisão agravada, a situação dos autos distingue-se desses paradigmas. A decisão reclamada deixou de aplicar o regime de aposentadoria especial dos policiais civis à reclamante sob o fundamento de que o cargo de escrivã de polícia não constitui atividade de risco. As decisões apontadas como paradigma não se manifestaram sobre esse ponto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852897. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 30150 AGR / DF 5. O Supremo Tribunal Federal limitou-se a reconhecer, de forma genérica, que têm direito à aposentadoria especial os policiais civis que exerçam atividades de risco ou sob condições especiais que prejudiquem sua saúde ou integridade física , mas não analisou se a atividade de escrivão de polícia se enquadra nessa categoria. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. 6. Por todo o exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852897. Supremo Tribunal Federal RCL 30150 AGR / DF 5. O Supremo Tribunal Federal limitou-se a reconhecer, de forma genérica, que têm direito à aposentadoria especial os policiais civis que exerçam atividades de risco ou sob condições especiais que prejudiquem sua saúde ou integridade física , mas não analisou se a atividade de escrivão de polícia se enquadra nessa categoria. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. 6. Por todo o exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852897. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RENATA MOZER DO REGO ADV.(A/S) : LUCAS FERREIRA FELIPE (315948/SP) ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735054 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RENATA MOZER DO REGO ADV.(A/S) : LUCAS FERREIRA FELIPE (315948/SP) ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735054 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747858981
2018-06-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: Direito Previdenciário e Processual Civil. Agravo interno em reclamação. Aposentadoria Especial. Policial Civil. ADI 3.817 e ADO 28. Escrivã de polícia. Ausência de relação de aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma invocado. 1. Na ADI 3.817 e na ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que a Lei Complementar nº 51/1985, que dispõe sobre a aposentadoria especial dos policiais, foi recepcionada pela Constituição de 1988. 2. O Supremo Tribunal Federal limitou-se a reconhecer que têm direito à aposentadoria especial os policiais civis que “exerçam atividades de risco ou sob condições especiais que prejudiquem sua saúde ou integridade física”, mas não analisou se a atividade de escrivão de polícia se enquadra nessa categoria. Assim, não há relação de aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma invocado. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime.
sjur388173
- Acórdão(s) citado(s): (RC, SÚMULA VINCULANTE) Rcl 11246 AgR (TP), Rcl 6040 ED (TP), Rcl 21409 (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 09/08/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
30150
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000051 ANO-1985\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988 INC-00002 INC-00003 INC-00004 \n PAR-00005 INC-00002 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 30150 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RENATA MOZER DO REGO ADV.(A/S) : LUCAS FERREIRA FELIPE ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATA MOZER DO REGO ADV.(A/S) :LUCAS FERREIRA FELIPE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO Ementa: DIREITO PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM RECLAMAÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL. POLICIAL CIVIL. ADI 3.817 E ADO 28. ESCRIVÃ DE POLÍCIA. AUSÊNCIA DE RELAÇÃO DE ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE O ATO RECLAMADO E O PARADIGMA INVOCADO. 1. Na ADI 3.817 e na ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia, o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que a Lei Complementar n 51/1985, que dispõe sobre a aposentadoria especial dos policiais, foi recepcionada pela Constituição de 1988. 2. O Supremo Tribunal Federal limitou-se a reconhecer que têm direito à aposentadoria especial os policiais civis que “exerçam atividades de risco ou sob condições especiais que prejudiquem sua saúde ou integridade física”, mas não analisou se a atividade de escrivão de polícia se enquadra nessa categoria. Assim, não há relação de aderência estrita entre o ato reclamado e o paradigma invocado. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de decisão unânime. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852895. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RCL 30150 AGR / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852895. Supremo Tribunal Federal RCL 30150 AGR / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho a 28 de junho de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852895. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATA MOZER DO REGO ADV.(A/S) :LUCAS FERREIRA FELIPE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno para impugnar decisão por meio da qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação ajuizada para impugnar acórdão prolatado pela 2... Turma de Fazenda Pública do Colégio Recursal da Comarca de São Paulo/SP nos autos do processo n 1052755-63.2016.8.26.0053. Por meio do ato reclamado, negou-se provimento ao recurso ordinário interposto pela reclamante em demanda na qual pretendia ver reconhecido direito à aposentadoria especial aplicável aos policiais civis. A decisão fundamentou-se no argumento de que a reclamante, escrivã de polícia, não exerce atividade de risco para os fins do art. 40, § 4..., II, da Constituição. 2. A parte reclamante alega violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Min. Cármen Lúcia. Isso porque o órgão reclamado teria deixado de aplicar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATA MOZER DO REGO ADV.(A/S) :LUCAS FERREIRA FELIPE ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) :SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno para impugnar decisão por meio da qual neguei seguimento à reclamação, nos seguintes termos: “1. Trata-se de reclamação ajuizada para impugnar acórdão prolatado pela 2... Turma de Fazenda Pública do Colégio Recursal da Comarca de São Paulo/SP nos autos do processo n 1052755-63.2016.8.26.0053. Por meio do ato reclamado, negou-se provimento ao recurso ordinário interposto pela reclamante em demanda na qual pretendia ver reconhecido direito à aposentadoria especial aplicável aos policiais civis. A decisão fundamentou-se no argumento de que a reclamante, escrivã de polícia, não exerce atividade de risco para os fins do art. 40, § 4..., II, da Constituição. 2. A parte reclamante alega violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Min. Cármen Lúcia. Isso porque o órgão reclamado teria deixado de aplicar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RCL 30150 AGR / DF normas relativas à aposentadoria especial de policiais civis cuja compatibilidade com o atual regime constitucional teria sido reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. 3. É o relatório. Decido. 4. Dispenso as informações, por considerar que o feito encontra-se suficientemente instruído, e a manifestação da Procuradoria-Geral da República, ante o caráter reiterado da matéria (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 52, parágrafo único). Deixo de determinar a citação da parte beneficiária da decisão reclamada, por ser manifesta a inviabilidade do pedido. 5. De acordo com os arts. 102, I, l , e 103-A, § 3..., da Constituição, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta: (i) usurpação de sua competência; (ii) contrariedade a súmula vinculante; ou (iii) ofensa à autoridade de suas decisões, caso em que se exige que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte (art. 988, II a IV, e § 5..., II, do Código de Processo Civil/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a enunciado dotado de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 7. Na hipótese, alega-se violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia. A situação dos autos, no entanto, distingue-se desses paradigmas. Como se viu, a decisão reclamada deixou de aplicar o regime de aposentadoria especial dos policiais civis à reclamante sob o fundamento de que o cargo de escrivã de polícia não constitui atividade de risco. As decisões apontadas como paradigma não se manifestaram sobre esse ponto. 8. O Supremo Tribunal Federal limitou-se a reconhecer, de forma genérica, que têm direito à aposentadoria especial os policiais civis que exerçam atividades de risco ou sob condições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Supremo Tribunal Federal RCL 30150 AGR / DF normas relativas à aposentadoria especial de policiais civis cuja compatibilidade com o atual regime constitucional teria sido reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal. 3. É o relatório. Decido. 4. Dispenso as informações, por considerar que o feito encontra-se suficientemente instruído, e a manifestação da Procuradoria-Geral da República, ante o caráter reiterado da matéria (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 52, parágrafo único). Deixo de determinar a citação da parte beneficiária da decisão reclamada, por ser manifesta a inviabilidade do pedido. 5. De acordo com os arts. 102, I, l , e 103-A, § 3..., da Constituição, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta: (i) usurpação de sua competência; (ii) contrariedade a súmula vinculante; ou (iii) ofensa à autoridade de suas decisões, caso em que se exige que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte (art. 988, II a IV, e § 5..., II, do Código de Processo Civil/2015). 6. Em se tratando de alegação de violação a enunciado dotado de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 7. Na hipótese, alega-se violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia. A situação dos autos, no entanto, distingue-se desses paradigmas. Como se viu, a decisão reclamada deixou de aplicar o regime de aposentadoria especial dos policiais civis à reclamante sob o fundamento de que o cargo de escrivã de polícia não constitui atividade de risco. As decisões apontadas como paradigma não se manifestaram sobre esse ponto. 8. O Supremo Tribunal Federal limitou-se a reconhecer, de forma genérica, que têm direito à aposentadoria especial os policiais civis que exerçam atividades de risco ou sob condições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RCL 30150 AGR / DF especiais que prejudiquem sua saúde ou integridade física , mas não analisou se a atividade de escrivão de polícia se enquadra nessa categoria. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. 9. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação. Prejudicado o pedido liminar. 10. Sem honorários, porquanto não citada a parte interessada.” 2. No agravo interno, a parte reclamante reitera os argumentos expostos na petição inicial. Sustenta que “a Lei Complementar de n 51/58 é totalmente aplicável aos casos de servidoras policiais civis do Estado de São Paulo. Nem poderia ser diferente. Como a atividade é naturalmente exposta ao risco de vida, entendeu por bem o legislador em conferir tratamento diferenciado por meio da possibilidade de aposentação especial”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Supremo Tribunal Federal RCL 30150 AGR / DF especiais que prejudiquem sua saúde ou integridade física , mas não analisou se a atividade de escrivão de polícia se enquadra nessa categoria. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. 9. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento à reclamação. Prejudicado o pedido liminar. 10. Sem honorários, porquanto não citada a parte interessada.” 2. No agravo interno, a parte reclamante reitera os argumentos expostos na petição inicial. Sustenta que “a Lei Complementar de n 51/58 é totalmente aplicável aos casos de servidoras policiais civis do Estado de São Paulo. Nem poderia ser diferente. Como a atividade é naturalmente exposta ao risco de vida, entendeu por bem o legislador em conferir tratamento diferenciado por meio da possibilidade de aposentação especial”. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852896. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo interno, presentes os seus pressupostos. 2. De acordo com os arts. 102, I, l , e 103-A, § 3..., da Constituição, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta: (i) usurpação de sua competência; (ii) contrariedade a súmula vinculante; ou (iii) ofensa à autoridade de suas decisões, caso em que se exige que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte (art. 988, II a IV, e § 5..., II, do Código de Processo Civil/2015). 3. Em se tratando de alegação de violação a enunciado dotado de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 4. Na hipótese, alega-se violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia. Conforme ressaltei na decisão agravada, a situação dos autos distingue-se desses paradigmas. A decisão reclamada deixou de aplicar o regime de aposentadoria especial dos policiais civis à reclamante sob o fundamento de que o cargo de escrivã de polícia não constitui atividade de risco. As decisões apontadas como paradigma não se manifestaram sobre esse ponto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852897. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Conheço do agravo interno, presentes os seus pressupostos. 2. De acordo com os arts. 102, I, l , e 103-A, § 3..., da Constituição, a reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando se sustenta: (i) usurpação de sua competência; (ii) contrariedade a súmula vinculante; ou (iii) ofensa à autoridade de suas decisões, caso em que se exige que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte (art. 988, II a IV, e § 5..., II, do Código de Processo Civil/2015). 3. Em se tratando de alegação de violação a enunciado dotado de efeito vinculante, o Supremo Tribunal Federal entende que deve existir relação de aderência estrita entre o ato impugnado e o paradigma supostamente violado. Nesse sentido, v.g. : Rcl 6.040 ED, Rel. Min. Teori Zavascki; Rcl 11.246 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; e Rcl 21.409, sob minha relatoria. 4. Na hipótese, alega-se violação à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal proferidas na ADI 3.817 e ADO 28, ambas julgadas sob a relatoria da Ministra Cármen Lúcia. Conforme ressaltei na decisão agravada, a situação dos autos distingue-se desses paradigmas. A decisão reclamada deixou de aplicar o regime de aposentadoria especial dos policiais civis à reclamante sob o fundamento de que o cargo de escrivã de polícia não constitui atividade de risco. As decisões apontadas como paradigma não se manifestaram sobre esse ponto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852897. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RCL 30150 AGR / DF 5. O Supremo Tribunal Federal limitou-se a reconhecer, de forma genérica, que têm direito à aposentadoria especial os policiais civis que exerçam atividades de risco ou sob condições especiais que prejudiquem sua saúde ou integridade física , mas não analisou se a atividade de escrivão de polícia se enquadra nessa categoria. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. 6. Por todo o exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852897. Supremo Tribunal Federal RCL 30150 AGR / DF 5. O Supremo Tribunal Federal limitou-se a reconhecer, de forma genérica, que têm direito à aposentadoria especial os policiais civis que exerçam atividades de risco ou sob condições especiais que prejudiquem sua saúde ou integridade física , mas não analisou se a atividade de escrivão de polícia se enquadra nessa categoria. Assim, não há a necessária relação de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma, o que torna inviável o prosseguimento da reclamação. 6. Por todo o exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. 7. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747852897. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RENATA MOZER DO REGO ADV.(A/S) : LUCAS FERREIRA FELIPE (315948/SP) ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735054 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 30.150 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RENATA MOZER DO REGO ADV.(A/S) : LUCAS FERREIRA FELIPE (315948/SP) ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : SÃO PAULO PREVIDÊNCIA - SPPREV PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO/SP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735054 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADI 3 . 817", "ADO 28", "ADI 3 . 817", "ADO 28", "processo n 1052755 - 63 . 2016 . 8 . 26 . 0053", "ADI 3 . 817", "ADO 28", "processo n 1052755 - 63 . 2016 . 8 . 26 . 0053", "ADI 3 . 817", "ADO 28", "RCL 30150 AGR / DF", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "ADI 3 . 817", "ADO 28", "RCL 30150 AGR / DF", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "ADI 3 . 817", "ADO 28", "RCL 30150 AGR / DF", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "ADI 3 . 817", "ADO 28", "Rcl 6 . 040 ED", "Rcl 11 . 246 AgR", "Rcl 21 . 409", "ADI 3 . 817", "ADO 28", "RCL 30150 AGR /", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Complementar n 51 / 1985", "Constituição de 1988", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , II , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RI", "arts . 102 , I , l , e 103 - A , § 3 . . . , da Constituição", "art . 988 , II a IV , e § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal ,", "arts . 102 , I , l , e 103 - A , § 3 . . . , da Constituição", "art . 988 , II a IV , e § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Lei Complementar de n 51 / 58", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Lei Complementar de n 51 / 58", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "A , § 3 . . . , da Constituição", "art . 988 , II a IV , e § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "arts . 102 , I , l , e 103 - A , § 3 . . . , da Constituição", "art . 988 , II a IV , e § 5 . . . , II , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "DISTRITO FEDERAL", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "DISTRITO FEDERAL", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "PREVIDÊNCIA", "FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO / SP", "SEGUNDA TURMA", "COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "PREVIDÊNCIA", "FAZENDA DO ESTADO DE", "SEGUNDA TURMA DO COLÉGIO RECURSAL CENTRAL DA CAPITAL DA FAZENDA PÚBLICA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO", "2", ". Turma de Fazenda Pública", "Colégio Recursal da Comarca de São Paulo / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO / SP", "SEGUNDA TURMA", "COLÉGIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO", "Colégio Recursal da Comarca de São Paulo / SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO / SP", "SEGUNDA TURMA", "COLÉGIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO / SP", "SEGUNDA TURMA", "COLÉGIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "RENATA MOZER DO REGO", "LUCAS FERREIRA FELIPE", "Cármen Lúcia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RENATA MOZER DO REGO", "LUCAS FERREIRA FELIPE", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "RENATA MOZER DO REGO", "LUCAS FERREIRA FELIPE", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RENATA MOZER DO REGO", "LUCAS FERREIRA FELIPE", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "RENATA MOZER DO REGO", "LUCAS FERREIRA FELIPE", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho a", "28 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho a 28 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :JOAO PEREIRA ARAUJO ADV.(A/S) :DÁRIO PRATES DE ALMEIDA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RECUSA DE REGISTRO DE CERTIFICADO DE CURSO DE RECICLAGEM DE VIGILANTE. AÇÃO PENAL EM ANDAMENTO. IMPOSSIBLIDADE. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. PRECEDENTES. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 22 a 28.6.2018, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850986. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :JOAO PEREIRA ARAUJO ADV.(A/S) :DÁRIO PRATES DE ALMEIDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela UNIÃO contra acórdão, publicado em 10/11/2015, que possui a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RECUSA DE REGISTRO DE CERTIFICADO DE CURSO DE RECICLAGEM DE VIGILANTE. AÇÃO PENAL EM ANDAMENTO. IMPOSSIBLIDADE. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "Com efeito, no RE n° 560.900-RG discute-se, à luz do art. 5°, LVII, da Constituição Federal, a validade, ou não, de restrição à participação em concurso público de candidato a Cabo da Polícia Militar denunciado pela prática do crime previsto no art. 342 do Código Penal (Falso testemunho ou falsa perícia). […] Portanto, considerando a semelhança entre o assunto tratado nestes autos e a questio juris em debate no paradigma acima apontado, depreende-se a necessidade de sobrestamento do feito para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850983. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :JOAO PEREIRA ARAUJO ADV.(A/S) :DÁRIO PRATES DE ALMEIDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela UNIÃO contra acórdão, publicado em 10/11/2015, que possui a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RECUSA DE REGISTRO DE CERTIFICADO DE CURSO DE RECICLAGEM DE VIGILANTE. AÇÃO PENAL EM ANDAMENTO. IMPOSSIBLIDADE. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "Com efeito, no RE n° 560.900-RG discute-se, à luz do art. 5°, LVII, da Constituição Federal, a validade, ou não, de restrição à participação em concurso público de candidato a Cabo da Polícia Militar denunciado pela prática do crime previsto no art. 342 do Código Penal (Falso testemunho ou falsa perícia). […] Portanto, considerando a semelhança entre o assunto tratado nestes autos e a questio juris em debate no paradigma acima apontado, depreende-se a necessidade de sobrestamento do feito para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 778372 AGR-ED / SP aguardar a conclusão do julgamento da repercussão geral no precedente supra. Inclusive, esta tem sido a postura dos Ministros dessa Suprema Corte em casos idênticos ao dos autos, nos quais se questiona o impedimento da participação de vigilantes em curso de formação ou de reciclagem promovido pela Polícia Federal, em razão da existência de inquérito policial ou ação penal em curso." (Doc. 20, fls. 4-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850983. Supremo Tribunal Federal RE 778372 AGR-ED / SP aguardar a conclusão do julgamento da repercussão geral no precedente supra. Inclusive, esta tem sido a postura dos Ministros dessa Suprema Corte em casos idênticos ao dos autos, nos quais se questiona o impedimento da participação de vigilantes em curso de formação ou de reciclagem promovido pela Polícia Federal, em razão da existência de inquérito policial ou ação penal em curso." (Doc. 20, fls. 4-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, a matéria discutida nos presentes autos não guarda identidade com a tratada no RE 560.900-RG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, cuja repercussão geral foi reconhecida. Naquele recurso discute-se a restrição posta a candidatos em concurso público que respondam a processo criminal, situação diversa do presente caso que trata de restrição posta para participação em curso de vigilantes. Conforme assentado na decisão embargada, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que viola o princípio constitucional da presunção de inocência o indeferimento de participação em curso de formação ou de reciclagem de vigilante e de registro do respectivo certificado pelo fato de o interessado figurar em inquérito ou ação penal em curso, sem que exista sentença condenatória com trânsito em julgado. Em reforço ao argumento, cito recentes decisões monocráticas, em casos análogos ao dos autos: ARE 1.122.112, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 27/4/2018; RE 1.118.793, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 4/4/2018; ARE 788.069, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 18/4/2018; ARE 1.089.153, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1/2/2018; ARE 762.850, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 4/12/2017; ARE 937.186, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 24/11/2017; RE 989.818, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/9/2016; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, a matéria discutida nos presentes autos não guarda identidade com a tratada no RE 560.900-RG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, cuja repercussão geral foi reconhecida. Naquele recurso discute-se a restrição posta a candidatos em concurso público que respondam a processo criminal, situação diversa do presente caso que trata de restrição posta para participação em curso de vigilantes. Conforme assentado na decisão embargada, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que viola o princípio constitucional da presunção de inocência o indeferimento de participação em curso de formação ou de reciclagem de vigilante e de registro do respectivo certificado pelo fato de o interessado figurar em inquérito ou ação penal em curso, sem que exista sentença condenatória com trânsito em julgado. Em reforço ao argumento, cito recentes decisões monocráticas, em casos análogos ao dos autos: ARE 1.122.112, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 27/4/2018; RE 1.118.793, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 4/4/2018; ARE 788.069, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 18/4/2018; ARE 1.089.153, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1/2/2018; ARE 762.850, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 4/12/2017; ARE 937.186, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 24/11/2017; RE 989.818, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/9/2016; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 778372 AGR-ED / SP RE 947.174, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 5/4/2016; e RE 948.006, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 29/4/2016. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, por fim, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Supremo Tribunal Federal RE 778372 AGR-ED / SP RE 947.174, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 5/4/2016; e RE 948.006, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 29/4/2016. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do CPC. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, por fim, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 778372 AGR-ED / SP inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Supremo Tribunal Federal RE 778372 AGR-ED / SP inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do CPC, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (RE 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : JOAO PEREIRA ARAUJO ADV.(A/S) : DÁRIO PRATES DE ALMEIDA (216156/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735157 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : JOAO PEREIRA ARAUJO ADV.(A/S) : DÁRIO PRATES DE ALMEIDA (216156/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735157 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747854349
2018-06-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RECUSA DE REGISTRO DE CERTIFICADO DE CURSO DE RECICLAGEM DE VIGILANTE. AÇÃO PENAL EM ANDAMENTO. IMPOSSIBLIDADE. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. PRECEDENTES. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS.
sjur388229
- Acórdão(s) citado(s): (ED, REJULGAMENTO DA CAUSA) AI 799509 AgR-ED (1ªT), RE 591260 AgR-ED (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (CERTIFICADO, CURSO DE VIGILANTE) ARE 762850, RE 948006, ARE 937186, RE 947174, RE 989818, ARE 1089153, ARE 788069, RE 1118793, ARE 1122112. Número de páginas: 7. Análise: 07/08/2018, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
778372
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 778372 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : JOAO PEREIRA ARAUJO ADV.(A/S) : DÁRIO PRATES DE ALMEIDA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :JOAO PEREIRA ARAUJO ADV.(A/S) :DÁRIO PRATES DE ALMEIDA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RECUSA DE REGISTRO DE CERTIFICADO DE CURSO DE RECICLAGEM DE VIGILANTE. AÇÃO PENAL EM ANDAMENTO. IMPOSSIBLIDADE. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. PRECEDENTES. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 22 a 28.6.2018, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850986. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :JOAO PEREIRA ARAUJO ADV.(A/S) :DÁRIO PRATES DE ALMEIDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela UNIÃO contra acórdão, publicado em 10/11/2015, que possui a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RECUSA DE REGISTRO DE CERTIFICADO DE CURSO DE RECICLAGEM DE VIGILANTE. AÇÃO PENAL EM ANDAMENTO. IMPOSSIBLIDADE. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "Com efeito, no Recurso Extraordinário n 560.900-RG discute-se, à luz do art. 5..., LVII, da Constituição Federal, a validade, ou não, de restrição à participação em concurso público de candidato a Cabo da Polícia Militar denunciado pela prática do crime previsto no art. 342 do Código Penal (Falso testemunho ou falsa perícia). […] Portanto, considerando a semelhança entre o assunto tratado nestes autos e a questio juris em debate no paradigma acima apontado, depreende-se a necessidade de sobrestamento do feito para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850983. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :JOAO PEREIRA ARAUJO ADV.(A/S) :DÁRIO PRATES DE ALMEIDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos pela UNIÃO contra acórdão, publicado em 10/11/2015, que possui a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RECUSA DE REGISTRO DE CERTIFICADO DE CURSO DE RECICLAGEM DE VIGILANTE. AÇÃO PENAL EM ANDAMENTO. IMPOSSIBLIDADE. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: "Com efeito, no Recurso Extraordinário n 560.900-RG discute-se, à luz do art. 5..., LVII, da Constituição Federal, a validade, ou não, de restrição à participação em concurso público de candidato a Cabo da Polícia Militar denunciado pela prática do crime previsto no art. 342 do Código Penal (Falso testemunho ou falsa perícia). […] Portanto, considerando a semelhança entre o assunto tratado nestes autos e a questio juris em debate no paradigma acima apontado, depreende-se a necessidade de sobrestamento do feito para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 778372 AGR-ED / SP aguardar a conclusão do julgamento da repercussão geral no precedente supra. Inclusive, esta tem sido a postura dos Ministros dessa Suprema Corte em casos idênticos ao dos autos, nos quais se questiona o impedimento da participação de vigilantes em curso de formação ou de reciclagem promovido pela Polícia Federal, em razão da existência de inquérito policial ou ação penal em curso." (Doc. 20, fls. 4-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850983. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778372 AGR-ED / SP aguardar a conclusão do julgamento da repercussão geral no precedente supra. Inclusive, esta tem sido a postura dos Ministros dessa Suprema Corte em casos idênticos ao dos autos, nos quais se questiona o impedimento da participação de vigilantes em curso de formação ou de reciclagem promovido pela Polícia Federal, em razão da existência de inquérito policial ou ação penal em curso." (Doc. 20, fls. 4-5) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, a matéria discutida nos presentes autos não guarda identidade com a tratada no Recurso Extraordinário 560.900-RG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, cuja repercussão geral foi reconhecida. Naquele recurso discute-se a restrição posta a candidatos em concurso público que respondam a processo criminal, situação diversa do presente caso que trata de restrição posta para participação em curso de vigilantes. Conforme assentado na decisão embargada, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que viola o princípio constitucional da presunção de inocência o indeferimento de participação em curso de formação ou de reciclagem de vigilante e de registro do respectivo certificado pelo fato de o interessado figurar em inquérito ou ação penal em curso, sem que exista sentença condenatória com trânsito em julgado. Em reforço ao argumento, cito recentes decisões monocráticas, em casos análogos ao dos autos: ARE 1.122.112, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 27/4/2018; Recurso Extraordinário 1.118.793, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 4/4/2018; ARE 788.069, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 18/4/2018; ARE 1.089.153, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1/2/2018; ARE 762.850, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 4/12/2017; ARE 937.186, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 24/11/2017; Recurso Extraordinário 989.818, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/9/2016; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não merecem acolhida as pretensões da parte embargante. Ab initio, pontuo que, ao contrário do alegado pela recorrente, a matéria discutida nos presentes autos não guarda identidade com a tratada no Recurso Extraordinário 560.900-RG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, cuja repercussão geral foi reconhecida. Naquele recurso discute-se a restrição posta a candidatos em concurso público que respondam a processo criminal, situação diversa do presente caso que trata de restrição posta para participação em curso de vigilantes. Conforme assentado na decisão embargada, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que viola o princípio constitucional da presunção de inocência o indeferimento de participação em curso de formação ou de reciclagem de vigilante e de registro do respectivo certificado pelo fato de o interessado figurar em inquérito ou ação penal em curso, sem que exista sentença condenatória com trânsito em julgado. Em reforço ao argumento, cito recentes decisões monocráticas, em casos análogos ao dos autos: ARE 1.122.112, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 27/4/2018; Recurso Extraordinário 1.118.793, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 4/4/2018; ARE 788.069, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 18/4/2018; ARE 1.089.153, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1/2/2018; ARE 762.850, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 4/12/2017; ARE 937.186, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 24/11/2017; Recurso Extraordinário 989.818, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6/9/2016; Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 778372 AGR-ED / SP Recurso Extraordinário 947.174, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 5/4/2016; e Recurso Extraordinário 948.006, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 29/4/2016. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, por fim, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778372 AGR-ED / SP Recurso Extraordinário 947.174, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 5/4/2016; e Recurso Extraordinário 948.006, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 29/4/2016. Ressalto que os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 535 do Código de Processo Civil. No caso concreto, não se constata nenhuma das hipóteses ensejadoras dos embargos de declaração, eis que a decisão embargada apreciou as questões suscitadas no recurso extraordinário, em perfeita consonância com jurisprudência pertinente, por isso não há se cogitar do cabimento da oposição destes embargos declaratórios. Assevere-se, por fim, que os restritos limites dos embargos de declaração não permitem rejulgamento da causa. Ademais, o efeito modificativo pretendido somente é possível em casos excepcionais e uma vez comprovada a obscuridade, contradição ou omissão do julgado, o que não se aplica ao caso sub examine pelas razões acima delineadas. Nesse sentido, confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes julgados da Suprema Corte, verbis: “EMBARGOS DECLARATÓRIOS INEXISTÊNCIA DE VÍCIO DESPROVIMENTO. Uma vez voltados os embargos declaratórios ao simples rejulgamento de certa matéria e inexistente no acórdão proferido qualquer dos vícios que os respaldam - omissão, contradição e obscuridade -, impõe-se o desprovimento.” (AI 799.509- AgR-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 8/9/2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Os embargos de declaração destinam-se , precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. A 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 778372 AGR-ED / SP inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 778372 AGR-ED / SP inocorrência dos pressupostos de embargabilidade, a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil, autoriza a rejeição dos embargos de declaração, por incabíveis.” (Recurso Extraordinário 591.260-AgR-ED, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 9/9/2011). Ex positis, DESPROVEJO os embargos de declaração. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747850984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : JOAO PEREIRA ARAUJO ADV.(A/S) : DÁRIO PRATES DE ALMEIDA (216156/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735157 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778.372 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : JOAO PEREIRA ARAUJO ADV.(A/S) : DÁRIO PRATES DE ALMEIDA (216156/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735157 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 372", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 372", "Recurso Extraordinário n 560 . 900 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 372", "Recurso Extraordinário n 560 . 900 - RG", "Recurso Extraordinário 778372 AGR -", "Recurso Extraordinário 778372 AGR -", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 372", "Recurso Extraordinário 560 . 900 - RG", "ARE 1 . 122 . 112", "Recurso Extraordinário 1 . 118 . 793", "ARE 788 . 069", "ARE 1 . 089 . 153", "ARE 762 . 850", "ARE 937 . 186", "Recurso Extraordinário 989 . 818", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 778 . 372", "Recurso Extraordinário 560 . 900 - RG", "ARE 1 . 122 . 112", "Recurso Extraordinário 1 . 118 . 793", "ARE 788 . 069", "ARE 1 . 089 . 153", "ARE 762 . 850", "ARE 937 . 186", "Recurso Extraordinário 989 . 818", "Recurso Extraordinário 778372 AGR - ED / SP", "Recurso Extraordinário 947 . 174", "Recurso Extraordinário 948 . 006", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 778372 AGR - ED / SP", "Recurso Extraordinário 947 . 174", "Recurso Extraordinário 948 . 006", "AI 799 . 509 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 778372 AGR - ED / SP", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 778372 AGR - ED / SP", "Recurso Extraordinário 591 . 260 - AgR - ED" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal", "art . 342 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal", "art . 342 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Polícia Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Polícia Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "JOAO PEREIRA ARAUJO", "DÁRIO PRATES DE ALMEIDA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JOAO PEREIRA ARAUJO", "DÁRIO PRATES DE ALMEIDA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JOAO PEREIRA ARAUJO", "DÁRIO PRATES DE ALMEIDA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "JOAO PEREIRA ARAUJO", "DÁRIO PRATES DE ALMEIDA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "JOAO PEREIRA ARAUJO", "DÁRIO PRATES DE ALMEIDA", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "22", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "10", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "27", "/", "4", "/", "2018", "4", "/", "4", "/", "2018", "18", "/", "4", "/", "2018", "1", "/", "2", "/", "2018", "4", "/", "12", "/", "2017", "24", "/", "11", "/", "2017", "6", "/", "9", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "27", "/", "4", "/", "2018", "4", "/", "4", "/", "2018", "18", "/", "4", "/", "2018", "1", "/", "2", "/", "2018", "4", "/", "12", "/", "2017", "24", "/", "11", "/", "2017", "6", "/", "9", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "4", "/", "2016", "29", "/", "4", "/", "2016", "8", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "4", "/", "2016", "29", "/", "4", "/", "2016", "8", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO RECTE.(S) :JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE ADV.(A/S) :EDNA SOARES DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ESTELIONATO EM CONTINUIDADE DELITIVA. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. 1. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder na prisão preventiva. A custódia foi decretada para assegurar a aplicação da lei penal, uma vez que o paciente descumpriu as condições da liberdade provisória e não foi localizado para ser citado, encontrando- se, à época, em local incerto e não sabido. Precedentes. 2. Inocorrência da extinção da punibilidade, tendo em vista que não transcorreu prazo superior a doze anos entre os marcos interruptivos da prescrição (art. 109, III, do CP). 3. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 29 de maio de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15043223. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RHC 133833 / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15043223. Supremo Tribunal Federal RHC 133833 / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15043223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO RECTE.(S) :JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE ADV.(A/S) :EDNA SOARES DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou as balizas do caso: O Juízo da Terceira Vara Criminal do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Maringá/PR, no processo nº 0000360-29.2001.8.16.0017, recebeu denúncia contra o recorrente, em 26 de outubro de 2001, em virtude da prática, por duas vezes, em continuidade delitiva, do crime descrito no artigo 171, cabeça (estelionato), do Código Penal. Ante o insucesso de citação por edital, em 12 de março de 2002, segundo o disposto no artigo 366 do Código de Processo Penal, determinou a suspensão do processo e do prazo prescricional, bem como a prisão preventiva. Consoante informações prestadas pelo Juízo ao Superior Tribunal de Justiça, foi concedida a liberdade provisória, condicionada à apresentação, em Juízo, para a citação e à atualização do endereço, isso em 15 de julho de 2011. A preventiva foi novamente estabelecida, considerado o descumprimento das obrigações impostas, bem assim para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em vista encontrar-se o acusado foragido há mais de 3 anos. Houve citação por hora certa em 28 de novembro de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936450. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO RECTE.(S) :JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE ADV.(A/S) :EDNA SOARES DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou as balizas do caso: O Juízo da Terceira Vara Criminal do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Maringá/PR, no processo nº 0000360-29.2001.8.16.0017, recebeu denúncia contra o recorrente, em 26 de outubro de 2001, em virtude da prática, por duas vezes, em continuidade delitiva, do crime descrito no artigo 171, cabeça (estelionato), do Código Penal. Ante o insucesso de citação por edital, em 12 de março de 2002, segundo o disposto no artigo 366 do Código de Processo Penal, determinou a suspensão do processo e do prazo prescricional, bem como a prisão preventiva. Consoante informações prestadas pelo Juízo ao Superior Tribunal de Justiça, foi concedida a liberdade provisória, condicionada à apresentação, em Juízo, para a citação e à atualização do endereço, isso em 15 de julho de 2011. A preventiva foi novamente estabelecida, considerado o descumprimento das obrigações impostas, bem assim para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em vista encontrar-se o acusado foragido há mais de 3 anos. Houve citação por hora certa em 28 de novembro de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 133833 / PR Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 321.528/PR, aduzindo-se a inidoneidade da fundamentação da decisão constritiva e a extinção da pretensão punitiva pelo escoamento do prazo prescricional. A Sexta Turma indeferiu a ordem, assentando subsistentes os motivos pelos quais determinada a custódia. O recorrente sustenta transcorrido o prazo prescricional de 12 anos, do artigo 109, inciso III, do diploma penal, levando em conta a sanção máxima prevista para o tipo – 5 anos. Articula com o princípio da duração razoável do processo, dizendo que a suspensão do andamento processual não pode resultar em prejuízo, nem perdurar por lapso superior ao versado em lei para o implemento da prescrição em abstrato. Destaca a ausência dos requisitos da preventiva, descritos no artigo 312 do Código de Processo Penal. Requer o reconhecimento da prescrição e, sucessivamente, a revogação da preventiva. Não houve pedido de concessão de liminar. Em consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, realizada em 3 de maio de 2018, constatou-se que o recorrente foi preso no dia 19 de março de 2018. Ante a informação, retomou-se a marcha processual. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. Diz não operada a prescrição, apontando a data da citação por hora certa – 28 de novembro de 2014 –, como marco do reinício do curso do prazo. Aduz fundamentado o ato que implicou a preventiva. Lancei visto no processo em 7 de maio de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936450. Supremo Tribunal Federal RHC 133833 / PR Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 321.528/PR, aduzindo-se a inidoneidade da fundamentação da decisão constritiva e a extinção da pretensão punitiva pelo escoamento do prazo prescricional. A Sexta Turma indeferiu a ordem, assentando subsistentes os motivos pelos quais determinada a custódia. O recorrente sustenta transcorrido o prazo prescricional de 12 anos, do artigo 109, inciso III, do diploma penal, levando em conta a sanção máxima prevista para o tipo – 5 anos. Articula com o princípio da duração razoável do processo, dizendo que a suspensão do andamento processual não pode resultar em prejuízo, nem perdurar por lapso superior ao versado em lei para o implemento da prescrição em abstrato. Destaca a ausência dos requisitos da preventiva, descritos no artigo 312 do Código de Processo Penal. Requer o reconhecimento da prescrição e, sucessivamente, a revogação da preventiva. Não houve pedido de concessão de liminar. Em consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, realizada em 3 de maio de 2018, constatou-se que o recorrente foi preso no dia 19 de março de 2018. Ante a informação, retomou-se a marcha processual. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. Diz não operada a prescrição, apontando a data da citação por hora certa – 28 de novembro de 2014 –, como marco do reinício do curso do prazo. Aduz fundamentado o ato que implicou a preventiva. Lancei visto no processo em 7 de maio de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRESCRIÇÃO – SUSPENSÃO. Ocorrida a citação por edital, não credenciando o acusado defensor técnico, suspensos ficam o processo e o prazo prescricional. PRISÃO PREVENTIVA – ARTIGO 366 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. O quadro retratado no artigo 366 do Código de Processo Penal não deságua automaticamente na prisão preventiva, devendo esta basear-se no artigo 312 do referido diploma processual. Este processo revela verdadeiro círculo vicioso, a distanciar-se, sobremaneira, do arcabouço normativo. O recorrente não foi citado porquanto deixou o local da culpa. Pois bem, conforme informações, foi implementada, a teor do disposto no artigo 366 do Código de Processo Penal, a suspensão do processo e do prazo prescricional. A defesa técnica veio a apresentar resposta à acusação em 20 de outubro de 2012. Vale dizer que não se operou a citação do acusado, mas acionou-se a via da citação por hora certa, isso em 28 de novembro de 2014. Ora, o fenômeno ocorreu, ao que tudo indica, tendo em conta a nomeação de defensor técnico. De qualquer forma, o prazo prescricional permaneceu suspenso de 12 de março de 2002 até a data em que formalizada a resposta à acusação, ou seja, 20 de outubro de 2012. Não transcorreu o período suficiente a ter-se como verificada a prescrição, ou seja, os 12 anos alusivos à pena máxima, em abstrato, de 5. Ocorre que a ordem de prisão não se sustenta. No próprio artigo 366, há as consequências de o acusado não credenciar profissional da advocacia para defendê-lo e não ser encontrado, vindo a ser citado por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936428. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRESCRIÇÃO – SUSPENSÃO. Ocorrida a citação por edital, não credenciando o acusado defensor técnico, suspensos ficam o processo e o prazo prescricional. PRISÃO PREVENTIVA – ARTIGO 366 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. O quadro retratado no artigo 366 do Código de Processo Penal não deságua automaticamente na prisão preventiva, devendo esta basear-se no artigo 312 do referido diploma processual. Este processo revela verdadeiro círculo vicioso, a distanciar-se, sobremaneira, do arcabouço normativo. O recorrente não foi citado porquanto deixou o local da culpa. Pois bem, conforme informações, foi implementada, a teor do disposto no artigo 366 do Código de Processo Penal, a suspensão do processo e do prazo prescricional. A defesa técnica veio a apresentar resposta à acusação em 20 de outubro de 2012. Vale dizer que não se operou a citação do acusado, mas acionou-se a via da citação por hora certa, isso em 28 de novembro de 2014. Ora, o fenômeno ocorreu, ao que tudo indica, tendo em conta a nomeação de defensor técnico. De qualquer forma, o prazo prescricional permaneceu suspenso de 12 de março de 2002 até a data em que formalizada a resposta à acusação, ou seja, 20 de outubro de 2012. Não transcorreu o período suficiente a ter-se como verificada a prescrição, ou seja, os 12 anos alusivos à pena máxima, em abstrato, de 5. Ocorre que a ordem de prisão não se sustenta. No próprio artigo 366, há as consequências de o acusado não credenciar profissional da advocacia para defendê-lo e não ser encontrado, vindo a ser citado por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RHC 133833 / PR edital. Suspende-se o processo e o curso do prazo prescricional. A prisão preventiva, conforme consta do próprio artigo 366, deve lastrear-se no artigo 312 dele constante, e, a toda evidência, o fato de ter-se quadro a levar à suspensão do processo e do prazo prescricional não deságua, automaticamente, na custódia provisória. Provejo o recurso para afastá-la, devendo o recorrente informar ao Juízo o endereço no qual pode ser encontrado, atendendo aos chamamentos judiciais, comunicando possível transferência e adotando a postura que se aguarda do homem médio, do homem integrado à sociedade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936428. Supremo Tribunal Federal RHC 133833 / PR edital. Suspende-se o processo e o curso do prazo prescricional. A prisão preventiva, conforme consta do próprio artigo 366, deve lastrear-se no artigo 312 dele constante, e, a toda evidência, o fato de ter-se quadro a levar à suspensão do processo e do prazo prescricional não deságua, automaticamente, na custódia provisória. Provejo o recurso para afastá-la, devendo o recorrente informar ao Juízo o endereço no qual pode ser encontrado, atendendo aos chamamentos judiciais, comunicando possível transferência e adotando a postura que se aguarda do homem médio, do homem integrado à sociedade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir vênia ao Ministro Marco Aurélio. Aqui o paciente foi beneficiado com liberdade provisória mediante o cumprimento de algumas condições, entre elas o dever de comparecer a juízo quando chamado. Ocorre que o paciente não mais foi encontrado, passando a estar em local incerto e não sabido. Diante disso, o magistrado não teve alternativa senão decretar a prisão preventiva do paciente para assegurar a aplicação da lei penal. Nós temos jurisprudência, na Turma, de que a segregação cautelar justifica-se para garantia da aplicação da lei penal quando o acusado, tendo conhecimento do processo, permanece foragido. Aqui, era um pouco mais do que isso. Ele foi posto em liberdade provisória com o compromisso, que não cumpriu. Portanto, acho que o Juiz agiu corretamente. Pedindo todas as vênias, estou negando provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15043224. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir vênia ao Ministro Marco Aurélio. Aqui o paciente foi beneficiado com liberdade provisória mediante o cumprimento de algumas condições, entre elas o dever de comparecer a juízo quando chamado. Ocorre que o paciente não mais foi encontrado, passando a estar em local incerto e não sabido. Diante disso, o magistrado não teve alternativa senão decretar a prisão preventiva do paciente para assegurar a aplicação da lei penal. Nós temos jurisprudência, na Turma, de que a segregação cautelar justifica-se para garantia da aplicação da lei penal quando o acusado, tendo conhecimento do processo, permanece foragido. Aqui, era um pouco mais do que isso. Ele foi posto em liberdade provisória com o compromisso, que não cumpriu. Portanto, acho que o Juiz agiu corretamente. Pedindo todas as vênias, estou negando provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15043224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, trago aqui, da minha relatoria, o Habeas Corpus 104.934, no qual assentei que a fuga do distrito de culpa é dado conducente à decretação da prisão preventiva para garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal. Nego provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982800. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, trago aqui, da minha relatoria, o Habeas Corpus 104.934, no qual assentei que a fuga do distrito de culpa é dado conducente à decretação da prisão preventiva para garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal. Nego provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao Ministro Marco Aurélio. O recorrente ficou foragido por mais de três anos - agora, já há, inclusive, notícia de que foi preso no dia 19 de março. Eu acompanho a divergência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15054357. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao Ministro Marco Aurélio. O recorrente ficou foragido por mais de três anos - agora, já há, inclusive, notícia de que foi preso no dia 19 de março. Eu acompanho a divergência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15054357. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO RECTE.(S) : JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE ADV.(A/S) : EDNA SOARES DA SILVA (109885/SP) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980020 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO RECTE.(S) : JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE ADV.(A/S) : EDNA SOARES DA SILVA (109885/SP) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980020 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15065613
2018-05-29T00:00:00
2018-06-20T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: Processual Penal. Recurso ordinário em Habeas Corpus. Estelionato em continuidade delitiva. Prisão Preventiva. Ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Inocorrência de prescrição. 1. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder na prisão preventiva. A custódia foi decretada para assegurar a aplicação da lei penal, uma vez que o paciente descumpriu as condições da liberdade provisória e não foi localizado para ser citado, encontrando-se, à época, em local incerto e não sabido. Precedentes. 2. Inocorrência da extinção da punibilidade, tendo em vista que não transcorreu prazo superior a doze anos entre os marcos interruptivos da prescrição (art. 109, III, do CP). 3. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido.
sjur386882
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, FUGA, DISTRITO DA CULPA) HC 104934 (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 25/09/2018, JSF.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
133833
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00109 INC-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312 ART-00366\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 133833
[ "" ]
RECTE.(S) : JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE ADV.(A/S) : EDNA SOARES DA SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO RECTE.(S) :JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE ADV.(A/S) :EDNA SOARES DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ESTELIONATO EM CONTINUIDADE DELITIVA. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. 1. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder na prisão preventiva. A custódia foi decretada para assegurar a aplicação da lei penal, uma vez que o paciente descumpriu as condições da liberdade provisória e não foi localizado para ser citado, encontrando- se, à época, em local incerto e não sabido. Precedentes. 2. Inocorrência da extinção da punibilidade, tendo em vista que não transcorreu prazo superior a doze anos entre os marcos interruptivos da prescrição (art. 109, III, do Código Penal Brasileiro). 3. Recurso ordinário em habeas corpus desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Brasília, 29 de maio de 2018. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15043223. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RHC 133833 / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15043223. Supremo Tribunal Federal RHC 133833 / PR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - REDATOR P/O ACÓRDÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15043223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO RECTE.(S) :JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE ADV.(A/S) :EDNA SOARES DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou as balizas do caso: O Juízo da Terceira Vara Criminal do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Maringá/PR, no processo n 0000360-29.2001.8.16.0017, recebeu denúncia contra o recorrente, em 26 de outubro de 2001, em virtude da prática, por duas vezes, em continuidade delitiva, do crime descrito no artigo 171, cabeça (estelionato), do Código Penal. Ante o insucesso de citação por edital, em 12 de março de 2002, segundo o disposto no artigo 366 do Código de Processo Penal, determinou a suspensão do processo e do prazo prescricional, bem como a prisão preventiva. Consoante informações prestadas pelo Juízo ao Superior Tribunal de Justiça, foi concedida a liberdade provisória, condicionada à apresentação, em Juízo, para a citação e à atualização do endereço, isso em 15 de julho de 2011. A preventiva foi novamente estabelecida, considerado o descumprimento das obrigações impostas, bem assim para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em vista encontrar-se o acusado foragido há mais de 3 anos. Houve citação por hora certa em 28 de novembro de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936450. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO RECTE.(S) :JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE ADV.(A/S) :EDNA SOARES DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina assim revelou as balizas do caso: O Juízo da Terceira Vara Criminal do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Maringá/PR, no processo n 0000360-29.2001.8.16.0017, recebeu denúncia contra o recorrente, em 26 de outubro de 2001, em virtude da prática, por duas vezes, em continuidade delitiva, do crime descrito no artigo 171, cabeça (estelionato), do Código Penal. Ante o insucesso de citação por edital, em 12 de março de 2002, segundo o disposto no artigo 366 do Código de Processo Penal, determinou a suspensão do processo e do prazo prescricional, bem como a prisão preventiva. Consoante informações prestadas pelo Juízo ao Superior Tribunal de Justiça, foi concedida a liberdade provisória, condicionada à apresentação, em Juízo, para a citação e à atualização do endereço, isso em 15 de julho de 2011. A preventiva foi novamente estabelecida, considerado o descumprimento das obrigações impostas, bem assim para assegurar a aplicação da lei penal, tendo em vista encontrar-se o acusado foragido há mais de 3 anos. Houve citação por hora certa em 28 de novembro de 2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 133833 / PR Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 321.528/PR, aduzindo-se a inidoneidade da fundamentação da decisão constritiva e a extinção da pretensão punitiva pelo escoamento do prazo prescricional. A Sexta Turma indeferiu a ordem, assentando subsistentes os motivos pelos quais determinada a custódia. O recorrente sustenta transcorrido o prazo prescricional de 12 anos, do artigo 109, inciso III, do diploma penal, levando em conta a sanção máxima prevista para o tipo – 5 anos. Articula com o princípio da duração razoável do processo, dizendo que a suspensão do andamento processual não pode resultar em prejuízo, nem perdurar por lapso superior ao versado em lei para o implemento da prescrição em abstrato. Destaca a ausência dos requisitos da preventiva, descritos no artigo 312 do Código de Processo Penal. Requer o reconhecimento da prescrição e, sucessivamente, a revogação da preventiva. Não houve pedido de concessão de liminar. Em consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, realizada em 3 de maio de 2018, constatou-se que o recorrente foi preso no dia 19 de março de 2018. Ante a informação, retomou-se a marcha processual. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. Diz não operada a prescrição, apontando a data da citação por hora certa – 28 de novembro de 2014 –, como marco do reinício do curso do prazo. Aduz fundamentado o ato que implicou a preventiva. Lancei visto no processo em 7 de maio de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936450. Supremo Tribunal Federal RHC 133833 / PR Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 321.528/PR, aduzindo-se a inidoneidade da fundamentação da decisão constritiva e a extinção da pretensão punitiva pelo escoamento do prazo prescricional. A Sexta Turma indeferiu a ordem, assentando subsistentes os motivos pelos quais determinada a custódia. O recorrente sustenta transcorrido o prazo prescricional de 12 anos, do artigo 109, inciso III, do diploma penal, levando em conta a sanção máxima prevista para o tipo – 5 anos. Articula com o princípio da duração razoável do processo, dizendo que a suspensão do andamento processual não pode resultar em prejuízo, nem perdurar por lapso superior ao versado em lei para o implemento da prescrição em abstrato. Destaca a ausência dos requisitos da preventiva, descritos no artigo 312 do Código de Processo Penal. Requer o reconhecimento da prescrição e, sucessivamente, a revogação da preventiva. Não houve pedido de concessão de liminar. Em consulta ao sítio do Tribunal de Justiça, realizada em 3 de maio de 2018, constatou-se que o recorrente foi preso no dia 19 de março de 2018. Ante a informação, retomou-se a marcha processual. O Ministério Público Federal opina pelo desprovimento do recurso. Diz não operada a prescrição, apontando a data da citação por hora certa – 28 de novembro de 2014 –, como marco do reinício do curso do prazo. Aduz fundamentado o ato que implicou a preventiva. Lancei visto no processo em 7 de maio de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir de 22 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936450. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRESCRIÇÃO – SUSPENSÃO. Ocorrida a citação por edital, não credenciando o acusado defensor técnico, suspensos ficam o processo e o prazo prescricional. PRISÃO PREVENTIVA – ARTIGO 366 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. O quadro retratado no artigo 366 do Código de Processo Penal não deságua automaticamente na prisão preventiva, devendo esta basear-se no artigo 312 do referido diploma processual. Este processo revela verdadeiro círculo vicioso, a distanciar-se, sobremaneira, do arcabouço normativo. O recorrente não foi citado porquanto deixou o local da culpa. Pois bem, conforme informações, foi implementada, a teor do disposto no artigo 366 do Código de Processo Penal, a suspensão do processo e do prazo prescricional. A defesa técnica veio a apresentar resposta à acusação em 20 de outubro de 2012. Vale dizer que não se operou a citação do acusado, mas acionou-se a via da citação por hora certa, isso em 28 de novembro de 2014. Ora, o fenômeno ocorreu, ao que tudo indica, tendo em conta a nomeação de defensor técnico. De qualquer forma, o prazo prescricional permaneceu suspenso de 12 de março de 2002 até a data em que formalizada a resposta à acusação, ou seja, 20 de outubro de 2012. Não transcorreu o período suficiente a ter-se como verificada a prescrição, ou seja, os 12 anos alusivos à pena máxima, em abstrato, de 5. Ocorre que a ordem de prisão não se sustenta. No próprio artigo 366, há as consequências de o acusado não credenciar profissional da advocacia para defendê-lo e não ser encontrado, vindo a ser citado por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936428. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR): PRESCRIÇÃO – SUSPENSÃO. Ocorrida a citação por edital, não credenciando o acusado defensor técnico, suspensos ficam o processo e o prazo prescricional. PRISÃO PREVENTIVA – ARTIGO 366 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. O quadro retratado no artigo 366 do Código de Processo Penal não deságua automaticamente na prisão preventiva, devendo esta basear-se no artigo 312 do referido diploma processual. Este processo revela verdadeiro círculo vicioso, a distanciar-se, sobremaneira, do arcabouço normativo. O recorrente não foi citado porquanto deixou o local da culpa. Pois bem, conforme informações, foi implementada, a teor do disposto no artigo 366 do Código de Processo Penal, a suspensão do processo e do prazo prescricional. A defesa técnica veio a apresentar resposta à acusação em 20 de outubro de 2012. Vale dizer que não se operou a citação do acusado, mas acionou-se a via da citação por hora certa, isso em 28 de novembro de 2014. Ora, o fenômeno ocorreu, ao que tudo indica, tendo em conta a nomeação de defensor técnico. De qualquer forma, o prazo prescricional permaneceu suspenso de 12 de março de 2002 até a data em que formalizada a resposta à acusação, ou seja, 20 de outubro de 2012. Não transcorreu o período suficiente a ter-se como verificada a prescrição, ou seja, os 12 anos alusivos à pena máxima, em abstrato, de 5. Ocorre que a ordem de prisão não se sustenta. No próprio artigo 366, há as consequências de o acusado não credenciar profissional da advocacia para defendê-lo e não ser encontrado, vindo a ser citado por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RHC 133833 / PR edital. Suspende-se o processo e o curso do prazo prescricional. A prisão preventiva, conforme consta do próprio artigo 366, deve lastrear-se no artigo 312 dele constante, e, a toda evidência, o fato de ter-se quadro a levar à suspensão do processo e do prazo prescricional não deságua, automaticamente, na custódia provisória. Provejo o recurso para afastá-la, devendo o recorrente informar ao Juízo o endereço no qual pode ser encontrado, atendendo aos chamamentos judiciais, comunicando possível transferência e adotando a postura que se aguarda do homem médio, do homem integrado à sociedade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936428. Supremo Tribunal Federal RHC 133833 / PR edital. Suspende-se o processo e o curso do prazo prescricional. A prisão preventiva, conforme consta do próprio artigo 366, deve lastrear-se no artigo 312 dele constante, e, a toda evidência, o fato de ter-se quadro a levar à suspensão do processo e do prazo prescricional não deságua, automaticamente, na custódia provisória. Provejo o recurso para afastá-la, devendo o recorrente informar ao Juízo o endereço no qual pode ser encontrado, atendendo aos chamamentos judiciais, comunicando possível transferência e adotando a postura que se aguarda do homem médio, do homem integrado à sociedade. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936428. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir vênia ao Ministro Marco Aurélio. Aqui o paciente foi beneficiado com liberdade provisória mediante o cumprimento de algumas condições, entre elas o dever de comparecer a juízo quando chamado. Ocorre que o paciente não mais foi encontrado, passando a estar em local incerto e não sabido. Diante disso, o magistrado não teve alternativa senão decretar a prisão preventiva do paciente para assegurar a aplicação da lei penal. Nós temos jurisprudência, na Turma, de que a segregação cautelar justifica-se para garantia da aplicação da lei penal quando o acusado, tendo conhecimento do processo, permanece foragido. Aqui, era um pouco mais do que isso. Ele foi posto em liberdade provisória com o compromisso, que não cumpriu. Portanto, acho que o Juiz agiu corretamente. Pedindo todas as vênias, estou negando provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15043224. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, eu vou pedir vênia ao Ministro Marco Aurélio. Aqui o paciente foi beneficiado com liberdade provisória mediante o cumprimento de algumas condições, entre elas o dever de comparecer a juízo quando chamado. Ocorre que o paciente não mais foi encontrado, passando a estar em local incerto e não sabido. Diante disso, o magistrado não teve alternativa senão decretar a prisão preventiva do paciente para assegurar a aplicação da lei penal. Nós temos jurisprudência, na Turma, de que a segregação cautelar justifica-se para garantia da aplicação da lei penal quando o acusado, tendo conhecimento do processo, permanece foragido. Aqui, era um pouco mais do que isso. Ele foi posto em liberdade provisória com o compromisso, que não cumpriu. Portanto, acho que o Juiz agiu corretamente. Pedindo todas as vênias, estou negando provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15043224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, trago aqui, da minha relatoria, o Habeas Corpus 104.934, no qual assentei que a fuga do distrito de culpa é dado conducente à decretação da prisão preventiva para garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal. Nego provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982800. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, trago aqui, da minha relatoria, o Habeas Corpus 104.934, no qual assentei que a fuga do distrito de culpa é dado conducente à decretação da prisão preventiva para garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal. Nego provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14982800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao Ministro Marco Aurélio. O recorrente ficou foragido por mais de três anos - agora, já há, inclusive, notícia de que foi preso no dia 19 de março. Eu acompanho a divergência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15054357. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (PRESIDENTE) - Eu também peço vênia ao Ministro Marco Aurélio. O recorrente ficou foragido por mais de três anos - agora, já há, inclusive, notícia de que foi preso no dia 19 de março. Eu acompanho a divergência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15054357. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO RECTE.(S) : JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE ADV.(A/S) : EDNA SOARES DA SILVA (109885/SP) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980020 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133.833 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. ROBERTO BARROSO RECTE.(S) : JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE ADV.(A/S) : EDNA SOARES DA SILVA (109885/SP) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Ministro Luís Roberto Barroso, Redator para o acórdão, vencido o Ministro Marco Aurélio, Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980020 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133 . 833", "RHC 133833 / PR", "RHC 133833 / PR", "RECURSO ORDINÁRIO", "processo n 0000360 - 29 . 2001 . 8 . 16 . 0017", "HABEAS CORPUS 133 . 833", "2001 .", "8", ".", "16", ".", "0017", "RHC 133833 / PR", "habeas corpus n 321 . 528 / PR", "RHC 133833 / PR", "habeas corpus n 321 . 528", "HABEAS CORPUS 133 . 833", "HABEAS CORPUS 133 . 833", "RHC 133833 / PR", "RHC", "RECURSO", "RECURSO", "Habeas Corpus 104 . 934", "Habeas Corpus 104 . 934", "RECURSO", "HABEAS CORPUS 133 . 833", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 133 . 833" ], "LEGISLACAO": [ "art . 109 , III , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 171 , cabeça", "artigo 366 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 171 , cabeça (", "artigo 366 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 109 , inciso III , do diploma penal", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 366 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "artigo 366 do Código de Processo Penal", "artigo 366 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 366 DO CÓDIGO DE PROCESSO", "artigo 366 do Código de Processo Penal", "artigo 366 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Terceira Vara Criminal do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Maringá / PR", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Terceira Vara Criminal do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Maringá / PR", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "EXTRATO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE", "EDNA SOARES DA SILVA", "Alexandre de Moraes", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE", "EDNA SOARES DA SILVA", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE", "EDNA SOARES DA SILVA", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE", "EDNA SOARES DA SILVA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "Chaves", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ ANTONIO DE ANDRADE", "EDNA SOARES DA SILVA", "Luís Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "26 de outubro de 2001", "12 de março de 2002", "15 de julho de 2011", "28 de novembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "26 de outubro de 2001", "12 de março de 2002", "15 de julho de 2011", "28 de novembro de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de maio de 2018", "19 de março de 2018", "28 de novembro de 2014", "7 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de maio de 2018", "19 de março de 2018", "28 de novembro de 2014", "7 de maio de 2018", "22", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "20 de outubro de 2012", "28 de novembro de 2014", "12 de março de 2002", "20 de outubro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "20 de outubro de 2012", "28 de novembro de 2014", "12 de março de 2002", "20 de outubro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "19 de março", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "19 de março", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) :GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ÂMBITO DOMÉSTICO) E TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. Prisão preventiva decretada forte na garantia da ordem pública, presentes as circunstâncias concretas reveladas nos autos. Precedentes. 2. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 22 a 28 de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680347. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) :GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental da decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o HC 399.613/PR. No presente agravo regimental, a Defesa reitera o argumento de inidoneidade da fundamentação da prisão preventiva. Requer o provimento do recurso, para concessão da ordem de habeas corpus. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680348. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) :GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental da decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o HC 399.613/PR. No presente agravo regimental, a Defesa reitera o argumento de inidoneidade da fundamentação da prisão preventiva. Requer o provimento do recurso, para concessão da ordem de habeas corpus. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: “(…). Extraio do ato dito coator: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ÂMBITO DOMÉSTICO) E TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA, PERICULOSIDADE SOCIAL DO PACIENTE E RISCO EFETIVO DE REITERAÇÃO DELITIVA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. AMEAÇAS AOS FAMILIARES DAS VÍTIMAS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. ORDEM DENEGADA. 1. Sabe-se que o ordenamento jurídico vigente traz a liberdade do indivíduo como regra. Desse modo, antes da confirmação da condenação pelo Tribunal de Justiça, a prisão revela-se cabível tão somente quando estiver concretamente comprovada a existência do periculum libertatis, sendo impossível o recolhimento de alguém ao cárcere caso mostrem-se inexistentes os pressupostos autorizadores da medida extrema, previstos na legislação processual penal. 2. Na espécie, a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: “(…). Extraio do ato dito coator: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ÂMBITO DOMÉSTICO) E TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA, PERICULOSIDADE SOCIAL DO PACIENTE E RISCO EFETIVO DE REITERAÇÃO DELITIVA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. AMEAÇAS AOS FAMILIARES DAS VÍTIMAS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. ORDEM DENEGADA. 1. Sabe-se que o ordenamento jurídico vigente traz a liberdade do indivíduo como regra. Desse modo, antes da confirmação da condenação pelo Tribunal de Justiça, a prisão revela-se cabível tão somente quando estiver concretamente comprovada a existência do periculum libertatis, sendo impossível o recolhimento de alguém ao cárcere caso mostrem-se inexistentes os pressupostos autorizadores da medida extrema, previstos na legislação processual penal. 2. Na espécie, a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 152165 AGR / PR momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingi-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal. Portanto, a prisão preventiva é necessária para a garantia da ordem pública – ante a gravidade concreta da conduta, a periculosidade social do paciente e o risco efetivo de reiteração delitiva – e para a conveniência da instrução criminal. 3. Ordem denegada.” Contra o ato apontado como coator, prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Diante da dicção constitucional não cabe a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 11.9.2012 e HC 104.045/RJ, de minha relatoria, DJe 06.9.2012). Além disso, não detecto constrangimento ilegal ou teratologia hábil à concessão da ordem de ofício. O magistrado de primeiro grau, ao decretar a prisão preventiva, verificou a existência dos indícios suficientes de autoria e da materialidade delitiva e enfatizou a necessidade da constrição para garantia da ordem pública ante ‘a gravidade concreta do delito, donde se demonstra a periculosidade do agente, a repercussão social do fato e o risco de reiteração delitiva’. Por seu turno, o Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da medida constritiva de liberdade, destacando que 'o modo de execução do delito, revelador da periculosidade do Paciente, constitui motivo idôneo para a manutenção da segregação. O modus operandi do crime praticado, de elevado grau de periculosidade e reprovabilidade da conduta do Paciente, por si só, já justifica o Decreto Preventivo’. O Superior Tribunal de Justiça ratificou as decisões anteriores, porquanto “a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal HC 152165 AGR / PR momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingi-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal. Portanto, a prisão preventiva é necessária para a garantia da ordem pública – ante a gravidade concreta da conduta, a periculosidade social do paciente e o risco efetivo de reiteração delitiva – e para a conveniência da instrução criminal. 3. Ordem denegada.” Contra o ato apontado como coator, prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Diante da dicção constitucional não cabe a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 11.9.2012 e HC 104.045/RJ, de minha relatoria, DJe 06.9.2012). Além disso, não detecto constrangimento ilegal ou teratologia hábil à concessão da ordem de ofício. O magistrado de primeiro grau, ao decretar a prisão preventiva, verificou a existência dos indícios suficientes de autoria e da materialidade delitiva e enfatizou a necessidade da constrição para garantia da ordem pública ante ‘a gravidade concreta do delito, donde se demonstra a periculosidade do agente, a repercussão social do fato e o risco de reiteração delitiva’. Por seu turno, o Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da medida constritiva de liberdade, destacando que 'o modo de execução do delito, revelador da periculosidade do Paciente, constitui motivo idôneo para a manutenção da segregação. O modus operandi do crime praticado, de elevado grau de periculosidade e reprovabilidade da conduta do Paciente, por si só, já justifica o Decreto Preventivo’. O Superior Tribunal de Justiça ratificou as decisões anteriores, porquanto “a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 152165 AGR / PR Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingí-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal”. Reputo adequada e necessária, na hipótese, a constrição cautelar do paciente para a garantia da ordem pública, porquanto fundamentada na gravidade concreta do delito e nos meios de execução do crime, a denotar a elevada reprovabilidade do fato. Se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo modus operandi, a periculosidade acentuada do agente, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, da minha lavra). (...). Ressalto, ainda, que a circunstância de o paciente ostentar primariedade e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC 108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 5.10.2011 e HC 106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 20.6.2011). Dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6º, e 319 do CPP). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1º, do RISTF)”. A Defesa se limita a repisar os argumentos da exordial do habeas corpus, a atrair a regra do art. 317, § 1º, do RISTF (A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada), o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal HC 152165 AGR / PR Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingí-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal”. Reputo adequada e necessária, na hipótese, a constrição cautelar do paciente para a garantia da ordem pública, porquanto fundamentada na gravidade concreta do delito e nos meios de execução do crime, a denotar a elevada reprovabilidade do fato. Se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo modus operandi, a periculosidade acentuada do agente, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, da minha lavra). (...). Ressalto, ainda, que a circunstância de o paciente ostentar primariedade e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC 108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 5.10.2011 e HC 106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 20.6.2011). Dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6º, e 319 do CPP). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1º, do RISTF)”. A Defesa se limita a repisar os argumentos da exordial do habeas corpus, a atrair a regra do art. 317, § 1º, do RISTF (A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada), o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 152165 AGR / PR que impede por si só o provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010. Como se observa, neguei seguimento ao habeas corpus forte na inexistência de flagrante ilegalidade a justificar eventual concessão da ordem, porquanto presentes os requisitos autorizadores. Revelam os autos que “Alceu e a vítima Márcia Aparecida Spitzner encontravam-se em fase de separação. No dia 1º de fevereiro de 2017, a vítima acompanhada de seus pais e de sua irmã, dirigiu-se até o imóvel em que residia com o investigado, objetivando buscar seus pertences pessoais. Na sequência, todos se dirigiram até a residência dos pais de Márcia, inclusive Alceu, e lá descarregaram os pertences da vítima. Por volta das 21h00min, Alceu se despediu dos presentes e se dirigiu até o seu veículo, ocasião em que, fazendo menção de que arrumaria o banco do automóvel, sacou de uma arma de fogo e apontou para a vítima Márcia dizendo: 'vou terminar o serviço que havia prometido', passando a efetuar disparos contra a ofendida e os demais que se encontravam presentes. Márcia foi alvejada por diversos disparos e veio a óbito. Emerson Vinharski, cunhado da vítima, foi atingido na perna esquerda, na altura do joelho”. O magistrado de primeiro grau, ao decretar a prisão preventiva, verificou a existência dos indícios suficientes de autoria e da materialidade delitiva e enfatizou a necessidade da constrição para garantia da ordem pública ante ‘a gravidade concreta do delito, donde se demonstra a periculosidade do agente, a repercussão social do fato e o risco de reiteração delitiva’. Ressalto que, em um juízo meramente cautelar, não se exige a prova plena da culpa em relação aos pressupostos da custódia preventiva, “mas de pleno convencimento quanto a existência de dados (informações) nesse sentido” (Eugênio Pacelli de Oliveira e Douglas Fischer, Comentários ao Código de Processo Penal e sua jurisprudência, 4ª ed. rev. e atual.; São Paulo: Atlas, 2012, p. 621). Por sua vez, a Corte Estadual ratificou o decreto prisional, tendo em vista 'o modo de execução do delito, revelador da periculosidade do Paciente, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal HC 152165 AGR / PR que impede por si só o provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010. Como se observa, neguei seguimento ao habeas corpus forte na inexistência de flagrante ilegalidade a justificar eventual concessão da ordem, porquanto presentes os requisitos autorizadores. Revelam os autos que “Alceu e a vítima Márcia Aparecida Spitzner encontravam-se em fase de separação. No dia 1º de fevereiro de 2017, a vítima acompanhada de seus pais e de sua irmã, dirigiu-se até o imóvel em que residia com o investigado, objetivando buscar seus pertences pessoais. Na sequência, todos se dirigiram até a residência dos pais de Márcia, inclusive Alceu, e lá descarregaram os pertences da vítima. Por volta das 21h00min, Alceu se despediu dos presentes e se dirigiu até o seu veículo, ocasião em que, fazendo menção de que arrumaria o banco do automóvel, sacou de uma arma de fogo e apontou para a vítima Márcia dizendo: 'vou terminar o serviço que havia prometido', passando a efetuar disparos contra a ofendida e os demais que se encontravam presentes. Márcia foi alvejada por diversos disparos e veio a óbito. Emerson Vinharski, cunhado da vítima, foi atingido na perna esquerda, na altura do joelho”. O magistrado de primeiro grau, ao decretar a prisão preventiva, verificou a existência dos indícios suficientes de autoria e da materialidade delitiva e enfatizou a necessidade da constrição para garantia da ordem pública ante ‘a gravidade concreta do delito, donde se demonstra a periculosidade do agente, a repercussão social do fato e o risco de reiteração delitiva’. Ressalto que, em um juízo meramente cautelar, não se exige a prova plena da culpa em relação aos pressupostos da custódia preventiva, “mas de pleno convencimento quanto a existência de dados (informações) nesse sentido” (Eugênio Pacelli de Oliveira e Douglas Fischer, Comentários ao Código de Processo Penal e sua jurisprudência, 4ª ed. rev. e atual.; São Paulo: Atlas, 2012, p. 621). Por sua vez, a Corte Estadual ratificou o decreto prisional, tendo em vista 'o modo de execução do delito, revelador da periculosidade do Paciente, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 152165 AGR / PR constitui motivo idôneo para a manutenção da segregação. O modus operandi do crime praticado, de elevado grau de periculosidade e reprovabilidade da conduta do Paciente, por si só, já justifica o Decreto Preventivo’. Nessa linha, o Superior Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da medida constritiva de liberdade, porquanto “a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingi-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal”. A constrição cautelar do paciente se mostra adequada e necessária para a garantia da ordem pública, porquanto fundamentada na gravidade concreta do delito e nos meios de execução do crime, a denotar a elevada reprovabilidade do fato. Repiso que, se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo modus operandi, a periculosidade acentuada do agente, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, da minha lavra). Destaco precedentes: RHC 126.967-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 12.5.2015; HC 117.171/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 25.9.2013; HC 117.090/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 04.9.2013; HC 105.043/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 06.5.2011; RHC 116.944/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 03.10.2013; HC 114.178/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 20.8.2013; e HC 124.223/MG, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 20.11.2014. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal HC 152165 AGR / PR constitui motivo idôneo para a manutenção da segregação. O modus operandi do crime praticado, de elevado grau de periculosidade e reprovabilidade da conduta do Paciente, por si só, já justifica o Decreto Preventivo’. Nessa linha, o Superior Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da medida constritiva de liberdade, porquanto “a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingi-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal”. A constrição cautelar do paciente se mostra adequada e necessária para a garantia da ordem pública, porquanto fundamentada na gravidade concreta do delito e nos meios de execução do crime, a denotar a elevada reprovabilidade do fato. Repiso que, se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo modus operandi, a periculosidade acentuada do agente, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, da minha lavra). Destaco precedentes: RHC 126.967-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 12.5.2015; HC 117.171/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 25.9.2013; HC 117.090/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 04.9.2013; HC 105.043/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 06.5.2011; RHC 116.944/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 03.10.2013; HC 114.178/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 20.8.2013; e HC 124.223/MG, Rel. Min. Teori Zavascki, 2ª Turma, DJe 20.11.2014. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 152165 AGR / PR A circunstância de o paciente ostentar primariedade e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC 108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 5.10.2011 e HC 106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 20.6.2011). Reafirmo, por fim, que, dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6º, e 319 do CPP). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal HC 152165 AGR / PR A circunstância de o paciente ostentar primariedade e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC 108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 5.10.2011 e HC 106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 20.6.2011). Reafirmo, por fim, que, dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6º, e 319 do CPP). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) :GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747635287. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) :GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747635287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) : GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA (47286/PR, 294857/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735094 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) : GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA (47286/PR, 294857/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735094 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747854386
2018-06-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ÂMBITO DOMÉSTICO) E TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. Prisão preventiva decretada forte na garantia da ordem pública, presentes as circunstâncias concretas reveladas nos autos. Precedentes. 2. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur388246
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO CAUTELAR, FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA) HC 105043 (1ªT), HC 105585 (1ªT), HC 112364 AgR (1ªT), HC 112763 (1ªT), HC 114178 (2ªT), RHC 116944 (1ªT), HC 117090 (2ªT), RHC 117171 (1ªT), HC 124223 (2ªT), RHC 126967 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 10/08/2018, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
152165
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00282 PAR-00006 ART-00319\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 152165 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) : GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) :GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ÂMBITO DOMÉSTICO) E TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. Prisão preventiva decretada forte na garantia da ordem pública, presentes as circunstâncias concretas reveladas nos autos. Precedentes. 2. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 22 a 28 de junho de 2018, na conformidade da ata do julgamento. Vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680347. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) :GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental da decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o HC 399.613/PR. No presente agravo regimental, a Defesa reitera o argumento de inidoneidade da fundamentação da prisão preventiva. Requer o provimento do recurso, para concessão da ordem de habeas corpus. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680348. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) :GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental da decisão de minha lavra em que neguei seguimento ao writ impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, que denegou o HC 399.613/PR. No presente agravo regimental, a Defesa reitera o argumento de inidoneidade da fundamentação da prisão preventiva. Requer o provimento do recurso, para concessão da ordem de habeas corpus. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680348. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: “(…). Extraio do ato dito coator: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ÂMBITO DOMÉSTICO) E TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA, PERICULOSIDADE SOCIAL DO PACIENTE E RISCO EFETIVO DE REITERAÇÃO DELITIVA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. AMEAÇAS AOS FAMILIARES DAS VÍTIMAS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. ORDEM DENEGADA. 1. Sabe-se que o ordenamento jurídico vigente traz a liberdade do indivíduo como regra. Desse modo, antes da confirmação da condenação pelo Tribunal de Justiça, a prisão revela-se cabível tão somente quando estiver concretamente comprovada a existência do periculum libertatis, sendo impossível o recolhimento de alguém ao cárcere caso mostrem-se inexistentes os pressupostos autorizadores da medida extrema, previstos na legislação processual penal. 2. Na espécie, a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber - (Relatora): O presente agravo regimental objetiva rever decisão em que neguei seguimento ao writ aos seguintes fundamentos: “(…). Extraio do ato dito coator: “HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ÂMBITO DOMÉSTICO) E TENTATIVA DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. GRAVIDADE CONCRETA DA CONDUTA, PERICULOSIDADE SOCIAL DO PACIENTE E RISCO EFETIVO DE REITERAÇÃO DELITIVA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. AMEAÇAS AOS FAMILIARES DAS VÍTIMAS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. ORDEM DENEGADA. 1. Sabe-se que o ordenamento jurídico vigente traz a liberdade do indivíduo como regra. Desse modo, antes da confirmação da condenação pelo Tribunal de Justiça, a prisão revela-se cabível tão somente quando estiver concretamente comprovada a existência do periculum libertatis, sendo impossível o recolhimento de alguém ao cárcere caso mostrem-se inexistentes os pressupostos autorizadores da medida extrema, previstos na legislação processual penal. 2. Na espécie, a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 152165 AGR / PR momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingi-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal. Portanto, a prisão preventiva é necessária para a garantia da ordem pública – ante a gravidade concreta da conduta, a periculosidade social do paciente e o risco efetivo de reiteração delitiva – e para a conveniência da instrução criminal. 3. Ordem denegada.” Contra o ato apontado como coator, prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Diante da dicção constitucional não cabe a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 11.9.2012 e HC 104.045/RJ, de minha relatoria, DJe 06.9.2012). Além disso, não detecto constrangimento ilegal ou teratologia hábil à concessão da ordem de ofício. O magistrado de primeiro grau, ao decretar a prisão preventiva, verificou a existência dos indícios suficientes de autoria e da materialidade delitiva e enfatizou a necessidade da constrição para garantia da ordem pública ante ‘a gravidade concreta do delito, donde se demonstra a periculosidade do agente, a repercussão social do fato e o risco de reiteração delitiva’. Por seu turno, o Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da medida constritiva de liberdade, destacando que 'o modo de execução do delito, revelador da periculosidade do Paciente, constitui motivo idôneo para a manutenção da segregação. O modus operandi do crime praticado, de elevado grau de periculosidade e reprovabilidade da conduta do Paciente, por si só, já justifica o Decreto Preventivo’. O Superior Tribunal de Justiça ratificou as decisões anteriores, porquanto “a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal HC 152165 AGR / PR momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingi-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal. Portanto, a prisão preventiva é necessária para a garantia da ordem pública – ante a gravidade concreta da conduta, a periculosidade social do paciente e o risco efetivo de reiteração delitiva – e para a conveniência da instrução criminal. 3. Ordem denegada.” Contra o ato apontado como coator, prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, a). Diante da dicção constitucional não cabe a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo (HC 109.956/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 11.9.2012 e HC 104.045/RJ, de minha relatoria, DJe 06.9.2012). Além disso, não detecto constrangimento ilegal ou teratologia hábil à concessão da ordem de ofício. O magistrado de primeiro grau, ao decretar a prisão preventiva, verificou a existência dos indícios suficientes de autoria e da materialidade delitiva e enfatizou a necessidade da constrição para garantia da ordem pública ante ‘a gravidade concreta do delito, donde se demonstra a periculosidade do agente, a repercussão social do fato e o risco de reiteração delitiva’. Por seu turno, o Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da medida constritiva de liberdade, destacando que 'o modo de execução do delito, revelador da periculosidade do Paciente, constitui motivo idôneo para a manutenção da segregação. O modus operandi do crime praticado, de elevado grau de periculosidade e reprovabilidade da conduta do Paciente, por si só, já justifica o Decreto Preventivo’. O Superior Tribunal de Justiça ratificou as decisões anteriores, porquanto “a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 152165 AGR / PR Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingí-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal”. Reputo adequada e necessária, na hipótese, a constrição cautelar do paciente para a garantia da ordem pública, porquanto fundamentada na gravidade concreta do delito e nos meios de execução do crime, a denotar a elevada reprovabilidade do fato. Se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo modus operandi, a periculosidade acentuada do agente, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, da minha lavra). (...). Ressalto, ainda, que a circunstância de o paciente ostentar primariedade e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC 108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 5.10.2011 e HC 106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 20.6.2011). Dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6..., e 319 do CPP). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1..., do RISTF)”. A Defesa se limita a repisar os argumentos da exordial do habeas corpus, a atrair a regra do art. 317, § 1..., do RISTF (A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada), o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal HC 152165 AGR / PR Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingí-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal”. Reputo adequada e necessária, na hipótese, a constrição cautelar do paciente para a garantia da ordem pública, porquanto fundamentada na gravidade concreta do delito e nos meios de execução do crime, a denotar a elevada reprovabilidade do fato. Se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo modus operandi, a periculosidade acentuada do agente, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, da minha lavra). (...). Ressalto, ainda, que a circunstância de o paciente ostentar primariedade e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC 108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 5.10.2011 e HC 106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 20.6.2011). Dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6..., e 319 do CPP). Ante o exposto, nego seguimento ao presente habeas corpus (art. 21, § 1..., do RISTF)”. A Defesa se limita a repisar os argumentos da exordial do habeas corpus, a atrair a regra do art. 317, § 1..., do RISTF (A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada), o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 152165 AGR / PR que impede por si só o provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010. Como se observa, neguei seguimento ao habeas corpus forte na inexistência de flagrante ilegalidade a justificar eventual concessão da ordem, porquanto presentes os requisitos autorizadores. Revelam os autos que “Alceu e a vítima Márcia Aparecida Spitzner encontravam-se em fase de separação. No dia 1... de fevereiro de 2017, a vítima acompanhada de seus pais e de sua irmã, dirigiu-se até o imóvel em que residia com o investigado, objetivando buscar seus pertences pessoais. Na sequência, todos se dirigiram até a residência dos pais de Márcia, inclusive Alceu, e lá descarregaram os pertences da vítima. Por volta das 21h00min, Alceu se despediu dos presentes e se dirigiu até o seu veículo, ocasião em que, fazendo menção de que arrumaria o banco do automóvel, sacou de uma arma de fogo e apontou para a vítima Márcia dizendo: 'vou terminar o serviço que havia prometido', passando a efetuar disparos contra a ofendida e os demais que se encontravam presentes. Márcia foi alvejada por diversos disparos e veio a óbito. Emerson Vinharski, cunhado da vítima, foi atingido na perna esquerda, na altura do joelho”. O magistrado de primeiro grau, ao decretar a prisão preventiva, verificou a existência dos indícios suficientes de autoria e da materialidade delitiva e enfatizou a necessidade da constrição para garantia da ordem pública ante ‘a gravidade concreta do delito, donde se demonstra a periculosidade do agente, a repercussão social do fato e o risco de reiteração delitiva’. Ressalto que, em um juízo meramente cautelar, não se exige a prova plena da culpa em relação aos pressupostos da custódia preventiva, “mas de pleno convencimento quanto a existência de dados (informações) nesse sentido” (Eugênio Pacelli de Oliveira e Douglas Fischer, Comentários ao Código de Processo Penal e sua jurisprudência, 4... ed. rev. e atual.; São Paulo: Atlas, 2012, p. 621). Por sua vez, a Corte Estadual ratificou o decreto prisional, tendo em vista 'o modo de execução do delito, revelador da periculosidade do Paciente, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal HC 152165 AGR / PR que impede por si só o provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010. Como se observa, neguei seguimento ao habeas corpus forte na inexistência de flagrante ilegalidade a justificar eventual concessão da ordem, porquanto presentes os requisitos autorizadores. Revelam os autos que “Alceu e a vítima Márcia Aparecida Spitzner encontravam-se em fase de separação. No dia 1... de fevereiro de 2017, a vítima acompanhada de seus pais e de sua irmã, dirigiu-se até o imóvel em que residia com o investigado, objetivando buscar seus pertences pessoais. Na sequência, todos se dirigiram até a residência dos pais de Márcia, inclusive Alceu, e lá descarregaram os pertences da vítima. Por volta das 21h00min, Alceu se despediu dos presentes e se dirigiu até o seu veículo, ocasião em que, fazendo menção de que arrumaria o banco do automóvel, sacou de uma arma de fogo e apontou para a vítima Márcia dizendo: 'vou terminar o serviço que havia prometido', passando a efetuar disparos contra a ofendida e os demais que se encontravam presentes. Márcia foi alvejada por diversos disparos e veio a óbito. Emerson Vinharski, cunhado da vítima, foi atingido na perna esquerda, na altura do joelho”. O magistrado de primeiro grau, ao decretar a prisão preventiva, verificou a existência dos indícios suficientes de autoria e da materialidade delitiva e enfatizou a necessidade da constrição para garantia da ordem pública ante ‘a gravidade concreta do delito, donde se demonstra a periculosidade do agente, a repercussão social do fato e o risco de reiteração delitiva’. Ressalto que, em um juízo meramente cautelar, não se exige a prova plena da culpa em relação aos pressupostos da custódia preventiva, “mas de pleno convencimento quanto a existência de dados (informações) nesse sentido” (Eugênio Pacelli de Oliveira e Douglas Fischer, Comentários ao Código de Processo Penal e sua jurisprudência, 4... ed. rev. e atual.; São Paulo: Atlas, 2012, p. 621). Por sua vez, a Corte Estadual ratificou o decreto prisional, tendo em vista 'o modo de execução do delito, revelador da periculosidade do Paciente, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 152165 AGR / PR constitui motivo idôneo para a manutenção da segregação. O modus operandi do crime praticado, de elevado grau de periculosidade e reprovabilidade da conduta do Paciente, por si só, já justifica o Decreto Preventivo’. Nessa linha, o Superior Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da medida constritiva de liberdade, porquanto “a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingi-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal”. A constrição cautelar do paciente se mostra adequada e necessária para a garantia da ordem pública, porquanto fundamentada na gravidade concreta do delito e nos meios de execução do crime, a denotar a elevada reprovabilidade do fato. Repiso que, se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo modus operandi, a periculosidade acentuada do agente, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, da minha lavra). Destaco precedentes: RHC 126.967-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 12.5.2015; HC 117.171/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 25.9.2013; HC 117.090/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 04.9.2013; HC 105.043/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 06.5.2011; RHC 116.944/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 03.10.2013; HC 114.178/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 20.8.2013; e HC 124.223/MG, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 20.11.2014. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal HC 152165 AGR / PR constitui motivo idôneo para a manutenção da segregação. O modus operandi do crime praticado, de elevado grau de periculosidade e reprovabilidade da conduta do Paciente, por si só, já justifica o Decreto Preventivo’. Nessa linha, o Superior Tribunal de Justiça subscreveu a necessidade da medida constritiva de liberdade, porquanto “a prisão preventiva foi decretada notadamente em razão da periculosidade social do paciente e da gravidade concreta dos delitos – extraídas do modus operandi da conduta, marcado, segundo o Magistrado de piso, pela frieza e possível premeditação –, bem como em virtude do risco efetivo de reiteração delitiva, ante as ameaças de morte dirigidas aos familiares das vítimas, os quais, inclusive, estavam presentes no momento dos disparos que, segundo relato, também visavam atingi-los. Aliás, não há como se olvidar que as aludidas ameaças acabam por exigir a custódia cautelar do paciente também para a conveniência da instrução criminal, por configurarem repudiada tentativa de obstrução da colheita da prova, sobretudo a testemunhal”. A constrição cautelar do paciente se mostra adequada e necessária para a garantia da ordem pública, porquanto fundamentada na gravidade concreta do delito e nos meios de execução do crime, a denotar a elevada reprovabilidade do fato. Repiso que, se as circunstâncias concretas da prática delitiva indicam, pelo modus operandi, a periculosidade acentuada do agente, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria, à luz do art. 312 do CPP (v.g. HC 105.585/SP, HC 112.763/MG e HC 112.364 AgR/DF, da minha lavra). Destaco precedentes: RHC 126.967-AgR/SC, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 12.5.2015; HC 117.171/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 25.9.2013; HC 117.090/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 04.9.2013; HC 105.043/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 06.5.2011; RHC 116.944/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 03.10.2013; HC 114.178/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 20.8.2013; e HC 124.223/MG, Rel. Min. Teori Zavascki, 2... Turma, DJe 20.11.2014. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 152165 AGR / PR A circunstância de o paciente ostentar primariedade e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC 108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 5.10.2011 e HC 106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 20.6.2011). Reafirmo, por fim, que, dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6..., e 319 do CPP). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Supremo Tribunal Federal HC 152165 AGR / PR A circunstância de o paciente ostentar primariedade e bons antecedentes não constitui óbice à decretação ou manutenção da prisão preventiva, desde que preenchidos os pressupostos e requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal (HC 108.314/MA, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 5.10.2011 e HC 106.816/PE, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 20.6.2011). Reafirmo, por fim, que, dada a necessidade da constrição cautelar do paciente, carece de plausibilidade jurídica o pleito defensivo de aplicação das medidas cautelares diversas da prisão (arts. 282, § 6..., e 319 do CPP). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747680349. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) :GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747635287. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) :GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747635287. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) : GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA (47286/PR, 294857/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735094 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 152.165 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ALCEU XAVIER DE LIMA ADV.(A/S) : GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA (47286/PR, 294857/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735094 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 152 . 165", "HC 399 . 613 / PR", "HC 399 . 613 / PR", "HABEAS CORPUS 152 . 165", "HABEAS CORPUS 152 . 165", "HC 152165 AGR / PR", "HC 109 . 956 / PR", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 152165 AGR / PR", "HC 109 . 956 / PR", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 152165 AGR / PR", "HC 105 . 585 / SP", "HC 112 . 763 / MG", "HC 112 . 364 AgR / DF", "HC 108 . 314 / MA", "HC 106 . 816 / PE", "HC 152165 AGR / PR", "HC 105 . 585 / SP", "HC 112 . 763 / MG", "HC 112 . 364 AgR / DF", "HC 108 . 314 / MA", "HC 106 . 816 / PE", "HC 152165 AGR / PR", "AI", "-", "AgR 699 . 776 / RS", "HC", "-", "AgR 97 . 742 / PI", "HC 152165 AGR / PR", "AI", "-", "AgR 699 . 776 / RS", "HC", "-", "AgR 97 . 742 / PI", "HC 152165 AGR / PR", "HC 105 . 585 / SP", "HC 112 . 763 / MG", "HC 112 . 364 AgR / DF", "RHC 126 . 967 - AgR / SC", "HC 117 . 171 / SP", "HC 117 . 090 / SP", "HC 105 . 043 / SP", "RHC 116 . 944 / DF", "HC 114 . 178 / MG", "HC 124 . 223 / MG", "HC 152165 AGR / PR", "HC 105 . 585 / SP", "HC 112 . 763 / MG", "HC 112 . 364 AgR / DF", "RHC 126 . 967 - AgR / SC", "HC 117 . 171 / SP", "HC 117 . 090 / SP", "HC 105 . 043 / SP", "RHC 116 . 944 / DF", "HC 114 . 178 / MG", "HC 124 . 223 / MG", "HC 152165 AGR / PR", "HC 108 . 314 / MA", "HC 106 . 816 / PE", "HC 152165 AGR / PR", "HC 108 . 314 / MA", "HC 106 . 816 / PE", "HABEAS CORPUS 152 . 165", "HABEAS CORPUS 152 . 165", "HABEAS CORPUS 152 . 165" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do CPP", "art . 312 do Código de Processo Penal", "arts . 282 , § 6 . . . , e 319 do CPP", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do CPP", "art . 312 do Código de Processo Penal", "arts . 282 , § 6 . . . , e 319 do CPP", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 .", "art . 312 do Código de Processo Penal", "arts . 282 , § 6 . . . , e 319 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "arts . 282 , § 6 . . . , e 319 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "São Paulo", "São Paulo", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ". . Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", "Atlas", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "Atlas", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "2", ".", "1", ".", "2", ".", ".", "1", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ALCEU XAVIER DE LIMA", "GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ALCEU XAVIER DE LIMA", "GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA", "Rosa Weber", "Cláudia Sampaio Marques", "ROSA WEBER", "ALCEU XAVIER DE LIMA", "GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA", "Rosa Weber", "Cláudia Sampaio Marques", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Alceu", "Márcia Aparecida Spitzner", "Márcia", "Alceu", "Alceu", "Márcia", "Márcia", "Emerson Vinharski", "Eugênio Pacelli de Oliveira", "Douglas Fischer", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Alceu", "Márcia Aparecida Spitzner", "Márcia", "Alceu", "Alceu", "Márcia", "Márcia", "Emerson Vinharski", "Eugênio Pacelli de Oliveira", "Douglas Fischer", "ROSA WEBER", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "ALCEU XAVIER DE LIMA", "GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "ALCEU XAVIER DE LIMA", "GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "ALCEU XAVIER DE LIMA", "GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "ALCEU XAVIER DE LIMA", "GESSIVALDO OLIVEIRA MAIA", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "22", "28 de junho de 2018", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "9", ".", "2012", "06", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "9", ".", "2012", "06", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2011", "20", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2011", "20", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "5", ".", "2", ".", "2010", "1", ".", ". . de fevereiro de 2017", "2012", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "5", ".", "2", ".", "2010", "1", ". . . de fevereiro de 2017", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "5", ".", "2015", "25", ".", "9", ".", "2013", "04", ".", "9", ".", "2013", "06", ".", "5", ".", "2011", "03", ".", "10", ".", "2013", "20", ".", "8", ".", "2013", "20", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "5", ".", "2015", "25", ".", "9", ".", "2013", "04", ".", "9", ".", "2013", "06", ".", "5", ".", "2011", "03", ".", "10", ".", "2013", "20", ".", "8", ".", "2013", "20", ".", "11", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2011", "20", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "10", ".", "2011", "20", ".", "6", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVAN CARLOS REGINA ADV.(A/S) :EDISON GALLO ADV.(A/S) :ELIANA CERVADIO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS INATIVOS. REAJUSTE DE GRATIFICAÇÕES E VERBAS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios em 1%, percentual que se soma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864952. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1093942 AGR / SP ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864952. Supremo Tribunal Federal ARE 1093942 AGR / SP ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e com aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864952. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVAN CARLOS REGINA ADV.(A/S) :EDISON GALLO ADV.(A/S) :ELIANA CERVADIO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 1º.3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Ivan Carlos Regina com fundamento na ausência de ofensa constitucional direta. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.3.2018, Ivan Carlos Regina interpôs agravo regimental tempestivamente (doc. 98). 3. O agravante alega que “se pode observar referência à violação a um suposto direito adquirido em favor das ora recorridas, de modo que a causa foi decidida exclusivamente com base na alegada violação ao princípio constitucional presente no art. 5º, XXXVI, da Carta Magna” (sic, fl. 3, doc. 7). Argumenta ser “inegável a ocorrência de ofensa à matéria constitucional direta, e porquanto, presente o requisito intrínseco necessário ao conhecimento do Recurso Excepcional” (fl. 5, doc. 99). Requer “o recebimento e o regular processamento do presente Agravo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864953. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVAN CARLOS REGINA ADV.(A/S) :EDISON GALLO ADV.(A/S) :ELIANA CERVADIO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 1º.3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Ivan Carlos Regina com fundamento na ausência de ofensa constitucional direta. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.3.2018, Ivan Carlos Regina interpôs agravo regimental tempestivamente (doc. 98). 3. O agravante alega que “se pode observar referência à violação a um suposto direito adquirido em favor das ora recorridas, de modo que a causa foi decidida exclusivamente com base na alegada violação ao princípio constitucional presente no art. 5º, XXXVI, da Carta Magna” (sic, fl. 3, doc. 7). Argumenta ser “inegável a ocorrência de ofensa à matéria constitucional direta, e porquanto, presente o requisito intrínseco necessário ao conhecimento do Recurso Excepcional” (fl. 5, doc. 99). Requer “o recebimento e o regular processamento do presente Agravo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1093942 AGR / SP para cumpridas as formalidades legais, ao mesmo seja dado provimento, para fins de ser cassado o r. despacho objurgado, e admitido o apelo extremo interposto, e por conseguinte lhe seja dado provimento e reformada a r. Decisão agravada, ordenando, ainda, o prosseguimento do Recurso de Agravo em Recurso Extraordinário nº 1.093.942 na forma legal, por ser medida da mais lídima JUSTIÇA!“ (sic, fl. 9, doc. 99). 4. Em 13.3.2018, determinou-se a manifestação dos agravados sobre este recurso (doc. 101), que apresentaram contrarrazões (doc. 106). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864953. Supremo Tribunal Federal ARE 1093942 AGR / SP para cumpridas as formalidades legais, ao mesmo seja dado provimento, para fins de ser cassado o r. despacho objurgado, e admitido o apelo extremo interposto, e por conseguinte lhe seja dado provimento e reformada a r. Decisão agravada, ordenando, ainda, o prosseguimento do Recurso de Agravo em Recurso Extraordinário nº 1.093.942 na forma legal, por ser medida da mais lídima JUSTIÇA!“ (sic, fl. 9, doc. 99). 4. Em 13.3.2018, determinou-se a manifestação dos agravados sobre este recurso (doc. 101), que apresentaram contrarrazões (doc. 106). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “Analisando os presentes autos, verifico a ocorrência da decadência do direito da parte autora pleitear a complementação à sua aposentadoria. Relativamente à decadência, cumpre referir que tal instituto foi previsto pela primeira vez em nosso ordenamento jurídico quando do advento da Media Provisória nº 1.523-9/97, com início de vigência em 28/06/1997, posteriormente convertida na Lei nº 9.528/97, que modificou o texto do artigo 103 da Lei nº 8.213/91. Sendo assim, tendo em vista a edição da Lei nº 8.186 no ano de 1991, o prazo decadencial de dez anos deve ser contado da data em que entrou em vigor a norma fixando o prazo decadencial decenal, qual seja, 28/06/1997, de modo que o direito do segurado de pleitear a complementação prevista naquele diploma legal expiraria em 28/06/2007. (…) Em tendo sido a presente demanda proposta em 23/05/2012, ou seja, após junho de 2007, não há como não se reconhecer a decadência do direito da parte autora. Recentemente, ao julgar o RE 626.489/SE, sob regime de repercussão geral, o Plenário do E. Supremo Tribunal Federal, tendo por relator o Min. Roberto Barroso (j. 16/10/2013), considerou constitucional a aplicação da Medida Provisória nº 1.523-9 aos benefícios anteriores a 28/06/1997, pois, ademais os imperativos de justiça e segurança jurídica, o regime geral de previdência social seria um sistema de seguro, no modelo de repartição simples, a significar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “Analisando os presentes autos, verifico a ocorrência da decadência do direito da parte autora pleitear a complementação à sua aposentadoria. Relativamente à decadência, cumpre referir que tal instituto foi previsto pela primeira vez em nosso ordenamento jurídico quando do advento da Media Provisória nº 1.523-9/97, com início de vigência em 28/06/1997, posteriormente convertida na Lei nº 9.528/97, que modificou o texto do artigo 103 da Lei nº 8.213/91. Sendo assim, tendo em vista a edição da Lei nº 8.186 no ano de 1991, o prazo decadencial de dez anos deve ser contado da data em que entrou em vigor a norma fixando o prazo decadencial decenal, qual seja, 28/06/1997, de modo que o direito do segurado de pleitear a complementação prevista naquele diploma legal expiraria em 28/06/2007. (…) Em tendo sido a presente demanda proposta em 23/05/2012, ou seja, após junho de 2007, não há como não se reconhecer a decadência do direito da parte autora. Recentemente, ao julgar o RE 626.489/SE, sob regime de repercussão geral, o Plenário do E. Supremo Tribunal Federal, tendo por relator o Min. Roberto Barroso (j. 16/10/2013), considerou constitucional a aplicação da Medida Provisória nº 1.523-9 aos benefícios anteriores a 28/06/1997, pois, ademais os imperativos de justiça e segurança jurídica, o regime geral de previdência social seria um sistema de seguro, no modelo de repartição simples, a significar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1093942 AGR / SP necessidade de diluição de todas as despesas entre os segurados, com base na solidariedade. Com isso, denotada a maior a interdependência entre os envolvidos, é natural estipular prazo para a revisão dos atos de concessão, de modo a conciliar os interesses individuais com o imperativo de manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial do sistema. Ante o exposto, decreto, de ofício, a decadência do pedido, razão pela qual extingo o feito com resolução de mérito, a teor do prescrito pelo artigo 269, IV, do Código de Processo Civil” (doc. 57). Como posto na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os julgados a seguir: “Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE PENSÃO. EX-FERROVIÁRIO DA REDE FERROVIÁRIA FEDERAL – RFFSA. OFENSA INDIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA. I – O o exame da questão constitucional não prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, o que afasta a possibilidade de reconhecimento do requisito constitucional da repercussão geral. II – Repercussão geral inexistente” (RE n. 675.608- RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandwski, DJe 27.4.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSIONISTAS DA FEPASA. REVISÃO DE PENSÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DEPROVAS E DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Supremo Tribunal Federal ARE 1093942 AGR / SP necessidade de diluição de todas as despesas entre os segurados, com base na solidariedade. Com isso, denotada a maior a interdependência entre os envolvidos, é natural estipular prazo para a revisão dos atos de concessão, de modo a conciliar os interesses individuais com o imperativo de manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial do sistema. Ante o exposto, decreto, de ofício, a decadência do pedido, razão pela qual extingo o feito com resolução de mérito, a teor do prescrito pelo artigo 269, IV, do Código de Processo Civil” (doc. 57). Como posto na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os julgados a seguir: “Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE PENSÃO. EX-FERROVIÁRIO DA REDE FERROVIÁRIA FEDERAL – RFFSA. OFENSA INDIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA. I – O o exame da questão constitucional não prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, o que afasta a possibilidade de reconhecimento do requisito constitucional da repercussão geral. II – Repercussão geral inexistente” (RE n. 675.608- RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandwski, DJe 27.4.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSIONISTAS DA FEPASA. REVISÃO DE PENSÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DEPROVAS E DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1093942 AGR / SP QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 917.936, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 23.2.2016). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS NS. 954/2003 E 1.012/2007. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 813.173-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.8.2014). “EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PAGA PELO ESTADO DE SÃO PAULO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 954/2003. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.3.2008. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n. 732.779-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 1º.8.2013). 3. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Supremo Tribunal Federal ARE 1093942 AGR / SP QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 917.936, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 23.2.2016). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS NS. 954/2003 E 1.012/2007. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 813.173-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.8.2014). “EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PAGA PELO ESTADO DE SÃO PAULO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 954/2003. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.3.2008. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n. 732.779-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 1º.8.2013). 3. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1093942 AGR / SP parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Supremo Tribunal Federal ARE 1093942 AGR / SP parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IVAN CARLOS REGINA ADV.(A/S) : EDISON GALLO (24843/SP) ADV.(A/S) : ELIANA CERVADIO (162594/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682427 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IVAN CARLOS REGINA ADV.(A/S) : EDISON GALLO (24843/SP) ADV.(A/S) : ELIANA CERVADIO (162594/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682427 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747870600
2018-06-29T00:00:00
2018-08-07T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS INATIVOS. REAJUSTE DE GRATIFICAÇÕES E VERBAS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur388385
- Acórdão(s) citado(s): (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) AI 732779 AgR (1ªT), RE 675608 RG, ARE 813173 AgR (2ªT), ARE 917936 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 17/08/2018, BMP.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
1093942
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1093942 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : IVAN CARLOS REGINA ADV.(A/S) : EDISON GALLO ADV.(A/S) : ELIANA CERVADIO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVAN CARLOS REGINA ADV.(A/S) :EDISON GALLO ADV.(A/S) :ELIANA CERVADIO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS INATIVOS. REAJUSTE DE GRATIFICAÇÕES E VERBAS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com majoração dos honorários advocatícios em 1%, percentual que se soma Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864952. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1093942 AGR / SP ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864952. Supremo Tribunal Federal ARE 1093942 AGR / SP ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e com aplicação da multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864952. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVAN CARLOS REGINA ADV.(A/S) :EDISON GALLO ADV.(A/S) :ELIANA CERVADIO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 1....3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Ivan Carlos Regina com fundamento na ausência de ofensa constitucional direta. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.3.2018, Ivan Carlos Regina interpôs agravo regimental tempestivamente (doc. 98). 3. O agravante alega que “se pode observar referência à violação a um suposto direito adquirido em favor das ora recorridas, de modo que a causa foi decidida exclusivamente com base na alegada violação ao princípio constitucional presente no art. 5..., XXXVI, da Carta Magna” (sic, fl. 3, doc. 7). Argumenta ser “inegável a ocorrência de ofensa à matéria constitucional direta, e porquanto, presente o requisito intrínseco necessário ao conhecimento do Recurso Excepcional” (fl. 5, doc. 99). Requer “o recebimento e o regular processamento do presente Agravo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864953. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IVAN CARLOS REGINA ADV.(A/S) :EDISON GALLO ADV.(A/S) :ELIANA CERVADIO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 1....3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Ivan Carlos Regina com fundamento na ausência de ofensa constitucional direta. 2. Publicada essa decisão no DJe de 6.3.2018, Ivan Carlos Regina interpôs agravo regimental tempestivamente (doc. 98). 3. O agravante alega que “se pode observar referência à violação a um suposto direito adquirido em favor das ora recorridas, de modo que a causa foi decidida exclusivamente com base na alegada violação ao princípio constitucional presente no art. 5..., XXXVI, da Carta Magna” (sic, fl. 3, doc. 7). Argumenta ser “inegável a ocorrência de ofensa à matéria constitucional direta, e porquanto, presente o requisito intrínseco necessário ao conhecimento do Recurso Excepcional” (fl. 5, doc. 99). Requer “o recebimento e o regular processamento do presente Agravo, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1093942 AGR / SP para cumpridas as formalidades legais, ao mesmo seja dado provimento, para fins de ser cassado o r. despacho objurgado, e admitido o apelo extremo interposto, e por conseguinte lhe seja dado provimento e reformada a r. Decisão agravada, ordenando, ainda, o prosseguimento do Recurso de Agravo em Recurso Extraordinário n 1.093.942 na forma legal, por ser medida da mais lídima JUSTIÇA!“ (sic, fl. 9, doc. 99). 4. Em 13.3.2018, determinou-se a manifestação dos agravados sobre este recurso (doc. 101), que apresentaram contrarrazões (doc. 106). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864953. Supremo Tribunal Federal ARE 1093942 AGR / SP para cumpridas as formalidades legais, ao mesmo seja dado provimento, para fins de ser cassado o r. despacho objurgado, e admitido o apelo extremo interposto, e por conseguinte lhe seja dado provimento e reformada a r. Decisão agravada, ordenando, ainda, o prosseguimento do Recurso de Agravo em Recurso Extraordinário n 1.093.942 na forma legal, por ser medida da mais lídima JUSTIÇA!“ (sic, fl. 9, doc. 99). 4. Em 13.3.2018, determinou-se a manifestação dos agravados sobre este recurso (doc. 101), que apresentaram contrarrazões (doc. 106). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864953. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “Analisando os presentes autos, verifico a ocorrência da decadência do direito da parte autora pleitear a complementação à sua aposentadoria. Relativamente à decadência, cumpre referir que tal instituto foi previsto pela primeira vez em nosso ordenamento jurídico quando do advento da Media Provisória n 1.523-9/97, com início de vigência em 28/06/1997, posteriormente convertida na Lei n 9.528/97, que modificou o texto do artigo 103 da Lei n 8.213/91. Sendo assim, tendo em vista a edição da Lei n 8.186 no ano de 1991, o prazo decadencial de dez anos deve ser contado da data em que entrou em vigor a norma fixando o prazo decadencial decenal, qual seja, 28/06/1997, de modo que o direito do segurado de pleitear a complementação prevista naquele diploma legal expiraria em 28/06/2007. (…) Em tendo sido a presente demanda proposta em 23/05/2012, ou seja, após junho de 2007, não há como não se reconhecer a decadência do direito da parte autora. Recentemente, ao julgar o Recurso Extraordinário 626.489/SE, sob regime de repercussão geral, o Plenário do E. Supremo Tribunal Federal, tendo por relator o Min. Roberto Barroso (j. 16/10/2013), considerou constitucional a aplicação da Medida Provisória n 1.523-9 aos benefícios anteriores a 28/06/1997, pois, ademais os imperativos de justiça e segurança jurídica, o regime geral de previdência social seria um sistema de seguro, no modelo de repartição simples, a significar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. Na espécie o Tribunal de origem assentou: “Analisando os presentes autos, verifico a ocorrência da decadência do direito da parte autora pleitear a complementação à sua aposentadoria. Relativamente à decadência, cumpre referir que tal instituto foi previsto pela primeira vez em nosso ordenamento jurídico quando do advento da Media Provisória n 1.523-9/97, com início de vigência em 28/06/1997, posteriormente convertida na Lei n 9.528/97, que modificou o texto do artigo 103 da Lei n 8.213/91. Sendo assim, tendo em vista a edição da Lei n 8.186 no ano de 1991, o prazo decadencial de dez anos deve ser contado da data em que entrou em vigor a norma fixando o prazo decadencial decenal, qual seja, 28/06/1997, de modo que o direito do segurado de pleitear a complementação prevista naquele diploma legal expiraria em 28/06/2007. (…) Em tendo sido a presente demanda proposta em 23/05/2012, ou seja, após junho de 2007, não há como não se reconhecer a decadência do direito da parte autora. Recentemente, ao julgar o Recurso Extraordinário 626.489/SE, sob regime de repercussão geral, o Plenário do E. Supremo Tribunal Federal, tendo por relator o Min. Roberto Barroso (j. 16/10/2013), considerou constitucional a aplicação da Medida Provisória n 1.523-9 aos benefícios anteriores a 28/06/1997, pois, ademais os imperativos de justiça e segurança jurídica, o regime geral de previdência social seria um sistema de seguro, no modelo de repartição simples, a significar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1093942 AGR / SP necessidade de diluição de todas as despesas entre os segurados, com base na solidariedade. Com isso, denotada a maior a interdependência entre os envolvidos, é natural estipular prazo para a revisão dos atos de concessão, de modo a conciliar os interesses individuais com o imperativo de manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial do sistema. Ante o exposto, decreto, de ofício, a decadência do pedido, razão pela qual extingo o feito com resolução de mérito, a teor do prescrito pelo artigo 269, IV, do Código de Processo Civil” (doc. 57). Como posto na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os julgados a seguir: “Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE PENSÃO. EX-FERROVIÁRIO DA REDE FERROVIÁRIA FEDERAL – RFFSA. OFENSA INDIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA. I – O o exame da questão constitucional não prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, o que afasta a possibilidade de reconhecimento do requisito constitucional da repercussão geral. II – Repercussão geral inexistente” (Recurso Extraordinário n. 675.608- RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandwski, DJe 27.4.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSIONISTAS DA FEPASA. REVISÃO DE PENSÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DEPROVAS E DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Supremo Tribunal Federal ARE 1093942 AGR / SP necessidade de diluição de todas as despesas entre os segurados, com base na solidariedade. Com isso, denotada a maior a interdependência entre os envolvidos, é natural estipular prazo para a revisão dos atos de concessão, de modo a conciliar os interesses individuais com o imperativo de manutenção do equilíbrio financeiro e atuarial do sistema. Ante o exposto, decreto, de ofício, a decadência do pedido, razão pela qual extingo o feito com resolução de mérito, a teor do prescrito pelo artigo 269, IV, do Código de Processo Civil” (doc. 57). Como posto na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal exigiria a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Confiram-se os julgados a seguir: “Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE PENSÃO. EX-FERROVIÁRIO DA REDE FERROVIÁRIA FEDERAL – RFFSA. OFENSA INDIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL. INEXISTÊNCIA. I – O o exame da questão constitucional não prescinde da prévia análise de normas infraconstitucionais, o que afasta a possibilidade de reconhecimento do requisito constitucional da repercussão geral. II – Repercussão geral inexistente” (Recurso Extraordinário n. 675.608- RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandwski, DJe 27.4.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENSIONISTAS DA FEPASA. REVISÃO DE PENSÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DEPROVAS E DE CLÁUSULAS DE CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO: SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1093942 AGR / SP QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 917.936, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 23.2.2016). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS NS. 954/2003 E 1.012/2007. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 813.173-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.8.2014). “EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PAGA PELO ESTADO DE SÃO PAULO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 954/2003. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.3.2008. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n. 732.779-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 1....8.2013). 3. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Supremo Tribunal Federal ARE 1093942 AGR / SP QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 917.936, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 23.2.2016). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS NS. 954/2003 E 1.012/2007. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL: SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 813.173-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 7.8.2014). “EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PAGA PELO ESTADO DE SÃO PAULO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 954/2003. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.3.2008. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n. 732.779-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 1....8.2013). 3. Os argumentos da agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1093942 AGR / SP parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Supremo Tribunal Federal ARE 1093942 AGR / SP parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747864954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/06/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IVAN CARLOS REGINA ADV.(A/S) : EDISON GALLO (24843/SP) ADV.(A/S) : ELIANA CERVADIO (162594/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682427 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.093.942 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IVAN CARLOS REGINA ADV.(A/S) : EDISON GALLO (24843/SP) ADV.(A/S) : ELIANA CERVADIO (162594/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747682427 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 093 . 942", "ARE 1093942 AGR / SP", "ARE 1093942 AGR / SP", "ARE 1093942 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 1 . 093 . 942", "ARE 1093942 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 1 . 093 . 942", "Recurso Extraordinário 626 . 489 / SE", "Recurso Extraordinário 626 . 489 / SE", "ARE 1093942 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n . 675 . 608 - RG", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 1093942 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n . 675 . 608 - RG", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 1093942 AGR / SP", "ARE n . 917 . 936", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n . 813 . 173 - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n . 732 . 779 - AgR", "ARE 1093942 AGR / SP", "ARE n . 917 . 936", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n . 813 . 173 - AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n . 732 . 779 - AgR", "ARE 1093942 AGR / SP", "ARE 1093942 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Media Provisória n 1 . 523 - 9 / 97", "Lei n 9 . 528 / 97", "artigo 103 da Lei n 8 . 213 / 91", "Lei n 8 . 186", "Medida Provisória n 1 . 523 - 9", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Media Provisória n 1 . 523 - 9 / 97", "Lei n 9 . 528 / 97", "artigo 103 da Lei n 8 . 213 / 91", "Lei n 8 . 186", "Medida Provisória n 1 . 523 - 9", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 269 , IV , do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 269 , IV , do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS NS . 954 / 2003", "1", ".", "012", "/", "2007", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 954 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS NS . 954 / 2003", "1", ".", "012", "/", "2007", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 954 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§", "§ 4 . . . do", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário do E . Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário do E . Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "REDE FERROVIÁRIA FEDERAL", "RFFSA", "FEPASA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "REDE FERROVIÁRIA FEDERAL", "RFFSA", "FEPASA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "IVAN CARLOS REGINA", "EDISON GALLO", "ELIANA CERVADIO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "IVAN CARLOS", "EDISON GALLO", "ELIANA CERVADIO", "CÁRMEN LÚCIA", "Ivan Carlos Regina", "Ivan Carlos Regina", "IVAN CARLOS REGINA", "EDISON GALLO", "ELIANA CERVADIO", "CÁRMEN LÚCIA", "Ivan Carlos Regina", "Ivan Carlos Regina", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandwski", "Ricardo Lewandwski", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "IVAN CARLOS REGINA", "EDISON GALLO", "ELIANA CERVADIO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "IVAN CARLOS REGINA", "EDISON GALLO", "ELIANA CERVADIO", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar", "Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2018", "6", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", ".", "3", ".", "2018", "6", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "28", "/", "06", "/", "1997", "1991", "28", "/", "06", "/", "1997", "28", "/", "06", "/", "2007", "23", "/", "05", "/", "2012", "junho de", "2007", "16", "/", "10", "/", "2013", "28", "/", "06", "/", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "28", "/", "06", "/", "1997", "1991", "28", "/", "06", "/", "1997", "28", "/", "06", "/", "2007", "23", "/", "05", "/", "2012", "junho de 2007", "16", "/", "10", "/", "2013", "28", "/", "06", "/", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "2", ".", "2016", "7", ".", "8", ".", "2014", "03", ".", "3", ".", "2008", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "2", ".", "2016", "7", ".", "8", ".", "2014", "03", ".", "3", ".", "2008", "1", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIO SILVIO BARTHOLOMEU ADV.(A/S) :FABIO BATISTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :PAULO ALVES DAS FLORES ADV.(A/S) :EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS PROCESSO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. PRESCRIÇÃO – PRETENSÃO PUNITIVA – ACÓRDÃO. Quer após a Lei nº 11.596/2007, quer antes dela, o acórdão de mérito alusivo à apelação surge como fator interruptivo da prescrição. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842912. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1102013 AGR / SP Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842912. Supremo Tribunal Federal ARE 1102013 AGR / SP Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIO SILVIO BARTHOLOMEU ADV.(A/S) :FABIO BATISTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :PAULO ALVES DAS FLORES ADV.(A/S) :EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 8 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do réu pela prática do crime previsto no artigo 90 da Lei nº 8.666/93. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados os artigos 5º, incisos II, LX, LXI e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Argui a nulidade do acórdão prolatado por negativa de prestação jurisdicional, entendendo contrariados os princípios do contraditório e ampla defesa. Argui a ocorrência da prescrição punitiva. Defende a atipicidade da conduta. 2. Descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIO SILVIO BARTHOLOMEU ADV.(A/S) :FABIO BATISTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :PAULO ALVES DAS FLORES ADV.(A/S) :EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 8 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do réu pela prática do crime previsto no artigo 90 da Lei nº 8.666/93. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados os artigos 5º, incisos II, LX, LXI e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Argui a nulidade do acórdão prolatado por negativa de prestação jurisdicional, entendendo contrariados os princípios do contraditório e ampla defesa. Argui a ocorrência da prescrição punitiva. Defende a atipicidade da conduta. 2. Descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1102013 AGR / SP da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Confiram com o seguinte trecho colhido do acórdão recorrido, no tocante à prescrição: Não ocorre, no caso dos autos, a aventada prescrição da pretensão punitiva, uma vez que a sentença ainda não transitou em julgado para a acusação e esta busca justamente a majoração das penas, que, caso acolhida, pode elevar o prazo prescricional para oito anos, lapso este que não transcorreu entre nenhum dos marcos legais. (…) As alegações de nulidade por cerceamento de defesa também devem ser repelidas. Em primeiro lugar, porque a r. Sentença condenatória apreciou todo o conjunto probatório e formou seu convencimento de acordo com o que julgou relevante, não lhe cabendo rebater ponto a ponto a as teses ou provas produzidas pela defesa. Quanto ao mérito, assim assentou o órgão julgador de origem: A materialidade do crime restou demonstrada, como bem apontado na r. sentença recorrida, "pelo Relatório do Tribunal de Contas (fls. 55-59); pela homologação e adjudicação do Convite no 31/05, Edital 39/05 (fls. 197); pelo contrato de prestação de serviço firmado pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Supremo Tribunal Federal ARE 1102013 AGR / SP da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Confiram com o seguinte trecho colhido do acórdão recorrido, no tocante à prescrição: Não ocorre, no caso dos autos, a aventada prescrição da pretensão punitiva, uma vez que a sentença ainda não transitou em julgado para a acusação e esta busca justamente a majoração das penas, que, caso acolhida, pode elevar o prazo prescricional para oito anos, lapso este que não transcorreu entre nenhum dos marcos legais. (…) As alegações de nulidade por cerceamento de defesa também devem ser repelidas. Em primeiro lugar, porque a r. Sentença condenatória apreciou todo o conjunto probatório e formou seu convencimento de acordo com o que julgou relevante, não lhe cabendo rebater ponto a ponto a as teses ou provas produzidas pela defesa. Quanto ao mérito, assim assentou o órgão julgador de origem: A materialidade do crime restou demonstrada, como bem apontado na r. sentença recorrida, "pelo Relatório do Tribunal de Contas (fls. 55-59); pela homologação e adjudicação do Convite no 31/05, Edital 39/05 (fls. 197); pelo contrato de prestação de serviço firmado pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 1102013 AGR / SP Prefeito Municipal de Buritama com a empresa Cokinos & Associados Auditores Independentes (fls. 199/201); pelos respectivos pagamentos das parcelas em número de três (fls. 223, 230 e 234); pelo instrumento particular de Alteração de Contrato Social (fls. 279/294); e pela prova oral carreada aos autos." Tanto é assim que a irresignação defensiva se limita à qualificação dos fatos e questões de autoria, as quais, no meu entender, restaram demonstradas cabalmente apenas em relação aos réus Mário Sílvio e Paulo. Este último era o Responsável pelo Setor de Licitações da Prefeitura Municipal de Buritama e, nessa qualidade, montou e direcionou procedimento licitatório para a contratação da empresa "Cokinos & Associados Independentes”, que tem como diretor o réu Paulo. O expediente utilizado para tanto foi bem descrito na sentença, que tomo a liberdade de referir. "Mário encaminhou os convites para três licitantes, todas ligadas á Paulo, sendo: a empresa contratada, "Cokinos & Associado Auditores Independentes", da qual Paulo era Diretor; "Tecnoaud Auditores Independentes", da qual Paulo era sócio; e "Triade Auditores & Consultores", firma onde Paulo era prestador de serviços. Dessa forma, Paulo põde apresentar proposta da empresa vencedora (Cokinos & Associados Auditores Independentes), e ainda fraudar as demais propostas das empresas vencidas (Tecnoaud Auditores Independentes e Triade Auditores & Consultores). Não bastasse, as propostas das licitantes vencidas foram apresentadas fora do prazo. Este se encerrou no dia 03 de agosto de 2005, e as propostas de ambas as empresas vencidas foram entregues em 29 de agosto de 2005, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Supremo Tribunal Federal ARE 1102013 AGR / SP Prefeito Municipal de Buritama com a empresa Cokinos & Associados Auditores Independentes (fls. 199/201); pelos respectivos pagamentos das parcelas em número de três (fls. 223, 230 e 234); pelo instrumento particular de Alteração de Contrato Social (fls. 279/294); e pela prova oral carreada aos autos." Tanto é assim que a irresignação defensiva se limita à qualificação dos fatos e questões de autoria, as quais, no meu entender, restaram demonstradas cabalmente apenas em relação aos réus Mário Sílvio e Paulo. Este último era o Responsável pelo Setor de Licitações da Prefeitura Municipal de Buritama e, nessa qualidade, montou e direcionou procedimento licitatório para a contratação da empresa "Cokinos & Associados Independentes”, que tem como diretor o réu Paulo. O expediente utilizado para tanto foi bem descrito na sentença, que tomo a liberdade de referir. "Mário encaminhou os convites para três licitantes, todas ligadas á Paulo, sendo: a empresa contratada, "Cokinos & Associado Auditores Independentes", da qual Paulo era Diretor; "Tecnoaud Auditores Independentes", da qual Paulo era sócio; e "Triade Auditores & Consultores", firma onde Paulo era prestador de serviços. Dessa forma, Paulo põde apresentar proposta da empresa vencedora (Cokinos & Associados Auditores Independentes), e ainda fraudar as demais propostas das empresas vencidas (Tecnoaud Auditores Independentes e Triade Auditores & Consultores). Não bastasse, as propostas das licitantes vencidas foram apresentadas fora do prazo. Este se encerrou no dia 03 de agosto de 2005, e as propostas de ambas as empresas vencidas foram entregues em 29 de agosto de 2005, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório ARE 1102013 AGR / SP portanto, vinte e seis dias após o término do prazo. As datas das fichas cadastrais e certidões de ambas as empresas, impressas através da internet, também são as mesmas.” Tais circunstâncias encontraram, a meu ver, comprovação suficiente tanto na documentação que acompanhava a inicial acusatória, quanto na prova oral produzida em juízo. No mais, a decisão impugnada mediante o extraordinário revela a análise do quadro fático e interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de processo criminal, descabendo, portanto, referida condenação. 4. Publiquem. O agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, sustentando violados os artigos 5º, inciso LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega a nulidade absoluta do acórdão recorrido ante o cerceamento de defesa. Argui a prescrição da pretensão punitiva, buscando a decretação da extinção da punibilidade. Afirma que, da análise do conjunto fático-probatório, não resta configurado o elemento subjetivo do artigo 90 da Lei nº 8.666/1993, na conduta do agravante. O agravado, apesar de devidamente intimado, deixou de apresentar contraminuta (certidão emitida em 22 de março de 2018). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Supremo Tribunal Federal ARE 1102013 AGR / SP portanto, vinte e seis dias após o término do prazo. As datas das fichas cadastrais e certidões de ambas as empresas, impressas através da internet, também são as mesmas.” Tais circunstâncias encontraram, a meu ver, comprovação suficiente tanto na documentação que acompanhava a inicial acusatória, quanto na prova oral produzida em juízo. No mais, a decisão impugnada mediante o extraordinário revela a análise do quadro fático e interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de processo criminal, descabendo, portanto, referida condenação. 4. Publiquem. O agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, sustentando violados os artigos 5º, inciso LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega a nulidade absoluta do acórdão recorrido ante o cerceamento de defesa. Argui a prescrição da pretensão punitiva, buscando a decretação da extinção da punibilidade. Afirma que, da análise do conjunto fático-probatório, não resta configurado o elemento subjetivo do artigo 90 da Lei nº 8.666/1993, na conduta do agravante. O agravado, apesar de devidamente intimado, deixou de apresentar contraminuta (certidão emitida em 22 de março de 2018). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Ao contrário do alegado, não houve a negativa de prestação jurisdicional, tendo ocorrido julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Notem que o acórdão, último título condenatório válido, data de 11 de março de 2016, no que estabeleceu a pena do recorrente em 2 anos e 8 meses de detenção, mais 13 dias-multa. A prescrição punitiva, nesse caso, vai aos 8 anos, conforme estabelece o artigo 109 do Código Penal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842788. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Ao contrário do alegado, não houve a negativa de prestação jurisdicional, tendo ocorrido julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Notem que o acórdão, último título condenatório válido, data de 11 de março de 2016, no que estabeleceu a pena do recorrente em 2 anos e 8 meses de detenção, mais 13 dias-multa. A prescrição punitiva, nesse caso, vai aos 8 anos, conforme estabelece o artigo 109 do Código Penal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIO SILVIO BARTHOLOMEU ADV.(A/S) : FABIO BATISTA DE SOUZA (124541/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : PAULO ALVES DAS FLORES ADV.(A/S) : EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS (86474/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980050 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIO SILVIO BARTHOLOMEU ADV.(A/S) : FABIO BATISTA DE SOUZA (124541/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : PAULO ALVES DAS FLORES ADV.(A/S) : EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS (86474/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980050 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747860300
2018-05-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
PROCESSO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. PRESCRIÇÃO – PRETENSÃO PUNITIVA – ACÓRDÃO. Quer após a Lei nº 11.596/2007, quer antes dela, o acórdão de mérito alusivo à apelação surge como fator interruptivo da prescrição.
sjur388216
Número de páginas: 8. Análise: 07/08/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1102013
[ "LEG-FED LEI-011596 ANO-2007\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1102013 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARIO SILVIO BARTHOLOMEU ADV.(A/S) : FABIO BATISTA DE SOUZA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : PAULO ALVES DAS FLORES ADV.(A/S) : EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIO SILVIO BARTHOLOMEU ADV.(A/S) :FABIO BATISTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :PAULO ALVES DAS FLORES ADV.(A/S) :EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS PROCESSO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. PRESCRIÇÃO – PRETENSÃO PUNITIVA – ACÓRDÃO. Quer após a Lei n 11.596/2007, quer antes dela, o acórdão de mérito alusivo à apelação surge como fator interruptivo da prescrição. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842912. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1102013 AGR / SP Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842912. Supremo Tribunal Federal ARE 1102013 AGR / SP Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIO SILVIO BARTHOLOMEU ADV.(A/S) :FABIO BATISTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :PAULO ALVES DAS FLORES ADV.(A/S) :EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 8 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do réu pela prática do crime previsto no artigo 90 da Lei n 8.666/93. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados os artigos 5..., incisos II, LX, LXI e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Argui a nulidade do acórdão prolatado por negativa de prestação jurisdicional, entendendo contrariados os princípios do contraditório e ampla defesa. Argui a ocorrência da prescrição punitiva. Defende a atipicidade da conduta. 2. Descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIO SILVIO BARTHOLOMEU ADV.(A/S) :FABIO BATISTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :PAULO ALVES DAS FLORES ADV.(A/S) :EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 8 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à condenação do réu pela prática do crime previsto no artigo 90 da Lei n 8.666/93. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega violados os artigos 5..., incisos II, LX, LXI e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Argui a nulidade do acórdão prolatado por negativa de prestação jurisdicional, entendendo contrariados os princípios do contraditório e ampla defesa. Argui a ocorrência da prescrição punitiva. Defende a atipicidade da conduta. 2. Descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1102013 AGR / SP da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Confiram com o seguinte trecho colhido do acórdão recorrido, no tocante à prescrição: Não ocorre, no caso dos autos, a aventada prescrição da pretensão punitiva, uma vez que a sentença ainda não transitou em julgado para a acusação e esta busca justamente a majoração das penas, que, caso acolhida, pode elevar o prazo prescricional para oito anos, lapso este que não transcorreu entre nenhum dos marcos legais. (…) As alegações de nulidade por cerceamento de defesa também devem ser repelidas. Em primeiro lugar, porque a r. Sentença condenatória apreciou todo o conjunto probatório e formou seu convencimento de acordo com o que julgou relevante, não lhe cabendo rebater ponto a ponto a as teses ou provas produzidas pela defesa. Quanto ao mérito, assim assentou o órgão julgador de origem: A materialidade do crime restou demonstrada, como bem apontado na r. sentença recorrida, "pelo Relatório do Tribunal de Contas (fls. 55-59); pela homologação e adjudicação do Convite no 31/05, Edital 39/05 (fls. 197); pelo contrato de prestação de serviço firmado pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Supremo Tribunal Federal ARE 1102013 AGR / SP da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. Confiram com o seguinte trecho colhido do acórdão recorrido, no tocante à prescrição: Não ocorre, no caso dos autos, a aventada prescrição da pretensão punitiva, uma vez que a sentença ainda não transitou em julgado para a acusação e esta busca justamente a majoração das penas, que, caso acolhida, pode elevar o prazo prescricional para oito anos, lapso este que não transcorreu entre nenhum dos marcos legais. (…) As alegações de nulidade por cerceamento de defesa também devem ser repelidas. Em primeiro lugar, porque a r. Sentença condenatória apreciou todo o conjunto probatório e formou seu convencimento de acordo com o que julgou relevante, não lhe cabendo rebater ponto a ponto a as teses ou provas produzidas pela defesa. Quanto ao mérito, assim assentou o órgão julgador de origem: A materialidade do crime restou demonstrada, como bem apontado na r. sentença recorrida, "pelo Relatório do Tribunal de Contas (fls. 55-59); pela homologação e adjudicação do Convite no 31/05, Edital 39/05 (fls. 197); pelo contrato de prestação de serviço firmado pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 1102013 AGR / SP Prefeito Municipal de Buritama com a empresa Cokinos & Associados Auditores Independentes (fls. 199/201); pelos respectivos pagamentos das parcelas em número de três (fls. 223, 230 e 234); pelo instrumento particular de Alteração de Contrato Social (fls. 279/294); e pela prova oral carreada aos autos." Tanto é assim que a irresignação defensiva se limita à qualificação dos fatos e questões de autoria, as quais, no meu entender, restaram demonstradas cabalmente apenas em relação aos réus Mário Sílvio e Paulo. Este último era o Responsável pelo Setor de Licitações da Prefeitura Municipal de Buritama e, nessa qualidade, montou e direcionou procedimento licitatório para a contratação da empresa "Cokinos & Associados Independentes”, que tem como diretor o réu Paulo. O expediente utilizado para tanto foi bem descrito na sentença, que tomo a liberdade de referir. "Mário encaminhou os convites para três licitantes, todas ligadas á Paulo, sendo: a empresa contratada, "Cokinos & Associado Auditores Independentes", da qual Paulo era Diretor; "Tecnoaud Auditores Independentes", da qual Paulo era sócio; e "Triade Auditores & Consultores", firma onde Paulo era prestador de serviços. Dessa forma, Paulo põde apresentar proposta da empresa vencedora (Cokinos & Associados Auditores Independentes), e ainda fraudar as demais propostas das empresas vencidas (Tecnoaud Auditores Independentes e Triade Auditores & Consultores). Não bastasse, as propostas das licitantes vencidas foram apresentadas fora do prazo. Este se encerrou no dia 03 de agosto de 2005, e as propostas de ambas as empresas vencidas foram entregues em 29 de agosto de 2005, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Supremo Tribunal Federal ARE 1102013 AGR / SP Prefeito Municipal de Buritama com a empresa Cokinos & Associados Auditores Independentes (fls. 199/201); pelos respectivos pagamentos das parcelas em número de três (fls. 223, 230 e 234); pelo instrumento particular de Alteração de Contrato Social (fls. 279/294); e pela prova oral carreada aos autos." Tanto é assim que a irresignação defensiva se limita à qualificação dos fatos e questões de autoria, as quais, no meu entender, restaram demonstradas cabalmente apenas em relação aos réus Mário Sílvio e Paulo. Este último era o Responsável pelo Setor de Licitações da Prefeitura Municipal de Buritama e, nessa qualidade, montou e direcionou procedimento licitatório para a contratação da empresa "Cokinos & Associados Independentes”, que tem como diretor o réu Paulo. O expediente utilizado para tanto foi bem descrito na sentença, que tomo a liberdade de referir. "Mário encaminhou os convites para três licitantes, todas ligadas á Paulo, sendo: a empresa contratada, "Cokinos & Associado Auditores Independentes", da qual Paulo era Diretor; "Tecnoaud Auditores Independentes", da qual Paulo era sócio; e "Triade Auditores & Consultores", firma onde Paulo era prestador de serviços. Dessa forma, Paulo põde apresentar proposta da empresa vencedora (Cokinos & Associados Auditores Independentes), e ainda fraudar as demais propostas das empresas vencidas (Tecnoaud Auditores Independentes e Triade Auditores & Consultores). Não bastasse, as propostas das licitantes vencidas foram apresentadas fora do prazo. Este se encerrou no dia 03 de agosto de 2005, e as propostas de ambas as empresas vencidas foram entregues em 29 de agosto de 2005, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Relatório ARE 1102013 AGR / SP portanto, vinte e seis dias após o término do prazo. As datas das fichas cadastrais e certidões de ambas as empresas, impressas através da internet, também são as mesmas.” Tais circunstâncias encontraram, a meu ver, comprovação suficiente tanto na documentação que acompanhava a inicial acusatória, quanto na prova oral produzida em juízo. No mais, a decisão impugnada mediante o extraordinário revela a análise do quadro fático e interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de processo criminal, descabendo, portanto, referida condenação. 4. Publiquem. O agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, sustentando violados os artigos 5..., inciso LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega a nulidade absoluta do acórdão recorrido ante o cerceamento de defesa. Argui a prescrição da pretensão punitiva, buscando a decretação da extinção da punibilidade. Afirma que, da análise do conjunto fático-probatório, não resta configurado o elemento subjetivo do artigo 90 da Lei n 8.666/1993, na conduta do agravante. O agravado, apesar de devidamente intimado, deixou de apresentar contraminuta (certidão emitida em 22 de março de 2018). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Supremo Tribunal Federal ARE 1102013 AGR / SP portanto, vinte e seis dias após o término do prazo. As datas das fichas cadastrais e certidões de ambas as empresas, impressas através da internet, também são as mesmas.” Tais circunstâncias encontraram, a meu ver, comprovação suficiente tanto na documentação que acompanhava a inicial acusatória, quanto na prova oral produzida em juízo. No mais, a decisão impugnada mediante o extraordinário revela a análise do quadro fático e interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se, na origem, de processo criminal, descabendo, portanto, referida condenação. 4. Publiquem. O agravante renova o pedido de processamento do extraordinário, sustentando violados os artigos 5..., inciso LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega a nulidade absoluta do acórdão recorrido ante o cerceamento de defesa. Argui a prescrição da pretensão punitiva, buscando a decretação da extinção da punibilidade. Afirma que, da análise do conjunto fático-probatório, não resta configurado o elemento subjetivo do artigo 90 da Lei n 8.666/1993, na conduta do agravante. O agravado, apesar de devidamente intimado, deixou de apresentar contraminuta (certidão emitida em 22 de março de 2018). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842913. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Ao contrário do alegado, não houve a negativa de prestação jurisdicional, tendo ocorrido julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Notem que o acórdão, último título condenatório válido, data de 11 de março de 2016, no que estabeleceu a pena do recorrente em 2 anos e 8 meses de detenção, mais 13 dias-multa. A prescrição punitiva, nesse caso, vai aos 8 anos, conforme estabelece o artigo 109 do Código Penal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842788. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Ao contrário do alegado, não houve a negativa de prestação jurisdicional, tendo ocorrido julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Notem que o acórdão, último título condenatório válido, data de 11 de março de 2016, no que estabeleceu a pena do recorrente em 2 anos e 8 meses de detenção, mais 13 dias-multa. A prescrição punitiva, nesse caso, vai aos 8 anos, conforme estabelece o artigo 109 do Código Penal. Conheço do agravo interno e o desprovejo. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIO SILVIO BARTHOLOMEU ADV.(A/S) : FABIO BATISTA DE SOUZA (124541/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : PAULO ALVES DAS FLORES ADV.(A/S) : EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS (86474/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980050 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.013 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIO SILVIO BARTHOLOMEU ADV.(A/S) : FABIO BATISTA DE SOUZA (124541/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : PAULO ALVES DAS FLORES ADV.(A/S) : EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS (86474/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980050 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 102 . 013", "ARE 1102013 AGR / SP", "ARE 1102013 AGR /", "ARE 1102013", "ARE 1102013 AGR / SP", "ARE 1102013 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 102 . 013" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 11 . 596 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 90 da Lei n 8 . 666 / 93", "artigos 5 . . . , incisos II , LX , LXI e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 90 da Lei n 8 . 666 / 93", "artigos 5 . . . , incisos II , LX , LXI e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "artigos 5 . . . , inciso LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 90 da Lei n 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "artigos 5 . . . , inciso LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 90 da Lei n 8 . 666 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 109 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 109 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Buritama", "Buritama", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Tribunal de Contas", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Cokinos & Associados Auditores Independentes", "Prefeitura Municipal de Buritama", "Cokinos & Associados Independentes ”", "Cokinos & Associado Auditores Independentes", "Tecnoaud Auditores Independentes", "Triade Auditores & Consultores", "Cokinos & Associados Auditores Independentes", "Tecnoaud Auditores Independentes", "Triade Auditores & Consultores", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Cokinos & Associados Auditores Independentes", "Prefeitura Municipal de Buritama", "Cokinos & Associados Independentes ”", "Cokinos & Associado Auditores Independentes", "Tecnoaud Auditores Independentes", "Triade Auditores & Consultores", "Cokinos & Associados Auditores Independentes", "Tecnoaud Auditores Independentes", "Triade Auditores & Consultores", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MARIO SILVIO BARTHOLOMEU", "FABIO BATISTA DE SOUZA", "PAULO ALVES DAS FLORES", "EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARIO SILVIO BARTHOLOMEU", "FABIO BATISTA DE SOUZA", "PAULO ALVES DAS FLORES", "EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARIO SILVIO BARTHOLOMEU", "FABIO BATISTA DE SOUZA", "PAULO ALVES DAS FLORES", "EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS", "MARCO AURÉLIO", "Mário Sílvio", "Paulo", "Paulo", "Mário", "Paulo", "Paulo", "Paulo", "Paulo", "Paulo", "Mário Sílvio", "Paulo", "Paulo", "Mário", "Paulo", "Paulo", "Paulo", "Paulo", "Paulo", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARIO SILVIO BARTHOLOMEU", "FABIO BATISTA DE SOUZA", "PAULO ALVES DAS FLORES", "EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARIO", "SILVIO BARTHOLOMEU", "FABIO BATISTA DE SOUZA", "PAULO ALVES DAS FLORES", "EDER FABIO GARCIA DOS SANTOS", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "8 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "8 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03 de agosto de 2005", "29 de agosto de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "03 de agosto de 2005", "29 de agosto de 2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "11 de março de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "11 de março de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES ADV.(A/S) :SANDRO LUCENA ROSA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843187. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES ADV.(A/S) :SANDRO LUCENA ROSA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás concedeu a segurança, determinou a continuidade do procedimento administrativo relativo ao retorno do impetrante ao serviço público, reconhecendo o direito líquido e certo à anistia, considerada a legislação de regência. No extraordinário, o recorrente alega a violação dos artigos 37, inciso II, e 114, incisos I e II, da Constituição Federal. Sustenta a competência da Justiça do Trabalho para apreciar o tema. Alude à divergência com o decidido na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395. Discorre sobre a inconstitucionalidade das leis estaduais indicadas no acórdão impugnado. 2. Quanto à competência, o decidido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo. No julgamento da medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395/DF, relator ministro Cezar Peluso, o Tribunal deu interpretação ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES ADV.(A/S) :SANDRO LUCENA ROSA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás concedeu a segurança, determinou a continuidade do procedimento administrativo relativo ao retorno do impetrante ao serviço público, reconhecendo o direito líquido e certo à anistia, considerada a legislação de regência. No extraordinário, o recorrente alega a violação dos artigos 37, inciso II, e 114, incisos I e II, da Constituição Federal. Sustenta a competência da Justiça do Trabalho para apreciar o tema. Alude à divergência com o decidido na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395. Discorre sobre a inconstitucionalidade das leis estaduais indicadas no acórdão impugnado. 2. Quanto à competência, o decidido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo. No julgamento da medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade nº 3.395/DF, relator ministro Cezar Peluso, o Tribunal deu interpretação ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 1105413 AGR / GO mencionado preceito de modo a afastar da competência da Justiça do Trabalho a apreciação de quaisquer causas entre os servidores e o Poder Público presente vínculo de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo, assentada a jurisdição comum. O acórdão ficou assim ementado: INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus servidores estatutários. Ações que não se reputam oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta relação. Feitos da competência da Justiça Comum. Interpretação do art. 114, inc. I, da CF, introduzido pela EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da Constituição da República, não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária. 2 Em elaboração RE 602060 / MG No mais, o Colegiado de origem decidiu a partir de análise conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Leis estaduais nº 17.916/12 e 17.597/12. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. O agravante insiste no provimento do extraordinário, sustentando a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Supremo Tribunal Federal RE 1105413 AGR / GO mencionado preceito de modo a afastar da competência da Justiça do Trabalho a apreciação de quaisquer causas entre os servidores e o Poder Público presente vínculo de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo, assentada a jurisdição comum. O acórdão ficou assim ementado: INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus servidores estatutários. Ações que não se reputam oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta relação. Feitos da competência da Justiça Comum. Interpretação do art. 114, inc. I, da CF, introduzido pela EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da Constituição da República, não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária. 2 Em elaboração RE 602060 / MG No mais, o Colegiado de origem decidiu a partir de análise conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Leis estaduais nº 17.916/12 e 17.597/12. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. O agravante insiste no provimento do extraordinário, sustentando a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 1105413 AGR / GO violação dos artigos 37, inciso II, e 114, incisos I e II, da Constituição Federal. Diz da ofensa constitucional direta. Articula com a competência da Justiça do Trabalho para processamento do feito. Aduz a inconstitucionalidade da Lei estadual nº 17.916/2012, porquanto admitiu o reingresso de ex-empregados públicos sem concurso. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Supremo Tribunal Federal RE 1105413 AGR / GO violação dos artigos 37, inciso II, e 114, incisos I e II, da Constituição Federal. Diz da ofensa constitucional direta. Articula com a competência da Justiça do Trabalho para processamento do feito. Aduz a inconstitucionalidade da Lei estadual nº 17.916/2012, porquanto admitiu o reingresso de ex-empregados públicos sem concurso. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Atentem para o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Colegiado local: MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA DE EXEMPREGADO DA CAIXEGO. RETORNO AOS QUADROS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO AFASTADA. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. ADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO. PREJUDICIAIS AFASTADAS. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI ESTADUAL Nº 17.916/2012 REJEITADA. FORMA DE PROVIMENTO DERIVADO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO COMPROVADO. 1. O critério de definição do juízo competente, para o processamento e julgamento do mandado de segurança, é a graduação hierárquica ou categoria funcional da autoridade apontada como coatora, bem como a sua sede funcional. Precedentes do STF e do STJ. 2. Segundo o art. 46, inciso VIII, da alínea "o", da Constituição do Estado de Goiás, compete privativamente ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás o julgamento do mandado de segurança impetrado contra ato de Secretário de Estado, que se processará em uma de suas Câmaras Cíveis, na forma do art. 14, inciso I, alínea "b", do RITJGO. Precedentes do TJGO. 3. Não há se falar em aplicação do art. 114, inciso I, da Constituição Federal, uma vez que a competência, para o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Atentem para o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Colegiado local: MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA DE EXEMPREGADO DA CAIXEGO. RETORNO AOS QUADROS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO AFASTADA. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. ADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO. PREJUDICIAIS AFASTADAS. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI ESTADUAL Nº 17.916/2012 REJEITADA. FORMA DE PROVIMENTO DERIVADO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO COMPROVADO. 1. O critério de definição do juízo competente, para o processamento e julgamento do mandado de segurança, é a graduação hierárquica ou categoria funcional da autoridade apontada como coatora, bem como a sua sede funcional. Precedentes do STF e do STJ. 2. Segundo o art. 46, inciso VIII, da alínea "o", da Constituição do Estado de Goiás, compete privativamente ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás o julgamento do mandado de segurança impetrado contra ato de Secretário de Estado, que se processará em uma de suas Câmaras Cíveis, na forma do art. 14, inciso I, alínea "b", do RITJGO. Precedentes do TJGO. 3. Não há se falar em aplicação do art. 114, inciso I, da Constituição Federal, uma vez que a competência, para o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 1105413 AGR / GO processamento e julgamento do writ, não se baseia na relação de emprego entre o impetrante e a autoridade coatora. 4. Entende-se por direito líquido e certo a comprovação dos fatos alegados, mediante prova estritamente documental, sem que haja necessidade de maior dilação probatória. O impetrante, na via estreita do mandado de segurança, tem o ônus de demonstrar, cabalmente, ao tempo da propositura, a ilegalidade ou o abuso de direito praticado pela autoridade coatora contra seus interesses legalmente protegidos pela ordem constitucional ou legal. Comprovado o direito que lastreia a pretensão, não há se falar em inadequação da via técnica eleita. 5. Conta-se o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias, para a impetração do mandado de segurança, da data da ciência, pelo impetrante, do ato impugnado. Precedentes do TJGO. 6. Incomportável a arguição da prejudicial de prescrição, quando inexiste pretensão que veicule direito subjetivo patrimonial. 7. A anistia concedida aos ex-servidores da CAIXEGO pela Lei estadual n° 17.916/2012 cuida-se de provimento derivado e não originário de cargo público, restando afastada a tese de inconstitucionalidade da norma, por afronta ao princípio do concurso público disposto no art. 37, inciso II, da Constituição Federal. Precedentes do excelso STF e do egrégio TJGO. 8. O Governo do Estado de Goiás, ao editar a Lei estadual n° 17.916/2012, reconheceu a existência de perseguição política, que acarretou na extinção da CAIXEGO e, por isso, anistiou todos os seus ex-servidores, facultando-lhes o retorno ao trabalho. Demonstrado o vínculo de emprego permanente do impetrante com a empresa pública extinta, assim como o embaraço e dificuldade criados pela autoridade coatora para o retorno do impetrante aos quadros da Administração Pública, apresenta-se patente a violação ao direito líquido e certo defendido na exordial, sendo a concessão da segurança medida que se impõe. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Supremo Tribunal Federal RE 1105413 AGR / GO processamento e julgamento do writ, não se baseia na relação de emprego entre o impetrante e a autoridade coatora. 4. Entende-se por direito líquido e certo a comprovação dos fatos alegados, mediante prova estritamente documental, sem que haja necessidade de maior dilação probatória. O impetrante, na via estreita do mandado de segurança, tem o ônus de demonstrar, cabalmente, ao tempo da propositura, a ilegalidade ou o abuso de direito praticado pela autoridade coatora contra seus interesses legalmente protegidos pela ordem constitucional ou legal. Comprovado o direito que lastreia a pretensão, não há se falar em inadequação da via técnica eleita. 5. Conta-se o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias, para a impetração do mandado de segurança, da data da ciência, pelo impetrante, do ato impugnado. Precedentes do TJGO. 6. Incomportável a arguição da prejudicial de prescrição, quando inexiste pretensão que veicule direito subjetivo patrimonial. 7. A anistia concedida aos ex-servidores da CAIXEGO pela Lei estadual n° 17.916/2012 cuida-se de provimento derivado e não originário de cargo público, restando afastada a tese de inconstitucionalidade da norma, por afronta ao princípio do concurso público disposto no art. 37, inciso II, da Constituição Federal. Precedentes do excelso STF e do egrégio TJGO. 8. O Governo do Estado de Goiás, ao editar a Lei estadual n° 17.916/2012, reconheceu a existência de perseguição política, que acarretou na extinção da CAIXEGO e, por isso, anistiou todos os seus ex-servidores, facultando-lhes o retorno ao trabalho. Demonstrado o vínculo de emprego permanente do impetrante com a empresa pública extinta, assim como o embaraço e dificuldade criados pela autoridade coatora para o retorno do impetrante aos quadros da Administração Pública, apresenta-se patente a violação ao direito líquido e certo defendido na exordial, sendo a concessão da segurança medida que se impõe. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 1105413 AGR / GO 9. SEGURANÇA CONCEDIDA. O deslinde da controvérsia ocorreu a partir da análise da legislação de regência. O Tribunal consignou a ausência de regulamentação para recebimento do adicional de penosidade pelos servidores. Somente interpretando a legislação infraconstitucional seria dado concluir de forma contrária ao estabelecido pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. O acórdão impugnado está em harmonia com a jurisprudência do Supremo. Descabe articular com a competência da Justiça do Trabalho para apreciação do processo, porquanto o Pleno, no mandado de segurança nº 21.109, relator ministro Sepúlveda Pertence, assentou determinar-se a competência para o julgamento do mandado de segurança conforme a hierarquia da autoridade coatora, e não segundo a relação jurídica subjacente. Confiram com a ementa do aludido julgado: 1. MANDADO DE SEGURANÇA: CABIMENTO: ATO DE AUTORIDADE: DISPENSA DE SERVIDOR PÚBLICO POR DECRETO PRESIDENCIAL. A ATIVIDADE ESTATAL E SEMPRE PÚBLICA, AINDA QUE INSERIDA EM RELAÇÕES DE DIREITO PRIVADO E SOBRE ELAS IRRADIANDO EFEITOS; SENDO, POIS, ATO DE AUTORIDADE, O DECRETO PRESIDENCIAL QUE DISPENSA SERVIDOR PÚBLICO, EMBORA REGIDO PELA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA, A SUA DESCONSTITUIÇÃO PODE SER POSTULADA EM MANDADO DE SEGURANÇA. 2. MANDADO DE SEGURANÇA: LEGITIMAÇÃO PASSIVA DO PRESIDENTE DA REPUBLICA, SE A QUESTIONADA DISPENSA DO IMPETRANTE FOI OBJETO DE DECRETO, QUE O ARROLOU NOMINALMENTE ENTRE OS DISPENSADOS, REDUZINDO-SE O ATO SUBSEQUENTE DE RESCISAO DO CONTRATO DE TRABALHO A MERA EXECUÇÃO MATERIAL DE ORDEM CONCRETA DO CHEFE DO GOVERNO. 3. S.T.F.: COMPETÊNCIA: MANDADO DE SEGURANÇA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Supremo Tribunal Federal RE 1105413 AGR / GO 9. SEGURANÇA CONCEDIDA. O deslinde da controvérsia ocorreu a partir da análise da legislação de regência. O Tribunal consignou a ausência de regulamentação para recebimento do adicional de penosidade pelos servidores. Somente interpretando a legislação infraconstitucional seria dado concluir de forma contrária ao estabelecido pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. O acórdão impugnado está em harmonia com a jurisprudência do Supremo. Descabe articular com a competência da Justiça do Trabalho para apreciação do processo, porquanto o Pleno, no mandado de segurança nº 21.109, relator ministro Sepúlveda Pertence, assentou determinar-se a competência para o julgamento do mandado de segurança conforme a hierarquia da autoridade coatora, e não segundo a relação jurídica subjacente. Confiram com a ementa do aludido julgado: 1. MANDADO DE SEGURANÇA: CABIMENTO: ATO DE AUTORIDADE: DISPENSA DE SERVIDOR PÚBLICO POR DECRETO PRESIDENCIAL. A ATIVIDADE ESTATAL E SEMPRE PÚBLICA, AINDA QUE INSERIDA EM RELAÇÕES DE DIREITO PRIVADO E SOBRE ELAS IRRADIANDO EFEITOS; SENDO, POIS, ATO DE AUTORIDADE, O DECRETO PRESIDENCIAL QUE DISPENSA SERVIDOR PÚBLICO, EMBORA REGIDO PELA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA, A SUA DESCONSTITUIÇÃO PODE SER POSTULADA EM MANDADO DE SEGURANÇA. 2. MANDADO DE SEGURANÇA: LEGITIMAÇÃO PASSIVA DO PRESIDENTE DA REPUBLICA, SE A QUESTIONADA DISPENSA DO IMPETRANTE FOI OBJETO DE DECRETO, QUE O ARROLOU NOMINALMENTE ENTRE OS DISPENSADOS, REDUZINDO-SE O ATO SUBSEQUENTE DE RESCISAO DO CONTRATO DE TRABALHO A MERA EXECUÇÃO MATERIAL DE ORDEM CONCRETA DO CHEFE DO GOVERNO. 3. S.T.F.: COMPETÊNCIA: MANDADO DE SEGURANÇA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 1105413 AGR / GO CONTRA ATO DO PRESIDENTE DA REPUBLICA, EMBORA VERSANDO MATÉRIA TRABALHISTA. A COMPETÊNCIA ORIGINARIA PARA JULGAR MANDADO DE SEGURANÇA E DETERMINADA SEGUNDO A HIERARQUIA DA AUTORIDADE COATORA E NÃO, SEGUNDO A NATUREZA DA RELAÇÃO JURÍDICA ALCANCADA PELO ATO COATOR. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, ÓRGÃO SOLITARIO DE CUPULA DO PODER JUDICIARIO NACIONAL, NÃO SE PODE OPOR A COMPETÊNCIA ESPECIALIZADA, "RATIONE MATERIAE", DOS SEUS DIVERSOS RAMOS. 4. MANDADO DE SEGURANÇA: DIREITO LIQUIDO E CERTO: PROVA PRE-CONSTITUIDA DOS FATOS, QUE, NAS CIRCUNSTANCIAS DO CASO, O SILENCIO DA AUTORIDADE COATORA NÃO DISPENSA. FUNDADO O PEDIDO DE MANDADO DE SEGURANÇA NA ESTABILIDADE DOS DIRIGENTES SINDICAIS (CF, ART. 8., VIII), CUMPRIA AO IMPETRANTE FAZER PROVA DA ATUALIDADE DO SEU MANDATO SINDICAL, AO TEMPO DO ATO COATOR; INEXISTENTE A PROVA DO FUNDAMENTO DO PEDIDO, NÃO O SUPRE A FALTA DE CONTESTAÇÃO DA AUTORIDADE COATORA, AO MENOS NO CASO EM QUE NÃO CABE PRESUMIR O CONHECIMENTO, DE SUA PARTE, DO FATO ALEGADO. (mandado de segurança nº 21.109/DF, relator no Pleno ministro Sepúlveda Pertence, acórdão publicado no Diário de Justiça de 19 de fevereiro de 1993) No mais, a discussão sobre o alcance de norma local – Lei estadual nº 17.916/2012 – inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. Cumpre destacar ter a sequência revelado automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu com interpretação de norma local, não alcançando, portanto, qualquer tema 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Supremo Tribunal Federal RE 1105413 AGR / GO CONTRA ATO DO PRESIDENTE DA REPUBLICA, EMBORA VERSANDO MATÉRIA TRABALHISTA. A COMPETÊNCIA ORIGINARIA PARA JULGAR MANDADO DE SEGURANÇA E DETERMINADA SEGUNDO A HIERARQUIA DA AUTORIDADE COATORA E NÃO, SEGUNDO A NATUREZA DA RELAÇÃO JURÍDICA ALCANCADA PELO ATO COATOR. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, ÓRGÃO SOLITARIO DE CUPULA DO PODER JUDICIARIO NACIONAL, NÃO SE PODE OPOR A COMPETÊNCIA ESPECIALIZADA, "RATIONE MATERIAE", DOS SEUS DIVERSOS RAMOS. 4. MANDADO DE SEGURANÇA: DIREITO LIQUIDO E CERTO: PROVA PRE-CONSTITUIDA DOS FATOS, QUE, NAS CIRCUNSTANCIAS DO CASO, O SILENCIO DA AUTORIDADE COATORA NÃO DISPENSA. FUNDADO O PEDIDO DE MANDADO DE SEGURANÇA NA ESTABILIDADE DOS DIRIGENTES SINDICAIS (CF, ART. 8., VIII), CUMPRIA AO IMPETRANTE FAZER PROVA DA ATUALIDADE DO SEU MANDATO SINDICAL, AO TEMPO DO ATO COATOR; INEXISTENTE A PROVA DO FUNDAMENTO DO PEDIDO, NÃO O SUPRE A FALTA DE CONTESTAÇÃO DA AUTORIDADE COATORA, AO MENOS NO CASO EM QUE NÃO CABE PRESUMIR O CONHECIMENTO, DE SUA PARTE, DO FATO ALEGADO. (mandado de segurança nº 21.109/DF, relator no Pleno ministro Sepúlveda Pertence, acórdão publicado no Diário de Justiça de 19 de fevereiro de 1993) No mais, a discussão sobre o alcance de norma local – Lei estadual nº 17.916/2012 – inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. Cumpre destacar ter a sequência revelado automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu com interpretação de norma local, não alcançando, portanto, qualquer tema 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 1105413 AGR / GO constitucional. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa, a teor do § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Supremo Tribunal Federal RE 1105413 AGR / GO constitucional. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa, a teor do § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES ADV.(A/S) : SANDRO LUCENA ROSA (45229/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980054 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES ADV.(A/S) : SANDRO LUCENA ROSA (45229/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980054 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747860705
2018-05-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur388309
- Acórdão(s) citado(s): (MANDADO DE SEGURANÇÃO, COMPETÊNCIA) MS 21109. Número de páginas: 10. Análise: 07/08/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1105413
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-017597 ANO-2012\n LEI ORDINÁRIA, GO\n\n", "LEG-EST LEI-017916 ANO-2012\n LEI ORDINÁRIA, GO" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1105413 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES ADV.(A/S) : SANDRO LUCENA ROSA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES ADV.(A/S) :SANDRO LUCENA ROSA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843187. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES ADV.(A/S) :SANDRO LUCENA ROSA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás concedeu a segurança, determinou a continuidade do procedimento administrativo relativo ao retorno do impetrante ao serviço público, reconhecendo o direito líquido e certo à anistia, considerada a legislação de regência. No extraordinário, o recorrente alega a violação dos artigos 37, inciso II, e 114, incisos I e II, da Constituição Federal. Sustenta a competência da Justiça do Trabalho para apreciar o tema. Alude à divergência com o decidido na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395. Discorre sobre a inconstitucionalidade das leis estaduais indicadas no acórdão impugnado. 2. Quanto à competência, o decidido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo. No julgamento da medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395/DF, relator ministro Cezar Peluso, o Tribunal deu interpretação ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES ADV.(A/S) :SANDRO LUCENA ROSA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás concedeu a segurança, determinou a continuidade do procedimento administrativo relativo ao retorno do impetrante ao serviço público, reconhecendo o direito líquido e certo à anistia, considerada a legislação de regência. No extraordinário, o recorrente alega a violação dos artigos 37, inciso II, e 114, incisos I e II, da Constituição Federal. Sustenta a competência da Justiça do Trabalho para apreciar o tema. Alude à divergência com o decidido na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395. Discorre sobre a inconstitucionalidade das leis estaduais indicadas no acórdão impugnado. 2. Quanto à competência, o decidido está em harmonia com a jurisprudência do Supremo. No julgamento da medida cautelar na ação direta de inconstitucionalidade n 3.395/DF, relator ministro Cezar Peluso, o Tribunal deu interpretação ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO mencionado preceito de modo a afastar da competência da Justiça do Trabalho a apreciação de quaisquer causas entre os servidores e o Poder Público presente vínculo de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo, assentada a jurisdição comum. O acórdão ficou assim ementado: INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus servidores estatutários. Ações que não se reputam oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta relação. Feitos da competência da Justiça Comum. Interpretação do art. 114, inc. I, da Constituição Federal de 1988, introduzido pela EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da Constituição da República, não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária. 2 Em elaboração Recurso Extraordinário 602060 / MG No mais, o Colegiado de origem decidiu a partir de análise conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Leis estaduais n 17.916/12 e 17.597/12. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. O agravante insiste no provimento do extraordinário, sustentando a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO mencionado preceito de modo a afastar da competência da Justiça do Trabalho a apreciação de quaisquer causas entre os servidores e o Poder Público presente vínculo de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo, assentada a jurisdição comum. O acórdão ficou assim ementado: INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Competência. Justiça do Trabalho. Incompetência reconhecida. Causas entre o Poder Público e seus servidores estatutários. Ações que não se reputam oriundas de relação de trabalho. Conceito estrito desta relação. Feitos da competência da Justiça Comum. Interpretação do art. 114, inc. I, da Constituição Federal de 1988, introduzido pela EC 45/2004. Precedentes. Liminar deferida para excluir outra interpretação. O disposto no art. 114, I, da Constituição da República, não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária. 2 Em elaboração Recurso Extraordinário 602060 / MG No mais, o Colegiado de origem decidiu a partir de análise conferida a normas locais. Procedeu à interpretação da Leis estaduais n 17.916/12 e 17.597/12. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário -, o acesso ao Supremo. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao extraordinário. Deixo de fixar os honorários recursais previstos no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, por tratar-se de extraordinário formalizado no curso de processo cujo rito os exclua. 4. Publiquem. O agravante insiste no provimento do extraordinário, sustentando a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO violação dos artigos 37, inciso II, e 114, incisos I e II, da Constituição Federal. Diz da ofensa constitucional direta. Articula com a competência da Justiça do Trabalho para processamento do feito. Aduz a inconstitucionalidade da Lei estadual n 17.916/2012, porquanto admitiu o reingresso de ex-empregados públicos sem concurso. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO violação dos artigos 37, inciso II, e 114, incisos I e II, da Constituição Federal. Diz da ofensa constitucional direta. Articula com a competência da Justiça do Trabalho para processamento do feito. Aduz a inconstitucionalidade da Lei estadual n 17.916/2012, porquanto admitiu o reingresso de ex-empregados públicos sem concurso. O agravado, em contraminuta, aponta o acerto do ato impugnado. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Atentem para o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Colegiado local: MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA DE EXEMPREGADO DA CAIXEGO. RETORNO AOS QUADROS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO AFASTADA. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. ADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO. PREJUDICIAIS AFASTADAS. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI ESTADUAL n 17.916/2012 REJEITADA. FORMA DE PROVIMENTO DERIVADO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO COMPROVADO. 1. O critério de definição do juízo competente, para o processamento e julgamento do mandado de segurança, é a graduação hierárquica ou categoria funcional da autoridade apontada como coatora, bem como a sua sede funcional. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. 2. Segundo o art. 46, inciso VIII, da alínea "o", da Constituição do Estado de Goiás, compete privativamente ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás o julgamento do mandado de segurança impetrado contra ato de Secretário de Estado, que se processará em uma de suas Câmaras Cíveis, na forma do art. 14, inciso I, alínea "b", do RITJGO. Precedentes do TJGO. 3. Não há se falar em aplicação do art. 114, inciso I, da Constituição Federal, uma vez que a competência, para o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procuradora estadual, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Atentem para o decidido na origem. Eis a síntese do acórdão formalizado pelo Colegiado local: MANDADO DE SEGURANÇA. ANISTIA DE EXEMPREGADO DA CAIXEGO. RETORNO AOS QUADROS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO AFASTADA. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. ADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO. PREJUDICIAIS AFASTADAS. ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA LEI ESTADUAL n 17.916/2012 REJEITADA. FORMA DE PROVIMENTO DERIVADO. DIREITO LÍQUIDO E CERTO COMPROVADO. 1. O critério de definição do juízo competente, para o processamento e julgamento do mandado de segurança, é a graduação hierárquica ou categoria funcional da autoridade apontada como coatora, bem como a sua sede funcional. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. 2. Segundo o art. 46, inciso VIII, da alínea "o", da Constituição do Estado de Goiás, compete privativamente ao Tribunal de Justiça do Estado de Goiás o julgamento do mandado de segurança impetrado contra ato de Secretário de Estado, que se processará em uma de suas Câmaras Cíveis, na forma do art. 14, inciso I, alínea "b", do RITJGO. Precedentes do TJGO. 3. Não há se falar em aplicação do art. 114, inciso I, da Constituição Federal, uma vez que a competência, para o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO processamento e julgamento do writ, não se baseia na relação de emprego entre o impetrante e a autoridade coatora. 4. Entende-se por direito líquido e certo a comprovação dos fatos alegados, mediante prova estritamente documental, sem que haja necessidade de maior dilação probatória. O impetrante, na via estreita do mandado de segurança, tem o ônus de demonstrar, cabalmente, ao tempo da propositura, a ilegalidade ou o abuso de direito praticado pela autoridade coatora contra seus interesses legalmente protegidos pela ordem constitucional ou legal. Comprovado o direito que lastreia a pretensão, não há se falar em inadequação da via técnica eleita. 5. Conta-se o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias, para a impetração do mandado de segurança, da data da ciência, pelo impetrante, do ato impugnado. Precedentes do TJGO. 6. Incomportável a arguição da prejudicial de prescrição, quando inexiste pretensão que veicule direito subjetivo patrimonial. 7. A anistia concedida aos ex-servidores da CAIXEGO pela Lei estadual n 17.916/2012 cuida-se de provimento derivado e não originário de cargo público, restando afastada a tese de inconstitucionalidade da norma, por afronta ao princípio do concurso público disposto no art. 37, inciso II, da Constituição Federal. Precedentes do excelso Supremo Tribunal Federal e do egrégio TJGO. 8. O Governo do Estado de Goiás, ao editar a Lei estadual n 17.916/2012, reconheceu a existência de perseguição política, que acarretou na extinção da CAIXEGO e, por isso, anistiou todos os seus ex-servidores, facultando-lhes o retorno ao trabalho. Demonstrado o vínculo de emprego permanente do impetrante com a empresa pública extinta, assim como o embaraço e dificuldade criados pela autoridade coatora para o retorno do impetrante aos quadros da Administração Pública, apresenta-se patente a violação ao direito líquido e certo defendido na exordial, sendo a concessão da segurança medida que se impõe. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO processamento e julgamento do writ, não se baseia na relação de emprego entre o impetrante e a autoridade coatora. 4. Entende-se por direito líquido e certo a comprovação dos fatos alegados, mediante prova estritamente documental, sem que haja necessidade de maior dilação probatória. O impetrante, na via estreita do mandado de segurança, tem o ônus de demonstrar, cabalmente, ao tempo da propositura, a ilegalidade ou o abuso de direito praticado pela autoridade coatora contra seus interesses legalmente protegidos pela ordem constitucional ou legal. Comprovado o direito que lastreia a pretensão, não há se falar em inadequação da via técnica eleita. 5. Conta-se o prazo decadencial de 120 (cento e vinte) dias, para a impetração do mandado de segurança, da data da ciência, pelo impetrante, do ato impugnado. Precedentes do TJGO. 6. Incomportável a arguição da prejudicial de prescrição, quando inexiste pretensão que veicule direito subjetivo patrimonial. 7. A anistia concedida aos ex-servidores da CAIXEGO pela Lei estadual n 17.916/2012 cuida-se de provimento derivado e não originário de cargo público, restando afastada a tese de inconstitucionalidade da norma, por afronta ao princípio do concurso público disposto no art. 37, inciso II, da Constituição Federal. Precedentes do excelso Supremo Tribunal Federal e do egrégio TJGO. 8. O Governo do Estado de Goiás, ao editar a Lei estadual n 17.916/2012, reconheceu a existência de perseguição política, que acarretou na extinção da CAIXEGO e, por isso, anistiou todos os seus ex-servidores, facultando-lhes o retorno ao trabalho. Demonstrado o vínculo de emprego permanente do impetrante com a empresa pública extinta, assim como o embaraço e dificuldade criados pela autoridade coatora para o retorno do impetrante aos quadros da Administração Pública, apresenta-se patente a violação ao direito líquido e certo defendido na exordial, sendo a concessão da segurança medida que se impõe. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO 9. SEGURANÇA CONCEDIDA. O deslinde da controvérsia ocorreu a partir da análise da legislação de regência. O Tribunal consignou a ausência de regulamentação para recebimento do adicional de penosidade pelos servidores. Somente interpretando a legislação infraconstitucional seria dado concluir de forma contrária ao estabelecido pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. O acórdão impugnado está em harmonia com a jurisprudência do Supremo. Descabe articular com a competência da Justiça do Trabalho para apreciação do processo, porquanto o Pleno, no mandado de segurança n 21.109, relator ministro Sepúlveda Pertence, assentou determinar-se a competência para o julgamento do mandado de segurança conforme a hierarquia da autoridade coatora, e não segundo a relação jurídica subjacente. Confiram com a ementa do aludido julgado: 1. MANDADO DE SEGURANÇA: CABIMENTO: ATO DE AUTORIDADE: DISPENSA DE SERVIDOR PÚBLICO POR DECRETO PRESIDENCIAL. A ATIVIDADE ESTATAL E SEMPRE PÚBLICA, AINDA QUE INSERIDA EM RELAÇÕES DE DIREITO PRIVADO E SOBRE ELAS IRRADIANDO EFEITOS; SENDO, POIS, ATO DE AUTORIDADE, O DECRETO PRESIDENCIAL QUE DISPENSA SERVIDOR PÚBLICO, EMBORA REGIDO PELA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA, A SUA DESCONSTITUIÇÃO PODE SER POSTULADA EM MANDADO DE SEGURANÇA. 2. MANDADO DE SEGURANÇA: LEGITIMAÇÃO PASSIVA DO PRESIDENTE DA REPUBLICA, SE A QUESTIONADA DISPENSA DO IMPETRANTE FOI OBJETO DE DECRETO, QUE O ARROLOU NOMINALMENTE ENTRE OS DISPENSADOS, REDUZINDO-SE O ATO SUBSEQUENTE DE RESCISAO DO CONTRATO DE TRABALHO A MERA EXECUÇÃO MATERIAL DE ORDEM CONCRETA DO CHEFE DO GOVERNO. 3. S.T.F.: COMPETÊNCIA: MANDADO DE SEGURANÇA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO 9. SEGURANÇA CONCEDIDA. O deslinde da controvérsia ocorreu a partir da análise da legislação de regência. O Tribunal consignou a ausência de regulamentação para recebimento do adicional de penosidade pelos servidores. Somente interpretando a legislação infraconstitucional seria dado concluir de forma contrária ao estabelecido pelo Colegiado local, o que é defeso em sede extraordinária. O acórdão impugnado está em harmonia com a jurisprudência do Supremo. Descabe articular com a competência da Justiça do Trabalho para apreciação do processo, porquanto o Pleno, no mandado de segurança n 21.109, relator ministro Sepúlveda Pertence, assentou determinar-se a competência para o julgamento do mandado de segurança conforme a hierarquia da autoridade coatora, e não segundo a relação jurídica subjacente. Confiram com a ementa do aludido julgado: 1. MANDADO DE SEGURANÇA: CABIMENTO: ATO DE AUTORIDADE: DISPENSA DE SERVIDOR PÚBLICO POR DECRETO PRESIDENCIAL. A ATIVIDADE ESTATAL E SEMPRE PÚBLICA, AINDA QUE INSERIDA EM RELAÇÕES DE DIREITO PRIVADO E SOBRE ELAS IRRADIANDO EFEITOS; SENDO, POIS, ATO DE AUTORIDADE, O DECRETO PRESIDENCIAL QUE DISPENSA SERVIDOR PÚBLICO, EMBORA REGIDO PELA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA, A SUA DESCONSTITUIÇÃO PODE SER POSTULADA EM MANDADO DE SEGURANÇA. 2. MANDADO DE SEGURANÇA: LEGITIMAÇÃO PASSIVA DO PRESIDENTE DA REPUBLICA, SE A QUESTIONADA DISPENSA DO IMPETRANTE FOI OBJETO DE DECRETO, QUE O ARROLOU NOMINALMENTE ENTRE OS DISPENSADOS, REDUZINDO-SE O ATO SUBSEQUENTE DE RESCISAO DO CONTRATO DE TRABALHO A MERA EXECUÇÃO MATERIAL DE ORDEM CONCRETA DO CHEFE DO GOVERNO. 3. S.T.F.: COMPETÊNCIA: MANDADO DE SEGURANÇA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO CONTRA ATO DO PRESIDENTE DA REPUBLICA, EMBORA VERSANDO MATÉRIA TRABALHISTA. A COMPETÊNCIA ORIGINARIA PARA JULGAR MANDADO DE SEGURANÇA E DETERMINADA SEGUNDO A HIERARQUIA DA AUTORIDADE COATORA E NÃO, SEGUNDO A NATUREZA DA RELAÇÃO JURÍDICA ALCANCADA PELO ATO COATOR. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, ÓRGÃO SOLITARIO DE CUPULA DO PODER JUDICIARIO NACIONAL, NÃO SE PODE OPOR A COMPETÊNCIA ESPECIALIZADA, "RATIONE MATERIAE", DOS SEUS DIVERSOS RAMOS. 4. MANDADO DE SEGURANÇA: DIREITO LIQUIDO E CERTO: PROVA PRE-CONSTITUIDA DOS FATOS, QUE, NAS CIRCUNSTANCIAS DO CASO, O SILENCIO DA AUTORIDADE COATORA NÃO DISPENSA. FUNDADO O PEDIDO DE MANDADO DE SEGURANÇA NA ESTABILIDADE DOS DIRIGENTES SINDICAIS (Constituição Federal de 1988, ART. 8., VIII), CUMPRIA AO IMPETRANTE FAZER PROVA DA ATUALIDADE DO SEU MANDATO SINDICAL, AO TEMPO DO ATO COATOR; INEXISTENTE A PROVA DO FUNDAMENTO DO PEDIDO, NÃO O SUPRE A FALTA DE CONTESTAÇÃO DA AUTORIDADE COATORA, AO MENOS NO CASO EM QUE NÃO CABE PRESUMIR O CONHECIMENTO, DE SUA PARTE, DO FATO ALEGADO. (mandado de segurança n 21.109/DF, relator no Pleno ministro Sepúlveda Pertence, acórdão publicado no Diário de Justiça de 19 de fevereiro de 1993) No mais, a discussão sobre o alcance de norma local – Lei estadual n 17.916/2012 – inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. Cumpre destacar ter a sequência revelado automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu com interpretação de norma local, não alcançando, portanto, qualquer tema 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO CONTRA ATO DO PRESIDENTE DA REPUBLICA, EMBORA VERSANDO MATÉRIA TRABALHISTA. A COMPETÊNCIA ORIGINARIA PARA JULGAR MANDADO DE SEGURANÇA E DETERMINADA SEGUNDO A HIERARQUIA DA AUTORIDADE COATORA E NÃO, SEGUNDO A NATUREZA DA RELAÇÃO JURÍDICA ALCANCADA PELO ATO COATOR. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, ÓRGÃO SOLITARIO DE CUPULA DO PODER JUDICIARIO NACIONAL, NÃO SE PODE OPOR A COMPETÊNCIA ESPECIALIZADA, "RATIONE MATERIAE", DOS SEUS DIVERSOS RAMOS. 4. MANDADO DE SEGURANÇA: DIREITO LIQUIDO E CERTO: PROVA PRE-CONSTITUIDA DOS FATOS, QUE, NAS CIRCUNSTANCIAS DO CASO, O SILENCIO DA AUTORIDADE COATORA NÃO DISPENSA. FUNDADO O PEDIDO DE MANDADO DE SEGURANÇA NA ESTABILIDADE DOS DIRIGENTES SINDICAIS (Constituição Federal de 1988, ART. 8., VIII), CUMPRIA AO IMPETRANTE FAZER PROVA DA ATUALIDADE DO SEU MANDATO SINDICAL, AO TEMPO DO ATO COATOR; INEXISTENTE A PROVA DO FUNDAMENTO DO PEDIDO, NÃO O SUPRE A FALTA DE CONTESTAÇÃO DA AUTORIDADE COATORA, AO MENOS NO CASO EM QUE NÃO CABE PRESUMIR O CONHECIMENTO, DE SUA PARTE, DO FATO ALEGADO. (mandado de segurança n 21.109/DF, relator no Pleno ministro Sepúlveda Pertence, acórdão publicado no Diário de Justiça de 19 de fevereiro de 1993) No mais, a discussão sobre o alcance de norma local – Lei estadual n 17.916/2012 – inviabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência – verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” –, o acesso ao Supremo. Cumpre destacar ter a sequência revelado automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu com interpretação de norma local, não alcançando, portanto, qualquer tema 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO constitucional. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa, a teor do § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO constitucional. A insurgência do agravante, com pretensão de novo recurso, impõe a aplicação da multa, a teor do § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747843189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES ADV.(A/S) : SANDRO LUCENA ROSA (45229/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980054 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.105.413 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES ADV.(A/S) : SANDRO LUCENA ROSA (45229/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980054 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 413", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 413", "ação direta de inconstitucionalidade n 3 . 395", "ação direta de inconstitucionalidade n 3 . 395 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 413", "ação direta de inconstitucionalidade n 3 . 395", "ação direta de inconstitucionalidade n 3 . 395 / DF", "Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 602060 / MG", "Verbete n 280 da Súmula", "Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 602060 / MG", "Recurso Extraordinário 1105413 AGR", "Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 413 GOIÁS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 413", "Recurso Extraordinário 1105413 AGR", "Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO", "mandado de segurança n 21 . 109", "Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO", "mandado de segurança n 21 . 109", "Recurso Extraordinário 1105413", "mandado de segurança n 21 . 109 / DF", "verbete n 280 da Súmula", "Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO", "mandado de segurança n 21 . 109 / DF", "verbete n 280 da Súmula", "Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 1105413 AGR / GO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 413", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 105 . 413" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "inciso III do artigo 102 da Carta da República", "ARTIGO", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 37 , inciso II , e 114 , incisos I e II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 37 , inciso II , e 114 , incisos I e II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 114 , inc . I , da Constituição Federal de 1988", "EC 45 / 2004", "art . 114 , I , da Constituição da República", "Leis", "estaduais n 17 . 916 / 12", "17", ".", "597", "/", "12", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 114 , inc . I , da Constituição Federal de 1988", "EC 45 / 2004", "art . 114 , I , da Constituição da República", "Leis estaduais n 17 . 916 / 12", "17", ".", "597", "/", "12", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 37 , inciso II , e 114 , incisos I e II , da Constituição Federal", "Lei estadual n 17 . 916 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 37 , inciso II , e 114 , incisos I e II , da Constituição Federal", "Lei estadual n 17 . 916 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 17 . 916 / 2012", "art . 46 , inciso VIII , da alínea \" o \" , da Constituição do Estado de Goiás", "inciso I , alínea \" b \" , do RITJGO", "art . 114 , inciso I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 17 . 916 / 2012", "art . 46 , inciso VIII , da alínea \" o \" , da Constituição do Estado de Goiás", "art . 114 , inciso I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 17 . 916 / 2012", "art . 37 , inciso II , da Constituição Federal", "Lei estadual n 17 . 916 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n 17 . 916 / 2012", "art . 37 , inciso II , da Constituição Federal", "Lei estadual n 17 . 916 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 8 . , VIII", "estadual n 17 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 8 . , VIII", "Lei estadual n 17 . 916 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Supremo", "Supremo", "Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "GO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXEGO", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "TJGO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CAIXEGO", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "TJGO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "GO", "TJGO", "CAIXEGO", "Supremo Tribunal Federal", "TJGO", "Governo do Estado de Goiás", "CAIXEGO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TJGO", "CAIXEGO", "Supremo Tribunal Federal", "TJGO", "Governo do Estado de Goiás", "CAIXEGO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Pleno", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Pleno", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "SANDRO LUCENA ROSA", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "AGUINELO FRANCISCO RODRIGUES", "SANDRO LUCENA ROSA", "MARCO AURÉLIO", "Cezar Peluso", "MARCO AURÉLIO", "SANDRO LUCENA ROSA", "MARCO AURÉLIO", "Cezar Peluso", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "MARCO AURÉLIO", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "FRANCISCO RODRIGUES", "SANDRO LUCENA ROSA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "FRANCISCO RODRIGUES", "SANDRO LUCENA ROSA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "15 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "15 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA PENAS – UNIFICAÇÃO – BENEFÍCIOS – TERMO INICIAL. Havendo a unificação de penas ante o fato de o custodiado ter cometido crime no curso de execução de título condenatório anterior, surge novo termo inicial para benefícios, coincidente com a data da preclusão maior da última condenação. Precedentes: agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus nº 135.826/MG, relator ministro Luiz Fux, julgado na Primeira Turma do Supremo, com acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 13 de junho de 2017 e habeas corpus nº 415.276/MG, relator ministro Joel Ilan Paciornik, julgado na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, com acórdão veiculado no Diário da Justiça eletrônico de 12 de março de 2018. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o recurso ordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936451. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina: O Juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Ribeirão das Neves/MG, no processo nº 0231.13.26539-1, ante nova condenação do recorrente no curso de execução de pena, determinou a unificação das apenações, totalizando 9 anos, 8 meses e 1 dia de reclusão, em regime inicial fechado. Fixou, como marco inicial para obtenção de benefícios prisionais, a data em que alcançada a preclusão maior, para a acusação, da última condenação, 6 de maio de 2014. A defesa interpôs agravo em execução no Tribunal de Justiça, visando fosse considerada a data da última prisão, 5 de fevereiro de 2013, como ponto de partida dos cálculos referentes à concessão de benefícios. A Quinta Câmara Criminal desproveu o recurso, mantendo o decidido na origem. Embargos declaratórios, protocolados na sequência, não obtiveram êxito. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 330.592/MG. A Quinta Turma inadmitiu a impetração, apontando-a substitutiva de recurso. Assentou que, sobrevindo condenação, a contagem do prazo para implemento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936452. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina: O Juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Ribeirão das Neves/MG, no processo nº 0231.13.26539-1, ante nova condenação do recorrente no curso de execução de pena, determinou a unificação das apenações, totalizando 9 anos, 8 meses e 1 dia de reclusão, em regime inicial fechado. Fixou, como marco inicial para obtenção de benefícios prisionais, a data em que alcançada a preclusão maior, para a acusação, da última condenação, 6 de maio de 2014. A defesa interpôs agravo em execução no Tribunal de Justiça, visando fosse considerada a data da última prisão, 5 de fevereiro de 2013, como ponto de partida dos cálculos referentes à concessão de benefícios. A Quinta Câmara Criminal desproveu o recurso, mantendo o decidido na origem. Embargos declaratórios, protocolados na sequência, não obtiveram êxito. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus nº 330.592/MG. A Quinta Turma inadmitiu a impetração, apontando-a substitutiva de recurso. Assentou que, sobrevindo condenação, a contagem do prazo para implemento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RHC 134122 / MG benefícios prisionais é interrompida, sendo retomada a partir do trânsito em julgado para ambas as partes. O recorrente sustenta a ilegalidade da modificação da data-base, aduzindo impróprio não levar em conta a pena cumprida anteriormente à unificação. Destaca a omissão legal quanto ao tema. Arguiu ser mais benéfico ter a data do fato como ponto de partida para retomada da marcha temporal no âmbito da execução penal. Articula com o disposto no artigo 127 da Lei de Execução Penal, a prever a data em que cometida a falta grave como baliza para o reinício da contagem temporal. Requer seja estabelecido, como termo inicial para futuras benesses, a data da última prisão, 5 de fevereiro de 2013. Não houve pedido de concessão de liminar. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento do recurso. Afirma estar o acórdão impugnado em consonância com a jurisprudência do Supremo. Lancei visto no processo em 13 de maio de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir de 29 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936452. Supremo Tribunal Federal RHC 134122 / MG benefícios prisionais é interrompida, sendo retomada a partir do trânsito em julgado para ambas as partes. O recorrente sustenta a ilegalidade da modificação da data-base, aduzindo impróprio não levar em conta a pena cumprida anteriormente à unificação. Destaca a omissão legal quanto ao tema. Arguiu ser mais benéfico ter a data do fato como ponto de partida para retomada da marcha temporal no âmbito da execução penal. Articula com o disposto no artigo 127 da Lei de Execução Penal, a prever a data em que cometida a falta grave como baliza para o reinício da contagem temporal. Requer seja estabelecido, como termo inicial para futuras benesses, a data da última prisão, 5 de fevereiro de 2013. Não houve pedido de concessão de liminar. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento do recurso. Afirma estar o acórdão impugnado em consonância com a jurisprudência do Supremo. Lancei visto no processo em 13 de maio de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir de 29 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. A notícia do acórdão veio a ser publicada no Diário da Justiça de 2 de fevereiro de 2016, surgindo a manifestação do inconformismo no dia 4 de de fevereiro imediato. Ocorrida a unificação das penas, ante o fato de o réu haver cometido novo crime no curso de execução de anterior, tem-se nova realidade jurídica. Em síntese, passa-se a considerar a data em que verificada a unificação. Observem que o quadro é mais favorável à fixação de novo termo inicial para a progressão no regime de cumprimento da pena do que aquele retratado em falta grave cometida, no âmbito do estabelecimento prisional, pelo custodiado. O fenômeno revela individualização da pena, distinguindo-se situação do reincidente no desvio de conduta da relativa ao preso que tem bom comportamento. No sentido de ter-se o dia da preclusão maior da última condenação como termo inicial para alcançar-se benefícios, estando o réu preso, é a jurisprudência dominante: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS ORIGINARIAMENTE SUBSTITUTIVO DE RECURSO. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. DATA- BASE PARA A CONCESSÃO DE NOVOS BENEFÍCIOS. DATA DO TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA CONDENAÇÃO. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936430. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. A notícia do acórdão veio a ser publicada no Diário da Justiça de 2 de fevereiro de 2016, surgindo a manifestação do inconformismo no dia 4 de de fevereiro imediato. Ocorrida a unificação das penas, ante o fato de o réu haver cometido novo crime no curso de execução de anterior, tem-se nova realidade jurídica. Em síntese, passa-se a considerar a data em que verificada a unificação. Observem que o quadro é mais favorável à fixação de novo termo inicial para a progressão no regime de cumprimento da pena do que aquele retratado em falta grave cometida, no âmbito do estabelecimento prisional, pelo custodiado. O fenômeno revela individualização da pena, distinguindo-se situação do reincidente no desvio de conduta da relativa ao preso que tem bom comportamento. No sentido de ter-se o dia da preclusão maior da última condenação como termo inicial para alcançar-se benefícios, estando o réu preso, é a jurisprudência dominante: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS ORIGINARIAMENTE SUBSTITUTIVO DE RECURSO. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. DATA- BASE PARA A CONCESSÃO DE NOVOS BENEFÍCIOS. DATA DO TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA CONDENAÇÃO. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RHC 134122 / MG (Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus nº 135.826/MG, relator ministro Luiz Fux, julgado na Primeira Turma do Supremo, com acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 13 de junho de 2017) HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. NÃO CABIMENTO. EXECUÇÃO PENAL. NOVA CONDENAÇÃO. UNIFICAÇÃO DE PENAS. MARCO INICIAL PARA A CONCESSÃO DE NOVOS BENEFÍCIOS DA EXECUÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA CONDENAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. WRIT NÃO CONHECIDO. (Habeas corpus nº 415.276/MG, relator ministro Joel Ilan Paciornik, julgado na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, com acórdão veiculado no Diário da Justiça eletrônico em 12 de março de 2018) Desprovejo o recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936430. Supremo Tribunal Federal RHC 134122 / MG (Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus nº 135.826/MG, relator ministro Luiz Fux, julgado na Primeira Turma do Supremo, com acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 13 de junho de 2017) HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. NÃO CABIMENTO. EXECUÇÃO PENAL. NOVA CONDENAÇÃO. UNIFICAÇÃO DE PENAS. MARCO INICIAL PARA A CONCESSÃO DE NOVOS BENEFÍCIOS DA EXECUÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA CONDENAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. WRIT NÃO CONHECIDO. (Habeas corpus nº 415.276/MG, relator ministro Joel Ilan Paciornik, julgado na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, com acórdão veiculado no Diário da Justiça eletrônico em 12 de março de 2018) Desprovejo o recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980021 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980021 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=15002392
2018-05-29T00:00:00
2018-06-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
PENAS – UNIFICAÇÃO – BENEFÍCIOS – TERMO INICIAL. Havendo a unificação de penas ante o fato de o custodiado ter cometido crime no curso de execução de título condenatório anterior, surge novo termo inicial para benefícios, coincidente com a data da preclusão maior da última condenação. Precedentes: agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus nº 135.826/MG, relator ministro Luiz Fux, julgado na Primeira Turma do Supremo, com acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 13 de junho de 2017 e habeas corpus nº 415.276/MG, relator ministro Joel Ilan Paciornik, julgado na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, com acórdão veiculado no Diário da Justiça eletrônico de 12 de março de 2018.
sjur386468
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO DA PENA, TERMO INICIAL, CONCESSÃO, BENEFÍCIO) RHC 135826 AgR (1ªT). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: HC 415276. Número de páginas: 6. Análise: 24/09/2018, JSF.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
134122
null
RHC
acordaos
RHC 134122
[ "" ]
RECTE.(S) : WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA PENAS – UNIFICAÇÃO – BENEFÍCIOS – TERMO INICIAL. Havendo a unificação de penas ante o fato de o custodiado ter cometido crime no curso de execução de título condenatório anterior, surge novo termo inicial para benefícios, coincidente com a data da preclusão maior da última condenação. Precedentes: agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus n 135.826/MG, relator ministro Luiz Fux, julgado na Primeira Turma do Supremo, com acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 13 de junho de 2017 e habeas corpus n 415.276/MG, relator ministro Joel Ilan Paciornik, julgado na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, com acórdão veiculado no Diário da Justiça eletrônico de 12 de março de 2018. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o recurso ordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936451. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina: O Juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Ribeirão das Neves/MG, no processo n 0231.13.26539-1, ante nova condenação do recorrente no curso de execução de pena, determinou a unificação das apenações, totalizando 9 anos, 8 meses e 1 dia de reclusão, em regime inicial fechado. Fixou, como marco inicial para obtenção de benefícios prisionais, a data em que alcançada a preclusão maior, para a acusação, da última condenação, 6 de maio de 2014. A defesa interpôs agravo em execução no Tribunal de Justiça, visando fosse considerada a data da última prisão, 5 de fevereiro de 2013, como ponto de partida dos cálculos referentes à concessão de benefícios. A Quinta Câmara Criminal desproveu o recurso, mantendo o decidido na origem. Embargos declaratórios, protocolados na sequência, não obtiveram êxito. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 330.592/MG. A Quinta Turma inadmitiu a impetração, apontando-a substitutiva de recurso. Assentou que, sobrevindo condenação, a contagem do prazo para implemento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936452. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, como relatório, as informações prestadas pelo assessor Dr. Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina: O Juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Ribeirão das Neves/MG, no processo n 0231.13.26539-1, ante nova condenação do recorrente no curso de execução de pena, determinou a unificação das apenações, totalizando 9 anos, 8 meses e 1 dia de reclusão, em regime inicial fechado. Fixou, como marco inicial para obtenção de benefícios prisionais, a data em que alcançada a preclusão maior, para a acusação, da última condenação, 6 de maio de 2014. A defesa interpôs agravo em execução no Tribunal de Justiça, visando fosse considerada a data da última prisão, 5 de fevereiro de 2013, como ponto de partida dos cálculos referentes à concessão de benefícios. A Quinta Câmara Criminal desproveu o recurso, mantendo o decidido na origem. Embargos declaratórios, protocolados na sequência, não obtiveram êxito. Chegou-se ao Superior Tribunal de Justiça com o habeas corpus n 330.592/MG. A Quinta Turma inadmitiu a impetração, apontando-a substitutiva de recurso. Assentou que, sobrevindo condenação, a contagem do prazo para implemento de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RHC 134122 / MG benefícios prisionais é interrompida, sendo retomada a partir do trânsito em julgado para ambas as partes. O recorrente sustenta a ilegalidade da modificação da data-base, aduzindo impróprio não levar em conta a pena cumprida anteriormente à unificação. Destaca a omissão legal quanto ao tema. Arguiu ser mais benéfico ter a data do fato como ponto de partida para retomada da marcha temporal no âmbito da execução penal. Articula com o disposto no artigo 127 da Lei de Execução Penal, a prever a data em que cometida a falta grave como baliza para o reinício da contagem temporal. Requer seja estabelecido, como termo inicial para futuras benesses, a data da última prisão, 5 de fevereiro de 2013. Não houve pedido de concessão de liminar. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento do recurso. Afirma estar o acórdão impugnado em consonância com a jurisprudência do Supremo. Lancei visto no processo em 13 de maio de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir de 29 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936452. Supremo Tribunal Federal RHC 134122 / MG benefícios prisionais é interrompida, sendo retomada a partir do trânsito em julgado para ambas as partes. O recorrente sustenta a ilegalidade da modificação da data-base, aduzindo impróprio não levar em conta a pena cumprida anteriormente à unificação. Destaca a omissão legal quanto ao tema. Arguiu ser mais benéfico ter a data do fato como ponto de partida para retomada da marcha temporal no âmbito da execução penal. Articula com o disposto no artigo 127 da Lei de Execução Penal, a prever a data em que cometida a falta grave como baliza para o reinício da contagem temporal. Requer seja estabelecido, como termo inicial para futuras benesses, a data da última prisão, 5 de fevereiro de 2013. Não houve pedido de concessão de liminar. A Procuradoria-Geral da República opina pelo desprovimento do recurso. Afirma estar o acórdão impugnado em consonância com a jurisprudência do Supremo. Lancei visto no processo em 13 de maio de 2018, liberando-o para exame na Turma a partir de 29 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. A notícia do acórdão veio a ser publicada no Diário da Justiça de 2 de fevereiro de 2016, surgindo a manifestação do inconformismo no dia 4 de de fevereiro imediato. Ocorrida a unificação das penas, ante o fato de o réu haver cometido novo crime no curso de execução de anterior, tem-se nova realidade jurídica. Em síntese, passa-se a considerar a data em que verificada a unificação. Observem que o quadro é mais favorável à fixação de novo termo inicial para a progressão no regime de cumprimento da pena do que aquele retratado em falta grave cometida, no âmbito do estabelecimento prisional, pelo custodiado. O fenômeno revela individualização da pena, distinguindo-se situação do reincidente no desvio de conduta da relativa ao preso que tem bom comportamento. No sentido de ter-se o dia da preclusão maior da última condenação como termo inicial para alcançar-se benefícios, estando o réu preso, é a jurisprudência dominante: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS ORIGINARIAMENTE SUBSTITUTIVO DE RECURSO. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. DATA- BASE PARA A CONCESSÃO DE NOVOS BENEFÍCIOS. DATA DO TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA CONDENAÇÃO. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936430. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. A notícia do acórdão veio a ser publicada no Diário da Justiça de 2 de fevereiro de 2016, surgindo a manifestação do inconformismo no dia 4 de de fevereiro imediato. Ocorrida a unificação das penas, ante o fato de o réu haver cometido novo crime no curso de execução de anterior, tem-se nova realidade jurídica. Em síntese, passa-se a considerar a data em que verificada a unificação. Observem que o quadro é mais favorável à fixação de novo termo inicial para a progressão no regime de cumprimento da pena do que aquele retratado em falta grave cometida, no âmbito do estabelecimento prisional, pelo custodiado. O fenômeno revela individualização da pena, distinguindo-se situação do reincidente no desvio de conduta da relativa ao preso que tem bom comportamento. No sentido de ter-se o dia da preclusão maior da última condenação como termo inicial para alcançar-se benefícios, estando o réu preso, é a jurisprudência dominante: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS ORIGINARIAMENTE SUBSTITUTIVO DE RECURSO. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. DATA- BASE PARA A CONCESSÃO DE NOVOS BENEFÍCIOS. DATA DO TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA CONDENAÇÃO. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RHC 134122 / MG (Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus n 135.826/MG, relator ministro Luiz Fux, julgado na Primeira Turma do Supremo, com acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 13 de junho de 2017) HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. NÃO CABIMENTO. EXECUÇÃO PENAL. NOVA CONDENAÇÃO. UNIFICAÇÃO DE PENAS. MARCO INICIAL PARA A CONCESSÃO DE NOVOS BENEFÍCIOS DA EXECUÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA CONDENAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. WRIT NÃO CONHECIDO. (Habeas corpus n 415.276/MG, relator ministro Joel Ilan Paciornik, julgado na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, com acórdão veiculado no Diário da Justiça eletrônico em 12 de março de 2018) Desprovejo o recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936430. Supremo Tribunal Federal RHC 134122 / MG (Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus n 135.826/MG, relator ministro Luiz Fux, julgado na Primeira Turma do Supremo, com acórdão publicado no Diário da Justiça eletrônico de 13 de junho de 2017) HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. NÃO CABIMENTO. EXECUÇÃO PENAL. NOVA CONDENAÇÃO. UNIFICAÇÃO DE PENAS. MARCO INICIAL PARA A CONCESSÃO DE NOVOS BENEFÍCIOS DA EXECUÇÃO. TRÂNSITO EM JULGADO DA ÚLTIMA CONDENAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. WRIT NÃO CONHECIDO. (Habeas corpus n 415.276/MG, relator ministro Joel Ilan Paciornik, julgado na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, com acórdão veiculado no Diário da Justiça eletrônico em 12 de março de 2018) Desprovejo o recurso. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14936430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980021 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 134.122 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980021 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "recurso ordinário em habeas corpus n 135 . 826 / MG", "habeas corpus n 415 . 276 / MG", "processo n 0231 . 13 . 26539 - 1", "habeas corpus n 330 . 592 / MG", "HABEAS CORPUS 134 . 122 MINAS", "processo n 0231 . 13 . 26539 - 1", "habeas corpus n 330 . 592 / MG", "RHC 134122 / MG", "HABEAS CORPUS 134 . 122", "RHC 134122 / MG", "Habeas corpus n 415 . 276 / MG", "RHC 134122 / MG", "habeas corpus n 135 . 826 / MG", "Habeas corpus n 415 . 276 / MG", "HABEAS CORPUS 134 . 122", "HABEAS CORPUS 134 . 122" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 127 da Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 127 da Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma do Supremo", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Vara", "Tribunal de Justiça", "Quinta Câmara Criminal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Vara", "Tribunal de Justiça", "Quinta Câmara Criminal", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "MG", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma do Supremo", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA", "Luiz Fux", "Joel Ilan Paciornik", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "MARCO AURÉLIO", "WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA", "MARCO AURÉLIO", "Gustavo Mascarenhas Lacerda Pedrina", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "Joel Ilan Paciornik", "Luiz Fux", "Joel Ilan Paciornik", "MARCO AURÉLIO", "WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "WELLINGTON RODRIGUES DA SILVA", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "13 de junho de 2017", "12 de março de 2018", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "6 de maio de 2014", "5 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "6 de maio de 2014", "5 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de fevereiro de 2013", "13 de maio de 2018", "29", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de fevereiro de 2013", "13 de maio de 2018", "29", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "2 de fevereiro de 2016", "4 de de fevereiro imediato", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "2 de fevereiro de 2016", "4 de de fevereiro imediato", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de junho de 2017", "12 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de junho de 2017", "12 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO ADV.(A/S) :WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842917. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO ADV.(A/S) :WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE — AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à procedência de pedido formulado em ação civil pública contra ex-prefeito, em decorrência de contratações tidas por irregulares. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega a inexistência de ato lesivo, dizendo incabível a reparação determinada. 2. Colho da sentença mantida pelo Colegiado de origem o seguinte trecho: Apreciando o mérito, tem-se que os fatos não foram negados, isto é, as contratações em regime temporário não foram negadas, limitando-se o réu João Otávio a imputar, por transferência, a outros diretores da Administração a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO ADV.(A/S) :WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE — AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à procedência de pedido formulado em ação civil pública contra ex-prefeito, em decorrência de contratações tidas por irregulares. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega a inexistência de ato lesivo, dizendo incabível a reparação determinada. 2. Colho da sentença mantida pelo Colegiado de origem o seguinte trecho: Apreciando o mérito, tem-se que os fatos não foram negados, isto é, as contratações em regime temporário não foram negadas, limitando-se o réu João Otávio a imputar, por transferência, a outros diretores da Administração a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1104219 AGR / SP responsabilidade por tais atos, já que teria aquiescido nas contratações com a restrição “obedecidas as normas legais”. Justamente por não ter cuidado de atentar se foram ou não “obedecidas as normas legais” é que se apresenta a responsabilidade do réu, pois, como chefe supremo do Poder Executivo haveria de zelar para que seus subordinados, pessoas a quem procurou transferir a responsabilidade, não praticassem atos fora dos limites legais, não se olvidando que dispunha de poderes para tolher o ato da nomeação. É bem verdade que se poderia debater sobre a necessidade ou não das contratações temporárias (…) Observa-se, entretanto, que o réu não suscitou essa questão em sua defesa, ou seja, nada questionou quanto aos legítimos interesses e necessidades das contratações, limitando-se, como se disse, a procurar isentar-se de responsabilidade pela transferência a seus funcionários subordinados e colaboradores, ficando, então, afastada a apreciação da matéria sob esse aspecto. (…) Em situações dessa natureza as decisões de nossos Tribunais têm sido no sentido de aplicação de reprimenda branda, limitando-se a imposição de pena pecuniária, ou seja, da multa civil, reconhecendo como desnecessárias as demais cominações previstas no art. 12 da Lei nº 8.429/92. Somente pela análise do quadro probatório e da legislação de regência seria dado concluir de forma diversa, o que é vedado em sede extraordinária. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Supremo Tribunal Federal ARE 1104219 AGR / SP responsabilidade por tais atos, já que teria aquiescido nas contratações com a restrição “obedecidas as normas legais”. Justamente por não ter cuidado de atentar se foram ou não “obedecidas as normas legais” é que se apresenta a responsabilidade do réu, pois, como chefe supremo do Poder Executivo haveria de zelar para que seus subordinados, pessoas a quem procurou transferir a responsabilidade, não praticassem atos fora dos limites legais, não se olvidando que dispunha de poderes para tolher o ato da nomeação. É bem verdade que se poderia debater sobre a necessidade ou não das contratações temporárias (…) Observa-se, entretanto, que o réu não suscitou essa questão em sua defesa, ou seja, nada questionou quanto aos legítimos interesses e necessidades das contratações, limitando-se, como se disse, a procurar isentar-se de responsabilidade pela transferência a seus funcionários subordinados e colaboradores, ficando, então, afastada a apreciação da matéria sob esse aspecto. (…) Em situações dessa natureza as decisões de nossos Tribunais têm sido no sentido de aplicação de reprimenda branda, limitando-se a imposição de pena pecuniária, ou seja, da multa civil, reconhecendo como desnecessárias as demais cominações previstas no art. 12 da Lei nº 8.429/92. Somente pela análise do quadro probatório e da legislação de regência seria dado concluir de forma diversa, o que é vedado em sede extraordinária. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1104219 AGR / SP 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante insiste na negativa de vigência aos artigos 1º, inciso III, 5º, incisos XXXV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega não buscar o reexame de matéria fático-probatória, mas a valoração dos critérios jurídicos formadores da convicção. Afirma inexistir comprovação de ter o agente agido com culpa grave ou dolo ou havido qualquer prejuízo ao erário para que fosse possível a procedência do pedido. Alude à aprovação das contas pela Câmara Municipal. O Ministério Público do Estado de São Paulo manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Supremo Tribunal Federal ARE 1104219 AGR / SP 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante insiste na negativa de vigência aos artigos 1º, inciso III, 5º, incisos XXXV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega não buscar o reexame de matéria fático-probatória, mas a valoração dos critérios jurídicos formadores da convicção. Afirma inexistir comprovação de ter o agente agido com culpa grave ou dolo ou havido qualquer prejuízo ao erário para que fosse possível a procedência do pedido. Alude à aprovação das contas pela Câmara Municipal. O Ministério Público do Estado de São Paulo manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Observem o decidido na origem. Transcrevo, novamente, trechos da sentença mantida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: Apreciando o mérito, tem-se que os fatos não foram negados, isto é, as contratações em regime temporário não foram negadas, limitando-se o réu João Otávio a imputar, por transferência, a outros diretores da Administração a responsabilidade por tais atos, já que teria aquiescido nas contratações com a restrição “obedecidas as normas legais”. Justamente por não ter cuidado de atentar se foram ou não “obedecidas as normas legais” é que se apresenta a responsabilidade do réu, pois, como chefe supremo do Poder Executivo haveria de zelar para que seus subordinados, pessoas a quem procurou transferir a responsabilidade, não praticassem atos fora dos limites legais, não se olvidando que dispunha de poderes para tolher o ato da nomeação. É bem verdade que se poderia debater sobre a necessidade ou não das contratações temporárias (…) Observa-se, entretanto, que o réu não suscitou essa questão em sua defesa, ou seja, nada questionou quanto aos legítimos interesses e necessidades das contratações, limitando- se, como se disse, a procurar isentar-se de responsabilidade pela transferência a seus funcionários subordinados e colaboradores, ficando, então, afastada a apreciação da matéria sob esse aspecto. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Observem o decidido na origem. Transcrevo, novamente, trechos da sentença mantida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: Apreciando o mérito, tem-se que os fatos não foram negados, isto é, as contratações em regime temporário não foram negadas, limitando-se o réu João Otávio a imputar, por transferência, a outros diretores da Administração a responsabilidade por tais atos, já que teria aquiescido nas contratações com a restrição “obedecidas as normas legais”. Justamente por não ter cuidado de atentar se foram ou não “obedecidas as normas legais” é que se apresenta a responsabilidade do réu, pois, como chefe supremo do Poder Executivo haveria de zelar para que seus subordinados, pessoas a quem procurou transferir a responsabilidade, não praticassem atos fora dos limites legais, não se olvidando que dispunha de poderes para tolher o ato da nomeação. É bem verdade que se poderia debater sobre a necessidade ou não das contratações temporárias (…) Observa-se, entretanto, que o réu não suscitou essa questão em sua defesa, ou seja, nada questionou quanto aos legítimos interesses e necessidades das contratações, limitando- se, como se disse, a procurar isentar-se de responsabilidade pela transferência a seus funcionários subordinados e colaboradores, ficando, então, afastada a apreciação da matéria sob esse aspecto. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1104219 AGR / SP Em situações dessa natureza as decisões de nossos Tribunais têm sido no sentido de aplicação de reprimenda branda, limitando-se a imposição de pena pecuniária, ou seja, da multa civil, reconhecendo como desnecessárias as demais cominações previstas no art. 12 da Lei nº 8.429/92. Ao contrário do alegado, o Tribunal local, ao analisar fatos e documentos, e a normas aplicáveis à espécie, assentou procedente a ação civil pública. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu à análise da matéria fática e legal. A insurgência do agravante, com pretensão de novo julgamento, conduz à aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Supremo Tribunal Federal ARE 1104219 AGR / SP Em situações dessa natureza as decisões de nossos Tribunais têm sido no sentido de aplicação de reprimenda branda, limitando-se a imposição de pena pecuniária, ou seja, da multa civil, reconhecendo como desnecessárias as demais cominações previstas no art. 12 da Lei nº 8.429/92. Ao contrário do alegado, o Tribunal local, ao analisar fatos e documentos, e a normas aplicáveis à espécie, assentou procedente a ação civil pública. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu à análise da matéria fática e legal. A insurgência do agravante, com pretensão de novo julgamento, conduz à aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1104219 AGR / SP 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Supremo Tribunal Federal ARE 1104219 AGR / SP 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO ADV.(A/S) : WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA (129732/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980053 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO ADV.(A/S) : WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA (129732/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980053 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747861217
2018-05-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur388124
Número de páginas: 8. Análise: 07/08/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1104219
[ "LEG-FED LEI-008429 ANO-1992\n ART-00012\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1104219 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO ADV.(A/S) : WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO ADV.(A/S) :WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842917. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO ADV.(A/S) :WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE — AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à procedência de pedido formulado em ação civil pública contra ex-prefeito, em decorrência de contratações tidas por irregulares. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega a inexistência de ato lesivo, dizendo incabível a reparação determinada. 2. Colho da sentença mantida pelo Colegiado de origem o seguinte trecho: Apreciando o mérito, tem-se que os fatos não foram negados, isto é, as contratações em regime temporário não foram negadas, limitando-se o réu João Otávio a imputar, por transferência, a outros diretores da Administração a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO ADV.(A/S) :WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — MATÉRIA FÁTICA E LEGAL – INVIABILIDADE — AGRAVO DESPROVIDO. 1. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo confirmou o entendimento do Juízo quanto à procedência de pedido formulado em ação civil pública contra ex-prefeito, em decorrência de contratações tidas por irregulares. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, o recorrente alega a inexistência de ato lesivo, dizendo incabível a reparação determinada. 2. Colho da sentença mantida pelo Colegiado de origem o seguinte trecho: Apreciando o mérito, tem-se que os fatos não foram negados, isto é, as contratações em regime temporário não foram negadas, limitando-se o réu João Otávio a imputar, por transferência, a outros diretores da Administração a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1104219 AGR / SP responsabilidade por tais atos, já que teria aquiescido nas contratações com a restrição “obedecidas as normas legais”. Justamente por não ter cuidado de atentar se foram ou não “obedecidas as normas legais” é que se apresenta a responsabilidade do réu, pois, como chefe supremo do Poder Executivo haveria de zelar para que seus subordinados, pessoas a quem procurou transferir a responsabilidade, não praticassem atos fora dos limites legais, não se olvidando que dispunha de poderes para tolher o ato da nomeação. É bem verdade que se poderia debater sobre a necessidade ou não das contratações temporárias (…) Observa-se, entretanto, que o réu não suscitou essa questão em sua defesa, ou seja, nada questionou quanto aos legítimos interesses e necessidades das contratações, limitando-se, como se disse, a procurar isentar-se de responsabilidade pela transferência a seus funcionários subordinados e colaboradores, ficando, então, afastada a apreciação da matéria sob esse aspecto. (…) Em situações dessa natureza as decisões de nossos Tribunais têm sido no sentido de aplicação de reprimenda branda, limitando-se a imposição de pena pecuniária, ou seja, da multa civil, reconhecendo como desnecessárias as demais cominações previstas no art. 12 da Lei n 8.429/92. Somente pela análise do quadro probatório e da legislação de regência seria dado concluir de forma diversa, o que é vedado em sede extraordinária. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Supremo Tribunal Federal ARE 1104219 AGR / SP responsabilidade por tais atos, já que teria aquiescido nas contratações com a restrição “obedecidas as normas legais”. Justamente por não ter cuidado de atentar se foram ou não “obedecidas as normas legais” é que se apresenta a responsabilidade do réu, pois, como chefe supremo do Poder Executivo haveria de zelar para que seus subordinados, pessoas a quem procurou transferir a responsabilidade, não praticassem atos fora dos limites legais, não se olvidando que dispunha de poderes para tolher o ato da nomeação. É bem verdade que se poderia debater sobre a necessidade ou não das contratações temporárias (…) Observa-se, entretanto, que o réu não suscitou essa questão em sua defesa, ou seja, nada questionou quanto aos legítimos interesses e necessidades das contratações, limitando-se, como se disse, a procurar isentar-se de responsabilidade pela transferência a seus funcionários subordinados e colaboradores, ficando, então, afastada a apreciação da matéria sob esse aspecto. (…) Em situações dessa natureza as decisões de nossos Tribunais têm sido no sentido de aplicação de reprimenda branda, limitando-se a imposição de pena pecuniária, ou seja, da multa civil, reconhecendo como desnecessárias as demais cominações previstas no art. 12 da Lei n 8.429/92. Somente pela análise do quadro probatório e da legislação de regência seria dado concluir de forma diversa, o que é vedado em sede extraordinária. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1104219 AGR / SP 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante insiste na negativa de vigência aos artigos 1..., inciso III, 5..., incisos XXXV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega não buscar o reexame de matéria fático-probatória, mas a valoração dos critérios jurídicos formadores da convicção. Afirma inexistir comprovação de ter o agente agido com culpa grave ou dolo ou havido qualquer prejuízo ao erário para que fosse possível a procedência do pedido. Alude à aprovação das contas pela Câmara Municipal. O Ministério Público do Estado de São Paulo manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Supremo Tribunal Federal ARE 1104219 AGR / SP 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. O agravante insiste na negativa de vigência aos artigos 1..., inciso III, 5..., incisos XXXV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Alega não buscar o reexame de matéria fático-probatória, mas a valoração dos critérios jurídicos formadores da convicção. Afirma inexistir comprovação de ter o agente agido com culpa grave ou dolo ou havido qualquer prejuízo ao erário para que fosse possível a procedência do pedido. Alude à aprovação das contas pela Câmara Municipal. O Ministério Público do Estado de São Paulo manifesta-se pelo acerto da decisão impugnada. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842918. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Observem o decidido na origem. Transcrevo, novamente, trechos da sentença mantida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: Apreciando o mérito, tem-se que os fatos não foram negados, isto é, as contratações em regime temporário não foram negadas, limitando-se o réu João Otávio a imputar, por transferência, a outros diretores da Administração a responsabilidade por tais atos, já que teria aquiescido nas contratações com a restrição “obedecidas as normas legais”. Justamente por não ter cuidado de atentar se foram ou não “obedecidas as normas legais” é que se apresenta a responsabilidade do réu, pois, como chefe supremo do Poder Executivo haveria de zelar para que seus subordinados, pessoas a quem procurou transferir a responsabilidade, não praticassem atos fora dos limites legais, não se olvidando que dispunha de poderes para tolher o ato da nomeação. É bem verdade que se poderia debater sobre a necessidade ou não das contratações temporárias (…) Observa-se, entretanto, que o réu não suscitou essa questão em sua defesa, ou seja, nada questionou quanto aos legítimos interesses e necessidades das contratações, limitando- se, como se disse, a procurar isentar-se de responsabilidade pela transferência a seus funcionários subordinados e colaboradores, ficando, então, afastada a apreciação da matéria sob esse aspecto. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Observem o decidido na origem. Transcrevo, novamente, trechos da sentença mantida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: Apreciando o mérito, tem-se que os fatos não foram negados, isto é, as contratações em regime temporário não foram negadas, limitando-se o réu João Otávio a imputar, por transferência, a outros diretores da Administração a responsabilidade por tais atos, já que teria aquiescido nas contratações com a restrição “obedecidas as normas legais”. Justamente por não ter cuidado de atentar se foram ou não “obedecidas as normas legais” é que se apresenta a responsabilidade do réu, pois, como chefe supremo do Poder Executivo haveria de zelar para que seus subordinados, pessoas a quem procurou transferir a responsabilidade, não praticassem atos fora dos limites legais, não se olvidando que dispunha de poderes para tolher o ato da nomeação. É bem verdade que se poderia debater sobre a necessidade ou não das contratações temporárias (…) Observa-se, entretanto, que o réu não suscitou essa questão em sua defesa, ou seja, nada questionou quanto aos legítimos interesses e necessidades das contratações, limitando- se, como se disse, a procurar isentar-se de responsabilidade pela transferência a seus funcionários subordinados e colaboradores, ficando, então, afastada a apreciação da matéria sob esse aspecto. (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1104219 AGR / SP Em situações dessa natureza as decisões de nossos Tribunais têm sido no sentido de aplicação de reprimenda branda, limitando-se a imposição de pena pecuniária, ou seja, da multa civil, reconhecendo como desnecessárias as demais cominações previstas no art. 12 da Lei n 8.429/92. Ao contrário do alegado, o Tribunal local, ao analisar fatos e documentos, e a normas aplicáveis à espécie, assentou procedente a ação civil pública. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu à análise da matéria fática e legal. A insurgência do agravante, com pretensão de novo julgamento, conduz à aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Supremo Tribunal Federal ARE 1104219 AGR / SP Em situações dessa natureza as decisões de nossos Tribunais têm sido no sentido de aplicação de reprimenda branda, limitando-se a imposição de pena pecuniária, ou seja, da multa civil, reconhecendo como desnecessárias as demais cominações previstas no art. 12 da Lei n 8.429/92. Ao contrário do alegado, o Tribunal local, ao analisar fatos e documentos, e a normas aplicáveis à espécie, assentou procedente a ação civil pública. Concluir de forma diversa decorreria do reexame do acervo probatório e da legislação de regência, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na protocolação de recursos, em prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal de origem procedeu à análise da matéria fática e legal. A insurgência do agravante, com pretensão de novo julgamento, conduz à aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1104219 AGR / SP 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Supremo Tribunal Federal ARE 1104219 AGR / SP 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747842939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO ADV.(A/S) : WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA (129732/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980053 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.104.219 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO ADV.(A/S) : WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA (129732/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980053 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 104 . 219", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 104 . 219", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 104 . 219 SÃO", "ARE 1104219 AGR / SP", "ARE 1104219", "ARE 1104219 AGR / SP", "ARE 1104219 AGR / SP", "ARE 1104219 AGR / SP", "ARE 1104219 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "art . 12 da Lei n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 da Lei n 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . , inciso III , 5 . . . , incisos XXXV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . , inciso III , 5 . . . , incisos XXXV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 da Lei n 8 . 429 / 92", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 da Lei n 8 . 429 / 92", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Câmara Municipal", "Ministério Público do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara Municipal", "Ministério Público do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO", "WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO", "WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA", "MARCO AURÉLIO", "João Otávio", "MARCO AURÉLIO", "JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO", "WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA", "MARCO AURÉLIO", "João Otávio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "João Otávio", "MARCO AURÉLIO", "João Otávio", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO", "WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "JOAO OTAVIO DAGNONE DE MELO", "WEBERT JOSE PINTO DE SOUZA E SILVA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "27 de fevereiro de 2018", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "27 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIO CHELES ADV.(A/S) :ADAO NEVES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União (TCU). Controle externo. Atos de alteração de aposentadoria que se submetem a registro (art. 71, III, da CF/88). Decadência administrativa. Inaplicabilidade. Agravo regimental do qual se conhece e ao qual se nega provimento. 1. A Suprema Corte já firmou o entendimento de que não se aplica o art. 54 da Lei nº 9.784/99 no atuar da Administração Pública quando se estiver a tratar de atos de aposentação que reclamem registro junto ao TCU para se darem por perfeitos, nos termos do art. 71, III, da CF/88. Precedentes. 2. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 3. Agravo regimental do qual se conhece e ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 15/6 a 21/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por maioria de votos, em conhecer do recurso de agravo e a ele negar provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello, que a ele dava provimento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920854. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 27 Ementa e Acórdão MS 35700 AGR / DF Brasília, 22 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920854. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF Brasília, 22 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 27 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIO CHELES ADV.(A/S) :ADAO NEVES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto por ELIO CHELES contra decisão monocrática de minha lavra mediante a qual neguei seguimento ao presente mandamus impetrado contra ato praticado pelo TCU - consistente na negativa de registro de atos de alteração de aposentadoria do impetrante e determinação de suspensão do pagamento da vantagem de opção de que trata o art. 2º da Lei nº 8.911/94 c/c os arts. 14, § 2º, da Lei nº 9.421/96 e 18, §§ 2º e 3º, da Lei nº 11.416/06 (parcela de quintos). Transcrevo o teor da decisão ora impugnada: “Cuida-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado por ELIO CHELES contra ato praticado pelo TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU) consubstanciado na negativa de registro de atos de alteração de aposentadoria do impetrante e determinação de suspensão do pagamento da vantagem de opção de que trata o art. 2º da Lei n. 8.911/94 c/c arts. 14, § 2º, da Lei n. 9.421/96 e 18, §§ 2º e 3º, da Lei nº 11.416/06 (parcela de quintos). Em síntese, são os fundamentos desta ação: a) suposta inobservância ao prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/99 para a Administração Pública rever seus atos. Afirma o impetrante, nesse ponto, que sua aposentadoria já foi julgada legal pelo TCU; e b) suposta afronta aos postulados constitucionais da segurança jurídica - sob argumento de que a a situação jurídica Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIO CHELES ADV.(A/S) :ADAO NEVES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto por ELIO CHELES contra decisão monocrática de minha lavra mediante a qual neguei seguimento ao presente mandamus impetrado contra ato praticado pelo TCU - consistente na negativa de registro de atos de alteração de aposentadoria do impetrante e determinação de suspensão do pagamento da vantagem de opção de que trata o art. 2º da Lei nº 8.911/94 c/c os arts. 14, § 2º, da Lei nº 9.421/96 e 18, §§ 2º e 3º, da Lei nº 11.416/06 (parcela de quintos). Transcrevo o teor da decisão ora impugnada: “Cuida-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado por ELIO CHELES contra ato praticado pelo TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU) consubstanciado na negativa de registro de atos de alteração de aposentadoria do impetrante e determinação de suspensão do pagamento da vantagem de opção de que trata o art. 2º da Lei n. 8.911/94 c/c arts. 14, § 2º, da Lei n. 9.421/96 e 18, §§ 2º e 3º, da Lei nº 11.416/06 (parcela de quintos). Em síntese, são os fundamentos desta ação: a) suposta inobservância ao prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/99 para a Administração Pública rever seus atos. Afirma o impetrante, nesse ponto, que sua aposentadoria já foi julgada legal pelo TCU; e b) suposta afronta aos postulados constitucionais da segurança jurídica - sob argumento de que a a situação jurídica Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF do impetrante encontra-se há muito consolidada com a incorporação da parcela de quintos em seus proventos – e da irredutibilidade de vencimentos. Requer a concessão de medida in limime para que sejam suspensos os efeitos do Acórdão n. 925/2018 – 2ª Câmara, TCU – até decisão de mérito deste mandamus. Ao final, postula a concessão da ordem para que “seja determinada a preservação dos proventos em valores que vinham sendo percebidos até o mês de março de 2018, sem a exclusão de qualquer parcela que lhe fora conferida, em face da decadência ocorrida como preconiza o art. 54 da Lei nº 9784/99, conforme entendimento pacificado por esse pretório Excelso, na conformidade dos substanciosos ensinamentos constantes dos precedentes colacionados “ (fl. 11 – eDoc. 1). Juntados documentos comprobatórios (eDocs. 2/8). É o relatório. Decido. O writ é cabível, tempestivo e estão presentes os demais pressupostos de sua admissibilidade, razão pela qual conheço da impetração. No mérito, entretanto, tenho que a pretensão mandamental não merece ser acolhida. A questão cinge-se à negativa de registro pela Corte de Contas de atos de alteração da aposentadoria do impetrante, servidor inativo do Superior Tribunal de Justiça, cujo ato inicial concessório de aposentação já restou apreciado com conclusão pela sua legalidade. De início, entendo salutar ressaltar que a matéria em si, do presente caso, não é idêntica àquela que conta com casos reiterados nesta Corte, em que a irresignação envolve a negativa de registro de ato de concessão inicial de aposentadoria pela Corte de Contas, no exercício do controle externo constitucional. Aqui se trata de alteração de aposentadoria. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF do impetrante encontra-se há muito consolidada com a incorporação da parcela de quintos em seus proventos – e da irredutibilidade de vencimentos. Requer a concessão de medida in limime para que sejam suspensos os efeitos do Acórdão n. 925/2018 – 2ª Câmara, TCU – até decisão de mérito deste mandamus. Ao final, postula a concessão da ordem para que “seja determinada a preservação dos proventos em valores que vinham sendo percebidos até o mês de março de 2018, sem a exclusão de qualquer parcela que lhe fora conferida, em face da decadência ocorrida como preconiza o art. 54 da Lei nº 9784/99, conforme entendimento pacificado por esse pretório Excelso, na conformidade dos substanciosos ensinamentos constantes dos precedentes colacionados “ (fl. 11 – eDoc. 1). Juntados documentos comprobatórios (eDocs. 2/8). É o relatório. Decido. O writ é cabível, tempestivo e estão presentes os demais pressupostos de sua admissibilidade, razão pela qual conheço da impetração. No mérito, entretanto, tenho que a pretensão mandamental não merece ser acolhida. A questão cinge-se à negativa de registro pela Corte de Contas de atos de alteração da aposentadoria do impetrante, servidor inativo do Superior Tribunal de Justiça, cujo ato inicial concessório de aposentação já restou apreciado com conclusão pela sua legalidade. De início, entendo salutar ressaltar que a matéria em si, do presente caso, não é idêntica àquela que conta com casos reiterados nesta Corte, em que a irresignação envolve a negativa de registro de ato de concessão inicial de aposentadoria pela Corte de Contas, no exercício do controle externo constitucional. Aqui se trata de alteração de aposentadoria. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF Não obstante, o raciocínio naquelas hipóteses aplicado mostra-se perfeitamente extensível para o deslinde da presente controvérsia. Explico. Conforme consta do ato apontado como coator, ’o ato de alteração da aposentadoria de Elio Cheles, publicado em 12/5/2011, com vigência retroativa a 1/1/1997 e encaminhamento a esta Corte de Contas somente em 8/7/2011 (número de controle 20763905-04-2011-0000364) , foi emitido em função do deferimento da vantagem de opção, de que trata o art. 2º da Lei 8.911/1994, c/c os arts. 14, § 2º, da Lei nº 9.421/1996 e 18, §§ 2º e 3º, da Lei nº 11.416/2006. 2. No outro ato de alteração também autuado no presente processo, vigente a partir de 1/6/2011 (número de controle 20763905-04-2012-0000340), houve a integralização dos proventos do inativo na forma prevista no art. 190 da Lei nº 8.112/1990, sendo que constou do quadro dados de vantagens a mencionada parcela de opção. 3. Na instrução de peça 5, a Sefip informou que o ato inicial (número de controle 20763905-04-1995-000063-9) foi julgado ilegal (TC 015.350/19959) , tendo sido substituído pelo de número de controle 20763905-04-2005-000023-1, apreciado pela legalidade nos autos do TC 004.224/20060’ (fl. 8 – eDoc. 4). Esmiuçando o tema, trata-se de atos de alteração de aposentadoria (já julgada legal pelo TCU, em 2006, para fins de registro) de servidor inativo do STJ para incluir parcela de quintos nos proventos do servidor e de integralização dos proventos do inativo, por força do art. 190 da Lei n. 8.112/90 (invalidez), com previsão dessa rubrica. Tais atos foram encaminhados ao TCU em 2011 e a conclusão ali obtida direcionou-se pela ilegalidade desses atos, com negativa a esses 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF Não obstante, o raciocínio naquelas hipóteses aplicado mostra-se perfeitamente extensível para o deslinde da presente controvérsia. Explico. Conforme consta do ato apontado como coator, ’o ato de alteração da aposentadoria de Elio Cheles, publicado em 12/5/2011, com vigência retroativa a 1/1/1997 e encaminhamento a esta Corte de Contas somente em 8/7/2011 (número de controle 20763905-04-2011-0000364) , foi emitido em função do deferimento da vantagem de opção, de que trata o art. 2º da Lei 8.911/1994, c/c os arts. 14, § 2º, da Lei nº 9.421/1996 e 18, §§ 2º e 3º, da Lei nº 11.416/2006. 2. No outro ato de alteração também autuado no presente processo, vigente a partir de 1/6/2011 (número de controle 20763905-04-2012-0000340), houve a integralização dos proventos do inativo na forma prevista no art. 190 da Lei nº 8.112/1990, sendo que constou do quadro dados de vantagens a mencionada parcela de opção. 3. Na instrução de peça 5, a Sefip informou que o ato inicial (número de controle 20763905-04-1995-000063-9) foi julgado ilegal (TC 015.350/19959) , tendo sido substituído pelo de número de controle 20763905-04-2005-000023-1, apreciado pela legalidade nos autos do TC 004.224/20060’ (fl. 8 – eDoc. 4). Esmiuçando o tema, trata-se de atos de alteração de aposentadoria (já julgada legal pelo TCU, em 2006, para fins de registro) de servidor inativo do STJ para incluir parcela de quintos nos proventos do servidor e de integralização dos proventos do inativo, por força do art. 190 da Lei n. 8.112/90 (invalidez), com previsão dessa rubrica. Tais atos foram encaminhados ao TCU em 2011 e a conclusão ali obtida direcionou-se pela ilegalidade desses atos, com negativa a esses 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF registros. Não se está, portanto, diante de ato de concessão inicial de aposentação. Tampouco de revisão ou cassação de ato inicial concessório já aperfeiçoado. O que se tem são atos de alteração, embasados em motivos diferentes dos constantes do ato inicial de aposentação – este sim já julgado legal -, objetivando – como é próprio daquele instrumento – alterar a fundamentação legal do ato concessório. Não há ilegalidade nesse modo de proceder. Vejamos. Nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Cidadã, ’[o] controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (…) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório’ (grifei). Da leitura atenta do aludido dispositivo, e partindo de uma interpretação a contrario sensu, contata-se que as melhorias posteriores ao ato inicial concessório de aposentação que alterem o fundamento legal do ato inicial demandam a apreciação da legalidade pela Corte de Contas, no exercício do controle externo, para fins de registro. Nesse ponto, a instrução normativa do TCU n. 44/2002 é bastante elucidativa quanto ao que seria alteração de fundamento legal. Vide: ’Art. 3º As melhorias posteriores à data da concessão que não alterem o fundamento legal do ato concessório não serão submetidas ao Tribunal para fins de novo registro, observado o disposto nos §§ 1º e 2º deste artigo. § 1º Constituem alteração do fundamento legal do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF registros. Não se está, portanto, diante de ato de concessão inicial de aposentação. Tampouco de revisão ou cassação de ato inicial concessório já aperfeiçoado. O que se tem são atos de alteração, embasados em motivos diferentes dos constantes do ato inicial de aposentação – este sim já julgado legal -, objetivando – como é próprio daquele instrumento – alterar a fundamentação legal do ato concessório. Não há ilegalidade nesse modo de proceder. Vejamos. Nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Cidadã, ’[o] controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (…) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório’ (grifei). Da leitura atenta do aludido dispositivo, e partindo de uma interpretação a contrario sensu, contata-se que as melhorias posteriores ao ato inicial concessório de aposentação que alterem o fundamento legal do ato inicial demandam a apreciação da legalidade pela Corte de Contas, no exercício do controle externo, para fins de registro. Nesse ponto, a instrução normativa do TCU n. 44/2002 é bastante elucidativa quanto ao que seria alteração de fundamento legal. Vide: ’Art. 3º As melhorias posteriores à data da concessão que não alterem o fundamento legal do ato concessório não serão submetidas ao Tribunal para fins de novo registro, observado o disposto nos §§ 1º e 2º deste artigo. § 1º Constituem alteração do fundamento legal do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF ato concessório as melhorias posteriores decorrentes de acréscimos aos proventos de novas parcelas, gratificações ou vantagens de qualquer natureza, bem como a introdução de novos critérios ou bases de cálculo dos componentes do benefício, quando tais melhorias se caracterizarem como vantagem pessoal do servidor público civil ou militar e não houverem sido previstas no ato concessório originalmente submetido à apreciação do Tribunal ou por este já apreciado e registrado. § 2º Independentemente de não serem objeto de apreciação e registro, os atos de que trata o caput deste artigo deverão ser lançados no Sisac para fins de fiscalização” (grifei). Tem-se portanto, no caso em apreço, atos distintos do inicial, contudo com idêntica natureza jurídica e procedimento de aperfeiçoamento. Cito, por oportuno, precedente análogo (MS nº 27.757/DF, DJe de 9/3/09) em que a e. Ministra Ellen Gracie assim consignou: ’A alteração é um ato novo, que não influencia o ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão. É que a eventual ilegalidade do ato de alteração não causa a cassação do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, motivo pelo qual não há que falar em contraditório e ampla defesa. Situação diversa se dá em caso de revisão ou cassação (cancelamento) de aposentadoria, reforma ou pensão já julgada e registrada pelo Tribunal de Contas da União, em que se deve exigir a observância do contraditório e da ampla defesa’ (grifei). Feitas tais considerações, concluo que, na espécie, sendo atos que, nos termos do art. 71, inciso III, da CF/88, necessitam de registro pela Corte de Contas - em decorrência do exercício 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF ato concessório as melhorias posteriores decorrentes de acréscimos aos proventos de novas parcelas, gratificações ou vantagens de qualquer natureza, bem como a introdução de novos critérios ou bases de cálculo dos componentes do benefício, quando tais melhorias se caracterizarem como vantagem pessoal do servidor público civil ou militar e não houverem sido previstas no ato concessório originalmente submetido à apreciação do Tribunal ou por este já apreciado e registrado. § 2º Independentemente de não serem objeto de apreciação e registro, os atos de que trata o caput deste artigo deverão ser lançados no Sisac para fins de fiscalização” (grifei). Tem-se portanto, no caso em apreço, atos distintos do inicial, contudo com idêntica natureza jurídica e procedimento de aperfeiçoamento. Cito, por oportuno, precedente análogo (MS nº 27.757/DF, DJe de 9/3/09) em que a e. Ministra Ellen Gracie assim consignou: ’A alteração é um ato novo, que não influencia o ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão. É que a eventual ilegalidade do ato de alteração não causa a cassação do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, motivo pelo qual não há que falar em contraditório e ampla defesa. Situação diversa se dá em caso de revisão ou cassação (cancelamento) de aposentadoria, reforma ou pensão já julgada e registrada pelo Tribunal de Contas da União, em que se deve exigir a observância do contraditório e da ampla defesa’ (grifei). Feitas tais considerações, concluo que, na espécie, sendo atos que, nos termos do art. 71, inciso III, da CF/88, necessitam de registro pela Corte de Contas - em decorrência do exercício 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF do controle externo - para se darem por perfeitos, há de se observar o entendimento firmado neste Supremo Tribunal no sentido da inaplicabilidade do art. 54 da Lei n. 9.784/99 no atuar da Administração Pública. E afasto, nesse mesmo passo, a alegação de malferimento ao postulado da segurança jurídica. (...) Destaco, por fim, que a garantia da irredutibilidade de vencimentos não alcança parcelas pagas de forma ilegal. (...) Pelo exposto, com fundamento no art. 205 do RISTF, conheço do mandamus e denego a segurança. Prejudicada a apreciação do pedido de liminar” (eDoc. 11 - grifos no original). Em suas razões recursais, o agravante sustenta que a decisão impugnada merece reforma, sob argumento, em suma, de que não teria sido enfrentada a tese de decadência aventada e, nesse ponto, insiste nos argumentos já postulados na exordial de que “a alteração da aposentadoria deu entrada no TCU, há mais de cinco anos, portanto, na esteira dos entendimentos jurisprudenciais precedentes aplicáveis à espécie, a situação se consolidou ter sido extrapolado o prazo para a Administração anular o questionado ato que beneficiou o Impetrante. Demais disso, de acordo com os procedentes colacionados é cabível a invocação da decadência, quando se trata de ato alteração de aposentadoria já registrada, como se infere o excerto do acórdão proferido pelo Ministro Celso de Mello, nos autos do Mandado de Segurança nº 27083, do Distrito Federal, data vênia” (fls. 1/2 – eDoc. 12 – grifos do autor). Requer “que o presente agravo seja recebido e provido, a fim de que a decisão agravada seja revogada, tendo em vista que está sobejamente provado de plano, a presença do fumus boni júris e do periculum in mora, ensejando a concessão da medida liminar 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF do controle externo - para se darem por perfeitos, há de se observar o entendimento firmado neste Supremo Tribunal no sentido da inaplicabilidade do art. 54 da Lei n. 9.784/99 no atuar da Administração Pública. E afasto, nesse mesmo passo, a alegação de malferimento ao postulado da segurança jurídica. (...) Destaco, por fim, que a garantia da irredutibilidade de vencimentos não alcança parcelas pagas de forma ilegal. (...) Pelo exposto, com fundamento no art. 205 do RISTF, conheço do mandamus e denego a segurança. Prejudicada a apreciação do pedido de liminar” (eDoc. 11 - grifos no original). Em suas razões recursais, o agravante sustenta que a decisão impugnada merece reforma, sob argumento, em suma, de que não teria sido enfrentada a tese de decadência aventada e, nesse ponto, insiste nos argumentos já postulados na exordial de que “a alteração da aposentadoria deu entrada no TCU, há mais de cinco anos, portanto, na esteira dos entendimentos jurisprudenciais precedentes aplicáveis à espécie, a situação se consolidou ter sido extrapolado o prazo para a Administração anular o questionado ato que beneficiou o Impetrante. Demais disso, de acordo com os procedentes colacionados é cabível a invocação da decadência, quando se trata de ato alteração de aposentadoria já registrada, como se infere o excerto do acórdão proferido pelo Ministro Celso de Mello, nos autos do Mandado de Segurança nº 27083, do Distrito Federal, data vênia” (fls. 1/2 – eDoc. 12 – grifos do autor). Requer “que o presente agravo seja recebido e provido, a fim de que a decisão agravada seja revogada, tendo em vista que está sobejamente provado de plano, a presença do fumus boni júris e do periculum in mora, ensejando a concessão da medida liminar 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF requerida, com o consequente prosseguimento da ação mandamental, por ser medida da mais lídima JUSTIÇA” (fl. 7 – eDoc. 12). É o breve relato do necessário. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF requerida, com o consequente prosseguimento da ação mandamental, por ser medida da mais lídima JUSTIÇA” (fl. 7 – eDoc. 12). É o breve relato do necessário. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 27 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Em sede de juízo de admissibilidade, conheço do recurso de agravo regimental, eis que presentes os pressupostos legais. No mérito, entretanto, tenho que a irresignação não merece prosperar. Isso porque os argumentos utilizados pelo agravante não se mostram aptos a infirmar a decisão atacada, limitando-se a, praticamente, reiterar as alegações postuladas na inicial. Conforme relatado, a controvérsia da ação mandamental cinge-se à negativa de registro pela Corte de Contas de atos de alteração da aposentadoria do impetrante, servidor inativo do Superior Tribunal de Justiça, cujo ato inicial concessório de aposentação já restou apreciado com conclusão pela sua legalidade. Pretende-se, in casu, reforma do pronunciamento jurisdicional por meio do qual neguei seguimento ao mandamus, ao argumento reiterado de decadência administrativa. Entretanto, conforme expressamente consignado na decisão ora impugnada, está-se diante de atos que, nos termos do art. 71, inciso III, da CF/88, necessitam de registro pela Corte de Contas - em decorrência do exercício do controle externo - para se darem por perfeitos, havendo de se observar o entendimento firmado neste Supremo Tribunal no sentido da inaplicabilidade do art. 54 da Lei nº 9.784/99 no atuar da Administração Pública. Vale reiterar que, nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Cidadã, “[o] controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (…) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Em sede de juízo de admissibilidade, conheço do recurso de agravo regimental, eis que presentes os pressupostos legais. No mérito, entretanto, tenho que a irresignação não merece prosperar. Isso porque os argumentos utilizados pelo agravante não se mostram aptos a infirmar a decisão atacada, limitando-se a, praticamente, reiterar as alegações postuladas na inicial. Conforme relatado, a controvérsia da ação mandamental cinge-se à negativa de registro pela Corte de Contas de atos de alteração da aposentadoria do impetrante, servidor inativo do Superior Tribunal de Justiça, cujo ato inicial concessório de aposentação já restou apreciado com conclusão pela sua legalidade. Pretende-se, in casu, reforma do pronunciamento jurisdicional por meio do qual neguei seguimento ao mandamus, ao argumento reiterado de decadência administrativa. Entretanto, conforme expressamente consignado na decisão ora impugnada, está-se diante de atos que, nos termos do art. 71, inciso III, da CF/88, necessitam de registro pela Corte de Contas - em decorrência do exercício do controle externo - para se darem por perfeitos, havendo de se observar o entendimento firmado neste Supremo Tribunal no sentido da inaplicabilidade do art. 54 da Lei nº 9.784/99 no atuar da Administração Pública. Vale reiterar que, nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Cidadã, “[o] controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (…) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 27 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 35700 AGR / DF concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório” (grifei). Da leitura atenta do aludido dispositivo, e partindo de uma interpretação a contrario sensu, contata-se que as melhorias posteriores ao ato inicial concessório de aposentação que alterem o fundamento legal do ato inicial demandam a apreciação da legalidade pela Corte de Contas, no exercício do controle externo, para fins de registro. E essas melhorias, consoante instrução normativa do TCU nº 44/2002, consistem em acréscimos aos proventos de novas parcelas, gratificações ou vantagens de qualquer natureza, bem como a introdução de novos critérios ou bases de cálculo dos componentes do benefício, quando se caracterizarem como vantagem pessoal do servidor público civil ou militar e não houverem sido previstas no ato concessório originalmente submetido à apreciação do Tribunal ou por este já apreciado e registrado. Destarte, os atos apreciados pela Corte de Contas são de alteração, embasados em motivos diferentes dos constantes do ato inicial de aposentação – já julgado legal -, objetivando – como é próprio daquele instrumento – alterar a fundamentação legal do ato concessório. E, sendo assim, submetem-se a semelhante procedimento de aperfeiçoamento de um ato inicial concessório – que se dá com o registro junto ao TCU. Nesse passo, perfeitamente aplicável à espécie a iterativa jurisprudência desta Corte no sentido de que “[o] disposto no artigo 54 da Lei nº 9.784/99, a revelar o prazo de decadência para a Administração Pública rever os próprios atos, por depender de situação jurídica constituída, não se aplica à aposentadoria, por reclamar atos sequenciais” (MS nº 25.561/DF, Tribunal Pleno, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe de 21/11/14 – grifei). Ainda: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório” (grifei). Da leitura atenta do aludido dispositivo, e partindo de uma interpretação a contrario sensu, contata-se que as melhorias posteriores ao ato inicial concessório de aposentação que alterem o fundamento legal do ato inicial demandam a apreciação da legalidade pela Corte de Contas, no exercício do controle externo, para fins de registro. E essas melhorias, consoante instrução normativa do TCU nº 44/2002, consistem em acréscimos aos proventos de novas parcelas, gratificações ou vantagens de qualquer natureza, bem como a introdução de novos critérios ou bases de cálculo dos componentes do benefício, quando se caracterizarem como vantagem pessoal do servidor público civil ou militar e não houverem sido previstas no ato concessório originalmente submetido à apreciação do Tribunal ou por este já apreciado e registrado. Destarte, os atos apreciados pela Corte de Contas são de alteração, embasados em motivos diferentes dos constantes do ato inicial de aposentação – já julgado legal -, objetivando – como é próprio daquele instrumento – alterar a fundamentação legal do ato concessório. E, sendo assim, submetem-se a semelhante procedimento de aperfeiçoamento de um ato inicial concessório – que se dá com o registro junto ao TCU. Nesse passo, perfeitamente aplicável à espécie a iterativa jurisprudência desta Corte no sentido de que “[o] disposto no artigo 54 da Lei nº 9.784/99, a revelar o prazo de decadência para a Administração Pública rever os próprios atos, por depender de situação jurídica constituída, não se aplica à aposentadoria, por reclamar atos sequenciais” (MS nº 25.561/DF, Tribunal Pleno, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe de 21/11/14 – grifei). Ainda: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 27 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 35700 AGR / DF CONDENAÇÃO POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MANTIDA. ALTERAÇÃO INTENCIONAL DA VERDADE DOS FATOS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, o ato de concessão de aposentadoria é complexo, aperfeiçoando-se somente após a sua apreciação pelo Tribunal de Contas da União, sendo, desta forma, inaplicável o art. 54, da Lei nº 9.784/1999, para os casos em que o TCU examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. Havendo alteração intencional da verdade dos fatos, justifica-se a condenação ao pagamento de multa por litigância de má-fé. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS nº 33.805- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/3/18 – grifei). Irretocável, portanto, a decisão ora objurgada. Pelo exposto, conheço do recurso de agravo regimental e a ele nego provimento. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF CONDENAÇÃO POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MANTIDA. ALTERAÇÃO INTENCIONAL DA VERDADE DOS FATOS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, o ato de concessão de aposentadoria é complexo, aperfeiçoando-se somente após a sua apreciação pelo Tribunal de Contas da União, sendo, desta forma, inaplicável o art. 54, da Lei nº 9.784/1999, para os casos em que o TCU examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. Havendo alteração intencional da verdade dos fatos, justifica-se a condenação ao pagamento de multa por litigância de má-fé. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS nº 33.805- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/3/18 – grifei). Irretocável, portanto, a decisão ora objurgada. Pelo exposto, conheço do recurso de agravo regimental e a ele nego provimento. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 27 Voto Vogal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIO CHELES ADV.(A/S) :ADAO NEVES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que denegou o mandado de segurança impetrado pela parte ora recorrente com o objetivo de questionar a validade jurídica de deliberação que, emanada do E. Tribunal de Contas da União, ao apreciar a legalidade do ato de alteração de aposentadoria, veio a recusar-lhe o concernente registro. Alega-se, em síntese, que o E. Tribunal de Contas da União teria desrespeitado a autoridade de decisão judicial transitada em julgado que reconheceu ao autor deste “writ”, ora recorrente, o direito à incorporação, à sua remuneração, da vantagem pecuniária denominada “quintos”. É certo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia ora versada nesta causa, julgou o mérito do RE 638.115/CE, Rel. Min. GILMAR MENDES, nele proferindo decisão cujo acórdão possui a seguinte ementa: “Recurso extraordinário. 2. Administrativo. 3. Servidor público. 4. Incorporação de quintos decorrente do exercício de funções comissionadas no período compreendido entre a edição da Lei 9.624/1998 e a MP 2.225-48/2001. 5. Impossibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIO CHELES ADV.(A/S) :ADAO NEVES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que denegou o mandado de segurança impetrado pela parte ora recorrente com o objetivo de questionar a validade jurídica de deliberação que, emanada do E. Tribunal de Contas da União, ao apreciar a legalidade do ato de alteração de aposentadoria, veio a recusar-lhe o concernente registro. Alega-se, em síntese, que o E. Tribunal de Contas da União teria desrespeitado a autoridade de decisão judicial transitada em julgado que reconheceu ao autor deste “writ”, ora recorrente, o direito à incorporação, à sua remuneração, da vantagem pecuniária denominada “quintos”. É certo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia ora versada nesta causa, julgou o mérito do RE 638.115/CE, Rel. Min. GILMAR MENDES, nele proferindo decisão cujo acórdão possui a seguinte ementa: “Recurso extraordinário. 2. Administrativo. 3. Servidor público. 4. Incorporação de quintos decorrente do exercício de funções comissionadas no período compreendido entre a edição da Lei 9.624/1998 e a MP 2.225-48/2001. 5. Impossibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF 6. Recurso extraordinário provido.” (grifei) Cabe registrar que essa decisão plenária veio a ser confirmada por esta Suprema Corte em julgamento (ocorrido em 30/06/2017) que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “Embargos de declaração no recurso extraordinário. 2. Repercussão Geral. 3. Direito Administrativo. 4. Servidor público. 5. Incorporação de quintos decorrente do exercício de funções comissionadas no período compreendido entre a edição da Lei 9.624/1998 e a MP 2.225-48/2001. Impossibilidade. 6. Cessada a ultratividade das incorporações em qualquer hipótese, seja decorrente de decisões administrativas ou de decisões judiciais transitadas em julgado. RE-RG 730.462, Rel. Min. Teori Zavascki. 7. Ausência de omissão, contradição ou obscuridade. 8. Embargos rejeitados.” (RE 638.115-ED-quintos/CE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) Observo, no entanto, que diversas entidades de classe representativas dos interesses dos servidores públicos civis (a Associação Nacional dos Servidores da Justiça do Trabalho – ANAJUSTRA, a Associação dos Servidores do Tribunal Superior Eleitoral – ASSERTSE, o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal – SINDJUS/DF, o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União – SINDILEGIS, a Associação dos Servidores da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Ensino Superior – ASCAPES, a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público – FENAJUFE, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal – CONDSEF, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SINASEFE, o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina – SINTRAJUSC, o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF 6. Recurso extraordinário provido.” (grifei) Cabe registrar que essa decisão plenária veio a ser confirmada por esta Suprema Corte em julgamento (ocorrido em 30/06/2017) que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “Embargos de declaração no recurso extraordinário. 2. Repercussão Geral. 3. Direito Administrativo. 4. Servidor público. 5. Incorporação de quintos decorrente do exercício de funções comissionadas no período compreendido entre a edição da Lei 9.624/1998 e a MP 2.225-48/2001. Impossibilidade. 6. Cessada a ultratividade das incorporações em qualquer hipótese, seja decorrente de decisões administrativas ou de decisões judiciais transitadas em julgado. RE-RG 730.462, Rel. Min. Teori Zavascki. 7. Ausência de omissão, contradição ou obscuridade. 8. Embargos rejeitados.” (RE 638.115-ED-quintos/CE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) Observo, no entanto, que diversas entidades de classe representativas dos interesses dos servidores públicos civis (a Associação Nacional dos Servidores da Justiça do Trabalho – ANAJUSTRA, a Associação dos Servidores do Tribunal Superior Eleitoral – ASSERTSE, o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal – SINDJUS/DF, o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União – SINDILEGIS, a Associação dos Servidores da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Ensino Superior – ASCAPES, a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público – FENAJUFE, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal – CONDSEF, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SINASEFE, o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina – SINTRAJUSC, o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF SINASEMPU e a Associação dos Servidores do Ministério Público Federal – ASMPF) opuseram a mencionado acórdão, proferido nos autos do RE 638.115-ED-quintos/CE, novos embargos de declaração, inclusive com pedido de concessão de “efeitos modificativos”, ainda pendentes de apreciação pelo Plenário desta Suprema Corte, valendo observar, por relevante, que se mostra processualmente viável, ao menos em tese, no âmbito de referida impugnação recursal, a reforma da decisão recorrida pelo órgão competente. Presente esse contexto, e ao menos enquanto não analisados os recursos interpostos nos autos do R E 638.115/CE, torna-se importante reafirmar o alto significado de que se reveste, em nosso sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade, de outro. A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em sentido material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os atributos que lhe são inerentes, a significar, como já salientado, que nenhum ato estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a integridade. Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando sentencial, recebem, diretamente, da própria Constituição especial proteção destinada a preservar a inalterabilidade dos pronunciamentos emanados dos Juízes e Tribunais, criando, desse modo, situação de certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas. É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/1.130, item n. 802, 58ª ed., 2017, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou atender, tão somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais permitir que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF SINASEMPU e a Associação dos Servidores do Ministério Público Federal – ASMPF) opuseram a mencionado acórdão, proferido nos autos do RE 638.115-ED-quintos/CE, novos embargos de declaração, inclusive com pedido de concessão de “efeitos modificativos”, ainda pendentes de apreciação pelo Plenário desta Suprema Corte, valendo observar, por relevante, que se mostra processualmente viável, ao menos em tese, no âmbito de referida impugnação recursal, a reforma da decisão recorrida pelo órgão competente. Presente esse contexto, e ao menos enquanto não analisados os recursos interpostos nos autos do R E 638.115/CE, torna-se importante reafirmar o alto significado de que se reveste, em nosso sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade, de outro. A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em sentido material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os atributos que lhe são inerentes, a significar, como já salientado, que nenhum ato estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a integridade. Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando sentencial, recebem, diretamente, da própria Constituição especial proteção destinada a preservar a inalterabilidade dos pronunciamentos emanados dos Juízes e Tribunais, criando, desse modo, situação de certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas. É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/1.130, item n. 802, 58ª ed., 2017, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou atender, tão somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais permitir que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social. Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada, considerada a própria disciplina constitucional que a rege, que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, na resolução do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada. Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações entre a coisa julgada e a Constituição: “A coisa julgada cria, para a segurança dos direitos subjetivos, situação de imutabilidade que nem mesmo a lei pode destruir ou vulnerar – é o que se infere do art. 5º, XXXVI, da Lei Maior. E sob esse aspecto é que se pode qualificar a ‘res iudicata’ como garantia constitucional de tutela a direito individual. Por outro lado, essa garantia, outorgada na Constituição, dá mais ênfase e realce àquela da tutela jurisdicional, constitucionalmente consagrada, no art. 5º, XXXV, para a defesa de direito atingido por ato lesivo, visto que a torna intangível até mesmo em face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure o exercício da referida tutela, decidindo e compondo a lide.” (grifei) Não custa enfatizar, bem por isso, na perspectiva da eficácia preclusiva da “res judicata”, que, mesmo em sede de execução, não mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que apreciou a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social. Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada, considerada a própria disciplina constitucional que a rege, que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, na resolução do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada. Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações entre a coisa julgada e a Constituição: “A coisa julgada cria, para a segurança dos direitos subjetivos, situação de imutabilidade que nem mesmo a lei pode destruir ou vulnerar – é o que se infere do art. 5º, XXXVI, da Lei Maior. E sob esse aspecto é que se pode qualificar a ‘res iudicata’ como garantia constitucional de tutela a direito individual. Por outro lado, essa garantia, outorgada na Constituição, dá mais ênfase e realce àquela da tutela jurisdicional, constitucionalmente consagrada, no art. 5º, XXXV, para a defesa de direito atingido por ato lesivo, visto que a torna intangível até mesmo em face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure o exercício da referida tutela, decidindo e compondo a lide.” (grifei) Não custa enfatizar, bem por isso, na perspectiva da eficácia preclusiva da “res judicata”, que, mesmo em sede de execução, não mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que apreciou a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 508 do CPC/2015, “Transitada em julgado a decisão de mérito, considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e as defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento quanto à rejeição do pedido” (grifei). Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA DE ANDRADE NERY, “Comentários ao Código de Processo Civil”, p. 1.242, item n. 2, 2015, RT), cujo magistério – em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”: “Transitada em julgado a decisão ou sentença de mérito, as partes ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide, sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. O texto normativo reputa repelidas todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e contestação a respeito da lide e não o fizeram (alegações deduzidas e dedutíveis …). Isto quer significar que não se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base em novas alegações. A este fenômeno, dá-se o nome de eficácia preclusiva da coisa julgada.” (grifei) Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que, porém, tais alegações e defesas contenham-se no objeto do processo – também encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores, tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51ª ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11ª ed., 1996, Saraiva), MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”, vol. 3/56, item n. 754, 21ª ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 508 do CPC/2015, “Transitada em julgado a decisão de mérito, considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e as defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento quanto à rejeição do pedido” (grifei). Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA DE ANDRADE NERY, “Comentários ao Código de Processo Civil”, p. 1.242, item n. 2, 2015, RT), cujo magistério – em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”: “Transitada em julgado a decisão ou sentença de mérito, as partes ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide, sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. O texto normativo reputa repelidas todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e contestação a respeito da lide e não o fizeram (alegações deduzidas e dedutíveis …). Isto quer significar que não se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base em novas alegações. A este fenômeno, dá-se o nome de eficácia preclusiva da coisa julgada.” (grifei) Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que, porém, tais alegações e defesas contenham-se no objeto do processo – também encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores, tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51ª ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11ª ed., 1996, Saraiva), MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”, vol. 3/56, item n. 754, 21ª ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF (“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/332, item n. 689, 2ª ed., 2000, Millennium Editora), que, em análise do Código de Processo Civil sob cuja égide transitou em julgado a decisão que beneficiou os impetrantes, ora agravantes, examinaram norma legal idêntica (CPC/73, art. 474) à que ora se acha reproduzida no art. 508 do vigente estatuto processual civil. Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”: “(…) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.” (grifei) A necessária observância da autoridade da coisa julgada representa expressivo consectário da ordem constitucional, que consagra, entre os vários princípios dela resultantes, aquele concernente à segurança jurídica. É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, por mais de uma vez, já fez consignar advertência que põe em destaque a essencialidade 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF (“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/332, item n. 689, 2ª ed., 2000, Millennium Editora), que, em análise do Código de Processo Civil sob cuja égide transitou em julgado a decisão que beneficiou os impetrantes, ora agravantes, examinaram norma legal idêntica (CPC/73, art. 474) à que ora se acha reproduzida no art. 508 do vigente estatuto processual civil. Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”: “(…) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.” (grifei) A necessária observância da autoridade da coisa julgada representa expressivo consectário da ordem constitucional, que consagra, entre os vários princípios dela resultantes, aquele concernente à segurança jurídica. É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, por mais de uma vez, já fez consignar advertência que põe em destaque a essencialidade 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF do postulado da segurança jurídica e a consequente imprescindibilidade de amparo e tutela das relações jurídicas definidas por decisão transitada em julgado: “O CUMPRIMENTO DAS DECISÕES JUDICIAIS IRRECORRÍVEIS IMPÕE-SE AO PODER PÚBLICO COMO OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL INDERROGÁVEL A exigência de respeito incondicional às decisões judiciais transitadas em julgado traduz imposição constitucional justificada pelo princípio da separação de poderes e fundada nos postulados que informam, em nosso sistema jurídico, a própria concepção de Estado Democrático de Direito. O dever de cumprir as decisões emanadas do Poder Judiciário, notadamente nos casos em que a condenação judicial tem por destinatário o próprio Poder Público, muito mais do que simples incumbência de ordem processual, representa uma incontornável obrigação institucional a que não se pode subtrair o aparelho de Estado, sob pena de grave comprometimento dos princípios consagrados no texto da Constituição da República. A desobediência a ordem ou a decisão judicial pode gerar, em nosso sistema jurídico, gravíssimas conseqüências, quer no plano penal, quer no âmbito político-administrativo (possibilidade de ‘impeachment’), quer, ainda, na esfera institucional (decretabilidade de intervenção federal nos Estados-membros ou em Municípios situados em Território Federal, ou de intervenção estadual nos Municípios).” (RTJ 167/6-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) O que se revela incontroverso, nesse contexto, é que a exigência de segurança jurídica, enquanto expressão do Estado Democrático de Direito, mostra-se impregnada de elevado conteúdo ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações jurídicas, mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Red. p/ o acórdão Min. GILMAR MENDES, v.g.), em ordem a viabilizar a incidência desse mesmo princípio sobre comportamentos de qualquer dos Poderes ou órgãos do Estado, para que se preservem, desse modo, situações consolidadas e protegidas pelo fenômeno da “res 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF do postulado da segurança jurídica e a consequente imprescindibilidade de amparo e tutela das relações jurídicas definidas por decisão transitada em julgado: “O CUMPRIMENTO DAS DECISÕES JUDICIAIS IRRECORRÍVEIS IMPÕE-SE AO PODER PÚBLICO COMO OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL INDERROGÁVEL A exigência de respeito incondicional às decisões judiciais transitadas em julgado traduz imposição constitucional justificada pelo princípio da separação de poderes e fundada nos postulados que informam, em nosso sistema jurídico, a própria concepção de Estado Democrático de Direito. O dever de cumprir as decisões emanadas do Poder Judiciário, notadamente nos casos em que a condenação judicial tem por destinatário o próprio Poder Público, muito mais do que simples incumbência de ordem processual, representa uma incontornável obrigação institucional a que não se pode subtrair o aparelho de Estado, sob pena de grave comprometimento dos princípios consagrados no texto da Constituição da República. A desobediência a ordem ou a decisão judicial pode gerar, em nosso sistema jurídico, gravíssimas conseqüências, quer no plano penal, quer no âmbito político-administrativo (possibilidade de ‘impeachment’), quer, ainda, na esfera institucional (decretabilidade de intervenção federal nos Estados-membros ou em Municípios situados em Território Federal, ou de intervenção estadual nos Municípios).” (RTJ 167/6-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) O que se revela incontroverso, nesse contexto, é que a exigência de segurança jurídica, enquanto expressão do Estado Democrático de Direito, mostra-se impregnada de elevado conteúdo ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações jurídicas, mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Red. p/ o acórdão Min. GILMAR MENDES, v.g.), em ordem a viabilizar a incidência desse mesmo princípio sobre comportamentos de qualquer dos Poderes ou órgãos do Estado, para que se preservem, desse modo, situações consolidadas e protegidas pelo fenômeno da “res 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF judicata”. Importante referir, no ponto, em face de sua extrema pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO (“Direito Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998, Almedina): “Estes dois princípios – segurança jurídica e protecção da confiança – andam estreitamente associados a ponto de alguns autores considerarem o princípio da protecção de confiança como um subprincípio ou como uma dimensão específica da segurança jurídica. Em geral, considera-se que a segurança jurídica está conexionada com elementos objectivos da ordem jurídica – garantia de estabilidade jurídica, segurança de orientação e realização do direito – enquanto a protecção da confiança se prende mais com as componentes subjectivas da segurança, designadamente a calculabilidade e previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e a protecção da confiança exigem, no fundo: (1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles o cidadão veja garantida a segurança nas suas disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus próprios actos. Deduz-se já que os postulados da segurança jurídica e da protecção da confiança são exigíveis perante ‘qualquer acto’ de ‘qualquer poder’ – legislativo, executivo e judicial.” (grifei) Nem se diga, ainda, para legitimar a deliberação emanada do E. Tribunal de Contas da União, que este poderia invocar a tese da “relativização” da autoridade da coisa julgada, em especial da (impropriamente) denominada “coisa julgada inconstitucional”, como sustentam alguns autores (JOSÉ AUGUSTO DELGADO, “Pontos Polêmicos das Ações de Indenização de Áreas Naturais Protegidas – Efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais”, “in” Revista de Processo nº 103/9-36; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Relativizar a Coisa Julgada Material”, “in” Revista de Processo nº 109/9-38; HUMBERTO 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF judicata”. Importante referir, no ponto, em face de sua extrema pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO (“Direito Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998, Almedina): “Estes dois princípios – segurança jurídica e protecção da confiança – andam estreitamente associados a ponto de alguns autores considerarem o princípio da protecção de confiança como um subprincípio ou como uma dimensão específica da segurança jurídica. Em geral, considera-se que a segurança jurídica está conexionada com elementos objectivos da ordem jurídica – garantia de estabilidade jurídica, segurança de orientação e realização do direito – enquanto a protecção da confiança se prende mais com as componentes subjectivas da segurança, designadamente a calculabilidade e previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e a protecção da confiança exigem, no fundo: (1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles o cidadão veja garantida a segurança nas suas disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus próprios actos. Deduz-se já que os postulados da segurança jurídica e da protecção da confiança são exigíveis perante ‘qualquer acto’ de ‘qualquer poder’ – legislativo, executivo e judicial.” (grifei) Nem se diga, ainda, para legitimar a deliberação emanada do E. Tribunal de Contas da União, que este poderia invocar a tese da “relativização” da autoridade da coisa julgada, em especial da (impropriamente) denominada “coisa julgada inconstitucional”, como sustentam alguns autores (JOSÉ AUGUSTO DELGADO, “Pontos Polêmicos das Ações de Indenização de Áreas Naturais Protegidas – Efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais”, “in” Revista de Processo nº 103/9-36; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Relativizar a Coisa Julgada Material”, “in” Revista de Processo nº 109/9-38; HUMBERTO 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF THEODORO JÚNIOR, “A Reforma do Processo de Execução e o Problema da Coisa Julgada Inconstitucional (Código de Processo Civil, artigo 741, Parágrafo Único)”, “in” Revista dos Tribunais, vol. 841/56-76, ano 94; TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER e JOSÉ MIGUEL GARCIA MEDINA, “O Dogma da Coisa Julgada – Hipóteses de Relativização”, 2003, RT, v.g.). Tenho para mim, desse modo, que o procedimento adotado pelo E. Tribunal de Contas da União, se admitido, antagonizar-se-ia com a proteção jurídica que a ordem constitucional dispensa, em caráter tutelar, à “res judicata”. Na realidade, a desconsideração da “auctoritas rei judicatae” implicaria grave enfraquecimento de uma importantíssima garantia constitucional que surgiu, de modo expresso, em nosso ordenamento positivo, com a Constituição de 1934. A pretendida “relativização” da coisa julgada – tese que tenho repudiado em diversos julgamentos (monocráticos) proferidos no Supremo Tribunal Federal (RE 554.111/RS – RE 594.350/RS – RE 594.892/RS – RE 594.929/RS – RE 595.565/RS, v.g.) – provocaria consequências altamente lesivas à estabilidade das relações intersubjetivas, à exigência de certeza e de segurança jurídicas e à preservação do equilíbrio social, valendo destacar, em face da absoluta pertinência de suas observações, a advertência de ARAKEN DE ASSIS (“Eficácia da Coisa Julgada Inconstitucional”, “in” Revista Jurídica nº 301/7-29, 12-13): “Aberta a janela, sob o pretexto de observar equivalentes princípios da Carta Política, comprometidos pela indiscutibilidade do provimento judicial, não se revela difícil prever que todas as portas se escancararão às iniciativas do vencido. O vírus do relativismo contaminará, fatalmente, todo o sistema judiciário. Nenhum veto, ‘a priori’, barrará o vencido de desafiar e afrontar o resultado precedente de qualquer processo, invocando hipotética 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF THEODORO JÚNIOR, “A Reforma do Processo de Execução e o Problema da Coisa Julgada Inconstitucional (Código de Processo Civil, artigo 741, Parágrafo Único)”, “in” Revista dos Tribunais, vol. 841/56-76, ano 94; TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER e JOSÉ MIGUEL GARCIA MEDINA, “O Dogma da Coisa Julgada – Hipóteses de Relativização”, 2003, RT, v.g.). Tenho para mim, desse modo, que o procedimento adotado pelo E. Tribunal de Contas da União, se admitido, antagonizar-se-ia com a proteção jurídica que a ordem constitucional dispensa, em caráter tutelar, à “res judicata”. Na realidade, a desconsideração da “auctoritas rei judicatae” implicaria grave enfraquecimento de uma importantíssima garantia constitucional que surgiu, de modo expresso, em nosso ordenamento positivo, com a Constituição de 1934. A pretendida “relativização” da coisa julgada – tese que tenho repudiado em diversos julgamentos (monocráticos) proferidos no Supremo Tribunal Federal (RE 554.111/RS – RE 594.350/RS – RE 594.892/RS – RE 594.929/RS – RE 595.565/RS, v.g.) – provocaria consequências altamente lesivas à estabilidade das relações intersubjetivas, à exigência de certeza e de segurança jurídicas e à preservação do equilíbrio social, valendo destacar, em face da absoluta pertinência de suas observações, a advertência de ARAKEN DE ASSIS (“Eficácia da Coisa Julgada Inconstitucional”, “in” Revista Jurídica nº 301/7-29, 12-13): “Aberta a janela, sob o pretexto de observar equivalentes princípios da Carta Política, comprometidos pela indiscutibilidade do provimento judicial, não se revela difícil prever que todas as portas se escancararão às iniciativas do vencido. O vírus do relativismo contaminará, fatalmente, todo o sistema judiciário. Nenhum veto, ‘a priori’, barrará o vencido de desafiar e afrontar o resultado precedente de qualquer processo, invocando hipotética 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF ofensa deste ou daquele valor da Constituição. A simples possibilidade de êxito do intento revisionista, sem as peias da rescisória, multiplicará os litígios, nos quais o órgão judiciário de 1º grau decidirá, preliminarmente, se obedece, ou não, ao pronunciamento transitado em julgado do seu Tribunal e até, conforme o caso, do Supremo Tribunal Federal. Tudo naturalmente justificado pelo respeito obsequioso à Constituição e baseado na volúvel livre convicção do magistrado inferior. Por tal motivo, mostra-se flagrante o risco de se perder qualquer noção de segurança e de hierarquia judiciária. Ademais, os litígios jamais acabarão, renovando-se, a todo instante, sob o pretexto de ofensa a este ou àquele princípio constitucional. Para combater semelhante desserviço à Nação, urge a intervenção do legislador, com o fito de estabelecer, previamente, as situações em que a eficácia de coisa julgada não opera na desejável e natural extensão e o remédio adequado para retratá-la (…). Este é o caminho promissor para banir a insegurança do vencedor, a afoiteza ou falta de escrúpulos do vencido e o arbítrio e os casuísmos judiciais.” (grifei) Esse mesmo entendimento – que rejeita a “relativização” da coisa julgada em sentido material – foi exposto, em lapidar abordagem do tema, por NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE NERY (“Comentários ao Código de Processo Civil”, p. 1.281, item n. 30, e p. 1.202, item n. 32, 2015, RT): “30. Coisa julgada material e Estado Democrático de Direito. A doutrina mundial reconhece o instituto da coisa julgada material como ‘elemento de existência’ do Estado Democrático de Direito (…). A ‘supremacia da Constituição’ está na própria coisa julgada, enquanto manifestação do Estado Democrático de Direito, fundamento da República (CF 1.º ‘caput’), não sendo princípio que possa opor-se à coisa julgada como se esta estivesse abaixo de qualquer outro instituto constitucional. Quando se fala na intangibilidade da coisa julgada, não se deve dar ao instituto tratamento jurídico inferior, de mera figura do processo civil, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF ofensa deste ou daquele valor da Constituição. A simples possibilidade de êxito do intento revisionista, sem as peias da rescisória, multiplicará os litígios, nos quais o órgão judiciário de 1º grau decidirá, preliminarmente, se obedece, ou não, ao pronunciamento transitado em julgado do seu Tribunal e até, conforme o caso, do Supremo Tribunal Federal. Tudo naturalmente justificado pelo respeito obsequioso à Constituição e baseado na volúvel livre convicção do magistrado inferior. Por tal motivo, mostra-se flagrante o risco de se perder qualquer noção de segurança e de hierarquia judiciária. Ademais, os litígios jamais acabarão, renovando-se, a todo instante, sob o pretexto de ofensa a este ou àquele princípio constitucional. Para combater semelhante desserviço à Nação, urge a intervenção do legislador, com o fito de estabelecer, previamente, as situações em que a eficácia de coisa julgada não opera na desejável e natural extensão e o remédio adequado para retratá-la (…). Este é o caminho promissor para banir a insegurança do vencedor, a afoiteza ou falta de escrúpulos do vencido e o arbítrio e os casuísmos judiciais.” (grifei) Esse mesmo entendimento – que rejeita a “relativização” da coisa julgada em sentido material – foi exposto, em lapidar abordagem do tema, por NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE NERY (“Comentários ao Código de Processo Civil”, p. 1.281, item n. 30, e p. 1.202, item n. 32, 2015, RT): “30. Coisa julgada material e Estado Democrático de Direito. A doutrina mundial reconhece o instituto da coisa julgada material como ‘elemento de existência’ do Estado Democrático de Direito (…). A ‘supremacia da Constituição’ está na própria coisa julgada, enquanto manifestação do Estado Democrático de Direito, fundamento da República (CF 1.º ‘caput’), não sendo princípio que possa opor-se à coisa julgada como se esta estivesse abaixo de qualquer outro instituto constitucional. Quando se fala na intangibilidade da coisa julgada, não se deve dar ao instituto tratamento jurídico inferior, de mera figura do processo civil, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF regulada por lei ordinária, mas, ao contrário, impõe-se o reconhecimento da coisa julgada com a magnitude constitucional que lhe é própria, ou seja, de elemento formador do Estado Democrático de Direito, que não pode ser apequenado por conta de algumas situações, velhas conhecidas da doutrina e jurisprudência, como é o caso da sentença injusta, repelida como irrelevante (…) ou da sentença proferida contra a Constituição ou a lei, igualmente considerada pela doutrina (…), sendo que, nesta última hipótese, pode ser desconstituída pela ação rescisória (CPC 966 V). (…) O risco político de haver sentença injusta ou inconstitucional no caso concreto parece ser menos grave do que o risco político de instaurar-se a insegurança geral com a relativização (‘rectius’: desconsideração) da coisa julgada. ....................................................................................................... 32. Controle da constitucionalidade da sentença. Coisa julgada inconstitucional. Os atos jurisdicionais do Poder Judiciário ficam sujeitos ao controle de sua constitucionalidade, como todos os atos de todos os poderes. Para tanto, o ‘due process of law’ desse controle tem de ser observado. Há três formas para fazer-se o controle interno, jurisdicional, da constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário: a) por recurso ordinário; b) por recurso extraordinário; c) por ações autônomas de impugnação. Na primeira hipótese, tendo sido proferida decisão contra a CF, pode ser impugnada por recurso ordinário (agravo, apelação, recurso ordinário constitucional etc.) no qual se pedirá a anulação ou a reforma da decisão inconstitucional. O segundo caso é de decisão de única ou última instância que ofenda a CF, que poderá ser impugnada por RE para o STF (CF 102 III ‘a’). A terceira e última oportunidade para controlar-se a constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário ocorre quando a decisão de mérito já tiver transitado em julgado, situação em que poderá ser impugnada por ação rescisória (CPC 966 V) ou revisão criminal (CPP 621). Passado o prazo de dois anos que a lei estipula (CPC 975) para exercer-se o direito de rescisão de decisão de mérito transitada em julgado (CPC 966), não é mais possível fazer-se o 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF regulada por lei ordinária, mas, ao contrário, impõe-se o reconhecimento da coisa julgada com a magnitude constitucional que lhe é própria, ou seja, de elemento formador do Estado Democrático de Direito, que não pode ser apequenado por conta de algumas situações, velhas conhecidas da doutrina e jurisprudência, como é o caso da sentença injusta, repelida como irrelevante (…) ou da sentença proferida contra a Constituição ou a lei, igualmente considerada pela doutrina (…), sendo que, nesta última hipótese, pode ser desconstituída pela ação rescisória (CPC 966 V). (…) O risco político de haver sentença injusta ou inconstitucional no caso concreto parece ser menos grave do que o risco político de instaurar-se a insegurança geral com a relativização (‘rectius’: desconsideração) da coisa julgada. ....................................................................................................... 32. Controle da constitucionalidade da sentença. Coisa julgada inconstitucional. Os atos jurisdicionais do Poder Judiciário ficam sujeitos ao controle de sua constitucionalidade, como todos os atos de todos os poderes. Para tanto, o ‘due process of law’ desse controle tem de ser observado. Há três formas para fazer-se o controle interno, jurisdicional, da constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário: a) por recurso ordinário; b) por recurso extraordinário; c) por ações autônomas de impugnação. Na primeira hipótese, tendo sido proferida decisão contra a CF, pode ser impugnada por recurso ordinário (agravo, apelação, recurso ordinário constitucional etc.) no qual se pedirá a anulação ou a reforma da decisão inconstitucional. O segundo caso é de decisão de única ou última instância que ofenda a CF, que poderá ser impugnada por RE para o STF (CF 102 III ‘a’). A terceira e última oportunidade para controlar-se a constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário ocorre quando a decisão de mérito já tiver transitado em julgado, situação em que poderá ser impugnada por ação rescisória (CPC 966 V) ou revisão criminal (CPP 621). Passado o prazo de dois anos que a lei estipula (CPC 975) para exercer-se o direito de rescisão de decisão de mérito transitada em julgado (CPC 966), não é mais possível fazer-se o 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF controle judicial da constitucionalidade de sentença transitada em julgado. No século XXI não mais se justifica prestigiar e dar-se aplicação a institutos como os da ‘querela nullitatis insanabilis’ e da ‘praescriptio immemoriabili’. Não se permite a reabertura, a qualquer tempo, da discussão de lide acobertada por sentença transitada em julgado, ainda que sob pretexto de que a sentença seria inconstitucional. O controle da constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário existe, mas deve ser feito de acordo com o devido processo legal.” (grifei) Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal vinha proclamando, já há quatro décadas, a respeito da invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando, em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado, ainda que inconstitucionais, somente poderão ser invalidadas mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio processual civil, a ação rescisória. Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, no julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744), proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver resolvido o litígio com fundamento em lei declarada inconstitucional: “A suspensão da vigência da lei por inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos praticados sob o império da lei inconstitucional. Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória, sendo impróprio o mandado de segurança (…).” (grifei) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF controle judicial da constitucionalidade de sentença transitada em julgado. No século XXI não mais se justifica prestigiar e dar-se aplicação a institutos como os da ‘querela nullitatis insanabilis’ e da ‘praescriptio immemoriabili’. Não se permite a reabertura, a qualquer tempo, da discussão de lide acobertada por sentença transitada em julgado, ainda que sob pretexto de que a sentença seria inconstitucional. O controle da constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário existe, mas deve ser feito de acordo com o devido processo legal.” (grifei) Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal vinha proclamando, já há quatro décadas, a respeito da invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando, em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado, ainda que inconstitucionais, somente poderão ser invalidadas mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio processual civil, a ação rescisória. Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, no julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744), proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver resolvido o litígio com fundamento em lei declarada inconstitucional: “A suspensão da vigência da lei por inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos praticados sob o império da lei inconstitucional. Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória, sendo impróprio o mandado de segurança (…).” (grifei) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal, reafirmando essa corretíssima orientação jurisprudencial, fez consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide, em lei posteriormente declarada inconstitucional por esta Corte Suprema: “Recurso Extraordinário. Embargos à execução de sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado, em lei posteriormente declarada inconstitucional. A declaração da nulidade da sentença somente é possível via da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. (…).” (RE 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei) Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado, muito menos constitucionalmente lícito, recusar-se a cumprir sentença transitada em julgado, tal como adverte JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/344, item n. 698, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora): “Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um julgamento com força de lei entre as partes, a que estas se encontram vinculadas imutavelmente. Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res iudicata’ (…), principalmente através de ação rescisória. (…). Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal. (…). Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória, há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se verifica depois de transitada em julgado decisão declarando improcedente a rescisória.” (grifei) Em suma: a atividade de controle de legalidade dos atos da Administração Pública exercida pelo Tribunal de Contas da União 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal, reafirmando essa corretíssima orientação jurisprudencial, fez consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide, em lei posteriormente declarada inconstitucional por esta Corte Suprema: “Recurso Extraordinário. Embargos à execução de sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado, em lei posteriormente declarada inconstitucional. A declaração da nulidade da sentença somente é possível via da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. (…).” (RE 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei) Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado, muito menos constitucionalmente lícito, recusar-se a cumprir sentença transitada em julgado, tal como adverte JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/344, item n. 698, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora): “Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um julgamento com força de lei entre as partes, a que estas se encontram vinculadas imutavelmente. Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res iudicata’ (…), principalmente através de ação rescisória. (…). Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal. (…). Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória, há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se verifica depois de transitada em julgado decisão declarando improcedente a rescisória.” (grifei) Em suma: a atividade de controle de legalidade dos atos da Administração Pública exercida pelo Tribunal de Contas da União 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz, nesse contexto, limite oponível à força resultante dos pronunciamentos que emanam do Poder Judiciário, ainda que proferidos pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito de julgamento de mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Sendo assim, em face das razões expostas, p eço vênia para dissentir do eminente Relator e, em consequência, dar provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a conceder, integralmente, nos termos postulados na inicial, o mandado de segurança impetrado pelo ora agravante. É o meu voto. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz, nesse contexto, limite oponível à força resultante dos pronunciamentos que emanam do Poder Judiciário, ainda que proferidos pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito de julgamento de mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Sendo assim, em face das razões expostas, p eço vênia para dissentir do eminente Relator e, em consequência, dar provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a conceder, integralmente, nos termos postulados na inicial, o mandado de segurança impetrado pelo ora agravante. É o meu voto. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 27 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELIO CHELES ADV.(A/S) : ADAO NEVES DE OLIVEIRA (15121/DF, 21332/GO) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do recurso de agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello, que lhe dava provimento. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669212 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELIO CHELES ADV.(A/S) : ADAO NEVES DE OLIVEIRA (15121/DF, 21332/GO) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do recurso de agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello, que lhe dava provimento. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669212 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 27
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=748626400
2018-06-22T00:00:00
2018-11-09T00:00:00
A Turma, por maioria, conheceu do recurso de agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello, que lhe dava provimento. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União (TCU). Controle externo. Atos de alteração de aposentadoria que se submetem a registro (art. 71, III, da CF/88). Decadência administrativa. Inaplicabilidade. Agravo regimental do qual se conhece e ao qual se nega provimento. 1. A Suprema Corte já firmou o entendimento de que não se aplica o art. 54 da Lei nº 9.784/99 no atuar da Administração Pública quando se estiver a tratar de atos de aposentação que reclamem registro junto ao TCU para se darem por perfeitos, nos termos do art. 71, III, da CF/88. Precedentes. 2. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 3. Agravo regimental do qual se conhece e ao qual se nega provimento.
sjur394168
- Acórdão(s) citado(s): (CONCESSÃO, APOSENTADORIA, DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA, TCU) MS 25561 (TP), MS 33805 AgR (2ªT). (SERVIDOR PÚBLICO, INCORPORAÇÃO DE QUINTOS) RE 638115 (TP), RE 638115 ED-quintos (TP). (COISA JULGADA, PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA) MS 24268 (TP) - RTJ 191/922, IF 590 QO (TP) - RTJ 167/6. (DESCONSTITUIÇÃO DE JULGADO, FUNDAMENTO, LEI INCONSTITUCIONAL) RE 86056 (1ªT), RMS 17976 (3ªT) - RTJ 55/744. - Decisões monocráticas citadas: (RELATIVIZAÇÃO, COISA JULGADA) RE 554111, RE 594350, RE 595565, RE 594892, RE 594929. Número de páginas: 27. Análise: 18/01/2019, TLR.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
35700
[ "LEG-FED CF ANO-1934\n CF-1934 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00071 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00474\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00508\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED INT-000044 ANO-2002\n INSTRUÇÃO NORMATIVA DO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO - TCU" ]
MS-AgR
acordaos
MS 35700 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ELIO CHELES ADV.(A/S) : ADAO NEVES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIO CHELES ADV.(A/S) :ADAO NEVES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental em mandado de segurança. Tribunal de Contas da União (TCU). Controle externo. Atos de alteração de aposentadoria que se submetem a registro (art. 71, III, da Constituição Federal de 1988/88). Decadência administrativa. Inaplicabilidade. Agravo regimental do qual se conhece e ao qual se nega provimento. 1. A Suprema Corte já firmou o entendimento de que não se aplica o art. 54 da Lei n 9.784/99 no atuar da Administração Pública quando se estiver a tratar de atos de aposentação que reclamem registro junto ao TCU para se darem por perfeitos, nos termos do art. 71, III, da Constituição Federal de 1988/88. Precedentes. 2. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 3. Agravo regimental do qual se conhece e ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 15/6 a 21/6/2018, na conformidade da ata do julgamento, por maioria de votos, em conhecer do recurso de agravo e a ele negar provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello, que a ele dava provimento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920854. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 27 Ementa e Acórdão MS 35700 AGR / DF Brasília, 22 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920854. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF Brasília, 22 de junho de 2018. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 27 Relatório 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIO CHELES ADV.(A/S) :ADAO NEVES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto por ELIO CHELES contra decisão monocrática de minha lavra mediante a qual neguei seguimento ao presente mandamus impetrado contra ato praticado pelo TCU - consistente na negativa de registro de atos de alteração de aposentadoria do impetrante e determinação de suspensão do pagamento da vantagem de opção de que trata o art. 2... da Lei n 8.911/94 c/c os arts. 14, § 2..., da Lei n 9.421/96 e 18, §§ 2... e 3..., da Lei n 11.416/06 (parcela de quintos). Transcrevo o teor da decisão ora impugnada: “Cuida-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado por ELIO CHELES contra ato praticado pelo TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU) consubstanciado na negativa de registro de atos de alteração de aposentadoria do impetrante e determinação de suspensão do pagamento da vantagem de opção de que trata o art. 2... da Lei n. 8.911/94 c/c arts. 14, § 2..., da Lei n. 9.421/96 e 18, §§ 2... e 3..., da Lei n 11.416/06 (parcela de quintos). Em síntese, são os fundamentos desta ação: a) suposta inobservância ao prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/99 para a Administração Pública rever seus atos. Afirma o impetrante, nesse ponto, que sua aposentadoria já foi julgada legal pelo TCU; e b) suposta afronta aos postulados constitucionais da segurança jurídica - sob argumento de que a a situação jurídica Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIO CHELES ADV.(A/S) :ADAO NEVES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto por ELIO CHELES contra decisão monocrática de minha lavra mediante a qual neguei seguimento ao presente mandamus impetrado contra ato praticado pelo TCU - consistente na negativa de registro de atos de alteração de aposentadoria do impetrante e determinação de suspensão do pagamento da vantagem de opção de que trata o art. 2... da Lei n 8.911/94 c/c os arts. 14, § 2..., da Lei n 9.421/96 e 18, §§ 2... e 3..., da Lei n 11.416/06 (parcela de quintos). Transcrevo o teor da decisão ora impugnada: “Cuida-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado por ELIO CHELES contra ato praticado pelo TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU) consubstanciado na negativa de registro de atos de alteração de aposentadoria do impetrante e determinação de suspensão do pagamento da vantagem de opção de que trata o art. 2... da Lei n. 8.911/94 c/c arts. 14, § 2..., da Lei n. 9.421/96 e 18, §§ 2... e 3..., da Lei n 11.416/06 (parcela de quintos). Em síntese, são os fundamentos desta ação: a) suposta inobservância ao prazo decadencial previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/99 para a Administração Pública rever seus atos. Afirma o impetrante, nesse ponto, que sua aposentadoria já foi julgada legal pelo TCU; e b) suposta afronta aos postulados constitucionais da segurança jurídica - sob argumento de que a a situação jurídica Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF do impetrante encontra-se há muito consolidada com a incorporação da parcela de quintos em seus proventos – e da irredutibilidade de vencimentos. Requer a concessão de medida in limime para que sejam suspensos os efeitos do Acórdão n. 925/2018 – 2... Câmara, TCU – até decisão de mérito deste mandamus. Ao final, postula a concessão da ordem para que “seja determinada a preservação dos proventos em valores que vinham sendo percebidos até o mês de março de 2018, sem a exclusão de qualquer parcela que lhe fora conferida, em face da decadência ocorrida como preconiza o art. 54 da Lei n 9784/99, conforme entendimento pacificado por esse pretório Excelso, na conformidade dos substanciosos ensinamentos constantes dos precedentes colacionados “ (fl. 11 – eDoc. 1). Juntados documentos comprobatórios (eDocs. 2/8). É o relatório. Decido. O writ é cabível, tempestivo e estão presentes os demais pressupostos de sua admissibilidade, razão pela qual conheço da impetração. No mérito, entretanto, tenho que a pretensão mandamental não merece ser acolhida. A questão cinge-se à negativa de registro pela Corte de Contas de atos de alteração da aposentadoria do impetrante, servidor inativo do Superior Tribunal de Justiça, cujo ato inicial concessório de aposentação já restou apreciado com conclusão pela sua legalidade. De início, entendo salutar ressaltar que a matéria em si, do presente caso, não é idêntica àquela que conta com casos reiterados nesta Corte, em que a irresignação envolve a negativa de registro de ato de concessão inicial de aposentadoria pela Corte de Contas, no exercício do controle externo constitucional. Aqui se trata de alteração de aposentadoria. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF do impetrante encontra-se há muito consolidada com a incorporação da parcela de quintos em seus proventos – e da irredutibilidade de vencimentos. Requer a concessão de medida in limime para que sejam suspensos os efeitos do Acórdão n. 925/2018 – 2... Câmara, TCU – até decisão de mérito deste mandamus. Ao final, postula a concessão da ordem para que “seja determinada a preservação dos proventos em valores que vinham sendo percebidos até o mês de março de 2018, sem a exclusão de qualquer parcela que lhe fora conferida, em face da decadência ocorrida como preconiza o art. 54 da Lei n 9784/99, conforme entendimento pacificado por esse pretório Excelso, na conformidade dos substanciosos ensinamentos constantes dos precedentes colacionados “ (fl. 11 – eDoc. 1). Juntados documentos comprobatórios (eDocs. 2/8). É o relatório. Decido. O writ é cabível, tempestivo e estão presentes os demais pressupostos de sua admissibilidade, razão pela qual conheço da impetração. No mérito, entretanto, tenho que a pretensão mandamental não merece ser acolhida. A questão cinge-se à negativa de registro pela Corte de Contas de atos de alteração da aposentadoria do impetrante, servidor inativo do Superior Tribunal de Justiça, cujo ato inicial concessório de aposentação já restou apreciado com conclusão pela sua legalidade. De início, entendo salutar ressaltar que a matéria em si, do presente caso, não é idêntica àquela que conta com casos reiterados nesta Corte, em que a irresignação envolve a negativa de registro de ato de concessão inicial de aposentadoria pela Corte de Contas, no exercício do controle externo constitucional. Aqui se trata de alteração de aposentadoria. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF Não obstante, o raciocínio naquelas hipóteses aplicado mostra-se perfeitamente extensível para o deslinde da presente controvérsia. Explico. Conforme consta do ato apontado como coator, ’o ato de alteração da aposentadoria de Elio Cheles, publicado em 12/5/2011, com vigência retroativa a 1/1/1997 e encaminhamento a esta Corte de Contas somente em 8/7/2011 (número de controle 20763905-04-2011-0000364) , foi emitido em função do deferimento da vantagem de opção, de que trata o art. 2... da Lei 8.911/1994, c/c os arts. 14, § 2..., da Lei n 9.421/1996 e 18, §§ 2... e 3..., da Lei n 11.416/2006. 2. No outro ato de alteração também autuado no presente processo, vigente a partir de 1/6/2011 (número de controle 20763905-04-2012-0000340), houve a integralização dos proventos do inativo na forma prevista no art. 190 da Lei n 8.112/1990, sendo que constou do quadro dados de vantagens a mencionada parcela de opção. 3. Na instrução de peça 5, a Sefip informou que o ato inicial (número de controle 20763905-04-1995-000063-9) foi julgado ilegal (TC 015.350/19959) , tendo sido substituído pelo de número de controle 20763905-04-2005-000023-1, apreciado pela legalidade nos autos do TC 004.224/20060’ (fl. 8 – eDoc. 4). Esmiuçando o tema, trata-se de atos de alteração de aposentadoria (já julgada legal pelo TCU, em 2006, para fins de registro) de servidor inativo do Superior Tribunal de Justiça para incluir parcela de quintos nos proventos do servidor e de integralização dos proventos do inativo, por força do art. 190 da Lei n. 8.112/90 (invalidez), com previsão dessa rubrica. Tais atos foram encaminhados ao TCU em 2011 e a conclusão ali obtida direcionou-se pela ilegalidade desses atos, com negativa a esses 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF Não obstante, o raciocínio naquelas hipóteses aplicado mostra-se perfeitamente extensível para o deslinde da presente controvérsia. Explico. Conforme consta do ato apontado como coator, ’o ato de alteração da aposentadoria de Elio Cheles, publicado em 12/5/2011, com vigência retroativa a 1/1/1997 e encaminhamento a esta Corte de Contas somente em 8/7/2011 (número de controle 20763905-04-2011-0000364) , foi emitido em função do deferimento da vantagem de opção, de que trata o art. 2... da Lei 8.911/1994, c/c os arts. 14, § 2..., da Lei n 9.421/1996 e 18, §§ 2... e 3..., da Lei n 11.416/2006. 2. No outro ato de alteração também autuado no presente processo, vigente a partir de 1/6/2011 (número de controle 20763905-04-2012-0000340), houve a integralização dos proventos do inativo na forma prevista no art. 190 da Lei n 8.112/1990, sendo que constou do quadro dados de vantagens a mencionada parcela de opção. 3. Na instrução de peça 5, a Sefip informou que o ato inicial (número de controle 20763905-04-1995-000063-9) foi julgado ilegal (TC 015.350/19959) , tendo sido substituído pelo de número de controle 20763905-04-2005-000023-1, apreciado pela legalidade nos autos do TC 004.224/20060’ (fl. 8 – eDoc. 4). Esmiuçando o tema, trata-se de atos de alteração de aposentadoria (já julgada legal pelo TCU, em 2006, para fins de registro) de servidor inativo do Superior Tribunal de Justiça para incluir parcela de quintos nos proventos do servidor e de integralização dos proventos do inativo, por força do art. 190 da Lei n. 8.112/90 (invalidez), com previsão dessa rubrica. Tais atos foram encaminhados ao TCU em 2011 e a conclusão ali obtida direcionou-se pela ilegalidade desses atos, com negativa a esses 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF registros. Não se está, portanto, diante de ato de concessão inicial de aposentação. Tampouco de revisão ou cassação de ato inicial concessório já aperfeiçoado. O que se tem são atos de alteração, embasados em motivos diferentes dos constantes do ato inicial de aposentação – este sim já julgado legal -, objetivando – como é próprio daquele instrumento – alterar a fundamentação legal do ato concessório. Não há ilegalidade nesse modo de proceder. Vejamos. Nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Cidadã, ’[o] controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (…) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório’ (grifei). Da leitura atenta do aludido dispositivo, e partindo de uma interpretação a contrario sensu, contata-se que as melhorias posteriores ao ato inicial concessório de aposentação que alterem o fundamento legal do ato inicial demandam a apreciação da legalidade pela Corte de Contas, no exercício do controle externo, para fins de registro. Nesse ponto, a instrução normativa do TCU n. 44/2002 é bastante elucidativa quanto ao que seria alteração de fundamento legal. Vide: ’Art. 3... As melhorias posteriores à data da concessão que não alterem o fundamento legal do ato concessório não serão submetidas ao Tribunal para fins de novo registro, observado o disposto nos §§ 1... e 2... deste artigo. § 1... Constituem alteração do fundamento legal do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF registros. Não se está, portanto, diante de ato de concessão inicial de aposentação. Tampouco de revisão ou cassação de ato inicial concessório já aperfeiçoado. O que se tem são atos de alteração, embasados em motivos diferentes dos constantes do ato inicial de aposentação – este sim já julgado legal -, objetivando – como é próprio daquele instrumento – alterar a fundamentação legal do ato concessório. Não há ilegalidade nesse modo de proceder. Vejamos. Nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Cidadã, ’[o] controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (…) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório’ (grifei). Da leitura atenta do aludido dispositivo, e partindo de uma interpretação a contrario sensu, contata-se que as melhorias posteriores ao ato inicial concessório de aposentação que alterem o fundamento legal do ato inicial demandam a apreciação da legalidade pela Corte de Contas, no exercício do controle externo, para fins de registro. Nesse ponto, a instrução normativa do TCU n. 44/2002 é bastante elucidativa quanto ao que seria alteração de fundamento legal. Vide: ’Art. 3... As melhorias posteriores à data da concessão que não alterem o fundamento legal do ato concessório não serão submetidas ao Tribunal para fins de novo registro, observado o disposto nos §§ 1... e 2... deste artigo. § 1... Constituem alteração do fundamento legal do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF ato concessório as melhorias posteriores decorrentes de acréscimos aos proventos de novas parcelas, gratificações ou vantagens de qualquer natureza, bem como a introdução de novos critérios ou bases de cálculo dos componentes do benefício, quando tais melhorias se caracterizarem como vantagem pessoal do servidor público civil ou militar e não houverem sido previstas no ato concessório originalmente submetido à apreciação do Tribunal ou por este já apreciado e registrado. § 2... Independentemente de não serem objeto de apreciação e registro, os atos de que trata o caput deste artigo deverão ser lançados no Sisac para fins de fiscalização” (grifei). Tem-se portanto, no caso em apreço, atos distintos do inicial, contudo com idêntica natureza jurídica e procedimento de aperfeiçoamento. Cito, por oportuno, precedente análogo (MS n 27.757/DF, DJe de 9/3/09) em que a e. Ministra Ellen Gracie assim consignou: ’A alteração é um ato novo, que não influencia o ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão. É que a eventual ilegalidade do ato de alteração não causa a cassação do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, motivo pelo qual não há que falar em contraditório e ampla defesa. Situação diversa se dá em caso de revisão ou cassação (cancelamento) de aposentadoria, reforma ou pensão já julgada e registrada pelo Tribunal de Contas da União, em que se deve exigir a observância do contraditório e da ampla defesa’ (grifei). Feitas tais considerações, concluo que, na espécie, sendo atos que, nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Federal de 1988/88, necessitam de registro pela Corte de Contas - em decorrência do exercício 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF ato concessório as melhorias posteriores decorrentes de acréscimos aos proventos de novas parcelas, gratificações ou vantagens de qualquer natureza, bem como a introdução de novos critérios ou bases de cálculo dos componentes do benefício, quando tais melhorias se caracterizarem como vantagem pessoal do servidor público civil ou militar e não houverem sido previstas no ato concessório originalmente submetido à apreciação do Tribunal ou por este já apreciado e registrado. § 2... Independentemente de não serem objeto de apreciação e registro, os atos de que trata o caput deste artigo deverão ser lançados no Sisac para fins de fiscalização” (grifei). Tem-se portanto, no caso em apreço, atos distintos do inicial, contudo com idêntica natureza jurídica e procedimento de aperfeiçoamento. Cito, por oportuno, precedente análogo (MS n 27.757/DF, DJe de 9/3/09) em que a e. Ministra Ellen Gracie assim consignou: ’A alteração é um ato novo, que não influencia o ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão. É que a eventual ilegalidade do ato de alteração não causa a cassação do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, motivo pelo qual não há que falar em contraditório e ampla defesa. Situação diversa se dá em caso de revisão ou cassação (cancelamento) de aposentadoria, reforma ou pensão já julgada e registrada pelo Tribunal de Contas da União, em que se deve exigir a observância do contraditório e da ampla defesa’ (grifei). Feitas tais considerações, concluo que, na espécie, sendo atos que, nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Federal de 1988/88, necessitam de registro pela Corte de Contas - em decorrência do exercício 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF do controle externo - para se darem por perfeitos, há de se observar o entendimento firmado neste Supremo Tribunal no sentido da inaplicabilidade do art. 54 da Lei n. 9.784/99 no atuar da Administração Pública. E afasto, nesse mesmo passo, a alegação de malferimento ao postulado da segurança jurídica. (...) Destaco, por fim, que a garantia da irredutibilidade de vencimentos não alcança parcelas pagas de forma ilegal. (...) Pelo exposto, com fundamento no art. 205 do RISTF, conheço do mandamus e denego a segurança. Prejudicada a apreciação do pedido de liminar” (eDoc. 11 - grifos no original). Em suas razões recursais, o agravante sustenta que a decisão impugnada merece reforma, sob argumento, em suma, de que não teria sido enfrentada a tese de decadência aventada e, nesse ponto, insiste nos argumentos já postulados na exordial de que “a alteração da aposentadoria deu entrada no TCU, há mais de cinco anos, portanto, na esteira dos entendimentos jurisprudenciais precedentes aplicáveis à espécie, a situação se consolidou ter sido extrapolado o prazo para a Administração anular o questionado ato que beneficiou o Impetrante. Demais disso, de acordo com os procedentes colacionados é cabível a invocação da decadência, quando se trata de ato alteração de aposentadoria já registrada, como se infere o excerto do acórdão proferido pelo Ministro Celso de Mello, nos autos do Mandado de Segurança n 27083, do Distrito Federal, data vênia” (fls. 1/2 – eDoc. 12 – grifos do autor). Requer “que o presente agravo seja recebido e provido, a fim de que a decisão agravada seja revogada, tendo em vista que está sobejamente provado de plano, a presença do fumus boni júris e do periculum in mora, ensejando a concessão da medida liminar 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF do controle externo - para se darem por perfeitos, há de se observar o entendimento firmado neste Supremo Tribunal no sentido da inaplicabilidade do art. 54 da Lei n. 9.784/99 no atuar da Administração Pública. E afasto, nesse mesmo passo, a alegação de malferimento ao postulado da segurança jurídica. (...) Destaco, por fim, que a garantia da irredutibilidade de vencimentos não alcança parcelas pagas de forma ilegal. (...) Pelo exposto, com fundamento no art. 205 do RISTF, conheço do mandamus e denego a segurança. Prejudicada a apreciação do pedido de liminar” (eDoc. 11 - grifos no original). Em suas razões recursais, o agravante sustenta que a decisão impugnada merece reforma, sob argumento, em suma, de que não teria sido enfrentada a tese de decadência aventada e, nesse ponto, insiste nos argumentos já postulados na exordial de que “a alteração da aposentadoria deu entrada no TCU, há mais de cinco anos, portanto, na esteira dos entendimentos jurisprudenciais precedentes aplicáveis à espécie, a situação se consolidou ter sido extrapolado o prazo para a Administração anular o questionado ato que beneficiou o Impetrante. Demais disso, de acordo com os procedentes colacionados é cabível a invocação da decadência, quando se trata de ato alteração de aposentadoria já registrada, como se infere o excerto do acórdão proferido pelo Ministro Celso de Mello, nos autos do Mandado de Segurança n 27083, do Distrito Federal, data vênia” (fls. 1/2 – eDoc. 12 – grifos do autor). Requer “que o presente agravo seja recebido e provido, a fim de que a decisão agravada seja revogada, tendo em vista que está sobejamente provado de plano, a presença do fumus boni júris e do periculum in mora, ensejando a concessão da medida liminar 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 27 Relatório MS 35700 AGR / DF requerida, com o consequente prosseguimento da ação mandamental, por ser medida da mais lídima JUSTIÇA” (fl. 7 – eDoc. 12). É o breve relato do necessário. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF requerida, com o consequente prosseguimento da ação mandamental, por ser medida da mais lídima JUSTIÇA” (fl. 7 – eDoc. 12). É o breve relato do necessário. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920851. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 27 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Em sede de juízo de admissibilidade, conheço do recurso de agravo regimental, eis que presentes os pressupostos legais. No mérito, entretanto, tenho que a irresignação não merece prosperar. Isso porque os argumentos utilizados pelo agravante não se mostram aptos a infirmar a decisão atacada, limitando-se a, praticamente, reiterar as alegações postuladas na inicial. Conforme relatado, a controvérsia da ação mandamental cinge-se à negativa de registro pela Corte de Contas de atos de alteração da aposentadoria do impetrante, servidor inativo do Superior Tribunal de Justiça, cujo ato inicial concessório de aposentação já restou apreciado com conclusão pela sua legalidade. Pretende-se, in casu, reforma do pronunciamento jurisdicional por meio do qual neguei seguimento ao mandamus, ao argumento reiterado de decadência administrativa. Entretanto, conforme expressamente consignado na decisão ora impugnada, está-se diante de atos que, nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Federal de 1988/88, necessitam de registro pela Corte de Contas - em decorrência do exercício do controle externo - para se darem por perfeitos, havendo de se observar o entendimento firmado neste Supremo Tribunal no sentido da inaplicabilidade do art. 54 da Lei n 9.784/99 no atuar da Administração Pública. Vale reiterar que, nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Cidadã, “[o] controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (…) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Em sede de juízo de admissibilidade, conheço do recurso de agravo regimental, eis que presentes os pressupostos legais. No mérito, entretanto, tenho que a irresignação não merece prosperar. Isso porque os argumentos utilizados pelo agravante não se mostram aptos a infirmar a decisão atacada, limitando-se a, praticamente, reiterar as alegações postuladas na inicial. Conforme relatado, a controvérsia da ação mandamental cinge-se à negativa de registro pela Corte de Contas de atos de alteração da aposentadoria do impetrante, servidor inativo do Superior Tribunal de Justiça, cujo ato inicial concessório de aposentação já restou apreciado com conclusão pela sua legalidade. Pretende-se, in casu, reforma do pronunciamento jurisdicional por meio do qual neguei seguimento ao mandamus, ao argumento reiterado de decadência administrativa. Entretanto, conforme expressamente consignado na decisão ora impugnada, está-se diante de atos que, nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Federal de 1988/88, necessitam de registro pela Corte de Contas - em decorrência do exercício do controle externo - para se darem por perfeitos, havendo de se observar o entendimento firmado neste Supremo Tribunal no sentido da inaplicabilidade do art. 54 da Lei n 9.784/99 no atuar da Administração Pública. Vale reiterar que, nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Cidadã, “[o] controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: (…) apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 27 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 35700 AGR / DF concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório” (grifei). Da leitura atenta do aludido dispositivo, e partindo de uma interpretação a contrario sensu, contata-se que as melhorias posteriores ao ato inicial concessório de aposentação que alterem o fundamento legal do ato inicial demandam a apreciação da legalidade pela Corte de Contas, no exercício do controle externo, para fins de registro. E essas melhorias, consoante instrução normativa do TCU n 44/2002, consistem em acréscimos aos proventos de novas parcelas, gratificações ou vantagens de qualquer natureza, bem como a introdução de novos critérios ou bases de cálculo dos componentes do benefício, quando se caracterizarem como vantagem pessoal do servidor público civil ou militar e não houverem sido previstas no ato concessório originalmente submetido à apreciação do Tribunal ou por este já apreciado e registrado. Destarte, os atos apreciados pela Corte de Contas são de alteração, embasados em motivos diferentes dos constantes do ato inicial de aposentação – já julgado legal -, objetivando – como é próprio daquele instrumento – alterar a fundamentação legal do ato concessório. E, sendo assim, submetem-se a semelhante procedimento de aperfeiçoamento de um ato inicial concessório – que se dá com o registro junto ao TCU. Nesse passo, perfeitamente aplicável à espécie a iterativa jurisprudência desta Corte no sentido de que “[o] disposto no artigo 54 da Lei n 9.784/99, a revelar o prazo de decadência para a Administração Pública rever os próprios atos, por depender de situação jurídica constituída, não se aplica à aposentadoria, por reclamar atos sequenciais” (MS n 25.561/DF, Tribunal Pleno, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe de 21/11/14 – grifei). Ainda: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório” (grifei). Da leitura atenta do aludido dispositivo, e partindo de uma interpretação a contrario sensu, contata-se que as melhorias posteriores ao ato inicial concessório de aposentação que alterem o fundamento legal do ato inicial demandam a apreciação da legalidade pela Corte de Contas, no exercício do controle externo, para fins de registro. E essas melhorias, consoante instrução normativa do TCU n 44/2002, consistem em acréscimos aos proventos de novas parcelas, gratificações ou vantagens de qualquer natureza, bem como a introdução de novos critérios ou bases de cálculo dos componentes do benefício, quando se caracterizarem como vantagem pessoal do servidor público civil ou militar e não houverem sido previstas no ato concessório originalmente submetido à apreciação do Tribunal ou por este já apreciado e registrado. Destarte, os atos apreciados pela Corte de Contas são de alteração, embasados em motivos diferentes dos constantes do ato inicial de aposentação – já julgado legal -, objetivando – como é próprio daquele instrumento – alterar a fundamentação legal do ato concessório. E, sendo assim, submetem-se a semelhante procedimento de aperfeiçoamento de um ato inicial concessório – que se dá com o registro junto ao TCU. Nesse passo, perfeitamente aplicável à espécie a iterativa jurisprudência desta Corte no sentido de que “[o] disposto no artigo 54 da Lei n 9.784/99, a revelar o prazo de decadência para a Administração Pública rever os próprios atos, por depender de situação jurídica constituída, não se aplica à aposentadoria, por reclamar atos sequenciais” (MS n 25.561/DF, Tribunal Pleno, de relatoria do Ministro Marco Aurélio, DJe de 21/11/14 – grifei). Ainda: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO. APOSENTADORIA. EXAME. DECADÊNCIA. NÃO CONFIGURAÇÃO. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 27 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI MS 35700 AGR / DF CONDENAÇÃO POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MANTIDA. ALTERAÇÃO INTENCIONAL DA VERDADE DOS FATOS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o ato de concessão de aposentadoria é complexo, aperfeiçoando-se somente após a sua apreciação pelo Tribunal de Contas da União, sendo, desta forma, inaplicável o art. 54, da Lei n 9.784/1999, para os casos em que o TCU examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. Havendo alteração intencional da verdade dos fatos, justifica-se a condenação ao pagamento de multa por litigância de má-fé. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS n 33.805- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/3/18 – grifei). Irretocável, portanto, a decisão ora objurgada. Pelo exposto, conheço do recurso de agravo regimental e a ele nego provimento. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF CONDENAÇÃO POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MANTIDA. ALTERAÇÃO INTENCIONAL DA VERDADE DOS FATOS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o ato de concessão de aposentadoria é complexo, aperfeiçoando-se somente após a sua apreciação pelo Tribunal de Contas da União, sendo, desta forma, inaplicável o art. 54, da Lei n 9.784/1999, para os casos em que o TCU examina a legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. 2. Havendo alteração intencional da verdade dos fatos, justifica-se a condenação ao pagamento de multa por litigância de má-fé. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (MS n 33.805- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 14/3/18 – grifei). Irretocável, portanto, a decisão ora objurgada. Pelo exposto, conheço do recurso de agravo regimental e a ele nego provimento. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747920853. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 27 Voto Vogal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIO CHELES ADV.(A/S) :ADAO NEVES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que denegou o mandado de segurança impetrado pela parte ora recorrente com o objetivo de questionar a validade jurídica de deliberação que, emanada do E. Tribunal de Contas da União, ao apreciar a legalidade do ato de alteração de aposentadoria, veio a recusar-lhe o concernente registro. Alega-se, em síntese, que o E. Tribunal de Contas da União teria desrespeitado a autoridade de decisão judicial transitada em julgado que reconheceu ao autor deste “writ”, ora recorrente, o direito à incorporação, à sua remuneração, da vantagem pecuniária denominada “quintos”. É certo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia ora versada nesta causa, julgou o mérito do Recurso Extraordinário 638.115/CE, Rel. Min. GILMAR MENDES, nele proferindo decisão cujo acórdão possui a seguinte ementa: “Recurso extraordinário. 2. Administrativo. 3. Servidor público. 4. Incorporação de quintos decorrente do exercício de funções comissionadas no período compreendido entre a edição da Lei 9.624/1998 e a Medida Provisória 2.225-48/2001. 5. Impossibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 SEGUNDA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ELIO CHELES ADV.(A/S) :ADAO NEVES DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO: Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que denegou o mandado de segurança impetrado pela parte ora recorrente com o objetivo de questionar a validade jurídica de deliberação que, emanada do E. Tribunal de Contas da União, ao apreciar a legalidade do ato de alteração de aposentadoria, veio a recusar-lhe o concernente registro. Alega-se, em síntese, que o E. Tribunal de Contas da União teria desrespeitado a autoridade de decisão judicial transitada em julgado que reconheceu ao autor deste “writ”, ora recorrente, o direito à incorporação, à sua remuneração, da vantagem pecuniária denominada “quintos”. É certo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, após reconhecer a existência de repercussão geral da controvérsia ora versada nesta causa, julgou o mérito do Recurso Extraordinário 638.115/CE, Rel. Min. GILMAR MENDES, nele proferindo decisão cujo acórdão possui a seguinte ementa: “Recurso extraordinário. 2. Administrativo. 3. Servidor público. 4. Incorporação de quintos decorrente do exercício de funções comissionadas no período compreendido entre a edição da Lei 9.624/1998 e a Medida Provisória 2.225-48/2001. 5. Impossibilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF 6. Recurso extraordinário provido.” (grifei) Cabe registrar que essa decisão plenária veio a ser confirmada por esta Suprema Corte em julgamento (ocorrido em 30/06/2017) que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “Embargos de declaração no recurso extraordinário. 2. Repercussão Geral. 3. Direito Administrativo. 4. Servidor público. 5. Incorporação de quintos decorrente do exercício de funções comissionadas no período compreendido entre a edição da Lei 9.624/1998 e a Medida Provisória 2.225-48/2001. Impossibilidade. 6. Cessada a ultratividade das incorporações em qualquer hipótese, seja decorrente de decisões administrativas ou de decisões judiciais transitadas em julgado. Recurso Extraordinário-RG 730.462, Rel. Min. Teori Zavascki. 7. Ausência de omissão, contradição ou obscuridade. 8. Embargos rejeitados.” (Recurso Extraordinário 638.115-ED-quintos/CE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) Observo, no entanto, que diversas entidades de classe representativas dos interesses dos servidores públicos civis (a Associação Nacional dos Servidores da Justiça do Trabalho – ANAJUSTRA, a Associação dos Servidores do Tribunal Superior Eleitoral – ASSERTSE, o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal – SINDJUS/DF, o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União – SINDILEGIS, a Associação dos Servidores da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Ensino Superior – ASCAPES, a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público – FENAJUFE, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal – CONDSEF, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SINASEFE, o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina – SINTRAJUSC, o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF 6. Recurso extraordinário provido.” (grifei) Cabe registrar que essa decisão plenária veio a ser confirmada por esta Suprema Corte em julgamento (ocorrido em 30/06/2017) que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “Embargos de declaração no recurso extraordinário. 2. Repercussão Geral. 3. Direito Administrativo. 4. Servidor público. 5. Incorporação de quintos decorrente do exercício de funções comissionadas no período compreendido entre a edição da Lei 9.624/1998 e a Medida Provisória 2.225-48/2001. Impossibilidade. 6. Cessada a ultratividade das incorporações em qualquer hipótese, seja decorrente de decisões administrativas ou de decisões judiciais transitadas em julgado. Recurso Extraordinário-RG 730.462, Rel. Min. Teori Zavascki. 7. Ausência de omissão, contradição ou obscuridade. 8. Embargos rejeitados.” (Recurso Extraordinário 638.115-ED-quintos/CE, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) Observo, no entanto, que diversas entidades de classe representativas dos interesses dos servidores públicos civis (a Associação Nacional dos Servidores da Justiça do Trabalho – ANAJUSTRA, a Associação dos Servidores do Tribunal Superior Eleitoral – ASSERTSE, o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal – SINDJUS/DF, o Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União – SINDILEGIS, a Associação dos Servidores da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Ensino Superior – ASCAPES, a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público – FENAJUFE, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal – CONDSEF, o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – SINASEFE, o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina – SINTRAJUSC, o Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF SINASEMPU e a Associação dos Servidores do Ministério Público Federal – ASMPF) opuseram a mencionado acórdão, proferido nos autos do Recurso Extraordinário 638.115-ED-quintos/CE, novos embargos de declaração, inclusive com pedido de concessão de “efeitos modificativos”, ainda pendentes de apreciação pelo Plenário desta Suprema Corte, valendo observar, por relevante, que se mostra processualmente viável, ao menos em tese, no âmbito de referida impugnação recursal, a reforma da decisão recorrida pelo órgão competente. Presente esse contexto, e ao menos enquanto não analisados os recursos interpostos nos autos do R E 638.115/CE, torna-se importante reafirmar o alto significado de que se reveste, em nosso sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade, de outro. A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em sentido material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os atributos que lhe são inerentes, a significar, como já salientado, que nenhum ato estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a integridade. Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando sentencial, recebem, diretamente, da própria Constituição especial proteção destinada a preservar a inalterabilidade dos pronunciamentos emanados dos Juízes e Tribunais, criando, desse modo, situação de certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas. É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/1.130, item n. 802, 58... ed., 2017, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou atender, tão somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais permitir que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF SINASEMPU e a Associação dos Servidores do Ministério Público Federal – ASMPF) opuseram a mencionado acórdão, proferido nos autos do Recurso Extraordinário 638.115-ED-quintos/CE, novos embargos de declaração, inclusive com pedido de concessão de “efeitos modificativos”, ainda pendentes de apreciação pelo Plenário desta Suprema Corte, valendo observar, por relevante, que se mostra processualmente viável, ao menos em tese, no âmbito de referida impugnação recursal, a reforma da decisão recorrida pelo órgão competente. Presente esse contexto, e ao menos enquanto não analisados os recursos interpostos nos autos do R E 638.115/CE, torna-se importante reafirmar o alto significado de que se reveste, em nosso sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade, de outro. A proteção constitucional dispensada à coisa julgada em sentido material revela-se tão intensa que impede sejam alterados os atributos que lhe são inerentes, a significar, como já salientado, que nenhum ato estatal posterior poderá, validamente, afetar-lhe a integridade. Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando sentencial, recebem, diretamente, da própria Constituição especial proteção destinada a preservar a inalterabilidade dos pronunciamentos emanados dos Juízes e Tribunais, criando, desse modo, situação de certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas. É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/1.130, item n. 802, 58... ed., 2017, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou atender, tão somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais permitir que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social. Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada, considerada a própria disciplina constitucional que a rege, que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, na resolução do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada. Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687, 2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações entre a coisa julgada e a Constituição: “A coisa julgada cria, para a segurança dos direitos subjetivos, situação de imutabilidade que nem mesmo a lei pode destruir ou vulnerar – é o que se infere do art. 5..., XXXVI, da Lei Maior. E sob esse aspecto é que se pode qualificar a ‘res iudicata’ como garantia constitucional de tutela a direito individual. Por outro lado, essa garantia, outorgada na Constituição, dá mais ênfase e realce àquela da tutela jurisdicional, constitucionalmente consagrada, no art. 5..., XXXV, para a defesa de direito atingido por ato lesivo, visto que a torna intangível até mesmo em face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure o exercício da referida tutela, decidindo e compondo a lide.” (grifei) Não custa enfatizar, bem por isso, na perspectiva da eficácia preclusiva da “res judicata”, que, mesmo em sede de execução, não mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que apreciou a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social. Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada, considerada a própria disciplina constitucional que a rege, que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, na resolução do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada. Daí o preciso magistério de JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687, 2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora) em torno das relações entre a coisa julgada e a Constituição: “A coisa julgada cria, para a segurança dos direitos subjetivos, situação de imutabilidade que nem mesmo a lei pode destruir ou vulnerar – é o que se infere do art. 5..., XXXVI, da Lei Maior. E sob esse aspecto é que se pode qualificar a ‘res iudicata’ como garantia constitucional de tutela a direito individual. Por outro lado, essa garantia, outorgada na Constituição, dá mais ênfase e realce àquela da tutela jurisdicional, constitucionalmente consagrada, no art. 5..., XXXV, para a defesa de direito atingido por ato lesivo, visto que a torna intangível até mesmo em face de ‘lex posterius’, depois que o Judiciário exaure o exercício da referida tutela, decidindo e compondo a lide.” (grifei) Não custa enfatizar, bem por isso, na perspectiva da eficácia preclusiva da “res judicata”, que, mesmo em sede de execução, não mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que apreciou a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 508 do Código de Processo Civil/2015, “Transitada em julgado a decisão de mérito, considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e as defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento quanto à rejeição do pedido” (grifei). Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA DE ANDRADE NERY, “Comentários ao Código de Processo Civil”, p. 1.242, item n. 2, 2015, RT), cujo magistério – em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”: “Transitada em julgado a decisão ou sentença de mérito, as partes ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide, sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. O texto normativo reputa repelidas todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e contestação a respeito da lide e não o fizeram (alegações deduzidas e dedutíveis …). Isto quer significar que não se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base em novas alegações. A este fenômeno, dá-se o nome de eficácia preclusiva da coisa julgada.” (grifei) Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que, porém, tais alegações e defesas contenham-se no objeto do processo – também encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores, tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51... ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11... ed., 1996, Saraiva), MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”, vol. 3/56, item n. 754, 21... ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 508 do Código de Processo Civil/2015, “Transitada em julgado a decisão de mérito, considerar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e as defesas que a parte poderia opor tanto ao acolhimento quanto à rejeição do pedido” (grifei). Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA DE ANDRADE NERY, “Comentários ao Código de Processo Civil”, p. 1.242, item n. 2, 2015, RT), cujo magistério – em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”: “Transitada em julgado a decisão ou sentença de mérito, as partes ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide, sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. O texto normativo reputa repelidas todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e contestação a respeito da lide e não o fizeram (alegações deduzidas e dedutíveis …). Isto quer significar que não se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base em novas alegações. A este fenômeno, dá-se o nome de eficácia preclusiva da coisa julgada.” (grifei) Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que, porém, tais alegações e defesas contenham-se no objeto do processo – também encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores, tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51... ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11... ed., 1996, Saraiva), MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”, vol. 3/56, item n. 754, 21... ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF (“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/332, item n. 689, 2... ed., 2000, Millennium Editora), que, em análise do Código de Processo Civil sob cuja égide transitou em julgado a decisão que beneficiou os impetrantes, ora agravantes, examinaram norma legal idêntica (Código de Processo Civil/73, art. 474) à que ora se acha reproduzida no art. 508 do vigente estatuto processual civil. Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”: “(…) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.” (grifei) A necessária observância da autoridade da coisa julgada representa expressivo consectário da ordem constitucional, que consagra, entre os vários princípios dela resultantes, aquele concernente à segurança jurídica. É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, por mais de uma vez, já fez consignar advertência que põe em destaque a essencialidade 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF (“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/332, item n. 689, 2... ed., 2000, Millennium Editora), que, em análise do Código de Processo Civil sob cuja égide transitou em julgado a decisão que beneficiou os impetrantes, ora agravantes, examinaram norma legal idêntica (Código de Processo Civil/73, art. 474) à que ora se acha reproduzida no art. 508 do vigente estatuto processual civil. Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”: “(…) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.” (grifei) A necessária observância da autoridade da coisa julgada representa expressivo consectário da ordem constitucional, que consagra, entre os vários princípios dela resultantes, aquele concernente à segurança jurídica. É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, por mais de uma vez, já fez consignar advertência que põe em destaque a essencialidade 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF do postulado da segurança jurídica e a consequente imprescindibilidade de amparo e tutela das relações jurídicas definidas por decisão transitada em julgado: “O CUMPRIMENTO DAS DECISÕES JUDICIAIS IRRECORRÍVEIS IMPÕE-SE AO PODER PÚBLICO COMO OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL INDERROGÁVEL A exigência de respeito incondicional às decisões judiciais transitadas em julgado traduz imposição constitucional justificada pelo princípio da separação de poderes e fundada nos postulados que informam, em nosso sistema jurídico, a própria concepção de Estado Democrático de Direito. O dever de cumprir as decisões emanadas do Poder Judiciário, notadamente nos casos em que a condenação judicial tem por destinatário o próprio Poder Público, muito mais do que simples incumbência de ordem processual, representa uma incontornável obrigação institucional a que não se pode subtrair o aparelho de Estado, sob pena de grave comprometimento dos princípios consagrados no texto da Constituição da República. A desobediência a ordem ou a decisão judicial pode gerar, em nosso sistema jurídico, gravíssimas conseqüências, quer no plano penal, quer no âmbito político-administrativo (possibilidade de ‘impeachment’), quer, ainda, na esfera institucional (decretabilidade de intervenção federal nos Estados-membros ou em Municípios situados em Território Federal, ou de intervenção estadual nos Municípios).” (RTJ 167/6-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) O que se revela incontroverso, nesse contexto, é que a exigência de segurança jurídica, enquanto expressão do Estado Democrático de Direito, mostra-se impregnada de elevado conteúdo ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações jurídicas, mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Red. p/ o acórdão Min. GILMAR MENDES, v.g.), em ordem a viabilizar a incidência desse mesmo princípio sobre comportamentos de qualquer dos Poderes ou órgãos do Estado, para que se preservem, desse modo, situações consolidadas e protegidas pelo fenômeno da “res 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF do postulado da segurança jurídica e a consequente imprescindibilidade de amparo e tutela das relações jurídicas definidas por decisão transitada em julgado: “O CUMPRIMENTO DAS DECISÕES JUDICIAIS IRRECORRÍVEIS IMPÕE-SE AO PODER PÚBLICO COMO OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL INDERROGÁVEL A exigência de respeito incondicional às decisões judiciais transitadas em julgado traduz imposição constitucional justificada pelo princípio da separação de poderes e fundada nos postulados que informam, em nosso sistema jurídico, a própria concepção de Estado Democrático de Direito. O dever de cumprir as decisões emanadas do Poder Judiciário, notadamente nos casos em que a condenação judicial tem por destinatário o próprio Poder Público, muito mais do que simples incumbência de ordem processual, representa uma incontornável obrigação institucional a que não se pode subtrair o aparelho de Estado, sob pena de grave comprometimento dos princípios consagrados no texto da Constituição da República. A desobediência a ordem ou a decisão judicial pode gerar, em nosso sistema jurídico, gravíssimas conseqüências, quer no plano penal, quer no âmbito político-administrativo (possibilidade de ‘impeachment’), quer, ainda, na esfera institucional (decretabilidade de intervenção federal nos Estados-membros ou em Municípios situados em Território Federal, ou de intervenção estadual nos Municípios).” (RTJ 167/6-7, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) O que se revela incontroverso, nesse contexto, é que a exigência de segurança jurídica, enquanto expressão do Estado Democrático de Direito, mostra-se impregnada de elevado conteúdo ético, social e jurídico, projetando-se sobre as relações jurídicas, mesmo as de direito público (RTJ 191/922, Red. p/ o acórdão Min. GILMAR MENDES, v.g.), em ordem a viabilizar a incidência desse mesmo princípio sobre comportamentos de qualquer dos Poderes ou órgãos do Estado, para que se preservem, desse modo, situações consolidadas e protegidas pelo fenômeno da “res 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF judicata”. Importante referir, no ponto, em face de sua extrema pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO (“Direito Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998, Almedina): “Estes dois princípios – segurança jurídica e protecção da confiança – andam estreitamente associados a ponto de alguns autores considerarem o princípio da protecção de confiança como um subprincípio ou como uma dimensão específica da segurança jurídica. Em geral, considera-se que a segurança jurídica está conexionada com elementos objectivos da ordem jurídica – garantia de estabilidade jurídica, segurança de orientação e realização do direito – enquanto a protecção da confiança se prende mais com as componentes subjectivas da segurança, designadamente a calculabilidade e previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e a protecção da confiança exigem, no fundo: (1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles o cidadão veja garantida a segurança nas suas disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus próprios actos. Deduz-se já que os postulados da segurança jurídica e da protecção da confiança são exigíveis perante ‘qualquer acto’ de ‘qualquer poder’ – legislativo, executivo e judicial.” (grifei) Nem se diga, ainda, para legitimar a deliberação emanada do E. Tribunal de Contas da União, que este poderia invocar a tese da “relativização” da autoridade da coisa julgada, em especial da (impropriamente) denominada “coisa julgada inconstitucional”, como sustentam alguns autores (JOSÉ AUGUSTO DELGADO, “Pontos Polêmicos das Ações de Indenização de Áreas Naturais Protegidas – Efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais”, “in” Revista de Processo n 103/9-36; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Relativizar a Coisa Julgada Material”, “in” Revista de Processo n 109/9-38; HUMBERTO 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF judicata”. Importante referir, no ponto, em face de sua extrema pertinência, a aguda observação de J. J. GOMES CANOTILHO (“Direito Constitucional e Teoria da Constituição”, p. 250, 1998, Almedina): “Estes dois princípios – segurança jurídica e protecção da confiança – andam estreitamente associados a ponto de alguns autores considerarem o princípio da protecção de confiança como um subprincípio ou como uma dimensão específica da segurança jurídica. Em geral, considera-se que a segurança jurídica está conexionada com elementos objectivos da ordem jurídica – garantia de estabilidade jurídica, segurança de orientação e realização do direito – enquanto a protecção da confiança se prende mais com as componentes subjectivas da segurança, designadamente a calculabilidade e previsibilidade dos indivíduos em relação aos efeitos jurídicos dos actos dos poderes públicos. A segurança e a protecção da confiança exigem, no fundo: (1) fiabilidade, clareza, racionalidade e transparência dos actos do poder; (2) de forma que em relação a eles o cidadão veja garantida a segurança nas suas disposições pessoais e nos efeitos jurídicos dos seus próprios actos. Deduz-se já que os postulados da segurança jurídica e da protecção da confiança são exigíveis perante ‘qualquer acto’ de ‘qualquer poder’ – legislativo, executivo e judicial.” (grifei) Nem se diga, ainda, para legitimar a deliberação emanada do E. Tribunal de Contas da União, que este poderia invocar a tese da “relativização” da autoridade da coisa julgada, em especial da (impropriamente) denominada “coisa julgada inconstitucional”, como sustentam alguns autores (JOSÉ AUGUSTO DELGADO, “Pontos Polêmicos das Ações de Indenização de Áreas Naturais Protegidas – Efeitos da coisa julgada e os princípios constitucionais”, “in” Revista de Processo n 103/9-36; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Relativizar a Coisa Julgada Material”, “in” Revista de Processo n 109/9-38; HUMBERTO 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF THEODORO JÚNIOR, “A Reforma do Processo de Execução e o Problema da Coisa Julgada Inconstitucional (Código de Processo Civil, artigo 741, Parágrafo Único)”, “in” Revista dos Tribunais, vol. 841/56-76, ano 94; TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER e JOSÉ MIGUEL GARCIA MEDINA, “O Dogma da Coisa Julgada – Hipóteses de Relativização”, 2003, RT, v.g.). Tenho para mim, desse modo, que o procedimento adotado pelo E. Tribunal de Contas da União, se admitido, antagonizar-se-ia com a proteção jurídica que a ordem constitucional dispensa, em caráter tutelar, à “res judicata”. Na realidade, a desconsideração da “auctoritas rei judicatae” implicaria grave enfraquecimento de uma importantíssima garantia constitucional que surgiu, de modo expresso, em nosso ordenamento positivo, com a Constituição de 1934. A pretendida “relativização” da coisa julgada – tese que tenho repudiado em diversos julgamentos (monocráticos) proferidos no Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 554.111/RS – Recurso Extraordinário 594.350/RS – Recurso Extraordinário 594.892/RS – Recurso Extraordinário 594.929/RS – Recurso Extraordinário 595.565/RS, v.g.) – provocaria consequências altamente lesivas à estabilidade das relações intersubjetivas, à exigência de certeza e de segurança jurídicas e à preservação do equilíbrio social, valendo destacar, em face da absoluta pertinência de suas observações, a advertência de ARAKEN DE ASSIS (“Eficácia da Coisa Julgada Inconstitucional”, “in” Revista Jurídica n 301/7-29, 12-13): “Aberta a janela, sob o pretexto de observar equivalentes princípios da Carta Política, comprometidos pela indiscutibilidade do provimento judicial, não se revela difícil prever que todas as portas se escancararão às iniciativas do vencido. O vírus do relativismo contaminará, fatalmente, todo o sistema judiciário. Nenhum veto, ‘a priori’, barrará o vencido de desafiar e afrontar o resultado precedente de qualquer processo, invocando hipotética 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF THEODORO JÚNIOR, “A Reforma do Processo de Execução e o Problema da Coisa Julgada Inconstitucional (Código de Processo Civil, artigo 741, Parágrafo Único)”, “in” Revista dos Tribunais, vol. 841/56-76, ano 94; TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER e JOSÉ MIGUEL GARCIA MEDINA, “O Dogma da Coisa Julgada – Hipóteses de Relativização”, 2003, RT, v.g.). Tenho para mim, desse modo, que o procedimento adotado pelo E. Tribunal de Contas da União, se admitido, antagonizar-se-ia com a proteção jurídica que a ordem constitucional dispensa, em caráter tutelar, à “res judicata”. Na realidade, a desconsideração da “auctoritas rei judicatae” implicaria grave enfraquecimento de uma importantíssima garantia constitucional que surgiu, de modo expresso, em nosso ordenamento positivo, com a Constituição de 1934. A pretendida “relativização” da coisa julgada – tese que tenho repudiado em diversos julgamentos (monocráticos) proferidos no Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 554.111/RS – Recurso Extraordinário 594.350/RS – Recurso Extraordinário 594.892/RS – Recurso Extraordinário 594.929/RS – Recurso Extraordinário 595.565/RS, v.g.) – provocaria consequências altamente lesivas à estabilidade das relações intersubjetivas, à exigência de certeza e de segurança jurídicas e à preservação do equilíbrio social, valendo destacar, em face da absoluta pertinência de suas observações, a advertência de ARAKEN DE ASSIS (“Eficácia da Coisa Julgada Inconstitucional”, “in” Revista Jurídica n 301/7-29, 12-13): “Aberta a janela, sob o pretexto de observar equivalentes princípios da Carta Política, comprometidos pela indiscutibilidade do provimento judicial, não se revela difícil prever que todas as portas se escancararão às iniciativas do vencido. O vírus do relativismo contaminará, fatalmente, todo o sistema judiciário. Nenhum veto, ‘a priori’, barrará o vencido de desafiar e afrontar o resultado precedente de qualquer processo, invocando hipotética 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF ofensa deste ou daquele valor da Constituição. A simples possibilidade de êxito do intento revisionista, sem as peias da rescisória, multiplicará os litígios, nos quais o órgão judiciário de 1... grau decidirá, preliminarmente, se obedece, ou não, ao pronunciamento transitado em julgado do seu Tribunal e até, conforme o caso, do Supremo Tribunal Federal. Tudo naturalmente justificado pelo respeito obsequioso à Constituição e baseado na volúvel livre convicção do magistrado inferior. Por tal motivo, mostra-se flagrante o risco de se perder qualquer noção de segurança e de hierarquia judiciária. Ademais, os litígios jamais acabarão, renovando-se, a todo instante, sob o pretexto de ofensa a este ou àquele princípio constitucional. Para combater semelhante desserviço à Nação, urge a intervenção do legislador, com o fito de estabelecer, previamente, as situações em que a eficácia de coisa julgada não opera na desejável e natural extensão e o remédio adequado para retratá-la (…). Este é o caminho promissor para banir a insegurança do vencedor, a afoiteza ou falta de escrúpulos do vencido e o arbítrio e os casuísmos judiciais.” (grifei) Esse mesmo entendimento – que rejeita a “relativização” da coisa julgada em sentido material – foi exposto, em lapidar abordagem do tema, por NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE NERY (“Comentários ao Código de Processo Civil”, p. 1.281, item n. 30, e p. 1.202, item n. 32, 2015, RT): “30. Coisa julgada material e Estado Democrático de Direito. A doutrina mundial reconhece o instituto da coisa julgada material como ‘elemento de existência’ do Estado Democrático de Direito (…). A ‘supremacia da Constituição’ está na própria coisa julgada, enquanto manifestação do Estado Democrático de Direito, fundamento da República (Constituição Federal de 1988 1. ‘caput’), não sendo princípio que possa opor-se à coisa julgada como se esta estivesse abaixo de qualquer outro instituto constitucional. Quando se fala na intangibilidade da coisa julgada, não se deve dar ao instituto tratamento jurídico inferior, de mera figura do processo civil, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF ofensa deste ou daquele valor da Constituição. A simples possibilidade de êxito do intento revisionista, sem as peias da rescisória, multiplicará os litígios, nos quais o órgão judiciário de 1... grau decidirá, preliminarmente, se obedece, ou não, ao pronunciamento transitado em julgado do seu Tribunal e até, conforme o caso, do Supremo Tribunal Federal. Tudo naturalmente justificado pelo respeito obsequioso à Constituição e baseado na volúvel livre convicção do magistrado inferior. Por tal motivo, mostra-se flagrante o risco de se perder qualquer noção de segurança e de hierarquia judiciária. Ademais, os litígios jamais acabarão, renovando-se, a todo instante, sob o pretexto de ofensa a este ou àquele princípio constitucional. Para combater semelhante desserviço à Nação, urge a intervenção do legislador, com o fito de estabelecer, previamente, as situações em que a eficácia de coisa julgada não opera na desejável e natural extensão e o remédio adequado para retratá-la (…). Este é o caminho promissor para banir a insegurança do vencedor, a afoiteza ou falta de escrúpulos do vencido e o arbítrio e os casuísmos judiciais.” (grifei) Esse mesmo entendimento – que rejeita a “relativização” da coisa julgada em sentido material – foi exposto, em lapidar abordagem do tema, por NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE NERY (“Comentários ao Código de Processo Civil”, p. 1.281, item n. 30, e p. 1.202, item n. 32, 2015, RT): “30. Coisa julgada material e Estado Democrático de Direito. A doutrina mundial reconhece o instituto da coisa julgada material como ‘elemento de existência’ do Estado Democrático de Direito (…). A ‘supremacia da Constituição’ está na própria coisa julgada, enquanto manifestação do Estado Democrático de Direito, fundamento da República (Constituição Federal de 1988 1. ‘caput’), não sendo princípio que possa opor-se à coisa julgada como se esta estivesse abaixo de qualquer outro instituto constitucional. Quando se fala na intangibilidade da coisa julgada, não se deve dar ao instituto tratamento jurídico inferior, de mera figura do processo civil, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF regulada por lei ordinária, mas, ao contrário, impõe-se o reconhecimento da coisa julgada com a magnitude constitucional que lhe é própria, ou seja, de elemento formador do Estado Democrático de Direito, que não pode ser apequenado por conta de algumas situações, velhas conhecidas da doutrina e jurisprudência, como é o caso da sentença injusta, repelida como irrelevante (…) ou da sentença proferida contra a Constituição ou a lei, igualmente considerada pela doutrina (…), sendo que, nesta última hipótese, pode ser desconstituída pela ação rescisória (Código de Processo Civil 966 V). (…) O risco político de haver sentença injusta ou inconstitucional no caso concreto parece ser menos grave do que o risco político de instaurar-se a insegurança geral com a relativização (‘rectius’: desconsideração) da coisa julgada. ....................................................................................................... 32. Controle da constitucionalidade da sentença. Coisa julgada inconstitucional. Os atos jurisdicionais do Poder Judiciário ficam sujeitos ao controle de sua constitucionalidade, como todos os atos de todos os poderes. Para tanto, o ‘due process of law’ desse controle tem de ser observado. Há três formas para fazer-se o controle interno, jurisdicional, da constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário: a) por recurso ordinário; b) por recurso extraordinário; c) por ações autônomas de impugnação. Na primeira hipótese, tendo sido proferida decisão contra a Constituição Federal de 1988, pode ser impugnada por recurso ordinário (agravo, apelação, recurso ordinário constitucional etc.) no qual se pedirá a anulação ou a reforma da decisão inconstitucional. O segundo caso é de decisão de única ou última instância que ofenda a Constituição Federal de 1988, que poderá ser impugnada por Recurso Extraordinário para o Supremo Tribunal Federal (Constituição Federal de 1988 102 III ‘a’). A terceira e última oportunidade para controlar-se a constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário ocorre quando a decisão de mérito já tiver transitado em julgado, situação em que poderá ser impugnada por ação rescisória (Código de Processo Civil 966 V) ou revisão criminal (CPP 621). Passado o prazo de dois anos que a lei estipula (Código de Processo Civil 975) para exercer-se o direito de rescisão de decisão de mérito transitada em julgado (Código de Processo Civil 966), não é mais possível fazer-se o 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF regulada por lei ordinária, mas, ao contrário, impõe-se o reconhecimento da coisa julgada com a magnitude constitucional que lhe é própria, ou seja, de elemento formador do Estado Democrático de Direito, que não pode ser apequenado por conta de algumas situações, velhas conhecidas da doutrina e jurisprudência, como é o caso da sentença injusta, repelida como irrelevante (…) ou da sentença proferida contra a Constituição ou a lei, igualmente considerada pela doutrina (…), sendo que, nesta última hipótese, pode ser desconstituída pela ação rescisória (Código de Processo Civil 966 V). (…) O risco político de haver sentença injusta ou inconstitucional no caso concreto parece ser menos grave do que o risco político de instaurar-se a insegurança geral com a relativização (‘rectius’: desconsideração) da coisa julgada. ....................................................................................................... 32. Controle da constitucionalidade da sentença. Coisa julgada inconstitucional. Os atos jurisdicionais do Poder Judiciário ficam sujeitos ao controle de sua constitucionalidade, como todos os atos de todos os poderes. Para tanto, o ‘due process of law’ desse controle tem de ser observado. Há três formas para fazer-se o controle interno, jurisdicional, da constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário: a) por recurso ordinário; b) por recurso extraordinário; c) por ações autônomas de impugnação. Na primeira hipótese, tendo sido proferida decisão contra a Constituição Federal de 1988, pode ser impugnada por recurso ordinário (agravo, apelação, recurso ordinário constitucional etc.) no qual se pedirá a anulação ou a reforma da decisão inconstitucional. O segundo caso é de decisão de única ou última instância que ofenda a Constituição Federal de 1988, que poderá ser impugnada por Recurso Extraordinário para o Supremo Tribunal Federal (Constituição Federal de 1988 102 III ‘a’). A terceira e última oportunidade para controlar-se a constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário ocorre quando a decisão de mérito já tiver transitado em julgado, situação em que poderá ser impugnada por ação rescisória (Código de Processo Civil 966 V) ou revisão criminal (CPP 621). Passado o prazo de dois anos que a lei estipula (Código de Processo Civil 975) para exercer-se o direito de rescisão de decisão de mérito transitada em julgado (Código de Processo Civil 966), não é mais possível fazer-se o 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF controle judicial da constitucionalidade de sentença transitada em julgado. No século XXI não mais se justifica prestigiar e dar-se aplicação a institutos como os da ‘querela nullitatis insanabilis’ e da ‘praescriptio immemoriabili’. Não se permite a reabertura, a qualquer tempo, da discussão de lide acobertada por sentença transitada em julgado, ainda que sob pretexto de que a sentença seria inconstitucional. O controle da constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário existe, mas deve ser feito de acordo com o devido processo legal.” (grifei) Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal vinha proclamando, já há quatro décadas, a respeito da invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando, em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado, ainda que inconstitucionais, somente poderão ser invalidadas mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio processual civil, a ação rescisória. Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, no julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744), proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver resolvido o litígio com fundamento em lei declarada inconstitucional: “A suspensão da vigência da lei por inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos praticados sob o império da lei inconstitucional. Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória, sendo impróprio o mandado de segurança (…).” (grifei) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF controle judicial da constitucionalidade de sentença transitada em julgado. No século XXI não mais se justifica prestigiar e dar-se aplicação a institutos como os da ‘querela nullitatis insanabilis’ e da ‘praescriptio immemoriabili’. Não se permite a reabertura, a qualquer tempo, da discussão de lide acobertada por sentença transitada em julgado, ainda que sob pretexto de que a sentença seria inconstitucional. O controle da constitucionalidade dos atos jurisdicionais do Poder Judiciário existe, mas deve ser feito de acordo com o devido processo legal.” (grifei) Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal vinha proclamando, já há quatro décadas, a respeito da invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando, em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado, ainda que inconstitucionais, somente poderão ser invalidadas mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio processual civil, a ação rescisória. Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, no julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744), proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver resolvido o litígio com fundamento em lei declarada inconstitucional: “A suspensão da vigência da lei por inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos praticados sob o império da lei inconstitucional. Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória, sendo impróprio o mandado de segurança (…).” (grifei) 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal, reafirmando essa corretíssima orientação jurisprudencial, fez consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide, em lei posteriormente declarada inconstitucional por esta Corte Suprema: “Recurso Extraordinário. Embargos à execução de sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado, em lei posteriormente declarada inconstitucional. A declaração da nulidade da sentença somente é possível via da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. (…).” (Recurso Extraordinário 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei) Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado, muito menos constitucionalmente lícito, recusar-se a cumprir sentença transitada em julgado, tal como adverte JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/344, item n. 698, 2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora): “Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um julgamento com força de lei entre as partes, a que estas se encontram vinculadas imutavelmente. Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res iudicata’ (…), principalmente através de ação rescisória. (…). Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal. (…). Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória, há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se verifica depois de transitada em julgado decisão declarando improcedente a rescisória.” (grifei) Em suma: a atividade de controle de legalidade dos atos da Administração Pública exercida pelo Tribunal de Contas da União 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal, reafirmando essa corretíssima orientação jurisprudencial, fez consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide, em lei posteriormente declarada inconstitucional por esta Corte Suprema: “Recurso Extraordinário. Embargos à execução de sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado, em lei posteriormente declarada inconstitucional. A declaração da nulidade da sentença somente é possível via da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. (…).” (Recurso Extraordinário 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei) Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado, muito menos constitucionalmente lícito, recusar-se a cumprir sentença transitada em julgado, tal como adverte JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/344, item n. 698, 2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora): “Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um julgamento com força de lei entre as partes, a que estas se encontram vinculadas imutavelmente. Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res iudicata’ (…), principalmente através de ação rescisória. (…). Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal. (…). Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória, há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se verifica depois de transitada em julgado decisão declarando improcedente a rescisória.” (grifei) Em suma: a atividade de controle de legalidade dos atos da Administração Pública exercida pelo Tribunal de Contas da União 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 27 Voto Vogal MS 35700 AGR / DF detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz, nesse contexto, limite oponível à força resultante dos pronunciamentos que emanam do Poder Judiciário, ainda que proferidos pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito de julgamento de mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Sendo assim, em face das razões expostas, p eço vênia para dissentir do eminente Relator e, em consequência, dar provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a conceder, integralmente, nos termos postulados na inicial, o mandado de segurança impetrado pelo ora agravante. É o meu voto. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Supremo Tribunal Federal MS 35700 AGR / DF detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz, nesse contexto, limite oponível à força resultante dos pronunciamentos que emanam do Poder Judiciário, ainda que proferidos pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito de julgamento de mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Sendo assim, em face das razões expostas, p eço vênia para dissentir do eminente Relator e, em consequência, dar provimento ao presente recurso de agravo, em ordem a conceder, integralmente, nos termos postulados na inicial, o mandado de segurança impetrado pelo ora agravante. É o meu voto. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 15A3-101E-5B9E-FF9B e senha 14AE-C581-1E58-E8A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 27 Extrato de Ata - 22/06/2018 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELIO CHELES ADV.(A/S) : ADAO NEVES DE OLIVEIRA (15121/DF, 21332/GO) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do recurso de agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello, que lhe dava provimento. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669212 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.700 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ELIO CHELES ADV.(A/S) : ADAO NEVES DE OLIVEIRA (15121/DF, 21332/GO) AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por maioria, conheceu do recurso de agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Celso de Mello, que lhe dava provimento. Segunda Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin. Disponibilizou processos para esta sessão o Ministro Alexandre de Moraes, não tendo participado do julgamento desses feitos o Ministro Edson Fachin, por suceder, na Segunda Turma, o Ministro Teori Zavascki. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747669212 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 27
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700 AGR / DF", "Acórdão n . 925 / 2018", "MS 35700", "Acórdão n . 925 / 2018", "MS 35700 AGR / DF", "TC 015 . 350 / 19959", "TC 004 . 224 / 20060 ’", "MS 35700 AGR", "TC 015 . 350 / 19959", "-", "-", "-", "-", "TC 004 . 224 / 20060", "MS 35700", "MS 35700", "MS 35700 AGR / DF", "MS n 27 . 757 / DF", "MS 35700 AGR / DF", "MS n 27 . 757 / DF", "MS 35700 AGR / DF", "Mandado de Segurança n 27083", "MS 35700 AGR / DF", "Mandado de Segurança n 27083", "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700 AGR / DF", "MS n 25 . 561 / DF", "MS 35700 AGR / DF", "MS n 25 . 561 / DF", "MS 35700 AGR / DF", "MS n 33 . 805 - AgR", "MS 35700 AGR / DF", "MS n 33 . 805 - AgR", "Recurso Extraordinário 638 . 115 / CE", "Recurso Extraordinário 638 . 115 / CE", "MS 35700 AGR / DF", "Recurso Extraordinário - RG 730 . 462", "Recurso Extraordinário 638 . 115 - ED", "MS 35700", "Recurso Extraordinário - RG 730 . 462", "Recurso Extraordinário 638 . 115 - ED - quintos / CE", "MS 35700 AGR", "Recurso Extraordinário 638 . 115 - ED - quintos / CE", "R", "E 638 . 115 / CE", "MS 35700 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 638 . 115 - ED - quintos / CE", "R", "E 638 . 115 / CE", "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700", "MS 35700 AGR / DF", "RTJ 167 / 6 - 7", "RTJ 191 / 922", "MS 35700 AGR / DF", "RTJ 167 / 6 - 7", "RTJ 191 / 922", "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700", "MS 35700 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 554 . 111 / RS", "Recurso Extraordinário 594 . 350 / RS", "Recurso Extraordinário 594 . 892 / RS", "Recurso Extraordinário 594 . 929 / RS", "Recurso Extraordinário 595 . 565 / RS", "Recurso Extraordinário 554 . 111 / RS", "Recurso Extraordinário 594 . 350 / RS", "Recurso Extraordinário 594 . 892 / RS", "Recurso Extraordinário 594 . 929 / RS", "Recurso Extraordinário 595 . 565 / RS", "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700", "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700 AGR / DF", "MS 35700 AGR / DF", "RMS 17 . 976 / SP", "RTJ 55 / 744", "RMS 17 . 976 / SP", "RTJ 55 / 744", "MS 35700 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 86 . 056 / SP", "MS 35700", "MS 35700 AGR", "MS 35700" ], "LEGISLACAO": [ "art . 71 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "art . 71 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei n 8 . 911 / 94", "arts .", "14 , § 2 . . . , da Lei n 9 . 421 / 96", "18 , § § 2 . . . e 3 . . . , da Lei n 11 . 416 / 06", "art . 2 . . . da Lei n . 8 . 911 / 94", "arts . 14 , § 2 . . . , da Lei n . 9 . 421 / 96", "18 , § § 2 . . . e 3 . . . , da Lei n 11 . 416 / 06", "art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da", "Lei n 8 . 911 / 94", "arts .", "14 , § 2 . . . , da Lei n 9 . 421 / 96", "18 , § § 2 . . . e 3 . . . , da Lei n 11 . 416 / 06", "art . 2 . . . da", "Lei n . 8 . 911 / 94 c / c", "arts . 14 , § 2 . . . , da Lei n . 9 . 421 / 96", "18 , § § 2 . . . e 3 . . . , da", "Lei n 11 . 416 / 06", "art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n 9784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n 9784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei 8 . 911 / 1994", "arts . 14 , § 2 . . . , da Lei n 9 . 421 / 1996", "18 , § § 2 . . . e 3 . . . , da Lei n 11 . 416 / 2006", "art . 190 da Lei n 8 . 112 / 1990", "art . 190 da Lei n . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei 8 . 911 / 1994", "arts . 14 , § 2 . . . , da Lei n 9 . 421 / 1996", "18 , § § 2 . . . e 3 . . . , da", "Lei n 11 . 416 / 2006", "art . 190 da Lei n 8 . 112 / 1990", "art . 190 da Lei n . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , inciso III , da Constituição Cidadã", "TCU n . 44 / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , inciso III , da Constituição Cidadã", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , inciso III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , inciso III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99", "art . 205 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 99", "art . 205 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , inciso III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "art . 71 , inciso III , da Constituição Cidadã", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , inciso III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "art . 71 , inciso III , da Constituição Cidadã", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "TCU n 44 / 2002", "artigo 54 da Lei n 9 . 784 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 , da Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 , da Lei n 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 624 / 1998", "Medida Provisória 2 . 225 - 48 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 624 / 1998", "Medida Provisória 2 . 225 - 48 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 624 / 1998", "Medida Provisória 2 . 225 - 48 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 624 / 1998", "Medida Provisória 2 . 225 - 48 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 5 . . . , XXXVI , da Lei Maior", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 508 do Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 508 do Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 73 , art . 474", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 73 , art . 474", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , artigo 741 , Parágrafo Único", "Constituição de 1934", "Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , artigo 741 , Parágrafo Único", "Constituição de 1934", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Código de Processo Civil", "Constituição Federal de 1988 1 . ‘ caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Código de Processo Civil", "Constituição Federal de 1988 1 . ‘ caput ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil 966 V", "Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal de 1988 102 III ‘ a ’", "Código de Processo Civil 966 V", "CPP 621", "Código de Processo Civil 975", "Código de Processo Civil 966", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Código de Processo Civil 966 V", "Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal de 1988 102 III ‘ a ’", "Código de Processo Civil 966 V", "CPP 621", "Código de Processo Civil 975", "Código de Processo Civil 966", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Território", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Suprema Corte", "TCU", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "TCU", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "TCU", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "TCU", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "TCU", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", "Câmara", "TCU", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Câmara", "TCU", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Sefip", "TCU", "Superior Tribunal de Justiça", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Sefip", "TCU", "Superior Tribunal de Justiça", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Congresso Nacional", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Congresso Nacional", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TCU", "Distrito", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Congresso Nacional", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Congresso Nacional", "Tribunal de Contas da União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TCU", "TCU", "Tribunal Pleno", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Tribunal Pleno", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal de Contas da União", "Tribunal de Contas da União", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Associação Nacional dos Servidores da Justiça do Trabalho", "ANAJUSTRA", "Associação dos Servidores do Tribunal Superior Eleitoral", "ASSERTSE", "Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal", "SINDJUS", "/", "DF", "Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União", "SINDILEGIS", "Associação dos Servidores da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Ensino Superior", "ASCAPES", "Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público", "FENAJUFE", "Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal", "CONDSEF", "Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica , Profissional e Tecnológica", "SINASEFE", "Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina", "SINTRAJUSC", "Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União", "Conselho Nacional do Ministério Público", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Associação Nacional dos Servidores da Justiça do Trabalho", "ANAJUSTRA", "Associação dos Servidores do Tribunal Superior Eleitoral", "ASSERTSE", "Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal", "SINDJUS", "/", "DF", "Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União", "SINDILEGIS", "Associação dos Servidores da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Ensino Superior", "ASCAPES", "Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público", "FENAJUFE", "Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal", "CONDSEF", "Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica , Profissional e Tecnológica", "SINASEFE", "Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Santa Catarina", "SINTRAJUSC", "Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério Público da União", "Conselho Nacional do Ministério Público", "2", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "SINASEMPU", "Associação dos Servidores do Ministério Público Federal", "ASMPF", "Plenário desta Suprema Corte", "Forense", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SINASEMPU", "Associação dos Servidores do Ministério Público Federal", "ASMPF", "Plenário desta", "Forense", "Supremo Tribunal Federal", "Millennium Editora", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Millennium Editora", "Supremo Tribunal Federal", "Forense", "Saraiva", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Forense", "Saraiva", "Saraiva", "Supremo Tribunal Federal", "Aide", "Millennium Editora", "Forense", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Millennium Editora", "Forense", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Almedina", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Almedina", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Revista dos Tribunais", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Revista dos Tribunais", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Millennium Editora", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Millennium Editora", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "ELIO CHELES", "ADAO NEVES DE OLIVEIRA", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ELIO CHELES", "ADAO NEVES DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "ELIO CHELES", "ELIO CHELES", "DIAS TOFFOLI", "ELIO CHELES", "ADAO NEVES DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "ELIO CHELES", "ELIO CHELES", "Elio Cheles", "Elio Cheles", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "DIAS TOFFOLI", "ELIO CHELES", "ADAO NEVES DE OLIVEIRA", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "ELIO CHELES", "ADAO NEVES DE OLIVEIRA", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "HUMBERTO THEODORO JÚNIOR", "HUMBERTO THEODORO JÚNIOR", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "NELSON NERY JUNIOR", "ROSA MARIA DE ANDRADE NERY", "HUMBERTO THEODORO JÚNIOR", "VICENTE GRECO FILHO", "MOACYR AMARAL SANTOS", "EGAS MONIZ DE ARAGÃO", "NELSON NERY JUNIOR", "ROSA MARIA DE ANDRADE NERY", "HUMBERTO THEODORO JÚNIOR", "VICENTE GRECO FILHO", "MOACYR AMARAL SANTOS", "EGAS MONIZ DE ARAGÃO", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "ENRICO TULLIO LIEBMAN", "Alfredo Buzaid", "Benvindo Aires", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "ENRICO TULLIO LIEBMAN", "Alfredo Buzaid", "Benvindo Aires", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "J", ". J . GOMES CANOTILHO", "JOSÉ AUGUSTO DELGADO", "CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO", "HUMBERTO", "J", ".", "J . GOMES CANOTILHO", "JOSÉ", "AUGUSTO DELGADO", "CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO", "HUMBERTO", "THEODORO JÚNIOR", "TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER", "JOSÉ MIGUEL GARCIA MEDINA", "ARAKEN DE ASSIS", "THEODORO JÚNIOR", "TERESA ARRUDA ALVIM WAMBIER", "JOSÉ MIGUEL GARCIA MEDINA", "ARAKEN DE ASSIS", "NELSON NERY JUNIOR", "ROSA MARIA DE ANDRADE NERY", "NELSON NERY JUNIOR", "ROSA MARIA DE ANDRADE NERY", "AMARAL SANTOS", "AMARAL SANTOS", "RODRIGUES ALCKMIN", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "RODRIGUES ALCKMIN", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "DIAS TOFFOLI", "ELIO CHELES", "ADAO NEVES DE OLIVEIRA", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "ELIO CHELES", "ADAO NEVES DE OLIVEIRA", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "15", "/", "6", "21", "/", "6", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "5", "/", "2011", "1", "/", "1", "/", "1997", "8", "/", "7", "/", "2011", "1", "/", "6", "/", "2011", "2006", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "5", "/", "2011", "1", "/", "1", "/", "1997", "8", "/", "7", "/", "2011", "1", "/", "6", "/", "2011", "2006", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "3", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "3", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "11", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "11", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "3", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "3", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "06", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "06", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "2015", "2010", "1996", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "2015", "2010", "1996", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "1992", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "1992", "2000", "1945", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "2003", "12", "-", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1968", "24", "/", "08", "/", "2001", "1968", "24", "/", "08", "/", "2001", "1977", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "1977", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NICOLLY FERREIRA ANDRADE ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO ANDRADE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931677. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NICOLLY FERREIRA ANDRADE ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO ANDRADE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Colegiado de origem, reformando o entendimento do Juízo, julgou improcedente o pedido de concessão de pensão por morte, aludindo à legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente aponta violados os artigos 5º, § 2º, e 227, cabeça, § 3º, inciso II, da Constituição Federal. Insiste no direito ao benefício pleiteado. 2. Colho da decisão recorrida o seguinte trecho: 3. A alegação de que a qualidade de dependente do menor sob guarda é garantida pelo art. 33, § 3º" do ECA não merece guarida, pois o mencionado dispositivo não se aplica aos benefícios mantidos pelo RGPS, uma vez que existe lei específica sobre a matéria, devendo, portanto, prevalecer o art. 16, § 2º, da Lei nº 8.213/91, alterado pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931678. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NICOLLY FERREIRA ANDRADE ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO ANDRADE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Colegiado de origem, reformando o entendimento do Juízo, julgou improcedente o pedido de concessão de pensão por morte, aludindo à legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente aponta violados os artigos 5º, § 2º, e 227, cabeça, § 3º, inciso II, da Constituição Federal. Insiste no direito ao benefício pleiteado. 2. Colho da decisão recorrida o seguinte trecho: 3. A alegação de que a qualidade de dependente do menor sob guarda é garantida pelo art. 33, § 3º" do ECA não merece guarida, pois o mencionado dispositivo não se aplica aos benefícios mantidos pelo RGPS, uma vez que existe lei específica sobre a matéria, devendo, portanto, prevalecer o art. 16, § 2º, da Lei nº 8.213/91, alterado pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931678. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1106025 AGR / GO Lei nº 9.528/97. Considerando que o óbito do Sr. Osvaldo Gontijo de Andrade ocorreu em 19/08/2013, ou seja, quando já estava em vigor a Lei 9.528/97, que exclui a autora (menor sob guarda) do rol dos dependentes do segurado da Previdência Social, é inviável a concessão do benefício de pensão por morte a ela. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. De resto, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo nº 821.296/PE, da relatoria do ministro Roberto Barroso, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo à verificação dos requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A parte agravante reitera os fundamentos do extraordinário. Diz prequestionada a matéria. Discorre sobre o tema de fundo, afirmando versar a controvérsia a aplicabilidade das nomas previdenciárias em face das garantias constitucionais referentes aos direitos do menor sob guarda. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta (certidão emitida em 14 de maio de 2018). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931678. Supremo Tribunal Federal ARE 1106025 AGR / GO Lei nº 9.528/97. Considerando que o óbito do Sr. Osvaldo Gontijo de Andrade ocorreu em 19/08/2013, ou seja, quando já estava em vigor a Lei 9.528/97, que exclui a autora (menor sob guarda) do rol dos dependentes do segurado da Previdência Social, é inviável a concessão do benefício de pensão por morte a ela. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. De resto, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo nº 821.296/PE, da relatoria do ministro Roberto Barroso, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo à verificação dos requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A parte agravante reitera os fundamentos do extraordinário. Diz prequestionada a matéria. Discorre sobre o tema de fundo, afirmando versar a controvérsia a aplicabilidade das nomas previdenciárias em face das garantias constitucionais referentes aos direitos do menor sob guarda. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta (certidão emitida em 14 de maio de 2018). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931678. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região: PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – MENOR SOB GUARDA – EXCLUSÃO DO ROL DOS DEPENDENTES – LEI 9.528/97 – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – INAPLICABILIDADE – RECURSO PROVIDO. 1. Cuida-se de recurso interposto pelo INSS contra sentença que julgou procedente pedido de pensão por morte, tendo como pretenso instituidor o avô da parte autora, de quem estava sob guarda, concedida judicialmente. 2. O Ministério Público Federal se manifestou pela falta de interesse no presente feito (fls. 88-v). 3. A alegação de que a qualidade de dependente do menor sob guarda é garantida pelo art. 33, § 3º do ECA não merece guarida, pois o mencionado dispositivo não se aplica aos benefícios mantidos pelo RGPS, uma vez que existe lei específica sobre a matéria, devendo, portanto, prevalecer o art. 16, § 2º, da Lei nº 8.213/91, alterado pela Lei nº 9.528/97. Considerando que o óbito do Sr. Osvaldo Gontijo de Andrade ocorreu em 19/08/2013, ou seja, quando já estava em vigor a Lei 9.528/97, que exclui a autora (menor sob guarda) do rol dos dependentes do segurado da Previdência Social, é inviável a concessão do benefício de pensão por morte a ela. 4. No mesmo sentido é o entendimento pacificado pelo STJ, conforme se vê no recente julgado adiante transcrito: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região: PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – MENOR SOB GUARDA – EXCLUSÃO DO ROL DOS DEPENDENTES – LEI 9.528/97 – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – INAPLICABILIDADE – RECURSO PROVIDO. 1. Cuida-se de recurso interposto pelo INSS contra sentença que julgou procedente pedido de pensão por morte, tendo como pretenso instituidor o avô da parte autora, de quem estava sob guarda, concedida judicialmente. 2. O Ministério Público Federal se manifestou pela falta de interesse no presente feito (fls. 88-v). 3. A alegação de que a qualidade de dependente do menor sob guarda é garantida pelo art. 33, § 3º do ECA não merece guarida, pois o mencionado dispositivo não se aplica aos benefícios mantidos pelo RGPS, uma vez que existe lei específica sobre a matéria, devendo, portanto, prevalecer o art. 16, § 2º, da Lei nº 8.213/91, alterado pela Lei nº 9.528/97. Considerando que o óbito do Sr. Osvaldo Gontijo de Andrade ocorreu em 19/08/2013, ou seja, quando já estava em vigor a Lei 9.528/97, que exclui a autora (menor sob guarda) do rol dos dependentes do segurado da Previdência Social, é inviável a concessão do benefício de pensão por morte a ela. 4. No mesmo sentido é o entendimento pacificado pelo STJ, conforme se vê no recente julgado adiante transcrito: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1106025 AGR / GO “PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENSÃO POR MORTE. OEITO DO INSTITUIDOR DA PENSÃO OCORRIDO APÓS ALTERAÇÃO LEGISLATTVA NO ART. 16 DA LEI N. 8.213/1991. MENOR SOB GUARDA EXCLUÍDO DO ROL DE DEPENDENTES PARA F/NS PREYIDENCIÁRIOS. BENEFÍCIO INDEVIDO. SÚMULA 83/STJ. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO - Esta Corte Superior firmou compreensão de que, se o óbito do instituidor da pensão por morte ocorreu após a alteração legislativa promovida no art. 16 da Lei n. 8.213/1991 pela Lei n. 9.528/97 - hipótese dos autos -, tal benefício não é devido ao menor sob guarda. - Não há como afastar a aplicação da Súmula 83/SIJ à espécie, pois a Corte a quo dirimiu a controvérsia em harmonia com a jurisprudência deste Tribunal Superior, que, em vários julgados, também já rechaçou a aplicabilidade do art. 33, § 3º, da Lei n. 8.069/1990, tendo em vista a natureza específica da norma previdenciária. Agravo regimental desprovido" (Rel. Desemb. MARILZA MAYNARD, 5ª Turma, DJE de 04/03/2013). 5. Diante disso, DOU PROVIMENTO ao recurso para reformar a sentença para julgar improcedente o pedido inicial. Revogo a antecipação de tutela concedida na sentença sem que haja necessidade de devolução dos valores recebidos. 6. Condeno a parte autora ao pagamento de custas e de honorários advocatícios, fixando estes em R$ 788,00 (seiscentos e oitenta e oito reais), sobrestada a cobrança na forma do art. 12 da Lei nº 1.060, de 05/01/50. Ao contrário do alegado, a causa de pedir foi dirimida a partir das normas de regência. O Tribunal reformou o entendimento constante da sentença julgando improcedente o pedido de pensão por morte de menor sob guarda, considerada a exclusão desse do rol dos dependentes do benefícios previdenciários. No caso, somente seria dado concluir de forma diversa mediante a análise da legislação infraconstitucional, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Supremo Tribunal Federal ARE 1106025 AGR / GO “PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENSÃO POR MORTE. OEITO DO INSTITUIDOR DA PENSÃO OCORRIDO APÓS ALTERAÇÃO LEGISLATTVA NO ART. 16 DA LEI N. 8.213/1991. MENOR SOB GUARDA EXCLUÍDO DO ROL DE DEPENDENTES PARA F/NS PREYIDENCIÁRIOS. BENEFÍCIO INDEVIDO. SÚMULA 83/STJ. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO - Esta Corte Superior firmou compreensão de que, se o óbito do instituidor da pensão por morte ocorreu após a alteração legislativa promovida no art. 16 da Lei n. 8.213/1991 pela Lei n. 9.528/97 - hipótese dos autos -, tal benefício não é devido ao menor sob guarda. - Não há como afastar a aplicação da Súmula 83/SIJ à espécie, pois a Corte a quo dirimiu a controvérsia em harmonia com a jurisprudência deste Tribunal Superior, que, em vários julgados, também já rechaçou a aplicabilidade do art. 33, § 3º, da Lei n. 8.069/1990, tendo em vista a natureza específica da norma previdenciária. Agravo regimental desprovido" (Rel. Desemb. MARILZA MAYNARD, 5ª Turma, DJE de 04/03/2013). 5. Diante disso, DOU PROVIMENTO ao recurso para reformar a sentença para julgar improcedente o pedido inicial. Revogo a antecipação de tutela concedida na sentença sem que haja necessidade de devolução dos valores recebidos. 6. Condeno a parte autora ao pagamento de custas e de honorários advocatícios, fixando estes em R$ 788,00 (seiscentos e oitenta e oito reais), sobrestada a cobrança na forma do art. 12 da Lei nº 1.060, de 05/01/50. Ao contrário do alegado, a causa de pedir foi dirimida a partir das normas de regência. O Tribunal reformou o entendimento constante da sentença julgando improcedente o pedido de pensão por morte de menor sob guarda, considerada a exclusão desse do rol dos dependentes do benefícios previdenciários. No caso, somente seria dado concluir de forma diversa mediante a análise da legislação infraconstitucional, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1106025 AGR / GO prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal local procedeu ao exame de matéria legal, não visando questão constitucional. A insurgência da parte agravante, com pretensão de novo julgamento, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à parte agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do referido diploma legal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Supremo Tribunal Federal ARE 1106025 AGR / GO prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal local procedeu ao exame de matéria legal, não visando questão constitucional. A insurgência da parte agravante, com pretensão de novo julgamento, impõe a aplicação da multa versada no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à parte agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4º, do referido diploma legal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NICOLLY FERREIRA ANDRADE ADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO ANDRADE (35109/BA, 35878/DF, 30726/GO, 143938/MG) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980055 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NICOLLY FERREIRA ANDRADE ADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO ANDRADE (35109/BA, 35878/DF, 30726/GO, 143938/MG) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980055 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747965301
2018-05-29T00:00:00
2018-08-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória.
sjur388829
Número de páginas: 7. Análise: 27/08/2018, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1106025
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1106025 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NICOLLY FERREIRA ANDRADE ADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO ANDRADE AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NICOLLY FERREIRA ANDRADE ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO ANDRADE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não serve à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931677. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NICOLLY FERREIRA ANDRADE ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO ANDRADE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Colegiado de origem, reformando o entendimento do Juízo, julgou improcedente o pedido de concessão de pensão por morte, aludindo à legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente aponta violados os artigos 5..., § 2..., e 227, cabeça, § 3..., inciso II, da Constituição Federal. Insiste no direito ao benefício pleiteado. 2. Colho da decisão recorrida o seguinte trecho: 3. A alegação de que a qualidade de dependente do menor sob guarda é garantida pelo art. 33, § 3..." do Estatuto da Criança e do Adolescente não merece guarida, pois o mencionado dispositivo não se aplica aos benefícios mantidos pelo RGPS, uma vez que existe lei específica sobre a matéria, devendo, portanto, prevalecer o art. 16, § 2..., da Lei n 8.213/91, alterado pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931678. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NICOLLY FERREIRA ANDRADE ADV.(A/S) :MARCOS ANTONIO ANDRADE AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O Colegiado de origem, reformando o entendimento do Juízo, julgou improcedente o pedido de concessão de pensão por morte, aludindo à legislação de regência. No extraordinário cujo trânsito busca alcançar, a recorrente aponta violados os artigos 5..., § 2..., e 227, cabeça, § 3..., inciso II, da Constituição Federal. Insiste no direito ao benefício pleiteado. 2. Colho da decisão recorrida o seguinte trecho: 3. A alegação de que a qualidade de dependente do menor sob guarda é garantida pelo art. 33, § 3..." do Estatuto da Criança e do Adolescente não merece guarida, pois o mencionado dispositivo não se aplica aos benefícios mantidos pelo RGPS, uma vez que existe lei específica sobre a matéria, devendo, portanto, prevalecer o art. 16, § 2..., da Lei n 8.213/91, alterado pela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931678. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 1106025 AGR / GO Lei n 9.528/97. Considerando que o óbito do Sr. Osvaldo Gontijo de Andrade ocorreu em 19/08/2013, ou seja, quando já estava em vigor a Lei 9.528/97, que exclui a autora (menor sob guarda) do rol dos dependentes do segurado da Previdência Social, é inviável a concessão do benefício de pensão por morte a ela. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. De resto, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo n 821.296/PE, da relatoria do ministro Roberto Barroso, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo à verificação dos requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A parte agravante reitera os fundamentos do extraordinário. Diz prequestionada a matéria. Discorre sobre o tema de fundo, afirmando versar a controvérsia a aplicabilidade das nomas previdenciárias em face das garantias constitucionais referentes aos direitos do menor sob guarda. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta (certidão emitida em 14 de maio de 2018). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931678. Supremo Tribunal Federal ARE 1106025 AGR / GO Lei n 9.528/97. Considerando que o óbito do Sr. Osvaldo Gontijo de Andrade ocorreu em 19/08/2013, ou seja, quando já estava em vigor a Lei 9.528/97, que exclui a autora (menor sob guarda) do rol dos dependentes do segurado da Previdência Social, é inviável a concessão do benefício de pensão por morte a ela. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. De resto, o Tribunal, no recurso extraordinário com agravo n 821.296/PE, da relatoria do ministro Roberto Barroso, consignando a natureza infraconstitucional da matéria, entendeu não ter repercussão geral o tema relativo à verificação dos requisitos legais para a concessão de benefício previdenciário. 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A parte agravante reitera os fundamentos do extraordinário. Diz prequestionada a matéria. Discorre sobre o tema de fundo, afirmando versar a controvérsia a aplicabilidade das nomas previdenciárias em face das garantias constitucionais referentes aos direitos do menor sob guarda. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta (certidão emitida em 14 de maio de 2018). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931678. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 1... Região: PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – MENOR SOB GUARDA – EXCLUSÃO DO ROL DOS DEPENDENTES – LEI 9.528/97 – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – INAPLICABILIDADE – RECURSO PROVIDO. 1. Cuida-se de recurso interposto pelo INSS contra sentença que julgou procedente pedido de pensão por morte, tendo como pretenso instituidor o avô da parte autora, de quem estava sob guarda, concedida judicialmente. 2. O Ministério Público Federal se manifestou pela falta de interesse no presente feito (fls. 88-v). 3. A alegação de que a qualidade de dependente do menor sob guarda é garantida pelo art. 33, § 3... do Estatuto da Criança e do Adolescente não merece guarida, pois o mencionado dispositivo não se aplica aos benefícios mantidos pelo RGPS, uma vez que existe lei específica sobre a matéria, devendo, portanto, prevalecer o art. 16, § 2..., da Lei n 8.213/91, alterado pela Lei n 9.528/97. Considerando que o óbito do Sr. Osvaldo Gontijo de Andrade ocorreu em 19/08/2013, ou seja, quando já estava em vigor a Lei 9.528/97, que exclui a autora (menor sob guarda) do rol dos dependentes do segurado da Previdência Social, é inviável a concessão do benefício de pensão por morte a ela. 4. No mesmo sentido é o entendimento pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme se vê no recente julgado adiante transcrito: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente credenciados, foi protocolada no prazo legal. É importante destacar o decidido na origem. Transcrevo a síntese do acórdão formalizado pelo Tribunal Regional Federal da 1... Região: PREVIDENCIÁRIO – PENSÃO POR MORTE – MENOR SOB GUARDA – EXCLUSÃO DO ROL DOS DEPENDENTES – LEI 9.528/97 – ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – INAPLICABILIDADE – RECURSO PROVIDO. 1. Cuida-se de recurso interposto pelo INSS contra sentença que julgou procedente pedido de pensão por morte, tendo como pretenso instituidor o avô da parte autora, de quem estava sob guarda, concedida judicialmente. 2. O Ministério Público Federal se manifestou pela falta de interesse no presente feito (fls. 88-v). 3. A alegação de que a qualidade de dependente do menor sob guarda é garantida pelo art. 33, § 3... do Estatuto da Criança e do Adolescente não merece guarida, pois o mencionado dispositivo não se aplica aos benefícios mantidos pelo RGPS, uma vez que existe lei específica sobre a matéria, devendo, portanto, prevalecer o art. 16, § 2..., da Lei n 8.213/91, alterado pela Lei n 9.528/97. Considerando que o óbito do Sr. Osvaldo Gontijo de Andrade ocorreu em 19/08/2013, ou seja, quando já estava em vigor a Lei 9.528/97, que exclui a autora (menor sob guarda) do rol dos dependentes do segurado da Previdência Social, é inviável a concessão do benefício de pensão por morte a ela. 4. No mesmo sentido é o entendimento pacificado pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme se vê no recente julgado adiante transcrito: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1106025 AGR / GO “PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENSÃO POR MORTE. OEITO DO INSTITUIDOR DA PENSÃO OCORRIDO APÓS ALTERAÇÃO LEGISLATTVA NO ART. 16 DA LEI N. 8.213/1991. MENOR SOB GUARDA EXCLUÍDO DO ROL DE DEPENDENTES PARA F/NS PREYIDENCIÁRIOS. BENEFÍCIO INDEVIDO. SÚMULA 83/Superior Tribunal de Justiça. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO - Esta Corte Superior firmou compreensão de que, se o óbito do instituidor da pensão por morte ocorreu após a alteração legislativa promovida no art. 16 da Lei n. 8.213/1991 pela Lei n. 9.528/97 - hipótese dos autos -, tal benefício não é devido ao menor sob guarda. - Não há como afastar a aplicação da Súmula 83/SIJ à espécie, pois a Corte a quo dirimiu a controvérsia em harmonia com a jurisprudência deste Tribunal Superior, que, em vários julgados, também já rechaçou a aplicabilidade do art. 33, § 3..., da Lei n. 8.069/1990, tendo em vista a natureza específica da norma previdenciária. Agravo regimental desprovido" (Rel. Desemb. MARILZA MAYNARD, 5... Turma, DJE de 04/03/2013). 5. Diante disso, DOU PROVIMENTO ao recurso para reformar a sentença para julgar improcedente o pedido inicial. Revogo a antecipação de tutela concedida na sentença sem que haja necessidade de devolução dos valores recebidos. 6. Condeno a parte autora ao pagamento de custas e de honorários advocatícios, fixando estes em R$ 788,00 (seiscentos e oitenta e oito reais), sobrestada a cobrança na forma do art. 12 da Lei n 1.060, de 05/01/50. Ao contrário do alegado, a causa de pedir foi dirimida a partir das normas de regência. O Tribunal reformou o entendimento constante da sentença julgando improcedente o pedido de pensão por morte de menor sob guarda, considerada a exclusão desse do rol dos dependentes do benefícios previdenciários. No caso, somente seria dado concluir de forma diversa mediante a análise da legislação infraconstitucional, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Supremo Tribunal Federal ARE 1106025 AGR / GO “PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENSÃO POR MORTE. OEITO DO INSTITUIDOR DA PENSÃO OCORRIDO APÓS ALTERAÇÃO LEGISLATTVA NO ART. 16 DA LEI N. 8.213/1991. MENOR SOB GUARDA EXCLUÍDO DO ROL DE DEPENDENTES PARA F/NS PREYIDENCIÁRIOS. BENEFÍCIO INDEVIDO. SÚMULA 83/Superior Tribunal de Justiça. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO - Esta Corte Superior firmou compreensão de que, se o óbito do instituidor da pensão por morte ocorreu após a alteração legislativa promovida no art. 16 da Lei n. 8.213/1991 pela Lei n. 9.528/97 - hipótese dos autos -, tal benefício não é devido ao menor sob guarda. - Não há como afastar a aplicação da Súmula 83/SIJ à espécie, pois a Corte a quo dirimiu a controvérsia em harmonia com a jurisprudência deste Tribunal Superior, que, em vários julgados, também já rechaçou a aplicabilidade do art. 33, § 3..., da Lei n. 8.069/1990, tendo em vista a natureza específica da norma previdenciária. Agravo regimental desprovido" (Rel. Desemb. MARILZA MAYNARD, 5... Turma, DJE de 04/03/2013). 5. Diante disso, DOU PROVIMENTO ao recurso para reformar a sentença para julgar improcedente o pedido inicial. Revogo a antecipação de tutela concedida na sentença sem que haja necessidade de devolução dos valores recebidos. 6. Condeno a parte autora ao pagamento de custas e de honorários advocatícios, fixando estes em R$ 788,00 (seiscentos e oitenta e oito reais), sobrestada a cobrança na forma do art. 12 da Lei n 1.060, de 05/01/50. Ao contrário do alegado, a causa de pedir foi dirimida a partir das normas de regência. O Tribunal reformou o entendimento constante da sentença julgando improcedente o pedido de pensão por morte de menor sob guarda, considerada a exclusão desse do rol dos dependentes do benefícios previdenciários. No caso, somente seria dado concluir de forma diversa mediante a análise da legislação infraconstitucional, inviável nesta estreita via recursal. A sequência revela a automaticidade na interposição de recursos, em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 1106025 AGR / GO prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal local procedeu ao exame de matéria legal, não visando questão constitucional. A insurgência da parte agravante, com pretensão de novo julgamento, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à parte agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do referido diploma legal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Supremo Tribunal Federal ARE 1106025 AGR / GO prejuízo da sociedade, dos jurisdicionados. Ao apreciar a controvérsia, o Tribunal local procedeu ao exame de matéria legal, não visando questão constitucional. A insurgência da parte agravante, com pretensão de novo julgamento, impõe a aplicação da multa versada no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015. Confiram trecho do artigo "O Judiciário e a Litigância de Má-fé", por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Conheço do agravo interno e o desprovejo. Imponho à parte agravante, nos termos do artigo 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado, sendo cabível ao final do processo, a teor do artigo 98, § 4..., do referido diploma legal. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747931679. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NICOLLY FERREIRA ANDRADE ADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO ANDRADE (35109/BA, 35878/DF, 30726/GO, 143938/MG) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980055 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.106.025 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NICOLLY FERREIRA ANDRADE ADV.(A/S) : MARCOS ANTONIO ANDRADE (35109/BA, 35878/DF, 30726/GO, 143938/MG) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980055 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 106 . 025", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 106 . 025", "ARE 1106025 AGR / GO", "recurso extraordinário com agravo n 821 . 296 / PE", "ARE 1106025 AGR / GO", "recurso extraordinário com agravo n 821 . 296 / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 106 . 025", "SÚMULA 83 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 83 / SIJ", "ARE 1106025 AGR / GO", "SÚMULA 83 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 83 / SIJ", "ARE 1106025 AGR / GO", "ARE 1106025 AGR / GO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 106 . 025" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , § 2 . . . , e 227 , cabeça , § 3 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "art . 33 , § 3 . . . \" do Estatuto da Criança e do Adolescente", "art . 16 , § 2 . . . , da Lei n 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "/", "2001", "artigos 5 . . . , § 2 . . . , e 227 , cabeça , § 3 . . . , inciso II , da Constituição Federal", "art . 33 , § 3 . . . \" do Estatuto da Criança e do Adolescente", ".", "16 , § 2 . . . , da Lei n 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 528 / 97", "Lei 9 . 528 / 97", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 .", "Lei n 9 . 528 / 97", "Lei 9 . 528 / 97", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 528 / 97", "ESTATUTO", "art . 33 , § 3 . . . do", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "art . 16 , § 2 . . . , da Lei n 8 . 213 / 91", "Lei n 9 . 528 / 97", "Lei 9 . 528 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 528 / 97", "ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE", "art . 33 , § 3 . . . do Estatuto da Criança e do Adolescente", "art . 16 , § 2 . . . , da Lei n 8 . 213 / 91", "Lei n 9 . 528 / 97", "Lei 9 . 528 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 16 DA LEI N . 8 . 213 / 1991", "art . 16 da Lei n . 8 . 213 / 1991", "Lei n . 9 . 528 / 97", "art . 33 , § 3 . . . , da Lei n . 8 . 069 / 1990", "art . 12 da Lei n 1 . 060", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 16 DA LEI N . 8 . 213 / 1991", "art . 16 da Lei n . 8 . 213 / 1991", "Lei n . 9 . 528 / 97", "art . 33 , § 3 . . . , da Lei n . 8 . 069 / 1990", "art . 12 da Lei n 1 . 060", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "artigo 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "INSS", "Ministério Público Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "INSS", "Ministério Público Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "5", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "5", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "NICOLLY FERREIRA ANDRADE", "MARCOS ANTONIO ANDRADE", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "NICOLLY FERREIRA ANDRADE", "MARCOS ANTONIO ANDRADE", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "NICOLLY FERREIRA ANDRADE", "MARCOS ANTONIO ANDRADE", "MARCO AURÉLIO", "Osvaldo Gontijo de Andrade", "Roberto Barroso", "Osvaldo Gontijo de Andrade", "Roberto Barroso", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Osvaldo Gontijo de Andrade", "MARCO AURÉLIO", "Osvaldo Gontijo de Andrade", "MARCO AURÉLIO", "MARILZA MAYNARD", "MARILZA MAYNARD", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "NICOLLY FERREIRA ANDRADE", "MARCOS ANTONIO ANDRADE", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "NICOLLY FERREIRA ANDRADE", "MARCOS ANTONIO ANDRADE", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "15 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "29", "/", "05", "/", "2018", "15 de fevereiro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2013", "14 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "08", "/", "2013", "14 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "19", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "19", "/", "08", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "03", "/", "2013", "05", "/", "01", "/", "50", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "03", "/", "2013", "05", "/", "01", "/", "50", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CLAUDIO ALVES FERREIRA ADV.(A/S) :RAMONN BALDINO GARCIA E OUTRO(A/S) MINISTÉRIO PÚBLICO – PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA. É vedado a membro do Ministério Público exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério – artigo 128, § 5º, inciso II, alínea “d”, da Constituição Federal. Precedente: ação direta de inconstitucionalidade nº 3.298/ES, Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça de 29 de junho de 2007. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação dos honorários de sucumbência recursal previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965016. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 1103425 AGR / PR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965016. Supremo Tribunal Federal RE 1103425 AGR / PR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CLAUDIO ALVES FERREIRA ADV.(A/S) :RAMONN BALDINO GARCIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de março de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — SERVIDOR PÚBLICO — PROCESSO DISCIPLINAR — MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO — PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA — PRECEDENTE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça reformou o entendimento do Colegiado de origem para reconhecer a nulidade do processo administrativo disciplinar, considerada a designação de Promotores de Justiça para nele atuarem, perante o Conselho da Polícia Civil. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente aponta violados os artigos 127, 128, §5º, inciso II, alínea d, e 129, cabeça, incisos VII e IX, da Constituição Federal. Alude ao julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental nº 388. Sustenta a constitucionalidade da participação de membros do Ministério Público na composição do mencionado órgão, conforme disposto em lei complementar estadual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CLAUDIO ALVES FERREIRA ADV.(A/S) :RAMONN BALDINO GARCIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de março de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — SERVIDOR PÚBLICO — PROCESSO DISCIPLINAR — MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO — PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA — PRECEDENTE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça reformou o entendimento do Colegiado de origem para reconhecer a nulidade do processo administrativo disciplinar, considerada a designação de Promotores de Justiça para nele atuarem, perante o Conselho da Polícia Civil. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente aponta violados os artigos 127, 128, §5º, inciso II, alínea d, e 129, cabeça, incisos VII e IX, da Constituição Federal. Alude ao julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental nº 388. Sustenta a constitucionalidade da participação de membros do Ministério Público na composição do mencionado órgão, conforme disposto em lei complementar estadual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 1103425 AGR / PR 2. A decisão recorrida está em consonância com o entendimento do Supremo. Ambas as Turmas já decidiram no sentido da impossibilidade de membro do Ministério Público exercer função pública em órgão não pertencente à respectiva estrutura. Confira com as seguintes ementas: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA CIVIL. IMPOSSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.8.2015. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que membro do Ministério Público, após a Constituição Federal de 1988, não pode exercer função pública em órgão não pertencente à estrutura do Parquet, ressalvados os casos expressamente previstos no texto constitucional, sob pena de violação do art. 128, § 5º, II, d, da Constituição Federal. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (agravo regimental no recurso extraordinário com agravo nº 938.053, relatora a ministra Rosa Weber, 1ª Turma, acórdão publicado no Diário de Justiça de 10 março de 2016) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONSELHO ESTADUAL DA POLÍCIA CIVIL ÓRGÃO DO PODER 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Supremo Tribunal Federal RE 1103425 AGR / PR 2. A decisão recorrida está em consonância com o entendimento do Supremo. Ambas as Turmas já decidiram no sentido da impossibilidade de membro do Ministério Público exercer função pública em órgão não pertencente à respectiva estrutura. Confira com as seguintes ementas: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA CIVIL. IMPOSSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.8.2015. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que membro do Ministério Público, após a Constituição Federal de 1988, não pode exercer função pública em órgão não pertencente à estrutura do Parquet, ressalvados os casos expressamente previstos no texto constitucional, sob pena de violação do art. 128, § 5º, II, d, da Constituição Federal. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (agravo regimental no recurso extraordinário com agravo nº 938.053, relatora a ministra Rosa Weber, 1ª Turma, acórdão publicado no Diário de Justiça de 10 março de 2016) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONSELHO ESTADUAL DA POLÍCIA CIVIL ÓRGÃO DO PODER 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 1103425 AGR / PR EXECUTIVO INVESTIDO DE COMPETÊNCIA EM MATÉRIA DISCIPLINAR REFERENTE A SERVIDORES POLICIAIS PARTICIPAÇÃO DE MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO NA COMPOSIÇÃO DESSE ÓRGÃO COLEGIADO INADMISSIBILIDADE VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL (CF, ART. 128, § 5º, N. II, D) POSSIBILIDADE DE O MEMBRO DO PARQUET EXERCER CARGOS EM COMISSÃO OU FUNÇÕES DE CONFIANÇA APENAS EM ÓRGÃOS SITUADOS NA PRÓPRIA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DOMINISTÉRIO PÚBLICO SITUAÇÃO INOCORRENTE NO CASO RESOLUÇÃO CNMP Nº 5/2006 PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (agravo regimental no recurso extraordinário nº 676.733, relator o ministro Celso de Mello, 2ª Turma, acórdão publicado no Diário de Justiça de 19 de agosto de 2013). 3. Ante os precedentes, nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O Estado do Paraná insiste na validade da participação de membros do Ministério Público em Conselho da Polícia Civil. Enfatiza a negativa de vigência aos artigos 127, 128, § 5º, inciso II, alínea “d”, e 129, cabeça, da Constituição Federal. Evoca o assentado na arguição de descumprimento de preceito fundamental nº 388, no que fixado prazo de 20 dias para exoneração dos ocupantes dos cargos, em inobservância à orientação formalizada, de modo a revelar modulação dos efeitos do pronunciamento. Postula a convalidação dos atos praticados. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta (certidão emitida em 4 de maio de 2018). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Supremo Tribunal Federal RE 1103425 AGR / PR EXECUTIVO INVESTIDO DE COMPETÊNCIA EM MATÉRIA DISCIPLINAR REFERENTE A SERVIDORES POLICIAIS PARTICIPAÇÃO DE MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO NA COMPOSIÇÃO DESSE ÓRGÃO COLEGIADO INADMISSIBILIDADE VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL (CF, ART. 128, § 5º, N. II, D) POSSIBILIDADE DE O MEMBRO DO PARQUET EXERCER CARGOS EM COMISSÃO OU FUNÇÕES DE CONFIANÇA APENAS EM ÓRGÃOS SITUADOS NA PRÓPRIA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DOMINISTÉRIO PÚBLICO SITUAÇÃO INOCORRENTE NO CASO RESOLUÇÃO CNMP Nº 5/2006 PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (agravo regimental no recurso extraordinário nº 676.733, relator o ministro Celso de Mello, 2ª Turma, acórdão publicado no Diário de Justiça de 19 de agosto de 2013). 3. Ante os precedentes, nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O Estado do Paraná insiste na validade da participação de membros do Ministério Público em Conselho da Polícia Civil. Enfatiza a negativa de vigência aos artigos 127, 128, § 5º, inciso II, alínea “d”, e 129, cabeça, da Constituição Federal. Evoca o assentado na arguição de descumprimento de preceito fundamental nº 388, no que fixado prazo de 20 dias para exoneração dos ocupantes dos cargos, em inobservância à orientação formalizada, de modo a revelar modulação dos efeitos do pronunciamento. Postula a convalidação dos atos praticados. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta (certidão emitida em 4 de maio de 2018). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Observem o consignado no Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. PARTICIPAÇÃO DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ NO CONSELHO DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO. VEDAÇÃO. ARTS. 128. § 5º, II, d, E 129 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR QUE APLICOU A PENA DE DEMISSÃO AO SERVIDOR PÚBLICO. ADPF N. 388. NÃO INCIDÊNCIA AO CASO. PRECEDENTES DO STJ E STF. HONORÁRIOS RECURSAIS. NÃO CABIMENTO. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, in casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II — O acórdão recorrido está em confronto com orientação desta Corte, segundo a qual é nulo o procedimento administrativo disciplinar no qual participa membro do Ministério Público em Conselho da Polícia Civil, por força do art. 128, § 5°, II, d, da Constituição da República. III - Consoante já se manifestou esta Corte Superior, não incide, na espécie, a ADPF n. 388. IV — Honorários Recursais. Não cabimento. V — O Agravante não apresenta, no agravo, argumentos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965018. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Observem o consignado no Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. PARTICIPAÇÃO DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ NO CONSELHO DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO. VEDAÇÃO. ARTS. 128. § 5º, II, d, E 129 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR QUE APLICOU A PENA DE DEMISSÃO AO SERVIDOR PÚBLICO. ADPF N. 388. NÃO INCIDÊNCIA AO CASO. PRECEDENTES DO STJ E STF. HONORÁRIOS RECURSAIS. NÃO CABIMENTO. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, in casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II — O acórdão recorrido está em confronto com orientação desta Corte, segundo a qual é nulo o procedimento administrativo disciplinar no qual participa membro do Ministério Público em Conselho da Polícia Civil, por força do art. 128, § 5°, II, d, da Constituição da República. III - Consoante já se manifestou esta Corte Superior, não incide, na espécie, a ADPF n. 388. IV — Honorários Recursais. Não cabimento. V — O Agravante não apresenta, no agravo, argumentos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 1103425 AGR / PR suficientes para desconstituir a decisão recorrida. VI — Agravo Interno improvido. Cumpre reafirmar a óptica assentada no campo individual. Surge impróprio reconhecer a validade de processo administrativo disciplinar quando inobservada regra constitucional alusiva à proibição do exercício, por membro do Ministério Público, ainda que em disponibilidade, de qualquer outra função pública, salvo uma de magistério – artigo 128, § 5º, inciso II, alínea “d”, da Constituição Federal. O tema versado no agravo está contido no decidido na ocasião do julgamento da ação direta de inconstitucionalidade nº 3.298/ES, na qual declarado que os membros do Ministério Público somente podem ocupar cargos comissionados no âmbito da administração da própria instituição. No tocante ao articulado pelo agravante em relação a eventual afronta ao pronunciamento formalizado na arguição de descumprimento de preceito fundamental nº 388, destaco que o tema foi veiculado pela vez primeira em sede de agravo interno, padecendo de debate prévio a viabilizar o conhecimento pelo Supremo. Consigno não ter a referida arguição criado direito, não se podendo extrair sanatória ampla e irrestrita quanto aos atos praticados em desrespeito ao texto constitucional, notadamente no campo de procedimento sancionador. Conheço do agravo e o desprovejo. Considerada a fixação, pelo Juízo, dos honorários advocatícios em R$ 1.000,00, majoro os recursais no patamar de R$ 500,00, consoante o artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965018. Supremo Tribunal Federal RE 1103425 AGR / PR suficientes para desconstituir a decisão recorrida. VI — Agravo Interno improvido. Cumpre reafirmar a óptica assentada no campo individual. Surge impróprio reconhecer a validade de processo administrativo disciplinar quando inobservada regra constitucional alusiva à proibição do exercício, por membro do Ministério Público, ainda que em disponibilidade, de qualquer outra função pública, salvo uma de magistério – artigo 128, § 5º, inciso II, alínea “d”, da Constituição Federal. O tema versado no agravo está contido no decidido na ocasião do julgamento da ação direta de inconstitucionalidade nº 3.298/ES, na qual declarado que os membros do Ministério Público somente podem ocupar cargos comissionados no âmbito da administração da própria instituição. No tocante ao articulado pelo agravante em relação a eventual afronta ao pronunciamento formalizado na arguição de descumprimento de preceito fundamental nº 388, destaco que o tema foi veiculado pela vez primeira em sede de agravo interno, padecendo de debate prévio a viabilizar o conhecimento pelo Supremo. Consigno não ter a referida arguição criado direito, não se podendo extrair sanatória ampla e irrestrita quanto aos atos praticados em desrespeito ao texto constitucional, notadamente no campo de procedimento sancionador. Conheço do agravo e o desprovejo. Considerada a fixação, pelo Juízo, dos honorários advocatícios em R$ 1.000,00, majoro os recursais no patamar de R$ 500,00, consoante o artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : CLAUDIO ALVES FERREIRA ADV.(A/S) : RAMONN BALDINO GARCIA (48978/PR) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980051 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : CLAUDIO ALVES FERREIRA ADV.(A/S) : RAMONN BALDINO GARCIA (48978/PR) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980051 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747981104
2018-05-29T00:00:00
2018-08-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
MINISTÉRIO PÚBLICO – PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA. É vedado a membro do Ministério Público exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério – artigo 128, § 5º, inciso II, alínea “d”, da Constituição Federal. Precedente: ação direta de inconstitucionalidade nº 3.298/ES, Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça de 29 de junho de 2007. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação dos honorários de sucumbência recursal previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal.
sjur388909
- Acórdão(s) citado(s): (MINISTÉRIO PÚBLICO, CARGO COMISSIONADO) ADI 3298 (TP), ADPF 388 (TP). Número de páginas: 8. Análise: 31/08/2018, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
1103425
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00128 PAR-00005 INC-00002 LET-D\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1103425 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : CLAUDIO ALVES FERREIRA ADV.(A/S) : RAMONN BALDINO GARCIA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CLAUDIO ALVES FERREIRA ADV.(A/S) :RAMONN BALDINO GARCIA E OUTRO(A/S) MINISTÉRIO PÚBLICO – PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA. É vedado a membro do Ministério Público exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério – artigo 128, § 5..., inciso II, alínea “d”, da Constituição Federal. Precedente: ação direta de inconstitucionalidade n 3.298/ES, Pleno, acórdão publicado no Diário da Justiça de 29 de junho de 2007. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – FIXAÇÃO. Havendo interposição de recurso sob a regência do Código de Processo Civil de 2015, cabível é a fixação dos honorários de sucumbência recursal previstos no artigo 85, § 11, do diploma legal. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Alexandre de Moraes, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 29 de maio de 2018. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965016. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965016. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CLAUDIO ALVES FERREIRA ADV.(A/S) :RAMONN BALDINO GARCIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de março de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — SERVIDOR PÚBLICO — PROCESSO DISCIPLINAR — MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO — PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA — PRECEDENTE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça reformou o entendimento do Colegiado de origem para reconhecer a nulidade do processo administrativo disciplinar, considerada a designação de Promotores de Justiça para nele atuarem, perante o Conselho da Polícia Civil. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente aponta violados os artigos 127, 128, §5..., inciso II, alínea d, e 129, cabeça, incisos VII e IX, da Constituição Federal. Alude ao julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental n 388. Sustenta a constitucionalidade da participação de membros do Ministério Público na composição do mencionado órgão, conforme disposto em lei complementar estadual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :CLAUDIO ALVES FERREIRA ADV.(A/S) :RAMONN BALDINO GARCIA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 16 de março de 2018, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO — SERVIDOR PÚBLICO — PROCESSO DISCIPLINAR — MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO — PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA — PRECEDENTE — NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Superior Tribunal de Justiça reformou o entendimento do Colegiado de origem para reconhecer a nulidade do processo administrativo disciplinar, considerada a designação de Promotores de Justiça para nele atuarem, perante o Conselho da Polícia Civil. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o recorrente aponta violados os artigos 127, 128, §5..., inciso II, alínea d, e 129, cabeça, incisos VII e IX, da Constituição Federal. Alude ao julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental n 388. Sustenta a constitucionalidade da participação de membros do Ministério Público na composição do mencionado órgão, conforme disposto em lei complementar estadual. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR 2. A decisão recorrida está em consonância com o entendimento do Supremo. Ambas as Turmas já decidiram no sentido da impossibilidade de membro do Ministério Público exercer função pública em órgão não pertencente à respectiva estrutura. Confira com as seguintes ementas: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA CIVIL. IMPOSSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.8.2015. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que membro do Ministério Público, após a Constituição Federal de 1988, não pode exercer função pública em órgão não pertencente à estrutura do Parquet, ressalvados os casos expressamente previstos no texto constitucional, sob pena de violação do art. 128, § 5..., II, d, da Constituição Federal. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (agravo regimental no recurso extraordinário com agravo n 938.053, relatora a ministra Rosa Weber, 1... Turma, acórdão publicado no Diário de Justiça de 10 março de 2016) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONSELHO ESTADUAL DA POLÍCIA CIVIL ÓRGÃO DO PODER 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR 2. A decisão recorrida está em consonância com o entendimento do Supremo. Ambas as Turmas já decidiram no sentido da impossibilidade de membro do Ministério Público exercer função pública em órgão não pertencente à respectiva estrutura. Confira com as seguintes ementas: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PARTICIPAÇÃO EM CONSELHO SUPERIOR DE POLÍCIA CIVIL. IMPOSSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 07.8.2015. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que membro do Ministério Público, após a Constituição Federal de 1988, não pode exercer função pública em órgão não pertencente à estrutura do Parquet, ressalvados os casos expressamente previstos no texto constitucional, sob pena de violação do art. 128, § 5..., II, d, da Constituição Federal. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. (agravo regimental no recurso extraordinário com agravo n 938.053, relatora a ministra Rosa Weber, 1... Turma, acórdão publicado no Diário de Justiça de 10 março de 2016) RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONSELHO ESTADUAL DA POLÍCIA CIVIL ÓRGÃO DO PODER 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR EXECUTIVO INVESTIDO DE COMPETÊNCIA EM MATÉRIA DISCIPLINAR REFERENTE A SERVIDORES POLICIAIS PARTICIPAÇÃO DE MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO NA COMPOSIÇÃO DESSE ÓRGÃO COLEGIADO INADMISSIBILIDADE VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL (Constituição Federal de 1988, ART. 128, § 5..., N. II, D) POSSIBILIDADE DE O MEMBRO DO PARQUET EXERCER CARGOS EM COMISSÃO OU FUNÇÕES DE CONFIANÇA APENAS EM ÓRGÃOS SITUADOS NA PRÓPRIA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DOMINISTÉRIO PÚBLICO SITUAÇÃO INOCORRENTE NO CASO RESOLUÇÃO CNMP n 5/2006 PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (agravo regimental no recurso extraordinário n 676.733, relator o ministro Celso de Mello, 2... Turma, acórdão publicado no Diário de Justiça de 19 de agosto de 2013). 3. Ante os precedentes, nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O Estado do Paraná insiste na validade da participação de membros do Ministério Público em Conselho da Polícia Civil. Enfatiza a negativa de vigência aos artigos 127, 128, § 5..., inciso II, alínea “d”, e 129, cabeça, da Constituição Federal. Evoca o assentado na arguição de descumprimento de preceito fundamental n 388, no que fixado prazo de 20 dias para exoneração dos ocupantes dos cargos, em inobservância à orientação formalizada, de modo a revelar modulação dos efeitos do pronunciamento. Postula a convalidação dos atos praticados. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta (certidão emitida em 4 de maio de 2018). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR EXECUTIVO INVESTIDO DE COMPETÊNCIA EM MATÉRIA DISCIPLINAR REFERENTE A SERVIDORES POLICIAIS PARTICIPAÇÃO DE MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO NA COMPOSIÇÃO DESSE ÓRGÃO COLEGIADO INADMISSIBILIDADE VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL (Constituição Federal de 1988, ART. 128, § 5..., N. II, D) POSSIBILIDADE DE O MEMBRO DO PARQUET EXERCER CARGOS EM COMISSÃO OU FUNÇÕES DE CONFIANÇA APENAS EM ÓRGÃOS SITUADOS NA PRÓPRIA ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DOMINISTÉRIO PÚBLICO SITUAÇÃO INOCORRENTE NO CASO RESOLUÇÃO CNMP n 5/2006 PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. (agravo regimental no recurso extraordinário n 676.733, relator o ministro Celso de Mello, 2... Turma, acórdão publicado no Diário de Justiça de 19 de agosto de 2013). 3. Ante os precedentes, nego seguimento ao extraordinário. 4. Publiquem. O Estado do Paraná insiste na validade da participação de membros do Ministério Público em Conselho da Polícia Civil. Enfatiza a negativa de vigência aos artigos 127, 128, § 5..., inciso II, alínea “d”, e 129, cabeça, da Constituição Federal. Evoca o assentado na arguição de descumprimento de preceito fundamental n 388, no que fixado prazo de 20 dias para exoneração dos ocupantes dos cargos, em inobservância à orientação formalizada, de modo a revelar modulação dos efeitos do pronunciamento. Postula a convalidação dos atos praticados. O agravado, intimado, não apresentou contraminuta (certidão emitida em 4 de maio de 2018). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Observem o consignado no Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. PARTICIPAÇÃO DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ NO CONSELHO DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO. VEDAÇÃO. ARTS. 128. § 5..., II, d, E 129 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR QUE APLICOU A PENA DE DEMISSÃO AO SERVIDOR PÚBLICO. ADPF N. 388. NÃO INCIDÊNCIA AO CASO. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça E Supremo Tribunal Federal. HONORÁRIOS RECURSAIS. NÃO CABIMENTO. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, in casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II — O acórdão recorrido está em confronto com orientação desta Corte, segundo a qual é nulo o procedimento administrativo disciplinar no qual participa membro do Ministério Público em Conselho da Polícia Civil, por força do art. 128, § 5..., II, d, da Constituição da República. III - Consoante já se manifestou esta Corte Superior, não incide, na espécie, a ADPF n. 388. IV — Honorários Recursais. Não cabimento. V — O Agravante não apresenta, no agravo, argumentos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965018. Supremo Tribunal Federal 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por Procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Observem o consignado no Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. APLICABILIDADE. PARTICIPAÇÃO DE MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ NO CONSELHO DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO. VEDAÇÃO. ARTS. 128. § 5..., II, d, E 129 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. NULIDADE DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR QUE APLICOU A PENA DE DEMISSÃO AO SERVIDOR PÚBLICO. ADPF N. 388. NÃO INCIDÊNCIA AO CASO. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça E Supremo Tribunal Federal. HONORÁRIOS RECURSAIS. NÃO CABIMENTO. ARGUMENTOS INSUFICIENTES PARA DESCONSTITUIR A DECISÃO ATACADA. I - Consoante o decidido pelo Plenário desta Corte na sessão realizada em 09.03.2016, o regime recursal será determinado pela data da publicação do provimento jurisdicional impugnado. Assim sendo, in casu, aplica-se o Código de Processo Civil de 2015. II — O acórdão recorrido está em confronto com orientação desta Corte, segundo a qual é nulo o procedimento administrativo disciplinar no qual participa membro do Ministério Público em Conselho da Polícia Civil, por força do art. 128, § 5..., II, d, da Constituição da República. III - Consoante já se manifestou esta Corte Superior, não incide, na espécie, a ADPF n. 388. IV — Honorários Recursais. Não cabimento. V — O Agravante não apresenta, no agravo, argumentos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR suficientes para desconstituir a decisão recorrida. VI — Agravo Interno improvido. Cumpre reafirmar a óptica assentada no campo individual. Surge impróprio reconhecer a validade de processo administrativo disciplinar quando inobservada regra constitucional alusiva à proibição do exercício, por membro do Ministério Público, ainda que em disponibilidade, de qualquer outra função pública, salvo uma de magistério – artigo 128, § 5..., inciso II, alínea “d”, da Constituição Federal. O tema versado no agravo está contido no decidido na ocasião do julgamento da ação direta de inconstitucionalidade n 3.298/ES, na qual declarado que os membros do Ministério Público somente podem ocupar cargos comissionados no âmbito da administração da própria instituição. No tocante ao articulado pelo agravante em relação a eventual afronta ao pronunciamento formalizado na arguição de descumprimento de preceito fundamental n 388, destaco que o tema foi veiculado pela vez primeira em sede de agravo interno, padecendo de debate prévio a viabilizar o conhecimento pelo Supremo. Consigno não ter a referida arguição criado direito, não se podendo extrair sanatória ampla e irrestrita quanto aos atos praticados em desrespeito ao texto constitucional, notadamente no campo de procedimento sancionador. Conheço do agravo e o desprovejo. Considerada a fixação, pelo Juízo, dos honorários advocatícios em R$ 1.000,00, majoro os recursais no patamar de R$ 500,00, consoante o artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965018. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR suficientes para desconstituir a decisão recorrida. VI — Agravo Interno improvido. Cumpre reafirmar a óptica assentada no campo individual. Surge impróprio reconhecer a validade de processo administrativo disciplinar quando inobservada regra constitucional alusiva à proibição do exercício, por membro do Ministério Público, ainda que em disponibilidade, de qualquer outra função pública, salvo uma de magistério – artigo 128, § 5..., inciso II, alínea “d”, da Constituição Federal. O tema versado no agravo está contido no decidido na ocasião do julgamento da ação direta de inconstitucionalidade n 3.298/ES, na qual declarado que os membros do Ministério Público somente podem ocupar cargos comissionados no âmbito da administração da própria instituição. No tocante ao articulado pelo agravante em relação a eventual afronta ao pronunciamento formalizado na arguição de descumprimento de preceito fundamental n 388, destaco que o tema foi veiculado pela vez primeira em sede de agravo interno, padecendo de debate prévio a viabilizar o conhecimento pelo Supremo. Consigno não ter a referida arguição criado direito, não se podendo extrair sanatória ampla e irrestrita quanto aos atos praticados em desrespeito ao texto constitucional, notadamente no campo de procedimento sancionador. Conheço do agravo e o desprovejo. Considerada a fixação, pelo Juízo, dos honorários advocatícios em R$ 1.000,00, majoro os recursais no patamar de R$ 500,00, consoante o artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747965018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : CLAUDIO ALVES FERREIRA ADV.(A/S) : RAMONN BALDINO GARCIA (48978/PR) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980051 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.103.425 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : CLAUDIO ALVES FERREIRA ADV.(A/S) : RAMONN BALDINO GARCIA (48978/PR) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, com imposição de honorários recursais, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Luiz Fux. Presidência do Ministro Alexandre de Moraes. Primeira Turma, 29.5.2018. Presidência do Senhor Ministro Alexandre de Moraes. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14980051 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 103 . 425", "ação direta de inconstitucionalidade n 3 . 298 / ES", "Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 103 . 425", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 103 . 425", "Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR", "recurso extraordinário com agravo n 938 . 053", "Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR", "agravo regimental no recurso extraordinário com agravo n 938 . 053", "Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR", "agravo regimental no recurso extraordinário n 676 . 733", "Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 103 . 425", "ADPF N . 388", "ADPF n . 388", "ADPF N . 388", "ADPF n . 388", "Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR", "ação direta de inconstitucionalidade n 3 . 298 / ES", "Recurso Extraordinário 1103425 AGR / PR", "ação direta de inconstitucionalidade n 3 . 298 / ES", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 103 . 425", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 103 . 425" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 128 , § 5 . . . , inciso II , alínea “ d ” , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 127 , 128 , § 5 . . . , inciso II , alínea d , e 129 , cabeça , incisos VII e IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 127 , 128 , § 5 . . . , inciso II , alínea d , e 129 , cabeça , incisos VII e IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 128 , § 5 . . . , II , d , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 128 , § 5 . . . , II , d , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 128 , § 5 . . . , N . II , D", "RESOLUÇÃO CNMP", "artigos 127 , 128 , § 5 . . . , inciso II , alínea “ d ” , e 129 , cabeça , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 128 , § 5 . . . , N . II , D", "RESOLUÇÃO CNMP", "artigos 127 , 128 , § 5 . . . , inciso II , alínea “ d ” , e 129 , cabeça , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 128 . § 5 . . . , II , d , E 129 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil de 2015", "art . 128 , § 5 . . . , II , d , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "ARTS . 128 . § 5 . . . , II , d , E 129 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil de 2015", "art . 128 , § 5 . . . , II , d , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 128 , § 5 . . . , inciso II , alínea “ d ” , da Constituição Federal", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 128 , § 5 . . . , inciso II , alínea “ d ” , da Constituição Federal", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Estado do Paraná", "Estado do Paraná", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Ministério Público", "Pleno", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Superior Tribunal de Justiça", "Conselho da Polícia Civil", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Superior Tribunal de Justiça", "Conselho", "Polícia Civil", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Ministério Público", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "1", "CONSELHO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Ministério Público", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "CONSELHO ESTADUAL DA POLÍCIA CIVIL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Ministério", "Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Ministério Público", "Conselho da Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ", "POLÍCIA CIVIL DO ESTADO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Ministério Público", "Conselho da Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARANÁ", "CONSELHO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Ministério Público", "Conselho", "Polícia Civil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "CLAUDIO ALVES FERREIRA", "RAMONN BALDINO GARCIA", "Alexandre de Moraes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CLAUDIO ALVES FERREIRA", "RAMONN BALDINO GARCIA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CLAUDIO ALVES FERREIRA", "RAMONN BALDINO GARCIA", "MARCO AURÉLIO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "CLAUDIO ALVES FERREIRA", "RAMONN BALDINO GARCIA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "CLAUDIO ALVES FERREIRA", "RAMONN BALDINO GARCIA", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "05", "/", "2018", "29 de junho de 2007", "29 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "16 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "16 de março de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "8", ".", "2015", "10 março de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "8", ".", "2015", "10 março de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2013", "4 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de agosto de 2013", "4 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "09", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "09", ".", "03", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU ADV.(A/S) :RICARDO CHAMMA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIAO SOCIAL CAMILIANA ADV.(A/S) :ROSELI LEME FREITAS EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO DE INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESCRIÇÃO DE TÍTULO EXECUTIVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE REEXAME DO MATERIAL FÁTICO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. RECURSO PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que discussão sobre cômputo de prazo prescricional se enquadra no âmbito infraconstitucional, o que não permite a abertura da via recursal extraordinária. 2 Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, imprescindível seria a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279/STF. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872156. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1101493 AGR / SP honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 a 17 de maio de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872156. Supremo Tribunal Federal ARE 1101493 AGR / SP honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 a 17 de maio de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU ADV.(A/S) :RICARDO CHAMMA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIAO SOCIAL CAMILIANA ADV.(A/S) :ROSELI LEME FREITAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 15.02.2018 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que a decisão agravada está correta e alinhada aos precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante insiste que a decisão do Tribunal de origem “não traduz a realidade dos fatos analisados, muito menos a correta interpretação jurídica quanto aos diplomas legais aplicáveis a matéria em voga”. Reitera os fundamentos trazidos no recurso extraordinário de que as cártulas cobradas teriam perdido a força executiva, ante sua prescrição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872157. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU ADV.(A/S) :RICARDO CHAMMA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIAO SOCIAL CAMILIANA ADV.(A/S) :ROSELI LEME FREITAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 15.02.2018 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que a decisão agravada está correta e alinhada aos precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante insiste que a decisão do Tribunal de origem “não traduz a realidade dos fatos analisados, muito menos a correta interpretação jurídica quanto aos diplomas legais aplicáveis a matéria em voga”. Reitera os fundamentos trazidos no recurso extraordinário de que as cártulas cobradas teriam perdido a força executiva, ante sua prescrição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872157. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: "AÇÃO MONITÓRIA - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS - JUROS DE MORA - INCIDÊNCIA – TERMO INICIAL A PARTIR DO VENCIMENTO DE CADA PRESTAÇÃO – SENTENÇA MANTIDA - RECURSO IMPROVIDO. Em se tratando de cobrança de mensalidades escolares, que retratam obrigação líquida e com prefixação do dia do vencimento, a mora ocorre exre , ou seja, independentemente de interpelação do devedor, aplicando-se a regra dies interpellat pro homine.” 4. Para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor e Código Civil), procedimento inviável em recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: "AÇÃO MONITÓRIA - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS - JUROS DE MORA - INCIDÊNCIA – TERMO INICIAL A PARTIR DO VENCIMENTO DE CADA PRESTAÇÃO – SENTENÇA MANTIDA - RECURSO IMPROVIDO. Em se tratando de cobrança de mensalidades escolares, que retratam obrigação líquida e com prefixação do dia do vencimento, a mora ocorre exre , ou seja, independentemente de interpelação do devedor, aplicando-se a regra dies interpellat pro homine.” 4. Para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor e Código Civil), procedimento inviável em recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1101493 AGR / SP 725.212 AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandoski: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. [...] PRAZO PRESCRICIONAL APLICÁVEL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à ocorrência de prescrição na hipótese dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor e Código Civil). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II Agravo regimental improvido.” 5. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, imprescindível seria a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279/STF. 6. Quanto à necessidade de serem observados fatos subjacentes, veja-se o seguinte trecho do acórdão recorrido: “Tratando-se de mensalidades vencidas no período de 08/02/2006 a 08/06/2006, ou seja, depois da vigência do novo Código Civil (1110112003), incide a prescrição quinquenal do art. 206, § 5º, inciso I, do mesmo Codex, não havendo que se falar na aplicação da lei revogada, verbis: ‘PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ESCOLARES. MONITÓRIA. O prazo prescricional para o ajuizamento da ação de cobrança de mensalidades escolares é de cinco anos, a contar do vencimento de cada uma, nos termos do art. 206, § 51, inc. 1, do Código Civil. Sentença mantida. Recurso desprovido’ (Apelação n° 1009392- 40.2014.8.26.0362, 268 Câmara de Direito Privado, Relator Desembargador Felipe Ferreira). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Supremo Tribunal Federal ARE 1101493 AGR / SP 725.212 AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandoski: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. [...] PRAZO PRESCRICIONAL APLICÁVEL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à ocorrência de prescrição na hipótese dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor e Código Civil). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II Agravo regimental improvido.” 5. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, imprescindível seria a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279/STF. 6. Quanto à necessidade de serem observados fatos subjacentes, veja-se o seguinte trecho do acórdão recorrido: “Tratando-se de mensalidades vencidas no período de 08/02/2006 a 08/06/2006, ou seja, depois da vigência do novo Código Civil (1110112003), incide a prescrição quinquenal do art. 206, § 5º, inciso I, do mesmo Codex, não havendo que se falar na aplicação da lei revogada, verbis: ‘PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ESCOLARES. MONITÓRIA. O prazo prescricional para o ajuizamento da ação de cobrança de mensalidades escolares é de cinco anos, a contar do vencimento de cada uma, nos termos do art. 206, § 51, inc. 1, do Código Civil. Sentença mantida. Recurso desprovido’ (Apelação n° 1009392- 40.2014.8.26.0362, 268 Câmara de Direito Privado, Relator Desembargador Felipe Ferreira). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1101493 AGR / SP Bem por isso, levando-se em consideração que a demanda foi distribuída em 08/02/2011 (fl. 02) e que o exercício do direito de ação iria expirar somente depois desta data (art. 132, § 30, do Código Civil), considerando o vencimento da parcela , mais antiga (08/02/2006) é de se concluir que, no momento de sua propositura, a ação ainda não se encontrava prescrita. No mais, o reclamo não demanda maior esforço na medida em que a apelante não negou a inadimplência, impugnando apenas o valor da' cobrança e o termo inicial dos juros moratórios. As partes celebraram contrato de prestação de serviços educacionais (fls. 14115-verso), sendo incontroverso que a ré concluiu o curso de Fisioterapia no final do primeiro semestre de 2006 (cf. fl. 18). [...]” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Supremo Tribunal Federal ARE 1101493 AGR / SP Bem por isso, levando-se em consideração que a demanda foi distribuída em 08/02/2011 (fl. 02) e que o exercício do direito de ação iria expirar somente depois desta data (art. 132, § 30, do Código Civil), considerando o vencimento da parcela , mais antiga (08/02/2006) é de se concluir que, no momento de sua propositura, a ação ainda não se encontrava prescrita. No mais, o reclamo não demanda maior esforço na medida em que a apelante não negou a inadimplência, impugnando apenas o valor da' cobrança e o termo inicial dos juros moratórios. As partes celebraram contrato de prestação de serviços educacionais (fls. 14115-verso), sendo incontroverso que a ré concluiu o curso de Fisioterapia no final do primeiro semestre de 2006 (cf. fl. 18). [...]” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU ADV.(A/S) : RICARDO CHAMMA RIBEIRO (204996/SP) AGDO.(A/S) : UNIAO SOCIAL CAMILIANA ADV.(A/S) : ROSELI LEME FREITAS (134800/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935192 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU ADV.(A/S) : RICARDO CHAMMA RIBEIRO (204996/SP) AGDO.(A/S) : UNIAO SOCIAL CAMILIANA ADV.(A/S) : ROSELI LEME FREITAS (134800/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935192 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14943933
2018-05-18T00:00:00
2018-06-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO DE INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESCRIÇÃO DE TÍTULO EXECUTIVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE REEXAME DO MATERIAL FÁTICO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. RECURSO PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que discussão sobre cômputo de prazo prescricional se enquadra no âmbito infraconstitucional, o que não permite a abertura da via recursal extraordinária. 2 Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, imprescindível seria a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279/STF. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur385998
- Acórdão(s) citado(s): (PRESCRIÇÃO) ARE 725212 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 08/06/2018, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1101493
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1101493 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU ADV.(A/S) : RICARDO CHAMMA RIBEIRO AGDO.(A/S) : UNIAO SOCIAL CAMILIANA ADV.(A/S) : ROSELI LEME FREITAS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU ADV.(A/S) :RICARDO CHAMMA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIAO SOCIAL CAMILIANA ADV.(A/S) :ROSELI LEME FREITAS EMENTA: DIREITO CIVIL. AGRAVO DE INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESCRIÇÃO DE TÍTULO EXECUTIVO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE REEXAME DO MATERIAL FÁTICO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. RECURSO PROTELATÓRIO. IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que discussão sobre cômputo de prazo prescricional se enquadra no âmbito infraconstitucional, o que não permite a abertura da via recursal extraordinária. 2 Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, imprescindível seria a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872156. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1101493 AGR / SP honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 a 17 de maio de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872156. Supremo Tribunal Federal ARE 1101493 AGR / SP honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 11 a 17 de maio de 2018. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872156. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU ADV.(A/S) :RICARDO CHAMMA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIAO SOCIAL CAMILIANA ADV.(A/S) :ROSELI LEME FREITAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 15.02.2018 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que a decisão agravada está correta e alinhada aos precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante insiste que a decisão do Tribunal de origem “não traduz a realidade dos fatos analisados, muito menos a correta interpretação jurídica quanto aos diplomas legais aplicáveis a matéria em voga”. Reitera os fundamentos trazidos no recurso extraordinário de que as cártulas cobradas teriam perdido a força executiva, ante sua prescrição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872157. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU ADV.(A/S) :RICARDO CHAMMA RIBEIRO AGDO.(A/S) :UNIAO SOCIAL CAMILIANA ADV.(A/S) :ROSELI LEME FREITAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 15.02.2018 contra decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, tendo em vista que a decisão agravada está correta e alinhada aos precedentes firmados pelo Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante insiste que a decisão do Tribunal de origem “não traduz a realidade dos fatos analisados, muito menos a correta interpretação jurídica quanto aos diplomas legais aplicáveis a matéria em voga”. Reitera os fundamentos trazidos no recurso extraordinário de que as cártulas cobradas teriam perdido a força executiva, ante sua prescrição. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872157. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: "AÇÃO MONITÓRIA - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS - JUROS DE MORA - INCIDÊNCIA – TERMO INICIAL A PARTIR DO VENCIMENTO DE CADA PRESTAÇÃO – SENTENÇA MANTIDA - RECURSO IMPROVIDO. Em se tratando de cobrança de mensalidades escolares, que retratam obrigação líquida e com prefixação do dia do vencimento, a mora ocorre exre , ou seja, independentemente de interpelação do devedor, aplicando-se a regra dies interpellat pro homine.” 4. Para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor e Código Civil), procedimento inviável em recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz fundamentos suficientes para alterar a decisão ora agravada. 3. O Tribunal de origem, ao apreciar a controvérsia, proferiu acórdão assim ementado: "AÇÃO MONITÓRIA - PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS EDUCACIONAIS - JUROS DE MORA - INCIDÊNCIA – TERMO INICIAL A PARTIR DO VENCIMENTO DE CADA PRESTAÇÃO – SENTENÇA MANTIDA - RECURSO IMPROVIDO. Em se tratando de cobrança de mensalidades escolares, que retratam obrigação líquida e com prefixação do dia do vencimento, a mora ocorre exre , ou seja, independentemente de interpelação do devedor, aplicando-se a regra dies interpellat pro homine.” 4. Para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor e Código Civil), procedimento inviável em recurso extraordinário. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1101493 AGR / SP 725.212 AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandoski: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. [...] PRAZO PRESCRICIONAL APLICÁVEL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à ocorrência de prescrição na hipótese dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor e Código Civil). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II Agravo regimental improvido.” 5. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, imprescindível seria a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 6. Quanto à necessidade de serem observados fatos subjacentes, veja-se o seguinte trecho do acórdão recorrido: “Tratando-se de mensalidades vencidas no período de 08/02/2006 a 08/06/2006, ou seja, depois da vigência do novo Código Civil (1110112003), incide a prescrição quinquenal do art. 206, § 5..., inciso I, do mesmo Codex, não havendo que se falar na aplicação da lei revogada, verbis: ‘PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ESCOLARES. MONITÓRIA. O prazo prescricional para o ajuizamento da ação de cobrança de mensalidades escolares é de cinco anos, a contar do vencimento de cada uma, nos termos do art. 206, § 51, inc. 1, do Código Civil. Sentença mantida. Recurso desprovido’ (Apelação n 1009392- 40.2014.8.26.0362, 268 Câmara de Direito Privado, Relator Desembargador Felipe Ferreira). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Supremo Tribunal Federal ARE 1101493 AGR / SP 725.212 AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandoski: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. [...] PRAZO PRESCRICIONAL APLICÁVEL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à ocorrência de prescrição na hipótese dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código de Defesa do Consumidor e Código Civil). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II Agravo regimental improvido.” 5. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, imprescindível seria a reapreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 6. Quanto à necessidade de serem observados fatos subjacentes, veja-se o seguinte trecho do acórdão recorrido: “Tratando-se de mensalidades vencidas no período de 08/02/2006 a 08/06/2006, ou seja, depois da vigência do novo Código Civil (1110112003), incide a prescrição quinquenal do art. 206, § 5..., inciso I, do mesmo Codex, não havendo que se falar na aplicação da lei revogada, verbis: ‘PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS ESCOLARES. MONITÓRIA. O prazo prescricional para o ajuizamento da ação de cobrança de mensalidades escolares é de cinco anos, a contar do vencimento de cada uma, nos termos do art. 206, § 51, inc. 1, do Código Civil. Sentença mantida. Recurso desprovido’ (Apelação n 1009392- 40.2014.8.26.0362, 268 Câmara de Direito Privado, Relator Desembargador Felipe Ferreira). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1101493 AGR / SP Bem por isso, levando-se em consideração que a demanda foi distribuída em 08/02/2011 (fl. 02) e que o exercício do direito de ação iria expirar somente depois desta data (art. 132, § 30, do Código Civil), considerando o vencimento da parcela , mais antiga (08/02/2006) é de se concluir que, no momento de sua propositura, a ação ainda não se encontrava prescrita. No mais, o reclamo não demanda maior esforço na medida em que a apelante não negou a inadimplência, impugnando apenas o valor da' cobrança e o termo inicial dos juros moratórios. As partes celebraram contrato de prestação de serviços educacionais (fls. 14115-verso), sendo incontroverso que a ré concluiu o curso de Fisioterapia no final do primeiro semestre de 2006 (cf. fl. 18). [...]” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Supremo Tribunal Federal ARE 1101493 AGR / SP Bem por isso, levando-se em consideração que a demanda foi distribuída em 08/02/2011 (fl. 02) e que o exercício do direito de ação iria expirar somente depois desta data (art. 132, § 30, do Código Civil), considerando o vencimento da parcela , mais antiga (08/02/2006) é de se concluir que, no momento de sua propositura, a ação ainda não se encontrava prescrita. No mais, o reclamo não demanda maior esforço na medida em que a apelante não negou a inadimplência, impugnando apenas o valor da' cobrança e o termo inicial dos juros moratórios. As partes celebraram contrato de prestação de serviços educacionais (fls. 14115-verso), sendo incontroverso que a ré concluiu o curso de Fisioterapia no final do primeiro semestre de 2006 (cf. fl. 18). [...]” 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14872158. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU ADV.(A/S) : RICARDO CHAMMA RIBEIRO (204996/SP) AGDO.(A/S) : UNIAO SOCIAL CAMILIANA ADV.(A/S) : ROSELI LEME FREITAS (134800/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935192 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.101.493 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU ADV.(A/S) : RICARDO CHAMMA RIBEIRO (204996/SP) AGDO.(A/S) : UNIAO SOCIAL CAMILIANA ADV.(A/S) : ROSELI LEME FREITAS (134800/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, majorados os honorários fixados anteriormente, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935192 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 101 . 493", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1101493 AGR / SP", "ARE 1101493 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 101 . 493", "AGRAVO 1 . 101 . 493", "ARE 1101493 AGR / SP 725 . 212 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Apelação n 1009392 - 40 . 2014 . 8 . 26 . 0362", "ARE 1101493 AGR / SP 725 . 212 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Apelação n 1009392 - 40 . 2014 . 8 . 26 . 0362", "ARE 1101493 AGR / SP", "ARE 1101493 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Código Civil", "Constituição", "Código Civil", "art . 206 , § 51 , inc . 1 , do Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "Código Civil", "Constituição", "Código Civil", "1110112003", "art . 206 , § 51 , inc", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 132 , § 30 , do Código Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 132 ,", "§ 30 , do Código Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIAO SOCIAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIAO SOCIAL", "CAMILIANA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIAO SOCIAL CAMILIANA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "268 Câmara de Direito Privado", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "268 Câmara de Direito Privado", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIAO SOCIAL CAMILIANA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIAO", "Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU", "RICARDO CHAMMA RIBEIRO", "CAMILIANA", "ROSELI LEME FREITAS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU", "RICARDO CHAMMA RIBEIRO", "ROSELI LEME FREITAS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU", "RICARDO CHAMMA RIBEIRO", "ROSELI LEME FREITAS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandoski", "Felipe Ferreira", "Ricardo Lewandoski", "Felipe Ferreira", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU", "RICARDO CHAMMA RIBEIRO", "ROSELI LEME FREITAS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "KARINA MOSS D AVINO SANTOS ABREU", "RICARDO CHAMMA RIBEIRO", "ROSELI LEME FREITAS", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 a 17 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 a 17 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "05", "/", "2018", "15", ".", "02", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "15", ".", "02", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2006", "08", "/", "06", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2006", "08", "/", "06", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2011", "08", "/", "02", "/", "2006", "primeiro semestre de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "02", "/", "2011", "08", "/", "02", "/", "2006", "primeiro semestre de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) :IGOR ANTONIO ARAUJO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 639.228. TEMA 424. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. GRAVAÇÃO AMBIENTAL REALIZADA POR UM DOS INTERLOCUTORES. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO PLENÁRIO NO RE 583.937-QO-RG. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 22 a 28.6.2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851042. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1134463 AGR / PR Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851042. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) :IGOR ANTONIO ARAUJO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por LORINELSON DE ASSIS, contra decisão que prolatei, publicada em 29/5/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA PENAL. INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 639.228. TEMA 424. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “As decisões do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Paraná violaram ao artigo 5º, LIV e LV da Constituição Federal, pois afrontaram o devido processo legal e seus consentâneos (ampla defesa e o contraditório), cerceando o direito de defesa do Agravante no procedimento administrativo em comento, apesar de expresso pleito de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851040. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) :IGOR ANTONIO ARAUJO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por LORINELSON DE ASSIS, contra decisão que prolatei, publicada em 29/5/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA PENAL. INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 639.228. TEMA 424. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “As decisões do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Paraná violaram ao artigo 5º, LIV e LV da Constituição Federal, pois afrontaram o devido processo legal e seus consentâneos (ampla defesa e o contraditório), cerceando o direito de defesa do Agravante no procedimento administrativo em comento, apesar de expresso pleito de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1134463 AGR / PR produção de provas orais em audiência de instrução, consistentes em depoimento pessoal das partes, merecendo tal afronta ser sanada, restabelecendo-se a ordem legal. (...) A decisão monocrática objurgada quedou-se inerte com relação a alegação de violação ao art. 5º, LIV, sob o pálido argumento que se trata de reexame do conjunto fático probatório, o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por atrair o óbice da Súmula 279 desta E. Corte de Justiça. É data maxima venia desalinhada a decisão com o objeto recursal extraordinário! Não se sabe qual a razão, mas parece que tudo é volver questão de fato, lamentavelmente. Trata-se aqui de violação expressa aos ditames da Carta Magna, posto que as provas produzidas foram ilicitamente forjadas, desta forma não há que se falar em reexame dos fatos. (...) E a Constituição Federal em seu art. 5º, inc. LVI prescreve que ‘são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meio ilícito’. Desta forma, tem-se de um lado o direito de provar o que se alegar em juízo e de outro o direito de não ter contra si produção de prova ilícita.” (doc. 12, fls. 8, 12 e 13) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851040. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR produção de provas orais em audiência de instrução, consistentes em depoimento pessoal das partes, merecendo tal afronta ser sanada, restabelecendo-se a ordem legal. (...) A decisão monocrática objurgada quedou-se inerte com relação a alegação de violação ao art. 5º, LIV, sob o pálido argumento que se trata de reexame do conjunto fático probatório, o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por atrair o óbice da Súmula 279 desta E. Corte de Justiça. É data maxima venia desalinhada a decisão com o objeto recursal extraordinário! Não se sabe qual a razão, mas parece que tudo é volver questão de fato, lamentavelmente. Trata-se aqui de violação expressa aos ditames da Carta Magna, posto que as provas produzidas foram ilicitamente forjadas, desta forma não há que se falar em reexame dos fatos. (...) E a Constituição Federal em seu art. 5º, inc. LVI prescreve que ‘são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meio ilícito’. Desta forma, tem-se de um lado o direito de provar o que se alegar em juízo e de outro o direito de não ter contra si produção de prova ilícita.” (doc. 12, fls. 8, 12 e 13) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, os princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 639.228-RG, da Relatoria do Min. Cezar Peluso, o qual possui a seguinte ementa: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, os princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 639.228-RG, da Relatoria do Min. Cezar Peluso, o qual possui a seguinte ementa: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. PRODUÇÃO DE PROVA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADO CERCEAMENTO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de afastar o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória (ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 667.177-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 23/6/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL DISSOCIADAS DO QUE DELIBERADO NA DECISÃO MONOCRÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Ministro Presidente, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema versado nos presentes autos – indeferimento de diligência probatória em processo judicial – ante a natureza infraconstitucional do tema, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II - Apresenta-se deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões estão dissociadas do que decidido na decisão monocrática. Incide, na hipótese, a Súmula 284 desta Corte. III - Agravo regimental improvido.” (RE 758.437- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11/9/2013). Demais disso, o Tribunal de origem, com fundamento no conjunto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. PRODUÇÃO DE PROVA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADO CERCEAMENTO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de afastar o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória (ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 667.177-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 23/6/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL DISSOCIADAS DO QUE DELIBERADO NA DECISÃO MONOCRÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Ministro Presidente, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema versado nos presentes autos – indeferimento de diligência probatória em processo judicial – ante a natureza infraconstitucional do tema, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II - Apresenta-se deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões estão dissociadas do que decidido na decisão monocrática. Incide, na hipótese, a Súmula 284 desta Corte. III - Agravo regimental improvido.” (RE 758.437- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11/9/2013). Demais disso, o Tribunal de origem, com fundamento no conjunto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR fático-probatório constante dos autos, entendeu pela regularidade do procedimento administrativo que culminou na demissão da parte ora agravante do cargo de Oficial de Justiça. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Alega o impetrante que o processo administrativo disciplinar que resultou na sua demissão do cargo de Oficial de Justiça encontra- se eivado de nulidades. Afirma, inicialmente, que as provas levadas ao processo administrativo disciplinar são ilícitas porque decorrentes de um ‘flagrante preparado’ e de gravações ambientais de conversas realizadas com a advogada Thathyana Weinfurter Assad. A partir dos elementos contidos nos autos, em especial a portaria inaugural de fls. 43/44, verifica-se que a referida advogada, a fim de que fosse dado cumprimento a dois alvarás de soltura expedidos em favor de seus clientes, entrou em contato com o impetrante, que, por telefone, ‘solicitou que ela o encontrasse em frente ao Fórum de Execuções Penais e Corregedoria dos Presídios desta Capital para ‘conversar’’. Antevendo o que poderia acontecer, a advogada procurou o Promotor de Justiça Pedro Carvalho Santos Assinger, que, então, passou a acompanhar o caso e auxiliá-la em como proceder. Com um aparelho gravador (MP3) e quatro notas de cinquenta reais fotocopiadas, a advogada foi ao encontro do impetrante, que - confirmando suas suspeitas - solicitou a quantia de R$ 400,00 para dar cumprimento aos alvarás de solturas naquele mesmo dia. De posse de somente R$ 240,00, a advogada ofereceu o valor menor, com o qual consentiu o impetrante. Na posse das notas fotocopiadas e, em razão da gravação da sua conversa com a advogada, durante o cumprimento da diligência o impetrante foi preso em flagrante delito. Da atenta análise do ocorrido, verifica-se que o caso em tela caracteriza flagrante esperado e não preparado, pois, tendo em vista o contato telefônico prévio onde se iniciou a prática da conduta, não há como falar que o impetrante tenha sido induzido a praticá-la. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR fático-probatório constante dos autos, entendeu pela regularidade do procedimento administrativo que culminou na demissão da parte ora agravante do cargo de Oficial de Justiça. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Alega o impetrante que o processo administrativo disciplinar que resultou na sua demissão do cargo de Oficial de Justiça encontra- se eivado de nulidades. Afirma, inicialmente, que as provas levadas ao processo administrativo disciplinar são ilícitas porque decorrentes de um ‘flagrante preparado’ e de gravações ambientais de conversas realizadas com a advogada Thathyana Weinfurter Assad. A partir dos elementos contidos nos autos, em especial a portaria inaugural de fls. 43/44, verifica-se que a referida advogada, a fim de que fosse dado cumprimento a dois alvarás de soltura expedidos em favor de seus clientes, entrou em contato com o impetrante, que, por telefone, ‘solicitou que ela o encontrasse em frente ao Fórum de Execuções Penais e Corregedoria dos Presídios desta Capital para ‘conversar’’. Antevendo o que poderia acontecer, a advogada procurou o Promotor de Justiça Pedro Carvalho Santos Assinger, que, então, passou a acompanhar o caso e auxiliá-la em como proceder. Com um aparelho gravador (MP3) e quatro notas de cinquenta reais fotocopiadas, a advogada foi ao encontro do impetrante, que - confirmando suas suspeitas - solicitou a quantia de R$ 400,00 para dar cumprimento aos alvarás de solturas naquele mesmo dia. De posse de somente R$ 240,00, a advogada ofereceu o valor menor, com o qual consentiu o impetrante. Na posse das notas fotocopiadas e, em razão da gravação da sua conversa com a advogada, durante o cumprimento da diligência o impetrante foi preso em flagrante delito. Da atenta análise do ocorrido, verifica-se que o caso em tela caracteriza flagrante esperado e não preparado, pois, tendo em vista o contato telefônico prévio onde se iniciou a prática da conduta, não há como falar que o impetrante tenha sido induzido a praticá-la. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR (...) Igualmente, não há que se falar em prova ilícita no que toca à gravação ambiental, uma vez que foi realizada por um dos interlocutores da conversa, no caso, a advogada, vítima da conduta do impetrante. Nesse sentido é o entendimento do Supremo Tribunal Federal: ‘É lícita a prova obtida mediante a gravação ambiental, por um dos interlocutores, de conversa não protegida por sigilo legal. Hipótese não acobertada pela garantia do sigilo das comunicações telefônicas (inciso XII do art. 5.º da Constituição Federal)’ (STF, Tribunal Pleno, Q.O. no Inq. n.º 2.116/RR, Rel. Min. Ayres Britto, j. em 15.09.2011). Ainda, afirma o impetrante que o seu direito de defesa foi cerceado, uma vez que das seis testemunhas arroladas somente uma foi ouvida. Em que pese o não comparecimento das demais testemunhas de defesa, conforme consta do termo de deliberação de fl. 123, o impetrante, nas duas oportunidades em que se pronunciou nos autos após esse acontecimento (fl. 138 e alegações finais de fls. 133/207), nada falou a respeito. Diante dessa ausência de manifestação no curso do processo administrativo e não tendo o impetrante demonstrado qualquer prejuízo sofrido em razão da ausência da oitiva de todas as testemunhas arroladas, não há que se falar nulidade (pas de nullité sans grief). (...) Outrossim, no que tange à alegada ofensa ao princípio da publicidade por não ter sido intimado das datas de julgamento do processo administrativo disciplinar (Conselho da Magistratura e Órgão Especial), não assiste razão ao impetrante. O impetrante foi devidamente citado dos termos do processo administrativo instaurado por meio da Portaria n.º 004/2007 (fl. 98), vindo, então, a apresentar defesa prévia (fls. 150/169). Posteriormente, intimado a comparecer em audiência, o impetrante foi interrogado, prestando as declarações de fls. 105/108. Apresentadas as alegações finais de fls. 181/207, foi proferida 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR (...) Igualmente, não há que se falar em prova ilícita no que toca à gravação ambiental, uma vez que foi realizada por um dos interlocutores da conversa, no caso, a advogada, vítima da conduta do impetrante. Nesse sentido é o entendimento do Supremo Tribunal Federal: ‘É lícita a prova obtida mediante a gravação ambiental, por um dos interlocutores, de conversa não protegida por sigilo legal. Hipótese não acobertada pela garantia do sigilo das comunicações telefônicas (inciso XII do art. 5.º da Constituição Federal)’ (STF, Tribunal Pleno, Q.O. no Inq. n.º 2.116/RR, Rel. Min. Ayres Britto, j. em 15.09.2011). Ainda, afirma o impetrante que o seu direito de defesa foi cerceado, uma vez que das seis testemunhas arroladas somente uma foi ouvida. Em que pese o não comparecimento das demais testemunhas de defesa, conforme consta do termo de deliberação de fl. 123, o impetrante, nas duas oportunidades em que se pronunciou nos autos após esse acontecimento (fl. 138 e alegações finais de fls. 133/207), nada falou a respeito. Diante dessa ausência de manifestação no curso do processo administrativo e não tendo o impetrante demonstrado qualquer prejuízo sofrido em razão da ausência da oitiva de todas as testemunhas arroladas, não há que se falar nulidade (pas de nullité sans grief). (...) Outrossim, no que tange à alegada ofensa ao princípio da publicidade por não ter sido intimado das datas de julgamento do processo administrativo disciplinar (Conselho da Magistratura e Órgão Especial), não assiste razão ao impetrante. O impetrante foi devidamente citado dos termos do processo administrativo instaurado por meio da Portaria n.º 004/2007 (fl. 98), vindo, então, a apresentar defesa prévia (fls. 150/169). Posteriormente, intimado a comparecer em audiência, o impetrante foi interrogado, prestando as declarações de fls. 105/108. Apresentadas as alegações finais de fls. 181/207, foi proferida 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR sentença pelo Juiz de Direito Márcio José Tokars. Em que pese a ausência de cópia integral do processo administrativo, sobretudo as folhas seguintes à sentença de fls. 210/214 que demonstrariam a intimação do impetrante acerca de seu conteúdo, a interposição do recurso de fls. 220/254 demonstra que foi devidamente cientificado. Da data da sessão de julgamento desse recurso pelo Conselho da Magistratura, foi intimado conforme mandado de intimação e certidão de fls. 267/268. Interposto recurso ao Órgão Especial (fls. 353/361), foi enviado o ofício de fl. 346 ao impetrante, informando a sua inclusão em pauta para julgamento. Ainda que ausente a cópia do aviso de recebimento, a demonstração de expedição da correspondência, ‘aliada à não demonstração de efetivo prejuízo’, tal como bem apontado no parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, ‘desautorizam a declaração de nulidade’ (fl. 537). O processo administrativo, portanto, revestiu-se de legalidade, respeitando a ampla defesa e o contraditório, bem como o princípio da publicidade, não havendo que se falar em nulidade. E a tese do impetrante no que diz respeito ao indeferimento do pleito de degravação integral da conversa ambiental constante do CD, igualmente não merece prosperar. Quando da juntada do CD, intimado a se manifestar acerca do seu conteúdo, o impetrante, à fl. 138, se insurgiu tão somente quanto à ausência de degravação integral, sem, contudo, negar ser um dos interlocutores ou apontar qualquer prejuízo que tenha sofrido com relação à parte transcrita. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que é prescindível a degravação integral do conteúdo de interceptações telefônicas ou gravações ambientais, quando o CD contendo o inteiro teor das conversas foi juntado aos autos e colocado à disposição das partes (...) (...) É certo que, pelo Acórdão de fls. 424/434, o impetrante foi absolvido na esfera penal ante a ausência de prova de ter praticado o crime de concussão (CP, art. 316), pelo qual foi denunciado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR sentença pelo Juiz de Direito Márcio José Tokars. Em que pese a ausência de cópia integral do processo administrativo, sobretudo as folhas seguintes à sentença de fls. 210/214 que demonstrariam a intimação do impetrante acerca de seu conteúdo, a interposição do recurso de fls. 220/254 demonstra que foi devidamente cientificado. Da data da sessão de julgamento desse recurso pelo Conselho da Magistratura, foi intimado conforme mandado de intimação e certidão de fls. 267/268. Interposto recurso ao Órgão Especial (fls. 353/361), foi enviado o ofício de fl. 346 ao impetrante, informando a sua inclusão em pauta para julgamento. Ainda que ausente a cópia do aviso de recebimento, a demonstração de expedição da correspondência, ‘aliada à não demonstração de efetivo prejuízo’, tal como bem apontado no parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, ‘desautorizam a declaração de nulidade’ (fl. 537). O processo administrativo, portanto, revestiu-se de legalidade, respeitando a ampla defesa e o contraditório, bem como o princípio da publicidade, não havendo que se falar em nulidade. E a tese do impetrante no que diz respeito ao indeferimento do pleito de degravação integral da conversa ambiental constante do CD, igualmente não merece prosperar. Quando da juntada do CD, intimado a se manifestar acerca do seu conteúdo, o impetrante, à fl. 138, se insurgiu tão somente quanto à ausência de degravação integral, sem, contudo, negar ser um dos interlocutores ou apontar qualquer prejuízo que tenha sofrido com relação à parte transcrita. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que é prescindível a degravação integral do conteúdo de interceptações telefônicas ou gravações ambientais, quando o CD contendo o inteiro teor das conversas foi juntado aos autos e colocado à disposição das partes (...) (...) É certo que, pelo Acórdão de fls. 424/434, o impetrante foi absolvido na esfera penal ante a ausência de prova de ter praticado o crime de concussão (CP, art. 316), pelo qual foi denunciado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR Contudo, constatou-se que a conduta praticada pelo impetrante caracteriza, isto sim, o crime de corrupção passiva (CP, art. 317) e, sendo inadmissível a mutatio libelli em grau de recurso (CPP, art. 384), não havia outra solução senão a sua absolvição. Dessa forma, é de se concluir que a absolvição do impetrante na esfera penal em nada interfere no processo administrativo disciplinar, pois, como se viu, a decisão judicial não decorreu da inexistência do fato criminoso ou da negativa de autoria.” (doc. 6, fls. 82-87) Nesse contexto, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EXPULSÃO DE MILITAR. CONTEXTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA Nº 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA - ARE 748.371. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO . 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à expulsão do policial militar da corporação, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR Contudo, constatou-se que a conduta praticada pelo impetrante caracteriza, isto sim, o crime de corrupção passiva (CP, art. 317) e, sendo inadmissível a mutatio libelli em grau de recurso (CPP, art. 384), não havia outra solução senão a sua absolvição. Dessa forma, é de se concluir que a absolvição do impetrante na esfera penal em nada interfere no processo administrativo disciplinar, pois, como se viu, a decisão judicial não decorreu da inexistência do fato criminoso ou da negativa de autoria.” (doc. 6, fls. 82-87) Nesse contexto, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do STF, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EXPULSÃO DE MILITAR. CONTEXTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA Nº 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA - ARE 748.371. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO . 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à expulsão do policial militar da corporação, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 937.978-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 1/7/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXPULSÃO. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA 283/STF. INCIDÊNCIA. MULTA DO ARTIGO 557, § 2º, DO CPC/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 827.366-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 3/6/2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXPULSÃO. SÚMULAS 279 E 673/STF. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário (Súmula 279/STF). 2. A decisão agravada alinha-se à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal de que a competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4º, da Constituição é relativa à perda da graduação com pena acessória criminal, e não à sanção disciplinar, que pode decorrer de adequado processo administrativo (Súmula 673/STF). 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 937.978-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 1/7/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXPULSÃO. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO STF NO ARE 748.371. TEMA 660. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA 283/STF. INCIDÊNCIA. MULTA DO ARTIGO 557, § 2º, DO CPC/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 827.366-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 3/6/2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXPULSÃO. SÚMULAS 279 E 673/STF. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário (Súmula 279/STF). 2. A decisão agravada alinha-se à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal de que a competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4º, da Constituição é relativa à perda da graduação com pena acessória criminal, e não à sanção disciplinar, que pode decorrer de adequado processo administrativo (Súmula 673/STF). 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR regimental a que se nega provimento.” (ARE 912.100-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 13/11/2015) Outrossim, é lícita a gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro, podendo ela ser utilizada como prova em processo judicial, consoante decidido pelo Plenário do STF, na análise do RE 583.937-QO-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 18/12/2009, o qual possui a seguinte ementa: “AÇÃO PENAL. Prova. Gravação ambiental. Realização por um dos interlocutores sem conhecimento do outro. Validade. Jurisprudência reafirmada. Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário provido. Aplicação do art. 543-B, § 3º, do CPC. É lícita a prova consistente em gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem conhecimento do outro.” Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual. Nada obstante, por se tratar de mandado de segurança, não há falar em majoração de honorários advocatícios (Súmula 512 do STF). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR regimental a que se nega provimento.” (ARE 912.100-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 13/11/2015) Outrossim, é lícita a gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro, podendo ela ser utilizada como prova em processo judicial, consoante decidido pelo Plenário do STF, na análise do RE 583.937-QO-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 18/12/2009, o qual possui a seguinte ementa: “AÇÃO PENAL. Prova. Gravação ambiental. Realização por um dos interlocutores sem conhecimento do outro. Validade. Jurisprudência reafirmada. Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário provido. Aplicação do art. 543-B, § 3º, do CPC. É lícita a prova consistente em gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem conhecimento do outro.” Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual. Nada obstante, por se tratar de mandado de segurança, não há falar em majoração de honorários advocatícios (Súmula 512 do STF). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) :IGOR ANTONIO ARAUJO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme fiz ver ao proferir voto no recurso extraordinário nº 583.937, Tema nº 237 do repertório de repercussão geral, a prova decorrente de gravação, por um dos interlocutores, sem o conhecimento do outro, não se coaduna com ares constitucionais, considerada a boa-fé que deve haver entre aqueles a manter diálogo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747666571. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) :IGOR ANTONIO ARAUJO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme fiz ver ao proferir voto no recurso extraordinário nº 583.937, Tema nº 237 do repertório de repercussão geral, a prova decorrente de gravação, por um dos interlocutores, sem o conhecimento do outro, não se coaduna com ares constitucionais, considerada a boa-fé que deve haver entre aqueles a manter diálogo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747666571. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) : IGOR ANTONIO ARAUJO (47938/PR) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735342 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) : IGOR ANTONIO ARAUJO (47938/PR) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735342 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747854497
2018-06-29T00:00:00
2018-08-06T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 639.228. TEMA 424. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. GRAVAÇÃO AMBIENTAL REALIZADA POR UM DOS INTERLOCUTORES. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO PLENÁRIO NO RE 583.937-QO-RG. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur388287
- Acórdão(s) citado(s): (INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA) ARE 639228 RG, RE 758437 AgR (2ªT). (MILITAR, PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR, EXPULSÃO) ARE 827366 AgR (1ªT), ARE 912100 AgR (1ªT), ARE 937978 AgR (1ªT). (PROVA, GRAVAÇÃO AMBIENTAL) RE 583937 QO-RG. Número de páginas: 14. Análise: 08/08/2018, MAD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1134463
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009 ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1134463 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) : IGOR ANTONIO ARAUJO AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) :IGOR ANTONIO ARAUJO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 639.228. TEMA 424. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. GRAVAÇÃO AMBIENTAL REALIZADA POR UM DOS INTERLOCUTORES. POSSIBILIDADE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PELO PLENÁRIO NO Recurso Extraordinário 583.937-QO-RG. REAFIRMAÇÃO DE JURISPRUDÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MANDADO DE SEGURANÇA. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 22 a 28.6.2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851042. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 1134463 AGR / PR Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851042. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 29 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) :IGOR ANTONIO ARAUJO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por LORINELSON DE ASSIS, contra decisão que prolatei, publicada em 29/5/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA PENAL. INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 639.228. TEMA 424. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “As decisões do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Paraná violaram ao artigo 5..., LIV e LV da Constituição Federal, pois afrontaram o devido processo legal e seus consentâneos (ampla defesa e o contraditório), cerceando o direito de defesa do Agravante no procedimento administrativo em comento, apesar de expresso pleito de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851040. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) :IGOR ANTONIO ARAUJO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por LORINELSON DE ASSIS, contra decisão que prolatei, publicada em 29/5/2018, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA PENAL. INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 639.228. TEMA 424. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “As decisões do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Paraná violaram ao artigo 5..., LIV e LV da Constituição Federal, pois afrontaram o devido processo legal e seus consentâneos (ampla defesa e o contraditório), cerceando o direito de defesa do Agravante no procedimento administrativo em comento, apesar de expresso pleito de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 1134463 AGR / PR produção de provas orais em audiência de instrução, consistentes em depoimento pessoal das partes, merecendo tal afronta ser sanada, restabelecendo-se a ordem legal. (...) A decisão monocrática objurgada quedou-se inerte com relação a alegação de violação ao art. 5..., LIV, sob o pálido argumento que se trata de reexame do conjunto fático probatório, o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por atrair o óbice da Súmula 279 desta E. Corte de Justiça. É data maxima venia desalinhada a decisão com o objeto recursal extraordinário! Não se sabe qual a razão, mas parece que tudo é volver questão de fato, lamentavelmente. Trata-se aqui de violação expressa aos ditames da Carta Magna, posto que as provas produzidas foram ilicitamente forjadas, desta forma não há que se falar em reexame dos fatos. (...) E a Constituição Federal em seu art. 5..., inc. LVI prescreve que ‘são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meio ilícito’. Desta forma, tem-se de um lado o direito de provar o que se alegar em juízo e de outro o direito de não ter contra si produção de prova ilícita.” (doc. 12, fls. 8, 12 e 13) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851040. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR produção de provas orais em audiência de instrução, consistentes em depoimento pessoal das partes, merecendo tal afronta ser sanada, restabelecendo-se a ordem legal. (...) A decisão monocrática objurgada quedou-se inerte com relação a alegação de violação ao art. 5..., LIV, sob o pálido argumento que se trata de reexame do conjunto fático probatório, o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por atrair o óbice da Súmula 279 desta E. Corte de Justiça. É data maxima venia desalinhada a decisão com o objeto recursal extraordinário! Não se sabe qual a razão, mas parece que tudo é volver questão de fato, lamentavelmente. Trata-se aqui de violação expressa aos ditames da Carta Magna, posto que as provas produzidas foram ilicitamente forjadas, desta forma não há que se falar em reexame dos fatos. (...) E a Constituição Federal em seu art. 5..., inc. LVI prescreve que ‘são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meio ilícito’. Desta forma, tem-se de um lado o direito de provar o que se alegar em juízo e de outro o direito de não ter contra si produção de prova ilícita.” (doc. 12, fls. 8, 12 e 13) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, os princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 639.228-RG, da Relatoria do Min. Cezar Peluso, o qual possui a seguinte ementa: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, os princípios da ampla defesa e do contraditório, nos casos de indeferimento de diligência probatória, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 639.228-RG, da Relatoria do Min. Cezar Peluso, o qual possui a seguinte ementa: “RECURSO. Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. PRODUÇÃO DE PROVA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADO CERCEAMENTO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de afastar o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória (ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 667.177-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 23/6/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL DISSOCIADAS DO QUE DELIBERADO NA DECISÃO MONOCRÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Ministro Presidente, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema versado nos presentes autos – indeferimento de diligência probatória em processo judicial – ante a natureza infraconstitucional do tema, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II - Apresenta-se deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões estão dissociadas do que decidido na decisão monocrática. Incide, na hipótese, a Súmula 284 desta Corte. III - Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 758.437- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11/9/2013). Demais disso, o Tribunal de origem, com fundamento no conjunto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. PRODUÇÃO DE PROVA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADO CERCEAMENTO DE DEFESA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de afastar o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional, sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. O Supremo Tribunal Federal já assentou a ausência de repercussão geral da questão relativa à obrigatoriedade de observância das garantias constitucionais do processo ante o indeferimento, pelo juiz, de determinada diligência probatória (ARE 639.228, Rel. Min. Cezar Peluso). Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 667.177-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 23/6/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. INDEFERIMENTO DE DILIGÊNCIA PROBATÓRIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL DISSOCIADAS DO QUE DELIBERADO NA DECISÃO MONOCRÁTICA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no ARE 639.228-RG/RJ, Rel. Ministro Presidente, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema versado nos presentes autos – indeferimento de diligência probatória em processo judicial – ante a natureza infraconstitucional do tema, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II - Apresenta-se deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões estão dissociadas do que decidido na decisão monocrática. Incide, na hipótese, a Súmula 284 desta Corte. III - Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 758.437- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11/9/2013). Demais disso, o Tribunal de origem, com fundamento no conjunto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR fático-probatório constante dos autos, entendeu pela regularidade do procedimento administrativo que culminou na demissão da parte ora agravante do cargo de Oficial de Justiça. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Alega o impetrante que o processo administrativo disciplinar que resultou na sua demissão do cargo de Oficial de Justiça encontra- se eivado de nulidades. Afirma, inicialmente, que as provas levadas ao processo administrativo disciplinar são ilícitas porque decorrentes de um ‘flagrante preparado’ e de gravações ambientais de conversas realizadas com a advogada Thathyana Weinfurter Assad. A partir dos elementos contidos nos autos, em especial a portaria inaugural de fls. 43/44, verifica-se que a referida advogada, a fim de que fosse dado cumprimento a dois alvarás de soltura expedidos em favor de seus clientes, entrou em contato com o impetrante, que, por telefone, ‘solicitou que ela o encontrasse em frente ao Fórum de Execuções Penais e Corregedoria dos Presídios desta Capital para ‘conversar’’. Antevendo o que poderia acontecer, a advogada procurou o Promotor de Justiça Pedro Carvalho Santos Assinger, que, então, passou a acompanhar o caso e auxiliá-la em como proceder. Com um aparelho gravador (MP3) e quatro notas de cinquenta reais fotocopiadas, a advogada foi ao encontro do impetrante, que - confirmando suas suspeitas - solicitou a quantia de R$ 400,00 para dar cumprimento aos alvarás de solturas naquele mesmo dia. De posse de somente R$ 240,00, a advogada ofereceu o valor menor, com o qual consentiu o impetrante. Na posse das notas fotocopiadas e, em razão da gravação da sua conversa com a advogada, durante o cumprimento da diligência o impetrante foi preso em flagrante delito. Da atenta análise do ocorrido, verifica-se que o caso em tela caracteriza flagrante esperado e não preparado, pois, tendo em vista o contato telefônico prévio onde se iniciou a prática da conduta, não há como falar que o impetrante tenha sido induzido a praticá-la. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR fático-probatório constante dos autos, entendeu pela regularidade do procedimento administrativo que culminou na demissão da parte ora agravante do cargo de Oficial de Justiça. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “Alega o impetrante que o processo administrativo disciplinar que resultou na sua demissão do cargo de Oficial de Justiça encontra- se eivado de nulidades. Afirma, inicialmente, que as provas levadas ao processo administrativo disciplinar são ilícitas porque decorrentes de um ‘flagrante preparado’ e de gravações ambientais de conversas realizadas com a advogada Thathyana Weinfurter Assad. A partir dos elementos contidos nos autos, em especial a portaria inaugural de fls. 43/44, verifica-se que a referida advogada, a fim de que fosse dado cumprimento a dois alvarás de soltura expedidos em favor de seus clientes, entrou em contato com o impetrante, que, por telefone, ‘solicitou que ela o encontrasse em frente ao Fórum de Execuções Penais e Corregedoria dos Presídios desta Capital para ‘conversar’’. Antevendo o que poderia acontecer, a advogada procurou o Promotor de Justiça Pedro Carvalho Santos Assinger, que, então, passou a acompanhar o caso e auxiliá-la em como proceder. Com um aparelho gravador (MP3) e quatro notas de cinquenta reais fotocopiadas, a advogada foi ao encontro do impetrante, que - confirmando suas suspeitas - solicitou a quantia de R$ 400,00 para dar cumprimento aos alvarás de solturas naquele mesmo dia. De posse de somente R$ 240,00, a advogada ofereceu o valor menor, com o qual consentiu o impetrante. Na posse das notas fotocopiadas e, em razão da gravação da sua conversa com a advogada, durante o cumprimento da diligência o impetrante foi preso em flagrante delito. Da atenta análise do ocorrido, verifica-se que o caso em tela caracteriza flagrante esperado e não preparado, pois, tendo em vista o contato telefônico prévio onde se iniciou a prática da conduta, não há como falar que o impetrante tenha sido induzido a praticá-la. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR (...) Igualmente, não há que se falar em prova ilícita no que toca à gravação ambiental, uma vez que foi realizada por um dos interlocutores da conversa, no caso, a advogada, vítima da conduta do impetrante. Nesse sentido é o entendimento do Supremo Tribunal Federal: ‘É lícita a prova obtida mediante a gravação ambiental, por um dos interlocutores, de conversa não protegida por sigilo legal. Hipótese não acobertada pela garantia do sigilo das comunicações telefônicas (inciso XII do art. 5. da Constituição Federal)’ (Supremo Tribunal Federal, Tribunal Pleno, Q.O. no Inq. n. 2.116/RR, Rel. Min. Ayres Britto, j. em 15.09.2011). Ainda, afirma o impetrante que o seu direito de defesa foi cerceado, uma vez que das seis testemunhas arroladas somente uma foi ouvida. Em que pese o não comparecimento das demais testemunhas de defesa, conforme consta do termo de deliberação de fl. 123, o impetrante, nas duas oportunidades em que se pronunciou nos autos após esse acontecimento (fl. 138 e alegações finais de fls. 133/207), nada falou a respeito. Diante dessa ausência de manifestação no curso do processo administrativo e não tendo o impetrante demonstrado qualquer prejuízo sofrido em razão da ausência da oitiva de todas as testemunhas arroladas, não há que se falar nulidade (pas de nullité sans grief). (...) Outrossim, no que tange à alegada ofensa ao princípio da publicidade por não ter sido intimado das datas de julgamento do processo administrativo disciplinar (Conselho da Magistratura e Órgão Especial), não assiste razão ao impetrante. O impetrante foi devidamente citado dos termos do processo administrativo instaurado por meio da Portaria n. 004/2007 (fl. 98), vindo, então, a apresentar defesa prévia (fls. 150/169). Posteriormente, intimado a comparecer em audiência, o impetrante foi interrogado, prestando as declarações de fls. 105/108. Apresentadas as alegações finais de fls. 181/207, foi proferida 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR (...) Igualmente, não há que se falar em prova ilícita no que toca à gravação ambiental, uma vez que foi realizada por um dos interlocutores da conversa, no caso, a advogada, vítima da conduta do impetrante. Nesse sentido é o entendimento do Supremo Tribunal Federal: ‘É lícita a prova obtida mediante a gravação ambiental, por um dos interlocutores, de conversa não protegida por sigilo legal. Hipótese não acobertada pela garantia do sigilo das comunicações telefônicas (inciso XII do art. 5. da Constituição Federal)’ (Supremo Tribunal Federal, Tribunal Pleno, Q.O. no Inq. n. 2.116/RR, Rel. Min. Ayres Britto, j. em 15.09.2011). Ainda, afirma o impetrante que o seu direito de defesa foi cerceado, uma vez que das seis testemunhas arroladas somente uma foi ouvida. Em que pese o não comparecimento das demais testemunhas de defesa, conforme consta do termo de deliberação de fl. 123, o impetrante, nas duas oportunidades em que se pronunciou nos autos após esse acontecimento (fl. 138 e alegações finais de fls. 133/207), nada falou a respeito. Diante dessa ausência de manifestação no curso do processo administrativo e não tendo o impetrante demonstrado qualquer prejuízo sofrido em razão da ausência da oitiva de todas as testemunhas arroladas, não há que se falar nulidade (pas de nullité sans grief). (...) Outrossim, no que tange à alegada ofensa ao princípio da publicidade por não ter sido intimado das datas de julgamento do processo administrativo disciplinar (Conselho da Magistratura e Órgão Especial), não assiste razão ao impetrante. O impetrante foi devidamente citado dos termos do processo administrativo instaurado por meio da Portaria n. 004/2007 (fl. 98), vindo, então, a apresentar defesa prévia (fls. 150/169). Posteriormente, intimado a comparecer em audiência, o impetrante foi interrogado, prestando as declarações de fls. 105/108. Apresentadas as alegações finais de fls. 181/207, foi proferida 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR sentença pelo Juiz de Direito Márcio José Tokars. Em que pese a ausência de cópia integral do processo administrativo, sobretudo as folhas seguintes à sentença de fls. 210/214 que demonstrariam a intimação do impetrante acerca de seu conteúdo, a interposição do recurso de fls. 220/254 demonstra que foi devidamente cientificado. Da data da sessão de julgamento desse recurso pelo Conselho da Magistratura, foi intimado conforme mandado de intimação e certidão de fls. 267/268. Interposto recurso ao Órgão Especial (fls. 353/361), foi enviado o ofício de fl. 346 ao impetrante, informando a sua inclusão em pauta para julgamento. Ainda que ausente a cópia do aviso de recebimento, a demonstração de expedição da correspondência, ‘aliada à não demonstração de efetivo prejuízo’, tal como bem apontado no parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, ‘desautorizam a declaração de nulidade’ (fl. 537). O processo administrativo, portanto, revestiu-se de legalidade, respeitando a ampla defesa e o contraditório, bem como o princípio da publicidade, não havendo que se falar em nulidade. E a tese do impetrante no que diz respeito ao indeferimento do pleito de degravação integral da conversa ambiental constante do CD, igualmente não merece prosperar. Quando da juntada do CD, intimado a se manifestar acerca do seu conteúdo, o impetrante, à fl. 138, se insurgiu tão somente quanto à ausência de degravação integral, sem, contudo, negar ser um dos interlocutores ou apontar qualquer prejuízo que tenha sofrido com relação à parte transcrita. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que é prescindível a degravação integral do conteúdo de interceptações telefônicas ou gravações ambientais, quando o CD contendo o inteiro teor das conversas foi juntado aos autos e colocado à disposição das partes (...) (...) É certo que, pelo Acórdão de fls. 424/434, o impetrante foi absolvido na esfera penal ante a ausência de prova de ter praticado o crime de concussão (Código Penal Brasileiro, art. 316), pelo qual foi denunciado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR sentença pelo Juiz de Direito Márcio José Tokars. Em que pese a ausência de cópia integral do processo administrativo, sobretudo as folhas seguintes à sentença de fls. 210/214 que demonstrariam a intimação do impetrante acerca de seu conteúdo, a interposição do recurso de fls. 220/254 demonstra que foi devidamente cientificado. Da data da sessão de julgamento desse recurso pelo Conselho da Magistratura, foi intimado conforme mandado de intimação e certidão de fls. 267/268. Interposto recurso ao Órgão Especial (fls. 353/361), foi enviado o ofício de fl. 346 ao impetrante, informando a sua inclusão em pauta para julgamento. Ainda que ausente a cópia do aviso de recebimento, a demonstração de expedição da correspondência, ‘aliada à não demonstração de efetivo prejuízo’, tal como bem apontado no parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, ‘desautorizam a declaração de nulidade’ (fl. 537). O processo administrativo, portanto, revestiu-se de legalidade, respeitando a ampla defesa e o contraditório, bem como o princípio da publicidade, não havendo que se falar em nulidade. E a tese do impetrante no que diz respeito ao indeferimento do pleito de degravação integral da conversa ambiental constante do CD, igualmente não merece prosperar. Quando da juntada do CD, intimado a se manifestar acerca do seu conteúdo, o impetrante, à fl. 138, se insurgiu tão somente quanto à ausência de degravação integral, sem, contudo, negar ser um dos interlocutores ou apontar qualquer prejuízo que tenha sofrido com relação à parte transcrita. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é uníssona no sentido de que é prescindível a degravação integral do conteúdo de interceptações telefônicas ou gravações ambientais, quando o CD contendo o inteiro teor das conversas foi juntado aos autos e colocado à disposição das partes (...) (...) É certo que, pelo Acórdão de fls. 424/434, o impetrante foi absolvido na esfera penal ante a ausência de prova de ter praticado o crime de concussão (Código Penal Brasileiro, art. 316), pelo qual foi denunciado. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR Contudo, constatou-se que a conduta praticada pelo impetrante caracteriza, isto sim, o crime de corrupção passiva (Código Penal Brasileiro, art. 317) e, sendo inadmissível a mutatio libelli em grau de recurso (CPP, art. 384), não havia outra solução senão a sua absolvição. Dessa forma, é de se concluir que a absolvição do impetrante na esfera penal em nada interfere no processo administrativo disciplinar, pois, como se viu, a decisão judicial não decorreu da inexistência do fato criminoso ou da negativa de autoria.” (doc. 6, fls. 82-87) Nesse contexto, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EXPULSÃO DE MILITAR. CONTEXTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA - ARE 748.371. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO . 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à expulsão do policial militar da corporação, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR Contudo, constatou-se que a conduta praticada pelo impetrante caracteriza, isto sim, o crime de corrupção passiva (Código Penal Brasileiro, art. 317) e, sendo inadmissível a mutatio libelli em grau de recurso (CPP, art. 384), não havia outra solução senão a sua absolvição. Dessa forma, é de se concluir que a absolvição do impetrante na esfera penal em nada interfere no processo administrativo disciplinar, pois, como se viu, a decisão judicial não decorreu da inexistência do fato criminoso ou da negativa de autoria.” (doc. 6, fls. 82-87) Nesse contexto, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 desta Corte. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, destaco os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EXPULSÃO DE MILITAR. CONTEXTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA - ARE 748.371. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO . 1. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à expulsão do policial militar da corporação, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 937.978-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 1/7/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXPULSÃO. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. TEMA 660. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. MULTA DO ARTIGO 557, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 827.366-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 3/6/2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXPULSÃO. SÚMULAS 279 E 673/Supremo Tribunal Federal. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 2. A decisão agravada alinha-se à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal de que a competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4..., da Constituição é relativa à perda da graduação com pena acessória criminal, e não à sanção disciplinar, que pode decorrer de adequado processo administrativo (Súmula 673/Supremo Tribunal Federal). 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 937.978-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma, DJe de 1/7/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXPULSÃO. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371. TEMA 660. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. MULTA DO ARTIGO 557, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 827.366-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 3/6/2016) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. EXPULSÃO. SÚMULAS 279 E 673/Supremo Tribunal Federal. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 2. A decisão agravada alinha-se à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal de que a competência conferida à Justiça Militar pelo art. 125, § 4..., da Constituição é relativa à perda da graduação com pena acessória criminal, e não à sanção disciplinar, que pode decorrer de adequado processo administrativo (Súmula 673/Supremo Tribunal Federal). 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1134463 AGR / PR regimental a que se nega provimento.” (ARE 912.100-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 13/11/2015) Outrossim, é lícita a gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro, podendo ela ser utilizada como prova em processo judicial, consoante decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário 583.937-QO-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 18/12/2009, o qual possui a seguinte ementa: “AÇÃO PENAL. Prova. Gravação ambiental. Realização por um dos interlocutores sem conhecimento do outro. Validade. Jurisprudência reafirmada. Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário provido. Aplicação do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. É lícita a prova consistente em gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem conhecimento do outro.” Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual. Nada obstante, por se tratar de mandado de segurança, não há falar em majoração de honorários advocatícios (Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Supremo Tribunal Federal ARE 1134463 AGR / PR regimental a que se nega provimento.” (ARE 912.100-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 13/11/2015) Outrossim, é lícita a gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro, podendo ela ser utilizada como prova em processo judicial, consoante decidido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário 583.937-QO-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 18/12/2009, o qual possui a seguinte ementa: “AÇÃO PENAL. Prova. Gravação ambiental. Realização por um dos interlocutores sem conhecimento do outro. Validade. Jurisprudência reafirmada. Repercussão geral reconhecida. Recurso extraordinário provido. Aplicação do art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. É lícita a prova consistente em gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem conhecimento do outro.” Impende consignar que o agravo interno revela-se manifestamente incabível, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Por fim, observo que o presente recurso foi interposto sob a égide da nova lei processual. Nada obstante, por se tratar de mandado de segurança, não há falar em majoração de honorários advocatícios (Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747851041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) :IGOR ANTONIO ARAUJO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme fiz ver ao proferir voto no recurso extraordinário n 583.937, Tema n 237 do repertório de repercussão geral, a prova decorrente de gravação, por um dos interlocutores, sem o conhecimento do outro, não se coaduna com ares constitucionais, considerada a boa-fé que deve haver entre aqueles a manter diálogo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747666571. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) :IGOR ANTONIO ARAUJO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Divirjo do Relator. Conforme fiz ver ao proferir voto no recurso extraordinário n 583.937, Tema n 237 do repertório de repercussão geral, a prova decorrente de gravação, por um dos interlocutores, sem o conhecimento do outro, não se coaduna com ares constitucionais, considerada a boa-fé que deve haver entre aqueles a manter diálogo. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 747666571. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 29/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) : IGOR ANTONIO ARAUJO (47938/PR) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735342 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.134.463 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LORINELSON DE ASSIS ADV.(A/S) : IGOR ANTONIO ARAUJO (47938/PR) AGDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 22.6.2018 a 28.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735342 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 134 . 463", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 583 . 937 - QO - RG", "ARE 1134463 AGR /", "ARE", "AGRAVO 1 . 134 . 463", "ARE 639 . 228", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134463 AGR / PR", "ARE 1134463 AGR / PR", "ARE 639 . 228 - RG", "ARE 639 . 228 - RG", "ARE 1134463", "ARE 639 . 228", "AI 667 . 177 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "Súmula 284 desta Corte", "Recurso Extraordinário 758 . 437 - AgR", "ARE 1134463 AGR / PR", "ARE 639 . 228", "AI 667 . 177 - AgR", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 228 - RG / RJ", "Súmula 284 desta Corte", "Recurso Extraordinário 758 . 437 - AgR", "ARE 1134463 AGR / PR", "ARE 1134463 AGR / PR", "ARE 1134463 AGR / PR", "ARE 1134463 AGR", "ARE 1134463 AGR / PR", "Súmula 279 desta Corte", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134463 AGR / PR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134463 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 937 . 978 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 827 . 366 - AgR", "SÚMULAS 279 E 673 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 673 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "ARE 937 . 978 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 827 . 366 - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 673 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134463 AGR / PR", "ARE 912 . 100 - AgR", "Recurso Extraordinário 583 . 937 - QO - RG", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1134463 AGR / PR", "ARE 912 . 100 - AgR", "Recurso Extraordinário 583 . 937 - QO - RG", "Súmula 512 do Supremo Tribunal Federal", "recurso extraordinário n 583 . 937", "recurso extraordinário n 583 . 937" ], "LEGISLACAO": [ "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LIV e LV da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LIV e LV da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XII do art . 5 . da Constituição Federal", "Portaria n . 004 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XII do art . 5 . da Constituição Federal", "Portaria n . 004 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 316", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 316", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 317", "CPP , art . 384", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro", "CPP , art . 384", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "art . 125 , § 4 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "art . 125 , § 4 . . . , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Fórum de Execuções Penais", "Corregedoria dos Presídios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Fórum", "Corregedoria dos Presídios desta", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Conselho da Magistratura", "Órgão Especial", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Conselho da Magistratura", "Órgão Especial", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Conselho da Magistratura", "Órgão Especial", "Procuradoria", "-", "Geral de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho da Magistratura", "Órgão Especial", "Procuradoria", "-", "Geral de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "LORINELSON DE ASSIS", "IGOR ANTONIO ARAUJO", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LORINELSON DE ASSIS", "IGOR ANTONIO ARAUJO", "LUIZ FUX", "LORINELSON DE ASSIS", "LUIZ FUX", "LORINELSON DE ASSIS", "IGOR ANTONIO ARAUJO", "LUIZ FUX", "LORINELSON DE ASSIS", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cezar Peluso", "LUIZ FUX", "Cezar Peluso", "LUIZ FUX", "Cezar Peluso", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "Thathyana Weinfurter Assad", "Pedro Carvalho Santos Assinger", "Thathyana Weinfurter Assad", "Pedro Carvalho Santos Assinger", "LUIZ FUX", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "LUIZ FUX", "Márcio José Tokars", "Márcio José Tokars", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "“", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Cezar Peluso", "Roberto Barroso", "Cezar Peluso", "LUIZ FUX", "LORINELSON DE ASSIS", "IGOR ANTONIO ARAUJO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "LORINELSON DE ASSIS", "IGOR ANTONIO ARAUJO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "LORINELSON DE ASSIS", "IGOR ANTONIO ARAUJO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "LORINELSON DE ASSIS", "IGOR ANTONIO ARAUJO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "06", "/", "2018", "22", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "29", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "29", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "6", "/", "2014", "11", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "6", "/", "2014", "11", "/", "9", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "09", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "09", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "1", "/", "7", "/", "2016", "3", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "1", "/", "7", "/", "2016", "3", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2015", "18", "/", "12", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2015", "18", "/", "12", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "06", "/", "2018", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2018", "28", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :RENATO DA COSTA BARROS AGDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :ELVIO OLIVEIRA DINIZ E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GARRUCHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE GARRUCHOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 567/2001 DO MUNICÍPIO DE GARRUCHOS – RS. MANDATO EM CONFEDERAÇÃO, FEDERAÇÃO OU SINDICATO REPRESENTATIVO DA CATEGORIA. AFASTAMENTO POR UMA ÚNICA VEZ E SEM DIREITO A REMUNERAÇÃO. CABIMENTO DO APELO EXTREMO SOMENTE NO CASO DE REPRODUÇÃO DE NORMA CONSTITUCIONAL FEDERAL DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS ESTADOS. DISCUSSÃO SOBRE DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE NÃO CONSTA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 11 a 17/05/2018, por unanimidade, negou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897786. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 733724 AGR / RS provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897786. Supremo Tribunal Federal ARE 733724 AGR / RS provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :RENATO DA COSTA BARROS AGDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :ELVIO OLIVEIRA DINIZ E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GARRUCHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE GARRUCHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 567/2001 DO MUNICÍPIO DE GARRUCHOS – RS. MANDATO EM CONFEDERAÇÃO, FEDERAÇÃO OU SINDICATO REPRESENTATIVO DA CATEGORIA. AFASTAMENTO POR UMA ÚNICA VEZ E SEM DIREITO A REMUNERAÇÃO. CABIMENTO DO APELO EXTREMO SOMENTE NO CASO DE REPRODUÇÃO DE NORMA CONSTITUCIONAL FEDERAL DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS ESTADOS. IMPUGNAÇÃO A DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE NÃO CONSTA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897787. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :RENATO DA COSTA BARROS AGDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :ELVIO OLIVEIRA DINIZ E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GARRUCHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE GARRUCHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 567/2001 DO MUNICÍPIO DE GARRUCHOS – RS. MANDATO EM CONFEDERAÇÃO, FEDERAÇÃO OU SINDICATO REPRESENTATIVO DA CATEGORIA. AFASTAMENTO POR UMA ÚNICA VEZ E SEM DIREITO A REMUNERAÇÃO. CABIMENTO DO APELO EXTREMO SOMENTE NO CASO DE REPRODUÇÃO DE NORMA CONSTITUCIONAL FEDERAL DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS ESTADOS. IMPUGNAÇÃO A DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE NÃO CONSTA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 733724 AGR / RS Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “Concessa venia, porém, tem-se que o aludido decisum comporta reconsideração ou reforma, pois, diferentemente do assinalado, a possibilidade concedida ao servidor de licenciar-se sem remuneração para o desempenho de mandato classista corresponde ao alcance dado a uma norma de reprodução obrigatória nas Constituições Estaduais, de previsão na CRFB/88.” (doc. 8, fl. 1) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897787. Supremo Tribunal Federal ARE 733724 AGR / RS Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “Concessa venia, porém, tem-se que o aludido decisum comporta reconsideração ou reforma, pois, diferentemente do assinalado, a possibilidade concedida ao servidor de licenciar-se sem remuneração para o desempenho de mandato classista corresponde ao alcance dado a uma norma de reprodução obrigatória nas Constituições Estaduais, de previsão na CRFB/88.” (doc. 8, fl. 1) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a jurisprudência desta Suprema Corte está sedimentada no sentido de que apenas se admite recurso extraordinário de ação direta de inconstitucionalidade estadual ou distrital quando o parâmetro de controle normativo local corresponder a norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos demais entes integrantes da Federação. A questão controvertida nos autos diz respeito ao recebimento ou não de remuneração por servidor público, durante o prazo de licença concedido para exercício de mandato classista, que está previsto na Constituição do Estado do Rio Grande do Sul (artigo 27, II). Com efeito, a Constituição da República, a despeito de garantir a liberdade de associação sindical, a qual é extensível aos servidores públicos pelo artigo 37, VI, da CF, nada dispõe sobre a percepção de remuneração pelo servidor durante o período de duração do mandato. O artigo 8º, VIII, da Constituição Federal, a seu turno, assegura a vedação de dispensa do sindicalizado desde a data de registro da candidatura a cargo de representação sindical até um ano após o término Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a jurisprudência desta Suprema Corte está sedimentada no sentido de que apenas se admite recurso extraordinário de ação direta de inconstitucionalidade estadual ou distrital quando o parâmetro de controle normativo local corresponder a norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos demais entes integrantes da Federação. A questão controvertida nos autos diz respeito ao recebimento ou não de remuneração por servidor público, durante o prazo de licença concedido para exercício de mandato classista, que está previsto na Constituição do Estado do Rio Grande do Sul (artigo 27, II). Com efeito, a Constituição da República, a despeito de garantir a liberdade de associação sindical, a qual é extensível aos servidores públicos pelo artigo 37, VI, da CF, nada dispõe sobre a percepção de remuneração pelo servidor durante o período de duração do mandato. O artigo 8º, VIII, da Constituição Federal, a seu turno, assegura a vedação de dispensa do sindicalizado desde a data de registro da candidatura a cargo de representação sindical até um ano após o término Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 733724 AGR / RS do mandato, quando eleito. Portanto, não se verifica a previsão de percepção de vencimentos ou remuneração durante a licença para o exercício de mandato classista. In casu, consoante se colhe do parecer apresentado pelo Ministério Público Federal, “embora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul entenda que o art. 27, II, da Carta Estadual tem fundamento no art. 8º e 37, VI, da Constituição Federal, por cuidar do direito do servidor público ao exercício do direito à livre associação sindical, o cerne da questão combatida - recebimento ou não de remuneração durante a licença – encontra-se descrito exclusivamente na Constituição Estadual, nas Disposições Gerais, do capítulo ‘Da Administração Pública’” (Vol. 1 – fls. 39-40). Em tais circunstâncias, verifica-se que a norma constitucional estadual examinada pelo Tribunal de origem não reproduz norma constitucional federal de observância obrigatória pelos Estados, fato que, a toda evidência, impede o conhecimento do recurso extraordinário sub examine. Sob esse enfoque, confiram-se, à guisa de exemplo, julgados desta Corte em hipótese análogas, cujas ementas proclamam: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Constitucional. Competência do ente municipal para dispor sobre poder de polícia exercível pelo corpo de bombeiros. Ação direta de inconstitucionalidade perante Tribunal de Justiça local. Art. 125, § 2º, CF. 3. Cabimento de recurso extraordinário. Necessidade de violação de norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos Estados-membros. Inadmissível. Precedente: Rcl 383, Rel. Min. Moreira Alves, DJe 21.5.1993. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 777.251-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 17/11/2015, grifos meus) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Representação por inconstitucionalidade. Lei 4.718, de 11 de dezembro de 2007, do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Supremo Tribunal Federal ARE 733724 AGR / RS do mandato, quando eleito. Portanto, não se verifica a previsão de percepção de vencimentos ou remuneração durante a licença para o exercício de mandato classista. In casu, consoante se colhe do parecer apresentado pelo Ministério Público Federal, “embora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul entenda que o art. 27, II, da Carta Estadual tem fundamento no art. 8º e 37, VI, da Constituição Federal, por cuidar do direito do servidor público ao exercício do direito à livre associação sindical, o cerne da questão combatida - recebimento ou não de remuneração durante a licença – encontra-se descrito exclusivamente na Constituição Estadual, nas Disposições Gerais, do capítulo ‘Da Administração Pública’” (Vol. 1 – fls. 39-40). Em tais circunstâncias, verifica-se que a norma constitucional estadual examinada pelo Tribunal de origem não reproduz norma constitucional federal de observância obrigatória pelos Estados, fato que, a toda evidência, impede o conhecimento do recurso extraordinário sub examine. Sob esse enfoque, confiram-se, à guisa de exemplo, julgados desta Corte em hipótese análogas, cujas ementas proclamam: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Constitucional. Competência do ente municipal para dispor sobre poder de polícia exercível pelo corpo de bombeiros. Ação direta de inconstitucionalidade perante Tribunal de Justiça local. Art. 125, § 2º, CF. 3. Cabimento de recurso extraordinário. Necessidade de violação de norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos Estados-membros. Inadmissível. Precedente: Rcl 383, Rel. Min. Moreira Alves, DJe 21.5.1993. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 777.251-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 17/11/2015, grifos meus) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Representação por inconstitucionalidade. Lei 4.718, de 11 de dezembro de 2007, do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 733724 AGR / RS Município do Rio de Janeiro, que dispõe sobre o cadastro municipal de parceiros do terceiro setor. Lei de iniciativa parlamentar. Ausência de vício de formal de iniciativa. Princípio da publicidade. Precedente. 1. Conquanto seja admissível recurso extraordinário em face de acórdão de tribunal de justiça proferido em ação direta quando o parâmetro da constituição estadual reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos estados (Rcl nº 383/SP, Rel. Min. Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ 21/5/93), é inviável o conhecimento do recurso pela alínea ‘c’ do inciso III do art. 102 da Constituição Federal quando o acórdão recorrido declarar constitucional lei municipal contestada em face de constituição estadual. Precedentes. (…) 3. Agravo regimental não provido.” (RE 613.481-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 9/4/2014, grifos meus) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. INICIATIVA LEGISLATIVA. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. CONCORRÊNCIA ENTRE PODER LEGISLATIVO E PODER EXECUTIVO. LEI QUE CONCEDE ISENÇÃO. POSSIBILIDADE AINDA QUE O TEMA VENHA A REPERCUTIR NO ORÇAMENTO MUNICIPAL. RECURSO QUE NÃO SE INSURGIU CONTRA A DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO QUE SE MANTÊM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. O recurso extraordinário é cabível contra acórdão que julga constitucionalidade in abstracto de leis em face da Constituição Estadual, quando for o caso de observância ao princípio da simetria. Precedente: Rcl 383, Tribunal Pleno, Rel. Min. Moreira Alves. 2. A iniciativa para início do processo legislativo em matéria tributária pertence concorrentemente ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, b, da CF). Precedentes: ADI 724-MC, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 15.05.92; RE 590.697-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 06.09.2011; RE 362.573-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 17.08.2007). 3. In casu, o Tribunal de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Supremo Tribunal Federal ARE 733724 AGR / RS Município do Rio de Janeiro, que dispõe sobre o cadastro municipal de parceiros do terceiro setor. Lei de iniciativa parlamentar. Ausência de vício de formal de iniciativa. Princípio da publicidade. Precedente. 1. Conquanto seja admissível recurso extraordinário em face de acórdão de tribunal de justiça proferido em ação direta quando o parâmetro da constituição estadual reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos estados (Rcl nº 383/SP, Rel. Min. Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ 21/5/93), é inviável o conhecimento do recurso pela alínea ‘c’ do inciso III do art. 102 da Constituição Federal quando o acórdão recorrido declarar constitucional lei municipal contestada em face de constituição estadual. Precedentes. (…) 3. Agravo regimental não provido.” (RE 613.481-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 9/4/2014, grifos meus) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. INICIATIVA LEGISLATIVA. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. CONCORRÊNCIA ENTRE PODER LEGISLATIVO E PODER EXECUTIVO. LEI QUE CONCEDE ISENÇÃO. POSSIBILIDADE AINDA QUE O TEMA VENHA A REPERCUTIR NO ORÇAMENTO MUNICIPAL. RECURSO QUE NÃO SE INSURGIU CONTRA A DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO QUE SE MANTÊM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. O recurso extraordinário é cabível contra acórdão que julga constitucionalidade in abstracto de leis em face da Constituição Estadual, quando for o caso de observância ao princípio da simetria. Precedente: Rcl 383, Tribunal Pleno, Rel. Min. Moreira Alves. 2. A iniciativa para início do processo legislativo em matéria tributária pertence concorrentemente ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo (art. 61, § 1º, II, b, da CF). Precedentes: ADI 724-MC, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 15.05.92; RE 590.697-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 06.09.2011; RE 362.573-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 17.08.2007). 3. In casu, o Tribunal de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 733724 AGR / RS origem entendeu pela inconstitucionalidade formal de lei em matéria tributária por entender que a matéria estaria adstrita à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, dada a eventual repercussão da referida lei no orçamento municipal. Consectariamente, providos o agravo de instrumento e o recurso extraordinário, em face da jurisprudência desta Corte. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 809.719-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 26/4/2013, grifos meus) Deveras, o próprio agravante reconhece, na peça do agravo, a inexistência de previsão no texto constitucional quanto à obrigatoriedade, ou não, de remuneração durante o exercício de mandato sindical. Confira-se: “E isso porque o art. 8º c/c art. 37, VI, da Constituição Federal dispõem acerca da liberdade de associação sindical, silenciando acerca do pagamento de qualquer remuneração durante o período de duração do mandato como pressuposto da aludida garantia”. (Doc. 8, fl. 1. Grifos meus) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Supremo Tribunal Federal ARE 733724 AGR / RS origem entendeu pela inconstitucionalidade formal de lei em matéria tributária por entender que a matéria estaria adstrita à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, dada a eventual repercussão da referida lei no orçamento municipal. Consectariamente, providos o agravo de instrumento e o recurso extraordinário, em face da jurisprudência desta Corte. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 809.719-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 26/4/2013, grifos meus) Deveras, o próprio agravante reconhece, na peça do agravo, a inexistência de previsão no texto constitucional quanto à obrigatoriedade, ou não, de remuneração durante o exercício de mandato sindical. Confira-se: “E isso porque o art. 8º c/c art. 37, VI, da Constituição Federal dispõem acerca da liberdade de associação sindical, silenciando acerca do pagamento de qualquer remuneração durante o período de duração do mandato como pressuposto da aludida garantia”. (Doc. 8, fl. 1. Grifos meus) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS ADV.(A/S) : RENATO DA COSTA BARROS (6192/RS) AGDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS ADV.(A/S) : ELVIO OLIVEIRA DINIZ (21633/RS) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICIPIO DE GARRUCHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE GARRUCHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935127 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS ADV.(A/S) : RENATO DA COSTA BARROS (6192/RS) AGDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS ADV.(A/S) : ELVIO OLIVEIRA DINIZ (21633/RS) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICIPIO DE GARRUCHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE GARRUCHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935127 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14943935
2018-05-18T00:00:00
2018-06-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 567/2001 DO MUNICÍPIO DE GARRUCHOS – RS. MANDATO EM CONFEDERAÇÃO, FEDERAÇÃO OU SINDICATO REPRESENTATIVO DA CATEGORIA. AFASTAMENTO POR UMA ÚNICA VEZ E SEM DIREITO A REMUNERAÇÃO. CABIMENTO DO APELO EXTREMO SOMENTE NO CASO DE REPRODUÇÃO DE NORMA CONSTITUCIONAL FEDERAL DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS ESTADOS. DISCUSSÃO SOBRE DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE NÃO CONSTA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur386000
- Acórdão(s) citado(s): (CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE, ATO NORMATIVO MUNICIPAL) AI 809719 AgR (1ªT), RE 613481 AgR (1ªT), RE 777251 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 12/06/2018, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
733724
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00008 INC-00008 ART-00037 INC-00006\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-MUN LEI-000567 ANO-2001\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE GARRUCHOS, RS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 733724 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS ADV.(A/S) : RENATO DA COSTA BARROS AGDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS ADV.(A/S) : ELVIO OLIVEIRA DINIZ E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICIPIO DE GARRUCHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE GARRUCHOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :RENATO DA COSTA BARROS AGDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :ELVIO OLIVEIRA DINIZ E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GARRUCHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE GARRUCHOS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 567/2001 DO MUNICÍPIO DE GARRUCHOS – RS. MANDATO EM CONFEDERAÇÃO, FEDERAÇÃO OU SINDICATO REPRESENTATIVO DA CATEGORIA. AFASTAMENTO POR UMA ÚNICA VEZ E SEM DIREITO A REMUNERAÇÃO. CABIMENTO DO APELO EXTREMO SOMENTE NO CASO DE REPRODUÇÃO DE NORMA CONSTITUCIONAL FEDERAL DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS ESTADOS. DISCUSSÃO SOBRE DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE NÃO CONSTA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 11 a 17/05/2018, por unanimidade, negou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897786. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 733724 AGR / RS provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897786. Supremo Tribunal Federal ARE 733724 AGR / RS provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :RENATO DA COSTA BARROS AGDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :ELVIO OLIVEIRA DINIZ E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GARRUCHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE GARRUCHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 567/2001 DO MUNICÍPIO DE GARRUCHOS – RS. MANDATO EM CONFEDERAÇÃO, FEDERAÇÃO OU SINDICATO REPRESENTATIVO DA CATEGORIA. AFASTAMENTO POR UMA ÚNICA VEZ E SEM DIREITO A REMUNERAÇÃO. CABIMENTO DO APELO EXTREMO SOMENTE NO CASO DE REPRODUÇÃO DE NORMA CONSTITUCIONAL FEDERAL DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS ESTADOS. IMPUGNAÇÃO A DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE NÃO CONSTA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897787. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :RENATO DA COSTA BARROS AGDO.(A/S) :CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS ADV.(A/S) :ELVIO OLIVEIRA DINIZ E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GARRUCHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE GARRUCHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI 567/2001 DO MUNICÍPIO DE GARRUCHOS – RS. MANDATO EM CONFEDERAÇÃO, FEDERAÇÃO OU SINDICATO REPRESENTATIVO DA CATEGORIA. AFASTAMENTO POR UMA ÚNICA VEZ E SEM DIREITO A REMUNERAÇÃO. CABIMENTO DO APELO EXTREMO SOMENTE NO CASO DE REPRODUÇÃO DE NORMA CONSTITUCIONAL FEDERAL DE OBSERVÂNCIA OBRIGATÓRIA PELOS ESTADOS. IMPUGNAÇÃO A DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL QUE NÃO CONSTA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 733724 AGR / RS Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “Concessa venia, porém, tem-se que o aludido decisum comporta reconsideração ou reforma, pois, diferentemente do assinalado, a possibilidade concedida ao servidor de licenciar-se sem remuneração para o desempenho de mandato classista corresponde ao alcance dado a uma norma de reprodução obrigatória nas Constituições Estaduais, de previsão na CRFB/88.” (doc. 8, fl. 1) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897787. Supremo Tribunal Federal ARE 733724 AGR / RS Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, que: “Concessa venia, porém, tem-se que o aludido decisum comporta reconsideração ou reforma, pois, diferentemente do assinalado, a possibilidade concedida ao servidor de licenciar-se sem remuneração para o desempenho de mandato classista corresponde ao alcance dado a uma norma de reprodução obrigatória nas Constituições Estaduais, de previsão na CRFB/88.” (doc. 8, fl. 1) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a jurisprudência desta Suprema Corte está sedimentada no sentido de que apenas se admite recurso extraordinário de ação direta de inconstitucionalidade estadual ou distrital quando o parâmetro de controle normativo local corresponder a norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos demais entes integrantes da Federação. A questão controvertida nos autos diz respeito ao recebimento ou não de remuneração por servidor público, durante o prazo de licença concedido para exercício de mandato classista, que está previsto na Constituição do Estado do Rio Grande do Sul (artigo 27, II). Com efeito, a Constituição da República, a despeito de garantir a liberdade de associação sindical, a qual é extensível aos servidores públicos pelo artigo 37, VI, da Constituição Federal de 1988, nada dispõe sobre a percepção de remuneração pelo servidor durante o período de duração do mandato. O artigo 8..., VIII, da Constituição Federal, a seu turno, assegura a vedação de dispensa do sindicalizado desde a data de registro da candidatura a cargo de representação sindical até um ano após o término Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, verifica-se que a jurisprudência desta Suprema Corte está sedimentada no sentido de que apenas se admite recurso extraordinário de ação direta de inconstitucionalidade estadual ou distrital quando o parâmetro de controle normativo local corresponder a norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos demais entes integrantes da Federação. A questão controvertida nos autos diz respeito ao recebimento ou não de remuneração por servidor público, durante o prazo de licença concedido para exercício de mandato classista, que está previsto na Constituição do Estado do Rio Grande do Sul (artigo 27, II). Com efeito, a Constituição da República, a despeito de garantir a liberdade de associação sindical, a qual é extensível aos servidores públicos pelo artigo 37, VI, da Constituição Federal de 1988, nada dispõe sobre a percepção de remuneração pelo servidor durante o período de duração do mandato. O artigo 8..., VIII, da Constituição Federal, a seu turno, assegura a vedação de dispensa do sindicalizado desde a data de registro da candidatura a cargo de representação sindical até um ano após o término Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 733724 AGR / RS do mandato, quando eleito. Portanto, não se verifica a previsão de percepção de vencimentos ou remuneração durante a licença para o exercício de mandato classista. In casu, consoante se colhe do parecer apresentado pelo Ministério Público Federal, “embora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul entenda que o art. 27, II, da Carta Estadual tem fundamento no art. 8... e 37, VI, da Constituição Federal, por cuidar do direito do servidor público ao exercício do direito à livre associação sindical, o cerne da questão combatida - recebimento ou não de remuneração durante a licença – encontra-se descrito exclusivamente na Constituição Estadual, nas Disposições Gerais, do capítulo ‘Da Administração Pública’” (Vol. 1 – fls. 39-40). Em tais circunstâncias, verifica-se que a norma constitucional estadual examinada pelo Tribunal de origem não reproduz norma constitucional federal de observância obrigatória pelos Estados, fato que, a toda evidência, impede o conhecimento do recurso extraordinário sub examine. Sob esse enfoque, confiram-se, à guisa de exemplo, julgados desta Corte em hipótese análogas, cujas ementas proclamam: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Constitucional. Competência do ente municipal para dispor sobre poder de polícia exercível pelo corpo de bombeiros. Ação direta de inconstitucionalidade perante Tribunal de Justiça local. Art. 125, § 2..., Constituição Federal de 1988. 3. Cabimento de recurso extraordinário. Necessidade de violação de norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos Estados-membros. Inadmissível. Precedente: Rcl 383, Rel. Min. Moreira Alves, DJe 21.5.1993. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 777.251-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 17/11/2015, grifos meus) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Representação por inconstitucionalidade. Lei 4.718, de 11 de dezembro de 2007, do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Supremo Tribunal Federal ARE 733724 AGR / RS do mandato, quando eleito. Portanto, não se verifica a previsão de percepção de vencimentos ou remuneração durante a licença para o exercício de mandato classista. In casu, consoante se colhe do parecer apresentado pelo Ministério Público Federal, “embora o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul entenda que o art. 27, II, da Carta Estadual tem fundamento no art. 8... e 37, VI, da Constituição Federal, por cuidar do direito do servidor público ao exercício do direito à livre associação sindical, o cerne da questão combatida - recebimento ou não de remuneração durante a licença – encontra-se descrito exclusivamente na Constituição Estadual, nas Disposições Gerais, do capítulo ‘Da Administração Pública’” (Vol. 1 – fls. 39-40). Em tais circunstâncias, verifica-se que a norma constitucional estadual examinada pelo Tribunal de origem não reproduz norma constitucional federal de observância obrigatória pelos Estados, fato que, a toda evidência, impede o conhecimento do recurso extraordinário sub examine. Sob esse enfoque, confiram-se, à guisa de exemplo, julgados desta Corte em hipótese análogas, cujas ementas proclamam: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Constitucional. Competência do ente municipal para dispor sobre poder de polícia exercível pelo corpo de bombeiros. Ação direta de inconstitucionalidade perante Tribunal de Justiça local. Art. 125, § 2..., Constituição Federal de 1988. 3. Cabimento de recurso extraordinário. Necessidade de violação de norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos Estados-membros. Inadmissível. Precedente: Rcl 383, Rel. Min. Moreira Alves, DJe 21.5.1993. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 777.251-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 17/11/2015, grifos meus) “Agravo regimental no recurso extraordinário. Representação por inconstitucionalidade. Lei 4.718, de 11 de dezembro de 2007, do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 733724 AGR / RS Município do Rio de Janeiro, que dispõe sobre o cadastro municipal de parceiros do terceiro setor. Lei de iniciativa parlamentar. Ausência de vício de formal de iniciativa. Princípio da publicidade. Precedente. 1. Conquanto seja admissível recurso extraordinário em face de acórdão de tribunal de justiça proferido em ação direta quando o parâmetro da constituição estadual reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos estados (Rcl n 383/SP, Rel. Min. Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ 21/5/93), é inviável o conhecimento do recurso pela alínea ‘c’ do inciso III do art. 102 da Constituição Federal quando o acórdão recorrido declarar constitucional lei municipal contestada em face de constituição estadual. Precedentes. (…) 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 613.481-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 9/4/2014, grifos meus) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. INICIATIVA LEGISLATIVA. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. CONCORRÊNCIA ENTRE PODER LEGISLATIVO E PODER EXECUTIVO. LEI QUE CONCEDE ISENÇÃO. POSSIBILIDADE AINDA QUE O TEMA VENHA A REPERCUTIR NO ORÇAMENTO MUNICIPAL. RECURSO QUE NÃO SE INSURGIU CONTRA A DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO QUE SE MANTÊM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. O recurso extraordinário é cabível contra acórdão que julga constitucionalidade in abstracto de leis em face da Constituição Estadual, quando for o caso de observância ao princípio da simetria. Precedente: Rcl 383, Tribunal Pleno, Rel. Min. Moreira Alves. 2. A iniciativa para início do processo legislativo em matéria tributária pertence concorrentemente ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, b, da Constituição Federal de 1988). Precedentes: ADI 724-MC, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 15.05.92; Recurso Extraordinário 590.697-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 06.09.2011; Recurso Extraordinário 362.573-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 17.08.2007). 3. In casu, o Tribunal de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Supremo Tribunal Federal ARE 733724 AGR / RS Município do Rio de Janeiro, que dispõe sobre o cadastro municipal de parceiros do terceiro setor. Lei de iniciativa parlamentar. Ausência de vício de formal de iniciativa. Princípio da publicidade. Precedente. 1. Conquanto seja admissível recurso extraordinário em face de acórdão de tribunal de justiça proferido em ação direta quando o parâmetro da constituição estadual reproduz norma da Constituição Federal de observância obrigatória pelos estados (Rcl n 383/SP, Rel. Min. Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ 21/5/93), é inviável o conhecimento do recurso pela alínea ‘c’ do inciso III do art. 102 da Constituição Federal quando o acórdão recorrido declarar constitucional lei municipal contestada em face de constituição estadual. Precedentes. (…) 3. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 613.481-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 9/4/2014, grifos meus) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. INICIATIVA LEGISLATIVA. MATÉRIA TRIBUTÁRIA. CONCORRÊNCIA ENTRE PODER LEGISLATIVO E PODER EXECUTIVO. LEI QUE CONCEDE ISENÇÃO. POSSIBILIDADE AINDA QUE O TEMA VENHA A REPERCUTIR NO ORÇAMENTO MUNICIPAL. RECURSO QUE NÃO SE INSURGIU CONTRA A DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO QUE SE MANTÊM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. O recurso extraordinário é cabível contra acórdão que julga constitucionalidade in abstracto de leis em face da Constituição Estadual, quando for o caso de observância ao princípio da simetria. Precedente: Rcl 383, Tribunal Pleno, Rel. Min. Moreira Alves. 2. A iniciativa para início do processo legislativo em matéria tributária pertence concorrentemente ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo (art. 61, § 1..., II, b, da Constituição Federal de 1988). Precedentes: ADI 724-MC, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 15.05.92; Recurso Extraordinário 590.697-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 06.09.2011; Recurso Extraordinário 362.573-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Eros Grau, DJe de 17.08.2007). 3. In casu, o Tribunal de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 733724 AGR / RS origem entendeu pela inconstitucionalidade formal de lei em matéria tributária por entender que a matéria estaria adstrita à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, dada a eventual repercussão da referida lei no orçamento municipal. Consectariamente, providos o agravo de instrumento e o recurso extraordinário, em face da jurisprudência desta Corte. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 809.719-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 26/4/2013, grifos meus) Deveras, o próprio agravante reconhece, na peça do agravo, a inexistência de previsão no texto constitucional quanto à obrigatoriedade, ou não, de remuneração durante o exercício de mandato sindical. Confira-se: “E isso porque o art. 8... c/c art. 37, VI, da Constituição Federal dispõem acerca da liberdade de associação sindical, silenciando acerca do pagamento de qualquer remuneração durante o período de duração do mandato como pressuposto da aludida garantia”. (Doc. 8, fl. 1. Grifos meus) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Supremo Tribunal Federal ARE 733724 AGR / RS origem entendeu pela inconstitucionalidade formal de lei em matéria tributária por entender que a matéria estaria adstrita à iniciativa privativa do Chefe do Poder Executivo, dada a eventual repercussão da referida lei no orçamento municipal. Consectariamente, providos o agravo de instrumento e o recurso extraordinário, em face da jurisprudência desta Corte. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 809.719-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 26/4/2013, grifos meus) Deveras, o próprio agravante reconhece, na peça do agravo, a inexistência de previsão no texto constitucional quanto à obrigatoriedade, ou não, de remuneração durante o exercício de mandato sindical. Confira-se: “E isso porque o art. 8... c/c art. 37, VI, da Constituição Federal dispõem acerca da liberdade de associação sindical, silenciando acerca do pagamento de qualquer remuneração durante o período de duração do mandato como pressuposto da aludida garantia”. (Doc. 8, fl. 1. Grifos meus) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14897788. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS ADV.(A/S) : RENATO DA COSTA BARROS (6192/RS) AGDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS ADV.(A/S) : ELVIO OLIVEIRA DINIZ (21633/RS) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICIPIO DE GARRUCHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE GARRUCHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935127 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733.724 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS ADV.(A/S) : RENATO DA COSTA BARROS (6192/RS) AGDO.(A/S) : CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS ADV.(A/S) : ELVIO OLIVEIRA DINIZ (21633/RS) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICIPIO DE GARRUCHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE GARRUCHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935127 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 733 . 724", "ARE 733724 AGR / RS", "ARE 733724 AGR / RS", "ARE 733724 AGR / RS", "ARE 733724 AGR / RS", "Rcl 383", "Recurso Extraordinário 777 . 251 - AgR", "ARE 733724 AGR / RS", "Rcl 383", "Recurso Extraordinário 777 . 251 - AgR", "ARE 733724", "Rcl n 383 / SP", "Recurso Extraordinário 613 . 481 - AgR", "Rcl 383", "ADI 724 - MC", "Recurso Extraordinário 590 . 697 - ED", "Recurso Extraordinário 362 . 573 - AgR", "ARE 733724 AGR / RS", "Rcl n 383 / SP", "Recurso Extraordinário 613 . 481 - AgR", "Rcl 383", "ADI 724 - MC", "Recurso Extraordinário 590 . 697 - ED", "Recurso Extraordinário 362 . 573 - AgR", "ARE 733724 AGR / RS", "AI 809 . 719 - AgR", "ARE 733724 AGR", "AI 809 . 719 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "LEI 567 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 567 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 567 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CRFB", "/", "88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CRFB", "/", "88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição do Estado do Rio Grande do Sul ( artigo 27 , II )", "Constituição da República", "artigo 37 , VI , da Constituição Federal de 1988", "artigo 8 . . . , VIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição do Estado do Rio Grande do Sul ( artigo 27 , II )", "Constituição da República", "artigo 37 , VI , da Constituição Federal de 1988", "artigo 8 . . . , VIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art .", "art . 8 . . . e 37 , VI , da Constituição Federal", "Constituição Estadual", "Art . 125 , § 2 . . . , Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "Lei 4 . 718", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "37 , VI , da Constituição Federal", "Constituição Estadual", "Art . 125 , § 2 . . . ,", "Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "Lei 4 . 718", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "alínea ‘ c ’ do inciso III do art . 102 da Constituição Federal", "art . 61 , § 1 . . . , II , b , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "alínea ‘ c ’ do inciso III do art . 102 da Constituição Federal", "art . 61 , § 1 . . . , II , b , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . c / c art . 37 , VI , da Constituição Federal", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . c / c art . 37 , VI , da Constituição Federal", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MUNICIPIO DE GARRUCHOS", "MUNICÍPIO DE GARRUCHOS – RS", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MUNICIPIO", "GARRUCHOS", "ESTADO DO RIO GRANDE DO", "MUNICÍPIO DE GARRUCHOS", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MUNICIPIO DE GARRUCHOS", "MUNICIPIO DE GARRUCHOS", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE GARRUCHOS", "RIO GRANDE DO", "RIO GRANDE DO SUL", "Município do Rio de Janeiro", "Município do Rio de Janeiro", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MUNICIPIO", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MUNICIPIO DE GARRUCHOS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS", "CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS", "MUNICIPIO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS", "CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS", "CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS", "CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS", "MUNICIPIO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS MUNICIPÁRIOS DE GARRUCHOS", "CÂMARA MUNICIPAL DE VEREADORES DE GARRUCHOS", "MUNICIPIO DE GARRUCHOS", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "RENATO DA COSTA BARROS", "ELVIO OLIVEIRA DINIZ", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "RENATO DA COSTA BARROS", "ELVIO OLIVEIRA DINIZ", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "RENATO DA COSTA BARROS", "ELVIO OLIVEIRA DINIZ", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Moreira Alves", "Gilmar Mendes", "Moreira Alves", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Moreira Alves", "Dias Toffoli", "Moreira Alves", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Eros Grau", "Moreira Alves", "Dias Toffoli", "Moreira Alves", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Eros Grau", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "RENATO DA COSTA BARROS", "ELVIO OLIVEIRA DINIZ", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "RENATO DA COSTA BARROS", "ELVIO OLIVEIRA DINIZ", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "11", "17", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "1993", "17", "/", "11", "/", "2015", "11 de dezembro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "1993", "17", "/", "11", "/", "2015", "11 de dezembro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "5", "/", "93", "9", "/", "4", "/", "2014", "15", ".", "05", ".", "92", "06", ".", "09", ".", "2011", "17", ".", "08", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "5", "/", "93", "9", "/", "4", "/", "2014", "15", ".", "05", ".", "92", "06", ".", "09", ".", "2011", "17", ".", "08", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "4", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "4", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WALTER DE PRA ADV.(A/S) :GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO ADV.(A/S) :POLNEI DIAS RIBEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880456. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1056450 AGR / ES quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/STF ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 6. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880456. Supremo Tribunal Federal ARE 1056450 AGR / ES quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/STF ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 6. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WALTER DE PRA ADV.(A/S) :GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO ADV.(A/S) :POLNEI DIAS RIBEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o argumento de que 1) aplicam-se, ao caso, os Temas 339 e 660 da repercussão geral; 2) eventual violação constitucional, se existente, seria meramente reflexa; 3) a matéria veiculada no recurso extraordinário não está prequestionada; e 4) aplica-se, ao caso, o óbice da Súmula 279/STF. Sustenta a agravante, em suma, que 1) houve violação ao artigo 93, IX, da Carta Magna, considerando que o acórdão recorrido não abordou todas as questões levantadas perante as instâncias ordinárias; 2) a simples menção à legislação ordinária não elimina a violação direta à Carta Magna; 3) todos os dispositivos constitucionais foram prequestionados perante o Tribunal a quo; 4) não é necessário o reexame do conjunto fático probatório dos autos. Intimada para se manifestar, a parte agravada não impugnou o agravo regimental. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880457. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WALTER DE PRA ADV.(A/S) :GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO ADV.(A/S) :POLNEI DIAS RIBEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o argumento de que 1) aplicam-se, ao caso, os Temas 339 e 660 da repercussão geral; 2) eventual violação constitucional, se existente, seria meramente reflexa; 3) a matéria veiculada no recurso extraordinário não está prequestionada; e 4) aplica-se, ao caso, o óbice da Súmula 279/STF. Sustenta a agravante, em suma, que 1) houve violação ao artigo 93, IX, da Carta Magna, considerando que o acórdão recorrido não abordou todas as questões levantadas perante as instâncias ordinárias; 2) a simples menção à legislação ordinária não elimina a violação direta à Carta Magna; 3) todos os dispositivos constitucionais foram prequestionados perante o Tribunal a quo; 4) não é necessário o reexame do conjunto fático probatório dos autos. Intimada para se manifestar, a parte agravada não impugnou o agravo regimental. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5º, LIV, e 37, § 4º, A decisão agravada tem por fundamentos a falta de repercussão geral da matéria suscitada no recurso, a ofensa meramente reflexa à Carta Magna e a necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. No Agravo, a parte agravante sustenta, em síntese, que não pretende rediscutir fatos e provas. Ademais, defende a demonstração da repercussão geral. Por fim, alega violação direta à Constituição da República. No mais, repisa as alegações de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Decido. Não merecem ser acolhidas as razões da parte agravante. Em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93, da Constituição Federal de 1988, “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5º, LIV, e 37, § 4º, A decisão agravada tem por fundamentos a falta de repercussão geral da matéria suscitada no recurso, a ofensa meramente reflexa à Carta Magna e a necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. No Agravo, a parte agravante sustenta, em síntese, que não pretende rediscutir fatos e provas. Ademais, defende a demonstração da repercussão geral. Por fim, alega violação direta à Constituição da República. No mais, repisa as alegações de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Decido. Não merecem ser acolhidas as razões da parte agravante. Em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93, da Constituição Federal de 1988, “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1056450 AGR / ES recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Quanto à alegação de afronta à ampla defesa e ao direito de ação, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. No tocante às supostas ofensas à Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92), trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição são meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Quanto ao princípio da inafastabilidade da Jurisdição, não existe ofensa à Constituição, na presente hipótese, em que há óbice processual intransponível ao julgamento de mérito (RE 956.302 Rel. Min. EDSON FACHIN, Tema 895/STF). Quanto às demais violações constitucionais alegadas, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Supremo Tribunal Federal ARE 1056450 AGR / ES recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Quanto à alegação de afronta à ampla defesa e ao direito de ação, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. No tocante às supostas ofensas à Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92), trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição são meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Quanto ao princípio da inafastabilidade da Jurisdição, não existe ofensa à Constituição, na presente hipótese, em que há óbice processual intransponível ao julgamento de mérito (RE 956.302 Rel. Min. EDSON FACHIN, Tema 895/STF). Quanto às demais violações constitucionais alegadas, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1056450 AGR / ES reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Supremo Tribunal Federal ARE 1056450 AGR / ES reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WALTER DE PRA ADV.(A/S) :GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO ADV.(A/S) :POLNEI DIAS RIBEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14847453. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WALTER DE PRA ADV.(A/S) :GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO ADV.(A/S) :POLNEI DIAS RIBEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14847453. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : WALTER DE PRA ADV.(A/S) : GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO (2253/ES) ADV.(A/S) : POLNEI DIAS RIBEIRO (122506/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935172 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : WALTER DE PRA ADV.(A/S) : GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO (2253/ES) ADV.(A/S) : POLNEI DIAS RIBEIRO (122506/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935172 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14943937
2018-05-18T00:00:00
2018-06-06T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da CF/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 3. O STF, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/STF ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 6. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.
sjur386002
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA ) ARE 748371 RG. Número de páginas: 8. Análise: 15/06/2018, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1056450
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1056450 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : WALTER DE PRA ADV.(A/S) : GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO ADV.(A/S) : POLNEI DIAS RIBEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WALTER DE PRA ADV.(A/S) :GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO ADV.(A/S) :POLNEI DIAS RIBEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. 1. O Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 e 356 do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. No julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339), o Supremo Tribunal Federal assentou que o inciso IX do art. 93 da Constituição Federal de 1988/1988 exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. 3. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880456. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1056450 AGR / ES quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 6. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880456. Supremo Tribunal Federal ARE 1056450 AGR / ES quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. 4. Tendo o acórdão recorrido solucionado as questões a si postas com base em preceitos de ordem infraconstitucional, não há espaço para a admissão do recurso extraordinário, que supõe matéria constitucional prequestionada explicitamente. 5. O acolhimento do recurso extraordinário passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ( Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 6. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro ALEXANDRE DE MORAES, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno e não aplicar o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880456. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WALTER DE PRA ADV.(A/S) :GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO ADV.(A/S) :POLNEI DIAS RIBEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o argumento de que 1) aplicam-se, ao caso, os Temas 339 e 660 da repercussão geral; 2) eventual violação constitucional, se existente, seria meramente reflexa; 3) a matéria veiculada no recurso extraordinário não está prequestionada; e 4) aplica-se, ao caso, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a agravante, em suma, que 1) houve violação ao artigo 93, IX, da Carta Magna, considerando que o acórdão recorrido não abordou todas as questões levantadas perante as instâncias ordinárias; 2) a simples menção à legislação ordinária não elimina a violação direta à Carta Magna; 3) todos os dispositivos constitucionais foram prequestionados perante o Tribunal a quo; 4) não é necessário o reexame do conjunto fático probatório dos autos. Intimada para se manifestar, a parte agravada não impugnou o agravo regimental. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880457. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WALTER DE PRA ADV.(A/S) :GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO ADV.(A/S) :POLNEI DIAS RIBEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de agravo interno contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o argumento de que 1) aplicam-se, ao caso, os Temas 339 e 660 da repercussão geral; 2) eventual violação constitucional, se existente, seria meramente reflexa; 3) a matéria veiculada no recurso extraordinário não está prequestionada; e 4) aplica-se, ao caso, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a agravante, em suma, que 1) houve violação ao artigo 93, IX, da Carta Magna, considerando que o acórdão recorrido não abordou todas as questões levantadas perante as instâncias ordinárias; 2) a simples menção à legislação ordinária não elimina a violação direta à Carta Magna; 3) todos os dispositivos constitucionais foram prequestionados perante o Tribunal a quo; 4) não é necessário o reexame do conjunto fático probatório dos autos. Intimada para se manifestar, a parte agravada não impugnou o agravo regimental. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880457. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5..., LIV, e 37, § 4..., A decisão agravada tem por fundamentos a falta de repercussão geral da matéria suscitada no recurso, a ofensa meramente reflexa à Carta Magna e a necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. No Agravo, a parte agravante sustenta, em síntese, que não pretende rediscutir fatos e provas. Ademais, defende a demonstração da repercussão geral. Por fim, alega violação direta à Constituição da República. No mais, repisa as alegações de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Decido. Não merecem ser acolhidas as razões da parte agravante. Em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93, da Constituição Federal de 1988, “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Trata-se de Agravo contra decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo. No apelo extremo, alegam-se, com amparo no art. 102, III, a, da Constituição Federal, violações aos seguintes dispositivos constitucionais: arts. 5..., LIV, e 37, § 4..., A decisão agravada tem por fundamentos a falta de repercussão geral da matéria suscitada no recurso, a ofensa meramente reflexa à Carta Magna e a necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. No Agravo, a parte agravante sustenta, em síntese, que não pretende rediscutir fatos e provas. Ademais, defende a demonstração da repercussão geral. Por fim, alega violação direta à Constituição da República. No mais, repisa as alegações de mérito do recurso extraordinário. É o relatório. Decido. Não merecem ser acolhidas as razões da parte agravante. Em relação à suscitada ofensa ao art. 93, IX, da Carta Magna, o Juízo de origem não destoou do entendimento firmado por esta CORTE no julgamento do AI 791.292-QO-RG/PE (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 339). Nessa oportunidade, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL assentou que o inciso IX do art. 93, da Constituição Federal de 1988, “exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão”. No caso em apreço, a fundamentação do acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1056450 AGR / ES recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Quanto à alegação de afronta à ampla defesa e ao direito de ação, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. No tocante às supostas ofensas à Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92), trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição são meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Quanto ao princípio da inafastabilidade da Jurisdição, não existe ofensa à Constituição, na presente hipótese, em que há óbice processual intransponível ao julgamento de mérito (Recurso Extraordinário 956.302 Rel. Min. EDSON FACHIN, Tema 895/Supremo Tribunal Federal). Quanto às demais violações constitucionais alegadas, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Supremo Tribunal Federal ARE 1056450 AGR / ES recorrido alinha-se às diretrizes desse precedente. Quanto à alegação de afronta à ampla defesa e ao direito de ação, o apelo extraordinário não tem chances de êxito, pois esta CORTE, no julgamento do ARE 748.371-RG/MT (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), rejeitou a repercussão geral da alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando se mostrar imprescindível o exame de normas de natureza infraconstitucional. No tocante às supostas ofensas à Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92), trata-se de matéria situada no contexto normativo infraconstitucional, de forma que as ofensas à Constituição são meramente indiretas (ou mediatas), o que inviabiliza o conhecimento do referido apelo. Quanto ao princípio da inafastabilidade da Jurisdição, não existe ofensa à Constituição, na presente hipótese, em que há óbice processual intransponível ao julgamento de mérito (Recurso Extraordinário 956.302 Rel. Min. EDSON FACHIN, Tema 895/Supremo Tribunal Federal). Quanto às demais violações constitucionais alegadas, o Juízo de origem não analisou a questão constitucional veiculada, não tendo sido esgotados todos os mecanismos ordinários de discussão, INEXISTINDO, portanto, o NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO, que pressupõe o debate e a decisão prévios sobre o tema jurígeno constitucional versado no recurso. Incidência das Súmulas 282 (É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada) e 356 (O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento), ambas desta CORTE SUPREMA. Por fim, a argumentação recursal traz versão dos fatos diversa da exposta no acórdão, de modo que o acolhimento do recurso passa necessariamente pela revisão das provas. Incide, portanto, o óbice da Súmula 279 desta CORTE: Para simples 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1056450 AGR / ES reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Supremo Tribunal Federal ARE 1056450 AGR / ES reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AO AGRAVO.” Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14880458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WALTER DE PRA ADV.(A/S) :GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO ADV.(A/S) :POLNEI DIAS RIBEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14847453. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :WALTER DE PRA ADV.(A/S) :GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO ADV.(A/S) :POLNEI DIAS RIBEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14847453. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/05/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : WALTER DE PRA ADV.(A/S) : GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO (2253/ES) ADV.(A/S) : POLNEI DIAS RIBEIRO (122506/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935172 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.056.450 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : WALTER DE PRA ADV.(A/S) : GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO (2253/ES) ADV.(A/S) : POLNEI DIAS RIBEIRO (122506/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno e não aplicou o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14935172 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 056 . 450", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1056450 AGR / ES", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1056450 AGR / ES", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 1056450 AGR / ES", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 956 . 302", "ARE 1056450 AGR / ES", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "Recurso Extraordinário 956 . 302", "ARE 1056450 AGR / ES", "ARE 1056450 AGR / ES" ], "LEGISLACAO": [ "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Carta Magna", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Carta Magna", "Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Carta Magna", "Constituição da República", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "inciso IX do art . 93 , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Carta Magna", "Constituição da República", "art . 93 , IX , da Carta Magna", "inciso IX do art . 93 , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Improbidade Administrativa", "Lei 8 . 429 / 92", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Improbidade Administrativa", "Lei 8 . 429 / 92", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , §", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "WALTER DE PRA", "GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO", "POLNEI DIAS RIBEIRO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "WALTER DE PRA", "GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO", "POLNEI DIAS RIBEIRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "WALTER DE PRA", "GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO", "POLNEI DIAS RIBEIRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "WALTER DE PRA", "POLNEI DIAS RIBEIRO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "WALTER DE PRA", "GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO", "POLNEI DIAS RIBEIRO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "WALTER DE PRA", "GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO", "POLNEI DIAS RIBEIRO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ALEXANDRE DE MORAES", "WALTER DE PRA", "GERALDO VIEIRA SIMOES FILHO", "POLNEI DIAS RIBEIRO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UMBERTO CERASOLI JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRESSA FRAGA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. REPRESENTANTE ESTUDANTIL. PRORROGAÇÃO DE PRAZO PARA CONCLUSÃO DE CURSO EM UNIVERSIDADE PÚBLICA: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, condenar a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935388. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1107012 AGR / SP ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935388. Supremo Tribunal Federal ARE 1107012 AGR / SP ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicar a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UMBERTO CERASOLI JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRESSA FRAGA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 7.3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Umberto Cerasoli Júnior sob os fundamentos de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ausência de ofensa constitucional direta (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.3.2018, o Umberto Cerasoli Júnior interpôs, tempestivamente, agravo regimental (doc. 7). 3. O agravante alega que, “em relação ao primeiro argumento – no sentido que o Recurso Extraordinário estaria alegando uma violação indireta à Constituição, o mesmo não merece prosperar, vez que os regimentos e resoluções editados pela recorrida são atos administrativos, não podem ser confundidos com legislação local municipal ou Estadual” (fl. 2, doc. 7). Argumenta que, “quanto à suposta pretensão de reexame de provas, cumpre observar que a lide instalada nos autos se limitou ao debate em torno de questões unicamente de Direito Constitucional, tendo em vista que a Universidade recorrida não contestou os fatos” (fl. 3, doc. 7). Requer “a reconsideração da r. Decisão Monocrática, com fulcro no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935389. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UMBERTO CERASOLI JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRESSA FRAGA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 7.3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Umberto Cerasoli Júnior sob os fundamentos de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ausência de ofensa constitucional direta (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.3.2018, o Umberto Cerasoli Júnior interpôs, tempestivamente, agravo regimental (doc. 7). 3. O agravante alega que, “em relação ao primeiro argumento – no sentido que o Recurso Extraordinário estaria alegando uma violação indireta à Constituição, o mesmo não merece prosperar, vez que os regimentos e resoluções editados pela recorrida são atos administrativos, não podem ser confundidos com legislação local municipal ou Estadual” (fl. 2, doc. 7). Argumenta que, “quanto à suposta pretensão de reexame de provas, cumpre observar que a lide instalada nos autos se limitou ao debate em torno de questões unicamente de Direito Constitucional, tendo em vista que a Universidade recorrida não contestou os fatos” (fl. 3, doc. 7). Requer “a reconsideração da r. Decisão Monocrática, com fulcro no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935389. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1107012 AGR / SP artigo 317 do Regimento Interno do STF, para fim de dar provimento ao recurso. Caso não seja este o entendimento de Vossa Excelência, requer seja o vertente agravo interno remetido à Colenda Turma deste Excelso Tribunal e que a ele seja dado provimento para apreciação e acolhimento do Recurso Extraordinário interposto” (fl. 3, doc. 7). 4. Em 24.3.2018, determinou-se a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 9). Universidade de São Paulo sustenta que o agravante “não impugnou especificamente o fundamento autônomo da decisão, sendo portanto incapaz de gerar sua reforma” (fl. 2, doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935389. Supremo Tribunal Federal ARE 1107012 AGR / SP artigo 317 do Regimento Interno do STF, para fim de dar provimento ao recurso. Caso não seja este o entendimento de Vossa Excelência, requer seja o vertente agravo interno remetido à Colenda Turma deste Excelso Tribunal e que a ele seja dado provimento para apreciação e acolhimento do Recurso Extraordinário interposto” (fl. 3, doc. 7). 4. Em 24.3.2018, determinou-se a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 9). Universidade de São Paulo sustenta que o agravante “não impugnou especificamente o fundamento autônomo da decisão, sendo portanto incapaz de gerar sua reforma” (fl. 2, doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935389. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou: “A questão candente diz respeito à possibilidade de aplicação em favor do recorrente de benefício previsto no artigo 102, § 5°, da Resolução nº 3745, e pelo artigo 46, § 5°, da Resolução nº 6542/2013, por infundada violação ao artigo 5°, caput, da Constituição Federal. o beneficio invocado consiste na não contabilização do tempo em que o aluno tiver exercido representação discente no Co, nos Conselhos Centrais, Câmaras e Comissões Permanentes no prazo final para conclusão dos cursos de mestrado e doutorado. Parece-me claro que o benefício tem a função específica de não prejudicar aos alunos que colaboram com a gestão democrática da universidade, ocupando posição que lhe traz ônus excessivo de atribuições, proporcionando- lhes maior tempo para conclusão da pós-graduação, o que justifica a violação ao princípio da isonomia. No caso do autor, ainda que tenha exercido funções de destaque na representação estudantil, não segue demonstrado nos autos que tenha sido sobrecarregado com fundações e que tal condição tenha influído negativamente no curso de seu curso. Nesse contexto, não se pode invocar o princípio da isonomia, pois ele somente abarca àqueles que se encontram em situação semelhante, para que não a ter tratamento diferenciados por parte da Administração. A vencer a tese do autor, esse Juízo estaria atuando como simples Administrador, alterando episodicamente legislação administrativa interna, editada com fundamento na autonomia universitária, que encontra assento constitucional (artigo 207 da Constituição Federal) Por derradeiro, considera-se prequestionada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou: “A questão candente diz respeito à possibilidade de aplicação em favor do recorrente de benefício previsto no artigo 102, § 5°, da Resolução nº 3745, e pelo artigo 46, § 5°, da Resolução nº 6542/2013, por infundada violação ao artigo 5°, caput, da Constituição Federal. o beneficio invocado consiste na não contabilização do tempo em que o aluno tiver exercido representação discente no Co, nos Conselhos Centrais, Câmaras e Comissões Permanentes no prazo final para conclusão dos cursos de mestrado e doutorado. Parece-me claro que o benefício tem a função específica de não prejudicar aos alunos que colaboram com a gestão democrática da universidade, ocupando posição que lhe traz ônus excessivo de atribuições, proporcionando- lhes maior tempo para conclusão da pós-graduação, o que justifica a violação ao princípio da isonomia. No caso do autor, ainda que tenha exercido funções de destaque na representação estudantil, não segue demonstrado nos autos que tenha sido sobrecarregado com fundações e que tal condição tenha influído negativamente no curso de seu curso. Nesse contexto, não se pode invocar o princípio da isonomia, pois ele somente abarca àqueles que se encontram em situação semelhante, para que não a ter tratamento diferenciados por parte da Administração. A vencer a tese do autor, esse Juízo estaria atuando como simples Administrador, alterando episodicamente legislação administrativa interna, editada com fundamento na autonomia universitária, que encontra assento constitucional (artigo 207 da Constituição Federal) Por derradeiro, considera-se prequestionada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1107012 AGR / SP toda matéria infraconstitucional e constitucional, observando-se que é pacífico no âmbito do Colendo Superior Tribunal de Justiça que, tratando-se de prequestionamento, é desnecessária a citação numérica dos dispositivos legais, bastando que a questão posta tenha sido abordada no bojo do processo” (fls. 2-3, vol. 2). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Resoluções ns. 3.745/1990 e 6.542/2013). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. JUBILAMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI n. 726.251-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.6.2009) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 29.8.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. ENSINO SUPERIOR. JUBILAMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA - ARE 748.371. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Supremo Tribunal Federal ARE 1107012 AGR / SP toda matéria infraconstitucional e constitucional, observando-se que é pacífico no âmbito do Colendo Superior Tribunal de Justiça que, tratando-se de prequestionamento, é desnecessária a citação numérica dos dispositivos legais, bastando que a questão posta tenha sido abordada no bojo do processo” (fls. 2-3, vol. 2). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Resoluções ns. 3.745/1990 e 6.542/2013). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. JUBILAMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI n. 726.251-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.6.2009) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 29.8.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. ENSINO SUPERIOR. JUBILAMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA - ARE 748.371. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1107012 AGR / SP REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional e o reexame dos fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC” (RE n. 986.773-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ENQUADRAMENTO. PLANO DE CARREIRA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos – o que é vedado pela Súmula 279 do STF – e das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Precedentes. II- Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais dos § 2° e § 3°, do mesmo artigo. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 1.008.925-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.8.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Universidade pública. Jubilamento de aluno. Instauração de prévio procedimento administrativo. Observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Exiguidade do prazo para defesa. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Supremo Tribunal Federal ARE 1107012 AGR / SP REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional e o reexame dos fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (RE 748.371- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC” (RE n. 986.773-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ENQUADRAMENTO. PLANO DE CARREIRA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos – o que é vedado pela Súmula 279 do STF – e das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Precedentes. II- Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais dos § 2° e § 3°, do mesmo artigo. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 1.008.925-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.8.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Universidade pública. Jubilamento de aluno. Instauração de prévio procedimento administrativo. Observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Exiguidade do prazo para defesa. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1107012 AGR / SP provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem assentou que foram observadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa no procedimento administrativo que culminou com o jubilamento do agravante após 28 anos cursando a faculdade de medicina. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 757.126-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 27.11.2013). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Supremo Tribunal Federal ARE 1107012 AGR / SP provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem assentou que foram observadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa no procedimento administrativo que culminou com o jubilamento do agravante após 28 anos cursando a faculdade de medicina. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 757.126-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 27.11.2013). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UMBERTO CERASOLI JUNIOR ADV.(A/S) : ANDRESSA FRAGA (317482/SP) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA (304653/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890157 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UMBERTO CERASOLI JUNIOR ADV.(A/S) : ANDRESSA FRAGA (317482/SP) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA (304653/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890157 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=14944092
2018-05-18T00:00:00
2018-06-06T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2º, 3º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4º do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. REPRESENTANTE ESTUDANTIL. PRORROGAÇÃO DE PRAZO PARA CONCLUSÃO DE CURSO EM UNIVERSIDADE PÚBLICA: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur386111
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 726251 AgR (1ªT), ARE 757126 AgR (1ªT), RE 986773 AgR (1ªT), RE 1008925 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 13/06/2018, BMP.
CÁRMEN LÚCIA (Presidente)
Tribunal Pleno
1107012
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1107012 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UMBERTO CERASOLI JUNIOR ADV.(A/S) : ANDRESSA FRAGA AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UMBERTO CERASOLI JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRESSA FRAGA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. REPRESENTANTE ESTUDANTIL. PRORROGAÇÃO DE PRAZO PARA CONCLUSÃO DE CURSO EM UNIVERSIDADE PÚBLICA: SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, condenar a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935388. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1107012 AGR / SP ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicar a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935388. Supremo Tribunal Federal ARE 1107012 AGR / SP ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicar a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de maio de 2018. Ministra CÁRMEN LÚCIA Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UMBERTO CERASOLI JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRESSA FRAGA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 7.3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Umberto Cerasoli Júnior sob os fundamentos de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ausência de ofensa constitucional direta (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.3.2018, o Umberto Cerasoli Júnior interpôs, tempestivamente, agravo regimental (doc. 7). 3. O agravante alega que, “em relação ao primeiro argumento – no sentido que o Recurso Extraordinário estaria alegando uma violação indireta à Constituição, o mesmo não merece prosperar, vez que os regimentos e resoluções editados pela recorrida são atos administrativos, não podem ser confundidos com legislação local municipal ou Estadual” (fl. 2, doc. 7). Argumenta que, “quanto à suposta pretensão de reexame de provas, cumpre observar que a lide instalada nos autos se limitou ao debate em torno de questões unicamente de Direito Constitucional, tendo em vista que a Universidade recorrida não contestou os fatos” (fl. 3, doc. 7). Requer “a reconsideração da r. Decisão Monocrática, com fulcro no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935389. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UMBERTO CERASOLI JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRESSA FRAGA AGDO.(A/S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Em 7.3.2018, neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo interposto por Umberto Cerasoli Júnior sob os fundamentos de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e ausência de ofensa constitucional direta (doc. 5). 2. Publicada essa decisão no DJe de 13.3.2018, o Umberto Cerasoli Júnior interpôs, tempestivamente, agravo regimental (doc. 7). 3. O agravante alega que, “em relação ao primeiro argumento – no sentido que o Recurso Extraordinário estaria alegando uma violação indireta à Constituição, o mesmo não merece prosperar, vez que os regimentos e resoluções editados pela recorrida são atos administrativos, não podem ser confundidos com legislação local municipal ou Estadual” (fl. 2, doc. 7). Argumenta que, “quanto à suposta pretensão de reexame de provas, cumpre observar que a lide instalada nos autos se limitou ao debate em torno de questões unicamente de Direito Constitucional, tendo em vista que a Universidade recorrida não contestou os fatos” (fl. 3, doc. 7). Requer “a reconsideração da r. Decisão Monocrática, com fulcro no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935389. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1107012 AGR / SP artigo 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, para fim de dar provimento ao recurso. Caso não seja este o entendimento de Vossa Excelência, requer seja o vertente agravo interno remetido à Colenda Turma deste Excelso Tribunal e que a ele seja dado provimento para apreciação e acolhimento do Recurso Extraordinário interposto” (fl. 3, doc. 7). 4. Em 24.3.2018, determinou-se a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 9). Universidade de São Paulo sustenta que o agravante “não impugnou especificamente o fundamento autônomo da decisão, sendo portanto incapaz de gerar sua reforma” (fl. 2, doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935389. Supremo Tribunal Federal ARE 1107012 AGR / SP artigo 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, para fim de dar provimento ao recurso. Caso não seja este o entendimento de Vossa Excelência, requer seja o vertente agravo interno remetido à Colenda Turma deste Excelso Tribunal e que a ele seja dado provimento para apreciação e acolhimento do Recurso Extraordinário interposto” (fl. 3, doc. 7). 4. Em 24.3.2018, determinou-se a manifestação da agravada sobre este recurso (doc. 9). Universidade de São Paulo sustenta que o agravante “não impugnou especificamente o fundamento autônomo da decisão, sendo portanto incapaz de gerar sua reforma” (fl. 2, doc. 10). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935389. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou: “A questão candente diz respeito à possibilidade de aplicação em favor do recorrente de benefício previsto no artigo 102, § 5..., da Resolução n 3745, e pelo artigo 46, § 5..., da Resolução n 6542/2013, por infundada violação ao artigo 5..., caput, da Constituição Federal. o beneficio invocado consiste na não contabilização do tempo em que o aluno tiver exercido representação discente no Co, nos Conselhos Centrais, Câmaras e Comissões Permanentes no prazo final para conclusão dos cursos de mestrado e doutorado. Parece-me claro que o benefício tem a função específica de não prejudicar aos alunos que colaboram com a gestão democrática da universidade, ocupando posição que lhe traz ônus excessivo de atribuições, proporcionando- lhes maior tempo para conclusão da pós-graduação, o que justifica a violação ao princípio da isonomia. No caso do autor, ainda que tenha exercido funções de destaque na representação estudantil, não segue demonstrado nos autos que tenha sido sobrecarregado com fundações e que tal condição tenha influído negativamente no curso de seu curso. Nesse contexto, não se pode invocar o princípio da isonomia, pois ele somente abarca àqueles que se encontram em situação semelhante, para que não a ter tratamento diferenciados por parte da Administração. A vencer a tese do autor, esse Juízo estaria atuando como simples Administrador, alterando episodicamente legislação administrativa interna, editada com fundamento na autonomia universitária, que encontra assento constitucional (artigo 207 da Constituição Federal) Por derradeiro, considera-se prequestionada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Supremo Tribunal Federal 18/05/2018 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Presidente): 1. Razão jurídica não assiste ao agravante. 2. O Tribunal de Justiça de São Paulo assentou: “A questão candente diz respeito à possibilidade de aplicação em favor do recorrente de benefício previsto no artigo 102, § 5..., da Resolução n 3745, e pelo artigo 46, § 5..., da Resolução n 6542/2013, por infundada violação ao artigo 5..., caput, da Constituição Federal. o beneficio invocado consiste na não contabilização do tempo em que o aluno tiver exercido representação discente no Co, nos Conselhos Centrais, Câmaras e Comissões Permanentes no prazo final para conclusão dos cursos de mestrado e doutorado. Parece-me claro que o benefício tem a função específica de não prejudicar aos alunos que colaboram com a gestão democrática da universidade, ocupando posição que lhe traz ônus excessivo de atribuições, proporcionando- lhes maior tempo para conclusão da pós-graduação, o que justifica a violação ao princípio da isonomia. No caso do autor, ainda que tenha exercido funções de destaque na representação estudantil, não segue demonstrado nos autos que tenha sido sobrecarregado com fundações e que tal condição tenha influído negativamente no curso de seu curso. Nesse contexto, não se pode invocar o princípio da isonomia, pois ele somente abarca àqueles que se encontram em situação semelhante, para que não a ter tratamento diferenciados por parte da Administração. A vencer a tese do autor, esse Juízo estaria atuando como simples Administrador, alterando episodicamente legislação administrativa interna, editada com fundamento na autonomia universitária, que encontra assento constitucional (artigo 207 da Constituição Federal) Por derradeiro, considera-se prequestionada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1107012 AGR / SP toda matéria infraconstitucional e constitucional, observando-se que é pacífico no âmbito do Colendo Superior Tribunal de Justiça que, tratando-se de prequestionamento, é desnecessária a citação numérica dos dispositivos legais, bastando que a questão posta tenha sido abordada no bojo do processo” (fls. 2-3, vol. 2). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Resoluções ns. 3.745/1990 e 6.542/2013). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. JUBILAMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI n. 726.251-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.6.2009) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 29.8.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. ENSINO SUPERIOR. JUBILAMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA - ARE 748.371. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Supremo Tribunal Federal ARE 1107012 AGR / SP toda matéria infraconstitucional e constitucional, observando-se que é pacífico no âmbito do Colendo Superior Tribunal de Justiça que, tratando-se de prequestionamento, é desnecessária a citação numérica dos dispositivos legais, bastando que a questão posta tenha sido abordada no bojo do processo” (fls. 2-3, vol. 2). Como mencionado na decisão agravada, o exame da pretensão do agravante exigiria o conhecimento e a análise do conjunto probatório constante dos autos, procedimento incabível em recurso extraordinário, como se tem na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A apreciação do pleito recursal exigiria também a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Resoluções ns. 3.745/1990 e 6.542/2013). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. JUBILAMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO EXPLÍCITO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil” (AI n. 726.251-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.6.2009) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 29.8.2016. DIREITO ADMINISTRATIVO. ENSINO SUPERIOR. JUBILAMENTO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA - ARE 748.371. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. IMPOSIÇÃO DE MULTA. AGRAVO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1107012 AGR / SP REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional e o reexame dos fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (Recurso Extraordinário 748.371- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n. 986.773-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ENQUADRAMENTO. PLANO DE CARREIRA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos – o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal – e das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Precedentes. II- Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais dos § 2... e § 3..., do mesmo artigo. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 1.008.925-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.8.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Universidade pública. Jubilamento de aluno. Instauração de prévio procedimento administrativo. Observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Exiguidade do prazo para defesa. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Supremo Tribunal Federal ARE 1107012 AGR / SP REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional e o reexame dos fatos e provas. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios da ampla defesa e do contraditório, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. (Recurso Extraordinário 748.371- RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013 tema 660). 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário n. 986.773-AgR, Relator o Ministro Edson Fachin, Primeira Turma, DJe 19.12.2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ENQUADRAMENTO. PLANO DE CARREIRA. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos – o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal – e das normas infraconstitucionais pertinentes ao caso, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Precedentes. II- Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais dos § 2... e § 3..., do mesmo artigo. III - Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 1.008.925-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.8.2017). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Universidade pública. Jubilamento de aluno. Instauração de prévio procedimento administrativo. Observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Exiguidade do prazo para defesa. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1107012 AGR / SP provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem assentou que foram observadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa no procedimento administrativo que culminou com o jubilamento do agravante após 28 anos cursando a faculdade de medicina. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 757.126-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 27.11.2013). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Supremo Tribunal Federal ARE 1107012 AGR / SP provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte de origem assentou que foram observadas as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa no procedimento administrativo que culminou com o jubilamento do agravante após 28 anos cursando a faculdade de medicina. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 757.126-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 27.11.2013). 3. Os argumentos do agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental, condeno a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão da justiça gratuita, e aplico a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 14935390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/05/2018 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UMBERTO CERASOLI JUNIOR ADV.(A/S) : ANDRESSA FRAGA (317482/SP) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA (304653/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890157 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.107.012 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UMBERTO CERASOLI JUNIOR ADV.(A/S) : ANDRESSA FRAGA (317482/SP) AGDO.(A/S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA (304653/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios majorados em 1%, percentual que se soma ao fixado na origem, obedecidos os limites dos §§ 2..., 3... e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil, ressalvada eventual concessão do benefício da justiça gratuita, e aplicou a multa prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil no percentual de 1%, nos termos do voto da Relatora, Ministra Cármen Lúcia (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 11.5.2018 a 17.5.2018. Composição: Ministros Cármen Lúcia (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. p/ Doralúcia das Neves Santos Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 14890157 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 107 . 012", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1107012 AGR / SP", "ARE 1107012 AGR / SP", "AGRAVO 1 . 107 . 012", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1107012 AGR / SP", "ARE 1107012 AGR / SP", "ARE 1107012 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 726 . 251 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 726 . 251 - AgR", "ARE 748 . 371", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário n . 986 . 773 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 1 . 008 . 925 - AgR", "ARE 1107012 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Recurso Extraordinário n . 986 . 773 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 1 . 008 . 925 - AgR", "ARE 1107012 AGR / SP", "Súmulas ns 636", "ARE n . 757 . 126 - AgR", "ARE 1107012 AGR / SP", "Súmulas ns 636", "ARE n . 757 . 126 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 317 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n 6542 / 2013", "artigo 5 . . . , caput , da Constituição Federal", "artigo 207 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 46 , § 5 . . . , da Resolução n 6542 / 2013", "artigo 5 . . . , caput , da Constituição Federal", "artigo 207 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resoluções ns . 3 . 745 / 1990", "6", ".", "542", "/", "2013", "Constituição da República", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resoluções ns . 3 . 745 / 1990", "6", ".", "542", "/", "2013", "Constituição da República", "art . 557 , § 2 . . . , c /", "arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "LEGISLAÇÃO", "Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "LEGISLAÇÃO", "Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . e 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Universidade de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Universidade de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "UMBERTO CERASOLI JUNIOR", "ANDRESSA FRAGA", "MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "UMBERTO CERASOLI JUNIOR", "ANDRESSA FRAGA", "MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Umberto Cerasoli Júnior", "Umberto Cerasoli Júnior", "UMBERTO CERASOLI JUNIOR", "ANDRESSA FRAGA", "MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Umberto Cerasoli Júnior", "Umberto Cerasoli Júnior", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "UMBERTO CERASOLI JUNIOR", "ANDRESSA FRAGA", "MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias", "Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos", "UMBERTO CERASOLI JUNIOR", "ANDRESSA FRAGA", "MARCOS FELIPE DE ALBUQUERQUE OLIVEIRA", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Doralúcia das Neves Santos" ], "TEMPO": [ "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de maio de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "7", ".", "3", ".", "2018", "13", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "7", ".", "3", ".", "2018", "13", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "3", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", "19", ".", "6", ".", "2009", "29", ".", "8", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "6", ".", "2009", "29", ".", "8", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "19", ".", "12", ".", "2016", "30", ".", "8", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "19", ".", "12", ".", "2016", "30", ".", "8", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2018", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2018", "17", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) :VALMIR ERNESTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO, RECEPTAÇÃO E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. ARTIGO 16, PARÁGRAFO ÚNICO, IV, DA LEI 10.826/03 E ARTIGOS 180 E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, ”D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL PERANTE O TRIBUNAL A QUO. ÓBICE AO CONHECIMENTO DO WRIT NESTA CORTE. EXECUÇÃO PROVISÓRIA SUPERVENIENTE À CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA E ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DO PROCESSO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. APLICABILIDADE DO ENTENDIMENTO FIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 925. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, consoante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136547. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão HC 144833 AGR / SP julgamento do ARE 964.246, julgado sob o rito da repercussão geral (tema 925). 2. In casu, o paciente foi condenado à pena de 08 (oito) anos de reclusão, em razão da prática dos crimes tipificados no artigo 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03 e nos artigos 180 e 288, parágrafo único, ambos do Código Penal. 3. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/06/2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136547. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP julgamento do ARE 964.246, julgado sob o rito da repercussão geral (tema 925). 2. In casu, o paciente foi condenado à pena de 08 (oito) anos de reclusão, em razão da prática dos crimes tipificados no artigo 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03 e nos artigos 180 e 288, parágrafo único, ambos do Código Penal. 3. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/06/2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) :VALMIR ERNESTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, assim ementada: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO, RECEPTAÇÃO E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. ARTIGO 16, PARÁGRAFO ÚNICO, IV, DA LEI 10.826/03 E ARTIGOS 180 E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, D E I. ROL TAXATIVO. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. ÓBICE AO CONHECIMENTO DO WRIT NESTA CORTE. EXECUÇÃO PROVISÓRIA SUPERVENIENTE À CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA E ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DO PROCESSO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. APLICABILIDADE DO ENTENDIMENTO FIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM SEDE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) :VALMIR ERNESTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, assim ementada: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO, RECEPTAÇÃO E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. ARTIGO 16, PARÁGRAFO ÚNICO, IV, DA LEI 10.826/03 E ARTIGOS 180 E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, D E I. ROL TAXATIVO. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. ÓBICE AO CONHECIMENTO DO WRIT NESTA CORTE. EXECUÇÃO PROVISÓRIA SUPERVENIENTE À CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA E ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DO PROCESSO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. APLICABILIDADE DO ENTENDIMENTO FIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM SEDE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório HC 144833 AGR / SP DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 925. - SEGUIMENTO NEGADO, COM ESTEIO NO ARTIGO 21, § 1º, DO RISTF. PREJUDICADO O EXAME DO PEDIDO DE LIMINAR. - CIÊNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.” Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado pelo juízo natural à pena de 08 (oito) anos de reclusão e 26 dias-multa, em razão da prática dos crimes tipificados no artigo 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03 e nos artigos 180 e 288, parágrafo único, ambos do Código Penal. O Tribunal de origem deu provimento ao recurso defensivo para reduzir a pena imposta, fixando-a em 07 (sete) anos e 04 (quatro) meses, além de 26 dias-multa, e determinou o início imediato da execução provisória da pena. Irresignada, defesa impetrou o habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. No presente writ, a defesa alegou, em síntese, a impossibilidade da execução provisória da pena. Negado seguimento ao habeas corpus, sobrevém o presente recurso em que o agravante alega que “a decisão Monocrática de inadmissibilidade do recurso em razão da ausência de formalidade causará enorme prejuízo ao agravante, que terá seu direito constitucional inviabilizado”. Argumenta que “a exigência de forma prevista no § 2º do art. 543-A do CPC, não pode inviabilizar a via do habeas corpus. Isso porque conforme o art. 224 do CPC, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Afirma, ainda, que “a expedição do mandado de prisão em desfavor do Agravante, sem que ocorra o transito em julgado, é notório o prejuízo para o agravante, ante a busca pela verdade real nos recursos interpostos”. Ao final, formula pedido nos seguinte termos: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 925. - SEGUIMENTO NEGADO, COM ESTEIO NO ARTIGO 21, § 1º, DO RISTF. PREJUDICADO O EXAME DO PEDIDO DE LIMINAR. - CIÊNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.” Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado pelo juízo natural à pena de 08 (oito) anos de reclusão e 26 dias-multa, em razão da prática dos crimes tipificados no artigo 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03 e nos artigos 180 e 288, parágrafo único, ambos do Código Penal. O Tribunal de origem deu provimento ao recurso defensivo para reduzir a pena imposta, fixando-a em 07 (sete) anos e 04 (quatro) meses, além de 26 dias-multa, e determinou o início imediato da execução provisória da pena. Irresignada, defesa impetrou o habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. No presente writ, a defesa alegou, em síntese, a impossibilidade da execução provisória da pena. Negado seguimento ao habeas corpus, sobrevém o presente recurso em que o agravante alega que “a decisão Monocrática de inadmissibilidade do recurso em razão da ausência de formalidade causará enorme prejuízo ao agravante, que terá seu direito constitucional inviabilizado”. Argumenta que “a exigência de forma prevista no § 2º do art. 543-A do CPC, não pode inviabilizar a via do habeas corpus. Isso porque conforme o art. 224 do CPC, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Afirma, ainda, que “a expedição do mandado de prisão em desfavor do Agravante, sem que ocorra o transito em julgado, é notório o prejuízo para o agravante, ante a busca pela verdade real nos recursos interpostos”. Ao final, formula pedido nos seguinte termos: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório HC 144833 AGR / SP “Diante do exposto, requer: a) Que seja o presente recurso recebido, para que Vossa Excelência no Juízo de retratação, conceda seguimento ao Agravo Regimental, com oportuna analise do HABEAS CORPUS, o qual, por seu turno traz a "vexata quaestio" de maneira mais abrangente e vigorosa para a perpetuação da mais hialina justiça; b) Caso Vossa Excelência não entenda pela reconsideração da decisão que indeferiu o Agravo Regimental a destrancar o prosseguimento do HABEAS CORPUS o que não crê a defesa, pugna o agravante que este Agravo Regimental seja apreciado pelo Plenário deste Excelso Pretório conforme previsão do 317 do Regimento Interno deste Tribunal;” O Ministério Público Federal manifestou-se pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP “Diante do exposto, requer: a) Que seja o presente recurso recebido, para que Vossa Excelência no Juízo de retratação, conceda seguimento ao Agravo Regimental, com oportuna analise do HABEAS CORPUS, o qual, por seu turno traz a "vexata quaestio" de maneira mais abrangente e vigorosa para a perpetuação da mais hialina justiça; b) Caso Vossa Excelência não entenda pela reconsideração da decisão que indeferiu o Agravo Regimental a destrancar o prosseguimento do HABEAS CORPUS o que não crê a defesa, pugna o agravante que este Agravo Regimental seja apreciado pelo Plenário deste Excelso Pretório conforme previsão do 317 do Regimento Interno deste Tribunal;” O Ministério Público Federal manifestou-se pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante assentado em decisão monocrática, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador- Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante assentado em decisão monocrática, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador- Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgRg, Rel. o Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 1º/10/1999, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgRg, Rel. o Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 1º/10/1999, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou tratar-se de jurisprudência defensiva. Não é disso que se cuida, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou tratar-se de jurisprudência defensiva. Não é disso que se cuida, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Ademais, em consulta ao sítio eletrônico da Corte Superior, verifico a ausência de interposição de agravo regimental contra a decisão monocrática impugnada. Nesse contexto, assento que não restou exaurida a jurisdição no âmbito daquela Corte, conforme exigido pelo artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: II – julgar, em recurso ordinário: a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o "habeas-data" e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão” (grifei). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Ademais, em consulta ao sítio eletrônico da Corte Superior, verifico a ausência de interposição de agravo regimental contra a decisão monocrática impugnada. Nesse contexto, assento que não restou exaurida a jurisdição no âmbito daquela Corte, conforme exigido pelo artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: II – julgar, em recurso ordinário: a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o "habeas-data" e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão” (grifei). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP O constituinte fez clara opção pelo princípio da colegialidade ao franquear a competência desta Corte para apreciação de habeas corpus – consoante disposto na alínea a do inciso II do artigo 102, da CRFB, – quando decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização dessa regra constitucional de competência, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal. Daí porque, em situação similar, a Primeira Turma desta Corte, por ocasião do julgamento do Recurso Ordinário em Habeas Corpus nº 108.877/RS, relatora Ministra Cármen Lúcia, deixou expresso que “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça”. No mesmo sentido, RHC 117.267/SP, relator Ministro Dias Toffoli e o acórdão proferido no julgamento do RHC 111.639/DF, relator Ministro Dias Toffoli, cuja ementa possui o seguinte teor: “Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Roubo circunstanciado pelo emprego de arma. Aplicação do aumento de pena previsto no inciso I do § 2º do art. 157 do Código Penal. Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça a ele negando seguimento. Não cabimento do recurso ordinário. Precedentes. Recurso não conhecido. Ofensa ao princípio da colegialidade. Concessão de ordem de habeas corpus de ofício. Precedentes. 1. Segundo o entendimento da Corte ‘não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça’ (RHC nº 108.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). 2. Recurso não conhecido(...)” (grifei). A Constituição Federal restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior, considerando o princípio da colegialidade. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP O constituinte fez clara opção pelo princípio da colegialidade ao franquear a competência desta Corte para apreciação de habeas corpus – consoante disposto na alínea a do inciso II do artigo 102, da CRFB, – quando decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização dessa regra constitucional de competência, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal. Daí porque, em situação similar, a Primeira Turma desta Corte, por ocasião do julgamento do Recurso Ordinário em Habeas Corpus nº 108.877/RS, relatora Ministra Cármen Lúcia, deixou expresso que “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça”. No mesmo sentido, RHC 117.267/SP, relator Ministro Dias Toffoli e o acórdão proferido no julgamento do RHC 111.639/DF, relator Ministro Dias Toffoli, cuja ementa possui o seguinte teor: “Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Roubo circunstanciado pelo emprego de arma. Aplicação do aumento de pena previsto no inciso I do § 2º do art. 157 do Código Penal. Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça a ele negando seguimento. Não cabimento do recurso ordinário. Precedentes. Recurso não conhecido. Ofensa ao princípio da colegialidade. Concessão de ordem de habeas corpus de ofício. Precedentes. 1. Segundo o entendimento da Corte ‘não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça’ (RHC nº 108.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). 2. Recurso não conhecido(...)” (grifei). A Constituição Federal restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior, considerando o princípio da colegialidade. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Demais disso, inexiste excepcionalidade que permita a concessão da ordem de ofício ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. In casu, o Superior Tribunal de Justiça proferiu decisão nos seguintes termos, in verbis: “Cumpre destacar que, ante a pendência de julgamento nas vias especiais de recurso especial e recurso extraordinário, a inocorrência do julgamento dos referidos apelos não impede a execução provisória da pena e o recolhimento do paciente ao cárcere. Isto porque o presente caso se enquadra na situação que enseja a execução provisória da sentença penal condenatória, de forma semelhante ao que foi decidido recentemente pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki. Naquela ocasião, a Corte Excelsa passou a admitir a execução da pena após confirmação da decisão em segunda instância, independentemente da pendência de recursos direcionados aos Tribunais Superiores, sob o fundamento de que estes não possuem o condão de modificar o juízo condenatório, tendo em vista que apenas poderá ser discutida questão jurídica doravante, uma vez que fatos e provas já foram devidamente apreciados pelas instâncias ordinárias. Acrescente-se que o fato de a decisão do HC nº 126.292 não ter força vinculante não invalida nem afasta o posicionamento adotado pela mais alta corte do país no sentido de que o princípio da presunção da inocência não impede a execução da pena confirmada em segunda instância, sendo perfeitamente possível, e altamente recomendável, que os demais órgãos do Poder Judiciário adequem seus julgados a este novo entendimento da Suprema Corte. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça adotou a nova orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal acerca da execução provisória de pena. Nesse sentido, HC 356.993/SC, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 01/06/2016. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Demais disso, inexiste excepcionalidade que permita a concessão da ordem de ofício ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. In casu, o Superior Tribunal de Justiça proferiu decisão nos seguintes termos, in verbis: “Cumpre destacar que, ante a pendência de julgamento nas vias especiais de recurso especial e recurso extraordinário, a inocorrência do julgamento dos referidos apelos não impede a execução provisória da pena e o recolhimento do paciente ao cárcere. Isto porque o presente caso se enquadra na situação que enseja a execução provisória da sentença penal condenatória, de forma semelhante ao que foi decidido recentemente pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki. Naquela ocasião, a Corte Excelsa passou a admitir a execução da pena após confirmação da decisão em segunda instância, independentemente da pendência de recursos direcionados aos Tribunais Superiores, sob o fundamento de que estes não possuem o condão de modificar o juízo condenatório, tendo em vista que apenas poderá ser discutida questão jurídica doravante, uma vez que fatos e provas já foram devidamente apreciados pelas instâncias ordinárias. Acrescente-se que o fato de a decisão do HC nº 126.292 não ter força vinculante não invalida nem afasta o posicionamento adotado pela mais alta corte do país no sentido de que o princípio da presunção da inocência não impede a execução da pena confirmada em segunda instância, sendo perfeitamente possível, e altamente recomendável, que os demais órgãos do Poder Judiciário adequem seus julgados a este novo entendimento da Suprema Corte. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça adotou a nova orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal acerca da execução provisória de pena. Nesse sentido, HC 356.993/SC, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 01/06/2016. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP Soma-se a este argumento a determinação legal, insculpida no art. 637 do Código de Processo penal e no art. 1.029, § 5º, do Código de Processo Civil, de inexistência de efeito suspensivo aos recursos especial e extraordinário. Uma vez interpostos referidos recursos, os efeitos da decisão recorrida não restam suspensos, logo, perfeitamente possível a imediata execução da pena. Ademais, cumpre salientar que, ao apreciar as medidas cautelares das Ações Declaratórias de Constitucionalidade nº 43 e 44 (Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 07/10/2016), o Plenário do Pretório Excelso, por maioria, entendeu que o artigo 283 do Código de Processo Penal não obsta o início da execução da pena após condenação em segunda instância, indeferindo as liminares pleiteadas. Assim, prevalece o atual posicionamento desse Egrégio Superior Tribunal de Justiça, inspirado no presente paradigma da Suprema Corte Federal, exarado nos autos do HC nº 126.292/SP, de que o art. 283 do CPP não impede a execução provisória da pena confirmada pela jurisdição ordinária.” Deveras, quanto à possibilidade da execução provisória da pena antes do trânsito em julgado da decisão condenatória, destaco que, em julgamento realizado em 5/10/2016, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao indeferir, por maioria, as liminares pleiteadas nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade nºs 43 e 44, entendeu que o artigo 283 do Código de Processo Penal não impede o início da execução da pena após condenação em segunda instância e antes do efetivo trânsito em julgado do processo. Entendeu-se que o referido dispositivo não impediria o início da execução da pena quando esgotadas as instâncias ordinárias, porquanto se deve buscar garantir a efetividade do direito penal e dos bens jurídicos por ele tutelados. Com efeito, saliento que o desenvolvimento da força normativa da Constituição, nesse aspecto, está em que a presunção de inocência, na qualidade de princípio e não de regra, é passível de ponderação com 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP Soma-se a este argumento a determinação legal, insculpida no art. 637 do Código de Processo penal e no art. 1.029, § 5º, do Código de Processo Civil, de inexistência de efeito suspensivo aos recursos especial e extraordinário. Uma vez interpostos referidos recursos, os efeitos da decisão recorrida não restam suspensos, logo, perfeitamente possível a imediata execução da pena. Ademais, cumpre salientar que, ao apreciar as medidas cautelares das Ações Declaratórias de Constitucionalidade nº 43 e 44 (Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 07/10/2016), o Plenário do Pretório Excelso, por maioria, entendeu que o artigo 283 do Código de Processo Penal não obsta o início da execução da pena após condenação em segunda instância, indeferindo as liminares pleiteadas. Assim, prevalece o atual posicionamento desse Egrégio Superior Tribunal de Justiça, inspirado no presente paradigma da Suprema Corte Federal, exarado nos autos do HC nº 126.292/SP, de que o art. 283 do CPP não impede a execução provisória da pena confirmada pela jurisdição ordinária.” Deveras, quanto à possibilidade da execução provisória da pena antes do trânsito em julgado da decisão condenatória, destaco que, em julgamento realizado em 5/10/2016, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao indeferir, por maioria, as liminares pleiteadas nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade nºs 43 e 44, entendeu que o artigo 283 do Código de Processo Penal não impede o início da execução da pena após condenação em segunda instância e antes do efetivo trânsito em julgado do processo. Entendeu-se que o referido dispositivo não impediria o início da execução da pena quando esgotadas as instâncias ordinárias, porquanto se deve buscar garantir a efetividade do direito penal e dos bens jurídicos por ele tutelados. Com efeito, saliento que o desenvolvimento da força normativa da Constituição, nesse aspecto, está em que a presunção de inocência, na qualidade de princípio e não de regra, é passível de ponderação com 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP outros princípios e valores constitucionais de mesma densidade e cessa a partir do momento em que se comprova a culpabilidade do agente, máxime em sede de segundo grau de jurisdição, no que encerra um julgamento impassível de ser modificado pelos Tribunais Superiores. Nesse sentido, transcrevo a ementa do HC 126.292, julgado pelo Tribunal Pleno: “CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado” (HC 126.292, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 17/05/2016). O referido entendimento foi reafirmado recentemente no julgamento do ARE 964.246, o qual teve repercussão geral reconhecida, tema 925. Na oportunidade, o Plenário Virtual desta Corte fixou a tese de que “a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal”. No ponto, consigno que ambas as turmas desta Corte adotam a orientação firmada pelo Tribunal Pleno, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP outros princípios e valores constitucionais de mesma densidade e cessa a partir do momento em que se comprova a culpabilidade do agente, máxime em sede de segundo grau de jurisdição, no que encerra um julgamento impassível de ser modificado pelos Tribunais Superiores. Nesse sentido, transcrevo a ementa do HC 126.292, julgado pelo Tribunal Pleno: “CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (CF, ART. 5º, LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado” (HC 126.292, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 17/05/2016). O referido entendimento foi reafirmado recentemente no julgamento do ARE 964.246, o qual teve repercussão geral reconhecida, tema 925. Na oportunidade, o Plenário Virtual desta Corte fixou a tese de que “a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal”. No ponto, consigno que ambas as turmas desta Corte adotam a orientação firmada pelo Tribunal Pleno, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Não há ilegalidade evidente ou teratologia a justificar a excepcionalíssima concessão da ordem de ofício na decisão que, amoldando-se a precedente desta Corte, implementa a execução provisória da pena na pendência de julgamento de recursos excepcionais. 3. Agravo regimental desprovido” (HC 135.347-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/11/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Homicídio culposo por acidente de trânsito (art. 302, parágrafo único, incisos II e III e art. 306, ambos do Código de Trânsito Brasileiro). 3. Suspensão da habilitação para dirigir aos condenados em homicídio culposo. Repercussão geral reconhecida no RE 607.107/MG. Pendência de julgamento. 4.Trânsito em julgado em relação às outras penas aplicadas. Execução provisória da pena. O Plenário, em recente julgamento do HC 126.292/SP, relatoria do Min. Teori Zavascki (Ata nº 2, DJe 19.2.2016), firmou entendimento no sentido de ser possível o início da execução da pena na pendência de recurso extraordinário ou especial. Isso porque, no plano legislativo, o art. 637 do CPP afirma que os recursos extraordinários não têm efeito suspensivo. Logo, uma decisão condenatória de segunda instância poderia ser executada na pendência do recurso. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 737.305-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 10/8/2016). Cumpre ressaltar que o constituinte não teve intenção de impedir a prisão após a condenação em segundo grau na redação do inciso LVII do artigo 5º da Constituição. Com efeito, acaso fosse essa a intenção, a hipótese restaria encartada no inciso LXI do mesmo dispositivo constitucional, o qual trata dos casos de prisão. Releva notar, ainda, a premente necessidade de se dar efetividade à Justiça. Ademais, não há notícias sequer do indeferimento da concessão de efeito suspensivo ao recurso da defesa. Assim, realizado o juízo de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Não há ilegalidade evidente ou teratologia a justificar a excepcionalíssima concessão da ordem de ofício na decisão que, amoldando-se a precedente desta Corte, implementa a execução provisória da pena na pendência de julgamento de recursos excepcionais. 3. Agravo regimental desprovido” (HC 135.347-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/11/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Homicídio culposo por acidente de trânsito (art. 302, parágrafo único, incisos II e III e art. 306, ambos do Código de Trânsito Brasileiro). 3. Suspensão da habilitação para dirigir aos condenados em homicídio culposo. Repercussão geral reconhecida no RE 607.107/MG. Pendência de julgamento. 4.Trânsito em julgado em relação às outras penas aplicadas. Execução provisória da pena. O Plenário, em recente julgamento do HC 126.292/SP, relatoria do Min. Teori Zavascki (Ata nº 2, DJe 19.2.2016), firmou entendimento no sentido de ser possível o início da execução da pena na pendência de recurso extraordinário ou especial. Isso porque, no plano legislativo, o art. 637 do CPP afirma que os recursos extraordinários não têm efeito suspensivo. Logo, uma decisão condenatória de segunda instância poderia ser executada na pendência do recurso. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 737.305-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 10/8/2016). Cumpre ressaltar que o constituinte não teve intenção de impedir a prisão após a condenação em segundo grau na redação do inciso LVII do artigo 5º da Constituição. Com efeito, acaso fosse essa a intenção, a hipótese restaria encartada no inciso LXI do mesmo dispositivo constitucional, o qual trata dos casos de prisão. Releva notar, ainda, a premente necessidade de se dar efetividade à Justiça. Ademais, não há notícias sequer do indeferimento da concessão de efeito suspensivo ao recurso da defesa. Assim, realizado o juízo de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP admissibilidade recursal pela Corte Local, o efeito suspensivo ao recurso especial deve ser requerido diretamente ao Superior Tribunal de Justiça, pelo mecanismo judicial adequado, não sendo o habeas corpus impetrado perante o Supremo Tribunal Federal a via possível, máxime quando inexiste ato coator, como sucede na espécie. Atualmente, o artigo 1.029 do Código de Processo Civil, estabelece, em seu § 5º, na redação conferida pela Lei nº 13.256/16, uma sistemática diferente, qual seja, ad litteram: “Art. 1.029. O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos previstos na Constituição Federal, serão interpostos perante o presidente ou o vice-presidente do tribunal recorrido, em petições distintas que conterão: [...] § 5º O pedido de concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário ou a recurso especial poderá ser formulado por requerimento dirigido: I – ao tribunal superior respectivo, no período compreendido entre a publicação da decisão de admissão do recurso e sua distribuição, ficando o relator designado para seu exame prevento para julgá-lo; II - ao relator, se já distribuído o recurso; III – ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido entre a interposição do recurso e a publicação da decisão de admissão do recurso, assim como no caso de o recurso ter sido sobrestado, nos termos do art. 1.037”. Ademais, no que concerne à suposta caracterização de reformatio in pejus decorrente da necessidade do trânsito em julgado para a constrição da liberdade do recorrente, há que ser feito um exame holístico. É dizer, deve-se realizar um juízo comparativo entre os comportamentos possíveis ao réu quando da publicação da decisão condenatória: i) pode o réu permanecer inerte ou ii) pode o réu recorrer. Dessa forma, ausente a interposição de recurso, invariavelmente o sistema de preclusões 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP admissibilidade recursal pela Corte Local, o efeito suspensivo ao recurso especial deve ser requerido diretamente ao Superior Tribunal de Justiça, pelo mecanismo judicial adequado, não sendo o habeas corpus impetrado perante o Supremo Tribunal Federal a via possível, máxime quando inexiste ato coator, como sucede na espécie. Atualmente, o artigo 1.029 do Código de Processo Civil, estabelece, em seu § 5º, na redação conferida pela Lei nº 13.256/16, uma sistemática diferente, qual seja, ad litteram: “Art. 1.029. O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos previstos na Constituição Federal, serão interpostos perante o presidente ou o vice-presidente do tribunal recorrido, em petições distintas que conterão: [...] § 5º O pedido de concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário ou a recurso especial poderá ser formulado por requerimento dirigido: I – ao tribunal superior respectivo, no período compreendido entre a publicação da decisão de admissão do recurso e sua distribuição, ficando o relator designado para seu exame prevento para julgá-lo; II - ao relator, se já distribuído o recurso; III – ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido entre a interposição do recurso e a publicação da decisão de admissão do recurso, assim como no caso de o recurso ter sido sobrestado, nos termos do art. 1.037”. Ademais, no que concerne à suposta caracterização de reformatio in pejus decorrente da necessidade do trânsito em julgado para a constrição da liberdade do recorrente, há que ser feito um exame holístico. É dizer, deve-se realizar um juízo comparativo entre os comportamentos possíveis ao réu quando da publicação da decisão condenatória: i) pode o réu permanecer inerte ou ii) pode o réu recorrer. Dessa forma, ausente a interposição de recurso, invariavelmente o sistema de preclusões 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP processuais leva ao trânsito em julgado do decisum e à consectária concretização da ordem de prisão condicionada à caracterização dessa situação. De outro lado, manejado o recurso cabível, a irresignação será levada ao conhecimento da instância superveniente e a pretensão recursal poderá ser, ou não, atendida. Assim, a determinação da execução provisória da pena não conflita com o princípio da vedação da reformatio in pejus, porquanto a constrição da liberdade, neste momento processual, fundamenta-se na ausência de efeito suspensivo dos recursos extraordinário e especial, mercê do restrito espectro de cognoscibilidade desses mecanismos de impugnação, bem como da atividade judicante desempenhada pelas instâncias ordinárias e não no agravamento da situação jurídica do réu. Por oportuno, quanto ao tema, vale a referência a trecho do voto condutor do acórdão proferido no HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, in litteris: “Ressalvada a estreita via da revisão criminal, é, portanto, no âmbito das instâncias ordinárias que se exaure a possibilidade de exame de fatos e provas e, sob esse aspecto, a própria fixação da responsabilidade criminal do acusado. É dizer: os recursos de natureza extraordinária não configuram desdobramentos do duplo grau de jurisdição, porquanto não são recursos de ampla devolutividade, já que não se prestam ao debate da matéria fático-probatória. Noutras palavras, com o julgamento implementado pelo Tribunal de apelação, ocorre espécie de preclusão da matéria envolvendo os fatos da causa. Os recursos ainda cabíveis para instâncias extraordinárias do STJ e do STF – recurso especial e extraordinário – têm, como se sabe, âmbito de cognição estrito à matéria de direito. Nessas circunstâncias, tendo havido, em segundo grau, um juízo de incriminação do acusado, fundado em fatos e provas insuscetíveis de reexame pela instância extraordinária, parece inteiramente justificável a relativização e até mesmo a própria inversão, para o caso concreto, do princípio da presunção de inocência até então observado. Faz sentido, portanto, negar efeito suspensivo aos recursos extraordinários, como o fazem o art. 637 do Código de Processo Penal e o art. 27, § 2º, da Lei 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP processuais leva ao trânsito em julgado do decisum e à consectária concretização da ordem de prisão condicionada à caracterização dessa situação. De outro lado, manejado o recurso cabível, a irresignação será levada ao conhecimento da instância superveniente e a pretensão recursal poderá ser, ou não, atendida. Assim, a determinação da execução provisória da pena não conflita com o princípio da vedação da reformatio in pejus, porquanto a constrição da liberdade, neste momento processual, fundamenta-se na ausência de efeito suspensivo dos recursos extraordinário e especial, mercê do restrito espectro de cognoscibilidade desses mecanismos de impugnação, bem como da atividade judicante desempenhada pelas instâncias ordinárias e não no agravamento da situação jurídica do réu. Por oportuno, quanto ao tema, vale a referência a trecho do voto condutor do acórdão proferido no HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, in litteris: “Ressalvada a estreita via da revisão criminal, é, portanto, no âmbito das instâncias ordinárias que se exaure a possibilidade de exame de fatos e provas e, sob esse aspecto, a própria fixação da responsabilidade criminal do acusado. É dizer: os recursos de natureza extraordinária não configuram desdobramentos do duplo grau de jurisdição, porquanto não são recursos de ampla devolutividade, já que não se prestam ao debate da matéria fático-probatória. Noutras palavras, com o julgamento implementado pelo Tribunal de apelação, ocorre espécie de preclusão da matéria envolvendo os fatos da causa. Os recursos ainda cabíveis para instâncias extraordinárias do STJ e do STF – recurso especial e extraordinário – têm, como se sabe, âmbito de cognição estrito à matéria de direito. Nessas circunstâncias, tendo havido, em segundo grau, um juízo de incriminação do acusado, fundado em fatos e provas insuscetíveis de reexame pela instância extraordinária, parece inteiramente justificável a relativização e até mesmo a própria inversão, para o caso concreto, do princípio da presunção de inocência até então observado. Faz sentido, portanto, negar efeito suspensivo aos recursos extraordinários, como o fazem o art. 637 do Código de Processo Penal e o art. 27, § 2º, da Lei 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP 8.038/1990”. Além disso, o fundamento das recentes decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, quanto a este tema, reside no caráter soberano da decisão do órgão local o qual, à luz dos fatos e provas levados ao seu conhecimento, concluiu, em cognição exauriente, pela procedência da pretensão punitiva estatal, bem como na inviabilidade do exame de fatos e provas nos mecanismos de impugnação dirigidos aos Tribunais Superiores. Dessa forma, o que legitima a execução provisória da pena é a decisão colegiada do Tribunal local que examina, em toda a sua amplitude, a pretensão do órgão acusador, e não a necessidade de confirmação da sentença condenatória por mais de um órgão jurisdicional. Nesse diapasão, cumpre transcrever trecho do voto do Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO, ainda pendente de publicação, proferido na oportunidade do julgamento da medida cautelar na ADC 43: “35. Com efeito, destaquei que a impossibilidade de execução da pena após o julgamento final pelas instâncias ordinárias produziu três consequências muito negativas para o sistema de justiça criminal. Em primeiro lugar, funcionou como um poderoso incentivo à infindável interposição de recursos protelatórios. Tais impugnações movimentam a máquina do Poder Judiciário, com considerável gasto de tempo e de recursos escassos, sem real proveito para a efetivação da justiça ou para o respeito às garantias processuais penais dos réus. No mundo real, o percentual de recursos extraordinários providos em favor do réu é irrisório, inferior a 1,5%. Mais relevante ainda: de 1.01.2009 a 19.04.2016, em 25.707 decisões de mérito proferidas em recursos criminais pelo STF (REs e agravos), as decisões absolutórias não chegam a representar 0,1% do total de decisões. 36. Em segundo lugar, reforçou a seletividade do sistema penal. A ampla (e quase irrestrita) possibilidade de recorrer em liberdade aproveita sobretudo aos réus abastados, com condições de contratar os melhores advogados para defendê-los em sucessivos recursos. Em 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP 8.038/1990”. Além disso, o fundamento das recentes decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, quanto a este tema, reside no caráter soberano da decisão do órgão local o qual, à luz dos fatos e provas levados ao seu conhecimento, concluiu, em cognição exauriente, pela procedência da pretensão punitiva estatal, bem como na inviabilidade do exame de fatos e provas nos mecanismos de impugnação dirigidos aos Tribunais Superiores. Dessa forma, o que legitima a execução provisória da pena é a decisão colegiada do Tribunal local que examina, em toda a sua amplitude, a pretensão do órgão acusador, e não a necessidade de confirmação da sentença condenatória por mais de um órgão jurisdicional. Nesse diapasão, cumpre transcrever trecho do voto do Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO, ainda pendente de publicação, proferido na oportunidade do julgamento da medida cautelar na ADC 43: “35. Com efeito, destaquei que a impossibilidade de execução da pena após o julgamento final pelas instâncias ordinárias produziu três consequências muito negativas para o sistema de justiça criminal. Em primeiro lugar, funcionou como um poderoso incentivo à infindável interposição de recursos protelatórios. Tais impugnações movimentam a máquina do Poder Judiciário, com considerável gasto de tempo e de recursos escassos, sem real proveito para a efetivação da justiça ou para o respeito às garantias processuais penais dos réus. No mundo real, o percentual de recursos extraordinários providos em favor do réu é irrisório, inferior a 1,5%. Mais relevante ainda: de 1.01.2009 a 19.04.2016, em 25.707 decisões de mérito proferidas em recursos criminais pelo STF (REs e agravos), as decisões absolutórias não chegam a representar 0,1% do total de decisões. 36. Em segundo lugar, reforçou a seletividade do sistema penal. A ampla (e quase irrestrita) possibilidade de recorrer em liberdade aproveita sobretudo aos réus abastados, com condições de contratar os melhores advogados para defendê-los em sucessivos recursos. Em 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP regra, os réus mais pobres não têm dinheiro (nem a Defensoria Pública tem estrutura) para bancar a procrastinação. Não por acaso, na prática, torna-se mais fácil prender um jovem de periferia que porta 100g de maconha do que um agente político ou empresário que comete uma fraude milionária. 37. Em terceiro lugar, o novo entendimento contribuiu significativamente para agravar o descrédito do sistema de justiça penal junto à sociedade. A necessidade de aguardar o trânsito em julgado para iniciar a execução da pena tem conduzido massivamente à prescrição da pretensão punitiva ou ao enorme distanciamento temporal entre a prática do delito e a punição definitiva. Em ambos os casos, produz-se deletéria sensação de impunidade, o que compromete, ainda, os objetivos da pena, de prevenção especial e geral. Um sistema de justiça desmoralizado não serve ao Judiciário, à sociedade, aos réus e tampouco aos advogados. 38. A partir desses três fatores, tornou-se evidente que não se justifica no cenário atual a leitura mais conservadora e extremada do princípio da presunção de inocência, que impede a execução (ainda que provisória) da pena quando já existe pronunciamento jurisdicional de segundo grau (ou de órgão colegiado, no caso de foro por prerrogativa de função) no sentido da culpabilidade do agente. É necessário conferir ao art. 5º, LVII a interpretação mais condizente com as exigências da ordem constitucional no sentido de garantir a efetividade da lei penal, em prol dos bens jurídicos que ela visa resguardar, tais como a vida e a integridade psicofísica todos com status constitucional. Ainda que o STF tenha se manifestado em sentido diverso no passado, e mesmo que não tenha havido alteração formal do texto da Constituição de 1988, o sentido que lhe deve ser atribuído inequivocamente se alterou. Fundado nessa premissa, entendi que a Constituição Federal e o sistema penal brasileiro admitem e justificam a execução da pena após a condenação em segundo grau de jurisdição, ainda sem o trânsito em julgado [...]”. Por outro lado, impende consignar que diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 20/02/2017, não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP regra, os réus mais pobres não têm dinheiro (nem a Defensoria Pública tem estrutura) para bancar a procrastinação. Não por acaso, na prática, torna-se mais fácil prender um jovem de periferia que porta 100g de maconha do que um agente político ou empresário que comete uma fraude milionária. 37. Em terceiro lugar, o novo entendimento contribuiu significativamente para agravar o descrédito do sistema de justiça penal junto à sociedade. A necessidade de aguardar o trânsito em julgado para iniciar a execução da pena tem conduzido massivamente à prescrição da pretensão punitiva ou ao enorme distanciamento temporal entre a prática do delito e a punição definitiva. Em ambos os casos, produz-se deletéria sensação de impunidade, o que compromete, ainda, os objetivos da pena, de prevenção especial e geral. Um sistema de justiça desmoralizado não serve ao Judiciário, à sociedade, aos réus e tampouco aos advogados. 38. A partir desses três fatores, tornou-se evidente que não se justifica no cenário atual a leitura mais conservadora e extremada do princípio da presunção de inocência, que impede a execução (ainda que provisória) da pena quando já existe pronunciamento jurisdicional de segundo grau (ou de órgão colegiado, no caso de foro por prerrogativa de função) no sentido da culpabilidade do agente. É necessário conferir ao art. 5º, LVII a interpretação mais condizente com as exigências da ordem constitucional no sentido de garantir a efetividade da lei penal, em prol dos bens jurídicos que ela visa resguardar, tais como a vida e a integridade psicofísica todos com status constitucional. Ainda que o STF tenha se manifestado em sentido diverso no passado, e mesmo que não tenha havido alteração formal do texto da Constituição de 1988, o sentido que lhe deve ser atribuído inequivocamente se alterou. Fundado nessa premissa, entendi que a Constituição Federal e o sistema penal brasileiro admitem e justificam a execução da pena após a condenação em segundo grau de jurisdição, ainda sem o trânsito em julgado [...]”. Por outro lado, impende consignar que diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 20/02/2017, não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n.º 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 04/03/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC nº 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n.º 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 04/03/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC nº 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016) Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016) Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP provimento” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP provimento” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP regimental a que se nega provimento” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP regimental a que se nega provimento” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) :VALMIR ERNESTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. A par desse aspecto, vencido no ponto, cumpre divergir do relator quanto à questão de fundo envolvida. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem natural do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da reprimenda. Ante o quadro, provejo o habeas para determinar a suspensão da execução provisória do título condenatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15108182. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) :VALMIR ERNESTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. A par desse aspecto, vencido no ponto, cumpre divergir do relator quanto à questão de fundo envolvida. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5º da Constituição Federal, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem natural do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da reprimenda. Ante o quadro, provejo o habeas para determinar a suspensão da execução provisória do título condenatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15108182. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) : VALMIR ERNESTO (SP232438/) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735452 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) : VALMIR ERNESTO (SP232438/) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735452 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753381
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO, RECEPTAÇÃO E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. ARTIGO 16, PARÁGRAFO ÚNICO, IV, DA LEI 10.826/03 E ARTIGOS 180 E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, ”D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL PERANTE O TRIBUNAL A QUO. ÓBICE AO CONHECIMENTO DO WRIT NESTA CORTE. EXECUÇÃO PROVISÓRIA SUPERVENIENTE À CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA E ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DO PROCESSO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. APLICABILIDADE DO ENTENDIMENTO FIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 925. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, consoante julgamento do ARE 964.246, julgado sob o rito da repercussão geral (tema 925). 2. In casu, o paciente foi condenado à pena de 08 (oito) anos de reclusão, em razão da prática dos crimes tipificados no artigo 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03 e nos artigos 180 e 288, parágrafo único, ambos do Código Penal. 3. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 5. Agravo regimental desprovido.
sjur387701
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA, PRINCÍPIO PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA) HC 126292 (TP), ADC 43 MC (TP), ADC 44 MC (TP), ARE 737305 AgR (2ªT), HC 135347 AgR (1ªT), ARE 964246 RG. (HC, REITERAÇÃO, ARGUMENTO, MODIFICAÇÃO, DECISÃO AGRAVADA) HC 122904 AgR (1ªT), RHC 124487 AgR (1ªT), HC 136071 AgR (2ªT). (TAXATIVIDADE, COMPETÊNCIA, STF) Pet 1738 AgR. (HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO, RECURSO) HC 109956 (1ªT). (HC, DECISÃO MONOCRÁTICA, TRIBUNAL SUPERIOR) RHC 108877 (1ªT), RHC 111639 (1ªT). (HC, SUCEDÂNEO, RECURSO, REVISÃO CRIMINAL) RHC 125077 AgR (1ªT), HC 132103 AgR (2ªT), HC 133648 AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (HC, DECISÃO MONOCRÁTICA, TRIBUNAL SUPERIOR) RHC 117267. Número de páginas: 24. Análise: 06/10/2018, JRS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
144833
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00057 INC-00061 ART-00102 \n INC-00001 LET-D LET-I INC-00002 \n LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-010826 ANO-2003\n ART-00016 PAR-ÚNICO INC-00004\n ED-2003 ESTATUTO DO DESARMAMENTO\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932 \n ART-01029 PAR-00005 INC-00001 REDAÇÃO DADA PELA LEI-13256/2016\n ART-01029 PAR-00005 INC-00002 \n ART-01029 PAR-00005 INC-00003 REDAÇÃO DADA PELA LEI-13256/2016\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013256 ANO-2016\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00180 ART-00288 PAR-ÚNICO\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00283\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 144833 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) : VALMIR ERNESTO AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) :VALMIR ERNESTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO, RECEPTAÇÃO E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. ARTIGO 16, PARÁGRAFO ÚNICO, IV, DA LEI 10.826/03 E ARTIGOS 180 E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, ”D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL PERANTE O TRIBUNAL A QUO. ÓBICE AO CONHECIMENTO DO WRIT NESTA CORTE. EXECUÇÃO PROVISÓRIA SUPERVENIENTE À CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA E ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DO PROCESSO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. APLICABILIDADE DO ENTENDIMENTO FIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 925. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal, consoante Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136547. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 24 Ementa e Acórdão HC 144833 AGR / SP julgamento do ARE 964.246, julgado sob o rito da repercussão geral (tema 925). 2. In casu, o paciente foi condenado à pena de 08 (oito) anos de reclusão, em razão da prática dos crimes tipificados no artigo 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03 e nos artigos 180 e 288, parágrafo único, ambos do Código Penal. 3. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/06/2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136547. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP julgamento do ARE 964.246, julgado sob o rito da repercussão geral (tema 925). 2. In casu, o paciente foi condenado à pena de 08 (oito) anos de reclusão, em razão da prática dos crimes tipificados no artigo 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03 e nos artigos 180 e 288, parágrafo único, ambos do Código Penal. 3. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas d e i, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/06/2018, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136547. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 24 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) :VALMIR ERNESTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, assim ementada: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO, RECEPTAÇÃO E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. ARTIGO 16, PARÁGRAFO ÚNICO, IV, DA LEI 10.826/03 E ARTIGOS 180 E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, D E I. ROL TAXATIVO. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. ÓBICE AO CONHECIMENTO DO WRIT NESTA CORTE. EXECUÇÃO PROVISÓRIA SUPERVENIENTE À CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA E ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DO PROCESSO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. APLICABILIDADE DO ENTENDIMENTO FIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM SEDE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) :VALMIR ERNESTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, assim ementada: “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO, RECEPTAÇÃO E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. ARTIGO 16, PARÁGRAFO ÚNICO, IV, DA LEI 10.826/03 E ARTIGOS 180 E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, D E I. ROL TAXATIVO. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO DE AGRAVO REGIMENTAL. ÓBICE AO CONHECIMENTO DO WRIT NESTA CORTE. EXECUÇÃO PROVISÓRIA SUPERVENIENTE À CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA E ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO DO PROCESSO. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA, ABUSO DE PODER OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. APLICABILIDADE DO ENTENDIMENTO FIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM SEDE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 24 Relatório HC 144833 AGR / SP DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 925. - SEGUIMENTO NEGADO, COM ESTEIO NO ARTIGO 21, § 1..., DO RISTF. PREJUDICADO O EXAME DO PEDIDO DE LIMINAR. - CIÊNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.” Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado pelo juízo natural à pena de 08 (oito) anos de reclusão e 26 dias-multa, em razão da prática dos crimes tipificados no artigo 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03 e nos artigos 180 e 288, parágrafo único, ambos do Código Penal. O Tribunal de origem deu provimento ao recurso defensivo para reduzir a pena imposta, fixando-a em 07 (sete) anos e 04 (quatro) meses, além de 26 dias-multa, e determinou o início imediato da execução provisória da pena. Irresignada, defesa impetrou o habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. No presente writ, a defesa alegou, em síntese, a impossibilidade da execução provisória da pena. Negado seguimento ao habeas corpus, sobrevém o presente recurso em que o agravante alega que “a decisão Monocrática de inadmissibilidade do recurso em razão da ausência de formalidade causará enorme prejuízo ao agravante, que terá seu direito constitucional inviabilizado”. Argumenta que “a exigência de forma prevista no § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil, não pode inviabilizar a via do habeas corpus. Isso porque conforme o art. 224 do Código de Processo Civil, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Afirma, ainda, que “a expedição do mandado de prisão em desfavor do Agravante, sem que ocorra o transito em julgado, é notório o prejuízo para o agravante, ante a busca pela verdade real nos recursos interpostos”. Ao final, formula pedido nos seguinte termos: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP DE REPERCUSSÃO GERAL. TEMA 925. - SEGUIMENTO NEGADO, COM ESTEIO NO ARTIGO 21, § 1..., DO RISTF. PREJUDICADO O EXAME DO PEDIDO DE LIMINAR. - CIÊNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.” Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado pelo juízo natural à pena de 08 (oito) anos de reclusão e 26 dias-multa, em razão da prática dos crimes tipificados no artigo 16, parágrafo único, IV, da Lei 10.826/03 e nos artigos 180 e 288, parágrafo único, ambos do Código Penal. O Tribunal de origem deu provimento ao recurso defensivo para reduzir a pena imposta, fixando-a em 07 (sete) anos e 04 (quatro) meses, além de 26 dias-multa, e determinou o início imediato da execução provisória da pena. Irresignada, defesa impetrou o habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. No presente writ, a defesa alegou, em síntese, a impossibilidade da execução provisória da pena. Negado seguimento ao habeas corpus, sobrevém o presente recurso em que o agravante alega que “a decisão Monocrática de inadmissibilidade do recurso em razão da ausência de formalidade causará enorme prejuízo ao agravante, que terá seu direito constitucional inviabilizado”. Argumenta que “a exigência de forma prevista no § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil, não pode inviabilizar a via do habeas corpus. Isso porque conforme o art. 224 do Código de Processo Civil, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Afirma, ainda, que “a expedição do mandado de prisão em desfavor do Agravante, sem que ocorra o transito em julgado, é notório o prejuízo para o agravante, ante a busca pela verdade real nos recursos interpostos”. Ao final, formula pedido nos seguinte termos: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 24 Relatório HC 144833 AGR / SP “Diante do exposto, requer: a) Que seja o presente recurso recebido, para que Vossa Excelência no Juízo de retratação, conceda seguimento ao Agravo Regimental, com oportuna analise do HABEAS CORPUS, o qual, por seu turno traz a "vexata quaestio" de maneira mais abrangente e vigorosa para a perpetuação da mais hialina justiça; b) Caso Vossa Excelência não entenda pela reconsideração da decisão que indeferiu o Agravo Regimental a destrancar o prosseguimento do HABEAS CORPUS o que não crê a defesa, pugna o agravante que este Agravo Regimental seja apreciado pelo Plenário deste Excelso Pretório conforme previsão do 317 do Regimento Interno deste Tribunal;” O Ministério Público Federal manifestou-se pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP “Diante do exposto, requer: a) Que seja o presente recurso recebido, para que Vossa Excelência no Juízo de retratação, conceda seguimento ao Agravo Regimental, com oportuna analise do HABEAS CORPUS, o qual, por seu turno traz a "vexata quaestio" de maneira mais abrangente e vigorosa para a perpetuação da mais hialina justiça; b) Caso Vossa Excelência não entenda pela reconsideração da decisão que indeferiu o Agravo Regimental a destrancar o prosseguimento do HABEAS CORPUS o que não crê a defesa, pugna o agravante que este Agravo Regimental seja apreciado pelo Plenário deste Excelso Pretório conforme previsão do 317 do Regimento Interno deste Tribunal;” O Ministério Público Federal manifestou-se pelo desprovimento do agravo regimental. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136548. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante assentado em decisão monocrática, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador- Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante assentado em decisão monocrática, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador- Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgRg, Rel. o Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 1.../10/1999, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgRg, Rel. o Min. Celso de Mello, Pleno, DJe 1.../10/1999, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou tratar-se de jurisprudência defensiva. Não é disso que se cuida, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou tratar-se de jurisprudência defensiva. Não é disso que se cuida, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Ademais, em consulta ao sítio eletrônico da Corte Superior, verifico a ausência de interposição de agravo regimental contra a decisão monocrática impugnada. Nesse contexto, assento que não restou exaurida a jurisdição no âmbito daquela Corte, conforme exigido pelo artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: II – julgar, em recurso ordinário: a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o "habeas-data" e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão” (grifei). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Ademais, em consulta ao sítio eletrônico da Corte Superior, verifico a ausência de interposição de agravo regimental contra a decisão monocrática impugnada. Nesse contexto, assento que não restou exaurida a jurisdição no âmbito daquela Corte, conforme exigido pelo artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, in verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: II – julgar, em recurso ordinário: a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o "habeas-data" e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão” (grifei). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP O constituinte fez clara opção pelo princípio da colegialidade ao franquear a competência desta Corte para apreciação de habeas corpus – consoante disposto na alínea a do inciso II do artigo 102, da CRFB, – quando decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização dessa regra constitucional de competência, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal. Daí porque, em situação similar, a Primeira Turma desta Corte, por ocasião do julgamento do Recurso Ordinário em Habeas Corpus n 108.877/RS, relatora Ministra Cármen Lúcia, deixou expresso que “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça”. No mesmo sentido, RHC 117.267/SP, relator Ministro Dias Toffoli e o acórdão proferido no julgamento do RHC 111.639/DF, relator Ministro Dias Toffoli, cuja ementa possui o seguinte teor: “Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Roubo circunstanciado pelo emprego de arma. Aplicação do aumento de pena previsto no inciso I do § 2... do art. 157 do Código Penal. Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça a ele negando seguimento. Não cabimento do recurso ordinário. Precedentes. Recurso não conhecido. Ofensa ao princípio da colegialidade. Concessão de ordem de habeas corpus de ofício. Precedentes. 1. Segundo o entendimento da Corte ‘não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça’ (RHC n 108.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). 2. Recurso não conhecido(...)” (grifei). A Constituição Federal restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior, considerando o princípio da colegialidade. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP O constituinte fez clara opção pelo princípio da colegialidade ao franquear a competência desta Corte para apreciação de habeas corpus – consoante disposto na alínea a do inciso II do artigo 102, da CRFB, – quando decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização dessa regra constitucional de competência, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal. Daí porque, em situação similar, a Primeira Turma desta Corte, por ocasião do julgamento do Recurso Ordinário em Habeas Corpus n 108.877/RS, relatora Ministra Cármen Lúcia, deixou expresso que “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça”. No mesmo sentido, RHC 117.267/SP, relator Ministro Dias Toffoli e o acórdão proferido no julgamento do RHC 111.639/DF, relator Ministro Dias Toffoli, cuja ementa possui o seguinte teor: “Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Roubo circunstanciado pelo emprego de arma. Aplicação do aumento de pena previsto no inciso I do § 2... do art. 157 do Código Penal. Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça a ele negando seguimento. Não cabimento do recurso ordinário. Precedentes. Recurso não conhecido. Ofensa ao princípio da colegialidade. Concessão de ordem de habeas corpus de ofício. Precedentes. 1. Segundo o entendimento da Corte ‘não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça’ (RHC n 108.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). 2. Recurso não conhecido(...)” (grifei). A Constituição Federal restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior, considerando o princípio da colegialidade. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Demais disso, inexiste excepcionalidade que permita a concessão da ordem de ofício ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. In casu, o Superior Tribunal de Justiça proferiu decisão nos seguintes termos, in verbis: “Cumpre destacar que, ante a pendência de julgamento nas vias especiais de recurso especial e recurso extraordinário, a inocorrência do julgamento dos referidos apelos não impede a execução provisória da pena e o recolhimento do paciente ao cárcere. Isto porque o presente caso se enquadra na situação que enseja a execução provisória da sentença penal condenatória, de forma semelhante ao que foi decidido recentemente pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki. Naquela ocasião, a Corte Excelsa passou a admitir a execução da pena após confirmação da decisão em segunda instância, independentemente da pendência de recursos direcionados aos Tribunais Superiores, sob o fundamento de que estes não possuem o condão de modificar o juízo condenatório, tendo em vista que apenas poderá ser discutida questão jurídica doravante, uma vez que fatos e provas já foram devidamente apreciados pelas instâncias ordinárias. Acrescente-se que o fato de a decisão do HC n 126.292 não ter força vinculante não invalida nem afasta o posicionamento adotado pela mais alta corte do país no sentido de que o princípio da presunção da inocência não impede a execução da pena confirmada em segunda instância, sendo perfeitamente possível, e altamente recomendável, que os demais órgãos do Poder Judiciário adequem seus julgados a este novo entendimento da Suprema Corte. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça adotou a nova orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal acerca da execução provisória de pena. Nesse sentido, HC 356.993/SC, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 01/06/2016. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Demais disso, inexiste excepcionalidade que permita a concessão da ordem de ofício ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. In casu, o Superior Tribunal de Justiça proferiu decisão nos seguintes termos, in verbis: “Cumpre destacar que, ante a pendência de julgamento nas vias especiais de recurso especial e recurso extraordinário, a inocorrência do julgamento dos referidos apelos não impede a execução provisória da pena e o recolhimento do paciente ao cárcere. Isto porque o presente caso se enquadra na situação que enseja a execução provisória da sentença penal condenatória, de forma semelhante ao que foi decidido recentemente pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki. Naquela ocasião, a Corte Excelsa passou a admitir a execução da pena após confirmação da decisão em segunda instância, independentemente da pendência de recursos direcionados aos Tribunais Superiores, sob o fundamento de que estes não possuem o condão de modificar o juízo condenatório, tendo em vista que apenas poderá ser discutida questão jurídica doravante, uma vez que fatos e provas já foram devidamente apreciados pelas instâncias ordinárias. Acrescente-se que o fato de a decisão do HC n 126.292 não ter força vinculante não invalida nem afasta o posicionamento adotado pela mais alta corte do país no sentido de que o princípio da presunção da inocência não impede a execução da pena confirmada em segunda instância, sendo perfeitamente possível, e altamente recomendável, que os demais órgãos do Poder Judiciário adequem seus julgados a este novo entendimento da Suprema Corte. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça adotou a nova orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal acerca da execução provisória de pena. Nesse sentido, HC 356.993/SC, Rel. Min. Nefi Cordeiro, Sexta Turma, DJe 01/06/2016. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP Soma-se a este argumento a determinação legal, insculpida no art. 637 do Código de Processo penal e no art. 1.029, § 5..., do Código de Processo Civil, de inexistência de efeito suspensivo aos recursos especial e extraordinário. Uma vez interpostos referidos recursos, os efeitos da decisão recorrida não restam suspensos, logo, perfeitamente possível a imediata execução da pena. Ademais, cumpre salientar que, ao apreciar as medidas cautelares das Ações Declaratórias de Constitucionalidade n 43 e 44 (Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 07/10/2016), o Plenário do Pretório Excelso, por maioria, entendeu que o artigo 283 do Código de Processo Penal não obsta o início da execução da pena após condenação em segunda instância, indeferindo as liminares pleiteadas. Assim, prevalece o atual posicionamento desse Egrégio Superior Tribunal de Justiça, inspirado no presente paradigma da Suprema Corte Federal, exarado nos autos do HC n 126.292/SP, de que o art. 283 do CPP não impede a execução provisória da pena confirmada pela jurisdição ordinária.” Deveras, quanto à possibilidade da execução provisória da pena antes do trânsito em julgado da decisão condenatória, destaco que, em julgamento realizado em 5/10/2016, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao indeferir, por maioria, as liminares pleiteadas nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade ns 43 e 44, entendeu que o artigo 283 do Código de Processo Penal não impede o início da execução da pena após condenação em segunda instância e antes do efetivo trânsito em julgado do processo. Entendeu-se que o referido dispositivo não impediria o início da execução da pena quando esgotadas as instâncias ordinárias, porquanto se deve buscar garantir a efetividade do direito penal e dos bens jurídicos por ele tutelados. Com efeito, saliento que o desenvolvimento da força normativa da Constituição, nesse aspecto, está em que a presunção de inocência, na qualidade de princípio e não de regra, é passível de ponderação com 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP Soma-se a este argumento a determinação legal, insculpida no art. 637 do Código de Processo penal e no art. 1.029, § 5..., do Código de Processo Civil, de inexistência de efeito suspensivo aos recursos especial e extraordinário. Uma vez interpostos referidos recursos, os efeitos da decisão recorrida não restam suspensos, logo, perfeitamente possível a imediata execução da pena. Ademais, cumpre salientar que, ao apreciar as medidas cautelares das Ações Declaratórias de Constitucionalidade n 43 e 44 (Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 07/10/2016), o Plenário do Pretório Excelso, por maioria, entendeu que o artigo 283 do Código de Processo Penal não obsta o início da execução da pena após condenação em segunda instância, indeferindo as liminares pleiteadas. Assim, prevalece o atual posicionamento desse Egrégio Superior Tribunal de Justiça, inspirado no presente paradigma da Suprema Corte Federal, exarado nos autos do HC n 126.292/SP, de que o art. 283 do CPP não impede a execução provisória da pena confirmada pela jurisdição ordinária.” Deveras, quanto à possibilidade da execução provisória da pena antes do trânsito em julgado da decisão condenatória, destaco que, em julgamento realizado em 5/10/2016, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao indeferir, por maioria, as liminares pleiteadas nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade ns 43 e 44, entendeu que o artigo 283 do Código de Processo Penal não impede o início da execução da pena após condenação em segunda instância e antes do efetivo trânsito em julgado do processo. Entendeu-se que o referido dispositivo não impediria o início da execução da pena quando esgotadas as instâncias ordinárias, porquanto se deve buscar garantir a efetividade do direito penal e dos bens jurídicos por ele tutelados. Com efeito, saliento que o desenvolvimento da força normativa da Constituição, nesse aspecto, está em que a presunção de inocência, na qualidade de princípio e não de regra, é passível de ponderação com 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP outros princípios e valores constitucionais de mesma densidade e cessa a partir do momento em que se comprova a culpabilidade do agente, máxime em sede de segundo grau de jurisdição, no que encerra um julgamento impassível de ser modificado pelos Tribunais Superiores. Nesse sentido, transcrevo a ementa do HC 126.292, julgado pelo Tribunal Pleno: “CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado” (HC 126.292, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 17/05/2016). O referido entendimento foi reafirmado recentemente no julgamento do ARE 964.246, o qual teve repercussão geral reconhecida, tema 925. Na oportunidade, o Plenário Virtual desta Corte fixou a tese de que “a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal”. No ponto, consigno que ambas as turmas desta Corte adotam a orientação firmada pelo Tribunal Pleno, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP outros princípios e valores constitucionais de mesma densidade e cessa a partir do momento em que se comprova a culpabilidade do agente, máxime em sede de segundo grau de jurisdição, no que encerra um julgamento impassível de ser modificado pelos Tribunais Superiores. Nesse sentido, transcrevo a ementa do HC 126.292, julgado pelo Tribunal Pleno: “CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., LVII). SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONFIRMADA POR TRIBUNAL DE SEGUNDO GRAU DE JURISDIÇÃO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. POSSIBILIDADE. 1. A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal. 2. Habeas corpus denegado” (HC 126.292, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 17/05/2016). O referido entendimento foi reafirmado recentemente no julgamento do ARE 964.246, o qual teve repercussão geral reconhecida, tema 925. Na oportunidade, o Plenário Virtual desta Corte fixou a tese de que “a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau recursal, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII, da Constituição Federal”. No ponto, consigno que ambas as turmas desta Corte adotam a orientação firmada pelo Tribunal Pleno, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. EXECUÇÃO PROVISÓRIA. PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Não há ilegalidade evidente ou teratologia a justificar a excepcionalíssima concessão da ordem de ofício na decisão que, amoldando-se a precedente desta Corte, implementa a execução provisória da pena na pendência de julgamento de recursos excepcionais. 3. Agravo regimental desprovido” (HC 135.347-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/11/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Homicídio culposo por acidente de trânsito (art. 302, parágrafo único, incisos II e III e art. 306, ambos do Código de Trânsito Brasileiro). 3. Suspensão da habilitação para dirigir aos condenados em homicídio culposo. Repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário 607.107/MG. Pendência de julgamento. 4.Trânsito em julgado em relação às outras penas aplicadas. Execução provisória da pena. O Plenário, em recente julgamento do HC 126.292/SP, relatoria do Min. Teori Zavascki (Ata n 2, DJe 19.2.2016), firmou entendimento no sentido de ser possível o início da execução da pena na pendência de recurso extraordinário ou especial. Isso porque, no plano legislativo, o art. 637 do CPP afirma que os recursos extraordinários não têm efeito suspensivo. Logo, uma decisão condenatória de segunda instância poderia ser executada na pendência do recurso. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 737.305-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 10/8/2016). Cumpre ressaltar que o constituinte não teve intenção de impedir a prisão após a condenação em segundo grau na redação do inciso LVII do artigo 5... da Constituição. Com efeito, acaso fosse essa a intenção, a hipótese restaria encartada no inciso LXI do mesmo dispositivo constitucional, o qual trata dos casos de prisão. Releva notar, ainda, a premente necessidade de se dar efetividade à Justiça. Ademais, não há notícias sequer do indeferimento da concessão de efeito suspensivo ao recurso da defesa. Assim, realizado o juízo de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Não há ilegalidade evidente ou teratologia a justificar a excepcionalíssima concessão da ordem de ofício na decisão que, amoldando-se a precedente desta Corte, implementa a execução provisória da pena na pendência de julgamento de recursos excepcionais. 3. Agravo regimental desprovido” (HC 135.347-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/11/2016). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Homicídio culposo por acidente de trânsito (art. 302, parágrafo único, incisos II e III e art. 306, ambos do Código de Trânsito Brasileiro). 3. Suspensão da habilitação para dirigir aos condenados em homicídio culposo. Repercussão geral reconhecida no Recurso Extraordinário 607.107/MG. Pendência de julgamento. 4.Trânsito em julgado em relação às outras penas aplicadas. Execução provisória da pena. O Plenário, em recente julgamento do HC 126.292/SP, relatoria do Min. Teori Zavascki (Ata n 2, DJe 19.2.2016), firmou entendimento no sentido de ser possível o início da execução da pena na pendência de recurso extraordinário ou especial. Isso porque, no plano legislativo, o art. 637 do CPP afirma que os recursos extraordinários não têm efeito suspensivo. Logo, uma decisão condenatória de segunda instância poderia ser executada na pendência do recurso. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 737.305-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 10/8/2016). Cumpre ressaltar que o constituinte não teve intenção de impedir a prisão após a condenação em segundo grau na redação do inciso LVII do artigo 5... da Constituição. Com efeito, acaso fosse essa a intenção, a hipótese restaria encartada no inciso LXI do mesmo dispositivo constitucional, o qual trata dos casos de prisão. Releva notar, ainda, a premente necessidade de se dar efetividade à Justiça. Ademais, não há notícias sequer do indeferimento da concessão de efeito suspensivo ao recurso da defesa. Assim, realizado o juízo de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP admissibilidade recursal pela Corte Local, o efeito suspensivo ao recurso especial deve ser requerido diretamente ao Superior Tribunal de Justiça, pelo mecanismo judicial adequado, não sendo o habeas corpus impetrado perante o Supremo Tribunal Federal a via possível, máxime quando inexiste ato coator, como sucede na espécie. Atualmente, o artigo 1.029 do Código de Processo Civil, estabelece, em seu § 5..., na redação conferida pela Lei n 13.256/16, uma sistemática diferente, qual seja, ad litteram: “Art. 1.029. O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos previstos na Constituição Federal, serão interpostos perante o presidente ou o vice-presidente do tribunal recorrido, em petições distintas que conterão: [...] § 5... O pedido de concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário ou a recurso especial poderá ser formulado por requerimento dirigido: I – ao tribunal superior respectivo, no período compreendido entre a publicação da decisão de admissão do recurso e sua distribuição, ficando o relator designado para seu exame prevento para julgá-lo; II - ao relator, se já distribuído o recurso; III – ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido entre a interposição do recurso e a publicação da decisão de admissão do recurso, assim como no caso de o recurso ter sido sobrestado, nos termos do art. 1.037”. Ademais, no que concerne à suposta caracterização de reformatio in pejus decorrente da necessidade do trânsito em julgado para a constrição da liberdade do recorrente, há que ser feito um exame holístico. É dizer, deve-se realizar um juízo comparativo entre os comportamentos possíveis ao réu quando da publicação da decisão condenatória: i) pode o réu permanecer inerte ou ii) pode o réu recorrer. Dessa forma, ausente a interposição de recurso, invariavelmente o sistema de preclusões 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP admissibilidade recursal pela Corte Local, o efeito suspensivo ao recurso especial deve ser requerido diretamente ao Superior Tribunal de Justiça, pelo mecanismo judicial adequado, não sendo o habeas corpus impetrado perante o Supremo Tribunal Federal a via possível, máxime quando inexiste ato coator, como sucede na espécie. Atualmente, o artigo 1.029 do Código de Processo Civil, estabelece, em seu § 5..., na redação conferida pela Lei n 13.256/16, uma sistemática diferente, qual seja, ad litteram: “Art. 1.029. O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos previstos na Constituição Federal, serão interpostos perante o presidente ou o vice-presidente do tribunal recorrido, em petições distintas que conterão: [...] § 5... O pedido de concessão de efeito suspensivo a recurso extraordinário ou a recurso especial poderá ser formulado por requerimento dirigido: I – ao tribunal superior respectivo, no período compreendido entre a publicação da decisão de admissão do recurso e sua distribuição, ficando o relator designado para seu exame prevento para julgá-lo; II - ao relator, se já distribuído o recurso; III – ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, no período compreendido entre a interposição do recurso e a publicação da decisão de admissão do recurso, assim como no caso de o recurso ter sido sobrestado, nos termos do art. 1.037”. Ademais, no que concerne à suposta caracterização de reformatio in pejus decorrente da necessidade do trânsito em julgado para a constrição da liberdade do recorrente, há que ser feito um exame holístico. É dizer, deve-se realizar um juízo comparativo entre os comportamentos possíveis ao réu quando da publicação da decisão condenatória: i) pode o réu permanecer inerte ou ii) pode o réu recorrer. Dessa forma, ausente a interposição de recurso, invariavelmente o sistema de preclusões 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP processuais leva ao trânsito em julgado do decisum e à consectária concretização da ordem de prisão condicionada à caracterização dessa situação. De outro lado, manejado o recurso cabível, a irresignação será levada ao conhecimento da instância superveniente e a pretensão recursal poderá ser, ou não, atendida. Assim, a determinação da execução provisória da pena não conflita com o princípio da vedação da reformatio in pejus, porquanto a constrição da liberdade, neste momento processual, fundamenta-se na ausência de efeito suspensivo dos recursos extraordinário e especial, mercê do restrito espectro de cognoscibilidade desses mecanismos de impugnação, bem como da atividade judicante desempenhada pelas instâncias ordinárias e não no agravamento da situação jurídica do réu. Por oportuno, quanto ao tema, vale a referência a trecho do voto condutor do acórdão proferido no HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, in litteris: “Ressalvada a estreita via da revisão criminal, é, portanto, no âmbito das instâncias ordinárias que se exaure a possibilidade de exame de fatos e provas e, sob esse aspecto, a própria fixação da responsabilidade criminal do acusado. É dizer: os recursos de natureza extraordinária não configuram desdobramentos do duplo grau de jurisdição, porquanto não são recursos de ampla devolutividade, já que não se prestam ao debate da matéria fático-probatória. Noutras palavras, com o julgamento implementado pelo Tribunal de apelação, ocorre espécie de preclusão da matéria envolvendo os fatos da causa. Os recursos ainda cabíveis para instâncias extraordinárias do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal – recurso especial e extraordinário – têm, como se sabe, âmbito de cognição estrito à matéria de direito. Nessas circunstâncias, tendo havido, em segundo grau, um juízo de incriminação do acusado, fundado em fatos e provas insuscetíveis de reexame pela instância extraordinária, parece inteiramente justificável a relativização e até mesmo a própria inversão, para o caso concreto, do princípio da presunção de inocência até então observado. Faz sentido, portanto, negar efeito suspensivo aos recursos extraordinários, como o fazem o art. 637 do Código de Processo Penal e o art. 27, § 2..., da Lei 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP processuais leva ao trânsito em julgado do decisum e à consectária concretização da ordem de prisão condicionada à caracterização dessa situação. De outro lado, manejado o recurso cabível, a irresignação será levada ao conhecimento da instância superveniente e a pretensão recursal poderá ser, ou não, atendida. Assim, a determinação da execução provisória da pena não conflita com o princípio da vedação da reformatio in pejus, porquanto a constrição da liberdade, neste momento processual, fundamenta-se na ausência de efeito suspensivo dos recursos extraordinário e especial, mercê do restrito espectro de cognoscibilidade desses mecanismos de impugnação, bem como da atividade judicante desempenhada pelas instâncias ordinárias e não no agravamento da situação jurídica do réu. Por oportuno, quanto ao tema, vale a referência a trecho do voto condutor do acórdão proferido no HC 126.292, Rel. Min. Teori Zavascki, in litteris: “Ressalvada a estreita via da revisão criminal, é, portanto, no âmbito das instâncias ordinárias que se exaure a possibilidade de exame de fatos e provas e, sob esse aspecto, a própria fixação da responsabilidade criminal do acusado. É dizer: os recursos de natureza extraordinária não configuram desdobramentos do duplo grau de jurisdição, porquanto não são recursos de ampla devolutividade, já que não se prestam ao debate da matéria fático-probatória. Noutras palavras, com o julgamento implementado pelo Tribunal de apelação, ocorre espécie de preclusão da matéria envolvendo os fatos da causa. Os recursos ainda cabíveis para instâncias extraordinárias do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal – recurso especial e extraordinário – têm, como se sabe, âmbito de cognição estrito à matéria de direito. Nessas circunstâncias, tendo havido, em segundo grau, um juízo de incriminação do acusado, fundado em fatos e provas insuscetíveis de reexame pela instância extraordinária, parece inteiramente justificável a relativização e até mesmo a própria inversão, para o caso concreto, do princípio da presunção de inocência até então observado. Faz sentido, portanto, negar efeito suspensivo aos recursos extraordinários, como o fazem o art. 637 do Código de Processo Penal e o art. 27, § 2..., da Lei 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP 8.038/1990”. Além disso, o fundamento das recentes decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, quanto a este tema, reside no caráter soberano da decisão do órgão local o qual, à luz dos fatos e provas levados ao seu conhecimento, concluiu, em cognição exauriente, pela procedência da pretensão punitiva estatal, bem como na inviabilidade do exame de fatos e provas nos mecanismos de impugnação dirigidos aos Tribunais Superiores. Dessa forma, o que legitima a execução provisória da pena é a decisão colegiada do Tribunal local que examina, em toda a sua amplitude, a pretensão do órgão acusador, e não a necessidade de confirmação da sentença condenatória por mais de um órgão jurisdicional. Nesse diapasão, cumpre transcrever trecho do voto do Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO, ainda pendente de publicação, proferido na oportunidade do julgamento da medida cautelar na ADC 43: “35. Com efeito, destaquei que a impossibilidade de execução da pena após o julgamento final pelas instâncias ordinárias produziu três consequências muito negativas para o sistema de justiça criminal. Em primeiro lugar, funcionou como um poderoso incentivo à infindável interposição de recursos protelatórios. Tais impugnações movimentam a máquina do Poder Judiciário, com considerável gasto de tempo e de recursos escassos, sem real proveito para a efetivação da justiça ou para o respeito às garantias processuais penais dos réus. No mundo real, o percentual de recursos extraordinários providos em favor do réu é irrisório, inferior a 1,5%. Mais relevante ainda: de 1.01.2009 a 19.04.2016, em 25.707 decisões de mérito proferidas em recursos criminais pelo Supremo Tribunal Federal (REs e agravos), as decisões absolutórias não chegam a representar 0,1% do total de decisões. 36. Em segundo lugar, reforçou a seletividade do sistema penal. A ampla (e quase irrestrita) possibilidade de recorrer em liberdade aproveita sobretudo aos réus abastados, com condições de contratar os melhores advogados para defendê-los em sucessivos recursos. Em 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP 8.038/1990”. Além disso, o fundamento das recentes decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, quanto a este tema, reside no caráter soberano da decisão do órgão local o qual, à luz dos fatos e provas levados ao seu conhecimento, concluiu, em cognição exauriente, pela procedência da pretensão punitiva estatal, bem como na inviabilidade do exame de fatos e provas nos mecanismos de impugnação dirigidos aos Tribunais Superiores. Dessa forma, o que legitima a execução provisória da pena é a decisão colegiada do Tribunal local que examina, em toda a sua amplitude, a pretensão do órgão acusador, e não a necessidade de confirmação da sentença condenatória por mais de um órgão jurisdicional. Nesse diapasão, cumpre transcrever trecho do voto do Ministro LUÍS ROBERTO BARROSO, ainda pendente de publicação, proferido na oportunidade do julgamento da medida cautelar na ADC 43: “35. Com efeito, destaquei que a impossibilidade de execução da pena após o julgamento final pelas instâncias ordinárias produziu três consequências muito negativas para o sistema de justiça criminal. Em primeiro lugar, funcionou como um poderoso incentivo à infindável interposição de recursos protelatórios. Tais impugnações movimentam a máquina do Poder Judiciário, com considerável gasto de tempo e de recursos escassos, sem real proveito para a efetivação da justiça ou para o respeito às garantias processuais penais dos réus. No mundo real, o percentual de recursos extraordinários providos em favor do réu é irrisório, inferior a 1,5%. Mais relevante ainda: de 1.01.2009 a 19.04.2016, em 25.707 decisões de mérito proferidas em recursos criminais pelo Supremo Tribunal Federal (REs e agravos), as decisões absolutórias não chegam a representar 0,1% do total de decisões. 36. Em segundo lugar, reforçou a seletividade do sistema penal. A ampla (e quase irrestrita) possibilidade de recorrer em liberdade aproveita sobretudo aos réus abastados, com condições de contratar os melhores advogados para defendê-los em sucessivos recursos. Em 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP regra, os réus mais pobres não têm dinheiro (nem a Defensoria Pública tem estrutura) para bancar a procrastinação. Não por acaso, na prática, torna-se mais fácil prender um jovem de periferia que porta 100g de maconha do que um agente político ou empresário que comete uma fraude milionária. 37. Em terceiro lugar, o novo entendimento contribuiu significativamente para agravar o descrédito do sistema de justiça penal junto à sociedade. A necessidade de aguardar o trânsito em julgado para iniciar a execução da pena tem conduzido massivamente à prescrição da pretensão punitiva ou ao enorme distanciamento temporal entre a prática do delito e a punição definitiva. Em ambos os casos, produz-se deletéria sensação de impunidade, o que compromete, ainda, os objetivos da pena, de prevenção especial e geral. Um sistema de justiça desmoralizado não serve ao Judiciário, à sociedade, aos réus e tampouco aos advogados. 38. A partir desses três fatores, tornou-se evidente que não se justifica no cenário atual a leitura mais conservadora e extremada do princípio da presunção de inocência, que impede a execução (ainda que provisória) da pena quando já existe pronunciamento jurisdicional de segundo grau (ou de órgão colegiado, no caso de foro por prerrogativa de função) no sentido da culpabilidade do agente. É necessário conferir ao art. 5..., LVII a interpretação mais condizente com as exigências da ordem constitucional no sentido de garantir a efetividade da lei penal, em prol dos bens jurídicos que ela visa resguardar, tais como a vida e a integridade psicofísica todos com status constitucional. Ainda que o Supremo Tribunal Federal tenha se manifestado em sentido diverso no passado, e mesmo que não tenha havido alteração formal do texto da Constituição de 1988, o sentido que lhe deve ser atribuído inequivocamente se alterou. Fundado nessa premissa, entendi que a Constituição Federal e o sistema penal brasileiro admitem e justificam a execução da pena após a condenação em segundo grau de jurisdição, ainda sem o trânsito em julgado [...]”. Por outro lado, impende consignar que diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 20/02/2017, não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP regra, os réus mais pobres não têm dinheiro (nem a Defensoria Pública tem estrutura) para bancar a procrastinação. Não por acaso, na prática, torna-se mais fácil prender um jovem de periferia que porta 100g de maconha do que um agente político ou empresário que comete uma fraude milionária. 37. Em terceiro lugar, o novo entendimento contribuiu significativamente para agravar o descrédito do sistema de justiça penal junto à sociedade. A necessidade de aguardar o trânsito em julgado para iniciar a execução da pena tem conduzido massivamente à prescrição da pretensão punitiva ou ao enorme distanciamento temporal entre a prática do delito e a punição definitiva. Em ambos os casos, produz-se deletéria sensação de impunidade, o que compromete, ainda, os objetivos da pena, de prevenção especial e geral. Um sistema de justiça desmoralizado não serve ao Judiciário, à sociedade, aos réus e tampouco aos advogados. 38. A partir desses três fatores, tornou-se evidente que não se justifica no cenário atual a leitura mais conservadora e extremada do princípio da presunção de inocência, que impede a execução (ainda que provisória) da pena quando já existe pronunciamento jurisdicional de segundo grau (ou de órgão colegiado, no caso de foro por prerrogativa de função) no sentido da culpabilidade do agente. É necessário conferir ao art. 5..., LVII a interpretação mais condizente com as exigências da ordem constitucional no sentido de garantir a efetividade da lei penal, em prol dos bens jurídicos que ela visa resguardar, tais como a vida e a integridade psicofísica todos com status constitucional. Ainda que o Supremo Tribunal Federal tenha se manifestado em sentido diverso no passado, e mesmo que não tenha havido alteração formal do texto da Constituição de 1988, o sentido que lhe deve ser atribuído inequivocamente se alterou. Fundado nessa premissa, entendi que a Constituição Federal e o sistema penal brasileiro admitem e justificam a execução da pena após a condenação em segundo grau de jurisdição, ainda sem o trânsito em julgado [...]”. Por outro lado, impende consignar que diante do trânsito em julgado da decisão impugnada em 20/02/2017, não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel. Min. Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n. 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 04/03/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC n 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. 1. A orientação do Supremo Tribunal Federal fixou-se no sentido de que é inviável a utilização do habeas corpus como substitutivo de revisão criminal. 2. É possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido. (HC 119515, Rel. Min. Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RHC n. 12.5077-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 04/03/2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido”. (HC n 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016) Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016) Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP provimento” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP provimento” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 24 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 144833 AGR / SP regimental a que se nega provimento” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Supremo Tribunal Federal HC 144833 AGR / SP regimental a que se nega provimento” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15136549. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 24 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) :VALMIR ERNESTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. A par desse aspecto, vencido no ponto, cumpre divergir do relator quanto à questão de fundo envolvida. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem natural do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da reprimenda. Ante o quadro, provejo o habeas para determinar a suspensão da execução provisória do título condenatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15108182. Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) :VALMIR ERNESTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. A par desse aspecto, vencido no ponto, cumpre divergir do relator quanto à questão de fundo envolvida. Precipitar a execução da pena importa antecipação de culpa, por serem indissociáveis. Conforme dispõe o inciso LVII do artigo 5... da Constituição Federal, ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória, ou seja, a culpa surge após alcançada a preclusão maior. Descabe inverter a ordem natural do processo-crime – apurar-se para, selada a culpa, prender-se, em verdadeira execução da reprimenda. Ante o quadro, provejo o habeas para determinar a suspensão da execução provisória do título condenatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15108182. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 24 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) : VALMIR ERNESTO (SP232438/) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735452 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 144.833 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL ADV.(A/S) : VALMIR ERNESTO (SP232438/) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 371.617 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735452 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 24
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 144 . 833", "HC n 371 . 617", "HC 144833 AGR / SP", "ARE", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 144833 AGR / SP", "ARE 964 . 246", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HABEAS CORPUS 144 . 833", "HC n 371 . 617", "HABEAS CORPUS 144 . 833", "HC n 371 . 617", "HC 144833 AGR / SP", "HC 144833 AGR / SP", "HC 144833 AGR / SP", "HC 144833 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 144 . 833", "HABEAS CORPUS 144 . 833", "HC 144833 AGR / SP", "Pet 1738 - AgRg", "HC 144833 AGR / SP", "Pet 1738 - AgRg", "HC 144833 AGR / SP", "HC n . 109 . 956", "HC 144833 AGR / SP", "HC n . 109 . 956", "HC 144833 AGR / SP", "HC 144833 AGR / SP", "HC 144833 AGR / SP", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n 108 . 877 / RS", "RHC 117 . 267 / SP", "RHC 111 . 639 / DF", "RHC n 108 . 877 / SP", "HC 144833 AGR / SP", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n 108 . 877 / RS", "RHC 117 . 267 / SP", "RHC 111 . 639 / DF", "RHC n 108 . 877 / SP", "HC 144833 AGR / SP", "HC 126 . 292", "HC n 126 . 292", "HC 356 . 993 / SC", "HC 144833 AGR / SP", "HC 126 . 292", "HC n 126 . 292", "HC 356 . 993 / SC", "HC 144833 AGR / SP", "Ações Declaratórias de Constitucionalidade n", "HC n 126 . 292 / SP", "Ações", "HC 144833 AGR / SP", "HC n 126 . 292 / SP", "HC 144833 AGR / SP", "HC 126 . 292", "HC 126 . 292", "ARE 964 . 246", "HC 144833 AGR / SP", "HC 126 . 292", "HC 126 . 292", "ARE 964 . 246", "HC 144833 AGR / SP", "HC 135 . 347 - AgR", "Recurso Extraordinário 607 . 107 / MG", "HC 126 . 292 / SP", "ARE 737 . 305 - AgR", "HC 144833 AGR / SP", "HC 135 . 347 - AgR", "Recurso Extraordinário 607 . 107 / MG", "HC 126 . 292 / SP", "ARE 737 . 305 - AgR", "HC 144833 AGR / SP", "HC 144833 AGR / SP", "HC 144833 AGR / SP", "HC 126 . 292", "HC 144833 AGR / SP", "HC 126 . 292", "HC 144833 AGR / SP 8 . 038 / 1990", "ADC 43 : “ 35", "HC 144833 AGR / SP 8 . 038 / 1990", "ADC 43 :", "HC 144833 AGR / SP", "HC 144833 AGR / SP", "HC 144833 AGR / SP", "HC 119515", "RHC n . 12 . 5077 - AgR", "HC n 133 . 648 - AgR", "HC 144833 AGR / SP", "HC 119515", "RHC n . 12 . 5077 - AgR", "HC n 133 . 648 - AgR", "HC 144833 AGR / SP", "HC n 132 . 103", "HC 144833 AGR / SP", "HC n 132 . 103", "HC 144833 AGR / SP", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "HC 144833 AGR / SP", "HC 136", ".", "071", "-", "AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "HC 144833 AGR / SP regimental", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 144833 AGR / SP", "RHC 124 . 487 - AgR", "HABEAS CORPUS 144 . 833 SÃO PAULO", "HC n 371 . 617", "HABEAS CORPUS 144 . 833", "HC n 371 . 617", "HABEAS CORPUS 144 . 833", "HC n 371 . 617", "HABEAS CORPUS 144 . 833", "HC n 371 . 617" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 16 , PARÁGRAFO ÚNICO , IV , DA LEI 10 . 826 / 03", "ARTIGOS 180 E 288 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO CÓDIGO PENAL", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , ” D ” E “ I ”", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 16 , parágrafo único , IV , da Lei 10 . 826 / 03", "artigos 180 e 288 , parágrafo único , ambos do Código Penal", "artigo 102 , inciso I , alíneas d e i , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 16 , parágrafo único , IV , da Lei 10 . 826 / 03", "artigos 180 e 288 , parágrafo único , ambos do Código Penal", "e", "i , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 16 , PARÁGRAFO ÚNICO , IV , DA LEI 10 . 826 / 03", "ARTIGOS 180 E 288 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO CÓDIGO PENAL", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , D E I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 16 , PARÁGRAFO ÚNICO , IV , DA LEI 10 . 826 / 03", "ARTIGOS 180 E 288 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO CÓDIGO PENAL", "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , D E I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 21 , § 1 . . . , DO RISTF", "artigo 16 , parágrafo único , IV , da Lei 10 . 826 / 03", "artigos 180 e 288 , parágrafo único , ambos do Código Penal", "§ 2 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "art . 224 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 21 , § 1 . . . , DO RISTF", "artigo 16 , parágrafo único , IV , da Lei 10 . 826 / 03", "artigos 180 e 288 , parágrafo único , ambos do Código Penal", "§ 2 .", "art . 224 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Constituição", "Código de Processo Civil , ART . 867", "art . 867 do Código de Processo Civil", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , I , da Constituição da República", "Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 867", "art . 867 do Código de Processo Civil", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , I , da Constituição da República", "Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , b e c", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , d", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , b e c", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , d", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso LXVIII do artigo 5 . . . do Diploma Maior", "Carta Federal", "artigo 102 , inciso II , alínea a , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso LXVIII do artigo 5 . . . do Diploma Maior", "Carta Federal", "artigo 102 , inciso II , alínea a , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso II do artigo 102 , da CRFB", "inciso I do § 2 . . . do art . 157 do Código Penal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso II do artigo 102 , da CRFB", "inciso I do § 2 . . . do art . 157 do Código Penal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 637 do Código de Processo penal", "art . 1 . 029 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "art . 283 do CPP", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 637 do Código de Processo penal", "art . 1 . 029 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "art . 283 do CPP", "artigo 283 do Código de Processo Penal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "artigo 5 . . . , inciso LVII da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 5 . . . , LVII", "artigo 5 . . . , inciso LVII da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso LVII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 302 , parágrafo único , incisos II e III e art . 306 , ambos do Código de Trânsito Brasileiro", "art . 637 do CPP", "inciso LVII do artigo 5 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 302 , parágrafo único , incisos II e III e art . 306 , ambos do Código de Trânsito Brasileiro", "art . 637 do CPP", "inciso LVII do artigo 5 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 029 do Código de Processo Civil", "Lei n 13 . 256 / 16", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 029 do Código de Processo Civil", "Lei n 13 . 256 / 16", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 637 do Código de Processo Penal", "art . 27 , § 2 . . . , da Lei 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 637 do Código de Processo Penal", "art . 27 , § 2 . . . , da Lei 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição de 1988", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 396 do CPP", "Lei 11 . 343 / 06", "art . 344 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 396 do CPP", "Lei 11 . 343 / 06", "art . 344 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "inciso LVII do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "inciso LVII do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara", "Senado Federal", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara", "Senado Federal", "Tribunal de Contas da União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Corte Superior", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma desta", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Sexta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Sexta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário do Pretório Excelso", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Pretório Excelso", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Plenário Virtual desta Corte", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Plenário Virtual desta", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "WRIT", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL", "VALMIR ERNESTO", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL", "VALMIR ERNESTO", "LUIZ FUX", "EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL", "LUIZ FUX", "EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL", "VALMIR ERNESTO", "LUIZ FUX", "EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "Nefi Cordeiro", "Teori Zavascki", "Nefi Cordeiro", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL", "VALMIR ERNESTO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL", "VALMIR ERNESTO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL", "VALMIR ERNESTO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "EDIVALDO APARECIDO DO AMARAL", "VALMIR ERNESTO", "Marco Aurélio", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "01", "/", "07", "/", "2015", "15", "21", "/", "06", "/", "2018", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "01", "/", "07", "/", "2015", "15", "21", "/", "06", "/", "2018", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "06", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "06", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "10", "/", "2016", "5", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "10", "/", "2016", "5", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2016", "19", ".", "2", ".", "2016", "10", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2016", "19", ".", "2", ".", "2016", "10", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "01", ".", "2009", "19", ".", "04", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "01", ".", "2009", "19", ".", "04", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "03", "/", "2015", "07", "/", "06", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "03", "/", "2015", "07", "/", "06", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "03", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "03", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "07", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "07", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA ADV.(A/S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. CONCORRÊNCIA DE CREDORES. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DO STF. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/06/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134375. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA ADV.(A/S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por VALDO JOSÉ DE MESQUITA, contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. CONCORRÊNCIA DE CREDORES. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. NATUREZA ALIMENTAR. PREFERÊNCIA EM RELAÇÃO AOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 282 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA ADV.(A/S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por VALDO JOSÉ DE MESQUITA, contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. CONCORRÊNCIA DE CREDORES. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. NATUREZA ALIMENTAR. PREFERÊNCIA EM RELAÇÃO AOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 282 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 644765 AGR / MG 2. A simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate, no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da súmula 282/STF: é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada . (Precedentes: AI 758.626 AgR, Relator: Min. Celso de Mello, DJe 23.3.03.2011; AI 793.610 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 17.11.2010; AI 454.199 AgR, Relator: Min. Cezar Peluso, DJ 15.10.2004; AI 587.267-AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe 16.04.2010) 3. A exigência do prequestionamento, impende salientar, não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador, porquanto consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal em seu art. 102, no qual não há previsão de apreciação originária de temas não debatidos nas instâncias recursais anteriores. 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INEXISTÊNCIA DE PREFERÊNCIA EM RELAÇÃO AOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. ART. 186 DO CTN. 1. Não merece reforma a decisão que aplica o entendimento mais recente deste Tribunal no sentido de que inexiste preferência dos créditos relativos a honorários advocatícios - sejam de natureza contratual ou sucumbencial - em relação ao crédito tributário, por não serem considerados créditos trabalhistas, nos termos do art. 186 do CTN. Precedentes: REsp 1.041.676/SC, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Turma, DJe de 24.6.2009; REsp 1.068.838/PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Rel. p/ acórdão Ministra Eliana Calmon, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Supremo Tribunal Federal ARE 644765 AGR / MG 2. A simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate, no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da súmula 282/STF: é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada . (Precedentes: AI 758.626 AgR, Relator: Min. Celso de Mello, DJe 23.3.03.2011; AI 793.610 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 17.11.2010; AI 454.199 AgR, Relator: Min. Cezar Peluso, DJ 15.10.2004; AI 587.267-AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe 16.04.2010) 3. A exigência do prequestionamento, impende salientar, não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador, porquanto consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal em seu art. 102, no qual não há previsão de apreciação originária de temas não debatidos nas instâncias recursais anteriores. 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INEXISTÊNCIA DE PREFERÊNCIA EM RELAÇÃO AOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. ART. 186 DO CTN. 1. Não merece reforma a decisão que aplica o entendimento mais recente deste Tribunal no sentido de que inexiste preferência dos créditos relativos a honorários advocatícios - sejam de natureza contratual ou sucumbencial - em relação ao crédito tributário, por não serem considerados créditos trabalhistas, nos termos do art. 186 do CTN. Precedentes: REsp 1.041.676/SC, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Turma, DJe de 24.6.2009; REsp 1.068.838/PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Rel. p/ acórdão Ministra Eliana Calmon, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 644765 AGR / MG Segunda Turma, DJe de 4.2.2010; REsp 1.106.944/PR, Rel. Min. Castro Meira, Segunda Turma, DJe de 16.3.2010. 2. Agravo regimental não provido. 6. Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “A nova causa petendi (violação aos incisos LIV e LV do Art. 5ª da Constituição Federal) foi ventilada pela parte, desde o momento da interposição dos embargos de declaratórios destinados a sanar a omissão, que surgiram apenas quando do julgamento de cuja decisão ora se recorre. […] Requer, seja modificada a decisão relativa ao seguimento do recurso extraordinário, para se entender deva ser processado sob o argumento relativo ao ferimento ao disposto no Art. 5º, Incisos LIV e LV, da Constituição Federal, ou, caso se interprete de maneira mais elástica o princípio do pré-questionamento, para se entender deca ser processado sob os demais argumentos constantes das razões recursais, visto ter havido o devido pré-questionamento das matérias ali debatidas.” (doc. 7, fls. 21 e 25) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Supremo Tribunal Federal ARE 644765 AGR / MG Segunda Turma, DJe de 4.2.2010; REsp 1.106.944/PR, Rel. Min. Castro Meira, Segunda Turma, DJe de 16.3.2010. 2. Agravo regimental não provido. 6. Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “A nova causa petendi (violação aos incisos LIV e LV do Art. 5ª da Constituição Federal) foi ventilada pela parte, desde o momento da interposição dos embargos de declaratórios destinados a sanar a omissão, que surgiram apenas quando do julgamento de cuja decisão ora se recorre. […] Requer, seja modificada a decisão relativa ao seguimento do recurso extraordinário, para se entender deva ser processado sob o argumento relativo ao ferimento ao disposto no Art. 5º, Incisos LIV e LV, da Constituição Federal, ou, caso se interprete de maneira mais elástica o princípio do pré-questionamento, para se entender deca ser processado sob os demais argumentos constantes das razões recursais, visto ter havido o devido pré-questionamento das matérias ali debatidas.” (doc. 7, fls. 21 e 25) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário carece de prequestionamento da matéria constitucional e veicula ofensa reflexa à Constituição, ante necessidade de prévia análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais. Nas suas razões recursais o agravante busca infirmar o decisum agravado e demonstrar o preenchimento dos requisitos do recurso extraordinário, em especial o adequado prequestionamento e a violação direta aos arts. 1º, III, 5º, 7º, XXXIV, 100, § 1º, e 133 da Constituição de 1988. Melhor examinando a questão, cumpre afastar o fundamento da decisão agravada quanto à ausência de prequestionamento, a teor das Súmulas 282 e 356 desta Corte, por ter demonstrado o agravante que pugnou pelo enfrentamento do tema constitucional na primeira oportunidade franqueada, ante a inversão de sucumbência apenas no Superior Tribunal de Justiça. A superação desse fundamento, todavia, não é suficiente para se acolher a pretensão do agravante. É que subsiste o segundo óbice, ante o necessário reexame da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário carece de prequestionamento da matéria constitucional e veicula ofensa reflexa à Constituição, ante necessidade de prévia análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais. Nas suas razões recursais o agravante busca infirmar o decisum agravado e demonstrar o preenchimento dos requisitos do recurso extraordinário, em especial o adequado prequestionamento e a violação direta aos arts. 1º, III, 5º, 7º, XXXIV, 100, § 1º, e 133 da Constituição de 1988. Melhor examinando a questão, cumpre afastar o fundamento da decisão agravada quanto à ausência de prequestionamento, a teor das Súmulas 282 e 356 desta Corte, por ter demonstrado o agravante que pugnou pelo enfrentamento do tema constitucional na primeira oportunidade franqueada, ante a inversão de sucumbência apenas no Superior Tribunal de Justiça. A superação desse fundamento, todavia, não é suficiente para se acolher a pretensão do agravante. É que subsiste o segundo óbice, ante o necessário reexame da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 644765 AGR / MG legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Tributário Nacional, artigo 186, e Lei 8.906/94, artigos 22, 23 e 24), medida inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.110.475-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24/5/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.2.2018. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR TEMPORÁRIO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO. DIFERENÇAS SALARIAIS. PRESCRIÇÃO. REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL INVOCADA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. A controvérsia referente à verificação de ocorrência de prescrição tem natureza infraconstitucional. 2. A questão constitucional invocada no recurso extraordinário não foi objeto de debate no acórdão recorrido. Incidência das Súmulas 282 e 356 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, conforme artigo 85, §11, CPC, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo.” (ARE 1.092.480- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16/5/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Supremo Tribunal Federal ARE 644765 AGR / MG legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Tributário Nacional, artigo 186, e Lei 8.906/94, artigos 22, 23 e 24), medida inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.110.475-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24/5/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.2.2018. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR TEMPORÁRIO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO. DIFERENÇAS SALARIAIS. PRESCRIÇÃO. REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL INVOCADA. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. 1. A controvérsia referente à verificação de ocorrência de prescrição tem natureza infraconstitucional. 2. A questão constitucional invocada no recurso extraordinário não foi objeto de debate no acórdão recorrido. Incidência das Súmulas 282 e 356 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, conforme artigo 85, §11, CPC, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo.” (ARE 1.092.480- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16/5/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 644765 AGR / MG EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRABALHISTA. EQUIPARAÇÃO ENTRE EMPREGADO DE COOPERATIVA DE CRÉDITO E BANCÁRIO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 1.093.687-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 16/5/2018) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Supremo Tribunal Federal ARE 644765 AGR / MG EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRABALHISTA. EQUIPARAÇÃO ENTRE EMPREGADO DE COOPERATIVA DE CRÉDITO E BANCÁRIO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 1.093.687-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 16/5/2018) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALDO JOSÉ DE MESQUITA ADV.(A/S) : VALDO JOSÉ DE MESQUITA (47745/MG) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES (21522/MG) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735481 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALDO JOSÉ DE MESQUITA ADV.(A/S) : VALDO JOSÉ DE MESQUITA (47745/MG) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES (21522/MG) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735481 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=747753369
2018-06-22T00:00:00
2018-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. CONCORRÊNCIA DE CREDORES. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DO STF. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur387690
- Acórdão(s) citado(s): (BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO, RESSARCIMENTO) ARE 1110475 AgR (1ªT). (PREQUESTIONAMENTO) ARE 1093687 AgR (TP), ARE 1092480 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 01/08/2018, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
644765
[ "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n ART-00186\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-008906 ANO-1994\n ART-00022 ART-00023 ART-00024\n EOAB-1994 ESTATUTO DA ADVOCACIA E ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 644765 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VALDO JOSÉ DE MESQUITA ADV.(A/S) : VALDO JOSÉ DE MESQUITA AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA ADV.(A/S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. CONCORRÊNCIA DE CREDORES. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 15 a 21/06/2018, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 22 de junho de 2018. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134375. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA ADV.(A/S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por VALDO JOSÉ DE MESQUITA, contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. CONCORRÊNCIA DE CREDORES. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. NATUREZA ALIMENTAR. PREFERÊNCIA EM RELAÇÃO AOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 282 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA ADV.(A/S) :VALDO JOSÉ DE MESQUITA AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por VALDO JOSÉ DE MESQUITA, contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO. CONCORRÊNCIA DE CREDORES. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. NATUREZA ALIMENTAR. PREFERÊNCIA EM RELAÇÃO AOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NÃO PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA N. 282 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 644765 AGR / MG 2. A simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate, no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da súmula 282/Supremo Tribunal Federal: é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada . (Precedentes: AI 758.626 AgR, Relator: Min. Celso de Mello, DJe 23.3.03.2011; AI 793.610 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 17.11.2010; AI 454.199 AgR, Relator: Min. Cezar Peluso, DJ 15.10.2004; AI 587.267-AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe 16.04.2010) 3. A exigência do prequestionamento, impende salientar, não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador, porquanto consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal em seu art. 102, no qual não há previsão de apreciação originária de temas não debatidos nas instâncias recursais anteriores. 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INEXISTÊNCIA DE PREFERÊNCIA EM RELAÇÃO AOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. ART. 186 DO CTN. 1. Não merece reforma a decisão que aplica o entendimento mais recente deste Tribunal no sentido de que inexiste preferência dos créditos relativos a honorários advocatícios - sejam de natureza contratual ou sucumbencial - em relação ao crédito tributário, por não serem considerados créditos trabalhistas, nos termos do art. 186 do CTN. Precedentes: REsp 1.041.676/SC, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Turma, DJe de 24.6.2009; REsp 1.068.838/PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Rel. p/ acórdão Ministra Eliana Calmon, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Supremo Tribunal Federal ARE 644765 AGR / MG 2. A simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate, no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como malferidos, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência da súmula 282/Supremo Tribunal Federal: é inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada . (Precedentes: AI 758.626 AgR, Relator: Min. Celso de Mello, DJe 23.3.03.2011; AI 793.610 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 17.11.2010; AI 454.199 AgR, Relator: Min. Cezar Peluso, DJ 15.10.2004; AI 587.267-AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe 16.04.2010) 3. A exigência do prequestionamento, impende salientar, não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador, porquanto consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal em seu art. 102, no qual não há previsão de apreciação originária de temas não debatidos nas instâncias recursais anteriores. 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 775.275-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJ 28.10.2011 e AI 595.651-AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJ 25.10.2011. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. INEXISTÊNCIA DE PREFERÊNCIA EM RELAÇÃO AOS CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS. ART. 186 DO CTN. 1. Não merece reforma a decisão que aplica o entendimento mais recente deste Tribunal no sentido de que inexiste preferência dos créditos relativos a honorários advocatícios - sejam de natureza contratual ou sucumbencial - em relação ao crédito tributário, por não serem considerados créditos trabalhistas, nos termos do art. 186 do CTN. Precedentes: REsp 1.041.676/SC, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Turma, DJe de 24.6.2009; REsp 1.068.838/PR, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Rel. p/ acórdão Ministra Eliana Calmon, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 644765 AGR / MG Segunda Turma, DJe de 4.2.2010; REsp 1.106.944/PR, Rel. Min. Castro Meira, Segunda Turma, DJe de 16.3.2010. 2. Agravo regimental não provido. 6. Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “A nova causa petendi (violação aos incisos LIV e LV do Art. 5... da Constituição Federal) foi ventilada pela parte, desde o momento da interposição dos embargos de declaratórios destinados a sanar a omissão, que surgiram apenas quando do julgamento de cuja decisão ora se recorre. […] Requer, seja modificada a decisão relativa ao seguimento do recurso extraordinário, para se entender deva ser processado sob o argumento relativo ao ferimento ao disposto no Art. 5..., Incisos LIV e LV, da Constituição Federal, ou, caso se interprete de maneira mais elástica o princípio do pré-questionamento, para se entender deca ser processado sob os demais argumentos constantes das razões recursais, visto ter havido o devido pré-questionamento das matérias ali debatidas.” (doc. 7, fls. 21 e 25) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Supremo Tribunal Federal ARE 644765 AGR / MG Segunda Turma, DJe de 4.2.2010; REsp 1.106.944/PR, Rel. Min. Castro Meira, Segunda Turma, DJe de 16.3.2010. 2. Agravo regimental não provido. 6. Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “A nova causa petendi (violação aos incisos LIV e LV do Art. 5... da Constituição Federal) foi ventilada pela parte, desde o momento da interposição dos embargos de declaratórios destinados a sanar a omissão, que surgiram apenas quando do julgamento de cuja decisão ora se recorre. […] Requer, seja modificada a decisão relativa ao seguimento do recurso extraordinário, para se entender deva ser processado sob o argumento relativo ao ferimento ao disposto no Art. 5..., Incisos LIV e LV, da Constituição Federal, ou, caso se interprete de maneira mais elástica o princípio do pré-questionamento, para se entender deca ser processado sob os demais argumentos constantes das razões recursais, visto ter havido o devido pré-questionamento das matérias ali debatidas.” (doc. 7, fls. 21 e 25) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário carece de prequestionamento da matéria constitucional e veicula ofensa reflexa à Constituição, ante necessidade de prévia análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais. Nas suas razões recursais o agravante busca infirmar o decisum agravado e demonstrar o preenchimento dos requisitos do recurso extraordinário, em especial o adequado prequestionamento e a violação direta aos arts. 1..., III, 5..., 7..., XXXIV, 100, § 1..., e 133 da Constituição de 1988. Melhor examinando a questão, cumpre afastar o fundamento da decisão agravada quanto à ausência de prequestionamento, a teor das Súmulas 282 e 356 desta Corte, por ter demonstrado o agravante que pugnou pelo enfrentamento do tema constitucional na primeira oportunidade franqueada, ante a inversão de sucumbência apenas no Superior Tribunal de Justiça. A superação desse fundamento, todavia, não é suficiente para se acolher a pretensão do agravante. É que subsiste o segundo óbice, ante o necessário reexame da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Supremo Tribunal Federal 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário carece de prequestionamento da matéria constitucional e veicula ofensa reflexa à Constituição, ante necessidade de prévia análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais. Nas suas razões recursais o agravante busca infirmar o decisum agravado e demonstrar o preenchimento dos requisitos do recurso extraordinário, em especial o adequado prequestionamento e a violação direta aos arts. 1..., III, 5..., 7..., XXXIV, 100, § 1..., e 133 da Constituição de 1988. Melhor examinando a questão, cumpre afastar o fundamento da decisão agravada quanto à ausência de prequestionamento, a teor das Súmulas 282 e 356 desta Corte, por ter demonstrado o agravante que pugnou pelo enfrentamento do tema constitucional na primeira oportunidade franqueada, ante a inversão de sucumbência apenas no Superior Tribunal de Justiça. A superação desse fundamento, todavia, não é suficiente para se acolher a pretensão do agravante. É que subsiste o segundo óbice, ante o necessário reexame da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 644765 AGR / MG legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Tributário Nacional, artigo 186, e Lei 8.906/94, artigos 22, 23 e 24), medida inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.110.475-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24/5/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.2.2018. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR TEMPORÁRIO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO. DIFERENÇAS SALARIAIS. PRESCRIÇÃO. REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL INVOCADA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A controvérsia referente à verificação de ocorrência de prescrição tem natureza infraconstitucional. 2. A questão constitucional invocada no recurso extraordinário não foi objeto de debate no acórdão recorrido. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, conforme artigo 85, §11, Código de Processo Civil, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo.” (ARE 1.092.480- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16/5/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Supremo Tribunal Federal ARE 644765 AGR / MG legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Tributário Nacional, artigo 186, e Lei 8.906/94, artigos 22, 23 e 24), medida inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal. Confiram-se, à guisa de exemplo, os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE 1.110.475-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 24/5/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 6.2.2018. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR TEMPORÁRIO. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO. DIFERENÇAS SALARIAIS. PRESCRIÇÃO. REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL INVOCADA. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A controvérsia referente à verificação de ocorrência de prescrição tem natureza infraconstitucional. 2. A questão constitucional invocada no recurso extraordinário não foi objeto de debate no acórdão recorrido. Incidência das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Majoro em ¼ (um quarto) a verba honorária fixada anteriormente, conforme artigo 85, §11, Código de Processo Civil, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo.” (ARE 1.092.480- AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16/5/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 644765 AGR / MG EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRABALHISTA. EQUIPARAÇÃO ENTRE EMPREGADO DE COOPERATIVA DE CRÉDITO E BANCÁRIO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 1.093.687-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 16/5/2018) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Supremo Tribunal Federal ARE 644765 AGR / MG EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRABALHISTA. EQUIPARAÇÃO ENTRE EMPREGADO DE COOPERATIVA DE CRÉDITO E BANCÁRIO. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 1.093.687-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 16/5/2018) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 15134377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 22/06/2018 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALDO JOSÉ DE MESQUITA ADV.(A/S) : VALDO JOSÉ DE MESQUITA (47745/MG) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES (21522/MG) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735481 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 644.765 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : VALDO JOSÉ DE MESQUITA ADV.(A/S) : VALDO JOSÉ DE MESQUITA (47745/MG) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES (21522/MG) E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 15.6.2018 a 21.6.2018. Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 747735481 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 282 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 282 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 644765 AGR / MG", "súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "AI 758 . 626 AgR", "AI 793 . 610 AgR", "AI 454 . 199 AgR", "AI 587 . 267 - AgR", "AI 775 . 275 - AgR", "AI 595 . 651 - AgR", "REsp 1 . 041 . 676 / SC", "REsp 1 . 068 . 838 / PR", "ARE 644765 AGR / MG", "súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "AI 758 . 626 AgR", "AI 793 . 610 AgR", "AI 454 . 199 AgR", "AI 587 . 267", "AgR", "AI 775 . 275 - AgR", "AI 595 . 651 - AgR", "REsp 1 . 041 . 676 / SC", "REsp 1 . 068 . 838 / PR", "ARE 644765 AGR / MG", "REsp 1 . 106 . 944 / PR", "ARE 644765 AGR / MG", "REsp 1 . 106 . 944 / PR", "ARE 644765 AGR /", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 110 . 475 - AgR", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "ARE 1 . 092 . 480 - AgR", "ARE 644765 AGR / MG", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 110 . 475 - AgR", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 092 . 480 - AgR", "ARE 644765", "SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1 . 093 . 687 - AgR", "ARE 644765 AGR / MG", "SÚMULA 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1 . 093 . 687 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 323 DO RISTF", "ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal em seu art . 102", "Constituição Federal", "ART . 186 DO CTN", "art . 186 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal em seu art . 102", "Constituição Federal", "ART . 186 DO CTN", "art . 186 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos LIV e LV do Art . 5 . . . da Constituição Federal", "Art . 5 . . . , Incisos LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos LIV e LV do Art . 5 . . . da Constituição Federal", "Art . 5 . . . , Incisos LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "arts . 1 . . . , III , 5 . . . , 7 . . . , XXXIV , 100 , § 1 . . . , e 133 da Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "arts . 1 . . . , III , 5 . . . , 7 . . . , XXXIV , 100 , § 1 . . . , e", "133 da Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Tributário Nacional , artigo 186 ,", "Lei 8 . 906 / 94 , artigos 22 , 23 e 24", "Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Tributário Nacional , artigo 186 ,", "Lei 8 . 906 / 94 , artigos 22 , 23 e 24", "Constituição Federal", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . DO", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "ESTADO", "BANCO DO BRASIL S / A", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSS", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "MG", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO BRASIL S / A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO DO BRASIL S / A", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES", "LUIZ FUX", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "LUIZ FUX", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "GERALDO", "EUSTÁQUIO RODRIGUES", "LUIZ FUX", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "Ellen Gracie", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "Denise Arruda", "Mauro Campbell Marques", "Eliana Calmon", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "Ellen Gracie", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "Denise Arruda", "Mauro Campbell Marques", "Eliana Calmon", "Castro Meira", "Castro Meira", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "VALDO JOSÉ DE MESQUITA", "GERALDO EUSTÁQUIO RODRIGUES", "Alexandre de Moraes", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "22", "/", "06", "/", "2018", "15", "21", "/", "06", "/", "2018", "22 de junho de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "3", ".", "03", ".", "2011", "17", ".", "11", ".", "2010", "15", ".", "10", ".", "2004", "16", ".", "04", ".", "2010", "28", ".", "10", ".", "2011", "25", ".", "10", ".", "2011", "24", ".", "6", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "3", ".", "03", ".", "2011", "17", ".", "11", ".", "2010", "15", ".", "10", ".", "2004", "16", ".", "04", ".", "2010", "28", ".", "10", ".", "2011", "25", ".", "10", ".", "2011", "24", ".", "6", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "2", ".", "2010", "16", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "2", ".", "2010", "16", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "5", "/", "2018", "6", ".", "2", ".", "2018", "16", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "5", "/", "2018", "6", ".", "2", ".", "2018", "16", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "06", "/", "2018", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2018", "21", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }